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Bachir Soussi Chiadmi
2018-03-09 09:38:24 +01:00
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commit a1b3efc18d
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"id": "359sc",
"type": "ESCÓLIO",
"text": "Chamo de Força de Caráter (Fortitudinem) a todas as ações que se seguem dos afetos que se referem à Mente enquanto ela entende, dentre as quais distingo Firmeza (Animositatem) e a Generosidade (Generositatem). Entendo por _Firmeza_ o _Desejo de conservar o seu ser apenas segundo os ditames da razão._ E por _Generosidade_ entendo _o Desejo de ajudar os outros homens apenas segundo os ditames da razão e de uní-los a si por amizade_. Portanto, as ações que têm como intenção apenas a utilidade do agente se referem à Firmeza e aquelas que tem como intenção a utilidade dos outros se referem à Generosidade. Assim, a Temperança (Temperantia), a Sobriedade (Sobrietas), a presença de espírito diante do perigo e etc. são espécies de Firmeza. Por outro lado, a Modéstia (Modestia) e a Clemência (Generositatis) e etc. são espécies de Generosidade. Com isto penso ter explicado e mostrado por suas causas primeiras os principais afetos e flutuações da alma originados dos três afetos primitivos, a saber, do Desejo, da Alegria e da Tristeza. E fica evidente que as causas externas nos agitam de muitos modos e que flutuamos como ondas do mar agitadas por ventos contrários, sem saber de nossa sorte ou nosso destino. Mas disse também que mostrei somente os principais conflitos da alma e não todos. Pois prosseguindo pela mesma via podemos facilmente mostrar que o Amor pode estar unido à Culpa, ao Desdém ao Pudor, etc. Creio que fica claro do que disse que os afetos podem se compor uns com os outros de tantos modos e originar tantas variações que não é possível atribuir-lhes um número definido. Mas para meu intento, basta ter enumerado os principais, uma vez que os demais teriam mais curiosidade do que utilidade. Resta notar a respeito do Amor que quando fruímos de uma coisa que nos apetece, frequentemente a própria fruição faz o Corpo adquirir um novo estado pelo qual ele é determinado de uma nova maneira, fazendo surgir imagens de outras coisas que a Mente começa a imaginar e a desejar. Por exemplo, quando imaginamos uma coisa cujo sabor habitualmente nos deleita, temos o desejo de fruí-la ou comê-la. Mas quando a fruímos, o estômago fica cheio e o Corpo se constitui de uma nova maneira. Se então, já com o corpo disposto da nova maneira, a presença [do alimento] fomenta sua imagem e consequentemente o esforço ou Desejo de comê-lo, este Desejo ou esforço repugna ao novo estado e, consequentemente, a presença da coisa que apetecemos se torna odiosa e é isto que chamamos de Fastio (Fastidium) ou Tédio (Taedium). Além disso, não considerei as afecções externas do Corpo, que são observadas nos afetos, como o tremor, a lividez, os soluços, os risos, que se referem apenas ao Corpo, sem relação com a Mente. Finalmente, cabe notar algumas coisas sobre as definições dos afetos, que repetirei aqui em ordem, intercalando entre elas algumas observações."
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"text": "ÉTHIQUE \ndémontrée suivant l'Ordre Géométrique \nET \n_divisée en cinq Parties,_ \n_dans lesquelles il s'agit_"
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"id": "450d",
"type": "DÉMONSTRATION ",
"text": "La Commisération en effet _(par la [Défin. 18](3ad18) des Affect.)_ est une Tristesse ; par suite, _(par la [Prop. 41](441))_ elle est mauvaise par elle-même. Pour le bien qui en suit, à savoir que nous nous efforçons de délivrer de sa misère celui pour qui nous avons de la commisération _(par le [Coroll. 3 de la Prop. 27](327c3)], p. III)_, nous désirons le faire par le seul commandement de la Raison _(par la [Prop. 37](437))_ ; et nous ne pouvons faire que par le seul commandement de la Raison quelque chose que nous sachions avec certitude être bon _(par la [Prop. 27](427))_ ; la Commisération est donc mauvaise en elle-même et inutile, dans un homme qui vit sous la conduite de la Raison. CQFD."
"text": "La Commisération en effet _(par la [Défin. 18](3ad18) des Affect.)_ est une Tristesse ; par suite, _(par la [Prop. 41](441))_ elle est mauvaise par elle-même. Pour le bien qui en suit, à savoir que nous nous efforçons de délivrer de sa misère celui pour qui nous avons de la commisération _(par le [Coroll. 3 de la Prop. 27](327c3), p. III)_, nous désirons le faire par le seul commandement de la Raison _(par la [Prop. 37](437))_ ; et nous ne pouvons faire que par le seul commandement de la Raison quelque chose que nous sachions avec certitude être bon _(par la [Prop. 27](427))_ ; la Commisération est donc mauvaise en elle-même et inutile, dans un homme qui vit sous la conduite de la Raison. CQFD."
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"id": "450c",