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Bachir Soussi Chiadmi
2018-02-28 12:58:03 +01:00
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"text": "I. Por causa de si entendo aquilo cuja essência envolve existência, dito de outro modo, aquilo cuja natureza só pode ser concebida como existente.",
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"text": "II. É dita finita em seu gênero uma coisa que só pode ser limitada por outra de mesma natureza. Por exemplo, um corpo é dito finito, pois sempre concebemos outro maior. Igualmente, um pensamento é limitado outro pensamento. Mas um corpo não é limitado por um pensamento, nem um pensamento por um corpo.",
"title": "II.",
"text": "É dita finita em seu gênero uma coisa que só pode ser limitada por outra de mesma natureza. Por exemplo, um corpo é dito finito, pois sempre concebemos outro maior. Igualmente, um pensamento é limitado outro pensamento. Mas um corpo não é limitado por um pensamento, nem um pensamento por um corpo.",
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"text": "III. Por substância entendo o que é em si e se concebe por si : isto é, aquilo cujo conceito não precisa do conceito de outra coisa para se formar.",
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"text": "IV. Por atributo entendo aquilo que o intelecto percebe como constituindo a essência da substância.",
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"text": "V. Por modo entendo as afecções da substância, isto é, aquilo que é em outro e se concebe por outro.",
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"text": "VI. Por Deus entendo o ser absolutamente infinito, isto é, uma substância composta de infinitos atributos, cada um deles exprimindo uma essência eterna e infinita.",
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"text": "VII. Diz-se livre a coisa que existe somente pela necessidade de sua natureza e que é determinada a agir somente por ela : e necessária, ou compelida, aquela que é determinada por outras coisas a existir e operar de certa e determinada maneira.",
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"text": "VIII. Por eternidade entendo a própria existência concebida como o que se segue necessariamente da simples definição de coisa eterna.",
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"text": "III. Dada uma causa determinada, segue-se necessariamente um efeito, e, ao contrário, se não há nenhuma causa determinada, é impossível que se siga um efeito.",
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"text": "IV. O conhecimento do efeito depende do conhecimento da causa e o envolve.",
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"text": "V. Coisas que não tem nada em comum entre si, também não podem ser entendidas uma pela outra, dito de outro modo, o conceito de uma não envolve o conceito da outra.",
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"text": "VI. A idéia verdadeira deve convir com seu ideado.",
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"text": "VII. Qualquer coisa que pode ser concebida como não existente, tem uma essência que não envolve a existência.",
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"text": "I. Por corpo entendo um modo de Deus que exprime de forma certa e determinada, a essência de Deus enquanto coisa extensa ; _vide [Corol. Prop. 25](125c) p. I_.",
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"title": "",
"text": "II. Digo pertencer à essência de uma coisa aquilo que, uma vez dado, põe necessariamente a coisa e, uma vez suprimido, necessariamente a destrói ; ou aquilo sem o que a coisa não pode ser nem ser concebida e, ao reverso, aquilo que não pode ser nem ser concebido sem a coisa.",
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"text": "III. Por idéia entendo um conceito que a mente forma por que é coisa pensante.",
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"text": "IV. Por idéia adequada entendo uma idéia que, enquanto considerada em si e sem relação com um objeto, tem todas as propriedades ou denominações intrínsecas de uma idéia verdadeira.",
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"text": "Por idéia adequada entendo uma idéia que, enquanto considerada em si e sem relação com um objeto, tem todas as propriedades ou denominações intrínsecas de uma idéia verdadeira.",
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"text": "V. Duração é a continuação indefinida do existir.",
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"text": "VI. Por realidade e perfeição entendo a mesma coisa.",
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"text": "VII. Por coisas singulares entendo coisas que são finitas e têm existência determinada. E se vários indivíduos concorrem em uma ação de forma que todos juntos são causas de um efeito, considero-os todos, nesta medida, como uma coisa singular.",
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"text": "Por coisas singulares entendo coisas que são finitas e têm existência determinada. E se vários indivíduos concorrem em uma ação de forma que todos juntos são causas de um efeito, considero-os todos, nesta medida, como uma coisa singular.",
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"title":"AXIOMAS",
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"id": "2a1",
"title": "AXIOMAS",
"text": "I. A essência do homem não envolve existência necessária, isto é, da ordem da natureza tanto pode se fazer com que este ou aquele homem exista como que não exista.",
"title": "I.",
"text": "A essência do homem não envolve existência necessária, isto é, da ordem da natureza tanto pode se fazer com que este ou aquele homem exista como que não exista.",
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"text": "II. O homem pensa.",
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"text": "O homem pensa.",
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"text": "III. Modos do pensamento como amor, desejo, ou tudo mais que seja designado como afeto da alma, não podem existir em um Indivíduo sem a idéia da coisa amada, desejada, etc. Mas esta idéia pode existir sem nenhum outro modo do pensamento.",
"title": "III.",
"text": "Modos do pensamento como amor, desejo, ou tudo mais que seja designado como afeto da alma, não podem existir em um Indivíduo sem a idéia da coisa amada, desejada, etc. Mas esta idéia pode existir sem nenhum outro modo do pensamento.",
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"text": "IV. Sentimos que um certo corpo é afetado de muitos modos.",
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"text": "Sentimos que um certo corpo é afetado de muitos modos.",
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"id": "2a5",
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"text": "V. Não sentimos nem percebemos coisas singulares além dos corpos e dos modos do pensamento. \n_Vide Postulados [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) após a Proposição 13_.",
"title": "V.",
"text": "Não sentimos nem percebemos coisas singulares além dos corpos e dos modos do pensamento. \n_Vide Postulados [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) após a Proposição 13_.",
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"title":"DEFINIÇÕES",
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"id": "3d1",
"title": "DEFINIÇÕES",
"text": "I. Chamo de causa adequada aquela cujo efeito pode por ela ser percebido clara e distintamente. E chamo inadequada, ou parcial, aquela cujo efeito não pode ser entendido somente por ela.",
"title": "I.",
"text": "Chamo de causa adequada aquela cujo efeito pode por ela ser percebido clara e distintamente. E chamo inadequada, ou parcial, aquela cujo efeito não pode ser entendido somente por ela.",
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"id": "3d2",
"title": "",
"text": "II. Digo que agimos, quando algo acontece, em nós ou fora de nós, de que somos causa adequada, isto é, _(pela [Def. preced.](3d1))_ quando se segue de nossa natureza, em nós ou fora de nós, algo que se entende clara e distintamente apenas por ela. Digo ao contrário que padecemos, quando algo acontece, em nós ou fora de nós, de que somos apenas causa parcial.",
"title": "II.",
"text": "Digo que agimos, quando algo acontece, em nós ou fora de nós, de que somos causa adequada, isto é, _(pela [Def. preced.](3d1))_ quando se segue de nossa natureza, em nós ou fora de nós, algo que se entende clara e distintamente apenas por ela. Digo ao contrário que padecemos, quando algo acontece, em nós ou fora de nós, de que somos apenas causa parcial.",
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"id": "3d3",
"title": "",
"text": "III. Por Afeto entendo as afecções do Corpo que aumentam ou diminuem, ajudam ou limitam, a potência de agir deste Corpo e ao mesmo tempo as idéias destas afecções. \n_Portanto, se podemos ser causa adequada de uma destas afecções, entendo por este Afeto uma ação ; caso contrário, uma Paixão._",
"title": "III.",
"text": "Por Afeto entendo as afecções do Corpo que aumentam ou diminuem, ajudam ou limitam, a potência de agir deste Corpo e ao mesmo tempo as idéias destas afecções. \n_Portanto, se podemos ser causa adequada de uma destas afecções, entendo por este Afeto uma ação ; caso contrário, uma Paixão._",
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"id": "3p1",
"title": "",
"text": "I. O corpo humano pode ser afetado de muitos modos, que aumentam ou diminuem sua potência de agir, assim como de outros que não tornam sua potência de agir nem maior nem menor. _Este Postulado, ou Axioma, se apóia no [Postulado 1](213p1) e Lemas [5](213l5) e [7](213l7), após Prop. 13 p. II._",
"title": "I.",
"text": "O corpo humano pode ser afetado de muitos modos, que aumentam ou diminuem sua potência de agir, assim como de outros que não tornam sua potência de agir nem maior nem menor. _Este Postulado, ou Axioma, se apóia no [Postulado 1](213p1) e Lemas [5](213l5) e [7](213l7), após Prop. 13 p. II._",
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"id": "3p2",
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"text": "II. O corpo humano pode sofrer muitas mudanças e reter mesmo assim impressões ou vestígios dos objetos _(vide [Post. 5](213p5), p. II)_ e, consequentemente [reter] imagens das coisas. _(Para a definição de imagem, ver [Esc. Prop. 17](217sc), p. II)._",
"title": "II.",
"text": "O corpo humano pode sofrer muitas mudanças e reter mesmo assim impressões ou vestígios dos objetos _(vide [Post. 5](213p5), p. II)_ e, consequentemente [reter] imagens das coisas. _(Para a definição de imagem, ver [Esc. Prop. 17](217sc), p. II)._",
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"type": "ESCÓLIO",
"text": "Chamo de Força de Caráter (Fortitudinem) a todas as ações que se seguem dos afetos que se referem à Mente enquanto ela entende, dentre as quais distingo Firmeza (Animositatem) e a Generosidade (Generositatem). Entendo por _Firmeza_ o _Desejo de conservar o seu ser apenas segundo os ditames da razão._ E por _Generosidade_ entendo _o Desejo de ajudar os outros homens apenas segundo os ditames da razão e de uní-los a si por amizade_. Portanto, as ações que têm como intenção apenas a utilidade do agente se referem à Firmeza e aquelas que tem como intenção a utilidade dos outros se referem à Generosidade. Assim, a Temperança (Temperantia), a Sobriedade (Sobrietas), a presença de espírito diante do perigo e etc. são espécies de Firmeza. Por outro lado, a Modéstia (Modestia) e a Clemência (Generositatis) e etc. são espécies de Generosidade. Com isto penso ter explicado e mostrado por suas causas primeiras os principais afetos e flutuações da alma originados dos três afetos primitivos, a saber, do Desejo, da Alegria e da Tristeza. E fica evidente que as causas externas nos agitam de muitos modos e que flutuamos como ondas do mar agitadas por ventos contrários, sem saber de nossa sorte ou nosso destino. Mas disse também que mostrei somente os principais conflitos da alma e não todos. Pois prosseguindo pela mesma via podemos facilmente mostrar que o Amor pode estar unido à Culpa, ao Desdém ao Pudor, etc. Creio que fica claro do que disse que os afetos podem se compor uns com os outros de tantos modos e originar tantas variações que não é possível atribuir-lhes um número definido. Mas para meu intento, basta ter enumerado os principais, uma vez que os demais teriam mais curiosidade do que utilidade. Resta notar a respeito do Amor que quando fruímos de uma coisa que nos apetece, frequentemente a própria fruição faz o Corpo adquirir um novo estado pelo qual ele é determinado de uma nova maneira, fazendo surgir imagens de outras coisas que a Mente começa a imaginar e a desejar. Por exemplo, quando imaginamos uma coisa cujo sabor habitualmente nos deleita, temos o desejo de fruí-la ou comê-la. Mas quando a fruímos, o estômago fica cheio e o Corpo se constitui de uma nova maneira. Se então, já com o corpo disposto da nova maneira, a presença [do alimento] fomenta sua imagem e consequentemente o esforço ou Desejo de comê-lo, este Desejo ou esforço repugna ao novo estado e, consequentemente, a presença da coisa que apetecemos se torna odiosa e é isto que chamamos de Fastio (Fastidium) ou Tédio (Taedium). Além disso, não considerei as afecções externas do Corpo, que são observadas nos afetos, como o tremor, a lividez, os soluços, os risos, que se referem apenas ao Corpo, sem relação com a Mente. Finalmente, cabe notar algumas coisas sobre as definições dos afetos, que repetirei aqui em ordem, intercalando entre elas algumas observações."
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{
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{
"title":"DEFINIÇÕES DOS AFETOS.",
"type":"title"
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{
"id": "3ad1",
"type": "",
"text": "I. O Desejo (Cupiditas) é própria essência do homem, enquanto ela é concebida como determinada, por uma afecção qualquer dela mesma, a fazer algo."
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"type": "I.",
"text": "O Desejo (Cupiditas) é própria essência do homem, enquanto ela é concebida como determinada, por uma afecção qualquer dela mesma, a fazer algo.",
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{
"id": "3ad1e",
"type": "EXPLICAÇÃO",
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{
"id": "3ad2",
"title": "",
"text": "II. A Alegria (Laetitia) é a transição do homem de uma perfeição menor a uma perfeição maior.",
"title": "II.",
"text": "A Alegria (Laetitia) é a transição do homem de uma perfeição menor a uma perfeição maior.",
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"id": "3ad3",
"title": "",
"text": "III. A Tristeza (Tristitia) é a transição do homem de uma perfeição maior para uma perfeição menor.",
"title": "III.",
"text": "A Tristeza (Tristitia) é a transição do homem de uma perfeição maior para uma perfeição menor.",
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"id": "3ad3e",
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{
"id": "3ad4",
"title": "",
"text": "IV. A Admiração (Admiratio) é a imaginação de uma coisa na qual a Mente permanece fixada, por ser esta imaginação singular e não ter conexão alguma com outras coisas. _Vide [Prop. 52](352) e seu [Esc.](352sc)._",
"title": "IV.",
"text": "A Admiração (Admiratio) é a imaginação de uma coisa na qual a Mente permanece fixada, por ser esta imaginação singular e não ter conexão alguma com outras coisas. _Vide [Prop. 52](352) e seu [Esc.](352sc)._",
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{
"id": "3ad4e",
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{
"id": "3ad5",
"title": "",
"text": "V. O Desprezo (Contemptus) é a imaginação de uma coisa que impressiona tão pouco a Mente que a presença da coisa leva a imaginar mais o que a coisa não é do que aquilo que ela é. _Vide [Esc. Prop. 52](352sc). \n_Omito as definições de Veneração (Venerationis) e Desdém (Dedignationis), pois nenhum afeto, que eu saiba, corresponde a estes nomes.",
"title": "V.",
"text": "O Desprezo (Contemptus) é a imaginação de uma coisa que impressiona tão pouco a Mente que a presença da coisa leva a imaginar mais o que a coisa não é do que aquilo que ela é. _Vide [Esc. Prop. 52](352sc). \n_Omito as definições de Veneração (Venerationis) e Desdém (Dedignationis), pois nenhum afeto, que eu saiba, corresponde a estes nomes.",
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{
"id": "3ad6",
"title": "",
"text": "VI. O Amor (Amor) é a Alegria concomitante à idéia de uma causa externa.",
"title": "VI.",
"text": "O Amor (Amor) é a Alegria concomitante à idéia de uma causa externa.",
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{
"id": "3ad6e",
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{
"id": "3ad7",
"title": "",
"text": "VII. O Ódio (Odium) é a Tristeza concomitante à idéia de uma causa externa.",
"title": "VII.",
"text": "O Ódio (Odium) é a Tristeza concomitante à idéia de uma causa externa.",
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{
"id": "3ad7e",
@@ -2900,20 +2918,20 @@
},
{
"id": "3ad8",
"title": "",
"text": "VIII. A Inclinação (Propensio) é a Alegria concomitante à idéia de uma coisa que é por acidente causa da Alegria.",
"title": "VIII.",
"text": "A Inclinação (Propensio) é a Alegria concomitante à idéia de uma coisa que é por acidente causa da Alegria.",
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{
"id": "3ad9",
"title": "",
"text": "IX. A Aversão (Aversio) é a Tristeza, concomitante à idéia de uma coisa que é por acidente causa da Tristeza. _Ver a respeito o [Esc. Prop. 15](315sc)_.",
"title": "IX.",
"text": "A Aversão (Aversio) é a Tristeza, concomitante à idéia de uma coisa que é por acidente causa da Tristeza. _Ver a respeito o [Esc. Prop. 15](315sc)_.",
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},
{
"id": "3ad10",
"title": "",
"text": "X. A Devoção (Devotio) é o amor com relação a quem admiramos.",
"title": "X.",
"text": "A Devoção (Devotio) é o amor com relação a quem admiramos.",
"childs": [
{
"id": "3ad10e",
@@ -2924,8 +2942,8 @@
},
{
"id": "3ad11",
"title": "",
"text": "XI. O Escárnio (Irrisio) é a Alegria que se origina em imaginarmos que a coisa que odiamos tem algo que desprezamos.",
"title": "XI.",
"text": "O Escárnio (Irrisio) é a Alegria que se origina em imaginarmos que a coisa que odiamos tem algo que desprezamos.",
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{
"id": "3ad11e",
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},
{
"id": "3ad12",
"title": "",
"text": "XII. A Esperança (Spes) é uma Alegria inconstante, originada da idéia de uma coisa futura ou passada, cuja ocorrência duvidamos até certo ponto.",
"title": "XII.",
"text": "A Esperança (Spes) é uma Alegria inconstante, originada da idéia de uma coisa futura ou passada, cuja ocorrência duvidamos até certo ponto.",
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},
{
"id": "3ad13",
"title": "",
"text": "XIII. O Medo (Metus) é uma Tristeza inconstante, originada da idéia de uma coisa futura ou passada, cuja ocorrência duvidamos até certo ponto. _Vide a respeito o [Esc. 2 Prop. 18](318sc2)_.",
"title": "XIII.",
"text": "O Medo (Metus) é uma Tristeza inconstante, originada da idéia de uma coisa futura ou passada, cuja ocorrência duvidamos até certo ponto. _Vide a respeito o [Esc. 2 Prop. 18](318sc2)_.",
"childs": [
{
"id": "3ad13e",
@@ -2954,14 +2972,14 @@
},
{
"id": "3ad14",
"title": "",
"text": "XIV. A Segurança (Securitas) é a Alegria originada da idéia de uma coisa futura ou passada da qual foi removida toda a causa de dúvida.",
"title": "XIV.",
"text": "A Segurança (Securitas) é a Alegria originada da idéia de uma coisa futura ou passada da qual foi removida toda a causa de dúvida.",
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},
{
"id": "3ad15",
"title": "",
"text": "XV. O Desespero (Desperatio) é a Tristeza originada da idéia de uma coisa futura ou passada da qual foi removida toda a causa de dúvida.",
"title": "XV.",
"text": "O Desespero (Desperatio) é a Tristeza originada da idéia de uma coisa futura ou passada da qual foi removida toda a causa de dúvida.",
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{
"id": "3ad15e",
@@ -2972,20 +2990,20 @@
},
{
"id": "3ad16",
"title": "",
"text": "XVI. Gaudium est Lætitia, concomitante ideâ rei præteritæ, quæ præter Spem evenit.",
"title": "XVI.",
"text": "Gaudium est Lætitia, concomitante ideâ rei præteritæ, quæ præter Spem evenit.",
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},
{
"id": "3ad17",
"title": "",
"text": "XVII. A Decepção (Constientiae Morsus) é a Tristeza concomitante à idéia de uma coisa passada que resultou no contrário do esperado.",
"title": "XVII.",
"text": "A Decepção (Constientiae Morsus) é a Tristeza concomitante à idéia de uma coisa passada que resultou no contrário do esperado.",
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{
"id": "3ad18",
"title": "",
"text": "XVIII. A Compaixão (Commiseratio) é a Tristeza concomitante à idéia de um mal ocorrido a outrem que imaginamos ser semelhante a nós. _Vide [Esc. Prop. 22](322sc) e [Esc. Prop. 27](327sc)._",
"title": "XVIII.",
"text": "A Compaixão (Commiseratio) é a Tristeza concomitante à idéia de um mal ocorrido a outrem que imaginamos ser semelhante a nós. _Vide [Esc. Prop. 22](322sc) e [Esc. Prop. 27](327sc)._",
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{
"id": "3ad18e",
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{
"id": "3ad19",
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"text": "XIX. Apreço (Favor) é o Amor a quem fez bem a outrem.",
"title": "XIX.",
"text": "Apreço (Favor) é o Amor a quem fez bem a outrem.",
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"id": "3ad20",
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"text": "XX. Indignação (Indignatio) é o Ódio a quem fez mal a outrem.",
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"text": "Indignação (Indignatio) é o Ódio a quem fez mal a outrem.",
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"text": "XXI. A Sobreestima (Existimatio) é por Amor pensar de alguém mais do que é justo.",
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"text": "XXII. O Menosprezo (Despectus) é por Ódio pensar de alguém menos do que é justo.",
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"text": "XXIII. A Inveja (Invidia) é o Ódio enquanto afeta o homem de modo que ele se entristece da felicidade de outro e, ao contrário, de se alegra do mal de outro.",
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"text": "XXIV. A Piedade (Misericordia) é o Amor enquanto afeta o homem de modo que ele se alegra da felicidade de outro e, ao contrário, de se entristece do mal de outro.",
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"text": "XXV. A Auto-Estima (Acquiescentia in se ipso) é a Alegria, originada em que o homem contempla a sua própria potência de agir.",
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"text": "XXVI. A Humildade (Humilitas) é a Tristeza originada em que o homem contempla sua impotência ou fraqueza.",
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"id": "3ad27",
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"text": "XXVII. A Culpa (Poenitentiae) é a Tristeza concomitante a idéia de um feito que cremos ser produto de um livre decreto de nossa Mente.",
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"text": "XXVIII. A Soberba (Superbia) é pensar de si, por Amor, mais do que é justo.",
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"text": "XXIX. A Abjeção (Abjectio) é pensar de si, por Tristeza, menos do que é justo.",
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"text": "XXX. A Glória (Gloria) é a Alegria concomitante à idéia de alguma ação nossa que imaginamos ser elogiada pelos outros.",
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"text": "A Glória (Gloria) é a Alegria concomitante à idéia de alguma ação nossa que imaginamos ser elogiada pelos outros.",
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{
"id": "3ad31",
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"text": "XXXI. A Vergonha (Pudor) é a Tristeza concomitante à idéia de alguma ação nossa que imaginamos ser censurada pelos outros.",
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"id": "3ad32",
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"text": "XXXII. O Querer Insatisfeito (Desiderium) é o Desejo ou Apetite de possuir uma coisa que é favorecido pela memória de tal coisa e limitado pela memória de outras coisas que limitam a existência da coisa apetecida.",
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"text": "O Querer Insatisfeito (Desiderium) é o Desejo ou Apetite de possuir uma coisa que é favorecido pela memória de tal coisa e limitado pela memória de outras coisas que limitam a existência da coisa apetecida.",
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"text": "XXXIII. A Emulação (Aemulatio) é o Desejo de uma coisa que é gerado em nós ao imaginarmos que os outros têm o mesmo Desejo.",
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"text": "A Emulação (Aemulatio) é o Desejo de uma coisa que é gerado em nós ao imaginarmos que os outros têm o mesmo Desejo.",
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"text": "XXXIV. O Reconhecimento (Gratia) ou Gratidão (Gratitudo) é o Desejo ou afã do Amor, em se esforçar pro fazer o bem a quem nos fez o bem por Amor. _Vide [Prop. 39](339) e o [Esc. Prop. 41](341sc)_.",
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"text": "O Reconhecimento (Gratia) ou Gratidão (Gratitudo) é o Desejo ou afã do Amor, em se esforçar pro fazer o bem a quem nos fez o bem por Amor. _Vide [Prop. 39](339) e o [Esc. Prop. 41](341sc)_.",
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"id": "3ad35",
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"text": "XXXV. A Benevolência (Benevolentia) é o Desejo de fazer o bem para quem temos compaixão. _Vide [Esc. Prop. 27](327sc)_.",
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"text": "A Benevolência (Benevolentia) é o Desejo de fazer o bem para quem temos compaixão. _Vide [Esc. Prop. 27](327sc)_.",
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"id": "3ad36",
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"text": "XXXVI. A Ira (Ira) é o Desejo, incitado pelo Ódio, de infligir o mal a quem odiamos. _Vide [Prop. 39](339)_.",
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"text": "A Ira (Ira) é o Desejo, incitado pelo Ódio, de infligir o mal a quem odiamos. _Vide [Prop. 39](339)_.",
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"id": "3ad37",
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"text": "XXXVII. Vingança (Vindicta) é o Desejo que, por Ódio recíproco, nos leva a infligir o mal a quem, movido de afeto semelhante, nos infligiu um dano. _Vide [Corol. 2 Prop. 40](340c2) e seu [Esc](340sc)_.",
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"text": "Vingança (Vindicta) é o Desejo que, por Ódio recíproco, nos leva a infligir o mal a quem, movido de afeto semelhante, nos infligiu um dano. _Vide [Corol. 2 Prop. 40](340c2) e seu [Esc](340sc)_.",
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"text": "XXXVIII. A Crueldade (Crudelitas), ou Selvageria (Saevitia) é o Desejo que leva alguém a infligir o mal a quem amamos ou a quem temos compaixão.",
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"text": "A Crueldade (Crudelitas), ou Selvageria (Saevitia) é o Desejo que leva alguém a infligir o mal a quem amamos ou a quem temos compaixão.",
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"text": "XXXIX. O Temor (Timor) é o Desejo de evitar, por meio de um mal menor, uma mal maior que tememos. _Vide [Esc. Prop. 39](339sc)_.",
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"text": "O Temor (Timor) é o Desejo de evitar, por meio de um mal menor, uma mal maior que tememos. _Vide [Esc. Prop. 39](339sc)_.",
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"text": "XL. Audácia (Audacia) é o Desejo que leva alguém a fazer algo correndo um perigo que seus iguais teriam medo de suportar.",
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"text": "Audácia (Audacia) é o Desejo que leva alguém a fazer algo correndo um perigo que seus iguais teriam medo de suportar.",
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"text": "XLI. A Covardia (Pusillanimitas) se diz de alguém cujo Desejo é limitado pelo temor de um perigo que seus iguais ousam suportar.",
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"text": "A Covardia (Pusillanimitas) se diz de alguém cujo Desejo é limitado pelo temor de um perigo que seus iguais ousam suportar.",
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"id": "3ad42",
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"text": "XLII. A Consternação (Consternatio) se diz daquele cujo Desejo de evitar o mal é limitado pela admiração do mal que ele teme.",
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"text": "A Consternação (Consternatio) se diz daquele cujo Desejo de evitar o mal é limitado pela admiração do mal que ele teme.",
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"id": "3ad43",
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"text": "XLIII. A Cortesia (Humanitas) ou Modéstia (Modéstia) é o Desejo de fazer o que agrada aos homens e se omitir em fazer o que os desagrada.",
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"text": "A Cortesia (Humanitas) ou Modéstia (Modéstia) é o Desejo de fazer o que agrada aos homens e se omitir em fazer o que os desagrada.",
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"text": "XLIV. A Ambição (Ambitio) é o desejo imoderado de glória.",
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"text": "A Ambição (Ambitio) é o desejo imoderado de glória.",
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"text": "XLV. A Gula (Luxuria) é o Desejo ou Amor imoderado de comer.",
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"text": "A Gula (Luxuria) é o Desejo ou Amor imoderado de comer.",
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"text": "XLVI. A Embriaguez (Ebrietas) é o Desejo ou Amor imoderado de beber.",
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"text": "A Embriaguez (Ebrietas) é o Desejo ou Amor imoderado de beber.",
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"text": "XLVII. A Avareza (Avaritia) é o Desejo ou Amor imoderado de riquezas.",
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"text": "A Avareza (Avaritia) é o Desejo ou Amor imoderado de riquezas.",
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"text": "XLVIII. A Lubricidade (Libido) é o Desejo ou Amor de unir os corpos.",
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"text": "A Lubricidade (Libido) é o Desejo ou Amor de unir os corpos.",
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"title":"DEFINIÇÕES",
"type":"title"
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{
{
"id": "4d1",
"title": "",
"text": "I. Por bem entenderei o que sabemos com certeza nos ser útil.",
"title": "I.",
"text": "Por bem entenderei o que sabemos com certeza nos ser útil.",
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{
"id": "4d2",
"title": "",
"text": "II. Por mal, por seu turno, [entendo] o que sabemos com certeza nos impedir de possuir um algo de bom. \n \nSobre isto ver o final do [Prefácio](4pr).",
"title": "II.",
"text": "Por mal, por seu turno, [entendo] o que sabemos com certeza nos impedir de possuir um algo de bom. \n \nSobre isto ver o final do [Prefácio](4pr).",
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{
"id": "4d3",
"title": "",
"text": "III. Chamo as coisas singulares de contingentes, quando não encontramos em sua essência nada que ponha necessariamente sua existência nem nada que possa excluí-la.",
"title": "III. C",
"text": "amo as coisas singulares de contingentes, quando não encontramos em sua essência nada que ponha necessariamente sua existência nem nada que possa excluí-la.",
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{
"id": "4d4",
"title": "",
"text": "IV. Chamo as coisas singulares de possíveis, quando a partir do exame das causas que devem produzi-las, não sabemos se elas estão determinadas a produzi-las. \n \nNo [Esc. 1 Prop. 33](133sc1), p. I, não fiz diferença entre possível e contingente, pois ali não era preciso distingui-los de forma acurada.",
"title": "IV. C",
"text": "amo as coisas singulares de possíveis, quando a partir do exame das causas que devem produzi-las, não sabemos se elas estão determinadas a produzi-las. \n \nNo [Esc. 1 Prop. 33](133sc1), p. I, não fiz diferença entre possível e contingente, pois ali não era preciso distingui-los de forma acurada.",
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},
{
"id": "4d5",
"title": "",
"text": "V. Por afetos contrários entenderei, na seqüência, os que arrastam o homem em diversas direções e que, mesmo sendo do mesmo gênero – como a gula e a avareza, que são espécies de amor – não são contrários por natureza, mas por acidente.",
"title": "V.",
"text": "Por afetos contrários entenderei, na seqüência, os que arrastam o homem em diversas direções e que, mesmo sendo do mesmo gênero – como a gula e a avareza, que são espécies de amor – não são contrários por natureza, mas por acidente.",
"childs": []
},
{
"id": "4d6",
"title": "",
"text": "VI. Expliquei o que entendo por afetos em relação a coisas futuras, presentes ou passadas nos Esc. [1](318sc1) e [2](318sc2) da Prop. 18 p. III, que devem ser consultados. \n \nMas cabe notar aqui, que não podemos imaginar distintamente as distâncias temporais, bem como as de lugar, para além de certo limite. Isto é, costumamos imaginar que todos os objetos distando de nós de mais de duzentos pés, ou cuja distância do lugar em que estamos superam o que conseguimos imaginar distintamente, parecem distar igualmente de nós, como se eles estivessem no mesmo plano. Também imaginamos que os objetos cujo tempo de existência se distancia do presente com um intervalo maior do que costumamos imaginar distintamente, estão igualmente distantes do presente e os referimos quase a um mesmo momento no tempo.",
"title": "VI. Expli",
"text": "uei o que entendo por afetos em relação a coisas futuras, presentes ou passadas nos Esc. [1](318sc1) e [2](318sc2) da Prop. 18 p. III, que devem ser consultados. \n \nMas cabe notar aqui, que não podemos imaginar distintamente as distâncias temporais, bem como as de lugar, para além de certo limite. Isto é, costumamos imaginar que todos os objetos distando de nós de mais de duzentos pés, ou cuja distância do lugar em que estamos superam o que conseguimos imaginar distintamente, parecem distar igualmente de nós, como se eles estivessem no mesmo plano. Também imaginamos que os objetos cujo tempo de existência se distancia do presente com um intervalo maior do que costumamos imaginar distintamente, estão igualmente distantes do presente e os referimos quase a um mesmo momento no tempo.",
"childs": []
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{
"id": "4d7",
"title": "",
"text": "VII. Por fim pelo qual fazemos uma coisa entendo o apetite.",
"title": "VII.",
"text": "Por fim pelo qual fazemos uma coisa entendo o apetite.",
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{
"id": "4d8",
"title": "",
"text": "VIII. Por virtude e potência entendo a mesma coisa, isto é _(pela [Prop. 7](307), p. III)_, que a virtude, quando se refere ao homem, é sua própria essência ou natureza, enquanto ela tem o poder de fazer coisas que só podem ser entendidas pelas leis de sua própria natureza.",
"title": "VIII.",
"text": "Por virtude e potência entendo a mesma coisa, isto é _(pela [Prop. 7](307), p. III)_, que a virtude, quando se refere ao homem, é sua própria essência ou natureza, enquanto ela tem o poder de fazer coisas que só podem ser entendidas pelas leis de sua própria natureza.",
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{
@@ -4735,15 +4753,19 @@
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{
"title":"AXIOMAS",
"type":"title"
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{
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"title": "AXIOMAS",
"title": "I.",
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{
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"title": "II.",
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