From d1c3fea5a6e7e91c48e763478dbbb78f7028a714 Mon Sep 17 00:00:00 2001 From: Bachir Soussi Chiadmi Date: Mon, 19 Mar 2018 12:00:37 +0100 Subject: [PATCH] updated content json dbs --- assets/jsondb/spinoza-ethica-bra-brandao.json | 10840 +++++++-------- assets/jsondb/spinoza-ethica-en-elwes.json | 10844 +++++++-------- assets/jsondb/spinoza-ethica-fr-appuhn.json | 10850 ++++++++-------- .../jsondb/spinoza-ethica-lat-gebhardt.json | 10820 +++++++-------- 4 files changed, 21697 insertions(+), 21657 deletions(-) diff --git a/assets/jsondb/spinoza-ethica-bra-brandao.json b/assets/jsondb/spinoza-ethica-bra-brandao.json index fbf6c29..fd1a913 100644 --- a/assets/jsondb/spinoza-ethica-bra-brandao.json +++ b/assets/jsondb/spinoza-ethica-bra-brandao.json @@ -1,5412 +1,5428 @@ -[ - { - "index":0, - "id":"intro", - "text": "ÉTICA \ndemonstrada em Ordem Geométrica \n_E_ \n_dividida em cinco Partes_ \n_que tratam,_" - }, - { - "index": 1, - "id": "P1", - "title": "_Primeira Parte_, SOBRE DEUS.", - "enonces": [ - { - "title":"DEFINIÇÕES", - "type":"title" - }, - { - "id": "1d1", - "title": "I.", - "text": "Por causa de si entendo aquilo cuja essência envolve existência, dito de outro modo, aquilo cuja natureza só pode ser concebida como existente.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d2", - "title": "II.", - "text": "É dita finita em seu gênero uma coisa que só pode ser limitada por outra de mesma natureza. Por exemplo, um corpo é dito finito, pois sempre concebemos outro maior. Igualmente, um pensamento é limitado outro pensamento. Mas um corpo não é limitado por um pensamento, nem um pensamento por um corpo.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d3", - "title": "III.", - "text": "Por substância entendo o que é em si e se concebe por si : isto é, aquilo cujo conceito não precisa do conceito de outra coisa para se formar.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d4", - "title": "IV.", - "text": "Por atributo entendo aquilo que o intelecto percebe como constituindo a essência da substância.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d5", - "title": "V.", - "text": "Por modo entendo as afecções da substância, isto é, aquilo que é em outro e se concebe por outro.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d6", - "title": "VI.", - "text": "Por Deus entendo o ser absolutamente infinito, isto é, uma substância composta de infinitos atributos, cada um deles exprimindo uma essência eterna e infinita.", - "childs": [ - { - "id": "1d6e", - "type": "EXPLICAÇÃO", - "text": "Digo absolutamente infinito, não infinito em seu gênero. Com efeito, podemos negar infinitos atributos ao que é infinito em seu gênero, mas ao que é absolutamente infinito, pertence a sua essência tudo o que a exprime e não nenvolve nenhuma negação." - } - ] - }, - { - "id": "1d7", - "title": "VII.", - "text": "Diz-se livre a coisa que existe somente pela necessidade de sua natureza e que é determinada a agir somente por ela : e necessária, ou compelida, aquela que é determinada por outras coisas a existir e operar de certa e determinada maneira.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d8", - "title": "VIII.", - "text": "Por eternidade entendo a própria existência concebida como o que se segue necessariamente da simples definição de coisa eterna.", - "childs": [ - { - "id": "1d8e", - "type": "EXPLICAÇÃO", - "text": "Pois tal existência, da mesma forma como a essência de uma coisa, é concebida como uma verdade eterna e, por isso, não pode ser explicada pela duração ou pelo tempo, mesmo que por uma duração sem início ou fim." - } - ] - }, - { - "title":"AXIOMAS", - "type":"title" - }, - { - "id": "1a1", - "title": "I.", - "text": "Tudo o que é, ou é em si, ou é em outro.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a2", - "title": "II.", - "text": "O que não pode ser concebido por outro, deve ser concebido por si.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a3", - "title": "III.", - "text": "Dada uma causa determinada, segue-se necessariamente um efeito, e, ao contrário, se não há nenhuma causa determinada, é impossível que se siga um efeito.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a4", - "title": "IV.", - "text": "O conhecimento do efeito depende do conhecimento da causa e o envolve.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a5", - "title": "V.", - "text": "Coisas que não tem nada em comum entre si, também não podem ser entendidas uma pela outra, dito de outro modo, o conceito de uma não envolve o conceito da outra.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a6", - "title": "VI.", - "text": "A idéia verdadeira deve convir com seu ideado.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a7", - "title": "VII.", - "text": "Qualquer coisa que pode ser concebida como não existente, tem uma essência que não envolve a existência.", - "childs": [] - }, - { - "id": "101", - "title": "PROPOSIÇÃO 1", - "text": "_Uma substância é por natureza primeira com relação a suas afecções._", - "childs": [ - { - "id": "101d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente das Definições _[3](1d3)_ e _[5](1d5)_ ." - } - ] - }, - { - "id": "102", - "title": "PROPOSIÇÃO 2", - "text": "_Duas substâncias com atributos diversos não têm nada em comum entre si._", - "childs": [ - { - "id": "102d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Também é evidente da _[Defin. 3](1d3)_. Pois cada uma deve ser em si, e deve ser concebida por si, isto é, o conceito de numa não envolve o conceito da outra." - } - ] - }, - { - "id": "103", - "title": "PROPOSIÇÃO 3", - "text": "_Coisas que não têm nada em comum entre si não podem ser causa uma da outra._", - "childs": [ - { - "id": "103d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se elas não têm na em comum, então _(pelo [Axiom. 5](1a5))_ não podem ser entendidas uma pela outra e _(pelo [Axiom. 4](1a4))_ não podem ser causa uma da outra. QED." - } - ] - }, - { - "id": "104", - "title": "PROPOSIÇÃO 4", - "text": "_Duas ou mais coisas distintas, distinguem-se entre si, seja por que os atributos das substâncias são diversos, seja por que as afecções destas substâncias são diversas._", - "childs": [ - { - "id": "1p4-d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Tudo o que é ou, é em si ou é em outro _(pelo [Axiom. 1](1a1))_, isto é, (pelas Defin. [3](1d3) e [5](1d5))_, fora do intelecto só existem as substâncias e suas afecções. Então, fora do intelecto não existe nada que possa distinguir diversas coisas que não as substâncias, ou, o que é o mesmo _(pela [Defin. 4](1d4))_, seus atributos ou suas afecções. QED." - } - ] - }, - { - "id": "105", - "title": "PROPOSIÇÃO 5", - "text": "_Na natureza não podem existir duas ou mais substâncias com a mesma natureza ou atributo._", - "childs": [ - { - "id": "105d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se existissem várias [substâncias] distintas, deveriam distinguir-se entre si, seja pela diversidade dos atributos, seja pela diversidade das afecções _(pela [Prop. preced.](104))_. Se for somente pela diversidade dos atributos que se distinguem, conceder-se-á então que existe apenas uma do mesmo atributo. Mas se for pela diversidade das afecções, como uma substância é por natureza anterior às afecções _(pela [Prop. 1](101))_, então, se a despojarmos das afecções e a considerarmos em si, isto é _(pela [Defin. 3](1d3) e pelo [Axiom. 6](1a6))_, se a considerarmos verdadeiramente, não poderemos concebê-la distinta de outra, isto é _(pela [Prop. preced.](104))_ não existirão várias [substâncias com mesmo atributo], mas apenas uma. QED." - } - ] - }, - { - "id": "106", - "title": "PROPOSIÇÃO 6", - "text": "_Uma substância não pode ser produzida por outra substância._", - "childs": [ - { - "id": "106d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Na natureza não podem existir duas substâncias de mesmo atributo _(pela [Prop. preced.](105))_ , isto é _(pela [Prop. 2](102))_, que tenham algo em comum entre si. Portanto _(pela [Prop. 3](103))_, uma não pode ser causa da outra, dito de outro modo, uma não pode ser produzida pela outra. QED." - }, - { - "id": "106c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que uma substância não pode ser produzida por outra coisa. Pois na natureza não existe nada além de substâncias e suas afecções, como fica patente pelo _[Axiom. 1](1a1)_ e pelas _Defin. [3](1d3)_ e _[5](1d5)_. Ora ela não pode ser produzida por outra substância (pela _[Prop. preced.](106))_. Logo, uma substância não pode absolutamente ser produzida por outra coisa. QED." - }, - { - "id": "106a", - "type": "_Outra demonstração_", - "text": "Isto se demonstra ainda mais facilmente pelo absurdo do contraditório. Pois se uma substância pudesse ser produzida por outra coisa, seu conhecimento dependeria do conhecimento de outra coisa _(pelo [Axiom. 4](1a4))_ e, por conseguinte, _(pela [Defin. 3](1d3))_ ela não seria substância." - } - ] - }, - { - "id": "107", - "title": "PROPOSIÇÃO 7", - "text": "_À natureza da substância pertence o existir._", - "childs": [ - { - "id": "107d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Uma substância não pode ser produzida por outra coisa _(pelo [Cor. Prop preced.](106c))_ ; portanto ela deve ser causa de si, isto é _(pela [Def. 1](1d1))_, sua essência envolve necessariamente a existência, ou, dito de outro modo, pertence a sua natureza o existir. QED." - } - ] - }, - { - "id": "108", - "title": "PROPOSIÇÃO 8", - "text": "_Toda substância é necessariamente infinita._", - "childs": [ - { - "id": "108d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Uma substância com um atributo não pode existir se não for única _(pela [Prop. 5](105))_, e pertence a sua natureza o existir _(pela [Prop. 7](107))_. Portanto, por natureza ela existirá, seja como finita ou infinita. Mas não como finita, pois _(pela [Defin. 2](1d2))_ ela deveria ser limitada por outra coisa de mesma natureza, que também deveria existir necessariamente _(pela [Prop. 7](107))_ ; e, por conseguinte, existiriam duas substâncias de mesmo atributo, o que é absurdo _(pela [Prop. 5](105))_. Logo ela existe como infinita. QED." - }, - { - "id": "108sc1", - "type": "ESCÓLIO 1", - "text": "Como ser finito é em parte uma negação, e como ser infinito é uma afirmação absoluta da existência de uma certa natureza, segue-se da _[Prop. 7](107)_ que toda substância deve ser infinita." - }, - { - "id": "108sc2", - "type": "ESCÓLIO 2", - "text": "Não duvido que a [demonstração da _Prop._ 7](107d) seja difícil de conceber para todos os que julgam confusamente as coisas e que não costumam buscar conhecê-las por suas causas primeiras. Pois eles não distinguem entre as modificações das substâncias e as próprias substâncias, nem sabem como as coisas se produzem. Donde natribuem erroneamente às substâncias os princípios que vêem nas coisas. Pois os que ignoram as verdadeiras causas das coisas confundem tudo e, sem repugnar a mente, forjam árvores que falam como homens e homens nque nascem, não de sêmen, mas de pedras e imaginam formas quaisquer se transformarem em quaisquer outras. Igualmente, aqueles que confundem a natureza divina com a humana, atribuem facilmente a Deus afetos humanos, sobretudo por também ignorarem como os afetos se produzem na mente. Mas se os homens refletissem sobre a natureza da substância, não teriam a menor dúvida sobre a _[Prop. 7](107)_. Mais ainda, esta Proposição seria um axioma para todos e seria contada entre as noções comuns. Pois entenderiam como substância o que é em si e se concebe por si, aquilo cujo conhecimento não depende do conhecimento de outras coisas. E por modificações entenderiam o que é em outro, modificações cujo conceito se forma a partir do conceito da coisa em que elas são. Eis por que podemos ter idéias verdadeiras de coisas não existentes: ainda que elas não existam em ato fora do intelecto, sua essência pode ser compreendida em outra coisa, de sorte que podemos concebê-la por esta outra. Mas, fora do intelecto a verdade das substâncias existe nelas mesmas, pois elas se concebem por si. Se, portanto, alguém disser ter de uma substância uma idéia clara e distinta, isto é, verdadeira, e ainda assim duvidar da existência de tal substância, é como se dissesse ter uma idéia verdadeira e suspeitasse ao mesmo tempo que ela seja falsa (o que é evidente para qualquer um suficientemente atento) ; ou então, se alguém supor que uma substância é criada, supõe ao mesmo tempo que uma idéia falsa tornou-se verdadeira, o que é dos maiores absurdos que se pode conceber. Assim, é necessário confessar que a existência de uma substância, bem como a de sua essência, é uma verdade eterna. E, desta forma, pudemos concluir, de uma outra maneira, que existe somente uma substância de mesma natureza e julguei valer a pena mostrá-lo aqui. Mas, para fazê-lo de forma ordenada, cabe notar : I. que a definição verdadeira de cada coisa envolve e exprime apenas a natureza da coisa definida. Do que se segue : II. que nenhuma definição envolve ou exprime um número preciso de indivíduos, pois ela exprime somente a natureza da coisa definida. Por exemplo, a definição de triângulo exprime somente a simples natureza do triângulo ; e não um número preciso de triângulos. III. Cabe notar que necessariamente há, para cada coisa existente, uma causa certa e precisa que faz com que ela exista. IV. Note-se enfim que esta causa que faz com que certa coisa exista deve, ou estar contida na natureza ou definição da coisa existente _(à sua natureza pertence o existir)_, ou estar fora dela. Segue-se daí que se na natureza existe um número certo e preciso de indivíduos, deve necessariamente haver uma causa fazendo com que existam estes indivíduos e que não existam nem mais nem menos. Se, por exemplo, existem na natureza vinte homens _(que, para maior clareza, suponho existirem juntos, sem que outros tenham existido antes)_, não bastará _(para dar razão a que existam vinte homens)_ apontar como causa a natureza humana em geral. Será preciso também mostrar a causa que faz com que não existam nem menos nem mais que vinte ; pois _(pela nota III.)_, para cada um deve haver uma causa que o faça existir. Ora, esta causa _(pelas notas II. e III.)_ não pode estar contida na natureza humana, pois a verdadeira definição de homem não envolve o número vinte. Então _(pela nota IV.)_, a causa com que faz que existam estes vinte homens, e por conseguinte faz com que cada um exista, deve necessariamente estar fora de cada um. Donde se deve concluir de forma absoluta que todas as coisas, cuja natureza é tal que possam existir diversos indivíduos, devem precisam necessariamente de uma causa externa para existir. Agora, já que à natureza da substância pertence o existir _(pelo que já mostramos neste Escólio)_, sua definição deve envolver a existência necessária, e, por conseguinte, sua própria existência deve ser concluída apenas de sua definição. Ora, de sua própria definição _(como mostramos nas notas II. e III.)_ não se pode seguir a existência de várias substâncias. Logo, segue-se necessariamente que existe uma única [substância] de mesma natureza, como havia sido proposto." - } - ] - }, - { - "id": "109", - "title": "PROPOSIÇÃO 9", - "text": "_Quanto mais uma coisa tem de realidade ou de ser, mais atributos lhe competem._", - "childs": [ - { - "id": "109d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente pela _[Défin. 4](1d4)_." - } - ] - }, - { - "id": "110", - "title": "PROPOSIÇÃO 10", - "text": "Cada atributo de uma substância deve ser concebido por si.", - "childs": [ - { - "id": "110d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Atributo é o que o intelecto percebe de uma substância como constituindo sua essência _(pela [Defin. 4](1d4))_ e, por conseguinte _(pela [Defin. 3](1d3))_, deve se conceber por si. QED." - }, - { - "id": "110sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Daqui se torna claro que, embora dois atributos sejam concebidos como realmente distintos, isto é, que um seja concebido sem ajuda do outro, não podemos concluir que constituam dois entes, ou duas substâncias diversas. Pois é da natureza da substância que cada um de seus atributos seja concebido por si. E, no entanto, todos os seus atributos sempre nela existiram simultaneamente e não foram produzidos um pelo outro, mas cada um exprime a realidade ou o ser da substância. Longe está de ser absurdo atribuir vários atributos a uma mesma substância. Assim é evidente que na natureza cada ente deve ser concebido em algum atributo, e que, quanto mais realidade ou ser ele tiver, mais atributos terá, e que [os atributos] exprimem necessidade, ou eternidade, e infinidade. E, por conseguinte, nada é mais claro que o fato de que o ente absolutamente infinito deve se definir _(como ensinamos em [Defin. 6](1d6))_ como um ente composto de infinitos atributos, cada um exprimindo certa essência eterna e infinita. E se alguém perguntar por que sinal podemos reconhecer a diferença entre as substâncias, leia as Proposições seguintes, que mostrarão que na natureza existe apenas uma única substância e que ela é absolutamente infinita. Portanto este sinal será procurado em vão." - } - ] - }, - { - "id": "111", - "title": "PROPOSIÇÃO 11", - "text": "_Deus, ou, dito de outro modo, uma substância composta de infinitos atributos, cada um deles exprimindo uma essência neterna e infinita, existe necessariamente._", - "childs": [ - { - "id": "111d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se o negas, conceba se puder que Deus não existe e que _(pelo [Axiom. 7](1a7))_ sua essência não envolve existência. Ora, isto _(pela [Prop. 7](107))_ é absurdo : logo Deus existe necessariamente. QED." - }, - { - "id": "111a1", - "type": "Alternativamente", - "text": "Para toda coisa devemos assinalar uma causa ou razão tanto para que ela exista como para não exista. Por exemplo, se um triângulo existe, deve haver uma causa ou razão para que ele exista ; e se ele não existe, deve igualmente haver uma causa que o impeça de existir ou que suprima sua existência. Além disso, a verdadeira razão ou causa, ou está contida na natureza da coisa, ou lhe é externa. Por exemplo, a razão da não existência de um círculo quadrado está indicada por sua própria natureza, pois ela envolve uma contradição. E, inversamente, a existência da substância se segue de sua natureza, que envolve a existência _(ver [Prop. 7](107))_. Mas a razão que faz com que um círculo ou um triângulo exista ou não, se segue, não de sua natureza, mas da ordem da natureza corpórea inteira. Dela deve se seguir que exista agora necessariamente um triângulo ou que seja impossível que ele exista agora. Estas coisas são evidentes. Donde se segue que existe necessariamente aquilo que nenhuma razão ou causa impede de existir. Se, portanto, não pode haver nenhuma razão ou causa que impeça Deus de existir, ou que seja capaz de tolher sua existência, então Ele existe necessariamente. Ora, se houvesse tal razão ou causa, ela deveria estar, ou na própria natureza de Deus, ou fora dela, isto é, em uma outra substância de outra natureza. Pois se ela fosse de mesma natureza, por isso mesmo teríamos que conceder que Deus existe. Ora, uma substância de outra natureza não teria nada em comum com Deus _(pela [Prop. 2](102))_ e não poderia nem pôr nem tolher a existência de Deus. Já que a razão ou causa que poderia tolher a existência de Deus não pode estar fora da natureza divina, ela deveria, se Deus não existe, se encontrar necessariamente dentro de sua própria natureza, que, por isso, envolveria contradição. Ora, afirmar isto do Ente absolutamente infinito e sumamente perfeito é absurdo. Logo, não há nem em Deus nem fora de Deus nenhuma causa ou razão que lhe tolha a existência e, portanto, Deus existe necessariamente. QED." - }, - { - "id": "111a2", - "type": "Alternativamente", - "text": "Poder não existir é uma impotência, e, ao contrário, poder existir é uma potência _(como é evidente)-. Se, portanto, existissem agora necessariamente apenas entes finitos, então os entes finitos seriam mais potentes do que o Ente absolutamente infinito: e isto _(como é evidente)_ é um absurdo ; e, portanto, ou nada existe, ou o Ente absolutamente infinito existe também. Ora nós existimos, seja em nós ou em outra coisa que exista necessariamente _(veja [Axiom. 1](1a1) e [Prop. 7](107))_. Portanto, o Ente absolutamente infinito, isto é _(pela [Defin. 6](1d6))_, Deus, existe necessariamente. QED." - }, - { - "id": "111sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Nesta última demonstração, quis mostrar a existência de Deus _a posteriori_ para que a demonstração fosse mais fácil de perceber, o que não quer dizer que a existência de Deus não se siga _a priori_ do mesmo fundamento. Pois numa vez que poder existir é uma potência, segue-se que, quanto mais realidade compete à natureza de uma coisa, mais força ela tem de existir. E, precisamente, o ser absolutamente infinito, ou Deus, tem uma potência nabsoluta e infinita de existir e, portanto, existe absolutamente. Mas talvez muitos não tenham facilidade de ver a evidência desta demonstração, acostumados que estão a só contemplar coisas que são determinadas por causas externas. Eles vêem nelas que as coisas que são feitas rapidamente, isto é, as que existem facilmente, também perecem facilmente. Inversamente, julgam que coisas às quais muitas coisas se relacionam, são mais difíceis de fazer, isto é, não existem facilmente. Mas para livrá-los destes preconceitos, não tenho necessidade de mostrar aqui a razão por que é verdadeiro dito o _que é feito rápido, rápido perece_, nem de mostrar que com relação à natureza inteira todas as coisas são igualmente fáceis. É suficiente notar que não falo aqui de coisas que existem devido a causas externas, mas apenas da substância, que _(pela [Prop. 6](106))_ não pode ser produzida por nenhuma causa externa. Pois as coisas que existem devido a causas externas, quer sejam compostas de muitas ou poucas partes, devem toda sua perfeição ou realidade à potência (virtus) da causa externa, e, por conseguinte, sua existência se origina da perfeição da causa externa e da perfeição delas mesmas. Ao contrário, a perfeição da substância não se deve a nenhuma causa externa, pois sua existência só deve se seguir de sua própria natureza, que é sua própria essência. Portanto, a perfeição de uma coisa não lhe tolhe a existência, mas, ao contrário, a estabelece, enquanto que a imperfeição esta sim tolhe a existência. Donde não podemos estar mais certos da existência algo do que da existência do Ente absolutamente infinito, ou perfeito, isto é Deus. Pois sua essência exclui toda imperfeição e envolve a perfeição absoluta, fato que dá à sua existência a mais alta certeza e suprime toda razão para dela duvidar, o que, acredito, ficará claro para quem preste mediana atenção." - } - ] - }, - { - "id": "112", - "title": "PROPOSIÇÃO 12", - "text": "_Não se pode conceber verdadeiramente nenhum atributo do qual se siga que a substância possa se dividir._", - "childs": [ - { - "id": "112d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "As partes em que a substância se dividiria, ou guardariam a natureza da substância, ou não. No primeiro caso, cada parte deveria ser _(pela [Prop. 8](108))_ infinita _(pela [Prop. 6](106))_, causa de si e _(pela [Prop. 5](105))_ consistir em um atributo diferente, donde, de uma substância se poderia constituir várias, o que _(pela [Prop. 6](106))_ é absurdo. Acrescente-se a isso que _(pela [Prop. 2](102))_ as partes não teriam nada em comum com o todo, e o todo _(pela [Defin. 4](1d4) e [Prop. 10](110))_ poderia ser e ser concebido sem as suas partes, o que é um absurdo para além de qualquer dúvida. No segundo caso, a saber, em que as partes não guardariam a natureza da substância, a substância perderia sua natureza e deixaria de existir, o que _(pela [Prop. 7](107))_ é absurdo." - } - ] - }, - { - "id": "113", - "title": "PROPOSIÇÃO 13", - "text": "_Uma substância absolutamente infinita é indivisível._", - "childs": [ - { - "id": "113d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se fosse divisível, as partes em que se dividiria, ou guardariam a natureza da substância absolutamente infinita, ou não. No primeiro caso, haveria várias substâncias de mesma natureza, o que _(pela [Prop. 5](105))_ é absurdo. No segundo caso, a substância absolutamente infinita _(como vimos acima)_ deixaria de existir, o que _(pela [Prop. 11](111))_ é absurdo." - }, - { - "id": "113c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Segue-se que nenhuma substância, e consequentemente, nenhuma substância corpórea, pode, enquanto substância, ser divisível." - }, - { - "id": "113sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Compreende-se mais simplesmente que a substância é indivisível, tendo em vista que a natureza da substância só pode ser concebida como infinita, mas uma parte da substância só pode ser entendida como uma substância finita, implicando _(pela [Prop. 8](108))_ em contradição evidente." - } - ] - }, - { - "id": "114", - "title": "PROPOSIÇÃO 14", - "text": "_Afora Deus não pode haver nem ser concebida nenhuma substância._", - "childs": [ - { - "id": "114d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Como Deus é o ente absolutamente infinito, que não pode ser negado por nenhum atributo exprimindo a essência da substância _(pela [Defin. 6](1d6))_ e que existe necessariamente _(pela [Prop. 11](111))_, se houvesse alguma substância além de Deus, ela deveria se explicar por algum atributo de Deus e existiriam duas substâncias de mesmo atributo, o que _(pela [Prop. 5](105))_ é absurdo. Donde não pode haver, nem consequentemente ser concebida, nenhuma substância afora Deus. Pois se fosse possível conceber tal substância, ela deveria ser necessariamente ser concebida como existente, o que _(pela primeira parte desta Demonstr.)_ é absurdo. Logo, afora Deus não pode haver nem ser concebida nenhuma substância. QED." - }, - { - "id": "114c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "Segue-se de forma claríssima : I. Que Deus é único, isto é _(pela [Defin. 6](1d6))_, que na natureza só há uma substância, que é absolutamente infinita, como indicamos no _[Esc. Prop 10](110sc)_." - }, - { - "id": "114c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "Segue-se : II. que a coisa extensa e a coisa pensante ou são atributos de Deus ou _(pelo [Axiom. 1](1a1))_ são afecções dos atributos de Deus." - } - ] - }, - { - "id": "115", - "title": "PROPOSIÇÃO 15", - "text": "_Tudo que é, é em Deus e sem Deus nada pode ser nem ser concebido._", - "childs": [ - { - "id": "115d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Afora Deus não pode haver nem ser concebida nenhuma substância _(pela [Prop. 14](114))_, isto é _(pela [Defin. 3](1d3))_ nenhuma coisa que é em si e é concebida por si. E os modos _(pela [Defin. 5](1d5))_ não podem ser nem ser concebidos sem a substância e, portanto, só podem ser na natureza divina e só podem ser concebidos por ela. Ora, nada existe além de substâncias e modos _(pelo [Axiom. 1](1a1))_. Logo, nada pode ser nem ser concebido sem Deus. QED." - }, - { - "id": "1p15-sco", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Há quem imagine que Deus, à semelhança do homem, é composto de corpo e mente e está sujeito às paixões. Mas o quão eles se afastam da verdadeiro conhecimento de Deus já foi suficientemente estabelecido pelo que demonstramos. Mas os deixo delado, pois todos os que contemplaram de algum modo a natureza divina negam que Deus seja corpóreo. Eles o provam muito bem partindo de que entendemos por corpo algo dotado de quantidade, comprimento, largura e profundidade e limitado por alguma figura e isto não pode ser dito de Deus, o ente absolutamente infinito, sem recair no maior dos absurdos. E, no entanto, por outros argumentos que acrescentam no esforço por demonstrar a mesma coisa, mostram claramente que removem por completo a substância corpórea ou extensa da natureza divina, estabelecendo que ela foi criada por Deus. Mas por qual potência divina ele pôde criá-la, eles mesmos ignoram, mostrando claramente que não entendem o que eles mesmos dizem. Quanto a mim, demonstrei com clareza, a meu juízo pelo menos _(vide [Corol. Prop. 6](106c) e [Esc. 2 Prop. 8](108sc2))_, que nenhuma substância pode ser produzida ou criada por outra coisa. Em seguida, na _[Prop. 14](114)_, mostramos que afora Deus não pode haver ou ser concebida nenhuma substância, donde concluímos que a substância extensa é um dos infinitos atributos de Deus. Mas para uma explicação mais completa, refutarei os argumentos dos adversários que recaem no seguinte. Primeiramente, a substância corpórea, enquanto substância, é composta de partes, pensam eles. Por esta razão negam que ela possa ser infinita e que possa pertencer a Deus. E explicam isto por múltiplos exemplos, dos quais mencionarei um ou outro. Se a substância corpórea é infinita, dizem, conceba-se sua divisão em duas partes. Cada uma delas será ou finita ou infinita. Se for finita, o infinito seria composto de duas partes finitas, o que é absurdo. Se for infinita, haveria um infinito duas vezes maior que outro, o que também é absurdo. Além disso, se uma quantidade infinita for medida em partes de um pé, deve ser composta de infinitas de tais partes, da mesma forma como se for medida em partes de uma polegada, e assim um número infinito será doze vezes maior que outro número, o que é não menos absurdo. ![Graph 1](/assets/img/graph-01.png) Finalmente, se concebemos que de um ponto de certa quantidade infinita, duas linhas, sejam AB e AC, que têm no início uma distância determinada, se projetam ao infinito. É certo que a distância entre B e C aumentará continuamente, até se transformar, de determinada que era, em indeterminada. E como tais absurdos se seguem, pensam eles, de que se supõe uma quantidade infinita, concluem que a substância corpórea deve ser finita e, consequentemente, que ela não deve pertencer à essência de Deus. Um segundo argumento aponta para a suma perfeição de Deus. Deus sendo o ente sumamente perfeito, dizem eles, não pode ser passivo. Mas a substância corpórea, que é divisível, pode ser passiva, donde se segue que ela não pertence à essência de Deus. Estes são argumentos que encontro nos escritores que se esforçam por mostrar que a substância corpórea é indigna da natureza divina e não pode a ela pertencer. Mas em verdade, quem prestar atenção verá que já lhes respondi, pois tais argumentos estão fundados na suposição de que a substância corpórea é composta de partes, o que _(pela [Prop. 12](112) e [Corol. Prop 13](113c))_ mostrei ser absurdo. Em seguida, quem quiser corretamente examinar a coisa verá que todos estes absurdos _(se forem todos absurdos, o que por ora não discuto)_, através dos quais procuram concluir que a substância extensa é finita, não seguem nem um pouco da suposição de uma quantidade infinita, e sim da suposição de uma quantidade infinita mensurável e composta de partes finitas. E, portanto, os absurdos que disso se seguem podem apenas concluir que uma quantidade infinita não é mensurável e que não pode ser composta de partes finitas. Mas isso é justamente o que nós _([Prop. 12](112), etc.)_ já demonstramos. E assim a arma que nos apontaram na verdade se volta contra eles. Se, portanto, deste absurdo pretendem concluir que a substância extensa deve ser finita, fazem como aquele que, tendo imaginado que o círculo tem as propriedades do quadrado, conclui não ter o círculo não um centro a partir do qual as linhas tiradas com relação à circunferência são iguais. Pois a substância corpórea, que só pode ser concebida como infinita, única e indivisível _(veja Prop. [8](108), [5](105) e [12](112))_, eles a concebem composta de partes finitas, múltiplas e divisíveis, para poder então concluir que ela é finita. Igualmente, é assim que outros, após terem imaginado que uma linha é composta de pontos, souberam inventar numerosos argumentos para mostrar que uma linha não pode ser infinitamente dividida. Com efeito, não é menos absurdo supor que a substância corpórea seja composta de corpos ou partes, do que supor um corpo composto de superfícies, superfícies compostas de linhas e linhas compostas de pontos. E isto, todos os que sabem que uma razão clara é infalível devem reconhecer – e, em primeiro lugar, os que negam a existência do vácuo. Pois se a substância corpórea Pudesse ser dividida de forma que suas partes fossem realmente distintas, não poderia uma parte ser eliminada enquanto as partes remanescentes mantivessem suas conexões anteriores? E por que todas as partes devem se ajustar de forma que não haja vácuo? Certamente, se as coisas são realmente distintas entre si, uma pode ser e manter sua condição sem as outras. Mas como não há vácuo na natureza (ver sobre isso alhures), devendo todas as partes dela concorrer para que não haja vácuo, segue-se que estas partes não podem ser realmente distintas, isto é, que a substância corpórea, enquanto substância, não pode ser dividida. Se, entretanto, perguntarmos por que razão somos naturalmente propensos a fazer divisões de quantidade, responderei que podemos conceber a quantidade de dois modos: seja abstratamente (ou superficialmente) na medida em que imaginamos, seja como substância, o que só pode ser feito pelo intelecto. Se atentamos para a quantidade como ela é na imaginação, o que fazemos frequentemente e com facilidade, vemos que ela é finita, divisível e composta de partes. Mas se a atentamos a ela como ela é no intelecto e a concebemos como substância, o que acontece raramente e com grande dificuldade, vemos, e isso já demonstramos, como infinita, única e indivisível. Por exemplo, podemos conceber que a água, enquanto água, pode ser dividida e que suas partes se separam umas das outras. Mas a água, enquanto substância corpórea não ser separada nem dividida. E Isto é evidente para todos os que saibam distinguir entre imaginação e intelecto, particularmente ao atentar que a matéria é a mesma em todo lugar, e as partes são distintas apenas na medida em que concebemos a matéria como sendo afetada de diferentes maneiras – as partes, portanto, são distintas modalmente e não realmente. Por exemplo, podemos conceber que a água, enquanto água, seja divisível e suas partes possam ser separadas umas das outras. Mas a água, enquanto substância corpórea não pode ser separada nem dividida. E novamente, a água, enquanto água, pode ser gerada e corrompida, mas enquanto substância não pode ser nem gerada nem Corrompida. Com isso julgo ter respondido ao segundo argumento, posto que ele está fundado na suposição de que a matéria, como substância, é divisível e composta de partes. E mesmo que assim não fosse, ignoro por que [a matéria] seria indigna da natureza divina, pois _(pela [Prop. 14](114))_ fora de Deus não pode haver nenhuma substância que o tornasse passivo. Eu digo que todas as coisas são em Deus e que tudo o se que acontece, acontece somente através das leis da natureza infinita de Deus e se segue (mostrarei em seguida) da necessidade de sua essência. Então, não há razão alguma para dizer que Deus possa ser passivo ou que a sustância extensa (ainda que seja suposta como divisível, mas concedendo ser ela eterna e infinita) seja indigna da natureza divina. Mas a este propósito basta pelo momento." - } - ] - }, - { - "id": "116", - "title": "PROPOSIÇÃO 16", - "text": "_Da necessidade na natureza divina devem se seguir infinitas coisas de infinitos modos (isto é, tudo o que possa ser cair sob um intelecto infinito)._", - "childs": [ - { - "id": "116d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta proposição deve ser evidente para qualquer um, bastando para isso atentar para que o intelecto conclui, da definição de uma coisa (isto é, da própria essência da coisa), diversas propriedades que dela se seguem necessariamente, e que estas são em maior número quanto mais realidade a definição da coisa exprimir, isto é quanto mais realidade a essência da coisa envolver. E como a natureza divina tem absolutamente infinitos atributos _(pela [Defin. 6](1d6))_, cada um dos quais exprimindo uma essência infinita em seu gênero, então de sua necessidade devem se seguir necessariamente infinitas de coisas de infinitos modos (isto é, tudo o que possa ser cair sob um intelecto infinito). QED." - }, - { - "id": "116c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "Disso segue-se I. que Deus é causa eficiente de todas as coisas que possam cair sob um intelecto infinito." - }, - { - "id": "116c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "Segue-se II. que Deus é causa por si e não por acidente." - }, - { - "id": "116c3", - "type": "COROLÁRIO 3", - "text": "Segue-se III. que Deus é absolutamente causa primeira." - } - ] - }, - { - "id": "117", - "title": "PROPOSIÇÃO 17", - "text": "_Deus age apenas pelas leis de sua natureza e não é compelido por ninguém._", - "childs": [ - { - "id": "117d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Mostramos na _[Prop. 16](116)_ que somente da necessidade da natureza divina, ou (o que é o mesmo) somente das leis de sua natureza, se seguem absolutamente infinitas coisas. Na _[Prop. 15](115)_ demonstramos que sem Deusnada pode ser nem ser concebido e que tudo o que é, é em Deus. Portanto, nada pode haver fora dele que o determine ou coaja a agir, e assim, ele age somente pelas leis de sua natureza e não é compelido por ninguém. QED." - }, - { - "id": "117c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "Disso se segue I. que não há causa, extrínseca a Deus ou intrínseca, que o incite a agir, além a perfeição de sua natureza." - }, - { - "id": "117c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "Segue-se II. que somente Deus é causa livre. Com efeito, Deus existe somente pela necessidade de sua natureza _(pela [Prop. 11](111) e [Corol. 1 Prop. 14](114c1))_, e age somente pela necessidade de sua natureza _[Prop. Preced. ](117)_. Donde _(pela [Defin. 7](1d7))_ somente ele é causa livre. QED" - }, - { - "id": "117sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Outros pensam ser Deus causa livre, por poder (pensam eles) fazer com que coisas que dissemos seguirem-se de sua natureza (isto é, que estariam em seu poder) não se fizessem, ou que não fossem produzidas por ele. Mas isso é como se dissessem que Deus pudesse fazer com que da natureza do triângulo não se seguisse que seus três ângulos somam dois retos, ou, dito de outro modo, que dada uma causa dela não se seguisse o efeito – mas isso é absurdo. Ademais, mostrarei abaixo, sem a ajuda desta Proposição, que nem o intelecto nem a vontade pertencem à natureza de Deus. Sei, é claro, que muitos acreditam ser possível demonstrar que o sumo intelecto e a vontade livre pertencem à natureza de Deus, pois dizem não conhecer o que possa ser atribuído a Deus de Mais perfeito do que aquilo que em nós é a suma perfeição. Ademais, ainda que concebam Deus como sumamente inteligente, eles não crêem que ele faça existir tudo o que entende em ato – pois pensam que desta maneira a potência de Deus seria destruída. Se ele tivesse criado, dizem eles, tudo o que é em seu intelecto, nada mais poderia criar, o que, crêem, repugna a onipotência de Deus ; e é por isso que preferem estabelecer um Deus indiferente a tudo, criando apenas o que ele, por um decreto absoluto da vontade, decidiu criar. Penso, ao contrário, ter mostrado claramente _(ver [Prop. 16](116))_ que da suma potência de Deus, isto é, de sua natureza infinita, se seguem sempre, ou resulta sempre com a mesma necessidade, infinitas coisas, de infinitos modos, isto é, tudo. E isto da mesma maneira que da natureza de um triângulo se segue, de toda eternidade e para toda a eternidade, que a soma dos três ângulos é igual a dois retos. Pois a onipotência de Deus foi em ato, desde toda a eternidade, e continuará em ato para toda a eternidade. E assim estabelecemos a onipotência de Deus de um modo, a meu juízo, muito mais perfeito. Mais do que isso. Meus adversários é que parecem, me permitam a franqueza, negar a onipotência de Deus. Pois são forçados a confessar que Deus compreende uma infinidade de coisas criáveis, mas que ele não pode jamais criar. Segundo eles, se ele criasse tudo o que compreende, esgotaria sua onipotência e se tornaria imperfeito. Para estabelecer que Deus é perfeito eles são levados reduzi-lo, ao mesmo tempo, a não poder fazer tudo que está ao alcance de sua potência. E não vejo o que poderia ser imaginado de mais absurdo e mais incompatível com a onipotência de Deus. Além disso – para dizer algo sobre o intelecto e a vontade que são comumente atribuídos a Deus – se a vontade e o intelecto pertencessem à essência eterna de Deus, deveríamos entender por cada um destes atributos algo muito diferente do que é normalmente entendido pelos homens. Pois o intelecto e a vontade que constituiriam a essência de Deus em tudo difeririam de nosso intelecto e vontade, só podendo concordar com eles no nome. Não concordariam um com o outro mais que a constelação cão concorda com o cão, animal que late. Demonstrarei isto a seguir. Se o intelecto pertence à natureza divina, ele não pode ser, por natureza, como nosso intelecto, que é ora posterior às coisas que entende (como muitos supõe), ora simultâneo, uma vez que Deus é anterior em causalidade a todas as coisas _(pelo [Corol. 1 Prop. 16](116c1))_. Ao contrário, se a verdade e a essência formal das coisas são como são é por que existem objetivamente no intelecto de Deus. E, portanto, o intelecto de Deus, concebido como constituindo a essência de Deus, é na verdade causa tanto da essência como da existência de todas as coisa. Isto parece ter sido notado por aqueles que afirmam que o intelecto, a vontade e a potência de Deus são uma só e a mesma coisa. E se o intelecto de Deus é a causa única das coisas, a saber, tanto da essência como da existência delas, ele deve ser diferente delas tanto com relação à essência como à existência. Pois o causado difere da sua causa precisamente pelo que dela guarda. Por exemplo, um homem é causa da existência e não da essência de outro homem, pois esta é uma verdade eterna. Por isso eles podem concordar completamente quanto à essência. Mas quanto à existência eles devem diferir, tanto que se um perecer o outro não perecerá. Mas se a essência de um pudesse ser destruída ou tornada falsa, a existência do outro também seria destruída. Eis por que uma coisa que é causa de um efeito, tanto de sua essência quanto de sua existência, deve diferir de tal efeito tanto pela essência quanto pela existência. Ora, o intelecto de Deus é causa de nosso intelecto, tanto de sua essência como de sua existência, e, portanto, o intelecto de Deus, concebido como constituindo a essência divina, difere de nosso intelecto com respeito tanto à essência quanto à existência e só pode concordar com ele no nome, como queríamos. A propósito da vontade procede-se do mesmo modo, como todos podem ver facilmente." - } - ] - }, - { - "id": "118", - "title": "PROPOSIÇÃO 18", - "text": "_Deus é causa imanente de todas as coisas e não causa transitiva._", - "childs": [ - { - "id": "118d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Tudo o que é, é em Deus e deve ser concebido por Deus _(pela [Prop. 15](115))_, e então _(por [Cor. 1 Prop. 16](116c1))_, Deus é causa das coisas que são nele mesmo, o que é o primeiro ponto. Em seguida, afora Deus não pode haver nenhuma substância _(pela [Prop. 14](114))_, isto é _(pela [Defin. 3](1d3))_, nenhuma coisa que seja em si e fora de Deus, o que é o segundo ponto. Logo, Deus é causa imanente de todas as coisas e não causa transitiva. QED." - } - ] - }, - { - "id": "119", - "title": "PROPOSIÇÃO 19", - "text": "_Deus é eterno, ou, dito de outro modo, todos os atributos de Deus são eternos._", - "childs": [ - { - "id": "119d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Deus _(pela [Defin. 6](1d6))_ é uma substância, que _(pela [Prop. 11](111))_ existe necessariamente, isto é _(pela [Prop. 7](107))_, a cuja natureza pertence o existir, ou (o que é o mesmo) de cuja definição se segue seu próprio existir e, por conseguinte _(pela [Defin. 8](1d8))_, que é eterno. Em seguida, por atributos de Deus é preciso entender _(pela [Defin. 4](1d4))_ o que exprime a essência da substância divina, isto é, aquilo que pertence à substância (é isto mesmo, digo, o que os atributos devem envolver). Ora, à natureza da substância _(como já demonstrei em[Prop. 7](107))_ pertence a eternidade, logo, cada um dos atributos deve envolver a eternidade e, portanto, todos são eternos. QED." - }, - { - "id": "119sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta Proposição decorre também de forma claríssima do modo como demonstrei _([Prop. 11](111))_ a existência de Deus. Daquela demonstração, se fica sabendo que a existência de Deus, assim como sua essência, é uma verdade eterna. Além disso, demonstrei de outro modo _(Prop. 19 Princípios de Descartes)_ a eternidade de Deus e não é preciso repeti-lo aqui." - } - ] - }, - { - "id": "120", - "title": "PROPOSIÇÃO 20", - "text": "_A existência de Deus e sua essência são uma só e mesma coisa._", - "childs": [ - { - "id": "120d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Deus _(pela [Prop. preced.](119))_ e todos os seus atributos são eternos, isto é _(pela [Defin. 8](1d8))_, cada um de seus atributos exprime existência. Portanto, estes mesmos atributos de Deus _(pela [Defin. 4](1d4))_ explicam a essência eterna de Deus e explicam, ao mesmo tempo, sua existência eterna, isto é, aquilo mesmo que constitui a essência de Deus, constitui simultaneamente sua existência e, por conseguinte, sua existência e sua essência são uma só e mesma coisa. QED." - }, - { - "id": "120c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "Disso se segue I. que a existência de Deus, assim como sua essência, é uma verdade eterna." - }, - { - "id": "120c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "Segue-se II. que Deus, ou que todos os atributos, são imutáveis. Pois, se mudassem com relação à existência, deveriam _(pela [Prop. preced. ](120))_ mudar com relação à essência, isto é _(como é evidente por si)_, de verdadeiros se tornariam falsos, o que é absurdo." - } - ] - }, - { - "id": "121", - "title": "PROPOSIÇÃO 21", - "text": "_Tudo o que se segue da natureza absoluta de um atributo de Deus deve existir sempre e ser infinito, ou, dito de outro modo, deve ser, por este atributo, eterno e infinito._", - "childs": [ - { - "id": "121d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Conceba, se possível (caso negue esta proposição), que se siga da natureza de Deus, em um atributo qualquer de Deus, uma coisa qualquer finita, com uma existência e uma duração determinadas, por exemplo, a idéia de Deus no pensamento. Ora, o pensamento, que supomos ser um atributo de Deus, é necessariamente _(pela [Prop. 11](111))_ infinito por sua natureza. Mas, na medida em que tem a idéia de Deus ele é suposto finito. Ora _(pela [Defin. 2](1d2))_, o pensamento só pode se conceber como finito se for limitado pelo próprio pensamento. Mas não pelo próprio pensamento enquanto constitui a idéia de Deus, pois, enquanto a supomos finita, e sim pelo pensamento enquanto ele não constitui a idéia de Deus que, no entanto _(pela [Prop. 11](111))_, deve existir necessariamente. Há, portanto, um pensamento que não constitui a idéia de Deus e isto é por que de sua natureza, enquanto pensamento absoluto, não se segue necessariamente a idéia de Deus. (Ele é concebido como constituindo e não constituindo a idéia de Deus.) O que é contra a hipótese. E, portanto, se a idéia de Deus no pensamento, ou qualquer coisa (o mesmo se aplica para qualquer coisa, pois a demonstração é universal) em qualquer atributo de Deus, se seguir da necessidade absoluta da natureza deste atributo, esta coisa deverá ser necessariamente infinita, o que era o primeiro ponto. Em seguida, o que se segue da necessidade da natureza de um atributo não pode ter duração determinada. Pois, se negá-lo, suponha uma coisa que se siga da necessidade da natureza de um atributo, por exemplo, a idéia de Deus, e suponha que por vezes esta idéia não existiu ou não existirá. Mas como se supõe que o pensamento é um atributo de Deus, deve existir necessariamente e ser imutável _(pela [Prop. 11](111) e [Corol. 2 Prop. 20](120c2))_. Então, para além dos limites da duração da idéia de Deus (pois é suposto que em algum tempo ela não existiu ou não existirá), o pensamento deve existir sem a idéia de Deus. Mas isso é contrário à hipótese, pois foi suposto que a idéia de Deus segue-se necessariamente do pensamento. Portanto, a idéia de Deus no pensamento, ou qualquer coisa que se siga necessariamente da natureza absoluta de um atributo qualquer de Deus, não pode ter uma duração determinada, mas que, por este atributo, esta coisa é eterna, o que era o segundo ponto. Note-se que devemos afirmar o mesmo de qualquer coisa que, em um atributo de Deus, se segue necessariamente da natureza absoluta de Deus." - } - ] - }, - { - "id": "122", - "title": "PROPOSIÇÃO 22", - "text": "_Tudo o que se segue de qualquer atributo de Deus, enquanto ele é modificado de uma modificação que, pelo mesmo atributo, existe necessariamente e é infinita, também deve existir necessariamente e ser infinito._", - "childs": [ - { - "id": "122d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A demonstração desta Proposição procede do mesmo modo que a [demonstração anterior](121d)." - } - ] - }, - { - "id": "123", - "title": "PROPOSIÇÃO 23", - "text": "_Todo modo que existe necessariamente e é infinito, deve ter se seguido necessariamente, seja da natureza absoluta de um atributo de Deus, seja de um atributo modificado por uma modificação que existe necessariamente e é infinita._", - "childs": [ - { - "id": "1p23-d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Pois um modo é em outro, pelo qual deve ser concebido _(pela [Defin. 5](1d5))_, isto é _(pela [Prop. 15](115))_, ele é somente em Deus e somente por Deus deve ser concebido. Se, portanto, um modo é concebido como infinito e existindo necessariamente, [tanto o ser infinito como e existência necessária] devem ser concluídas, ou percebidas por um atributo de Deus, enquanto concebido como exprimindo o infinito, a necessidade de existência, ou _(o que, pela [Defin. 8](1d8), é mesma coisa)_ a eternidade, isto é _(pela [Defin. 6](1d6) e pela [Prop. 19](119))_, enquanto considerado absolutamente. Logo, um modo que existe necessariamente e é infinito deve ter se seguido da necessidade absoluta de um atributo de Deus, e isto, seja imediatamente _(veja [Prop. 21](121))_, seja mediante uma modificação que se segue de sua natureza absoluta, isto é _(pela [Prop. preced.](122))_, que existe necessariamente e é infinita. QED." - } - ] - }, - { - "id": "124", - "title": "PROPOSIÇÃO 24", - "text": "_A essência das coisas produzidas por Deus não envolve a existência._", - "childs": [ - { - "id": "124d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Isto é evidente pela [Definição 1](1d1). Pois aquilo cuja natureza (considerada em si) envolve existência é causa de si e existe apenas pela necessidade de sua natureza." - }, - { - "id": "124c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que Deus não é apenas a causa de que as coisas comecem a existir, mas também de que elas perseverem no existir, ou, dito de outro modo (para usar um termo escolástico), Deus é causa do ser das coisas. Pois, que as coisas existam ou não, cada vez que atentamos para a essência delas, verificamos que ela não envolve nem existência nem duração. Logo sua essência não pode ser a causa nem de sua existência, nem de sua duração, mas somente Deus a cuja natureza pertence o existir _(pelo [Corol. 1 Prop.14](114c1))_." - } - ] - }, - { - "id": "125", - "title": "PROPOSIÇÃO 25", - "text": "_Deus não é apenas causa eficiente da existência das coisas, mas também de sua essência._", - "childs": [ - { - "id": "125d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se o negasse, Deus não seria a causa da essência das coisas e, _(pelo [Axiom. 4](1a4))_ a essência das coisas não poderia ser concebida sem Deus, o que _(pela [Prop. 15](115))_ é absurdo. Logo, Deus também é causa da essência das coisas. QED." - }, - { - "id": "125sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta Proposição se segue com mais clareza da [Proposição 16](116). Dela se segue que dada a natureza divina, deve necessariamente concluir-se tanto a essência como a existência das coisas. E, para dizê-lo em uma palavra, no mesmo sentido em que se diz que Deus é causa de si, deve-se dizer também que ele é causa de todas as coisas, como estabeleceremos de modo ainda mais claro no corolário seguinte." - }, - { - "id": "125c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "As coisas particulares são apenas afecções dos atributos de Deus, ou, dito de outra maneira, modos pelos quais os atributos de Deus se exprimem de maneira precisa e determinada. A demonstração é evidente a partir da [Proposição 15](115) e da [Definição 5](1d5)." - } - ] - }, - { - "id": "126", - "title": "PROPOSIÇÃO 26", - "text": "_Uma coisa que é determinada a operar algo foi necessariamente determinada a isso por Deus ; e uma coisa que não foi determinada por Deus [a operar algo], não pode determinar-se a si própria a fazê-lo._", - "childs": [ - { - "id": "126d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Aquilo pelo que as coisas são ditas determinadas a operar algo é necessariamente algo de positivo (como é evidente). E, Deus, pela necessidade de sua natureza, é causa eficiente tanto da essência como da existência [das coisas] _(pelas Prop. [25](125) e [16](116))_, o que é o primeiro ponto. Donde se segue também de forma claríssima o segundo ponto, pois se uma coisa que não é determinada por Deus pudesse determinar-se por si mesma, a primeira parte da proposição seria falsa, o que, como mostramos, é absurdo." - } - ] - }, - { - "id": "127", - "title": "PROPOSIÇÃO 27", - "text": "_Uma coisa que é determinada por Deus a operar algo, não pode se tornar indeterminada por si mesma._", - "childs": [ - { - "id": "127d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta proposição é evidente pelo [Axiom. 3](1a3)." - } - ] - }, - { - "id": "128", - "title": "PROPOSIÇÃO 28", - "text": "_Toda coisa singular, isto é, toda coisa que é finita e tem uma existência determinada, só pode existir e ser determinada a operar se for determinada a existir e a operar outra causa, que, por sua vez, também deve ser finita e ter uma existência determinada. E esta causa, a seu turno, só pode existir e ser determinada a operar se for determinada por outra, também ela finita e com existência determinada, e assim ao infinito._", - "childs": [ - { - "id": "128d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Tudo o que é determinado a existir e a operar é assim determinado por Deus _(pela [Prop. 26](126) e [Corol. Prop. 24](124c))_. Ora, o que é finito e tem uma existência determinada não pode ter sido produzido pela natureza absoluta de um atributo de Deus, pois tudo o que se segue da natureza absoluta de um atributo de Deus é infinito e eterno _(pela [Prop. 21](121))_. Logo, deve ter se seguido de Deus ou de um atributo de Deus, enquanto considerado como afetado de certo modo, pois nada existe além da substância e dos modos _(pelo [Axiom. 1](1a1) e Def. [3](1d3) e [5](1d5))_ e os modos _(pelo [Corol. Prop. 25](125c))_ são as afecções dos atributos de Deus. Ora, [algo que é finito e tem uma existência determinada,] não pode ter se seguido nem de Deus nem de um atributo de Deus, enquanto afetado de uma modificação que é eterna e infinita _(pela [Prop. 22](122))_. Deve, portanto, ter se seguido, ou ter sido determinado a existir e a operar, de Deus ou de um atributo de Deus, enquanto modificado de uma modificação que é finita e tem uma existência determinada. O que era o primeiro ponto. Em seguida, esta causa, a seu turno, ou este modo _(pelo mesmo raciocínio com que demonstramos a primeira parte)_, deve ter se seguido de um outro, que também deve ser finito e ter sua existência determinada, e este último _(pela mesma razão)_, por outro, e assim sempre _(pela mesma razão)_, ao infinito. QED. " - }, - { - "id": "128sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Como algumas coisas devem ter sido produzidas por Deus imediatamente, a saber, as que se seguem necessariamente de sua natureza absoluta, e outras (que, todavia, não podem ser nem ser concebidas sem Deus) [devem ter sido produzidas] mediante estas primeiras, segue-se : I. Que Deus é causa absolutamente próxima das coisas por ele produzidas imediatamente e não [causa próxima] em seu gênero, como dizem, pois os efeitos de Deus não podem ser nem ser concebidos sem ele, que é sua causa _(pela [Prop. 15](115) e [Corol. Prop. 24](124c))_. II. Que Deus não pode ser dito propriamente causa remota das coisas singulares, senão, talvez, para distinguir estas das que ele produziu imediatamente, ou melhor, das que seguem de sua natureza absoluta. Pois por causa remota entendemos uma causa tal que não está de forma alguma conectada a seu efeito. Ora, tudo o que é, é em Deus, e é de tal forma dependente de Deus que não pode sem ele nem ser nem ser concebido." - } - ] - }, - { - "id": "129", - "title": "PROPOSIÇÃO 29", - "text": "_Na natureza não há nada contingente, mas tudo é determinado pela necessidade da natureza divina a existir e a operar de certo modo._", - "childs": [ - { - "id": "129d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Tudo o que é, é em Deus _(pela [Prop. 15](115))_ e Deus não pode ser dito coisa contingente. Pois _(pela [Prop. 11](111))_ existe necessariamente e não de forma contingente. Além disso, os modos da natureza divina também se seguem dela necessariamente e não de forma contingente _(pela [Prop. 16](116))_, e isto, quer enquanto consideramos a natureza divina absolutamente _(pela [Prop. 21](121))_, quer enquanto a consideramos determinada a agir certo modo _(pela [Prop. 27](127))_. Além disso, Deus não é causa dos modos apenas enquanto simplesmente existem _(pelo [Corol. Prop. 24](124c))_, mas também _(pela [Prop. 26](126))_ enquanto os consideramos como determinados a operar algo. Pois se não forem determinados por Deus _(pela mesma [Prop.](126))_ é impossível, e não contingente, que eles se determinem a si próprios. E, ao contrário _(pela [Prop. 27](127))_, se Deus não os determinar, é impossível, e não contingente, que eles se tornem indeterminados por si próprios. Tudo, portanto, é determinado pela necessidade da natureza divina, não apenas a existir, mas a existir e a operar de certo modo e não há nada que seja contingente. QED." - }, - { - "id": "129sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Antes de prosseguir, gostaria de explicar, ou melhor, lembrar [ao leitor], o que nós entendemos por Natureza naturante e Natureza naturada. Estimo que do já exposto ficou estabelecido que por Natureza naturante entendemos o que é em si e se concebe por si, ou, em outras palavras, os atributos da substância, que exprimem uma essência eterna e infinita, isto é _(por [Corol. 1 Prop. 14](114c1) e [Corol. 2 Prop. 17](117c2))_, Deus enquanto considerado como causa livre. E por [Natura] naturada entendo tudo o que se segue da natureza de Deus, ou, de outro modo, [o que se segue] de cada um dos atributos de Deus, isto é, todos os modos de todos os atributos de Deus, enquanto são considerados como coisas que são em Deus e que sem Deus não podem nem ser nem ser concebidas." - } - ] - }, - { - "id": "130", - "title": "PROPOSIÇÃO 30", - "text": "_Um intelecto, seja finito em ato ou infinito em ato, deve compreender os atributos de Deus e as afecções dos atributos e nada mais._", - "childs": [ - { - "id": "130d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Uma idéia verdadeira deve convir com seu ideado _(pelo [Axiom. 6](1a6))_, isto é, _(como é evidente)_, o que o intelecto contém objetivamente deve necessariamente estar dado na natureza. Ora, na natureza _(pelo [Corol. 1 Prop 14](114c1))_ só existe uma substância, Deus, certamente, assim como só existem as afecções _(pela [Prop. 15](115))_ que são em Deus e que _(pela mesma [Prop.](115))_ sem Deus não podem nem ser nem serem concebidas. Portanto, um intelecto, seja finito em ato ou infinito em ato, deve compreender os atributos de Deus e as afecções dos atributos e nada mais. QED." - } - ] - }, - { - "id": "131", - "title": "PROPOSIÇÃO 31", - "text": "_Um intelecto em ato, seja ele finito ou infinito, assim como a vontade, o desejo, o amor, etc., deve ser referido à Natureza naturada e não à Natureza naturante._", - "childs": [ - { - "id": "131d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Por intelecto entendemos _(como é evidente)_ não o pensamento absoluto, mas apenas certo modo do pensamento, que difere de outros modos como o desejo, o amor, etc. e que, portanto _(pela [Def. 5](1d5))_, deve ser concebido pelo pensamento absoluto, a saber _(pela [Prop. 15](115) e [Def. 6](1d6))_, por um atributo de Deus que exprime a essência eterna e infinita do pensamento, e deve se concebido de tal sorte que sem ele não possa nem ser nem ser concebido. Logo, [o intelecto,] como os demais modos do pensamento, deve _(pelo [Esc. Prop. 29](129sc))_ ser referido à Natureza naturada e não à Natureza naturante. QED." - }, - { - "id": "131sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "A razão que me faz falar aqui de um intelecto em ato, não é que eu conceda a existência de um intelecto em potência, mas sim que, desejando evitar toda confusão, quis falar apenas da coisa percebida por nós da maneira mais clara do mundo, isto é, da própria intelecção. Pois não há nada que possamos compreender pelo intelecto que não conduza a um conhecimento mais perfeito da intelecção." - } - ] - }, - { - "id": "132", - "title": "PROPOSIÇÃO 32", - "text": "_A vontade não pode ser chamada de causa livre, mas apenas [causa] necessária._", - "childs": [ - { - "id": "132d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A vontade é apenas um certo modo do pensamento, assim como o intelecto. Por conseguinte, _(pela [Prop. 28](128))_ cada volição só pode existir e ser determinada a operar se for determinada por outra causa, e esta por outra, ao infinito. Mesmo que a vontade seja suposta infinita, ela também deve ser determinada a existir e operar por Deus, não enquanto é substância absolutamente infinita, mas enquanto tem um atributo que exprime a essência eterna e infinita do pensamento _(pela [Prop. 23](123))_. Logo, quer concebamos [a vontade] como finita ou infinita, ela requer uma causa que a determine a existir e operar e, portanto _(pela [Defin. 7](1d7))_ não pode ser dita causa livre, mas apenas necessária ou compelida. QED." - }, - { - "id": "132c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "Segue-se : I. que Deus não opera por liberdade da vontade." - }, - { - "id": "132c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "Segue-se : II. que a vontade e o entendimento têm a mesma relação com a natureza de Deus que o movimento e o repouso e são todos eles coisas absolutamente naturais que _(pela [Prop. 29](129))_ devem ser determinados por Deus a existir e a operar de certo modo. Pois a vontade, como todas as outras coisas, precisa de uma causa que a determine a existir e a operar de certo modo. E ainda que de uma vontade ou um intelecto dados possam se seguir infinitas coisas, não se pode dizer por isso que Deus aja por livre vontade, da mesma forma como não se pode dizer que ele aja por liberdade do movimento e do repouso devido às coisas que se seguem do movimento e do repouso (pois deles também podem se seguir infinitas coisas). Logo a vontade não pertence à natureza de Deus mais do que outras coisas naturais, mas ela tem com [a natureza de Deus] a mesma relação que o movimento e o repouso e todas as outras coisas que, como mostramos, seguem-se da necessidade da natureza divina e são determinadas a existir e a operar de certo modo." - } - ] - }, - { - "id": "133", - "title": "PROPOSIÇÃO 33", - "text": "_As coisas não poderiam ter sido produzidas por Deus de outro modo ou em outra ordem senão naquela em que foram produzidas._", - "childs": [ - { - "id": "133d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Dada a natureza de Deus, todas as coisas dela se seguiram necessariamente _(pela [Prop. 16](116))_ e foram determinadas pela necessidade da natureza Divina a existir e a operar de certo modo _(pela [Prop. 29](129))_. Se, portanto, as coisas pudessem ter outra natureza, ou pudessem ter sido determinadas de outro modo, de forma que a ordem da natureza fosse outra, então Deus poderia ter uma natureza diferente da que ele tem. E _(pela [Prop. 11](111))_ esta outra natureza também deveria existir e, consequentemente poderiam existir dois ou mais Deuses, o que _(pelo [Corol. 1 Prop. 14](114c1))_ é absurdo. Eis por que as coisas não poderiam ter sido produzidas por Deus de outro modo ou em outra ordem, etc. QED." - }, - { - "id": "133sc1", - "type": "ESCÓLIO 1", - "text": "Como assim mostrei de forma mais clara que a luz do meio dia que não há absolutamente nada nas coisas as faça serem ditas contingentes, gostaria agora de explicar brevemente o que devemos entender por contingente. Mas primeiro [explicarei o que devemos entender] por necessário e impossível. Uma coisa é dita necessária, seja em razão de sua essência ou em razão de sua causa. Pois a existência de uma coisa se segue necessariamente, seja de sua essência e definição, seja de uma dada causa eficiente. E uma coisa é chamada impossível por estas mesmas causas, isto é, seja por que sua essência ou definição envolve uma contradição, seja por que nenhuma causa externa foi determinada a produzir esta coisa. Mas uma coisa é dita contingente somente por um defeito de nosso conhecimento. Com efeito, uma coisa cuja essência ignoramos envolver contradição ou não – ou cuja essência sabemos não envolver contradição, sem poder, no entanto, afirmar nada com certeza a respeito de sua existência, uma vez que a ordem das causas nos escapa – esta coisa jamais nos parecerá como necessária nem como impossível e assim nós a chamamos, seja de contingente, seja de possível." - }, - { - "id": "133sc2", - "type": "ESCÓLIO 2", - "text": "Do que precede se segue que as coisas foram produzidas por Deus com suma perfeição, pois elas se seguiram necessariamente da mais perfeita natureza que há. E isto não revela nenhuma imperfeição de Deus, pois, com efeito, sua perfeição nos compele a afirmá-lo. Mais ainda, é da afirmação contrária que se seguiria claramente (como mostrei) que Deus não seria sumamente perfeito. Pois, se as coisas tivessem sido produzidas de outro modo, seria preciso atribuir a Deus uma outra natureza, diferente da que a consideração do Ente perfeitíssimo nos compele a lhe atribuir. Mas não duvido que muitos rejeitem esta maneira de pensar como absurda, recusando-se até a examiná-la. E isto unicamente por que eles se habituaram a atribuir a Deus um outro tipo de liberdade, bem diferente da que ensinamos _([Defin. 7](1d7))_, a saber uma vontade absoluta. Mas também não duvido que se eles quisessem meditar sobre o assunto e examinar cuidadosamente nossa série de demonstrações, acabariam por rejeitar inteiramente tal liberdade que ora atribuem a Deus, não apenas como fútil, mas como um grande obstáculo à ciência. E não é necessário repetir aqui o que dissemos no [Escólio da Proposição 17](117sc). E, no entanto, para agradá-los, mostrarei que concedendo pertencer a vontade à essência de Deus, segue-se de sua perfeição que as coisas não poderiam ter sido criadas por Deus de outro modo ou em outra ordem. Será fácil mostrá-lo se considerarmos, primeiramente, o que eles mesmos concedem, isto é, que depende apenas da vontade e do decreto de Deus que cada coisa seja o que é. Pois de outro modo Deus não seria a causa de todas as coisas. Deve-se observar, em seguida, que todos os decretos de Deus foram por ele próprio sancionados por toda a eternidade. Pois de outro modo poder-se-ia argüir sua imperfeição ou inconsistência. Mas como na eternidade não há _quando_ nem _antes_, nem _depois_, segue-se da perfeição mesma de Deus que ele não pode, nem nunca pôde, decretar algo de diferente, ou, dito de outro modo, Deus não foi antes de seus decretos e sem eles não pode ser. Mas eles dirão que não se seguiria nenhuma imperfeição de Deus se ele tivesse feito outra natureza, ou se tivesse decretado de toda a eternidade outra ordem da natureza. Mas se eles o dizem é por que concedem que Deus pode mudar seus decretos. Mas se Deus pudesse ter decretado algo diferente do que decretou sobre a natureza e sua ordem, isto é, se ele tivesse querido ou concebido algo diferente sobre a natureza, ele teria necessariamente uma vontade e um intelecto diferentes do que ele tem agora. E se é lícito atribuir a Deus outro intelecto e outra vontade, sem nenhuma mudança em sua essência e sua perfeição, porque não poderia ele agora mudar seus decretos sobre as coisas criadas permanecendo perfeito da mesma maneira? Pois [nesta doutrina] pouco importa para a essência e a perfeição de Deus, que seu entendimento e sua vontade concebam a natureza e a ordem das coisas criadas de uma forma ou de outra. Ademais, todos os filósofos que já vi concedem que em Deus não há intelecto em potência, mas apenas em ato. Mas como todos também concedem que seu intelecto e sua vontade não se distinguem de sua essência, segue-se que se Deus tivesse tido outro intelecto em ato e outra vontade, sua essência também teria sido outra. E assim (como concluí desde o princípio) se as coisas tivessem sido produzidas por Deus de outra forma, o intelecto de Deus e sua vontade ou (como se concede) sua essência teria sido outra, o que é absurdo. \nPortanto, como as coisas não poderiam ter sido produzidas por Deus de outro modo ou em outra ordem, e como se segue da suma perfeição de Deus que isto é verdade, nenhuma sã razão pode nos convencer a acreditar que Deus não quis criar todas as coisas existentes em seu intelecto com a mesma perfeição que ele as entende. Mas eles dizem que não há perfeição ou imperfeição nas coisas. E depende apenas da vontade de Deus que elas sejam perfeitas ou imperfeitas, boas ou más e, se Deus quisesse, poderia fazer com que algo que agora é perfeito se tornasse sumamente imperfeito e _vice-versa_. Mas isso seria afirmar abertamente que Deus, que necessariamente entende o que quer, poderia por sua vontade fazer com que ele mesmo entendesse as coisas de forma diferente do que ele entende, o que (como mostrei) é um grande absurdo. Posso, portanto, reverter o argumento do seguinte modo. Tudo depende do poder de Deus. E, portanto, para que as coisas pudessem ser diferentes, seria preciso necessariamente que a vontade de Deus também fosse diferente. Mas a vontade de Deus não pode ser diferente (como mostramos de forma evidente a partir da perfeição de Deus). Logo, as coisas não são podem ser diferentes. Confesso que a opinião que sujeita todas as coisas a uma vontade indiferente de Deus e torna todas as coisas dependentes de seu beneplácito, se afasta menos da verdade que a opinião dos que estabelece que Deus age sempre com vista ao bem. Pois estes parecem colocar algo fora de Deus, que não depende de Deus, a que Deus ao operar atenta como a um modelo, ou que ele visa como a um alvo. E isto é simplesmente submeter Deus ao destino. Nada mais absurdo pode ser sustentado sobre Deus, que, mostramos ser causa primeira e livre, tanto da essência de todas as coisas, como de sua existência. Não perderei, então, tempo em refutar este absurdo." - } - ] - }, - { - "id": "134", - "title": "PROPOSIÇÃO 34", - "text": "_A potência de Deus é sua própria essência._", - "childs": [ - { - "id": "134d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Da necessidade apenas da essência de Deus segue-se que Deus é causa de si _(pela [Prop. 11](111))_ e _(pela [Prop. 16](116) e [Corol.](116c1) Prop 16)_ de todas as coisas. Logo, a potência de Deus, pela qual ele mesmo e todas as coisas são e agem, é sua própria essência. QED." - } - ] - }, - { - "id": "135", - "title": "PROPOSIÇÃO 35", - "text": "_Tudo o que concebemos estar no poder de Deus, existe necessariamente._", - "childs": [ - { - "id": "135d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Tudo o que está no poder de Deus deve _(pela [Prop. preced.](134))_ estar compreendido em sua essência de forma que dela se siga necessariamente e, portanto, exista necessariamente." - } - ] - }, - { - "id": "136", - "title": "PROPOSIÇÃO 36", - "text": "_Nada existe de cuja natureza não se siga algum efeito._", - "childs": [ - { - "id": "136d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Tudo o que existe exprime de modo certo e determinado a natureza de Deus ou a essência de Deus _(pelo [Corol. Prop. 25](125c))_, isto é _(pela [Prop. 34](134))_, tudo o que existe exprime de modo certo e determinado a potência de Deus, que é causa de todas as coisas. Logo _(pela [Prop. 16](116))_, [de tudo o que existe] deve se seguir um efeito. QED." - } - ] - }, - { - "id": "1app", - "title": "APÊNDICE", - "text": "", - "childs": [] - } - ] - }, - { - "index": 2, - "id": "p2", - "title": "_Segunda Parte_, SOBRE _a Natureza e a Origem da_ MENTE.", - "enonces": [ - { - "id": "2pr", - "title": "??", - "text":"", - "childs":[] - }, - { - "title":"DEFINIÇÕES", - "type":"title" - }, - { - "id": "2d1", - "title": "I.", - "text": "Por corpo entendo um modo de Deus que exprime de forma certa e determinada, a essência de Deus enquanto coisa extensa ; _vide [Corol. Prop. 25](125c) p. I_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d2", - "title": "II.", - "text": "Digo pertencer à essência de uma coisa aquilo que, uma vez dado, põe necessariamente a coisa e, uma vez suprimido, necessariamente a destrói ; ou aquilo sem o que a coisa não pode ser nem ser concebida e, ao reverso, aquilo que não pode ser nem ser concebido sem a coisa.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d3", - "title": "III.", - "text": "Por idéia entendo um conceito que a mente forma por que é coisa pensante.", - "childs": [ - { - "id": "2d3e", - "type": "EXPLICAÇÃO", - "text": "_Digo conceito ao invés de percepção, pois a palavra percepção parece indicar que a Mente é passiva com relação ao objeto, enquanto conceito parece exprimir uma ação da Mente._" - } - ] - }, - { - "id": "2d4", - "title": "IV. ", - "text": "Por idéia adequada entendo uma idéia que, enquanto considerada em si e sem relação com um objeto, tem todas as propriedades ou denominações intrínsecas de uma idéia verdadeira.", - "childs": [ - { - "id": "2d4e", - "type": "EXPLICAÇÃO", - "text": "_Digo intrínsecas para excluir o que é extrínseco, isto é, a conveniência da idéia com seu ideado._" - } - ] - }, - { - "id": "2d5", - "title": "V.", - "text": "Duração é a continuação indefinida do existir.", - "childs": [ - { - "id": "2d5e", - "type": "EXPLICAÇÃO", - "text": "_Digo indefinida, pois [a duração] não pode ser determinada nem pela natureza da coisa existente, nem por sua causa eficiente, pois esta põe necessariamente a existência da coisa, mas não a destrói._" - } - ] - }, - { - "id": "2d6", - "title": "VI.", - "text": "Por realidade e perfeição entendo a mesma coisa.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d7", - "title": "VII.", - "text": "Por coisas singulares entendo coisas que são finitas e têm existência determinada. E se vários indivíduos concorrem em uma ação de forma que todos juntos são causas de um efeito, considero-os todos, nesta medida, como uma coisa singular.", - "childs": [] - }, - { - "title":"AXIOMAS", - "type":"title" - }, - { - "id": "2a1", - "title": "I.", - "text": "A essência do homem não envolve existência necessária, isto é, da ordem da natureza tanto pode se fazer com que este ou aquele homem exista como que não exista.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a2", - "title": "II.", - "text": "O homem pensa.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a3", - "title": "III.", - "text": "Modos do pensamento como amor, desejo, ou tudo mais que seja designado como afeto da alma, não podem existir em um Indivíduo sem a idéia da coisa amada, desejada, etc. Mas esta idéia pode existir sem nenhum outro modo do pensamento.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a4", - "title": "IV.", - "text": "Sentimos que um certo corpo é afetado de muitos modos.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a5", - "title": "V.", - "text": "Não sentimos nem percebemos coisas singulares além dos corpos e dos modos do pensamento. \n_Vide Postulados [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) após a Proposição 13_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "201", - "title": "PROPOSIÇÃO 1", - "text": "_O pensamento é um atributo de Deus, ou, dito de outro modo, Deus é coisa pensante._", - "childs": [ - { - "id": "201d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Os pensamentos singulares, isto é, este ou aquele pensamento, são modos que exprimem a natureza de Deus de modo certo e determinado _(pelo Cor. Prop. 25 p. I)_. Portanto, eles competem a um atributo de Deus _(pela [Def. 5, p. I](1d5))_ que envolve o conceito de todos os pensamentos singulares, através do qual eles são concebidos. Portanto, o Pensamento é um dos infinitos atributos de Deus, que exprime a essência eterna e infinita de Deus _(vide [Def. 6, p. I](1d6))_, ou, dito de outro modo, Deus é coisa pensante. QED." - }, - { - "id": "201sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta proposição é evidente partindo de que podemos conceber um ente pensante infinito. Pois um ente pensante pode pensar tanto mais, quanto mais contiver de realidade ou perfeição. Logo um ente que pode pensar infinitas coisas de infinitos modos é necessariamente infinito pela força do pensamento. E assim, já que podemos conceber um Ente infinito atentando somente para o pensamento, então o Pensamento (pelas Defin. [4](1d4) e [6](1d6) p. I) é um dos atributos de Deus, como queríamos." - } - ] - }, - { - "id": "202", - "title": "PROPOSIÇÃO 2", - "text": "_A extensão é um atributo de Deus, ou, dito de outro modo, Deus é coisa extensa._", - "childs": [ - { - "id": "202d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A demonstração procede do mesmo modo que a [demonstração](201d) da proposição precedente." - } - ] - }, - { - "id": "203", - "title": "PROPOSIÇÃO 3", - "text": "_Há necessariamente em Deus uma idéia de sua essência e de tudo o que se segue de sua essência._", - "childs": [ - { - "id": "203d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Com efeito, Deus _(pela [Prop. 1](201))_ pode pensar infinitas coisas de infinitos modos, ou _(o que é o mesmo, pela [Prop. 16](116) p. I)_ pode formar uma idéia de sua essência e de tudo o que necessariamente se segue dela. Ora, tudo o que está no poder de Deus existe necessariamente _(pela [Prop. 35](135) p. I)._ Portanto, tal idéia existe necessariamente e _(pela [Prop. 15](115) p. I)_ [existe] em Deus. QED." - }, - { - "id": "203sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "O vulgo entende que a potência de Deus é a vontade livre de Deus e seu direito sobre todas as coisas, que por isso são consideradas comumente como contingentes. Pois Deus tem o poder, dizem eles, de tudo destruir e tudo reduzir ao nada. Além disso, eles comparam freqüentemente a potência de Deus à potência dos Reis. Mas nós refutamos isto nos Corolários [1](132c1) e [2](132c2) da Proposição 32 da Parte I e mostramos na [Proposição 16](116) da Parte I que Deus age com a mesma necessidade que compreende a si mesmo. Isto é, da mesma forma que se segue da necessidade da natureza divina (como todos afirmam de uma só voz) que Deus compreende a si mesmo, segue-se com a mesma necessidade que Deus faz uma infinidade de coisas de uma infinidade de maneiras. Em seguida mostramos, na [Proposição 34](134) da Parte I, que a potência de Deus é tão somente a essência atuante de Deus. E assim, para nós é tão impossível conceber que Deus não aja como conceber que ele não exista. Se desejasse prosseguir neste argumento, poderia mostrar também que a potência que o vulgo atribui falsamente a Deus é, não apenas humana (mostrando que o vulgo concebe Deus como homem, ou semelhante a um homem), mas também envolve impotência. Mas não quero falar sempre do mesmo tema. Peço apenas ao leitor que reflita repetidamente sobre o que foi dito sobre este assunto na Parte I, da [Proposição 16](116) até o final. Pois ninguém poderá perceber corretamente o que quero mostrar se não tomar extremo cuidado em não confundir a potência de Deus com a potência e o direito dos Reis." - } - ] - }, - { - "id": "204", - "title": "PROPOSIÇÃO 4", - "text": "_A idéia de Deus, donde se seguem infinitas coisas de infinitos modos, só pode ser única._", - "childs": [ - { - "id": "204d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Um intelecto infinito compreende somente os atributos de Deus e suas afecções (pela [Prop. 30](130) p. I). Ora Deus é único (pelo [Cor. 1 Prop 14](114c1) p. I). Portanto a idéia de Deus, donde se seguem infinitas coisas de infinitos modos, só pode ser única. QED." - } - ] - }, - { - "id": "205", - "title": "PROPOSIÇÃO 5", - "text": "_O ser formal das idéias reconhece como causa Deus apenas enquanto considerado como coisa pensante e não enquanto ele é explicado por qualquer outro atributo. Isto é, as idéias, tanto dos atributos de Deus como das coisas singulares, reconhecem por causa eficiente não seus ideados, ou, dito de outro modo, as coisas percebidas, mas o próprio Deus enquanto ele é coisa pensante._", - "childs": [ - { - "id": "205d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Isto é evidente a partir da [Proposição 3](203). Pois nela concluímos que Deus pode formar uma idéia de sua essência e de tudo o que dela se segue necessariamente. E isto do simples fato de ser Deus coisa pensante e não de ser ele objeto de sua própria idéia. Portanto, o ser formal das idéias reconhece por causa Deus enquanto ele é coisa pensante. Mas há outro modo de demonstrá-lo. O ser formal das idéias é um modo do pensamento _(como é evidente)_, isto é _(pelo [Corol. Prop. 25](125c) p. I)_ um modo que exprime de maneira precisa a natureza de Deus enquanto coisa pensante, e _(pela [Prop. 10](110), p. I)_, que não envolve o conceito de nenhum outro atributo de Deus. Consequentemente _(pelo [Axiom. 4](1a4) p. I)_, é efeito apenas do atributo pensamento e não de nenhum outro. Então, o ser formal das idéias reconhece por causa Deus, enquanto considerado como coisa pensante, etc. QED." - } - ] - }, - { - "id": "206", - "title": "PROPOSIÇÃO 6", - "text": "_Os modos de um atributo qualquer têm por causa Deus enquanto o consideramos apenas pelo o atributo de que são modos e não enquanto os consideramos por outro [atributo]._", - "childs": [ - { - "id": "206d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Pois cada atributo se concebe por si e sem os outros _(pela [Prop. 10](110), p. I)_. Então, os modos de cada atributo envolvem o conceito de seu atributo e não o de um outro. Assim _(pelo [Axiom. 4](1a4), p. I)_, eles têm por causa Deus somente enquanto considerado pelo atributo de que são modos, e não enquanto o consideramos por outro. QED." - }, - { - "id": "206c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que o ser formal das coisas que não são modos do pensamento não se segue da natureza divina por que [Deus] primeiro conheceu as coisas. Mas são as coisas ideadas que se seguem e resultam de seus atributos do mesmo modo e com a mesma necessidade com que, mostramos que as idéias seguem-se do atributo Pensamento." - } - ] - }, - { - "id": "207", - "title": "PROPOSIÇÃO 7", - "text": "_A ordem e a conexão das idéias é a mesma que a ordem e a conexão das coisas._", - "childs": [ - { - "id": "207d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Isto é evidente pelo [Axiom. 4](1a4), p. I. Pois a idéia do causado, qualquer que seja, depende do conhecimento da causa de que ele é efeito." - }, - { - "id": "207c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que a potência de pensar de Deus é igual a sua potência atual de agir. Isto é, tudo o que se segue formalmente da natureza infinita de Deus, segue-se objetivamente em Deus, da idéia de Deus, na mesma ordem e na mesma conexão." - }, - { - "id": "207sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Antes de prosseguir, devemos recordar aqui o que demonstramos mais acima [na Parte I]. A saber, que tudo o que o intelecto infinito pode perceber como constituindo a essência de uma substância, tudo isto pertence a uma substância única e que, consequentemente, a substância pensante e a substância extensa são uma só e mesma substância compreendida ora por um atributo, ora por outro. Também [devemos lembrar] que um modo da extensão e a idéia deste modo são uma só e mesma coisa, mas expressa de dois modos. Alguns Hebreus parecem tê-lo visto, como que através de uma bruma, ao estabelecer que Deus, o intelecto de Deus e as coisas que entende são uma só e mesma coisa. Por exemplo, um círculo existente na natureza e a idéia deste círculo existindo, que existe em Deus, são uma só e mesma coisa, que é explicada por atributos diferentes. Portanto, quer concebamos a natureza sob o atributo Extensão ou sob o atributo Pensamento, ou sob qualquer outro atributo, encontraremos uma só e mesma ordem, uma só e mesma conexão causal, isto é, as mesmas coisas se seguindo uma da outra. Quando dissemos que Deus é causa de uma idéia, por exemplo, de um círculo, apenas enquanto é coisa pensante e [causa] do próprio círculo, apenas enquanto é coisa extensa, a razão foi que o ser formal da idéia do círculo só pode ser percebido através de outro modo do pensamento que é sua causa próxima, e este modo através de um outro, e assim ao infinito. Assim, enquanto as coisas forem consideradas como modos do pensamento, devemos explicar a ordem de toda a natureza, ou a conexão das causas, apenas através do atributo Pensamento, e enquanto elas forem consideradas como modos da extensão, devemos explicar a ordem de toda a natureza apenas através do atributo Extensão, e entendo que o mesmo se dá para os outros atributos. Deus é realmente causa das coisas como elas são em si, enquanto ele consiste de infinitos atributos. Pelo momento não posso explicar estes assuntos com mais clareza." - } - ] - }, - { - "id": "208", - "title": "PROPOSIÇÃO 8", - "text": "_As idéias das coisas singulares, ou modos, que não existem, devem ser compreendidas na idéia infinita de Deus, da mesma forma como as essências formais das coisas singulares, ou modos, estão contidas nos atributos de Deus._", - "childs": [ - { - "id": "208d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta proposição é evidente da [Proposição precedente](207), mas pode ser entendida com mais clareza a partir de seu [Escólio](207sc)." - }, - { - "id": "208c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que quando as coisas singulares só existem na medida em que estão compreendidas nos atributos de Deus, seu ser objetivo, ou suas idéias, só existem na medida em que existe a idéia infinita de Deus. E quando se diz que as coisas singulares existem, não mais apenas na medida em que estão compreendidas nos atributos de Deus, mas tendo duração, suas idéias também envolvem existência, pelo que se diz que elas têm duração." - }, - { - "id": "208sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Se alguém desejar um exemplo para melhor explicação deste ponto, não poderei dar nenhum que explique adequadamente, pois se trata de algo único. Tentarei, porém, ilustrar o assunto dentro d possível. Sabemos que o círculo é de natureza tal que todos os retângulos construídos a partir de segmentos de linhas retas que nele se cortam em algum ponto são iguais uns aos outros. Logo, um círculo contém infinitos retângulos iguais uns aos outros. Entretanto, nenhum deles pode ser dito existir se o círculo não existir também e a idéia de um destes retângulos só pode ser dita existir enquanto compreendida pela idéia do círculo. ![Graph 1](/assets/img/graph-02.png) Concebamos agora que desta infinidade de retângulos só existam dois, E e D. Certamente suas idéias agora também existem e não apenas enquanto compreendidas pela idéia do círculo, mas também enquanto elas envolvem a existência destes retângulos, o que faz com elas se distingam de outras idéias de retângulos." - } - ] - }, - { - "id": "2p9", - "title": "PROPOSIÇÃO 9", - "text": "_A idéia de uma coisa singular existente em ato tem como causa Deus, não enquanto é infinito, mas enquanto ele é considerado como afetado por outra idéia de uma coisa singular existente em ato. E Deus também é causa desta [idéia], enquanto ele é afetado por uma terceira, e assim por diante ao infinito._", - "childs": [ - { - "id": "209d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A idéia de uma coisa singular existente em ato é um modo singular do pensamento, distinto dos outros _(pelo [Corol.](208c) e [Esc.](208sc) Prop. 8)_ e, portanto _(pela [Prop. 6](206))_, ela tem como causa Deus somente enquanto ele é coisa pensante. Mas não _(pela [Prop. 28](128), p. I)_ enquanto ele é coisa pensante absoluta, mas enquanto o consideramos afetado por outro modo do pensamento. E Deus igualmente é causa deste, enquanto ele é afetado de um outro, e assim ao infinito. Ora a ordem e a conexão das idéias _(pela [Prop. 7](207))_ é a mesma que a ordem e a conexão das causas [coisas] e, portanto, a causa de cada idéia singular é uma outra idéia, ou Deus, enquanto o consideramos afetado por outra idéia, e ele igualmente é causa desta enquanto é afetado por outra, e assim ao infinito. QED." - }, - { - "id": "209c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Deus tem o conhecimento de tudo o que acontece ao objeto singular de uma idéia qualquer, apenas na medida em que ele tem a idéia deste objeto." - }, - { - "id": "209cd", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Há em Deus uma idéia de tudo o que acontece ao objeto de uma idéia _(pela [Prop. 3](203))_, não enquanto ele é infinito, mas enquanto o consideramos afetado de uma outra idéia de coisa singular _(pela [Prop. preced.](208))_. Mas como _(pela[Prop. 7](207))_ a ordem e a conexão das idéias é a mesma que a ordem e a conexão das coisas, então, o conhecimento do que acontece a um objeto singular está em Deus, apenas enquanto ele tem uma idéia deste objeto. QED." - } - ] - }, - { - "id": "210", - "title": "PROPOSIÇÃO 10", - "text": "_À essência do homem não pertence o ser da substância, ou, dito de outro modo, a substância não constitui a forma do homem._", - "childs": [ - { - "id": "210d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "O ser da substância envolve a existência necessária _(pela [Prop. 7](107), p. I)_. Se à essência do homem pertencesse o ser da substância, uma vez dada a substância, o homem seria dado necessariamente _(pela [Defin. 2](2d2))_ e consequentemente o homem existiria necessariamente, o que _(pelo [Axiom. 1](2a1))_ é absurdo. Logo, etc. QED." - }, - { - "id": "210sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta proposição pode ser demonstrada a partir da [Proposição 5](105) p. I da Parte I, isto é, que não há duas substâncias de mesma natureza. Como podem existir vários homens, logo aquilo que constitui a forma do homem não pode ser substância. Além disso, esta Proposição é evidente a partir das demais propriedades da substância, a saber, que ela é por natureza infinita, imutável, indivisível, etc., como qualquer um pode ver facilmente." - }, - { - "id": "2p10c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que a essência do homem é constituída por certas modificações dos atributos de Deus." - }, - { - "id": "210cd", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Pois o ser da substância _(pela [Proposição preced.](210))_ não pertence à essência do homem. Portanto, [a essência do homem] é _(pela [Prop. 15](115) p. I)_ algo que é em Deus e que sem Deus não pode nem ser nem ser concebido, ou, dito de outro modo, _(pelo [Corol. Prop. 25](125c) p. I)_ é uma afecção, ou modo, que exprime a natureza de Deus de uma maneira certa e determinada." - }, - { - "id": "210csc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Todos devem conceder que sem Deus nada pode ser nem ser nem ser concebido. Pois todos reconhecem que Deus é a causa única de todas as coisas, tanto de suas essências quanto de suas existências, isto é, que Deus não é apenas causa das coisas segundo o devir, mas também segundo o ser. Mas, ao mesmo tempo, a maioria diz que pertence à essência de uma coisa aquilo sem o que a coisa não pode nem ser nem ser concebida. Eles acreditam, ou que a natureza de Deus pertence à essência das coisas criadas, ou que as coisas criadas podem ser ou serem concebidas sem Deus. Mas, o que é mais certo, é que eles não são consistentes entre si. E a causa é, acredito, que eles não observaram a ordem do filosofar. Pois acreditaram que a natureza divina, que deveriam contemplar antes de tudo mais (por ser ela anterior tanto em conhecimento como em natureza), viria em último na ordem do conhecimento, ao passo que as coisas que chamamos de objetos dos sentidos seriam anteriores a todas as demais. É por isso que, quando contemplaram as coisas naturais, sequer lhes ocorreu pensar na natureza divina e quando em seguida passaram a contemplar a natureza divina, não puderam contar com as primeiras ficções sobre as quais haviam erigido o conhecimento das coisas naturais, pois estas [ficções] não tinham serventia para o conhecimento da natureza divina. Assim não é surpresa que eles se tenham contradito. Mas basta a este respeito. Meu intento aqui foi apenas explicar a causa por que disse que à essência de uma coisa não pertence aquilo sem o que a coisa não pode nem ser nem ser concebida. Pois as coisas singulares não podem sem Deus nem ser nem ser concebidas e Deus não pertence à essência das coisas. Mas eu disse que constitui necessariamente a essência de uma coisa aquilo que uma vez dado, põe necessariamente a existência da coisa e uma vez suprimido a destrói ; ou aquilo sem o que a coisa não pode nem ser nem serconcebida e que não pode nem ser nem ser concebido sem a coisa." - } - ] - }, - { - "id": "211", - "title": "PROPOSIÇÃO 11", - "text": "_A primeira coisa que constitui o ser atual da mente humana é a idéia de uma coisa singular existentindo em ato._", - "childs": [ - { - "id": "211d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A essência do homem _(pelo [Cor. Prop. preced.](210c))_ é constituída por certos modos dos atributos de Deus, a saber _(pelo [Axiom. 2](2a2))_ por modos do pensamento e entre estes _(pelo [Axiom. 3](2a3))_ o primeiro por natureza é a idéia ; e é preciso que a idéia exista para que os outros modos (em relação aos quais a idéia é por natureza primeira) existam no mesmo indivíduo _(pelo mesmo [Axiom. 3](2a3))_. E, portanto, a idéia é a primeira coisa que constitui a essência da Mente humana. Mas não a idéia de uma coisa não existente, pois então _(pelo [Corol. Prop. 8](208c))_ a idéia mesma não poderia ser dita existir. Mas sim uma idéia de uma coisa existentindo em ato. Mas não de uma coisa infinita, pois uma coisa infinita _(pelas Props [21](121) e [22](122) p. I)_ deve sempre e necessariamente existir e isto _(pelo [Axiom. 1](2a1))_, é absurdo. Logo a primeira coisa a constituir o ser atual da mente humana é a idéia de uma coisa singular existentindo em ato. QED." - }, - { - "id": "211c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Segue-se que a Mente humana é uma parte do intelecto infinito de Deus. Portanto, quando dizemos que a Mente humana percebe isto ou aquilo, dizemos que Deus tem tal ou qual idéia, não enquanto é infinito, mas enquanto se explica pela natureza da Mente humana, ou enquanto constitui a essência da Mente humana. E quando dizemos que Deus tem tal ou qual idéia, não apenas enquanto constitui a natureza da Mente humana, mas enquanto tem ao mesmo tempo a idéia da Mente humana e a idéia de uma outra coisa, dizemos então que a Mente humana percebe uma coisa em parte, ou de forma inadequada." - }, - { - "id": "211sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Não duvido que aqui meus Leitores estejam em dificuldades e que pensem em muitas coisas que os farão parar. Por isso eu lhes rogo para avançar comigo a passos lentos e que não julguem antes de ter lido tudo." - } - ] - }, - { - "id": "212", - "title": "PROPOSIÇÃO 12", - "text": "_Tudo que acontece com o objeto da idéia que constitui a Mente humana deve ser percebido pela Mente humana, ou, dito de outro modo, deve necessariamente haver uma idéia de tal coisa na Mente. Ou seja, se o objeto da idéia que constitui a Mente humana é um corpo, nada poderá acontecer a este corpo que a Mente não perceba._", - "childs": [ - { - "id": "212d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Há em Deus necessariamente o conhecimento _(pelo [Corol. Prop. 9](209c))_ de tudo o que acontece no objeto de uma idéia qualquer, enquanto ele é considerado como afetado pela idéia deste objeto, isto é _(pela [Prop. 11](211))_, enquanto ele constitui a mente de uma coisa. Portanto, de tudo que acontece no objeto da idéia que constitui a Mente humana, deve haver em Deus o conhecimento, enquanto ele constitui a natureza da Mente humana, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, o conhecimento desta coisa estará necessariamente na Mente, ou, dito de outro modo, a Mente a percebe. QED." - }, - { - "id": "212sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta proposição é igualmente evidente e pode ser entendida mais claramente a partir do [Escólio da Prop. 7](207sc), que deve ser consultado." - } - ] - }, - { - "id": "213", - "title": "PROPOSIÇÃO 13", - "text": "_O objeto da idéia que constitui a Mente humana é o Corpo, ou, um certo modo da extensão existente em ato, e nada mais._", - "childs": [ - { - "id": "213d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se o Corpo não fosse o objeto da Mente humana, as idéias das afecções do Corpo não estariam em Deus _(pelo [Corol. Prop. 9](209c))_, enquanto ele constitui a idéia de nossa Mente, mas enquanto constitui a idéia de outra coisa, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, as idéias das afecções de nosso corpo não estariam em nossa Mente ; mas _(pelo [Axiom. 4](2a4))_ nós temos idéias das afecções do Corpo. Logo, o objeto da idéia que constitui a Mente é o Corpo e de um Corpo _(pela [Prop. 11](211))_ existente em ato. Em seguida, se houvesse outro objeto da Mente além do corpo então, como não há nada _(pela [Prop. 36](136), p. I)_ de que não se siga um efeito, deveria _(pela [Prop. preced.](212))_ necessariamente haver uma idéia deste efeito em nossa Mente. Ora _(pelo [Axiom. 5](2a5))_ não há tal idéia. Logo o objeto de nossa Mente é um Corpo existindo e nada mais. QED." - }, - { - "id": "213c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que o homem é constituído de Mente e Corpo e que ele existe tal qual o sentimos." - }, - { - "id": "213sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Entendemos assim não apenas que a Mente humana é unida ao Corpo, mas também o que deve ser entendido pela união de Mente e Corpo. Mas ninguém poderá entender de forma adequada ou distinta [tal união] se não compreender primeiro, de forma adequada, a natureza de nosso Corpo. Pois o que mostramos até aqui tem caráter geral e não pertence mais aos homens que a outros Indivíduos, que são todos eles animados, embora a níveis distintos. Pois para cada coisa há necessariamente em Deus uma idéia, de que Deus é causa, da mesma maneira como ele o é da idéia do Corpo humano. E assim, tudo o que dissemos da idéia do Corpo humano, devemos necessariamente dizer também da idéia de uma coisa qualquer. No entanto, não podemos negar que as idéias diferem entre si da mesma forma como seus objetos, e que uma é superior a outra por conter mais realidade, do mesmo modo que o objeto de uma é superior e contém mais realidade que o da outra. Eis por que para determinar em que a Mente humana difere das outras e é superior às outras, é necessário conhecer, como dissemos, a natureza de seu objeto, isto é, do Corpo humano. Mas não posso explicar isto aqui e não é necessário para o que quero demonstrar. Entretanto, digo de forma geral, que quanto mais um corpo é capaz de agir ou de sofrer ações de diferentes maneiras, mais sua Mente é capaz de perceber diferentes coisas ao mesmo tempo. E quanto mais as ações de um Corpo dependem somente dele e quanto menos outros corpos concorram para suas ações, mais sua Mente é capaz de entender de forma clara e distinta. E assim podemos conhecer a superioridade de uma Mente sobre outras, bem como ver a causa pela qual nós temos apenas um conhecimento completamente confuso de nosso corpo, bem como ainda muitas outras coisas que deduzirei na seqüência. É por isso que pensei que valia a pena explicar e demonstrar estas coisas de modo mais apurado e para isso é necessário colocar algumas premissas sobre a natureza dos corpos." - }, - { - "id": "213a1", - "type": "AXIOMA I", - "text": "Todos os corpos ou se movem ou estão em repouso." - }, - { - "id": "213a2", - "type": "AXIOMA II", - "text": "Cada corpo se move, ora mais lentamente, ora mais rapidamente." - }, - { - "id": "213l1", - "type": "LEMA I", - "text": "_Os corpos se distinguem em razão do movimento e do repouso, da rapidez e da lentidão e não em relação à substância._" - }, - { - "id": "213l1d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Suponho que a primeira parte é evidente. E que os corpos não se distinguem em relação à substância, isto é evidente das _Proposições [5](105)_ a _[8](108) da Parte I_. Mas é ainda mais claro do _[Escólio da Proposição 15](115sc)_ da Parte I." - }, - { - "id": "213l2", - "type": "LEMA II", - "text": "_Todos os corpos convém em algumas coisas._" - }, - { - "id": "213l2d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Todos os corpos convém por envolverem o conceito de um mesmo atributo _(pela [Defin. 1](2d1))_ e por poderem se mover ora mais rapidamente, ora mais lentamente e, absolutamente falando, por ora se moverem e ora estarem em repouso." - }, - { - "id": "213l3", - "type": "LEMA III", - "text": "_Um corpo que se move ou que está em repouso deve ter sido determinado por outro corpo ao movimento ou ao repouso, e este também deve ter sido determinado ao movimento e ao repouso por outro, e este por outro, e assim ao infinito._" - }, - { - "id": "213l3d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Os corpos _(pela [Defin. 1](2d1))_ são coisas singulares que _(pelo [Lema 1](213l1))_ se distinguem entre si pela relação do movimento e do repouso. E _(pela [Prop. 28](128), p. I)_ cada um deve ter sido determinado necessariamente ao movimento ou ao repouso por outra coisa singular, a saber _(pela [Prop. 6](206))_ por outro corpo, que _(pelo [Axiom. 1](2a1))_ também está em movimento ou em repouso. E este _(pela mesma razão)_ só pode se mover ou estar em repouso por ter sido determinado ao movimento ou ao repouso por outro, e assim ao infinito. QED." - }, - { - "id": "213l3c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que um corpo em movimento se moverá enquanto não for determinado ao repouso por outro corpo, e que um corpo em repouso assim permanecerá enquanto não for determinado por outro ao movimento. Isto também é evidente. Pois quando suponho que um corpo, por exemplo A, está em repouso, nada posso dizer de A, a não ser que ele está em repouso. Se em seguida algo acontece que faz A se mover, isto não pode ser resultado de que A estava em repouso, pois disso só poderia se seguir que o corpo A continuasse em repouso. Se ao contrário supomos que A se move, só poderemos afirmar de A que ele move. Se em seguida acontece de A estar em repouso, evidentemente isto não pode acontecer em virtude de algo que A já tivesse, pois do movimento só poderia se seguir o movimento. Portanto, se isto ocorre, deve vir de algo que não estava em A, a saber uma causa exterior, que o determinou ao repouso." - }, - { - "id": "213a1a", - "type": "AXIOMA I", - "text": "Todos os modos que um corpo é afetado por outro se seguem ao mesmo tempo da natureza do copo afetado e da natureza do corpo que o afeta. Assim, um corpo pode ser movimentado de diferentes formas de acordo com as diferenças nos corpos que o movem. Inversamente, diferentes corpos podem ser movimentados de forma distinta pelo mesmo corpo." - }, - { - "id": "213a2a", - "type": "AXIOMA II", - "text": "![Graph 1](/assets/img/graph-03.png) Quando um corpo em movimento se choca com outro em repouso que não pode se mover, ele é refletido de forma a continuar a se mover. O ângulo da linha do movimento de reflexão com o plano do corpo em repouso com que aquele se chocou, será igual ao ângulo da linha do movimento incidente com o mesmo plano. \n \nIsto basta para os corpos simples que se distinguem uns dos outros apenas pelo movimento e pelo repouso, pela velocidade ou pela lentidão. Passemos agora aos corpos compostos." - }, - { - "id": "213def", - "type": "DEFINIÇÃO", - "text": "_Quando vários corpos de magnitude igual ou diferente são pressionados por outros de forma a se apoiarem uns nos outros, ou então quando eles estão em movimento, seja na mesma velocidade, seja em velocidades diferentes, mas comunicando entre si seus movimentos segundo uma certa relação, diremos que estes corpos estão unidos entre si ou que compõe um mesmo corpo ou Indivíduo, que se distingue dos outros por esta união entre corpos._" - }, - { - "id": "213a3", - "type": "AXIOMA III", - "text": "Quanto maiores ou menores são as superfícies segundo as quais as partes de um Indivíduo ou corpo composto se apóiam umas nas outras, mais difícil ou fácil é fazê-las mudar de posição e consequentemente mais difícil ou fácil é fazer com que o Indivíduo mude de forma. Assim, chamarei de _duros_ os corpos cujas partes se apóiam umas nas outras segundo grandes superfícies, _moles_ quando nas superfícies são pequenas, e _fluidos_ quando as partes se movem umas entre as outras." - }, - { - "id": "213l4", - "type": "LEMA IV", - "text": "_Se certos corpos se separam de um corpo, ou de um Indivíduo composto de vários corpos, ao mesmo tempo em que outros de mesma natureza e número tomam seu lugar, o Indivíduo manterá sua natureza sem mudança de forma._" - }, - { - "id": "213l4d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Como _(pelo [Lem. 1](213l1))_ os corpos não se distinguem em relação à substância, o que constitui a forma do Indivíduo é apenas uma união de corpos _(pela [Defin. preced.](213def))_. Mas esta é mantida _(por hipótese)_ mesmo com uma mudança de corpos. Logo, o Indivíduo manterá sua natureza anterior tanto com relação à substância como com relação ao modo. QED" - }, - { - "id": "213l5", - "type": "LEMA LEMA V", - "text": "_Se as partes que compõe um Indivíduo se tornam maiores ou menores, mas em tal proporção que conservam entre si mesma relação de movimento e repouso que tinham antes, o Indivíduo manterá sua natureza sem mudança de forma._" - }, - { - "id": "213l5d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É a mesma da demonstração do [Lema precedente](213l4)." - }, - { - "id": "213l6", - "type": "LEMA VI", - "text": "_Se certos corpos que compõe um Indivíduo são compelidos a fletir seu movimento em uma direção ou em outra, mas de tal sorte que possam continuar seus movimentos, comunicando-os aos demais segundo a mesma relação que antes, o Indivíduo também mantém sua natureza, sem mudança de forma._" - }, - { - "id": "213l6d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente por si. Pois ele retém, por hipótese, tudo o que na definição dissemos constituir sua forma." - }, - { - "id": "213l7", - "type": "LEMA VII", - "text": "_Adicionalmente, um Indivíduo assim composto mantém sua natureza quando ele, como um todo, se move ou fica em repouso, ou quando se move em uma ou em outra direção, se cada parte mantém seu movimento e o comunica às outras como antes._" - }, - { - "id": "213l7d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente da [Definição](213def) [de Indivíduo], que pode ser vista antes do Lema 4." - }, - { - "id": "213l7sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Vemos assim como um Indivíduo composto pode ser afetado de muitos modos e ainda preservar sua natureza. Até aqui concebemos um Indivíduo composto apenas de corpos distintos entre si pelo movimento e pelo repouso, pela velocidade e pela lentidão, isto é, composto apenas dos corpos mais simples. Se agora concebermos outro [Indivíduo] composto de indivíduos de naturezas diversas, veremos que ele pode ser afetado de muitos outros modos e ainda assim preservar sua natureza. Pois cada uma de suas partes é composta de vários corpos e cada um deles pode _(pelo [Lema preced.](213l7))_ se mover ora mais lentamente ora mais rapidamente, e consequentemente pode comunicar seu movimento aos outros mais rapidamente ou mais lentamente, sem que haja mudança em sua natureza. Se agora concebermos um terceiro gênero de Indivíduo, composto de Indivíduos deste segundo tipo, veremos que ele pode ser afetado de muitos outros modos sem mudança de forma. E se continuamos assim ao infinito, conceberemos facilmente que a natureza como um todo é um Indivíduo cujas partes, isto é, todos os corpos, variam de infinitos modos sem mudança no Indivíduo como um todo. Se fosse nossa intenção tratar expressamente do corpo, deveria explicar e demonstrar estas coisas de forma mais prolixa. Mas, como disse, é outra coisa que desejo, e se me referi aqui a estas coisas foi unicamente por que delas posso deduzir mais facilmente o que me propus a demonstrar." - }, - { - "id": "213p1", - "type": "POSTULADOS", - "text": "I. O corpo humano é composto de muitíssimos indivíduos (de natureza diversa) cada um deles altamente composto." - }, - { - "id": "213p2", - "type": "", - "text": "II. Dos indivíduos de que o Corpo humano é composto, alguns são fluidos, alguns são moles e outros são duros." - }, - { - "id": "213p3", - "type": "", - "text": "III. Os indivíduos que compõe o corpo humano, e, por conseguinte, o próprio corpo humano, podem ser afetados pelos corpos externos de grande número de modos." - }, - { - "id": "213p4", - "type": "", - "text": "IV. O Corpo humano requer para se conservar um grande número de outros corpos, através dos quais ele se regenera quase continuamente." - }, - { - "id": "213p5", - "type": "", - "text": "V. Quando uma parte fluida do Corpo humano é determinada por um corpo externo a se chocar frequentemente contra um corpo mole, ela muda a superfície deste e lhe imprime como que vestígios do corpo exterior que com ela se choca." - }, - { - "id": "213p6", - "type": "", - "text": "VI. O Corpo humano pode mover e dispor os corpos externos de um grande número de modos." - } - ] - }, - { - "id": "214", - "title": "PROPOSIÇÃO 14", - "text": "_A Mente humana é capaz de perceber um grande número de coisas e é mais capaz quanto mais numerosos são os modos que seu corpo pode ser disposto._", - "childs": [ - { - "id": "214d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "O Corpo humano _(pelos Post. [3](213p3) e [6](213p6))_ é afetado pelos corpos externos de grande número de modos e está disposto de forma a afetar os corpos externos de grande número de modos. Ora a Mente humana deve perceber _(pela [Prop. 12](212))_ tudo o que acontece no Corpo humano. Logo, a Mente humana é capaz de perceber um grande número de coisas e é mais capaz, etc. QED" - } - ] - }, - { - "id": "215", - "title": "PROPOSIÇÃO 15", - "text": "_A idéia que constitui o ser formal da Mente humana não é simples, mas sim composta de grande número de idéias._", - "childs": [ - { - "id": "215d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A idéia que constitui o ser formal da Mente humana é a idéia do Corpo _(pela [Prop. 13](213))_ que _(pelo [Post. 1](213p1))_ é composto de um grande número de indivíduos altamente compostos. Ora _(pelo [Corol. Prop. 8](208c))_, há em Deus necessariamente uma idéia de cada indivíduo que compõe o corpo. Logo _(pela [Prop. 7](207))_, a idéia do Corpo humano é composta de um grande número de idéias, que são [as idéias] das partes que compõe [o Corpo]. QED." - } - ] - }, - { - "id": "216", - "title": "PROPOSIÇÃO 16", - "text": "_A idéia de qualquer modo como o Corpo humano é afetado por corpos externos deve envolver simultaneamente a natureza do corpo humano e a natureza do corpo externo._", - "childs": [ - { - "id": "216d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Todos os modos que um corpo é afetado se seguem simultaneamente da natureza do corpo afetado e da natureza do corpo que o afeta _(pelo [Axiom. 1](213a1a))_. Portanto, as idéias [destes modos] _(pelo [Axiom. 4](1a4), p. I )_ envolverão necessariamente a natureza de ambos os corpos. Assim, a idéia de qualquer modo como o Corpo humano é afetado por um corpo externo envolve a natureza do Corpo humano e do corpo externo." - }, - { - "id": "216c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "Disso se segue, primeiramente, que a Mente humana percebe ao mesmo tempo a natureza de um grande número de corpos e a natureza de seu corpo." - }, - { - "id": "216c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "Segue-se, em segundo lugar, que a idéia que temos de um corpo externo indica mais o estado de nosso corpo do que a natureza dos corpos exteriores, como expliquei, por diversos exemplos, no [Apêndice](1app) da primeira parte." - } - ] - }, - { - "id": "217", - "title": "PROPOSIÇÃO 17", - "text": "_Se o Corpo humano é afetado de um modo que envolve a natureza de um corpo externo qualquer, a Mente humana contemplará este corpo como existindo em ato, ou como presente, até que o Corpo seja afetado de um afeto que exclua a existência ou a presença de tal corpo._", - "childs": [ - { - "id": "217d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente. Pois quando o Corpo humano for afetado assim, a Mente humana _(pela [Prop. 12](212))_ contemplará esta afecção do corpo, isto é _(pela [Prop. preced.](216))_, ela terá a idéia de um modo existindo em ato, envolvendo a natureza do corpo externo, isto é, [ela terá] uma idéia que não exclui, mas, ao contrário, põe, e a existência, ou presença, da natureza do corpo externo. Assim, a Mente _(pelo [Cor. 1 Prop. preced.](216c1)_ contemplará o corpo externo existindo em ato, ou como presente, até que [o Corpo] seja afetado, etc. QED." - }, - { - "id": "217c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "A Mente poderá contemplar como presentes corpos externos que já afetaram o Corpo humano, mesmo que eles não existam mais, ou não mais estejam presentes." - }, - { - "id": "217cd", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando corpos externos determinam partes fluidas do Corpo humano a se chocarem frequentemente contra partes moles, as superfícies destas _(pelo [Post. 5](213p5))_ mudam, fazendo com que _(ver [Axiom. 2](213a2a))_ aquelas se reflitam nestas de modo diferente do que ocorria antes. Em seguida, vindo [as partes fluidas] a encontrar estas novas superfícies em seu movimento espontâneo, elas são refletidas do mesmo modo que ocorria quando eram impulsionadas pelos corpos externos a se chocar contra estas superfícies. Consequentemente, ao continuarem a se mover por este reflexo, elas afetarão o corpo humano do mesmo modo que antes, e a Mente _(pela [Prop. 12](212))_ pensará [este modo] novamente, isto é _(pela [Prop. 17](217))_, a Mente contemplará novamente o corpo externo como presente. E isto ocorrerá sempre que as partes fluidas do corpo humano, em seu movimento espontâneo, se chocarem contra estes planos. Portanto, mesmo que não existam mais os corpos externos pelos quais o corpo humano foi afetado, a Mente os contemplará como presentes sempre que esta ação se repetir. QED." - }, - { - "id": "217sc", - "type": "", - "text": "Vemos como podemos contemplar como presentes coisas que não existem, como acontece frequentemente. Isto também pode acontecer por outras causas, mas bastou-me mostrar uma pela qual pude explicar a coisa como se tivesse mostrado por sua verdadeira causa. Mas não creio ter me distanciado muito da verdade, pois todos os postulados que assumi não contém nada além daquilo estabelecido pela experiência a ponto de não termos o direito de duvidar e, sobretudo, desde que mostramos que o corpo humano existe como o sentimos _(vide [Corol.](213c) Prop. 13)_. Além disso _(a partir [Corol. preced.](217c) e [Corol. 2 Prop. 16](216c2))_, entendemos claramente a diferença entre, por exemplo, a idéia de Pedro que constitui a essência da Mente de Pedro e a idéia do mesmo Pedro que está em outro homem, digamos, Paulo. A primeira explica diretamente a essência do Corpo de Pedro e só envolve existência enquanto Pedro existe. A segunda indica mais a condição do corpo de Paulo do que a natureza de Pedro ; e a Mente de Paulo ainda contemplará Pedro como presente, mesmo que ele não mais exista, enquanto a condição do corpo de Paulo permanecer assim. Para reter as palavras usuais, chamaremos de imagens as afecções do corpo humano que representam a presença de corpos externos, mesmo que não se refiram a figuras de coisas. E quando a Mente contempla os corpos desta maneira diremos que ela imagina. E para começar a indicar o que é o erro, gostaria que notassem que as imaginações da Mente consideradas em si não contém erro algum, ou, dito de outro modo, que a se a Mente erra não é por que imagina, mas sim na medida em que consideramos que ela carece da idéia que exclui a existência das coisas que ela imagina como presentes. Pois se a Mente quando imagina como presentes coisas que não existem soubesse ao mesmo tempo que estas coisas não existem, certamente a ela atribuiria esta potência de imaginar a uma virtude de sua natureza e não a um vício, sobretudo se esta faculdade de imaginar dependesse somente de sua natureza, isto é _(pela [Defin. 7](1d7) p. I)_, se a faculdade de imaginar da Mente fosse livre." - } - ] - }, - { - "id": "218", - "title": "PROPOSIÇÃO 18", - "text": "_Se o Corpo humano foi uma vez afetado simultaneamente por dois ou mais corpos, então depois, quando a Mente imaginar um deles, ela recordará imediatamente dos outros._", - "childs": [ - { - "id": "218d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A Mente _(pelo [Corol. Prop. preced.](217c))_ imagina um corpo porque o Corpo humano é afetado e disposto pelos vestígios de um corpo externo, do mesmo modo como foi quando o próprio corpo externo, ao impulsionar algumas de suas partes, o afetou. Mas _(por hipótese)_ o Corpo foi então disposto de modo tal que a Mente imaginou dois corpos a um só tempo. Portanto, quando ela agora imaginar um deles, vai recordará imediatamente o outro. QED." - }, - { - "id": "218sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Disso entendemos claramente o que é a memória. Ela é uma certa concatenação de idéias que envolve a natureza das coisas que existem fora do corpo humano, que se faz na Mente segundo a ordem e a concatenação das afecções do corpo humano. Digo _primeiramente_, que é uma concatenação de idéias que envolve a natureza de coisas que existem fora do corpo humano, e não de idéias que explicam a natureza destas mesmas coisas. Pois são, na verdade _(pela [Prop. 16](216))_, idéias de afecções do Corpo humano que envolvem tanto a natureza deste como a natureza dos corpos Externos. Digo _em segundo lugar_, que esta concatenação se faz segundo a ordem e a concatenação dos afecções do corpo humano, para distingui-la da concatenação das idéias que se faz segundo a ordem do intelecto, pela qual a Mente percebe as coisas por suas causas primeiras e que é a mesma em todos os homens. Entendemos claramente então como a Mente passa imediatamente do pensamento de uma coisa ao pensamento de outra, com a qual aquela não tem nenhuma similitude. Por exemplo, do pensamento da palavra _pomum_ (maçã), um homem romano passa imediatamente ao pensamento de um fruto que não tem similitude alguma nem nada em comum com este som articulado, a não ser o fato de que o corpo deste homem foi frequentemente afetado pelos dois, isto é, que este homem frequentemente ouviu a palavra _pomum_ quando via o fruto. E deste modo, cada um passa de um pensamento a outro de acordo com a ordem que o hábito estabeleceu no Corpo entre as imagens das coisas. O soldado, por exemplo, ao ver na areia o rastro de um cavalo, do pensamento do cavalo passará imediatamente ao pensamento do cavaleiro e deste ao pensamento da guerra, etc. Já o fazendeiro, do pensamento do cavalo passará ao pensamento do arado, do campo, etc. Assim, cada um passará de um pensamento a outro, do mesmo modo como se habituou a conectar e concatenar as imagens das coisas." - } - ] - }, - { - "id": "219", - "title": "PROPOSIÇÃO 19", - "text": "_A Mente humana só conhece o próprio corpo humano e só sabe que ele existe pelas idéias das afecções pelas quais o corpo é afetado._", - "childs": [ - { - "id": "219d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A Mente humana é a própria idéia ou conhecimento do Corpo humano _(pela [Prop. 13](213))_, que _(pela [Prop. 9](209))_ está em Deus enquanto considerado como afetado pela idéia de uma outra coisa singular. Ou então, como _(pelo [Post. 4](213p4))_ o Corpo humano necessita de um grande número de outros corpos, que o regeneram quase continuamente, e [como] a ordem e a conexão das idéias _(pela [Prop. 7](207))_ é a mesma que a ordem e a conexão das causas, então esta idéia estará em Deus enquanto considerado afetado por idéias de um grande número de coisas singulares. Portanto, Deus tem a idéia do corpo humano, ou, dito de outro modo, conhece o corpo humano, enquanto o consideramos afetado das idéias de um grande número de coisas singulares e não enquanto constitui a natureza da Mente humana, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, a Mente humana não conhece o Corpo humano. Mas as idéias das afecções do corpo humano estão em Deus enquanto ele constitui a natureza da Mente humana, ou, dito de outro modo, a Mente humana percebe estas afecções _(pela [Prop. 12](212))_ e, por conseguinte, _(pela [Prop. 16](216))_ percebe o próprio corpo humano _(pela [Prop.17](217))_ como existindo em ato. Logo é assim que a Mente humana percebe o próprio Corpo humano. QED." - } - ] - }, - { - "id": "220", - "title": "PROPOSIÇÃO 20", - "text": "_Há em Deus uma idéia ou conhecimento da Mente humana que se segue em Deus e se refere a Deus do mesmo modo que a idéia ou conhecimento do Corpo humano._", - "childs": [ - { - "id": "220d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "O pensamento é um atributo de Deus _(pela [Prop. 1](201))_ e, portanto _(pela [Prop. 3](203))_, deve necessariamente existir em Deus uma idéia dele e de todas as suas afecções e, consequentemente _(pela [Prop. 11](201))_, também da Mente humana. Mas esta idéia ou conhecimento da Mente não existe em Deus na medida em que ele é infinito, mas na medida em que ele é afetado por outra idéia de uma coisa singular _(pela [Prop. 9](209))_. Mas como a ordem e a conexão das idéias é a mesma que a ordem e a conexão das causas _(pela [Prop. 7](207))_, então esta idéia ou conhecimento da Mente segue-se em Deus e se refere a Deus, do mesmo que a idéia ou conhecimento do Corpo. QED." - } - ] - }, - { - "id": "221", - "title": "PROPOSIÇÃO 21", - "text": "_Esta idéia da Mente é unida à Mente do mesmo modo que a Mente é unida ao corpo._", - "childs": [ - { - "id": "221d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Mostramos que a Mente é unida ao Corpo porque o Corpo é o objeto da Mente _(vide Prop. [12](212) e [13](213))_. Portanto, a idéia da Mente deve estar unida ao seu objeto, isto é, à própria Mente, pela mesma razão que a Mente é unida ao Corpo. QED." - }, - { - "id": "221sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta Proposição é mais claramente entendida pelo que foi dito no [Esc. Prop. 7](207sc). Mostramos ali que a idéia do Corpo e o Corpo, isto é _(pela [Prop. 13](213))_régles a Mente e o Corpo são um só Indivíduo, que é concebido ora pelo atributo Pensamento, ora pelo atributo Extensão. Donde a idéia da Mente e a própria Mente são uma só coisa que é concebida por um mesmo atributo, o Pensamento. A idéia da Mente e a própria Mente se seguem em Deus da mesma potência de pensar e com a mesma necessidade. Pois a idéia da Mente, isto é, a idéia da idéia, é apenas a forma da idéia enquanto a consideramos apenas como modo do pensamento, sem relação com o objeto. Pois quando alguém sabe algo, por isso mesmo sabe que sabe, e sabe que sabe que sabe, e assim ao infinito. Mas falarei mais sobre isto depois." - } - ] - }, - { - "id": "222", - "title": "PROPOSIÇÃO 22", - "text": "_A Mente humana percebe não apenas as afecções do Corpo, mas também as idéias destas afecções._", - "childs": [ - { - "id": "222d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "As idéias das idéias da afecções se seguem em Deus do mesmo modo, e se referem a Deus do mesmo modo, que as próprias idéias das afecções, o que demonstra-se do mesmo modo que a [Prop. 20](220). Assim, as idéias das afecções do Corpo existem na Mente humana _(pela [Prop. 12](212))_, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ existem em Deus enquanto constitui a essência da Mente humana. Logo, estas idéias de idéias estarão em Deus enquanto ele tem o conhecimento, ou idéia, da Mente humana, isto é _(pela [Prop. 21](221))_ estarão na própria Mente humana que percebe, não apenas as afecções do Corpo, mas também as idéias destas. QED." - } - ] - }, - { - "id": "223", - "title": "PROPOSIÇÃO 23", - "text": "_A Mente só conhece a si mesma na medida em que percebe as idéias das afecções do Corpo._", - "childs": [ - { - "id": "223d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A idéia ou conhecimento da Mente _(pela [Prop. 20](220)_ se segue em Deus e se refere a Deus do mesmo modo que a idéia ou conhecimento do corpo. Mas como _(pela [Prop. 19](219))_ a Mente humana não conhece o próprio Corpo, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, como o conhecimento do Corpo não se refere a Deus enquanto ele constitui a essência da Mente humana e tampouco o conhecimento da Mente se refere a Deus enquanto ele constitui a essência da Mente humana, logo _(pelo mesmo [Corol. Prop. 11](211c))_, a Mente humana, nesta medida, não conhece a si mesma. Por outro lado, as afecções pelas quais o Corpo é afetado, envolvem a natureza do próprio Corpo humano _(pela [Prop. 16](216))_, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, convém com a natureza da Mente, e assim o conhecimento destas idéias necessariamente envolve o conhecimento da Mente. Como _(pela [Prop. preced.](222))_ o conhecimento destas idéias existe na Mente humana, logo, neste aspecto a Mente humana conhece a si mesma. QED." - } - ] - }, - { - "id": "224", - "title": "PROPOSIÇÃO 24", - "text": "_A Mente humana não envolve o conhecimento adequado das partes do Corpo humano._", - "childs": [ - { - "id": "224d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "As partes que compõe o Corpo humano, só pertencem à essência do Corpo na medida em que comunicam entre si seus movimentos em uma certa relação _(vide [Defin.](213def) após Cor. Lema 3)_ e não na medida em podem ser consideradas como Indivíduos sem relação com o Corpo humano. Pois as partes do Corpo humano _(pelo [Post. 1](213p1))_ são Indivíduos altamente compostos, cujas partes _(pelo [Lem. 4](213l4))_ podem ser segregadas do Corpo humano, conservando sua natureza e forma e comunicando seus movimentos _(vide [Axiom. 1](213a1a) após Lema 3)_ a outros corpos em outra relação. Portanto _(pela [Prop. 3](203))_, a idéia ou conhecimento de qualquer destas partes existe em Deus na medida em _(pela [Prop. 9](209))_ que é considerado como afetado por outra idéia de coisa singular, coisa esta que _(pela [Prop. 7](207))_ é anterior na ordem da natureza à parte em questão. E o mesmo pode ser dito de qualquer outra parte deste Indivíduo que compõe o Corpo humano. Portanto, o conhecimento de qualquer parte que compõe o do Corpo humano existe em Deus na medida em que ele é afetado por muitíssimas idéias de coisas e não na medida em que ele tem apenas a idéia do Corpo humano, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, a idéia que constitui a natureza da Mente humana. Assim, _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ a Mente não envolve o conhecimento adequado das partes que compõe do Corpo humano. QED." - } - ] - }, - { - "id": "225", - "title": "PROPOSIÇÃO 25", - "text": "_A idéia de uma afecção qualquer do Corpo humano não envolve o conhecimento adequado de um corpo externo._", - "childs": [ - { - "id": "225d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Mostramos que a idéia de uma afecção do Corpo humano envolve a natureza do corpo externo _(vide [Prop. 16](216))_, na medida em que o corpo externo determina de certo modo o Corpo humano. Mas, na medida em que o corpo externo é um Indivíduo que não se refere ao Corpo humano, o conhecimento deste existe em Deus _(pela [Prop. 9](209))_, enquanto Deus é considerado como afetado pela idéia de outra coisa, que _(pela [Prop. 7](207))_ é por natureza anterior a este corpo externo. Portanto, o conhecimento adequado do corpo externo não existe em Deus enquanto ele tem a idéia da afecção do Corpo humano, ou, dito de outro modo, a idéia da afecção do Corpo humano não envolve o conhecimento adequado do corpo externo. QED." - } - ] - }, - { - "id": "226", - "title": "PROPOSIÇÃO 26", - "text": "_A Mente humana só percebe a existência do corpo externo pelas idéias das afecções de seu Corpo._", - "childs": [ - { - "id": "226d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se o Corpo humano não é afetado de alguma forma por um corpo externo, tampouco _(pela [Prop. 7](207))_ a idéia do Corpo humano, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, a Mente humana, é afetada pela idéia da existência de tal corpo, ou, dito de outro modo, ela não percebe de modo algum a existência do corpo externo. Mas, na medida em que o Corpo humano é afetado por um corpo externo, a Mente _(pela [Prop. 16](216) com seu [Corol. 1](216c1))_ percebe o Corpo externo. QED." - }, - { - "id": "226c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Enquanto a Mente humana imagina corpos externos, ela não tem idéias adequadas." - }, - { - "id": "226cd", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando a Mente humana contempla os corpos externos pela idéias das afecções de seu Corpo, dizemos que ela imagina _(vide [Esc. Prop.17](217sc))_, e a Mente não pode imaginar de outra forma _(pela [Prop. preced.](226))_ os corpos externos existindo em ato. Portanto _(pela [Prop. 25](225))_, quando a Mente imagina os corpos externos, ela não tem um conhecimento adequado deles. QED." - } - ] - }, - { - "id": "227", - "title": "PROPOSIÇÃO 27", - "text": "_A idéia de uma afecção do Corpo humano não envolve o conhecimento adequado do próprio Corpo humano._", - "childs": [ - { - "id": "227d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A idéia de uma afecção do Corpo humano só envolve a natureza do Corpo humano, na medida em que consideramos o Corpo humano afetado de certo modo _(vide [Prop. 16](216))_. Mas, na medida em que o Corpo humano é um Indivíduo, que pode ser afetado de muitos outros modos, sua idéia, etc. _Ver [Demonstração Prop. 25](225d)_." - } - ] - }, - { - "id": "228", - "title": "PROPOSIÇÃO 28", - "text": "_As idéias das afecções do Corpo humano, na medida em que se referem à Mente humana, não são claras e distintas, mas confusas._", - "childs": [ - { - "id": "228d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "As idéias das afecções do Corpo humano envolvem _(pela [Prop. 16](216))_ tanto a natureza dos corpos externos quanto a natureza do Corpo humano e devem envolver não apenas a natureza do Corpo humano, mas também de suas partes, pois as afecções são modos _(pelo [Post. 3](213p3))_ pelas quais as partes do Corpo humano e, consequentemente, todo o corpo humano, são afetadas. Mas _(pelas Prop. [24](224) e [25](225))_, o conhecimento adequado dos corpos externos e das partes que compõe o Corpo humano não existe em Deus enquanto o consideramos como afetado pela Mente humana, mas enquanto o consideramos como afetado por outras idéias. Logo, estas idéias de afecções, enquanto se referem somente à mente humana, são como conseqüências sem premissas, isto é _(como é evidente)_, são idéias confusas. QED." - }, - { - "id": "228sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Demonstra-se da mesma maneira que a idéia que constitui a natureza da Mente humana não é, considerada apenas em si, clara e distinta, da mesma forma como a idéia da Mente humana e as idéias das idéias da afecções do Corpo humano, na medida em que se referem apenas à Mente, como cada um poderá ver facilmente." - } - ] - }, - { - "id": "229", - "title": "PROPOSIÇÃO 29", - "text": "_A idéia de uma afecção do Corpo humano não envolve o conhecimento adequado da Mente humana._", - "childs": [ - { - "id": "2p29-d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A idéia de uma afecção do Corpo humano _(pela [Prop. 27](227))_ não envolve o conhecimento adequado do próprio Corpo, ou, dito de outro modo, ela não exprime adequadamente sua natureza, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, ela não convém adequadamente com a natureza da Mente. Portanto _(pelo [Axiom. 6](1a6), p. I)_, a idéia desta idéia não exprime adequadamente a natureza da Mente, ou, dito de outro modo, ela não envolve seu conhecimento adequado. QED." - }, - { - "id": "229c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se seque que a Mente humana, sempre que percebe as coisas segundo a ordem comum da natureza, não tem um conhecimento adequado nem de si, nem de seu Corpo, nem dos corpos externos, mas sim um conhecimento confuso e mutilado. Pois a Mente só conhece a si mesma na medida em que percebe as idéias das afecções do corpo _(pela [Prop. 23](223))_. Mas ela só percebe seu Corpo _(pela [Prop. 19](219))_ pelas idéias destas afecções, através das quais _(pela [Prop. 26](226))_ também percebe os copos externos. Portanto, enquanto tem tais idéias, ela não tem um conhecimento adequado nem de si mesma _(pela [Prop. 29](229))_, nem de seu Corpo _(pela [Prop. 27](227))_, nem dos corpos externos _(pela [Prop. 25](225))_, mas apenas um conhecimento _(pela [Prop. 28](228) com seu [Esc.](228sc))_ mutilado e confuso. QED." - }, - { - "id": "229sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Digo expressamente que a Mente não tem um conhecimento adequado nem de si, nem de seu Corpo, nem dos corpos externos, mas apenas um conhecimento confuso, quando percebe as coisas segundo a ordem comum da natureza, isto é, quando é determinada externamente, pelo choque fortuito das coisas, a contemplar isto ou aquilo e não quando é determinada internamente, ao contemplar simultaneamente muitas coisas, a entender as conveniências, as diferenças e as oposições destas. Pois quando [a Mente] é disposta internamente de um modo ou de outro, ela contempla as coisas clara e distintamente, como mostrarei mais abaixo." - } - ] - }, - { - "id": "230", - "title": "PROPOSIÇÃO 30", - "text": "_Só podemos ter um conhecimento sumamente inadequado da duração de nosso Corpo._", - "childs": [ - { - "id": "230d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A duração de nosso corpo não depende de sua essência _(pelo [Axiom. 1](2a1))_ nem da natureza absoluta de Deus _(pela [Prop. 21](121), p. I)_. Ao contrário _(pela [Prop. 28](128), p. I)_, ele é determinado a existir e a operar por causas, que também são, a sua vez, determinadas por outras a existir e operar de maneira certa e determinada e estas, a seu turno, o são por outras e assim ao infinito. Portanto, a duração de nosso Corpo depende da ordem comum da natureza e da constituição das coisas. Quanto ao conhecimento adequado da razão desta constituição das coisas, ele existe em Deus, na medida em que ele tem as idéias de todas estas coisas e não na medida em que ele tem apenas a idéia do Corpo humano _(pelo [Corol. Prop. 9](209c))_. Logo, o conhecimento da duração de nosso corpo é em Deus sumamente inadequado na medida em que o consideramos apenas constituindo a Mente humana, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, tal conhecimento é em nossa Mente sumamente inadequado. QED." - } - ] - }, - { - "id": "231", - "title": "PROPOSIÇÃO 31", - "text": "_Só podemos ter um conhecimento sumamente inadequado da duração das coisas singulares que estão fora de nós._", - "childs": [ - { - "id": "231d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Assim como o Corpo humano, cada coisa singular deve ser determinada a existir e operar de maneira certa e determinada por outra coisa singular e esta por outra e assim ao infinito _(pela [Prop. 28](128) p. I)_. E do mesmo modo como demonstramos, na Proposição precedente, a partir desta propriedade comum das coisas singulares, que temos apenas um conhecimento sumamente inadequado da duração de nosso Corpo, também deveremos concluir o mesmo da duração das coisas singulares, a saber, que podemos ter apenas um conhecimento sumamente inadequado da duração de tais coisas. QED." - }, - { - "id": "231c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que todas as coisas particulares são contingentes e corruptíveis. Pois não podemos ter nenhum conhecimento adequado de sua duração _(pela [Proposição preced. ](231))_, e isto é o que entendemos por coisas contingentes e pela possibilidade que elas têm de se corromperem _(vide [Esc. 1 Prop. 33](133sc1), p. I)_, pois _(pela [Prop. 29](129) p. I)_, afora isto nada existe de contingente." - } - ] - }, - { - "id": "232", - "title": "PROPOSIÇÃO 32", - "text": "_Todas as idéias são verdadeiras na medida em que se referem a Deus._", - "childs": [ - { - "id": "232d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Pois todas as idéias que existem em Deus convém totalmente com seus ideados _(pelo [Corol. Prop. 7](207c))_ e portanto _(pelo [Axiom. 6](1a6), p. I)_ são verdadeiras. QED." - } - ] - }, - { - "id": "233", - "title": "PROPOSIÇÃO 33", - "text": "_Não existe nada de positivo nas idéias pelo que elas possam ser ditas falsas._", - "childs": [ - { - "id": "233d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se o negas, conceba se for possível, um modo de pensar que constitua a forma do erro ou da falsidade. Tal modo de pensar não pode existir em Deus _(pela [Prop. preced.](232))_ e não pode tampouco ser concebido fora de Deus _(pela [Prop. 15](115), p. I)_. Logo, não pode haver nada de positivo nas idéias pelo que elas possam ser ditas falsas. QED." - } - ] - }, - { - "id": "234", - "title": "PROPOSIÇÃO 34", - "text": "_Toda idéia que é em nós absoluta ou adequada e perfeita, é verdadeira._", - "childs": [ - { - "id": "234d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando dizemos que há em nós uma idéia adequada e perfeita, dizemos apenas _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ que há em Deus, enquanto ele constitui a essência de nossa Mente, uma idéia adequada e perfeita e, consequentemente _(pela [Prop. 32](232))_, dizemos apenas que tal idéia é verdadeira. QED." - } - ] - }, - { - "id": "235", - "title": "PROPOSIÇÃO 35", - "text": "_A falsidade consiste na privação de conhecimento que as idéias inadequadas ou mutiladas e confusas envolvem._", - "childs": [ - { - "id": "235d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Não há nada de positivo nas idéias que constitua a forma da falsidade _(pela [Prop. 33](233))_. Mas a falsidade não consiste nem na privação absoluta (pois diz-se que as Mentes erram ou falham mas não os Corpos), nem na ignorância absoluta, pois errar e ignorar são coisas diferentes. Logo [a falsidade] consiste na privação de conhecimento que o conhecimento inadequado das coisas envolve, ou seja, [consiste] nas idéias inadequadas e confusas. QED" - }, - { - "id": "235sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Expliquei no [Escólio da Prop. 17](217sc) por que razão o erro consiste na privação de conhecimento, mas, para melhor explicação darei um exemplo. Os homens se enganam quando se pensam livres e esta opinião consiste apenas em serem conscientes de suas ações e ignorantes das causas que as determinam. Assim, a idéia que têm de sua liberdade vem de não conhecerem nenhuma causa de suas ações, pois quando dizem que as ações humanas dependem da vontade, são palavras sem nenhuma idéia. Com efeito, todos ignoram o que é a vontade e como ela move o Corpo e os que presumem outra coisa e inventam sedes ou habitáculos para a alma normalmente despertam o riso ou a náusea. Quando olhamos o sol e imaginamos que ele dista de nós de duzentos pés, o erro não está na imaginação enquanto tal, mas apenas em que quando o imaginamos assim, ignorarmos sua verdadeira distância e a causa de tal imaginação. Porque ainda que saibamos depois que o sol dista de nós de mais que 600 diâmetros da terra, continuaremos a imaginá-lo próximo a nós. Pois não imaginamos o sol próximo a nós por ignorarmos a verdadeira distância, mas porque uma afecção de nosso corpo envolve a essência do sol, na medida em que nosso corpo é afetado por ele." - } - ] - }, - { - "id": "236", - "title": "PROPOSIÇÃO 36", - "text": "_As idéias inadequadas e confusas se seguem umas das outras com a mesma necessidade que as idéias adequadas, ou claras e distintas._", - "childs": [ - { - "id": "236d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Todas as idéias existem em Deus _(pela [Prop. 15](115), p. I)_ e, na medida em que se referem a Deus, são verdadeiras _(pela [Prop. 32](232))_ e _(pelo [Corol. Prop. 7](207c))_ adequadas. Logo, uma [idéia] só é inadequada ou confusa enquanto se refere à Mente singular de alguém _(ver à respeito as Prop. [24](224) e [28](228))_. Assim, todas [as idéias], tanto as adequadas quanto as inadequadas, se seguem umas das outras com a mesma necessidade _(pelo [Corol. Prop. 6](206c))_. QED." - } - ] - }, - { - "id": "237", - "title": "PROPOSIÇÃO 37", - "text": "_Aquilo que é comum a tudo (vide a respeito o Lema 2) e que está igualmente na parte e no todo, não constitui a essência de nenhuma coisa singular._", - "childs": [ - { - "id": "237d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se o negas, conceba, se for possível, que isto constitua a essência de uma coisa singular, por exemplo, a essência de B. Assim, _(pela [Defin. 2](2d2))_ isto não pode ser nem ser concebido sem B, o que é contra a hipótese. Logo, isto não pertence à essência de B nem constitui a essência de outra coisa singular. QED." - } - ] - }, - { - "id": "238", - "title": "PROPOSIÇÃO 38", - "text": "_As coisas que são comuns a tudo e que estão igualmente na parte como no todo só podem ser concebidas adequadamente._", - "childs": [ - { - "id": "238d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Seja A algo de comum a todos os corpos e que está tanto na parte como no todo de um corpo qualquer. Digo que A só pode ser concebido adequadamente, pois sua idéia _(pelo [Corol. Prop. 7](207c))_ é necessariamente adequada em Deus, tanto enquanto ele tem a idéia do Corpo humano, como enquanto ele tem as idéias de suas afecções, que _(pelas Prop. [16](216), [25](225) e [27](227))_ envolvem, em parte, tanto a natureza do Corpo humano, quanto a natureza dos corpos externos, isto é _(pelas Prop. [12](212) e [13](213))_, tal idéia é necessariamente adequada em Deus, tanto na medida em que constitui a Mente humana, como na medida em que tem as idéias que existem na Mente humana. Assim, a Mente _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ necessariamente percebe A adequadamente. E A não pode ser concebido de outro modo, seja quando a Mente percebe a si mesma, seja quando ela percebe um corpo externo qualquer. QED." - }, - { - "id": "238c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que existem algumas idéias ou noções que são comuns a todos os homens. Pois _(pelo [Lem. 2](213l2))_ todos os corpos convém em algumas coisas que _(pela [Prop. preced.](238))_ devem ser percebidas por todos de forma adequada, ou clara e distintamente." - } - ] - }, - { - "id": "239", - "title": "PROPOSIÇÃO 39", - "text": "_A idéia daquilo que é comum e próprio, tanto ao corpo humano como a alguns corpos externos pelos quais ele é afetado frequentemente, e que está tanto na parte como no todo de cada um deles, tal idéia também será adequada na Mente._", - "childs": [ - { - "id": "239d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Seja A aquilo que é comum e próprio ao Corpo humano e a alguns corpos externos e que seja igual no Corpo humano e nestes corpos externos e que seja ainda comum a cada parte e ao todo de tais corpos externos. De A haverá em Deus uma idéia adequada _(pelo [Corol. de la Prop. 7](207c))_ tanto enquanto ele tem a idéia do Corpo humano como enquanto ele tem as idéias destes corpos externos. Suponhamos agora que o Corpo humano é afetado por um corpo externo naquilo que eles têm de comum entre si, isto é, por A. A idéia desta afecção envolverá a propriedade A _(pela [Prop. 16](216))_. Portanto _(pelo mesmo [Corol. de la Prop. 7](207c))_, a idéia desta afecção, na medida em que envolve A, será adequada em Deus, enquanto ele é afetado pela idéia do Corpo humano, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, enquanto ele constitui a natureza da Mente humana. Logo, _(pelo [Corol. de la Prop. 11](211c))_ esta idéia também será adequada na Mente humana. QED." - }, - { - "id": "239c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que a Mente é tão mais apta a perceber adequadamente mais coisas, quanto mais coisas seu Corpo tiver em comum com outros corpos." - } - ] - }, - { - "id": "240", - "title": "PROPOSIÇÃO 40", - "text": "_Todas as idéias que se seguem na Mente de idéias que nela são adequadas, também são adequadas._", - "childs": [ - { - "id": "240d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente. Pois, quando dizemos que uma idéia se segue na Mente humana de idéias que nela são adequadas, dizemos apenas _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ que há no intelecto divino uma idéia de que Deus é causa, não enquanto ele é infinito, nem enquanto ele é afetado pela idéia de muitíssimas coisas singulares, mas enquanto ele constitui somente a essência da Mente humana." - }, - { - "id": "240sc1", - "type": "ESCÓLIO 1", - "text": "Expliquei com isto a causa das noções que chamamos de _Comuns_, e que são o fundamento de nosso raciocínio. Mas outros axiomas ou noções, que resultam de outras causas e que seria oportuno explicar por nosso método. Pois assim seria possível estabelecer quais noções são mais úteis que as demais, quais não têm praticamente nenhum uso, quais são comuns, quais são claras e distintas para os que não são presa de preconceitos, e quais, enfim, são mal fundadas. Além disso, seria possível estabelecer de onde se originam as noções que são ditas _Segundas_ e, consequentemente, os axiomas fundados nelas, e algumas outras coisas sobre as quais meditei a este respeito. Mas, como dediquei tais coisas a um outro Tratado e para não criar fastio pela demasiada prolixidade, decidi prescindir aqui do argumento. No entanto, para não omitir aqui nada que seja necessário saber, tratarei brevemente das causas dos termos que são ditos _Transcendentais_, como Ser, Coisa e algo. Tais termos têm como origem o fato de o Corpo humano, por ser limitado, só ser capaz de formar um certo número de imagens _(expliquei o que é imagem no [Esc. Prop. 17](217sc))_ distintas entre si e que, uma vez excedido este número, as imagens começam a se confundir, e se o número de imagens que o Corpo é capaz de formar de forma simultânea e distinta é grandemente excedido, elas se confundirãocompletamente umas com as outras. É assim evidente, pelo [Corol. Prop. 17](217c) e pela [Prop. 18](218), que a Mente humana pode imaginar, simultânea e distintamente, tantos corpos quantas forem as imagens que puderem se formar simultaneamente em seu corpo. Mas, quando as imagens se confundirem completamente no corpo, a Mente imaginará todos os corpos confusamente e sem nenhuma distinção, compreendendo-os como que sob um mesmo atributo, a saber, sob o atributo de Ente, Coisa, etc. E o mesmo pode ser deduzido também de que as imagens não mantém sempre a mesma força, e por outras causas análogas, que não é preciso explicar aqui, pois para o nosso propósito basta considerar apenas uma, pois todas elas resultam que estes termos signifiquem idéias sumamente confusas. Por causas similares se originaram noções que se chamam de _Universais_, como Homem, Cavalo, Cão, etc. A saber, que se formam simultaneamente tantas imagens no Corpo humano, por exemplo, de homens, que superam a força de imaginar. Não completamente, é certo, mas ao ponto em que a Mente não consegue imaginar as pequenas diferenças [entre estes homens] (como cor, tamanho, etc.) nem seu número preciso, só conseguindo imaginar distintamente aquilo em que todos eles convém, quando o corpo é por eles afetado. Pois o corpo foi mais fortemente afetado por aquilo que é comum, uma vez que cada singular o afetou [por esta propriedade]. E é isto que é expresso com a palavra _homem_ e que é predicado com infinitas coisas singulares, pois, como dissemos, o número determinado de coisas singulares não pode ser imaginado. Cabe notar, porém, que tais noções não se formam do mesmo modo em todos, mas que elas variam em razão da coisa pela qual o corpo foi afetado frequentemente e pelo que a Mente imagina ou recorda mais facilmente. Por exemplo, aqueles que frequentemente contemplaram a postura dos homens entendem por _homem_ um animal de postura ereta. Já os que se acostumaram a contemplar outra coisa, formarão uma outra imagem comum dos homens, como a de que o homem é um animal que ri, um bípede implume, um animal racional, etc. E assim, cada um formará imagens universais das demais coisas, de acordo com as disposições de seu corpo. Não é surpreendente, portanto, que tenham surgido tantas controvérsias entre os Filósofos que quiseram explicar a natureza apenas pelas imagens das coisas." - }, - { - "id": "240sc2", - "type": "ESCÓLIO 2", - "text": "De tudo o que dissemos acima, fica claro que percebemos muitas coisas de que formamos noções universais: I. A partir de coisas singulares que representamos pelos sentidos de forma mutilada, confusa e sem ordem para o intelecto _(vide [Corol. Prop. 29](229c))_ : a tais percepções tomei por hábito de chamar de conhecimento por experiência vaga. II. A partir de signos como, por exemplo, quando ao ouvir ou ler certa palavra, nos recordamos de coisas e formamos idéias semelhantes a elas, pelas quais as imaginamos _(vide [Esc. Prop. 18](218sc))_. Ambas as formas de contemplar as coisas chamarei, na seqüência de conhecimento do primeiro gênero, opinião ou imaginação. III. E finalmente, a partir de que temos noções comuns e idéias adequadas das propriedades das coisas _(vide [Corol. Prop. 38](238c), [Prop. 39](239) e seu [Corol.](239c) e [Prop. 40](240))_. A isto chamarei de razão ou segundo gênero do conhecimento. Além destes gêneros do conhecimento há, como mostrarei na seqüência, um terceiro que chamaremos de ciência intuitiva. Este gênero do conhecimento procede da idéia adequada da essência formal de alguns atributos de Deus ao conhecimento adequado da essência das coisas. Explicarei tudo isto com o exemplo de uma coisa. Suponha que sejam dados três números e o problema seja obter um quarto que esteja para o terceiro na mesma proporção em que o segundo está para o primeiro. Os comerciantes não hesitam em multiplicar o segundo pelo terceiro, dividindo o produto pelo primeiro. E isto seja por que ainda não se esqueceram do que ouviram de seus professores sem demonstração, seja por que descobriram isto nos números mais simples, seja pela força da Demonstração da Prop. 19 do livro 7 de Euclides, isto é pela propriedade comum dos números proporcionais. Mas para os números mais simples nada disso é necessário. Por exemplo, dados os números 1, 2 e 3, ninguém deixa de ver que o quarto número proporcional é o seis, e isto com muito mais clareza porque da relação que por intuição entre o primeiro e o segundo, concluímos o quarto." - } - ] - }, - { - "id": "241", - "title": "PROPOSIÇÃO 41", - "text": "_O conhecimento do primeiro gênero é a única causa da falsidade e os conhecimentos do segundo e terceiro gêneros são necessariamente verdadeiros._", - "childs": [ - { - "id": "241d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "No [escólio precedente](240sc2) explicamos que ao primeiro gênero do conhecimento pertencem todas as idéias inadequadas e confusas e, portanto _(pela [Prop. 35](235))_, que este conhecimento é a única causa da falsidade. Dissemos também que as idéias adequadas pertencem ao segundo e terceiro gêneros do conhecimento e, portanto, estes são _(pela [Prop. 34](234))_ verdadeiros. QED" - } - ] - }, - { - "id": "242", - "title": "PROPOSIÇÃO 42", - "text": "_O conhecimento do segundo e do terceiro gêneros, mas não o conhecimento do primeiro gênero, nos ensinam a distinguir o verdadeiro do falso._", - "childs": [ - { - "id": "242d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta proposição é evidente. Pois quem sabe distinguir entre o verdadeiro e o falso deve ter uma idéia adequada do verdadeiro e do falso, isto é _(pelo [Esc. 2 Prop. 40](240sc2))_, deve conhecer o verdadeiro e o falso pelo terceiro gênero do conhecimento." - } - ] - }, - { - "id": "243", - "title": "PROPOSIÇÃO 43", - "text": "_Quem tem uma idéia verdadeira, sabe simultaneamente que tem uma idéia verdadeira e não pode duvidar de sua verdade._", - "childs": [ - { - "id": "243d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - }, - { - "id": "243sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "244", - "title": "PROPOSIÇÃO 44", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "244d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - }, - { - "id": "244c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "" - }, - { - "id": "244sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "" - }, - { - "id": "244c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "" - }, - { - "id": "244c2d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "245", - "title": "PROPOSIÇÃO 45", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "245d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - }, - { - "id": "245sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "246", - "title": "PROPOSIÇÃO 46", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "246d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "247", - "title": "PROPOSIÇÃO 47", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "247d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - }, - { - "id": "247sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "248", - "title": "PROPOSIÇÃO 48", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "248d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - }, - { - "id": "248sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "249", - "title": "PROPOSIÇÃO 49", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "249d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - }, - { - "id": "249c", - "type": "COROLÁRIO ", - "text": "" - }, - { - "id": "249cd", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - }, - { - "id": "249sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "" - } - ] - } - ] - }, - { - "index": 3, - "id": "p3", - "title": "_Terceira Parte_, SOBRE _a Origem e a Natureza dos_ AFETOS.", - "enonces": [ - { - "id": "3pr", - "title": "PREFÁCIO", - "text":"", - "childs": [] - }, - { - "title":"DEFINIÇÕES", - "type":"title" - }, - { - "id": "3d1", - "title": "I.", - "text": "Chamo de causa adequada aquela cujo efeito pode por ela ser percebido clara e distintamente. E chamo inadequada, ou parcial, aquela cujo efeito não pode ser entendido somente por ela.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3d2", - "title": "II.", - "text": "Digo que agimos, quando algo acontece, em nós ou fora de nós, de que somos causa adequada, isto é, _(pela [Def. preced.](3d1))_ quando se segue de nossa natureza, em nós ou fora de nós, algo que se entende clara e distintamente apenas por ela. Digo ao contrário que padecemos, quando algo acontece, em nós ou fora de nós, de que somos apenas causa parcial.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3d3", - "title": "III.", - "text": "Por Afeto entendo as afecções do Corpo que aumentam ou diminuem, ajudam ou limitam, a potência de agir deste Corpo e ao mesmo tempo as idéias destas afecções. \n_Portanto, se podemos ser causa adequada de uma destas afecções, entendo por este Afeto uma ação ; caso contrário, uma Paixão._", - "childs": [] - }, - { - "title":"POSTULADOS", - "type":"title" - }, - { - "id": "3p1", - "title": "I.", - "text": "O corpo humano pode ser afetado de muitos modos, que aumentam ou diminuem sua potência de agir, assim como de outros que não tornam sua potência de agir nem maior nem menor. _Este Postulado, ou Axioma, se apóia no [Postulado 1](213p1) e Lemas [5](213l5) e [7](213l7), após Prop. 13 p. II._", - "childs": [] - }, - { - "id": "3p2", - "title": "II.", - "text": "O corpo humano pode sofrer muitas mudanças e reter mesmo assim impressões ou vestígios dos objetos _(vide [Post. 5](213p5), p. II)_ e, consequentemente [reter] imagens das coisas. _(Para a definição de imagem, ver [Esc. Prop. 17](217sc), p. II)._", - "childs": [] - }, - { - "id": "301", - "title": "PROPOSIÇÃO 1", - "text": "_Nossa Mente às vezes age e às vezes padece, a saber, enquanto ela tem idéias adequadas ela necessariamente age e enquanto tem idéias inadequadas necessariamente padece._", - "childs": [ - { - "id": "301d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "As idéias de uma Mente humana qualquer são, seja adequadas, seja mutiladas e confusas _(pelo Esc. [1](240sc1) [2](240sc2) Prop. 40 p. II)_. As idéias que são adequadas na Mente de alguém são adequadas em Deus, enquanto constitui a essência da Mente _(pelo [Corol. Prop. 1](211c) p. II)_. E as [idéias] que são inadequadas na Mente também são adequadas em Deus _(pelo mesmo [Corol.](211c))_, não enquanto ele contém somente a essência desta Mente, mas enquanto contém também e simultaneamente as Mentes de outras coisas. Em seguida, dada uma idéia qualquer deve necessariamente se seguir um efeito _(pela [Prop. 36](136), p. I)_ de que Deus é a causa adequada _(ver [Defin. 1](3d1))_, não enquanto ele é infinito, mas enquanto considerado como afetado por esta idéia _(ver [Prop. 9](209), p. II)_. Ora, se Deus, enquanto ele é afetado por uma idéia que é adequada em uma Mente, é causa de um efeito, esta Mente será causa adequada deste efeito _(por [Corol. Prop. 11](211c), p. II)_. Logo, nossa Mente _(pela [Defin. 2](3d2))_ age necessariamente, enquanto tem idéias adequadas, o que era o primeiro ponto. Tudo o que se segue necessariamente de uma idéia que em Deus é adequada – não enquanto tem a Mente de um único homem, mas enquanto tem simultaneamente as Mentes de outras coisas e deste homem – [disso] _(pelo [Corol. Prop. 11](211c) p. II)_ a Mente do homem não é causa adequada, mas parcial. Portanto _(pela [Defin. 2](3d2))_, a Mente, enquanto tem idéias inadequadas, necessariamente padece. O que era o segundo ponto. Logo, nossa Mente, etc. QED." - }, - { - "id": "301c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "A Mente está tanto mais sujeita a paixões, quanto mais idéias inadequadas tem e, ao contrário, ela é mais ativa quanto mais idéias adequadas tem." - } - ] - }, - { - "id": "302", - "title": "PROPOSIÇÃO 2", - "text": "_Nem o Corpo pode determinar a Mente a pensar, nem a Mente pode determinar o Corpo ao movimento ou ao repouso._", - "childs": [ - { - "id": "302d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Todos os modos de pensar têm Deus por causa, enquanto ele é coisa pensante e não enquanto ele se explica por outro atributo _(pela [Prop. 6](206), p. II)_. Logo, o que determina a mente a pensar é um modo do pensamento e não um modo da Extensão, ou seja _(pela([Défin. 1](2d1), p. II)_, não é um Corpo. Isto era o primeiro ponto. O movimento e o repouso do Corpo devem se originar de outro corpo, que também foi determinado ao movimento e ao repouso por outro, e absolutamente, tudo o que se origina em um corpo deve ter se originado de Deus, enquanto considerado como afetado por certo modo da extensão e não por certo modo do pensamento _(pela [Prop. 6](206), p. II)_, isto é, não pode ter se originado da Mente, que _(pela [Prop. 11](211), p. II)_ é um modo do pensamento. Isto era o segundo ponto. Logo, o Corpo não pode determinar a Mente, etc. QED." - }, - { - "id": "302sc", - "type": "", - "text": "Isto pode ser entendido mais claramente a partir do que dissemos no [Escólio da Prop. 7 p. II](207sc), a saber, que a Mente e o Corpo são uma só e mesma coisa, concebida ora sob o atributo Pensamento, ora sob o atributo Extensão. Donde resulta que a ordem e a concatenação das coisa é uma só, quer a natureza seja concebida por este ou por aquele atributo. Consequentemente, a ordem das ações e paixões no nosso Corpo é a mesma que a ordem das ações e paixões na Mente. Isto também é evidente do modo como demonstramos [Prop 12](212) p. II. Mas embora estas coisas sejam tais que não reste razão para dúvida, me é difícil acreditar que possa induzir os homens a analisá-las com cuidado se não as comprovar pela experiência. Pois eles estão tão firmemente persuadidos que o corpo ora se move e ora fica em repouso somente pelos comandos da Mente e que ele faz um grande número de coisas que dependem apenas da vontade da Mente e da arte do pensamento. Mas o que pode o Corpo, ninguém até agora determinou, isto é, a experiência até agora não ensinou a ninguém o que o Corpo pode fazer apenas pelas leis da sua natureza, enquanto considerada como puramente corpórea, e o que ele só pode fazer se for determinado pela Mente. Ninguém até agora foi capaz de conhecer a estrutura do Corpo de forma acurada a ponto de poder explicar suas funções, para não mencionar as muitas coisas que observamos nos Animais e que de longe superam a sagacidade humana, ou as coisas que os sonâmbulos fazem no sono e não ousariam fazer na vigília. O que mostra de forma satisfatória que o Corpo, apenas a partir das leis de sua natureza, pode muitas coisas de que a Mente se admira. Ninguém sabe de que forma e por que meios a Mente move o corpo, nem quais graus de movimento ela pode atribuir ao corpo, nem a que velocidade ela pode movê-lo. Disso se segue que quando os homens dizem que as ações do Corpo se originam na Mente e de seu i pério sobre o corpo, eles não sabem o que falam e confessam, com palavras especiosas, ignorar a verdadeira causa desta ação sem se surpreenderem disso. Mas eles dirão que, quer eles saibam ou ignorem por que meios a Mente move o Corpo, ainda assim eles sabem pela experiência que se a Mente não fosse capaz de pensar, o Corpo seria inerte. Elestambém alegam saber pela experiência que está no poder apenas da Mente falar ou calar e muitas outras coisas que dependem, assim eles crêem, dos decretos da Mente. Quanto ao primeiro ponto, eu lhes pergunto, se a experiência não ensina também que quando o Corpo está inerte a Mente torna-se inepta a pensar? Pois quando o Corpo repousa no sono, a Mente simultaneamente adormece e perde o poder de pensar que tinha durante a vigília. Creio também que todos sabem pela experiência que a Mente não está sempre igualmente apta a pensar em dado objeto, mas que quando o Corpo está apto a ter uma imagem deste objeto, a Mente também fica mais apta a contemplá-lo. Eles dirão, porém, que apenas das leis da natureza enquanto considerada como corpórea, não é possível deduzir as causas das edificações, das pinturas e coisas deste gênero, que somente são feitas por arte dos homens e que o Corpo humano não seria capaz de edificar um templo sem ser determinado a isso pela Mente. Mas já mostrei que eles não sabem o que pode o Corpo, nem o que se pode deduzir somente da contemplação de sua natureza. E eles sabem pela experiência que muitíssimas coisas se fazem somente pelas leis da natureza que eles jamais poderiam acreditar acontecendo sem a direção da Mente, como as coisas que os sonâmbulos fazem dormindo para delas se admirarem na vigília. Acrescento aqui a própria estrutura do Corpo humano, que de muito longe supera em artifício qualquer coisa fabricada pelo engenho humano, para não falar do que mais acima mostramos, a saber, que infinitas coisas se seguem da natureza, considerada sob qualquer atributo. No que diz respeito ao segundo ponto, os assuntos humanos seriam muito mais felizes se estivesse no poder dos homens escolher quando falar e quando calar. Pois a experiência ensina claramente que os homens não têm o poder de moderar nem a língua nem os apetites. De fato, a maioria dos homens crê que agimos livremente apenas com relação ao que aspiramos levemente, pois o apetite com relação a estas coisas pode ser facilmente contrariado pela memória de outras coisas que recordamos frequentemente. Mas nós não [agimos livremente] com relação ao que aspiramos com afetos fortes, que não podem ser refreados pela memória de outras coisas. Entretanto, se a experiência não tivesse mostrado que muitas vezes agimos para depois nos arrependermos, e que frequentemente, quando somos tomados de afetos conflitantes, vemos o melhor e fazemos o pior, nada impediria que eles acreditassem que agimos livremente em tudo. Assim, o bebê acredita querer livremente o leite, a criança irada querer vingança e o medroso a fuga. O bêbado acredita que é por um livre decreto da Mente que ele fala o que depois de sóbrio gostaria de ter calado. E assim o delirante, o tagarela, a criança e todos desta farinha acreditam falar de um livre decreto da Mente quando na verdade não conseguem conter o ímpeto de falar. Assim, a própria experiência ensina, de forma não menos clara do que a razão, que os homens se crêem livres por serem conscientes de suas ações e ignorarem as causas que as determinam e que os decretos da Mente são os próprios apetites, que variam da mesma forma como variam as disposições do Corpo. Pois cada um governa tudo a partir de seus próprios afetos e os que são presa de afetos contrários, não sabem o que querem e os que não [são impulsionados por afeto algum] podem facilmente se mover ora para um lado, ora para outro. Tudo isso mostra claramente que tanto o decreto da Mente quanto o apetite e a determinação do Corpo existem juntos por natureza, ou melhor, são uma só e mesma coisa, que chamamos decreto quando a consideramos e explicamos pelo o atributo Pensamento e determinação, quando a consideramos pelo atributo extensão e a deduzimos das leis do movimento e do repouso. E isto ficará ainda mais claro do que diremos a seguir. Pois há mais uma coisa que gostaria de notar aqui particularmente: que sem uma recordação não há nada que possamos fazer por um decreto da Mente. Por exemplo, não posso falar uma palavra se não a recordar. E não está no livre poder da Mente se recordar de uma coisa ou esquecê-la. Donde se conclui que o que se acredita estar no poder da Mente é apenas calar ou falar daquilo de que nos recordamos. Mas quando sonhamos que falamos, acreditamos falar por livre decreto da Mente quando na verdade não falamos, ou se falamos é por movimento espontâneo do Corpo. E sonhamos esconder coisas dos homens pelo mesmo decreto que, durante a vigília, calamos sobre as coisas que sabemos. Sonhamos enfim, fazer coisas por decreto da Mente, que não ousaríamos fazer na vigília. Assim, gostaria de saber se há na Mente dois gêneros de decretos, os oníricos e os livres? Se não quisermos ser insanos a este propósito, é necessário conceder que o decreto da Mente que se crê livre, não se distingue da imaginação ou da memória, mas é a própria afirmação que a idéia envolve, enquanto é idéia _(ver [Prop. 49](249), p. II)_. E assim os decretos da Mente se originam na Mente com a mesma necessidade que as idéias das coisas existentes em ato. Aqueles que crêem que falam, calam, ou fazem o qualquer coisa por livre decreto da Mente, sonham com olhos abertos." - } - ] - }, - { - "id": "303", - "title": "PROPOSIÇÃO 3", - "text": "_As ações da Mente se originam somente das idéias adequadas e as paixões dependem somente das idéias inadequadas._", - "childs": [ - { - "id": "303d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A primeira coisa que constitui a essência da Mente é a idéia de um Corpo existente em ato _(pelas Prop. [11](211) e [13](213), p. II)_, que _(pela [Prop. 15](215), p. II)_ é composta de muitas outras [idéias], das quais _(pel [Corol. Prop. 38](238c), p. II)_ algumas são adequadas e outras inadequadas _(pelo [Corol. Prop. 29](229c), p. II)_. Logo, tudo o que se segue da natureza da Mente e que tem a Mente como causa próxima, pela qual deve ser entendido, deve necessariamente se seguir, ou de uma idéia adequada, ou de uma idéia inadequada. Ora _(pela [Prop. 1](301))_, a Mente necessariamente padece enquanto tem idéias inadequadas. Logo, as ações da Mente se seguem apenas das idéias adequadas e a Mente só padece quando tem idéias inadequadas. QED." - }, - { - "id": "303sc", - "type": "", - "text": "Vemos que as paixões se referem à Mente enquanto ela tem algo que envolve negação, ou enquanto é considerada como uma parte da natureza que, por si e sem as outras, não pode ser percebida de forma clara e distinta. E poderia mostrar a razão pela qual as paixões se referem às coisas singulares do mesmo modo que à Mente e não podem ser percebidas de outro modo. Mas meu intuito é de tratar apenas da Mente humana." - } - ] - }, - { - "id": "304", - "title": "PROPOSIÇÃO 4", - "text": "_Uma coisa só pode ser destruída por uma causa externa._", - "childs": [ - { - "id": "304d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta proposição é evidente por si. Pois a definição de uma coisa afirma a essência da coisa e não a nega, ou põe essência a coisa e não a destrói (tollit). E, portanto, enquanto atentamos à própria coisa e não às causas externas, nada poderemos encontrar que possa destruí-la. QED." - } - ] - }, - { - "id": "305", - "title": "PROPOSIÇÃO 5", - "text": "_Coisas são de natureza contrária, isto é, não podem estar no mesmo sujeito, enquanto uma possa destruir a outra._", - "childs": [ - { - "id": "305d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se elas concordassem entre si, ou se pudessem estar simultaneamente no mesmo sujeito, poderia existir algo no sujeito que pudesse destruí-lo, o que _(pela [Prop. preced.](304))_, é absurdo. Portanto, coisas, etc. QED." - } - ] - }, - { - "id": "306", - "title": "PROPOSIÇÃO 6", - "text": "_Toda coisa se esforça (conatur), na medida em que é em si (quantum in se est), por perseverar no seu ser._", - "childs": [ - { - "id": "306d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "As coisas singulares são modos que exprimem os atributos de Deus de modo certo e determinado _(pelo [Corol. Prop. 25](125c), p. I)_, isto é _(pela [Prop. 34](134), p. I)_, são coisas que exprimem de modo certo e determinado a potência de Deus. E nenhuma coisa tem em si algo que possa destruí-la (detrui), ou que possa lhe tolher (tollat) a existência _(pela [Prop. 4](304))_. Ao contrário, ela se opõe a tudo o que pode lhe tolher a existência _(pela [Prop. preced.](305))_ e, por conseguinte, se esforça, na medida em que pode, e é em si, por perseverar no seu ser. QED." - } - ] - }, - { - "id": "307", - "title": "PROPOSIÇÃO 7", - "text": "_O esforço pelo qual cada coisa se esforça por perseverar em seu ser é a essência atual desta própria coisa._", - "childs": [ - { - "id": "307d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Da essência de uma coisa dada, seguem-se necessariamente alguns efeitos _(pela [Prop. 36](136), p. I)_ e as coisas podem somente aquilo que se segue necessariamente de suas naturezas determinadas _(pela [Prop. 29](129), p. I)_. Então a potência de uma coisa qualquer, ou o esforço pelo qual ela, sozinha ou com outras, faz ou se esforça por fazer algo, isto é _(pela [Prop. 6](306))_, a potência, ou esforço, pelo qual ela se esforça por perseverar em seu ser, é a essência dada ou atual da própria coisa. QED." - } - ] - }, - { - "id": "308", - "title": "PROPOSIÇÃO 8", - "text": "_O esforço pelo qual cada coisa se esforça por perseverar em seu ser envolve, não um tempo finito, mas um tempo Indefinido._", - "childs": [ - { - "id": "308d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se [o esforço pelo qual cada coisa se esforça por perseverar em seu ser] envolvesse um tempo limitado, que determinasse a duração da coisa, então se seguiria da própria potência pela qual a coisa existe, que ela não poderia mais existir depois deste tempo e devendo então ser destruída. Mas isso _(pela [Prop. 4](304))_ é absurdo. Logo, o esforço, pelo qual a coisa existe, não envolve um tempo definido. Ao contrário, como _(pela [Prop. 4](304))_, se nenhuma causa externa a destruir, ela continuará sempre a existir pela mesma potência que existe agora, então, este esforço envolve um tempo indefinido. QED." - } - ] - }, - { - "id": "309", - "title": "PROPOSIÇÃO 9", - "text": "_A Mente se esforça em perseverar no seu ser por uma duração indefinida, tanto enquanto tem idéias claras e distintas, como enquanto tem idéias confusas, e ela tem consciência deste esforço._", - "childs": [ - { - "id": "309d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A essência da Mente é constituída de idéias adequadas e inadequadas _(como mostramos na [Prop. 3](303))_ e ela _(pela [Prop. 7](307) )_, tanto enquanto tem estas, como enquanto tem aquelas, se esforça por perseverar em seu ser _(pela [Prop. 8](308))_, por uma duração indefinida. E como a Mente _(pela [Prop. 23](223), p. II)_ é necessariamente consciente de suas afecções, logo _(pela [Prop. 7](307))_ a Mente é consciente de seu esforço. QED." - }, - { - "id": "309sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Este esforço, quando se refere apenas à Mente, se chama Vontade (Voluntas). E quando se refere simultaneamente à Mente e ao Corpo, se chama Apetite (Appetitus), que é, portanto, a própria essência do homem, de cuja natureza se seguem necessariamente as coisas que servem à sua conservação e que o homem é determinado a fazer. Entre o apetite e o Desejo (Cupiditas) a única diferença é que o desejo normalmente se refere aos homens na medida em que eles são conscientes de seus apetites. _O Desejo, portanto, é o apetite com a consciência dele mesmo_. Donde se conclui que nós não nos esforçamos, queremos, apetecemos ou desejamos algo por que o julgamos bom ; mas, ao contrário, que nós julgamos algo bom por que nos esforçamos, queremos apetecemos ou desejamos." - } - ] - }, - { - "id": "310", - "title": "PROPOSIÇÃO 10", - "text": "_Uma idéia que exclui a existência de nosso corpo, não pode existir em nossa Mente, mas lhe é contrária._", - "childs": [ - { - "id": "310d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "O que pode destruir nosso corpo não existe nele _(pela [Prop. 5](305))_ e não pode existir em Deus uma idéia de tal coisa enquanto ele tem a idéia de nosso corpo _(pelo [Corol. de la Prop. 9](209c), p. II)_, isto é _(pelas Prop. [11](211) e [13](213), p. II)_, não pode existir a idéia de tal coisa em nossa Mente. Ao contrário, como _(pelas Prop. [11](211) e [13](213), p. II)_ a primeira coisa que constitui a essência da Mente é a idéia de um corpo existente em ato, a primeira e principal coisa a constituir a nossa Mente é o esforço _(pela [Prop. 7](307))_ de nosso Corpo de afirmar sua existência. Assim, uma idéia que exclui a existência de nosso corpo, não pode existir em nossa Mente, etc. QED." - } - ] - }, - { - "id": "311", - "title": "PROPOSIÇÃO 11", - "text": "_A idéia de qualquer coisa que aumenta ou diminui, ajuda ou limita a potência de agir de nosso Corpo, também aumenta ou diminui, ajuda ou limita a potência de pensar de nossa Mente._", - "childs": [ - { - "id": "311d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente da [Prop. 7 p. II](207), e também de [Prop. 14](214) p. II." - }, - { - "id": "311sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Vemos que a Mente pode padecer de grandes mudanças e passar ora a uma perfeição maior, ora a uma perfeição menor. Estas paixões correspondem aos afetos de Alegria e Tristeza. Por _Alegria_ (Laetitiae) entenderei, no que se segue, uma _paixão pela qual a Mente passa a uma perfeição maior_. Por _Tristeza_ (Tristitiae) [entenderei] _uma paixão pela qual ela passa a uma perfeição menor_. E quanto ao _afeto de Alegria se refere simultaneamente à Mente e ao Corpo_, chamo-o _Prazer_ (Titillatio) ou _Contentamento_ (Hilaritas). E a _Tristeza_ [que se refere simultaneamente à Mente e ao Corpo] chamarei de _Dor_ (Dolor) ou _Melancolia_ (Melancholia). Mas deve-se notar que o Prazer e a Dor se referem ao homem quando uma de suas partes é mais afetada do que as demais, ao passo que o Contentamento e a Melancolia [se referem a ele] quando todas as partes são igualmente afetadas. Quanto ao Desejo, já expliquei o que é no [Escólio da Proposição 9](309sc) e além destes três [afetos, a saber, Desejo, Alegria e Tristeza,] não reconheço nenhum outro afeto primário e mostrarei na seqüência que todos os demais se originam destes. Mas antes de prosseguir, gostaria de me estender na explicação da [Proposição 10](310), para que seja mais claramente entendido como uma idéia é contrária a uma outra. No [Escólio da Prop. 17](217sc) p. II mostramos que a idéia que constitui a essência da Mente envolve a existência do Corpo, enquanto o próprio Corpo existe. E, como mostramos em [Corol. Prop 8](208c) p. II e seu em seu [Escólio](208sc), segue-se que a existência presente de nossa Mente depende apenas de que a Mente envolva a existência atual do Corpo. E nós mostramos que a potência da Mente em imaginar e se recordar das coisas _(ver Prop. [17](217) e [18](218) e [Esc. 18](218sc) p. II)_, também depende de ela envolver a existência atual do Corpo. Disso se segue que a existência presente da Mente e sua potência de imaginar são destruídas (tolli) se a mente deixar de afirmar a existência do Corpo. Mas a causa que faz com que a mente deixe de afirmar a existência do Corpo não pode estar nem na própria Mente _(pela [Prop. 4](304))_ nem em que o Corpo deixe de existir. Pois _(pela [Prop. 6](206) p. II)_ a causa que faz com que a Mente afirme a existência do Corpo não é que o Corpo comece a existir e, pela mesma razão, [a causa que faz com que a Mente] deixe de afirmar a existência do Corpo não é que ele deixe de existir. Mas _(pela [Prop. 8](208) p. II)_, [a Mente deixa de afirmar o Corpo] por que surge uma outra idéia que exclui a existência presente de nosso Corpo, e consequentemente de nossa Mente, e é contrária à idéia que constitui a essência de nossa Mente." - } - ] - }, - { - "id": "312", - "title": "PROPOSIÇÃO 12", - "text": "_A Mente se esforça, na medida em que pode, em imaginar, o que aumenta ou ajuda a potência de agir do Corpo._", - "childs": [ - { - "id": "312d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Enquanto o Corpo humano for afetado com um modo que envolver a natureza de um corpo externo, a Mente humana contemplará este corpo como presente _(pela [Prop. 17](217), p. II)_, e consequentemente _(pela [Prop. 7](207), p. II)_ enquanto a Mente humana contemplar este corpo externo como presente, isto é _(pelo [Esc. Prop 17](217sc) p. II)_, [enquanto] o imaginar, o Corpo humano será afetado com um modo que envolve a natureza do corpo externo. Assim, quando a Mente imaginar coisas que aumentem ou ajudem a potência de agir do nosso corpo, o Corpo será afetado de um modo que aumenta ou ajuda sua potência de agir _(vide [Post. 1](3p1))_ e, consequentemente _(pela [Prop. 11](311))_, a potência de pensar da Mente será aumentada ou ajudada. Logo, _(pelas Prop. [6](306) e [9](309))_ a Mente se esforça, na medida em que pode, em imaginá-las." - } - ] - }, - { - "id": "313", - "title": "PROPOSIÇÃO 13", - "text": "_Quando a Mente imagina coisas que diminuem ou limitam a potência de agir do Corpo, ela se esforça, na medida em que pode, em recordar coisas que lhes excluam a existência._", - "childs": [ - { - "id": "313d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando a Mente imagina tais coisas, a potência da Mente e do Corpo diminui ou é limitada _(como demonstramos na [Prop. preced.](312))_. Mesmo assim, a Mente continuará a imaginá-las enquanto não imaginar outras coisas que lhes excluam a existência _(pela [Prop. 17](217), p. II)_, isto é (como acabamos de mostrar), a potência da Mente e do Corpo será diminuída ou limitada enquanto a Mente não imaginar outras coisas que lhes excluam a existência. Assim, a Mente se esforçará, _(pela [Prop. 9](309))_ na medida em que puder, por imaginá-las ou recordá-las. QED." - }, - { - "id": "313c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "A Mente tem aversão por imaginar o que diminui ou contraria sua própria potência e a do Corpo." - }, - { - "id": "313sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Disso entendemos claramente o que são o Amor (Amor) e o Ódio (Odium). Pois o _Amor é_ a _Alegria concomitante à idéia de uma causa externa_ e o _Ódio_ é _uma tristeza concomitante à idéia de uma causa externa_. Vemos que quem ama se esforça necessariamente por ter presente e conservar aquilo que ama e, ao contrário, quem odeia se esforça por se afastar ou destruir aquilo que odeia. Mas disso falaremos de forma mais prolixa na seqüência." - } - ] - }, - { - "id": "314", - "title": "PROPOSIÇÃO 14", - "text": "_Se a Mente foi uma vez afetada por dois afetos simultaneamente, quando for posteriormente afetada por um deles, também será afetada pelo outro._", - "childs": [ - { - "id": "314d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se o Corpo humano foi uma vez afetado por dois corpos simultaneamente, posteriormente quando a Mente imaginar um deles, ela imediatamente recordará do outro _(pela [Prop. 18](218), p. II)_. Ora as imaginações da Mente indicam mais os afetos de nosso Corpo do que a natureza dos corpos externos _(pelo [Corol. 2 Prop. 16](216c2), p. II). Logo, se o Corpo e, consequentemente, a Mente _(vide [Defin. 3](3d3))_, for uma vez afetada por dois afetos simultaneamente, quando posteriormente for afetada por um deles, será também afetada pelo outro. QED." - } - ] - }, - { - "id": "315", - "title": "PROPOSIÇÃO 15", - "text": "_Qualquer coisa pode ser, por acidente, causa de Alegria, Tristeza ou Desejo._", - "childs": [ - { - "id": "315d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Suponhamos que a Mente seja afetada simultaneamente por dois afetos, um que não aumente nem diminua sua potência de agir e outro que a aumente ou diminua _(vide [Post. 1](3p1))_. É evidente da Proposição precedente que quando o primeiro afeto, que _(por hipótese)_ não aumenta nem diminui sua potência de pensar, afetar posteriormente a Mente, ela também será afetada pelo outro [afeto], que aumenta ou diminui sua potência de pensar como se fosse a causa verdadeira disso. Isto é, _(pelo [Esc.](311sc) Prop. 11)_ ela será afetada de Alegria ou Tristeza. E assim, tal coisa será, não por si, mas por acidente, causa de Alegria ou Tristeza. Por esta mesma via se pode mostrar facilmente que a mesma coisa pode ser por acidente causa de Desejo. QED." - }, - { - "id": "315c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Do simples fato de termos contemplado uma coisa com um afeto de Alegria ou de Tristeza do qual ela não é causa eficiente, podemos amá-la ou odiá-la." - }, - { - "id": "315cd", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando _(pela [Prop. 14](314))_ a Mente posteriormente imaginar esta coisa, será afetada de Alegria ou Tristeza, isto é _(pelo [Esc.](311sc) Prop. 11)_, a potência da Mente ou do Corpo será aumentada ou diminuída, etc. E consequentemente, _(pela [Prop. 12](312))_ a Mente desejará imaginar esta coisa, ou _(pelo [Corol. Prop. 13](313c))_ a terá em aversão, isto é _(pelo Esc. [Prop. 13](313sc))_, a amará ou a odiará. QED." - }, - { - "id": "315sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Entendemos assim, como podemos amar ou odiar algumas coisas sem que nenhuma causa nos seja conhecida, mas apenas (como dizem) por Simpatia (Sympathia) ou Antipatia (Antipathia). E estes afetos também devem se referir a objetos que nos afetam de Alegria ou Tristeza somente por serem similares a objetos que nos afetam habitualmente destes afetos, como mostrarei na próxima [Proposição](316). Sei, certamente, que os primeiros Autores a introduzirem os termos Simpatia e Antipatia queriam significar com eles certas qualidades ocultas das coisas. Entretanto creio que nos é lícito entender por estes termos qualidades conhecidas ou manifestas." - } - ] - }, - { - "id": "316", - "title": "PROPOSIÇÃO 16", - "text": "_Do simples fato de imaginarmos que uma coisa tem semelhança com um objeto que habitualmente afeta a Mente de Alegria ou Tristeza, nós amamos ou odiamos esta coisa, e isto mesmo que aquilo em que a coisa é semelhante ao objeto não seja a causa eficiente deste afeto._", - "childs": [ - { - "id": "316d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Nós contemplamos aquilo em que o objeto é semelhante [à coisa] _(por hipótese)_ com um afeto de Alegria ou Tristeza. E _(pela [Prop. 14](314))_ quando a Mente for afetada por esta imagem, ela será imediatamente afetada pelo afeto em questão. Consequentemente, aquilo que percebemos ter esta [semelhança] será _(pela [Prop. 15](315))_, por acidente, causa de Alegria ou Tristeza e _(pelo [Corol. Prop. precedente](315c))_ ainda que a semelhança ao objeto não seja a causa eficiente deste afeto, nós ainda assim amaremos ou odiaremos. QED." - } - ] - }, - { - "id": "317", - "title": "PROPOSIÇÃO 17", - "text": "_Se imaginarmos que uma coisa que nos afeta habitualmente de um afeto de Tristeza é semelhante a uma outra que nos afeta habitualmente com um afeto de Alegria de igual magnitude, nós odiaremos e amaremos simultaneamente tal coisa._", - "childs": [ - { - "id": "317d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta coisa é _(por Hipótese)_ causa de Tristeza por si e _(pelo [Escólio](313sc) da Prop 13)_ enquanto a imaginarmos com este afeto, a teremos em ódio. Além disso, enquanto a imaginarmos semelhante a outra, que habitualmente nos afeta com um afeto de Alegria de igual magnitude, nós a amaremos com um esforço de igual magnitude _(pela [Prop. preced.](316))_. Assim, teremos simultaneamente ódio e amor por esta coisa. QED." - }, - { - "id": "317sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "O _estado da Mente que se origina em dois afetos contrários_ é chamado de _flutuação da alma_ (animi fluctuatio), que é para o afeto o que a dúvida é para a imaginação _(ver [Esc. Prop. 44](244sc), p. II)_, e a flutuação da alma e a dúvida diferem entre si apenas em grau. Mas deve-se notar que na Proposição precedente eu deduzi as causas das flutuações da alma de que algo é causa por si de um afeto e causa por acidente de outro, apenas por ser tal dedução mais fácil com relação ao que precede. Não nego, porém, que as flutuações da alma frequentemente se originam em que um objeto é causa eficiente dos dois afetos. Pois o Corpo humano _(por [Post. 1](213p1), p. II)_ é composto de muitíssimos indivíduos de naturezas diversas e assim _(pelo [Axiom. 1](213a1a) P. II)_ pode ser afetado por um só corpo de muitíssimos e diversos modos. E ao contrário, como uma coisa pode ser afetada de muitos modos, uma mesma parte do corpo pode ser afetada [por aquele corpo] de diversos modos. Donde podemos conceber facilmente que um mesmo objeto possa ser causa de muitos afetos contrários." - } - ] - }, - { - "id": "318", - "title": "PROPOSIÇÃO 18", - "text": "_A imagem de uma coisa passada ou futura afeta o homem com o mesmo afeto de Alegria e Tristeza que a imagem de uma coisa presente._", - "childs": [ - { - "id": "318d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Um homem contempla uma coisa como presente quando é afetado por uma imagem dela, ainda que a coisa não exista _(pela [Prop. 17](217), p. II e [Corol.](217c) Prop 17 p. II)_. E ele imagina uma coisa como passada ou futura quando esta imagem está junta com a imagem de um tempo passado ou futuro _(ver [Esc. Prop. 44](244sc), p. II)_. A imagem da coisa considerada em si é a mesma quer ela se refira a um tempo futuro, passado, ou presente, isto é _(pelo [Corol. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_, o estado, ou afeto, do Corpo é o mesmo, quer a imagem da coisa seja passada, futura, ou presente. Assim, os afetos de Alegria e Tristeza são idênticos, quer a imagem da coisa seja passada, futura, ou presente. QED." - }, - { - "id": "318sc1", - "type": "ESCÓLIO 1", - "text": "Chamo aqui uma coisa de passada ou futura quando fomos ou seremos afetados por ela, por exemplo, quando a vimos ou veremos, quando ela nos restaurou ou restaurará, ou quando ela nos lesou ou lesará, etc. Quando a imaginamos assim, afirmamos sua existência, isto é, o Corpo não é afetado por nenhum afeto que exclua a existência da coisa. E assim _(pela [Prop. 17](217), p. II)_ o Corpo é afetado pela imagem desta coisa do mesmo modo que seria se ela estivesse presente. Entretanto, o que mais comumente sucede é que as pessoas mais experientes hesitem quando contemplam coisas futuras ou passadas e considerem duvidosa a ocorrência de tais coisas. Assim _(vide [Esc. Prop. 44](244sc), p. II)_, os afetos que se originam em tais imagens de coisas não são constantes, sendo geralmente perturbados por imagens de outras coisas até que os homens se tornem mais certos de sua ocorrência." - }, - { - "id": "318sc2", - "type": "ESCÓLIO 2", - "text": "Compreendemos assim o que são a Esperança (Spes), o Medo (Metus), a Segurança (Securitas), o Desespero (Desperatio), a Grata Surpresa (Gaudium) e Decepção (Conscientiae morsus). A _Esperança é uma Alegria inconstante originada da imagem de uma coisa futura ou passada cuja ocorrência temos em dúvida_. Já o _Medo_ é _uma Tristeza inconstante originada igualmente da imagem de uma coisa duvidosa_. Mas se a dúvida é suprimida destes afetos, a Esperança se torna _Segurança_ e o Medo, _Desespero_ ; a saber, _Alegria_ ou _Medo originados da imagem de uma coisa que temíamos ou esperávamos. A Grata Surpresa_ é a _Alegria originada da imagem de uma coisa passada de cuja ocorrência tínhamos em dúvida. E a Decepção é a tristeza oposta à Grata Surpresa._" - } - ] - }, - { - "id": "319", - "title": "PROPOSIÇÃO 19", - "text": "_Quem imaginar destruído aquilo que ama se entristecerá ; e alegrar-se-á ao imaginá-lo conservado._", - "childs": [ - { - "id": "319d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A Mente se esforça, na medida em que pode, por imaginar o que aumenta ou ajuda a potência de agir do Corpo _(pela [Prop. 12](312))_, isto é _(pelo [Esc. Prop 13](313sc))_, aquilo que ama. Ora, a imaginação é ajudada por aquilo que põe a existência do corpo, e é limitada pelo que exclui sua existência _(pela [Prop. 17](217), p. II)_. Logo, as imagens das coisas que põe a existência da coisa amada ajudam o esforço da Mente em imaginar a coisa amada, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, afetam a Mente de Alegria. Ao contrário, as [imagens] que excluem a existência da coisa amada, limitam o esforço da Mente, isto é _(pelo mesmo [Escólio](311sc))_, afetam a Mente de Tristeza. Assim, quem ama se entristecerá ao imaginar destruída, etc. QED." - } - ] - }, - { - "id": "320", - "title": "PROPOSIÇÃO 20", - "text": "_Quem imaginar destruído aquilo que odeia se alegrará._", - "childs": [ - { - "id": "3p20-d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A Mente _(pela [Prop. 13](313))_ se esforça em imaginar coisas que excluam a existência daquilo que diminui ou limita a potência de agir do Corpo, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, ela se esforça em imaginar coisas que excluam a existência daquilo que odeia. A imagem das coisas que excluem a existência do que a Mente odeia ajudam o esforço da Mente, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, afetam a Mente de Alegria. Assim, quem imaginar destruído aquilo que odeia se alegrará. QED." - } - ] - }, - { - "id": "321", - "title": "PROPOSIÇÃO 21", - "text": "_Quem imagina aquilo que ama afetado de Alegria ou de Tristeza, também será afetado de Alegria ou de Tristeza. E estes afetos serão maiores ou menores no amante na medida em que forem maiores ou menores na coisa amada._", - "childs": [ - { - "id": "321d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A imagem das coisas _(como demonstramos da [Prop. 19](319))_ que põe a existência da coisa amada, ajudam o esforço pelo qual a Mente se esforça por imaginar a coisa amada. Mas a Alegria põe a existência da coisa alegre, e quanto mais [existência ou realidade puser], maior será o afeto de Alegria, já que _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_ [a Alegria] é uma transição a uma perfeição maior. Logo, a imagem da Alegria da coisa amada ajuda o esforço da Mente do amante, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, afeta o amante de uma Alegria que é maior na medida em que for maior o afeto da coisa amada. Isto era o primeiro ponto. Uma coisa, enquanto é afetada de Tristeza, é como que destruída, e tanto mais, quanto maior for o afeto de Tristeza _(pelo mesmo [Esc. Prop. 11](311sc))_. Assim, _(pela [Prop. 19](319))_ quem imagina o amado afetado de Tristeza, também será afetado de uma Tristeza tanto maior, quanto maior for este afeto da coisa amada. QED." - } - ] - }, - { - "id": "322", - "title": "PROPOSIÇÃO 22", - "text": "_Se imaginarmos alguém afetando de Alegria uma coisa que amamos, seremos afetados de Amor para com ele. Ao contrário, se imaginarmos que ele a afeta de Tristeza, seremos afetados de Ódio contra ele._", - "childs": [ - { - "id": "322d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quem afeta a coisa que amamos de Alegria ou de Tristeza também nos afeta de Alegria ou de Tristeza, se, evidentemente, imaginarmos a coisa amada afetada de tal Alegria ou Tristeza _(pela [Prop. preced.](321))_. Ora, esta Alegria ou Tristeza é em nós, por suposto, concomitante à idéia de uma causa externa. Logo _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, se imaginarmos alguém afetando de Alegria ou Tristeza uma coisa que amamos, seremos afetados de Amor ou Ódio para com ele." - }, - { - "id": "322sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "A [Proposição 21](321) nos explica o que é a _Compaixão_ (Commiseratio), que podemos definir como _a Tristeza originada de um dano a outrem_. Ignoro, porém, que nome devemos atribuir à Alegria originada de um bem a outrem. Chamaremos de _Apreço_ (Favorem) o _Amor por quem fez o bem a outrem e, por outro_ lado _Indignação_ (Indignationem) o _Ódio por quem faz mal a outrem_. Finalmente, note-se que compadecemos não apenas da coisa que amamos _(como mostramos na [Prop. 21](321))_, mas também daquela por quem anteriormente não sentíamos afeto algum, conquanto a julguemos similar a nós (como mostrarei abaixo). Por isso mesmo, apreciamos quem faz bem a um semelhante e nos indignamos de quem provoca dano a um semelhante." - } - ] - }, - { - "id": "323", - "title": "PROPOSIÇÃO 23", - "text": "_Se alegrará quem imaginar afetado de Tristeza o que odeia, e ao contrário se entristecerá ao imaginá-lo afetado de Alegria ; e estes afetos serão maiores ou menores conforme o afeto contrário for maior ou menor naquilo que odeia._", - "childs": [ - { - "id": "323d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Enquanto a coisa odiosa é afetada de Tristeza, ela é como que destruída, e tanto mais quanto maior for a Tristeza que a afeta _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_. Assim, quem _(pela [Prop. 20](320))_ imaginar a coisa que odeia afetada de Tristeza, será, ao contrário, afetado de uma Alegria que será tanto maior quanto maior for a Tristeza imaginada da coisa odiosa, o que era o primeiro ponto. A Alegria põe a existência da coisa alegre _(pelo mesmo [Esc. Prop. 11](311sc))_ e tanto mais quanto maior for a Alegria concebida. Se alguém imagina o que odeia afetado de Alegria, tal imaginação _(pela [Prop. 13](313))_ limitará o seu esforço, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, o afetará de Tristeza, etc. QED." - }, - { - "id": "323sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta Alegria dificilmente pode ser sólida e sem nenhum conflito da alma. Pois (como mostraremos na [Prop. 27](327)), quando alguém imagina uma coisa semelhante a si afetada de Tristeza, se entristece também, e, ao contrário se a imagina afetada de Alegria. Mas aqui só tratamos do Ódio." - } - ] - }, - { - "id": "324", - "title": "PROPOSIÇÃO 24", - "text": "_Se imaginarmos que alguém afeta de Alegria uma coisa que odiamos, também seremos afetados de ódio com relação a ele. Se, ao contrário, o imaginarmos afetando-a de Tristeza, seremos afetados de Amor com relação a ele._", - "childs": [ - { - "id": "324d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta Proposição é demonstrada do mesmo modo que [Proposição 22](322), à qual remeto." - }, - { - "id": "324sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Este e outros afetos de Ódio similares se referem à _Inveja_ (Invidia), que, por esta razão, é o próprio _Ódio, _na medida em que ele dispõe o homem a se regozijar do mal de outrem e de se entristecer de seu bem._" - } - ] - }, - { - "id": "325", - "title": "PROPOSIÇÃO 25", - "text": "_Nós nos esforçamos por afirmar, de nós e da coisa amada, tudo o que imaginamos afetar de Alegria a nós ou a ela. E, ao contrário, [nos esforçamos] por negar, em nós ou na coisa amada, tudo o que imaginamos afetar de Tristeza a nós ou à coisa amada._", - "childs": [ - { - "id": "325d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Aquilo que imaginamos afetar de Alegria ou Tristeza a coisa amada, também nos afeta de Alegria ou de Tristeza _(pela [Prop. 21](321))_. Ora, a Mente _(pela [Prop. 12](312))_ se esforça, na medida em que pode, por imaginar o que nos afeta de Alegria, isto é _(pela [Prop. 17](217), p. II e [Corol.](217c))_, por contemplá-lo como presente. E, ao contrário _(pela [Prop. 13](313))_, [ela se esforça] por excluir aquilo que nos afeta de Tristeza. Logo, nos esforçamos por afirmar, de nós ou da coisa amada e de nós tudo o que imaginamos afetar a nós e à coisa amada de Alegria, e ao contrário. QED." - } - ] - }, - { - "id": "326", - "title": "PROPOSIÇÃO 26", - "text": "_Nós nos esforçamos por afirmar o que imaginamos afetar a coisa que odiamos de Tristeza. E, ao contrário, [nos esforçamos por] negar o que imaginamos afetá-la de Alegria._", - "childs": [ - { - "id": "326d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta proposição se segue da [Proposição 23](323), como a Proposição precedente se segue da [Proposição 21](321)." - }, - { - "id": "326sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Vemos assim que acontece facilmente que o homem perceba, de si mesmo e do que ama, mais do que é justo e, ao contrário, que ele perceba do que odeia, menos do que é justo. Esta imaginação, quando diz respeito ao próprio homem, que percebe de si mais do que é justo, se chama de _Soberba_ (Superbia), que e é uma espécie de Delírio em que o homem sonha com olhos abertos poder tudo o que sua imaginação alcança, julga tais coisas reais e exulta com elas. E não pode imaginar o que exclua a existência de tais coisas e limite sua potência de agir. Assim, a _Soberba é a Alegria originada em que o homem pensa de si mais do que é justo_. E a _Alegria originada em que um homem pensa de outro mais do que é justo_, chamo de _Sobreestima_ (Existimatio) ; e o _Menosprezo_ (Despectus) [é a Alegria que] _se origina em que se perceba de outrem menos do que é justo_." - } - ] - }, - { - "id": "327", - "title": "PROPOSIÇÃO 27", - "text": "_Pelo simples fato de imaginarmos uma coisa semelhante e nós, mas por quem não temos afeto algum, ser afetada de um afeto qualquer, nós também seremos afetados por um afeto semelhante._", - "childs": [ - { - "id": "327d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "As imagens das coisas são afecções do Corpo humano cujas idéias nos representam os corpos externos como presentes _(pelo [Esc. Prop. 17](217sc), p. II)_, isto é _(pela [Prop. 16](216), p. II)_, cujas idéias envolvem a natureza de nosso corpo e simultaneamente a presença de corpos externos. Se, portanto, a natureza do corpo externo for semelhante à natureza do nosso Corpo, a idéia do corpo externo que imaginamos envolverá uma afecção do nosso Corpo semelhante à afecção do corpo externo. Consequentemente, se imaginarmos alguém semelhante a nós afetado de um afeto, esta imaginação exprimirá uma afecção de nosso Corpo semelhante a este afeto. Mas se odiamos algo semelhante a nós, então _(pela [Prop. 23](323))_ seremos afetados de um afeto contrário e não semelhante. QED." - }, - { - "id": "327sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta imitação de afetos, quando se refere à Tristeza, se chama Compaixão _(vide [Esc. Prop. 22](322))_, mas quando se refere ao Desejo, chama-se _Emulação_ (Aemulatio), que é o _desejo de uma coisa que é gerado em nós ao imaginarmos que outros semelhantes a nós têm o mesmo Desejo._" - }, - { - "id": "327c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "Se imaginarmos alguém, por quem não temos afeto algum, afetar de alegria uma coisa semelhante a nós, seremos afetados de Amor com relação a ele. Mas se imaginarmos afetando-a de Tristeza, seremos afetados de ódio para com ele." - }, - { - "id": "327c1d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Demonstra-se pela [Proposição precedente](326) do mesmo modo que a [Proposição 22](322) se demonstra pela [21](321)." - }, - { - "id": "327c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "Não podemos ter ódio por quem temos compaixão, pois sua infelicidade nos afeta de Tristeza." - }, - { - "id": "327c2d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se pudéssemos ter ódio, então _(pela [Prop. 23](323))_ nos alegraríamos de sua Tristeza, o que é contrário à Hipótese." - }, - { - "id": "327c3", - "type": "COROLÁRIO 3", - "text": "Nós nos esforçamos, na medida em que podemos, por liberar da infelicidade a coisa de que nos compadecemos." - }, - { - "id": "327c3d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quem afeta de Tristeza a coisa de que nos compadecemos, também nos afeta de uma Tristeza similar _(pela [Prop. preced.](327))_. Assim, nos esforçamos por pensar no que tolhe a existência desta coisa ou a destrói _(pela [Prop. 13](313))_, isto é _(pelo [Esc. Prop. 9](309sc))_, apeteceremos destruí-la, ou seremos determinados a destruí-la. Logo, nos esforçamos por liberar da infelicidade a coisa de que nos compadecemos. QED." - }, - { - "id": "327c3sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Chamo de _Benevolência_ (Benevolentia) a vontade, ou apetite, de fazer o bem que se origina em querermos fazer o bem a uma coisa de que nos compadecemos, ou seja, é o _Desejo originado da compaixão_. Quanto ao Amor e ao Ódio com relação a quem fez bem ou mal a coisa que imaginamos semelhante a nós, vide [Esc. Prop 22](322sc)." - } - ] - }, - { - "id": "328", - "title": "PROPOSIÇÃO 28", - "text": "_Nós nos esforçamos por promover tudo o que imaginamos conduzir à Alegria, e nos esforçamos por afastar ou destruir tudo o que imaginamos se opor a ela ou conduzir à Tristeza._", - "childs": [ - { - "id": "328d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Nós nos esforçamos por imaginar tudo o que imaginamos conduzir à Alegria _(pela [Prop. 12](312))_, isto é _(pela [Prop. 17](217), p. II)_ , nos esforçamos, na medida em que podemos, por contemplar sua presença ou sua existência em ato. Mas o esforço da Mente, ou potência de pensar, é igual e simultânea em natureza ao esforço do Corpo, ou potência de agir _(como se segue com clareza da [Corol. Prop. 7](207c) e do [Cor. Prop. 11](211c), p. II)_. Logo, nos esforçamos de forma absoluta [para que aquilo que imaginamos conduzir à Alegria] exista, ou _(o que é o mesmo pelo [Esc. Prop. 9](309sc))_, nós apetecemos ou intentamos [tal coisa], o que era o primeiro ponto. Se imaginarmos destruído aquilo que cremos ser causa de Tristeza, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, aquilo que odiamos, nós nos alegraremos _(pela [Prop. 20](320))_. Portanto, nos esforçamos _(pela primeira parte desta demonstração)_ por destruí-lo, ou _(pela [Prop. 13](313))_ afastá-lo de nós a fim de não contemplarmos sua presença, o que era o segundo ponto. Logo, nós nos esforçamos por promover tudo o que imaginamos conduzir à Alegria, etc. QED." - } - ] - }, - { - "id": "329", - "title": "PROPOSIÇÃO 29", - "text": "_Nós nos esforçaremos por fazer tudo o que imaginamos que os homens* vêem com Alegria, e, ao contrário, teremos aversão em fazer o que imaginamos ser visto pelos homens com aversão. * Nota: Entender aqui e na seqüência homens por quem não experimentamos nenhum afeto._", - "childs": [ - { - "id": "329d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Pelo fato de imaginarmos que os homens amam ou odeiam algo, nós também o amamos ou odiamos _(pela [Prop. 27](327))_, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, nos alegraremos ou entristeceremos da presença de tal coisa. Logo, _(pela [Prop. precedente](328))_, nos esforçaremos por fazer tudo o que imaginamos que os homens amam ou vêem com Alegria, etc. QED." - }, - { - "id": "329sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Este esforço por fazer algo, ou de renunciar em fazê-lo, apenas para agradar aos homens, chama-se Ambição (Ambitio), sobretudo quando nos esforçamos a tal ponto por agradar o vulgo que fazemos ou renunciamos a fazer algo, mesmo causando dano a nós mesmos ou a outrem ; mas quando não é este o caso chama-se de Cortesia (Humanitas). E chamo de Louvor (Laudem) a Alegria em imaginar a ação de alguém que se esforçou em nos deleitar e Chamo de Censura (Vituperium) a Tristeza com que nos opomos a esta ação." - } - ] - }, - { - "id": "330", - "title": "PROPOSIÇÃO 30", - "text": "_Se alguém fez algo que imagina afetar os outros de Alegria, será afetado de Alegria concomitante à idéia de si mesmo como causa, ou, dito de outro modo, contemplará a si mesmo com Alegria. Ao contrário, se alguém fez algo que imagina afetar os outros de Tristeza, contemplará a si mesmo com Tristeza._", - "childs": [ - { - "id": "330d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quem imagina os outros afetados de Alegria ou de Tristeza _(pela [Prop. 27](327))_, também será afetado de Tristeza. Mas como o homem _(pelas Prop. [19](219) e [23](223), p. II)_ é consciente de si através de suas afecções, pelas quais é também determinado a agir, logo, quem fez algo que imagina afetar os outros de Alegria, será afetado de Alegria com a consciência de si como causa, ou contemplará a si mesmo com Alegria, e vice-versa. QED." - }, - { - "id": "330sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Como o Amor _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ é a Alegria concomitante à idéia de uma causa externa e o Ódio é a Tristeza concomitante também à idéia de uma causa externa, a Alegria e a Tristeza [tratados por esta proposição] são espécies de Amor e de Ódio. Mas como o Amor e o Ódio se referem a objetos externos, chamaremos tais afetos por outros nomes. Chamaremos de Glória (Gloria) a Alegria concomitante à idéia de uma causa interna e Vergonha (Pudor) a Tristeza concomitante à idéia de uma causa interna, entendendo-se que a Alegria e a Tristeza aqui se originam em que o homem se crê louvado ou censurado. Se não for este o caso, chamarei de Auto-Estima (Acquiescentia in se ipso) a Alegria concomitante à idéia de uma causa interna e chamarei a Tristeza contrária de Arrependimento (Poenitentiam). Mas, como _(pelo [Corol. Prop. 17](217c), p. II)_ pode ocorrer que a Alegria com que alguém imagina afetar os outros seja apenas imaginária, e como _(pela [Prop. 25](325))_ todos se esforçam por imaginar de si tudo o que imaginam afeta-los de alegria, pode ocorrer facilmente que o glorioso tenha na verdade Soberba e imagine que todos lhe sejam gratos, quando é na verdade é desagradável para todos." - } - ] - }, - { - "id": "331", - "title": "PROPOSIÇÃO 31", - "text": "_Se imaginarmos que alguém ama, deseja ou odeia algo que nós amamos, desejamos ou odiamos, por esta razão amaremos, etc. com maior constância. Mas se imaginarmos que ele tem aversão ao que amamos, ou ao contrário [que ele ama o que odiamos], padeceremos de uma flutuação da alma._", - "childs": [ - { - "id": "331d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "O simples fato de imaginarmos que alguém ama uma coisa nos faz amá-la também _(pela [Prop. 27](327))_. Se supomos que já a amávamos, temos uma nova causa que favorece a que amemos com mais constância aquilo que já amávamos. E pelo simples fato de imaginarmos que alguém tem aversão a algo, também teremos aversão _(pela mesma [Prop.](327))_, mas, se supusermos que ao mesmo tempo já amamos esta coisa, teremos a um só tempo amor e aversão, isto é _(vide [Esc. Prop 17](327))_ padeceremos de uma flutuação da alma. QED." - }, - { - "id": "331c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Daí e da [Prop. 28](328) se segue que todos se esforçam, na medida em que podem, por fazer com que todos amem aquilo que amam e odeiam aquilo que odeiam. Donde as palavras do poeta : \n \n_Amantes, esperam juntos e temem juntos ; \nDe ferro é quem ama o que o outro permite_." - }, - { - "id": "331sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Este esforço por conseguir que todos aprovem o que se ama ou odeia é na verdade a Ambição _(vide [Esc. Prop. 29](329sc))_. E vemos assim que todos querem por natureza que os demais vivam segundo o seu próprio temperamento, e como todos querem o mesmo, acabam se opondo uns aos outros. E como todos querem ser amados e louvados por todos, acabam se odiando reciprocamente." - } - ] - }, - { - "id": "332", - "title": "PROPOSIÇÃO 32", - "text": "_Se imaginamos que alguém desfruta de algo que apenas um pode possuir, nos esforçaremos para que ele não mais o possua._", - "childs": [ - { - "id": "332d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Do simples fato de imaginarmos que alguém desfruta de uma coisa _(pela [Prop. 27](327) e por seu [Corol. 1](327c1))_, amaremos e desejaremos desfrutar de tal coisa. Mas _(por hipótese)_ imaginamos que sua alegria é um obstáculo a que também desfrutemos da coisa. Por esta razão _(pela [Prop. 28](328))_, nos esforçaremos para que ele não mais a possua. QED." - }, - { - "id": "332sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Vemos, portanto, que a natureza do homem está constituída, em sua maior parte, de modo que temos compaixão pelos vão mal e invejamos os que vão bem e _(pela [Prop. preced.](332))_ com um ódio que é maior quanto mais amamos a coisa que imaginamos possuída por outro. Vemos que da mesma propriedade da natureza humana donde se segue que os homens são compassivos, segue-se também que são invejosos e ambiciosos. Se quisermos consultar a experiência, veremos que ela ensina tudo isso, especialmente se refletirmos sobre os primeiros anos de nossas vidas. Pois as crianças, cujo corpo está sempre como que em equilíbrio, ora riem, ora choram apenas em ver outros rirem ou chorarem. Desejam imitar tudo o que vêem os outros fazer e desejam para si o que imaginam ser capaz de deleitar os outros – pois, como dissemos, as imagens das coisas são as próprias afecções do Corpo humano, ou modos pelos quais o Corpo humano é afetado por outros corpos e é disposto a fazer isto ou aquilo." - } - ] - }, - { - "id": "333", - "title": "PROPOSIÇÃO 33", - "text": "_Quando amamos uma coisa semelhante a nós mesmos, nos esforçamos, na medida em que podemos, por fazer com que ela nos ame também._", - "childs": [ - { - "id": "333d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Nós nos esforçamos, na medida em que podemos, por imaginar a coisa que amamos mais do que as outras coisas _(pela [Prop. 12](312))_. Portanto, se esta coisa é semelhante a nós, nos esforçaremos para afetá-la de Alegria acima das demais coisas _(pela [Prop. 29](329))_ ou, nos esforçaremos, na medida em que pudermos, por fazer com que a coisa amada seja afetada de Alegria concomitante à idéia de nós mesmos, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, para que ela nos ame também. QED." - } - ] - }, - { - "id": "334", - "title": "PROPOSIÇÃO 34", - "text": "_Quanto maior o afeto com que imaginarmos a coisa amada afetada em relação a nós, mais nos glorificaremos._", - "childs": [ - { - "id": "334d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Nós _(pela [Prop. preced.](333))_ nos esforçamos, na medida em que podemos, para que a coisa amada nos ame em retorno, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, para que a coisa amada seja afetada de alegria concomitante à idéia de nós mesmos. Assim, quanto maior é a Alegria com que imaginamos que a coisa amada é afetada com relação a nós, mais este esforço é ajudado, isto é _(pela [Prop. 11](311) e seu [Esc.](311sc))_, mais somos afetados de Alegria. E quando afetamos de Alegria algo semelhante a nós, contemplamos a nós mesmos com Alegria _(pela [Prop. 30](330))_, então, quanto maior o afeto que imaginamos a coisa amada está afetada em relação a nós, maior a Alegria com que contemplamos a nós mesmos, ou _(pelo [Esc. Prop. 30](330sc))_, mais nos glorificaremos. QED." - } - ] - }, - { - "id": "3p35", - "title": "PROPOSIÇÃO 35", - "text": "_Se alguém imaginar que um outro está unido à coisa amada com um vínculo de Amizade igual ou mais estreito do que [o vínculo] pelo qual apenas ele possuía com a coisa amada, será afetado de ódio com relação à própria coisa amada e inveja com relação ao outro._", - "childs": [ - { - "id": "335d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quanto maior é o amor com que alguém imagina a coisa amada afetada em relação a si mesmo, mas se glorificará _(pela [Prop. preced.](334))_, isto é _(pelo [Esc. Prop. 30](330sc))_, mais se alegrará. Por conseguinte, _(pela [Prop. 28](328))_ ele se esforçará, na medida em que puder, por imaginar a coisa amada ligada a si pelo vínculo mais estreito possível e este apetite será fomentado se imaginar que outro também deseja o mesmo para si _(pela [Prop. 31](331))_. Mas supõe-se que este esforço ou apetite é contrariado pela imagem da própria coisa amada concomitante à imagem daquele a quem a coisa amada se uniu. Assim _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, [o amante] será afetado de Tristeza, concomitante à idéia da coisa amada como causa e simultaneamente à idéia do outro, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, será afetado de ódio com relação à coisa amada e simultaneamente com relação ao outro _(pelo [Corol. Prop. 15](315c))_, que ele invejará por se deleitar com a coisa amada _(pela [Prop. 23](323))_. QED." - }, - { - "id": "3p35sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Este ódio com relação à coisa amada acompanhado de Inveja é chamado de Ciúme (Zelotypia) que é a flutuação da alma originada do Amor e Ódio simultâneos, concomitante à idéia de um outro que é invejado. E este Ódio com relação à coisa amada será maior na mesma proporção em que a Alegria à qual o Cimento, em razão do Amor recíproco da coisa amada, estava acostumado a ser afetado, e também em proporção com o afeto que ele era afetado com relação àquele que ele imagina ligado à coisa amada. Pois se ele o odiasse, por isso mesmo odiará a coisa amada _(pela [Prop. 24](324))_ ao imaginá-la afetada de Alegria por quem odeia, e também _(pelo [Cor. Prop. 15](315c))_ por se ver forçado a unir a imagem da coisa amada à imagem daquele que odeia. É o que ocorre comummente no Amor pelas mulheres, pois quem imagina uma mulher que ama se prostituindo com outro, se entristece, não apenas por ver seu apetite limitado, mas também por sentir aversão por ela ao ser forçado unir a imagem da coisa amada à imagem das partes pudicas e às excreções do outro. E deve-se acrescentar ainda que o ciumento não mais é recebido pela coisa amada com a mesma expressão com que se habituara, o que o entristece ainda mais, como mostrarei." - } - ] - }, - { - "id": "336", - "title": "PROPOSIÇÃO 36", - "text": "_Quem recorda algo com que se deleitou uma vez, deseja possuí-lo nas mesmas circunstâncias em que com ele se deleitou na primeira vez._", - "childs": [ - { - "id": "336d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Qualquer coisa que um homem viu em simultâneo à coisa com que se deleitava _(pela [Prop. 15](315))_ é, por acidente, causa de Alegria. E _(pela [Prop. 28](328))_ ele desejará possuí-la simultaneamente com a coisa de que se deleitou, ou, dito de outro modo, desejará possuir a coisa com todas as circunstâncias com as quais se deleitou da primeira vez." - }, - { - "id": "336c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Se o amante vier a descobrir que falta uma destas circunstâncias, ele se entristecerá." - }, - { - "id": "336cd", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Pois quando descobrir que falta uma das circunstâncias, ele imaginará algo que exclui a existência da coisa. E como pelo amor ele deseja esta coisa, ou _(pela [Prop. preced.](336))_ estas circunstâncias, ele se entristecerá quando ele imaginar que algo falta _(per [Prop. 19](319))_. QED." - }, - { - "id": "336sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Este desejo que diz respeito à ausência do que amamos se chama Querer Insatisfeito (Desiderium)." - } - ] - }, - { - "id": "337", - "title": "PROPOSIÇÃO 37", - "text": "_O Desejo, seja ele originado da Tristeza ou da Alegria, do Ódio ou do Amor, é maior quanto maior for o afeto._", - "childs": [ - { - "id": "337d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A Tristeza _(pela [Esc. Prop. 11](311sc))_ diminui ou limita a potência de agir do homem, isto é _(pela [Prop. 7](307))_, o esforço pelo qual o homem se esforça por perseverar em si diminui ou é limitado. Portanto _(pela [Prop. 5](305))_, [a tristeza] é contrária a este esforço e o homem afetado pela Tristeza se esforça acima de tudo por removê-la. Mas _(pela [Definição de Tristeza](3ad3))_ quanto maior a Tristeza, maior é a parte da potência de agir do homem a que ela tem que se opor. Portanto, quanto maior a Tristeza, maior será a potência de agir do homem pela qual ele se esforçará por removê-la, isto é _(pelo [Esc. Prop. 9](309sc))_, maior será o Desejo ou apetite pelo qual ele se esforçará for remover a Tristeza. E como a Alegria _(pelo mesmo [Esc. Prop. 11](311sc))_ aumenta ou ajuda a potência de agir do homem, demonstra-se facilmente que o homem afetado de Alegria deseja apenas conservá-la e que o Desejo será maior quanto maior for a Alegria. Finalmente, como Ódio e Amor são afetos de Tristeza ou Alegria, segue-se do mesmo modo, que o esforço, o apetite ou o Desejo, quer sejam eles originados no Ódio ou no Amor, são maiores na proporção do Ódio e do Amor. QED." - } - ] - }, - { - "id": "338", - "title": "PROPOSIÇÃO 38", - "text": "_Se alguém começar a odiar a coisa amada de forma que o Amor seja completamente abolido, ele a perseguirá de um ódio maior do que se nunca a tivesse amado e tanto maior quanto maior tiver sido o Amor._", - "childs": [ - { - "id": "338d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Se alguém começar a odiar a coisa que ama, seus apetites serão mais limitados do que se não tivesse amado. Pois o Amor é uma Alegria _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ que o homem se esforça, na medida em que pude _(pela [Prop. 28](328))_, por conservar _(pelo mesmo [Escólio)](313sc)_, contemplando a coisa amada como presente e _(pela [Prop. 21](321))_ afetando-a, na medida em que pode, de Alegria. E este esforço _(pela [Prop. preced.](337))_ será tanto maior quanto maior for o amor, assim como será maior o esforço para que a coisa amada ame em retorno _(vide [Prop. 33](333))_. Mas estes esforços são limitados pelo ódio com relação a coisa amada _(pelo [Corol. Prop. 13](313c) e por [Prop. 23](323))_. Por causa disso, o amante _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_ será afetado de uma Tristeza que será tão maior quanto maior foi o Amor, isto é, além da Tristeza que foi causa do Ódio, uma outra se originou da coisa ter sido amada. Por conseguinte, contemplará a coisa amada com um afeto de Tristeza maior, isto é _(pela [Esc. Prop. 13](313sc))_, a perseguirá de um ódio maior do que se não a tivesse amado e tanto maior quanto maior tenha sido o amor. QED." - } - ] - }, - { - "id": "339", - "title": "PROPOSIÇÃO 39", - "text": "_Quem tem Ódio por alguém, se esforçará por fazer-lhe mal, a não ser que tema que isto origine um mal maior. Ao contrário, quem ama alguém se esforçará, pela mesma lei, por lhe fazer bem._", - "childs": [ - { - "id": "339d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Ter ódio por alguém é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ imaginá-lo como causa de Tristeza e _(pela [Prop. 28](328))_ quem tem ódio por alguém esforça-se por afastá-lo ou destruí-lo. Mas, se ele teme que disso resulte algo de mais triste, ou (o que é o mesmo) em um mal maior, e que crê que este possa ser evitado não fazendo a quem odeia o mal a que meditava, então ele desejará _(pela [Prop. 28](328))_ se abster em fazer o mal. E se absterá _(pela [Prop. 37](337))_ com um esforço maior do que aquele com que se sentia inclinado a fazer o mal e que, portanto, prevalecerá, como queríamos. A segunda parte da demonstração procede do mesmo modo. Logo, quem tem ódio por alguém, etc. QED." - }, - { - "id": "339sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Por bem entendo aqui todo tipo de Alegria e tudo o que conduz a ela, mas, sobretudo, o que satisfaz ao querer insatisfeito. Por mal [entendo] todo tipo de Tristeza, mas, sobretudo, as que frustram o querer insatisfeito. Mostramos mais acima _([Esc. Prop. 9](309sc))_ que não desejamos algo porque o julgamos bom, mas ao contrário, chamamos algo bom porque o desejamos e, consequentemente, chamamos de mau aquilo que temos em aversão. Donde cada um julga ou estima, conforme seus afetos, o que é bom ou mau, melhor ou pior, ótimo ou péssimo. Assim, o Avarento considera ótima a abundância de dinheiro e péssima sua escassez. O ambicioso deseja a Glória acima de tudo e tem horror à Vergonha e nada é mais agradável para o invejoso do que a infelicidade dos outros e nada é tão incômodo quanto a sua felicidade. E assim cada um julga, segundo seu afeto que uma coisa é má, útil ou inútil. O afeto que dispõe o homem de tal forma que ele queira o que não quer, ou que não queira aquilo que quer, chama-se _Temor_ (Timor) que, portanto, é _o medo, enquanto dispõe o homem a evitar um mal futuro com outro mal menor (vide [Prop. 28](328))_. Mas se o mal temido é a Vergonha, então o Temor é chamado de Pudor (Verecundia). Finalmente, se o desejo de evitar um mal futuro é limitado pelo Temor de outro mal, de forma que não se sabe o que querer, então o Medo é chamado de Consternação (Consternatio), especialmente se ambos os males temidos são dos maiores." - } - ] - }, - { - "id": "340", - "title": "PROPOSIÇÃO 40", - "text": "_Quem se imagina odiado por alguém e acredita não ter dado motivo algum para o ódio, odiará o outro por sua vez._", - "childs": [ - { - "id": "340d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quem imagina alguém afetado de ódio, também será afetado de ódio _(pela [Prop. 27](327))_, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, por uma Tristeza concomitante à idéia de uma causa externa. Mas _(por hipótese)_, ele não imagina outra causa para esta Tristeza além daquele que o odeia, portanto, quem se imagina odiado por alguém é afetado de Tristeza, concomitante à idéia de quem o odeia, o que quer dizer _(pelo mesmo [Escólio](313sc))_, que ele odiará o outro. QED." - }, - { - "id": "340sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Se imaginasse haver um justo motivo para o ódio, então _(pela [Prop. 30](330) e [Esc.](330sc))_ seria afetado de Vergonha. Mas isto _(pela [Prop. 25](325))_ raramente ocorre. Por outro lado, este Ódio recíproco pode se originar no esforço por fazer mal ao outro que se segue do ódio _(pela [Prop. 39](339))_. Assim, quem se imagina odiado por alguém, imaginará este como causa de algum mal ou Tristeza, e, portanto, será afetado de Tristeza, ou de Medo, concomitante à idéia daquele que o odeia, isto é, será afetado de ódio por sua vez, como dissemos acima." - }, - { - "id": "340c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "Quem se imagina odiado por quem ama terá atormentado simultaneamente pelo amor e pelo ódio. Pois enquanto imaginar que é odiado, será determinado _(pela [Prop. preced. ](340))_ ao ódio recíproco. Mas _(por hipótese)_ ele também ama. Logo, será tomado simultaneamente por Amor e Ódio." - }, - { - "id": "340c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "Quem imagina que alguém, por quem não experimentou afeto algum, lhe infligiu um mal por ódio, se esforçará por devolver-lhe o mal." - }, - { - "id": "340c2d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quem imagina que alguém é afetado de ódio em relação a si _(pela [Prop. preced.](340))_, odiará o outro por sua vez _(pela [Prop. 26](326))_, se esforçará em pensar tudo o que possa afetá-lo de Tristeza _(pela [Prop. 39](339))_ e se aplicará a fazer-lhe experimentá-lo. Mas como _(por hipótese)_, a primeira coisa deste tipo que [quem é odiado] imagina é o mal foi feito a si mesmo, então ele imediatamente se esforçará por infligir o mesmo [mal ao outro]. QED." - }, - { - "id": "340c2sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "O esforço por infligir o mal a quem odiamos chama-se Ira (Ira) e o esforço por devolver ao outro o mal que nos foi infligido chama-se Vingança (Vindicta)." - } - ] - }, - { - "id": "341", - "title": "PROPOSIÇÃO 41", - "text": "_Quem se imagina amado por alguém, sem crer ter dado motivo algum para tanto_ (que pelo [Corol. Prop. 15](315c) e pela [Prop. 16](316) pode acontecer), _por sua vez amará este alguém._", - "childs": [ - { - "id": "341d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta proposição se demonstra pela [mesma](340) via que a anterior, cujo [Escólio](340sc) também deve ser consultado." - }, - { - "id": "341sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Se acreditasse ter dado justa razão para o Amor então se glorificaria _(pela [Prop. 30](330) e [Esc.](330sc))_, o que _(pela [Prop. 25](325))_ sem dúvida acontece com mais freqüência. E dissemos que o contrário [isto é, a ira,] acontece quando imaginamos que somos odiados por alguém _(vide [Esc. Prop. preced.](340sc))_. Por outro lado, este Amor recíproco, e consequentemente _(pela [Prop. 39](339))_ este esforço por fazer o bem a quem nos ama e se esforça _(pela mesma [Prop. 39](339))_ por nos fazer o bem se chama Reconhecimento (Gratia) ou Gratidão (Gratitudo). É, pois, evidente que os homens são mais propensos à Vingança do que a do que a devolver um bem que lhes foi feito." - }, - { - "id": "341c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Quem se imagina amado por quem odeia, será tomado simultaneamente por Ódio e Amor. O que se demonstra da mesma maneira que o [Corolário I da Proposição precedente](340c1)." - }, - { - "id": "341csc", - "type": "", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "342", - "title": "PROPOSIÇÃO 42", - "text": "_Quem fez um bem a outro movido por amor ou esperança de Glória, se entristecerá se vir que o bem foi aceito de alma ingrata._", - "childs": [ - { - "id": "342d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quem ama uma coisa semelhante a si se esforça, na medida em que pode, por fazer com que ela ame em retorno _(pela [Prop. 33](333))_. Quem fez o bem a outro por amor o faz com querer insatisfeito (desiderium) de ser amado em retorno, isto é _(pela [Prop. 34](334))_ com esperança de Glória, ou _(pelo [Esc. Prop. 30](330sc))_ de Alegria. Por isso _(pela [Prop. 12](312))_ se esforçará, na medida em que puder, em imaginar, ou por contemplar, a existência em ato do que possa ser causa de Glória. Mas ele _(por hipótese)_ imagina outra coisa que exclui a existência de tal causa e, portanto _(pela [Prop. 19](319))_ se entristecerá. QED." - } - ] - }, - { - "id": "343", - "title": "PROPOSIÇÃO 43", - "text": "_O ódio aumenta com o ódio recíproco, mas pode ser destruído pelo Amor._", - "childs": [ - { - "id": "343d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quem imagina que aquele que odeia está afetado de ódio com relação si, vê nascer _(pela [Prop. 40](340))_ um novo ódio, que _(por hipótese)_ subsiste junto com o primeiro. Mas se, ao contrário, ele imagina que este outro é afetado de amor com relação a si, ele, enquanto imagina, contempla a si mesmo com Alegria _(pela [Prop. 30](330))_ e _(pela [Prop. 29](329))_ se esforçará por agradá-lo, isto é _(pela [Prop. 41](341))_, se esforçará para não odiá-lo e não afetá-lo de nenhuma tristeza ; e este esforço será _(pela [Prop. 37](337))_ maior ou menor em proporção ao afeto que o originou. Por conseguinte, se [este esforço por não odiar] for maior que [aquele afeto] que nasce do ódio, pelo qual ele se esforça por afetar de tristeza a coisa que odeia, _(pela [Prop. 26](326))_ ele prevalecerá e o ódio será apagado da alma. QED." - } - ] - }, - { - "id": "344", - "title": "PROPOSIÇÃO 44", - "text": "_O Ódio que é vencido plenamente pelo Amor se transforma em Amor e este Amor será maior do que se não fosse precedido pelo Ódio._", - "childs": [ - { - "id": "344d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Procede-se do mesmo modo como na [Proposição 38](338). Pois quem começa a amar a coisa que odeia, ou que tem o hábito de contemplar com Tristeza, se alegra pelo fato mesmo de amar. E a esta Alegria que o Amor envolve _(vide a definição [de Amor] no [Esc. Prop. 13](313sc))_, acrescenta-se uma outra, que se origina no esforço de afastar a Tristeza envolvida no ódio _(como mostramos na [Prop. 37](337))_ e que é ajudado por ser concomitante à idéia de quem era odiado entendido como causa [de Alegria]." - }, - { - "id": "344sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Embora seja assim, ninguém se esforçará para odiar algo, ou ser afetado de Tristeza, para fruir de uma Alegria Maior, isto é, ninguém desejará infligir dano o si mesmo na esperança de recuperar-se dele, nem ninguém adoecerá na esperança de se restabelecer. Pois todos se esforçam, por conservar o seu ser e afastar, na medida em que podem, a Tristeza. Se fosse possível conceber, ao contrário, que um homem desejasse odiar alguém para posteriormente sentir um amor maior, então ele teria sempre um querer insatisfeito por odiar, já que quanto maior fosse o ódio, maior seria o Amor e, portanto, ele sempre quereria que o ódio aumentasse mais e mais. E pela mesma causa o homem se esforçaria por ficar mais e mais doente para fruir de uma Alegria maior pelo restabelecimento e, portanto, se esforçaria por estar sempre doente, o que _(pela [Prop. 6](306))_ é absurdo." - } - ] - }, - { - "id": "345", - "title": "PROPOSIÇÃO 45", - "text": "_Quem ama uma coisa semelhante a si mesmo, odiará alguém, também semelhante a si, que imaginar afetado de ódio com relação a tal coisa._", - "childs": [ - { - "id": "345d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Pois a coisa amada, por sua vez, odeia quem a odeia _(pela [Prop. 40](340))_. E o amante, ao imaginar que alguém odeia a coisa amada, também imagina que a coisa amada tem ódio, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, está afetada de Tristeza. Conseqüentemente _(pela [Prop. 21](321))_, ele se entristece e isso concomitante à idéia daquele que causa ódio à coisa amada, ou seja _(pelo [Esc Prop. 13](313sc))_, daquele que agora também passa a odiar. QED." - } - ] - }, - { - "id": "346", - "title": "PROPOSIÇÃO 46", - "text": "_Quem for afetado de Alegria ou Tristeza por uma pessoa de classe ou nação diferente – [e este afeto] for concomitante à idéia desta pessoa, enquanto ela pertence a tal classe ou nação, como causa – terá amor ou ódio, não apenas desta pessoa, mas também de todos de sua classe ou nação._", - "childs": [ - { - "id": "346d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A Demonstração é evidente a partir da demonstração da [Proposição 16](316)." - } - ] - }, - { - "id": "347", - "title": "PROPOSIÇÃO 47", - "text": "_A Alegria que se origina de imaginarmos que a coisa que odiamos é destruída ou afligida de um mal, não pode nascer sem alguma Tristeza da alma._", - "childs": [ - { - "id": "347d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente da [Prop. 27](327). Pois nos entristecemos quando imaginamos uma coisa semelhante a nós afetada de tristeza." - }, - { - "id": "347sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta proposição também pode ser demonstrada a partir do [Corolário Proposição 17](217c) p. II. Pois sempre que recordamos de uma coisa – ainda que ela não exista em ato – nós a contemplamos como presente e o Corpo é afetado do mesmo modo [como quando ela o afetou originalmente]. E assim, enquanto a memória da coisa for forte, o homem será determinado a contemplá-la com Tristeza, mas tal determinação, embora dure enquanto a coisa for imaginada, será limitada, mas não destruída, pela memória de outras coisas que excluem a existência da coisa. Portanto, o homem só se alegrará enquanto esta determinação [à Tristeza] for limitada. Assim, a Alegria que se origina do mal à coisa que odiamos se repete sempre que recordamos a coisa. Pois, como dissemos, quando a imagem desta coisa é revivida, ela, por envolver a existência da própria coisa, determina o homem a contemplar a coisa com a mesma Tristeza que costumava contemplá-la quando ela existia. Mas como à imagem da coisa juntaram-se [imagens de] outras que lhe excluem a existência, tal determinação à Tristeza é imediatamente reprimida, e o homem se alegra de novo. E isto tantas vezes quantas se der a repetição [desta recordação]. Esta também é a causa que faz com que os homens se alegrem ao recordar de um mal do passado e gostem de narrar os perigos dos quais se livraram. Pois quando imaginam um desses perigos, eles o contemplam como se ele estivesse no futuro, sendo com isso determinados ao medo. Determinação esta que é de novo limitada pela idéia da liberdade que está unida à idéia do perigo, posto que já foram livrados dele. Isto os torna seguros de novo e alegres de novo." - } - ] - }, - { - "id": "348", - "title": "PROPOSIÇÃO 48", - "text": "_O Amor ou Ódio, por exemplo, com relação a Pedro, são destruídos se a Tristeza que este envolve ou a Alegria que aquele envolve, se juntam à idéia de uma outra causa. E [estes afetos] são diminuídos quando imaginamos que Pedro não foi sozinho a causa de um ou do outro._", - "childs": [ - { - "id": "348d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente apenas das definições de Amor e de Ódio _(vide [Esc. Prop. 13](313sc))_. Pois tal Alegria se chama Amor a Pedro e tal Tristeza se chama Ódio a Pedro, apenas porque Pedro é considerado como causa de um ou outro afeto. Se isto é retirado no todo ou em parte, o afeto com relação a Pedro é imediatamente retirado ou diminuído." - } - ] - }, - { - "id": "349", - "title": "PROPOSIÇÃO 49", - "text": "_Dada um causa igual, o Amor e o Ódio devem ser maiores com relação a uma coisa que imaginamos ser livre do que em relação a uma coisa necessária._", - "childs": [ - { - "id": "349d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A coisa que imaginamos ser livre deve _(pela [Defin. 7](1d7), p. I)_ ser percebida por si e sem as outras. Portanto, se a imaginamos como causa de Alegria ou de Tristeza _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ teremos amor ou ódio, e estes _(pela [Prop. preced.](348))_ serão o sumo amor ou o sumo ódio que pode se originar de um dado afeto. Mas se imaginarmos a coisa que é causa destes afetos é necessária, então _(pela mesma [Defin. 7](1d7), p. I)_ imaginaremos que ela não é causa dos ditos afetos sozinha, mas sim com outras. Portanto _(pela [Prop. preced.](348))_, o Amor e o Ódio em relação a ela serão menores." - }, - { - "id": "349sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Disso se segue que os homens, por se estimarem livres, experimentam entre si um Amor e um Ódio maior que com relação a outras coisas. E a isso deve-se acrescentar a imitação de afetos, sobre a qual vide as Prop. [27](327), [34](334), [40](340) e [43](343)." - } - ] - }, - { - "id": "350", - "title": "PROPOSIÇÃO 50", - "text": "_Qualquer coisa pode ser, por acidente, causa de Esperança e de Medo._", - "childs": [ - { - "id": "350d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta Proposição se demonstra pela mesma via que a [Proposição 15](315). Veja-se também o [Esc. 2 da Proposição 18](318sc2)." - }, - { - "id": "350sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Coisas que são por acidente causa de Esperança e de Medo são chamadas de bons ou maus presságios. E como estes presságios são causa de Esperança e Medo, são também _(pelas Def. de Esperança e Medo, que podem ser encontradas em [Esc. 2 Prop. 18](318sc2))_ causa de Alegria e Tristeza. Consequentemente _(pelo [Corol. Prop. 15](315c))_ nós os amamos ou odiamos e _(pela [Prop. 28](328))_ nos esforçamos, seja para empregá-los como meios para as coisas que esperamos, seja para removê-los enquanto obstáculos ou causas de Medo. Além disso, segue-se da [Proposição 25](325) que nossa natureza é constituída de forma tal que facilmente acreditamos nas coisas que esperamos e dificilmente acreditamos nas coisas que tememos e que as avaliamos mais ou menos do que é justo. E esta é a causa das Superstições que em toda parte assaltam os homens. Não creio que valha a pena o trabalho de mostrar aqui as flutuações da alma que se originam na Esperança e no Medo, pois segue-se da definição destes afetos que não há Esperança sem Medo, nem Medo sem Esperança (como explicaremos em seu devido lugar). Além disso, quando esperamos ou tememos algo, também o amamos ou odiamos e, portanto, tudo o que dissemos do Amor e do Ódio, pode facilmente ser aplicado à Esperança e ao Medo." - } - ] - }, - { - "id": "351", - "title": "PROPOSIÇÃO 51", - "text": "_Diferentes homens podem ser afetados de diversos modos pelo mesmo objeto e o mesmo homem pode ser afetado de diversos modos pelo mesmo objeto em momentos diferentes._", - "childs": [ - { - "id": "351d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "O Corpo humano _(pelo [Post. 3](213p3), p. II)_ é afetado de muitíssimos modos pelos corpos externos. Portanto, dois homens podem ser afetados de modos diversos ao mesmo tempo, e também _(pelo [Axiom. I](213a1a) após o Lem. 3 após Prop. 13 p. II)_ podem ser afetados de modos diversos pelo mesmo objeto. Em seguida _(pelo mesmo [Post.](213p3))_, o Corpo humano pode ser afetado, ora de um modo, ora de outro e, conseqüentemente _(pelo mesmo [Axiom.](213a1a))_ pode ser afetado por um mesmo objeto de modos diversos em tempos diversos. QED." - }, - { - "id": "351sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Vemos, pois, que pode ocorrer que alguém ama aquilo que outros odeiam ; que alguém tema aquilo que outros não temam ; e que um mesmo homem ame agora o que antes odiava e que ouse agora o que antes temia, etc. Além disso, como cada um julga o que é bom e mau, o que é melhor e pior _(vide [Esc. Prop. 39](339sc))_, segundo seus afetos, segue-se que os homens podem mudar de opinião conforme mudem seus afetos^[Mostramos que isto pode acontecer mesmo sendo a Mente humana parte do intelecto divino no _[Corol. Prop. 11](211c)_ p. II.] e que quando comparamos (os homens) uns com os outros, só podemos distingui-los pelas diferenças entre afetos, chamando assim alguns de intrépidos, outros de tímidos e outros de outros nomes. Por exemplo, eu chamarei de intrépido (intrepidum) quem desconsidera um mal que eu estou acostumado a temer. Além disso, eu o chamarei de audacioso (audacem) se atentar que seu Desejo de fazer o mal a quem odeia e o bem a quem ama não é contido pelo temor de um mal que usualmente me contém. Por outro lado, considerarei medroso (timidus) quem teme um mal que tenho o hábito de desconsiderar. E eu o chamarei de covarde (pulsillaniem) se atentar que seu Desejo [de fazer o mal a quem odeia e o bem a quem ama] é contido pelo temor de um mal que não é capaz de me conter. E assim julgarei a todos. Finalmente, por causa desta inconstância na natureza e no juízo do homem, como ele comummente julga as coisas somente por seu afeto e como as coisas que ele julga levarem à Alegria e à Tristeza, e que, portanto _(pela [Prop. 28](328))_, ele se esforça por promover ou evitar, são frequentemente imaginárias – para não mencionar o que mostramos na Parte II sobre a incerteza das coisas – concebemos facilmente que o homem pode ser causa tanto de sua tristeza e de sua alegria, ou seja, que ele é afetado tanto de Tristeza, como de Alegria, concomitante a idéia de si mesmo como causa. Donde entendemos facilmente o que são a _Culpa (Poenitentia) e a Auto-Estima (Acquiescentia in se ipso), pois a Culpa é a Tristeza concomitante à idéia de si como causa, e a Auto-Estima é a Alegria concomitante à idéia de si como causa_. E estes afetos são veementes ao extremo, porque os homens se crêem livres _(vide [Prop. 49](349))_." - } - ] - }, - { - "id": "352", - "title": "PROPOSIÇÃO 52", - "text": "_Nós não contemplamos por tanto tempo um objeto que vimos anteriormente juntamente com outros, ou em que só imaginamos o que é comum a ele e a muitos outros, quanto aquele que imaginamos ter algo de singular._", - "childs": [ - { - "id": "352d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando imaginamos um objeto que vimos com outros, imediatamente nos recordamos dos outros _(pela [Prop. 18](218), p. II, e também por seu [Esc.](218sc))_, e assim da contemplação de um passamos imediatamente à contemplação dos outros. E o raciocínio é o mesmo com relação o objeto em que só imaginamos aquilo que é comum a muitos, pois supomos então que só contemplamos nele aquilo que anteriormente vimos ao vê-lo junto com outros. Mas quando supomos que imaginamos ver no objeto algo de singular, que nunca vimos antes, dizemos então que a Mente não tem nada capaz de fazê-la passar da contemplação deste objeto à contemplação de um outro. Por conseguinte, ela é determinada a contemplar apenas este objeto. Logo, nós não contemplamos, etc. QED." - }, - { - "id": "352sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta afecção da Mente, ou seja, a imaginação de uma coisa singular que permanece sozinha na mente, chama-se _Admiração (Admiratio)_, mas se ela é suscitada por um objeto que tememos, chama-se _Consternação (Consternatio)_, pois a Admiração de um mal mantém o homem de tal forma suspenso em contemplá-la que ele sequer consegue pensar em outras coisas capazes de evitar este mal. Mas se o que admiramos é a prudência, ou a indústria de um homem, ou qualquer outra coisa similar em que este homem se nos ultrapasse, então a Admiração se chama _Veneração (Veneratio)_ ; chama-se, porém, _Horror (Horror)_ se admiramos da ira ou da inveja de um homem. Além disso, se amamos um homem cuja prudência e indústria admiramos, este Amor _(pela [Prop. 12](312))_ será por isto mesmo maior, de sorte que chamaremos de _Devoção (Devotionem)_ este Amor unido à Admiração ou à Veneração. Deste mesmo modo podemos conceber o Ódio, a Esperança, a Segurança e outros afetos unidos à Admiração e poderíamos assim deduzir mais Afetos do que é possíve designar com a linguagem comum. Donde vemos que os nomes dos Afetos foram inventados mais a partir do uso vulgar do que do conhecimento acurado. \nÀ admiração se opõe o _Desprezo (Contemptus)_, cuja causa mais freqüente é a seguinte. Pelo fato de vermos que alguém admira, ama, teme, etc. algo, ou por que algo parece-nos semelhante a uma coisa que admiramos, amamos, tememos, etc., somos _(pela [Prop. 15](315) com seu [Corol.](315c) e pela [Prop. 27](327))_ determinados a admirar, amar, temer, etc. esta coisa. Mas se a presença desta coisa, ou uma contemplação mais acurada, nos força a negar-lhe tudo o que possa ser causa de Admiração, Amor, Medo, etc., então a Mente é determinada pela presença da coisa a pensar no que não existe no objeto e não naquilo que nele existe – ao contrário do que ocorre habitualmente, pois a presença do objeto normalmente leva a Mente a pensar naquilo que existe no objeto. Assim como a Devoção se origina da admiração à coisa que amamos, o _Escárnio (Irrisio)_ se origina do Desprezo com relação à coisa que odiamos ou tememos e o _Desdém (Dedignatio)_ se origina no Desprezo pela tolice, assim como a Veneração se origina na da Admiração pela prudência. Podemos assim conceber o Amor, a Esperança, a Glória e outros afetos, unidos ao Desprezo para deduzir outros afetos aos quais não temos, porém, o hábito de distinguir por meio de vocábulos específicos." - } - ] - }, - { - "id": "353", - "title": "PROPOSIÇÃO 53", - "text": "_A Mente se alegra quando contempla a si mesma e a sua potência de agir, e tanto mais quanto mais distintamente imagina a si mesma e a sua potência de agir._", - "childs": [ - { - "id": "353d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "O Homem só conhece a si mesmo através das afecções de seu Corpo e das idéias delas _(pelas Prop. [19](219) e [23](223), p. II)_. Quando, pois, a Mente pode contemplar a si mesma, supõe-se que por isso ele passe a uma perfeição maior, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, se alegre, e tanto mais quanto mais distintamente possa imaginar a sua potência de agir. QED." - }, - { - "id": "353c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Esta alegria é tanto mais favorecida, quanto mais o homem se imagina elogiado pelos outros. Pois quanto mais ele se imagina elogiado pelos outros, maior é a Alegria concomitante à idéia dele mesmo que ele imagina afetando os outros _(pelo [Esc. Prop. 29](329sc))_. Logo, _(pela [Prop. 27](327))_ ele próprio é afetado por uma Alegria maior, concomitante à idéia dele mesmo." - } - ] - }, - { - "id": "354", - "title": "PROPOSIÇÃO 54", - "text": "_A Mente se esforça por imaginar apenas as coisas que põe a sua potência de agir._", - "childs": [ - { - "id": "354d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "O esforço da Mente, ou sua potência, é a própria essência da Mente _(pela [Prop. 7](307))_. Por outro lado, a essência da Mente _(como é evidente)_ só afirma o que a mente é e pode, e não o que ela não é ou não pode. Logo, ela se esforça apenas por imaginar o que afirma, ou põe, a sua potência de agir. QED." - } - ] - }, - { - "id": "355", - "title": "PROPOSIÇÃO 55", - "text": "_A Mente se entristece quando imagina sua impotência._", - "childs": [ - { - "id": "355d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A essência da Mente afirma o que a Mente é e pode, ou seja, é da natureza da Mente imaginar o que põe a sua potência de agir _(pela [Prop. preced.](354))_. Assim, quando dizemos que a Mente ao contemplar a si mesma imagina sua impotência, dizemos apenas que a Mente, ao se esforçar por imaginar o que põe a sua potência de agir, tem este esforço limitado, ou _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_ que ela se entristece. QED." - }, - { - "id": "355c1", - "type": "COROLÁRIO 1", - "text": "Esta tristeza é fomentada sem cessar quando em quem se imagina objeto da censura dos outros ; como foi demonstrado no [Corol. Prop. 53](353c)." - }, - { - "id": "355c1sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta Tristeza, concomitante à idéia de nossa fraqueza chama-se Humildade (Humilitas). Por outro lado, a Alegria que se origina na contemplação de nós mesmos chama-se Amor-Próprio (Philautia) ou Auto-Estima (Aquiescentia in se ipso). E como estas se repetem sempre que o homem contempla a suas virtudes ou sua potência de agir, a conseqüência é que todos se aprazem em narrar seus feitos e ostentar a força de seu corpo ou de sua alma, e assim os homens acabam incomodando uns aos outros. Disso se segue que os homens são por natureza invejosos _(ver [Esc. Prop. 24](324sc) e [Esc. Prop. 32](332sc))_, ou que eles se alegram da fraqueza de seus iguais e se entristecem de suas virtudes. Pois sempre que alguém imagina suas ações, é _(pela [Prop. 53](353))_ afetado de uma alegria que é tão maior quanto maior a perfeição expressa por estas ações e quanto mais distintamente as imagina, isto é _(pelo que foi dito no [Esc. 1 Prop. 40](240sc1) p. II)_, quanto mais pode distingui-las das demais e contemplá-las como coisas singulares. Donde alguém se alegrará ao máximo contemplando a si mesmo ao contemplar em si algo que nega aos demais. Mas não se alegrará tanto se aquilo que afirma de si se refere à idéia universal de homem ou de animal e, ao contrário, se entristecerá se imaginar que suas ações são fracas em comparação com as dos outros, caso em que se esforçará _(pela [Prop. 28](328))_ em remover tal Tristeza, seja interpretando incorretamente as ações dos demais ou enfeitando o quanto pode as suas próprias. Fica evidente, pois, que os homens são por natureza propensos ao Ódio e à Inveja e a educação se soma a isto, pois os pais têm o costume de incitar a virtude apenas pela Honra e pela Inveja. Mas talvez um escrúpulo permaneça, pois não raro admiramos e até veneramos as virtudes dos homens. Para removê-lo acrescentarei, portanto o seguinte Corolário." - }, - { - "id": "355c2", - "type": "COROLÁRIO 2", - "text": "Ninguém inveja a virtude de alguém que não seja um igual." - }, - { - "id": "355c2d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A Inveja é o próprio Ódio _(vide [Esc. Prop. 24](324sc))_, ou _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ Tristeza, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_ um afeto que limita a potência de agir, ou esforço, do homem. Mas o homem _(pelo [Esc. Prop. 9](309sc))_ só se esforça por fazer, ou só deseja, o que pode se seguir de sua natureza dada. Logo, o homem não deseja predicar sua potência de agir, ou (o que é o mesmo) sua virtude, de algo que seja próprio a outro e estranho a si. Assim, seu desejo não pode ser limitado, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, ele não pode entristecer-se ao contemplar uma virtude de outro que não é semelhante seu, e consequentemente também não pode invejá-lo. Mas ele pode [invejar] um igual a si, pois supõe-se que sejam de mesma natureza. QED." - }, - { - "id": "3p55c2sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Assim, quando dissemos acima no [Escólio da Prop. 52](352sc), que veneramos um homem por que admiramos sua prudência, força, etc. isto ocorre _(como é evidente por aquela [Prop.](355))_ por imaginarmos que estas virtudes são singulares a ele e não comuns à nossa natureza. Portanto não invejaremos [tais virtudes] mais que a altura das árvores ou a força dos leões, etc." - } - ] - }, - { - "id": "356", - "title": "PROPOSIÇÃO 56", - "text": "_Há tantas espécies de Alegria, Tristeza e Desejo, e consequentemente de todos os afetos compostos destes, como as flutuações da alma, ou derivados deles como o Amor, o Ódio, a Esperança o Medo, etc., quantas são as espécies de objetos._", - "childs": [ - { - "id": "356d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A Alegria e a Tristeza, e consequentemente os afetos compostos ou derivados delas, são paixões _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_. Mas como nós _(pela [Prop. 1](301))_ necessariamente padecemos quando temos idéias inadequadas e _(pela [Prop. 3](303))_ somente padecemos quando as temos, isto é _(vide Esc. [1](240sc1) [2](240sc2) Prop. 40 p. II)_, só padecemos necessariamente quando imaginamos, ou _(vide [Prop. 17](217), p. II e seu [Schol.](217sc))_ quando somos afetados de um afeto que envolve a natureza de nosso corpo e a natureza de um corpo externo. Donde, a Natureza de cada paixão deve necessariamente ser explicada de forma que ela expresse a natureza do objeto que nos afeta. Assim a Alegria originada, por exemplo, do objeto A envolve a natureza do objeto A e a Alegria originada no objeto B envolve a natureza do objeto B. Estes dois afetos de Alegria têm natureza diversa na medida em que se originam em causas de natureza diversa. Também o afeto de Tristeza que se origina de um objeto, é de natureza diversa com relação à Tristeza que se origina de outra causa. E o mesmo deve ser entendido do Amor, do Ódio, da Esperança, do Medo, da Flutuação da Alma, etc. Portanto, existem tantas espécies de Alegria, Tristeza, Amor, Ódio, etc. quantas são as espécies de objetos que nos afetam. Por outro lado, o Desejo é a própria essência ou natureza de cada um, enquanto é concebida como sendo determinada a agir por um estado determinado dela mesma _(ver [Esc. Prop. 9](309sc))_. Logo, assim como cada um é afetado por causas externas com esta ou aquela espécie de Alegria, Tristeza, Amor, Ódio, etc. – isto é, na medida em que sua nat reza é constituída desta ou daquela maneira – também o Desejo se constitui deste ou daquele modo e a natureza de um Desejo difere da natureza do outro do mesmo modo como diferem entre si os afetos que o originam. Existem, portanto, tantas espécies de Desejo quantas são as espécies de Alegria, Tristeza, Amor, etc. e consequentemente _(pelo que mostrei)_ tantas quantas são as espécies de objetos que nos afetam. QED." - }, - { - "id": "356sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Entre as espécies de afetos, que _(pela Prop. preced.)_ devem ser muitíssimas, as mais notáveis são a Gula (Luxuria), a Embriaguez (Ebrietas), a Lubricidade (Libido), a Avareza (Avaritia) e a Ambição (Ambitio), que são noções de Amor ou Desejo que explicam a natureza de um ou do outro afeto pelo objeto a que eles se referem. Pois por Gula, Embriaguez, Lubricidade, Avareza e Ambição entendemos o Amor ou Desejo imoderado de comida, bebida, cópula, riqueza e glória. Além disso, estes afetos, enquanto os distinguimos dos demais apenas com pelos objetos a que se referem, não têm contrários. Pois a Temperança (Temperantia), que habitualmente opomos à Gula, a Sobriedade (Sobrietas) à Embriaguez, a Castidade (Castitas) à Lubricidade, não são afetos ou paixões, mas indicam uma potência da alma em moderar estes afetos. Não posso explicar aqui as demais espécies de afetos (que são tantos quantas são as espécies de objetos), nem isso seria necessário, mesmo que fosse possível. Pois para nosso intento, qual seja, para determinar a força dos afetos e o poder na Mente sobre eles, é suficiente ter uma definição geral de cada afeto. É suficiente, digo, entender as propriedades comuns dos afetos e da Mente para que possamos determinar de que tipo e magnitude é a potência da Mente em moderar ou limitar tais afetos. Mesmo havendo uma grande diferença entre este ou aquele afeto de Amor, Ódio ou Desejo, por exemplo, entre o Amor aos filhos e o Amor à esposa, não é para nós necessario conhecer tais diferenças nem investivar mais profundamente a natureza e a origem dos afetos." - } - ] - }, - { - "id": "357", - "title": "PROPOSIÇÃO 57", - "text": "_O afeto de um indivíduo difere tanto do afeto de outro quanto a essência de um difere da essência do outro._", - "childs": [ - { - "id": "357d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Esta Proposição é evidente do [Axiom. 1](213a1a), após o Lema 3, após Prop 13 p. II. Entretanto vamos demonstrá-lo a partir das definições dos três afetos primitivos. \nTodos os afetos se referem ao Desejo, à Alegria ou à Tristeza, como mostram as definições que lhes demos. Ora o Desejo é a própria natureza, ou essência de cada um _(vide sua Definição no [Esc. Prop. 9](309sc))_. Logo, o Desejo de um indivíduo difere do Desejo de outro tanto quanto sua natureza ou essência difere da essência do outro. Já a Alegria e a Tristeza são paixões que aumentam ou diminuem, ajudam ou limitam sua potência ou esforço de perseverar no ser _(pela [Prop. 11](311) e seu [Esc.](311sc))_ e entendemos por Apetite e Desejo o esforço em perseversar no ser, enquanto se refere à Mente e ao Corpo simultaneamente _(vide [Esc. Prop. 9](309sc))_. Logo a Alegria e a Tristeza são o próprio Desejo ou Apetite, enquanto ele é aumentedo ou diminuido, ajudado ou limitado por uma causa externa, isto é _(pelo mesmo [Esc.](309sc))_, são a própria essência de cada um. Portanto, a Alegria ou Tristeza de cada um difere da Alegria ou Tristeza do outro e consequentemente qualquer afeto de cada indivíduo difere tanto do afeto do outro, etc. QED." - }, - { - "id": "357sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Disso se segue que os afetos dos animais, que são ditos irracionais (pois não podemos duvidar que os animais sintam depois de termos conhecido a origem da Mente) diferem dos afetos dos homens tanto quanto sua natureza difere da natureza humana. Tanto o cavalo como o homem têm desejo de procriar, mas um tem desejo para procriar eqüino e outro tem uma desejo para procriar humano. E também devem ser diferentes entre si o Desejo de procriar e os Apetites dos Insetos, dos peixes e das aves. Ainda que cada indivíduo viva contente com a natureza que tem e se alegre2 dela, esta vida com que cada um está contente e esta alegria são a própria idéia ou alma do indivíduo, e assim, a Alegria de um e a alegria do outro diferem em natureza tanto quanto a essência de um difere da essência do outro. Por fim, gostaria de ressaltar de passagem que se segue da Proposição precedente, por exemplo, que não é pequena a distância entre a alegria que move o Bêbado e a alegria do Filósofo. Mas isto basta quanto aos afetos que se referem ao homem enquanto ele padece. Cabe ainda acrescentar algo no quanto [aos afetos] que se referem a ele enquanto ele age." - } - ] - }, - { - "id": "358", - "title": "PROPOSIÇÃO 58", - "text": "_Além da Alegria e do Desejo que são paixões, há afetos de Alegria e desejo que se referem a nós enquanto agimos._", - "childs": [ - { - "id": "358d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A Mente se alegra quando concebe a si mesma e a sua potência de agir _(pela [Prop. 53](353))_. Mas a Mente necessariamente contempla a si mesma quando concebe uma idéia verdadeira ou adequada _(pela [Prop. 43](243), p. II)_. Como a Mente concebe algumas idéias adequadas _(pelo [Esc. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, então, ela se alegra enquanto concebe tais idéias adequadas, isto é _(pela [Prop. 1](301))_, enquanto age. A Mente se esforça por perseverar no ser tanto quando tem idéias claras e distintas quanto quando tem idéias confusas _(pela [Prop. 9](309))_. Mas por esforço entendemos aqui o Desejo _(pela [Esc.](309sc))_ e, portanto, quando entendemos, ou _(pela [Prop. 1](301))_ quando agimos o Desejo também se refere a nós. QED." - } - ] - }, - { - "id": "359", - "title": "PROPOSIÇÃO 59", - "text": "_Entre os afetos que se referem à Mente enquanto ela age, não há nenhum que não se refira ao Desejo ou à Alegria._", - "childs": [ - { - "id": "359d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Todos os afetos se referem ao Desejo, à Alegria ou à Tristeza, como mostram as definições que apresentamos. Por outro lado, entendemos por Tristeza aquilo que diminui ou limita a potência de agir da Mente _(pela [Prop. 11](311) e seu [Esc.](311sc))_. Portanto, quando a Mente se entristece, sua potência de entender ou de agir _(pela [Prop. 1](301))_ é diminuída ou limitada. Portanto, nenhum afeto de Tristeza pode ser referir à Mente quando ela age, mas apenas os afetos de Alegria e Desejo que, _(pela [Prop preced.](358))_ também se referem à Mente. QED." - }, - { - "id": "359sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Chamo de Força de Caráter (Fortitudinem) a todas as ações que se seguem dos afetos que se referem à Mente enquanto ela entende, dentre as quais distingo Firmeza (Animositatem) e a Generosidade (Generositatem). Entendo por _Firmeza_ o _Desejo de conservar o seu ser apenas segundo os ditames da razão._ E por _Generosidade_ entendo _o Desejo de ajudar os outros homens apenas segundo os ditames da razão e de uní-los a si por amizade_. Portanto, as ações que têm como intenção apenas a utilidade do agente se referem à Firmeza e aquelas que tem como intenção a utilidade dos outros se referem à Generosidade. Assim, a Temperança (Temperantia), a Sobriedade (Sobrietas), a presença de espírito diante do perigo e etc. são espécies de Firmeza. Por outro lado, a Modéstia (Modestia) e a Clemência (Generositatis) e etc. são espécies de Generosidade. Com isto penso ter explicado e mostrado por suas causas primeiras os principais afetos e flutuações da alma originados dos três afetos primitivos, a saber, do Desejo, da Alegria e da Tristeza. E fica evidente que as causas externas nos agitam de muitos modos e que flutuamos como ondas do mar agitadas por ventos contrários, sem saber de nossa sorte ou nosso destino. Mas disse também que mostrei somente os principais conflitos da alma e não todos. Pois prosseguindo pela mesma via podemos facilmente mostrar que o Amor pode estar unido à Culpa, ao Desdém ao Pudor, etc. Creio que fica claro do que disse que os afetos podem se compor uns com os outros de tantos modos e originar tantas variações que não é possível atribuir-lhes um número definido. Mas para meu intento, basta ter enumerado os principais, uma vez que os demais teriam mais curiosidade do que utilidade. Resta notar a respeito do Amor que quando fruímos de uma coisa que nos apetece, frequentemente a própria fruição faz o Corpo adquirir um novo estado pelo qual ele é determinado de uma nova maneira, fazendo surgir imagens de outras coisas que a Mente começa a imaginar e a desejar. Por exemplo, quando imaginamos uma coisa cujo sabor habitualmente nos deleita, temos o desejo de fruí-la ou comê-la. Mas quando a fruímos, o estômago fica cheio e o Corpo se constitui de uma nova maneira. Se então, já com o corpo disposto da nova maneira, a presença [do alimento] fomenta sua imagem e consequentemente o esforço ou Desejo de comê-lo, este Desejo ou esforço repugna ao novo estado e, consequentemente, a presença da coisa que apetecemos se torna odiosa e é isto que chamamos de Fastio (Fastidium) ou Tédio (Taedium). Além disso, não considerei as afecções externas do Corpo, que são observadas nos afetos, como o tremor, a lividez, os soluços, os risos, que se referem apenas ao Corpo, sem relação com a Mente. Finalmente, cabe notar algumas coisas sobre as definições dos afetos, que repetirei aqui em ordem, intercalando entre elas algumas observações." - } - ] - }, - { - "title":"DEFINIÇÕES DOS AFETOS.", - "type":"title" - }, - { - "id": "3ad1", - "type": "I.", - "text": "O Desejo (Cupiditas) é própria essência do homem, enquanto ela é concebida como determinada, por uma afecção qualquer dela mesma, a fazer algo.", - "childs": [ - { - "id": "3ad1e", - "type": "EXPLICAÇÃO", - "text": "Dissemos acima, no [Escólio da Proposição 9](309sc), que o Desejo é o apetite com consciência dele mesmo e que, por sua vez, o apetite é a própria essência do homem, enquanto é determinada a fazer algo para a sua conservação. Mas no mesmo [Escólio](309sc) eu adverti que não reconhecia nenhuma diferença entre apetite humano e o Desejo. Pois quer o homem seja consciente de seu apetite ou não, o apetite permanece sendo o mesmo. Assim, para não dar a impressão de cometer uma tautologia, não expliquei aqui o Desejo pelo apetite, mas procurei defini-lo de forma a compreender todos os esforços humanos que chamamos de apetite, vontade, desejo ou ímpeto. E poderia apenas ter dito aqui que o Desejo é a essência do homem enquanto ela é concebida como determinada a fazer algo, mas de tal definição _(pela [Prop. 23](223) p. II)_ não se segue que o homem possa ser consciente de seu Desejo ou apetite. Portanto, para envolver a causa da consciência, foi necessário acrescentar _(pela mesma [Proposição](223))_, enquanto _é determinada por uma afecção qualquer dela mesma, etc_. Pois por afecção da essência humana entendemos qualquer estado desta essência, seja ele inata, seja concebido somente pelo Pensamento, ou somente pela Extensão, ou por ambos simultaneamente. Portanto, pela palavra Desejo entendo quaisquer esforços, ímpetos, apetites e volições, que variam conforme varia o estado em que se encontra o homem e não raro são de tal modo opostos um ao outro, que o homem é puxado para diferentes direções e não sabe para onde se voltar." - } - ] - }, - { - "id": "3ad2", - "title": "II.", - "text": "A Alegria (Laetitia) é a transição do homem de uma perfeição menor a uma perfeição maior.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad3", - "title": "III.", - "text": "A Tristeza (Tristitia) é a transição do homem de uma perfeição maior para uma perfeição menor.", - "childs": [ - { - "id": "3ad3e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Digo transição. Pois a Alegria não é a própria perfeição. Se o homem nascesse com a perfeição a que passa, ele a teria sem o afeto de Alegria. Isto é ainda mais claro do afeto de Tristeza, que é contrário [à Alegria]. Pois não se pode negar que a Tristeza consiste na transição a uma perfeição menor e não na própria perfeição menor, pois um homem não pode se entristecer por participar de alguma perfeição. Tampouco podemos dizer que a Tristeza consista na privação de uma perfeição maior, pois a privação não é nada, enquanto o afeto de Tristeza é um ato, e um ato de passar a uma perfeição menor, isto é, um ato pelo qual a potência de agir do homem é diminuída ou limitada _(vide [Esc. Prop. 11](311sc))_. Omito as definições de Contentamento, Prazer, Melancolia e Dor que se referem mais ao Corpo e que são apenas Espécies de Alegria e Tristeza." - } - ] - }, - { - "id": "3ad4", - "title": "IV.", - "text": "A Admiração (Admiratio) é a imaginação de uma coisa na qual a Mente permanece fixada, por ser esta imaginação singular e não ter conexão alguma com outras coisas. _Vide [Prop. 52](352) e seu [Esc.](352sc)._", - "childs": [ - { - "id": "3ad4e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Mostramos no [Esc. Prop. 18](218sc) P II porque a Mente passa imediatamente da contemplação de uma coisa à contemplação de outra, a saber, uma vez que as imagens das coisas estão concatenadas e ordenadas de tal forma que a uma se segue a outra. Mas isso não pode ser concebido se a imagem de uma coisa é nova, pois a Mente se detém na contemplação da coisa até que seja determinada por outras causas a pensar em outras coisas. A imaginação de uma coisa nova é, considerada em si, de mesma natureza que as demais, e por esta causa não conto a Admiração entre os afetos, nem vejo por que deveria fazê-lo, visto que esta distração da Mente não se origina de nenhuma causa positiva que a distraia de outras coisas. Ao contrário, falta uma causa que determine a Mente a passar da contemplação de uma coisa ao pensamento em outras. \nReconheço, portanto, apenas três afetos primitivos ou primários _(como lembramos no [Esc. Prop. 11](311sc))_, a saber, a Alegria, a Tristeza e o Desejo. E se me referi à Admiração foi apenas porque habitualmente são indicar outros nomes para afetos que derivam dos três primitivos, quando estes se referem a objetos que admiramos. Pela mesma razão acrescentarei a definição de Desprezo." - } - ] - }, - { - "id": "3ad5", - "title": "V.", - "text": "O Desprezo (Contemptus) é a imaginação de uma coisa que impressiona tão pouco a Mente que a presença da coisa leva a imaginar mais o que a coisa não é do que aquilo que ela é. _Vide [Esc. Prop. 52](352sc). \n_Omito as definições de Veneração (Venerationis) e Desdém (Dedignationis), pois nenhum afeto, que eu saiba, corresponde a estes nomes.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad6", - "title": "VI.", - "text": "O Amor (Amor) é a Alegria concomitante à idéia de uma causa externa.", - "childs": [ - { - "id": "3ad6e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Esta Definição explica de forma bastante clara a essência do Amor, ao passo que aquela de alguns autores, que definem o _Amor_ como _a vontade do amante de se juntar à coisa amada_, não exprime a essência do Amor e sim uma propriedade dele. E como tais autores não investigaram o bastante a essência do Amor, também não puderam formar um conceito claro desta propriedade. Donde o fato de que todos julgaram obscura tal definição. É preciso notar que quando digo que há uma propriedade no amante, que é uma vontade de se juntar à coisa amada, não entendo por vontade o consentimento ou a deliberação da alma, ou o livre decreto (pois demonstramos na [Prop. 48](248) p. II que tais coisas estão no plano da ficção). Tampouco [entendo que o Amor implique no] Desejo de se juntar à coisa amada quando ela está ausente, ou de perseverar na sua presença quando ela está presente, pois o amor pode ser concebido sem nenhum destes Desejos. Ao contrário, por Vontade entendo a Estima (Acquiescentiam) do amante com a presença da coisa amada, que é corroborada ou favorecida pela Alegria do amante." - } - ] - }, - { - "id": "3ad7", - "title": "VII.", - "text": "O Ódio (Odium) é a Tristeza concomitante à idéia de uma causa externa.", - "childs": [ - { - "id": "3ad7e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "O que cabe aqui assinalar pode ser facilmente ser percebido da Explicação da Definição precedente. _Vide também o [Esc. Prop. 13](313sc)_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad8", - "title": "VIII.", - "text": "A Inclinação (Propensio) é a Alegria concomitante à idéia de uma coisa que é por acidente causa da Alegria.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad9", - "title": "IX.", - "text": "A Aversão (Aversio) é a Tristeza, concomitante à idéia de uma coisa que é por acidente causa da Tristeza. _Ver a respeito o [Esc. Prop. 15](315sc)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad10", - "title": "X.", - "text": "A Devoção (Devotio) é o amor com relação a quem admiramos.", - "childs": [ - { - "id": "3ad10e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Mostramos na [Proposição 52](352) que a Admiração se origina da novidade da coisa. Se acontecer que passemos a imaginar frequentemente aquilo que admiramos, deixaremos de admirar, donde vemos que o afeto de Devoção pode facilmente degenerar em simples Amor." - } - ] - }, - { - "id": "3ad11", - "title": "XI.", - "text": "O Escárnio (Irrisio) é a Alegria que se origina em imaginarmos que a coisa que odiamos tem algo que desprezamos.", - "childs": [ - { - "id": "3ad11e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Quando desprezamos a coisa que odiamos negamos sua existência _(vide [Esc. Prop. 52](352sc))_ e assim nos alegramos _(pela [Prop. 20](320))_. Mas quando supomos que o homem de quem nos escarnecemos tem ódio, tal Alegria não pode ser sólida. _Vide [Esc. Prop. 47](347sc)_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad12", - "title": "XII.", - "text": "A Esperança (Spes) é uma Alegria inconstante, originada da idéia de uma coisa futura ou passada, cuja ocorrência duvidamos até certo ponto.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad13", - "title": "XIII.", - "text": "O Medo (Metus) é uma Tristeza inconstante, originada da idéia de uma coisa futura ou passada, cuja ocorrência duvidamos até certo ponto. _Vide a respeito o [Esc. 2 Prop. 18](318sc2)_.", - "childs": [ - { - "id": "3ad13e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Segue-se destas definições que não há Esperança sem Medo nem Medo sem Esperança. Pois se supõe que quem depende da Esperança, tem duvida sobre a ocorrência da coisa e também imagina algo que exclui a existência futura de tal coisa; nesta medida _(pela [Prop. 19](319))_, ele também se entristece. Consequentemente, quem depende da Esperança, teme que a coisa não aconteça. Por outro lado, quem tem Medo, isto é, quem tem dúvida da ocorrência daquilo que odeia, também imagina algo que exclui a existência de tal coisa e, portanto _(pela [Prop. 20](320))_, também se alegra e, consequentemente tem esperança que a coisa não ocorra." - } - ] - }, - { - "id": "3ad14", - "title": "XIV.", - "text": "A Segurança (Securitas) é a Alegria originada da idéia de uma coisa futura ou passada da qual foi removida toda a causa de dúvida.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad15", - "title": "XV.", - "text": "O Desespero (Desperatio) é a Tristeza originada da idéia de uma coisa futura ou passada da qual foi removida toda a causa de dúvida.", - "childs": [ - { - "id": "3ad15e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "A Esperança dá origem à Segurança e o Medo ao Desespero quando é removida a causa da dúvida sobre a ocorrência da coisa em questão. E isto porque o homem imagina uma coisa futura ou passada como presente e a contempla como estivesse presente, ou então porque imagina outras coisas que excluem a existência daquilo que inspirava dúvida. Pois, embora nunca possamos estar certos da ocorrência de coisas singulares _(pelo [Corol. Prop. 31](331c), p. II)_, pode ocorrer que não tenhamos dúvidas acerca de tal sua ocorrência. De fato, mostramos _(vide [Esc. Prop. 49](249sc), p. II)_ que uma coisa é não duvidar de algo e outra é ter certeza. Portanto, pode acontecer que sejamos afetados de Alegria ou Tristeza pela imagem de uma coisa passada ou futura e que imaginemos a coisa como se estivesse presente, assim como demonstramos na [Proposição 18](318), cujo Esc. [1](318sc1) [2](318sc2) também pode ser consultado." - } - ] - }, - { - "id": "3ad16", - "title": "XVI.", - "text": "Gaudium est Lætitia, concomitante ideâ rei præteritæ, quæ præter Spem evenit.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad17", - "title": "XVII.", - "text": "A Decepção (Constientiae Morsus) é a Tristeza concomitante à idéia de uma coisa passada que resultou no contrário do esperado.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad18", - "title": "XVIII.", - "text": "A Compaixão (Commiseratio) é a Tristeza concomitante à idéia de um mal ocorrido a outrem que imaginamos ser semelhante a nós. _Vide [Esc. Prop. 22](322sc) e [Esc. Prop. 27](327sc)._", - "childs": [ - { - "id": "3ad18e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Entre a Compaixão e a Piedade (Misericordiam) não parece existir diferença alguma, senão talvez que a Compaixão diga respeito a um afeto singular e a Piedade a seu hábito." - } - ] - }, - { - "id": "3ad19", - "title": "XIX.", - "text": "Apreço (Favor) é o Amor a quem fez bem a outrem.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad20", - "title": "XX.", - "text": "Indignação (Indignatio) é o Ódio a quem fez mal a outrem.", - "childs": [ - { - "id": "3ad20e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Sei que no uso comum estas palavras significam outra coisa. Mas meu intuito não é aqui explicar o significado das palavras, mas sim a natureza das coisas, designando-as com vocábulos cujo significado comum não se oponha de todo ao que quero empregar. Um aviso a este respeito deve bastar. De resto, vide a causa destes afetos no [Cor. 1 Prop. 27](327c1) e na [Esc. Prop. 22](322sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad21", - "title": "XXI.", - "text": "A Sobreestima (Existimatio) é por Amor pensar de alguém mais do que é justo.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad22", - "title": "XXII.", - "text": "O Menosprezo (Despectus) é por Ódio pensar de alguém menos do que é justo.", - "childs": [ - { - "id": "3ad22e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "A Sobreestima é, portanto, um efeito ou propriedade do Amor e o Menosprezo do Ódio. A _Sobreestima_ também pode ser definida, portanto, como o _Amor enquanto afeta o homem a pensar da coisa amada mais do que é justo_. Por outro lado, o _Menosprezo_ é o _Ódio enquanto ele afeta o homem a pensar de quem odeia menos do que é justo_. Vide a respeito [Esc. Prop. 26](326sc) ." - } - ] - }, - { - "id": "3ad23", - "title": "XXIII.", - "text": "A Inveja (Invidia) é o Ódio enquanto afeta o homem de modo que ele se entristece da felicidade de outro e, ao contrário, de se alegra do mal de outro.", - "childs": [ - { - "id": "3ad23e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "A Inveja se opõe comumente à Piedade, que, apesar do significado do vocábulo, pode ser definida seguinte da maneira." - } - ] - }, - { - "id": "3ad24", - "title": "XXIV.", - "text": "A Piedade (Misericordia) é o Amor enquanto afeta o homem de modo que ele se alegra da felicidade de outro e, ao contrário, de se entristece do mal de outro.", - "childs": [ - { - "id": "3ad24e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Quanto à inveja, vide [Esc. Prop. 24](324sc) e [Esc. Prop. 32](332sc). Os afetos que acabamos de definir são a Alegria e a Tristeza acompanhadas da idéia de uma coisa externa como causa, seja por si, seja por acidente. Passo agora aos que são acompanhados da idéia de uma coisa interna como causa." - } - ] - }, - { - "id": "3ad25", - "title": "XXV.", - "text": "A Auto-Estima (Acquiescentia in se ipso) é a Alegria, originada em que o homem contempla a sua própria potência de agir.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad26", - "title": "XXVI.", - "text": "A Humildade (Humilitas) é a Tristeza originada em que o homem contempla sua impotência ou fraqueza.", - "childs": [ - { - "id": "3ad26e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "A Auto-Estima se opõe à Humildade, enquanto entendemos aquela como a Alegria que se origina em contemplarmos nossa potência de agir, mas enquanto entendemos por ela a Alegria concomitante à idéia de um feito que cremos ser produto de um livre decreto de nossa Mente, ela se opõe à Culpa, que definimos à seguir." - } - ] - }, - { - "id": "3ad27", - "title": "XXVII.", - "text": "A Culpa (Poenitentiae) é a Tristeza concomitante a idéia de um feito que cremos ser produto de um livre decreto de nossa Mente.", - "childs": [ - { - "id": "3ad27e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Mostramos as causa destes afetos em [Esc. Prop. 51](351sc), Prop. [53](353), [54](354), [55](355), juntamente com seu [Esc](355c1sc). Sobre o livre decreto da Mente, vide [Esc. Prop. 35](235sc) P II. Devo assinalar que não é estranho que a Tristeza se siga de todos os atos comummente chamados de _viciosos_ e que a Alegria se siga dos atos ditos _retos_. Pois o que dissemos acima pode ser entendido facilmente a partir da educação. São sem dúvida os pais, reprovando os primeiros e repreendendo frequentemente os filhos, e ao contrário recomendando os segundos e elogiando-os, que fazem com que a Tristeza seja suscitada por aqueles e a Alegria por estes. E isto é comprovado pela experiência, pois o costume e a Religião não são o mesmo para todos. Pois o que é sagrado para uns é profano para outros e que é honesto para uns é torpe para outros. Portanto, cada um se glorifica ou se culpa de acordo com a sua educação." - } - ] - }, - { - "id": "3ad28", - "title": "XXVIII.", - "text": "A Soberba (Superbia) é pensar de si, por Amor, mais do que é justo.", - "childs": [ - { - "id": "3ad28e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Assim, a diferença entre a Soberba e a Sobreestima é a que esta se refere a um objeto externo e aquela ao próprio homem que pensa de si mais do que é justo. E assim como a Sobreestima é um efeito ou propriedade do Amor, a Soberba é [um efeito ou propriedade] do Amor-Próprio e pode ser definida, portanto, como o Amor de si (Amor sui) ou a _Auto-Estima, quando afeta o homem de maneira que ele pensa de si mais do que é justo_ (vide [Esc. Prop. 26](326sc)). Não há contrário para este afeto, pois ninguém pensa menos de si menos do que é justo por ódio de si. Mais do que isto, ninguém pensa de si menos do que é justo quando imagina que não pode isto ou aquilo. Pois tudo o que o homem imagina não poder, ele imagina necessariamente e esta própria imaginação o dispõe de forma tal que ele realmente não pode fazer o que imagina não poder. Assim, enquanto imagina não poder fazer isto ou aquilo, ele está sendo determinado a não agir e, consequentemente, é impossível para ele fazê-lo. Na verdade, porém, se atentarmos apenas à opinião, podemos conceber que um homem pense de si menos do que o que é justo, pois pode ocorrer que alguém, ao contemplar com tristeza a sua fraqueza, se imagine menosprezado por todos, mesmo quando os outros sequer pensem em menosprezá-lo. Além disso, o homem pode pensar de si menos do que é justo se nega de si no presente algo relativo a um tempo futuro do qual está incerto, como quando nega que possa conceber algo que seja certo, que não possa desejar ou fazer nada que não seja vicioso, covarde, etc. Também podemos dizer que alguém pensa de si menos do que é justo quando vemos que alguém não ousa, por medo excessivo da vergonha, o que outros iguais a si ousam. Portanto, podemos opor a Soberba a este afeto que chamarei de Abjeção, pois da mesma forma como a Soberba se origina da Auto-Estima, a Abjeção se origina da Humildade. Segue-se a sua definição." - } - ] - }, - { - "id": "3ad29", - "title": "XXIX.", - "text": "A Abjeção (Abjectio) é pensar de si, por Tristeza, menos do que é justo.", - "childs": [ - { - "id": "3ad29e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Temos o hábito de opor com freqüência a Soberba à Humildade, mas isso é porque prestamos atenção a seus efeitos e não a sua natureza. Chamamos habitualmente de orgulhoso (superbum) quem se glorifica demais _(vide [Esc. Prop. 30](330sc))_, quem só fala de suas virtudes e dos vícios dos outros, que quer ser o preferido de todos e se apresenta com a gravidade e o aparato característico dos que estão muito acima dele mesmo. Ao contrário, chamamos de humilde aquele que ruboriza com freqüência, que reconhece seus vícios e fala das virtudes dos outros, que cede a todos, anda cabisbaixo e é negligente no vestir. Mas estes afetos de Humildade e Abjeção são raríssimos, pois a natureza humana, considerada em si se esforça, tanto quanto pode, por negá-los _(vide Prop. [13](313) e [54](354))_. Por isso, aqueles que acreditamos serem abjetos ou humildes são, no mais das, vezes ambiciosos e invejosos." - } - ] - }, - { - "id": "3ad30", - "title": "XXX.", - "text": "A Glória (Gloria) é a Alegria concomitante à idéia de alguma ação nossa que imaginamos ser elogiada pelos outros.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad31", - "title": "XXXI.", - "text": "A Vergonha (Pudor) é a Tristeza concomitante à idéia de alguma ação nossa que imaginamos ser censurada pelos outros.", - "childs": [ - { - "id": "3ad31e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Ver a este respeito o [Escólio da Proposição 30](330sc). Mas cabe assinalar a diferença entre a Vergonha (Pudor) e o Pudor (Verecundiam). A Vergonha é a Tristeza que se segue de um fato de que temos vergonha e o pudor é o Medo ou Temor da Vergonha, pelo qual o homem se contém em cometer algo de torpe. O Pudor se opõe habitualmente ao Despudor (Impudentia), que não é realmente um afeto, como mostrareis em seu lugar. Porém os nomes dos afetos (como já assinalei) dizem respeito mais ao seu uso do que a sua natureza. Concluí assim com os afetos de Alegria e Tristeza, que tinha me proposto em explicar. Passo agora aos que relaciono ao Desejo." - } - ] - }, - { - "id": "3ad32", - "title": "XXXII.", - "text": "O Querer Insatisfeito (Desiderium) é o Desejo ou Apetite de possuir uma coisa que é favorecido pela memória de tal coisa e limitado pela memória de outras coisas que limitam a existência da coisa apetecida.", - "childs": [ - { - "id": "3ad32e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Quando nos recordamos de uma coisa, já o dissemos várias vezes, isso nos dispõe a contemplá-la com o mesmo afeto como se ela estivesse presente. Mas quando estamos acordados, esta disposição ou esforço é inibida pela imaginação das coisas que excluem a existência daquilo que recordamos. Mas quando recordamos uma coisa que nos afeta de um tipo de afeto de Alegria, isto faz com que nos esforcemos por contemplá-la como presente com o mesmo afeto de Alegria. Mas este esforço é imediatamente inibido pela memória das coisas que excluem a existência [da coisa]. Donde o querer insatisfeito é na verdade uma Tristeza, que se opõe à alegria originada pela ausência da coisa que odiamos. Veja-se a respeito o [Esc. Prop. 47](347sc). Mas como o nome Querer _Insatisfeito_ (Desiderium) parece dizer respeito ao Desejo, me refiro a este afeto entre os afetos do Desejo." - } - ] - }, - { - "id": "3ad33", - "title": "XXXIII.", - "text": "A Emulação (Aemulatio) é o Desejo de uma coisa que é gerado em nós ao imaginarmos que os outros têm o mesmo Desejo.", - "childs": [ - { - "id": "3ad33e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Diremos que imita, e não emula, o afeto do outro, quem foge quando os outros fogem, ou quem teme ao ver que os outros temem, ou quem, ao ver que alguém queimou a mão, contrai a mão e move o corpo como se tivesse queimado a própria mão. Não que tenhamos descoberto ser a causa da imitação diferente da causa da emulação, mas apenas porque o uso fez com que chamemos de emulação somente a imitação do que julgamos honesto, útil ou agradável. Sobre a causa da Emulação, ver a [Proposição 27](327) e seu [Escólio](327sc). Para a razão que leva a que este afeto esteja comummente unido à Inveja, veja a [Proposição 32](332) e seu [Escólio](332sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad34", - "title": "XXXIV.", - "text": "O Reconhecimento (Gratia) ou Gratidão (Gratitudo) é o Desejo ou afã do Amor, em se esforçar pro fazer o bem a quem nos fez o bem por Amor. _Vide [Prop. 39](339) e o [Esc. Prop. 41](341sc)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad35", - "title": "XXXV.", - "text": "A Benevolência (Benevolentia) é o Desejo de fazer o bem para quem temos compaixão. _Vide [Esc. Prop. 27](327sc)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad36", - "title": "XXXVI.", - "text": "A Ira (Ira) é o Desejo, incitado pelo Ódio, de infligir o mal a quem odiamos. _Vide [Prop. 39](339)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad37", - "title": "XXXVII.", - "text": "Vingança (Vindicta) é o Desejo que, por Ódio recíproco, nos leva a infligir o mal a quem, movido de afeto semelhante, nos infligiu um dano. _Vide [Corol. 2 Prop. 40](340c2) e seu [Esc](340sc)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad38", - "title": "XXXVIII.", - "text": "A Crueldade (Crudelitas), ou Selvageria (Saevitia) é o Desejo que leva alguém a infligir o mal a quem amamos ou a quem temos compaixão.", - "childs": [ - { - "id": "3ad38e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "A Crueldade se opõe à Clemência (Clementia), que não é uma paixão, mas uma potência da alma pela qual o homem modera a ira e a vingança." - } - ] - }, - { - "id": "3ad39", - "title": "XXXIX.", - "text": "O Temor (Timor) é o Desejo de evitar, por meio de um mal menor, uma mal maior que tememos. _Vide [Esc. Prop. 39](339sc)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad40", - "title": "XL.", - "text": "Audácia (Audacia) é o Desejo que leva alguém a fazer algo correndo um perigo que seus iguais teriam medo de suportar.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad41", - "title": "XLI.", - "text": "A Covardia (Pusillanimitas) se diz de alguém cujo Desejo é limitado pelo temor de um perigo que seus iguais ousam suportar.", - "childs": [ - { - "id": "3ad41e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "A Covardia é, portanto, o Medo de um mal que a maioria habitualmente não teme e, por esta razão, não o relaciono aos afetos do Desejo. Se quis explicá-la aqui é porque, enquanto atentamos para o Desejo, ela se opõe realmente à Audácia." - } - ] - }, - { - "id": "3ad42", - "title": "XLII.", - "text": "A Consternação (Consternatio) se diz daquele cujo Desejo de evitar o mal é limitado pela admiração do mal que ele teme.", - "childs": [ - { - "id": "3ad42e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "A Consternação é, portanto, uma espécie de Covardia. Mas a Consternação se origina de um duplo Temor e pode ser definida com _maior comodidade como o Medo que cerceia o homem estupefato ou com flutuação [da alma] de modo que ele não pode afastar um mal_. Digo _estupefato_, enquanto entendemos que seu Desejo de remover o mal é limitado pela admiração, e digo com _flutuação_ da alma, enquanto concebemos que este Desejo também é limitado pelo Temor de outro mal que o tortura igualmente. E disso resulta que ele não sabe qual dos dois afastar. Ver a este respeito [Esc. Prop. 39](339sc) e [Esc. Prop. 52](352sc). Quanto à Covardia e a Audácia, vide [Esc. Prop. 51](351sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad43", - "title": "XLIII.", - "text": "A Cortesia (Humanitas) ou Modéstia (Modéstia) é o Desejo de fazer o que agrada aos homens e se omitir em fazer o que os desagrada.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad44", - "title": "XLIV.", - "text": "A Ambição (Ambitio) é o desejo imoderado de glória.", - "childs": [ - { - "id": "3ad44e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "A Ambição é um Desejo que favorece ou corrobora todos os afetos _(pela Prop. [27](327) e [31](331))_ e, portanto, este afeto dificilmente pode ser superado. Pois quando um homem é possuído por um Desejo, ele também é necessariamente possuído por ela. _Mesmo o melhor,_ diz Cícero, _é conduzido pela glória. Até os filósofos assinam o nome nos livros que escrevem sobre o desprezo da glória, etc._" - } - ] - }, - { - "id": "3ad45", - "title": "XLV.", - "text": "A Gula (Luxuria) é o Desejo ou Amor imoderado de comer.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad46", - "title": "XLVI.", - "text": "A Embriaguez (Ebrietas) é o Desejo ou Amor imoderado de beber.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad47", - "title": "XLVII.", - "text": "A Avareza (Avaritia) é o Desejo ou Amor imoderado de riquezas.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad48", - "title": "XLVIII.", - "text": "A Lubricidade (Libido) é o Desejo ou Amor de unir os corpos.", - "childs": [ - { - "id": "3ad48e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Costuma chamar-se este Desejo de união sexual de Lubricidade quer ele seja moderado ou não. Além disso, estes cinco últimos afetos _(como mencionei no [Esc. Prop. 56](356sc))_ não têm contrário. Pois a Modéstia é uma espécie de Ambição, vide a respeito o [Esc. Prop. 29](329sc) e a Temperança, a Sobriedade e a Castidade indicam a potência da Mente e não paixões, como já observei. E embora seja possível que um homem avaro, ambicioso ou tímido se abstenha de comida, bebida ou coito, a Avareza, a Ambição e o Temor não são contrários à gula, à embriaguez e à lubricidade. Pois quem é avaro normalmente deseja a comida e a bebida alheias. Já o Ambicioso, conquanto espere não ser descoberto, não se moderará em nada e se viver entre bêbados e lascivos, será especia mente propenso a estes vícios, justamente por ser ambicioso. O Medroso, finalmente, faz o que não quer, e permanece avaro mesmo que seja capaz de jogar ao mar suas riquezas para evitar a morte, do mesmo modo como o lascivo não deixa de ser lascivo só porque está triste de não poder satisfazer-se. E em geral tais afetos não dizem respeito tanto ao ato de comer, beber, etc. quanto ao Apetite e ao Amor. Por conseguinte, só podemos opor tais afetos à Generosidade e à Firmeza, dos quais falaremos na seqüência. \nPasso em silêncio sobre as definições de Ciúme de outras flutuações da alma que se originam da composição dos afetos que já definimos, mesmo porque muitos sequer têm nomes, o que mostra que para o uso prático é suficiente conhecê-los de forma geral. De resto, das Definições de afetos que explicamos está claro que todos se originam do Desejo, da Alegria ou da Tristeza, ou melhor, que eles não podem ser outra coisa que não estes três, que costumamos chamar de nomes variados, de acordo com suas relações diversas e denominações extrínsecas. Se agora quisermos atentar a estes três afetos primitivos e ao que dissemos acima sobre a natureza da Mente, podemos definir os afetos enquanto se referem apenas à natureza da Mente." - } - ] - }, - { - "id": "3agd", - "title": "AFFECTUUM GENERALIS DEFINITIO.", - "text": "O Afeto, que chamamos de Paixão da alma, é uma idéia confusa pela qual a Mente afirma uma força de existir, do Corpo ou de suas partes, maior ou menor que antes e que, uma vez dada, pode determinar a própria Mente a pensar isto ou aquilo.", - "childs": [ - { - "id": "3agde", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Digo primeiramente que o Afeto ou paixão é uma _idéia confusa_. Pois mostramos que a Mente padece _(vide a [Prop. 3](303))_ quando tem idéias inadequadas ou confusas. Digo também, _pela qual a Mente afirma uma força de existir do Corpo ou de suas partes maior ou menor_. Todas as idéias de corpos que temos, indicam mais o estado atual de nosso Corpo _(pelo [Corol. 2 Prop. 16](216c2) p. II)_ que a natureza dos corpos externos. Mas [a idéia] que constitui a forma do afeto, deve indicar ou exprimir o estado do Corpo ou de alguma de suas partes, enquanto aumenta ou diminui, ajuda ou limita a potência de agir ou de existir. Mas note-se que quando digo com _uma força de existir maior ou menor que antes_, não entendo que Mente compare o estado presente do Corpo ao pretérito, mas que a idéia que constitui a forma do afeto, afirma do corpo algo que envolve mais ou menos realidade do que antes. E, como a essência da Mente consiste em _(pelas Prop. [11](211) e [13](213) da Parte II)_ afirmar a existência atual do Corpo, e como entendemos por perfeição a própria existência de uma coisa, segue-se que a Mente passa a uma perfeição maior ou menor quando acontece de afirmar, do corpo ou de uma de suas partes, algo que envolve maior ou menor realidade do que antes. Quando disse mais acima que a Mente aumenta ou diminui a potência de pensar, quis entender apenas que a Mente formou uma idéia de seu Corpo, ou de uma de suas partes, que exprime mais ou menos realidade do que antes tinha afirmado do Corpo. Pois a excelência das idéias e a potência atual de pensar são estimadas a partir excelência dos objetos. Acrescentei, finalmente, que, uma vez dada, _pode determinar a própria Mente a pensar isto ou aquilo_, para exprimir, além da natureza da Alegria e da Tristeza, que já era explicada pela primeira parte da definição, também a natureza do Desejo." - } - ] - } - ] - }, - { - "index": 4, - "id": "P4", - "title": "_Quarta Parte_, SOBRE a Servidão Humana, _nou_ sobre a FORÇA dos Afetos", - "enonces": [ - { - "id": "4pr", - "title": "PRÆFATIO", - "text": "_Chamo de Servidão a impotência humana em moderar ou limitar os afetos, pois o homem que está submetido aos afetos não depende de si, mas está sob o poder da fortuna, a ponto de frequentemente ser coagido a fazer o pior para si, mesmo vendo o melhor. Me proponho a demonstrar nesta Parte a causa de tal situação e também o que há de bom ou de mau nos afetos. Mas antes de começar, convém falar um pouco, como prefácio, sobre a perfeição e a imperfeição, o bem e o mal. \nQuem decidiu fazer algo e agiu até que a coisa estivesse feita por inteiro (perfecit), diz que a coisa está perfeita (perfectam) e diz o mesmo quem sabe, ou acredita saber, o que o Autor tinha em mente e qual o objetivo da obra. Por exemplo, se alguém vê uma obra (que suponho não estar completa) e sabe que o objetivo do autor era construir uma casa, dirá que a casa está imperfeita. Ao contrário, dirá que ela está perfeita se vê que a obra alcançou o fim que o autor tinha decidido. Mas se alguém vê uma obra sem nunca antes ter visto outra Semelhante e se ignora o que o artífice tinha em mente, não pode saber se a obra está perfeita ou imperfeita. Esta parece ter sido a significação primeira de tais vocábulos. Porém, depois que os homens começaram a formar idéias universais de casas, edifícios, torres, etc., e começaram a preferir alguns modelos a outros, eles passaram a chamar de perfeito o que vêem convir com a idéia universal que formaram da coisa. Ao contrário, [passaram a chamar de] imperfeito aquilo que vêem convir menos com o com o seu modelo, ainda que, segundo a concepção do artífice, estivesse perfeitamente acabado. E não se vê outra razão para que as coisas naturais, que sem dúvida não foram feitas pela mão humana, sejam chamadas pelo vulgo de perfeitas ou imperfeitas. Pois os homens costumam formar idéias universais tanto das coisas naturais quanto das artificiais e as têm como modelos para as coisas. E eles crêem que a natureza (que eles estimam agir somente com vistas a um fim) os vê e os propõe a si mesma modelos. Quando vêem algo na natureza que convém menos com o conceito modelo que têm de uma coisa, crêem que a natureza falhou ou pecou e que ela deixou imperfeita a coisa. Vemos assim que os homens se habituaram a chamar as coisas naturais de perfeitas ou imperfeitas mais por preconceito do que por verdadeiro conhecimento. Mostramos, de fato, no [Apêndice](1app) da Primeira Parte, que a Natureza não age com vistas a um fim, pois o Ente eterno e infinito que chamamos de Deus ou Natureza age com a mesma necessidade com que existe. Com efeito, mostramos que é mesma a necessidade da natureza que ele existe e que age _([Prop. 16](116), p. I). _A razão ou causa pela qual Deus ou a Natureza age e existe, é pois, uma só e mesma. Logo, assim como ele não existe com vistas a nenhum fim, não age com vistas a nenhum fim; assim como não tem nem princípio nem fim para existir, não tem nem princípio nem fim para agir. Mas o que se diz ser uma causa final é apenas o apetite humano, enquanto é considerado como princípio ou causa primária de uma coisa. Por exemplo, quando dizemos que a causa final desta ou daquela casa foi a habitação, entendemos apenas, na verdade, que um homem que imaginou uma vida doméstica cômoda, teve o apetite de construir uma casa. Donde a habitação, enquanto considerada como causa final é apenas um apetite singular, que é, na verdade, uma causa eficiente que só é considerada como causa primeira por que os homens normalmente ignoram as causas de seus apetites. Por outro lado, conto os ditos populares de que a natureza falha, peca, e produz coisas imperfeitas, entre as ficções que tratei no [Apêndice](1app) da Parte I. Assim, a perfeição e a imperfeição são apenas modos de pensar ou noções que forjamos habitualmente ao comparar entre si indivíduos de mesma espécie ou gênero. É por isso que disse mais acima _([Defin. 6](2d6), p. II), _que por perfeição e realidade entendo a mesma coisa, pois temos o hábito de remeter todos os indivíduos da Natureza a um gênero, que chamamos de generalíssimo, isto é, à noção de ente, ao qual absolutamente todos os indivíduos da Natureza pertencem. Portanto, é quando remetemos todos os indivíduos da Natureza a tal gênero e encontramos mais entidade, ou mais realidade, em uns do que em outros, que dizemos que uns são mais perfeitos do que outros. Mas quando atribuímos a alguns deles algo envolvendo negatividade, término, finalidade impotência, então os chamamos de imperfeitos – e isto porque não afetam nossa Mente do mesmo modo que aqueles que chamamos perfeitos e não porque lhes falte algo do que é seu, ou porque a Natureza tenha pecado. Pois pertence à natureza de uma coisa apenas aquilo que se segue da necessidade da natureza da causa eficiente e tudo o que se segue necessariamente da natureza da causa eficiente ocorre necessariamente. \nNo que diz respeito ao bem e ao mal, eles tampouco indicam algo de positivo nas coisas consideradas em si e são apenas modos de pensar ou noções que formamos ao compararmos as coisas entre si. Pois uma coisa pode ser ao mesmo tempo boa, má ou indiferente. Por exemplo, a música é boa para o Melancólico, má para o aflito e nem boa nem má para o surdo. Porém, embora as coisas sejam assim, nós ainda temos que preservar estes vocábulos. Pois como desejamos formar uma idéia de homem e, por assim dizer, ter em vista um modelo de natureza humana, é útil para nós conservar estes vocábulos no sentido em que disse. Assim, por bem entendo o que sabemos com certeza ser um meio para nos aproximarmos, cada vez mais, do modelo de natureza humana a que nos propomos. E por mal [entendo] aquilo que sabemos com certeza impedir que reproduzamos tal modelo. Donde dizemos que os homens são mais perfeitos ou menos perfeitos conforme se aproximem mais ou menos deste modelo. Pois é preciso notar que quando digo que alguém passa de uma perfeição menor a uma maior e vice-versa, não entendo que uma essência, ou forma, se transforme em outra (um cavalo, por exemplo, é destruído tanto quando se transforma em um homem como quando se transforma em um inseto), mas sim que concebemos que a própria potência de agir, enquanto entendida pela própria natureza [da coisa], aumenta ou diminui. Finalmente, por perfeição entendo em geral a realidade, como já disse, isto é, a própria essência de uma coisa, enquanto existe e opera de certo modo, sem ter em conta sua duração. Pois nenhuma coisa singular pode ser dita mais perfeita por perseverar na existência por mais tempo. Isto porque a duração das coisas não pode ser determinada por sua essência e a essência das coisas não envolve um tempo certo e determinado de existência, mas que uma coisa qualquer, seja ela mais ou menos perfeita, pode perseverar na existência com a mesma força que começou a existir, de sorte que nisso todas as coisas são iguais._", - "childs": [] - }, - { - "title":"DEFINIÇÕES", - "type":"title" - }, - { - "id": "4d1", - "title": "I.", - "text": "Por bem entenderei o que sabemos com certeza nos ser útil.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d2", - "title": "II.", - "text": "Por mal, por seu turno, [entendo] o que sabemos com certeza nos impedir de possuir um algo de bom. \n \nSobre isto ver o final do [Prefácio](4pr).", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d3", - "title": "III. C", - "text": "amo as coisas singulares de contingentes, quando não encontramos em sua essência nada que ponha necessariamente sua existência nem nada que possa excluí-la.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d4", - "title": "IV. C", - "text": "amo as coisas singulares de possíveis, quando a partir do exame das causas que devem produzi-las, não sabemos se elas estão determinadas a produzi-las. \n \nNo [Esc. 1 Prop. 33](133sc1), p. I, não fiz diferença entre possível e contingente, pois ali não era preciso distingui-los de forma acurada.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d5", - "title": "V.", - "text": "Por afetos contrários entenderei, na seqüência, os que arrastam o homem em diversas direções e que, mesmo sendo do mesmo gênero – como a gula e a avareza, que são espécies de amor – não são contrários por natureza, mas por acidente.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d6", - "title": "VI. Expli", - "text": "uei o que entendo por afetos em relação a coisas futuras, presentes ou passadas nos Esc. [1](318sc1) e [2](318sc2) da Prop. 18 p. III, que devem ser consultados. \n \nMas cabe notar aqui, que não podemos imaginar distintamente as distâncias temporais, bem como as de lugar, para além de certo limite. Isto é, costumamos imaginar que todos os objetos distando de nós de mais de duzentos pés, ou cuja distância do lugar em que estamos superam o que conseguimos imaginar distintamente, parecem distar igualmente de nós, como se eles estivessem no mesmo plano. Também imaginamos que os objetos cujo tempo de existência se distancia do presente com um intervalo maior do que costumamos imaginar distintamente, estão igualmente distantes do presente e os referimos quase a um mesmo momento no tempo.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d7", - "title": "VII.", - "text": "Por fim pelo qual fazemos uma coisa entendo o apetite.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d8", - "title": "VIII.", - "text": "Por virtude e potência entendo a mesma coisa, isto é _(pela [Prop. 7](307), p. III)_, que a virtude, quando se refere ao homem, é sua própria essência ou natureza, enquanto ela tem o poder de fazer coisas que só podem ser entendidas pelas leis de sua própria natureza.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4a", - "title": "AXIOMA", - "text": "Não há na natureza nenhuma coisa singular que não exista outra, mais potente ou mais forte do que ela. Ao contrário, para qualquer coisa, há outra mais potente, pela qual ela pode ser destruída.", - "childs": [] - }, - { - "id": "401", - "title": "PROPOSIÇÃO 1", - "text": "_Não há nada de positivo na idéia falsa que possa ser destruído pela presença do verdadeiro, enquanto verdadeiro._", - "childs": [ - { - "id": "401d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A falsidade consiste apenas na privação do conhecimento que as idéias inadequadas envolvem _(pela [Prop. 35](235), p. II)_, e estas não têm nada de positivo que possa fazer com sejam ditas falsas _(pela [Prop. 33](233), p. II)_, mas por outro lado elas são verdadeiras, enquanto se referem a Deus _(pela [Prop. 32](232), p. II)_. Assim, se aquilo que a de positivo na idéia falsa fosse destruído pela presença do verdadeiro, enquanto verdadeiro, uma idéia verdadeira seria destruída por ela mesma o que _(pela [Prop. 4](304), p. III)_ é absurdo. Logo, não há nada de positivo, etc. QED." - }, - { - "id": "401sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Esta Proposição pode ser entendida com maior clareza do [Corol. 2 Prop. 16](216c2), p. II. Pois a imaginação é uma idéia que indica mais o estado presente do Corpo humano que a natureza dos corpos externos, porém não de forma distinta e sim confusa – e é por isso se diz que a Mente erra. Por exemplo, quando vemos o sol e imaginamos que ele dista de nós cerca de duzentos pés, falhamos apenas enquanto ignoramos a verdadeira distância. Uma vez conhecida a distância, o erro é destruído, porém não a imaginação, isto é, a idéia de Sol, cuja natureza só é explicada na medida em que nosso corpo é afetado por ele. Donde, ainda que saibamos a verdadeira distância do sol, ainda o imaginaremos como se estivesse próximo de nós. Pois dissemos, no [Esc. Prop. 35](235sc) p. II, que a causa de imaginarmos o sol próximo a nós não está em ignorarmos a verdadeira distância, mas em que a Mente concebe o tamanho do sol conforme nosso Corpo é afetado por ele. Assim, quando os raios do sol incidem sobre a superfície da água e se refletem para nossos olhos, o imaginamos como se estivesse dentro d’água mesmo que saibamos qual a sua verdadeira localização. E o mesmo ocorre com as demais imaginações pelas quais a Mente falha – ainda que indiquem, ou um estado natural do Corpo, ou um aumento ou diminuição de sua potência de agir – pois elas não são contrárias à verdade, nem se desvanecem em sua presença. Acontece, certamente, que quando tememos erroneamente um mal, o temor desvanece quando ouvimos o anúncio da idéia verdadeira. Mas também acontece o contrário, quando tememos um mal que certamente virá e o temor se desvanece ao ouvirmos um falso anúncio. Portanto, as imaginações não desvanecem na presença do verdadeiro enquanto verdadeiro, mas porque ocorrem outras mais fortes que excluem a existência presente da coisa que imaginamos, como mostramos na [Prop. 17](217) p. II." - } - ] - }, - { - "id": "402", - "title": "PROPOSIÇÃO 2", - "text": "_Nós padecemos na medida em que somos uma parte da natureza que não pode ser concebida por si e sem as outras._", - "childs": [ - { - "id": "402d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Dizemos que padecemos quando algo se origina em nós de que somos apenas causa parcial _(pela [Defin. 2](3d2), p. III)_, isto é _(pela [Defin. 1](3d1), p. III)_, algo que não pode ser deduzido apenas das leis de nossa natureza. Portanto, padecemos na medida em que somo uma parte da Natureza que não pode ser concebida sem as outras. QED." - } - ] - }, - { - "id": "403", - "title": "PROPOSIÇÃO 3", - "text": "_A força com que o homem persevera na existência é limitada e é infinitamente superada pela potência das causas externas._", - "childs": [ - { - "id": "4p3-d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "É evidente do [Axioma](4a) acima. Pois dado um homem, há outro, digamos A, que é mais potente. Dado A, há outro, digamos B, que é mais potente que A, e assim ao infinito. Portanto, a potência de um homem é determinada por outras coisas e é superada infinitamente pela potência das causas externas." - } - ] - }, - { - "id": "404", - "title": "PROPOSIÇÃO 4", - "text": "_Não pode ocorrer que o homem não seja parte da Natureza. Ele não pode sofrer apenas as mudanças que possam ser entendidas apenas de sua natureza e das quais ele é causa adequada._", - "childs": [ - { - "id": "404d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A potência pela qual as coisas singulares, e consequentemente o homem, conservam seu ser é a própria potência de Deus ou da Natureza _(pelo [Corol. Prop. 24](124c), p. I)_, não enquanto ela é infinita, mas enquanto ela pode ser explicada pela essência humana atual _(pela [Prop. 7](307), p. III)_. Assim, a potência do homem, enquanto se explica por sua própria essência atual, é uma parte da potência infinita de Deus ou da Natureza, isto é _(pela [Prop. 34](134), p. I)_, de sua essência. Isto era o primeiro ponto. Se fosse possível que o homem não padecesse de nenhuma mudança senão as que podem ser entendidas apenas de natureza de tal homem, seguir-se-ia _(pelas Prop. [4](304) e [6](306), p. III)_ que ele não poderia morrer, mas deveria existir necessariamente. E isto deveria se seguir de uma causa cuja potência seria ou finita ou infinita: ou apenas da potência do homem, que poderia remover quaisquer as mudanças originadas de causas externas ; ou da potência infinita da Natureza, pela qual seriam dirigidas todas as coisas singulares de forma que o homem não pudesse padecer de nenhuma mutação que não servisse à sua conservação. Mas a primeira [alternativa] _(pela [Prop. precedente](403), cuja demonstração é universal e pode ser aplicada a todas as coisas singulares)_ é absurda. Logo, se fosse possível que o homem só padecesse de mutações que pudessem ser entendidas apenas pela natureza deste homem e, consequentemente (como já mostramos), se ele existisse necessariamente, isto se seguiria da potência infinita de Deus e, portanto _(pela [Prop. 16](116), p. I)_, da necessidade da natureza divina, enquanto considerada como afetada pela idéia de um certo homem, deveria ser deduzida toda a ordem da Natureza, enquanto concebida seja sob o atributo Extensão, seja sob o atributo Pensamento. Mas disso se seguiria _(pela [Prop. 21](121), p. I)_ que o homem seria infinito, o que _(pela primeira parte desta demonstração)_ é absurdo. Assim, não é possível que o homem não sofra mudanças além das que ele é causa adequada. QED." - }, - { - "id": "404c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Disso se segue que o homem está sempre sujeito às paixões, que ele segue a ordem comum da Natureza e a obedece e se acomoda a ela na medida em que a natureza exige." - } - ] - }, - { - "id": "405", - "title": "PROPOSIÇÃO 5", - "text": "_A força, o crescimento e a perseverança no ser de qualquer paixão, não se definem pela potência pela qual nós nos esforçamos por perseverar no existir, mas pela potência das causas externas comparadas à nossa._", - "childs": [ - { - "id": "405d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A essência das paixões não pode ser explicada apenas por nossa essência _(pelas Def. [1](3d1) e [2](3d2), p. III)_, isto é _(pela [Prop. 7](307), p. III)_ a potência das paixões não se define pela potência pela qual nos esforçamos em perseverar em nosso ser, mas _(como é mostrado pela [Prop. 16](216), p. II)_ deve necessariamente ser definida pela potência das causas externas comparadas à nossa. QED." - } - ] - }, - { - "id": "406", - "title": "PROPOSIÇÃO 6", - "text": "_A força de uma paixão ou afeto pode superar as outras ações do homem, ou sua potência, de modo que o afeto permaneça firmemente aderido ao homem._", - "childs": [ - { - "id": "406d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "A força e o crescimento de uma paixão qualquer e sua perseverança no existir, se definem pela potência da causa externa comparada à nossa _(pela [Prop. precedente](405))_ e _(pela [Prop. 3](403))_ pode superar a potência do homem. QED." - } - ] - }, - { - "id": "407", - "title": "PROPOSIÇÃO 7", - "text": "_Um afeto só pode ser limitado ou destruído por um afeto contrário e mais forte do que o afeto a ser limitado._", - "childs": [ - { - "id": "407d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Um afeto, enquanto se refere à Mente, é uma idéia pela qual a Mente afirma uma força de existir maior ou menor de seu corpo _(pela [Definição Geral dos Afetos](3agde), que pode ser encontrada ao fim da Parte III)_. Portanto, quando a Mente é atormentada por algum afeto, o Corpo é afetado simultaneamente por uma afecção que aumenta ou diminui sua potência de agir. Em seguida, esta afecção do Corpo _(pela [Prop. 5](405))_ recebe sua força de perseverar em seu ser de sua própria causa, e esta só pode ser limitada ou destruída por uma causa corpórea _(pela [Prop. 6](206), p. II)_ que afete o Corpo com uma afecção contrária _(pela [Prop. 5](405), p. III)_ e mais forte _(pelo [Axiom.](4a))_. Assim, a Mente será afetada _(pela [Prop. 12](212), p. II)_ de uma idéia de afecção mais forte e contrária à primeira, isto é _(pela [Def. Ger. Afetos(3agde))_, a Mente será afetada de um afeto mais forte e contrário ao primeiro e que exclui ou destrói a existência do primeiro. Assim, um afeto só pode ser destruído, ou limitado, por um afeto contrário e mais forte. QED." - }, - { - "id": "407c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Um afeto, enquanto se refere à Mente, só pode ser limitado ou destruído, por uma idéia de uma afecção do Corpo contrária e mais forte do que a afecção de que padecemos. Pois o afeto de que padecemos só pode ser limitado ou destruído por um afeto mais forte e contrário _(pela [Prop. preced.](407))_, isto é _(pela [Def. Ger. Afetos](3agde))_, pela idéia de uma afecção do Corpo mais forte e contrária do que a afecção de que padecemos." - } - ] - }, - { - "id": "408", - "title": "PROPOSIÇÃO 8", - "text": "_O conhecimento do bem e do mal é apenas o afeto de Alegria ou Tristeza, enquanto temos consciência dele._", - "childs": [ - { - "id": "408d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Chamamos de bem e de mal o que é respectivamente benéfico e maléfico para a conservação de nosso ser _(pelas Defin. [1](4d1) e [2](4d2))_, isto é _(pela [Prop. 7](307), p. III)_, aquilo que aumenta ou diminui, ajuda ou limita nossa potência de agir. Assim, quando _(pelas definições de Alegria e Tristeza em [Esc. Prop. 11](311sc), p. III)_ percebemos que alguma coisa nos afeta de Alegria ou de Tristeza, a chamamos de boa ou de má. Portanto, o conhecimento do bem e do mal é apenas a idéia de Alegria ou de Tristeza que se segue necessariamente ao próprio afeto de Alegria ou de Tristeza _(pela [Prop. 22](222), p. II)_. Mas esta idéia está unida ao afeto do mesmo modo como a Mente está unida ao Corpo _(pela [Prop. 21](221), p. II)_, isto é _(como foi mostrado no [Esc.](221sc) da referida Prop.)_, esta idéia não se distingue verdadeiramente do próprio afeto, ou _(pela [Def. Ger. Afetos](3agde))_ da idéia de uma afecção do corpo, senão no seu conceito. Logo, este conhecimento do bem e do mal é somente o próprio afeto, enquanto somos conscientes dele. QED." - } - ] - }, - { - "id": "409", - "title": "PROPOSIÇÃO 9", - "text": "_Um afeto, cuja causa imaginamos presente é mais forte do que um afeto cuja causa imaginamos não estar presente._", - "childs": [ - { - "id": "409d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Uma imaginação é uma idéia pela qual a Mente contempla uma coisa como presente _(vide sua Def. no [Esc. 17](217sc), p. II)_ e que indica mais o estado do Corpo humano do que a natureza das coisas externas _(pelo [Corol. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_. Assim, um afeto _(pela [Def. Ger. Afetos](3agde))_ é uma imaginação, na medida em que ela indica o estado do corpo. Mas uma imaginação _(pela [Prop. 17](217), p. II)_ é mais intensa quando não imaginamos nada que exclua a presença da coisa externa. Logo, um afeto, cuja causa imaginamos presente, é mais forte, ou mais intenso, do que um afeto cuja causa imaginamos não estar presente. QED." - }, - { - "id": "409sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Quando disse acima na [Proposição 18](318) da Parte III, que nós somos afetados pela imagem de uma coisa futura ou passada com o mesmo afeto que se a imaginássemos presente, adverti expressamente que isto é verdade somente enquanto atentamos à própria imagem da coisa. De fato, ela tem a mesma natureza, quer imaginemos a coisa como presente ou não. Porém, não neguei que esta imagem fica mais fraca quando contemplamos como presentes outras coisas que excluem a existência presente da coisa futura. E deixei de assinalá-lo, porque havia me proposto tratar da força dos afetos nesta Parte." - }, - { - "id": "409c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "A imagem de uma coisa futura ou passada, isto é, de uma coisa que contemplamos com relação ao tempo futuro ou passado, excluído o presente, é, tudo o mais igual, mais débil do que a imagem de uma coisa presente. Consequentemente, o afeto com relação a uma coisa futura ou passada é, tudo o mais igual, mais fraco do que o afeto com relação a uma coisa presente." - } - ] - }, - { - "id": "410", - "title": "PROPOSIÇÃO 10", - "text": "_Somos afetados mais intensamente com relação a uma coisa futura que imaginamos acontecerá em breve, do que se imaginassemos que o tempo de sua existência ainda está longe do presente. E a memória de uma coisa que imaginamos ter ocorrido há pouco nos afeta mais intensamente do que se imaginassemos que ela ocorreu há muito._", - "childs": [ - { - "id": "410d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando imaginamos que uma coisa vai acontecer em breve, ou aconteceu há pouco, imaginamos algo que exclui menos a presença da coisa do que se imaginássemos seu tempo de existir estivesse como distante do presente, ou há muito ocorrido _(como é evidente)_. Assim _(pela [Prop. preced.](409))_, somo afetados mais intensamente com relação a ela. QED." - }, - { - "id": "410sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "Do que assinalamos na [Definição 6](4d6), se segue que somos afetados com uma intensidade igualmente fraca por objetos que estão mais distantes do presente do que podemos determinar com a imaginação, mesmo se entendemos que tais objetos distam entre si de um longo intervalo de tempo." - } - ] - }, - { - "id": "411", - "title": "PROPOSIÇÃO 11", - "text": "_Um afeto com relação a uma coisa que imaginamos como necessária é, tudo mais igual, mais intenso do que com relação a uma coisa possível, ou contingente, ou não necessária._", - "childs": [ - { - "id": "411d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando imaginamos que uma é necessária, afirmamos sua existência e, ao contrário, negamos sua existência quando imaginamos que ela não é necessária _(pelo [Esc. Prop. 33](133sc1) p.I)_. Portanto _(pela [Prop. 9](409))_, um afeto com relação a uma coisa necessária é, tudo mais igual, mais intenso do que com relação a uma coisa não necessária. QED." - } - ] - }, - { - "id": "412", - "title": "PROPOSIÇÃO 12", - "text": "_Um afeto com relação a uma coisa que sabemos não existir no presente, mas que imaginamos como possível, é, tudo mais igual, mais intenso do que com relação a uma coisa contingente._", - "childs": [ - { - "id": "412d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando imaginamos uma coisa como contingente, não somos afetados da imagem de nenhuma outra coisa que ponha a existência da coisa _(pela [Defin. 3](4d3))_. Mas, ao contrário (por hipótese) nós imaginamos certas [coisas] que excluem sua existência presente. Quando imaginamos que uma coisa é possível no futuro, imaginamos algo que põe sua existência _(pela [Defin. 4](4d4))_, isto é _(pela [Prop. 18](318), p. III)_, que acalenta a Esperança ou o Medo. Por isso um afeto com relação a uma coisa possível é mais veemente. QED." - }, - { - "id": "412c", - "type": "COROLÁRIO", - "text": "Um afeto com relação a uma coisa que sabemos não existir no presente e que imaginamos como contingente é muito mais fraco do que se imaginássemos que a coisa está presente diante de nós." - }, - { - "id": "412cd", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Um afeto com relação a uma coisa que imaginamos existir no presente é mais intenso do que se a imaginássemos no futuro _(pelo [Corol. Prop. 9](409c))_ e muito mais veemente do que se imaginássemos do que se o imaginássemos em um tempo futuro muito distante do presente _(pela [Prop. 10](410))_. Portanto, o afeto com relação a uma coisa cujo tempo de existência está muito longe do presente é muitíssimo mais fraco do que se a imaginássemos presente e, no entanto _(pela [Prop. preced.](412))_, ele é mais intenso do que se imaginássemos a coisa como presente. Portanto, um afeto com relação a uma coisa contingente é muito mais fraco do que se a imaginássemos presente. QED." - } - ] - }, - { - "id": "413", - "title": "PROPOSIÇÃO 13", - "text": "_Um afeto com relação a uma coisa contingente, que sabemos não existir no presente, é, tudo mais igual, mais fraco do que um afeto com relação a uma coisa passada._", - "childs": [ - { - "id": "413d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Quando imaginamos uma coisa como contingente, não somos afetados por nenhuma imagem de outra coisa que ponha sua existência _(pela [Defin. 3](4d3))_, mas, ao contrário, (segundo a hipótese) imaginamos algo, que exclui sua existência presente. No entanto, quando a imaginamos em um tempo passado, supõe-se que imaginamos algo que a traz à memória ou que inspira a imagem da coisa _(vide [Prop. 18](218) p. II, com seu [Escólio](218sc))_ e, portanto, a contemplamos como se estivesse presente _(pelo [Corol. Prop. 17](217sc), p. II)_. Assim _(pela [Prop. 9](409))_ o afeto com relação a uma coisa contingente, que sabemos não existir no presente, é, tudo mais igual, mais fraco do que um afeto com relação a uma coisa passada. QED." - } - ] - }, - { - "id": "414", - "title": "PROPOSIÇÃO 14", - "text": "_O conhecimento verdadeiro do bem e do mal, enquanto verdadeiro, não pode limitar nenhum afeto, mas apenas enquanto for considerado apenas como um afeto._", - "childs": [ - { - "id": "414d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "Um afeto é uma idéia pela qual a Mente afirma uma força de existir do Corpo maior ou menor do que antes _(pela [Def. Ger. Afetos](3agde))_. Como _(pela [Prop. 1](401))_, nada pode haver nela de positivo que possa ser destruído pela presença do verdadeiro, então o conhecimento verdadeiro do bem e do mal não pode, enquanto verdadeiro, limitar nenhum afeto. Mas, enquanto ele é um afeto _(vide [Prop. 8](408))_, poderá limitar outro afeto, mas somente na medida em que _(pela [Prop. 7](407))_, for mais forte do que o afeto a ser limitado. QED." - } - ] - }, - { - "id": "415", - "title": "PROPOSIÇÃO 15", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "415d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "416", - "title": "PROPOSIÇÃO 16", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "416d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "417", - "title": "PROPOSIÇÃO 17", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "417d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - }, - { - "id": "417sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "418", - "title": "PROPOSIÇÃO 18", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "418d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - }, - { - "id": "418sc", - "type": "ESCÓLIO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "419", - "title": "PROPOSIÇÃO 19", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "419d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - } - ] - }, - { - "id": "420", - "title": "PROPOSIÇÃO 20", - "text": "", - "childs": [ - { - "id": "420d", - "type": "DEMONSTRAÇÃO", - "text": "" - 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Por exemplo, um corpo é dito finito, pois sempre concebemos outro maior. Igualmente, um pensamento é limitado outro pensamento. Mas um corpo não é limitado por um pensamento, nem um pensamento por um corpo.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d3", + "title": "III.", + "text": "Por substância entendo o que é em si e se concebe por si : isto é, aquilo cujo conceito não precisa do conceito de outra coisa para se formar.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d4", + "title": "IV.", + "text": "Por atributo entendo aquilo que o intelecto percebe como constituindo a essência da substância.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d5", + "title": "V.", + "text": "Por modo entendo as afecções da substância, isto é, aquilo que é em outro e se concebe por outro.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d6", + "title": "VI.", + "text": "Por Deus entendo o ser absolutamente infinito, isto é, uma substância composta de infinitos atributos, cada um deles exprimindo uma essência eterna e infinita.", + "childs": [ + { + "id": "1d6e", + "type": "EXPLICAÇÃO", + "text": "Digo absolutamente infinito, não infinito em seu gênero. Com efeito, podemos negar infinitos atributos ao que é infinito em seu gênero, mas ao que é absolutamente infinito, pertence a sua essência tudo o que a exprime e não nenvolve nenhuma negação." + } + ] + }, + { + "id": "1d7", + "title": "VII.", + "text": "Diz-se livre a coisa que existe somente pela necessidade de sua natureza e que é determinada a agir somente por ela : e necessária, ou compelida, aquela que é determinada por outras coisas a existir e operar de certa e determinada maneira.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d8", + "title": "VIII.", + "text": "Por eternidade entendo a própria existência concebida como o que se segue necessariamente da simples definição de coisa eterna.", + "childs": [ + { + "id": "1d8e", + "type": "EXPLICAÇÃO", + "text": "Pois tal existência, da mesma forma como a essência de uma coisa, é concebida como uma verdade eterna e, por isso, não pode ser explicada pela duração ou pelo tempo, mesmo que por uma duração sem início ou fim." + } + ] + }, + { + "title":"AXIOMAS", + "type":"title" + }, + { + "id": "1a1", + "title": "I.", + "text": "Tudo o que é, ou é em si, ou é em outro.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a2", + "title": "II.", + "text": "O que não pode ser concebido por outro, deve ser concebido por si.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a3", + "title": "III.", + "text": "Dada uma causa determinada, segue-se necessariamente um efeito, e, ao contrário, se não há nenhuma causa determinada, é impossível que se siga um efeito.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a4", + "title": "IV.", + "text": "O conhecimento do efeito depende do conhecimento da causa e o envolve.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a5", + "title": "V.", + "text": "Coisas que não tem nada em comum entre si, também não podem ser entendidas uma pela outra, dito de outro modo, o conceito de uma não envolve o conceito da outra.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a6", + "title": "VI.", + "text": "A idéia verdadeira deve convir com seu ideado.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a7", + "title": "VII.", + "text": "Qualquer coisa que pode ser concebida como não existente, tem uma essência que não envolve a existência.", + "childs": [] + }, + { + "id": "101", + "title": "PROPOSIÇÃO 1", + "text": "_Uma substância é por natureza primeira com relação a suas afecções._", + "childs": [ + { + "id": "101d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente das Definições _[3](1d3)_ e _[5](1d5)_ ." + } + ] + }, + { + "id": "102", + "title": "PROPOSIÇÃO 2", + "text": "_Duas substâncias com atributos diversos não têm nada em comum entre si._", + "childs": [ + { + "id": "102d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Também é evidente da _[Defin. 3](1d3)_. Pois cada uma deve ser em si, e deve ser concebida por si, isto é, o conceito de numa não envolve o conceito da outra." + } + ] + }, + { + "id": "103", + "title": "PROPOSIÇÃO 3", + "text": "_Coisas que não têm nada em comum entre si não podem ser causa uma da outra._", + "childs": [ + { + "id": "103d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se elas não têm na em comum, então _(pelo [Axiom. 5](1a5))_ não podem ser entendidas uma pela outra e _(pelo [Axiom. 4](1a4))_ não podem ser causa uma da outra. QED." + } + ] + }, + { + "id": "104", + "title": "PROPOSIÇÃO 4", + "text": "_Duas ou mais coisas distintas, distinguem-se entre si, seja por que os atributos das substâncias são diversos, seja por que as afecções destas substâncias são diversas._", + "childs": [ + { + "id": "1p4-d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Tudo o que é ou, é em si ou é em outro _(pelo [Axiom. 1](1a1))_, isto é, _(pelas Defin. [3](1d3) e [5](1d5))_, fora do intelecto só existem as substâncias e suas afecções. Então, fora do intelecto não existe nada que possa distinguir diversas coisas que não as substâncias, ou, o que é o mesmo _(pela [Defin. 4](1d4))_, seus atributos ou suas afecções. QED." + } + ] + }, + { + "id": "105", + "title": "PROPOSIÇÃO 5", + "text": "_Na natureza não podem existir duas ou mais substâncias com a mesma natureza ou atributo._", + "childs": [ + { + "id": "105d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se existissem várias [substâncias] distintas, deveriam distinguir-se entre si, seja pela diversidade dos atributos, seja pela diversidade das afecções _(pela [Prop. preced.](104))_. Se for somente pela diversidade dos atributos que se distinguem, conceder-se-á então que existe apenas uma do mesmo atributo. Mas se for pela diversidade das afecções, como uma substância é por natureza anterior às afecções _(pela [Prop. 1](101))_, então, se a despojarmos das afecções e a considerarmos em si, isto é _(pela [Defin. 3](1d3) e pelo [Axiom. 6](1a6))_, se a considerarmos verdadeiramente, não poderemos concebê-la distinta de outra, isto é _(pela [Prop. preced.](104))_ não existirão várias [substâncias com mesmo atributo], mas apenas uma. QED." + } + ] + }, + { + "id": "106", + "title": "PROPOSIÇÃO 6", + "text": "_Uma substância não pode ser produzida por outra substância._", + "childs": [ + { + "id": "106d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Na natureza não podem existir duas substâncias de mesmo atributo _(pela [Prop. preced.](105))_ , isto é _(pela [Prop. 2](102))_, que tenham algo em comum entre si. Portanto _(pela [Prop. 3](103))_, uma não pode ser causa da outra, dito de outro modo, uma não pode ser produzida pela outra. QED." + }, + { + "id": "106c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que uma substância não pode ser produzida por outra coisa. Pois na natureza não existe nada além de substâncias e suas afecções, como fica patente pelo _[Axiom. 1](1a1)_ e pelas _Defin. [3](1d3)_ e _[5](1d5)_. Ora ela não pode ser produzida por outra substância (pela _[Prop. preced.](106))_. Logo, uma substância não pode absolutamente ser produzida por outra coisa. QED." + }, + { + "id": "106a", + "type": "_Outra demonstração_", + "text": "Isto se demonstra ainda mais facilmente pelo absurdo do contraditório. Pois se uma substância pudesse ser produzida por outra coisa, seu conhecimento dependeria do conhecimento de outra coisa _(pelo [Axiom. 4](1a4))_ e, por conseguinte, _(pela [Defin. 3](1d3))_ ela não seria substância." + } + ] + }, + { + "id": "107", + "title": "PROPOSIÇÃO 7", + "text": "_À natureza da substância pertence o existir._", + "childs": [ + { + "id": "107d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Uma substância não pode ser produzida por outra coisa _(pelo [Cor. Prop preced.](106c))_ ; portanto ela deve ser causa de si, isto é _(pela [Def. 1](1d1))_, sua essência envolve necessariamente a existência, ou, dito de outro modo, pertence a sua natureza o existir. QED." + } + ] + }, + { + "id": "108", + "title": "PROPOSIÇÃO 8", + "text": "_Toda substância é necessariamente infinita._", + "childs": [ + { + "id": "108d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Uma substância com um atributo não pode existir se não for única _(pela [Prop. 5](105))_, e pertence a sua natureza o existir _(pela [Prop. 7](107))_. Portanto, por natureza ela existirá, seja como finita ou infinita. Mas não como finita, pois _(pela [Defin. 2](1d2))_ ela deveria ser limitada por outra coisa de mesma natureza, que também deveria existir necessariamente _(pela [Prop. 7](107))_ ; e, por conseguinte, existiriam duas substâncias de mesmo atributo, o que é absurdo _(pela [Prop. 5](105))_. Logo ela existe como infinita. QED." + }, + { + "id": "108sc1", + "type": "ESCÓLIO 1", + "text": "Como ser finito é em parte uma negação, e como ser infinito é uma afirmação absoluta da existência de uma certa natureza, segue-se da _[Prop. 7](107)_ que toda substância deve ser infinita." + }, + { + "id": "108sc2", + "type": "ESCÓLIO 2", + "text": "Não duvido que a [demonstração da _Prop._ 7](107d) seja difícil de conceber para todos os que julgam confusamente as coisas e que não costumam buscar conhecê-las por suas causas primeiras. Pois eles não distinguem entre as modificações das substâncias e as próprias substâncias, nem sabem como as coisas se produzem. Donde natribuem erroneamente às substâncias os princípios que vêem nas coisas. Pois os que ignoram as verdadeiras causas das coisas confundem tudo e, sem repugnar a mente, forjam árvores que falam como homens e homens nque nascem, não de sêmen, mas de pedras e imaginam formas quaisquer se transformarem em quaisquer outras. Igualmente, aqueles que confundem a natureza divina com a humana, atribuem facilmente a Deus afetos humanos, sobretudo por também ignorarem como os afetos se produzem na mente. Mas se os homens refletissem sobre a natureza da substância, não teriam a menor dúvida sobre a _[Prop. 7](107)_. Mais ainda, esta Proposição seria um axioma para todos e seria contada entre as noções comuns. Pois entenderiam como substância o que é em si e se concebe por si, aquilo cujo conhecimento não depende do conhecimento de outras coisas. E por modificações entenderiam o que é em outro, modificações cujo conceito se forma a partir do conceito da coisa em que elas são. Eis por que podemos ter idéias verdadeiras de coisas não existentes: ainda que elas não existam em ato fora do intelecto, sua essência pode ser compreendida em outra coisa, de sorte que podemos concebê-la por esta outra. Mas, fora do intelecto a verdade das substâncias existe nelas mesmas, pois elas se concebem por si. Se, portanto, alguém disser ter de uma substância uma idéia clara e distinta, isto é, verdadeira, e ainda assim duvidar da existência de tal substância, é como se dissesse ter uma idéia verdadeira e suspeitasse ao mesmo tempo que ela seja falsa (o que é evidente para qualquer um suficientemente atento) ; ou então, se alguém supor que uma substância é criada, supõe ao mesmo tempo que uma idéia falsa tornou-se verdadeira, o que é dos maiores absurdos que se pode conceber. Assim, é necessário confessar que a existência de uma substância, bem como a de sua essência, é uma verdade eterna. E, desta forma, pudemos concluir, de uma outra maneira, que existe somente uma substância de mesma natureza e julguei valer a pena mostrá-lo aqui. Mas, para fazê-lo de forma ordenada, cabe notar : I. que a definição verdadeira de cada coisa envolve e exprime apenas a natureza da coisa definida. Do que se segue : II. que nenhuma definição envolve ou exprime um número preciso de indivíduos, pois ela exprime somente a natureza da coisa definida. Por exemplo, a definição de triângulo exprime somente a simples natureza do triângulo ; e não um número preciso de triângulos. III. Cabe notar que necessariamente há, para cada coisa existente, uma causa certa e precisa que faz com que ela exista. IV. Note-se enfim que esta causa que faz com que certa coisa exista deve, ou estar contida na natureza ou definição da coisa existente _(à sua natureza pertence o existir)_, ou estar fora dela. Segue-se daí que se na natureza existe um número certo e preciso de indivíduos, deve necessariamente haver uma causa fazendo com que existam estes indivíduos e que não existam nem mais nem menos. Se, por exemplo, existem na natureza vinte homens _(que, para maior clareza, suponho existirem juntos, sem que outros tenham existido antes)_, não bastará _(para dar razão a que existam vinte homens)_ apontar como causa a natureza humana em geral. Será preciso também mostrar a causa que faz com que não existam nem menos nem mais que vinte ; pois _(pela nota III.)_, para cada um deve haver uma causa que o faça existir. Ora, esta causa _(pelas notas II. e III.)_ não pode estar contida na natureza humana, pois a verdadeira definição de homem não envolve o número vinte. Então _(pela nota IV.)_, a causa com que faz que existam estes vinte homens, e por conseguinte faz com que cada um exista, deve necessariamente estar fora de cada um. Donde se deve concluir de forma absoluta que todas as coisas, cuja natureza é tal que possam existir diversos indivíduos, devem precisam necessariamente de uma causa externa para existir. Agora, já que à natureza da substância pertence o existir _(pelo que já mostramos neste Escólio)_, sua definição deve envolver a existência necessária, e, por conseguinte, sua própria existência deve ser concluída apenas de sua definição. Ora, de sua própria definição _(como mostramos nas notas II. e III.)_ não se pode seguir a existência de várias substâncias. Logo, segue-se necessariamente que existe uma única [substância] de mesma natureza, como havia sido proposto." + } + ] + }, + { + "id": "109", + "title": "PROPOSIÇÃO 9", + "text": "_Quanto mais uma coisa tem de realidade ou de ser, mais atributos lhe competem._", + "childs": [ + { + "id": "109d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente pela _[Défin. 4](1d4)_." + } + ] + }, + { + "id": "110", + "title": "PROPOSIÇÃO 10", + "text": "Cada atributo de uma substância deve ser concebido por si.", + "childs": [ + { + "id": "110d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Atributo é o que o intelecto percebe de uma substância como constituindo sua essência _(pela [Defin. 4](1d4))_ e, por conseguinte _(pela [Defin. 3](1d3))_, deve se conceber por si. QED." + }, + { + "id": "110sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Daqui se torna claro que, embora dois atributos sejam concebidos como realmente distintos, isto é, que um seja concebido sem ajuda do outro, não podemos concluir que constituam dois entes, ou duas substâncias diversas. Pois é da natureza da substância que cada um de seus atributos seja concebido por si. E, no entanto, todos os seus atributos sempre nela existiram simultaneamente e não foram produzidos um pelo outro, mas cada um exprime a realidade ou o ser da substância. Longe está de ser absurdo atribuir vários atributos a uma mesma substância. Assim é evidente que na natureza cada ente deve ser concebido em algum atributo, e que, quanto mais realidade ou ser ele tiver, mais atributos terá, e que [os atributos] exprimem necessidade, ou eternidade, e infinidade. E, por conseguinte, nada é mais claro que o fato de que o ente absolutamente infinito deve se definir _(como ensinamos em [Defin. 6](1d6))_ como um ente composto de infinitos atributos, cada um exprimindo certa essência eterna e infinita. E se alguém perguntar por que sinal podemos reconhecer a diferença entre as substâncias, leia as Proposições seguintes, que mostrarão que na natureza existe apenas uma única substância e que ela é absolutamente infinita. Portanto este sinal será procurado em vão." + } + ] + }, + { + "id": "111", + "title": "PROPOSIÇÃO 11", + "text": "_Deus, ou, dito de outro modo, uma substância composta de infinitos atributos, cada um deles exprimindo uma essência neterna e infinita, existe necessariamente._", + "childs": [ + { + "id": "111d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se o negas, conceba se puder que Deus não existe e que _(pelo [Axiom. 7](1a7))_ sua essência não envolve existência. Ora, isto _(pela [Prop. 7](107))_ é absurdo : logo Deus existe necessariamente. QED." + }, + { + "id": "111a1", + "type": "_Alternativamente_", + "text": "Para toda coisa devemos assinalar uma causa ou razão tanto para que ela exista como para não exista. Por exemplo, se um triângulo existe, deve haver uma causa ou razão para que ele exista ; e se ele não existe, deve igualmente haver uma causa que o impeça de existir ou que suprima sua existência. Além disso, a verdadeira razão ou causa, ou está contida na natureza da coisa, ou lhe é externa. Por exemplo, a razão da não existência de um círculo quadrado está indicada por sua própria natureza, pois ela envolve uma contradição. E, inversamente, a existência da substância se segue de sua natureza, que envolve a existência _(ver [Prop. 7](107))_. Mas a razão que faz com que um círculo ou um triângulo exista ou não, se segue, não de sua natureza, mas da ordem da natureza corpórea inteira. Dela deve se seguir que exista agora necessariamente um triângulo ou que seja impossível que ele exista agora. Estas coisas são evidentes. Donde se segue que existe necessariamente aquilo que nenhuma razão ou causa impede de existir. Se, portanto, não pode haver nenhuma razão ou causa que impeça Deus de existir, ou que seja capaz de tolher sua existência, então Ele existe necessariamente. Ora, se houvesse tal razão ou causa, ela deveria estar, ou na própria natureza de Deus, ou fora dela, isto é, em uma outra substância de outra natureza. Pois se ela fosse de mesma natureza, por isso mesmo teríamos que conceder que Deus existe. Ora, uma substância de outra natureza não teria nada em comum com Deus _(pela [Prop. 2](102))_ e não poderia nem pôr nem tolher a existência de Deus. Já que a razão ou causa que poderia tolher a existência de Deus não pode estar fora da natureza divina, ela deveria, se Deus não existe, se encontrar necessariamente dentro de sua própria natureza, que, por isso, envolveria contradição. Ora, afirmar isto do Ente absolutamente infinito e sumamente perfeito é absurdo. Logo, não há nem em Deus nem fora de Deus nenhuma causa ou razão que lhe tolha a existência e, portanto, Deus existe necessariamente. QED." + }, + { + "id": "111a2", + "type": "_Alternativamente_", + "text": "Poder não existir é uma impotência, e, ao contrário, poder existir é uma potência _(como é evidente)-. Se, portanto, existissem agora necessariamente apenas entes finitos, então os entes finitos seriam mais potentes do que o Ente absolutamente infinito: e isto _(como é evidente)_ é um absurdo ; e, portanto, ou nada existe, ou o Ente absolutamente infinito existe também. Ora nós existimos, seja em nós ou em outra coisa que exista necessariamente _(veja [Axiom. 1](1a1) e [Prop. 7](107))_. Portanto, o Ente absolutamente infinito, isto é _(pela [Defin. 6](1d6))_, Deus, existe necessariamente. QED." + }, + { + "id": "111sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Nesta última demonstração, quis mostrar a existência de Deus _a posteriori_ para que a demonstração fosse mais fácil de perceber, o que não quer dizer que a existência de Deus não se siga _a priori_ do mesmo fundamento. Pois numa vez que poder existir é uma potência, segue-se que, quanto mais realidade compete à natureza de uma coisa, mais força ela tem de existir. E, precisamente, o ser absolutamente infinito, ou Deus, tem uma potência nabsoluta e infinita de existir e, portanto, existe absolutamente. Mas talvez muitos não tenham facilidade de ver a evidência desta demonstração, acostumados que estão a só contemplar coisas que são determinadas por causas externas. Eles vêem nelas que as coisas que são feitas rapidamente, isto é, as que existem facilmente, também perecem facilmente. Inversamente, julgam que coisas às quais muitas coisas se relacionam, são mais difíceis de fazer, isto é, não existem facilmente. Mas para livrá-los destes preconceitos, não tenho necessidade de mostrar aqui a razão por que é verdadeiro dito o _que é feito rápido, rápido perece_, nem de mostrar que com relação à natureza inteira todas as coisas são igualmente fáceis. É suficiente notar que não falo aqui de coisas que existem devido a causas externas, mas apenas da substância, que _(pela [Prop. 6](106))_ não pode ser produzida por nenhuma causa externa. Pois as coisas que existem devido a causas externas, quer sejam compostas de muitas ou poucas partes, devem toda sua perfeição ou realidade à potência (virtus) da causa externa, e, por conseguinte, sua existência se origina da perfeição da causa externa e da perfeição delas mesmas. Ao contrário, a perfeição da substância não se deve a nenhuma causa externa, pois sua existência só deve se seguir de sua própria natureza, que é sua própria essência. Portanto, a perfeição de uma coisa não lhe tolhe a existência, mas, ao contrário, a estabelece, enquanto que a imperfeição esta sim tolhe a existência. Donde não podemos estar mais certos da existência algo do que da existência do Ente absolutamente infinito, ou perfeito, isto é Deus. Pois sua essência exclui toda imperfeição e envolve a perfeição absoluta, fato que dá à sua existência a mais alta certeza e suprime toda razão para dela duvidar, o que, acredito, ficará claro para quem preste mediana atenção." + } + ] + }, + { + "id": "112", + "title": "PROPOSIÇÃO 12", + "text": "_Não se pode conceber verdadeiramente nenhum atributo do qual se siga que a substância possa se dividir._", + "childs": [ + { + "id": "112d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "As partes em que a substância se dividiria, ou guardariam a natureza da substância, ou não. No primeiro caso, cada parte deveria ser _(pela [Prop. 8](108))_ infinita _(pela [Prop. 6](106))_, causa de si e _(pela [Prop. 5](105))_ consistir em um atributo diferente, donde, de uma substância se poderia constituir várias, o que _(pela [Prop. 6](106))_ é absurdo. Acrescente-se a isso que _(pela [Prop. 2](102))_ as partes não teriam nada em comum com o todo, e o todo _(pela [Defin. 4](1d4) e [Prop. 10](110))_ poderia ser e ser concebido sem as suas partes, o que é um absurdo para além de qualquer dúvida. No segundo caso, a saber, em que as partes não guardariam a natureza da substância, a substância perderia sua natureza e deixaria de existir, o que _(pela [Prop. 7](107))_ é absurdo." + } + ] + }, + { + "id": "113", + "title": "PROPOSIÇÃO 13", + "text": "_Uma substância absolutamente infinita é indivisível._", + "childs": [ + { + "id": "113d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se fosse divisível, as partes em que se dividiria, ou guardariam a natureza da substância absolutamente infinita, ou não. No primeiro caso, haveria várias substâncias de mesma natureza, o que _(pela [Prop. 5](105))_ é absurdo. No segundo caso, a substância absolutamente infinita _(como vimos acima)_ deixaria de existir, o que _(pela [Prop. 11](111))_ é absurdo." + }, + { + "id": "113c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Segue-se que nenhuma substância, e consequentemente, nenhuma substância corpórea, pode, enquanto substância, ser divisível." + }, + { + "id": "113sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Compreende-se mais simplesmente que a substância é indivisível, tendo em vista que a natureza da substância só pode ser concebida como infinita, mas uma parte da substância só pode ser entendida como uma substância finita, implicando _(pela [Prop. 8](108))_ em contradição evidente." + } + ] + }, + { + "id": "114", + "title": "PROPOSIÇÃO 14", + "text": "_Afora Deus não pode haver nem ser concebida nenhuma substância._", + "childs": [ + { + "id": "114d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Como Deus é o ente absolutamente infinito, que não pode ser negado por nenhum atributo exprimindo a essência da substância _(pela [Defin. 6](1d6))_ e que existe necessariamente _(pela [Prop. 11](111))_, se houvesse alguma substância além de Deus, ela deveria se explicar por algum atributo de Deus e existiriam duas substâncias de mesmo atributo, o que _(pela [Prop. 5](105))_ é absurdo. Donde não pode haver, nem consequentemente ser concebida, nenhuma substância afora Deus. Pois se fosse possível conceber tal substância, ela deveria ser necessariamente ser concebida como existente, o que _(pela primeira parte desta Demonstr.)_ é absurdo. Logo, afora Deus não pode haver nem ser concebida nenhuma substância. QED." + }, + { + "id": "114c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "Segue-se de forma claríssima : I. Que Deus é único, isto é _(pela [Defin. 6](1d6))_, que na natureza só há uma substância, que é absolutamente infinita, como indicamos no _[Escólio Prop 10](110sc)_." + }, + { + "id": "114c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "Segue-se : II. que a coisa extensa e a coisa pensante ou são atributos de Deus ou _(pelo [Axiom. 1](1a1))_ são afecções dos atributos de Deus." + } + ] + }, + { + "id": "115", + "title": "PROPOSIÇÃO 15", + "text": "_Tudo que é, é em Deus e sem Deus nada pode ser nem ser concebido._", + "childs": [ + { + "id": "115d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Afora Deus não pode haver nem ser concebida nenhuma substância _(pela [Prop. 14](114))_, isto é _(pela [Defin. 3](1d3))_ nenhuma coisa que é em si e é concebida por si. E os modos _(pela [Defin. 5](1d5))_ não podem ser nem ser concebidos sem a substância e, portanto, só podem ser na natureza divina e só podem ser concebidos por ela. Ora, nada existe além de substâncias e modos _(pelo [Axiom. 1](1a1))_. Logo, nada pode ser nem ser concebido sem Deus. QED." + }, + { + "id": "1p15-sco", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Há quem imagine que Deus, à semelhança do homem, é composto de corpo e mente e está sujeito às paixões. Mas o quão eles se afastam da verdadeiro conhecimento de Deus já foi suficientemente estabelecido pelo que demonstramos. Mas os deixo delado, pois todos os que contemplaram de algum modo a natureza divina negam que Deus seja corpóreo. Eles o provam muito bem partindo de que entendemos por corpo algo dotado de quantidade, comprimento, largura e profundidade e limitado por alguma figura e isto não pode ser dito de Deus, o ente absolutamente infinito, sem recair no maior dos absurdos. E, no entanto, por outros argumentos que acrescentam no esforço por demonstrar a mesma coisa, mostram claramente que removem por completo a substância corpórea ou extensa da natureza divina, estabelecendo que ela foi criada por Deus. Mas por qual potência divina ele pôde criá-la, eles mesmos ignoram, mostrando claramente que não entendem o que eles mesmos dizem. Quanto a mim, demonstrei com clareza, a meu juízo pelo menos _(vide [Corol. Prop. 6](106c) e [Esc. 2 Prop. 8](108sc2))_, que nenhuma substância pode ser produzida ou criada por outra coisa. Em seguida, na _[Prop. 14](114)_, mostramos que afora Deus não pode haver ou ser concebida nenhuma substância, donde concluímos que a substância extensa é um dos infinitos atributos de Deus. Mas para uma explicação mais completa, refutarei os argumentos dos adversários que recaem no seguinte. Primeiramente, a substância corpórea, enquanto substância, é composta de partes, pensam eles. Por esta razão negam que ela possa ser infinita e que possa pertencer a Deus. E explicam isto por múltiplos exemplos, dos quais mencionarei um ou outro. Se a substância corpórea é infinita, dizem, conceba-se sua divisão em duas partes. Cada uma delas será ou finita ou infinita. Se for finita, o infinito seria composto de duas partes finitas, o que é absurdo. Se for infinita, haveria um infinito duas vezes maior que outro, o que também é absurdo. Além disso, se uma quantidade infinita for medida em partes de um pé, deve ser composta de infinitas de tais partes, da mesma forma como se for medida em partes de uma polegada, e assim um número infinito será doze vezes maior que outro número, o que é não menos absurdo. ![Graph 1](/assets/img/graph-01.png) Finalmente, se concebemos que de um ponto de certa quantidade infinita, duas linhas, sejam AB e AC, que têm no início uma distância determinada, se projetam ao infinito. É certo que a distância entre B e C aumentará continuamente, até se transformar, de determinada que era, em indeterminada. E como tais absurdos se seguem, pensam eles, de que se supõe uma quantidade infinita, concluem que a substância corpórea deve ser finita e, consequentemente, que ela não deve pertencer à essência de Deus. Um segundo argumento aponta para a suma perfeição de Deus. Deus sendo o ente sumamente perfeito, dizem eles, não pode ser passivo. Mas a substância corpórea, que é divisível, pode ser passiva, donde se segue que ela não pertence à essência de Deus. Estes são argumentos que encontro nos escritores que se esforçam por mostrar que a substância corpórea é indigna da natureza divina e não pode a ela pertencer. Mas em verdade, quem prestar atenção verá que já lhes respondi, pois tais argumentos estão fundados na suposição de que a substância corpórea é composta de partes, o que _(pela [Prop. 12](112) e [Corol. Prop 13](113c))_ mostrei ser absurdo. Em seguida, quem quiser corretamente examinar a coisa verá que todos estes absurdos _(se forem todos absurdos, o que por ora não discuto)_, através dos quais procuram concluir que a substância extensa é finita, não seguem nem um pouco da suposição de uma quantidade infinita, e sim da suposição de uma quantidade infinita mensurável e composta de partes finitas. E, portanto, os absurdos que disso se seguem podem apenas concluir que uma quantidade infinita não é mensurável e que não pode ser composta de partes finitas. Mas isso é justamente o que nós _([Prop. 12](112), etc.)_ já demonstramos. E assim a arma que nos apontaram na verdade se volta contra eles. Se, portanto, deste absurdo pretendem concluir que a substância extensa deve ser finita, fazem como aquele que, tendo imaginado que o círculo tem as propriedades do quadrado, conclui não ter o círculo não um centro a partir do qual as linhas tiradas com relação à circunferência são iguais. Pois a substância corpórea, que só pode ser concebida como infinita, única e indivisível _(veja Prop. [8](108), [5](105) e [12](112))_, eles a concebem composta de partes finitas, múltiplas e divisíveis, para poder então concluir que ela é finita. Igualmente, é assim que outros, após terem imaginado que uma linha é composta de pontos, souberam inventar numerosos argumentos para mostrar que uma linha não pode ser infinitamente dividida. Com efeito, não é menos absurdo supor que a substância corpórea seja composta de corpos ou partes, do que supor um corpo composto de superfícies, superfícies compostas de linhas e linhas compostas de pontos. E isto, todos os que sabem que uma razão clara é infalível devem reconhecer – e, em primeiro lugar, os que negam a existência do vácuo. Pois se a substância corpórea Pudesse ser dividida de forma que suas partes fossem realmente distintas, não poderia uma parte ser eliminada enquanto as partes remanescentes mantivessem suas conexões anteriores? E por que todas as partes devem se ajustar de forma que não haja vácuo? Certamente, se as coisas são realmente distintas entre si, uma pode ser e manter sua condição sem as outras. Mas como não há vácuo na natureza (ver sobre isso alhures), devendo todas as partes dela concorrer para que não haja vácuo, segue-se que estas partes não podem ser realmente distintas, isto é, que a substância corpórea, enquanto substância, não pode ser dividida. Se, entretanto, perguntarmos por que razão somos naturalmente propensos a fazer divisões de quantidade, responderei que podemos conceber a quantidade de dois modos: seja abstratamente (ou superficialmente) na medida em que imaginamos, seja como substância, o que só pode ser feito pelo intelecto. Se atentamos para a quantidade como ela é na imaginação, o que fazemos frequentemente e com facilidade, vemos que ela é finita, divisível e composta de partes. Mas se a atentamos a ela como ela é no intelecto e a concebemos como substância, o que acontece raramente e com grande dificuldade, vemos, e isso já demonstramos, como infinita, única e indivisível. Por exemplo, podemos conceber que a água, enquanto água, pode ser dividida e que suas partes se separam umas das outras. Mas a água, enquanto substância corpórea não ser separada nem dividida. E Isto é evidente para todos os que saibam distinguir entre imaginação e intelecto, particularmente ao atentar que a matéria é a mesma em todo lugar, e as partes são distintas apenas na medida em que concebemos a matéria como sendo afetada de diferentes maneiras – as partes, portanto, são distintas modalmente e não realmente. Por exemplo, podemos conceber que a água, enquanto água, seja divisível e suas partes possam ser separadas umas das outras. Mas a água, enquanto substância corpórea não pode ser separada nem dividida. E novamente, a água, enquanto água, pode ser gerada e corrompida, mas enquanto substância não pode ser nem gerada nem Corrompida. Com isso julgo ter respondido ao segundo argumento, posto que ele está fundado na suposição de que a matéria, como substância, é divisível e composta de partes. E mesmo que assim não fosse, ignoro por que [a matéria] seria indigna da natureza divina, pois _(pela [Prop. 14](114))_ fora de Deus não pode haver nenhuma substância que o tornasse passivo. Eu digo que todas as coisas são em Deus e que tudo o se que acontece, acontece somente através das leis da natureza infinita de Deus e se segue (mostrarei em seguida) da necessidade de sua essência. Então, não há razão alguma para dizer que Deus possa ser passivo ou que a sustância extensa (ainda que seja suposta como divisível, mas concedendo ser ela eterna e infinita) seja indigna da natureza divina. Mas a este propósito basta pelo momento." + } + ] + }, + { + "id": "116", + "title": "PROPOSIÇÃO 16", + "text": "_Da necessidade na natureza divina devem se seguir infinitas coisas de infinitos modos (isto é, tudo o que possa ser cair sob um intelecto infinito)._", + "childs": [ + { + "id": "116d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta proposição deve ser evidente para qualquer um, bastando para isso atentar para que o intelecto conclui, da definição de uma coisa (isto é, da própria essência da coisa), diversas propriedades que dela se seguem necessariamente, e que estas são em maior número quanto mais realidade a definição da coisa exprimir, isto é quanto mais realidade a essência da coisa envolver. E como a natureza divina tem absolutamente infinitos atributos _(pela [Defin. 6](1d6))_, cada um dos quais exprimindo uma essência infinita em seu gênero, então de sua necessidade devem se seguir necessariamente infinitas de coisas de infinitos modos (isto é, tudo o que possa ser cair sob um intelecto infinito). QED." + }, + { + "id": "116c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "Disso segue-se I. que Deus é causa eficiente de todas as coisas que possam cair sob um intelecto infinito." + }, + { + "id": "116c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "Segue-se II. que Deus é causa por si e não por acidente." + }, + { + "id": "116c3", + "type": "COROLÁRIO 3", + "text": "Segue-se III. que Deus é absolutamente causa primeira." + } + ] + }, + { + "id": "117", + "title": "PROPOSIÇÃO 17", + "text": "_Deus age apenas pelas leis de sua natureza e não é compelido por ninguém._", + "childs": [ + { + "id": "117d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Mostramos na _([Prop. 16](116))_ que somente da necessidade da natureza divina, ou (o que é o mesmo) somente das leis de sua natureza, se seguem absolutamente infinitas coisas. Na _([Prop. 15](115))_ demonstramos que sem Deusnada pode ser nem ser concebido e que tudo o que é, é em Deus. Portanto, nada pode haver fora dele que o determine ou coaja a agir, e assim, ele age somente pelas leis de sua natureza e não é compelido por ninguém. QED." + }, + { + "id": "117c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "Disso se segue I. que não há causa, extrínseca a Deus ou intrínseca, que o incite a agir, além a perfeição de sua natureza." + }, + { + "id": "117c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "Segue-se II. que somente Deus é causa livre. Com efeito, Deus existe somente pela necessidade de sua natureza _(pela [Prop. 11](111) e [Corol. 1 Prop. 14](114c1))_, e age somente pela necessidade de sua natureza _[Prop. preced.](117)_. Donde _(pela [Defin. 7](1d7))_ somente ele é causa livre. QED" + }, + { + "id": "117sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Outros pensam ser Deus causa livre, por poder (pensam eles) fazer com que coisas que dissemos seguirem-se de sua natureza (isto é, que estariam em seu poder) não se fizessem, ou que não fossem produzidas por ele. Mas isso é como se dissessem que Deus pudesse fazer com que da natureza do triângulo não se seguisse que seus três ângulos somam dois retos, ou, dito de outro modo, que dada uma causa dela não se seguisse o efeito – mas isso é absurdo. Ademais, mostrarei abaixo, sem a ajuda desta Proposição, que nem o intelecto nem a vontade pertencem à natureza de Deus. Sei, é claro, que muitos acreditam ser possível demonstrar que o sumo intelecto e a vontade livre pertencem à natureza de Deus, pois dizem não conhecer o que possa ser atribuído a Deus de Mais perfeito do que aquilo que em nós é a suma perfeição. Ademais, ainda que concebam Deus como sumamente inteligente, eles não crêem que ele faça existir tudo o que entende em ato – pois pensam que desta maneira a potência de Deus seria destruída. Se ele tivesse criado, dizem eles, tudo o que é em seu intelecto, nada mais poderia criar, o que, crêem, repugna a onipotência de Deus ; e é por isso que preferem estabelecer um Deus indiferente a tudo, criando apenas o que ele, por um decreto absoluto da vontade, decidiu criar. Penso, ao contrário, ter mostrado claramente _(ver [Prop. 16](116))_ que da suma potência de Deus, isto é, de sua natureza infinita, se seguem sempre, ou resulta sempre com a mesma necessidade, infinitas coisas, de infinitos modos, isto é, tudo. E isto da mesma maneira que da natureza de um triângulo se segue, de toda eternidade e para toda a eternidade, que a soma dos três ângulos é igual a dois retos. Pois a onipotência de Deus foi em ato, desde toda a eternidade, e continuará em ato para toda a eternidade. E assim estabelecemos a onipotência de Deus de um modo, a meu juízo, muito mais perfeito. Mais do que isso. Meus adversários é que parecem, me permitam a franqueza, negar a onipotência de Deus. Pois são forçados a confessar que Deus compreende uma infinidade de coisas criáveis, mas que ele não pode jamais criar. Segundo eles, se ele criasse tudo o que compreende, esgotaria sua onipotência e se tornaria imperfeito. Para estabelecer que Deus é perfeito eles são levados reduzi-lo, ao mesmo tempo, a não poder fazer tudo que está ao alcance de sua potência. E não vejo o que poderia ser imaginado de mais absurdo e mais incompatível com a onipotência de Deus. Além disso – para dizer algo sobre o intelecto e a vontade que são comumente atribuídos a Deus – se a vontade e o intelecto pertencessem à essência eterna de Deus, deveríamos entender por cada um destes atributos algo muito diferente do que é normalmente entendido pelos homens. Pois o intelecto e a vontade que constituiriam a essência de Deus em tudo difeririam de nosso intelecto e vontade, só podendo concordar com eles no nome. Não concordariam um com o outro mais que a constelação cão concorda com o cão, animal que late. Demonstrarei isto a seguir. Se o intelecto pertence à natureza divina, ele não pode ser, por natureza, como nosso intelecto, que é ora posterior às coisas que entende (como muitos supõe), ora simultâneo, uma vez que Deus é anterior em causalidade a todas as coisas _(pelo [Corol. 1 Prop. 16](116c1))_. Ao contrário, se a verdade e a essência formal das coisas são como são é por que existem objetivamente no intelecto de Deus. E, portanto, o intelecto de Deus, concebido como constituindo a essência de Deus, é na verdade causa tanto da essência como da existência de todas as coisa. Isto parece ter sido notado por aqueles que afirmam que o intelecto, a vontade e a potência de Deus são uma só e a mesma coisa. E se o intelecto de Deus é a causa única das coisas, a saber, tanto da essência como da existência delas, ele deve ser diferente delas tanto com relação à essência como à existência. Pois o causado difere da sua causa precisamente pelo que dela guarda. Por exemplo, um homem é causa da existência e não da essência de outro homem, pois esta é uma verdade eterna. Por isso eles podem concordar completamente quanto à essência. Mas quanto à existência eles devem diferir, tanto que se um perecer o outro não perecerá. Mas se a essência de um pudesse ser destruída ou tornada falsa, a existência do outro também seria destruída. Eis por que uma coisa que é causa de um efeito, tanto de sua essência quanto de sua existência, deve diferir de tal efeito tanto pela essência quanto pela existência. Ora, o intelecto de Deus é causa de nosso intelecto, tanto de sua essência como de sua existência, e, portanto, o intelecto de Deus, concebido como constituindo a essência divina, difere de nosso intelecto com respeito tanto à essência quanto à existência e só pode concordar com ele no nome, como queríamos. A propósito da vontade procede-se do mesmo modo, como todos podem ver facilmente." + } + ] + }, + { + "id": "118", + "title": "PROPOSIÇÃO 18", + "text": "_Deus é causa imanente de todas as coisas e não causa transitiva._", + "childs": [ + { + "id": "118d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Tudo o que é, é em Deus e deve ser concebido por Deus _(pela [Prop. 15](115))_, e então _(por [Cor. 1 Prop. 16](116c1))_, Deus é causa das coisas que são nele mesmo, o que é o primeiro ponto. Em seguida, afora Deus não pode haver nenhuma substância _(pela [Prop. 14](114))_, isto é _(pela [Defin. 3](1d3))_, nenhuma coisa que seja em si e fora de Deus, o que é o segundo ponto. Logo, Deus é causa imanente de todas as coisas e não causa transitiva. QED." + } + ] + }, + { + "id": "119", + "title": "PROPOSIÇÃO 19", + "text": "_Deus é eterno, ou, dito de outro modo, todos os atributos de Deus são eternos._", + "childs": [ + { + "id": "119d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Deus _(pela [Defin. 6](1d6))_ é uma substância, que _(pela [Prop. 11](111))_ existe necessariamente, isto é _(pela [Prop. 7](107))_, a cuja natureza pertence o existir, ou (o que é o mesmo) de cuja definição se segue seu próprio existir e, por conseguinte _(pela [Defin. 8](1d8))_, que é eterno. Em seguida, por atributos de Deus é preciso entender _(pela [Defin. 4](1d4))_ o que exprime a essência da substância divina, isto é, aquilo que pertence à substância (é isto mesmo, digo, o que os atributos devem envolver). Ora, à natureza da substância _(como já demonstrei em [Prop. 7](107))_ pertence a eternidade, logo, cada um dos atributos deve envolver a eternidade e, portanto, todos são eternos. QED." + }, + { + "id": "119sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta Proposição decorre também de forma claríssima do modo como demonstrei _([Prop. 11](111))_ a existência de Deus. Daquela demonstração, se fica sabendo que a existência de Deus, assim como sua essência, é uma verdade eterna. Além disso, demonstrei de outro modo _(Prop. 19 Princípios de Descartes)_ a eternidade de Deus e não é preciso repeti-lo aqui." + } + ] + }, + { + "id": "120", + "title": "PROPOSIÇÃO 20", + "text": "_A existência de Deus e sua essência são uma só e mesma coisa._", + "childs": [ + { + "id": "120d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Deus _(pela [Prop. preced.](119))_ e todos os seus atributos são eternos, isto é _(pela [Defin. 8](1d8))_, cada um de seus atributos exprime existência. Portanto, estes mesmos atributos de Deus _(pela [Defin. 4](1d4))_ explicam a essência eterna de Deus e explicam, ao mesmo tempo, sua existência eterna, isto é, aquilo mesmo que constitui a essência de Deus, constitui simultaneamente sua existência e, por conseguinte, sua existência e sua essência são uma só e mesma coisa. QED." + }, + { + "id": "120c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "Disso se segue I. que a existência de Deus, assim como sua essência, é uma verdade eterna." + }, + { + "id": "120c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "Segue-se II. que Deus, ou que todos os atributos, são imutáveis. Pois, se mudassem com relação à existência, deveriam _(pela [Prop. preced. ](120))_ mudar com relação à essência, isto é _(como é evidente por si)_, de verdadeiros se tornariam falsos, o que é absurdo." + } + ] + }, + { + "id": "121", + "title": "PROPOSIÇÃO 21", + "text": "_Tudo o que se segue da natureza absoluta de um atributo de Deus deve existir sempre e ser infinito, ou, dito de outro modo, deve ser, por este atributo, eterno e infinito._", + "childs": [ + { + "id": "121d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Conceba, se possível (caso negue esta proposição), que se siga da natureza de Deus, em um atributo qualquer de Deus, uma coisa qualquer finita, com uma existência e uma duração determinadas, por exemplo, a idéia de Deus no pensamento. Ora, o pensamento, que supomos ser um atributo de Deus, é necessariamente _(pela [Prop. 11](111))_ infinito por sua natureza. Mas, na medida em que tem a idéia de Deus ele é suposto finito. Ora _(pela [Defin. 2](1d2))_, o pensamento só pode se conceber como finito se for limitado pelo próprio pensamento. Mas não pelo próprio pensamento enquanto constitui a idéia de Deus, pois, enquanto a supomos finita, e sim pelo pensamento enquanto ele não constitui a idéia de Deus que, no entanto _(pela [Prop. 11](111))_, deve existir necessariamente. Há, portanto, um pensamento que não constitui a idéia de Deus e isto é por que de sua natureza, enquanto pensamento absoluto, não se segue necessariamente a idéia de Deus. (Ele é concebido como constituindo e não constituindo a idéia de Deus.) O que é contra a hipótese. E, portanto, se a idéia de Deus no pensamento, ou qualquer coisa (o mesmo se aplica para qualquer coisa, pois a demonstração é universal) em qualquer atributo de Deus, se seguir da necessidade absoluta da natureza deste atributo, esta coisa deverá ser necessariamente infinita, o que era o primeiro ponto. Em seguida, o que se segue da necessidade da natureza de um atributo não pode ter duração determinada. Pois, se negá-lo, suponha uma coisa que se siga da necessidade da natureza de um atributo, por exemplo, a idéia de Deus, e suponha que por vezes esta idéia não existiu ou não existirá. Mas como se supõe que o pensamento é um atributo de Deus, deve existir necessariamente e ser imutável _(pela [Prop. 11](111) e [Corol. 2 Prop. 20](120c2))_. Então, para além dos limites da duração da idéia de Deus (pois é suposto que em algum tempo ela não existiu ou não existirá), o pensamento deve existir sem a idéia de Deus. Mas isso é contrário à hipótese, pois foi suposto que a idéia de Deus segue-se necessariamente do pensamento. Portanto, a idéia de Deus no pensamento, ou qualquer coisa que se siga necessariamente da natureza absoluta de um atributo qualquer de Deus, não pode ter uma duração determinada, mas que, por este atributo, esta coisa é eterna, o que era o segundo ponto. Note-se que devemos afirmar o mesmo de qualquer coisa que, em um atributo de Deus, se segue necessariamente da natureza absoluta de Deus." + } + ] + }, + { + "id": "122", + "title": "PROPOSIÇÃO 22", + "text": "_Tudo o que se segue de qualquer atributo de Deus, enquanto ele é modificado de uma modificação que, pelo mesmo atributo, existe necessariamente e é infinita, também deve existir necessariamente e ser infinito._", + "childs": [ + { + "id": "122d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A demonstração desta Proposição procede do mesmo modo que a [demonstração anterior](121d)." + } + ] + }, + { + "id": "123", + "title": "PROPOSIÇÃO 23", + "text": "_Todo modo que existe necessariamente e é infinito, deve ter se seguido necessariamente, seja da natureza absoluta de um atributo de Deus, seja de um atributo modificado por uma modificação que existe necessariamente e é infinita._", + "childs": [ + { + "id": "1p23-d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Pois um modo é em outro, pelo qual deve ser concebido _(pela [Defin. 5](1d5))_, isto é _(pela [Prop. 15](115))_, ele é somente em Deus e somente por Deus deve ser concebido. Se, portanto, um modo é concebido como infinito e existindo necessariamente, [tanto o ser infinito como e existência necessária] devem ser concluídas, ou percebidas por um atributo de Deus, enquanto concebido como exprimindo o infinito, a necessidade de existência, ou _(o que, pela [Defin. 8](1d8), é mesma coisa)_ a eternidade, isto é _(pela [Defin. 6](1d6) e pela [Prop. 19](119))_, enquanto considerado absolutamente. Logo, um modo que existe necessariamente e é infinito deve ter se seguido da necessidade absoluta de um atributo de Deus, e isto, seja imediatamente _(veja [Prop. 21](121))_, seja mediante uma modificação que se segue de sua natureza absoluta, isto é _(pela [Prop. preced.](122))_, que existe necessariamente e é infinita. QED." + } + ] + }, + { + "id": "124", + "title": "PROPOSIÇÃO 24", + "text": "_A essência das coisas produzidas por Deus não envolve a existência._", + "childs": [ + { + "id": "124d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Isto é evidente pela [Definição 1](1d1). Pois aquilo cuja natureza (considerada em si) envolve existência é causa de si e existe apenas pela necessidade de sua natureza." + }, + { + "id": "124c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que Deus não é apenas a causa de que as coisas comecem a existir, mas também de que elas perseverem no existir, ou, dito de outro modo (para usar um termo escolástico), Deus é causa do ser das coisas. Pois, que as coisas existam ou não, cada vez que atentamos para a essência delas, verificamos que ela não envolve nem existência nem duração. Logo sua essência não pode ser a causa nem de sua existência, nem de sua duração, mas somente Deus a cuja natureza pertence o existir _(pelo [Corol. 1 Prop.14](114c1))_." + } + ] + }, + { + "id": "125", + "title": "PROPOSIÇÃO 25", + "text": "_Deus não é apenas causa eficiente da existência das coisas, mas também de sua essência._", + "childs": [ + { + "id": "125d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se o negasse, Deus não seria a causa da essência das coisas e, _(pelo [Axiom. 4](1a4))_ a essência das coisas não poderia ser concebida sem Deus, o que _(pela [Prop. 15](115))_ é absurdo. Logo, Deus também é causa da essência das coisas. QED." + }, + { + "id": "125sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta Proposição se segue com mais clareza da [Proposição 16](116). Dela se segue que dada a natureza divina, deve necessariamente concluir-se tanto a essência como a existência das coisas. E, para dizê-lo em uma palavra, no mesmo sentido em que se diz que Deus é causa de si, deve-se dizer também que ele é causa de todas as coisas, como estabeleceremos de modo ainda mais claro no corolário seguinte." + }, + { + "id": "125c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "As coisas particulares são apenas afecções dos atributos de Deus, ou, dito de outra maneira, modos pelos quais os atributos de Deus se exprimem de maneira precisa e determinada. A demonstração é evidente a partir da [Proposição 15](115) e da [Definição 5](1d5)." + } + ] + }, + { + "id": "126", + "title": "PROPOSIÇÃO 26", + "text": "_Uma coisa que é determinada a operar algo foi necessariamente determinada a isso por Deus ; e uma coisa que não foi determinada por Deus [a operar algo], não pode determinar-se a si própria a fazê-lo._", + "childs": [ + { + "id": "126d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Aquilo pelo que as coisas são ditas determinadas a operar algo é necessariamente algo de positivo (como é evidente). E, Deus, pela necessidade de sua natureza, é causa eficiente tanto da essência como da existência [das coisas] _(pelas Prop. [25](125) e [16](116))_, o que é o primeiro ponto. Donde se segue também de forma claríssima o segundo ponto, pois se uma coisa que não é determinada por Deus pudesse determinar-se por si mesma, a primeira parte da proposição seria falsa, o que, como mostramos, é absurdo." + } + ] + }, + { + "id": "127", + "title": "PROPOSIÇÃO 27", + "text": "_Uma coisa que é determinada por Deus a operar algo, não pode se tornar indeterminada por si mesma._", + "childs": [ + { + "id": "127d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta proposição é evidente pelo [Axioma 3](1a3)." + } + ] + }, + { + "id": "128", + "title": "PROPOSIÇÃO 28", + "text": "_Toda coisa singular, isto é, toda coisa que é finita e tem uma existência determinada, só pode existir e ser determinada a operar se for determinada a existir e a operar outra causa, que, por sua vez, também deve ser finita e ter uma existência determinada. E esta causa, a seu turno, só pode existir e ser determinada a operar se for determinada por outra, também ela finita e com existência determinada, e assim ao infinito._", + "childs": [ + { + "id": "128d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Tudo o que é determinado a existir e a operar é assim determinado por Deus _(pela [Prop. 26](126) e [Corol. Prop. 24](124c))_. Ora, o que é finito e tem uma existência determinada não pode ter sido produzido pela natureza absoluta de um atributo de Deus, pois tudo o que se segue da natureza absoluta de um atributo de Deus é infinito e eterno _(pela [Prop. 21](121))_. Logo, deve ter se seguido de Deus ou de um atributo de Deus, enquanto considerado como afetado de certo modo, pois nada existe além da substância e dos modos _(pelo [Axiom. 1](1a1) e Def. [3](1d3) e [5](1d5))_ e os modos _(pelo [Corol. Prop. 25](125c))_ são as afecções dos atributos de Deus. Ora, [algo que é finito e tem uma existência determinada,] não pode ter se seguido nem de Deus nem de um atributo de Deus, enquanto afetado de uma modificação que é eterna e infinita _(pela [Prop. 22](122))_. Deve, portanto, ter se seguido, ou ter sido determinado a existir e a operar, de Deus ou de um atributo de Deus, enquanto modificado de uma modificação que é finita e tem uma existência determinada. O que era o primeiro ponto. Em seguida, esta causa, a seu turno, ou este modo _(pelo mesmo raciocínio com que demonstramos a primeira parte)_, deve ter se seguido de um outro, que também deve ser finito e ter sua existência determinada, e este último _(pela mesma razão)_, por outro, e assim sempre _(pela mesma razão)_, ao infinito. QED. " + }, + { + "id": "128sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Como algumas coisas devem ter sido produzidas por Deus imediatamente, a saber, as que se seguem necessariamente de sua natureza absoluta, e outras (que, todavia, não podem ser nem ser concebidas sem Deus) [devem ter sido produzidas] mediante estas primeiras, segue-se : I. Que Deus é causa absolutamente próxima das coisas por ele produzidas imediatamente e não [causa próxima] em seu gênero, como dizem, pois os efeitos de Deus não podem ser nem ser concebidos sem ele, que é sua causa _(pela [Prop. 15](115) e [Corol. Prop. 24](124c))_. II. Que Deus não pode ser dito propriamente causa remota das coisas singulares, senão, talvez, para distinguir estas das que ele produziu imediatamente, ou melhor, das que seguem de sua natureza absoluta. Pois por causa remota entendemos uma causa tal que não está de forma alguma conectada a seu efeito. Ora, tudo o que é, é em Deus, e é de tal forma dependente de Deus que não pode sem ele nem ser nem ser concebido." + } + ] + }, + { + "id": "129", + "title": "PROPOSIÇÃO 29", + "text": "_Na natureza não há nada contingente, mas tudo é determinado pela necessidade da natureza divina a existir e a operar de certo modo._", + "childs": [ + { + "id": "129d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Tudo o que é, é em Deus _(pela [Prop. 15](115))_ e Deus não pode ser dito coisa contingente. Pois _(pela [Prop. 11](111))_ existe necessariamente e não de forma contingente. Além disso, os modos da natureza divina também se seguem dela necessariamente e não de forma contingente _(pela [Prop. 16](116))_, e isto, quer enquanto consideramos a natureza divina absolutamente _(pela [Prop. 21](121))_, quer enquanto a consideramos determinada a agir certo modo _(pela [Prop. 27](127))_. Além disso, Deus não é causa dos modos apenas enquanto simplesmente existem _(pelo [Corol. Prop. 24](124c))_, mas também _(pela [Prop. 26](126))_ enquanto os consideramos como determinados a operar algo. Pois se não forem determinados por Deus _(pela mesma [Prop.](126))_ é impossível, e não contingente, que eles se determinem a si próprios. E, ao contrário _(pela [Prop. 27](127))_, se Deus não os determinar, é impossível, e não contingente, que eles se tornem indeterminados por si próprios. Tudo, portanto, é determinado pela necessidade da natureza divina, não apenas a existir, mas a existir e a operar de certo modo e não há nada que seja contingente. QED." + }, + { + "id": "129sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Antes de prosseguir, gostaria de explicar, ou melhor, lembrar [ao leitor], o que nós entendemos por Natureza naturante e Natureza naturada. Estimo que do já exposto ficou estabelecido que por Natureza naturante entendemos o que é em si e se concebe por si, ou, em outras palavras, os atributos da substância, que exprimem uma essência eterna e infinita, isto é _(por [Corol. 1 Prop. 14](114c1) e [Corol. 2 Prop. 17](117c2))_, Deus enquanto considerado como causa livre. E por [Natura] naturada entendo tudo o que se segue da natureza de Deus, ou, de outro modo, [o que se segue] de cada um dos atributos de Deus, isto é, todos os modos de todos os atributos de Deus, enquanto são considerados como coisas que são em Deus e que sem Deus não podem nem ser nem ser concebidas." + } + ] + }, + { + "id": "130", + "title": "PROPOSIÇÃO 30", + "text": "_Um intelecto, seja finito em ato ou infinito em ato, deve compreender os atributos de Deus e as afecções dos atributos e nada mais._", + "childs": [ + { + "id": "130d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Uma idéia verdadeira deve convir com seu ideado _(pelo [Axiom. 6](1a6))_, isto é, _(como é evidente)_, o que o intelecto contém objetivamente deve necessariamente estar dado na natureza. Ora, na natureza _(pelo [Corol. 1 Prop 14](114c1))_ só existe uma substância, Deus, certamente, assim como só existem as afecções _(pela [Prop. 15](115))_ que são em Deus e que _(pela mesma [Prop.](115))_ sem Deus não podem nem ser nem serem concebidas. Portanto, um intelecto, seja finito em ato ou infinito em ato, deve compreender os atributos de Deus e as afecções dos atributos e nada mais. QED." + } + ] + }, + { + "id": "131", + "title": "PROPOSIÇÃO 31", + "text": "_Um intelecto em ato, seja ele finito ou infinito, assim como a vontade, o desejo, o amor, etc., deve ser referido à Natureza naturada e não à Natureza naturante._", + "childs": [ + { + "id": "131d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Por intelecto entendemos _(como é evidente)_ não o pensamento absoluto, mas apenas certo modo do pensamento, que difere de outros modos como o desejo, o amor, etc. e que, portanto _(pela [Def. 5](1d5))_, deve ser concebido pelo pensamento absoluto, a saber _(pela [Prop. 15](115) e [Def. 6](1d6))_, por um atributo de Deus que exprime a essência eterna e infinita do pensamento, e deve se concebido de tal sorte que sem ele não possa nem ser nem ser concebido. Logo, [o intelecto,] como os demais modos do pensamento, deve _(pelo [Esc. Prop. 29](129sc))_ ser referido à Natureza naturada e não à Natureza naturante. QED." + }, + { + "id": "131sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "A razão que me faz falar aqui de um intelecto em ato, não é que eu conceda a existência de um intelecto em potência, mas sim que, desejando evitar toda confusão, quis falar apenas da coisa percebida por nós da maneira mais clara do mundo, isto é, da própria intelecção. Pois não há nada que possamos compreender pelo intelecto que não conduza a um conhecimento mais perfeito da intelecção." + } + ] + }, + { + "id": "132", + "title": "PROPOSIÇÃO 32", + "text": "_A vontade não pode ser chamada de causa livre, mas apenas [causa] necessária._", + "childs": [ + { + "id": "132d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A vontade é apenas um certo modo do pensamento, assim como o intelecto. Por conseguinte, _(pela [Prop. 28](128))_ cada volição só pode existir e ser determinada a operar se for determinada por outra causa, e esta por outra, ao infinito. Mesmo que a vontade seja suposta infinita, ela também deve ser determinada a existir e operar por Deus, não enquanto é substância absolutamente infinita, mas enquanto tem um atributo que exprime a essência eterna e infinita do pensamento _(pela [Prop. 23](123))_. Logo, quer concebamos [a vontade] como finita ou infinita, ela requer uma causa que a determine a existir e operar e, portanto _(pela [Defin. 7](1d7))_ não pode ser dita causa livre, mas apenas necessária ou compelida. QED." + }, + { + "id": "132c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "Segue-se : I. que Deus não opera por liberdade da vontade." + }, + { + "id": "132c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "Segue-se : II. que a vontade e o entendimento têm a mesma relação com a natureza de Deus que o movimento e o repouso e são todos eles coisas absolutamente naturais que _(pela [Prop. 29](129))_ devem ser determinados por Deus a existir e a operar de certo modo. Pois a vontade, como todas as outras coisas, precisa de uma causa que a determine a existir e a operar de certo modo. E ainda que de uma vontade ou um intelecto dados possam se seguir infinitas coisas, não se pode dizer por isso que Deus aja por livre vontade, da mesma forma como não se pode dizer que ele aja por liberdade do movimento e do repouso devido às coisas que se seguem do movimento e do repouso (pois deles também podem se seguir infinitas coisas). Logo a vontade não pertence à natureza de Deus mais do que outras coisas naturais, mas ela tem com [a natureza de Deus] a mesma relação que o movimento e o repouso e todas as outras coisas que, como mostramos, seguem-se da necessidade da natureza divina e são determinadas a existir e a operar de certo modo." + } + ] + }, + { + "id": "133", + "title": "PROPOSIÇÃO 33", + "text": "_As coisas não poderiam ter sido produzidas por Deus de outro modo ou em outra ordem senão naquela em que foram produzidas._", + "childs": [ + { + "id": "133d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Dada a natureza de Deus, todas as coisas dela se seguiram necessariamente _(pela [Prop. 16](116))_ e foram determinadas pela necessidade da natureza Divina a existir e a operar de certo modo _(pela [Prop. 29](129))_. Se, portanto, as coisas pudessem ter outra natureza, ou pudessem ter sido determinadas de outro modo, de forma que a ordem da natureza fosse outra, então Deus poderia ter uma natureza diferente da que ele tem. E _(pela [Prop. 11](111))_ esta outra natureza também deveria existir e, consequentemente poderiam existir dois ou mais Deuses, o que _(pelo [Corol. 1 Prop. 14](114c1))_ é absurdo. Eis por que as coisas não poderiam ter sido produzidas por Deus de outro modo ou em outra ordem, etc. QED." + }, + { + "id": "133sc1", + "type": "ESCÓLIO 1", + "text": "Como assim mostrei de forma mais clara que a luz do meio dia que não há absolutamente nada nas coisas as faça serem ditas contingentes, gostaria agora de explicar brevemente o que devemos entender por contingente. Mas primeiro [explicarei o que devemos entender] por necessário e impossível. Uma coisa é dita necessária, seja em razão de sua essência ou em razão de sua causa. Pois a existência de uma coisa se segue necessariamente, seja de sua essência e definição, seja de uma dada causa eficiente. E uma coisa é chamada impossível por estas mesmas causas, isto é, seja por que sua essência ou definição envolve uma contradição, seja por que nenhuma causa externa foi determinada a produzir esta coisa. Mas uma coisa é dita contingente somente por um defeito de nosso conhecimento. Com efeito, uma coisa cuja essência ignoramos envolver contradição ou não – ou cuja essência sabemos não envolver contradição, sem poder, no entanto, afirmar nada com certeza a respeito de sua existência, uma vez que a ordem das causas nos escapa – esta coisa jamais nos parecerá como necessária nem como impossível e assim nós a chamamos, seja de contingente, seja de possível." + }, + { + "id": "133sc2", + "type": "ESCÓLIO 2", + "text": "Do que precede se segue que as coisas foram produzidas por Deus com suma perfeição, pois elas se seguiram necessariamente da mais perfeita natureza que há. E isto não revela nenhuma imperfeição de Deus, pois, com efeito, sua perfeição nos compele a afirmá-lo. Mais ainda, é da afirmação contrária que se seguiria claramente (como mostrei) que Deus não seria sumamente perfeito. Pois, se as coisas tivessem sido produzidas de outro modo, seria preciso atribuir a Deus uma outra natureza, diferente da que a consideração do Ente perfeitíssimo nos compele a lhe atribuir. Mas não duvido que muitos rejeitem esta maneira de pensar como absurda, recusando-se até a examiná-la. E isto unicamente por que eles se habituaram a atribuir a Deus um outro tipo de liberdade, bem diferente da que ensinamos _([Defin. 7](1d7))_, a saber uma vontade absoluta. Mas também não duvido que se eles quisessem meditar sobre o assunto e examinar cuidadosamente nossa série de demonstrações, acabariam por rejeitar inteiramente tal liberdade que ora atribuem a Deus, não apenas como fútil, mas como um grande obstáculo à ciência. E não é necessário repetir aqui o que dissemos no [Escólio da Proposição 17](117sc). E, no entanto, para agradá-los, mostrarei que concedendo pertencer a vontade à essência de Deus, segue-se de sua perfeição que as coisas não poderiam ter sido criadas por Deus de outro modo ou em outra ordem. Será fácil mostrá-lo se considerarmos, primeiramente, o que eles mesmos concedem, isto é, que depende apenas da vontade e do decreto de Deus que cada coisa seja o que é. Pois de outro modo Deus não seria a causa de todas as coisas. Deve-se observar, em seguida, que todos os decretos de Deus foram por ele próprio sancionados por toda a eternidade. Pois de outro modo poder-se-ia argüir sua imperfeição ou inconsistência. Mas como na eternidade não há _quando_ nem _antes_, nem _depois_, segue-se da perfeição mesma de Deus que ele não pode, nem nunca pôde, decretar algo de diferente, ou, dito de outro modo, Deus não foi antes de seus decretos e sem eles não pode ser. Mas eles dirão que não se seguiria nenhuma imperfeição de Deus se ele tivesse feito outra natureza, ou se tivesse decretado de toda a eternidade outra ordem da natureza. Mas se eles o dizem é por que concedem que Deus pode mudar seus decretos. Mas se Deus pudesse ter decretado algo diferente do que decretou sobre a natureza e sua ordem, isto é, se ele tivesse querido ou concebido algo diferente sobre a natureza, ele teria necessariamente uma vontade e um intelecto diferentes do que ele tem agora. E se é lícito atribuir a Deus outro intelecto e outra vontade, sem nenhuma mudança em sua essência e sua perfeição, porque não poderia ele agora mudar seus decretos sobre as coisas criadas permanecendo perfeito da mesma maneira? Pois [nesta doutrina] pouco importa para a essência e a perfeição de Deus, que seu entendimento e sua vontade concebam a natureza e a ordem das coisas criadas de uma forma ou de outra. Ademais, todos os filósofos que já vi concedem que em Deus não há intelecto em potência, mas apenas em ato. Mas como todos também concedem que seu intelecto e sua vontade não se distinguem de sua essência, segue-se que se Deus tivesse tido outro intelecto em ato e outra vontade, sua essência também teria sido outra. E assim (como concluí desde o princípio) se as coisas tivessem sido produzidas por Deus de outra forma, o intelecto de Deus e sua vontade ou (como se concede) sua essência teria sido outra, o que é absurdo. \nPortanto, como as coisas não poderiam ter sido produzidas por Deus de outro modo ou em outra ordem, e como se segue da suma perfeição de Deus que isto é verdade, nenhuma sã razão pode nos convencer a acreditar que Deus não quis criar todas as coisas existentes em seu intelecto com a mesma perfeição que ele as entende. Mas eles dizem que não há perfeição ou imperfeição nas coisas. E depende apenas da vontade de Deus que elas sejam perfeitas ou imperfeitas, boas ou más e, se Deus quisesse, poderia fazer com que algo que agora é perfeito se tornasse sumamente imperfeito e _vice-versa_. Mas isso seria afirmar abertamente que Deus, que necessariamente entende o que quer, poderia por sua vontade fazer com que ele mesmo entendesse as coisas de forma diferente do que ele entende, o que (como mostrei) é um grande absurdo. Posso, portanto, reverter o argumento do seguinte modo. Tudo depende do poder de Deus. E, portanto, para que as coisas pudessem ser diferentes, seria preciso necessariamente que a vontade de Deus também fosse diferente. Mas a vontade de Deus não pode ser diferente (como mostramos de forma evidente a partir da perfeição de Deus). Logo, as coisas não são podem ser diferentes. Confesso que a opinião que sujeita todas as coisas a uma vontade indiferente de Deus e torna todas as coisas dependentes de seu beneplácito, se afasta menos da verdade que a opinião dos que estabelece que Deus age sempre com vista ao bem. Pois estes parecem colocar algo fora de Deus, que não depende de Deus, a que Deus ao operar atenta como a um modelo, ou que ele visa como a um alvo. E isto é simplesmente submeter Deus ao destino. Nada mais absurdo pode ser sustentado sobre Deus, que, mostramos ser causa primeira e livre, tanto da essência de todas as coisas, como de sua existência. Não perderei, então, tempo em refutar este absurdo." + } + ] + }, + { + "id": "134", + "title": "PROPOSIÇÃO 34", + "text": "_A potência de Deus é sua própria essência._", + "childs": [ + { + "id": "134d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Da necessidade apenas da essência de Deus segue-se que Deus é causa de si _(pela [Prop. 11](111))_ e _(pela [Prop. 16](116) e [Corol.](116c1))_ de todas as coisas. Logo, a potência de Deus, pela qual ele mesmo e todas as coisas são e agem, é sua própria essência. QED." + } + ] + }, + { + "id": "135", + "title": "PROPOSIÇÃO 35", + "text": "_Tudo o que concebemos estar no poder de Deus, existe necessariamente._", + "childs": [ + { + "id": "135d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Tudo o que está no poder de Deus deve _(pela [Prop. preced.](134))_ estar compreendido em sua essência de forma que dela se siga necessariamente e, portanto, exista necessariamente." + } + ] + }, + { + "id": "136", + "title": "PROPOSIÇÃO 36", + "text": "_Nada existe de cuja natureza não se siga algum efeito._", + "childs": [ + { + "id": "136d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Tudo o que existe exprime de modo certo e determinado a natureza de Deus ou a essência de Deus _(pelo [Corol. Prop. 25](125c))_, isto é _(pela [Prop. 34](134))_, tudo o que existe exprime de modo certo e determinado a potência de Deus, que é causa de todas as coisas. Logo _(pela [Prop. 16](116))_, [de tudo o que existe] deve se seguir um efeito. QED." + } + ] + }, + { + "id": "1app", + "title": "APÊNDICE", + "text": "", + "childs": [] + }, + { + "title":"_Fim da Primeira Parte._", + "type":"filet" + } + ] + }, + { + "index": 2, + "id": "p2", + "title": "_Segunda Parte_, SOBRE _a Natureza e a Origem da_ MENTE.", + "enonces": [ + { + "id": "2pr", + "title": "", + "text":"", + "childs":[] + }, + { + "title":"DEFINIÇÕES", + "type":"title" + }, + { + "id": "2d1", + "title": "I.", + "text": "Por corpo entendo um modo de Deus que exprime de forma certa e determinada, a essência de Deus enquanto coisa extensa ; _vide [Corol. Prop. 25](125c) p. I_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d2", + "title": "II.", + "text": "Digo pertencer à essência de uma coisa aquilo que, uma vez dado, põe necessariamente a coisa e, uma vez suprimido, necessariamente a destrói ; ou aquilo sem o que a coisa não pode ser nem ser concebida e, ao reverso, aquilo que não pode ser nem ser concebido sem a coisa.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d3", + "title": "III.", + "text": "Por idéia entendo um conceito que a mente forma por que é coisa pensante.", + "childs": [ + { + "id": "2d3e", + "type": "EXPLICAÇÃO", + "text": "Digo conceito ao invés de percepção, pois a palavra percepção parece indicar que a Mente é passiva com relação ao objeto, enquanto conceito parece exprimir uma ação da Mente." + } + ] + }, + { + "id": "2d4", + "title": "IV. ", + "text": "Por idéia adequada entendo uma idéia que, enquanto considerada em si e sem relação com um objeto, tem todas as propriedades ou denominações intrínsecas de uma idéia verdadeira.", + "childs": [ + { + "id": "2d4e", + "type": "EXPLICAÇÃO", + "text": "Digo intrínsecas para excluir o que é extrínseco, isto é, a conveniência da idéia com seu ideado." + } + ] + }, + { + "id": "2d5", + "title": "V.", + "text": "Duração é a continuação indefinida do existir.", + "childs": [ + { + "id": "2d5e", + "type": "EXPLICAÇÃO", + "text": "Digo indefinida, pois [a duração] não pode ser determinada nem pela natureza da coisa existente, nem por sua causa eficiente, pois esta põe necessariamente a existência da coisa, mas não a destrói." + } + ] + }, + { + "id": "2d6", + "title": "VI.", + "text": "Por realidade e perfeição entendo a mesma coisa.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d7", + "title": "VII.", + "text": "Por coisas singulares entendo coisas que são finitas e têm existência determinada. E se vários indivíduos concorrem em uma ação de forma que todos juntos são causas de um efeito, considero-os todos, nesta medida, como uma coisa singular.", + "childs": [] + }, + { + "title":"AXIOMAS", + "type":"title" + }, + { + "id": "2a1", + "title": "I.", + "text": "A essência do homem não envolve existência necessária, isto é, da ordem da natureza tanto pode se fazer com que este ou aquele homem exista como que não exista.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a2", + "title": "II.", + "text": "O homem pensa.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a3", + "title": "III.", + "text": "Modos do pensamento como amor, desejo, ou tudo mais que seja designado como afeto da alma, não podem existir em um Indivíduo sem a idéia da coisa amada, desejada, etc. Mas esta idéia pode existir sem nenhum outro modo do pensamento.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a4", + "title": "IV.", + "text": "Sentimos que um certo corpo é afetado de muitos modos.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a5", + "title": "V.", + "text": "Não sentimos nem percebemos coisas singulares além dos corpos e dos modos do pensamento. \n_Vide Postulados [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) após a Proposição 13_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "201", + "title": "PROPOSIÇÃO 1", + "text": "_O pensamento é um atributo de Deus, ou, dito de outro modo, Deus é coisa pensante._", + "childs": [ + { + "id": "201d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Os pensamentos singulares, isto é, este ou aquele pensamento, são modos que exprimem a natureza de Deus de modo certo e determinado _(pelo [Cor. Prop. 25](125c), p. I)_. Portanto, eles competem a um atributo de Deus _(pela [Def. 5](1d5), p. I)_ que envolve o conceito de todos os pensamentos singulares, através do qual eles são concebidos. Portanto, o Pensamento é um dos infinitos atributos de Deus, que exprime a essência eterna e infinita de Deus _(vide [Def. 6](1d6), p. I)_, ou, dito de outro modo, Deus é coisa pensante. QED." + }, + { + "id": "201sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta proposição é evidente partindo de que podemos conceber um ente pensante infinito. Pois um ente pensante pode pensar tanto mais, quanto mais contiver de realidade ou perfeição. Logo um ente que pode pensar infinitas coisas de infinitos modos é necessariamente infinito pela força do pensamento. E assim, já que podemos conceber um Ente infinito atentando somente para o pensamento, então o Pensamento (pelas Defin. [4](1d4) e [6](1d6) p. I) é um dos atributos de Deus, como queríamos." + } + ] + }, + { + "id": "202", + "title": "PROPOSIÇÃO 2", + "text": "_A extensão é um atributo de Deus, ou, dito de outro modo, Deus é coisa extensa._", + "childs": [ + { + "id": "202d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A demonstração procede do mesmo modo que a [demonstração](201d) da proposição precedente." + } + ] + }, + { + "id": "203", + "title": "PROPOSIÇÃO 3", + "text": "_Há necessariamente em Deus uma idéia de sua essência e de tudo o que se segue de sua essência._", + "childs": [ + { + "id": "203d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Com efeito, Deus _(pela [Prop. 1](201))_ pode pensar infinitas coisas de infinitos modos, ou _(o que é o mesmo, pela [Prop. 16](116) p. I)_ pode formar uma idéia de sua essência e de tudo o que necessariamente se segue dela. Ora, tudo o que está no poder de Deus existe necessariamente _(pela [Prop. 35](135) p. I)._ Portanto, tal idéia existe necessariamente e _(pela [Prop. 15](115) p. I)_ [existe] em Deus. QED." + }, + { + "id": "203sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "O vulgo entende que a potência de Deus é a vontade livre de Deus e seu direito sobre todas as coisas, que por isso são consideradas comumente como contingentes. Pois Deus tem o poder, dizem eles, de tudo destruir e tudo reduzir ao nada. Além disso, eles comparam freqüentemente a potência de Deus à potência dos Reis. Mas nós refutamos isto nos Corolários [1](132c1) e [2](132c2) da Proposição 32 da Parte I e mostramos na [Proposição 16](116) da Parte I que Deus age com a mesma necessidade que compreende a si mesmo. Isto é, da mesma forma que se segue da necessidade da natureza divina (como todos afirmam de uma só voz) que Deus compreende a si mesmo, segue-se com a mesma necessidade que Deus faz uma infinidade de coisas de uma infinidade de maneiras. Em seguida mostramos, na [Proposição 34](134) da Parte I, que a potência de Deus é tão somente a essência atuante de Deus. E assim, para nós é tão impossível conceber que Deus não aja como conceber que ele não exista. Se desejasse prosseguir neste argumento, poderia mostrar também que a potência que o vulgo atribui falsamente a Deus é, não apenas humana (mostrando que o vulgo concebe Deus como homem, ou semelhante a um homem), mas também envolve impotência. Mas não quero falar sempre do mesmo tema. Peço apenas ao leitor que reflita repetidamente sobre o que foi dito sobre este assunto na Parte I, da [Proposição 16](116) até o final. Pois ninguém poderá perceber corretamente o que quero mostrar se não tomar extremo cuidado em não confundir a potência de Deus com a potência e o direito dos Reis." + } + ] + }, + { + "id": "204", + "title": "PROPOSIÇÃO 4", + "text": "_A idéia de Deus, donde se seguem infinitas coisas de infinitos modos, só pode ser única._", + "childs": [ + { + "id": "204d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Um intelecto infinito compreende somente os atributos de Deus e suas afecções _(pela [Prop. 30](130) p. I)_. Ora Deus é único _(pelo [Cor. 1 Prop 14](114c1) p. I)_. Portanto a idéia de Deus, donde se seguem infinitas coisas de infinitos modos, só pode ser única. QED." + } + ] + }, + { + "id": "205", + "title": "PROPOSIÇÃO 5", + "text": "_O ser formal das idéias reconhece como causa Deus apenas enquanto considerado como coisa pensante e não enquanto ele é explicado por qualquer outro atributo. Isto é, as idéias, tanto dos atributos de Deus como das coisas singulares, reconhecem por causa eficiente não seus ideados, ou, dito de outro modo, as coisas percebidas, mas o próprio Deus enquanto ele é coisa pensante._", + "childs": [ + { + "id": "205d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Isto é evidente a partir da [Proposição 3](203). Pois nela concluímos que Deus pode formar uma idéia de sua essência e de tudo o que dela se segue necessariamente. E isto do simples fato de ser Deus coisa pensante e não de ser ele objeto de sua própria idéia. Portanto, o ser formal das idéias reconhece por causa Deus enquanto ele é coisa pensante. Mas há outro modo de demonstrá-lo. O ser formal das idéias é um modo do pensamento _(como é evidente)_, isto é _(pelo [Corol. Prop. 25](125c) p. I)_ um modo que exprime de maneira precisa a natureza de Deus enquanto coisa pensante, e _(pela [Prop. 10](110), p. I)_, que não envolve o conceito de nenhum outro atributo de Deus. Consequentemente _(pelo [Axiom. 4](1a4) p. I)_, é efeito apenas do atributo pensamento e não de nenhum outro. Então, o ser formal das idéias reconhece por causa Deus, enquanto considerado como coisa pensante, etc. QED." + } + ] + }, + { + "id": "206", + "title": "PROPOSIÇÃO 6", + "text": "_Os modos de um atributo qualquer têm por causa Deus enquanto o consideramos apenas pelo o atributo de que são modos e não enquanto os consideramos por outro [atributo]._", + "childs": [ + { + "id": "206d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Pois cada atributo se concebe por si e sem os outros _(pela [Prop. 10](110), p. I)_. Então, os modos de cada atributo envolvem o conceito de seu atributo e não o de um outro. Assim _(pelo [Axiom. 4](1a4), p. I)_, eles têm por causa Deus somente enquanto considerado pelo atributo de que são modos, e não enquanto o consideramos por outro. QED." + }, + { + "id": "206c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que o ser formal das coisas que não são modos do pensamento não se segue da natureza divina por que [Deus] primeiro conheceu as coisas. Mas são as coisas ideadas que se seguem e resultam de seus atributos do mesmo modo e com a mesma necessidade com que, mostramos que as idéias seguem-se do atributo Pensamento." + } + ] + }, + { + "id": "207", + "title": "PROPOSIÇÃO 7", + "text": "_A ordem e a conexão das idéias é a mesma que a ordem e a conexão das coisas._", + "childs": [ + { + "id": "207d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Isto é evidente pelo [Axioma 4](1a4), p. I. Pois a idéia do causado, qualquer que seja, depende do conhecimento da causa de que ele é efeito." + }, + { + "id": "207c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que a potência de pensar de Deus é igual a sua potência atual de agir. Isto é, tudo o que se segue formalmente da natureza infinita de Deus, segue-se objetivamente em Deus, da idéia de Deus, na mesma ordem e na mesma conexão." + }, + { + "id": "207sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Antes de prosseguir, devemos recordar aqui o que demonstramos mais acima [na Parte I]. A saber, que tudo o que o intelecto infinito pode perceber como constituindo a essência de uma substância, tudo isto pertence a uma substância única e que, consequentemente, a substância pensante e a substância extensa são uma só e mesma substância compreendida ora por um atributo, ora por outro. Também [devemos lembrar] que um modo da extensão e a idéia deste modo são uma só e mesma coisa, mas expressa de dois modos. Alguns Hebreus parecem tê-lo visto, como que através de uma bruma, ao estabelecer que Deus, o intelecto de Deus e as coisas que entende são uma só e mesma coisa. Por exemplo, um círculo existente na natureza e a idéia deste círculo existindo, que existe em Deus, são uma só e mesma coisa, que é explicada por atributos diferentes. Portanto, quer concebamos a natureza sob o atributo Extensão ou sob o atributo Pensamento, ou sob qualquer outro atributo, encontraremos uma só e mesma ordem, uma só e mesma conexão causal, isto é, as mesmas coisas se seguindo uma da outra. Quando dissemos que Deus é causa de uma idéia, por exemplo, de um círculo, apenas enquanto é coisa pensante e [causa] do próprio círculo, apenas enquanto é coisa extensa, a razão foi que o ser formal da idéia do círculo só pode ser percebido através de outro modo do pensamento que é sua causa próxima, e este modo através de um outro, e assim ao infinito. Assim, enquanto as coisas forem consideradas como modos do pensamento, devemos explicar a ordem de toda a natureza, ou a conexão das causas, apenas através do atributo Pensamento, e enquanto elas forem consideradas como modos da extensão, devemos explicar a ordem de toda a natureza apenas através do atributo Extensão, e entendo que o mesmo se dá para os outros atributos. Deus é realmente causa das coisas como elas são em si, enquanto ele consiste de infinitos atributos. Pelo momento não posso explicar estes assuntos com mais clareza." + } + ] + }, + { + "id": "208", + "title": "PROPOSIÇÃO 8", + "text": "_As idéias das coisas singulares, ou modos, que não existem, devem ser compreendidas na idéia infinita de Deus, da mesma forma como as essências formais das coisas singulares, ou modos, estão contidas nos atributos de Deus._", + "childs": [ + { + "id": "208d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta proposição é evidente da [Proposição precedente](207), mas pode ser entendida com mais clareza a partir de seu [Escólio](207sc)." + }, + { + "id": "208c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que quando as coisas singulares só existem na medida em que estão compreendidas nos atributos de Deus, seu ser objetivo, ou suas idéias, só existem na medida em que existe a idéia infinita de Deus. E quando se diz que as coisas singulares existem, não mais apenas na medida em que estão compreendidas nos atributos de Deus, mas tendo duração, suas idéias também envolvem existência, pelo que se diz que elas têm duração." + }, + { + "id": "208sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Se alguém desejar um exemplo para melhor explicação deste ponto, não poderei dar nenhum que explique adequadamente, pois se trata de algo único. Tentarei, porém, ilustrar o assunto dentro d possível. Sabemos que o círculo é de natureza tal que todos os retângulos construídos a partir de segmentos de linhas retas que nele se cortam em algum ponto são iguais uns aos outros. Logo, um círculo contém infinitos retângulos iguais uns aos outros. Entretanto, nenhum deles pode ser dito existir se o círculo não existir também e a idéia de um destes retângulos só pode ser dita existir enquanto compreendida pela idéia do círculo. ![Graph 1](/assets/img/graph-02.png) Concebamos agora que desta infinidade de retângulos só existam dois, E e D. Certamente suas idéias agora também existem e não apenas enquanto compreendidas pela idéia do círculo, mas também enquanto elas envolvem a existência destes retângulos, o que faz com elas se distingam de outras idéias de retângulos." + } + ] + }, + { + "id": "2p9", + "title": "PROPOSIÇÃO 9", + "text": "_A idéia de uma coisa singular existente em ato tem como causa Deus, não enquanto é infinito, mas enquanto ele é considerado como afetado por outra idéia de uma coisa singular existente em ato. E Deus também é causa desta [idéia], enquanto ele é afetado por uma terceira, e assim por diante ao infinito._", + "childs": [ + { + "id": "209d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A idéia de uma coisa singular existente em ato é um modo singular do pensamento, distinto dos outros _(pelo [Corol.](208c) e [Esc.](208sc) Prop. 8)_ e, portanto _(pela [Prop. 6](206))_, ela tem como causa Deus somente enquanto ele é coisa pensante. Mas não _(pela [Prop. 28](128), p. I)_ enquanto ele é coisa pensante absoluta, mas enquanto o consideramos afetado por outro modo do pensamento. E Deus igualmente é causa deste, enquanto ele é afetado de um outro, e assim ao infinito. Ora a ordem e a conexão das idéias _(pela [Prop. 7](207))_ é a mesma que a ordem e a conexão das causas [coisas] e, portanto, a causa de cada idéia singular é uma outra idéia, ou Deus, enquanto o consideramos afetado por outra idéia, e ele igualmente é causa desta enquanto é afetado por outra, e assim ao infinito. QED." + }, + { + "id": "209c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Deus tem o conhecimento de tudo o que acontece ao objeto singular de uma idéia qualquer, apenas na medida em que ele tem a idéia deste objeto." + }, + { + "id": "209cd", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Há em Deus uma idéia de tudo o que acontece ao objeto de uma idéia _(pela [Prop. 3](203))_, não enquanto ele é infinito, mas enquanto o consideramos afetado de uma outra idéia de coisa singular _(pela [Prop. preced.](208))_. Mas como _(pela[Prop. 7](207))_ a ordem e a conexão das idéias é a mesma que a ordem e a conexão das coisas, então, o conhecimento do que acontece a um objeto singular está em Deus, apenas enquanto ele tem uma idéia deste objeto. QED." + } + ] + }, + { + "id": "210", + "title": "PROPOSIÇÃO 10", + "text": "_À essência do homem não pertence o ser da substância, ou, dito de outro modo, a substância não constitui a forma do homem._", + "childs": [ + { + "id": "210d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "O ser da substância envolve a existência necessária _(pela [Prop. 7](107), p. I)_. Se à essência do homem pertencesse o ser da substância, uma vez dada a substância, o homem seria dado necessariamente _(pela [Defin. 2](2d2))_ e consequentemente o homem existiria necessariamente, o que _(pelo [Axiom. 1](2a1))_ é absurdo. Logo, etc. QED." + }, + { + "id": "210sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta proposição pode ser demonstrada a partir da [Proposição 5](105) p. I da Parte I, isto é, que não há duas substâncias de mesma natureza. Como podem existir vários homens, logo aquilo que constitui a forma do homem não pode ser substância. Além disso, esta Proposição é evidente a partir das demais propriedades da substância, a saber, que ela é por natureza infinita, imutável, indivisível, etc., como qualquer um pode ver facilmente." + }, + { + "id": "2p10c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que a essência do homem é constituída por certas modificações dos atributos de Deus." + }, + { + "id": "210cd", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Pois o ser da substância _(pela [Proposição preced.](210))_ não pertence à essência do homem. Portanto, [a essência do homem] é _(pela [Prop. 15](115) p. I)_ algo que é em Deus e que sem Deus não pode nem ser nem ser concebido, ou, dito de outro modo, _(pelo [Corol. Prop. 25](125c) p. I)_ é uma afecção, ou modo, que exprime a natureza de Deus de uma maneira certa e determinada." + }, + { + "id": "210csc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Todos devem conceder que sem Deus nada pode ser nem ser nem ser concebido. Pois todos reconhecem que Deus é a causa única de todas as coisas, tanto de suas essências quanto de suas existências, isto é, que Deus não é apenas causa das coisas segundo o devir, mas também segundo o ser. Mas, ao mesmo tempo, a maioria diz que pertence à essência de uma coisa aquilo sem o que a coisa não pode nem ser nem ser concebida. Eles acreditam, ou que a natureza de Deus pertence à essência das coisas criadas, ou que as coisas criadas podem ser ou serem concebidas sem Deus. Mas, o que é mais certo, é que eles não são consistentes entre si. E a causa é, acredito, que eles não observaram a ordem do filosofar. Pois acreditaram que a natureza divina, que deveriam contemplar antes de tudo mais (por ser ela anterior tanto em conhecimento como em natureza), viria em último na ordem do conhecimento, ao passo que as coisas que chamamos de objetos dos sentidos seriam anteriores a todas as demais. É por isso que, quando contemplaram as coisas naturais, sequer lhes ocorreu pensar na natureza divina e quando em seguida passaram a contemplar a natureza divina, não puderam contar com as primeiras ficções sobre as quais haviam erigido o conhecimento das coisas naturais, pois estas [ficções] não tinham serventia para o conhecimento da natureza divina. Assim não é surpresa que eles se tenham contradito. Mas basta a este respeito. Meu intento aqui foi apenas explicar a causa por que disse que à essência de uma coisa não pertence aquilo sem o que a coisa não pode nem ser nem ser concebida. Pois as coisas singulares não podem sem Deus nem ser nem ser concebidas e Deus não pertence à essência das coisas. Mas eu disse que constitui necessariamente a essência de uma coisa aquilo que uma vez dado, põe necessariamente a existência da coisa e uma vez suprimido a destrói ; ou aquilo sem o que a coisa não pode nem ser nem serconcebida e que não pode nem ser nem ser concebido sem a coisa." + } + ] + }, + { + "id": "211", + "title": "PROPOSIÇÃO 11", + "text": "_A primeira coisa que constitui o ser atual da mente humana é a idéia de uma coisa singular existentindo em ato._", + "childs": [ + { + "id": "211d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A essência do homem _(pelo [Cor. Prop. preced.](210c))_ é constituída por certos modos dos atributos de Deus, a saber _(pelo [Axiom. 2](2a2))_ por modos do pensamento e entre estes _(pelo [Axiom. 3](2a3))_ o primeiro por natureza é a idéia ; e é preciso que a idéia exista para que os outros modos (em relação aos quais a idéia é por natureza primeira) existam no mesmo indivíduo _(pelo mesmo [Axiom. 3](2a3))_. E, portanto, a idéia é a primeira coisa que constitui a essência da Mente humana. Mas não a idéia de uma coisa não existente, pois então _(pelo [Corol. Prop. 8](208c))_ a idéia mesma não poderia ser dita existir. Mas sim uma idéia de uma coisa existentindo em ato. Mas não de uma coisa infinita, pois uma coisa infinita _(pelas Prop. [21](121) e [22](122) p. I)_ deve sempre e necessariamente existir e isto _(pelo [Axiom. 1](2a1))_, é absurdo. Logo a primeira coisa a constituir o ser atual da mente humana é a idéia de uma coisa singular existentindo em ato. QED." + }, + { + "id": "211c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Segue-se que a Mente humana é uma parte do intelecto infinito de Deus. Portanto, quando dizemos que a Mente humana percebe isto ou aquilo, dizemos que Deus tem tal ou qual idéia, não enquanto é infinito, mas enquanto se explica pela natureza da Mente humana, ou enquanto constitui a essência da Mente humana. E quando dizemos que Deus tem tal ou qual idéia, não apenas enquanto constitui a natureza da Mente humana, mas enquanto tem ao mesmo tempo a idéia da Mente humana e a idéia de uma outra coisa, dizemos então que a Mente humana percebe uma coisa em parte, ou de forma inadequada." + }, + { + "id": "211sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Não duvido que aqui meus Leitores estejam em dificuldades e que pensem em muitas coisas que os farão parar. Por isso eu lhes rogo para avançar comigo a passos lentos e que não julguem antes de ter lido tudo." + } + ] + }, + { + "id": "212", + "title": "PROPOSIÇÃO 12", + "text": "_Tudo que acontece com o objeto da idéia que constitui a Mente humana deve ser percebido pela Mente humana, ou, dito de outro modo, deve necessariamente haver uma idéia de tal coisa na Mente. Ou seja, se o objeto da idéia que constitui a Mente humana é um corpo, nada poderá acontecer a este corpo que a Mente não perceba._", + "childs": [ + { + "id": "212d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Há em Deus necessariamente o conhecimento _(pelo [Corol. Prop. 9](209c))_ de tudo o que acontece no objeto de uma idéia qualquer, enquanto ele é considerado como afetado pela idéia deste objeto, isto é _(pela [Prop. 11](211))_, enquanto ele constitui a mente de uma coisa. Portanto, de tudo que acontece no objeto da idéia que constitui a Mente humana, deve haver em Deus o conhecimento, enquanto ele constitui a natureza da Mente humana, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, o conhecimento desta coisa estará necessariamente na Mente, ou, dito de outro modo, a Mente a percebe. QED." + }, + { + "id": "212sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta proposição é igualmente evidente e pode ser entendida mais claramente a partir do [Escólio da Prop. 7](207sc), que deve ser consultado." + } + ] + }, + { + "id": "213", + "title": "PROPOSIÇÃO 13", + "text": "_O objeto da idéia que constitui a Mente humana é o Corpo, ou, um certo modo da extensão existente em ato, e nada mais._", + "childs": [ + { + "id": "213d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se o Corpo não fosse o objeto da Mente humana, as idéias das afecções do Corpo não estariam em Deus _(pelo [Corol. Prop. 9](209c))_, enquanto ele constitui a idéia de nossa Mente, mas enquanto constitui a idéia de outra coisa, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, as idéias das afecções de nosso corpo não estariam em nossa Mente ; mas _(pelo [Axiom. 4](2a4))_ nós temos idéias das afecções do Corpo. Logo, o objeto da idéia que constitui a Mente é o Corpo e de um Corpo _(pela [Prop. 11](211))_ existente em ato. Em seguida, se houvesse outro objeto da Mente além do corpo então, como não há nada _(pela [Prop. 36](136), p. I)_ de que não se siga um efeito, deveria _(pela [Prop. preced.](212))_ necessariamente haver uma idéia deste efeito em nossa Mente. Ora _(pelo [Axiom. 5](2a5))_ não há tal idéia. Logo o objeto de nossa Mente é um Corpo existindo e nada mais. QED." + }, + { + "id": "213c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que o homem é constituído de Mente e Corpo e que ele existe tal qual o sentimos." + }, + { + "id": "213sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Entendemos assim não apenas que a Mente humana é unida ao Corpo, mas também o que deve ser entendido pela união de Mente e Corpo. Mas ninguém poderá entender de forma adequada ou distinta [tal união] se não compreender primeiro, de forma adequada, a natureza de nosso Corpo. Pois o que mostramos até aqui tem caráter geral e não pertence mais aos homens que a outros Indivíduos, que são todos eles animados, embora a níveis distintos. Pois para cada coisa há necessariamente em Deus uma idéia, de que Deus é causa, da mesma maneira como ele o é da idéia do Corpo humano. E assim, tudo o que dissemos da idéia do Corpo humano, devemos necessariamente dizer também da idéia de uma coisa qualquer. No entanto, não podemos negar que as idéias diferem entre si da mesma forma como seus objetos, e que uma é superior a outra por conter mais realidade, do mesmo modo que o objeto de uma é superior e contém mais realidade que o da outra. Eis por que para determinar em que a Mente humana difere das outras e é superior às outras, é necessário conhecer, como dissemos, a natureza de seu objeto, isto é, do Corpo humano. Mas não posso explicar isto aqui e não é necessário para o que quero demonstrar. Entretanto, digo de forma geral, que quanto mais um corpo é capaz de agir ou de sofrer ações de diferentes maneiras, mais sua Mente é capaz de perceber diferentes coisas ao mesmo tempo. E quanto mais as ações de um Corpo dependem somente dele e quanto menos outros corpos concorram para suas ações, mais sua Mente é capaz de entender de forma clara e distinta. E assim podemos conhecer a superioridade de uma Mente sobre outras, bem como ver a causa pela qual nós temos apenas um conhecimento completamente confuso de nosso corpo, bem como ainda muitas outras coisas que deduzirei na seqüência. É por isso que pensei que valia a pena explicar e demonstrar estas coisas de modo mais apurado e para isso é necessário colocar algumas premissas sobre a natureza dos corpos." + }, + { + "id": "213a1", + "type": "AXIOMA I", + "text": "Todos os corpos ou se movem ou estão em repouso." + }, + { + "id": "213a2", + "type": "AXIOMA II", + "text": "Cada corpo se move, ora mais lentamente, ora mais rapidamente." + }, + { + "id": "213l1", + "type": "LEMA I", + "text": "_Os corpos se distinguem em razão do movimento e do repouso, da rapidez e da lentidão e não em relação à substância._" + }, + { + "id": "213l1d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Suponho que a primeira parte é evidente. E que os corpos não se distinguem em relação à substância, isto é evidente das _Proposições [5](105)_ a _[8](108) da Parte I_. Mas é ainda mais claro do _[Escólio da Proposição 15](115sc)_ da Parte I." + }, + { + "id": "213l2", + "type": "LEMA II", + "text": "_Todos os corpos convém em algumas coisas._" + }, + { + "id": "213l2d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Todos os corpos convém por envolverem o conceito de um mesmo atributo _(pela [Defin. 1](2d1))_ e por poderem se mover ora mais rapidamente, ora mais lentamente e, absolutamente falando, por ora se moverem e ora estarem em repouso." + }, + { + "id": "213l3", + "type": "LEMA III", + "text": "_Um corpo que se move ou que está em repouso deve ter sido determinado por outro corpo ao movimento ou ao repouso, e este também deve ter sido determinado ao movimento e ao repouso por outro, e este por outro, e assim ao infinito._" + }, + { + "id": "213l3d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Os corpos _(pela [Defin. 1](2d1))_ são coisas singulares que _(pelo [Lema 1](213l1))_ se distinguem entre si pela relação do movimento e do repouso. E _(pela [Prop. 28](128), p. I)_ cada um deve ter sido determinado necessariamente ao movimento ou ao repouso por outra coisa singular, a saber _(pela [Prop. 6](206))_ por outro corpo, que _(pelo [Axiom. 1](2a1))_ também está em movimento ou em repouso. E este _(pela mesma razão)_ só pode se mover ou estar em repouso por ter sido determinado ao movimento ou ao repouso por outro, e assim ao infinito. QED." + }, + { + "id": "213l3c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que um corpo em movimento se moverá enquanto não for determinado ao repouso por outro corpo, e que um corpo em repouso assim permanecerá enquanto não for determinado por outro ao movimento. Isto também é evidente. Pois quando suponho que um corpo, por exemplo A, está em repouso, nada posso dizer de A, a não ser que ele está em repouso. Se em seguida algo acontece que faz A se mover, isto não pode ser resultado de que A estava em repouso, pois disso só poderia se seguir que o corpo A continuasse em repouso. Se ao contrário supomos que A se move, só poderemos afirmar de A que ele move. Se em seguida acontece de A estar em repouso, evidentemente isto não pode acontecer em virtude de algo que A já tivesse, pois do movimento só poderia se seguir o movimento. Portanto, se isto ocorre, deve vir de algo que não estava em A, a saber uma causa exterior, que o determinou ao repouso." + }, + { + "id": "213a1a", + "type": "AXIOMA I", + "text": "Todos os modos que um corpo é afetado por outro se seguem ao mesmo tempo da natureza do copo afetado e da natureza do corpo que o afeta. Assim, um corpo pode ser movimentado de diferentes formas de acordo com as diferenças nos corpos que o movem. Inversamente, diferentes corpos podem ser movimentados de forma distinta pelo mesmo corpo." + }, + { + "id": "213a2a", + "type": "AXIOMA II", + "text": "![Graph 1](/assets/img/graph-03.png) Quando um corpo em movimento se choca com outro em repouso que não pode se mover, ele é refletido de forma a continuar a se mover. O ângulo da linha do movimento de reflexão com o plano do corpo em repouso com que aquele se chocou, será igual ao ângulo da linha do movimento incidente com o mesmo plano. \n \nIsto basta para os corpos simples que se distinguem uns dos outros apenas pelo movimento e pelo repouso, pela velocidade ou pela lentidão. Passemos agora aos corpos compostos." + }, + { + "id": "213def", + "type": "DEFINIÇÃO", + "text": "_Quando vários corpos de magnitude igual ou diferente são pressionados por outros de forma a se apoiarem uns nos outros, ou então quando eles estão em movimento, seja na mesma velocidade, seja em velocidades diferentes, mas comunicando entre si seus movimentos segundo uma certa relação, diremos que estes corpos estão unidos entre si ou que compõe um mesmo corpo ou Indivíduo, que se distingue dos outros por esta união entre corpos._" + }, + { + "id": "213a3", + "type": "AXIOMA III", + "text": "Quanto maiores ou menores são as superfícies segundo as quais as partes de um Indivíduo ou corpo composto se apóiam umas nas outras, mais difícil ou fácil é fazê-las mudar de posição e consequentemente mais difícil ou fácil é fazer com que o Indivíduo mude de forma. Assim, chamarei de _duros_ os corpos cujas partes se apóiam umas nas outras segundo grandes superfícies, _moles_ quando nas superfícies são pequenas, e _fluidos_ quando as partes se movem umas entre as outras." + }, + { + "id": "213l4", + "type": "LEMA IV", + "text": "_Se certos corpos se separam de um corpo, ou de um Indivíduo composto de vários corpos, ao mesmo tempo em que outros de mesma natureza e número tomam seu lugar, o Indivíduo manterá sua natureza sem mudança de forma._" + }, + { + "id": "213l4d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Como _(pelo [Lem. 1](213l1))_ os corpos não se distinguem em relação à substância, o que constitui a forma do Indivíduo é apenas uma união de corpos _(pela [Defin. preced.](213def))_. Mas esta é mantida _(por hipótese)_ mesmo com uma mudança de corpos. Logo, o Indivíduo manterá sua natureza anterior tanto com relação à substância como com relação ao modo. QED" + }, + { + "id": "213l5", + "type": "LEMA V", + "text": "_Se as partes que compõe um Indivíduo se tornam maiores ou menores, mas em tal proporção que conservam entre si mesma relação de movimento e repouso que tinham antes, o Indivíduo manterá sua natureza sem mudança de forma._" + }, + { + "id": "213l5d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É a mesma da demonstração do [Lema precedente](213l4)." + }, + { + "id": "213l6", + "type": "LEMA VI", + "text": "_Se certos corpos que compõe um Indivíduo são compelidos a fletir seu movimento em uma direção ou em outra, mas de tal sorte que possam continuar seus movimentos, comunicando-os aos demais segundo a mesma relação que antes, o Indivíduo também mantém sua natureza, sem mudança de forma._" + }, + { + "id": "213l6d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente por si. Pois ele retém, por hipótese, tudo o que na definição dissemos constituir sua forma." + }, + { + "id": "213l7", + "type": "LEMA VII", + "text": "_Adicionalmente, um Indivíduo assim composto mantém sua natureza quando ele, como um todo, se move ou fica em repouso, ou quando se move em uma ou em outra direção, se cada parte mantém seu movimento e o comunica às outras como antes._" + }, + { + "id": "213l7d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente da [Definição](213def) [de Indivíduo], que pode ser vista antes do Lema 4." + }, + { + "id": "213l7sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Vemos assim como um Indivíduo composto pode ser afetado de muitos modos e ainda preservar sua natureza. Até aqui concebemos um Indivíduo composto apenas de corpos distintos entre si pelo movimento e pelo repouso, pela velocidade e pela lentidão, isto é, composto apenas dos corpos mais simples. Se agora concebermos outro [Indivíduo] composto de indivíduos de naturezas diversas, veremos que ele pode ser afetado de muitos outros modos e ainda assim preservar sua natureza. Pois cada uma de suas partes é composta de vários corpos e cada um deles pode _(pelo [Lema preced.](213l7))_ se mover ora mais lentamente ora mais rapidamente, e consequentemente pode comunicar seu movimento aos outros mais rapidamente ou mais lentamente, sem que haja mudança em sua natureza. Se agora concebermos um terceiro gênero de Indivíduo, composto de Indivíduos deste segundo tipo, veremos que ele pode ser afetado de muitos outros modos sem mudança de forma. E se continuamos assim ao infinito, conceberemos facilmente que a natureza como um todo é um Indivíduo cujas partes, isto é, todos os corpos, variam de infinitos modos sem mudança no Indivíduo como um todo. Se fosse nossa intenção tratar expressamente do corpo, deveria explicar e demonstrar estas coisas de forma mais prolixa. Mas, como disse, é outra coisa que desejo, e se me referi aqui a estas coisas foi unicamente por que delas posso deduzir mais facilmente o que me propus a demonstrar." + }, + { + "id": "213p1", + "type": "POSTULADOS", + "text": "I. O corpo humano é composto de muitíssimos indivíduos (de natureza diversa) cada um deles altamente composto." + }, + { + "id": "213p2", + "type": "", + "text": "II. Dos indivíduos de que o Corpo humano é composto, alguns são fluidos, alguns são moles e outros são duros." + }, + { + "id": "213p3", + "type": "", + "text": "III. Os indivíduos que compõe o corpo humano, e, por conseguinte, o próprio corpo humano, podem ser afetados pelos corpos externos de grande número de modos." + }, + { + "id": "213p4", + "type": "", + "text": "IV. O Corpo humano requer para se conservar um grande número de outros corpos, através dos quais ele se regenera quase continuamente." + }, + { + "id": "213p5", + "type": "", + "text": "V. Quando uma parte fluida do Corpo humano é determinada por um corpo externo a se chocar frequentemente contra um corpo mole, ela muda a superfície deste e lhe imprime como que vestígios do corpo exterior que com ela se choca." + }, + { + "id": "213p6", + "type": "", + "text": "VI. O Corpo humano pode mover e dispor os corpos externos de um grande número de modos." + } + ] + }, + { + "id": "214", + "title": "PROPOSIÇÃO 14", + "text": "_A Mente humana é capaz de perceber um grande número de coisas e é mais capaz quanto mais numerosos são os modos que seu corpo pode ser disposto._", + "childs": [ + { + "id": "214d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "O Corpo humano _(pelos Post. [3](213p3) e [6](213p6))_ é afetado pelos corpos externos de grande número de modos e está disposto de forma a afetar os corpos externos de grande número de modos. Ora a Mente humana deve perceber _(pela [Prop. 12](212))_ tudo o que acontece no Corpo humano. Logo, a Mente humana é capaz de perceber um grande número de coisas e é mais capaz, etc. QED" + } + ] + }, + { + "id": "215", + "title": "PROPOSIÇÃO 15", + "text": "_A idéia que constitui o ser formal da Mente humana não é simples, mas sim composta de grande número de idéias._", + "childs": [ + { + "id": "215d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A idéia que constitui o ser formal da Mente humana é a idéia do Corpo _(pela [Prop. 13](213))_ que _(pelo [Post. 1](213p1))_ é composto de um grande número de indivíduos altamente compostos. Ora _(pelo [Corol. Prop. 8](208c))_, há em Deus necessariamente uma idéia de cada indivíduo que compõe o corpo. Logo _(pela [Prop. 7](207))_, a idéia do Corpo humano é composta de um grande número de idéias, que são [as idéias] das partes que compõe [o Corpo]. QED." + } + ] + }, + { + "id": "216", + "title": "PROPOSIÇÃO 16", + "text": "_A idéia de qualquer modo como o Corpo humano é afetado por corpos externos deve envolver simultaneamente a natureza do corpo humano e a natureza do corpo externo._", + "childs": [ + { + "id": "216d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Todos os modos que um corpo é afetado se seguem simultaneamente da natureza do corpo afetado e da natureza do corpo que o afeta _(pelo [Axiom. 1](213a1a))_. Portanto, as idéias [destes modos] _(pelo [Axiom. 4](1a4), p. I )_ envolverão necessariamente a natureza de ambos os corpos. Assim, a idéia de qualquer modo como o Corpo humano é afetado por um corpo externo envolve a natureza do Corpo humano e do corpo externo." + }, + { + "id": "216c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "Disso se segue, primeiramente, que a Mente humana percebe ao mesmo tempo a natureza de um grande número de corpos e a natureza de seu corpo." + }, + { + "id": "216c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "Segue-se, em segundo lugar, que a idéia que temos de um corpo externo indica mais o estado de nosso corpo do que a natureza dos corpos exteriores, como expliquei, por diversos exemplos, no [Apêndice](1app) da primeira parte." + } + ] + }, + { + "id": "217", + "title": "PROPOSIÇÃO 17", + "text": "_Se o Corpo humano é afetado de um modo que envolve a natureza de um corpo externo qualquer, a Mente humana contemplará este corpo como existindo em ato, ou como presente, até que o Corpo seja afetado de um afeto que exclua a existência ou a presença de tal corpo._", + "childs": [ + { + "id": "217d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente. Pois quando o Corpo humano for afetado assim, a Mente humana _(pela [Prop. 12](212))_ contemplará esta afecção do corpo, isto é _(pela [Prop. preced.](216))_, ela terá a idéia de um modo existindo em ato, envolvendo a natureza do corpo externo, isto é, [ela terá] uma idéia que não exclui, mas, ao contrário, põe, e a existência, ou presença, da natureza do corpo externo. Assim, a Mente _(pelo [Cor. 1 Prop. preced.](216c1)_ contemplará o corpo externo existindo em ato, ou como presente, até que [o Corpo] seja afetado, etc. QED." + }, + { + "id": "217c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "A Mente poderá contemplar como presentes corpos externos que já afetaram o Corpo humano, mesmo que eles não existam mais, ou não mais estejam presentes." + }, + { + "id": "217cd", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando corpos externos determinam partes fluidas do Corpo humano a se chocarem frequentemente contra partes moles, as superfícies destas _(pelo [Post. 5](213p5))_ mudam, fazendo com que _(ver [Axiom. 2](213a2a))_ aquelas se reflitam nestas de modo diferente do que ocorria antes. Em seguida, vindo [as partes fluidas] a encontrar estas novas superfícies em seu movimento espontâneo, elas são refletidas do mesmo modo que ocorria quando eram impulsionadas pelos corpos externos a se chocar contra estas superfícies. Consequentemente, ao continuarem a se mover por este reflexo, elas afetarão o corpo humano do mesmo modo que antes, e a Mente _(pela [Prop. 12](212))_ pensará [este modo] novamente, isto é _(pela [Prop. 17](217))_, a Mente contemplará novamente o corpo externo como presente. E isto ocorrerá sempre que as partes fluidas do corpo humano, em seu movimento espontâneo, se chocarem contra estes planos. Portanto, mesmo que não existam mais os corpos externos pelos quais o corpo humano foi afetado, a Mente os contemplará como presentes sempre que esta ação se repetir. QED." + }, + { + "id": "217sc", + "type": "", + "text": "Vemos como podemos contemplar como presentes coisas que não existem, como acontece frequentemente. Isto também pode acontecer por outras causas, mas bastou-me mostrar uma pela qual pude explicar a coisa como se tivesse mostrado por sua verdadeira causa. Mas não creio ter me distanciado muito da verdade, pois todos os postulados que assumi não contém nada além daquilo estabelecido pela experiência a ponto de não termos o direito de duvidar e, sobretudo, desde que mostramos que o corpo humano existe como o sentimos _(vide [Corol.](213c) Prop. 13)_. Além disso _(a partir [Corol. preced.](217c) e [Corol. 2 Prop. 16](216c2))_, entendemos claramente a diferença entre, por exemplo, a idéia de Pedro que constitui a essência da Mente de Pedro e a idéia do mesmo Pedro que está em outro homem, digamos, Paulo. A primeira explica diretamente a essência do Corpo de Pedro e só envolve existência enquanto Pedro existe. A segunda indica mais a condição do corpo de Paulo do que a natureza de Pedro ; e a Mente de Paulo ainda contemplará Pedro como presente, mesmo que ele não mais exista, enquanto a condição do corpo de Paulo permanecer assim. Para reter as palavras usuais, chamaremos de imagens as afecções do corpo humano que representam a presença de corpos externos, mesmo que não se refiram a figuras de coisas. E quando a Mente contempla os corpos desta maneira diremos que ela imagina. E para começar a indicar o que é o erro, gostaria que notassem que as imaginações da Mente consideradas em si não contém erro algum, ou, dito de outro modo, que a se a Mente erra não é por que imagina, mas sim na medida em que consideramos que ela carece da idéia que exclui a existência das coisas que ela imagina como presentes. Pois se a Mente quando imagina como presentes coisas que não existem soubesse ao mesmo tempo que estas coisas não existem, certamente a ela atribuiria esta potência de imaginar a uma virtude de sua natureza e não a um vício, sobretudo se esta faculdade de imaginar dependesse somente de sua natureza, isto é _(pela [Defin. 7](1d7) p. I)_, se a faculdade de imaginar da Mente fosse livre." + } + ] + }, + { + "id": "218", + "title": "PROPOSIÇÃO 18", + "text": "_Se o Corpo humano foi uma vez afetado simultaneamente por dois ou mais corpos, então depois, quando a Mente imaginar um deles, ela recordará imediatamente dos outros._", + "childs": [ + { + "id": "218d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A Mente _(pelo [Corol. Prop. preced.](217c))_ imagina um corpo porque o Corpo humano é afetado e disposto pelos vestígios de um corpo externo, do mesmo modo como foi quando o próprio corpo externo, ao impulsionar algumas de suas partes, o afetou. Mas _(por hipótese)_ o Corpo foi então disposto de modo tal que a Mente imaginou dois corpos a um só tempo. Portanto, quando ela agora imaginar um deles, vai recordará imediatamente o outro. QED." + }, + { + "id": "218sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Disso entendemos claramente o que é a memória. Ela é uma certa concatenação de idéias que envolve a natureza das coisas que existem fora do corpo humano, que se faz na Mente segundo a ordem e a concatenação das afecções do corpo humano. Digo _primeiramente_, que é uma concatenação de idéias que envolve a natureza de coisas que existem fora do corpo humano, e não de idéias que explicam a natureza destas mesmas coisas. Pois são, na verdade _(pela [Prop. 16](216))_, idéias de afecções do Corpo humano que envolvem tanto a natureza deste como a natureza dos corpos Externos. Digo _em segundo lugar_, que esta concatenação se faz segundo a ordem e a concatenação dos afecções do corpo humano, para distingui-la da concatenação das idéias que se faz segundo a ordem do intelecto, pela qual a Mente percebe as coisas por suas causas primeiras e que é a mesma em todos os homens. Entendemos claramente então como a Mente passa imediatamente do pensamento de uma coisa ao pensamento de outra, com a qual aquela não tem nenhuma similitude. Por exemplo, do pensamento da palavra _pomum_ (maçã), um homem romano passa imediatamente ao pensamento de um fruto que não tem similitude alguma nem nada em comum com este som articulado, a não ser o fato de que o corpo deste homem foi frequentemente afetado pelos dois, isto é, que este homem frequentemente ouviu a palavra _pomum_ quando via o fruto. E deste modo, cada um passa de um pensamento a outro de acordo com a ordem que o hábito estabeleceu no Corpo entre as imagens das coisas. O soldado, por exemplo, ao ver na areia o rastro de um cavalo, do pensamento do cavalo passará imediatamente ao pensamento do cavaleiro e deste ao pensamento da guerra, etc. Já o fazendeiro, do pensamento do cavalo passará ao pensamento do arado, do campo, etc. Assim, cada um passará de um pensamento a outro, do mesmo modo como se habituou a conectar e concatenar as imagens das coisas." + } + ] + }, + { + "id": "219", + "title": "PROPOSIÇÃO 19", + "text": "_A Mente humana só conhece o próprio corpo humano e só sabe que ele existe pelas idéias das afecções pelas quais o corpo é afetado._", + "childs": [ + { + "id": "219d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A Mente humana é a própria idéia ou conhecimento do Corpo humano _(pela [Prop. 13](213))_, que _(pela [Prop. 9](209))_ está em Deus enquanto considerado como afetado pela idéia de uma outra coisa singular. Ou então, como _(pelo [Post. 4](213p4))_ o Corpo humano necessita de um grande número de outros corpos, que o regeneram quase continuamente, e [como] a ordem e a conexão das idéias _(pela [Prop. 7](207))_ é a mesma que a ordem e a conexão das causas, então esta idéia estará em Deus enquanto considerado afetado por idéias de um grande número de coisas singulares. Portanto, Deus tem a idéia do corpo humano, ou, dito de outro modo, conhece o corpo humano, enquanto o consideramos afetado das idéias de um grande número de coisas singulares e não enquanto constitui a natureza da Mente humana, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, a Mente humana não conhece o Corpo humano. Mas as idéias das afecções do corpo humano estão em Deus enquanto ele constitui a natureza da Mente humana, ou, dito de outro modo, a Mente humana percebe estas afecções _(pela [Prop. 12](212))_ e, por conseguinte, _(pela [Prop. 16](216))_ percebe o próprio corpo humano _(pela [Prop.17](217))_ como existindo em ato. Logo é assim que a Mente humana percebe o próprio Corpo humano. QED." + } + ] + }, + { + "id": "220", + "title": "PROPOSIÇÃO 20", + "text": "_Há em Deus uma idéia ou conhecimento da Mente humana que se segue em Deus e se refere a Deus do mesmo modo que a idéia ou conhecimento do Corpo humano._", + "childs": [ + { + "id": "220d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "O pensamento é um atributo de Deus _(pela [Prop. 1](201))_ e, portanto _(pela [Prop. 3](203))_, deve necessariamente existir em Deus uma idéia dele e de todas as suas afecções e, consequentemente _(pela [Prop. 11](201))_, também da Mente humana. Mas esta idéia ou conhecimento da Mente não existe em Deus na medida em que ele é infinito, mas na medida em que ele é afetado por outra idéia de uma coisa singular _(pela [Prop. 9](209))_. Mas como a ordem e a conexão das idéias é a mesma que a ordem e a conexão das causas _(pela [Prop. 7](207))_, então esta idéia ou conhecimento da Mente segue-se em Deus e se refere a Deus, do mesmo que a idéia ou conhecimento do Corpo. QED." + } + ] + }, + { + "id": "221", + "title": "PROPOSIÇÃO 21", + "text": "_Esta idéia da Mente é unida à Mente do mesmo modo que a Mente é unida ao corpo._", + "childs": [ + { + "id": "221d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Mostramos que a Mente é unida ao Corpo porque o Corpo é o objeto da Mente _(vide Prop. [12](212) e [13](213))_. Portanto, a idéia da Mente deve estar unida ao seu objeto, isto é, à própria Mente, pela mesma razão que a Mente é unida ao Corpo. QED." + }, + { + "id": "221sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta Proposição é mais claramente entendida pelo que foi dito no [Esc. Prop. 7](207sc). Mostramos ali que a idéia do Corpo e o Corpo, isto é _(pela [Prop. 13](213))_ a Mente e o Corpo são um só Indivíduo, que é concebido ora pelo atributo Pensamento, ora pelo atributo Extensão. Donde a idéia da Mente e a própria Mente são uma só coisa que é concebida por um mesmo atributo, o Pensamento. A idéia da Mente e a própria Mente se seguem em Deus da mesma potência de pensar e com a mesma necessidade. Pois a idéia da Mente, isto é, a idéia da idéia, é apenas a forma da idéia enquanto a consideramos apenas como modo do pensamento, sem relação com o objeto. Pois quando alguém sabe algo, por isso mesmo sabe que sabe, e sabe que sabe que sabe, e assim ao infinito. Mas falarei mais sobre isto depois." + } + ] + }, + { + "id": "222", + "title": "PROPOSIÇÃO 22", + "text": "_A Mente humana percebe não apenas as afecções do Corpo, mas também as idéias destas afecções._", + "childs": [ + { + "id": "222d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "As idéias das idéias da afecções se seguem em Deus do mesmo modo, e se referem a Deus do mesmo modo, que as próprias idéias das afecções, o que demonstra-se do mesmo modo que a [Prop. 20](220). Assim, as idéias das afecções do Corpo existem na Mente humana _(pela [Prop. 12](212))_, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ existem em Deus enquanto constitui a essência da Mente humana. Logo, estas idéias de idéias estarão em Deus enquanto ele tem o conhecimento, ou idéia, da Mente humana, isto é _(pela [Prop. 21](221))_ estarão na própria Mente humana que percebe, não apenas as afecções do Corpo, mas também as idéias destas. QED." + } + ] + }, + { + "id": "223", + "title": "PROPOSIÇÃO 23", + "text": "_A Mente só conhece a si mesma na medida em que percebe as idéias das afecções do Corpo._", + "childs": [ + { + "id": "223d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A idéia ou conhecimento da Mente _(pela [Prop. 20](220))_ se segue em Deus e se refere a Deus do mesmo modo que a idéia ou conhecimento do corpo. Mas como _(pela [Prop. 19](219))_ a Mente humana não conhece o próprio Corpo, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, como o conhecimento do Corpo não se refere a Deus enquanto ele constitui a essência da Mente humana e tampouco o conhecimento da Mente se refere a Deus enquanto ele constitui a essência da Mente humana, logo _(pelo mesmo [Corol. Prop. 11](211c))_, a Mente humana, nesta medida, não conhece a si mesma. Por outro lado, as afecções pelas quais o Corpo é afetado, envolvem a natureza do próprio Corpo humano _(pela [Prop. 16](216))_, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, convém com a natureza da Mente, e assim o conhecimento destas idéias necessariamente envolve o conhecimento da Mente. Como _(pela [Prop. preced.](222))_ o conhecimento destas idéias existe na Mente humana, logo, neste aspecto a Mente humana conhece a si mesma. QED." + } + ] + }, + { + "id": "224", + "title": "PROPOSIÇÃO 24", + "text": "_A Mente humana não envolve o conhecimento adequado das partes do Corpo humano._", + "childs": [ + { + "id": "224d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "As partes que compõe o Corpo humano, só pertencem à essência do Corpo na medida em que comunicam entre si seus movimentos em uma certa relação _(vide [Defin.](213def) após Cor. Lema 3)_ e não na medida em podem ser consideradas como Indivíduos sem relação com o Corpo humano. Pois as partes do Corpo humano _(pelo [Post. 1](213p1))_ são Indivíduos altamente compostos, cujas partes _(pelo [Lem. 4](213l4))_ podem ser segregadas do Corpo humano, conservando sua natureza e forma e comunicando seus movimentos _(vide [Axiom. 1](213a1a) após Lema 3)_ a outros corpos em outra relação. Portanto _(pela [Prop. 3](203))_, a idéia ou conhecimento de qualquer destas partes existe em Deus na medida em _(pela [Prop. 9](209))_ que é considerado como afetado por outra idéia de coisa singular, coisa esta que _(pela [Prop. 7](207))_ é anterior na ordem da natureza à parte em questão. E o mesmo pode ser dito de qualquer outra parte deste Indivíduo que compõe o Corpo humano. Portanto, o conhecimento de qualquer parte que compõe o do Corpo humano existe em Deus na medida em que ele é afetado por muitíssimas idéias de coisas e não na medida em que ele tem apenas a idéia do Corpo humano, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, a idéia que constitui a natureza da Mente humana. Assim, _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ a Mente não envolve o conhecimento adequado das partes que compõe do Corpo humano. QED." + } + ] + }, + { + "id": "225", + "title": "PROPOSIÇÃO 25", + "text": "_A idéia de uma afecção qualquer do Corpo humano não envolve o conhecimento adequado de um corpo externo._", + "childs": [ + { + "id": "225d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Mostramos que a idéia de uma afecção do Corpo humano envolve a natureza do corpo externo _(vide [Prop. 16](216))_, na medida em que o corpo externo determina de certo modo o Corpo humano. Mas, na medida em que o corpo externo é um Indivíduo que não se refere ao Corpo humano, o conhecimento deste existe em Deus _(pela [Prop. 9](209))_, enquanto Deus é considerado como afetado pela idéia de outra coisa, que _(pela [Prop. 7](207))_ é por natureza anterior a este corpo externo. Portanto, o conhecimento adequado do corpo externo não existe em Deus enquanto ele tem a idéia da afecção do Corpo humano, ou, dito de outro modo, a idéia da afecção do Corpo humano não envolve o conhecimento adequado do corpo externo. QED." + } + ] + }, + { + "id": "226", + "title": "PROPOSIÇÃO 26", + "text": "_A Mente humana só percebe a existência do corpo externo pelas idéias das afecções de seu Corpo._", + "childs": [ + { + "id": "226d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se o Corpo humano não é afetado de alguma forma por um corpo externo, tampouco _(pela [Prop. 7](207))_ a idéia do Corpo humano, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, a Mente humana, é afetada pela idéia da existência de tal corpo, ou, dito de outro modo, ela não percebe de modo algum a existência do corpo externo. Mas, na medida em que o Corpo humano é afetado por um corpo externo, a Mente _(pela [Prop. 16](216) com seu [Corol. 1](216c1))_ percebe o Corpo externo. QED." + }, + { + "id": "226c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Enquanto a Mente humana imagina corpos externos, ela não tem idéias adequadas." + }, + { + "id": "226cd", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando a Mente humana contempla os corpos externos pela idéias das afecções de seu Corpo, dizemos que ela imagina _(vide [Esc. Prop.17](217sc))_, e a Mente não pode imaginar de outra forma _(pela [Prop. preced.](226))_ os corpos externos existindo em ato. Portanto _(pela [Prop. 25](225))_, quando a Mente imagina os corpos externos, ela não tem um conhecimento adequado deles. QED." + } + ] + }, + { + "id": "227", + "title": "PROPOSIÇÃO 27", + "text": "_A idéia de uma afecção do Corpo humano não envolve o conhecimento adequado do próprio Corpo humano._", + "childs": [ + { + "id": "227d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A idéia de uma afecção do Corpo humano só envolve a natureza do Corpo humano, na medida em que consideramos o Corpo humano afetado de certo modo _(vide [Prop. 16](216))_. Mas, na medida em que o Corpo humano é um Indivíduo, que pode ser afetado de muitos outros modos, sua idéia, etc. _Ver [Demonstração Prop. 25](225d)_." + } + ] + }, + { + "id": "228", + "title": "PROPOSIÇÃO 28", + "text": "_As idéias das afecções do Corpo humano, na medida em que se referem à Mente humana, não são claras e distintas, mas confusas._", + "childs": [ + { + "id": "228d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "As idéias das afecções do Corpo humano envolvem _(pela [Prop. 16](216))_ tanto a natureza dos corpos externos quanto a natureza do Corpo humano e devem envolver não apenas a natureza do Corpo humano, mas também de suas partes, pois as afecções são modos _(pelo [Post. 3](213p3))_ pelas quais as partes do Corpo humano e, consequentemente, todo o corpo humano, são afetadas. Mas _(pelas Prop. [24](224) e [25](225))_, o conhecimento adequado dos corpos externos e das partes que compõe o Corpo humano não existe em Deus enquanto o consideramos como afetado pela Mente humana, mas enquanto o consideramos como afetado por outras idéias. Logo, estas idéias de afecções, enquanto se referem somente à mente humana, são como conseqüências sem premissas, isto é _(como é evidente)_, são idéias confusas. QED." + }, + { + "id": "228sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Demonstra-se da mesma maneira que a idéia que constitui a natureza da Mente humana não é, considerada apenas em si, clara e distinta, da mesma forma como a idéia da Mente humana e as idéias das idéias da afecções do Corpo humano, na medida em que se referem apenas à Mente, como cada um poderá ver facilmente." + } + ] + }, + { + "id": "229", + "title": "PROPOSIÇÃO 29", + "text": "_A idéia de uma afecção do Corpo humano não envolve o conhecimento adequado da Mente humana._", + "childs": [ + { + "id": "2p29-d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A idéia de uma afecção do Corpo humano _(pela [Prop. 27](227))_ não envolve o conhecimento adequado do próprio Corpo, ou, dito de outro modo, ela não exprime adequadamente sua natureza, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, ela não convém adequadamente com a natureza da Mente. Portanto _(pelo [Axiom. 6](1a6), p. I)_, a idéia desta idéia não exprime adequadamente a natureza da Mente, ou, dito de outro modo, ela não envolve seu conhecimento adequado. QED." + }, + { + "id": "229c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se seque que a Mente humana, sempre que percebe as coisas segundo a ordem comum da natureza, não tem um conhecimento adequado nem de si, nem de seu Corpo, nem dos corpos externos, mas sim um conhecimento confuso e mutilado. Pois a Mente só conhece a si mesma na medida em que percebe as idéias das afecções do corpo _(pela [Prop. 23](223))_. Mas ela só percebe seu Corpo _(pela [Prop. 19](219))_ pelas idéias destas afecções, através das quais _(pela [Prop. 26](226))_ também percebe os copos externos. Portanto, enquanto tem tais idéias, ela não tem um conhecimento adequado nem de si mesma _(pela [Prop. 29](229))_, nem de seu Corpo _(pela [Prop. 27](227))_, nem dos corpos externos _(pela [Prop. 25](225))_, mas apenas um conhecimento _(pela [Prop. 28](228) com seu [Esc.](228sc))_ mutilado e confuso. QED." + }, + { + "id": "229sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Digo expressamente que a Mente não tem um conhecimento adequado nem de si, nem de seu Corpo, nem dos corpos externos, mas apenas um conhecimento confuso, quando percebe as coisas segundo a ordem comum da natureza, isto é, quando é determinada externamente, pelo choque fortuito das coisas, a contemplar isto ou aquilo e não quando é determinada internamente, ao contemplar simultaneamente muitas coisas, a entender as conveniências, as diferenças e as oposições destas. Pois quando [a Mente] é disposta internamente de um modo ou de outro, ela contempla as coisas clara e distintamente, como mostrarei mais abaixo." + } + ] + }, + { + "id": "230", + "title": "PROPOSIÇÃO 30", + "text": "_Só podemos ter um conhecimento sumamente inadequado da duração de nosso Corpo._", + "childs": [ + { + "id": "230d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A duração de nosso corpo não depende de sua essência _(pelo [Axiom. 1](2a1))_ nem da natureza absoluta de Deus _(pela [Prop. 21](121), p. I)_. Ao contrário _(pela [Prop. 28](128), p. I)_, ele é determinado a existir e a operar por causas, que também são, a sua vez, determinadas por outras a existir e operar de maneira certa e determinada e estas, a seu turno, o são por outras e assim ao infinito. Portanto, a duração de nosso Corpo depende da ordem comum da natureza e da constituição das coisas. Quanto ao conhecimento adequado da razão desta constituição das coisas, ele existe em Deus, na medida em que ele tem as idéias de todas estas coisas e não na medida em que ele tem apenas a idéia do Corpo humano _(pelo [Corol. Prop. 9](209c))_. Logo, o conhecimento da duração de nosso corpo é em Deus sumamente inadequado na medida em que o consideramos apenas constituindo a Mente humana, isto é _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_, tal conhecimento é em nossa Mente sumamente inadequado. QED." + } + ] + }, + { + "id": "231", + "title": "PROPOSIÇÃO 31", + "text": "_Só podemos ter um conhecimento sumamente inadequado da duração das coisas singulares que estão fora de nós._", + "childs": [ + { + "id": "231d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Assim como o Corpo humano, cada coisa singular deve ser determinada a existir e operar de maneira certa e determinada por outra coisa singular e esta por outra e assim ao infinito _(pela [Prop. 28](128) p. I)_. E do mesmo modo como demonstramos, na Proposição precedente, a partir desta propriedade comum das coisas singulares, que temos apenas um conhecimento sumamente inadequado da duração de nosso Corpo, também deveremos concluir o mesmo da duração das coisas singulares, a saber, que podemos ter apenas um conhecimento sumamente inadequado da duração de tais coisas. QED." + }, + { + "id": "231c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que todas as coisas particulares são contingentes e corruptíveis. Pois não podemos ter nenhum conhecimento adequado de sua duração _(pela [Proposição preced.](231))_, e isto é o que entendemos por coisas contingentes e pela possibilidade que elas têm de se corromperem _(vide [Esc. 1 Prop. 33](133sc1), p. I)_, pois _(pela [Prop. 29](129) p. I)_, afora isto nada existe de contingente." + } + ] + }, + { + "id": "232", + "title": "PROPOSIÇÃO 32", + "text": "_Todas as idéias são verdadeiras na medida em que se referem a Deus._", + "childs": [ + { + "id": "232d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Pois todas as idéias que existem em Deus convém totalmente com seus ideados _(pelo [Corol. Prop. 7](207c))_ e portanto _(pelo [Axiom. 6](1a6), p. I)_ são verdadeiras. QED." + } + ] + }, + { + "id": "233", + "title": "PROPOSIÇÃO 33", + "text": "_Não existe nada de positivo nas idéias pelo que elas possam ser ditas falsas._", + "childs": [ + { + "id": "233d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se o negas, conceba se for possível, um modo de pensar que constitua a forma do erro ou da falsidade. Tal modo de pensar não pode existir em Deus _(pela [Prop. preced.](232))_ e não pode tampouco ser concebido fora de Deus _(pela [Prop. 15](115), p. I)_. Logo, não pode haver nada de positivo nas idéias pelo que elas possam ser ditas falsas. QED." + } + ] + }, + { + "id": "234", + "title": "PROPOSIÇÃO 34", + "text": "_Toda idéia que é em nós absoluta ou adequada e perfeita, é verdadeira._", + "childs": [ + { + "id": "234d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando dizemos que há em nós uma idéia adequada e perfeita, dizemos apenas _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ que há em Deus, enquanto ele constitui a essência de nossa Mente, uma idéia adequada e perfeita e, consequentemente _(pela [Prop. 32](232))_, dizemos apenas que tal idéia é verdadeira. QED." + } + ] + }, + { + "id": "235", + "title": "PROPOSIÇÃO 35", + "text": "_A falsidade consiste na privação de conhecimento que as idéias inadequadas ou mutiladas e confusas envolvem._", + "childs": [ + { + "id": "235d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Não há nada de positivo nas idéias que constitua a forma da falsidade _(pela [Prop. 33](233))_. Mas a falsidade não consiste nem na privação absoluta (pois diz-se que as Mentes erram ou falham mas não os Corpos), nem na ignorância absoluta, pois errar e ignorar são coisas diferentes. Logo [a falsidade] consiste na privação de conhecimento que o conhecimento inadequado das coisas envolve, ou seja, [consiste] nas idéias inadequadas e confusas. QED" + }, + { + "id": "235sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Expliquei no [Escólio da Prop. 17](217sc) por que razão o erro consiste na privação de conhecimento, mas, para melhor explicação darei um exemplo. Os homens se enganam quando se pensam livres e esta opinião consiste apenas em serem conscientes de suas ações e ignorantes das causas que as determinam. Assim, a idéia que têm de sua liberdade vem de não conhecerem nenhuma causa de suas ações, pois quando dizem que as ações humanas dependem da vontade, são palavras sem nenhuma idéia. Com efeito, todos ignoram o que é a vontade e como ela move o Corpo e os que presumem outra coisa e inventam sedes ou habitáculos para a alma normalmente despertam o riso ou a náusea. Quando olhamos o sol e imaginamos que ele dista de nós de duzentos pés, o erro não está na imaginação enquanto tal, mas apenas em que quando o imaginamos assim, ignorarmos sua verdadeira distância e a causa de tal imaginação. Porque ainda que saibamos depois que o sol dista de nós de mais que 600 diâmetros da terra, continuaremos a imaginá-lo próximo a nós. Pois não imaginamos o sol próximo a nós por ignorarmos a verdadeira distância, mas porque uma afecção de nosso corpo envolve a essência do sol, na medida em que nosso corpo é afetado por ele." + } + ] + }, + { + "id": "236", + "title": "PROPOSIÇÃO 36", + "text": "_As idéias inadequadas e confusas se seguem umas das outras com a mesma necessidade que as idéias adequadas, ou claras e distintas._", + "childs": [ + { + "id": "236d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Todas as idéias existem em Deus _(pela [Prop. 15](115), p. I)_ e, na medida em que se referem a Deus, são verdadeiras _(pela [Prop. 32](232))_ e _(pelo [Corol. Prop. 7](207c))_ adequadas. Logo, uma [idéia] só é inadequada ou confusa enquanto se refere à Mente singular de alguém _(ver à respeito as Prop. [24](224) e [28](228))_. Assim, todas [as idéias], tanto as adequadas quanto as inadequadas, se seguem umas das outras com a mesma necessidade _(pelo [Corol. Prop. 6](206c))_. QED." + } + ] + }, + { + "id": "237", + "title": "PROPOSIÇÃO 37", + "text": "_Aquilo que é comum a tudo (vide a respeito o [Lema 2](213l2)) e que está igualmente na parte e no todo, não constitui a essência de nenhuma coisa singular._", + "childs": [ + { + "id": "237d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se o negas, conceba, se for possível, que isto constitua a essência de uma coisa singular, por exemplo, a essência de B. Assim, _(pela [Defin. 2](2d2))_ isto não pode ser nem ser concebido sem B, o que é contra a hipótese. Logo, isto não pertence à essência de B nem constitui a essência de outra coisa singular. QED." + } + ] + }, + { + "id": "238", + "title": "PROPOSIÇÃO 38", + "text": "_As coisas que são comuns a tudo e que estão igualmente na parte como no todo só podem ser concebidas adequadamente._", + "childs": [ + { + "id": "238d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Seja A algo de comum a todos os corpos e que está tanto na parte como no todo de um corpo qualquer. Digo que A só pode ser concebido adequadamente, pois sua idéia _(pelo [Corol. Prop. 7](207c))_ é necessariamente adequada em Deus, tanto enquanto ele tem a idéia do Corpo humano, como enquanto ele tem as idéias de suas afecções, que _(pelas Prop. [16](216), [25](225) e [27](227))_ envolvem, em parte, tanto a natureza do Corpo humano, quanto a natureza dos corpos externos, isto é _(pelas Prop. [12](212) e [13](213))_, tal idéia é necessariamente adequada em Deus, tanto na medida em que constitui a Mente humana, como na medida em que tem as idéias que existem na Mente humana. Assim, a Mente _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ necessariamente percebe A adequadamente. E A não pode ser concebido de outro modo, seja quando a Mente percebe a si mesma, seja quando ela percebe um corpo externo qualquer. QED." + }, + { + "id": "238c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que existem algumas idéias ou noções que são comuns a todos os homens. Pois _(pelo [Lem. 2](213l2))_ todos os corpos convém em algumas coisas que _(pela [Prop. preced.](238))_ devem ser percebidas por todos de forma adequada, ou clara e distintamente." + } + ] + }, + { + "id": "239", + "title": "PROPOSIÇÃO 39", + "text": "_A idéia daquilo que é comum e próprio, tanto ao corpo humano como a alguns corpos externos pelos quais ele é afetado frequentemente, e que está tanto na parte como no todo de cada um deles, tal idéia também será adequada na Mente._", + "childs": [ + { + "id": "239d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Seja A aquilo que é comum e próprio ao Corpo humano e a alguns corpos externos e que seja igual no Corpo humano e nestes corpos externos e que seja ainda comum a cada parte e ao todo de tais corpos externos. De A haverá em Deus uma idéia adequada _(pelo [Corol. de la Prop. 7](207c))_ tanto enquanto ele tem a idéia do Corpo humano como enquanto ele tem as idéias destes corpos externos. Suponhamos agora que o Corpo humano é afetado por um corpo externo naquilo que eles têm de comum entre si, isto é, por A. A idéia desta afecção envolverá a propriedade A _(pela [Prop. 16](216))_. Portanto _(pelo mesmo [Corol. de la Prop. 7](207c))_, a idéia desta afecção, na medida em que envolve A, será adequada em Deus, enquanto ele é afetado pela idéia do Corpo humano, isto é _(pela [Prop. 13](213))_, enquanto ele constitui a natureza da Mente humana. Logo, _(pelo [Corol. de la Prop. 11](211c))_ esta idéia também será adequada na Mente humana. QED." + }, + { + "id": "239c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que a Mente é tão mais apta a perceber adequadamente mais coisas, quanto mais coisas seu Corpo tiver em comum com outros corpos." + } + ] + }, + { + "id": "240", + "title": "PROPOSIÇÃO 40", + "text": "_Todas as idéias que se seguem na Mente de idéias que nela são adequadas, também são adequadas._", + "childs": [ + { + "id": "240d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente. Pois, quando dizemos que uma idéia se segue na Mente humana de idéias que nela são adequadas, dizemos apenas _(pelo [Corol. Prop. 11](211c))_ que há no intelecto divino uma idéia de que Deus é causa, não enquanto ele é infinito, nem enquanto ele é afetado pela idéia de muitíssimas coisas singulares, mas enquanto ele constitui somente a essência da Mente humana." + }, + { + "id": "240sc1", + "type": "ESCÓLIO 1", + "text": "Expliquei com isto a causa das noções que chamamos de _Comuns_, e que são o fundamento de nosso raciocínio. Mas outros axiomas ou noções, que resultam de outras causas e que seria oportuno explicar por nosso método. Pois assim seria possível estabelecer quais noções são mais úteis que as demais, quais não têm praticamente nenhum uso, quais são comuns, quais são claras e distintas para os que não são presa de preconceitos, e quais, enfim, são mal fundadas. Além disso, seria possível estabelecer de onde se originam as noções que são ditas _Segundas_ e, consequentemente, os axiomas fundados nelas, e algumas outras coisas sobre as quais meditei a este respeito. Mas, como dediquei tais coisas a um outro Tratado e para não criar fastio pela demasiada prolixidade, decidi prescindir aqui do argumento. No entanto, para não omitir aqui nada que seja necessário saber, tratarei brevemente das causas dos termos que são ditos _Transcendentais_, como Ser, Coisa e algo. Tais termos têm como origem o fato de o Corpo humano, por ser limitado, só ser capaz de formar um certo número de imagens _(expliquei o que é imagem no [Esc. Prop. 17](217sc))_ distintas entre si e que, uma vez excedido este número, as imagens começam a se confundir, e se o número de imagens que o Corpo é capaz de formar de forma simultânea e distinta é grandemente excedido, elas se confundirãocompletamente umas com as outras. É assim evidente, pelo [Corol. Prop. 17](217c) e pela [Prop. 18](218), que a Mente humana pode imaginar, simultânea e distintamente, tantos corpos quantas forem as imagens que puderem se formar simultaneamente em seu corpo. Mas, quando as imagens se confundirem completamente no corpo, a Mente imaginará todos os corpos confusamente e sem nenhuma distinção, compreendendo-os como que sob um mesmo atributo, a saber, sob o atributo de Ente, Coisa, etc. E o mesmo pode ser deduzido também de que as imagens não mantém sempre a mesma força, e por outras causas análogas, que não é preciso explicar aqui, pois para o nosso propósito basta considerar apenas uma, pois todas elas resultam que estes termos signifiquem idéias sumamente confusas. Por causas similares se originaram noções que se chamam de _Universais_, como Homem, Cavalo, Cão, etc. A saber, que se formam simultaneamente tantas imagens no Corpo humano, por exemplo, de homens, que superam a força de imaginar. Não completamente, é certo, mas ao ponto em que a Mente não consegue imaginar as pequenas diferenças [entre estes homens] (como cor, tamanho, etc.) nem seu número preciso, só conseguindo imaginar distintamente aquilo em que todos eles convém, quando o corpo é por eles afetado. Pois o corpo foi mais fortemente afetado por aquilo que é comum, uma vez que cada singular o afetou [por esta propriedade]. E é isto que é expresso com a palavra _homem_ e que é predicado com infinitas coisas singulares, pois, como dissemos, o número determinado de coisas singulares não pode ser imaginado. Cabe notar, porém, que tais noções não se formam do mesmo modo em todos, mas que elas variam em razão da coisa pela qual o corpo foi afetado frequentemente e pelo que a Mente imagina ou recorda mais facilmente. Por exemplo, aqueles que frequentemente contemplaram a postura dos homens entendem por _homem_ um animal de postura ereta. Já os que se acostumaram a contemplar outra coisa, formarão uma outra imagem comum dos homens, como a de que o homem é um animal que ri, um bípede implume, um animal racional, etc. E assim, cada um formará imagens universais das demais coisas, de acordo com as disposições de seu corpo. Não é surpreendente, portanto, que tenham surgido tantas controvérsias entre os Filósofos que quiseram explicar a natureza apenas pelas imagens das coisas." + }, + { + "id": "240sc2", + "type": "ESCÓLIO 2", + "text": "De tudo o que dissemos acima, fica claro que percebemos muitas coisas de que formamos noções universais: I. A partir de coisas singulares que representamos pelos sentidos de forma mutilada, confusa e sem ordem para o intelecto _(vide [Corol. Prop. 29](229c))_ : a tais percepções tomei por hábito de chamar de conhecimento por experiência vaga. II. A partir de signos como, por exemplo, quando ao ouvir ou ler certa palavra, nos recordamos de coisas e formamos idéias semelhantes a elas, pelas quais as imaginamos _(vide [Esc. Prop. 18](218sc))_. Ambas as formas de contemplar as coisas chamarei, na seqüência de conhecimento do primeiro gênero, opinião ou imaginação. III. E finalmente, a partir de que temos noções comuns e idéias adequadas das propriedades das coisas _(vide [Corol. Prop. 38](238c), [Prop. 39](239) e seu [Corol.](239c) e [Prop. 40](240))_. A isto chamarei de razão ou segundo gênero do conhecimento. Além destes gêneros do conhecimento há, como mostrarei na seqüência, um terceiro que chamaremos de ciência intuitiva. Este gênero do conhecimento procede da idéia adequada da essência formal de alguns atributos de Deus ao conhecimento adequado da essência das coisas. Explicarei tudo isto com o exemplo de uma coisa. Suponha que sejam dados três números e o problema seja obter um quarto que esteja para o terceiro na mesma proporção em que o segundo está para o primeiro. Os comerciantes não hesitam em multiplicar o segundo pelo terceiro, dividindo o produto pelo primeiro. E isto seja por que ainda não se esqueceram do que ouviram de seus professores sem demonstração, seja por que descobriram isto nos números mais simples, seja pela força da Demonstração da Prop. 19 do livro 7 de Euclides, isto é pela propriedade comum dos números proporcionais. Mas para os números mais simples nada disso é necessário. Por exemplo, dados os números 1, 2 e 3, ninguém deixa de ver que o quarto número proporcional é o seis, e isto com muito mais clareza porque da relação que por intuição entre o primeiro e o segundo, concluímos o quarto." + } + ] + }, + { + "id": "241", + "title": "PROPOSIÇÃO 41", + "text": "_O conhecimento do primeiro gênero é a única causa da falsidade e os conhecimentos do segundo e terceiro gêneros são necessariamente verdadeiros._", + "childs": [ + { + "id": "241d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "No [Escólio precedente](240sc2) explicamos que ao primeiro gênero do conhecimento pertencem todas as idéias inadequadas e confusas e, portanto _(pela [Prop. 35](235))_, que este conhecimento é a única causa da falsidade. Dissemos também que as idéias adequadas pertencem ao segundo e terceiro gêneros do conhecimento e, portanto, estes são _(pela [Prop. 34](234))_ verdadeiros. QED" + } + ] + }, + { + "id": "242", + "title": "PROPOSIÇÃO 42", + "text": "_O conhecimento do segundo e do terceiro gêneros, mas não o conhecimento do primeiro gênero, nos ensinam a distinguir o verdadeiro do falso._", + "childs": [ + { + "id": "242d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta proposição é evidente. Pois quem sabe distinguir entre o verdadeiro e o falso deve ter uma idéia adequada do verdadeiro e do falso, isto é _(pelo [Esc. 2 Prop. 40](240sc2))_, deve conhecer o verdadeiro e o falso pelo terceiro gênero do conhecimento." + } + ] + }, + { + "id": "243", + "title": "PROPOSIÇÃO 43", + "text": "_Quem tem uma idéia verdadeira, sabe simultaneamente que tem uma idéia verdadeira e não pode duvidar de sua verdade._", + "childs": [ + { + "id": "243d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + }, + { + "id": "243sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "244", + "title": "PROPOSIÇÃO 44", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "244d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + }, + { + "id": "244c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "" + }, + { + "id": "244sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "" + }, + { + "id": "244c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "" + }, + { + "id": "244c2d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "245", + "title": "PROPOSIÇÃO 45", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "245d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + }, + { + "id": "245sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "246", + "title": "PROPOSIÇÃO 46", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "246d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "247", + "title": "PROPOSIÇÃO 47", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "247d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + }, + { + "id": "247sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "248", + "title": "PROPOSIÇÃO 48", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "248d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + }, + { + "id": "248sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "249", + "title": "PROPOSIÇÃO 49", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "249d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + }, + { + "id": "249c", + "type": "COROLÁRIO ", + "text": "" + }, + { + "id": "249cd", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + }, + { + "id": "249sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "" + }, + { + "title":"_Fim da Segunda Parte._", + "type":"filet" + } + ] + } + ] + }, + { + "index": 3, + "id": "p3", + "title": "_Terceira Parte_, SOBRE _a Origem e a Natureza dos_ AFETOS.", + "enonces": [ + { + "id": "3pr", + "title": "PREFÁCIO", + "text":"", + "childs": [] + }, + { + "title":"DEFINIÇÕES", + "type":"title" + }, + { + "id": "3d1", + "title": "I.", + "text": "Chamo de causa adequada aquela cujo efeito pode por ela ser percebido clara e distintamente. E chamo inadequada, ou parcial, aquela cujo efeito não pode ser entendido somente por ela.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3d2", + "title": "II.", + "text": "Digo que agimos, quando algo acontece, em nós ou fora de nós, de que somos causa adequada, isto é, _(pela [Def. preced.](3d1))_ quando se segue de nossa natureza, em nós ou fora de nós, algo que se entende clara e distintamente apenas por ela. Digo ao contrário que padecemos, quando algo acontece, em nós ou fora de nós, de que somos apenas causa parcial.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3d3", + "title": "III.", + "text": "Por Afeto entendo as afecções do Corpo que aumentam ou diminuem, ajudam ou limitam, a potência de agir deste Corpo e ao mesmo tempo as idéias destas afecções. \n_Portanto, se podemos ser causa adequada de uma destas afecções, entendo por este Afeto uma ação ; caso contrário, uma Paixão._", + "childs": [] + }, + { + "title":"POSTULADOS", + "type":"title" + }, + { + "id": "3p1", + "title": "I.", + "text": "O corpo humano pode ser afetado de muitos modos, que aumentam ou diminuem sua potência de agir, assim como de outros que não tornam sua potência de agir nem maior nem menor. _Este Postulado, ou Axioma, se apóia no [Postulado 1](213p1) e Lemas [5](213l5) e [7](213l7), após Prop. 13 p. II._", + "childs": [] + }, + { + "id": "3p2", + "title": "II.", + "text": "O corpo humano pode sofrer muitas mudanças e reter mesmo assim impressões ou vestígios dos objetos _(vide [Post. 5](213p5), p. II)_ e, consequentemente [reter] imagens das coisas. _(Para a definição de imagem, ver [Esc. Prop. 17](217sc), p. II)._", + "childs": [] + }, + { + "id": "301", + "title": "PROPOSIÇÃO 1", + "text": "_Nossa Mente às vezes age e às vezes padece, a saber, enquanto ela tem idéias adequadas ela necessariamente age e enquanto tem idéias inadequadas necessariamente padece._", + "childs": [ + { + "id": "301d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "As idéias de uma Mente humana qualquer são, seja adequadas, seja mutiladas e confusas _(pelo Esc. [1](240sc1), [2](240sc2) Prop. 40 p. II)_. As idéias que são adequadas na Mente de alguém são adequadas em Deus, enquanto constitui a essência da Mente _(pelo [Corol. Prop. 1](211c) p. II)_. E as [idéias] que são inadequadas na Mente também são adequadas em Deus _(pelo mesmo [Corol.](211c))_, não enquanto ele contém somente a essência desta Mente, mas enquanto contém também e simultaneamente as Mentes de outras coisas. Em seguida, dada uma idéia qualquer deve necessariamente se seguir um efeito _(pela [Prop. 36](136), p. I)_ de que Deus é a causa adequada _(ver [Defin. 1](3d1))_, não enquanto ele é infinito, mas enquanto considerado como afetado por esta idéia _(ver [Prop. 9](209), p. II)_. Ora, se Deus, enquanto ele é afetado por uma idéia que é adequada em uma Mente, é causa de um efeito, esta Mente será causa adequada deste efeito _(por [Corol. Prop. 11](211c), p. II)_. Logo, nossa Mente _(pela [Defin. 2](3d2))_ age necessariamente, enquanto tem idéias adequadas, o que era o primeiro ponto. Tudo o que se segue necessariamente de uma idéia que em Deus é adequada – não enquanto tem a Mente de um único homem, mas enquanto tem simultaneamente as Mentes de outras coisas e deste homem – [disso] _(pelo [Corol. Prop. 11](211c) p. II)_ a Mente do homem não é causa adequada, mas parcial. Portanto _(pela [Defin. 2](3d2))_, a Mente, enquanto tem idéias inadequadas, necessariamente padece. O que era o segundo ponto. Logo, nossa Mente, etc. QED." + }, + { + "id": "301c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "A Mente está tanto mais sujeita a paixões, quanto mais idéias inadequadas tem e, ao contrário, ela é mais ativa quanto mais idéias adequadas tem." + } + ] + }, + { + "id": "302", + "title": "PROPOSIÇÃO 2", + "text": "_Nem o Corpo pode determinar a Mente a pensar, nem a Mente pode determinar o Corpo ao movimento ou ao repouso._", + "childs": [ + { + "id": "302d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Todos os modos de pensar têm Deus por causa, enquanto ele é coisa pensante e não enquanto ele se explica por outro atributo _(pela [Prop. 6](206), p. II)_. Logo, o que determina a mente a pensar é um modo do pensamento e não um modo da Extensão, ou seja _(pela([Défin. 1](2d1), p. II)_, não é um Corpo. Isto era o primeiro ponto. O movimento e o repouso do Corpo devem se originar de outro corpo, que também foi determinado ao movimento e ao repouso por outro, e absolutamente, tudo o que se origina em um corpo deve ter se originado de Deus, enquanto considerado como afetado por certo modo da extensão e não por certo modo do pensamento _(pela [Prop. 6](206), p. II)_, isto é, não pode ter se originado da Mente, que _(pela [Prop. 11](211), p. II)_ é um modo do pensamento. Isto era o segundo ponto. Logo, o Corpo não pode determinar a Mente, etc. QED." + }, + { + "id": "302sc", + "type": "", + "text": "Isto pode ser entendido mais claramente a partir do que dissemos no [Escólio da Prop. 7](207sc), p. II, a saber, que a Mente e o Corpo são uma só e mesma coisa, concebida ora sob o atributo Pensamento, ora sob o atributo Extensão. Donde resulta que a ordem e a concatenação das coisa é uma só, quer a natureza seja concebida por este ou por aquele atributo. Consequentemente, a ordem das ações e paixões no nosso Corpo é a mesma que a ordem das ações e paixões na Mente. Isto também é evidente do modo como demonstramos [Prop 12](212) p. II. Mas embora estas coisas sejam tais que não reste razão para dúvida, me é difícil acreditar que possa induzir os homens a analisá-las com cuidado se não as comprovar pela experiência. Pois eles estão tão firmemente persuadidos que o corpo ora se move e ora fica em repouso somente pelos comandos da Mente e que ele faz um grande número de coisas que dependem apenas da vontade da Mente e da arte do pensamento. Mas o que pode o Corpo, ninguém até agora determinou, isto é, a experiência até agora não ensinou a ninguém o que o Corpo pode fazer apenas pelas leis da sua natureza, enquanto considerada como puramente corpórea, e o que ele só pode fazer se for determinado pela Mente. Ninguém até agora foi capaz de conhecer a estrutura do Corpo de forma acurada a ponto de poder explicar suas funções, para não mencionar as muitas coisas que observamos nos Animais e que de longe superam a sagacidade humana, ou as coisas que os sonâmbulos fazem no sono e não ousariam fazer na vigília. O que mostra de forma satisfatória que o Corpo, apenas a partir das leis de sua natureza, pode muitas coisas de que a Mente se admira. Ninguém sabe de que forma e por que meios a Mente move o corpo, nem quais graus de movimento ela pode atribuir ao corpo, nem a que velocidade ela pode movê-lo. Disso se segue que quando os homens dizem que as ações do Corpo se originam na Mente e de seu i pério sobre o corpo, eles não sabem o que falam e confessam, com palavras especiosas, ignorar a verdadeira causa desta ação sem se surpreenderem disso. Mas eles dirão que, quer eles saibam ou ignorem por que meios a Mente move o Corpo, ainda assim eles sabem pela experiência que se a Mente não fosse capaz de pensar, o Corpo seria inerte. Elestambém alegam saber pela experiência que está no poder apenas da Mente falar ou calar e muitas outras coisas que dependem, assim eles crêem, dos decretos da Mente. Quanto ao primeiro ponto, eu lhes pergunto, se a experiência não ensina também que quando o Corpo está inerte a Mente torna-se inepta a pensar? Pois quando o Corpo repousa no sono, a Mente simultaneamente adormece e perde o poder de pensar que tinha durante a vigília. Creio também que todos sabem pela experiência que a Mente não está sempre igualmente apta a pensar em dado objeto, mas que quando o Corpo está apto a ter uma imagem deste objeto, a Mente também fica mais apta a contemplá-lo. Eles dirão, porém, que apenas das leis da natureza enquanto considerada como corpórea, não é possível deduzir as causas das edificações, das pinturas e coisas deste gênero, que somente são feitas por arte dos homens e que o Corpo humano não seria capaz de edificar um templo sem ser determinado a isso pela Mente. Mas já mostrei que eles não sabem o que pode o Corpo, nem o que se pode deduzir somente da contemplação de sua natureza. E eles sabem pela experiência que muitíssimas coisas se fazem somente pelas leis da natureza que eles jamais poderiam acreditar acontecendo sem a direção da Mente, como as coisas que os sonâmbulos fazem dormindo para delas se admirarem na vigília. Acrescento aqui a própria estrutura do Corpo humano, que de muito longe supera em artifício qualquer coisa fabricada pelo engenho humano, para não falar do que mais acima mostramos, a saber, que infinitas coisas se seguem da natureza, considerada sob qualquer atributo. No que diz respeito ao segundo ponto, os assuntos humanos seriam muito mais felizes se estivesse no poder dos homens escolher quando falar e quando calar. Pois a experiência ensina claramente que os homens não têm o poder de moderar nem a língua nem os apetites. De fato, a maioria dos homens crê que agimos livremente apenas com relação ao que aspiramos levemente, pois o apetite com relação a estas coisas pode ser facilmente contrariado pela memória de outras coisas que recordamos frequentemente. Mas nós não [agimos livremente] com relação ao que aspiramos com afetos fortes, que não podem ser refreados pela memória de outras coisas. Entretanto, se a experiência não tivesse mostrado que muitas vezes agimos para depois nos arrependermos, e que frequentemente, quando somos tomados de afetos conflitantes, vemos o melhor e fazemos o pior, nada impediria que eles acreditassem que agimos livremente em tudo. Assim, o bebê acredita querer livremente o leite, a criança irada querer vingança e o medroso a fuga. O bêbado acredita que é por um livre decreto da Mente que ele fala o que depois de sóbrio gostaria de ter calado. E assim o delirante, o tagarela, a criança e todos desta farinha acreditam falar de um livre decreto da Mente quando na verdade não conseguem conter o ímpeto de falar. Assim, a própria experiência ensina, de forma não menos clara do que a razão, que os homens se crêem livres por serem conscientes de suas ações e ignorarem as causas que as determinam e que os decretos da Mente são os próprios apetites, que variam da mesma forma como variam as disposições do Corpo. Pois cada um governa tudo a partir de seus próprios afetos e os que são presa de afetos contrários, não sabem o que querem e os que não [são impulsionados por afeto algum] podem facilmente se mover ora para um lado, ora para outro. Tudo isso mostra claramente que tanto o decreto da Mente quanto o apetite e a determinação do Corpo existem juntos por natureza, ou melhor, são uma só e mesma coisa, que chamamos decreto quando a consideramos e explicamos pelo o atributo Pensamento e determinação, quando a consideramos pelo atributo extensão e a deduzimos das leis do movimento e do repouso. E isto ficará ainda mais claro do que diremos a seguir. Pois há mais uma coisa que gostaria de notar aqui particularmente: que sem uma recordação não há nada que possamos fazer por um decreto da Mente. Por exemplo, não posso falar uma palavra se não a recordar. E não está no livre poder da Mente se recordar de uma coisa ou esquecê-la. Donde se conclui que o que se acredita estar no poder da Mente é apenas calar ou falar daquilo de que nos recordamos. Mas quando sonhamos que falamos, acreditamos falar por livre decreto da Mente quando na verdade não falamos, ou se falamos é por movimento espontâneo do Corpo. E sonhamos esconder coisas dos homens pelo mesmo decreto que, durante a vigília, calamos sobre as coisas que sabemos. Sonhamos enfim, fazer coisas por decreto da Mente, que não ousaríamos fazer na vigília. Assim, gostaria de saber se há na Mente dois gêneros de decretos, os oníricos e os livres? Se não quisermos ser insanos a este propósito, é necessário conceder que o decreto da Mente que se crê livre, não se distingue da imaginação ou da memória, mas é a própria afirmação que a idéia envolve, enquanto é idéia _(ver [Prop. 49](249), p. II)_. E assim os decretos da Mente se originam na Mente com a mesma necessidade que as idéias das coisas existentes em ato. Aqueles que crêem que falam, calam, ou fazem o qualquer coisa por livre decreto da Mente, sonham com olhos abertos." + } + ] + }, + { + "id": "303", + "title": "PROPOSIÇÃO 3", + "text": "_As ações da Mente se originam somente das idéias adequadas e as paixões dependem somente das idéias inadequadas._", + "childs": [ + { + "id": "303d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A primeira coisa que constitui a essência da Mente é a idéia de um Corpo existente em ato _(pelas Prop. [11](211) e [13](213), p. II)_, que _(pela [Prop. 15](215), p. II)_ é composta de muitas outras [idéias], das quais _(pel [Corol. Prop. 38](238c), p. II)_ algumas são adequadas e outras inadequadas _(pelo [Corol. Prop. 29](229c), p. II)_. Logo, tudo o que se segue da natureza da Mente e que tem a Mente como causa próxima, pela qual deve ser entendido, deve necessariamente se seguir, ou de uma idéia adequada, ou de uma idéia inadequada. Ora _(pela [Prop. 1](301))_, a Mente necessariamente padece enquanto tem idéias inadequadas. Logo, as ações da Mente se seguem apenas das idéias adequadas e a Mente só padece quando tem idéias inadequadas. QED." + }, + { + "id": "303sc", + "type": "", + "text": "Vemos que as paixões se referem à Mente enquanto ela tem algo que envolve negação, ou enquanto é considerada como uma parte da natureza que, por si e sem as outras, não pode ser percebida de forma clara e distinta. E poderia mostrar a razão pela qual as paixões se referem às coisas singulares do mesmo modo que à Mente e não podem ser percebidas de outro modo. Mas meu intuito é de tratar apenas da Mente humana." + } + ] + }, + { + "id": "304", + "title": "PROPOSIÇÃO 4", + "text": "_Uma coisa só pode ser destruída por uma causa externa._", + "childs": [ + { + "id": "304d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta proposição é evidente por si. Pois a definição de uma coisa afirma a essência da coisa e não a nega, ou põe essência a coisa e não a destrói (tollit). E, portanto, enquanto atentamos à própria coisa e não às causas externas, nada poderemos encontrar que possa destruí-la. QED." + } + ] + }, + { + "id": "305", + "title": "PROPOSIÇÃO 5", + "text": "_Coisas são de natureza contrária, isto é, não podem estar no mesmo sujeito, enquanto uma possa destruir a outra._", + "childs": [ + { + "id": "305d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se elas concordassem entre si, ou se pudessem estar simultaneamente no mesmo sujeito, poderia existir algo no sujeito que pudesse destruí-lo, o que _(pela [Prop. preced.](304))_, é absurdo. Portanto, coisas, etc. QED." + } + ] + }, + { + "id": "306", + "title": "PROPOSIÇÃO 6", + "text": "_Toda coisa se esforça (conatur), na medida em que é em si (quantum in se est), por perseverar no seu ser._", + "childs": [ + { + "id": "306d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "As coisas singulares são modos que exprimem os atributos de Deus de modo certo e determinado _(pelo [Corol. Prop. 25](125c), p. I)_, isto é _(pela [Prop. 34](134), p. I)_, são coisas que exprimem de modo certo e determinado a potência de Deus. E nenhuma coisa tem em si algo que possa destruí-la (detrui), ou que possa lhe tolher (tollat) a existência _(pela [Prop. 4](304))_. Ao contrário, ela se opõe a tudo o que pode lhe tolher a existência _(pela [Prop. preced.](305))_ e, por conseguinte, se esforça, na medida em que pode, e é em si, por perseverar no seu ser. QED." + } + ] + }, + { + "id": "307", + "title": "PROPOSIÇÃO 7", + "text": "_O esforço pelo qual cada coisa se esforça por perseverar em seu ser é a essência atual desta própria coisa._", + "childs": [ + { + "id": "307d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Da essência de uma coisa dada, seguem-se necessariamente alguns efeitos _(pela [Prop. 36](136), p. I)_ e as coisas podem somente aquilo que se segue necessariamente de suas naturezas determinadas _(pela [Prop. 29](129), p. I)_. Então a potência de uma coisa qualquer, ou o esforço pelo qual ela, sozinha ou com outras, faz ou se esforça por fazer algo, isto é _(pela [Prop. 6](306))_, a potência, ou esforço, pelo qual ela se esforça por perseverar em seu ser, é a essência dada ou atual da própria coisa. QED." + } + ] + }, + { + "id": "308", + "title": "PROPOSIÇÃO 8", + "text": "_O esforço pelo qual cada coisa se esforça por perseverar em seu ser envolve, não um tempo finito, mas um tempo Indefinido._", + "childs": [ + { + "id": "308d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se [o esforço pelo qual cada coisa se esforça por perseverar em seu ser] envolvesse um tempo limitado, que determinasse a duração da coisa, então se seguiria da própria potência pela qual a coisa existe, que ela não poderia mais existir depois deste tempo e devendo então ser destruída. Mas isso _(pela [Prop. 4](304))_ é absurdo. Logo, o esforço, pelo qual a coisa existe, não envolve um tempo definido. Ao contrário, como _(pela [Prop. 4](304))_, se nenhuma causa externa a destruir, ela continuará sempre a existir pela mesma potência que existe agora, então, este esforço envolve um tempo indefinido. QED." + } + ] + }, + { + "id": "309", + "title": "PROPOSIÇÃO 9", + "text": "_A Mente se esforça em perseverar no seu ser por uma duração indefinida, tanto enquanto tem idéias claras e distintas, como enquanto tem idéias confusas, e ela tem consciência deste esforço._", + "childs": [ + { + "id": "309d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A essência da Mente é constituída de idéias adequadas e inadequadas _(como mostramos na [Prop. 3](303))_ e ela _(pela [Prop. 7](307) )_, tanto enquanto tem estas, como enquanto tem aquelas, se esforça por perseverar em seu ser _(pela [Prop. 8](308))_, por uma duração indefinida. E como a Mente _(pela [Prop. 23](223), p. II)_ é necessariamente consciente de suas afecções, logo _(pela [Prop. 7](307))_ a Mente é consciente de seu esforço. QED." + }, + { + "id": "309sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Este esforço, quando se refere apenas à Mente, se chama Vontade (Voluntas). E quando se refere simultaneamente à Mente e ao Corpo, se chama Apetite (Appetitus), que é, portanto, a própria essência do homem, de cuja natureza se seguem necessariamente as coisas que servem à sua conservação e que o homem é determinado a fazer. Entre o apetite e o Desejo (Cupiditas) a única diferença é que o desejo normalmente se refere aos homens na medida em que eles são conscientes de seus apetites. _O Desejo, portanto, é o apetite com a consciência dele mesmo_. Donde se conclui que nós não nos esforçamos, queremos, apetecemos ou desejamos algo por que o julgamos bom ; mas, ao contrário, que nós julgamos algo bom por que nos esforçamos, queremos apetecemos ou desejamos." + } + ] + }, + { + "id": "310", + "title": "PROPOSIÇÃO 10", + "text": "_Uma idéia que exclui a existência de nosso corpo, não pode existir em nossa Mente, mas lhe é contrária._", + "childs": [ + { + "id": "310d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "O que pode destruir nosso corpo não existe nele _(pela [Prop. 5](305))_ e não pode existir em Deus uma idéia de tal coisa enquanto ele tem a idéia de nosso corpo _(pelo [Corol. de la Prop. 9](209c), p. II)_, isto é _(pelas Prop. [11](211) e [13](213), p. II)_, não pode existir a idéia de tal coisa em nossa Mente. Ao contrário, como _(pelas Prop. [11](211) e [13](213), p. II)_ a primeira coisa que constitui a essência da Mente é a idéia de um corpo existente em ato, a primeira e principal coisa a constituir a nossa Mente é o esforço _(pela [Prop. 7](307))_ de nosso Corpo de afirmar sua existência. Assim, uma idéia que exclui a existência de nosso corpo, não pode existir em nossa Mente, etc. QED." + } + ] + }, + { + "id": "311", + "title": "PROPOSIÇÃO 11", + "text": "_A idéia de qualquer coisa que aumenta ou diminui, ajuda ou limita a potência de agir de nosso Corpo, também aumenta ou diminui, ajuda ou limita a potência de pensar de nossa Mente._", + "childs": [ + { + "id": "311d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente da [Prop. 7](207), p. II, e também de [Prop. 14](214), p. II." + }, + { + "id": "311sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Vemos que a Mente pode padecer de grandes mudanças e passar ora a uma perfeição maior, ora a uma perfeição menor. Estas paixões correspondem aos afetos de Alegria e Tristeza. Por _Alegria_ (Laetitiae) entenderei, no que se segue, uma _paixão pela qual a Mente passa a uma perfeição maior_. Por _Tristeza_ (Tristitiae) [entenderei] _uma paixão pela qual ela passa a uma perfeição menor_. E quanto ao _afeto de Alegria se refere simultaneamente à Mente e ao Corpo_, chamo-o _Prazer_ (Titillatio) ou _Contentamento_ (Hilaritas). E a _Tristeza_ [que se refere simultaneamente à Mente e ao Corpo] chamarei de _Dor_ (Dolor) ou _Melancolia_ (Melancholia). Mas deve-se notar que o Prazer e a Dor se referem ao homem quando uma de suas partes é mais afetada do que as demais, ao passo que o Contentamento e a Melancolia [se referem a ele] quando todas as partes são igualmente afetadas. Quanto ao Desejo, já expliquei o que é no [Escólio da Proposição 9](309sc) e além destes três [afetos, a saber, Desejo, Alegria e Tristeza,] não reconheço nenhum outro afeto primário e mostrarei na seqüência que todos os demais se originam destes. Mas antes de prosseguir, gostaria de me estender na explicação da [Proposição 10](310), para que seja mais claramente entendido como uma idéia é contrária a uma outra. No [Escólio da Prop. 17](217sc) p. II mostramos que a idéia que constitui a essência da Mente envolve a existência do Corpo, enquanto o próprio Corpo existe. E, como mostramos em [Corol. Prop 8](208c) p. II e seu em seu [Escólio](208sc), segue-se que a existência presente de nossa Mente depende apenas de que a Mente envolva a existência atual do Corpo. E nós mostramos que a potência da Mente em imaginar e se recordar das coisas _(ver Prop. [17](217) e [18](218) e [Esc. 18](218sc) p. II)_, também depende de ela envolver a existência atual do Corpo. Disso se segue que a existência presente da Mente e sua potência de imaginar são destruídas (tolli) se a mente deixar de afirmar a existência do Corpo. Mas a causa que faz com que a mente deixe de afirmar a existência do Corpo não pode estar nem na própria Mente _(pela [Prop. 4](304))_ nem em que o Corpo deixe de existir. Pois _(pela [Prop. 6](206) p. II)_ a causa que faz com que a Mente afirme a existência do Corpo não é que o Corpo comece a existir e, pela mesma razão, [a causa que faz com que a Mente] deixe de afirmar a existência do Corpo não é que ele deixe de existir. Mas _(pela [Prop. 8](208) p. II)_, [a Mente deixa de afirmar o Corpo] por que surge uma outra idéia que exclui a existência presente de nosso Corpo, e consequentemente de nossa Mente, e é contrária à idéia que constitui a essência de nossa Mente." + } + ] + }, + { + "id": "312", + "title": "PROPOSIÇÃO 12", + "text": "_A Mente se esforça, na medida em que pode, em imaginar, o que aumenta ou ajuda a potência de agir do Corpo._", + "childs": [ + { + "id": "312d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Enquanto o Corpo humano for afetado com um modo que envolver a natureza de um corpo externo, a Mente humana contemplará este corpo como presente _(pela [Prop. 17](217), p. II)_, e consequentemente _(pela [Prop. 7](207), p. II)_ enquanto a Mente humana contemplar este corpo externo como presente, isto é _(pelo [Esc. Prop 17](217sc) p. II)_, [enquanto] o imaginar, o Corpo humano será afetado com um modo que envolve a natureza do corpo externo. Assim, quando a Mente imaginar coisas que aumentem ou ajudem a potência de agir do nosso corpo, o Corpo será afetado de um modo que aumenta ou ajuda sua potência de agir _(vide [Post. 1](3p1))_ e, consequentemente _(pela [Prop. 11](311))_, a potência de pensar da Mente será aumentada ou ajudada. Logo, _(pelas Prop. [6](306) e [9](309))_ a Mente se esforça, na medida em que pode, em imaginá-las." + } + ] + }, + { + "id": "313", + "title": "PROPOSIÇÃO 13", + "text": "_Quando a Mente imagina coisas que diminuem ou limitam a potência de agir do Corpo, ela se esforça, na medida em que pode, em recordar coisas que lhes excluam a existência._", + "childs": [ + { + "id": "313d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando a Mente imagina tais coisas, a potência da Mente e do Corpo diminui ou é limitada _(como demonstramos na [Prop. preced.](312))_. Mesmo assim, a Mente continuará a imaginá-las enquanto não imaginar outras coisas que lhes excluam a existência _(pela [Prop. 17](217), p. II)_, isto é (como acabamos de mostrar), a potência da Mente e do Corpo será diminuída ou limitada enquanto a Mente não imaginar outras coisas que lhes excluam a existência. Assim, a Mente se esforçará, _(pela [Prop. 9](309))_ na medida em que puder, por imaginá-las ou recordá-las. QED." + }, + { + "id": "313c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "A Mente tem aversão por imaginar o que diminui ou contraria sua própria potência e a do Corpo." + }, + { + "id": "313sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Disso entendemos claramente o que são o Amor (Amor) e o Ódio (Odium). Pois o _Amor é_ a _Alegria concomitante à idéia de uma causa externa_ e o _Ódio_ é _uma tristeza concomitante à idéia de uma causa externa_. Vemos que quem ama se esforça necessariamente por ter presente e conservar aquilo que ama e, ao contrário, quem odeia se esforça por se afastar ou destruir aquilo que odeia. Mas disso falaremos de forma mais prolixa na seqüência." + } + ] + }, + { + "id": "314", + "title": "PROPOSIÇÃO 14", + "text": "_Se a Mente foi uma vez afetada por dois afetos simultaneamente, quando for posteriormente afetada por um deles, também será afetada pelo outro._", + "childs": [ + { + "id": "314d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se o Corpo humano foi uma vez afetado por dois corpos simultaneamente, posteriormente quando a Mente imaginar um deles, ela imediatamente recordará do outro _(pela [Prop. 18](218), p. II)_. Ora as imaginações da Mente indicam mais os afetos de nosso Corpo do que a natureza dos corpos externos _(pelo [Corol. 2 Prop. 16](216c2), p. II). Logo, se o Corpo e, consequentemente, a Mente _(vide [Defin. 3](3d3))_, for uma vez afetada por dois afetos simultaneamente, quando posteriormente for afetada por um deles, será também afetada pelo outro. QED." + } + ] + }, + { + "id": "315", + "title": "PROPOSIÇÃO 15", + "text": "_Qualquer coisa pode ser, por acidente, causa de Alegria, Tristeza ou Desejo._", + "childs": [ + { + "id": "315d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Suponhamos que a Mente seja afetada simultaneamente por dois afetos, um que não aumente nem diminua sua potência de agir e outro que a aumente ou diminua _(vide [Post. 1](3p1))_. É evidente da Proposição precedente que quando o primeiro afeto, que _(por hipótese)_ não aumenta nem diminui sua potência de pensar, afetar posteriormente a Mente, ela também será afetada pelo outro [afeto], que aumenta ou diminui sua potência de pensar como se fosse a causa verdadeira disso. Isto é, _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_ ela será afetada de Alegria ou Tristeza. E assim, tal coisa será, não por si, mas por acidente, causa de Alegria ou Tristeza. Por esta mesma via se pode mostrar facilmente que a mesma coisa pode ser por acidente causa de Desejo. QED." + }, + { + "id": "315c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Do simples fato de termos contemplado uma coisa com um afeto de Alegria ou de Tristeza do qual ela não é causa eficiente, podemos amá-la ou odiá-la." + }, + { + "id": "315cd", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando _(pela [Prop. 14](314))_ a Mente posteriormente imaginar esta coisa, será afetada de Alegria ou Tristeza, isto é _(pelo [Esc.](311sc) Prop. 11)_, a potência da Mente ou do Corpo será aumentada ou diminuída, etc. E consequentemente, _(pela [Prop. 12](312))_ a Mente desejará imaginar esta coisa, ou _(pelo [Corol. Prop. 13](313c))_ a terá em aversão, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, a amará ou a odiará. QED." + }, + { + "id": "315sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Entendemos assim, como podemos amar ou odiar algumas coisas sem que nenhuma causa nos seja conhecida, mas apenas (como dizem) por Simpatia (Sympathia) ou Antipatia (Antipathia). E estes afetos também devem se referir a objetos que nos afetam de Alegria ou Tristeza somente por serem similares a objetos que nos afetam habitualmente destes afetos, como mostrarei na próxima [Proposição](316). Sei, certamente, que os primeiros Autores a introduzirem os termos Simpatia e Antipatia queriam significar com eles certas qualidades ocultas das coisas. Entretanto creio que nos é lícito entender por estes termos qualidades conhecidas ou manifestas." + } + ] + }, + { + "id": "316", + "title": "PROPOSIÇÃO 16", + "text": "_Do simples fato de imaginarmos que uma coisa tem semelhança com um objeto que habitualmente afeta a Mente de Alegria ou Tristeza, nós amamos ou odiamos esta coisa, e isto mesmo que aquilo em que a coisa é semelhante ao objeto não seja a causa eficiente deste afeto._", + "childs": [ + { + "id": "316d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Nós contemplamos aquilo em que o objeto é semelhante [à coisa] _(por hipótese)_ com um afeto de Alegria ou Tristeza. E _(pela [Prop. 14](314))_ quando a Mente for afetada por esta imagem, ela será imediatamente afetada pelo afeto em questão. Consequentemente, aquilo que percebemos ter esta [semelhança] será _(pela [Prop. 15](315))_, por acidente, causa de Alegria ou Tristeza e _(pelo [Corol. Prop. precedente](315c))_ ainda que a semelhança ao objeto não seja a causa eficiente deste afeto, nós ainda assim amaremos ou odiaremos. QED." + } + ] + }, + { + "id": "317", + "title": "PROPOSIÇÃO 17", + "text": "_Se imaginarmos que uma coisa que nos afeta habitualmente de um afeto de Tristeza é semelhante a uma outra que nos afeta habitualmente com um afeto de Alegria de igual magnitude, nós odiaremos e amaremos simultaneamente tal coisa._", + "childs": [ + { + "id": "317d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta coisa é _(por Hipótese)_ causa de Tristeza por si e _(pelo [Escólio da Prop 13](313sc))_ enquanto a imaginarmos com este afeto, a teremos em ódio. Além disso, enquanto a imaginarmos semelhante a outra, que habitualmente nos afeta com um afeto de Alegria de igual magnitude, nós a amaremos com um esforço de igual magnitude _(pela [Prop. preced.](316))_. Assim, teremos simultaneamente ódio e amor por esta coisa. QED." + }, + { + "id": "317sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "O _estado da Mente que se origina em dois afetos contrários_ é chamado de _flutuação da alma_ (animi fluctuatio), que é para o afeto o que a dúvida é para a imaginação _(ver [Esc. Prop. 44](244sc), p. II)_, e a flutuação da alma e a dúvida diferem entre si apenas em grau. Mas deve-se notar que na Proposição precedente eu deduzi as causas das flutuações da alma de que algo é causa por si de um afeto e causa por acidente de outro, apenas por ser tal dedução mais fácil com relação ao que precede. Não nego, porém, que as flutuações da alma frequentemente se originam em que um objeto é causa eficiente dos dois afetos. Pois o Corpo humano _(por [Post. 1](213p1), p. II)_ é composto de muitíssimos indivíduos de naturezas diversas e assim _(pelo [Axiom. 1](213a1a) P. II)_ pode ser afetado por um só corpo de muitíssimos e diversos modos. E ao contrário, como uma coisa pode ser afetada de muitos modos, uma mesma parte do corpo pode ser afetada [por aquele corpo] de diversos modos. Donde podemos conceber facilmente que um mesmo objeto possa ser causa de muitos afetos contrários." + } + ] + }, + { + "id": "318", + "title": "PROPOSIÇÃO 18", + "text": "_A imagem de uma coisa passada ou futura afeta o homem com o mesmo afeto de Alegria e Tristeza que a imagem de uma coisa presente._", + "childs": [ + { + "id": "318d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Um homem contempla uma coisa como presente quando é afetado por uma imagem dela, ainda que a coisa não exista _(pela [Prop. 17](217), p. II e [Corol.](217c) Prop 17 p. II)_. E ele imagina uma coisa como passada ou futura quando esta imagem está junta com a imagem de um tempo passado ou futuro _(ver [Esc. Prop. 44](244sc), p. II)_. A imagem da coisa considerada em si é a mesma quer ela se refira a um tempo futuro, passado, ou presente, isto é _(pelo [Corol. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_, o estado, ou afeto, do Corpo é o mesmo, quer a imagem da coisa seja passada, futura, ou presente. Assim, os afetos de Alegria e Tristeza são idênticos, quer a imagem da coisa seja passada, futura, ou presente. QED." + }, + { + "id": "318sc1", + "type": "ESCÓLIO 1", + "text": "Chamo aqui uma coisa de passada ou futura quando fomos ou seremos afetados por ela, por exemplo, quando a vimos ou veremos, quando ela nos restaurou ou restaurará, ou quando ela nos lesou ou lesará, etc. Quando a imaginamos assim, afirmamos sua existência, isto é, o Corpo não é afetado por nenhum afeto que exclua a existência da coisa. E assim _(pela [Prop. 17](217), p. II)_ o Corpo é afetado pela imagem desta coisa do mesmo modo que seria se ela estivesse presente. Entretanto, o que mais comumente sucede é que as pessoas mais experientes hesitem quando contemplam coisas futuras ou passadas e considerem duvidosa a ocorrência de tais coisas. Assim _(vide [Esc. Prop. 44](244sc), p. II)_, os afetos que se originam em tais imagens de coisas não são constantes, sendo geralmente perturbados por imagens de outras coisas até que os homens se tornem mais certos de sua ocorrência." + }, + { + "id": "318sc2", + "type": "ESCÓLIO 2", + "text": "Compreendemos assim o que são a Esperança (Spes), o Medo (Metus), a Segurança (Securitas), o Desespero (Desperatio), a Grata Surpresa (Gaudium) e Decepção (Conscientiae morsus). A _Esperança é uma Alegria inconstante originada da imagem de uma coisa futura ou passada cuja ocorrência temos em dúvida_. Já o _Medo_ é _uma Tristeza inconstante originada igualmente da imagem de uma coisa duvidosa_. Mas se a dúvida é suprimida destes afetos, a Esperança se torna _Segurança_ e o Medo, _Desespero_ ; a saber, _Alegria_ ou _Medo originados da imagem de uma coisa que temíamos ou esperávamos. A Grata Surpresa_ é a _Alegria originada da imagem de uma coisa passada de cuja ocorrência tínhamos em dúvida. E a Decepção é a tristeza oposta à Grata Surpresa._" + } + ] + }, + { + "id": "319", + "title": "PROPOSIÇÃO 19", + "text": "_Quem imaginar destruído aquilo que ama se entristecerá ; e alegrar-se-á ao imaginá-lo conservado._", + "childs": [ + { + "id": "319d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A Mente se esforça, na medida em que pode, por imaginar o que aumenta ou ajuda a potência de agir do Corpo _(pela [Prop. 12](312))_, isto é _(pelo [Esc. Prop 13](313sc))_, aquilo que ama. Ora, a imaginação é ajudada por aquilo que põe a existência do corpo, e é limitada pelo que exclui sua existência _(pela [Prop. 17](217), p. II)_. Logo, as imagens das coisas que põe a existência da coisa amada ajudam o esforço da Mente em imaginar a coisa amada, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, afetam a Mente de Alegria. Ao contrário, as [imagens] que excluem a existência da coisa amada, limitam o esforço da Mente, isto é _(pelo mesmo [Escólio](311sc))_, afetam a Mente de Tristeza. Assim, quem ama se entristecerá ao imaginar destruída, etc. QED." + } + ] + }, + { + "id": "320", + "title": "PROPOSIÇÃO 20", + "text": "_Quem imaginar destruído aquilo que odeia se alegrará._", + "childs": [ + { + "id": "3p20-d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A Mente _(pela [Prop. 13](313))_ se esforça em imaginar coisas que excluam a existência daquilo que diminui ou limita a potência de agir do Corpo, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, ela se esforça em imaginar coisas que excluam a existência daquilo que odeia. A imagem das coisas que excluem a existência do que a Mente odeia ajudam o esforço da Mente, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, afetam a Mente de Alegria. Assim, quem imaginar destruído aquilo que odeia se alegrará. QED." + } + ] + }, + { + "id": "321", + "title": "PROPOSIÇÃO 21", + "text": "_Quem imagina aquilo que ama afetado de Alegria ou de Tristeza, também será afetado de Alegria ou de Tristeza. E estes afetos serão maiores ou menores no amante na medida em que forem maiores ou menores na coisa amada._", + "childs": [ + { + "id": "321d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A imagem das coisas _(como demonstramos da [Prop. 19](319))_ que põe a existência da coisa amada, ajudam o esforço pelo qual a Mente se esforça por imaginar a coisa amada. Mas a Alegria põe a existência da coisa alegre, e quanto mais [existência ou realidade puser], maior será o afeto de Alegria, já que _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_ [a Alegria] é uma transição a uma perfeição maior. Logo, a imagem da Alegria da coisa amada ajuda o esforço da Mente do amante, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, afeta o amante de uma Alegria que é maior na medida em que for maior o afeto da coisa amada. Isto era o primeiro ponto. Uma coisa, enquanto é afetada de Tristeza, é como que destruída, e tanto mais, quanto maior for o afeto de Tristeza _(pelo mesmo [Esc. Prop. 11](311sc))_. Assim, _(pela [Prop. 19](319))_ quem imagina o amado afetado de Tristeza, também será afetado de uma Tristeza tanto maior, quanto maior for este afeto da coisa amada. QED." + } + ] + }, + { + "id": "322", + "title": "PROPOSIÇÃO 22", + "text": "_Se imaginarmos alguém afetando de Alegria uma coisa que amamos, seremos afetados de Amor para com ele. Ao contrário, se imaginarmos que ele a afeta de Tristeza, seremos afetados de Ódio contra ele._", + "childs": [ + { + "id": "322d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quem afeta a coisa que amamos de Alegria ou de Tristeza também nos afeta de Alegria ou de Tristeza, se, evidentemente, imaginarmos a coisa amada afetada de tal Alegria ou Tristeza _(pela [Prop. preced.](321))_. Ora, esta Alegria ou Tristeza é em nós, por suposto, concomitante à idéia de uma causa externa. Logo _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, se imaginarmos alguém afetando de Alegria ou Tristeza uma coisa que amamos, seremos afetados de Amor ou Ódio para com ele." + }, + { + "id": "322sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "A [Proposição 21](321) nos explica o que é a _Compaixão_ (Commiseratio), que podemos definir como _a Tristeza originada de um dano a outrem_. Ignoro, porém, que nome devemos atribuir à Alegria originada de um bem a outrem. Chamaremos de _Apreço_ (Favorem) o _Amor por quem fez o bem a outrem e, por outro_ lado _Indignação_ (Indignationem) o _Ódio por quem faz mal a outrem_. Finalmente, note-se que compadecemos não apenas da coisa que amamos _(como mostramos na [Prop. 21](321))_, mas também daquela por quem anteriormente não sentíamos afeto algum, conquanto a julguemos similar a nós (como mostrarei abaixo). Por isso mesmo, apreciamos quem faz bem a um semelhante e nos indignamos de quem provoca dano a um semelhante." + } + ] + }, + { + "id": "323", + "title": "PROPOSIÇÃO 23", + "text": "_Se alegrará quem imaginar afetado de Tristeza o que odeia, e ao contrário se entristecerá ao imaginá-lo afetado de Alegria ; e estes afetos serão maiores ou menores conforme o afeto contrário for maior ou menor naquilo que odeia._", + "childs": [ + { + "id": "323d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Enquanto a coisa odiosa é afetada de Tristeza, ela é como que destruída, e tanto mais quanto maior for a Tristeza que a afeta _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_. Assim, quem _(pela [Prop. 20](320))_ imaginar a coisa que odeia afetada de Tristeza, será, ao contrário, afetado de uma Alegria que será tanto maior quanto maior for a Tristeza imaginada da coisa odiosa, o que era o primeiro ponto. A Alegria põe a existência da coisa alegre _(pelo mesmo [Esc. Prop. 11](311sc))_ e tanto mais quanto maior for a Alegria concebida. Se alguém imagina o que odeia afetado de Alegria, tal imaginação _(pela [Prop. 13](313))_ limitará o seu esforço, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, o afetará de Tristeza, etc. QED." + }, + { + "id": "323sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta Alegria dificilmente pode ser sólida e sem nenhum conflito da alma. Pois (como mostraremos na [Prop. 27](327)), quando alguém imagina uma coisa semelhante a si afetada de Tristeza, se entristece também, e, ao contrário se a imagina afetada de Alegria. Mas aqui só tratamos do Ódio." + } + ] + }, + { + "id": "324", + "title": "PROPOSIÇÃO 24", + "text": "_Se imaginarmos que alguém afeta de Alegria uma coisa que odiamos, também seremos afetados de ódio com relação a ele. Se, ao contrário, o imaginarmos afetando-a de Tristeza, seremos afetados de Amor com relação a ele._", + "childs": [ + { + "id": "324d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta Proposição é demonstrada do mesmo modo que [Proposição 22](322), à qual remeto." + }, + { + "id": "324sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Este e outros afetos de Ódio similares se referem à _Inveja_ (Invidia), que, por esta razão, é o próprio _Ódio, _na medida em que ele dispõe o homem a se regozijar do mal de outrem e de se entristecer de seu bem._" + } + ] + }, + { + "id": "325", + "title": "PROPOSIÇÃO 25", + "text": "_Nós nos esforçamos por afirmar, de nós e da coisa amada, tudo o que imaginamos afetar de Alegria a nós ou a ela. E, ao contrário, [nos esforçamos] por negar, em nós ou na coisa amada, tudo o que imaginamos afetar de Tristeza a nós ou à coisa amada._", + "childs": [ + { + "id": "325d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Aquilo que imaginamos afetar de Alegria ou Tristeza a coisa amada, também nos afeta de Alegria ou de Tristeza _(pela [Prop. 21](321))_. Ora, a Mente _(pela [Prop. 12](312))_ se esforça, na medida em que pode, por imaginar o que nos afeta de Alegria, isto é _(pela [Prop. 17](217), p. II e [Corol.](217c))_, por contemplá-lo como presente. E, ao contrário _(pela [Prop. 13](313))_, [ela se esforça] por excluir aquilo que nos afeta de Tristeza. Logo, nos esforçamos por afirmar, de nós ou da coisa amada e de nós tudo o que imaginamos afetar a nós e à coisa amada de Alegria, e ao contrário. QED." + } + ] + }, + { + "id": "326", + "title": "PROPOSIÇÃO 26", + "text": "_Nós nos esforçamos por afirmar o que imaginamos afetar a coisa que odiamos de Tristeza. E, ao contrário, [nos esforçamos por] negar o que imaginamos afetá-la de Alegria._", + "childs": [ + { + "id": "326d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta proposição se segue da [Proposição 23](323), como a Proposição precedente se segue da [Proposição 21](321)." + }, + { + "id": "326sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Vemos assim que acontece facilmente que o homem perceba, de si mesmo e do que ama, mais do que é justo e, ao contrário, que ele perceba do que odeia, menos do que é justo. Esta imaginação, quando diz respeito ao próprio homem, que percebe de si mais do que é justo, se chama de _Soberba_ (Superbia), que e é uma espécie de Delírio em que o homem sonha com olhos abertos poder tudo o que sua imaginação alcança, julga tais coisas reais e exulta com elas. E não pode imaginar o que exclua a existência de tais coisas e limite sua potência de agir. Assim, a _Soberba é a Alegria originada em que o homem pensa de si mais do que é justo_. E a _Alegria originada em que um homem pensa de outro mais do que é justo_, chamo de _Sobreestima_ (Existimatio) ; e o _Menosprezo_ (Despectus) [é a Alegria que] _se origina em que se perceba de outrem menos do que é justo_." + } + ] + }, + { + "id": "327", + "title": "PROPOSIÇÃO 27", + "text": "_Pelo simples fato de imaginarmos uma coisa semelhante e nós, mas por quem não temos afeto algum, ser afetada de um afeto qualquer, nós também seremos afetados por um afeto semelhante._", + "childs": [ + { + "id": "327d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "As imagens das coisas são afecções do Corpo humano cujas idéias nos representam os corpos externos como presentes _(pelo [Esc. Prop. 17](217sc), p. II)_, isto é _(pela [Prop. 16](216), p. II)_, cujas idéias envolvem a natureza de nosso corpo e simultaneamente a presença de corpos externos. Se, portanto, a natureza do corpo externo for semelhante à natureza do nosso Corpo, a idéia do corpo externo que imaginamos envolverá uma afecção do nosso Corpo semelhante à afecção do corpo externo. Consequentemente, se imaginarmos alguém semelhante a nós afetado de um afeto, esta imaginação exprimirá uma afecção de nosso Corpo semelhante a este afeto. Mas se odiamos algo semelhante a nós, então _(pela [Prop. 23](323))_ seremos afetados de um afeto contrário e não semelhante. QED." + }, + { + "id": "327sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta imitação de afetos, quando se refere à Tristeza, se chama Compaixão _(vide [Esc. Prop. 22](322))_, mas quando se refere ao Desejo, chama-se _Emulação_ (Aemulatio), que é o _desejo de uma coisa que é gerado em nós ao imaginarmos que outros semelhantes a nós têm o mesmo Desejo._" + }, + { + "id": "327c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "Se imaginarmos alguém, por quem não temos afeto algum, afetar de alegria uma coisa semelhante a nós, seremos afetados de Amor com relação a ele. Mas se imaginarmos afetando-a de Tristeza, seremos afetados de ódio para com ele." + }, + { + "id": "327c1d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Demonstra-se pela [Proposição precedente](326) do mesmo modo que a [Proposição 22](322) se demonstra pela [21](321)." + }, + { + "id": "327c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "Não podemos ter ódio por quem temos compaixão, pois sua infelicidade nos afeta de Tristeza." + }, + { + "id": "327c2d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se pudéssemos ter ódio, então _(pela [Prop. 23](323))_ nos alegraríamos de sua Tristeza, o que é contrário à Hipótese." + }, + { + "id": "327c3", + "type": "COROLÁRIO 3", + "text": "Nós nos esforçamos, na medida em que podemos, por liberar da infelicidade a coisa de que nos compadecemos." + }, + { + "id": "327c3d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quem afeta de Tristeza a coisa de que nos compadecemos, também nos afeta de uma Tristeza similar _(pela [Prop. preced.](327))_. Assim, nos esforçamos por pensar no que tolhe a existência desta coisa ou a destrói _(pela [Prop. 13](313))_, isto é _(pelo [Esc. Prop. 9](309sc))_, apeteceremos destruí-la, ou seremos determinados a destruí-la. Logo, nos esforçamos por liberar da infelicidade a coisa de que nos compadecemos. QED." + }, + { + "id": "327c3sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Chamo de _Benevolência_ (Benevolentia) a vontade, ou apetite, de fazer o bem que se origina em querermos fazer o bem a uma coisa de que nos compadecemos, ou seja, é o _Desejo originado da compaixão_. Quanto ao Amor e ao Ódio com relação a quem fez bem ou mal a coisa que imaginamos semelhante a nós, vide [Esc. Prop 22](322sc)." + } + ] + }, + { + "id": "328", + "title": "PROPOSIÇÃO 28", + "text": "_Nós nos esforçamos por promover tudo o que imaginamos conduzir à Alegria, e nos esforçamos por afastar ou destruir tudo o que imaginamos se opor a ela ou conduzir à Tristeza._", + "childs": [ + { + "id": "328d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Nós nos esforçamos por imaginar tudo o que imaginamos conduzir à Alegria _(pela [Prop. 12](312))_, isto é _(pela [Prop. 17](217), p. II)_ , nos esforçamos, na medida em que podemos, por contemplar sua presença ou sua existência em ato. Mas o esforço da Mente, ou potência de pensar, é igual e simultânea em natureza ao esforço do Corpo, ou potência de agir _(como se segue com clareza da [Corol. Prop. 7](207c) e do [Cor. Prop. 11](211c), p. II)_. Logo, nos esforçamos de forma absoluta [para que aquilo que imaginamos conduzir à Alegria] exista, ou _(o que é o mesmo pelo [Esc. Prop. 9](309sc))_, nós apetecemos ou intentamos [tal coisa], o que era o primeiro ponto. Se imaginarmos destruído aquilo que cremos ser causa de Tristeza, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, aquilo que odiamos, nós nos alegraremos _(pela [Prop. 20](320))_. Portanto, nos esforçamos _(pela primeira parte desta demonstração)_ por destruí-lo, ou _(pela [Prop. 13](313))_ afastá-lo de nós a fim de não contemplarmos sua presença, o que era o segundo ponto. Logo, nós nos esforçamos por promover tudo o que imaginamos conduzir à Alegria, etc. QED." + } + ] + }, + { + "id": "329", + "title": "PROPOSIÇÃO 29", + "text": "_Nós nos esforçaremos por fazer tudo o que imaginamos que os homens* vêem com Alegria, e, ao contrário, teremos aversão em fazer o que imaginamos ser visto pelos homens com aversão. * Nota: Entender aqui e na seqüência homens por quem não experimentamos nenhum afeto._", + "childs": [ + { + "id": "329d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Pelo fato de imaginarmos que os homens amam ou odeiam algo, nós também o amamos ou odiamos _(pela [Prop. 27](327))_, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, nos alegraremos ou entristeceremos da presença de tal coisa. Logo, _(pela [Prop. precedente](328))_, nos esforçaremos por fazer tudo o que imaginamos que os homens amam ou vêem com Alegria, etc. QED." + }, + { + "id": "329sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Este esforço por fazer algo, ou de renunciar em fazê-lo, apenas para agradar aos homens, chama-se Ambição (Ambitio), sobretudo quando nos esforçamos a tal ponto por agradar o vulgo que fazemos ou renunciamos a fazer algo, mesmo causando dano a nós mesmos ou a outrem ; mas quando não é este o caso chama-se de Cortesia (Humanitas). E chamo de Louvor (Laudem) a Alegria em imaginar a ação de alguém que se esforçou em nos deleitar e Chamo de Censura (Vituperium) a Tristeza com que nos opomos a esta ação." + } + ] + }, + { + "id": "330", + "title": "PROPOSIÇÃO 30", + "text": "_Se alguém fez algo que imagina afetar os outros de Alegria, será afetado de Alegria concomitante à idéia de si mesmo como causa, ou, dito de outro modo, contemplará a si mesmo com Alegria. Ao contrário, se alguém fez algo que imagina afetar os outros de Tristeza, contemplará a si mesmo com Tristeza._", + "childs": [ + { + "id": "330d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quem imagina os outros afetados de Alegria ou de Tristeza _(pela [Prop. 27](327))_, também será afetado de Tristeza. Mas como o homem _(pelas Prop. [19](219) e [23](223), p. II)_ é consciente de si através de suas afecções, pelas quais é também determinado a agir, logo, quem fez algo que imagina afetar os outros de Alegria, será afetado de Alegria com a consciência de si como causa, ou contemplará a si mesmo com Alegria, e vice-versa. QED." + }, + { + "id": "330sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Como o Amor _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ é a Alegria concomitante à idéia de uma causa externa e o Ódio é a Tristeza concomitante também à idéia de uma causa externa, a Alegria e a Tristeza [tratados por esta proposição] são espécies de Amor e de Ódio. Mas como o Amor e o Ódio se referem a objetos externos, chamaremos tais afetos por outros nomes. Chamaremos de Glória (Gloria) a Alegria concomitante à idéia de uma causa interna e Vergonha (Pudor) a Tristeza concomitante à idéia de uma causa interna, entendendo-se que a Alegria e a Tristeza aqui se originam em que o homem se crê louvado ou censurado. Se não for este o caso, chamarei de Auto-Estima (Acquiescentia in se ipso) a Alegria concomitante à idéia de uma causa interna e chamarei a Tristeza contrária de Arrependimento (Poenitentiam). Mas, como _(pelo [Corol. Prop. 17](217c), p. II)_ pode ocorrer que a Alegria com que alguém imagina afetar os outros seja apenas imaginária, e como _(pela [Prop. 25](325))_ todos se esforçam por imaginar de si tudo o que imaginam afeta-los de alegria, pode ocorrer facilmente que o glorioso tenha na verdade Soberba e imagine que todos lhe sejam gratos, quando é na verdade é desagradável para todos." + } + ] + }, + { + "id": "331", + "title": "PROPOSIÇÃO 31", + "text": "_Se imaginarmos que alguém ama, deseja ou odeia algo que nós amamos, desejamos ou odiamos, por esta razão amaremos, etc. com maior constância. Mas se imaginarmos que ele tem aversão ao que amamos, ou ao contrário [que ele ama o que odiamos], padeceremos de uma flutuação da alma._", + "childs": [ + { + "id": "331d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "O simples fato de imaginarmos que alguém ama uma coisa nos faz amá-la também _(pela [Prop. 27](327))_. Se supomos que já a amávamos, temos uma nova causa que favorece a que amemos com mais constância aquilo que já amávamos. E pelo simples fato de imaginarmos que alguém tem aversão a algo, também teremos aversão _(pela mesma [Prop.](327))_, mas, se supusermos que ao mesmo tempo já amamos esta coisa, teremos a um só tempo amor e aversão, isto é _(vide [Esc. Prop 17](327))_ padeceremos de uma flutuação da alma. QED." + }, + { + "id": "331c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Daí e da [Prop. 28](328) se segue que todos se esforçam, na medida em que podem, por fazer com que todos amem aquilo que amam e odeiam aquilo que odeiam. Donde as palavras do poeta : \n \n_Amantes, esperam juntos e temem juntos ; \nDe ferro é quem ama o que o outro permite_." + }, + { + "id": "331sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Este esforço por conseguir que todos aprovem o que se ama ou odeia é na verdade a Ambição _(vide [Esc. Prop. 29](329sc))_. E vemos assim que todos querem por natureza que os demais vivam segundo o seu próprio temperamento, e como todos querem o mesmo, acabam se opondo uns aos outros. E como todos querem ser amados e louvados por todos, acabam se odiando reciprocamente." + } + ] + }, + { + "id": "332", + "title": "PROPOSIÇÃO 32", + "text": "_Se imaginamos que alguém desfruta de algo que apenas um pode possuir, nos esforçaremos para que ele não mais o possua._", + "childs": [ + { + "id": "332d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Do simples fato de imaginarmos que alguém desfruta de uma coisa _(pela [Prop. 27](327) e por seu [Corol. 1](327c1))_, amaremos e desejaremos desfrutar de tal coisa. Mas _(por hipótese)_ imaginamos que sua alegria é um obstáculo a que também desfrutemos da coisa. Por esta razão _(pela [Prop. 28](328))_, nos esforçaremos para que ele não mais a possua. QED." + }, + { + "id": "332sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Vemos, portanto, que a natureza do homem está constituída, em sua maior parte, de modo que temos compaixão pelos vão mal e invejamos os que vão bem e _(pela [Prop. preced.](332))_ com um ódio que é maior quanto mais amamos a coisa que imaginamos possuída por outro. Vemos que da mesma propriedade da natureza humana donde se segue que os homens são compassivos, segue-se também que são invejosos e ambiciosos. Se quisermos consultar a experiência, veremos que ela ensina tudo isso, especialmente se refletirmos sobre os primeiros anos de nossas vidas. Pois as crianças, cujo corpo está sempre como que em equilíbrio, ora riem, ora choram apenas em ver outros rirem ou chorarem. Desejam imitar tudo o que vêem os outros fazer e desejam para si o que imaginam ser capaz de deleitar os outros – pois, como dissemos, as imagens das coisas são as próprias afecções do Corpo humano, ou modos pelos quais o Corpo humano é afetado por outros corpos e é disposto a fazer isto ou aquilo." + } + ] + }, + { + "id": "333", + "title": "PROPOSIÇÃO 33", + "text": "_Quando amamos uma coisa semelhante a nós mesmos, nos esforçamos, na medida em que podemos, por fazer com que ela nos ame também._", + "childs": [ + { + "id": "333d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Nós nos esforçamos, na medida em que podemos, por imaginar a coisa que amamos mais do que as outras coisas _(pela [Prop. 12](312))_. Portanto, se esta coisa é semelhante a nós, nos esforçaremos para afetá-la de Alegria acima das demais coisas _(pela [Prop. 29](329))_ ou, nos esforçaremos, na medida em que pudermos, por fazer com que a coisa amada seja afetada de Alegria concomitante à idéia de nós mesmos, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, para que ela nos ame também. QED." + } + ] + }, + { + "id": "334", + "title": "PROPOSIÇÃO 34", + "text": "_Quanto maior o afeto com que imaginarmos a coisa amada afetada em relação a nós, mais nos glorificaremos._", + "childs": [ + { + "id": "334d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Nós _(pela [Prop. preced.](333))_ nos esforçamos, na medida em que podemos, para que a coisa amada nos ame em retorno, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, para que a coisa amada seja afetada de alegria concomitante à idéia de nós mesmos. Assim, quanto maior é a Alegria com que imaginamos que a coisa amada é afetada com relação a nós, mais este esforço é ajudado, isto é _(pela [Prop. 11](311) e seu [Esc.](311sc))_, mais somos afetados de Alegria. E quando afetamos de Alegria algo semelhante a nós, contemplamos a nós mesmos com Alegria _(pela [Prop. 30](330))_, então, quanto maior o afeto que imaginamos a coisa amada está afetada em relação a nós, maior a Alegria com que contemplamos a nós mesmos, ou _(pelo [Esc. Prop. 30](330sc))_, mais nos glorificaremos. QED." + } + ] + }, + { + "id": "3p35", + "title": "PROPOSIÇÃO 35", + "text": "_Se alguém imaginar que um outro está unido à coisa amada com um vínculo de Amizade igual ou mais estreito do que [o vínculo] pelo qual apenas ele possuía com a coisa amada, será afetado de ódio com relação à própria coisa amada e inveja com relação ao outro._", + "childs": [ + { + "id": "335d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quanto maior é o amor com que alguém imagina a coisa amada afetada em relação a si mesmo, mas se glorificará _(pela [Prop. preced.](334))_, isto é _(pelo [Esc. Prop. 30](330sc))_, mais se alegrará. Por conseguinte, _(pela [Prop. 28](328))_ ele se esforçará, na medida em que puder, por imaginar a coisa amada ligada a si pelo vínculo mais estreito possível e este apetite será fomentado se imaginar que outro também deseja o mesmo para si _(pela [Prop. 31](331))_. Mas supõe-se que este esforço ou apetite é contrariado pela imagem da própria coisa amada concomitante à imagem daquele a quem a coisa amada se uniu. Assim _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, [o amante] será afetado de Tristeza, concomitante à idéia da coisa amada como causa e simultaneamente à idéia do outro, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, será afetado de ódio com relação à coisa amada e simultaneamente com relação ao outro _(pelo [Corol. Prop. 15](315c))_, que ele invejará por se deleitar com a coisa amada _(pela [Prop. 23](323))_. QED." + }, + { + "id": "3p35sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Este ódio com relação à coisa amada acompanhado de Inveja é chamado de Ciúme (Zelotypia) que é a flutuação da alma originada do Amor e Ódio simultâneos, concomitante à idéia de um outro que é invejado. E este Ódio com relação à coisa amada será maior na mesma proporção em que a Alegria à qual o Cimento, em razão do Amor recíproco da coisa amada, estava acostumado a ser afetado, e também em proporção com o afeto que ele era afetado com relação àquele que ele imagina ligado à coisa amada. Pois se ele o odiasse, por isso mesmo odiará a coisa amada _(pela [Prop. 24](324))_ ao imaginá-la afetada de Alegria por quem odeia, e também _(pelo [Cor. Prop. 15](315c))_ por se ver forçado a unir a imagem da coisa amada à imagem daquele que odeia. É o que ocorre comummente no Amor pelas mulheres, pois quem imagina uma mulher que ama se prostituindo com outro, se entristece, não apenas por ver seu apetite limitado, mas também por sentir aversão por ela ao ser forçado unir a imagem da coisa amada à imagem das partes pudicas e às excreções do outro. E deve-se acrescentar ainda que o ciumento não mais é recebido pela coisa amada com a mesma expressão com que se habituara, o que o entristece ainda mais, como mostrarei." + } + ] + }, + { + "id": "336", + "title": "PROPOSIÇÃO 36", + "text": "_Quem recorda algo com que se deleitou uma vez, deseja possuí-lo nas mesmas circunstâncias em que com ele se deleitou na primeira vez._", + "childs": [ + { + "id": "336d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Qualquer coisa que um homem viu em simultâneo à coisa com que se deleitava _(pela [Prop. 15](315))_ é, por acidente, causa de Alegria. E _(pela [Prop. 28](328))_ ele desejará possuí-la simultaneamente com a coisa de que se deleitou, ou, dito de outro modo, desejará possuir a coisa com todas as circunstâncias com as quais se deleitou da primeira vez." + }, + { + "id": "336c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Se o amante vier a descobrir que falta uma destas circunstâncias, ele se entristecerá." + }, + { + "id": "336cd", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Pois quando descobrir que falta uma das circunstâncias, ele imaginará algo que exclui a existência da coisa. E como pelo amor ele deseja esta coisa, ou _(pela [Prop. preced.](336))_ estas circunstâncias, ele se entristecerá quando ele imaginar que algo falta _(per [Prop. 19](319))_. QED." + }, + { + "id": "336sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Este desejo que diz respeito à ausência do que amamos se chama Querer Insatisfeito (Desiderium)." + } + ] + }, + { + "id": "337", + "title": "PROPOSIÇÃO 37", + "text": "_O Desejo, seja ele originado da Tristeza ou da Alegria, do Ódio ou do Amor, é maior quanto maior for o afeto._", + "childs": [ + { + "id": "337d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A Tristeza _(pela [Esc. Prop. 11](311sc))_ diminui ou limita a potência de agir do homem, isto é _(pela [Prop. 7](307))_, o esforço pelo qual o homem se esforça por perseverar em si diminui ou é limitado. Portanto _(pela [Prop. 5](305))_, [a tristeza] é contrária a este esforço e o homem afetado pela Tristeza se esforça acima de tudo por removê-la. Mas _(pela [Definição de Tristeza](3ad3))_ quanto maior a Tristeza, maior é a parte da potência de agir do homem a que ela tem que se opor. Portanto, quanto maior a Tristeza, maior será a potência de agir do homem pela qual ele se esforçará por removê-la, isto é _(pelo [Esc. Prop. 9](309sc))_, maior será o Desejo ou apetite pelo qual ele se esforçará for remover a Tristeza. E como a Alegria _(pelo mesmo [Esc. Prop. 11](311sc))_ aumenta ou ajuda a potência de agir do homem, demonstra-se facilmente que o homem afetado de Alegria deseja apenas conservá-la e que o Desejo será maior quanto maior for a Alegria. Finalmente, como Ódio e Amor são afetos de Tristeza ou Alegria, segue-se do mesmo modo, que o esforço, o apetite ou o Desejo, quer sejam eles originados no Ódio ou no Amor, são maiores na proporção do Ódio e do Amor. QED." + } + ] + }, + { + "id": "338", + "title": "PROPOSIÇÃO 38", + "text": "_Se alguém começar a odiar a coisa amada de forma que o Amor seja completamente abolido, ele a perseguirá de um ódio maior do que se nunca a tivesse amado e tanto maior quanto maior tiver sido o Amor._", + "childs": [ + { + "id": "338d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Se alguém começar a odiar a coisa que ama, seus apetites serão mais limitados do que se não tivesse amado. Pois o Amor é uma Alegria _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ que o homem se esforça, na medida em que pude _(pela [Prop. 28](328))_, por conservar _(pelo mesmo [Escólio)](313sc)_, contemplando a coisa amada como presente e _(pela [Prop. 21](321))_ afetando-a, na medida em que pode, de Alegria. E este esforço _(pela [Prop. preced.](337))_ será tanto maior quanto maior for o amor, assim como será maior o esforço para que a coisa amada ame em retorno _(vide [Prop. 33](333))_. Mas estes esforços são limitados pelo ódio com relação a coisa amada _(pelo [Corol. Prop. 13](313c) e por [Prop. 23](323))_. Por causa disso, o amante _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_ será afetado de uma Tristeza que será tão maior quanto maior foi o Amor, isto é, além da Tristeza que foi causa do Ódio, uma outra se originou da coisa ter sido amada. Por conseguinte, contemplará a coisa amada com um afeto de Tristeza maior, isto é _(pela [Esc. Prop. 13](313sc))_, a perseguirá de um ódio maior do que se não a tivesse amado e tanto maior quanto maior tenha sido o amor. QED." + } + ] + }, + { + "id": "339", + "title": "PROPOSIÇÃO 39", + "text": "_Quem tem Ódio por alguém, se esforçará por fazer-lhe mal, a não ser que tema que isto origine um mal maior. Ao contrário, quem ama alguém se esforçará, pela mesma lei, por lhe fazer bem._", + "childs": [ + { + "id": "339d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Ter ódio por alguém é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ imaginá-lo como causa de Tristeza e _(pela [Prop. 28](328))_ quem tem ódio por alguém esforça-se por afastá-lo ou destruí-lo. Mas, se ele teme que disso resulte algo de mais triste, ou (o que é o mesmo) em um mal maior, e que crê que este possa ser evitado não fazendo a quem odeia o mal a que meditava, então ele desejará _(pela [Prop. 28](328))_ se abster em fazer o mal. E se absterá _(pela [Prop. 37](337))_ com um esforço maior do que aquele com que se sentia inclinado a fazer o mal e que, portanto, prevalecerá, como queríamos. A segunda parte da demonstração procede do mesmo modo. Logo, quem tem ódio por alguém, etc. QED." + }, + { + "id": "339sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Por bem entendo aqui todo tipo de Alegria e tudo o que conduz a ela, mas, sobretudo, o que satisfaz ao querer insatisfeito. Por mal [entendo] todo tipo de Tristeza, mas, sobretudo, as que frustram o querer insatisfeito. Mostramos mais acima _([Esc. Prop. 9](309sc))_ que não desejamos algo porque o julgamos bom, mas ao contrário, chamamos algo bom porque o desejamos e, consequentemente, chamamos de mau aquilo que temos em aversão. Donde cada um julga ou estima, conforme seus afetos, o que é bom ou mau, melhor ou pior, ótimo ou péssimo. Assim, o Avarento considera ótima a abundância de dinheiro e péssima sua escassez. O ambicioso deseja a Glória acima de tudo e tem horror à Vergonha e nada é mais agradável para o invejoso do que a infelicidade dos outros e nada é tão incômodo quanto a sua felicidade. E assim cada um julga, segundo seu afeto que uma coisa é má, útil ou inútil. O afeto que dispõe o homem de tal forma que ele queira o que não quer, ou que não queira aquilo que quer, chama-se _Temor_ (Timor) que, portanto, é _o medo, enquanto dispõe o homem a evitar um mal futuro com outro mal menor (vide [Prop. 28](328))_. Mas se o mal temido é a Vergonha, então o Temor é chamado de Pudor (Verecundia). Finalmente, se o desejo de evitar um mal futuro é limitado pelo Temor de outro mal, de forma que não se sabe o que querer, então o Medo é chamado de Consternação (Consternatio), especialmente se ambos os males temidos são dos maiores." + } + ] + }, + { + "id": "340", + "title": "PROPOSIÇÃO 40", + "text": "_Quem se imagina odiado por alguém e acredita não ter dado motivo algum para o ódio, odiará o outro por sua vez._", + "childs": [ + { + "id": "340d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quem imagina alguém afetado de ódio, também será afetado de ódio _(pela [Prop. 27](327))_, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, por uma Tristeza concomitante à idéia de uma causa externa. Mas _(por hipótese)_, ele não imagina outra causa para esta Tristeza além daquele que o odeia, portanto, quem se imagina odiado por alguém é afetado de Tristeza, concomitante à idéia de quem o odeia, o que quer dizer _(pelo mesmo [Escólio](313sc))_, que ele odiará o outro. QED." + }, + { + "id": "340sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Se imaginasse haver um justo motivo para o ódio, então _(pela [Prop. 30](330) e [Esc.](330sc))_ seria afetado de Vergonha. Mas isto _(pela [Prop. 25](325))_ raramente ocorre. Por outro lado, este Ódio recíproco pode se originar no esforço por fazer mal ao outro que se segue do ódio _(pela [Prop. 39](339))_. Assim, quem se imagina odiado por alguém, imaginará este como causa de algum mal ou Tristeza, e, portanto, será afetado de Tristeza, ou de Medo, concomitante à idéia daquele que o odeia, isto é, será afetado de ódio por sua vez, como dissemos acima." + }, + { + "id": "340c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "Quem se imagina odiado por quem ama terá atormentado simultaneamente pelo amor e pelo ódio. Pois enquanto imaginar que é odiado, será determinado _(pela [Prop. preced.](340))_ ao ódio recíproco. Mas _(por hipótese)_ ele também ama. Logo, será tomado simultaneamente por Amor e Ódio." + }, + { + "id": "340c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "Quem imagina que alguém, por quem não experimentou afeto algum, lhe infligiu um mal por ódio, se esforçará por devolver-lhe o mal." + }, + { + "id": "340c2d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quem imagina que alguém é afetado de ódio em relação a si _(pela [Prop. preced.](340))_, odiará o outro por sua vez _(pela [Prop. 26](326))_, se esforçará em pensar tudo o que possa afetá-lo de Tristeza _(pela [Prop. 39](339))_ e se aplicará a fazer-lhe experimentá-lo. Mas como _(por hipótese)_, a primeira coisa deste tipo que [quem é odiado] imagina é o mal foi feito a si mesmo, então ele imediatamente se esforçará por infligir o mesmo [mal ao outro]. QED." + }, + { + "id": "340c2sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "O esforço por infligir o mal a quem odiamos chama-se Ira (Ira) e o esforço por devolver ao outro o mal que nos foi infligido chama-se Vingança (Vindicta)." + } + ] + }, + { + "id": "341", + "title": "PROPOSIÇÃO 41", + "text": "_Quem se imagina amado por alguém, sem crer ter dado motivo algum para tanto_ (que pelo [Corol. Prop. 15](315c) e pela [Prop. 16](316) pode acontecer), _por sua vez amará este alguém._", + "childs": [ + { + "id": "341d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta proposição se demonstra pela [mesma](340) via que a anterior, cujo [Escólio](340sc) também deve ser consultado." + }, + { + "id": "341sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Se acreditasse ter dado justa razão para o Amor então se glorificaria _(pela [Prop. 30](330) e [Esc.](330sc))_, o que _(pela [Prop. 25](325))_ sem dúvida acontece com mais freqüência. E dissemos que o contrário [isto é, a ira,] acontece quando imaginamos que somos odiados por alguém _(vide [Esc. Prop. preced.](340sc))_. Por outro lado, este Amor recíproco, e consequentemente _(pela [Prop. 39](339))_ este esforço por fazer o bem a quem nos ama e se esforça _(pela mesma [Prop. 39](339))_ por nos fazer o bem se chama Reconhecimento (Gratia) ou Gratidão (Gratitudo). É, pois, evidente que os homens são mais propensos à Vingança do que a do que a devolver um bem que lhes foi feito." + }, + { + "id": "341c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Quem se imagina amado por quem odeia, será tomado simultaneamente por Ódio e Amor. O que se demonstra da mesma maneira que o [Corolário I da Proposição precedente](340c1)." + }, + { + "id": "341csc", + "type": "", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "342", + "title": "PROPOSIÇÃO 42", + "text": "_Quem fez um bem a outro movido por amor ou esperança de Glória, se entristecerá se vir que o bem foi aceito de alma ingrata._", + "childs": [ + { + "id": "342d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quem ama uma coisa semelhante a si se esforça, na medida em que pode, por fazer com que ela ame em retorno _(pela [Prop. 33](333))_. Quem fez o bem a outro por amor o faz com querer insatisfeito (desiderium) de ser amado em retorno, isto é _(pela [Prop. 34](334))_ com esperança de Glória, ou _(pelo [Esc. Prop. 30](330sc))_ de Alegria. Por isso _(pela [Prop. 12](312))_ se esforçará, na medida em que puder, em imaginar, ou por contemplar, a existência em ato do que possa ser causa de Glória. Mas ele _(por hipótese)_ imagina outra coisa que exclui a existência de tal causa e, portanto _(pela [Prop. 19](319))_ se entristecerá. QED." + } + ] + }, + { + "id": "343", + "title": "PROPOSIÇÃO 43", + "text": "_O ódio aumenta com o ódio recíproco, mas pode ser destruído pelo Amor._", + "childs": [ + { + "id": "343d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quem imagina que aquele que odeia está afetado de ódio com relação si, vê nascer _(pela [Prop. 40](340))_ um novo ódio, que _(por hipótese)_ subsiste junto com o primeiro. Mas se, ao contrário, ele imagina que este outro é afetado de amor com relação a si, ele, enquanto imagina, contempla a si mesmo com Alegria _(pela [Prop. 30](330))_ e _(pela [Prop. 29](329))_ se esforçará por agradá-lo, isto é _(pela [Prop. 41](341))_, se esforçará para não odiá-lo e não afetá-lo de nenhuma tristeza ; e este esforço será _(pela [Prop. 37](337))_ maior ou menor em proporção ao afeto que o originou. Por conseguinte, se [este esforço por não odiar] for maior que [aquele afeto] que nasce do ódio, pelo qual ele se esforça por afetar de tristeza a coisa que odeia, _(pela [Prop. 26](326))_ ele prevalecerá e o ódio será apagado da alma. QED." + } + ] + }, + { + "id": "344", + "title": "PROPOSIÇÃO 44", + "text": "_O Ódio que é vencido plenamente pelo Amor se transforma em Amor e este Amor será maior do que se não fosse precedido pelo Ódio._", + "childs": [ + { + "id": "344d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Procede-se do mesmo modo como na [Proposição 38](338). Pois quem começa a amar a coisa que odeia, ou que tem o hábito de contemplar com Tristeza, se alegra pelo fato mesmo de amar. E a esta Alegria que o Amor envolve _(vide a definição [de Amor] no [Esc. Prop. 13](313sc))_, acrescenta-se uma outra, que se origina no esforço de afastar a Tristeza envolvida no ódio _(como mostramos na [Prop. 37](337))_ e que é ajudado por ser concomitante à idéia de quem era odiado entendido como causa [de Alegria]." + }, + { + "id": "344sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Embora seja assim, ninguém se esforçará para odiar algo, ou ser afetado de Tristeza, para fruir de uma Alegria Maior, isto é, ninguém desejará infligir dano o si mesmo na esperança de recuperar-se dele, nem ninguém adoecerá na esperança de se restabelecer. Pois todos se esforçam, por conservar o seu ser e afastar, na medida em que podem, a Tristeza. Se fosse possível conceber, ao contrário, que um homem desejasse odiar alguém para posteriormente sentir um amor maior, então ele teria sempre um querer insatisfeito por odiar, já que quanto maior fosse o ódio, maior seria o Amor e, portanto, ele sempre quereria que o ódio aumentasse mais e mais. E pela mesma causa o homem se esforçaria por ficar mais e mais doente para fruir de uma Alegria maior pelo restabelecimento e, portanto, se esforçaria por estar sempre doente, o que _(pela [Prop. 6](306))_ é absurdo." + } + ] + }, + { + "id": "345", + "title": "PROPOSIÇÃO 45", + "text": "_Quem ama uma coisa semelhante a si mesmo, odiará alguém, também semelhante a si, que imaginar afetado de ódio com relação a tal coisa._", + "childs": [ + { + "id": "345d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Pois a coisa amada, por sua vez, odeia quem a odeia _(pela [Prop. 40](340))_. E o amante, ao imaginar que alguém odeia a coisa amada, também imagina que a coisa amada tem ódio, isto é _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_, está afetada de Tristeza. Conseqüentemente _(pela [Prop. 21](321))_, ele se entristece e isso concomitante à idéia daquele que causa ódio à coisa amada, ou seja _(pelo [Esc Prop. 13](313sc))_, daquele que agora também passa a odiar. QED." + } + ] + }, + { + "id": "346", + "title": "PROPOSIÇÃO 46", + "text": "_Quem for afetado de Alegria ou Tristeza por uma pessoa de classe ou nação diferente – [e este afeto] for concomitante à idéia desta pessoa, enquanto ela pertence a tal classe ou nação, como causa – terá amor ou ódio, não apenas desta pessoa, mas também de todos de sua classe ou nação._", + "childs": [ + { + "id": "346d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A Demonstração é evidente a partir da demonstração da [Proposição 16](316)." + } + ] + }, + { + "id": "347", + "title": "PROPOSIÇÃO 47", + "text": "_A Alegria que se origina de imaginarmos que a coisa que odiamos é destruída ou afligida de um mal, não pode nascer sem alguma Tristeza da alma._", + "childs": [ + { + "id": "347d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente da [Prop. 27](327). Pois nos entristecemos quando imaginamos uma coisa semelhante a nós afetada de tristeza." + }, + { + "id": "347sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta proposição também pode ser demonstrada a partir do [Corolário Proposição 17](217c) p. II. Pois sempre que recordamos de uma coisa – ainda que ela não exista em ato – nós a contemplamos como presente e o Corpo é afetado do mesmo modo [como quando ela o afetou originalmente]. E assim, enquanto a memória da coisa for forte, o homem será determinado a contemplá-la com Tristeza, mas tal determinação, embora dure enquanto a coisa for imaginada, será limitada, mas não destruída, pela memória de outras coisas que excluem a existência da coisa. Portanto, o homem só se alegrará enquanto esta determinação [à Tristeza] for limitada. Assim, a Alegria que se origina do mal à coisa que odiamos se repete sempre que recordamos a coisa. Pois, como dissemos, quando a imagem desta coisa é revivida, ela, por envolver a existência da própria coisa, determina o homem a contemplar a coisa com a mesma Tristeza que costumava contemplá-la quando ela existia. Mas como à imagem da coisa juntaram-se [imagens de] outras que lhe excluem a existência, tal determinação à Tristeza é imediatamente reprimida, e o homem se alegra de novo. E isto tantas vezes quantas se der a repetição [desta recordação]. Esta também é a causa que faz com que os homens se alegrem ao recordar de um mal do passado e gostem de narrar os perigos dos quais se livraram. Pois quando imaginam um desses perigos, eles o contemplam como se ele estivesse no futuro, sendo com isso determinados ao medo. Determinação esta que é de novo limitada pela idéia da liberdade que está unida à idéia do perigo, posto que já foram livrados dele. Isto os torna seguros de novo e alegres de novo." + } + ] + }, + { + "id": "348", + "title": "PROPOSIÇÃO 48", + "text": "_O Amor ou Ódio, por exemplo, com relação a Pedro, são destruídos se a Tristeza que este envolve ou a Alegria que aquele envolve, se juntam à idéia de uma outra causa. E [estes afetos] são diminuídos quando imaginamos que Pedro não foi sozinho a causa de um ou do outro._", + "childs": [ + { + "id": "348d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente apenas das definições de Amor e de Ódio _(vide [Esc. Prop. 13](313sc))_. Pois tal Alegria se chama Amor a Pedro e tal Tristeza se chama Ódio a Pedro, apenas porque Pedro é considerado como causa de um ou outro afeto. Se isto é retirado no todo ou em parte, o afeto com relação a Pedro é imediatamente retirado ou diminuído." + } + ] + }, + { + "id": "349", + "title": "PROPOSIÇÃO 49", + "text": "_Dada um causa igual, o Amor e o Ódio devem ser maiores com relação a uma coisa que imaginamos ser livre do que em relação a uma coisa necessária._", + "childs": [ + { + "id": "349d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A coisa que imaginamos ser livre deve _(pela [Defin. 7](1d7), p. I)_ ser percebida por si e sem as outras. Portanto, se a imaginamos como causa de Alegria ou de Tristeza _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ teremos amor ou ódio, e estes _(pela [Prop. preced.](348))_ serão o sumo amor ou o sumo ódio que pode se originar de um dado afeto. Mas se imaginarmos a coisa que é causa destes afetos é necessária, então _(pela mesma [Defin. 7](1d7), p. I)_ imaginaremos que ela não é causa dos ditos afetos sozinha, mas sim com outras. Portanto _(pela [Prop. preced.](348))_, o Amor e o Ódio em relação a ela serão menores." + }, + { + "id": "349sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Disso se segue que os homens, por se estimarem livres, experimentam entre si um Amor e um Ódio maior que com relação a outras coisas. E a isso deve-se acrescentar a imitação de afetos, sobre a qual vide as Prop. [27](327), [34](334), [40](340) e [43](343)." + } + ] + }, + { + "id": "350", + "title": "PROPOSIÇÃO 50", + "text": "_Qualquer coisa pode ser, por acidente, causa de Esperança e de Medo._", + "childs": [ + { + "id": "350d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta Proposição se demonstra pela mesma via que a [Proposição 15](315). Veja-se também o [Esc. 2 da Proposição 18](318sc2)." + }, + { + "id": "350sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Coisas que são por acidente causa de Esperança e de Medo são chamadas de bons ou maus presságios. E como estes presságios são causa de Esperança e Medo, são também _(pelas Def. de Esperança e Medo, que podem ser encontradas em [Esc. 2 Prop. 18](318sc2))_ causa de Alegria e Tristeza. Consequentemente _(pelo [Corol. Prop. 15](315c))_ nós os amamos ou odiamos e _(pela [Prop. 28](328))_ nos esforçamos, seja para empregá-los como meios para as coisas que esperamos, seja para removê-los enquanto obstáculos ou causas de Medo. Além disso, segue-se da [Proposição 25](325) que nossa natureza é constituída de forma tal que facilmente acreditamos nas coisas que esperamos e dificilmente acreditamos nas coisas que tememos e que as avaliamos mais ou menos do que é justo. E esta é a causa das Superstições que em toda parte assaltam os homens. Não creio que valha a pena o trabalho de mostrar aqui as flutuações da alma que se originam na Esperança e no Medo, pois segue-se da definição destes afetos que não há Esperança sem Medo, nem Medo sem Esperança (como explicaremos em seu devido lugar). Além disso, quando esperamos ou tememos algo, também o amamos ou odiamos e, portanto, tudo o que dissemos do Amor e do Ódio, pode facilmente ser aplicado à Esperança e ao Medo." + } + ] + }, + { + "id": "351", + "title": "PROPOSIÇÃO 51", + "text": "_Diferentes homens podem ser afetados de diversos modos pelo mesmo objeto e o mesmo homem pode ser afetado de diversos modos pelo mesmo objeto em momentos diferentes._", + "childs": [ + { + "id": "351d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "O Corpo humano _(pelo [Post. 3](213p3), p. II)_ é afetado de muitíssimos modos pelos corpos externos. Portanto, dois homens podem ser afetados de modos diversos ao mesmo tempo, e também _(pelo [Axiom. I](213a1a) após o Lem. 3 após Prop. 13 p. II)_ podem ser afetados de modos diversos pelo mesmo objeto. Em seguida _(pelo mesmo [Post.](213p3))_, o Corpo humano pode ser afetado, ora de um modo, ora de outro e, conseqüentemente _(pelo mesmo [Axiom.](213a1a))_ pode ser afetado por um mesmo objeto de modos diversos em tempos diversos. QED." + }, + { + "id": "351sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Vemos, pois, que pode ocorrer que alguém ama aquilo que outros odeiam ; que alguém tema aquilo que outros não temam ; e que um mesmo homem ame agora o que antes odiava e que ouse agora o que antes temia, etc. Além disso, como cada um julga o que é bom e mau, o que é melhor e pior _(vide [Esc. Prop. 39](339sc))_, segundo seus afetos, segue-se que os homens podem mudar de opinião conforme mudem seus afetos^[Mostramos que isto pode acontecer mesmo sendo a Mente humana parte do intelecto divino no _[Corol. Prop. 11](211c)_ p. II.] e que quando comparamos (os homens) uns com os outros, só podemos distingui-los pelas diferenças entre afetos, chamando assim alguns de intrépidos, outros de tímidos e outros de outros nomes. Por exemplo, eu chamarei de intrépido (intrepidum) quem desconsidera um mal que eu estou acostumado a temer. Além disso, eu o chamarei de audacioso (audacem) se atentar que seu Desejo de fazer o mal a quem odeia e o bem a quem ama não é contido pelo temor de um mal que usualmente me contém. Por outro lado, considerarei medroso (timidus) quem teme um mal que tenho o hábito de desconsiderar. E eu o chamarei de covarde (pulsillaniem) se atentar que seu Desejo [de fazer o mal a quem odeia e o bem a quem ama] é contido pelo temor de um mal que não é capaz de me conter. E assim julgarei a todos. Finalmente, por causa desta inconstância na natureza e no juízo do homem, como ele comummente julga as coisas somente por seu afeto e como as coisas que ele julga levarem à Alegria e à Tristeza, e que, portanto _(pela [Prop. 28](328))_, ele se esforça por promover ou evitar, são frequentemente imaginárias – para não mencionar o que mostramos na Parte II sobre a incerteza das coisas – concebemos facilmente que o homem pode ser causa tanto de sua tristeza e de sua alegria, ou seja, que ele é afetado tanto de Tristeza, como de Alegria, concomitante a idéia de si mesmo como causa. Donde entendemos facilmente o que são a _Culpa (Poenitentia) e a Auto-Estima (Acquiescentia in se ipso), pois a Culpa é a Tristeza concomitante à idéia de si como causa, e a Auto-Estima é a Alegria concomitante à idéia de si como causa_. E estes afetos são veementes ao extremo, porque os homens se crêem livres _(vide [Prop. 49](349))_." + } + ] + }, + { + "id": "352", + "title": "PROPOSIÇÃO 52", + "text": "_Nós não contemplamos por tanto tempo um objeto que vimos anteriormente juntamente com outros, ou em que só imaginamos o que é comum a ele e a muitos outros, quanto aquele que imaginamos ter algo de singular._", + "childs": [ + { + "id": "352d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando imaginamos um objeto que vimos com outros, imediatamente nos recordamos dos outros _(pela [Prop. 18](218), p. II, e também por seu [Esc.](218sc))_, e assim da contemplação de um passamos imediatamente à contemplação dos outros. E o raciocínio é o mesmo com relação o objeto em que só imaginamos aquilo que é comum a muitos, pois supomos então que só contemplamos nele aquilo que anteriormente vimos ao vê-lo junto com outros. Mas quando supomos que imaginamos ver no objeto algo de singular, que nunca vimos antes, dizemos então que a Mente não tem nada capaz de fazê-la passar da contemplação deste objeto à contemplação de um outro. Por conseguinte, ela é determinada a contemplar apenas este objeto. Logo, nós não contemplamos, etc. QED." + }, + { + "id": "352sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta afecção da Mente, ou seja, a imaginação de uma coisa singular que permanece sozinha na mente, chama-se _Admiração (Admiratio)_, mas se ela é suscitada por um objeto que tememos, chama-se _Consternação (Consternatio)_, pois a Admiração de um mal mantém o homem de tal forma suspenso em contemplá-la que ele sequer consegue pensar em outras coisas capazes de evitar este mal. Mas se o que admiramos é a prudência, ou a indústria de um homem, ou qualquer outra coisa similar em que este homem se nos ultrapasse, então a Admiração se chama _Veneração (Veneratio)_ ; chama-se, porém, _Horror (Horror)_ se admiramos da ira ou da inveja de um homem. Além disso, se amamos um homem cuja prudência e indústria admiramos, este Amor _(pela [Prop. 12](312))_ será por isto mesmo maior, de sorte que chamaremos de _Devoção (Devotionem)_ este Amor unido à Admiração ou à Veneração. Deste mesmo modo podemos conceber o Ódio, a Esperança, a Segurança e outros afetos unidos à Admiração e poderíamos assim deduzir mais Afetos do que é possíve designar com a linguagem comum. Donde vemos que os nomes dos Afetos foram inventados mais a partir do uso vulgar do que do conhecimento acurado. \nÀ admiração se opõe o _Desprezo (Contemptus)_, cuja causa mais freqüente é a seguinte. Pelo fato de vermos que alguém admira, ama, teme, etc. algo, ou por que algo parece-nos semelhante a uma coisa que admiramos, amamos, tememos, etc., somos _(pela [Prop. 15](315) com seu [Corol.](315c) e pela [Prop. 27](327))_ determinados a admirar, amar, temer, etc. esta coisa. Mas se a presença desta coisa, ou uma contemplação mais acurada, nos força a negar-lhe tudo o que possa ser causa de Admiração, Amor, Medo, etc., então a Mente é determinada pela presença da coisa a pensar no que não existe no objeto e não naquilo que nele existe – ao contrário do que ocorre habitualmente, pois a presença do objeto normalmente leva a Mente a pensar naquilo que existe no objeto. Assim como a Devoção se origina da admiração à coisa que amamos, o _Escárnio (Irrisio)_ se origina do Desprezo com relação à coisa que odiamos ou tememos e o _Desdém (Dedignatio)_ se origina no Desprezo pela tolice, assim como a Veneração se origina na da Admiração pela prudência. Podemos assim conceber o Amor, a Esperança, a Glória e outros afetos, unidos ao Desprezo para deduzir outros afetos aos quais não temos, porém, o hábito de distinguir por meio de vocábulos específicos." + } + ] + }, + { + "id": "353", + "title": "PROPOSIÇÃO 53", + "text": "_A Mente se alegra quando contempla a si mesma e a sua potência de agir, e tanto mais quanto mais distintamente imagina a si mesma e a sua potência de agir._", + "childs": [ + { + "id": "353d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "O Homem só conhece a si mesmo através das afecções de seu Corpo e das idéias delas _(pelas Prop. [19](219) e [23](223), p. II)_. Quando, pois, a Mente pode contemplar a si mesma, supõe-se que por isso ele passe a uma perfeição maior, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, se alegre, e tanto mais quanto mais distintamente possa imaginar a sua potência de agir. QED." + }, + { + "id": "353c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Esta alegria é tanto mais favorecida, quanto mais o homem se imagina elogiado pelos outros. Pois quanto mais ele se imagina elogiado pelos outros, maior é a Alegria concomitante à idéia dele mesmo que ele imagina afetando os outros _(pelo [Esc. Prop. 29](329sc))_. Logo, _(pela [Prop. 27](327))_ ele próprio é afetado por uma Alegria maior, concomitante à idéia dele mesmo." + } + ] + }, + { + "id": "354", + "title": "PROPOSIÇÃO 54", + "text": "_A Mente se esforça por imaginar apenas as coisas que põe a sua potência de agir._", + "childs": [ + { + "id": "354d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "O esforço da Mente, ou sua potência, é a própria essência da Mente _(pela [Prop. 7](307))_. Por outro lado, a essência da Mente _(como é evidente)_ só afirma o que a mente é e pode, e não o que ela não é ou não pode. Logo, ela se esforça apenas por imaginar o que afirma, ou põe, a sua potência de agir. QED." + } + ] + }, + { + "id": "355", + "title": "PROPOSIÇÃO 55", + "text": "_A Mente se entristece quando imagina sua impotência._", + "childs": [ + { + "id": "355d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A essência da Mente afirma o que a Mente é e pode, ou seja, é da natureza da Mente imaginar o que põe a sua potência de agir _(pela [Prop. preced.](354))_. Assim, quando dizemos que a Mente ao contemplar a si mesma imagina sua impotência, dizemos apenas que a Mente, ao se esforçar por imaginar o que põe a sua potência de agir, tem este esforço limitado, ou _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_ que ela se entristece. QED." + }, + { + "id": "355c1", + "type": "COROLÁRIO 1", + "text": "Esta tristeza é fomentada sem cessar quando em quem se imagina objeto da censura dos outros ; como foi demonstrado no [Corol. Prop. 53](353c)." + }, + { + "id": "355c1sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta Tristeza, concomitante à idéia de nossa fraqueza chama-se Humildade (Humilitas). Por outro lado, a Alegria que se origina na contemplação de nós mesmos chama-se Amor-Próprio (Philautia) ou Auto-Estima (Aquiescentia in se ipso). E como estas se repetem sempre que o homem contempla a suas virtudes ou sua potência de agir, a conseqüência é que todos se aprazem em narrar seus feitos e ostentar a força de seu corpo ou de sua alma, e assim os homens acabam incomodando uns aos outros. Disso se segue que os homens são por natureza invejosos _(ver [Esc. Prop. 24](324sc) e [Esc. Prop. 32](332sc))_, ou que eles se alegram da fraqueza de seus iguais e se entristecem de suas virtudes. Pois sempre que alguém imagina suas ações, é _(pela [Prop. 53](353))_ afetado de uma alegria que é tão maior quanto maior a perfeição expressa por estas ações e quanto mais distintamente as imagina, isto é _(pelo que foi dito no [Esc. 1 Prop. 40](240sc1) p. II)_, quanto mais pode distingui-las das demais e contemplá-las como coisas singulares. Donde alguém se alegrará ao máximo contemplando a si mesmo ao contemplar em si algo que nega aos demais. Mas não se alegrará tanto se aquilo que afirma de si se refere à idéia universal de homem ou de animal e, ao contrário, se entristecerá se imaginar que suas ações são fracas em comparação com as dos outros, caso em que se esforçará _(pela [Prop. 28](328))_ em remover tal Tristeza, seja interpretando incorretamente as ações dos demais ou enfeitando o quanto pode as suas próprias. Fica evidente, pois, que os homens são por natureza propensos ao Ódio e à Inveja e a educação se soma a isto, pois os pais têm o costume de incitar a virtude apenas pela Honra e pela Inveja. Mas talvez um escrúpulo permaneça, pois não raro admiramos e até veneramos as virtudes dos homens. Para removê-lo acrescentarei, portanto o seguinte Corolário." + }, + { + "id": "355c2", + "type": "COROLÁRIO 2", + "text": "Ninguém inveja a virtude de alguém que não seja um igual." + }, + { + "id": "355c2d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A Inveja é o próprio Ódio _(vide [Esc. Prop. 24](324sc))_, ou _(pelo [Esc. Prop. 13](313sc))_ Tristeza, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_ um afeto que limita a potência de agir, ou esforço, do homem. Mas o homem _(pelo [Esc. Prop. 9](309sc))_ só se esforça por fazer, ou só deseja, o que pode se seguir de sua natureza dada. Logo, o homem não deseja predicar sua potência de agir, ou (o que é o mesmo) sua virtude, de algo que seja próprio a outro e estranho a si. Assim, seu desejo não pode ser limitado, isto é _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_, ele não pode entristecer-se ao contemplar uma virtude de outro que não é semelhante seu, e consequentemente também não pode invejá-lo. Mas ele pode [invejar] um igual a si, pois supõe-se que sejam de mesma natureza. QED." + }, + { + "id": "3p55c2sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Assim, quando dissemos acima no [Escólio da Prop. 52](352sc), que veneramos um homem por que admiramos sua prudência, força, etc. isto ocorre _(como é evidente por aquela [Prop.](355))_ por imaginarmos que estas virtudes são singulares a ele e não comuns à nossa natureza. Portanto não invejaremos [tais virtudes] mais que a altura das árvores ou a força dos leões, etc." + } + ] + }, + { + "id": "356", + "title": "PROPOSIÇÃO 56", + "text": "_Há tantas espécies de Alegria, Tristeza e Desejo, e consequentemente de todos os afetos compostos destes, como as flutuações da alma, ou derivados deles como o Amor, o Ódio, a Esperança o Medo, etc., quantas são as espécies de objetos._", + "childs": [ + { + "id": "356d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A Alegria e a Tristeza, e consequentemente os afetos compostos ou derivados delas, são paixões _(pelo [Esc. Prop. 11](311sc))_. Mas como nós _(pela [Prop. 1](301))_ necessariamente padecemos quando temos idéias inadequadas e _(pela [Prop. 3](303))_ somente padecemos quando as temos, isto é _(vide Esc. [1](240sc1) e [2](240sc2) Prop. 40 p. II)_, só padecemos necessariamente quando imaginamos, ou _(vide [Prop. 17](217), p. II e seu [Schol.](217sc))_ quando somos afetados de um afeto que envolve a natureza de nosso corpo e a natureza de um corpo externo. Donde, a Natureza de cada paixão deve necessariamente ser explicada de forma que ela expresse a natureza do objeto que nos afeta. Assim a Alegria originada, por exemplo, do objeto A envolve a natureza do objeto A e a Alegria originada no objeto B envolve a natureza do objeto B. Estes dois afetos de Alegria têm natureza diversa na medida em que se originam em causas de natureza diversa. Também o afeto de Tristeza que se origina de um objeto, é de natureza diversa com relação à Tristeza que se origina de outra causa. E o mesmo deve ser entendido do Amor, do Ódio, da Esperança, do Medo, da Flutuação da Alma, etc. Portanto, existem tantas espécies de Alegria, Tristeza, Amor, Ódio, etc. quantas são as espécies de objetos que nos afetam. Por outro lado, o Desejo é a própria essência ou natureza de cada um, enquanto é concebida como sendo determinada a agir por um estado determinado dela mesma _(ver [Esc. Prop. 9](309sc))_. Logo, assim como cada um é afetado por causas externas com esta ou aquela espécie de Alegria, Tristeza, Amor, Ódio, etc. – isto é, na medida em que sua nat reza é constituída desta ou daquela maneira – também o Desejo se constitui deste ou daquele modo e a natureza de um Desejo difere da natureza do outro do mesmo modo como diferem entre si os afetos que o originam. Existem, portanto, tantas espécies de Desejo quantas são as espécies de Alegria, Tristeza, Amor, etc. e consequentemente _(pelo que mostrei)_ tantas quantas são as espécies de objetos que nos afetam. QED." + }, + { + "id": "356sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Entre as espécies de afetos, que _(pela [Prop. preced.](356))_ devem ser muitíssimas, as mais notáveis são a Gula (Luxuria), a Embriaguez (Ebrietas), a Lubricidade (Libido), a Avareza (Avaritia) e a Ambição (Ambitio), que são noções de Amor ou Desejo que explicam a natureza de um ou do outro afeto pelo objeto a que eles se referem. Pois por Gula, Embriaguez, Lubricidade, Avareza e Ambição entendemos o Amor ou Desejo imoderado de comida, bebida, cópula, riqueza e glória. Além disso, estes afetos, enquanto os distinguimos dos demais apenas com pelos objetos a que se referem, não têm contrários. Pois a Temperança (Temperantia), que habitualmente opomos à Gula, a Sobriedade (Sobrietas) à Embriaguez, a Castidade (Castitas) à Lubricidade, não são afetos ou paixões, mas indicam uma potência da alma em moderar estes afetos. Não posso explicar aqui as demais espécies de afetos (que são tantos quantas são as espécies de objetos), nem isso seria necessário, mesmo que fosse possível. Pois para nosso intento, qual seja, para determinar a força dos afetos e o poder na Mente sobre eles, é suficiente ter uma definição geral de cada afeto. É suficiente, digo, entender as propriedades comuns dos afetos e da Mente para que possamos determinar de que tipo e magnitude é a potência da Mente em moderar ou limitar tais afetos. Mesmo havendo uma grande diferença entre este ou aquele afeto de Amor, Ódio ou Desejo, por exemplo, entre o Amor aos filhos e o Amor à esposa, não é para nós necessario conhecer tais diferenças nem investivar mais profundamente a natureza e a origem dos afetos." + } + ] + }, + { + "id": "357", + "title": "PROPOSIÇÃO 57", + "text": "_O afeto de um indivíduo difere tanto do afeto de outro quanto a essência de um difere da essência do outro._", + "childs": [ + { + "id": "357d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Esta Proposição é evidente do [Axiom. 1](213a1a), após o Lema 3, após Prop 13 p. II. Entretanto vamos demonstrá-lo a partir das definições dos três afetos primitivos. \nTodos os afetos se referem ao Desejo, à Alegria ou à Tristeza, como mostram as definições que lhes demos. Ora o Desejo é a própria natureza, ou essência de cada um _(vide sua Definição no [Esc. Prop. 9](309sc))_. Logo, o Desejo de um indivíduo difere do Desejo de outro tanto quanto sua natureza ou essência difere da essência do outro. Já a Alegria e a Tristeza são paixões que aumentam ou diminuem, ajudam ou limitam sua potência ou esforço de perseverar no ser _(pela [Prop. 11](311) e seu [Esc.](311sc))_ e entendemos por Apetite e Desejo o esforço em perseversar no ser, enquanto se refere à Mente e ao Corpo simultaneamente _(vide [Esc. Prop. 9](309sc))_. Logo a Alegria e a Tristeza são o próprio Desejo ou Apetite, enquanto ele é aumentedo ou diminuido, ajudado ou limitado por uma causa externa, isto é _(pelo mesmo [Esc.](309sc))_, são a própria essência de cada um. Portanto, a Alegria ou Tristeza de cada um difere da Alegria ou Tristeza do outro e consequentemente qualquer afeto de cada indivíduo difere tanto do afeto do outro, etc. QED." + }, + { + "id": "357sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Disso se segue que os afetos dos animais, que são ditos irracionais (pois não podemos duvidar que os animais sintam depois de termos conhecido a origem da Mente) diferem dos afetos dos homens tanto quanto sua natureza difere da natureza humana. Tanto o cavalo como o homem têm desejo de procriar, mas um tem desejo para procriar eqüino e outro tem uma desejo para procriar humano. E também devem ser diferentes entre si o Desejo de procriar e os Apetites dos Insetos, dos peixes e das aves. Ainda que cada indivíduo viva contente com a natureza que tem e se alegre2 dela, esta vida com que cada um está contente e esta alegria são a própria idéia ou alma do indivíduo, e assim, a Alegria de um e a alegria do outro diferem em natureza tanto quanto a essência de um difere da essência do outro. Por fim, gostaria de ressaltar de passagem que se segue da Proposição precedente, por exemplo, que não é pequena a distância entre a alegria que move o Bêbado e a alegria do Filósofo. Mas isto basta quanto aos afetos que se referem ao homem enquanto ele padece. Cabe ainda acrescentar algo no quanto [aos afetos] que se referem a ele enquanto ele age." + } + ] + }, + { + "id": "358", + "title": "PROPOSIÇÃO 58", + "text": "_Além da Alegria e do Desejo que são paixões, há afetos de Alegria e desejo que se referem a nós enquanto agimos._", + "childs": [ + { + "id": "358d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A Mente se alegra quando concebe a si mesma e a sua potência de agir _(pela [Prop. 53](353))_. Mas a Mente necessariamente contempla a si mesma quando concebe uma idéia verdadeira ou adequada _(pela [Prop. 43](243), p. II)_. Como a Mente concebe algumas idéias adequadas _(pelo [Esc. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, então, ela se alegra enquanto concebe tais idéias adequadas, isto é _(pela [Prop. 1](301))_, enquanto age. A Mente se esforça por perseverar no ser tanto quando tem idéias claras e distintas quanto quando tem idéias confusas _(pela [Prop. 9](309))_. Mas por esforço entendemos aqui o Desejo _(pela [Esc.](309sc))_ e, portanto, quando entendemos, ou _(pela [Prop. 1](301))_ quando agimos o Desejo também se refere a nós. QED." + } + ] + }, + { + "id": "359", + "title": "PROPOSIÇÃO 59", + "text": "_Entre os afetos que se referem à Mente enquanto ela age, não há nenhum que não se refira ao Desejo ou à Alegria._", + "childs": [ + { + "id": "359d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Todos os afetos se referem ao Desejo, à Alegria ou à Tristeza, como mostram as definições que apresentamos. Por outro lado, entendemos por Tristeza aquilo que diminui ou limita a potência de agir da Mente _(pela [Prop. 11](311) e seu [Esc.](311sc))_. Portanto, quando a Mente se entristece, sua potência de entender ou de agir _(pela [Prop. 1](301))_ é diminuída ou limitada. Portanto, nenhum afeto de Tristeza pode ser referir à Mente quando ela age, mas apenas os afetos de Alegria e Desejo que, _(pela [Prop preced.](358))_ também se referem à Mente. QED." + }, + { + "id": "359sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Chamo de Força de Caráter (Fortitudinem) a todas as ações que se seguem dos afetos que se referem à Mente enquanto ela entende, dentre as quais distingo Firmeza (Animositatem) e a Generosidade (Generositatem). Entendo por _Firmeza_ o _Desejo de conservar o seu ser apenas segundo os ditames da razão._ E por _Generosidade_ entendo _o Desejo de ajudar os outros homens apenas segundo os ditames da razão e de uní-los a si por amizade_. Portanto, as ações que têm como intenção apenas a utilidade do agente se referem à Firmeza e aquelas que tem como intenção a utilidade dos outros se referem à Generosidade. Assim, a Temperança (Temperantia), a Sobriedade (Sobrietas), a presença de espírito diante do perigo e etc. são espécies de Firmeza. Por outro lado, a Modéstia (Modestia) e a Clemência (Generositatis) e etc. são espécies de Generosidade. Com isto penso ter explicado e mostrado por suas causas primeiras os principais afetos e flutuações da alma originados dos três afetos primitivos, a saber, do Desejo, da Alegria e da Tristeza. E fica evidente que as causas externas nos agitam de muitos modos e que flutuamos como ondas do mar agitadas por ventos contrários, sem saber de nossa sorte ou nosso destino. Mas disse também que mostrei somente os principais conflitos da alma e não todos. Pois prosseguindo pela mesma via podemos facilmente mostrar que o Amor pode estar unido à Culpa, ao Desdém ao Pudor, etc. Creio que fica claro do que disse que os afetos podem se compor uns com os outros de tantos modos e originar tantas variações que não é possível atribuir-lhes um número definido. Mas para meu intento, basta ter enumerado os principais, uma vez que os demais teriam mais curiosidade do que utilidade. Resta notar a respeito do Amor que quando fruímos de uma coisa que nos apetece, frequentemente a própria fruição faz o Corpo adquirir um novo estado pelo qual ele é determinado de uma nova maneira, fazendo surgir imagens de outras coisas que a Mente começa a imaginar e a desejar. Por exemplo, quando imaginamos uma coisa cujo sabor habitualmente nos deleita, temos o desejo de fruí-la ou comê-la. Mas quando a fruímos, o estômago fica cheio e o Corpo se constitui de uma nova maneira. Se então, já com o corpo disposto da nova maneira, a presença [do alimento] fomenta sua imagem e consequentemente o esforço ou Desejo de comê-lo, este Desejo ou esforço repugna ao novo estado e, consequentemente, a presença da coisa que apetecemos se torna odiosa e é isto que chamamos de Fastio (Fastidium) ou Tédio (Taedium). Além disso, não considerei as afecções externas do Corpo, que são observadas nos afetos, como o tremor, a lividez, os soluços, os risos, que se referem apenas ao Corpo, sem relação com a Mente. Finalmente, cabe notar algumas coisas sobre as definições dos afetos, que repetirei aqui em ordem, intercalando entre elas algumas observações." + } + ] + }, + { + "title":"DEFINIÇÕES DOS AFETOS.", + "type":"title" + }, + { + "id": "3ad1", + "title": "I.", + "text": "O Desejo (Cupiditas) é própria essência do homem, enquanto ela é concebida como determinada, por uma afecção qualquer dela mesma, a fazer algo.", + "childs": [ + { + "id": "3ad1e", + "type": "EXPLICAÇÃO", + "text": "Dissemos acima, no [Escólio da Proposição 9](309sc), que o Desejo é o apetite com consciência dele mesmo e que, por sua vez, o apetite é a própria essência do homem, enquanto é determinada a fazer algo para a sua conservação. Mas no mesmo [Escólio](309sc) eu adverti que não reconhecia nenhuma diferença entre apetite humano e o Desejo. Pois quer o homem seja consciente de seu apetite ou não, o apetite permanece sendo o mesmo. Assim, para não dar a impressão de cometer uma tautologia, não expliquei aqui o Desejo pelo apetite, mas procurei defini-lo de forma a compreender todos os esforços humanos que chamamos de apetite, vontade, desejo ou ímpeto. E poderia apenas ter dito aqui que o Desejo é a essência do homem enquanto ela é concebida como determinada a fazer algo, mas de tal definição _(pela [Prop. 23](223) p. II)_ não se segue que o homem possa ser consciente de seu Desejo ou apetite. Portanto, para envolver a causa da consciência, foi necessário acrescentar _(pela mesma [Proposição](223))_, enquanto _é determinada por uma afecção qualquer dela mesma, etc_. Pois por afecção da essência humana entendemos qualquer estado desta essência, seja ele inata, seja concebido somente pelo Pensamento, ou somente pela Extensão, ou por ambos simultaneamente. Portanto, pela palavra Desejo entendo quaisquer esforços, ímpetos, apetites e volições, que variam conforme varia o estado em que se encontra o homem e não raro são de tal modo opostos um ao outro, que o homem é puxado para diferentes direções e não sabe para onde se voltar." + } + ] + }, + { + "id": "3ad2", + "title": "II.", + "text": "A Alegria (Laetitia) é a transição do homem de uma perfeição menor a uma perfeição maior.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad3", + "title": "III.", + "text": "A Tristeza (Tristitia) é a transição do homem de uma perfeição maior para uma perfeição menor.", + "childs": [ + { + "id": "3ad3e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Digo transição. Pois a Alegria não é a própria perfeição. Se o homem nascesse com a perfeição a que passa, ele a teria sem o afeto de Alegria. Isto é ainda mais claro do afeto de Tristeza, que é contrário [à Alegria]. Pois não se pode negar que a Tristeza consiste na transição a uma perfeição menor e não na própria perfeição menor, pois um homem não pode se entristecer por participar de alguma perfeição. Tampouco podemos dizer que a Tristeza consista na privação de uma perfeição maior, pois a privação não é nada, enquanto o afeto de Tristeza é um ato, e um ato de passar a uma perfeição menor, isto é, um ato pelo qual a potência de agir do homem é diminuída ou limitada _(vide [Esc. Prop. 11](311sc))_. Omito as definições de Contentamento, Prazer, Melancolia e Dor que se referem mais ao Corpo e que são apenas Espécies de Alegria e Tristeza." + } + ] + }, + { + "id": "3ad4", + "title": "IV.", + "text": "A Admiração (Admiratio) é a imaginação de uma coisa na qual a Mente permanece fixada, por ser esta imaginação singular e não ter conexão alguma com outras coisas. _Vide [Prop. 52](352) e seu [Esc.](352sc)._", + "childs": [ + { + "id": "3ad4e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Mostramos no [Esc. Prop. 18](218sc) Parte II porque a Mente passa imediatamente da contemplação de uma coisa à contemplação de outra, a saber, uma vez que as imagens das coisas estão concatenadas e ordenadas de tal forma que a uma se segue a outra. Mas isso não pode ser concebido se a imagem de uma coisa é nova, pois a Mente se detém na contemplação da coisa até que seja determinada por outras causas a pensar em outras coisas. A imaginação de uma coisa nova é, considerada em si, de mesma natureza que as demais, e por esta causa não conto a Admiração entre os afetos, nem vejo por que deveria fazê-lo, visto que esta distração da Mente não se origina de nenhuma causa positiva que a distraia de outras coisas. Ao contrário, falta uma causa que determine a Mente a passar da contemplação de uma coisa ao pensamento em outras. \nReconheço, portanto, apenas três afetos primitivos ou primários _(como lembramos no [Esc. Prop. 11](311sc))_, a saber, a Alegria, a Tristeza e o Desejo. E se me referi à Admiração foi apenas porque habitualmente são indicar outros nomes para afetos que derivam dos três primitivos, quando estes se referem a objetos que admiramos. Pela mesma razão acrescentarei a definição de Desprezo." + } + ] + }, + { + "id": "3ad5", + "title": "V.", + "text": "O Desprezo (Contemptus) é a imaginação de uma coisa que impressiona tão pouco a Mente que a presença da coisa leva a imaginar mais o que a coisa não é do que aquilo que ela é. _Vide [Esc. Prop. 52](352sc)_. \nOmito as definições de Veneração (Venerationis) e Desdém (Dedignationis), pois nenhum afeto, que eu saiba, corresponde a estes nomes.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad6", + "title": "VI.", + "text": "O Amor (Amor) é a Alegria concomitante à idéia de uma causa externa.", + "childs": [ + { + "id": "3ad6e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Esta Definição explica de forma bastante clara a essência do Amor, ao passo que aquela de alguns autores, que definem o _Amor_ como _a vontade do amante de se juntar à coisa amada_, não exprime a essência do Amor e sim uma propriedade dele. E como tais autores não investigaram o bastante a essência do Amor, também não puderam formar um conceito claro desta propriedade. Donde o fato de que todos julgaram obscura tal definição. É preciso notar que quando digo que há uma propriedade no amante, que é uma vontade de se juntar à coisa amada, não entendo por vontade o consentimento ou a deliberação da alma, ou o livre decreto (pois demonstramos na [Prop. 48](248) p. II que tais coisas estão no plano da ficção). Tampouco [entendo que o Amor implique no] Desejo de se juntar à coisa amada quando ela está ausente, ou de perseverar na sua presença quando ela está presente, pois o amor pode ser concebido sem nenhum destes Desejos. Ao contrário, por Vontade entendo a Estima (Acquiescentiam) do amante com a presença da coisa amada, que é corroborada ou favorecida pela Alegria do amante." + } + ] + }, + { + "id": "3ad7", + "title": "VII.", + "text": "O Ódio (Odium) é a Tristeza concomitante à idéia de uma causa externa.", + "childs": [ + { + "id": "3ad7e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "O que cabe aqui assinalar pode ser facilmente ser percebido da Explicação da Definição precedente. _Vide também o [Esc. Prop. 13](313sc)_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad8", + "title": "VIII.", + "text": "A Inclinação (Propensio) é a Alegria concomitante à idéia de uma coisa que é por acidente causa da Alegria.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad9", + "title": "IX.", + "text": "A Aversão (Aversio) é a Tristeza, concomitante à idéia de uma coisa que é por acidente causa da Tristeza. _Ver a respeito o [Esc. Prop. 15](315sc)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad10", + "title": "X.", + "text": "A Devoção (Devotio) é o amor com relação a quem admiramos.", + "childs": [ + { + "id": "3ad10e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Mostramos na [Proposição 52](352) que a Admiração se origina da novidade da coisa. Se acontecer que passemos a imaginar frequentemente aquilo que admiramos, deixaremos de admirar, donde vemos que o afeto de Devoção pode facilmente degenerar em simples Amor." + } + ] + }, + { + "id": "3ad11", + "title": "XI.", + "text": "O Escárnio (Irrisio) é a Alegria que se origina em imaginarmos que a coisa que odiamos tem algo que desprezamos.", + "childs": [ + { + "id": "3ad11e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Quando desprezamos a coisa que odiamos negamos sua existência _(vide [Esc. Prop. 52](352sc))_ e assim nos alegramos _(pela [Prop. 20](320))_. Mas quando supomos que o homem de quem nos escarnecemos tem ódio, tal Alegria não pode ser sólida. _Vide [Esc. Prop. 47](347sc)_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad12", + "title": "XII.", + "text": "A Esperança (Spes) é uma Alegria inconstante, originada da idéia de uma coisa futura ou passada, cuja ocorrência duvidamos até certo ponto.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad13", + "title": "XIII.", + "text": "O Medo (Metus) é uma Tristeza inconstante, originada da idéia de uma coisa futura ou passada, cuja ocorrência duvidamos até certo ponto. _Vide a respeito o [Esc. 2 Prop. 18](318sc2)_.", + "childs": [ + { + "id": "3ad13e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Segue-se destas definições que não há Esperança sem Medo nem Medo sem Esperança. Pois se supõe que quem depende da Esperança, tem duvida sobre a ocorrência da coisa e também imagina algo que exclui a existência futura de tal coisa; nesta medida _(pela [Prop. 19](319))_, ele também se entristece. Consequentemente, quem depende da Esperança, teme que a coisa não aconteça. Por outro lado, quem tem Medo, isto é, quem tem dúvida da ocorrência daquilo que odeia, também imagina algo que exclui a existência de tal coisa e, portanto _(pela [Prop. 20](320))_, também se alegra e, consequentemente tem esperança que a coisa não ocorra." + } + ] + }, + { + "id": "3ad14", + "title": "XIV.", + "text": "A Segurança (Securitas) é a Alegria originada da idéia de uma coisa futura ou passada da qual foi removida toda a causa de dúvida.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad15", + "title": "XV.", + "text": "O Desespero (Desperatio) é a Tristeza originada da idéia de uma coisa futura ou passada da qual foi removida toda a causa de dúvida.", + "childs": [ + { + "id": "3ad15e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "A Esperança dá origem à Segurança e o Medo ao Desespero quando é removida a causa da dúvida sobre a ocorrência da coisa em questão. E isto porque o homem imagina uma coisa futura ou passada como presente e a contempla como estivesse presente, ou então porque imagina outras coisas que excluem a existência daquilo que inspirava dúvida. Pois, embora nunca possamos estar certos da ocorrência de coisas singulares _(pelo [Corol. Prop. 31](331c), p. II)_, pode ocorrer que não tenhamos dúvidas acerca de tal sua ocorrência. De fato, mostramos _(vide [Esc. Prop. 49](249sc), p. II)_ que uma coisa é não duvidar de algo e outra é ter certeza. Portanto, pode acontecer que sejamos afetados de Alegria ou Tristeza pela imagem de uma coisa passada ou futura e que imaginemos a coisa como se estivesse presente, assim como demonstramos na [Proposição 18](318), cujo Esc. [1](318sc1) e [2](318sc2) também pode ser consultado." + } + ] + }, + { + "id": "3ad16", + "title": "XVI.", + "text": "Gaudium est Lætitia, concomitante ideâ rei præteritæ, quæ præter Spem evenit.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad17", + "title": "XVII.", + "text": "A Decepção (Constientiae Morsus) é a Tristeza concomitante à idéia de uma coisa passada que resultou no contrário do esperado.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad18", + "title": "XVIII.", + "text": "A Compaixão (Commiseratio) é a Tristeza concomitante à idéia de um mal ocorrido a outrem que imaginamos ser semelhante a nós. _Vide [Esc. Prop. 22](322sc) e [Esc. Prop. 27](327sc)._", + "childs": [ + { + "id": "3ad18e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Entre a Compaixão e a Piedade (Misericordiam) não parece existir diferença alguma, senão talvez que a Compaixão diga respeito a um afeto singular e a Piedade a seu hábito." + } + ] + }, + { + "id": "3ad19", + "title": "XIX.", + "text": "Apreço (Favor) é o Amor a quem fez bem a outrem.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad20", + "title": "XX.", + "text": "Indignação (Indignatio) é o Ódio a quem fez mal a outrem.", + "childs": [ + { + "id": "3ad20e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Sei que no uso comum estas palavras significam outra coisa. Mas meu intuito não é aqui explicar o significado das palavras, mas sim a natureza das coisas, designando-as com vocábulos cujo significado comum não se oponha de todo ao que quero empregar. Um aviso a este respeito deve bastar. De resto, vide a causa destes afetos no [Cor. 1 Prop. 27](327c1) e na [Esc. Prop. 22](322sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad21", + "title": "XXI.", + "text": "A Sobreestima (Existimatio) é por Amor pensar de alguém mais do que é justo.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad22", + "title": "XXII.", + "text": "O Menosprezo (Despectus) é por Ódio pensar de alguém menos do que é justo.", + "childs": [ + { + "id": "3ad22e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "A Sobreestima é, portanto, um efeito ou propriedade do Amor e o Menosprezo do Ódio. A _Sobreestima_ também pode ser definida, portanto, como o _Amor enquanto afeta o homem a pensar da coisa amada mais do que é justo_. Por outro lado, o _Menosprezo_ é o _Ódio enquanto ele afeta o homem a pensar de quem odeia menos do que é justo_. Vide a respeito [Esc. Prop. 26](326sc) ." + } + ] + }, + { + "id": "3ad23", + "title": "XXIII.", + "text": "A Inveja (Invidia) é o Ódio enquanto afeta o homem de modo que ele se entristece da felicidade de outro e, ao contrário, de se alegra do mal de outro.", + "childs": [ + { + "id": "3ad23e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "A Inveja se opõe comumente à Piedade, que, apesar do significado do vocábulo, pode ser definida seguinte da maneira." + } + ] + }, + { + "id": "3ad24", + "title": "XXIV.", + "text": "A Piedade (Misericordia) é o Amor enquanto afeta o homem de modo que ele se alegra da felicidade de outro e, ao contrário, de se entristece do mal de outro.", + "childs": [ + { + "id": "3ad24e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Quanto à inveja, vide [Esc. Prop. 24](324sc) e [Esc. Prop. 32](332sc). Os afetos que acabamos de definir são a Alegria e a Tristeza acompanhadas da idéia de uma coisa externa como causa, seja por si, seja por acidente. Passo agora aos que são acompanhados da idéia de uma coisa interna como causa." + } + ] + }, + { + "id": "3ad25", + "title": "XXV.", + "text": "A Auto-Estima (Acquiescentia in se ipso) é a Alegria, originada em que o homem contempla a sua própria potência de agir.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad26", + "title": "XXVI.", + "text": "A Humildade (Humilitas) é a Tristeza originada em que o homem contempla sua impotência ou fraqueza.", + "childs": [ + { + "id": "3ad26e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "A Auto-Estima se opõe à Humildade, enquanto entendemos aquela como a Alegria que se origina em contemplarmos nossa potência de agir, mas enquanto entendemos por ela a Alegria concomitante à idéia de um feito que cremos ser produto de um livre decreto de nossa Mente, ela se opõe à Culpa, que definimos à seguir." + } + ] + }, + { + "id": "3ad27", + "title": "XXVII.", + "text": "A Culpa (Poenitentiae) é a Tristeza concomitante a idéia de um feito que cremos ser produto de um livre decreto de nossa Mente.", + "childs": [ + { + "id": "3ad27e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Mostramos as causa destes afetos em [Esc. Prop. 51](351sc), Prop. [53](353), [54](354), [55](355), juntamente com seu [Esc](355c1sc). Sobre o livre decreto da Mente, vide [Esc. Prop. 35](235sc) P II. Devo assinalar que não é estranho que a Tristeza se siga de todos os atos comummente chamados de _viciosos_ e que a Alegria se siga dos atos ditos _retos_. Pois o que dissemos acima pode ser entendido facilmente a partir da educação. São sem dúvida os pais, reprovando os primeiros e repreendendo frequentemente os filhos, e ao contrário recomendando os segundos e elogiando-os, que fazem com que a Tristeza seja suscitada por aqueles e a Alegria por estes. E isto é comprovado pela experiência, pois o costume e a Religião não são o mesmo para todos. Pois o que é sagrado para uns é profano para outros e que é honesto para uns é torpe para outros. Portanto, cada um se glorifica ou se culpa de acordo com a sua educação." + } + ] + }, + { + "id": "3ad28", + "title": "XXVIII.", + "text": "A Soberba (Superbia) é pensar de si, por Amor, mais do que é justo.", + "childs": [ + { + "id": "3ad28e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Assim, a diferença entre a Soberba e a Sobreestima é a que esta se refere a um objeto externo e aquela ao próprio homem que pensa de si mais do que é justo. E assim como a Sobreestima é um efeito ou propriedade do Amor, a Soberba é [um efeito ou propriedade] do Amor-Próprio e pode ser definida, portanto, como o Amor de si (Amor sui) ou a _Auto-Estima, quando afeta o homem de maneira que ele pensa de si mais do que é justo_ (vide [Esc. Prop. 26](326sc)). Não há contrário para este afeto, pois ninguém pensa menos de si menos do que é justo por ódio de si. Mais do que isto, ninguém pensa de si menos do que é justo quando imagina que não pode isto ou aquilo. Pois tudo o que o homem imagina não poder, ele imagina necessariamente e esta própria imaginação o dispõe de forma tal que ele realmente não pode fazer o que imagina não poder. Assim, enquanto imagina não poder fazer isto ou aquilo, ele está sendo determinado a não agir e, consequentemente, é impossível para ele fazê-lo. Na verdade, porém, se atentarmos apenas à opinião, podemos conceber que um homem pense de si menos do que o que é justo, pois pode ocorrer que alguém, ao contemplar com tristeza a sua fraqueza, se imagine menosprezado por todos, mesmo quando os outros sequer pensem em menosprezá-lo. Além disso, o homem pode pensar de si menos do que é justo se nega de si no presente algo relativo a um tempo futuro do qual está incerto, como quando nega que possa conceber algo que seja certo, que não possa desejar ou fazer nada que não seja vicioso, covarde, etc. Também podemos dizer que alguém pensa de si menos do que é justo quando vemos que alguém não ousa, por medo excessivo da vergonha, o que outros iguais a si ousam. Portanto, podemos opor a Soberba a este afeto que chamarei de Abjeção, pois da mesma forma como a Soberba se origina da Auto-Estima, a Abjeção se origina da Humildade. Segue-se a sua definição." + } + ] + }, + { + "id": "3ad29", + "title": "XXIX.", + "text": "A Abjeção (Abjectio) é pensar de si, por Tristeza, menos do que é justo.", + "childs": [ + { + "id": "3ad29e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Temos o hábito de opor com freqüência a Soberba à Humildade, mas isso é porque prestamos atenção a seus efeitos e não a sua natureza. Chamamos habitualmente de orgulhoso (superbum) quem se glorifica demais _(vide [Esc. Prop. 30](330sc))_, quem só fala de suas virtudes e dos vícios dos outros, que quer ser o preferido de todos e se apresenta com a gravidade e o aparato característico dos que estão muito acima dele mesmo. Ao contrário, chamamos de humilde aquele que ruboriza com freqüência, que reconhece seus vícios e fala das virtudes dos outros, que cede a todos, anda cabisbaixo e é negligente no vestir. Mas estes afetos de Humildade e Abjeção são raríssimos, pois a natureza humana, considerada em si se esforça, tanto quanto pode, por negá-los _(vide Prop. [13](313) e [54](354))_. Por isso, aqueles que acreditamos serem abjetos ou humildes são, no mais das, vezes ambiciosos e invejosos." + } + ] + }, + { + "id": "3ad30", + "title": "XXX.", + "text": "A Glória (Gloria) é a Alegria concomitante à idéia de alguma ação nossa que imaginamos ser elogiada pelos outros.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad31", + "title": "XXXI.", + "text": "A Vergonha (Pudor) é a Tristeza concomitante à idéia de alguma ação nossa que imaginamos ser censurada pelos outros.", + "childs": [ + { + "id": "3ad31e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Ver a este respeito o [Escólio da Proposição 30](330sc). Mas cabe assinalar a diferença entre a Vergonha (Pudor) e o Pudor (Verecundiam). A Vergonha é a Tristeza que se segue de um fato de que temos vergonha e o pudor é o Medo ou Temor da Vergonha, pelo qual o homem se contém em cometer algo de torpe. O Pudor se opõe habitualmente ao Despudor (Impudentia), que não é realmente um afeto, como mostrareis em seu lugar. Porém os nomes dos afetos (como já assinalei) dizem respeito mais ao seu uso do que a sua natureza. Concluí assim com os afetos de Alegria e Tristeza, que tinha me proposto em explicar. Passo agora aos que relaciono ao Desejo." + } + ] + }, + { + "id": "3ad32", + "title": "XXXII.", + "text": "O Querer Insatisfeito (Desiderium) é o Desejo ou Apetite de possuir uma coisa que é favorecido pela memória de tal coisa e limitado pela memória de outras coisas que limitam a existência da coisa apetecida.", + "childs": [ + { + "id": "3ad32e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Quando nos recordamos de uma coisa, já o dissemos várias vezes, isso nos dispõe a contemplá-la com o mesmo afeto como se ela estivesse presente. Mas quando estamos acordados, esta disposição ou esforço é inibida pela imaginação das coisas que excluem a existência daquilo que recordamos. Mas quando recordamos uma coisa que nos afeta de um tipo de afeto de Alegria, isto faz com que nos esforcemos por contemplá-la como presente com o mesmo afeto de Alegria. Mas este esforço é imediatamente inibido pela memória das coisas que excluem a existência [da coisa]. Donde o querer insatisfeito é na verdade uma Tristeza, que se opõe à alegria originada pela ausência da coisa que odiamos. Veja-se a respeito o [Esc. Prop. 47](347sc). Mas como o nome Querer _Insatisfeito_ (Desiderium) parece dizer respeito ao Desejo, me refiro a este afeto entre os afetos do Desejo." + } + ] + }, + { + "id": "3ad33", + "title": "XXXIII.", + "text": "A Emulação (Aemulatio) é o Desejo de uma coisa que é gerado em nós ao imaginarmos que os outros têm o mesmo Desejo.", + "childs": [ + { + "id": "3ad33e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Diremos que imita, e não emula, o afeto do outro, quem foge quando os outros fogem, ou quem teme ao ver que os outros temem, ou quem, ao ver que alguém queimou a mão, contrai a mão e move o corpo como se tivesse queimado a própria mão. Não que tenhamos descoberto ser a causa da imitação diferente da causa da emulação, mas apenas porque o uso fez com que chamemos de emulação somente a imitação do que julgamos honesto, útil ou agradável. Sobre a causa da Emulação, ver a [Proposição 27](327) e seu [Escólio](327sc). Para a razão que leva a que este afeto esteja comummente unido à Inveja, veja a [Proposição 32](332) e seu [Escólio](332sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad34", + "title": "XXXIV.", + "text": "O Reconhecimento (Gratia) ou Gratidão (Gratitudo) é o Desejo ou afã do Amor, em se esforçar pro fazer o bem a quem nos fez o bem por Amor. _Vide [Prop. 39](339) e o [Esc. Prop. 41](341sc)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad35", + "title": "XXXV.", + "text": "A Benevolência (Benevolentia) é o Desejo de fazer o bem para quem temos compaixão. _Vide [Esc. Prop. 27](327sc)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad36", + "title": "XXXVI.", + "text": "A Ira (Ira) é o Desejo, incitado pelo Ódio, de infligir o mal a quem odiamos. _Vide [Prop. 39](339)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad37", + "title": "XXXVII.", + "text": "Vingança (Vindicta) é o Desejo que, por Ódio recíproco, nos leva a infligir o mal a quem, movido de afeto semelhante, nos infligiu um dano. _Vide [Corol. 2 Prop. 40](340c2) e seu [Esc](340sc)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad38", + "title": "XXXVIII.", + "text": "A Crueldade (Crudelitas), ou Selvageria (Saevitia) é o Desejo que leva alguém a infligir o mal a quem amamos ou a quem temos compaixão.", + "childs": [ + { + "id": "3ad38e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "A Crueldade se opõe à Clemência (Clementia), que não é uma paixão, mas uma potência da alma pela qual o homem modera a ira e a vingança." + } + ] + }, + { + "id": "3ad39", + "title": "XXXIX.", + "text": "O Temor (Timor) é o Desejo de evitar, por meio de um mal menor, uma mal maior que tememos. _Vide [Esc. Prop. 39](339sc)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad40", + "title": "XL.", + "text": "Audácia (Audacia) é o Desejo que leva alguém a fazer algo correndo um perigo que seus iguais teriam medo de suportar.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad41", + "title": "XLI.", + "text": "A Covardia (Pusillanimitas) se diz de alguém cujo Desejo é limitado pelo temor de um perigo que seus iguais ousam suportar.", + "childs": [ + { + "id": "3ad41e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "A Covardia é, portanto, o Medo de um mal que a maioria habitualmente não teme e, por esta razão, não o relaciono aos afetos do Desejo. Se quis explicá-la aqui é porque, enquanto atentamos para o Desejo, ela se opõe realmente à Audácia." + } + ] + }, + { + "id": "3ad42", + "title": "XLII.", + "text": "A Consternação (Consternatio) se diz daquele cujo Desejo de evitar o mal é limitado pela admiração do mal que ele teme.", + "childs": [ + { + "id": "3ad42e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "A Consternação é, portanto, uma espécie de Covardia. Mas a Consternação se origina de um duplo Temor e pode ser definida com _maior comodidade como o Medo que cerceia o homem estupefato ou com flutuação [da alma] de modo que ele não pode afastar um mal_. Digo _estupefato_, enquanto entendemos que seu Desejo de remover o mal é limitado pela admiração, e digo com _flutuação_ da alma, enquanto concebemos que este Desejo também é limitado pelo Temor de outro mal que o tortura igualmente. E disso resulta que ele não sabe qual dos dois afastar. Ver a este respeito [Esc. Prop. 39](339sc) e [Esc. Prop. 52](352sc). Quanto à Covardia e a Audácia, vide [Esc. Prop. 51](351sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad43", + "title": "XLIII.", + "text": "A Cortesia (Humanitas) ou Modéstia (Modéstia) é o Desejo de fazer o que agrada aos homens e se omitir em fazer o que os desagrada.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad44", + "title": "XLIV.", + "text": "A Ambição (Ambitio) é o desejo imoderado de glória.", + "childs": [ + { + "id": "3ad44e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "A Ambição é um Desejo que favorece ou corrobora todos os afetos _(pela Prop. [27](327) e [31](331))_ e, portanto, este afeto dificilmente pode ser superado. Pois quando um homem é possuído por um Desejo, ele também é necessariamente possuído por ela. _Mesmo o melhor,_ diz Cícero, _é conduzido pela glória. Até os filósofos assinam o nome nos livros que escrevem sobre o desprezo da glória, etc._" + } + ] + }, + { + "id": "3ad45", + "title": "XLV.", + "text": "A Gula (Luxuria) é o Desejo ou Amor imoderado de comer.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad46", + "title": "XLVI.", + "text": "A Embriaguez (Ebrietas) é o Desejo ou Amor imoderado de beber.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad47", + "title": "XLVII.", + "text": "A Avareza (Avaritia) é o Desejo ou Amor imoderado de riquezas.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad48", + "title": "XLVIII.", + "text": "A Lubricidade (Libido) é o Desejo ou Amor de unir os corpos.", + "childs": [ + { + "id": "3ad48e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Costuma chamar-se este Desejo de união sexual de Lubricidade quer ele seja moderado ou não. Além disso, estes cinco últimos afetos _(como mencionei no [Esc. Prop. 56](356sc))_ não têm contrário. Pois a Modéstia é uma espécie de Ambição, vide a respeito o [Esc. Prop. 29](329sc) e a Temperança, a Sobriedade e a Castidade indicam a potência da Mente e não paixões, como já observei. E embora seja possível que um homem avaro, ambicioso ou tímido se abstenha de comida, bebida ou coito, a Avareza, a Ambição e o Temor não são contrários à gula, à embriaguez e à lubricidade. Pois quem é avaro normalmente deseja a comida e a bebida alheias. Já o Ambicioso, conquanto espere não ser descoberto, não se moderará em nada e se viver entre bêbados e lascivos, será especia mente propenso a estes vícios, justamente por ser ambicioso. O Medroso, finalmente, faz o que não quer, e permanece avaro mesmo que seja capaz de jogar ao mar suas riquezas para evitar a morte, do mesmo modo como o lascivo não deixa de ser lascivo só porque está triste de não poder satisfazer-se. E em geral tais afetos não dizem respeito tanto ao ato de comer, beber, etc. quanto ao Apetite e ao Amor. Por conseguinte, só podemos opor tais afetos à Generosidade e à Firmeza, dos quais falaremos na seqüência. \nPasso em silêncio sobre as definições de Ciúme de outras flutuações da alma que se originam da composição dos afetos que já definimos, mesmo porque muitos sequer têm nomes, o que mostra que para o uso prático é suficiente conhecê-los de forma geral. De resto, das Definições de afetos que explicamos está claro que todos se originam do Desejo, da Alegria ou da Tristeza, ou melhor, que eles não podem ser outra coisa que não estes três, que costumamos chamar de nomes variados, de acordo com suas relações diversas e denominações extrínsecas. Se agora quisermos atentar a estes três afetos primitivos e ao que dissemos acima sobre a natureza da Mente, podemos definir os afetos enquanto se referem apenas à natureza da Mente." + } + ] + }, + { + "id": "3agd", + "title": "AFFECTUUM GENERALIS DEFINITIO.", + "text": "O Afeto, que chamamos de Paixão da alma, é uma idéia confusa pela qual a Mente afirma uma força de existir, do Corpo ou de suas partes, maior ou menor que antes e que, uma vez dada, pode determinar a própria Mente a pensar isto ou aquilo.", + "childs": [ + { + "id": "3agde", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Digo primeiramente que o Afeto ou paixão é uma _idéia confusa_. Pois mostramos que a Mente padece _(vide a [Prop. 3](303))_ quando tem idéias inadequadas ou confusas. Digo também, _pela qual a Mente afirma uma força de existir do Corpo ou de suas partes maior ou menor_. Todas as idéias de corpos que temos, indicam mais o estado atual de nosso Corpo _(pelo [Corol. 2 Prop. 16](216c2) p. II)_ que a natureza dos corpos externos. Mas [a idéia] que constitui a forma do afeto, deve indicar ou exprimir o estado do Corpo ou de alguma de suas partes, enquanto aumenta ou diminui, ajuda ou limita a potência de agir ou de existir. Mas note-se que quando digo com _uma força de existir maior ou menor que antes_, não entendo que Mente compare o estado presente do Corpo ao pretérito, mas que a idéia que constitui a forma do afeto, afirma do corpo algo que envolve mais ou menos realidade do que antes. E, como a essência da Mente consiste em _(pelas Prop. [11](211) e [13](213) da Parte II)_ afirmar a existência atual do Corpo, e como entendemos por perfeição a própria existência de uma coisa, segue-se que a Mente passa a uma perfeição maior ou menor quando acontece de afirmar, do corpo ou de uma de suas partes, algo que envolve maior ou menor realidade do que antes. Quando disse mais acima que a Mente aumenta ou diminui a potência de pensar, quis entender apenas que a Mente formou uma idéia de seu Corpo, ou de uma de suas partes, que exprime mais ou menos realidade do que antes tinha afirmado do Corpo. Pois a excelência das idéias e a potência atual de pensar são estimadas a partir excelência dos objetos. Acrescentei, finalmente, que, uma vez dada, _pode determinar a própria Mente a pensar isto ou aquilo_, para exprimir, além da natureza da Alegria e da Tristeza, que já era explicada pela primeira parte da definição, também a natureza do Desejo." + }, + { + "title":"_Fim da Terceira Parte._", + "type":"filet" + } + ] + } + ] + }, + { + "index": 4, + "id": "P4", + "title": "_Quarta Parte_, SOBRE a Servidão Humana, _nou_ sobre a FORÇA dos Afetos", + "enonces": [ + { + "id": "4pr", + "title": "PRÆFATIO", + "text": "_Chamo de Servidão a impotência humana em moderar ou limitar os afetos, pois o homem que está submetido aos afetos não depende de si, mas está sob o poder da fortuna, a ponto de frequentemente ser coagido a fazer o pior para si, mesmo vendo o melhor. Me proponho a demonstrar nesta Parte a causa de tal situação e também o que há de bom ou de mau nos afetos. Mas antes de começar, convém falar um pouco, como prefácio, sobre a perfeição e a imperfeição, o bem e o mal. \nQuem decidiu fazer algo e agiu até que a coisa estivesse feita por inteiro (perfecit), diz que a coisa está perfeita (perfectam) e diz o mesmo quem sabe, ou acredita saber, o que o Autor tinha em mente e qual o objetivo da obra. Por exemplo, se alguém vê uma obra (que suponho não estar completa) e sabe que o objetivo do autor era construir uma casa, dirá que a casa está imperfeita. Ao contrário, dirá que ela está perfeita se vê que a obra alcançou o fim que o autor tinha decidido. Mas se alguém vê uma obra sem nunca antes ter visto outra Semelhante e se ignora o que o artífice tinha em mente, não pode saber se a obra está perfeita ou imperfeita. Esta parece ter sido a significação primeira de tais vocábulos. Porém, depois que os homens começaram a formar idéias universais de casas, edifícios, torres, etc., e começaram a preferir alguns modelos a outros, eles passaram a chamar de perfeito o que vêem convir com a idéia universal que formaram da coisa. Ao contrário, [passaram a chamar de] imperfeito aquilo que vêem convir menos com o com o seu modelo, ainda que, segundo a concepção do artífice, estivesse perfeitamente acabado. E não se vê outra razão para que as coisas naturais, que sem dúvida não foram feitas pela mão humana, sejam chamadas pelo vulgo de perfeitas ou imperfeitas. Pois os homens costumam formar idéias universais tanto das coisas naturais quanto das artificiais e as têm como modelos para as coisas. E eles crêem que a natureza (que eles estimam agir somente com vistas a um fim) os vê e os propõe a si mesma modelos. Quando vêem algo na natureza que convém menos com o conceito modelo que têm de uma coisa, crêem que a natureza falhou ou pecou e que ela deixou imperfeita a coisa. Vemos assim que os homens se habituaram a chamar as coisas naturais de perfeitas ou imperfeitas mais por preconceito do que por verdadeiro conhecimento. Mostramos, de fato, no [Apêndice](1app) da Primeira Parte, que a Natureza não age com vistas a um fim, pois o Ente eterno e infinito que chamamos de Deus ou Natureza age com a mesma necessidade com que existe. Com efeito, mostramos que é mesma a necessidade da natureza que ele existe e que age_ ([Prop. 16](116), p. I). _A razão ou causa pela qual Deus ou a Natureza age e existe, é pois, uma só e mesma. Logo, assim como ele não existe com vistas a nenhum fim, não age com vistas a nenhum fim; assim como não tem nem princípio nem fim para existir, não tem nem princípio nem fim para agir. Mas o que se diz ser uma causa final é apenas o apetite humano, enquanto é considerado como princípio ou causa primária de uma coisa. Por exemplo, quando dizemos que a causa final desta ou daquela casa foi a habitação, entendemos apenas, na verdade, que um homem que imaginou uma vida doméstica cômoda, teve o apetite de construir uma casa. Donde a habitação, enquanto considerada como causa final é apenas um apetite singular, que é, na verdade, uma causa eficiente que só é considerada como causa primeira por que os homens normalmente ignoram as causas de seus apetites. Por outro lado, conto os ditos populares de que a natureza falha, peca, e produz coisas imperfeitas, entre as ficções que tratei no [Apêndice](1app) da Parte I. Assim, a perfeição e a imperfeição são apenas modos de pensar ou noções que forjamos habitualmente ao comparar entre si indivíduos de mesma espécie ou gênero. É por isso que disse mais acima ([Defin. 6](2d6), p. II), que por perfeição e realidade entendo a mesma coisa, pois temos o hábito de remeter todos os indivíduos da Natureza a um gênero, que chamamos de generalíssimo, isto é, à noção de ente, ao qual absolutamente todos os indivíduos da Natureza pertencem. Portanto, é quando remetemos todos os indivíduos da Natureza a tal gênero e encontramos mais entidade, ou mais realidade, em uns do que em outros, que dizemos que uns são mais perfeitos do que outros. Mas quando atribuímos a alguns deles algo envolvendo negatividade, término, finalidade impotência, então os chamamos de imperfeitos – e isto porque não afetam nossa Mente do mesmo modo que aqueles que chamamos perfeitos e não porque lhes falte algo do que é seu, ou porque a Natureza tenha pecado. Pois pertence à natureza de uma coisa apenas aquilo que se segue da necessidade da natureza da causa eficiente e tudo o que se segue necessariamente da natureza da causa eficiente ocorre necessariamente. \nNo que diz respeito ao bem e ao mal, eles tampouco indicam algo de positivo nas coisas consideradas em si e são apenas modos de pensar ou noções que formamos ao compararmos as coisas entre si. Pois uma coisa pode ser ao mesmo tempo boa, má ou indiferente. Por exemplo, a música é boa para o Melancólico, má para o aflito e nem boa nem má para o surdo. Porém, embora as coisas sejam assim, nós ainda temos que preservar estes vocábulos. Pois como desejamos formar uma idéia de homem e, por assim dizer, ter em vista um modelo de natureza humana, é útil para nós conservar estes vocábulos no sentido em que disse. Assim, por bem entendo o que sabemos com certeza ser um meio para nos aproximarmos, cada vez mais, do modelo de natureza humana a que nos propomos. E por mal [entendo] aquilo que sabemos com certeza impedir que reproduzamos tal modelo. Donde dizemos que os homens são mais perfeitos ou menos perfeitos conforme se aproximem mais ou menos deste modelo. Pois é preciso notar que quando digo que alguém passa de uma perfeição menor a uma maior e vice-versa, não entendo que uma essência, ou forma, se transforme em outra (um cavalo, por exemplo, é destruído tanto quando se transforma em um homem como quando se transforma em um inseto), mas sim que concebemos que a própria potência de agir, enquanto entendida pela própria natureza [da coisa], aumenta ou diminui. Finalmente, por perfeição entendo em geral a realidade, como já disse, isto é, a própria essência de uma coisa, enquanto existe e opera de certo modo, sem ter em conta sua duração. Pois nenhuma coisa singular pode ser dita mais perfeita por perseverar na existência por mais tempo. Isto porque a duração das coisas não pode ser determinada por sua essência e a essência das coisas não envolve um tempo certo e determinado de existência, mas que uma coisa qualquer, seja ela mais ou menos perfeita, pode perseverar na existência com a mesma força que começou a existir, de sorte que nisso todas as coisas são iguais._", + "childs": [] + }, + { + "title":"DEFINIÇÕES", + "type":"title" + }, + { + "id": "4d1", + "title": "I.", + "text": "Por bem entenderei o que sabemos com certeza nos ser útil.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d2", + "title": "II.", + "text": "Por mal, por seu turno, [entendo] o que sabemos com certeza nos impedir de possuir um algo de bom. \n \nSobre isto ver o final do [Prefácio](4pr).", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d3", + "title": "III. C", + "text": "amo as coisas singulares de contingentes, quando não encontramos em sua essência nada que ponha necessariamente sua existência nem nada que possa excluí-la.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d4", + "title": "IV. C", + "text": "amo as coisas singulares de possíveis, quando a partir do exame das causas que devem produzi-las, não sabemos se elas estão determinadas a produzi-las. \n \nNo [Esc. 1 Prop. 33](133sc1), p. I, não fiz diferença entre possível e contingente, pois ali não era preciso distingui-los de forma acurada.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d5", + "title": "V.", + "text": "Por afetos contrários entenderei, na seqüência, os que arrastam o homem em diversas direções e que, mesmo sendo do mesmo gênero – como a gula e a avareza, que são espécies de amor – não são contrários por natureza, mas por acidente.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d6", + "title": "VI. Expli", + "text": "uei o que entendo por afetos em relação a coisas futuras, presentes ou passadas nos Esc. [1](318sc1) e [2](318sc2) da Prop. 18 p. III, que devem ser consultados. \n \nMas cabe notar aqui, que não podemos imaginar distintamente as distâncias temporais, bem como as de lugar, para além de certo limite. Isto é, costumamos imaginar que todos os objetos distando de nós de mais de duzentos pés, ou cuja distância do lugar em que estamos superam o que conseguimos imaginar distintamente, parecem distar igualmente de nós, como se eles estivessem no mesmo plano. Também imaginamos que os objetos cujo tempo de existência se distancia do presente com um intervalo maior do que costumamos imaginar distintamente, estão igualmente distantes do presente e os referimos quase a um mesmo momento no tempo.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d7", + "title": "VII.", + "text": "Por fim pelo qual fazemos uma coisa entendo o apetite.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d8", + "title": "VIII.", + "text": "Por virtude e potência entendo a mesma coisa, isto é _(pela [Prop. 7](307), p. III)_, que a virtude, quando se refere ao homem, é sua própria essência ou natureza, enquanto ela tem o poder de fazer coisas que só podem ser entendidas pelas leis de sua própria natureza.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4a", + "title": "AXIOMA", + "text": "Não há na natureza nenhuma coisa singular que não exista outra, mais potente ou mais forte do que ela. Ao contrário, para qualquer coisa, há outra mais potente, pela qual ela pode ser destruída.", + "childs": [] + }, + { + "id": "401", + "title": "PROPOSIÇÃO 1", + "text": "_Não há nada de positivo na idéia falsa que possa ser destruído pela presença do verdadeiro, enquanto verdadeiro._", + "childs": [ + { + "id": "401d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A falsidade consiste apenas na privação do conhecimento que as idéias inadequadas envolvem _(pela [Prop. 35](235), p. II)_, e estas não têm nada de positivo que possa fazer com sejam ditas falsas _(pela [Prop. 33](233), p. II)_, mas por outro lado elas são verdadeiras, enquanto se referem a Deus _(pela [Prop. 32](232), p. II)_. Assim, se aquilo que a de positivo na idéia falsa fosse destruído pela presença do verdadeiro, enquanto verdadeiro, uma idéia verdadeira seria destruída por ela mesma o que _(pela [Prop. 4](304), p. III)_ é absurdo. Logo, não há nada de positivo, etc. QED." + }, + { + "id": "401sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Esta Proposição pode ser entendida com maior clareza do [Corol. 2 Prop. 16](216c2), p. II. Pois a imaginação é uma idéia que indica mais o estado presente do Corpo humano que a natureza dos corpos externos, porém não de forma distinta e sim confusa – e é por isso se diz que a Mente erra. Por exemplo, quando vemos o sol e imaginamos que ele dista de nós cerca de duzentos pés, falhamos apenas enquanto ignoramos a verdadeira distância. Uma vez conhecida a distância, o erro é destruído, porém não a imaginação, isto é, a idéia de Sol, cuja natureza só é explicada na medida em que nosso corpo é afetado por ele. Donde, ainda que saibamos a verdadeira distância do sol, ainda o imaginaremos como se estivesse próximo de nós. Pois dissemos, no [Esc. Prop. 35](235sc) p. II, que a causa de imaginarmos o sol próximo a nós não está em ignorarmos a verdadeira distância, mas em que a Mente concebe o tamanho do sol conforme nosso Corpo é afetado por ele. Assim, quando os raios do sol incidem sobre a superfície da água e se refletem para nossos olhos, o imaginamos como se estivesse dentro d’água mesmo que saibamos qual a sua verdadeira localização. E o mesmo ocorre com as demais imaginações pelas quais a Mente falha – ainda que indiquem, ou um estado natural do Corpo, ou um aumento ou diminuição de sua potência de agir – pois elas não são contrárias à verdade, nem se desvanecem em sua presença. Acontece, certamente, que quando tememos erroneamente um mal, o temor desvanece quando ouvimos o anúncio da idéia verdadeira. Mas também acontece o contrário, quando tememos um mal que certamente virá e o temor se desvanece ao ouvirmos um falso anúncio. Portanto, as imaginações não desvanecem na presença do verdadeiro enquanto verdadeiro, mas porque ocorrem outras mais fortes que excluem a existência presente da coisa que imaginamos, como mostramos na [Prop. 17](217) p. II." + } + ] + }, + { + "id": "402", + "title": "PROPOSIÇÃO 2", + "text": "_Nós padecemos na medida em que somos uma parte da natureza que não pode ser concebida por si e sem as outras._", + "childs": [ + { + "id": "402d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Dizemos que padecemos quando algo se origina em nós de que somos apenas causa parcial _(pela [Defin. 2](3d2), p. III)_, isto é _(pela [Defin. 1](3d1), p. III)_, algo que não pode ser deduzido apenas das leis de nossa natureza. Portanto, padecemos na medida em que somo uma parte da Natureza que não pode ser concebida sem as outras. QED." + } + ] + }, + { + "id": "403", + "title": "PROPOSIÇÃO 3", + "text": "_A força com que o homem persevera na existência é limitada e é infinitamente superada pela potência das causas externas._", + "childs": [ + { + "id": "4p3-d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "É evidente do [Axioma](4a) acima. Pois dado um homem, há outro, digamos A, que é mais potente. Dado A, há outro, digamos B, que é mais potente que A, e assim ao infinito. Portanto, a potência de um homem é determinada por outras coisas e é superada infinitamente pela potência das causas externas." + } + ] + }, + { + "id": "404", + "title": "PROPOSIÇÃO 4", + "text": "_Não pode ocorrer que o homem não seja parte da Natureza. Ele não pode sofrer apenas as mudanças que possam ser entendidas apenas de sua natureza e das quais ele é causa adequada._", + "childs": [ + { + "id": "404d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A potência pela qual as coisas singulares, e consequentemente o homem, conservam seu ser é a própria potência de Deus ou da Natureza _(pelo [Corol. Prop. 24](124c), p. I)_, não enquanto ela é infinita, mas enquanto ela pode ser explicada pela essência humana atual _(pela [Prop. 7](307), p. III)_. Assim, a potência do homem, enquanto se explica por sua própria essência atual, é uma parte da potência infinita de Deus ou da Natureza, isto é _(pela [Prop. 34](134), p. I)_, de sua essência. Isto era o primeiro ponto. Se fosse possível que o homem não padecesse de nenhuma mudança senão as que podem ser entendidas apenas de natureza de tal homem, seguir-se-ia _(pelas Prop. [4](304) e [6](306), p. III)_ que ele não poderia morrer, mas deveria existir necessariamente. E isto deveria se seguir de uma causa cuja potência seria ou finita ou infinita: ou apenas da potência do homem, que poderia remover quaisquer as mudanças originadas de causas externas ; ou da potência infinita da Natureza, pela qual seriam dirigidas todas as coisas singulares de forma que o homem não pudesse padecer de nenhuma mutação que não servisse à sua conservação. Mas a primeira [alternativa] _(pela [Prop. precedente](403), cuja demonstração é universal e pode ser aplicada a todas as coisas singulares)_ é absurda. Logo, se fosse possível que o homem só padecesse de mutações que pudessem ser entendidas apenas pela natureza deste homem e, consequentemente (como já mostramos), se ele existisse necessariamente, isto se seguiria da potência infinita de Deus e, portanto _(pela [Prop. 16](116), p. I)_, da necessidade da natureza divina, enquanto considerada como afetada pela idéia de um certo homem, deveria ser deduzida toda a ordem da Natureza, enquanto concebida seja sob o atributo Extensão, seja sob o atributo Pensamento. Mas disso se seguiria _(pela [Prop. 21](121), p. I)_ que o homem seria infinito, o que _(pela primeira parte desta demonstração)_ é absurdo. Assim, não é possível que o homem não sofra mudanças além das que ele é causa adequada. QED." + }, + { + "id": "404c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Disso se segue que o homem está sempre sujeito às paixões, que ele segue a ordem comum da Natureza e a obedece e se acomoda a ela na medida em que a natureza exige." + } + ] + }, + { + "id": "405", + "title": "PROPOSIÇÃO 5", + "text": "_A força, o crescimento e a perseverança no ser de qualquer paixão, não se definem pela potência pela qual nós nos esforçamos por perseverar no existir, mas pela potência das causas externas comparadas à nossa._", + "childs": [ + { + "id": "405d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A essência das paixões não pode ser explicada apenas por nossa essência _(pelas Def. [1](3d1) e [2](3d2), p. III)_, isto é _(pela [Prop. 7](307), p. III)_ a potência das paixões não se define pela potência pela qual nos esforçamos em perseverar em nosso ser, mas _(como é mostrado pela [Prop. 16](216), p. II)_ deve necessariamente ser definida pela potência das causas externas comparadas à nossa. QED." + } + ] + }, + { + "id": "406", + "title": "PROPOSIÇÃO 6", + "text": "_A força de uma paixão ou afeto pode superar as outras ações do homem, ou sua potência, de modo que o afeto permaneça firmemente aderido ao homem._", + "childs": [ + { + "id": "406d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "A força e o crescimento de uma paixão qualquer e sua perseverança no existir, se definem pela potência da causa externa comparada à nossa _(pela [Prop. precedente](405))_ e _(pela [Prop. 3](403))_ pode superar a potência do homem. QED." + } + ] + }, + { + "id": "407", + "title": "PROPOSIÇÃO 7", + "text": "_Um afeto só pode ser limitado ou destruído por um afeto contrário e mais forte do que o afeto a ser limitado._", + "childs": [ + { + "id": "407d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Um afeto, enquanto se refere à Mente, é uma idéia pela qual a Mente afirma uma força de existir maior ou menor de seu corpo _(pela [Definição Geral dos Afetos](3agde), que pode ser encontrada ao fim da Parte III)_. Portanto, quando a Mente é atormentada por algum afeto, o Corpo é afetado simultaneamente por uma afecção que aumenta ou diminui sua potência de agir. Em seguida, esta afecção do Corpo _(pela [Prop. 5](405))_ recebe sua força de perseverar em seu ser de sua própria causa, e esta só pode ser limitada ou destruída por uma causa corpórea _(pela [Prop. 6](206), p. II)_ que afete o Corpo com uma afecção contrária _(pela [Prop. 5](405), p. III)_ e mais forte _(pelo [Axiom.](4a))_. Assim, a Mente será afetada _(pela [Prop. 12](212), p. II)_ de uma idéia de afecção mais forte e contrária à primeira, isto é _(pela [Def. Ger. Afetos(3agde))_, a Mente será afetada de um afeto mais forte e contrário ao primeiro e que exclui ou destrói a existência do primeiro. Assim, um afeto só pode ser destruído, ou limitado, por um afeto contrário e mais forte. QED." + }, + { + "id": "407c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Um afeto, enquanto se refere à Mente, só pode ser limitado ou destruído, por uma idéia de uma afecção do Corpo contrária e mais forte do que a afecção de que padecemos. Pois o afeto de que padecemos só pode ser limitado ou destruído por um afeto mais forte e contrário _(pela [Prop. preced.](407))_, isto é _(pela [Def. Ger. Afetos](3agde))_, pela idéia de uma afecção do Corpo mais forte e contrária do que a afecção de que padecemos." + } + ] + }, + { + "id": "408", + "title": "PROPOSIÇÃO 8", + "text": "_O conhecimento do bem e do mal é apenas o afeto de Alegria ou Tristeza, enquanto temos consciência dele._", + "childs": [ + { + "id": "408d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Chamamos de bem e de mal o que é respectivamente benéfico e maléfico para a conservação de nosso ser _(pelas Defin. [1](4d1) e [2](4d2))_, isto é _(pela [Prop. 7](307), p. III)_, aquilo que aumenta ou diminui, ajuda ou limita nossa potência de agir. Assim, quando _(pelas definições de Alegria e Tristeza em [Esc. Prop. 11](311sc), p. III)_ percebemos que alguma coisa nos afeta de Alegria ou de Tristeza, a chamamos de boa ou de má. Portanto, o conhecimento do bem e do mal é apenas a idéia de Alegria ou de Tristeza que se segue necessariamente ao próprio afeto de Alegria ou de Tristeza _(pela [Prop. 22](222), p. II)_. Mas esta idéia está unida ao afeto do mesmo modo como a Mente está unida ao Corpo _(pela [Prop. 21](221), p. II)_, isto é _(como foi mostrado no [Esc.](221sc) da referida Prop.)_, esta idéia não se distingue verdadeiramente do próprio afeto, ou _(pela [Def. Ger. Afetos](3agde))_ da idéia de uma afecção do corpo, senão no seu conceito. Logo, este conhecimento do bem e do mal é somente o próprio afeto, enquanto somos conscientes dele. QED." + } + ] + }, + { + "id": "409", + "title": "PROPOSIÇÃO 9", + "text": "_Um afeto, cuja causa imaginamos presente é mais forte do que um afeto cuja causa imaginamos não estar presente._", + "childs": [ + { + "id": "409d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Uma imaginação é uma idéia pela qual a Mente contempla uma coisa como presente _(vide sua Def. no [Esc. Prop. 17](217sc), p. II)_ e que indica mais o estado do Corpo humano do que a natureza das coisas externas _(pelo [Corol. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_. Assim, um afeto _(pela [Def. Ger. Afetos](3agde))_ é uma imaginação, na medida em que ela indica o estado do corpo. Mas uma imaginação _(pela [Prop. 17](217), p. II)_ é mais intensa quando não imaginamos nada que exclua a presença da coisa externa. Logo, um afeto, cuja causa imaginamos presente, é mais forte, ou mais intenso, do que um afeto cuja causa imaginamos não estar presente. QED." + }, + { + "id": "409sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Quando disse acima na [Proposição 18](318) da Parte III, que nós somos afetados pela imagem de uma coisa futura ou passada com o mesmo afeto que se a imaginássemos presente, adverti expressamente que isto é verdade somente enquanto atentamos à própria imagem da coisa. De fato, ela tem a mesma natureza, quer imaginemos a coisa como presente ou não. Porém, não neguei que esta imagem fica mais fraca quando contemplamos como presentes outras coisas que excluem a existência presente da coisa futura. E deixei de assinalá-lo, porque havia me proposto tratar da força dos afetos nesta Parte." + }, + { + "id": "409c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "A imagem de uma coisa futura ou passada, isto é, de uma coisa que contemplamos com relação ao tempo futuro ou passado, excluído o presente, é, tudo o mais igual, mais débil do que a imagem de uma coisa presente. Consequentemente, o afeto com relação a uma coisa futura ou passada é, tudo o mais igual, mais fraco do que o afeto com relação a uma coisa presente." + } + ] + }, + { + "id": "410", + "title": "PROPOSIÇÃO 10", + "text": "_Somos afetados mais intensamente com relação a uma coisa futura que imaginamos acontecerá em breve, do que se imaginassemos que o tempo de sua existência ainda está longe do presente. E a memória de uma coisa que imaginamos ter ocorrido há pouco nos afeta mais intensamente do que se imaginassemos que ela ocorreu há muito._", + "childs": [ + { + "id": "410d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando imaginamos que uma coisa vai acontecer em breve, ou aconteceu há pouco, imaginamos algo que exclui menos a presença da coisa do que se imaginássemos seu tempo de existir estivesse como distante do presente, ou há muito ocorrido _(como é evidente)_. Assim _(pela [Prop. preced.](409))_, somo afetados mais intensamente com relação a ela. QED." + }, + { + "id": "410sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "Do que assinalamos na [Definição 6](4d6), se segue que somos afetados com uma intensidade igualmente fraca por objetos que estão mais distantes do presente do que podemos determinar com a imaginação, mesmo se entendemos que tais objetos distam entre si de um longo intervalo de tempo." + } + ] + }, + { + "id": "411", + "title": "PROPOSIÇÃO 11", + "text": "_Um afeto com relação a uma coisa que imaginamos como necessária é, tudo mais igual, mais intenso do que com relação a uma coisa possível, ou contingente, ou não necessária._", + "childs": [ + { + "id": "411d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando imaginamos que uma é necessária, afirmamos sua existência e, ao contrário, negamos sua existência quando imaginamos que ela não é necessária _(pelo [Esc. Prop. 33](133sc1) p.I)_. Portanto _(pela [Prop. 9](409))_, um afeto com relação a uma coisa necessária é, tudo mais igual, mais intenso do que com relação a uma coisa não necessária. QED." + } + ] + }, + { + "id": "412", + "title": "PROPOSIÇÃO 12", + "text": "_Um afeto com relação a uma coisa que sabemos não existir no presente, mas que imaginamos como possível, é, tudo mais igual, mais intenso do que com relação a uma coisa contingente._", + "childs": [ + { + "id": "412d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando imaginamos uma coisa como contingente, não somos afetados da imagem de nenhuma outra coisa que ponha a existência da coisa _(pela [Defin. 3](4d3))_. Mas, ao contrário (por hipótese) nós imaginamos certas [coisas] que excluem sua existência presente. Quando imaginamos que uma coisa é possível no futuro, imaginamos algo que põe sua existência _(pela [Defin. 4](4d4))_, isto é _(pela [Prop. 18](318), p. III)_, que acalenta a Esperança ou o Medo. Por isso um afeto com relação a uma coisa possível é mais veemente. QED." + }, + { + "id": "412c", + "type": "COROLÁRIO", + "text": "Um afeto com relação a uma coisa que sabemos não existir no presente e que imaginamos como contingente é muito mais fraco do que se imaginássemos que a coisa está presente diante de nós." + }, + { + "id": "412cd", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Um afeto com relação a uma coisa que imaginamos existir no presente é mais intenso do que se a imaginássemos no futuro _(pelo [Corol. Prop. 9](409c))_ e muito mais veemente do que se imaginássemos do que se o imaginássemos em um tempo futuro muito distante do presente _(pela [Prop. 10](410))_. Portanto, o afeto com relação a uma coisa cujo tempo de existência está muito longe do presente é muitíssimo mais fraco do que se a imaginássemos presente e, no entanto _(pela [Prop. preced.](412))_, ele é mais intenso do que se imaginássemos a coisa como presente. Portanto, um afeto com relação a uma coisa contingente é muito mais fraco do que se a imaginássemos presente. QED." + } + ] + }, + { + "id": "413", + "title": "PROPOSIÇÃO 13", + "text": "_Um afeto com relação a uma coisa contingente, que sabemos não existir no presente, é, tudo mais igual, mais fraco do que um afeto com relação a uma coisa passada._", + "childs": [ + { + "id": "413d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Quando imaginamos uma coisa como contingente, não somos afetados por nenhuma imagem de outra coisa que ponha sua existência _(pela [Defin. 3](4d3))_, mas, ao contrário, (segundo a hipótese) imaginamos algo, que exclui sua existência presente. No entanto, quando a imaginamos em um tempo passado, supõe-se que imaginamos algo que a traz à memória ou que inspira a imagem da coisa _(vide [Prop. 18](218) p. II, com seu [Escólio](218sc))_ e, portanto, a contemplamos como se estivesse presente _(pelo [Corol. Prop. 17](217sc), p. II)_. Assim _(pela [Prop. 9](409))_ o afeto com relação a uma coisa contingente, que sabemos não existir no presente, é, tudo mais igual, mais fraco do que um afeto com relação a uma coisa passada. QED." + } + ] + }, + { + "id": "414", + "title": "PROPOSIÇÃO 14", + "text": "_O conhecimento verdadeiro do bem e do mal, enquanto verdadeiro, não pode limitar nenhum afeto, mas apenas enquanto for considerado apenas como um afeto._", + "childs": [ + { + "id": "414d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "Um afeto é uma idéia pela qual a Mente afirma uma força de existir do Corpo maior ou menor do que antes _(pela [Def. Ger. Afetos](3agde))_. Como _(pela [Prop. 1](401))_, nada pode haver nela de positivo que possa ser destruído pela presença do verdadeiro, então o conhecimento verdadeiro do bem e do mal não pode, enquanto verdadeiro, limitar nenhum afeto. Mas, enquanto ele é um afeto _(vide [Prop. 8](408))_, poderá limitar outro afeto, mas somente na medida em que _(pela [Prop. 7](407))_, for mais forte do que o afeto a ser limitado. QED." + } + ] + }, + { + "id": "415", + "title": "PROPOSIÇÃO 15", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "415d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "416", + "title": "PROPOSIÇÃO 16", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "416d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "417", + "title": "PROPOSIÇÃO 17", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "417d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + }, + { + "id": "417sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "418", + "title": "PROPOSIÇÃO 18", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "418d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + }, + { + "id": "418sc", + "type": "ESCÓLIO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "419", + "title": "PROPOSIÇÃO 19", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "419d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + "text": "" + } + ] + }, + { + "id": "420", + "title": "PROPOSIÇÃO 20", + "text": "", + "childs": [ + { + "id": "420d", + "type": "DEMONSTRAÇÃO", + 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"index":0, - "id":"intro", - "text": "ETHICS \nDemonstrated in Geometrical Order \n_AND_ \n_divided into five Parts_ \n_which treat of,_" - }, - { - "index": 1, - "id": "p1", - "title": "_Part I._ CONCERNING GOD.", - "enonces": [ - { - "title":"DEFINITIONS", - "type":"title" - }, - { - "id": "1d1", - "title": "I.", - "text": "By that which is self-caused, I mean that of which the essence involves existence, or that of which the nature is only conceivable as existent.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d2", - "title": "II.", - "text": "A thing is called finite after its kind, when it can be limited by another thing of the same nature ; for instance, a body is called finite because we always conceive another greater body. So, also, a thought is limited by another thought, but a body is not limited by thought, nor a thought by body.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d3", - "title": "III.", - "text": "By substance, I mean that which is in itself, and is conceived through itself: in other words, that of which a conception can be formed independently of any other conception.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d4", - "title": "IV.", - "text": "By attribute, I mean that which the intellect perceives as constituting the essence of substance.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d5", - "title": "V.", - "text": "By mode, I mean the modifications^[_Affectiones_] of substance, or that which exists in, and is conceived through, something other than itself.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d6", - "title": "VI.", - "text": "By God, I mean a being absolutely infinite-that is, a substance consisting in infinite attributes, of which each expresses eternal and infinite essentiality.", - "childs": [ - { - "id": "1d6e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "I say absolutely infinite, not infinite after its kind: for, of a thing infinite only after its kind, infinite attributes may be denied ; but that which is absolutely infinite, contains in its essence whatever expresses reality, and involves no negation." - } - ] - }, - { - "id": "1d7", - "title": "VII.", - "text": "That thing is called free, which exists solely by the necessity of its own nature, and of which the action is determined by itself alone. On the other hand, that thing is necessary, or rather constrained, which is determined by something external to itself to a fixed and definite method of existence or action.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d8", - "title": "VIII.", - "text": "By eternity, I mean existence itself, in so far as it is conceived necessarily to follow solely from the definition of that which is eternal.", - "childs": [ - { - "id": "1d8e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Existence of this kind is conceived as an eternal truth, like the essence of a thing, and, therefore, cannot be explained by means of continuance or time, though continuance may be conceived without a beginning or end." - } - ] - }, - { - "title":"AXIOMS", - "type":"title" - }, - { - "id": "1a1", - "title": "I.", - "text": "Everything which exists, exists either in itself or in something else.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a2", - "title": "II.", - "text": "That which cannot be conceived through anything else must be conceived through itself.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a3", - "title": "III.", - "text": "From a given definite cause an effect necessarily follows ; and, on the other hand, if no definite cause be granted, it is impossible that an effect can follow.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a4", - "title": "IV.", - "text": "The knowledge of an effect depends on and involves the knowledge of a cause.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a5", - "title": "V.", - "text": "Things which have nothing in common cannot be understood, the one by means of the other ; the conception of one does not involve the conception of the other.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a6", - "title": "VI.", - "text": "A true idea must correspond with its ideate or object.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a7", - "title": "VII.", - "text": "If a thing can be conceived as non-existing, its essence does not involve existence.", - "childs": [] - }, - { - "id": "101", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_Substance is by nature prior to its modifications._", - "childs": [ - { - "id": "101d", - "type": " Proof.", - "text": "This is clear from Definitions _[3](1d3)_ and _[5](1d5)_." - } - ] - }, - { - "id": "102", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_Two substances whose attributes are different, have nothing in common._", - "childs": [ - { - "id": "102d", - "type": " Proof.", - "text": "Also evident from _[Defin. 3](1d3)_. For each must exist in itself, and be conceived through itself ; in other words, the conception of one does not imply the conception of the other." - } - ] - }, - { - "id": "103", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_Things which have nothing in common cannot be one the cause of the other._", - "childs": [ - { - "id": "103d", - "type": " Proof.", - "text": "If they have nothing in common, it follows that one cannot be apprehended by means of the other _([Axiom 5](1a5))_, and, therefore, one cannot be the cause of the other _([Axiom 4](1a4))_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "104", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_Two or more distinct things are distinguished one from the other, either by the difference of the attributes of the substances, or by the difference of their modifications._", - "childs": [ - { - "id": "104d", - "type": " Proof.", - "text": "Everything which exists, exists either in itself or in something else _(by [Axiom 1](1a1))_, - that is _(by Defin. [3](1d3) and [5](1d5))_, nothing is granted in addition to the understanding, except substance and its modifications. Nothing is, therefore, given besides the understanding, by which several things may be distinguished one from the other, except the substances, or, in other words _(see [Defin. 4](1d4))_, their attributes and modifications. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "105", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_There cannot exist in the universe two or more substances having the same nature or attribute._", - "childs": [ - { - "id": "105d", - "type": " Proof.", - "text": "If several distinct substances be granted, they must be distinguished one from the other, either by the difference of their attributes, or by the difference of their modifications _([Prop.](104))_. If only by the difference of their attributes, it will be granted that there cannot be more than one with an identical attribute. If by the difference of their modifications -as substance is naturally prior to its modifications _([Prop. 1](101))_, -it follows that setting the modifications aside, and considering substance in itself, that is truly, _([Defin. 3](1d3) and [Axiom 6](1a6))_, there cannot be conceived one substance different from another, - that is (by [Prop.](104)), there cannot be granted several substances, but one substance only. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "106", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_One substance cannot be produced by another substance._", - "childs": [ - { - "id": "106d", - "type": " Proof.", - "text": "It is impossible that there should be in the universe two substances with an identical attribute _([Prop.](105))_, i. e., which have anything common to them both _([Prop.](102))_, and, therefore _([Prop.](103))_, one cannot be the cause of another, neither can one be produced by the other. Q.E.D." - }, - { - "id": "106c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that a substance cannot be produced by anything external to itself. For in the universe nothing is granted, save substances and their modifications _(as appears from [Axiom 1](1a1) and Defin. [3](1d3) and [5](1d5))_. Now _(by the last [Prop.](106))_ substance cannot be produced by another substance, therefore it cannot be produced by anything external itself. Q. E. D." - }, - { - "id": "106a", - "type": "_Another proof._", - "text": "This is shown still more readily by the absurdity of the contradictory. For, if substance be produced by an external cause, the knowledge of it would depend on the knowledge of its cause _([Axiom 4](1a4))_, and _(by [Defin. 3](1d3))_ it would itself not be substance." - } - ] - }, - { - "id": "107", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_Existence belongs to the nature of substance._", - "childs": [ - { - "id": "107d", - "type": " Proof.", - "text": "Substance cannot be produced by anything external _([Corollary, Prop. 6](106c))_, it must, therefore, be its own cause - that is, its essence necessarily involves existence, or existence belongs to its nature. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "108", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_Every substance is necessarily infinite._", - "childs": [ - { - "id": "108d", - "type": " Proof.", - "text": "There can be only one substance with an identical attribute _([Prop. 5](105))_, and existence follows from its nature _([Prop. 7](107))_ ; its nature, therefore, involves existence, either as finite or infinite. It does not exist as finite, for _(by [Defin. 2](1d2))_ it would then be limited by something else of the same kind, which would also necessarily exist _([Prop. 7](107))_ ; and there would be two substances with an identical attribute, which is absurd _([Prop. 5](105))_. It therefore exists as infinite. Q.E.D." - }, - { - "id": "108sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "As finite existence involves a partial negation, and infinite existence is the absolute affirmation of the given nature, it follows _(solely from [Prop. 7](107))_ that every substance is necessarily infinite." - }, - { - "id": "108sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "No doubt it will be difficult for those who think about things loosely, and have not been accustomed to know them by their primary causes, to comprehend the demonstration of _Prop._ 7](107d) : for such persons make no distinction between the modifications of substances and the substances themselves, and are ignorant of the manner in which things are produced ; hence they attribute to substances the beginning which they observe in natural objects. Those who are ignorant of true causes, make complete confusion - think that trees might talk just as well as men - that men might be formed from stones as well as from seed ; and imagine that any form might be changed into any other. So, also, those who confuse the two natures, divine and human, readily attribute human passions to the deity, especially so long as they do not know how passions originate in the mind. But, if people would consider the nature of substance, they would have no doubt about the truth of _[Prop. 7](107)_. In fact, this proposition would be a universal axiom, and accounted a truism. For, by substance, would be understood that which is in itself, and is conceived through itself - that is, something of which the conception requires not the conception of anything else ; whereas modifications exist in something external to themselves, and a conception of them is formed by means of a conception of the thing in which they exist. Therefore, we may have true ideas of non-existent modifications ; for, although they may have no _actual_ existence apart from the conceiving intellect, yet their essence is so involved in something external to themselves that they may through it be conceived. Whereas the only truth substances can have, external to the intellect, must consist in their existence, because they are conceived through themselves. Therefore, for a person to say that he has a clear and distinct - that is, a true - idea of a substance, but that he is not sure whether such substance exists, would be the same as if he said that he had a true idea, but was not sure whether or no it was false (a little consideration will make this plain) ; or if any one affirmed that substance is created, it would be the same as saying that a false idea was true - in short, the height of absurdity. It must, then, necessarily be admitted that the existence of substance as its essence is an eternal truth. And we can hence conclude by another process of reasoning - that there is but one such substance. I think that this may profitably be done at once ; and, in order to proceed regularly with the demonstration, we must premise: - 1. The true definition of a thing neither involves nor expresses anything beyond the nature of the thing defined. From this it follows that - 2. No definition implies or expresses a certain number of individuals, inasmuch as it expresses nothing beyond the nature of the thing defined. For instance, the definition of a triangle expresses nothing beyond the actual nature of a triangle: it does not imply any fixed number of triangles. - 3. There is necessarily for each individual existent thing a cause why it should exist. - 4. This cause of existence must either be contained in the nature and definition of the thing defined, or must be postulated apart from such definition. It therefore follows that, if a given number of individual things exist in nature, there must be some cause for the existence of exactly that number, neither more nor less. For example, if twenty men exist in the universe _(for simplicity's sake, I will suppose them existing simultaneously, and to have had no predecessors)_, and we want to account for the existence of these twenty men, it will not be enough to show the cause of human existence in general ; we must also show why there are exactly twenty men, neither more nor less: for a cause must be assigned for the existence of each individual. Now this cause cannot be contained in the actual nature of man, for the true definition of man does not involve any consideration of the number twenty. Consequently, the cause for the existence of these twenty men, and, consequently, of each of them, must necessarily be sought externally to each individual. Hence we may lay down the absolute rule, that everything which may consist of several individuals must have an external cause. And, as it has been shown already that existence appertains to the nature of substance, existence must necessarily be included in its definition ; and from its definition alone existence must be deducible. But from its definition _(as we have shown, Notes 2, 3)_, we cannot infer the existence of several substances ; therefore it follows that there is only one substance of the same nature. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "109", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_The more reality or being a thing has the greater the number of its attributes._", - "childs": [ - { - "id": "109d", - "type": " Proof.", - "text": "This is evident from _[Defin. 4](1d4)_." - } - ] - }, - { - "id": "110", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_Each particular attribute of the one substance must be conceived through itself._", - "childs": [ - { - "id": "110d", - "type": " Proof.", - "text": "An attribute is that which the intellect perceives of substance, as constituting its essence _([Defin. 4](1d4))_, and, therefore, must be conceived through itself _([Defin. 3](1d3))_. Q.E.D." - }, - { - "id": "110sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "It is thus evident that, though two attributes are, in fact, conceived as distinct - that is, one without the help of the other - yet we cannot, therefore, conclude that they constitute two entities, or two different substances. For it is the nature of substance that each of its attributes is conceived through itself, inasmuch as all the attributes it has have always existed simultaneously in it, and none could be produced by any other ; but each expresses the reality or being of substance. It is, then, far from an absurdity to ascribe several attributes to one substance : for nothing in nature is more clear than that each and every entity must be conceived under some attribute, and that its reality or being is in proportion to the number of its attributes expressing necessity or eternity and infinity. Consequently it is abundantly clear, that an absolutely infinite being must necessarily be defined, _([Defin. 6](1d6))_, as consisting in infinite attributes each of which expresses a certain eternal and infinite essence. If any one now ask, by what sign shall he be able to distinguish different substances, let him read the following propositions, which show that there is but one substance in the universe, and that it is absolutely infinite, wherefore such a sign would be sought for in vain." - } - ] - }, - { - "id": "111", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_God, or substance, consisting of infinite attributes, of which each expresses eternal and infinite essentiality, necessarily exists._", - "childs": [ - { - "id": "111d", - "type": " Proof.", - "text": "If this be denied, conceive, if possible, that God does not exist : then his essence _([Axiom 7](1a7))_ does not involve existence. But this _(by [Prop. 7](107)))_ is absurd. Therefore God necessarily exists. Q.E.D." - }, - { - "id": "111a1", - "type": "_Another proof._", - "text": "Of everything whatsoever a cause or reason must be assigned, either for its existence, or for its non-existence - _e.g._, if a triangle exist, a reason or cause must be granted for its existence ; if, on the contrary, it does not exist, a cause must also be granted, which prevents it from existing, or annuls its existence. This reason or cause must either be contained inthe nature of the thing in question, or be external to it. For instance, the reason for the non-existence of a square circle is indicated in its nature, namely, because it would involve a contradiction. On the other hand, the existence of substance follows also solely from its nature, inasmuch as its nature involves existence _(See [Prop. 7](107))_. But the reason for the existence of a triangle or a circle does not follow from the nature of those figures, but from the order of universal nature in extension. From the latter it must follow, either that a triangle necessarily exists, or that it is impossible that it should exist. So much is self-evident. It follows therefrom that a thing necessarily exists, if no cause or reason be granted which prevents its existence. If, then, no cause or reason can be given, which prevents the existence of God, or which destroys his existence, we must certainly conclude that he necessarily does exist. If such a reason or cause should be given, it must either be drawn from the very nature of God, or be external to him - that is, drawn from another substance of another nature. For if it were of the same nature, God, by that very fact, would be admitted to exist. But substance of another nature could have nothing in common with God _(by [Prop. 2](102))_, and therefore would be unable either to cause or to destroy his existence. As, then, a reason or cause which would annul the divine existence cannot be drawn from anything external to the divine nature, such cause must, perforce, if God does not exist, be drawn from God's own nature, which would involve a contradiction. To make such an affirmation about a being absolutely infinite and supremely perfect, is absurd ; therefore, neither in the nature of God ; nor externally to his nature, can a cause or reason be assigned which would annul his existence. Therefore, God necessarily exists. Q.E.D." - }, - { - "id": "111a2", - "type": "_Another proof._", - "text": "The potentiality of non-existence is a negation of power, and contrariwise the potentiality of existence is a power, as is obvious. If, then, that which necessarily exists is nothing but finite beings, such finite beings are more powerful than a being absolutely infinite, which is obviously absurd ; therefore, either nothing exists, or else a being absolutely infinite necessarily exists also. Now we exist either in ourselves, or in something else which necessarily exists _(see [Axiom 1](1a1) and [Prop. 7](107))._ Therefore a being absolutely infinite - in other words, God _([Defin. 6](1d6))_ - necessarily exists. Q.E.D." - }, - { - "id": "111sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "In this last proof, I have purposely shown God's existence _a posteriori_, so that the proof might be more easily followed, not because, from the same premises, God's existence does not follow _a priori_. For, as the potentiality of existence is a power, it follows that, in proportion as reality increases in the nature of a thing, so also will it increase its strength for existence. Therefore a being absolutely infinite, such as God, has from himself an absolutely infinite power of existence, and hence he does absolutely exist. Perhaps there will be many who will be unable to see the force of this proof, inasmuch as they are accustomed only to consider those things which flow from external causes. Of such things, they see that those which quickly come to pass - that is, quickly come into existence - quickly also disappear ; whereas they regard as more difficult of accomplishment - that is, not so easily brought into existence - those things which they conceive as more complicated. However, to do away with this misconception, I need not here show the measure of truth in the proverb, _\"What comes quickly, goes quickly,\"_ nor discuss whether, from the point of view of universal nature, all things are equally easy, or otherwise: I need only remark, that I am not here speaking of things, which come to pass through causes external to themselves, but only of substances which _(by [Prop. 6](106))_ cannot be produced by any external cause. Things which are produced by external causes, whether they consist of many parts or few, owe whatsoever perfection or reality they possess solely to the efficacy of their external cause, and therefore their existence arises solely from the perfection of their external cause, not from their own. Contrariwise, whatsoever perfection is possessed by substance is due to no external cause ; wherefore the existence of substance must arise solely from its own nature, which is nothing else but its essence. Thus, the perfection of a thing does not annul its existence, but, on the contrary, asserts it. Imperfection, on the other hand, does annul it ; therefore we cannot be more certain of the existence of anything, than of the existence of a being absolutely infinite or perfect - that is, of God. For inasmuch as his essence excludes all imperfection, and involves absolute perfection, all cause for doubt concerning his existence is done away, and the utmost certainty on the question is given. This, I think, will be evident to every moderately attentive reader." - } - ] - }, - { - "id": "112", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_No attribute of substance can be conceived from which it would follow that substance can be divided._", - "childs": [ - { - "id": "112d", - "type": " Proof.", - "text": "The parts into which substance as thus conceived would be divided, either will retain the nature of substance, or they will not. If the former, then _(by [Prop. 8](108))_ each part will necessarily be infinite, and _(by [Prop. 6](106))_ self-caused, and _(by [Prop. 5](105))_ will perforce consist of a different attribute, so that, in that case, several substances could be formed out of one substance, which _(by [Prop. 6](106))_ is absurd. Moreover, the parts _(by [Prop. 2](102))_ would have nothing in common with their whole, and the whole _(by [Defin. 4](1d4) and [Prop. 10](110))_ could both exist and be conceived without its parts, which everyone will admit to be absurd. If we adopt the second alternative - namely, that the parts will not retain the nature of substance - then, if the whole substance were divided into equal parts, it would lose the nature of substance, and would cease to exist, which _(by [Prop. 7](107))_ is absurd." - } - ] - }, - { - "id": "113", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_Substance absolutely infinite is indivisible._", - "childs": [ - { - "id": "113d", - "type": " Proof.", - "text": "If it could be divided, the parts into which it was divided would either retain the nature of absolutely infinite substance, or they would not. If the former, we should have several substances of the same nature, which _(by [Prop. 5](105))_ is absurd. If the latter, then substance absolutely infinite could cease to exist, which _(by [Prop. 11](111))_ is also absurd." - }, - { - "id": "113c", - "type": "COROLLARY", - "text": "It follows that no substance, and consequently no extended substance, in so far as it is substance, is divisible." - }, - { - "id": "113sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "The indivisibility of substance may be more easily understood as follows. The nature of substance can only be conceived as infinite, and by a part of substance, nothing else can be understood than finite substance, which (by [Prop. 8](108)) involves a manifest contradiction." - } - ] - }, - { - "id": "114", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_Besides God no substance can be granted or conceived._", - "childs": [ - { - "id": "114d", - "type": " Proof.", - "text": "As God is a being absolutely infinite, of whom no attribute that expresses the essence of substance can be denied _(by [Defin. 6](1d6))_, and he necessarily exists _(by [Prop. 11](111))_ ; if any substance besides God were granted it would have to be explained by some attribute of God, and thus two substances with the same attribute would exist, which _(by [Prop. 5](105))_ is absurd ; therefore, besides God no substance can be granted, or consequently, be conceived. If it could be conceived, it would necessarily have to be conceived as existent ; but this _(by the first part of this proof)_ is absurd. Therefore, besides God no substance can be granted or conceived. Q.E.D." - }, - { - "id": "114c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "Clearly, therefore : 1. God is one, that is (by [Defin. 6](1d6)) only one substance can be granted in the universe, and that substance is absolutely infinite, as we have already indicated _(in the [Scol. to Prop. 10])_." - }, - { - "id": "114c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "It follows : 2. That extension and thought are either attributes of God or _(by [Axiom 1](1a1))_ accidents _(affectiones)_ of the attributes of God." - } - ] - }, - { - "id": "115", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_Whatsoever is, is in God, and without God nothing can be, or be conceived._", - "childs": [ - { - "id": "115d", - "type": " Proof.", - "text": "Besides God, no substance is granted or can be conceived _(by [Prop. 14](114))_, that is _(by [Defin. 3](1d3))_ nothing which is in itself and is conceived through itself. But modes _(by [Defin. 5](1d5))_ can neither be, nor be conceived without substance ; wherefore they can only be in the divine nature, and can only through it be conceived. But substances and modes form the sum total of existence _(by [Axiom 1](1a1))_, therefore, without God nothing can be, or be conceived. Q.E.D." - }, - { - "id": "115sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Some assert that God, like a man, consists of body and mind, and is susceptible of passions. How far such persons have strayed from the truth is sufficiently evident from what has been said. But these I pass over. For all who have in anywise reflected on the divine nature deny that God has a body. Of this they find excellent proof in the fact that we understand by body a definite quantity, so long, so broad, so deep, bounded by a certain shape, and it is the height of absurdity to predicate such a thing of God, a being absolutely infinite. But meanwhile by the other reasons with which they try to prove their point, they show that they think corporeal or extended substance wholly apart from the divine nature, and say it was created by God. Wherefrom the divine nature can have been created, they are wholly ignorant ; thus they clearly show, that they do not know the meaning of their own words. I myself have proved sufficiently clearly, at any rate in my own judgment _([Coroll. Prop. 6](106c), and [Scol. 2 Prop. 8](108sc2))_, that no substance can be produced or created by anything other than itself. Further, I showed _(in [Prop. 14](114))_, that besides God no substance can be granted or conceived. Hence we drew the conclusion that extended substance is one of the infinite attributes of God. However, in order to explain more fully, I will refute the arguments of my adversaries, which all start from the following points : - Extended substance, in so far as it is substance, consists, as they think, in parts, wherefore they deny that it can be infinite, or, consequently, that it can appertain to God. This they illustrate with many examples, of which I will take one or two. If extended substance, they say, is infinite, let it be conceived to be divided into two parts each part will then be either finite or infinite. If the former, then infinite substance is composed of two finite parts, which is absurd. If the latter, then one infinite will be twice as large as another infinite, which is also absurd. Further, if an infinite line be measured out in foot lengths, it will consist of an infinite number of such parts ; it would equally consist of an infinite number of parts, if each part measured only an inch : therefore, one infinity would be twelve times as great as the other. ![Graph 1](/assets/img/graph-01.png) Lastly, if from a single point there be conceived to be drawn two diverging lines which at first are at a definite distance apart, but are produced to infinity, it is certain that the distance between the two lines will be continually increased, until at length it changes from definite to indefinable. As these absurdities follow, it is said, from considering quantity as infinite, the conclusion is drawn, that extended substance must necessarily be finite, and, consequently, cannot appertain to the nature of God. The second argument is also drawn from God's supreme perfection. God, it is said, inasmuch as he is a supremely perfect being, cannot be passive ; but extended substance, in so far as it is divisible, is passive. It follows, therefore, that extended substance does not appertain to the essence of God. Such are the arguments I find on the subject in writers, who by them try to prove that extended substance is unworthy of the divine nature, and cannot possibly appertain thereto. However, I think an attentive reader will see that I have already answered their propositions ; for all their arguments are founded on the hypothesis that extended substance is composed of parts, and such a hypothesis I have shown _([Prop. 12](112) , and [Coroll. Prop. 13](113c))_ to be absurd. Moreover, any one who reflects will see that all these absurdities _(if absurdities they be, which I am not now discussing)_, from which it is sought to extract the conclusion that extended substance is finite, do not at all follow from the notion of an infinite quantity, but merely from the notion that an infinite quantity is measurable, and composed of finite parts ; therefore, the only fair conclusion to be drawn is that infinite quantity is not measureable, and cannot be composed of finite parts. This is exactly what we have already proved _(in [Prop. 12](112))_. Wherefore the weapon which they aimed at us has in reality recoiled upon themselves. If, from this absurdity of theirs, they persist in drawing the conclusion that extended substance must be finite, they will in good sooth be acting like a man who asserts that circles have the properties of squares, and, finding himself thereby landed in absurdities, proceeds to deny that circles have any centre, from which all lines drawn to the circumference are equal. For, taking extended substance, which can only be conceived as infinite, one, and indivisible _(Prop. [8](108), [5](105), [12](112))_ they assert, in order to prove that it is finite, that it is composed of finite parts, and that it can be multiplied and divided. So, also, others, after asserting that a line is composed of points, can produce many arguments to prove that a line cannot be infinitely divided. Assuredly it is not less absurd to assert that extended substance is made up of bodies or parts, than it would be to assert that a solid is made up of surfaces, a surface of lines, and a line of points. This must be admitted by all who know clear reason to be infallible, and most of all by those who deny the possibility of a vacuum. For if extended substance could be so divided that its parts were really separate, why should not one part admit of being destroyed, the others remaining joined together as before? And why should all be so fitted into one another as to leave no vacuum? Surely in the case of things, which are really distinct one from the other, one can exist without the other, and can remain in its original condition. As then, there does not exist a vacuum in nature (of which anon), but all parts are bound to come together to prevent it, it follows from this also that the parts cannot be really distinguished, and that extended substance in so far as it is substance cannot be divided. If any one asks me the further question, Why are we naturally so prone to divide quantity? I answer, that quantity is conceived by us in two ways ; in the abstract and superficially, as we imagine it ; or as substance, as we conceive it solely by the intellect. If, then, we regard quantity as it is represented in our imagination, which we often and more easily do, we shall find that it is finite, divisible, and compounded of parts ; but if we regard it as it is represented in our intellect, and conceive it as substance, which it is very difficult to do, we shall then, as I have sufficiently proved, find that it is infinite, one, and indivisible. This will be plain enough to all, who make a distinction between the intellect and the imagination, especially if it be remembered, that matter is everywhere the same, that its parts are not distinguishable, except in so far as we conceive matter as diversely modified, whence its parts are distinguished, not really, but modally. For instance, water, in so far as it is water, we conceive to be divided, and its parts to be separated one from the other ; but not in so far as it is extended substance ; from this point of view it is neither separated nor divisible. Further, water, in so far as it is water, is produced and corrupted ; but, in so far as it is substance, it is neither produced nor corrupted. I think I have now answered the second argument ; it is, in fact, founded on the same assumption as the first - namely, that matter, in so far as it is substance, is divisible, and composed of parts. Even if it were so, I do not know why it should be considered unworthy of the divine nature, inasmuch as besides God _(by [Prop. 14](114))_ no substance can be granted, wherefrom it could receive its modifications. All things, I repeat, are in God, and all things which come to pass, come to pass solely through the laws of the infinite nature of God, and follow (as I will shortly show) from the necessity of his essence. Wherefore it can in nowise be said, that God is passive in respect to anything other than himself, or that extended substance is unworthy of the Divine nature, even if it be supposed divisible, so long as it is granted to be infinite and eternal. But enough of this for the present." - } - ] - }, - { - "id": "116", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_From the necessity of the divine nature must follow an infinite number of things in infinite ways - that is, all things which can fall within the sphere of infinite intellect._", - "childs": [ - { - "id": "116d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition will be clear to everyone, who remembers that from the given definition of any thing the intellect infers several properties, which really necessarily follow therefrom (that is, from the actual essence of the thing defined) ; and it infers more properties in proportion as the definition of the thing expresses more reality, that is, in proportion as the essence of the thing defined involves more reality. Now, as the divine nature has absolutely infinite attributes _(by [Defin. 6](1d6))_, of which each expresses infinite essence after its kind, it follows that from the necessity of its nature an infinite number of things (that is, everything which can fall within the sphere of an infinite intellect) must necessarily follow. Q.E.D." - }, - { - "id": "116c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "Hence it follows, that God is the efficient cause of all that can fall within the sphere of an infinite intellect." - }, - { - "id": "116c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "It also follows that God is a cause in himself, and not through an accident of his nature." - }, - { - "id": "116c3", - "type": "COROLLARY 3", - "text": "It follows, thirdly, that God is the absolutely first cause." - } - ] - }, - { - "id": "117", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_God acts solely by the laws of his own nature, and is not constrained by any one._", - "childs": [ - { - "id": "117d", - "type": " Proof.", - "text": "We have just shown _(in [Prop. 16](116))_, that solely from the necessity of the divine nature, or, what is the same thing, solely from the laws of his nature, an infinite number of things absolutely follow in an infinite number of ways ; and we proved _(in [Prop. 15](115))_, that without God nothing can be, nor be conceived ; but that all things are in God. Wherefore nothing can exist outside himself, whereby he can be conditioned or constrained to act. Wherefore God acts solely by the laws of his own nature, and is not constrained by any one. Q.E.D." - }, - { - "id": "117c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "It follows : 1. That there can be no cause which, either extrinsically or intrinsically, besides the perfection of his own nature, moves God to act." - }, - { - "id": "117c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "It follows : 2. That God is the sole free cause. For God alone exists by the sole necessity of his nature _(by [Prop. 11](111) and [Coroll. 1, Prop. 14](114c1))_, and acts by the sole necessity of his nature _(by [Prop. 17](117))_, wherefore _(by [Defin. 7](1d7))_ God is the sole free cause. Q.E.D." - }, - { - "id": "117sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Others think that God is a free cause, because he can, as they think, bring it about, that those things which we have said follow from his nature - that is, which are in his power, should not come to pass, or should not be produced by him. But this is the same as if they said, that God could bring it about, that it should not follow from the nature of a triangle, that its three interior angles should not be equal to two right angles ; or that from a given cause no effect should follow, which is absurd. Moreover, I will show below, without the aid of this proposition, that neither intellect nor will appertain to God's nature. I know that there are many who think that they can show, that supreme intellect and free will do appertain to God's nature ; for they say they know of nothing more perfect, which they can attribute to God, than that which is the highest perfection in ourselves. Further, although they conceive God as actually supremely intelligent, they yet do not believe, that he can bring into existence everything which he actually understands, for they think that they would thus destroy God's power. If, they contend, God had created everything which is in his intellect, he would not be able to create anything more, and this, they think, would clash with God's omnipotence ; therefore, they prefer to assert that God is indifferent to all things, and that he creates nothing except that which he has decided, by some absolute exercise of will, to create. However, I think I have shown sufficiently clearly _(by [Prop. 16](116))_, that from God's supreme power, or infinite nature, an infinite number of things - that is, all things have necessarily flowed forth in an infinite number of ways, or always follow from the same necessity ; in the same way as from the nature of a triangle it follows from eternity and for eternity, that its three interior angles are equal to two right angles. Wherefore the omnipotence of God has been displayed from all eternity, and will for all eternity remain in the same state of activity. This manner of treating the question attributes to God an omnipotence, in my opinion, far more perfect. For, otherwise, we are compelled to confess that God understands an infinite number of creatable things, which he will never be able to create, for, if he created all that he understands, he would, according to this showing, exhaust his omnipotence, and render himself imperfect. Wherefore, in order to establish that God is perfect, we should be reduced to establishing at the same time, that he cannot bring to pass everything over which his power extends ; this seems to be an hypothesis most absurd, and most repugnant to God's omnipotence. Further (to say a word here concerning the intellect and the will which we attribute to God), if intellect and will appertain to the eternal essence of God, we must take these words in some significations quite different from those they usually bear. For intellect and will, which should constitute the essence of God, would perforce be as far apart as the poles from the human intellect and will, in fact, would have nothing in common with them but the name ; there would be about as much correspondence between the two as there is between the Dog, the heavenly constellation, and a dog, an animal that barks. This I will prove as follows : If intellect belongs to the divine nature, it cannot be in nature, as ours is generally thought to be, posterior to, or simultaneous with the things understood, inasmuch as God is prior to all things by reason of his casuality _([Coroll. 1, Prop. 16](116c1))_. On the contrary, the truth and formal essence of things is as it is, because it exists by representation as such in the intellect of God ; Wherefore the intellect of God, in so far as it is conceived to constitute God's essence, is, in reality, the cause of things, both of their essence and of their existence. This seems to have been recognized by those who have asserted, that God's intellect, God's will, and God's power, are one and the same. As, therefore, God's intellect is the sole cause of things, namely, both of their essence and existence, it must necessarily differ from them in respect to its essence, and in respect to its existence. For a cause differs from a thing it causes, precisely in the quality which the latter gains from the former. For example, a man is the cause of another man's existence, but not of his essence (for the latter is an eternal truth), and, therefore, the two men may be entirely similar in essence, but must be different in existence ; and hence if the existence of one of them cease, the existence of the other will not necessarily cease also ; but if the essence of one could be destroyed, and be made false, the essence of the other would be destroyed also. Wherefore, a thing which is the cause both of the essence and of the existence of a given effect, must differ from such effect both in respect to its essence, and also in respect to its existence. Now the intellect of God is the cause of both the essence and the existence of our intellect ; therefore the intellect of God in so far as it is conceived to constitute the divine essence, differs from our intellect both in respect to essence and in respect to existence, nor can it in anywise agree therewith save in name, as we said before. The reasoning would be identical, in the case of the will, as any one can easily see." - } - ] - }, - { - "id": "118", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_God is the indwelling and not the transient cause of all things._", - "childs": [ - { - "id": "118d", - "type": " Proof.", - "text": "All things which are, are in God, and must be conceived through God _(by [Prop. 15](115))_, therefore _(by [Coroll. 1, Prop. 16](116c1))_ God is the cause of those things which are in him. This is our first point. Further, besides God there can be no substance _(by [Prop. 14](114))_, that is nothing in itself external to God, _(by [Defin. 3](1d3))._ This is our second point. God, therefore, is the indwelling and not the transient cause of all things. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "119", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_God, and all the attributes of God, are eternal._", - "childs": [ - { - "id": "119d", - "type": " Proof.", - "text": "God _(by [Defin. 6](1d6))_ is substance, which _(by [Prop. 11](111))_ necessarily exists, that is _(by [Prop. 7](107))_ existence appertains to its nature, or (what is the same thing) follows from its definition ; therefore, God is eternal _(by [Defin. 8](1d8))._ Further, by the attributes of God we must understand that which _(by [Defin. 4](1d4))_ expresses the essence of the divine substance - in other words, that which appertains to substance : that, I say, should be involved in the attributes of substance. Now eternity appertains to the nature of substance _(as I have already shown in [Prop. 7](107))_ ; therefore, eternity must appertain to each of the attributes, and thus all are eternal. Q.E.D." - }, - { - "id": "119sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This proposition is also evident from the manner in which _(in [Prop. 11](111))_ I demonstrated the existence of God ; it is evident, I repeat, from that proof, that the existence of God, like his essence, is an eternal truth Further _(in Prop. 19 of my Principles of the Cartesian Philosophy), I have proved the eternity of God, in another manner, which I need not here repeat." - } - ] - }, - { - "id": "120", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_The existence of God and his essence are one and the same._", - "childs": [ - { - "id": "120d", - "type": " Proof.", - "text": "God _(by the [last Prop.](119))_ and all his attributes are eternal, that is _(by [Defin. 8](1d8))_ each of his attributes expresses existence. Therefore the same attributes of God which explain his eternal essence, explain at the same time his eternal existence - in other words, that which constitutes God's essence constitutes at the same time his existence. Wherefore God's existence and God's essence are one and the same. Q.E.D." - }, - { - "id": "120c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "Hence it follows that God's existence, like His essence, is an eternal truth." - }, - { - "id": "120c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "Secondly, it follows that God, and all the attributes of God, are unchangeable. For if they could be changed in respect to existence, they must also be able _(by thz last [Prop.](120))_ to be changed in respect to essence - that is, obviously, be changed from true to false, which is absurd." - } - ] - }, - { - "id": "121", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_All things which follow from the absolute nature of any attribute of God must always exist and be infinite, or, in other words, are eternal and infinite through the said attribute._", - "childs": [ - { - "id": "121d", - "type": " Proof.", - "text": "Conceive, if it be possible ( supposing the proposition to be denied), that something in some attribute of God can follow from the absolute nature of the said attribute, and that at the same time it is finite, and has a conditioned existence or duration ; for instance, the idea of God expressed in the attribute thought. Now thought, in so far as it is supposed to be an attribute of God, is necessarily _(by [Prop. 11](111))_ in its nature infinite. But, in so far as it possesses the idea of God, it is supposed finite. It cannot, however, be conceived as finite, unless it be limited by thought _(by [Defin. 2](1d2))_ ; but it is not limited by thought itself, in so far as it has constituted the idea of God (for so far it is supposed to be finite) ; therefore, it is limited by thought, in so far as it has not constituted the idea of God, which nevertheless _(by [Prop. 11](111))_ must necessarily exist. We have now granted, therefore, thought not constituting the idea of God, and, accordingly, the idea of God does not naturally follow from its nature in so far as it is absolute thought (for it is conceived as constituting, and also as not constituting, the idea of God), which is against our hypothesis. Wherefore, if the idea of God expressed in the attribute thought, or, indeed, anything else in any attribute of God (for we may take any example, as the proof is of universal application) follows from the necessity of the absolute nature of the said attribute, the said thing must necessarily be infinite, which was our first point. \nFurthermore, a thing which thus follows from the necessity of the nature of any attribute cannot have a limited duration. For if it can suppose a thing, which follows from the necessity of the nature of some attribute, to exist in some attribute of God, for instance, the idea of God expressed in the attribute thought, and let it be supposed at some time not to have existed, or to be about not to exist. Now thought being an attribute of God, must necessarily exist unchanged _(by [Prop. 11](111), and [Coroll. 2, Prop. 20](120c2))_ ; and beyond the limits of the duration of the idea of God (supposing the latter at some time not to have existed, or not to be going to exist), thought would perforce have existed without the idea of God, which is contrary to our hypothesis, for we supposed that, thought being given, the idea of God necessarily flowed therefrom. Therefore the idea of God expressed in thought, or anything which necessarily follows from the absolute nature of some attribute of God, cannot have a limited duration, but through the said attribute is eternal, which is our second point. Bear in mind that the same proposition may be affirmed of anything, which in any attribute necessarily follows from God's absolute nature." - } - ] - }, - { - "id": "122", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_Whatsoever follows from any attribute of God, in so far as it is modified by a modification, which exists necessarily and as infinite, through the said attribute, must also exist necessarily and as infinite._", - "childs": [ - { - "id": "122d", - "type": " Proof.", - "text": "The proof of this proposition is similar to that of the [preceding one](121d)." - } - ] - }, - { - "id": "123", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_Every mode, which exists both necessarily and as infinite, must necessarily follow either from the absolute nature of some attribute of God, or from an attribute modified by a modification which exists necessarily, and as infinite._", - "childs": [ - { - "id": "123d", - "type": " Proof.", - "text": "A mode exists in something else, through which it must be conceived _([Defin. 5](1d5))_, that is _([Prop. 15](115))_, it exists solely in God, and solely through God can be conceived. If, therefore, a mode is conceived as necessarily existing and infinite, it must necessarily be inferred or perceived through some attribute of God, in so far as such attribute is conceived as expressing the infinity and necessity of existence, in other words _([Defin. 8](1d8))_ eternity ; that is, _(by [Defin. 6](1d6) and [Prop. 19](119))_ in so far as it is considered absolutely. A mode, therefore, which necessarily exists as infinite, must follow from the absolute nature of some attribute of God, either immediately _([Prop. 21](121))_ or through the means of some modification, which follows from the absolute nature of the said attribute ; that is _(by [Prop. 22](122))_, which exists necessarily and as infinite." - } - ] - }, - { - "id": "124", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_The essence of things produced by God does not involve existence._", - "childs": [ - { - "id": "124d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is evident from [Definition 1](1d1). For that of which the nature (considered in itself) involves existence is self-caused, and exists by the sole necessity of its own nature." - }, - { - "id": "124c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that God is not only the cause of things coming into existence, but also of their continuing in existence, that is, in scholastic phraseology, God is cause of the being of things _(essendi rerum)_. For whether things exist, or do not exist, whenever we contemplate their essence, we see that it involves neither existence nor duration ; consequently, it cannot be the cause of either the one or the other. God must be the sole cause, inasmuch as to him alone does existence appertain. _([Coroll. 1, Prop.14](114c1))_ Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "125", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "_God is the efficient cause not only of the existence of things, but also of their essence._", - "childs": [ - { - "id": "125d", - "type": " Proof.", - "text": "If this be denied, then God is not the cause of the essence of things ; and therefore the essence of things can _(by [Axiom 4](1a4))_ be conceived without God. This (by [Prop. 15](115)) is absurd. Therefore, God is the cause of the essence of things. Q.E.D." - }, - { - "id": "125sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This proposition follows more clearly from [Proposition 16](116). For it is evident thereby that, given the divine nature, the essence of things must be inferred from it, no less than their existence - in a word, God must be called the cause of all things, in the same sense as he is called the cause of himself. This will be made still clearer by the following corollary." - }, - { - "id": "125c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Individual things are nothing but modifications of the attributes of God, or modes by which the attributes of God are expressed in a fixed and definite manner. The proof appears from [Proposition 15](115) and [Definition 5](1d5)." - } - ] - }, - { - "id": "126", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_A thing which is conditioned to act in a particular manner, has necessarily been thus conditioned by God ; and that which has not been conditioned by God cannot condition itself to act._", - "childs": [ - { - "id": "126d", - "type": " Proof.", - "text": "That by which things are said to be conditioned to act in a particular manner is necessarily something positive (this is obvious) ; therefore both of its essence and of its existence God by the necessity of his nature is the efficient cause _(Prop. [25](125) and [16](116))_ ; this is our first point. Our second point is plainly to be inferred therefrom. For if a thing, which has not been conditioned by God, could condition itself, the first part of our proof would be false, and this, as we have shown, is absurd." - } - ] - }, - { - "id": "127", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_A thing, which has been conditioned by God to act in a particular way, cannot render itself unconditioned._", - "childs": [ - { - "id": "127d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is evident from the [third axiom](1a3). Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "128", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_Every individual thing, or everything which is finite and has a conditioned existence, cannot exist or be conditioned to act, unless it be conditioned for existence and action by a cause other than itself, which also is finite, and has a conditioned existence ; and likewise this cause cannot in its turn exist, or be conditioned to act, unless it be conditioned for existence and action by another cause, which also is finite, and has a conditioned existence, and so on to infinity._", - "childs": [ - { - "id": "128d", - "type": " Proof.", - "text": "Whatsoever is conditioned to exist and act, has been thus conditioned by God _(by [Prop. 26](126) and [Coroll. Prop. 24](124c))_. But that which is finite and has a conditioned existence, cannot be produced by the absolute nature of any attribute of God ; for whatsoever follows from the absolute nature of any attribute of God is infinite and eternal _(by [Prop. 21](121))_. It must, therefore, follow from some attribute of God, in so far as the said attribute is considered as in some way modified ; for substance and modes make up the sum total of existence _(by [Axiom 1](1a1) and Defin. [3](1d3), [5](1d5))_, while modes _(by [Coroll. Prop. 25](125c)),_ are merely modifications of the attributes of God. But from God, or from any of his attributes, in so far as the latter is modified by a modification infinite and eternal, a conditioned thing cannot follow _([Prop. 22](122))_. Wherefore it must follow from, or be conditioned for, existence and action by God or one of his attributes, in so far as the latter are modified by some modification which is finite and has a conditioned existence. This is our first point. Again, this cause or this modification _(for the reason by which we established the first part of this proof)_ must in its turn be conditioned by another cause, which also is finite, and has a conditioned existence, and again, this last by another _(for the same reason)_ ; and so on _(for the same reason)_ to infinity. Q.E.D." - }, - { - "id": "128sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "As certain things must be produced immediately by God, namely those things which necessarily follow from his absolute nature, through the means of these primary attributes, which, nevertheless, can neither exist nor be conceived without God, it follows : - 1. That God is absolutely the proximate cause of those things immediately produced by him. I say absolutely, not after his kind, as is usually stated. For the effects of God cannot either exist or be conceived without a cause _([Prop. 15](115) and [Coroll. Prop. 24](124c))_. - 2. That God cannot properly be styled the remote cause of individual things, except for the sake of distinguishing these from what he immediately produces, or rather from what follows from his absolute nature. For, by a remote cause, we understand a cause which is in no way conjoined to the effect. But all things which are, are in God, and so depend on God, that without him they can neither be nor be conceived." - } - ] - }, - { - "id": "129", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_Nothing in the universe is contingent, but all things are conditioned to exist and operate in a particular manner by the necessity of the divine nature._", - "childs": [ - { - "id": "129d", - "type": " Proof.", - "text": "Whatsoever is, is in God _([Prop. 15](115))_. But God cannot be called a thing contingent. For _(by [Prop. 11](111))_ he exists necessarily, and not contingently. Further, the modes of the divine nature follow therefrom necessarily, and not contingently _([Prop. 16](116))_ ; and they thus follow, whether we consider the divine nature absolutely _(by [Prop. 21](121))_ or whether we consider it as in any way conditioned to act _([Prop. 27](127))_. Further, God is not only the cause of these modes, in so far as they simply exist _(by [Coroll. Prop. 24](124c))_, but also in so far as they are considered as conditioned for operating in a particular manner _([Prop. 26](126))_. If they be not conditioned by God _([Prop. 26](126))_, it is impossible, and not contingent, that they should condition themselves ; contrariwise, if they be conditioned by God, it is _(by [Prop. 27](127))_ impossible, and not contingent that they should render themselves unconditioned. Wherefore all things are conditioned by the necessity of the divine nature, not only to exist, but also to exist and operate in a particular manner, and there is nothing that is contingent. Q.E.D." - }, - { - "id": "129sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Before going any further, I wish here to explain, what we should understand by nature viewed as active _(natura natarans)_, and nature viewed as passive _(natura naturata)_. I say to explain, or rather call attention to it, for I think that, from what has been said, it is sufficiently clear, that by nature viewed as active we should understand that which is in itself, and is conceived through itself, or those attributes of substance, which express eternal and infinite essence, in other words _([Coroll. 1, Prop. 14](114c1), and [Coroll. 2, Prop. 17](117c2))_ God, in so far as he is considered as a free cause. By nature viewed as passive I understand all that which follows from the necessity of the nature of God, or of any of the attributes of God, that is, all the modes of the attributes of God, in so far as they are considered as things which are in God, and which without God cannot exist or be conceived." - } - ] - }, - { - "id": "130", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_Intellect, in function (actu) finite, or in function infinite, must comprehend the attributes of God and the modifications of God, and nothing else._", - "childs": [ - { - "id": "130d", - "type": " Proof.", - "text": "A true idea must agree with its object _([Axiom 6](1a6))_ ; in other words (obviously), that which is contained in the intellect in representation must necessarily be granted in nature. But in nature _(by [Coroll. 1, Prop. 14](114c1))_ there is no substance save God, nor any modifications save those _([Prop. 15](115))_ which are in God, and _([Prop.](115))_ cannot without God either be or be conceived. Therefore the intellect, in function finite, or in function infinite, must comprehend the attributes of God and the modifications of God, and nothing else. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "131", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_The intellect in function, whether finite or infinite, as will, desire, love, &c., should be referred to passive nature and not to active nature._", - "childs": [ - { - "id": "131d", - "type": " Proof.", - "text": "By the intellect we do not (obviously) mean absolute thought, but only a certain mode of thinking, differing from other modes, such as love, desire, &c., and therefore _([Defin. 5](1d5))_ requiring to be conceived through absolute thought. It must _(by [Prop. 15](115) and [Defin. 6](1d6))_, through some attribute of God which expresses the eternal and infinite essence of thought, be so conceived, that without such attribute it could neither be nor be conceived _([Scol. Prop. 29](129sc))_. It must therefore be referred to nature passive rather than to nature active, as must also the other modes of thinking. Q.E.D." - }, - { - "id": "131sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "I do not here, by speaking of intellect in function, admit that there is such a thing as intellect in potentiality : but, wishing to avoid all confusion, I desire to speak only of what is most clearly perceived by us, namely, of the very act of understanding, than which nothing is more clearly perceived. For we cannot perceive anything without adding to our knowledge of the act of understanding." - } - ] - }, - { - "id": "132", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_Will cannot be called a free cause, but only a necessary cause._", - "childs": [ - { - "id": "132d", - "type": " Proof.", - "text": "Will is only a particular mode of thinking, like intellect ; therefore _(by [Prop. 28](128))_ no volition can exist, nor be conditioned to act, unless it be conditioned by some cause other than itself, which cause is conditioned by a third cause, and so on to infinity. But if will be supposed infinite, it must also be conditioned to exist and act by God, not by virtue of his being substance absolutely infinite, but by virtue of his possessing an attribute which expresses the infinite and eternal essence of thought _(by [Prop. 23](123))_. Thus, however it be conceived, whether as finite or infinite, it requires a cause by which it should be conditioned to exist and act. Thus _([Defin. 7](1d7))_ it cannot be called a free cause, but only a necessary or constrained cause. Q.E.D." - }, - { - "id": "132c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "Hence it follows, first, that God does not act according to freedom of the will." - }, - { - "id": "132c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "It follows secondly, that will and intellect stand in the same relation to the nature of God as do motion, and rest, and absolutely all natural phenomena, which must be conditioned by God _([Prop. 29](129))_ to exist and act in a particular manner. For will, like the rest, stands in need of a cause, by which it is conditioned to exist and act in a particular manner. And although, when will or intellect be granted, an infinite number of results may follow, yet God cannot on that account be said to act from freedom of the will, any more than the infinite number of results from motion and rest would justify us in saying that motion and rest act by free will. Wherefore will no more appertains to God than does anything else in nature, but stands in the same relation to him as motion, rest, and the like, which we have shown to follow from the necessity of the divine nature, and to be conditioned by it to exist and act in a particular manner." - } - ] - }, - { - "id": "133", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_Things could not have been brought into being by God in any manner or in any order different from that which has in fact obtained._", - "childs": [ - { - "id": "133d", - "type": " Proof.", - "text": "All things necessarily follow from the nature of God ([Prop. 16](116)), and by the nature of God are conditioned to exist and act in a particular way _([Prop. 29](129))_. If things, therefore, could have been of a different nature, or have been conditioned to act in a different way, so that the order of nature would have been different, God's nature would also have been able to be different from what it now is ; and therefore _(by [Prop. 11](111))_ that different nature also would have perforce existed, and consequently there would have been able to be two or more Gods. This _(by [Coroll. 1, Prop. 14](114c1))_ is absurd. Therefore things could not have been brought into being by God in any other manner, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "133sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "As I have thus shown, more clearly than the sun at noonday, that there is nothing to justify us in calling things contingent, I wish to explain briefly what meaning we shall attach to the word contingent ; but I will first explain the words necessary and impossible. A thing is called necessary either in respect to its essence or in respect to its cause ; for the existence of a thing necessarily follows, either from its essence and definition, or from a given efficient cause. For similar reasons a thing is said to be impossible ; namely, inasmuch as its essence or definition involves a contradiction, or because no external cause is granted, which is conditioned to produce such an effect ; but a thing can in no respect be called contingent, save in relation to the imperfection of our knowledge. A thing of which we do not know whether the essence does or does not involve a contradiction, or of which knowing that it does not involve a contradiction, we are still in doubt concerning the existence, because the order of causes escapes us, - such a thing, I say, cannot appear to us either necessary or impossible. Wherefore we call it contingent or possible." - }, - { - "id": "133sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "It clearly follows from what we have said, that things have been brought into being by God in the highest perfection, inasmuch as they have necessarily followed from a most perfect nature. Nor does this prove any imperfection in God, for it has compelled us to affirm his perfection. From its contrary proposition, we should clearly gather (as I have just shown), that God is not supremely perfect, for if things had been brought into being in any other way, we should have to assign to God a nature different from that, which we are bound to attribute to him from the consideration of an absolutely perfect being. I do not doubt, that many will scout this idea as absurd, and will refuse to give their minds up to contemplating it, simply because they are accustomed to assign to God a freedom very different from that which we _([Defin. 7](1d7))_ have deduced. They assign to him, in short, absolute free will. However, I am also convinced that if such persons reflect on the matter, and duly weigh in their minds our series of propositions, they will reject such freedom as they now attribute to God, not only as nugatory, but also as a great impediment to organized knowledge. There is no need for me to repeat what I said in the [Scol. Prop. 17](117sc). But, for the sake of my opponents, I will show further, that although it be granted that will appertains to the essence of God, it nevertheless follows from his perfection, that things could not have been by him created other than they are, or in a different order ; this is easily proved, if we reflect on what our opponents themselves concede, namely, that it depends solely on the decree and will of God, that each thing is what it is. If it were otherwise, God would not be the cause of all things. Further, that all the decrees of God have been ratified from all eternity by God himself. If it were otherwise, God would be convicted of imperfection or change. But in eternity there is no such thing as _when, before_, or _after_ ; hence it follows solely from the perfection of God, that God never can decree, or never could have decreed anything but what is ; that (God did not exist before his decrees, and would not exist without them. But, it is said, supposing that God had made a different universe, or had ordained other decrees from all eternity concerning nature and her order, we could not therefore conclude any imperfection in God. But persons who say this must admit that God can change his decrees. For if God had ordained any decrees concerning nature and her order, different from those which he has ordained - in other words, if he had willed and conceived something different concerning nature - he would perforce have had a different intellect from that which he has, and also a different will : But if it were allowable to assign to God a different intellect and a different will, without any change in his essence or his perfection, what would there be to prevent him changing the decrees which he has made concerning created things, and nevertheless remaining perfect? For his intellect and will concerning things created and their order are the same, in respect to his essence and perfection, however they be conceived. Further, all the philosophers whom I have read admit that God's intellect is entirely actual, and not at all potential ; as they also admit that God's intellect, and God's will, and God's essence are identical, it follows that, if God had had a different actual intellect and a different will, his essence would also have been different ; and thus, as I concluded at first, if things had been brought into being by God in a different way from that which has obtained, God's intellect and - will, that is (as is admitted) his essence would perforce have been different, which is absurd. \nAs these things could not have been brought into being by God in any but the actual way and order which has obtained ; and as the truth of this proposition follows from the supreme perfection of God ; we can have no sound reason for persuading ourselves to believe that God did not wish to create all the things which were in his intellect, and to create them in the same perfection as he had understood them. But, it will be said, there is in things no perfection nor imperfection ; that which is in them, and which causes them to be called perfect or imperfect, good or bad, depends solely on the will of God. If God had so willed, he might have brought it about that what is now perfection should be extreme imperfection, and _vice versa_. What is such an assertion, but an open declaration that God, who necessarily understands that which he wishes, might bring it about by his will, that he should understand things differently from the way in which he does understand them? This (as we have just shown) is the height of absurdity. Wherefore, I may turn the argument against its employers, as follows: All things depend on the power of God. In order that things should be different from what they are, God's will would necessarily have to be different. But God's will cannot be different (as we have just most clearly demonstrated) from God's perfection. Therefore neither can things be different. I confess that the theory which subjects all things to the will of an indifferent deity, and asserts that they are all dependent on his fiat, is less far from the truth than the theory of those, who maintain that God acts in all things with a view of promoting what is good. For these latter persons seem to set up something beyond God, which does not depend on God, but which God in acting looks to as an exemplar, or which he aims at as a definite goal. This is only another name for subjecting God to the dominion of destiny, an utter absurdity in respect to God, whom we have shown to be the first and only free cause of the essence of all things and also of their existence. I need, therefore, spend no time in refuting such wild theories." - } - ] - }, - { - "id": "134", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_God's power is identical with his essence._", - "childs": [ - { - "id": "134d", - "type": " Proof.", - "text": "From the sole necessity of the essence of God it follows that God is the cause of himself _([Prop. 11](111))_ and of all things _([Prop. 16](116) and [Corrol.](116c1))_. Wherefore the power of God, by which he and all things are and act, is identical with his essence. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "135", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_Whatsoever we conceive to be in the power of God, necessarily exists._", - "childs": [ - { - "id": "135d", - "type": " Proof.", - "text": "Whatsoever is in God's power, must _(by the [last Prop.](134))_ be comprehended in his essence in such a manner, that it necessarily follows therefrom, and therefore necessarily exists. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "136", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_There is no cause from whose nature some effect does not follow._", - "childs": [ - { - "id": "136d", - "type": " Proof.", - "text": "Whatsoever exists expresses God's nature or essence in a given conditioned manner _(by [Coroll. Prop. 25](125c))_ ; that is _(by [Prop. 34](134))_, whatsoever exists, expresses in a given conditioned manner God's power, which is the cause of all things, therefore an effect must _(by [Prop. 16](116))_ necessarily follow. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "1app", - "title": "appendix", - "text": "In the foregoing I have explained the nature and properties of God. I have shown that he necessarily exists, that he is one : that he is, and acts solely by the necessity of his own nature ; that he is the free cause of all things, and how he is so ; that all things are in God, and so depend on him, that without him they could neither exist nor be conceived ; lastly, that all things are pre-determined by God, not through his free will or absolute fiat, but from the very nature of God or infinite power. I have further, where occasion offered, taken care to remove the prejudices, which might impede the comprehension of my demonstrations. Yet there still remain misconceptions not a few, which might and may prove very grave hindrances to the understanding of the concatenation of things, as I have explained it above. I have therefore thought it worth while to bring these misconceptions before the bar of reason. All such opinions spring from the notion commonly entertained, that all things in nature act as men themselves act, namely, with an end in view. It is accepted as certain, that God himself directs all things to a definite goal (for it is said that God made all things for man, and man that he might worship him). I will, therefore, consider this opinion, asking first why it obtains general credence, and why all men are naturally so prone to adopt it ? Secondly, I will point out its falsity ; and, lastly, I will show how it has given rise to prejudices about _good and bad, right and wrong, praise and blame, order and confusion, beauty and ugliness_, and the like. However, this is not the place to deduce these misconceptions from the nature of the human mind : it will be sufficient here, if I assume as a starting point, what ought to be universally admitted, namely, that all men are born ignorant of the causes of things, that all have the desire to seek for what is useful to them, and that they are conscious of such desire. Herefrom it follows first, that men think themselves free, inasmuch as they are conscious of their volitions and desires, and never even dream, in their ignorance, of the causes which have disposed them to wish and desire. Secondly, that men do all things for an end, namely, for that which is useful to them, and which they seek. Thus it comes to pass that they only look for a knowledge of the final causes of events, and when these are learned, they are content, as having no cause for further doubt. If they cannot learn such causes from external sources, they are compelled to turn to considering themselves, and reflecting what end would have induced them personally to bring about the given event, and thus they necessarily judge other natures by their own. Further, as they find in themselves and outside themselves many means which assist them not a little in their search for what is useful, for instance, eyes for seeing, teeth for chewing, herbs and animals for yielding food, the sun for giving light, the sea for breeding fish, &c., they come to look on the whole of nature as a means for obtaining such conveniences. Now as they are aware, that they found these conveniences and did not make them they think they have cause for believing, that some other being has made them for their use. As they look upon things as means, they cannot believe them to be self-created ; but, judging from the means which they are accustomed to prepare for themselves, they are bound to believe in some ruler or rulers of the universe endowed with human freedom, who have arranged and adapted everything for human use. They are bound to estimate the nature of such rulers ( having no information on the subject) in accordance with their own nature, and therefore they assert that the gods ordained everything for the use of man, in order to bind man to themselves and obtain from him the highest honors. Hence also it follows, that everyone thought out for himself, according to his abilities, a different way of worshipping God, so that God might love him more than his fellows, and direct the whole course of nature for the satisfaction of his blind cupidity and insatiable avarice. Thus the prejudice developed into superstition, and took deep root in the human mind ; and for this reason everyone strove most zealously to understand and explain the final causes of things ; but in their endeavor to show that nature does nothing in vain, _i.e._, nothing which is useless to man, they only seem to have demonstrated that nature, the gods, and men are all mad together. Consider, I pray you, the result : among the many helps of nature they were bound to find some hindrances, such as storms, earthquakes, diseases, &c. : so they declared that such things happen, because the gods are angry at some wrong done them by men, or at some fault committed in their worship. Experience day by day protested and showed by infinite examples, that good and evil fortunes fall to the lot of pious and impious alike ; still they would not abandon their inveterate prejudice, for it was more easy for them to class such contradictions among other unknown things of whose use they were ignorant, and thus to retain their actual and innate condition of ignorance, than to destroy the whole fabric of their reasoning and start afresh. They therefore laid down as an axiom, that God's judgments far transcend human understanding. Such a doctrine might well have sufficed to conceal the truth from the human race for all eternity, if mathematics had not furnished another standard of verity in considering solely the essence and properties of figures without regard to their final causes. There are other reasons (which I need not mention here) besides mathematics, which might have caused men's minds to be directed to these general prejudices, and have led them to the knowledge of the truth. \nI have now sufficiently explained my first point. There is no need to show at length, that nature has no particular goal in view, and that final causes are mere human figments. This, I think, is already evident enough, both from the causes and foundations on which I have shown such prejudice to be based, and also from _[Proposition 16](116)_, and the _[Corollaries 1(132c1), 2(132c2) of Proposition 32]_, and, in fact, all those propositions in which I have shown, that everything in nature proceeds from a sort of necessity, and with the utmost perfection. However, I will add a few remarks, in order to overthrow this doctrine of a final cause utterly. That which is really a cause it considers as an effect, and _vice versa_ : it makes that which is by nature first to be last, and that which is highest and most perfect to be most imperfect. Passing over the questions of cause and priority as self-evident, it is plain from _Prop. [21](121), [22](122), [23](123)_. that that effect, is most perfect which is produced immediately by God ; the effect which requires for its production several intermediate causes is, in that respect, more imperfect. But if those things which were made immediately by God were made to enable him to attain his end, then the things which come after, for the sake of which the first were made, are necessarily the most excellent of all. Further, this doctrine does away with the perfection of God : for, if God acts for an object, he necessarily desires something which he lacks. Certainly, theologians and metaphysicians draw a distinction between the object of want and the object of assimilation ; still they confess that God made all things for the sake of himself, not for the sake of creation. They are unable to point to anything prior to creation, except God himself, as an object for which God should act, and are therefore driven to admit (as they clearly must), that God lacked those things for whose attainment he created means, and further that he desired them.We must not omit to notice that the followers of this doctrine, anxious to display their talent in assigning final causes, have imported a new method of argument in proof of their theory - namely, a reduction, not to the impossible, but to ignorance ; thus showing that they have no other method of exhibiting their doctrine. For example, if a stone falls from a roof on to some one's head and kills him, they will demonstrate by their new method, that the stone fell in order to kill the man ; for, if it had not by God's will fallen with that object, how could so many circumstances (and there are often many concurrent circumstances) have all happened together by chance? Perhaps you will answer that the event is due to the facts that the wind was blowing, and the man was walking that way. _But why_, they will insist, _was the wind blowing, and why was the man at that very time walking that way?_ If you again answer, that the wind had then sprung up because the sea had begun to be agitated the day before, the weather being previously calm, and that the man had been invited by a friend, they will again insist: _But why was the sea agitated, and why was the man invited at that time?_ So they will pursue their questions from cause to cause, till at last you take refuge in the will of God - in other words, the sanctuary of ignorance. So, again, when they survey the frame of the human body, they are amazed ; and being ignorant of the causes of so great a work of art conclude that it has been fashioned, not mechanically, but by divine and supernatural skill, and has been so put together that one part shall not hurt another. Hence any one who seeks for the true causes of miracles, and strives to understand natural phenomena as an intelligent being, and not to gaze at them like a fool, is set down and denounced as an impious heretic by those, whom the masses adore as the interpreters of nature and the gods. Such persons know that, with the removal of ignorance, the wonder which forms their only available means for proving and preserving their authority would vanish also. But I now quit this subject, and pass on to my third point. \nAfter men persuaded themselves, that everything which is created is created for their sake, they were bound to consider as the chief quality in everything that which is most useful to themselves, and to account those things the best of all which have the most beneficial effect on mankind. Further, they were bound to form abstract notions for the explanation of the nature of things, such as _goodness, badness, order, confusion, warmth, cold, beauty, deformity_, and so on ; and from the belief that they are free agents arose the further notions _praise_ and _blame_, _sin_ and _merit_.I will speak of these latter hereafter, when I treat of human nature ; the former I will briefly explain here. Everything which conduces to health and the worship of God they have called _good_, everything which hinders these objects they have styled _bad_ ; and inasmuch as those who do not understand the nature of things do not verify phenomena in any way, but merely imagine them after a fashion, and mistake their imagination for understanding, such persons firmly believe that there is an _order_ in things, being really ignorant both of things and their own nature. When phenomena are of such a kind, that the impression they make on our senses requires little effort of imagination, and can consequently be easily remembered, we say that they are well-ordered ; if the contrary, that they are ill-ordered or _confused_. Further, as things which are easily imagined are more pleasing to us, men prefer order to confusion - as though there were any order in nature, except in relation to our imagination - and say that God has created all things in order ; thus, without knowing it, attributing imagination to God, unless, indeed, they would have it that God foresaw human imagination, and arranged everything, so that it should be most easily imagined. If this be their theory they would not, perhaps, be daunted by the fact that we find an infinite number of phenomena, far surpassing our imagination, and very many others which confound its weakness. But enough has been said on this subject. The other abstract notions are nothing but modes of imagining, in which the imagination is differently affected, though they are considered by the ignorant as the chief attributes of things, inasmuch as they believe that everything was created for the sake of themselves ; and, according as they are affected by it, style it good or bad, healthy or rotten and corrupt. For instance, if the motion whose objects we see communicate to our nerves be conducive to health, the objects causing it are styled _beautiful_ ; if a contrary motion be excited, they are styled _ugly_. Things which are perceived through our sense of smell are styled fragrant or fetid ; it through our taste, sweet or bitter, full-flavored or insipid, if through our touch, hard or soft, rough or smooth, &c. Whatsoever affects our ears is said to give rise to noise, sound, or harmony. In this last case, there are men lunatic enough to believe that even God himself takes pleasure in harmony ; and philosophers are not lacking who have persuaded themselves, that the motion of the heavenly bodies gives rise to harmony - all of which instances sufficiently show that everyone judges of things according to the state of his brain, or rather mistakes for things the forms of his imagination. We need no longer wonder that there have arisen all the controversies we have witnessed and finally skepticism : for, although human bodies in many respects agree, yet in very many others they differ ; so that what seems good to one seems bad to another ; what seems well ordered to one seems confused to another ; what is pleasing to one displeases another, and so on. I need not further enumerate, because this is not the place to treat the subject at length, and also because the fact is sufficiently well known. It is commonly said: _So many men, so many minds ; everyone is wise in his own way ; brains differ as completely as palates._ All of which proverbs show, that men judge of things according to their mental disposition, and rather imagine than understand: for, if they understood phenomena, they would, as mathematics attest, be convinced, if not attracted, by what I have urged. \nWe have now perceived, that all the explanations commonly given of nature are mere modes of imagining, and do not indicate the true nature of anything, but only the constitution of the imagination ; and, although they have names, as though they were entities, existing externally to the imagination, I call them entities imaginary rather than real ; and, therefore, all arguments against us drawn from such abstractions are easily rebutted. Many argue in this way. If all things follow from a necessity of the absolutely perfect nature of God, why are there so many imperfections in nature? such, for instance, as things corrupt to the point of putridity, loathsome deformity, confusion, evil, sin, &c. But these reasoners are, as I have said, easily confuted, for the perfection of things is to be reckoned only from their own nature and power ; things are not more or less perfect, according as they delight or offend human senses, or according as they are serviceable or repugnant to mankind. To those who ask why God did not so create all men, that they should be governed only by reason, I give no answer but this : because matter was not lacking to him for the creation of every degree of perfection from highest to lowest ; or, more strictly, because the laws of his nature are so vast, as to suffice for the production of everything conceivable by an infinite intelligence, as I have shown in _[Proposition 16](116)_. \nSuch are the misconceptions I have undertaken to note ; if there are any more of the same sort, everyone may easily dissipate them for himself with the aid of a little reflection.", - "childs": [] - } - ] - }, - { - "index": 2, - "id": "p2", - "title": "_Part II_, OF _the Nature and Origin of_ THE MIND", - "enonces": [ - { - "id": "2pr", - "title": "PREFACE", - "text": "_I now pass on to explaining the results, which must necessarily follow from the essence of God, or of the eternal and infinite being ; not, indeed, all of them (for we proved in Part 1., _[Prop. 16](116)_, that an infinite number must follow in an infinite number of ways), but only those which are able to lead us, as it were by the hand, to the knowledge of the human mind and its highest blessedness._", - "childs": [] - }, - { - "title":"DEFINITIONS", - "type":"title" - }, - - { - "id": "2d1", - "title": "I.", - "text": "By body I mean a mode which expresses in a certain determinate manner the essence of God, in so far as he is considered as an extended thing. _(See [Coroll. Prop. 25](125c), Part I)_", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d2", - "title": "II.", - "text": "I consider as belonging to the essence of a thing that, which being given, the thing is necessarily given also, and, which being removed, the thing is necessarily removed also ; in other words, that without which the thing, and which itself without the thing, can neither be nor be conceived.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d3", - "title": "III.", - "text": "By idea, I mean the mental conception which is formed by the mind as a thinking thing.", - "childs": [ - { - "id": "2d3e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "_I say conception rather than perception, because the word perception seems to imply that the mind is passive in respect to the object ; whereas conception seems to express an activity of the mind._" - } - ] - }, - { - "id": "2d4", - "title": "IV.", - "text": "By an adequate idea, I mean an idea which, in so far as it is considered in itself, without relation to the object, has all the properties or intrinsic marks of a true idea.", - "childs": [ - { - "id": "2d4e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "_I say intrinsic, in order to exclude that mark which is extrinsic, namely, the agreement between the idea and its object (ideatum)_." - } - ] - }, - { - "id": "2d5", - "title": "V.", - "text": "Duration is the indefinite continuance of existing.", - "childs": [ - { - "id": "2d5e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "_I say indefinite, because it cannot be determined through the existence itself of the existing thing, or by its efficient cause, which necessarily gives the existence of the thing, but does not take it away._" - } - ] - }, - { - "id": "2d6", - "title": "VI. ", - "text": "Reality and perfection I use as synonymous terms.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d7", - "title": "VII.", - "text": "By particular things, I mean things which are finite and have a conditioned existence ; but if several individual things concur in one action, so as to be all simultaneously the effect of one cause, I consider them all, so far, as one particular thing.", - "childs": [] - }, - { - "title":"AXIOMS", - "type":"title" - }, - - { - "id": "2a1", - "title": "I.", - "text": "The essence of man does not involve necessary existence, that is, it may, in the order of nature, come to pass that this or that man does or does not exist.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a2", - "title": "II.", - "text": "Man thinks.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a3", - "title": "III.", - "text": "Modes of thinking, such as love, desire, or any other of the passions, do not take place, unless there be in the same individual an idea of the thing loved, desired, &c. But the idea can exist without the presence of any other mode of thinking.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a4", - "title": "IV.", - "text": "We perceive that a certain body is affected in many ways.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a5", - "title": "V.", - "text": "We feel and perceive no particular things, save bodies and modes of thought. \n_The postulates [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) are given after the conclusion of Prop. 13._", - "childs": [] - }, - { - "id": "201", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_Thought is an attribute of God, or God is a thinking thing._", - "childs": [ - { - "id": "201d", - "type": " Proof.", - "text": "Particular thoughts, or this or that thought, are modes which, in a certain conditioned manner, express the nature of God _([Coroll. Prop. 25, p. I](125c))_. God therefore possesses the attribute _([Defin. 5, p. I](1d5))_ of which the concept is involved in all particular thoughts, which latter are conceived thereby. Thought, therefore, is one of the infinite attributes of God, which express God's eternal and infinite essence _([Defin. 6, p. I](1d6))_. In other words, God is a thinking thing. Q.E.D." - }, - { - "id": "201sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This proposition is also evident from the fact, that we are able to conceive an infinite thinking being. For, in proportion as a thinking being is conceived as thinking more thoughts, so is it conceived as containing more reality or perfection. Therefore a being, which can think an infinite number of things in an infinite number of ways, is, necessarily, in respect of thinking, infinite. As, therefore, from the consideration of thought alone we conceive an infinite being, thought is necessarily _(Defin. [4](1d4) and [6](1d6), p. I)_ one of the infinite attributes of God, as we were desirous of showing." - } - ] - }, - { - "id": "202", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_Extension is an attribute of God, or God is an extended thing._", - "childs": [ - { - "id": "202d", - "type": " Proof.", - "text": "The proof of this proposition is similar to that of the [last](201d)." - } - ] - }, - { - "id": "203", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_In God there is necessarily the idea not only of his essence, but also of all things which necessarily follow from his essence._", - "childs": [ - { - "id": "203d", - "type": " Proof.", - "text": "God _(by the [first Prop.](201) of this Part)_ can think an infinite number of things in infinite ways, or _(what is the same thing, by [Prop. 16](116), p. I)_ can form the idea of his essence, and of all things which necessarily follow therefrom. Now all that is in the power of God necessarily is. _([Prop. 35](135), p. I)_ Therefore, such an idea as we are considering necessarily is, and in God alone. Q.E.D. _([Prop. 15](115), p. I)_" - }, - { - "id": "203sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "The multitude understand by the power of God the free will of God, and the right over all things that exist, which latter are accordingly generally considered as contingent. For it is said that God has the power to destroy all things, and to reduce them to nothing. Further, the power of God is very often likened to the power of kings. But this doctrine we have refuted _(Corolls. [1](132c1) and [2](132c2), Prop. 32, p. I)_, and we have shown _([Prop. 16](116), p. I)_ that God acts by the same necessity, as that by which he understands himself ; in other words, as it follows from the necessity of the divine nature (as all admit), that God understands himself, so also does it follow by the same necessity, that God performs infinite acts in infinite ways. We further showed _([Prop. 34](134), p. I)_, that God's power is identical with God's essence in action ; therefore it is as impossible for us to conceive God as not acting, as to conceive him as non-existent. If we might pursue the subject further, I could point out, that the power which is commonly, attributed to God is not only, human (as showing that God is conceived by, the multitude as a man, or in the likeness of a man), but involves a negation of power. However, I am unwilling to go over the same ground so often. I would only beg, the reader again and again, to turn over frequently in his mind what I have said in Part I from [Proposition 16](116) to the end. No one will be able to follow my meaning, unless he is scrupulously careful not to confound the power of God with the human power and right of kings." - } - ] - }, - { - "id": "204", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_The idea of God, from which an infinite number of things follow in infinite ways, can only be one._", - "childs": [ - { - "id": "204d", - "type": " Proof.", - "text": "Infinite intellect comprehends nothing save the attributes of God and his modifications _([Prop. 30](130), p. I)_. Now God is one ([Coroll. 1, Prop. 14](114c1), p. I). Therefore the idea of God, wherefrom an infinite number of things follow in infinite ways, can only, be one. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "205", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_The actual being of ideas owns God as its cause, only in so far as he is considered as a thinking thing, not insofar as he is unfolded in any other attribute ; that is, the ideas both of the attributes of God and of particular things do not own as their efficient cause their objects (ideata) or the things perceived, but God himself in so far as he is a thinking thing._", - "childs": [ - { - "id": "205d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is evident from [Proposition 3](203). of this Part. We there drew the conclusion, that God can form the idea of his essence, and of all things which follow necessarily therefrom, solely, because he is a thinking thing, and not because he is the object of his own idea. Wherefore the actual being of ideas owns for cause God, in so far as he is a thinking thing. It may, be differently proved as follows : the actual being of ideas is (obviously,) a mode of thought, that is _([Coroll. Prop. 25](125c), p. I)_ a mode which expresses in a certain manner the nature of God, in so far as he is a thinking thing, and therefore _([Prop. 10](110), p. I)_ involves the conception of no other attribute of God, and consequently _(by [Axiom 4](1a4), p. I)_ is not the effect of any attribute save thought. Therefore the actual being of ideas owns God as its cause, in so far as he is considered as a thinking thing, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "206", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_The modes of any given attribute are caused by God, in so far as he is considered through the attribute of which they are modes, and not in so far as he is considered through any other attribute._", - "childs": [ - { - "id": "206d", - "type": " Proof.", - "text": "Each attribute is conceived through itself, without any other _([Prop. 10](110), p. I)_ ; wherefore the modes of each attribute involve the conception of that attribute, but not of any other. Thus _([Axiom 4](1a4), p. I)_ they are caused by God, only in so far as he is considered through the attribute whose modes they, are, and not in so far as he is considered through any other. Q.E.D." - }, - { - "id": "206c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence the actual being of things, which are not modes of thought, does not follow from the divine nature, because that nature has prior knowledge of the things. Things represented in ideas follow, and are derived from their particular attribute, in the same manner, and with the same necessity as ideas follow (according to what we have shown) from the attribute of thought." - } - ] - }, - { - "id": "207", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_The order and connection of ideas is the same as the order and connection of things._", - "childs": [ - { - "id": "207d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is evident from [Axiom 4](1a4), p I. For the idea of everything that is caused depends on a knowledge of the cause, whereof it is an effect." - }, - { - "id": "207c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence God's power of thinking is equal to his realized power of action-that is, whatsoever follows from the infinite nature of God in the world of extension _(formaliter)_, follows without exception in the same order and connection from the idea of God in the world of thought _(objective)_." - }, - { - "id": "207sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Before going any further, I wish to recall to mind what has been pointed out above - namely, that whatsoever can be perceived by the infinite intellect as constituting the essence of substance, belongs altogether only to one substance : consequently, substance thinking and substance extended are one and the same substance, comprehended now through one attribute, now through the other. So, also, a mode of extension and the idea of that mode are one and the same thing, though expressed in two ways. This truth seems to have been dimly recognized by those Jews who maintained that God, God's intellect, and the things understood by God are identical. For instance, a circle existing in nature, and the idea of a circle existing, which is also in God, are one and the same thing displayed through different attributes. Thus, whether we conceive nature under the attribute of extension, or under the attribute of thought, or under any other attribute, we shall find the same order, or one and the same chain of causes - that is, the same things following in either case. I said that God is the cause of an idea - for instance, of the idea of a circle, - in so far as he is a thinking thing ; and of a circle, in so far as he is an extended thing, simply because the actual being of the idea of a circle can only be perceived as a proximate cause through another mode of thinking, and that again through another, and so on to infinity ; so that, so long as we consider things as modes of thinking, we must explain the order of the whole of nature, or the whole chain of causes, through the attribute of thought only. And, in so far as we consider things as modes of extension, we must explain the order of the whole of nature through the attribute of extension only ; and so on, in the case of other attributes. Wherefore of things as they are in themselves God is really the cause, inasmuch as he consists of infinite attributes. I cannot for the present explain my meaning more clearly." - } - ] - }, - { - "id": "208", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_The ideas of particular things, or of modes, that do not exist, must be comprehended in the infinite idea of God, in the same way as the formal essences of particular things or modes are contained in the attributes of God._", - "childs": [ - { - "id": "208d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is evident from the [last](207) ; it is understood more clearly from the preceding [Scolium](207sc)." - }, - { - "id": "208c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence, so long as particular things do not exist, except in so far as they, are comprehended in the attributes of God, their representations in thought or ideas do not exist, except in so far as the infinite idea of God exists ; and when particular things are said to exist, not only in so far as they, are involved in the attributes of God, but also in so far as they - are said to continue, their ideas will also involve existence, through which they are said to continue." - }, - { - "id": "208sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "If anyone desires an example to throw more light on this question, I shall, I fear, not be able to give him any, which adequately explains the thing of which I here speak, inasmuch as it is unique ; however, I will endeavour to illustrate it as far as possible. The nature of a circle is such that if any number of straight lines intersect within it, the rectangles formed by their segments will be equal to one another ; thus, infinite equal rectangles are contained in a circle. Yet none of these rectangles can be said to exist, except in so far as the circle exists ; nor can the idea of any of these rectangles be said to exist, except in so far as they are comprehended in the idea of the circle. ![Graph 1](/assets/img/graph-02.png) Let us grant that, from this infinite number of rectangles, two only exist. The ideas of these two not only exist, in so far as they are contained in the idea of the circle, but also as they involve the existence of those rectangles ; wherefore they are distinguished from the remaining ideas of the remaining rectangles." - } - ] - }, - { - "id": "209", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_The idea of an individual thing actually existing is caused by God, not in so far as he is infinite, but in so far as he is considered as affected by another idea o a thing if actually existing, of which he is the cause, in so far as he is affected by a third idea, and so on to infinity._", - "childs": [ - { - "id": "209d", - "type": " Proof.", - "text": "The idea of an individual thing actually existing is an individual mode of thinking, and is distinct from other modes _(by the [Coroll.](208c) and [Scol.](208sc) to Prop. 8 of this part)_ ; thus _(by [Prop. 6](206) of this part)_ it is caused by God, in so far only as he is a thinking thing. But not _(by [Prop. 28](128), p. I)_ in so far as he is a thing thinking absolutely, only in so far as he is considered as affected by another mode of thinking ; and he is the cause of this latter, as being affected by a third, and so on to infinity. Now, the order and connection of ideas is _(by [Prop. 7](207) of this part)_ the same as the order and connection of causes. Therefore of a given individual idea another individual idea, or God, in so far as he is considered as modified by that idea, is the cause ; and of this second idea God is the cause, in so far as he is affected by another idea, and so on to infinity. Q.E.D." - }, - { - "id": "209c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Whatsoever takes place in the individual object of any idea, the knowledge thereof is in God, in so far only as he has the idea of the object." - }, - { - "id": "209cd", - "type": " Proof.", - "text": "Whatsoever takes place in the object of any idea, its idea is in God _(by [Prop. 3](203) of this part)_, not in so far as he is infinite, but in so far as he is considered as affected by another idea of an individual thing _(by the [last Prop.](208))_ ; but _(by [Prop. 7](207) of this part)_ the order and connection of ideas is the same as the order and connection of things. The knowledge, therefore, of that which takes place in any individual object will be in God, in so far only as he has the idea of that object. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "210", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_The being of substance does not appertain to the essence of man - in other words, substance does not constitute the actual being^[_Forma_] of man._", - "childs": [ - { - "id": "210d", - "type": " Proof.", - "text": "The being of substance involves necessary existence _([Prop. 7](107), p. I)_. If, therefore, the being of substance appertains to the essence of man, substance being granted, man would necessarily be granted also _([Defin. 2](2d2))_, and, consequently, man would necessarily exist, which is absurd _([Axiom 1](2a1))_. Therefore, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "210sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This proposition may also be proved from [Proposition 5](105), in which it is shown that there cannot be two substances of the same nature ; for as there may be many men, the being of substance is not that which constitutes the actual being of man. Again, the proposition is evident from the other properties of substance - namely, that substance is in its nature infinite, immutable, indivisible, &c., as anyone may see for himself" - }, - { - "id": "210c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows, that the essence of man is constituted by certain modifications of the attributes of God." - }, - { - "id": "210cd", - "type": " Proof.", - "text": "For _(by the [last Prop.](210))_ the being of substance does not belong to the essence of man. That essence therefore _(by, [Prop. 15](115) p. I)_ is something which is in God, and which without God can neither be nor be conceived, whether it be a modification _([Coroll. Prop. 25](125c) p. I)_, or a mode which expresses God's nature in a certain conditioned manner." - }, - { - "id": "210csc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Everyone must surely admit, that nothing can be or be conceived without God. All men agree that God is the one and only cause of all things, both of their essence and of their existence ; that is, God is not only - the cause of things in respect to their being made _(secundum fieri)_, but also in respect to their being _(secundum esse)_. At the same time many assert, that that, without which a thing cannot be nor be conceived, belongs to the essence of that thing ; wherefore they believe that either the nature of God appertains to the essence of created things, or else that created things can be or be conceived without God ; or else, as is more probably the case, they hold inconsistent doctrines. I think the cause for such confusion is mainly, that they do not keep to the proper order of philosophic thinking. The nature of God, which should be reflected on first, inasmuch as it is prior both in the order of knowledge and the order of nature, they have taken to be last in the order of knowledge, and have put into the first place what they call the objects of sensation ; hence, while they are considering natural phenomena, they give no attention at all to the divine nature, and, when afterwards they apply their mind to the study of the divine nature, they are quite unable to bear in mind the first hypotheses, with which they have overlaid the knowledge of natural phenomena, inasmuch as such hypotheses are no help towards understanding the Divine nature. So that it is hardly to be wondered at, that these persons contradict themselves freely. However, I pass over this point. My intention here was only to give a reason for not saying, that that, without which a thing cannot be or be conceived, belongs to the essence of that thing: individual things cannot be or be conceived without God, yet God does not appertain to their essence. I said that I considered as belonging to the essence of a thing that, which being given, the thing is necessarily given also, and which being removed, the thing is necessarily removed also ; or that without which the thing, and which itself without the thing can neither be nor be conceived." - } - ] - }, - { - "id": "211", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_The first element, which constitutes the actual being of the human mind, is the idea of some particular thing actually existing._", - "childs": [ - { - "id": "211d", - "type": " Proof.", - "text": "The essence of man _(by the [Coroll. of the last Prop.](210c))_ is constituted by certain modes of the attributes of God, namely _(by [Axiom 2](2a2))_, by the modes of thinking, of all which _(by [Axiom 3](2a3))_ the idea is prior in nature, and, when the idea is given, the other modes (namely, those of which the idea is prior in nature) must be in the same individual _(by the [same Axiom](2a3))_. Therefore an idea is the first element constituting the human mind. But not the idea of a non-existent thing, for then _([Coroll. Prop. 8](208c))_ the idea itself cannot be said to exist ; it must therefore be the idea of something actually existing. But not of an infinite thing. For an infinite thing _(Prop. [21](121), [22](122), p. I)_, must always necessarily exist ; this would _(by [Axiom 1](2a1))_ involve an absurdity. Therefore the first element, which constitutes the actual being of the human mind, is the idea of something actually existing. Q.E.D." - }, - { - "id": "211c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows, that the human mind is part of the infinite intellect of God ; thus when we say, that the human mind perceives this or that, we make the assertion, that God has this or that idea, not in so far as he is infinite, but in so far as he is displayed through the nature of the human mind, or in so far as he constitutes the essence of the human mind ; and when we say that God has this or that idea, not only in so far as he constitutes the essence of the human mind, but also in so far as he, simultaneously with the human mind, has the further idea of another thing, we assert that the human mind perceives a thing in part or inadequately." - }, - { - "id": "211sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Here, I doubt not, readers will come to a stand, and will call to mind many things which will cause them to hesitate ; I therefore beg them to accompany me slowly, step by step, and not to pronounce on my statements, till they have read to the end." - } - ] - }, - { - "id": "212", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_Whatsoever comes to pass in the object of the idea, which constitutes the human mind, must be perceived by the human mind, or there will necessarily be an idea in the human mind of the said occurrence. That is, if the object of the idea constituting the human mind be a body, nothing can take place in that body without being perceived by the mind._", - "childs": [ - { - "id": "212d", - "type": " Proof.", - "text": "Whatsoever comes to pass in the object of any idea, the knowledge thereof is necessarily in God _([Coroll. Prop. 9](209c))_, in so far as he is considered as affected by the idea of the said object, that is _([Prop. 11](211))_, in so far as he constitutes the mind of anything. Therefore, whatsoever takes place in the object constituting the idea of the human mind, the knowledge thereof is necessarily in God, in so far as he constitutes the nature of the human mind ; that is _(by [Coroll. Prop. 11](211c))_ the knowledge of the said thing will necessarily be in the mind, in other words the mind perceives it." - }, - { - "id": "212sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This proposition is also evident, and is more clearly to be understood from [Scol. Prop. 7](207sc), which see." - } - ] - }, - { - "id": "213", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_The object of the idea constituting the human mind is the body, in other words a certain mode of extension which actually exists, and nothing else._", - "childs": [ - { - "id": "213d", - "type": " Proof.", - "text": "If indeed the body were not the object of the human mind, the ideas of the modifications of the body would not be in God _([Coroll. Prop. 9](209c))_ in virtue of his constituting our mind, but in virtue of his constituting the mind of something else ; that is _([Coroll. Prop. 11](211c))_ the ideas of the modifications of the body would not be in our mind : now _(by [Axiom 4](2a4))_ we do possess the ideas of the modifications of the body. Therefore the object of the idea constituting the human mind is the body, and the body as it actually exists _([Prop. 11](211))_. Further, if there were any other object of the idea constituting the mind besides body, then, as nothing can exist from which some effect does not follow _([Prop. 36](136), p. I)_ there would necessarily have to be in our mind an idea, which would be the effect of that other object _([Prop.](212))_ ; but _([Axiom 5](2a5))_ there is no such idea. Wherefore the object of our mind is the body as it exists, and nothing else. Q.E.D." - }, - { - "id": "213c", - "type": "COROLLARY", - "text": "We thus comprehend, not only that the human mind is united to the body, but also the nature of the union between mind and body." - }, - { - "id": "213sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "However, no one will be able to grasp this adequately or distinctly, unless he first has adequate knowledge of the nature of our body. The propositions we have advanced hitherto have been entirely general, applying not more to men than to other individual things, all of which, though in different degrees, are animated^[_animata_]. For of everything there is necessarily an idea in God, of which God is the cause, in the same way as there is an idea of the human body ; thus whatever we have asserted of the idea of the human body must necessarily also be asserted of the idea of everything else. Still, on the other hand, we cannot deny that ideas, like objects, differ one from the other, one being more excellent than another and containing more reality, just as the object of one idea is more excellent than the object of another idea, and contains more reality. Wherefore, in order to determine, wherein the human mind differs from other things, and wherein it surpasses them, it is necessary for us to know the nature of its object, that is, of the human body. What this nature is, I am not able here to explain, nor is it necessary for the proof of what I advance, that I should do so. I will only say generally, that in proportion as any given body is more fitted than others for doing many actions or receiving many impressions at once, so also is the mind, of which it is the object, more fitted than others for forming many simultaneous perceptions ; and the more the actions of one body depend on itself alone, and the fewer other bodies concur with it in action, the more fitted is the mind of which it is the object for distinct comprehension. We may thus recognize the superiority of one mind over others, and may further see the cause, why we have only a very confused knowledge of our body, and also many kindred questions, which I will, in the following propositions, deduce from what has been advanced. Wherefore I have thought it worth while to explain and prove more strictly my present statements. In order to do so, I must premise a few propositions concerning the nature of bodies." - } - ] - }, - { - "id": "213a1", - "title": "AXIOM 1", - "text": "All bodies are either in motion or at rest.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213a2", - "title": "AXIOM 2", - "text": "Every body is moved sometimes more slowly, sometimes more quickly.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213l1", - "title": "LEMMA 1", - "text": "_Bodies are distinguished from one another in respect of motion and rest, quickness and slowness, and not in respect of substance._", - "childs": [ - { - "id": "213l1d", - "type": " Proof.", - "text": "The first part of this proposition is, I take it, self-evident. That bodies are not distinguished in respect of substance is plain both from Prop. _[5](105)_ and _[8](108)_ p. I. It is brought out still more clearly from _[Scol. Prop. 15](115sc)_, p. I." - } - ] - }, - { - "id": "213l2", - "title": "LEMMA 2", - "text": "_All bodies agree in certain respects.", - "childs_": [ - { - "id": "213l2d", - "type": " Proof.", - "text": "All bodies agree in the fact, that they involve the conception of one and the same attribute _([Defin. 1](2d1))_. Further, in the fact that they may be moved less or more quickly, and may be absolutely in motion or at rest." - } - ] - }, - { - "id": "213l3", - "title": "LEMMA 3", - "text": "_A body in motion or at rest must be determined to motion or rest by another body, which other body has been determined to motion or rest by a third body, and that third again by a fourth, and so on to infinity._", - "childs": [ - { - "id": "213l3d", - "type": " Proof.", - "text": "Bodies are individual things _([Defin. 1](2d1))_, which _([Lemma 1](213l1))_ are distinguished one from the other in respect to motion and rest ; thus _([Prop. 28](128), p. I)_ each must necessarily be determined to motion or rest by another individual thing, namely _([Prop. 6](206))_, by another body, which other body is also _([Axiom 1](2a1))_ in motion or at rest. And this body again can only have been set in motion or caused to rest by being determined by a third body to motion or rest. This third body again by a fourth, and so on to infinity. Q.E.D." - }, - { - "id": "213l3c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows, that a body in motion keeps in motion, until it is determined to a state of rest by some other body ; and a body at rest remains so, until it is determined to a state of motion by some other body. This is indeed self-evident. For when I suppose, for instance, that a given body, A, is at rest, and do not take into consideration other bodies in motion, I cannot affirm anything concerning the body A, except that it is at rest. If it afterwards comes to pass that A is in motion, this cannot have resulted from its having been at rest, for no other consequence could have been involved than its remaining at rest. If, on the other hand, A be given in motion, we shall, so long as we only consider A, be unable to affirm anything concerning it, except that it is in motion. If A is subsequently found to be at rest, this rest cannot be the result of A's previous motion, for such motion can only have led to continued motion ; the state of rest therefore must have resulted from something, which was not in A, namely, from an external cause determining A to a state of rest." - } - ] - }, - { - "id": "213a1a", - "title": "AXIOM 1", - "text": "All modes, wherein one body is affected by another body, follow simultaneously from the nature of the body affected and the body affecting ; so that one and the same body may be moved in different modes, according to the difference in the nature of the bodies moving it ; on the other hand, different bodies may be moved in different modes by one and the same body.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213a2a", - "title": "AXIOM 2", - "text": "![Graph 1](/assets/img/graph-03.png) When a body in motion impinges on another body at rest, which it is unable to move, it recoils, in order to continue its motion, and the angle made by the line of motion in the recoil and the plane of the body at rest, whereon the moving body has impinged, will be equal to the angle formed by the line of motion of incidence and the same plane. \n \nSo far we have been speaking only of the most simple bodies, which are only distinguished one from the other by motion and rest, quickness and slowness. We now pass on to compound bodies.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213def", - "title": "DEFINITION", - "text": "_When any given bodies of the same or different magnitude are compelled by other bodies to remain in contact, or if they be moved at the same or different rates of speed, so that their mutual movements should preserve among themselves a certain fixed relation, we say that such bodies are in union, and that together they compose one body or individual, which is distinguished from other bodies by this fact of union._", - "childs": [] - }, - { - "id": "213a3", - "title": "AXIOM 3", - "text": "In proportion as the parts of an individual, or a compound body, are in contact over a greater or less superficies, they will with greater or less difficulty admit of being moved from their position ; consequently the individual will, with greater or less difficulty, be brought to assume another form. Those bodies, whose parts are in contact over large superficies, are called _hard_ ; those, whose parts are in contact over small superficies, are called _soft_ ; those, whose parts are in motion among, one another, are called _fluid_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213l4", - "title": "LEMMA 4", - "text": "_If from a body or individual, compounded of several bodies, certain bodies be separated, and if, at the same time, an equal number of other bodies o the same nature take, if their place, the individual will preserve its nature as before, without any change in its actuality (forma)._", - "childs": [ - { - "id": "213l4d", - "type": " Proof.", - "text": "Bodies _([Lemma 1](213l1))_ are not distinguished in respect of substance: that which constitutes the actuality (formam) of an individual consists _(by the [last Defin.](213def))_ in a union of bodies ; but this union, although there is a continual change of bodies, will _(by our hypothesis)_ be maintained ; the individual, therefore, will retain its nature as before, both in respect of substance and in respect of mode. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "213l5", - "title": "LEMMA 5", - "text": "_If the parts composing an individual become greater or less, but in such proportion, that they all preserve the same mutual relations of motion and rest, the individual will still preserve its original nature, and its actuality will not be changed._", - "childs": [ - { - "id": "213l5d", - "type": " Proof.", - "text": "The same as for the [last Lemma](213l4)." - } - ] - }, - { - "id": "213l6", - "title": "LEMMA 6", - "text": "_If certain bodies composing an individual be compelled to change the motion, which they have in one direction, for motion in another direction, but in such a manner, that they be able to continue their motions and their mutual communication in the same relations as before, the individual will retain its own nature without any change of its actuality._", - "childs": [ - { - "id": "213l6d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is self-evident, for the individual is supposed to retain all that, which, in its definition, we spoke of as its actual being." - } - ] - }, - { - "id": "213l7", - "title": "LEMMA 7", - "text": "_Furthermore, the individual thus composed preserves its nature, whether it be, as a whole, in motion or at rest, whether it be moved in this or that direction ; so long as each part retains its motion, and preserves its communication with other parts as before._", - "childs": [ - { - "id": "213l7d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is evident from the [definition](213def) of an individual prefixed to Lemma iv." - }, - { - "id": "213l7sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "We thus see, how a composite individual may be affected in many different ways, and preserve its nature notwithstanding. Thus far we have conceived an individual as composed of bodies only distinguished one from the other in respect of motion and rest, speed and slowness ; that is, of bodies of the most simple character. If, however, we now conceive another individual composed of several individuals of diverse natures, we shall find that the number of ways in which it can be affected, without losing its nature, will be greatly multiplied. Each of its parts would consist of several bodies, and therefore _(by [last Lemma](213l7))_ each part would admit, without change to its nature, of quicker or slower motion, and would consequently be able to transmit its motions more quickly or more slowly to the remaining parts. If we further conceive a third kind of individuals composed of individuals of this second kind, we shall find that they may be affected in a still greater number of ways without changing their actuality. We may easily proceed thus to infinity, and conceive the whole of nature as one individual, whose parts, that is, all bodies, vary in infinite ways, without any change in the individual as a whole. I should feel bound to explain and demonstrate this point at more length, if I were writing a special treatise on body. But I have already said that such is not my object, I have only touched on the question, because it enables me to prove easily that which I have in view." - } - ] - }, - { - "title":"POSTULATES", - "type":"title" - }, - { - "id": "213p1", - "title": "I.", - "text": "The human body is composed of a number of individual parts, of diverse nature, each one of which is in itself extremely complex.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p2", - "title": "II.", - "text": "Of the individual parts composing the human body some are fluid, some soft, some hard.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p3", - "title": "III.", - "text": "The individual parts composing the human body, and consequently the human body itself, are affected in a variety of ways by external bodies.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p4", - "title": "IV.", - "text": "The human body stands in need for its preservation of a number of other bodies, by which it is continually, so to speak, regenerated.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p5", - "title": "V.", - "text": "When the fluid part of the human body is determined by an external body to impinge often on another soft part, it changes the surface of the latter, and, as it were, leaves the impression thereupon of the external body which impels it.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p6", - "title": "VI.", - "text": "The human body can move external bodies, and arrange them in a variety of ways.", - "childs": [] - }, - { - "id": "214", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_The human mind is capable of perceiving a great number of things, and is so in proportion as its body is capable of receiving a great number of impressions._", - "childs": [ - { - "id": "214d", - "type": " Proof.", - "text": "The human body _(by Post. [3](213p3) and [6](213p6))_ is affected in very many ways by external bodies, and is capable in very many ways of affecting external bodies. But _([Prop. 12](212))_ the human mind must perceive all that takes place in the human body ; the human mind is, therefore, capable of perceiving a great number of things, and is so in proportion, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "215", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_The idea, which constitutes the actual being of the human mind, is not simple, but compounded of a great number of ideas._", - "childs": [ - { - "id": "215d", - "type": " Proof.", - "text": "The idea constituting the actual being of the human mind is the idea of the body _([Prop. 13](213))_, which _([Post. 1](213p1))_ is composed of a great number of complex individual parts. But there is necessarily in God the idea of each individual part whereof the body is composed _([Coroll. Prop. 8](208c))_ ; therefore _([Prop. 7](207))_, the idea of the human body is composed of these numerous ideas of its component parts. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "216", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_The idea of every mode, in which the human body is affected by external bodies, must involve the nature of the human body, and also the nature of the external body._", - "childs": [ - { - "id": "216d", - "type": " Proof.", - "text": "All the modes, in which any given body is affected, follow from the nature of the body affected, and also from the nature of the affecting body _(by [Axiom 1](213a1a), after the Coroll. of Lemma 3)_, wherefore their idea also necessarily _(by [Axiom 4](1a4), p. I)_ involves the nature of both bodies ; therefore, the idea of every mode, in which the human body is affected by external bodies, involves the nature of the human body and of the external body. Q.E.D." - }, - { - "id": "216c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "Hence it follows, first, that the human mind perceives the nature of a variety of bodies, together with the nature of its own." - }, - { - "id": "216c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "It follows, secondly, that the ideas, which we have of external bodies, indicate rather the constitution of our own body than the nature of external bodies. I have amply illustrated this in the [Appendix](1app) to Part I." - } - ] - }, - { - "id": "217", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_If the human body is affected in a manner which involves the nature of any external body, the human mind will regard the said external body as actually existing, or as present to itself, until the human body be affected in such a way, as to exclude the existence or the presence of the said external body._", - "childs": [ - { - "id": "217d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is self-evident, for so long as the human body continues to be thus affected, so long will the human mind _([Prop. 12](212))_ regard this modification of the body - that is _(by the [last Prop.](216))_, it will have the idea of the mode as actually existing, and this idea involves the nature of the external body. In other words, it will have the idea which does not exclude, but postulates the existence or presence of the nature of the external body ; therefore the mind _(by [Coroll. 1 last Prop.](216c1))_ will regard the external body as actually existing, until it is affected, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "217c", - "type": "COROLLARY", - "text": "The mind is able to regard as present external bodies, by which the human body has once been affected, even though they be no longer in existence or present." - }, - { - "id": "217cd", - "type": " Proof.", - "text": "When external bodies determine the fluid parts of the human body, so that they often impinge on the softer parts, they change the surface of the last named _([Post. 5](213p5))_ ; hence _([Axiom 2](213a2a) after Coroll. of Lemma 3)_ they are refracted therefrom in a different manner from that which they followed before such change ; and, further, when afterwards they impinge on the new surfaces by their own spontaneous movement, they will be refracted in the same manner, as though they had been impelled towards those surfaces by external bodies ; consequently, they will, while they continue to be thus refracted, affect the human body in the same manner, whereof the mind _([Prop. 12](212))_ will again take cognizance - that is _([Prop. 17](217))_, the mind will again regard the external body as present, and will do so, as often as the fluid parts of the human body impinge on the aforesaid surfaces by their own spontaneous motion. Wherefore, although the external bodies, by which the human body has once been affected, be no longer in existence, the mind will nevertheless regard them as present, as often as this action of the body is repeated. Q.E.D." - }, - { - "id": "217sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "We thus see how it comes about, as is often the case, that we regard as present things which are not. It is possible that the same result may be brought about by other causes ; but I think it suffices for me here to have indicated one possible explanation, just as well as if I had pointed out the true cause. Indeed, I do not think I am very far from the truth, for all my assumptions are based on postulates, which rest, almost without exception, on experience, that cannot be controverted by those who have shown, as we have, that the human body, as we feel it, exists _([Coroll.](213c) after Prop. 13)_. Furthermore _([Coroll. Prop 17](217c), [Coroll. 2 Prop. 16](216c2))_, we clearly understand what is the difference between the idea, say, of Peter, which constitutes the essence of Peter's mind, and the idea of the said Peter, which is in another man, say, Paul. The former directly answers to the essence of Peter's own body, and only implies existence so long as Peter exists ; the latter indicates rather the disposition of Paul's body than the nature of Peter, and, therefore, while this disposition of Paul's body lasts, Paul's mind will regard Peter as present to itself, even though he no longer exists. Further, to retain the usual phraseology, the modifications of the human body, of which the ideas represent external bodies as present to us, we will call the images of things, though they do not recall the figure of things. When the mind regards bodies in this fashion, we say that it imagines. I will here draw attention to the fact, in order to indicate where error lies, that the imaginations of the mind, looked at in themselves, do not contain error. The mind does not err in the mere act of imagining, but only in so far as it is regarded as being without the idea, which excludes the existence of such things as it imagines to be present to it. If the mind, while imagining non-existent things as present to it, is at the same time conscious that they do not really exist, this power of imagination must be set down to the efficacy of its nature, and not to a fault, especially if this faculty of imagination depend solely on its own nature - that is _([Defin. 7](1d7), p. I)_, if this faculty of imagination be free." - } - ] - }, - { - "id": "218", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_If the human body has once been affected by two or more bodies at the same time, when the mind afterwards imagines any of them, it will straightway remember the others also._", - "childs": [ - { - "id": "218d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind _([Coroll. Prop. 17](217c))_ imagines any given body, because the human body is affected and disposed by the impressions from an external body, in the same manner as it is affected when certain of its parts are acted on by the said external body ; but _(by our hypothesis)_ the body was then so disposed, that the mind imagined two bodies at once ; therefore, it will also in the second case imagine two bodies at once, and the mind, when it imagines one, will straightway remember the other. Q.E.D." - }, - { - "id": "218sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "We now clearly see what Memory is. It is simply a certain association of ideas involving the nature of things outside the human body, which association arises in the mind according to the order and association of the modifications _(affectiones)_ of the human body. I say, first, it is an association of those ideas only, which involve the nature of things outside the human body: not of ideas which answer to the nature of the said things : ideas of the modifications of the human body are, strictly speaking _([Prop. 16](216))_, those which involve the nature both of the human body and of external bodies. I say, secondly, that this association arises according to the order and association of the modifications of the human body, in order to distinguish it from that association of ideas, which arises from the order of the intellect, whereby the mind perceives things through their primary causes, and which is in all men the same. And hence we can further clearly understand, why the mind from the thought of one thing, should straightway arrive at the thought of another thing, which has no similarity with the first ; for instance, from the thought of the word _pomum_ (an apple), a Roman would straightway arrive at the thought of the fruit apple, which has no similitude with the articulate sound in question, nor anything in common with it, except that the body of the man has often been affected by these two things ; that is, that the man has often heard the word _pomum_, while he was looking at the fruit ; similarly every man will go on from one thought to another, according as his habit has ordered the images of things in his body. For a soldier, for instance, when he sees the tracks of a horse in sand, will at once pass from the thought of a horse to the thought of a horseman, and thence to the thought of war, &c. ; while a countryman will proceed from the thought of a horse to the thought of a plough, a field, &c. Thus every man will follow this or that train of thought, according as he has been in the habit of conjoining and associating the mental images of things in this or that manner." - } - ] - }, - { - "id": "219", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_The human mind has no knowledge of the body, and does not know it to exist, save through the ideas of the modifications whereby the body is affected._", - "childs": [ - { - "id": "219d", - "type": " Proof.", - "text": "The human mind is the very idea or knowledge of the human body _([Prop. 13](213))_, which _([Prop. 9](209))_ is in God, in so far as he is regarded as affected by another idea of a particular thing actually existing : or, inasmuch as _([Post. 4](213p4))_ the human body stands in need of very many bodies whereby, it is, as it were, continually regenerated ; and the order and connection of ideas is the same as the order and connection of causes _([Prop. 7](207))_ ; this idea will therefore be in God, in so far as he is regarded as affected by the ideas of very many particular things. Thus God has the idea of the human body, or knows the human body, in so far as he is affected by very many other ideas, and not in so far as he constitutes the nature of the human mind ; that is _(by [Coroll. Prop. 11](211c))_, the human mind does not know the human body. But the ideas of the modifications of body are in God, in so far as he constitutes the nature of the human mind, or the human mind perceives those modifications _([Prop. 12](212))_, and consequently _([Prop. 16](216))_ the human body itself, and as actually existing _([Prop.17](217))_; therefore the mind perceives thus far only the human body. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "220", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_The idea or knowledge of the human mind is also in God, following in God in the same manner, and being referred to God in the same manner, as the idea or knowledge of the human body._", - "childs": [ - { - "id": "220d", - "type": " Proof.", - "text": "Thought is an attribute of God _([Prop. 1](201))_ ; therefore _([Prop. 3](203))_ there must necessarily be in God the idea both of thought itself and of all its modifications, consequently also of the human mind _([Prop. 11](201))_. Further, this idea or knowledge of the mind does not follow from God, in so far as he is infinite, but in so far as he is affected by another idea of an individual thing _([Prop. 9](209))_. But _([Prop. 7](207))_ the order and connection of ideas is the same as the order and connection of causes ; therefore this idea or knowledge of the mind is in God and is referred to God, in the same manner as the idea or knowledge of the body. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "221", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_This idea of the mind is united to the mind in the same way as the mind is united to the body._", - "childs": [ - { - "id": "221d", - "type": " Proof.", - "text": "That the mind is united to the body we have shown from the fact, that the body is the object of the mind _(Prop. [12](212) end[13](213))_ ; and so for the same reason the idea of the mind must be united with its object, that is, with the mind in the same manner as the mind is united to the body. Q.E.D." - }, - { - "id": "221sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This proposition is comprehended much more clearly from what we said in the [Scol. Prop. 7](207sc). We there showed that the idea of body and body, that is, mind and body _([Prop. 13](213))_, are one and the same individual conceived now under the attribute of thought, now under the attribute of extension ; wherefore the idea of the mind and the mind itself are one and the same thing, which is conceived under one and the same attribute, namely, thought. The idea of the mind, I repeat, and the mind itself are in God by the same necessity and follow from him from the same power of thinking. Strictly speaking, the idea of the mind, that is, the idea of an idea, is nothing but the distinctive quality _(forma)_ of the idea in so far as it is conceived as a mode of thought without reference to the object ; if a man knows anything, he, by that very fact, knows that he knows it, and at the same time knows that he knows that he knows it, and so on to infinity. But I will treat of this hereafter." - } - ] - }, - { - "id": "222", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_The human mind perceives not only the modifications of the body, but also the ideas of such modification._", - "childs": [ - { - "id": "222d", - "type": " Proof.", - "text": "The ideas of the ideas of modifications follow in God in the same manner, and are referred to God in the same manner, as the ideas of the said modifications. This is proved in the same way as [Proposition 20](220). But the ideas of the modifications of the body are in the human mind _([Prop. 12](212))_, that is, _([Coroll. Prop. 11](211c))_ in God, in so far as he constitutes the essence of the human mind ; therefore the ideas of these ideas will be in God, in so far as he has the knowledge or idea of the human mind, that is _([Prop. 21](221))_, they will be in the human mind itself, which therefore perceives not only the modifications of the body, but also the ideas of such modifications. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "223", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_The mind does not know itself, except in so far as it perceives the ideas of the modifications of the body._", - "childs": [ - { - "id": "223d", - "type": " Proof.", - "text": "The idea or knowledge of the mind _([Prop. 20](220))_ follows in God in the same manner, and is referred to God in the same manner, as the idea or knowledge of the body. But since _([Prop. 19](219))_ the human mind does not know the human body itself, that is _([Coroll. Prop. 11](211c))_, since the knowledge of the human body is not referred to God, in so far as he constitutes the nature of the human mind ; therefore, neither is the knowledge of the mind referred to God, in so far as he constitutes the essence of the human mind ; therefore _(by the same [Coroll. Prop. 11](211c))_, the human mind thus far has no knowledge of itself. Further the ideas of the modifications, whereby the body is affected, involve the nature of the human body itself _([Prop. 16](216))_, that is _([Prop. 13](213))_, they agree with the nature of the mind ; wherefore the knowledge of these ideas necessarily involves knowledge of the mind ; but (by the [last Prop.](222)) the knowledge of these ideas is in the human mind itself ; wherefore the human mind thus far only has knowledge of itself. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "224", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_The human mind does not involve an adequate knowledge of the parts composing the human body._", - "childs": [ - { - "id": "224d", - "type": " Proof.", - "text": "The parts composing the human body do not belong to the essence of that body, except in so far as they communicate their motions to one another in a certain fixed relation _([Defin.](213def) after Coroll. Lemma 3)_, not in so far as they can be regarded as individuals without relation to the human body. The parts of the human body are highly complex individuals _([Post. 1](213p1))_, whose parts _([Lemma 4](213l4))_ can be separated from the human body without in any way destroying the nature and distinctive quality, of the latter, and they can communicate their motions _([Axiom 1](213a1a)_, after Lemma 3)_ to other bodies in another relation ; therefore _([Prop. 3](203))_ the idea or knowledge of each part will be in God, inasmuch _([Prop. 9](209))_ as he is regarded as affected by another idea of a particular thing, which particular thing is prior in the order of nature to the aforesaid part _([Prop. 7](207))_. We may, affirm the same thing of each part of each individual composing the human body ; therefore, the knowledge of each part composing the human body is in God, in so far as he is affected by very many ideas of things, and not in so far as he has the idea of the human body only, in other words, the idea which constitutes the nature of the human mind _([Prop. 13](213))_ ; therefore _([Coroll. Prop. 11](211c))_, the human mind does not involve an adequate knowledge of the human body. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "225", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "_The idea of each modification of the human body does not involve an adequate knowledge of the external body._", - "childs": [ - { - "id": "225d", - "type": " Proof.", - "text": "We have shown that the idea of a modification of the human body, involves the nature of an external body _([Prop. 16](216))_, in so far as that external body conditions the human body in a given manner. But, in so far as the external body is an individual, which has no reference to the human body, the knowledge or idea thereof is in God _([Prop. 9](209))_, in so far as God is regarded as affected by the idea of a further thing, which _([Prop. 7](207))_ is naturally prior to the said external body. Wherefore an adequate knowledge of the external body is not in God, in so far as he has the idea of the modification of the human body ; in other words, the idea of the modification of the human body, does not involve an adequate knowledge of the external body. Q. E.D." - } - ] - }, - { - "id": "226", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_The human mind does not perceive any external body as actually existing, except through the ideas of the modifications of its own body._", - "childs": [ - { - "id": "226d", - "type": " Proof.", - "text": "If the human body is in no way affected by a given external body, then _([Prop. 7](207))_ neither is the idea of the human body, in other words _([Prop. 13](213))_, the human mind, affected in any way by the idea of the existence of the said external body, nor does it any manner perceive its existence. But, in so far as the human body is affected in any way by a given external body, thus far _([Prop. 16](216) and [Coroll. 1](216c1))_ it perceives that external body. Q.E.D." - }, - { - "id": "226c", - "type": "COROLLARY", - "text": "In so far as the human mind imagines an external body, it has not an adequate knowledge thereof." - }, - { - "id": "226cd", - "type": " Proof.", - "text": "When the human mind regards external bodies through the ideas of the modifications of its own body, we say that it imagines _(see [Scol. Prop. 17](217sc))_ ; now the mind can only imagine external bodies as actually, existing _([last Prop.](226))_. Therefore _(by [Prop. 25](225))_, in so far as the mind imagines external bodies, it has not an adequate knowledge of them. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "227", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_The idea of each modification of the human body does not involve an adequate knowledge of the human body itself._", - "childs": [ - { - "id": "227d", - "type": " Proof.", - "text": "Every idea of a modification of the human body involves the nature of the human body, in so far as the human body is regarded as affected in a given manner _([Prop. 16](216))_. But, inasmuch as the human body is an individual which may be affected in many other ways, the idea of the said modification, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "228", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_The idea of the modifications of the human body, in so far as they have reference only to the human mind, are not clear and distinct, but confused._", - "childs": [ - { - "id": "228d", - "type": " Proof.", - "text": "The ideas of the modifications of the human body involve the nature both of the human body and of external bodies _([Prop. 16](216))_ ; they must involve the nature not only of the human body but also of its parts ; for the modifications are modes _([Post. 3](213p3))_, whereby the parts of the human body, and, consequently, the human body as a whole are affected. But _(by Prop. [24](224), [25](225))_ the adequate knowledge of external bodies, as also of the parts composing the human body, is not in God, in so far as he is regarded as affected by the human mind, but in so far as he is regarded as affected by other ideas. These ideas of modifications, in so far as they are referred to the human mind alone, are as consequences without premisses, in other words, confused ideas. Q.E.D." - }, - { - "id": "228sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "The idea which constitutes the nature of the human mind is, in the same manner, proved not to be, when considered in itself alone, clear and distinct ; as also is the case with the idea of the human mind, and the ideas of the ideas of the modifications of the human body, in so far as they are referred to the mind only, as everyone may easily see." - } - ] - }, - { - "id": "229", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_The idea of the idea of each modification of the human body does not involve an adequate knowledge of the human mind._", - "childs": [ - { - "id": "229d", - "type": " Proof.", - "text": "The idea of a modification of the human body _([Prop. 27](227))_ does not involve an adequate knowledge of the said body, in other words, does not adequately express its nature ; that is _([Prop. 13](213))_ it does not agree with the nature of the mind adequately ; therefore _([Axiom 6](1a6), p. I)_ the idea of this idea does not adequately express the nature of the human mind, or does not involve an adequate knowledge thereof." - }, - { - "id": "229c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that the human mind, when it perceives things after the common order of nature, has not an adequate but only a confused and fragmentary knowledge of itself, of its own body, and of external bodies. For the mind does not know itself, except in so far as it perceives the ideas of the modifications of body _([Prop. 23](223))_. It only perceives its own body _([Prop. 19](219))_ through the ideas of the modifications, and only perceives external bodies through the same means _([Prop. 26](226))_; thus, in so far as it has such ideas of modification, it has not an adequate knowledge of itself _([Prop. 29](229))_, nor of its own body _([Prop. 27](227))_, nor of external bodies _([Prop. 25](225))_, but only a fragmentary and confused knowledge thereof _([Prop. 28](228) and [Scol.](228sc))_ Q.E.D." - }, - { - "id": "229sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "I say expressly, that the mind has not an adequate but only a confused knowledge of itself, its own body, and of external bodies, whenever it perceives things after the common order of nature ; that is, whenever it is determined from without, namely, by the fortuitous play of circumstance, to regard this or that ; not at such times as it is determined from within, that is, by the fact of regarding several things at once, to understand their points of agreement, difference, and contrast. Whenever it is determined in anywise from within, it regards things clearly and distinctly, as I will show below." - } - ] - }, - { - "id": "230", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_We can only have a very inadequate knowledge of the duration of our body._", - "childs": [ - { - "id": "230d", - "type": " Proof.", - "text": "The duration of our body does not depend on its essence _([Axiom 1](2a1))_, nor on the absolute nature of God _([Prop. 21](121), p. I)_. But _([Prop. 28](128), p. I)_ it is conditioned to exist and operate by causes, which in their turn are conditioned to exist and operate in a fixed and definite relation by other causes, these last again being conditioned by others, and so on to infinity. The duration of our body therefore depends on the common order of nature, or the constitution of things. Now, however a thing may be constituted, the adequate knowledge of that thing is in God, in so far as he has the ideas of all things, and not in so far as he has the idea of the human body only. _([Coroll. Prop. 9](209c))_ Wherefore the knowledge of the duration of our body is in God very inadequate, in so far as he is only regarded as constituting the nature of the human mind ; that is _([Coroll. Prop. 11](211c))_, this knowledge is very inadequate in our mind. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "231", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_We can only have a very inadequate knowledge of the duration of particular things external to ourselves._", - "childs": [ - { - "id": "231d", - "type": " Proof.", - "text": "Every particular thing, like the human body, must be conditioned by another particular thing to exist and operate in a fixed and definite relation ; this other particular thing must likewise be conditioned by a third, and so on to infinity _([Prop. 28](128) p. I)_. As we have shown in the foregoing proposition, from this common property of particular things, we have only a very inadequate knowledge of the duration of our body ; we must draw a similar conclusion with regard to the duration of particular things, namely, that we can only have a very inadequate knowledge of the duration thereof. Q.E.D." - }, - { - "id": "231c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that all particular things are contingent and perishable. For we can have no adequate idea of their duration _(by, the [last Prop.](231))_, and this is what we must understand by the contingency, and perishableness of things. _([Scol. 1 Prop. 33](133sc1), p. I)_ For _([Prop. 29](129) p. I)_, except in this sense, nothing is contingent." - } - ] - }, - { - "id": "232", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_All ideas, in so far as they are referred to God, are true._", - "childs": [ - { - "id": "232d", - "type": " Proof.", - "text": "All ideas which are in God agree in every respect with their objects _([Coroll. Prop. 7](207c))_, therefore _([Axiom 6](1a6), p. I)_ they are all true. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "233", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_There is nothing positive in ideas, which causes them to be called false._", - "childs": [ - { - "id": "233d", - "type": " Proof.", - "text": "If this be denied, conceive, if possible, a positive mode of thinking, which should constitute the distinctive quality of falsehood. Such a mode of thinking cannot be in God _([last Prop.](232))_ ; external to God it cannot be or be conceived _([Prop. 15](115), p. I)_. Therefore there is nothing positive in ideas which causes them to be called false. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "234", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_Every idea, which in us is absolute or adequate and perfect, is true._", - "childs": [ - { - "id": "234d", - "type": " Proof.", - "text": "When we say that an idea in us is adequate and perfect, we say, in other words _([Coroll. Prop. 11](211c))_, that the idea is adequate and perfect in God, in so far as he constitutes the essence of our mind ; consequently _([Prop. 32](232))_, we say, that such an idea is true. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "235", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_Falsity consists in the privation of knowledge, which inadequate, fragmentary, or confused ideas involve._", - "childs": [ - { - "id": "235d", - "type": " Proof.", - "text": "There is nothing positive in ideas, which causes them to be called false _([Prop. 33](233))_ ; but falsity cannot consist in simple privation (for minds, not bodies, are said to err and to be mistaken), neither can it consist in absolute ignorance, for ignorance and error are not identical ; wherefore it consists in the privation of knowledge, which inadequate, fragmentary, or confused ideas involve. Q.E.D." - }, - { - "id": "235sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "In the [Scolium Prop. 17](217sc) explained how error consists in the privation of knowledge, but in order to throw more light on the subject I will give an example. For instance, men are mistaken in thinking themselves free ; their opinion is made up of consciousness of their own actions, and ignorance of the causes by which they are conditioned. Their idea of freedom, therefore, is simply their ignorance of any cause for their actions. As for their saying that human actions depend on the will, this is a mere phrase without any idea to correspond thereto. What the will is, and how it moves the body, they none of them know ; those who boast of such knowledge, and feign dwellings and habitations for the soul, are wont to provoke either laughter or disgust. So, again, when we look at the sun, we imagine that it is distant from us about two hundred feet ; this error does not lie solely in this fancy, but in the fact that, while we thus imagine, we do not know the sun's true distance or the cause of the fancy. For although we afterwards learn, that the sun is distant from us more than six hundred of the earth's diameters, we none the less shall fancy it to be near ; for we do not imagine the sun as near us, because we are ignorant of its true distance, but because the modification of our body involves the essence of the sun, in so far as our said body is affected thereby." - } - ] - }, - { - "id": "236", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_Inadequate and confused ideas follow by the same necessity, as adequate or clear and distinct ideas._", - "childs": [ - { - "id": "236d", - "type": " Proof.", - "text": "All ideas are in God _([Prop. 15](115), p. I)_, and in so far as they are referred to God are true _([Prop. 32](232))_ and _([Coroll. Prop. 7](207c))_ adequate ; therefore there are no ideas confused or inadequate, except in respect to a particular mind _(cf. Prop. [24](224) and [28](228))_ ; therefore all ideas, whether adequate or inadequate, follow by the same necessity _([Coroll. Prop. 6](206c))_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "237", - "title": "PROPOSITION 37", - "text": "_That which is common to all_ (cf. [Lemma 2](213l2) above), _and which is equally in a part and in the whole, does not constitute the essence of any particular thing._", - "childs": [ - { - "id": "237d", - "type": " Proof.", - "text": "If this be denied, conceive, if possible, that it constitutes the essence of some particular thing ; for instance, the essence of B. Then _([Defin. 2](2d2))_ it cannot without B either exist or be conceived ; but this is against our hypothesis. Therefore it does not appertain to B's essence, nor does it constitute the essence of any particular thing. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "238", - "title": "PROPOSITION 38", - "text": "_Those things, which are common to all, and which are equally in a part and in the whole, cannot be conceived except adequately._", - "childs": [ - { - "id": "238d", - "type": " Proof.", - "text": "Let A be something, which is common to all bodies, and which is equally present in the part of any given body and in the whole. I say A cannot be conceived except adequately. For the idea thereof in God will necessarily be adequate _([Coroll. Prop. 7](207c))_, both in so far as God has the idea of the human body, and also in so far as he has the idea of the modifications of the human body, which _(Prop. [16](216), [25](225), [27](227))_ involve in part the nature of the human body and the nature of external bodies ; that is _(Prop. [12](212), [13](213)), the idea in God will necessarily be adequate, both in so far as he constitutes the human mind, and in so far as he has the ideas, which are in the human mind. Therefore the mind _([Coroll. Prop. 11](211c))_ necessarily perceives A adequately, and has this adequate perception, both in so far as it perceives itself, and in so far as it perceives its own or any external body, nor can A be conceived in any other manner. Q.E.D." - }, - { - "id": "238c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that there are certain ideas or notions common to all men ; for _(by [Lemma 2](213l2))_ all bodies agree in certain respects, which _(by the [foregoing Prop.](238))_ must be adequately or clearly and distinctly perceived by all." - } - ] - }, - { - "id": "239", - "title": "PROPOSITION 39", - "text": "_That, which is common to and a property of the human body and such other bodies as are wont to affect the human body, and which is present equally in each part of either, or in the whole, will be represented by an adequate idea in the mind._", - "childs": [ - { - "id": "239d", - "type": " Proof.", - "text": "If A be that, which is common to and a property of the human body, and external bodies, and equally present in the human body and in the said external bodies, in each part of each external body and in the whole, there will be an adequate idea of A in God _([Coroll. Prop. 7](207c))_, both in so far as he has the idea of the human body, and in so far as he has the ideas of the given external bodies. Let it now be granted, that the human body is affected by an external body through that, which it has in common therewith, namely, A ; the idea of this modification will involve the property A _([Prop. 16](216))_, and therefore _([Coroll. Prop. 7](207c))_ the idea of this modification, in so far as it involves the property A, will be adequate in God, in so far as God is affected by the idea of the human body ; that is _([Prop. 13](213))_, in so far as he constitutes the nature of the human mind ; therefore _([Coroll. Prop. 11](211c))_ this idea is also adequate in the human mind. Q.E.D." - }, - { - "id": "239c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that the mind is fitted to perceive adequately more things, in proportion as its body has more in common with other bodies." - } - ] - }, - { - "id": "240", - "title": "PROPOSITION 40", - "text": "_Whatsoever ideas in the mind follow from ideas which are therein adequate, are also themselves adequate._", - "childs": [ - { - "id": "240d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is self-evident. For when we say that an idea in the human mind follows from ideas which are therein adequate, we say, in other words _([Coroll. Prop. 11](211c))_, that an idea is in the divine intellect, whereof God is the cause, not in so far as he is infinite, nor in so far as he is affected by the ideas of very many particular things, but only in so far as he constitutes the essence of the human mind." - }, - { - "id": "240sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "I have thus set forth the cause of those notions, which are common to all men, and which form the basis of our ratiocination. But there are other causes of certain axioms or notions, which it would be to the purpose to set forth by this method of ours ; for it would thus appear what notions are more useful than others, and what notions have scarcely any use at all. Furthermore, we should see what notions are common to all men, and what notions are only clear and distinct to those who are unshackled by prejudice, and we should detect those which are ill-founded. Again we should discern whence the notions called _secondary_ derived their origin, and consequently the axioms on which they are founded, and other points of interest connected with these questions. But I have decided to pass over the subject here, partly because I have set it aside for another treatise, partly because I am afraid of wearying the reader by too great prolixity. Nevertheless, in order not to omit anything necessary to be known, I will briefly set down the causes, whence are derived the terms styled _transcendental_, such as Being, Thing, Something. These terms arose from the fact, that the human body, being limited, is only capable of distinctly forming a certain number of images _(what an image is I explained in [Scol. Prop. 17](217sc)_ within itself at the same time ; if this number be exceeded, the images will begin to be confused ; if this number of images, which the body is capable of forming distinctly within itself, be largely exceeded, all will become entirely confused one with another. This being so, it is evident _(from [Coroll. Prop. 17](217c) and [Prop. 18](218))_ that the human mind can distinctly imagine as many things simultaneously, as its body can form images simultaneously. When the images become quite confused in the body, the mind also imagines all bodies confusedly without any distinction, and will comprehend them, as it were, under one attribute, namely, under the attribute of Being, Thing, &c. The same conclusion can be drawn from the fact that images are not always equally vivid, and from other analogous causes, which there is no need to explain here ; for the purpose which we have in view it is sufficient for us to consider one only. All may be reduced to this, that these terms represent ideas in the highest degree confused. From similar causes arise those notions, which we call _general_, such as man, horse, dog, &c. They arise, to wit, from the fact that so many images, for instance, of men, are formed simultaneously in the human mind, that the powers of imagination breakdown, not indeed utterly, but to the extent of the mind losing count of small differences between individuals (__e.g.__ colour, size, &c.) and their definite number, and only distinctly imagining that, in which all the individuals, in so far as the body is affected by them, agree ; for that is the point, in which each of the said individuals chiefly affected the body ; this the mind expresses by the name man, and this it predicates of an infinite number of particular individuals. For, as we have said, it is unable to imagine the definite number of individuals. We must, however, bear in mind, that these general notions are not formed by all men in the same way, but vary in each individual according as the point varies, whereby the body has been most often affected and which the mind most easily imagines or remembers. For instance, those who have most often regarded with admiration the stature of man, will by the name of man understand an animal of erect stature ; those who have been accustomed to regard some other attribute, will form a different general image of man, for instance, that man is a laughing animal, a two-footed animal without feathers, a rational animal, and thus, in other cases, everyone will form general images of things according to the habit of his body.It is thus not to be wondered at, that among philosophers, who seek to explain things in nature merely by the images formed of them, so many controversies should have arisen." - }, - { - "id": "240sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "From all that has been said above it is clear, that we, in many cases, perceive and form our general notions : 1. From particular things represented to our intellect fragmentarily, confusedly, and without order through our senses _([Coroll. Prop. 29](229c))_ ; I have settled to call such perceptions by the name of knowledge from the mere suggestions of experience. 2. From symbols, _e.g._, from the fact of having read or heard certain words we remember things and form certain ideas concerning them, similar to those through which we imagine things _([Scol. Prop. 18](218sc))_. I shall call both these ways of regarding things _knowledge of the first kind, opinion, or imagination_. 3. From the fact that we have notions common to all men, and adequate ideas of the properties of things _([Coroll. Prop. 38](238c), [Prop. 39](239) and [Coroll.](239c) and [Prop. 40](240))_ ; this I call _reason_ and _knowledge of the second kind_. Besides these two kinds of knowledge, there is, as I will hereafter show, a third kind of knowledge, which we will call intuition. This kind of knowledge proceeds from an adequate idea of the absolute essence of certain attributes of God to the adequate knowledge of the essence of things. I will illustrate all three kinds of knowledge by a single example. Three numbers are given for finding a fourth, which shall be to the third as the second is to the first. Tradesmen without hesitation multiply the second by the third, and divide the product by the first ; either because they have not forgotten the rule which they received from a master without any proof, or because they have often made trial of it with simple numbers, or by virtue of the proof of the nineteenth proposition of the seventh book of Euclid, namely, in virtue of the general property of proportionals. But with very simple numbers there is no need of this. For instance, one, two, three, being given, everyone can see that the fourth proportional is six ; and this is much clearer, because we infer the fourth number from an intuitive grasping of the ratio, which the first bears to the second." - } - ] - }, - { - "id": "241", - "title": "PROPOSITION 41", - "text": "_Knowledge of the first kind is the only source of falsity, knowledge of the second and third kinds is necessarily true._", - "childs": [ - { - "id": "241d", - "type": " Proof.", - "text": "To knowledge of the first kind we have in [the foregoing Scol.](240sc2) assigned all those ideas, which are inadequate and confused ; therefore this kind of knowledge is the only source of falsity _([Prop. 35](235))_. Furthermore, we assigned to the second and third kinds of knowledge those ideas which are adequate ; therefore these kinds are necessarily true _([Prop. 34](234))_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "242", - "title": "PROPOSITION 42", - "text": "_Knowledge of the second and third kinds, not knowledge of the first kind, teaches us to distinguish the true from the, false._", - "childs": [ - { - "id": "242d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is self-evident. He, who knows how to distinguish between true and false, must have an adequate idea of true and false. That is _([Scol. 2 Prop. 40](240sc2))_, he must know the true and the false by the second or third kind of knowledge." - } - ] - }, - { - "id": "243", - "title": "PROPOSITION 43", - "text": "_He, who has a true idea, simultaneously knows that he has a true idea, and cannot doubt of the truth of the thing perceived._", - "childs": [ - { - "id": "243d", - "type": " Proof.", - "text": "A true idea in us is an idea which is adequate in God, in so far as he is displayed through the nature of the human mind _([Coroll. Prop. 11](211c))_. Let us suppose that there is in God, in so far as he is displayed through the human mind, an adequate idea, A. The idea of this idea must also necessarily be in God, and be referred to him in the same way as the idea A _(by [Prop. 20](220), whereof the proof is of universal application)_. But the idea A is supposed to be referred to God, in so far as he is displayed through the human mind ; therefore, the idea of the idea A must be referred to God in the same manner ; that is _(by [Coroll. Prop. 11](211c))_, the adequate idea of the idea A will be in the mind, which has the adequate idea A ; therefore he, who has an adequate idea or knows a thing truly _([Prop. 34](234))_, must at the same time have an adequate idea or true knowledge of his knowledge ; that is, obviously, he must be assured. Q.E.D." - }, - { - "id": "243sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "I explained in the [Scolium Prop. 21](221sc), what is meant by the idea of an idea ; but we may remark that the foregoing proposition is in itself sufficiently plain. No one, who has a true idea, is ignorant that a true idea involves the highest certainty. For to have a true idea is only another expression for knowing a thing perfectly, or as well as possible. No one, indeed, can doubt of this, unless he thinks that an idea is something lifeless, like a picture on a panel, and not a mode of thinking - namely, the very act of understanding. And who, I ask, can know that he understands anything, unless he do first understand it? In other words, who can know that he is sure of a thing, unless he be first sure of that thing? Further, what can there be more clear, and more certain, than a true idea as a standard of truth? Even as light displays both itself and darkness, so is truth a standard both of itself and of falsity. I think I have thus sufficiently answered these questions - namely, if a true idea is distinguished from a false idea, only in so far as it is said to agree with its object, a true idea has no more reality or perfection than a false idea (since the two are only distinguished by an extrinsic mark) ; consequently, neither will a man who has true ideas have any advantage over him who has only false ideas. Further, how comes it that men have false ideas? Lastly, how can anyone be sure, that he has ideas which agree with their objects? These questions, I repeat, I have, in my opinion, sufficiently answered. The difference between a true idea and a false idea is plain: from what was said in [Prop. 35](235), the former is related to the latter as being is to not-being. The causes of falsity I have set forth very clearly in [Prop. 19](119) and [Prop. 35](235) with the [Scolium](235sc). From what is there stated, the difference between a man who has true ideas, and a man who has only false ideas, is made apparent. As for the last question - as to how a man can be sure that he has ideas that agree with their objects, I have just pointed out, with abundant clearness, that his knowledge arises from the simple fact, that he has an idea which corresponds with its object - in other words, that truth is its own standard. We may add that our mind, in so far as it perceives things truly, is part of the infinite intellect of God _([Coroll. Prop. 11](211c))_ ; therefore, the clear and distinct ideas of the mind are as necessarily true as the ideas of God." - } - ] - }, - { - "id": "244", - "title": "PROPOSITION 44", - "text": "_It is not in the nature of reason to regard things as contingent, but as necessary._", - "childs": [ - { - "id": "244d", - "type": " Proof.", - "text": "It is in the nature of reason to perceive things truly _([Prop. 41](241))_, namely _([Axiom 6](1a6), p. I)_, as they are in themselves - that is _([Prop. 29](129), p. I)_, not as contingent, but as necessary. Q.E.D." - }, - { - "id": "244c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "Hence it follows, that it is only through our imagination that we consider things, whether in respect to the future or the past, as contingent." - }, - { - "id": "244sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "How this way of looking at things arises, I will briefly explain. We have shown above _([Prop. 17](217) and [Coroll.](217c))_ that the mind always regards things as present to itself, even though they be not in existence, until some causes arise which exclude their existence and presence. Further _([Prop. 18](218))_, we showed that, if the human body has once been affected by two external bodies simultaneously, the mind, when it afterwards imagines one of the said external bodies, will straightway remember the other - that is, it will regard both as present to itself, unless there arise causes which exclude their existence and presence. Further, no one doubts that we imagine time, from the fact that we imagine bodies to be moved some more slowly than others, some more quickly, some at equal speed. Thus, let us suppose that a child yesterday saw Peter for the first time in the morning, Paul at noon, and Simon in the evening ; then, that today he again sees Peter in the morning. It is evident, from [Prop. 18](218), that, as soon as he sees the morning light, he will imagine that the sun will traverse the same parts of the sky, as it did when he saw it on the preceding day ; in other words, he will imagine a complete day ; and, together with his imagination of the morning, he will imagine Peter ; with noon, he will imagine Paul ; and with evening, he will imagine Simon - that is, he will imagine the existence of Paul and Simon in relation to a future time ; on the other hand, if he sees Simon in the evening, he will refer Peter and Paul to a past time, by imagining them simultaneously with the imagination of a past time. If it should at any time happen, that on some other evening the child should see James instead of Simon, he will, on the following morning, associate with his imagination of evening sometimes Simon, sometimes James, not both together : for the child is supposed to have seen, at evening, one or other of them, not both together. His imagination will therefore waver ; and, with the imagination of future evenings, he will associate first one, then the other - that is, he will imagine them in the future, neither of them as certain, but both as contingent. This wavering of the imagination will be the same, if the imagination be concerned with things which we thus contemplate, standing in relation to time past or time present: consequently, we may imagine things as contingent, whether they be referred to time present, past, or future." - }, - { - "id": "244c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "It is in the nature of reason to perceive things under a certain form of eternity _(sub quâdam æternitatis specie)_." - }, - { - "id": "244c2d", - "type": " Proof.", - "text": "It is in the nature of reason to regard things, not as contingent, but as necessary _([Prop. 44](244))_. Reason perceives this necessity of things _([Prop. 41](241))_ truly, - that is _([Axiom 6](1a6), p. I)_, as it is in itself. But _([Prop. 16](116), p. I)_ this necessity of things is the very necessity of the eternal nature of God ; therefore, it is in the nature of reason to regard things under this form of eternity. We may add that the bases of reason are the notions _([Prop. 38](238))_, which answer to things common to all, and which _([Prop. 37](237))_ do not answer to the essence of any particular thing: which must therefore be conceived without any relation to time, under a certain form of eternity." - } - ] - }, - { - "id": "245", - "title": "PROPOSITION 45", - "text": "_Every idea of every body, or of every particular thing actually existing, necessarily involves the eternal and infinite essence of God._", - "childs": [ - { - "id": "245d", - "type": " Proof.", - "text": "The idea of a particular thing actually, existing necessarily involves both the existence and the essence of the said thing _([Coroll. Prop. 8](208c))_. Now particular things cannot be conceived without God _([Prop. 15](115), p. I)_ ; but, inasmuch as _([Prop. 6](206))_ they have God for their cause, in so far as he is regarded under the attribute of which the things in question are modes, their ideas must necessarily involve _([Axiom 4](1a4), p. I)_ the conception of the attribute of those ideas - that is _([Defin. 6](1d6), p. I)_, the eternal and infinite essence of God. Q.E.D." - }, - { - "id": "245sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "By existence I do not here mean duration - that is, existence in so far as it is conceived abstractedly, and as a certain form of quantity. I am speaking of the very nature of existence, which is assigned to particular things, because they follow in infinite numbers and in infinite ways from the eternal necessity of God's nature _([Prop. 16](116), p. I)_. I am speaking, I repeat, of the very existence of particular things, in so far as they are in God. For although each particular thing be conditioned by another particular thing to exist in a given way, yet the force whereby each particular thing perseveres in existing follows from the eternal necessity of God's nature _([Coroll. Prop. 24](124c), p. I)_." - } - ] - }, - { - "id": "246", - "title": "PROPOSITION 46", - "text": "_The knowledge of the eternal and infinite essence of God which every idea involves is adequate and perfect._", - "childs": [ - { - "id": "246d", - "type": " Proof.", - "text": "The proof of the last proposition is universal ; and whether a thing be considered as a part or a whole, the idea thereof, whether of the whole or of a part _(by the [last Prop.](245))_, will involve God's eternal and infinite essence. Wherefore, that, which gives knowledge of the eternal and infinite essence of God, is common to all, and is equally in the part and in the whole ; therefore _([Prop. 38](238))_ this knowledge will be adequate. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "247", - "title": "PROPOSITION 47", - "text": "_The human mind has an adequate knowledge of the eternal and infinite essence of God._", - "childs": [ - { - "id": "247d", - "type": " Proof.", - "text": "The human mind has ideas _([Prop. 22](222))_, from which _([Prop. 23](223))_ it perceives itself and its own body _([Prop. 19](219))_ and external bodies _([Coroll. 1 Prop. 16](216c1) and [Prop. 17](217))_ as actually existing ; therefore _(Prop. [45](245), [46](246))_ it has an adequate knowledge of the eternal and infinite essence of God. Q.E.D." - }, - { - "id": "247sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hence we see, that the infinite essence and the eternity of God are known to all. Now as all things are in God, and are conceived through God, we can from this knowledge infer many things, which we may adequately know, and we may form that third kind of knowledge of which we spoke in the [Scol. 2 Prop. 40](240sc2), and of the excellence and use of which we shall have occasion to speak in Part V. Men have not so clear a knowledge of God as they have of general notions, because they are unable to imagine God as they do bodies, and also because they have associated the name God with images of things that they are in the habit of seeing, as indeed they can hardly avoid doing, being, as they are, men, and continually affected by external bodies. Many errors, in truth, can be traced to this head, namely, that we do not apply names to things rightly. For instance, when a man says that the lines drawn from the centre of a circle to its circumference are not equal, he then, at all events, assuredly attaches a meaning to the word circle different from that assigned by mathematicians. So again, when men make mistakes in calculation, they have one set of figures in their mind, and another on the paper. If we could see into their minds, they do not make a mistake ; they seem to do so, because we think, that they have the same numbers in their mind as they have on the paper. If this were not so, we should not believe them to be in error, any more than I thought that a man was in error, whom I lately heard exclaiming that his entrance hall had flown into a neighbour's hen, for his meaning seemed to me sufficiently clear. Very many controversies have arisen from the fact, that men do not rightly explain their meaning, or do not rightly interpret the meaning of others. For, as a matter of fact, as they flatly contradict themselves, they assume now one side, now another, of the argument, so as to oppose the opinions, which they consider mistaken and absurd in their opponents." - } - ] - }, - { - "id": "248", - "title": "PROPOSITION 48", - "text": "_In the mind there is no absolute or free will ; but the mind is determined to wish this or that by a cause, which has also been determined by another cause, and this last by another cause, and so on to infinity._", - "childs": [ - { - "id": "248d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind is a fixed and definite mode of thought _([Prop. 11](211))_, therefore it cannot be the free cause of its actions _([Coroll. 2 Prop. 17](117c2), p. I)_ ; in other words, it cannot have an absolute faculty of positive or negative volition ; but _(by [Prop. 28](128), p. I)_ it must be determined by a cause, which has also been determined by another cause, and this last by another, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "248sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "In the same way it is proved, that there is in the mind no absolute faculty of understanding, desiring, loving, &c. Whence it follows, that these and similar faculties are either entirely fictitious, or are merely abstract or general terms, such as we are accustomed to put together from particular things. Thus the intellect and the will stand in the same relation to this or that idea, or this or that volition, as _lapidity_ to this or that stone, or as _man_ to Peter and Paul. The cause which leads men to consider themselves free has been set forth in the [Appendix](1app) to Part I. But, before I proceed further, I would here remark that, by the will to affirm and decide, I mean the faculty, not the desire. I mean, I repeat, the faculty, whereby the mind affirms or denies what is true or false, not the desire, wherewith the mind wishes for or turns away from any given thing. After we have proved, that these faculties of ours are general notions, which cannot be distinguished from the particular instances on which they are based, we must inquire whether volitions themselves are anything besides the ideas of things. We must inquire, I say, whether there is in the mind any affirmation or negation beyond that, which the idea, in so far as it is an idea, involves. On which subject see the following proposition, and [Defin. 3](2d3), lest the idea of pictures should suggest itself. For by ideas I do not mean images such as are formed at the back of the eye, or in the midst of the brain, but the conceptions of thought." - } - ] - }, - { - "id": "249", - "title": "PROPOSITION 49", - "text": "_There is in the mind no volition or affirmation and negation, save that which an idea, inasmuch as it is an idea, involves._", - "childs": [ - { - "id": "249d", - "type": " Proof.", - "text": "There is in the mind _([last Prop.](248))_ no absolute faculty of positive or negative volition, but only, particular volitions, namely, this or that affirmation, and this or that negation. Now let us conceive a particular volition, namely, the mode of thinking whereby the mind affirms, that the three interior angles of a triangle are equal to two right angles. This affirmation involves the conception or idea of a triangle, that is, without the idea of a triangle it cannot be conceived. It is the same thing to say, that the concept A must involve the concept B, as it is to say, that A cannot be conceived without B. Further, this affirmation cannot be made _([Axiom 3](2a3))_ without the idea of a triangle. Therefore, this affirmation can neither be nor be conceived, without the idea of a triangle. Again, this idea of a triangle must involve this same affirmation, namely, that its three interior angles are equal to two right angles. Wherefore, and _vice versa_, _([Defin. 2](2d2))_ this idea of a triangle can neither be nor be conceived without this affirmation, therefore, this affirmation belongs to the essence of the idea of a triangle, and is nothing besides. What we have said of this volition (inasmuch as we have selected it at random) may be said of any other volition, namely, that it is nothing but an idea. Q.E.D." - }, - { - "id": "249c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Will and understanding are one and the same." - }, - { - "id": "249cd", - "type": " Proof.", - "text": "Will and understanding are nothing beyond the individual volitions and ideas _([Prop. 48](248) and [Scol.](248sc))_. But a particular volition and a particular idea are one and the same _(by the [foregoing Prop.](249))_ ; therefore, will and understanding are one and the same. Q.E.D." - }, - { - "id": "249sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "We have thus removed the cause which is commonly assigned for error. For we have shown above, that falsity consists solely in the privation of knowledge involved in ideas which are fragmentary and confused. Wherefore, a false idea, inasmuch as it is false, does not involve certainty. When we say, then, that a man acquiesces in what is false, and that he has no doubts on the subject, we do not say that he is certain, but only that he does not doubt, or that he acquiesces in what is false, inasmuch as there are no reasons, which should cause his imagination to waver _(see [Scol. Prop. 44](244sc))_. Thus, although the man be assumed to acquiesce in what is false, we shall never say that he is certain. For by certainty we mean something positive _([Prop. 43](243) and [Scol.](243sc))_, not merely the absence of doubt. However, in order that the [foregoing proposition](249) may be fully explained, I will draw attention to a few additional points, and I will furthermore answer the objections which may be advanced against our doctrine. Lastly, in order to remove every scruple, I have thought it worth while to point out some of the advantages, which follow therefrom. I say _some,_ for they will be better appreciated from what we shall set forth in the fifth Part. \nI begin, then, with the first point, and warn my readers to make an accurate distinction between an idea, or conception of the mind, and the images of things which imagine. It is further necessary that they should distinguish between idea and words, whereby we signify, things. These three - namely, images, words, and ideas - are by many persons either entirely confused together, or not distinguished with sufficient accuracy or care, and hence people are generally in ignorance, how absolutely necessary is a knowledge of this doctrine of the will, both for philosophic purposes and for the wise ordering of life. Those who think that ideas consist in images which are formed in us by contact with external bodies, persuade themselves that the ideas of those things, whereof we can form no mental picture, are not ideas, but only figments, which we invent by the free decree of our will ; they thus regard ideas as though they were inanimate pictures on a panel, and, filled with this misconception, do not see that an idea, inasmuch as it is an idea, involves an affirmation or negation. Again, those who confuse words with ideas, or with the affirmation which an idea involves, think that they can wish something contrary to what they feel, affirm, or deny. This misconception will easily be laid aside by one, who reflects on the nature of knowledge, and seeing that it in no wise involves the conception of extension, will therefore clearly understand, that an idea (being a mode of thinking) does not consist in the image of anything, nor in words. The essence of words and images is put together by bodily motions, which in no wise involve the conception of thought. \nThese few words on this subject will suffice : I will therefore pass on to consider the objections, which may be raised against our doctrine. \nOf these, the first is advanced by those, who think that the will has a wider scope than the understanding, and that therefore it is different therefrom. The reason for their holding the belief, that the will has wider scope than the understanding, is that they assert, that they have no need of an increase in their faculty of assent, that is of affirmation or negation, in order to assent to an infinity of things which we do not perceive, but that they have need of an increase in their faculty of understanding. The will is thus distinguished from the intellect, the latter being finite and the former infinite. \nSecondly, it may be objected that experience seems to teach us especially clearly, that we are able to suspend our judgment before assenting to things which we perceive ; this is confirmed by the fact that no one is said to be deceived, in so far as he perceives anything, but only in so far as he assents or dissents. For instance, he who feigns a winged horse does not therefore admit that a winged horse exists ; that is, he is not deceived, unless he admits in addition that a winged horse does exist. Nothing therefore seems to be taught more clearly by experience, than that the will or faculty of assent is free and different from the faculty of understanding. \nThirdly, it may be objected that one affirmation does not apparently contain more reality than another ; in other words, that we do not seem to need for affirming, that what is true is true, any greater power than for affirming, that what is false is true. We have, however, seen that one idea has more reality or perfection than another, for as objects are some more excellent than others, so also are the ideas of them some more excellent than others ; this also seems to point to a difference between the understanding and the will. \nFourthly, it may be objected, if man does not act from free will, what will happen if the incentives to action are equally balanced, as in the case of Buridan's ass? Will he perish of hunger and thirst? If I say that he would, I shall seem to have in my thoughts an ass or the statue of a man rather than an actual man. If I say that he would not, he would then determine his own action, and would consequently possess the faculty of going and doing whatever he liked. Other objections might also be raised, but, as I am not bound to put in evidence everything that anyone may dream, I will only set myself to the task of refuting those I have mentioned, and that as briefly as possible. \nTo the _first_ objection I answer, that I admit that the will has a wider scope than the understanding, if by the understanding be meant only clear and distinct ideas ; but I deny that the will has a wider scope than the perceptions, and the faculty of forming conceptions ; nor do I see why the faculty of volition should be called infinite, any more than the faculty of feeling: for, as we are able by the same faculty of volition to affirm an infinite number of things (one after the other, for we cannot affirm an infinite number simultaneously), so also can we, by the same faculty of feeling, feel or perceive (in succession) an infinite number of bodies. If it be said that there is an infinite number of things which we cannot perceive, I answer, that we cannot attain to such things by any thinking, nor, consequently, by any faculty of volition. But, it may still be urged, if God wished to bring it about that we should perceive them, he would be obliged to endow us with a greater faculty of perception, but not a greater faculty of volition than we have already. This is the same as to say that, if God wished to bring it about that we should understand an infinite number of other entities, it would be necessary for him to give us a greater understanding, but not a more universal idea of entity than that which we have already, in order to grasp such infinite entities. We have shown that will is a universal entity or idea, whereby we explain all particular volitions - in other words, that which is common to all such vohtions. As, then, our opponents maintain that this idea, common or universal to all volitions, is a faculty, it is little to be wondered at that they assert, that such a faculty extends itself into the infinite, beyond the limits of the understanding: for what is universal is predicated alike of one, of many, and of an infinite number of individuals. \nTo the _second_ objection I reply by denying, that we have a free power of suspending our judgment: for, when we say that anyone suspends his judgment, we merely mean that he sees, that he does not perceive the matter in question adequately. Suspension of judgment is, therefore, strictly speaking, a perception, and not free will. In order to illustrate the point, let us suppose a boy imagining a horse, and perceiving nothing else. Inasmuch as this imagination involves the existence of the horse _([Coroll. Prop. 17])_, and the boy does not perceive anything which would exclude the existence of the horse, he will necessarily regard the horse as present : he will not be able to doubt of its existence, although he be not certain thereof. We have daily experience of such a state of things in dreams ; and I do not suppose that there is anyone, who would maintain that, while he is dreaming, he has the free power of suspending his judgment concerning the things in his dream, and bringing, it about that he should not dream those things, which he dreams that he sees ; yet it happens, notwithstanding, that even in dreams we suspend our judgment, namely, when we dream that we are dreaming. Further, I grant that no one can be deceived, so far as actual perception extends - that is, I grant that the mind's imaginations, regarded in themselves, do not involve error _([Scol. Prop. 17](217sc))_ ; but I deny, that a man does not, in the act of perception, make any affirmation. For what is the perception of a winged horse, save affirming that a horse has wings? If the mind could perceive nothing else but the winged horse, it would regard the same as present to itself: it would have no reasons for doubting its existence, nor any faculty of dissent, unless the imagination of a winged horse be joined to an idea which precludes the existence of the said horse, or unless the mind perceives that the idea which it possesses of a winged horse is inadequate, in which case it will either necessarily deny the existence of such a horse, or will necessarily be in doubt on the subject. \nI think that I have anticipated my answer to the third objection, namely, that the will is something universal which is predicated of all ideas, and that it only signifies that which is common to all ideas, namely, an affirmation, whose adequate essence must, therefore, in so far as it is thus conceived in the abstract, be in every idea, and be, in this respect alone, the same in all, not in so far as it is, considered as constituting the idea's essence: for, in this respect, particular affirmations differ one from the other, as much as do ideas. For instance, the affirmation which involves the idea of a circle, differs from that which involves, the idea of a triangle, as much as the idea of a circle differs from the idea of a triangle.Further, I absolutely deny, that we are in need of an equal power of thinking, to affirm that that which is true is true, and to affirm that that which is false is true. These two affirmations, if we regard the mind, are in the same relation to one another as being and not-being ; for there is nothing positive in ideas, which constitutes the actual reality of falsehood _([Prop. 35](235) and [Scol.](235sc) and [Scol. Prop. 47](247sc))_. We must therefore conclude, that we are easily deceived, when we confuse universals with singulars, and the entities of reason and abstractions with realities. \nAs for the fourth objection, I am quite ready to admit, that a man placed in the equilibrium described (namely, as perceiving nothing but hunger and thirst, a certain food and a certain drink, each equally distant from him) would die of hunger and thirst. If I am asked, whether such an one should not rather be considered an ass than a man ; I answer, that I do not know, neither do I know how a man should be considered, who hangs himself, or how we should consider children, fools, madmen, &c. \nIt remains to point out the advantages of a knowledge of this doctrine as bearing on conduct, and this may be easily gathered from what has been said. \n1. The doctrine is good, inasmuch as it teaches us to act solely according to the decree of God, and to be partakers in the Divine nature, and so much the more, as we perform more perfect actions and more and more understand God. Such a doctrine not only completely, tranquillizes our spirit, but also shows us where our highest happiness or blessedness is, namely, solely in the knowledge of God, whereby we are led to act only as love and piety shall bid us. We may thus clearly understand, how far astray from a true estimate of virtue are those who expect to be decorated by God with high rewards for their virtue, and their best actions, as for having endured the direst slavery ; as if virtue and the service of God were not in itself happiness and perfect freedom. \n2. Inasmuch as it teaches us, how we ought to conduct ourselves with respect to the gifts of fortune, or matters which are not in our own power, and do not follow from our nature. For it shows us, that we should await and endure fortune's smiles or frowns with an equal mind, seeing that all things follow from the eternal decree of God by, the same necessity, as it follows from the essence of a triangle, that the three angles are equal to two right angles. \n3. This doctrine raises social life, inasmuch as it teaches us to hate no man, neither to despise, to deride, to envy, or to be angry, with any. Further, as it tells us that each should be content with his own, and helpful to his neighbour, not from any womanish pity, favour, or superstition, but solely by the guidance of reason, according as the time and occasion demand, as I will show in Part III. \n4. Lastly, this doctrine confers no small advantage on the commonwealth ; for it teaches how citizens should be governed and led, not so as to become slaves, but so that they may freely do whatsoever things are best.I have thus fulfilled the promise made at the beginning of this Scol., and I thus bring, the second part of my treatise to a close. I think I have therein explained the nature and properties of the human mind at sufficient length, and, considering the difficulty of the subject, with sufficient clearness. I have laid a foundation, whereon may be raised many excellent conclusions of the highest utility and most necessary to be known, as will, in what follows, be partly made plain." - } - ] - } - ] - }, - { - "index": 3, - "id": "p3", - "title": "_Part III_, ON _the Origin and Nature of the_ EMOTIONS.", - "enonces": [ - { - "id": "3pr", - "title": "PREFACE", - "text": "_Most writers on the emotions and on human conduct seem to be treating rather of matters outside nature than of natural phenomena following nature's general laws. They appear to conceive man to be situated in nature as a kingdom within a kingdom : for they believe that he disturbs rather than follows nature's order, that he has absolute control over his actions, and that he is determined solely by himself. They attribute human infirmities and fickleness, not to the power of nature in general, but to some mysterious flaw in the nature of man, which accordingly they bemoan, deride, despise, or, as usually happens, abuse : he, who succeeds in hitting off the weakness of the human mind more eloquently or more acutely than his fellows, is looked upon as a seer. Still there has been no lack of very excellent men (to whose toil and industry I confess myself much indebted), who have written many noteworthy things concerning the right way of life, and have given much sage advice to mankind. But no one, so far as I know, has defined the nature and strength of the emotions, and the power of the mind against them for their restraint. I do not forget, that the illustrious Descartes, though he believed, that the mind has absolute power over its actions, strove to explain human emotions by their primary causes, and, at the same time, to point out a way, by which the mind might attain to absolute dominion over them. However, in my opinion, he accomplishes nothing beyond a display of the acuteness of his own great intellect, as I will show in the proper place. For the present I wish to revert to those, who would rather abuse or deride human emotions than understand them. Such persons will, doubtless think it strange that I should attempt to treat of human vice and folly geometrically, and should wish to set forth with rigid reasoning those matters which they cry out against as repugnant to reason, frivolous, absurd, and dreadful. However, such is my plan. Nothing comes to pass in nature, which can be set down to a flaw therein ; for nature is always the same, and everywhere one and the same in her efficacy and power of action ; that is, nature's laws and ordinances, whereby all things come to pass and change from one form to another, are everywhere and always the same ; so that there should be one and the same method of understanding the nature of all things whatsoever, namely, through nature's universal laws and rules. Thus the passions of hatred, anger, envy, and so on, considered in themselves, follow from this same necessity and efficacy of nature ; they answer to certain definite causes, through which they are understood, and possess certain properties as worthy of being known as the properties of anything else, whereof the contemplation in itself affords us delight. I shall, therefore, treat of the nature and strength of the emotions according to the same method, as I employed heretofore in my investigations concerning God and the mind. I shall consider human actions and desires in exactly the same manner, as though I were concerned with lines, planes, and solids._", - "childs": [] - }, - { - "title":"DEFINITIONS", - "type":"title" - }, - - { - "id": "3d1", - "title": "I.", - "text": "By an _adequate_ cause, I mean a cause through which its effect can be clearly and distinctly perceived. By an _inadequate_ or partial cause, I mean a cause through which, by itself, its effect cannot be understood.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3d2", - "title": "II.", - "text": "I say that we _act_ when anything takes place, either within us or externally to us, whereof we are the adequate cause ; that is _(by the [foregoing definition](3d1))_ when through our nature something takes place within us or externally to us, which can through our nature alone be clearly and distinctly understood. On the other hand, I say that we are passive as regards something when that something takes place within us, or follows from our nature externally, we being only the partial cause.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3d3", - "title": "III.", - "text": "By emotion I mean the modifications of the body, whereby the active power of the said body is increased or diminished, aided or constrained, and also the ideas of such modifications. \nIf we can be the adequate cause of any of these modifications, I then call the emotion an activity, otherwise I call it a passion, or state wherein the mind is passive. ", - "childs": [] - }, - { - "title":"POSTULATES", - "type":"title" - }, - { - "id": "3p1", - "title": "postulatum 1", - "text": "I. The human body can be affected in many ways, whereby its power of activity is increased or diminished, and also in other ways which do not render its power of activity either greater or less. \nThis postulate or axiom rests on [Postulate 1](213p1) and Lemmas [5](213l5) and [7](213l7), which see after Prop. 13, p. II. ", - "childs": [] - }, - { - "id": "3p2", - "title": "postulatum 2", - "text": "II. The human body can undergo many changes, and, nevertheless, retain the impressions or traces of objects _(cf. [Postulate 5](213p5), p. II)_, and, consequently, the same images of things (see [Scol. Prop. 17](217sc), p. II).", - "childs": [] - }, - { - "id": "301", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_Our mind is in certain cases active, and in certain cases passive. In so far as it has adequate ideas it is necessarily active, and in so far as it has inadequate ideas, it is necessarily passive._", - "childs": [ - { - "id": "301d", - "type": " Proof.", - "text": "In every human mind there are some adequate ideas, and some ideas that are fragmentary and confused _(Scol. [1](240sc1) [2](240sc2) Prop. 40, p. II)_. Those ideas which are adequate in the mind are adequate also in God, inasmuch as he constitutes the essence of the mind _([Coroll. Prop. 11](211c), p. II)_, and those which are inadequate in the mind are likewise _(by the [same Coroll.](211c))_ adequate in God, not inasmuch as he contains in himself the essence of the given mind alone, but as he, at the same time, contains the minds of other things. Again, from any given idea some effect must necessarily follow _([Prop. 36](136), p. I)_ ; of this effect God is the adequate cause _([Defin. 1](3d1))_, not inasmuch as he is infinite, but inasmuch as he is conceived as affected by the given idea _([Prop. 9](209), p. II)_. But of that effect whereof God is the cause, inasmuch as he is affected by an idea which is adequate in a given mind, of that effect, I repeat, the mind in question is the adequate cause _([Coroll. Prop. 11](211c), p. II)_. Therefore our mind, in so far as it has adequate ideas _([Defin. 2](3d2))_, is in certain cases necessarily active ; this was our first point. Again, whatsoever necessarily, follows from the idea which is adequate in God, not by virtue of his possessing in himself the mind of one man only, but by virtue of his containing, together with the mind of that one man, the minds of other things also, of such an effect _([Coroll. Prop. 11](211c), p. II)_ the mind of the given man is not an adequate, but only a partial cause ; thus ([Defin. 2](3d2)) the mind, inasmuch as it has inadequate ideas, is in certain cases necessarily passive ; this was our second point. Therefore our mind, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "301c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that the mind is more or less liable to be acted upon, in proportion as it possesses inadequate ideas, and, contrariwise, is more or less active in proportion as it possesses adequate ideas." - } - ] - }, - { - "id": "302", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_Body cannot determine mind to think, neither can mind determine body to motion or rest or any state different from these, if such there be._", - "childs": [ - { - "id": "302d", - "type": " Proof.", - "text": "All modes of thinking have for their cause God, by virtue of his being a thinking thing, and not by virtue of his being displayed under any other attribute _([Prop. 6](206), p. II)_. That, therefore, which determines the mind to thought is a mode of thought, and not a mode of extension ; that is _([Defin. 1](2d1), p. II)_, it is not body. This was our first point. Again, the motion and rest of a body must arise from another body, which has also been determined to a state of motion or rest by a third body, and absolutely everything which takes place in a body must spring from God, in so far as he is regarded as affected by some mode of extension, and not by some mode of thought _([Prop. 6](206), p. II)_ ; that is, it cannot spring from the mind, which is a mode of thought. This was our second point. Therefore body cannot determine mind, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "302sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This is made more clear by what was said in the [Scol. Proposition 7](207sc), namely, that mind and body are one and the same thing, conceived first under the attribute of thought, secondly, under the attribute of extension. Thus it follows that the order or concatenation of things is identical, whether nature be conceived under the one attribute or the other ; consequently the order of states of activity and passivity in our body, is simultaneous in nature with the order of states of activity and passivity in the mind. The same conclusion is evident from the manner in which we proved [Proposition 12](212), Part II. Nevertheless, though such is the case, and though there be no further room for doubt, I can scarcely believe, until the fact is proved by experience, that men can be induced to consider the question calmly and fairly, so firmly are they convinced that it is merely at the bidding of the mind, that the body is set in motion or at rest, or performs a variety of actions depending solely on the mind's will or the exercise of thought. However, no one has hitherto laid down the limits to the powers of the body, that is, no one has as yet been taught by experience what the body can accomplish solely by the laws of nature, in so far as she is regarded as extension. No one hitherto has gained such an accurate knowledge of the bodily mechanism, that he can explain all its functions ; nor need I call attention to the fact that many actions are observed in the lower animals, which far transcend human sagacity, and that somnambulists do many things in their sleep, which they would not venture to do when awake : these instances are enough to show, that the body can by the sole laws of its nature do many things which the mind wonders at. Again, no one knows how or by what means the mind moves the body, nor how many various degrees of motion it can impart to the body, nor how quickly it can move it. Thus, when men say that this or that physical action has its origin in the mind, which latter has dominion over the body, they are using words without meaning, or are confessing in specious phraseology that they are ignorant of the cause of the said action, and do not wonder at it. But, they will say, whether we know or do not know the means whereby the mind acts on the body, we have, at any rate, experience of the fact that unless the human mind is in a fit state to think, the body remains inert. Moreover, we have experience, that the mind alone can determine whether we speak or are silent, and a variety of similar states which, accordingly, we say depend on the mind's decree. But, as to the first point, I ask such objectors, whether experience does not also teach, that if the body be inactive the mind is simultaneously unfitted for thinking? For when the body is at rest in sleep, the mind simultaneously is in a state of torpor also, and has no power of thinking, such as it possesses when the body is awake. Again, I think everyone's experience will confirm the statement, that the mind is not at all times equally fit for thinking on a given subject, but according as the body is more or less fitted for being stimulated by the image of this or that object, so also is the mind more or less fitted for contemplating the said object. But, it will be urged, it is impossible that solely from the laws of nature considered as extended substance, we should be able to deduce the causes of buildings, pictures, and things of that kind, which are produced only by human art ; nor would the human body, unless it were determined and led by the mind, be capable of building a single temple. However, I have just pointed out that the objectors cannot fix the limits of the body's power, or say what can be concluded from a consideration of its sole nature, whereas they have experience of many things being accomplished solely by the laws of nature, which they would never have believed possible except under the direction of mind : such are the actions performed by somnambulists while asleep, and wondered at by their performers when awake. I would further call attention to the mechanism of the human body, which far surpasses in complexity all that has been put together by human art, not to repeat what I have already shown, namely, that from nature, under whatever attribute she be considered, infinite results follow. As for the second objection, I submit that the world would be much happier, if men were as fully able to keep silence as they are to speak. Experience abundantly shows that men can govern anything more easily than their tongues, and restrain anything more easily than their appetites ; whence it comes about that many believe, that we are only free in respect to objects which we moderately desire, because our desire for such can easily be controlled by the thought of something else frequently remembered, but that we are by no means free in respect to what we seek with violent emotion, for our desire cannot then be allayed with the remembrance of anything else. However, unless such persons had proved by experience that we do many things which we afterwards repent of, and again that we often, when assailed by contrary emotions, see the better and follow the worse, there would be nothing to prevent their believing that we are free in all things. Thus an infant believes that of its own free will it desires milk, an angry child believes that it freely desires vengeance, a timid child believes that it freely desires to run away ; further, a drunken man believes that he utters from the free decision of his mind words which, when he is sober, he would willingly have withheld : thus, too, a delirious man, a garrulous woman, a child, and others of like complexion, believe that they speak from the free decision of their mind, when they are in reality unable to restrain their impulse to talk. Experience teaches us no less clearly than reason, that men believe themselves to be free, simply because they are conscious of their actions, and unconscious of the causes whereby those actions are determined ; and, further, it is plain that the dictates of the mind are but another name for the appetites, and therefore vary according to the varying state of the body. Everyone shapes his actions according to his emotion, those who are assailed by conflicting emotions know not what they wish ; those who are not attacked by any emotion are readily swayed this way or that. All these considerations clearly show that a mental decision and a bodily appetite, or determined state, are simultaneous, or rather are one and the same thing, which we call decision, when it is regarded under and explained through the attribute of thought, and a conditioned state, when it is regarded under the attribute of extension, and deduced from the laws of motion and rest. This will appear yet more plainly in the sequel. For the present I wish to call attention to another point, namely, that we cannot act by the decision of the mind, unless we have a remembrance of having done so. For instance, we cannot say a word without remembering that we have done so. Again, it is not within the free power of the mind to remember or forget a thing at will. Therefore the freedom of the mind must in any case be limited to the power of uttering or not uttering something which it remembers. But when we dream that we speak, we believe that we speak from a free decision of the mind, yet we do not speak, or, if we do, it is by a spontaneous motion of the body. Again, we dream that we are concealing something, and we seem to act from the same decision of the mind as that, whereby we keep silence when awake concerning something we know. Lastly, we dream that from the free decision of our mind we do something, which we should not dare to do when awake.Now I should like to know whether there be in the mind two sorts of decisions, one sort illusive, and the other sort free? If our folly does not carry us so far as this, we must necessarily admit, that the decision of the mind, which is believed to be free, is not distinguishable from the imagination or memory, and is nothing more than the affirmation, which an idea, by virtue of being an idea, necessarily involves _([Prop. 49](249), p. II)_. Wherefore these decisions of the mind arise in the mind by the same necessity, as the ideas of things actually existing. Therefore those who believe, that they speak or keep silence or act in any way from the free decision of their mind, do but dream with their eyes open." - } - ] - }, - { - "id": "303", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_The activities of the mind arise solely from adequate ideas ; the passive states of the mind depend solely on inadequate ideas._", - "childs": [ - { - "id": "303d", - "type": " Proof.", - "text": "The first element, which constitutes the essence of the mind, is nothing else but the idea of the actually existent body _([11](211) and [13](213), p. II)_, which _([Prop. 15](215), p. II)_ is compounded of many other ideas, whereof some are adequate and some inadequate _([Coroll. Prop. 38](238c),[Coroll. Prop. 29](229c) p. II)_. Whatsoever therefore follows from the nature of mind, and has mind for its proximate cause, through which it must be understood, must necessarily follow either from an adequate or from an inadequate idea. But in so far as the mind _([Prop. 1](301))_ has inadequate ideas, it is necessarily passive: wherefore the activities of the mind follow solely from adequate ideas, and accordingly the mind is only passive in so far as it has inadequate ideas. Q.E.D." - }, - { - "id": "303sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Thus we see, that passive states are not attributed to the mind, except in so far as it contains something involving negation, or in so far as it is regarded as a part of nature, which cannot be clearly and distinctly perceived through itself without other parts : I could thus show, that passive states are attributed to individual things in the same way that they are attributed to the mind, and that they cannot otherwise be perceived, but my purpose is solely to treat of the human mind." - } - ] - }, - { - "id": "304", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_Nothing can be destroyed, except by a cause external to itself._", - "childs": [ - { - "id": "304d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is self-evident, for the definition of anything affirms the essence of that thing, but does not negative it ; in other words, it postulates the essence of the thing, but does not take it away. So long therefore as we regard only the thing itself, without taking into account external causes, we shall not be able to find in it anything which could destroy it. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "305", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_Things are naturally contrary, that is, cannot exist in the same object, in so far as one is capable of destroying the other._", - "childs": [ - { - "id": "305d", - "type": " Proof.", - "text": "If they could agree together or co-exist in the same object, there would then be in the said object something which could destroy it ; but this, by the [foregoing proposition](304), is absurd, therefore things, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "306", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_Everything, in so far as it is in itself, endeavours to persist in its own being._", - "childs": [ - { - "id": "306d", - "type": " Proof.", - "text": "Individual things are modes whereby the attributes of God are expressed in a given determinate manner _([Coroll. Prop. 25](125c), p. I)_ ; that is _([Prop. 34](134), p. I)_, they are things which express in a given determinate manner the power of God, whereby God is and acts ; now no thing contains in itself anything whereby it can be destroyed, or which can take away its existence _([Prop. 4](304))_ ; but contrariwise it is opposed to all that could take away its existence _([Prop. 5](305))_. Therefore, in so far as it can, and in so far as it is in itself, it endeavours to persist in its own being. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "307", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_The endeavour, wherewith everything endeavours to persist in its own being, is nothing else but the actual essence of the thing in question._", - "childs": [ - { - "id": "307d", - "type": " Proof.", - "text": "From the given essence of any thing certain consequences necessarily follow _([Prop. 36](136), p. I)_, nor have things any power save such as necessarily follows from their nature as determined _([Prop. 29](129), p. I)_ ; wherefore the power of any given thing, or the endeavour whereby, either alone or with other things, it acts, or endeavours to act, that is _([Prop. 6](306))_, the power or endeavour, wherewith it endeavours to persist in its own being, is nothing else but the given or actual essence of the thing in question. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "308", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_The endeavour, whereby a thing endeavours to persist in its being, involves no finite time, but an indefinite time._", - "childs": [ - { - "id": "308d", - "type": " Proof.", - "text": "If it involved a limited time, which should determine the duration of the thing, it would then follow solely, from that power whereby the thing exists, that the thing could not exist beyond the limits of that time, but that it must be destroyed ; but this _([Prop. 4](304))_ is absurd. Wherefore the endeavour wherewith a thing exists involves no definite time ; but, contrariwise, since _([Prop. 4](304))_ it will by the same power whereby it already exists always continue to exist, unless it be destroyed by some external cause, this endeavour involves an indefinite time. Q.E.D" - } - ] - }, - { - "id": "309", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_The mind, both in so far as it has clear and distinct ideas, and also in so far as it has confused ideas, endeavours to persist in its being for an indefinite period, and of this endeavour it is conscious._", - "childs": [ - { - "id": "309d", - "type": " Proof.", - "text": "The essence of the mind is constituted by adequate and inadequate ideas _([Prop. 3](303))_, therefore _([Prop. 7](307))_, both in so far as it possesses the former, and in so far as it possesses the latter, it endeavours to persist in its own being, and that for an indefinite time _([Prop. 8](308))_. Now as the mind _([Prop. 23](223), p. II)_ is necessarily conscious of itself through the ideas of the modifications of the body, the mind is therefore _([Prop. 7](307))_ conscious of its own endeavour." - }, - { - "id": "309sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This endeavour, when referred solely to the mind, is called _will_, when referred to the mind and body in conjunction it is called _appetite_ ; it is, in fact, nothing else but man's essence, from the nature of which necessarily follow all those results which tend to its preservation ; and which man has thus been determined to perform. Further, between appetite and desire there is no difference, except that the term desire is generally applied to men, in so far as they are conscious of their appetite, and may accordingly be thus defined : _Desire is appetite with consciousness thereof_. It is thus plain from what has been said, that in no case do we strive for, wish for, long for, or desire anything, because we deem it to be good, but on the other hand we deem a thing to be good, because we strive for it, wish for it, long for it, or desire it." - } - ] - }, - { - "id": "310", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_An idea, which excludes the existence of our body, cannot be postulated in our mind, but is contrary thereto._", - "childs": [ - { - "id": "310d", - "type": " Proof.", - "text": "Whatsoever can destroy our body, cannot be postulated therein _([Prop. 5](305))_. Therefore neither can the idea of such a thing occur in God, in so far as he has the idea of our body _([Coroll. Prop. 9](209c), p. II)_ ; that is (II. xi. xiii.), the idea of that thing cannot be postulated as in our mind, but contrariwise, since _([Prop. 11](211) and [13](213), p. II)_ the first element, that constitutes the essence of the mind, is the idea of the human body as actually existing, it follows that the first and chief endeavour of our mind is the endeavour _([Prop. 7](307))_ to affirm the existence of our body : thus, an idea, which negatives the existence of our body, is contrary to our mind, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "311", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_Whatsoever increases or diminishes, helps or hinders the power of activity in our body, the idea thereof increases or diminishes, helps or hinders the power of thought in our mind._", - "childs": [ - { - "id": "311d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is evident from [Proposition 7](207) Part II, or from [Proposition 14](214) Part II." - }, - { - "id": "311sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Thus we see, that the mind can undergo many changes, and can pass sometimes to a state of greater perfection, sometimes to a state of lesser perfection. These passive states of transition explain to us the emotions of pleasure and pain. By _pleasure_ therefore in the following propositions I shall signify _a passive state wherein the mind passes to a greater perfection_. By _pain_ I shall signify _a passive state wherein the mind passes to a lesser perfection_. Further, the emotion of pleasure in reference to the body and mind together I shall call _stimulation (titillatio)_ or _merriment (hilaritas)_, the emotion of pain in the same relation I shall call _suffering_ or _melancholy_. But we must bear in mind, that stimulation and suffering are attributed to man, when one part of his nature is more affected than the rest, merriment and melancholy, when all parts are alike affected. What I mean by desire I have explained in the [Scol. Proposition 9](309sc) of this part ; beyond these three I recognize no other primary emotion ; I will show as I proceed, that all other emotions arise from these three. But, before I go further, I should like here to explain at greater length [Proposition 10](310) of this part, in order that we may clearly, understand how one idea is contrary to another. \nIn the [Scol. Prop. 17](217sc), Part II, we showed that the idea, which constitutes the essence of mind, involves the existence of body, so long as the body itself exists. Again, it follows from what we pointed out in the [Coroll.](208c) and in the [Scol.](208sc) Prop. 8, Part II, that the present existence of our mind depends solely on the fact, that the mind involves the actual existence of the body. Lastly, we showed _(Prop. [17](217) and [18](218), p. II, and [Scol.](218sc))_ that the power of the mind, whereby it imagines and remembers things, also depends on the fact, that it involves the actual existence of the body. Whence it follows, that the present existence of the mind and its power of imagining are removed, as soon as the mind ceases to affirm the present existence of the body. Now the cause, why the mind ceases to affirm this existence of the body, cannot be the mind itself _([Prop. 4](304))_, nor again the fact that the body ceases to exist. For _([Prop. 6](206), p. II)_ the cause, why the mind affirms the existence of the body, is not that the body began to exist ; therefore, for the same reason, it does not cease to affirm the existence of the body, because the body ceases to exist ; but _([Prop. 8](208), p. II)_ this result follows from another idea, which excludes the present existence of our body and, consequently, of our mind, and which is therefore contrary to the idea constituting the essence of our mind." - } - ] - }, - { - "id": "312", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_The mind, as far as it can, endeavours to conceive those things, which increase or help the power of activity in the body._", - "childs": [ - { - "id": "312d", - "type": " Proof.", - "text": "So long as the human body is affected in a mode, which involves the nature of any external body, the human mind will regard that external body as present _([Prop. 17](217), p. II)_, and consequently _([Prop. 7](207), p. II)_, so long as the human mind regards an external body as present, that is _([Scol.](217sc) Prop. 17)_, conceives it, the human body is affected in a mode, which involves the nature of the said external body ; thus so long as the mind conceives things, which increase or help the power of activity in our body, the body is affected in modes which increase or help its power of activity _([Post. 1](3p1))_ ; consequently _([Prop. 11](311))_ the mind's power of thinking is for that period increased or helped. Thus _([Prop. 6](306), [Prop. 9](309))_ the mind, as far as it can, endeavours to imagine such things. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "313", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_When the mind conceives things which diminish or hinder the body's power of activity, it endeavours, as far as possible, to remember things which exclude the existence of the first-named things._", - "childs": [ - { - "id": "313d", - "type": " Proof.", - "text": "So long as the mind conceives anything of the kind alluded to, the power of the mind and body is diminished or constrained _(cf. [Prop. 12](312))_ ; nevertheless it will continue to conceive it, until the mind conceives something else, which excludes the present existence thereof _([Prop. 17](217), p. II)_ ; that is (as I have just shown), the power of the mind and of the body is diminished, or constrained, until the mind conceives something else, which excludes the existence of the former thing conceived: therefore the mind _( [Prop. 9](309))_, as far as it can, will endeavour to conceive or remember the latter. Q.E.D." - }, - { - "id": "313c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows, that the mind shrinks from conceiving those things, which diminish or constrain the power of itself and of the body." - }, - { - "id": "313sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "From what has been said we may, clearly understand the nature of Love and Hate. _Love_ is nothing else but _pleasure accompanied by the idea, of an external cause : Hate_ is nothing else but _pain accompanied by the idea of an external cause_. We further see, that he who loves necessarily endeavours to have, and to keep present to him, the object of his love ; while he who hates endeavours to remove and destroy the object of his hatred. But I will treat of these matters at more length hereafter." - } - ] - }, - { - "id": "314", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_If the mind has once been affected by two emotions at the same time, it will, whenever it is afterwards affected by one of the two, be also affected by the other._", - "childs": [ - { - "id": "314d", - "type": " Proof.", - "text": "If the human body has once been affected by two bodies at once, whenever afterwards the mind conceives one of them, it will straightway remember the other also _([Prop. 18](218), p. II)_. But the mind's conceptions indicate rather the emotions of our body than the nature of external bodies _([Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_ ; therefore, if the body, and consequently the mind ([Defin. 3](3d3)) has been once affected by two emotions at the same time, it will, whenever it is afterwards affected by one of the two, be also affected by the other. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "315", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_Anything can, accidentally, be the cause of pleasure, pain, or desire._", - "childs": [ - { - "id": "315d", - "type": " Proof.", - "text": "Let it be granted that the mind is simultaneously affected by two emotions, of which one neither increases nor diminishes its power of activity, and the other does either increase or diminish the said power _([Post. 1](3p1))_. From the [foregoing proposition](314) it is evident that, whenever the mind is afterwards affected by the former, through its true cause, which (by hypothesis) neither increases nor diminishes its power of action, it will be at the same time affected by the latter, which does increase or diminish its power of activity, that is _([Scol.](311sc) Prop. 11)_ it will be affected with pleasure or pain. Thus the former of the two emotions will, not through itself, but accidentally, be the cause of pleasure or pain. In the same way also it can be easily shown, that a thing may be accidentally the cause of desire. Q.E.D." - }, - { - "id": "315c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Simply from the fact that we have regarded a thing with the emotion of pleasure or pain, though that thing be not the efficient cause of the emotion, we can either love or hate it." - }, - { - "id": "315cd", - "type": " Proof.", - "text": "For from this fact alone it arises _([Prop. 14](314))_, that the mind afterwards conceiving the said thing is affected with the emotion of pleasure or pain, that is _([Scol. Prop. 11](311sc))_, according as the power of the mind and body may be increased or diminished, &c. ; and consequently _([Prop. 12](312))_, according as the mind may desire or shrink from the conception of it _([Coroll. Prop. 13](313c))_, in other words _([Scol. Prop. 13](313sc))_, according as it may love or hate the same. Q.E.D." - }, - { - "id": "315sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hence we understand how it may happen, that we love or hate a thing without any cause for our emotion being known to us ; merely, as the phrase is, from _sympathy_ or _antipathy_. We should refer to the same category those objects, which affect us pleasurably or painfully, simply because they resemble other objects which affect us in the same way. This I will show in the [next Proposition](316). I am aware that certain authors, who were the first to introduce these terms _sympathy_ and _antipathy,_ wished to signify thereby some occult qualities in things ; nevertheless I think we may be permitted to use the same terms to indicate known or manifest qualities." - } - ] - }, - { - "id": "316", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_Simply from the fact that we conceive, that a given object has some point of resemblance with another object which is wont to affect the mind pleasurably or painfully, although the point of resemblance be not the efficient cause of the said emotions, we shall still regard the first-named object with love or hate._", - "childs": [ - { - "id": "316d", - "type": " Proof.", - "text": "The point of resemblance was in the object (by hypothesis), when we regarded it with pleasure or pain, thus _([Prop. 14](314))_, when the mind is affected by the image thereof, it will straightway be affected by one or the other emotion, and consequently the thing, which we perceive to have the same point of resemblance, will be accidentally _([Prop. 15](315))_ a cause of pleasure or pain. Thus (by the [foregoing Corollary](315c)), although the point in which the two objects resemble one another be not the efficient cause of the emotion, we shall still regard the first-named object with love or hate. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "317", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_If we conceive that a thing, which is wont to affect us painfully, has any point of resemblance with another thing which is wont to affect us with an equally strong emotion of pleasure, we shall hate the first-named thing, and at the same time we shall love it._", - "childs": [ - { - "id": "317d", - "type": " Proof.", - "text": "The given thing is (by hypothesis) in itself a cause of pain, and _([Scol. Prop. 13](313sc))_, in so far as we imagine it with this emotion, we shall hate it : further, inasmuch as we conceive that it has some point of resemblance to something else, which is wont to affect us with an equally strong emotion of pleasure, we shall with an equally strong impulse of pleasure love it _([Prop. 16](316))_ ; thus we shall both hate and love the same thing. Q.E.D." - }, - { - "id": "317sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This disposition of the mind, which arises from two contrary emotions, is called _vacillation_ ; it stands to the emotions in the same relation as doubt does to the imagination _([Scol. Prop. 44](244sc), p. II)_ ; vacillation and doubt do not differ one from the other, except as greater differs from less. But we must bear in mind that I have deduced this vacillation from causes, which give rise through themselves to one of the emotions, and to the other accidentally. I have done this, in order that they might be more easily deduced from what went before ; but I do not deny that vacillation of the disposition generally arises from an object, which is the efficient cause of both emotions. The human body is composed _([Post. 1](213p1), p. II)_ of a variety of individual parts of different nature, and may therefore _([Axiom 1]_(213a1a) after Lemma 3 after Prop. 13, p. II)_ be affected in a variety of different ways by one and the same body ; and contrariwise, as one and the same thing can be affected in many ways, it can also in many different ways affect one and the same part of the body. Hence we can easily conceive, that one and the same object may be the cause of many and conflicting emotions." - } - ] - }, - { - "id": "318", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_A man is as much affected pleasurably or painfully by the image of a thing past or future as by the image of a thing present._", - "childs": [ - { - "id": "318d", - "type": " Proof.", - "text": "So long as a man is affected by the image of anything, he will regard that thing as present, even though it be non-existent _([Prop. 17](217), p. II, and [Coroll.](217c))_, he will not conceive it as past or future, except in so far as its image is joined to the image of time past or future _([Scol. Prop. 44](244sc), p. II)_. Wherefore the image of a thing, regarded in itself alone, is identical, whether it be referred to time past, time future, or time present ; that is _([Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_, the disposition or emotion of the body is identical, whether the image be of a thing past, future, or present. Thus the emotion of pleasure or pain is the same, whether the image be of a thing past or future. Q.E.D." - }, - { - "id": "318sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "I call a thing past or future, according as we either have been or shall be affected thereby. For instance, according as we have seen it, or are about to see it, according as it has recreated us, or will recreate us, according as it has harmed us, or will harm us. For, as we thus conceive it, we affirm its existence ; that is, the body is affected by no emotion which excludes the existence of the thing, and therefore _([Prop. 17](217), p. II)_ the body is affected by the image of the thing, in the same way as if the thing were actually present. However, as it generally happens that those, who have had many experiences, vacillate, so long as they regard a thing as future or past, and are usually in doubt about its issue _([Scol. Prop. 44](244sc), p. II)_ ; it follows that the emotions which arise from similar images of things are not so constant, but are generally disturbed by the images of other things, until men become assured of the issue." - }, - { - "id": "318sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "-From what has just been said, we understand what is meant by the terms Hope, Fear, Confidence, Despair, Joy, and Disappointment. _Hope_ is nothing else but _an inconstant pleasure, arising from the image of something future or past, whereof we do not yet know the issue. Fear_, on the other hand, is _an inconstant pain also arising from the image of something concerning which we are in doubt_. If the element of doubt be removed from these emotions, hope becomes _Confidence_ and fear becomes _Despair_. In other words, _Pleasure or Pain arising from the image of something concerning which we have hoped or feared_. Again, _Joy_ is _Pleasure arising from the image of something past whereof we doubted the issue. Disappointment_ is the _Pain opposed to Joy_." - } - ] - }, - { - "id": "319", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_He who conceives that the object of his love is destroyed will feel pain ; if he conceives that it is preserved he will feel pleasure._", - "childs": [ - { - "id": "319d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind, as far as possible, endeavours to conceive those things which increase or help the body's power of activity _([Prop. 12](312))_ ; in other words _([Scol. Prop. 13](313sc))_, those things which it loves. But conception is helped by those things which postulate the existence of a thing, and contrariwise is hindered by those which exclude the existence of a thing _([Prop. 17](217), p. II)_ ; therefore the images of things, which postulate the existence of an object of love, help the mind's endeavour to conceive the object of love, in other words _([Scol. Prop. 11](311sc))_, affect the mind pleasurably ; contrariwise those things, which exclude the existence of an object of love, hinder the aforesaid mental endeavour ; in other words _([Scol. Prop. 11](311sc))_, affect the mind painfully. He, therefore, who conceives that the object of his love is destroyed will feel pain, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "320", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_He who conceives that the object of his hate is destroyed will feel pleasure._", - "childs": [ - { - "id": "320d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind _([Prop. 13](313))_ endeavours to conceive those things, which exclude the existence of things whereby the body's power of activity is diminished or constrained ; that is _([Scol.](313sc) Prop.13)_, it endeavours to conceive such things as exclude the existence of what it hates ; therefore the image of a thing, which excludes the existence of what the mind hates, helps the aforesaid mental effort, in other words _([Scol. Prop. 11](311sc))_, affects the mind pleasurably. Thus he who conceives that the object of his hate is destroyed will feel pleasure. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "321", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_He who conceives, that the object of his love is affected pleasurably or painfully, will himself be affected pleasurably or painfully ; and the one or the other emotion will be greater or less in the lover according as it is greater or less in the thing loved._", - "childs": [ - { - "id": "321d", - "type": " Proof.", - "text": "The images of things _(as we showed in [Prop. 19](319))_ which postulate the existence of the object of love, help the mind's endeavour to conceive the said object. But pleasure postulates the existence of something feeling pleasure, so much the more in proportion as the emotion of pleasure is greater ; for it is _([Scol. Prop. 11](311sc))_ a transition to a greater perfection ; therefore the image of pleasure in the object of love helps the mental endeavour of the lover ; that is _([Scol. Prop. 11](311sc))_, it affects the lover pleasurably, and so much the more, in proportion as this emotion may have been greater in the object of love. This was our first point. Further, in so far as a thing is affected with pain, it is to that extent destroyed, the extent being in proportion to the amount of pain _([Scol. Prop. 11](311sc))_ ; therefore _([Prop. 19](319))_ he who conceives, that the object of his love is affected painfully, will himself be affected painfully, in proportion as the said emotion is greater or less in the object of love. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "322", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_If we conceive that anything pleasurably affects some object of our love, we shall be affected with love towards that thing. Contrariwise, if we conceive that it affects an object of our love painfully, we shall be affected with hatred towards it._", - "childs": [ - { - "id": "322d", - "type": " Proof.", - "text": "He, who affects pleasurably or painfully the object of our love, affects us also pleasurably or painfully - that is, if we conceive the loved object as affected with the said pleasure or pain _([Prop. 21](321))_. But this pleasure or pain is postulated to come to us accompanied by the idea of an external cause ; therefore _([Scol. Prop. 13](313sc))_, if we conceive, that anyone affects an object of our love pleasurably or painfully, we shall le affected with love or hatred towards him. Q.E.D." - }, - { - "id": "322sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "[Proposition 21](321) explains to us the nature of _Pity_, which we may define as pain arising _from another's hurt_. What term we can use for pleasure arising from another's gain, I know not. We will call the _love towards him who confers a benefit on another, Approval_ ; and the _hatred towards him who injures another_, we will call _Indignation_. We must further remark, that we not only feel pity for a thing which we have loved _(as shown in [Prop. 21](321))_, but also for a thing which we have hitherto regarded without emotion, provided that we deem that it resembles ourselves (as I will show presently). Thus, we bestow approval on one who has benefited anything resembling ourselves, and, contrariwise, are indignant with him who has done it an injury." - } - ] - }, - { - "id": "323", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_He who conceives, that an object of his hatred is painfully affected, will feel pleasure. Contrariwise, if he thinks that the said object is pleasurably affected, he will feel pain. Each of these emotions will be greater or less, according as its contrary is greater or less in the object of hatred._", - "childs": [ - { - "id": "323d", - "type": " Proof.", - "text": "In so far as an object of hatred is painfully affected, it is destroyed, to an extent proportioned to the strength of the pain _([Scol. Prop. 11](311sc))_. Therefore, he _([Prop. 20](320))_ who conceives, that some object of his hatred is painfully affected, will feel pleasure, to an extent proportioned to the amount of pain he conceives in the object of his hatred. This was our first point. Again, pleasure postulates the existence of the pleasurably affected thing _([Scol. Prop. 11](311sc))_, in proportion as the pleasure is greater or less. If anyone imagines that an object of his hatred is pleasurably affected, this conception _([Prop. 13](313))_ will hinder his own endeavour to persist ; in other words _([Scol. Prop. 11](311sc))_, he who hates will be painfully affected. Q.E.D." - }, - { - "id": "323sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This pleasure can scarcely be felt unalloyed, and without any mental conflict. For (as I am about to show in [Proposition 27](327)), in so far as a man conceives that something similar to himself is affected by pain, he will himself be affected in like manner ; and he will have the contrary emotion in contrary circumstances. But here we are regarding hatred only." - } - ] - }, - { - "id": "324", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_If we conceive that anyone pleasurably affects an object of our hate, we shall feel hatred towards him also. If we conceive that he painfully affects the said object, we shall feel love towards him._", - "childs": [ - { - "id": "324d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is proved in the same way as [Prop. 22](322), which see." - }, - { - "id": "324sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "These and similar emotions of hatred are attributable to _envy_, which, accordingly, is nothing else but _hatred, in so far as it is regarded as disposing a man to rejoice in another's hurt, and to grieve at another's advantage_." - } - ] - }, - { - "id": "325", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "_We endeavour to affirm, concerning ourselves, and concerning what we love, everything that we conceive to affect pleasurably ourselves, or the loved object. Contrariwise, we endeavour to negative everything, which we conceive to affect painfully ourselves or the loved object._", - "childs": [ - { - "id": "325d", - "type": " Proof.", - "text": "That, which we conceive to affect an object of our love pleasurably or painfully, affects us also pleasurably or painfully _([Prop. 21](321))_. But the mind _([Prop. 12](312))_ endeavours, as far as possible, to conceive those things which affect us pleasurably ; in other words _([Prop. 17](217), p. II and [Coroll.](217c))_, it endeavours to regard them as present. And, contrariwise _([Prop. 13](313))_, it endeavours to exclude the existence of such things as affect us painfully ; therefore, we endeavour to affirm concerning ourselves, and concerning the loved object, whatever we conceive to affect ourselves, or the loved object pleasurably. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "326", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_We endeavour to affirm, concerning that which we hate, everything which we conceive to affect it painfully ; and, contrariwise, we endeavour to deny, concerning it, everything which we conceive to affect it pleasurably._", - "childs": [ - { - "id": "326d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition follows from [Proposition 23](323), as the foregoing proposition followed from [Proposition 21](321)." - }, - { - "id": "326sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Thus we see that it may readily happen, that a man may easily think too highly of himself, or a loved object, and, contrariwise, too meanly of a hated object. This feeling is called _pride_, in reference to the man who thinks too highly of himself, and is a species of madness, wherein a man dreams with his eyes open, thinking that he can accomplish all things that fall within the scope of his conception, and thereupon accounting them real, and exulting in them, so long as he is unable to conceive anything which excludes their existence, and determines his own power of action. _Pride_, therefore, is _pleasure springing from a man thinking too highly of himself_. Again, the _pleasure which arises from a man thinking too highly of another_ is called _over-esteem_. Whereas the _pleasure which arises from thinking too little of a man_ is called _disdain_." - } - ] - }, - { - "id": "327", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_By the very fact that we conceive a thing, which is like ourselves, and which we have not regarded with any emotion, to be affected with any emotion, we are ourselves affected with a like emotion (affectus)._", - "childs": [ - { - "id": "327d", - "type": " Proof.", - "text": "The images of things are modifications of the human body, whereof the ideas represent external bodies as present to us _([Scol. Prop. 17](217sc), p. II)_ ; in other words _([Prop. 16](216), p. II)_, whereof the ideas involve the nature of our body, and, at the same time, the nature of external bodies as present. If, therefore, the nature of the external body be similar to the nature of our body, then the idea which we form of the external body will involve a modification of our own body similar to the modification of the external body. Consequently, if we conceive anyone similar to ourselves as affected by any emotion, this conception will express a modification of our body similar to that emotion. Thus, from the fact of conceiving a thing like ourselves to be affected with any emotion, we are ourselves affected with a like emotion. If, however, we hate the said thing like ourselves, we shall _([Prop. 23](323))_, to that extent, be affected by a contrary, and not similar, emotion. Q.E.D." - }, - { - "id": "327sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This imitation of emotions, when it is referred to pain, is called _compassion_ _(cf. [Scol. Prop. 22](322))_ ; when it is referred to desire, it is called _emulation_, which is nothing else but _the desire of anything, engendered in us by the fact that we conceive that others have the like desire._" - }, - { - "id": "327c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "If we conceive that anyone, whom we have hitherto regarded with no emotion, pleasurably affects something similar to ourselves, we shall be affected with love towards him. If, on the other hand, we conceive that he painfully affects the same, we shall be affected with hatred towards him." - }, - { - "id": "327c1d", - "type": " Proof.", - "text": "This is proved from the [last proposition](326) in the same manner as [Proposition 22](322) is proved from [Proposition 21](321)." - }, - { - "id": "327c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "We cannot hate a thing which we pity, because its misery affects us painfully." - }, - { - "id": "327c2d", - "type": " Proof.", - "text": "If we could hate it for this reason, we should rejoice in its pain, which is contrary to the hypothesis." - }, - { - "id": "327c3", - "type": "COROLLARY 3", - "text": "We seek to free from misery, as far as we can, a thing which we pity." - }, - { - "id": "327c3d", - "type": " Proof.", - "text": "That, which painfully affects the object of our pity, affects us also with similar pain _(by the [foregoing proposition](327))_ ; therefore, we shall endeavour to recall everything which removes its existence, or which destroys it _(cf. [Prop. 13](313))_ ; in other words _([Scol. Prop. 9](309sc))_, we shall desire to destroy it, or we shall be determined for its destruction ; thus, we shall endeavour to free from misery a thing which we pity. Q.E.D." - }, - { - "id": "327c3sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This will or appetite for doing good, which arises from pity of the thing whereon we would confer a benefit, is called _benevolence_, and is nothing else but _desire arising from compassion_. Concerning love or hate towards him who has done good or harm to something, which we conceive to be like ourselves, see [Scol. Prop. 22](322sc)." - } - ] - }, - { - "id": "328", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_We endeavour to bring about whatsoever we conceive to conduce to pleasure ; but we endeavour to remove or destroy whatsoever we conceive to be truly repugnant thereto, or to conduce, to pain._", - "childs": [ - { - "id": "328d", - "type": " Proof.", - "text": "We endeavour, as far as possible, to conceive that which we imagine to conduce to pleasure _([Prop. 12](312))_ ; in other words _([Prop. 17](217), p. II)_ we shall endeavour to conceive it as far as possible as present or actually existing. But the endeavonr of the mind, or the mind's power of thought, is equal to, and simultaneous with, the endeavour of the body, or the body's power of action. (This is clear from _[Coroll. Prop. 7](207c) and [Coroll. Prop. 11](211c), p. II)._ Therefore we make an absolute endeavour for its existence, in other words _(which by [Scol. Prop. 9](309sc) come to the same thing)_ we desire and strive for it ; this was our first point. Again, if we conceive that something, which we believed to be the cause of pain, that is _([Scol. Prop. 13](313sc))_, which we hate, is destroyed, we shall rejoice _([Prop. 20](320))_. We shall, therefore (by the first part of this proof), endeavour to destroy the same, or _([Prop. 13](313))_ to remove it from us, so that we may not regard it as present ; this was our second point. Wherefore whatsoever conduces to pleasure, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "329", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_We shall also endeavour to do whatsoever we conceive men^[N.B. By men in this an the following propositions, I mean men whom we regard without any particular emotion.] to regard with pleasure, and contrariwise we shall shrink from doing that which we conceive men to shrink from._", - "childs": [ - { - "id": "329d", - "type": " Proof.", - "text": "From the fact of imagining, that men love or hate anything, we shall love or hate the same thing _([Prop. 27](327))_. That is _([Scol. Prop. 13](313sc))_, from this mere fact we shall feel pleasure or pain at the thing's presence. And so _(by [last Prop.](328))_ we shall endeavour to do whatever we conceive men to love or regard with pleasure, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "329sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This endeavour to do a thing or leave it undone, solely in order to please men, we call _ambition_, especially when we so eagerly endeavour to please the vulgar, that we do or omit certain things to our own or another's hurt : in other cases it is generally called _kindliness_. Furthermore I give the name of _praise_ to the _pleasure, with which we conceive the action of another, whereby he has endeavoured to please us_ ; but of _blame_ to the _pain wherewith we feel aversion to his action_." - } - ] - }, - { - "id": "330", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_If anyone has done something which he conceives as affecting other men pleasurably, he will be affected by pleasure, accompanied by the idea of himself as cause ; in other words, he will regard himself with pleasure. On the other hand, if he has done anything which he conceives as affecting others painfully, he will regard himself with pain._", - "childs": [ - { - "id": "330d", - "type": " Proof.", - "text": "He who conceives, that he affects others with pleasure or pain, will, by that very fact, himself be affected with pleasure or pain _([Prop. 27](327))_, but, as a man _(Prop. [19](219), [23](223), p. II)_ is conscious of himself through the modifications whereby he is determined to action, it follows that he who conceives, that he affects others pleasurably, will be affected with pleasure accompanied by the idea of himself as cause ; in other words, will regard himself with pleasure. And so _mutatis mutandis_ in the case of pain. Q.E.D." - }, - { - "id": "330sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "As love _([Scol. Prop. 13](313sc))_ is pleasure accompanied by the idea of an external cause, and hatred is pain accompanied by the idea of an external cause ; the pleasure and pain in question will be a species of love and hatred. But, as the terms love and hatred are used in reference to external objects, we will employ other names for the emotions now under discussion : pleasure accompanied by the idea of an external cause we will style _Honour_, and the emotion contrary thereto we will style _Shame_ : I mean in such cases as where pleasure or pain arises from a man's belief, that he is being praised or blamed : otherwise pleasure accompanied by the idea of an external cause is called _self-complacency_, and its contrary pain is called _repentance_. Again, as it may happen _([Coroll. Prop. 17](217c), p. II)_ that the pleasure, wherewith a man conceives that he affects others, may exist solely in his own imagination, and as _([Prop. 25](325))_ everyone endeavours to conceive concerning himself that which he conceives will affect him with pleasure, it may easily come to pass that a vain man may be proud and may imagine that he is pleasing to all, when in reality he may be an annoyance to all." - } - ] - }, - { - "id": "331", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_If we conceive that anyone loves, desires, or hates anything which we ourselves love, desire, or hate, we shall thereupon regard the thing in question with more steadfast love, &c. On the contrary, if we think that anyone shrinks from something that we love, we shall undergo vacillation of soul._", - "childs": [ - { - "id": "331d", - "type": " Proof.", - "text": "From the mere fact of conceiving that anyone loves anything we shall ourselves love that thing _([Prop. 27](327))_ : but we are assumed to love it already ; there is, therefore, a new cause of love, whereby our former emotion is fostered ; hence we shall thereupon love it more steadfastly. Again, from the mere fact of conceiving that anyone shrinks from anything, we shall ourselves shrink from that thing _([Prop](327))_. If we assume that we at the same time love it, we shall then simultaneously love it and shrink from it ; in other words, we shall be subject to vacillation _([Scol. Prop. 17](327))_. Q.E.D." - }, - { - "id": "331c", - "type": "COROLLARY", - "text": "From the foregoing, and also from [Prop.](328) it follows that everyone endeavours, as far as possible, to cause others to love what he himself loves, and to hate what he himself hates : as the poet says : \n \n_As lovers let us share every hope and every fear : \nironhearted were he who should love what the other leaves._^[Ovid, Amores, II. XIX. 4, 5.]" - }, - { - "id": "331sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This endeavour to bring it about, that our own likes and dislikes should meet with universal approval, is really ambition _(see [Scol. Prop. 29](329sc))_ ; wherefore we see that everyone by nature desires _(appetere)_, that the rest of mankind should live according to his own individual disposition: when such a desire is equally present in all, everyone stands in everyone else's way, and in wishing to be loved or praised by all, all become mutually hateful." - } - ] - }, - { - "id": "332", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_If we conceive that anyone takes delight in something, which only one person can possess, we shall endeavour to bring it about that the man in question shall not gain possession thereof._", - "childs": [ - { - "id": "332d", - "type": " Proof.", - "text": "From the mere fact of our conceiving that another person takes delight in a thing _([Prop. 27](327) and [Coroll. 1](327c1))_ we shall ourselves love that thing and desire to take delight therein. But we assumed that the pleasure in question would be prevented by another's delight in its object ; we shall, therefore, endeavour to prevent his possession thereof _([Prop. 28](328))_. Q.E.D." - }, - { - "id": "332sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "We thus see that man's nature is generally so constituted, that he takes pity on those who fare ill, and envies those who fare well with an amount of hatred ([Prop. 32](332))_ proportioned to his own love for the goods in their possession. Further, we see that from the same property of human nature, whence it follows that men are merciful, it follows also that they are envious and ambitious. Lastly, if we make appeal to Experience, we shall find that she entirely confirms what we have said ; more especially if we turn our attention to the first years of our life. We find that children, whose body is continually, as it were, in equilibrium, laugh or cry simply because they see others laughing or crying ; moreover, they desire forthwith to imitate whatever they see others doing, and to possess themselves whatever they conceive as delighting others : inasmuch as the images of things are, as we have said, modifications of the human body, or modes wherein the human body is affected and disposed by external causes to act in this or that manner." - } - ] - }, - { - "id": "333", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_When we love a thing similar to ourselves we endeavour, as far as we can, to bring about that it should love us in return._", - "childs": [ - { - "id": "333d", - "type": " Proof.", - "text": "That which we love we endeavour, as far as we can, to conceive in preference to anything else _([Prop. 12](312))_. If the thing be similar to ourselves, we shall endeavour to affect it pleasurably in preference to anything else _([Prop. 29](329))_. In other words, we shall endeavour, as far as we can, to bring it about, that the thing should be affected with pleasure accompanied by the idea of ourselves, that is _([Scol. Prop. 13](313sc))_, that it should love us in return. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "334", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_The greater the emotion with which we conceive a loved object to be afected towards us, the greater will be our complacency._", - "childs": [ - { - "id": "334d", - "type": " Proof.", - "text": "We endeavour _([Prop. 33](333))_, as far as we can, to bring about, that what we love should love us in return : in other words _([Scol. Prop. 13](313sc))_, that what we love should be affected with pleasure accompanied by the idea of ourself as cause. Therefore, in proportion as the loved object is more pleasurably affected because of us, our endeavour will be assisted. - that is _([Prop. 11](311) and [Scol.](311sc))_ the greater will be our pleasure. But when we take pleasure in the fact, that we pleasurably affect something similar to ourselves _([Prop. 30](330))_ , we regard ourselves with pleasure ; _([Scol. Prop. 30](330sc))_ therefore the greater the emotion with which we conceive a loved object to be affected, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "335", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_If anyone conceives, that an object of his love joins itself to another with closer bonds of friendship than he himself has attained to, he will be affected with hatred towards the loved object and with envy towards his rival._", - "childs": [ - { - "id": "335d", - "type": " Proof.", - "text": "In proportion as a man thinks, that a loved object is well affected towards him, will be the strength of his self-approval _(by the [last Prop.](334))_, that is _([Scol. Prop. 30](330sc))_, of his pleasure ; he will, therefore _([Prop. 28](328))_, endeavour, as far as he can, to imagine the loved object as most closely bound to him: this endeavour or desire will be increased, if he thinks that someone else has a similar desire _([Prop. 31](331))_. But this endeavour or desire is assumed to be checked by the image of the loved object in conjunction with the image of him whom the loved object has joined to itself ; therefore _([Scol. Prop. 11](311sc))_ he will for that reason be affected with pain, accompanied by the idea of the loved object as a cause in conjunction with the image of his rival ; that is, he will be _([Scol. Prop. 13](313sc))_ affected with hatred towards the loved object and also towards his rival _([Coroll. Prop. 15](315c))_, which latter he will envy _([Prop. 23](323))_ as enjoying the beloved object. Q.E.D." - }, - { - "id": "335sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This hatred towards an object of love joined with envy is called _Jealousy_, which accordingly is nothing else but a wavering of the disposition arising from combined love and hatred, accompanied by the idea of some rival who is envied. Further, this hatred towards the object of love will be greater, in proportion to the pleasure which the jealous man had been wont to derive from the reciprocated love of the said object ; and also in proportion to the feelings he had previously entertained towards his rival. If he had hated him, _([Prop. 24](324))_ he will forthwith hate the object of his love, because he conceives it is pleasurably affected by one whom he himself hates : and also _([Coroll. Prop. 15](315c))_ because he is compelled to associate the image of his loved one with the image of him whom he hates. This condition generally comes into play in the case of love for a woman : for he who thinks, that a woman whom he loves prostitutes herself to another, will feel pain, not only, because his own desire is restrained, but also because, being compelled to associate the image of her he loves with the parts of shame and the excreta of another, he therefore shrinks from her. We must add, that a jealous man is not greeted by his beloved with the same joyful countenance as before, and this also gives him pain as a lover, as I will now show." - } - ] - }, - { - "id": "336", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_He who remembers a thing, in which he has once taken delight, desires to possess it under the same circumstances as when he first took delight therein._", - "childs": [ - { - "id": "336d", - "type": " Proof.", - "text": "Everything, which a man has seen in conjunction with the object of his love, will be to him accidentally a cause of pleasure _([Prop. 15](315))_ ; he will, therefore, desire to possess it, in conjunction with that wherein he has taken delight ; in other words, he will desire to possess the object of his love under the same circumstances as when he first took delight therein. Q.E.D." - }, - { - "id": "336c", - "type": "COROLLARY", - "text": "A lover will, therefore, feel pain if one of the aforesaid attendant circumstances be missing." - }, - { - "id": "336cd", - "type": " Proof.", - "text": "For, in so far as he finds some circumstance to be missing, he conceives something which excludes its existence. As he is assumed to be desirous for love's sake of that thing or circumstance _(by the [last Prop.](336))_, he will, in so far as he conceives it to be missing, feel pain _([Prop. 19](319))_. Q.E.D." - }, - { - "id": "336sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This pain, in so far as it has reference to the absence of the object of love, is called _Regret_." - } - ] - }, - { - "id": "337", - "title": "PROPOSITION 37", - "text": "_Desire arising through pain or pleasure, hatred or love, is greater in proportion as the emotion is greater._", - "childs": [ - { - "id": "337d", - "type": " Proof.", - "text": "Pain diminishes or constrains man's power of activity _([Scol. Prop. 11](311sc))_, in other words _([Prop. 7](307))_, diminishes or constrains the effort, wherewith he endeavours to persist in his own being ; therefore _([Prop. 5](305))_ it is contrary to the said endeavour : thus all the endeavours of a man affected by pain are directed to removing that pain. But (by the [definition of pain](3ad3)), in proportion as the pain is greater, so also is it necessarily opposed to a greater part of man's power of activity ; therefore the greater the pain, the greater the power of activity employed to remove it ; that is, the greater will be the desire or appetite in endeavouring to remove it. Again, _([Scol. Prop. 9](309sc))_ since pleasure _([Scol. Prop. 11](311sc))_ increases or aids a man's power of activity, it may easily be shown in like manner, that a man affected by pleasure has no desire further than to preserve it, and his desire will be in proportion to the magnitude of the pleasure. Lastly, since hatred and love are themselves emotions of pain and pleasure, it follows in like manner that the endeavour, appetite, or desire, which arises through hatred or love, will be greater in proportion to the hatred or love. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "338", - "title": "PROPOSITION 38", - "text": "_If a man has begun to hate an object of his love, so that love is thoroughly destroyed, he will, causes being equal, regard it with more hatred than if he had never loved it, and his hatred will be in proportion to the strength of his former love._", - "childs": [ - { - "id": "338d", - "type": " Proof.", - "text": "If a man begins to hate that which he had loved, more of his appetites are put under restraint than if he had never loved it. For love is a pleasure _([Scol. Prop. 13](313sc))_ which a man endeavours as far as he can to render permanent _([Prop. 28](328))_ ; he does _([Scol. Prop 13](313sc))_ so by regarding the object of his love as present _([Prop. 21](321))_, and by affecting it as far as he can pleasurably ; this endeavour _(by the last [Prop.](337))_ is greater in proportion as the love is greater, and so also is the endeavour to bring about that the beloved should return his affection _([Prop. 33](333))_. Now these endeavours are constrained by hatred towards the object of love _([Coroll. Prop. 13](313c) and [Prop. 23](323))_ ; wherefore the lover _([Scol. Prop. 11](311sc))_ will for this cause also be affected with pain, the more so in proportion as his love has been greater ; that is, in addition to the pain caused by hatred, there is a pain caused by, the fact that he has loved the object ; wherefore _([Scol. Prop. 13](313sc))_ the lover will regard the beloved with greater pain, or in other words, will hate it more than if he had never loved it, and with the more intensity in proportion as his former love was greater. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "339", - "title": "PROPOSITION 39", - "text": "_He who hates anyone will endeavour to do him an injury, unless he fears that a greater injury will thereby accrue to himself ; on the other hand, he who loves anyone will, by the same law, seek to benefit him._", - "childs": [ - { - "id": "339d", - "type": " Proof.", - "text": "To hate a man is _([Scol. Prop. 13](313sc))_ to conceive him as a cause of pain ; therefore _([Prop. 28](328))_he who hates a man will endeavour to remove or destroy him. But if anything more painful, or, in other words, a greater evil, should accrue to the hater thereby - and if the hater thinks he can avoid such evil by not carrying out the injury, which he planned against the object of his hate - he will desire to abstain from inflicting that injury _([Prop. 28](328))_, and the strength of his endeavour _([Prop. 37](337))_ will be greater than his former endeavour to do injury and will therefore prevail over it, as we asserted. The second part of this proof proceeds in the same manner. Wherefore he who hates another, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "339sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "By _good_ I here mean every kind of pleasure, and all that conduces thereto, especially that which satisfies our longings, whatsoever they may be. By _evil_, I mean every, kind of pain, especially that which frustrates our longings. For I have shown _([Scol. Prop. 9](309sc))_ that we in no case desire a thing because we deem it good, but, contrariwise, we deem a thing good because we desire it : consequently we deem evil that which we shrink from ; everyone, therefore, according to his particular emotions, judges or estimates what is good, what is bad, what is better, what is worse, lastly, what is best, and what is worst. Thus a miser thinks that abundance of money is the best, and want of money the worst ; an ambitious man desires nothing so much as glory, and fears nothing so much as shame. To an envious man nothing is more delightful than another's misfortune, and nothing more painful than another's success. So every man, according to his emotions, judges a thing to be good or bad, useful or useless. The emotion, which induces a man to turn from that which he wishes, or to wish for that which he turns from, is called _timidity_, which may accordingly be defined as _the fear whereby a man is induced to avoid an evil which he regards as future by encountering a lesser evil ([Prop. 28](328))_. But if the evil which he fears be shame, timidity becomes _bashfulness_. Lastly, if the desire to avoid a future evil be checked by the fear of another evil, so that the man knows not which to choose, fear becomes _consternation_, especially if both the evils feared be very great." - } - ] - }, - { - "id": "340", - "title": "PROPOSITION 40", - "text": "_He, who conceives himself to be hated by another, and believes that he has given him no cause for hatred, will hate that other in return._", - "childs": [ - { - "id": "340d", - "type": " Proof.", - "text": "He who conceives another as affected with hatred, will thereupon be affected himself with hatred _([Prop. 27](327))_, that is, _([Scol. Prop. 13](313sc))_ with pain, accompanied by the idea of an external cause. But, by the hypothesis, he conceives no cause for this pain except him who is his enemy ; therefore, from conceiving that he is hated by some one, he will be affected with pain, accompanied by the idea of his enemy ; in other words, _([Scol.](313sc))_ he will hate his enemy in return. Q.E.D." - }, - { - "id": "340sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "He who thinks that he has given just cause for hatred will _([Prop. 30](330) and [Scol.](330sc))_ be affected with shame ; but this case _([Prop. 25](325))_ rarely happens. This reciprocation of hatred may also arise from the hatred, which follows an endeavour to injure the object of our hate _([Prop. 39](339))_. He therefore who conceives that he is hated by another will conceive his enemy as the cause of some evil or pain ; thus he will be affected with pain or fear, accompanied by the idea of his enemy as cause ; in other words, he will be affected with hatred towards his enemy, as I said above." - }, - { - "id": "340c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "He who conceives, that one whom he loves hates him, will be a prey to conflicting hatred and love. For, in so far as he conceives that he is an object of hatred, he is determined _([Prop. 40](340))_to hate his enemy in return. But, by the hypothesis, he nevertheless loves him : wherefore he will be a prey to conflicting hatred and love." - }, - { - "id": "340c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "If a man conceives that one, whom he has hitherto regarded without emotion, has done him any injury from motives of hatred, he will forthwith seek to repay the injury in kind." - }, - { - "id": "340c2d", - "type": " Proof.", - "text": "He who conceives, that another hates him, will _(by the [last proposition](340))_ hate his enemy in return, and _([Prop. 26](326))_ will endeavour to recall everything which can affect him painfully ; he will moreover endeavour to do him an injury _([Prop. 39](339))_. Now the first thing of this sort which he conceives is the injury done to himself ; he will, therefore, forthwith endeavour to repay it in kind. Q.E.D." - }, - { - "id": "340c2sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "The endeavour to injure one whom we hate is called _Anger_ ; the endeavour to repay in kind injury done to ourselves is called _Revenge_." - } - ] - }, - { - "id": "341", - "title": "PROPOSITION 41", - "text": "_If anyone conceives that he is loved by another, and believes that he has given no cause for such love, he will love that other in return._ (Cf. [Coroll. Prop. 15](315c) and [Prop. 16](316)).", - "childs": [ - { - "id": "341d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is proved in the same way as the [preceding one](340). See also the [Scol.](340sc) appended thereto." - }, - { - "id": "341sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "If he believes that he has given just cause for the love, he will take pride therein _([Prop. 30](330) and [Scol.](330sc))_ ; this is what most often happens _([Prop. 25](325))_, and we said that its contrary took place whenever a man conceives himself to be hated by another. _(See [Scol. to preceding proposition](340sc))_. This reciprocal love, and consequently _([Prop. 39](339))_ the desire of benefiting him who loves us _([Prop. 39](339))_, and who endeavours to benefit us, is called _gratitude_ or _thankfulness_. It thus appears that men are much more prone to take vengeance than to return benefits." - }, - { - "id": "341c", - "type": "COROLLARY", - "text": "He who imagines, that he is loved by one whom he hates, will be a prey to conflicting hatred and love. This is proved in the same way as the [first corollary of the preceding proposition](340c1)." - }, - { - "id": "341csc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "If hatred be the prevailing emotion, he will endeavour to injure him who loves him ; this emotion is called cruelty, especially if the victim be believed to have given no ordinary cause for hatred." - } - ] - }, - { - "id": "342", - "title": "PROPOSITION 42", - "text": "_He who has conferred a benefit on anyone from motives of love or honour will feel pain, if he sees that the benefit is received without gratitude._", - "childs": [ - { - "id": "342d", - "type": " Proof.", - "text": "When a man loves something similar to himself, he endeavours, as far as he can, to bring it about that he should be loved thereby in return _([Prop. 33](333))_. Therefore he who has conferred a benefit confers it in obedience to the desire, which he feels of being loved in return ; that is _([Prop. 34](334))_ from the hope of honour or _([Scol. Prop. 30](330sc))_ pleasure ; hence he will endeavour, _([Prop. 12](312))_ as far as he can, to conceive this cause of honour, or to regard it as actually existing. But, by the hypothesis, he conceives something else, which excludes the existence of the said cause of honour: wherefore he will thereat feel pain _([Prop. 19](319))_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "343", - "title": "PROPOSITION 43", - "text": "_Hatred is increased by being reciprocated, and can on the other hand be destroyed by love._", - "childs": [ - { - "id": "343d", - "type": " Proof.", - "text": "He who conceives, that an object of his hate hates him in return, will thereupon feel a new hatred, while the former hatred (by hypothesis) still remains _([Prop. 40](340))_. But if, on the other hand, he conceives that the object of hate loves him, he will to this extent regard himself with pleasure _[Prop. 30](330)_, and (III. xxix.) will endeavour _([Prop. 29](329))_ to please the cause of his emotion. In other words, he will endeavour not to hate him _([Prop. 41](341))_, and not to affect him painfully ; this endeavour _([Prop. 37](337))_ will be greater or less in proportion to the emotion from which it arises. Therefore, if it be greater than that which arises from hatred, and through which the man endeavours to affect painfully the thing which he hates _([Prop. 26](326))_, it will get the better of it and banish the hatred from his mind. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "344", - "title": "PROPOSITION 44", - "text": "_Hatred which is completely vanquished by love passes into love: and love is thereupon greater than if hatred had not preceded it._", - "childs": [ - { - "id": "344d", - "type": " Proof.", - "text": "The proof proceeds in the same way as [Proposition 38](338) of this Part : for he who begins to love a thing, which he was wont to hate or regard with pain, from the very fact of loving, feels pleasure ((see its Defin. in [Scol. Prop. 13](313sc)). To this pleasure involved in love is added the pleasure arising from aid given to the endeavour to remove the pain involved in hatred _([Prop. 37](337))_, accompanied by the idea of the former object of hatred as cause." - }, - { - "id": "344sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Though this be so, no one will endeavour to hate anything, or to be affected with pain, for the sake of enjoying this greater pleasure ; that is, no one will desire that he should be injured, in the hope of recovering from the injury, nor long to be ill for the sake of getting well. For everyone will always endeavour to persist in his being, and to ward off pain as far as he can. If the contrary is conceivable, namely, that a man should desire to hate someone, in order that he might love him the more thereafter, he will always desire to hate him. For the strength of the love is in proportion to the strength of the hatred, wherefore the man would desire, that the hatred be continually increased more and more, and, for a similar reason, he would desire to become more and more ill, in order that he might take a greater pleasure in being restored to health : in such a case he would always endeavour to be ill, which _([Prop. 6](306))_ is absurd." - } - ] - }, - { - "id": "345", - "title": "PROPOSITION 45", - "text": "_If a man conceives, that anyone similar to himself hates anything also similar to himself which he loves, he will hate that person._", - "childs": [ - { - "id": "345d", - "type": " Proof.", - "text": "The beloved object feels reciprocal hatred towards him who hates it _([Prop. 40](340))_ ; therefore the lover, in conceiving that anyone hates the beloved object, conceives the beloved thing as affected by hatred, in other words _([Scol. Prop. 13](313sc))_, by pain ; consequently _([Prop. 21](321))_ he is himself affected by pain accompanied by the idea of the hater of the beloved thing as cause ; that is, he will hate him who hates anything which he himself loves _([Scol. Prop. 13](313sc))_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "346", - "title": "PROPOSITION 46", - "text": "_If a man has been affected pleasurably or painfully by anyone, of a class or nation different from his own, and if the pleasure or pain has been accompanied by the idea of the said stranger as cause, under the general category of the class or nation : the man will feel love or hatred, not only to the individual stranger, but also to the whole class or nation whereto he belongs._", - "childs": [ - { - "id": "346d", - "type": " Proof.", - "text": "This is evident from [Proposition 16](316)." - } - ] - }, - { - "id": "347", - "title": "PROPOSITION 47", - "text": "_Joy arising from the fact, that anything we hate is destroyed, or suffers other injury, is never unaccompanied by a certain pain in us._", - "childs": [ - { - "id": "347d", - "type": " Proof.", - "text": "This is evident from [Pro. 27](327). For in so far as we conceive a thing similar to ourselves to be affected with pain, we ourselves feel pain." - }, - { - "id": "347sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This proposition can also be proved from the [Coroll. Prop. 17](217c), Part II. Whenever we remember anything, even if it does not actually exist, we regard it only as present, and the body is affected in the same manner ; wherefore, in so far as the remembrance of the thing is strong, a man is determined to regard it with pain ; this determination, while the image of the thing in question lasts, is indeed checked by the remembrance of other things excluding the existence of the aforesaid thing, but is not destroyed : hence a man only feels pleasure in so far as the said determination is checked : for this reason the joy arising from the injury done to what we hate is repeated, every time we remember that object of hatred. For, as we have said, when the image of the thing in question is aroused, inasmuch as it involves the thing's existence, it determines the man to regard the thing with the same pain as he was wont to do, when it actually did exist. However, since he has joined to the image of the thing other images, which exclude its existence, this determination to pain is forthwith checked, and the man rejoices afresh as often as the repetition takes place. This is the cause of men's pleasure in recalling past evils, and delight in narrating dangers from which they have escaped. For when men conceive a danger, they conceive it as still future, and are determined to fear it ; this determination is checked afresh by the idea of freedom, which became associated with the idea of the danger when they escaped therefrom : this renders them secure afresh : therefore they rejoice afresh." - } - ] - }, - { - "id": "348", - "title": "PROPOSITION 48", - "text": "_Love or hatred towards, for instance, Peter is destroyed, if the pleasure involved in the former, or the pain involved in the latter emotion, be associated with the idea of another cause : and will be diminished in proportion as we conceive Peter not to have been the sole cause of either emotion._", - "childs": [ - { - "id": "348d", - "type": " Proof.", - "text": "This Prop. is evident from the mere definition of love and hatred ([Scol. Prop. 13](313sc)). For pleasure is called love towards Peter, and pain is called hatred towards Peter, simply in so far as Peter is regarded as the cause of one emotion or the other. When this condition of causality is either wholly or partly removed, the emotion towards Peter also wholly or in part vanishes. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "349", - "title": "PROPOSITION 49", - "text": "_Love or hatred towards a thing, which we conceive to be free, must, other conditions being similar, be greater than if it were felt towards a thing acting by necessity._", - "childs": [ - { - "id": "349d", - "type": " Proof.", - "text": "A thing which we conceive as free must _([Defin. 7](1d7), p. I)_ be perceived through itself without anything else. If, therefore, we conceive it as the cause of pleasure or pain, we shall therefore _([Scol. Prop. 13](313sc))_ love it or hate it, and shall do so _([last Prop.](348))_ with the utmost love or hatred that can arise from the given emotion. But if the thing which causes the emotion be conceived as acting by necessity, we shall then _(by the same [Defin. 7](1d7), p. I)_conceive it not as the sole cause, but as one of the causes of the emotion, and therefore _([last Prop.](348))_ our love or hatred towards it will be less. Q.E.D." - }, - { - "id": "349sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hence it follows, that men, thinking themselves to be free, feel more love or hatred towards one another than towards anything else : to this consideration we must add the imitation of emotions treated of in Propositions [27](327), [34](334), [40](340) and [43](343)." - } - ] - }, - { - "id": "350", - "title": "PROPOSITION 50", - "text": "_Anything whatever can be, accidentally, a cause of hope or fear._", - "childs": [ - { - "id": "350d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is proved in the same way as [Proposition 15](315), which see, together with the [Scol. 2 Prop. 18](318sc2)." - }, - { - "id": "350sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Things which are accidentally the causes of hope or fear are called good or evil omens. Now, in so far as such omens are the cause of hope or fear, they are _(by the definitions of hope and fear given in [Scol. 2 Prop. 18](318sc2))_ the causes also of pleasure and pain ; consequently _([Coroll. Prop. 15](315c))_ we, to this extent, regard them with love or hatred, _([Prop. 28](328))_ and endeavour either to invoke them as means towards that which we hope for, or to remove them as obstacles, or causes of that which we fear. It follows, further, from [Proposition 25](325), that we are naturally so constituted as to believe readily in that which we hope for, and with difficulty in that which we fear ; moreover, we are apt to estimate such objects above or below their true value. Hence there have arisen superstitions, whereby men are everywhere assailed. However, I do not think it worth while to point out here the vacillations springing from hope and fear ; it follows from the definition of these emotions, that there can be no hope without fear, and no fear without hope, as I will duly explain in the proper place. Further, in so far as we hope for or fear anything, we regard it with love or hatred ; thus everyone can apply by himself to hope and fear what we have said concerning love and hatred." - } - ] - }, - { - "id": "351", - "title": "PROPOSITION 51", - "text": "_Different men may be differently affected by the same object, and the same man may be differently affected at different times by the same object._", - "childs": [ - { - "id": "351d", - "type": " Proof.", - "text": "The human body is affected by external bodies in a variety of ways _([Post. 3](213p3), p. II)_. Two men may therefore be differently affected at the same time, and therefore _(by [Axiom I](213a1a). after Lemma 3 after Prop. 13, p. II)_ may be differently affected by one and the same object. Further _(by the same [Post.](213p3))_ the human body can be affected sometimes in one way, sometimes in another ; consequently _(by the same [Axiom](213a1a)) it may be differently affected at different times by one and the same object. Q.E.D." - }, - { - "id": "351sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "We thus see that it is possible, that what one man loves another may hate, and that what one man fears another may not fear ; or, again, that one and the same man may love what he once hated, or may be bold where he once was timid, and so on. Again, as everyone judges according to his emotions what is good, what bad, what better, and what worse _([Scol. Prop. 39](339sc))_, it follows that men's judgments may vary no less than their emotions^[N. B. This is possible, though the human mind is part of the divine intellect, as I have shown in _[Coroll. Prop. 11](211c)_, p. II)] hence when we compare some with others, we distinguish them solely by the diversity of their emotions, and style some intrepid, others timid, others by some other epithet. For instance, I shall call a man _intrepid_, if he despises an evil which I am accustomed to fear ; if I further take into consideration, that, in his desire to injure his enemies and to benefit those whom he loves, he is not restrained by the fear of an evil which is sufficient to restrain me, I shall call him _daring_. Again, a man will appear _timid_ to me, if he fears an evil which I am accustomed to despise ; and if I further take into consideration that his desire is restrained by the fear of an evil, which is not sufficient to restrain me, I shall say that he is _cowardly_ ; and in like manner will everyone pass judgment. Lastly, from this inconstancy in the nature of human judgment, inasmuch as a man often judges of things solely by his emotions, and inasmuch as the things which he believes cause pleasure or pain, and therefore endeavours to promote or prevent, are often purely imaginary, not to speak of the uncertainty of things alluded to in [Prop. 28](328) ; we may readily conceive that a man may be at one time affected with pleasure, and at another with pain, accompanied by the idea of himself as cause. Thus we can easily understand what are _Repentance_ and _Self-complacency_. _Repentance is pain, accompanied by the idea of one's self as cause ; Self-complacency is pleasure accompanied by the idea of one's self as cause_, and these emotions are most intense because men believe themselves to be free _([Prop. 49](349))_." - } - ] - }, - { - "id": "352", - "title": "PROPOSITION 52", - "text": "_An object which we have formerly seen in conjunction with others, and which we do not conceive to have any property that is not common to many, will not be regarded by us for so long, as an object which we conceive to have some property peculiar to itself._", - "childs": [ - { - "id": "352d", - "type": " Proof.", - "text": "As soon as we conceive an object which we have seen in conjunction with others, we at once remember those others _([Prop. 18](218), p. II, and [Scol.](218sc))_, and thus we pass forthwith from the contemplation of one object to the contemplation of another object. And this is the case with the object, which we conceive to have no property that is not common to many. For we thereupon assume that we are regarding therein nothing, which we have not before seen in conjunction with other objects. But when we suppose that we conceive in an object something special, which we have never seen before, we must needs say that the mind, while regarding that object, has in itself nothing which it can fall to regarding instead thereof ; therefore it is determined to the contemplation of that object only. Therefore an object, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "352sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This mental modification, or imagination of a particular thing, in so far as it is alone in the mind, is called _Wonder_ ; but if it be excited by an object of fear, it is called _Consternation_, because wonder at an evil keeps a man so engrossed in the simple contemplation thereof, that he has no power to think of anything else whereby he might avoid the evil. If, however, the object of wonder be a man's prudence, industry, or anything of that sort, inasmuch as the said man is thereby regarded as far surpassing ourselves, wonder is called _Veneration_ ; otherwise, if a man's anger, envy, &c., be what we wonder at, the emotion is called _Horror_. Again, if it be the prudence, industry, or what not, of a man we love, that we wonder at, our love will on this account be the greater _([Prop. 12](312))_, and when joined to wonder or veneration is called _Devotion_. We may in like manner conceive hatred, hope, confidence, and the other emotions, as associated with wonder ; and we should thus be able to deduce more emotions than those which have obtained names in ordinary speech. Whence it is evident, that the names of the emotions have been applied in accordance rather with their ordinary manifestations than with an accurate knowledge of their nature. \nTo wonder is opposed _Contempt_, which generally arises from the fact that, because we see someone wondering at, loving, or fearing something, or because something, at first sight, appears to be like things, which we ourselves wonder at, love, fear, &c., we are, in consequence _([Prop. 15](315) and [Coroll.](315c) and [Prop. 27](327))_, determined to wonder at, love, or fear that thing. But if from the presence, or more accurate contemplation of the said thing, we are compelled to deny concerning it all that can be the cause of wonder, love, fear, &c., the mind then, by the presence of the thing, remains determined to think rather of those qualities which are not in it, than of those which are in it ; whereas, on the other hand, the presence of the object would cause it more particularly to regard that which is therein. As devotion springs from wonder at a thing which we love, so does _Derision_ spring from contempt of a thing which we hate or fear, and _Scorn_ from contempt of folly, as veneration from wonder at prudence. Lastly, we can conceive the emotions of love, hope, honour, &c., in association with contempt, and can thence deduce other emotions, which are not distinguished one from another by any recognized name." - } - ] - }, - { - "id": "353", - "title": "PROPOSITION 53", - "text": "_When the mind regards itself and its own power of activity, it feels pleasure : and that pleasure is greater in proportion to the distinctness wherewith it conceives itself and its own power of activity._", - "childs": [ - { - "id": "353d", - "type": " Proof.", - "text": "A man does not know himself except through the modifications of his body, and the ideas thereof _(Prop. [19](219) and [23](223), p. II)_. When, therefore, the mind is able to contemplate itself, it is thereby assumed to pass to a greater perfection, or _([Scol. Prop. 11](311sc))_ to feel pleasure ; and the pleasure will be greater in proportion to the distinctness, wherewith it is able to conceive itself and its own power of activity. Q.E.D." - }, - { - "id": "353c", - "type": "COROLLARY", - "text": "This pleasure is fostered more and more, in proportion as a man conceives himself to be praised by others. For the more he conceives himself as praised by others, the more will he imagine them to be affected with pleasure, accompanied by the idea of himself _([Scol. Prop. 29](329sc))_ ; thus he is _([Prop. 27](327))_ himself affected with greater pleasure, accompanied by the idea of himself. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "354", - "title": "PROPOSITION 54", - "text": "_The mind endeavours to conceive only such things as assert its power of activity._", - "childs": [ - { - "id": "354d", - "type": " Proof.", - "text": "The endeavour or power of the mind is the actual essence thereof _([Prop. 7](307))_ ; but the essence of the mind obviously only affirms that which the mind is and can do ; not that which it neither is nor can do ; therefore the mind endeavours to conceive only such things as assert or affirm its power of activity. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "355", - "title": "PROPOSITION 55", - "text": "_When the mind contemplates its own weakness, it feels pain thereat._", - "childs": [ - { - "id": "355d", - "type": " Proof.", - "text": "The essence of the mind only affirms that which the mind is, or can do ; in other words, it is the mind's nature to conceive only such things as assert its power of activity _([last Prop.](354))_. Thus, when we say that the mind contemplates its own weakness, we are merely saying that while the mind is attempting to conceive something which asserts its power of activity, it is checked in its endeavour - in other words _([Scol. Prop. 11](311sc))_, it feels pain. Q.E.D." - }, - { - "id": "355c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "This pain is more and more fostered, if a man conceives that he is blamed by others ; this may be proved in the same way as the [corollary to Prop. 53](353c)." - }, - { - "id": "355c1sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This pain, accompanied by the idea of our own weakness, is called _humility_ ; the pleasure, which springs from the contemplation of ourselves, is called _self-love_ or _self-complacency_. And inasmuch as this feeling is renewed as often as a man contemplates his own virtues, or his own power of activity, it follows that everyone is fond of narrating his own exploits, and displaying the force both of his body and mind, and also that, for this reason, men are troublesome one to another. Again, it follows that men are naturally envious _([Scol. Prop. 24](324sc) and [Scol. Prop. 32](332sc))_, rejoicing in the shortcomings of their equals, and feeling pain at their virtues. For whenever a man conceives his own actions, he is affected with pleasure _([Prop. 53](353))_, in proportion as his actions display more perfection, and he conceives them more distinctly - that is _([Scol. 1 Prop. 40](240sc1), p. II)_, in proportion as he can distinguish them from others, and regard them as something special. Therefore, a man will take most pleasure in contemplating himself, when he contemplates some quality which he denies to others. But, if that which he affirms of himself be attributable to the idea of man or animals in general, he will not be so greatly pleased: he will, on the contrary, feel pain, if he conceives that his own actions fall short when compared with those of others. This pain _([Prop. 28](328))_ he will endeavour to remove, by putting a wrong construction on the actions of his equals, or by, as far as he can, embellishing his own. It is thus apparent that men are naturally prone to hatred and envy, which latter is fostered by their education. For parents are accustomed to incite their children to virtue solely by the spur of honour and envy. But, perhaps, some will scruple to assent to what I have said, because we not seldom admire men's virtues, and venerate their possessors. In order to remove such doubts, I append the following corollary." - }, - { - "id": "355c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "No one envies the virtue of anyone who is not his equal." - }, - { - "id": "355c2d", - "type": " Proof.", - "text": "Envy is a species of hatred _([Scol. Prop. 24](324sc))_ or _([Scol. Prop. 13](313sc))_ pain, that is _([Scol. Prop. 11](311sc))_, a modification whereby a man's power of activity, or endeavour towards activity, is checked. But a man _([Scol. Prop. 9](309sc))_ does not endeavour or desire to do anything, which cannot follow from his nature as it is given ; therefore a man will not desire any power of activity or virtue (which is the same thing) to be attributed to him, that is appropriate to another's nature and foreign to his own ; hence his desire cannot be checked, _([Scol. Prop. 11](311sc))_ nor he himself pained by the contemplation of virtue in some one unlike himself, consequently he cannot envy such an one. But he can envy his equal, who is assumed to have the same nature as himself. Q.E.D" - }, - { - "id": "355c2sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "When, therefore, as we said in the [Scol. Prop. 52](352sc), we venerate a man, through wonder at his prudence, fortitude, &c., we do so _([Prop. 55](355))_, because we conceive those qualities to be peculiar to him, and not as common to our nature ; we, therefore, no more envy their possessor, than we envy trees for being tall, or lions for being courageous." - } - ] - }, - { - "id": "356", - "title": "PROPOSITION 56", - "text": "_There are as many kinds of pleasure, of pain, of desire, and of every emotion compounded of these, such as vacillations of spirit, or derived from these, such as love, hatred, hope, fear, &c., as there are kinds of objects whereby we are affected._", - "childs": [ - { - "id": "356d", - "type": " Proof.", - "text": "Pleasure and pain, and consequently the emotions compounded thereof, or derived therefrom, are passions, or passive states _([Scol. Prop. 11](311sc))_ ; now we are necessarily, passive _([Prop. 1](301))_, in so far as we have inadequate ideas ; and only, in so far as we have such ideas are we passive _([Prop. 3](303))_ ; that is, we are only necessarily passive _(Scol. [1](240sc1) and [2](240sc2) Prop. 40, p. II)_, in so far as we conceive, or _([Prop. 17](217), p. II, and [Scol.](217sc))_ in so far as we are affected by an emotion, which involves the nature of our own body, and the nature of an external body. Wherefore the nature of every, passive state must necessarily be so explained, that the nature of the object whereby we are affected be expressed. Namely, the pleasure, which arises from, say, the object A, involves the nature of that object A, and the pleasure, which arises from the object B, involves the nature of the object B ; wherefore these two pleasurable emotions are by nature different, inasmuch as the causes whence they arise are by nature different. So again the emotion of pain, which arises from one object, is by nature different from the pain arising from another object, and, similarly, in the case of love, hatred, hope, fear, vacillation, &c. Thus, there are necessarily as many kinds of pleasure, pain, love, hatred, &c., as there are kinds of objects whereby we are affected. Now desire is each man's essence or nature, in so far as it is conceived as determined to a particular action by any given modification of itself _([Scol. Prop. 9](309sc))_ ; therefore, according as a man is affected through external causes by this or that kind of pleasure, pain, love, hatred, &c., in other words, according as his nature is disposed in this or that manner, so will his desire be of one kind or another, and the nature of one desire must necessarily differ from the nature of another desire, as widely as the emotions differ, wherefrom each desire arose. Thus there are as many kinds of desire, as there are kinds of pleasure, pain, love, &c., consequently (by what has been shown) there are as many kinds of desire, as there are kinds of objects whereby we are affected. Q.E.D." - }, - { - "id": "356sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Among the kinds of emotions, which, by the [last proposition](356), must be very, numerous, the chief are _luxury, drunkenness, lust, avarice_, and _ambition_, being merely species of love or desire, displaying the nature of those emotions in a manner varying according to the object, with which they are concerned. For by luxury, drunkenness, lust, avarice, ambition, &c., we simply mean the immoderate love of feasting, drinking, venery, riches, and fame. Furthermore, these emotions, in so far as we distinguish them from others merely by the objects wherewith they are concerned, have no contraries. For _temperance, sobriety_, and _chastity_, which we are wont to oppose to luxury, drunkenness, and lust, are not emotions or passive states, but indicate a power of the mind which moderates the last-named emotions. However, I cannot here explain the remaining kinds of emotions (seeing that they are as numerous as the kinds of objects), nor, if I could, would it be necessary. It is sufficient for our purpose, namely, to determine the strength of the emotions, and the mind's power over them, to have a general definition of each emotion. It is sufficient, I repeat, to understand the general properties of the emotions and the mind, to enable us to determine the quality and extent of the mind's power in moderating and checking the emotions. Thus, though there is a great difference between various emotions of love, hatred, or desire, for instance between love felt towards children, and love felt towards a wife, there is no need for us to take cognizance of such differences, or to track out further the nature and origin of the emotions." - } - ] - }, - { - "id": "357", - "title": "PROPOSITION 57", - "text": "_Any emotion of a given individual differs from the emotion of another individual, only in so far as the essence of the one individual differs from the essence of the other._", - "childs": [ - { - "id": "357d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is evident from [Axiom 1](213a1a) which see after Lemma 3 Proposition 13. Part II. Nevertheless, we will prove it from the nature of the three primary emotions. \nAll emotions are attributable to desire, pleasure, or pain, as their definitions above given show. But desire is each man's nature or essence _([Scol. Prop. 9](309sc))_ ; therefore desire in one individual differs from desire in another individual, only in so far as the nature or essence of the one differs from the nature or essence of the other. Again, pleasure and pain are passive states or passions, whereby every man's power or endeavour to persist in his being is increased or diminished, helped or hindered _([Prop. 11](311) and [Scol.](311sc))_. But by the endeavour to persist in its being, in so far as it is attributable to mind and body in conjunction, we mean appetite and desire _([Scol. Prop. 9](309sc))_; therefore pleasure and pain are identical with desire or appetite, in so far as by external causes they are increased or diminished, helped or hindered, in other words,_([Scol. Prop. 9](309sc))_ they are every man's nature ; wherefore the pleasure and pain felt by one man differ from the pleasure and pain felt by another man, only in so far as the nature or essence of the one man differs from the essence of the other ; consequently, any emotion of one individual only differs, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "357sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hence it follows, that the emotions of the animals which are called irrational (for after learning the origin of mind we cannot doubt that brutes feel) only differ from man's emotions, to the extent that brute nature differs from human nature. Horse and man are alike carried away by the desire of procreation ; but the desire of the former is equine, the desire of the latter is human. So also the lusts and appetites of insects, fishes, and birds must needs vary according to the several natures. Thus, although each individual lives content and rejoices in that nature belonging to him wherein he has his being, yet the life, wherein each is content and rejoices, is nothing else but the idea, or soul, of the said individual, and hence the joy of one only differs in nature from the joy of another, to the extent that the essence of one differs from the essence of another. Lastly, it follows from the foregoing proposition, that there is no small difference between the joy which actuates, say, a drunkard, and the joy possessed by a philosopher, as I just mention here by the way. Thus far I have treated of the emotions attributable to man, in so far as he is passive. It remains to add a few words on those attributable to him in so far as he is active." - } - ] - }, - { - "id": "358", - "title": "PROPOSITION 58", - "text": "_Besides pleasure and desire, which are passivities or passions, there are other emotions derived from pleasure and desire, which are attributable to us in so far as we are active._", - "childs": [ - { - "id": "358d", - "type": " Proof.", - "text": "When the mind conceives itself and its power of activity, it feels pleasure _([Prop. 53](353))_ : now the mind necessarily contemplates itself, when it conceives a true or adequate idea _([Prop. 43](243), p. II)_. But the mind does conceive certain adequate ideas _([Scol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_. Therefore, it feels pleasure in so far as it conceives adequate ideas ; that is, in so far as it is active _([Prop. 1](301))_. Again, the mind, both in so far as it has clear and distinct ideas, and in so far as it has confused ideas, endeavours to persist in its own being _([Prop. 9](309))_ ; but by such an endeavour we mean desire _(by the [Scol.](309sc) to the same Prop.)_ ; therefore, desire is also attributable to us, in so far as we understand, or _([Prop. 1](301))_ in so far as we are active. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "359", - "title": "PROPOSITION 59", - "text": "_Among all the emotions attributable to the mind as active, there are none which cannot be referred to pleasure or pain._", - "childs": [ - { - "id": "359d", - "type": " Proof.", - "text": "All emotions can be referred to desire, pleasure, or pain, as their definitions, already given, show. Now by pain we mean that the mind's power of thinking is diminished or checked _([Prop. 11](311) and [Scol.](311sc))_ ; therefore, in so far as the mind feels pain, its power of understanding, that is, of activity, is diminished or checked _([Prop. 1](301))_ ; therefore, no painful emotions can be attributed to the mind in virtue of its being active, but only emotions of pleasure and desire, which (by the [last Prop.](358)) are attributable to the mind in that condition. Q.E.D." - }, - { - "id": "359sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "All actions following from emotion, which are attributable to the mind in virtue of its understanding, I set down to _strength of character (fortitudo)_, which I divide into _courage (animositas)_ and _highmindedness (generositas)_. By _courage_ I mean _the desire whereby every man strives to preserve his own being in accordance solely with the dictates of reason_. By _highmindedness_ I mean _the desire whereby every man endeavours, solely under the dictates of reason, to aid other men and to unite them to himself in friendship_. Those actions, therefore, which have regard solely to the good of the agent I set down to courage, those which aim at the good of others I set down to highmindedness. Thus temperance, sobriety, and presence of mind in danger, &c., are varieties of courage ; courtesy, mercy, &c., are varieties of highmindedness. I think I have thus explained, and displayed through their primary causes the principal emotions and vacillations of spirit, which arise from the combination of the three primary emotions, to wit, desire, pleasure, and pain. It is evident from what I have said, that we are in many ways driven about by external causes, and that like waves of the sea driven by contrary winds we toss to and fro unwitting of the issue and of our fate. But I have said, that I have only set forth the chief conflicting emotions, not all that might be given. For, by proceeding in the same way as above, we can easily show that love is united to repentance, scorn, shame, &c. I think everyone will agree from what has been said, that the emotions may be compounded one with another in so many ways, and so many variations may arise therefrom, as to exceed all possibility of computation. However, for my purpose, it is enough to have enumerated the most important ; to reckon up the rest which I have omitted would be more curious than profitable. It remains to remark concerning love, that it very often happens that while we are enjoying a thing which we longed for, the body, from the act of enjoyment, acquires a new disposition, whereby it is determined in another way, other images of things are aroused in it, and the mind begins to conceive and desire something fresh. For example, when we conceive something which generally delights us with its flavour, we desire to enjoy, that is, to eat it. But whilst we are thus enjoying it, the stomach is filled and the body is otherwise disposed. If, therefore, when the body is thus otherwise disposed, the image of the food which is present be stimulated, and consequently the endeavour or desire to eat it be stimulated also, the new disposition of the body will feel repugnance to the desire or attempt, and consequently the presence of the food which we formerly longed for will become odious. This revulsion of feeling is called _satiety_ or weariness. For the rest, I have neglected the outward modifications of the body observable in emotions, such, for instance, as trembling, pallor, sobbing, laughter, &c., for these are attributable to the body only, without any reference to the mind. Lastly, the definitions of the emotions require to be supplemented in a few points ; I will therefore repeat them, interpolating such observations as I think should here and there be added." - } - ] - }, - { - "title":"DEFINITIONS OF THE EMOTIONS", - "type":"title" - }, - { - "id": "3ad1", - "title": "I.", - "text": "_Desire_ is the actual essence of man, in so far as it is conceived, as determined to a particular activity by some given modification of itself.", - "childs": [ - { - "id": "3ad1e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "We have said above, in the [Scol. Proposition 9](309sc). of this part, that desire is appetite, with consciousness thereof ; further, that appetite is the essence of man, in so far as it is determined to act in a way tending to promote its own persistence. But, in the same [Scol.](309sc), I also remarked that, strictly speaking, I recognize no distinction between appetite and desire. For whether a man be conscious of his appetite or not, it remains one and the same appetite. Thus, in order to avoid the appearance of tautology, I have refrained from explaining desire by appetite ; but I have taken care to define it in such a manner, as to comprehend, under one head, all those endeavours of human nature, which we distinguish by the terms appetite, will, desire, or impulse. I might, indeed, have said, that desire is the essence of man, in so far as it is conceived as determined to a particular activity ; but from such a definition _(cf. [Prop. 23](223), p. II)_ it would not follow that the mind can be conscious of its desire or appetite. Therefore, in order to imply the cause of such consciousness, it was necessary _([Prop. 23](223), p. II)_ to add, _in so far as it is determined by some given, modification, &c_. For, by, a modification of man's essence, we understand every disposition of the said essence, whether such disposition be innate, or whether it be conceived solely under the attribute of thought, or solely under the attribute of extension, or whether, lastly, it be referred simultaneously to both these attributes. By the term desire, then, I here mean all man's endeavours, impulses, appetites, and volitions, which vary according to each man's disposition, and are, therefore, not seldom opposed one to another, according as a man is drawn in different directions, and knows not where to turn." - } - ] - }, - { - "id": "3ad2", - "title": "II.", - "text": "_Pleasure_ is the transition of a man from a less to a greater perfection.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad3", - "title": "III.", - "text": "_Pain_ is the transition of a man from a greater to a less perfection.", - "childs": [ - { - "id": "3ad3e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "I say transition : for pleasure is not perfection itself. For, if man were born with the perfection to which he passes, he would possess the same, without the emotion of pleasure. This appears more clearly from the consideration of the contrary emotion, pain. No one can deny, that pain consists in the transition to a less perfection, and not in the less perfection itself : for a man cannot be pained, in so far as he partakes of perfection of any degree. Neither can we say, that pain consists in the absence of a greater perfection. For absence is nothing, whereas the emotion of pain is an activity ; wherefore this activity can only be the activity of transition from a greater to a less perfection - in other words, it is an activity whereby a man's power of action is lessened or constrained _([Scol. Prop. 11](311sc))_. I pass over the definitions of merriment, stimulation, melancholy, and grief, because these terms are generally used in reference to the body, and are merely kinds of pleasure or pain." - } - ] - }, - { - "id": "3ad4", - "title": "IV.", - "text": "_Wonder_ is the conception _(imaginatio)_ of anything, wherein the mind comes to a stand, because the particular concept in question has no connection with other concepts _(cf. [Prop. 52](352) and [Scol.](352sc))_.", - "childs": [ - { - "id": "3ad4e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "In the [Scol. Prop. 18](218sc), Part II, we showed the reason, why the mind, from the contemplation of one thing, straightway falls to the contemplation of another thing, namely, because the images of the two things are so associated and arranged, that one follows the other. This state of association is impossible, if the image of the thing be new ; the mind will then be at a stand in the contemplation thereof, until it is determined by other causes to think of something else. Thus the conception of a new object, considered in itself, is of the same nature as other conceptions ; hence, I do not include wonder among the emotions, nor do I see why I should so include it, inasmuch as this distraction of the mind arises from no positive cause drawing away, the mind from other objects, but merely from the absence of a cause, which should determine the mind to pass from the contemplation of one object to the contemplation of another. \nI, therefore, recognize only three primitive or primary emotions _(as I said in the [Scol. Prop. 11](311sc))_, namely, pleasure, pain, and desire. I have spoken of wonder, simply because it is customary to speak of certain emotions springing from the three primitive ones by different names, when they are referred to the objects of our wonder. I am led by the same motive to add a definition of contempt." - } - ] - }, - { - "id": "3ad5", - "title": "V.", - "text": "_Contempt_ is the conception of anything which touches the mind so little, that its presence leads the mind to imagine those qualities which are not in it rather than such as are in it _(cf. [Scol. Prop. 52](352sc))_. \nThe definitions of veneration and scorn I here pass over, for I am not aware that any emotions are named after them.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad6", - "title": "VI.", - "text": "_Love_ is pleasure, accompanied by the idea of an external cause.", - "childs": [ - { - "id": "3ad6e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "This definition explains sufficiently clearly the essence of love ; the definition given by those authors who say that love is _the lover's wish to unite himself to the loved object_ expresses a property, but not the essence of love ; and, as such authors have not sufficiently discerned love's essence, they have been unable to acquire a true conception of its properties, accordingly their definition is on all hands admitted to be very obscure. It must, however, be noted, that when I say that it is a property of love, that the lover should wish to unite himself to the beloved object, I do not here mean by _wish_ consent, or conclusion, or a free decision of the mind (for I have shown such, [Proposition 48](248), Part II, to be fictitious) ; neither do I mean a desire of being united to the loved object when it is absent, or of continuing in its presence when it is at hand ; for love can be conceived without either of these desires ; but by _wish_ I mean the contentment, which is in the lover, on account of the presence of the beloved object, whereby the pleasure of the lover is strengthened, or at least maintained." - } - ] - }, - { - "id": "3ad7", - "title": "VII.", - "text": "_Hatred_ is pain, accompanied by the idea of an external cause.", - "childs": [ - { - "id": "3ad7e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "These observations are easily grasped after what has been said in the explanation of the preceding definition _(cf. also [Scol. Prop. 13](313sc))_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad8", - "title": "VIII.", - "text": "_Inclination_ is pleasure, accompanied by the idea of something which is accidentally a cause of pleasure.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad9", - "title": "IX.", - "text": "_Aversion_ is pain, accompanied by the idea of something which is accidentally the cause of pain _(cf. [Scol. Prop. 15](315sc))_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad10", - "title": "X.", - "text": "_Devotion_ is love towards one whom we admire.", - "childs": [ - { - "id": "3ad10e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Wonder _(admiratio)_ arises _(as we have shown, [Prop. 52](352))_ from the novelty of a thing. If, therefore, it happens that the object of our wonder is often conceived by us, we shall cease to wonder at it ; thus we see, that the emotion of devotion readily degenerates into simple love." - } - ] - }, - { - "id": "3ad11", - "title": "XI.", - "text": "_Derision_ is pleasure arising from our conceiving the presence of a quality, which we despise, in an object which we hate.", - "childs": [ - { - "id": "3ad11e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "In so far as we despise a thing which we hate, we deny existence thereof _([Scol. Prop. 52](352sc))_, and to that extent rejoice _([Prop. 20](320))_. But since we assume that man hates that which he derides, it follows that the pleasure in question is not without alloy _(cf. [Scol. Prop. 47](347sc))_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad12", - "title": "XII.", - "text": "_Hope_ is an inconstant pleasure, arising from the idea of something past or future, whereof we to a certain extent doubt the issue.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad13", - "title": "XIII.", - "text": "_Fear_ is an inconstant pain arising from the idea, of something past or future, whereof we to a certain extent doubt the issue _(cf. [Scol. 2 Prop. 18](318sc2))_.", - "childs": [ - { - "id": "3ad13e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "From these definitions it follows, that there is no hope unmingled with fear, and no fear unmingled with hope. For he, who depends on hope and doubts concerning the issue of anything, is assumed to conceive something, which excludes the existence of the said thing in the future ; therefore he, to this extent, feels pain _(cf. [Prop. 19](319))_ ; consequently, while dependent on hope, he fears for the issue. Contrariwise he, who fears, in other words doubts, concerning the issue of something which he hates, also conceives something which excludes the existence of the thing in question ; to this extent he feels pleasure, and consequently to this extent he hopes that it will turn out as he desires _([Prop. 20](320))_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad14", - "title": "XIV.", - "text": "_Confidence_ is pleasure arising from the idea of something past or future, wherefrom all cause of doubt has been removed.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad15", - "title": "XV.", - "text": "_Despair_ is pain arising from the idea of something past or future, wherefrom all cause of doubt has been removed.", - "childs": [ - { - "id": "3ad15e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Thus confidence springs from hope, and despair from fear, when all cause for doubt as to the issue of an event has been removed: this comes to pass, because man conceives something past or future as present and regards it as such, or else because he conceives other things, which exclude the existence of the causes of his doubt. For, although we can never be absolutely certain of the issue of any particular event _([Coroll. Prop. 31](331c), p. II)_, it may nevertheless happen that we feel no doubt concerning it. For we have shown, that to feel no doubt concerning a thing is not the same as to be quite certain of it _([Scol. Prop. 49](249sc), p. II)_. Thus it may happen that we are affected by the same emotion of pleasure or pain concerning a thing past or future, as concerning the conception of a thing present ; this I have already shown in [Proposition 18](318), to which, with its Scol. [1](318sc1) [2](318sc2), I refer the reader." - } - ] - }, - { - "id": "3ad16", - "title": "XVI.", - "text": "_Joy_ is pleasure accompanied by the idea of something past, which has had an issue beyond our hope.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad17", - "title": "XVII.", - "text": "_Disappointment_ is pain accompanied by the idea of something past, which has had an issue contrary to our hope.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad18", - "title": "XVIII.", - "text": "_Pity_ is pain accompanied by the idea of evil, which has befallen someone else whom we conceive to be like ourselves _(cf. [Scol. Prop. 22](322sc) and [Scol. Prop. 27](327sc))_.", - "childs": [ - { - "id": "3ad18e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Between pity and sympathy _(misericordia)_ there seems to be no difference, unless perhaps that the former term is used in reference to a particular action, and the latter in reference to a disposition." - } - ] - }, - { - "id": "3ad19", - "title": "XIX.", - "text": "_Approval_ is love towards one who has done good to another.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad20", - "title": "XX.", - "text": "_Indignation_ is hatred towards one who has done evil to another.", - "childs": [ - { - "id": "3ad20e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "I am aware that these terms are employed in senses somewhat different from those usually assigned. But my purpose is to explain, not the meaning of words, but the nature of things. I therefore make use of such terms, as may convey my meaning without any violent departure from their ordinary signification. One statement of my method will suffice. As for the cause of the above-named emotions see [Coroll. 1 Prop. 27](327c1) and [Scol. Prop. 22](322sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad21", - "title": "XXI.", - "text": "_Partiality_ is thinking too highly of anyone because of the love we bear him.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad22", - "title": "XXII.", - "text": "_Disparagement_ is thinking too meanly of anyone, because we hate him.", - "childs": [ - { - "id": "3ad22e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Thus partiality is an effect of love, and disparagement an effect of hatred : so that _partiality_ may also be defined as _love, in so far as it induces a man to think too highly of a beloved object_. Contrariwise, _disparagement_ may be defined _as hatred, in so far as it induces a man to think too meanly of a hated object_. Cf. [Scol. Prop. 26](326sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad23", - "title": "XXIII.", - "text": "_Envy_ is hatred, in so far as it induces a man to be pained by another's good fortune, and to rejoice in another's evil fortune.", - "childs": [ - { - "id": "3ad23e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Envy is generally opposed to sympathy, which, by doing some violence to the meaning of the word, may therefore be thus defined." - } - ] - }, - { - "id": "3ad24", - "title": "XXIV.", - "text": "_Sympathy (misericordia)_ is love, in so far as it induces a man to feel pleasure at another's good fortune, and pain at another's evil fortune.", - "childs": [ - { - "id": "3ad24e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Concerning envy see the notes to [Scol. Prop. 24](324sc) and [Scol. Prop. 32](332sc). These emotions also arise from pleasure or pain accompanied by the idea of something external, as cause either in itself or accidentally. I now pass on to other emotions, which are accompanied by the idea of something within as a cause." - } - ] - }, - { - "id": "3ad25", - "title": "XXV.", - "text": "_Self-approval_ is pleasure arising from a man's contemplation of himself and his own power of action.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad26", - "title": "XXVI.", - "text": "_Humility_ is pain arising from a man's contemplation of his own weakness of body or mind.", - "childs": [ - { - "id": "3ad26e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Self-complacency is opposed to humility, in so far as we thereby mean pleasure arising from a contemplation of our own power of action ; but, in so far as we mean thereby pleasure accompanied by the idea of any action which we believe we have performed by the free decision of our mind, it is opposed to repentance, which we may thus define." - } - ] - }, - { - "id": "3ad27", - "title": "XXVII.", - "text": "_Repentance_ is pain accompanied by the idea of some action, which we believe we have performed by the free decision of our mind.", - "childs": [ - { - "id": "3ad27e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "The causes of these emotions we have set forth in [Scol. Prop. 51](351sc), Prop. [53](353), [54](354) and [55](355) and [Scol.](355c1sc). Concerning the free decision of the mind see [Scol. Prop. 35](235sc), Part II. This is perhaps the place to call attention to the fact, that it is nothing wonderful that all those actions, which are commonly called _wrong_, are followed by, pain, and all those, which are called _right_, are followed by pleasure. We can easily gather from what has been said, that this depends in great measure on education. Parents, by reprobating the former class of actions, and by frequently chiding their children because of them, and also by persuading to and praising the latter class, have brought it about, that the former should be associated with pain and the latter with pleasure. \nThis is confirmed by experience. For custom and religion are not the same among all men, but that which some consider sacred others consider profane, and what some consider honourable others consider disgraceful. According as each man has been educated, he feels repentance for a given action or glories therein." - } - ] - }, - { - "id": "3ad28", - "title": "XXVIII.", - "text": "_Pride_ is thinking too highly of one's self from self-love.", - "childs": [ - { - "id": "3ad28e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Thus pride is different from partiality, for the latter term is used in reference to an external object, but pride is used of a man thinking too highly of himself. However, as partiality is the effect of love, so is pride the effect or property of _self-love_, which may therefore be thus defined, _love of self or self-a approval, in so far as it leads a man to think too highly of himself ([Scol. Prop. 26](326sc))_. To this emotion there is no contrary. For no one thinks too meanly of himself because of self-hatred ; I say that no one thinks too meanly of himself, in so far as he conceives that he is incapable of doing this or that. For whatsoever a man imagines that he is incapable of doing, he imagines this of necessity, and by that notion he is so disposed, that he really cannot do that which he conceives that he cannot do. For, so long as he conceives that he cannot do it, so long is he not determined to do it, and consequently so long is it impossible for him to do it. However, if we consider such matters as only depend on opinion, we shall find it conceivable that a man may think too meanly of himself ; for it may happen, that a man, sorrowfully regarding his own weakness, should imagine that he is despised by all men, while the rest of the world are thinking of nothing less than of despising him. Again, a man may think too meanly of himself, if he deny of himself in the present something in relation to a future time of which he is uncertain. As, for instance, if he should say that he is unable to form any clear conceptions, or that he can desire and do nothing but what is wicked and base, &c. We may also say, that a man thinks too meanly of himself, when we see him from excessive fear of shame refusing to do things which others, his equals, venture. We can, therefore, set down as a contrary to pride an emotion which I will call self-abasement, for as from self-complacency springs pride, so from humility springs self-abasement, which I will accordingly thus define." - } - ] - }, - { - "id": "3ad29", - "title": "XXIX.", - "text": "_Self-abasement_ is thinking too meanly of one's self by reason of pain.", - "childs": [ - { - "id": "3ad29e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "We are nevertheless generally accustomed to oppose pride to humility, but in that case we pay more attention to the effect of either emotion than to its nature. We are wont to call _proud_ the man who boasts too much _([Scol. Prop. 30](330sc))_, who talks of nothing but his own virtues and other people's faults, who wishes to be first ; and lastly who goes through life with a style and pomp suitable to those far above him in station. On the other hand, we call _humble_ the man who too often blushes, who confesses his faults, who sets forth other men's virtues, and who, lastly, walks with bent head and is negligent of his attire. However, these emotions, humility and self-abasement, are extremely rare. For human nature, considered in itself, strives against them as much as it can _(see Prop. [13](313) and [54](354))_ ; hence those, who are believed to be most self-abased and humble, are generally in reality the most ambitious and envious." - } - ] - }, - { - "id": "3ad30", - "title": "XXX.", - "text": "_Honour_^[_gloria_] is pleasure accompanied by the idea of some action of our own, which we believe to be praised by others.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad31", - "title": "XXXI.", - "text": "_Shame_ is pain accompanied by the idea of some action of our own, which we believe to be blamed by others.", - "childs": [ - { - "id": "3ad31e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "On this subject see the [Scol. Prop. 30](330sc). But we should here remark the difference which exists between shame and modesty. Shame is the pain following the dead whereof we are ashamed. Modesty is the fear or dread of shame, which restrains a man from committing a base action. Modesty is usually opposed to shamelessness, but the latter is not an emotion, as I will duly show ; however, the names of the emotions (as I have remarked already) have regard rather to their exercise than to their nature. I have now fulfilled my task of explaining the emotions arising from pleasure and pain. I therefore proceed to treat of those which I refer to desire." - } - ] - }, - { - "id": "3ad32", - "title": "XXXII.", - "text": "_Regret_ is the desire or appetite to possess something, kept alive by the remembrance of the said thing, and at the same time constrained by the remembrance of other things which exclude the existence of it.", - "childs": [ - { - "id": "3ad32e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "When we remember a thing, we are by that very fact, as I have already said more than once, disposed to contemplate it with the same emotion as if it were something present ; but this disposition or endeavour, while we are awake, is generally checked by the images of things which exclude the existence of that which we remember. Thus when we remember something which affected us with a certain pleasure, we by that very fact endeavour to regard it with the same emotion of pleasure as though it were present, but this endeavour is at once checked by the remembrance of things which exclude the existence of the thing in question. Wherefore regret is, strictly speaking, a pain opposed to that pleasure, which arises from the absence of something we hate _(cf. [Scol. Proposition 47](347sc))_. But, as the name regret seems to refer to desire, I set this emotion down, among the emotions springing from desire." - } - ] - }, - { - "id": "3ad33", - "title": "XXXIII.", - "text": "_Emulation_ is the desire of something, engendered in us by our conception that others have the same desire.", - "childs": [ - { - "id": "3ad33e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "He who runs away, because he sees others running away, or he who fears, because he sees others in fear ; or again, he who, on seeing that another man has burnt his hand, draws towards him his own hand, and moves his body, as though his own hand were burnt ; such an one can be said to imitate another's emotion, but not to emulate him ; not because the causes of emulation and imitation are different, but because it has become customary to speak of emulation only in him, who imitates that which we deem to be honourable, useful, or pleasant. As to the cause of emulation, cf. [Proposition 27](327) and [Scol.](327sc). The reason why this emotion is generally coupled with envy may be seen from [Proposition 32](332) and [Scol.](332sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad34", - "title": "XXXIV.", - "text": "_Thankfulness_ or _Gratitude_ is the desire or zeal springing from love, whereby we endeavour to benefit him, who with similar feelings of love has conferred a benefit on us. Cf. [Prop. 39](339) and [Scol. Prop. 41](341sc).", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad35", - "title": "XXXV.", - "text": "_Benevolence_ is the desire of benefiting one whom we pity. Cf. [Scol. Prop. 27](327sc).", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad36", - "title": "XXXVI.", - "text": "_Anger_ is the desire, whereby through hatred we are induced to injure one whom we hate _([Prop. 39](339))_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad37", - "title": "XXXVII.", - "text": "_Revenge_ is the desire whereby we are induced, through mutual hatred, to injure one who, with similar feelings, has injured us. _(See [Coroll. 2 Prop. 40](340c2) and [Scol.](340sc))._", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad38", - "title": "XXXVIII.", - "text": "_Cruelty_ or _savageness_ is the desire, whereby a man is impelled to injure one whom we love or pity.", - "childs": [ - { - "id": "3ad38e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "To cruelty is opposed clemency, which is not a passive state of the mind, but a power whereby man restrains his anger and revenge." - } - ] - }, - { - "id": "3ad39", - "title": "XXXIX.", - "text": "_Fear_ is the desire to avoid a greater evil, which we dread, by undergoing a lesser evil. Cf. [Scol. Prop. 39](339sc).", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad40", - "title": "XL.", - "text": "_Daring_ is the desire, whereby a man is set on to do something dangerous which his equals fear to attempt.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad41", - "title": "XLI.", - "text": "_Cowardice_ is attributed to one, whose desire is checked by the fear of some danger which his equals dare to encounter.", - "childs": [ - { - "id": "3ad41e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Cowardice is, therefore, nothing else but the fear of some evil, which most men are wont not to fear ; hence I do not reckon it among the emotions springing from desire. Nevertheless, I have chosen to explain it here, because, in so far as we look to the desire, it is truly opposed to the emotion of daring." - } - ] - }, - { - "id": "3ad42", - "title": "XLII.", - "text": "_Consternation_ is attributed to one, whose desire of avoiding evil is checked by amazement at the evil which he fears.", - "childs": [ - { - "id": "3ad42e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Consternation is, therefore, a species of cowardice. But, inasmuch as consternation arises from a double fear, it may be more conveniently defined as a fear which keeps a man so bewildered and wavering, that he is not able to remove the evil. I say bewildered, in so far as we understand his desire of removing the evil to be constrained by his amazement. I say wavering, in so far as we understand the said desire to be constrained by the fear of another evil, which equally torments him : whence it comes to pass that he knows not, which he may avert of the two. On this subject, see [Scol. Prop. 39](339sc) and [Scol. Prop. 52](352sc). Concerning cowardice and daring, see [Scol. Prop. 51](351sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad43", - "title": "XLIII.", - "text": "_Courtesy or deference (Humanitas seu modestia)_, is the desire of acting in a way that should please men, and refraining from that which should displease them.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad44", - "title": "XLIV.", - "text": "_Ambition_ is the immoderate desire of power.", - "childs": [ - { - "id": "3ad44e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Ambition is the desire, whereby all the emotions _(cf. Prop. [27](327) and [31](331))_ are fostered and strengthened ; therefore this emotion can with difficulty be overcome. For, so long as a man is bound by any desire, he is at the same time necessarily bound by this. _The best men,_ says Cicero, _are especially led by honour. Even philosophers, when they write a book contemning honour, sign their names thereto,_ and so on." - } - ] - }, - { - "id": "3ad45", - "title": "XLV.", - "text": "_Luxury_ is excessive desire, or even love of living sumptuously.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad46", - "title": "XLVI.", - "text": "_Intemperance_ is the excessive desire and love of drinking.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad47", - "title": "XLVII.", - "text": "_Avarice_ is the excessive desire and love of riches.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad48", - "title": "XLVIII.", - "text": "_Lust_ is desire and love in the matter of sexual intercourse.", - "childs": [ - { - "id": "3ad48e", - "type": "EXPLANATION", - "text": "Whether this desire be excessive or not, it is still called lust. These last five emotions _(as I have shown in [Scol. Prop. 56](356sc))_ have no contraries. For deference is a species of ambition Cf. [Scol. Prop. 29](329sc). Again, I have already pointed out, that temperance, sobriety, and chastity indicate rather a power than a passivity of the mind. It may, nevertheless, happen, that an avaricious, an ambitious, or a timid man may abstain from excess in eating, drinking, or sexual indulgence, yet avarice, ambition, and fear are not contraries to luxury, drunkenness, and debauchery. For an avaricious man often is glad to gorge himself with food and drink at another man's expense. An ambitious man will restrain himself in nothing, so long as he thinks his indulgences are secret ; and if he lives among drunkards and debauchees, he will, from the mere fact of being ambitious, be more prone to those vices. Lastly, a timid man does that which he would not. For though an avaricious man should, for the sake of avoiding death, cast his riches into the sea, he will none the less remain avaricious ; so, also, if a lustful man is downcast, because he cannot follow his bent, he does not, on the ground of abstention, cease to be lustful. In fact, these emotions are not so much concerned with the actual feasting, drinking, &c., as with the appetite and love of such. Nothing, therefore, can be opposed to these emotions, but high-mindedness and valour, whereof I will speak presently. \nThe definitions of jealousy and other waverings of the mind I pass over in silence, first, because they arise from the compounding of the emotions already described ; secondly, because many of them have no distinctive names, which shows that it is sufficient for practical purposes to have merely a general knowledge of them. However, it is established from the definitions of the emotions, which we have set forth, that they all spring from desire, pleasure, or pain, or, rather, that there is nothing besides these three ; wherefore each is wont to be called by a variety of names in accordance with its various relations and extrinsic tokens. If we now direct our attention to these primitive emotions, and to what has been said concerning the nature of the mind, we shall be able thus to define the emotions, in so far as they are referred to the mind only." - } - ] - }, - { - "id": "3agd", - "title": "GENERAL DEFINITION OF THE EMOTIONS.", - "text": "Emotion, which is called a passivity of the soul is a confused idea, whereby the mind affirms concerning its body, or any part thereof, a force for existence 8(existendi vis)8 greater or less than before, and by the presence of which the mind is determined to think of one thing rather than another.", - "childs": [ - { - "id": "3agde", - "type": "EXPLANATION", - "text": "I say, first, that emotion or passion of the soul is a _confused idea_. For we have shown that the mind is only passive, in so far as it has inadequate or confused ideas. _([Prop. 3](303))_ I say, further, _whereby the mind affirms concerning its body or any part thereof a force for existence greater than before_. For all the ideas of bodies, which we possess, denote rather the actual disposition of our own body _([Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_ than the nature of an external body. But the idea which constitutes the reality of an emotion must denote or express the disposition of the body, or of some part thereof, which is possessed by the body, or some part thereof, because its power of action or force for existence is increased or diminished, helped or hindered. But it must be noted that, when I say _a greater or less force for existence_ than before, I do not mean that the mind compares the present with the past disposition of the body, but that the idea which constitutes the reality of an emotion affirms something of the body, which, in fact, involves more or less of reality than before. And inasmuch as the essence of mind consists in the fact _(Prop. [11](211) and [13](213), p. II)_, that it affirms the actual existence of its own body, and inasmuch as we understand by perfection the very essence of a thing, it follows that the mind passes to greater or less perfection, when it happens to affirm concerning its own body, or any part thereof, something involving more or less reality than before. When, therefore, I said above that the power of the mind is increased or diminished, I merely meant that the mind had formed of its own body, or of some part thereof, an idea involving more or less of reality, than it had already affirmed concerning its own body. For the excellence of ideas, and the actual power of thinking are measured by the excellence of the object. Lastly, I have added _by the presence of which the mind is determined to think of one thing rather than another_, so that, besides the nature of pleasure and pain, which the first part of the definition explains, I might also express the nature of desire." - } - ] - } - ] - }, - { - "index": 4, - "id": "p4", - "title": "_Part IV_, OF Human Bondage, _or_ the STRENGTH of the Emotions.", - "enonces": [ - { - "id": "4pr", - "title": "PREFACE", - "text": "Human infirmity in moderating and checking the emotions I name bondage : for, when a man is a prey to his emotions, he is not his own master, but lies at the mercy of fortune : so much so, that he is often compelled, while seeing that which is better for him, to follow that which is worse. Why this is so, and what is good or evil in the emotions, I propose to show in this part of my treatise. But, before I begin, it would be well to make a few prefatory observations on perfection and imperfection, good and evil. \nWhen a man has purposed to make a given thing, and has brought it to perfection, his work will be pronounced perfect, not only by himself, but by everyone who rightly knows, or thinks that he knows, the intention and aim of its author. For instance, suppose anyone sees a work (which I assume to be not yet completed), and knows that the aim of the author of that work is to build a house, he will call the work imperfect ; he will, on the other hand, call it perfect, as soon as he sees that it is carried through to the end, which its author had purposed for it. But if a man sees a work, the like whereof he has never seen before, and if he knows not the intention of the artificer, he plainly cannot know, whether that work be perfect or imperfect. Such seems to be the primary meaning of these terms. But, after men began to form general ideas, to think out types of houses, buildings, towers, &c., and to prefer certain types to others, it came about, that each man called perfect that which he saw agree with the general idea he had formed of the thing in question, and called imperfect that which he saw agree less with his own preconceived type, even though it had evidently been completed in accordance with the idea of its artificer. This seems to be the only reason for calling natural phenomena, which, indeed, are not made with human hands, perfect or imperfect : for men are wont to form general ideas of things natural, no less than of things artificial, and such ideas they hold as types, believing that Nature (who they think does nothing without an object) has them in view, and has set them as types before herself. Therefore, when they behold something in Nature, which does not wholly conform to the preconceived type which they have formed of the thing in question, they say that Nature has fallen short or has blundered, and has left her work incomplete. Thus we see that men are wont to style natural phenomena perfect or imperfect rather from their own prejudices, than from true knowledge of what they pronounce upon. Now we showed in the [Appendix](1app) to Part I., that Nature does not work with an end in view. For the eternal and infinite Being, which we call God or Nature, acts by the same necessity as that whereby it exists. For we have shown, that by the same necessity of its nature, whereby it exists, it likewise works _([Prop. 16](116), p. I)_. The reason or cause why God or Nature exists, and the reason why he acts, are one and the same. Therefore, as he does not exist for the sake of an end, so neither does he act for the sake of an end ; of his existence and of his action there is neither origin nor end. Wherefore, a cause which is called final is nothing else but human desire, in so far as it is considered as the origin or cause of anything. For example, when we say that to be inhabited is the final cause of this or that house, we mean nothing more than that a man, conceiving the conveniences of household life, had a desire to build a house. Wherefore, the being inhabited, in so far as it is regarded as a final cause, is nothing else but this particular desire, which is really the efficient cause ; it is regarded as the primary cause, because men are generally ignorant of the causes of their desires. They are, as I have often said already, conscious of their own actions and appetites, but ignorant of the causes whereby they are determined to any particular desire. Therefore, the common saying that Nature sometimes falls short, or blunders, and produces things which are imperfect, I set down among the glosses treated of in the [Appendix](1app) to Part I. Perfection and imperfection, then, are in reality merely modes of thinking, or notions which we form from a comparison among one another of individuals of the same species ; hence I said above _([Defin. 6](2d6), p. II)_, that by reality and perfection I mean the same thing. For we are wont to refer all the individual things in nature to one genus, which is called the highest genus, namely, to the category of Being, whereto absolutely all individuals in nature belong. Thus, in so far as we refer the individuals in nature to this category, and comparing them one with another, find that some possess more of being or reality than others, we, to this extent, say, that some are more perfect than others. Again, in so far as we attribute to them anything implying negation - as term, end, infirmity, &c., - we, to this extent, call them imperfect, because they do not affect our mind so much as the things which we call perfect, not because they have any intrinsic deficiency, or because Nature has blundered. For nothing lies within the scope of a thing's nature, save that which follows from the necessity of the nature of its efficient cause, and whatsoever follows from the necessity of the nature of its efficient cause necessarily comes to pass. \nAs for the terms _good_ and _bad_, they indicate no positive quality in things regarded in themselves, but are merely modes of thinking, or notions which we form from the comparison of things one with another. Thus one and the same thing can be at the same time good, bad, and indifferent. For instance, music is good for him that is melancholy, bad for him that mourns ; for him that is deaf, it is neither good nor bad. Nevertheless, though this be so, the terms should still be retained. For, inasmuch as we desire to form an idea of man as a type of human nature which we may hold in view, it will be useful for us to retain the terms in question, in the sense I have indicated. In what follows, then, I shall mean by _good_ that, which we certainly know to be a means of approaching more nearly to the type of human nature, which we have set before ourselves ; by _bad,_ that which we certainly know to be a hindrance to us in approaching the said type. Again, we shall say that men are more perfect, or more imperfect, in proportion as they approach more or less nearly to the said type. For it must be specially remarked that, when I say that a man passes from a lesser to a greater perfection, or _vice versa_, I do not mean that he is changed from one essence or reality to another ; for instance, a horse would be as completely destroyed by being changed into a man, as by being changed into an insect. What I mean is, that we conceive the thing's power of action, in so far as this is understood by its nature, to be increased or diminished. Lastly, by perfection in general I shall, as I have said, mean reality - in other words, each thing's essence, in so far as it exists, and operates in a particular manner, and without paying any regard to its duration. For no given thing can be said to be more perfect, because it has passed a longer time in existence. The duration of things cannot be determined by their essence, for the essence of things involves no fixed and definite period of existence ; but everything, whether it be more perfect or less perfect, will always be able to persist in existence with the same force wherewith it began to exist ; wherefore, in this respect, all things are equal.", - "childs": [] - }, - { - "title":"DEFINITIONS", - "type":"title" - }, - { - "id": "4d1", - "title": "I.", - "text": "By _good_ I mean that which we certainly know to be useful to us.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d2", - "title": "II.", - "text": "By _evil_ I mean that which we certainly know to be a hindrance to us in the attainment of any good. \n \n(Concerning these terms see the [foregoing preface](4pr) towards the end.)", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d3", - "title": "III.", - "text": "Particular things I call _contingent_ in so far as, while regarding their essence only, we find nothing therein, which necessarily asserts their existence or excludes it.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d4", - "title": "IV.", - "text": "Particular things I call _possible_ in so far as, while regarding the causes whereby they must be produced, we know not, whether such causes be determined for producing them. \n \n(In [Scol. 1 Prop. 33](133sc1), p. I, drew no distinction between possible and contingent, because there was in that place no need to distinguish them accurately.)", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d5", - "title": "V.", - "text": "By _conflicting emotions_ I mean those which draw a man in different directions, though they are of the same kind, such as luxury and avarice, which are both species of love, and are contraries, not by nature, but by accident.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d6", - "title": "VI.", - "text": "What I mean by emotion felt towards a thing, future, present, and past, I explained in Scol. [1](318sc1) and [2](318sc2) Prop. 18, Part III, which see. \n \n(But I should here also remark, that we can only distinctly conceive distance of space or time up to a certain definite limit ; that is, all objects distant from us more than two hundred feet, or whose distance from the place where we are exceeds that which we can distinctly conceive, seem to be an equal distance from us, and all in the same plane ; so also objects, whose time of existing is conceived as removed from the present by a longer interval than we can distinctly conceive, seem to be all equally distant from the present, and are set down, as it were, to the same moment of time.)", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d7", - "title": "VII.", - "text": "By an _end_, for the sake of which we do something, I mean a desire.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d8", - "title": "VIII.", - "text": "By _virtue (virtus)_ and _power_ I mean the same thing ; that is _([Prop. 7](307), p. III)_, virtue, in so far as it is referred to man, is a man's nature or essence, in so far as it has the power of effecting what can only be understood by the laws of that nature.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4a", - "title": "AXIOM", - "text": "There is no individual thing in nature, than which there is not another more powerful and strong. Whatsoever thing be given, there is something stronger whereby it can be destroyed.", - "childs": [] - }, - { - "id": "401", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_No positive quality possessed by a false idea is removed by the presence of what is true, in virtue of its being true._", - "childs": [ - { - "id": "401d", - "type": " Proof.", - "text": "Falsity consists solely in the privation of knowledge which inadequate ideas involve _([Prop. 35](235), p. II)_, nor have they any positive quality on account of which they are called false _([Prop. 33](233), p. II)_ ; contrariwise, in so far as they are referred to God, they are true _([Prop. 32](232), p. II)_. Wherefore, if the positive quality possessed by a false idea were removed by the presence of what is true, in virtue of its being true, a true idea would then be removed by itself, which _([Prop. 4](304), p. III)_ is absurd. Therefore, no positive quality possessed by a false idea, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "401sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This proposition is more clearly understood from [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), Part II. For imagination is an idea, which indicates rather the present disposition of the human body than the nature of the external body ; not indeed distinctly, but confusedly ; whence it comes to pass, that the mind is said to err. For instance, when we look at the sun, we conceive that it is distant from us about two hundred feet ; in this judgment we err, so long as we are in ignorance of its true distance ; when its true distance is known, the error is removed, but not the imagination ; or, in other words, the idea of the sun, which only explains the nature of that luminary, in so far as the body is affected thereby: wherefore, though we know the real distance, we shall still nevertheless imagine the sun to be near us. For, as we said in [Scol. Prop. 35](235sc), Part II, we do not imagine the sun to be so near us, because we are ignorant of its true distance, but because the mind conceives the magnitude of the sun to the extent that the body is affected thereby. Thus, when the rays of the sun falling on the surface of water are reflected into our eyes, we imagine the sun as if it were in the water, though we are aware of its real position ; and similarly other imaginations, wherein the mind is deceived, whether they indicate the natural disposition of the body, or that its power of activity is increased or diminished, are not contrary to the truth, and do not vanish at its presence. It happens indeed that, when we mistakenly fear an evil, the fear vanishes when we hear the true tidings ; but the contrary also happens, namely, that we fear an evil which will certainly come, and our fear vanishes when we hear false tidings ; thus imaginations do not vanish at the presence of the truth, in virtue of its being true, but because other imaginations, stronger than the first, supervene and exclude the present existence of that which we imagined, as I have shown in [Prop. 17](217), Part II." - } - ] - }, - { - "id": "402", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_We are only passive, in so far as we are part of Nature, which cannot be conceived by itself without other parts._", - "childs": [ - { - "id": "402d", - "type": " Proof.", - "text": "We are said to be passive, when something arises in us, whereof we are only a partial cause _([Defin. 2](3d2), p. III)_, that is _([Defin. 1](3d1), p. III)_, something which cannot be deduced solely from the laws of our nature. We are passive therefore, in so far as we are a part of Nature, which cannot be conceived by itself without other parts. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "403", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_The force whereby a man persists in existing is limited, and is infinitely surpassed by the power of external causes._", - "childs": [ - { - "id": "403d", - "type": " Proof.", - "text": "This is evident from the [axiom](4a) of this Part. For, when man is given, there is something else - say A - more powerful ; when A is given, there is something else - say B - more powerful than A, and so on to infinity ; thus the power of man is limited by the power of some other thing, and is infinitely surpassed by the power of external causes. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "404", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_It is impossible, that man should not be apart of Nature, or that he should be capable of undergoing no changes, save such as can be understood through his nature only as their adequate cause._", - "childs": [ - { - "id": "404d", - "type": " Proof.", - "text": "The power, whereby each particular thing, and consequently man, preserves his being, is the power of God or of Nature _([Coroll. Prop. 24](124c), p. I)_ ; not in so far as it is infinite, but in so far as it can be explained by the actual human essence _([Prop. 7](307), p. III)_. Thus the power of man, in so far as it is explained through his own actual essence, is a part of the infinite power of God or Nature, in other words, of the essence thereof _([Prop. 34](134), p. I)_. This was our first point. Again, if it were possible, that man should undergo no changes save such as can be understood solely through the nature of man, it would follow _(Prop. [4](304) and [6](306), p. III)_ that he would not be able to die, but would always necessarily exist ; this would be the necessary consequence of a cause whose power was either finite or infinite ; namely, either of man's power only, inasmuch as he would be capable of removing from himself all changes which could spring from external causes ; or of the infinite power of Nature, whereby all individual things would be so ordered, that man should be incapable of undergoing any changes save such as tended towards his own preservation. But the first alternative is absurd _(by the [last Prop.](403), the proof of which is universal, and can be applied to all individual things)_. Therefore, if it be possible, that man should not be capable of undergoing any changes, save such as can be explained solely through his own nature, and consequently that he must always (as we have shown) necessarily exist ; such a result must follow from the infinite power of God, and consequently _([Prop. 16](116), p. I)_ from the necessity of the divine nature, in so far as it is regarded as affected by the idea of any given man, the whole order of nature as conceived under the attributes of extension and thought must be deducible. It would therefore follow _([Prop. 21](121), p. I)_ that man is infinite, which (by the first part of this proof) is absurd. It is, therefore, impossible, that man should not undergo any changes save those whereof he is the adequate cause. Q.E.D." - }, - { - "id": "404c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows, that man is necessarily always a prey to his passions, that he follows and obeys the general order of nature, and that he accommodates himself thereto, as much as the nature of things demands." - } - ] - }, - { - "id": "405", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_The power and increase of every passion, and its persistence in existing are not defined by the power, whereby we ourselves endeavour to persist in existing, but by the power of an external cause compared with our own._", - "childs": [ - { - "id": "405d", - "type": " Proof.", - "text": "The essence of a passion cannot be explained through our essence alone _(Defin. [1](3d1) and [2](3d2), p. III)_, that is _([Prop. 7](307), p. III)_, the power of a passion cannot be defined by the power, whereby we ourselves endeavour to persist in existing, but _(as is shown in [Prop. 16](216), p. II)_ must necessarily be defined by the power of an external cause compared with our own. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "406", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_The force of any passion or emotion can overcome the rest of a man's activities or power, so that the emotion becomes obstinately fixed to him._", - "childs": [ - { - "id": "406d", - "type": " Proof.", - "text": "The force and increase of any passion and its persistence in existing are defined by the power of an external cause compared with our own _(by the [foregoing Prop.](405))_ ; therefore _([Prop. 3](403))_ it can overcome a man's power, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "407", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_An emotion can only be controlled or destroyed by another emotion contrary thereto, and with more power for controlling emotion._", - "childs": [ - { - "id": "407d", - "type": " Proof.", - "text": "-Emotion, in so far as it is referred to the mind, is an idea, whereby the mind affirms of its body a greater or less force of existence than before _(cf. the [general Definition of the Emotions](3agde) at the end of Part III.)_. When, therefore, the mind is assailed by any emotion, the body is at the same time affected with a modification whereby its power of activity is increased or diminished. Now this modification of the body _([Prop. 5](405))_ receives from its cause the force for persistence in its being ; which force can only be checked or destroyed by a bodily cause _([Prop. 6](206), p. II)_, in virtue of the body being affected with a modification contrary to _([Prop. 5](405), p. III)_ and stronger than itself _([Axiom](4a))_ ; wherefore _([Prop. 12](212), p. II)_ the mind is affected by the idea of a modification contrary to, and stronger than the former modification, in other words, _(by the [general definition of the emotions](3agde))_ the mind will be affected by an emotion contrary to and stronger than the former emotion, which will exclude or destroy the existence of the former emotion ; thus an emotion cannot be destroyed nor controlled except by a contrary and stronger emotion. Q.E.D." - }, - { - "id": "407c", - "type": "COROLLARY", - "text": "An emotion, in so far as it is referred to the mind, can only be controlled or destroyed through an idea of a modification of the body contrary to, and stronger than, that which we are undergoing. For the emotion which we undergo can only be checked or destroyed by an emotion contrary to, and stronger than, itself _([Prop. 7](407))_, in other words, _(by the [general Definition of the Emotions](3agde))_ only by an idea of a modification of the body contrary to, and stronger than, the modification which we undergo." - } - ] - }, - { - "id": "408", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_The knowledge of good and evil is nothing else but the emotions of pleasure or pain, in so far as we are conscious thereof._", - "childs": [ - { - "id": "408d", - "type": " Proof.", - "text": "We call a thing good or evil, when it is of service or the reverse in preserving our being (Defin. [1](4d1) and [2](4d2)), that is _([Prop. 7](307), p. III)_, when it increases or diminishes, helps or hinders, our power of activity. Thus, _([Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ in so far as we perceive that a thing affects us with pleasure or pain, we call it good or evil ; wherefore the knowledge of good and evil is nothing else but the idea of the pleasure or pain, which necessarily follows from that pleasurable or painful emotion _([Prop. 22](222), p. II)_. But this idea is united to the emotion in the same way as mind is united to body _([Prop. 21](221), p. II)_ ; that is, ([Scol. Prop 21](221sc), p. II) there is no real distinction between this idea and the emotion or idea _(by the [general Definition of the Emotions](3agde))_ of the modification of the body, save in conception only. Therefore the knowledge of good and evil is nothing else but the emotion, in so far as we are conscious thereof. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "409", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_An emotion, whereof we conceive the cause to be with us at the present time, is stronger than if we did not conceive the cause to be with us._", - "childs": [ - { - "id": "409d", - "type": " Proof.", - "text": "Imagination or conception is the idea, by which the mind regards a thing as present _([Scol. Prop. 17](217sc), p. II)_, but which indicates the disposition of the mind rather than the nature of the external thing _([Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_. An emotion is therefore a conception _(by the [general Definition of the Emotions](3agde))_, in so far as it indicates the disposition of the body. But a conception _(by [Prop. 17](217), p. II)_ is stronger, so long as we conceive nothing which excludes the present existence of the external object ; wherefore an emotion is also stronger or more intense, when we conceive the cause to be with us at the present time, than when we do not conceive the cause to be with us. Q.E.D." - }, - { - "id": "409sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "When I said above in [Proposition 18](318), Part III. that we are affected by the image of what is past or future with the same emotion as if the thing conceived were present, I expressly stated, that this is only true in so far as we look solely to the image of the thing in question itself ; for the thing's nature is unchanged, whether we have conceived it or not ; I did not deny that the image becomes weaker, when we regard as present to us other things which exclude the present existence of the future object : I did not expressly call attention to the fact, because I purposed to treat of the strength of the emotions in this part of my work." - }, - { - "id": "409c", - "type": "COROLLARY", - "text": "The image of something past or future, that, is, of a thing which we regard as in relation to time past or time future, to the exclusion of time present, is, when other conditions are equal, weaker than the image of something present ; consequently an emotion felt towards what is past or future is less intense, other conditions being equal, than an emotion felt towards something present." - } - ] - }, - { - "id": "410", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_Towards something future, which we conceive as close at hand, we are affected more intensely, than if we conceive that its time for existence is separated from the present by a longer interval ; so too by the remembrance of what we conceive to have not long passed away we are affected more intensely, than if we conceive that it has long passed away._", - "childs": [ - { - "id": "410d", - "type": " Proof.", - "text": "In so far as we conceive a thing as close at hand, or not long passed away, we conceive that which excludes the presence of the object less, than if its period of future existence were more distant from the present, or if it had long passed away (this is obvious) ; therefore (by the foregoing Prop.) we are, so far, more intensely affected towards it. Q.E.D." - }, - { - "id": "410sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "From the remarks made in [Definition 6](4d6). of this part it follows that, if objects are separated from the present by a longer period than we can define in conception, though their dates of occurrence be widely separated one from the other, they all affect us equally faintly." - } - ] - }, - { - "id": "411", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_An emotion towards that which we conceive as necessary is, when other conditions are equal, more intense, than an emotion towards that which impossible, or contingent, or non-necessary._", - "childs": [ - { - "id": "411d", - "type": " Proof.", - "text": "In so far as we conceive a thing to be necessary, we, to that extent, affirm its existence ; on the other hand we deny a thing's existence, in so far as we conceive it not to be necessary _([Scol. 1 Prop. 33](133sc1), p. I)_ ; wherefore _([Prop. 9](409))_ an emotion towards that which is necessary is, other conditions being equal, more intense than an emotion towards that which is non-necessary. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "412", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_An emotion towards a thing, which we know not to exist at the present time, and which we conceive as possible, is more intense, other conditions being equal, than an emotion towards a thing contingent._", - "childs": [ - { - "id": "412d", - "type": " Proof.", - "text": "In so far as we conceive a thing as contingent, we are affected by the conception of some further thing, which would assert the existence of the former _([Defin. 3](4d3))_ ; but, on the other hand, we (by hypothesis) conceive certain things, which exclude its present existence. But, in so far as we conceive a thing to be possible in the future, we thereby conceive things which assert its existence _([Defin. 4](4d4))_, that is _([Prop. 18](318), p. III)_, things which promote hope or fear : wherefore an emotion towards something possible is more vehement. Q.E.D." - }, - { - "id": "412c", - "type": "COROLLARY", - "text": "An emotion towards a thing, which we know not to exist in the present, and which we conceive as contingent, is far fainter, than if we conceive the thing to be present with us." - }, - { - "id": "412cd", - "type": " Proof.", - "text": "Emotion towards a thing, which we conceive to exist, is more intense than it would be, if we conceived the thing as future _([Coroll. Prop. 9](409c))_, and is much more vehement, than if the future time be conceived as far distant from the present _([Prop. 10](410))_. Therefore an emotion towards a thing, whose period of existence we conceive to be far distant from the present, is far fainter, than if we conceive the thing as present ; it is, nevertheless, more intense, _([Prop. 12](412))_ than if we conceived the thing as contingent, wherefore an emotion towards a thing, which we regard as contingent, win be far fainter, than if we conceived the thing to be present with us. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "413", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_Emotion towards a thing contingent, which we know not to exist in the present, is, other conditions being equal, fainter than an emotion towards a thing past._", - "childs": [ - { - "id": "413d", - "type": " Proof.", - "text": "In so far as we conceive a thing as contingent, we are not affected by the image of any other thing, which asserts the existence of the said thing _([Defin. 3](4d3))_, but, on the other hand (by hypothesis), we conceive certain things excluding its present existence. But, in so far as we conceive it in relation to time past, we are assumed to conceive something, which recalls the thing to memory, or excites the image thereof _([Prop. 18](218) p. II, and [Scol.](218sc))_, which is so far the same as regarding it as present _(Coroll. Prop. 17](217sc), p. II)_. Therefore _([Prop. 9](409))_ an emotion towards a thing contingent, which we know does not exist in the present, is fainter, other conditions being equal, than an emotion towards a thing past. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "414", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_A true knowledge of good and evil cannot check any emotion by virtue of being true, but only in so far as it is considered as an emotion._", - "childs": [ - { - "id": "414d", - "type": " Proof.", - "text": "An emotion is an idea, whereby the mind affirms of its body a greater or less force of existing than before _(by the [General Definition of the Emotions](3agde))_ ; therefore it has no positive quality, which can be destroyed by the presence of what is true ; consequently the knowledge of good and evil cannot, by virtue of being true, restrain any emotion. But, in so far as such knowledge is an emotion _([Prop. 8](408))_ if it have more strength for restraining emotion, it will to that extent be able to restrain the given emotion _([Prop. 7](407))_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "415", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_Desire arising from the knowledge of good and bad can be quenched or checked by many of the other desires arising from the emotions whereby we are assailed._", - "childs": [ - { - "id": "415d", - "type": " Proof.", - "text": "From the true knowledge of good and evil, in so far as it is an emotion _([Prop. 8](408))_, necessarily arises desire _([Defin. 1](3ad1) of the Emotions)_, the strength of which is proportioned to the strength of the emotion wherefrom it arises _([Prop. 37](337), p. III)_. But, inasmuch as this desire arises (by hypothesis) from the fact of our truly understanding anything, it follows that it is also present with us, in so far as we are active _([Prop. 3](303), p. III)_, and must therefore be understood through our essence only _([Defin. 2](3d2), p. III)_ ; consequently _([Prop. 7](307), p.III)_ its force and increase can be defined solely by human power. Again, the desires arising from the emotions whereby we are assailed are stronger, in proportion as the said emotions are more vehement ; wherefore their force and increase must be defined solely by the power of external causes _([Prop. 5](405))_, which, when compared with our own power, indefinitely surpass it _([Prop. 3](403))_ ; hence the desires arising from like emotions may be more vehement, than the desire which arises from a true knowledge of good and evil, and may, consequently _([Prop. 7](407))_, control or quench it. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "416", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_Desire arising from the knowledge of good and evil, in so far as such knowledge regards what is future, may be more easily controlled or quenched, than the desire for what is agreeable at the present moment._", - "childs": [ - { - "id": "416d", - "type": " Proof.", - "text": "Emotion towards a thing, which we conceive as future, is fainter than emotion towards a thing that is present _([Coroll. Prop. 9](409c))_. But desire, which arises from the true knowledge of good and evil, though it be concerned with things which are good at the moment, can be quenched or controlled by any headstrong desire _(by the [last Prop.](415), the proof whereof is of universal application)_. Wherefore desire arising from such knowledge, when concerned with the future, can be more easily controlled or quenched, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "417", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_Desire arising from the true knowledge of good and evil, in so far as such knowledge is concerned with what is contingent, can be controlled far more easily still, than desire for things that are present._", - "childs": [ - { - "id": "417d", - "type": " Proof.", - "text": "This Prop. is proved in the same way as the [last Prop.](416) from [Coroll. Prop. 12](412c)." - }, - { - "id": "417sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "I think I have now shown the reason, why men are moved by opinion more readily than by, true reason, why it is that the true knowledge of good and evil stirs up conflicts in the soul, and often yields to every kind of passion. This state of things gave rise to the exclamation of the poet : _The better path I gaze at and approve, the worse I follow_. Ecclesiastes seems to have had the same thought in his mind, when he says, _He who increaseth knowledge increaseth sorrow._ I have not written the above with the object of drawing the conclusion, that ignorance is more excellent than knowledge, or that a wise man is on a par with a fool in controlling his emotions, but because it is necessary to know the power and the infirmity of our nature, before we can determine what reason can do in restraining the emotions, and what is beyond her power. I have said, that in the present part I shall merely treat of human infirmity. The power of reason over the emotions I have settled to treat separately." - } - ] - }, - { - "id": "418", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_Desire arising from pleasure is, other conditions being equal, stronger than desire arising from pain._", - "childs": [ - { - "id": "418d", - "type": " Proof.", - "text": "Desire is the essence of a man _([Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_, that is, _([Prop. 7](307), p. III)_ the endeavour whereby a man endeavours to persist in his own being. Wherefore desire arising from pleasure is, by the fact of pleasure being felt, increased or helped _([Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ ; on the contrary, desire arising from pain is, by the fact of pain being felt, diminished or hindered _([Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ ; hence the force of desire arising from pleasure must be defined by human power together with the power of an external cause, whereas desire arising from pain must be defined by human power only. Thus the former is the stronger of the two. Q.E.D." - }, - { - "id": "418sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "In these few remarks I have explained the causes of human infirmity and inconstancy, and shown why men do not abide by the precepts of reason. It now remains for me to show what course is marked out for us by reason, which of the emotions are in harmony with the rules of human reason, and which of them are contrary thereto. But, before I begin to prove my propositions in detailed geometrical fashion, it is advisable to sketch them briefly in advance, so that everyone may more readily grasp my meaning. As reason makes no demands contrary to nature, it demands, that every man should love himself, should seek that which is useful to him - I mean, that which is really useful to him, should desire everything which really brings man to greater perfection, and should, each for himself, endeavour as far as he can to preserve his own being. This is as necessarily true, as that a whole is greater than its part _(Cf. la [Prop. 4](304), p. III)_. Again, as virtue is nothing else but action in accordance with the laws of one's own nature _([Defin. 8](4d8))_, and as no one endeavours to preserve his own being _([Prop. 7](307), p. III)_, except in accordance with the laws of his own nature, it follows, _first_, that the foundation of virtue is the endeavour to preserve one's own being, and that happiness consists in man's power of preserving his own being ; _secondly_, that virtue is to be desired for its own sake, and that there is nothing more excellent or more useful to us, for the sake of which we should desire it ; _thirdly_ and lastly, that suicides are weak-minded, and are overcome by external causes repugnant to their nature. Further, it follows from [Postulate 4](213p4) Part II., that we can never arrive at doing without all external things for the preservation of our being or living, so as to have no relations with things which are outside ourselves. Again, if we consider our mind, we see that our intellect would be more imperfect, if mind were alone, and could understand nothing besides itself. There are, then, many things outside ourselves, which are useful to us, and are, therefore, to be desired. Of such none can be discerned more excellent, than those which are in entire agreement with our nature. For if, for example, two individuals of entirely the same nature are united, they form a combination twice as powerful as either of them singly. Therefore, to man there is nothing more useful than man - nothing, I repeat, more excellent for preserving their being can be wished for by men, than that all should so in all points agree, that the minds and bodies of all should form, as it were, one single mind and one single body, and that all should, with one consent, as far as they are able, endeavour to preserve their being, and all with one consent seek what is useful to them all. Hence, men who are governed by reason - that is, who seek what is useful to them in accordance with reason, - desire for themselves nothing, which they do not also desire for the rest of mankind, and, consequently, are just, faithful, and honourable in their conduct. \nSuch are the dictates of reason, which I purposed thus briefly to indicate, before beginning to prove them in greater detail. I have taken this course, in order, if possible, to gain the attention of those who believe, that the principle that every man is bound to seek what is useful for himself is the foundation of impiety, rather than of piety and virtue. Therefore, after briefly showing that the contrary is the case, I go on to prove it by the same method, as that whereby I have hitherto proceeded." - } - ] - }, - { - "id": "419", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_Every man, by the laws of his nature, necessarily desires or shrinks from that which he deems to be good or bad._", - "childs": [ - { - "id": "419d", - "type": " Proof.", - "text": "The knowledge of good and evil is _([Prop. 8](408))_ the emotion of pleasure or pain, in so far as we are conscious thereof ; therefore, _([Prop. 28](328), p. III)_ every man necessarily desires what he thinks good, and shrinks from what he thinks bad. Now this appetite is nothing else hut man's nature or essence _(cf. the Definition of Appetite, [Scol. Prop. 9](309sc), p. III, and [Defin. 1](3ad1) of the Emotions)_. Therefore, every man, solely by the laws of his nature, desires the one, and shrinks from the other, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "420", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_The more every man endeavours, and is able to seek what is useful to him - in other words, to preserve his own being - the more is he endowed with virtue ; on the contrary, in proportion as a man neglects to seek what is useful to him, that is, to preserve his own being, he is wanting in power._", - "childs": [ - { - "id": "420d", - "type": " Proof.", - "text": "Virtue is human power, which is defined solely by man's essence _([Defin. 8](4d8))_, that is _([Prop. 7](307), p. III)_, which is defined solely by the endeavour made by man to persist in his own being. Wherefore, the more a man endeavours, and is able to preserve his own being, the more is he endowed with virtue, and, consequently _(Prop. [4](304) and [6](306), p. III)_, in so far as a man neglects to preserve his own being, he is wanting in power. Q.E.D." - }, - { - "id": "420sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "No one, therefore, neglects seeking his own good, or preserving his own being, unless he be overcome by causes external and foreign to his nature. No one, I say, from the necessity of his own nature, or otherwise than under compulsion from external causes, shrinks from food, or kills himself : which latter may be done in a variety of ways. A man, for instance, kills himself under the compulsion of another man, who twists round his right hand, wherewith he happened to have taken up a sword, and forces him to turn the blade against his own heart ; or, again, he may be compelled, like Seneca, by a tyrant's command, to open his own veins - that is, to escape a greater evil by incurring a lesser ; or, lastly, latent external causes may so disorder his imagination, and so affect his body, that it may assume a nature contrary to its former one, and whereof the idea cannot exist in the mind _([Prop. 10](310), p. III)_ But that a man, from the necessity of his own nature, should endeavour to become non-existent, is as impossible as that something should be made out of nothing, as everyone will see for himself, after a little reflection." - } - ] - }, - { - "id": "421", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_No one can desire to be blessed, to act rightly, and to live rightly, without at the same time wishing to be, to act, and to live - in other words, to actually exist._", - "childs": [ - { - "id": "421d", - "type": " Proof.", - "text": "The proof of this proposition, or rather the proposition itself, is self-evident, and is also plain from the definition of desire. For the desire of living, acting, &c., blessedly or rightly, is _([Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_ the essence of man - that is _([Prop. 7](307), p. III)_, the endeavour made by everyone to preserve his own being. Therefore, no one can desire, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "422", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_No virtue can be conceived as prior to this endeavour to preserve one's own being._", - "childs": [ - { - "id": "422d", - "type": " Proof.", - "text": "-The effort for self-preservation is the essence of a thing _([Prop. 7](307), p. III)_ ; therefore, if any virtue could be conceived as prior thereto, the essence of a thing _([Defin. 8](4d8))_would have to be conceived as prior to itself, which is obviously absurd. Therefore, no virtue, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "422c", - "type": "COROLLARY", - "text": "The effort for self-preservation is the first and only foundation of virtue. For prior to this principle nothing can be conceived _([Prop. 22](422))_, and without it _([Prop. 21](421))_ no virtue can be conceived." - } - ] - }, - { - "id": "423", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_Man, in so far as he is determined to a particular action because he has inadequate ideas, cannot be absolutely said to act in obedience to virtue ; he can only be so described, in so far as he is determined for the action because he understands._", - "childs": [ - { - "id": "423d", - "type": " Proof.", - "text": "In so far as a man is determined to an action through having inadequate ideas, he is passive _([Prop. 1](301), p. III)_, that is _(Defin. [1](3d1) and [2](3d2), p. III)_, he does something, which cannot be perceived solely through his essence, that is _([Defin. 8](4d8))_, which does not follow from his virtue. But, in so far as he is determined for an action because he understands, he is active _([Prop. 1](301), p. III)_, ; that is, _([Defin. 2](3d2), p. III)_ he does something, which is perceived through his essence alone, or _([Defin. 8](4d8))_ which adequately follows from his virtue. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "424", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_To act absolutely in obedience to virtue is in us the same thing as to act, to live, or to preserve one's being (these three terms are identical in meaning) in accordance with the dictates of reason on the basis of seeking what is useful to one's self._", - "childs": [ - { - "id": "424d", - "type": " Proof.", - "text": "To act absolutely in obedience to virtue is nothing else _([Defin. 8](4d8))_ but to act according to the laws of one's own nature. But we only act, in so far as we understand _([Prop. 3](303), p. III)_ : therefore to act in obedience to virtue is in us nothing else but to act, to live, or to preserve one's being in obedience to reason, and that on the basis of seeking what is useful for us _([Coroll. Prop. 22](422c))_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "425", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "_No one wishes to preserve his being for the sake of anything else._", - "childs": [ - { - "id": "425d", - "type": " Proof.", - "text": "The endeavour, wherewith everything endeavours to persist in its being, is defined solely by the essence of the thing itself _([Prop. 7](307), p. III)_ ; from this alone, and not from the essence of anything else, it necessarily follows _([Prop. 6](306), p. III)_ that everyone endeavours to preserve his being. Moreover, this proposition is plain from [Coroll. Prop. 22](422c), for if a man should endeavour to preserve his being for the sake of anything else, the last-named thing would obviously be the basis of virtue, which, by the [foregoing corollary](422c), is absurd. Therefore no one, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "426", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_Whatsoever we endeavour in obedience to reason is nothing further than to understand ; neither does the mind, in so far as it makes use of reason, judge anything to be useful to it, save such things as are conducive to understanding._", - "childs": [ - { - "id": "426d", - "type": " Proof.", - "text": "The effort for self-preservation is nothing else but the essence of the thing in question _([Prop. 7](307), p. III)_, which, in so far as it exists such as it is, is conceived to have force for continuing in existence _([Prop. 6](306), p. III)_ and doing such things as necessarily follow from its given nature _(see the Defin. of Appetite, [Scol. Prop. 9](309sc), p. III)_. But the essence of reason is nought else but our mind, in so far as it clearly and distinctly understands _(see the definition in [Scol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_ ; therefore _([Prop. 40](240), p. II)_ whatsoever we endeavour in obedience to reason is nothing else but to understand. Again, since this effort of the mind wherewith the mind endeavours, in so far as it reasons, to preserve its own being is nothing else but understanding ; this effort at understanding is _([Coroll. Prop. 22](422c))_ the first and single basis of virtue, nor shall we endeavour to understand things for the sake of any ulterior object _([Prop. 25](425))_ ; on the other hand, the mind, in so far as it reasons, will not be able to conceive any good for itself, save such things as are conducive to understanding _([Defin. 1](4d1))_." - } - ] - }, - { - "id": "427", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_We know nothing to be certainly good or evil, save such things as really conduce to understanding, or such as are able to hinder us from understanding._", - "childs": [ - { - "id": "427d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind, in so far as it reasons, desires nothing beyond understanding, and judges nothing to be useful to itself, save such things as conduce to understanding _(by the [foregoing Prop.](426))_. But the mind _(Prop. [41](241) and [43](243), p. II, and [Scol.](243sc))_ cannot possess certainty concerning anything, except in so far as it has adequate ideas, or _(what by Scol. [1](240sc1) and [2](240sc2) Prop, 40, p. II, is the same thing)_ in so far as it reasons. Therefore we know nothing to be good or evil save such things as really conduce, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "428", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_The mind's highest good is the knowledge of God, and the mind's highest virtue is to know God._", - "childs": [ - { - "id": "428d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind is not capable of understanding anything higher than God, that is _([Defin. 6](1d6), p. I)_, than a Being absolutely infinite, and without which _([Prop. 15](115), p. I)_ nothing can either be or be conceived ; therefore _(Prop. [26](426) and [27](427))_, the mind's highest utility or _([Defin. 1](4d1))_ good is the knowledge of God. Again, the mind is active, only in so far as it understands _(Prop. [1](301) and [3](303), p. III)_, and only to the same extent _([Prop. 23](423))_ can it be said absolutely to act virtuously. The mind's absolute virtue is therefore to understand. Now, as we have already shown, the highest that the mind can understand is God ; therefore the highest virtue of the mind is to understand or to know God. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "429", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_No individual thing, which is entirely different from our own nature, can help or check our power of activity, and absolutely nothing can do us good or harm, unless it has something in common with our nature._", - "childs": [ - { - "id": "429d", - "type": " Proof.", - "text": "The power of every individual thing _([Coroll. Prop. 10](210c), p. II)_, and consequently the power of man, whereby he exists and operates, can only be determined by an individual thing _([Prop. 28](128), p. I)_, whose nature _([Prop. 6](206), p. II)_ must be understood through the same nature as that, through which human nature is conceived. Therefore our power of activity, however it be conceived, can be determined and consequently helped or hindered by the power of any other individual thing, which has something in common with us, but not by the power of anything, of which the nature is entirely different from our own ; and since we call good or evil that which is the cause of pleasure or pain _([Prop. 8](408))_, that is _([Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_, which increases or diminishes, helps or hinders, our power of activity ; therefore, that which is entirely different from our nature can neither be to us good nor bad. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "430", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_A thing cannot be bad for us through the quality which it has in common with our nature, but it is bad for us in so far as it is contrary to our nature._", - "childs": [ - { - "id": "430d", - "type": " Proof.", - "text": "We call a thing bad when it is the cause of pain _([Prop. 8](408))_, that is _(by the Defin., which see in [Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_, when it diminishes or checks our power of action. Therefore, if anything were bad for us through that quality which it has in common with our nature, it would be able itself to diminish or check that which it has in common with our nature, which _([Prop. 4](304), p. III)_ is absurd. Wherefore nothing can be bad for us through that quality which it has in common with us, but, on the other hand, in so far as it is bad for us, that is (as we have just shown), in so far as it can diminish or check our power of action, it is contrary to our nature _([Prop. 5](305), p. III)_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "431", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_In so far as a thing is in harmony with our nature, it is necessarily good._", - "childs": [ - { - "id": "431d", - "type": " Proof.", - "text": "In so far as a thing is in harmony with our nature, it cannot be bad for us _([last Prop.](430))_. It will therefore necessarily be either good or indifferent. If it be assumed that it be neither good nor bad, nothing will follow from its nature _([Defin. 1](4d1))_, which tends to the preservation of our nature, that is (by the hypothesis), which tends to the preservation of the thing itself ; but this _([Prop. 6](306), p. III)_ is absurd ; therefore, in so far as a thing is in harmony with our nature, it is necessarily good. Q.E.D." - }, - { - "id": "431c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows, that, in proportion as a thing is in harmony with our nature, so is it more useful or better for us, and _vice versa_, in proportion as a thing is more useful for us, so is it more in harmony with our nature. For, in so far as it is not in harmony with our nature, it will necessarily be different therefrom or contrary thereto. If different, it can neither be good nor bad _([Prop. 29](429))_ ; if contrary, it will be contrary to that which is in harmony with our nature, that is, _([Prop. 31](431))_ contrary to what is good - in short, bad. Nothing, therefore, can be good, except in so far as it is in harmony with our nature ; and hence a thing is useful, in proportion as it is in harmony with our nature, and _vice versa_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "432", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_In so far as men are a prey to passion, they cannot, in that respect, be said to be naturally in harmony._", - "childs": [ - { - "id": "432d", - "type": " Proof.", - "text": "Things, which are said to be in harmony naturally, are understood to agree in power _([Prop. 7](307), p. III)_, not in want of power or negation, and consequently not in passion _([Scol. Prop. 3](303sc), p. III)_ ; wherefore men, in so far as they are a prey to their passions, cannot be said to be naturally in harmony. Q.E.D." - }, - { - "id": "432sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This is also self-evident ; for, if we say that white and black only agree in the fact that neither is red, we absolutely affirm that they do not agree in any respect. So, if we say, that a man and a stone only agree in the fact that both are finite - wanting in power, not existing by the necessity of their own nature, or, lastly, indefinitely surpassed by the power of external causes - we should certainly affirm that a man and a stone are in no respect alike ; therefore, things which agree only in negation, or in qualities which neither possess, really agree in no respect." - } - ] - }, - { - "id": "433", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_Men can differ in nature, in so far as they are assailed by those emotions, which are passions, or passive states ; and to this extent one and the same man is variable and inconstant._", - "childs": [ - { - "id": "433d", - "type": " Proof.", - "text": "The nature or essence of the emotions cannot be explained solely through our essence or nature _(Defin. [1](3d1) and[2](3d2), p. III)_, but it must be defined by the power, that is _([Prop. 7](307), p. III)_, by the nature of external causes in comparison with our own ; hence it follows, that there are as many, kinds of each emotion as there are external objects whereby we are affected _([Prop. 56](356), p. III)_, and that men may be differently affected by one and the same object _([Prop. 51](351), p. III)_, and to this extent differ in nature ; lastly, _([Prop. 51](351), p. III)_ that one and the same man may be differently affected towards the same object, and may therefore be variable and inconstant. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "434", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_In so far as men are assailed by emotions which are passions, they can be contrary one to another._", - "childs": [ - { - "id": "434d", - "type": " Proof.", - "text": "A man, for instance Peter, can be the cause of Paul's feeling pain, because he (Peter) possesses something similar to that which Paul hates _([Prop. 16](316), p. III)_, or because Peter has sole possession of a thing which Paul also loves _([Prop. 32](332), p. III, and [Scol.](332sc))_, or for other causes _(of which the chief are enumerated in [Scol. Prop. 55](355c1sc), p. III)_ ; it may therefore happen that Paul should hate Peter _([Defin. 7 of Emotions](3ad7))_, consequently it may easily happen also _([Prop. 40](340), p. III, and [Scol.](340sc))_, that Peter should hate Paul in return, and that each should endeavour to do the other an injury _([Prop. 39](339), p. III)_, that is _([Prop. 30](430))_, that they should be contrary one to another. But the emotion of pain is always a passion or passive state _([Prop. 59](359), p. III)_ ; hence men, in so far as they are assailed by emotions which are passions, can be contrary one to another. Q.E.D." - }, - { - "id": "434sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "I said that Paul may hate Peter, because he conceives that Peter possesses something which he (Paul) also loves ; from this it seems, at first sight, to follow, that these two men, through both loving the same thing, and, consequently, through agreement of their respective natures, stand in one another's way ; if this were so, Propositions [30](430) and[31](431) of this Part would be untrue. But if we give the matter our unbiased attention, we shall see that the discrepancy vanishes. For the two men are not in one another's way in virtue of the agreement of their natures, that is, through both loving the same thing, but in virtue of one differing from the other. For, in so far as each loves the same thing, the love of each is fostered thereby _([Prop. 31](331), p. III)_, that is _([Defin. 6 of Emotions](3ad6))_ the pleasure of each is fostered thereby. Wherefore it is far from being the case, that they are at variance through both loving the same thing, and through the agreement in their natures. The cause for their opposition lies, as I have said, solely in the fact that they are assumed to differ. For we assume that Peter has the idea of the loved object as already in his possession, while Paul has the idea of the loved object as lost. Hence the one man will be affected with pleasure, the other will be affected with pain, and thus they will be at variance one with another. We can easily show in like manner, that all other causes of hatred depend solely on differences, and not on the agreement between in men's natures." - } - ] - }, - { - "id": "435", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_In so far only as men live in obedience to reason, do they always necessarily agree in nature._", - "childs": [ - { - "id": "435d", - "type": " Proof.", - "text": "In so far as men are assailed by emotions that are passions, they can be different in nature _([Prop. 33](433))_, and at variance one with another _(by the [last Prop.](434))_. But, men are only said to be active, in so far as they act in obedience to reason _([Prop. 3](303), p. III)_ ; therefore, whatsoever follows from human nature in so far as it is defined by reason must _([Defin. 2](3d2), p. III)_ be understood solely through human nature as its proximate cause. But, since every man by the laws of his nature desires that which he deems good, and endeavours to remove that which he deems bad _([Prop. 19](419))_ ; and further, since that which we, in accordance with reason, deem good or bad, necessarily is good or bad _([Prop. 41](241), p. II)_ ; it follows that men, in so far as they live in obedience to reason, necessarily do only such things as are necessarily good for human nature, and consequently for each individual man _([Coroll. Prop. 31](431c))_ ; in other words, such things as are in harmony with each man's nature. Therefore, men in so far as they live in obedience to reason, necessarily live always in harmony one with another. Q.E.D." - }, - { - "id": "435c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "There is no individual thing in nature, which is more useful to man, than a man who lives in obedience to reason. For that thing is to man most useful, which is most in harmony with his nature _([Coroll. Prop. 31](431c))_ ; that is, obviously, man. But man acts absolutely according to the laws of his nature, when he lives in obedience to reason _([Defin. 2](3d2), p. III)_, and to this extent only is always necessarily in harmony with the nature of another man (by the [last Prop.](435)) ; wherefore among individual things nothing is more useful to man, than a man who lives in obedience to reason. Q.E.D." - }, - { - "id": "435c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "As every man seeks most that which is useful to him, so are men most useful one to another. For the more a man seeks what is useful to him and endeavours to preserve himself, the more is he endowed with virtue _([Prop. 20](420))_, or, what is the same thing _([Defin. 8](4d8))_, the more is he endowed with power to act according to the laws of his own nature, that is _([Prop. 3](303), p. III)_ to live in obedience to reason. But men are most in natural harmony, when they live in obedience to reason _(by the [last Prop.](435))_ ; therefore _(by the [foregoing Coroll.](435c1))_ men will be most useful one to another, when each seeks most that which is useful to him. Q.E.D." - }, - { - "id": "435sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "What we have just shown is attested by experience so conspicuously, that it is in the mouth of nearly everyone : _Man is to man a God._ Yet it rarely happens that men live in obedience to reason, for things are so ordered among them, that they are generally envious and troublesome one to another. Nevertheless they are scarcely able to lead a solitary life, so that the definition of man as a social animal has met with general assent ; in fact, men do derive from social life much more convenience than injury. Let satirists then laugh their fill at human affairs, let theologians rail, and let misanthropes praise to their utmost the life of untutored rusticity, let them heap contempt on men and praises on beasts ; when all is said, they will find that men can provide for their wants much more easily by mutual help, and that only by uniting their forces can they escape from the dangers that on every side beset them: not to say how much more excellent and worthy of our knowledge it is, to study the actions of men than the actions of beasts. But I will treat of this more at length elsewhere." - } - ] - }, - { - "id": "436", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_The highest good of those who follow virtue is common to all, and therefore all can equally rejoice therein._", - "childs": [ - { - "id": "436d", - "type": " Proof.", - "text": "To act virtuously is to act in obedience with reason _([Prop. 24](424))_, and whatsoever we endeavour to do in obedience to reason is to understand _([Prop. 26](426))_ ; therefore _([Prop. 28](428))_ the highest good for those who follow after virtue is to know God ; that is _([Prop. 47](247), p. II, and [Scol.](247sc))_ a good which is common to all and can be possessed. by all men equally, in so far as they are of the same nature. Q.E.D." - }, - { - "id": "436sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Someone may ask how it would be, if the highest good of those who follow after virtue were not common to all? Would it not then follow, as above _([Prop. 34](434))_, that men living in obedience to reason, that is _([Prop. 35](435))_, men in so far as they agree in nature, would be at variance one with another? To such an inquiry I make answer, that it follows not accidentally but from the very nature of reason, that man's highest good is common to all, inasmuch as it is deduced from the very essence of man, in so far as defined by reason ; and that a man could neither be, nor be conceived without the power of taking pleasure in this highest good. For it belongs to the essence of the human mind _([Prop. 47](247), p. II)_, to have an adequate knowledge of the eternal and infinite essence of God." - } - ] - }, - { - "id": "437", - "title": "PROPOSITION 37", - "text": "_The good which every man, who follows after virtue, desires for himself he will also desire for other men, and so much the more, in proportion as he has a greater knowledge of God._", - "childs": [ - { - "id": "437d", - "type": " Proof.", - "text": "Men, in so far as they live in obedience to reason, are most useful to their fellow men _([Coroll. 1 Prop. 35](435c1))_ ; therefore _([Prop. 19](419))_, we shall in obedience to reason necessarily endeavour to bring about that men should live in obedience to reason. But the good which every man, in so far as he is guided by reason, or, in other words _([Prop. 24](424))_, follows after virtue, desires for himself, is to understand _([Prop. 26](426))_; wherefore the good, which each follower of virtue seeks for himself, he will desire also for others. Again, desire, in so far as it is referred to the mind, is the very essence of the mind _([Defin. 1 of Emotions](3ad1))_ ; now the essence of the mind consists in knowledge _([Prop. 11](211), p. II)_, which involves the knowledge of God _([Prop. 47](247), p. II)_, and without it _([Prop. 15](115), p. I)_, can neither be, nor be conceived ; therefore, in proportion as the mind's essence involves a greater knowledge of God, so also will be greater the desire of the follower of virtue, that other men should possess that which he seeks as good for himself. Q.E.D." - }, - { - "id": "437a", - "type": "_Another Proof._", - "text": "The good, which a man desires for himself and loves, he will love more constantly, if he sees that others love it also _([Prop. 31](331), p. III)_ ; he will therefore endeavour _([Coroll.](331sc) Prop. 31, p.III)_ that others should love it also ; and as the good in question _(by the [last Prop.](436))_ is common to all, and therefore all can rejoice therein, he will endeavour, for the same reason, to bring about that all should rejoice therein, and this he will do the more _([Prop. 37](337), p. III)_, in proportion as his own enjoyment of the good is greater." - }, - { - "id": "437sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "He who, guided by emotion only endeavours to cause others to love what he loves himself, and to make the rest of the world live according to his own fancy, acts solely by impulse, and is, therefore, hateful, especially to those who take delight in something different, and accordingly study and, by similar impulse, endeavour, to make men live in accordance with what pleases themselves. Again, as the highest good sought by men under the guidance of emotion is often such, that it can only be possessed by a single individual, it follows that those who love it are not consistent in their intentions, but, while they delight to sing its praises, fear to be believed. But he, who endeavours to lead men by reason, does not act by impulse but courteously and kindly, and his intention is always consistent. Again, whatsoever we desire and do, whereof we are the cause in so far as we possess the idea of God, or know God, I set down to _Religion_. The desire of well-doing, which is engendered by, a life according to reason, I call _piety_. Further, the desire, whereby a man living according to reason is bound to associate others with himself in friendship, I call _honour_^[_Honestas_] ; by _honourable_ I mean that which is praised by men living according to reason, and by _base_ I mean that which is repugnant to the gaining of friendship. I have also shown in addition what are the foundations of a state ; and the difference between true virtue and infirmity may be readily gathered from what I have said ; namely, that true virtue is nothing else but living in accordance with reason ; while infirmity is nothing else but man's allowing himself to be led by things which are external to himself, and to be by them determined to act in a manner demanded by the general disposition of things rather than by his own nature considered solely in itself.Such are the matters which I engaged to prove in [Scol. Proposition 18](418sc) of this Part, whereby it is plain that the law against the slaughtering of animals is founded rather on vain superstition and womanish pity than on sound reason. The rational quest of what is useful to us further teaches us the necessity of associating ourselves with our fellowmen, but not with beasts, or things, whose nature is different from our own ; we have the same rights in respect to them as they have in respect to us. Nay, as everyone's right is defined by his virtue, or power, men have far greater rights over beasts than beasts have over men. Still I do not deny that beasts feel: what I deny is, that we may not consult our own advantage and use them as we please, treating them in the way which best suits us ; for their nature is not like ours, and their emotions are naturally different from human emotions _([Scol. Prop. 57](357sc), p.III)_. It remains for me to explain what I mean by just and unjust, sin and merit. On these points see the following note." - }, - { - "id": "437sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "In the [Appendix](1app) to Part I. I undertook to explain praise and blame, merit and sin, justice and injustice. Concerning praise and blame I have spoken in [Scol. Proposition 29](329sc), Part III : the time has now come to treat of the remaining terms. But I must first say a few words concerning man in the state of nature and in society. \nEvery man exists by sovereign natural right, and, consequently, by sovereign natural right performs those actions which follow from the necessity of his own nature ; therefore by sovereign natural right every man judges what is good and what is bad, takes care of his own advantage according to his own disposition _(Prop. [19](419) and [20](420))_, avenges the wrongs done to him _([Coroll. 2 Prop. 40](340c2), p. III)_, and endeavours to preserve that which he loves and to destroy that which he hates _([Prop. 28](328), p. III)_. Now, if men lived under the guidance of reason, everyone would remain in possession of this his right, without any injury, being done to his neighbour _([Coroll. 1 Prop. 35](435c1))_. But seeing that they are a prey to their emotions _([Coroll. Prop. 4](404c))_, which far surpass human power or virtue _([Prop. 6](406))_, they are often drawn in different directions _([Prop. 33](433))_, and being at variance one with another _([Prop. 34](434))_, stand in need of mutual help _([Scol. Prop. 35](435sc))_. Wherefore, in order that men may live together in harmony, and may aid one another, it is necessary that they should forego their natural right, and, for the sake of security, refrain from all actions which can injure their fellow-men. The way in which this end can be attained, so that men who are necessarily a prey to their emotions _([Coroll. Prop. 4](404c))_, inconstant, and diverse _([Prop. 33](433))_, should be able to render each other mutually secure, and feel mutual trust, is evident from [Proposition 7](407), Part IV and [Proposition 39](339), Part III. It is there shown, that an emotion can only be restrained by an emotion stronger than, and contrary to itself, and that men avoid inflicting injury through fear of incurring a greater injury themselves. On this law society can be established, so long as it keeps in its own hand the right, possessed by everyone, of avenging injury, and pronouncing on good and evil ; and provided it also possesses the power to lay down a general rule of conduct, and to pass laws sanctioned, not by reason, which is powerless in restraining emotion, but by threats _([Scol. Prop. 17](417sc))_. Such a society established with laws and the power of preserving itself is called a _State_, while those who live under its protection are called _citizens_. We may readily understand that there is in the state of nature nothing, which by universal consent is pronounced good or bad ; for in the state of nature everyone thinks solely of his own advantage, and according to his disposition, with reference only to his individual advantage, decides what is good or bad, being bound by no law to anyone besides himself. In the state of nature, therefore, sin is inconceivable ; it can only exist in a state, where good and evil are pronounced on by common consent, and where everyone is bound to obey the State authority. _Sin_, then, is nothing else but disobedience, which is therefore punished by the right of the State only. Obedience, on the other hand, is set down as _merit_, inasmuch as a man is thought worthy of merit, if he takes delight in the advantages which a State provides. Again, in the state of nature, no one is by common consent master of anything, nor is there anything in nature, which can be said to belong to one man rather than another : all things are common to all. Hence, in the state of nature, we can conceive no wish to render to every man his own, or to deprive a man of that which belongs to him ; in other words, there is nothing in the state of nature answering to justice and injustice. Such ideas are only possible in a social state, when it is decreed by common consent what belongs to one man and what to another. From all these considerations it is evident, that justice and injustice, sin and merit, are extrinsic ideas, and not attributes which display the nature of the mind. But I have said enough." - } - ] - }, - { - "id": "438", - "title": "PROPOSITION 38", - "text": "_Whatsoever disposes the human body, so as to render it capable of being affected in an increased number of ways, or of affecting external bodies in an increased number of ways, is useful to man ; and is so, in proportion as the body is thereby rendered more capable of being affected or affecting other bodies in an increased number of ways ; contrariwise, whatsoever renders the body less capable in this respect is hurtful to man._", - "childs": [ - { - "id": "438d", - "type": " Proof.", - "text": "Whatsoever thus increases the capabilities of the body increases also the mind's capability of perception _([Prop. 14](214), p. II)_ ; therefore, whatsoever thus disposes the body, and thus renders it capable, is necessarily good or useful _(Prop. [26](426) and [27](427))_ ; and is so in proportion to the extent to which it can render the body capable ; contrariwise _([Prop. 14](214), p. II, and Prop. [26](426) and [27](427))_, it is hurtful, if it renders the body in this respect less capable. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "439", - "title": "PROPOSITION 39", - "text": "_Whatsoever brings about the preservation of the proportion of motion and rest, which the parts of the human body mutually possess, is good ; contrariwise, whatsoever causes a change in such proportion is bad._", - "childs": [ - { - "id": "439d", - "type": " Proof.", - "text": "The human body needs many other bodies for its preservation _([Post. 4](213p4), p. II)_. But that which constitutes the specific reality _(forma)_ of a human body is, that its parts communicate their several motions one to another in a certain fixed proportion _([Defin.](213def) before Lemma 4 after Prop. 13, p. II)_. Therefore, whatsoever brings about the preservation of the proportion between motion and rest, which the parts of the human body mutually possess, preserves the specific reality of the human body and consequently _(Post. [3](213p3) and [6](213p6), p. II)_ renders the human body capable of being affected in many ways and of affecting external bodies in many ways ; consequently it is good (by the [last Prop.](438)). Again, whatsoever brings about a change in the aforesaid proportion causes the human body to assume another specific character _([Defin.](213def), p. II)_, in other words _(see [Preface](4pr) to this Part towards the end, though the point is indeed self-evident)_, to be destroyed, and consequently totally incapable of being affected in an increased numbers of ways ; therefore _(by the [last Prop.](438))_ it is bad. Q.E.D." - }, - { - "id": "439sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "The extent to which such causes can injure or be of service to the mind will be explained in the Fifth Part. But I would here remark that I consider that a body undergoes death, when the proportion of motion and rest which obtained mutually among its several parts is changed. For I do not venture to deny that a human body, while keeping the circulation of the blood and other properties, wherein the life of a body is thought to consist, may none the less be changed into another nature totally different from its own. There is no reason, which compels me to maintain that a body does not die, unless it becomes a corpse ; nay, experience would seem to point to the opposite conclusion. It sometimes happens, that a man undergoes such changes, that I should hardly call him the same. As I have heard tell of a certain Spanish poet, who had been seized with sickness, and though he recovered therefrom yet remained so oblivious of his past life, that he would not believe the plays and tragedies he had written to be his own : indeed, he might have been taken for a grown-up child, if he had also forgotten his native tongue. If this instance seems incredible, what shall we say of infants? A man of ripe age deems their nature so unlike his own, that he can only be persuaded that he too has been an infant by the analogy of other men. However, I prefer to leave such questions undiscussed, lest I should give ground to the superstitious for raising new issues." - } - ] - }, - { - "id": "440", - "title": "PROPOSITION 40", - "text": "_Whatsoever conduces to man's social life, or causes men to live together in harmony, is useful, whereas whatsoever brings discord into a State is bad._", - "childs": [ - { - "id": "440d", - "type": " Proof.", - "text": "For whatsoever causes men to live together in harmony also causes them to live according to reason _([Prop. 35](435))_, and is therefore _(Prop. [26](426) and [27](427))_ good, and (for the same reason) whatsoever brings about discord is bad. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "441", - "title": "PROPOSITION 41", - "text": "_Pleasure in itself is not bad but good : contrariwise, pain in itself is bad._", - "childs": [ - { - "id": "441d", - "type": " Proof.", - "text": "Pleasure ([Prop. 11](311), p. III, and [Scol.](311sc)) is emotion, whereby the body's power of activity, is increased or helped ; pain is emotion, whereby the body's power of activity is diminished or checked ; therefore _([Prop. 38](438))_ pleasure in itself is good, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "442", - "title": "propositio 42", - "text": "_Mirth cannot be excessive, but is always good ; contrariwise, Melancholy is always bad._", - "childs": [ - { - "id": "442d", - "type": " Proof.", - "text": "Mirth _(see its Defin. in [Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ is pleasure, which, in so far as it is referred to the body, consists in all parts of the body being affected equally : that is _([Prop. 11](311), p. III)_, the body's power of activity, is increased or aided in such a manner, that the several parts maintain their former proportion of motion and rest ; therefore Mirth is always good _([Prop. 39](439))_, and cannot be excessive. But Melancholy _(see its Defin. in the same [Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ is pain, which, in so far as it is referred to the body, consists in the absolute decrease or hindrance of the body's power of activity ; therefore _([Prop. 38](438))_ it is always bad. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "443", - "title": "PROPOSITION 43", - "text": "_Stimulation may be excessive and bad ; on the other hand, grief may be good, in so far as stimulation or pleasure is bad._", - "childs": [ - { - "id": "443d", - "type": " Proof.", - "text": "Localized pleasure or stimulation _(titillatio)_ is pleasure, which, in so far as it is referred to the body, consists in one or some of its parts being affected more than the rest _(see its Definition, [Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ ; the power of this emotion may be sufficient to overcome other actions of the body _([Prop. 6](406))_, and may remain obstinately fixed therein, thus rendering it incapable of being affected in a variety of other ways: therefore _([Prop. 38](438))_ it may, be bad. Again, grief, which is pain, cannot as such be good _([Prop. 41](441))_. But, as its force and increase is defined by the power of an external cause compared with our own _([Prop. 5](405))_, we can conceive infinite degrees and modes of strength in this emotion _([Prop. 3](403))_ ; we can, therefore, conceive it as capable of restraining stimulation, and preventing its becoming excessive, and hindering the body's capabilities ; thus, to this extent, it will be good. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "444", - "title": "PROPOSITION 44", - "text": "_Love and desire may be excessive._", - "childs": [ - { - "id": "444d", - "type": " Proof.", - "text": "Love is pleasure, accompanied by the idea of an external cause _([Defin. 6](3ad6) of Emotions)_ ; therefore stimulation, accompanied by the idea of an external cause is love _([Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ ; hence love maybe excessive _(by the last Prop.](443))_. Again, the strength of desire varies in proportion to the emotion from which it arises _([Prop. 37](337), p. III)_. Now emotion may overcome all the rest of men's actions _([Prop. 6](406))_ ; so, therefore, can desire, which arises from the same emotion, overcome all other desires, and become excessive, as we showed in the [last proposition](443) concerning stimulation." - }, - { - "id": "444sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Mirth, which I have stated to be good, can be conceived more easily than it can be observed. For the emotions, whereby we are daily assailed, are generally referred to some part of the body which is affected more than the rest ; hence the emotions are generally excessive, and so fix the mind in the contemplation of one object, that it is unable to think of others ; and although men, as a rule, are a prey to many emotions - and very few are found who are always assailed by one and the same - yet there are cases, where one and the same emotion remains obstinately fixed. We sometimes see men so absorbed in one object, that, although it be not present, they think they have it before them ; when this is the case with a man who is not asleep, we say he is delirious or mad ; nor are those persons who are inflamed with love, and who dream all night and all day about nothing but their mistress, or some woman, considered as less mad, for they are made objects of ridicule. But when a miser thinks of nothing but gain or money, or when an ambitious man thinks of nothing but glory, they are not reckoned to be mad, because they are generally harmful, and are thought worthy of being hated. But, in reality, Avarice, Ambition, Lust, &c., are species of madness, though they may not be reckoned among diseases." - } - ] - }, - { - "id": "445", - "title": "PROPOSITION 45", - "text": "_Hatred can never be good._", - "childs": [ - { - "id": "445d", - "type": " Proof.", - "text": "When we hate a man, we endeavour to destroy him _([Prop. 39](339), p. III)_, that is _([Prop. 37](437))_, we endeavour to do something that is bad. Therefore, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "445sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Here, and in what follows, I mean by hatred only hatred towards men." - }, - { - "id": "445c1", - "type": "COROLLARY 1", - "text": "Envy, derision, contempt, anger, revenge, and other emotions attributable to hatred, or arising therefrom, are bad ; this is evident from [Prop. 39](339), Part III, and [Prop. 37](437)." - }, - { - "id": "445c2", - "type": "COROLLARY 2", - "text": "Whatsoever we desire from motives of hatred is base, and in a State unjust. This also is evident from [Prop. 39](339), Part III, and from the definitions of baseness and injustice in Scol. [1](437sc1) [2](437sc2) Prop. 37." - }, - { - "id": "445c2sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Between derision _(which I have in [Coroll. 1](445c1) stated to be bad)_ and laughter I recognize a great difference. For laughter, as also jocularity, is merely pleasure ; therefore, so long as it be not excessive, it is in itself good _([Prop. 41](441))_. Assuredly nothing forbids man to enjoy himself, save grim and gloomy superstition. For why is it more lawful to satiate one's hunger and thirst than to drive away one's melancholy? I reason, and have convinced myself as follows : No deity, nor anyone else, save the envious, takes pleasure in my infirmity and discomfort, nor sets down to my virtue the tears, sobs, fear, and the like, which are signs of infirmity of spirit ; on the contrary, the greater the pleasure wherewith we are affected, the greater the perfection whereto we pass ; in other words, the more must we necessarily partake of the divine nature. Therefore, to make use of what comes in our way, and to enjoy it as much as possible (not to the point of satiety, for that would not be enjoyment) is the part of a wise man. I say it is the part of a wise man to refresh and recreate himself with moderate and pleasant food and drink, and also with perfumes, with the soft beauty of growing plants, with dress, with music, with many sports, with theatres, and the like, such as every man may make use of without injury to his neighbour. For the human body is composed of very numerous parts, of diverse nature, which continually stand in need of fresh and varied nourishment, so that the whole body may be equally capable of performing all the actions, which follow from the necessity of its own nature ; and, consequently, so that the mind may also be equally capable of understanding many things simultaneously. This way of life, then, agrees best with our principles, and also with general practice ; therefore, if there be any question of another plan, the plan we have mentioned is the best, and in every way to be commended. There is no need for me to set forth the matter more clearly or in more detail." - } - ] - }, - { - "id": "446", - "title": "PROPOSITION 46", - "text": "_He, who lives under the guidance of reason, endeavours, as far as possible, to render back love, or kindness, for other men's hatred, anger, contempt, &c., towards him._", - "childs": [ - { - "id": "446d", - "type": " Proof.", - "text": "All emotions of hatred are bad _([Coroll. 1 Prop. 45](445c1))_ ; therefore he who lives under the guidance of reason will endeavour, as far as possible, to avoid being assailed by such emotions _([Prop. 19](419))_ ; consequently, he will also endeavour to prevent others being so assailed _([Prop. 37](437))_. But hatred is increased by being reciprocated, and can be quenched by love _([Prop. 43](343), p. III)_, so that hatred may pass into love _([Prop. 44](344), p. III)_ ; therefore he who lives under the guidance of reason will endeavour to repay hatred with love, that is, with kindness _([Scol. Prop. 59](359sc), p. III)_. Q.E.D." - }, - { - "id": "446sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "He who chooses to avenge wrongs with hatred is assuredly wretched. But he, who strives to conquer hatred with love, fights his battle in joy and confidence ; he withstands many as easily as one, and has very little need of fortune's aid. Those whom he vanquishes yield joyfully, not through failure, but through increase in their powers ; all these consequences follow so plainly from the mere definitions of love and understanding, that I have no need to prove them in detail." - } - ] - }, - { - "id": "447", - "title": "PROPOSITION 47", - "text": "_Emotions of hope and fear cannot be in themselves good._", - "childs": [ - { - "id": "447d", - "type": " Proof.", - "text": "Emotions of hope and fear cannot exist without pain. For fear is pain _([Defin. 13](3ad13) of the Emotions)_, and hope (Defin. [12](3ad12) and [13](3ad13) of the Emotions and Explanation) cannot exist without fear ; therefore _([Prop. 41](441))_ these emotions cannot be good in themselves, but only in so far as they can restrain excessive pleasure _([Prop. 43](443))_. Q.E.D." - }, - { - "id": "447sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "We may add, that these emotions show defective knowledge and an absence of power in the mind ; for the same reason confidence, despair, joy, and disappointment are signs of a want of mental power. For although confidence and joy are pleasurable emotions, they nevertheless imply a preceding pain, namely, hope and fear. Wherefore the more we endeavour to be guided by reason, the less do we depend on hope ; we endeavour to free ourselves from fear, and, as far as we can, to dominate fortune, directing our actions by the sure counsels of wisdom." - } - ] - }, - { - "id": "448", - "title": "PROPOSITION 48", - "text": "_The emotions of over-esteem and disparagement are always bad._", - "childs": [ - { - "id": "448d", - "type": " Proof.", - "text": "These emotions _(see Defin. [21](3ad21) and [22](3ad22) of the Emotions)_ are repugnant to reason ; and are therefore bad _(Prop. [26](426) and [24](427))_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "449", - "title": "PROPOSITION 49", - "text": "_Over-esteem is apt to render its object proud._", - "childs": [ - { - "id": "449d", - "type": " Proof.", - "text": "If we see that any one rates us too highly, for love's sake, we are apt to become elated _([Scol. Prop. 41](341sc), p. III)_, or to be Pleasurably affected _([Defin. 30](3ad30)of the Emotions)_ ; the good which we hear of ourselves we readily believe _([Prop. 25](325), p. III)_ ; and therefore, for love's sake, rate ourselves too highly ; in other words,_([Defin. 28](3ad28) of the Emotions)_ we are apt to become proud. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "450", - "title": "PROPOSITION 50", - "text": "_Pity, in a man who lives under the guidance of reason, is in itself bad and useless._", - "childs": [ - { - "id": "450d", - "type": " Proof.", - "text": "Pity _([Defin. 18](3ad18) of the Emotions)_ is a pain, and therefore _([Prop. 41](441))_ is in itself bad. The good effect which follows, namely, our endeavour to free the object of our pity from misery, _([Coroll. 3 Prop. 27](327c3)], p. III)_ is an action which we desire to do solely at the dictation of reason _([Prop. 37](437))_ ; only at the dictation of reason are we able to perform any action, which we know for certain to be good _([Prop. 27](427))_ ; thus, in a man who lives under the guidance of reason, pity in itself is useless and bad. Q.E.D." - }, - { - "id": "450c", - "type": "COROLLARY", - "text": "" - }, - { - "id": "450sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "He who rightly realizes, that all things follow from the necessity of the divine nature, and come to pass in accordance with the eternal laws and rules of nature, will not find anything worthy of hatred, derision, or contempt, nor will he bestow pity on anything, but to the utmost extent of human virtue he will endeavour to do well, as the saying is, and to rejoice. We may add, that he, who is easily touched with compassion, and is moved by another's sorrow or tears, often does something which he afterwards regrets ; partly because we can never be sure that an action caused by emotion is good, partly because we are easily deceived by false tears. I am in this place expressly speaking of a man living under the guidance of reason. He who is moved to help others neither by reason nor by compassion, is rightly styled inhuman, for _([Prop. 27](327), p. III)_ he seems unlike a man." - } - ] - }, - { - "id": "451", - "title": "PROPOSITION 51", - "text": "_Approval is not repugnant to reason, but can agree therewith and arise therefrom._", - "childs": [ - { - "id": "451d", - "type": " Proof.", - "text": "Approval is love towards one who has done good to another _([Defin. 19](3ad19) of the Emotions)_ ; therefore it may be referred to the mind, in so far as the latter is active _([Prop. 59](359), p. III)_, that is ([Prop. 3](303), p. III)_, in so far as it understands ; therefore, it is in agreement with reason, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "451a", - "type": "_Another Proof._", - "text": "He, who lives under the guidance of reason, desires for others the good which he seeks for himself _([Prop. 37](437))_ ; wherefore from seeing someone doing good to his fellow his own endeavour to do good is aided ; in other words, he will feel pleasure _([Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ accompanied by the idea of the benefactor. Therefore he approves of him _([Defin. 19](3ad19) of the Emotions)_. Q.E.D." - }, - { - "id": "451sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Indignation as we defined it _([Defin. 20](3ad20) of the Emotions)_ is necessarily evil _([Prop. 45](445))_ ; we may, however, remark that, when the sovereign power for the sake of preserving peace punishes a citizen who has injured another, it should not be said to be indignant with the criminal, for it is not incited by hatred to ruin him, it is led by a sense of duty to punish him." - } - ] - }, - { - "id": "452", - "title": "PROPOSITION 52", - "text": "_Self-approval may arise from reason, and that which arises from reason is the highest possible._", - "childs": [ - { - "id": "452d", - "type": "Proof.", - "text": "Self-approval is pleasure arising from a man's contemplation of himself and his own power of action _([Defin. 25](3ad25) of the Emotions)_. But a man's true power of action or virtue is reason herself _([Prop. 3](303), p. III)_, as the said man clearly and distinctly contemplates her _(Prop. [40](240) and [43](243), p. II)_ ; therefore self-approval arises from reason. Again, when a man is contemplating himself, he only perceives clearly and distinctly or adequately, such things as follow from his power of action _([Defin. 2](3d2), p. III)_, that is _([Prop. 3](303), p. III)_, from his power of understanding ; therefore in such contemplation alone does the highest possible self-approval arise. Q.E.D." - }, - { - "id": "452sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Self-approval is in reality the highest object for which we can hope. For _(as we showed in [Prop. 25](425))_ no one endeavours to preserve his being for the sake of any ulterior object, and, as this approval is more and more fostered and strengthened by praise _([Coroll. Prop. 53](353c), p. III)_, and on the contrary _([Coroll. 1 Prop. 55](355c1), p. III)_ is more and more disturbed by blame, fame becomes the most powerful of incitements to action, and life under disgrace is almost unendurable." - } - ] - }, - { - "id": "453", - "title": "PROPOSITION 53", - "text": "_Humility is not a virtue, or does not arise from reason._", - "childs": [ - { - "id": "453d", - "type": " Proof.", - "text": "Humility is pain arising from a man's contemplation of his own infirmities _([Defin. 26](3ad26) of the Emotions)_. But, in so far as a man knows himself by true reason, he is assumed to understand his essence, that is, his power _([Prop. 7](307), p. III)_. Wherefore, if a man in self-contemplation perceives any infirmity in himself, it is not by virtue of his understanding himself, but _([Prop. 55](355), p. III)_ by virtue of his power of activity being checked. But, if we assume that a man perceives his own infirmity by virtue of understanding something stronger than himself, by the knowledge of which he determines his own power of activity, this is the same as saying that we conceive that a man understands himself distinctly _([Prop. 26](426))_, because^[Land reads : _Quod ipsius agendi potentia juvatur_, which I have translated above. He suggests as alternative readings to _quod_ _quo_ (whereby) and _quodque (and that).] his power of activity is aided. Wherefore humility, or the pain which arises from a man's contemplation of his own infirmity, does not arise from the contemplation or reason, and is not a virtue but a passion. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "454", - "title": "PROPOSITION 54", - "text": "_Repentance is not a virtue, or does not arise from reason ; but he who repents of an action is doubly wretched or infirm._", - "childs": [ - { - "id": "454d", - "type": " Proof.", - "text": "The first part of this proposition is proved like the foregoing one. The second part is proved from the mere definition of the emotion in question _([Defin. 27](3ad27) of the Emotions)_. For the man allows himself to be overcome, first, by evil desires ; secondly, by pain." - }, - { - "id": "454sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "As men seldom live under the guidance of reason, these two emotions, namely, Humility and Repentance, as also Hope and Fear, bring more good than harm ; hence, as we must sin, we had better sin in that direction. For, if all men who are a prey to emotion were all equally proud, they would shrink from nothing, and would fear nothing ; how then could they be joined and linked together in bonds of union? The crowd plays the tyrant, when it is not in fear ; hence we need not wonder that the prophets, who consulted the good, not of a few, but of all, so strenuously commended Humility, Repentance, and Reverence. Indeed those who are a prey to these emotions may be led much more easily than others to live under the guidance of reason, that is, to become free and to enjoy the life of the blessed." - } - ] - }, - { - "id": "455", - "title": "PROPOSITION 55", - "text": "_Extreme pride or dejection indicates extreme ignorance of self._", - "childs": [ - { - "id": "455d", - "type": " Proof.", - "text": "This is evident from [28](3ad28) and [29](3ad29) of the Emotions." - } - ] - }, - { - "id": "456", - "title": "PROPOSITION 56", - "text": "_Extreme pride or dejection indicates extreme infirmity of spirit._", - "childs": [ - { - "id": "456d", - "type": " Proof.", - "text": "The first foundation of virtue is self-preservation _([Coroll. Prop. 22](422c))_ under the guidance of reason _([Prop. 24](424))_. He, therefore, who is ignorant of himself, is ignorant of the foundation of all virtues, and consequently of all virtues. Again, to act virtuously is merely, to act under the guidance of reason _([Prop. 24](424))_ : now he, that acts under the guidance of reason, must necessarily know that he so acts _([Prop. 43](243), p. II)_. Therefore he who is in extreme ignorance of himself, and consequently of all virtues, acts least in obedience to virtue in other words _([Defin. 8](4d8))_, is most infirm of spirit. Thus _(by the [last Prop.](455))_ extreme pride or dejection indicates extreme infirmity of spirit. Q.E.D." - }, - { - "id": "456c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it most clearly follows, that the proud and the dejected specially fall a prey to the emotions." - }, - { - "id": "456sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Yet dejection can be more easily corrected than pride ; for the latter being a pleasurable emotion, and the former a painful emotion, the pleasurable is stronger than the painful _([Prop. 18](418))_." - } - ] - }, - { - "id": "457", - "title": "PROPOSITION 57", - "text": "_The proud man delights in the company of flatterers and parasites, but hates the company of the high-minded._", - "childs": [ - { - "id": "457d", - "type": " Proof.", - "text": "Pride is pleasure arising from a man's overestimation of himself _(Defin. [28](3ad28) and [6](3ad6) of the Emotions)_ ; this estimation the proud man will endeavour to foster by all the means in his power _([Scol. Prop. 13](313sc), p. III)_ ; he will therefore delight in the company of flatterers and parasites (whose character is too well known to need definition here), and will avoid the company of high-minded men, who value him according to his deserts. Q.E.D." - }, - { - "id": "457sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "It would be too long a task to enumerate here all the evil results of pride, inasmuch as the proud are a prey to all the emotions, though to none of them less than to love and pity. I cannot, however, pass over in silence the fact, that a man may be called proud from his underestimation of other people ; and, therefore, pride in this sense may be defined as pleasure arising from the false opinion, whereby a man may consider himself superior to his fellows. The dejection, which is the opposite quality to this sort of pride, may be defined as pain arising from the false opinion, whereby a man may think himself inferior to his fellows. Such being the case, we can easily see that a, proud man is necessarily envious _([Scol. Prop. 55](355c1sc), p. III)_, and hate those most who are most praised for their virtues, that his hatred of them is not easily conquered by love or benefits_([Scol. Prop. 41](341sc), p. III)_ ; and only takes pleasure in the company, who fool his weak mind to the top of his bent, and make him insane instead of merely foolish. \nThough dejection is the emotion contrary to pride, yet is the dejected man very near akin to the proud man. For, inasmuch as his pain arises from a comparison between his own infirmity and other men's power or virtue, it will be removed, or, in other words, he will feel pleasure, if his imagination be occupied in contemplating other men's faults ; whence arises the proverb, _The unhappy are comforted by finding fellow-sufferers._ Contrariwise, he will be the more pained in proportion as he thinks himself inferior to others ; hence none are so prone to envy as the dejected, they are specially keen in observing men's actions, with a view to fault-finding rather than correction, in order to reserve their praises for dejection, and to glory therein, though all the time with a dejected air. These effects follow as necessarily from the said emotion, as it follows from the nature of a triangle, that the three angles are equal to two right angles. I have already said that I call these and similar emotions bad, solely in respect to what is useful to man. The laws of nature have regard to nature's general order, whereof man is but a part. I mention this, in passing, lest any should think that I have wished to set forth the faults and irrational deeds of men rather than the nature and properties of things. For, as I said in the [preface](3pr) to the third Part, I regard human emotions and their properties as on the same footing with other natural phenomena. Assuredly human emotions indicate the power and ingenuity, of nature, if not of human nature, quite as fully as other things which we admire, and which we delight to contemplate. But I pass on to note those qualities in the emotions, which bring advantage to man, or inflict injury upon him." - } - ] - }, - { - "id": "458", - "title": "PROPOSITION 58", - "text": "_Honour (gloria) is not repugnant to reason, but may arise therefrom._", - "childs": [ - { - "id": "458d", - "type": " Proof.", - "text": "This is evident from [Defininition 30](3ad30) of the Emotions, and also from the definition of an honourable man ([Scol. 1 Proposition 37](437sc1))." - }, - { - "id": "458sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Empty honour, as it is styled, is self-approval, fostered only by the good opinion of the populace ; when this good opinion ceases there ceases also the self-approval, in other words, the highest object of each man's love _([Scol. Prop. 52](452sc))_ ; consequently, he whose honour is rooted in popular approval must, day by day, anxiously strive, act, and scheme in order to retain his reputation. For the populace is variable and inconstant, so that, if a reputation be not kept up, it quickly withers away. Everyone wishes to catch popular applause for himself, and readily represses the fame of others. The object of the strife being estimated as the greatest of all goods, each combatant is seized with a fierce desire to put down his rivals in every possible way, till he who at last comes out victorious is more proud of having done harm to others than of having done good to himself. This sort of honour, then, is really empty, being nothing. \nThe points to note concerning shame may easily be inferred from what was said on the subject of mercy and repentance. I will only add that shame, like compassion, though not a virtue, is yet good, in so far as it shows, that the feeler of shame is really imbued with the desire to live honourably ; in the same way as suffering is good, as showing that the injured part is not mortified. Therefore, though a man who feels shame is sorrowful, he is yet more perfect than he, who is shameless, and has no desire to live houourably. \nSuch are the points which I undertook to remark upon concerning the emotions of pleasure and pain ; as for the desires, they are good or bad according as they spring from good or evil emotions. But all, in so far as they are engendered in us by emotions wherein the mind is passive, are blind _(as is evident from what was said in [Scol. Prop. 44](444sc))_, and would be useless, if men could easily be induced to live by the guidance of reason only, as I will now briefly show." - } - ] - }, - { - "id": "459", - "title": "PROPOSITION 59", - "text": "_To all the actions, whereto we are determined by emotion wherein the mind is passive, we can be determined without emotion by reason._", - "childs": [ - { - "id": "459d", - "type": " Proof.", - "text": "To act rationally is nothing else _([Prop. 3](303) and la [Defin. 2](3ad2), p. III)_ but to perform those actions, which follow from the necessity of our nature considered in itself alone. But pain is bad, in so far as it diminishes or checks the power of action _([Prop. 41](441))_ ; wherefore we cannot by pain be determined to any action, which we should be unable to perform under the guidance of reason. Again, pleasure is bad only in so far as it hinders a man's capability for action _(Prop. [41](441) and [41](441))_ ; therefore to this extent we could not be determined by it to any action, which we could not perform under the guidance of reason. Lastly, pleasure, in so far as it is good, is in harmony with reason (for it consists in the fact that a man's capability for action is increased or aided) ; nor is the mind passive therein, except in so far as a man's power of action is not increased to the extent of affording him an adequate conception of himself and his actions _([Prop. 3](303), p. III and [Scol.](303sc))_. Wherefore, if a man who is pleasurably affected be brought to such a state of perfection, that he gains an adequate conception of himself and his own actions, he will be equally, nay more, capable of those actions, to which he is determined by emotion wherein the mind is passive. But all emotions are attributable to pleasure, to pain, or to desire _([Defin.](3ad4) of the Emotions, explanation) ; and desire _([Defin. 1](3ad1) of the Emotions)_ is nothing else but the attempt to act ; therefore, to all actions, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "459a", - "type": "_Another Proof._", - "text": "A given action is called bad, in so far as it arises from one being affected by hatred or any evil emotion _([Coroll. 1 Prop. 45](445c1)). But no action, considered in itself alone, is either good or bad (as we pointed out in the [preface](4pr) to Part IV), one and the same action being sometimes good, sometimes bad ; wherefore to the action which is sometimes bad, or arises from some evil emotion, we may be led by reason _([Prop. 19](419))_. Q.E.D." - }, - { - "id": "459sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "An example will put this point in a clearer light. The action of striking, in so far as it is considered physically, and in so far as we merely look to the fact that a man raises his arm, clenches his fist, and moves his whole arm violently downwards, is a virtue or excellence which is conceived as proper to the structure of the human body. If, then, a man, moved by anger or hatred, is led to clench his fist or to move his arm, this result takes place (as we showed in Part II), because one and the same action can be associated with various mental images of things ; therefore we may be determined to the performance of one and the same action by confused ideas, or by clear and distinct ideas. Hence it is evident that every desire which springs from emotion, wherein the mind is passive, would become useless, if men could be guided by reason. Let us now see why desire which arises from emotion, wherein the mind is passive, is called by us blind." - } - ] - }, - { - "id": "460", - "title": "PROPOSITION 60", - "text": "_Desire arising from a pleasure or pain, that is not attributable to the whole body, but only to one or certain parts thereof, is without utility in respect to a man as a whole._", - "childs": [ - { - "id": "460d", - "type": " Proof.", - "text": "Let it be assumed, for instance, that A, a part of a body, is so strengthened by some external cause, that it prevails over the remaining parts _([Prop. 6](406))_. This part will not endeavour to do away with its own powers, in order that the other parts of the body may perform its office ; for this it would be necessary for it to have a force or power of doing away with its own powers, which _([Prop. 6](406), p. III)_ is absurd. The said part, and, consequently, the mind also _(Prop. [7](307) and [12](312), p. III)_, will endeavour to preserve its condition. Wherefore desire arising from a pleasure of the kind aforesaid has no utility in reference to a man as a whole. If it be assumed, on the other hand, that the part, A, be checked so that the remaining parts prevail, it may be proved in the same manner that desire arising from pain has no utility in respect to a man as a whole. Q.E.D." - }, - { - "id": "460sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "As pleasure is generally _([Scol. Prop. 44](444sc))_ attributed to one part of the body, we generally desire to preserve our being without taking into consideration our health as a whole : to which it may be added, that the desires which have most hold over us _([Coroll. Prop. 9](409c))_ take account of the present and not of the future." - } - ] - }, - { - "id": "461", - "title": "PROPOSITION 61", - "text": "_Desire which springs from reason cannot be excessive._", - "childs": [ - { - "id": "461d", - "type": " Proof.", - "text": "Desire _([Defin. 1](3ad1) of the Emotions)_ considered absolutely is the actual essence of man, in so far as it is conceived as in any way determined to a particular activity by some given modification of itself. Hence desire, which arises from reason, that is _([Prop. 3](303) p. III)_, which is engendered in us in so far as we act, is the actual essence or nature of man, in so far as it is conceived as determined to such activities as are adequately conceived through man's essence only _([Defin. 2](3d2), p. III)_. Now, if such desire could be excessive, human nature considered in itself alone would be able to exceed itself, or would be able to do more than it can, a manifest contradiction. Therefore, such desire cannot be excessive. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "462", - "title": "PROPOSITION 62", - "text": "_In so far as the mind conceives a thing under the dictates of reason, it is a affected equally, whether the idea be of a thing future, past, or present._", - "childs": [ - { - "id": "462d", - "type": " Proof.", - "text": "Whatsoever the mind conceives under the guidance of reason, it conceives under the form of eternity or necessity _([Coroll. 2 Prop. 44](244c2), p. II)_, and is therefore affected with the same certitude _([Prop. 43](243), p. II and [Scol.](243sc))_. Wherefore, whether the thing be present, past, or future, the mind conceives it under the same necessity and is affected with the same certitude ; and whether the idea be of something, present, past, or future, it will in all cases be equally true _([Prop. 41](241), p. II)_ ; that is, it will always possess the same properties of an adequate idea _([Defin. 4](2d4), p.II)_ ; therefore, in so far as the mind conceives things under the dictates of reason, it is affected in the same manner, whether the idea be of a thing future, past, or present. Q.E.D." - }, - { - "id": "462sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "If we could possess an adequate knowledge of the duration of things, and could determine by reason their periods of existence, we should contemplate things future with the same emotion as things present ; and the mind would desire as though it were present the good which it conceived as future ; consequently it would necessarily neglect a lesser good in the present for the sake of a greater good in the future, and would in no wise desire that which is good in the present but a source of evil in the future, as we shall presently show. However, we can have but a very inadequate knowledge of the duration of things _([Prop. 31](231), p. II)_ ; and the periods of their existence _([Scol. Prop. 44](244sc), p. II)_ we can only determine by imagination, which is not so powerfully affected by the future as by the present. Hence such true knowledge of good and evil as we possess is merely abstract or general, and the judgment which we pass on the order of things and the connection of causes, with a view to determining what is good or bad for us in the present, is rather imaginary than real. Therefore it is nothing wonderful, if the desire arising from such knowledge of good and evil, in so far as it looks on into the future, be more readily checked than the desire of things which are agreeable at the present time _(cf. [Prop. 16](416))_." - } - ] - }, - { - "id": "463", - "title": "PROPOSITION 63", - "text": "_He who is led by fear, and does good in order to escape evil, is not led by reason._", - "childs": [ - { - "id": "463d", - "type": " Proof.", - "text": "All the emotions which are attributable to the mind as active, or in other words to reason _([Prop. 3](303), p. III)_, are emotions of pleasure and desire _([Prop. 59](359), p. III)_ ; therefore, he who is led by fear _([Defin. 13](3ad13) of the Emotions)_, and does good in order to escape evil, is not led by reason. Q.E.D." - }, - { - "id": "463sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Superstitious persons, who know better how to rail at vice than how to teach virtue, and who strive not to guide men by reason, but so to restrain them that they would rather escape evil than love virtue, have no other aim but to make others as wretched as themselves ; wherefore it is nothing wonderful, if they be generally troublesome and odious to their fellow-men." - }, - { - "id": "463c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Under desire which springs from reason, we seek good directly, and shun evil indirectly." - }, - { - "id": "463cd", - "type": " Proof.", - "text": "Desire which springs from reason can only spring from a pleasurable emotion, wherein the mind is not passive _([Prop. 59](359), p. III)_, in other words, from a pleasure which cannot be excessive _([Prop. 61](461))_, and not from pain ; wherefore this desire springs from the knowledge of good, not of evil _([Prop. 8](408))_ ; hence under the guidance of reason we seek good directly and only by implication shun evil. Q.E.D." - }, - { - "id": "463csc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This Corollary may be illustrated by the example of a sick and a healthy man. The sick man through fear of death eats what he naturally shrinks from, but the healthy man takes pleasure in his food, and thus gets a better enjoyment out of life, than if he were in fear of death, and desired directly to avoid it. So a judge, who condemns a criminal to death, not from hatred or anger but from love of the public well-being, is guided solely by reason." - } - ] - }, - { - "id": "464", - "title": "PROPOSITION 64", - "text": "_The knowledge of evil is an inadequate knowledge._", - "childs": [ - { - "id": "464d", - "type": " Proof.", - "text": "The knowledge of evil _([Prop. 8](408))_ is pain, in so far as we are conscious thereof. Now pain is the transition to a lesser perfection _([Defin. 3](3ad3) of the Emotions)_ and therefore cannot be understood through man's nature _(Prop. [6](306) and[7](307))_ ; therefore it is a passive state _([Defin. 2](3d2), p. III)_ which _([Prop. 3](303), p. III)_ depends on inadequate ideas ; consequently the knowledge thereof _([Prop. 29](229), p. II)_, namely, the knowledge of evil, is inadequate. Q.E.D." - }, - { - "id": "464c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that, if the human mind possessed only adequate ideas, it would form no conception of evil." - } - ] - }, - { - "id": "465", - "title": "PROPOSITION 65", - "text": "_Under the guidance of reason we should pursue the greater of two goods and the lesser of two evils._", - "childs": [ - { - "id": "465d", - "type": " Proof.", - "text": "A good which prevents our enjoyment of a greater good is in reality an evil ; for we apply the terms good and bad to things, in so far as we compare them one with another (see [preface](4pr) to this Part) ; therefore, evil is in reality a lesser good ; hence _([Coroll. Prop. 63](463c))_ under the guidance of reason we seek or pursue only the greater good and the lesser evil. Q.E.D." - }, - { - "id": "465c", - "type": "COROLLARY", - "text": "We may, under the guidance of reason, pursue the lesser evil as though it were the greater good, and we may shun the lesser good, which would be the cause of the greater evil. For the evil, which is here called the lesser, is really good, and the lesser good is really evil, wherefore we may seek the former and shun the latter." - } - ] - }, - { - "id": "466", - "title": "PROPOSITION 66", - "text": "_We may, under the guidance of reason, seek a greater good in the future in preference to a lesser good in the present, and we may seek- a lesser evil in the present in preference to a greater evil in the future._", - "childs": [ - { - "id": "466d", - "type": " Proof.", - "text": "If the mind could have an adequate knowledge of things future, it would be affected towards what is future in the same way as towards what is present _([Prop. 62](462))_ ; wherefore, looking merely to reason, as in this proposition we are assumed to do, there is no difference, whether the greater good or evil be assumed as present, or assumed as future ; hence _([Prop. 65](465))_ we may seek a greater good in the future in preference to a lesser good in the present, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "466c", - "type": "COROLLARY", - "text": "We may, under the guidance of reason, seek a lesser evil in the present, because it is the cause of a greater good in the future, and we may shun a lesser good in the present, because it is the cause of a greater evil in the future. This Corollary is related to the [foregoing Proposition](466) as the [Coroll. Prop. 65](465c) is related to the said [Prop. 65](465)." - }, - { - "id": "466sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "If these statements be compared with what we have pointed out concerning the strength of the emotions in this Part up to [Proposition 18](418), we shall readily see the difference between a man, who is led solely by emotion or opinion, and a man, who is led by reason. The former, whether he will or no, performs actions whereof he is utterly ignorant ; the latter is his own master and only performs such actions, as he knows are of primary importance in life, and therefore chiefly desires ; wherefore I call the former a slave, and the latter a free man, concerning whose disposition and manner of life it will be well to make a few observations." - } - ] - }, - { - "id": "467", - "title": "PROPOSITION 67", - "text": "_A free man thinks of death least of all things ; and his wisdom is a meditation not of death but of life._", - "childs": [ - { - "id": "467d", - "type": " Proof.", - "text": "A free man is one who lives under the guidance of reason, who is not led by fear _([Prop. 63](463))_, but who directly desires that which is good _(by the [Coroll.](463c) Prop.63)_, in other words _([Prop. 24](424))_, who strives to act, to live, and to preserve his being on the basis of seeking his own true advantage ; wherefore such an one thinks of nothing less than of death, but his wisdom is a meditation of life. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "468", - "title": "PROPOSITION 68", - "text": "_If men were born free, they would, so long as they remained free, form no conception of good and evil._", - "childs": [ - { - "id": "468d", - "type": " Proof.", - "text": "I call free him who is led solely by reason ; he, therefore, who is born free, and who remains free, has only adequate ideas ; therefore _([Coroll. Prop. 64](464c))_ he has no conception of evil, or consequently (good and evil being correlative) of good. Q.E.D." - }, - { - "id": "468sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "It is evident, from [Proposition 4](404), that the hypothesis of this Proposition is false and inconceivable, except in so far as we look solely to the nature of man, or rather to God ; not in so far as the latter is infinite, but only in so far as he is the cause of man's existence. This, and other matters which we have already proved, seem to have been signified by Moses in the history of the first man. For in that narrative no other power of God is conceived, save that whereby he created man, that is the power wherewith he provided solely for man's advantage ; it is stated that God forbade man, being free, to eat of the tree of the knowledge of good and evil, and that, as soon as man should have eaten of it, he would straightway fear death rather than desire to live. Further, it is written that when man had found a wife, who was in entire harmony with his nature, he knew that there could be nothing in nature which could be more useful to him ; but that after he believed the beasts to be like himself, he straightway began to imitate their emotions _([Prop. 27](327), p. III)_, and to lose his freedom ; this freedom was afterwards recovered by the patriarchs, led by the spirit of Christ ; that is, by the idea of God, whereon alone it depends, that man may be free, and desire for others the good which he desires for himself, as we have shown above _([Prop. 37](437))_." - } - ] - }, - { - "id": "469", - "title": "PROPOSITION 69", - "text": "_The virtue of a free man is seen to be as great, when it declines dangers, as when it overcomes them._", - "childs": [ - { - "id": "469d", - "type": " Proof.", - "text": "Emotion can only be checked or removed by an emotion contrary to itself, and possessing more power in restraining emotion _([Prop. 7](407))_. But blind daring and fear are emotions, which can be conceived as equally great _(Prop. [5](405) and [3](403))_ : hence, no less virtue or firmness is required in checking daring than in checking fear _([Scol. Prop. 59](359sc), p. III)_ ; in other words _(Defin. [40](3ad40) and [41](3ad41) of the Emotions)_, the free man shows as much virtue, when he declines dangers, as when he strives to overcome them. Q.E.D." - }, - { - "id": "469c", - "type": "COROLLARY", - "text": "The free man is as courageous in timely retreat as in combat ; or, a free man shows equal courage or presence of mind, whether he elect to give battle or to retreat." - }, - { - "id": "469sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "What courage _(animositas)_ is, and what I mean thereby, I explained in ([Scol. Prop. 59](359sc), Part III). By danger I mean everything, which can give rise to any evil, such as pain, hatred, discord, &c." - } - ] - }, - { - "id": "470", - "title": "PROPOSITION 70", - "text": "_The free man, who lives among the ignorant, strives, as far as he can, to avoid receiving favours from them._", - "childs": [ - { - "id": "470d", - "type": " Proof.", - "text": "Everyone judges what is good according to his disposition _([Scol. Prop. 39](339sc), p. III)_ ; wherefore an ignorant man, who has conferred a benefit on another, puts his own estimate upon it, and, if it appears to be estimated less highly by the receiver, will feel pain _([Prop. 42](342), p. III)_. But the free man only, desires to join other men to him in friendship _([Prop. 37](437))_, not repaying their benefits with others reckoned as of like value, but guiding himself and others by the free decision of reason, and doing only such things as he knows to be of primary importance. Therefore the free man, lest he should become hateful to the ignorant, or follow their desires rather than reason, will endeavour, as far as he can, to avoid receiving their favours." - }, - { - "id": "470sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "I say, _as far as he can_. For though men be ignorant, yet are they men, and in cases of necessity could afford us human aid, the most excellent of all things : therefore it is often necessary to accept favours from them, and consequently to repay such favours in kind ; we must, therefore, exercise caution in declining favours, lest we should have the appearance of despising those who bestow them, or of being, from avaricious motives, unwilling to requite them, and so give ground for offence by the very fact of striving to avoid it. Thus, in declining favours, we must look to the requirements of utility and courtesy." - } - ] - }, - { - "id": "471", - "title": "PROPOSITION 71", - "text": "_Only free men are thoroughly grateful one to another._", - "childs": [ - { - "id": "471d", - "type": " Proof.", - "text": "Only free men are thoroughly useful one to another, and associated among themselves by the closest necessity of friendship _([Prop. 35](435) and [Coroll. 1](435c1))_, only such men endeavour, with mutual zeal of love, to confer benefits on each other _([Prop. 37](437))_, and, therefore, _([Defin. 34](3ad34) of the Emotions)_ only they are thoroughly grateful one to another. Q.E.D." - }, - { - "id": "471sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "The goodwill, which men who are led by blind desire have for one another, is generally a bargaining or enticement, rather than pure goodwill. Moreover, ingratitude is not an emotion. Yet it is base, inasmuch as it generally shows, that a man is affected by excessive hatred, anger, pride, avarice, &c. He who, by reason of his folly, knows not how to return benefits, is not ungrateful, much less he who is not gained over by the gifts of a courtesan to serve her lust, or by a thief to conceal his thefts, or by any similar persons. Contrariwise, such an one shows a constant mind, inasmuch as he cannot by any gifts be corrupted, to his own or the general hurt." - } - ] - }, - { - "id": "472", - "title": "PROPOSITION 72", - "text": "_The free man never acts fraudently, but always in good faith._", - "childs": [ - { - "id": "472d", - "type": " Proof.", - "text": "If a free man in his freedom did anything deceitful, he would do it by the dictate of reason (that’s what we mean in calling him _free_). So it would be a virtue to act deceptively _([Prop. 24](424))_, and hence everyone would be better advised to act deceptively so as to stay in existence. This self-evidently implies that men would be better advised to agree only in words but to be opposed to one another in fact. But this is absurd (by the [Coroll. Prop. 31](431c)).^[Translation Jonathan Bennett 2017.]" - }, - { - "id": "472sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "If it be asked : What should a man's conduct be in a case where he could by breaking faith free himself from the danger of present death? Would not his plan of self-preservation completely persuade him to deceive? This may be answered by pointing out that, if reason persuaded him to act thus, it would persuade all men to act in a similar manner, in which case reason would persuade men not to agree in good faith to unite their forces, or to have laws in common, that is, not to have any general laws, which is absurd." - } - ] - }, - { - "id": "473", - "title": "PROPOSITION 73", - "text": "_The man, who is guided by reason, is more free in a State, where he lives under a general system of law, than in solitude, where he is independent._", - "childs": [ - { - "id": "473d", - "type": " Proof.", - "text": "The man, who is guided by reason, does not obey through fear _([Prop. 63](463))_ : but, in so far as he endeavours to preserve his being according to the dictates of reason, that is _([Scol. Prop. 66](466sc))_, in so far as he endeavours to live in freedom, he desires to order his life according to the general good _([Prop. 37](437))_, and, consequently _(as we showed in [Scol. 2 Prop. 37](437sc2))_, to live according to the laws of his country. Therefore the free man, in order to enjoy greater freedom, desires to possess the general rights of citizenship. Q.E.D." - }, - { - "id": "473sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "These and similar observations, which we have made on man's true freedom, may be referred to strength, that is, to courage and nobility of character _([Scol. Prop. 59](359sc), p. III)_. I do not think it worth while to prove separately all the properties of strength ; much less need I show, that he that is strong hates no man, is angry with no man, envies no man, is indignant with no man, despises no man, and least of all things is proud. These propositions, and all that relate to the true way of life and religion, are easily proved from Prop. [37](437) and[46](446) ; namely, that hatred should be overcome with love, and that every man should desire for others the good which he seeks for himself. We may also repeat what we drew attention to in the [Scol. Proposition 50](450sc), and in other places ; namely, that the strong man has ever first in his thoughts, that all things follow from the necessity of the divine nature ; so that whatsoever he deems to be hurtful and evil, and whatsoever, accordingly, seems to him impious, horrible, unjust, and base, assumes that appearance owing to his own disordered, fragmentary, and confused view of the universe. Wherefore he strives before all things to conceive things as they really are, and to remove the hindrances to true knowledge, such as are hatred, anger, envy, derision, pride, and similar emotions, which I have mentioned above. Thus he endeavours, as we said before, as far as in him lies, to do good, and to go on his way rejoicing. How far human virtue is capable of attaining to such a condition, and what its powers may be, I will prove in the following Part." - } - ] - }, - { - "id": "4ap", - "title": "APPENDIX", - "text": "WHAT I have said in this Part concerning the right way of life has not been arranged, so as to admit of being seen at one view, but has been set forth piece-meal, according as I thought each Proposition could most readily be deduced from what preceded it. I propose, therefore, to rearrange my remarks and to bring them under leading heads.", - "childs": [ - { - "id": "4c1", - "type": "", - "text": "I. All our endeavours or desires so follow from the necessity of our nature, that they can be understood either through it alone, as their proximate cause, or by virtue of our being a part of nature, which cannot be adequately conceived through itself without other individuals." - }, - { - "id": "4c2", - "type": "", - "text": "II. Desires, which follow from our nature in such a manner, that they can be understood through it alone, are those which are referred to the mind, in so far as the latter is conceived to consist of adequate ideas : the remaining desires are only referred to the mind, in so far as it conceives things inadequately, and their force and increase are generally defined not by the power of man, but by the us : wherefore the former are rightly called actions, the latter passions, for the former always indicate our power, the latter, on the other hand, show our infirmity and fragmentary knowledge." - }, - { - "id": "4c3", - "type": "", - "text": "III. Our actions, that is, those desires which are defined by man's power or reason, are always good. The rest may be either good or bad." - }, - { - "id": "4c4", - "type": "", - "text": "IV. Thus in life it is before all things useful to perfect the understanding, or reason, as far as we can, and in this alone man's highest happiness or blessedness consists, indeed blessedness is nothing else but the contentment of spirit, which arises from the intuitive knowledge of God : now, to perfect the understanding is nothing else but to understand God, God's attributes, and the actions which follow from the necessity of his nature. Wherefore of a man, who is led by reason, the ultimate aim or highest desire, whereby he seeks to govern all his fellows, is that whereby he is brought to the adequate conception of himself and of all things within the scope of his intelligence." - }, - { - "id": "4c5", - "type": "", - "text": "V. Therefore, without intelligence there is not rational life : and things are only good, in so far as they aid man in his enjoyment of the intellectual life, which is defined by intelligence. Contrariwise, whatsoever things hinder man's perfecting of his reason, and capability to enjoy the rational life, are alone called evil." - }, - { - "id": "4c6", - "type": "", - "text": "VI. As all things whereof man is the efficient cause are necessarily good, no evil can befall man except through external causes ; namely, by virtue of man being a part of universal nature, whose laws human nature is compelled to obey, and to conform to in almost infinite ways." - }, - { - "id": "4c7", - "type": "", - "text": "VII. It is impossible, that man should not be a part of nature, or that he should not follow her general order ; but if he be thrown among individuals whose nature is in harmony with his own, his power of action will thereby be aided and fostered, whereas, if he be thrown among such as are but very little in harmony with his nature, he will hardly be able to accommodate himself to them without undergoing a great change himself." - }, - { - "id": "4c8", - "type": "", - "text": "VIII. Whatsoever in nature we deem to be evil, or to be capable of injuring our faculty for existing and enjoying the rational life, we may endeavour to remove in whatever way seems safest to us ; on the other hand, whatsoever we deem to be good or useful for preserving our being, and enabling us to enjoy the rational life, we may appropriate to our use and employ as we think best. Everyone without exception may, by sovereign right of nature, do whatsoever he thinks will advance his own interest." - }, - { - "id": "4c9", - "type": "", - "text": "IX. Nothing can be in more harmony with the nature of any given thing than other individuals of the same species ; therefore ([cf. VII](4c7)) for man in the preservation of his being and the enjoyment of the rational life there is nothing more useful than his fellow-man who is led by reason. Further, as we know not anything among individual things which is more excellent than a man led by reason, no man can better display the power of his skill and disposition, than in so training men, that they come at last to live under the dominion of their own reason." - }, - { - "id": "4c10", - "type": "", - "text": "X. In so far as men are influenced by envy or any kind of hatred, one towards another, they are at variance, and are therefore to be feared in proportion, as they are more powerful than their fellows." - }, - { - "id": "4c11", - "type": "", - "text": "XI. Yet minds are not conquered by force, but by love and high-mindedness." - }, - { - "id": "4c12", - "type": "", - "text": "XII. It is before all things useful to men to associate their ways of life, to bind themselves together with such bonds as they think most fitted to gather them all into unity, and generally to do whatsoever serves to strengthen friendship." - }, - { - "id": "4c13", - "type": "", - "text": "XIII. But for this there is need of skill and watchfulness. For men are diverse (seeing that those who live under the guidance of reason are few), yet are they are generally envious and more prone to revenge than to sympathy. No small force of character is therefore required to take everyone as he is, and to restrain one's self from imitating the emotions of others. But those who carp at mankind, and are more skilled in railing at vice than in instilling virtue, and who break rather than strengthen men's dispositions, are hurtful both to themselves and others. Thus many from too great impatience of spirit, or from misguided religious zeal, have preferred to live among brutes rather than among men ; as boys or youths, who cannot peaceably endure the chidings of their parents, will enlist as soldiers and choose the hardships of war and the despotic discipline in preference to the comforts of home and the admonitions of their father: suffering any burden to be put upon them, so long as they may spite their parents." - }, - { - "id": "4c14", - "type": "", - "text": "XIV. Therefore, although men are generally governed in everything by their own lusts, yet their association in common brings many more advantages than drawbacks. Wherefore it is better to bear patiently the wrongs they may do us, and to strive to promote whatsoever serves to bring about harmony and friendship." - }, - { - "id": "4c15", - "type": "", - "text": "XV. Those things, which beget harmony, are such as are attributable to justice, equity, and honourable living. For men brook ill not only what is unjust or iniquitous, but also what is reckoned disgraceful, or that a man should slight the received customs of their society. For winning love those qualities are especially necessary, which have regard to religion and piety _(cf. Scol. [1](437sc1) [2](437sc2) Prop. 37 ; [Scol. Prop. 46](446sc) and [Scol. Prop. 73](473sc))_." - }, - { - "id": "4c16", - "type": "", - "text": "XVI. Further, harmony is often the result of fear: but such harmony is insecure. Further, fear arises from infirmity of spirit, and moreover belongs not to the exercise of reason : the same is true of compassion, though this latter seems to bear a certain resemblance to piety." - }, - { - "id": "4c17", - "type": "", - "text": "XVII. Men are also gained over by liberality, especially such as have not the means to buy what is necessary to sustain life. However, to give aid to every poor man is far beyond the power and the advantage of any private person. For the riches of any private person are wholly inadequate to meet such a call. Again, an individual man's resources of character are too limited for him to be able to make all men his friends. Hence providing for the poor is a duty, which falls on the State as a whole, and has regard only to the general advantage." - }, - { - "id": "4c18", - "type": "", - "text": "XVIII. In accepting favours, and in returning gratitude our duty must be wholly different _(cf. [Scol. Prop. 70](470sc) and [Scol. Prop. 71](471sc))_." - }, - { - "id": "4c19", - "type": "", - "text": "XIX. Again, meretricious love, that is, the lust of generation arising from bodily beauty, and generally every sort of love, which owns anything save freedom of soul as its cause, readily passes into hate ; unless indeed, what is worse, it is a species of madness ; and then it promotes discord rather than harmony _([Scol. Prop. 31](331sc), Part III)_." - }, - { - "id": "4c20", - "type": "", - "text": "XX. As concerning marriage, it is certain that this is in harmony with reason, if the desire for physical union be not engendered solely by bodily beauty, but also by the desire to beget children and to train them up wisely ; and moreover, if the love of both, to wit, of the man and of the woman, is not caused by bodily beauty only, but also by freedom of soul." - }, - { - "id": "4c21", - "type": "", - "text": "XXI. Furthermore, flattery begets harmony ; but only by means\tof the vile offence of slavishness or treachery. None are more readily taken with flattery than the proud, who wish to be first, but are not." - }, - { - "id": "4c22", - "type": "", - "text": "XXII. There is in abasement a spurious appearance of piety and religion. Although abasement is the opposite to pride, yet is he that abases himself most akin to the proud _([Scol. Prop. 57](457sc))_." - }, - { - "id": "4c23", - "type": "", - "text": "XXIII. Shame also brings about harmony, but only in such matters as cannot be hid. Further, as shame is a species of pain, it does not concern the exercise of reason." - }, - { - "id": "4c24", - "type": "", - "text": "XXIV. The remaining emotions of pain towards men are directly opposed to justice, equity, honour, piety, and religion ; and, although indignation seems to bear a certain resemblance to equity, yet is life but lawless, where every man may pass judgment on another's deeds, and vindicate his own or other men's rights." - }, - { - "id": "4c25", - "type": "", - "text": "XV. Correctness of conduct _(modestia)_, that is, the desire of pleasing men which is determined by reason, is attributable to piety _(as we said in [Scol. 1 Prop. 37](437sc1))_. But, if it spring from emotion, it is ambition, or the desire whereby, men, under the false cloak of piety, generally stir up discords and seditions. For he who desires to aid his fellows either in word or in deed, so that they may together enjoy the highest good, he, I say, will before all things strive to win them over with love : not to draw them into admiration, so that a system may be called after his name, nor to give any cause for envy. Further, in his conversation he will shrink from talking of men's faults, and will be careful to speak but sparingly of human infirmity : but he will dwell at length on human virtue or power, and the way whereby it may be perfected. Thus will men be stirred not by fear, nor by aversion, but only by the emotion of joy, to endeavour, so far as in them lies, to live in obedience to reason." - }, - { - "id": "4c26", - "type": "", - "text": "XVI. Besides men, we know of no particular thing in nature in whose mind we may rejoice, and whom we can associate with ourselves in friendship or any sort of fellowship ; therefore, whatsoever there be in nature besides man, a regard for our advantage does not call on us to preserve, but to preserve or destroy according to its various capabilities, and to adapt to our use as best we may." - }, - { - "id": "4c27", - "type": "", - "text": "XVII. The advantage which we derive from things external to us, besides the experience and knowledge which we acquire from observing them, and from recombining their elements in different forms, is principally the preservation of the body ; from this point of view, those things are most useful which can so feed and nourish the body, that all its parts may rightly fulfil their functions. For, in proportion as the body is capable of being affected in a greater variety of ways, and of affecting external bodies in a great number of ways, so much the more is the mind capable of thinking _(Prop. [38](438) and [39](439))_. But there seem to be very few things of this kind in nature ; wherefore for the due nourishment of the body we must use many foods of diverse nature. For the human body is composed of very many parts of different nature, which stand in continual need of varied nourishment, so that the whole body may be equally capable of doing everything that can follow from its own nature, and consequently that the mind also may be equally capable of forming many perceptions." - }, - { - "id": "4c28", - "type": "", - "text": "XXVIII. Now for providing these nourishments the strength of each individual would hardly suffice, if men did not lend one another mutual aid. But money has furnished us with a token for everything: hence it is with the notion of money, that the mind of the multitude is chiefly engrossed : nay, it can hardly conceive any kind of pleasure, which is not accompanied with the idea of money as cause." - }, - { - "id": "4c29", - "type": "", - "text": "XXIX. This result is the fault only of those, who seek money, not from poverty or to supply their necessary wants, but because they have learned the arts of gain, wherewith they bring themselves to great splendour. Certainly they nourish their bodies, according to custom, but scantily, believing that they lose as much of their wealth as they spend on the preservation of their body. But they who know the true use of money, and who fix the measure of wealth solely with regard to their actual needs live content with little." - }, - { - "id": "4c30", - "type": "", - "text": "XXX. As, therefore, those things are good which assist the various parts of the body, and enable them to perform their functions ; and as pleasure consists in an increase of, or aid to, man's power, in so far as he is composed of mind and body ; it follows that all those things which bring pleasure are good. But seeing that things do not work with the object of giving us pleasure, and that their power of action is not tempered to suit our advantage, and, lastly, that pleasure is generally referred to one part of the body more than to the other parts ; therefore most emotions of pleasure (unless reason and watchfulness be at hand), and consequently the desires arising therefrom, may become excessive. Moreover we may add that emotion leads us to pay most regard to what is agreeable in the present, nor can we estimate what is future with emotions equally vivid. _([Scol. Prop. 44](444sc) and[Scol. Prop. 60](460sc))._" - }, - { - "id": "4c31", - "type": "", - "text": "XXXI. Superstition, on the other hand, seems to account as good all that brings pain, and as bad all that brings pleasure. However, as we said above _([Scol. Prop. 45](445sc))_, none but the envious take delight in my infirmity and trouble. For the greater the pleasure whereby we are affected, the greater is the perfection whereto we pass, and consequently the more do we partake of the divine nature: no pleasure can ever be evil, which is regulated by a true regard for our advantage. But contrariwise he, who is led by fear and does good only to avoid evil, is not guided by reason." - }, - { - "id": "4c32", - "type": "", - "text": "XXXII. But human power is extremely limited, and is infinitely surpassed by the power of external causes ; we have not, therefore, an absolute power of shaping to our use those things which are without us. Nevertheless, we shall bear with an equal mind all that happens to us in contravention to the claims of our own advantage, so long as we are conscious, that we have done our duty, and that the power which we possess is not sufficient to enable us to protect ourselves completely ; remembering that we are a part of universal nature, and that we follow her order. If we have a clear and distinct understanding of this, that part of our nature which is defined by intelligence, in other words the better part of ourselves, will assuredly acquiesce in what befalls us, and in such acquiescence will endeavour to persist. For, in so far as we are intelligent beings, we cannot desire anything save that which is necessary, nor yield absolute acquiescence to anything, save to that which is true : wherefore, in so far as we have a right understanding of these things, the endeavour of the better part of ourselves is in harmony with the order of nature as a whole." - } - ] - } - ] - }, - { - "index": 5, - "id": "p5", - "title": "_Part V_, OF the Power of the Understanding, _or_ of Human Freedom.", - "enonces": [ - { - "id": "5pr", - "title": "PREFACE", - "text": "AT length I pass to the remaining portion of my Ethics, which is concerned with the way leading to freedom. I shall therefore treat therein of the power of the reason, showing how far the reason can control the emotions, and what is the nature of Mental Freedom or Blessedness ; we shall then be able to see, how much more powerful the wise man is than the ignorant. It is no part of my design to point out the method and means whereby the understanding may be perfected, nor to show the skill whereby the body may be so tended, as to be capable of the due performance of its functions. The latter question lies in the province of Medicine, the former in the province of Logic. Here, therefore, I repeat, I shall treat only of the power of the mind, or of reason ; and I shall mainly show the extent and nature of its dominion over the emotions, for their control and moderation. That we do not possess absolute dominion over them, I have already shown. Yet the Stoics have thought, that the emotions depended absolutely on our will, and that we could absolutely govern them. But these philosophers were compelled, by the protest of experience, not from their own principles, to confess, that no slight practice and zeal is needed to control and moderate them : and this someone endeavoured to illustrate by the example (if I remember rightly) of two dogs, the one a house-dog and the other a hunting-dog. For by long training it could be brought about, that the house-dog should become accustomed to hunt, and the hunting-dog to cease from running after hares. To this opinion Descartes not a little inclines. For he maintained, that the soul or mind is specially united to a particular part of the brain, namely, to that part called the pineal gland, by the aid of which the mind is enabled to feel all the movements which are set going in the body, and also external objects, and which the mind by a simple act of volition can put in motion in various ways. He asserted, that this gland is so suspended in the midst of the brain, that it could be moved by the slightest motion of the animal spirits : further, that this gland is suspended in the midst of the brain in as many different manners, as the animal spirits can impinge thereon ; and, again, that as many different marks are impressed on the said gland, as there are different external objects which impel the animal spirits towards it ; whence it follows, that if the will of the soul suspends the gland in a position, wherein it has already been suspended once before by the animal spirits driven in one way or another, the gland in its turn reacts on the said spirits, driving and determining them to the condition wherein they were, when repulsed before by a similar position of the gland. He further asserted, that every act of mental volition is united in nature to a certain given motion of the gland. For instance, whenever anyone desires to look at a remote object, the act of volition causes the pupil of the eye to dilate, whereas, if the person in question had only thought of the dilatation of the pupil, the mere wish to dilate it would not have brought about the result, inasmuch as the motion of the gland, which serves to impel the animal spirits towards the optic nerve in a way which would dilate or contract the pupil, is not associated in nature with the wish to dilate or contract the pupil, but with the wish to look at remote or very near objects. Lastly, he maintained that, although every motion of the aforesaid gland seems to have been united by nature to one particular thought out of the whole number of our thoughts from the very beginning of our life, yet it can nevertheless become through habituation associated with other thoughts ; this he endeavours to prove in the _Passions del l'Âme_, I. 50. He thence concludes, that there is no soul so weak, that it cannot, under proper direction, acquire absolute power over its passions. For passions as defined by him are _perceptions, or feelings, or disturbances of the soul, which are referred to the soul as species, and which (mark the expression) are produced, preserved, and strengthened through some movement of the spirits. (Passions del l'Ame, I. 27.)_ But, seeing that we can join any motion of the gland, or consequently of the spirits, to any volition, the determination of the will depends entirely on our own powers ; if, therefore, we determine our will with sure and firm decisions in the direction to which we wish our actions to tend, and associate the motions of the passions which we wish to acquire with the said decisions, we shall acquire an absolute dominion over our passions.Such is the doctrine of this illustrious philosopher (in so far as I gather it from his own words) ; it is one which, had it been less ingenious, I could hardly believe to have proceeded from so great a man. Indeed, I am lost in wonder, that a philosopher, who had stoutly asserted, that he would draw no conclusions which do not follow from self-evident premisses, and would affirm nothing which he did not clearly and distinctly perceive, and who had so often taken to task the scholastics for wishing to explain obscurities through occult qualities, could maintain a hypothesis, beside which occult qualities are commonplace. What does he understand, I ask, by the union of the mind and the body? What clear and distinct conception has he got of thought in most intimate union with a certain particle of extended matter? Truly I should like him to explain this union through its proximate cause. What clear and distinct conception has he got of thought in most intimate union with a certain particle of extended matter? What clear and distinct conception has he got of thought in most intimate union with a certain particle of extended matter? But he had so distinct a conception of mind being distinct from body, that he could not assign any particular cause of the union between the two, or of the mind itself, but was obliged to have recourse to the cause of the whole universe, that is to God. Further, I should much like to know, what degree of motion the mind can impart to this pineal gland, and with what force can it hold it suspended? For I am in ignorance, whether this gland can be agitated more slowly or more quickly by the mind than by the animal spirits, and whether the motions of the passions, which we have closely united with firm decisions, cannot be again disjoined therefrom by physical causes ; in which case it would follow that, although the mind firmly intended to face a given danger, and had united to this decision the motions of boldness, yet at the sight of the danger the gland might become suspended in a way, which would preclude the mind thinking of anything except running away. In truth, as there is no common standard of volition and motion, so is there no comparison possible between the powers of the mind and the power or strength of the body ; consequently the strength of one cannot in any wise be determined by the strength of the other. We may also add, that there is no gland discoverable in the midst of the brain, so placed that it can thus easily be set in motion in so many ways, and also that all the nerves are not prolonged so far as the cavities of the brain. Lastly, I omit all the assertions which he makes concerning the will and its freedom, inasmuch as I have abundantly proved that his premisses are false. Therefore, since the power of the mind, as I have shown above, is defined by the understanding only, we shall determine solely by the knowledge of the mind the remedies against the emotions, which I believe all have had experience of, but do not accurately observe or distinctly see, and from the same basis we shall deduce all those conclusions, which have regard to the mind's blessedness.", - "childs": [] - }, - { - "title":"AXIOMS", - "type":"title" - }, - { - "id": "5a1", - "title": "I.", - "text": "If two contrary actions be started in the same subject, a change must necessarily take place, either in both, or in one of the two, and continue until they cease to be contrary.", - "childs": [] - }, - { - "id": "5a2", - "title": "II.", - "text": "The power of an effect is defined by the power of its cause, in so far as its essence is explained or defined by the essence of its cause. \n(This axiom is evident from [Prop. 7](307), p. III).", - "childs": [] - }, - { - "id": "501", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_Even as thoughts and the ideas of things are arranged and associated in the mind, so are the modifications of body or the images of things precisely in the same way arranged and associated in the body._", - "childs": [ - { - "id": "501d", - "type": " Proof.", - "text": "The order and connection of ideas is the same _([Prop. 7](207), p. II)_ as the order and connection of things, and vice versa the order and connection of things is the same _(Coroll. Prop. [6](206c) and [7](207c), p. II)_ as the order and connection of ideas. Wherefore, even as the order and connection of ideas in the mind takes place according to the order and association of modifications of the body _([Prop. 18](218), p. II)_, so _vice versa ([Prop. 2](302), p. III)_ the order and connection of modifications of the body takes place in accordance with the manner, in which thoughts and the ideas of things are arranged and associated in the mind. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "502", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_If we remove a disturbance of the spirit, or emotion, from the thought of an external cause, and unite it to other thoughts then will the love or hatred towards that external cause, and also the vacillations of spirit which arise from these emotions, be destroyed._", - "childs": [ - { - "id": "502d", - "type": " Proof.", - "text": "That, which constitutes the reality of love or hatred, is pleasure or pain, accompanied by the idea of an external cause _(Defin. [6](3ad6) and [7](3ad7)_ of the Emotions)_ ; wherefore, when this cause is removed, the reality of love or hatred is removed with it ; therefore these emotions and those which arise therefrom are destroyed. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "503", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_An emotion, which is a passion, ceases to be a passion, as soon as we form a clear and distinct idea thereof._", - "childs": [ - { - "id": "503d", - "type": " Proof.", - "text": "An emotion, which is a passion, is a confused idea _(by the [general Defin. of the Emotions](3agd))_. If, therefore, we form a clear and distinct idea of a given emotion, that idea will only be distinguished from the emotion, in so far as it is referred to the mind only, by reason _([Prop. 21](221), p. II, and [Scol.](221sc))_ ; therefore ([Prop. 3](303), p. III), the emotion will cease to be a passion. Q.E.D." - }, - { - "id": "503c", - "type": "COROLLARY", - "text": "An emotion therefore becomes more under our control, and the mind is less passive in respect to it, in proportion as it is more known to us." - } - ] - }, - { - "id": "504", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_There is no modification of the body, whereof we cannot form some clear and distinct conception._", - "childs": [ - { - "id": "504d", - "type": "Proof.", - "text": "Properties which are common to all things can only be conceived adequately _([Prop. 38](238), p. II)_ ; therefore _([Prop. 12](212) and [Lem. 2](213l2 after Prop. 13, p. II)_ there is no modification of the body, whereof we cannot form some clear and distinct conception. Q.E.D." - }, - { - "id": "504c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that there is no emotion, whereof we cannot form some clear and distinct conception. For an emotion is the idea of a modification of the body _(by the [general Defin. of the Emotions](3agd))_, and must therefore _(by the [preceding Prop.](504))_ involve some clear and distinct conception." - }, - { - "id": "504sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Seeing that there is nothing which is not followed by an effect _([Prop. 36](136), p. I)_, and that we clearly and distinctly understand whatever follows from an idea, which in us is adequate _([Prop. 40](240), p. II)_, it follows that everyone has the power of clearly and distinctly understanding himself and his emotions, if not absolutely, at any rate in part, and consequently of bringing it about, that he should become less subject to them. To attain this result, therefore, we must chiefly direct our efforts to acquiring, as far as possible, a clear and distinct knowledge of every emotion, in order that the mind may thus, through emotion, be determined to think of those things which it clearly and distinctly perceives, and wherein it fully acquiesces : and thus that the emotion itself may be separated from the thought of an external cause, and may be associated with true thoughts ; whence it will come to pass, not only that love, hatred, &c. ; will be destroyed _([Prop. 2](502))_, but also that the appetites or desires, which are wont to arise from such emotion, will become incapable of being excessive _([Prop. 61](461), p. IV)_. For it must be especially remarked, that the appetite through which a man is said to be active, and that through which he is said to be passive is one and the same. For instance, we have shown that human nature is so constituted, that everyone desires his fellow-men to live after his own fashion _([Coroll. Prop. 31](331c), p. III)_ ; in a man, who is not guided by reason, this appetite is a passion which is called ambition, and does not greatly differ from pride ; whereas in a man, who lives by the dictates of reason, it is an activity or virtue which is called piety _([Scol. 1 Prop. 37](437sc1), p. IV, and [second proof](437a))_. In like manner all appetites or desires are only passions, in so far as they spring from inadequate ideas ; the same results are accredited to virtue, when they are aroused or generated by adequate ideas. For all desires, whereby we are determined to any given action, may arise as much from adequate as from inadequate ideas _([Prop. 59](459), p. IV)_. Than this remedy for the emotions (to return to the point from which I started), which consists in a true knowledge thereof, nothing more excellent, being within our power, can be devised. For the mind has no other power save that of thinking and of forming, adequate ideas, as we have shown above _([Prop. 3](303), p. III)_." - } - ] - }, - { - "id": "505", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_An emotion towards a thing, which we conceive simply, and not as necessary, or as contingent, or as possible, is, other conditions being equal, greater than any other emotion._", - "childs": [ - { - "id": "505d", - "type": " Proof.", - "text": "An emotion towards a thing, which we conceive to be free, is greater than one towards what we conceive to be necessary _([Prop. 49](349), p. III)_, and, consequently, still greater than one towards what we conceive as possible, or contingent _([Prop. 11](411), p. IV)_. But to conceive a thing as free can be nothing else than to conceive it simply, while we are in ignorance of the causes whereby it has been determined to action _([Scol. Prop. 35](235sc), p. II)_ ; therefore, an emotion towards a thing which we conceive simply is, other conditions being equal, greater than one, which we feel towards what is necessary, possible, or contingent, and, consequently, it is the greatest of all. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "506", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_The mind has greater power over the emotions and is less subject thereto, in so far as it understands all things as necessary._", - "childs": [ - { - "id": "506d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind understands all things to be necessary _([Prop. 29](129), p. I)_ and to be determined to existence and operation by an infinite chain of causes _([Prop. 28](128), p. I)_ ; therefore _(by the [foregoing Proposition](505))_, it thus far brings it about, that it is less subject to the emotions arising therefrom, and _([Prop. 48](348), p. III)_ feels less emotion towards the things themselves. Q.E.D." - }, - { - "id": "506sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "The more this knowledge, that things are necessary, is applied to particular things, which we conceive more distinctly and vividly, the greater is the power of the mind over the emotions, as experience also testifies. For we see, that the pain arising from the loss of any good is mitigated, as soon as the man who has lost it perceives, that it could not by any means have been preserved. So also we see that no one pities an infant, because it cannot speak, walk, or reason, or lastly, because it passes so many years, as it were, in unconsciousness. Whereas, if most people were born full-grown and only one here and there as an infant, everyone would pity the infants ; because infancy would not then be looked on as a state natural and necessary, but as a fault or delinquency in Nature ; and we may note several other instances of the same sort." - } - ] - }, - { - "id": "507", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_Emotions which are aroused or spring from reason, if we take account of time, are stronger than those, which are attributable to particular objects that we regard as absent._", - "childs": [ - { - "id": "507d", - "type": " Proof.", - "text": "We do not regard a thing as absent, by reason of the emotion wherewith we conceive it, but by reason of the body, being affected by another emotion excluding the existence of the said thing _([Prop. 17](217), p. II)_. Wherefore, the emotion, which is referred to the thing which we regard as absent, is not of a nature to overcome the rest of a man's activities and power _([Prop. 6](406), p. IV)_, but is, on the contrary, of a nature to be in some sort controlled by the emotions, which exclude the existence of its external cause _([Prop. 9](409), p. IV)_. But an emotion which springs from reason is necessarily referred to the common properties of things _(see the Defin. of reason in [Scol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, which we always regard as present (for there can be nothing to exclude their present existence), and which we always conceive in the same manner _([Prop. 38](238), p. II)_. Wherefore an emotion of this kind always remains the same ; and consequently _([Axiom 1](5a1))_ emotions, which are contrary thereto and are not kept going by their external causes, will be obliged to adapt themselves to it more and more, until they are no longer contrary to it ; to this extent the emotion which springs from reason is more powerful. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "508", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_An emotion is stronger in proportion to the number of simultaneous concurrent causes whereby it is aroused._", - "childs": [ - { - "id": "508d", - "type": " Proof.", - "text": "Many simultaneous causes are more powerful than a few _([Prop. 7](307), p. III)_ : therefore _([Prop. 5](405), p. IV)_, in proportion to the increased number of simultaneous causes whereby it is aroused, an emotion becomes stronger. Q.E.D." - }, - { - "id": "508sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This proposition is also evident from [Axiom](5a2)." - } - ] - }, - { - "id": "509", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_An emotion, which is attributable to many and diverse causes which the mind regards as simultaneous with the emotion itself, is less hurtful, and we are less subject thereto and less affected towards each of its causes, than if it were a different and equally powerful emotion attributable to fewer causes or to a single cause._", - "childs": [ - { - "id": "509d", - "type": " Proof.", - "text": "An emotion is only bad or hurtful, in so far as it hinders the mind from being able to think _(Prop. [26](426) et [27](427), p. IV)_ ; therefore, an emotion, whereby the mind is determined to the contemplation of several things at once, is less hurtful than another equally powerful emotion, which so engrosses the mind in the single contemplation of a few objects or of one, that it is unable to think of anything else ; this was our first point. Again, as the mind's essence, in other words, its power _([Prop. 7](307), p. III)_, consists solely in thought _([Prop. 11](211), p. II)_, the mind is less passive in respect to an emotion, which causes it to think of several things at once, than in regard to an equally strong emotion, which keeps it engrossed in the contemplation of a few or of a single object : this was our second point. Lastly, this emotion _([Prop. 48](348), p. III)_, in so far as it is attributable to several causes, is less powerful in regard to each of them. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "510", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_So long as we are not assailed by emotions contrary to our nature, we have the power of arranging and associating the modifications of our body according to the intellectual order._", - "childs": [ - { - "id": "510d", - "type": " Proof.", - "text": "The emotions, which are contrary to our nature, that is _([Prop. 30](430), p. IV)_, which are bad, are bad in so far as they impede the mind from understanding _([Prop. 27](427), p. IV)_. So long, therefore, as we are not assailed by emotions contrary to our nature, the mind's power, whereby it endeavours to understand things _([Prop. 26](426), p. IV)_, is not impeded, and therefore it is able to form clear and distinct ideas and to deduce them one from another _([Scol. 2 Prop. 40](240sc2) and [Scol. Prop. 47](247sc), p. II)_ ; consequently _([Prop. 1](501))_ we have in such cases the power of arranging and associating the modifications of the body according to the intellectual order. Q.E.D." - }, - { - "id": "510sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "By this power of rightly arranging and associating the bodily modifications we can guard ourselves from being easily affected by evil emotions. For _([Prop. 7](507))_ a greater force is needed for controlling the emotions, when they are arranged and associated according to the intellectual order, than when they are uncertain and unsettled. The best we can do, therefore, so long as we do not possess a perfect knowledge of our emotions, is to frame a system of right conduct, or fixed practical precepts, to commit it to memory, and to apply it forthwith^[_Continuo_. Rendered _constantly_ by Mr. Pollock on the ground that the classical meaning of the word does not suit the context. I venture to think, however, that a tolerable sense may be obtained without doing violence to Spinoza's scholarship.] to the particular circumstances which now and again meet us in life, so that our imagination may become fully imbued therewith, and that it may be always ready to our hand. For instance, we have laid down among the rules of life _([Prop. 46](446), p. IV, and [Scol.](446sc))_, that hatred should be overcome with love or high-mindedness, and not required with hatred in return. Now, that this precept of reason may be always ready to our hand in time of need, we should often think over and reflect upon the wrongs generally committed by men, and in what manner and way they may be best warded off by high-mindedness : we shall thus associate the idea of wrong with the idea of this precept, which accordingly will always be ready for use when a wrong is done to us _([Prop. 18](218), p. II)_. If we keep also in readiness the notion of our true advantage, and of the good which follows from mutual friendships, and common fellowships ; further, if we remember that complete acquiescence is the result of the right way of life _([Prop. 52](452), p. IV)_, and that men, no less than everything else, act by the necessity of their nature : in such case I say the wrong, or the hatred, which commonly arises therefrom, will engross a very small part of our imagination and will be easily overcome ; or, if the anger which springs from a grievous wrong be not overcome easily, it will nevertheless be overcome, though not without a spiritual conflict, far sooner than if we had not thus reflected on the subject beforehand. As is indeed evident from Prop. [6](506), [7](507) and [8](508). We should, in the same way, reflect on courage as a means of overcoming fear ; the ordinary dangers of life should frequently be brought to mind and imagined, together with the means whereby through readiness of resource and strength of mind we can avoid and overcome them. But we must note, that in arranging our thoughts and conceptions we should always bear in mind that which is good in every individual thing _([Coroll. Prop. 63](463c), p. IV, and [Prop. 59](359), p. III)_, in order that we may always be determined to action by an emotion of pleasure. For instance, if a man sees that he is too keen in the pursuit of honour, let him think over its right use, the end for which it should be pursued, and the means whereby he may attain it. Let him not think of its misuse, and its emptiness, and the fickleness of mankind, and the like, whereof no man thinks except through a morbidness of disposition ; with thoughts like these do the most ambitious most torment themselves, when they despair of gaining the distinctions they hanker after, and in thus giving vent to their anger would fain appear wise. Wherefore it is certain that those, who cry out the loudest against the misuse of honour and the vanity of the world, are those who most greedily covet it. This is not peculiar to the ambitious, but is common to all who are ill-used by fortune, and who are infirm in spirit. For a poor man also, who is miserly, will talk incessantly of the misuse of wealth and of the vices of the rich ; whereby he merely torments himself, and shows the world that he is intolerant, not only of his own poverty, but also of other people's riches. So, again, those who have been ill received by a woman they love think of nothing but the inconstancy, treachery, and other stock faults of the fair sex ; all of which they consign to oblivion, directly they are again taken into favour by their sweetheart. Thus he who would govern his emotions and appetite solely by the love of freedom strives, as far as he can, to gain a knowledge of the virtues and their causes, and to fill his spirit with the joy which arises from the true knowledge of them : he will in no wise desire to dwell on men's faults, or to carp at his fellows, or to revel in a false show of freedom. Whosoever will diligently observe and practice these precepts (which indeed are not difficult) will verily, in a short space of time, be able, for the most part, to direct his actions according to the commandments of reason." - } - ] - }, - { - "id": "511", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_In proportion as a mental image is referred to more objects, so is it more frequent, or more often vivid, and occupies the mind more._", - "childs": [ - { - "id": "511d", - "type": " Proof.", - "text": "In proportion as a mental image or an emotion is referred to more objects, so are there more causes whereby it can be aroused and fostered, all of which (by hypothesis) the mind contemplates simultaneously in association with the given emotion ; therefore the emotion is more frequent, or is more often in full vigour, and _([Prop. 8](508))_ occupies the mind more. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "512", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_The mental images of things are more easily associated with the referred to things which we clearly and distinctly understand, than with others._", - "childs": [ - { - "id": "512d", - "type": " Proof.", - "text": "Things, which we clearly and distinctly understand, are either the common properties of things or deductions therefrom _(see definition of Reason, [Scol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, and are consequently _(by the [last Prop.](511))_ more often aroused in us. Wherefore it may more readily happen, that we should contemplate other things in conjunction with these than in conjunction with something else, and consequently _([Prop. 18](218), p. II)_ that the images of the said things should be more often associated with the images of these than with the images of something else. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "513", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_A mental image is more often vivid, in proportion as it is associated with a greater number of other images._", - "childs": [ - { - "id": "513d", - "type": " Proof.", - "text": "In proportion as an image is associated with a greater number of other images, so _([Prop. 18](218) p. II)_ are there more causes whereby it can be aroused. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "514", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_The mind can bring it about, that all bodily modifications or images of things may be referred to the idea of God._", - "childs": [ - { - "id": "514d", - "type": " Proof.", - "text": "There is no modification of the body, whereof the mind may not form some clear and distinct conception _([Prop. 4](504))_ ; wherefore it can bring it about, that they should all be referred to the idea of God _([Prop. 15](115), p. I)_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "515", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_He who clearly and distinctly understands himself and his emotions loves God, and so much the more in proportion as he understands himself and his emotions._", - "childs": [ - { - "id": "515d", - "type": " Proof.", - "text": "He who clearly and distinctly understands himself and his emotions feels pleasure _([Prop. 53](353), p. III)_, and this pleasure is _(by the [last Prop.](514))_ accompanied by the idea of God ; therefore _([Defin. 6](3ad6) of the Emotions)_ such an one loves God, and (for the same reason) so much the more in proportion as he more understands himself and his emotions. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "516", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_This love towards God must hold the chief place in the mind._", - "childs": [ - { - "id": "516d", - "type": " Proof.", - "text": "For this love is associated with all the modifications of the body _([Prop. 14](514))_ and is fostered by them all _([Prop. 15](515))_ ; therefore _([Prop. 11](511))_, it must hold the chief place in the mind. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "517", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_God is without passions, neither is he affected by any emotion of pleasure or pain_.", - "childs": [ - { - "id": "517d", - "type": " Proof.", - "text": "All ideas, in so far as they are referred to God, are true _([Prop. 32](232), p. II)_, that is _([Defin. 4](2d4), p. II)_ adequate ; and therefore _(by the [general Defin. of the Emotions](3agd))_ God is without passions. Again, God cannot pass either to a greater or to a lesser perfection _([Coroll. 2 Prop. 20](120c2), p. I)_ ; therefore _(by Defin. [2](3ad2) and [3](3ad3) of the Emotions), he is not affected by any emotion of pleasure or pain. Q.E.D." - }, - { - "id": "517c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Strictly speaking, God does not love or hate anyone. For God _(by the [foregoing Prop.](517))_ is not affected by any emotion of pleasure or pain, consequently _(Defin. [6](3ad6) and [7](3ad7) of the Emotions)_ he does not love or hate anyone." - } - ] - }, - { - "id": "518", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_No one can hate God._", - "childs": [ - { - "id": "518d", - "type": " Proof.", - "text": "The idea of God which is in us is adequate and perfect _(Prop. [46](246) and [47](247), p. II)_ ; wherefore, in so far as we contemplate God, we are active _([Prop. 3](303), p. III)_ ; consequently _([Prop. 59](359), p. III)_ there can be no pain accompanied by the idea of God, in other words _([Defin. 7](3ad7) of the Emotions)_, no one can hate God. Q.E.D." - }, - { - "id": "518c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Love towards God cannot be turned into hate." - }, - { - "id": "518sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "It may be objected that, as we understand God as the cause of all things, we by that very fact regard God as the cause of pain. But I make answer, that, in so far as we understand the causes of pain, it to that extent _([Prop. 3](503))_ ceases to be a passion, that is, it ceases to be pain _([Prop. 59](359), p. III)_ ; therefore, in so far as we understand God to be the cause of pain, we to that extent feel pleasure." - } - ] - }, - { - "id": "519", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_He, who loves God, cannot endeavour that God should love him in return._", - "childs": [ - { - "id": "519d", - "type": " Proof.", - "text": "For, if a man should so endeavour, he would desire _([Coroll. Prop. 17](517c))_ that God, whom he loves, should not be God, and consequently he would desire to feel pain _([Prop. 19](319), p. III)_ ; which is absurd _([Prop. 28](328), p. III)_. Therefore, he who loves God, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "520", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_This love towards God cannot be stained by the emotion of envy or jealousy : contrariwise, it is the more fostered, in proportion as we conceive a greater number of men to be joined to God by the same bond of love._", - "childs": [ - { - "id": "520d", - "type": " Proof.", - "text": "This love towards God is the highest good which we can seek for under the guidance of reason _([Prop. 28](428), p. IV)_, it is common to all men _([Prop. 36](436), p. IV)_, and we desire that all should rejoice therein _([Prop. 37](437), p. IV)_ ; therefore _([Defin. 23](3ad23) of the Emotions)_, it cannot be stained by the emotion envy nor by, the emotion of jealousy, _([Prop. 18](518) see definition of Jealousy, [Scol. Prop. 35](335sc), p. III)_ ; but, contrariwise, it must needs be the more fostered, in proportion as we conceive a greater number of men to rejoice therein. Q.E.D." - }, - { - "id": "520sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "We can in the same way, show, that there is no emotion directly contrary to this love, whereby this love can be destroyed ; therefore we may conclude, that this love towards God is the most constant of all the emotions, and that, in so far as it is referred to the body, it cannot be destroyed, unless the body be destroyed also. As to its nature, in so far as it is referred to the mind only, we shall presently inquire. \nI have through all the remedies against the emotions, or all that the mind, considered in itself alone, can do against them. Whence it appears that the mind's power over the emotions consists : I. In the actual knowledge of the emotions _([Scol. Prop. 4](504sc))_. II. In the fact that it separates the emotions from the thought of an external cause, which we conceive confusedly _([Prop. 2](502) and [Scol. Prop. 4](504sc))_. III. In the fact, that, in respect to time, the emotions referred to things, which we distinctly understand, surpass those referred to what we conceive in a confused and fragmentary manner _([Prop. 7](507))_. IV. In the number of causes whereby those modifications^[_Affectiones_], are fostered, which have regard to the common properties of things or to God _(Prop. [9](509) and [11](511))_. V. Lastly, in the order wherein the mind can arrange and associate, one with another, its own emotions _([Scol. Prop. 10](510sc) and Prop. [12](512), [13](513) and [14](514))_. But, in order that this power of the mind over the emotions may be better understood, it should be specially observed that the emotions are called by us strong, when we compare the emotion of one man with the emotion of another, and see that one man is more troubled than another by the same emotion ; or when we are comparing the various emotions of the same man one with another, and find that he is more affected or stirred by one emotion than by another. For _([Prop. 5](405), p. IV)_ the strength of every emotion is defined by a comparison of our own power with the power of an external cause. Now the power of the mind is defined by knowledge only, and its infirmity or passion is defined by the privation of knowledge only : it therefore follows, that that mind is most passive, whose greatest part is made up of inadequate ideas, so that it may be characterized more readily by its passive states than by its activities : on the other hand, that mind is most active, whose greatest part is made up of adequate ideas, so that, although it may contain as many inadequate ideas as the former mind, it may yet be more easily characterized by ideas attributable to human virtue, than by ideas which tell of human infirmity. Again, it must be observed, that spiritual unhealthiness ; and misfortunes can generally be traced to excessive love for something which is subject to many variations, and which we can never become masters of. For no one is solicitous or anxious about anything, unless he loves it ; neither do wrongs, suspicions, enmities, &c. ; arise, except in regard to things whereof no one can be really master.We may thus readily conceive the power which clear and distinct knowledge, and especially that third kind of knowledge _([Scol. Prop. 47](247sc), p. II)_, founded on the actual knowledge of God, possesses over the emotions : if it does not absolutely destroy them, in so far as they are passions _([Prop. 3](503) and [Scol. Prop. 4](504sc))_ ; at any rate, it causes them to occupy a very small part of the mind _([Prop. 14](514))_. Further, it begets a love towards a thing immutable and eternal _([Prop. 15](515))_, whereof we may really enter into possession _([Prop. 45](245), p. II)_ ; neither can it be defiled with those faults which are inherent in ordinary love ; but it may grow from strength to strength, and may engross the greater part of the mind, and deeply penetrate it. And now I have finished with all that concerns this present life : for, as I said in the beginning of this note, I have briefly described all the remedies against the emotions. And this everyone may readily have seen for himself, if he has attended to what is advanced in the present note, and also to the definitions of the mind and its emotions, and, lastly, to Propositions [1](301) and [3](303) of Part III. It is now, therefore, time to pass on to those matters, which appertain to the duration of the mind, without relation to the body." - } - ] - }, - { - "id": "521", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_The mind can only imagine anything, or remember what is past, while the body endures._", - "childs": [ - { - "id": "521d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind does not express the actual existence of its body, nor does it imagine the modifications of the body as actual, except while the body endures _([Coroll. Prop. 8](208c), p. II)_ ; and, consequently _([Prop. 26](226), p. II)_, it does not imagine any body as actually existing, except while its own body endures. Thus it cannot imagine anything _(for definition of Imagination, see [Scol. Prop. 17](217sc), p. II)_, or remember things past, except while the body endures _(see definition of Memory, [Scol. Prop. 18](218sc), p. II)_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "522", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_Nevertheless in God there is necessarily an idea, which expresses the essence of this or that human body under the form of eternity._", - "childs": [ - { - "id": "522d", - "type": " Proof.", - "text": "God is the cause, not only of the existence of this or that human body, but also of its essence _([Prop. 25](125), p. I)_. This essence, therefore, must necessarily be conceived through the very essence of God _([Axiom 4](1a4), p. I)_, and be thus conceived by a certain eternal necessity _([Prop. 16](116), p. I)_ ; and this conception. must necessarily exist in God _([Prop. 3](203), p. II)_. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "523", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_The human mind cannot be absolutely destroyed with the body, but there remains of it something which is eternal._", - "childs": [ - { - "id": "523d", - "type": " Proof.", - "text": "There is necessarily in God a concept or idea, which expresses the essence of the human body _([last Prop.](522))_, which, therefore, is necessarily something appertaining to the essence of the human mind _([Prop. 13](213), p. II)_. But we have not assigned to the human mind any, duration, definable by time, except in so far as it expresses the actual existence of the body, which is explained through duration, and may be defined by time - €”that is _([Coroll. Prop. 8](208c), p. II)_, we do not assign to it duration, except while the body endures. Yet, as there is something, notwithstanding, which is conceived by a certain eternal necessity through the very essence of God ([last Prop.](522)) ; this something, which appertains to the essence of the mind, will necessarily be eternal. Q.E.D." - }, - { - "id": "523sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "This idea, which expresses the essence of the body under the form of eternity, is, as we have said, a certain mode of thinking, which belongs to the essence of the mind, and is necessarily eternal. Yet it is not possible that we should remember that we existed before our body, for our body can bear no trace of such existence, neither can eternity be defined in terms of time, or have any relation to time. But, notwithstanding, we feel and know that we are eternal. For the mind feels those things that it conceives by understanding, no less than those things that it remembers. For the eyes of the mind, whereby it sees and observes things, are none other than proofs. Thus, although we do not remember that we existed before the body, yet we feel that our mind, in so far as it involves the essence of the body, under the form of eternity, is eternal, and that thus its existence cannot be defined in terms of time, or explained through duration. Thus our mind can only be said to endure, and its existence can only be defined by a fixed time, in so far as it involves the actual existence of the body. Thus far only has it the power of determining the existence of things by time, and conceiving them under the category of duration." - } - ] - }, - { - "id": "524", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_The more we understand particular things, the more do we understand God._", - "childs": [ - { - "id": "524d", - "type": " Proof.", - "text": "This is evident from [Coroll. Prop. 25](125c), Part I." - } - ] - }, - { - "id": "525", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "_The highest endeavour of the mind, and the highest virtue is to understand things by the third kind of knowledge._", - "childs": [ - { - "id": "525d", - "type": " Proof.", - "text": "The third kind of knowledge proceeds from an adequate idea of certain attributes of God to an adequate knowledge of the essence of things _(see its definition [Scol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_ ; and, in proportion as we understand things more in this way, we better understand God (by the [last Prop.](524)) ; therefore _([Prop. 28](428), p. IV)_ the highest virtue of the mind, that is _([Defin. 8](4d8), p. IV)_ the power, or nature, or _([Prop. 7](307), p. III)_ highest endeavour of the mind, is to understand things by the third kind of knowledge. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "526", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_In proportion as the mind is more capable of understanding things by the third kind of knowledge, it desires more to understand things by that kind._", - "childs": [ - { - "id": "526d", - "type": " Proof.", - "text": "This is evident. For, in so far as we conceive the mind to be capable of conceiving things by this kind of knowledge, we, to that extent, conceive it as determined thus to conceive things ; and consequently _([Defin. 1](3ad1) of the Emotions)_, the mind desires so to do, in proportion as it is more capable thereof. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "527", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_From this third kind of knowledge arises the highest possible mental acquiescence._", - "childs": [ - { - "id": "527d", - "type": " Proof.", - "text": "The highest virtue of the mind is to know God _([Prop. 28](428), p. IV)_, or to understand things by the third kind of knowledge _([Prop. 25](525))_, and this virtue is greater in proportion as the mind knows things more by the said kind of knowledge _([Prop. 24](524))_ : consequently, he who knows things by this kind of knowledge passes to the summit of human perfection, and is therefore _([Defin. 2](3ad2) of the Emotions)_ affected by the highest pleasure, _([Prop. 43](243), p. II)_ such pleasure being accompanied by the idea of himself and his own virtue ; thus _([Defin. 25](3ad25) of the Emotions)_, from this kind of knowledge arises the highest possible acquiescence. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "528", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_The endeavour or desire to know things by the third kind of knowledge cannot arise from the first, but from the second kind of knowledge._", - "childs": [ - { - "id": "528d", - "type": " Proof.", - "text": "This proposition is self-evident. For whatsoever we understand clearly and distinct we understand either through itself, or through that which is conceived through itself ; that is, ideas which are clear and distinct in us, or which are referred to the third kind of knowledge _([Scol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_ cannot follow from ideas that are fragmentary, and confused, and are referred to knowledge of the first kind, but must follow from adequate ideas, or ideas of the second and third kind of knowledge _(by the [same Scol.](240sc2))_ ; therefore _([Defin. 1](3ad1) of the Emotions)_, the desire of knowing things by the third kind of knowledge cannot arise from the first, but from the second kind. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "529", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_Whatsoever the mind understands under the form of eternity, it does not understand by virtue of conceiving the present actual existence of the body, but by virtue of conceiving the essence of the body under the form of eternity._", - "childs": [ - { - "id": "529d", - "type": " Proof.", - "text": "In so far as the mind conceives the present existence of its body, it to that extent conceives duration which can be determined by time, and to that extent only, has it the power of conceiving things in relation to time _([Prop. 21](521) and [Prop. 26](226), p. II)_. But eternity cannot be explained in terms of duration ([Defin. 8](1d8), p. I and [explanation](1d8e)). Therefore to this extent the mind has not the power of conceiving things under the form of eternity, but it possesses such power, because it is of the nature of reason to conceive things under the form of eternity _([Coroll. 2 Prop. 44](244c2), p. II)_, and also because it is of the nature of the mind to conceive the essence of the body under the form of eternity _([Prop. 23](523))_, for besides these two there is nothing which belongs to the essence of mind _([Prop. 13](213), p. II)_. Therefore this power of conceiving things under the form of eternity only belongs to the mind in virtue of the mind's conceiving the essence of the body under the form of eternity. Q.E.D." - }, - { - "id": "529sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Things are conceived by us as actual in two ways ; either as existing in relation to a given time and place, or as contained in God and following from the necessity of the divine nature. Whatsoever we conceive in this second way as true or real, we conceive under the form of eternity, and their ideas involve the eternal and infinite essence of God, as we showed in [Proposition 45](245), Part II and [Scol.](245sc), which see." - } - ] - }, - { - "id": "530", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_Our mind, in so far as it knows itself and the body under the form of eternity, has to that extent necessarily a knowledge of God, and knows that it is in God, and is conceived through God._", - "childs": [ - { - "id": "530d", - "type": " Proof.", - "text": "Eternity is the very essence of God, in so far as this involves necessary existence _([Defin. 8](1d8), p. I)_. Therefore to conceive things under the form of eternity, is to conceive things in so far as they are conceived through thp essence of God as real entities, or in so far as they involve existence through the essence of God ; wherefore our mind, in so far as it conceives itself and the body under the form of eternity, has to that extent necessarily a knowledge of God, and knows, &c. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "531", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_The third kind of knowledge depends on the mind, as its formal cause, in so far as the mind itself is eternal._", - "childs": [ - { - "id": "531d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind does not conceive anything under the form of eternity, except in so far as it conceives its own body under the form of eternity _([Prop. 29](529))_ ; that is, except in so far as it is eternal _(Prop. [21](521) et [23](523))_ ; therefore (by the [last Prop.](530)), in so far as it is eternal, it possesses the knowledge of God, which knowledge is necessarily adequate _([Prop. 46](246), p. II)_ ; hence the mind, in so far as it is eternal, is capable of knowing everything which can follow from this given knowledge of God _([Prop. 40](240), p. II)_, in other words, of knowing things by the third kind of knowledge (see Def. in [Scol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II), whereof accordingly the mind _([Defin. 1](3d1), p. III)_, in so far as it is eternal, is the adequate or formal cause of such knowledge. Q.E.D." - }, - { - "id": "531sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "In proportion, therefore, as a man is more potent in this kind of knowledge, he will be more completely conscious of himself and of God ; in other words, he will be more perfect and blessed, as will appear more clearly in the sequel. But we must here observe that, although we are already certain that the mind is eternal, in so far as it conceives things under the form of eternity, yet, in order that what we wish to show may be more readily explained and better understood, we will consider the mind itself, as though it had just begun to exist and to understand things under the form of eternity, as indeed we have done hitherto ; this we may do without any danger of error, so long as we are careful not to draw any conclusion, unless our premisses are plain." - } - ] - }, - { - "id": "532", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_Whatsoever we understand by the is accompanied by the idea of God as cause._", - "childs": [ - { - "id": "532d", - "type": " Proof.", - "text": "From this kind of knowledge arises the highest possible mental acquiescence _([Prop. 27](527))_, that is _([Defin. 25](3ad25) of the Emotions)_, pleasure, and this acquiescence is accompanied by the idea of the mind itself (V. xxvii.), and consequently _([Prop. 30](530))_ the idea also of God as cause. Q.E.D." - }, - { - "id": "532c", - "type": "COROLLARY", - "text": "From the third kind of knowledge necessarily arises the intellectual love of God. From this kind of knowledge arises _(by the [last Prop.](532))_ pleasure accompanied by the idea of God as cause, that is _([Defin. 6](3ad6) of the Emotions)_, the love of God ; not in so far as we imagine him as present _([Prop. 29](529))_, but in so far as we understand him to be eternal ; this is what I call the intellectual love of God." - } - ] - }, - { - "id": "533", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_The intellectual love of God, which arises from the third kind of knowledge, is eternal._", - "childs": [ - { - "id": "533d", - "type": " Proof.", - "text": "The third kind of knowledge is eternal ([Prop. 31](531) and [Axiom 3](1a3), p. I) ; therefore (by the same [Axiom](1a3)) the love which arises therefrom is also necessarily eternal. Q.E.D." - }, - { - "id": "533sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Although this love towards God has (by the [foregoing Prop.](533)) no beginning, it yet possesses all the perfections of love, just as though it had arisen as we feigned in the [Coroll. of the last Prop.](532c). Nor is there here any difference, except that the mind possesses as eternal those same perfections which we feigned to accrue to it, and they are accompanied by the idea of God as eternal cause. If pleasure consists in the transition to a greater perfection, assuredly blessedness must consist in the mind being endowed with perfection itself." - } - ] - }, - { - "id": "534", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_The mind is, only while the body endures, subject to those emotions which are attributable to passions._", - "childs": [ - { - "id": "534d", - "type": " Proof.", - "text": "Imagination is the idea wherewith the mind contemplates a thing as present _([Scol. Prop. 17](217sc), p. II)_ ; yet this idea indicates rather the present disposition of the human body than the nature of the external thing _([Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_. Therefore emotion (see [general Defin.](3agd) of the Emotions) is imagination, in so far as it indicates the present disposition of the body ; therefore _([Prop. 21](521))_ the mind is, only while the body endures, subject to emotions which are attributable to passions. Q.E.D." - }, - { - "id": "534c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that no love save intellectual love is eternal." - }, - { - "id": "534sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "If we look to men's general opinion, we shall see that they are indeed conscious of the eternity of their mind, but that they confuse eternity with duration, and ascribe it to the imagination or the memory which they believe to remain after death." - } - ] - }, - { - "id": "535", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_God loves himself with an infinite intellectual love._", - "childs": [ - { - "id": "535d", - "type": " Proof.", - "text": "God is absolutely infinite _([Defin. 6](1d6), p. I)_, that is _([Defin. 6](2d6), p. II)_, the nature of God rejoices in infinite perfection ; and such rejoicing is _([Prop. 3](203), p. II)_ accompanied by the idea of himself, that is _([Prop. 11](111) and [Defin. 1](1d1), p. I)_, the idea of his own cause: now this is what we have _([Coroll. Prop. 32](532c))_ described as intellectual love. Q.E.D." - } - ] - }, - { - "id": "536", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_The intellectual love of the mind towards God is that very love of God whereby God loves himself, not in so far as he is infinite, but in so far as he can be explained through the essence of the human mind regarded under the form of eternity ; in other words, the intellectual love of the mind towards God is part of the infinite love wherewith God loves himself._", - "childs": [ - { - "id": "536d", - "type": " Proof.", - "text": "This love of the mind must be referred to the activities of the mind _([Coroll. Prop. 32](532c) and [Prop. 3](303), p. III)_ ; it is itself, indeed, an activity whereby the mind regards itself accompanied by the idea of God as cause _([Prop. 32](532) and [Coroll.](532c))_ ; that is _([Coroll. Prop. 25](125c), p. I, and [Coroll. Prop. 11](211c), p. II)_, an activity whereby God, in so far as he can be explained through the human mind, regards himself accompanied by the idea of himself ; therefore (by the [last Prop.](535)), this love of the mind is part of the infinite love wherewith God loves himself. Q.E.D." - }, - { - "id": "536c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that God, in so far as he loves himself, loves man, and, consequently, that the love of God towards men, and the intellectual love of the mind towards God are identical." - }, - { - "id": "536sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "From what has been said we clearly understand, wherein our salvation, or blessedness, or freedom, consists: namely, in the constant and eternal love towards God, or in God's love towards men. This love or blessedness is, in the Bible, called Glory and not undeservedly. For whether this love be referred to God or to the mind, it may rightly be called acquiescence of spirit, which _(Defin. [25](3ad25) and [30](3ad30) of the Emotions)_ is not really distinguished from glory. In so far as it is referred to God, it is _([Prop. 35](535))_ pleasure, if we may still use that term, accompanied by the idea of itself, and, in so far as it is referred to the mind, it is the same _([Prop. 27](527))_. Again, since the essence of our mind consists solely in knowledge, whereof the beginning and the foundation is God _([Prop. 15](115), p. I, and [Scol. Prop. 47](247sc), p. II)_, it becomes clear to us, in what manner and way our mind, as to its essence and existence, follows from the divine nature and constantly depends on God. I have thought it worth while here to call attention to this, in order to show by this example how the knowledge of particular things, which I have called intuitive or of the third kind _([Scol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, is potent, and more powerful than the universal knowledge, which I have styled knowledge of the second kind. For, although in Part I showed in general terms, that all things (and consequently, also, the human mind) depend as to their essence and existence on God, yet that demonstration, though legitimate and placed beyond the chances of doubt, does not affect our mind so much, as when the same conclusion is derived from the actual essence of some particular thing, which we say depends on God." - } - ] - }, - { - "id": "537", - "title": "PROPOSITION 37", - "text": "_There is nothing in nature, which is contrary to this intellectual love, or which can take it away._", - "childs": [ - { - "id": "537d", - "type": " Proof.", - "text": "This intellectual love follows necessarily from the nature of the mind, in so far as the latter is regarded through the nature of God as an eternal truth _(Prop. [33](533) and [29](529))_. If, therefore, there should be anything which would be contrary to this love, that thing would be contrary to that which is true ; consequently, that, which should be able to take away this love, would cause that which is true to be false ; an obvious absurdity. Therefore there is nothing in nature which, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "537sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "The [Axiom](4a) of Part IV. has reference to particular things, in so far as they are regarded in relation to a given time and place : of this, I think, no one can doubt." - } - ] - }, - { - "id": "538", - "title": "PROPOSITION 38", - "text": "_In proportion as the mind understands more things by the second and third kind of knowledge, it is less subject to those emotions which are evil, and stands in less fear of death._", - "childs": [ - { - "id": "538d", - "type": " Proof.", - "text": "The mind's essence consists in knowledge _([Prop. 11](211), p. II)_ ; therefore, in proportion as the mind understands more things by the second and third kinds of knowledge, the greater will be the part of it that endures _(Prop. [23](523) and [29](529))_, and, consequently (by the [last Prop.](537)), the greater will be the part that is not touched by the emotions, which are contrary to our nature, or in other words, evil _([Prop. 30](430), p. IV)_. Thus, in proportion as the mind understands more things by the second and third kinds of knowledge, the greater will be the part of it, that remains unimpaired, and, consequently, less subject to emotions, &c. Q.E.D." - }, - { - "id": "538sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hence we understand that point which I touched on in [Scol. Prop. 39](439sc), Part IV, and which I promised to explain in this Part ; namely, that death becomes less hurtful, in proportion as the mind's clear and distinct knowledge is greater, and, consequently, in proportion as the mind loves God more. Again, since from the third kind of knowledge arises the highest possible acquiescence _([Prop. 27](527))_, it follows that the human mind can attain to being of such a nature, that the part thereof which we have shown to perish with the body _([Prop. 21](521))_ should be of little importance when compared with the part which endures. But I will soon treat of the subject at greater length." - } - ] - }, - { - "id": "539", - "title": "PROPOSITION 39", - "text": "_He, who possesses a body capable of the greatest number of activities, possesses a mind whereof the greatest part is eternal._", - "childs": [ - { - "id": "539d", - "type": " Proof.", - "text": "He, who possesses a body capable of the greatest number of activities, is least agitated by those emotions which are evil _([Prop. 38](438), p. IV)_ that is _([Prop. 30](430), p. IV)_, by those emotions which are contrary to our nature ; therefore _([Prop. 10](510))_, he possesses the power of arranging and associating the modifications of the body according to the intellectual order, and, consequently, of bringing it about,_([Prop. 14](514))_ that all the modifications of the body should be referred to the idea of God ; whence it will come to pass that _([Prop. 15](515))_ he will be affected with love towards God, which _([Prop. 16](516))_ must occupy or constitute the chief part of the mind ; therefore _([Prop. 33](533))_, such a man will possess a mind whereof the chief part is eternal. Q.E.D." - }, - { - "id": "539sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Since human bodies are capable of the greatest number of activities, there is no doubt but that they may be of such a nature, that they may be referred to minds possessing a great knowledge of themselves and of God, and whereof the greatest or chief part is eternal, and, therefore, that they should scarcely fear death. But, in order that this may be understood more clearly, we must here call to mind, that we live in a state of perpetual variation, and, according as we are changed for the better or the worse, we are called happy or unhappy.For he, who, from being an infant or a child, becomes a corpse, is called unhappy ; whereas it is set down to happiness, if we have been able to live through the whole period of life with a sound mind in a sound body. And, in reality, he, who, as in the case of an infant or a child, has a body capable of very few activities, and depending, for the most part, on external causes, has a mind which, considered in itself alone, is scarcely conscious of itself, or of God, or of things ; whereas, he, who has a body capable of very many activities, has a mind which, considered in itself alone, is highly conscious of itself, of God, and of things. In this life, therefore, we primarily endeavour to bring it about, that the body of a child, in so far as its nature allows and conduces thereto, may be changed into something else capable of very many activities, and referable to a mind which is highly conscious of itself, of God, and of things ; and we desire so to change it, that what is referred to its imagination and memory may become insignificant, in comparison with its intellect, as I have already said in the [Scol. Prop. 38](538sc)." - } - ] - }, - { - "id": "540", - "title": "PROPOSITION 40", - "text": "_In proportion as each thing possesses more of perfection, so is it more active, and less passive ; and, vice versa, in proportion as it is more active, so is it more perfect._", - "childs": [ - { - "id": "540d", - "type": " Proof.", - "text": "In proportion as each thing is more perfect, it possesses more of reality _([Defin. 6](2d6), p. II)_, and, consequently _([Prop. 3](303), p. III and [Scol.](303sc))_, it is to that extent more active and less passive. This demonstration may be reversed, and thus prove that, in proportion as a thing is more active, so is it more perfect. Q.E.D." - }, - { - "id": "540c", - "type": "COROLLARY", - "text": "Hence it follows that the part of the mind which endures, be it great or small, is more perfect than the rest. For the eternal part of the mind _(Prop. [23](523) and [29](529))_ the understanding, through which alone we are said to act _([Prop. 3](303), p. III)_ ; the part which we have shown to perish is the imagination _([Prop. 21](521))_, through which only we are said to be passive _([Prop. 3](303), p. III and [general Defin. of the Emotions](3agd))_ ; therefore, _(by the [foregoing Prop.](540))_the former, be it great or small, is more perfect than the latter." - }, - { - "id": "540sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Such are the doctrines which I had purposed to set forth concerning the mind, in so far as it is regarded without relation to the body ; whence, as also from [Prop. 21](121), Part I and other places, it is plain that our mind, in so far as it understands, is an eternal mode of thinking, which is determined by another eternal mode of thinking, and this other by a third, and so on to infinity ; so that all taken together at once constitute the eternal and infinite intellect of God." - } - ] - }, - { - "id": "541", - "title": "PROPOSITION 41", - "text": "_Even if we did not know that our mind is eternal, we should still consider as of primary importance piety and religion, and generally all things which, in Part IV, we showed to be attributable to courage and high-mindedness._", - "childs": [ - { - "id": "541d", - "type": " Proof.", - "text": "The first and only, foundation of virtue, or the rule of right living is _([Coroll. Prop. 22](422c) and [Prop. 24](424), p. IV)_ seeking one's own true interest. Now, while we determined what reason prescribes as useful, we took no account of the mind's eternity, which has only become known to us in this Fifth Part. Although we were ignorant at that time that the mind is eternal, we nevertheless stated that the qualities attributable to courage and high-mindedness are of primary importance. Therefore, even if we were still ignorant of this doctrine, we should yet put the aforesaid precepts of reason in the first place. Q.E.D." - }, - { - "id": "541sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "The general belief of the multitude seems to be different. Most people seem to believe that they are free, in so far as they may obey their lusts, and that they cede their rights, in so far as they are bound to live according to the commandments of the divine law. They therefore believe that piety, religion, and, generally, all things attributable to firmness of mind, are burdens, which, after death, they hope to lay aside, and to receive the reward for their bondage, that is, for their piety, and religion ; it is not only by this hope, but also, and chiefly, by the fear of being horribly punished after death, that they are induced to live according to the divine commandments, so far as their feeble and infirm spirit will carry them.If men had not this hope and this fear, but believed that the mind perishes with the body, and that no hope of prolonged life remains for the wretches who are broken down with the burden of piety, they would return to their own inclinations, controlling everything in accordance with their lusts, and desiring to obey fortune rather than themselves. Such a course appears to me not less absurd than if a man, because he does not believe that he can by wholesome food sustain his body for ever, should wish to cram himself with poisons and deadly fare ; or if, because he sees that the mind is not eternal or immortal, he should prefer to be out of his mind altogether, and to live without the use of reason ; these ideas are so absurd as to be scarcely worth refuting." - } - ] - }, - { - "id": "542", - "title": "PROPOSITION 42", - "text": "_Blessedness is not the reward of virtue, but virtue itself ; neither do we rejoice therein, because we control our lusts, but, contrariwise, because we rejoice therein, we are able to control our lusts._", - "childs": [ - { - "id": "542d", - "type": " Proof.", - "text": "Blessedness consists in love towards God _([Prop. 36](536) and [Scol.](536sc))_, which love springs from the third kind of knowledge _([Coroll. Prop. 32](532c))_ ; therefore this love _(Prop. [59](359) and [3](303), p. III)_ must be referred to the mind, in so far as the latter is active ; therefore _([Defin. 8](4d8), p. IV)_ it is virtue itself. This was our first point. Again, in proportion as the mind rejoices more in this divine love or blessedness, so does it the more understand _([Prop. 32](532))_ ; that is _([Coroll. Prop. 3](503c))_, so much the more power has it over the emotions, and _([Prop. 38](538))_ so much the less is it subject to those emotions which are evil ; therefore, in proportion as the mind rejoices in this divine love or blessedness, so has it the power of controlling lusts. And, since human power in controlling the emotions consists solely in the understanding, it follows that no one rejoices in blessedness, because he has controlled his lusts, but, contrariwise, his power of controlling his lusts arises from this blessedness itself. Q.E.D." - }, - { - "id": "542sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "I have thus completed all I wished to set forth touching the mind's power over the emotions and the mind's freedom. Whence it appears, how potent is the wise man, and how much he surpasses the ignorant man, who is driven only by his lusts. For the ignorant man is not only distracted in various ways by external causes without ever gaining, the true acquiescence of his spirit, but moreover lives, as it were unwitting of himself, and of God, and of things, and as soon as he ceases to suffer, ceases also to be. Whereas the wise man, in so far as he is regarded as such, is scarcely at all disturbed in spirit, but, being conscious of himself, and of God, and of things, by a certain eternal necessity, never ceases to be, but always possesses true acquiescence of his spirit. If the way which I have pointed out as leading to this result seems exceedingly hard, it may nevertheless be discovered. Needs must it be hard, since it is so seldom found. How would it be possible, if salvation were ready to our hand, and could without great labour be found, that it should be by almost all men neglected? But all things excellent are as difficult as they are rare." - } - ] - }, - { - "title":"_THE END._", - "type":"title" - } - ] - } -] +[ + { + "index":0, + "id":"intro", + "text": "ETHICS \nDemonstrated in Geometrical Order \n_AND_ \n_divided into five Parts_ \n_which treat of,_" + }, + { + "index": 1, + "id": "p1", + "title": "_Part I._ CONCERNING GOD.", + "enonces": [ + { + "title":"DEFINITIONS", + "type":"title" + }, + { + "id": "1d1", + "title": "I.", + "text": "By that which is self-caused, I mean that of which the essence involves existence, or that of which the nature is only conceivable as existent.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d2", + "title": "II.", + "text": "A thing is called finite after its kind, when it can be limited by another thing of the same nature ; for instance, a body is called finite because we always conceive another greater body. So, also, a thought is limited by another thought, but a body is not limited by thought, nor a thought by body.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d3", + "title": "III.", + "text": "By substance, I mean that which is in itself, and is conceived through itself: in other words, that of which a conception can be formed independently of any other conception.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d4", + "title": "IV.", + "text": "By attribute, I mean that which the intellect perceives as constituting the essence of substance.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d5", + "title": "V.", + "text": "By mode, I mean the modifications^[_Affectiones_] of substance, or that which exists in, and is conceived through, something other than itself.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d6", + "title": "VI.", + "text": "By God, I mean a being absolutely infinite-that is, a substance consisting in infinite attributes, of which each expresses eternal and infinite essentiality.", + "childs": [ + { + "id": "1d6e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "I say absolutely infinite, not infinite after its kind: for, of a thing infinite only after its kind, infinite attributes may be denied ; but that which is absolutely infinite, contains in its essence whatever expresses reality, and involves no negation." + } + ] + }, + { + "id": "1d7", + "title": "VII.", + "text": "That thing is called free, which exists solely by the necessity of its own nature, and of which the action is determined by itself alone. On the other hand, that thing is necessary, or rather constrained, which is determined by something external to itself to a fixed and definite method of existence or action.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d8", + "title": "VIII.", + "text": "By eternity, I mean existence itself, in so far as it is conceived necessarily to follow solely from the definition of that which is eternal.", + "childs": [ + { + "id": "1d8e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Existence of this kind is conceived as an eternal truth, like the essence of a thing, and, therefore, cannot be explained by means of continuance or time, though continuance may be conceived without a beginning or end." + } + ] + }, + { + "title":"AXIOMS", + "type":"title" + }, + { + "id": "1a1", + "title": "I.", + "text": "Everything which exists, exists either in itself or in something else.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a2", + "title": "II.", + "text": "That which cannot be conceived through anything else must be conceived through itself.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a3", + "title": "III.", + "text": "From a given definite cause an effect necessarily follows ; and, on the other hand, if no definite cause be granted, it is impossible that an effect can follow.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a4", + "title": "IV.", + "text": "The knowledge of an effect depends on and involves the knowledge of a cause.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a5", + "title": "V.", + "text": "Things which have nothing in common cannot be understood, the one by means of the other ; the conception of one does not involve the conception of the other.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a6", + "title": "VI.", + "text": "A true idea must correspond with its ideate or object.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a7", + "title": "VII.", + "text": "If a thing can be conceived as non-existing, its essence does not involve existence.", + "childs": [] + }, + { + "id": "101", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_Substance is by nature prior to its modifications._", + "childs": [ + { + "id": "101d", + "type": " PROOF", + "text": "This is clear from Definitions _[3](1d3)_ and _[5](1d5)_." + } + ] + }, + { + "id": "102", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_Two substances whose attributes are different, have nothing in common._", + "childs": [ + { + "id": "102d", + "type": " PROOF", + "text": "Also evident from _[Defin. 3](1d3)_. For each must exist in itself, and be conceived through itself ; in other words, the conception of one does not imply the conception of the other." + } + ] + }, + { + "id": "103", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_Things which have nothing in common cannot be one the cause of the other._", + "childs": [ + { + "id": "103d", + "type": " PROOF", + "text": "If they have nothing in common, it follows that one cannot be apprehended by means of the other _([Axiom 5](1a5))_, and, therefore, one cannot be the cause of the other _([Axiom 4](1a4))_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "104", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_Two or more distinct things are distinguished one from the other, either by the difference of the attributes of the substances, or by the difference of their modifications._", + "childs": [ + { + "id": "104d", + "type": " PROOF", + "text": "Everything which exists, exists either in itself or in something else _(by [Axiom 1](1a1))_, - that is _(by Defin. [3](1d3) and [5](1d5))_, nothing is granted in addition to the understanding, except substance and its modifications. Nothing is, therefore, given besides the understanding, by which several things may be distinguished one from the other, except the substances, or, in other words _(see [Defin. 4](1d4))_, their attributes and modifications. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "105", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_There cannot exist in the universe two or more substances having the same nature or attribute._", + "childs": [ + { + "id": "105d", + "type": " PROOF", + "text": "If several distinct substances be granted, they must be distinguished one from the other, either by the difference of their attributes, or by the difference of their modifications _(by the last [Prop.](104))_. If only by the difference of their attributes, it will be granted that there cannot be more than one with an identical attribute. If by the difference of their modifications - as substance is naturally prior to its modifications _([Prop. 1](101))_, - it follows that setting the modifications aside, and considering substance in itself, that is truly, _([Defin. 3](1d3) and [Axiom 6](1a6))_, there cannot be conceived one substance different from another, - that is _(by the last [Prop.](104))_, there cannot be granted several substances, but one substance only. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "106", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_One substance cannot be produced by another substance._", + "childs": [ + { + "id": "106d", + "type": " PROOF", + "text": "It is impossible that there should be in the universe two substances with an identical attribute _(by the last [Prop.](105))_, i. e., which have anything common to them both _([Prop. 2](102))_, and, therefore _([Prop. 3](103))_, one cannot be the cause of another, neither can one be produced by the other. Q.E.D." + }, + { + "id": "106c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that a substance cannot be produced by anything external to itself. For in the universe nothing is granted, save substances and their modifications _(as appears from [Axiom 1](1a1) and Defin. [3](1d3) and [5](1d5))_. Now _(by the last [Prop.](106))_ substance cannot be produced by another substance, therefore it cannot be produced by anything external itself. Q. E. D." + }, + { + "id": "106a", + "type": "_Another proof_", + "text": "This is shown still more readily by the absurdity of the contradictory. For, if substance be produced by an external cause, the knowledge of it would depend on the knowledge of its cause _([Axiom 4](1a4))_, and _([Defin. 3](1d3))_ it would itself not be substance." + } + ] + }, + { + "id": "107", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_Existence belongs to the nature of substance._", + "childs": [ + { + "id": "107d", + "type": " PROOF", + "text": "Substance cannot be produced by anything external _([Corollary, Prop. 6](106c))_, it must, therefore, be its own cause - that is, its essence necessarily involves existence, or existence belongs to its nature. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "108", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_Every substance is necessarily infinite._", + "childs": [ + { + "id": "108d", + "type": " PROOF", + "text": "There can be only one substance with an identical attribute _([Prop. 5](105))_, and existence follows from its nature _([Prop. 7](107))_ ; its nature, therefore, involves existence, either as finite or infinite. It does not exist as finite, for _(by [Defin. 2](1d2))_ it would then be limited by something else of the same kind, which would also necessarily exist _([Prop. 7](107))_ ; and there would be two substances with an identical attribute, which is absurd _([Prop. 5](105))_. It therefore exists as infinite. Q.E.D." + }, + { + "id": "108sc1", + "type": "NOTE 1", + "text": "As finite existence involves a partial negation, and infinite existence is the absolute affirmation of the given nature, it follows _(solely from [Prop. 7](107))_ that every substance is necessarily infinite." + }, + { + "id": "108sc2", + "type": "NOTE 2", + "text": "No doubt it will be difficult for those who think about things loosely, and have not been accustomed to know them by their primary causes, to comprehend the demonstration of _[Prop. 7](107d)_ : for such persons make no distinction between the modifications of substances and the substances themselves, and are ignorant of the manner in which things are produced ; hence they attribute to substances the beginning which they observe in natural objects. Those who are ignorant of true causes, make complete confusion - think that trees might talk just as well as men - that men might be formed from stones as well as from seed ; and imagine that any form might be changed into any other. So, also, those who confuse the two natures, divine and human, readily attribute human passions to the deity, especially so long as they do not know how passions originate in the mind. But, if people would consider the nature of substance, they would have no doubt about the truth of _[Prop. 7](107)_. In fact, this proposition would be a universal axiom, and accounted a truism. For, by substance, would be understood that which is in itself, and is conceived through itself - that is, something of which the conception requires not the conception of anything else ; whereas modifications exist in something external to themselves, and a conception of them is formed by means of a conception of the thing in which they exist. Therefore, we may have true ideas of non-existent modifications ; for, although they may have no _actual_ existence apart from the conceiving intellect, yet their essence is so involved in something external to themselves that they may through it be conceived. Whereas the only truth substances can have, external to the intellect, must consist in their existence, because they are conceived through themselves. Therefore, for a person to say that he has a clear and distinct - that is, a true - idea of a substance, but that he is not sure whether such substance exists, would be the same as if he said that he had a true idea, but was not sure whether or no it was false (a little consideration will make this plain) ; or if any one affirmed that substance is created, it would be the same as saying that a false idea was true - in short, the height of absurdity. It must, then, necessarily be admitted that the existence of substance as its essence is an eternal truth. And we can hence conclude by another process of reasoning - that there is but one such substance. I think that this may profitably be done at once ; and, in order to proceed regularly with the demonstration, we must premise: - 1. The true definition of a thing neither involves nor expresses anything beyond the nature of the thing defined. From this it follows that - 2. No definition implies or expresses a certain number of individuals, inasmuch as it expresses nothing beyond the nature of the thing defined. For instance, the definition of a triangle expresses nothing beyond the actual nature of a triangle: it does not imply any fixed number of triangles. - 3. There is necessarily for each individual existent thing a cause why it should exist. - 4. This cause of existence must either be contained in the nature and definition of the thing defined, or must be postulated apart from such definition. It therefore follows that, if a given number of individual things exist in nature, there must be some cause for the existence of exactly that number, neither more nor less. For example, if twenty men exist in the universe _(for simplicity's sake, I will suppose them existing simultaneously, and to have had no predecessors)_, and we want to account for the existence of these twenty men, it will not be enough to show the cause of human existence in general ; we must also show why there are exactly twenty men, neither more nor less : for a cause must be assigned for the existence of each individual. Now this cause cannot be contained in the actual nature of man, for the true definition of man does not involve any consideration of the number twenty. Consequently, the cause for the existence of these twenty men, and, consequently, of each of them, must necessarily be sought externally to each individual. Hence we may lay down the absolute rule, that everything which may consist of several individuals must have an external cause. And, as it has been shown already that existence appertains to the nature of substance, existence must necessarily be included in its definition ; and from its definition alone existence must be deducible. But from its definition _(as we have shown, Notes 2, 3)_, we cannot infer the existence of several substances ; therefore it follows that there is only one substance of the same nature. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "109", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_The more reality or being a thing has the greater the number of its attributes._", + "childs": [ + { + "id": "109d", + "type": " PROOF", + "text": "This is evident from _[Defin. 4](1d4)_." + } + ] + }, + { + "id": "110", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_Each particular attribute of the one substance must be conceived through itself._", + "childs": [ + { + "id": "110d", + "type": " PROOF", + "text": "An attribute is that which the intellect perceives of substance, as constituting its essence _([Defin. 4](1d4))_, and, therefore, must be conceived through itself _([Defin. 3](1d3))_. Q.E.D." + }, + { + "id": "110sc", + "type": "NOTE", + "text": "It is thus evident that, though two attributes are, in fact, conceived as distinct - that is, one without the help of the other - yet we cannot, therefore, conclude that they constitute two entities, or two different substances. For it is the nature of substance that each of its attributes is conceived through itself, inasmuch as all the attributes it has have always existed simultaneously in it, and none could be produced by any other ; but each expresses the reality or being of substance. It is, then, far from an absurdity to ascribe several attributes to one substance : for nothing in nature is more clear than that each and every entity must be conceived under some attribute, and that its reality or being is in proportion to the number of its attributes expressing necessity or eternity and infinity. Consequently it is abundantly clear, that an absolutely infinite being must necessarily be defined, _([Defin. 6](1d6))_, as consisting in infinite attributes each of which expresses a certain eternal and infinite essence. If any one now ask, by what sign shall he be able to distinguish different substances, let him read the following propositions, which show that there is but one substance in the universe, and that it is absolutely infinite, wherefore such a sign would be sought for in vain." + } + ] + }, + { + "id": "111", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_God, or substance, consisting of infinite attributes, of which each expresses eternal and infinite essentiality, necessarily exists._", + "childs": [ + { + "id": "111d", + "type": " PROOF", + "text": "If this be denied, conceive, if possible, that God does not exist : then his essence _([Axiom 7](1a7))_ does not involve existence. But this _(by [Prop. 7](107))_ is absurd. Therefore God necessarily exists. Q.E.D." + }, + { + "id": "111a1", + "type": "_Another proof_", + "text": "Of everything whatsoever a cause or reason must be assigned, either for its existence, or for its non-existence - _e.g._, if a triangle exist, a reason or cause must be granted for its existence ; if, on the contrary, it does not exist, a cause must also be granted, which prevents it from existing, or annuls its existence. This reason or cause must either be contained inthe nature of the thing in question, or be external to it. For instance, the reason for the non-existence of a square circle is indicated in its nature, namely, because it would involve a contradiction. On the other hand, the existence of substance follows also solely from its nature, inasmuch as its nature involves existence _(See [Prop. 7](107))_. But the reason for the existence of a triangle or a circle does not follow from the nature of those figures, but from the order of universal nature in extension. From the latter it must follow, either that a triangle necessarily exists, or that it is impossible that it should exist. So much is self-evident. It follows therefrom that a thing necessarily exists, if no cause or reason be granted which prevents its existence. If, then, no cause or reason can be given, which prevents the existence of God, or which destroys his existence, we must certainly conclude that he necessarily does exist. If such a reason or cause should be given, it must either be drawn from the very nature of God, or be external to him - that is, drawn from another substance of another nature. For if it were of the same nature, God, by that very fact, would be admitted to exist. But substance of another nature could have nothing in common with God _(by [Prop. 2](102))_, and therefore would be unable either to cause or to destroy his existence. As, then, a reason or cause which would annul the divine existence cannot be drawn from anything external to the divine nature, such cause must, perforce, if God does not exist, be drawn from God's own nature, which would involve a contradiction. To make such an affirmation about a being absolutely infinite and supremely perfect, is absurd ; therefore, neither in the nature of God ; nor externally to his nature, can a cause or reason be assigned which would annul his existence. Therefore, God necessarily exists. Q.E.D." + }, + { + "id": "111a2", + "type": "_Another proof_", + "text": "The potentiality of non-existence is a negation of power, and contrariwise the potentiality of existence is a power, as is obvious. If, then, that which necessarily exists is nothing but finite beings, such finite beings are more powerful than a being absolutely infinite, which is obviously absurd ; therefore, either nothing exists, or else a being absolutely infinite necessarily exists also. Now we exist either in ourselves, or in something else which necessarily exists _(see [Axiom 1](1a1) and [Prop. 7](107))._ Therefore a being absolutely infinite - in other words, God _([Defin. 6](1d6))_ - necessarily exists. Q.E.D." + }, + { + "id": "111sc", + "type": "NOTE", + "text": "In this last proof, I have purposely shown God's existence _a posteriori_, so that the proof might be more easily followed, not because, from the same premises, God's existence does not follow _a priori_. For, as the potentiality of existence is a power, it follows that, in proportion as reality increases in the nature of a thing, so also will it increase its strength for existence. Therefore a being absolutely infinite, such as God, has from himself an absolutely infinite power of existence, and hence he does absolutely exist. Perhaps there will be many who will be unable to see the force of this proof, inasmuch as they are accustomed only to consider those things which flow from external causes. Of such things, they see that those which quickly come to pass - that is, quickly come into existence - quickly also disappear ; whereas they regard as more difficult of accomplishment - that is, not so easily brought into existence - those things which they conceive as more complicated. However, to do away with this misconception, I need not here show the measure of truth in the proverb, _\"What comes quickly, goes quickly,\"_ nor discuss whether, from the point of view of universal nature, all things are equally easy, or otherwise: I need only remark, that I am not here speaking of things, which come to pass through causes external to themselves, but only of substances which _(by [Prop. 6](106))_ cannot be produced by any external cause. Things which are produced by external causes, whether they consist of many parts or few, owe whatsoever perfection or reality they possess solely to the efficacy of their external cause, and therefore their existence arises solely from the perfection of their external cause, not from their own. Contrariwise, whatsoever perfection is possessed by substance is due to no external cause ; wherefore the existence of substance must arise solely from its own nature, which is nothing else but its essence. Thus, the perfection of a thing does not annul its existence, but, on the contrary, asserts it. Imperfection, on the other hand, does annul it ; therefore we cannot be more certain of the existence of anything, than of the existence of a being absolutely infinite or perfect - that is, of God. For inasmuch as his essence excludes all imperfection, and involves absolute perfection, all cause for doubt concerning his existence is done away, and the utmost certainty on the question is given. This, I think, will be evident to every moderately attentive reader." + } + ] + }, + { + "id": "112", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_No attribute of substance can be conceived from which it would follow that substance can be divided._", + "childs": [ + { + "id": "112d", + "type": " PROOF", + "text": "The parts into which substance as thus conceived would be divided, either will retain the nature of substance, or they will not. If the former, then _(by [Prop. 8](108))_ each part will necessarily be infinite, and _(by [Prop. 6](106))_ self-caused, and _(by [Prop. 5](105))_ will perforce consist of a different attribute, so that, in that case, several substances could be formed out of one substance, which _(by [Prop. 6](106))_ is absurd. Moreover, the parts _(by [Prop. 2](102))_ would have nothing in common with their whole, and the whole _(by [Defin. 4](1d4) and [Prop. 10](110))_ could both exist and be conceived without its parts, which everyone will admit to be absurd. If we adopt the second alternative - namely, that the parts will not retain the nature of substance - then, if the whole substance were divided into equal parts, it would lose the nature of substance, and would cease to exist, which _(by [Prop. 7](107))_ is absurd." + } + ] + }, + { + "id": "113", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_Substance absolutely infinite is indivisible._", + "childs": [ + { + "id": "113d", + "type": " PROOF", + "text": "If it could be divided, the parts into which it was divided would either retain the nature of absolutely infinite substance, or they would not. If the former, we should have several substances of the same nature, which _(by [Prop. 5](105))_ is absurd. If the latter, then substance absolutely infinite could cease to exist, which _(by [Prop. 11](111))_ is also absurd." + }, + { + "id": "113c", + "type": "COROLLARY", + "text": "It follows that no substance, and consequently no extended substance, in so far as it is substance, is divisible." + }, + { + "id": "113sc", + "type": "NOTE", + "text": "The indivisibility of substance may be more easily understood as follows. The nature of substance can only be conceived as infinite, and by a part of substance, nothing else can be understood than finite substance, which _(by [Prop. 8](108))_ involves a manifest contradiction." + } + ] + }, + { + "id": "114", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_Besides God no substance can be granted or conceived._", + "childs": [ + { + "id": "114d", + "type": " PROOF", + "text": "As God is a being absolutely infinite, of whom no attribute that expresses the essence of substance can be denied _(by [Defin. 6](1d6))_, and he necessarily exists _(by [Prop. 11](111))_ ; if any substance besides God were granted it would have to be explained by some attribute of God, and thus two substances with the same attribute would exist, which _(by [Prop. 5](105))_ is absurd ; therefore, besides God no substance can be granted, or consequently, be conceived. If it could be conceived, it would necessarily have to be conceived as existent ; but this _(by the first part of this proof)_ is absurd. Therefore, besides God no substance can be granted or conceived. Q.E.D." + }, + { + "id": "114c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "Clearly, therefore : 1. God is one, that is _(by [Defin. 6](1d6))_ only one substance can be granted in the universe, and that substance is absolutely infinite, as we have already indicated _(in the [Note to Prop. 10])_." + }, + { + "id": "114c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "It follows : 2. That extension and thought are either attributes of God or _(by [Axiom 1](1a1))_ accidents _(affectiones)_ of the attributes of God." + } + ] + }, + { + "id": "115", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_Whatsoever is, is in God, and without God nothing can be, or be conceived._", + "childs": [ + { + "id": "115d", + "type": " PROOF", + "text": "Besides God, no substance is granted or can be conceived _(by [Prop. 14](114))_, that is _(by [Defin. 3](1d3))_ nothing which is in itself and is conceived through itself. But modes _(by [Defin. 5](1d5))_ can neither be, nor be conceived without substance ; wherefore they can only be in the divine nature, and can only through it be conceived. But substances and modes form the sum total of existence _(by [Axiom 1](1a1))_, therefore, without God nothing can be, or be conceived. Q.E.D." + }, + { + "id": "115sc", + "type": "NOTE", + "text": "Some assert that God, like a man, consists of body and mind, and is susceptible of passions. How far such persons have strayed from the truth is sufficiently evident from what has been said. But these I pass over. For all who have in anywise reflected on the divine nature deny that God has a body. Of this they find excellent proof in the fact that we understand by body a definite quantity, so long, so broad, so deep, bounded by a certain shape, and it is the height of absurdity to predicate such a thing of God, a being absolutely infinite. But meanwhile by the other reasons with which they try to prove their point, they show that they think corporeal or extended substance wholly apart from the divine nature, and say it was created by God. Wherefrom the divine nature can have been created, they are wholly ignorant ; thus they clearly show, that they do not know the meaning of their own words. I myself have proved sufficiently clearly, at any rate in my own judgment _([Coroll., Prop. 6](106c), and [Note 2, Prop. 8](108sc2))_, that no substance can be produced or created by anything other than itself. Further, I showed _(in [Prop. 14](114))_, that besides God no substance can be granted or conceived. Hence we drew the conclusion that extended substance is one of the infinite attributes of God. However, in order to explain more fully, I will refute the arguments of my adversaries, which all start from the following points : - Extended substance, in so far as it is substance, consists, as they think, in parts, wherefore they deny that it can be infinite, or, consequently, that it can appertain to God. This they illustrate with many examples, of which I will take one or two. If extended substance, they say, is infinite, let it be conceived to be divided into two parts each part will then be either finite or infinite. If the former, then infinite substance is composed of two finite parts, which is absurd. If the latter, then one infinite will be twice as large as another infinite, which is also absurd. Further, if an infinite line be measured out in foot lengths, it will consist of an infinite number of such parts ; it would equally consist of an infinite number of parts, if each part measured only an inch : therefore, one infinity would be twelve times as great as the other. ![Graph 1](/assets/img/graph-01.png) Lastly, if from a single point there be conceived to be drawn two diverging lines which at first are at a definite distance apart, but are produced to infinity, it is certain that the distance between the two lines will be continually increased, until at length it changes from definite to indefinable. As these absurdities follow, it is said, from considering quantity as infinite, the conclusion is drawn, that extended substance must necessarily be finite, and, consequently, cannot appertain to the nature of God. The second argument is also drawn from God's supreme perfection. God, it is said, inasmuch as he is a supremely perfect being, cannot be passive ; but extended substance, in so far as it is divisible, is passive. It follows, therefore, that extended substance does not appertain to the essence of God. Such are the arguments I find on the subject in writers, who by them try to prove that extended substance is unworthy of the divine nature, and cannot possibly appertain thereto. However, I think an attentive reader will see that I have already answered their propositions ; for all their arguments are founded on the hypothesis that extended substance is composed of parts, and such a hypothesis I have shown _([Prop. 12](112) , and [Coroll., Prop. 13](113c))_ to be absurd. Moreover, any one who reflects will see that all these absurdities _(if absurdities they be, which I am not now discussing)_, from which it is sought to extract the conclusion that extended substance is finite, do not at all follow from the notion of an infinite quantity, but merely from the notion that an infinite quantity is measurable, and composed of finite parts ; therefore, the only fair conclusion to be drawn is that infinite quantity is not measureable, and cannot be composed of finite parts. This is exactly what we have already proved _(in [Prop. 12](112))_. Wherefore the weapon which they aimed at us has in reality recoiled upon themselves. If, from this absurdity of theirs, they persist in drawing the conclusion that extended substance must be finite, they will in good sooth be acting like a man who asserts that circles have the properties of squares, and, finding himself thereby landed in absurdities, proceeds to deny that circles have any centre, from which all lines drawn to the circumference are equal. For, taking extended substance, which can only be conceived as infinite, one, and indivisible _(Prop. [8](108), [5](105), [12](112))_ they assert, in order to prove that it is finite, that it is composed of finite parts, and that it can be multiplied and divided. So, also, others, after asserting that a line is composed of points, can produce many arguments to prove that a line cannot be infinitely divided. Assuredly it is not less absurd to assert that extended substance is made up of bodies or parts, than it would be to assert that a solid is made up of surfaces, a surface of lines, and a line of points. This must be admitted by all who know clear reason to be infallible, and most of all by those who deny the possibility of a vacuum. For if extended substance could be so divided that its parts were really separate, why should not one part admit of being destroyed, the others remaining joined together as before? And why should all be so fitted into one another as to leave no vacuum? Surely in the case of things, which are really distinct one from the other, one can exist without the other, and can remain in its original condition. As then, there does not exist a vacuum in nature (of which anon), but all parts are bound to come together to prevent it, it follows from this also that the parts cannot be really distinguished, and that extended substance in so far as it is substance cannot be divided. If any one asks me the further question, Why are we naturally so prone to divide quantity? I answer, that quantity is conceived by us in two ways ; in the abstract and superficially, as we imagine it ; or as substance, as we conceive it solely by the intellect. If, then, we regard quantity as it is represented in our imagination, which we often and more easily do, we shall find that it is finite, divisible, and compounded of parts ; but if we regard it as it is represented in our intellect, and conceive it as substance, which it is very difficult to do, we shall then, as I have sufficiently proved, find that it is infinite, one, and indivisible. This will be plain enough to all, who make a distinction between the intellect and the imagination, especially if it be remembered, that matter is everywhere the same, that its parts are not distinguishable, except in so far as we conceive matter as diversely modified, whence its parts are distinguished, not really, but modally. For instance, water, in so far as it is water, we conceive to be divided, and its parts to be separated one from the other ; but not in so far as it is extended substance ; from this point of view it is neither separated nor divisible. Further, water, in so far as it is water, is produced and corrupted ; but, in so far as it is substance, it is neither produced nor corrupted. I think I have now answered the second argument ; it is, in fact, founded on the same assumption as the first - namely, that matter, in so far as it is substance, is divisible, and composed of parts. Even if it were so, I do not know why it should be considered unworthy of the divine nature, inasmuch as besides God _(by [Prop. 14](114))_ no substance can be granted, wherefrom it could receive its modifications. All things, I repeat, are in God, and all things which come to pass, come to pass solely through the laws of the infinite nature of God, and follow (as I will shortly show) from the necessity of his essence. Wherefore it can in nowise be said, that God is passive in respect to anything other than himself, or that extended substance is unworthy of the Divine nature, even if it be supposed divisible, so long as it is granted to be infinite and eternal. But enough of this for the present." + } + ] + }, + { + "id": "116", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_From the necessity of the divine nature must follow an infinite number of things in infinite ways - that is, all things which can fall within the sphere of infinite intellect._", + "childs": [ + { + "id": "116d", + "type": " PROOF", + "text": "This proposition will be clear to everyone, who remembers that from the given definition of any thing the intellect infers several properties, which really necessarily follow therefrom (that is, from the actual essence of the thing defined) ; and it infers more properties in proportion as the definition of the thing expresses more reality, that is, in proportion as the essence of the thing defined involves more reality. Now, as the divine nature has absolutely infinite attributes _(by [Defin. 6](1d6))_, of which each expresses infinite essence after its kind, it follows that from the necessity of its nature an infinite number of things (that is, everything which can fall within the sphere of an infinite intellect) must necessarily follow. Q.E.D." + }, + { + "id": "116c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "Hence it follows, that God is the efficient cause of all that can fall within the sphere of an infinite intellect." + }, + { + "id": "116c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "It also follows that God is a cause in himself, and not through an accident of his nature." + }, + { + "id": "116c3", + "type": "COROLLARY 3", + "text": "It follows, thirdly, that God is the absolutely first cause." + } + ] + }, + { + "id": "117", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_God acts solely by the laws of his own nature, and is not constrained by any one._", + "childs": [ + { + "id": "117d", + "type": " PROOF", + "text": "We have just shown _(in [Prop. 16](116))_, that solely from the necessity of the divine nature, or, what is the same thing, solely from the laws of his nature, an infinite number of things absolutely follow in an infinite number of ways ; and we proved _(in [Prop. 15](115))_, that without God nothing can be, nor be conceived ; but that all things are in God. Wherefore nothing can exist outside himself, whereby he can be conditioned or constrained to act. Wherefore God acts solely by the laws of his own nature, and is not constrained by any one. Q.E.D." + }, + { + "id": "117c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "It follows : 1. That there can be no cause which, either extrinsically or intrinsically, besides the perfection of his own nature, moves God to act." + }, + { + "id": "117c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "It follows : 2. That God is the sole free cause. For God alone exists by the sole necessity of his nature _(by [Prop. 11](111) and [Coroll. 1, Prop. 14](114c1))_, and acts by the sole necessity of his nature _(by [Prop. 17](117))_, wherefore _(by [Defin. 7](1d7))_ God is the sole free cause. Q.E.D." + }, + { + "id": "117sc", + "type": "NOTE", + "text": "Others think that God is a free cause, because he can, as they think, bring it about, that those things which we have said follow from his nature - that is, which are in his power, should not come to pass, or should not be produced by him. But this is the same as if they said, that God could bring it about, that it should not follow from the nature of a triangle, that its three interior angles should not be equal to two right angles ; or that from a given cause no effect should follow, which is absurd. Moreover, I will show below, without the aid of this proposition, that neither intellect nor will appertain to God's nature. I know that there are many who think that they can show, that supreme intellect and free will do appertain to God's nature ; for they say they know of nothing more perfect, which they can attribute to God, than that which is the highest perfection in ourselves. Further, although they conceive God as actually supremely intelligent, they yet do not believe, that he can bring into existence everything which he actually understands, for they think that they would thus destroy God's power. If, they contend, God had created everything which is in his intellect, he would not be able to create anything more, and this, they think, would clash with God's omnipotence ; therefore, they prefer to assert that God is indifferent to all things, and that he creates nothing except that which he has decided, by some absolute exercise of will, to create. However, I think I have shown sufficiently clearly _(by [Prop. 16](116))_, that from God's supreme power, or infinite nature, an infinite number of things - that is, all things have necessarily flowed forth in an infinite number of ways, or always follow from the same necessity ; in the same way as from the nature of a triangle it follows from eternity and for eternity, that its three interior angles are equal to two right angles. Wherefore the omnipotence of God has been displayed from all eternity, and will for all eternity remain in the same state of activity. This manner of treating the question attributes to God an omnipotence, in my opinion, far more perfect. For, otherwise, we are compelled to confess that God understands an infinite number of creatable things, which he will never be able to create, for, if he created all that he understands, he would, according to this showing, exhaust his omnipotence, and render himself imperfect. Wherefore, in order to establish that God is perfect, we should be reduced to establishing at the same time, that he cannot bring to pass everything over which his power extends ; this seems to be an hypothesis most absurd, and most repugnant to God's omnipotence. Further (to say a word here concerning the intellect and the will which we attribute to God), if intellect and will appertain to the eternal essence of God, we must take these words in some significations quite different from those they usually bear. For intellect and will, which should constitute the essence of God, would perforce be as far apart as the poles from the human intellect and will, in fact, would have nothing in common with them but the name ; there would be about as much correspondence between the two as there is between the Dog, the heavenly constellation, and a dog, an animal that barks. This I will prove as follows : If intellect belongs to the divine nature, it cannot be in nature, as ours is generally thought to be, posterior to, or simultaneous with the things understood, inasmuch as God is prior to all things by reason of his casuality _([Coroll. 1, Prop. 16](116c1))_. On the contrary, the truth and formal essence of things is as it is, because it exists by representation as such in the intellect of God ; Wherefore the intellect of God, in so far as it is conceived to constitute God's essence, is, in reality, the cause of things, both of their essence and of their existence. This seems to have been recognized by those who have asserted, that God's intellect, God's will, and God's power, are one and the same. As, therefore, God's intellect is the sole cause of things, namely, both of their essence and existence, it must necessarily differ from them in respect to its essence, and in respect to its existence. For a cause differs from a thing it causes, precisely in the quality which the latter gains from the former. For example, a man is the cause of another man's existence, but not of his essence (for the latter is an eternal truth), and, therefore, the two men may be entirely similar in essence, but must be different in existence ; and hence if the existence of one of them cease, the existence of the other will not necessarily cease also ; but if the essence of one could be destroyed, and be made false, the essence of the other would be destroyed also. Wherefore, a thing which is the cause both of the essence and of the existence of a given effect, must differ from such effect both in respect to its essence, and also in respect to its existence. Now the intellect of God is the cause of both the essence and the existence of our intellect ; therefore the intellect of God in so far as it is conceived to constitute the divine essence, differs from our intellect both in respect to essence and in respect to existence, nor can it in anywise agree therewith save in name, as we said before. The reasoning would be identical, in the case of the will, as any one can easily see." + } + ] + }, + { + "id": "118", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_God is the indwelling and not the transient cause of all things._", + "childs": [ + { + "id": "118d", + "type": " PROOF", + "text": "All things which are, are in God, and must be conceived through God _(by [Prop. 15](115))_, therefore _(by [Coroll. 1, Prop. 16](116c1))_ God is the cause of those things which are in him. This is our first point. Further, besides God there can be no substance _(by [Prop. 14](114))_, that is nothing in itself external to God, _(by [Defin. 3](1d3))._ This is our second point. God, therefore, is the indwelling and not the transient cause of all things. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "119", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_God, and all the attributes of God, are eternal._", + "childs": [ + { + "id": "119d", + "type": " PROOF", + "text": "God _(by [Defin. 6](1d6))_ is substance, which _(by [Prop. 11](111))_ necessarily exists, that is _(by [Prop. 7](107))_ existence appertains to its nature, or (what is the same thing) follows from its definition ; therefore, God is eternal _(by [Defin. 8](1d8))._ Further, by the attributes of God we must understand that which _(by [Defin. 4](1d4))_ expresses the essence of the divine substance - in other words, that which appertains to substance : that, I say, should be involved in the attributes of substance. Now eternity appertains to the nature of substance _(as I have already shown in [Prop. 7](107))_ ; therefore, eternity must appertain to each of the attributes, and thus all are eternal. Q.E.D." + }, + { + "id": "119sc", + "type": "NOTE", + "text": "This proposition is also evident from the manner in which _(in [Prop. 11](111))_ I demonstrated the existence of God ; it is evident, I repeat, from that proof, that the existence of God, like his essence, is an eternal truth Further _(in Prop. 19 of my Principles of the Cartesian Philosophy), I have proved the eternity of God, in another manner, which I need not here repeat." + } + ] + }, + { + "id": "120", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_The existence of God and his essence are one and the same._", + "childs": [ + { + "id": "120d", + "type": " PROOF", + "text": "God _(by the [last Prop.](119))_ and all his attributes are eternal, that is _(by [Defin. 8](1d8))_ each of his attributes expresses existence. Therefore the same attributes of God which explain his eternal essence, explain at the same time his eternal existence - in other words, that which constitutes God's essence constitutes at the same time his existence. Wherefore God's existence and God's essence are one and the same. Q.E.D." + }, + { + "id": "120c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "Hence it follows that God's existence, like His essence, is an eternal truth." + }, + { + "id": "120c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "Secondly, it follows that God, and all the attributes of God, are unchangeable. For if they could be changed in respect to existence, they must also be able _(by the last [Prop.](120))_ to be changed in respect to essence - that is, obviously, be changed from true to false, which is absurd." + } + ] + }, + { + "id": "121", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_All things which follow from the absolute nature of any attribute of God must always exist and be infinite, or, in other words, are eternal and infinite through the said attribute._", + "childs": [ + { + "id": "121d", + "type": " PROOF", + "text": "Conceive, if it be possible ( supposing the proposition to be denied), that something in some attribute of God can follow from the absolute nature of the said attribute, and that at the same time it is finite, and has a conditioned existence or duration ; for instance, the idea of God expressed in the attribute thought. Now thought, in so far as it is supposed to be an attribute of God, is necessarily _(by [Prop. 11](111))_ in its nature infinite. But, in so far as it possesses the idea of God, it is supposed finite. It cannot, however, be conceived as finite, unless it be limited by thought _(by [Defin. 2](1d2))_ ; but it is not limited by thought itself, in so far as it has constituted the idea of God (for so far it is supposed to be finite) ; therefore, it is limited by thought, in so far as it has not constituted the idea of God, which nevertheless _(by [Prop. 11](111))_ must necessarily exist. We have now granted, therefore, thought not constituting the idea of God, and, accordingly, the idea of God does not naturally follow from its nature in so far as it is absolute thought (for it is conceived as constituting, and also as not constituting, the idea of God), which is against our hypothesis. Wherefore, if the idea of God expressed in the attribute thought, or, indeed, anything else in any attribute of God (for we may take any example, as the proof is of universal application) follows from the necessity of the absolute nature of the said attribute, the said thing must necessarily be infinite, which was our first point. \nFurthermore, a thing which thus follows from the necessity of the nature of any attribute cannot have a limited duration. For if it can suppose a thing, which follows from the necessity of the nature of some attribute, to exist in some attribute of God, for instance, the idea of God expressed in the attribute thought, and let it be supposed at some time not to have existed, or to be about not to exist. Now thought being an attribute of God, must necessarily exist unchanged _(by [Prop. 11](111), and [Coroll. 2, Prop. 20](120c2))_ ; and beyond the limits of the duration of the idea of God (supposing the latter at some time not to have existed, or not to be going to exist), thought would perforce have existed without the idea of God, which is contrary to our hypothesis, for we supposed that, thought being given, the idea of God necessarily flowed therefrom. Therefore the idea of God expressed in thought, or anything which necessarily follows from the absolute nature of some attribute of God, cannot have a limited duration, but through the said attribute is eternal, which is our second point. Bear in mind that the same proposition may be affirmed of anything, which in any attribute necessarily follows from God's absolute nature." + } + ] + }, + { + "id": "122", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_Whatsoever follows from any attribute of God, in so far as it is modified by a modification, which exists necessarily and as infinite, through the said attribute, must also exist necessarily and as infinite._", + "childs": [ + { + "id": "122d", + "type": " PROOF", + "text": "The proof of this proposition is similar to that of the [preceding one](121d)." + } + ] + }, + { + "id": "123", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_Every mode, which exists both necessarily and as infinite, must necessarily follow either from the absolute nature of some attribute of God, or from an attribute modified by a modification which exists necessarily, and as infinite._", + "childs": [ + { + "id": "123d", + "type": " PROOF", + "text": "A mode exists in something else, through which it must be conceived _([Defin. 5](1d5))_, that is _([Prop. 15](115))_, it exists solely in God, and solely through God can be conceived. If, therefore, a mode is conceived as necessarily existing and infinite, it must necessarily be inferred or perceived through some attribute of God, in so far as such attribute is conceived as expressing the infinity and necessity of existence, in other words _([Defin. 8](1d8))_ eternity ; that is, _(by [Defin. 6](1d6) and [Prop. 19](119))_ in so far as it is considered absolutely. A mode, therefore, which necessarily exists as infinite, must follow from the absolute nature of some attribute of God, either immediately _([Prop. 21](121))_ or through the means of some modification, which follows from the absolute nature of the said attribute ; that is _(by [Prop. 22](122))_, which exists necessarily and as infinite." + } + ] + }, + { + "id": "124", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_The essence of things produced by God does not involve existence._", + "childs": [ + { + "id": "124d", + "type": " PROOF", + "text": "This proposition is evident from [Definition 1](1d1). For that of which the nature (considered in itself) involves existence is self-caused, and exists by the sole necessity of its own nature." + }, + { + "id": "124c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that God is not only the cause of things coming into existence, but also of their continuing in existence, that is, in scholastic phraseology, God is cause of the being of things _(essendi rerum)_. For whether things exist, or do not exist, whenever we contemplate their essence, we see that it involves neither existence nor duration ; consequently, it cannot be the cause of either the one or the other. God must be the sole cause, inasmuch as to him alone does existence appertain. _([Coroll. 1, Prop.14](114c1))_ Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "125", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "_God is the efficient cause not only of the existence of things, but also of their essence._", + "childs": [ + { + "id": "125d", + "type": " PROOF", + "text": "If this be denied, then God is not the cause of the essence of things ; and therefore the essence of things can _(by [Axiom 4](1a4))_ be conceived without God. This _(by [Prop. 15](115))_ is absurd. Therefore, God is the cause of the essence of things. Q.E.D." + }, + { + "id": "125sc", + "type": "NOTE", + "text": "This proposition follows more clearly from [Proposition 16](116). For it is evident thereby that, given the divine nature, the essence of things must be inferred from it, no less than their existence - in a word, God must be called the cause of all things, in the same sense as he is called the cause of himself. This will be made still clearer by the following corollary." + }, + { + "id": "125c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Individual things are nothing but modifications of the attributes of God, or modes by which the attributes of God are expressed in a fixed and definite manner. The proof appears from [Proposition 15](115) and [Definition 5](1d5)." + } + ] + }, + { + "id": "126", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_A thing which is conditioned to act in a particular manner, has necessarily been thus conditioned by God ; and that which has not been conditioned by God cannot condition itself to act._", + "childs": [ + { + "id": "126d", + "type": " PROOF", + "text": "That by which things are said to be conditioned to act in a particular manner is necessarily something positive (this is obvious) ; therefore both of its essence and of its existence God by the necessity of his nature is the efficient cause _(Prop. [25](125) and [16](116))_ ; this is our first point. Our second point is plainly to be inferred therefrom. For if a thing, which has not been conditioned by God, could condition itself, the first part of our proof would be false, and this, as we have shown, is absurd." + } + ] + }, + { + "id": "127", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_A thing, which has been conditioned by God to act in a particular way, cannot render itself unconditioned._", + "childs": [ + { + "id": "127d", + "type": " PROOF", + "text": "This proposition is evident from the [third Axiom](1a3). Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "128", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_Every individual thing, or everything which is finite and has a conditioned existence, cannot exist or be conditioned to act, unless it be conditioned for existence and action by a cause other than itself, which also is finite, and has a conditioned existence ; and likewise this cause cannot in its turn exist, or be conditioned to act, unless it be conditioned for existence and action by another cause, which also is finite, and has a conditioned existence, and so on to infinity._", + "childs": [ + { + "id": "128d", + "type": " PROOF", + "text": "Whatsoever is conditioned to exist and act, has been thus conditioned by God _(by [Prop. 26](126) and [Coroll., Prop. 24](124c))_. But that which is finite and has a conditioned existence, cannot be produced by the absolute nature of any attribute of God ; for whatsoever follows from the absolute nature of any attribute of God is infinite and eternal _(by [Prop. 21](121))_. It must, therefore, follow from some attribute of God, in so far as the said attribute is considered as in some way modified ; for substance and modes make up the sum total of existence _(by [Axiom 1](1a1) and Defin. [3](1d3), [5](1d5))_, while modes _(by [Coroll., Prop. 25](125c)),_ are merely modifications of the attributes of God. But from God, or from any of his attributes, in so far as the latter is modified by a modification infinite and eternal, a conditioned thing cannot follow _([Prop. 22](122))_. Wherefore it must follow from, or be conditioned for, existence and action by God or one of his attributes, in so far as the latter are modified by some modification which is finite and has a conditioned existence. This is our first point. Again, this cause or this modification _(for the reason by which we established the first part of this proof)_ must in its turn be conditioned by another cause, which also is finite, and has a conditioned existence, and again, this last by another _(for the same reason)_ ; and so on _(for the same reason)_ to infinity. Q.E.D." + }, + { + "id": "128sc", + "type": "NOTE", + "text": "As certain things must be produced immediately by God, namely those things which necessarily follow from his absolute nature, through the means of these primary attributes, which, nevertheless, can neither exist nor be conceived without God, it follows : - 1. That God is absolutely the proximate cause of those things immediately produced by him. I say absolutely, not after his kind, as is usually stated. For the effects of God cannot either exist or be conceived without a cause _([Prop. 15](115) and [Coroll., Prop. 24](124c))_. - 2. That God cannot properly be styled the remote cause of individual things, except for the sake of distinguishing these from what he immediately produces, or rather from what follows from his absolute nature. For, by a remote cause, we understand a cause which is in no way conjoined to the effect. But all things which are, are in God, and so depend on God, that without him they can neither be nor be conceived." + } + ] + }, + { + "id": "129", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_Nothing in the universe is contingent, but all things are conditioned to exist and operate in a particular manner by the necessity of the divine nature._", + "childs": [ + { + "id": "129d", + "type": " PROOF", + "text": "Whatsoever is, is in God _([Prop. 15](115))_. But God cannot be called a thing contingent. For _(by [Prop. 11](111))_ he exists necessarily, and not contingently. Further, the modes of the divine nature follow therefrom necessarily, and not contingently _([Prop. 16](116))_ ; and they thus follow, whether we consider the divine nature absolutely _(by [Prop. 21](121))_ or whether we consider it as in any way conditioned to act _([Prop. 27](127))_. Further, God is not only the cause of these modes, in so far as they simply exist _(by [Coroll., Prop. 24](124c))_, but also in so far as they are considered as conditioned for operating in a particular manner _([Prop. 26](126))_. If they be not conditioned by God _([Prop. 26](126))_, it is impossible, and not contingent, that they should condition themselves ; contrariwise, if they be conditioned by God, it is _(by [Prop. 27](127))_ impossible, and not contingent that they should render themselves unconditioned. Wherefore all things are conditioned by the necessity of the divine nature, not only to exist, but also to exist and operate in a particular manner, and there is nothing that is contingent. Q.E.D." + }, + { + "id": "129sc", + "type": "NOTE", + "text": "Before going any further, I wish here to explain, what we should understand by nature viewed as active _(natura natarans)_, and nature viewed as passive _(natura naturata)_. I say to explain, or rather call attention to it, for I think that, from what has been said, it is sufficiently clear, that by nature viewed as active we should understand that which is in itself, and is conceived through itself, or those attributes of substance, which express eternal and infinite essence, in other words _([Coroll. 1, Prop. 14](114c1), and [Coroll. 2, Prop. 17](117c2))_ God, in so far as he is considered as a free cause. By nature viewed as passive I understand all that which follows from the necessity of the nature of God, or of any of the attributes of God, that is, all the modes of the attributes of God, in so far as they are considered as things which are in God, and which without God cannot exist or be conceived." + } + ] + }, + { + "id": "130", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_Intellect, in function (actu) finite, or in function infinite, must comprehend the attributes of God and the modifications of God, and nothing else._", + "childs": [ + { + "id": "130d", + "type": " PROOF", + "text": "A true idea must agree with its object _([Axiom 6](1a6))_ ; in other words (obviously), that which is contained in the intellect in representation must necessarily be granted in nature. But in nature _(by [Coroll. 1, Prop. 14](114c1))_ there is no substance save God, nor any modifications save those _([Prop. 15](115))_ which are in God, and _(by the same [Prop.](115))_ cannot without God either be or be conceived. Therefore the intellect, in function finite, or in function infinite, must comprehend the attributes of God and the modifications of God, and nothing else. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "131", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_The intellect in function, whether finite or infinite, as will, desire, love, &c., should be referred to passive nature and not to active nature._", + "childs": [ + { + "id": "131d", + "type": " PROOF", + "text": "By the intellect we do not (obviously) mean absolute thought, but only a certain mode of thinking, differing from other modes, such as love, desire, &c., and therefore _([Defin. 5](1d5))_ requiring to be conceived through absolute thought. It must _(by [Prop. 15](115) and [Defin. 6](1d6))_, through some attribute of God which expresses the eternal and infinite essence of thought, be so conceived, that without such attribute it could neither be nor be conceived _([Note, Prop. 29](129sc))_. It must therefore be referred to nature passive rather than to nature active, as must also the other modes of thinking. Q.E.D." + }, + { + "id": "131sc", + "type": "NOTE", + "text": "I do not here, by speaking of intellect in function, admit that there is such a thing as intellect in potentiality : but, wishing to avoid all confusion, I desire to speak only of what is most clearly perceived by us, namely, of the very act of understanding, than which nothing is more clearly perceived. For we cannot perceive anything without adding to our knowledge of the act of understanding." + } + ] + }, + { + "id": "132", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_Will cannot be called a free cause, but only a necessary cause._", + "childs": [ + { + "id": "132d", + "type": " PROOF", + "text": "Will is only a particular mode of thinking, like intellect ; therefore _(by [Prop. 28](128))_ no volition can exist, nor be conditioned to act, unless it be conditioned by some cause other than itself, which cause is conditioned by a third cause, and so on to infinity. But if will be supposed infinite, it must also be conditioned to exist and act by God, not by virtue of his being substance absolutely infinite, but by virtue of his possessing an attribute which expresses the infinite and eternal essence of thought _(by [Prop. 23](123))_. Thus, however it be conceived, whether as finite or infinite, it requires a cause by which it should be conditioned to exist and act. Thus _([Defin. 7](1d7))_ it cannot be called a free cause, but only a necessary or constrained cause. Q.E.D." + }, + { + "id": "132c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "Hence it follows, first, that God does not act according to freedom of the will." + }, + { + "id": "132c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "It follows secondly, that will and intellect stand in the same relation to the nature of God as do motion, and rest, and absolutely all natural phenomena, which must be conditioned by God _([Prop. 29](129))_ to exist and act in a particular manner. For will, like the rest, stands in need of a cause, by which it is conditioned to exist and act in a particular manner. And although, when will or intellect be granted, an infinite number of results may follow, yet God cannot on that account be said to act from freedom of the will, any more than the infinite number of results from motion and rest would justify us in saying that motion and rest act by free will. Wherefore will no more appertains to God than does anything else in nature, but stands in the same relation to him as motion, rest, and the like, which we have shown to follow from the necessity of the divine nature, and to be conditioned by it to exist and act in a particular manner." + } + ] + }, + { + "id": "133", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_Things could not have been brought into being by God in any manner or in any order different from that which has in fact obtained._", + "childs": [ + { + "id": "133d", + "type": " PROOF", + "text": "All things necessarily follow from the nature of God _([Prop. 16](116))_, and by the nature of God are conditioned to exist and act in a particular way _([Prop. 29](129))_. If things, therefore, could have been of a different nature, or have been conditioned to act in a different way, so that the order of nature would have been different, God's nature would also have been able to be different from what it now is ; and therefore _(by [Prop. 11](111))_ that different nature also would have perforce existed, and consequently there would have been able to be two or more Gods. This _(by [Coroll. 1, Prop. 14](114c1))_ is absurd. Therefore things could not have been brought into being by God in any other manner, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "133sc1", + "type": "NOTE 1", + "text": "As I have thus shown, more clearly than the sun at noonday, that there is nothing to justify us in calling things contingent, I wish to explain briefly what meaning we shall attach to the word contingent ; but I will first explain the words necessary and impossible. A thing is called necessary either in respect to its essence or in respect to its cause ; for the existence of a thing necessarily follows, either from its essence and definition, or from a given efficient cause. For similar reasons a thing is said to be impossible ; namely, inasmuch as its essence or definition involves a contradiction, or because no external cause is granted, which is conditioned to produce such an effect ; but a thing can in no respect be called contingent, save in relation to the imperfection of our knowledge. A thing of which we do not know whether the essence does or does not involve a contradiction, or of which knowing that it does not involve a contradiction, we are still in doubt concerning the existence, because the order of causes escapes us, - such a thing, I say, cannot appear to us either necessary or impossible. Wherefore we call it contingent or possible." + }, + { + "id": "133sc2", + "type": "NOTE 2", + "text": "It clearly follows from what we have said, that things have been brought into being by God in the highest perfection, inasmuch as they have necessarily followed from a most perfect nature. Nor does this prove any imperfection in God, for it has compelled us to affirm his perfection. From its contrary proposition, we should clearly gather (as I have just shown), that God is not supremely perfect, for if things had been brought into being in any other way, we should have to assign to God a nature different from that, which we are bound to attribute to him from the consideration of an absolutely perfect being. I do not doubt, that many will scout this idea as absurd, and will refuse to give their minds up to contemplating it, simply because they are accustomed to assign to God a freedom very different from that which we _([Defin. 7](1d7))_ have deduced. They assign to him, in short, absolute free will. However, I am also convinced that if such persons reflect on the matter, and duly weigh in their minds our series of propositions, they will reject such freedom as they now attribute to God, not only as nugatory, but also as a great impediment to organized knowledge. There is no need for me to repeat what I said in the [Note to Prop. 17](117sc). But, for the sake of my opponents, I will show further, that although it be granted that will appertains to the essence of God, it nevertheless follows from his perfection, that things could not have been by him created other than they are, or in a different order ; this is easily proved, if we reflect on what our opponents themselves concede, namely, that it depends solely on the decree and will of God, that each thing is what it is. If it were otherwise, God would not be the cause of all things. Further, that all the decrees of God have been ratified from all eternity by God himself. If it were otherwise, God would be convicted of imperfection or change. But in eternity there is no such thing as _when, before_, or _after_ ; hence it follows solely from the perfection of God, that God never can decree, or never could have decreed anything but what is ; that (God did not exist before his decrees, and would not exist without them. But, it is said, supposing that God had made a different universe, or had ordained other decrees from all eternity concerning nature and her order, we could not therefore conclude any imperfection in God. But persons who say this must admit that God can change his decrees. For if God had ordained any decrees concerning nature and her order, different from those which he has ordained - in other words, if he had willed and conceived something different concerning nature - he would perforce have had a different intellect from that which he has, and also a different will : But if it were allowable to assign to God a different intellect and a different will, without any change in his essence or his perfection, what would there be to prevent him changing the decrees which he has made concerning created things, and nevertheless remaining perfect? For his intellect and will concerning things created and their order are the same, in respect to his essence and perfection, however they be conceived. Further, all the philosophers whom I have read admit that God's intellect is entirely actual, and not at all potential ; as they also admit that God's intellect, and God's will, and God's essence are identical, it follows that, if God had had a different actual intellect and a different will, his essence would also have been different ; and thus, as I concluded at first, if things had been brought into being by God in a different way from that which has obtained, God's intellect and - will, that is (as is admitted) his essence would perforce have been different, which is absurd. \nAs these things could not have been brought into being by God in any but the actual way and order which has obtained ; and as the truth of this proposition follows from the supreme perfection of God ; we can have no sound reason for persuading ourselves to believe that God did not wish to create all the things which were in his intellect, and to create them in the same perfection as he had understood them. But, it will be said, there is in things no perfection nor imperfection ; that which is in them, and which causes them to be called perfect or imperfect, good or bad, depends solely on the will of God. If God had so willed, he might have brought it about that what is now perfection should be extreme imperfection, and _vice versa_. What is such an assertion, but an open declaration that God, who necessarily understands that which he wishes, might bring it about by his will, that he should understand things differently from the way in which he does understand them? This (as we have just shown) is the height of absurdity. Wherefore, I may turn the argument against its employers, as follows: All things depend on the power of God. In order that things should be different from what they are, God's will would necessarily have to be different. But God's will cannot be different (as we have just most clearly demonstrated) from God's perfection. Therefore neither can things be different. I confess that the theory which subjects all things to the will of an indifferent deity, and asserts that they are all dependent on his fiat, is less far from the truth than the theory of those, who maintain that God acts in all things with a view of promoting what is good. For these latter persons seem to set up something beyond God, which does not depend on God, but which God in acting looks to as an exemplar, or which he aims at as a definite goal. This is only another name for subjecting God to the dominion of destiny, an utter absurdity in respect to God, whom we have shown to be the first and only free cause of the essence of all things and also of their existence. I need, therefore, spend no time in refuting such wild theories." + } + ] + }, + { + "id": "134", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_God's power is identical with his essence._", + "childs": [ + { + "id": "134d", + "type": " PROOF", + "text": "From the sole necessity of the essence of God it follows that God is the cause of himself _([Prop. 11](111))_ and of all things _([Prop. 16](116) and [Coroll.](116c1))_. Wherefore the power of God, by which he and all things are and act, is identical with his essence. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "135", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_Whatsoever we conceive to be in the power of God, necessarily exists._", + "childs": [ + { + "id": "135d", + "type": " PROOF", + "text": "Whatsoever is in God's power, must _(by the [last Prop.](134))_ be comprehended in his essence in such a manner, that it necessarily follows therefrom, and therefore necessarily exists. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "136", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_There is no cause from whose nature some effect does not follow._", + "childs": [ + { + "id": "136d", + "type": " PROOF", + "text": "Whatsoever exists expresses God's nature or essence in a given conditioned manner _(by [Coroll., Prop. 25](125c))_ ; that is _(by [Prop. 34](134))_, whatsoever exists, expresses in a given conditioned manner God's power, which is the cause of all things, therefore an effect must _(by [Prop. 16](116))_ necessarily follow. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "1app", + "title": "APPENDIX", + "text": "In the foregoing I have explained the nature and properties of God. I have shown that he necessarily exists, that he is one : that he is, and acts solely by the necessity of his own nature ; that he is the free cause of all things, and how he is so ; that all things are in God, and so depend on him, that without him they could neither exist nor be conceived ; lastly, that all things are pre-determined by God, not through his free will or absolute fiat, but from the very nature of God or infinite power. I have further, where occasion offered, taken care to remove the prejudices, which might impede the comprehension of my demonstrations. Yet there still remain misconceptions not a few, which might and may prove very grave hindrances to the understanding of the concatenation of things, as I have explained it above. I have therefore thought it worth while to bring these misconceptions before the bar of reason. All such opinions spring from the notion commonly entertained, that all things in nature act as men themselves act, namely, with an end in view. It is accepted as certain, that God himself directs all things to a definite goal (for it is said that God made all things for man, and man that he might worship him). I will, therefore, consider this opinion, asking first why it obtains general credence, and why all men are naturally so prone to adopt it ? Secondly, I will point out its falsity ; and, lastly, I will show how it has given rise to prejudices about _good and bad, right and wrong, praise and blame, order and confusion, beauty and ugliness_, and the like. However, this is not the place to deduce these misconceptions from the nature of the human mind : it will be sufficient here, if I assume as a starting point, what ought to be universally admitted, namely, that all men are born ignorant of the causes of things, that all have the desire to seek for what is useful to them, and that they are conscious of such desire. Herefrom it follows first, that men think themselves free, inasmuch as they are conscious of their volitions and desires, and never even dream, in their ignorance, of the causes which have disposed them to wish and desire. Secondly, that men do all things for an end, namely, for that which is useful to them, and which they seek. Thus it comes to pass that they only look for a knowledge of the final causes of events, and when these are learned, they are content, as having no cause for further doubt. If they cannot learn such causes from external sources, they are compelled to turn to considering themselves, and reflecting what end would have induced them personally to bring about the given event, and thus they necessarily judge other natures by their own. Further, as they find in themselves and outside themselves many means which assist them not a little in their search for what is useful, for instance, eyes for seeing, teeth for chewing, herbs and animals for yielding food, the sun for giving light, the sea for breeding fish, &c., they come to look on the whole of nature as a means for obtaining such conveniences. Now as they are aware, that they found these conveniences and did not make them they think they have cause for believing, that some other being has made them for their use. As they look upon things as means, they cannot believe them to be self-created ; but, judging from the means which they are accustomed to prepare for themselves, they are bound to believe in some ruler or rulers of the universe endowed with human freedom, who have arranged and adapted everything for human use. They are bound to estimate the nature of such rulers ( having no information on the subject) in accordance with their own nature, and therefore they assert that the gods ordained everything for the use of man, in order to bind man to themselves and obtain from him the highest honors. Hence also it follows, that everyone thought out for himself, according to his abilities, a different way of worshipping God, so that God might love him more than his fellows, and direct the whole course of nature for the satisfaction of his blind cupidity and insatiable avarice. Thus the prejudice developed into superstition, and took deep root in the human mind ; and for this reason everyone strove most zealously to understand and explain the final causes of things ; but in their endeavor to show that nature does nothing in vain, _i.e._, nothing which is useless to man, they only seem to have demonstrated that nature, the gods, and men are all mad together. Consider, I pray you, the result : among the many helps of nature they were bound to find some hindrances, such as storms, earthquakes, diseases, &c. : so they declared that such things happen, because the gods are angry at some wrong done them by men, or at some fault committed in their worship. Experience day by day protested and showed by infinite examples, that good and evil fortunes fall to the lot of pious and impious alike ; still they would not abandon their inveterate prejudice, for it was more easy for them to class such contradictions among other unknown things of whose use they were ignorant, and thus to retain their actual and innate condition of ignorance, than to destroy the whole fabric of their reasoning and start afresh. They therefore laid down as an axiom, that God's judgments far transcend human understanding. Such a doctrine might well have sufficed to conceal the truth from the human race for all eternity, if mathematics had not furnished another standard of verity in considering solely the essence and properties of figures without regard to their final causes. There are other reasons (which I need not mention here) besides mathematics, which might have caused men's minds to be directed to these general prejudices, and have led them to the knowledge of the truth. \nI have now sufficiently explained my first point. There is no need to show at length, that nature has no particular goal in view, and that final causes are mere human figments. This, I think, is already evident enough, both from the causes and foundations on which I have shown such prejudice to be based, and also from _[Proposition 16](116)_, and the _Corollaries [1](132c1), [2](132c2) of Proposition 32_, and, in fact, all those propositions in which I have shown, that everything in nature proceeds from a sort of necessity, and with the utmost perfection. However, I will add a few remarks, in order to overthrow this doctrine of a final cause utterly. That which is really a cause it considers as an effect, and _vice versa_ : it makes that which is by nature first to be last, and that which is highest and most perfect to be most imperfect. Passing over the questions of cause and priority as self-evident, it is plain from _Propositions [21](121), [22](122), [23](123)_. that that effect, is most perfect which is produced immediately by God ; the effect which requires for its production several intermediate causes is, in that respect, more imperfect. But if those things which were made immediately by God were made to enable him to attain his end, then the things which come after, for the sake of which the first were made, are necessarily the most excellent of all. Further, this doctrine does away with the perfection of God : for, if God acts for an object, he necessarily desires something which he lacks. Certainly, theologians and metaphysicians draw a distinction between the object of want and the object of assimilation ; still they confess that God made all things for the sake of himself, not for the sake of creation. They are unable to point to anything prior to creation, except God himself, as an object for which God should act, and are therefore driven to admit (as they clearly must), that God lacked those things for whose attainment he created means, and further that he desired them.We must not omit to notice that the followers of this doctrine, anxious to display their talent in assigning final causes, have imported a new method of argument in proof of their theory - namely, a reduction, not to the impossible, but to ignorance ; thus showing that they have no other method of exhibiting their doctrine. For example, if a stone falls from a roof on to some one's head and kills him, they will demonstrate by their new method, that the stone fell in order to kill the man ; for, if it had not by God's will fallen with that object, how could so many circumstances (and there are often many concurrent circumstances) have all happened together by chance? Perhaps you will answer that the event is due to the facts that the wind was blowing, and the man was walking that way. _But why_, they will insist, _was the wind blowing, and why was the man at that very time walking that way?_ If you again answer, that the wind had then sprung up because the sea had begun to be agitated the day before, the weather being previously calm, and that the man had been invited by a friend, they will again insist : _But why was the sea agitated, and why was the man invited at that time?_ So they will pursue their questions from cause to cause, till at last you take refuge in the will of God - in other words, the sanctuary of ignorance. So, again, when they survey the frame of the human body, they are amazed ; and being ignorant of the causes of so great a work of art conclude that it has been fashioned, not mechanically, but by divine and supernatural skill, and has been so put together that one part shall not hurt another. Hence any one who seeks for the true causes of miracles, and strives to understand natural phenomena as an intelligent being, and not to gaze at them like a fool, is set down and denounced as an impious heretic by those, whom the masses adore as the interpreters of nature and the gods. Such persons know that, with the removal of ignorance, the wonder which forms their only available means for proving and preserving their authority would vanish also. But I now quit this subject, and pass on to my third point. \nAfter men persuaded themselves, that everything which is created is created for their sake, they were bound to consider as the chief quality in everything that which is most useful to themselves, and to account those things the best of all which have the most beneficial effect on mankind. Further, they were bound to form abstract notions for the explanation of the nature of things, such as _goodness, badness, order, confusion, warmth, cold, beauty, deformity_, and so on ; and from the belief that they are free agents arose the further notions _praise_ and _blame_, _sin_ and _merit_. I will speak of these latter hereafter, when I treat of human nature ; the former I will briefly explain here. Everything which conduces to health and the worship of God they have called _good_, everything which hinders these objects they have styled _bad_ ; and inasmuch as those who do not understand the nature of things do not verify phenomena in any way, but merely imagine them after a fashion, and mistake their imagination for understanding, such persons firmly believe that there is an _order_ in things, being really ignorant both of things and their own nature. When phenomena are of such a kind, that the impression they make on our senses requires little effort of imagination, and can consequently be easily remembered, we say that they are well-ordered ; if the contrary, that they are ill-ordered or _confused_. Further, as things which are easily imagined are more pleasing to us, men prefer order to confusion - as though there were any order in nature, except in relation to our imagination - and say that God has created all things in order ; thus, without knowing it, attributing imagination to God, unless, indeed, they would have it that God foresaw human imagination, and arranged everything, so that it should be most easily imagined. If this be their theory they would not, perhaps, be daunted by the fact that we find an infinite number of phenomena, far surpassing our imagination, and very many others which confound its weakness. But enough has been said on this subject. The other abstract notions are nothing but modes of imagining, in which the imagination is differently affected, though they are considered by the ignorant as the chief attributes of things, inasmuch as they believe that everything was created for the sake of themselves ; and, according as they are affected by it, style it good or bad, healthy or rotten and corrupt. For instance, if the motion whose objects we see communicate to our nerves be conducive to health, the objects causing it are styled _beautiful_ ; if a contrary motion be excited, they are styled _ugly_. Things which are perceived through our sense of smell are styled fragrant or fetid ; it through our taste, sweet or bitter, full-flavored or insipid, if through our touch, hard or soft, rough or smooth, &c. Whatsoever affects our ears is said to give rise to noise, sound, or harmony. In this last case, there are men lunatic enough to believe that even God himself takes pleasure in harmony ; and philosophers are not lacking who have persuaded themselves, that the motion of the heavenly bodies gives rise to harmony - all of which instances sufficiently show that everyone judges of things according to the state of his brain, or rather mistakes for things the forms of his imagination. We need no longer wonder that there have arisen all the controversies we have witnessed and finally skepticism : for, although human bodies in many respects agree, yet in very many others they differ ; so that what seems good to one seems bad to another ; what seems well ordered to one seems confused to another ; what is pleasing to one displeases another, and so on. I need not further enumerate, because this is not the place to treat the subject at length, and also because the fact is sufficiently well known. It is commonly said: _So many men, so many minds ; everyone is wise in his own way ; brains differ as completely as palates._ All of which proverbs show, that men judge of things according to their mental disposition, and rather imagine than understand: for, if they understood phenomena, they would, as mathematics attest, be convinced, if not attracted, by what I have urged. \nWe have now perceived, that all the explanations commonly given of nature are mere modes of imagining, and do not indicate the true nature of anything, but only the constitution of the imagination ; and, although they have names, as though they were entities, existing externally to the imagination, I call them entities imaginary rather than real ; and, therefore, all arguments against us drawn from such abstractions are easily rebutted. Many argue in this way. If all things follow from a necessity of the absolutely perfect nature of God, why are there so many imperfections in nature? such, for instance, as things corrupt to the point of putridity, loathsome deformity, confusion, evil, sin, &c. But these reasoners are, as I have said, easily confuted, for the perfection of things is to be reckoned only from their own nature and power ; things are not more or less perfect, according as they delight or offend human senses, or according as they are serviceable or repugnant to mankind. To those who ask why God did not so create all men, that they should be governed only by reason, I give no answer but this : because matter was not lacking to him for the creation of every degree of perfection from highest to lowest ; or, more strictly, because the laws of his nature are so vast, as to suffice for the production of everything conceivable by an infinite intelligence, as I have shown in _[Proposition 16](116)_. \nSuch are the misconceptions I have undertaken to note ; if there are any more of the same sort, everyone may easily dissipate them for himself with the aid of a little reflection.", + "childs": [] + }, + { + "title":"_End of the First Part._", + "type":"filet" + } + ] + }, + { + "index": 2, + "id": "p2", + "title": "_Part II_, OF _the Nature and Origin of_ THE MIND", + "enonces": [ + { + "id": "2pr", + "title": "PREFACE", + "text": "_I now pass on to explaining the results, which must necessarily follow from the essence of God, or of the eternal and infinite being ; not, indeed, all of them (for we proved in Part 1., _[Prop. 16](116)_, that an infinite number must follow in an infinite number of ways), but only those which are able to lead us, as it were by the hand, to the knowledge of the human mind and its highest blessedness._", + "childs": [] + }, + { + "title":"DEFINITIONS", + "type":"title" + }, + + { + "id": "2d1", + "title": "I.", + "text": "By body I mean a mode which expresses in a certain determinate manner the essence of God, in so far as he is considered as an extended thing. _(See [Coroll. Prop. 25](125c), Part I)_", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d2", + "title": "II.", + "text": "I consider as belonging to the essence of a thing that, which being given, the thing is necessarily given also, and, which being removed, the thing is necessarily removed also ; in other words, that without which the thing, and which itself without the thing, can neither be nor be conceived.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d3", + "title": "III.", + "text": "By idea, I mean the mental conception which is formed by the mind as a thinking thing.", + "childs": [ + { + "id": "2d3e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "I say conception rather than perception, because the word perception seems to imply that the mind is passive in respect to the object ; whereas conception seems to express an activity of the mind." + } + ] + }, + { + "id": "2d4", + "title": "IV.", + "text": "By an adequate idea, I mean an idea which, in so far as it is considered in itself, without relation to the object, has all the properties or intrinsic marks of a true idea.", + "childs": [ + { + "id": "2d4e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "I say intrinsic, in order to exclude that mark which is extrinsic, namely, the agreement between the idea and its object (ideatum)." + } + ] + }, + { + "id": "2d5", + "title": "V.", + "text": "Duration is the indefinite continuance of existing.", + "childs": [ + { + "id": "2d5e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "I say indefinite, because it cannot be determined through the existence itself of the existing thing, or by its efficient cause, which necessarily gives the existence of the thing, but does not take it away." + } + ] + }, + { + "id": "2d6", + "title": "VI. ", + "text": "Reality and perfection I use as synonymous terms.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d7", + "title": "VII.", + "text": "By particular things, I mean things which are finite and have a conditioned existence ; but if several individual things concur in one action, so as to be all simultaneously the effect of one cause, I consider them all, so far, as one particular thing.", + "childs": [] + }, + { + "title":"AXIOMS", + "type":"title" + }, + + { + "id": "2a1", + "title": "I.", + "text": "The essence of man does not involve necessary existence, that is, it may, in the order of nature, come to pass that this or that man does or does not exist.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a2", + "title": "II.", + "text": "Man thinks.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a3", + "title": "III.", + "text": "Modes of thinking, such as love, desire, or any other of the passions, do not take place, unless there be in the same individual an idea of the thing loved, desired, &c. But the idea can exist without the presence of any other mode of thinking.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a4", + "title": "IV.", + "text": "We perceive that a certain body is affected in many ways.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a5", + "title": "V.", + "text": "We feel and perceive no particular things, save bodies and modes of thought. \n_The postulates [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) are given after the conclusion of Prop. 13._", + "childs": [] + }, + { + "id": "201", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_Thought is an attribute of God, or God is a thinking thing._", + "childs": [ + { + "id": "201d", + "type": " PROOF", + "text": "Particular thoughts, or this or that thought, are modes which, in a certain conditioned manner, express the nature of God _([Coroll., Prop. 25](125c), p. I)_. God therefore possesses the attribute _([Defin. 5](1d5), p. I)_ of which the concept is involved in all particular thoughts, which latter are conceived thereby. Thought, therefore, is one of the infinite attributes of God, which express God's eternal and infinite essence _([Defin. 6](1d6), p. I)_. In other words, God is a thinking thing. Q.E.D." + }, + { + "id": "201sc", + "type": "NOTE", + "text": "This proposition is also evident from the fact, that we are able to conceive an infinite thinking being. For, in proportion as a thinking being is conceived as thinking more thoughts, so is it conceived as containing more reality or perfection. Therefore a being, which can think an infinite number of things in an infinite number of ways, is, necessarily, in respect of thinking, infinite. As, therefore, from the consideration of thought alone we conceive an infinite being, thought is necessarily _(Defin. [4](1d4) and [6](1d6), p. I)_ one of the infinite attributes of God, as we were desirous of showing." + } + ] + }, + { + "id": "202", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_Extension is an attribute of God, or God is an extended thing._", + "childs": [ + { + "id": "202d", + "type": " PROOF", + "text": "The proof of this proposition is similar to that of the [last](201d)." + } + ] + }, + { + "id": "203", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_In God there is necessarily the idea not only of his essence, but also of all things which necessarily follow from his essence._", + "childs": [ + { + "id": "203d", + "type": " PROOF", + "text": "God _(by the [first Prop.](201) of this Part)_ can think an infinite number of things in infinite ways, or _(what is the same thing, by [Prop. 16](116), p. I)_ can form the idea of his essence, and of all things which necessarily follow therefrom. Now all that is in the power of God necessarily is. _([Prop. 35](135), p. I)_ Therefore, such an idea as we are considering necessarily is, and in God alone. Q.E.D. _([Prop. 15](115), p. I)_" + }, + { + "id": "203sc", + "type": "NOTE", + "text": "The multitude understand by the power of God the free will of God, and the right over all things that exist, which latter are accordingly generally considered as contingent. For it is said that God has the power to destroy all things, and to reduce them to nothing. Further, the power of God is very often likened to the power of kings. But this doctrine we have refuted _(Corolls. [1](132c1) and [2](132c2), Prop. 32, p. I)_, and we have shown _([Prop. 16](116), p. I)_ that God acts by the same necessity, as that by which he understands himself ; in other words, as it follows from the necessity of the divine nature (as all admit), that God understands himself, so also does it follow by the same necessity, that God performs infinite acts in infinite ways. We further showed _([Prop. 34](134), p. I)_, that God's power is identical with God's essence in action ; therefore it is as impossible for us to conceive God as not acting, as to conceive him as non-existent. If we might pursue the subject further, I could point out, that the power which is commonly, attributed to God is not only, human (as showing that God is conceived by, the multitude as a man, or in the likeness of a man), but involves a negation of power. However, I am unwilling to go over the same ground so often. I would only beg, the reader again and again, to turn over frequently in his mind what I have said in Part I from [Proposition 16](116) to the end. No one will be able to follow my meaning, unless he is scrupulously careful not to confound the power of God with the human power and right of kings." + } + ] + }, + { + "id": "204", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_The idea of God, from which an infinite number of things follow in infinite ways, can only be one._", + "childs": [ + { + "id": "204d", + "type": " PROOF", + "text": "Infinite intellect comprehends nothing save the attributes of God and his modifications _([Prop. 30](130), p. I)_. Now God is one ([Coroll. 1, Prop. 14](114c1), p. I). Therefore the idea of God, wherefrom an infinite number of things follow in infinite ways, can only, be one. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "205", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_The actual being of ideas owns God as its cause, only in so far as he is considered as a thinking thing, not insofar as he is unfolded in any other attribute ; that is, the ideas both of the attributes of God and of particular things do not own as their efficient cause their objects (ideata) or the things perceived, but God himself in so far as he is a thinking thing._", + "childs": [ + { + "id": "205d", + "type": " PROOF", + "text": "This proposition is evident from [Proposition 3](203) of this Part. We there drew the conclusion, that God can form the idea of his essence, and of all things which follow necessarily therefrom, solely, because he is a thinking thing, and not because he is the object of his own idea. Wherefore the actual being of ideas owns for cause God, in so far as he is a thinking thing. It may, be differently proved as follows : the actual being of ideas is (obviously,) a mode of thought, that is _([Coroll., Prop. 25](125c), p. I)_ a mode which expresses in a certain manner the nature of God, in so far as he is a thinking thing, and therefore _([Prop. 10](110), p. I)_ involves the conception of no other attribute of God, and consequently _(by [Axiom 4](1a4), p. I)_ is not the effect of any attribute save thought. Therefore the actual being of ideas owns God as its cause, in so far as he is considered as a thinking thing, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "206", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_The modes of any given attribute are caused by God, in so far as he is considered through the attribute of which they are modes, and not in so far as he is considered through any other attribute._", + "childs": [ + { + "id": "206d", + "type": " PROOF", + "text": "Each attribute is conceived through itself, without any other _([Prop. 10](110), p. I)_ ; wherefore the modes of each attribute involve the conception of that attribute, but not of any other. Thus _([Axiom 4](1a4), p. I)_ they are caused by God, only in so far as he is considered through the attribute whose modes they, are, and not in so far as he is considered through any other. Q.E.D." + }, + { + "id": "206c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence the actual being of things, which are not modes of thought, does not follow from the divine nature, because that nature has prior knowledge of the things. Things represented in ideas follow, and are derived from their particular attribute, in the same manner, and with the same necessity as ideas follow (according to what we have shown) from the attribute of thought." + } + ] + }, + { + "id": "207", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_The order and connection of ideas is the same as the order and connection of things._", + "childs": [ + { + "id": "207d", + "type": " PROOF", + "text": "This proposition is evident from [Axiom 4](1a4), p I. For the idea of everything that is caused depends on a knowledge of the cause, whereof it is an effect." + }, + { + "id": "207c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence God's power of thinking is equal to his realized power of action-that is, whatsoever follows from the infinite nature of God in the world of extension _(formaliter)_, follows without exception in the same order and connection from the idea of God in the world of thought _(objective)_." + }, + { + "id": "207sc", + "type": "NOTE", + "text": "Before going any further, I wish to recall to mind what has been pointed out above - namely, that whatsoever can be perceived by the infinite intellect as constituting the essence of substance, belongs altogether only to one substance : consequently, substance thinking and substance extended are one and the same substance, comprehended now through one attribute, now through the other. So, also, a mode of extension and the idea of that mode are one and the same thing, though expressed in two ways. This truth seems to have been dimly recognized by those Jews who maintained that God, God's intellect, and the things understood by God are identical. For instance, a circle existing in nature, and the idea of a circle existing, which is also in God, are one and the same thing displayed through different attributes. Thus, whether we conceive nature under the attribute of extension, or under the attribute of thought, or under any other attribute, we shall find the same order, or one and the same chain of causes - that is, the same things following in either case. I said that God is the cause of an idea - for instance, of the idea of a circle, - in so far as he is a thinking thing ; and of a circle, in so far as he is an extended thing, simply because the actual being of the idea of a circle can only be perceived as a proximate cause through another mode of thinking, and that again through another, and so on to infinity ; so that, so long as we consider things as modes of thinking, we must explain the order of the whole of nature, or the whole chain of causes, through the attribute of thought only. And, in so far as we consider things as modes of extension, we must explain the order of the whole of nature through the attribute of extension only ; and so on, in the case of other attributes. Wherefore of things as they are in themselves God is really the cause, inasmuch as he consists of infinite attributes. I cannot for the present explain my meaning more clearly." + } + ] + }, + { + "id": "208", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_The ideas of particular things, or of modes, that do not exist, must be comprehended in the infinite idea of God, in the same way as the formal essences of particular things or modes are contained in the attributes of God._", + "childs": [ + { + "id": "208d", + "type": " PROOF", + "text": "This proposition is evident from the [last](207) ; it is understood more clearly from the preceding [Note](207sc)." + }, + { + "id": "208c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence, so long as particular things do not exist, except in so far as they, are comprehended in the attributes of God, their representations in thought or ideas do not exist, except in so far as the infinite idea of God exists ; and when particular things are said to exist, not only in so far as they, are involved in the attributes of God, but also in so far as they are said to continue, their ideas will also involve existence, through which they are said to continue." + }, + { + "id": "208sc", + "type": "NOTE", + "text": "If anyone desires an example to throw more light on this question, I shall, I fear, not be able to give him any, which adequately explains the thing of which I here speak, inasmuch as it is unique ; however, I will endeavour to illustrate it as far as possible. The nature of a circle is such that if any number of straight lines intersect within it, the rectangles formed by their segments will be equal to one another ; thus, infinite equal rectangles are contained in a circle. Yet none of these rectangles can be said to exist, except in so far as the circle exists ; nor can the idea of any of these rectangles be said to exist, except in so far as they are comprehended in the idea of the circle. ![Graph 1](/assets/img/graph-02.png) Let us grant that, from this infinite number of rectangles, two only exist. The ideas of these two not only exist, in so far as they are contained in the idea of the circle, but also as they involve the existence of those rectangles ; wherefore they are distinguished from the remaining ideas of the remaining rectangles." + } + ] + }, + { + "id": "209", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_The idea of an individual thing actually existing is caused by God, not in so far as he is infinite, but in so far as he is considered as affected by another idea o a thing if actually existing, of which he is the cause, in so far as he is affected by a third idea, and so on to infinity._", + "childs": [ + { + "id": "209d", + "type": " PROOF", + "text": "The idea of an individual thing actually existing is an individual mode of thinking, and is distinct from other modes _(by the [Coroll.](208c) and [Note](208sc) to Prop. 8)_ ; thus _(by [Prop. 6](206))_ it is caused by God, in so far only as he is a thinking thing. But not _(by [Prop. 28](128), p. I)_ in so far as he is a thing thinking absolutely, only in so far as he is considered as affected by another mode of thinking ; and he is the cause of this latter, as being affected by a third, and so on to infinity. Now, the order and connection of ideas is _(by [Prop. 7](207))_ the same as the order and connection of causes. Therefore of a given individual idea another individual idea, or God, in so far as he is considered as modified by that idea, is the cause ; and of this second idea God is the cause, in so far as he is affected by another idea, and so on to infinity. Q.E.D." + }, + { + "id": "209c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Whatsoever takes place in the individual object of any idea, the knowledge thereof is in God, in so far only as he has the idea of the object." + }, + { + "id": "209cd", + "type": " PROOF", + "text": "Whatsoever takes place in the object of any idea, its idea is in God _(by [Prop. 3](203))_, not in so far as he is infinite, but in so far as he is considered as affected by another idea of an individual thing _(by the [last Prop.](208))_ ; but _(by [Prop. 7](207))_ the order and connection of ideas is the same as the order and connection of things. The knowledge, therefore, of that which takes place in any individual object will be in God, in so far only as he has the idea of that object. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "210", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_The being of substance does not appertain to the essence of man - in other words, substance does not constitute the actual being^[_Forma_] of man._", + "childs": [ + { + "id": "210d", + "type": " PROOF", + "text": "The being of substance involves necessary existence _([Prop. 7](107), p. I)_. If, therefore, the being of substance appertains to the essence of man, substance being granted, man would necessarily be granted also _([Defin. 2](2d2))_, and, consequently, man would necessarily exist, which is absurd _([Axiom 1](2a1))_. Therefore, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "210sc", + "type": "NOTE", + "text": "This proposition may also be proved from [Proposition 5](105), in which it is shown that there cannot be two substances of the same nature ; for as there may be many men, the being of substance is not that which constitutes the actual being of man. Again, the proposition is evident from the other properties of substance - namely, that substance is in its nature infinite, immutable, indivisible, &c., as anyone may see for himself" + }, + { + "id": "210c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows, that the essence of man is constituted by certain modifications of the attributes of God." + }, + { + "id": "210cd", + "type": " PROOF", + "text": "For _(by the [last Prop.](210))_ the being of substance does not belong to the essence of man. That essence therefore _(by, [Prop. 15](115) p. I)_ is something which is in God, and which without God can neither be nor be conceived, whether it be a modification _([Coroll., Prop. 25](125c) p. I)_, or a mode which expresses God's nature in a certain conditioned manner." + }, + { + "id": "210csc", + "type": "NOTE", + "text": "Everyone must surely admit, that nothing can be or be conceived without God. All men agree that God is the one and only cause of all things, both of their essence and of their existence ; that is, God is not only - the cause of things in respect to their being made _(secundum fieri)_, but also in respect to their being _(secundum esse)_. At the same time many assert, that that, without which a thing cannot be nor be conceived, belongs to the essence of that thing ; wherefore they believe that either the nature of God appertains to the essence of created things, or else that created things can be or be conceived without God ; or else, as is more probably the case, they hold inconsistent doctrines. I think the cause for such confusion is mainly, that they do not keep to the proper order of philosophic thinking. The nature of God, which should be reflected on first, inasmuch as it is prior both in the order of knowledge and the order of nature, they have taken to be last in the order of knowledge, and have put into the first place what they call the objects of sensation ; hence, while they are considering natural phenomena, they give no attention at all to the divine nature, and, when afterwards they apply their mind to the study of the divine nature, they are quite unable to bear in mind the first hypotheses, with which they have overlaid the knowledge of natural phenomena, inasmuch as such hypotheses are no help towards understanding the Divine nature. So that it is hardly to be wondered at, that these persons contradict themselves freely. However, I pass over this point. My intention here was only to give a reason for not saying, that that, without which a thing cannot be or be conceived, belongs to the essence of that thing: individual things cannot be or be conceived without God, yet God does not appertain to their essence. I said that I considered as belonging to the essence of a thing that, which being given, the thing is necessarily given also, and which being removed, the thing is necessarily removed also ; or that without which the thing, and which itself without the thing can neither be nor be conceived." + } + ] + }, + { + "id": "211", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_The first element, which constitutes the actual being of the human mind, is the idea of some particular thing actually existing._", + "childs": [ + { + "id": "211d", + "type": " PROOF", + "text": "The essence of man _(by the [Coroll. of the last Prop.](210c))_ is constituted by certain modes of the attributes of God, namely _(by [Axiom 2](2a2))_, by the modes of thinking, of all which _(by [Axiom 3](2a3))_ the idea is prior in nature, and, when the idea is given, the other modes (namely, those of which the idea is prior in nature) must be in the same individual _(by the [same Axiom](2a3))_. Therefore an idea is the first element constituting the human mind. But not the idea of a non-existent thing, for then _([Coroll., Prop. 8](208c))_ the idea itself cannot be said to exist ; it must therefore be the idea of something actually existing. But not of an infinite thing. For an infinite thing _(Prop. [21](121), [22](122), p. I)_, must always necessarily exist ; this would _(by [Axiom 1](2a1))_ involve an absurdity. Therefore the first element, which constitutes the actual being of the human mind, is the idea of something actually existing. Q.E.D." + }, + { + "id": "211c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows, that the human mind is part of the infinite intellect of God ; thus when we say, that the human mind perceives this or that, we make the assertion, that God has this or that idea, not in so far as he is infinite, but in so far as he is displayed through the nature of the human mind, or in so far as he constitutes the essence of the human mind ; and when we say that God has this or that idea, not only in so far as he constitutes the essence of the human mind, but also in so far as he, simultaneously with the human mind, has the further idea of another thing, we assert that the human mind perceives a thing in part or inadequately." + }, + { + "id": "211sc", + "type": "NOTE", + "text": "Here, I doubt not, readers will come to a stand, and will call to mind many things which will cause them to hesitate ; I therefore beg them to accompany me slowly, step by step, and not to pronounce on my statements, till they have read to the end." + } + ] + }, + { + "id": "212", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_Whatsoever comes to pass in the object of the idea, which constitutes the human mind, must be perceived by the human mind, or there will necessarily be an idea in the human mind of the said occurrence. That is, if the object of the idea constituting the human mind be a body, nothing can take place in that body without being perceived by the mind._", + "childs": [ + { + "id": "212d", + "type": " PROOF", + "text": "Whatsoever comes to pass in the object of any idea, the knowledge thereof is necessarily in God _([Coroll., Prop. 9](209c))_, in so far as he is considered as affected by the idea of the said object, that is _([Prop. 11](211))_, in so far as he constitutes the mind of anything. Therefore, whatsoever takes place in the object constituting the idea of the human mind, the knowledge thereof is necessarily in God, in so far as he constitutes the nature of the human mind ; that is _(by [Coroll., Prop. 11](211c))_ the knowledge of the said thing will necessarily be in the mind, in other words the mind perceives it." + }, + { + "id": "212sc", + "type": "NOTE", + "text": "This proposition is also evident, and is more clearly to be understood from [Note, Prop. 7](207sc), which see." + } + ] + }, + { + "id": "213", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_The object of the idea constituting the human mind is the body, in other words a certain mode of extension which actually exists, and nothing else._", + "childs": [ + { + "id": "213d", + "type": " PROOF", + "text": "If indeed the body were not the object of the human mind, the ideas of the modifications of the body would not be in God _([Coroll., Prop. 9](209c))_ in virtue of his constituting our mind, but in virtue of his constituting the mind of something else ; that is _([Coroll., Prop. 11](211c))_ the ideas of the modifications of the body would not be in our mind : now _(by [Axiom 4](2a4))_ we do possess the ideas of the modifications of the body. Therefore the object of the idea constituting the human mind is the body, and the body as it actually exists _([Prop. 11](211))_. Further, if there were any other object of the idea constituting the mind besides body, then, as nothing can exist from which some effect does not follow _([Prop. 36](136), p. I)_ there would necessarily have to be in our mind an idea, which would be the effect of that other object _(by the last [Prop.](212))_ ; but _([Axiom 5](2a5))_ there is no such idea. Wherefore the object of our mind is the body as it exists, and nothing else. Q.E.D." + }, + { + "id": "213c", + "type": "COROLLARY", + "text": "We thus comprehend, not only that the human mind is united to the body, but also the nature of the union between mind and body." + }, + { + "id": "213sc", + "type": "NOTE", + "text": "However, no one will be able to grasp this adequately or distinctly, unless he first has adequate knowledge of the nature of our body. The propositions we have advanced hitherto have been entirely general, applying not more to men than to other individual things, all of which, though in different degrees, are animated^[_animata_]. For of everything there is necessarily an idea in God, of which God is the cause, in the same way as there is an idea of the human body ; thus whatever we have asserted of the idea of the human body must necessarily also be asserted of the idea of everything else. Still, on the other hand, we cannot deny that ideas, like objects, differ one from the other, one being more excellent than another and containing more reality, just as the object of one idea is more excellent than the object of another idea, and contains more reality. Wherefore, in order to determine, wherein the human mind differs from other things, and wherein it surpasses them, it is necessary for us to know the nature of its object, that is, of the human body. What this nature is, I am not able here to explain, nor is it necessary for the proof of what I advance, that I should do so. I will only say generally, that in proportion as any given body is more fitted than others for doing many actions or receiving many impressions at once, so also is the mind, of which it is the object, more fitted than others for forming many simultaneous perceptions ; and the more the actions of one body depend on itself alone, and the fewer other bodies concur with it in action, the more fitted is the mind of which it is the object for distinct comprehension. We may thus recognize the superiority of one mind over others, and may further see the cause, why we have only a very confused knowledge of our body, and also many kindred questions, which I will, in the following propositions, deduce from what has been advanced. Wherefore I have thought it worth while to explain and prove more strictly my present statements. In order to do so, I must premise a few propositions concerning the nature of bodies." + } + ] + }, + { + "id": "213a1", + "title": "AXIOM 1", + "text": "All bodies are either in motion or at rest.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213a2", + "title": "AXIOM 2", + "text": "Every body is moved sometimes more slowly, sometimes more quickly.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213l1", + "title": "LEMMA 1", + "text": "_Bodies are distinguished from one another in respect of motion and rest, quickness and slowness, and not in respect of substance._", + "childs": [ + { + "id": "213l1d", + "type": "PROOF", + "text": "The first part of this proposition is, I take it, self-evident. That bodies are not distinguished in respect of substance is plain both from Prop. _[5](105)_ and _[8](108)_ p. I. It is brought out still more clearly from _[Scol. Prop. 15](115sc)_, p. I." + } + ] + }, + { + "id": "213l2", + "title": "LEMMA 2", + "text": "_All bodies agree in certain respects.", + "childs_": [ + { + "id": "213l2d", + "type": "PROOF", + "text": "All bodies agree in the fact, that they involve the conception of one and the same attribute _([Defin. 1](2d1))_. Further, in the fact that they may be moved less or more quickly, and may be absolutely in motion or at rest." + } + ] + }, + { + "id": "213l3", + "title": "LEMMA 3", + "text": "_A body in motion or at rest must be determined to motion or rest by another body, which other body has been determined to motion or rest by a third body, and that third again by a fourth, and so on to infinity._", + "childs": [ + { + "id": "213l3d", + "type": "PROOF", + "text": "Bodies are individual things _([Defin. 1](2d1))_, which _([Lemma 1](213l1))_ are distinguished one from the other in respect to motion and rest ; thus _([Prop. 28](128), p. I)_ each must necessarily be determined to motion or rest by another individual thing, namely _([Prop. 6](206))_, by another body, which other body is also _([Axiom 1](2a1))_ in motion or at rest. And this body again can only have been set in motion or caused to rest by being determined by a third body to motion or rest. This third body again by a fourth, and so on to infinity. Q.E.D." + }, + { + "id": "213l3c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows, that a body in motion keeps in motion, until it is determined to a state of rest by some other body ; and a body at rest remains so, until it is determined to a state of motion by some other body. This is indeed self-evident. For when I suppose, for instance, that a given body, A, is at rest, and do not take into consideration other bodies in motion, I cannot affirm anything concerning the body A, except that it is at rest. If it afterwards comes to pass that A is in motion, this cannot have resulted from its having been at rest, for no other consequence could have been involved than its remaining at rest. If, on the other hand, A be given in motion, we shall, so long as we only consider A, be unable to affirm anything concerning it, except that it is in motion. If A is subsequently found to be at rest, this rest cannot be the result of A's previous motion, for such motion can only have led to continued motion ; the state of rest therefore must have resulted from something, which was not in A, namely, from an external cause determining A to a state of rest." + } + ] + }, + { + "id": "213a1a", + "title": "AXIOM 1", + "text": "All modes, wherein one body is affected by another body, follow simultaneously from the nature of the body affected and the body affecting ; so that one and the same body may be moved in different modes, according to the difference in the nature of the bodies moving it ; on the other hand, different bodies may be moved in different modes by one and the same body.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213a2a", + "title": "AXIOM 2", + "text": "![Graph 1](/assets/img/graph-03.png) When a body in motion impinges on another body at rest, which it is unable to move, it recoils, in order to continue its motion, and the angle made by the line of motion in the recoil and the plane of the body at rest, whereon the moving body has impinged, will be equal to the angle formed by the line of motion of incidence and the same plane. \n \nSo far we have been speaking only of the most simple bodies, which are only distinguished one from the other by motion and rest, quickness and slowness. We now pass on to compound bodies.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213def", + "title": "DEFINITION", + "text": "_When any given bodies of the same or different magnitude are compelled by other bodies to remain in contact, or if they be moved at the same or different rates of speed, so that their mutual movements should preserve among themselves a certain fixed relation, we say that such bodies are in union, and that together they compose one body or individual, which is distinguished from other bodies by this fact of union._", + "childs": [] + }, + { + "id": "213a3", + "title": "AXIOM 3", + "text": "In proportion as the parts of an individual, or a compound body, are in contact over a greater or less superficies, they will with greater or less difficulty admit of being moved from their position ; consequently the individual will, with greater or less difficulty, be brought to assume another form. Those bodies, whose parts are in contact over large superficies, are called _hard_ ; those, whose parts are in contact over small superficies, are called _soft_ ; those, whose parts are in motion among, one another, are called _fluid_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213l4", + "title": "LEMMA 4", + "text": "_If from a body or individual, compounded of several bodies, certain bodies be separated, and if, at the same time, an equal number of other bodies o the same nature take, if their place, the individual will preserve its nature as before, without any change in its actuality (forma)._", + "childs": [ + { + "id": "213l4d", + "type": "PROOF", + "text": "Bodies _([Lemma 1](213l1))_ are not distinguished in respect of substance: that which constitutes the actuality (formam) of an individual consists _(by the [last Defin.](213def))_ in a union of bodies ; but this union, although there is a continual change of bodies, will _(by our hypothesis)_ be maintained ; the individual, therefore, will retain its nature as before, both in respect of substance and in respect of mode. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "213l5", + "title": "LEMMA 5", + "text": "_If the parts composing an individual become greater or less, but in such proportion, that they all preserve the same mutual relations of motion and rest, the individual will still preserve its original nature, and its actuality will not be changed._", + "childs": [ + { + "id": "213l5d", + "type": " Proof.", + "text": "The same as for the [last Lemma](213l4)." + } + ] + }, + { + "id": "213l6", + "title": "LEMMA 6", + "text": "_If certain bodies composing an individual be compelled to change the motion, which they have in one direction, for motion in another direction, but in such a manner, that they be able to continue their motions and their mutual communication in the same relations as before, the individual will retain its own nature without any change of its actuality._", + "childs": [ + { + "id": "213l6d", + "type": " Proof.", + "text": "This proposition is self-evident, for the individual is supposed to retain all that, which, in its definition, we spoke of as its actual being." + } + ] + }, + { + "id": "213l7", + "title": "LEMMA 7", + "text": "_Furthermore, the individual thus composed preserves its nature, whether it be, as a whole, in motion or at rest, whether it be moved in this or that direction ; so long as each part retains its motion, and preserves its communication with other parts as before._", + "childs": [ + { + "id": "213l7d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is evident from the [Definition](213def) of an individual prefixed to Lemma 4." + }, + { + "id": "213l7sc", + "type": "NOTE", + "text": "We thus see, how a composite individual may be affected in many different ways, and preserve its nature notwithstanding. Thus far we have conceived an individual as composed of bodies only distinguished one from the other in respect of motion and rest, speed and slowness ; that is, of bodies of the most simple character. If, however, we now conceive another individual composed of several individuals of diverse natures, we shall find that the number of ways in which it can be affected, without losing its nature, will be greatly multiplied. Each of its parts would consist of several bodies, and therefore _(by [last Lemma](213l7))_ each part would admit, without change to its nature, of quicker or slower motion, and would consequently be able to transmit its motions more quickly or more slowly to the remaining parts. If we further conceive a third kind of individuals composed of individuals of this second kind, we shall find that they may be affected in a still greater number of ways without changing their actuality. We may easily proceed thus to infinity, and conceive the whole of nature as one individual, whose parts, that is, all bodies, vary in infinite ways, without any change in the individual as a whole. I should feel bound to explain and demonstrate this point at more length, if I were writing a special treatise on body. But I have already said that such is not my object, I have only touched on the question, because it enables me to prove easily that which I have in view." + } + ] + }, + { + "title":"POSTULATES", + "type":"title" + }, + { + "id": "213p1", + "title": "I.", + "text": "The human body is composed of a number of individual parts, of diverse nature, each one of which is in itself extremely complex.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p2", + "title": "II.", + "text": "Of the individual parts composing the human body some are fluid, some soft, some hard.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p3", + "title": "III.", + "text": "The individual parts composing the human body, and consequently the human body itself, are affected in a variety of ways by external bodies.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p4", + "title": "IV.", + "text": "The human body stands in need for its preservation of a number of other bodies, by which it is continually, so to speak, regenerated.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p5", + "title": "V.", + "text": "When the fluid part of the human body is determined by an external body to impinge often on another soft part, it changes the surface of the latter, and, as it were, leaves the impression thereupon of the external body which impels it.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p6", + "title": "VI.", + "text": "The human body can move external bodies, and arrange them in a variety of ways.", + "childs": [] + }, + { + "id": "214", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_The human mind is capable of perceiving a great number of things, and is so in proportion as its body is capable of receiving a great number of impressions._", + "childs": [ + { + "id": "214d", + "type": "PROOF", + "text": "The human body _(by Post. [3](213p3) and [6](213p6))_ is affected in very many ways by external bodies, and is capable in very many ways of affecting external bodies. But _([Prop. 12](212))_ the human mind must perceive all that takes place in the human body ; the human mind is, therefore, capable of perceiving a great number of things, and is so in proportion, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "215", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_The idea, which constitutes the actual being of the human mind, is not simple, but compounded of a great number of ideas._", + "childs": [ + { + "id": "215d", + "type": "PROOF", + "text": "The idea constituting the actual being of the human mind is the idea of the body _([Prop. 13](213))_, which _([Post. 1](213p1))_ is composed of a great number of complex individual parts. But there is necessarily in God the idea of each individual part whereof the body is composed _([Coroll. Prop. 8](208c))_ ; therefore _([Prop. 7](207))_, the idea of the human body is composed of these numerous ideas of its component parts. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "216", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_The idea of every mode, in which the human body is affected by external bodies, must involve the nature of the human body, and also the nature of the external body._", + "childs": [ + { + "id": "216d", + "type": "PROOF", + "text": "All the modes, in which any given body is affected, follow from the nature of the body affected, and also from the nature of the affecting body _(by [Axiom 1](213a1a), after the Coroll. of Lemma 3)_, wherefore their idea also necessarily _(by [Axiom 4](1a4), p. I)_ involves the nature of both bodies ; therefore, the idea of every mode, in which the human body is affected by external bodies, involves the nature of the human body and of the external body. Q.E.D." + }, + { + "id": "216c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "Hence it follows, first, that the human mind perceives the nature of a variety of bodies, together with the nature of its own." + }, + { + "id": "216c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "It follows, secondly, that the ideas, which we have of external bodies, indicate rather the constitution of our own body than the nature of external bodies. I have amply illustrated this in the [Appendix](1app) to Part I." + } + ] + }, + { + "id": "217", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_If the human body is affected in a manner which involves the nature of any external body, the human mind will regard the said external body as actually existing, or as present to itself, until the human body be affected in such a way, as to exclude the existence or the presence of the said external body._", + "childs": [ + { + "id": "217d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is self-evident, for so long as the human body continues to be thus affected, so long will the human mind _([Prop. 12](212))_ regard this modification of the body - that is _(by the [last Prop.](216))_, it will have the idea of the mode as actually existing, and this idea involves the nature of the external body. In other words, it will have the idea which does not exclude, but postulates the existence or presence of the nature of the external body ; therefore the mind _(by [Coroll. 1 last Prop.](216c1))_ will regard the external body as actually existing, until it is affected, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "217c", + "type": "COROLLARY", + "text": "The mind is able to regard as present external bodies, by which the human body has once been affected, even though they be no longer in existence or present." + }, + { + "id": "217cd", + "type": "PROOF", + "text": "When external bodies determine the fluid parts of the human body, so that they often impinge on the softer parts, they change the surface of the last named _([Post. 5](213p5))_ ; hence _([Axiom 2](213a2a) after Coroll. of Lemma 3)_ they are refracted therefrom in a different manner from that which they followed before such change ; and, further, when afterwards they impinge on the new surfaces by their own spontaneous movement, they will be refracted in the same manner, as though they had been impelled towards those surfaces by external bodies ; consequently, they will, while they continue to be thus refracted, affect the human body in the same manner, whereof the mind _([Prop. 12](212))_ will again take cognizance - that is _([Prop. 17](217))_, the mind will again regard the external body as present, and will do so, as often as the fluid parts of the human body impinge on the aforesaid surfaces by their own spontaneous motion. Wherefore, although the external bodies, by which the human body has once been affected, be no longer in existence, the mind will nevertheless regard them as present, as often as this action of the body is repeated. Q.E.D." + }, + { + "id": "217sc", + "type": "NOTE", + "text": "We thus see how it comes about, as is often the case, that we regard as present things which are not. It is possible that the same result may be brought about by other causes ; but I think it suffices for me here to have indicated one possible explanation, just as well as if I had pointed out the true cause. Indeed, I do not think I am very far from the truth, for all my assumptions are based on postulates, which rest, almost without exception, on experience, that cannot be controverted by those who have shown, as we have, that the human body, as we feel it, exists _([Coroll.](213c) after Prop. 13)_. Furthermore _([Coroll. Prop 17](217c), [Coroll. 2 Prop. 16](216c2))_, we clearly understand what is the difference between the idea, say, of Peter, which constitutes the essence of Peter's mind, and the idea of the said Peter, which is in another man, say, Paul. The former directly answers to the essence of Peter's own body, and only implies existence so long as Peter exists ; the latter indicates rather the disposition of Paul's body than the nature of Peter, and, therefore, while this disposition of Paul's body lasts, Paul's mind will regard Peter as present to itself, even though he no longer exists. Further, to retain the usual phraseology, the modifications of the human body, of which the ideas represent external bodies as present to us, we will call the images of things, though they do not recall the figure of things. When the mind regards bodies in this fashion, we say that it imagines. I will here draw attention to the fact, in order to indicate where error lies, that the imaginations of the mind, looked at in themselves, do not contain error. The mind does not err in the mere act of imagining, but only in so far as it is regarded as being without the idea, which excludes the existence of such things as it imagines to be present to it. If the mind, while imagining non-existent things as present to it, is at the same time conscious that they do not really exist, this power of imagination must be set down to the efficacy of its nature, and not to a fault, especially if this faculty of imagination depend solely on its own nature - that is _([Defin. 7](1d7), p. I)_, if this faculty of imagination be free." + } + ] + }, + { + "id": "218", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_If the human body has once been affected by two or more bodies at the same time, when the mind afterwards imagines any of them, it will straightway remember the others also._", + "childs": [ + { + "id": "218d", + "type": "PROOF", + "text": "The mind _([Coroll. Prop. 17](217c))_ imagines any given body, because the human body is affected and disposed by the impressions from an external body, in the same manner as it is affected when certain of its parts are acted on by the said external body ; but _(by our hypothesis)_ the body was then so disposed, that the mind imagined two bodies at once ; therefore, it will also in the second case imagine two bodies at once, and the mind, when it imagines one, will straightway remember the other. Q.E.D." + }, + { + "id": "218sc", + "type": "NOTE", + "text": "We now clearly see what Memory is. It is simply a certain association of ideas involving the nature of things outside the human body, which association arises in the mind according to the order and association of the modifications _(affectiones)_ of the human body. I say, first, it is an association of those ideas only, which involve the nature of things outside the human body: not of ideas which answer to the nature of the said things : ideas of the modifications of the human body are, strictly speaking _([Prop. 16](216))_, those which involve the nature both of the human body and of external bodies. I say, secondly, that this association arises according to the order and association of the modifications of the human body, in order to distinguish it from that association of ideas, which arises from the order of the intellect, whereby the mind perceives things through their primary causes, and which is in all men the same. And hence we can further clearly understand, why the mind from the thought of one thing, should straightway arrive at the thought of another thing, which has no similarity with the first ; for instance, from the thought of the word _pomum_ (an apple), a Roman would straightway arrive at the thought of the fruit apple, which has no similitude with the articulate sound in question, nor anything in common with it, except that the body of the man has often been affected by these two things ; that is, that the man has often heard the word _pomum_, while he was looking at the fruit ; similarly every man will go on from one thought to another, according as his habit has ordered the images of things in his body. For a soldier, for instance, when he sees the tracks of a horse in sand, will at once pass from the thought of a horse to the thought of a horseman, and thence to the thought of war, &c. ; while a countryman will proceed from the thought of a horse to the thought of a plough, a field, &c. Thus every man will follow this or that train of thought, according as he has been in the habit of conjoining and associating the mental images of things in this or that manner." + } + ] + }, + { + "id": "219", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_The human mind has no knowledge of the body, and does not know it to exist, save through the ideas of the modifications whereby the body is affected._", + "childs": [ + { + "id": "219d", + "type": "PROOF", + "text": "The human mind is the very idea or knowledge of the human body _([Prop. 13](213))_, which _([Prop. 9](209))_ is in God, in so far as he is regarded as affected by another idea of a particular thing actually existing : or, inasmuch as _([Post. 4](213p4))_ the human body stands in need of very many bodies whereby, it is, as it were, continually regenerated ; and the order and connection of ideas is the same as the order and connection of causes _([Prop. 7](207))_ ; this idea will therefore be in God, in so far as he is regarded as affected by the ideas of very many particular things. Thus God has the idea of the human body, or knows the human body, in so far as he is affected by very many other ideas, and not in so far as he constitutes the nature of the human mind ; that is _(by [Coroll., Prop. 11](211c))_, the human mind does not know the human body. But the ideas of the modifications of body are in God, in so far as he constitutes the nature of the human mind, or the human mind perceives those modifications _([Prop. 12](212))_, and consequently _([Prop. 16](216))_ the human body itself, and as actually existing _([Prop. 17](217))_; therefore the mind perceives thus far only the human body. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "220", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_The idea or knowledge of the human mind is also in God, following in God in the same manner, and being referred to God in the same manner, as the idea or knowledge of the human body._", + "childs": [ + { + "id": "220d", + "type": "PROOF", + "text": "Thought is an attribute of God _([Prop. 1](201))_ ; therefore _([Prop. 3](203))_ there must necessarily be in God the idea both of thought itself and of all its modifications, consequently also of the human mind _([Prop. 11](201))_. Further, this idea or knowledge of the mind does not follow from God, in so far as he is infinite, but in so far as he is affected by another idea of an individual thing _([Prop. 9](209))_. But _([Prop. 7](207))_ the order and connection of ideas is the same as the order and connection of causes ; therefore this idea or knowledge of the mind is in God and is referred to God, in the same manner as the idea or knowledge of the body. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "221", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_This idea of the mind is united to the mind in the same way as the mind is united to the body._", + "childs": [ + { + "id": "221d", + "type": "PROOF", + "text": "That the mind is united to the body we have shown from the fact, that the body is the object of the mind _(Prop. [12](212) and [13](213))_ ; and so for the same reason the idea of the mind must be united with its object, that is, with the mind in the same manner as the mind is united to the body. Q.E.D." + }, + { + "id": "221sc", + "type": "NOTE", + "text": "This proposition is comprehended much more clearly from what we said in the [Note to Prop. 7](207sc). We there showed that the idea of body and body, that is, mind and body _([Prop. 13](213))_, are one and the same individual conceived now under the attribute of thought, now under the attribute of extension ; wherefore the idea of the mind and the mind itself are one and the same thing, which is conceived under one and the same attribute, namely, thought. The idea of the mind, I repeat, and the mind itself are in God by the same necessity and follow from him from the same power of thinking. Strictly speaking, the idea of the mind, that is, the idea of an idea, is nothing but the distinctive quality _(forma)_ of the idea in so far as it is conceived as a mode of thought without reference to the object ; if a man knows anything, he, by that very fact, knows that he knows it, and at the same time knows that he knows that he knows it, and so on to infinity. But I will treat of this hereafter." + } + ] + }, + { + "id": "222", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_The human mind perceives not only the modifications of the body, but also the ideas of such modification._", + "childs": [ + { + "id": "222d", + "type": "PROOF", + "text": "The ideas of the ideas of modifications follow in God in the same manner, and are referred to God in the same manner, as the ideas of the said modifications. This is proved in the same way as [Proposition 20](220). But the ideas of the modifications of the body are in the human mind _([Prop. 12](212))_, that is, _([Coroll., Prop. 11](211c))_ in God, in so far as he constitutes the essence of the human mind ; therefore the ideas of these ideas will be in God, in so far as he has the knowledge or idea of the human mind, that is _([Prop. 21](221))_, they will be in the human mind itself, which therefore perceives not only the modifications of the body, but also the ideas of such modifications. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "223", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_The mind does not know itself, except in so far as it perceives the ideas of the modifications of the body._", + "childs": [ + { + "id": "223d", + "type": "PROOF", + "text": "The idea or knowledge of the mind _([Prop. 20](220))_ follows in God in the same manner, and is referred to God in the same manner, as the idea or knowledge of the body. But since _([Prop. 19](219))_ the human mind does not know the human body itself, that is _([Coroll., Prop. 11](211c))_, since the knowledge of the human body is not referred to God, in so far as he constitutes the nature of the human mind ; therefore, neither is the knowledge of the mind referred to God, in so far as he constitutes the essence of the human mind ; therefore _(by the same [Coroll., Prop. 11](211c))_, the human mind thus far has no knowledge of itself. Further the ideas of the modifications, whereby the body is affected, involve the nature of the human body itself _([Prop. 16](216))_, that is _([Prop. 13](213))_, they agree with the nature of the mind ; wherefore the knowledge of these ideas necessarily involves knowledge of the mind ; but _(by the [last Prop.](222))_ the knowledge of these ideas is in the human mind itself ; wherefore the human mind thus far only has knowledge of itself. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "224", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_The human mind does not involve an adequate knowledge of the parts composing the human body._", + "childs": [ + { + "id": "224d", + "type": "PROOF", + "text": "The parts composing the human body do not belong to the essence of that body, except in so far as they communicate their motions to one another in a certain fixed relation _([Defin.](213def) after Coroll. Lemma 3)_, not in so far as they can be regarded as individuals without relation to the human body. The parts of the human body are highly complex individuals _([Post. 1](213p1))_, whose parts _([Lemma 4](213l4))_ can be separated from the human body without in any way destroying the nature and distinctive quality, of the latter, and they can communicate their motions _([Axiom 1](213a1a)_, after Lemma 3)_ to other bodies in another relation ; therefore _([Prop. 3](203))_ the idea or knowledge of each part will be in God, inasmuch _([Prop. 9](209))_ as he is regarded as affected by another idea of a particular thing, which particular thing is prior in the order of nature to the aforesaid part _([Prop. 7](207))_. We may, affirm the same thing of each part of each individual composing the human body ; therefore, the knowledge of each part composing the human body is in God, in so far as he is affected by very many ideas of things, and not in so far as he has the idea of the human body only, in other words, the idea which constitutes the nature of the human mind _([Prop. 13](213))_ ; therefore _([Coroll., Prop. 11](211c))_, the human mind does not involve an adequate knowledge of the human body. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "225", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "_The idea of each modification of the human body does not involve an adequate knowledge of the external body._", + "childs": [ + { + "id": "225d", + "type": "PROOF", + "text": "We have shown that the idea of a modification of the human body, involves the nature of an external body _([Prop. 16](216))_, in so far as that external body conditions the human body in a given manner. But, in so far as the external body is an individual, which has no reference to the human body, the knowledge or idea thereof is in God _([Prop. 9](209))_, in so far as God is regarded as affected by the idea of a further thing, which _([Prop. 7](207))_ is naturally prior to the said external body. Wherefore an adequate knowledge of the external body is not in God, in so far as he has the idea of the modification of the human body ; in other words, the idea of the modification of the human body, does not involve an adequate knowledge of the external body. Q. E.D." + } + ] + }, + { + "id": "226", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_The human mind does not perceive any external body as actually existing, except through the ideas of the modifications of its own body._", + "childs": [ + { + "id": "226d", + "type": "PROOF", + "text": "If the human body is in no way affected by a given external body, then _([Prop. 7](207))_ neither is the idea of the human body, in other words _([Prop. 13](213))_, the human mind, affected in any way by the idea of the existence of the said external body, nor does it any manner perceive its existence. But, in so far as the human body is affected in any way by a given external body, thus far _([Prop. 16](216) and [Coroll. 1](216c1))_ it perceives that external body. Q.E.D." + }, + { + "id": "226c", + "type": "COROLLARY", + "text": "In so far as the human mind imagines an external body, it has not an adequate knowledge thereof." + }, + { + "id": "226cd", + "type": "PROOF", + "text": "When the human mind regards external bodies through the ideas of the modifications of its own body, we say that it imagines _(see [Note, Prop. 17](217sc))_ ; now the mind can only imagine external bodies as actually, existing _([last Prop.](226))_. Therefore _(by [Prop. 25](225))_, in so far as the mind imagines external bodies, it has not an adequate knowledge of them. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "227", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_The idea of each modification of the human body does not involve an adequate knowledge of the human body itself._", + "childs": [ + { + "id": "227d", + "type": "PROOF", + "text": "Every idea of a modification of the human body involves the nature of the human body, in so far as the human body is regarded as affected in a given manner _([Prop. 16](216))_. But, inasmuch as the human body is an individual which may be affected in many other ways, the idea of the said modification, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "228", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_The idea of the modifications of the human body, in so far as they have reference only to the human mind, are not clear and distinct, but confused._", + "childs": [ + { + "id": "228d", + "type": "PROOF", + "text": "The ideas of the modifications of the human body involve the nature both of the human body and of external bodies _([Prop. 16](216))_ ; they must involve the nature not only of the human body but also of its parts ; for the modifications are modes _([Post. 3](213p3))_, whereby the parts of the human body, and, consequently, the human body as a whole are affected. But _(by Prop. [24](224) and [25](225))_ the adequate knowledge of external bodies, as also of the parts composing the human body, is not in God, in so far as he is regarded as affected by the human mind, but in so far as he is regarded as affected by other ideas. These ideas of modifications, in so far as they are referred to the human mind alone, are as consequences without premisses, in other words, confused ideas. Q.E.D." + }, + { + "id": "228sc", + "type": "NOTE", + "text": "The idea which constitutes the nature of the human mind is, in the same manner, proved not to be, when considered in itself alone, clear and distinct ; as also is the case with the idea of the human mind, and the ideas of the ideas of the modifications of the human body, in so far as they are referred to the mind only, as everyone may easily see." + } + ] + }, + { + "id": "229", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_The idea of the idea of each modification of the human body does not involve an adequate knowledge of the human mind._", + "childs": [ + { + "id": "229d", + "type": "PROOF", + "text": "The idea of a modification of the human body _([Prop. 27](227))_ does not involve an adequate knowledge of the said body, in other words, does not adequately express its nature ; that is _([Prop. 13](213))_ it does not agree with the nature of the mind adequately ; therefore _([Axiom 6](1a6), p. I)_ the idea of this idea does not adequately express the nature of the human mind, or does not involve an adequate knowledge thereof." + }, + { + "id": "229c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that the human mind, when it perceives things after the common order of nature, has not an adequate but only a confused and fragmentary knowledge of itself, of its own body, and of external bodies. For the mind does not know itself, except in so far as it perceives the ideas of the modifications of body _([Prop. 23](223))_. It only perceives its own body _([Prop. 19](219))_ through the ideas of the modifications, and only perceives external bodies through the same means _([Prop. 26](226))_; thus, in so far as it has such ideas of modification, it has not an adequate knowledge of itself _([Prop. 29](229))_, nor of its own body _([Prop. 27](227))_, nor of external bodies _([Prop. 25](225))_, but only a fragmentary and confused knowledge thereof _([Prop. 28](228) and [Note](228sc))_ Q.E.D." + }, + { + "id": "229sc", + "type": "NOTE", + "text": "I say expressly, that the mind has not an adequate but only a confused knowledge of itself, its own body, and of external bodies, whenever it perceives things after the common order of nature ; that is, whenever it is determined from without, namely, by the fortuitous play of circumstance, to regard this or that ; not at such times as it is determined from within, that is, by the fact of regarding several things at once, to understand their points of agreement, difference, and contrast. Whenever it is determined in anywise from within, it regards things clearly and distinctly, as I will show below." + } + ] + }, + { + "id": "230", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_We can only have a very inadequate knowledge of the duration of our body._", + "childs": [ + { + "id": "230d", + "type": "PROOF", + "text": "The duration of our body does not depend on its essence _([Axiom 1](2a1))_, nor on the absolute nature of God _([Prop. 21](121), p. I)_. But _([Prop. 28](128), p. I)_ it is conditioned to exist and operate by causes, which in their turn are conditioned to exist and operate in a fixed and definite relation by other causes, these last again being conditioned by others, and so on to infinity. The duration of our body therefore depends on the common order of nature, or the constitution of things. Now, however a thing may be constituted, the adequate knowledge of that thing is in God, in so far as he has the ideas of all things, and not in so far as he has the idea of the human body only. _([Coroll., Prop. 9](209c))_ Wherefore the knowledge of the duration of our body is in God very inadequate, in so far as he is only regarded as constituting the nature of the human mind ; that is _([Coroll., Prop. 11](211c))_, this knowledge is very inadequate in our mind. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "231", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_We can only have a very inadequate knowledge of the duration of particular things external to ourselves._", + "childs": [ + { + "id": "231d", + "type": "PROOF", + "text": "Every particular thing, like the human body, must be conditioned by another particular thing to exist and operate in a fixed and definite relation ; this other particular thing must likewise be conditioned by a third, and so on to infinity _([Prop. 28](128) p. I)_. As we have shown in the foregoing proposition, from this common property of particular things, we have only a very inadequate knowledge of the duration of our body ; we must draw a similar conclusion with regard to the duration of particular things, namely, that we can only have a very inadequate knowledge of the duration thereof. Q.E.D." + }, + { + "id": "231c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that all particular things are contingent and perishable. For we can have no adequate idea of their duration _(by, the [last Prop.](231))_, and this is what we must understand by the contingency, and perishableness of things. _([Note 1, Prop. 33](133sc1), p. I)_ For _([Prop. 29](129) p. I)_, except in this sense, nothing is contingent." + } + ] + }, + { + "id": "232", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_All ideas, in so far as they are referred to God, are true._", + "childs": [ + { + "id": "232d", + "type": "PROOF", + "text": "All ideas which are in God agree in every respect with their objects _([Coroll., Prop. 7](207c))_, therefore _([Axiom 6](1a6), p. I)_ they are all true. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "233", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_There is nothing positive in ideas, which causes them to be called false._", + "childs": [ + { + "id": "233d", + "type": "PROOF", + "text": "If this be denied, conceive, if possible, a positive mode of thinking, which should constitute the distinctive quality of falsehood. Such a mode of thinking cannot be in God _([last Prop.](232))_ ; external to God it cannot be or be conceived _([Prop. 15](115), p. I)_. Therefore there is nothing positive in ideas which causes them to be called false. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "234", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_Every idea, which in us is absolute or adequate and perfect, is true._", + "childs": [ + { + "id": "234d", + "type": "PROOF", + "text": "When we say that an idea in us is adequate and perfect, we say, in other words _([Coroll., Prop. 11](211c))_, that the idea is adequate and perfect in God, in so far as he constitutes the essence of our mind ; consequently _([Prop. 32](232))_, we say, that such an idea is true. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "235", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_Falsity consists in the privation of knowledge, which inadequate, fragmentary, or confused ideas involve._", + "childs": [ + { + "id": "235d", + "type": "PROOF", + "text": "There is nothing positive in ideas, which causes them to be called false _([Prop. 33](233))_ ; but falsity cannot consist in simple privation (for minds, not bodies, are said to err and to be mistaken), neither can it consist in absolute ignorance, for ignorance and error are not identical ; wherefore it consists in the privation of knowledge, which inadequate, fragmentary, or confused ideas involve. Q.E.D." + }, + { + "id": "235sc", + "type": "NOTE", + "text": "In the [Note to Prop. 17](217sc) explained how error consists in the privation of knowledge, but in order to throw more light on the subject I will give an example. For instance, men are mistaken in thinking themselves free ; their opinion is made up of consciousness of their own actions, and ignorance of the causes by which they are conditioned. Their idea of freedom, therefore, is simply their ignorance of any cause for their actions. As for their saying that human actions depend on the will, this is a mere phrase without any idea to correspond thereto. What the will is, and how it moves the body, they none of them know ; those who boast of such knowledge, and feign dwellings and habitations for the soul, are wont to provoke either laughter or disgust. So, again, when we look at the sun, we imagine that it is distant from us about two hundred feet ; this error does not lie solely in this fancy, but in the fact that, while we thus imagine, we do not know the sun's true distance or the cause of the fancy. For although we afterwards learn, that the sun is distant from us more than six hundred of the earth's diameters, we none the less shall fancy it to be near ; for we do not imagine the sun as near us, because we are ignorant of its true distance, but because the modification of our body involves the essence of the sun, in so far as our said body is affected thereby." + } + ] + }, + { + "id": "236", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_Inadequate and confused ideas follow by the same necessity, as adequate or clear and distinct ideas._", + "childs": [ + { + "id": "236d", + "type": "PROOF", + "text": "All ideas are in God _([Prop. 15](115), p. I)_, and in so far as they are referred to God are true _([Prop. 32](232))_ and _([Coroll., Prop. 7](207c))_ adequate ; therefore there are no ideas confused or inadequate, except in respect to a particular mind _(cf. Prop. [24](224) and [28](228))_ ; therefore all ideas, whether adequate or inadequate, follow by the same necessity _([Coroll., Prop. 6](206c))_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "237", + "title": "PROPOSITION 37", + "text": "_That which is common to all_ (cf. [Lemma 2](213l2) above), _and which is equally in a part and in the whole, does not constitute the essence of any particular thing._", + "childs": [ + { + "id": "237d", + "type": "PROOF", + "text": "If this be denied, conceive, if possible, that it constitutes the essence of some particular thing ; for instance, the essence of B. Then _([Defin. 2](2d2))_ it cannot without B either exist or be conceived ; but this is against our hypothesis. Therefore it does not appertain to B's essence, nor does it constitute the essence of any particular thing. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "238", + "title": "PROPOSITION 38", + "text": "_Those things, which are common to all, and which are equally in a part and in the whole, cannot be conceived except adequately._", + "childs": [ + { + "id": "238d", + "type": "PROOF", + "text": "Let A be something, which is common to all bodies, and which is equally present in the part of any given body and in the whole. I say A cannot be conceived except adequately. For the idea thereof in God will necessarily be adequate _([Coroll., Prop. 7](207c))_, both in so far as God has the idea of the human body, and also in so far as he has the idea of the modifications of the human body, which _(Prop. [16](216), [25](225), [27](227))_ involve in part the nature of the human body and the nature of external bodies ; that is _(Prop. [12](212), [13](213))_, the idea in God will necessarily be adequate, both in so far as he constitutes the human mind, and in so far as he has the ideas, which are in the human mind. Therefore the mind _([Coroll., Prop. 11](211c))_ necessarily perceives A adequately, and has this adequate perception, both in so far as it perceives itself, and in so far as it perceives its own or any external body, nor can A be conceived in any other manner. Q.E.D." + }, + { + "id": "238c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that there are certain ideas or notions common to all men ; for _(by [Lemma 2](213l2))_ all bodies agree in certain respects, which _(by the [foregoing Prop.](238))_ must be adequately or clearly and distinctly perceived by all." + } + ] + }, + { + "id": "239", + "title": "PROPOSITION 39", + "text": "_That, which is common to and a property of the human body and such other bodies as are wont to affect the human body, and which is present equally in each part of either, or in the whole, will be represented by an adequate idea in the mind._", + "childs": [ + { + "id": "239d", + "type": "PROOF", + "text": "If A be that, which is common to and a property of the human body, and external bodies, and equally present in the human body and in the said external bodies, in each part of each external body and in the whole, there will be an adequate idea of A in God _([Coroll., Prop. 7](207c))_, both in so far as he has the idea of the human body, and in so far as he has the ideas of the given external bodies. Let it now be granted, that the human body is affected by an external body through that, which it has in common therewith, namely, A ; the idea of this modification will involve the property A _([Prop. 16](216))_, and therefore _([Coroll., Prop. 7](207c))_ the idea of this modification, in so far as it involves the property A, will be adequate in God, in so far as God is affected by the idea of the human body ; that is _([Prop. 13](213))_, in so far as he constitutes the nature of the human mind ; therefore _([Coroll., Prop. 11](211c))_ this idea is also adequate in the human mind. Q.E.D." + }, + { + "id": "239c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that the mind is fitted to perceive adequately more things, in proportion as its body has more in common with other bodies." + } + ] + }, + { + "id": "240", + "title": "PROPOSITION 40", + "text": "_Whatsoever ideas in the mind follow from ideas which are therein adequate, are also themselves adequate._", + "childs": [ + { + "id": "240d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is self-evident. For when we say that an idea in the human mind follows from ideas which are therein adequate, we say, in other words _([Coroll., Prop. 11](211c))_, that an idea is in the divine intellect, whereof God is the cause, not in so far as he is infinite, nor in so far as he is affected by the ideas of very many particular things, but only in so far as he constitutes the essence of the human mind." + }, + { + "id": "240sc1", + "type": "NOTE 1", + "text": "I have thus set forth the cause of those notions, which are common to all men, and which form the basis of our ratiocination. But there are other causes of certain axioms or notions, which it would be to the purpose to set forth by this method of ours ; for it would thus appear what notions are more useful than others, and what notions have scarcely any use at all. Furthermore, we should see what notions are common to all men, and what notions are only clear and distinct to those who are unshackled by prejudice, and we should detect those which are ill-founded. Again we should discern whence the notions called _secondary_ derived their origin, and consequently the axioms on which they are founded, and other points of interest connected with these questions. But I have decided to pass over the subject here, partly because I have set it aside for another treatise, partly because I am afraid of wearying the reader by too great prolixity. Nevertheless, in order not to omit anything necessary to be known, I will briefly set down the causes, whence are derived the terms styled _transcendental_, such as Being, Thing, Something. These terms arose from the fact, that the human body, being limited, is only capable of distinctly forming a certain number of images _(what an image is I explained in [Note, Prop. 17](217sc))_ within itself at the same time ; if this number be exceeded, the images will begin to be confused ; if this number of images, which the body is capable of forming distinctly within itself, be largely exceeded, all will become entirely confused one with another. This being so, it is evident _(from [Coroll., Prop. 17](217c) and [Prop. 18](218))_ that the human mind can distinctly imagine as many things simultaneously, as its body can form images simultaneously. When the images become quite confused in the body, the mind also imagines all bodies confusedly without any distinction, and will comprehend them, as it were, under one attribute, namely, under the attribute of Being, Thing, &c. The same conclusion can be drawn from the fact that images are not always equally vivid, and from other analogous causes, which there is no need to explain here ; for the purpose which we have in view it is sufficient for us to consider one only. All may be reduced to this, that these terms represent ideas in the highest degree confused. From similar causes arise those notions, which we call _general_, such as man, horse, dog, &c. They arise, to wit, from the fact that so many images, for instance, of men, are formed simultaneously in the human mind, that the powers of imagination breakdown, not indeed utterly, but to the extent of the mind losing count of small differences between individuals (_e.g._ colour, size, &c.) and their definite number, and only distinctly imagining that, in which all the individuals, in so far as the body is affected by them, agree ; for that is the point, in which each of the said individuals chiefly affected the body ; this the mind expresses by the name man, and this it predicates of an infinite number of particular individuals. For, as we have said, it is unable to imagine the definite number of individuals. We must, however, bear in mind, that these general notions are not formed by all men in the same way, but vary in each individual according as the point varies, whereby the body has been most often affected and which the mind most easily imagines or remembers. For instance, those who have most often regarded with admiration the stature of man, will by the name of man understand an animal of erect stature ; those who have been accustomed to regard some other attribute, will form a different general image of man, for instance, that man is a laughing animal, a two-footed animal without feathers, a rational animal, and thus, in other cases, everyone will form general images of things according to the habit of his body.It is thus not to be wondered at, that among philosophers, who seek to explain things in nature merely by the images formed of them, so many controversies should have arisen." + }, + { + "id": "240sc2", + "type": "NOTE 2", + "text": "From all that has been said above it is clear, that we, in many cases, perceive and form our general notions : 1. From particular things represented to our intellect fragmentarily, confusedly, and without order through our senses _([Coroll., Prop. 29](229c))_ ; I have settled to call such perceptions by the name of knowledge from the mere suggestions of experience. 2. From symbols, _e.g._, from the fact of having read or heard certain words we remember things and form certain ideas concerning them, similar to those through which we imagine things _([Note, Prop. 18](218sc))_. I shall call both these ways of regarding things _knowledge of the first kind, opinion, or imagination_. 3. From the fact that we have notions common to all men, and adequate ideas of the properties of things _([Coroll., Prop. 38](238c), [Prop. 39](239) and [Coroll.](239c) and [Prop. 40](240))_ ; this I call _reason_ and _knowledge of the second kind_. Besides these two kinds of knowledge, there is, as I will hereafter show, a third kind of knowledge, which we will call intuition. This kind of knowledge proceeds from an adequate idea of the absolute essence of certain attributes of God to the adequate knowledge of the essence of things. I will illustrate all three kinds of knowledge by a single example. Three numbers are given for finding a fourth, which shall be to the third as the second is to the first. Tradesmen without hesitation multiply the second by the third, and divide the product by the first ; either because they have not forgotten the rule which they received from a master without any proof, or because they have often made trial of it with simple numbers, or by virtue of the proof of the nineteenth proposition of the seventh book of Euclid, namely, in virtue of the general property of proportionals. But with very simple numbers there is no need of this. For instance, one, two, three, being given, everyone can see that the fourth proportional is six ; and this is much clearer, because we infer the fourth number from an intuitive grasping of the ratio, which the first bears to the second." + } + ] + }, + { + "id": "241", + "title": "PROPOSITION 41", + "text": "_Knowledge of the first kind is the only source of falsity, knowledge of the second and third kinds is necessarily true._", + "childs": [ + { + "id": "241d", + "type": "PROOF", + "text": "To knowledge of the first kind we have in [the foregoing Note](240sc2) assigned all those ideas, which are inadequate and confused ; therefore this kind of knowledge is the only source of falsity _([Prop. 35](235))_. Furthermore, we assigned to the second and third kinds of knowledge those ideas which are adequate ; therefore these kinds are necessarily true _([Prop. 34](234))_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "242", + "title": "PROPOSITION 42", + "text": "_Knowledge of the second and third kinds, not knowledge of the first kind, teaches us to distinguish the true from the, false._", + "childs": [ + { + "id": "242d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is self-evident. He, who knows how to distinguish between true and false, must have an adequate idea of true and false. That is _([Note, Prop. 40](240sc2))_, he must know the true and the false by the second or third kind of knowledge." + } + ] + }, + { + "id": "243", + "title": "PROPOSITION 43", + "text": "_He, who has a true idea, simultaneously knows that he has a true idea, and cannot doubt of the truth of the thing perceived._", + "childs": [ + { + "id": "243d", + "type": "PROOF", + "text": "A true idea in us is an idea which is adequate in God, in so far as he is displayed through the nature of the human mind _([Coroll., Prop. 11](211c))_. Let us suppose that there is in God, in so far as he is displayed through the human mind, an adequate idea, A. The idea of this idea must also necessarily be in God, and be referred to him in the same way as the idea A _(by [Prop. 20](220), whereof the proof is of universal application)_. But the idea A is supposed to be referred to God, in so far as he is displayed through the human mind ; therefore, the idea of the idea A must be referred to God in the same manner ; that is _(by [Coroll., Prop. 11](211c))_, the adequate idea of the idea A will be in the mind, which has the adequate idea A ; therefore he, who has an adequate idea or knows a thing truly _([Prop. 34](234))_, must at the same time have an adequate idea or true knowledge of his knowledge ; that is, obviously, he must be assured. Q.E.D." + }, + { + "id": "243sc", + "type": "NOTE", + "text": "I explained in the [Note to Prop. 21](221sc), what is meant by the idea of an idea ; but we may remark that the foregoing proposition is in itself sufficiently plain. No one, who has a true idea, is ignorant that a true idea involves the highest certainty. For to have a true idea is only another expression for knowing a thing perfectly, or as well as possible. No one, indeed, can doubt of this, unless he thinks that an idea is something lifeless, like a picture on a panel, and not a mode of thinking - namely, the very act of understanding. And who, I ask, can know that he understands anything, unless he do first understand it? In other words, who can know that he is sure of a thing, unless he be first sure of that thing? Further, what can there be more clear, and more certain, than a true idea as a standard of truth? Even as light displays both itself and darkness, so is truth a standard both of itself and of falsity. I think I have thus sufficiently answered these questions - namely, if a true idea is distinguished from a false idea, only in so far as it is said to agree with its object, a true idea has no more reality or perfection than a false idea (since the two are only distinguished by an extrinsic mark) ; consequently, neither will a man who has true ideas have any advantage over him who has only false ideas. Further, how comes it that men have false ideas? Lastly, how can anyone be sure, that he has ideas which agree with their objects? These questions, I repeat, I have, in my opinion, sufficiently answered. The difference between a true idea and a false idea is plain: from what was said in [Prop. 35](235), the former is related to the latter as being is to not-being. The causes of falsity I have set forth very clearly in [Prop. 19](119) and [Prop. 35](235) with the [Note](235sc). From what is there stated, the difference between a man who has true ideas, and a man who has only false ideas, is made apparent. As for the last question - as to how a man can be sure that he has ideas that agree with their objects, I have just pointed out, with abundant clearness, that his knowledge arises from the simple fact, that he has an idea which corresponds with its object - in other words, that truth is its own standard. We may add that our mind, in so far as it perceives things truly, is part of the infinite intellect of God _([Coroll., Prop. 11](211c))_ ; therefore, the clear and distinct ideas of the mind are as necessarily true as the ideas of God." + } + ] + }, + { + "id": "244", + "title": "PROPOSITION 44", + "text": "_It is not in the nature of reason to regard things as contingent, but as necessary._", + "childs": [ + { + "id": "244d", + "type": "PROOF", + "text": "It is in the nature of reason to perceive things truly _([Prop. 41](241))_, namely _([Axiom 6](1a6), p. I)_, as they are in themselves - that is _([Prop. 29](129), p. I)_, not as contingent, but as necessary. Q.E.D." + }, + { + "id": "244c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "Hence it follows, that it is only through our imagination that we consider things, whether in respect to the future or the past, as contingent." + }, + { + "id": "244sc", + "type": "NOTE", + "text": "How this way of looking at things arises, I will briefly explain. We have shown above _([Prop. 17](217) and [Coroll.](217c))_ that the mind always regards things as present to itself, even though they be not in existence, until some causes arise which exclude their existence and presence. Further _([Prop. 18](218))_, we showed that, if the human body has once been affected by two external bodies simultaneously, the mind, when it afterwards imagines one of the said external bodies, will straightway remember the other - that is, it will regard both as present to itself, unless there arise causes which exclude their existence and presence. Further, no one doubts that we imagine time, from the fact that we imagine bodies to be moved some more slowly than others, some more quickly, some at equal speed. Thus, let us suppose that a child yesterday saw Peter for the first time in the morning, Paul at noon, and Simon in the evening ; then, that today he again sees Peter in the morning. It is evident, from [Prop. 18](218), that, as soon as he sees the morning light, he will imagine that the sun will traverse the same parts of the sky, as it did when he saw it on the preceding day ; in other words, he will imagine a complete day ; and, together with his imagination of the morning, he will imagine Peter ; with noon, he will imagine Paul ; and with evening, he will imagine Simon - that is, he will imagine the existence of Paul and Simon in relation to a future time ; on the other hand, if he sees Simon in the evening, he will refer Peter and Paul to a past time, by imagining them simultaneously with the imagination of a past time. If it should at any time happen, that on some other evening the child should see James instead of Simon, he will, on the following morning, associate with his imagination of evening sometimes Simon, sometimes James, not both together : for the child is supposed to have seen, at evening, one or other of them, not both together. His imagination will therefore waver ; and, with the imagination of future evenings, he will associate first one, then the other - that is, he will imagine them in the future, neither of them as certain, but both as contingent. This wavering of the imagination will be the same, if the imagination be concerned with things which we thus contemplate, standing in relation to time past or time present: consequently, we may imagine things as contingent, whether they be referred to time present, past, or future." + }, + { + "id": "244c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "It is in the nature of reason to perceive things under a certain form of eternity _(sub quâdam æternitatis specie)_." + }, + { + "id": "244c2d", + "type": "PROOF", + "text": "It is in the nature of reason to regard things, not as contingent, but as necessary _([Prop. 44](244))_. Reason perceives this necessity of things _([Prop. 41](241))_ truly, - that is _([Axiom 6](1a6), p. I)_, as it is in itself. But _([Prop. 16](116), p. I)_ this necessity of things is the very necessity of the eternal nature of God ; therefore, it is in the nature of reason to regard things under this form of eternity. We may add that the bases of reason are the notions _([Prop. 38](238))_, which answer to things common to all, and which _([Prop. 37](237))_ do not answer to the essence of any particular thing : which must therefore be conceived without any relation to time, under a certain form of eternity." + } + ] + }, + { + "id": "245", + "title": "PROPOSITION 45", + "text": "_Every idea of every body, or of every particular thing actually existing, necessarily involves the eternal and infinite essence of God._", + "childs": [ + { + "id": "245d", + "type": "PROOF", + "text": "The idea of a particular thing actually, existing necessarily involves both the existence and the essence of the said thing _([Coroll., Prop. 8](208c))_. Now particular things cannot be conceived without God _([Prop. 15](115), p. I)_ ; but, inasmuch as _([Prop. 6](206))_ they have God for their cause, in so far as he is regarded under the attribute of which the things in question are modes, their ideas must necessarily involve _([Axiom 4](1a4), p. I)_ the conception of the attribute of those ideas - that is _([Defin. 6](1d6), p. I)_, the eternal and infinite essence of God. Q.E.D." + }, + { + "id": "245sc", + "type": "NOTE", + "text": "By existence I do not here mean duration - that is, existence in so far as it is conceived abstractedly, and as a certain form of quantity. I am speaking of the very nature of existence, which is assigned to particular things, because they follow in infinite numbers and in infinite ways from the eternal necessity of God's nature _([Prop. 16](116), p. I)_. I am speaking, I repeat, of the very existence of particular things, in so far as they are in God. For although each particular thing be conditioned by another particular thing to exist in a given way, yet the force whereby each particular thing perseveres in existing follows from the eternal necessity of God's nature _([Coroll. Prop. 24](124c), p. I)_." + } + ] + }, + { + "id": "246", + "title": "PROPOSITION 46", + "text": "_The knowledge of the eternal and infinite essence of God which every idea involves is adequate and perfect._", + "childs": [ + { + "id": "246d", + "type": "PROOF", + "text": "The proof of the last proposition is universal ; and whether a thing be considered as a part or a whole, the idea thereof, whether of the whole or of a part _(by the [last Prop.](245))_, will involve God's eternal and infinite essence. Wherefore, that, which gives knowledge of the eternal and infinite essence of God, is common to all, and is equally in the part and in the whole ; therefore _([Prop. 38](238))_ this knowledge will be adequate. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "247", + "title": "PROPOSITION 47", + "text": "_The human mind has an adequate knowledge of the eternal and infinite essence of God._", + "childs": [ + { + "id": "247d", + "type": "PROOF", + "text": "The human mind has ideas _([Prop. 22](222))_, from which _([Prop. 23](223))_ it perceives itself and its own body _([Prop. 19](219))_ and external bodies _([Coroll. 1, Prop. 16](216c1) and [Prop. 17](217))_ as actually existing ; therefore _(Prop. [45](245), [46](246))_ it has an adequate knowledge of the eternal and infinite essence of God. Q.E.D." + }, + { + "id": "247sc", + "type": "NOTE", + "text": "Hence we see, that the infinite essence and the eternity of God are known to all. Now as all things are in God, and are conceived through God, we can from this knowledge infer many things, which we may adequately know, and we may form that third kind of knowledge of which we spoke in the [Note 2, Prop. 40](240sc2), and of the excellence and use of which we shall have occasion to speak in Part V. Men have not so clear a knowledge of God as they have of general notions, because they are unable to imagine God as they do bodies, and also because they have associated the name God with images of things that they are in the habit of seeing, as indeed they can hardly avoid doing, being, as they are, men, and continually affected by external bodies. Many errors, in truth, can be traced to this head, namely, that we do not apply names to things rightly. For instance, when a man says that the lines drawn from the centre of a circle to its circumference are not equal, he then, at all events, assuredly attaches a meaning to the word circle different from that assigned by mathematicians. So again, when men make mistakes in calculation, they have one set of figures in their mind, and another on the paper. If we could see into their minds, they do not make a mistake ; they seem to do so, because we think, that they have the same numbers in their mind as they have on the paper. If this were not so, we should not believe them to be in error, any more than I thought that a man was in error, whom I lately heard exclaiming that his entrance hall had flown into a neighbour's hen, for his meaning seemed to me sufficiently clear. Very many controversies have arisen from the fact, that men do not rightly explain their meaning, or do not rightly interpret the meaning of others. For, as a matter of fact, as they flatly contradict themselves, they assume now one side, now another, of the argument, so as to oppose the opinions, which they consider mistaken and absurd in their opponents." + } + ] + }, + { + "id": "248", + "title": "PROPOSITION 48", + "text": "_In the mind there is no absolute or free will ; but the mind is determined to wish this or that by a cause, which has also been determined by another cause, and this last by another cause, and so on to infinity._", + "childs": [ + { + "id": "248d", + "type": "PROOF", + "text": "The mind is a fixed and definite mode of thought _([Prop. 11](211))_, therefore it cannot be the free cause of its actions _([Coroll. 2, Prop. 17](117c2), p. I)_ ; in other words, it cannot have an absolute faculty of positive or negative volition ; but _(by [Prop. 28](128), p. I)_ it must be determined by a cause, which has also been determined by another cause, and this last by another, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "248sc", + "type": "NOTE", + "text": "In the same way it is proved, that there is in the mind no absolute faculty of understanding, desiring, loving, &c. Whence it follows, that these and similar faculties are either entirely fictitious, or are merely abstract or general terms, such as we are accustomed to put together from particular things. Thus the intellect and the will stand in the same relation to this or that idea, or this or that volition, as _lapidity_ to this or that stone, or as _man_ to Peter and Paul. The cause which leads men to consider themselves free has been set forth in the [Appendix](1app) to Part I. But, before I proceed further, I would here remark that, by the will to affirm and decide, I mean the faculty, not the desire. I mean, I repeat, the faculty, whereby the mind affirms or denies what is true or false, not the desire, wherewith the mind wishes for or turns away from any given thing. After we have proved, that these faculties of ours are general notions, which cannot be distinguished from the particular instances on which they are based, we must inquire whether volitions themselves are anything besides the ideas of things. We must inquire, I say, whether there is in the mind any affirmation or negation beyond that, which the idea, in so far as it is an idea, involves. On which subject see the following proposition, and [Defin. 3](2d3), lest the idea of pictures should suggest itself. For by ideas I do not mean images such as are formed at the back of the eye, or in the midst of the brain, but the conceptions of thought." + } + ] + }, + { + "id": "249", + "title": "PROPOSITION 49", + "text": "_There is in the mind no volition or affirmation and negation, save that which an idea, inasmuch as it is an idea, involves._", + "childs": [ + { + "id": "249d", + "type": "PROOF", + "text": "There is in the mind _([last Prop.](248))_ no absolute faculty of positive or negative volition, but only, particular volitions, namely, this or that affirmation, and this or that negation. Now let us conceive a particular volition, namely, the mode of thinking whereby the mind affirms, that the three interior angles of a triangle are equal to two right angles. This affirmation involves the conception or idea of a triangle, that is, without the idea of a triangle it cannot be conceived. It is the same thing to say, that the concept A must involve the concept B, as it is to say, that A cannot be conceived without B. Further, this affirmation cannot be made _([Axiom 3](2a3))_ without the idea of a triangle. Therefore, this affirmation can neither be nor be conceived, without the idea of a triangle. Again, this idea of a triangle must involve this same affirmation, namely, that its three interior angles are equal to two right angles. Wherefore, and _vice versa_, _([Defin. 2](2d2))_ this idea of a triangle can neither be nor be conceived without this affirmation, therefore, this affirmation belongs to the essence of the idea of a triangle, and is nothing besides. What we have said of this volition (inasmuch as we have selected it at random) may be said of any other volition, namely, that it is nothing but an idea. Q.E.D." + }, + { + "id": "249c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Will and understanding are one and the same." + }, + { + "id": "249cd", + "type": "PROOF", + "text": "Will and understanding are nothing beyond the individual volitions and ideas _([Prop. 48](248) and [Note](248sc))_. But a particular volition and a particular idea are one and the same _(by the [foregoing Prop.](249))_ ; therefore, will and understanding are one and the same. Q.E.D." + }, + { + "id": "249sc", + "type": "NOTE", + "text": "We have thus removed the cause which is commonly assigned for error. For we have shown above, that falsity consists solely in the privation of knowledge involved in ideas which are fragmentary and confused. Wherefore, a false idea, inasmuch as it is false, does not involve certainty. When we say, then, that a man acquiesces in what is false, and that he has no doubts on the subject, we do not say that he is certain, but only that he does not doubt, or that he acquiesces in what is false, inasmuch as there are no reasons, which should cause his imagination to waver _(see [Note, Prop. 44](244sc))_. Thus, although the man be assumed to acquiesce in what is false, we shall never say that he is certain. For by certainty we mean something positive _([Prop. 43](243) and [Note](243sc))_, not merely the absence of doubt. However, in order that the [foregoing Proposition](249) may be fully explained, I will draw attention to a few additional points, and I will furthermore answer the objections which may be advanced against our doctrine. Lastly, in order to remove every scruple, I have thought it worth while to point out some of the advantages, which follow therefrom. I say _some,_ for they will be better appreciated from what we shall set forth in the fifth Part. \nI begin, then, with the first point, and warn my readers to make an accurate distinction between an idea, or conception of the mind, and the images of things which imagine. It is further necessary that they should distinguish between idea and words, whereby we signify, things. These three - namely, images, words, and ideas - are by many persons either entirely confused together, or not distinguished with sufficient accuracy or care, and hence people are generally in ignorance, how absolutely necessary is a knowledge of this doctrine of the will, both for philosophic purposes and for the wise ordering of life. Those who think that ideas consist in images which are formed in us by contact with external bodies, persuade themselves that the ideas of those things, whereof we can form no mental picture, are not ideas, but only figments, which we invent by the free decree of our will ; they thus regard ideas as though they were inanimate pictures on a panel, and, filled with this misconception, do not see that an idea, inasmuch as it is an idea, involves an affirmation or negation. Again, those who confuse words with ideas, or with the affirmation which an idea involves, think that they can wish something contrary to what they feel, affirm, or deny. This misconception will easily be laid aside by one, who reflects on the nature of knowledge, and seeing that it in no wise involves the conception of extension, will therefore clearly understand, that an idea (being a mode of thinking) does not consist in the image of anything, nor in words. The essence of words and images is put together by bodily motions, which in no wise involve the conception of thought. \nThese few words on this subject will suffice : I will therefore pass on to consider the objections, which may be raised against our doctrine. \nOf these, the first is advanced by those, who think that the will has a wider scope than the understanding, and that therefore it is different therefrom. The reason for their holding the belief, that the will has wider scope than the understanding, is that they assert, that they have no need of an increase in their faculty of assent, that is of affirmation or negation, in order to assent to an infinity of things which we do not perceive, but that they have need of an increase in their faculty of understanding. The will is thus distinguished from the intellect, the latter being finite and the former infinite. \nSecondly, it may be objected that experience seems to teach us especially clearly, that we are able to suspend our judgment before assenting to things which we perceive ; this is confirmed by the fact that no one is said to be deceived, in so far as he perceives anything, but only in so far as he assents or dissents. For instance, he who feigns a winged horse does not therefore admit that a winged horse exists ; that is, he is not deceived, unless he admits in addition that a winged horse does exist. Nothing therefore seems to be taught more clearly by experience, than that the will or faculty of assent is free and different from the faculty of understanding. \nThirdly, it may be objected that one affirmation does not apparently contain more reality than another ; in other words, that we do not seem to need for affirming, that what is true is true, any greater power than for affirming, that what is false is true. We have, however, seen that one idea has more reality or perfection than another, for as objects are some more excellent than others, so also are the ideas of them some more excellent than others ; this also seems to point to a difference between the understanding and the will. \nFourthly, it may be objected, if man does not act from free will, what will happen if the incentives to action are equally balanced, as in the case of Buridan's ass? Will he perish of hunger and thirst? If I say that he would, I shall seem to have in my thoughts an ass or the statue of a man rather than an actual man. If I say that he would not, he would then determine his own action, and would consequently possess the faculty of going and doing whatever he liked. Other objections might also be raised, but, as I am not bound to put in evidence everything that anyone may dream, I will only set myself to the task of refuting those I have mentioned, and that as briefly as possible. \nTo the _first_ objection I answer, that I admit that the will has a wider scope than the understanding, if by the understanding be meant only clear and distinct ideas ; but I deny that the will has a wider scope than the perceptions, and the faculty of forming conceptions ; nor do I see why the faculty of volition should be called infinite, any more than the faculty of feeling: for, as we are able by the same faculty of volition to affirm an infinite number of things (one after the other, for we cannot affirm an infinite number simultaneously), so also can we, by the same faculty of feeling, feel or perceive (in succession) an infinite number of bodies. If it be said that there is an infinite number of things which we cannot perceive, I answer, that we cannot attain to such things by any thinking, nor, consequently, by any faculty of volition. But, it may still be urged, if God wished to bring it about that we should perceive them, he would be obliged to endow us with a greater faculty of perception, but not a greater faculty of volition than we have already. This is the same as to say that, if God wished to bring it about that we should understand an infinite number of other entities, it would be necessary for him to give us a greater understanding, but not a more universal idea of entity than that which we have already, in order to grasp such infinite entities. We have shown that will is a universal entity or idea, whereby we explain all particular volitions - in other words, that which is common to all such vohtions. As, then, our opponents maintain that this idea, common or universal to all volitions, is a faculty, it is little to be wondered at that they assert, that such a faculty extends itself into the infinite, beyond the limits of the understanding: for what is universal is predicated alike of one, of many, and of an infinite number of individuals. \nTo the _second_ objection I reply by denying, that we have a free power of suspending our judgment: for, when we say that anyone suspends his judgment, we merely mean that he sees, that he does not perceive the matter in question adequately. Suspension of judgment is, therefore, strictly speaking, a perception, and not free will. In order to illustrate the point, let us suppose a boy imagining a horse, and perceiving nothing else. Inasmuch as this imagination involves the existence of the horse _([Coroll. Prop. 17](217c)_, and the boy does not perceive anything which would exclude the existence of the horse, he will necessarily regard the horse as present : he will not be able to doubt of its existence, although he be not certain thereof. We have daily experience of such a state of things in dreams ; and I do not suppose that there is anyone, who would maintain that, while he is dreaming, he has the free power of suspending his judgment concerning the things in his dream, and bringing, it about that he should not dream those things, which he dreams that he sees ; yet it happens, notwithstanding, that even in dreams we suspend our judgment, namely, when we dream that we are dreaming. Further, I grant that no one can be deceived, so far as actual perception extends - that is, I grant that the mind's imaginations, regarded in themselves, do not involve error _([Note, Prop. 17](217sc))_ ; but I deny, that a man does not, in the act of perception, make any affirmation. For what is the perception of a winged horse, save affirming that a horse has wings? If the mind could perceive nothing else but the winged horse, it would regard the same as present to itself: it would have no reasons for doubting its existence, nor any faculty of dissent, unless the imagination of a winged horse be joined to an idea which precludes the existence of the said horse, or unless the mind perceives that the idea which it possesses of a winged horse is inadequate, in which case it will either necessarily deny the existence of such a horse, or will necessarily be in doubt on the subject. \nI think that I have anticipated my answer to the third objection, namely, that the will is something universal which is predicated of all ideas, and that it only signifies that which is common to all ideas, namely, an affirmation, whose adequate essence must, therefore, in so far as it is thus conceived in the abstract, be in every idea, and be, in this respect alone, the same in all, not in so far as it is, considered as constituting the idea's essence: for, in this respect, particular affirmations differ one from the other, as much as do ideas. For instance, the affirmation which involves the idea of a circle, differs from that which involves, the idea of a triangle, as much as the idea of a circle differs from the idea of a triangle. Further, I absolutely deny, that we are in need of an equal power of thinking, to affirm that that which is true is true, and to affirm that that which is false is true. These two affirmations, if we regard the mind, are in the same relation to one another as being and not-being ; for there is nothing positive in ideas, which constitutes the actual reality of falsehood _([Prop. 35](235) and [Note](235sc) and [Note, Prop. 47](247sc))_. We must therefore conclude, that we are easily deceived, when we confuse universals with singulars, and the entities of reason and abstractions with realities. \nAs for the fourth objection, I am quite ready to admit, that a man placed in the equilibrium described (namely, as perceiving nothing but hunger and thirst, a certain food and a certain drink, each equally distant from him) would die of hunger and thirst. If I am asked, whether such an one should not rather be considered an ass than a man ; I answer, that I do not know, neither do I know how a man should be considered, who hangs himself, or how we should consider children, fools, madmen, &c. \nIt remains to point out the advantages of a knowledge of this doctrine as bearing on conduct, and this may be easily gathered from what has been said. \n1. The doctrine is good, inasmuch as it teaches us to act solely according to the decree of God, and to be partakers in the Divine nature, and so much the more, as we perform more perfect actions and more and more understand God. Such a doctrine not only completely, tranquillizes our spirit, but also shows us where our highest happiness or blessedness is, namely, solely in the knowledge of God, whereby we are led to act only as love and piety shall bid us. We may thus clearly understand, how far astray from a true estimate of virtue are those who expect to be decorated by God with high rewards for their virtue, and their best actions, as for having endured the direst slavery ; as if virtue and the service of God were not in itself happiness and perfect freedom. \n2. Inasmuch as it teaches us, how we ought to conduct ourselves with respect to the gifts of fortune, or matters which are not in our own power, and do not follow from our nature. For it shows us, that we should await and endure fortune's smiles or frowns with an equal mind, seeing that all things follow from the eternal decree of God by, the same necessity, as it follows from the essence of a triangle, that the three angles are equal to two right angles. \n3. This doctrine raises social life, inasmuch as it teaches us to hate no man, neither to despise, to deride, to envy, or to be angry, with any. Further, as it tells us that each should be content with his own, and helpful to his neighbour, not from any womanish pity, favour, or superstition, but solely by the guidance of reason, according as the time and occasion demand, as I will show in Part III. \n4. Lastly, this doctrine confers no small advantage on the commonwealth ; for it teaches how citizens should be governed and led, not so as to become slaves, but so that they may freely do whatsoever things are best.I have thus fulfilled the promise made at the beginning of this Scol., and I thus bring, the second part of my treatise to a close. I think I have therein explained the nature and properties of the human mind at sufficient length, and, considering the difficulty of the subject, with sufficient clearness. I have laid a foundation, whereon may be raised many excellent conclusions of the highest utility and most necessary to be known, as will, in what follows, be partly made plain." + }, + { + "title":"_End of the Second Part._", + "type":"filet" + } + ] + } + ] + }, + { + "index": 3, + "id": "p3", + "title": "_Part III_, ON _the Origin and Nature of the_ EMOTIONS.", + "enonces": [ + { + "id": "3pr", + "title": "PREFACE", + "text": "_Most writers on the emotions and on human conduct seem to be treating rather of matters outside nature than of natural phenomena following nature's general laws. They appear to conceive man to be situated in nature as a kingdom within a kingdom : for they believe that he disturbs rather than follows nature's order, that he has absolute control over his actions, and that he is determined solely by himself. They attribute human infirmities and fickleness, not to the power of nature in general, but to some mysterious flaw in the nature of man, which accordingly they bemoan, deride, despise, or, as usually happens, abuse : he, who succeeds in hitting off the weakness of the human mind more eloquently or more acutely than his fellows, is looked upon as a seer. Still there has been no lack of very excellent men (to whose toil and industry I confess myself much indebted), who have written many noteworthy things concerning the right way of life, and have given much sage advice to mankind. But no one, so far as I know, has defined the nature and strength of the emotions, and the power of the mind against them for their restraint. I do not forget, that the illustrious Descartes, though he believed, that the mind has absolute power over its actions, strove to explain human emotions by their primary causes, and, at the same time, to point out a way, by which the mind might attain to absolute dominion over them. However, in my opinion, he accomplishes nothing beyond a display of the acuteness of his own great intellect, as I will show in the proper place. For the present I wish to revert to those, who would rather abuse or deride human emotions than understand them. Such persons will, doubtless think it strange that I should attempt to treat of human vice and folly geometrically, and should wish to set forth with rigid reasoning those matters which they cry out against as repugnant to reason, frivolous, absurd, and dreadful. However, such is my plan. Nothing comes to pass in nature, which can be set down to a flaw therein ; for nature is always the same, and everywhere one and the same in her efficacy and power of action ; that is, nature's laws and ordinances, whereby all things come to pass and change from one form to another, are everywhere and always the same ; so that there should be one and the same method of understanding the nature of all things whatsoever, namely, through nature's universal laws and rules. Thus the passions of hatred, anger, envy, and so on, considered in themselves, follow from this same necessity and efficacy of nature ; they answer to certain definite causes, through which they are understood, and possess certain properties as worthy of being known as the properties of anything else, whereof the contemplation in itself affords us delight. I shall, therefore, treat of the nature and strength of the emotions according to the same method, as I employed heretofore in my investigations concerning God and the mind. I shall consider human actions and desires in exactly the same manner, as though I were concerned with lines, planes, and solids._", + "childs": [] + }, + { + "title":"DEFINITIONS", + "type":"title" + }, + + { + "id": "3d1", + "title": "I.", + "text": "By an adequate cause, I mean a cause through which its effect can be clearly and distinctly perceived. By an inadequate or partial cause, I mean a cause through which, by itself, its effect cannot be understood.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3d2", + "title": "II.", + "text": "I say that we act when anything takes place, either within us or externally to us, whereof we are the adequate cause ; that is _(by the [foregoing definition](3d1))_ when through our nature something takes place within us or externally to us, which can through our nature alone be clearly and distinctly understood. On the other hand, I say that we are passive as regards something when that something takes place within us, or follows from our nature externally, we being only the partial cause.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3d3", + "title": "III.", + "text": "By emotion I mean the modifications of the body, whereby the active power of the said body is increased or diminished, aided or constrained, and also the ideas of such modifications. \nIf we can be the adequate cause of any of these modifications, I then call the emotion an activity, otherwise I call it a passion, or state wherein the mind is passive. ", + "childs": [] + }, + { + "title":"POSTULATES", + "type":"title" + }, + { + "id": "3p1", + "title": "I", + "text": "The human body can be affected in many ways, whereby its power of activity is increased or diminished, and also in other ways which do not render its power of activity either greater or less. \nThis Postulate or Axiom rests on [Postulate 1](213p1) and Lemmas [5](213l5) and [7](213l7), which see after Prop. 13, p. II.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3p2", + "title": "II", + "text": "The human body can undergo many changes, and, nevertheless, retain the impressions or traces of objects _(cf. [Postulate 5](213p5), p. II)_, and, consequently, the same images of things (see [Note, Prop. 17](217sc), p. II).", + "childs": [] + }, + { + "id": "301", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_Our mind is in certain cases active, and in certain cases passive. In so far as it has adequate ideas it is necessarily active, and in so far as it has inadequate ideas, it is necessarily passive._", + "childs": [ + { + "id": "301d", + "type": " PROOF", + "text": "In every human mind there are some adequate ideas, and some ideas that are fragmentary and confused _(Notes [1](240sc1) and [2](240sc2), Prop. 40, p. II)_. Those ideas which are adequate in the mind are adequate also in God, inasmuch as he constitutes the essence of the mind _([Coroll., Prop. 11](211c), p. II)_, and those which are inadequate in the mind are likewise _(by the [same Coroll.](211c))_ adequate in God, not inasmuch as he contains in himself the essence of the given mind alone, but as he, at the same time, contains the minds of other things. Again, from any given idea some effect must necessarily follow _([Prop. 36](136), p. I)_ ; of this effect God is the adequate cause _([Defin. 1](3d1))_, not inasmuch as he is infinite, but inasmuch as he is conceived as affected by the given idea _([Prop. 9](209), p. II)_. But of that effect whereof God is the cause, inasmuch as he is affected by an idea which is adequate in a given mind, of that effect, I repeat, the mind in question is the adequate cause _([Coroll., Prop. 11](211c), p. II)_. Therefore our mind, in so far as it has adequate ideas _([Defin. 2](3d2))_, is in certain cases necessarily active ; this was our first point. Again, whatsoever necessarily, follows from the idea which is adequate in God, not by virtue of his possessing in himself the mind of one man only, but by virtue of his containing, together with the mind of that one man, the minds of other things also, of such an effect _([Coroll., Prop. 11](211c), p. II)_ the mind of the given man is not an adequate, but only a partial cause ; thus _([Defin. 2](3d2))_ the mind, inasmuch as it has inadequate ideas, is in certain cases necessarily passive ; this was our second point. Therefore our mind, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "301c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that the mind is more or less liable to be acted upon, in proportion as it possesses inadequate ideas, and, contrariwise, is more or less active in proportion as it possesses adequate ideas." + } + ] + }, + { + "id": "302", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_Body cannot determine mind to think, neither can mind determine body to motion or rest or any state different from these, if such there be._", + "childs": [ + { + "id": "302d", + "type": "PROOF", + "text": "All modes of thinking have for their cause God, by virtue of his being a thinking thing, and not by virtue of his being displayed under any other attribute _([Prop. 6](206), p. II)_. That, therefore, which determines the mind to thought is a mode of thought, and not a mode of extension ; that is _([Defin. 1](2d1), p. II)_, it is not body. This was our first point. Again, the motion and rest of a body must arise from another body, which has also been determined to a state of motion or rest by a third body, and absolutely everything which takes place in a body must spring from God, in so far as he is regarded as affected by some mode of extension, and not by some mode of thought _([Prop. 6](206), p. II)_ ; that is, it cannot spring from the mind, which is a mode of thought. This was our second point. Therefore body cannot determine mind, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "302sc", + "type": "NOTE", + "text": "This is made more clear by what was said in the [Note to Proposition 7](207sc), namely, that mind and body are one and the same thing, conceived first under the attribute of thought, secondly, under the attribute of extension. Thus it follows that the order or concatenation of things is identical, whether nature be conceived under the one attribute or the other ; consequently the order of states of activity and passivity in our body, is simultaneous in nature with the order of states of activity and passivity in the mind. The same conclusion is evident from the manner in which we proved [Proposition 12](212), Part II. Nevertheless, though such is the case, and though there be no further room for doubt, I can scarcely believe, until the fact is proved by experience, that men can be induced to consider the question calmly and fairly, so firmly are they convinced that it is merely at the bidding of the mind, that the body is set in motion or at rest, or performs a variety of actions depending solely on the mind's will or the exercise of thought. However, no one has hitherto laid down the limits to the powers of the body, that is, no one has as yet been taught by experience what the body can accomplish solely by the laws of nature, in so far as she is regarded as extension. No one hitherto has gained such an accurate knowledge of the bodily mechanism, that he can explain all its functions ; nor need I call attention to the fact that many actions are observed in the lower animals, which far transcend human sagacity, and that somnambulists do many things in their sleep, which they would not venture to do when awake : these instances are enough to show, that the body can by the sole laws of its nature do many things which the mind wonders at. Again, no one knows how or by what means the mind moves the body, nor how many various degrees of motion it can impart to the body, nor how quickly it can move it. Thus, when men say that this or that physical action has its origin in the mind, which latter has dominion over the body, they are using words without meaning, or are confessing in specious phraseology that they are ignorant of the cause of the said action, and do not wonder at it. But, they will say, whether we know or do not know the means whereby the mind acts on the body, we have, at any rate, experience of the fact that unless the human mind is in a fit state to think, the body remains inert. Moreover, we have experience, that the mind alone can determine whether we speak or are silent, and a variety of similar states which, accordingly, we say depend on the mind's decree. But, as to the first point, I ask such objectors, whether experience does not also teach, that if the body be inactive the mind is simultaneously unfitted for thinking? For when the body is at rest in sleep, the mind simultaneously is in a state of torpor also, and has no power of thinking, such as it possesses when the body is awake. Again, I think everyone's experience will confirm the statement, that the mind is not at all times equally fit for thinking on a given subject, but according as the body is more or less fitted for being stimulated by the image of this or that object, so also is the mind more or less fitted for contemplating the said object. But, it will be urged, it is impossible that solely from the laws of nature considered as extended substance, we should be able to deduce the causes of buildings, pictures, and things of that kind, which are produced only by human art ; nor would the human body, unless it were determined and led by the mind, be capable of building a single temple. However, I have just pointed out that the objectors cannot fix the limits of the body's power, or say what can be concluded from a consideration of its sole nature, whereas they have experience of many things being accomplished solely by the laws of nature, which they would never have believed possible except under the direction of mind : such are the actions performed by somnambulists while asleep, and wondered at by their performers when awake. I would further call attention to the mechanism of the human body, which far surpasses in complexity all that has been put together by human art, not to repeat what I have already shown, namely, that from nature, under whatever attribute she be considered, infinite results follow. As for the second objection, I submit that the world would be much happier, if men were as fully able to keep silence as they are to speak. Experience abundantly shows that men can govern anything more easily than their tongues, and restrain anything more easily than their appetites ; whence it comes about that many believe, that we are only free in respect to objects which we moderately desire, because our desire for such can easily be controlled by the thought of something else frequently remembered, but that we are by no means free in respect to what we seek with violent emotion, for our desire cannot then be allayed with the remembrance of anything else. However, unless such persons had proved by experience that we do many things which we afterwards repent of, and again that we often, when assailed by contrary emotions, see the better and follow the worse, there would be nothing to prevent their believing that we are free in all things. Thus an infant believes that of its own free will it desires milk, an angry child believes that it freely desires vengeance, a timid child believes that it freely desires to run away ; further, a drunken man believes that he utters from the free decision of his mind words which, when he is sober, he would willingly have withheld : thus, too, a delirious man, a garrulous woman, a child, and others of like complexion, believe that they speak from the free decision of their mind, when they are in reality unable to restrain their impulse to talk. Experience teaches us no less clearly than reason, that men believe themselves to be free, simply because they are conscious of their actions, and unconscious of the causes whereby those actions are determined ; and, further, it is plain that the dictates of the mind are but another name for the appetites, and therefore vary according to the varying state of the body. Everyone shapes his actions according to his emotion, those who are assailed by conflicting emotions know not what they wish ; those who are not attacked by any emotion are readily swayed this way or that. All these considerations clearly show that a mental decision and a bodily appetite, or determined state, are simultaneous, or rather are one and the same thing, which we call decision, when it is regarded under and explained through the attribute of thought, and a conditioned state, when it is regarded under the attribute of extension, and deduced from the laws of motion and rest. This will appear yet more plainly in the sequel. For the present I wish to call attention to another point, namely, that we cannot act by the decision of the mind, unless we have a remembrance of having done so. For instance, we cannot say a word without remembering that we have done so. Again, it is not within the free power of the mind to remember or forget a thing at will. Therefore the freedom of the mind must in any case be limited to the power of uttering or not uttering something which it remembers. But when we dream that we speak, we believe that we speak from a free decision of the mind, yet we do not speak, or, if we do, it is by a spontaneous motion of the body. Again, we dream that we are concealing something, and we seem to act from the same decision of the mind as that, whereby we keep silence when awake concerning something we know. Lastly, we dream that from the free decision of our mind we do something, which we should not dare to do when awake.Now I should like to know whether there be in the mind two sorts of decisions, one sort illusive, and the other sort free? If our folly does not carry us so far as this, we must necessarily admit, that the decision of the mind, which is believed to be free, is not distinguishable from the imagination or memory, and is nothing more than the affirmation, which an idea, by virtue of being an idea, necessarily involves _([Prop. 49](249), p. II)_. Wherefore these decisions of the mind arise in the mind by the same necessity, as the ideas of things actually existing. Therefore those who believe, that they speak or keep silence or act in any way from the free decision of their mind, do but dream with their eyes open." + } + ] + }, + { + "id": "303", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_The activities of the mind arise solely from adequate ideas ; the passive states of the mind depend solely on inadequate ideas._", + "childs": [ + { + "id": "303d", + "type": "PROOF", + "text": "The first element, which constitutes the essence of the mind, is nothing else but the idea of the actually existent body _(Prop. [11](211) and [13](213), p. II)_, which _([Prop. 15](215), p. II)_ is compounded of many other ideas, whereof some are adequate and some inadequate _([Coroll., Prop. 38](238c), [Coroll., Prop. 29](229c) p. II)_. Whatsoever therefore follows from the nature of mind, and has mind for its proximate cause, through which it must be understood, must necessarily follow either from an adequate or from an inadequate idea. But in so far as the mind _([Prop. 1](301))_ has inadequate ideas, it is necessarily passive : wherefore the activities of the mind follow solely from adequate ideas, and accordingly the mind is only passive in so far as it has inadequate ideas. Q.E.D." + }, + { + "id": "303sc", + "type": "NOTE", + "text": "Thus we see, that passive states are not attributed to the mind, except in so far as it contains something involving negation, or in so far as it is regarded as a part of nature, which cannot be clearly and distinctly perceived through itself without other parts : I could thus show, that passive states are attributed to individual things in the same way that they are attributed to the mind, and that they cannot otherwise be perceived, but my purpose is solely to treat of the human mind." + } + ] + }, + { + "id": "304", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_Nothing can be destroyed, except by a cause external to itself._", + "childs": [ + { + "id": "304d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is self-evident, for the definition of anything affirms the essence of that thing, but does not negative it ; in other words, it postulates the essence of the thing, but does not take it away. So long therefore as we regard only the thing itself, without taking into account external causes, we shall not be able to find in it anything which could destroy it. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "305", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_Things are naturally contrary, that is, cannot exist in the same object, in so far as one is capable of destroying the other._", + "childs": [ + { + "id": "305d", + "type": "PROOF", + "text": "If they could agree together or co-exist in the same object, there would then be in the said object something which could destroy it ; but this, by the [foregoing Proposition](304), is absurd, therefore things, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "306", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_Everything, in so far as it is in itself, endeavours to persist in its own being._", + "childs": [ + { + "id": "306d", + "type": "PROOF", + "text": "Individual things are modes whereby the attributes of God are expressed in a given determinate manner _([Coroll., Prop. 25](125c), p. I)_ ; that is _([Prop. 34](134), p. I)_, they are things which express in a given determinate manner the power of God, whereby God is and acts ; now no thing contains in itself anything whereby it can be destroyed, or which can take away its existence _([Prop. 4](304))_ ; but contrariwise it is opposed to all that could take away its existence _([Prop. 5](305))_. Therefore, in so far as it can, and in so far as it is in itself, it endeavours to persist in its own being. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "307", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_The endeavour, wherewith everything endeavours to persist in its own being, is nothing else but the actual essence of the thing in question._", + "childs": [ + { + "id": "307d", + "type": "PROOF", + "text": "From the given essence of any thing certain consequences necessarily follow _([Prop. 36](136), p. I)_, nor have things any power save such as necessarily follows from their nature as determined _([Prop. 29](129), p. I)_ ; wherefore the power of any given thing, or the endeavour whereby, either alone or with other things, it acts, or endeavours to act, that is _([Prop. 6](306))_, the power or endeavour, wherewith it endeavours to persist in its own being, is nothing else but the given or actual essence of the thing in question. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "308", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_The endeavour, whereby a thing endeavours to persist in its being, involves no finite time, but an indefinite time._", + "childs": [ + { + "id": "308d", + "type": "PROOF", + "text": "If it involved a limited time, which should determine the duration of the thing, it would then follow solely, from that power whereby the thing exists, that the thing could not exist beyond the limits of that time, but that it must be destroyed ; but this _([Prop. 4](304))_ is absurd. Wherefore the endeavour wherewith a thing exists involves no definite time ; but, contrariwise, since _([Prop. 4](304))_ it will by the same power whereby it already exists always continue to exist, unless it be destroyed by some external cause, this endeavour involves an indefinite time. Q.E.D" + } + ] + }, + { + "id": "309", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_The mind, both in so far as it has clear and distinct ideas, and also in so far as it has confused ideas, endeavours to persist in its being for an indefinite period, and of this endeavour it is conscious._", + "childs": [ + { + "id": "309d", + "type": "PROOF", + "text": "The essence of the mind is constituted by adequate and inadequate ideas _([Prop. 3](303))_, therefore _([Prop. 7](307))_, both in so far as it possesses the former, and in so far as it possesses the latter, it endeavours to persist in its own being, and that for an indefinite time _([Prop. 8](308))_. Now as the mind _([Prop. 23](223), p. II)_ is necessarily conscious of itself through the ideas of the modifications of the body, the mind is therefore _([Prop. 7](307))_ conscious of its own endeavour." + }, + { + "id": "309sc", + "type": "NOTE", + "text": "This endeavour, when referred solely to the mind, is called _will_, when referred to the mind and body in conjunction it is called _appetite_ ; it is, in fact, nothing else but man's essence, from the nature of which necessarily follow all those results which tend to its preservation ; and which man has thus been determined to perform. Further, between appetite and desire there is no difference, except that the term desire is generally applied to men, in so far as they are conscious of their appetite, and may accordingly be thus defined : _Desire is appetite with consciousness thereof_. It is thus plain from what has been said, that in no case do we strive for, wish for, long for, or desire anything, because we deem it to be good, but on the other hand we deem a thing to be good, because we strive for it, wish for it, long for it, or desire it." + } + ] + }, + { + "id": "310", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_An idea, which excludes the existence of our body, cannot be postulated in our mind, but is contrary thereto._", + "childs": [ + { + "id": "310d", + "type": "PROOF", + "text": "Whatsoever can destroy our body, cannot be postulated therein _([Prop. 5](305))_. Therefore neither can the idea of such a thing occur in God, in so far as he has the idea of our body _([Coroll., Prop. 9](209c), p. II)_ ; that is _([Prop. 11](211) and [13](213), p. II)_, the idea of that thing cannot be postulated as in our mind, but contrariwise, since _([Prop. 11](211) and [13](213), p. II)_ the first element, that constitutes the essence of the mind, is the idea of the human body as actually existing, it follows that the first and chief endeavour of our mind is the endeavour _([Prop. 7](307))_ to affirm the existence of our body : thus, an idea, which negatives the existence of our body, is contrary to our mind, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "311", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_Whatsoever increases or diminishes, helps or hinders the power of activity in our body, the idea thereof increases or diminishes, helps or hinders the power of thought in our mind._", + "childs": [ + { + "id": "311d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is evident from [Proposition 7](207) Part II, or from [Proposition 14](214) Part II." + }, + { + "id": "311sc", + "type": "NOTE", + "text": "Thus we see, that the mind can undergo many changes, and can pass sometimes to a state of greater perfection, sometimes to a state of lesser perfection. These passive states of transition explain to us the emotions of pleasure and pain. By _pleasure_ therefore in the following propositions I shall signify _a passive state wherein the mind passes to a greater perfection_. By _pain_ I shall signify _a passive state wherein the mind passes to a lesser perfection_. Further, the emotion of pleasure in reference to the body and mind together I shall call _stimulation (titillatio)_ or _merriment (hilaritas)_, the emotion of pain in the same relation I shall call _suffering_ or _melancholy_. But we must bear in mind, that stimulation and suffering are attributed to man, when one part of his nature is more affected than the rest, merriment and melancholy, when all parts are alike affected. What I mean by desire I have explained in the [Note to Proposition 9](309sc) of this part ; beyond these three I recognize no other primary emotion ; I will show as I proceed, that all other emotions arise from these three. But, before I go further, I should like here to explain at greater length [Proposition 10](310) of this part, in order that we may clearly, understand how one idea is contrary to another. \nIn the [Note to Prop. 17](217sc), Part II, we showed that the idea, which constitutes the essence of mind, involves the existence of body, so long as the body itself exists. Again, it follows from what we pointed out in the [Coroll.](208c) and in the [Note](208sc), Prop. 8, Part II, that the present existence of our mind depends solely on the fact, that the mind involves the actual existence of the body. Lastly, we showed _(Prop. [17](217) and [18](218), p. II, and [Note](218sc))_ that the power of the mind, whereby it imagines and remembers things, also depends on the fact, that it involves the actual existence of the body. Whence it follows, that the present existence of the mind and its power of imagining are removed, as soon as the mind ceases to affirm the present existence of the body. Now the cause, why the mind ceases to affirm this existence of the body, cannot be the mind itself _([Prop. 4](304))_, nor again the fact that the body ceases to exist. For _([Prop. 6](206), p. II)_ the cause, why the mind affirms the existence of the body, is not that the body began to exist ; therefore, for the same reason, it does not cease to affirm the existence of the body, because the body ceases to exist ; but _([Prop. 8](208), p. II)_ this result follows from another idea, which excludes the present existence of our body and, consequently, of our mind, and which is therefore contrary to the idea constituting the essence of our mind." + } + ] + }, + { + "id": "312", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_The mind, as far as it can, endeavours to conceive those things, which increase or help the power of activity in the body._", + "childs": [ + { + "id": "312d", + "type": "PROOF", + "text": "So long as the human body is affected in a mode, which involves the nature of any external body, the human mind will regard that external body as present _([Prop. 17](217), p. II)_, and consequently _([Prop. 7](207), p. II)_, so long as the human mind regards an external body as present, that is _([Note, Prop. 17](217sc))_, conceives it, the human body is affected in a mode, which involves the nature of the said external body ; thus so long as the mind conceives things, which increase or help the power of activity in our body, the body is affected in modes which increase or help its power of activity _([Post. 1](3p1))_ ; consequently _([Prop. 11](311))_ the mind's power of thinking is for that period increased or helped. Thus _([Prop. 6](306), [Prop. 9](309))_ the mind, as far as it can, endeavours to imagine such things. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "313", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_When the mind conceives things which diminish or hinder the body's power of activity, it endeavours, as far as possible, to remember things which exclude the existence of the first-named things._", + "childs": [ + { + "id": "313d", + "type": "PROOF", + "text": "So long as the mind conceives anything of the kind alluded to, the power of the mind and body is diminished or constrained _(cf. [Prop. 12](312))_ ; nevertheless it will continue to conceive it, until the mind conceives something else, which excludes the present existence thereof _([Prop. 17](217), p. II)_ ; that is (as I have just shown), the power of the mind and of the body is diminished, or constrained, until the mind conceives something else, which excludes the existence of the former thing conceived: therefore the mind _([Prop. 9](309))_, as far as it can, will endeavour to conceive or remember the latter. Q.E.D." + }, + { + "id": "313c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows, that the mind shrinks from conceiving those things, which diminish or constrain the power of itself and of the body." + }, + { + "id": "313sc", + "type": "NOTE", + "text": "From what has been said we may, clearly understand the nature of Love and Hate. _Love_ is nothing else but _pleasure accompanied by the idea, of an external cause : Hate_ is nothing else but _pain accompanied by the idea of an external cause_. We further see, that he who loves necessarily endeavours to have, and to keep present to him, the object of his love ; while he who hates endeavours to remove and destroy the object of his hatred. But I will treat of these matters at more length hereafter." + } + ] + }, + { + "id": "314", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_If the mind has once been affected by two emotions at the same time, it will, whenever it is afterwards affected by one of the two, be also affected by the other._", + "childs": [ + { + "id": "314d", + "type": "PROOF", + "text": "If the human body has once been affected by two bodies at once, whenever afterwards the mind conceives one of them, it will straightway remember the other also _([Prop. 18](218), p. II)_. But the mind's conceptions indicate rather the emotions of our body than the nature of external bodies _([Coroll. 2, Prop. 16](216c2), p. II)_ ; therefore, if the body, and consequently the mind _([Defin. 3](3d3))_ has been once affected by two emotions at the same time, it will, whenever it is afterwards affected by one of the two, be also affected by the other. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "315", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_Anything can, accidentally, be the cause of pleasure, pain, or desire._", + "childs": [ + { + "id": "315d", + "type": "PROOF", + "text": "Let it be granted that the mind is simultaneously affected by two emotions, of which one neither increases nor diminishes its power of activity, and the other does either increase or diminish the said power _([Post. 1](3p1))_. From the [foregoing Proposition](314) it is evident that, whenever the mind is afterwards affected by the former, through its true cause, which (by hypothesis) neither increases nor diminishes its power of action, it will be at the same time affected by the latter, which does increase or diminish its power of activity, that is _([Note, Prop. 11](311sc))_ it will be affected with pleasure or pain. Thus the former of the two emotions will, not through itself, but accidentally, be the cause of pleasure or pain. In the same way also it can be easily shown, that a thing may be accidentally the cause of desire. Q.E.D." + }, + { + "id": "315c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Simply from the fact that we have regarded a thing with the emotion of pleasure or pain, though that thing be not the efficient cause of the emotion, we can either love or hate it." + }, + { + "id": "315cd", + "type": "PROOF", + "text": "For from this fact alone it arises _([Prop. 14](314))_, that the mind afterwards conceiving the said thing is affected with the emotion of pleasure or pain, that is _([Note, Prop. 11](311sc))_, according as the power of the mind and body may be increased or diminished, &c. ; and consequently _([Prop. 12](312))_, according as the mind may desire or shrink from the conception of it _([Coroll., Prop. 13](313c))_, in other words _([Note, Prop. 13](313sc))_, according as it may love or hate the same. Q.E.D." + }, + { + "id": "315sc", + "type": "NOTE", + "text": "Hence we understand how it may happen, that we love or hate a thing without any cause for our emotion being known to us ; merely, as the phrase is, from _sympathy_ or _antipathy_. We should refer to the same category those objects, which affect us pleasurably or painfully, simply because they resemble other objects which affect us in the same way. This I will show in the [next Proposition](316). I am aware that certain authors, who were the first to introduce these terms _sympathy_ and _antipathy,_ wished to signify thereby some occult qualities in things ; nevertheless I think we may be permitted to use the same terms to indicate known or manifest qualities." + } + ] + }, + { + "id": "316", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_Simply from the fact that we conceive, that a given object has some point of resemblance with another object which is wont to affect the mind pleasurably or painfully, although the point of resemblance be not the efficient cause of the said emotions, we shall still regard the first-named object with love or hate._", + "childs": [ + { + "id": "316d", + "type": "PROOF", + "text": "The point of resemblance was in the object (by hypothesis), when we regarded it with pleasure or pain, thus _([Prop. 14](314))_, when the mind is affected by the image thereof, it will straightway be affected by one or the other emotion, and consequently the thing, which we perceive to have the same point of resemblance, will be accidentally _([Prop. 15](315))_ a cause of pleasure or pain. Thus _(by the [foregoing Corollary](315c))_, although the point in which the two objects resemble one another be not the efficient cause of the emotion, we shall still regard the first-named object with love or hate. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "317", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_If we conceive that a thing, which is wont to affect us painfully, has any point of resemblance with another thing which is wont to affect us with an equally strong emotion of pleasure, we shall hate the first-named thing, and at the same time we shall love it._", + "childs": [ + { + "id": "317d", + "type": "PROOF", + "text": "The given thing is (by hypothesis) in itself a cause of pain, and _([Note, Prop. 13](313sc))_, in so far as we imagine it with this emotion, we shall hate it : further, inasmuch as we conceive that it has some point of resemblance to something else, which is wont to affect us with an equally strong emotion of pleasure, we shall with an equally strong impulse of pleasure love it _([Prop. 16](316))_ ; thus we shall both hate and love the same thing. Q.E.D." + }, + { + "id": "317sc", + "type": "NOTE", + "text": "This disposition of the mind, which arises from two contrary emotions, is called _vacillation_ ; it stands to the emotions in the same relation as doubt does to the imagination _([Note, Prop. 44](244sc), p. II)_ ; vacillation and doubt do not differ one from the other, except as greater differs from less. But we must bear in mind that I have deduced this vacillation from causes, which give rise through themselves to one of the emotions, and to the other accidentally. I have done this, in order that they might be more easily deduced from what went before ; but I do not deny that vacillation of the disposition generally arises from an object, which is the efficient cause of both emotions. The human body is composed _([Post. 1](213p1), p. II)_ of a variety of individual parts of different nature, and may therefore _([Axiom 1](213a1a) after Lemma 3 after Prop. 13, p. II)_ be affected in a variety of different ways by one and the same body ; and contrariwise, as one and the same thing can be affected in many ways, it can also in many different ways affect one and the same part of the body. Hence we can easily conceive, that one and the same object may be the cause of many and conflicting emotions." + } + ] + }, + { + "id": "318", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_A man is as much affected pleasurably or painfully by the image of a thing past or future as by the image of a thing present._", + "childs": [ + { + "id": "318d", + "type": "PROOF", + "text": "So long as a man is affected by the image of anything, he will regard that thing as present, even though it be non-existent _([Prop. 17](217), p. II, and [Coroll.](217c))_, he will not conceive it as past or future, except in so far as its image is joined to the image of time past or future _([Note, Prop. 44](244sc), p. II)_. Wherefore the image of a thing, regarded in itself alone, is identical, whether it be referred to time past, time future, or time present ; that is _([Coroll. 2, Prop. 16](216c2), p. II)_, the disposition or emotion of the body is identical, whether the image be of a thing past, future, or present. Thus the emotion of pleasure or pain is the same, whether the image be of a thing past or future. Q.E.D." + }, + { + "id": "318sc1", + "type": "NOTE 1", + "text": "I call a thing past or future, according as we either have been or shall be affected thereby. For instance, according as we have seen it, or are about to see it, according as it has recreated us, or will recreate us, according as it has harmed us, or will harm us. For, as we thus conceive it, we affirm its existence ; that is, the body is affected by no emotion which excludes the existence of the thing, and therefore _([Prop. 17](217), p. II)_ the body is affected by the image of the thing, in the same way as if the thing were actually present. However, as it generally happens that those, who have had many experiences, vacillate, so long as they regard a thing as future or past, and are usually in doubt about its issue _([Note, Prop. 44](244sc), p. II)_ ; it follows that the emotions which arise from similar images of things are not so constant, but are generally disturbed by the images of other things, until men become assured of the issue." + }, + { + "id": "318sc2", + "type": "NOTE 2", + "text": "From what has just been said, we understand what is meant by the terms Hope, Fear, Confidence, Despair, Joy, and Disappointment. _Hope_ is nothing else but _an inconstant pleasure, arising from the image of something future or past, whereof we do not yet know the issue. Fear_, on the other hand, is _an inconstant pain also arising from the image of something concerning which we are in doubt_. If the element of doubt be removed from these emotions, hope becomes _Confidence_ and fear becomes _Despair_. In other words, _Pleasure or Pain arising from the image of something concerning which we have hoped or feared_. Again, _Joy_ is _Pleasure arising from the image of something past whereof we doubted the issue. Disappointment_ is the _Pain opposed to Joy_." + } + ] + }, + { + "id": "319", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_He who conceives that the object of his love is destroyed will feel pain ; if he conceives that it is preserved he will feel pleasure._", + "childs": [ + { + "id": "319d", + "type": "PROOF", + "text": "The mind, as far as possible, endeavours to conceive those things which increase or help the body's power of activity _([Prop. 12](312))_ ; in other words _([Note, Prop. 13](313sc))_, those things which it loves. But conception is helped by those things which postulate the existence of a thing, and contrariwise is hindered by those which exclude the existence of a thing _([Prop. 17](217), p. II)_ ; therefore the images of things, which postulate the existence of an object of love, help the mind's endeavour to conceive the object of love, in other words _([Note Prop. 11](311sc))_, affect the mind pleasurably ; contrariwise those things, which exclude the existence of an object of love, hinder the aforesaid mental endeavour ; in other words _([Note Prop. 11](311sc))_, affect the mind painfully. He, therefore, who conceives that the object of his love is destroyed will feel pain, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "320", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_He who conceives that the object of his hate is destroyed will feel pleasure._", + "childs": [ + { + "id": "320d", + "type": "PROOF", + "text": "The mind _([Prop. 13](313))_ endeavours to conceive those things, which exclude the existence of things whereby the body's power of activity is diminished or constrained ; that is _([Note Prop.13](313sc))_, it endeavours to conceive such things as exclude the existence of what it hates ; therefore the image of a thing, which excludes the existence of what the mind hates, helps the aforesaid mental effort, in other words _([Note, Prop. 11](311sc))_, affects the mind pleasurably. Thus he who conceives that the object of his hate is destroyed will feel pleasure. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "321", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_He who conceives, that the object of his love is affected pleasurably or painfully, will himself be affected pleasurably or painfully ; and the one or the other emotion will be greater or less in the lover according as it is greater or less in the thing loved._", + "childs": [ + { + "id": "321d", + "type": "PROOF", + "text": "The images of things _(as we showed in [Prop. 19](319))_ which postulate the existence of the object of love, help the mind's endeavour to conceive the said object. But pleasure postulates the existence of something feeling pleasure, so much the more in proportion as the emotion of pleasure is greater ; for it is _([Note, Prop. 11](311sc))_ a transition to a greater perfection ; therefore the image of pleasure in the object of love helps the mental endeavour of the lover ; that is _([Note, Prop. 11](311sc))_, it affects the lover pleasurably, and so much the more, in proportion as this emotion may have been greater in the object of love. This was our first point. Further, in so far as a thing is affected with pain, it is to that extent destroyed, the extent being in proportion to the amount of pain _([Note, Prop. 11](311sc))_ ; therefore _([Prop. 19](319))_ he who conceives, that the object of his love is affected painfully, will himself be affected painfully, in proportion as the said emotion is greater or less in the object of love. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "322", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_If we conceive that anything pleasurably affects some object of our love, we shall be affected with love towards that thing. Contrariwise, if we conceive that it affects an object of our love painfully, we shall be affected with hatred towards it._", + "childs": [ + { + "id": "322d", + "type": "PROOF", + "text": "He, who affects pleasurably or painfully the object of our love, affects us also pleasurably or painfully - that is, if we conceive the loved object as affected with the said pleasure or pain _([Prop. 21](321))_. But this pleasure or pain is postulated to come to us accompanied by the idea of an external cause ; therefore _([Note, Prop. 13](313sc))_, if we conceive, that anyone affects an object of our love pleasurably or painfully, we shall le affected with love or hatred towards him. Q.E.D." + }, + { + "id": "322sc", + "type": "NOTE", + "text": "[Proposition 21](321) explains to us the nature of _Pity_, which we may define as pain arising _from another's hurt_. What term we can use for pleasure arising from another's gain, I know not. We will call the _love towards him who confers a benefit on another, Approval_ ; and the _hatred towards him who injures another_, we will call _Indignation_. We must further remark, that we not only feel pity for a thing which we have loved _(as shown in [Prop. 21](321))_, but also for a thing which we have hitherto regarded without emotion, provided that we deem that it resembles ourselves (as I will show presently). Thus, we bestow approval on one who has benefited anything resembling ourselves, and, contrariwise, are indignant with him who has done it an injury." + } + ] + }, + { + "id": "323", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_He who conceives, that an object of his hatred is painfully affected, will feel pleasure. Contrariwise, if he thinks that the said object is pleasurably affected, he will feel pain. Each of these emotions will be greater or less, according as its contrary is greater or less in the object of hatred._", + "childs": [ + { + "id": "323d", + "type": "PROOF", + "text": "In so far as an object of hatred is painfully affected, it is destroyed, to an extent proportioned to the strength of the pain _([Note, Prop. 11](311sc))_. Therefore, he _([Prop. 20](320))_ who conceives, that some object of his hatred is painfully affected, will feel pleasure, to an extent proportioned to the amount of pain he conceives in the object of his hatred. This was our first point. Again, pleasure postulates the existence of the pleasurably affected thing _([Note, Prop. 11](311sc))_, in proportion as the pleasure is greater or less. If anyone imagines that an object of his hatred is pleasurably affected, this conception _([Prop. 13](313))_ will hinder his own endeavour to persist ; in other words _([Note, Prop. 11](311sc))_, he who hates will be painfully affected. Q.E.D." + }, + { + "id": "323sc", + "type": "NOTE", + "text": "This pleasure can scarcely be felt unalloyed, and without any mental conflict. For (as I am about to show in [Proposition 27](327)), in so far as a man conceives that something similar to himself is affected by pain, he will himself be affected in like manner ; and he will have the contrary emotion in contrary circumstances. But here we are regarding hatred only." + } + ] + }, + { + "id": "324", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_If we conceive that anyone pleasurably affects an object of our hate, we shall feel hatred towards him also. If we conceive that he painfully affects the said object, we shall feel love towards him._", + "childs": [ + { + "id": "324d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is proved in the same way as [Prop. 22](322), which see." + }, + { + "id": "324sc", + "type": "NOTE", + "text": "These and similar emotions of hatred are attributable to _envy_, which, accordingly, is nothing else but _hatred, in so far as it is regarded as disposing a man to rejoice in another's hurt, and to grieve at another's advantage_." + } + ] + }, + { + "id": "325", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "_We endeavour to affirm, concerning ourselves, and concerning what we love, everything that we conceive to affect pleasurably ourselves, or the loved object. Contrariwise, we endeavour to negative everything, which we conceive to affect painfully ourselves or the loved object._", + "childs": [ + { + "id": "325d", + "type": "PROOF", + "text": "That, which we conceive to affect an object of our love pleasurably or painfully, affects us also pleasurably or painfully _([Prop. 21](321))_. But the mind _([Prop. 12](312))_ endeavours, as far as possible, to conceive those things which affect us pleasurably ; in other words _([Prop. 17](217), p. II and [Coroll.](217c))_, it endeavours to regard them as present. And, contrariwise _([Prop. 13](313))_, it endeavours to exclude the existence of such things as affect us painfully ; therefore, we endeavour to affirm concerning ourselves, and concerning the loved object, whatever we conceive to affect ourselves, or the loved object pleasurably. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "326", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_We endeavour to affirm, concerning that which we hate, everything which we conceive to affect it painfully ; and, contrariwise, we endeavour to deny, concerning it, everything which we conceive to affect it pleasurably._", + "childs": [ + { + "id": "326d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition follows from [Proposition 23](323), as the foregoing proposition followed from [Proposition 21](321)." + }, + { + "id": "326sc", + "type": "NOTE", + "text": "Thus we see that it may readily happen, that a man may easily think too highly of himself, or a loved object, and, contrariwise, too meanly of a hated object. This feeling is called _pride_, in reference to the man who thinks too highly of himself, and is a species of madness, wherein a man dreams with his eyes open, thinking that he can accomplish all things that fall within the scope of his conception, and thereupon accounting them real, and exulting in them, so long as he is unable to conceive anything which excludes their existence, and determines his own power of action. _Pride_, therefore, is _pleasure springing from a man thinking too highly of himself_. Again, the _pleasure which arises from a man thinking too highly of another_ is called _over-esteem_. Whereas the _pleasure which arises from thinking too little of a man_ is called _disdain_." + } + ] + }, + { + "id": "327", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_By the very fact that we conceive a thing, which is like ourselves, and which we have not regarded with any emotion, to be affected with any emotion, we are ourselves affected with a like emotion (affectus)._", + "childs": [ + { + "id": "327d", + "type": "PROOF", + "text": "The images of things are modifications of the human body, whereof the ideas represent external bodies as present to us _([Note, Prop. 17](217sc), p. II)_ ; in other words _([Prop. 16](216), p. II)_, whereof the ideas involve the nature of our body, and, at the same time, the nature of external bodies as present. If, therefore, the nature of the external body be similar to the nature of our body, then the idea which we form of the external body will involve a modification of our own body similar to the modification of the external body. Consequently, if we conceive anyone similar to ourselves as affected by any emotion, this conception will express a modification of our body similar to that emotion. Thus, from the fact of conceiving a thing like ourselves to be affected with any emotion, we are ourselves affected with a like emotion. If, however, we hate the said thing like ourselves, we shall _([Prop. 23](323))_, to that extent, be affected by a contrary, and not similar, emotion. Q.E.D." + }, + { + "id": "327sc", + "type": "NOTE", + "text": "This imitation of emotions, when it is referred to pain, is called _compassion_ _(cf. [Note, Prop. 22](322))_ ; when it is referred to desire, it is called _emulation_, which is nothing else but _the desire of anything, engendered in us by the fact that we conceive that others have the like desire._" + }, + { + "id": "327c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "If we conceive that anyone, whom we have hitherto regarded with no emotion, pleasurably affects something similar to ourselves, we shall be affected with love towards him. If, on the other hand, we conceive that he painfully affects the same, we shall be affected with hatred towards him." + }, + { + "id": "327c1d", + "type": "PROOF", + "text": "This is proved from the [last Proposition](326) in the same manner as [Proposition 22](322) is proved from [Proposition 21](321)." + }, + { + "id": "327c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "We cannot hate a thing which we pity, because its misery affects us painfully." + }, + { + "id": "327c2d", + "type": "PROOF", + "text": "If we could hate it for this reason, we should rejoice in its pain, which is contrary to the hypothesis." + }, + { + "id": "327c3", + "type": "COROLLARY 3", + "text": "We seek to free from misery, as far as we can, a thing which we pity." + }, + { + "id": "327c3d", + "type": "PROOF", + "text": "That, which painfully affects the object of our pity, affects us also with similar pain _(by the [foregoing Proposition](327))_ ; therefore, we shall endeavour to recall everything which removes its existence, or which destroys it _(cf. [Prop. 13](313))_ ; in other words _([Note, Prop. 9](309sc))_, we shall desire to destroy it, or we shall be determined for its destruction ; thus, we shall endeavour to free from misery a thing which we pity. Q.E.D." + }, + { + "id": "327c3sc", + "type": "NOTE", + "text": "This will or appetite for doing good, which arises from pity of the thing whereon we would confer a benefit, is called _benevolence_, and is nothing else but _desire arising from compassion_. Concerning love or hate towards him who has done good or harm to something, which we conceive to be like ourselves, see [Note, Prop. 22](322sc)." + } + ] + }, + { + "id": "328", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_We endeavour to bring about whatsoever we conceive to conduce to pleasure ; but we endeavour to remove or destroy whatsoever we conceive to be truly repugnant thereto, or to conduce, to pain._", + "childs": [ + { + "id": "328d", + "type": "PROOF", + "text": "We endeavour, as far as possible, to conceive that which we imagine to conduce to pleasure _([Prop. 12](312))_ ; in other words _([Prop. 17](217), p. II)_ we shall endeavour to conceive it as far as possible as present or actually existing. But the endeavonr of the mind, or the mind's power of thought, is equal to, and simultaneous with, the endeavour of the body, or the body's power of action. (This is clear from _[Coroll., Prop. 7](207c) and [Coroll., Prop. 11](211c), p. II)._ Therefore we make an absolute endeavour for its existence, in other words _(which by [Note, Prop. 9](309sc) come to the same thing)_ we desire and strive for it ; this was our first point. Again, if we conceive that something, which we believed to be the cause of pain, that is _([Note, Prop. 13](313sc))_, which we hate, is destroyed, we shall rejoice _([Prop. 20](320))_. We shall, therefore (by the first part of this proof), endeavour to destroy the same, or _([Prop. 13](313))_ to remove it from us, so that we may not regard it as present ; this was our second point. Wherefore whatsoever conduces to pleasure, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "329", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_We shall also endeavour to do whatsoever we conceive men^[N.B. By men in this an the following propositions, I mean men whom we regard without any particular emotion.] to regard with pleasure, and contrariwise we shall shrink from doing that which we conceive men to shrink from._", + "childs": [ + { + "id": "329d", + "type": "PROOF", + "text": "From the fact of imagining, that men love or hate anything, we shall love or hate the same thing _([Prop. 27](327))_. That is _([Note, Prop. 13](313sc))_, from this mere fact we shall feel pleasure or pain at the thing's presence. And so _(by [last Prop.](328))_ we shall endeavour to do whatever we conceive men to love or regard with pleasure, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "329sc", + "type": "NOTE", + "text": "This endeavour to do a thing or leave it undone, solely in order to please men, we call _ambition_, especially when we so eagerly endeavour to please the vulgar, that we do or omit certain things to our own or another's hurt : in other cases it is generally called _kindliness_. Furthermore I give the name of _praise_ to the _pleasure, with which we conceive the action of another, whereby he has endeavoured to please us_ ; but of _blame_ to the _pain wherewith we feel aversion to his action_." + } + ] + }, + { + "id": "330", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_If anyone has done something which he conceives as affecting other men pleasurably, he will be affected by pleasure, accompanied by the idea of himself as cause ; in other words, he will regard himself with pleasure. On the other hand, if he has done anything which he conceives as affecting others painfully, he will regard himself with pain._", + "childs": [ + { + "id": "330d", + "type": "PROOF", + "text": "He who conceives, that he affects others with pleasure or pain, will, by that very fact, himself be affected with pleasure or pain _([Prop. 27](327))_, but, as a man _(Prop. [19](219), [23](223), p. II)_ is conscious of himself through the modifications whereby he is determined to action, it follows that he who conceives, that he affects others pleasurably, will be affected with pleasure accompanied by the idea of himself as cause ; in other words, will regard himself with pleasure. And so _mutatis mutandis_ in the case of pain. Q.E.D." + }, + { + "id": "330sc", + "type": "NOTE", + "text": "As love _([Note, Prop. 13](313sc))_ is pleasure accompanied by the idea of an external cause, and hatred is pain accompanied by the idea of an external cause ; the pleasure and pain in question will be a species of love and hatred. But, as the terms love and hatred are used in reference to external objects, we will employ other names for the emotions now under discussion : pleasure accompanied by the idea of an external cause we will style _Honour_, and the emotion contrary thereto we will style _Shame_ : I mean in such cases as where pleasure or pain arises from a man's belief, that he is being praised or blamed : otherwise pleasure accompanied by the idea of an external cause is called _self-complacency_, and its contrary pain is called _repentance_. Again, as it may happen _([Coroll., Prop. 17](217c), p. II)_ that the pleasure, wherewith a man conceives that he affects others, may exist solely in his own imagination, and as _([Prop. 25](325))_ everyone endeavours to conceive concerning himself that which he conceives will affect him with pleasure, it may easily come to pass that a vain man may be proud and may imagine that he is pleasing to all, when in reality he may be an annoyance to all." + } + ] + }, + { + "id": "331", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_If we conceive that anyone loves, desires, or hates anything which we ourselves love, desire, or hate, we shall thereupon regard the thing in question with more steadfast love, &c. On the contrary, if we think that anyone shrinks from something that we love, we shall undergo vacillation of soul._", + "childs": [ + { + "id": "331d", + "type": "PROOF", + "text": "From the mere fact of conceiving that anyone loves anything we shall ourselves love that thing _([Prop. 27](327))_ : but we are assumed to love it already ; there is, therefore, a new cause of love, whereby our former emotion is fostered ; hence we shall thereupon love it more steadfastly. Again, from the mere fact of conceiving that anyone shrinks from anything, we shall ourselves shrink from that thing _([Prop. 27](327))_. If we assume that we at the same time love it, we shall then simultaneously love it and shrink from it ; in other words, we shall be subject to vacillation _([Note, Prop. 17](327))_. Q.E.D." + }, + { + "id": "331c", + "type": "COROLLARY", + "text": "From the foregoing, and also from [Prop. 28](328) it follows that everyone endeavours, as far as possible, to cause others to love what he himself loves, and to hate what he himself hates : as the poet says : \n \n_As lovers let us share every hope and every fear : \nironhearted were he who should love what the other leaves._^[Ovid, Amores, II. XIX. 4, 5.]" + }, + { + "id": "331sc", + "type": "NOTE", + "text": "This endeavour to bring it about, that our own likes and dislikes should meet with universal approval, is really ambition _(see [Note, Prop. 29](329sc))_ ; wherefore we see that everyone by nature desires _(appetere)_, that the rest of mankind should live according to his own individual disposition : when such a desire is equally present in all, everyone stands in everyone else's way, and in wishing to be loved or praised by all, all become mutually hateful." + } + ] + }, + { + "id": "332", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_If we conceive that anyone takes delight in something, which only one person can possess, we shall endeavour to bring it about that the man in question shall not gain possession thereof._", + "childs": [ + { + "id": "332d", + "type": "PROOF", + "text": "From the mere fact of our conceiving that another person takes delight in a thing _([Prop. 27](327) and [Coroll., 1](327c1))_ we shall ourselves love that thing and desire to take delight therein. But we assumed that the pleasure in question would be prevented by another's delight in its object ; we shall, therefore, endeavour to prevent his possession thereof _([Prop. 28](328))_. Q.E.D." + }, + { + "id": "332sc", + "type": "NOTE", + "text": "We thus see that man's nature is generally so constituted, that he takes pity on those who fare ill, and envies those who fare well with an amount of hatred _([Prop. 32](332))_ proportioned to his own love for the goods in their possession. Further, we see that from the same property of human nature, whence it follows that men are merciful, it follows also that they are envious and ambitious. Lastly, if we make appeal to Experience, we shall find that she entirely confirms what we have said ; more especially if we turn our attention to the first years of our life. We find that children, whose body is continually, as it were, in equilibrium, laugh or cry simply because they see others laughing or crying ; moreover, they desire forthwith to imitate whatever they see others doing, and to possess themselves whatever they conceive as delighting others : inasmuch as the images of things are, as we have said, modifications of the human body, or modes wherein the human body is affected and disposed by external causes to act in this or that manner." + } + ] + }, + { + "id": "333", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_When we love a thing similar to ourselves we endeavour, as far as we can, to bring about that it should love us in return._", + "childs": [ + { + "id": "333d", + "type": "PROOF", + "text": "That which we love we endeavour, as far as we can, to conceive in preference to anything else _([Prop. 12](312))_. If the thing be similar to ourselves, we shall endeavour to affect it pleasurably in preference to anything else _([Prop. 29](329))_. In other words, we shall endeavour, as far as we can, to bring it about, that the thing should be affected with pleasure accompanied by the idea of ourselves, that is _([Note, Prop. 13](313sc))_, that it should love us in return. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "334", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_The greater the emotion with which we conceive a loved object to be afected towards us, the greater will be our complacency._", + "childs": [ + { + "id": "334d", + "type": "PROOF", + "text": "We endeavour _([Prop. 33](333))_, as far as we can, to bring about, that what we love should love us in return : in other words _([Note, Prop. 13](313sc))_, that what we love should be affected with pleasure accompanied by the idea of ourself as cause. Therefore, in proportion as the loved object is more pleasurably affected because of us, our endeavour will be assisted. - that is _([Prop. 11](311) and [Note](311sc))_ the greater will be our pleasure. But when we take pleasure in the fact, that we pleasurably affect something similar to ourselves _([Prop. 30](330))_ , we regard ourselves with pleasure ; _([Note, Prop. 30](330sc))_ therefore the greater the emotion with which we conceive a loved object to be affected, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "335", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_If anyone conceives, that an object of his love joins itself to another with closer bonds of friendship than he himself has attained to, he will be affected with hatred towards the loved object and with envy towards his rival._", + "childs": [ + { + "id": "335d", + "type": "PROOF", + "text": "In proportion as a man thinks, that a loved object is well affected towards him, will be the strength of his self-approval _(by the [last Prop.](334))_, that is _([Note, Prop. 30](330sc))_, of his pleasure ; he will, therefore _([Prop. 28](328))_, endeavour, as far as he can, to imagine the loved object as most closely bound to him: this endeavour or desire will be increased, if he thinks that someone else has a similar desire _([Prop. 31](331))_. But this endeavour or desire is assumed to be checked by the image of the loved object in conjunction with the image of him whom the loved object has joined to itself ; therefore _([Note, Prop. 11](311sc))_ he will for that reason be affected with pain, accompanied by the idea of the loved object as a cause in conjunction with the image of his rival ; that is, he will be _([Note, Prop. 13](313sc))_ affected with hatred towards the loved object and also towards his rival _([Coroll., Prop. 15](315c))_, which latter he will envy _([Prop. 23](323))_ as enjoying the beloved object. Q.E.D." + }, + { + "id": "335sc", + "type": "NOTE", + "text": "This hatred towards an object of love joined with envy is called _Jealousy_, which accordingly is nothing else but a wavering of the disposition arising from combined love and hatred, accompanied by the idea of some rival who is envied. Further, this hatred towards the object of love will be greater, in proportion to the pleasure which the jealous man had been wont to derive from the reciprocated love of the said object ; and also in proportion to the feelings he had previously entertained towards his rival. If he had hated him, _([Prop. 24](324))_ he will forthwith hate the object of his love, because he conceives it is pleasurably affected by one whom he himself hates : and also _([Coroll., Prop. 15](315c))_ because he is compelled to associate the image of his loved one with the image of him whom he hates. This condition generally comes into play in the case of love for a woman : for he who thinks, that a woman whom he loves prostitutes herself to another, will feel pain, not only, because his own desire is restrained, but also because, being compelled to associate the image of her he loves with the parts of shame and the excreta of another, he therefore shrinks from her. We must add, that a jealous man is not greeted by his beloved with the same joyful countenance as before, and this also gives him pain as a lover, as I will now show." + } + ] + }, + { + "id": "336", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_He who remembers a thing, in which he has once taken delight, desires to possess it under the same circumstances as when he first took delight therein._", + "childs": [ + { + "id": "336d", + "type": "PROOF", + "text": "Everything, which a man has seen in conjunction with the object of his love, will be to him accidentally a cause of pleasure _([Prop. 15](315))_ ; he will, therefore, desire to possess it, in conjunction with that wherein he has taken delight ; in other words, he will desire to possess the object of his love under the same circumstances as when he first took delight therein. Q.E.D." + }, + { + "id": "336c", + "type": "COROLLARY", + "text": "A lover will, therefore, feel pain if one of the aforesaid attendant circumstances be missing." + }, + { + "id": "336cd", + "type": "PROOF", + "text": "For, in so far as he finds some circumstance to be missing, he conceives something which excludes its existence. As he is assumed to be desirous for love's sake of that thing or circumstance _(by the [last Prop.](336))_, he will, in so far as he conceives it to be missing, feel pain _([Prop. 19](319))_. Q.E.D." + }, + { + "id": "336sc", + "type": "NOTE", + "text": "This pain, in so far as it has reference to the absence of the object of love, is called _Regret_." + } + ] + }, + { + "id": "337", + "title": "PROPOSITION 37", + "text": "_Desire arising through pain or pleasure, hatred or love, is greater in proportion as the emotion is greater._", + "childs": [ + { + "id": "337d", + "type": "PROOF", + "text": "Pain diminishes or constrains man's power of activity _([Note, Prop. 11](311sc))_, in other words _([Prop. 7](307))_, diminishes or constrains the effort, wherewith he endeavours to persist in his own being ; therefore _([Prop. 5](305))_ it is contrary to the said endeavour : thus all the endeavours of a man affected by pain are directed to removing that pain. But (by the [Definition of pain](3ad3)), in proportion as the pain is greater, so also is it necessarily opposed to a greater part of man's power of activity ; therefore the greater the pain, the greater the power of activity employed to remove it ; that is, the greater will be the desire or appetite in endeavouring to remove it. Again, _([Note, Prop. 9](309sc))_ since pleasure _([Note, Prop. 11](311sc))_ increases or aids a man's power of activity, it may easily be shown in like manner, that a man affected by pleasure has no desire further than to preserve it, and his desire will be in proportion to the magnitude of the pleasure. Lastly, since hatred and love are themselves emotions of pain and pleasure, it follows in like manner that the endeavour, appetite, or desire, which arises through hatred or love, will be greater in proportion to the hatred or love. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "338", + "title": "PROPOSITION 38", + "text": "_If a man has begun to hate an object of his love, so that love is thoroughly destroyed, he will, causes being equal, regard it with more hatred than if he had never loved it, and his hatred will be in proportion to the strength of his former love._", + "childs": [ + { + "id": "338d", + "type": "PROOF", + "text": "If a man begins to hate that which he had loved, more of his appetites are put under restraint than if he had never loved it. For love is a pleasure _([Note, Prop. 13](313sc))_ which a man endeavours as far as he can to render permanent _([Prop. 28](328))_ ; he does _([Note, Prop 13](313sc))_ so by regarding the object of his love as present _([Prop. 21](321))_, and by affecting it as far as he can pleasurably ; this endeavour _(by the last [Prop.](337))_ is greater in proportion as the love is greater, and so also is the endeavour to bring about that the beloved should return his affection _([Prop. 33](333))_. Now these endeavours are constrained by hatred towards the object of love _([Coroll., Prop. 13](313c) and [Prop. 23](323))_ ; wherefore the lover _([Note, Prop. 11](311sc))_ will for this cause also be affected with pain, the more so in proportion as his love has been greater ; that is, in addition to the pain caused by hatred, there is a pain caused by, the fact that he has loved the object ; wherefore _([Note, Prop. 13](313sc))_ the lover will regard the beloved with greater pain, or in other words, will hate it more than if he had never loved it, and with the more intensity in proportion as his former love was greater. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "339", + "title": "PROPOSITION 39", + "text": "_He who hates anyone will endeavour to do him an injury, unless he fears that a greater injury will thereby accrue to himself ; on the other hand, he who loves anyone will, by the same law, seek to benefit him._", + "childs": [ + { + "id": "339d", + "type": "PROOF", + "text": "To hate a man is _([Note, Prop. 13](313sc))_ to conceive him as a cause of pain ; therefore _([Prop. 28](328))_ he who hates a man will endeavour to remove or destroy him. But if anything more painful, or, in other words, a greater evil, should accrue to the hater thereby - and if the hater thinks he can avoid such evil by not carrying out the injury, which he planned against the object of his hate - he will desire to abstain from inflicting that injury _([Prop. 28](328))_, and the strength of his endeavour _([Prop. 37](337))_ will be greater than his former endeavour to do injury and will therefore prevail over it, as we asserted. The second part of this proof proceeds in the same manner. Wherefore he who hates another, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "339sc", + "type": "NOTE", + "text": "By _good_ I here mean every kind of pleasure, and all that conduces thereto, especially that which satisfies our longings, whatsoever they may be. By _evil_, I mean every, kind of pain, especially that which frustrates our longings. For I have shown _([Note, Prop. 9](309sc))_ that we in no case desire a thing because we deem it good, but, contrariwise, we deem a thing good because we desire it : consequently we deem evil that which we shrink from ; everyone, therefore, according to his particular emotions, judges or estimates what is good, what is bad, what is better, what is worse, lastly, what is best, and what is worst. Thus a miser thinks that abundance of money is the best, and want of money the worst ; an ambitious man desires nothing so much as glory, and fears nothing so much as shame. To an envious man nothing is more delightful than another's misfortune, and nothing more painful than another's success. So every man, according to his emotions, judges a thing to be good or bad, useful or useless. The emotion, which induces a man to turn from that which he wishes, or to wish for that which he turns from, is called _timidity_, which may accordingly be defined as _the fear whereby a man is induced to avoid an evil which he regards as future by encountering a lesser evil ([Prop. 28](328))_. But if the evil which he fears be shame, timidity becomes _bashfulness_. Lastly, if the desire to avoid a future evil be checked by the fear of another evil, so that the man knows not which to choose, fear becomes _consternation_, especially if both the evils feared be very great." + } + ] + }, + { + "id": "340", + "title": "PROPOSITION 40", + "text": "_He, who conceives himself to be hated by another, and believes that he has given him no cause for hatred, will hate that other in return._", + "childs": [ + { + "id": "340d", + "type": "PROOF", + "text": "He who conceives another as affected with hatred, will thereupon be affected himself with hatred _([Prop. 27](327))_, that is, _([Note, Prop. 13](313sc))_ with pain, accompanied by the idea of an external cause. But, by the hypothesis, he conceives no cause for this pain except him who is his enemy ; therefore, from conceiving that he is hated by some one, he will be affected with pain, accompanied by the idea of his enemy ; in other words, _([Note, Prop. 13](313sc))_ he will hate his enemy in return. Q.E.D." + }, + { + "id": "340sc", + "type": "NOTE", + "text": "He who thinks that he has given just cause for hatred will _([Prop. 30](330) and [Note](330sc))_ be affected with shame ; but this case _([Prop. 25](325))_ rarely happens. This reciprocation of hatred may also arise from the hatred, which follows an endeavour to injure the object of our hate _([Prop. 39](339))_. He therefore who conceives that he is hated by another will conceive his enemy as the cause of some evil or pain ; thus he will be affected with pain or fear, accompanied by the idea of his enemy as cause ; in other words, he will be affected with hatred towards his enemy, as I said above." + }, + { + "id": "340c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "He who conceives, that one whom he loves hates him, will be a prey to conflicting hatred and love. For, in so far as he conceives that he is an object of hatred, he is determined _([Prop. 40](340))_ to hate his enemy in return. But, by the hypothesis, he nevertheless loves him : wherefore he will be a prey to conflicting hatred and love." + }, + { + "id": "340c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "If a man conceives that one, whom he has hitherto regarded without emotion, has done him any injury from motives of hatred, he will forthwith seek to repay the injury in kind." + }, + { + "id": "340c2d", + "type": "PROOF", + "text": "He who conceives, that another hates him, will _(by the [last Proposition](340))_ hate his enemy in return, and _([Prop. 26](326))_ will endeavour to recall everything which can affect him painfully ; he will moreover endeavour to do him an injury _([Prop. 39](339))_. Now the first thing of this sort which he conceives is the injury done to himself ; he will, therefore, forthwith endeavour to repay it in kind. Q.E.D." + }, + { + "id": "340c2sc", + "type": "NOTE", + "text": "The endeavour to injure one whom we hate is called _Anger_ ; the endeavour to repay in kind injury done to ourselves is called _Revenge_." + } + ] + }, + { + "id": "341", + "title": "PROPOSITION 41", + "text": "_If anyone conceives that he is loved by another, and believes that he has given no cause for such love, he will love that other in return._ (Cf. [Coroll., Prop. 15](315c) and [Prop. 16](316)).", + "childs": [ + { + "id": "341d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is proved in the same way as the [preceding one](340). See also the [Note](340sc) appended thereto." + }, + { + "id": "341sc", + "type": "NOTE", + "text": "If he believes that he has given just cause for the love, he will take pride therein _([Prop. 30](330) and [Note](330sc))_ ; this is what most often happens _([Prop. 25](325))_, and we said that its contrary took place whenever a man conceives himself to be hated by another. _(See [Note to preceding Proposition](340sc))_. This reciprocal love, and consequently _([Prop. 39](339))_ the desire of benefiting him who loves us _([Prop. 39](339))_, and who endeavours to benefit us, is called _gratitude_ or _thankfulness_. It thus appears that men are much more prone to take vengeance than to return benefits." + }, + { + "id": "341c", + "type": "COROLLARY", + "text": "He who imagines, that he is loved by one whom he hates, will be a prey to conflicting hatred and love. This is proved in the same way as the [first Corollary of the preceding Proposition](340c1)." + }, + { + "id": "341csc", + "type": "NOTE", + "text": "If hatred be the prevailing emotion, he will endeavour to injure him who loves him ; this emotion is called cruelty, especially if the victim be believed to have given no ordinary cause for hatred." + } + ] + }, + { + "id": "342", + "title": "PROPOSITION 42", + "text": "_He who has conferred a benefit on anyone from motives of love or honour will feel pain, if he sees that the benefit is received without gratitude._", + "childs": [ + { + "id": "342d", + "type": "PROOF", + "text": "When a man loves something similar to himself, he endeavours, as far as he can, to bring it about that he should be loved thereby in return _([Prop. 33](333))_. Therefore he who has conferred a benefit confers it in obedience to the desire, which he feels of being loved in return ; that is _([Prop. 34](334))_ from the hope of honour or _([Note, Prop. 30](330sc))_ pleasure ; hence he will endeavour, _([Prop. 12](312))_ as far as he can, to conceive this cause of honour, or to regard it as actually existing. But, by the hypothesis, he conceives something else, which excludes the existence of the said cause of honour: wherefore he will thereat feel pain _([Prop. 19](319))_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "343", + "title": "PROPOSITION 43", + "text": "_Hatred is increased by being reciprocated, and can on the other hand be destroyed by love._", + "childs": [ + { + "id": "343d", + "type": "PROOF", + "text": "He who conceives, that an object of his hate hates him in return, will thereupon feel a new hatred, while the former hatred (by hypothesis) still remains _([Prop. 40](340))_. But if, on the other hand, he conceives that the object of hate loves him, he will to this extent regard himself with pleasure _([Prop. 30](330))_, and _([Prop. 29](329))_ will endeavour to please the cause of his emotion. In other words, he will endeavour not to hate him _([Prop. 41](341))_, and not to affect him painfully ; this endeavour _([Prop. 37](337))_ will be greater or less in proportion to the emotion from which it arises. Therefore, if it be greater than that which arises from hatred, and through which the man endeavours to affect painfully the thing which he hates _([Prop. 26](326))_, it will get the better of it and banish the hatred from his mind. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "344", + "title": "PROPOSITION 44", + "text": "_Hatred which is completely vanquished by love passes into love : and love is thereupon greater than if hatred had not preceded it._", + "childs": [ + { + "id": "344d", + "type": "PROOF", + "text": "The proof proceeds in the same way as [Proposition 38](338) of this Part : for he who begins to love a thing, which he was wont to hate or regard with pain, from the very fact of loving, feels pleasure _(see its Defin. in [Note, Prop. 13](313sc))_. To this pleasure involved in love is added the pleasure arising from aid given to the endeavour to remove the pain involved in hatred _([Prop. 37](337))_, accompanied by the idea of the former object of hatred as cause." + }, + { + "id": "344sc", + "type": "NOTE", + "text": "Though this be so, no one will endeavour to hate anything, or to be affected with pain, for the sake of enjoying this greater pleasure ; that is, no one will desire that he should be injured, in the hope of recovering from the injury, nor long to be ill for the sake of getting well. For everyone will always endeavour to persist in his being, and to ward off pain as far as he can. If the contrary is conceivable, namely, that a man should desire to hate someone, in order that he might love him the more thereafter, he will always desire to hate him. For the strength of the love is in proportion to the strength of the hatred, wherefore the man would desire, that the hatred be continually increased more and more, and, for a similar reason, he would desire to become more and more ill, in order that he might take a greater pleasure in being restored to health : in such a case he would always endeavour to be ill, which _([Prop. 6](306))_ is absurd." + } + ] + }, + { + "id": "345", + "title": "PROPOSITION 45", + "text": "_If a man conceives, that anyone similar to himself hates anything also similar to himself which he loves, he will hate that person._", + "childs": [ + { + "id": "345d", + "type": "PROOF", + "text": "The beloved object feels reciprocal hatred towards him who hates it _([Prop. 40](340))_ ; therefore the lover, in conceiving that anyone hates the beloved object, conceives the beloved thing as affected by hatred, in other words _([Note, Prop. 13](313sc))_, by pain ; consequently _([Prop. 21](321))_ he is himself affected by pain accompanied by the idea of the hater of the beloved thing as cause ; that is, he will hate him who hates anything which he himself loves _([Note, Prop. 13](313sc))_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "346", + "title": "PROPOSITION 46", + "text": "_If a man has been affected pleasurably or painfully by anyone, of a class or nation different from his own, and if the pleasure or pain has been accompanied by the idea of the said stranger as cause, under the general category of the class or nation : the man will feel love or hatred, not only to the individual stranger, but also to the whole class or nation whereto he belongs._", + "childs": [ + { + "id": "346d", + "type": "PROOF", + "text": "This is evident from [Proposition 16](316)." + } + ] + }, + { + "id": "347", + "title": "PROPOSITION 47", + "text": "_Joy arising from the fact, that anything we hate is destroyed, or suffers other injury, is never unaccompanied by a certain pain in us._", + "childs": [ + { + "id": "347d", + "type": "PROOF", + "text": "This is evident from [Prop. 27](327). For in so far as we conceive a thing similar to ourselves to be affected with pain, we ourselves feel pain." + }, + { + "id": "347sc", + "type": "NOTE", + "text": "This proposition can also be proved from the [Coroll., Prop. 17](217c), Part II. Whenever we remember anything, even if it does not actually exist, we regard it only as present, and the body is affected in the same manner ; wherefore, in so far as the remembrance of the thing is strong, a man is determined to regard it with pain ; this determination, while the image of the thing in question lasts, is indeed checked by the remembrance of other things excluding the existence of the aforesaid thing, but is not destroyed : hence a man only feels pleasure in so far as the said determination is checked : for this reason the joy arising from the injury done to what we hate is repeated, every time we remember that object of hatred. For, as we have said, when the image of the thing in question is aroused, inasmuch as it involves the thing's existence, it determines the man to regard the thing with the same pain as he was wont to do, when it actually did exist. However, since he has joined to the image of the thing other images, which exclude its existence, this determination to pain is forthwith checked, and the man rejoices afresh as often as the repetition takes place. This is the cause of men's pleasure in recalling past evils, and delight in narrating dangers from which they have escaped. For when men conceive a danger, they conceive it as still future, and are determined to fear it ; this determination is checked afresh by the idea of freedom, which became associated with the idea of the danger when they escaped therefrom : this renders them secure afresh : therefore they rejoice afresh." + } + ] + }, + { + "id": "348", + "title": "PROPOSITION 48", + "text": "_Love or hatred towards, for instance, Peter is destroyed, if the pleasure involved in the former, or the pain involved in the latter emotion, be associated with the idea of another cause : and will be diminished in proportion as we conceive Peter not to have been the sole cause of either emotion._", + "childs": [ + { + "id": "348d", + "type": "PROOF", + "text": "This Prop. is evident from the mere definition of love and hatred _([Note, Prop. 13](313sc))_. For pleasure is called love towards Peter, and pain is called hatred towards Peter, simply in so far as Peter is regarded as the cause of one emotion or the other. When this condition of causality is either wholly or partly removed, the emotion towards Peter also wholly or in part vanishes. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "349", + "title": "PROPOSITION 49", + "text": "_Love or hatred towards a thing, which we conceive to be free, must, other conditions being similar, be greater than if it were felt towards a thing acting by necessity._", + "childs": [ + { + "id": "349d", + "type": "PROOF", + "text": "A thing which we conceive as free must _([Defin. 7](1d7), p. I)_ be perceived through itself without anything else. If, therefore, we conceive it as the cause of pleasure or pain, we shall therefore _([Note, Prop. 13](313sc))_ love it or hate it, and shall do so _([last Prop.](348))_ with the utmost love or hatred that can arise from the given emotion. But if the thing which causes the emotion be conceived as acting by necessity, we shall then _(by the same [Defin. 7](1d7), p. I)_ conceive it not as the sole cause, but as one of the causes of the emotion, and therefore _([last Prop.](348))_ our love or hatred towards it will be less. Q.E.D." + }, + { + "id": "349sc", + "type": "NOTE", + "text": "Hence it follows, that men, thinking themselves to be free, feel more love or hatred towards one another than towards anything else : to this consideration we must add the imitation of emotions treated of in Propositions [27](327), [34](334), [40](340) and [43](343)." + } + ] + }, + { + "id": "350", + "title": "PROPOSITION 50", + "text": "_Anything whatever can be, accidentally, a cause of hope or fear._", + "childs": [ + { + "id": "350d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is proved in the same way as [Proposition 15](315), which see, together with the [Note 2, Prop. 18](318sc2)." + }, + { + "id": "350sc", + "type": "NOTE", + "text": "Things which are accidentally the causes of hope or fear are called good or evil omens. Now, in so far as such omens are the cause of hope or fear, they are _(by the definitions of hope and fear given in [Note 2, Prop. 18](318sc2))_ the causes also of pleasure and pain ; consequently _([Coroll., Prop. 15](315c))_ we, to this extent, regard them with love or hatred, _([Prop. 28](328))_ and endeavour either to invoke them as means towards that which we hope for, or to remove them as obstacles, or causes of that which we fear. It follows, further, from [Proposition 25](325), that we are naturally so constituted as to believe readily in that which we hope for, and with difficulty in that which we fear ; moreover, we are apt to estimate such objects above or below their true value. Hence there have arisen superstitions, whereby men are everywhere assailed. However, I do not think it worth while to point out here the vacillations springing from hope and fear ; it follows from the definition of these emotions, that there can be no hope without fear, and no fear without hope, as I will duly explain in the proper place. Further, in so far as we hope for or fear anything, we regard it with love or hatred ; thus everyone can apply by himself to hope and fear what we have said concerning love and hatred." + } + ] + }, + { + "id": "351", + "title": "PROPOSITION 51", + "text": "_Different men may be differently affected by the same object, and the same man may be differently affected at different times by the same object._", + "childs": [ + { + "id": "351d", + "type": "PROOF", + "text": "The human body is affected by external bodies in a variety of ways _([Post. 3](213p3), p. II)_. Two men may therefore be differently affected at the same time, and therefore _(by [Axiom I](213a1a) after Lemma 3 after Prop. 13, p. II)_ may be differently affected by one and the same object. Further _(by the same [Post.](213p3))_ the human body can be affected sometimes in one way, sometimes in another ; consequently _(by the same [Axiom](213a1a)) it may be differently affected at different times by one and the same object. Q.E.D." + }, + { + "id": "351sc", + "type": "NOTE", + "text": "We thus see that it is possible, that what one man loves another may hate, and that what one man fears another may not fear ; or, again, that one and the same man may love what he once hated, or may be bold where he once was timid, and so on. Again, as everyone judges according to his emotions what is good, what bad, what better, and what worse _([ Prop. 39](339sc))_, it follows that men's judgments may vary no less than their emotions^[N. B. This is possible, though the human mind is part of the divine intellect, as I have shown in _[Coroll. Prop. 11](211c), p. II_] hence when we compare some with others, we distinguish them solely by the diversity of their emotions, and style some intrepid, others timid, others by some other epithet. For instance, I shall call a man _intrepid_, if he despises an evil which I am accustomed to fear ; if I further take into consideration, that, in his desire to injure his enemies and to benefit those whom he loves, he is not restrained by the fear of an evil which is sufficient to restrain me, I shall call him _daring_. Again, a man will appear _timid_ to me, if he fears an evil which I am accustomed to despise ; and if I further take into consideration that his desire is restrained by the fear of an evil, which is not sufficient to restrain me, I shall say that he is _cowardly_ ; and in like manner will everyone pass judgment. Lastly, from this inconstancy in the nature of human judgment, inasmuch as a man often judges of things solely by his emotions, and inasmuch as the things which he believes cause pleasure or pain, and therefore endeavours to promote or prevent, are often purely imaginary, not to speak of the uncertainty of things alluded to in [Prop. 28](328) ; we may readily conceive that a man may be at one time affected with pleasure, and at another with pain, accompanied by the idea of himself as cause. Thus we can easily understand what are _Repentance_ and _Self-complacency_. _Repentance is pain, accompanied by the idea of one's self as cause ; Self-complacency is pleasure accompanied by the idea of one's self as cause_, and these emotions are most intense because men believe themselves to be free _([Prop. 49](349))_." + } + ] + }, + { + "id": "352", + "title": "PROPOSITION 52", + "text": "_An object which we have formerly seen in conjunction with others, and which we do not conceive to have any property that is not common to many, will not be regarded by us for so long, as an object which we conceive to have some property peculiar to itself._", + "childs": [ + { + "id": "352d", + "type": "PROOF", + "text": "As soon as we conceive an object which we have seen in conjunction with others, we at once remember those others _([Prop. 18](218), p. II, and [Note](218sc))_, and thus we pass forthwith from the contemplation of one object to the contemplation of another object. And this is the case with the object, which we conceive to have no property that is not common to many. For we thereupon assume that we are regarding therein nothing, which we have not before seen in conjunction with other objects. But when we suppose that we conceive in an object something special, which we have never seen before, we must needs say that the mind, while regarding that object, has in itself nothing which it can fall to regarding instead thereof ; therefore it is determined to the contemplation of that object only. Therefore an object, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "352sc", + "type": "NOTE", + "text": "This mental modification, or imagination of a particular thing, in so far as it is alone in the mind, is called _Wonder_ ; but if it be excited by an object of fear, it is called _Consternation_, because wonder at an evil keeps a man so engrossed in the simple contemplation thereof, that he has no power to think of anything else whereby he might avoid the evil. If, however, the object of wonder be a man's prudence, industry, or anything of that sort, inasmuch as the said man is thereby regarded as far surpassing ourselves, wonder is called _Veneration_ ; otherwise, if a man's anger, envy, &c., be what we wonder at, the emotion is called _Horror_. Again, if it be the prudence, industry, or what not, of a man we love, that we wonder at, our love will on this account be the greater _([Prop. 12](312))_, and when joined to wonder or veneration is called _Devotion_. We may in like manner conceive hatred, hope, confidence, and the other emotions, as associated with wonder ; and we should thus be able to deduce more emotions than those which have obtained names in ordinary speech. Whence it is evident, that the names of the emotions have been applied in accordance rather with their ordinary manifestations than with an accurate knowledge of their nature. \nTo wonder is opposed _Contempt_, which generally arises from the fact that, because we see someone wondering at, loving, or fearing something, or because something, at first sight, appears to be like things, which we ourselves wonder at, love, fear, &c., we are, in consequence _([Prop. 15](315) and [Coroll.](315c) and [Prop. 27](327))_, determined to wonder at, love, or fear that thing. But if from the presence, or more accurate contemplation of the said thing, we are compelled to deny concerning it all that can be the cause of wonder, love, fear, &c., the mind then, by the presence of the thing, remains determined to think rather of those qualities which are not in it, than of those which are in it ; whereas, on the other hand, the presence of the object would cause it more particularly to regard that which is therein. As devotion springs from wonder at a thing which we love, so does _Derision_ spring from contempt of a thing which we hate or fear, and _Scorn_ from contempt of folly, as veneration from wonder at prudence. Lastly, we can conceive the emotions of love, hope, honour, &c., in association with contempt, and can thence deduce other emotions, which are not distinguished one from another by any recognized name." + } + ] + }, + { + "id": "353", + "title": "PROPOSITION 53", + "text": "_When the mind regards itself and its own power of activity, it feels pleasure : and that pleasure is greater in proportion to the distinctness wherewith it conceives itself and its own power of activity._", + "childs": [ + { + "id": "353d", + "type": "PROOF", + "text": "A man does not know himself except through the modifications of his body, and the ideas thereof _(Prop. [19](219) and [23](223), p. II)_. When, therefore, the mind is able to contemplate itself, it is thereby assumed to pass to a greater perfection, or _([Note Prop. 11](311sc))_ to feel pleasure ; and the pleasure will be greater in proportion to the distinctness, wherewith it is able to conceive itself and its own power of activity. Q.E.D." + }, + { + "id": "353c", + "type": "COROLLARY", + "text": "This pleasure is fostered more and more, in proportion as a man conceives himself to be praised by others. For the more he conceives himself as praised by others, the more will he imagine them to be affected with pleasure, accompanied by the idea of himself _([Note, Prop. 29](329sc))_ ; thus he is _([Prop. 27](327))_ himself affected with greater pleasure, accompanied by the idea of himself. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "354", + "title": "PROPOSITION 54", + "text": "_The mind endeavours to conceive only such things as assert its power of activity._", + "childs": [ + { + "id": "354d", + "type": "PROOF", + "text": "The endeavour or power of the mind is the actual essence thereof _([Prop. 7](307))_ ; but the essence of the mind obviously only affirms that which the mind is and can do ; not that which it neither is nor can do ; therefore the mind endeavours to conceive only such things as assert or affirm its power of activity. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "355", + "title": "PROPOSITION 55", + "text": "_When the mind contemplates its own weakness, it feels pain thereat._", + "childs": [ + { + "id": "355d", + "type": "PROOF", + "text": "The essence of the mind only affirms that which the mind is, or can do ; in other words, it is the mind's nature to conceive only such things as assert its power of activity _([last Prop.](354))_. Thus, when we say that the mind contemplates its own weakness, we are merely saying that while the mind is attempting to conceive something which asserts its power of activity, it is checked in its endeavour - in other words _([Note, Prop. 11](311sc))_, it feels pain. Q.E.D." + }, + { + "id": "355c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "This pain is more and more fostered, if a man conceives that he is blamed by others ; this may be proved in the same way as the [Corollary to Prop. 53](353c)." + }, + { + "id": "355c1sc", + "type": "NOTE", + "text": "This pain, accompanied by the idea of our own weakness, is called _humility_ ; the pleasure, which springs from the contemplation of ourselves, is called _self-love_ or _self-complacency_. And inasmuch as this feeling is renewed as often as a man contemplates his own virtues, or his own power of activity, it follows that everyone is fond of narrating his own exploits, and displaying the force both of his body and mind, and also that, for this reason, men are troublesome one to another. Again, it follows that men are naturally envious _([Note, Prop. 24](324sc) and [Note, Prop. 32](332sc))_, rejoicing in the shortcomings of their equals, and feeling pain at their virtues. For whenever a man conceives his own actions, he is affected with pleasure _([Prop. 53](353))_, in proportion as his actions display more perfection, and he conceives them more distinctly - that is _([Note 1 Prop. 40](240sc1), p. II)_, in proportion as he can distinguish them from others, and regard them as something special. Therefore, a man will take most pleasure in contemplating himself, when he contemplates some quality which he denies to others. But, if that which he affirms of himself be attributable to the idea of man or animals in general, he will not be so greatly pleased : he will, on the contrary, feel pain, if he conceives that his own actions fall short when compared with those of others. This pain _([Prop. 28](328))_ he will endeavour to remove, by putting a wrong construction on the actions of his equals, or by, as far as he can, embellishing his own. It is thus apparent that men are naturally prone to hatred and envy, which latter is fostered by their education. For parents are accustomed to incite their children to virtue solely by the spur of honour and envy. But, perhaps, some will scruple to assent to what I have said, because we not seldom admire men's virtues, and venerate their possessors. In order to remove such doubts, I append the following Corollary." + }, + { + "id": "355c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "No one envies the virtue of anyone who is not his equal." + }, + { + "id": "355c2d", + "type": "PROOF", + "text": "Envy is a species of hatred _([Note, Prop. 24](324sc))_ or _([Note, Prop. 13](313sc))_ pain, that is _([Note, Prop. 11](311sc))_, a modification whereby a man's power of activity, or endeavour towards activity, is checked. But a man _([Note, Prop. 9](309sc))_ does not endeavour or desire to do anything, which cannot follow from his nature as it is given ; therefore a man will not desire any power of activity or virtue (which is the same thing) to be attributed to him, that is appropriate to another's nature and foreign to his own ; hence his desire cannot be checked, _([Note, Prop. 11](311sc))_ nor he himself pained by the contemplation of virtue in some one unlike himself, consequently he cannot envy such an one. But he can envy his equal, who is assumed to have the same nature as himself. Q.E.D" + }, + { + "id": "355c2sc", + "type": "NOTE", + "text": "When, therefore, as we said in the [Note to Prop. 52](352sc), we venerate a man, through wonder at his prudence, fortitude, &c., we do so _([Prop. 55](355))_, because we conceive those qualities to be peculiar to him, and not as common to our nature ; we, therefore, no more envy their possessor, than we envy trees for being tall, or lions for being courageous." + } + ] + }, + { + "id": "356", + "title": "PROPOSITION 56", + "text": "_There are as many kinds of pleasure, of pain, of desire, and of every emotion compounded of these, such as vacillations of spirit, or derived from these, such as love, hatred, hope, fear, &c., as there are kinds of objects whereby we are affected._", + "childs": [ + { + "id": "356d", + "type": "PROOF", + "text": "Pleasure and pain, and consequently the emotions compounded thereof, or derived therefrom, are passions, or passive states _([Note, Prop. 11](311sc))_ ; now we are necessarily, passive _([Prop. 1](301))_, in so far as we have inadequate ideas ; and only, in so far as we have such ideas are we passive _([Prop. 3](303))_ ; that is, we are only necessarily passive _(Notes [1](240sc1) and [2](240sc2), Prop. 40, p. II)_, in so far as we conceive, or _([Prop. 17](217), p. II, and [Note](217sc))_ in so far as we are affected by an emotion, which involves the nature of our own body, and the nature of an external body. Wherefore the nature of every, passive state must necessarily be so explained, that the nature of the object whereby we are affected be expressed. Namely, the pleasure, which arises from, say, the object A, involves the nature of that object A, and the pleasure, which arises from the object B, involves the nature of the object B ; wherefore these two pleasurable emotions are by nature different, inasmuch as the causes whence they arise are by nature different. So again the emotion of pain, which arises from one object, is by nature different from the pain arising from another object, and, similarly, in the case of love, hatred, hope, fear, vacillation, &c. Thus, there are necessarily as many kinds of pleasure, pain, love, hatred, &c., as there are kinds of objects whereby we are affected. Now desire is each man's essence or nature, in so far as it is conceived as determined to a particular action by any given modification of itself _([Note, Prop. 9](309sc))_ ; therefore, according as a man is affected through external causes by this or that kind of pleasure, pain, love, hatred, &c., in other words, according as his nature is disposed in this or that manner, so will his desire be of one kind or another, and the nature of one desire must necessarily differ from the nature of another desire, as widely as the emotions differ, wherefrom each desire arose. Thus there are as many kinds of desire, as there are kinds of pleasure, pain, love, &c., consequently (by what has been shown) there are as many kinds of desire, as there are kinds of objects whereby we are affected. Q.E.D." + }, + { + "id": "356sc", + "type": "NOTE", + "text": "Among the kinds of emotions, which, by the [last Proposition](356), must be very, numerous, the chief are _luxury, drunkenness, lust, avarice_, and _ambition_, being merely species of love or desire, displaying the nature of those emotions in a manner varying according to the object, with which they are concerned. For by luxury, drunkenness, lust, avarice, ambition, &c., we simply mean the immoderate love of feasting, drinking, venery, riches, and fame. Furthermore, these emotions, in so far as we distinguish them from others merely by the objects wherewith they are concerned, have no contraries. For _temperance, sobriety_, and _chastity_, which we are wont to oppose to luxury, drunkenness, and lust, are not emotions or passive states, but indicate a power of the mind which moderates the last-named emotions. However, I cannot here explain the remaining kinds of emotions (seeing that they are as numerous as the kinds of objects), nor, if I could, would it be necessary. It is sufficient for our purpose, namely, to determine the strength of the emotions, and the mind's power over them, to have a general definition of each emotion. It is sufficient, I repeat, to understand the general properties of the emotions and the mind, to enable us to determine the quality and extent of the mind's power in moderating and checking the emotions. Thus, though there is a great difference between various emotions of love, hatred, or desire, for instance between love felt towards children, and love felt towards a wife, there is no need for us to take cognizance of such differences, or to track out further the nature and origin of the emotions." + } + ] + }, + { + "id": "357", + "title": "PROPOSITION 57", + "text": "_Any emotion of a given individual differs from the emotion of another individual, only in so far as the essence of the one individual differs from the essence of the other._", + "childs": [ + { + "id": "357d", + "type": "PROOF", + "text": "This proposition is evident from [Axiom 1](213a1a) which see after Lemma 3 Proposition 13 Part II. Nevertheless, we will prove it from the nature of the three primary emotions. \nAll emotions are attributable to desire, pleasure, or pain, as their definitions above given show. But desire is each man's nature or essence _(Note, Prop. 9](309sc))_ ; therefore desire in one individual differs from desire in another individual, only in so far as the nature or essence of the one differs from the nature or essence of the other. Again, pleasure and pain are passive states or passions, whereby every man's power or endeavour to persist in his being is increased or diminished, helped or hindered _([Prop. 11](311) and [Note](311sc))_. But by the endeavour to persist in its being, in so far as it is attributable to mind and body in conjunction, we mean appetite and desire _([Note, Prop. 9](309sc))_; therefore pleasure and pain are identical with desire or appetite, in so far as by external causes they are increased or diminished, helped or hindered, in other words,_([Note, Prop. 9](309sc))_ they are every man's nature ; wherefore the pleasure and pain felt by one man differ from the pleasure and pain felt by another man, only in so far as the nature or essence of the one man differs from the essence of the other ; consequently, any emotion of one individual only differs, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "357sc", + "type": "NOTE", + "text": "Hence it follows, that the emotions of the animals which are called irrational (for after learning the origin of mind we cannot doubt that brutes feel) only differ from man's emotions, to the extent that brute nature differs from human nature. Horse and man are alike carried away by the desire of procreation ; but the desire of the former is equine, the desire of the latter is human. So also the lusts and appetites of insects, fishes, and birds must needs vary according to the several natures. Thus, although each individual lives content and rejoices in that nature belonging to him wherein he has his being, yet the life, wherein each is content and rejoices, is nothing else but the idea, or soul, of the said individual, and hence the joy of one only differs in nature from the joy of another, to the extent that the essence of one differs from the essence of another. Lastly, it follows from the foregoing proposition, that there is no small difference between the joy which actuates, say, a drunkard, and the joy possessed by a philosopher, as I just mention here by the way. Thus far I have treated of the emotions attributable to man, in so far as he is passive. It remains to add a few words on those attributable to him in so far as he is active." + } + ] + }, + { + "id": "358", + "title": "PROPOSITION 58", + "text": "_Besides pleasure and desire, which are passivities or passions, there are other emotions derived from pleasure and desire, which are attributable to us in so far as we are active._", + "childs": [ + { + "id": "358d", + "type": "PROOF", + "text": "When the mind conceives itself and its power of activity, it feels pleasure _([Prop. 53](353))_ : now the mind necessarily contemplates itself, when it conceives a true or adequate idea _([Prop. 43](243), p. II)_. But the mind does conceive certain adequate ideas _([Note 2, Prop. 40](240sc2), p. II)_. Therefore, it feels pleasure in so far as it conceives adequate ideas ; that is, in so far as it is active _([Prop. 1](301))_. Again, the mind, both in so far as it has clear and distinct ideas, and in so far as it has confused ideas, endeavours to persist in its own being _([Prop. 9](309))_ ; but by such an endeavour we mean desire _(by the [Note](309sc) to the same Prop.)_ ; therefore, desire is also attributable to us, in so far as we understand, or _([Prop. 1](301))_ in so far as we are active. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "359", + "title": "PROPOSITION 59", + "text": "_Among all the emotions attributable to the mind as active, there are none which cannot be referred to pleasure or pain._", + "childs": [ + { + "id": "359d", + "type": "PROOF", + "text": "All emotions can be referred to desire, pleasure, or pain, as their definitions, already given, show. Now by pain we mean that the mind's power of thinking is diminished or checked _([Prop. 11](311) and [Note](311sc))_ ; therefore, in so far as the mind feels pain, its power of understanding, that is, of activity, is diminished or checked _([Prop. 1](301))_ ; therefore, no painful emotions can be attributed to the mind in virtue of its being active, but only emotions of pleasure and desire, which _(by the [last Prop.](358))_ are attributable to the mind in that condition. Q.E.D." + }, + { + "id": "359sc", + "type": "NOTE", + "text": "All actions following from emotion, which are attributable to the mind in virtue of its understanding, I set down to _strength of character (fortitudo)_, which I divide into _courage (animositas)_ and _highmindedness (generositas)_. By _courage_ I mean _the desire whereby every man strives to preserve his own being in accordance solely with the dictates of reason_. By _highmindedness_ I mean _the desire whereby every man endeavours, solely under the dictates of reason, to aid other men and to unite them to himself in friendship_. Those actions, therefore, which have regard solely to the good of the agent I set down to courage, those which aim at the good of others I set down to highmindedness. Thus temperance, sobriety, and presence of mind in danger, &c., are varieties of courage ; courtesy, mercy, &c., are varieties of highmindedness. I think I have thus explained, and displayed through their primary causes the principal emotions and vacillations of spirit, which arise from the combination of the three primary emotions, to wit, desire, pleasure, and pain. It is evident from what I have said, that we are in many ways driven about by external causes, and that like waves of the sea driven by contrary winds we toss to and fro unwitting of the issue and of our fate. But I have said, that I have only set forth the chief conflicting emotions, not all that might be given. For, by proceeding in the same way as above, we can easily show that love is united to repentance, scorn, shame, &c. I think everyone will agree from what has been said, that the emotions may be compounded one with another in so many ways, and so many variations may arise therefrom, as to exceed all possibility of computation. However, for my purpose, it is enough to have enumerated the most important ; to reckon up the rest which I have omitted would be more curious than profitable. It remains to remark concerning love, that it very often happens that while we are enjoying a thing which we longed for, the body, from the act of enjoyment, acquires a new disposition, whereby it is determined in another way, other images of things are aroused in it, and the mind begins to conceive and desire something fresh. For example, when we conceive something which generally delights us with its flavour, we desire to enjoy, that is, to eat it. But whilst we are thus enjoying it, the stomach is filled and the body is otherwise disposed. If, therefore, when the body is thus otherwise disposed, the image of the food which is present be stimulated, and consequently the endeavour or desire to eat it be stimulated also, the new disposition of the body will feel repugnance to the desire or attempt, and consequently the presence of the food which we formerly longed for will become odious. This revulsion of feeling is called _satiety_ or weariness. For the rest, I have neglected the outward modifications of the body observable in emotions, such, for instance, as trembling, pallor, sobbing, laughter, &c., for these are attributable to the body only, without any reference to the mind. Lastly, the definitions of the emotions require to be supplemented in a few points ; I will therefore repeat them, interpolating such observations as I think should here and there be added." + } + ] + }, + { + "title":"DEFINITIONS OF THE EMOTIONS", + "type":"title" + }, + { + "id": "3ad1", + "title": "I.", + "text": "_Desire_ is the actual essence of man, in so far as it is conceived, as determined to a particular activity by some given modification of itself.", + "childs": [ + { + "id": "3ad1e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "We have said above, in the [Note to Proposition 9](309sc). of this part, that desire is appetite, with consciousness thereof ; further, that appetite is the essence of man, in so far as it is determined to act in a way tending to promote its own persistence. But, in the same [Note](309sc), I also remarked that, strictly speaking, I recognize no distinction between appetite and desire. For whether a man be conscious of his appetite or not, it remains one and the same appetite. Thus, in order to avoid the appearance of tautology, I have refrained from explaining desire by appetite ; but I have taken care to define it in such a manner, as to comprehend, under one head, all those endeavours of human nature, which we distinguish by the terms appetite, will, desire, or impulse. I might, indeed, have said, that desire is the essence of man, in so far as it is conceived as determined to a particular activity ; but from such a definition _(cf. [Prop. 23](223), p. II)_ it would not follow that the mind can be conscious of its desire or appetite. Therefore, in order to imply the cause of such consciousness, it was necessary _([Prop. 23](223), p. II)_ to add, _in so far as it is determined by some given, modification, &c_. For, by, a modification of man's essence, we understand every disposition of the said essence, whether such disposition be innate, or whether it be conceived solely under the attribute of thought, or solely under the attribute of extension, or whether, lastly, it be referred simultaneously to both these attributes. By the term desire, then, I here mean all man's endeavours, impulses, appetites, and volitions, which vary according to each man's disposition, and are, therefore, not seldom opposed one to another, according as a man is drawn in different directions, and knows not where to turn." + } + ] + }, + { + "id": "3ad2", + "title": "II.", + "text": "_Pleasure_ is the transition of a man from a less to a greater perfection.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad3", + "title": "III.", + "text": "_Pain_ is the transition of a man from a greater to a less perfection.", + "childs": [ + { + "id": "3ad3e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "I say transition : for pleasure is not perfection itself. For, if man were born with the perfection to which he passes, he would possess the same, without the emotion of pleasure. This appears more clearly from the consideration of the contrary emotion, pain. No one can deny, that pain consists in the transition to a less perfection, and not in the less perfection itself : for a man cannot be pained, in so far as he partakes of perfection of any degree. Neither can we say, that pain consists in the absence of a greater perfection. For absence is nothing, whereas the emotion of pain is an activity ; wherefore this activity can only be the activity of transition from a greater to a less perfection - in other words, it is an activity whereby a man's power of action is lessened or constrained _([Note, Prop. 11](311sc))_. I pass over the definitions of merriment, stimulation, melancholy, and grief, because these terms are generally used in reference to the body, and are merely kinds of pleasure or pain." + } + ] + }, + { + "id": "3ad4", + "title": "IV.", + "text": "_Wonder_ is the conception _(imaginatio)_ of anything, wherein the mind comes to a stand, because the particular concept in question has no connection with other concepts _(cf. [Prop. 52](352) and [Note](352sc))_.", + "childs": [ + { + "id": "3ad4e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "In the [Note to Prop. 18](218sc), Part II, we showed the reason, why the mind, from the contemplation of one thing, straightway falls to the contemplation of another thing, namely, because the images of the two things are so associated and arranged, that one follows the other. This state of association is impossible, if the image of the thing be new ; the mind will then be at a stand in the contemplation thereof, until it is determined by other causes to think of something else. Thus the conception of a new object, considered in itself, is of the same nature as other conceptions ; hence, I do not include wonder among the emotions, nor do I see why I should so include it, inasmuch as this distraction of the mind arises from no positive cause drawing away, the mind from other objects, but merely from the absence of a cause, which should determine the mind to pass from the contemplation of one object to the contemplation of another. \nI, therefore, recognize only three primitive or primary emotions _(as I said in the [Note, Prop. 11](311sc))_, namely, pleasure, pain, and desire. I have spoken of wonder, simply because it is customary to speak of certain emotions springing from the three primitive ones by different names, when they are referred to the objects of our wonder. I am led by the same motive to add a definition of contempt." + } + ] + }, + { + "id": "3ad5", + "title": "V.", + "text": "_Contempt_ is the conception of anything which touches the mind so little, that its presence leads the mind to imagine those qualities which are not in it rather than such as are in it _(cf. [Note, Prop. 52](352sc))_. \nThe definitions of veneration and scorn I here pass over, for I am not aware that any emotions are named after them.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad6", + "title": "VI.", + "text": "_Love_ is pleasure, accompanied by the idea of an external cause.", + "childs": [ + { + "id": "3ad6e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "This definition explains sufficiently clearly the essence of love ; the definition given by those authors who say that love is _the lover's wish to unite himself to the loved object_ expresses a property, but not the essence of love ; and, as such authors have not sufficiently discerned love's essence, they have been unable to acquire a true conception of its properties, accordingly their definition is on all hands admitted to be very obscure. It must, however, be noted, that when I say that it is a property of love, that the lover should wish to unite himself to the beloved object, I do not here mean by _wish_ consent, or conclusion, or a free decision of the mind (for I have shown such, [Proposition 48](248), Part II, to be fictitious) ; neither do I mean a desire of being united to the loved object when it is absent, or of continuing in its presence when it is at hand ; for love can be conceived without either of these desires ; but by _wish_ I mean the contentment, which is in the lover, on account of the presence of the beloved object, whereby the pleasure of the lover is strengthened, or at least maintained." + } + ] + }, + { + "id": "3ad7", + "title": "VII.", + "text": "_Hatred_ is pain, accompanied by the idea of an external cause.", + "childs": [ + { + "id": "3ad7e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "These observations are easily grasped after what has been said in the explanation of the preceding definition _(cf. also [Note, Prop. 13](313sc))_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad8", + "title": "VIII.", + "text": "_Inclination_ is pleasure, accompanied by the idea of something which is accidentally a cause of pleasure.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad9", + "title": "IX.", + "text": "_Aversion_ is pain, accompanied by the idea of something which is accidentally the cause of pain _(cf. [Note, Prop. 15](315sc))_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad10", + "title": "X.", + "text": "_Devotion_ is love towards one whom we admire.", + "childs": [ + { + "id": "3ad10e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Wonder _(admiratio)_ arises _(as we have shown, [Prop. 52](352))_ from the novelty of a thing. If, therefore, it happens that the object of our wonder is often conceived by us, we shall cease to wonder at it ; thus we see, that the emotion of devotion readily degenerates into simple love." + } + ] + }, + { + "id": "3ad11", + "title": "XI.", + "text": "_Derision_ is pleasure arising from our conceiving the presence of a quality, which we despise, in an object which we hate.", + "childs": [ + { + "id": "3ad11e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "In so far as we despise a thing which we hate, we deny existence thereof _([Note, Prop. 52](352sc))_, and to that extent rejoice _([Prop. 20](320))_. But since we assume that man hates that which he derides, it follows that the pleasure in question is not without alloy _(cf. [Note, Prop. 47](347sc))_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad12", + "title": "XII.", + "text": "_Hope_ is an inconstant pleasure, arising from the idea of something past or future, whereof we to a certain extent doubt the issue.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad13", + "title": "XIII.", + "text": "_Fear_ is an inconstant pain arising from the idea, of something past or future, whereof we to a certain extent doubt the issue _(cf. [Note 2, Prop. 18](318sc2))_.", + "childs": [ + { + "id": "3ad13e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "From these definitions it follows, that there is no hope unmingled with fear, and no fear unmingled with hope. For he, who depends on hope and doubts concerning the issue of anything, is assumed to conceive something, which excludes the existence of the said thing in the future ; therefore he, to this extent, feels pain _(cf. [Prop. 19](319))_ ; consequently, while dependent on hope, he fears for the issue. Contrariwise he, who fears, in other words doubts, concerning the issue of something which he hates, also conceives something which excludes the existence of the thing in question ; to this extent he feels pleasure, and consequently to this extent he hopes that it will turn out as he desires _([Prop. 20](320))_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad14", + "title": "XIV.", + "text": "_Confidence_ is pleasure arising from the idea of something past or future, wherefrom all cause of doubt has been removed.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad15", + "title": "XV.", + "text": "_Despair_ is pain arising from the idea of something past or future, wherefrom all cause of doubt has been removed.", + "childs": [ + { + "id": "3ad15e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Thus confidence springs from hope, and despair from fear, when all cause for doubt as to the issue of an event has been removed: this comes to pass, because man conceives something past or future as present and regards it as such, or else because he conceives other things, which exclude the existence of the causes of his doubt. For, although we can never be absolutely certain of the issue of any particular event _([Coroll., Prop. 31](331c), p. II)_, it may nevertheless happen that we feel no doubt concerning it. For we have shown, that to feel no doubt concerning a thing is not the same as to be quite certain of it _([Note, Prop. 49](249sc), p. II)_. Thus it may happen that we are affected by the same emotion of pleasure or pain concerning a thing past or future, as concerning the conception of a thing present ; this I have already shown in [Proposition 18](318), to which, with its Notes [1](318sc1) and [2](318sc2), I refer the reader." + } + ] + }, + { + "id": "3ad16", + "title": "XVI.", + "text": "_Joy_ is pleasure accompanied by the idea of something past, which has had an issue beyond our hope.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad17", + "title": "XVII.", + "text": "_Disappointment_ is pain accompanied by the idea of something past, which has had an issue contrary to our hope.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad18", + "title": "XVIII.", + "text": "_Pity_ is pain accompanied by the idea of evil, which has befallen someone else whom we conceive to be like ourselves _(cf. [Note, Prop. 22](322sc) and [Note, Prop. 27](327sc))_.", + "childs": [ + { + "id": "3ad18e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Between pity and sympathy _(misericordia)_ there seems to be no difference, unless perhaps that the former term is used in reference to a particular action, and the latter in reference to a disposition." + } + ] + }, + { + "id": "3ad19", + "title": "XIX.", + "text": "_Approval_ is love towards one who has done good to another.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad20", + "title": "XX.", + "text": "_Indignation_ is hatred towards one who has done evil to another.", + "childs": [ + { + "id": "3ad20e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "I am aware that these terms are employed in senses somewhat different from those usually assigned. But my purpose is to explain, not the meaning of words, but the nature of things. I therefore make use of such terms, as may convey my meaning without any violent departure from their ordinary signification. One statement of my method will suffice. As for the cause of the above-named emotions see [Coroll. 1, Prop. 27](327c1) and [Note, Prop. 22](322sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad21", + "title": "XXI.", + "text": "_Partiality_ is thinking too highly of anyone because of the love we bear him.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad22", + "title": "XXII.", + "text": "_Disparagement_ is thinking too meanly of anyone, because we hate him.", + "childs": [ + { + "id": "3ad22e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Thus partiality is an effect of love, and disparagement an effect of hatred : so that _partiality_ may also be defined as _love, in so far as it induces a man to think too highly of a beloved object_. Contrariwise, _disparagement_ may be defined _as hatred, in so far as it induces a man to think too meanly of a hated object_. Cf. [Note, Prop. 26](326sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad23", + "title": "XXIII.", + "text": "_Envy_ is hatred, in so far as it induces a man to be pained by another's good fortune, and to rejoice in another's evil fortune.", + "childs": [ + { + "id": "3ad23e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Envy is generally opposed to sympathy, which, by doing some violence to the meaning of the word, may therefore be thus defined." + } + ] + }, + { + "id": "3ad24", + "title": "XXIV.", + "text": "_Sympathy (misericordia)_ is love, in so far as it induces a man to feel pleasure at another's good fortune, and pain at another's evil fortune.", + "childs": [ + { + "id": "3ad24e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Concerning envy see the notes to [Note, Prop. 24](324sc) and [Note, Prop. 32](332sc). These emotions also arise from pleasure or pain accompanied by the idea of something external, as cause either in itself or accidentally. I now pass on to other emotions, which are accompanied by the idea of something within as a cause." + } + ] + }, + { + "id": "3ad25", + "title": "XXV.", + "text": "_Self-approval_ is pleasure arising from a man's contemplation of himself and his own power of action.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad26", + "title": "XXVI.", + "text": "_Humility_ is pain arising from a man's contemplation of his own weakness of body or mind.", + "childs": [ + { + "id": "3ad26e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Self-complacency is opposed to humility, in so far as we thereby mean pleasure arising from a contemplation of our own power of action ; but, in so far as we mean thereby pleasure accompanied by the idea of any action which we believe we have performed by the free decision of our mind, it is opposed to repentance, which we may thus define." + } + ] + }, + { + "id": "3ad27", + "title": "XXVII.", + "text": "_Repentance_ is pain accompanied by the idea of some action, which we believe we have performed by the free decision of our mind.", + "childs": [ + { + "id": "3ad27e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "The causes of these emotions we have set forth in [Note, Prop. 51](351sc), Prop. [53](353), [54](354) and [55](355) and [Note](355c1sc). Concerning the free decision of the mind see [Note, Prop. 35](235sc), Part II. This is perhaps the place to call attention to the fact, that it is nothing wonderful that all those actions, which are commonly called _wrong_, are followed by, pain, and all those, which are called _right_, are followed by pleasure. We can easily gather from what has been said, that this depends in great measure on education. Parents, by reprobating the former class of actions, and by frequently chiding their children because of them, and also by persuading to and praising the latter class, have brought it about, that the former should be associated with pain and the latter with pleasure. \nThis is confirmed by experience. For custom and religion are not the same among all men, but that which some consider sacred others consider profane, and what some consider honourable others consider disgraceful. According as each man has been educated, he feels repentance for a given action or glories therein." + } + ] + }, + { + "id": "3ad28", + "title": "XXVIII.", + "text": "_Pride_ is thinking too highly of one's self from self-love.", + "childs": [ + { + "id": "3ad28e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Thus pride is different from partiality, for the latter term is used in reference to an external object, but pride is used of a man thinking too highly of himself. However, as partiality is the effect of love, so is pride the effect or property of _self-love_, which may therefore be thus defined, _love of self or self-a approval, in so far as it leads a man to think too highly of himself_ ([Note, Prop. 26](326sc)). To this emotion there is no contrary. For no one thinks too meanly of himself because of self-hatred ; I say that no one thinks too meanly of himself, in so far as he conceives that he is incapable of doing this or that. For whatsoever a man imagines that he is incapable of doing, he imagines this of necessity, and by that notion he is so disposed, that he really cannot do that which he conceives that he cannot do. For, so long as he conceives that he cannot do it, so long is he not determined to do it, and consequently so long is it impossible for him to do it. However, if we consider such matters as only depend on opinion, we shall find it conceivable that a man may think too meanly of himself ; for it may happen, that a man, sorrowfully regarding his own weakness, should imagine that he is despised by all men, while the rest of the world are thinking of nothing less than of despising him. Again, a man may think too meanly of himself, if he deny of himself in the present something in relation to a future time of which he is uncertain. As, for instance, if he should say that he is unable to form any clear conceptions, or that he can desire and do nothing but what is wicked and base, &c. We may also say, that a man thinks too meanly of himself, when we see him from excessive fear of shame refusing to do things which others, his equals, venture. We can, therefore, set down as a contrary to pride an emotion which I will call self-abasement, for as from self-complacency springs pride, so from humility springs self-abasement, which I will accordingly thus define." + } + ] + }, + { + "id": "3ad29", + "title": "XXIX.", + "text": "_Self-abasement_ is thinking too meanly of one's self by reason of pain.", + "childs": [ + { + "id": "3ad29e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "We are nevertheless generally accustomed to oppose pride to humility, but in that case we pay more attention to the effect of either emotion than to its nature. We are wont to call _proud_ the man who boasts too much _([Note, Prop. 30](330sc))_, who talks of nothing but his own virtues and other people's faults, who wishes to be first ; and lastly who goes through life with a style and pomp suitable to those far above him in station. On the other hand, we call _humble_ the man who too often blushes, who confesses his faults, who sets forth other men's virtues, and who, lastly, walks with bent head and is negligent of his attire. However, these emotions, humility and self-abasement, are extremely rare. For human nature, considered in itself, strives against them as much as it can _(see Prop. [13](313) and [54](354))_ ; hence those, who are believed to be most self-abased and humble, are generally in reality the most ambitious and envious." + } + ] + }, + { + "id": "3ad30", + "title": "XXX.", + "text": "_Honour_^[_gloria_] is pleasure accompanied by the idea of some action of our own, which we believe to be praised by others.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad31", + "title": "XXXI.", + "text": "_Shame_ is pain accompanied by the idea of some action of our own, which we believe to be blamed by others.", + "childs": [ + { + "id": "3ad31e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "On this subject see the [Note, Prop. 30](330sc). But we should here remark the difference which exists between shame and modesty. Shame is the pain following the dead whereof we are ashamed. Modesty is the fear or dread of shame, which restrains a man from committing a base action. Modesty is usually opposed to shamelessness, but the latter is not an emotion, as I will duly show ; however, the names of the emotions (as I have remarked already) have regard rather to their exercise than to their nature. I have now fulfilled my task of explaining the emotions arising from pleasure and pain. I therefore proceed to treat of those which I refer to desire." + } + ] + }, + { + "id": "3ad32", + "title": "XXXII.", + "text": "_Regret_ is the desire or appetite to possess something, kept alive by the remembrance of the said thing, and at the same time constrained by the remembrance of other things which exclude the existence of it.", + "childs": [ + { + "id": "3ad32e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "When we remember a thing, we are by that very fact, as I have already said more than once, disposed to contemplate it with the same emotion as if it were something present ; but this disposition or endeavour, while we are awake, is generally checked by the images of things which exclude the existence of that which we remember. Thus when we remember something which affected us with a certain pleasure, we by that very fact endeavour to regard it with the same emotion of pleasure as though it were present, but this endeavour is at once checked by the remembrance of things which exclude the existence of the thing in question. Wherefore regret is, strictly speaking, a pain opposed to that pleasure, which arises from the absence of something we hate _(cf. [Note, Proposition 47](347sc))_. But, as the name regret seems to refer to desire, I set this emotion down, among the emotions springing from desire." + } + ] + }, + { + "id": "3ad33", + "title": "XXXIII.", + "text": "_Emulation_ is the desire of something, engendered in us by our conception that others have the same desire.", + "childs": [ + { + "id": "3ad33e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "He who runs away, because he sees others running away, or he who fears, because he sees others in fear ; or again, he who, on seeing that another man has burnt his hand, draws towards him his own hand, and moves his body, as though his own hand were burnt ; such an one can be said to imitate another's emotion, but not to emulate him ; not because the causes of emulation and imitation are different, but because it has become customary to speak of emulation only in him, who imitates that which we deem to be honourable, useful, or pleasant. As to the cause of emulation, cf. [Proposition 27](327) and [Note](327sc). The reason why this emotion is generally coupled with envy may be seen from [Proposition 32](332) and [Note](332sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad34", + "title": "XXXIV.", + "text": "_Thankfulness_ or _Gratitude_ is the desire or zeal springing from love, whereby we endeavour to benefit him, who with similar feelings of love has conferred a benefit on us. _Cf. [Prop. 39](339) and [Note, Prop. 41](341sc)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad35", + "title": "XXXV.", + "text": "_Benevolence_ is the desire of benefiting one whom we pity. Cf. [Note, Prop. 27](327sc).", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad36", + "title": "XXXVI.", + "text": "_Anger_ is the desire, whereby through hatred we are induced to injure one whom we hate _([Prop. 39](339))_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad37", + "title": "XXXVII.", + "text": "_Revenge_ is the desire whereby we are induced, through mutual hatred, to injure one who, with similar feelings, has injured us. _(See [Coroll. 2 Prop. 40](340c2) and [Note](340sc))._", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad38", + "title": "XXXVIII.", + "text": "_Cruelty_ or _savageness_ is the desire, whereby a man is impelled to injure one whom we love or pity.", + "childs": [ + { + "id": "3ad38e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "To cruelty is opposed clemency, which is not a passive state of the mind, but a power whereby man restrains his anger and revenge." + } + ] + }, + { + "id": "3ad39", + "title": "XXXIX.", + "text": "_Fear_ is the desire to avoid a greater evil, which we dread, by undergoing a lesser evil. Cf. [Note, Prop. 39](339sc).", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad40", + "title": "XL.", + "text": "_Daring_ is the desire, whereby a man is set on to do something dangerous which his equals fear to attempt.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad41", + "title": "XLI.", + "text": "_Cowardice_ is attributed to one, whose desire is checked by the fear of some danger which his equals dare to encounter.", + "childs": [ + { + "id": "3ad41e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Cowardice is, therefore, nothing else but the fear of some evil, which most men are wont not to fear ; hence I do not reckon it among the emotions springing from desire. Nevertheless, I have chosen to explain it here, because, in so far as we look to the desire, it is truly opposed to the emotion of daring." + } + ] + }, + { + "id": "3ad42", + "title": "XLII.", + "text": "_Consternation_ is attributed to one, whose desire of avoiding evil is checked by amazement at the evil which he fears.", + "childs": [ + { + "id": "3ad42e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Consternation is, therefore, a species of cowardice. But, inasmuch as consternation arises from a double fear, it may be more conveniently defined as a fear which keeps a man so bewildered and wavering, that he is not able to remove the evil. I say bewildered, in so far as we understand his desire of removing the evil to be constrained by his amazement. I say wavering, in so far as we understand the said desire to be constrained by the fear of another evil, which equally torments him : whence it comes to pass that he knows not, which he may avert of the two. On this subject, see [Note, Prop. 39](339sc) and [Note, Prop. 52](352sc). Concerning cowardice and daring, see [Note, Prop. 51](351sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad43", + "title": "XLIII.", + "text": "_Courtesy or deference (Humanitas seu modestia)_, is the desire of acting in a way that should please men, and refraining from that which should displease them.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad44", + "title": "XLIV.", + "text": "_Ambition_ is the immoderate desire of power.", + "childs": [ + { + "id": "3ad44e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Ambition is the desire, whereby all the emotions _(cf. Prop. [27](327) and [31](331))_ are fostered and strengthened ; therefore this emotion can with difficulty be overcome. For, so long as a man is bound by any desire, he is at the same time necessarily bound by this. _The best men,_ says Cicero, _are especially led by honour. Even philosophers, when they write a book contemning honour, sign their names thereto,_ and so on." + } + ] + }, + { + "id": "3ad45", + "title": "XLV.", + "text": "_Luxury_ is excessive desire, or even love of living sumptuously.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad46", + "title": "XLVI.", + "text": "_Intemperance_ is the excessive desire and love of drinking.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad47", + "title": "XLVII.", + "text": "_Avarice_ is the excessive desire and love of riches.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad48", + "title": "XLVIII.", + "text": "_Lust_ is desire and love in the matter of sexual intercourse.", + "childs": [ + { + "id": "3ad48e", + "type": "EXPLANATION", + "text": "Whether this desire be excessive or not, it is still called lust. These last five emotions _(as I have shown in [Note, Prop. 56](356sc))_ have no contraries. For deference is a species of ambition Cf. [Note, Prop. 29](329sc). Again, I have already pointed out, that temperance, sobriety, and chastity indicate rather a power than a passivity of the mind. It may, nevertheless, happen, that an avaricious, an ambitious, or a timid man may abstain from excess in eating, drinking, or sexual indulgence, yet avarice, ambition, and fear are not contraries to luxury, drunkenness, and debauchery. For an avaricious man often is glad to gorge himself with food and drink at another man's expense. An ambitious man will restrain himself in nothing, so long as he thinks his indulgences are secret ; and if he lives among drunkards and debauchees, he will, from the mere fact of being ambitious, be more prone to those vices. Lastly, a timid man does that which he would not. For though an avaricious man should, for the sake of avoiding death, cast his riches into the sea, he will none the less remain avaricious ; so, also, if a lustful man is downcast, because he cannot follow his bent, he does not, on the ground of abstention, cease to be lustful. In fact, these emotions are not so much concerned with the actual feasting, drinking, &c., as with the appetite and love of such. Nothing, therefore, can be opposed to these emotions, but high-mindedness and valour, whereof I will speak presently. \nThe definitions of jealousy and other waverings of the mind I pass over in silence, first, because they arise from the compounding of the emotions already described ; secondly, because many of them have no distinctive names, which shows that it is sufficient for practical purposes to have merely a general knowledge of them. However, it is established from the definitions of the emotions, which we have set forth, that they all spring from desire, pleasure, or pain, or, rather, that there is nothing besides these three ; wherefore each is wont to be called by a variety of names in accordance with its various relations and extrinsic tokens. If we now direct our attention to these primitive emotions, and to what has been said concerning the nature of the mind, we shall be able thus to define the emotions, in so far as they are referred to the mind only." + } + ] + }, + { + "id": "3agd", + "title": "GENERAL DEFINITION OF THE EMOTIONS.", + "text": "Emotion, which is called a passivity of the soul is a confused idea, whereby the mind affirms concerning its body, or any part thereof, a force for existence _(existendi vis)_ greater or less than before, and by the presence of which the mind is determined to think of one thing rather than another.", + "childs": [ + { + "id": "3agde", + "type": "EXPLANATION", + "text": "I say, first, that emotion or passion of the soul is a _confused idea_. For we have shown that the mind is only passive, in so far as it has inadequate or confused ideas. _([Prop. 3](303))_ I say, further, _whereby the mind affirms concerning its body or any part thereof a force for existence greater than before_. For all the ideas of bodies, which we possess, denote rather the actual disposition of our own body _([Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_ than the nature of an external body. But the idea which constitutes the reality of an emotion must denote or express the disposition of the body, or of some part thereof, which is possessed by the body, or some part thereof, because its power of action or force for existence is increased or diminished, helped or hindered. But it must be noted that, when I say _a greater or less force for existence_ than before, I do not mean that the mind compares the present with the past disposition of the body, but that the idea which constitutes the reality of an emotion affirms something of the body, which, in fact, involves more or less of reality than before. And inasmuch as the essence of mind consists in the fact _(Prop. [11](211) and [13](213), p. II)_, that it affirms the actual existence of its own body, and inasmuch as we understand by perfection the very essence of a thing, it follows that the mind passes to greater or less perfection, when it happens to affirm concerning its own body, or any part thereof, something involving more or less reality than before. When, therefore, I said above that the power of the mind is increased or diminished, I merely meant that the mind had formed of its own body, or of some part thereof, an idea involving more or less of reality, than it had already affirmed concerning its own body. For the excellence of ideas, and the actual power of thinking are measured by the excellence of the object. Lastly, I have added _by the presence of which the mind is determined to think of one thing rather than another_, so that, besides the nature of pleasure and pain, which the first part of the definition explains, I might also express the nature of desire." + }, + { + "title":"_End of the Third Part._", + "type":"filet" + } + ] + } + ] + }, + { + "index": 4, + "id": "p4", + "title": "_Part IV_, OF Human Bondage, _or_ the STRENGTH of the Emotions.", + "enonces": [ + { + "id": "4pr", + "title": "PREFACE", + "text": "Human infirmity in moderating and checking the emotions I name bondage : for, when a man is a prey to his emotions, he is not his own master, but lies at the mercy of fortune : so much so, that he is often compelled, while seeing that which is better for him, to follow that which is worse. Why this is so, and what is good or evil in the emotions, I propose to show in this part of my treatise. But, before I begin, it would be well to make a few prefatory observations on perfection and imperfection, good and evil. \nWhen a man has purposed to make a given thing, and has brought it to perfection, his work will be pronounced perfect, not only by himself, but by everyone who rightly knows, or thinks that he knows, the intention and aim of its author. For instance, suppose anyone sees a work (which I assume to be not yet completed), and knows that the aim of the author of that work is to build a house, he will call the work imperfect ; he will, on the other hand, call it perfect, as soon as he sees that it is carried through to the end, which its author had purposed for it. But if a man sees a work, the like whereof he has never seen before, and if he knows not the intention of the artificer, he plainly cannot know, whether that work be perfect or imperfect. Such seems to be the primary meaning of these terms. But, after men began to form general ideas, to think out types of houses, buildings, towers, &c., and to prefer certain types to others, it came about, that each man called perfect that which he saw agree with the general idea he had formed of the thing in question, and called imperfect that which he saw agree less with his own preconceived type, even though it had evidently been completed in accordance with the idea of its artificer. This seems to be the only reason for calling natural phenomena, which, indeed, are not made with human hands, perfect or imperfect : for men are wont to form general ideas of things natural, no less than of things artificial, and such ideas they hold as types, believing that Nature (who they think does nothing without an object) has them in view, and has set them as types before herself. Therefore, when they behold something in Nature, which does not wholly conform to the preconceived type which they have formed of the thing in question, they say that Nature has fallen short or has blundered, and has left her work incomplete. Thus we see that men are wont to style natural phenomena perfect or imperfect rather from their own prejudices, than from true knowledge of what they pronounce upon. Now we showed in the [Appendix](1app) to Part I., that Nature does not work with an end in view. For the eternal and infinite Being, which we call God or Nature, acts by the same necessity as that whereby it exists. For we have shown, that by the same necessity of its nature, whereby it exists, it likewise works _([Prop. 16](116), p. I)_. The reason or cause why God or Nature exists, and the reason why he acts, are one and the same. Therefore, as he does not exist for the sake of an end, so neither does he act for the sake of an end ; of his existence and of his action there is neither origin nor end. Wherefore, a cause which is called final is nothing else but human desire, in so far as it is considered as the origin or cause of anything. For example, when we say that to be inhabited is the final cause of this or that house, we mean nothing more than that a man, conceiving the conveniences of household life, had a desire to build a house. Wherefore, the being inhabited, in so far as it is regarded as a final cause, is nothing else but this particular desire, which is really the efficient cause ; it is regarded as the primary cause, because men are generally ignorant of the causes of their desires. They are, as I have often said already, conscious of their own actions and appetites, but ignorant of the causes whereby they are determined to any particular desire. Therefore, the common saying that Nature sometimes falls short, or blunders, and produces things which are imperfect, I set down among the glosses treated of in the [Appendix](1app) to Part I. Perfection and imperfection, then, are in reality merely modes of thinking, or notions which we form from a comparison among one another of individuals of the same species ; hence I said above _([Defin. 6](2d6), p. II)_, that by reality and perfection I mean the same thing. For we are wont to refer all the individual things in nature to one genus, which is called the highest genus, namely, to the category of Being, whereto absolutely all individuals in nature belong. Thus, in so far as we refer the individuals in nature to this category, and comparing them one with another, find that some possess more of being or reality than others, we, to this extent, say, that some are more perfect than others. Again, in so far as we attribute to them anything implying negation - as term, end, infirmity, &c., - we, to this extent, call them imperfect, because they do not affect our mind so much as the things which we call perfect, not because they have any intrinsic deficiency, or because Nature has blundered. For nothing lies within the scope of a thing's nature, save that which follows from the necessity of the nature of its efficient cause, and whatsoever follows from the necessity of the nature of its efficient cause necessarily comes to pass. \nAs for the terms _good_ and _bad_, they indicate no positive quality in things regarded in themselves, but are merely modes of thinking, or notions which we form from the comparison of things one with another. Thus one and the same thing can be at the same time good, bad, and indifferent. For instance, music is good for him that is melancholy, bad for him that mourns ; for him that is deaf, it is neither good nor bad. Nevertheless, though this be so, the terms should still be retained. For, inasmuch as we desire to form an idea of man as a type of human nature which we may hold in view, it will be useful for us to retain the terms in question, in the sense I have indicated. In what follows, then, I shall mean by _good_ that, which we certainly know to be a means of approaching more nearly to the type of human nature, which we have set before ourselves ; by _bad,_ that which we certainly know to be a hindrance to us in approaching the said type. Again, we shall say that men are more perfect, or more imperfect, in proportion as they approach more or less nearly to the said type. For it must be specially remarked that, when I say that a man passes from a lesser to a greater perfection, or _vice versa_, I do not mean that he is changed from one essence or reality to another ; for instance, a horse would be as completely destroyed by being changed into a man, as by being changed into an insect. What I mean is, that we conceive the thing's power of action, in so far as this is understood by its nature, to be increased or diminished. Lastly, by perfection in general I shall, as I have said, mean reality - in other words, each thing's essence, in so far as it exists, and operates in a particular manner, and without paying any regard to its duration. For no given thing can be said to be more perfect, because it has passed a longer time in existence. The duration of things cannot be determined by their essence, for the essence of things involves no fixed and definite period of existence ; but everything, whether it be more perfect or less perfect, will always be able to persist in existence with the same force wherewith it began to exist ; wherefore, in this respect, all things are equal.", + "childs": [] + }, + { + "title":"DEFINITIONS", + "type":"title" + }, + { + "id": "4d1", + "title": "I.", + "text": "By _good_ I mean that which we certainly know to be useful to us.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d2", + "title": "II.", + "text": "By _evil_ I mean that which we certainly know to be a hindrance to us in the attainment of any good. \n \n(Concerning these terms see the [foregoing Preface](4pr) towards the end.)", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d3", + "title": "III.", + "text": "Particular things I call _contingent_ in so far as, while regarding their essence only, we find nothing therein, which necessarily asserts their existence or excludes it.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d4", + "title": "IV.", + "text": "Particular things I call _possible_ in so far as, while regarding the causes whereby they must be produced, we know not, whether such causes be determined for producing them. \n \n(In [Note 1, Prop. 33](133sc1), p. I, drew no distinction between possible and contingent, because there was in that place no need to distinguish them accurately.)", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d5", + "title": "V.", + "text": "By _conflicting emotions_ I mean those which draw a man in different directions, though they are of the same kind, such as luxury and avarice, which are both species of love, and are contraries, not by nature, but by accident.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d6", + "title": "VI.", + "text": "What I mean by emotion felt towards a thing, future, present, and past, I explained in Notes [1](318sc1) and [2](318sc2) Prop. 18, Part III, which see. \n \n(But I should here also remark, that we can only distinctly conceive distance of space or time up to a certain definite limit ; that is, all objects distant from us more than two hundred feet, or whose distance from the place where we are exceeds that which we can distinctly conceive, seem to be an equal distance from us, and all in the same plane ; so also objects, whose time of existing is conceived as removed from the present by a longer interval than we can distinctly conceive, seem to be all equally distant from the present, and are set down, as it were, to the same moment of time.)", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d7", + "title": "VII.", + "text": "By an _end_, for the sake of which we do something, I mean a desire.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d8", + "title": "VIII.", + "text": "By _virtue (virtus)_ and _power_ I mean the same thing ; that is _([Prop. 7](307), p. III)_, virtue, in so far as it is referred to man, is a man's nature or essence, in so far as it has the power of effecting what can only be understood by the laws of that nature.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4a", + "title": "AXIOM", + "text": "There is no individual thing in nature, than which there is not another more powerful and strong. Whatsoever thing be given, there is something stronger whereby it can be destroyed.", + "childs": [] + }, + { + "id": "401", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_No positive quality possessed by a false idea is removed by the presence of what is true, in virtue of its being true._", + "childs": [ + { + "id": "401d", + "type": "PROOF", + "text": "Falsity consists solely in the privation of knowledge which inadequate ideas involve _([Prop. 35](235), p. II)_, nor have they any positive quality on account of which they are called false _([Prop. 33](233), p. II)_ ; contrariwise, in so far as they are referred to God, they are true _([Prop. 32](232), p. II)_. Wherefore, if the positive quality possessed by a false idea were removed by the presence of what is true, in virtue of its being true, a true idea would then be removed by itself, which _([Prop. 4](304), p. III)_ is absurd. Therefore, no positive quality possessed by a false idea, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "401sc", + "type": "NOTE", + "text": "This proposition is more clearly understood from [Coroll. 2, Prop. 16](216c2), Part II. For imagination is an idea, which indicates rather the present disposition of the human body than the nature of the external body ; not indeed distinctly, but confusedly ; whence it comes to pass, that the mind is said to err. For instance, when we look at the sun, we conceive that it is distant from us about two hundred feet ; in this judgment we err, so long as we are in ignorance of its true distance ; when its true distance is known, the error is removed, but not the imagination ; or, in other words, the idea of the sun, which only explains the nature of that luminary, in so far as the body is affected thereby: wherefore, though we know the real distance, we shall still nevertheless imagine the sun to be near us. For, as we said in [Note, Prop. 35](235sc), Part II, we do not imagine the sun to be so near us, because we are ignorant of its true distance, but because the mind conceives the magnitude of the sun to the extent that the body is affected thereby. Thus, when the rays of the sun falling on the surface of water are reflected into our eyes, we imagine the sun as if it were in the water, though we are aware of its real position ; and similarly other imaginations, wherein the mind is deceived, whether they indicate the natural disposition of the body, or that its power of activity is increased or diminished, are not contrary to the truth, and do not vanish at its presence. It happens indeed that, when we mistakenly fear an evil, the fear vanishes when we hear the true tidings ; but the contrary also happens, namely, that we fear an evil which will certainly come, and our fear vanishes when we hear false tidings ; thus imaginations do not vanish at the presence of the truth, in virtue of its being true, but because other imaginations, stronger than the first, supervene and exclude the present existence of that which we imagined, as I have shown in [Prop. 17](217), Part II." + } + ] + }, + { + "id": "402", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_We are only passive, in so far as we are part of Nature, which cannot be conceived by itself without other parts._", + "childs": [ + { + "id": "402d", + "type": "PROOF", + "text": "We are said to be passive, when something arises in us, whereof we are only a partial cause _([Defin. 2](3d2), p. III)_, that is _([Defin. 1](3d1), p. III)_, something which cannot be deduced solely from the laws of our nature. We are passive therefore, in so far as we are a part of Nature, which cannot be conceived by itself without other parts. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "403", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_The force whereby a man persists in existing is limited, and is infinitely surpassed by the power of external causes._", + "childs": [ + { + "id": "403d", + "type": "PROOF", + "text": "This is evident from the [Axiom](4a) of this Part. For, when man is given, there is something else - say A - more powerful ; when A is given, there is something else - say B - more powerful than A, and so on to infinity ; thus the power of man is limited by the power of some other thing, and is infinitely surpassed by the power of external causes. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "404", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_It is impossible, that man should not be apart of Nature, or that he should be capable of undergoing no changes, save such as can be understood through his nature only as their adequate cause._", + "childs": [ + { + "id": "404d", + "type": "PROOF", + "text": "The power, whereby each particular thing, and consequently man, preserves his being, is the power of God or of Nature _([Coroll., Prop. 24](124c), p. I)_ ; not in so far as it is infinite, but in so far as it can be explained by the actual human essence _([Prop. 7](307), p. III)_. Thus the power of man, in so far as it is explained through his own actual essence, is a part of the infinite power of God or Nature, in other words, of the essence thereof _([Prop. 34](134), p. I)_. This was our first point. Again, if it were possible, that man should undergo no changes save such as can be understood solely through the nature of man, it would follow _(Prop. [4](304) and [6](306), p. III)_ that he would not be able to die, but would always necessarily exist ; this would be the necessary consequence of a cause whose power was either finite or infinite ; namely, either of man's power only, inasmuch as he would be capable of removing from himself all changes which could spring from external causes ; or of the infinite power of Nature, whereby all individual things would be so ordered, that man should be incapable of undergoing any changes save such as tended towards his own preservation. But the first alternative is absurd _(by the [last Prop.](403), the proof of which is universal, and can be applied to all individual things)_. Therefore, if it be possible, that man should not be capable of undergoing any changes, save such as can be explained solely through his own nature, and consequently that he must always (as we have shown) necessarily exist ; such a result must follow from the infinite power of God, and consequently _([Prop. 16](116), p. I)_ from the necessity of the divine nature, in so far as it is regarded as affected by the idea of any given man, the whole order of nature as conceived under the attributes of extension and thought must be deducible. It would therefore follow _([Prop. 21](121), p. I)_ that man is infinite, which (by the first part of this proof) is absurd. It is, therefore, impossible, that man should not undergo any changes save those whereof he is the adequate cause. Q.E.D." + }, + { + "id": "404c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows, that man is necessarily always a prey to his passions, that he follows and obeys the general order of nature, and that he accommodates himself thereto, as much as the nature of things demands." + } + ] + }, + { + "id": "405", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_The power and increase of every passion, and its persistence in existing are not defined by the power, whereby we ourselves endeavour to persist in existing, but by the power of an external cause compared with our own._", + "childs": [ + { + "id": "405d", + "type": "PROOF", + "text": "The essence of a passion cannot be explained through our essence alone _(Defin. [1](3d1) and [2](3d2), p. III)_, that is _([Prop. 7](307), p. III)_, the power of a passion cannot be defined by the power, whereby we ourselves endeavour to persist in existing, but _(as is shown in [Prop. 16](216), p. II)_ must necessarily be defined by the power of an external cause compared with our own. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "406", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_The force of any passion or emotion can overcome the rest of a man's activities or power, so that the emotion becomes obstinately fixed to him._", + "childs": [ + { + "id": "406d", + "type": "PROOF", + "text": "The force and increase of any passion and its persistence in existing are defined by the power of an external cause compared with our own _(by the [foregoing Prop.](405))_ ; therefore _([Prop. 3](403))_ it can overcome a man's power, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "407", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_An emotion can only be controlled or destroyed by another emotion contrary thereto, and with more power for controlling emotion._", + "childs": [ + { + "id": "407d", + "type": "PROOF", + "text": "-Emotion, in so far as it is referred to the mind, is an idea, whereby the mind affirms of its body a greater or less force of existence than before _(cf. the [general Definition of the Emotions](3agde) at the end of Part III.)_. When, therefore, the mind is assailed by any emotion, the body is at the same time affected with a modification whereby its power of activity is increased or diminished. Now this modification of the body _([Prop. 5](405))_ receives from its cause the force for persistence in its being ; which force can only be checked or destroyed by a bodily cause _([Prop. 6](206), p. II)_, in virtue of the body being affected with a modification contrary to _([Prop. 5](405), p. III)_ and stronger than itself _([Axiom](4a))_ ; wherefore _([Prop. 12](212), p. II)_ the mind is affected by the idea of a modification contrary to, and stronger than the former modification, in other words, _(by the [general Definition of the emotions](3agde))_ the mind will be affected by an emotion contrary to and stronger than the former emotion, which will exclude or destroy the existence of the former emotion ; thus an emotion cannot be destroyed nor controlled except by a contrary and stronger emotion. Q.E.D." + }, + { + "id": "407c", + "type": "COROLLARY", + "text": "An emotion, in so far as it is referred to the mind, can only be controlled or destroyed through an idea of a modification of the body contrary to, and stronger than, that which we are undergoing. For the emotion which we undergo can only be checked or destroyed by an emotion contrary to, and stronger than, itself _([Prop. 7](407))_, in other words, _(by the [general Definition of the Emotions](3agde))_ only by an idea of a modification of the body contrary to, and stronger than, the modification which we undergo." + } + ] + }, + { + "id": "408", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_The knowledge of good and evil is nothing else but the emotions of pleasure or pain, in so far as we are conscious thereof._", + "childs": [ + { + "id": "408d", + "type": "PROOF", + "text": "We call a thing good or evil, when it is of service or the reverse in preserving our being (Defin. [1](4d1) and [2](4d2)), that is _([Prop. 7](307), p. III)_, when it increases or diminishes, helps or hinders, our power of activity. Thus, _([Note, Prop. 11](311sc), p. III)_ in so far as we perceive that a thing affects us with pleasure or pain, we call it good or evil ; wherefore the knowledge of good and evil is nothing else but the idea of the pleasure or pain, which necessarily follows from that pleasurable or painful emotion _([Prop. 22](222), p. II)_. But this idea is united to the emotion in the same way as mind is united to body _([Prop. 21](221), p. II)_ ; that is, ([Note, Prop 21](221sc), p. II) there is no real distinction between this idea and the emotion or idea _(by the [general Definition of the Emotions](3agde))_ of the modification of the body, save in conception only. Therefore the knowledge of good and evil is nothing else but the emotion, in so far as we are conscious thereof. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "409", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_An emotion, whereof we conceive the cause to be with us at the present time, is stronger than if we did not conceive the cause to be with us._", + "childs": [ + { + "id": "409d", + "type": "PROOF", + "text": "Imagination or conception is the idea, by which the mind regards a thing as present _([Note, Prop. 17](217sc), p. II)_, but which indicates the disposition of the mind rather than the nature of the external thing _([Coroll. 2, Prop. 16](216c2), p. II)_. An emotion is therefore a conception _(by the [general Definition of the Emotions](3agde))_, in so far as it indicates the disposition of the body. But a conception _(by [Prop. 17](217), p. II)_ is stronger, so long as we conceive nothing which excludes the present existence of the external object ; wherefore an emotion is also stronger or more intense, when we conceive the cause to be with us at the present time, than when we do not conceive the cause to be with us. Q.E.D." + }, + { + "id": "409sc", + "type": "NOTE", + "text": "When I said above in [Proposition 18](318), Part III. that we are affected by the image of what is past or future with the same emotion as if the thing conceived were present, I expressly stated, that this is only true in so far as we look solely to the image of the thing in question itself ; for the thing's nature is unchanged, whether we have conceived it or not ; I did not deny that the image becomes weaker, when we regard as present to us other things which exclude the present existence of the future object : I did not expressly call attention to the fact, because I purposed to treat of the strength of the emotions in this part of my work." + }, + { + "id": "409c", + "type": "COROLLARY", + "text": "The image of something past or future, that, is, of a thing which we regard as in relation to time past or time future, to the exclusion of time present, is, when other conditions are equal, weaker than the image of something present ; consequently an emotion felt towards what is past or future is less intense, other conditions being equal, than an emotion felt towards something present." + } + ] + }, + { + "id": "410", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_Towards something future, which we conceive as close at hand, we are affected more intensely, than if we conceive that its time for existence is separated from the present by a longer interval ; so too by the remembrance of what we conceive to have not long passed away we are affected more intensely, than if we conceive that it has long passed away._", + "childs": [ + { + "id": "410d", + "type": "PROOF", + "text": "In so far as we conceive a thing as close at hand, or not long passed away, we conceive that which excludes the presence of the object less, than if its period of future existence were more distant from the present, or if it had long passed away _(this is obvious)_ ; therefore _(by [the foregoing Prop.](409))_ we are, so far, more intensely affected towards it. Q.E.D." + }, + { + "id": "410sc", + "type": "NOTE", + "text": "From the remarks made in [Definition 6](4d6). of this part it follows that, if objects are separated from the present by a longer period than we can define in conception, though their dates of occurrence be widely separated one from the other, they all affect us equally faintly." + } + ] + }, + { + "id": "411", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_An emotion towards that which we conceive as necessary is, when other conditions are equal, more intense, than an emotion towards that which impossible, or contingent, or non-necessary._", + "childs": [ + { + "id": "411d", + "type": "PROOF", + "text": "In so far as we conceive a thing to be necessary, we, to that extent, affirm its existence ; on the other hand we deny a thing's existence, in so far as we conceive it not to be necessary _([Note 1, Prop. 33](133sc1), p. I)_ ; wherefore _([Prop. 9](409))_ an emotion towards that which is necessary is, other conditions being equal, more intense than an emotion towards that which is non-necessary. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "412", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_An emotion towards a thing, which we know not to exist at the present time, and which we conceive as possible, is more intense, other conditions being equal, than an emotion towards a thing contingent._", + "childs": [ + { + "id": "412d", + "type": "PROOF", + "text": "In so far as we conceive a thing as contingent, we are affected by the conception of some further thing, which would assert the existence of the former _([Defin. 3](4d3))_ ; but, on the other hand, we (by hypothesis) conceive certain things, which exclude its present existence. But, in so far as we conceive a thing to be possible in the future, we thereby conceive things which assert its existence _([Defin. 4](4d4))_, that is _([Prop. 18](318), p. III)_, things which promote hope or fear : wherefore an emotion towards something possible is more vehement. Q.E.D." + }, + { + "id": "412c", + "type": "COROLLARY", + "text": "An emotion towards a thing, which we know not to exist in the present, and which we conceive as contingent, is far fainter, than if we conceive the thing to be present with us." + }, + { + "id": "412cd", + "type": "PROOF", + "text": "Emotion towards a thing, which we conceive to exist, is more intense than it would be, if we conceived the thing as future _([Coroll., Prop. 9](409c))_, and is much more vehement, than if the future time be conceived as far distant from the present _([Prop. 10](410))_. Therefore an emotion towards a thing, whose period of existence we conceive to be far distant from the present, is far fainter, than if we conceive the thing as present ; it is, nevertheless, more intense, _([Prop. 12](412))_ than if we conceived the thing as contingent, wherefore an emotion towards a thing, which we regard as contingent, win be far fainter, than if we conceived the thing to be present with us. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "413", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_Emotion towards a thing contingent, which we know not to exist in the present, is, other conditions being equal, fainter than an emotion towards a thing past._", + "childs": [ + { + "id": "413d", + "type": "PROOF", + "text": "In so far as we conceive a thing as contingent, we are not affected by the image of any other thing, which asserts the existence of the said thing _([Defin. 3](4d3))_, but, on the other hand (by hypothesis), we conceive certain things excluding its present existence. But, in so far as we conceive it in relation to time past, we are assumed to conceive something, which recalls the thing to memory, or excites the image thereof _([Prop. 18](218) p. II, and [Note](218sc))_, which is so far the same as regarding it as present _([Coroll., Prop. 17](217sc), p. II)_. Therefore _([Prop. 9](409))_ an emotion towards a thing contingent, which we know does not exist in the present, is fainter, other conditions being equal, than an emotion towards a thing past. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "414", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_A true knowledge of good and evil cannot check any emotion by virtue of being true, but only in so far as it is considered as an emotion._", + "childs": [ + { + "id": "414d", + "type": "PROOF", + "text": "An emotion is an idea, whereby the mind affirms of its body a greater or less force of existing than before _(by the [General Definition of the Emotions](3agde))_ ; therefore it has no positive quality, which can be destroyed by the presence of what is true ; consequently the knowledge of good and evil cannot, by virtue of being true, restrain any emotion. But, in so far as such knowledge is an emotion _([Prop. 8](408))_ if it have more strength for restraining emotion, it will to that extent be able to restrain the given emotion _([Prop. 7](407))_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "415", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_Desire arising from the knowledge of good and bad can be quenched or checked by many of the other desires arising from the emotions whereby we are assailed._", + "childs": [ + { + "id": "415d", + "type": "PROOF", + "text": "From the true knowledge of good and evil, in so far as it is an emotion _([Prop. 8](408))_, necessarily arises desire _([Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_, the strength of which is proportioned to the strength of the emotion wherefrom it arises _([Prop. 37](337), p. III)_. But, inasmuch as this desire arises (by hypothesis) from the fact of our truly understanding anything, it follows that it is also present with us, in so far as we are active _([Prop. 3](303), p. III)_, and must therefore be understood through our essence only _([Defin. 2](3d2), p. III)_ ; consequently _([Prop. 7](307), p.III)_ its force and increase can be defined solely by human power. Again, the desires arising from the emotions whereby we are assailed are stronger, in proportion as the said emotions are more vehement ; wherefore their force and increase must be defined solely by the power of external causes _([Prop. 5](405))_, which, when compared with our own power, indefinitely surpass it _([Prop. 3](403))_ ; hence the desires arising from like emotions may be more vehement, than the desire which arises from a true knowledge of good and evil, and may, consequently _([Prop. 7](407))_, control or quench it. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "416", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_Desire arising from the knowledge of good and evil, in so far as such knowledge regards what is future, may be more easily controlled or quenched, than the desire for what is agreeable at the present moment._", + "childs": [ + { + "id": "416d", + "type": "PROOF", + "text": "Emotion towards a thing, which we conceive as future, is fainter than emotion towards a thing that is present _([Coroll., Prop. 9](409c))_. But desire, which arises from the true knowledge of good and evil, though it be concerned with things which are good at the moment, can be quenched or controlled by any headstrong desire _(by the [last Prop.](415), the proof whereof is of universal application)_. Wherefore desire arising from such knowledge, when concerned with the future, can be more easily controlled or quenched, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "417", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_Desire arising from the true knowledge of good and evil, in so far as such knowledge is concerned with what is contingent, can be controlled far more easily still, than desire for things that are present._", + "childs": [ + { + "id": "417d", + "type": "PROOF", + "text": "This Prop. is proved in the same way as the [last Prop.](416) from [Coroll., Prop. 12](412c)." + }, + { + "id": "417sc", + "type": "NOTE", + "text": "I think I have now shown the reason, why men are moved by opinion more readily than by, true reason, why it is that the true knowledge of good and evil stirs up conflicts in the soul, and often yields to every kind of passion. This state of things gave rise to the exclamation of the poet : _The better path I gaze at and approve, the worse I follow_. Ecclesiastes seems to have had the same thought in his mind, when he says, _He who increaseth knowledge increaseth sorrow._ I have not written the above with the object of drawing the conclusion, that ignorance is more excellent than knowledge, or that a wise man is on a par with a fool in controlling his emotions, but because it is necessary to know the power and the infirmity of our nature, before we can determine what reason can do in restraining the emotions, and what is beyond her power. I have said, that in the present part I shall merely treat of human infirmity. The power of reason over the emotions I have settled to treat separately." + } + ] + }, + { + "id": "418", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_Desire arising from pleasure is, other conditions being equal, stronger than desire arising from pain._", + "childs": [ + { + "id": "418d", + "type": "PROOF", + "text": "Desire is the essence of a man _([Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_, that is, _([Prop. 7](307), p. III)_ the endeavour whereby a man endeavours to persist in his own being. Wherefore desire arising from pleasure is, by the fact of pleasure being felt, increased or helped _([Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ ; on the contrary, desire arising from pain is, by the fact of pain being felt, diminished or hindered _([Scol. Prop. 11](311sc), p. III)_ ; hence the force of desire arising from pleasure must be defined by human power together with the power of an external cause, whereas desire arising from pain must be defined by human power only. Thus the former is the stronger of the two. Q.E.D." + }, + { + "id": "418sc", + "type": "NOTE", + "text": "In these few remarks I have explained the causes of human infirmity and inconstancy, and shown why men do not abide by the precepts of reason. It now remains for me to show what course is marked out for us by reason, which of the emotions are in harmony with the rules of human reason, and which of them are contrary thereto. But, before I begin to prove my propositions in detailed geometrical fashion, it is advisable to sketch them briefly in advance, so that everyone may more readily grasp my meaning. As reason makes no demands contrary to nature, it demands, that every man should love himself, should seek that which is useful to him - I mean, that which is really useful to him, should desire everything which really brings man to greater perfection, and should, each for himself, endeavour as far as he can to preserve his own being. This is as necessarily true, as that a whole is greater than its part _(Cf. la [Prop. 4](304), p. III)_. Again, as virtue is nothing else but action in accordance with the laws of one's own nature _([Defin. 8](4d8))_, and as no one endeavours to preserve his own being _([Prop. 7](307), p. III)_, except in accordance with the laws of his own nature, it follows, _first_, that the foundation of virtue is the endeavour to preserve one's own being, and that happiness consists in man's power of preserving his own being ; _secondly_, that virtue is to be desired for its own sake, and that there is nothing more excellent or more useful to us, for the sake of which we should desire it ; _thirdly_ and lastly, that suicides are weak-minded, and are overcome by external causes repugnant to their nature. Further, it follows from [Postulate 4](213p4) Part II., that we can never arrive at doing without all external things for the preservation of our being or living, so as to have no relations with things which are outside ourselves. Again, if we consider our mind, we see that our intellect would be more imperfect, if mind were alone, and could understand nothing besides itself. There are, then, many things outside ourselves, which are useful to us, and are, therefore, to be desired. Of such none can be discerned more excellent, than those which are in entire agreement with our nature. For if, for example, two individuals of entirely the same nature are united, they form a combination twice as powerful as either of them singly. Therefore, to man there is nothing more useful than man - nothing, I repeat, more excellent for preserving their being can be wished for by men, than that all should so in all points agree, that the minds and bodies of all should form, as it were, one single mind and one single body, and that all should, with one consent, as far as they are able, endeavour to preserve their being, and all with one consent seek what is useful to them all. Hence, men who are governed by reason - that is, who seek what is useful to them in accordance with reason, - desire for themselves nothing, which they do not also desire for the rest of mankind, and, consequently, are just, faithful, and honourable in their conduct. \nSuch are the dictates of reason, which I purposed thus briefly to indicate, before beginning to prove them in greater detail. I have taken this course, in order, if possible, to gain the attention of those who believe, that the principle that every man is bound to seek what is useful for himself is the foundation of impiety, rather than of piety and virtue. Therefore, after briefly showing that the contrary is the case, I go on to prove it by the same method, as that whereby I have hitherto proceeded." + } + ] + }, + { + "id": "419", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_Every man, by the laws of his nature, necessarily desires or shrinks from that which he deems to be good or bad._", + "childs": [ + { + "id": "419d", + "type": "PROOF", + "text": "The knowledge of good and evil is _([Prop. 8](408))_ the emotion of pleasure or pain, in so far as we are conscious thereof ; therefore, _([Prop. 28](328), p. III)_ every man necessarily desires what he thinks good, and shrinks from what he thinks bad. Now this appetite is nothing else hut man's nature or essence _(cf. the Definition of Appetite, [Note, Prop. 9](309sc), p. III, and [Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_. Therefore, every man, solely by the laws of his nature, desires the one, and shrinks from the other, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "420", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_The more every man endeavours, and is able to seek what is useful to him - in other words, to preserve his own being - the more is he endowed with virtue ; on the contrary, in proportion as a man neglects to seek what is useful to him, that is, to preserve his own being, he is wanting in power._", + "childs": [ + { + "id": "420d", + "type": "PROOF", + "text": "Virtue is human power, which is defined solely by man's essence _([Defin. 8](4d8))_, that is _([Prop. 7](307), p. III)_, which is defined solely by the endeavour made by man to persist in his own being. Wherefore, the more a man endeavours, and is able to preserve his own being, the more is he endowed with virtue, and, consequently _(Prop. [4](304) and [6](306), p. III)_, in so far as a man neglects to preserve his own being, he is wanting in power. Q.E.D." + }, + { + "id": "420sc", + "type": "NOTE", + "text": "No one, therefore, neglects seeking his own good, or preserving his own being, unless he be overcome by causes external and foreign to his nature. No one, I say, from the necessity of his own nature, or otherwise than under compulsion from external causes, shrinks from food, or kills himself : which latter may be done in a variety of ways. A man, for instance, kills himself under the compulsion of another man, who twists round his right hand, wherewith he happened to have taken up a sword, and forces him to turn the blade against his own heart ; or, again, he may be compelled, like Seneca, by a tyrant's command, to open his own veins - that is, to escape a greater evil by incurring a lesser ; or, lastly, latent external causes may so disorder his imagination, and so affect his body, that it may assume a nature contrary to its former one, and whereof the idea cannot exist in the mind _([Prop. 10](310), p. III)_ But that a man, from the necessity of his own nature, should endeavour to become non-existent, is as impossible as that something should be made out of nothing, as everyone will see for himself, after a little reflection." + } + ] + }, + { + "id": "421", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_No one can desire to be blessed, to act rightly, and to live rightly, without at the same time wishing to be, to act, and to live - in other words, to actually exist._", + "childs": [ + { + "id": "421d", + "type": "PROOF", + "text": "The proof of this proposition, or rather the proposition itself, is self-evident, and is also plain from the definition of desire. For the desire of living, acting, &c., blessedly or rightly, is _([Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_ the essence of man - that is _([Prop. 7](307), p. III)_, the endeavour made by everyone to preserve his own being. Therefore, no one can desire, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "422", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_No virtue can be conceived as prior to this endeavour to preserve one's own being._", + "childs": [ + { + "id": "422d", + "type": "PROOF", + "text": "The effort for self-preservation is the essence of a thing _([Prop. 7](307), p. III)_ ; therefore, if any virtue could be conceived as prior thereto, the essence of a thing _([Defin. 8](4d8))_ would have to be conceived as prior to itself, which is obviously absurd. Therefore, no virtue, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "422c", + "type": "COROLLARY", + "text": "The effort for self-preservation is the first and only foundation of virtue. For prior to this principle nothing can be conceived _([Prop. 22](422))_, and without it _([Prop. 21](421))_ no virtue can be conceived." + } + ] + }, + { + "id": "423", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_Man, in so far as he is determined to a particular action because he has inadequate ideas, cannot be absolutely said to act in obedience to virtue ; he can only be so described, in so far as he is determined for the action because he understands._", + "childs": [ + { + "id": "423d", + "type": "PROOF", + "text": "In so far as a man is determined to an action through having inadequate ideas, he is passive _([Prop. 1](301), p. III)_, that is _(Defin. [1](3d1) and [2](3d2), p. III)_, he does something, which cannot be perceived solely through his essence, that is _([Defin. 8](4d8))_, which does not follow from his virtue. But, in so far as he is determined for an action because he understands, he is active _([Prop. 1](301), p. III)_, ; that is, _([Defin. 2](3d2), p. III)_ he does something, which is perceived through his essence alone, or _([Defin. 8](4d8))_ which adequately follows from his virtue. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "424", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_To act absolutely in obedience to virtue is in us the same thing as to act, to live, or to preserve one's being (these three terms are identical in meaning) in accordance with the dictates of reason on the basis of seeking what is useful to one's self._", + "childs": [ + { + "id": "424d", + "type": "PROOF", + "text": "To act absolutely in obedience to virtue is nothing else _([Defin. 8](4d8))_ but to act according to the laws of one's own nature. But we only act, in so far as we understand _([Prop. 3](303), p. III)_ : therefore to act in obedience to virtue is in us nothing else but to act, to live, or to preserve one's being in obedience to reason, and that on the basis of seeking what is useful for us _([Coroll., Prop. 22](422c))_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "425", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "_No one wishes to preserve his being for the sake of anything else._", + "childs": [ + { + "id": "425d", + "type": "PROOF", + "text": "The endeavour, wherewith everything endeavours to persist in its being, is defined solely by the essence of the thing itself _([Prop. 7](307), p. III)_ ; from this alone, and not from the essence of anything else, it necessarily follows _([Prop. 6](306), p. III)_ that everyone endeavours to preserve his being. Moreover, this proposition is plain from [Coroll., Prop. 22](422c), for if a man should endeavour to preserve his being for the sake of anything else, the last-named thing would obviously be the basis of virtue, which, by the [foregoing Corollary](422c), is absurd. Therefore no one, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "426", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_Whatsoever we endeavour in obedience to reason is nothing further than to understand ; neither does the mind, in so far as it makes use of reason, judge anything to be useful to it, save such things as are conducive to understanding._", + "childs": [ + { + "id": "426d", + "type": "PROOF", + "text": "The effort for self-preservation is nothing else but the essence of the thing in question _([Prop. 7](307), p. III)_, which, in so far as it exists such as it is, is conceived to have force for continuing in existence _([Prop. 6](306), p. III)_ and doing such things as necessarily follow from its given nature _(see the Defin. of Appetite, [Note, Prop. 9](309sc), p. III)_. But the essence of reason is nought else but our mind, in so far as it clearly and distinctly understands _(see the definition in [Note 2, Prop. 40](240sc2), p. II)_ ; therefore _([Prop. 40](240), p. II)_ whatsoever we endeavour in obedience to reason is nothing else but to understand. Again, since this effort of the mind wherewith the mind endeavours, in so far as it reasons, to preserve its own being is nothing else but understanding ; this effort at understanding is _([Coroll., Prop. 22](422c))_ the first and single basis of virtue, nor shall we endeavour to understand things for the sake of any ulterior object _([Prop. 25](425))_ ; on the other hand, the mind, in so far as it reasons, will not be able to conceive any good for itself, save such things as are conducive to understanding _([Defin. 1](4d1))_." + } + ] + }, + { + "id": "427", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_We know nothing to be certainly good or evil, save such things as really conduce to understanding, or such as are able to hinder us from understanding._", + "childs": [ + { + "id": "427d", + "type": "PROOF", + "text": "The mind, in so far as it reasons, desires nothing beyond understanding, and judges nothing to be useful to itself, save such things as conduce to understanding _(by the [foregoing Prop.](426))_. But the mind _(Prop. [41](241) and [43](243), p. II, and [Note](243sc))_ cannot possess certainty concerning anything, except in so far as it has adequate ideas, or _(what by Notes [1](240sc1) and [2](240sc2) Prop, 40, p. II, is the same thing)_ in so far as it reasons. Therefore we know nothing to be good or evil save such things as really conduce, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "428", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_The mind's highest good is the knowledge of God, and the mind's highest virtue is to know God._", + "childs": [ + { + "id": "428d", + "type": "PROOF", + "text": "The mind is not capable of understanding anything higher than God, that is _([Defin. 6](1d6), p. I)_, than a Being absolutely infinite, and without which _([Prop. 15](115), p. I)_ nothing can either be or be conceived ; therefore _(Prop. [26](426) and [27](427))_, the mind's highest utility or _([Defin. 1](4d1))_ good is the knowledge of God. Again, the mind is active, only in so far as it understands _(Prop. [1](301) and [3](303), p. III)_, and only to the same extent _([Prop. 23](423))_ can it be said absolutely to act virtuously. The mind's absolute virtue is therefore to understand. Now, as we have already shown, the highest that the mind can understand is God ; therefore the highest virtue of the mind is to understand or to know God. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "429", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_No individual thing, which is entirely different from our own nature, can help or check our power of activity, and absolutely nothing can do us good or harm, unless it has something in common with our nature._", + "childs": [ + { + "id": "429d", + "type": "PROOF", + "text": "The power of every individual thing _([Coroll., Prop. 10](210c), p. II)_, and consequently the power of man, whereby he exists and operates, can only be determined by an individual thing _([Prop. 28](128), p. I)_, whose nature _([Prop. 6](206), p. II)_ must be understood through the same nature as that, through which human nature is conceived. Therefore our power of activity, however it be conceived, can be determined and consequently helped or hindered by the power of any other individual thing, which has something in common with us, but not by the power of anything, of which the nature is entirely different from our own ; and since we call good or evil that which is the cause of pleasure or pain _([Prop. 8](408))_, that is _([Note, Prop. 11](311sc), p. III)_, which increases or diminishes, helps or hinders, our power of activity ; therefore, that which is entirely different from our nature can neither be to us good nor bad. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "430", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_A thing cannot be bad for us through the quality which it has in common with our nature, but it is bad for us in so far as it is contrary to our nature._", + "childs": [ + { + "id": "430d", + "type": "PROOF", + "text": "We call a thing bad when it is the cause of pain _([Prop. 8](408))_, that is _(by the Defin., which see in [Note, Prop. 11](311sc), p. III)_, when it diminishes or checks our power of action. Therefore, if anything were bad for us through that quality which it has in common with our nature, it would be able itself to diminish or check that which it has in common with our nature, which _([Prop. 4](304), p. III)_ is absurd. Wherefore nothing can be bad for us through that quality which it has in common with us, but, on the other hand, in so far as it is bad for us, that is (as we have just shown), in so far as it can diminish or check our power of action, it is contrary to our nature _([Prop. 5](305), p. III)_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "431", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_In so far as a thing is in harmony with our nature, it is necessarily good._", + "childs": [ + { + "id": "431d", + "type": "PROOF", + "text": "In so far as a thing is in harmony with our nature, it cannot be bad for us _([last Prop.](430))_. It will therefore necessarily be either good or indifferent. If it be assumed that it be neither good nor bad, nothing will follow from its nature _([Defin. 1](4d1))_, which tends to the preservation of our nature, that is (by the hypothesis), which tends to the preservation of the thing itself ; but this _([Prop. 6](306), p. III)_ is absurd ; therefore, in so far as a thing is in harmony with our nature, it is necessarily good. Q.E.D." + }, + { + "id": "431c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows, that, in proportion as a thing is in harmony with our nature, so is it more useful or better for us, and _vice versa_, in proportion as a thing is more useful for us, so is it more in harmony with our nature. For, in so far as it is not in harmony with our nature, it will necessarily be different therefrom or contrary thereto. If different, it can neither be good nor bad _([Prop. 29](429))_ ; if contrary, it will be contrary to that which is in harmony with our nature, that is, _([Prop. 31](431))_ contrary to what is good - in short, bad. Nothing, therefore, can be good, except in so far as it is in harmony with our nature ; and hence a thing is useful, in proportion as it is in harmony with our nature, and _vice versa_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "432", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_In so far as men are a prey to passion, they cannot, in that respect, be said to be naturally in harmony._", + "childs": [ + { + "id": "432d", + "type": "PROOF", + "text": "Things, which are said to be in harmony naturally, are understood to agree in power _([Prop. 7](307), p. III)_, not in want of power or negation, and consequently not in passion _([Note, Prop. 3](303sc), p. III)_ ; wherefore men, in so far as they are a prey to their passions, cannot be said to be naturally in harmony. Q.E.D." + }, + { + "id": "432sc", + "type": "NOTE", + "text": "This is also self-evident ; for, if we say that white and black only agree in the fact that neither is red, we absolutely affirm that they do not agree in any respect. So, if we say, that a man and a stone only agree in the fact that both are finite - wanting in power, not existing by the necessity of their own nature, or, lastly, indefinitely surpassed by the power of external causes - we should certainly affirm that a man and a stone are in no respect alike ; therefore, things which agree only in negation, or in qualities which neither possess, really agree in no respect." + } + ] + }, + { + "id": "433", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_Men can differ in nature, in so far as they are assailed by those emotions, which are passions, or passive states ; and to this extent one and the same man is variable and inconstant._", + "childs": [ + { + "id": "433d", + "type": "PROOF", + "text": "The nature or essence of the emotions cannot be explained solely through our essence or nature _(Defin. [1](3d1) and [2](3d2), p. III)_, but it must be defined by the power, that is _([Prop. 7](307), p. III)_, by the nature of external causes in comparison with our own ; hence it follows, that there are as many, kinds of each emotion as there are external objects whereby we are affected _([Prop. 56](356), p. III)_, and that men may be differently affected by one and the same object _([Prop. 51](351), p. III)_, and to this extent differ in nature ; lastly, _([Prop. 51](351), p. III)_ that one and the same man may be differently affected towards the same object, and may therefore be variable and inconstant. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "434", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_In so far as men are assailed by emotions which are passions, they can be contrary one to another._", + "childs": [ + { + "id": "434d", + "type": "PROOF", + "text": "A man, for instance Peter, can be the cause of Paul's feeling pain, because he (Peter) possesses something similar to that which Paul hates _([Prop. 16](316), p. III)_, or because Peter has sole possession of a thing which Paul also loves _([Prop. 32](332), p. III, and [Note](332sc))_, or for other causes _(of which the chief are enumerated in [Note, Prop. 55](355c1sc), p. III)_ ; it may therefore happen that Paul should hate Peter _([Defin. 7 of Emotions](3ad7))_, consequently it may easily happen also _([Prop. 40](340), p. III, and [Note](340sc))_, that Peter should hate Paul in return, and that each should endeavour to do the other an injury _([Prop. 39](339), p. III)_, that is _([Prop. 30](430))_, that they should be contrary one to another. But the emotion of pain is always a passion or passive state _([Prop. 59](359), p. III)_ ; hence men, in so far as they are assailed by emotions which are passions, can be contrary one to another. Q.E.D." + }, + { + "id": "434sc", + "type": "NOTE", + "text": "I said that Paul may hate Peter, because he conceives that Peter possesses something which he (Paul) also loves ; from this it seems, at first sight, to follow, that these two men, through both loving the same thing, and, consequently, through agreement of their respective natures, stand in one another's way ; if this were so, Propositions [30](430) and [31](431) of this Part would be untrue. But if we give the matter our unbiased attention, we shall see that the discrepancy vanishes. For the two men are not in one another's way in virtue of the agreement of their natures, that is, through both loving the same thing, but in virtue of one differing from the other. For, in so far as each loves the same thing, the love of each is fostered thereby _([Prop. 31](331), p. III)_, that is _([Defin. 6 of Emotions](3ad6))_ the pleasure of each is fostered thereby. Wherefore it is far from being the case, that they are at variance through both loving the same thing, and through the agreement in their natures. The cause for their opposition lies, as I have said, solely in the fact that they are assumed to differ. For we assume that Peter has the idea of the loved object as already in his possession, while Paul has the idea of the loved object as lost. Hence the one man will be affected with pleasure, the other will be affected with pain, and thus they will be at variance one with another. We can easily show in like manner, that all other causes of hatred depend solely on differences, and not on the agreement between in men's natures." + } + ] + }, + { + "id": "435", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_In so far only as men live in obedience to reason, do they always necessarily agree in nature._", + "childs": [ + { + "id": "435d", + "type": "PROOF", + "text": "In so far as men are assailed by emotions that are passions, they can be different in nature _([Prop. 33](433))_, and at variance one with another _(by the [last Prop.](434))_. But, men are only said to be active, in so far as they act in obedience to reason _([Prop. 3](303), p. III)_ ; therefore, whatsoever follows from human nature in so far as it is defined by reason must _([Defin. 2](3d2), p. III)_ be understood solely through human nature as its proximate cause. But, since every man by the laws of his nature desires that which he deems good, and endeavours to remove that which he deems bad _([Prop. 19](419))_ ; and further, since that which we, in accordance with reason, deem good or bad, necessarily is good or bad _([Prop. 41](241), p. II)_ ; it follows that men, in so far as they live in obedience to reason, necessarily do only such things as are necessarily good for human nature, and consequently for each individual man _([Coroll., Prop. 31](431c))_ ; in other words, such things as are in harmony with each man's nature. Therefore, men in so far as they live in obedience to reason, necessarily live always in harmony one with another. Q.E.D." + }, + { + "id": "435c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "There is no individual thing in nature, which is more useful to man, than a man who lives in obedience to reason. For that thing is to man most useful, which is most in harmony with his nature _([Coroll., Prop. 31](431c))_ ; that is, obviously, man. But man acts absolutely according to the laws of his nature, when he lives in obedience to reason _([Defin. 2](3d2), p. III)_, and to this extent only is always necessarily in harmony with the nature of another man _(by the [last Prop.](435))_ ; wherefore among individual things nothing is more useful to man, than a man who lives in obedience to reason. Q.E.D." + }, + { + "id": "435c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "As every man seeks most that which is useful to him, so are men most useful one to another. For the more a man seeks what is useful to him and endeavours to preserve himself, the more is he endowed with virtue _([Prop. 20](420))_, or, what is the same thing _([Defin. 8](4d8))_, the more is he endowed with power to act according to the laws of his own nature, that is _([Prop. 3](303), p. III)_ to live in obedience to reason. But men are most in natural harmony, when they live in obedience to reason _(by the [last Prop.](435))_ ; therefore _(by the [foregoing Coroll.](435c1))_ men will be most useful one to another, when each seeks most that which is useful to him. Q.E.D." + }, + { + "id": "435sc", + "type": "NOTE", + "text": "What we have just shown is attested by experience so conspicuously, that it is in the mouth of nearly everyone : _Man is to man a God._ Yet it rarely happens that men live in obedience to reason, for things are so ordered among them, that they are generally envious and troublesome one to another. Nevertheless they are scarcely able to lead a solitary life, so that the definition of man as a social animal has met with general assent ; in fact, men do derive from social life much more convenience than injury. Let satirists then laugh their fill at human affairs, let theologians rail, and let misanthropes praise to their utmost the life of untutored rusticity, let them heap contempt on men and praises on beasts ; when all is said, they will find that men can provide for their wants much more easily by mutual help, and that only by uniting their forces can they escape from the dangers that on every side beset them: not to say how much more excellent and worthy of our knowledge it is, to study the actions of men than the actions of beasts. But I will treat of this more at length elsewhere." + } + ] + }, + { + "id": "436", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_The highest good of those who follow virtue is common to all, and therefore all can equally rejoice therein._", + "childs": [ + { + "id": "436d", + "type": "PROOF", + "text": "To act virtuously is to act in obedience with reason _([Prop. 24](424))_, and whatsoever we endeavour to do in obedience to reason is to understand _([Prop. 26](426))_ ; therefore _([Prop. 28](428))_ the highest good for those who follow after virtue is to know God ; that is _([Prop. 47](247), p. II, and [Note](247sc))_ a good which is common to all and can be possessed. by all men equally, in so far as they are of the same nature. Q.E.D." + }, + { + "id": "436sc", + "type": "NOTE", + "text": "Someone may ask how it would be, if the highest good of those who follow after virtue were not common to all? Would it not then follow, as above _([Prop. 34](434))_, that men living in obedience to reason, that is _([Prop. 35](435))_, men in so far as they agree in nature, would be at variance one with another? To such an inquiry I make answer, that it follows not accidentally but from the very nature of reason, that man's highest good is common to all, inasmuch as it is deduced from the very essence of man, in so far as defined by reason ; and that a man could neither be, nor be conceived without the power of taking pleasure in this highest good. For it belongs to the essence of the human mind _([Prop. 47](247), p. II)_, to have an adequate knowledge of the eternal and infinite essence of God." + } + ] + }, + { + "id": "437", + "title": "PROPOSITION 37", + "text": "_The good which every man, who follows after virtue, desires for himself he will also desire for other men, and so much the more, in proportion as he has a greater knowledge of God._", + "childs": [ + { + "id": "437d", + "type": "PROOF", + "text": "Men, in so far as they live in obedience to reason, are most useful to their fellow men _([Coroll., 1 Prop. 35](435c1))_ ; therefore _([Prop. 19](419))_, we shall in obedience to reason necessarily endeavour to bring about that men should live in obedience to reason. But the good which every man, in so far as he is guided by reason, or, in other words _([Prop. 24](424))_, follows after virtue, desires for himself, is to understand _([Prop. 26](426))_; wherefore the good, which each follower of virtue seeks for himself, he will desire also for others. Again, desire, in so far as it is referred to the mind, is the very essence of the mind _([Defin. 1 of Emotions](3ad1))_ ; now the essence of the mind consists in knowledge _([Prop. 11](211), p. II)_, which involves the knowledge of God _([Prop. 47](247), p. II)_, and without it _([Prop. 15](115), p. I)_, can neither be, nor be conceived ; therefore, in proportion as the mind's essence involves a greater knowledge of God, so also will be greater the desire of the follower of virtue, that other men should possess that which he seeks as good for himself. Q.E.D." + }, + { + "id": "437a", + "type": "_Another Proof._", + "text": "The good, which a man desires for himself and loves, he will love more constantly, if he sees that others love it also _([Prop. 31](331), p. III)_ ; he will therefore endeavour _([Coroll., Prop. 31](331sc), p.III)_ that others should love it also ; and as the good in question _(by the [last Prop.](436))_ is common to all, and therefore all can rejoice therein, he will endeavour, for the same reason, to bring about that all should rejoice therein, and this he will do the more _([Prop. 37](337), p. III)_, in proportion as his own enjoyment of the good is greater." + }, + { + "id": "437sc1", + "type": "NOTE 1", + "text": "He who, guided by emotion only endeavours to cause others to love what he loves himself, and to make the rest of the world live according to his own fancy, acts solely by impulse, and is, therefore, hateful, especially to those who take delight in something different, and accordingly study and, by similar impulse, endeavour, to make men live in accordance with what pleases themselves. Again, as the highest good sought by men under the guidance of emotion is often such, that it can only be possessed by a single individual, it follows that those who love it are not consistent in their intentions, but, while they delight to sing its praises, fear to be believed. But he, who endeavours to lead men by reason, does not act by impulse but courteously and kindly, and his intention is always consistent. Again, whatsoever we desire and do, whereof we are the cause in so far as we possess the idea of God, or know God, I set down to _Religion_. The desire of well-doing, which is engendered by, a life according to reason, I call _piety_. Further, the desire, whereby a man living according to reason is bound to associate others with himself in friendship, I call _honour_^[_Honestas_] ; by _honourable_ I mean that which is praised by men living according to reason, and by _base_ I mean that which is repugnant to the gaining of friendship. I have also shown in addition what are the foundations of a state ; and the difference between true virtue and infirmity may be readily gathered from what I have said ; namely, that true virtue is nothing else but living in accordance with reason ; while infirmity is nothing else but man's allowing himself to be led by things which are external to himself, and to be by them determined to act in a manner demanded by the general disposition of things rather than by his own nature considered solely in itself.Such are the matters which I engaged to prove in [Note, Proposition 18](418sc) of this Part, whereby it is plain that the law against the slaughtering of animals is founded rather on vain superstition and womanish pity than on sound reason. The rational quest of what is useful to us further teaches us the necessity of associating ourselves with our fellowmen, but not with beasts, or things, whose nature is different from our own ; we have the same rights in respect to them as they have in respect to us. Nay, as everyone's right is defined by his virtue, or power, men have far greater rights over beasts than beasts have over men. Still I do not deny that beasts feel: what I deny is, that we may not consult our own advantage and use them as we please, treating them in the way which best suits us ; for their nature is not like ours, and their emotions are naturally different from human emotions _([Note, Prop. 57](357sc), p.III)_. It remains for me to explain what I mean by just and unjust, sin and merit. On these points see the following note." + }, + { + "id": "437sc2", + "type": "NOTE 2", + "text": "In the [Appendix](1app) to Part I. I undertook to explain praise and blame, merit and sin, justice and injustice. Concerning praise and blame I have spoken in [Note, Proposition 29](329sc), Part III : the time has now come to treat of the remaining terms. But I must first say a few words concerning man in the state of nature and in society. \nEvery man exists by sovereign natural right, and, consequently, by sovereign natural right performs those actions which follow from the necessity of his own nature ; therefore by sovereign natural right every man judges what is good and what is bad, takes care of his own advantage according to his own disposition _(Prop. [19](419) and [20](420))_, avenges the wrongs done to him _([Coroll. 2, Prop. 40](340c2), p. III)_, and endeavours to preserve that which he loves and to destroy that which he hates _([Prop. 28](328), p. III)_. Now, if men lived under the guidance of reason, everyone would remain in possession of this his right, without any injury, being done to his neighbour _([Coroll. 1, Prop. 35](435c1))_. But seeing that they are a prey to their emotions _([Coroll., Prop. 4](404c))_, which far surpass human power or virtue _([Prop. 6](406))_, they are often drawn in different directions _([Prop. 33](433))_, and being at variance one with another _([Prop. 34](434))_, stand in need of mutual help _([Note, Prop. 35](435sc))_. Wherefore, in order that men may live together in harmony, and may aid one another, it is necessary that they should forego their natural right, and, for the sake of security, refrain from all actions which can injure their fellow-men. The way in which this end can be attained, so that men who are necessarily a prey to their emotions _([Coroll., Prop. 4](404c))_, inconstant, and diverse _([Prop. 33](433))_, should be able to render each other mutually secure, and feel mutual trust, is evident from [Proposition 7](407), Part IV and [Proposition 39](339), Part III. It is there shown, that an emotion can only be restrained by an emotion stronger than, and contrary to itself, and that men avoid inflicting injury through fear of incurring a greater injury themselves. On this law society can be established, so long as it keeps in its own hand the right, possessed by everyone, of avenging injury, and pronouncing on good and evil ; and provided it also possesses the power to lay down a general rule of conduct, and to pass laws sanctioned, not by reason, which is powerless in restraining emotion, but by threats _([Note, Prop. 17](417sc))_. Such a society established with laws and the power of preserving itself is called a _State_, while those who live under its protection are called _citizens_. We may readily understand that there is in the state of nature nothing, which by universal consent is pronounced good or bad ; for in the state of nature everyone thinks solely of his own advantage, and according to his disposition, with reference only to his individual advantage, decides what is good or bad, being bound by no law to anyone besides himself. In the state of nature, therefore, sin is inconceivable ; it can only exist in a state, where good and evil are pronounced on by common consent, and where everyone is bound to obey the State authority. _Sin_, then, is nothing else but disobedience, which is therefore punished by the right of the State only. Obedience, on the other hand, is set down as _merit_, inasmuch as a man is thought worthy of merit, if he takes delight in the advantages which a State provides. Again, in the state of nature, no one is by common consent master of anything, nor is there anything in nature, which can be said to belong to one man rather than another : all things are common to all. Hence, in the state of nature, we can conceive no wish to render to every man his own, or to deprive a man of that which belongs to him ; in other words, there is nothing in the state of nature answering to justice and injustice. Such ideas are only possible in a social state, when it is decreed by common consent what belongs to one man and what to another. From all these considerations it is evident, that justice and injustice, sin and merit, are extrinsic ideas, and not attributes which display the nature of the mind. But I have said enough." + } + ] + }, + { + "id": "438", + "title": "PROPOSITION 38", + "text": "_Whatsoever disposes the human body, so as to render it capable of being affected in an increased number of ways, or of affecting external bodies in an increased number of ways, is useful to man ; and is so, in proportion as the body is thereby rendered more capable of being affected or affecting other bodies in an increased number of ways ; contrariwise, whatsoever renders the body less capable in this respect is hurtful to man._", + "childs": [ + { + "id": "438d", + "type": "PROOF", + "text": "Whatsoever thus increases the capabilities of the body increases also the mind's capability of perception _([Prop. 14](214), p. II)_ ; therefore, whatsoever thus disposes the body, and thus renders it capable, is necessarily good or useful _(Prop. [26](426) and [27](427))_ ; and is so in proportion to the extent to which it can render the body capable ; contrariwise _([Prop. 14](214), p. II, and Prop. [26](426) and [27](427))_, it is hurtful, if it renders the body in this respect less capable. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "439", + "title": "PROPOSITION 39", + "text": "_Whatsoever brings about the preservation of the proportion of motion and rest, which the parts of the human body mutually possess, is good ; contrariwise, whatsoever causes a change in such proportion is bad._", + "childs": [ + { + "id": "439d", + "type": "PROOF", + "text": "The human body needs many other bodies for its preservation _([Post. 4](213p4), p. II)_. But that which constitutes the specific reality _(forma)_ of a human body is, that its parts communicate their several motions one to another in a certain fixed proportion _([Defin.](213def) before Lemma 4 after Prop. 13, p. II)_. Therefore, whatsoever brings about the preservation of the proportion between motion and rest, which the parts of the human body mutually possess, preserves the specific reality of the human body and consequently _(Post. [3](213p3) and [6](213p6), p. II)_ renders the human body capable of being affected in many ways and of affecting external bodies in many ways ; consequently it is good _(by the [last Prop.](438))_. Again, whatsoever brings about a change in the aforesaid proportion causes the human body to assume another specific character _([Defin.](213def), p. II)_, in other words _(see [Preface](4pr) to this Part towards the end, though the point is indeed self-evident)_, to be destroyed, and consequently totally incapable of being affected in an increased numbers of ways ; therefore _(by the [last Prop.](438))_ it is bad. Q.E.D." + }, + { + "id": "439sc", + "type": "NOTE", + "text": "The extent to which such causes can injure or be of service to the mind will be explained in the Fifth Part. But I would here remark that I consider that a body undergoes death, when the proportion of motion and rest which obtained mutually among its several parts is changed. For I do not venture to deny that a human body, while keeping the circulation of the blood and other properties, wherein the life of a body is thought to consist, may none the less be changed into another nature totally different from its own. There is no reason, which compels me to maintain that a body does not die, unless it becomes a corpse ; nay, experience would seem to point to the opposite conclusion. It sometimes happens, that a man undergoes such changes, that I should hardly call him the same. As I have heard tell of a certain Spanish poet, who had been seized with sickness, and though he recovered therefrom yet remained so oblivious of his past life, that he would not believe the plays and tragedies he had written to be his own : indeed, he might have been taken for a grown-up child, if he had also forgotten his native tongue. If this instance seems incredible, what shall we say of infants? A man of ripe age deems their nature so unlike his own, that he can only be persuaded that he too has been an infant by the analogy of other men. However, I prefer to leave such questions undiscussed, lest I should give ground to the superstitious for raising new issues." + } + ] + }, + { + "id": "440", + "title": "PROPOSITION 40", + "text": "_Whatsoever conduces to man's social life, or causes men to live together in harmony, is useful, whereas whatsoever brings discord into a State is bad._", + "childs": [ + { + "id": "440d", + "type": "PROOF", + "text": "For whatsoever causes men to live together in harmony also causes them to live according to reason _([Prop. 35](435))_, and is therefore _(Prop. [26](426) and [27](427))_ good, and (for the same reason) whatsoever brings about discord is bad. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "441", + "title": "PROPOSITION 41", + "text": "_Pleasure in itself is not bad but good : contrariwise, pain in itself is bad._", + "childs": [ + { + "id": "441d", + "type": "PROOF", + "text": "Pleasure _([Prop. 11](311), p. III, and [Note](311sc))_ is emotion, whereby the body's power of activity, is increased or helped ; pain is emotion, whereby the body's power of activity is diminished or checked ; therefore _([Prop. 38](438))_ pleasure in itself is good, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "442", + "title": "PROPOSITION 42", + "text": "_Mirth cannot be excessive, but is always good ; contrariwise, Melancholy is always bad._", + "childs": [ + { + "id": "442d", + "type": "PROOF", + "text": "Mirth _(see its Defin. in [Note, Prop. 11](311sc), p. III)_ is pleasure, which, in so far as it is referred to the body, consists in all parts of the body being affected equally : that is _([Prop. 11](311), p. III)_, the body's power of activity, is increased or aided in such a manner, that the several parts maintain their former proportion of motion and rest ; therefore Mirth is always good _([Prop. 39](439))_, and cannot be excessive. But Melancholy _(see its Defin. in the same [Note, Prop. 11](311sc), p. III)_ is pain, which, in so far as it is referred to the body, consists in the absolute decrease or hindrance of the body's power of activity ; therefore _([Prop. 38](438))_ it is always bad. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "443", + "title": "PROPOSITION 43", + "text": "_Stimulation may be excessive and bad ; on the other hand, grief may be good, in so far as stimulation or pleasure is bad._", + "childs": [ + { + "id": "443d", + "type": "PROOF", + "text": "Localized pleasure or stimulation _(titillatio)_ is pleasure, which, in so far as it is referred to the body, consists in one or some of its parts being affected more than the rest _(see its Definition, [Note, Prop. 11](311sc), p. III)_ ; the power of this emotion may be sufficient to overcome other actions of the body _([Prop. 6](406))_, and may remain obstinately fixed therein, thus rendering it incapable of being affected in a variety of other ways : therefore _([Prop. 38](438))_ it may, be bad. Again, grief, which is pain, cannot as such be good _([Prop. 41](441))_. But, as its force and increase is defined by the power of an external cause compared with our own _([Prop. 5](405))_, we can conceive infinite degrees and modes of strength in this emotion _([Prop. 3](403))_ ; we can, therefore, conceive it as capable of restraining stimulation, and preventing its becoming excessive, and hindering the body's capabilities ; thus, to this extent, it will be good. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "444", + "title": "PROPOSITION 44", + "text": "_Love and desire may be excessive._", + "childs": [ + { + "id": "444d", + "type": "PROOF", + "text": "Love is pleasure, accompanied by the idea of an external cause _([Defin. 6](3ad6) of Emotions)_ ; therefore stimulation, accompanied by the idea of an external cause is love _([Note, Prop. 11](311sc), p. III)_ ; hence love maybe excessive _(by the last Prop.](443))_. Again, the strength of desire varies in proportion to the emotion from which it arises _([Prop. 37](337), p. III)_. Now emotion may overcome all the rest of men's actions _([Prop. 6](406))_ ; so, therefore, can desire, which arises from the same emotion, overcome all other desires, and become excessive, as we showed in the [last Proposition](443) concerning stimulation." + }, + { + "id": "444sc", + "type": "NOTE", + "text": "Mirth, which I have stated to be good, can be conceived more easily than it can be observed. For the emotions, whereby we are daily assailed, are generally referred to some part of the body which is affected more than the rest ; hence the emotions are generally excessive, and so fix the mind in the contemplation of one object, that it is unable to think of others ; and although men, as a rule, are a prey to many emotions - and very few are found who are always assailed by one and the same - yet there are cases, where one and the same emotion remains obstinately fixed. We sometimes see men so absorbed in one object, that, although it be not present, they think they have it before them ; when this is the case with a man who is not asleep, we say he is delirious or mad ; nor are those persons who are inflamed with love, and who dream all night and all day about nothing but their mistress, or some woman, considered as less mad, for they are made objects of ridicule. But when a miser thinks of nothing but gain or money, or when an ambitious man thinks of nothing but glory, they are not reckoned to be mad, because they are generally harmful, and are thought worthy of being hated. But, in reality, Avarice, Ambition, Lust, &c., are species of madness, though they may not be reckoned among diseases." + } + ] + }, + { + "id": "445", + "title": "PROPOSITION 45", + "text": "_Hatred can never be good._", + "childs": [ + { + "id": "445d", + "type": "PROOF", + "text": "When we hate a man, we endeavour to destroy him _([Prop. 39](339), p. III)_, that is _([Prop. 37](437))_, we endeavour to do something that is bad. Therefore, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "445sc", + "type": "NOTE", + "text": "Here, and in what follows, I mean by hatred only hatred towards men." + }, + { + "id": "445c1", + "type": "COROLLARY 1", + "text": "Envy, derision, contempt, anger, revenge, and other emotions attributable to hatred, or arising therefrom, are bad ; this is evident from [Prop. 39](339), Part III, and [Prop. 37](437)." + }, + { + "id": "445c2", + "type": "COROLLARY 2", + "text": "Whatsoever we desire from motives of hatred is base, and in a State unjust. This also is evident from [Prop. 39](339), Part III, and from the definitions of baseness and injustice in Notes [1](437sc1) and [2](437sc2) Prop. 37." + }, + { + "id": "445c2sc", + "type": "NOTE", + "text": "Between derision _(which I have in [Coroll. 1](445c1) stated to be bad)_ and laughter I recognize a great difference. For laughter, as also jocularity, is merely pleasure ; therefore, so long as it be not excessive, it is in itself good _([Prop. 41](441))_. Assuredly nothing forbids man to enjoy himself, save grim and gloomy superstition. For why is it more lawful to satiate one's hunger and thirst than to drive away one's melancholy? I reason, and have convinced myself as follows : No deity, nor anyone else, save the envious, takes pleasure in my infirmity and discomfort, nor sets down to my virtue the tears, sobs, fear, and the like, which are signs of infirmity of spirit ; on the contrary, the greater the pleasure wherewith we are affected, the greater the perfection whereto we pass ; in other words, the more must we necessarily partake of the divine nature. Therefore, to make use of what comes in our way, and to enjoy it as much as possible (not to the point of satiety, for that would not be enjoyment) is the part of a wise man. I say it is the part of a wise man to refresh and recreate himself with moderate and pleasant food and drink, and also with perfumes, with the soft beauty of growing plants, with dress, with music, with many sports, with theatres, and the like, such as every man may make use of without injury to his neighbour. For the human body is composed of very numerous parts, of diverse nature, which continually stand in need of fresh and varied nourishment, so that the whole body may be equally capable of performing all the actions, which follow from the necessity of its own nature ; and, consequently, so that the mind may also be equally capable of understanding many things simultaneously. This way of life, then, agrees best with our principles, and also with general practice ; therefore, if there be any question of another plan, the plan we have mentioned is the best, and in every way to be commended. There is no need for me to set forth the matter more clearly or in more detail." + } + ] + }, + { + "id": "446", + "title": "PROPOSITION 46", + "text": "_He, who lives under the guidance of reason, endeavours, as far as possible, to render back love, or kindness, for other men's hatred, anger, contempt, &c., towards him._", + "childs": [ + { + "id": "446d", + "type": "PROOF", + "text": "All emotions of hatred are bad _([Coroll. 1, Prop. 45](445c1))_ ; therefore he who lives under the guidance of reason will endeavour, as far as possible, to avoid being assailed by such emotions _([Prop. 19](419))_ ; consequently, he will also endeavour to prevent others being so assailed _([Prop. 37](437))_. But hatred is increased by being reciprocated, and can be quenched by love _([Prop. 43](343), p. III)_, so that hatred may pass into love _([Prop. 44](344), p. III)_ ; therefore he who lives under the guidance of reason will endeavour to repay hatred with love, that is, with kindness _([Note, Prop. 59](359sc), p. III)_. Q.E.D." + }, + { + "id": "446sc", + "type": "NOTE", + "text": "He who chooses to avenge wrongs with hatred is assuredly wretched. But he, who strives to conquer hatred with love, fights his battle in joy and confidence ; he withstands many as easily as one, and has very little need of fortune's aid. Those whom he vanquishes yield joyfully, not through failure, but through increase in their powers ; all these consequences follow so plainly from the mere definitions of love and understanding, that I have no need to prove them in detail." + } + ] + }, + { + "id": "447", + "title": "PROPOSITION 47", + "text": "_Emotions of hope and fear cannot be in themselves good._", + "childs": [ + { + "id": "447d", + "type": "PROOF", + "text": "Emotions of hope and fear cannot exist without pain. For fear is pain _([Defin. 13](3ad13) of the Emotions)_, and hope _(Defin. [12](3ad12) and [13](3ad13) of the Emotions and Explanation)_ cannot exist without fear ; therefore _([Prop. 41](441))_ these emotions cannot be good in themselves, but only in so far as they can restrain excessive pleasure _([Prop. 43](443))_. Q.E.D." + }, + { + "id": "447sc", + "type": "NOTE", + "text": "We may add, that these emotions show defective knowledge and an absence of power in the mind ; for the same reason confidence, despair, joy, and disappointment are signs of a want of mental power. For although confidence and joy are pleasurable emotions, they nevertheless imply a preceding pain, namely, hope and fear. Wherefore the more we endeavour to be guided by reason, the less do we depend on hope ; we endeavour to free ourselves from fear, and, as far as we can, to dominate fortune, directing our actions by the sure counsels of wisdom." + } + ] + }, + { + "id": "448", + "title": "PROPOSITION 48", + "text": "_The emotions of over-esteem and disparagement are always bad._", + "childs": [ + { + "id": "448d", + "type": "PROOF", + "text": "These emotions _(see Defin. [21](3ad21) and [22](3ad22) of the Emotions)_ are repugnant to reason ; and are therefore bad _(Prop. [26](426) and [24](427))_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "449", + "title": "PROPOSITION 49", + "text": "_Over-esteem is apt to render its object proud._", + "childs": [ + { + "id": "449d", + "type": "PROOF", + "text": "If we see that any one rates us too highly, for love's sake, we are apt to become elated _([Note, Prop. 41](341sc), p. III)_, or to be Pleasurably affected _([Defin. 30 of the Emotions](3ad30))_ ; the good which we hear of ourselves we readily believe _([Prop. 25](325), p. III)_ ; and therefore, for love's sake, rate ourselves too highly ; in other words,_([Defin. 28](3ad28) of the Emotions)_ we are apt to become proud. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "450", + "title": "PROPOSITION 50", + "text": "_Pity, in a man who lives under the guidance of reason, is in itself bad and useless._", + "childs": [ + { + "id": "450d", + "type": "PROOF", + "text": "Pity _([Defin. 18](3ad18) of the Emotions)_ is a pain, and therefore _([Prop. 41](441))_ is in itself bad. The good effect which follows, namely, our endeavour to free the object of our pity from misery, _([Coroll. 3 Prop. 27](327c3), p. III)_ is an action which we desire to do solely at the dictation of reason _([Prop. 37](437))_ ; only at the dictation of reason are we able to perform any action, which we know for certain to be good _([Prop. 27](427))_ ; thus, in a man who lives under the guidance of reason, pity in itself is useless and bad. Q.E.D." + }, + { + "id": "450c", + "type": "COROLLARY", + "text": "A man who lives by the dictate of reason tries as hard as he can not to be touched by pity. ^[Translation Jonathan Bennett 2017.]" + }, + { + "id": "450sc", + "type": "NOTE", + "text": "He who rightly realizes, that all things follow from the necessity of the divine nature, and come to pass in accordance with the eternal laws and rules of nature, will not find anything worthy of hatred, derision, or contempt, nor will he bestow pity on anything, but to the utmost extent of human virtue he will endeavour to do well, as the saying is, and to rejoice. We may add, that he, who is easily touched with compassion, and is moved by another's sorrow or tears, often does something which he afterwards regrets ; partly because we can never be sure that an action caused by emotion is good, partly because we are easily deceived by false tears. I am in this place expressly speaking of a man living under the guidance of reason. He who is moved to help others neither by reason nor by compassion, is rightly styled inhuman, for _([Prop. 27](327), p. III)_ he seems unlike a man." + } + ] + }, + { + "id": "451", + "title": "PROPOSITION 51", + "text": "_Approval is not repugnant to reason, but can agree therewith and arise therefrom._", + "childs": [ + { + "id": "451d", + "type": "PROOF", + "text": "Approval is love towards one who has done good to another _([Defin. 19 of the Emotions](3ad19))_ ; therefore it may be referred to the mind, in so far as the latter is active _([Prop. 59](359), p. III)_, that is _([Prop. 3](303), p. III)_, in so far as it understands ; therefore, it is in agreement with reason, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "451a", + "type": "_Another Proof._", + "text": "He, who lives under the guidance of reason, desires for others the good which he seeks for himself _([Prop. 37](437))_ ; wherefore from seeing someone doing good to his fellow his own endeavour to do good is aided ; in other words, he will feel pleasure _([Note, Prop. 11](311sc), p. III)_ accompanied by the idea of the benefactor. Therefore he approves of him _([Defin. 19 of the Emotions](3ad19))_. Q.E.D." + }, + { + "id": "451sc", + "type": "NOTE", + "text": "Indignation as we defined it _([Defin. 20 of the Emotions](3ad20))_ is necessarily evil _([Prop. 45](445))_ ; we may, however, remark that, when the sovereign power for the sake of preserving peace punishes a citizen who has injured another, it should not be said to be indignant with the criminal, for it is not incited by hatred to ruin him, it is led by a sense of duty to punish him." + } + ] + }, + { + "id": "452", + "title": "PROPOSITION 52", + "text": "_Self-approval may arise from reason, and that which arises from reason is the highest possible._", + "childs": [ + { + "id": "452d", + "type": "PROOF", + "text": "Self-approval is pleasure arising from a man's contemplation of himself and his own power of action _([Defin. 25](3ad25) of the Emotions)_. But a man's true power of action or virtue is reason herself _([Prop. 3](303), p. III)_, as the said man clearly and distinctly contemplates her _(Prop. [40](240) and [43](243), p. II)_ ; therefore self-approval arises from reason. Again, when a man is contemplating himself, he only perceives clearly and distinctly or adequately, such things as follow from his power of action _([Defin. 2](3d2), p. III)_, that is _([Prop. 3](303), p. III)_, from his power of understanding ; therefore in such contemplation alone does the highest possible self-approval arise. Q.E.D." + }, + { + "id": "452sc", + "type": "NOTE", + "text": "Self-approval is in reality the highest object for which we can hope. For _(as we showed in [Prop. 25](425))_ no one endeavours to preserve his being for the sake of any ulterior object, and, as this approval is more and more fostered and strengthened by praise _([Coroll., Prop. 53](353c), p. III)_, and on the contrary _([Coroll. 1, Prop. 55](355c1), p. III)_ is more and more disturbed by blame, fame becomes the most powerful of incitements to action, and life under disgrace is almost unendurable." + } + ] + }, + { + "id": "453", + "title": "PROPOSITION 53", + "text": "_Humility is not a virtue, or does not arise from reason._", + "childs": [ + { + "id": "453d", + "type": "PROOF", + "text": "Humility is pain arising from a man's contemplation of his own infirmities _([Defin. 26 of the Emotions](3ad26))_. But, in so far as a man knows himself by true reason, he is assumed to understand his essence, that is, his power _([Prop. 7](307), p. III)_. Wherefore, if a man in self-contemplation perceives any infirmity in himself, it is not by virtue of his understanding himself, but _([Prop. 55](355), p. III)_ by virtue of his power of activity being checked. But, if we assume that a man perceives his own infirmity by virtue of understanding something stronger than himself, by the knowledge of which he determines his own power of activity, this is the same as saying that we conceive that a man understands himself distinctly _([Prop. 26](426))_, because^[Land reads : _Quod ipsius agendi potentia juvatur_, which I have translated above. He suggests as alternative readings to _quod_ _quo_ (whereby) and _quodque (and that).] his power of activity is aided. Wherefore humility, or the pain which arises from a man's contemplation of his own infirmity, does not arise from the contemplation or reason, and is not a virtue but a passion. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "454", + "title": "PROPOSITION 54", + "text": "_Repentance is not a virtue, or does not arise from reason ; but he who repents of an action is doubly wretched or infirm._", + "childs": [ + { + "id": "454d", + "type": "PROOF", + "text": "The first part of this proposition is proved like the foregoing one. The second part is proved from the mere definition of the emotion in question _([Defin. 27 of the Emotions](3ad27))_. For the man allows himself to be overcome, first, by evil desires ; secondly, by pain." + }, + { + "id": "454sc", + "type": "NOTE", + "text": "As men seldom live under the guidance of reason, these two emotions, namely, Humility and Repentance, as also Hope and Fear, bring more good than harm ; hence, as we must sin, we had better sin in that direction. For, if all men who are a prey to emotion were all equally proud, they would shrink from nothing, and would fear nothing ; how then could they be joined and linked together in bonds of union? The crowd plays the tyrant, when it is not in fear ; hence we need not wonder that the prophets, who consulted the good, not of a few, but of all, so strenuously commended Humility, Repentance, and Reverence. Indeed those who are a prey to these emotions may be led much more easily than others to live under the guidance of reason, that is, to become free and to enjoy the life of the blessed." + } + ] + }, + { + "id": "455", + "title": "PROPOSITION 55", + "text": "_Extreme pride or dejection indicates extreme ignorance of self._", + "childs": [ + { + "id": "455d", + "type": "PROOF", + "text": "This is evident from [28](3ad28) and [29](3ad29) of the Emotions." + } + ] + }, + { + "id": "456", + "title": "PROPOSITION 56", + "text": "_Extreme pride or dejection indicates extreme infirmity of spirit._", + "childs": [ + { + "id": "456d", + "type": "PROOF", + "text": "The first foundation of virtue is self-preservation _([Coroll., Prop. 22](422c))_ under the guidance of reason _([Prop. 24](424))_. He, therefore, who is ignorant of himself, is ignorant of the foundation of all virtues, and consequently of all virtues. Again, to act virtuously is merely, to act under the guidance of reason _([Prop. 24](424))_ : now he, that acts under the guidance of reason, must necessarily know that he so acts _([Prop. 43](243), p. II)_. Therefore he who is in extreme ignorance of himself, and consequently of all virtues, acts least in obedience to virtue in other words _([Defin. 8](4d8))_, is most infirm of spirit. Thus _(by the [last Prop.](455))_ extreme pride or dejection indicates extreme infirmity of spirit. Q.E.D." + }, + { + "id": "456c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it most clearly follows, that the proud and the dejected specially fall a prey to the emotions." + }, + { + "id": "456sc", + "type": "NOTE", + "text": "Yet dejection can be more easily corrected than pride ; for the latter being a pleasurable emotion, and the former a painful emotion, the pleasurable is stronger than the painful _([Prop. 18](418))_." + } + ] + }, + { + "id": "457", + "title": "PROPOSITION 57", + "text": "_The proud man delights in the company of flatterers and parasites, but hates the company of the high-minded._", + "childs": [ + { + "id": "457d", + "type": "PROOF", + "text": "Pride is pleasure arising from a man's overestimation of himself _(Defin. [28](3ad28) and [6](3ad6) of the Emotions)_ ; this estimation the proud man will endeavour to foster by all the means in his power _([Note, Prop. 13](313sc), p. III)_ ; he will therefore delight in the company of flatterers and parasites (whose character is too well known to need definition here), and will avoid the company of high-minded men, who value him according to his deserts. Q.E.D." + }, + { + "id": "457sc", + "type": "NOTE", + "text": "It would be too long a task to enumerate here all the evil results of pride, inasmuch as the proud are a prey to all the emotions, though to none of them less than to love and pity. I cannot, however, pass over in silence the fact, that a man may be called proud from his underestimation of other people ; and, therefore, pride in this sense may be defined as pleasure arising from the false opinion, whereby a man may consider himself superior to his fellows. The dejection, which is the opposite quality to this sort of pride, may be defined as pain arising from the false opinion, whereby a man may think himself inferior to his fellows. Such being the case, we can easily see that a, proud man is necessarily envious _([Note, Prop. 55](355c1sc), p. III)_, and hate those most who are most praised for their virtues, that his hatred of them is not easily conquered by love or benefits _([Note, Prop. 41](341sc), p. III)_ ; and only takes pleasure in the company, who fool his weak mind to the top of his bent, and make him insane instead of merely foolish. \nThough dejection is the emotion contrary to pride, yet is the dejected man very near akin to the proud man. For, inasmuch as his pain arises from a comparison between his own infirmity and other men's power or virtue, it will be removed, or, in other words, he will feel pleasure, if his imagination be occupied in contemplating other men's faults ; whence arises the proverb, _The unhappy are comforted by finding fellow-sufferers._ Contrariwise, he will be the more pained in proportion as he thinks himself inferior to others ; hence none are so prone to envy as the dejected, they are specially keen in observing men's actions, with a view to fault-finding rather than correction, in order to reserve their praises for dejection, and to glory therein, though all the time with a dejected air. These effects follow as necessarily from the said emotion, as it follows from the nature of a triangle, that the three angles are equal to two right angles. I have already said that I call these and similar emotions bad, solely in respect to what is useful to man. The laws of nature have regard to nature's general order, whereof man is but a part. I mention this, in passing, lest any should think that I have wished to set forth the faults and irrational deeds of men rather than the nature and properties of things. For, as I said in the [Preface](3pr) to the third Part, I regard human emotions and their properties as on the same footing with other natural phenomena. Assuredly human emotions indicate the power and ingenuity, of nature, if not of human nature, quite as fully as other things which we admire, and which we delight to contemplate. But I pass on to note those qualities in the emotions, which bring advantage to man, or inflict injury upon him." + } + ] + }, + { + "id": "458", + "title": "PROPOSITION 58", + "text": "_Honour (gloria) is not repugnant to reason, but may arise therefrom._", + "childs": [ + { + "id": "458d", + "type": " PROOF", + "text": "This is evident from [Defininition 30](3ad30) of the Emotions, and also from the definition of an honourable man ([Note 1, Proposition 37](437sc1))." + }, + { + "id": "458sc", + "type": "NOTE", + "text": "Empty honour, as it is styled, is self-approval, fostered only by the good opinion of the populace ; when this good opinion ceases there ceases also the self-approval, in other words, the highest object of each man's love _([Note, Prop. 52](452sc))_ ; consequently, he whose honour is rooted in popular approval must, day by day, anxiously strive, act, and scheme in order to retain his reputation. For the populace is variable and inconstant, so that, if a reputation be not kept up, it quickly withers away. Everyone wishes to catch popular applause for himself, and readily represses the fame of others. The object of the strife being estimated as the greatest of all goods, each combatant is seized with a fierce desire to put down his rivals in every possible way, till he who at last comes out victorious is more proud of having done harm to others than of having done good to himself. This sort of honour, then, is really empty, being nothing. \nThe points to note concerning shame may easily be inferred from what was said on the subject of mercy and repentance. I will only add that shame, like compassion, though not a virtue, is yet good, in so far as it shows, that the feeler of shame is really imbued with the desire to live honourably ; in the same way as suffering is good, as showing that the injured part is not mortified. Therefore, though a man who feels shame is sorrowful, he is yet more perfect than he, who is shameless, and has no desire to live houourably. \nSuch are the points which I undertook to remark upon concerning the emotions of pleasure and pain ; as for the desires, they are good or bad according as they spring from good or evil emotions. But all, in so far as they are engendered in us by emotions wherein the mind is passive, are blind _(as is evident from what was said in [Note, Prop. 44](444sc))_, and would be useless, if men could easily be induced to live by the guidance of reason only, as I will now briefly show." + } + ] + }, + { + "id": "459", + "title": "PROPOSITION 59", + "text": "_To all the actions, whereto we are determined by emotion wherein the mind is passive, we can be determined without emotion by reason._", + "childs": [ + { + "id": "459d", + "type": "PROOF", + "text": "To act rationally is nothing else _([Prop. 3](303) and [Defin. 2](3ad2), p. III)_ but to perform those actions, which follow from the necessity of our nature considered in itself alone. But pain is bad, in so far as it diminishes or checks the power of action _([Prop. 41](441))_ ; wherefore we cannot by pain be determined to any action, which we should be unable to perform under the guidance of reason. Again, pleasure is bad only in so far as it hinders a man's capability for action _(Prop. [41](441) and [43](443))_ ; therefore to this extent we could not be determined by it to any action, which we could not perform under the guidance of reason. Lastly, pleasure, in so far as it is good, is in harmony with reason (for it consists in the fact that a man's capability for action is increased or aided) ; nor is the mind passive therein, except in so far as a man's power of action is not increased to the extent of affording him an adequate conception of himself and his actions _([Prop. 3](303), p. III and [Scol.](303sc))_. Wherefore, if a man who is pleasurably affected be brought to such a state of perfection, that he gains an adequate conception of himself and his own actions, he will be equally, nay more, capable of those actions, to which he is determined by emotion wherein the mind is passive. But all emotions are attributable to pleasure, to pain, or to desire _([Explanation, Defin. 4 of the Emotions](3ad4e))_ ; and desire _([Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_ is nothing else but the attempt to act ; therefore, to all actions, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "459a", + "type": "_Another Proof._", + "text": "A given action is called bad, in so far as it arises from one being affected by hatred or any evil emotion _([Coroll. 1, Prop. 45](445c1)). But no action, considered in itself alone, is either good or bad (as we pointed out in the [Preface](4pr) to Part IV), one and the same action being sometimes good, sometimes bad ; wherefore to the action which is sometimes bad, or arises from some evil emotion, we may be led by reason _([Prop. 19](419))_. Q.E.D." + }, + { + "id": "459sc", + "type": "NOTE", + "text": "An example will put this point in a clearer light. The action of striking, in so far as it is considered physically, and in so far as we merely look to the fact that a man raises his arm, clenches his fist, and moves his whole arm violently downwards, is a virtue or excellence which is conceived as proper to the structure of the human body. If, then, a man, moved by anger or hatred, is led to clench his fist or to move his arm, this result takes place (as we showed in Part II), because one and the same action can be associated with various mental images of things ; therefore we may be determined to the performance of one and the same action by confused ideas, or by clear and distinct ideas. Hence it is evident that every desire which springs from emotion, wherein the mind is passive, would become useless, if men could be guided by reason. Let us now see why desire which arises from emotion, wherein the mind is passive, is called by us blind." + } + ] + }, + { + "id": "460", + "title": "PROPOSITION 60", + "text": "_Desire arising from a pleasure or pain, that is not attributable to the whole body, but only to one or certain parts thereof, is without utility in respect to a man as a whole._", + "childs": [ + { + "id": "460d", + "type": "PROOF", + "text": "Let it be assumed, for instance, that A, a part of a body, is so strengthened by some external cause, that it prevails over the remaining parts _([Prop. 6](406))_. This part will not endeavour to do away with its own powers, in order that the other parts of the body may perform its office ; for this it would be necessary for it to have a force or power of doing away with its own powers, which _([Prop. 6](406), p. III)_ is absurd. The said part, and, consequently, the mind also _(Prop. [7](307) and [12](312), p. III)_, will endeavour to preserve its condition. Wherefore desire arising from a pleasure of the kind aforesaid has no utility in reference to a man as a whole. If it be assumed, on the other hand, that the part, A, be checked so that the remaining parts prevail, it may be proved in the same manner that desire arising from pain has no utility in respect to a man as a whole. Q.E.D." + }, + { + "id": "460sc", + "type": "NOTE", + "text": "As pleasure is generally _([Note, Prop. 44](444sc))_ attributed to one part of the body, we generally desire to preserve our being without taking into consideration our health as a whole : to which it may be added, that the desires which have most hold over us _([Coroll., Prop. 9](409c))_ take account of the present and not of the future." + } + ] + }, + { + "id": "461", + "title": "PROPOSITION 61", + "text": "_Desire which springs from reason cannot be excessive._", + "childs": [ + { + "id": "461d", + "type": "PROOF", + "text": "Desire _([Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_ considered absolutely is the actual essence of man, in so far as it is conceived as in any way determined to a particular activity by some given modification of itself. Hence desire, which arises from reason, that is _([Prop. 3](303) p. III)_, which is engendered in us in so far as we act, is the actual essence or nature of man, in so far as it is conceived as determined to such activities as are adequately conceived through man's essence only _([Defin. 2](3d2), p. III)_. Now, if such desire could be excessive, human nature considered in itself alone would be able to exceed itself, or would be able to do more than it can, a manifest contradiction. Therefore, such desire cannot be excessive. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "462", + "title": "PROPOSITION 62", + "text": "_In so far as the mind conceives a thing under the dictates of reason, it is a affected equally, whether the idea be of a thing future, past, or present._", + "childs": [ + { + "id": "462d", + "type": "PROOF", + "text": "Whatsoever the mind conceives under the guidance of reason, it conceives under the form of eternity or necessity _([Coroll. 2, Prop. 44](244c2), p. II)_, and is therefore affected with the same certitude _([Prop. 43](243), p. II and [Note](243sc))_. Wherefore, whether the thing be present, past, or future, the mind conceives it under the same necessity and is affected with the same certitude ; and whether the idea be of something, present, past, or future, it will in all cases be equally true _([Prop. 41](241), p. II)_ ; that is, it will always possess the same properties of an adequate idea _([Defin. 4](2d4), p.II)_ ; therefore, in so far as the mind conceives things under the dictates of reason, it is affected in the same manner, whether the idea be of a thing future, past, or present. Q.E.D." + }, + { + "id": "462sc", + "type": "NOTE", + "text": "If we could possess an adequate knowledge of the duration of things, and could determine by reason their periods of existence, we should contemplate things future with the same emotion as things present ; and the mind would desire as though it were present the good which it conceived as future ; consequently it would necessarily neglect a lesser good in the present for the sake of a greater good in the future, and would in no wise desire that which is good in the present but a source of evil in the future, as we shall presently show. However, we can have but a very inadequate knowledge of the duration of things _([Prop. 31](231), p. II)_ ; and the periods of their existence _([Note, Prop. 44](244sc), p. II)_ we can only determine by imagination, which is not so powerfully affected by the future as by the present. Hence such true knowledge of good and evil as we possess is merely abstract or general, and the judgment which we pass on the order of things and the connection of causes, with a view to determining what is good or bad for us in the present, is rather imaginary than real. Therefore it is nothing wonderful, if the desire arising from such knowledge of good and evil, in so far as it looks on into the future, be more readily checked than the desire of things which are agreeable at the present time _(cf. [Prop. 16](416))_." + } + ] + }, + { + "id": "463", + "title": "PROPOSITION 63", + "text": "_He who is led by fear, and does good in order to escape evil, is not led by reason._", + "childs": [ + { + "id": "463d", + "type": "PROOF", + "text": "All the emotions which are attributable to the mind as active, or in other words to reason _([Prop. 3](303), p. III)_, are emotions of pleasure and desire _([Prop. 59](359), p. III)_ ; therefore, he who is led by fear _([Defin. 13 of the Emotions](3ad13))_, and does good in order to escape evil, is not led by reason. Q.E.D." + }, + { + "id": "463sc", + "type": "NOTE", + "text": "Superstitious persons, who know better how to rail at vice than how to teach virtue, and who strive not to guide men by reason, but so to restrain them that they would rather escape evil than love virtue, have no other aim but to make others as wretched as themselves ; wherefore it is nothing wonderful, if they be generally troublesome and odious to their fellow-men." + }, + { + "id": "463c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Under desire which springs from reason, we seek good directly, and shun evil indirectly." + }, + { + "id": "463cd", + "type": "PROOF", + "text": "Desire which springs from reason can only spring from a pleasurable emotion, wherein the mind is not passive _([Prop. 59](359), p. III)_, in other words, from a pleasure which cannot be excessive _([Prop. 61](461))_, and not from pain ; wherefore this desire springs from the knowledge of good, not of evil _([Prop. 8](408))_ ; hence under the guidance of reason we seek good directly and only by implication shun evil. Q.E.D." + }, + { + "id": "463csc", + "type": "NOTE", + "text": "This Corollary may be illustrated by the example of a sick and a healthy man. The sick man through fear of death eats what he naturally shrinks from, but the healthy man takes pleasure in his food, and thus gets a better enjoyment out of life, than if he were in fear of death, and desired directly to avoid it. So a judge, who condemns a criminal to death, not from hatred or anger but from love of the public well-being, is guided solely by reason." + } + ] + }, + { + "id": "464", + "title": "PROPOSITION 64", + "text": "_The knowledge of evil is an inadequate knowledge._", + "childs": [ + { + "id": "464d", + "type": "PROOF", + "text": "The knowledge of evil _([Prop. 8](408))_ is pain, in so far as we are conscious thereof. Now pain is the transition to a lesser perfection _([Defin. 3 of the Emotions](3ad3))_ and therefore cannot be understood through man's nature _(Prop. [6](306) and [7](307))_ ; therefore it is a passive state _([Defin. 2](3d2), p. III)_ which _([Prop. 3](303), p. III)_ depends on inadequate ideas ; consequently the knowledge thereof _([Prop. 29](229), p. II)_, namely, the knowledge of evil, is inadequate. Q.E.D." + }, + { + "id": "464c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that, if the human mind possessed only adequate ideas, it would form no conception of evil." + } + ] + }, + { + "id": "465", + "title": "PROPOSITION 65", + "text": "_Under the guidance of reason we should pursue the greater of two goods and the lesser of two evils._", + "childs": [ + { + "id": "465d", + "type": "PROOF", + "text": "A good which prevents our enjoyment of a greater good is in reality an evil ; for we apply the terms good and bad to things, in so far as we compare them one with another (see [Preface](4pr) to this Part) ; therefore, evil is in reality a lesser good ; hence _([Coroll., Prop. 63](463c))_ under the guidance of reason we seek or pursue only the greater good and the lesser evil. Q.E.D." + }, + { + "id": "465c", + "type": "COROLLARY", + "text": "We may, under the guidance of reason, pursue the lesser evil as though it were the greater good, and we may shun the lesser good, which would be the cause of the greater evil. For the evil, which is here called the lesser, is really good, and the lesser good is really evil, wherefore we may seek the former and shun the latter." + } + ] + }, + { + "id": "466", + "title": "PROPOSITION 66", + "text": "_We may, under the guidance of reason, seek a greater good in the future in preference to a lesser good in the present, and we may seek- a lesser evil in the present in preference to a greater evil in the future._", + "childs": [ + { + "id": "466d", + "type": "PROOF", + "text": "If the mind could have an adequate knowledge of things future, it would be affected towards what is future in the same way as towards what is present _([Prop. 62](462))_ ; wherefore, looking merely to reason, as in this proposition we are assumed to do, there is no difference, whether the greater good or evil be assumed as present, or assumed as future ; hence _([Prop. 65](465))_ we may seek a greater good in the future in preference to a lesser good in the present, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "466c", + "type": "COROLLARY", + "text": "We may, under the guidance of reason, seek a lesser evil in the present, because it is the cause of a greater good in the future, and we may shun a lesser good in the present, because it is the cause of a greater evil in the future. This Corollary is related to the [foregoing Proposition](466) as the [Coroll., Prop. 65](465c) is related to the said [Prop. 65](465)." + }, + { + "id": "466sc", + "type": "NOTE", + "text": "If these statements be compared with what we have pointed out concerning the strength of the emotions in this Part up to [Proposition 18](418), we shall readily see the difference between a man, who is led solely by emotion or opinion, and a man, who is led by reason. The former, whether he will or no, performs actions whereof he is utterly ignorant ; the latter is his own master and only performs such actions, as he knows are of primary importance in life, and therefore chiefly desires ; wherefore I call the former a slave, and the latter a free man, concerning whose disposition and manner of life it will be well to make a few observations." + } + ] + }, + { + "id": "467", + "title": "PROPOSITION 67", + "text": "_A free man thinks of death least of all things ; and his wisdom is a meditation not of death but of life._", + "childs": [ + { + "id": "467d", + "type": "PROOF", + "text": "A free man is one who lives under the guidance of reason, who is not led by fear _([Prop. 63](463))_, but who directly desires that which is good _(by the [Coroll., Prop.63](463c))_, in other words _([Prop. 24](424))_, who strives to act, to live, and to preserve his being on the basis of seeking his own true advantage ; wherefore such an one thinks of nothing less than of death, but his wisdom is a meditation of life. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "468", + "title": "PROPOSITION 68", + "text": "_If men were born free, they would, so long as they remained free, form no conception of good and evil._", + "childs": [ + { + "id": "468d", + "type": "PROOF", + "text": "I call free him who is led solely by reason ; he, therefore, who is born free, and who remains free, has only adequate ideas ; therefore _([Coroll., Prop. 64](464c))_ he has no conception of evil, or consequently (good and evil being correlative) of good. Q.E.D." + }, + { + "id": "468sc", + "type": "NOTE", + "text": "It is evident, from [Proposition 4](404), that the hypothesis of this Proposition is false and inconceivable, except in so far as we look solely to the nature of man, or rather to God ; not in so far as the latter is infinite, but only in so far as he is the cause of man's existence. This, and other matters which we have already proved, seem to have been signified by Moses in the history of the first man. For in that narrative no other power of God is conceived, save that whereby he created man, that is the power wherewith he provided solely for man's advantage ; it is stated that God forbade man, being free, to eat of the tree of the knowledge of good and evil, and that, as soon as man should have eaten of it, he would straightway fear death rather than desire to live. Further, it is written that when man had found a wife, who was in entire harmony with his nature, he knew that there could be nothing in nature which could be more useful to him ; but that after he believed the beasts to be like himself, he straightway began to imitate their emotions _([Prop. 27](327), p. III)_, and to lose his freedom ; this freedom was afterwards recovered by the patriarchs, led by the spirit of Christ ; that is, by the idea of God, whereon alone it depends, that man may be free, and desire for others the good which he desires for himself, as we have shown above _([Prop. 37](437))_." + } + ] + }, + { + "id": "469", + "title": "PROPOSITION 69", + "text": "_The virtue of a free man is seen to be as great, when it declines dangers, as when it overcomes them._", + "childs": [ + { + "id": "469d", + "type": "PROOF", + "text": "Emotion can only be checked or removed by an emotion contrary to itself, and possessing more power in restraining emotion _([Prop. 7](407))_. But blind daring and fear are emotions, which can be conceived as equally great _(Prop. [5](405) and [3](403))_ : hence, no less virtue or firmness is required in checking daring than in checking fear _([Note, Prop. 59](359sc), p. III)_ ; in other words _(Defin. [40](3ad40) and [41](3ad41) of the Emotions)_, the free man shows as much virtue, when he declines dangers, as when he strives to overcome them. Q.E.D." + }, + { + "id": "469c", + "type": "COROLLARY", + "text": "The free man is as courageous in timely retreat as in combat ; or, a free man shows equal courage or presence of mind, whether he elect to give battle or to retreat." + }, + { + "id": "469sc", + "type": "NOTE", + "text": "What courage _(animositas)_ is, and what I mean thereby, I explained in ([Note, Prop. 59](359sc), Part III). By danger I mean everything, which can give rise to any evil, such as pain, hatred, discord, &c." + } + ] + }, + { + "id": "470", + "title": "PROPOSITION 70", + "text": "_The free man, who lives among the ignorant, strives, as far as he can, to avoid receiving favours from them._", + "childs": [ + { + "id": "470d", + "type": "PROOF", + "text": "Everyone judges what is good according to his disposition _([Note, Prop. 39](339sc), p. III)_ ; wherefore an ignorant man, who has conferred a benefit on another, puts his own estimate upon it, and, if it appears to be estimated less highly by the receiver, will feel pain _([Prop. 42](342), p. III)_. But the free man only, desires to join other men to him in friendship _([Prop. 37](437))_, not repaying their benefits with others reckoned as of like value, but guiding himself and others by the free decision of reason, and doing only such things as he knows to be of primary importance. Therefore the free man, lest he should become hateful to the ignorant, or follow their desires rather than reason, will endeavour, as far as he can, to avoid receiving their favours." + }, + { + "id": "470sc", + "type": "NOTE", + "text": "I say, _as far as he can_. For though men be ignorant, yet are they men, and in cases of necessity could afford us human aid, the most excellent of all things : therefore it is often necessary to accept favours from them, and consequently to repay such favours in kind ; we must, therefore, exercise caution in declining favours, lest we should have the appearance of despising those who bestow them, or of being, from avaricious motives, unwilling to requite them, and so give ground for offence by the very fact of striving to avoid it. Thus, in declining favours, we must look to the requirements of utility and courtesy." + } + ] + }, + { + "id": "471", + "title": "PROPOSITION 71", + "text": "_Only free men are thoroughly grateful one to another._", + "childs": [ + { + "id": "471d", + "type": "PROOF", + "text": "Only free men are thoroughly useful one to another, and associated among themselves by the closest necessity of friendship _([Prop. 35](435) and [Coroll. 1](435c1))_, only such men endeavour, with mutual zeal of love, to confer benefits on each other _([Prop. 37](437))_, and, therefore, _([Defin. 34 of the Emotions](3ad34))_ only they are thoroughly grateful one to another. Q.E.D." + }, + { + "id": "471sc", + "type": "NOTE", + "text": "The goodwill, which men who are led by blind desire have for one another, is generally a bargaining or enticement, rather than pure goodwill. Moreover, ingratitude is not an emotion. Yet it is base, inasmuch as it generally shows, that a man is affected by excessive hatred, anger, pride, avarice, &c. He who, by reason of his folly, knows not how to return benefits, is not ungrateful, much less he who is not gained over by the gifts of a courtesan to serve her lust, or by a thief to conceal his thefts, or by any similar persons. Contrariwise, such an one shows a constant mind, inasmuch as he cannot by any gifts be corrupted, to his own or the general hurt." + } + ] + }, + { + "id": "472", + "title": "PROPOSITION 72", + "text": "_The free man never acts fraudently, but always in good faith._", + "childs": [ + { + "id": "472d", + "type": "PROOF", + "text": "If a free man in his freedom did anything deceitful, he would do it by the dictate of reason (that’s what we mean in calling him _free_). So it would be a virtue to act deceptively _([Prop. 24](424))_, and hence everyone would be better advised to act deceptively so as to stay in existence. This self-evidently implies that men would be better advised to agree only in words but to be opposed to one another in fact. But this is absurd _(by the [Coroll., Prop. 31](431c))_.^[Translation Jonathan Bennett 2017.]" + }, + { + "id": "472sc", + "type": "NOTE", + "text": "If it be asked : What should a man's conduct be in a case where he could by breaking faith free himself from the danger of present death? Would not his plan of self-preservation completely persuade him to deceive? This may be answered by pointing out that, if reason persuaded him to act thus, it would persuade all men to act in a similar manner, in which case reason would persuade men not to agree in good faith to unite their forces, or to have laws in common, that is, not to have any general laws, which is absurd." + } + ] + }, + { + "id": "473", + "title": "PROPOSITION 73", + "text": "_The man, who is guided by reason, is more free in a State, where he lives under a general system of law, than in solitude, where he is independent._", + "childs": [ + { + "id": "473d", + "type": "PROOF", + "text": "The man, who is guided by reason, does not obey through fear _([Prop. 63](463))_ : but, in so far as he endeavours to preserve his being according to the dictates of reason, that is _([Note, Prop. 66](466sc))_, in so far as he endeavours to live in freedom, he desires to order his life according to the general good _([Prop. 37](437))_, and, consequently _(as we showed in [Note 2, Prop. 37](437sc2))_, to live according to the laws of his country. Therefore the free man, in order to enjoy greater freedom, desires to possess the general rights of citizenship. Q.E.D." + }, + { + "id": "473sc", + "type": "NOTE", + "text": "These and similar observations, which we have made on man's true freedom, may be referred to strength, that is, to courage and nobility of character _([Note, Prop. 59](359sc), p. III)_. I do not think it worth while to prove separately all the properties of strength ; much less need I show, that he that is strong hates no man, is angry with no man, envies no man, is indignant with no man, despises no man, and least of all things is proud. These propositions, and all that relate to the true way of life and religion, are easily proved from Prop. [37](437) and [46](446) ; namely, that hatred should be overcome with love, and that every man should desire for others the good which he seeks for himself. We may also repeat what we drew attention to in the [Note to Proposition 50](450sc), and in other places ; namely, that the strong man has ever first in his thoughts, that all things follow from the necessity of the divine nature ; so that whatsoever he deems to be hurtful and evil, and whatsoever, accordingly, seems to him impious, horrible, unjust, and base, assumes that appearance owing to his own disordered, fragmentary, and confused view of the universe. Wherefore he strives before all things to conceive things as they really are, and to remove the hindrances to true knowledge, such as are hatred, anger, envy, derision, pride, and similar emotions, which I have mentioned above. Thus he endeavours, as we said before, as far as in him lies, to do good, and to go on his way rejoicing. How far human virtue is capable of attaining to such a condition, and what its powers may be, I will prove in the following Part." + } + ] + }, + { + "id": "4ap", + "title": "APPENDIX", + "text": "What I have said in this Part concerning the right way of life has not been arranged, so as to admit of being seen at one view, but has been set forth piece-meal, according as I thought each Proposition could most readily be deduced from what preceded it. I propose, therefore, to rearrange my remarks and to bring them under leading heads.", + "childs": [ + { + "id": "4c1", + "type": "I.", + "text": "All our endeavours or desires so follow from the necessity of our nature, that they can be understood either through it alone, as their proximate cause, or by virtue of our being a part of nature, which cannot be adequately conceived through itself without other individuals." + }, + { + "id": "4c2", + "type": "II.", + "text": "Desires, which follow from our nature in such a manner, that they can be understood through it alone, are those which are referred to the mind, in so far as the latter is conceived to consist of adequate ideas : the remaining desires are only referred to the mind, in so far as it conceives things inadequately, and their force and increase are generally defined not by the power of man, but by the us : wherefore the former are rightly called actions, the latter passions, for the former always indicate our power, the latter, on the other hand, show our infirmity and fragmentary knowledge." + }, + { + "id": "4c3", + "type": "III.", + "text": "Our actions, that is, those desires which are defined by man's power or reason, are always good. The rest may be either good or bad." + }, + { + "id": "4c4", + "type": "IV.", + "text": "Thus in life it is before all things useful to perfect the understanding, or reason, as far as we can, and in this alone man's highest happiness or blessedness consists, indeed blessedness is nothing else but the contentment of spirit, which arises from the intuitive knowledge of God : now, to perfect the understanding is nothing else but to understand God, God's attributes, and the actions which follow from the necessity of his nature. Wherefore of a man, who is led by reason, the ultimate aim or highest desire, whereby he seeks to govern all his fellows, is that whereby he is brought to the adequate conception of himself and of all things within the scope of his intelligence." + }, + { + "id": "4c5", + "type": "V.", + "text": "Therefore, without intelligence there is not rational life : and things are only good, in so far as they aid man in his enjoyment of the intellectual life, which is defined by intelligence. Contrariwise, whatsoever things hinder man's perfecting of his reason, and capability to enjoy the rational life, are alone called evil." + }, + { + "id": "4c6", + "type": "VI.", + "text": "As all things whereof man is the efficient cause are necessarily good, no evil can befall man except through external causes ; namely, by virtue of man being a part of universal nature, whose laws human nature is compelled to obey, and to conform to in almost infinite ways." + }, + { + "id": "4c7", + "type": "VII.", + "text": "It is impossible, that man should not be a part of nature, or that he should not follow her general order ; but if he be thrown among individuals whose nature is in harmony with his own, his power of action will thereby be aided and fostered, whereas, if he be thrown among such as are but very little in harmony with his nature, he will hardly be able to accommodate himself to them without undergoing a great change himself." + }, + { + "id": "4c8", + "type": "VIII.", + "text": "Whatsoever in nature we deem to be evil, or to be capable of injuring our faculty for existing and enjoying the rational life, we may endeavour to remove in whatever way seems safest to us ; on the other hand, whatsoever we deem to be good or useful for preserving our being, and enabling us to enjoy the rational life, we may appropriate to our use and employ as we think best. Everyone without exception may, by sovereign right of nature, do whatsoever he thinks will advance his own interest." + }, + { + "id": "4c9", + "type": "IX.", + "text": "Nothing can be in more harmony with the nature of any given thing than other individuals of the same species ; therefore _([cf. VII](4c7))_ for man in the preservation of his being and the enjoyment of the rational life there is nothing more useful than his fellow-man who is led by reason. Further, as we know not anything among individual things which is more excellent than a man led by reason, no man can better display the power of his skill and disposition, than in so training men, that they come at last to live under the dominion of their own reason." + }, + { + "id": "4c10", + "type": "X.", + "text": "In so far as men are influenced by envy or any kind of hatred, one towards another, they are at variance, and are therefore to be feared in proportion, as they are more powerful than their fellows." + }, + { + "id": "4c11", + "type": "XI.", + "text": "Yet minds are not conquered by force, but by love and high-mindedness." + }, + { + "id": "4c12", + "type": "XII.", + "text": "It is before all things useful to men to associate their ways of life, to bind themselves together with such bonds as they think most fitted to gather them all into unity, and generally to do whatsoever serves to strengthen friendship." + }, + { + "id": "4c13", + "type": "XIII.", + "text": "But for this there is need of skill and watchfulness. For men are diverse (seeing that those who live under the guidance of reason are few), yet are they are generally envious and more prone to revenge than to sympathy. No small force of character is therefore required to take everyone as he is, and to restrain one's self from imitating the emotions of others. But those who carp at mankind, and are more skilled in railing at vice than in instilling virtue, and who break rather than strengthen men's dispositions, are hurtful both to themselves and others. Thus many from too great impatience of spirit, or from misguided religious zeal, have preferred to live among brutes rather than among men ; as boys or youths, who cannot peaceably endure the chidings of their parents, will enlist as soldiers and choose the hardships of war and the despotic discipline in preference to the comforts of home and the admonitions of their father : suffering any burden to be put upon them, so long as they may spite their parents." + }, + { + "id": "4c14", + "type": "XIV.", + "text": "Therefore, although men are generally governed in everything by their own lusts, yet their association in common brings many more advantages than drawbacks. Wherefore it is better to bear patiently the wrongs they may do us, and to strive to promote whatsoever serves to bring about harmony and friendship." + }, + { + "id": "4c15", + "type": "XV.", + "text": "Those things, which beget harmony, are such as are attributable to justice, equity, and honourable living. For men brook ill not only what is unjust or iniquitous, but also what is reckoned disgraceful, or that a man should slight the received customs of their society. For winning love those qualities are especially necessary, which have regard to religion and piety _(cf. Notes [1](437sc1) and [2](437sc2), Prop. 37 ; [Note, Prop. 46](446sc) and [Note, Prop. 73](473sc))_." + }, + { + "id": "4c16", + "type": "XVI.", + "text": "Further, harmony is often the result of fear: but such harmony is insecure. Further, fear arises from infirmity of spirit, and moreover belongs not to the exercise of reason : the same is true of compassion, though this latter seems to bear a certain resemblance to piety." + }, + { + "id": "4c17", + "type": "XVII.", + "text": "Men are also gained over by liberality, especially such as have not the means to buy what is necessary to sustain life. However, to give aid to every poor man is far beyond the power and the advantage of any private person. For the riches of any private person are wholly inadequate to meet such a call. Again, an individual man's resources of character are too limited for him to be able to make all men his friends. Hence providing for the poor is a duty, which falls on the State as a whole, and has regard only to the general advantage." + }, + { + "id": "4c18", + "type": "XVIII.", + "text": "In accepting favours, and in returning gratitude our duty must be wholly different _(cf. [Note, Prop. 70](470sc) and [Note, Prop. 71](471sc))_." + }, + { + "id": "4c19", + "type": "XIX.", + "text": "Again, meretricious love, that is, the lust of generation arising from bodily beauty, and generally every sort of love, which owns anything save freedom of soul as its cause, readily passes into hate ; unless indeed, what is worse, it is a species of madness ; and then it promotes discord rather than harmony _([Note, Prop. 31](331sc), Part III)_." + }, + { + "id": "4c20", + "type": "XX.", + "text": "As concerning marriage, it is certain that this is in harmony with reason, if the desire for physical union be not engendered solely by bodily beauty, but also by the desire to beget children and to train them up wisely ; and moreover, if the love of both, to wit, of the man and of the woman, is not caused by bodily beauty only, but also by freedom of soul." + }, + { + "id": "4c21", + "type": "", + "text": "XXI. Furthermore, flattery begets harmony ; but only by means\tof the vile offence of slavishness or treachery. None are more readily taken with flattery than the proud, who wish to be first, but are not." + }, + { + "id": "4c22", + "type": "XXII.", + "text": "There is in abasement a spurious appearance of piety and religion. Although abasement is the opposite to pride, yet is he that abases himself most akin to the proud _([Note, Prop. 57](457sc))_." + }, + { + "id": "4c23", + "type": "XXIII.", + "text": "Shame also brings about harmony, but only in such matters as cannot be hid. Further, as shame is a species of pain, it does not concern the exercise of reason." + }, + { + "id": "4c24", + "type": "XXIV.", + "text": "The remaining emotions of pain towards men are directly opposed to justice, equity, honour, piety, and religion ; and, although indignation seems to bear a certain resemblance to equity, yet is life but lawless, where every man may pass judgment on another's deeds, and vindicate his own or other men's rights." + }, + { + "id": "4c25", + "type": "XXV.", + "text": "Correctness of conduct _(modestia)_, that is, the desire of pleasing men which is determined by reason, is attributable to piety _(as we said in [Note 1, Prop. 37](437sc1))_. But, if it spring from emotion, it is ambition, or the desire whereby, men, under the false cloak of piety, generally stir up discords and seditions. For he who desires to aid his fellows either in word or in deed, so that they may together enjoy the highest good, he, I say, will before all things strive to win them over with love : not to draw them into admiration, so that a system may be called after his name, nor to give any cause for envy. Further, in his conversation he will shrink from talking of men's faults, and will be careful to speak but sparingly of human infirmity : but he will dwell at length on human virtue or power, and the way whereby it may be perfected. Thus will men be stirred not by fear, nor by aversion, but only by the emotion of joy, to endeavour, so far as in them lies, to live in obedience to reason." + }, + { + "id": "4c26", + "type": "XXVI.", + "text": "Besides men, we know of no particular thing in nature in whose mind we may rejoice, and whom we can associate with ourselves in friendship or any sort of fellowship ; therefore, whatsoever there be in nature besides man, a regard for our advantage does not call on us to preserve, but to preserve or destroy according to its various capabilities, and to adapt to our use as best we may." + }, + { + "id": "4c27", + "type": "XXVII.", + "text": "The advantage which we derive from things external to us, besides the experience and knowledge which we acquire from observing them, and from recombining their elements in different forms, is principally the preservation of the body ; from this point of view, those things are most useful which can so feed and nourish the body, that all its parts may rightly fulfil their functions. For, in proportion as the body is capable of being affected in a greater variety of ways, and of affecting external bodies in a great number of ways, so much the more is the mind capable of thinking _(Prop. [38](438) and [39](439))_. But there seem to be very few things of this kind in nature ; wherefore for the due nourishment of the body we must use many foods of diverse nature. For the human body is composed of very many parts of different nature, which stand in continual need of varied nourishment, so that the whole body may be equally capable of doing everything that can follow from its own nature, and consequently that the mind also may be equally capable of forming many perceptions." + }, + { + "id": "4c28", + "type": "XXVIII.", + "text": "Now for providing these nourishments the strength of each individual would hardly suffice, if men did not lend one another mutual aid. But money has furnished us with a token for everything: hence it is with the notion of money, that the mind of the multitude is chiefly engrossed : nay, it can hardly conceive any kind of pleasure, which is not accompanied with the idea of money as cause." + }, + { + "id": "4c29", + "type": "XXIX.", + "text": "This result is the fault only of those, who seek money, not from poverty or to supply their necessary wants, but because they have learned the arts of gain, wherewith they bring themselves to great splendour. Certainly they nourish their bodies, according to custom, but scantily, believing that they lose as much of their wealth as they spend on the preservation of their body. But they who know the true use of money, and who fix the measure of wealth solely with regard to their actual needs live content with little." + }, + { + "id": "4c30", + "type": "XXX.", + "text": "As, therefore, those things are good which assist the various parts of the body, and enable them to perform their functions ; and as pleasure consists in an increase of, or aid to, man's power, in so far as he is composed of mind and body ; it follows that all those things which bring pleasure are good. But seeing that things do not work with the object of giving us pleasure, and that their power of action is not tempered to suit our advantage, and, lastly, that pleasure is generally referred to one part of the body more than to the other parts ; therefore most emotions of pleasure (unless reason and watchfulness be at hand), and consequently the desires arising therefrom, may become excessive. Moreover we may add that emotion leads us to pay most regard to what is agreeable in the present, nor can we estimate what is future with emotions equally vivid. _([Note, Prop. 44](444sc) and [Note, Prop. 60](460sc))._" + }, + { + "id": "4c31", + "type": "XXXI.", + "text": "Superstition, on the other hand, seems to account as good all that brings pain, and as bad all that brings pleasure. However, as we said above _([Scol. Prop. 45](445sc))_, none but the envious take delight in my infirmity and trouble. For the greater the pleasure whereby we are affected, the greater is the perfection whereto we pass, and consequently the more do we partake of the divine nature : no pleasure can ever be evil, which is regulated by a true regard for our advantage. But contrariwise he, who is led by fear and does good only to avoid evil, is not guided by reason." + }, + { + "id": "4c32", + "type": "XXXII.", + "text": "But human power is extremely limited, and is infinitely surpassed by the power of external causes ; we have not, therefore, an absolute power of shaping to our use those things which are without us. Nevertheless, we shall bear with an equal mind all that happens to us in contravention to the claims of our own advantage, so long as we are conscious, that we have done our duty, and that the power which we possess is not sufficient to enable us to protect ourselves completely ; remembering that we are a part of universal nature, and that we follow her order. If we have a clear and distinct understanding of this, that part of our nature which is defined by intelligence, in other words the better part of ourselves, will assuredly acquiesce in what befalls us, and in such acquiescence will endeavour to persist. For, in so far as we are intelligent beings, we cannot desire anything save that which is necessary, nor yield absolute acquiescence to anything, save to that which is true : wherefore, in so far as we have a right understanding of these things, the endeavour of the better part of ourselves is in harmony with the order of nature as a whole." + }, + { + "title":"_End of the Fourth Part._", + "type":"filet" + } + ] + } + ] + }, + { + "index": 5, + "id": "p5", + "title": "_Part V_, OF the Power of the Understanding, _or_ of Human Freedom.", + "enonces": [ + { + "id": "5pr", + "title": "PREFACE", + "text": "_At length I pass to the remaining portion of my Ethics, which is concerned with the way leading to freedom. I shall therefore treat therein of the power of the reason, showing how far the reason can control the emotions, and what is the nature of Mental Freedom or Blessedness ; we shall then be able to see, how much more powerful the wise man is than the ignorant. It is no part of my design to point out the method and means whereby the understanding may be perfected, nor to show the skill whereby the body may be so tended, as to be capable of the due performance of its functions. The latter question lies in the province of Medicine, the former in the province of Logic. Here, therefore, I repeat, I shall treat only of the power of the mind, or of reason ; and I shall mainly show the extent and nature of its dominion over the emotions, for their control and moderation. That we do not possess absolute dominion over them, I have already shown. Yet the Stoics have thought, that the emotions depended absolutely on our will, and that we could absolutely govern them. But these philosophers were compelled, by the protest of experience, not from their own principles, to confess, that no slight practice and zeal is needed to control and moderate them : and this someone endeavoured to illustrate by the example (if I remember rightly) of two dogs, the one a house-dog and the other a hunting-dog. For by long training it could be brought about, that the house-dog should become accustomed to hunt, and the hunting-dog to cease from running after hares. To this opinion Descartes not a little inclines. For he maintained, that the soul or mind is specially united to a particular part of the brain, namely, to that part called the pineal gland, by the aid of which the mind is enabled to feel all the movements which are set going in the body, and also external objects, and which the mind by a simple act of volition can put in motion in various ways. He asserted, that this gland is so suspended in the midst of the brain, that it could be moved by the slightest motion of the animal spirits : further, that this gland is suspended in the midst of the brain in as many different manners, as the animal spirits can impinge thereon ; and, again, that as many different marks are impressed on the said gland, as there are different external objects which impel the animal spirits towards it ; whence it follows, that if the will of the soul suspends the gland in a position, wherein it has already been suspended once before by the animal spirits driven in one way or another, the gland in its turn reacts on the said spirits, driving and determining them to the condition wherein they were, when repulsed before by a similar position of the gland. He further asserted, that every act of mental volition is united in nature to a certain given motion of the gland. For instance, whenever anyone desires to look at a remote object, the act of volition causes the pupil of the eye to dilate, whereas, if the person in question had only thought of the dilatation of the pupil, the mere wish to dilate it would not have brought about the result, inasmuch as the motion of the gland, which serves to impel the animal spirits towards the optic nerve in a way which would dilate or contract the pupil, is not associated in nature with the wish to dilate or contract the pupil, but with the wish to look at remote or very near objects. Lastly, he maintained that, although every motion of the aforesaid gland seems to have been united by nature to one particular thought out of the whole number of our thoughts from the very beginning of our life, yet it can nevertheless become through habituation associated with other thoughts ; this he endeavours to prove in the _Passions del l'Âme_, I. 50. He thence concludes, that there is no soul so weak, that it cannot, under proper direction, acquire absolute power over its passions. For passions as defined by him are _perceptions, or feelings, or disturbances of the soul, which are referred to the soul as species, and which (mark the expression) are produced, preserved, and strengthened through some movement of the spirits. (Passions del l'Ame, I. 27.)_ But, seeing that we can join any motion of the gland, or consequently of the spirits, to any volition, the determination of the will depends entirely on our own powers ; if, therefore, we determine our will with sure and firm decisions in the direction to which we wish our actions to tend, and associate the motions of the passions which we wish to acquire with the said decisions, we shall acquire an absolute dominion over our passions.Such is the doctrine of this illustrious philosopher (in so far as I gather it from his own words) ; it is one which, had it been less ingenious, I could hardly believe to have proceeded from so great a man. Indeed, I am lost in wonder, that a philosopher, who had stoutly asserted, that he would draw no conclusions which do not follow from self-evident premisses, and would affirm nothing which he did not clearly and distinctly perceive, and who had so often taken to task the scholastics for wishing to explain obscurities through occult qualities, could maintain a hypothesis, beside which occult qualities are commonplace. What does he understand, I ask, by the union of the mind and the body? What clear and distinct conception has he got of thought in most intimate union with a certain particle of extended matter? Truly I should like him to explain this union through its proximate cause. What clear and distinct conception has he got of thought in most intimate union with a certain particle of extended matter? What clear and distinct conception has he got of thought in most intimate union with a certain particle of extended matter? But he had so distinct a conception of mind being distinct from body, that he could not assign any particular cause of the union between the two, or of the mind itself, but was obliged to have recourse to the cause of the whole universe, that is to God. Further, I should much like to know, what degree of motion the mind can impart to this pineal gland, and with what force can it hold it suspended? For I am in ignorance, whether this gland can be agitated more slowly or more quickly by the mind than by the animal spirits, and whether the motions of the passions, which we have closely united with firm decisions, cannot be again disjoined therefrom by physical causes ; in which case it would follow that, although the mind firmly intended to face a given danger, and had united to this decision the motions of boldness, yet at the sight of the danger the gland might become suspended in a way, which would preclude the mind thinking of anything except running away. In truth, as there is no common standard of volition and motion, so is there no comparison possible between the powers of the mind and the power or strength of the body ; consequently the strength of one cannot in any wise be determined by the strength of the other. We may also add, that there is no gland discoverable in the midst of the brain, so placed that it can thus easily be set in motion in so many ways, and also that all the nerves are not prolonged so far as the cavities of the brain. Lastly, I omit all the assertions which he makes concerning the will and its freedom, inasmuch as I have abundantly proved that his premisses are false. Therefore, since the power of the mind, as I have shown above, is defined by the understanding only, we shall determine solely by the knowledge of the mind the remedies against the emotions, which I believe all have had experience of, but do not accurately observe or distinctly see, and from the same basis we shall deduce all those conclusions, which have regard to the mind's blessedness._", + "childs": [] + }, + { + "title":"AXIOMS", + "type":"title" + }, + { + "id": "5a1", + "title": "I.", + "text": "If two contrary actions be started in the same subject, a change must necessarily take place, either in both, or in one of the two, and continue until they cease to be contrary.", + "childs": [] + }, + { + "id": "5a2", + "title": "II.", + "text": "The power of an effect is defined by the power of its cause, in so far as its essence is explained or defined by the essence of its cause. \n(This axiom is evident from [Prop. 7](307), p. III).", + "childs": [] + }, + { + "id": "501", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_Even as thoughts and the ideas of things are arranged and associated in the mind, so are the modifications of body or the images of things precisely in the same way arranged and associated in the body._", + "childs": [ + { + "id": "501d", + "type": " PROO", + "text": "The order and connection of ideas is the same _([Prop. 7](207), p. II)_ as the order and connection of things, and vice versa the order and connection of things is the same _(Coroll., Prop. [6](206c) and [7](207c), p. II)_ as the order and connection of ideas. Wherefore, even as the order and connection of ideas in the mind takes place according to the order and association of modifications of the body _([Prop. 18](218), p. II)_, so _vice versa ([Prop. 2](302), p. III)_ the order and connection of modifications of the body takes place in accordance with the manner, in which thoughts and the ideas of things are arranged and associated in the mind. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "502", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_If we remove a disturbance of the spirit, or emotion, from the thought of an external cause, and unite it to other thoughts then will the love or hatred towards that external cause, and also the vacillations of spirit which arise from these emotions, be destroyed._", + "childs": [ + { + "id": "502d", + "type": " Proof.", + "text": "That, which constitutes the reality of love or hatred, is pleasure or pain, accompanied by the idea of an external cause _(Defin. [6](3ad6) and [7](3ad7) of the Emotions)_ ; wherefore, when this cause is removed, the reality of love or hatred is removed with it ; therefore these emotions and those which arise therefrom are destroyed. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "503", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_An emotion, which is a passion, ceases to be a passion, as soon as we form a clear and distinct idea thereof._", + "childs": [ + { + "id": "503d", + "type": " Proof.", + "text": "An emotion, which is a passion, is a confused idea _(by the [general Defin. of the Emotions](3agd))_. If, therefore, we form a clear and distinct idea of a given emotion, that idea will only be distinguished from the emotion, in so far as it is referred to the mind only, by reason _([Prop. 21](221), p. II, and [Note](221sc))_ ; therefore _([Prop. 3](303), p. III)_, the emotion will cease to be a passion. Q.E.D." + }, + { + "id": "503c", + "type": "COROLLARY", + "text": "An emotion therefore becomes more under our control, and the mind is less passive in respect to it, in proportion as it is more known to us." + } + ] + }, + { + "id": "504", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_There is no modification of the body, whereof we cannot form some clear and distinct conception._", + "childs": [ + { + "id": "504d", + "type": "Proof.", + "text": "Properties which are common to all things can only be conceived adequately _([Prop. 38](238), p. II)_ ; therefore _([Prop. 12](212) and [Lem. 2](213l2) after Prop. 13, p. II)_ there is no modification of the body, whereof we cannot form some clear and distinct conception. Q.E.D." + }, + { + "id": "504c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that there is no emotion, whereof we cannot form some clear and distinct conception. For an emotion is the idea of a modification of the body _(by the [general Defin. of the Emotions](3agd))_, and must therefore _(by the [preceding Prop.](504))_ involve some clear and distinct conception." + }, + { + "id": "504sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Seeing that there is nothing which is not followed by an effect _([Prop. 36](136), p. I)_, and that we clearly and distinctly understand whatever follows from an idea, which in us is adequate _([Prop. 40](240), p. II)_, it follows that everyone has the power of clearly and distinctly understanding himself and his emotions, if not absolutely, at any rate in part, and consequently of bringing it about, that he should become less subject to them. To attain this result, therefore, we must chiefly direct our efforts to acquiring, as far as possible, a clear and distinct knowledge of every emotion, in order that the mind may thus, through emotion, be determined to think of those things which it clearly and distinctly perceives, and wherein it fully acquiesces : and thus that the emotion itself may be separated from the thought of an external cause, and may be associated with true thoughts ; whence it will come to pass, not only that love, hatred, &c. ; will be destroyed _([Prop. 2](502))_, but also that the appetites or desires, which are wont to arise from such emotion, will become incapable of being excessive _([Prop. 61](461), p. IV)_. For it must be especially remarked, that the appetite through which a man is said to be active, and that through which he is said to be passive is one and the same. For instance, we have shown that human nature is so constituted, that everyone desires his fellow-men to live after his own fashion _([Coroll., Prop. 31](331c), p. III)_ ; in a man, who is not guided by reason, this appetite is a passion which is called ambition, and does not greatly differ from pride ; whereas in a man, who lives by the dictates of reason, it is an activity or virtue which is called piety _([Note 1, Prop. 37](437sc1), p. IV, and [second Proof](437a))_. In like manner all appetites or desires are only passions, in so far as they spring from inadequate ideas ; the same results are accredited to virtue, when they are aroused or generated by adequate ideas. For all desires, whereby we are determined to any given action, may arise as much from adequate as from inadequate ideas _([Prop. 59](459), p. IV)_. Than this remedy for the emotions (to return to the point from which I started), which consists in a true knowledge thereof, nothing more excellent, being within our power, can be devised. For the mind has no other power save that of thinking and of forming, adequate ideas, as we have shown above _([Prop. 3](303), p. III)_." + } + ] + }, + { + "id": "505", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_An emotion towards a thing, which we conceive simply, and not as necessary, or as contingent, or as possible, is, other conditions being equal, greater than any other emotion._", + "childs": [ + { + "id": "505d", + "type": " Proof.", + "text": "An emotion towards a thing, which we conceive to be free, is greater than one towards what we conceive to be necessary _([Prop. 49](349), p. III)_, and, consequently, still greater than one towards what we conceive as possible, or contingent _([Prop. 11](411), p. IV)_. But to conceive a thing as free can be nothing else than to conceive it simply, while we are in ignorance of the causes whereby it has been determined to action _([Note, Prop. 35](235sc), p. II)_ ; therefore, an emotion towards a thing which we conceive simply is, other conditions being equal, greater than one, which we feel towards what is necessary, possible, or contingent, and, consequently, it is the greatest of all. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "506", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_The mind has greater power over the emotions and is less subject thereto, in so far as it understands all things as necessary._", + "childs": [ + { + "id": "506d", + "type": " Proof.", + "text": "The mind understands all things to be necessary _([Prop. 29](129), p. I)_ and to be determined to existence and operation by an infinite chain of causes _([Prop. 28](128), p. I)_ ; therefore _(by the [foregoing Proposition](505))_, it thus far brings it about, that it is less subject to the emotions arising therefrom, and _([Prop. 48](348), p. III)_ feels less emotion towards the things themselves. Q.E.D." + }, + { + "id": "506sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "The more this knowledge, that things are necessary, is applied to particular things, which we conceive more distinctly and vividly, the greater is the power of the mind over the emotions, as experience also testifies. For we see, that the pain arising from the loss of any good is mitigated, as soon as the man who has lost it perceives, that it could not by any means have been preserved. So also we see that no one pities an infant, because it cannot speak, walk, or reason, or lastly, because it passes so many years, as it were, in unconsciousness. Whereas, if most people were born full-grown and only one here and there as an infant, everyone would pity the infants ; because infancy would not then be looked on as a state natural and necessary, but as a fault or delinquency in Nature ; and we may note several other instances of the same sort." + } + ] + }, + { + "id": "507", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_Emotions which are aroused or spring from reason, if we take account of time, are stronger than those, which are attributable to particular objects that we regard as absent._", + "childs": [ + { + "id": "507d", + "type": " Proof.", + "text": "We do not regard a thing as absent, by reason of the emotion wherewith we conceive it, but by reason of the body, being affected by another emotion excluding the existence of the said thing _([Prop. 17](217), p. II)_. Wherefore, the emotion, which is referred to the thing which we regard as absent, is not of a nature to overcome the rest of a man's activities and power _([Prop. 6](406), p. IV)_, but is, on the contrary, of a nature to be in some sort controlled by the emotions, which exclude the existence of its external cause _([Prop. 9](409), p. IV)_. But an emotion which springs from reason is necessarily referred to the common properties of things _(see the Defin. of reason in [Note 2, Prop. 40](240sc2), p. II)_, which we always regard as present (for there can be nothing to exclude their present existence), and which we always conceive in the same manner _([Prop. 38](238), p. II)_. Wherefore an emotion of this kind always remains the same ; and consequently _([Axiom 1](5a1))_ emotions, which are contrary thereto and are not kept going by their external causes, will be obliged to adapt themselves to it more and more, until they are no longer contrary to it ; to this extent the emotion which springs from reason is more powerful. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "508", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_An emotion is stronger in proportion to the number of simultaneous concurrent causes whereby it is aroused._", + "childs": [ + { + "id": "508d", + "type": " Proof.", + "text": "Many simultaneous causes are more powerful than a few _([Prop. 7](307), p. III)_ : therefore _([Prop. 5](405), p. IV)_, in proportion to the increased number of simultaneous causes whereby it is aroused, an emotion becomes stronger. Q.E.D." + }, + { + "id": "508sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "This proposition is also evident from [Axiom](5a2)." + } + ] + }, + { + "id": "509", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_An emotion, which is attributable to many and diverse causes which the mind regards as simultaneous with the emotion itself, is less hurtful, and we are less subject thereto and less affected towards each of its causes, than if it were a different and equally powerful emotion attributable to fewer causes or to a single cause._", + "childs": [ + { + "id": "509d", + "type": " Proof.", + "text": "An emotion is only bad or hurtful, in so far as it hinders the mind from being able to think _(Prop. [26](426) et [27](427), p. IV)_ ; therefore, an emotion, whereby the mind is determined to the contemplation of several things at once, is less hurtful than another equally powerful emotion, which so engrosses the mind in the single contemplation of a few objects or of one, that it is unable to think of anything else ; this was our first point. Again, as the mind's essence, in other words, its power _([Prop. 7](307), p. III)_, consists solely in thought _([Prop. 11](211), p. II)_, the mind is less passive in respect to an emotion, which causes it to think of several things at once, than in regard to an equally strong emotion, which keeps it engrossed in the contemplation of a few or of a single object : this was our second point. Lastly, this emotion _([Prop. 48](348), p. III)_, in so far as it is attributable to several causes, is less powerful in regard to each of them. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "510", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_So long as we are not assailed by emotions contrary to our nature, we have the power of arranging and associating the modifications of our body according to the intellectual order._", + "childs": [ + { + "id": "510d", + "type": " Proof.", + "text": "The emotions, which are contrary to our nature, that is _([Prop. 30](430), p. IV)_, which are bad, are bad in so far as they impede the mind from understanding _([Prop. 27](427), p. IV)_. So long, therefore, as we are not assailed by emotions contrary to our nature, the mind's power, whereby it endeavours to understand things _([Prop. 26](426), p. IV)_, is not impeded, and therefore it is able to form clear and distinct ideas and to deduce them one from another _([Note 2, Prop. 40](240sc2) and [Note, Prop. 47](247sc), p. II)_ ; consequently _([Prop. 1](501))_ we have in such cases the power of arranging and associating the modifications of the body according to the intellectual order. Q.E.D." + }, + { + "id": "510sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "By this power of rightly arranging and associating the bodily modifications we can guard ourselves from being easily affected by evil emotions. For _([Prop. 7](507))_ a greater force is needed for controlling the emotions, when they are arranged and associated according to the intellectual order, than when they are uncertain and unsettled. The best we can do, therefore, so long as we do not possess a perfect knowledge of our emotions, is to frame a system of right conduct, or fixed practical precepts, to commit it to memory, and to apply it forthwith^[_Continuo_. Rendered _constantly_ by Mr. Pollock on the ground that the classical meaning of the word does not suit the context. I venture to think, however, that a tolerable sense may be obtained without doing violence to Spinoza's scholarship.] to the particular circumstances which now and again meet us in life, so that our imagination may become fully imbued therewith, and that it may be always ready to our hand. For instance, we have laid down among the rules of life _([Prop. 46](446), p. IV, and [Note](446sc))_, that hatred should be overcome with love or high-mindedness, and not required with hatred in return. Now, that this precept of reason may be always ready to our hand in time of need, we should often think over and reflect upon the wrongs generally committed by men, and in what manner and way they may be best warded off by high-mindedness : we shall thus associate the idea of wrong with the idea of this precept, which accordingly will always be ready for use when a wrong is done to us _([Prop. 18](218), p. II)_. If we keep also in readiness the notion of our true advantage, and of the good which follows from mutual friendships, and common fellowships ; further, if we remember that complete acquiescence is the result of the right way of life _([Prop. 52](452), p. IV)_, and that men, no less than everything else, act by the necessity of their nature : in such case I say the wrong, or the hatred, which commonly arises therefrom, will engross a very small part of our imagination and will be easily overcome ; or, if the anger which springs from a grievous wrong be not overcome easily, it will nevertheless be overcome, though not without a spiritual conflict, far sooner than if we had not thus reflected on the subject beforehand. As is indeed evident from Prop. [6](506), [7](507) and [8](508). We should, in the same way, reflect on courage as a means of overcoming fear ; the ordinary dangers of life should frequently be brought to mind and imagined, together with the means whereby through readiness of resource and strength of mind we can avoid and overcome them. But we must note, that in arranging our thoughts and conceptions we should always bear in mind that which is good in every individual thing _([Coroll., Prop. 63](463c), p. IV, and [Prop. 59](359), p. III)_, in order that we may always be determined to action by an emotion of pleasure. For instance, if a man sees that he is too keen in the pursuit of honour, let him think over its right use, the end for which it should be pursued, and the means whereby he may attain it. Let him not think of its misuse, and its emptiness, and the fickleness of mankind, and the like, whereof no man thinks except through a morbidness of disposition ; with thoughts like these do the most ambitious most torment themselves, when they despair of gaining the distinctions they hanker after, and in thus giving vent to their anger would fain appear wise. Wherefore it is certain that those, who cry out the loudest against the misuse of honour and the vanity of the world, are those who most greedily covet it. This is not peculiar to the ambitious, but is common to all who are ill-used by fortune, and who are infirm in spirit. For a poor man also, who is miserly, will talk incessantly of the misuse of wealth and of the vices of the rich ; whereby he merely torments himself, and shows the world that he is intolerant, not only of his own poverty, but also of other people's riches. So, again, those who have been ill received by a woman they love think of nothing but the inconstancy, treachery, and other stock faults of the fair sex ; all of which they consign to oblivion, directly they are again taken into favour by their sweetheart. Thus he who would govern his emotions and appetite solely by the love of freedom strives, as far as he can, to gain a knowledge of the virtues and their causes, and to fill his spirit with the joy which arises from the true knowledge of them : he will in no wise desire to dwell on men's faults, or to carp at his fellows, or to revel in a false show of freedom. Whosoever will diligently observe and practice these precepts (which indeed are not difficult) will verily, in a short space of time, be able, for the most part, to direct his actions according to the commandments of reason." + } + ] + }, + { + "id": "511", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_In proportion as a mental image is referred to more objects, so is it more frequent, or more often vivid, and occupies the mind more._", + "childs": [ + { + "id": "511d", + "type": " Proof.", + "text": "In proportion as a mental image or an emotion is referred to more objects, so are there more causes whereby it can be aroused and fostered, all of which (by hypothesis) the mind contemplates simultaneously in association with the given emotion ; therefore the emotion is more frequent, or is more often in full vigour, and _([Prop. 8](508))_ occupies the mind more. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "512", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_The mental images of things are more easily associated with the referred to things which we clearly and distinctly understand, than with others._", + "childs": [ + { + "id": "512d", + "type": " Proof.", + "text": "Things, which we clearly and distinctly understand, are either the common properties of things or deductions therefrom _(see definition of Reason, [Note 2, Prop. 40](240sc2), p. II)_, and are consequently _(by the [last Prop.](511))_ more often aroused in us. Wherefore it may more readily happen, that we should contemplate other things in conjunction with these than in conjunction with something else, and consequently _([Prop. 18](218), p. II)_ that the images of the said things should be more often associated with the images of these than with the images of something else. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "513", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_A mental image is more often vivid, in proportion as it is associated with a greater number of other images._", + "childs": [ + { + "id": "513d", + "type": " Proof.", + "text": "In proportion as an image is associated with a greater number of other images, so _([Prop. 18](218) p. II)_ are there more causes whereby it can be aroused. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "514", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_The mind can bring it about, that all bodily modifications or images of things may be referred to the idea of God._", + "childs": [ + { + "id": "514d", + "type": " Proof.", + "text": "There is no modification of the body, whereof the mind may not form some clear and distinct conception _([Prop. 4](504))_ ; wherefore it can bring it about, that they should all be referred to the idea of God _([Prop. 15](115), p. I)_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "515", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_He who clearly and distinctly understands himself and his emotions loves God, and so much the more in proportion as he understands himself and his emotions._", + "childs": [ + { + "id": "515d", + "type": " Proof.", + "text": "He who clearly and distinctly understands himself and his emotions feels pleasure _([Prop. 53](353), p. III)_, and this pleasure is _(by the [last Prop.](514))_ accompanied by the idea of God ; therefore _([Defin. 6 of the Emotions](3ad6))_ such an one loves God, and (for the same reason) so much the more in proportion as he more understands himself and his emotions. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "516", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_This love towards God must hold the chief place in the mind._", + "childs": [ + { + "id": "516d", + "type": " Proof.", + "text": "For this love is associated with all the modifications of the body _([Prop. 14](514))_ and is fostered by them all _([Prop. 15](515))_ ; therefore _([Prop. 11](511))_, it must hold the chief place in the mind. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "517", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_God is without passions, neither is he affected by any emotion of pleasure or pain_.", + "childs": [ + { + "id": "517d", + "type": " Proof.", + "text": "All ideas, in so far as they are referred to God, are true _([Prop. 32](232), p. II)_, that is _([Defin. 4](2d4), p. II)_ adequate ; and therefore _(by the [general Defin. of the Emotions](3agd))_ God is without passions. Again, God cannot pass either to a greater or to a lesser perfection _([Coroll. 2, Prop. 20](120c2), p. I)_ ; therefore _(by Defin. [2](3ad2) and [3](3ad3) of the Emotions)_, he is not affected by any emotion of pleasure or pain. Q.E.D." + }, + { + "id": "517c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Strictly speaking, God does not love or hate anyone. For God _(by the [foregoing Prop.](517))_ is not affected by any emotion of pleasure or pain, consequently _(Defin. [6](3ad6) and [7](3ad7) of the Emotions)_ he does not love or hate anyone." + } + ] + }, + { + "id": "518", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_No one can hate God._", + "childs": [ + { + "id": "518d", + "type": " Proof.", + "text": "The idea of God which is in us is adequate and perfect _(Prop. [46](246) and [47](247), p. II)_ ; wherefore, in so far as we contemplate God, we are active _([Prop. 3](303), p. III)_ ; consequently _([Prop. 59](359), p. III)_ there can be no pain accompanied by the idea of God, in other words _([Defin. 7 of the Emotions](3ad7))_, no one can hate God. Q.E.D." + }, + { + "id": "518c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Love towards God cannot be turned into hate." + }, + { + "id": "518sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "It may be objected that, as we understand God as the cause of all things, we by that very fact regard God as the cause of pain. But I make answer, that, in so far as we understand the causes of pain, it to that extent _([Prop. 3](503))_ ceases to be a passion, that is, it ceases to be pain _([Prop. 59](359), p. III)_ ; therefore, in so far as we understand God to be the cause of pain, we to that extent feel pleasure." + } + ] + }, + { + "id": "519", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_He, who loves God, cannot endeavour that God should love him in return._", + "childs": [ + { + "id": "519d", + "type": " Proof.", + "text": "For, if a man should so endeavour, he would desire _([Coroll., Prop. 17](517c))_ that God, whom he loves, should not be God, and consequently he would desire to feel pain _([Prop. 19](319), p. III)_ ; which is absurd _([Prop. 28](328), p. III)_. Therefore, he who loves God, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "520", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_This love towards God cannot be stained by the emotion of envy or jealousy : contrariwise, it is the more fostered, in proportion as we conceive a greater number of men to be joined to God by the same bond of love._", + "childs": [ + { + "id": "520d", + "type": " Proof.", + "text": "This love towards God is the highest good which we can seek for under the guidance of reason _([Prop. 28](428), p. IV)_, it is common to all men _([Prop. 36](436), p. IV)_, and we desire that all should rejoice therein _([Prop. 37](437), p. IV)_ ; therefore _([Defin. 23](3ad23) of the Emotions)_, it cannot be stained by the emotion envy nor by, the emotion of jealousy, _([Prop. 18](518) see definition of Jealousy, [Note, Prop. 35](335sc), p. III)_ ; but, contrariwise, _([Prop. 31](331), p. III)_ it must needs be the more fostered, in proportion as we conceive a greater number of men to rejoice therein. Q.E.D." + }, + { + "id": "520sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "We can in the same way, show, that there is no emotion directly contrary to this love, whereby this love can be destroyed ; therefore we may conclude, that this love towards God is the most constant of all the emotions, and that, in so far as it is referred to the body, it cannot be destroyed, unless the body be destroyed also. As to its nature, in so far as it is referred to the mind only, we shall presently inquire. \nI have through all the remedies against the emotions, or all that the mind, considered in itself alone, can do against them. Whence it appears that the mind's power over the emotions consists : I. In the actual knowledge of the emotions _([Note, Prop. 4](504sc))_. II. In the fact that it separates the emotions from the thought of an external cause, which we conceive confusedly _([Prop. 2](502) and [Note, Prop. 4](504sc))_. III. In the fact, that, in respect to time, the emotions referred to things, which we distinctly understand, surpass those referred to what we conceive in a confused and fragmentary manner _([Prop. 7](507))_. IV. In the number of causes whereby those modifications^[_Affectiones_], are fostered, which have regard to the common properties of things or to God _(Prop. [9](509) and [11](511))_. V. Lastly, in the order wherein the mind can arrange and associate, one with another, its own emotions _([Note, Prop. 10](510sc) and Prop. [12](512), [13](513) and [14](514))_. But, in order that this power of the mind over the emotions may be better understood, it should be specially observed that the emotions are called by us strong, when we compare the emotion of one man with the emotion of another, and see that one man is more troubled than another by the same emotion ; or when we are comparing the various emotions of the same man one with another, and find that he is more affected or stirred by one emotion than by another. For _([Prop. 5](405), p. IV)_ the strength of every emotion is defined by a comparison of our own power with the power of an external cause. Now the power of the mind is defined by knowledge only, and its infirmity or passion is defined by the privation of knowledge only : it therefore follows, that that mind is most passive, whose greatest part is made up of inadequate ideas, so that it may be characterized more readily by its passive states than by its activities : on the other hand, that mind is most active, whose greatest part is made up of adequate ideas, so that, although it may contain as many inadequate ideas as the former mind, it may yet be more easily characterized by ideas attributable to human virtue, than by ideas which tell of human infirmity. Again, it must be observed, that spiritual unhealthiness ; and misfortunes can generally be traced to excessive love for something which is subject to many variations, and which we can never become masters of. For no one is solicitous or anxious about anything, unless he loves it ; neither do wrongs, suspicions, enmities, &c. ; arise, except in regard to things whereof no one can be really master.We may thus readily conceive the power which clear and distinct knowledge, and especially that third kind of knowledge _([Note, Prop. 47](247sc), p. II)_, founded on the actual knowledge of God, possesses over the emotions : if it does not absolutely destroy them, in so far as they are passions _([Prop. 3](503) and [Scol. Prop. 4](504sc))_ ; at any rate, it causes them to occupy a very small part of the mind _([Prop. 14](514))_. Further, it begets a love towards a thing immutable and eternal _([Prop. 15](515))_, whereof we may really enter into possession _([Prop. 45](245), p. II)_ ; neither can it be defiled with those faults which are inherent in ordinary love ; but it may grow from strength to strength, and may engross the greater part of the mind, and deeply penetrate it. And now I have finished with all that concerns this present life : for, as I said in the beginning of this note, I have briefly described all the remedies against the emotions. And this everyone may readily have seen for himself, if he has attended to what is advanced in the present note, and also to the definitions of the mind and its emotions, and, lastly, to Propositions [1](301) and [3](303) of Part III. It is now, therefore, time to pass on to those matters, which appertain to the duration of the mind, without relation to the body." + } + ] + }, + { + "id": "521", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_The mind can only imagine anything, or remember what is past, while the body endures._", + "childs": [ + { + "id": "521d", + "type": " Proof.", + "text": "The mind does not express the actual existence of its body, nor does it imagine the modifications of the body as actual, except while the body endures _([Coroll., Prop. 8](208c), p. II)_ ; and, consequently _([Prop. 26](226), p. II)_, it does not imagine any body as actually existing, except while its own body endures. Thus it cannot imagine anything _(for Definition of Imagination, see [Note, Prop. 17](217sc), p. II)_, or remember things past, except while the body endures _(see Definition of Memory, [Note, Prop. 18](218sc), p. II)_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "522", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_Nevertheless in God there is necessarily an idea, which expresses the essence of this or that human body under the form of eternity._", + "childs": [ + { + "id": "522d", + "type": " Proof.", + "text": "God is the cause, not only of the existence of this or that human body, but also of its essence _([Prop. 25](125), p. I)_. This essence, therefore, must necessarily be conceived through the very essence of God _([Axiom 4](1a4), p. I)_, and be thus conceived by a certain eternal necessity _([Prop. 16](116), p. I)_ ; and this conception. must necessarily exist in God _([Prop. 3](203), p. II)_. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "523", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_The human mind cannot be absolutely destroyed with the body, but there remains of it something which is eternal._", + "childs": [ + { + "id": "523d", + "type": " Proof.", + "text": "There is necessarily in God a concept or idea, which expresses the essence of the human body _([last Prop.](522))_, which, therefore, is necessarily something appertaining to the essence of the human mind _([Prop. 13](213), p. II)_. But we have not assigned to the human mind any, duration, definable by time, except in so far as it expresses the actual existence of the body, which is explained through duration, and may be defined by time - €”that is _([Coroll., Prop. 8](208c), p. II)_, we do not assign to it duration, except while the body endures. Yet, as there is something, notwithstanding, which is conceived by a certain eternal necessity through the very essence of God _([last Prop.](522))_ ; this something, which appertains to the essence of the mind, will necessarily be eternal. Q.E.D." + }, + { + "id": "523sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "This idea, which expresses the essence of the body under the form of eternity, is, as we have said, a certain mode of thinking, which belongs to the essence of the mind, and is necessarily eternal. Yet it is not possible that we should remember that we existed before our body, for our body can bear no trace of such existence, neither can eternity be defined in terms of time, or have any relation to time. But, notwithstanding, we feel and know that we are eternal. For the mind feels those things that it conceives by understanding, no less than those things that it remembers. For the eyes of the mind, whereby it sees and observes things, are none other than proofs. Thus, although we do not remember that we existed before the body, yet we feel that our mind, in so far as it involves the essence of the body, under the form of eternity, is eternal, and that thus its existence cannot be defined in terms of time, or explained through duration. Thus our mind can only be said to endure, and its existence can only be defined by a fixed time, in so far as it involves the actual existence of the body. Thus far only has it the power of determining the existence of things by time, and conceiving them under the category of duration." + } + ] + }, + { + "id": "524", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_The more we understand particular things, the more do we understand God._", + "childs": [ + { + "id": "524d", + "type": " Proof.", + "text": "This is evident from [Coroll., Prop. 25](125c), Part I." + } + ] + }, + { + "id": "525", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "_The highest endeavour of the mind, and the highest virtue is to understand things by the third kind of knowledge._", + "childs": [ + { + "id": "525d", + "type": " Proof.", + "text": "The third kind of knowledge proceeds from an adequate idea of certain attributes of God to an adequate knowledge of the essence of things _(see its definition [Note 2, Prop. 40](240sc2), p. II)_ ; and, in proportion as we understand things more in this way, we better understand God _(by the [last Prop.](524))_ ; therefore _([Prop. 28](428), p. IV)_ the highest virtue of the mind, that is _([Defin. 8](4d8), p. IV)_ the power, or nature, or _([Prop. 7](307), p. III)_ highest endeavour of the mind, is to understand things by the third kind of knowledge. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "526", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_In proportion as the mind is more capable of understanding things by the third kind of knowledge, it desires more to understand things by that kind._", + "childs": [ + { + "id": "526d", + "type": " Proof.", + "text": "This is evident. For, in so far as we conceive the mind to be capable of conceiving things by this kind of knowledge, we, to that extent, conceive it as determined thus to conceive things ; and consequently _([Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_, the mind desires so to do, in proportion as it is more capable thereof. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "527", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_From this third kind of knowledge arises the highest possible mental acquiescence._", + "childs": [ + { + "id": "527d", + "type": " Proof.", + "text": "The highest virtue of the mind is to know God _([Prop. 28](428), p. IV)_, or to understand things by the third kind of knowledge _([Prop. 25](525))_, and this virtue is greater in proportion as the mind knows things more by the said kind of knowledge _([Prop. 24](524))_ : consequently, he who knows things by this kind of knowledge passes to the summit of human perfection, and is therefore _([Defin. 2 of the Emotions](3ad2))_ affected by the highest pleasure, _([Prop. 43](243), p. II)_ such pleasure being accompanied by the idea of himself and his own virtue ; thus _([Defin. 25 of the Emotions](3ad25))_, from this kind of knowledge arises the highest possible acquiescence. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "528", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_The endeavour or desire to know things by the third kind of knowledge cannot arise from the first, but from the second kind of knowledge._", + "childs": [ + { + "id": "528d", + "type": " Proof.", + "text": "This proposition is self-evident. For whatsoever we understand clearly and distinct we understand either through itself, or through that which is conceived through itself ; that is, ideas which are clear and distinct in us, or which are referred to the third kind of knowledge _(Note 2, Prop. 40](240sc2), p. II)_ cannot follow from ideas that are fragmentary, and confused, and are referred to knowledge of the first kind, but must follow from adequate ideas, or ideas of the second and third kind of knowledge _(by the [same Note](240sc2))_ ; therefore _([Defin. 1 of the Emotions](3ad1))_, the desire of knowing things by the third kind of knowledge cannot arise from the first, but from the second kind. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "529", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_Whatsoever the mind understands under the form of eternity, it does not understand by virtue of conceiving the present actual existence of the body, but by virtue of conceiving the essence of the body under the form of eternity._", + "childs": [ + { + "id": "529d", + "type": " Proof.", + "text": "In so far as the mind conceives the present existence of its body, it to that extent conceives duration which can be determined by time, and to that extent only, has it the power of conceiving things in relation to time _([Prop. 21](521) and [Prop. 26](226), p. II)_. But eternity cannot be explained in terms of duration _([Defin. 8](1d8), p. I and [Explanation](1d8e))_. Therefore to this extent the mind has not the power of conceiving things under the form of eternity, but it possesses such power, because it is of the nature of reason to conceive things under the form of eternity _([Coroll. 2, Prop. 44](244c2), p. II)_, and also because it is of the nature of the mind to conceive the essence of the body under the form of eternity _([Prop. 23](523))_, for besides these two there is nothing which belongs to the essence of mind _([Prop. 13](213), p. II)_. Therefore this power of conceiving things under the form of eternity only belongs to the mind in virtue of the mind's conceiving the essence of the body under the form of eternity. Q.E.D." + }, + { + "id": "529sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Things are conceived by us as actual in two ways ; either as existing in relation to a given time and place, or as contained in God and following from the necessity of the divine nature. Whatsoever we conceive in this second way as true or real, we conceive under the form of eternity, and their ideas involve the eternal and infinite essence of God, as we showed in [Proposition 45](245), Part II and [Note](245sc), which see." + } + ] + }, + { + "id": "530", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_Our mind, in so far as it knows itself and the body under the form of eternity, has to that extent necessarily a knowledge of God, and knows that it is in God, and is conceived through God._", + "childs": [ + { + "id": "530d", + "type": " Proof.", + "text": "Eternity is the very essence of God, in so far as this involves necessary existence _([Defin. 8](1d8), p. I)_. Therefore to conceive things under the form of eternity, is to conceive things in so far as they are conceived through thp essence of God as real entities, or in so far as they involve existence through the essence of God ; wherefore our mind, in so far as it conceives itself and the body under the form of eternity, has to that extent necessarily a knowledge of God, and knows, &c. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "531", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_The third kind of knowledge depends on the mind, as its formal cause, in so far as the mind itself is eternal._", + "childs": [ + { + "id": "531d", + "type": " Proof.", + "text": "The mind does not conceive anything under the form of eternity, except in so far as it conceives its own body under the form of eternity _([Prop. 29](529))_ ; that is, except in so far as it is eternal _(Prop. [21](521) et [23](523))_ ; therefore _(by the [last Prop.](530))_, in so far as it is eternal, it possesses the knowledge of God, which knowledge is necessarily adequate _([Prop. 46](246), p. II)_ ; hence the mind, in so far as it is eternal, is capable of knowing everything which can follow from this given knowledge of God _([Prop. 40](240), p. II)_, in other words, of knowing things by the third kind of knowledge (see Def. in [Note 2, Prop. 40](240sc2), p. II), whereof accordingly the mind _([Defin. 1](3d1), p. III)_, in so far as it is eternal, is the adequate or formal cause of such knowledge. Q.E.D." + }, + { + "id": "531sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "In proportion, therefore, as a man is more potent in this kind of knowledge, he will be more completely conscious of himself and of God ; in other words, he will be more perfect and blessed, as will appear more clearly in the sequel. But we must here observe that, although we are already certain that the mind is eternal, in so far as it conceives things under the form of eternity, yet, in order that what we wish to show may be more readily explained and better understood, we will consider the mind itself, as though it had just begun to exist and to understand things under the form of eternity, as indeed we have done hitherto ; this we may do without any danger of error, so long as we are careful not to draw any conclusion, unless our premisses are plain." + } + ] + }, + { + "id": "532", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_Whatsoever we understand by the is accompanied by the idea of God as cause._", + "childs": [ + { + "id": "532d", + "type": " Proof.", + "text": "From this kind of knowledge arises the highest possible mental acquiescence _([Prop. 27](527))_, that is _([Defin. 25 of the Emotions](3ad25))_, pleasure, and this acquiescence is accompanied by the idea of the mind itself, and consequently _([Prop. 30](530))_ the idea also of God as cause. Q.E.D." + }, + { + "id": "532c", + "type": "COROLLARY", + "text": "From the third kind of knowledge necessarily arises the intellectual love of God. From this kind of knowledge arises _(by the [last Prop.](532))_ pleasure accompanied by the idea of God as cause, that is _([Defin. 6 of the Emotions](3ad6))_, the love of God ; not in so far as we imagine him as present _([Prop. 29](529))_, but in so far as we understand him to be eternal ; this is what I call the intellectual love of God." + } + ] + }, + { + "id": "533", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_The intellectual love of God, which arises from the third kind of knowledge, is eternal._", + "childs": [ + { + "id": "533d", + "type": " Proof.", + "text": "The third kind of knowledge is eternal _([Prop. 31](531) and [Axiom 3](1a3), p. I)_ ; therefore _(by the same [Axiom](1a3))_ the love which arises therefrom is also necessarily eternal. Q.E.D." + }, + { + "id": "533sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Although this love towards God has _(by the [foregoing Prop.](533))_ no beginning, it yet possesses all the perfections of love, just as though it had arisen as we feigned in the [Coroll. of the last Prop.](532c). Nor is there here any difference, except that the mind possesses as eternal those same perfections which we feigned to accrue to it, and they are accompanied by the idea of God as eternal cause. If pleasure consists in the transition to a greater perfection, assuredly blessedness must consist in the mind being endowed with perfection itself." + } + ] + }, + { + "id": "534", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_The mind is, only while the body endures, subject to those emotions which are attributable to passions._", + "childs": [ + { + "id": "534d", + "type": " Proof.", + "text": "Imagination is the idea wherewith the mind contemplates a thing as present _([Note Prop. 17](217sc), p. II)_ ; yet this idea indicates rather the present disposition of the human body than the nature of the external thing _([Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_. Therefore emotion (see [general Defin.](3agd) of the Emotions) is imagination, in so far as it indicates the present disposition of the body ; therefore _([Prop. 21](521))_ the mind is, only while the body endures, subject to emotions which are attributable to passions. Q.E.D." + }, + { + "id": "534c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that no love save intellectual love is eternal." + }, + { + "id": "534sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "If we look to men's general opinion, we shall see that they are indeed conscious of the eternity of their mind, but that they confuse eternity with duration, and ascribe it to the imagination or the memory which they believe to remain after death." + } + ] + }, + { + "id": "535", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_God loves himself with an infinite intellectual love._", + "childs": [ + { + "id": "535d", + "type": " Proof.", + "text": "God is absolutely infinite _([Defin. 6](1d6), p. I)_, that is _([Defin. 6](2d6), p. II)_, the nature of God rejoices in infinite perfection ; and such rejoicing is _([Prop. 3](203), p. II)_ accompanied by the idea of himself, that is _([Prop. 11](111) and [Defin. 1](1d1), p. I)_, the idea of his own cause: now this is what we have _([Coroll. Prop. 32](532c))_ described as intellectual love. Q.E.D." + } + ] + }, + { + "id": "536", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_The intellectual love of the mind towards God is that very love of God whereby God loves himself, not in so far as he is infinite, but in so far as he can be explained through the essence of the human mind regarded under the form of eternity ; in other words, the intellectual love of the mind towards God is part of the infinite love wherewith God loves himself._", + "childs": [ + { + "id": "536d", + "type": " Proof.", + "text": "This love of the mind must be referred to the activities of the mind _([Coroll. Prop. 32](532c) and [Prop. 3](303), p. III)_ ; it is itself, indeed, an activity whereby the mind regards itself accompanied by the idea of God as cause _([Prop. 32](532) and [Coroll.](532c))_ ; that is _([Coroll. Prop. 25](125c), p. I, and [Coroll. Prop. 11](211c), p. II)_, an activity whereby God, in so far as he can be explained through the human mind, regards himself accompanied by the idea of himself ; therefore (by the [last Prop.](535)), this love of the mind is part of the infinite love wherewith God loves himself. Q.E.D." + }, + { + "id": "536c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that God, in so far as he loves himself, loves man, and, consequently, that the love of God towards men, and the intellectual love of the mind towards God are identical." + }, + { + "id": "536sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "From what has been said we clearly understand, wherein our salvation, or blessedness, or freedom, consists: namely, in the constant and eternal love towards God, or in God's love towards men. This love or blessedness is, in the Bible, called Glory and not undeservedly. For whether this love be referred to God or to the mind, it may rightly be called acquiescence of spirit, which _(Defin. [25](3ad25) and [30](3ad30) of the Emotions)_ is not really distinguished from glory. In so far as it is referred to God, it is _([Prop. 35](535))_ pleasure, if we may still use that term, accompanied by the idea of itself, and, in so far as it is referred to the mind, it is the same _([Prop. 27](527))_. Again, since the essence of our mind consists solely in knowledge, whereof the beginning and the foundation is God _([Prop. 15](115), p. I, and [Scol. Prop. 47](247sc), p. II)_, it becomes clear to us, in what manner and way our mind, as to its essence and existence, follows from the divine nature and constantly depends on God. I have thought it worth while here to call attention to this, in order to show by this example how the knowledge of particular things, which I have called intuitive or of the third kind _([Scol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, is potent, and more powerful than the universal knowledge, which I have styled knowledge of the second kind. For, although in Part I showed in general terms, that all things (and consequently, also, the human mind) depend as to their essence and existence on God, yet that demonstration, though legitimate and placed beyond the chances of doubt, does not affect our mind so much, as when the same conclusion is derived from the actual essence of some particular thing, which we say depends on God." + } + ] + }, + { + "id": "537", + "title": "PROPOSITION 37", + "text": "_There is nothing in nature, which is contrary to this intellectual love, or which can take it away._", + "childs": [ + { + "id": "537d", + "type": " Proof.", + "text": "This intellectual love follows necessarily from the nature of the mind, in so far as the latter is regarded through the nature of God as an eternal truth _(Prop. [33](533) and [29](529))_. If, therefore, there should be anything which would be contrary to this love, that thing would be contrary to that which is true ; consequently, that, which should be able to take away this love, would cause that which is true to be false ; an obvious absurdity. Therefore there is nothing in nature which, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "537sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "The [Axiom](4a) of Part IV. has reference to particular things, in so far as they are regarded in relation to a given time and place : of this, I think, no one can doubt." + } + ] + }, + { + "id": "538", + "title": "PROPOSITION 38", + "text": "_In proportion as the mind understands more things by the second and third kind of knowledge, it is less subject to those emotions which are evil, and stands in less fear of death._", + "childs": [ + { + "id": "538d", + "type": " Proof.", + "text": "The mind's essence consists in knowledge _([Prop. 11](211), p. II)_ ; therefore, in proportion as the mind understands more things by the second and third kinds of knowledge, the greater will be the part of it that endures _(Prop. [23](523) and [29](529))_, and, consequently (by the [last Prop.](537)), the greater will be the part that is not touched by the emotions, which are contrary to our nature, or in other words, evil _([Prop. 30](430), p. IV)_. Thus, in proportion as the mind understands more things by the second and third kinds of knowledge, the greater will be the part of it, that remains unimpaired, and, consequently, less subject to emotions, &c. Q.E.D." + }, + { + "id": "538sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hence we understand that point which I touched on in [Scol. Prop. 39](439sc), Part IV, and which I promised to explain in this Part ; namely, that death becomes less hurtful, in proportion as the mind's clear and distinct knowledge is greater, and, consequently, in proportion as the mind loves God more. Again, since from the third kind of knowledge arises the highest possible acquiescence _([Prop. 27](527))_, it follows that the human mind can attain to being of such a nature, that the part thereof which we have shown to perish with the body _([Prop. 21](521))_ should be of little importance when compared with the part which endures. But I will soon treat of the subject at greater length." + } + ] + }, + { + "id": "539", + "title": "PROPOSITION 39", + "text": "_He, who possesses a body capable of the greatest number of activities, possesses a mind whereof the greatest part is eternal._", + "childs": [ + { + "id": "539d", + "type": " Proof.", + "text": "He, who possesses a body capable of the greatest number of activities, is least agitated by those emotions which are evil _([Prop. 38](438), p. IV)_ that is _([Prop. 30](430), p. IV)_, by those emotions which are contrary to our nature ; therefore _([Prop. 10](510))_, he possesses the power of arranging and associating the modifications of the body according to the intellectual order, and, consequently, of bringing it about,_([Prop. 14](514))_ that all the modifications of the body should be referred to the idea of God ; whence it will come to pass that _([Prop. 15](515))_ he will be affected with love towards God, which _([Prop. 16](516))_ must occupy or constitute the chief part of the mind ; therefore _([Prop. 33](533))_, such a man will possess a mind whereof the chief part is eternal. Q.E.D." + }, + { + "id": "539sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Since human bodies are capable of the greatest number of activities, there is no doubt but that they may be of such a nature, that they may be referred to minds possessing a great knowledge of themselves and of God, and whereof the greatest or chief part is eternal, and, therefore, that they should scarcely fear death. But, in order that this may be understood more clearly, we must here call to mind, that we live in a state of perpetual variation, and, according as we are changed for the better or the worse, we are called happy or unhappy.For he, who, from being an infant or a child, becomes a corpse, is called unhappy ; whereas it is set down to happiness, if we have been able to live through the whole period of life with a sound mind in a sound body. And, in reality, he, who, as in the case of an infant or a child, has a body capable of very few activities, and depending, for the most part, on external causes, has a mind which, considered in itself alone, is scarcely conscious of itself, or of God, or of things ; whereas, he, who has a body capable of very many activities, has a mind which, considered in itself alone, is highly conscious of itself, of God, and of things. In this life, therefore, we primarily endeavour to bring it about, that the body of a child, in so far as its nature allows and conduces thereto, may be changed into something else capable of very many activities, and referable to a mind which is highly conscious of itself, of God, and of things ; and we desire so to change it, that what is referred to its imagination and memory may become insignificant, in comparison with its intellect, as I have already said in the [Scol. Prop. 38](538sc)." + } + ] + }, + { + "id": "540", + "title": "PROPOSITION 40", + "text": "_In proportion as each thing possesses more of perfection, so is it more active, and less passive ; and, vice versa, in proportion as it is more active, so is it more perfect._", + "childs": [ + { + "id": "540d", + "type": " Proof.", + "text": "In proportion as each thing is more perfect, it possesses more of reality _([Defin. 6](2d6), p. II)_, and, consequently _([Prop. 3](303), p. III and [Scol.](303sc))_, it is to that extent more active and less passive. This demonstration may be reversed, and thus prove that, in proportion as a thing is more active, so is it more perfect. Q.E.D." + }, + { + "id": "540c", + "type": "COROLLARY", + "text": "Hence it follows that the part of the mind which endures, be it great or small, is more perfect than the rest. For the eternal part of the mind _(Prop. [23](523) and [29](529))_ the understanding, through which alone we are said to act _([Prop. 3](303), p. III)_ ; the part which we have shown to perish is the imagination _([Prop. 21](521))_, through which only we are said to be passive _([Prop. 3](303), p. III and [general Defin. of the Emotions](3agd))_ ; therefore, _(by the [foregoing Prop.](540))_the former, be it great or small, is more perfect than the latter." + }, + { + "id": "540sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Such are the doctrines which I had purposed to set forth concerning the mind, in so far as it is regarded without relation to the body ; whence, as also from [Prop. 21](121), Part I and other places, it is plain that our mind, in so far as it understands, is an eternal mode of thinking, which is determined by another eternal mode of thinking, and this other by a third, and so on to infinity ; so that all taken together at once constitute the eternal and infinite intellect of God." + } + ] + }, + { + "id": "541", + "title": "PROPOSITION 41", + "text": "_Even if we did not know that our mind is eternal, we should still consider as of primary importance piety and religion, and generally all things which, in Part IV, we showed to be attributable to courage and high-mindedness._", + "childs": [ + { + "id": "541d", + "type": " Proof.", + "text": "The first and only, foundation of virtue, or the rule of right living is _([Coroll. Prop. 22](422c) and [Prop. 24](424), p. IV)_ seeking one's own true interest. Now, while we determined what reason prescribes as useful, we took no account of the mind's eternity, which has only become known to us in this Fifth Part. Although we were ignorant at that time that the mind is eternal, we nevertheless stated that the qualities attributable to courage and high-mindedness are of primary importance. Therefore, even if we were still ignorant of this doctrine, we should yet put the aforesaid precepts of reason in the first place. Q.E.D." + }, + { + "id": "541sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "The general belief of the multitude seems to be different. Most people seem to believe that they are free, in so far as they may obey their lusts, and that they cede their rights, in so far as they are bound to live according to the commandments of the divine law. They therefore believe that piety, religion, and, generally, all things attributable to firmness of mind, are burdens, which, after death, they hope to lay aside, and to receive the reward for their bondage, that is, for their piety, and religion ; it is not only by this hope, but also, and chiefly, by the fear of being horribly punished after death, that they are induced to live according to the divine commandments, so far as their feeble and infirm spirit will carry them.If men had not this hope and this fear, but believed that the mind perishes with the body, and that no hope of prolonged life remains for the wretches who are broken down with the burden of piety, they would return to their own inclinations, controlling everything in accordance with their lusts, and desiring to obey fortune rather than themselves. Such a course appears to me not less absurd than if a man, because he does not believe that he can by wholesome food sustain his body for ever, should wish to cram himself with poisons and deadly fare ; or if, because he sees that the mind is not eternal or immortal, he should prefer to be out of his mind altogether, and to live without the use of reason ; these ideas are so absurd as to be scarcely worth refuting." + } + ] + }, + { + "id": "542", + "title": "PROPOSITION 42", + "text": "_Blessedness is not the reward of virtue, but virtue itself ; neither do we rejoice therein, because we control our lusts, but, contrariwise, because we rejoice therein, we are able to control our lusts._", + "childs": [ + { + "id": "542d", + "type": " Proof.", + "text": "Blessedness consists in love towards God _([Prop. 36](536) and [Scol.](536sc))_, which love springs from the third kind of knowledge _([Coroll. Prop. 32](532c))_ ; therefore this love _(Prop. [59](359) and [3](303), p. III)_ must be referred to the mind, in so far as the latter is active ; therefore _([Defin. 8](4d8), p. IV)_ it is virtue itself. This was our first point. Again, in proportion as the mind rejoices more in this divine love or blessedness, so does it the more understand _([Prop. 32](532))_ ; that is _([Coroll. Prop. 3](503c))_, so much the more power has it over the emotions, and _([Prop. 38](538))_ so much the less is it subject to those emotions which are evil ; therefore, in proportion as the mind rejoices in this divine love or blessedness, so has it the power of controlling lusts. And, since human power in controlling the emotions consists solely in the understanding, it follows that no one rejoices in blessedness, because he has controlled his lusts, but, contrariwise, his power of controlling his lusts arises from this blessedness itself. Q.E.D." + }, + { + "id": "542sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "I have thus completed all I wished to set forth touching the mind's power over the emotions and the mind's freedom. Whence it appears, how potent is the wise man, and how much he surpasses the ignorant man, who is driven only by his lusts. For the ignorant man is not only distracted in various ways by external causes without ever gaining, the true acquiescence of his spirit, but moreover lives, as it were unwitting of himself, and of God, and of things, and as soon as he ceases to suffer, ceases also to be. Whereas the wise man, in so far as he is regarded as such, is scarcely at all disturbed in spirit, but, being conscious of himself, and of God, and of things, by a certain eternal necessity, never ceases to be, but always possesses true acquiescence of his spirit. If the way which I have pointed out as leading to this result seems exceedingly hard, it may nevertheless be discovered. Needs must it be hard, since it is so seldom found. How would it be possible, if salvation were ready to our hand, and could without great labour be found, that it should be by almost all men neglected? But all things excellent are as difficult as they are rare." + } + ] + }, + { + "title":"_THE END._", + "type":"title" + } + ] + } +] diff --git a/assets/jsondb/spinoza-ethica-fr-appuhn.json b/assets/jsondb/spinoza-ethica-fr-appuhn.json index df9d86e..25eff71 100644 --- a/assets/jsondb/spinoza-ethica-fr-appuhn.json +++ b/assets/jsondb/spinoza-ethica-fr-appuhn.json @@ -1,5423 +1,5427 @@ -[ - { - "index":0, - "id":"intro", - "text": "ÉTHIQUE \ndémontrée suivant l'Ordre Géométrique \nET \n_divisée en cinq Parties,_ \n_dans lesquelles il s'agit,_" - }, - { - "index": 1, - "id": "p1", - "title": "_Première Partie,_ DE DIEU.", - "enonces": [ - { - "title":"DÉFINITIONS", - "type":"title" - }, - { - "id":"1d1", - "title":"I.", - "text": "J'entends par cause de soi ce dont l'essence enveloppe l'existence ; autrement dit, ce dont la nature ne peut être conçue sinon comme existante.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d2", - "title": "II.", - "text": "Cette chose est dite finie en son genre, qui peut être limitée par une autre de même nature. Par exemple un corps est dit fini, parce que nous en concevons toujours un autre plus grand. De même une pensée est limitée par une autre pensée. Mais un corps n'est pas limité par une pensée, ni une pensée par un corps.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d3", - "title": "III.", - "text": "J'entends par substance ce qui est en soi et est conçu par soi : c'est-à-dire ce dont le concept n'a pas besoin du concept d'une autre chose, duquel il doive être formé.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d4", - "title": "IV.", - "text": "J'entends par attribut ce que l'entendement perçoit d'une substance comme constituant son essence.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d5", - "title": "V.", - "text": "J'entends par mode les affections d'une substance, autrement dit ce qui est dans une autre chose, par le moyen de laquelle il est aussi conçu.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d6", - "title": "VI.", - "text": "J'entends par Dieu un être absolument infini, c'est-à-dire une substance constituée par une infinité d'attributs dont chacun exprime une essence éternelle et infinie.", - "childs": [ - { - "id": "1d6e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Je dis absolument infini et non infini en son genre ; car de ce qui est infini seulement dans son genre, nous pouvons nier une infinité d'attributs ; pour ce qui au contraire est absolument infini, tout ce qui exprime une essence et n'enveloppe aucune négation appartient à son essence." - } - ] - }, - { - "id": "1d7", - "title": "VII.", - "text": "Cette chose est dite^[Je traduis _dicitur_ au lieu de dicetur] libre qui existe par la seule nécessité de sa nature et est déterminée par soi seule à agir : cette chose est dite nécessaire ou plutôt contrainte qui est déterminée par une autre à exister et à produire quelque effet dans une condition certaine et déterminée.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d8", - "title": "VIII.", - "text": "J'entends par éternité l'existence elle-même en tant qu'elle est conçue comme suivant nécessairement de la seule définition d'une chose éternelle.", - "childs": [ - { - "id": "1d8e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Une telle existence, en effet, est conçue comme une vérité éternelle, de même que l'essence de la chose, et, pour cette raison, ne peut être expliquée par la durée ou le temps, alors même que la durée est conçue comme n'ayant ni commencement ni fin." - } - ] - }, - { - "title":"AXIOMES", - "type":"title" - }, - { - "id": "1a1", - "title": "I.", - "text": "Tout ce qui est, est ou bien en soi, ou bien en autre chose.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a2", - "title": "II.", - "text": "Ce qui ne peut être conçu par le moyen d'une autre chose, doit être conçu par soi.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a3", - "title": "III.", - "text": "D'une cause déterminée que l'on suppose donnée, suit nécessairement un effet, et au contraire si nulle cause déterminée n'est donnée, il est impossible qu'un effet suive.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a4", - "title": "IV.", - "text": "La connaissance de l'effet dépend de la connaissance de la cause et l'enveloppe.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a5", - "title": "V.", - "text": "Les choses qui n'ont rien de commun l'une avec l'autre ne se peuvent non plus connaître l'une par l'autre ; autrement dit, le concept de l'une n'enveloppe pas le concept de l'autre.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a6", - "title": "VI.", - "text": "Une idée vraie doit s'accorder avec l'objet dont elle est l'idée.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a7", - "title": "VII.", - "text": "Toute chose qui peut être conçue comme non existante, son essence n'enveloppe pas l'existence.", - "childs": [] - }, - { - "id": "101", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_Une substance est antérieure en nature à ses affections._", - "childs": [ - { - "id": "101d", - "type": "DÉMONSTRATION", - "text": "Cela est évident par les Définitions _[3](1d3)_ et _[5](1d5)_." - } - ] - }, - { - "id": "102", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_Deux substances ayant des attributs différents n'ont rien de commun entre elles._", - "childs": [ - { - "id": "102d", - "type": "DÉMONSTRATION", - "text": "Cela est évident par la _[Défin. 3](1d3)_. Chacune, en effet, doit exister en elle-même et doit être conçue par elle-même, autrement dit le concept de l'une n'enveloppe pas le concept de l'autre." - } - ] - }, - { - "id": "103", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_Si des choses n'ont rien de commun entre elles, l'une d'elles ne peut être cause de l'autre._", - "childs": [ - { - "id": "103d", - "type": "DÉMONSTRATION", - "text": "Si elles n'ont rien de commun entre elles, elles ne peuvent donc _(par l'[Axiom. 5](1a5))_ se connaître l'une par l'autre, et ainsi _(par l'[Axiom. 4](1a4))_ l'une ne peut être cause de l'autre. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "104", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_Deux ou plusieurs choses distinctes se distinguent entre elles ou bien par la diversité des attributs des substances, ou bien par la diversité des affections des substances._", - "childs": [ - { - "id": "104d", - "type": "DÉMONSTRATION", - "text": "Tout ce qui est, est en soi ou en autre chose _(par l'[Axiom. 1](1a1))_, c'est-à-dire _(par les Défin.2d1 [3](1d3) et [5](1d5))_ que rien n'est donné hors de l'entendement, sinon les substances et leurs affections. Rien donc n'est donné hors de l'entendement par quoi plusieurs choses puissent se distinguer, sinon les substances ou, ce qui _(par la [Défin. 4](1d4))_ revient au même, leurs attributs, et leurs affections. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "105", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_Il ne peut y avoir dans la nature deux ou plusieurs substances de même nature ou attribut._", - "childs": [ - { - "id": "105d", - "type": "DÉMONSTRATION", - "text": "S'il existait plusieurs substances distinctes, elles devraient se distinguer entre elles ou par la diversité des attributs ou par la diversité des affections _([par la Prop. précéd.](104))_. Si elles se distinguent seulement par la diversité des attributs, il est donc accordé qu'il n'y en a qu'une du même attribut. Si maintenant elles se distinguent par la diversité des affections, comme une substance _(par la [Prop. 1](101))_ est antérieure en nature à ses affections, on ne pourra, mettant ses affections à part et la considérant en elle-même, c'est-à-dire _(par la [Défin. 3](1d3) et l'[Axiom. 6](1a6))_ en vérité, la concevoir comme distincte d'une autre, en d'autres termes _([par la Prop. précéd.](104))_ il ne pourra y avoir plusieurs substances, mais seulement une. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "106", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_Une substance ne peut pas être produite par une autre substance._", - "childs": [ - { - "id": "106d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Il ne peut pas y avoir dans la nature deux substances de même attribut _(par la [Prop. précéd.](105))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 2](102))_ ayant entre elles quelque chose de commun. Et ainsi _(par la [Prop. 3](103))_ l'une ne peut pas être cause de l'autre, autrement dit l'une ne peut pas être produite par l'autre. CQFD." - }, - { - "id": "106c", - "type": "COROLLAIRE", - "text": "Il suit de là qu'une substance ne peut pas être produite par autre chose. Car rien n'est donné dans la Nature sinon les substances et leurs affections, comme il est évident par l'_[Axiom. 1](1a1)_ et les _Défin. [3](1d3)_ et _[5](1d5)_. Or une substance ne peut être produite par une autre substance _([par la Prop. précéd.](106))_. Donc, absolument parlant, une substance ne peut pas être produite par autre chose. CQFD." - }, - { - "id": "106a", - "type": "_Autre démonstration_", - "text": "Cette proposition se démontre encore plus facilement par l'absurdité de la contradictoire. Si en effet une substance pouvait être produite par autre chose, sa connaissance devrait dépendre de la connaissance de sa cause _(par l'[Axiom. 4](1a4))_ ; et ainsi _(par la [Défin. 3](1d3))_ elle ne serait pas une substance." - } - ] - }, - { - "id": "107", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_Il appartient à la nature d'une substance d'exister._", - "childs": [ - { - "id": "107d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une substance ne peut pas être produite par autre chose _([par le Coroll. Prop. précéd.](106c))_, elle sera donc cause de soi, c'est-à-dire _(par la [Défin. 1](1d1))_ que son essence enveloppe nécessairement l'existence, autrement dit il appartient à sa nature d'exister. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "108", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_Toute substance est nécessairement infinie._", - "childs": [ - { - "id": "108d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une substance ayant un certain attribut ne peut être qu'unique _(par la [Prop. 5](105))_, et il appartient à sa nature d'exister _(par la [Prop. 7](107))_. Il sera donc de sa nature qu'elle existe soit comme chose finie, soit comme chose infinie. Mais ce ne peut être comme chose finie ; car _(par la [Défin. 2](1d2))_ elle devrait être limitée par une autre de même nature qui, elle aussi _(par la [Prop. 7](107))_ devrait nécessairement exister ; il y aurait donc deux substances de même attribut, ce qui _(par la [Prop. 5](105))_ est absurde. Elle existe donc comme infinie. CQFD." - }, - { - "id": "108sc1", - "type": "SCOLIE 1", - "text": "Comme « être fini » est, en réalité, une négation partielle, et « être infini », l'affirmation absolue de l'existence d'une nature quelconque, il suit donc de la seule _[Prop. 7](107)_ que toute substance doit être infinie." - }, - { - "id": "108sc2", - "type": "SCOLIE 2", - "text": "Je ne doute pas qu'à tous ceux qui jugent des choses confusément et n'ont pas accoutumé de les connaître par leurs premières causes, il ne soit difficile de concevoir la [Démonstration de la _Prop._ 7](107d) ; ils ne distinguent pas en effet entre les modifications des substances et les substances elles-mêmes et ne savent pas comment les choses sont produites. D'où vient qu'ils forgent pour les substances l'origine qu'ils voient qu'ont les choses de la nature. Ceux qui en effet ignorent les vraies causes des choses, confondent tout et, sans aucune protestation de leur esprit, forgent aussi bien des arbres que des hommes parlants, imaginent des hommes naissant de pierres aussi bien que de liqueur séminale et des formes quelconques se changeant en d'autres également quelconques. De même aussi ceux qui confondent la nature divine avec l'humaine, attribuent facilement à Dieu les affections de l'âme humaine, surtout pendant le temps qu'ils ignorent encore comment se produisent ces affections. Si, au contraire, les hommes étaient attentifs à la nature de la substance, ils ne douteraient aucunement de la vérité de la _[Prop._ 7](107) ; bien mieux, cette Proposition serait pour tous un axiome et on la rangerait au nombre des notions communes. Car on entendrait par substance ce qui est en soi et est conçu par soi, c'est-à-dire ce dont la connaissance n'a pas besoin de la connaissance d'une autre chose ; par modifications, ce qui est en autre chose, le concept des modifications se formant du concept de la chose en quoi elles sont. C'est pourquoi nous pouvons avoir des idées vraies de modifications non existantes ; bien qu'elles n'existent pas en acte hors de l'entendement, leur essence en effet n'en est pas moins comprise en une autre chose par laquelle on peut la concevoir, tandis que la vérité des substances en dehors de l'entendement ne réside qu'en elles-mêmes, parce qu'elles se conçoivent par elles-mêmes. Si donc l'on disait qu'on a d'une substance une idée claire et distincte, c'est-à-dire vraie, et qu'on doute néanmoins si cette substance existe, en vérité tant vaudrait dire qu'on a une idée vraie et qu'on doute si elle est fausse (ainsi qu'il devient manifeste avec un peu d'attention) ; ou encore qui admettrait la création d'une substance, admettrait du même coup qu'une idée fausse est devenue vraie, et rien de plus absurde ne peut se concevoir. Il faut donc nécessairement reconnaître que l'existence d'une substance, tout de même que son essence, est une vérité éternelle. Et de là nous pouvons conclure d'une nouvelle manière qu'il ne peut y avoir qu'une substance unique d'une certaine nature, ce que j'ai cru qui valait la peine d'être montré ici. Mais pour le faire avec ordre il faut observer : I. que la vraie définition de chaque chose n'enveloppe et n'exprime rien sinon la nature de la chose définie. D'où suit : II. que nulle définition n'enveloppe et n'exprime jamais aucun nombre déterminé d'individus, puisqu'elle n'exprime rien, sinon la nature de la chose définie. Par exemple, la définition du triangle n'exprime rien de plus que la seule nature du triangle, non du tout un nombre déterminé de triangles ; III. Il faut noter que pour chaque chose existante il y a nécessairement une certaine cause en vertu de laquelle elle existe ; IV. il faut enfin noter que cette cause en vertu de laquelle une chose existe doit ou bien être contenue dans la nature même et la définition de la chose existante _(alors en effet il appartient à sa nature d'exister)_ ou bien être donnée en dehors d'elle. Cela posé, il suit que, si dans la nature il existe un certain nombre d'individus, il doit y avoir nécessairement une cause en vertu de laquelle ces individus et non un moindre ou un plus grand nombre existent. Si, par exemple, il existe dans la nature vingt hommes _(je suppose pour plus de clarté qu'ils existent tous en même temps et n'ont pas été précédés par d'autres)_, il ne suffira pas _(pour rendre compte de l'existence de ces vingt hommes)_ que nous fassions connaître la cause de la nature humaine en général ; il faudra, en outre, que nous fassions connaître la cause pour laquelle il n'en existe ni plus ni moins de vingt, puisque _(en vertu de la III. observation)_ il doit y avoir nécessairement une cause de l'existence de chacun. Mais cette cause _(suivant les observations II. et III.)_ ne peut être contenue dans la nature humaine elle-même, puisque la vraie définition de l'homme n'enveloppe pas le nombre de vingt ; et ainsi _(d'après l'observation IV.)_ la cause pour laquelle ces vingt hommes existent, et conséquemment chacun d'eux en particulier, doit être nécessairement donnée en dehors de chacun ; et, pour cette raison, il faut conclure absolument que pour toute chose telle que plusieurs individus de sa nature puissent exister, il doit y avoir nécessairement une cause extérieure en vertu de laquelle ces individus existent. Dès lors, puisque _(comme on l'a déjà montré dans ce Scolie)_ il appartient à la nature d'une substance d'exister, sa définition doit envelopper l'existence nécessaire et conséquemment son existence doit se conclure de sa seule définition. Mais de sa définition _(comme on le voit par les observations II. et III.)_ ne peut suivre l'existence de plusieurs substances ; il en suit donc nécessairement qu'il n'existe qu'une seule substance de même nature, ce qu'on se proposait d'établir." - } - ] - }, - { - "id": "109", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_À proportion de la réalité ou de l'être que possède chaque chose, un plus grand nombre d'attributs lui appartiennent._", - "childs": [ - { - "id": "109d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident par la _[Défin. 4](1d4)_." - } - ] - }, - { - "id": "110", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_Chacun des attributs d'une même substance doit être conçu par soi._", - "childs": [ - { - "id": "110d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Un attribut est en effet ce que l'entendement perçoit d'une substance comme constituant son essence _(par la [Défin. 4](1d4))_ ; et par suite _(par la [Définition 3](1d3))_ il doit être conçu par soi. CQFD." - }, - { - "id": "110sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Par là il apparaît qu'encore bien que deux attributs soient conçus comme réellement distincts, c'est-à-dire l'un sans le secours de l'autre, nous ne pouvons en conclure cependant qu'ils constituent deux êtres, c'est-à-dire deux substances différentes, car il est de la nature d'une substance que chacun de ses attributs soit conçu par soi ; puisque tous les attributs qu'elle possède ont toujours été à la fois en elle et que l'un ne peut être produit par l'autre, mais que chacun exprime la réalité ou l'être de la substance. Il s'en faut donc de beaucoup qu'il y ait absurdité à rapporter plusieurs attributs à une même substance ; il n'est rien, au contraire, dans la nature de plus clair que ceci : chaque être doit être conçu sous un certain attribut et, à proportion de la réalité ou de l'être qu'il possède, il a un plus grand nombre d'attributs qui expriment et une nécessité, autrement dit une éternité et une infinité ; et conséquemment aussi que ceci : un être absolument infini doit être nécessairement défini _(comme il est dit dans la [Défin. 6](1d6))_ un être qui est constitué par une infinité d'attributs dont chacun exprime une certaine essence éternelle et infinie. Si l'on demande maintenant à quel signe nous pourrons donc reconnaître la diversité des substances, qu'on lise les Propositions suivantes : elles montrent qu'il n'existe dans la nature qu'une substance unique et qu'elle est absolument infinie, ce qui fait qu'on chercherait vainement un tel signe." - } - ] - }, - { - "id": "111", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_Dieu, c'est-à-dire une substance constituée par une infinité d'attributs dont chacun exprime une essence éternelle et infinie, existe nécessairement._", - "childs": [ - { - "id": "111d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si vous niez cela, concevez, si cela est possible, que Dieu n'existe pas. Son essence _(par l'[Axiom. 7](1a7))_ n'enveloppe donc pas l'existence. Or cela _(par la [Prop. 7](107))_ est absurde ; donc Dieu existe nécessairement. CQFD." - }, - { - "id": "111a1", - "type": "_Autre démonstration_", - "text": "Pour toute chose il doit y avoir une cause, ou raison assignable, pourquoi elle existe ou pourquoi elle n'existe pas. Par exemple, si un triangle existe, il doit y avoir une raison ou cause pourquoi il existe ; s'il n'existe pas, il doit aussi y avoir une raison ou cause qui empêche qu'il n'existe ou ôte son existence. Cette raison ou cause d'ailleurs doit être contenue ou bien dans la nature de la chose ou bien hors d'elle. La raison, par exemple, pour laquelle un cercle carré n'existe pas, sa nature même l'indique, attendu qu'elle enveloppe une contradiction. Pourquoi une substance au contraire existe, cela suit aussi de sa seule nature, parce^[Je traduis _quia_ au lieu de _quae_.] qu'elle enveloppe l'existence nécessaire _(voir la [Prop. 7](107))_. Il en est autrement de la raison qui fait qu'un cercle ou un triangle existe, ou qu'il n'existe pas ; elle ne suit pas de leur nature, mais de l'ordre de la nature corporelle tout entière ; car il doit suivre de cet ordre, ou bien que ce triangle existe actuellement par nécessité, ou qu'il est impossible qu'il existe actuellement. Et cela est par soi évident. Il s'ensuit que cette chose existe nécessairement, pour laquelle il n'est donné aucune raison ou cause qui empêche qu'elle n'existe. Si donc aucune raison ou cause ne peut être donnée qui empêche que Dieu n'existe ou ôte son existence, on ne pourra du tout éviter de conclure qu'il existe nécessairement. Mais, pour qu'une telle raison ou cause pût être donnée, elle devrait être contenue ou bien dans la nature même de Dieu, ou en dehors de cette nature, c'est-à-dire dans une autre substance de nature autre. Car si elle était de même nature, il serait accordé par là même qu'un Dieu est donné. Mais une substance qui serait d'une autre nature, ne pourrait rien avoir de commun avec Dieu _(par la [Prop. 2](102))_ et donc ne pourrait ni poser son existence ni l'ôter. Puis donc que la raison ou cause qui ôterait l'existence divine ne peut être donnée en dehors de la nature de Dieu, elle devra nécessairement, si l'on veut qu'il n'existe pas, être contenue dans sa propre nature, laquelle devrait alors envelopper une contradiction. Or^[Land donne ici _atque_ au lieu de _atqui_ que je traduis.], il est absurde d'affirmer cela d'un Être absolument infini et souverainement parfait ; donc, ni en Dieu ni hors de Dieu il n'est donné aucune raison ou cause qui ôte son existence, et en conséquence Dieu existe nécessairement. CQFD." - }, - { - "id": "111a2", - "type": "_Autre démonstration_", - "text": "Pouvoir ne pas exister c'est impuissance et, au contraire, pouvoir exister c'est puissance _(comme il est connu de soi)_. Si donc ce qui existe à l'instant actuel nécessairement, ce sont seulement des êtres finis, des êtres finis seront plus puissants qu'un Être absolument infini ; or cela _(comme il est connu de soi)_ est absurde ; donc ou bien rien n'existe ou bien un Être absolument infini existe aussi nécessairement. Or nous existons ou bien en nous-mêmes ou bien en une autre chose qui existe nécessairement _(voir l'[Axiom. 1](1a1) et la [Prop. 7](107))_ ; donc un Être absolument infini, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6))_ Dieu, existe nécessairement. CQFD." - }, - { - "id": "111sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Dans cette dernière démonstration, j'ai voulu faire voir l'existence de Dieu _a posteriori_, afin que la preuve fût plus aisée à percevoir ; ce n'est pas que l'existence de Dieu ne suive _a priori_ du même principe. Car, si pouvoir exister c'est puissance, il s'ensuit que, plus à la nature d'une chose il appartient de réalité, plus elle a par elle-même de forces pour exister ; ainsi un Être absolument infini, autrement dit Dieu, a de lui-même une puissance absolument infinie d'exister et, par suite, il existe absolument. Peut-être cependant beaucoup de lecteurs ne verront-ils pas aisément l'évidence de cette démonstration, parce qu'ils ont accoutumé de considérer seulement les choses qui proviennent^[La leçon _fiunt_ me paraît préférable à celle de Land qui est _fluunt_.] de causes extérieures ; et parmi ces choses, celles qui se forment vite, c'est-à-dire existent facilement, ils les voient aussi périr facilement, tandis que celles qu'ils conçoivent comme plus riches en possessions, ils les jugent plus difficiles à faire, c'est-à-dire qu'ils ne croient pas qu'elles existent si facilement. Pour les libérer de ces préjugés cependant, je n'ai pas besoin de montrer ici dans quelle mesure est vrai ce dicton : _ce qui se fait vite périt de même_ ; ni même si, eu égard à la nature totale, toutes choses sont également faciles ou non. Il suffit de noter seulement que je ne parle pas ici de choses qui proviennent de causes extérieures, mais seulement des substances, qui _(par la [Prop. 6](106))_ ne peuvent être produites par aucune cause extérieure. Car pour les choses qui proviennent de causes extérieures, qu'elles se composent de beaucoup de parties ou d'un petit nombre, tout ce qu'elles ont de perfection ou de réalité est dû à la vertu de la cause extérieure, et ainsi leur existence provient de la seule perfection de cette cause, non de la leur. Au contraire, tout ce qu'une substance a de perfection, cela n'est dû à aucune cause extérieure, c'est pourquoi de sa seule nature doit suivre son existence, qui par là n'est autre chose que son essence. La perfection donc d'une chose n'ôte pas l'existence, mais au contraire la pose ; c'est son imperfection qui l'ôte ; et ainsi nous ne pouvons être plus certains de l'existence d'aucune chose que de l'existence d'un Être absolument infini ou parfait, c'est-à-dire de Dieu. Car, puisque son essence exclut toute imperfection, et enveloppe la perfection absolue, par là même elle ôte toute raison de douter de son existence et en donne une certitude souveraine, comme je crois que le verra toute personne un peu attentive." - } - ] - }, - { - "id": "112", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_De nul attribut d'une substance il ne peut être formé un concept vrai d'où il suivrait que cette substance pût être divisée._", - "childs": [ - { - "id": "112d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ou bien en effet les parties dans lesquelles la substance ainsi conçue serait divisée retiendront la nature de la substance, ou bien elles ne la retiendront pas. Dans la première hypothèse chaque partie _(par la [Prop. 8](108))_ devra être infinie et _(par la [Prop. 6](106))_ cause de soi, et _(par la [Prop. 5](105))_ être constituée par un attribut différent ; ainsi d'une seule substance plusieurs substances pourront être formées, ce qui _(par la [Prop. 6](106))_ est absurde. Ajoutez que les parties _(par la [Prop. 2](102))_ n'auraient rien de commun avec leur tout, et que le tout _(par la [Défin. 4](1d4) et la [Prop. 10](110))_ pourrait être et être conçu sans ses parties, ce que personne ne pourra douter qui ne soit absurde. Soit maintenant la deuxième hypothèse, à savoir que les parties ne retiendront pas la nature de la substance ; dès lors, si la substance entière était divisée en parties égales, elle perdrait sa nature de substance et cesserait d'être, ce qui _(par la [Prop. 7](107))_ est absurde." - } - ] - }, - { - "id": "113", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_Une substance absolument infinie est indivisible._", - "childs": [ - { - "id": "113d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si elle était divisible, les parties dans lesquelles elle serait divisée, ou bien retiendraient la nature d'une substance absolument infinie, ou bien ne la retiendraient pas. Dans la première hypothèse il y aurait plusieurs substances de même nature, ce qui _(par la [Prop. 5](105))_ est absurde. Dans la deuxième une substance absolument infinie pourrait, comme on l'a vu plus haut, cesser d'être, ce qui _(par la [Prop. 11](111))_ est également absurde." - }, - { - "id": "113c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que nulle substance et en conséquence nulle substance corporelle, en tant qu'elle est une substance, n'est divisible." - }, - { - "id": "113sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Qu'une substance est indivisible, cela se connaît encore plus simplement par cela seul que la nature d'une substance ne peut être conçue autrement que comme infinie, et que, par partie d'une substance, il ne se peut rien entendre sinon une substance finie, ce qui _par la [Prop. 8](108))_ implique une contradiction manifeste." - } - ] - }, - { - "id": "114", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_Nulle substance en dehors de Dieu ne peut être donnée ni conçue._", - "childs": [ - { - "id": "114d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Dieu est un être absolument infini, duquel nul attribut, qui exprime une essence de substance, ne peut être nié _(par la [Défin. 6](1d6))_, et il existe nécessairement _(par la [Prop. 11](111))_ ; si donc quelque substance existait en dehors de Dieu, elle devrait être expliquée par quelque attribut de Dieu, et ainsi il existerait deux substances de même attribut, ce qui _(par la [Prop. 5](105))_ est absurde ; par suite, nulle substance, en dehors de Dieu, ne peut exister et conséquemment aussi être conçue. Car, si elle pouvait être conçue, elle devrait nécessairement être conçue comme existante ; or cela _(par la première partie de cette Démonstration)_ est absurde. Donc en dehors de Dieu nulle substance ne peut exister ni être conçue. CQFD." - }, - { - "id": "114c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Il suit de là très clairement : I. que Dieu est unique, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6))_ qu'il n'y a dans la nature qu'une seule substance et qu'elle est absolument infinie comme nous l'avons déjà indiqué dans le _[Scolie de la Prop. 10](110sc)_." - }, - { - "id": "114c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Il suit : II. que la chose pensante et la chose étendue sont ou bien des attributs de Dieu ou bien _(par l'[Axiom. 1](1a1))_ des affections des attributs de Dieu." - } - ] - }, - { - "id": "115", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_Tout ce qui est, est en Dieu et rien ne peut sans Dieu être ni être conçu._", - "childs": [ - { - "id": "115d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "En dehors de Dieu nulle substance ne peut exister ni être conçue _(par la [Prop. 14](114))_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 3](1d3))_ nulle chose qui est en soi et conçue par soi. D'autre part, des modes _(par la [Défin. 5](1d5))_ ne peuvent exister ni être conçus sans une substance ; donc ils ne peuvent exister que dans la seule nature divine et être conçus que par elle. Or rien n'existe en dehors des substances et des modes _(par l'[Axiom. 1](1a1))_. Donc rien ne peut sans Dieu exister ni être conçu. CQFD." - }, - { - "id": "115sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Il y en a qui forgent un Dieu composé comme un homme d'un corps et d'une âme et soumis aux passions ; combien ceux-là sont éloignés de la vraie connaissance de Dieu, les démonstrations précédentes suffisent à l'établir. Je laisse ces hommes de côté, car ceux qui ont quelque peu pris en considération la nature divine sont d'accord pour nier que Dieu soit corporel. Et ils tirent très justement la preuve de cette vérité de ce que nous entendons par corps toute quantité longue, large et profonde, limitée par une certaine figure, ce qui est la chose la plus absurde qui se puisse dire de Dieu, être absolument infini. En même temps, toutefois, ils font voir clairement, en essayant de le démontrer par d'autres raisons, qu'ils séparent entièrement la substance corporelle ou étendue de la nature de Dieu, et admettent qu'elle est créée par Dieu. Mais ils ignorent complètement par quelle puissance divine elle a pu être créée, ce qui montre clairement qu'ils ne connaissent pas ce qu'ils disent eux-mêmes. J'ai, du moins, démontré assez clairement, autant que j'en puis juger _(voir le [Coroll. Prop. 6](106c) et le [Scol. 2 Prop. 8](108sc2))_ que nulle substance ne peut être produite ou créée par un autre être. De plus nous avons montré par la [Prop. 14](114) qu'en dehors de Dieu nulle substance ne peut être ni être conçue ; et nous avons conclu de là que la substance étendue est l'un des attributs infinis de Dieu. En vue toutefois d'une explication plus complète, je réfuterai les arguments de ces adversaires qui tous se ramènent à ceci : _Primo_, que la substance corporelle, en tant que substance, se compose à ce qu'ils pensent, de parties ; et, pour cette raison, ils nient qu'elle puisse être infinie et conséquemment qu'elle puisse appartenir à Dieu. Ils expriment cela par de nombreux exemples dont je rapporterai quelques-uns. Si la substance corporelle, disent-ils, est infinie, qu'on la conçoive divisée en deux parties : chacune d'elles sera ou finie ou infinie. Dans la première hypothèse l'infini se compose de deux parties finies, ce qui est absurde. Dans la deuxième il y aura donc un infini double d'un autre, ce qui n'est pas moins absurde. De plus, si une quantité infinie est mesurée au moyen de parties ayant la longueur d'un pied, elle devra se composer d'une infinité de ces parties ; de même, si elle est mesurée au moyen de parties ayant la longueur d'un pouce ; et, en conséquence, un nombre infini sera douze fois plus grand qu'un autre nombre infini. ![Graph 1](/assets/img/graph-01.png) Enfin, si l'on conçoit que deux lignes A B, A C partent d'un point d'une quantité infinie et, situées à une certaine distance d'abord déterminée, soient prolongées à l'infini, il est certain que la distance entre B et C augmentera continuellement et de déterminée deviendra enfin indéterminable. Puis donc que ces absurdités sont, à ce qu'ils pensent, la conséquence de ce qu'on suppose une quantité infinie, ils en concluent que la substance corporelle doit être finie et en conséquence n'appartient pas à l'essence de Dieu. Un deuxième argument se tire aussi de la souveraine perfection de Dieu : Dieu, disent-ils, puisqu'il est un être souverainement parfait, ne peut pâtir ; or la substance corporelle, puisqu'elle est divisible, peut pâtir ; il suit donc qu'elle n'appartient pas à l'essence de Dieu. Tels sont les arguments, trouvés par moi dans les auteurs, par lesquels on essaie de montrer que la substance corporelle est indigne de la nature de Dieu et ne peut lui appartenir. Si cependant l'on veut bien y prendre garde, on reconnaîtra que j'y ai déjà répondu ; puisque ces arguments se fondent seulement sur ce que l'on suppose la substance corporelle composée de parties, ce que j'ai déjà fait voir _([Prop. 12](112) avec le [Coroll. Prop. 13](113c))_ qui est absurde. Ensuite, si l'on veut examiner la question, on verra que toutes ces conséquences absurdes _(à supposer qu'elles le soient toutes, point que je laisse en dehors de la présente discussion)_, desquelles ils veulent conclure qu'une substance étendue est finie, ne découlent pas le moins du monde de ce qu'on suppose une quantité infinie, mais de ce qu'on suppose cette quantité infinie mesurable et composée de parties fines ; on ne peut donc rien conclure de ces absurdités, sinon qu'une quantité infinie n'est pas mesurable et ne peut se composer de parties finies. Et c'est cela même que nous avons déjà démontré plus haut _([Prop. 12](112), etc.)_. Le trait qu'ils nous destinent est donc jeté en réalité contre eux-mêmes. S'ils veulent d'ailleurs conclure de l'absurdité de leur propre supposition qu'une substance étendue doit être finie, en vérité ils font tout comme quelqu'un qui, pour avoir forgé un cercle ayant les propriétés du carré, en conclurait qu'un cercle n'a pas un centre d'où toutes les lignes tracées jusqu'à la circonférence sont égales. Car la substance corporelle, qui ne peut être conçue autrement qu'infinie, unique et indivisible _(voir Prop. [8](108), [5](105) et [12](112))_, ils la conçoivent multiple et divisible, pour pouvoir en conclure qu'elle est finie. C'est ainsi que d'autres, après s'être imaginé qu'une ligne est composée de points, savent trouver de nombreux arguments pour montrer qu'une ligne ne peut être divisée à l'infini. Et en effet il n'est pas moins absurde de supposer que la substance corporelle est composée de corps ou de parties, que de supposer le corps formé de surfaces, la surface de lignes, la ligne, enfin, de points. Et cela, tous ceux qui savent qu'une raison claire est infaillible, doivent le reconnaître, et en premier lieu ceux qui nient qu'un vide soit donné. Car si la substance corporelle pouvait être divisée de telle sorte que ses parties fussent réellement distinctes, pourquoi une partie ne pourrait-elle pas être anéantie, les autres conservant entre elles les mêmes connexions qu'auparavant? Et pourquoi doivent-elles toutes convenir entre elles de façon qu'il n'y ait pas de vide? Certes si des choses sont réellement distinctes les unes des autres, l'une peut exister et conserver son état sans l'autre. Puis donc qu'il n'y a pas de vide dans la Nature (nous nous sommes expliqués ailleurs là-dessus) mais que toutes les parties doivent convenir entre elles de façon qu'il n'y en ait pas, il suit de là qu'elles ne peuvent se distinguer réellement, c'est-à-dire que la substance corporelle, en tant qu'elle est substance, ne peut pas être divisée. Si cependant l'on demande pourquoi nous inclinons ainsi par nature à diviser la quantité? je réponds que la quantité est conçue par nous en deux manières : savoir abstraitement, c'est-à-dire superficiellement, telle qu'on se la représente par l'imagination, ou comme une substance, ce qui n'est possible qu'à l'entendement. Si donc nous avons égard à la quantité telle qu'elle est dans l'imagination, ce qui est le cas ordinaire et le plus facile, nous la trouverons finie, divisible et composée de parties ; si, au contraire, nous la considérons telle qu'elle est dans l'entendement et la concevons en tant que substance, ce qui est très difficile, alors, ainsi que nous l'avons assez démontré, nous la trouverons infinie, unique et indivisible. Cela sera assez manifeste à tous ceux qui auront su distinguer entre l'imagination et l'entendement : surtout si l'on prend garde aussi que la matière est la même partout et qu'il n'y a pas en elle de parties distinctes, si ce n'est en tant que nous la concevons comme affectée de diverses manières ; d'où il suit qu'entre ses parties il y a une différence modale seulement et non réelle. Par exemple, nous concevons que l'eau, en tant qu'elle est eau, se divise et que ses parties se séparent les unes des autres, mais non en tant qu'elle est substance corporelle ; comme telle, en effet, elle ne souffre ni séparation ni division. De même l'eau, en tant qu'eau, s'engendre et se corrompt ; mais, en tant que substance, elle ne s'engendre ni ne se corrompt. Et par là je pense avoir répondu déjà au deuxième argument puisqu'il se fonde aussi sur cette supposition que la matière, en tant que substance, est divisible et formée de parties. Et eût-il un autre fondement, je ne sais pas pourquoi la matière serait indigne de la nature divine, puisque _(par la [Prop. 14](114))_ i1 ne peut y avoir en dehors de Dieu nulle substance par l'action de laquelle en tant que matière il pâtirait. Toutes, dis-je, sont en Dieu, et tout ce qui arrive, arrive par les seules lois de la nature infinie de Dieu et suit de la nécessité de son essence (comme je le montrerai bientôt) ; on ne peut donc dire à aucun égard que Dieu pâtit par l'action d'un autre être ou que la substance étendue est indigne de la nature divine, alors même qu'on la supposerait divisible, pourvu qu'on accorde qu'elle est éternelle et infinie. Mais en voilà assez sur ce point pour le présent." - } - ] - }, - { - "id": "116", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_De la nécessité de la nature divine doivent suivre en une infinité de modes une infinité de choses, c'est-à-dire tout ce qui peut tomber sous un entendement infini._", - "childs": [ - { - "id": "116d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette Proposition doit être évidente pour chacun, pourvu qu'il ait égard à ce que, de la définition supposée donnée d'une chose quelconque, l'entendement conclut plusieurs propriétés qui en sont réellement les suites nécessaires (c'est-à-dire suivent de l'essence même de là chose), et d'autant plus que la définition de la chose exprime, comme étant enveloppée dans son essence, plus de réalité. Comme d'ailleurs la nature divine a une absolue infinité d'attributs _(par la [Défin. 6](1d6))_, dont chacun exprime une essence infinie en son genre, de sa nécessité doivent suivre en une infinité de modes une infinité de choses, c'est-à-dire tout ce qui peut tomber sous un entendement infini. CQFD." - }, - { - "id": "116c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Il suit de là : I. que Dieu est cause efficiente de toutes les choses qui peuvent tomber sous un entendement infini." - }, - { - "id": "116c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Il suit : II. que Dieu est cause par soi et non par accident." - }, - { - "id": "116c3", - "type": "COROLLAIRE 3", - "text": "Il suit : III. que Dieu est absolument cause première." - } - ] - }, - { - "id": "117", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_Dieu agit par les seules lois de sa nature et sans subir aucune contrainte._", - "childs": [ - { - "id": "117d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous avons montré _([Prop. 16](116))_ que, de la seule nécessité de la nature divine ou (ce qui revient au même) des seules lois de sa nature, suit une absolue infinité de choses et _([Prop. 15](115))_ nous avons démontré que rien ne peut être ni être conçu sans Dieu, mais que tout est en Dieu ; donc rien ne peut être hors de lui, par quoi il soit déterminé à agir ou contraint d'agir, et ainsi Dieu agit par les seules lois de sa nature et sans aucune contrainte. CQFD." - }, - { - "id": "117c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Il suit de là : I. qu'il n'existe aucune cause qui, en dehors de Dieu ou en lui, l'incite à agir, si ce n'est la perfection de sa propre nature." - }, - { - "id": "117c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Il suit : II. que Dieu seul est cause libre. Car Dieu seul existe par la seule nécessité de sa nature _(par la [Prop. 11](111) et le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_ et agit par la seule nécessité de sa nature _(par la [Prop. précédente](117))_. Par suite _(par la [Défin. 7](1d7))_, il est seul cause libre. CQFD." - }, - { - "id": "117sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "D'autres pensent que Dieu est cause libre parce qu'il peut, à ce qu'ils croient, faire que les choses que nous avons dit qui suivent de sa nature ou qui sont en son pouvoir, n'arrivent pas, en d'autres termes, ne soient pas produites par lui. C'est tout comme s'ils disaient : Dieu peut faire qu'il ne suive pas de la nature du triangle que ses trois angles égalent deux droits ; ou que d'une cause donnée l'effet ne suive pas, ce qui est absurde. En outre, je montrerai plus loin et sans le secours de cette Proposition que ni l'entendement ni la volonté n'appartiennent à la nature de Dieu. Je sais bien que plusieurs croient pouvoir démontrer qu'un entendement suprême et une libre volonté appartiennent à la nature de Dieu ; ils disent, en effet, ne rien connaître de plus parfait qu'ils puissent attribuer à Dieu, que ce qui, en nous, est la plus haute perfection. Bien que, cependant, ils conçoivent Dieu comme étant un être souverainement connaissant, ils ne croient cependant pas qu'il puisse rendre existant tout ce dont il a une connaissance actuelle, car ils croiraient ainsi détruire la puissance de Dieu. S'il avait créé, disent-ils, tout ce qui est en son entendement, il n'aurait donc rien pu créer de plus, ce qu'ils croient qui répugne à l'omnipotence divine ; et, par suite, ils ont mieux aimé admettre un Dieu indifférent à toutes choses et ne créant rien d'autre que ce que, par une certaine volonté absolue, il a décrété de créer. Mais je crois avoir montré assez clairement _(voir la [Prop. 16](116))_ que de la souveraine puissance de Dieu, ou de sa nature infinie, une infinité de choses en une infinité de modes, c'est-à-dire tout, a nécessairement découlé ou en suit, toujours avec la même nécessité ; de même que de toute éternité et pour l'éternité il suit de la nature du triangle que ses trois angles égalent deux droits. C'est pourquoi la toute-puissance de Dieu a été en acte de toute éternité et demeure pour l'éternité dans la même actualité. Et de la sorte, la toute-puissance admise en Dieu est beaucoup plus parfaite, du moins à mon jugement. Bien plus, mes adversaires semblent (s'il est permis de parler ouvertement) nier la toute-puissance de Dieu. Ils sont contraints d'avouer, en effet, que Dieu a l'idée d'une infinité de choses créables que cependant il ne pourra jamais créer. Car, autrement, c'est-à-dire s'il créait tout ce dont il a l'idée, il épuiserait, suivant eux, toute sa puissance et se rendrait imparfait. Pour mettre en Dieu de la perfection, ils en sont donc réduits à admettre en même temps qu'il ne peut faire tout ce à quoi s'étend sa puissance et je ne vois pas de fiction plus absurde ou qui s'accorde moins avec la toute-puissance divine. En outre, pour dire ici quelque chose aussi de l'entendement et de la volonté que nous attribuons communément à Dieu, si l'entendement et la volonté appartiennent à l'essence éternelle de Dieu, il faut entendre par l'un et l'autre attributs autre chose certes que ce que les hommes ont coutume de faire. Car l'entendement et la volonté qui constitueraient l'essence de Dieu, devraient différer de toute l'étendue du ciel de notre entendement et de notre volonté et ne pourraient convenir avec eux autrement que par le nom, c'est-à-dire comme conviennent entre eux le chien, signe céleste, et le chien, animal aboyant. Je le démontrerai comme il suit. Si un entendement appartient à la nature divine, il ne pourra, comme notre entendement, être de sa nature postérieur (ainsi que le veulent la plupart) aux choses qu'il connaît ou exister en même temps qu'elles, puisque Dieu est antérieur à toutes choses par sa causalité _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 16](116c1))_ ; mais, au contraire, la vérité et l'essence formelle des choses est telle, parce que telle elle existe objectivement dans l'entendement de Dieu. L'entendement de Dieu donc, en tant qu'il est conçu comme constituant l'essence de Dieu, est réellement la cause des choses, aussi bien de leur essence que de leur existence ; cela paraît avoir été aperçu par ceux qui ont affirmé que l'entendement de Dieu, sa volonté et sa puissance ne sont qu'une seule et même chose. Puis donc que l'entendement de Dieu est l'unique cause des choses, c'est-à-dire (comme nous l'avons montré) aussi bien de leur essence que de leur existence, il doit nécessairement différer d'elles tant à l'égard de l'essence qu'à l'égard de l'existence. Le causé, en effet, diffère de sa cause précisément en ce qu'il tient de sa cause. Par exemple, un homme est cause de l'existence mais non de l'essence d'un autre homme, car cette essence est une vérité éternelle ; par suite, ils peuvent convenir entièrement quant à l'essence, mais ils doivent différer eu égard à l'existence ; pour cette raison, si l'existence de l'un vient à périr, celle de l'autre ne périra pas pour cela ; mais, si l'essence de l'un pouvait être détruite et devenir fausse, celle de l'autre serait aussi fausse. Par suite, une chose qui est cause à la fois de l'essence et de l'existence d'un certain effet, doit différer de cet effet aussi bien à l'égard de l'essence qu'à l'égard de l'existence. Or, l'entendement de Dieu est cause tant de l'essence que de l'existence de notre entendement, donc l'entendement de Dieu en tant qu'on le conçoit comme constituant l'essence divine, diffère de notre entendement tant à l'égard de l'essence qu'à l'égard de l'existence et ne peut convenir en rien avec lui, si ce n'est par le nom, comme nous le voulions. Touchant la volonté, on procédera de même, comme chacun peut le voir aisément." - } - ] - }, - { - "id": "118", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_Dieu est cause immanente mais non transitive de toutes choses._", - "childs": [ - { - "id": "118d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tout ce qui est, est en Dieu et doit être conçu par Dieu _(par la [Prop. 15](115))_, et ainsi _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 16](116c1))_ Dieu est cause de choses qui sont en lui-même, ce qui est le premier point. Ensuite, en dehors de Dieu nulle substance ne peut être donnée _(par la [Prop. 14](114))_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 3](1d3))_ en dehors de Dieu nulle chose qui soit en elle-même, ce qui était le second point. Dieu est donc cause immanente et non transitive de toutes choses. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "119", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_Dieu est éternel, autrement dit tous les attributs de Dieu sont éternels._", - "childs": [ - { - "id": "119d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Dieu en effet est une substance _(par la [Défin. 6](1d6))_, qui existe nécessairement _(par la [Prop. 11](111))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](107))_ à la nature de laquelle il appartient d'exister ou (ce qui revient au même) de la définition de laquelle suit l'affirmation qu'elle existe, et ainsi _(par la [Défin. 8](1d8))_ il est éternel. De plus il faut entendre par attributs de Dieu ce qui _(par la [Défin. 4](1d4))_ exprime l'essence de la nature divine, c'est-à-dire appartient à la substance : cela même, dis-je, les attributs doivent l'envelopper. Or l'éternité appartient à la nature de la substance _(comme je l'ai démontré déjà par la [Prop. 7](107))_, donc chacun des attributs doit envelopper l'éternité, et ainsi tous sont éternels. CQFD." - }, - { - "id": "119sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Proposition est encore rendue très évidente par la façon dont _([Prop. 11](111))_ j'ai démontré l'existence de Dieu. Il suit en effet de cette démonstration que l'existence de Dieu, comme son essence, est une vérité éternelle. En outre, j'ai démontré autrement encore _(Prop. 19 des Principes de Descartes)_ l'éternité de Dieu, et il n'est pas besoin de reproduire ici ce raisonnement." - } - ] - }, - { - "id": "120", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_L'existence de Dieu et son essence sont une seule et même chose._", - "childs": [ - { - "id": "120d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Dieu _(par la [Prop. précéd.](119))_ est éternel et tous ses attributs sont éternels, c'est-à-dire _(par la [Défin. 8](1d8))_ que chacun de ses attributs exprime de l'existence. Donc les mêmes attributs de Dieu qui expliquent l'essence éternelle de Dieu _(par la [Défin. 4](1d4))_, expliquent en même temps son existence éternelle, c'est-à-dire cela même qui constitue l'essence de Dieu, constitue aussi son existence, et ainsi l'essence et l'existence sont une seule et même chose. CQFD." - }, - { - "id": "120c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Il suit de là : I. que l'existence de Dieu aussi bien que son essence est une vérité éternelle." - }, - { - "id": "120c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Il suit : II. que Dieu est immuable, autrement dit que tous les attributs de Dieu sont immuables. Car, s'ils venaient à changer relativement à l'existence, ils devraient aussi _(par la [Prop. précéd.](120))_ changer relativement à l'essence, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_ devenir faux de vrais qu'ils étaient, ce qui est absurde." - } - ] - }, - { - "id": "121", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_Tout ce qui suit de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument, a toujours dû exister et est infini, autrement dit est infini et éternel par la vertu de cet attribut._", - "childs": [ - { - "id": "121d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si vous le niez, concevez, si vous le pouvez, que, dans un attribut de Dieu, quelque chose qui soit fini et ait une existence ou une durée déterminée suive de la nature absolue de cet attribut, par exemple l'idée de Dieu dans la pensée. La pensée, puisqu'on suppose qu'elle est un attribut de Dieu, est nécessairement infinie de sa nature _(par la [Prop. 11](111))_ et d'autre part, en tant qu'elle a l'idée de Dieu, on la suppose finie. Mais _(par la [Défin. 2](1d2))_ elle ne peut être conçue comme finie si elle n'est pas limitée par la pensée elle-même. Elle ne peut l'être cependant par la pensée en tant que celle-ci constitue l'idée de Dieu ; car, ainsi considérée, la pensée est supposée finie. Ce sera donc par la pensée en tant qu'elle ne constitue pas l'idée de Dieu, qui cependant existe nécessairement _(par la [Prop. 11](111))_. Il y a donc une pensée ne constituant pas l'idée de Dieu, et, par suite, l'idée de Dieu ne suit pas de la nature de la pensée en tant que celle-ci est prise absolument (on la conçoit, en effet, comme constituant l'idée de Dieu et comme ne la constituant pas). Mais cela est contre l'hypothèse. Donc, si l'idée de Dieu dans la pensée, ou quelque chose que ce soit (peu importe, puisque la démonstration est universelle), suit dans un attribut de Dieu de la nécessité de la nature de cet attribut, prise absolument, cette chose doit être nécessairement infinie. C'était là le premier point. \nMaintenant, ce qui suit ainsi de la nécessité de la nature d'un attribut, ne peut avoir une durée déterminée. Si vous le niez, supposez qu'une chose qui suit de la nécessité de la nature d'un attribut, soit donnée en quelque attribut de Dieu, par exemple l'idée de Dieu dans la pensée, et que cette chose soit supposée n'avoir pas existé ou ne devoir pas exister à un certain moment du temps. Comme cependant la pensée est supposée un attribut de Dieu, elle doit exister nécessairement et être immuable _(par la [Prop. 11](111) et le [Coroll. 2 de la Prop. 20](120c2))_. Donc au delà des limites de la durée de l'idée de Dieu (qu'on suppose n'avoir pas existé ou ne devoir pas exister à un certain moment du temps) la pensée devra être sans l'idée de Dieu. Or cela est contre l'hypothèse ; car on suppose que, cette pensée étant donnée, l'idée de Dieu en suit nécessairement. Donc l'idée de Dieu dans la pensée, non plus qu'aucune chose qui suit nécessairement de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument, ne peut avoir une durée déterminée ; mais par la vertu de cet attribut cette chose est éternelle. Ce qui est le second point. On observera que ce qui est dit ici, doit être affirmé de toute chose qui, dans un attribut de Dieu, suit nécessairement de la nature de Dieu prise absolument." - } - ] - }, - { - "id": "122", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_Tout ce qui suit d'un attribut de Dieu, en tant qu'il est affecté d'une modification qui par la vertu de cet attribut existe nécessairement et est infinie, doit aussi exister nécessairement et être infini._", - "childs": [ - { - "id": "122d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La démonstration de cette Proposition se fait de même façon que celle de la [précédente](121d)." - } - ] - }, - { - "id": "123", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_Tout mode qui existe nécessairement et est infini, a dû suivre nécessairement ou bien de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument, ou bien d'un attribut affecté d'une modification qui elle-même existe nécessairement et est infinie._", - "childs": [ - { - "id": "123d", - "type": "Démonstration ", - "text": "Un mode existe dans une chose autre que lui, par laquelle il doit être conçu _(par la [Défin. 5](1d5))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 15](115))_ qu'il est en Dieu seul et doit être conçu par Dieu seul. Si donc l'on conçoit un mode qui existe nécessairement et est infini, ces deux caractères devront être conçus ou perçus nécessairement par le moyen d'un attribut de Dieu, en tant que cet attribut exprime l'infinité et la nécessité de l'existence, ou _(ce qui revient au même d'après la [Défin. 8](1d8))_ l'éternité, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6) et la [Prop. 19](119))_ en tant qu'on le considère absolument. Un mode donc qui existe nécessairement, et est infini, a dû suivre de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument, et cela ou bien immédiatement _(c'est le cas de la [Prop. 21](121))_ ou bien par l'intermédiaire de quelque modification qui suit de cette nature prise absolument, c'est-à-dire _([Prop. précéd.](122))_ qui existe nécessairement et est infinie. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "124", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_L'essence des choses produites par Dieu n'enveloppe pas l'existence._", - "childs": [ - { - "id": "124d", - "type": "Démonstration ", - "text": "Cela est évident par la [Définition 1](1d1). Car ce dont la nature (considérée en elle-même) enveloppe l'existence, est cause de soi et existe par la seule nécessité de sa nature." - }, - { - "id": "124c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que Dieu n'est pas seulement la cause qui fait que les choses commencent d'exister ; mais aussi celle qui fait qu'elles persévèrent dans l'existence, autrement dit (pour user d'un terme scolastique) Dieu est cause de l'être des choses. Car, soit qu'elles existent, soit qu'elles n'existent pas, toutes les fois que nous avons égard à leur essence, nous trouvons qu'elle n'enveloppe ni existence, ni durée, et ainsi leur essence ne peut être cause ni de leur existence, ni de leur durée ; mais Dieu seul, à la seule nature de qui il appartient d'exister _( par le [Coroll. 1 de la Prop.14](114c1) )_." - } - ] - }, - { - "id": "125", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "_Dieu n'est pas seulement cause efficiente de l'existence, mais aussi de l'essence des choses._", - "childs": [ - { - "id": "125d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si vous le niez, c'est donc que Dieu n'est pas cause de l'essence ; et ainsi _(par l'[Axiom. 4](1a4))_ l'essence des choses peut être conçue sans Dieu ; or cela _(par la [Prop. 15](115))_ est absurde. Donc Dieu est cause aussi de l'essence des choses. CQFD." - }, - { - "id": "125sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Proposition suit plus clairement de la [Proposition 16](116). Il suit en effet de cette dernière que, la nature divine étant donnée, aussi bien l'essence que l'existence des choses doit s'en conclure nécessairement ; et, en un mot, au sens où Dieu est dit cause de soi, il doit être dit aussi cause de toutes choses, ce qui sera établi encore plus clairement par le Corollaire suivant." - }, - { - "id": "125c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Les choses particulières ne sont rien si ce n'est des affections des attributs de Dieu, autrement dit des modes, par lesquels les attributs de Dieu, sont exprimés d'une manière certaine et déterminée. Cela est démontré clairement par la [Proposition 15](115) et la [Définition 5](1d5)." - } - ] - }, - { - "id": "126", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_Une chose qui est déterminée à produire quelque effet a été nécessairement déterminée de la sorte^[le mot _sic_ que je traduis manque dans l'édition van Vloten et Land.] par Dieu ; et celle qui n'a pas été déterminée par Dieu ne peut se déterminer elle-même à produire un effet._", - "childs": [ - { - "id": "126d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ce par quoi les choses sont dites déterminées à produire quelque effet, est nécessairement quelque chose de positif _(comme il est connu de soi)_ ; et ainsi son essence comme son existence ont Dieu pour cause efficiente _(par les Prop. [25](125) et [16](116))_, ce qui était le premier point. La deuxième partie de la Proposition s'ensuit très clairement ; car, si une chose qui n'est pas déterminée par Dieu, pouvait se déterminer elle-même, la première partie de la proposition serait fausse, ce qui est absurde comme nous l'avons montré." - } - ] - }, - { - "id": "127", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_Une chose qui est déterminée par Dieu à produire quelque effet, ne peut se rendre elle-même indéterminée._", - "childs": [ - { - "id": "127d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident par l'[Axiome 3](1a3)." - } - ] - }, - { - "id": "128", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_Une chose singulière quelconque, autrement dit toute chose qui est finie et a une existence déterminée, ne peut exister et être déterminée à produire quelque effet, si elle n'est déterminée à exister et à produire cet effet par une autre cause qui est elle-même finie et a une existence déterminée ; et à son tour cette cause ne peut non plus exister et être déterminée à produire quelque effet, si elle n'est déterminée à exister et à produire cet effet par une autre qui est aussi finie et a une existence déterminée, et ainsi à l'infini._", - "childs": [ - { - "id": "128d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tout ce qui est déterminé à exister et à produire quelque effet, est déterminé de la sorte par Dieu _(par la [Prop. 26](126) et le [Coroll. de la Prop. 24](124c))_. Mais ce qui est fini et a une existence déterminée n'a pu être produit par la nature d'un attribut de Dieu prise absolument ; car tout ce qui suit de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument est infini et éternel _(par la [Prop. 21](121))_. Cette chose a donc dû suivre de Dieu ou d'un de ses attributs, en tant qu'on le considère comme affecté d'une certaine modification ; car, en dehors de la substance et des modes, rien n'est donné _(par l'[Axiom. 1](1a1) et les Défin. [3](1d3) et [5](1d5))_, et les modes _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c))_ ne sont rien sinon des affections des attributs de Dieu. Mais cette chose n'a pu suivre de Dieu ni d'un de ses attributs en tant qu'il est affecté d'une modification qui est éternelle et infinie _(par la [Prop. 22](122))_. Elle a donc dû suivre de Dieu ou être déterminée à exister et à produire quelque effet par Dieu ou l'un de ses attributs, en tant qu'il est affecté d'une modification qui est finie et a une existence déterminée. Ce qui était le premier point. Maintenant cette cause, à son tour, ou ce mode _(pour la même raison qui a servi à démontrer la première partie)_ a dû aussi être déterminée par une autre qui est aussi finie et a une existence déterminée, et son tour cette dernière _(pour la même raison)_ par un autre, et ainsi à l'infini _(toujours pour la même raison)_." - }, - { - "id": "128sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Comme certaines choses ont dû être produites immédiatement par Dieu, à savoir celles qui suivent nécessairement de sa nature considérée absolument, et d'autres qui ne peuvent cependant ni être ni être conçues sans Dieu, par l'intermédiaire des premières ; il suit de là : I. qu'à l'égard des choses immédiatement produites par lui, Dieu est cause prochaine absolument ; mais non en son genre, comme on dit. Car les effets de Dieu ne peuvent ni être, ni être conçus sans leur cause _(par la [Prop. 15](115) et le [Coroll. de la Prop. 24](124c))_. Il suit : II. que Dieu ne peut pas être dit proprement cause éloignée des choses singulières, si ce n'est peut-être afin de les distinguer de celles qu'il a produites immédiatement ou plutôt qui suivent de sa nature prise absolument. Car nous entendons par cause éloignée une cause telle qu'elle ne soit en aucune façon liée à son effet. Et tout ce qui est, est en Dieu et dépend de Dieu de telle sorte qu'il ne puisse ni être, ni être conçu sans lui." - } - ] - }, - { - "id": "129", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_Il n'est rien donné de contingent dans la nature, mais tout y est déterminé par la nécessité de la nature divine à exister et à produire quelque effet d'une certaine manière._", - "childs": [ - { - "id": "129d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tout ce qui est, est en Dieu _(par la [Prop. 15](115))_ et Dieu ne peut pas être dit une chose contingente, car _(par la [Prop. 11](111))_ il existe nécessairement et non d'une façon contingente. A l'égard des modes de la nature de Dieu, ils ont suivi de cette nature nécessairement aussi, non d'une façon contingente _(par la [Prop. 16](116))_, et cela aussi bien quand on considère la nature divine absolument _(par la [Prop. 21](121))_, que lorsqu'on la considère comme déterminée à agir d'une certaine manière _(par la [Prop. 27](127))_. En outre, Dieu est cause de ces modes non seulement en tant qu'ils existent simplement _(par le [Coroll. de la Prop. 24](124c))_, mais aussi en tant qu'on les considère comme déterminés à produire quelque effet _(par la [Prop. 26](126))_. Que s'ils ne sont pas déterminés par Dieu, il est impossible mais non contingent qu'ils se déterminent eux-mêmes _(même [Proposition](126))_ ; et si, au contraire, ils sont déterminés par Dieu, il est _(par la [Prop. 27](127))_ impossible mais non contingent qu'ils se rendent eux-mêmes indéterminés. Donc tout est déterminé par la nécessité de la nature divine, non seulement à exister, mais aussi à exister et à produire quelque effet, d'une certaine manière, et il n'y a rien de contingent. CQFD." - }, - { - "id": "129sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Avant de poursuivre je veux expliquer ici ce qu'il faut entendre par Nature Naturante et Nature Naturée ou plutôt le faire observer. Car déjà par ce qui précède, il est établi, je pense, qu'on doit entendre par Nature Naturante, ce qui est en soi et est conçu par soi, autrement dit ces attributs de la substance qui expriment une essence éternelle et infinie, ou encore _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1) et le [Coroll. 2 de la Prop. 17](117c2))_ Dieu en tant qu'il est considéré comme cause libre. Par Nature Naturée, j'entends tout ce qui suit de la nécessité de la nature de Dieu, autrement dit de celle de chacun de ses attributs, ou encore tous les modes des attributs de Dieu, en tant qu'on les considère comme des choses qui sont en Dieu et ne peuvent sans Dieu ni être ni être conçues." - } - ] - }, - { - "id": "130", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_Un entendement, actuellement fini ou actuellement infini, doit comprendre les attributs de Dieu et les affections de Dieu et nulle autre chose._", - "childs": [ - { - "id": "130d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une idée vraie doit s'accorder avec l'objet dont elle est l'idée _(par l'[Axiom. 6](1a6))_, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_, ce qui est contenu objectivement dans l'entendement doit être nécessairement donné dans la nature ; or il n'est donné dans la Nature _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_ qu'une substance unique, à savoir Dieu ; et il n'est pas d'autres affections _(par la [Prop. 15](115))_ que celles qui sont en Dieu et qui _(par la même [Prop.](115))_ ne peuvent sans Dieu ni être ni être conçues ; donc un entendement, actuellement fini ou actuellement infini, doit comprendre les attributs de Dieu et les affections de Dieu et rien autre chose. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "131", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_L'entendement en acte, qu'il soit fini ou infini, comme aussi la volonté, le désir, l'amour, etc., doivent être rapportés à la Nature Naturée et non à la Naturante._", - "childs": [ - { - "id": "131d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Par entendement en effet nous entendons _(comme il est connu de soi)_ non la pensée absolue, mais seulement un certain mode du penser, lequel diffère des autres tels que le désir, l'amour, etc., et doit en conséquence _(par la [Défin. 5](1d5))_ être conçu par le moyen de la pensée absolue ; il doit être conçu, dis-je _(par la [Prop. 15](115) et la [Défin. 6](1d6))_, par le moyen d'un attribut de Dieu exprimant l'essence éternelle et infinie de la pensée, et cela de telle façon qu'il ne puisse sans cet attribut ni être ni être conçu et, pour cette raison _(par le [Scolie de la Prop. 29](129sc))_, il doit être rapporté à la Nature Naturée et non à la Naturante, de même que les autres modes du penser. CQFD." - }, - { - "id": "131sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "La raison pour laquelle je parle ici d'un entendement en acte n'est pas que j'accorde l'existence d'aucun entendement en puissance ; mais, désirant éviter toute confusion, je n'ai voulu parler que de la chose la plus clairement perçue par nous, à savoir l'action même de connaître, qui est ce que nous percevons le plus clairement. Car nous ne pouvons rien connaître qui ne conduise à une connaissance plus grande de l'action de connaître." - } - ] - }, - { - "id": "132", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_La volonté ne peut être appelée cause libre, mais seulement cause nécessaire._", - "childs": [ - { - "id": "132d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La volonté, de même que l'entendement, est un certain mode du penser ; et ainsi _(par la [Prop. 28](128))_ chaque volition ne peut exister et être déterminée à produire quelque effet, sinon par une autre cause déterminée, cette cause l'étant à son tour par une autre, et ainsi à l'infini. Que si une volonté est supposée infinie, elle doit aussi être déterminée à exister et à produire quelque effet par Dieu, non en tant qu'il est une substance absolument infinie, mais en tant qu'il a un attribut qui exprime l'essence absolue et éternelle de la pensée _(par la [Prop. 23](123))_. De quelque manière donc qu'on la conçoive, une volonté, finie ou infinie, requiert une cause par où elle soit déterminée à exister et à produire quelque effet et ainsi _(par la [Défin. 7](1d7))_ ne peut être dite cause libre, mais seulement nécessaire ou contrainte. CQFD." - }, - { - "id": "132c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Il suit de là : I. que Dieu ne produit pas ses effets par la liberté de la volonté." - }, - { - "id": "132c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Il suit : II. que la volonté et l'entendement soutiennent avec la nature de Dieu la même relation que le mouvement et le repos, et, absolument, toutes les choses de la nature qui _(par la [Prop. 29](129))_ doivent être déterminées à exister et à agir d'une certaine manière. Car la volonté, comme toutes autres choses, a besoin d'une cause par où elle soit déterminée à exister et à produire quelque effet d'une certaine manière. Et bien que, d'une volonté donnée ou d'un entendement donné, suivent une infinité de choses, on ne peut dire pour cela que Dieu agit par la liberté de la volonté ; pas plus qu'on ne peut dire, parce que du mouvement et du repos suive certaines choses (et que ces effets aussi sont innombrables), que Dieu agit par la liberté du mouvement et du repos. La volonté donc n'appartient pas à la nature de Dieu plus que les autres choses de la nature, mais soutient avec lui la même relation que le mouvement et le repos et toutes autres choses, que nous avons montré qui suivent de la nécessité de la nature divine et sont déterminées par elle à exister et à produire quelque effet d'une certaine manière." - } - ] - }, - { - "id": "133", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_Les choses n'ont pu être produites par Dieu d'aucune manière autre et dans aucun ordre autre, que de la manière et dans l'ordre où elles ont été produites._", - "childs": [ - { - "id": "133d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Toutes choses ont suivi nécessairement de la nature de Dieu supposée donnée _(par la [Prop. 16](116))_, et ont été déterminées par la nécessité de la nature de Dieu à exister et à produire quelque effet d'une certaine manière _(par la [Prop. 29](129))_. Si donc des choses d'une nature différente avaient pu être, ou être déterminées à produire quelque effet, d'une autre manière, de façon que l'ordre de la nature fût autre, Dieu pourrait être aussi d'une nature autre, et par suite _(par la [Prop. 11](111))_ cette autre nature aussi devrait exister, et il pourrait y avoir en conséquence deux ou plusieurs Dieux, ce qui _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_ est absurde. Pour cette raison les choses n'ont pu être d'une manière autre et dans un ordre autre, etc. CQFD." - }, - { - "id": "133sc1", - "type": "SCOLIE 1", - "text": "Ayant montré par ce qui précède, plus clairement que la lumière du jour, qu'il n'existe absolument rien dans les choses, à cause de quoi elles puissent être dites contingentes, je veux maintenant expliquer en quelques mots ce que nous devons entendre par Contingent, et d'abord ce que nous devons entendre par Nécessaire et Impossible. Une chose est dite nécessaire soit par rapport à son essence, soit par rapport à sa cause. Car l'existence d'une chose suit nécessairement ou bien de son essence et de sa définition ou bien d'une cause efficiente donnée. C'est pour les mêmes causes qu'une chose est dite impossible ; ou bien en effet c'est parce que son essence ou définition enveloppe une contradiction, ou bien parce que nulle cause extérieure n'est donnée, qui soit déterminée de façon à produire cette chose. Pour nulle autre cause maintenant une chose n'est dite contingente, sinon eu égard à un manque de connaissance en nous ; car une chose dont nous ignorons que l'essence enveloppe contradiction, ou de laquelle nous savons bien qu'elle n'enveloppe aucune contradiction, sans pouvoir rien affirmer avec certitude de son existence, parce que nous ignorons l'ordre des causes, une telle chose, dis-je, ne peut jamais nous apparaître ni comme nécessaire ni comme impossible et, par suite, nous l'appelons contingente ou possible." - }, - { - "id": "133sc2", - "type": "SCOLIE 2", - "text": "Il suit clairement de ce qui précède que les choses ont été produites par Dieu avec une souveraine perfection, puisqu'elles ont suivi nécessairement d'une nature donnée qui est parfaite au plus haut point. Et nulle imperfection n'est par là imputée à Dieu ; car c'est sa perfection même qui nous a contraints à l'affirmer. Bien mieux, c'est de l'affirmation contraire qu'il suivrait (je viens de le montrer) que Dieu n'est pas souverainement parfait ; car, si les choses avaient été produites d'une autre manière, il faudrait attribuer à Dieu une autre nature, différente de celle que la considération de l'Être parfait au plus haut point nous oblige à lui attribuer. Mais je ne doute pas que beaucoup ne repoussent d'abord cette manière de voir comme une chose absurde et ne consentent même pas à l'examiner ; et cela pour cette seule raison qu'ils ont accoutumé d'attribuer à Dieu une liberté de tout autre sorte que celle que nous avons définie _([Défin. 7](1d7))_, à savoir une volonté absolue. Et je ne doute pas non plus que, s'ils veulent méditer sur ce sujet et examiner loyalement la suite de mes démonstrations, ils ne rejettent entièrement non seulement comme une chose futile, mais comme un grand empêchement à la science, cette sorte de liberté qu'ils attribuent à Dieu. Il n'est pas besoin ici de répéter ce que j'ai dit dans le [Scolie de la Proposition 17](117sc). En leur faveur cependant, je montrerai encore que, même en accordant que la volonté appartient à l'essence de Dieu, il ne suit pas moins de sa perfection que les choses n'ont pu être créées par Dieu d'aucune autre manière et dans aucun autre ordre. Il sera facile de le montrer si nous avons égard en premier lieu à ce qu'eux-mêmes concèdent, à savoir, qu'il dépend du seul décret et de la seule volonté de Dieu que chaque chose qui est, soit ce qu'elle est. S'il en était autrement en effet, Dieu ne serait pas cause de toutes choses. En second lieu, ils accordent aussi que tous les décrets de Dieu ont été arrêtés par Dieu même de toute éternité. S'il en était autrement, de l'imperfection et de l'inconstance seraient imputées à Dieu. Dans l'éternité il n'y a d'ailleurs ni _quand_, ni _avant_, ni _après_ ; il suit donc de là, c'est-à-dire de la seule perfection de Dieu, que Dieu ne peut ni n'a pu jamais décréter autre chose ; en d'autres termes que Dieu n'existe pas antérieurement à ses décrets et ne peut exister sans eux. Mais, diront-ils, quand même on supposerait que Dieu eût fait une autre nature des choses, ou qu'il eût de toute éternité décrété autre chose sur la Nature et sur son ordre, il ne s'ensuivrait en Dieu aucune imperfection. Je réponds qu'en disant cela, ils accordent que Dieu peut changer ses décrets. Car, si Dieu avait décrété sur la Nature et sur son ordre autre chose que ce qu'il a décrété ; c'est-à-dire s'il avait, au sujet de la Nature, voulu et conçu autre chose, il aurait eu nécessairement un entendement autre que n'est actuellement le sien et une volonté autre que n'est actuellement la sienne. Et, s'il est permis d'attribuer à Dieu un autre entendement et une autre volonté, sans pour cela rien changer à son essence et à sa perfection, pour quelle cause ne pourrait-il actuellement changer ses décrets au sujet des choses créées, tout en restant également parfait? Car, de quelque façon qu'on les conçoive, son entendement et sa volonté concernant les choses créées, soutiennent toujours le même rapport avec son essence et sa perfection. D'autre part, tous les Philosophes, à ma connaissance, accordent qu'il n'existe pas en Dieu, d'entendement en puissance mais seulement un entendement en acte ; puis donc que son entendement et sa volonté ne se distinguent pas de son essence, ainsi que tous aussi l'accordent, il suit de là encore que, si Dieu avait eu un autre entendement en acte et une autre volonté, son essence aussi eût été nécessairement autre ; et par suite (comme je l'ai d'abord conclu), si les choses eussent été produites par Dieu autrement qu'elles ne sont actuellement, l'entendement de Dieu et sa volonté, c'est-à-dire (comme on l'accorde) son essence, devraient être autres, ce qui est absurde. \nPuis donc que les choses n'ont pu être produites par Dieu d'aucune autre manière et dans aucun autre ordre, et que la vérité de cette proposition est une conséquence de la souveraine perfection de Dieu, nous ne nous laisserons certes jamais persuader par aucune raison que Dieu n'a pas voulu créer toutes les choses dont son entendement à l'idée avec autant de perfection qu'il s'en trouve dans les idées. On objectera qu'il n'y a dans les choses ni perfection ni imperfection, ce pour quoi elles sont dites parfaites ou imparfaites et bonnes ou mauvaises, dépendant uniquement de la volonté de Dieu ; d'où suit que, si Dieu l'eût voulu, il eût pu faire que ce qui est actuellement perfection fût une extrême imperfection et _vice versa_. Mais qu'est-ce donc autre chose qu'affirmer ouvertement que Dieu, qui a nécessairement l'idée de ce qu'il veut, peut, par sa volonté, faire qu'il ait des choses une idée autre que celle qu'il en a ; ce qui (je viens de le montrer) est une grande absurdité. Je puis donc retourner contre eux leur argument et cela de la façon suivante. Toutes choses dépendent de la puissance de Dieu. Pour que les choses pussent être autrement qu'elles ne sont, il faudrait donc nécessairement aussi que la volonté de Dieu fût autre ; or la volonté de Dieu ne peut pas être autre (comme nous venons de montrer qu'il suit de la perfection de Dieu avec la dernière évidence). Donc les choses aussi ne peuvent pas être autrement. Je reconnais que cette opinion, qui soumet tout à une volonté divine indifférente, et admet que tout dépend de son bon plaisir, s'éloigne moins de la vérité que cette autre consistant à admettre que Dieu agit en tout en ayant égard au bien. Car ceux qui la soutiennent, semblent poser en dehors de Dieu quelque chose qui ne dépend pas de Dieu, et à quoi Dieu a égard comme à un modèle dans ses opérations, ou à quoi il tende comme vers un but déterminé. Cela revient à soumettre Dieu au destin, et rien de plus absurde ne peut être admis au sujet de Dieu, que nous avons montré qui est la cause première et l'unique cause libre tant de l'essence de toutes choses que de leur existence. Il n'y a donc pas de raison pour perdre du temps, à réfuter cette absurdité." - } - ] - }, - { - "id": "134", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_La puissance de Dieu est son essence même._", - "childs": [ - { - "id": "134d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Il suit de la seule nécessité de l'essence de Dieu que Dieu est cause de soi _(par la [Prop. 11](111))_ et _(par la [Prop. 16](116) avec son [Coroll.](116c1))_ de toutes choses. Donc la puissance de Dieu par laquelle lui-même et toutes choses sont et agissent est son essence même. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "135", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_Tout ce que nous concevons qui est au pouvoir de Dieu, est nécessairement._", - "childs": [ - { - "id": "135d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tout ce qui est au pouvoir de Dieu doit _([Prop. précéd.](134))_ être compris en telle sorte en son essence qu'il en suive nécessairement, et par suite est nécessairement. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "136", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_Rien n'existe de la nature de quoi ne suive quelque effet._", - "childs": [ - { - "id": "136d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tout ce qui existe, exprime en un mode certain et déterminé la nature ou l'essence de Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c))_, autrement dit _(par la [Prop. 34](134))_ tout ce qui existe exprime en un mode certain et déterminé la puissance de Dieu qui est cause de toutes choses, et par suite _(par la [Prop. 16](116))_ quelque effet en doit suivre. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "1app", - "title": "APPENDICE", - "text": "J'ai expliqué dans ce qui précède la nature de Dieu et ses propriétés, savoir : qu'il existe nécessairement ; qu'il est unique ; qu'il est et agit par la seule nécessité de sa nature ; qu'il est la cause libre de toutes choses, et en quelle manière il l'est ; que tout est en Dieu et dépend de lui de telle sorte que rien ne peut ni être ni être conçu sans lui ; enfin que tout a été prédéterminé par Dieu, non certes par la liberté de la volonté, autrement dit par un bon plaisir absolu, mais par la nature absolue de Dieu, c'est-à-dire sa puissance infinie. J'ai eu soin en outre, partout où j'en ai eu l'occasion, d'écarter les préjugés qui pouvaient empêcher que mes démonstrations ne fussent perçues ; comme, toutefois, il en reste encore beaucoup qui pouvaient et peuvent aussi, et même au plus haut point, empêcher les hommes de saisir l'enchaînement des choses de la façon que je l'ai exposé, j'ai cru qu'il valait la peine de soumettre ici ces préjugés à l'examen de la raison. Tous ceux que j'entreprends de signaler ici dépendent d'ailleurs d'un seul, consistant en ce que les hommes supposent communément que toutes les choses de la nature agissent, comme eux-mêmes, en vue d'une fin, et vont jusqu'à tenir pour certain que Dieu lui-même dirige tout vers une certaine fin ; ils disent, en effet, que Dieu a tout fait en vue de l'homme et qu'il a fait l'homme pour que l'homme lui rendît un culte. C'est donc ce préjugé seul que je considérerai d'abord cherchant _primo_ pour quelle cause la plupart s'y tiennent et pourquoi tous inclinent naturellement à l'embrasser. _En second lieu_ j'en montrerai la fausseté, et _pour finir_ je ferai voir comment en sont issus les préjugés relatifs _au bien et au mal, au mérite et au péché, à la louange et au blâme, à l'ordre et à la confusion, à la beauté et à la laideur_, et à d'autres objets de même sorte. Il n'appartient pas toutefois à mon objet présent de déduire cela de la nature de l'âme humaine. Il suffira pour le moment de poser en principe ce que tous doivent reconnaître : que tous les hommes naissent sans aucune connaissance des causes des choses, et que tous ont un appétit de rechercher ce qui leur est utile, et qu'ils en ont conscience. De là suit : 1° que les hommes se figurent être libres, parce qu'ils ont conscience de leurs volitions et de leur appétit et ne pensent pas, même en rêve, aux causes par lesquelles ils sont disposés à appéter et à vouloir, n'en ayant aucune connaissance. Il suit : II. que les hommes agissent toujours en vue d'une fin, savoir l'utile qu'ils appètent. D'où résulte qu'ils s'efforcent toujours uniquement à connaître les causes finales des choses accomplies et se tiennent en repos quand ils en sont informés, n'ayant plus aucune raison d'inquiétude. S'ils ne peuvent les apprendre d'un autre, leur seule ressource est de se rabattre sur eux-mêmes et de réfléchir aux fins par lesquelles ils ont coutume d'être déterminés à des actions semblables, et ainsi jugent-ils nécessairement de la complexion d'autrui par la leur. Comme, en outre, ils trouvent en eux-mêmes et hors d'eux un grand nombre de moyens contribuant grandement à l'atteinte de l'utile, ainsi, par exemple, des yeux pour voir, des dents pour mâcher, des herbes et des animaux pour l'alimentation, le soleil pour s'éclairer, la mer pour nourrir des poissons, ils en viennent à considérer toutes les choses existant dans la Nature comme des moyens à leur usage. Sachant d'ailleurs qu'ils ont trouvé ces moyens, mais ne les ont pas procurés, ils ont tiré de là un motif de croire qu'il y a quelqu'un d'autre qui les a procurés pour qu'ils en fissent usage. Ils n'ont pu, en effet, après avoir considéré les choses comme des moyens, croire qu'elles se sont faites elles-mêmes, mais, tirant leur conclusion des moyens qu'ils ont accoutumé de se procurer, ils ont dû se persuader qu'il existait un ou plusieurs directeurs de la nature, doués de la liberté humaine, ayant pourvu à tous leurs besoins et tout fait pour leur usage. N'ayant jamais reçu au sujet de la complexion de ces êtres aucune information, ils ont dû aussi en juger d'après la leur propre, et ainsi ont-ils admis que les Dieux dirigent toutes choses pour l'usage des hommes afin de se les attacher et d'être tenus par eux dans le plus grand honneur ; par où il advint que tous, se référant à leur propre complexion, inventèrent divers moyens de rendre un culte à Dieu afin d'être aimés par lui par-dessus les autres, et d'obtenir qu'il dirigeât la Nature entière au profit de leur désir aveugle et de leur insatiable avidité. De la sorte, ce préjugé se tourna en superstition et poussa de profondes racines dans les âmes ; ce qui fut pour tous un motif de s'appliquer de tout leur effort à la connaissance et à l'Explication des causes finales de toutes choses. Mais, tandis qu'ils cherchaient à montrer que la Nature ne fait rien en vain (c'est-à-dire rien qui ne soit pour l'usage des hommes), ils semblent n'avoir montré rien d'autre sinon que la Nature et les Dieux sont atteints du même délire que les hommes. Considérez, je vous le demande, où les choses en sont enfin venues ! Parmi tant de choses utiles offertes par la Nature, ils n'ont pu manquer de trouver bon nombre de choses nuisibles, telles les tempêtes, les tremblements de terre, les maladies, etc., et ils ont admis que de telles rencontres avaient pour origine la colère de Dieu excitée par les offenses des hommes envers lui ou par les péchés commis dans son culte ; et, en dépit des protestations de l'expérience quotidienne, montrant par des exemples sans nombre que les rencontres utiles et les nuisibles échoient sans distinction aux pieux et aux impies, ils n'ont pas pour cela renoncé à ce préjugé invétéré. Ils ont trouvé plus expédient de mettre ce fait au nombre des choses inconnues dont ils ignoraient l'usage, et de demeurer dans leur état actuel et natif d'ignorance, que de renverser tout cet échafaudage et d'en inventer un autre. Ils ont donc admis comme certain que les jugements de Dieu passent de bien loin la compréhension des hommes : cette seule cause certes eût pu faire que le genre humain fût à jamais ignorant de la vérité, si la mathématique, occupée non des fins mais seulement des essences et des propriétés des figures, n'avait fait luire devant les hommes une autre norme de vérité ; outre la mathématique on peut assigner, d'autres causes encore (qu'il est superflu d'énumérer ici) par lesquelles il a pu arriver que les hommes aperçussent ces préjugés communs, et fussent conduits à la connaissance vraie des choses. \nJ'ai assez expliqué par là ce que j'ai promis en premier lieu. Pour montrer maintenant que la Nature n'a aucune fin à elle prescrite et que toutes les causes finales ne sont rien que des fictions des hommes, il ne sera pas besoin de longs discours. Je crois en effet l'avoir déjà suffisamment établi, tant en montrant de quels principes et de quelles causes ce préjugé tire son origine que par la _[Proposition 16](116)_ et les _[Corollaires 1(132c1), 2(132c2) de la Proposition 32]_, et en outre par tout ce que j'ai dit qui prouve que tout dans la nature se produit avec une nécessité éternelle et une perfection suprême. J'ajouterai cependant ceci : que cette doctrine finaliste renverse totalement la Nature. Car elle considère comme effet ce qui, en réalité, est cause, et _vice versa_. En outre, elle met après ce qui de nature est avant. Enfin elle rend très imparfait ce qui est le plus élevé et le plus parfait. Pour laisser de côté les deux premiers points (qui sont évidents par eux-mêmes), cet effet, comme il est établi par les _Propositions [21](121), [22](122) et [23](123)_, est le plus parfait, qui est produit par Dieu immédiatement et, plus une chose a besoin pour être produite de causes intermédiaires, plus elle est imparfaite. Mais, si les choses immédiatement produites par Dieu avaient été faites pour que Dieu pût atteindre sa fin, alors nécessairement les dernières, à cause desquelles les premières eussent été faites, seraient de toutes les plus excellentes. En outre, cette doctrine détruit la perfection de Dieu ; car, si Dieu agit pour une fin, il appète nécessairement quelque chose de quoi il est privé. Et bien que Théologiens et Métaphysiciens distinguent entre une fin de besoin et une fin d'assimilation, ils conviennent cependant que Dieu a tout fait pour lui-même et non pour les choses à créer ; car ils ne peuvent en dehors de Dieu rien assigner qui fût avant la création et à cause de quoi Dieu eût agi ; ils sont donc contraints aussi de reconnaître que Dieu était privé de tout ce pour quoi il a voulu procurer des moyens et le désirait, comme, il est clair de soi. Et il ne faut pas oublier ici que les sectateurs de cette doctrine, qui ont voulu faire montre de leur talent en assignant les fins des choses, ont, pour soutenir leur doctrine, introduit une nouvelle façon d'argumenter : la réduction non à l'impossible, mais à l'ignorance ; ce qui montre qu'il n'y avait pour eux aucun moyen d'argumenter. Si, par exemple, une pierre est tombée d'un toit sur la tête de quelqu'un et l'a tué, ils démontreront de la manière suivante que la pierre est tombée pour tuer cet homme. Si elle n'est pas tombée à cette fin par la volonté de Dieu, comment tant de circonstances (et en effet il y en a souvent un grand concours) ont-elles pu se trouver par chance réunies? Peut-être direz-vous : cela est arrivé parce que le vent soufflait et que l'homme passait par là. Mais, insisteront-ils, pourquoi le vent soufflait-il à ce moment? pourquoi l'homme passait-il par là à ce même instant? Si vous répondez alors : le vent s'est levé parce que la mer, le jour avant, par un temps encore calme, avait commencé à s'agiter ; l'homme avait été invité par un ami ; ils insisteront de nouveau, car ils n'en finissent pas de poser des questions : pourquoi la mer était-elle agitée? pourquoi l'homme a-t-il été invité pour tel moment? et ils continueront ainsi de vous interroger sans relâche sur les causes des événements, jusqu'à de que vous vous soyez réfugié dans la volonté de Dieu, cet asile de l'ignorance. De même, quand ils voient la structure du corps humain, ils sont frappés d'un étonnement imbécile et, de ce qu'ils ignorent les causes d'un si bel arrangement, concluent qu'il n'est point formé mécaniquement, mais par un art divin ou surnaturel, et en telle façon qu'aucune partie ne nuise à l'autre. Et ainsi arrive-t-il que quiconque cherche les vraies causes des prodiges et s'applique à connaître en savant les choses de la nature, au lieu de s'en émerveiller comme un sot, est souvent tenu pour hérétique et impie et proclamé tel par ceux que le vulgaire adore comme des interprètes de la Nature et des Dieux. Ils savent bien que détruire l'ignorance, c'est détruire l'étonnement imbécile, c'est-à-dire leur unique moyen de raisonner et de sauvegarder leur autorité. Mais en voilà assez sur ce chapitre, je passe au _troisième_ point que j'ai résolu de traiter. \nAprès s'être persuadé que tout ce qui arrive est fait à cause d'eux, les hommes ont dû juger qu'en toutes choses le principal est ce qui a pour eux le plus d'utilité, et tenir pour les plus excellentes celles qui les affectent le plus agréablement. Par là ils n'ont pu manquer de former ces notions par lesquelles ils prétendent expliquer les natures des choses, ainsi le _Bien_, le _Mal_, l'_Ordre_, la _Confusion_, le _Chaud_, le _Froid_, la _Beauté_ et la _Laideur_ ; et de la liberté qu'ils s'attribuent sont provenues ces autres notions, la _Louange_ et le _Blâme_, le _Péché_ et le _Mérite_ ; j'expliquerai plus tard ces dernières, quand j'aurai traité de la nature humaine, et je rendrai compte ici brièvement des premières. Les hommes donc ont appelé _Bien_ tout ce qui contribue à la santé et au culte de Dieu, _Mal_ ce qui leur est contraire. Et, comme ceux qui ne connaissent pas la nature des choses, n'affirment rien qui s'applique à elles, mais les imaginent seulement et prennent l'imagination pour l'entendement, ils croient donc fermement qu'il y a en elles de l'_Ordre_, dans l'ignorance où ils sont de la nature tant des choses que d'eux-mêmes. Quand elles sont disposées en effet de façon que, nous les représentant par les sens, nous puissions facilement les imaginer et, par suite, nous les rappeler facilement, nous disons qu'elles sont bien ordonnées ; dans le cas contraire, qu'elles sont mal ordonnées ou _confuses_. Et, comme nous trouvons plus d'agrément qu'aux autres, aux choses que nous pouvons imaginer avec facilité, les hommes préfèrent l'ordre à la confusion ; comme si, sauf par rapport à notre imagination, l'ordre était quelque chose dans la Nature. Ils disent encore que Dieu a créé toutes choses avec ordre et, de la sorte, sans le savoir, attribuent à Dieu de l'imagination ; à moins peut-être qu'ils ne veuillent que Dieu, pourvoyant à l'imagination humaine, ait disposé toutes choses de façon qu'ils pussent les imaginer le plus facilement ; et probablement ils ne se laisseraient pas arrêter par cette objection qu'il se trouve une infinité de choses qui passent de beaucoup notre imagination, et un grand nombre qui la confondent à cause de sa faiblesse. Mais assez là-dessus. Pour les autres notions aussi, elles ne sont rien, si ce n'est des modes d'imaginer par lesquels l'imagination est diversement affectée, et cependant les ignorants les considèrent comme les attributs principaux des choses ; parce que, comme nous l'avons dit déjà, ils croient que toutes choses ont été faites en vue d'eux-mêmes et disent que la nature d'une chose est bonne ou mauvaise, saine ou pourrie et corrompue, suivant qu'ils sont affectés par elle. Si, par exemple, le mouvement, que reçoivent les nerfs des objets qui nous sont représentés par les yeux, convient à la santé, alors les objets qui en sont cause sont appelés _beaux_, et l'on dit _laids_ ceux qui excitent un mouvement contraire. Ceux qui émeuvent le sens par le nez, on les nomme bien odorants ou fétides ; doux ou amers, agréables ou désagréables au goût, ceux qui font impression sur lui par la langue, etc. Ceux qui agissent par le toucher sont durs ou mous, rugueux ou lisses, etc. Et ceux enfin qui ébranlent les oreilles, on dit qu'ils produisent un bruit, un son ou une harmonie, et au sujet de cette dernière qualité l'extravagance des hommes a été jusqu'à croire que Dieu aussi se plaît à l'harmonie. Il ne manque pas de Philosophes qui se sont persuadé que les mouvements célestes composent une harmonie. Tout cela montre assez que chacun juge des choses selon la disposition de son cerveau ou plutôt leur a laissé se substituer les manières d'être de son imagination. Il n'y a donc pas à s'étonner (pour le noter en passant) que tant de controverses se soient, comme nous le voyons, élevées entre les hommes et que le Scepticisme en soit enfin provenu. Si, en effet, les corps humains conviennent en beaucoup de points, ils diffèrent en un très grand nombre et, par suite, ce qui paraît bon à l'un, semble mauvais à l'autre ; l'un juge ordonné ce que l'autre trouve confus ; ce qui est au gré de l'un, est à l'autre désagréable, et ainsi du reste. Je n'y insisterai pas, et parce que ce n'est pas le moment de traiter avec développement de ces choses, et parce que tout le monde en a assez fait l'expérience. Tout le monde répète : Autant de têtes, autant d'avis ; chacun abonde dans son sens ; il n'y a pas moins de différence entre les cerveaux qu'entre les palais. Et tous ces dictons montrent assez que les hommes jugent des choses selon la disposition de leur cerveau et les imaginent plutôt qu'ils ne les connaissent. S'ils les avaient clairement connues, elles auraient, comme en témoigne la Mathématique, la puissance sinon d'attirer, du moins de convaincre tout le monde. \nNous voyons ainsi que toutes les notions^[La leçon _notiones_, au lieu de _rationes_, a pour elle l'autorité de la traduction de Glazemaker et convient mieux pour le sens.] par lesquelles le vulgaire a coutume d'expliquer la Nature, sont seulement des Modes d'imaginer et ne renseignent sur la nature d'aucune chose, mais seulement sur la façon dont est constituée l'imagination, et, comme elles ont des noms qui semblent s'appliquer à des êtres existant en dehors de l'imagination, je les appelle êtres non de raison mais d'imagination et ainsi tous les arguments qui sont tirés contre nous de notions semblables, se peuvent facilement réfuter. Beaucoup en effet ont coutume d'argumenter ainsi. Si toutes choses ont suivi de la nécessité de la nature d'un Dieu tout parfait, d'où viennent donc tant d'imperfections existant dans la Nature? c'est-à-dire, d'où vient que les choses se corrompent jusqu'à la fétidité, qu'elles soient laides à donner la nausée, d'où viennent la confusion, le mal, le péché, etc. Il est, je viens de le dire, facile de répondre. Car la perfection des choses doit s'estimer seulement par leur nature et leur puissance, et elles ne sont donc pas plus ou moins parfaites parce qu'elles plaisent aux sens de l'homme ou les offensent, conviennent à la nature humaine ou lui répugnent. Quant à ceux qui demandent pourquoi Dieu n'a pas créé tous les hommes de façon que la seule raison les conduisît et les gouvernât, je ne réponds rien, sinon que cela vient de ce que la matière ne lui a pas fait défaut pour créer toutes choses, savoir : depuis le plus haut jusqu'au plus bas degré de perfection ; ou, pour parler plus proprement, de ce que les lois de la Nature se sont trouvées assez amples pour suffire à la production de tout ce qui pouvait être conçu par un entendement infini, comme je l'ai démontré _[Proposition 16](116)_. \nTels sont les préjugés que j'ai voulu signaler ici. S'il en reste encore d'autres de même farine, chacun pourra s'en guérir avec un peu de réflexion.", - "childs": [] - }, - { - "title":"_Fin de la Première Partie._", - "type":"filet" - } - ] - }, - { - "index": 2, - "id": "p2", - "title": "_Deuxième Partie_, DE _la Nature et de l'Origine de_ L'ÂME.", - "enonces": [ - { - "id": "2pr", - "title": "", - "text": "_Je passe maintenant à l'explication des choses qui ont dû suivre nécessairement de l'essence de Dieu, ou de l'Être éternel et infini. Je ne traiterai pas de toutes cependant ; car nous avons démontré [Prop. 16](116) de la Partie 1 qu'une infinité de choses devaient suivre de cette essence en une infinité de modes ; j'expliquerai seulement ce qui peut nous conduire comme par la main à la connaissance de l'Âme humaine et de sa béatitude suprême._", - "childs": [] - }, - { - "title":"DÉFINITIONS", - "type":"title" - }, - { - "id": "2d1", - "title": "I.", - "text": "J'entends par corps un mode qui exprime l'essence de Dieu, en tant qu'on la considère comme chose étendue, d'une manière certaine et déterminée ; _voyez le [Coroll. de la Prop. 25](125c), Partie 1_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d2", - "title": "II.", - "text": "Je dis que cela appartient à l'essence d'une chose qu'il suffit qui soit donné, pour que la chose soit posée nécessairement, et qu'il suffit qui soit ôté, pour que la chose soit ôtée nécessairement ; ou encore ce sans quoi la chose ne peut ni être ni être conçue, et qui vice versa ne peut sans la chose être ni être conçu.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d3", - "title": "III.", - "text": "J'entends par idée un concept de l'Âme que l'Âme forme pour ce qu'elle est une chose pensante.", - "childs": [ - { - "id": "2d3e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "_Je dis concept de préférence à perception parce que le mot de perception semble indiquer que l'Âme est passive à l'égard d'un objet, tandis que concept semble exprimer une action de l'Âme_." - } - ] - }, - { - "id": "2d4", - "title": "IV.", - "text": "J'entends par idée adéquate une idée qui, en tant qu'on la considère en elle-même, sans relation à l'objet, a toutes les propriétés ou dénominations intrinsèques d'une idée vraie.", - "childs": [ - { - "id": "2d4e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "_Je dis intrinsèques pour exclure celle qui est extrinsèque, à savoir l'accord de l'idée avec l'objet dont elle est l'idée_." - } - ] - }, - { - "id": "2d5", - "title": "V.", - "text": "La durée est une continuation indéfinie de l'existence.", - "childs": [ - { - "id": "2d5e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "_Je dis indéfinie parce qu'elle ne peut jamais être déterminée par la nature même de la chose existante non plus que par sa cause efficiente, laquelle en effet pose nécessairement l'existence de la chose, mais ne l'ôte pas_." - } - ] - }, - { - "id": "2d6", - "title": "VI.", - "text": "Par réalité et par perfection j'entends la même chose.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d7", - "title": "VII.", - "text": "Par choses singulières j'entends les choses qui sont finies et ont une existence déterminée ; que si plusieurs individus concourent en une même action de telle sorte que tous soient cause à la fois d'un même effet, je les considère tous à cet égard comme une même chose singulière.", - "childs": [] - }, - { - "title":"AXIOMES", - "type":"title" - }, - { - "id": "2a1", - "title": "I.", - "text": "L'essence de l'homme n'enveloppe pas l'existence nécessaire, c'est-à-dire il peut aussi bien se faire, suivant l'ordre de la Nature, que cet homme-ci ou celui-là existe, qu'il peut se faire qu'il n'existe pas.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a2", - "title": "II.", - "text": "L'homme pense.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a3", - "title": "III.", - "text": "Il n'y a de modes de penser, tels que l'amour, le désir, ou tout autre pouvant être désigné par le nom d'affection de l'âme, qu'autant qu'est donnée dans le même individu une idée de la chose aimée, désirée, etc. Mais une idée peut être donnée sans que soit donné aucun autre mode de penser.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a4", - "title": "IV.", - "text": "Nous sentons qu'un certain corps est affecté de beaucoup de manières.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a5", - "title": "V.", - "text": "Nous ne sentons ni ne percevons nulles choses singulières, sauf des corps et des modes de penser. \n_Voir les Postulats [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) à la suite de la Proposition 13_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "201", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_La pensée est un attribut de Dieu, autrement dit Dieu est chose pensante._", - "childs": [ - { - "id": "201d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les pensées singulières, c'est-à-dire cette pensée-ci ou celle-là, sont des modes qui expriment la nature de Dieu d'une manière certaine et déterminée _(par le [Coroll. de la Prop. 25, p. I](125c))_. Un attribut dont toutes les pensées singulières enveloppent le concept, attribut par le moyen duquel aussi ces pensées se conçoivent, appartient donc à Dieu _(par la [Défin. 5, p. I](1d5))_. C'est pourquoi la Pensée est un des attributs infinis de Dieu, lequel exprime une essence éternelle et infinie de Dieu _(voir la [Défin. 6, p. I](1d6))_, autrement dit Dieu est chose pensante. CQFD." - }, - { - "id": "201sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Proposition est encore évidente par cela seul que nous pouvons concevoir un être infini pensant. Plus en effet un être pensant peut penser de choses, plus nous concevons qu'il contient de réalité ou perfection, donc un être qui peut penser une infinité de choses en une infinité de modes, est nécessairement infini par la vertu du penser. Puis donc qu'ayant égard uniquement à la pensée, nous concevons un Être infini, la Pensée est nécessairement _(par les Défin. [4](1d4) et [6](1d6), p. I)_ l'un des attributs infinis de Dieu, comme nous le voulions." - } - ] - }, - { - "id": "202", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_L'étendue est un attribut de Dieu, autrement dit Dieu est chose étendue._", - "childs": [ - { - "id": "202d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "On procède ici de la même façon que dans la [démonstration](201d) précédente." - } - ] - }, - { - "id": "203", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_Il y a nécessairement en Dieu une idée tant de son essence que de tout ce qui suit nécessairement de son essence._", - "childs": [ - { - "id": "203d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Dieu en effet _(par la [Prop. 1](201))_ peut penser une infinité de choses en une infinité de modes ou _(ce qui revient au même suivant la [Prop. 16](116) de la p. I)_ former l'idée de son essence et de tout ce qui en suit nécessairement. Or tout ce qui est au pouvoir de Dieu, est nécessairement _(par la [Prop. 35](135), p. I)_ ; donc une telle idée est nécessairement donnée et _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ ce ne peut être autre part qu'en Dieu. CQFD." - }, - { - "id": "203sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Le vulgaire entend par puissance de Dieu une volonté libre et un droit s'étendant à tout ce qui est, et pour cette raison toutes choses sont communément considérées comme contingentes. Dieu, dit-on en effet, a le pouvoir de tout détruire et tout anéantir. On compare, en outre, très souvent la puissance de Dieu à celle des Rois. Mais nous avons réfuté cela dans les Corollaires [1](132c1) et [2](132c2) de la Proposition 32, partie 1, et, dans la [Proposition 16](116), partie I, nous avons montré que Dieu agit par la même nécessité par laquelle il forme une idée de lui-même ; c'est-à-dire, de même qu'il suit de la nécessité de la nature divine (comme tous l'admettent d'une commune voix) que Dieu forme une idée de lui-même, il suit aussi avec la même nécessité que Dieu produise une infinité d'actions en une infinité de modes. En outre, nous avons montré, [Proposition 34](134) de la partie I, que la puissance de Dieu n'est rien d'autre que l'essence active de Dieu ; il nous est donc aussi impossible de concevoir Dieu comme n'agissant pas que comme n'étant pas. De plus, s'il me plaisait de poursuivre, je pourrais aussi montrer ici^[Je traduis non pas _possem hic ulterius ostendere_ mais _possem hic etiam ostendere_] que cette puissance que le vulgaire attribue à Dieu par fiction, non seulement est celle d'un homme (ce qui fait voir que le vulgaire conçoit Dieu comme un homme ou pareil à un homme), mais enveloppe aussi l'impuissance. Je ne veux pas toutefois reprendre si souvent le même discours. Je me contente de prier avec instance le lecteur d'examiner à plusieurs reprises ce qui est dit dans la première partie sur ce sujet depuis la [Proposition 16](116) jusqu'à la fin. Nul en effet ne pourra percevoir correctement ce que je veux dire, s'il ne prend garde à ne pas confondre la puissance de Dieu avec la puissance humaine ou le droit des Rois." - } - ] - }, - { - "id": "204", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_L'idée de Dieu, de laquelle suivent une infinité de choses en une infinité de modes ne peut être qu'unique._", - "childs": [ - { - "id": "204d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'entendement infini ne comprend rien sinon les attributs de Dieu et ses affections _(par la [Prop. 30](130), p. I)_. Or Dieu est unique _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1), p. I)_. Donc l'idée de Dieu de laquelle suivent une infinité de choses en une infinité de modes ne peut être qu'unique. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "205", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_L'être formel des idées reconnaît pour cause Dieu, en tant seulement qu'il est considéré comme être pensant, non en tant qu'il s'explique par un autre attribut. C'est-à-dire les idées tant des attributs de Dieu que des choses singulières reconnaissent pour cause efficiente non les objets dont elles sont les idées ou, en d'autres termes, les choses perçues, mais Dieu lui-même en tant qu'il est chose pensante._", - "childs": [ - { - "id": "205d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident par la [Proposition 3](203). Là en effet nous établissions que Dieu peut former une idée de son essence et de tout ce qui en suit nécessairement, en nous fondant seulement sur ce qu'il est chose pensante et non sur ce qu'il serait l'objet de sa propre idée. C'est pourquoi l'être formel des idées reconnaît pour cause Dieu, en tant qu'il est chose pensante. Mais voici une autre démonstration : l'être formel des idées est un mode du penser _(comme il est connu de soi)_, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c), p. I)_ un mode qui exprime d'une certaine manière la nature de Dieu en tant qu'il est chose pensante, et ainsi _(par la [Prop. 10](110), p. I)_ n'enveloppe le concept d'aucun autre attribut de Dieu, et conséquemment _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ n'est l'effet d'aucun autre attribut, sinon de la pensée : donc l'être formel des idées a pour cause Dieu en tant seulement qu'il est considéré comme chose pensante, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "206", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_Les modes de chaque attribut ont pour cause Dieu en tant seulement qu'il est considéré sous l'attribut dont ils sont des modes et non en tant qu'il est considéré sous un autre attribut._", - "childs": [ - { - "id": "206d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Chaque attribut en effet est conçu par soi en faisant abstraction de ce qui n'est pas lui _(par la [Prop. 10](110), p. I)_. Donc les modes de chaque attribut enveloppent le concept de leur attribut, mais non d'un autre ; et ainsi _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ ont pour cause Dieu en tant seulement qu'il est considéré sous cet attribut dont ils sont des modes, et non en tant qu'il est considéré sous aucun autre. CQFD." - }, - { - "id": "206c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que l'être formel des choses qui ne sont pas des modes du penser ne suit pas de la nature divine par la raison qu'elle a d'abord connu les choses ; mais les choses qui sont les objets des idées suivent et sont conclues de leurs attributs propres de la même manière et avec la même nécessité que nous avons montré que les idées suivent de l'attribut de la Pensée." - } - ] - }, - { - "id": "207", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_L'ordre et la connexion des idées sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses._", - "childs": [ - { - "id": "207d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident par l'[Axiom. 4](1a4), p I. Car l'idée de chaque chose causée dépend de la connaissance de la cause dont elle est l'effet." - }, - { - "id": "207c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que la puissance de penser de Dieu est égale à sa puissance actuelle d'agir, c'est-à-dire tout ce qui suit formellement de la nature infinie de Dieu suit aussi en Dieu objectivement dans le même ordre et avec la même connexion de l'idée de Dieu." - }, - { - "id": "207sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Ici, avant de poursuivre, il nous faut nous rappeler ce que nous avons fait voir ci-dessus : que tout ce qui peut être perçu par un entendement infini comme constituant une essence de substance, appartient à une substance unique, et en conséquence que substance pensante et substance étendue, c'est une seule et même substance comprise tantôt sous un attribut, tantôt sous l'autre. De même aussi un mode de l'étendue et l'idée de ce mode, c'est une seule et même chose, mais exprimée en deux manières ; c'est ce que quelques Hébreux semblent avoir vu comme à travers un nuage. Je veux dire ceux qui admettent que Dieu, l'entendement de Dieu et les choses dont il forme l'idée, sont une seule et même chose. Par exemple, un cercle existant dans la Nature et l'idée du cercle existant, laquelle est aussi en Dieu, c'est une seule et même chose qui s'explique par le moyen d'attributs différents ; et ainsi, que nous concevions la Nature sous l'attribut de l'Étendue ou sous l'attribut de la Pensée ou sous un autre quelconque, nous trouverons un seul et même ordre ou une seule et même connexion de causes, c'est-à-dire les mêmes choses suivant les unes des autres. Et si j'ai dit que Dieu est cause d'une idée, de celle d'un cercle par exemple, en tant seulement qu'il est chose pensante, comme du cercle en tant seulement qu'il est chose étendue, mon seul motif pour tenir ce langage a été qu'on ne peut percevoir l'être formel de l'idée du cercle que par le moyen d'un autre mode de penser, qui en est comme la cause prochaine, qu'on ne peut percevoir cet autre à son tour que par le moyen d'un autre encore et ainsi à l'infini ; de sorte que, aussi longtemps que les choses sont considérées comme des modes du penser nous devons expliquer l'ordre de la Nature entière, c'est-à-dire la connexion des causes par le seul attribut de la Pensée ; et en tant qu'elles sont considérées comme des modes de l'Étendue, l'ordre de la Nature entière doit être expliqué aussi par le seul attribut de l'Étendue, et je l'entends de même pour les autres attributs. C'est pourquoi Dieu est réellement, en tant qu'il est constitué par une infinité d'attributs, cause des choses comme elles sont en elles-mêmes ; et je ne puis présentement expliquer cela plus clairement." - } - ] - }, - { - "id": "208", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_Les idées des choses singulières, ou modes, n'existant pas, doivent être comprises dans l'idée infinie de Dieu de la même façon que les essences formelles des choses singulières, ou modes, sont contenues dans les attributs de Dieu._", - "childs": [ - { - "id": "208d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette proposition est évidente par la [précédente](207), mais elle se connaît plus clairement par le [Scolie précédent](207sc)." - }, - { - "id": "208c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là qu'aussi longtemps que des choses singulières n'existent pas, si ce n'est en tant que comprises dans les attributs de Dieu, leur être objectif, c'est-à-dire leurs idées n'existent pas, si ce n'est en tant qu'existe l'idée infinie de Dieu ; et, sitôt que des choses singulières sont dites exister non seulement en tant que comprises dans les attributs de Dieu, mais en tant qu'elles sont dites durer, leurs idées aussi envelopperont une existence par où elles sont dites durer." - }, - { - "id": "208sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Si quelqu'un désire un exemple pour expliquer plus amplement ce point, je n'en pourrai certes donner aucun qui explique adéquatement la chose dont je parle ici, attendu qu'elle est unique ; je m'efforcerai cependant d'illustrer ce point comme il se peut faire : un cercle est, on le sait, d'une nature telle que les segments formés par toutes les lignes droites se coupant en un même point à l'intérieur donnent des rectangles équivalents ; dans le cercle sont donc contenues une infinité de paires de segments d'égal produit ; toutefois, aucune d'elles ne peut être dite exister si ce n'est en tant que le cercle existe, et, de même, l'idée d'aucune de ces paires ne peut être dite exister, si ce n'est en tant qu'elle est comprise dans l'idée du cercle. ![Graph 1](/assets/img/graph-02.png) Concevons cependant que de cette infinité de paires deux seulement existent, savoir D et E. Certes leurs idées existent alors non seulement en tant que comprises dans l'idée du cercle, mais aussi en tant qu'elles enveloppent l'existence de ces paires de segments ; par où il arrive qu'elles se distinguent des autres idées des autres paires." - } - ] - }, - { - "id": "209", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_L'idée d'une chose singulière existant en acte a pour cause Dieu non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'on le considère comme affecté de l'idée d'une autre chose singulière existant en acte, idée de laquelle Dieu est cause pareillement en tant qu'il est affecté d'une troisième, et ainsi à l'infini._", - "childs": [ - { - "id": "209d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'idée d'une chose singulière existant en acte est un mode singulier du penser et distinct des autres _(par le [Coroll.](208c) et le [Scol.](208sc) de la Prop. 8)_ et ainsi a pour cause Dieu en tant seulement qu'il est considéré comme chose pensante _(par la [Prop. 6](206))_. Non cependant _(par la [Prop. 28](128), p. I)_ en tant qu'il est chose pensante absolument, mais en tant qu'il est considéré comme affecté d'un autre mode de penser ; et de ce dernier pareillement Dieu est cause en tant qu'il est affecté d'un autre, et ainsi à l'infini. Or l'ordre et la connexion des idées _(par la [Prop. 7](207))_ sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses ; l'idée d'une certaine chose singulière a donc pour cause une autre idée, c'est-à-dire Dieu en tant qu'on le considère comme affecté d'une autre idée, et cette autre idée pareillement a pour cause Dieu en tant qu'il est affecté d'une troisième, et ainsi à l'infini. CQFD." - }, - { - "id": "209c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "De tout ce qui arrive dans l'objet singulier d'une idée quelconque, la connaissance est donnée en Dieu, en tant seulement qu'il a l'idée de cet objet." - }, - { - "id": "209cd", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "De tout ce qui arrive dans l'objet d'une idée quelconque, une idée est donnée en Dieu _(par la [Prop. 3](203))_ non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'on le considère comme affecté d'une autre idée de chose singulière _(par la [Prop. préced.](208))_ ; mais _(par la [Prop. 7](207))_ l'ordre et la connexion des idées sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses ; la connaissance de ce qui arrive dans un objet singulier sera donc en Dieu, en tant seulement qu'il a l'idée de cet objet. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "210", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_L'être de la substance n'appartient pas à l'essence de l'homme, autrement dit ce n'est pas une substance qui constitue la forme de l'homme._", - "childs": [ - { - "id": "210d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'être de la substance en effet enveloppe l'existence nécessaire _(par la [Prop. 7](107), p. I)_. Si donc l'être de la substance appartenait^[Je traduis _pertineret_ au lieu de _pertinet_ que donne l'édition van Vloten Land.] à l'essence de l'homme, la substance étant supposée donnée, l'homme serait nécessairement donné _(par la [Défin. 2](2d2))_, et conséquemment l'homme existerait nécessairement, ce qui _(par l'[Axiom. 1](2a1))_ est absurde. Donc, etc. CQFD." - }, - { - "id": "210sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Proposition se démontre aussi par la [Proposition 5](105), partie I, à savoir qu'il n'existe point deux substances de même nature. Puis donc que plusieurs hommes peuvent exister, ce qui constitue la forme de l'homme n'est point l'être de la substance. Cette Proposition est encore rendue manifeste, comme chacun peut le voir aisément, par les autres propriétés de la substance, à savoir que la substance est de sa nature infinie, immuable, indivisible, etc." - }, - { - "id": "210c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que l'essence de l'homme est constituée par certaines modifications des attributs de Dieu." - }, - { - "id": "210cd", - "type": "DEMONSTRATION", - "text": "Car l'être de la substance _( par la [Prop. précéd.](210))_ n'appartient pas à l'essence de l'homme. Elle est donc quelque chose _(par la [Prop. 15](115) p. I)_ qui est en Dieu, et qui sans Dieu ne peut ni être ni être conçu, autrement dit _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c) p. I)_ une affection ou un mode qui exprime la nature de Dieu d'une manière certaine et déterminée." - }, - { - "id": "210csc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Tous doivent accorder assurément que rien ne peut être ni être conçu sans Dieu. Car tous reconnaissent que Dieu est la cause unique de toutes choses, tant de leur essence que de leur existence, c'est-à-dire Dieu n'est pas seulement cause des choses quant au devenir, comme on dit, mais, quant à l'être. La plupart disent toutefois : Appartient à l'essence d'une chose ce sans quoi la chose ne peut ni être ni être conçue ; ou bien donc ils croient que la nature de Dieu appartient à l'essence des choses créées, ou bien que les choses créées peuvent être ou être conçues sans Dieu, ou bien, ce qui est plus certain, ils ne s'accordent pas avec eux-mêmes. Et la cause en a été, je pense, qu'ils n'ont pas observé l'ordre requis pour philosopher. Au lieu de considérer avant tout la nature de Dieu, comme ils le devaient, puisqu'elle est antérieure tant dans la connaissance que par nature, ils ont cru que, dans l'ordre de la connaissance, elle était la dernière, et que les choses appelées objets des sens venaient avant toutes les autres. Il en est résulté que, tandis qu'ils considéraient les choses de la nature, il n'est rien à quoi ils aient moins pensé qu'à la Nature divine, et, quand ils ont plus tard entrepris de considérer la nature divine, il n'est rien à quoi ils aient pu moins penser qu'à ces premières fictions, sur lesquelles ils avaient fondé la connaissance des choses de la nature, vu qu'elles ne pouvaient les aider en rien pour connaître la nature divine ; il n'y a donc pas à s'étonner qu'il leur soit arrivé de se contredire. Mais je ne m'arrête pas à cela ; mon intention était ici seulement de donner la raison pour laquelle je n'ai pas dit : Appartient à l'essence d'une chose ce sans quoi elle ne peut ni être ni être conçue ; c'est parce que les choses singulières ne peuvent être ni être conçues sans Dieu, et cependant Dieu n'appartient pas à leur essence ; j'ai dit que cela constitue nécessairement l'essence d'une chose, qu'il suffit qui soit donné, pour que la chose soit posée, et qu'il suffit qui soit ôté, pour que la chose soit ôtée ; ou encore ce sans quoi la chose ne peut ni être, ni être conçue, et qui vice versa sans la chose ne peut ni être, ni être conçu." - } - ] - }, - { - "id": "211", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_Ce qui constitue en premier l'être actuel de l'âme humaine n'est rien d'autre que l'idée d'une chose singulière existant en acte._", - "childs": [ - { - "id": "211d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'essence de l'homme _(par le [Coroll. de la Prop. précéd.](210c))_ est constituée par certains modes des attributs de Dieu ; savoir _(par l'[Axiom. 2](2a2))_ par des modes du penser ; de tous ces modes _(par l'[Axiom. 3](2a3))_ l'idée est de sa nature le premier et, quand elle est donnée, les autres modes (ceux auxquels l'idée est antérieure de sa nature) doivent se trouver dans cet individu _(par le même [Axiome 3](2a3))_ ; ce qui constitue en premier l'être d'une Âme humaine, est donc une idée. Non cependant l'idée d'une chose non existante. Car autrement cette idée _(par le [Coroll. de la Prop. 8](208c))_ ne pourrait être dite exister ; ce sera donc l'idée d'une chose existant en acte. Non, toutefois, d'une chose infinie ; car une chose infinie _(par les Prop. [21](121) et [22](122), p. I)_ doit toujours exister nécessairement. Or cela est absurde _(par l'[Axiom. 1](2a1))_ ; donc ce qui constitue en premier l'être actuel de l'Âme humaine, est l'idée d'une chose singulière existant en acte. CQFD." - }, - { - "id": "211c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que l'Âme humaine est une partie de l'entendement infini de Dieu ; et conséquemment, quand nous disons que l'Âme humaine perçoit telle ou telle chose, nous ne disons rien d'autre sinon que Dieu, non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'il s'explique par la nature de l'Âme humaine, ou constitue l'essence de l'Âme humaine, a telle ou telle idée, et quand nous disons que Dieu a telle ou telle idée, non en tant seulement qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, mais en tant qu'il a, outre cette Âme, et conjointement à elle, l'idée d'une autre chose, alors nous disons que l'Âme humaine perçoit une chose partiellement ou inadéquatement." - }, - { - "id": "211sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Les lecteurs se trouveront ici empêchés sans doute, et beaucoup de choses leur viendront à l'esprit qui les arrêteront ; pour cette raison je les prie d'avancer à pas lents avec moi et de surseoir à leur jugement jusqu'à ce qu'ils aient tout lu." - } - ] - }, - { - "id": "212", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_Tout ce qui arrive dans l'objet de l'idée constituant l'Âme humaine doit être perçu par cette Âme ; en d'autres termes, une idée en est nécessairement donnée en elle ; c'est-à-dire si l'objet de l'idée constituant l'Âme humaine est un corps, rien ne pourra arriver dans ce corps qui ne soit perçu par l'Âme._", - "childs": [ - { - "id": "212d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "De tout ce qui en effet arrive dans l'objet d'une idée quelconque, la connaissance est nécessairement donnée en Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 9](209c))_, en tant qu'on le considère comme affecté de l'idée de cet objet, c'est-à-dire _(par la [Prop. 11](211))_ en tant qu'il constitue l'âme de quelque chose. De tout ce donc qui arrive dans l'objet de l'idée constituant l'Âme humaine, la connaissance est donnée en Dieu, en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, c'est-à-dire _(par le [Coroll. Prop. 11](211c))_ la connaissance de cette chose sera nécessairement dans l'Âme, en d'autres termes l'Âme la perçoit. CQFD." - }, - { - "id": "212sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Proposition est rendue évidente encore et se connaît plus clairement par le [Scolie Prop. 7](207sc) auquel on est prié de se reporter." - } - ] - }, - { - "id": "213", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_L'objet de l'idée constituant l'Âme humaine est le Corps, c'est-à-dire un certain mode de l'étendue existant en acte et n'est rien d'autre._", - "childs": [ - { - "id": "213d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si en effet le Corps n'était pas l'objet de l'Âme humaine, les idées des affections du Corps ne seraient pas en Dieu _(par le [Coroll. Prop. 9](209c))_ en tant qu'il constitue notre âme, mais en tant qu'il constitue l'âme d'une autre chose, c'est-à-dire _(par le [Coroll. Prop. 11](211c))_ que les idées des affections du Corps ne seraient pas dans notre Âme ; or _(par l'[Axiom. 4](2a4))_ nous avons les idées des affections du Corps. Donc l'objet de l'idée constituant l'Âme humaine est le Corps tel qu'il existe en acte _(par la [Prop. 11](211))_. Si maintenant, outre le Corps, il y avait un autre objet de l'Âme, comme _(par la [Prop. 36](136), p. I)_ il n'existe rien d'où ne suive quelque effet, il devrait y avoir nécessairement dans notre Âme _([Prop. précéd.](212))_ une idée de cet effet ; or _(par l'[Axiom. 5](2a5))_ nulle idée n'en est donnée. Donc l'objet de notre âme est le Corps existant et n'est rien d'autre." - }, - { - "id": "213c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que l'homme consiste en Âme et en Corps et que le Corps humain existe conformément au sentiment que nous en avons." - }, - { - "id": "213sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Par ce qui précède nous ne connaissons pas seulement que l'Âme humaine est unie au Corps, mais aussi ce qu'il faut entendre par l'union de l'Âme et du Corps. Personne cependant ne pourra se faire de cette union une idée adéquate, c'est-à-dire distincte, s'il ne connaît auparavant la nature de notre Corps. Car ce que nous avons montré jusqu'ici est tout à fait commun et se rapporte également aux hommes et aux autres individus, lesquels sont tous animés, bien qu'à des degrés divers. Car d'une chose quelconque de laquelle Dieu est cause, une idée est nécessairement donnée en Dieu, de la même façon qu'est donnée l'idée du Corps humain, et ainsi l'on doit dire nécessairement de l'idée d'une chose quelconque ce que nous avons dit de l'idée du Corps humain. Nous ne pouvons nier cependant que les idées diffèrent entre elles comme les objets eux-mêmes, et que l'une l'emporte sur l'autre en excellence et contient plus de réalité dans la mesure où l'objet de l'une emporte sur l'objet de l'autre et contient plus de réalité ; pour cette raison, pour déterminer en quoi l'Âme humaine diffère des autres et l'emporte sur elles, il nous est nécessaire de connaître la nature de son objet, tel que nous l'avons fait connaître, c'est-à-dire du Corps humain. Je ne peux toutefois l'expliquer ici et cela n'est pas nécessaire pour ce que je veux démontrer. Je dis cependant en général que, plus un Corps est apte comparativement aux autres à agir et à pâtir de plusieurs façons à la fois, plus l'âme de ce Corps est apte comparativement aux autres à percevoir plusieurs choses à la fois ; et, plus les actions d'un corps dépendent de lui seul, et moins il y a d'autres corps qui concourent avec lui dans l'action, plus l'âme de ce corps est apte à connaître distinctement. Par là nous pouvons connaître la supériorité d'une âme sur les autres, nous pouvons voir aussi la cause pour quoi nous n'avons de notre Corps qu'une connaissance tout à fait confuse, et plusieurs autres choses que je déduirai ci-après de ce qui précède. Pour ce motif j'ai cru qu'il valait la peine de l'expliquer et démontrer plus soigneusement, et, pour cela, il est nécessaire de poser d'abord quelques prémisses au sujet de la nature des corps." - } - ] - }, - { - "id": "213a1", - "title": "AXIOME 1", - "text": "Tous les corps se meuvent ou sont au repos.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213a2", - "title": "AXIOME 2", - "text": "Chaque corps se meut tantôt plus lentement, tantôt plus vite.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213l1", - "title": "LEMME 1", - "text": "_Les corps se distinguent les uns des autres par rapport au mouvement et au repos, à la vitesse et à la lenteur, et non par rapport à la substance._", - "childs": [ - { - "id": "213l1d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Je tiens la première partie de ce lemme pour connue de soi. Quant à ce que les corps ne se distinguent pas par rapport à la substance, cela est évident, tant par la _[Prop. 5](105)_ que par la _[Prop. 8](108)_ de la Première Partie. Cela se voit encore plus clairement par ce qui est dit dans le _[Scol. de la Prop. 15](115sc), p. I_." - } - ] - }, - { - "id": "213l2", - "title": "LEMME 2", - "text": "_Tous les corps conviennent en certaines choses._", - "childs": [ - { - "id": "213l2d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tous les corps conviennent d'abord en ceci qu'ils enveloppent le concept d'un seul et même attribut _(par la [Défin. 1](2d1))_, ensuite en ce qu'ils peuvent se mouvoir tantôt plus lentement, tantôt plus vite et, absolument parlant, tantôt se mouvoir, tantôt être au repos." - } - ] - }, - { - "id": "213l3", - "title": "LEMME 3", - "text": "_Un corps en mouvement ou en repos a dû être déterminé au mouvement ou au repos par un autre corps qui a aussi été déterminé au mouvement ou au repos par un autre ; cet autre à son tour l'a été par un autre, et ainsi à l'infini._", - "childs": [ - { - "id": "213l3d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les corps sont _(par la [Défin. 1](2d1))_ des choses singulières qui _(par le [Lemme 1](213l1))_ se distinguent les unes des autres par rapport au mouvement et au repos ; et ainsi chacun a dû être déterminé au mouvement et au repos par une autre chose singulière _(par la [Prop. 28](128), p. I)_, à savoir _(par la [Prop. 6](206))_ par un autre corps qui _(par l'[Axiom. 1](2a1))_ lui-même se meut ou est au repos. Mais ce corps également _(pour la même raison)_ n'a pu se mouvoir ni être en repos, s'il n'a pas été déterminé par un autre au mouvement ou en repos, et ce dernier à son tour _(pour la même raison)_ par un autre, et ainsi à l'infini. CQFD." - }, - { - "id": "213l3c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là qu'un corps en mouvement se meut jusqu'à ce qu'il soit déterminé par un autre à s'arrêter et qu'un corps en repos reste aussi en repos jusqu'à ce qu'il soit déterminé au mouvement par un autre. Cela aussi se connaît de soi. Quand je suppose, en effet, qu'un corps, soit par exemple A, est en repos et que je n'ai pas égard à d'autres corps qui seraient en mouvement, je ne pourrai rien dire du corps A, sinon qu'il est en repos. S'il se rencontre ensuite que le corps A soit en mouvement, cela n'a certainement pu provenir de ce qu'il était en repos, car il ne pouvait rien suivre de là, sinon que le corps A restât en repos. Si, au contraire, A est supposé en mouvement, chaque fois que nous aurons égard seulement à A, nous n'en pourrons rien affirmer sinon qu'il se meut. S'il se rencontre ensuite que A soit en repos, cela n'a certainement pu provenir du mouvement qu'il avait, car rien ne pouvait suivre du mouvement, sinon que A continuât de se mouvoir. Cette rencontre survient donc d'une chose qui n'était pas dans A, savoir d'une cause extérieure par laquelle A a été déterminé à s'arrêter." - } - ] - }, - { - "id": "213a1a", - "title": "AXIOME I", - "text": "Toutes les manières dont un corps est affecté par un autre, suivent de la nature du corps affecté et en même temps de celle du corps qui l'affecte ; en sorte qu'un seul et même corps est mû de différentes manières en raison de la diversité des corps qui le meuvent, et qu'en retour différents corps sont mus de différentes manières par un seul et même corps.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213a2a", - "title": "AXIOME II", - "text": "![Graph 1](/assets/img/graph-03.png) Quand un corps en mouvement en rencontre un autre au repos qu'il ne peut mouvoir, il est réfléchi de façon à continuer de se mouvoir, et l'angle que fait, avec la surface du corps en repos rencontré, la ligne du mouvement de réflexion égale l'angle que fait avec cette même surface, la ligne du mouvement d'incidence. \n \nVoilà pour ce qui concerne les corps les plus simples, ceux qui ne se distinguent entre eux que par le mouvement et le repos, la vitesse et la lenteur ; élevons-nous maintenant aux corps composés.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213def", - "title": "DÉFINITION", - "text": "_Quand quelques corps de la même grandeur ou de grandeur différente subissent de la part des autres corps une pression qui les maintient appliqués les uns sur les autres ou, s'ils se meuvent avec le même degré ou des degrés différents de vitesse, les fait se communiquer les uns aux autres leur mouvement suivant un certain rapport, nous disons que ces corps sont unis entre eux et que tous composent ensemble un même corps, c'est-à-dire un Individu qui se distingue des autres par le moyen de cette union de corps._", - "childs": [] - }, - { - "id": "213a3", - "title": "AXIOME 3", - "text": "Plus sont grandes ou petites les superficies suivant lesquelles les parties d'un Individu, ou d'un corps composé, sont appliquées les unes sur les autres, plus difficilement ou facilement elles peuvent être contraintes à changer de situation et, en conséquence, plus difficilement ou facilement on peut faire que ce même Individu revête une autre figure. Et, par suite, j'appellerai, _durs_, les corps dont les parties sont appliquées les unes sur les autres, suivant de grandes superficies ; _mous_, ceux dont les parties sont appliquées les unes sur les autres suivant de petites superficies ; et _fluides_, ceux dont les parties se meuvent les unes parmi les autres.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213l4", - "title": "LEMME 4", - "text": "_Si d'un corps, c'est-à-dire d'un Individu composé de plusieurs corps, on suppose que certains corps se séparent et qu'en même temps d'autres en nombre égal et de même nature occupent leur place, l'Individu retiendra sa nature telle qu'auparavant sans aucun changement dans sa forme._", - "childs": [ - { - "id": "213l4d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les corps, en effet, ne se distinguent pas par rapport à la substance _(par le [Lemme 1](213l1))_, et ce qui constitue la forme d'un Individu consiste _(par la [Défin. précéd.](213def))_ en une union de corps ; or, en dépit d'un continuel changement de corps, cette forme _(par hypothèse)_ est retenue ; l'Individu donc retiendra sa nature telle qu'auparavant, tant par rapport à la substance que par rapport au mode. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "213l5", - "title": "LEMME 5", - "text": "_Si les parties qui composent un Individu deviennent plus grandes ou plus petites, dans une proportion telle toutefois que toutes, à l'égard du mouvement et du repos, continuent de soutenir entre elles le même rapport qu'auparavant, l'Individu retiendra également sa nature telle qu'auparavant sans aucun changement dans la forme._", - "childs": [ - { - "id": "213l5d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La démonstration est la même que celle du [Lemme précédent](213l4)." - } - ] - }, - { - "id": "213l6", - "title": "LEMME 6", - "text": "_Si certains corps, composant un Individu, sont contraints à détourner le mouvement qu'ils ont vers un certain côté, vers un autre côté, de telle façon, toutefois, qu'ils puissent continuer leurs mouvements et se les communiquer les uns aux autres suivant le même rapport qu'auparavant, l'Individu conservera encore sa nature sans aucun changement dans la forme._", - "childs": [ - { - "id": "213l6d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident de soi, car l'Individu est supposé retenir tout ce qu'en le définissant nous avons dit qui constitue sa forme." - } - ] - }, - { - "id": "213l7", - "title": "LEMME 7", - "text": "_Un individu ainsi composé retient encore sa nature, qu'il se meuve en totalité ou soit en repos, qu'il se meuve de tel côté ou de tel autre, pourvu que chaque partie conserve son mouvement et le communique aux autres comme avant._", - "childs": [ - { - "id": "213l7d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident par la [définition](213def) de l'Individu ; voir avant le Lemme 4." - }, - { - "id": "213l7sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous voyons donc par là dans quelle condition un Individu composé peut être affecté de beaucoup de manières, tout en conservant sa nature. Et nous avons jusqu'à présent conçu un Individu qui n'est composé que des corps les plus simples se distinguant entre eux par le mouvement et le repos, la vitesse et la lenteur. Si nous en concevons maintenant un autre, composé de plusieurs Individus de nature différente, nous trouverons qu'il peut être affecté de plusieurs autres manières, tout en conservant sa nature. Puisque, en effet, chaque partie est composée de plusieurs corps, chacune pourra _(par le [Lemme préc.](213l7))_ sans aucun changement de sa nature se mouvoir tantôt plus lentement, tantôt plus vite, et en conséquence communiquer ses mouvements aux autres parties, tantôt plus lentement, tantôt plus vite. Si, de plus, nous concevons un troisième genre d'Individus, composé de ces Individus du deuxième, nous trouverons qu'il peut être affecté de beaucoup d'autres manières sans aucun changement dans sa forme. Et, continuant ainsi à l'Infini, nous concevrons que la Nature entière est un seul Individu dont les parties, c'est-à-dire tous les corps, varient d'une infinité de manières, sans aucun changement de l'Individu 213p2total. Et j'aurais dû, si mon intention eût été de traiter expressément du corps, expliquer et démontrer cela plus longuement. Mais j'ai déjà dit que mon dessein est autre et que, si j'ai fait place ici à ces considérations, c'est parce que j'en puis facilement déduire ce que j'ai résolu de démontrer." - } - ] - }, - { - "title":"POSTULATS", - "type":"title" - }, - { - "id": "213p1", - "title": "I.", - "text": "Le Corps humain est composé d'un très grand nombre d'individus (de diverse nature) dont chacun est très composé.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p2", - "title": "II.", - "text": "Des individus dont le Corps humain est composé, certains sont fluides, certains mous, certains enfin sont durs.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p3", - "title": "III.", - "text": "Les individus composant le Corps humain sont affectés, et conséquemment le Corps humain lui-même est affecté, d'un très grand nombre de manières par les corps extérieurs.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p4", - "title": "IV.", - "text": "Le Corps humain a besoin, pour se conserver, d'un très grand nombre d'autres corps par lesquels il est continuellement comme régénéré.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p5", - "title": "V.", - "text": "Quand une partie fluide du Corps humain est déterminée par un corps extérieur de façon à frapper souvent une partie molle, elle change la surface de celle-ci et lui imprime, pour ainsi dire, certains vestiges du corps extérieur qui la pousse elle-même.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p6", - "title": "VI.", - "text": "Le Corps humain peut mouvoir d'un très grand nombre de manières et disposer en un très grand nombre de manières les corps extérieurs.", - "childs": [] - }, - { - "id": "214", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_L'Âme humaine est apte à percevoir un très grand nombre de choses et d'autant plus que son corps peut être disposé d'un plus grand nombre de manières._", - "childs": [ - { - "id": "214d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le Corps humain, en effet _(par les Post. [3](213p3) et [6](213p6))_ est affecté par les corps extérieurs d'un très grand nombre de manières et est disposé de façon à affecter les corps extérieurs d'un très grand nombre de manières. Mais tout ce qui arrive dans le Corps humain, l'Âme humaine _(par la [Prop. 12](212))_ doit le percevoir ; l'Âme est donc apte à percevoir un très grand nombre de choses et d'autant plus, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "215", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_L'idée qui constitue l'être formel de l'Âme humaine n'est pas simple, mais composée d'un très grand nombre d'idées._", - "childs": [ - { - "id": "215d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'idée qui constitue l'être formel de l'Âme humaine est l'idée du Corps _(par la [Prop. 13](213))_, lequel _(par le [Post. 1](213p1))_ est composé d'un très grand nombre d'Individus très composés. Or de chaque Individu composant le Corps, une idée est nécessairement donnée en Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 8](208c))_ ; donc _(par la [Prop. 7](207))_ l'idée du Corps humain est composée de ces très nombreuses idées des parties composantes. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "216", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_L'idée de l'affection qu'éprouve le Corps humain, quand il est affecté d'une manière quelconque par les corps extérieurs, doit envelopper la nature du Corps humain et eu même temps celle du corps extérieur._", - "childs": [ - { - "id": "216d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Toutes les manières en effet dont un corps est affecté suivent de la nature du corps affecté et en même temps de celle du corps qui l'affecte _(par l'[Axiom. 1](213a1a) à la suite du Coroll. du Lemme 3)_ ; donc leur idée _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ enveloppera nécessairement la nature de l'un et l'autre corps ; et ainsi l'idée de l'affection qu'éprouve le Corps humain, quand il est affecté d'une manière quelconque par un corps extérieur, enveloppe la nature du Corps humain et celle du corps extérieur. CQFD." - }, - { - "id": "216c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Il suit de là : I. que l'Âme humaine perçoit, en même temps que la nature de son propre corps, celle d'un très grand nombre d'autres corps." - }, - { - "id": "216c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Il suit : II. que les idées des corps extérieurs que nous avons indiquent plutôt l'état de notre propre Corps que la nature des corps extérieurs ; ce que j'ai expliqué par beaucoup d'exemples dans l'[Appendice](1app) de la Première Partie." - } - ] - }, - { - "id": "217", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_Si le Corps humain est affecté d'une manière qui enveloppe la nature d'un Corps extérieur, l'Âme humaine considérera ce corps extérieur comme existant en acte, ou comme lui étant présent, jusqu'à ce que le Corps soit affecté d'une affection qui exclue l'existence ou la présence de ce même corps extérieur._", - "childs": [ - { - "id": "217d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident, car, aussi longtemps que le Corps humain est ainsi affecté, l'Âme humaine _(par la [Prop. 12](212))_ considérera cette affection du corps, c'est-à-dire _(par la [Prop. précéd.](216))_ aura l'idée d'une manière d'être actuellement donnée qui enveloppe la nature du corps extérieur ; en d'autres termes aura une idée qui n'exclut pas, mais pose l'existence ou la présence de la nature du corps extérieur, et ainsi l'Âme _(par le [Coroll. 1 de la Prop. préced.](216c1))_ considérera le corps extérieur comme existant en acte, ou comme présent, etc. CQFD." - }, - { - "id": "217c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Si le Corps humain a été affecté une fois par des corps extérieurs, l'Âme pourra considérer ces corps, bien qu'ils n'existent pas et ne soient pas présents, comme s'ils étaient présents." - }, - { - "id": "217cd", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tandis que des corps extérieurs déterminent les parties fluides du Corps humain à venir frapper contre les parties molles, les surfaces de ces dernières sont changées _(par le [Post. 5](213p5))_ ; par là il arrive _(voir l'[Axiom. 2](213a2a) après le Coroll. du Lem. 3)_ que les parties fluides sont réfléchies d'une autre manière qu'elles n'avaient accoutumé et que, plus tard encore, venant par leur mouvement spontané à rencontrer les surfaces nouvelles, elles sont réfléchies de la même manière que quand elles ont été poussées contre ces surfaces par les corps extérieurs ; conséquemment, tandis qu'ainsi réfléchies elles continuent de se mouvoir, elles affecteront le Corps humain de la même manière que précédemment et de cette affection l'Âme _(par la [Prop. 12](212))_ formera de nouveau la pensée ; c'est-à-dire que l'Âme _(par la [Prop. 17](217))_ considérera de nouveau le corps extérieur comme présent ; et cela toutes les fois que les parties fluides du Corps humain viendront à rencontrer par leur mouvement spontané les mêmes surfaces. C'est pourquoi, bien que les corps extérieurs par lesquels le Corps humain a été affecté une fois n'existent plus, l'Âme les considérera comme présents, autant de fois que cette action du corps se répétera. CQFD." - }, - { - "id": "217sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous voyons ainsi comment il se peut faire que nous considérions ce qui n'est pas comme s'il était présent, ce qui arrive souvent. Et il est possible que cela provienne d'autres causes, mais il me suffit d'en avoir montré une seule par laquelle je puisse expliquer la chose comme si je l'eusse démontrée par sa vraie cause ; je ne crois cependant pas m'être beaucoup écarté de la vraie, puisque tous les postulats que j'ai admis ici, ne contiennent à peu près rien qui ne soit établi par l'expérience, et qu'il ne nous est plus permis de la révoquer en doute après que nous avons montré que le Corps humain existe conformément au sentiment que nous en avons _(voir le [Coroll.](213c) après la Prop. 13)_. En outre _(par le [Coroll. précéd.](217c) et le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2))_, nous connaissons clairement quelle différence il y a entre l'idée de Pierre, par exemple, qui constitue l'essence de l'âme de Pierre lui-même et l'idée du même Pierre qui est dans un autre homme, disons Paul. La première en effet exprime directement l'essence du Corps de Pierre, et elle n'enveloppe l'existence qu'aussi longtemps que Pierre existe ; la seconde indique plutôt l'état du Corps de Paul que la nature de Pierre, et, par suite, tant que dure cet état du Corps de Paul, l'Âme de Paul considère Pierre comme s'il lui était présent, même s'il n'existe plus. Pour employer maintenant les mots en usage, nous appellerons images des choses les affections du Corps humain dont les idées nous représentent les choses extérieures comme nous étant présentes, même si elles ne reproduisent pas les figures des choses. Et, quand l'Âme contemple les corps en cette condition, nous dirons qu'elle imagine. Et ici, pour commencer d'indiquer ce qu'est l'erreur, je voudrais faire observer que les imaginations de l'Âme considérées en elles-mêmes ne contiennent aucune erreur ; autrement dit, que l'Âme n'est pas dans l'erreur, parce qu'elle imagine ; mais elle est dans l'erreur, en tant qu'elle est considérée comme privée d'une idée qui exclue l'existence de ces choses qu'elle imagine comme lui étant présentes. Si en effet l'Âme, durant qu'elle imagine comme lui étant présentes des choses n'existant pas, savait en même temps que ces choses n'existent pas en réalité, elle attribuerait certes cette puissance d'imaginer à une vertu de sa nature, non à un vice ; surtout si cette faculté d'imaginer dépendait de sa seule nature, c'est-à-dire _(par la [Défin. 7](1d7), p. I)_ si cette faculté qu'a l'âme d'imaginer était libre." - } - ] - }, - { - "id": "218", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_Si le corps humain a été affecté une fois par deux ou plusieurs corps simultanément sitôt que l'Âme imaginera plus tard l'un d'eux, il lui souviendra aussi des autres._", - "childs": [ - { - "id": "218d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'Âme _(par le [Coroll. précéd.](217c))_ imagine un corps par ce motif que le Corps humain est affecté et disposé par les vestiges d'un corps extérieur de la même manière qu'il a été affecté, quand certaines de ses parties ont reçu une impulsion de ce corps extérieur lui-même ; mais _(par hypothèse)_ le Corps a dans une certaine rencontre été disposé de telle sorte que l'Âme imaginât deux corps en même temps, elle imaginera donc aussi par la suite les deux corps en même temps, et sitôt qu'elle imaginera l'un des deux, il lui souviendra aussi de l'autre. CQFD." - }, - { - "id": "218sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous connaissons clairement par là ce qu'est la Mémoire. Elle n'est rien d'autre en effet qu'un certain enchaînement d'idées, enveloppant la nature de choses extérieures au Corps humain, qui se fait suivant l'ordre et l'enchaînement des affections de ce Corps. Je dis, _premièrement_, que c'est un enchaînement de ces idées seulement qui enveloppent la nature de choses extérieures au Corps humain, non d'idées qui expliquent la nature de ces mêmes choses, car ce sont, en réalité _(par la [Prop. 16](216))_, des idées des affections du Corps humain, lesquelles enveloppent à la fois sa nature propre et celle des corps extérieurs. Je dis, _deuxièmement_, que cet enchaînement se fait suivant l'ordre et l'enchaînement des affections du Corps humain pour le distinguer de l'enchaînement d'idées qui se fait suivant l'ordre de l'entendement, enchaînement en vertu duquel l'Âme perçoit les choses par leurs premières causes et qui est le même dans tous les hommes. Nous connaissons clairement par là pourquoi l'Âme, de la pensée d'une chose, passe aussitôt à la pensée d'une autre qui n'a aucune ressemblance avec la première, comme par exemple un Romain, de la pensée du mot _pomum_, passera aussitôt à la pensée d'un fruit qui n'a aucune ressemblance avec ce son articulé, n'y ayant rien de commun entre ces choses, sinon que le Corps de ce Romain a été souvent affecté par les deux, c'est-à-dire que le même homme a souvent entendu le mot _pomum_, tandis qu'il voyait le fruit, et ainsi chacun passera d'une pensée à une autre, suivant que l'habitude a en chacun ordonné dans le corps les images des choses. Un soldat, par exemple, ayant vu sur le sable les traces d'un cheval, passera aussitôt de la pensée d'un cheval à celle d'un cavalier, et de là à la pensée de la guerre, etc. Un paysan, au contraire, passera de la pensée d'un cheval à celle d'une charrue, d'un champ, etc. ; et ainsi chacun, suivant qu'il est habitué à joindre les images des choses de telle ou telle manière, passera d'une même pensée à telle ou telle autre." - } - ] - }, - { - "id": "219", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_L'Âme humaine ne connaît le Corps humain lui-même et ne sait qu'il existe que par les idées des affections dont le Corps est affecté._", - "childs": [ - { - "id": "219d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'Âme humaine, en effet, est l'idée même ou la connaissance du Corps humain _(par la [Prop. 13](213))_ qui est en Dieu _(par la [Prop. 9](209))_ en tant qu'on le considère comme affecté d'une autre idée de chose singulière ; ou encore, puisque _(par le [Post. 4](213p4))_ le Corps humain a besoin d'un très grand nombre de corps, par lesquels il est continuellement comme régénéré, et que l'ordre et la connexion des idées sont les mêmes _(par la [Prop. 7](207))_ que l'ordre et la connexion des causes, cette idée sera en Dieu en tant qu'on le considère comme affecté des idées d'un très grand nombre de choses singulières. Dieu donc a l'idée du Corps humain ou connaît le Corps humain, en tant qu'il est affecté d'un très grand nombre d'autres idées et non en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ que l'Âme humaine ne connaît pas le Corps humain. Mais les idées des affections du Corps sont en Dieu en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, autrement dit, l'Âme perçoit ces affections _(par la [Prop. 12](212))_, et conséquemment elle perçoit le Corps humain lui-même _(par la [Prop. 16](216))_ et le perçoit comme existant en acte _(par la [Prop.17](217))_ ; dans cette mesure donc seulement l'Âme humaine perçoit le Corps humain lui-même. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "220", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_De l'Âme humaine aussi une idée ou connaissance est donnée en Dieu, laquelle suit en Dieu de la même manière et se rapporte à Dieu de la même manière que l'idée ou connaissance du Corps humain._", - "childs": [ - { - "id": "220d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La pensée est un attribut de Dieu _(par la [Prop. 1](201))_, et ainsi _(par la [Prop. 3](203))_, tant de lui-même que de toutes ses affections et conséquemment aussi de l'Âme humaine _(par la [Prop. 11](201))_, une idée doit être donnée en Dieu. En second lieu, l'existence de cette idée ou connaissance de l'Âme ne doit pas suivre en Dieu en tant qu'il est infini, mais en tant qu'il est affecté d'une autre idée de chose singulière _(par la [Prop. 9](209))_. Mais l'ordre et la connexion des idées sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses _(par la [Prop. 7](207))_ ; cette idée ou connaissance de l'Âme suit donc en Dieu et se rapporte à Dieu de la même manière que l'idée ou connaissance du Corps. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "221", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_Cette idée de l'Âme est unie à l'Âme de la même manière que l'Âme elle-même est unie au Corps._", - "childs": [ - { - "id": "221d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous avons déduit que l'Âme est unie au Corps de ce que le Corps est l'objet de l'Âme _(voir les Prop. [12](212) et [13](213))_, et par suite l'idée de l'Âme doit être unie avec son objet pour la même raison, c'est-à-dire doit être unie avec l'âme elle-même de la même manière que l'Âme est unie au Corps. CQFD." - }, - { - "id": "221sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette proposition se connaît beaucoup plus clairement par ce qui est dit dans le [Scolie de la Prop. 7](207sc) ; là, en effet, nous avons montré que l'idée du Corps et le Corps, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ l'Âme et le Corps, sont un seul et même Individu qui est conçu tantôt sous l'attribut de la Pensée, tantôt sous celui de l'Étendue ; c'est pourquoi l'idée de l'Âme et l'Âme elle-même sont une seule et même chose qui est conçue sous un seul et même attribut, savoir la Pensée. L'existence de l'idée de l'Âme, dis-je, et celle de l'Âme elle-même suivent en Dieu avec la même nécessité de la même puissance de penser. Car, en réalité, l'idée de l'Âme, c'est-à-dire l'idée de l'idée, n'est rien d'autre que la forme de l'idée, en tant que celle-ci est considérée comme un mode du penser sans relation avec l'objet ; de même quelqu'un qui sait quelque chose sait, par cela même, qu'il le sait, et il sait en même temps qu'il sait qu'il sait, et ainsi à l'infini. Mais de cela il sera question plus tard." - } - ] - }, - { - "id": "222", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_L'Âme humaine perçoit non seulement les affections du Corps, mais aussi les idées de ces affections._", - "childs": [ - { - "id": "222d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les idées des idées des affections suivent en Dieu de la même manière et se rapportent à Dieu de la même manière que les idées mêmes des affections ; cela se démontre comme la [Proposition 20](220) ci-dessus. Or les idées des affections du Corps sont dans l'Âme humaine _(par la [Prop. 12](212))_, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ en Dieu en tant qu'il constitue l'essence de l'Âme humaine : donc les idées de ces idées seront en Dieu en tant qu'il a la connaissance ou l'idée de l'Âme humaine, c'est-à-dire _(par la [Prop. 21](221))_ qu'elles seront dans l'Âme humaine elle-même qui, pour cette raison, ne perçoit pas seulement les affections du Corps, mais aussi les idées de ces affections. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "223", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_L'Âme ne se connaît elle-même qu'en tant qu'elle perçoit les idées des affections du Corps._", - "childs": [ - { - "id": "223d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'idée de l'Âme ou sa connaissance suit en Dieu _(par la [Prop. 20](220))_ de la même manière et se rapporte à Dieu de la même manière que l'idée ou connaissance du Corps. Puisque maintenant _(par la [Prop. 19](219))_ l'Âme humaine ne connaît que le Corps humain lui-même ; c'est-à-dire, puisque _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ la connaissance du Corps humain ne se rapporte pas à Dieu en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, la connaissance de l'Âme ne se rapporte donc pas à Dieu en tant qu'il constitue l'essence de l'Âme humaine ; et ainsi _(par le même [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ en ce sens l'Âme humaine ne se connaît pas elle-même. En outre, les idées des affections dont le Corps est affecté enveloppent la nature du Corps humain lui-même _(par la [Prop. 16](216))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ s'accordent avec la nature de l'Âme ; donc la connaissance de ces idées enveloppera nécessairement la connaissance de l'Âme ; mais _(par la [Prop. précéd.](222))_ la connaissance de ces idées est dans l'Âme humaine elle-même ; donc l'Âme humaine dans cette mesure seulement se connaît elle-même. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "224", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_L'Âme humaine n'enveloppe pas la connaissance adéquate des parties composant le Corps humain._", - "childs": [ - { - "id": "224d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les parties composant le Corps humain n'appartiennent à l'essence du Corps lui-même qu'en tant qu'elles se communiquent leurs mouvements les unes aux autres suivant un certain rapport _(voir la [Défin.](213def) qui suit le Coroll. du Lem. 3)_ et non en tant qu'on peut les considérer comme des Individus, en dehors de leur relation au Corps humain. Les parties du Corps humain sont en effet _(par le [Post. 1](213p1))_ des Individus très composés dont les parties (par le [Lem. 4](213l4)) peuvent être séparées du Corps humain et communiquer leurs mouvements _(voir l'[Axiom. 1](213a1a) à la suite du _Lem. 3)_ à d'autres corps suivant un autre rapport, bien que le Corps conserve entièrement sa nature et sa forme ; en conséquence, l'idée ou la connaissance d'une partie quelconque sera en Dieu _(par la [Prop. 3](203))_, et cela _(par la [Prop. 9](209))_ en tant qu'on le considère comme affecté d'une autre idée de chose singulière, laquelle chose singulière est antérieure à la partie elle-même suivant l'ordre de la Nature _(par la [Prop. 7](207))_. On peut en dire tout autant d'une partie quelconque de l'Individu même qui entre dans la composition du Corps humain ; la connaissance d'une partie quelconque entrant dans la composition du Corps humain est donc en Dieu en tant qu'il est affecté d'un très grand nombre d'idées de choses, et non en tant qu'il a seulement l'idée du Corps humain, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ l'idée qui constitue la nature de l'Âme humaine ; et, en conséquence, l'Âme humaine _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ n'enveloppe pas la connaissance adéquate des parties composant le Corps humain. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "225", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "_L'idée d'une affection quelconque du Corps humain n'enveloppe pas la connaissance adéquate du corps extérieur._", - "childs": [ - { - "id": "225d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous avons montré que l'idée d'une affection du Corps humain enveloppe la nature du corps extérieur _(voir la [Prop. 16](216))_ en tant que le corps extérieur détermine d'une certaine manière le Corps humain lui-même. Mais, en tant que le corps extérieur est un Individu qui ne se rapporte pas au Corps humain, l'idée ou la connaissance en est en Dieu _(par la [Prop. 9](209))_ en tant qu'on considère Dieu comme affecté de l'idée d'une autre chose, laquelle _(par la [Prop. 7](207))_ est antérieure par nature au corps extérieur lui-même. La connaissance adéquate du corps extérieur n'est donc pas en Dieu en tant qu'il a l'idée de l'affection du Corps humain, autrement dit l'idée de l'affection du Corps humain n'enveloppe pas la connaissance adéquate du corps extérieur. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "226", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_L'Âme ne perçoit aucun corps extérieur comme existant en acte, si ce n'est par les idées des affections de son propre corps._", - "childs": [ - { - "id": "226d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si le Corps humain n'a été affecté en aucune manière par quelque corps extérieur, l'idée non plus du Corps humain _(par la [Prop. 7](207))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ l'Âme humaine, non plus n'a été affectée en aucune manière de l'idée de l'existence de ce corps ; en d'autres termes, elle-ne perçoit en aucune manière l'existence de ce corps extérieur. Mais, en tant que le Corps humain est affecté en quelque manière par quelque corps extérieur, il perçoit en quelque mesure _(par la [Prop. 16](216) avec son [Coroll. 1](216c1))_ le corps extérieur. CQFD." - }, - { - "id": "226c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "En tant que l'Âme humaine imagine un corps extérieur, elle n'en a pas la connaissance adéquate." - }, - { - "id": "226cd", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Quand l'Âme humaine considère des corps extérieurs par les idées des affections de son propre Corps, nous disons qu'elle imagine _(voir le [Scol. de la Prop. 17](217sc))_ ; il n'y a pas d'autre condition dans laquelle l'Âme puisse imaginer des corps comme existant en acte _(par la [Prop. précéd.](226))_. Par suite _(par la [Prop. 25](225))_, en tant que l'Âme imagine des corps extérieurs, elle n'en a pas la connaissance adéquate. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "227", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_L'idée d'une affection quelconque du Corps humain n'enveloppe pas la connaissance adéquate du Corps humain lui-même._", - "childs": [ - { - "id": "227d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Toute idée d'une affection quelconque du Corps humain enveloppe la nature du Corps humain, en tant qu'on considère ce Corps humain lui-même comme affecté d'une certaine manière _(voir la [Prop. 16](216))_. Mais en tant que le Corps humain est un Individu qui peut être affecté de beaucoup d'autres manières, son idée, etc. _Voir la [Démonstration de la Prop. 25](225d))_." - } - ] - }, - { - "id": "228", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_Les idées des affections du Corps humain, considérées dans leur rapport avec l'Âme humaine seulement, ne sont pas claires et distinctes mais confuses._", - "childs": [ - { - "id": "228d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les idées des affections du Corps humain enveloppent en effet _(par la [Prop. 16](216))_ la nature tant des corps extérieurs que celle du Corps humain lui-même, et doivent envelopper non seulement la nature du Corps humain, mais aussi celle de ses parties ; car les affections sont des manières d'être _(par le [Post. 3](213p3))_ dont les parties du Corps humain, et conséquemment le Corps entier sont affectés. Mais _(par les Prop. [24](224) et [25](225))_ la connaissance adéquate des corps extérieurs, de même aussi que celle des parties composant le Corps humain, est en Dieu en tant qu'on le considère non comme affecté de l'Âme humaine, mais comme affecté d'autres idées. Les idées de ces affections, considérées dans leur rapport avec l'Âme humaine seule, sont donc comme des conséquences sans leurs prémisses, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_ des idées confuses. CQFD." - }, - { - "id": "228sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "On démontre de la même façon que l'idée qui constitue la nature de l'Âme humaine n'est pas, considérée en elle seule, claire et distincte ; de même que l'idée de l'Âme humaine, les idées des idées des affections du Corps humain, considérées dans leur rapport avec l'Âme seule, ne sont pas non plus claires et distinctes, ce que chacun peut voir aisément." - } - ] - }, - { - "id": "229", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_L'idée de l'idée d'une affection quelconque du Corps humain n'enveloppe pas la connaissance adéquate de l'Âme humaine._", - "childs": [ - { - "id": "229d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'idée d'une affection du Corps humain en effet _(par la [Prop. 27](227))_ n'enveloppe pas la connaissance adéquate du Corps lui-même, en d'autres termes n'en exprime pas adéquatement la nature ; c'est-à-dire qu'elle ne s'accorde pas adéquatement avec la nature de l'Âme _(par la [Prop. 13](213))_ ; par suite _(par l'[Axiom. 6](1a6), p. I)_, l'idée de cette idée n'exprime pas adéquatement la nature de l'Âme humaine, autrement dit n'en enveloppe pas la connaissance adéquate. CQFD." - }, - { - "id": "229c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que l'Âme humaine, toutes les fois qu'elle perçoit les choses suivant l'ordre commun de la Nature, n'a ni d'elle-même, ni de son propre Corps, ni des corps extérieurs, une connaissance adéquate, mais seulement une connaissance confuse et mutilée. L'Âme en effet ne se connaît elle-même qu'en tant qu'elle perçoit les idées des affections du Corps _(par la [Prop. 23](223))_. Elle ne perçoit pas son propre corps _(par la [Prop. 19](219))_, sinon précisément par le moyen des idées des affections du Corps, et c'est aussi par le moyen de ces idées seulement qu'elle perçoit les corps extérieurs _(par la [Prop. 26](226))_ ; ainsi, en tant qu'elle a ces idées, elle n'a ni d'elle-même _([Prop. 29](229))_, ni de son propre Corps _(par la [Prop. 27](227))_, ni des corps extérieurs _(par la [Prop. 25](225))_, une connaissance adéquate, mais seulement une connaissance mutilée et confuse _(par la [Prop. 28](228) avec son [Scol.](228sc))_. CQFD." - }, - { - "id": "229sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Je dis expressément que l'Âme n'a ni d'elle-même, ni de son propre Corps, ni des corps extérieurs, une connaissance adéquate, mais seulement une connaissance confuse - et mutilée -^[Addition que justifie la traduction hollandaise de Glazemaker], toutes les fois qu'elle perçoit les choses suivant l'ordre commun de la Nature ; c'est-à-dire toutes les fois qu'elle est déterminée du dehors, par la rencontre fortuite des choses, à considérer ceci ou cela, et non toutes les fois qu'elle est déterminée du dedans, à savoir, parce qu'elle considère à la fois plusieurs choses, à connaître les conformités qui sont entre elles, leurs différences et leurs oppositions ; toutes les fois en effet qu'elle est disposée du dedans de telle ou telle manière, alors elle considère les choses clairement et distinctement, comme je le montrerai plus bas." - } - ] - }, - { - "id": "230", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_Nous ne pouvons avoir de la durée de notre propre Corps qu'une connaissance extrêmement inadéquate._", - "childs": [ - { - "id": "230d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La durée de notre Corps ne dépend pas de son essence _(par l'[Axiom. 1](2a1))_ ; elle ne dépend pas non plus de la nature de Dieu prise absolument _(par la [Prop. 21](121), p. I)_. Mais _(par la [Prop. 28](128), p. I)_ il est déterminé à exister et à produire des effets par telles causes qui elles-mêmes ont été déterminées par d'autres à exister et à produire des effets dans une condition certaine et déterminée ; ces dernières, à leur tour, l'ont été par d'autres, et ainsi à l'infini. La durée de notre Corps donc dépend de l'ordre commun de la Nature et de la constitution des choses. Quant à la condition suivant laquelle les choses sont constituées, la connaissance adéquate en est en Dieu en tant qu'il a les idées de toutes choses, et non en tant qu'il a l'idée du Corps humain seulement _(par le [Coroll. de la Prop. 9](209c))_ ; la connaissance de la durée de notre Corps est donc extrêmement inadéquate en Dieu, en tant qu'on le considère comme constituant la nature de l'Âme humaine, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ que cette connaissance est dans notre Âme extrêmement inadéquate. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "231", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_Nous ne pouvons avoir de la durée des choses singulières qui sont hors de nous qu'une connaissance extrêmement inadéquate._", - "childs": [ - { - "id": "231d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Chaque chose singulière en effet, de même que le Corps humain, doit être déterminée par une autre chose singulière à exister et à produire des effets dans une condition certaine et déterminée ; cette autre à son tour l'est par une autre, et ainsi à l'infini _(par la [Prop. 28](128) p. I)_. Puis donc que nous avons démontré dans la Proposition précédente, par cette propriété commune des choses singulières, que nous n'avions de la durée de notre propre Corps qu'une connaissance extrêmement inadéquate, il faudra au sujet de la durée des choses singulières maintenir cette conclusion, à savoir que nous ne pouvons en avoir qu'une connaissance extrêmement inadéquate. CQFD." - }, - { - "id": "231c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que toutes les choses particulières sont contingentes et corruptibles. Car nous ne pouvons avoir _(par la [Prop. précéd.](231))_ de leur durée aucune connaissance adéquate, et c'est là ce qu'il nous faut entendre par la contingence des choses et la possibilité de leur corruption _(voir le [Scol. 1 de la Prop. 33](133sc1), p. I)_. Car, sauf cela _(par la [Prop. 29](129) p. I)_, il n'y a rien de contingent." - } - ] - }, - { - "id": "232", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_Toutes les idées, considérées dans leur rapport avec Dieu, sont vraies._", - "childs": [ - { - "id": "232d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Toutes les idées en effet qui sont en Dieu conviennent entièrement avec leurs objets _(par le [Coroll. de la Prop. 7](207c))_ et, par suite, sont vraies _(par l'[Axiom. 6](1a6), p. I)_. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "233", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_Il n'y a dans les idées rien de positif à cause de quoi elles sont dites fausses._", - "childs": [ - { - "id": "233d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si on le nie, que l'on conçoive, si on le peut, un mode positif de penser qui constitue la forme de l'erreur, c'est-à-dire de la fausseté. Ce mode de penser ne peut être en Dieu _(par la [Prop. précéd.](232))_ et hors de Dieu rien ne peut ni être ni être conçu _([Prop. 15](115), p. I)_. Il ne peut donc rien y avoir de positif dans les idées à cause de quoi elles sont dites fausses. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "234", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_Toute idée qui en nous est absolue, c'est-à-dire adéquate et parfaite, est vraie._", - "childs": [ - { - "id": "234d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Quand nous disons qu'une idée adéquate et parfaite est donnée en nous, nous ne disons rien d'autre _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_, sinon qu'une idée adéquate et parfaite est donnée en Dieu en tant qu'il constitue l'essence de notre Âme, et conséquemment (par la [Prop. 32](232)) nous ne disons rien d'autre, sinon qu'une telle idée est vraie. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "235", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_La fausseté consiste dans une privation de connaissance qu'enveloppent les idées inadéquates, c'est-à-dire mutilées et confuses._", - "childs": [ - { - "id": "235d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Il n'y a rien dans les idées de positif qui constitue la forme de la fausseté _(par la [Prop. 33](233))_ et la fausseté ne peut consister dans une privation absolue de connaissance (car les Âmes, non les Corps, sont dites errer et se tromper) et pas davantage dans une ignorance absolue ; car ignorer et être dans l'erreur sont choses distinctes ; elle consiste donc dans une privation de connaissance qui est enveloppée dans une connaissance inadéquate des choses, c'est-à-dire dans des idées inadéquates et confuses. CQFD." - }, - { - "id": "235sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "J'ai expliqué dans le [Scolie de la Proposition 17](217sc) en quel sens l'erreur consiste dans une privation de connaissance ; mais, pour l'expliquer plus amplement, je donnerai un exemple : les hommes se trompent en ce qu'ils se croient libres ; et cette opinion consiste en cela seul qu'ils ont conscience de leurs actions et sont ignorants des causes par où ils sont déterminés ; ce qui constitue donc leur idée de la liberté, c'est qu'ils ne connaissent aucune cause de leurs actions. Pour ce qu'ils disent en effet : que les actions humaines dépendent de la volonté, ce sont des mots auxquels ne correspond aucune idée. Car tous ignorent ce que peut être la volonté et comment elle peut mouvoir le Corps ; pour ceux qui ont plus de prétention et^[Je remplace par le mot _et_ la virgule qui se trouve dans l'édition Land.] forgent un siège ou une demeure de l'âme, ils excitent habituellement le rire ou le dégoût. De même, quand nous regardons le soleil, nous imaginons qu'il est distant de nous d'environ deux cents pieds, et l'erreur ici ne consiste pas dans l'action d'imaginer cela, prise en elle-même, mais en ce que, tandis que nous l'imaginons, nous ignorons la vraie distance du soleil et la cause de cette imagination que nous avons. Plus tard, en effet, tout en sachant que le soleil est distant de plus de 600 fois le diamètre terrestre, nous ne laisserons pas néanmoins d'imaginer qu'il est près de nous ; car nous n'imaginons pas le soleil aussi proche parce que nous ignorons sa vraie distance, mais parce qu'une affection de notre Corps enveloppe l'essence du soleil, en tant que le Corps lui-même est affecté par cet astre." - } - ] - }, - { - "id": "236", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_Les idées inadéquates et confuses suivent les unes des autres avec la même nécessité que les idées adéquates, c'est-à-dire claires et distinctes._", - "childs": [ - { - "id": "236d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Toutes les idées sont en Dieu _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ et, considérées dans leur rapport avec Dieu, elles sont vraies _(par la [Prop. 32](232))_ et _(par le [Coroll. de la Prop. 7](207c))_ adéquates ; par suite, il n'existe point d'idées qui soient inadéquates et confuses, si ce n'est en tant qu'on les considère dans leur rapport avec l'Âme singulière de quelqu'un _(voir à ce sujet les Prop. [24](224) et [28](228))_ ; et, par suite, toutes les idées tant adéquates qu'inadéquates suivent les unes des autres _(par le [Coroll. de la Prop. 6](206c))_ avec la même nécessité. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "237", - "title": "PROPOSITION 37", - "text": "_Ce qui est commun à toutes choses_ (voir à ce sujet le [Lemme 2](213l2) ci-dessus) _et se trouve pareillement dans la partie et dans le tout ne constitue l'essence d'aucune chose singulière._", - "childs": [ - { - "id": "237d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si on le nie, que l'on conçoive, si on le peut, que cela constitue l'essence de quelque chose singulière, par exemple celle de B. Cela donc ne pourra _(par la [Défin. 2](2d2))_ sans B exister ni être conçu ; or cela est contre l'hypothèse ; cela donc n'appartient pas à l'essence de B ni ne constitue l'essence d'une autre chose singulière. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "238", - "title": "PROPOSITION 38", - "text": "_Ce qui est commun à toutes choses et se trouve pareillement dans la partie et dans le tout ne peut être conçu qu'adéquatement._", - "childs": [ - { - "id": "238d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Soit A quelque chose qui est commun à tous les corps et se trouve également dans la partie et dans le tout d'un corps quelconque. Je dis que A ne peut être conçu qu'adéquatement. L'idée de A en effet _(par le [Coroll. de la Prop. 7](207c))_ sera nécessairement adéquate en Dieu, aussi bien en tant qu'il a l'idée du Corps humain qu'en tant qu'il a les idées des affections de ce Corps, et ces idées _(par les Prop. [16](216), [25](225) et [27](227))_ enveloppent en partie la nature tant du Corps humain que des corps extérieurs, c'est-à-dire _(par les Prop. [12](212) et [13](213))_ cette idée de A sera nécessairement adéquate en Dieu en tant qu'il constitue l'Âme humaine, en d'autres termes qu'il a les idées qui sont dans l'Âme humaine ; l'Âme donc _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ perçoit nécessairement A adéquatement, et cela aussi bien en tant qu'elle se perçoit elle-même, qu'en tant qu'elle perçoit son propre Corps ou un corps extérieur quelconque, et A ne peut être conçu d'une autre manière. CQFD." - }, - { - "id": "238c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là qu'il y a certaines idées ou notions qui sont communes à tous les hommes, car _(par le [Lem. 2](213l2))_ tous les corps conviennent en certaines choses qui _(par la [Prop. précéd.](238))_ doivent être perçues par tous adéquatement, c'est-à-dire clairement et distinctement." - } - ] - }, - { - "id": "239", - "title": "PROPOSITION 39", - "text": "_Si le Corps humain et certains corps extérieurs, par lesquels le Corps humain a coutume d'être affecté, ont quelque propriété commune et qui soit pareillement dans la partie de l'un quelconque des corps extérieurs et dans le tout, de cette propriété aussi l'idée sera dans l'Âme adéquate._", - "childs": [ - { - "id": "239d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Soit A la propriété commune au Corps humain et à certains corps extérieurs, qui se trouve pareillement dans le corps humain et dans ces mêmes corps extérieurs et est enfin pareillement dans la partie de l'un quelconque des corps extérieurs, et dans le tout. Une idée adéquate de A lui-même sera donnée en Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 7](207c))_, aussi bien en tant qu'il a l'idée du Corps humain qu'en tant qu'il a les idées des corps extérieurs supposés. Supposons maintenant que le Corps humain soit affecté par un corps extérieur par le moyen de ce qu'il a de commun avec lui, c'est-à-dire de A ; l'idée de cette affection enveloppera la propriété A _(par la [Prop. 16](216))_ et, par suite _(par le même [Coroll. de la Prop. 7](207c))_, l'idée de cette affection sera adéquate en Dieu en tant qu'il est affecté de l'idée du Corps humain ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine ; et ainsi _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ cette idée est aussi dans l'Âme humaine adéquate. CQFD." - }, - { - "id": "239c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que l'Âme est d'autant plus apte à percevoir adéquatement plusieurs choses, que, son Corps a plus de propriétés communes avec les autres corps." - } - ] - }, - { - "id": "240", - "title": "PROPOSITION 40", - "text": "_Toutes les idées qui suivent dans l'Âme des idées qui sont en elle adéquates, sont aussi adéquates._", - "childs": [ - { - "id": "240d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident. Quand nous disons, en effet, qu'une idée suit dans l'Âme humaine d'idées qui sont en elle adéquates, nous ne disons rien d'autre _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_, sinon que dans l'entendement divin une idée est donnée, de laquelle Dieu est cause, non en tant qu'il est infini, ou en tant qu'il est affecté des idées d'un très grand nombre de choses singulières, mais en tant qu'il constitue l'essence de l'Âme humaine seulement." - }, - { - "id": "240sc1", - "type": "SCOLIE 1", - "text": "J'ai expliqué par ce qui précède la cause des Notions appelées _Communes_ et qui sont les principes de notre raisonnement. Mais il y a d'autres causes de certains axiomes ou de certaines notions communes^[Le texte de Land porte : _Sed aliae quorumdam axiomatum sive notionum causae dantur_. J'ajoute _cmmunium_ après _notionum_]. qu'il importerait d'expliquer par cette méthode que nous suivons ; on établirait ainsi quelles notions sont utiles par-dessus les autres, et quelles ne sont presque d'aucun usage ; quelles, en outre, sont communes et quelles claires et distinctes pour ceux-là seulement qui sont libres de préjugés ; quelles, enfin, sont mal fondées. On établirait, de plus, d'où les notions appelées _Secondes_, et conséquemment les axiomes qui se fondent sur elles, tirent leur origine, ainsi que d'autres vérités ayant trait à ces choses, que la réflexion m'a jadis fait apercevoir. Comme, toutefois, j'ai réservé ces observations pour un autre Traité, et aussi pour ne pas causer d'ennui par une prolixité excessive sur ce sujet, j'ai résolu ici de surseoir à cette exposition. Afin néanmoins de ne rien omettre qu'il ne soit nécessaire de savoir, j'ajouterai quelques mots sur les causes d'où sont provenus les termes appelés _Transcendantaux_, tels que Être, Chose, Quelque chose. Ces termes naissent de ce que le Corps humain, étant limité, est capable seulement de former distinctement en lui-même un certain nombre d'images à la fois _(j'ai expliqué ce qu'est l'image dans le [Scol. de la Prop. 17](217sc))_ ; si ce nombre est dépassé, ces images commencent à se confondre ; et, si le nombre des images distinctes, que le Corps est capable de former à la fois en lui-même, est dépassé de beaucoup, toutes se confondront entièrement entre elles. Puisqu'il en est ainsi, il est évident, par le [Coroll. de la Prop. 17](217c) et par la [Prop. 18](218), que l'Âme humaine pourra imaginer distinctement à la fois autant de corps qu'il y a d'images pouvant être formées à la fois dans son propre Corps. Mais sitôt que les images se confondent entièrement dans le Corps, l'Âme aussi imaginera tous les corps confusément, sans nulle distinction, et les comprendra en quelque sorte sous un même attribut, à savoir sous l'attribut de l'Être, de la Chose, etc. Cela peut aussi provenir de ce que les images ne sont pas toujours également vives, et d'autres causes semblables, qu'il n'est pas besoin d'expliquer ici, car, pour le but que nous nous proposons, il suffit d'en considérer une seule. Toutes en effet reviennent à ceci que ces termes signifient des idées au plus haut degré confuses. De causes semblables sont nées aussi ces notions que l'on nomme _Générales_, telles : Homme, Cheval, Chien, etc., à savoir, parce que tant d'images, disons par exemple d'hommes, sont formées à la fois dans le Corps humain, que sa puissance d'imaginer se trouve dépassée ; elle ne l'est pas complètement à la vérité, mais assez pour que l'Âme ne puisse imaginer ni les petites différences singulières (telles la couleur, la taille de chacun), ni le nombre déterminé des êtres singuliers, et imagine distinctement cela seul en quoi tous conviennent, en tant qu'ils affectent le Corps. C'est de la manière correspondante en effet que le Corps a été affecté le plus fortement^[Nous ponctuons ce passage : _nam ab eo corpus maxime_.], l'ayant été par chaque être singulier, c'est cela que l'Âme exprime par le nom d'_homme_, et qu'elle affirme d'une infinité d'êtres singuliers. Car, nous l'avons dit, elle ne peut imaginer le nombre déterminé des êtres singuliers. Mais on doit noter que ces notions ne sont pas formées par tous de la même manière ; elles varient en chacun corrélativement avec la chose par laquelle le Corps a été plus souvent affecté et que l'Âme imagine ou se rappelle le plus aisément. Ceux qui, par exemple, ont plus souvent considéré avec étonnement la stature des hommes, entendront sous le nom d'homme un animal de stature droite ; pour ceux qui ont accoutumé de considérer autre chose, ils formeront des hommes une autre image commune, savoir : l'homme est un animal doué du rire ; un animal à deux pieds sans plumes ; un animal raisonnable ; et ainsi pour les autres objets, chacun formera, suivant la disposition de son corps, des images générales des choses. Il n'est donc pas étonnant qu'entre les Philosophes qui ont voulu expliquer les choses naturelles par les seules images des choses, tant de controverses se soient élevées." - }, - { - "id": "240sc2", - "type": "SCOLIE 2", - "text": "Par tout ce qui a été dit ci-dessus il apparaît clairement que nous avons nombre de perceptions et formons des notions générales tirant leur origine : I. des objets singuliers qui nous sont représentés par les sens d'une manière tronquée, confuse et sans ordre pour l'entendement _(voir le [Coroll. de la Prop. 29](229c))_ ; pour cette raison j'ai accoutumé d'appeler de telles perceptions connaissance par expérience vague ; II. des signes, par exemple de ce que, entendant ou lisant certains mots, nous nous rappelons des choses et en formons des idées semblables à celles par lesquelles nous imaginons les choses _(voir le [Scol. de la Prop. 18](218sc))_. J'appellerai par la suite l'un et l'autre modes de considérer connaissance du premier genre, opinion ou Imagination. III. enfin, de ce que nous avons des notions communes et des idées adéquates des propriétés des choses _(voir le [Coroll. de la Prop. 38](238c), la [Prop. 39](239) avec son [Coroll.](239c) et la [Prop. 40](240))_, j'appellerai ce mode Raison et Connaissance du deuxième genre. Outre ces deux genres de connaissance, il y en a encore un troisième, comme je le montrerai dans la suite, que nous appellerons Science intuitive. Et ce genre de connaissance procède de l'idée adéquate de l'essence formelle de certains attributs de Dieu à la connaissance adéquate de l'essence des choses. J'expliquerai tout cela par l'exemple d'une chose unique. On donne, par exemple, trois nombres pour en obtenir un quatrième qui soit au troisième comme le second au premier. Des marchands n'hésiteront pas à multiplier le second par le troisième et à diviser le produit par le premier, parce qu'ils n'ont pas encore laissé tomber dans l'oubli ce qu'ils ont appris de leurs maîtres sans nulle démonstration, ou parce qu'ils ont expérimenté ce procédé souvent dans le cas de nombres très simples, ou par la force de la Démonstration de la Prop. 19, livre VII d'Euclide, c'est-à-dire par la propriété commune des nombres proportionnels. Mais pour les nombres les plus simples aucun de ces moyens n'est nécessaire. Étant donné, par exemple, les nombres 1, 2, 3, il n'est personne qui ne voie que le quatrième proportionnel est 6, et cela beaucoup plus clairement, parce que de la relation même, que nous voyons d'un regard qu'a le premier avec le second, nous concluons le quatrième." - } - ] - }, - { - "id": "241", - "title": "PROPOSITION 41", - "text": "_La connaissance du premier genre est l'unique cause de la fausseté ; celle du deuxième et du troisième est nécessairement vraie._", - "childs": [ - { - "id": "241d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous avons dit dans le [précéd. Scol.](240sc2) qu'à la connaissance du premier genre appartiennent toutes les idées qui sont inadéquates et confuses, et, par suite _(par la [Prop. 35](235))_, cette connaissance est l'unique cause de la fausseté. D'autre part, nous avons dit qu'à la connaissance du deuxième genre et du troisième appartiennent les idées qui sont adéquates ; en conséquence, cette connaissance _(par la [Prop. 34](234))_ est nécessairement vraie. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "242", - "title": "PROPOSITION 42", - "text": "_La connaissance du deuxième genre et du troisième, non celle du premier genre, nous enseigne à distinguer le vrai du faux._", - "childs": [ - { - "id": "242d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette proposition est évidente par elle-même. Qui sait distinguer, en effet, entre le vrai et le faux, doit avoir du vrai et du faux une idée adéquate, c'est-à-dire _(par le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2))_ connaître le vrai et le faux par le deuxième genre de connaissance ou le troisième." - } - ] - }, - { - "id": "243", - "title": "PROPOSITION 43", - "text": "_Qui a une idée vraie sait en même temps qu'il a une idée vraie et ne peut douter de la vérité de sa connaissance._", - "childs": [ - { - "id": "243d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'idée vraie en nous est celle qui est adéquate en Dieu en tant qu'il s'explique par la nature de l'Âme humaine _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_. Supposons donc qu'une idée adéquate A soit donnée en Dieu, en tant qu'il s'explique par la nature de l'Âme humaine. De cette idée doit être nécessairement donnée en Dieu une idée qui se rapporte à Dieu de la même manière que l'idée A _(par la [Prop. 20](220) dont la Démonstration est universelle)_. Mais l'idée A est supposée se rapporter à Dieu en tant qu'il s'explique par la nature de l'âme humaine ; donc l'idée de l'idée A doit aussi appartenir à Dieu de la même manière, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ que cette idée adéquate de l'idée A sera dans la même Âme qui a l'idée adéquate A ; qui donc a une idée adéquate, c'est-à-dire _(par la [Prop. 34](234))_ qui connaît une chose vraiment, doit en même temps avoir de sa connaissance une idée adéquate, en d'autres termes _(comme il est évident de soi)_ une connaissance vraie. CQFD." - }, - { - "id": "243sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "J'ai expliqué, dans le [Scolie de la Proposition 21](221sc), ce qu'est l'idée de l'idée ; mais il faut observer que la Proposition précédente est assez évidente par elle-même. Car nul, ayant une idée vraie, n'ignore que l'idée vraie enveloppe la plus haute certitude ; avoir une idée vraie, en effet, ne signifie rien, sinon connaître une chose parfaitement ou le mieux possible ; et certes personne ne peut en douter, à moins de croire que l'idée est quelque chose de muet comme une peinture sur un panneau et non un mode de penser, savoir l'acte même de connaître et, je le demande, qui peut savoir qu'il connaît une chose, s'il ne connaît auparavant la chose? c'est-à-dire qui peut savoir qu'il est certain d'une chose, s'il n'est auparavant certain de cette chose? D'autre part, que peut-il y avoir de plus clair et de plus certain que l'idée vraie, qui soit norme de vérité? Certes, comme la lumière se fait connaître elle-même et fait connaître les ténèbres, la vérité est norme d'elle-même et du faux. Par là je crois avoir répondu aux questions suivantes, savoir : si une idée vraie, en tant qu'elle est dite seulement s'accorder avec ce dont elle est l'idée, se distingue d'une fausse ; une idée vraie ne contient donc aucune réalité ou perfection de plus qu'une fausse (puisqu'elles se distinguent seulement par une dénomination extrinsèque), et conséquemment un homme qui a des idées vraies ne l'emporte en rien sur celui qui en a seulement de fausses? Puis d'où vient que les hommes ont des idées fausses? Et, enfin, d'où quelqu'un peut-il savoir avec certitude qu'il a des idées qui conviennent avec leurs objets? A ces questions, dis-je, je pense avoir déjà répondu. Quant à la différence, en effet, qui est entre l'idée vraie et la fausse, il est établi par la [Proposition 35](235) qu'il y a entre elles deux la même relation qu'entre l'être et le non être. Je montre, d'autre part, très clairement les causes de la fausseté depuis la [Proposition 19](119) jusqu'à la [Proposition 35](235) avec son [Scolie](235sc). Par là apparaît aussi quelle différence est entre un homme qui a des idées vraies et un homme qui n'en a que de fausses. Quant à la dernière question enfin : d'où un homme peut savoir qu'il a une idée qui convient avec son objet, je viens de montrer suffisamment et surabondamment que cela provient uniquement de ce qu'il a une idée qui convient avec son objet, c'est-à-dire de ce que la vérité est norme d'elle-même. Ajoutez que notre Âme, en tant qu'elle perçoit les choses vraiment, est une partie de l'entendement infini de Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ et qu'il est donc aussi nécessaire que les idées claires et distinctes de l'Âme soient vraies, que cela est nécessaire des idées de Dieu." - } - ] - }, - { - "id": "244", - "title": "PROPOSITION 44", - "text": "_Il est de la nature de la Raison de considérer les choses non comme contingentes, mais comme nécessaires._", - "childs": [ - { - "id": "244d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Il est de la nature de la Raison de percevoir les choses vraiment _(par la [Prop. 41](241))_, savoir _(par l'[Axiom. 6](1a6), p. I)_ comme elles sont en elles-mêmes, c'est-à-dire _(par la [Prop. 29](129), p. I)_ non comme contingentes, mais comme nécessaires. CQFD." - }, - { - "id": "244c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Il suit de là que la seule imagination peut faire que nous considérions les choses tant relativement au passé que relativement au futur comme contingentes." - }, - { - "id": "244sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "J'expliquerai ici brièvement dans quelle condition cela a lieu. Nous avons montré ci-dessus _([Prop. 17](217) avec son [Coroll.](217c))_ que l'Âme imagine toujours les choses comme lui étant présentes, bien qu'elles n'existent pas, à moins qu'il ne se rencontre des causes qui excluent leur existence présente. De plus, nous avons montré _([Prop. 18](218))_ que si une fois le Corps humain a été affecté simultanément par deux corps extérieurs, sitôt que l'Âme plus tard imaginera l'un des deux, il lui souviendra aussi de l'autre, c'est-à-dire qu'elle les considérera comme lui étant présents l'un et l'autre, à moins qu'il ne se rencontre des causes qui excluent leur existence présente. Nul ne doute d'ailleurs que nous n'imaginions aussi le temps, et cela parce que nous imaginons des corps se mouvant les uns plus lentement ou plus vite que les autres, ou avec une vitesse égale. Supposons maintenant un enfant qui hier une première fois aura vu le matin Pierre, à midi Paul, et le soir Siméon, et aujourd'hui de nouveau a vu Pierre le matin. Il est évident, par la [Proposition 18](218), que, sitôt qu'il voit la lumière du matin, il imaginera le soleil parcourant la même partie du ciel qu'il aura vue la veille ; en d'autres termes, imaginera le jour entier et Pierre avec le matin, Paul à midi et Siméon avec le soir, c'est-à-dire qu'il imaginera l'existence de Paul et de Siméon avec une relation au temps futur ; au contraire, s'il voit Siméon le soir, il rapportera Paul et Pierre au temps passé, les imaginant en même temps que le passé ; et cette imagination sera constante d'autant plus qu'il les aura vus plus souvent dans le même ordre. S'il arrive une fois qu'un autre soir, à la place de Siméon, il voie Jacob alors au matin suivant il imaginera en même temps que le soir tantôt Siméon, tantôt Jacob, mais non tous les deux ensemble. Car on suppose qu'il a vu, le soir, l'un des deux seulement et non les deux à la fois. Son imagination sera donc flottante, et il imaginera, en même temps que le soir futur, tantôt l'un, tantôt l'autre, c'est-à-dire considérera l'un et l'autre non comme devant être de façon certaine, mais comme des futurs contingents. Ce flottement de l'imagination sera le même si les choses imaginées sont des choses que nous considérons avec une relation au temps passé ou au présent ; et, conséquemment, nous imaginerons comme contingentes les choses rapportées tant au présent temps qu'au passé et au futur." - }, - { - "id": "244c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Il est de la nature de la Raison de percevoir les choses comme possédant une certaine sorte d'éternité." - }, - { - "id": "244c2d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Il est de la nature de la Raison en effet de considérer les choses comme nécessaires et non comme contingentes _(par la [Prop. précéd.](244))_. Et elle perçoit cette nécessité des choses vraiment _(par la [Prop. 41](241))_, c'est-à-dire comme elle est en elle-même _(par l'[Axiom. 6](1a6), p. I)_. Mais _(par la [Prop. 16](116), p. I)_ cette nécessité des choses est la nécessité même de la nature éternelle de Dieu. Il est donc de la nature de la Raison de considérer les choses comme possédant cette sorte d'éternité. Ajoutez que les principes de la Raison sont des notions _(par la [Prop. 38](238))_ qui expliquent ce qui est commun à toutes choses, et _(par la [Prop. 37](237))_ n'expliquent l'essence d'aucune chose singulière ; qui en conséquence doivent être conçues sans aucune relation au temps et comme possédant une certaine sorte d'éternité. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "245", - "title": "PROPOSITION 45", - "text": "_Chaque idée d'un corps quelconque, ou d'une chose singulière existant en acte, enveloppe nécessairement l'essence éternelle et infinie de Dieu._", - "childs": [ - { - "id": "245d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'idée d'une chose singulière existant en acte enveloppe nécessairement tant l'essence que l'existence de la chose elle-même _(par le [Coroll. de la Prop. 8](208c))_. Et les choses singulières ne peuvent être conçues sans Dieu _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ ; mais, puisque _(par la [Prop. 6](206))_ elles ont Dieu pour cause en tant qu'on le considère sous l'attribut dont les choses elles-mêmes sont des modes, leurs idées doivent nécessairement _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ envelopper le concept de cet attribut, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6), p. I)_ l'essence éternelle et infinie de Dieu. CQFD." - }, - { - "id": "245sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Je n'entends pas ici par existence la durée, c'est-à-dire l'existence en tant qu'elle est conçue abstraitement et comme une certaine sorte de quantité. Je parle de la nature même de l'existence, laquelle est attribuée aux choses singulières pour cette raison qu'une infinité de choses suivent de la nécessité éternelle de Dieu en une infinité de modes _(voir la [Prop. 16](116), p. I)_. Je parle, dis-je, de l'existence même des choses singulières en tant qu'elles sont en Dieu. Car, bien que chacune soit déterminée à exister d'une certaine manière par une autre chose singulière, la force cependant par laquelle chacune persévère dans l'existence, suit de la nécessité éternelle de la nature de Dieu. Sur ce point voir le [Coroll. de la Prop. 24](124c), partie I." - } - ] - }, - { - "id": "246", - "title": "PROPOSITION 46", - "text": "_La connaissance de l'essence éternelle et infinie de Dieu qu'enveloppe chaque idée est adéquate et parfaite._", - "childs": [ - { - "id": "246d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La démonstration de la Proposition précédente est universelle, et que l'on considère une chose comme une partie ou comme un tout, son idée, que ce soit celle du tout ou celle de la partie, enveloppera _(par la [Prop. précéd.](245))_ l'essence éternelle et infinie de Dieu. Donc, ce qui donne la connaissance de l'essence éternelle et infinie de Dieu est commun à tous et est pareillement dans la partie et dans le tout, et par suite _(par la [Prop. 38](238))_ cette connaissance sera adéquate. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "247", - "title": "PROPOSITION 47", - "text": "_L'âme humaine a une connaissance adéquate de l'essence éternelle et infinie de Dieu._", - "childs": [ - { - "id": "247d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'âme humaine a des idées _(par la [Prop. 22](222))_ par lesquelles elle se perçoit elle-même _(par la [Prop. 23](223))_, perçoit son propre Corps _(par la [Prop. 19](219))_ et _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 16](216c1) et la [Prop. 17](217))_ les corps extérieurs existant en acte ; par suite, elle a _(par les Prop. [45](245) et [46](246))_ une connaissance adéquate de l'essence éternelle et infinie de Dieu. CQFD." - }, - { - "id": "247sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous voyons par là que l'essence infinie de Dieu et son éternité sont connues de tous. Puisque, d'autre part, tout est en Dieu et se conçoit par Dieu, il s'ensuit que nous pouvons déduire de cette connaissance un très grand nombre de conséquences que nous connaîtrons adéquatement, et former ainsi ce troisième genre de connaissance dont nous avons parlé dans le [Scolie 2 de la Proposition 40](240sc2) et de l'excellence et de l'utilité duquel il y aura lieu de parler dans la Cinquième Partie. Que si d'ailleurs les hommes n'ont pas de Dieu une connaissance aussi claire que des notions communes, cela provient de ce qu'ils ne peuvent imaginer Dieu comme ils imaginent les corps, et ont joint le nom de _Dieu_ aux images des choses qu'ils ont accoutumé de voir, et cela, les hommes ne peuvent guère l'éviter, affectés comme ils le sont continuellement par les corps extérieurs. Et, effectivement, la plupart des erreurs consistent en cela seul que nous n'appliquons pas les noms aux choses correctement. Quand quelqu'un dit que les lignes menées du centre du cercle à la circonférence sont inégales, certes il entend alors par cercle autre chose que ne font les Mathématiciens. De même, quand les hommes commettent une erreur dans un calcul, ils ont dans la pensée d'autres nombres que ceux qu'ils ont sur le papier. C'est pourquoi certes, si l'on a égard à leur Pensée, ils ne commettent point d'erreur ; ils semblent en commettre une cependant, parce que nous croyons qu'ils ont dans la pensée les nombres qui sont sur le papier. S'il n'en était pas ainsi, nous ne croirions pas qu'ils commettent aucune erreur, de même qu'ayant entendu quelqu'un crier naguère que sa maison s'était envolée sur la poule du voisin, je n'ai pas cru qu'il fût dans l'erreur, parce que sa pensée me semblait assez claire. Et de là naissent la plupart des controverses, à savoir de ce que les hommes n'expriment pas correctement leur pensée ou de ce qu'ils interprètent mal la pensée d'autrui. En réalité, tandis qu'ils se contredisent le plus, ils pensent la même chose ou pensent à des choses différentes^[Je traduis les mots _de diversis rebus_ au lieu du mot _diversa_ qui se trouve dans l'édition de Land (1882-1883)], de sorte que ce qu'on croit être une erreur ou une obscurité en autrui, n'en est pas une." - } - ] - }, - { - "id": "248", - "title": "PROPOSITION 48", - "text": "_Il n'y a dans l'âme aucune volonté absolue ou libre ; mais l'âme est déterminée à vouloir ceci ou cela par une cause qui est aussi déterminée par une autre, et cette autre l'est à son tour par une autre, et ainsi à l'infini._", - "childs": [ - { - "id": "248d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'Âme est un certain mode déterminé du penser _(par la [Prop. 11](211))_ et ainsi _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 17](117c2), p. I)_ ne peut être une cause libre, autrement dit, ne peut avoir une faculté absolue de vouloir ou de non-vouloir ; mais elle doit être déterminée à vouloir ceci ou cela par une cause _(par la [Prop. 28](128), p. I)_, laquelle est aussi déterminée par une autre, et cette autre l'est à son tour par une autre, etc. CQFD." - }, - { - "id": "248sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "On démontre de la même manière qu'il n'y a dans l'Âme aucune faculté absolue de connaître, de désirer, d'aimer, etc. D'où suit que ces facultés et autres semblables ou bien sont de pures fictions ou ne sont rien que des êtres Métaphysiques, c'est-à-dire des universaux, comme nous avons coutume d'en former des êtres particuliers. Ainsi l'entendement et la volonté soutiennent avec telle et telle idée, ou telle et telle volition, le même rapport que la pierréité avec telle ou telle pierre, et l'homme avec Pierre et Paul. Quant à la cause pour quoi les hommes croient qu'ils sont libres, nous l'avons expliquée dans l'_[Appendice](1app)_ de la Première Partie. Mais, avant de poursuivre, il convient de noter ici^[..._venit hic notandum, me per voluntatem affirmandi_... W. Meijer à cette leçon veut substituer la suivante : _venit notandum, me hic_...] que j'entends par volonté la faculté d'affirmer et de nier, non le désir ; j'entends, dis-je, la faculté par où l'Âme affirme ou nie quelle chose est vraie ou fausse, mais non le désir par où l'Âme appète les choses ou les a en aversion. Et, après avoir démontré que ces facultés sont des notions générales, qui ne se distinguent pas des choses singulières desquelles nous les formons, il y a lieu de rechercher si les volitions elles-mêmes sont quelque chose en dehors des idées mêmes des choses. Il y a lieu, dis-je, de rechercher s'il est donné dans l'Âme une autre affirmation ou une autre négation que celle qu'enveloppe l'idée, en tant qu'elle est idée ; et à ce sujet l'on verra la Proposition suivante, et aussi la [Définition 3](2d3), partie II, pour éviter qu'on ne pense à des peintures. Car je n'entends point par idées des images comme celles qui se forment au fond de l’œil ou, si l'on veut, au milieu du cerveau, mais des conceptions de la Pensée." - } - ] - }, - { - "id": "249", - "title": "PROPOSITION 49", - "text": "_Il n'y a dans l'Âme aucune volition, c'est-à-dire aucune affirmation et aucune négation, en dehors de celle qu'enveloppe l'idée en tant qu'elle est idée._", - "childs": [ - { - "id": "249d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Il n'y a dans l'Âme _(par la [Prop. précéd.](248))_ aucune faculté absolue de vouloir et de non-vouloir, mais seulement des volitions singulières, c'est-à-dire telle et telle affirmation et telle et telle négation. Concevons donc quelque volition singulière, soit un mode de penser par lequel l'Âme affirme que les trois angles d'un triangle égalent deux droits. Cette affirmation enveloppe le concept ou l'idée du triangle, c'est-à-dire ne peut être conçue sans l'idée du triangle. Car c'est tout un de dire que A doit envelopper le concept de B ou que A ne peut se concevoir sans B, et une telle affirmation _(par l'[Axiom. 3](2a3))_ aussi ne peut être sans l'idée du triangle. De plus, cette idée du triangle doit envelopper cette même affirmation, à savoir que ses trois angles égalent deux droits. Donc, inversement, cette idée du triangle ne peut ni être ni être conçue sans cette affirmation, et ainsi _(par la [Défin. 2](2d2))_ cette affirmation appartient à l'essence de l'idée du triangle et n'est rien en dehors d'elle. Et ce que nous avons dit de cette volition (puisque nous l'avons prise _ad libitum_), on devra le dire aussi d'une volition quelconque, à savoir qu'elle n'est rien en dehors de l'idée. CQFD." - }, - { - "id": "249c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "La volonté et l'entendement sont une seule et même chose." - }, - { - "id": "249cd", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La volonté et l'entendement ne sont rien en dehors des volitions et des idées singulières _(par la [Prop. 48](248) avec son [Scol.](248sc))_. Or une volition singulière et une idée singulière sont une seule et même chose _(par la [Prop. précéd.](249))_ ; donc la volonté et l'entendement sont une seule et même chose. CQFD." - }, - { - "id": "249sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous avons ainsi supprimé la cause communément admise de l'erreur. Précédemment, d'ailleurs, nous avons montré que la fausseté consiste dans la seule privation qu'enveloppent les idées mutilées et confuses. C'est pourquoi l'idée fausse, en tant qu'elle est fausse, n'enveloppe pas la certitude. Quand donc nous disons qu'un homme trouve le repos dans le faux et ne conçoit pas de doute à son sujet, nous ne disons pas pour cela qu'il est certain, mais seulement qu'il ne doute pas, ou qu'il trouve le repos dans des idées fausses, parce qu'il n'existe point de causes pouvant faire que son imagination soit flottante. Voir à ce sujet le [Scolie de la Proposition 44](244sc). Si fortement donc qu'on voudra supposer qu'un homme adhère au faux, nous ne dirons jamais qu'il est certain. Car par certitude nous entendons quelque chose de positif _(voir la [Prop. 43](243) et son [Scol.](243sc))_ et non la privation de doute. Et par privation de certitude nous entendons la fausseté. Mais, pour expliquer plus amplement la [Proposition précédente](249), il reste quelques avertissements à donner. Il reste ensuite à répondre aux objections qui peuvent être opposées à cette doctrine qui est la nôtre, et enfin, pour écarter tout scrupule, j'ai cru qu'il valait la peine d'indiquer certains avantages pratiques de cette doctrine. Je dis certains avantages, car les principaux se connaîtront mieux par ce que nous dirons dans la Cinquième Partie. \nJe commence donc par le premier point et j'avertis les Lecteurs qu'ils aient à distinguer soigneusement entre une Idée ou une conception de l'Âme et les Images des choses que nous imaginons. Il est nécessaire aussi qu'ils distinguent entre les idées et les Mots par lesquels nous désignons les choses. Parce que, en effet, beaucoup d'hommes ou bien confondent entièrement ces trois choses : les images, les mots et les idées, ou bien ne les distinguent pas avec assez de soin, ou enfin n'apportent pas à cette distinction assez de prudence, ils ont ignoré complètement cette doctrine de la volonté, dont la connaissance est tout à fait indispensable tant pour la spéculation que pour la sage ordonnance de la vie. Ceux qui, en effet, font consister les idées dans les images qui se forment en nous par la rencontre des corps, se persuadent que les idées des choses à la ressemblance desquelles nous ne pouvons former aucune image, ne sont pas des idées, mais seulement des fictions que nous forgeons par le libre arbitre de la volonté ; ils regardent donc les idées comme des peintures muettes sur un panneau et, l'esprit occupé par ce préjugé, ne voient pas qu'une idée, en tant qu'elle est idée, enveloppe une affirmation ou une négation. Pour ceux qui confondent les mots avec l'idée ou avec l'affirmation elle-même qu'enveloppe l'idée, ils croient qu'ils peuvent vouloir contrairement à leur sentiment quand, en paroles seulement, ils affirment ou nient quelque chose contrairement à leur sentiment. Il sera facile cependant de rejeter ces préjugés, pourvu qu'on prenne garde à la nature de la Pensée, laquelle n'enveloppe en aucune façon le concept de l'Étendue, et que l'on connaisse ainsi clairement que l'idée (puisqu'elle est un mode de penser) ne consiste ni dans l'image de quelque chose ni dans des mots. L'essence des mots, en effet, et des images est constituée par les seuls mouvements corporels qui n'enveloppent en aucune façon le concept de la pensée. Ces brefs avertissements à ce sujet suffiront ; je passe donc aux objections sus-visées. \nLa _première_ est qu'on croit établi que la volonté s'étend plus loin que l'entendement et est ainsi différente de lui. Quant à la raison pour quoi l'on pense que la volonté s'étend plus loin que l'entendement, c'est qu'on dit savoir d'expérience qu'on n'a pas besoin d'une faculté d'assentir, c'est-à-dire d'affirmer et de nier, plus grande que celle que nous avons, pour assentir à une infinité de choses que nous ne percevons pas, tandis qu'on aurait besoin d'une faculté plus grande de connaître. La volonté se distingue donc de l'entendement en ce qu'il est fini, tandis qu'elle est infinie. \nOn peut _deuxièmement_ nous objecter que, s'il est une chose qui semble clairement enseignée par l'expérience, c'est que nous pouvons suspendre notre jugement, de façon à ne pas assentir aux choses perçues par nous ; et cela est confirmé par ce fait que nul n'est dit se tromper en tant qu'il perçoit quelque chose, mais seulement en tant qu'il donne ou refuse son assentiment. Celui qui, par exemple, forge un cheval ailé, n'accorde pas pour cela qu'il existe un cheval ailé, c'est-à-dire qu'il ne se trompe pas pour cela, à moins qu'il n'accorde en même temps qu'il existe un cheval ailé ; l'expérience ne semble donc rien enseigner plus clairement, sinon que la volonté, c'est-à-dire la faculté d'assentir, est libre et distincte de la faculté de connaître. \nOn peut _troisièmement_ objecter qu'une affirmation ne semble pas contenir plus de réalité qu'une autre ; c'est-à-dire nous ne semblons pas avoir besoin d'un pouvoir plus grand pour affirmer que ce qui est vrai est vrai, que pour affirmer que quelque chose qui est faux, est vrai ; tandis qu'au contraire nous percevons qu'une idée a plus de réalité ou de perfection qu'une autre ; autant les objets l'emportent les uns sur les autres, autant aussi leurs idées sont plus parfaites les unes que les autres ; par là encore une différence semble être établie entre la volonté et l'entendement. \n_Quatrièmement_ on peut objecter que, si l'homme n'opère point par la liberté de sa volonté, qu'arrivera-t-il au cas qu'il soit en équilibre comme l'âne de Buridan? Périra-t-il de faim et de soif? Si je l'accorde, je paraîtrai concevoir un âne ou une figure d'homme inanimée, et non un homme ; si je le nie, c'est donc qu'il se déterminera lui-même et, conséquemment, a la faculté d'aller et de faire tout ce qu'il veut. Peut-être y a-t-il encore d'autres objections possibles ; comme, toutefois, je ne suis pas tenu d'insérer ici les rêveries de chacun, je ne prendrai soin de répondre qu'à ces quatre objections, et je le ferai le plus brièvement possible. \nÀ l'égard de la _première_, j'accorde que la volonté s'étend plus loin que l'entendement, si par entendement on entend seulement les idées claires et distinctes ; mais je nie que la volonté s'étende plus loin que les perceptions, autrement dit la faculté de concevoir, et en vérité je ne vois pas pourquoi la faculté de vouloir devrait être infinie, plutôt que celle de sentir ; tout comme, en effet, par la même faculté de vouloir, nous pouvons affirmer une infinité de choses (l'une après l'autre toutefois, car nous n'en pouvons affirmer à la fois une infinité), nous pouvons aussi, par la même faculté de sentir, sentir ou percevoir une infinité de corps (l'un après l'autre bien entendu). Dira-t-on qu'il y a une infinité de choses que nous ne pouvons percevoir? Je réplique : ces choses-là, nous ne pouvons les saisir par aucune pensée et conséquemment par aucune faculté de vouloir. Mais, insistera-t-on, si Dieu voulait faire que nous les perçussions aussi, il devrait nous donner, certes, une plus grande faculté de percevoir, mais non une plus grande faculté de vouloir que celle qu'il nous a donnée. Ce qui revient à dire : si Dieu voulait faire que nous connussions une infinité d'autres êtres, il serait nécessaire, certes, qu'il nous donnât un entendement plus grand que celui qu'il nous a donné, afin d'embrasser cette infinité, mais non une idée plus générale de l'être. Car nous avons montré que la volonté est un être général, en d'autres termes une idée par laquelle nous expliquons toutes les volitions singulières, c'est-à-dire ce qui est commun à toutes. Puis donc que l'on croit que cette idée commune ou générale de toutes les volitions est une faculté, il n'y a pas le moins du monde à s'étonner que l'on dise que cette faculté s'étend à l'infini au delà des limites de l'entendement. Le général en effet se dit également d'un et de plusieurs individus et d'une infinité. \nÀ la _deuxième_ objection je réponds en niant que nous ayons un libre pouvoir de suspendre le jugement. Quand nous disons que quelqu'un suspend son jugement, nous ne disons rien d'autre sinon qu'il voit qu'il ne perçoit pas la chose adéquatement. La suspension du jugement est donc en réalité une perception, et non une libre volonté. Pour le faire mieux connaître concevons un enfant qui imagine un cheval - ailé -^[L'addition du mot _alatum_, proposée par W. Meijer, me semble très heureuse.] et n'imagine rien d'autre. Puisque cette imagination enveloppe l'existence du cheval _(par le [Coroll. de la Prop. 17])_ et que l'enfant ne perçoit rien qui exclue l'existence du cheval, il considérera nécessairement le cheval comme présent et ne pourra douter de son existence, encore qu'il n'en soit pas certain. Nous éprouvons cela tous les jours dans le sommeil, et je ne pense pas qu'il y ait quelqu'un qui croie, durant qu'il rêve, avoir le libre pouvoir de suspendre son jugement sur ce qu'il rêve et de faire qu'il ne rêve pas ce qu'il rêve qu'il voit ; et néanmoins il arrive que, même dans le sommeil, nous suspendions notre jugement, c'est à savoir quand nous rêvons que nous rêvons. J'accorde maintenant que nul ne se trompe en tant qu'il perçoit, c'est-à-dire que les imaginations de l'Âme considérées en elles-mêmes n'enveloppent aucune sorte d'erreur _(voir le [Scol. de la Prop. 17](217sc))_ ; mais je nie qu'un homme n'affirme rien en tant qu'il perçoit. Qu'est-ce donc en effet que percevoir un cheval ailé sinon affirmer d'un cheval des ailes? Si l'Âme, en dehors du cheval ailé, ne percevait rien d'autre, elle le considérerait comme lui étant présent, et n'aurait aucun motif de douter de son existence et aucune faculté de ne pas assentir, à moins que l'imagination du cheval ailé ne soit jointe à une idée excluant l'existence de ce même cheval, ou que l'Âme ne perçoive que l'idée qu'elle a du cheval est inadéquate, et alors ou bien elle niera nécessairement l'existence de ce cheval, ou bien elle en doutera nécessairement. \nPar là je pense avoir donné d'avance ma réponse à la _troisième_ objection : que la volonté est quelque chose de général qui se joint à toutes les idées et signifie seulement ce qui est commun à toutes ; autrement dit, qu'elle est l'affirmation dont l'essence adéquate, ainsi conçue abstraitement, doit pour cette raison être en chaque idée, et, à cet égard seulement, est la même dans toutes ; mais non en tant qu'on la considère comme constituant l'essence de l'idée, car en ce sens les affirmations singulières diffèrent entre elles autant que les idées elles-mêmes. Par exemple, l'affirmation qu'enveloppe l'idée du cercle diffère de celle qu'enveloppe l'idée du triangle autant que l'idée du cercle de l'idée du triangle. Pour poursuivre, je nie absolument que nous ayons besoin d'une égale puissance de penser pour affirmer que ce qui est vrai est vrai, que pour affirmer que ce qui est faux est vrai. Car ces deux affirmations, si on a égard à la pensée, soutiennent le même rapport l'une avec l'autre que l'être et le non-être, n'y ayant dans les idées rien de positif qui constitue la forme de la fausseté _(voir la [Prop. 35](235) avec son [Scol.](235sc) et le [Scol. de la Prop. 47](247sc))_. Il convient donc de noter ici surtout que nous nous trompons facilement quand nous confondons les notions générales avec les singulières, les êtres de raison et les abstractions avec le réel. \nQuant à la _quatrième_ objection enfin, j'accorde parfaitement qu'un homme placé dans un tel équilibre (c'est-à-dire ne percevant rien d'autre que la faim et la soif, tel aliment et telle boisson également distants de lui) périra de faim et de soif. Me demande-t-on si un tel homme ne doit pas être estimé un âne plutôt qu'un homme? Je dis que je n'en sais rien ; pas plus que je ne sais en quelle estime l'on doit tenir un homme qui se pend, les enfants, les stupides, les déments. \nIl ne reste plus qu'à indiquer combien la connaissance de cette doctrine est utile dans la vie, ce que nous verrons aisément par ce qui précède. \nI. Elle est utile en ce qu'elle nous apprend que nous agissons par le seul geste de Dieu et participons de la nature divine et cela d'autant plus que nous faisons des actions plus parfaites et connaissons Dieu davantage et encore davantage. Cette doctrine donc, outre qu'elle rend l'âme tranquille à tous égards, a encore l'avantage qu'elle nous enseigne en quoi consiste notre plus haute félicité ou béatitude, à savoir dans la seule connaissance de Dieu, par où nous sommes induits à faire seulement les actions que conseillent l'amour et la piété. Par où nous connaissons clairement combien sont éloignés de l'appréciation vraie de la vertu ceux qui, pour leur vertu et leurs actions les meilleures, attendent de Dieu une suprême récompense ainsi que pour la plus dure servitude, comme si la vertu même et le service de Dieu n'étaient pas la félicité et la souveraine liberté ; \nII. elle est utile en ce qu'elle enseigne comment nous devons nous comporter à l'égard des choses de fortune, c'est-à-dire qui ne sont pas en notre pouvoir, en d'autres termes à l'égard des choses qui ne suivent pas de notre nature ; à savoir : attendre et supporter, avec une âme égale, l'une et l'autre faces de la fortune, toutes choses suivant du décret éternel de Dieu avec la même nécessité qu'il suit de l'essence du triangle, que ses trois angles sont égaux à deux droits ; \nIII. cette doctrine est utile à la vie sociale en ce qu'elle enseigne à n'avoir en haine, à ne mépriser personne, à ne tourner personne en dérision, à n'avoir de colère contre personne, à ne porter envie à personne. En ce qu'elle enseigne encore à chacun à être content de ce qu'il a, et à aider son prochain non par une pitié de femme, par partialité, ni par superstition, mais sous la seule conduite de la raison, c'est-à-dire suivant que le temps et la conjoncture le demandent, ainsi que je le montrerai dans la Quatrième Partie ; \nIV. cette doctrine est utile encore grandement à la société commune en ce qu'elle enseigne la condition suivant laquelle les citoyens doivent être gouvernés et dirigés, et cela non pour qu'ils soient esclaves, mais pour qu'ils fassent librement ce qui est le meilleur. J'ai achevé par là ce que j'avais résolu d'indiquer dans ce Scolie, et je mets fin ici à cette Deuxième Partie, dans laquelle je crois avoir expliqué la nature de l'âme humaine et ses propriétés assez amplement et, autant que la difficulté de la matière le permet, assez clairement ; dans laquelle je crois aussi avoir donné un exposé duquel se peuvent tirer beaucoup de belles conclusions, utiles au plus haut point et nécessaires à connaître ainsi qu'il sera établi en partie dans ce qui va suivre. \n \n_Fin de la Deuxième Partie_" - } - ] - } - ] - }, - { - "index": 3, - "id": "p3", - "title": "_Troisième Partie_, DE _l'Origine et de la Nature des_ AFFECTIONS.", - "enonces": [ - { - "id": "3pr", - "title": "PRÉFACE", - "text": "_Ceux qui ont écrit sur les Affections et la conduite de la vie humaine semblent, pour la plupart, traiter non de choses naturelles qui suivent les lois communes de la Nature mais de choses qui sont hors de la Nature. En vérité, on dirait qu'ils conçoivent l'homme dans la Nature comme un empire dans un empire. Ils croient, en effet, que l'homme trouble l'ordre de la Nature plutôt qu'il ne le suit, qu'il a sur ses propres actions un pouvoir absolu et ne tire que de lui-même sa détermination. Ils cherchent donc la cause de l'impuissance et de l'inconstance humaines, non dans la puissance commune de la Nature, mais dans je ne sais quel vice de la nature humaine et, pour cette raison, pleurent à son sujet, la raillent, la méprisent ou le plus souvent la détestent : qui sait le plus éloquemment ou le plus subtilement censurer l'impuissance de l'Âme humaine est tenu pour divin. Certes n'ont pas manqué les hommes éminents (au labeur et à l'industrie desquels nous avouons devoir beaucoup) pour écrire sur la conduite droite de la vie beaucoup de belles choses, et donner aux mortels des conseils pleins de prudence ; mais, quant à déterminer la nature et les forces des Affections, et ce que peut l'Âme de son côté pour les gouverner, nul, que je sache, ne l'a fait. A la vérité, le très célèbre Descartes, bien qu'il ait admis le pouvoir absolu de l'Âme sur ses actions, a tenté, je le sais, d'expliquer les Affections humaines par leurs premières causes et de montrer en même temps par quelle voie l'âme peut prendre sur les Affections un empire absolu ; mais, à mon avis, il n'a rien montré que la pénétration de son grand esprit comme je l'établirai en son lieu. Pour le moment je veux revenir à ceux qui aiment mieux détester ou railler les Affections et les actions des hommes que les connaître. A ceux-là certes il paraîtra surprenant que j'entreprenne de traiter des vices des hommes et de leurs infirmités à la manière des Géomètres et que je veuille démontrer par un raisonnement rigoureux ce qu'ils ne cessent de proclamer contraire à la Raison, vain, absurde et digne d'horreur. Mais voici quelle est ma raison. Rien n'arrive dans la Nature qui puisse être attribué à un vice existant en elle ; elle est toujours la même en effet ; sa vertu et sa puissance d'agir est une et partout la même, c'est-à-dire les lois et règles de la Nature, conformément auxquelles tout arrive et passe d'une forme à une autre, sont partout et toujours les mêmes ; par suite, la voie droite pour connaître la nature des choses, quelles qu'elles soient, doit être aussi une et la même ; c'est toujours par le moyen des lois et règles universelles de la Nature. Les Affections donc de la haine, de la colère, de l'envie, etc., considérées en elles-mêmes, suivent de la même nécessité et de la même vertu de la Nature que les autres choses singulières ; en conséquence, elles reconnaissent certaines causes, par où elles sont clairement connues, et ont certaines propriétés aussi dignes de connaissance que les propriétés d'une autre chose quelconque, dont la seule considération nous donne du plaisir. Je traiterai donc de la nature des Affections et de leurs forces, du pouvoir de l'Âme sur elles, suivant la même Méthode que dans les parties précédentes de Dieu et de l'Âme, et je considérerai les actions et les appétits humains comme s'il était question de lignes, de surfaces et de solides._", - "childs": [] - }, - { - "title":"DÉFINITIONS", - "type":"title" - }, - { - "id": "3d1", - "title": "I.", - "text": "J'appelle cause adéquate celle dont on peut percevoir l'effet clairement et distinctement par elle-même ; j'appelle cause inadéquate ou partielle celle dont on ne peut connaître l'effet par elle seule.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3d2", - "title": "II.", - "text": "Je dis que nous sommes actifs, quand, en nous ou hors de nous, quelque chose se fait dont nous sommes la cause adéquate, c'est-à-dire _(par la [Défin. précéd.](3d1))_ quand, en nous ou hors de nous, il suit de notre nature quelque chose qui se peut par elle seule connaître clairement et distinctement. Au contraire, je dis que nous sommes passifs quand il se fait en nous quelque chose ou qu'il suit de notre nature quelque chose, dont nous ne sommes la cause que partiellement.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3d3", - "title": "III.", - "text": "J'entends par Affections les affections du Corps par lesquelles la puissance d'agir de ce Corps est accrue ou diminuée, secondée ou réduite, et en même temps les idées de ces affections. \n_Quand nous pouvons être la cause adéquate de quelqu'une de ces affections, j'entends donc par affection une action ; dans les autres cas, une passion._", - "childs": [] - }, - { - "title":"POSTULATS", - "type":"title" - }, - { - "id": "3p1", - "title": "I.", - "text": "Le corps humain peut être affecté en bien des manières qui accroissent ou diminuent sa puissance d'agir et aussi en d'autres qui ne rendent sa puissance d'agir ni plus grande, ni moindre. \n_Ce Postulat ou Axiome s'appuie sur le [Postulat 1](213p1) et les Lemmes [5](213l5) et [7](213l7) qu'on voit à la suite de la Prop. 13, p. II._", - "childs": [] - }, - { - "id": "3p2", - "title": "II.", - "text": "Le Corps humain peut éprouver un grand nombre de modifications et retenir néanmoins les impressions ou traces des objets _(voir à leur sujet le [Postulat 5](213p5), p. II)_ et conséquemment les mêmes images des choses _(pour leur Défin. voir [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "301", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_Notre Âme est active en certaines choses, passive en d'autres, savoir, en tant qu'elle a des idées adéquates, elle est nécessairement active en certaines choses ; en tant qu'elle a des idées inadéquates, elle est nécessairement passive en certaines choses._", - "childs": [ - { - "id": "301d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les idées d'une Âme humaine quelconque sont les unes adéquates, les autres mutilées et confuses _(par les Scol. [1](240sc1) [2](240sc2) de la Prop. 40, p. II)_. Les idées qui sont adéquates dans l'Âme de quelqu'un sont adéquates en Dieu en tant qu'il constitue l'essence de cette Âme _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_, et celles qui sont inadéquates dans l'Âme sont adéquates en Dieu _(par le même [Coroll.](211c))_ non en tant qu'il constitue seulement l'essence de cette Âme, mais en tant qu'il contient aussi^[Je traduis _sed quatenus etiam_ au lieu de _etiam quatenns_ qui se trouve dans l'édition Land.] à la fois en lui les Âmes d'autres choses. De plus, d'une idée quelconque supposée donnée quelque effet doit suivre nécessairement _(par la [Prop. 36](136), p. I)_, et de cet effet Dieu est cause adéquate _(voir la [Défin. 1](3d1))_ non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'on le considère comme affecté de l'idée supposée donnée _(voir la [Prop. 9](209), p. II)_. Soit maintenant un effet dont Dieu est cause en tant qu'affecté d'une idée qui est adéquate dans l'Âme de quelqu'un ; de cet effet cette même Âme est la cause adéquate _(par le même [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_. Donc notre Âme _(par la [Défin. 2](3d2))_, en tant qu'elle a des idées adéquates, est nécessairement active en certaines choses ; ce qui était le premier point. En outre, pour tout ce qui suit nécessairement d'une idée qui est adéquate en Dieu non en tant qu'il a en lui l'Âme d'un certain homme seulement, mais, en même temps qu'elle, les Âmes d'autres choses, l'Âme de cet homme n'en est pas la cause adéquate, mais seulement partielle _(même [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_, par suite _([Défin. 2](3d2))_ l'Âme, en tant qu'elle a des idées inadéquates, est passive nécessairement en certaines choses ; ce qui était le second point. Donc notre Âme, etc. CQFD." - }, - { - "id": "301c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que l'Âme est soumise à d'autant plus de passions qu'elle a plus d'idées inadéquates, et, au contraire, est active d'autant plus qu'elle a plus d'idées adéquates." - } - ] - }, - { - "id": "302", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_Ni le Corps ne peut déterminer l'Âme à penser, ni l'Âme, le Corps au mouvement ou au repos ou à quelque autre manière d'être que ce soit (s'il en est quelque autre)._", - "childs": [ - { - "id": "302d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tous les modes de penser ont Dieu pour cause en tant qu'il est chose pensante, non en tant qu'il s'explique par un autre attribut _(par la [Prop. 6](206), p. II)_. Ce donc qui détermine l'Âme à penser est un mode du Penser et non de l'Étendue, c'est-à-dire _([Défin. 1](2d1), p. II)_ que ce n'est pas un Corps ; ce qui était le premier point. De plus, le mouvement et le repos du Corps doivent venir d'un autre corps qui a également été déterminé au mouvement et au repos par un autre et, absolument parlant, tout ce qui survient dans un corps a dû venir de Dieu en tant qu'on le considère comme affecté d'un mode de l'Étendue et non d'un mode du Penser _(par la même [Prop. 6](206), p. II)_ ; c'est-à-dire ne peut venir de l'Âme qui _(par la [Prop. 11](211), p. II)_ est un mode de penser ; ce qui était le second point. Donc ni le Corps, etc. CQFD." - }, - { - "id": "302sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Ce qui précède se connaît plus clairement par ce qui a été dit dans le [Scolie de la Proposition 7](207sc), Partie II, à savoir que l'Âme et le Corps sont une seule et même chose qui est conçue tantôt sous l'attribut de la Pensée, tantôt sous celui de l'Étendue. D'où vient que l'ordre ou l'enchaînement des choses est le même, que la Nature soit conçue sous tel attribut ou sous tel autre ; et conséquemment que l'ordre des actions et des passions de notre Corps concorde par nature avec l'ordre des actions et des passions de l'Âme. Cela est encore évident par la façon dont nous avons démontré la [Proposition 12](212), Partie II. Bien que la nature des choses ne permette pas de doute à ce sujet, je crois cependant qu'à moins de leur donner de cette vérité une confirmation expérimentale, les hommes se laisseront difficilement induire à examiner ce point d'un esprit non prévenu ; si grande est leur persuasion que le Corps tantôt se meut, tantôt cesse de se mouvoir au seul commandement de l'Âme, et fait un grand nombre d'actes qui dépendent de la seule volonté de l'Âme et de son art de penser. Personne, il est vrai, n'a jusqu'à présent déterminé ce que peut le Corps, c'est-à-dire l'expérience n'a enseigné à personne jusqu'à présent ce que, par les seules lois de la Nature considérée en tant seulement que corporelle, le Corps peut faire et ce qu'il ne peut pas faire à moins d'être déterminé par l'Âme. Personne en effet ne connaît si exactement la structure du Corps qu'il ait pu en expliquer toutes les fonctions, pour ne rien dire ici de ce que l'on observe maintes fois dans les Bêtes qui dépasse de beaucoup la sagacité humaine, et de ce que font très souvent les somnambules pendant le sommeil, qu'ils n'oseraient pas pendant la veille, et cela montre assez que le Corps peut, par les seules lois de sa nature, beaucoup de choses qui causent à son Âme de l'étonnement. Nul ne sait, en outre, en quelle condition ou par quels moyens l'Âme meut le Corps, ni combien de degrés de mouvement elle peut lui imprimer et avec quelle vitesse elle peut le mouvoir. D'où suit que les hommes, quand ils disent que telle ou telle action du Corps vient de l'Âme, qui a un empire sur le Corps, ne savent pas ce qu'ils disent et ne font rien d'autre qu'avouer en un langage spécieux leur ignorance de la vraie cause d'une action qui n'excite pas en eux d'étonnement. Mais, dira-t-on, que l'on sache ou que l'on ignore par quels moyens l'Âme meut le Corps, on sait cependant, par expérience, que le Corps serait inerte si l'Âme humaine n'était apte à penser. On sait de même, par expérience, qu'il est également au seul pouvoir de l'Âme de parler et de se taire et bien d'autres choses que l'on croit par suite dépendre du décret de l'Âme. Mais, quant au _premier_ argument, je demande à ceux qui invoquent l'expérience, si elle n'enseigne pas aussi que, si de son côté le Corps est inerte, l'Âme est en même temps privée d'aptitude à penser? Quand le Corps est au repos dans le sommeil, l'Âme en effet reste endormie avec lui et n'a pas le pouvoir de penser comme pendant la veille. Tous savent aussi par expérience, à ce que je crois, que l'Âme n'est pas toujours également apte à penser sur un même objet^[Je traduis _objecto_ au lieu de _subjecte_.], et qu'en proportion de l'aptitude du Corps à se prêter au réveil de l'image de tel ou tel objet, l'Âme est aussi plus apte à considérer tel ou tel objet. Dira-t-on qu'il est impossible de tirer des seules lois de la nature, considérée seulement en tant que corporelle, les causes des édifices, des peintures et des choses de cette sorte qui se font par le seul art de l'homme, et que le Corps humain, s'il n'était déterminé et conduit par l'Âme, n'aurait pas le pouvoir d'édifier un temple? J'ai déjà montré qu'on ne sait pas ce que peut le Corps ou ce qui se peut tirer de la seule considération de sa nature propre et que, très souvent, l'expérience oblige à le reconnaître, les seules lois de la Nature peuvent faire ce qu'on n'eût jamais cru possible sans la direction de l'Âme ; telles sont les actions des somnambules pendant le sommeil, qui les étonnent eux-mêmes quand ils sont éveillés. Je joins à cet exemple la structure même du Corps humain qui surpasse de bien loin en artifice tout ce que l'art humain peut bâtir, pour ne rien dire ici de ce que j'ai montré plus haut : que de la Nature considérée sous un attribut quelconque suivent une infinité de choses. Pour ce qui est maintenant du _second_ argument, certes les affaires des hommes seraient en bien meilleur point s'il était également au pouvoir des hommes tant de se taire que de parler, mais, l'expérience l'a montré surabondamment, rien n'est moins au pouvoir des hommes que de tenir leur langue, et il n'est rien qu'ils puissent moins faire que de gouverner leurs appétits ; et c'est pourquoi la plupart croient que notre liberté d'action existe seulement à l'égard des choses où nous tendons légèrement, parce que l'appétit peut en être aisément contraint par le souvenir de quelque autre chose fréquemment rappelée ; tandis que nous ne sommes pas du tout libres quand il s'agit de choses auxquelles nous tendons avec une affection vive que le souvenir d'une autre chose ne peut apaiser. S'ils ne savaient d'expérience cependant que maintes fois nous regrettons nos actions et que souvent, quand nous sommes dominés par des affections contraires, nous voyons le meilleur et faisons le pire, rien ne les empêcherait de croire que toutes nos actions sont libres. C'est ainsi qu'un petit enfant croit librement appéter le lait, un jeune garçon en colère vouloir la vengeance, un peureux la fuite. Un homme en état d'ébriété aussi croit dire par un libre décret de l'Âme ce que, sorti de cet état, il voudrait avoir tu ; de même le délirant, la bavarde, l'enfant et un très grand nombre d'individus de même farine croient parler par un libre décret de l'Âme, alors cependant qu'ils ne peuvent contenir l'impulsion qu'ils ont à parler ; l'expérience donc fait voir aussi clairement que la Raison que les hommes se croient libres pour cette seule cause qu'ils sont conscients de leurs actions et ignorants des causes par où ils sont déterminés ; et, en outre, que les décrets de l'Âme ne sont rien d'autre que les appétits eux-mêmes et varient en conséquence selon la disposition variable du Corps. Chacun, en effet, gouverne tout suivant son affection, et ceux qui, de plus, sont dominés par des affections contraires, ne savent ce qu'ils veulent ; pour ceux qui sont sans affections, ils sont poussés d'un côté ou de l'autre par le plus léger motif. Tout cela certes montre clairement qu'aussi bien le décret que l'appétit de l'Âme, et la détermination du Corps sont de leur nature choses simultanées, ou plutôt sont une seule et même chose que nous appelons Décret quand elle est considérée sous l'attribut de la Pensée et expliquée par lui, Détermination quand elle est considérée sous l'attribut de l'Étendue et déduite des lois du mouvement et du repos, et cela se verra encore plus clairement par ce qui me reste à dire. Je voudrais en effet que l'on observât particulièrement ce qui suit : nous ne pouvons rien faire par décret de l'Âme que nous n'en ayons d'abord le souvenir. Par exemple, nous ne pouvons dire un mot à moins qu'il ne nous en souvienne. D'autre part, il n'est pas au libre pouvoir de l'Âme de se souvenir d'une chose ou de l'oublier. On croit donc que ce qui est au pouvoir de l'Âme, c'est seulement que nous pouvons dire ou taire suivant son décret la chose dont il nous souvient. Quand cependant nous rêvons que nous parlons, nous croyons parler par le seul décret de l'Âme, et néanmoins nous ne parlons pas ou, si nous parlons, cela se fait par un mouvement spontané du Corps. Nous rêvons aussi que nous cachons aux hommes certaines choses, et cela par le même décret de l'Âme en vertu duquel pendant la veille nous taisons ce que nous savons. Nous rêvons enfin que nous faisons par un décret de l'Âme ce que, pendant la veille, nous n'osons pas. Je voudrais bien savoir, en conséquence, s'il y a dans l'Âme deux genres de décrets, les Imaginaires et les Libres? Que si l'on ne veut pas aller jusqu'à ce point d'extravagance, il faudra nécessairement accorder que ce décret de l'Âme, cru libre, ne se distingue pas de l'imagination elle-même ou du souvenir, et n'est rien d'autre que l'affirmation nécessairement enveloppée dans l'idée en tant qu'elle est idée _(voir [Prop. 49](249), p. II)_. Et ainsi ces décrets se forment dans l'Âme avec la même nécessité que les idées des choses existant en acte. Ceux donc qui croient qu'ils parlent, ou se taisent, ou font quelque action que ce soit, par un libre décret de l'Âme, rêvent les yeux ouverts." - } - ] - }, - { - "id": "303", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_Les actions de l'Âme naissent des seules idées adéquates ; les passions dépendent des seules idées inadéquates._", - "childs": [ - { - "id": "303d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ce qui constitue en premier l'essence de l'Âme n'est rien d'autre que l'idée d'un Corps existant en acte _(par les Prop. [11](211) et [13](213), p. II)_, et cette idée _(par la [Prop. 15](215), p. II)_ est composée de beaucoup d'autres dont les unes sont adéquates _(par le [Coroll. Prop. 38](238c), p. II)_, les autres inadéquates _(par le [Coroll. Prop. 29](229c), p. II)_. Toute chose donc qui suit de la nature de l'Âme et dont l'Âme est la cause prochaine, par où cette chose se doit connaître, suit nécessairement d'une idée adéquate ou inadéquate. Mais, en tant que l'Âme a des idées inadéquates _(par la [Prop. 1](301))_, elle est nécessairement passive ; donc les actions de l'Âme suivent des seules idées adéquates et, pour cette raison, l'Âme pâtit seulement parce qu'elle a des idées inadéquates. CQFD." - }, - { - "id": "303sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous voyons donc que les passions ne se rapportent à l'Âme qu'en tant qu'elle a quelque chose qui enveloppe une négation, c'est-à-dire en tant qu'on la considère comme^[Le mot _ut_ que le traduis manque dans l'édition van Vloten et Land.] une partie de la Nature qui ne peut être perçue clairement et distinctement par elle-même sans les autres parties ; et je pourrais, par le même raisonnement, montrer que les passions se rapportent aux choses singulières de même façon qu'à l'Âme et ne peuvent être perçues en une autre condition, mais mon dessein est ici de traiter seulement de l'Âme humaine." - } - ] - }, - { - "id": "304", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_Nulle chose ne peut être détruite sinon par une cause extérieure._", - "childs": [ - { - "id": "304d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette proposition est évidente par elle-même, car la définition d'une chose quelconque affirme, mais ne nie pas l'essence de cette chose ; autrement dit, elle pose, mais n'ôte pas l'essence de la chose. Aussi longtemps donc que nous avons égard seulement à la chose elle-même et non à des causes extérieures, nous ne pourrons rien trouver en elle qui la puisse détruire. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "305", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_Des choses sont d'une nature contraire, c'est-à-dire ne peuvent être dans le même sujet, dans la mesure où l'une peut détruire l'autre._", - "childs": [ - { - "id": "305d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si elles pouvaient en effet s'accorder entre elles ou être en même temps dans le même sujet, quelque chose pourrait être donné dans ce sujet qui eût le pouvoir de le détruire, ce qui _(par la [Prop. précéd.](304))_ est absurde. Donc des choses, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "306", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_Chaque chose, autant qu'il est en elle, s'efforce de persévérer dans son être._", - "childs": [ - { - "id": "306d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les choses singulières en effet sont des modes par où les attributs de Dieu s'expriment d'une manière certaine et déterminée _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c), p. I)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 34](134), p. I)_ des choses qui expriment la puissance de Dieu, par laquelle il est et agit, d'une manière certaine et déterminée ; et aucune chose n'a rien en elle par quoi elle puisse être détruite, c'est-à-dire qui ôte son existence _(par la [Prop. 4](304))_ ; mais, au contraire, elle est opposée à tout ce qui peut ôter son existence _(par la [Prop. préc.](305))_ ; et ainsi, autant qu'elle peut et qu'il est en elle, elle s'efforce de persévérer dans son être. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "307", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_L'effort par lequel chaque chose s'efforce de persévérer dans son être n'est rien en dehors de l'essence actuelle de cette chose._", - "childs": [ - { - "id": "307d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "De l'essence supposée donnée d'une chose quelconque suit nécessairement quelque chose _(par la [Prop. 36](136), p. I)_, et les choses ne peuvent rien que ce qui suit nécessairement de leur nature déterminée _(par la [Prop. 29](129), p. I)_ ; donc la puissance d'une chose quelconque, ou l'effort par lequel, soit seule, soit avec d'autres choses, elle fait ou s'efforce de faire quelque chose, c'est-à-dire _(par la [Prop. 6](306))_ la puissance ou l'effort, par lequel elle s'efforce de persévérer dans son être, n'est rien en dehors de l'essence même donnée ou actuelle de la chose. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "308", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_L'effort par lequel chaque chose s'efforce de persévérer dans son être, n'enveloppe aucun temps fini, mais un temps indéfini._", - "childs": [ - { - "id": "308d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si en effet il enveloppait un temps limité qui déterminât la durée de la chose, il suivrait de la puissance même par où la chose existe, cette puissance étant considérée seule, qu'après ce temps limité la chose ne pourrait plus exister mais devrait être détruite ; or cela _(par la [Prop. 4](304))_ est absurde ; donc l'effort par lequel la chose existe, n'enveloppe aucun temps défini ; mais, au contraire, puisque _(par la même [Prop. 4](304))_, si elle n'est détruite par aucune cause extérieure, elle continuera d'exister par la même puissance par où elle existe actuellement, cet effort enveloppe un temps indéfini. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "309", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_L'Âme, en tant qu'elle a des idées claires et distinctes, et aussi en tant qu'elle a des idées confuses, s'efforce de persévérer dans son être pour une durée indéfinie et a conscience de son effort._", - "childs": [ - { - "id": "309d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'essence de l'Âme est constituée par des idées adéquates et des inadéquates _(comme nous l'avons montré dans la [Prop. 3](303))_ ; par suite _(par la [Prop. 7](307))_, elle s'efforce de persévérer dans son être en tant qu'elle a les unes et aussi en tant qu'elle a les autres ; et cela _(par la [Prop. 8](308))_ pour une durée indéfinie. Puisque, d'ailleurs, l'Âme _(par la [Prop. 23](223), p. II)_, par les idées des affections du Corps, a nécessairement conscience d'elle-même, elle a _(par la [Prop. 7](307))_ conscience de son effort. CQFD." - }, - { - "id": "309sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cet effort, quand il se rapporte à l'Âme seule, est appelé _Volonté_ ; mais, quand il se rapporte à la fois à l'Âme et au Corps, est appelé _Appétit_ ; l'appétit n'est par là rien d'autre que l'essence même de l'homme, de la nature de laquelle suit nécessairement ce qui sert à sa conservation ; et l'homme est ainsi déterminé à le faire. De plus, il n'y a nulle différence entre l'Appétit et le Désir, sinon que le Désir se rapporte généralement aux hommes, en tant qu'ils ont conscience de leurs appétits et peut, pour cette raison, se définir ainsi : _le Désir est l'Appétit avec conscience de lui-même_. Il est donc établi par tout cela que nous ne nous efforçons à rien, ne voulons, n'appétons ni ne désirons aucune chose, parce que nous la jugeons bonne ; mais, au contraire, nous jugeons qu'une chose est bonne parce que nous nous efforçons vers elle, la voulons, appétons et désirons." - } - ] - }, - { - "id": "310", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_Une idée qui exclut l'existence de notre Corps, ne peut être donnée dans l'Âme, mais lui est contraire._", - "childs": [ - { - "id": "310d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ce qui peut détruire notre Corps, ne peut être donné en lui _(par la [Prop. 5](305))_, et l'idée de cette chose ne peut être donnée en Dieu, en tant qu'il a l'idée de notre Corps _(par le [Coroll. de la Prop. 9](209c), p. II)_ ; c'est-à-dire _(par les [Prop. 11](211) et [13](213), p. II)_ l'idée de cette chose ne peut être donnée dans notre Âme ; mais, au contraire, puisque _(par les [Prop. 11](211) et [13](213), p. II)_ ce qui constitue en premier l'essence de notre Âme, est l'idée du corps existant en acte, ce qui est premier et principal dans notre Âme, est un effort _(par la [Prop. 7](307))_ pour affirmer l'existence de notre Corps ; et ainsi une idée qui nie l'existence de notre Corps est contraire à notre Âme, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "311", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_Si quelque chose augmente ou diminue, seconde ou réduit la puissance d'agir de notre Corps, l'idée de cette chose augmente ou diminue, seconde ou réduit la puissance de notre Âme._", - "childs": [ - { - "id": "311d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette Proposition est évidente par la [Proposition 7](207), Partie II, ou encore par la [Proposition 14](214), Partie II." - }, - { - "id": "311sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous avons donc vu que l'Âme est sujette quand elle est passive, à de grands changements et passe tantôt à une perfection plus grande, tantôt à une moindre ; et ces passions nous expliquent les affections de la Joie et de la Tristesse. Par _Joie_ j'entendrai donc, par la suite, une _passion par laquelle l'Âme passe à une perfection plus grande_. Par _Tristesse_, une _passion par laquelle elle passe à une perfection moindre_. J'appelle, en outre, l'_affection de la Joie, rapportée à la fois à l'Âme et au Corps, Chatouillement_ ou _Gaieté_ ; celle de la _Tristesse, Douleur_ ou _Mélancolie_. Il faut noter toutefois que le Chatouillement et la Douleur se rapportent à l'homme, quand une partie de lui est affectée plus que les autres, la Gaieté et la Mélancolie, quand toutes les parties sont également affectées. Pour le _Désir_ j'ai expliqué ce que c'est dans le [Scolie de la Proposition 9](309sc), et je ne reconnais aucune affection primitive outre ces trois : je montrerai par la suite que les autres naissent de ces trois. Avant de poursuivre, toutefois, il me paraît bon d'expliquer ici plus amplement la [Proposition 10](310) de cette Partie, afin que l'on connaisse mieux en quelle condition une idée est contraire à une autre. \nDans le [Scolie de la Proposition 17](217sc), Partie II, nous avons montré que l'idée constituant l'essence de l'Âme enveloppe l'existence du Corps aussi longtemps que le Corps existe. De plus, de ce que nous avons fait voir dans le [Coroll.](208c) et dans le [Scol.](208sc) de la Proposition 8, Partie II, il suit que l'existence présente de notre Âme dépend de cela seul, à savoir de ce que l'Âme enveloppe l'existence actuelle du Corps. Nous avons montré enfin que la puissance de l'Âme par laquelle elle imagine les choses et s'en souvient, dépend de cela aussi _(voir les Prop. [17](217) et [18](218), p. II, avec son [Scol.](218sc))_ qu'elle enveloppe l'existence actuelle du Corps. D'où il suit que l'existence présente de l'Âme et sa puissance d'imaginer sont ôtées, sitôt que l'Âme cesse d'affirmer l'existence présente du Corps. Mais la cause pour quoi l'Âme cesse d'affirmer cette existence du Corps, ne peut être l'Âme elle-même _(par la [Prop. 4](304))_ et n'est pas non plus que le Corps cesse d'exister. Car _(par la [Prop. 6](206), p. II)_ la cause pour quoi l'Âme affirme l'existence du Corps, n'est pas que le Corps a commencé d'exister ; donc, pour la même raison, elle ne cesse pas d'affirmer l'existence du Corps parce que le Corps cesse d'être ; mais _(par la [Prop. 8](208), p. II)_ cela provient d'une autre idée qui exclut l'existence présente de notre Corps et, conséquemment, celle de notre Âme et qui est, par suite, contraire à l'idée constituant l'essence de notre Âme." - } - ] - }, - { - "id": "312", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_L'Âme, autant qu'elle peut, s'efforce d'imaginer ce qui accroît ou seconde la puissance d'agir du Corps._", - "childs": [ - { - "id": "312d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Aussi longtemps que le Corps humain est affecté d'une manière qui enveloppe la nature d'un corps extérieur, l'Âme humaine considère ce même Corps comme présent _(par la [Prop. 17](217), p. II)_, et en conséquence _(par la [Prop. 7](207), p. II)_ aussi longtemps que l'Âme humaine considère un corps extérieur comme présent, c'est-à-dire l'imagine _(par le [Scol.](217sc) de la même Prop. 17)_, le Corps humain est affecté d'une manière qui enveloppe la nature de ce même corps extérieur. Aussi longtemps donc que l'Âme imagine ce qui accroît ou seconde la puissance d'agir de notre Corps, le Corps est affecté de manières d'être qui accroissent ou secondent sa puissance d'agir _(voir le [Post. 1](3p1))_, et en conséquence _(par la [Prop. 11](311))_ aussi longtemps la puissance de penser de l'Âme, est accrue ou secondée ; et, par suite, _(par la [Prop. 6](306) ou la [Prop. 9](309))_ l'Âme, autant qu'elle peut, s'efforce d'imaginer une telle chose. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "313", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_Quand l'âme imagine ce qui diminue ou réduit la puissance d'agir du Corps, elle s'efforce, autant qu'elle peut, de se souvenir de choses qui excluent l'existence de ce qu'elle imagine._", - "childs": [ - { - "id": "313d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Aussi longtemps que l'Âme imagine quelque chose de tel, la puissance de l'Âme et du Corps est diminuée ou réduite _(comme nous l'avons démontré dans la [Prop. précéd.](312))_ ; et, néanmoins, elle imaginera cette chose jusqu'à ce qu'elle en imagine une autre qui exclue l'existence présente de la première _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ ; c'est-à-dire (comme nous venons de le montrer) la puissance de l'Âme et du Corps est diminuée ou réduite jusqu'à ce que l'Âme imagine une autre chose qui exclut l'existence de celle qu'elle imagine ; elle s'efforcera donc _(par la [Prop. 9](309))_, autant qu'elle peut, d'imaginer cette autre chose ou de s'en souvenir. CQFD." - }, - { - "id": "313c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que l'Âme a en aversion d'imaginer ce qui diminue ou réduit sa propre puissance d'agir et celle du Corps." - }, - { - "id": "313sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous connaissons clairement par là ce qu'est l'Amour et ce qu'est la Haine. L'_Amour_, dis-je, n'est autre chose qu'_une Joie qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure_ ; et la _Haine_ n'_est_ autre chose qu'_une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure_. Nous voyons en outre que celui qui aime, s'efforce nécessairement d'avoir présente et de conserver la chose qu'il aime ; et au contraire celui qui hait s'efforce d'écarter et de détruire la chose qu'il a en haine. Mais il sera traité plus amplement de tout cela par la suite." - } - ] - }, - { - "id": "314", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_Si l'Âme a été affectée une fois de deux affections en même temps, sitôt que plus tard elle sera affectée de l'une, elle sera affectée aussi de l'autre._", - "childs": [ - { - "id": "314d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si une première fois le corps humain a été affecté en même temps par deux corps, sitôt que plus tard l'Âme imagine l'un, il lui souviendra aussitôt de l'autre _(par la [Prop. 18](218), p. II)_. Mais les imaginations de l'Âme indiquent plutôt les affections de notre Corps que la nature des corps extérieurs _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_ ; donc si le corps et conséquemment l'Âme _(voir la [Défin. 3](3d3))_ ont été affectés une fois de deux affections en même temps, sitôt que plus tard ils le seront de l'une d'elles, ils le seront aussi de l'autre. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "315", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_Une chose quelconque peut être par accident cause de Joie, de Tristesse ou de Désir._", - "childs": [ - { - "id": "315d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Supposons que l'Âme soit affectée en même temps de deux affections, dont l'une n'accroît ni ne diminue sa puissance d'agir et dont l'autre ou l'accroît ou la diminue _(voir le [Post. 1](3p1))_. Il est évident par la [Proposition précédente](314) que, si l'Âme plus tard vient à être affectée de la première par l'action d'une cause la produisant vraiment et qui _(suivant l'hypothèse)_ n'accroît par elle-même ni ne diminue la puissance de penser de l'Âme, elle éprouvera aussitôt la deuxième affection qui accroît ou diminue sa puissance de penser, c'est-à-dire _(par le [Scol.](311sc) de la Prop. 11)_ qu'elle sera affectée de Joie ou de Tristesse ; et, par suite, la chose qui cause la première affection sera, non par elle-même, mais par accident, cause de Joie ou de Tristesse. On peut voir aisément de la même façon que cette chose peut par accident être cause d'un Désir. CQFD." - }, - { - "id": "315c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Par cela seul que nous avons considéré une chose étant affectés d'une Joie ou d'une Tristesse dont elle n'était pas la cause efficiente, nous pouvons l'aimer ou l'avoir en haine." - }, - { - "id": "315cd", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Par cela seul en effet il arrive _(par la [Prop. 14](314))_ que l'Âme, en imaginant cette chose plus tard, éprouve une affection de Joie, ou de Tristesse, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ que la puissance de l'Âme et du Corps soit accrue ou diminuée, etc. ; et conséquemment _(par la [Prop. 12](312))_ que l'Âme désire l'imaginer ou _(par le [Coroll. de la Prop. 13](313c))_ ait en aversion de l'imaginer ; c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ l'aime ou l'ait en haine. CQFD." - }, - { - "id": "315sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous connaissons par là comment il peut arriver que nous aimions certaines choses ou les ayons en haine sans aucune cause de nous connue, mais seulement par Sympathie (comme on dit) ou par Antipathie. Il faut y ramener ces objets qui nous affectent de Joie ou de Tristesse par cela seul qu'ils ont quelque trait de ressemblance avec des objets nous affectant habituellement de ces sentiments, ainsi que je le montrerai dans la [Proposition suivante](316). Je sais bien que les Auteurs qui, les premiers, ont introduit ces noms de Sympathie et d'Antipathie, ont voulu signifier par là certaines qualités occultes des choses ; je crois néanmoins qu'il nous est permis aussi d'entendre par ces mots des qualités connues ou manifestes." - } - ] - }, - { - "id": "316", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_Par cela seul que nous imaginons qu'une chose a quelque trait de ressemblance avec un objet affectant habituellement l'Âme de Joie ou de Tristesse, et bien que le trait par lequel cette chose ressemble à cet objet, ne soit pas la cause efficiente de ces affections, nous aimerons cependant cette chose ou l'aurons en haine._", - "childs": [ - { - "id": "316d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous avons considéré avec une affection de Joie ou de Tristesse dans l'objet lui-même _(par hypothèse)_ le trait de ressemblance qu'a la chose avec l'objet ; par suite _(par la [Prop. 14](314))_, quand l'Âme sera affectée de l'image de ce trait, elle éprouvera aussitôt l'une ou l'autre de ces affections, et en conséquence la chose que nous percevons qui a ce trait, sera par accident _(par la [Prop. 15](315))_ cause de Joie ou de Tristesse ; et ainsi _(par le [Coroll. précéd.](315c))_ nous l'aimerons ou l'aurons en haine, bien que ce trait par où elle ressemble à l'objet, ne soit pas la cause efficiente de ces affections. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "317", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_Si nous imaginons qu'une chose qui nous fait éprouver habituellement une affection de Tristesse a quelque trait de ressemblance avec une autre qui nous fait éprouver habituellement une affection de Joie également grande, nous l'aurons en haine et l'aimerons en même temps._", - "childs": [ - { - "id": "317d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette chose est, en effet _(par hypothèse)_, cause de Tristesse par elle-même et _(par le [Scolie de la Prop. 13](313sc))_, en tant que nous l'imaginons affectés de la sorte, nous l'avons en haine ; et de plus, en tant qu'elle a quelque trait de ressemblance avec une autre qui nous fait éprouver habituellement une affection de Joie également grande, nous l'aimerons d'un égal élan joyeux _([Prop. précéd.](316))_ ; nous l'aurons donc en haine et l'aimerons en même temps. CQFD." - }, - { - "id": "317sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cet _état de l'Âme, qui naît de deux affections contraires_, s'appelle _Fluctuation de l'Âme_ ; il est à l'égard de l'affection ce que le doute est à l'égard de l'imagination _(voir le [Scolie de la Prop. 44](244sc), p. II)_, et il n'y a de différence entre la Fluctuation de l'Âme et le doute que du plus au moins. Il faut noter seulement que, si j'ai dans la Proposition précédente déduit les fluctuations de l'âme de causes qui produisent l'une des deux affections par elles-mêmes, l'autre par accident, je l'ai fait parce que les Propositions précédentes rendaient ainsi la déduction plus aisée ; mais je ne nie pas que les fluctuations de l'âme ne naissent le plus souvent d'un objet qui est cause efficiente de l'une et l'autre affections. Le Corps humain en effet est composé _(par le [Post. 1](213p1), p. II)_ d'un très grand nombre d'individus de nature différente, et, par suite _(par l'[Axiom. 1](213a1a) venant après le Lemme 3 qui suit la Prop. 13, p. II)_, il peut être affecté par un seul et même corps de manières très nombreuses et diverses ; d'autre part, comme une seule et même chose peut-être affectée de beaucoup de manières, elle pourra aussi affecter une seule et même partie du Corps de manières multiples et diverses. Par où nous pouvons facilement concevoir qu'un seul et même objet peut être cause d'affections multiples et contraires." - } - ] - }, - { - "id": "318", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_L'homme éprouve par l'image d'une chose passée ou future la même affection de Joie ou de Tristesse que par l'image d'une chose présente._", - "childs": [ - { - "id": "318d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Aussi longtemps que l'homme est affecté de l'image d'une chose, il la considérera comme présente encore qu'elle n'existe pas _(par la [Prop. 17](217), p. II, avec son [Coroll.](217c))_, et il ne l'imagine comme passée ou future qu'en tant que l'image en est jointe à l'image du temps passé ou futur _(voir [Scol. de la Prop. 44](244sc), p. II)_ ; considérée en elle seule, l'image d'une chose est donc la même, soit qu'on la rapporte au futur ou au passé, soit qu'on la rapporte au présent ; c'est-à-dire _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_ l'état du Corps, ou son affection, est le même, que l'image soit celle d'une chose passée ou future, ou qu'elle soit celle d'une chose présente ; et, par suite, l'affection de Joie et de Tristesse sera la même, que l'image soit celle d'une chose passée ou future, ou celle d'une chose présente. CQFD." - }, - { - "id": "318sc1", - "type": "SCOLIE 1", - "text": "J'appelle ici une chose passée ou future, en tant que nous avons été ou serons affectés par elle. Par exemple en tant que nous l'avons vue ou la verrons, qu'elle a servi à notre réfection ou y servira, nous a causé du dommage ou nous en causera, etc. En tant que nous l'imaginons ainsi, nous en affirmons l'existence ; c'est-à-dire le Corps n'éprouve aucune affection qui exclue l'existence de la chose, et ainsi _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ le corps est affecté par l'image de cette chose de la même manière que si elle était présente. Comme, toutefois, il arrive la plupart du temps que les personnes ayant déjà fait plus d'une expérience, pendant le temps qu'elles considèrent une chose comme future ou passée, sont flottantes et en tiennent le plus souvent l'issue pour douteuse _(voir le [Scol. de la Prop. 44](244sc), p. II)_, il en résulte que les affections nées de semblables images ne sont pas aussi constantes et sont généralement troublées par des images de choses différentes, jusqu'à ce que l'on ait acquis quelque certitude au sujet de l'issue de la chose." - }, - { - "id": "318sc2", - "type": "SCOLIE 2", - "text": "Nous connaissons par ce qui vient d'être dit ce que sont l'Espoir, la Crainte, la Sécurité, le Désespoir, l'Épanouissement et le Resserrement de conscience. L'_Espoir_ n'_est_ rien d'autre qu'_une Joie inconstante née de l'image d'une chose future ou passée dont l'issue est tenue pour douteuse_. La _Crainte_, au contraire, est _une Tristesse inconstante également née de l'image d'une chose douteuse_. Si maintenant de ces affections on ôte le doute, l'Espoir devient la _Sécurité_, et la Crainte le _Désespoir_ ; j'entends _une Joie ou une Tristesse née de l'image d'une chose qui nous affectés de crainte ou d'espoir_. L'_Épanouissement_ ensuite _est une Joie née de l'image d'une chose passée dont l'issue a été tenue par nous pour douteuse_. Le _Resserrement de conscience_ enfin _est la Tristesse opposée à l'Épanouissement_." - } - ] - }, - { - "id": "319", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_Qui imagine que ce qu'il aime est détruit, sera contristé ; et joyeux, s'il l'imagine conservé._", - "childs": [ - { - "id": "319d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'Âme, autant qu'elle peut, s'efforce d'imaginer ce qui accroît ou seconde la puissance d'agir du Corps _(par la [Prop. 12](312))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ ce qu'elle aime. Mais l'imagination est secondée par ce qui pose l'existence de la chose, et réduite au contraire par ce qui l'exclut _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ ; donc les images des choses qui posent l'existence de la chose aimée secondent l'effort de l'Âme par lequel elle s'efforce de l'imaginer, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ affectent l'Âme de Joie ; et, au contraire, les choses qui excluent l'existence de la chose aimée, réduisent cet effort de l'Âme, c'est-à-dire _(par le même [Scol.](311sc))_ affectent l'Âme de Tristesse. Qui donc imagine que ce qu'il aime est détruit, sera contristé, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "320", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_Qui imagine que ce qu'il a en haine est détruit, sera joyeux._", - "childs": [ - { - "id": "320d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'Âme _(par la [Prop. 13](313))_ s'efforce d'imaginer ce qui exclut l'existence des choses par où la puissance d'agir du Corps est diminuée ou réduite ; c'est-à-dire _(par le [Scol.](313sc) de la même Prop.)_ elle s'efforce d'imaginer ce qui exclut l'existence des choses qu'elle a en haine ; et ainsi l'image d'une chose qui exclut l'existence de ce que l'Âme a en haine, seconde cet effort de l'Âme, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ l'affecte de Joie. Qui donc imagine que ce qu'il a en haine est détruit, sera joyeux. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "321", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_Qui imagine ce qu'il aime affecté de Joie ou de Tristesse, sera également affecté de Joie ou de Tristesse et l'une et l'autre affections seront plus grandes ou moindres dans l'amant, selon qu'elles le seront dans la chose aimée._", - "childs": [ - { - "id": "321d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les images des choses _(comme nous l'avons montré dans la [Prop. 19](319))_ qui posent l'existence de la chose aimée, secondent l'effort de l'Âme par lequel elle s'efforce d'imaginer cette chose. Mais la Joie pose l'existence de la chose joyeuse, et cela d'autant plus que l'affection de Joie est plus grande, car elle est _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ un passage à une perfection plus grande ; donc l'image de la Joie de la chose aimée seconde dans l'amant l'effort de l'Âme, c'est-à-dire _(par le [Scolie de la Prop. 11](311sc))_ affecte l'amant de Joie, et cela d'autant plus que cette affection aura été plus grande dans la chose aimée. Ce qui était le premier point. De plus, quand une chose est affectée de Tristesse, elle est dans une certaine mesure détruite, et cela d'autant plus qu'elle est affectée d'une Tristesse plus grande _(par le même [Scolie de la Prop. 11](311sc))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 19](319))_ qui imagine que ce qu'il aime est affecté de Tristesse, en est également affecté, et cela d'autant plus que cette affection aura été plus grande dans la chose aimée. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "322", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_Si nous imaginons que quelqu'un affecte de Joie la chose que nous aimons, nous serons affectés d'Amour à son égard. Si, au contraire, nous imaginons qu'il l'affecte de Tristesse, nous serons tout au rebours affectés de Haine contre lui._", - "childs": [ - { - "id": "322d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Qui affecte de Joie ou de Tristesse la chose que nous aimons, il nous affecte aussi de Joie ou de Tristesse, puisque nous imaginons la chose que nous aimons affectée de cette Joie ou de cette Tristesse _(par la [Prop. précéd.](321))_. Mais on suppose que l'idée d'une cause extérieure accompagne cette Joie ou cette Tristesse ; donc _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_, si nous imaginons que quelqu'un affecte de Joie ou de Tristesse la chose que nous aimons, nous serons affectés d'Amour ou de Haine à son égard. CQFD." - }, - { - "id": "322sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "La [Proposition 21](321) nous explique ce qu'est la _Commisération_, que nous pouvons définir comme _la Tristesse née du dommage d'autrui_. Pour la Joie née du bien d'autrui, je ne sais de quel nom il faut l'appeler. Nous appellerons, en outre, _Faveur_ l'_Amour qu'on a pour celui qui a fait du bien à autrui_ et, au contraire, _Indignation_ la _Haine qu'on a pour celui qui a fait du mal à autrui_. Il faut noter enfin que nous n'avons pas seulement de la commisération pour une chose que nous avons aimée _(comme nous l'avons montré dans la [Prop. 21](321))_, mais aussi pour une chose à l'égard de laquelle nous n'avons eu d'affection d'aucune sorte pourvu que nous la jugions semblable à nous (comme je le ferai voir plus bas). Et, par suite, nous voyons aussi avec faveur celui qui a fait du bien à notre semblable, et sommes indignés contre celui qui lui a porté dommage." - } - ] - }, - { - "id": "323", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_Qui imagine affecté de Tristesse ce qu'il a en haine, sera joyeux ; si, au contraire, il l'imagine affecté de Joie, il sera contristé ; et l'une et l'autre affections seront plus grandes ou moindres, selon que l'affection contraire sera plus grande ou moindre dans la chose haïe._", - "childs": [ - { - "id": "323d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Quand une chose odieuse est affectée de Tristesse, elle est dans une certaine mesure détruite et cela d'autant plus qu'elle est affectée d'une Tristesse plus grande _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_. Qui donc _(par la [Prop. 20](320))_ imagine affectée de Tristesse la chose qu'il a en haine, éprouvera l'affection contraire qui est la Joie ; et cela d'autant plus qu'il imagine la chose odieuse affectée d'une Tristesse plus grande ; ce qui était le premier point. Maintenant la Joie pose l'existence de la chose joyeuse _(par le même [Scol. de la Prop. 11](311sc))_, et cela d'autant plus qu'on la conçoit plus grande. Si quelqu'un imagine affectée de Joie la chose qu'il a en haine, cette imagination _(par la [Prop. 13](313))_, réduira son effort, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ qu'il sera affecté de Tristesse, etc. CQFD." - }, - { - "id": "323sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Joie ne peut guère être solide et sans combat intérieur. Car (je vais le montrer dans la [Proposition 27](327)), en tant qu'on imagine éprouvant une affection de Tristesse une chose semblable à soi, on doit dans une certaine mesure être contristé ; et inversement, si on l'imagine affectée de Joie. Mais nous n'avons égard ici qu'à la Haine." - } - ] - }, - { - "id": "324", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_Si nous imaginons que quelqu'un affecte de Joie une chose que nous avons en haine, nous serons affectés de Haine à son égard. Si, au contraire, nous imaginons qu'il l'affecte de Tristesse, nous serons affectés d'Amour à son égard._", - "childs": [ - { - "id": "324d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette Proposition se démontre de la même manière que la [Proposition 22](322) ci-dessus." - }, - { - "id": "324sc", - "type": "Scolie ", - "text": "Ces affections de Haine et celles qui leur ressemblent, se ramènent à l'_Envie_, qui n'est donc rien d'autre que _la Haine même, en tant qu'on la considère comme disposant un homme à s'épanouir du mal d'autrui, et à se contrister de son bien_." - } - ] - }, - { - "id": "325", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "_Nous nous efforçons d'affirmer de nous et de la chose aimée tout ce que nous imaginons qui l'affecte ou nous affecte de Joie ; et, au contraire, de nier tout ce que nous imaginons qui l'affecte ou nous affecte de Tristesse._", - "childs": [ - { - "id": "325d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ce que nous imaginons qui affecte la chose aimée de Joie ou de Tristesse, nous affecte aussi de Joie ou de Tristesse _(par la [Prop. 21](321))_. Mais l'Âme _(par la [Prop. 12](312))_ s'efforce, autant qu'elle peut, d'imaginer ce qui nous affecte de Joie, c'est-à-dire _(par la [Prop. 17](217), p. II et son [Coroll.](217c))_ de le considérer comme présent ; et, au contraire _(par la [Prop. 13](313))_, d'exclure l'existence de ce qui nous affecte de Tristesse ; nous nous efforçons donc d'affirmer de nous et de la chose aimée tout ce que nous imaginons qui l'affecte ou nous affecte de Joie, et inversement. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "326", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_Nous nous efforçons d'affirmer d'une chose que nous avons en haine, tout ce que nous imaginons qui l'affecte de Tristesse, et, au contraire, de nier tout ce que nous imaginons qui l'affecte de Joie._", - "childs": [ - { - "id": "326d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette Proposition suit de la [Proposition 23](323), comme la précédente de la [Proposition 21](321)." - }, - { - "id": "326sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous le voyons par là, il arrive facilement que l'homme fasse cas de lui-même et de la chose aimée plus qu'il n'est juste et, au contraire, de la chose qu'il hait moins qu'il n'est juste ; cette imagination, quand elle concerne l'homme lui-même qui fait de lui plus de cas qu'il n'est juste, s'appelle _Orgueil_, et est une espèce de Délire, puisque l'homme rêve les yeux ouverts qu'il peut tout ce qu'il embrasse par sa seule imagination, le considère pour cette raison comme réel et en est ravi, tandis qu'il ne peut imaginer ce qui en exclut l'existence et limite sa propre puissance d'agir. L'_Orgueil_ donc _est une Joie née de ce que l'homme fait de lui-même plus de cas qu'il n'est juste_. La _Joie_ ensuite, _qui naît de ce que l'homme fait d'un autre plus de cas qu'il n'est juste, s'appelle Surestime_ ; et enfin^[..._Et illa denique Despectus, quae ex eo oritur... W. Meijer pense qu'il y aurait lieu d'ajouter après _denique_ le mot _Tristitia_.] _Mésestime, celle qui naît de ce qu'il fait d'un autre moins de cas qu'il n'est juste_." - } - ] - }, - { - "id": "327", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_Si nous imaginons qu'une chose semblable à nous et à l'égard de laquelle nous n'éprouvons d'affection d'aucune sorte éprouve quelque affection, nous éprouvons par cela même une affection semblable._", - "childs": [ - { - "id": "327d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les images des choses sont des affections du Corps humain dont les idées nous représentent les corps extérieurs comme nous étant présents _(par le [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 16](216), p. II)_ dont les idées enveloppent la nature de notre Corps et en même temps la nature présente d'un corps extérieur. Si donc la nature d'un corps extérieur est semblable à celle de notre Corps, l'idée du corps extérieur que nous imaginons, enveloppera une affection de notre Corps semblable à celle du corps extérieur ; et, conséquemment, si nous imaginons quelqu'un de semblable à nous affecté de quelque affection, cette imagination enveloppera une affection semblable de notre Corps. Par cela même donc que nous imaginons qu'une chose semblable à nous éprouve quelque affection, nous éprouvons une affection semblable à la sienne. Que si, au contraire, nous avions en haine une chose semblable à nous, nous éprouverions _(par la [Prop. 23](323))_ dans la mesure de notre haine une affection contraire et non semblable à la sienne. CQFD." - }, - { - "id": "327sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette imitation des affections, quand elle a lieu à l'égard d'une Tristesse s'appelle _Commisération (voir le [Scol. de la Prop. 22](322))_ ; mais, si c'est à l'égard d'un Désir, elle devient l'_Émulation_ qui n'est rien d'autre que _le Désir d'une chose engendré en nous de ce que nous imaginons que d'autres êtres semblables à nous en ont le Désir_." - }, - { - "id": "327c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Si nous imaginons que quelqu'un à l'égard de qui nous n'éprouvions d'affection d'aucune sorte, affecte de Joie une chose semblable à nous, nous serons affectés d'Amour envers lui. Si, au contraire, nous imaginons qu'il l'affecte de Tristesse, nous serons affectés de haine envers lui." - }, - { - "id": "327c1d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela se démontre par la [Proposition précédente](326) de même manière que la [Proposition 22](322) par la [Proposition 21](321)." - }, - { - "id": "327c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Si une chose nous inspire de la commisération, nous ne pouvons l'avoir en haine à cause de la Tristesse dont sa misère nous affecte." - }, - { - "id": "327c2d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si en effet nous pouvions l'avoir en haine, alors _(par la [Prop. 23](323))_ nous serions joyeux de sa Tristesse, ce qui est contre l'Hypothèse." - }, - { - "id": "327c3", - "type": "COROLLAIRE 3", - "text": "Si un objet nous inspire de la commisération nous nous efforcerons, autant que nous pourrons, de le délivrer de sa misère." - }, - { - "id": "327c3d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ce qui affecte de Tristesse l'objet qui nous inspire de la commisération, nous affecte d'une Tristesse semblable _(par la [Prop. précéd.](327))_ ; par suite, nous nous efforcerons de nous rappeler tout ce qui ôte l'existence de cette chose ou la détruit _(par la [Prop. 13](313))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ nous aurons l'appétit de le détruire ou serons déterminés vers sa destruction ; et ainsi nous nous efforcerons de délivrer de sa misère l'objet qui nous inspire de la commisération. CQFD." - }, - { - "id": "327c3sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette volonté ou cet appétit de faire du bien qui naît de notre commisération à l'égard de la chose à laquelle nous voulons faire du bien, s'appelle _Bienveillance_, et ainsi la _Bienveillance_ n'est rien d'autre qu'_un Désir né de la Commisération_. Au sujet de l'Amour et de la Haine pour celui qui fait du bien ou du mal à la chose que nous imaginons semblable à nous, voir d'ailleurs le [Scol. de la Prop. 22](322sc)." - } - ] - }, - { - "id": "328", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_Tout ce que nous imaginons qui mène à la Joie, nous nous efforçons d'en procurer la venue ; tout ce que nous imaginons qui lui est contraire ou mène à la Tristesse, nous nous efforçons de l'écarter ou de le détruire._", - "childs": [ - { - "id": "328d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ce que nous imaginons qui mène à la Joie, nous nous efforçons, autant que nous pouvons, de l'imaginer _(par la [Prop. 12](312))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ nous nous efforçons, autant que nous pouvons, de le considérer comme présent ou comme existant en acte. Mais entre l'effort de l'Âme ou la puissance qu'elle a en pensant et l'effort du Corps ou la puissance qu'il a en agissant, il y a par nature parité et simultanéité _(comme il suit clairement du [Coroll. de la Prop. 7](207c) et du [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_. Donc nous faisons effort absolument parlant pour que cette chose existe, c'est-à-dire _(ce qui revient au même d'après le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ nous en avons l'appétit et y tendons ; ce qui était le premier point. Maintenant, si nous imaginons que ce que nous croyons être cause de Tristesse, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ ce que nous avons en haine, est détruit, nous serons joyeux _(par la [Prop. 20](320))_ ; et ainsi, nous nous efforcerons de le détruire _(pour la première partie de cette démonstration)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](313))_ de l'écarter de nous, afin de ne le point considérer comme présent ; ce qui était le second point. Donc tout ce qui peut mener à la Joie, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "329", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_Nous nous efforcerons aussi à faire tout ce que nous imaginons que les hommes^[Il faut entendre ici et dans les Propositions suivantes les hommes à l'égard desquels nous n'éprouvons d'affection d'aucune sorte. (Note de l'Auteur.)] verront avec joie, et nous aurons en aversion de faire ce que nous imaginons que les hommes ont en aversion._", - "childs": [ - { - "id": "329d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si nous imaginons que les hommes aiment une chose ou l'ont en haine, par cela même nous l'aimerons ou l'aurons en haine _(par la [Prop. 27](327))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ par cela même la présence de cette chose nous rendra joyeux ou nous contristera ; et ainsi _(par la [Prop. précéd.](328))_, nous nous efforcerons à faire tout ce que nous imaginons qu'aiment les hommes ou qu'ils verront avec Joie, etc. CQFD." - }, - { - "id": "329sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cet effort pour faire une chose et aussi pour nous en abstenir afin seulement de plaire aux hommes s'appelle Ambition, surtout quand nous nous efforçons à plaire au vulgaire avec une propension telle que nous agissons ou nous abstenons à notre propre dommage ou à celui d'autrui ; autrement on a coutume de l'appeler _Humanité_. J'appelle ensuite _Louange_ la Joie que nous éprouvons à imaginer l'action d'autrui par laquelle il s'efforce de nous être agréable, et _Blâme_ la Tristesse que nous éprouvons quand nous avons l'action d'autrui en aversion." - } - ] - }, - { - "id": "330", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_Si quelqu'un a fait quelque chose qu'il imagine qui affecte les autres de Joie, il sera affecté d'une Joie qu'accompagnera l'idée de lui-même comme cause, si au contraire il fait quelque chose qu'il imagine qui affecte les autres de Tristesse, il se considérera lui-même avec Tristesse._", - "childs": [ - { - "id": "330d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Qui imagine qu'il affecte les autres de Joie ou de Tristesse, sera, par cela même _(par la [Prop. 27](327))_ affecté de Joie ou de Tristesse. Puis donc que l'homme _(par les Prop. [19](219) et [23](223), p. II)_ a conscience de lui-même par les affections qui le déterminent à agir, qui a fait quelque chose qu'il imagine qui affecte les autres de Joie, sera affecté de Joie avec conscience de lui-même comme cause, c'est-à-dire se considérera lui-même avec Joie, et inversement. CQFD." - }, - { - "id": "330sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "L'Amour étant une Joie qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_, et la Haine une Tristesse qu'accompagne aussi l'idée d'une cause extérieure, cette Joie et cette Tristesse seront donc également une espèce d'Amour et de Haine. Comme, toutefois, l'Amour et la Haine se rapportent à des objets extérieurs, nous désignerons ici ces Affections par d'autres noms ; nous appellerons _Gloire_ une Joie qu'accompagne l'idée d'une cause intérieure^[Je traduis _internae_ au lieu de _externae_, leçon de Land.], et _Honte_ la Tristesse contraire, quand la Joie et la Tristesse naissent de ce que les hommes se croient loués ou blâmés. Dans d'autres cas, j'appellerai _Contentement de soi_ la Joie qu'accompagne l'idée d'une cause intérieure, et _Repentir_ la Tristesse opposée à cette Joie. Comme il peut arriver maintenant _(par le [Coroll. de la Prop. 17](217c), p. II)_ que la Joie dont quelqu'un imagine qu'il affecte les autres soit seulement imaginaire, et que _(par la [Prop. 25](325))_ chacun s'efforce d'imaginer au sujet de lui-même tout ce qu'il imagine qui l'affecte de Joie, il pourra facilement arriver que le glorieux soit orgueilleux et s'imagine être agréable à tous alors qu'il leur est insupportable." - } - ] - }, - { - "id": "331", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_Si nous imaginons que quelqu'un aime, ou désire, ou a en haine ce que nous-même aimons, désirons, ou avons en haine, notre amour, etc., deviendra par cela même plus constant. Si, au contraire, nous imaginons qu'il a en aversion ce que nous aimons, ou inversement, nous éprouverons la passion dite Fluctuation de l'Âme._", - "childs": [ - { - "id": "331d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si nous imaginons que quelqu'un aime quelque chose, nous aimerons cette chose par cela même _(par la [Prop. 27](327))_. Mais nous supposons que nous l'aimons sans cela, cet Amour sera donc alimenté par la survenue d'une cause nouvelle ; et, par suite, nous aimerons par cela même de façon plus constante ce que nous aimons. Si maintenant nous imaginons que quelqu'un a quelque chose en aversion, nous aurons cette chose en aversion _(par la même [Prop](327))_. Si nous supposons qu'à ce moment nous l'aimons, nous aurons en même temps pour cette même chose de l'amour et de l'aversion, c'est-à-dire _(voir le [Scol. de la Prop. 17](327))_ que nous éprouverons la passion dite fluctuation de l'âme. CQFD." - }, - { - "id": "331c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là et de la [Prop. 28](328) que chacun, autant qu'il peut, fait effort pour que tous aiment ce qu'il aime lui-même et haïssent ce qu'il a lui-même en haine ; d'où ce mot du Poète : \n \n_Amants, nous voulons tout ensemble et espérer et craindre ; \nil est de fer celui qui aime avec la permission d'un autre._" - }, - { - "id": "331sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cet effort pour faire que chacun approuve l'objet de notre Amour et de notre Haine, est, en réalité, de l'Ambition _(voir le [Scol. de la Prop. 29](329sc))_ ; nous voyons ainsi que chacun a, de nature, l'appétit de voir vivre les autres selon sa propre complexion, et, comme tous ont pareil appétit, on se fait ensuite obstacle l'un à l'autre, et parce que tous veulent être loués ou aimés par tous, on en vient à une haine mutuelle." - } - ] - }, - { - "id": "332", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_Si nous imaginons que quelqu'un tire de la joie d'une chose qu'un seul peut posséder, nous nous efforcerons de faire qu'il n'en ait plus la possession._", - "childs": [ - { - "id": "332d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Par cela seul que nous imaginons que quelqu'un tire d'une chose de la joie _(par la [Prop. 27](327) avec son [Coroll. 1](327c1))_, nous aimerons cette chose et désirerons en tirer de la joie. Mais _(par Hypothèse)_ nous imaginons que l'obstacle à cette Joie vient de ce qu'un autre en tire de la joie ; nous ferons donc effort _(par la [Prop. 28](328))_ pour qu'il n'en ait plus la possession. CQFD." - }, - { - "id": "332sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous voyons ainsi qu'en vertu de la disposition de leur nature les hommes sont généralement prêts à avoir de la commisération pour ceux qui sont malheureux et à envier ceux qui sont heureux, et que leur haine pour ces derniers est _(par la [Prop. précéd.](332))_ d'autant plus grande qu'ils aiment davantage ce qu'ils imaginent dans la possession d'un autre. Nous voyons, en outre, que la même propriété de la nature humaine d'où suit qu'ils sont miséricordieux, fait aussi qu'ils sont envieux et ambitieux. Enfin, si nous voulions consulter l'expérience, nous éprouverions qu'elle nous enseigne tout cela, surtout si nous avions égard à nos premières années. L'expérience nous montre en effet que les enfants, dont le corps est continuellement comme en équilibre, rient ou pleurent par cela seul qu'ils voient d'autres personnes rire ou pleurer, tout ce qu'ils voient faire par autrui ils désirent aussitôt l'imiter, et ils désirent enfin tout ce à quoi ils imaginent que d'autres prennent plaisir ; c'est qu'en effet, nous l'avons dit, les images des choses sont les affections mêmes du Corps humain, c'est-à-dire les manières dont ce Corps est affecté par les causes extérieures et disposé à faire ceci ou cela." - } - ] - }, - { - "id": "333", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_Quand nous aimons une chose semblable à nous, nous nous efforçons, autant que nous pouvons, de faire qu'elle nous aime à son tour._", - "childs": [ - { - "id": "333d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si nous aimons une chose par-dessus les autres, nous nous efforçons, autant que nous pouvons, de l'imaginer _(par la [Prop. 12](312))_. Si donc la chose nous est semblable, nous nous efforcerons de l'affecter de Joie par-dessus les autres _(par la [Prop. 29](329))_, autrement dit nous nous efforcerons, autant que nous pouvons, de faire que la chose aimée soit affectée d'une Joie qu'accompagne l'idée de nous-mêmes, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ qu'elle nous aime à son tour. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "334", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_Plus grande est l'affection que nous imaginons que la chose aimée éprouve à notre égard, plus nous nous glorifierons._", - "childs": [ - { - "id": "334d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous faisons effort, autant que nous pouvons _(par la [Prop. précéd.](333))_, pour faire que la chose aimée nous aime à son tour ; c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ que la chose aimée soit affectée d'une Joie qu'accompagne l'idée de nous-mêmes. Plus grande donc est la Joie dont nous imaginons que la chose est affectée à cause de nous, plus cet effort est secondé, c'est-à-dire _(par la [Prop. 11](311) avec son [Scol.](311sc))_ plus grande est la Joie dont nous sommes affectés. Mais, puisque notre Joie provient de ce que nous avons affecté de Joie un de nos semblables, nous nous considérons nous-même avec Joie _(par la [Prop. 30](330))_ donc, plus grande est l'affection que nous imaginons que la chose aimée éprouve à notre égard, plus grande est la Joie avec laquelle nous nous considérerons nous-mêmes, _(par le [Scol. de la Prop. 30](330sc))_ c'est-à-dire plus nous nous glorifierons. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "335", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_Si quelqu'un imagine qu'un autre s'attache la chose aimée par le même lien d'Amitié, ou un plus étroit, que celui par lequel il l'avait seul en sa possession, il sera affecté de Haine envers la chose aimée elle-même, et sera envieux de l'autre._", - "childs": [ - { - "id": "335d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Plus grand est l'amour dont il imagine la chose aimée affectée à son égard, plus il se glorifiera _(par la [Prop. précéd.](334))_, c'est-à-dire sera joyeux _(par le [Scol. de la Prop. 30](330sc))_ ; il s'efforcera donc _(par la [Prop. 28](328))_, autant qu'il peut, d'imaginer la chose aimée attachée à lui le plus étroitement possible ; et cet effort ou cet appétit est encore alimenté s'il imagine qu'un tiers désire pour lui la même chose _(par la [Prop. 31](331))_. Mais on suppose cet effort ou appétit réduit par l'image de la chose aimée elle-même, accompagnée de l'image de celui qu'elle se joint ; il sera donc _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ par cela même affecté d'une Tristesse qu'accompagne comme cause l'idée de la chose aimée, et en même temps l'image d'un autre ; c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ il sera affecté de haine envers la chose aimée et en même temps envers cet autre _(par le [Coroll. de la Prop. 15](315c))_, et il sera envieux de lui _(par la [Prop. 23](323))_ parce qu'il tire du plaisir de la chose aimée. CQFD." - }, - { - "id": "335sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Haine envers une chose aimée jointe à l'Envie s'appelle _Jalousie_, et ainsi la _Jalousie_ n'est rien d'autre qu'une fluctuation de l'âme née de ce qu'il y a Amour et Haine en même temps avec accompagnement de l'idée d'un autre auquel on porte envie. De plus, cette Haine envers la chose aimée est plus grande à proportion de la Joie dont le Jaloux avait accoutumé d'être affecté par l'Amour que lui rendait la chose aimée, et à proportion aussi du sentiment dont il était affecté à l'égard de celui qu'il imagine que la chose aimée se joint. Car, s'il le haïssait, par cela même _(par la [Prop. 24](324))_, il aura en haine la chose aimée, puisqu'il l'imagine affectant de Joie ce qui lui est odieux ; et aussi _(par le [Coroll. de la Prop. 15](315c))_ parce qu'il est obligé de joindre l'image de la chose aimée à l'image de celui qu'il hait. Cette dernière raison se trouve généralement dans l'Amour qu'on a pour une femme ; qui imagine en effet la femme qu'il aime se livrant à un autre sera contristé, non seulement parce que son propre appétit est réduit, mais aussi parce qu'il est obligé de joindre l'image de la chose aimée aux parties honteuses et aux excrétions de l'autre, il l'a en aversion ; à quoi s'ajoute enfin que le Jaloux n'est pas accueilli par la chose aimée du même visage qu'elle avait accoutumé de lui présenter, et que pour cette cause aussi un amant est contristé, comme je vais le montrer." - } - ] - }, - { - "id": "336", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_Qui se rappelle une chose où il a pris plaisir une fois, désire la posséder avec les mêmes circonstances que la première fois qu'il y a pris plaisir._", - "childs": [ - { - "id": "336d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tout ce que l'homme a vu en même temps que la chose où il a pris plaisir sera par accident _(par la [Prop. 15](315))_ cause de Joie ; il désirera donc _(par la [Prop. 28](328))_ posséder tout cela en même temps que la chose où il a pris plaisir, c'est-à-dire qu'il désirera posséder la chose avec les mêmes circonstances que la première fois qu'il y a pris plaisir. CQFD." - }, - { - "id": "336c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Si donc il s'est aperçu qu'une de ces circonstances manquait, l'amant sera contristé." - }, - { - "id": "336cd", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Quand, en effet, il s'aperçoit qu'une circonstance fait défaut, il imagine dans une certaine mesure quelque chose qui exclut l'existence de la chose. Puis donc que par amour il a le désir de cette chose ou de cette circonstance _(par la [Prop. précéd.](336))_, en tant qu'il imagine qu'elle fait défaut _(par la [Prop. 19](319))_, il sera contristé. CQFD." - }, - { - "id": "336sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Tristesse, en tant qu'elle est relative à l'absence de ce que nous aimons, s'appelle _Souhait frustré_." - } - ] - }, - { - "id": "337", - "title": "PROPOSITION 37", - "text": "_Le Désir qui prend naissance à cause d'une Tristesse ou d'une Joie, d'une Haine ou d'un Amour, est d'autant plus grand que l'affection est plus grande._", - "childs": [ - { - "id": "337d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La Tristesse diminue ou réduit la puissance d'agir de l'homme _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307))_ l'effort par lequel l'homme s'efforce de persévérer dans son être ; ainsi _(par la [Prop. 5](305))_ elle est contraire à cet effort ; et tout l'effort de l'homme affecté de Tristesse tend à écarter la Tristesse. Mais _(par la [Défin. de la Tristesse](3ad3))_ plus grande est la Tristesse, plus grande est la partie de la puissance d'agir de l'homme à laquelle elle s'oppose nécessairement ; donc plus grande est la Tristesse, plus grande est la puissance d'agir par laquelle l'homme s'efforce à son tour d'écarter la Tristesse ; c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ plus grand est le Désir ou l'appétit par lequel il s'efforcera d'écarter la Tristesse. Ensuite, puisque la Joie _(par le même [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ augmente ou seconde la puissance d'agir de l'homme, on démontre aisément par la même voie qu'un homme affecté d'une Joie ne désire rien d'autre que la conserver, et cela d'un Désir d'autant plus grand que la joie sera plus grande. Enfin, puisque la Haine et l'Amour sont les affections mêmes de la Tristesse ou de la Joie, il suit de la même manière que l'effort, l'appétit, ou le Désir qui prend naissance d'une Haine ou d'un Amour, sera plus grand à proportion de la Haine et de l'Amour. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "338", - "title": "PROPOSITION 38", - "text": "_Si quelqu'un commence d'avoir en haine une chose aimée, de façon que l'Amour soit entièrement aboli, il aura pour elle, à cause égale, plus de haine que s'il ne l'avait jamais aimée, et d'autant plus que son Amour était auparavant plus grand._", - "childs": [ - { - "id": "338d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si quelqu'un, en effet, commence d'avoir en haine la chose qu'il aime, un plus grand nombre de ses appétits sont réduits que s'il ne l'avait pas aimée. Car l'Amour est une Joie _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ que l'homme, autant qu'il peut _(par la [Prop. 28](328))_, s'efforce de conserver ; et cela _(par le même [Scol.](313sc))_ en considérant la chose aimée comme présente et en l'affectant de Joie _(par la [Prop. 21](321))_, autant qu'il peut. Cet effort _(par la [Prop. précéd.](337))_ est d'autant plus grand d'ailleurs que l'Amour est plus grand, de même que l'effort pour faire que la chose aimée l'aime à son tour _(voir la [Prop. 33](333))_. Mais ces efforts sont réduits par la haine envers la chose aimée _(par le [Coroll. de la Prop. 13](313c) et par la [Prop. 23](323))_ : donc l'amant _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_, pour cette cause aussi, sera affecté de Tristesse et d'autant plus que son Amour était plus grand ; c'est-à-dire, outre la Tristesse qui fut cause de la Haine, une autre naît de ce qu'il a aimé la chose, et conséquemment il considérera la chose aimée avec une affection de Tristesse plus grande, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ éprouvera envers elle une haine plus grande que s'il ne l'avait pas aimée, et d'autant plus grande que son Amour était plus grand. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "339", - "title": "PROPOSITION 39", - "text": "_Qui a quelqu'un en haine s'efforcera de lui faire du mal, à moins qu'il ne craigne qu'un mal plus grand ne naisse pour lui de là ; et, au contraire, qui aime quelqu'un s'efforcera par la même loi de lui faire du bien._", - "childs": [ - { - "id": "339d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Avoir quelqu'un en haine, c'est _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ l'imaginer comme une cause de Tristesse ; par suite _(par la [Prop. 28](328))_, celui qui a quelqu'un en haine s'efforcera de l'écarter ou de le détruire. Mais, s'il craint de là pour lui-même quelque chose de plus triste ou (ce qui est la même chose) un mal plus grand, et s'il croit pouvoir l'éviter en ne faisant pas à celui qu'il hait le mal qu'il méditait, il désirera s'abstenir _(par la même [Prop. 28](328))_ de lui faire du mal ; et cela _(par la [Prop. 37](337))_ avec un effort plus grand que celui qui le portait à faire du mal et qui, en conséquence, prévaudra, comme nous le voulions démontrer. La démonstration de la deuxième partie procède de même. Donc qui a quelqu'un en haine, etc. CQFD." - }, - { - "id": "339sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Par _bien_ j'entends ici tout genre de Joie et tout ce qui, en outre, y mène, et principalement ce qui remplit l'attente, quelle qu'elle soit. Par _mal_ j'entends tout genre de Tristesse et principalement ce qui frustre l'attente. Nous avons en effet montré ci-dessus _(dans le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ que nous ne désirons aucune chose parce que nous la jugeons bonne, mais qu'au contraire nous appelons bonne la chose que nous désirons ; conséquemment, nous appelons mauvaise la chose que nous avons en aversion ; chacun juge ainsi ou estime selon son affection quelle chose est bonne, quelle mauvaise, quelle meilleure, quelle pire, quelle enfin la meilleure ou quelle la pire. Ainsi l'Avare juge que l'abondance d'argent est ce qu'il y a de meilleur, la pauvreté ce qu'il y a de pire. L'Ambitieux ne désire rien tant que la Gloire et ne redoute rien tant que la Honte. A l'Envieux rien n'est plus agréable que le malheur d'autrui, et rien plus insupportable que le bonheur d'un autre ; et ainsi chacun juge par son affection qu'une chose est bonne ou mauvaise, utile ou inutile. Cette affection d'ailleurs par laquelle l'homme est disposé de telle sorte qu'il ne veut pas ce qu'il veut, ou veut ce qu'il ne veut pas, s'appelle la _Peur_ ; la _Peur n'est_ donc autre chose que _la crainte en tant qu'elle dispose un homme à éviter un mal qu'il juge devoir venir par un mal moindre (voir la [Prop. 28](328))_. Si le mal dont on a peur est la Honte, alors la Peur s'appelle _Pudeur_. Enfin, si le Désir d'éviter un mal futur est réduit par la Peur d'un autre mal, de façon qu'on ne sache plus ce qu'on veut, alors la crainte s'appelle _Consternation_, principalement quand l'un et l'autre maux dont on a peur sont parmi les plus grands." - } - ] - }, - { - "id": "340", - "title": "PROPOSITION 40", - "text": "_Qui imagine qu'un autre l'a en haine et croit ne lui avoir donné aucune cause de haine, aura à son tour cet autre en haine._", - "childs": [ - { - "id": "340d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Qui imagine quelqu'un affecté de haine sera par cela même affecté de haine _(par la [Prop. 27](327))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ d'une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure. Mais _(par Hypothèse)_ il n'imagine aucune cause de cette Tristesse, sauf celui qui l'a en haine ; par cela donc qu'il imagine que quelqu'un l'a en haine, il sera affecté d'une Tristesse qu'accompagnera l'idée de celui qui l'a en haine, autrement dit _(par le même [Scol.](313sc))_ il l'aura en haine. CQFD." - }, - { - "id": "340sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "S'il imagine avoir donné une juste cause de Haine, alors _(par la [Prop. 30](330) et son [Scol.](330sc))_ il sera affecté de Honte. Mais cela _(par la [Prop. 25](325))_ arrive rarement. Cette réciprocité de Haine peut naître aussi de ce que la Haine est suivie d'un effort pour faire du mal à celui qu'on a en haine _(par la [Prop. 39](339))_. Qui donc imagine que quelqu'un l'a en haine, l'imagine cause d'un mal ou d'une Tristesse ; et ainsi il sera affecté d'une Tristesse ou d'une Crainte qu'accompagnera comme cause l'idée de celui qui l'a en haine, autrement dit il sera comme ci-dessus affecté de haine." - }, - { - "id": "340c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Qui imagine celui qu'il aime affecté de haine à son égard, sera dominé en même temps par la Haine et par l'Amour. En tant qu'il imagine en effet que l'autre l'a en haine, il est déterminé _(par la [Prop. précéd.](340))_ à l'avoir en haine à son tour. Mais _(par Hypothèse)_ il l'aime néanmoins ; il sera donc dominé à la fois par la Haine et l'Amour." - }, - { - "id": "340c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Si quelqu'un imagine qu'un mal lui a été fait par Haine par un autre, à l'égard duquel il n'avait d'affection d'aucune sorte, il s'efforcera aussitôt de lui rendre ce mal." - }, - { - "id": "340c2d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Qui imagine quelqu'un affecté de Haine à son égard l'aura en haine à son tour _(par la [Prop. précéd.](340))_ et _(par la [Prop. 26](326))_ s'efforcera de se rappeler tout ce qui peut affecter cet autre de Tristesse et cherchera _(par la [Prop. 39](339))_ à le lui faire éprouver. Mais _(par Hypothèse)_ ce qu'il imagine en premier dans ce genre est le mal qui lui a été fait à lui-même ; il s'efforcera donc aussitôt de le rendre à l'autre. CQFD." - }, - { - "id": "340c2sc", - "type": "Scolie ", - "text": "L'effort pour faire du mal à celui que nous haïssons s'appelle la _Colère_ ; l'effort pour rendre le mal qui nous a été fait la _Vengeance_." - } - ] - }, - { - "id": "341", - "title": "PROPOSITION 41", - "text": "_Si quelqu'un imagine qu'il est aimé par un autre et croit ne lui avoir donné aucune cause d'amour_ (ce qui, suivant le [Coroll. de la Prop. 15](315c) et la [Prop. 16](316), peut arriver), _il l'aimera à son tour_.", - "childs": [ - { - "id": "341d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette Proposition se démontre par la même voie que la [précédente](340), dont on verra aussi le [Scolie](340sc)." - }, - { - "id": "341sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "S'il croit avoir donné une juste cause d'Amour, il se glorifiera _(par la [Prop. 30](330) avec le [Scol.](330sc))_, ce qui _(par la [Prop. 25](325))_ est le cas le plus fréquent ; c'est le contraire, nous l'avons dit, quand quelqu'un imagine qu'un autre l'a en haine _(voir le [Scol. de la Prop. préc.](340sc))_. Cet Amour réciproque maintenant, et conséquemment _(par la [Prop. 39](339))_ l'effort pour faire du bien à qui nous aime et s'efforce _(par la même [Prop. 39](339))_ de nous en faire, s'appelle Reconnaissance ou Gratitude ; il apparaît donc que les hommes sont beaucoup plus disposés à la Vengeance qu'à rendre des bienfaits." - }, - { - "id": "341c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Qui imagine être aimé par celui qu'il a en haine, sera dominé à la fois par la Haine et par l'Amour. Cela se démontre par la même voie que le [premier Corollaire de la Proposition précédente](340c1)." - }, - { - "id": "341csc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Si la Haine a prévalu, il s'efforcera de faire du mal à celui par qui il est aimé ; cette affection s'appelle _Cruauté_, surtout si l'on juge que celui qui aime n'a donné aucune cause commune de Haine." - } - ] - }, - { - "id": "342", - "title": "PROPOSITION 42", - "text": "_Qui, mû par l'Amour ou un espoir de Gloire, a fait du bien à quelqu'un, sera contristé s'il voit que son bienfait est reçu avec ingratitude._", - "childs": [ - { - "id": "342d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Qui aime une chose semblable à lui s'efforce, autant qu'il peut, de faire qu'elle l'aime à son tour _(par la [Prop. 33](333))_. Qui donc a par Amour fait du bien à quelqu'un, a fait^[Je traduis _fecit_ au lieu de _facit_ donné par Land.] cela parce qu'il souhaitait être aimé à son tour, c'est-à-dire avec un espoir de Gloire _(par la [Prop. 34](334))_ ou de Joie _(par le [Scol. de la Prop. 30](330sc))_ ; il s'efforcera donc _(par la [Prop. 12](312))_ d'imaginer, autant qu'il peut, cette cause de Gloire ou de la considérer comme existant en acte. Mais _(par Hypothèse)_ il imagine autre chose qui exclut l'existence de cette cause ; il sera donc _(par la [Prop. 19](319))_ par là même contristé. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "343", - "title": "PROPOSITION 43", - "text": "_La Haine est accrue par une haine réciproque et peut, au contraire, être extirpée par l'Amour._", - "childs": [ - { - "id": "343d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Qui imagine que celui qu'il hait est affecté de Haine à son égard, une Haine nouvelle prend naissance _(par la [Prop. 40](340))_ alors que _(par Hypothèse)_ la première dure encore. Mais si, au contraire, il imagine que cet autre est affecté d'Amour à son égard, en tant qu'il imagine cela, il se considère lui-même avec Joie _(par la [Prop. 30](330))_ et s'efforcera dans la même mesure _(par la [Prop. 29](329))_ de plaire à cet autre ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 41](341))_ il s'efforce, toujours dans la même mesure, de ne l'avoir pas en haine et de ne l'affecter d'aucune Tristesse ; cet effort sera d'ailleurs _(par la [Prop. 37](337))_ plus grand ou plus petit à proportion de l'affection d'où il naît ; et ainsi, s'il est plus grand que celui qui naît de la Haine et par lequel il s'efforce d'affecter de Tristesse celui qu'il hait _(par la [Prop. 26](326))_, il prévaudra sur lui et extirpera la Haine du cœur. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "344", - "title": "PROPOSITION 44", - "text": "_La Haine qui est entièrement vaincue par l'Amour se change en Amour, et l'Amour est pour cette raison plus grand que si la Haine n'eût pas précédé._", - "childs": [ - { - "id": "344d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "On procède comme pour démontrer la [Proposition 38](338). Qui commence d'aimer en effet la chose qu'il hait, ou a accoutumé de considérer avec Tristesse, il sera joyeux par cela même qu'il aime, et à cette Joie qu'enveloppe l'Amour _(Voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_, s'ajoute celle qui naît de ce que l'effort pour écarter la Tristesse enveloppée dans la Haine _(comme nous l'avons montré dans la [Prop. 37](337))_ est entièrement secondé, avec accompagnement comme cause de l'idée de celui qu'on avait en haine." - }, - { - "id": "344sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Bien qu'il en soit ainsi, personne cependant ne fera effort pour avoir quelqu'un en haine ou être affecté de Tristesse, afin de jouir de cette Joie plus grande ; c'est-à-dire personne, dans l'espoir d'un dédommagement, ne désirera se porter dommage à soi-même et ne souhaitera être malade dans l'espoir de guérir. Car chacun s'efforcera toujours de conserver son être et, autant qu'il peut, d'écarter la Tristesse. Que si, au contraire, on pouvait concevoir un homme désirant avoir quelqu'un en haine afin d'éprouver ensuite pour lui un plus grand amour, alors il souhaitera toujours l'avoir en haine. Car plus la Haine aura été grande, plus grand sera l'Amour, et, par suite, il souhaitera toujours que la Haine s'accroisse de plus en plus ; et pour la même cause, un homme s'efforcera de plus en plus d'être malade afin de jouir ensuite d'une plus grande Joie par le rétablissement de sa santé ; il s'efforcera donc d'être malade toujours, ce qui _(par la [Prop. 6](306))_ est absurde." - } - ] - }, - { - "id": "345", - "title": "PROPOSITION 45", - "text": "_Si quelqu'un qui aime une chose semblable à lui imagine qu'un autre semblable à lui est affecté de Haine envers cette chose, il aura cet autre en haine._", - "childs": [ - { - "id": "345d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La chose aimée en effet a en haine à son tour celui qui la hait _(par la [Prop. 40](340))_, et ainsi l'amant qui imagine que quelqu'un a en haine la chose aimée, par cela même, imagine que la chose aimée est affectée de Haine, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ de Tristesse, et conséquemment _(par la [Prop. 21](321))_ est attristé, et cela avec l'accompagnement comme cause de l'idée de celui qui hait la chose aimée, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ qu'il aura cet autre en haine. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "346", - "title": "PROPOSITION 46", - "text": "_Si quelqu'un a été affecté par un autre, appartenant à une classe ou à une nation différente, d'une Joie ou d'une Tristesse qu'accompagne comme cause l'idée de cet autre sous le nom général de la classe ou de la nation, non seulement il aimera cet autre ou l'aura en haine, mais aussi tous ceux de la même classe ou de la même nation.-", - "childs": [ - { - "id": "346d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La Démonstration résulte avec évidence de la [Proposition 16](316)." - } - ] - }, - { - "id": "347", - "title": "PROPOSITION 47", - "text": "_La Joie naissant de ce que nous imaginons qu'une chose que nous haïssons est détruite, ou affectée d'un autre mal, ne naît pas sans quelque Tristesse de l'Âme._", - "childs": [ - { - "id": "347d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident par la [Pro. 27](327). Car, en tant que nous imaginons qu'une chose semblable à nous est affectée de Tristesse, nous sommes en quelque mesure contristés." - }, - { - "id": "347sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette proposition peut aussi se démontrer par le [Corollaire de la Proposition 17](217c), partie II. Chaque fois, en effet, qu'il nous souvient d'une chose, bien qu'elle n'existe pas en acte, nous la considérons cependant^[Je traduis _tamen_ au lieu de _tantum_, leçon de Land.] comme présente, et le Corps est affecté de la même manière ; en tant par suite que le souvenir de la chose est vivace, l'homme est déterminé à la considérer avec Tristesse, et cette détermination, aussi longtemps que demeure l'image de la chose, est réduite, à la vérité, mais non ôtée par le souvenir des choses qui excluent l'existence de la chose imaginée ; et, par suite, l'homme est joyeux seulement dans la mesure où cette détermination est réduite ; par où il arrive que cette Joie, qui naît du mal de la chose que nous haïssons, se renouvelle toutes les fois qu'il nous souvient de cette chose. Comme nous l'avons dit, en effet, quand l'image de cette chose est éveillée, comme elle enveloppe l'existence de la chose, elle détermine l'homme à la considérer avec la même Tristesse avec laquelle il avait accoutumé de la considérer quand elle existait. Mais, comme il a joint à l'image de cette chose d'autres images qui en excluent l'existence, cette détermination à la Tristesse est réduite aussitôt, et l'homme est joyeux de nouveau, et cela toutes les fois que l'occurrence se répète. C'est pour cette cause que les hommes sont joyeux toutes les fois qu'il leur souvient d'un mal déjà passé ; et c'est pourquoi ils s'épanouissent à narrer des périls dont ils ont été délivrés. Quand ils imaginent quelque péril en effet, ils le considèrent comme futur et sont déterminés à le craindra ; mais cette détermination est réduite de nouveau par l'idée de la liberté qu'ils ont jointe à celle de ce péril alors qu'ils en ont été délivrés, et cette idée leur rend de nouveau la sécurité ; et, par suite, ils sont de nouveau joyeux." - } - ] - }, - { - "id": "348", - "title": "PROPOSITION 48", - "text": "_L'Amour et la Haine, par exemple envers Pierre, sont détruits si la Tristesse qu'enveloppe la seconde et la Joie qu'enveloppe le premier, sont joints à l'idée d'une autre cause ; et Amour et Haine sont diminués dans la mesure où nous imaginons que Pierre n'est pas la cause à lui seul de la Tristesse ou de la Joie qu'enveloppent ces affections._", - "childs": [ - { - "id": "348d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident par la seule Définition de l'Amour et de la Haine, que l'on verra dans le [Scol. de la Prop. 13](313sc). La seule raison en effet pour laquelle la Joie est appelée Amour, et la Tristesse Haine envers Pierre, est que Pierre est considéré comme étant la cause de l'une ou l'autre affection. Cette raison donc étant ôtée totalement ou en partie, l'affection se rapportant à Pierre est détruite ou diminuée. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "349", - "title": "PROPOSITION 49", - "text": "_L'Amour et la Haine envers une chose que nous imaginons qui est libre, doivent tous deux être plus grands, à cause égale, qu'envers une chose nécessaire._", - "childs": [ - { - "id": "349d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une chose que nous imaginons qui est libre doit _(par la [Défin. 7](1d7), p. I)_ être perçue par elle-même sans les autres. Si donc nous imaginons qu'elle est la cause d'une Joie ou d'une Tristesse, par cela même _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ nous l'aimerons ou l'aurons en haine, et cela _(par la [Prop. précéd.](348))_ du plus grand Amour ou de la plus grande Haine qui puisse naître d'une affection donnée. Mais, si nous imaginons comme nécessaire la chose qui est la cause de cette affection, alors _(par la même [Défin. 7](1d7), p. I)_ nous n'imaginerons pas qu'elle est la seule cause, mais qu'elle est cause conjointement à d'autres choses, et ainsi _(par la [Prop. préc.](348))_ l'Amour et la Haine envers elle seront moindres. CQFD." - }, - { - "id": "349sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Il suit de là que les hommes, parce qu'ils se tiennent pour libres, sont animés à l'égard les uns des autres d'un Amour et d'une Haine plus grands qu'à l'égard d'autres objets ; à quoi s'ajoute l'imitation des affections ; voir à ce sujet Propositions [27](327), [34](334), [40](340) et [43](343)." - } - ] - }, - { - "id": "350", - "title": "PROPOSITION 50", - "text": "_Une chose quelconque peut par accident être cause d'Espoir ou de Crainte._", - "childs": [ - { - "id": "350d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette Proposition se démontre par la même voie que la [Proposition 15](315) ; la voir en même temps que le [Scol. 2 de la Proposition 18](318sc2)." - }, - { - "id": "350sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Les choses qui sont par accident des causes d'Espoir ou de Crainte sont appelées bons ou mauvais présages. J'ajoute que ces présages, en tant qu'ils sont une cause d'Espoir ou de Crainte, sont _(par la Défin. de l'Espoir et de la Crainte, qu'on verra dans le [Scol. 2 de la Prop. 18](318sc2))_ une cause de Joie ou de Tristesse, et conséquemment _(par le [Coroll. de la Prop. 15](315c))_, nous les aimons ou les avons en Haine comme tels et _(par la [Prop. 28](328))_ nous cherchons à les employer comme des moyens de parvenir à ce que nous espérons ou à les écarter comme des obstacles ou des causes de Crainte. En outre, il suit de la [Proposition 25](325) que nous sommes disposés de nature à croire facilement ce que nous espérons, difficilement ce dont nous avons peur, et à en faire respectivement trop ou trop peu de cas. De là sont nées les superstitions par lesquelles les hommes sont partout dominés. Je ne pense pas d'ailleurs qu'il vaille la peine de montrer ici les fluctuations qui naissent de l'Espoir et de la Crainte, puisqu'il suit de la seule définition de ces affections qu'il n'y a pas d'Espoir sans Crainte ni de Crainte sans Espoir (comme nous l'expliquerons plus amplement en son lieu), et puisque, en outre, en tant que nous espérons ou craignons quelque chose, nous l'aimons ou l'avons en haine ; et ainsi tout ce que nous avons dit de l'Amour et de la Haine, chacun pourra aisément l'appliquer à l'Espoir et à la Crainte." - } - ] - }, - { - "id": "351", - "title": "PROPOSITION 51", - "text": "_Des hommes divers peuvent être affectés de diverses manières par un seul et même objet, et un seul et même homme peut être affecté par un seul et même objet de diverses manières en divers temps._", - "childs": [ - { - "id": "351d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le corps humain peut _(par le [Post. 3](213p3), p. II)_ être affecté par les corps extérieurs d'un très grand nombre de manières. Deux hommes peuvent donc dans le même temps être affectés de manières diverses, et ainsi _(par l'[Axiom. I](213a1a) venant après le Lemme 3 à la suite de la Prop. 13, p. II)_ ils peuvent être affectés de diverses manières par un seul et même objet. Ensuite _(par le même [Post.](213p3))_ le Corps humain peut être affecté tantôt d'une manière, tantôt d'une autre ; et conséquemment _(par le même [Axiom.](213a1a))_ il peut être affecté par un seul et même objet de diverses manières en divers temps. CQFD." - }, - { - "id": "351sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous voyons qu'il peut arriver ainsi que l'un ait en haine ce qu'aime l'autre ; et que l'un ne craigne pas ce que craint l'autre ; qu'un seul et même homme aime maintenant ce qu'il haïssait auparavant, ose ce qui lui faisait peur, etc. Comme, en outre, chacun juge d'après son affection quelle chose est bonne, quelle mauvaise, quelle meilleure, et quelle pire _(voir le [Scol. de la Prop. 39](339sc))_, il suit que les hommes peuvent différer autant par le jugement que par l'affection^[N. B. J'ai fait voir que cela pouvait arriver, bien que l'Âme humaine fût une partie de l'Entendement divin, dans le _[Coroll. de la Prop. 11](211c)_, p. II. (Note de l'Auteur.)] ; par là il arrive que, comparant les hommes les uns aux autres, nous les distinguions par la seule diversité de leurs affections, et appelions les uns intrépides, les autres peureux, d'autres enfin d'un autre nom. J'appellerai, par exemple, _intrépide_ celui qui méprise le mal dont j'ai habituellement peur ; et si, de plus, j'ai égard à ce que son Désir de faire du mal à celui qu'il hait n'est pas réduit par la peur d'un mal qui me retient habituellement, je l'appellerai _audacieux_. Puis celui-là me paraîtra _peureux_, qui a peur du mal que j'ai accoutumé de mépriser ; et si j'ai, en outre, égard à ce que son Désir est réduit par la peur d'un mal qui ne peut me retenir, je dirai qu'il est _pusillanime_ ; et ainsi jugera chacun. A cause enfin de cette nature de l'homme et de l'inconstance de son jugement, comme aussi parce que l'homme juge souvent des choses par son affection seulement, et que les choses qu'il croit faire en vue de la Joie ou de la Tristesse et dont pour cette raison _(par la [Prop. 28](328))_ il s'efforce de procurer la venue ou qu'il s'efforce d'écarter, ne sont souvent qu'imaginaires - pour ne rien dire ici des autres causes d'incertitude que j'ai fait voir dans la Deuxième Partie – pour toutes ces raisons donc, nous concevons aisément que l'homme puisse intervenir souvent lui-même comme cause tant de sa tristesse que de sa joie ; c'est-à-dire qu'il soit affecté d'une Joie ou d'une Tristesse qu'accompagne comme cause l'idée de lui-même ; et nous connaissons ainsi facilement ce qu'est le Repentir et ce qu'est le Contentement de soi. Le _Repentir_, dis-je, _est une Tristesse qu'accompagne l'idée de soi-même_, et le _Contentement de soi est une Joie qu'accompagne comme cause l'idée de soi-même_, et ces affections sont très vives parce que les hommes croient qu'ils sont libres. _(Voir la [Prop. 49](349))_. " - } - ] - }, - { - "id": "352", - "title": "PROPOSITION 52", - "text": "_Si nous avons déjà vu un objet en même temps que d'autres, ou si nous imaginons qu'il n'a rien qui ne soit commun à plusieurs, nous ne le considérerons pas aussi longtemps que celui que nous imaginons qui a quelque chose de singulier._", - "childs": [ - { - "id": "352d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Sitôt que nous imaginons un objet que nous avons vu avec d'autres, il nous souvient aussi des autres _(par la [Prop. 18](218), p. II, dont on verra aussi le [Scol.](218sc))_, et ainsi de la considération de l'un nous tombons aussitôt dans la considération d'un autre. Et telle est aussi la condition d'un objet si nous imaginons qu'il n'a rien qui ne soit commun à plusieurs. Nous supposons par cela même en effet que nous ne considérons rien en lui, que nous n'ayons vu auparavant conjointement à d'autres. Mais, quand nous supposons que nous imaginons dans un objet quelque chose de singulier, que nous n'avons jamais vu auparavant, nous ne disons rien d'autre sinon que l'Âme, pendant qu'elle considère cet objet, n'a rien en elle dans la considération de quoi la considération de cet objet puisse la faire tomber ; et ainsi elle est déterminée à le considérer uniquement. Donc si un objet, etc. CQFD." - }, - { - "id": "352sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette affection de l'Âme ou cette imagination d'une chose singulière, en tant qu'elle se trouve seule dans l'Âme, est appelée Étonnement ; si elle est provoquée par un objet dont nous avons peur, elle est dite Consternation, parce que l'Étonnement d'un mal tient l'homme à ce point en suspens dans la seule considération de ce mal qu'il est incapable de penser à d'autres objets, par où il pourrait éviter ce mal. Mais, si ce qui nous étonne est la prudence d'un homme, son industrie ou quelque autre chose de ce genre, comme par cela même nous considérons cet homme comme l'emportant de beaucoup sur nous, alors l'Étonnement se nomme _Vénération_, et _Horreur_ si c'est la colère d'un homme, son envie, etc., qui nous étonne. Ensuite, si nous sommes étonnés de la prudence, de l'industrie, etc., d'un homme que nous aimons, notre Amour par cela même _(par la [Prop. 12](312))_ sera plus grand, et nous appelons _Ferveur_ cet Amour joint à l'Étonnement ou à la Vénération. Nous pouvons aussi concevoir de cette manière la Haine, l'Espoir, la Sécurité et d'autres affections se joignant à l'Étonnement et nous pourrons déduire ainsi plus d'Affections qu'on n'a coutume d'en désigner par les mots reçus. D'où il apparaît que l'usage ordinaire des Affections plus que leur connaissance attentive a fait inventer ces noms. \nÀ l'Étonnement s'oppose le _Mépris_ dont la cause est toutefois généralement la suivante : nous voyons que quelqu'un s'étonne d'une chose, l'aime, la craint, etc., ou encore une chose paraît au premier aspect semblable à celles dont nous nous étonnons, que nous aimons, craignons, etc., et nous sommes ainsi déterminés _(par la [Prop. 15](315) avec son [Coroll.](315c) et la [Prop. 27](327))_ à nous étonner de cette chose, à l'aimer, la craindre ; mais, si par sa présence ou sa considération plus attentive nous sommes contraints de nier d'elle tout ce qui peut être cause d'Étonnement, d'Amour, de Crainte, etc., alors l'Âme demeure déterminée par la présence même de la chose à penser à ce qui n'est pas dans l'objet plutôt qu'à ce qui s'y trouve, tandis qu'au contraire la présence d'un objet fait penser d'ordinaire principalement à ce qui s'y trouve. De même maintenant que la Ferveur naît de l'Étonnement causé par une chose que nous aimons, la Dérision naît du Mépris de la chose que nous haïssons ou craignons, et le Dédain du Mépris de la sottise, comme la Vénération, naît de l'Étonnement de la prudence. Nous pouvons enfin concevoir l'Amour, l'Espoir, la Gloire et d'autres Affections se joignant au Mépris et déduire encore de là de nouvelles Affections que nous n'avons accoutumé de distinguer des autres par aucun vocable." - } - ] - }, - { - "id": "353", - "title": "PROPOSITION 53", - "text": "_Quand l'Âme se considère elle-même et considère sa puissance d'agir, elle est joyeuse ; et d'autant plus qu'elle s'imagine elle-même et imagine sa puissance d'agir plus distinctement._", - "childs": [ - { - "id": "353d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'homme ne se connaît pas lui-même, sinon par les affections de son Corps et leurs idées _(par les Prop. [19](219) et [23](223), p. II)_. Quand donc il arrive que l'Âme peut se considérer elle-même, par cela même elle est supposée passer à une perfection plus grande, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ elle est supposée être affectée de Joie, et d'autant plus qu'elle s'imagine elle-même et imagine sa puissance d'agir plus distinctement. CQFD." - }, - { - "id": "353c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Cette joie est de plus en plus alimentée à mesure que l'homme imagine davantage qu'il est loué par d'autres. Car plus il imagine qu'il est loué par d'autres, plus grande est la Joie dont il imagine que les autres sont affectés par lui, et cela avec l'accompagnement de l'idée de lui-même _(par le [Scol. de la Prop. 29](329sc))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 27](327))_ lui-même est affecté d'une Joie plus grande qu'accompagne l'idée de lui-même." - } - ] - }, - { - "id": "354", - "title": "PROPOSITION 54", - "text": "_L'Âme s'efforce d'imaginer cela seulement qui pose sa propre puissance d'agir._", - "childs": [ - { - "id": "354d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'effort de l'Âme ou sa puissance est l'essence même de cette Âme _(par la [Prop. 7](307))_ ; or l'essence de l'Âme _(comme il est connu de soi)_ affirme cela seulement que l'Âme est et peut ; mais non ce qu'elle n'est pas et ne peut pas ; et ainsi elle s'efforce d'imaginer cela seulement qui affirme ou pose sa propre puissance d'agir. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "355", - "title": "PROPOSITION 55", - "text": "_Quand l'Âme imagine son impuissance, elle est contristée par cela même._", - "childs": [ - { - "id": "355d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'essence de l'Âme affirme cela seulement que l'Âme est et peut, autrement dit il est de la nature de l'Âme d'imaginer seulement ce qui pose sa puissance d'agir _(par la [Prop. précéd.](354))_. Quand donc nous disons que l'Âme, tandis qu'elle se considère elle-même, imagine son impuissance, nous ne disons rien d'autre sinon que, tandis que l'Âme s'efforce d'imaginer quelque chose qui pose sa puissance d'agir, cet effort qu'elle fait est réduit, autrement dit _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ qu'elle est contristée. CQFD." - }, - { - "id": "355c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Cette tristesse est de plus en plus alimentée, si on imagine qu'on est blâmé par d'autres ; ce qui se démontre de la même manière que le [Coroll. de la Prop. 53](353c)." - }, - { - "id": "355c1sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette tristesse qu'accompagne l'idée de notre faiblesse s'appelle _Humilité_. La Joie qui naît de la considération de nous, _Amour-propre_ ou _Contentement de soi_. Et comme elle se renouvelle toutes les fois que l'homme considère ses propres vertus ou sa puissance d'agir, il arrive par là que chacune s'empresse à narrer ses faits et gestes et à étaler les forces tant de son corps que de son esprit et que pour cette cause les hommes sont insupportables les uns aux autres. Et de là encore il suit que les hommes sont de nature envieux _(voir le [Scol. de la Prop. 24](324sc) et le [Scol. de la Prop. 32](332sc))_, c'est-à-dire qu'ils s'épanouissent de la faiblesse de leurs pareils et se contristent de leur vertu. Toutes les fois en effet que l'on imagine ses propres actions, on est affecté de Joie _(par la [Prop. 53](353))_ et d'autant plus que les actions semblent exprimer plus de perfection et qu'on les imagine plus distinctement ; c'est-à-dire _(par ce qui est dit dans le [Scol. 1 de la Prop. 40](240sc1), p. II)_ qu'on peut davantage les distinguer des autres et les considérer comme des choses singulières. C'est pourquoi on sera épanoui au plus haut point par la considération de soi-même quand on considère en soi quelque chose que l'on nie des autres. Mais, si l'on rapporte à l'idée générale de l'homme ou de l'être vivant ce qu'on affirme de soi, on ne s'épanouira pas autant ; et l'on sera contristé, au contraire, si l'on imagine que ses actions comparées à celles des autres sont plus faibles. On s'efforcera d'ailleurs d'écarter cette Tristesse _(par la [Prop. 28](328))_, et cela en interprétant faussement les actions de ses pareils ou en ornant les siennes autant qu'on peut. Il apparaît donc que les hommes sont de nature enclins à la Haine et à l'Envie, à quoi s'ajoute encore l'éducation. Car les parents ont accoutumé d'exciter leurs enfants à la vertu par le seul aiguillon de l'honneur et de l'Envie. Il reste cependant peut-être un motif d'hésiter parce qu'il n'est point rare que nous admirions les vertus des hommes et les vénérions eux-mêmes. Pour l'écarter j'ajouterai le corollaire suivant." - }, - { - "id": "355c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Nul ne porte envie pour sa vertu à un autre qu'à un pareil." - }, - { - "id": "355c2d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'Envie est la Haine elle-même _(voir le [Scol. de la Prop. 24](324sc))_, c'est-à-dire une Tristesse _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_, en d'autres termes _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ une Affection par laquelle la puissance d'agir d'un homme ou son effort est réduit. Mais l'homme _(par le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ ne s'efforce vers une action et ne désire la faire que si elle peut suivre de sa nature telle qu'elle est donnée ; donc l'homme ne désirera pas qu'aucune puissance d'agir ou (ce qui revient au même) qu'aucune vertu soit affirmée de lui, si elle appartient en propre à la nature d'un autre et est étrangère à la sienne ; et ainsi son Désir ne peut être réduit, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ qu'il ne peut être contristé parce qu'il considère quelque vertu dans un être dissemblable, et conséquemment il ne peut lui porter envie. Mais il portera envie à son pareil qui est supposé de même nature que lui. CQFD." - }, - { - "id": "355c2sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Puis donc que nous vénérons un homme, disions-nous plus haut dans le [Scolie de la Prop. 52](352sc), parce que nous voyons avec étonnement sa prudence, son courage, etc., cela a lieu _(comme le montre la [Prop. préc.](355))_ parce que nous imaginons que ces vertus lui appartiennent de façon singulière et n'en faisons pas des manières d'être communes de notre nature ; et de la sorte nous ne les lui envions pas plus qu'aux arbres la hauteur et aux lions le courage, etc." - } - ] - }, - { - "id": "356", - "title": "PROPOSITION 56", - "text": "_Il y a autant d'espèces de Joie, de Tristesse et de Désir et conséquemment de toutes les Affections qui en sont composées comme la Fluctuation de l'Âme, ou en dérivent comme l'Amour, la Haine, l'Espoir, la Crainte, etc., qu'il y a d'espèces d'objets par où nous sommes affectés._", - "childs": [ - { - "id": "356d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La Joie et la Tristesse et conséquemment les Affections qui en sont composées ou en dérivent, sont des passions _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ ; nous pâtissons d'ailleurs _(par la [Prop. 1](301))_ nécessairement en tant que nous avons des idées inadéquates et dans l'exacte mesure seulement où nous en avons _(par la [Prop. 3](303))_ ; c'est-à-dire _(voir les Scol. [1](240sc1) et [2](240sc2) de la Prop. 40, p. II)_ nous pâtissons dans la mesure seulement où nous imaginons, en d'autres termes _(voir la [Prop. 17](217), p. II, avec son [Scol.](217sc))_ où nous sommes affectés d'une affection qui enveloppe la nature de notre Corps et celle d'un corps extérieur. La nature donc de chaque passion doit être nécessairement expliquée de façon que s'exprime la nature de l'objet par où nous sommes affectés. Je dis que la Joie qui naît d'un objet, par exemple de A, enveloppe la nature de cet objet A, et que la Joie qui naît de l'objet B, enveloppe la nature de l'objet B ; et ainsi ces deux affections de Joie sont différentes par nature, naissant de causes de nature différente. De même aussi l'affection de Tristesse qui naît d'un objet est différente par nature de la Tristesse qui naît d'une autre cause, et il faut l'entendre ainsi de l'Amour, de la Haine, de l'Espoir, de la Crainte, de la Fluctuation de l'âme et, par suite, il y a nécessairement autant d'espèces de Joie, de Tristesse, d'Amour, de Haine que d'espèces d'objets par où nous sommes affectés. Quant au Désir, il est l'essence même de chacun, ou sa nature, en tant qu'il est conçu comme déterminé à faire quelque chose par sa constitution telle qu'elle est donnée _(voir le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ ; dès lors donc que chacun est affecté par des causes extérieures de telle ou telle espèce de Joie, de Tristesse, d'Amour, de Haine, c'est-à-dire dès lors que sa nature est constituée de telle façon ou de telle autre, son Désir sera nécessairement tel ou tel, et la nature d'un Désir différera de celle d'un autre Désir autant que les affections d'où ils naissent diffèrent entre elles. Il y a donc autant d'espèces de Désir que de Joie, de Tristesse, d'Amour, etc., et conséquemment _(par ce qui a été montré déjà)_ qu'il y a d'espèces d'objets par où nous sommes affectés. CQFD." - }, - { - "id": "356sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Parmi ces espèces d'affections, qui _(par la [Prop. précéd.](356))_ doivent être très nombreuses, les notoires sont la _Gourmandise_, l'_Ivrognerie_, la _Lubricité_ l'_Avarice_ et l'_Ambition_, lesquelles ne sont que des désignations de l'Amour ou du Désir expliquant la nature de l'une et l'autre affections par les objets où elles se rapportent. Par Gourmandise, Ivrognerie, Lubricité, Avarice et Ambition, nous n'entendons rien d'autre en effet qu'un Amour ou un Désir immodéré de la chère, de la boisson, du coït, des richesses et de la gloire. De plus, ces affections, en tant que nous les distinguons des autres par l'objet où elles se rapportent, n'ont pas de contraires. Car la _Tempérance_ et la _Sobriété_ et enfin la _Chasteté_, que nous avons accoutumé d'opposer à la Gourmandise, à l'Ivrognerie et à la Lubricité, ne sont pas des affections ou des passions, mais manifestent la puissance de l'âme qui gouverne ces affections. Je ne peux d'ailleurs ici expliquer les autres espèces d'Affections (y en ayant autant que d'espèces d'objets) et, si même je le pouvais, cela n'est pas nécessaire. Car pour l'exécution de notre dessein qui est de déterminer les forces des affections et la puissance qu'a l'Âme sur elles, il nous suffit d'avoir une définition générale de chaque affection. Il nous suffit, dis-je, de connaître les propriétés communes des Affections et de l'Âme, pour pouvoir déterminer de quelle sorte et de quelle grandeur est la puissance de l'Âme pour gouverner et réduire les Affections. Bien qu'il y ait une grande différence entre telle et telle affection d'Amour, de Haine ou de Désir, par exemple, entre l'Amour qu'on a pour ses enfants et l'Amour qu'on a pour sa femme, nous n'avons donc pas besoin de connaître ces différences et de pousser plus outre l'étude de la nature et de l'origine des affections." - } - ] - }, - { - "id": "357", - "title": "PROPOSITION 57", - "text": "_Une affection quelconque de chaque individu diffère de l'affection d'un autre, autant que l'essence de l'un diffère de l'essence de l'autre._", - "childs": [ - { - "id": "357d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette proposition est évidente par l'[Axiome 1](213a1a) qui se voit après le Lemme 3 faisant suite à la Proposition 13, partie II. Nous la démontrerons, néanmoins, par les Définitions des trois affections primitives. \nToutes les affections se ramènent au Désir, à la Joie ou à la Tristesse comme le montrent les définitions que nous en avons données. Mais le Désir est la nature même ou l'essence de chacun _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ ; donc le Désir de chacun diffère du Désir d'un autre autant que la nature ou essence de l'un diffère de l'essence de l'autre. La Joie et la Tristesse, maintenant, sont des passions par lesquelles la puissance de chacun ou son effort pour persévérer dans son être, est accrue ou diminuée, secondée ou réduite _(par la [Prop. 11](311) avec son [Scol.](311sc))_. Mais par l'effort pour persévérer dans son être, en tant qu'il se rapporte à la fois à l'Âme et au Corps, nous entendons l'Appétit et le Désir _(voir le [Scol. de la Prop. 9](309sc)) _ ; donc la Joie et la Tristesse est le Désir même ou l'Appétit, en tant qu'il est accru ou diminué, secondé ou réduit par des causes extérieures, c'est à-dire _(par le même [Scol.](309sc))_ est la nature même de chacun et ainsi la Joie ou la Tristesse de l'un diffère de la Joie ou de la Tristesse d'un autre, autant aussi que la nature ou essence de l'un diffère de la nature ou essence de l'autre ; et conséquemment une affection quelconque de chaque individu diffère de l'affection d'un autre autant, etc. CQFD." - }, - { - "id": "357sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Il suit de là que les Affections des vivants que l'on dit privés de raison (nous ne pouvons douter en effet que les animaux ne sentent, une fois connue l'origine de l'Âme), diffèrent des affections des hommes autant que leur nature diffère de l'humaine. Le cheval et l'homme sans doute sont emportés par la Lubricité de procréer ; mais le premier par une Lubricité de cheval, le second par une Lubricité d'homme. De même aussi les Lubricités et les Appétits des insectes, des poissons et des oiseaux, doivent être différents les uns des autres. Bien que chaque individu vive dans le contentement et l'épanouissement de sa nature telle qu'elle est formée, cette vie dont chacun est content et cet épanouissement ne sont rien d'autre que l'idée ou l'âme de cet individu, et ainsi l'épanouissement de l'un diffère de l'épanouissement de l'autre autant que la nature ou essence de l'un diffère de la nature ou essence de l'autre. Enfin il suit de la Proposition précédente que la différence n'est pas petite entre l'épanouissement dont un ivrogne, par exemple, subit l'attrait, et l'épanouissement auquel est parvenu un Philosophe, ce que j'ai voulu faire observer en passant. Voilà pour ce qui concerne les affections qui se apportent à l'homme en tant qu'il est passif. Il me reste à ajouter quelques mots sur celles qui se rapportent à lui en tant qu'il est actif." - } - ] - }, - { - "id": "358", - "title": "PROPOSITION 58", - "text": "_Outre la Joie et le Désir qui sont des passions, il y a d'autres affections de Joie et de Désir qui se rapportent à nous en tant que nous sommes actifs._", - "childs": [ - { - "id": "358d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Quand l'Âme se conçoit elle-même et conçoit sa puissance d'agir, elle est joyeuse _(par la [Prop. 53](353))_ ; or l'Âme se considère nécessairement elle-même quand elle conçoit une idée vraie ou adéquate _(par la [Prop. 43](243), p. II)_. D'autre part, l'Âme conçoit certaines idées adéquates _(par le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_. Donc elle est joyeuse aussi dans la mesure où elle conçoit des idées adéquates, c'est-à-dire _(par la [Prop. 1](301))_ où elle est active. De plus, l'Âme, en tant qu'elle a des idées claires et distinctes, comme en tant qu'elle en a de confuses, s'efforce de persévérer dans son être _(par la [Prop. 9](309))_. Mais par effort nous entendons le Désir _(par le [Scol.](309sc) de cette même Prop.)_ ; donc le Désir se rapporte à nous en tant aussi que nous connaissons, c'est-à-dire _(par la [Prop. 1](301))_ en tant que nous sommes actifs. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "359", - "title": "PROPOSITION 59", - "text": "_Parmi toutes les affections qui se rapportent à l'Âme en tant qu'elle est active, il n'y en a point qui ne se ramènent à la Joie et au Désir._", - "childs": [ - { - "id": "359d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Toutes les affections se ramènent au Désir, à la Joie ou à la Tristesse, comme le montrent les définitions que nous en avons données. Mais par Tristesse nous entendons ce qui diminue ou réduit^[Je traduis _minuit vel coercet_ au lieu de _minuitur et coercetur_ que donne l'édition van Vloten et Land.] la puissance de penser de l'Âme _(par la [Prop. 11](311) avec son [Scol.](311sc))_, et ainsi, en tant que l'Âme est contristée, sa puissance de connaître, c'est-à-dire d'agir _(par la [Prop. 1](301))_, est diminuée ou contrariée. Il n'est donc point d'affections de Tristesse qui se puissent rapporter à l'Âme en tant qu'elle est active, mais seulement des affections de Joie et de Désir, y en ayant _(par la [Prop. précéd.](358))_ qui se rapportent à elle considérée comme telle. CQFD." - }, - { - "id": "359sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Je ramène à la _Force d'âme_ les actions qui suivent des affections se rapportant à l'Âme en tant qu'elle connaît, et je divise la Force d'âme en Fermeté et Générosité. Par _Fermeté_ j'entends _un Désir par lequel un individu s'efforce à se conserver en vertu du seul commandement de la Raison_. Par _Générosité_ j'entends un _Désir par lequel un individu s'efforce en vertu du seul commandement de la raison à assister les autres hommes et à établir entre eux et lui un lien d'amitié_. Je rapporte donc à la Fermeté ces actions qui ont pour but l'utilité de l'agent seulement, et à la Générosité celles qui ont aussi pour but l'utilité d'autrui. La Tempérance donc, la Sobriété et la Présence d'Esprit dans les périls, etc., sont des espèces de Fermeté ; la Modestie, la Clémence, etc., des espèces de Générosité. Je pense ainsi avoir expliqué et fait connaître par leurs premières causes les principales affections et fluctuations de l'âme qui naissent par la combinaison des trois affections primitives, savoir le Désir, la Joie et la Tristesse. On voit par cette exposition que nous sommes mus en beaucoup de manières par les causes extérieures, et que, pareils aux vagues de la mer, mues par des vents contraires, nous sommes ballottés, ignorant ce qui nous adviendra et quel sera notre destin. J'ai dit toutefois que j'ai fait connaître seulement les principaux conflits où l'âme est engagée, et non tous ceux qu'il peut y avoir. Continuant de suivre en effet la même voie que plus haut, nous pouvons montrer facilement que l'Amour se joint au Repentir, au Dédain, à la Honte, etc. Bien mieux, il est, je crois, établi pour chacun par ce qui précède que les affections peuvent se combiner entre elles de tant de manières, et que tant de variétés naissent de là, qu'on ne peut leur assigner aucun nombre. Mais il suffit à mon dessein d'avoir énuméré les principales ; pour celles que j'ai omises, elles seraient objet de curiosité plus que d'utilité. Il reste cependant à observer au sujet de l'Amour que, par une rencontre très fréquente, quand nous jouissons de la chose appétée, le Corps peut acquérir par cette jouissance un état nouveau, être par là autrement déterminé, de façon que d'autres images de choses soient éveillées en lui, et que l'Âme commence en même temps à imaginer autre chose et à désirer autre chose. Quand, par exemple, nous imaginons quelque chose, à la saveur de quoi nous avons accoutumé de prendre plaisir, nous désirons en jouir, c'est-à-dire en manger. Mais, tandis que nous en jouissons ainsi, l'estomac se remplit, et le Corps se trouve dans un autre état. Si donc, dans cette disposition nouvelle du Corps, l'image de ce même aliment se maintient parce qu'il est présent, et conséquemment aussi l'effort ou le Désir d'en manger, à ce désir ou effort s'opposera cet état nouveau et, par suite, la présence de l'aliment appété sera odieuse ; c'est là ce que nous appelons Dégoût et Lassitude. J'ai, en outre, négligé les troubles extérieurs affectant le Corps qui s'observent dans les affections, tels le tremblement, la pâleur, les sanglots, le rire, etc., parce qu'ils se rapportent au Corps uniquement sans aucune relation avec l'Âme. Je dois enfin faire au sujet des définitions des affections certaines observations, et pour cette raison je reproduirai ici avec ordre ces définitions, y insérant ce qui est à observer sur chacune." - } - ] - }, - { - "title":"DÉFINITIONS DES AFFECTIONS.", - "type":"title" - }, - { - "id": "3ad1", - "title": "I.", - "text": "Le _Désir_ est l'essence même de l'homme en tant qu'elle est conçue comme déterminée à faire quelque chose par une affection quelconque donnée en elle.", - "childs": [ - { - "id": "3ad1e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Nous avons dit plus haut, dans le [Scolie de la Proposition 9](309sc), que le Désir est l'appétit avec conscience de lui-même ; et que l'appétit est l'essence même de l'homme en tant qu'elle est déterminée à faire les choses servant à sa conservation. Mais j'ai fait observer dans ce même [Scolie](309sc) que je ne reconnais, en réalité, aucune différence entre l'appétit de l'homme et le Désir. Que l'homme, en effet, ait ou n'ait pas conscience de son appétit, cet appétit n'en demeure pas moins le même ; et ainsi, pour ne pas avoir l'air de faire une tautologie, je n'ai pas voulu expliquer le Désir par l'appétit, mais je me suis appliqué à le définir de façon à y comprendre tous les efforts de la nature humaine que nous désignons par les mots d'appétit, de volonté, de désir, ou d'impulsion. Je pouvais dire que le Désir est l'essence même de l'homme en tant qu'elle est conçue comme déterminée à faire quelque chose, mais il ne suivrait pas de cette définition _(par la [Prop. 23](223), p. II)_ que l'Âme pût avoir conscience de son Désir ou de son appétit. Donc, pour que la cause de cette conscience fût enveloppée dans ma définition, il m'a été nécessaire _(par la même [Prop.](223))_ d'ajouter, _en tant qu'elle est déterminée par une affection quelconque donnée en elle_, etc. Car par une affection de l'essence de l'homme, nous entendons toute disposition de cette essence, qu'elle soit innée ou acquise^[J'ajoute au texte de Land les mots _sive adventicia_, nécessaires au sens, et dont l'équivalent hollandais se trouve dans la traduction de Glazemaker.], qu'elle se conçoive par le seul attribut de la Pensée ou par le seul attribut de l'Étendue, ou enfin se rapporte à la fois aux deux. J'entends donc par le mot de Désir tous les efforts, impulsions, appétits et volitions de l'homme, lesquels varient suivant la disposition variable d'un même homme et s'opposent si bien les uns aux autres que l'homme est traîné en divers sens et ne sait où se tourner." - } - ] - }, - { - "id": "3ad2", - "title": "II.", - "text": "La _Joie_ est le passage de l'homme d'une moindre à une plus grande perfection.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad3", - "title": "III.", - "text": "La _Tristesse_ est le passage de l'homme d'une plus grande à une moindre perfection.", - "childs": [ - { - "id": "3ad3e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Je dis passage. Car la Joie n'est pas la perfection elle-même. Si en effet l'homme naissait avec la perfection à laquelle il passe, il la posséderait sans affection de Joie ; cela se voit plus clairement dans l'affection de la Tristesse qui lui est opposée. Que la Tristesse en effet consiste dans un passage à une perfection moindre et non dans la perfection moindre elle-même, nul ne peut le nier, puisque l'homme ne peut être contristé en tant qu'il a part à quelque perfection. Et nous ne pouvons pas dire que la Tristesse consiste dans la privation d'une perfection plus grande, car une privation n'est rien. L'affection de Tristesse est un acte et cet acte ne peut, en conséquence, être autre chose que celui par lequel on passe à une perfection moindre, c'est-à-dire l'acte par lequel est diminuée ou réduite la puissance d'agir de l'homme _(voir le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_. J'omets, en outre, les définitions de la Gaieté, du Chatouillement, de la Mélancolie et de la Douleur, parce que ces affections se rapportent éminemment au Corps et ne sont que des espèces de Joie ou de Tristesse." - } - ] - }, - { - "id": "3ad4", - "title": "IV.", - "text": "Il y a _Étonnement_ quand à l'imagination d'une chose l'Âme demeure attachée, parce que cette imagination singulière n'a aucune connexion avec les autres. _(Voir la [Prop. 52](352) avec son [Scol.](352sc))_", - "childs": [ - { - "id": "3ad4e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Dans le [Scolie de la Proposition 18](218sc), Partie II, nous avons montré pour quelle cause l'Âme passe aussitôt de la considération d'une chose à la pensée d'une autre, savoir parce que les images de ces choses sont enchaînées entre elles et ordonnées de façon que l'une suive l'autre ; or on ne peut concevoir qu'il en soit ainsi quand l'image de la chose est nouvelle, mais alors l'Âme sera retenue dans la considération de cette chose jusqu'à ce qu'elle soit déterminée par d'autres causes à penser à d'autres. Considérée en elle-même, l'imagination d'une chose nouvelle est donc de même nature que les autres et, pour ce motif, je ne range pas l'Étonnement au nombre des affections, et je ne vois pas de motif pour le faire, puisque, si l'Âme est distraite de toute autre pensée, cette distraction qu'elle subit ne provient d'aucune cause positive, mais seulement de l'absence d'une cause qui de la considération d'une certaine chose la détermine à penser à d'autres. \nJe reconnais donc seulement trois affections primitives ou fondamentales _(comme dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_, savoir celles de la Joie, de la Tristesse et du Désir ; et, si j'ai dit quelques mots de l'Étonnement, c'est parce que l'usage s'est établi de désigner certaines affections dérivant des trois primitives par d'autres noms, quand elles se rapportent à des objets qui nous étonnent ; pour le même motif je joindrai ici la définition du Mépris." - } - ] - }, - { - "id": "3ad5", - "title": "V.", - "text": "Il y a _Mépris_ quand, par l'imagination d'une chose, l'Âme est si peu touchée que la présence de cette chose soit pour elle un motif d'imaginer ce qui ne s'y trouve pas, plutôt que ce qui s'y trouve. _Voir le [Scol. de la Prop. 52](352sc)_. \nJe laisse ici de côté la définition de la Vénération et du Dédain, parce que nulles affections, que je sache, ne tirent de là leur nom.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad6", - "title": "VI.", - "text": "L'_Amour_ est une Joie qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure.", - "childs": [ - { - "id": "3ad6e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Cette Définition explique assez clairement l'essence de l'_Amour_ ; pour celle des Auteurs qui définissent l'_Amour_ comme _la volonté qu'a l'amant de se joindre à la chose aimée_, elle n'exprime pas l'essence de l'Amour mais sa propriété, et, n'ayant pas assez bien vu l'essence de l'Amour, ces Auteurs n'ont pu avoir non plus aucun concept clair de sa propriété ; ainsi est-il arrivé que leur définition a été jugée extrêmement obscure par tous. Il faut observer, toutefois, qu'en disant que cette propriété consiste dans la volonté qu'a l'amant de se joindre à la chose aimée, je n'entends point par volonté un consentement, ou une délibération, c'est-à-dire un libre décret (nous avons démontré par la [Proposition 48](248), Partie II, que c'était là une chose fictive), non pas même un Désir de se joindre à la chose aimée quand elle est absente, ou de persévérer dans sa présence quand elle est là ; l'amour peut se concevoir en effet sans l'un ou sans l'autre de ces Désirs ; mais par volonté j'entends le Contentement qui est dans l'amant à cause de la présence de la chose aimée, contentement par où la Joie de l'amant est fortifiée ou au moins alimentée." - } - ] - }, - { - "id": "3ad7", - "title": "VII.", - "text": "La _Haine_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure.", - "childs": [ - { - "id": "3ad7e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "On perçoit facilement ce qu'il faut observer ici, par ce qui a été dit dans l'Explication précédente. _Voir, en outre, le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad8", - "title": "VIII.", - "text": "L'_Inclination_ est une Joie qu'accompagne l'idée d'une chose qui est cause de Joie par accident.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad9", - "title": "IX.", - "text": "L'_Aversion_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une chose qui est cause de Tristesse par accident. _Voir au sujet de ces affections le [Scol. de la Prop. 15](315sc)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad10", - "title": "X.", - "text": "La _Ferveur_ est l'Amour à l'égard de celui qui nous étonne.", - "childs": [ - { - "id": "3ad10e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Nous avons montré, [Proposition 52](352), que l'Étonnement naît de la nouveauté d'une chose. Si donc il arrive que nous imaginions souvent ce qui nous étonne, nous cesserons de nous étonner ; nous voyons donc que l'affection de la Ferveur peut aisément dégénérer en Amour simple." - } - ] - }, - { - "id": "3ad11", - "title": "XI.", - "text": "La _Dérision_ est une Joie née de ce que nous imaginons qu'il se trouve quelque chose à mépriser dans une chose que nous haïssons^[L'édition Land porte _quod contemnimus in re, quam odimus, ei inesse imaginamur_. Je supprime un mot et modifie la ponctuation de cette définition.].", - "childs": [ - { - "id": "3ad11e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "En tant que nous méprisons la chose que nous haïssons, nous nions d'elle l'existence _(voir le [Scol. de la Prop. 52](352sc))_, et dans cette mesure nous sommes joyeux _(par la [Prop. 20](320))_. Mais, puisque nous supposons que l'homme a cependant en haine l'objet de sa dérision, il suit de là que cette Joie n'est pas solide. _Voir le [Scol. de la Prop. 47](347sc)_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad12", - "title": "XII.", - "text": "L'_Espoir_ est une Joie inconstante née de l'idée d'une chose future ou passée de l'issue de laquelle nous doutons en quelque mesure.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad13", - "title": "XIII.", - "text": "La _Crainte_ est une Tristesse inconstante née de l'idée d'une chose future ou passée de l'issue de laquelle nous doutons en quelque mesure. _Voir sur ces affections le [Scol. 2 de la Prop. 18](318sc2)_.", - "childs": [ - { - "id": "3ad13e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Il suit de ces définitions qu'il n'y a pas d'Espoir sans Crainte ni de Crainte sans Espoir. Qui est en suspens dans l'Espoir, en effet, et dans le doute au sujet de l'issue d'une chose, est supposé imaginer quelque chose qui exclut l'existence d'un événement futur ; en cela donc il est contristé _(par la [Prop. 19](319))_, et conséquemment, tandis qu'il est en suspens dans l'Espoir, il craint que l'événement ne soit pas. Qui, au contraire, est dans la Crainte, c'est-à-dire dans le doute au sujet de l'issue d'une chose qu'il hait, imagine aussi quelque chose qui exclut l'existence d'un événement ; et ainsi _(par la [Prop. 20](320))_ il est joyeux et, en cela, a donc l'Espoir que l'événement ne soit pas." - } - ] - }, - { - "id": "3ad14", - "title": "XIV.", - "text": "La _Sécurité_ est une Joie née de l'idée d'une chose future ou passée au sujet de laquelle il n'y a plus de cause de doute.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad15", - "title": "XV.", - "text": "Le _Désespoir_ est une Tristesse née de l'idée d'une chose future ou passée au sujet de laquelle il n'y a plus de cause de doute.", - "childs": [ - { - "id": "3ad15e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "La Sécurité donc naît de l'Espoir, et le Désespoir de la Crainte, quand il n'y a plus de cause de doute au sujet de l'issue d'une chose ; cela vient de ce que l'homme imagine comme étant là la chose passée ou future et la considère comme présente, ou de ce qu'il en imagine d'autres excluant l'existence de celles qui avaient mis le doute en lui. Bien que, en effet, nous ne puissions jamais être certains de l'issue des choses singulières _(par le [Coroll. de la Prop. 31](331c), p. II)_, il arrive cependant que nous n'en doutions pas. Autre chose, en effet, nous l'avons montré _(voir le [Scol. de la Prop. 49](249sc), p. II)_ est ne pas douter d'une chose, autre chose en avoir la certitude ; il peut arriver ainsi que par l'image d'une chose passée ou future nous soyons affectés de la même affection de Joie ou de Tristesse que par l'image d'une chose présente, comme nous l'avons démontré dans la [Proposition 18](318), où nous renvoyons ainsi qu'à ses Scolies^[Je traduis le pluriel _Scholiis_ au lieu du singulier _Scholio_ que donne l'édition van Vloten et Land.] [1](318sc1) [2](318sc2)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad16", - "title": "XVI.", - "text": "L'_Épanouissement_ est une Joie qu'accompagne l'idée d'une chose passée arrivée inespérément.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad17", - "title": "XVII.", - "text": "Le _Resserrement de conscience_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une chose passée arrivée contrairement à notre espoir.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad18", - "title": "XVIII.", - "text": "La _Commisération_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'un mal arrivé à un autre que nous imaginons être semblable à nous. _Voir le [Scol. de la Prop. 22](322sc) et [Scol. de la Prop. 27](327sc)._", - "childs": [ - { - "id": "3ad18e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Entre la Commisération et la Miséricorde il ne paraît y avoir aucune différence, sinon peut-être que la Commisération a rapport à une affection singulière, la Miséricorde à une disposition habituelle à l'éprouver." - } - ] - }, - { - "id": "3ad19", - "title": "XIX.", - "text": "La _Faveur_ est un Amour envers quelqu'un qui a fait du bien à un autre.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad20", - "title": "XX.", - "text": "L'_Indignation_ est une Haine envers quelqu'un qui a fait du mal à un autre.", - "childs": [ - { - "id": "3ad20e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Je sais que ces mots ont dans l'usage ordinaire un autre sens. Mais mon dessein est d'expliquer la nature des choses et non le sens des mots, et de désigner les choses par des vocables dont le sens usuel ne s'éloigne pas entièrement de celui où je les emploie, cela soit observé une fois pour toutes. Pour la cause de ces affections je renvoie, en outre, au [Corollaire 1 de la Proposition 27](327c1) et au [Scolie de la Proposition 22](322sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad21", - "title": "XXI.", - "text": "La _Surestime_ consiste à faire de quelqu'un par Amour plus de cas qu'il n'est juste.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad22", - "title": "XXII.", - "text": "La _Mésestime_ consiste à faire de quelqu'un par Haine moins de cas qu'il n'est juste.", - "childs": [ - { - "id": "3ad22e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "La Surestime est donc un effet ou une propriété de l'Amour ; la Mésestime, de la Haine ; la Surestime peut donc être définie comme étant l'_Amour_ en tant _qu'il affecte l'homme de telle sorte qu'il fasse de la chose aimée plus de cas qu'il n'est juste_, et au contraire la _Mésestime_ comme étant _la Haine en tant qu'elle affecte l'homme de telle sorte qu'il fasse de celui qu'il a en haine moins de cas qu'il n'est juste. Voir sur ces affections le [Scol. de la Prop. 26](326sc)._" - } - ] - }, - { - "id": "3ad23", - "title": "XXIII.", - "text": "L'_Envie_ est la Haine en tant qu'elle affecte l'homme de telle sorte qu'il soit contristé par la félicité d'autrui et au contraire s'épanouisse du mal d'autrui.", - "childs": [ - { - "id": "3ad23e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "A l'Envie s'oppose communément la Miséricorde, qui peut donc, en dépit du sens du mot, se définir ainsi." - } - ] - }, - { - "id": "3ad24", - "title": "XXIV.", - "text": "La _Miséricorde_ est l'Amour en tant qu'il affecte l'homme de telle sorte qu'il s'épanouisse du bien d'autrui et soit contristé par le mal d'autrui.", - "childs": [ - { - "id": "3ad24e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Voir, en outre, sur l'Envie le [Scol. de la Proposition 24](324sc) et le [Scol. de la Prop. 32](332sc). Telles sont les affections de Joie et de Tristesse qu'accompagne l'idée d'une chose extérieure comme cause ou par elle-même ou par accident. Je passe aux affections qu'accompagne comme cause l'idée d'une chose intérieure." - } - ] - }, - { - "id": "3ad25", - "title": "XXV.", - "text": "Le _Contentement de soi_ est une Joie née de ce que l'homme se considère lui-même et sa puissance d'agir.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad26", - "title": "XXVI.", - "text": "L'_Humilité_ est une Tristesse née de ce que l'homme considère son impuissance ou sa faiblesse.", - "childs": [ - { - "id": "3ad26e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Le Contentement de soi s'oppose à l'Humilité en tant que nous entendons par lui une Joie née de ce que nous considérons notre puissance d'agir mais, en tant que nous entendons par Contentement de soi une Joie qu'accompagne l'idée d'une chose que nous croyons avoir faite par un libre décret de l'Âme, il s'oppose au Repentir que nous définissons ainsi." - } - ] - }, - { - "id": "3ad27", - "title": "XXVII.", - "text": "Le _Repentir_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une chose que nous croyons avoir faite par un libre décret de l'Âme.", - "childs": [ - { - "id": "3ad27e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Nous avons montré les causes de ces affections dans le [Scol. de la Prop. 51](351sc), dans les Prop. [53](353), [54](354) et [55](355) et le [Scol.](355c1sc) de cette dernière. Sur le libre décret de l'Âme, voir le [Scol. de la Prop. 35](235sc), partie II. Il faut, en outre, noter ici qu'il n'est pas étonnant qu'en général tous les actes coutumièrement appelés _mauvais_ soient suivis de Tristesse, et ceux qu'on dit droits de Joie. Cela dépend au plus haut point de l'éducation, comme on le connaît facilement par ce qui précède. Les parents, en effet, désapprouvant les premiers et faisant à leurs enfants de fréquents reproches à leur sujet, les exhortant aux seconds au contraire et les louant, ont fait que des émois de Tristesse fussent joints aux uns et des mouvements de Joie aux autres. \nCela est confirmé par l'expérience. Car la coutume et la Religion n'est point partout la même, mais au contraire ce qui est sacré pour les uns est pour les autres profane, et ce qui est honnête chez les uns, vilain chez les autres. Suivant donc que chacun a été élevé, il se repent de telle chose faite par lui ou s'en glorifie." - } - ] - }, - { - "id": "3ad28", - "title": "XXVIII.", - "text": "L'_Orgueil_ consiste à faire de soi-même par Amour plus de cas qu'il n'est juste.", - "childs": [ - { - "id": "3ad28e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "L'orgueil diffère donc de la Surestime en ce que celle-ci se rapporte à un objet extérieur, l'Orgueil à l'homme même qui fait de lui plus de cas qu'il n'est juste. En outre, de même que la Surestime est un effet ou une propriété de l'Amour, l'Orgueil découle de l'Amour propre et peut donc se définir : l'_Amour de soi ou le Contentement de soi-même en tant qu'il affecte l'homme de telle sorte qu'il fasse de lui-même plus de cas qu'il n'est juste (voir le [Scol. de la Prop. 26](326sc))_. Il n'y a pas d'affection opposée à celle-là. Car personne, par haine de soi, ne fait de soi trop peu de cas ; et même personne ne fait de soi moins de cas qu'il n'est juste en tant qu'il imagine ne pouvoir ceci ou cela. Tout ce que l'homme imagine qu'il ne peut pas, en effet il l'imagine nécessairement, et est disposé par cette imagination de telle sorte qu'il ne puisse réellement pas faire ce qu'il imagine ne pas pouvoir. Car, aussi longtemps qu'il imagine ne pas pouvoir ceci ou cela, il n'est pas déterminé à le faire, et conséquemment il lui est impossible de le faire. Si, en revanche, nous avons égard à ce qui dépend de la seule opinion, nous pourrons concevoir qu'il arrive à un homme de faire de lui-même trop peu de cas ; il peut arriver en effet que quelqu'un, considérant tristement sa faiblesse, imagine que tous le méprisent, et cela alors que les autres ne pensent à rien moins qu'à le mépriser. Un homme peut encore faire de lui-même trop peu de cas, si dans le temps présent il nie de lui-même quelque chose relativement au temps futur, duquel il est incertain ; comme lorsqu'on nie que l'on puisse rien concevoir de certain ou que l'on puisse désirer ou faire autre chose que du mauvais et du vilain. Nous pouvons dire ensuite que quelqu'un fait de lui-même trop peu de cas quand nous le voyons, par crainte excessive de la honte, ne pas oser ce qu'osent ses pareils. Nous pouvons donc opposer à l'Orgueil cette affection que j'appellerai Mésestime de soi ; comme du Contentement de soi naît l'Orgueil en effet, la Mésestime de soi naît de l'Humilité et peut donc se définir ainsi :" - } - ] - }, - { - "id": "3ad29", - "title": "XXIX.", - "text": "La _Mésestime de soi_ consiste à faire de soi par Tristesse moins de cas qu'il n'est juste.", - "childs": [ - { - "id": "3ad29e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Nous avons accoutumé, il est vrai, d'opposer à l'Orgueil l'Humilité, mais c'est qu'alors nous avons égard plutôt à leurs effets qu'à leur nature. Nous appelons orgueilleux en effet celui qui se glorifie trop _(voir le [Scol. de la Prop. 30](330sc))_, ne raconte de lui que ses vertus et que les vices des autres, veut être préféré à tous et se présente avec la même gravité et dans le même appareil que font habituellement les personnes placées fort au-dessus de lui. Nous appelons humble, au contraire, celui qui rougit facilement, avoue ses vices et raconte les vertus d'autrui, s'efface devant tous et va enfin la tête basse, négligeant de se parer. Ces affections, l'Humilité et la Mésestime de soi, veux-je dire, sont d'ailleurs très rares. Car la nature humaine, considérée en elle-même, leur oppose résistance le plus qu'elle peut _(voir les Prop. [13](313) et [54](354))_, et ainsi ceux que l'on croit être le plus pleins de mésestime d'eux-mêmes et d'humilité, sont généralement le plus pleins d'ambition et d'envie." - } - ] - }, - { - "id": "3ad30", - "title": "XXX.", - "text": "La _Gloire_ est une Joie qu'accompagne l'idée d'une action nôtre, que nous imaginons qui est louée par d'autres.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad31", - "title": "XXXI.", - "text": "La _Honte_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une action, que nous imaginons qui est blâmée par d'autres.", - "childs": [ - { - "id": "3ad31e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Voir sur ces affections le [Scolie de la Proposition 30](330sc). Mais il faut noter ici la différence qui est entre la Honte et la Pudeur. La Honte est une Tristesse qui suit une chose faite dont on rougit. La Pudeur est la Crainte ou la Peur de la Honte, par où l'homme est empêché de faire quelque chose de vilain. A la Pudeur on oppose d'ordinaire l'Impudence qui, en réalité, n'est pas une affection, je le montrerai en son lieu ; les noms des affections (j'en ai déjà fait l'observation) se rapportent à leur usage plus qu'à leur nature. J'ai ainsi fini d'expliquer les affections de Tristesse et de Joie que je m'étais proposé d'examiner. Je passe donc à celles que je ramène au Désir." - } - ] - }, - { - "id": "3ad32", - "title": "XXXII.", - "text": "Le _Souhait frustré_ est un Désir ou un Appétit de posséder une chose, qui est alimenté par le souvenir de cette chose et en même temps réduit par le souvenir d'autres choses qui excluent l'existence de celle où se porterait l'appétit.", - "childs": [ - { - "id": "3ad32e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Quand il nous souvient d'une chose, nous sommes par cela même disposés à la considérer dans le même sentiment dont nous serions affectés si elle était là présente ; mais cette disposition ou cet effort est le plus souvent, pendant la veille, inhibé par les images des choses excluant l'existence de celle dont il nous souvient. Quand donc nous nous rappelons une chose qui nous affecte d'un certain genre de Joie, nous nous efforçons par cela même avec la même affection de Joie à la considérer comme présente, et cet effort est aussitôt inhibé par le souvenir des choses qui excluent l'existence de la première. Le souhait frustré est donc en réalité une Tristesse qui s'oppose la Joie provenant de l'absence d'une chose que nous haïssons ; voir sur cette dernière le [Scolie de la Proposition 47](347sc). Comme toutefois le mot de _Souhait frustré_ semble être relatif à un désir, je ramène cette affection aux affections de Désir." - } - ] - }, - { - "id": "3ad33", - "title": "XXXIII.", - "text": "L'_Émulation_ est le Désir d'une chose qui est engendré en nous parce que nous imaginons que d'autres ont ce désir.", - "childs": [ - { - "id": "3ad33e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Qui fuit, qui a peur parce qu'il voit les autres fuir ou avoir peur, qui même, à la vue d'un autre homme se brûlant la main, retire la main et déplace son corps comme s'il s'était lui-même brûlé la main, nous disons qu'il imite l'affection d'autrui et non qu'il a de l'émulation ; ce n'est pas que nous sachions une cause de l'imitation différente de celle de l'émulation, mais l'usage a fait que nous appelions émule celui-là seul qui imite ce que nous jugeons honnête, utile ou agréable. Voir, du reste, sur la cause de l'Émulation la [Proposition 27](327) avec son [Scolie](327sc). Pour ce que maintenant à cette affection se joint le plus souvent de l'Envie, voir la [Proposition 32](332) avec son [Scolie](332sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad34", - "title": "XXXIV.", - "text": "La _Reconnaissance_ ou _Gratitude_ est un Désir ou un empressement d'Amour par lequel nous nous efforçons de faire du bien à qui nous en a fait affecté pareillement d'amour à notre égard. _Voir la [Prop. 39](339) avec le [Scol. de la Prop. 41](341sc)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad35", - "title": "XXXV.", - "text": "La _Bienveillance_ est un Désir de faire du bien à celui pour qui nous avons de la commisération. _Voir le [Scol. de la Prop. 27](327sc)._", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad36", - "title": "XXXVI.", - "text": "La _Colère_ est un Désir qui nous excite à faire du mal par Haine à celui que nous haïssons. _Voir la [Prop. 39](339)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad37", - "title": "XXXVII.", - "text": "La _Vengeance_ est un Désir qui nous excite à faire du mal par une Haine réciproque à qui, affecté du même sentiment à notre égard, nous a porté dommage. _Voir le [Coroll. 2 de la Prop. 40](340c2) avec son [Scolie](340sc)._", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad38", - "title": "XXXVIII.", - "text": "La _Cruauté_ ou _Férocité_ est un Désir qui excite^[Baensch, au lieu de _aliquis concitatur_ que je traduis, voudrait qu'on lût _concitamur_.] quelqu'un à faire du mal à celui que nous aimons ou qui nous inspire commisération.", - "childs": [ - { - "id": "3ad38e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "A la Cruauté s'oppose la Clémence qui n'est pas une passion, mais une puissance de l'âme qui modère la Colère et la Vengeance." - } - ] - }, - { - "id": "3ad39", - "title": "XXXIX.", - "text": "La _Peur_ est un Désir d'éviter un mal plus grand, que nous craignons, par un moindre. _Voir le [Scol. de la Prop. 39](339sc)_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad40", - "title": "XL.", - "text": "L'_Audace_ est un Désir qui excite quelqu'un à faire quelque action en courant un danger que ses pareils craignent d'affronter.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad41", - "title": "XLI.", - "text": "La _Pusillanimité_ se dit de celui dont le Désir est réduit par la peur d'un danger que ses pareils osent affronter.", - "childs": [ - { - "id": "3ad41e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "La Pusillanimité n'est donc rien d'autre que la Crainte d'un mal que la plupart n'ont pas accoutumé de craindre ; c'est pourquoi je ne la ramène pas aux affections de Désir. J'ai cependant voulu en donner ici l'explication parce qu'elle s'oppose réellement à l'affection de l'Audace, eu égard au Désir qu'elle réduit." - } - ] - }, - { - "id": "3ad42", - "title": "XLII.", - "text": "La _Consternation_ se dit de celui dont le Désir d'éviter un mal est réduit par l'étonnement du mal dont il a peur.", - "childs": [ - { - "id": "3ad42e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "La Consternation est donc une espèce de Pusillanimité. Mais, comme elle naît d'une Peur double, elle peut être définie plus commodément comme étant _la Crainte qui contient de telle sorte un homme frappé de stupeur ou flottant, qu'il ne puisse écarter le mal_. Je dis _frappé de stupeur_, en tant que nous concevons son Désir d'écarter le mal comme réduit par l'étonnement. Je dis _flottant_, en tant que nous concevons ce Désir comme réduit par la Peur d'un autre mal qui le tourmente également ; d'où vient qu'il ne sait lequel des deux détourner. Voir à ce sujet [Scol. de la Prop. 39](339sc) et [Scol. de la Prop. 52](352sc)_. En outre, sur la Pusillanimité et l'Audace, voir [Scol. de la Prop. 51](351sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad43", - "title": "XLIII.", - "text": "L'_Humanité_ ou la _Modestie_ est un Désir de faire ce qui plaît aux hommes et de ne pas faire ce qui leur déplaît.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad44", - "title": "XLIV.", - "text": "L'_Ambition_ est un Désir immodéré de gloire.", - "childs": [ - { - "id": "3ad44e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "L'Ambition est un Désir par lequel toutes les affections sont alimentées et fortifiées _(par les Prop. [27](327) et [31](331))_ ; par suite, cette affection peut difficilement être vaincue. Aussi longtemps en effet qu'un homme est possédé par un Désir, il est en même temps possédé par celui-là. Les _meilleurs_, dit Cicéron, _sont les plus sensibles à l'attrait de la gloire. Même les Philosophes qui écrivent des livres sur le mépris de la gloire y mettent leur nom, etc_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad45", - "title": "XLV.", - "text": "La _Gourmandise_ est un Désir immodéré, ou même un Amour, de la chère.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad46", - "title": "XLVI.", - "text": "L'_Ivrognerie_ est un Désir immodéré et un Amour de la boisson.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad47", - "title": "XVLII.", - "text": "L'_Avarice_ est un Désir immodéré et un Amour des richesses.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad48", - "title": "XLVIII.", - "text": "La _Lubricité_ est aussi un Désir et un Amour de l'union des corps.", - "childs": [ - { - "id": "3ad48e", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Que ce Désir du coït soit modéré ou ne le soit pas, on a coutume de l'appeler Lubricité. De plus, les cinq dernières affections _(comme je l'ai fait observer dans le [Scol. de la Prop. 56](356sc))_ n'ont pas de contraires. Car la Modestie est une espèce d'Ambition, comme on le voit dans le [Scol. de la Prop. 29](329sc). J'ai déjà fait observer que la Tempérance, la Sobriété et la Chasteté ne sont pas des passions, mais des puissances de l'Âme. Et bien qu'il puisse arriver qu'un homme avare, ambitieux ou peureux, s'abstienne des excès de table, de boisson ou de coït, l'Avarice cependant, l'Ambition et la Peur ne sont pas opposées à la gourmandise, à l'ivrognerie ou à la lubricité. Car l'avare souhaite la plupart du temps se^[L'addition de _se_ paraît nécessaire pour la correction.] gorger de nourriture et de boisson aux dépens d'autrui. L'ambitieux, pourvu qu'il ait l'espoir de n'être pas découvert, ne se modérera en rien et, s'il vit parmi des ivrognes et des lubriques, il sera, par son ambition même, plus enclin aux mêmes vices. Le peureux enfin fait ce qu'il ne veut pas. Encore bien qu'il jette à la mer ses richesses pour éviter la mort, il demeure avare ; et si le lubrique est triste de ne pouvoir se satisfaire, il ne cesse pas pour cela d'être lubrique. Et d'une manière générale ces affections ne concernent pas tant les actes mêmes de manger, boire, etc., que le Désir et l'Amour de ces actes. On ne peut donc rien opposer à ces affections, sinon la Générosité et la Fermeté d'âme dont nous parlerons plus tard. \nJe passe sous silence les définitions de la Jalousie et des autres fluctuations de l'Âme, tant parce qu'elles naissent d'une combinaison des affections déjà définies que parce que la plupart n'ont pas de noms ; ce qui montre qu'il suffit pour l'usage de la vie de les connaître en général. Il est d'ailleurs clair, par les Définitions des affections expliquées, que toutes naissent du Désir, de la Joie ou de la Tristesse, ou plutôt ne sont rien que ces trois qui toutes ont coutume d'être appelées de divers noms à cause des relations suivant lesquelles on les considère et de leurs dénominations extrinsèques. Si maintenant nous avons égard à ces affections primitives et à ce qui a été dit auparavant de la nature de l'Âme, nous pourrons définir comme il suit les Affections en tant qu'elles se rapportent à l'Âme seule." - } - ] - }, - { - "id": "3agd", - "title": "DÉFINITION GÉNÉRALE DES AFFECTIONS.", - "text": "Une Affection, dite Passion de l'Âme, est une idée confuse par laquelle l'Âme affirme une force d'exister de son Corps, ou d'une partie d'icelui, plus grande ou moindre qu'auparavant, et par la présence de laquelle l'Âme elle-même est déterminée à penser à telle chose plutôt qu'à telle autre.", - "childs": [ - { - "id": "3agde", - "type": "EXPLICATION", - "text": "Je dis en premier lieu qu'une Affection ou passion de l'âme est une _idée confuse_. Nous avons montré en effet que l'Âme est passive _(voir la [Prop. 3](303))_ en tant seulement qu'elle a des idées inadéquates ou confuses. Je dis ensuite _par laquelle l'Âme affirme une force d'exister de son Corps ou d'une partie d'icelui plus grande ou moindre qu'auparavant_. Toutes les idées de corps que nous avons, indiquent plutôt en effet l'état actuel de notre Corps _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_ que la nature du Corps extérieur ; et celle qui constitue la force d'une affection doit indiquer ou exprimer l'état qu'a le Corps ou une de ses parties, par suite de ce que sa puissance d'agir ou sa force d'exister est accrue ou diminuée, secondée ou réduite. On doit noter toutefois que, si je dis _force d'exister plus grande ou moindre qu'auparavant_, je n'entends point par là que l'Âme compare l'état présent du Corps avec le passé, mais que l'idée constituant la forme de l'affection affirme du Corps quelque chose qui enveloppe effectivement plus ou moins de réalité qu'auparavant. Et comme l'essence de l'Âme consiste _(par les Prop. [11](211) et [13](213), p. II)_ en ce qu'elle affirme l'existence actuelle de son Corps, et que par perfection nous entendons l'essence même d'une chose, il suit donc que l'Âme passe à une perfection plus grande ou moindre, quand il lui arrive d'affirmer de son Corps ou d'une partie d'icelui quelque chose qui enveloppe plus ou moins de réalité qu'auparavant. Quand donc j'ai dit plus haut que la puissance de penser de l'Âme était accrue ou diminuée, je n'ai rien voulu entendre, sinon que l'Âme avait formé de son Corps, ou d'une partie d'icelui, une idée exprimant plus ou moins de réalité qu'elle n'en avait précédemment affirmé de son Corps. Car on estime la valeur des idées et la puissance actuelle de penser suivant la valeur de l'objet. J'ai ajouté enfin que _par la présence de cette idée l'Âme est déterminée à penser à telle chose plutôt qu'à telle autre_, afin d'exprimer, outre la nature de la Tristesse ou de la Joie, celle aussi du Désir." - } - ] - }, - { - "title":"_Fin de la Troisième Partie_", - "type":"filet" - } - ] - }, - { - "index": 4, - "id": "p4", - "title": "_Quatrième Partie_, DE la Servitude de l'Homme _ou_ des FORCES des Affections.", - "enonces": [ - { - "id": "4pr", - "title": "PRÉFACE", - "text": "_J'appelle Servitude l'impuissance de l'homme à gouverner et réduire ses affections ; soumis aux affections, en effet, l'homme ne relève pas de lui-même, mais de la fortune, dont le pouvoir est tel sur lui que souvent il est contraint, voyant le meilleur, de faire le pire. Je me suis proposé, dans cette Partie, d'expliquer cet état par sa cause et de montrer, en outre, ce qu'il y a de bon et de mauvais dans les affections. Avant de commencer, toutefois, il convient de présenter quelques observations préliminaires sur la perfection et l'imperfection et sur le bien et le mal. \nQui a résolu de faire une chose et l'a parfaite, son œuvre est parfaite, non seulement à l'en croire, mais au jugement de quiconque sait droitement ou croit savoir la pensée de l'Auteur et son but. Si, par exemple, on voit une œuvre (que je suppose n'être pas achevée) et si l'on sait que le but de l'Auteur est d'édifier une maison, on dira que la maison est imparfaite, et parfaite au contraire sitôt qu'on la verra portée au point d'achèvement que son Auteur avait résolu de lui faire atteindre. Mais, si l'on voit une œuvre sans avoir jamais vu rien de semblable et qu'on ignore la pensée de l'artisan, certes on ne pourra savoir si elle est parfaite ou imparfaite. Telle paraît être la première signification de ces vocables. Quand, toutefois, les hommes eurent commencé de former des idées générales et de se représenter par la pensée des modèles de maisons, d'édifices, de tours, etc., comme aussi de préférer certains modèles à d'autres, il est advenu que chacun appela parfait ce qu'il voyait s'accorder avec l'idée générale formée par lui des choses de même sorte, et imparfait au contraire ce qu'il voyait qui était moins conforme au modèle conçu par lui, encore que l'artisan eût entièrement exécuté son propre dessein. Il ne paraît pas qu'il y ait d'autre raison pourquoi l'on nomme parfaites ou imparfaites les choses de la nature, c'est-à-dire non faites par la main de l'homme ; les hommes, en effet, ont accoutumé de former tant des choses naturelles que des produits de leur art propre, des idées générales, qu'ils tiennent pour des modèles ; ils croient que la Nature y a égard (suivant leur opinion elle n'agit jamais que pour une fin) et se les propose comme modèles. Lors donc qu'ils voient se faire, dans la Nature, quelque chose de peu conforme au modèle par eux conçu pour une chose de même sorte, ils croient que la Nature elle-même s'est trouvée en défaut ou a péché, et qu'elle a laissé imparfaite son œuvre. Ainsi voyons-nous les hommes appeler coutumièrement parfaites ou imparfaites les choses naturelles, plus en vertu d'un préjugé que par une vraie connaissance de ces choses. Nous l'avons montré en effet dans l'[Appendice](1app) de la Première Partie, la Nature n'agit pas pour une fin ; cet Être éternel et infini que nous appelons Dieu ou la Nature, agit avec la même nécessité qu'il existe. Car la même nécessité de nature par laquelle il existe, est celle aussi, nous l'avons fait voir_ ([Prop. 16](116), p. I), _par laquelle il agit. Donc la raison, ou la cause, pourquoi Dieu, ou la Nature, agit et pourquoi il existe est une et toujours la même. N'existant pour aucune fin, il n'agit donc aussi pour aucune ; et comme son existence, son action aussi n'a ni principe, ni fin. Ce qu'on appelle cause finale n'est d'ailleurs rien que l'appétit humain en tant qu'il est considéré comme le principe ou la cause primitive d'une chose. Quand, par exemple, nous disons que l'habitation a été la cause finale de telle ou telle maison, certes nous n'entendons rien d'autre sinon qu'un homme, ayant imaginé les avantages de la vie de maison, a eu l'appétit de construire une maison. L'habitation donc, en tant qu'elle est considérée comme une cause finale, n'est rien de plus qu'un appétit singulier, et cet appétit est en réalité une cause efficiente, considérée comme première, parce que les hommes ignorent communément les causes de leurs appétits. Ils sont en effet, je l'ai dit souvent, conscients de leurs actions et appétits, mais ignorants des causes par où ils sont déterminés à appéter quelque chose. Pour ce qu'on dit vulgairement, que la Nature est en défaut ou pèche parfois et produit des choses imparfaites, je le range au nombre des propos que j'ai examinés dans l'[Appendice](1app) de la Première Partie. La perfection donc et l'imperfection ne sont en réalité que des modes de penser, je veux dire des notions que nous avons accoutumé de forger parce que nous comparons entre eux les individus de même espèce ou de même genre ; à cause de quoi, j'ai dit plus haut_ ([Défin. 6](2d6), p. II) _que par perfection et réalité j'entendais la même chose. Nous avons coutume en effet de ramener tous les individus de la Nature à un genre unique appelé généralissime, autrement dit, à la notion de l'Être qui appartient à tous les individus de la Nature absolument. En tant donc que nous ramenons les individus de la Nature à ce genre et les comparons entre eux, et dans la mesure où nous trouvons que les uns ont plus d'entité ou de réalité que les autres, nous disons qu'ils sont plus parfaits les uns que les autres, et en tant que nous leur attribuons quelque chose qui, telle une limite, une fin, une impuissance, enveloppe une négation, nous les appelons imparfaits, parce qu'ils n'affectent pas notre Âme pareillement à ceux que nous appelons parfaits, et non parce qu'il leur manque quelque chose qui leur appartienne ou que la Nature ait péché. Rien en effet n'appartient à la nature d'une chose, sinon ce qui suit de la nécessité de la nature d'une cause efficiente, et tout ce qui suit de la nécessité de la nature d'une cause efficiente arrive nécessairement. \nQuant au bon et au mauvais, ils n'indiquent également rien de positif dans les choses, considérées du moins en elles-mêmes, et ne sont autre chose que des modes de penser ou des notions que nous formons parce que nous comparons les choses entre elles. Une seule et même chose peut être dans le même temps bonne et mauvaise et aussi indifférente. Par exemple la Musique est bonne pour le Mélancolique, mauvaise pour l'Affligé ; pour le Sourd, elle n'est ni bonne ni mauvaise. Bien qu'il en soit ainsi, cependant il nous faut conserver ces vocables. Désirant en effet former une idée de l'homme qui soit, comme un modèle de la nature humaine placé devant nos yeux, il nous sera utile de conserver ces vocables dans le sens que j'ai dit. J'entendrai donc par bon dans ce qui va suivre, ce que nous savons avec certitude qui est un moyen de nous rapprocher de plus en plus du modèle de la nature humaine que nous nous proposons. Par mauvais, au contraire, ce que nous savons avec certitude qui nous empêche de reproduire ce modèle. Nous dirons, en outre, les hommes plus ou moins parfaits, suivant qu'ils se rapprocheront plus ou moins de ce même modèle. Il faut l'observer avant tout en effet, si je dis que quelqu'un passe d'une moindre à une plus grande perfection, ou inversement, je n'entends point par là que d'une essence ou forme il se mue en une autre. Un cheval, par exemple, est détruit aussi bien s'il se mue en homme que s'il se mue en insecte ; c'est sa puissance d'agir, en tant qu'elle est ce qu'on entend par sa nature, que nous concevons comme accrue ou diminuée. Par perfection en général enfin j'entendrai, comme je l'ai dit, la réalité, c'est-à-dire l'essence d'une chose quelconque en tant qu'elle existe et produit quelque effet en une certaine manière, n'ayant nul égard à sa durée. Nulle chose singulière en effet ne peut être dite plus parfaite, pour la raison qu'elle a persévéré plus longtemps dans l'existence ; car la durée des choses ne peut être déterminée par leur essence, puisque l'essence des choses n'enveloppe aucun temps certain et déterminé d'existence, mais une chose quelconque, qu'elle soit plus ou moins parfaite, pourra persévérer toujours dans l'existence avec la même force par quoi elle a commencé d'exister, de sorte que toutes sont égales en cela._", - "childs": [] - }, - { - "title":"DÉFINITIONS", - "type":"title" - }, - { - "id": "4d1", - "title": "I.", - "text": "J'entendrai par bon ce que nous savons avec certitude nous être utile.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d2", - "title": "II.", - "text": "J'entendrai par mauvais, au contraire, ce que nous savons avec certitude empêcher que nous ne possédions un bien. \n \n(Sur les définitions précédentes voir la [préface](4pr) vers la fin.)", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d3", - "title": "III.", - "text": "J'appelle les choses singulières contingentes, en tant qu'ayant égard à leur seule essence, nous ne trouvons rien qui pose nécessairement leur existence ou l'exclue nécessairement.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d4", - "title": "IV.", - "text": "J'appelle les mêmes choses singulières possibles, en tant qu'ayant égard aux causes par où elles doivent être produites, nous ne savons si ces causes sont déterminées de façon à les produire. \n \nDans le [Scol. 1 de la Prop. 33](133sc1), p. I, je n'ai fait aucune différence entre le possible et le contingent, parce qu'il n'était pas nécessaire en cet endroit de les distinguer avec soin.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d5", - "title": "V.", - "text": "J'entendrai dans ce qui suit par affections contraires celles qui traînent l'homme dans des directions différentes, même si elles sont du même genre, comme la gourmandise et l'avarice qui sont des espèces d'amour ; elles sont contraires non par nature, mais par accident.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d6", - "title": "VI.", - "text": "J'ai expliqué dans les Scol. [1](318sc1) et [2](318sc2) de la Proposition 18, Partie III, ce que j'entends par affection à l'égard d'une chose future, présente et passée ; j'y renvoie. \n \nIl faut cependant noter ici, en outre, que, pas plus qu'une distance de lieu, nous ne pouvons imaginer distinctement une distance de temps au delà d'une certaine limite ; en d'autres termes, comme tous les objets distants de nous de plus de deux cents pieds, ou dont la distance du lieu où nous sommes, dépasse celle que nous imaginons distinctement, nous sont habituellement représentés par l'imagination à égale distance de nous comme s'ils étaient dans le même plan, de même aussi les objets dont nous imaginons que le temps d'existence est séparé du présent par un intervalle plus grand que celui que nous avons accoutumé d'imaginer distinctement, nous nous les représentons tous par l'imagination à égale distance du présent et nous les rapportons en quelque sorte à un même instant du temps.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d7", - "title": "VII.", - "text": "Par fin pour laquelle nous faisons quelque chose j'entends l'appétit.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d8", - "title": "VIII.", - "text": "Par vertu et puissance j'entends la même chose ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ la vertu, en tant qu'elle se rapporte à l'homme, est l'essence même ou la nature de l'homme en tant qu'il a le pouvoir de faire certaines choses se pouvant connaître par les seules lois de sa nature.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4a", - "title": "AXIOME", - "text": "Il n'est donné dans la Nature aucune chose singulière qu'il n'en soit donné une autre plus puissante et plus forte. Mais, si une chose quelconque est donnée, une autre plus puissante, par laquelle la première peut être détruite, est donnée.", - "childs": [] - }, - { - "id": "401", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_Rien de ce qu'une idée fausse a de positif n'est ôté par la présence du vrai, en tant que vrai._", - "childs": [ - { - "id": "401d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La fausseté consiste seulement dans la privation de connaissance qu'enveloppent les idées inadéquates _(par la [Prop. 35](235), p. II)_, et elles n'ont rien de positif à cause de quoi elles sont dites fausses _(par la [Prop. 33](233), p. II)_. Mais, au contraire, en tant qu'elles se rapportent à Dieu, elles sont vraies _(par la [Prop. 32](232), p. II)_. Si donc ce qu'une idée fausse a de positif était ôté par la présence du vrai en tant qu'il est vrai, une idée vraie serait ôtée par elle-même, ce qui _(par la [Prop. 4](304), p. III)_ est absurde. Donc rien de ce qu'une idée fausse, etc. CQFD." - }, - { - "id": "401sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Proposition se connaît plus clairement par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), Partie II. Car une imagination est une idée qui indique plutôt l'état du Corps humain que la nature du corps extérieur, non distinctement à la vérité, mais confusément ; par où il arrive que l'Âme est dite errer. Quand par exemple nous regardons le soleil, nous imaginons qu'il est distant de nous d'environ deux cents pieds ; en quoi nous nous trompons aussi longtemps que nous ignorons sa vraie distance ; mais, quand elle est connue, l'erreur certes est ôtée, mais non l'imagination, laquelle explique la nature du soleil en tant qu'elle affecte le corps ; et ainsi, bien que connaissant sa vraie distance, nous n'imaginerons pas moins qu'il est proche de nous. Comme nous l'avons dit en effet dans le [Scol. de la Prop. 35](235sc), Partie II, nous n'imaginons pas le soleil proche parce que nous ignorons sa vraie distance, mais parce que l'Âme conçoit la grandeur du soleil d'une façon qui est en rapport avec l'affection venue au Corps de lui. De même, quand les rayons du soleil, tombant sur la surface de l'eau, parviennent à nos yeux après réflexion, nous l'imaginons comme s'il était dans l'eau, encore que sachant le lieu où il est vraiment ; et les autres imaginations par où l'Âme est trompée, qu'elles indiquent l'état naturel du Corps, ou qu'elles indiquent soit un accroissement, soit une diminution de sa puissance d'agir, ne sont pas contraires au vrai et ne s'évanouissent pas par sa présence. Il arrive bien, quand nous avons à faux peur de quelque mal, que la peur s'évanouisse à l'ouïe d'une nouvelle vraie ; mais il arrive aussi, en revanche, quand nous avons peur d'un mal dont la venue est certaine, que la peur s'évanouisse aussi à l'ouïe d'une nouvelle fausse, et ainsi les imaginations ne s'évanouissent pas par la présence du vrai, en tant que vrai, mais parce qu'il s'en offre de plus fortes qui excluent l'existence présente des choses que nous imaginons, comme nous l'avons montré à la [Prop. 17](217), Partie II." - } - ] - }, - { - "id": "402", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_Nous pâtissons en tant que nous sommes une partie de la Nature qui ne peut se concevoir par soi sans les autres parties._", - "childs": [ - { - "id": "402d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous sommes dits passifs quand quelque chose se produit en nous de quoi nous ne sommes cause que partiellement _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 1](3d1), p. III)_ quelque chose qui ne peut être déduit des seules lois de notre nature. Nous pâtissons donc en tant que nous sommes une partie de la Nature qui ne peut se concevoir par soi sans les autres parties. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "403", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_La force avec laquelle l'homme persévère dans l'existence est limitée et surpassée infiniment par la puissance des causes extérieures._", - "childs": [ - { - "id": "403d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident, par l'[Axiome](4a) de cette Partie. Car, si un homme est donné, quelque autre chose plus puissante, disons A, est donnée, et si A est donné, quelque autre chose encore, disons B, plus puissante que A, et cela à l'infini ; par suite, la puissance de l'homme est limitée par celle d'une autre chose et infiniment surpassée par celle des causes extérieures, CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "404", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_Il est impossible que l'homme ne soit pas une partie de la Nature et ne puisse éprouver d'autres changements que ceux qui se peuvent connaître par sa seule nature et dont il est cause adéquate._", - "childs": [ - { - "id": "404d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La puissance par laquelle les choses singulières et conséquemment l'homme conservent leur être est la puissance même de Dieu ou de la Nature _(par le [Coroll. de la Prop. 24](124c), p. I)_, non en tant qu'elle est infinie, mais en tant qu'elle peut s'expliquer par une essence humaine actuelle _(par la [Prop. 7](307), p. III)_. Donc la puissance de l'homme, en tant qu'elle s'explique par son essence actuelle est une partie de la puissance infinie, c'est-à-dire de l'essence _(par la [Prop. 34](134), p. I)_, de Dieu ou de la Nature : ce qui était le premier point. Si maintenant il était possible que l'homme pût n'éprouver d'autres changements que ceux qui se peuvent connaître par la seule nature de l'homme lui-même, il s'ensuivrait _(par les Prop. [4](304) et [6](306), p. III)_ qu'il ne pourrait périr mais existerait toujours nécessairement ; et cela devrait suivre d'une cause dont la puissance fût finie ou infinie ; je veux dire ou bien de la seule puissance de l'homme, qui pourrait donc écarter de lui-même les autres changements pouvant venir de causes extérieures ; ou bien par la puissance infinie de la Nature dirigeant toutes les choses singulières de façon que l'homme pût éprouver ces changements seulement qui servent à sa conservation. Mais la première hypothèse est absurde _(par la [Prop. précéd.](403) dont la démonstration est universelle et peut être appliquée à toutes les choses singulières)_. Si donc il se pouvait que l'homme n'éprouvât d'autres changements que ceux qui se peuvent connaître par sa seule nature et conséquemment _(comme nous venons de le montrer)_ existât toujours, cela devrait suivre de la puissance infinie de Dieu ; et en conséquence _(par la [Prop. 16](116), p. I)_, de la nécessité de la nature divine, en tant qu'elle est considérée comme affectée de l'idée d'un homme, devrait se déduire tout l'ordre de la Nature conçue sous les attributs de l'Étendue et de la Pensée. Il suivrait de là _(par la [Prop. 21](121), p. I)_ que l'homme serait infini, ce qui _(par la première partie de cette démonstration)_ est absurde. Il est donc impossible que l'homme n'éprouve d'autres changements que ceux dont il est cause adéquate. CQFD." - }, - { - "id": "404c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que l'homme est nécessairement toujours soumis aux passions, suit l'ordre commun de la Nature et lui obéit, et s'y adapte autant que la nature des choses l'exige." - } - ] - }, - { - "id": "405", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_La force et la croissance d'une passion quelconque, et sa persévérance à exister, ne se définissent point par la puissance avec laquelle nous persévérons dans l'existence, mais par la puissance de la cause extérieure comparée à la nôtre._", - "childs": [ - { - "id": "405d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'essence d'une passion ne peut s'expliquer par notre seule essence _(par les Défin. [1](3d1) et [2](3d2), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ la puissance d'une passion ne peut se définir par la puissance avec laquelle nous persévérons dans notre être, mais _(comme nous l'avons montré [Prop. 16](216), p. II)_ doit se définir nécessairement par la puissance de la cause extérieure comparée à la nôtre. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "406", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_La force d'une passion ou d'une affection peut surpasser les autres actions de l'homme, ou sa puissance, de telle sorte que cette affection demeure attachée à l'homme._", - "childs": [ - { - "id": "406d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La force et la croissance d'une passion quelconque, et sa persévérance à exister, se définissent par la puissance de la cause extérieure comparée à la nôtre _(par la [Prop. précéd.](405))_ ; elle peut donc _(par la [Prop. 3](403))_ surpasser la puissance de l'homme, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "407", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_Une affection ne^[Le mot _nec_ manque dans l'édition van Vloten et Land.] peut être réduite ni ôtée sinon par une affection contraire, et plus forte que l'affection à réduire._", - "childs": [ - { - "id": "407d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une affection, en tant qu'elle se rapporte à l'Âme, est une idée par laquelle l'Âme affirme une force d'exister de son Corps plus grande ou moindre qu'auparavant _(par la [Définition générale des Affections](3agde)) à la fin de la Troisième Partie)_. Quand donc l'Âme est dominée par quelque affection, le Corps est affecté en même temps d'une affection qui accroît ou diminue sa puissance d'agir. En outre, cette affection du Corps _(par la [Prop. 5](405))_ reçoit de sa cause la force de persévérer dans son être ; elle ne peut donc être réduite ni ôtée, sinon par une cause corporelle _(par la [Prop. 6](206), p. II)_ qui affecte le Corps d'une affection contraire à elle (par la [Prop. 5](405), p. III) et plus forte (par l'[Axiome](4a)), et alors (par la [Prop. 12](212), p. II) l'Âme sera affectée^[Je traduis _afficietur_ au lieu du présent _afficitur_.] de l'idée d'une affection plus forte, et contraire à la première, c'est-à-dire _(par la [Défin. génér. des Affect.](3agde))_ que l'Âme éprouvera une affection plus forte, et contraire à la première, qui exclura ou ôtera l'existence de la première, et par suite une affection ne peut être ni ôtée ni réduite sinon par une affection contraire et plus forte. CQFD." - }, - { - "id": "407c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Une affection, en tant qu'elle se rapporte à l'âme, ne peut être réduite ni ôtée sinon par l'idée d'une affection du corps contraire à celle que nous éprouvons et plus forte qu'elle. Car une affection par laquelle nous pâtissons ne peut être réduite ni ôtée sinon par une affection plus forte qu'elle et contraire à elle _(par la [Prop. précéd.](407))_, c'est-à-dire _(par la [Défin. génér. des Affect.](3agde))_ par l'idée d'une affection du corps plus forte que celle dont nous pâtissons et contraire à elle." - } - ] - }, - { - "id": "408", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_La connaissance du bon et du mauvais n'est rien d'autre que l'affection de la Joie ou de la Tristesse, en tant que nous en avons conscience._", - "childs": [ - { - "id": "408d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous appelons bon ou mauvais ce qui est utile ou nuisible à la conservation de notre être _(par les Défin. [1](4d1) et [2](4d2))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ ce qui accroît ou diminue, seconde ou réduit notre puissance d'agir. En tant donc _(Défin. de la Joie et de la Tristesse, [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ que nous percevons qu'une chose nous affecte de Joie ou de Tristesse, nous l'appelons bonne ou mauvaise ; et ainsi la connaissance du bon et du mauvais n'est rien d'autre que l'idée de la Joie ou de la Tristesse, qui suit nécessairement _(par la [Prop. 22](222), p. II)_ de l'affection même de la Joie ou de la Tristesse. Mais cette idée est unie à l'affection de la même manière que l'Âme est unie au Corps _(par la [Prop. 21](221), p. II)_, c'est-à-dire _(comme nous l'avons montré dans le [Scol.](221sc) de la même Prop.)_ cette idée ne se distingue, en réalité, de l'affection elle-même, ou _(par la [Défin. génér. des Affect.](3agde))_ de l'idée d'une affection du Corps, que par la conception que nous en avons ; donc cette connaissance du bon et du mauvais n'est rien d'autre que l'affection même, en tant que nous en avons conscience. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "409", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_Une affection dont nous imaginons que la cause est actuellement présente, est plus forte que si nous n'imaginions pas la présence de cette cause._", - "childs": [ - { - "id": "409d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une imagination est une idée par laquelle nous considérons une chose comme présente _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_, mais qui indique plutôt l'état du corps humain que la nature de la chose extérieure _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_. Une affection est donc une imagination _(par la [Défin. génér. des Affect.](3agde))_, en tant qu'elle indique l'état du corps. Mais une imagination est plus intense _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ aussi longtemps que nous n'imaginons rien qui exclut l'existence présente de la chose extérieure ; donc une affection aussi, dont nous imaginons que la cause est actuellement présente, est plus intense ou plus forte que si nous n'imaginions pas la présence de cette cause. CQFD." - }, - { - "id": "409sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Quand j'ai dit, dans la [Proposition 18](318), partie III, que nous sommes affectés de la même affection par l'image d'une chose future ou passée, que si la chose imaginée était présente, j'ai expressément fait observer que cela est vrai en tant que nous avons égard à la seule image de la chose elle-même ; elle est de même nature en effet, que nous ayons imaginé les choses comme présentes^[Les mots _ut præsentes_ que je traduis ne sont pas dans l'édition Land.] ou non ; je n'ai pas nié cependant que cette image est rendue plus faible quand nous considérons la présence d'autres choses excluant l'existence présente de la chose future ; je ne l'ai pas fait observer à ce moment parce que j'avais résolu de traiter dans cette Partie-ci des forces des affections." - }, - { - "id": "409c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "L'image d'une chose future ou passée, c'est-à-dire d'une chose que nous nous représentons avec une relation au temps futur ou passé, le présent exclu, est plus faible, toutes choses égales d'ailleurs, que l'image d'une chose présente ; et conséquemment une affection se rapportant à une chose future ou passée sera, toutes choses égales d'ailleurs, plus relâchée qu'une affection se rapportant à une chose présente." - } - ] - }, - { - "id": "410", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_A l'égard d'une chose future que nous imaginons devoir être prochainement, nous sommes affectés de façon plus intense que si nous imaginions que son temps d'existence est beaucoup plus éloigné du présent ; et le souvenir d'une chose que nous imaginons n'être pas passée depuis longtemps, nous affecte aussi de façon plus intense que si nous l'imaginions passée depuis longtemps._", - "childs": [ - { - "id": "410d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "En tant, en effet, que nous imaginons qu'une chose sera prochainement, ou n'est pas passée depuis longtemps, nous imaginons par cela même quelque chose qui exclut moins sa présence, que si nous imaginions que son temps d'exister est plus éloigné du présent ou qu'elle est passée depuis longtemps _(comme il est connu de soi)_ ; par suite _(par la [Prop. précéd.](409))_, nous serons dans la même mesure affectés de façon plus intense à son égard. CQFD." - }, - { - "id": "410sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Il suit de l'observation jointe à la [Définition 6](4d6), qu'à l'égard des objets séparés du temps présent par un intervalle plus grand que celui que nous pouvons déterminer dans l'imagination, nous sommes affectés d'une façon également modérée, bien que nous connaissions qu'ils sont séparés entre eux par un long intervalle de temps." - } - ] - }, - { - "id": "411", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_Une affection se rapportant à une chose que nous imaginons comme nécessaire est plus intense, toutes choses égales d'ailleurs, que si elle se rapportait à une chose possible ou contingente, c'est-à-dire non nécessaire._", - "childs": [ - { - "id": "411d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "En tant que nous imaginons qu'une chose est nécessaire, nous affirmons son existence, et au contraire nous nions l'existence d'une chose en tant que nous imaginons qu'elle n'est pas nécessaire _(par le [Scol. 1 de la Prop. 33](133sc1), p. I)_ ; et, par suite _(par la [Prop. 9](409))_, une affection se rapportant à une chose nécessaire sera plus intense, toutes choses égales d'ailleurs, que si elle se rapportait à une chose non nécessaire. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "412", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_Une affection se rapportant à une chose que nous savons ne pas exister présentement et que nous imaginons comme possible est, toutes choses égales d'ailleurs, plus intense que si elle se rapportait à une chose contingente._", - "childs": [ - { - "id": "412d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "En tant que nous imaginons une chose comme contingente, nous ne sommes affectés par aucune image autre que celle de cette chose et qui puisse en poser l'existence _(par la [Défin. 3](4d3))_ ; en revanche _(suivant l'Hypothèse)_, nous imaginons certaines choses qui en excluent l'existence présente. En tant, au contraire, que nous imaginons qu'une chose est possible dans le futur nous imaginons certaines choses qui en posent l'existence _(par la [Défin. 4](4d4))_ ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 18](318), p. III)_ qui alimentent l'Espoir ou la Crainte ; et par suite l'affection se rapportant à une chose possible est plus vive. CQFD." - }, - { - "id": "412c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Une affection se rapportant à une chose que nous savons ne pas exister dans le présent et que nous imaginons comme contingente, est beaucoup plus relâchée que si nous imaginions que la chose est actuellement présente." - }, - { - "id": "412cd", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une affection se rapportant à une chose que nous imaginons qui existe présentement, est plus intense que si nous en imaginions l'objet comme futur _(par le [Coroll. de la Prop. 9](409c))_, et elle est beaucoup plus vive que^[Le mot _quam_ que je traduis ne se trouve pas dans l'édition van Vloten et Land.] si nous imaginions que ce temps futur est très éloigné du présent _(par la [Prop. 10](410))_. Une affection se rapportant à une chose dont nous imaginons que le temps d'existence est très éloigné du présent, est donc beaucoup plus relâchée que si nous en imaginions l'objet comme présent ; et néanmoins elle est plus intense _(par la [Prop. précéd.](412))_ que si nous l'imaginions comme contingent ; et ainsi une affection se rapportant à une chose contingente sera beaucoup plus relâchée que si nous imaginions que la chose est actuellement présente. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "413", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_Une affection se rapportant à une chose contingente que nous savons ne pas exister présentement est, toutes choses égales d'ailleurs, plus relâchée qu'une affection se rapportant à une chose passée._", - "childs": [ - { - "id": "413d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "En tant que nous imaginons une chose comme contingente, nous ne sommes affectés de l'image d'aucune autre qui pose l'existence de la première _(par la [Défin. 3](4d3))_, mais au contraire _(suivant l'Hypothèse)_ nous imaginons certaines choses qui en excluent l'existence présente. Quand cependant nous l'imaginons avec une relation au temps passé, nous sommes supposés imaginer quelque chose qui la ramène à la mémoire, ou en éveille l'image _(voir la [Prop. 18](218) p. II, avec son [Scol.](218sc))_, et fait par suite que nous la considérions comme si elle était présente _([Coroll. de la Prop. 17](217sc), p. II)_. Et ainsi _(par la [Prop. 9](409))_ une affection se rapportant à une chose contingente que nous savons ne pas exister présentement, sera plus relâchée, toutes choses égales d'ailleurs, qu'une affection se rapportant à une chose passée. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "414", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_La connaissance vraie du bon et du mauvais ne peut, en tant que vraie, réduire aucune affection, mais seulement en tant qu'elle est considérée comme une affection._", - "childs": [ - { - "id": "414d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une affection est une idée par laquelle l'Âme affirme une force d'exister de son Corps plus grande ou moindre qu'auparavant _(par la [Défin. Génér. des Affect.](3agde))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 1](401))_ elle n'a rien de positif qui puisse être ôté par la présence du vrai ; conséquemment, la connaissance vraie du bon et du mauvais ne peut, en tant que vraie, réduire aucune affection. Mais en tant qu'elle est une affection _(voir la [Prop. 8](408))_, si elle est plus forte que l'affection à réduire, elle pourra dans cette mesure seulement la réduire _(par la [Prop. 7](407))_. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "415", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_Un Désir qui naît de la connaissance vraie du bon et du mauvais, peut être éteint ou réduit par beaucoup d'autres Désirs naissant des affections par lesquelles nous sommes dominés._", - "childs": [ - { - "id": "415d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "De la connaissance vraie du bon et du mauvais, en tant qu'elle est une affection _(par la [Prop. 8](408))_, naît nécessairement un Désir _(par la [Défin. 1](3ad1) des Affections)_, et il est d'autant plus grand que l'affection d'où il naît est plus grande _(par la [Prop. 37](337), p. III)_. Puisque cependant ce Désir _(par Hypothèse)_ naît de ce que nous connaissons quelque chose vraiment, il se forme donc en nous en tant que nous agissons _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ et doit ainsi être connu par notre essence seule _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_ ; conséquemment _(par la [Prop. 7](307), p.III)_, sa force et sa croissance doivent être définies par la seule puissance de l'homme. Maintenant les Désirs qui naissent des affections par lesquelles nous sommes dominés, sont aussi d'autant plus grands que ces affections seront plus violentes ; par suite leur force et leur croissance doivent être définies par la puissance des causes extérieures _(par la [Prop. 5](405))_ qui, comparée à la nôtre, la surpasse indéfiniment _(par la [Prop. 3](403))_. Par suite, les Désirs qui naissent d'affections de cette sorte pourront être plus violents que celui qui naît de la connaissance vraie du bon et du mauvais ; et par là _(par la [Prop. 7](407))_ pourront réduire ou éteindre ce dernier. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "416", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_Le Désir qui naît de la connaissance du bon et du mauvais, en tant qu'elle est relative à l'avenir, peut plus aisément être réduit ou éteint par le Désir des choses qui sont présentement agréables._", - "childs": [ - { - "id": "416d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une affection se rapportant à une chose que nous imaginons devoir être, est plus relâchée qu'une affection se rapportant à une présente _(par le [Coroll. de la Prop. 9](409c))_. Or un Désir qui naît de la connaissance vraie du bon et du mauvais, encore qu'elle ait trait à des choses qui sont bonnes présentement, peut être éteint ou réduit par quelque Désir téméraire _(par la [Prop. précéd.](415) dont la Démonstration est universelle)_ ; donc un Désir qui naît de cette connaissance en tant qu'elle est relative au futur, pourra être plus facilement réduit ou éteint, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "417", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_Un Désir qui naît de la connaissance vraie du bon et du mauvais, en tant qu'elle a trait à des choses contingentes, peut encore bien plus facilement être réduit par le Désir des choses qui sont présentes._", - "childs": [ - { - "id": "417d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette proposition se démontre de la même manière que la [Prop. précéd.](416) en se fondant sur le [Coroll. de la Prop. 12](412c)." - }, - { - "id": "417sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Je crois avoir montré par ce qui précède la cause pourquoi les hommes sont plus émus par l'opinion que par la Raison vraie, et pourquoi la connaissance vraie du bon et du mauvais excite des émotions dans l'âme et le cède souvent à tout genre d'appétit sensuel d'où ce mot du Poète : _Je vois le meilleur et je l'approuve, je fais le pire._ L'Ecclésiaste paraît avoir eu la même pensée en disant : Qui accroît sa science accroît sa douleur._ Et si je dis cela, ce n'est pas en vue d'en conclure que l'ignorance vaut mieux que la science ou qu'entre un sot et un homme d'entendement il n'y ait aucune différence en ce qui touche le gouvernement des affections ; c'est parce qu'il est nécessaire de connaître tant l'impuissance que la puissance de notre nature, afin que nous puissions déterminer ce que peut la Raison et ce qu'elle ne peut pas pour le gouvernement des affections ; et, j'ai dit que dans cette Partie je traiterai seulement de l'impuissance de l'homme. Car j'ai résolu de traiter séparément de la puissance de la Raison sur les affections." - } - ] - }, - { - "id": "418", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_Un Désir qui naît de la Joie est plus fort, toutes choses égales d'ailleurs, qu'un Désir qui naît de la Tristesse._", - "childs": [ - { - "id": "418d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le Désir est l'essence même de l'homme _(par la [Défin. 1 des Affect.](3ad1))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ un effort par lequel l'homme s'efforce de persévérer dans son être. Un Désir qui naît de la Joie, est donc secondé ou accru par cette affection même de Joie _(Défin. de la Joie dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ ; au contraire, celui qui naît de la Tristesse est diminué ou réduit par cette affection même de Tristesse _(par le même [Scol.](311sc))_ ; et ainsi la force du Désir qui naît de la Joie, doit être définie à la fois par la puissance de l'homme et celle de la cause extérieure ; celle, au contraire, du Désir qui naît de la Tristesse par la seule puissance de l'homme ; le premier Désir ainsi est plus fort que le deuxième. CQFD." - }, - { - "id": "418sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "J'ai expliqué dans ce petit nombre de propositions les causes de l'impuissance et de l'inconstance de l'homme et pourquoi les hommes n'observent pas les préceptes de la Raison. Il me reste à montrer ce que la Raison nous prescrit et quelles affections s'accordent avec les règles de la Raison humaine, quelles leur sont contraires. Avant, toutefois, de commencer à le démontrer suivant l'ordre prolixe des Géomètres que j'ai adopté, il convient ici de faire d'abord connaître brièvement ces commandements de la Raison, afin qu'il soit plus aisé à chacun de percevoir mon sentiment. Comme la Raison ne demande rien qui soit contre la Nature, elle demande donc que chacun s'aime lui-même, cherche l'utile propre, ce qui est réellement utile pour lui, appète tout ce qui conduit réellement l'homme à une perfection plus grande et, absolument parlant, que chacun s'efforce de conserver son être, autant qu'il est en lui. Et cela est vrai aussi nécessairement qu'il est vrai que le tout est plus grand que la partie _(voir la [Prop. 4](304), p. III)_. Ensuite, puisque la vertu _(par la [Défin. 8](4d8))_ ne consiste en rien d'autre qu'à agir suivant les lois de sa nature propre, et que personne ne peut conserver son être _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ sinon suivant les lois de sa nature propre, il suit de là : _premièrement_ que le principe de la vertu est l'effort même pour conserver l'être propre et que la félicité consiste en ce que l'homme peut conserver son être ; _deuxièmement_ Que la vertu doit être appétée pour elle-même, et qu'il n'existe aucune chose valant mieux qu'elle ou nous étant plus utile, à cause de quoi elle devrait être appétée ; _troisièmement_ Enfin que ceux qui se donnent la mort, ont l'âme frappée d'impuissance et sont entièrement vaincus par les causes extérieures en opposition avec leur nature. Il suit, en outre, du [Postulat 4](213p4), Partie II, qu'il nous est toujours impossible de faire que nous n'ayons besoin d'aucune chose extérieure à nous pour conserver notre être, et vivions sans commerce avec les choses extérieures ; si d'ailleurs nous avons égard à notre Âme, certes notre entendement serait plus imparfait si l'Âme était seule et qu'elle ne connût rien en dehors d'elle-même. Il y a donc hors de nous beaucoup de choses qui nous sont utiles et que, pour cette raison, il nous faut appéter. Parmi elles la pensée n'en peut inventer de meilleures que celles qui s'accordent entièrement avec notre nature. Car si, par exemple, deux individus entièrement de même nature se joignent l'un à l'autre, ils composent un individu deux fois plus puissant que chacun séparément. Rien donc de plus utile à l'homme que l'homme ; les hommes, dis-je, ne peuvent rien souhaiter qui vaille mieux pour la conservation de leur être, que de s'accorder tous en toutes choses de façon que les Âmes et les Corps de tous composent en quelque sorte une seule Âme et un seul Corps, de s'efforcer tous ensemble à conserver leur être et de chercher tous ensemble l'utilité commune à tous ; d'où suit que les hommes qui sont gouvernés par la Raison, c'est-à-dire ceux qui cherchent ce qui leur est utile sous la conduite de la Raison, n'appètent rien pour eux-mêmes qu'ils ne désirent aussi pour les autres hommes, et sont ainsi justes, de bonne foi et honnêtes. \nTels sont les commandements de la Raison que je m'étais proposé de faire connaître ici en peu de mots avant de commencer à les démontrer dans l'ordre avec plus de prolixité, et mon motif pour le faire a été d'attirer, s'il est possible, l'attention de ceux qui croient que ce principe : chacun est tenu de chercher ce qui lui est utile, est l'origine de l'immoralité, non de la vertu et de la moralité. Après avoir montré brièvement que c'est tout le contraire, je continue à le démontrer par la même voie que nous avons suivie jusqu'ici dans notre marche." - } - ] - }, - { - "id": "419", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_Chacun appète ou a en aversion nécessairement par les lois de sa nature ce qu'il juge être bon ou mauvais._", - "childs": [ - { - "id": "419d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La connaissance du bon et du mauvais est _(par la [Prop. 8](408))_ l'affection même de la Joie ou de la Tristesse, en tant que nous en avons conscience ; et par suite _(par la [Prop. 28](328), p. III)_ chacun appète nécessairement ce qu'il juge être bon et a au contraire en aversion ce qu'il juge être mauvais. Mais cet appétit n'est rien d'autre que l'essence même ou la nature de l'homme _(Défin. de l'Appétit dans le [Scol. de la Prop. 9](309sc), p. III, et [Défin. 1](3ad1) des Affect.)_. Chacun donc, par les seules lois de sa nature, appète ou a en aversion nécessairement, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "420", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_Plus on s'efforce à chercher ce qui est utile, c'est-à-dire à conserver son être, et plus on en a le pouvoir, plus on est doué de vertu ; et au contraire, dans la mesure où l'on omet de conserver ce qui est utile, c'est-à-dire son être, on est impuissant._", - "childs": [ - { - "id": "420d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La vertu est la puissance même de l'homme, qui se définit par la seule essence de l'homme _(par la [Défin. 8](4d8))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ qui se définit par le seul effort par où l'homme s'efforce de persévérer dans son être. Plus donc l'on s'efforce de conserver son être et plus on en a le pouvoir, plus on est doué de vertu, et conséquemment _(par la Prop. [4](304) et [6](306), p. III)_ dans la mesure où quelqu'un omet de conserver son être, il est impuissant. CQFD." - }, - { - "id": "420sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Personne donc n'omet d'appéter ce qui lui est utile ou de conserver son être, sinon vaincu par des causes extérieures et contraires à sa nature. Ce n'est jamais, dis-je, par une nécessité de sa nature, c'est toujours contraint par des causes extérieures qu'on a la nourriture en aversion ou qu'on se donne la mort, ce qui peut arriver de beaucoup de manières ; l'un se tue, en effet, contraint par un autre qui lui retourne la main, munie par chance d'un glaive, et le contraint à diriger ce glaive vers son propre cœur ; ou encore on est, comme Sénèque, contraint par l'ordre d'un tyran de s'ouvrir les veines, c'est-à-dire qu'on désire éviter un mal plus grand par un moindre, ou, enfin, c'est par des causes extérieures ignorées disposant l'imagination et affectant le Corps de telle sorte qu'à sa nature se substitue une nature nouvelle contraire et dont l'idée ne peut être dans l'Âme _(par la [Prop. 10](310), p. III)_. Mais que l'homme s'efforce par la nécessité de sa nature à ne pas exister, ou à changer de forme, cela est aussi impossible qu'il est impossible que quelque chose soit fait de rien, comme un peu de réflexion permet à chacun de le voir." - } - ] - }, - { - "id": "421", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_Nul ne peut avoir le désir de posséder la béatitude, de bien agir et de bien vivre, sans avoir en même temps le désir d'être, d'agir et de vivre, c'est-à-dire d'exister en acte._", - "childs": [ - { - "id": "421d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La démonstration de cette Proposition, ou plutôt la chose elle-même, est évidente de soi et aussi par la définition du Désir. Car le Désir _(par la [Défin. 1 des Affect.](3ad1))_ de vivre dans la béatitude, ou bien, d'agir, etc., est l'essence même de l'homme, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ l'effort par lequel chacun s'efforce de conserver son être. Donc personne ne peut avoir le désir, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "422", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_On ne peut concevoir aucune vertu antérieure à celle-là (c'est-à-dire à l'effort pour se conserver)._", - "childs": [ - { - "id": "422d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'effort pour se conserver est l'essence même d'une chose _(par la [Prop. 7](307), p. III)_. Si donc l'on pouvait concevoir une vertu antérieure à celle-là, c'est-à-dire à cet effort, l'essence d'une chose _(par la [Défin. 8](4d8))_ se concevrait antérieurement à elle-même ce qui _(comme il est connu de soi)_ est absurde. Donc on ne peut concevoir aucune vertu, etc. CQFD." - }, - { - "id": "422c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "L'effort pour se conserver est la première et unique origine de la vertu. Car on ne peut concevoir _(par la [Prop. précéd.](422))_ aucun autre principe antérieur à celui-là, et sans lui _(par la [Prop. 21](421))_ nulle vertu ne peut être conçue." - } - ] - }, - { - "id": "423", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_L'homme, en tant qu'il est déterminé à faire quelque chose parce qu'il a des idées inadéquates, ne peut être dit absolument agir par vertu ; mais seulement en tant qu'il est déterminé parce qu'il a une connaissance._", - "childs": [ - { - "id": "423d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "En tant que l'homme est déterminé à faire quelque chose parce qu'il a des idées inadéquates, il est passif _(par la [Prop. 1](301), p. III)_ ; c'est-à-dire qu'il fait quelque chose _(par les Défin. [1](3d1) et [2](3d2), p. III)_ qui ne peut se percevoir par sa seule essence, ou qui, en d'autres termes _([Défin. 8](4d8))_, ne suit pas de sa vertu. Mais en tant qu'il est déterminé à faire quelque chose parce qu'il a une connaissance, il est actif _(par la même [Prop. 1](301), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_ fait quelque chose qui se perçoit par sa seule essence ou _(par la [Défin. 8](4d8))_ qui suit adéquatement de sa vertu. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "424", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_Agir par vertu absolument n'est rien d'autre en nous qu'agir, vivre et conserver son être (ces trois choses n'en font qu'une) sous la conduite de la Raison, d'après le principe de la recherche de l'utile propre._", - "childs": [ - { - "id": "424d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Agir par vertu absolument n'est rien d'autre par la _([Défin. 8](4d8))_ qu'agir par les lois de sa nature propre. Mais nous sommes actifs seulement en tant que nous connaissons _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ ; donc agir par vertu n'est rien d'autre en nous sinon agir, vivre et conserver son être sous la conduite de la Raison, et cela _(par le [Coroll. de la Prop. 22](422c))_ d'après le principe de la recherche de l'utile propre. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "425", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "Personne ne s'efforce de conserver son être à cause d'une autre chose.", - "childs": [ - { - "id": "425d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'effort par lequel chaque chose s'efforce de persévérer dans son être est défini _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ par la seule essence de la chose elle-même ; et de cette seule essence supposée donnée, non de celle d'une chose différente, il suit nécessairement _(par la [Prop. 6](306), p. III)_ que chacun s'efforce de conserver son être. Cette Proposition est évidente, en outre, par le [Coroll. de la Prop. 22](422c). Car, si l'homme s'efforçait de conserver son être à cause d'une autre chose, cette chose serait ainsi la première origine de la vertu _(comme il est connu de soi)_, ce qui _(par le [Coroll.](422c) visé)_ est absurde. Donc personne ne s'efforce, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "426", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_Tout effort dont la Raison est en nous le principe n'a d'autre objet que la connaissance ; et l'Âme, en tant qu'elle use de la Raison, ne juge pas qu'aucune chose lui soit utile, sinon ce qui conduit à la connaissance._", - "childs": [ - { - "id": "426d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'effort pour se conserver n'est rien sinon l'essence de la chose même _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ qui, en tant qu'elle existe telle qu'elle est, est conçue comme ayant une force pour persévérer dans l'existence _(par la [Prop. 6](306), p. III)_ et faire les actions qui suivent nécessairement de sa nature telle qu'elle est donnée _(Défin. de l'Appétit dans le [Scol. de la Prop. 9](309sc), p. III)_. Mais l'essence de la Raison n'est rien d'autre que notre Âme en tant qu'elle connaît clairement et distinctement _([Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_. Donc _(par la [Prop. 40](240), p. II)_ tout effort dont la Raison est le principe n'a d'autre objet que la connaissance. De plus, comme cet effort par lequel l'Âme, en tant que raisonnable, s'efforce de conserver son être n'est rien que connaissance _(par la première partie de cette démonstration)_, cet effort pour connaître est donc _(par le [Coroll. de la Prop. 22](422c))_ la première et unique origine de la vertu, et nous ne nous efforçons pas de connaître les choses en vue d'une fin quelconque _(par la [Prop. 25](425))_ ; mais, au contraire, l'Âme, en tant que raisonnable, ne pourra concevoir aucune chose qui soit bonne pour elle, sinon ce qui conduit à la connaissance _(par la [Défin. 1](4d1))_. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "427", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_Il n'est aucune chose que nous sachions avec certitude être bonne ou mauvaise, sinon ce qui conduit réellement à la connaissance ou peut empêcher que nous ne la possédions._", - "childs": [ - { - "id": "427d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'Âme, en tant que raisonnable, n'appète rien d'autre que la connaissance, et ne juge pas qu'aucune chose lui soit utile, sinon ce qui conduit à la connaissance _(par la [Prop. précéd.](426))_. Mais l'Âme _(par les Prop. [41](241) et [43](243), p. II, dont on verra aussi le [Scol.](243sc))_ n'a de certitude au sujet des choses qu'en tant qu'elle a des idées adéquates, ou _(ce qui, par les Scolies [1](240sc1) et [2](240sc2) de la Prop, 40, p. II, revient au même)_ en tant qu'elle est raisonnable. Donc il n'est aucune chose que nous sachions avec certitude être bonne pour nous, sinon ce qui conduit réellement à la connaissance ; et aucune chose que nous sachions au contraire mauvaise, sinon ce qui empêche que nous ne possédions la connaissance. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "428", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_Le bien suprême de l'Âme est la connaissance de Dieu et la suprême vertu de l'Âme de connaître Dieu._", - "childs": [ - { - "id": "428d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'objet suprême que l'Âme peut connaître est Dieu, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6), p. I)_ un Être absolument infini et sans lequel _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ rien ne peut ni être ni être conçu ; par suite _(par les Prop. [26](426) et [27](427))_ la chose suprêmement utile à l'Âme ou son bien suprême _(par la [Défin. 1](4d1))_ est la connaissance de Dieu. De plus, l'Âme est active seulement dans la mesure où elle connaît _(par les Prop. [1](301) et [3](303), p. III)_, et dans la même mesure seulement _(par la [Prop. 23](423))_ l'on peut dire absolument qu'elle fait quelque chose par vertu. La vertu absolue de l'Âme est donc de connaître. Mais l'objet suprême que l'Âme peut connaître est Dieu _(comme nous l'avons déjà démontré)_ ; donc la suprême vertu de l'Âme est de concevoir clairement ou de connaître Dieu. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "429", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_Une chose singulière quelconque, dont la nature est entièrement différente de la nôtre, ne peut ni seconder ni réduire notre puissance d'agir, et, absolument parlant, aucune chose ne peut être bonne ou mauvaise pour nous, si elle n'a quelque chose de commun avec nous._", - "childs": [ - { - "id": "429d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La puissance par laquelle une chose singulière quelconque, et conséquemment _(par le [Coroll. de la Prop. 10](210c), p. II)_ l'homme, existe et produit quelque effet, n'est jamais déterminée que par une autre chose singulière _(par la [Prop. 28](128), p. I)_, dont la nature _(par la [Prop. 6](206), p. II)_ doit être connue par le moyen du même attribut qui permet de concevoir la nature humaine. Notre puissance d'agir, donc, de quelque manière qu'on la conçoive, peut être déterminée, et conséquemment secondée ou réduite, par la puissance d'une autre chose singulière ayant avec nous quelque chose de commun, et non par la puissance d'une chose dont la nature est entièrement différente de la nôtre ; et puisque nous appelons bon ou mauvais ce qui est cause de Joie ou de Tristesse _(par la [Prop. 8](408))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ ce qui accroît ou diminue, seconde ou réduit notre puissance d'agir, une chose dont la nature est entièrement différente de la nôtre, ne peut être pour nous ni bonne ni mauvaise. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "430", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_Nulle chose ne peut être mauvaise par ce qu'elle a de commun avec notre nature, mais dans la mesure où elle est mauvaise pour nous, elle nous est contraire._", - "childs": [ - { - "id": "430d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous appelons mauvais ce qui est cause de Tristesse _(par la [Prop. 8](408))_, c'est-à-dire _(par la Défin. de la Tristesse, dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ ce qui diminue ou réduit notre puissance d'agir. Si donc une chose, par ce qu'elle a de commun avec nous, était mauvaise pour nous, cette chose pourrait diminuer ou réduire ce qu'elle a de commun avec nous, ce qui _(par la [Prop. 4](304), p. III)_ est absurde. Nulle chose donc ne peut être mauvaise pour nous par ce qu'elle a de commun avec nous, mais, au contraire, dans la mesure où elle est mauvaise, c'est-à-dire _(comme nous l'avons déjà montré)_ peut diminuer ou réduire notre puissance d'agir, elle nous est contraire _(par la [Prop. 5](305), p. III)_. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "431", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_Dans la mesure où une chose s'accorde avec notre nature, elle est nécessairement bonne._", - "childs": [ - { - "id": "431d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "En tant qu'une chose s'accorde avec notre nature, elle ne peut être mauvaise _(par la [Prop. précéd.](430))_. Elle sera donc nécessairement ou bonne ou indifférente. Soit posé ce dernier cas, c'est-à-dire qu'elle n'est ni bonne ni mauvaise, rien donc _(par la [Défin. 1](4d1))_ ne suivra de sa nature qui serve à la conservation de notre nature, c'est-à-dire _(par Hypothèse)_ à la conservation de la nature de la chose elle-même ; mais cela est absurde _(par la [Prop. 6](306), p. III)_ ; en tant qu'elle s'accorde avec notre nature elle sera donc bonne nécessairement. CQFD." - }, - { - "id": "431c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que plus une chose s'accorde avec notre nature, plus elle nous est utile ou meilleure elle est ; et inversement, une chose nous est plus utile dans la mesure où elle s'accorde mieux avec notre nature. Car, en tant qu'elle ne s'accorde pas avec notre nature, elle en sera nécessairement différente ou lui sera contraire. Si elle est différente, alors elle ne pourra _(par la [Prop. 29](429))_ être ni bonne ni mauvaise ; si contraire, elle sera donc contraire à la nature qui s'accorde avec la nôtre, c'est-à-dire _(par la [Prop. précéd.](431))_ contraire au bon, ou mauvaise. Rien donc ne peut être bon, sinon en tant qu'il s'accorde avec notre nature, et, par suite, plus une chose s'accorde avec notre nature, plus elle est utile, et inversement. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "432", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_Dans la mesure où les hommes sont soumis aux passions, on ne peut dire qu'ils s'accordent en nature._", - "childs": [ - { - "id": "432d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Quand on dit que des choses s'accordent en nature, on entend qu'elles s'accordent en puissance _(par la [Prop. 7](307), p. III)_, mais non en impuissance ou en négation, et conséquemment _(voir le [Scol. de la Prop. 3](303sc), p. III)_ non plus en passion ; en tant que les hommes sont soumis aux passions, on ne peut donc dire qu'ils s'accordent en nature. CQFD." - }, - { - "id": "432sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "La chose est aussi évidente par elle-même ; qui dit en effet que le blanc et le noir s'accordent seulement en ce que ni l'un ni l'autre n'est rouge, affirme absolument que le blanc et le noir ne s'accordent en rien. De même aussi, dire que la pierre et l'homme s'accordent seulement en ce que tous deux sont finis, impuissants, ou n'existent pas par la nécessité de leur nature, ou enfin sont indéfiniment surpassés par la puissance des causes extérieures, c'est affirmer d'une manière générale que la pierre et l'homme ne s'accordent en aucune chose ; les choses qui s'accordent en une négation seulement, c'est-à-dire en ce qu'elles n'ont pas, ne s'accordent en réalité en rien." - } - ] - }, - { - "id": "433", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_Les hommes peuvent différer en nature en tant qu'ils sont dominés par des affections qui sont des passions ; et dans la même mesure le même homme est changeant et inconstant._", - "childs": [ - { - "id": "433d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La nature ou essence des affections ne peut s'expliquer par notre seule essence ou nature _(par les Défin. [1](3d1) et [2](3d2), p. III)_ ; mais elle doit être définie par la puissance, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ la nature des causes extérieures, comparée à la nôtre ; d'où vient qu'il y a autant d'espèces de chaque affection qu'il y a d'espèces d'objets par où nous sommes affectés _(voir la [Prop. 56](356), p. III)_ et que les hommes sont affectés de diverses manières par un seul et même objet _(voir la [Prop. 51](351), p. III)_ et, dans la mesure où cela a lieu, diffèrent en nature ; par là enfin _(par la même [Prop. 51](351), p. III)_ un seul et même homme est affecté de diverses manières à l'égard du même objet et dans cette mesure est changeant, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "434", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_En tant que les hommes sont dominés par des affections qui sont des passions, ils peuvent être contraires les uns aux autres._", - "childs": [ - { - "id": "434d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Un homme, par exemple Pierre, peut être cause que Paul soit contristé, parce qu'il a quelque chose de semblable à une chose que Paul a en haine _(par la [Prop. 16](316), p. III)_ ou parce que Pierre est seul en possession d'une chose que Paul aime aussi _(voir la [Prop. 32](332), p. III, avec son [Scol.](332sc))_ ; ou pour d'autres causes _(voir les principales dans le [Scol. de la Prop. 55](355c1sc), p. III)_ ; par là il arrivera _(par la [Défin. 7 des Affect.](3ad7))_ que Paul ait Pierre en haine ; et, en conséquence, il arrivera facilement _(par la [Prop. 40](340), p. III, avec son [Scol.](340sc))_ que Pierre en retour ait Paul en haine, et ainsi _(par la [Prop. 39](339), p. III)_ qu'ils s'efforcent de se faire du mal l'un à l'autre, c'est-à-dire _(par la [Prop. 30](430))_ soient contraires l'un à l'autre. Mais une affection de Tristesse est toujours une passion _(par la [Prop. 59](359), p. III)_ ; donc les hommes en tant qu'ils sont dominés par des affections qui sont des passions, peuvent être contraires les uns aux autres. CQFD." - }, - { - "id": "434sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "J'ai dit que Paul peut avoir Pierre en haine, parce qu'il imagine que Pierre possède ce qu'il aime aussi, lui Paul ; il semble suivre de là d'abord que ces deux hommes se portent dommage l'un à l'autre parce qu'ils aiment le même objet et conséquemment s'accordent en nature ; et, si cela est vrai, les Propositions [30](430) et [31](431) seraient donc fausses. Si cependant nous voulons peser l'argument dans une balance juste, nous verrons que tout cela s'accorde entièrement. Ces deux hommes ne sont pas sujets de peine l'un pour l'autre en tant qu'ils s'accordent en nature, c'est-à-dire aiment tous deux le même objet, mais en tant qu'ils diffèrent l'un de l'autre. En tant en effet que tous deux aiment le même objet, l'amour de l'un et de l'autre est par là alimenté _(par la [Prop. 31](331), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6 des Affect.](3ad6))_ que la Joie de l'un et de l'autre est par là alimentée. Il s'en faut donc de beaucoup qu'ils soient sujets de peine l'un pour l'autre en tant qu'ils aiment le même objet et s'accordent en nature. Ce qui les rend sujets de peine l'un pour l'autre, ce n'est aucune autre cause, comme je l'ai dit, que la différence de nature supposée entre eux. Nous supposons en effet que Pierre a l'idée d'une chose aimée, actuellement possédée par lui, et Paul, au contraire, celle d'une chose aimée actuellement perdue. Par là il arrive que l'un est affecté de Tristesse, l'autre de Joie, et que dans cette mesure ils sont contraires l'un à l'autre. Et, nous pouvons facilement le montrer de cette manière, les autres causes de haine dépendent de cela seul que les hommes diffèrent en nature et non de ce en quoi ils s'accordent." - } - ] - }, - { - "id": "435", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_Dans la mesure seulement où les hommes vivent sous la conduite de la Raison, ils s'accordent toujours nécessairement en nature._", - "childs": [ - { - "id": "435d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Entant que les hommes sont dominés par des affections qui sont des passions, ils peuvent être différents en nature _(par la [Prop. 33](433))_ et contraires les uns aux autres _(par la [Prop. précéd.](434))_. Mais les hommes sont dits actifs dans la mesure seulement où ils vivent sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 3](303), p. III)_, et ainsi tout ce qui suit de la nature humaine, en tant qu'elle est définie par la Raison, doit se connaître _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_ par la seule nature humaine, comme par sa cause prochaine. Mais, puisque chacun par les lois de sa nature appète ce qu'il juge être bon et s'efforce d'écarter ce qu'il juge être mauvais _(par la [Prop. 19](419))_ ; puisque, en outre, ce que nous jugeons être bon ou mauvais par le commandement de la Raison, est bon ou mauvais nécessairement _(par la [Prop. 41](241), p. II)_, les hommes, dans la mesure seulement où ils vivent sous la conduite de la Raison, font nécessairement ce qui est nécessairement bon pour la nature humaine, et par suite pour tout homme, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 31](431c))_ ce qui s'accorde avec la nature de tout homme ; donc les hommes aussi s'accordent nécessairement toujours entre eux, en tant qu'ils vivent sous la conduite de la Raison. CQFD." - }, - { - "id": "435c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "Il n'est donné dans la nature aucune chose singulière qui soit plus utile à l'homme qu'un homme vivant sous la conduite de la Raison. Car ce qui est à l'homme le plus utile est ce qui s'accorde le plus avec sa nature _(par le [Coroll. de la Prop. 31](431c))_, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_ que c'est l'homme. Mais l'homme agit absolument par les lois de sa nature, quand il vit sous la conduite de la Raison _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_ et, dans cette mesure seulement, s'accorde toujours nécessairement avec la nature d'un autre homme _(par la [Prop. précéd.](435))_ ; il n'y a donc rien parmi les choses singulières de plus utile à l'homme qu'un homme, etc. CQFD." - }, - { - "id": "435c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Quand chaque homme cherche le plus ce qui lui est utile à lui-même, alors les hommes sont le plus utiles les uns aux autres. Car, plus chacun cherche ce qui lui est utile et s'efforce de se conserver, plus il est doué de vertu _(par la [Prop. 20](420))_, ou, ce qui revient au même _(par la [Défin. 8](4d8))_ plus grande est la puissance dont il est doué pour agir suivant les lois de sa nature, c'est-à-dire _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ pour vivre sous la conduite de la Raison. Mais, quand les hommes vivent sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. précéd.](435))_, c'est alors qu'ils s'accordent le plus en nature, donc _(par le [Coroll. précéd.](435c1))_ quand chacun cherche le plus ce qui lui est utile à lui-même, c'est alors que les hommes sont le plus utiles les uns aux autres. CQFD." - }, - { - "id": "435sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Ce que nous venons de montrer, l'expérience même l'atteste chaque jour par des témoignages si clairs que presque tous répètent : l'homme est un Dieu pour l'homme. Il est rare cependant que les hommes vivent sous la conduite de la Raison ; telle est leur disposition que la plupart sont envieux et cause de peine les uns pour les autres. Ils ne peuvent cependant guère passer la vie dans la solitude et à la plupart agrée fort cette définition que l'homme est un animal sociable ; et en effet les choses sont arrangées de telle sorte que de la société commune des hommes naissent beaucoup plus d'avantages que de dommages. Que les Satiriques donc tournent en dérision les choses humaines, que les Théologiens les détestent, que les Mélancoliques louent, tant qu'ils peuvent, une vie inculte et agreste, qu'ils méprisent les hommes et admirent les bêtes ; les hommes n'en éprouveront pas moins qu'ils peuvent beaucoup plus aisément se procurer par un mutuel secours ce dont ils ont besoin, et qu'ils ne peuvent éviter les périls les menaçant de partout que par leurs forces jointes ; et je passe ici sous silence qu'il vaut beaucoup mieux considérer les actions des hommes que celles des bêtes, et que ce qui est humain est plus digne de notre connaissance. Mais de cela nous traiterons plus longuement ailleurs." - } - ] - }, - { - "id": "436", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_Le bien suprême de ceux qui sont des suivants de la vertu est commun à tous, et tous peuvent en tirer pareillement de la joie._", - "childs": [ - { - "id": "436d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Agir par vertu, c'est agir sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 24](424))_, et tout ce que nous nous efforçons de faire par Raison, c'est connaître _(par la [Prop. 26](426))_ ; ainsi _(par la [Prop. 28](428))_ le bien suprême de ceux qui sont des suivants de la vertu est de connaître Dieu, c'est-à-dire _(par la [Prop. 47](247), p. II, avec son [Scol.](247sc))_ un bien qui est commun à tous les hommes, et peut être possédé pareillement par tous les hommes, en tant qu'ils sont de même nature. CQFD." - }, - { - "id": "436sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Quelqu'un demande-t-il : mais si le bien suprême de ceux qui sont des suivants de la vertu n'était pas commun à tous, ne s'ensuivrait-il pas, comme ci-dessus _(voir la [Prop. 34](434))_, que les hommes qui vivent sous la conduite de la Raison, c'est-à-dire les hommes en tant qu'ils s'accordent en nature _(par la [Prop. 35](435))_, seraient contraires les uns aux autres? Qu'il tienne pour répondu que, non par accident, mais par une conséquence de la nature même de la Raison, il advient que le bien suprême de l'homme est commun à tous, cela se déduisant de l'essence même de l'homme en tant qu'elle est définie par la Raison ; l'homme ne pouvant ni être ni être conçu s'il n'avait le pouvoir de tirer de la joie de ce bien suprême. Il appartient, en effet, à l'essence de l'Âme humaine _(par la [Prop. 47](247), p. II)_ d'avoir une connaissance adéquate de l'essence éternelle et infinie de Dieu." - } - ] - }, - { - "id": "437", - "title": "PROPOSITION 37", - "text": "_Le bien qu'appète pour lui-même quiconque est un suivant de la vertu, il le désirera aussi pour les autres hommes, et cela d'autant plus qu'il aura acquis une connaissance plus grande de Dieu._", - "childs": [ - { - "id": "437d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les hommes, en tant qu'ils vivent sous la conduite de la Raison, sont ce qu'il y a de plus utile à l'homme _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 35](435c1))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 19](419))_ nous nous efforcerons, sous la conduite de la Raison, de faire que les hommes vivent sous la conduite de la Raison. Mais le bien qu'appète pour lui-même quiconque vit sous le commandement de la Raison, c'est-à-dire _(par la [Prop. 24](424))_ est un suivant de la vertu, c'est connaître _(par la [Prop. 26](426))_ ; donc le bien que quiconque est un suivant de la vertu appète pour lui-même, il le désirera aussi pour les autres hommes. De plus, ce Désir, en tant qu'il se rapporte à l'Âme, est l'essence même de l'Âme _(par la [Défin. 1 des Affect.](3ad1))_ ; or, l'essence de l'Âme consiste dans une connaissance _(par la [Prop. 11](211), p. II)_ qui enveloppe celle de Dieu _(par la [Prop. 47](247), p. II)_ et ne peut sans elle _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ ni être ni être conçue. Par suite, plus grande est la connaissance de Dieu qu'enveloppe l'essence de l'Âme, plus grand aussi sera le Désir dont le suivant de la vertu désire pour autrui le bien qu'il appète pour lui-même. CQFD." - }, - { - "id": "437a", - "type": "_Autre démonstration_", - "text": "Le bien que l'homme appète pour lui-même et aime, il l'aimera de façon plus constante s'il voit que d'autres l'aiment _(par la [Prop. 31](331), p. III)_ ; il fera donc effort _(par le [Coroll.](331sc) de la même Prop.)_ pour que les autres l'aiment ; et, puisque ce bien _(par la [Prop. précéd.](436))_ est commun à tous et que tous peuvent s'en épanouir pareillement, il fera donc effort _(pour la même raison)_ pour que tous en tirent de la joie et d'autant plus _(par la [Prop. 37](337), p. III)_ qu'il jouira davantage de ce bien. CQFD." - }, - { - "id": "437sc1", - "type": "SCOLIE 1", - "text": "Qui fait effort seulement à cause de la passion qui l'affecte, pour que les autres aiment ce qu'il aime lui-même et vivent suivant sa propre complexion, agit par impulsion seulement, et pour cette raison est odieux, surtout à ceux qui ont d'autres goûts et de leur côté font effort, aussi par impulsion, pour que tout autre qu'eux-mêmes vive suivant leur complexion. De plus, comme l'objet suprême que les hommes appètent en vertu d'une affection, est de telle nature souvent qu'un seul puisse le posséder, il arrive ainsi que ceux qui aiment ne restent pas d'accord avec eux-mêmes intérieurement, et au temps même où ils s'épanouissent à chanter les louanges de la chose aimée, ont peur d'être crus. Qui, au contraire, s'efforce de conduire les autres suivant la Raison, agit non par impulsion, mais avec humanité et douceur et reste pleinement en accord intérieur avec lui-même. Pour continuer, je ramène à la Religion tous les désirs et toutes les actions dont nous sommes cause en tant que nous avons l'idée de Dieu ou en tant que nous connaissons Dieu. J'appelle _Moralité_ le Désir de faire du bien qui tire son origine de ce que nous vivons sous la conduite de la Raison. Quant au Désir qui tient un homme vivant sous la conduite de la Raison, de s'attacher les autres par le lien de l'amitié, je l'appelle _Honnêteté_ ; _honnête_, ce que louent les hommes vivant sous la conduite de la Raison, _vilain_ au contraire, ce qui s'oppose à l'établissement de l'amitié. Par là j'ai aussi montré quels sont les fondements de la cité. La différence entre la vertu véritable et l'impuissance se perçoit aisément dès lors, la vertu véritable ne consistant en rien d'autre qu'à vivre sous la conduite de la Raison, l'impuissance consistant seulement en ce que l'homme se laisse passivement conduire par les choses extérieures à lui et déterminer par elles à faire ce que demande la constitution du monde extérieur, et non ce que demande sa propre nature considérée en elle seule. Voilà ce que, dans le [Scolie de la Proposition 18](418sc), j'ai promis de démontrer. On peut voir par là que cette loi qui interdit d'immoler les bêtes est fondée plutôt sur une vaine superstition et une miséricorde de femme que sur la saine Raison. La règle de la recherche de l'utile nous enseigne bien la nécessité de nous unir aux hommes, mais non aux bêtes ou aux choses dont la nature est différente de l'humaine ; nous avons à leur endroit le même droit qu'elles ont sur nous. Ou plutôt le droit de chacun étant défini par sa vertu ou sa puissance, les hommes ont droit sur les bêtes beaucoup plus que les bêtes sur les hommes. Je ne nie cependant pas que les bêtes sentent ; mais je nie qu'il soit défendu pour cette raison d'aviser à notre intérêt, d'user d'elles et de les traiter suivant qu'ils nous convient le mieux ; puisqu'elles ne s'accordent pas avec nous en nature et que leurs affections diffèrent en nature des affections humaines _(voir le [Scol. de la Prop. 57](357sc), p.III)_. Il me reste à expliquer ce qu'est le juste, l'injuste, le péché et enfin le mérite. Mais voir pour cela le Scolie suivant." - }, - { - "id": "437sc2", - "type": "SCOLIE 2", - "text": "Dans l'[Appendice](1app) de la Première Partie, j'ai promis d'expliquer ce qu'est la louange et le blâme, le mérite et le péché, le juste et l'injuste. Sur la louange et le blâme je me suis expliqué dans le [Scolie de la Proposition 29](329sc), partie III ; sur les autres points il y aura lieu de dire ici quelque chose. Mais auparavant il me faut dire quelques mots sur _l'état naturel et l'état civil de l'homme_. \nChacun existe par le droit suprême de la Nature, et conséquemment chacun fait par le droit suprême de la Nature ce qui suit de la nécessité de sa propre nature ; et ainsi chacun juge par le droit suprême de la Nature quelle chose est bonne, quelle mauvaise, ou avise à son intérêt suivant sa complexion _(voir les Prop. [19](419) et [20](420))_, se venge _(voir le [Coroll. 2 de la Prop. 40](340c2), p. III)_ et s'efforce de conserver ce qu'il aime, de détruire ce qu'il a en haine _(voir la [Prop. 28](328), p. III)_. Que si les hommes vivaient sous la conduite de la Raison, chacun posséderait le droit qui lui appartient _([Coroll. 1 de la Prop. 35](435c1))_, sans aucun dommage pour autrui. Mais comme les hommes sont soumis à des affections _([Coroll. de la Prop. 4](404c))_ qui surpassent de beaucoup leur puissance ou l'humaine vertu _([Prop. 6](406))_, ils sont traînés en divers sens _([Prop. 33](433))_ et sont contraires les uns aux autres _([Prop. 34](434))_, alors qu'ils ont besoin d'un secours mutuel _([Scol. de la Prop. 35](435sc))_. Afin donc que les hommes puissent vivre dans la concorde et être en aide les uns aux autres, il est nécessaire qu'ils renoncent à leur droit naturel et s'assurent les uns aux autres qu'ils ne feront rien qui puisse donner lieu à un dommage pour autrui. En quelle condition cela est possible, à savoir que les hommes, nécessairement soumis aux affections _([Coroll. de la Prop. 4](404c))_, inconstants et changeants _([Prop. 33](433))_, puissent se donner cette assurance mutuelle et avoir foi les uns dans les autres, cela se voit par la [Proposition 7](407) de cette Partie et la [Proposition 39](339) de la Troisième. J'y dis, en effet, que nulle affection ne peut être réduite, sinon par une affection plus forte et contraire à celle qu'on veut réduire, et que chacun s'abstient de porter dommage par la peur d'un dommage plus grand. Par cette loi donc une Société pourra s'établir^[Au lieu de _firmari_ que je traduis, Tônnies _(Vierteljahrschrift für wissenshaftliche Philosophie, Bd. 7, p.346)_ propose de lire _formari_ qui se trouve dans un passage analogue du Traité _Théologico-politique_ (chap. XVI).] si elle revendique pour elle-même le droit qu'a chacun de se venger et de juger du bon et du mauvais, et qu'elle ait ainsi le pouvoir de prescrire une règle commune de vie, d'instituer des lois et de les maintenir, non par la Raison qui ne peut réduire les affections _([Scol. de la Prop. 17](417sc))_, mais par des menaces. Cette Société maintenue par des lois et le pouvoir qu'elle a de se conserver, est appelée _Cité_, et ceux qui sont sous la protection de son droit, _Citoyens_ ; par où nous connaissons facilement que, dans l'état naturel, il n'y a rien qui soit bon ou mauvais du consentement de tous, puisque chacun, dans cet état naturel, avise seulement à sa propre utilité et, suivant sa complexion, décrète quelle chose est bonne, quelle mauvaise, n'ayant de règle que son intérêt, qu'enfin il n'est tenu par aucune loi d'obéir à personne, sinon à lui-même. Et ainsi dans l'état naturel le péché ne peut se concevoir, mais bien dans l'état civil, quand il a été décrété du consentement de tous quelle chose est bonne et quelle mauvaise, et que chacun est tenu d'obéir à la Cité. Le _péché_ n'est donc rien d'autre que la désobéissance, laquelle est, pour cette raison, punie en vertu du seul droit de la Cité, et au contraire l'obéissance est comptée au Citoyen comme _mérite_, parce qu'il est par cela même jugé digne de jouir des avantages de la Cité. De plus, dans l'état naturel, nul n'est, du consentement commun, seigneur d'aucune chose, et il n'y a rien dans la Nature qui puisse être dit la chose de l'un ou de l'autre ; mais tout appartient à tous ; par suite, dans l'état naturel, on ne peut concevoir de volonté d'attribuer à chacun le sien, d'enlever à quelqu'un ce qui est à lui ; c'est-à-dire dans l'état naturel il n'y a rien qui puisse être dit _juste_ ou _injuste_ ; mais bien dans l'état civil, où du consentement commun il est décrété quelle chose est à l'un, quelle à l'autre. Il apparaît par là que le juste et l'injuste, le péché et le mérite sont des notions extrinsèques, non des attributs qui expliquent la nature de l'Âme. Mais assez sur ce point." - } - ] - }, - { - "id": "438", - "title": "PROPOSITION 38", - "text": "_Ce qui dispose le Corps humain de façon qu'il puisse être affecté d'un plus grand nombre de manières ou le rend apte à affecter les corps extérieurs d'un plus grand nombre de manières, est utile à l'homme ; et d'autant plus utile que le Corps est par là rendu plus apte à être affecté et à affecter d'autres corps de plusieurs manières ; est nuisible au contraire ce qui diminue cette aptitude du Corps._", - "childs": [ - { - "id": "438d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Plus le Corps a d'aptitude de cette sorte, plus l'Âme devient apte à percevoir _(par la [Prop. 14](214), p. II)_ ; ainsi ce qui dispose le Corps en une condition telle et augmente cette aptitude, est nécessairement bon ou utile _(par les Prop. [26](426) et [27](427))_, et d'autant plus qu'il augmente davantage cette aptitude ; une chose est nuisible au contraire _(par la même [Prop. 14](214), p. II, renversée, et les Prop. [26](426) et [27](427))_, si elle diminue cette aptitude du Corps. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "439", - "title": "PROPOSITION 39", - "text": "_Ce qui fait que le rapport de mouvement et de repos que soutiennent les parties du Corps humain les unes avec les autres se conserve, est bon ; est mauvais au contraire ce qui fait que les parties du Corps humain ont les unes vis-à-vis des autres un autre rapport de repos et de mouvement._", - "childs": [ - { - "id": "439d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le Corps humain a besoin, pour se conserver, d'un très grand nombre d'autres corps _(par le [Post. 4](213p4), p. II)_. Mais ce qui constitue la forme du Corps humain consiste en ce que ses parties se communiquent leurs mouvements les unes aux autres suivant un certain rapport _(par la [Défin.](213def) qui précède le Lemme 4 à la suite de la Prop. 13, p. II)_. Ce donc qui fait que le rapport de mouvement et de repos existant entre les parties du Corps humain se conserve, conserve aussi la forme du Corps humain et fait en conséquence _(par les Post. [3](213p3) et [6](213p6), p. II)_ que le Corps humain puisse être affecté de beaucoup de manières et affecter les corps extérieurs de beaucoup de manières ; cela est donc bon _(par la [Prop. précéd.](438))_. En outre, ce qui fait qu'entre les parties du Corps humain s'établisse un autre rapport de mouvement et de repos, fait aussi _(par la même [Défin.](213def), p. II) _qu'une forme nouvelle se substitue à celle du Corps, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi et comme nous l'avons fait observer à la fin de la [préface](4pr) de cette partie)_ fait que le Corps humain soit détruit et en conséquence perde toute aptitude à être affecté de plusieurs manières ; cela, par suite _(par la [Prop. précéd.](438))_, est mauvais. CQFD." - }, - { - "id": "439sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Combien cela peut nuire à l'Âme ou lui être utile cela sera expliqué dans la Cinquième Partie. Il faut, toutefois, noter ici que la mort du Corps, telle que je l'entends, se produit, quand ses parties sont disposées de telle sorte qu'un autre rapport de mouvement et de repos s'établisse entre elles. Je n'ose nier en effet que le Corps humain, bien que le sang continue de circuler et qu'il y ait en lui d'autres marques de vie, puisse néanmoins changer sa nature contre une autre entièrement différente. Nulle raison ne m'oblige à admettre qu'un Corps ne meurt que s'il est changé en cadavre ; l'expérience même semble persuader le contraire. Parfois en effet un homme subit de tels changements qu'il serait difficile de dire qu'il est le même ; j'ai entendu parler, en particulier, d'un certain poète espagnol atteint d'une maladie et qui, bien que guéri, demeura dans un tel oubli de sa vie passée qu'il ne croyait pas siennes les comédies et les tragédies par lui composées ; on eût pu le tenir pour un enfant adulte s'il avait oublié aussi sa langue maternelle. Et si cela paraît incroyable, que dire des enfants? Un homme d'âge plus avancé croit leur nature si différente de la sienne qu'il ne pourrait se persuader qu'il a jamais été enfant, s'il ne faisait, d'après les autres, une conjecture sur lui-même. Mais, pour ne pas donner aux superstitieux matière à de nouvelles questions, j'aime mieux laisser là ce sujet." - } - ] - }, - { - "id": "440", - "title": "PROPOSITION 40", - "text": "_Ce qui conduit les hommes vers la Société commune c'est-à-dire fait qu'ils vivent dans la concorde, est utile ; mauvais au contraire ce qui introduit la discorde dans la Cité._", - "childs": [ - { - "id": "440d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ce qui fait que les hommes vivent dans la concorde, fait en même temps qu'ils vivent sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 35](435))_, et ainsi _(par les Prop. [26](426) et [27](427))_ est bon ; est mauvais au contraire _(pour la même raison)_ ce qui excite la discorde. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "441", - "title": "PROPOSITION 41", - "text": "_La Joie n'est jamais mauvaise directement mais bonne ; la Tristesse, au contraire, est directement mauvaise._", - "childs": [ - { - "id": "441d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La Joie _(par la [Prop. 11](311), p. III, avec son [Scolie](311sc))_ est une affection par où la puissance d'agir du Corps est accrue ou secondée ; la Tristesse, au contraire, une affection par où la puissance d'agir du Corps est diminuée ou réduite ; et, par suite _(par la [Prop. 38](438))_, la Joie est bonne directement, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "442", - "title": "PROPOSITION 42", - "text": "_La Gaieté ne peut avoir d'excès mais est toujours bonne ; au contraire, la Mélancolie est toujours mauvaise._", - "childs": [ - { - "id": "442d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La Gaieté _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ est une Joie qui, relativement au Corps, consiste en ce que toutes ses parties sont pareillement affectées ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 11](311), p. III)_ que la puissance d'agir du Corps est accrue ou secondée de telle sorte que toutes ses parties conservent entre elles le même rapport de mouvement et de repos ; ainsi _(par la [Prop. 39](439))_ la Gaieté est toujours bonne et ne peut avoir d'excès. La Mélancolie _(voir aussi sa Défin. dans le même [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ est une Tristesse qui, relativement au Corps, consiste, en ce que la puissance d'agir du Corps est absolument diminuée ou réduite ; et, par suite _(par la [Prop. 38](438))_, elle est toujours mauvaise. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "443", - "title": "PROPOSITION 43", - "text": "_Le Chatouillement peut avoir de l'excès et être mauvais ; la Douleur peut être bonne dans la mesure où le Chatouillement, qui est une Joie, est mauvais._", - "childs": [ - { - "id": "443d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le Chatouillement est une Joie qui, relativement au Corps, consiste en ce qu'une de ses parties ou quelques-unes sont affectées plus que les autres _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ ; et la puissance de cette affection peut être telle qu'elle surpasse les autres actions du Corps _(par la [Prop. 6](406))_, reste obstinément attachée à lui et empêche ainsi que le Corps ne soit apte à être affecté d'un très grand nombre d'autres manières ; cette affection peut donc _(par la [Prop. 38](438))_ être mauvaise. Pour la Douleur qui est au contraire une Tristesse, considérée en elle-même, elle ne peut pas être bonne _(par la [Prop. 41](441))_. Mais, sa force et sa croissance étant définies par la puissance d'une cause extérieure comparée à la nôtre _(par la [Prop. 5](405))_, nous pouvons concevoir que les forces de cette affection varient en une infinité de degrés et s'exercent en une infinité de manières _(par la [Prop. 3](403))_ ; nous pouvons donc concevoir une douleur telle que, réduisant le Chatouillement, elle l'empêche d'être excessif et fasse dans cette mesure _(par la première partie de la Prop.)_ qu'il ne diminue pas l'aptitude du Corps ; et en cela par suite la douleur peut être bonne. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "444", - "title": "PROPOSITION 44", - "text": "_L'Amour et le Désir peuvent avoir de l'excès._", - "childs": [ - { - "id": "444d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ce qu'on appelle Amour est une Joie _(par la [Défin. 6](3ad6) des Affect.)_ qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure ; donc^[W. Meijer propose de remplacer _igitur_ que je traduis par _autem_.] le Chatouillement _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure est un Amour ; ainsi l'Amour peut avoir de l'excès _(par la [Prop. précéd.](443))_. En outre, un Désir est d'autant plus grand que l'affection d'où il naît, est plus grande _(par la [Prop. 37](337), p. III)_. De même donc qu'une affection peut surpasser les autres actions de l'homme _(par la [Prop. 6](406))_, de même aussi un Désir né de cette affection peut surpasser les autres Désirs, et il pourra, en conséquence, avoir le même excès que, dans la [Proposition précédente](443), nous avons montré qu'avait le Chatouillement. CQFD." - }, - { - "id": "444sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "La Gaieté, que j'ai dit être bonne, se conçoit plus facilement qu'on ne l'observe. Car les affections qui nous dominent chaque jour se rapportent la plupart du temps à quelque partie du Corps qui est affectée plus que les autres ; les affections ont ainsi pour la plupart de l'excès et retiennent l'Âme de telle sorte dans la considération d'un seul objet qu'elle ne puisse penser à d'autres. Bien que les hommes soient soumis à plusieurs affections enfin et qu'on en trouve rarement qui soient dominés par une seule, toujours la même, ils sont nombreux, ceux à qui une seule et même affection demeure obstinément attachée. Nous voyons en effet les hommes affectés parfois par un objet de telle sorte qu'en dépit de sa non-présence ils croient l'avoir devant eux, et quand cela arrive à un homme qui n'est pas endormi, nous disons qu'il délire ou est insensé. On ne croit pas moins insensés, parce qu'ils excitent d'ordinaire le rire, ceux qui brûlent d'Amour et nuit et jour ne font que rêver de la femme aimée ou d'une courtisane. L'avare, au contraire, qui ne pense à rien d'autre qu'au gain et à l'argent, l'ambitieux uniquement occupé de gloire, etc., on ne croit pas qu'ils délirent, parce qu'ils sont d'ordinaire un sujet de peine pour autrui et sont tenus pour mériter la Haine. En réalité, cependant, l'Avarice, l'Ambition, la Lubricité sont des espèces de délire, bien qu'on ne les range pas au nombre des maladies." - } - ] - }, - { - "id": "445", - "title": "PROPOSITION 45", - "text": "_La Haine ne peut jamais être bonne._", - "childs": [ - { - "id": "445d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous nous efforçons de détruire l'homme que nous haïssons _(par la [Prop. 39](339), p. III)_, c'est-à-dire que nous nous efforçons à quelque chose qui est mauvais _(par la [Prop. 37](437))_. Donc, etc. CQFD." - }, - { - "id": "445sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "On observera que, dans cette proposition et les suivantes, j'entends par Haine seulement la Haine envers les hommes." - }, - { - "id": "445c1", - "type": "COROLLAIRE 1", - "text": "L'Envie, la Raillerie, le Mépris, la Colère, la Vengeance et les autres affections qui se ramènent à la Haine ou en naissent sont choses mauvaises ; ce qui est évident aussi par la [Prop. 39](339), partie III, et la [Prop. 37](437)." - }, - { - "id": "445c2", - "type": "COROLLAIRE 2", - "text": "Tout ce que nous appétons par suite de ce que nous sommes affectés de Haine, est vilain, et injuste dans la Cité. Cela se voit aussi par la [Prop. 39](339), partie III, ou par les définitions du vilain et de l'injuste dans les Scolies [1](437sc1) [2](437sc2) de la Prop. 37." - }, - { - "id": "445c2sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Entre la Raillerie (que j'ai dit être mauvaise dans le [Coroll. 1](445c1)) et le rire, je fais une grande différence. Car le rire, comme aussi la plaisanterie, est une pure joie et, par suite, pourvu qu'il soit sans excès, il est bon par lui-même _(par la [Prop. 41](441))_. Seule assurément une farouche et triste superstition interdit de prendre des plaisirs. En quoi, en effet, convient-il mieux d'apaiser la faim et la soif que de chasser la mélancolie? Telle est ma règle, telle ma conviction. Aucune divinité, nul autre qu'un envieux, ne prend plaisir à mon impuissance et à ma peine, nul autre ne tient pour vertu nos larmes, nos sanglots, notre crainte et autres marques d'impuissance intérieure ; au contraire, plus grande est la Joie dont nous sommes affectés, plus grande la perfection à laquelle nous passons, plus il est nécessaire que nous participions de la nature divine. Il est donc d'un homme sage d'user des choses et d'y prendre plaisir autant qu'on le peut (sans aller jusqu'au dégoût, ce qui n'est plus prendre plaisir). Il est d'un homme sage, dis-je, de faire servir à sa réfection et à la réparation de ses forces des aliments et des boissons agréables pris en quantité modérée, comme aussi les parfums, l'agrément des plantes verdoyantes la parure, la musique, les jeux exerçant le Corps, les spectacles et d'autres choses de même sorte dont chacun peut user sans aucun dommage pour autrui. Le Corps humain en effet est composé d'un très grand nombre de parties de nature différente qui ont continuellement besoin d'une alimentation nouvelle et variée, pour que le Corps entier soit également apte à tout ce qui peut suivre de sa nature et que l'Âme soit également apte à comprendre à la fois plusieurs choses. Cette façon d'ordonner la vie s'accorde ainsi très bien et avec nos principes et avec la pratique en usage ; nulle règle de vie donc n'est meilleure et plus recommandable à tous égards, et il n'est pas nécessaire ici de traiter ce point plus clairement ni plus amplement." - } - ] - }, - { - "id": "446", - "title": "PROPOSITION 46", - "text": "_Qui vit sous la conduite de la Raison, s'efforce, autant qu'il peut, de compenser par l'Amour ou la Générosité, la Haine, la Colère, le Mépris qu'un autre a pour lui._", - "childs": [ - { - "id": "446d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Toutes les affections de Haine sont mauvaises _([Coroll. 1 de la Prop. précéd.](445c1))_ ; qui donc vit sous la conduite de la Raison, s'efforcera autant que possible de ne pas être dominé par des affections de Haine _(par la [Prop. 19](419))_ ; et conséquemment _(par la [Prop. 37](437))_ fera effort pour qu'un autre homme aussi ne soit pas affecté de ces passions. Mais la Haine est accrue par une Haine réciproque et peut, au contraire, être éteinte par l'Amour _(par la [Prop. 43](343), p. III)_ de façon à se changer en Amour _(par la [Prop. 44](344), p. III)_. Qui donc vit sous la conduite de la Raison, s'efforcera de compenser la Haine, etc., par l'Amour, c'est-à-dire par la Générosité _(voir la Défin. dans le [Scol. de la Prop. 59](359sc), p. III)_. CQFD." - }, - { - "id": "446sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Qui veut venger ses offenses par une Haine réciproque, vit assurément misérable. Qui, au contraire, cherche à combattre victorieusement la Haine par l'Amour, combat certes dans la joie et la sécurité, résiste aussi facilement à plusieurs qu'à un seul^[Je traduis _aeque facile pluribus ac uni homini resistit_ au lieu de _uni homini ac pluribus_ leçon de Land.] et a besoin moins que personne du secours de la fortune. Pour ceux qu'il vainc la défaite est joyeuse, car ils ne sont point vaincus par manque de force, mais par une croissance de leurs forces ; tout cela suit si clairement des seules définitions de l'Amour et de l'Entendement qu'il n'est pas besoin d'en faire l'objet de démonstrations particulières." - } - ] - }, - { - "id": "447", - "title": "PROPOSITION 47", - "text": "_Les affections de l'Espoir et de la Crainte ne peuvent être bonnes par elles-mêmes._", - "childs": [ - { - "id": "447d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Il n'y a point d'affection d'Espoir et de Crainte sans Tristesse. Car la crainte est une Tristesse _([Défin. 13](3ad13) des Affect.)_ et il n'y a pas d'Espoir sans Crainte _(voir l'Explication des Défin. [12](3ad12) et [13](3ad13) des Affect.)_ ; par suite _(par la [Prop. 41](441))_, ces affections ne peuvent pas être bonnes par elles-mêmes, mais en tant seulement qu'elles peuvent réduire un excès de Joie _(par la [Prop. 43](443))_. CQFD." - }, - { - "id": "447sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "A cela s'ajoute que ces affections indiquent un manque de connaissance et une impuissance de l'Âme ; pour cette cause aussi la Sécurité, le Désespoir, l'Épanouissement et le Resserrement de conscience sont des signes d'impuissance intérieure. Bien que, en effet, la Sécurité et l'Épanouissement soient des affections de Joie, ils supposent cependant une Tristesse antécédente, à savoir l'Espoir et la Crainte. Plus donc nous nous efforçons de vivre sous la conduite de la Raison, plus nous faisons effort pour nous rendre moins dépendants de l'Espoir, nous affranchir de la Crainte, commander à la fortune autant que possible, et diriger nos actions suivant le conseil certain de la Raison." - } - ] - }, - { - "id": "448", - "title": "PROPOSITION 48", - "text": "_Les affections de la Surestime et de la Mésestime sont toujours mauvaises._", - "childs": [ - { - "id": "448d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ces affections en effet _(par les Défin. [21](3ad21) et [22](3ad22) des Affect.)_ sont opposées à la Raison, elles sont donc mauvaises _(par les Prop. [26](426) et [24](427))_. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "449", - "title": "PROPOSITION 49", - "text": "_La Surestime rend facilement orgueilleux l'homme qui est surestimé._", - "childs": [ - { - "id": "449d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si nous voyons quelqu'un faire par amour de nous plus de cas qu'il n'est juste, nous en serons facilement glorieux _(par le [Scol. de la Prop. 41](341sc), p. III)_, c'est-à-dire que nous serons affectés d'une Joie _(par la [Défin. 30](3ad30) des Affect.)_ ; et nous croirons facilement le bien que nous apprenons qui est dit de nous _(par la [Prop. 25](325), p. III)_ ; par suite, nous ferons de nous-mêmes par amour plus de cas qu'il n'est juste, c'est-à-dire _(par la [Défin. 28](3ad28) des Affect.)_ que nous aurons facilement de l'orgueil. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "450", - "title": "PROPOSITION 50", - "text": "_La Commisération est en elle-même mauvaise et inutile, dans un homme qui vit sous la conduite de la Raison._", - "childs": [ - { - "id": "450d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La Commisération en effet _(par la [Défin. 18](3ad18) des Affect.)_ est une Tristesse ; par suite, _(par la [Prop. 41](441))_ elle est mauvaise par elle-même. Pour le bien qui en suit, à savoir que nous nous efforçons de délivrer de sa misère celui pour qui nous avons de la commisération _(par le [Coroll. 3 de la Prop. 27](327c3), p. III)_, nous désirons le faire par le seul commandement de la Raison _(par la [Prop. 37](437))_ ; et nous ne pouvons faire que par le seul commandement de la Raison quelque chose que nous sachions avec certitude être bon _(par la [Prop. 27](427))_ ; la Commisération est donc mauvaise en elle-même et inutile, dans un homme qui vit sous la conduite de la Raison. CQFD." - }, - { - "id": "450c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là qu'un homme qui vit sous le commandement de la Raison, s'efforce autant qu'il peut de ne pas être touché de commisération." - }, - { - "id": "450sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Qui sait droitement que tout suit de la nécessité de la nature divine et arrive suivant les lois et règles éternelles de la Nature, ne trouvera certes rien qui soit digne de Haine, de Raillerie ou de Mépris, et il n'aura de commisération pour personne ; mais autant que le permet l'humaine vertu, il s'efforcera de bien faire, comme on dit, et de se tenir en joie. A cela s'ajoute que celui qui est facilement affecté de Commisération et ému par la misère ou les larmes d'autrui, fait souvent quelque chose de quoi plus tard il se repent : d'une part, en effet, nous ne faisons rien sous le coup d'une affection que nous sachions avec certitude être bon, de l'autre nous sommes facilement trompés par de fausses larmes. Et je parle ici expressément de l'homme qui vit sous la conduite de la Raison. Pour celui qui n'est mû ni par la Raison ni par la Commisération à être secourable aux autres, on l'appelle justement inhumain, car _(par la [Prop. 27](327), p. III)_ il ne paraît pas ressembler à un homme." - } - ] - }, - { - "id": "451", - "title": "PROPOSITION 51", - "text": "_La Faveur n'est pas opposée à la Raison, mais peut s'accorder avec elle et en naître._", - "childs": [ - { - "id": "451d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La Faveur en effet est un Amour pour celui qui a fait du bien à autrui _(par la [Défin. 19](3ad19) des Affect.)_ ; elle peut donc être rapportée à l'Âme en tant que celle-ci est dite agir _(par la [Prop. 59](359), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ en tant qu'elle connaît, par suite elle s'accorde avec la Raison, etc. CQFD." - }, - { - "id": "451a", - "type": "_Autre démonstration_", - "text": "Qui vit sous la conduite de la Raison, désire pour autrui aussi ce qu'il appète pour lui-même _(par la [Prop. 37](437))_ ; par suite donc de ce qu'il voit quelqu'un faire du bien à autrui, son propre effort pour faire du bien est secondé, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ qu'il sera joyeux, et cela _(par Hypothèse)_ avec l'accompagnement de l'idée de celui qui a fait du bien à autrui ; par suite, il lui est favorable _(par la [Défin. 19](3ad19) des Affect.)_. CQFD." - }, - { - "id": "451sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "L'Indignation, telle qu'elle est définie par nous _(par la [Défin. 20](3ad20) des Affect.)_ est nécessairement mauvaise _(par la [Prop. 45](445))_. Il faut observer, toutefois, que si l'autorité supérieure, en vue de maintenir la paix dans la Cité, punit un Citoyen qui a commis une injustice à l'égard d'un autre, je ne dis pas qu'elle est indignée contre lui, car elle n'est point poussée par la Haine à le perdre, mais a pour le punir un mobile qui est la moralité." - } - ] - }, - { - "id": "452", - "title": "PROPOSITION 52", - "text": "_Le Contentement de soi peut tirer son origine de la Raison, et seul ce contentement qui tire son origine de la Raison, est le plus grand possible._", - "childs": [ - { - "id": "452d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le Contentement de soi est une Joie née de ce que l'homme considère sa propre puissance d'agir _(par la [Défin. 25](3ad25) des Affect.)_. Mais la vraie puissance d'agir de l'homme ou sa vertu est la Raison elle-même _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ que l'homme considère clairement et distinctement _(par les Prop. [40](240) et [43](243), p. II)_. Le Contentement de soi tire donc son origine de la Raison. De plus, tandis que l'homme se considère lui-même clairement et distinctement, c'est-à-dire adéquatement, il ne perçoit rien sinon ce qui suit de sa propre puissance d'agir _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_, c'est-à-dire de sa puissance de connaître _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ ; de cette seule considération donc naît le Contentement le plus grand qu'il puisse y avoir. CQFD." - }, - { - "id": "452sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Le Contentement de soi est en réalité l'objet suprême de notre espérance. Personne, en effet _(par la [Prop. 25](425))_, ne fait effort pour conserver son être en vue d'une fin quelconque ; et puisque ce Contentement est de plus en plus alimenté et fortifié par les louanges _(par le [Coroll. de la Prop. 53](353c), p. III)_ et, au contraire _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 55](355c1), p. III)_, de plus en plus troublé par le blâme, nous sommes donc surtout conduits par la gloire et nous pouvons à peine supporter une vie d'opprobre." - } - ] - }, - { - "id": "453", - "title": "PROPOSITION 53", - "text": "_L'Humilité n'est pas une vertu, c'est-à-dire qu'elle ne tire pas de la Raison son origine._", - "childs": [ - { - "id": "453d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'Humilité est une Tristesse née de ce que l'homme considère sa propre impuissance _(par la [Défin. 26](3ad26) des Affect.)_ ; or dans la mesure où l'homme se connaît par la vraie Raison, il est supposé avoir une idée claire de son essence, c'est-à-dire de sa puissance _(par la [Prop. 7](307), p. III)_. Si donc l'homme, tandis qu'il se considère, perçoit quelque impuissance qui est en lui, cela ne vient pas de ce qu'il se connaît, mais _(par la [Prop. 55](355), p. III)_ de ce que sa puissance d'agir est réduite. Que si nous supposons un homme concevant son impuissance parce qu'il connaît quelque chose de plus puissant que lui-même, et par cette connaissance délimite sa propre puissance d'agir, nous ne concevons alors rien d'autre, sinon que cet homme se connaît lui-même distinctement, c'est-à-dire _(par la [Prop. 26](426))_ que sa puissance d'agir est secondée. C'est pourquoi l'Humilité ou la Tristesse née de ce qu'un homme considère son impuissance, ne tire pas son origine d'une considération vraie, c'est-à-dire de la Raison, et n'est pas une vertu mais une passion. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "454", - "title": "PROPOSITION 54", - "text": "_Le Repentir n'est pas une vertu, c'est-à-dire qu'il ne tire pas son origine de la Raison ; mais celui qui se repent de ce qu'il a fait, est deux fois misérable ou impuissant._", - "childs": [ - { - "id": "454d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La première partie de cette Proposition se démontre comme la Proposition précédente. La deuxième partie est évidente par la seule Définition du Repentir _(par la [Défin. 27](3ad27) des Affect.)_. Car on se laisse vaincre premièrement par un Désir mauvais, puis par la Tristesse." - }, - { - "id": "454sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Les hommes ne vivant guère sous le commandement de la Raison, ces deux affections, je veux dire l'Humilité et le Repentir, et en outre l'Espoir et la Crainte, sont plus utiles que dommageables ; si donc il faut pécher, que ce soit plutôt dans ce sens. Si en effet les hommes impuissants intérieurement étaient tous pareillement orgueilleux, s'ils n'avaient honte de rien et ne craignaient rien, comment^[Je traduis _qui_ au lieu de _quo_, leçon de Land.] pourraient-ils être maintenus unis et disciplinés? La foule est terrible quand elle est sans crainte ; il n'y a donc pas à s'étonner que les Prophètes, pourvoyant à l'utilité commune, non à celle de quelques-uns, aient tant recommandé l'Humilité, le Repentir et le Respect. Et en effet ceux qui sont soumis à ces affections peuvent, beaucoup plus facilement que d'autres, être conduits à vivre enfin sous la conduite de la Raison, c'est-à-dire à être libres et à jouir de la vie des bienheureux." - } - ] - }, - { - "id": "455", - "title": "PROPOSITION 55", - "text": "_Le plus haut degré d'Orgueil ou de Mésestime de soi est la plus entière ignorance de soi._", - "childs": [ - { - "id": "455d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident par les Défin. [28](3ad28) et [29](3ad29) des Affect." - } - ] - }, - { - "id": "456", - "title": "PROPOSITION 56", - "text": "_Le plus haut degré d'Orgueil ou de Mésestime de soi indique la plus grande impuissance intérieure._", - "childs": [ - { - "id": "456d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le premier principe de la vertu est de conserver son être _(par le [Coroll. de la Prop. 22](422c))_, et cela sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 24](424))_. Qui donc s'ignore lui-même, ignore le principe de toutes les vertus et conséquemment toutes les vertus. De plus, agir par vertu n'est rien d'autre qu'agir sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 24](424))_, et qui agit sous la conduite de la Raison, doit savoir nécessairement qu'il agit sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 43](243), p. II)_. Qui donc s'ignore le plus lui-même et conséquemment _(nous venons de le montrer)_ ignore le plus toutes les vertus, agit le moins par vertu, c'est-à-dire _(comme il est évident par la [Défin. 8](4d8))_ est le plus impuissant intérieurement. Ainsi _(par la [Prop. précéd.](455))_ le plus haut degré d'Orgueil ou de Mésestime de soi indique la plus grande impuissance intérieure. CQFD." - }, - { - "id": "456c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là très clairement que les orgueilleux et ceux qui se mésestiment sont très soumis aux affections." - }, - { - "id": "456sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "La Mésestime de soi cependant peut se corriger plus facilement que l'Orgueil ; ce dernier en effet est une affection de Joie, la première une affection de Tristesse ; ce dernier est donc plus fort _(par la [Prop. 18](418))_ que la première." - } - ] - }, - { - "id": "457", - "title": "PROPOSITION 57", - "text": "_L'Orgueilleux aime la présence des parasites ou des flatteurs, il hait celle des généreux._", - "childs": [ - { - "id": "457d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'Orgueil est une Joie née de ce que l'homme fait trop de cas de lui-même _(par les Défin. [28](3ad28) et [6](3ad6) des Affect.)_, et l'orgueilleux s'efforcera autant qu'il peut d'alimenter cette opinion _(voir le [Scol. de la Prop. 13](313sc), p. III)_ ; il aimera donc la présence des parasites ou des flatteurs _(j'ai omis de les définir parce qu'ils sont trop connus)_ et fuira au contraire celle des généreux qui font de lui le cas qu'il mérite^[..._adeóque superbi, parasitorum, vel adulatorum _(horum Definitiones omisi, quia nimis noti sunt)_ præsentiam amabunt, & generosorum, qui de ipsis, ut par est, sentiunt, fugient._ Je substitue le singulier _amabit_ au pluriel _amabunt_ et remplace de même _ipis_ et _fugient_ par _ipso_ et _fugiet_.]. CQFD." - }, - { - "id": "457sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Il serait trop long d'énumérer ici tous les maux de l'Orgueil, puisque les orgueilleux sont soumis à toutes les affections, mais à nulles plus qu'à celles de l'Amour et de la Miséricorde. Il ne faut pas passer sous silence, toutefois, que l'on appelle orgueilleux celui qui fait des autres moins de cas qu'il n'est juste, et à cet égard on définira l'Orgueil comme étant la Joie née de l'opinion fausse par laquelle un homme se croit supérieur aux autres. Et la Mésestime de soi, contraire à cet Orgueil, se définira la Tristesse née de l'opinion fausse par laquelle un homme se croit inférieur aux autres. Cela posé, nous concevons facilement que l'orgueilleux est nécessairement envieux _(voir le [Scol. de la Prop. 55](355c1sc), p. III)_, et qu'il a surtout en haine ceux qu'on loue le plus pour leurs vertus ; que sa Haine à leur égard n'est pas facilement vaincue par l'Amour ou le Bienfait _(voir le [Scol. de la Prop. 41](341sc), p. III)_ ; et qu'il ne prend plaisir qu'à la présence de ceux qui lui montrent le plus de complaisance, et de sot le rendent insensé. \nBien que la Mésestime de soi soit contraire à l'Orgueil, celui qui se mésestime est cependant très proche de l'orgueilleux. Puisque, en effet, sa Tristesse vient de ce qu'il juge de son impuissance par la puissance ou vertu des autres, cette Tristesse sera allégée, c'est-à-dire il sera joyeux, si son imagination s'occupe à considérer les vices des autres, d'où ce proverbe : _c'est une consolation pour les malheureux d'avoir des compagnons de leurs maux_. Au contraire, il sera d'autant plus contristé qu'il se croira davantage inférieur aux autres ; d'où vient qu'il n'est pas d'hommes plus enclins à l'Envie que ceux qui se mésestiment ; ils s'efforcent plus que personne d'observer ce que font les hommes, plutôt pour censurer leurs fautes que pour les corriger ; ils n'ont de louange que pour la Mésestime de soi et se glorifient de leur humilité, mais de façon à paraître se mésestimer. Ces conséquences découlent de cette affection aussi nécessairement qu'il suit de la nature du triangle que ses trois angles égalent deux droits ; et j'ai déjà dit que j'appelle mauvaises ces affections et celles qui leur ressemblent, en tant que j'ai égard à la seule utilité de l'homme. Les lois de la Nature toutefois concernent l'ordre commun de la Nature dont l'homme est une partie, j'ai tenu à le faire observer, en passant, pour que personne ne crût que j'ai voulu exposer ici les vices des hommes et les absurdités faites par eux et non démontrer la nature et les propriétés des choses. Comme je l'ai dit en effet dans la [Préface](3pr) de la Troisième Partie, je considère les affections des hommes et leurs propriétés de même façon que les autres choses naturelles. Et certes les affections des hommes ne montrent pas moins la puissance de la Nature, sinon de l'homme, et son art, que beaucoup d'autres choses qui nous étonnent et que nous nous plaisons à considérer. Mais je continue à observer, en traitant des affections, ce qui est utile aux hommes et ce qui leur porte dommage." - } - ] - }, - { - "id": "458", - "title": "PROPOSITION 58", - "text": "_La Gloire n'est pas opposée à la Raison, mais peut tirer d'elle son origine_.", - "childs": [ - { - "id": "458d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident par la [Défininition 30](3ad30) des Affect., et par la Définition de l'Honnête dans le [Scol. 1 de la Proposition 37](437sc1)." - }, - { - "id": "458sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Ce qu'on appelle la vaine Gloire est un contentement de soi alimenté par la seule opinion de la foule ; cette opinion n'étant plus, le contentement lui-même disparaît, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 52](452sc))_ ce bien suprême aimé de tous ; de là vient que celui qui ne tire de gloire que de l'opinion de la foule, tourmenté d'une crainte quotidienne, s'efforce, s'agite et se donne du mal pour conserver son renom. La foule, en effet, est changeante et inconstante, par suite si le renom n'est pas entretenu, bientôt il s'évanouit ; bien plus, comme tous désirent capter les applaudissements de la foule, chacun rabaisse volontiers le renom d'autrui. Par suite, comme il s'agit d'une lutte pour ce qui est estimé le bien suprême, un furieux appétit prend naissance de s'humilier les uns les autres, et qui, enfin, obtient la victoire, est plus glorieux d'avoir nui à autrui que de s'être bien servi lui-même. Cette Gloire ou ce contentement est vraiment une vanité, car elle n'est rien. \nCe qu'il faut observer sur la Honte ressort facilement de ce que nous avons dit sur la Miséricorde et le Repentir. J'ajoute seulement que, comme la Commisération, la Honte, qui n'est pas une vertu, est bonne cependant en tant qu'elle dénote dans l'homme rougissant de honte un désir de vivre honnêtement ; de même la douleur, qu'on dit bonne en tant qu'elle montre que la partie blessée n'est pas encore pourrie. Bien qu'il soit triste donc, en réalité, l'homme qui a honte de ce qu'il a fait, est cependant plus parfait que l'impudent qui n'a aucun désir de vivre honnêtement. \nTelles sont les observations que j'avais résolu de faire sur les affections de Joie et de Tristesse. Pour les Désirs, ils sont bons ou mauvais, suivant qu'ils naissent d'affections bonnes ou mauvaises. Mais tous, en tant qu'ils naissent en nous d'affections qui sont des passions, sont aveugles _(comme il ressort aisément de ce qui a été dit dans le [Scol. de la Prop. 44](444sc))_, et ne seraient d'aucun usage si les hommes pouvaient être facilement amenés à vivre suivant le seul commandement de la Raison, comme je vais le montrer brièvement." - } - ] - }, - { - "id": "459", - "title": "PROPOSITION 59", - "text": "_A toutes les actions auxquelles nous sommes déterminés par une affection qui est une passion, nous pouvons être déterminés sans elle par la Raison._", - "childs": [ - { - "id": "459d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Agir par Raison n'est rien d'autre _(par la [Prop. 3](303) et la [Défin. 2](3ad2), p. III)_ que faire ces actions qui suivent de la nécessité de notre nature considérée en elle seule. Mais la Tristesse est mauvaise en tant qu'elle diminue ou réduit cette puissance d'agir _(par la [Prop. 41](441))_ ; nous ne pouvons donc être déterminés par cette affection à aucune action que nous ne pourrions accomplir si nous étions conduits par la Raison. De plus, la Joie est mauvaise^[_Præterea Lætitia eatenus mala est_... Je supprime le mot _tantum_ qui suit _eatenus_ dans l'édition Land ; correction indiquée par W. Meijer.] en tant qu'elle empêche que l'homme ne soit apte à agir _(par les Prop. [41](441) et [41](441))_, nous ne pouvons donc être déterminés par elle à aucune action que nous ne pourrions accomplir si nous étions conduits par la Raison. Enfin, en tant que la Joie est bonne, elle s'accorde avec la Raison (car elle consiste en ce que la puissance d'agir de l'homme est accrue ou secondée) ; et elle n'est pas une passion si ce n'est en tant que la puissance d'agir de l'homme n'est pas accrue à ce point qu'il se conçoive lui-même et conçoive ses propres actions adéquatement _(par la [Prop. 3](303), p. III avec le [Scol.](303sc))_. Si donc un homme affecté de Joie était conduit à une perfection telle qu'il se conçût lui-même et conçût ses propres actions adéquatement, il serait apte aux mêmes actions auxquelles le déterminent, dans son état présent, les affections qui sont des passions ; il y serait même plus apte. Mais toutes les affections se ramènent à la Joie, à la Tristesse ou au Désir _(voir l'explication de la quatrième [Défin.](3ad4) des Affect.)_ et le Désir _([Défin. 1](3ad1)des Affect.)_ n'est rien d'autre que l'effort même pour agir ; à toutes les actions donc auxquelles nous sommes déterminés par une affection qui est une passion, nous pouvons, sans elle, être conduits par la seule Raison. CQFD." - }, - { - "id": "459a", - "type": "_Autre démonstration_", - "text": "Une action quelconque est dite mauvaise en tant qu'elle tire son origine de ce que nous sommes affectés de Haine ou de quelque affection mauvaise _(voir le [Coroll. 1 de la Prop. 45](445c1))_. Mais nulle action, considérée en elle-même, n'est bonne ni mauvaise _(comme nous l'avons montré dans la [Préface](4pr) de cette Partie)_ et une seule et même action est tantôt bonne, tantôt mauvaise ; nous pouvons donc être conduits par la Raison _(par la [Prop. 19](419))_ à cette même action qui est présentement mauvaise, c'est-à-dire tire son origine d'une affection mauvaise. CQFD." - }, - { - "id": "459sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "J'expliquerai plus clairement ma pensée par un exemple. L'action de frapper, en tant qu'on la considère physiquement, ayant égard seulement à ce qu'un homme lève le bras, serre le poing et meut avec force le bras entier de haut en bas, est une vertu qui se conçoit par la structure du Corps humain. Si donc un homme, dans un mouvement de Haine ou de Colère, est déterminé à serrer le poing ou à mouvoir le bras, cela a lieu parce qu'une seule et même action, comme nous l'avons montré dans la deuxième Partie, peut être jointe à des images quelconques de choses ; nous pouvons donc être déterminés à une seule et même action aussi bien par les images des choses que nous concevons confusément que par celles des choses que nous concevons clairement et distinctement. Il apparaît par là que tout Désir tirant son origine d'une affection qui est une passion, serait de nul usage si les hommes pouvaient être conduits par la Raison. Voyons maintenant pourquoi un Désir né d'une affection qui est une passion, est appelé aveugle par nous." - } - ] - }, - { - "id": "460", - "title": "PROPOSITION 60", - "text": "_Un Désir, tirant son origine d'une Joie ou d'une Tristesse qui se rapporte à une seule des parties du Corps, ou à quelques-unes, mais non à toutes, n'a point égard à l'utilité de l'homme entier._", - "childs": [ - { - "id": "460d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Supposons, par exemple, qu'une partie A du Corps soit, par la force d'une cause extérieure, rendue plus forte à ce point qu'elle l'emporte sur les autres _(par la [Prop. 6](406))_. Cette partie ne s'efforcera point pour cela de perdre ses forces pour que les autres parties du Corps s'acquittent de leur office ; elle devrait en effet avoir la force ou la puissance de perdre ses forces, ce qui est absurde _(par la [Prop. 6](406), p. III)_. Cette partie s'efforcera donc, et conséquemment l'Âme aussi _(par les Prop. [7](307) et [12](312), p. III)_ s'efforcera, de conserver cet état ; et par suite le Désir qui naît d'une telle affection de Joie, n'a pas égard au tout. Que si, au contraire, on suppose une partie A réduite de façon que les autres l'emportent sur elle, on démontre de la même manière que le Désir né de la Tristesse n'a pas non plus égard au tout. CQFD." - }, - { - "id": "460sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Puis donc que le plus souvent _(par le [Scol. de la Prop. 44](444sc))_ la Joie se rapporte à une seule partie du Corps, nous désirons le plus souvent conserver notre être sans avoir le moindre égard à la santé du Corps entier ; à quoi s'ajoute que les Désirs qui nous tiennent le plus _(par le [Coroll. de la Prop. 9](409c))_, ont égard au temps présent seulement, non au futur." - } - ] - }, - { - "id": "461", - "title": "PROPOSITION 61", - "text": "_Un Désir tirant son origine de la Raison ne peut avoir d'excès._", - "childs": [ - { - "id": "461d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le Désir considéré absolument _(par la [Défin. 1](3ad1) des Affect.)_ est l'essence même de l'homme en tant qu'on le conçoit comme déterminé à quelque action ; un Désir donc tirant son origine de la Raison, c'est-à-dire _(par la [Prop. 3](303) p. III)_ se produisant en nous en tant que nous agissons, est l'essence même ou la nature de l'homme en tant qu'elle est conçue comme déterminée à faire ce qui se conçoit adéquatement par la seule essence de l'homme _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_. Si donc ce Désir pouvait être excessif, la nature humaine, considérée en elle seule, pourrait s'excéder elle-même, autrement dit pourrait plus qu'elle ne peut, ce qui est une contradiction manifeste ; en conséquence, un tel Désir ne peut avoir d'excès. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "462", - "title": "PROPOSITION 62", - "text": "_En tant que l'Âme conçoit les choses suivant le commandement de la Raison, elle est également affectée, que l'idée soit celle d'une chose future ou passée, ou celle d'une chose présente._", - "childs": [ - { - "id": "462d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Tout ce que l'Âme conçoit conduite par la Raison, elle le conçoit comme possédant une même sorte d'éternité ou de nécessité _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 44](244c2), p. II)_, et elle est, en le concevant, affectée de la même certitude _(par la [Prop. 43](243), p. II avec son [Scol.](243sc))_. Que l'idée donc soit celle d'une chose future ou passée, ou celle d'une chose présente, l'Âme conçoit la chose avec la même nécessité et est affectée de la même certitude ; et que l'idée ait pour objet une chose future ou passée, ou une chose présente, elle n'en sera pas moins également vraie _(par la [Prop. 41](241), p. II)_ ; c'est-à-dire _(par la [Defin. 4](2d4), p.II)_ qu'elle n'en aura pas moins toujours les mêmes propriétés de l'idée adéquate ; et ainsi, en tant que l'Âme conçoit les choses sous le commandement de la Raison, elle est affectée de la même manière, que l'idée soit celle d'une chose future ou passée, ou celle d'une chose présente. CQFD." - }, - { - "id": "462sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Si nous pouvions avoir une connaissance adéquate de la durée des choses, et déterminer par la Raison leurs temps d'existence, nous considérerions les choses futures et les présentes affectés du même sentiment et le bien que l'Âme concevrait comme futur, elle l'appéterait comme un bien présent ; par suite, elle négligerait nécessairement un bien présent moindre pour un bien futur plus grand, et elle appéterait fort peu une chose qui serait bonne dans le présent, mais cause d'un mal futur, comme nous le démontrerons bientôt. Mais nous ne pouvons avoir de la durée des choses _(par la [Prop. 31](231), p. II)_ qu'une connaissance extrêmement inadéquate, et nous déterminons _(par le [Scol. de la Prop. 44](244sc), p. II)_ le temps d'existence des choses par l'imagination seule qui n'est pas également affectée par l'image d'une chose présente et d'une future. De là vient que la connaissance vraie du bien et du mal que nous avons, n'est rien qu'abstraite ou générale et que le jugement porté par nous sur l'ordre des choses et la liaison des causes, pour nous permettre de déterminer ce qui dans le présent est bon ou mauvais pour nous, est fondé plutôt sur l'imagination que sur la réalité. Il n'y a donc pas à s'étonner que le Désir né de cette connaissance du bien et du mal relative au futur puisse être réduit assez facilement par le Désir des choses présentement agréables, voir à ce sujet la [Proposition 16](416)." - } - ] - }, - { - "id": "463", - "title": "PROPOSITION 63", - "text": "_Qui est dirigé par la Crainte et fait ce qui est bon pour éviter un mal, n'est pas conduit par la Raison._", - "childs": [ - { - "id": "463d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Toutes les affections se rapportant à l'Âme, en tant qu'elle est active, c'est-à-dire à la Raison _(par la [Prop. 3](303), p. III)_, ne sont autres que des affections de Joie et de Désir _(par la [Prop. 59](359), p. III)_ ; celui donc qui est dirigé par la Crainte _(par la [Défin. 13](3ad13) des Affect.)_ et fait ce qui est bon par peur d'un mal, n'est pas conduit par la Raison. CQFD." - }, - { - "id": "463sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Les superstitieux qui savent flétrir les vices plutôt qu'enseigner les vertus, et qui, cherchant non à conduire les hommes par la Raison mais à les contenir par la Crainte, leur font fuir le mal sans aimer les vertus, ne tendent à rien d'autre qu'à rendre les autres aussi misérables qu'eux-mêmes ; il n'est donc pas étonnant qu'ils soient le plus souvent insupportables et odieux aux hommes." - }, - { - "id": "463c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Par un Désir tirant son origine de la Raison nous poursuivons le bien directement et fuyons le mal indirectement." - }, - { - "id": "463cd", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Un Désir tirant son origine de la Raison peut naître seulement d'une affection de Joie qui n'est pas une passion _(par la [Prop. 59](359), p. III)_, c'est-à-dire d'une Joie qui ne peut avoir d'excès _(par la [Prop. 61](461))_ et non d'une Tristesse ; ce Désir par suite _(par la [Prop. 8](408))_ naît de la connaissance du bien, non de celle du mal ; nous appétons donc sous la conduite de la Raison le bien directement et, en cette mesure seulement, fuyons le mal. CQFD." - }, - { - "id": "463csc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Ce Corollaire s'explique par l'exemple du malade et du valide. Le malade absorbe ce qu'il a en aversion par peur de la mort ; le valide tire satisfaction de la nourriture et jouit ainsi de la vie mieux que s'il avait peur de la mort et désirât l'écarter directement. De même un juge qui, non par Haine ou Colère, etc., mais par seul Amour du salut public, condamne un coupable à mort, est conduit par la seule Raison." - } - ] - }, - { - "id": "464", - "title": "PROPOSITION 64", - "text": "_La connaissance d'un mal est une connaissance inadéquate._", - "childs": [ - { - "id": "464d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La connaissance d'un mal _([Prop. 8](408))_ est la Tristesse même en tant que nous en avons conscience. Mais la Tristesse est un passage à une perfection moindre _([Défin. 3](3ad3) des Affect.)_ qui pour cette raison ne peut se connaître par l'essence même de l'homme _(Prop. [6](306) et [7](307))_ ; par suite _([Défin. 2](3d2), p. III)_, elle est une passion qui _([Prop. 3](303), p. III)_ dépend d'idées inadéquates ; conséquemment _([Prop. 29](229), p. II)_ la connaissance en est inadéquate, c'est-à-dire que la connaissance d'un mal est inadéquate. CQFD." - }, - { - "id": "464c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que, si l'Âme humaine n'avait que des idées adéquates, elle ne formerait aucune notion de chose mauvaise." - } - ] - }, - { - "id": "465", - "title": "PROPOSITION 65", - "text": "_De deux biens nous rechercherons sous la conduite de la Raison le plus grand, et de deux maux le moindre._", - "childs": [ - { - "id": "465d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Un bien qui empêche que nous ne jouissions d'un bien plus grand, est en réalité un mal ; car mauvais et bon _(comme nous l'avons montré dans la [Préface](4pr) de celle Partie)_ se disent des choses en tant que nous les comparons entre elles ; et un mal moindre est en réalité un bien (pour la même raison) ; c'est pourquoi _(par le [Coroll. de la Prop. 63](463c))_ sous la conduite de la Raison nous appéterons ou rechercherons seulement un bien plus grand et un mal moindre. CQFD." - }, - { - "id": "465c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Nous rechercherons sous la conduite de la Raison un mal moindre pour un plus grand bien et renoncerons à un bien moindre qui est cause d'un mal plus grand, car le mal appelé ici moindre, est en réalité un bien, et le bien inversement un mal ; nous appéterons donc le mal _(par le [Coroll. de la Prop. 63](463c))_ et renoncerons au bien. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "466", - "title": "PROPOSITION 66", - "text": "_Nous préférerons sous la conduite de la Raison un bien plus grand futur à un moindre présent, et un mal moindre présent à un plus grand futur._", - "childs": [ - { - "id": "466d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si l'Âme pouvait avoir d'une chose future une connaissance adéquate, elle serait affectée de même à l'égard d'une chose future et d'une présente _(par la [Prop. 62](462))_ ; en tant, par suite, que nous avons égard à la Raison même, comme nous le supposons dans cette Proposition, la situation est la même, qu'il s'agisse d'un bien plus grand (ou d'un mal plus grand) futur ou d'un présent ; par suite _(par la [Prop. 65](465))_, nous préférerons un bien plus grand futur à un moindre présent, etc. CQFD." - }, - { - "id": "466c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Nous appéterons sous la conduite de la Raison un mal moindre présent qui est cause d'un bien plus grand futur, et nous renoncerons à un bien moindre présent qui est cause d'un mal plus grand futur. Ce Corollaire est avec la [Prop. précéd.](466) dans le même rapport que le [Coroll. de la Prop. 65](465c) avec la [Prop. 65](465)." - }, - { - "id": "466sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Rapprochant ce qui précède de ce que nous avons dit dans cette Partie jusqu'à la [Proposition 18](418) au sujet des forces des affections, nous verrons facilement en quoi un homme conduit par l'affection seule ou l'opinion diffère d'un homme conduit par la Raison. Le premier, qu'il le veuille ou non, ne sait en aucune façon ce qu'il fait ; le second n'a à plaire qu'à lui-même et fait seulement ce qu'il sait qui tient la première place dans la vie et qu'il désire le plus pour cette raison ; j'appelle en conséquence le premier serf, le second libre, et je veux faire ici quelques observations encore sur la complexion de ce dernier et sa règle de vie." - } - ] - }, - { - "id": "467", - "title": "PROPOSITION 67", - "text": "_Un homme libre ne pense à aucune chose moins qu'à la mort, et sa sagesse est une méditation non de la mort mais de la vie._", - "childs": [ - { - "id": "467d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Un homme libre, c'est-à-dire qui vit suivant le seul commandement de la Raison, n'est pas dirigé par la crainte de la mort _(par la [Prop. 63](463))_, mais désire ce qui est bon directement _(par le [Coroll.](463c) de la même Prop.)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 24](424))_ désire agir, vivre, conserver son être suivant le principe de la recherche de l'utile propre ; par suite, il ne pense à aucune chose moins qu'à la mort, et sa sagesse est une méditation de la vie. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "468", - "title": "PROPOSITION 68", - "text": "_Si les hommes naissaient libres, ils ne formeraient aucun concept de chose bonne ou mauvaise aussi longtemps qu'ils seraient libres._", - "childs": [ - { - "id": "468d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "J'ai dit que celui-là est libre qui est conduit par la seule Raison ; qui donc naît libre et le demeure, n'a que des idées adéquates ; par suite, il n'a aucun concept de chose mauvaise _(par le [Coroll. de la Prop. 64](464c))_ et conséquemment aussi (bien et mal étant corrélatifs) de chose bonne. CQFD." - }, - { - "id": "468sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Que l'hypothèse de cette Proposition est fausse et ne peut se concevoir qu'autant qu'on considère la nature humaine seule, ou plutôt Dieu non en tant qu'il est infini mais en tant seulement qu'il est la cause pour quoi l'homme existe, cela est évident par la [Proposition 4](404). C'est là, avec d'autres vérités par nous déjà démontrées, ce que Moïse paraît avoir voulu signifier dans cette histoire du premier homme. Il n'y conçoit en effet d'autre puissance de Dieu que celle qui lui sert à créer l'homme, c'est-à-dire une puissance pourvoyant uniquement à l'utilité de l'homme ; et, suivant cette conception, il raconte que Dieu a interdit à l'homme libre de manger (le fruit) de l'arbre de la connaissance du bien et du mal et que, sitôt qu'il en mangerait, il devait craindre la mort plutôt que désirer vivre ; puis qu'ayant trouvé la femme, qui s'accordait pleinement avec sa nature, l'homme connut n'y avoir rien dans la Nature qui pût lui être plus utile ; mais qu'ayant cru les bêtes semblables à lui, il a commencé tout aussitôt d'imiter leurs affections _(voir la [Prop. 27](327), p. III)_ et de perdre sa liberté ; liberté recouvrée plus tard par les Patriarches sous la conduite de l'Esprit du Christ, c'est-à-dire de l'idée de Dieu, de laquelle seule dépend que l'homme soit libre et qu'il désire pour les autres hommes le bien qu'il désire pour lui-même, comme nous l'avons démontré plus haut _(par la [Prop. 37](437))_." - } - ] - }, - { - "id": "469", - "title": "PROPOSITION 69", - "text": "_La vertu d'un homme libre se montre aussi grande quand il évite les dangers que quand il en triomphe._", - "childs": [ - { - "id": "469d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une affection ne peut être réduite ni ôtée que par une affection contraire et plus forte que l'affection à réduire _(par la [Prop. 7](407))_. Or, l'Audace aveugle et la Crainte sont des affections que l'on peut concevoir également grandes _(par les Prop. [5](405) et [3](403))_. Une vertu, ou force d'âme _(voir la Défin. dans le [Scol. de la Prop. 59](359sc), p. III)_, aussi grande est donc requise pour réduire l'Audace que pour réduire la Crainte ; c'est-à-dire _(par les Défin. [40](3ad40) et [41](3ad41) des Affect.)_ qu'un homme libre évite les périls par la même vertu qui fait qu'il tente d'en triompher. CQFD." - }, - { - "id": "469c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Dans un homme libre donc la fuite opportune et le combat témoignent d'une égale Fermeté d'âme ; autrement dit, l'homme libre choisit la fuite avec la même Fermeté d'âme, ou présence d'esprit, que le combat." - }, - { - "id": "469sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "J'ai expliqué ce qu'est la Fermeté d'âme, ou ce que j'entends par là, dans le [Scolie de la Proposition 59](359sc), partie III. Quant au péril, j'entends par là tout ce qui peut être cause de quelque mal, tel que Tristesse, Haine, Discorde, etc." - } - ] - }, - { - "id": "470", - "title": "PROPOSITION 70", - "text": "_L'homme libre qui vit parmi les ignorants, s'applique autant qu'il peut à éviter leurs bienfaits._", - "childs": [ - { - "id": "470d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Chacun juge selon sa complexion, quelle chose est bonne _(voir le [Scol. de la Prop. 39](339sc), p. III)_ ; l'ignorant donc qui a fait quelque bien à quelqu'un l'estimera selon sa complexion, et s'il voit ce bienfait tenu en moindre estime par celui qui le reçoit, il sera contristé _(par la [Prop. 42](342), p. III)_. L'homme libre, d'autre part, s'applique à établir entre les autres hommes et lui un lien d'amitié _(par la [Prop. 37](437))_ et non à leur rendre des bienfaits qui, dans leur propre opinion, soient jugés égaux, mais à se conduire et à conduire les autres suivant le libre jugement de la Raison, et à faire seulement ce qu'il sait tenir la première place. L'homme libre donc, pour ne pas être en haine aux ignorants et ne pas déférer à leur appétit, mais à la Raison seule, s'efforcera, autant que possible, d'éviter leurs bienfaits. CQFD." - }, - { - "id": "470sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Je dis _autant que possible_. Bien qu'ignorants, en effet, ce sont des hommes pouvant en cas de besoin apporter un secours d'homme, et il n'en est pas de plus précieux ; ainsi arrive-t-il souvent qu'il est nécessaire de recevoir d'eux un bienfait et de s'en montrer reconnaissant suivant leur propre complexion ; à quoi s'ajoute que, même en évitant leurs bienfaits, nous devons être prudents de façon que nous ne paraissions pas les mépriser ou craindre par Avarice d'avoir à leur rendre l'équivalent, sans quoi, pour éviter d'être pris en haine par eux, nous les offenserions. Il faut donc, en évitant les bienfaits, avoir égard à l'utile et à l'honnête." - } - ] - }, - { - "id": "471", - "title": "PROPOSITION 71", - "text": "_Seuls les hommes libres sont très reconnaissants les uns à l'égard des autres._", - "childs": [ - { - "id": "471d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Seuls les hommes libres sont pleinement utiles les uns aux autres et liés entre eux par une amitié tout à fait étroite _(par la [Prop. 35](435) avec le [Coroll. 1](435c1))_ ; seuls, ils s'efforcent de se faire du bien mutuellement avec un même zèle amical _(par la [Prop. 37](437))_ ; et, par suite _(par la [Défin. 34](3ad34) des Affect.)_, seuls les hommes libres sont très reconnaissants les uns à l'égard des autres. CQFD." - }, - { - "id": "471sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "La reconnaissance qu'ont entre eux les hommes dirigés par le Désir aveugle, est la plupart du temps plutôt un trafic ou une piperie que de la reconnaissance. Pour l'ingratitude, elle n'est pas une affection. Elle est cependant vilaine, parce qu'elle indique le plus souvent qu'un homme est affecté d'une haine excessive, de Colère, d'Orgueil ou d'Avarice, etc. Celui en effet qui, par sottise, ne sait pas rendre l'équivalent des dons qu'il a reçus n'est pas un ingrat ; encore bien moins celui de qui les dons d'une courtisane ne font pas l'instrument docile de sa lubricité, ceux d'un voleur un recéleur de ses larcins, ou sur qui les dons d'une autre personne semblable [n'ont pas l'effet qu'elle en attend]. Au contraire, on fait preuve de constance d'âme en ne se laissant pas séduire par des dons corrupteurs à sa propre perte ou à la perte commune." - } - ] - }, - { - "id": "472", - "title": "PROPOSITION 72", - "text": "_L'homme libre n'agit jamais en trompeur, mais toujours de bonne foi._", - "childs": [ - { - "id": "472d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si un homme libre agissait, en tant que libre, en trompeur, il le ferait par le commandement de la Raison (nous ne l'appelons libre qu'à cette condition) ; tromper serait donc une vertu _(par la [Prop. 24](424))_ et conséquemment _(par la même [Prop.](424))_ il serait bien avisé à chacun de tromper pour conserver son être ; c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_, il serait bien avisé aux hommes de s'accorder seulement en paroles et d'être en réalité contraires les uns aux autres, ce qui _(par le [Coroll. de la Prop. 31](431c))_ est absurde. Donc un homme libre, etc. CQFD." - }, - { - "id": "472sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Demande-t-on si, en cas qu'un homme pût se délivrer par la mauvaise foi d'un péril de mort imminent, la règle de la conservation de l'être propre ne commanderait pas nettement la mauvaise foi? Je réponds de même : si la Raison commande cela, elle le commande donc à tous les hommes, et ainsi la Raison commande d'une manière générale à tous les hommes de ne conclure entre eux pour l'union de leurs forces et l'établissement des droits communs que des accords trompeurs, c'est-à-dire commande de n'avoir pas en réalité de droits communs, mais cela est absurde." - } - ] - }, - { - "id": "473", - "title": "PROPOSITION 73", - "text": "_L'homme qui est dirigé par la Raison, est plus libre dans la Cité où il vit selon le décret commun, que dans la solitude où il n'obéit qu'à lui-même._", - "childs": [ - { - "id": "473d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'homme qui est dirigé par la Raison, n'est pas conduit par la Crainte à obéir _(par la [Prop. 63](463))_ ; mais, en tant qu'il s'efforce de conserver son être suivant le commandement de la Raison, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 66](466sc))_ en tant qu'il s'efforce de vivre librement, il désire observer la règle de la vie et de l'utilité communes _(par la [Prop. 37](437))_ et, en conséquence _(nous l'avons montré dans le [Scol. 2 de la Prop. 37](437sc2))_, vivre suivant le décret commun de la cité. L'homme qui est dirigé par la Raison, désire donc, pour vivre plus librement, observer le droit commun de la Cité. CQFD." - }, - { - "id": "473sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Proposition et les autres principes établis au sujet de la vraie liberté de l'homme se rapportent à la Fermeté d'âme, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 59](359sc), p. III)_ à la Force d'âme et à la Générosité. Je ne juge pas qu'il vaille la peine de démontrer ici séparément toutes les propriétés de la Force d'âme et, encore bien moins, qu'un homme à l'âme forte n'a personne en haine, n'a de colère, d'envie, d'indignation à l'égard de personne, ne mésestime personne et n'a aucun orgueil. Cela en effet et tout ce qui concerne la vie vraie et la Religion s'établit aisément par les Propositions [37](437) et [46](446), je veux dire que la Haine doit être vaincue par l'Amour, et que quiconque est conduit par la Raison, désire pour les autres ce qu'il appète pour lui-même. A quoi s'ajoute ce que nous avons observé dans le [Scolie de la Proposition 50](450sc) et en d'autres endroits : qu'un homme d'âme forte considère avant tout que tout suit de la nécessité de la nature divine ; que, par suite, tout ce qu'il pense être insupportable et mauvais et tout ce qui, en outre, lui paraît immoral, digne d'horreur, injuste et vilain, cela provient de ce qu'il conçoit les choses d'une façon troublée, mutilée et confuse ; pour cette raison, il s'efforce avant tout de concevoir les choses, comme elles sont en elles-mêmes, et d'écarter les empêchements à la connaissance vraie tels que la Haine, la Colère, l'Envie, la Raillerie, l'Orgueil et autres s emblables notés dans ce qui précède ; par suite, autant qu'il peut, il s'efforce, comme nous l'avons dit, de bien faire et de se tenir en joie. Jusqu'à quel point maintenant l'humaine vertu y parvient et quel est son pouvoir, c'est ce que je démontrerai dans la Partie suivante." - } - ] - }, - { - "id": "4ap", - "title": "APPENDICE", - "text": "_Ce que j'ai exposé dans cette Partie sur la conduite droite de la vie, n'a pas été disposé de façon qu'on le pût voir d'ensemble, mais a été démontré par moi dans l'ordre dispersé où la déduction successive de chaque vérité se faisait le plus facilement. Je me suis donc résolu à le rassembler ici et à le résumer en chapitres principaux._", - "childs": [ - { - "id": "4c1", - "type": "CHAPITRE 1", - "text": "Tous nos efforts ou Désirs suivent de la nécessité de notre nature de façon qu'ils se puissent connaître ou par elle seule comme par leur cause prochaine, ou en tant que nous sommes une partie de la Nature qui ne peut être conçue adéquatement par elle-même sans les autres individus." - }, - { - "id": "4c2", - "type": "CHAPITRE 2", - "text": "Les Désirs qui suivent de notre nature de façon qu'ils se puissent connaître par elle seule, sont ceux qui se rapportent à l'Âme en tant qu'on la conçoit comme composée d'idées adéquates ; pour les autres Désirs, ils ne se rapportent à l'âme qu'en tant qu'elle conçoit les choses inadéquatement ; leur force et leur croissance doivent être définies par la puissance non de l'homme, mais des choses extérieures ; par suite, les premiers Désirs sont appelés actions droites, les seconds passions ; les uns en effet sont des marques de notre puissance, les autres, au contraire, de notre impuissance et d'une connaissance mutilée." - }, - { - "id": "4c3", - "type": "CHAPITRE 3", - "text": "Nos actions, c'est-à-dire ces Désirs qui sont définis par la puissance de l'homme ou la Raison, sont toujours bonnes ; les autres désirs peuvent être aussi bien bons que mauvais." - }, - { - "id": "4c4", - "type": "CHAPITRE 4", - "text": "Il est donc utile avant tout dans la vie de perfectionner l'Entendement ou la Raison autant que nous pouvons ; et en cela seul consiste la félicité suprême ou béatitude de l'homme ; car la béatitude de l'homme n'est rien d'autre que le contentement intérieur lui-même, lequel naît de la connaissance intuitive de Dieu ; et perfectionner l'Entendement n'est rien d'autre aussi que connaître Dieu et les attributs de Dieu et les actions qui suivent de la nécessité de sa nature. C'est pourquoi la fin ultime d'un homme qui est dirigé par la Raison, c'est-à-dire le Désir suprême par lequel il s'applique à gouverner tous les autres, est celui qui le porte à se concevoir adéquatement et à concevoir adéquatement toutes les choses pouvant être pour lui objets de connaissance claire." - }, - { - "id": "4c5", - "type": "CHAPITRE 5", - "text": "Il n'y a donc point de vie conforme à la Raison^[D'après la traduction de Glazemaker, il y aurait lieu de substituer le mot _vera à rationalis_ que je traduis.] sans la connaissance claire ; et les choses sont bonnes dans la mesure seulement où elles aident l'homme à jouir de la vie de l'Âme, qui se définit par la connaissance claire. Celles qui, au contraire, empêchent que l'homme ne perfectionne la Raison et ne jouisse d'une vie conforme à elle, celles-là seules, nous disons qu'elles sont mauvaises." - }, - { - "id": "4c6", - "type": "CHAPITRE 6", - "text": "Puis donc que tout ce dont l'homme est cause efficiente, est nécessairement bon, rien de mauvais ne peut arriver à l'homme si ce n'est de causes extérieures ; je veux dire en tant qu'il est une partie de la Nature entière, aux lois de qui la nature humaine doit obéir et à qui elle est contrainte de s'adapter d'une infinité presque de manières." - }, - { - "id": "4c7", - "type": "CHAPITRE 7", - "text": "Il est impossible que l'homme ne soit pas une partie de la Nature et n'en suive pas l'ordre commun. Si, cependant, il vit parmi des individus tels que leur nature s'accorde avec la sienne, par cela même sa puissance d'agir sera secondée et alimentée. Si, au contraire, il se trouve parmi des individus tels qu'ils ne s'accordent nullement avec sa nature, il ne peut guère s'adapter à eux sans un grand changement de lui-même." - }, - { - "id": "4c8", - "type": "CHAPITRE 8", - "text": "Tout ce qu'il y a dans la Nature que nous jugeons qui est mauvais, autrement dit, que nous jugeons capable d'empêcher que nous ne puissions exister et jouir d'une vie conforme à la raison, il nous est permis de l'écarter par la voie paraissant la plus sûre ; tout ce qu'il y a, au contraire que nous jugeons qui est bon ou utile à la conservation de notre être et à la jouissance de la vie conforme à la Raison, il nous est permis de le prendre pour notre usage et de nous en servir de toute façon ; et absolument parlant il est permis à chacun, suivant le droit suprême de la Nature, de faire ce qu'il juge devoir lui être utile." - }, - { - "id": "4c9", - "type": "CHAPITRE 9", - "text": "Rien ne peut mieux s'accorder avec la nature d'une chose que les autres individus de même espèce ; il n'y a donc _(par le [Chapitre 7](4c7))_ rien de plus utile pour la conservation de l'être propre et la jouissance de la vie conforme à la raison qu'un homme dirigé par la Raison. En outre, puisque, parmi les choses singulières, nous ne savons rien qui ait plus de prix qu'un homme dirigé par la Raison, personne ne peut mieux montrer ce qu'il vaut par son habileté et ses aptitudes, qu'en élevant des hommes de façon qu'ils vivent enfin sous la propre souveraineté de la Raison." - }, - { - "id": "4c10", - "type": "CHAPITRE 10", - "text": "Dans la mesure où les hommes sont animés les uns contre les autres d'Envie ou de quelque affection de Haine, ils sont contraires les uns aux autres et, par suite, d'autant plus à craindre que leur pouvoir est plus grand que celui des autres individus de la Nature." - }, - { - "id": "4c11", - "type": "CHAPITRE 11", - "text": "Les cœurs ne sont cependant pas vaincus par les armes mais par l'Amour et la Générosité." - }, - { - "id": "4c12", - "type": "CHAPITRE 12", - "text": "Il est utile aux hommes, avant tout, d'avoir des relations sociales entre eux, de s'astreindre et lier de façon qu'ils puissent former un tout bien uni et, absolument, de faire ce qui peut rendre les amitiés plus solides." - }, - { - "id": "4c13", - "type": "CHAPITRE 13", - "text": "De l'art et de la vigilance, toutefois, sont pour cela requis. Les hommes en effet sont divers (rares ceux qui vivent suivant les préceptes de la Raison) et cependant envieux pour la plupart, plus enclins à la Vengeance qu'à la Miséricorde. Pour les accepter tous avec leur complexion propre et se retenir d'imiter leurs affections, il est besoin d'une singulière puissance sur soi-même. Ceux qui, d'ailleurs, s'entendent à censurer les hommes et à flétrir leurs vices plus qu'à enseigner les vertus, à briser les âmes au lieu de les fortifier, sont insupportables à eux-mêmes et aux autres ; beaucoup, par suite, trop peu capables de patience et égarés par un zèle prétendu religieux, ont mieux aimé vivre parmi les bêtes que parmi les hommes ; ainsi des enfants et des adolescents, ne pouvant supporter d'une âme égale les reproches de leurs parents, se réfugient dans le service militaire ; ils préfèrent les peines de la guerre et le pouvoir sans contrôle d'un chef aux douceurs de la vie de famille avec les remontrances paternelles, et acceptent docilement quelque fardeau que ce soit, pourvu qu'ils se vengent de leurs parents." - }, - { - "id": "4c14", - "type": "CHAPITRE 14", - "text": "Encore que les hommes se gouvernent en tout, le plus souvent suivant leur appétit sensuel, la vie sociale a cependant beaucoup plus de conséquences avantageuses que de dommageables. Il vaut donc mieux supporter leurs offenses d'une âme égale et travailler avec zèle à établir la concorde et l'amitié." - }, - { - "id": "4c15", - "type": "CHAPITRE 15", - "text": "Ce qui engendre la concorde, se ramène à la justice, à l'équité et à l'honnêteté. Les hommes en effet supportent mal, outre l'injuste et l'inique, ce qui passe pour vilain et ne souffrent pas que l'on fasse fi des coutumes reçues dans la Cité. Pour gagner l'Amour est, avant tout, nécessaire ce qui se rapporte à la Religion et à la Moralité ; voir à ce sujet les Scolies [1](437sc1) et [2](437sc2) de la Proposition 37, le [Scol. de la Prop. 46](446sc) et le [Scol. de la Prop. 73](473sc)." - }, - { - "id": "4c16", - "type": "CHAPITRE 16", - "text": "La concorde est encore engendrée par la Crainte mais sans bonne foi. De plus, la Crainte tire son origine de l'impuissance de l'âme et n'appartient donc pas à l'usage de la Raison ; il en est de même de la Commisération, bien qu'elle ait l'apparence extérieure de la Moralité." - }, - { - "id": "4c17", - "type": "CHAPITRE 17", - "text": "Les hommes sont encore conquis par les largesses, ceux-là surtout qui n'ont pas de quoi se procurer les choses nécessaires à leur subsistance. Porter secours, toutefois, à chaque indigent, cela dépasse de beaucoup les forces et l'intérêt d'un particulier. Ses richesses ne sauraient à beaucoup près y suffire, et la limitation de ses facultés^[_Unius præterea viri facultas limitatior est_... Land ajoute _ingenii_ après _facultas_, conformément au _texte_ de l'édition de 1677 , mais les premiers éditeurs ont admis eux-mêmes dans leurs _corrigenda_ qu'il y avait lieu de supprimer _ingenii_.] ne lui permet pas de se rendre l'ami de tous ; le soin des pauvres s'impose donc à la société entière et concerne seulement l'intérêt commun." - }, - { - "id": "4c18", - "type": "CHAPITRE 18", - "text": "Dans l'acceptation des bienfaits et les témoignages de reconnaissance à donner, de tout autres soins sont nécessaires ; voir sur ce sujet [Scol. de la Prop. 70](470sc) et [Scol. de la Prop. 71](471sc)." - }, - { - "id": "4c19", - "type": "CHAPITRE 19", - "text": "L'amour sensuel, c'est-à-dire l'appétit d'engendrer qui naît de la beauté, et en général tout Amour ayant une autre cause que la liberté de l'âme, se change facilement en Haine ; à moins, chose pire, qu'il ne soit une espèce de délire, auquel cas la discorde, plus que la concorde, est alimentée. Voir le [Scol. de la Prop. 31](331sc), partie III." - }, - { - "id": "4c20", - "type": "CHAPITRE 20", - "text": "Pour le mariage, il est certain qu'il s'accorde avec la Raison si le Désir de l'union des corps n'est pas engendré seulement par la beauté, mais par l'Amour de procréer des enfants et de les élever sagement ; si, en outre, l'Amour de l'un et de l'autre, c'est-à-dire de l'homme et de la femme, a pour cause principale non la seule beauté, mais la liberté intérieure." - }, - { - "id": "4c21", - "type": "CHAPITRE 21", - "text": "La flatterie encore engendre la concorde ; mais avec la souillure de la servitude ou la mauvaise foi : nul n'est plus conquis par la flatterie que l'orgueilleux, qui veut être le premier et ne l'est pas." - }, - { - "id": "4c22", - "type": "CHAPITRE 22", - "text": "La Mésestime de soi a une fausse apparence de moralité et de religion ; et, bien que la Mésestime de soi s'oppose à l'Orgueil, celui qui se mésestime est cependant très proche de l'orgueilleux. Voir [Scol. de la Prop. 57](457sc)." - }, - { - "id": "4c23", - "type": "CHAPITRE 23", - "text": "La Honte en outre ne contribue à la concorde qu'en ce qui ne peut rester caché. Puisque, d'autre part, la Honte est une espèce de Tristesse, elle ne concerne pas l'usage de la Raison." - }, - { - "id": "4c24", - "type": "CHAPITRE 24", - "text": "Les autres affections de Tristesse dirigées contre des hommes sont directement opposées à la justice, à l'équité, à l'honnêteté, à la moralité et à la religion ; et, bien que l'Indignation ait l'apparence extérieure de l'équité, il n'y a pas de lois réglant la vie, où il est permis à chacun de porter un jugement sur les actes d'autrui et de venger son droit ou celui d'autrui." - }, - { - "id": "4c25", - "type": "CHAPITRE 25", - "text": "La Modestie, c'est-à-dire le Désir de plaire aux hommes, quand la Raison le détermine, se ramène à la Moralité _(comme nous l'avons dit dans le [Scol. 1 de la Prop. 37](437sc1))_. Mais, si elle tire son origine d'une affection, la Modestie est l'Ambition, c'est-à-dire un Désir pour lequel les hommes le plus souvent excitent des discordes et des séditions sous une fausse couleur de moralité. Qui, en effet, désire assister les autres de ses conseils ou en action, pour parvenir en commun à la jouissance du souverain bien, il travaillera avant tout à gagner leur Amour ; non pas à se faire admirer d'eux pour qu'une discipline porte son nom, non plus qu'à donner aucun motif d'Envie. Dans les conversations, il se gardera de rapporter les vices des hommes et aura soin de ne parler qu'avec ménagement de leur impuissance, amplement au contraire de la vertu ou puissance de l'homme et de la voie à suivre pour la porter à sa perfection ; de façon que les hommes, non par crainte ou aversion, mais affectés seulement d'une émotion de Joie, s'efforcent à vivre, autant qu'il est en eux, suivant les préceptes de la Raison." - }, - { - "id": "4c26", - "type": "CHAPITRE 26", - "text": "Outre les hommes, nous ne savons dans la Nature aucune chose singulière dont l'Âme nous puisse donner de la joie, et à laquelle nous puissions nous joindre par l'amitié ou aucun genre de relation sociale ; ce qu'il y a donc dans la Nature en dehors des hommes, la règle de l'utile ne demande pas que nous le conservions, mais nous pouvons, suivant cette règle, le conserver pour divers usages, le détruire ou l'adapter à notre usage par tous les moyens." - }, - { - "id": "4c27", - "type": "CHAPITRE 27", - "text": "L'utilité qui se tire des choses extérieures, outre l'expérience et la connaissance acquises par leur observation et les transformations que nous leur faisons subir, est surtout la conservation du Corps ; pour cette raison les choses utiles sont, avant tout, celles qui peuvent alimenter le Corps et le nourrir de façon que toutes ses parties puissent s'acquitter convenablement de leur office. Plus le Corps est apte en effet à être affecté de plusieurs manières et à affecter les corps extérieurs d'un très grand nombre de manières, plus l'Âme est apte à penser _(voir les Prop. [38](438) et [39](439))_. Mais les choses de cette sorte semblent être très peu nombreuses dans la Nature et, par suite, pour nourrir les Corps, comme il est requis, il est nécessaire d'user d'aliments nombreux de nature diverse. Le Corps humain, en effet, est composé d'un très grand nombre de parties de nature différente qui ont constamment besoin d'aliments variés, afin que tout le Corps soit également apte à tout ce qui peut suivre de sa nature et que l'Âme en conséquence soit aussi également apte à concevoir plusieurs choses." - }, - { - "id": "4c28", - "type": "CHAPITRE 28", - "text": "Pour se procurer ce nécessaire, les forces de chacun ne suffiraient guère si les hommes ne se rendaient de mutuels services. L'argent est devenu l'instrument par lequel on se procure vraiment toutes choses et le résumé des richesses, si bien que son image occupe d'ordinaire plus qu'aucune chose l'Âme du vulgaire ; on ne peut guère en effet imaginer aucune sorte de Joie, sinon avec l'accompagnement comme cause de l'idée de monnaie." - }, - { - "id": "4c29", - "type": "CHAPITRE 29", - "text": "Cela, toutefois, n'est un vice que chez ceux qui sont en quête d'argent, non par besoin ni pour pourvoir aux nécessités de la vie, mais parce qu'ils ont appris l'art varié de s'enrichir et se font honneur de le posséder. Ils donnent bien au Corps sa pâture selon la coutume, mais en cherchant à épargner, parce qu'ils croient perdue toute partie de leur avoir dépensée pour la conservation du Corps. Pour ceux qui savent le vrai usage de la monnaie et règlent leur richesse sur le besoin seulement, ils vivent contents de peu." - }, - { - "id": "4c30", - "type": "CHAPITRE 30", - "text": "Ces choses donc étant bonnes qui aident les parties du Corps à s'acquitter de leur office, et la Joie consistant en ce que la puissance de l'homme, en tant qu'il est composé d'une Âme et d'un Corps, est secondée ou accrue, tout ce qui donne de la Joie, est bon. L'action des choses toutefois n'a point pour fin qu'elles nous affectent de joie, et leur puissance d'agir n'est point réglée sur notre utilité ; enfin la Joie se rapporte le plus souvent de façon toute spéciale à une partie unique du Corps ; pour ces raisons (à moins que la Raison et la vigilance n'interviennent) la plupart des affections de Joie et conséquemment aussi les Désirs qui en naissent ont de l'excès ; à quoi s'ajoute que, sous l'empire d'une affection, nous donnons la première place à ce qui est présentement agréable, et ne pouvons dans l'appréciation des choses futures apporter pareil sentiment. Voir le [Scol. de la Prop. 44](444sc) et [Scol. de la Prop. 60](460sc)." - }, - { - "id": "4c31", - "type": "CHAPITRE 31", - "text": "La superstition, au contraire, semble admettre que le bien, c'est ce qui apporte de la Tristesse ; le mal, ce qui donne de la Joie. Mais, comme nous l'avons dit déjà _(voir le [Scol. de la Prop. 45](445sc))_, seul un envieux peut prendre plaisir à mon impuissance et à ma peine. Plus grande est la Joie dont nous sommes affectés en effet, plus grande la perfection à laquelle nous passons et plus, en conséquence, nous participons de la nature divine ; et jamais ne peut être mauvaise une Joie réglée par l'entente vraie de notre utilité. Qui, au contraire, est dirigé par la Crainte et fait le bien pour éviter le mal, n'est pas conduit par la Raison." - }, - { - "id": "4c32", - "type": "CHAPITRE 32", - "text": "Mais la puissance de l'homme est extrêmement limitée et infiniment surpassée par celle des causes extérieures ; nous n'avons donc pas un pouvoir absolu d'adapter à notre usage les choses extérieures. Nous supporterons, toutefois, d'une âme égale les événements contraires à ce qu'exige la considération de notre intérêt, si nous avons conscience de nous être acquittés de notre office, savons que notre puissance n'allait pas jusqu'à nous permettre de les éviter, et avons présente cette idée que nous sommes une partie de la Nature entière dont nous suivons l'ordre. Si nous connaissons cela clairement et distinctement, cette partie de nous qui se définit par la connaissance claire, c'est-à-dire la partie la meilleure de nous, trouvera là un plein contentement et s'efforcera de persévérer dans ce contentement. En tant en effet que nous sommes connaissants, nous ne pouvons rien appéter que ce qui est nécessaire ni, absolument, trouver de contentement que dans le vrai ; dans la mesure donc où nous connaissons cela droitement, l'effort de la meilleure partie de nous-même s'accorde avec l'ordre de la Nature entière." - } - ] - }, - { - "title":"_Fin de la Quatrième Partie._", - "type":"filet" - } - ] - }, - { - "index": 5, - "id": "p5", - "title": "_Cinquième Partie_, DE la Puissance de l'Entendement _ou_ de la Liberté de l'Homme.", - "enonces": [ - { - "id": "5pr", - "title": "PRÉFACE", - "text": "_Je passe enfin à cette autre partie de l'Éthique où il s'agit de la manière de parvenir à la liberté ou de la voie y conduisant. J'y traiterai donc de la puissance de la raison, montrant ce que peut la Raison elle-même contre les affections et ensuite ce qu'est la liberté de l'Âme ou Béatitude ; par où nous verrons combien le sage l'emporte en pouvoir sur l'ignorant. Quant à la manière de porter l'Entendement à sa perfection et à la voie y conduisant, ce sont choses qui n'appartiennent pas au présent ouvrage, non plus que l'art de traiter le Corps de façon qu'il puisse remplir convenablement sa fonction ; cette dernière question est du ressort de la Médecine, l'autre de la Logique. Ici, comme je l'ai dit, je traiterai donc de la seule puissance de l'Âme, c'est-à-dire de la Raison, et avant tout je montrerai combien d'empire et quelle sorte d'empire elle a sur les affections pour les réduire et les gouverner. Nous n'avons pas en effet sur elles un empire absolu, comme nous l'avons déjà démontré. Les Stoïciens, à la vérité, ont cru qu'elles dépendaient absolument de notre volonté et que nous pouvions leur commander absolument. Les protestations de l'expérience, non certes leurs propres principes, les ont cependant contraints de reconnaître la nécessité pour réduire et gouverner les affections d'un exercice assidu et d'une longue étude. L'un d'eux s'est efforcé de le montrer par l'exemple de deux chiens (si j'ai bon souvenir), l'un domestique et l'autre de chasse : l'exercice, disait-il, peut faire que le chien domestique s'accoutume à chasser ; le chien de chasse au contraire à s'abstenir de la poursuite des lièvres. Cette opinion trouverait grande faveur auprès de Descartes, car il admet que l'Âme ou la Pensée est unie principalement à une certaine partie du cerveau, à savoir la petite glande dite pinéale ; par son moyen l'Âme a la sensation de tous les mouvements excités dans le Corps et des objets extérieurs, et elle peut la mouvoir en divers sens par cela seul qu'elle le veut. Cette petite glande est suspendue d'après lui au milieu du cerveau de telle façon qu'elle puisse être mue par le moindre mouvement des esprits animaux. De plus, cette glande, suspendue au milieu du cerveau, occupe autant de positions différentes qu'il y a de manières pour elle de recevoir le choc des esprits animaux, et en outre autant de traces différentes s'impriment en elle qu'il y a d'objets extérieurs différents poussant vers elle les esprits animaux ; de la sorte, si la glande plus tard se trouve, par la volonté de l'Âme qui la meut diversement, occuper telle ou telle position qu'elle a précédemment occupée sous l'action des esprits animaux diversement agités, elle les poussera et les dirigera de la même façon qu'ils ont été repoussés quand la glande occupait cette même position. En outre, chaque volonté de l'Âme est unie par la Nature à un certain mouvement de la glande. Par exemple, si l'on a la volonté de regarder un objet éloigné, cette volonté fera que la pupille se dilate ; mais, si l'on a seulement la pensée que la pupille devrait se dilater, il ne servira de rien d'en avoir la volonté, parce que la Nature n'a pas joint le mouvement de la glande servant à pousser les esprits animaux vers le nerf optique de la façon qui convient pour dilater ou contracter la pupille, à la volonté de la dilater ou de la contracter, mais seulement à la volonté de regarder des objets éloignés ou rapprochés. Enfin, bien que chaque mouvement de la glande pinéale paraisse lié par la Nature au commencement de la vie à telle pensée singulière parmi celles que nous formons, il peut cependant, en vertu de l'habitude, être joint à d'autres ; comme il s'efforce de le prouver article 50, partie I, des Passions de l'Âme. Il conclut de là que nulle Âme, pour faible qu'elle soit, n'est incapable, avec une bonne direction, d'acquérir un pouvoir absolu sur ses Passions. Elles sont en effet, suivant sa définition,_ des perceptions, ou des sentiments, ou des émotions de l'Âme, qui se rapportent exclusivement à elle et qui (nota bene) sont produites, entretenues et fortifiées par quelque mouvement des esprits _(voir art. 27, partie I, des Passions de l'Âme). Mais, puisque nous pouvons joindre à une volonté quelconque un mouvement quelconque de la glande et conséquemment des esprits, et que la détermination de la volonté dépend de notre seul pouvoir, si nous déterminons notre volonté par des jugements fermes et assurés suivant lesquels nous voulons diriger les actions de notre vie, et joignons à ces jugements les mouvements des passions que nous voulons avoir, nous acquerrons un empire absolu sur nos Passions. Telle est la manière de voir de cet Homme très célèbre (autant que je peux le conjecturer d'après ses paroles) et j'eusse eu peine à croire qu'elle provînt d'un tel homme si elle était moins subtile. En vérité je ne puis assez m'étonner qu'un Philosophe, après s'être fermement résolu à ne rien déduire que de principes connus d'eux-mêmes, et à ne rien affirmer qu'il ne le perçût clairement et distinctement, après avoir si souvent reproché aux Scolastiques de vouloir expliquer les choses obscures par des qualités occultes, admette une Hypothèse plus occulte que toute qualité occulte. Qu'entend-il, je le demande, par l'union de l'Âme et du Corps ? Quelle conception claire et distincte a-t-il d'une pensée très étroitement liée à une certaine petite portion de l'étendue ? Je voudrais bien qu'il eût expliqué cette union par sa cause prochaine. Mais il avait conçu l'Âme distincte du Corps, de telle sorte qu'il n'a pu assigner aucune cause singulière ni de cette union ni de l'Âme elle-même, et qu'il lui a été nécessaire de recourir à la cause de tout l'Univers, c'est-à-dire à Dieu. Je voudrais, de plus, savoir combien de degrés de mouvement l'Âme peut imprimer à cette glande pinéale et avec quelle force la tenir suspendue. Je ne sais en effet si cette glande est mue par l'Âme de-ci de-là plus lentement ou plus vite que par les esprits animaux, et si les mouvements de Passions que nous avons joints étroitement à des jugements fermes ne peuvent pas en être disjoints par des causes corporelles ; d'où suivrait qu'après s'être fermement proposé d'aller à la rencontre des dangers et avoir joint à ce décret des mouvements d'audace, à la vue du péril la glande se trouvât occuper une position telle que l'Âme ne pût penser qu'à la fuite ; et certes, n'y ayant nulle commune mesure entre la volonté et le mouvement, il n'y a aucune comparaison entre la puissance - ou les forces - de l'Âme et celle du Corps ; conséquemment les forces de ce dernier ne peuvent être dirigées par celles de la première. Ajoutez qu'on cherche en vain une glande située au milieu du cerveau de telle façon qu'elle puisse être mue de-ci de-là avec tant d'aisance et de tant de manières, et que tous les nerfs ne se prolongent pas jusqu'aux cavités du cerveau. Je laisse de côté enfin tout ce qu'affirme Descartes sur la volonté et sa liberté, puisque j'en ai assez et surabondamment montré la fausseté. Puis donc que la puissance de l'Âme se définit, je l'ai fait voir plus haut, par la science seule qui est en elle, nous déterminerons les remèdes aux affections, remèdes dont tous ont, je crois, quelque expérience, mais qu'ils n'observent pas avec soin et ne voient pas distinctement, par la seule connaissance de l'Âme et nous en déduirons tout ce qui concerne sa béatitude._", - "childs": [] - }, - { - "title":"AXIOMES", - "type":"title" - }, - { - "id": "5a1", - "title": "I.", - "text": "Si dans le même sujet deux actions contraires sont excitées, un changement devra nécessairement avoir lieu dans l'une et l'autre, ou dans l'une seulement des deux, jusqu'à ce qu'elles cessent d'être contraires.", - "childs": [] - }, - { - "id": "5a2", - "title": "II.", - "text": "La puissance d'un effet se définit par la puissance de sa cause dans la mesure où son essence s'explique ou se définit par l'essence de sa cause. \n(Cet Axiome est évident par la [Prop. 7](307), p. III).", - "childs": [] - }, - { - "id": "501", - "title": "PROPOSITION 1", - "text": "_Suivant que les pensées et les idées des choses sont ordonnées et enchaînées dans l'âme, les affections du Corps, c'est-à-dire les images des choses, sont corrélativement ordonnées et enchaînées dans le Corps._", - "childs": [ - { - "id": "501d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'ordre et la connexion des idées sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses _(par la [Prop. 7](207), p. II)_, et inversement l'ordre et la connexion des choses sont les mêmes que l'ordre et la connexion des idées _(par le Coroll. des Prop. [6](206c) et [7](207c), p. II)_. De même donc que l'ordre et la connexion des idées dans l'Âme se règlent sur l'ordre et l'enchaînement des affections du Corps _(par la [Prop. 18](218), p. II)_, de même inversement _(par la [Prop. 2](302), p. III)_ l'ordre et la connexion des affections du Corps se règlent sur l'ordre et l'enchaînement des pensées et des idées des choses dans l'‚me. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "502", - "title": "PROPOSITION 2", - "text": "_Si nous séparons une émotion ou une affection de l'‚me de la pensée d'une cause extérieure et la joignons à d'autres pensées, l'Amour et la Haine à l'égard de la cause extérieure sont détruits, de même que les fluctuations de l'‚me naissant de ces affections._", - "childs": [ - { - "id": "502d", - "type": "Démonstration ", - "text": "Ce qui en effet constitue la forme de l'Amour ou de la Haine, c'est une Joie ou une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure _(par les Défin. [6](3ad6) et [7](3ad7) des Affect.)_. Cette idée ôtée donc, la forme de l'Amour et de la Haine est ôtée du même coup ; et ainsi ces affections et celles qui en naissent sont détruites. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "503", - "title": "PROPOSITION 3", - "text": "_Une affection qui est une passion, cesse d'être une passion, sitôt que nous en formons une idée claire et distincte._", - "childs": [ - { - "id": "503d", - "type": "Démonstration ", - "text": "Une affection qui est une passion est une idée confuse _(par la [Defin. gén. des Affect.](3agd))_. Si donc nous formons de cette affection une idée claire et distincte, il n'y aura entre cette idée et l'affection elle-même, en tant qu'elle le rapporte à l'‚me seule, qu'une distinction de raison _(par la [Prop. 21](221), p. II, avec son [Scol.](221sc))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ l'affection cessera d'être une passion. CQFD." - }, - { - "id": "503c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Une affection est d'autant plus en notre pouvoir et l'‚me en pâtit d'autant moins que cette affection nous est plus connue." - } - ] - }, - { - "id": "504", - "title": "PROPOSITION 4", - "text": "_Il n'est point d'affection du Corps dont nous ne puissions former quelque concept clair et distinct._", - "childs": [ - { - "id": "504d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Ce qui est commun à toutes choses ne peut se concevoir qu'adéquatement _(par la [Prop. 38](238), p. II)_ ; par suite _(par la [Prop. 12](212) et [Lem. 2](213l2), après le Scol. de la Prop. 13, p. II)_, il n'est point d'affection du corps dont nous ne puissions former quelque concept clair et distinct. CQFD." - }, - { - "id": "504c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là qu'il n'est point d'affection de l'‚me dont nous ne puissions former quelque concept clair et distinct. Une affection de l'‚me est en effet l'idée d'une affection du Corps _(par la [Défin. gén. des Affect.](3agd))_ et, en conséquence _(par la [Prop. précéd.](504))_, doit envelopper quelque concept clair et distinct." - }, - { - "id": "504sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Puisqu'il n'y a rien d'où ne suive quelque effet _(par la [Prop. 36](136), p. I)_ et que nous connaissons clairement et distinctement _(par la [Prop. 40](240), p. II)_ tout ce qui suit d'une idée qui est adéquate en nous, il suit de là que chacun a le pouvoir de se connaître lui-même et de connaître ses affections, sinon absolument, du moins en partie, clairement et distinctement et de faire en conséquence qu'il ait moins à en pâtir. A cela nous devons travailler surtout, à connaître, veux-je dire, autant que possible chaque affection clairement et distinctement, de façon que l'Âme soit déterminée par chaque affection à penser ce qu'elle perçoit clairement et distinctement, et où elle trouve un plein contentement ; et pour qu'ainsi l'affection elle-même soit séparée de la pensée d'une cause extérieure et jointe à des pensées vraies ; par où il arrivera que non seulement l'Amour, la Haine, etc., seront détruits _(par la [Prop. 2](502))_, mais que l'appétit aussi et les Désirs naissant habituellement de cette affection ne pourront avoir d'excès _(par la [Prop. 61](461), p. IV)_. Car il faut noter avant tout que c'est un seul et même appétit par lequel l'homme est dit également bien actif et passif. Par exemple, nous avons montré qu'en vertu d'une disposition de la nature humaine chacun appète que les autres vivent selon sa propre complexion _(voir le [Coroll. de la Prop. 31](331c), p. III)_ ; dans un homme qui n'est pas dirigé par la Raison, cet appétit est une passion appelée Ambition et qui ne diffère guère de l'Orgueil ; au contraire, dans un homme qui vit suivant le commandement de la Raison, c'est une action, c'est-à-dire une vertu appelée Moralité _(voir [Scol. 1 de la Prop. 37](437sc1), p. IV, et la [Démonstration 2](437a) de cette même Prop.)_. Et de cette manière tous les appétits, ou Désirs, sont des passions en tant seulement qu'ils naissent d'idées inadéquates ; et ces mêmes Désirs sont tenus pour vertus quand ils sont excités ou engendrés par des idées adéquates. Tous les Désirs en effet, par ou nous sommes déterminés à faire quelque chose, peuvent naître aussi bien d'idées adéquates que d'inadéquates _(par la [Prop. 59](459), p. IV)_. Et, pour revenir au point d'où je me suis écarté dans cette digression, outre ce remède aux affections qui consiste dans leur connaissance vraie, on n'en peut concevoir aucun autre plus excellent qui soit en notre pouvoir, puisqu'il n'y a d'autre puissance de l'Âme que celle de penser et de former des idées adéquates, ainsi que _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ nous l'avons montré précédemment." - } - ] - }, - { - "id": "505", - "title": "PROPOSITION 5", - "text": "_Une affection à l'égard d'une chose que nous imaginons simplement et non comme nécessaire ni comme possible ou comme contingente est, toutes choses égales, la plus grande qui soit._", - "childs": [ - { - "id": "505d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une affection à l'égard d'une chose que nous imaginons qui est libre, est plus grande qu'à l'égard d'une chose nécessaire _(par la [Prop. 49](349), p. III)_ et en conséquence encore plus grande qu'à l'égard de celle que nous imaginons comme possible ou contingente _(par la [Prop. 11](411), p. IV)_. Mais imaginer une chose comme libre ne peut rien être d'autre qu'imaginer une chose simplement, tandis que nous ignorons les causes par où elle a été déterminée à produire quelque effet _(en vertu de ce que nous avons montré dans le [Scol. de la Prop. 35](235sc), p. II)_ ; donc une affection à l'égard d'une chose que nous imaginons simplement, est plus grande, toutes choses égales, qu'à l'égard d'une chose nécessaire, possible ou contingente, et conséquemment elle est la plus grande qui soit. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "506", - "title": "PROPOSITION 6", - "text": "_Dans la mesure où l'‚me connaît toutes choses comme nécessaires, elle a sur les affections une puissance plus grande, c'est-à-dire qu'elle en pâtit moins._", - "childs": [ - { - "id": "506d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'‚me connaît que toutes choses sont nécessaires _(par la [Prop. 29](129), p. I)_ et sont déterminées à exister et à produire quelque effet par une liaison infinie de causes _(par la [Prop. 28](128), p. I)_ ; cela fait _(par la [Prop. précéd.](505))_ qu'à proportion de la connaissance qu'elle a des choses, elle pâtit moins des affections en provenant et _(par la [Prop. 48](348), p. III)_ est moins affectée à l'égard des choses elles-mêmes. CQFD." - }, - { - "id": "506sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Plus cette connaissance, que les choses sont nécessaires, a trait à des choses singulières et plus ces dernières sont imaginées distinctement et vivement, plus grande est la puissance de l'‚me sur les affections ; l'expérience elle-même l'atteste. Nous voyons en effet la Tristesse causée par la perte d'un bien adoucie sitôt que le perdant considère que ce bien ne pouvait être conservé par aucun moyen. De même, nous voyons que personne ne prend un enfant en commisération parce qu'il ne sait pas parler, marcher, raisonner et vit tant d'années presque sans conscience de lui-même. Si, au contraire, la plupart naissaient adultes, et que tel ou tel naquît enfant, alors chacun prendrait les enfants en commisération parce qu'alors on considérerait l'enfance non comme une chose naturelle et nécessaire, mais comme un vice ou un péché de la Nature, et nous pourrions faire plusieurs observations de cette sorte." - } - ] - }, - { - "id": "507", - "title": "PROPOSITION 7", - "text": "_Les affections tirant leur origine de la Raison ou excitées par elle, sont, si l'on tient compte du temps, plus puissantes que celles qui se rapportent à des choses singulières considérées comme absentes._", - "childs": [ - { - "id": "507d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Nous ne considérons pas une chose comme absente par suite de l'affection qui nous fait l'imaginer, mais parce que le Corps éprouve une autre affection excluant l'existence de cette chose _(par la [Prop. 17](217), p. II)_. C'est pourquoi l'affection se rapportant à la chose considérée comme absente n'est pas d'une nature telle qu'elle l'emporte sur les autres actions et la puissance de l'homme _(voir à leur sujet la [Prop. 6](406), p. IV)_, mais, au contraire, d'une nature telle qu'elle puisse être réduite en quelque manière par les affections excluant l'existence de sa cause extérieure _(par la [Prop. 9](409), p. IV)_. Or une affection tirant son origine de la Raison se rapporte nécessairement aux propriétés communes des choses _(voir la Défin. de la Raison dans le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, que nous considérons toujours comme présentes (il ne peut rien y avoir en effet qui en exclue l'existence présente), et que nous imaginons toujours de la même manière _(par la [Prop. 38](238), p. II)_. C'est pourquoi une telle affection demeure toujours la même, et en conséquence les affections qui lui sont contraires et qui ne sont point alimentées par leurs causes extérieures, devront _(par l'[Axiom. 1](5a1))_ de plus en plus s'accommoder à elle jusqu'à ce qu'elles ne lui soient plus contraires ; et en cela une affection tirant son origine de la Raison est plus puissante. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "508", - "title": "PROPOSITION 8", - "text": "_Plus il y a de causes concourant à la fois à exciter une affection, plus grande elle est._", - "childs": [ - { - "id": "508d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Plusieurs causes ensemble peuvent plus qu'un nombre moindre _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ ; par suite _(par la [Prop. 5](405), p. IV)_, plus il y a de causes excitant à la fois une affection, plus forte elle est. CQFD." - }, - { - "id": "508sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Cette Proposition est évidente aussi par l'[Axiome 2](5a2)." - } - ] - }, - { - "id": "509", - "title": "PROPOSITION 9", - "text": "_Une affection se rapportant à plusieurs causes différentes, que l'Âme considère en même temps qu'elle est affectée, est moins nuisible, nous en pâtissons moins et nous sommes moins affectés à l'égard de chaque cause en particulier, que s'il s'agissait d'une autre affection également grande se rapportant à une seule cause ou à un nombre moindre de causes._", - "childs": [ - { - "id": "509d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une affection n'est mauvaise ou nuisible qu'en tant qu'elle empêche l'Âme de penser _(par les Prop. [26](426) et [27](427), p. IV)_ ; par suite, cette affection par laquelle l'Âme est déterminée à considérer plusieurs objets à la fois, est moins nuisible qu'une autre également grande retenant l'Âme dans la seule considération d'un objet unique ou d'un nombre moindre d'objets, de façon qu'elle ne puisse penser à d'autres ; ce qui était le premier point. De plus, puisque l'essence de l'Âme, c'est-à-dire sa puissance _(par la [Prop. 7](307), p. III)_, consiste dans la seule pensée _(par la [Prop. 11](211), p. II)_, l'Âme pâtit moins d'une affection qui lui fait considérer plusieurs objets que d'une affection également grande tenant l'Âme occupée à la seule considération d'un objet unique ou d'un nombre moindre d'objets ; ce qui était le second point. Enfin, cette affection _(par la [Prop. 48](348), p. III)_, d'autant qu'elle se rapporte à plusieurs causes extérieures, est moindre à l'égard de chacune. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "510", - "title": "PROPOSITION 10", - "text": "_Aussi longtemps que nous ne sommes pas dominés par des affections qui sont contraires à notre nature, nous avons le pouvoir d'ordonner et d'enchaîner les affections du Corps suivant un ordre valable pour l'entendement._", - "childs": [ - { - "id": "510d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les affections qui sont contraires à notre nature, c'est-à-dire _(par la [Prop. 30](430), p. IV)_ mauvaises, sont mauvaises dans la mesure où elles empêchent l'Âme de connaître _(par la [Prop. 27](427), p. IV)_. Aussi longtemps donc que nous ne sommes pas dominés par des affections qui sont contraires à notre nature, la puissance de l'Âme, par où elle s'efforce à connaître _(par la [Prop. 26](426), p. IV)_, n'est pas empêchée, et elle a donc aussi longtemps le pouvoir de former des idées claires et distinctes, et de les déduire les unes des autres _(voir le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2) et le [Scol. de la Prop. 47](247sc), p. II)_ ; et, conséquemment _(par la [Prop. 1](501))_, aussi longtemps nous avons le pouvoir d'ordonner et d'enchaîner les affections du Corps suivant un ordre valable pour l'entendement. CQFD." - }, - { - "id": "510sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Par ce pouvoir d'ordonner et d'enchaîner correctement les affections du Corps nous pouvons faire en sorte de n'être pas aisément affectés d'affections mauvaises. Car _(par la [Prop. 7](507))_ une plus grande force est requise pour réduire des affections ordonnées et enchaînées suivant un ordre valable pour l'entendement que si elles sont incertaines et vagues. Le mieux donc que nous puissions faire, tant que nous n'avons pas une connaissance parfaite de nos affections, est de concevoir une conduite droite de la vie, autrement dit des principes assurés de conduite, de les imprimer en notre mémoire et de les appliquer sans cesse aux choses particulières qui se rencontrent fréquemment dans la vie, de façon que notre imagination en soit largement affectée et qu'ils nous soient toujours présents. Nous avons, par exemple, posé parmi les règles de la vie _(par la [Prop. 46](446), p. IV, avec le [Scol.](446sc))_ que la Haine doit être vaincue par l'Amour et la Générosité, et non compensée par une Haine réciproque. Pour avoir ce précepte de la Raison toujours présent quand il sera utile, il faut penser souvent aux offenses que se font communément les hommes et méditer sur elles, ainsi que sur la manière et le moyen de les repousser le mieux possible par la Générosité, de la sorte en effet nous joindrons l'image de l'offense à l'imagination de cette règle, et elle ne manquera jamais de s'offrir à nous _(par la [Prop. 18](218), p. II)_ quand une offense nous sera faite. Si nous avions aussi présente la considération de notre intérêt véritable et du bien que produit une amitié mutuelle et une société commune, si de plus nous ne perdions pas de vue qu'un contentement intérieur souverain naît de la conduite droite de la vie _(par la [Prop. 52](452), p. IV)_ et que les hommes comme les autres êtres agissent par une nécessité de nature, alors l'offense, c'est-à-dire la Haine qui en naît habituellement, occupera une très petite partie de l'imagination et sera facilement surmontée ; ou si la Colère, qui naît habituellement des offenses les plus graves, n'est pas surmontée aussi aisément, elle le sera cependant, bien que non sans fluctuation de l'âme, en un espace de temps beaucoup moindre que si nous n'avions pas eu d'avance l'âme occupée par ces méditations, comme on le voit, par les Propositions [6](506), [7](507) et [8](508). De même, il faut penser à l'emploi, pour écarter la Crainte, de la Fermeté d'âme ; on doit passer en revue et imaginer souvent les périls communs de la vie et comment on peut le mieux les écarter et les surmonter par la présence d'esprit et la force d'âme. Mais on doit noter qu'en ordonnant nos pensées et nos images il nous faut toujours avoir égard _(par le [Coroll. de la Prop. 63](463c), p. IV, et la [Prop. 59](359), p. III)_ à ce qu'il y a de bon en chaque chose, afin d'être ainsi toujours déterminés à agir par une affection de Joie. Si, par exemple, quelqu'un voit qu'il est trop épris de la Gloire, qu'il pense au bon usage qu'on peut en faire et à la fin en vue de laquelle il la faut chercher, ainsi qu'aux moyens de l'acquérir, mais non au mauvais usage de la Gloire et à sa vanité ainsi qu'à l'inconstance des hommes, ou à d'autres choses de cette sorte, auxquelles nul ne pense sans chagrin ; par de telles pensées en effet les plus ambitieux se laissent le plus affliger quand ils désespèrent de parvenir à l'honneur dont ils ont l'ambition, et ils veulent paraître sages alors qu'ils écument de colère. Il est donc certain que ceux-là sont le plus désireux de gloire qui parlent le plus haut de son mauvais usage et de la vanité du monde. Cela, d'ailleurs, n'est pas le propre des ambitieux, mais est commun à tous ceux à qui la fortune est contraire et qui sont intérieurement impuissants. Quand il est pauvre, l'avare aussi ne cesse de parler du mauvais usage de l'argent et des vices des riches. Ce qui n'a d'autre effet que de l'affliger et de montrer aux autres qu'il prend mal non seulement sa propre pauvreté, mais la richesse d'autrui. De même encore ceux qui sont mal accueillis par leur maîtresse ne pensent à rien qu'à l'inconstance des femmes et à leur fausseté de cœur ainsi qu'aux autres vices féminins dont parle la chanson ; et tout cela est oublié sitôt que leur maîtresse les accueille de nouveau. Qui donc travaille à gouverner ses affections et ses appétits par le seul amour de la Liberté, il s'efforcera autant qu'il peut de connaître les vertus et leurs causes et de se donner la plénitude d'épanouissement qui naît de leur connaissance vraie ; non du tout de considérer les vices des hommes, de rabaisser l'humanité et de s'épanouir d'une fausse apparence de liberté. Et qui observera cette règle diligemment (cela n'est pas difficile) et s'exercera à la suivre, certes il pourra en un court espace de temps diriger ses actions suivant le commandement de la Raison." - } - ] - }, - { - "id": "511", - "title": "PROPOSITION 11", - "text": "_Plus il y a de choses auxquelles se rapporte une image, plus elle est fréquente, c'est-à-dire plus souvent elle devient vive et plus elle occupe l'esprit._", - "childs": [ - { - "id": "511d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Plus il y a de choses en effet auxquelles se rapporte une image ou une affection, plus il y a de causes par où elle peut être excitée et alimentée, causes que l'Âme _(par Hypothèse)_ considère toutes à la fois en vertu même de l'affection ; et ainsi l'affection est d'autant plus fréquente, c'est-à-dire d'autant plus souvent vive, et _(par la [Prop. 8](508))_ occupe l'Âme d'autant plus. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "512", - "title": "PROPOSITION 12", - "text": "_Les images des choses se joignent plus facilement aux images se rapportant aux choses connues clairement et distinctement qu'aux autres._", - "childs": [ - { - "id": "512d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Les choses connues clairement et distinctement sont ou bien des propriétés communes des choses ou ce qui s'en déduit _(Voir Défin. de la Raison dans le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, et en conséquence sont _(par la [Prop. précéd.](511))_ plus souvent imaginées par nous ; il nous sera donc plus facile quand nous imaginerons d'autres objets de considérer en même temps ces choses connues que d'en considérer d'autres, et en conséquence plus facile _(par la [Prop. 18](218), p. II)_ de joindre à d'autres objets ces choses connues que d'autres. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "513", - "title": "PROPOSITION 13", - "text": "_Plus il y a de choses auxquelles est jointe une image, plus souvent elle devient vive._", - "childs": [ - { - "id": "513d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Plus il y a de choses en effet auxquelles une image est jointe, plus _(par la [Prop. 18](218) p. II)_ il y a de causes pouvant l'exciter. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "514", - "title": "PROPOSITION 14", - "text": "_l'Âme peut faire en sorte que toutes les affections du Corps, c'est-à-dire toutes les images des choses se rapportent à l'idée de Dieu._", - "childs": [ - { - "id": "514d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Il n'est point d'affections du Corps dont l'Âme ne puisse former un concept clair et distinct _(par la [Prop. 4](504))_ ; elle peut donc _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ faire en sorte que toutes se rapportent à l'idée de Dieu. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "515", - "title": "PROPOSITION 15", - "text": "_Qui se connaît lui-même, et connaît ses affections clairement et distinctement, aime Dieu et d'autant plus qu'il se connaît plus et qu'il connaît plus ses affections._", - "childs": [ - { - "id": "515d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Qui se connaît lui-même et connaît ses affections clairement et distinctement, est joyeux _(par la [Prop. 53](353), p. III)_, et cela avec l'accompagnement de l'idée de Dieu _(par la [Prop. précéd.](514))_ ; et, par suite _(par la [Défin. 6](3ad6) des Affect.)_, il aime Dieu et _(pour la même raison)_ l'aime d'autant plus qu'il se connaît plus et connaît plus ses affections. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "516", - "title": "PROPOSITION 16", - "text": "_Cet amour envers Dieu doit tenir dans l'âme la plus grande place._", - "childs": [ - { - "id": "516d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cet amour en effet est joint à toutes les affections du corps _(par la [Prop. 14](514))_ et alimenté par toutes _(par la [Prop. 15](515))_ ; par suite _(par la [Prop. 11](511))_, il doit tenir dans l'âme la plus grande place. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "517", - "title": "PROPOSITION 17", - "text": "_Dieu n'a point de passions et n'éprouve aucune affection de joie ou de tristesse._", - "childs": [ - { - "id": "517d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Toutes les idées en tant qu'elles se rapportent à Dieu, sont vraies _(par la [Prop. 32](232), p. II)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 4](2d4), p. II)_ adéquates ; et ainsi _(par la [Défin. gén. des Affect.](3agd))_ Dieu est sans passions. De plus, Dieu ne peut passer ni à une plus grande perfection ni à une moindre _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 20](120c2), p. I)_ ; par suite _(par les Défin. [2](3ad2) et [3](3ad3) des Affect.)_, il n'éprouve aucune affection de joie ni de tristesse. CQFD." - }, - { - "id": "517c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Dieu, à parler proprement, n'a d'amour ni de haine pour personne. Car Dieu _(par la [Prop. précéd.](517))_ n'éprouve aucune affection de Joie ni de Tristesse, et conséquemment _(par les Défin. [6](3ad6) et [7](3ad7) des Affect.)_ n'a d'amour ni de haine pour personne." - } - ] - }, - { - "id": "518", - "title": "PROPOSITION 18", - "text": "_Nul ne peut avoir Dieu en haine._", - "childs": [ - { - "id": "518d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'idée de Dieu qui est en nous, est adéquate et parfaite _(par les Prop. [46](246) et [47](247), p. II)_, par suite dans la mesure où nous considérons Dieu, nous sommes actifs _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ et, en conséquence _(par la [Prop. 59](359), p. III)_, il ne peut y avoir de Tristesse qu'accompagne l'idée de Dieu, c'est-à-dire _(par la [Défin. 7](3ad7) des Affect.)_ nul ne peut avoir Dieu en haine. CQFD." - }, - { - "id": "518c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "L'Amour envers Dieu ne peut se tourner en haine." - }, - { - "id": "518sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Quand nous concevons Dieu comme la cause de toutes choses, peut-on objecter, nous considérons par cela même Dieu comme la cause de la Tristesse. Je réponds que dans la mesure où nous connaissons les causes de la Tristesse, elle cesse _(par la [Prop. 3](503))_ d'être une passion, c'est-à-dire _(par la [Prop. 59](359), p. III)_ cesse d'être une Tristesse ; et ainsi, dans la mesure où nous connaissons que Dieu est cause de la Tristesse, nous sommes joyeux." - } - ] - }, - { - "id": "519", - "title": "PROPOSITION 19", - "text": "_Qui aime Dieu, ne peut faire effort pour que Dieu l'aime à son tour._", - "childs": [ - { - "id": "519d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Si un homme faisait un tel effort, il désirerait donc _(par le [Coroll. de la Prop. 17](517c))_ que Dieu, qu'il aime, ne fût pas Dieu, et en conséquence _(par la [Prop. 19](319), p. III)_ désirerait être contristé, ce qui _(par la [Prop. 28](328), p. III)_ est absurde. Donc qui aime Dieu, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "520", - "title": "PROPOSITION 20", - "text": "_Cet Amour envers Dieu ne peut être gâté ni par une affection d'Envie ni par une affection de Jalousie ; mais il est d'autant plus alimenté que nous imaginons plus d'hommes joints à Dieu par le même lien d'Amour._", - "childs": [ - { - "id": "520d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cet Amour envers Dieu est le bien suprême, que nous pouvons appéter suivant le commandement de la Raison _(par la [Prop. 28](428), p. IV)_, il est commun à tous _(par la [Prop. 36](436), p. IV)_, et nous désirons que tous s'en épanouissent _(par la [Prop. 37](437), p. IV)_ ; et ainsi _(par la [Défin. 23](3ad23) des Affect.)_ il ne peut être sali par une affection d'Envie non plus _(par la [Prop. 18](518) et Défin. de la Jalousie dans le [Scol. de la Prop. 35](335sc), p. III)_ que de Jalousie ; mais, au contraire _(par la [Prop. 31](331), p. III)_, il doit être alimenté d'autant plus que nous imaginons que plus d'hommes s'en épanouissent." - }, - { - "id": "520sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous pouvons montrer de la même manière qu'il n'y a aucune affection directement contraire à cet Amour, par laquelle cet Amour puisse être détruit et nous pouvons en conclure que cet Amour envers Dieu est la plus constante des affections et qu'en tant qu'il se rapporte au Corps, il ne peut être détruit qu'avec ce Corps lui-même. Plus tard nous verrons de quelle nature il est, en tant qu'il se rapporte à l'Âme seule. \nJ'ai réuni dans les Propositions précédentes tous les remèdes aux affections, c'est-à-dire tout ce que l'Âme, considérée en elle seule, peut contre elles ; il apparaît par là que la puissance de l'Âme sur les affections consiste : I. dans la connaissance même des affections _(voir le [Scol. de la Prop. 4](504sc))_ ; II. en ce qu'elle sépare les affections de la pensée d'une cause extérieure que nous imaginons confusément _(voir la [Prop. 2](502) avec le même [Scol. de la Prop. 4](504sc))_ ; III. dans le temps, grâce auquel les affections se rapportant à des choses que nous connaissons, surmontent celles qui se rapportent à des choses dont nous avons une idée confuse ou mutilée _(voir la [Prop. 7](507))_ ; IV. dans le grand nombre des causes par lesquelles les affections se rapportant aux propriétés communes des choses ou à Dieu, sont alimentées _(voir Prop. [9](509) et [11](511))_ ; V. dans l'ordre enfin où l'Âme peut ordonner et enchaîner entre elles ses affections _(voir le [Scol. de la Prop. 10](510sc) et, en outre, les Prop. [12](512), [13](513) et [14](514))_. Mais, pour mieux connaître cette puissance de l'Âme sur les affections, il faut noter avant tout que nous appelons grandes les affections quand nous comparons l'affection d'un homme avec celle d'un autre, et que nous voyons l'un dominé plus que l'autre par la même affection ; ou quand nous comparons entre elles les affections d'un seul et même homme et que nous le trouvons affecté ou ému par l'une plus que par l'autre. Car _(par la [Prop. 5](405), p. IV)_ la force d'une affection quelconque se définit par la puissance de la cause extérieure comparée à la nôtre. Or la puissance de l'Âme se définit par la connaissance seule, son impuissance ou sa passion par la seule privation de connaissance, c'est-à-dire s'estime par ce qui fait que les idées sont dites inadéquates. D'où suit que cette ‚me est passive au plus haut point, dont les idées inadéquates constituent la plus grande partie, de façon que sa marque distinctive soit plutôt la passivité que l'activité qui est en elle ; et au contraire cette ‚me est active au plus haut point dont des idées adéquates constituent la plus grande partie, de façon que, tout en n'ayant pas moins d'idées inadéquates que la première, elle ait sa marque distinctive plutôt dans des idées adéquates manifestant la vertu de l'homme, que dans des idées inadéquates attestant son impuissance. Il faut noter, de plus, que les chagrins et les infortunes tirent leur principale origine d'un Amour excessif pour une chose soumise à de nombreux changements et que nous ne pouvons posséder entièrement. Nul en effet n'a de tourment ou d'anxiété qu'au sujet de ce qu'il aime ; et les offenses, les soupçons ou les inimitiés ne naissent que de l'Amour pour les choses dont personne ne peut réellement avoir la possession complète. Nous concevons facilement par là ce que peut sur les affections la connaissance claire et distincte, et principalement ce troisième genre de connaissance _(voir à son sujet le [Scol. de la Prop. 47](247sc), p. II)_ dont le principe est la connaissance même de Dieu ; si en effet les affections, en tant qu'elles sont des passions, ne sont point par là absolument ôtées _(voir la [Prop. 3](503) avec le [Scol. de la Prop. 4](504sc))_, il arrive du moins qu'elles constituent la moindre partie de l'Âme _(voir la [Prop. 14](514))_. De plus, cette connaissance engendre un Amour envers une chose immuable et éternelle _(voir la [Prop. 15](515))_ et dont la possession nous est réellement assurée _(voir la [Prop. 45](245), p. II)_ ; et conséquemment cet Amour ne peut être gâté par aucun des vices qui sont inhérents à l'Amour ordinaire, mais il peut devenir de plus en plus grand _(par la [Prop. 15](515))_ et occuper la plus grande partie de l'Âme _(par la [Prop. 16](516))_ et l'affecter amplement. J'ai ainsi terminé ce qui concerne la vie présente. Chacun pourra voir facilement, en effet, ce que j'ai dit au commencement de ce Scolie, à savoir que dans ce petit nombre de propositions j'ai fait entrer tous les remèdes aux affections, pourvu qu'il ait égard à ce qui est dit dans ce Scolie, en même temps qu'aux définitions des affections et enfin aux Propositions [1](301) et [3](303) de la Partie III. Il est donc temps maintenant de passer à ce qui touche à la durée de l'Âme sans relation avec l'existence du Corps^[..._sine relatione ad Corporis existentiam pertinent._ La substitution de _Corporis existentiam_ à _Corpus_ rend l'expression plus exacte et s'accorde, comme le fait observer W. Meijer, avec le texte du Scolie de la Proposition 40.]." - } - ] - }, - { - "id": "521", - "title": "PROPOSITION 21", - "text": "_l'Âme ne peut rien imaginer, et il ne lui souvient des choses passées que pendant la durée du corps._", - "childs": [ - { - "id": "521d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "l'Âme n'exprime l'existence actuelle de son Corps et ne conçoit aussi comme actuelles les affections du Corps que pendant la durée du Corps _(par le [Coroll. de la Prop. 8](208c), p. II)_ ; en conséquence _(par la [Prop. 26](226), p. II)_, elle ne conçoit aucun corps comme existant en acte que pendant la durée de son corps, par suite elle ne peut rien imaginer _(voir la définition de l'Imagination dans le [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_, et il ne lui peut souvenir des choses passées que pendant la durée du Corps _(voir la défin. de la Mémoire dans le [Scolie de la Prop. 18](218sc), p. II)_. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "522", - "title": "PROPOSITION 22", - "text": "_Une idée est toutefois nécessairement donnée en Dieu qui exprime l'essence de tel ou tel Corps humain avec une sorte d'éternité._", - "childs": [ - { - "id": "522d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Dieu n'est pas seulement la cause de l'existence de tel ou tel corps humain, mais aussi de son essence _(par la [Prop. 25](125), p. I)_, laquelle doit être conçue nécessairement par le moyen de l'essence même de Dieu _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ ; et cela avec une nécessité éternelle _(par la [Prop. 16](116), p. I)_ : ce concept doit donc être nécessairement donné en Dieu _(par la [Prop. 3](203), p. II)_. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "523", - "title": "PROPOSITION 23", - "text": "_l'Âme humaine ne peut être entièrement détruite avec le Corps, mais il reste d'elle quelque chose qui est éternel._", - "childs": [ - { - "id": "523d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Un concept, ou une idée, est nécessairement donné en Dieu, qui exprime l'essence du Corps humain _(par la [Prop. précéd.](522))_, et ce concept est, par suite, quelque chose qui appartient nécessairement à l'essence de l'Âme humaine _(par la [Prop. 13](213), p. II)_. Mais nous n'attribuons à l'Âme humaine aucune durée pouvant se définir par le temps, sinon en tant qu'elle exprime l'existence actuelle du Corps, laquelle s'explique par la durée et peut se définir par le temps ; autrement dit _(par le [Coroll. Prop. 8](208c), p. II)_ nous n'attribuons la durée à l'Âme elle-même que pendant la durée du corps. Comme cependant ce qui est conçu avec une éternelle nécessité en vertu de l'essence même de Dieu est _(par la [Prop. préc.](522))_ néanmoins quelque chose, ce sera nécessairement quelque chose d'éternel qui appartient à l'essence de l'Âme. CQFD." - }, - { - "id": "523sc", - "type": "SCHOLIE ", - "text": "Comme nous l'avons dit, cette idée, qui exprime l'essence du Corps avec une sorte d'éternité, est un certain mode du penser qui appartient à l'essence de l'Âme et qui est éternel. Il est impossible cependant qu'il nous souvienne d'avoir existé avant le Corps, puisqu'il ne peut^[..._quandoquidem nec in Corpore ulla ejus vestigia dari possunt_... L'addition de _possunt_, proposée par W; Meijer, me semble nécessaire.] y avoir dans le Corps aucun vestige de cette existence et que l'éternité ne peut se définir par le temps ni avoir aucune relation au temps. Nous sentons néanmoins et, nous savons par expérience que nous sommes éternels. Car l'Âme ne sent pas moins ces choses qu'elle conçoit par un acte de l'entendement que celles qu'elle a dans la mémoire. Les yeux de l'Âme par lesquels elle voit et observe les choses sont les démonstrations elles-mêmes. Bien que donc il ne nous souvienne pas d'avoir existé avant le Corps, nous sentons cependant que notre ‚me, en tant qu'elle enveloppe l'essence du Corps avec une sorte d'éternité, est éternelle, et que cette existence de l'Âme ne peut se définir par le temps ou s'expliquer par la durée. l'Âme donc ne peut être dite durer, et son existence ne peut se définir par un temps déterminé qu'en tant qu'elle enveloppe l'existence actuelle du Corps et, dans cette mesure seulement, elle a la puissance de déterminer temporellement l'existence des choses et de les concevoir dans la durée." - } - ] - }, - { - "id": "524", - "title": "PROPOSITION 24", - "text": "_Plus nous connaissons les choses singulières, plus nous connaissons Dieu._", - "childs": [ - { - "id": "524d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est-évident par le [Coroll. de la Prop. 25](125c), partie I." - } - ] - }, - { - "id": "525", - "title": "PROPOSITION 25", - "text": "_Le suprême effort de l'Âme et sa suprême vertu est de connaître les choses par le troisième genre de connaissance._", - "childs": [ - { - "id": "525d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le troisième genre de connaissance va de l'idée adéquate de certains attributs de Dieu à la connaissance adéquate de l'essence des choses _(voir la Défin. de ce genre de connaissance dans le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_ ; et plus nous connaissons les choses de cette manière, plus _(par la [Prop. précéd.](524))_ nous connaissons Dieu ; par suite _(par la [Prop. 28](428), p. IV)_, la suprême vertu de l'Âme c'est-à-dire _(par la [Défin. 8](4d8), p. IV)_, la puissance ou la nature de l'Âme, ou, ce qui revient au même _(par la [Prop. 7](307), p. III)_, son suprême effort est de connaître les choses par le troisième genre de connaissance. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "526", - "title": "PROPOSITION 26", - "text": "_Plus l'Âme est apte à connaître les choses par le troisième genre de connaissance, plus elle désire connaître les choses par ce genre de connaissance._", - "childs": [ - { - "id": "526d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cela est évident. Dans la mesure en effet où nous concevons que l'Âme est apte à connaître les choses par ce genre de connaissance, nous la concevons comme déterminée à les connaître par ce genre de connaissance, et, en conséquence _(par la [Défin. 1](3ad1) des Affect.)_, plus l'Âme y est apte, plus elle le désire. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "527", - "title": "PROPOSITION 27", - "text": "_De ce troisième genre de connaissance naît le contentement de l'Âme le plus élevé qu'il puisse y avoir._", - "childs": [ - { - "id": "527d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La suprême vertu de l'Âme est de connaître Dieu _(par la [Prop. 28](428), p. IV)_, c'est-à-dire de connaître les choses par le troisième genre de connaissance _(par la [Prop. 25](525))_ ; et cette vertu est d'autant plus grande que l'Âme connaît plus les choses par ce genre de connaissance _(par la [Prop. 24](524))_ ; qui donc connaît les choses par ce genre de connaissance, il passe à la plus haute perfection humaine et en conséquence est affecté de la Joie la plus haute _(par la [Défin. 2](3ad2) des Affect.)_, et cela _(par la [Prop. 43](243), p. II)_ avec l'accompagnement de l'idée de lui-même et de sa propre vertu ; et par suite _(par la [Défin. 25](3ad25) des Affect.)_ de ce genre de connaissance naît le contentement le plus élevé qu'il puisse y avoir. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "528", - "title": "PROPOSITION 28", - "text": "_L'effort ou le Désir de connaître les choses par le troisième genre de connaissance ne peut naître du premier genre de connaissance, mais bien du deuxième._", - "childs": [ - { - "id": "528d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cette Proposition est évidente par elle-même. Tout ce en effet que nous connaissons clairement et distinctement, nous le connaissons ou par soi ou par quelque autre chose^[Je traduis _aliud_ au lieu de _illud_, leçon de van Vloten et Land, qui modifient assez arbitrairement le texte des Opera posthuma.] qui est conçue par soi ; autrement dit, les idées qui sont en nous claires et distinctes, celles qui se rapportent au troisième genre de connaissance _(voir le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, ne peuvent provenir d'idées mutilées et confuses se rapportant au premier genre de connaissance, mais proviennent d'idées adéquates ; c'est-à-dire _(par le [même Scol.](240sc2))_ du second et du troisième genre de connaissance, et par suite _(par la [Défin. 1](3ad1) des Affect.)_, le Désir de connaître les choses par le troisième genre de connaissance ne peut naître du premier, mais bien du second. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "529", - "title": "PROPOSITION 29", - "text": "_Tout ce que l'Âme connaît comme ayant une sorte d'éternité, elle le connaît non parce qu'elle conçoit l'existence actuelle présente du Corps, mais parce qu'elle conçoit l'essence du Corps avec une sorte d'éternité._", - "childs": [ - { - "id": "529d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "En tant seulement que l'Âme conçoit l'existence présente de son Corps, elle conçoit la durée qui peut se déterminer par le temps, et a le pouvoir de concevoir les choses avec une relation au temps _(par la [Prop. 21](521) ci-dessus et la [Prop. 26](226), p. II)_. Or l'éternité ne peut s'expliquer par la durée _(par la [Défin. 8](1d8), p. I, et son [explication](1d8e))_. Donc l'Âme n'a pas, en tant qu'elle conçoit l'existence présente de son corps, le pouvoir de concevoir les choses comme ayant une sorte d'éternité ; mais, puisqu'il est de la nature de la Raison de concevoir les choses avec une sorte d'éternité _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 44](244c2), p. II)_ et qu'il appartient à la nature de l'Âme de concevoir l'essence du Corps avec une sorte d'éternité _(par la [Prop. 23](523))_, n'y ayant en dehors de ces deux [manières de concevoir les corps] rien qui appartienne à l'essence de l'Âme _(par la [Prop. 13](213), p. II)_, cette puissance de concevoir les choses avec une sorte d'éternité n'appartient donc à l'Âme qu'en tant qu'elle conçoit l'essence du Corps avec une sorte d'éternité. CQFD." - }, - { - "id": "529sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Les choses sont conçues par nous comme actuelles en deux manières : ou bien en tant que nous en concevons l'existence avec une relation à un temps et à un lieu déterminés, ou bien en tant que nous les concevons comme contenues en Dieu et comme suivant de la nécessité de la nature divine. Celles qui sont conçues comme vraies ou réelles de cette seconde manière, nous les concevons avec une sorte d'éternité, et leurs idées enveloppent l'essence éternelle et infinie de Dieu, comme nous l'avons montré par la [Proposition 45](245), Partie II, dont on verra le [Scolie](245sc)." - } - ] - }, - { - "id": "530", - "title": "PROPOSITION 30", - "text": "_Notre Âme, dans la mesure où elle se connaît elle-même et connaît le Corps comme des choses ayant une sorte d'éternité, a nécessairement la connaissance de Dieu et sait qu'elle est en Dieu et se conçoit par Dieu._", - "childs": [ - { - "id": "530d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'éternité est l'essence même de Dieu en tant qu'elle enveloppe l'existence nécessaire _(par la [Défin. 8](1d8), p. I)_. Concevoir les choses avec une sorte d'éternité, c'est donc concevoir les choses en tant qu'elles se conçoivent comme êtres réels par l'essence de Dieu, c'est-à-dire en tant qu'en vertu de l'essence de Dieu elles enveloppent l'existence ; et ainsi notre Âme, en tant qu'elle se conçoit elle-même et conçoit les choses avec une sorte d'éternité, a nécessairement la connaissance de Dieu et sait, etc. CQFD." - } - ] - }, - { - "id": "531", - "title": "PROPOSITION 31", - "text": "_Le troisième genre de connaissance dépend de l'Âme comme de sa cause formelle, en tant que l'Âme est elle-même éternelle._", - "childs": [ - { - "id": "531d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "l'Âme ne conçoit rien comme ayant une sorte d'éternité, si ce n'est en tant qu'elle conçoit l'essence de son corps avec une sorte d'éternité _(par la [Prop. 29](529))_, c'est-à-dire _(par les Prop. [21](521) et [23](523))_ en tant qu'elle est éternelle ; et ainsi _(par la [Prop. précéd.](530))_, en tant qu'elle est éternelle, elle a la connaissance de Dieu ; et cette connaissance est nécessairement adéquate _(par la [Prop. 46](246), p. II)_ ; par suite, l'Âme, en tant qu'elle est éternelle, est apte à connaître tout ce qui peut suivre de cette connaissance de Dieu supposée donnée _(par la [Prop. 40](240), p. II)_, c'est-à-dire à connaître les choses par ce troisième genre de connaissance _(voir sa Défin. dans le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, dont l'Âme est ainsi _(par la [Défin. 1](3d1), p. III)_, en tant qu'elle est éternelle, la cause adéquate, c'est-à-dire formelle. CQFD." - }, - { - "id": "531sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Plus haut chacun s'élève dans ce genre de connaissance, mieux il est conscient de lui-même et de Dieu, c'est-à-dire plus il est parfait et possède la béatitude, ce qui se verra encore plus clairement par les propositions suivantes. Mais il faut noter ici que, tout en étant dès à présent certains que l'Âme est éternelle en tant qu'elle conçoit les choses avec une sorte d'éternité, afin d'expliquer plus facilement et de faire mieux connaître ce que nous voulons montrer, nous la considérerons toujours, ainsi que nous l'avons fait jusqu'ici comme si elle commençait seulement d'être et de concevoir les choses avec une sorte d'éternité, ce qu'il nous est permis de faire sans aucun danger d'erreur, pourvu que nous ayons la précaution de ne rien conclure que de prémisses clairement perçues." - } - ] - }, - { - "id": "532", - "title": "PROPOSITION 32", - "text": "_A tout ce que nous connaissons par le troisième genre de connaissance nous prenons plaisir, et cela avec l'accompagnement comme cause de l'idée de Dieu._", - "childs": [ - { - "id": "532d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "De ce genre de connaissance naît le contentement de l'Âme le plus élevé qu'il puisse y avoir _(par la [Prop. 27](527))_, c'est-à-dire la Joie la plus haute _(par la [Défin. 25](3ad25) des Affect.)_, et cela avec l'accompagnement comme cause de l'idée de soi-même, et conséquemment aussi de l'idée de Dieu _(par la [Prop. 30](530))_. CQFD." - }, - { - "id": "532c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Du troisième genre de connaissance naît nécessairement un Amour intellectuel de Dieu. Car de ce troisième genre de connaissance _(par la [Prop. précéd.](532))_ naît une Joie qu'accompagne comme cause l'idée de Dieu, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](3ad6) des Affect.)_ l'Amour de Dieu, non en tant que nous l'imaginons comme présent _(par la [Prop. 29](529))_, mais en tant que nous concevons que Dieu est éternel, et c'est là ce que j'appelle Amour intellectuel de Dieu." - } - ] - }, - { - "id": "533", - "title": "PROPOSITION 33", - "text": "_L'Amour intellectuel de Dieu, qui naît du troisième genre de connaissance, est éternel._", - "childs": [ - { - "id": "533d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le troisième genre de connaissance _(par la [Prop. 31](531) et l'[Axiom. 3](1a3), p. I)_ est éternel ; par suite _(par le même [Axiom.](1a3), p. I)_, l'Amour qui en naît, est lui-même aussi éternel. CQFD." - }, - { - "id": "533sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Bien que cet Amour de Dieu n'ai pas eu de commencement _(par la [Prop. précéd.](533))_, il a cependant toutes les perfections de l'Amour, comme s'il avait pris naissance, ainsi que nous le supposions fictivement dans le [Coroll. de la Prop. précéd.](532c). Et cela ne fait aucune différence, sinon que l'Âme possède éternellement ces perfections que nous supposions qui s'ajoutaient à elle, et cela avec l'accompagnement de l'idée de Dieu comme cause éternelle. Que si la Joie consiste dans un passage à une perfection plus grande, la Béatitude certes doit consister en ce que l'âme est douée de la perfection elle-même." - } - ] - }, - { - "id": "534", - "title": "PROPOSITION 34", - "text": "_l'Âme n'est soumise que pendant la durée du Corps aux affections qui sont des passions._", - "childs": [ - { - "id": "534d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Une imagination est une idée par laquelle l'Âme considère une chose comme présente _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_, et elle indique cependant plutôt l'état présent du Corps humain que la nature de la chose extérieure _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_. Une affection est donc une imagination _(par la [Défin. gén. des Affect.](3agd))_, en tant qu'elle indique l'état présent du Corps ; et ainsi _(par la [Prop. 21](521))_ l'Âme n'est soumise que pendant la durée du Corps aux affections qui se ramènent à des passions. CQFD." - }, - { - "id": "534c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que nul amour, sauf l'Amour intellectuel, n'est éternel." - }, - { - "id": "534sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Si nous avons égard à l'opinion commune des hommes, nous verrons qu'ils ont conscience, à la vérité, de l'éternité de leur âme, mais qu'ils la confondent avec la durée et l'attribuent à l'imagination ou à la mémoire qu'ils croient subsister après la mort." - } - ] - }, - { - "id": "535", - "title": "PROPOSITION 35", - "text": "_Dieu s'aime lui-même d'un Amour intellectuel infini._", - "childs": [ - { - "id": "535d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Dieu est absolument infini _(par la [Défin. 6](1d6), p. I)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](2d6), p. II)_ la nature de Dieu s'épanouit en une perfection infinie, et cela _(par la [Prop. 3](203), p. II)_ avec l'accompagnement de l'idée de lui-même, c'est-à-dire _(par la [Prop. 11](111) et la [Défin. 1](1d1), p. I)_ de l'idée de sa propre cause, et c'est là ce que nous avons dit, dans le [Coroll. de la Prop. 32](532c), être l'Amour intellectuel." - } - ] - }, - { - "id": "536", - "title": "PROPOSITION 36", - "text": "_L'Amour intellectuel de l'Âme envers Dieu est l'amour même duquel Dieu s'aime lui-même, non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'il peut s'expliquer par l'essence de l'Âme humaine considérée comme ayant une sorte d'éternité ; c'est-à-dire l'Amour intellectuel de l'Âme envers Dieu est une partie de l'Amour infini auquel Dieu s'aime lui-même._", - "childs": [ - { - "id": "536d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cet Amour de l'Âme doit se rapporter à des actions de l'Âme _(par le [Coroll. de la Prop. 32](532c) et la [Prop. 3](303), p. III)_ ; il est donc une action par laquelle l'Âme se considère elle-même avec l'accompagnement comme cause de l'idée de Dieu _(par la [Prop. 32](532) et son [Coroll.](532c))_, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c), p. I, et le [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_ une action par laquelle Dieu, en tant qu'il peut s'expliquer par l'Âme humaine, se considère lui-même avec l'accompagnement de l'idée de lui-même ; et ainsi _(par la [Prop. précéd.](535))_ cet Amour de l'Âme est une partie de l'Amour infini dont Dieu s'aime lui-même. CQFD." - }, - { - "id": "536c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que Dieu, en tant qu'il s'aime lui-même, aime les hommes, et conséquemment que l'Amour de Dieu envers les hommes et l'Amour intellectuel de l'Âme envers Dieu sont une seule et même chose." - }, - { - "id": "536sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous connaissons clairement par là en quoi notre salut, c'est-à-dire notre Béatitude ou notre Liberté consiste ; je veux dire dans un Amour constant et éternel envers Dieu, ou dans l'Amour de Dieu envers les hommes. Cet Amour, ou cette Béatitude, est appelé dans les livres sacrés Gloire, non sans raison. Que cet Amour en effet soit rapporté à Dieu ou à l'Âme, il peut justement être appelé Contentement intérieur, et ce Contentement ne se distingue pas de la Gloire _(par les Défin. [25](3ad25) et [30](3ad30) des Affect.)_. En tant en effet qu'il se rapporte à Dieu, il est _(par la [Prop. 35](535))_ une Joie, s'il est permis d'employer encore ce mot, qu'accompagne l'idée de soi-même, et aussi en tant qu'il se rapporte à l'Âme _(par la [Prop. 27](527))_. De plus, puisque l'essence de notre Âme consiste dans la connaissance seule, dont Dieu est le principe et le fondement _(par la [Prop. 15](115), p. I, et le [Scol. de la Prop. 47](247sc), p. II)_, nous percevons clairement par là comment et en quelle condition notre ‚me suit de la nature divine quant à l'essence et quant à l'existence, et dépend continûment de Dieu. J'ai cru qu'il valait la peine de le noter ici pour montrer par cet exemple combien vaut la connaissance des choses singulières que j'ai appelée intuitive ou connaissance du troisième genre _(voir le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, et combien elle l'emporte sur la connaissance par les notions communes que j'ai dit être celle du deuxième genre. Bien que j'aie montré en général dans la Première Partie que toutes choses (et en conséquence l'Âme humaine) dépendent de Dieu quant à l'essence et quant à l'existence, par cette démonstration, bien qu'elle soit légitime et soustraite au risque du doute, notre ‚me cependant n'est pas affectée de la même manière que si nous tirons cette conclusion de l'essence même d'une chose quelconque singulière, que nous disons dépendre de Dieu." - } - ] - }, - { - "id": "537", - "title": "PROPOSITION 37", - "text": "_Il n'est rien donné dans la Nature qui soit contraire à cet Amour intellectuel, c'est-à-dire le puisse ôter._", - "childs": [ - { - "id": "537d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Cet Amour intellectuel suit nécessairement de la nature de l'Âme en tant qu'on la considère elle-même, par la nature de Dieu, comme une vérité éternelle _(par les Prop. [33](533) et [29](529))_. Si donc quelque chose était donné qui fût contraire à cet Amour, ce quelque chose serait contraire au vrai ; et, en conséquence, ce qui pourrait ôter cet Amour ferait que ce qui est vrai se trouvât faux ; or cela _(comme il est connu de soi)_ est absurde. Donc il n'est rien donné dans la Nature, etc. CQFD." - }, - { - "id": "537sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "L'[Axiome](4a) de la Quatrième Partie concerne les choses singulières considérées avec une relation à un temps et à un lieu déterminés ; je pense que personne n'a de doute à ce sujet." - } - ] - }, - { - "id": "538", - "title": "PROPOSITION 38", - "text": "_Plus l'Âme connaît de choses par le deuxième et le troisième genres de connaissance, moins elle pâtit des affections qui sont mauvaises et moins elle craint la mort._", - "childs": [ - { - "id": "538d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "L'essence de l'Âme consiste dans la connaissance _(par la [Prop. 11](211), p. II)_ ; à mesure donc que l'Âme connaît plus de choses par le deuxième et le troisième genres de connaissance, une plus grande partie d'elle-même demeure _(par les Prop. [23](523) et [29](529))_, et en conséquence _(par la [Prop. précéd.](537))_ une plus grande partie d'elle-même n'est pas atteinte par les affections qui sont contraires à notre nature, _(par la [Prop. 30](430), p. IV)_, c'est-à-dire mauvaises. Plus donc l'Âme connaît de choses par le deuxième et troisième genres de connaissance, plus grande est la partie d'elle-même qui demeure indemne, et conséquemment moins elle pâtit des affections, etc. CQFD." - }, - { - "id": "538sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Nous connaissons par là le point que j'ai touché dans le [Scol. de la Prop. 39](439sc), partie IV, et que j'ai promis d'expliquer dans cette Cinquième Partie ; je veux dire que la Mort est d'autant moins nuisible qu'il y a dans l'Âme plus de connaissance claire et distincte et conséquemment d'amour de Dieu. De plus, puisque _(par la [Prop. 27](527))_ du troisième genre de connaissance naît le contentement le plus élevé qu'il puisse y avoir, l'Âme humaine peut être, suit-il de là , d'une nature telle que la partie d'elle-même périssant, comme nous l'avons montré _(voir la [Prop. 21](521))_, avec le Corps, soit insignifiante relativement à celle qui demeure. Mais nous reviendrons bientôt plus amplement là-dessus." - } - ] - }, - { - "id": "539", - "title": "PROPOSITION 39", - "text": "_Qui a un corps possédant un très grand nombre d'aptitudes, la plus grande partie de son ‚me est éternelle._", - "childs": [ - { - "id": "539d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Qui a un Corps apte à faire un très grand nombre de choses, il est très peu dominé par les affections qui sont mauvaises _(par la [Prop. 38](438), p. IV)_, c'est-à-dire par les affections _(par la [Prop. 30](430), p. IV)_ qui sont contraires à notre nature ; et ainsi _(par la [Prop. 10](510))_ il a le pouvoir d'ordonner et d'enchaîner les affections du Corps suivant un ordre valable pour l'entendement, et conséquemment de faire _(par la [Prop. 14](514))_ que toutes les affections du Corps se rapportent à l'idée de Dieu ; par où il arrivera _(par la [Prop. 15](515))_ qu'il soit affecté envers Dieu de l'Amour qui _(par la [Prop. 16](516))_ doit occuper ou constituer la plus grande partie de l'Âme, et par suite il a une Âme _(par la [Prop. 33](533))_ dont la plus grande partie est éternelle. CQFD." - }, - { - "id": "539sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Les Corps humains ayant un très grand nombre d'aptitudes, ils peuvent, cela n'est pas douteux, être d'une nature telle qu'ils se rapportent à des ‚mes ayant d'elles-mêmes et de Dieu une grande connaissance et dont la plus grande ou la principale partie est éternelle, et telles qu'elles ne craignent guère la mort. Mais, pour connaître cela plus clairement, il faut considérer ici que nous vivons dans un changement continuel et qu'on nous dit heureux ou malheureux, suivant que nous changeons en mieux ou en pire. Qui d'enfant ou de jeune garçon passe à l'état de cadavre, est dit malheureux, et, au contraire, on tient pour bonheur d'avoir pu parcourir l'espace entier de la vie avec une à‚me saine dans un Corps sain. Et réellement qui, comme un enfant ou un jeune garçon, a un corps possédant un très petit nombre d'aptitudes et dépendant au plus haut point des causes extérieures, a une Âme qui, considérée en elle seule, n'a presque aucune conscience d'elle-même ni de Dieu ni des choses ; et, au contraire, qui a un Corps aux très nombreuses aptitudes, a une ‚me qui, considérée en elle seule, a grandement conscience d'elle-même et de Dieu et des choses. Dans cette vie donc nous faisons effort avant tout pour que le Corps de l'enfance se change, autant que sa nature le souffre et qu'il lui convient, en un autre ayant un très grand nombre d'aptitudes et se rapportant à une Âme consciente au plus haut point d'elle-même et de Dieu et des choses, et telle que tout ce qui se rapporte à sa mémoire ou à son imagination soit presque insignifiant relativement à l'entendement, comme je l'ai dit dans le [Scol. de la Prop. précéd.](538sc)." - } - ] - }, - { - "id": "540", - "title": "PROPOSITION 40", - "text": "_Plus chaque chose a de perfection, plus elle est active et moins elle est passive ; et inversement plus elle est active, plus parfaite elle est._", - "childs": [ - { - "id": "540d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Plus chaque chose est parfaite, plus elle a de réalité _(par la [Défin. 6](2d6), p. II)_ et en conséquence _(par la [Prop. 3](303), p. III avec son [Scol.](303sc))_ plus elle est active et moins elle est passive ; la démonstration se fait de la même manière dans l'ordre inverse, d'où suit que, inversement, une chose est d'autant plus parfaite qu'elle est plus active. CQFD." - }, - { - "id": "540c", - "type": "COROLLAIRE ", - "text": "Il suit de là que la partie de l'Âme qui demeure, quelque petite ou grande qu'elle soit, est plus parfaite que l'autre. Car la partie éternelle de l'Âme _(par les Prop. [23](523) et [29](529))_ est l'entendement, seule partie par laquelle nous soyons dits actifs _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ ; cette partie, au contraire, que nous avons montré qui périt, est l'imagination elle-même _(par la [Prop. 21](521))_, seule partie par laquelle nous soyons dits passifs _(par la [Prop. 3](303), p. III, et la [Défin. gén. des Affect.](3agd))_ ; et ainsi _(par la [Prop. précéd.](540))_ la première, petite ou grande, est plus parfaite que la deuxième. CQFD." - }, - { - "id": "540sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "Voilà ce que je m'étais proposé de montrer au sujet de l'Âme en tant qu'elle est considérée en dehors de sa relation à l'existence du Corps ; par là et en même temps par la [Prop. 21](121), partie I, et d'autres encore, il apparaît que notre ‚me, en tant qu'elle connaît, est un mode éternel du penser, qui est terminé par un autre mode éternel du penser, ce dernier à son tour par un autre mode et ainsi à l'infini, de façon que toutes ensemble constituent l'entendement éternel et infini de Dieu." - } - ] - }, - { - "id": "541", - "title": "PROPOSITION 41", - "text": "_Quand même nous ne saurions pas que notre Âme est éternelle, la Moralité et la Religion et, absolument parlant, tout ce que nous avons montré dans la Quatrième Partie qui se rapporte à la Fermeté d'‚me et à la Générosité, ne laisserait pas d'être pour nous la première des choses._", - "childs": [ - { - "id": "541d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "Le premier et le seul principe de la vertu ou de la conduite droite de la vie est _(par le [Coroll. de la Prop. 22](422c) et la [Prop. 24](424), p. IV)_ la recherche de ce qui nous est utile. Or, pour déterminer ce que la Raison commande comme utile, nous n'avons eu nul égard à l'éternité de l'Âme connue seulement dans cette Cinquième Partie. Bien que nous ayons à ce moment ignoré que l'Âme est éternelle, ce que nous avons montré qui se rapporte à la Fermeté d'‚me et à la Générosité n'a pas laissé d'être pour nous la première des choses ; par suite, quand bien même nous l'ignorerions encore, nous tiendrions ces prescriptions de la Raison pour la première des choses. CQFD." - }, - { - "id": "541sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "La persuasion commune du vulgaire semble être différente. La plupart en effet semblent croire qu'ils sont libres dans la mesure où il leur est permis d'obéir à l'appétit sensuel et qu'ils renoncent à leurs droits dans la mesure où ils sont astreints à vivre suivant les prescriptions de la loi divine. La Moralité donc et la Religion, et absolument parlant tout ce qui se rapporte à la Force d'Âme, ils croient que ce sont des fardeaux dont ils espèrent être déchargés après la mort pour recevoir le prix de la servitude, c'est-à-dire de la Moralité et de la Religion, et ce n'est pas seulement cet Espoir, c'est aussi et principalement la Crainte d'être punis d'affreux supplices après la mort qui les induit à vivre suivant les prescriptions de la loi divine autant que leur petitesse et leur impuissance intérieure le permettent. Et, si les hommes n'avaient pas cet Espoir et cette Crainte, s'ils croyaient au contraire que les ‚mes périssent avec le Corps et que les malheureux, épuisés par le fardeau de la Moralité, n'ont devant eux aucune vie à venir, ils reviendraient à leur complexion et voudraient tout gouverner suivant leur appétit sensuel et obéir à la fortune plutôt qu'à eux-mêmes. Ce qui ne me paraît pas moins absurde que si quelqu'un, parce qu'il ne croit pas pouvoir nourrir son Corps de bons aliments dans l'éternité, aimait mieux se saturer de poisons et de substances mortifères ; ou parce qu'on croit que l'Âme n'est pas éternelle ou immortelle, on aimait mieux être dément et vivre sans Raison ; absurdités telles qu'elles méritent à peine d'être relevées." - } - ] - }, - { - "id": "542", - "title": "PROPOSITION 42", - "text": "_La Béatitude n'est pas le prix de la vertu, mais la vertu elle-même ; et cet épanouissement n'est pas obtenu par la réduction de nos appétits sensuels, mais c'est au contraire cet épanouissement qui rend possible la réduction de nos appétits sensuels._", - "childs": [ - { - "id": "542d", - "type": "DÉMONSTRATION ", - "text": "La Béatitude consiste dans l'amour envers Dieu _(par la [Prop. 36](536) avec son [Scol.](536sc))_, et cet Amour naît lui-même du troisième genre de connaissance _(par le [Coroll. de la Prop. 32](532c))_ ; ainsi cet Amour _(par les Prop. [59](359) et [3](303), p. III)_ doit être rapporté à l'Âme en tant qu'elle est active, et par suite _(par la [Défin. 8](4d8), p. IV)_ il est la vertu même. En outre, plus l'Âme s'épanouit en cet Amour divin ou cette Béatitude, plus elle est connaissante _(par la [Prop. 32](532))_, c'est-à-dire _(par le [Coroll. Prop. 3](503c))_ plus grand est son pouvoir sur les affections et moins elle pâtit des affections qui sont mauvaises _(par la [Prop. 38](538))_ ; par suite donc de ce que l'Âme s'épanouit en Amour divin ou Béatitude, elle a le pouvoir de réduire les appétits sensuels. Et, puisque la puissance de l'homme pour réduire les affections consiste dans l'entendement seul, nul n'obtient cet épanouissement de la Béatitude par la réduction de ses appétits sensuels, mais au contraire le pouvoir de les réduire naît de la béatitude elle-même." - }, - { - "id": "542sc", - "type": "SCOLIE ", - "text": "J'ai achevé ici ce que je voulais établir concernant la puissance de l'Âme sur ses affections et la liberté de l'Âme. Il apparaît par là combien vaut le Sage et combien il l'emporte en pouvoir sur l'ignorant conduit par le seul appétit sensuel. L'ignorant, outre qu'il est de beaucoup de manières ballotté par les causes extérieures et ne possède jamais le vrai contentement intérieur, est dans une inconscience presque complète de lui-même, de Dieu et des choses et, sitôt qu'il cesse de pâtir, il cesse aussi d'être. Le Sage au contraire, considéré en cette qualité, ne connaît guère le trouble intérieur, mais ayant, par une certaine nécessité éternelle conscience de lui-même, de Dieu et des choses, ne cesse jamais d'être et possède le vrai contentement. Si la voie que j'ai montré qui y conduit, paraît être extrêmement ardue, encore y peut-on entrer. Et cela certes doit être ardu qui est trouvé si rarement. Comment serait-il possible, si le salut était sous la main et si l'on y pouvait parvenir sans grand-peine, qu'il fût négligé par presque tous? Mais tout ce qui est beau est difficile autant que rare." - } - ] - }, - { - "title":"_FIN._", - "type":"title" - } - ] - } -] +[ + { + "index":0, + "id":"intro", + "text": "ÉTHIQUE \ndémontrée suivant l'Ordre Géométrique \nET \n_divisée en cinq Parties,_ \n_dans lesquelles il s'agit,_" + }, + { + "index": 1, + "id": "p1", + "title": "_Première Partie,_ DE DIEU.", + "enonces": [ + { + "title":"DÉFINITIONS", + "type":"title" + }, + { + "id":"1d1", + "title":"I.", + "text": "J'entends par cause de soi ce dont l'essence enveloppe l'existence ; autrement dit, ce dont la nature ne peut être conçue sinon comme existante.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d2", + "title": "II.", + "text": "Cette chose est dite finie en son genre, qui peut être limitée par une autre de même nature. Par exemple un corps est dit fini, parce que nous en concevons toujours un autre plus grand. De même une pensée est limitée par une autre pensée. Mais un corps n'est pas limité par une pensée, ni une pensée par un corps.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d3", + "title": "III.", + "text": "J'entends par substance ce qui est en soi et est conçu par soi : c'est-à-dire ce dont le concept n'a pas besoin du concept d'une autre chose, duquel il doive être formé.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d4", + "title": "IV.", + "text": "J'entends par attribut ce que l'entendement perçoit d'une substance comme constituant son essence.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d5", + "title": "V.", + "text": "J'entends par mode les affections d'une substance, autrement dit ce qui est dans une autre chose, par le moyen de laquelle il est aussi conçu.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d6", + "title": "VI.", + "text": "J'entends par Dieu un être absolument infini, c'est-à-dire une substance constituée par une infinité d'attributs dont chacun exprime une essence éternelle et infinie.", + "childs": [ + { + "id": "1d6e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Je dis absolument infini et non infini en son genre ; car de ce qui est infini seulement dans son genre, nous pouvons nier une infinité d'attributs ; pour ce qui au contraire est absolument infini, tout ce qui exprime une essence et n'enveloppe aucune négation appartient à son essence." + } + ] + }, + { + "id": "1d7", + "title": "VII.", + "text": "Cette chose est dite^[Je traduis _dicitur_ au lieu de dicetur] libre qui existe par la seule nécessité de sa nature et est déterminée par soi seule à agir : cette chose est dite nécessaire ou plutôt contrainte qui est déterminée par une autre à exister et à produire quelque effet dans une condition certaine et déterminée.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d8", + "title": "VIII.", + "text": "J'entends par éternité l'existence elle-même en tant qu'elle est conçue comme suivant nécessairement de la seule définition d'une chose éternelle.", + "childs": [ + { + "id": "1d8e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Une telle existence, en effet, est conçue comme une vérité éternelle, de même que l'essence de la chose, et, pour cette raison, ne peut être expliquée par la durée ou le temps, alors même que la durée est conçue comme n'ayant ni commencement ni fin." + } + ] + }, + { + "title":"AXIOMES", + "type":"title" + }, + { + "id": "1a1", + "title": "I.", + "text": "Tout ce qui est, est ou bien en soi, ou bien en autre chose.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a2", + "title": "II.", + "text": "Ce qui ne peut être conçu par le moyen d'une autre chose, doit être conçu par soi.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a3", + "title": "III.", + "text": "D'une cause déterminée que l'on suppose donnée, suit nécessairement un effet, et au contraire si nulle cause déterminée n'est donnée, il est impossible qu'un effet suive.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a4", + "title": "IV.", + "text": "La connaissance de l'effet dépend de la connaissance de la cause et l'enveloppe.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a5", + "title": "V.", + "text": "Les choses qui n'ont rien de commun l'une avec l'autre ne se peuvent non plus connaître l'une par l'autre ; autrement dit, le concept de l'une n'enveloppe pas le concept de l'autre.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a6", + "title": "VI.", + "text": "Une idée vraie doit s'accorder avec l'objet dont elle est l'idée.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a7", + "title": "VII.", + "text": "Toute chose qui peut être conçue comme non existante, son essence n'enveloppe pas l'existence.", + "childs": [] + }, + { + "id": "101", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_Une substance est antérieure en nature à ses affections._", + "childs": [ + { + "id": "101d", + "type": "DÉMONSTRATION", + "text": "Cela est évident par les Définitions _[3](1d3)_ et _[5](1d5)_." + } + ] + }, + { + "id": "102", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_Deux substances ayant des attributs différents n'ont rien de commun entre elles._", + "childs": [ + { + "id": "102d", + "type": "DÉMONSTRATION", + "text": "Cela est évident par la _[Défin. 3](1d3)_. Chacune, en effet, doit exister en elle-même et doit être conçue par elle-même, autrement dit le concept de l'une n'enveloppe pas le concept de l'autre." + } + ] + }, + { + "id": "103", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_Si des choses n'ont rien de commun entre elles, l'une d'elles ne peut être cause de l'autre._", + "childs": [ + { + "id": "103d", + "type": "DÉMONSTRATION", + "text": "Si elles n'ont rien de commun entre elles, elles ne peuvent donc _(par l'[Axiom. 5](1a5))_ se connaître l'une par l'autre, et ainsi _(par l'[Axiom. 4](1a4))_ l'une ne peut être cause de l'autre. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "104", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_Deux ou plusieurs choses distinctes se distinguent entre elles ou bien par la diversité des attributs des substances, ou bien par la diversité des affections des substances._", + "childs": [ + { + "id": "104d", + "type": "DÉMONSTRATION", + "text": "Tout ce qui est, est en soi ou en autre chose _(par l'[Axiom. 1](1a1))_, c'est-à-dire _(par les Défin. [3](1d3) et [5](1d5))_ que rien n'est donné hors de l'entendement, sinon les substances et leurs affections. Rien donc n'est donné hors de l'entendement par quoi plusieurs choses puissent se distinguer, sinon les substances ou, ce qui _(par la [Défin. 4](1d4))_ revient au même, leurs attributs, et leurs affections. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "105", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_Il ne peut y avoir dans la nature deux ou plusieurs substances de même nature ou attribut._", + "childs": [ + { + "id": "105d", + "type": "DÉMONSTRATION", + "text": "S'il existait plusieurs substances distinctes, elles devraient se distinguer entre elles ou par la diversité des attributs ou par la diversité des affections _(par la [Prop. précéd.](104))_. Si elles se distinguent seulement par la diversité des attributs, il est donc accordé qu'il n'y en a qu'une du même attribut. Si maintenant elles se distinguent par la diversité des affections, comme une substance _(par la [Prop. 1](101))_ est antérieure en nature à ses affections, on ne pourra, mettant ses affections à part et la considérant en elle-même, c'est-à-dire _(par la [Défin. 3](1d3) et l'[Axiom. 6](1a6))_ en vérité, la concevoir comme distincte d'une autre, en d'autres termes _(par la [Prop. précéd.](104))_ il ne pourra y avoir plusieurs substances, mais seulement une. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "106", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_Une substance ne peut pas être produite par une autre substance._", + "childs": [ + { + "id": "106d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Il ne peut pas y avoir dans la nature deux substances de même attribut _(par la [Prop. précéd.](105))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 2](102))_ ayant entre elles quelque chose de commun. Et ainsi _(par la [Prop. 3](103))_ l'une ne peut pas être cause de l'autre, autrement dit l'une ne peut pas être produite par l'autre. CQFD." + }, + { + "id": "106c", + "type": "COROLLAIRE", + "text": "Il suit de là qu'une substance ne peut pas être produite par autre chose. Car rien n'est donné dans la Nature sinon les substances et leurs affections, comme il est évident par l'_[Axiom. 1](1a1)_ et les _Défin. [3](1d3)_ et _[5](1d5)_. Or une substance ne peut être produite par une autre substance _(par la [Prop. précéd.](106))_. Donc, absolument parlant, une substance ne peut pas être produite par autre chose. CQFD." + }, + { + "id": "106a", + "type": "_Autre démonstration_", + "text": "Cette proposition se démontre encore plus facilement par l'absurdité de la contradictoire. Si en effet une substance pouvait être produite par autre chose, sa connaissance devrait dépendre de la connaissance de sa cause _(par l'[Axiom. 4](1a4))_ ; et ainsi _(par la [Défin. 3](1d3))_ elle ne serait pas une substance." + } + ] + }, + { + "id": "107", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_Il appartient à la nature d'une substance d'exister._", + "childs": [ + { + "id": "107d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une substance ne peut pas être produite par autre chose _(par le [Coroll. Prop. précéd.](106c))_, elle sera donc cause de soi, c'est-à-dire _(par la [Défin. 1](1d1))_ que son essence enveloppe nécessairement l'existence, autrement dit il appartient à sa nature d'exister. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "108", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_Toute substance est nécessairement infinie._", + "childs": [ + { + "id": "108d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une substance ayant un certain attribut ne peut être qu'unique _(par la [Prop. 5](105))_, et il appartient à sa nature d'exister _(par la [Prop. 7](107))_. Il sera donc de sa nature qu'elle existe soit comme chose finie, soit comme chose infinie. Mais ce ne peut être comme chose finie ; car _(par la [Défin. 2](1d2))_ elle devrait être limitée par une autre de même nature qui, elle aussi _(par la [Prop. 7](107))_ devrait nécessairement exister ; il y aurait donc deux substances de même attribut, ce qui _(par la [Prop. 5](105))_ est absurde. Elle existe donc comme infinie. CQFD." + }, + { + "id": "108sc1", + "type": "SCOLIE 1", + "text": "Comme « être fini » est, en réalité, une négation partielle, et « être infini », l'affirmation absolue de l'existence d'une nature quelconque, il suit donc de la seule _[Prop. 7](107)_ que toute substance doit être infinie." + }, + { + "id": "108sc2", + "type": "SCOLIE 2", + "text": "Je ne doute pas qu'à tous ceux qui jugent des choses confusément et n'ont pas accoutumé de les connaître par leurs premières causes, il ne soit difficile de concevoir la _[Démonstration de la Prop._ 7](107d) ; ils ne distinguent pas en effet entre les modifications des substances et les substances elles-mêmes et ne savent pas comment les choses sont produites. D'où vient qu'ils forgent pour les substances l'origine qu'ils voient qu'ont les choses de la nature. Ceux qui en effet ignorent les vraies causes des choses, confondent tout et, sans aucune protestation de leur esprit, forgent aussi bien des arbres que des hommes parlants, imaginent des hommes naissant de pierres aussi bien que de liqueur séminale et des formes quelconques se changeant en d'autres également quelconques. De même aussi ceux qui confondent la nature divine avec l'humaine, attribuent facilement à Dieu les affections de l'âme humaine, surtout pendant le temps qu'ils ignorent encore comment se produisent ces affections. Si, au contraire, les hommes étaient attentifs à la nature de la substance, ils ne douteraient aucunement de la vérité de la _[Prop. 7](107)_ ; bien mieux, cette Proposition serait pour tous un axiome et on la rangerait au nombre des notions communes. Car on entendrait par substance ce qui est en soi et est conçu par soi, c'est-à-dire ce dont la connaissance n'a pas besoin de la connaissance d'une autre chose ; par modifications, ce qui est en autre chose, le concept des modifications se formant du concept de la chose en quoi elles sont. C'est pourquoi nous pouvons avoir des idées vraies de modifications non existantes ; bien qu'elles n'existent pas en acte hors de l'entendement, leur essence en effet n'en est pas moins comprise en une autre chose par laquelle on peut la concevoir, tandis que la vérité des substances en dehors de l'entendement ne réside qu'en elles-mêmes, parce qu'elles se conçoivent par elles-mêmes. Si donc l'on disait qu'on a d'une substance une idée claire et distincte, c'est-à-dire vraie, et qu'on doute néanmoins si cette substance existe, en vérité tant vaudrait dire qu'on a une idée vraie et qu'on doute si elle est fausse (ainsi qu'il devient manifeste avec un peu d'attention) ; ou encore qui admettrait la création d'une substance, admettrait du même coup qu'une idée fausse est devenue vraie, et rien de plus absurde ne peut se concevoir. Il faut donc nécessairement reconnaître que l'existence d'une substance, tout de même que son essence, est une vérité éternelle. Et de là nous pouvons conclure d'une nouvelle manière qu'il ne peut y avoir qu'une substance unique d'une certaine nature, ce que j'ai cru qui valait la peine d'être montré ici. Mais pour le faire avec ordre il faut observer : I. que la vraie définition de chaque chose n'enveloppe et n'exprime rien sinon la nature de la chose définie. D'où suit : II. que nulle définition n'enveloppe et n'exprime jamais aucun nombre déterminé d'individus, puisqu'elle n'exprime rien, sinon la nature de la chose définie. Par exemple, la définition du triangle n'exprime rien de plus que la seule nature du triangle, non du tout un nombre déterminé de triangles ; III. Il faut noter que pour chaque chose existante il y a nécessairement une certaine cause en vertu de laquelle elle existe ; IV. il faut enfin noter que cette cause en vertu de laquelle une chose existe doit ou bien être contenue dans la nature même et la définition de la chose existante _(alors en effet il appartient à sa nature d'exister)_ ou bien être donnée en dehors d'elle. Cela posé, il suit que, si dans la nature il existe un certain nombre d'individus, il doit y avoir nécessairement une cause en vertu de laquelle ces individus et non un moindre ou un plus grand nombre existent. Si, par exemple, il existe dans la nature vingt hommes _(je suppose pour plus de clarté qu'ils existent tous en même temps et n'ont pas été précédés par d'autres)_, il ne suffira pas _(pour rendre compte de l'existence de ces vingt hommes)_ que nous fassions connaître la cause de la nature humaine en général ; il faudra, en outre, que nous fassions connaître la cause pour laquelle il n'en existe ni plus ni moins de vingt, puisque _(en vertu de la III. observation)_ il doit y avoir nécessairement une cause de l'existence de chacun. Mais cette cause _(suivant les observations II. et III.)_ ne peut être contenue dans la nature humaine elle-même, puisque la vraie définition de l'homme n'enveloppe pas le nombre de vingt ; et ainsi _(d'après l'observation IV.)_ la cause pour laquelle ces vingt hommes existent, et conséquemment chacun d'eux en particulier, doit être nécessairement donnée en dehors de chacun ; et, pour cette raison, il faut conclure absolument que pour toute chose telle que plusieurs individus de sa nature puissent exister, il doit y avoir nécessairement une cause extérieure en vertu de laquelle ces individus existent. Dès lors, puisque _(comme on l'a déjà montré dans ce Scolie)_ il appartient à la nature d'une substance d'exister, sa définition doit envelopper l'existence nécessaire et conséquemment son existence doit se conclure de sa seule définition. Mais de sa définition _(comme on le voit par les observations II. et III.)_ ne peut suivre l'existence de plusieurs substances ; il en suit donc nécessairement qu'il n'existe qu'une seule substance de même nature, ce qu'on se proposait d'établir." + } + ] + }, + { + "id": "109", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_À proportion de la réalité ou de l'être que possède chaque chose, un plus grand nombre d'attributs lui appartiennent._", + "childs": [ + { + "id": "109d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par la _[Défin. 4](1d4)_." + } + ] + }, + { + "id": "110", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_Chacun des attributs d'une même substance doit être conçu par soi._", + "childs": [ + { + "id": "110d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Un attribut est en effet ce que l'entendement perçoit d'une substance comme constituant son essence _(par la [Défin. 4](1d4))_ ; et par suite _(par la [Défin. 3](1d3))_ il doit être conçu par soi. CQFD." + }, + { + "id": "110sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Par là il apparaît qu'encore bien que deux attributs soient conçus comme réellement distincts, c'est-à-dire l'un sans le secours de l'autre, nous ne pouvons en conclure cependant qu'ils constituent deux êtres, c'est-à-dire deux substances différentes, car il est de la nature d'une substance que chacun de ses attributs soit conçu par soi ; puisque tous les attributs qu'elle possède ont toujours été à la fois en elle et que l'un ne peut être produit par l'autre, mais que chacun exprime la réalité ou l'être de la substance. Il s'en faut donc de beaucoup qu'il y ait absurdité à rapporter plusieurs attributs à une même substance ; il n'est rien, au contraire, dans la nature de plus clair que ceci : chaque être doit être conçu sous un certain attribut et, à proportion de la réalité ou de l'être qu'il possède, il a un plus grand nombre d'attributs qui expriment et une nécessité, autrement dit une éternité et une infinité ; et conséquemment aussi que ceci : un être absolument infini doit être nécessairement défini _(comme il est dit dans la [Défin. 6](1d6))_ un être qui est constitué par une infinité d'attributs dont chacun exprime une certaine essence éternelle et infinie. Si l'on demande maintenant à quel signe nous pourrons donc reconnaître la diversité des substances, qu'on lise les Propositions suivantes : elles montrent qu'il n'existe dans la nature qu'une substance unique et qu'elle est absolument infinie, ce qui fait qu'on chercherait vainement un tel signe." + } + ] + }, + { + "id": "111", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_Dieu, c'est-à-dire une substance constituée par une infinité d'attributs dont chacun exprime une essence éternelle et infinie, existe nécessairement._", + "childs": [ + { + "id": "111d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si vous niez cela, concevez, si cela est possible, que Dieu n'existe pas. Son essence _(par l'[Axiom. 7](1a7))_ n'enveloppe donc pas l'existence. Or cela _(par la [Prop. 7](107))_ est absurde ; donc Dieu existe nécessairement. CQFD." + }, + { + "id": "111a1", + "type": "_Autre démonstration_", + "text": "Pour toute chose il doit y avoir une cause, ou raison assignable, pourquoi elle existe ou pourquoi elle n'existe pas. Par exemple, si un triangle existe, il doit y avoir une raison ou cause pourquoi il existe ; s'il n'existe pas, il doit aussi y avoir une raison ou cause qui empêche qu'il n'existe ou ôte son existence. Cette raison ou cause d'ailleurs doit être contenue ou bien dans la nature de la chose ou bien hors d'elle. La raison, par exemple, pour laquelle un cercle carré n'existe pas, sa nature même l'indique, attendu qu'elle enveloppe une contradiction. Pourquoi une substance au contraire existe, cela suit aussi de sa seule nature, parce^[Je traduis _quia_ au lieu de _quae_.] qu'elle enveloppe l'existence nécessaire _(voir la [Prop. 7](107))_. Il en est autrement de la raison qui fait qu'un cercle ou un triangle existe, ou qu'il n'existe pas ; elle ne suit pas de leur nature, mais de l'ordre de la nature corporelle tout entière ; car il doit suivre de cet ordre, ou bien que ce triangle existe actuellement par nécessité, ou qu'il est impossible qu'il existe actuellement. Et cela est par soi évident. Il s'ensuit que cette chose existe nécessairement, pour laquelle il n'est donné aucune raison ou cause qui empêche qu'elle n'existe. Si donc aucune raison ou cause ne peut être donnée qui empêche que Dieu n'existe ou ôte son existence, on ne pourra du tout éviter de conclure qu'il existe nécessairement. Mais, pour qu'une telle raison ou cause pût être donnée, elle devrait être contenue ou bien dans la nature même de Dieu, ou en dehors de cette nature, c'est-à-dire dans une autre substance de nature autre. Car si elle était de même nature, il serait accordé par là même qu'un Dieu est donné. Mais une substance qui serait d'une autre nature, ne pourrait rien avoir de commun avec Dieu _(par la [Prop. 2](102))_ et donc ne pourrait ni poser son existence ni l'ôter. Puis donc que la raison ou cause qui ôterait l'existence divine ne peut être donnée en dehors de la nature de Dieu, elle devra nécessairement, si l'on veut qu'il n'existe pas, être contenue dans sa propre nature, laquelle devrait alors envelopper une contradiction. Or^[Land donne ici _atque_ au lieu de _atqui_ que je traduis.], il est absurde d'affirmer cela d'un Être absolument infini et souverainement parfait ; donc, ni en Dieu ni hors de Dieu il n'est donné aucune raison ou cause qui ôte son existence, et en conséquence Dieu existe nécessairement. CQFD." + }, + { + "id": "111a2", + "type": "_Autre démonstration_", + "text": "Pouvoir ne pas exister c'est impuissance et, au contraire, pouvoir exister c'est puissance _(comme il est connu de soi)_. Si donc ce qui existe à l'instant actuel nécessairement, ce sont seulement des êtres finis, des êtres finis seront plus puissants qu'un Être absolument infini ; or cela _(comme il est connu de soi)_ est absurde ; donc ou bien rien n'existe ou bien un Être absolument infini existe aussi nécessairement. Or nous existons ou bien en nous-mêmes ou bien en une autre chose qui existe nécessairement _(voir l'[Axiom. 1](1a1) et la [Prop. 7](107))_ ; donc un Être absolument infini, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6))_ Dieu, existe nécessairement. CQFD." + }, + { + "id": "111sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Dans cette dernière démonstration, j'ai voulu faire voir l'existence de Dieu _a posteriori_, afin que la preuve fût plus aisée à percevoir ; ce n'est pas que l'existence de Dieu ne suive _a priori_ du même principe. Car, si pouvoir exister c'est puissance, il s'ensuit que, plus à la nature d'une chose il appartient de réalité, plus elle a par elle-même de forces pour exister ; ainsi un Être absolument infini, autrement dit Dieu, a de lui-même une puissance absolument infinie d'exister et, par suite, il existe absolument. Peut-être cependant beaucoup de lecteurs ne verront-ils pas aisément l'évidence de cette démonstration, parce qu'ils ont accoutumé de considérer seulement les choses qui proviennent^[La leçon _fiunt_ me paraît préférable à celle de Land qui est _fluunt_.] de causes extérieures ; et parmi ces choses, celles qui se forment vite, c'est-à-dire existent facilement, ils les voient aussi périr facilement, tandis que celles qu'ils conçoivent comme plus riches en possessions, ils les jugent plus difficiles à faire, c'est-à-dire qu'ils ne croient pas qu'elles existent si facilement. Pour les libérer de ces préjugés cependant, je n'ai pas besoin de montrer ici dans quelle mesure est vrai ce dicton : _ce qui se fait vite périt de même_ ; ni même si, eu égard à la nature totale, toutes choses sont également faciles ou non. Il suffit de noter seulement que je ne parle pas ici de choses qui proviennent de causes extérieures, mais seulement des substances, qui _(par la [Prop. 6](106))_ ne peuvent être produites par aucune cause extérieure. Car pour les choses qui proviennent de causes extérieures, qu'elles se composent de beaucoup de parties ou d'un petit nombre, tout ce qu'elles ont de perfection ou de réalité est dû à la vertu de la cause extérieure, et ainsi leur existence provient de la seule perfection de cette cause, non de la leur. Au contraire, tout ce qu'une substance a de perfection, cela n'est dû à aucune cause extérieure, c'est pourquoi de sa seule nature doit suivre son existence, qui par là n'est autre chose que son essence. La perfection donc d'une chose n'ôte pas l'existence, mais au contraire la pose ; c'est son imperfection qui l'ôte ; et ainsi nous ne pouvons être plus certains de l'existence d'aucune chose que de l'existence d'un Être absolument infini ou parfait, c'est-à-dire de Dieu. Car, puisque son essence exclut toute imperfection, et enveloppe la perfection absolue, par là même elle ôte toute raison de douter de son existence et en donne une certitude souveraine, comme je crois que le verra toute personne un peu attentive." + } + ] + }, + { + "id": "112", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_De nul attribut d'une substance il ne peut être formé un concept vrai d'où il suivrait que cette substance pût être divisée._", + "childs": [ + { + "id": "112d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ou bien en effet les parties dans lesquelles la substance ainsi conçue serait divisée retiendront la nature de la substance, ou bien elles ne la retiendront pas. Dans la première hypothèse chaque partie _(par la [Prop. 8](108))_ devra être infinie et _(par la [Prop. 6](106))_ cause de soi, et _(par la [Prop. 5](105))_ être constituée par un attribut différent ; ainsi d'une seule substance plusieurs substances pourront être formées, ce qui _(par la [Prop. 6](106))_ est absurde. Ajoutez que les parties _(par la [Prop. 2](102))_ n'auraient rien de commun avec leur tout, et que le tout _(par la [Défin. 4](1d4) et la [Prop. 10](110))_ pourrait être et être conçu sans ses parties, ce que personne ne pourra douter qui ne soit absurde. Soit maintenant la deuxième hypothèse, à savoir que les parties ne retiendront pas la nature de la substance ; dès lors, si la substance entière était divisée en parties égales, elle perdrait sa nature de substance et cesserait d'être, ce qui _(par la [Prop. 7](107))_ est absurde." + } + ] + }, + { + "id": "113", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_Une substance absolument infinie est indivisible._", + "childs": [ + { + "id": "113d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si elle était divisible, les parties dans lesquelles elle serait divisée, ou bien retiendraient la nature d'une substance absolument infinie, ou bien ne la retiendraient pas. Dans la première hypothèse il y aurait plusieurs substances de même nature, ce qui _(par la [Prop. 5](105))_ est absurde. Dans la deuxième une substance absolument infinie pourrait, comme on l'a vu plus haut, cesser d'être, ce qui _(par la [Prop. 11](111))_ est également absurde." + }, + { + "id": "113c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que nulle substance et en conséquence nulle substance corporelle, en tant qu'elle est une substance, n'est divisible." + }, + { + "id": "113sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Qu'une substance est indivisible, cela se connaît encore plus simplement par cela seul que la nature d'une substance ne peut être conçue autrement que comme infinie, et que, par partie d'une substance, il ne se peut rien entendre sinon une substance finie, ce qui _(par la [Prop. 8](108))_ implique une contradiction manifeste." + } + ] + }, + { + "id": "114", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_Nulle substance en dehors de Dieu ne peut être donnée ni conçue._", + "childs": [ + { + "id": "114d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Dieu est un être absolument infini, duquel nul attribut, qui exprime une essence de substance, ne peut être nié _(par la [Défin. 6](1d6))_, et il existe nécessairement _(par la [Prop. 11](111))_ ; si donc quelque substance existait en dehors de Dieu, elle devrait être expliquée par quelque attribut de Dieu, et ainsi il existerait deux substances de même attribut, ce qui _(par la [Prop. 5](105))_ est absurde ; par suite, nulle substance, en dehors de Dieu, ne peut exister et conséquemment aussi être conçue. Car, si elle pouvait être conçue, elle devrait nécessairement être conçue comme existante ; or cela _(par la première partie de cette Démonstration)_ est absurde. Donc en dehors de Dieu nulle substance ne peut exister ni être conçue. CQFD." + }, + { + "id": "114c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Il suit de là très clairement : I. que Dieu est unique, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6))_ qu'il n'y a dans la nature qu'une seule substance et qu'elle est absolument infinie comme nous l'avons déjà indiqué dans le _[Scolie de la Prop. 10](110sc)_." + }, + { + "id": "114c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Il suit : II. que la chose pensante et la chose étendue sont ou bien des attributs de Dieu ou bien _(par l'[Axiom. 1](1a1))_ des affections des attributs de Dieu." + } + ] + }, + { + "id": "115", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_Tout ce qui est, est en Dieu et rien ne peut sans Dieu être ni être conçu._", + "childs": [ + { + "id": "115d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "En dehors de Dieu nulle substance ne peut exister ni être conçue _(par la [Prop. 14](114))_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 3](1d3))_ nulle chose qui est en soi et conçue par soi. D'autre part, des modes _(par la [Défin. 5](1d5))_ ne peuvent exister ni être conçus sans une substance ; donc ils ne peuvent exister que dans la seule nature divine et être conçus que par elle. Or rien n'existe en dehors des substances et des modes _(par l'[Axiom. 1](1a1))_. Donc rien ne peut sans Dieu exister ni être conçu. CQFD." + }, + { + "id": "115sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Il y en a qui forgent un Dieu composé comme un homme d'un corps et d'une âme et soumis aux passions ; combien ceux-là sont éloignés de la vraie connaissance de Dieu, les démonstrations précédentes suffisent à l'établir. Je laisse ces hommes de côté, car ceux qui ont quelque peu pris en considération la nature divine sont d'accord pour nier que Dieu soit corporel. Et ils tirent très justement la preuve de cette vérité de ce que nous entendons par corps toute quantité longue, large et profonde, limitée par une certaine figure, ce qui est la chose la plus absurde qui se puisse dire de Dieu, être absolument infini. En même temps, toutefois, ils font voir clairement, en essayant de le démontrer par d'autres raisons, qu'ils séparent entièrement la substance corporelle ou étendue de la nature de Dieu, et admettent qu'elle est créée par Dieu. Mais ils ignorent complètement par quelle puissance divine elle a pu être créée, ce qui montre clairement qu'ils ne connaissent pas ce qu'ils disent eux-mêmes. J'ai, du moins, démontré assez clairement, autant que j'en puis juger _(voir le [Coroll. Prop. 6](106c) et le [Scol. 2 Prop. 8](108sc2))_ que nulle substance ne peut être produite ou créée par un autre être. De plus nous avons montré par la _[Prop. 14](114)_ qu'en dehors de Dieu nulle substance ne peut être ni être conçue ; et nous avons conclu de là que la substance étendue est l'un des attributs infinis de Dieu. En vue toutefois d'une explication plus complète, je réfuterai les arguments de ces adversaires qui tous se ramènent à ceci : _Primo_, que la substance corporelle, en tant que substance, se compose à ce qu'ils pensent, de parties ; et, pour cette raison, ils nient qu'elle puisse être infinie et conséquemment qu'elle puisse appartenir à Dieu. Ils expriment cela par de nombreux exemples dont je rapporterai quelques-uns. Si la substance corporelle, disent-ils, est infinie, qu'on la conçoive divisée en deux parties : chacune d'elles sera ou finie ou infinie. Dans la première hypothèse l'infini se compose de deux parties finies, ce qui est absurde. Dans la deuxième il y aura donc un infini double d'un autre, ce qui n'est pas moins absurde. De plus, si une quantité infinie est mesurée au moyen de parties ayant la longueur d'un pied, elle devra se composer d'une infinité de ces parties ; de même, si elle est mesurée au moyen de parties ayant la longueur d'un pouce ; et, en conséquence, un nombre infini sera douze fois plus grand qu'un autre nombre infini. ![Graph 1](/assets/img/graph-01.png) Enfin, si l'on conçoit que deux lignes A B, A C partent d'un point d'une quantité infinie et, situées à une certaine distance d'abord déterminée, soient prolongées à l'infini, il est certain que la distance entre B et C augmentera continuellement et de déterminée deviendra enfin indéterminable. Puis donc que ces absurdités sont, à ce qu'ils pensent, la conséquence de ce qu'on suppose une quantité infinie, ils en concluent que la substance corporelle doit être finie et en conséquence n'appartient pas à l'essence de Dieu. Un deuxième argument se tire aussi de la souveraine perfection de Dieu : Dieu, disent-ils, puisqu'il est un être souverainement parfait, ne peut pâtir ; or la substance corporelle, puisqu'elle est divisible, peut pâtir ; il suit donc qu'elle n'appartient pas à l'essence de Dieu. Tels sont les arguments, trouvés par moi dans les auteurs, par lesquels on essaie de montrer que la substance corporelle est indigne de la nature de Dieu et ne peut lui appartenir. Si cependant l'on veut bien y prendre garde, on reconnaîtra que j'y ai déjà répondu ; puisque ces arguments se fondent seulement sur ce que l'on suppose la substance corporelle composée de parties, ce que j'ai déjà fait voir _([Prop. 12](112) avec le [Coroll. Prop. 13](113c))_ qui est absurde. Ensuite, si l'on veut examiner la question, on verra que toutes ces conséquences absurdes _(à supposer qu'elles le soient toutes, point que je laisse en dehors de la présente discussion)_, desquelles ils veulent conclure qu'une substance étendue est finie, ne découlent pas le moins du monde de ce qu'on suppose une quantité infinie, mais de ce qu'on suppose cette quantité infinie mesurable et composée de parties fines ; on ne peut donc rien conclure de ces absurdités, sinon qu'une quantité infinie n'est pas mesurable et ne peut se composer de parties finies. Et c'est cela même que nous avons déjà démontré plus haut _([Prop. 12](112), etc.)_. Le trait qu'ils nous destinent est donc jeté en réalité contre eux-mêmes. S'ils veulent d'ailleurs conclure de l'absurdité de leur propre supposition qu'une substance étendue doit être finie, en vérité ils font tout comme quelqu'un qui, pour avoir forgé un cercle ayant les propriétés du carré, en conclurait qu'un cercle n'a pas un centre d'où toutes les lignes tracées jusqu'à la circonférence sont égales. Car la substance corporelle, qui ne peut être conçue autrement qu'infinie, unique et indivisible _(voir Prop. [8](108), [5](105) et [12](112))_, ils la conçoivent multiple et divisible, pour pouvoir en conclure qu'elle est finie. C'est ainsi que d'autres, après s'être imaginé qu'une ligne est composée de points, savent trouver de nombreux arguments pour montrer qu'une ligne ne peut être divisée à l'infini. Et en effet il n'est pas moins absurde de supposer que la substance corporelle est composée de corps ou de parties, que de supposer le corps formé de surfaces, la surface de lignes, la ligne, enfin, de points. Et cela, tous ceux qui savent qu'une raison claire est infaillible, doivent le reconnaître, et en premier lieu ceux qui nient qu'un vide soit donné. Car si la substance corporelle pouvait être divisée de telle sorte que ses parties fussent réellement distinctes, pourquoi une partie ne pourrait-elle pas être anéantie, les autres conservant entre elles les mêmes connexions qu'auparavant? Et pourquoi doivent-elles toutes convenir entre elles de façon qu'il n'y ait pas de vide? Certes si des choses sont réellement distinctes les unes des autres, l'une peut exister et conserver son état sans l'autre. Puis donc qu'il n'y a pas de vide dans la Nature (nous nous sommes expliqués ailleurs là-dessus) mais que toutes les parties doivent convenir entre elles de façon qu'il n'y en ait pas, il suit de là qu'elles ne peuvent se distinguer réellement, c'est-à-dire que la substance corporelle, en tant qu'elle est substance, ne peut pas être divisée. Si cependant l'on demande pourquoi nous inclinons ainsi par nature à diviser la quantité? je réponds que la quantité est conçue par nous en deux manières : savoir abstraitement, c'est-à-dire superficiellement, telle qu'on se la représente par l'imagination, ou comme une substance, ce qui n'est possible qu'à l'entendement. Si donc nous avons égard à la quantité telle qu'elle est dans l'imagination, ce qui est le cas ordinaire et le plus facile, nous la trouverons finie, divisible et composée de parties ; si, au contraire, nous la considérons telle qu'elle est dans l'entendement et la concevons en tant que substance, ce qui est très difficile, alors, ainsi que nous l'avons assez démontré, nous la trouverons infinie, unique et indivisible. Cela sera assez manifeste à tous ceux qui auront su distinguer entre l'imagination et l'entendement : surtout si l'on prend garde aussi que la matière est la même partout et qu'il n'y a pas en elle de parties distinctes, si ce n'est en tant que nous la concevons comme affectée de diverses manières ; d'où il suit qu'entre ses parties il y a une différence modale seulement et non réelle. Par exemple, nous concevons que l'eau, en tant qu'elle est eau, se divise et que ses parties se séparent les unes des autres, mais non en tant qu'elle est substance corporelle ; comme telle, en effet, elle ne souffre ni séparation ni division. De même l'eau, en tant qu'eau, s'engendre et se corrompt ; mais, en tant que substance, elle ne s'engendre ni ne se corrompt. Et par là je pense avoir répondu déjà au deuxième argument puisqu'il se fonde aussi sur cette supposition que la matière, en tant que substance, est divisible et formée de parties. Et eût-il un autre fondement, je ne sais pas pourquoi la matière serait indigne de la nature divine, puisque _(par la [Prop. 14](114))_ i1 ne peut y avoir en dehors de Dieu nulle substance par l'action de laquelle en tant que matière il pâtirait. Toutes, dis-je, sont en Dieu, et tout ce qui arrive, arrive par les seules lois de la nature infinie de Dieu et suit de la nécessité de son essence (comme je le montrerai bientôt) ; on ne peut donc dire à aucun égard que Dieu pâtit par l'action d'un autre être ou que la substance étendue est indigne de la nature divine, alors même qu'on la supposerait divisible, pourvu qu'on accorde qu'elle est éternelle et infinie. Mais en voilà assez sur ce point pour le présent." + } + ] + }, + { + "id": "116", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_De la nécessité de la nature divine doivent suivre en une infinité de modes une infinité de choses, c'est-à-dire tout ce qui peut tomber sous un entendement infini._", + "childs": [ + { + "id": "116d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette Proposition doit être évidente pour chacun, pourvu qu'il ait égard à ce que, de la définition supposée donnée d'une chose quelconque, l'entendement conclut plusieurs propriétés qui en sont réellement les suites nécessaires (c'est-à-dire suivent de l'essence même de là chose), et d'autant plus que la définition de la chose exprime, comme étant enveloppée dans son essence, plus de réalité. Comme d'ailleurs la nature divine a une absolue infinité d'attributs _(par la [Défin. 6](1d6))_, dont chacun exprime une essence infinie en son genre, de sa nécessité doivent suivre en une infinité de modes une infinité de choses, c'est-à-dire tout ce qui peut tomber sous un entendement infini. CQFD." + }, + { + "id": "116c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Il suit de là : I. que Dieu est cause efficiente de toutes les choses qui peuvent tomber sous un entendement infini." + }, + { + "id": "116c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Il suit : II. que Dieu est cause par soi et non par accident." + }, + { + "id": "116c3", + "type": "COROLLAIRE 3", + "text": "Il suit : III. que Dieu est absolument cause première." + } + ] + }, + { + "id": "117", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_Dieu agit par les seules lois de sa nature et sans subir aucune contrainte._", + "childs": [ + { + "id": "117d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous avons montré _([Prop. 16](116))_ que, de la seule nécessité de la nature divine ou (ce qui revient au même) des seules lois de sa nature, suit une absolue infinité de choses et _([Prop. 15](115))_ nous avons démontré que rien ne peut être ni être conçu sans Dieu, mais que tout est en Dieu ; donc rien ne peut être hors de lui, par quoi il soit déterminé à agir ou contraint d'agir, et ainsi Dieu agit par les seules lois de sa nature et sans aucune contrainte. CQFD." + }, + { + "id": "117c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Il suit de là : I. qu'il n'existe aucune cause qui, en dehors de Dieu ou en lui, l'incite à agir, si ce n'est la perfection de sa propre nature." + }, + { + "id": "117c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Il suit : II. que Dieu seul est cause libre. Car Dieu seul existe par la seule nécessité de sa nature _(par la [Prop. 11](111) et le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_ et agit par la seule nécessité de sa nature _(par la [Prop. précédente](117))_. Par suite _(par la [Défin. 7](1d7))_, il est seul cause libre. CQFD." + }, + { + "id": "117sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "D'autres pensent que Dieu est cause libre parce qu'il peut, à ce qu'ils croient, faire que les choses que nous avons dit qui suivent de sa nature ou qui sont en son pouvoir, n'arrivent pas, en d'autres termes, ne soient pas produites par lui. C'est tout comme s'ils disaient : Dieu peut faire qu'il ne suive pas de la nature du triangle que ses trois angles égalent deux droits ; ou que d'une cause donnée l'effet ne suive pas, ce qui est absurde. En outre, je montrerai plus loin et sans le secours de cette Proposition que ni l'entendement ni la volonté n'appartiennent à la nature de Dieu. Je sais bien que plusieurs croient pouvoir démontrer qu'un entendement suprême et une libre volonté appartiennent à la nature de Dieu ; ils disent, en effet, ne rien connaître de plus parfait qu'ils puissent attribuer à Dieu, que ce qui, en nous, est la plus haute perfection. Bien que, cependant, ils conçoivent Dieu comme étant un être souverainement connaissant, ils ne croient cependant pas qu'il puisse rendre existant tout ce dont il a une connaissance actuelle, car ils croiraient ainsi détruire la puissance de Dieu. S'il avait créé, disent-ils, tout ce qui est en son entendement, il n'aurait donc rien pu créer de plus, ce qu'ils croient qui répugne à l'omnipotence divine ; et, par suite, ils ont mieux aimé admettre un Dieu indifférent à toutes choses et ne créant rien d'autre que ce que, par une certaine volonté absolue, il a décrété de créer. Mais je crois avoir montré assez clairement _(voir la [Prop. 16](116))_ que de la souveraine puissance de Dieu, ou de sa nature infinie, une infinité de choses en une infinité de modes, c'est-à-dire tout, a nécessairement découlé ou en suit, toujours avec la même nécessité ; de même que de toute éternité et pour l'éternité il suit de la nature du triangle que ses trois angles égalent deux droits. C'est pourquoi la toute-puissance de Dieu a été en acte de toute éternité et demeure pour l'éternité dans la même actualité. Et de la sorte, la toute-puissance admise en Dieu est beaucoup plus parfaite, du moins à mon jugement. Bien plus, mes adversaires semblent (s'il est permis de parler ouvertement) nier la toute-puissance de Dieu. Ils sont contraints d'avouer, en effet, que Dieu a l'idée d'une infinité de choses créables que cependant il ne pourra jamais créer. Car, autrement, c'est-à-dire s'il créait tout ce dont il a l'idée, il épuiserait, suivant eux, toute sa puissance et se rendrait imparfait. Pour mettre en Dieu de la perfection, ils en sont donc réduits à admettre en même temps qu'il ne peut faire tout ce à quoi s'étend sa puissance et je ne vois pas de fiction plus absurde ou qui s'accorde moins avec la toute-puissance divine. En outre, pour dire ici quelque chose aussi de l'entendement et de la volonté que nous attribuons communément à Dieu, si l'entendement et la volonté appartiennent à l'essence éternelle de Dieu, il faut entendre par l'un et l'autre attributs autre chose certes que ce que les hommes ont coutume de faire. Car l'entendement et la volonté qui constitueraient l'essence de Dieu, devraient différer de toute l'étendue du ciel de notre entendement et de notre volonté et ne pourraient convenir avec eux autrement que par le nom, c'est-à-dire comme conviennent entre eux le chien, signe céleste, et le chien, animal aboyant. Je le démontrerai comme il suit. Si un entendement appartient à la nature divine, il ne pourra, comme notre entendement, être de sa nature postérieur (ainsi que le veulent la plupart) aux choses qu'il connaît ou exister en même temps qu'elles, puisque Dieu est antérieur à toutes choses par sa causalité _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 16](116c1))_ ; mais, au contraire, la vérité et l'essence formelle des choses est telle, parce que telle elle existe objectivement dans l'entendement de Dieu. L'entendement de Dieu donc, en tant qu'il est conçu comme constituant l'essence de Dieu, est réellement la cause des choses, aussi bien de leur essence que de leur existence ; cela paraît avoir été aperçu par ceux qui ont affirmé que l'entendement de Dieu, sa volonté et sa puissance ne sont qu'une seule et même chose. Puis donc que l'entendement de Dieu est l'unique cause des choses, c'est-à-dire (comme nous l'avons montré) aussi bien de leur essence que de leur existence, il doit nécessairement différer d'elles tant à l'égard de l'essence qu'à l'égard de l'existence. Le causé, en effet, diffère de sa cause précisément en ce qu'il tient de sa cause. Par exemple, un homme est cause de l'existence mais non de l'essence d'un autre homme, car cette essence est une vérité éternelle ; par suite, ils peuvent convenir entièrement quant à l'essence, mais ils doivent différer eu égard à l'existence ; pour cette raison, si l'existence de l'un vient à périr, celle de l'autre ne périra pas pour cela ; mais, si l'essence de l'un pouvait être détruite et devenir fausse, celle de l'autre serait aussi fausse. Par suite, une chose qui est cause à la fois de l'essence et de l'existence d'un certain effet, doit différer de cet effet aussi bien à l'égard de l'essence qu'à l'égard de l'existence. Or, l'entendement de Dieu est cause tant de l'essence que de l'existence de notre entendement, donc l'entendement de Dieu en tant qu'on le conçoit comme constituant l'essence divine, diffère de notre entendement tant à l'égard de l'essence qu'à l'égard de l'existence et ne peut convenir en rien avec lui, si ce n'est par le nom, comme nous le voulions. Touchant la volonté, on procédera de même, comme chacun peut le voir aisément." + } + ] + }, + { + "id": "118", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_Dieu est cause immanente mais non transitive de toutes choses._", + "childs": [ + { + "id": "118d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tout ce qui est, est en Dieu et doit être conçu par Dieu _(par la [Prop. 15](115))_, et ainsi _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 16](116c1))_ Dieu est cause de choses qui sont en lui-même, ce qui est le premier point. Ensuite, en dehors de Dieu nulle substance ne peut être donnée _(par la [Prop. 14](114))_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 3](1d3))_ en dehors de Dieu nulle chose qui soit en elle-même, ce qui était le second point. Dieu est donc cause immanente et non transitive de toutes choses. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "119", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_Dieu est éternel, autrement dit tous les attributs de Dieu sont éternels._", + "childs": [ + { + "id": "119d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Dieu en effet est une substance _(par la [Défin. 6](1d6))_, qui existe nécessairement _(par la [Prop. 11](111))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](107))_ à la nature de laquelle il appartient d'exister ou (ce qui revient au même) de la définition de laquelle suit l'affirmation qu'elle existe, et ainsi _(par la [Défin. 8](1d8))_ il est éternel. De plus il faut entendre par attributs de Dieu ce qui _(par la [Défin. 4](1d4))_ exprime l'essence de la nature divine, c'est-à-dire appartient à la substance : cela même, dis-je, les attributs doivent l'envelopper. Or l'éternité appartient à la nature de la substance _(comme je l'ai démontré déjà par la [Prop. 7](107))_, donc chacun des attributs doit envelopper l'éternité, et ainsi tous sont éternels. CQFD." + }, + { + "id": "119sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Proposition est encore rendue très évidente par la façon dont _([Prop. 11](111))_ j'ai démontré l'existence de Dieu. Il suit en effet de cette démonstration que l'existence de Dieu, comme son essence, est une vérité éternelle. En outre, j'ai démontré autrement encore _(Prop. 19 des Principes de Descartes)_ l'éternité de Dieu, et il n'est pas besoin de reproduire ici ce raisonnement." + } + ] + }, + { + "id": "120", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_L'existence de Dieu et son essence sont une seule et même chose._", + "childs": [ + { + "id": "120d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Dieu _(par la [Prop. précéd.](119))_ est éternel et tous ses attributs sont éternels, c'est-à-dire _(par la [Défin. 8](1d8))_ que chacun de ses attributs exprime de l'existence. Donc les mêmes attributs de Dieu qui expliquent l'essence éternelle de Dieu _(par la [Défin. 4](1d4))_, expliquent en même temps son existence éternelle, c'est-à-dire cela même qui constitue l'essence de Dieu, constitue aussi son existence, et ainsi l'essence et l'existence sont une seule et même chose. CQFD." + }, + { + "id": "120c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Il suit de là : I. que l'existence de Dieu aussi bien que son essence est une vérité éternelle." + }, + { + "id": "120c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Il suit : II. que Dieu est immuable, autrement dit que tous les attributs de Dieu sont immuables. Car, s'ils venaient à changer relativement à l'existence, ils devraient aussi _(par la [Prop. précéd.](120))_ changer relativement à l'essence, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_ devenir faux de vrais qu'ils étaient, ce qui est absurde." + } + ] + }, + { + "id": "121", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_Tout ce qui suit de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument, a toujours dû exister et est infini, autrement dit est infini et éternel par la vertu de cet attribut._", + "childs": [ + { + "id": "121d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si vous le niez, concevez, si vous le pouvez, que, dans un attribut de Dieu, quelque chose qui soit fini et ait une existence ou une durée déterminée suive de la nature absolue de cet attribut, par exemple l'idée de Dieu dans la pensée. La pensée, puisqu'on suppose qu'elle est un attribut de Dieu, est nécessairement infinie de sa nature _(par la [Prop. 11](111))_ et d'autre part, en tant qu'elle a l'idée de Dieu, on la suppose finie. Mais _(par la [Défin. 2](1d2))_ elle ne peut être conçue comme finie si elle n'est pas limitée par la pensée elle-même. Elle ne peut l'être cependant par la pensée en tant que celle-ci constitue l'idée de Dieu ; car, ainsi considérée, la pensée est supposée finie. Ce sera donc par la pensée en tant qu'elle ne constitue pas l'idée de Dieu, qui cependant existe nécessairement _(par la [Prop. 11](111))_. Il y a donc une pensée ne constituant pas l'idée de Dieu, et, par suite, l'idée de Dieu ne suit pas de la nature de la pensée en tant que celle-ci est prise absolument (on la conçoit, en effet, comme constituant l'idée de Dieu et comme ne la constituant pas). Mais cela est contre l'hypothèse. Donc, si l'idée de Dieu dans la pensée, ou quelque chose que ce soit (peu importe, puisque la démonstration est universelle), suit dans un attribut de Dieu de la nécessité de la nature de cet attribut, prise absolument, cette chose doit être nécessairement infinie. C'était là le premier point. \nMaintenant, ce qui suit ainsi de la nécessité de la nature d'un attribut, ne peut avoir une durée déterminée. Si vous le niez, supposez qu'une chose qui suit de la nécessité de la nature d'un attribut, soit donnée en quelque attribut de Dieu, par exemple l'idée de Dieu dans la pensée, et que cette chose soit supposée n'avoir pas existé ou ne devoir pas exister à un certain moment du temps. Comme cependant la pensée est supposée un attribut de Dieu, elle doit exister nécessairement et être immuable _(par la [Prop. 11](111) et le [Coroll. 2 de la Prop. 20](120c2))_. Donc au delà des limites de la durée de l'idée de Dieu (qu'on suppose n'avoir pas existé ou ne devoir pas exister à un certain moment du temps) la pensée devra être sans l'idée de Dieu. Or cela est contre l'hypothèse ; car on suppose que, cette pensée étant donnée, l'idée de Dieu en suit nécessairement. Donc l'idée de Dieu dans la pensée, non plus qu'aucune chose qui suit nécessairement de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument, ne peut avoir une durée déterminée ; mais par la vertu de cet attribut cette chose est éternelle. Ce qui est le second point. On observera que ce qui est dit ici, doit être affirmé de toute chose qui, dans un attribut de Dieu, suit nécessairement de la nature de Dieu prise absolument." + } + ] + }, + { + "id": "122", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_Tout ce qui suit d'un attribut de Dieu, en tant qu'il est affecté d'une modification qui par la vertu de cet attribut existe nécessairement et est infinie, doit aussi exister nécessairement et être infini._", + "childs": [ + { + "id": "122d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La démonstration de cette Proposition se fait de même façon que celle de la [précédente](121d)." + } + ] + }, + { + "id": "123", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_Tout mode qui existe nécessairement et est infini, a dû suivre nécessairement ou bien de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument, ou bien d'un attribut affecté d'une modification qui elle-même existe nécessairement et est infinie._", + "childs": [ + { + "id": "123d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Un mode existe dans une chose autre que lui, par laquelle il doit être conçu _(par la [Défin. 5](1d5))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 15](115))_ qu'il est en Dieu seul et doit être conçu par Dieu seul. Si donc l'on conçoit un mode qui existe nécessairement et est infini, ces deux caractères devront être conçus ou perçus nécessairement par le moyen d'un attribut de Dieu, en tant que cet attribut exprime l'infinité et la nécessité de l'existence, ou _(ce qui revient au même d'après la [Défin. 8](1d8))_ l'éternité, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6) et la [Prop. 19](119))_ en tant qu'on le considère absolument. Un mode donc qui existe nécessairement, et est infini, a dû suivre de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument, et cela ou bien immédiatement _(c'est le cas de la [Prop. 21](121))_ ou bien par l'intermédiaire de quelque modification qui suit de cette nature prise absolument, c'est-à-dire _([Prop. précéd.](122))_ qui existe nécessairement et est infinie. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "124", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_L'essence des choses produites par Dieu n'enveloppe pas l'existence._", + "childs": [ + { + "id": "124d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par la [Définition 1](1d1). Car ce dont la nature (considérée en elle-même) enveloppe l'existence, est cause de soi et existe par la seule nécessité de sa nature." + }, + { + "id": "124c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que Dieu n'est pas seulement la cause qui fait que les choses commencent d'exister ; mais aussi celle qui fait qu'elles persévèrent dans l'existence, autrement dit (pour user d'un terme scolastique) Dieu est cause de l'être des choses. Car, soit qu'elles existent, soit qu'elles n'existent pas, toutes les fois que nous avons égard à leur essence, nous trouvons qu'elle n'enveloppe ni existence, ni durée, et ainsi leur essence ne peut être cause ni de leur existence, ni de leur durée ; mais Dieu seul, à la seule nature de qui il appartient d'exister _( par le [Coroll. 1 de la Prop.14](114c1) )_." + } + ] + }, + { + "id": "125", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "_Dieu n'est pas seulement cause efficiente de l'existence, mais aussi de l'essence des choses._", + "childs": [ + { + "id": "125d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si vous le niez, c'est donc que Dieu n'est pas cause de l'essence ; et ainsi _(par l'[Axiom. 4](1a4))_ l'essence des choses peut être conçue sans Dieu ; or cela _(par la [Prop. 15](115))_ est absurde. Donc Dieu est cause aussi de l'essence des choses. CQFD." + }, + { + "id": "125sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Proposition suit plus clairement de la [Proposition 16](116). Il suit en effet de cette dernière que, la nature divine étant donnée, aussi bien l'essence que l'existence des choses doit s'en conclure nécessairement ; et, en un mot, au sens où Dieu est dit cause de soi, il doit être dit aussi cause de toutes choses, ce qui sera établi encore plus clairement par le Corollaire suivant." + }, + { + "id": "125c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Les choses particulières ne sont rien si ce n'est des affections des attributs de Dieu, autrement dit des modes, par lesquels les attributs de Dieu, sont exprimés d'une manière certaine et déterminée. Cela est démontré clairement par la [Proposition 15](115) et la [Définition 5](1d5)." + } + ] + }, + { + "id": "126", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_Une chose qui est déterminée à produire quelque effet a été nécessairement déterminée de la sorte^[le mot _sic_ que je traduis manque dans l'édition van Vloten et Land.] par Dieu ; et celle qui n'a pas été déterminée par Dieu ne peut se déterminer elle-même à produire un effet._", + "childs": [ + { + "id": "126d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ce par quoi les choses sont dites déterminées à produire quelque effet, est nécessairement quelque chose de positif _(comme il est connu de soi)_ ; et ainsi son essence comme son existence ont Dieu pour cause efficiente _(par les Prop. [25](125) et [16](116))_, ce qui était le premier point. La deuxième partie de la Proposition s'ensuit très clairement ; car, si une chose qui n'est pas déterminée par Dieu, pouvait se déterminer elle-même, la première partie de la proposition serait fausse, ce qui est absurde comme nous l'avons montré." + } + ] + }, + { + "id": "127", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_Une chose qui est déterminée par Dieu à produire quelque effet, ne peut se rendre elle-même indéterminée._", + "childs": [ + { + "id": "127d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par l'[Axiome 3](1a3)." + } + ] + }, + { + "id": "128", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_Une chose singulière quelconque, autrement dit toute chose qui est finie et a une existence déterminée, ne peut exister et être déterminée à produire quelque effet, si elle n'est déterminée à exister et à produire cet effet par une autre cause qui est elle-même finie et a une existence déterminée ; et à son tour cette cause ne peut non plus exister et être déterminée à produire quelque effet, si elle n'est déterminée à exister et à produire cet effet par une autre qui est aussi finie et a une existence déterminée, et ainsi à l'infini._", + "childs": [ + { + "id": "128d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tout ce qui est déterminé à exister et à produire quelque effet, est déterminé de la sorte par Dieu _(par la [Prop. 26](126) et le [Coroll. de la Prop. 24](124c))_. Mais ce qui est fini et a une existence déterminée n'a pu être produit par la nature d'un attribut de Dieu prise absolument ; car tout ce qui suit de la nature d'un attribut de Dieu prise absolument est infini et éternel _(par la [Prop. 21](121))_. Cette chose a donc dû suivre de Dieu ou d'un de ses attributs, en tant qu'on le considère comme affecté d'une certaine modification ; car, en dehors de la substance et des modes, rien n'est donné _(par l'[Axiom. 1](1a1) et les Défin. [3](1d3) et [5](1d5))_, et les modes _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c))_ ne sont rien sinon des affections des attributs de Dieu. Mais cette chose n'a pu suivre de Dieu ni d'un de ses attributs en tant qu'il est affecté d'une modification qui est éternelle et infinie _(par la [Prop. 22](122))_. Elle a donc dû suivre de Dieu ou être déterminée à exister et à produire quelque effet par Dieu ou l'un de ses attributs, en tant qu'il est affecté d'une modification qui est finie et a une existence déterminée. Ce qui était le premier point. Maintenant cette cause, à son tour, ou ce mode _(pour la même raison qui a servi à démontrer la première partie)_ a dû aussi être déterminée par une autre qui est aussi finie et a une existence déterminée, et son tour cette dernière _(pour la même raison)_ par un autre, et ainsi à l'infini _(toujours pour la même raison)_." + }, + { + "id": "128sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Comme certaines choses ont dû être produites immédiatement par Dieu, à savoir celles qui suivent nécessairement de sa nature considérée absolument, et d'autres qui ne peuvent cependant ni être ni être conçues sans Dieu, par l'intermédiaire des premières ; il suit de là : I. qu'à l'égard des choses immédiatement produites par lui, Dieu est cause prochaine absolument ; mais non en son genre, comme on dit. Car les effets de Dieu ne peuvent ni être, ni être conçus sans leur cause _(par la [Prop. 15](115) et le [Coroll. de la Prop. 24](124c))_. Il suit : II. que Dieu ne peut pas être dit proprement cause éloignée des choses singulières, si ce n'est peut-être afin de les distinguer de celles qu'il a produites immédiatement ou plutôt qui suivent de sa nature prise absolument. Car nous entendons par cause éloignée une cause telle qu'elle ne soit en aucune façon liée à son effet. Et tout ce qui est, est en Dieu et dépend de Dieu de telle sorte qu'il ne puisse ni être, ni être conçu sans lui." + } + ] + }, + { + "id": "129", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_Il n'est rien donné de contingent dans la nature, mais tout y est déterminé par la nécessité de la nature divine à exister et à produire quelque effet d'une certaine manière._", + "childs": [ + { + "id": "129d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tout ce qui est, est en Dieu _(par la [Prop. 15](115))_ et Dieu ne peut pas être dit une chose contingente, car _(par la [Prop. 11](111))_ il existe nécessairement et non d'une façon contingente. A l'égard des modes de la nature de Dieu, ils ont suivi de cette nature nécessairement aussi, non d'une façon contingente _(par la [Prop. 16](116))_, et cela aussi bien quand on considère la nature divine absolument _(par la [Prop. 21](121))_, que lorsqu'on la considère comme déterminée à agir d'une certaine manière _(par la [Prop. 27](127))_. En outre, Dieu est cause de ces modes non seulement en tant qu'ils existent simplement _(par le [Coroll. de la Prop. 24](124c))_, mais aussi en tant qu'on les considère comme déterminés à produire quelque effet _(par la [Prop. 26](126))_. Que s'ils ne sont pas déterminés par Dieu, il est impossible mais non contingent qu'ils se déterminent eux-mêmes _(même [Proposition](126))_ ; et si, au contraire, ils sont déterminés par Dieu, il est _(par la [Prop. 27](127))_ impossible mais non contingent qu'ils se rendent eux-mêmes indéterminés. Donc tout est déterminé par la nécessité de la nature divine, non seulement à exister, mais aussi à exister et à produire quelque effet, d'une certaine manière, et il n'y a rien de contingent. CQFD." + }, + { + "id": "129sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Avant de poursuivre je veux expliquer ici ce qu'il faut entendre par Nature Naturante et Nature Naturée ou plutôt le faire observer. Car déjà par ce qui précède, il est établi, je pense, qu'on doit entendre par Nature Naturante, ce qui est en soi et est conçu par soi, autrement dit ces attributs de la substance qui expriment une essence éternelle et infinie, ou encore _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1) et le [Coroll. 2 de la Prop. 17](117c2))_ Dieu en tant qu'il est considéré comme cause libre. Par Nature Naturée, j'entends tout ce qui suit de la nécessité de la nature de Dieu, autrement dit de celle de chacun de ses attributs, ou encore tous les modes des attributs de Dieu, en tant qu'on les considère comme des choses qui sont en Dieu et ne peuvent sans Dieu ni être ni être conçues." + } + ] + }, + { + "id": "130", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_Un entendement, actuellement fini ou actuellement infini, doit comprendre les attributs de Dieu et les affections de Dieu et nulle autre chose._", + "childs": [ + { + "id": "130d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une idée vraie doit s'accorder avec l'objet dont elle est l'idée _(par l'[Axiom. 6](1a6))_, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_, ce qui est contenu objectivement dans l'entendement doit être nécessairement donné dans la nature ; or il n'est donné dans la Nature _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_ qu'une substance unique, à savoir Dieu ; et il n'est pas d'autres affections _(par la [Prop. 15](115))_ que celles qui sont en Dieu et qui _(par la même [Prop.](115))_ ne peuvent sans Dieu ni être ni être conçues ; donc un entendement, actuellement fini ou actuellement infini, doit comprendre les attributs de Dieu et les affections de Dieu et rien autre chose. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "131", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_L'entendement en acte, qu'il soit fini ou infini, comme aussi la volonté, le désir, l'amour, etc., doivent être rapportés à la Nature Naturée et non à la Naturante._", + "childs": [ + { + "id": "131d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Par entendement en effet nous entendons _(comme il est connu de soi)_ non la pensée absolue, mais seulement un certain mode du penser, lequel diffère des autres tels que le désir, l'amour, etc., et doit en conséquence _(par la [Défin. 5](1d5))_ être conçu par le moyen de la pensée absolue ; il doit être conçu, dis-je _(par la [Prop. 15](115) et la [Défin. 6](1d6))_, par le moyen d'un attribut de Dieu exprimant l'essence éternelle et infinie de la pensée, et cela de telle façon qu'il ne puisse sans cet attribut ni être ni être conçu et, pour cette raison _(par le [Scolie de la Prop. 29](129sc))_, il doit être rapporté à la Nature Naturée et non à la Naturante, de même que les autres modes du penser. CQFD." + }, + { + "id": "131sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "La raison pour laquelle je parle ici d'un entendement en acte n'est pas que j'accorde l'existence d'aucun entendement en puissance ; mais, désirant éviter toute confusion, je n'ai voulu parler que de la chose la plus clairement perçue par nous, à savoir l'action même de connaître, qui est ce que nous percevons le plus clairement. Car nous ne pouvons rien connaître qui ne conduise à une connaissance plus grande de l'action de connaître." + } + ] + }, + { + "id": "132", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_La volonté ne peut être appelée cause libre, mais seulement cause nécessaire._", + "childs": [ + { + "id": "132d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La volonté, de même que l'entendement, est un certain mode du penser ; et ainsi _(par la [Prop. 28](128))_ chaque volition ne peut exister et être déterminée à produire quelque effet, sinon par une autre cause déterminée, cette cause l'étant à son tour par une autre, et ainsi à l'infini. Que si une volonté est supposée infinie, elle doit aussi être déterminée à exister et à produire quelque effet par Dieu, non en tant qu'il est une substance absolument infinie, mais en tant qu'il a un attribut qui exprime l'essence absolue et éternelle de la pensée _(par la [Prop. 23](123))_. De quelque manière donc qu'on la conçoive, une volonté, finie ou infinie, requiert une cause par où elle soit déterminée à exister et à produire quelque effet et ainsi _(par la [Défin. 7](1d7))_ ne peut être dite cause libre, mais seulement nécessaire ou contrainte. CQFD." + }, + { + "id": "132c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Il suit de là : I. que Dieu ne produit pas ses effets par la liberté de la volonté." + }, + { + "id": "132c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Il suit : II. que la volonté et l'entendement soutiennent avec la nature de Dieu la même relation que le mouvement et le repos, et, absolument, toutes les choses de la nature qui _(par la [Prop. 29](129))_ doivent être déterminées à exister et à agir d'une certaine manière. Car la volonté, comme toutes autres choses, a besoin d'une cause par où elle soit déterminée à exister et à produire quelque effet d'une certaine manière. Et bien que, d'une volonté donnée ou d'un entendement donné, suivent une infinité de choses, on ne peut dire pour cela que Dieu agit par la liberté de la volonté ; pas plus qu'on ne peut dire, parce que du mouvement et du repos suive certaines choses (et que ces effets aussi sont innombrables), que Dieu agit par la liberté du mouvement et du repos. La volonté donc n'appartient pas à la nature de Dieu plus que les autres choses de la nature, mais soutient avec lui la même relation que le mouvement et le repos et toutes autres choses, que nous avons montré qui suivent de la nécessité de la nature divine et sont déterminées par elle à exister et à produire quelque effet d'une certaine manière." + } + ] + }, + { + "id": "133", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_Les choses n'ont pu être produites par Dieu d'aucune manière autre et dans aucun ordre autre, que de la manière et dans l'ordre où elles ont été produites._", + "childs": [ + { + "id": "133d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Toutes choses ont suivi nécessairement de la nature de Dieu supposée donnée _(par la [Prop. 16](116))_, et ont été déterminées par la nécessité de la nature de Dieu à exister et à produire quelque effet d'une certaine manière _(par la [Prop. 29](129))_. Si donc des choses d'une nature différente avaient pu être, ou être déterminées à produire quelque effet, d'une autre manière, de façon que l'ordre de la nature fût autre, Dieu pourrait être aussi d'une nature autre, et par suite _(par la [Prop. 11](111))_ cette autre nature aussi devrait exister, et il pourrait y avoir en conséquence deux ou plusieurs Dieux, ce qui _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_ est absurde. Pour cette raison les choses n'ont pu être d'une manière autre et dans un ordre autre, etc. CQFD." + }, + { + "id": "133sc1", + "type": "SCOLIE 1", + "text": "Ayant montré par ce qui précède, plus clairement que la lumière du jour, qu'il n'existe absolument rien dans les choses, à cause de quoi elles puissent être dites contingentes, je veux maintenant expliquer en quelques mots ce que nous devons entendre par Contingent, et d'abord ce que nous devons entendre par Nécessaire et Impossible. Une chose est dite nécessaire soit par rapport à son essence, soit par rapport à sa cause. Car l'existence d'une chose suit nécessairement ou bien de son essence et de sa définition ou bien d'une cause efficiente donnée. C'est pour les mêmes causes qu'une chose est dite impossible ; ou bien en effet c'est parce que son essence ou définition enveloppe une contradiction, ou bien parce que nulle cause extérieure n'est donnée, qui soit déterminée de façon à produire cette chose. Pour nulle autre cause maintenant une chose n'est dite contingente, sinon eu égard à un manque de connaissance en nous ; car une chose dont nous ignorons que l'essence enveloppe contradiction, ou de laquelle nous savons bien qu'elle n'enveloppe aucune contradiction, sans pouvoir rien affirmer avec certitude de son existence, parce que nous ignorons l'ordre des causes, une telle chose, dis-je, ne peut jamais nous apparaître ni comme nécessaire ni comme impossible et, par suite, nous l'appelons contingente ou possible." + }, + { + "id": "133sc2", + "type": "SCOLIE 2", + "text": "Il suit clairement de ce qui précède que les choses ont été produites par Dieu avec une souveraine perfection, puisqu'elles ont suivi nécessairement d'une nature donnée qui est parfaite au plus haut point. Et nulle imperfection n'est par là imputée à Dieu ; car c'est sa perfection même qui nous a contraints à l'affirmer. Bien mieux, c'est de l'affirmation contraire qu'il suivrait (je viens de le montrer) que Dieu n'est pas souverainement parfait ; car, si les choses avaient été produites d'une autre manière, il faudrait attribuer à Dieu une autre nature, différente de celle que la considération de l'Être parfait au plus haut point nous oblige à lui attribuer. Mais je ne doute pas que beaucoup ne repoussent d'abord cette manière de voir comme une chose absurde et ne consentent même pas à l'examiner ; et cela pour cette seule raison qu'ils ont accoutumé d'attribuer à Dieu une liberté de tout autre sorte que celle que nous avons définie _([Défin. 7](1d7))_, à savoir une volonté absolue. Et je ne doute pas non plus que, s'ils veulent méditer sur ce sujet et examiner loyalement la suite de mes démonstrations, ils ne rejettent entièrement non seulement comme une chose futile, mais comme un grand empêchement à la science, cette sorte de liberté qu'ils attribuent à Dieu. Il n'est pas besoin ici de répéter ce que j'ai dit dans le [Scolie de la Proposition 17](117sc). En leur faveur cependant, je montrerai encore que, même en accordant que la volonté appartient à l'essence de Dieu, il ne suit pas moins de sa perfection que les choses n'ont pu être créées par Dieu d'aucune autre manière et dans aucun autre ordre. Il sera facile de le montrer si nous avons égard en premier lieu à ce qu'eux-mêmes concèdent, à savoir, qu'il dépend du seul décret et de la seule volonté de Dieu que chaque chose qui est, soit ce qu'elle est. S'il en était autrement en effet, Dieu ne serait pas cause de toutes choses. En second lieu, ils accordent aussi que tous les décrets de Dieu ont été arrêtés par Dieu même de toute éternité. S'il en était autrement, de l'imperfection et de l'inconstance seraient imputées à Dieu. Dans l'éternité il n'y a d'ailleurs ni _quand_, ni _avant_, ni _après_ ; il suit donc de là, c'est-à-dire de la seule perfection de Dieu, que Dieu ne peut ni n'a pu jamais décréter autre chose ; en d'autres termes que Dieu n'existe pas antérieurement à ses décrets et ne peut exister sans eux. Mais, diront-ils, quand même on supposerait que Dieu eût fait une autre nature des choses, ou qu'il eût de toute éternité décrété autre chose sur la Nature et sur son ordre, il ne s'ensuivrait en Dieu aucune imperfection. Je réponds qu'en disant cela, ils accordent que Dieu peut changer ses décrets. Car, si Dieu avait décrété sur la Nature et sur son ordre autre chose que ce qu'il a décrété ; c'est-à-dire s'il avait, au sujet de la Nature, voulu et conçu autre chose, il aurait eu nécessairement un entendement autre que n'est actuellement le sien et une volonté autre que n'est actuellement la sienne. Et, s'il est permis d'attribuer à Dieu un autre entendement et une autre volonté, sans pour cela rien changer à son essence et à sa perfection, pour quelle cause ne pourrait-il actuellement changer ses décrets au sujet des choses créées, tout en restant également parfait? Car, de quelque façon qu'on les conçoive, son entendement et sa volonté concernant les choses créées, soutiennent toujours le même rapport avec son essence et sa perfection. D'autre part, tous les Philosophes, à ma connaissance, accordent qu'il n'existe pas en Dieu, d'entendement en puissance mais seulement un entendement en acte ; puis donc que son entendement et sa volonté ne se distinguent pas de son essence, ainsi que tous aussi l'accordent, il suit de là encore que, si Dieu avait eu un autre entendement en acte et une autre volonté, son essence aussi eût été nécessairement autre ; et par suite (comme je l'ai d'abord conclu), si les choses eussent été produites par Dieu autrement qu'elles ne sont actuellement, l'entendement de Dieu et sa volonté, c'est-à-dire (comme on l'accorde) son essence, devraient être autres, ce qui est absurde. \nPuis donc que les choses n'ont pu être produites par Dieu d'aucune autre manière et dans aucun autre ordre, et que la vérité de cette proposition est une conséquence de la souveraine perfection de Dieu, nous ne nous laisserons certes jamais persuader par aucune raison que Dieu n'a pas voulu créer toutes les choses dont son entendement à l'idée avec autant de perfection qu'il s'en trouve dans les idées. On objectera qu'il n'y a dans les choses ni perfection ni imperfection, ce pour quoi elles sont dites parfaites ou imparfaites et bonnes ou mauvaises, dépendant uniquement de la volonté de Dieu ; d'où suit que, si Dieu l'eût voulu, il eût pu faire que ce qui est actuellement perfection fût une extrême imperfection et _vice versa_. Mais qu'est-ce donc autre chose qu'affirmer ouvertement que Dieu, qui a nécessairement l'idée de ce qu'il veut, peut, par sa volonté, faire qu'il ait des choses une idée autre que celle qu'il en a ; ce qui (je viens de le montrer) est une grande absurdité. Je puis donc retourner contre eux leur argument et cela de la façon suivante. Toutes choses dépendent de la puissance de Dieu. Pour que les choses pussent être autrement qu'elles ne sont, il faudrait donc nécessairement aussi que la volonté de Dieu fût autre ; or la volonté de Dieu ne peut pas être autre (comme nous venons de montrer qu'il suit de la perfection de Dieu avec la dernière évidence). Donc les choses aussi ne peuvent pas être autrement. Je reconnais que cette opinion, qui soumet tout à une volonté divine indifférente, et admet que tout dépend de son bon plaisir, s'éloigne moins de la vérité que cette autre consistant à admettre que Dieu agit en tout en ayant égard au bien. Car ceux qui la soutiennent, semblent poser en dehors de Dieu quelque chose qui ne dépend pas de Dieu, et à quoi Dieu a égard comme à un modèle dans ses opérations, ou à quoi il tende comme vers un but déterminé. Cela revient à soumettre Dieu au destin, et rien de plus absurde ne peut être admis au sujet de Dieu, que nous avons montré qui est la cause première et l'unique cause libre tant de l'essence de toutes choses que de leur existence. Il n'y a donc pas de raison pour perdre du temps, à réfuter cette absurdité." + } + ] + }, + { + "id": "134", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_La puissance de Dieu est son essence même._", + "childs": [ + { + "id": "134d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Il suit de la seule nécessité de l'essence de Dieu que Dieu est cause de soi _(par la [Prop. 11](111))_ et _(par la [Prop. 16](116) avec son [Coroll.](116c1))_ de toutes choses. Donc la puissance de Dieu par laquelle lui-même et toutes choses sont et agissent est son essence même. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "135", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_Tout ce que nous concevons qui est au pouvoir de Dieu, est nécessairement._", + "childs": [ + { + "id": "135d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tout ce qui est au pouvoir de Dieu doit _([Prop. précéd.](134))_ être compris en telle sorte en son essence qu'il en suive nécessairement, et par suite est nécessairement. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "136", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_Rien n'existe de la nature de quoi ne suive quelque effet._", + "childs": [ + { + "id": "136d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tout ce qui existe, exprime en un mode certain et déterminé la nature ou l'essence de Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c))_, autrement dit _(par la [Prop. 34](134))_ tout ce qui existe exprime en un mode certain et déterminé la puissance de Dieu qui est cause de toutes choses, et par suite _(par la [Prop. 16](116))_ quelque effet en doit suivre. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "1app", + "title": "APPENDICE", + "text": "J'ai expliqué dans ce qui précède la nature de Dieu et ses propriétés, savoir : qu'il existe nécessairement ; qu'il est unique ; qu'il est et agit par la seule nécessité de sa nature ; qu'il est la cause libre de toutes choses, et en quelle manière il l'est ; que tout est en Dieu et dépend de lui de telle sorte que rien ne peut ni être ni être conçu sans lui ; enfin que tout a été prédéterminé par Dieu, non certes par la liberté de la volonté, autrement dit par un bon plaisir absolu, mais par la nature absolue de Dieu, c'est-à-dire sa puissance infinie. J'ai eu soin en outre, partout où j'en ai eu l'occasion, d'écarter les préjugés qui pouvaient empêcher que mes démonstrations ne fussent perçues ; comme, toutefois, il en reste encore beaucoup qui pouvaient et peuvent aussi, et même au plus haut point, empêcher les hommes de saisir l'enchaînement des choses de la façon que je l'ai exposé, j'ai cru qu'il valait la peine de soumettre ici ces préjugés à l'examen de la raison. Tous ceux que j'entreprends de signaler ici dépendent d'ailleurs d'un seul, consistant en ce que les hommes supposent communément que toutes les choses de la nature agissent, comme eux-mêmes, en vue d'une fin, et vont jusqu'à tenir pour certain que Dieu lui-même dirige tout vers une certaine fin ; ils disent, en effet, que Dieu a tout fait en vue de l'homme et qu'il a fait l'homme pour que l'homme lui rendît un culte. C'est donc ce préjugé seul que je considérerai d'abord cherchant _primo_ pour quelle cause la plupart s'y tiennent et pourquoi tous inclinent naturellement à l'embrasser. _En second lieu_ j'en montrerai la fausseté, et _pour finir_ je ferai voir comment en sont issus les préjugés relatifs _au bien et au mal, au mérite et au péché, à la louange et au blâme, à l'ordre et à la confusion, à la beauté et à la laideur_, et à d'autres objets de même sorte. Il n'appartient pas toutefois à mon objet présent de déduire cela de la nature de l'âme humaine. Il suffira pour le moment de poser en principe ce que tous doivent reconnaître : que tous les hommes naissent sans aucune connaissance des causes des choses, et que tous ont un appétit de rechercher ce qui leur est utile, et qu'ils en ont conscience. De là suit : 1° que les hommes se figurent être libres, parce qu'ils ont conscience de leurs volitions et de leur appétit et ne pensent pas, même en rêve, aux causes par lesquelles ils sont disposés à appéter et à vouloir, n'en ayant aucune connaissance. Il suit : II. que les hommes agissent toujours en vue d'une fin, savoir l'utile qu'ils appètent. D'où résulte qu'ils s'efforcent toujours uniquement à connaître les causes finales des choses accomplies et se tiennent en repos quand ils en sont informés, n'ayant plus aucune raison d'inquiétude. S'ils ne peuvent les apprendre d'un autre, leur seule ressource est de se rabattre sur eux-mêmes et de réfléchir aux fins par lesquelles ils ont coutume d'être déterminés à des actions semblables, et ainsi jugent-ils nécessairement de la complexion d'autrui par la leur. Comme, en outre, ils trouvent en eux-mêmes et hors d'eux un grand nombre de moyens contribuant grandement à l'atteinte de l'utile, ainsi, par exemple, des yeux pour voir, des dents pour mâcher, des herbes et des animaux pour l'alimentation, le soleil pour s'éclairer, la mer pour nourrir des poissons, ils en viennent à considérer toutes les choses existant dans la Nature comme des moyens à leur usage. Sachant d'ailleurs qu'ils ont trouvé ces moyens, mais ne les ont pas procurés, ils ont tiré de là un motif de croire qu'il y a quelqu'un d'autre qui les a procurés pour qu'ils en fissent usage. Ils n'ont pu, en effet, après avoir considéré les choses comme des moyens, croire qu'elles se sont faites elles-mêmes, mais, tirant leur conclusion des moyens qu'ils ont accoutumé de se procurer, ils ont dû se persuader qu'il existait un ou plusieurs directeurs de la nature, doués de la liberté humaine, ayant pourvu à tous leurs besoins et tout fait pour leur usage. N'ayant jamais reçu au sujet de la complexion de ces êtres aucune information, ils ont dû aussi en juger d'après la leur propre, et ainsi ont-ils admis que les Dieux dirigent toutes choses pour l'usage des hommes afin de se les attacher et d'être tenus par eux dans le plus grand honneur ; par où il advint que tous, se référant à leur propre complexion, inventèrent divers moyens de rendre un culte à Dieu afin d'être aimés par lui par-dessus les autres, et d'obtenir qu'il dirigeât la Nature entière au profit de leur désir aveugle et de leur insatiable avidité. De la sorte, ce préjugé se tourna en superstition et poussa de profondes racines dans les âmes ; ce qui fut pour tous un motif de s'appliquer de tout leur effort à la connaissance et à l'Explication des causes finales de toutes choses. Mais, tandis qu'ils cherchaient à montrer que la Nature ne fait rien en vain (c'est-à-dire rien qui ne soit pour l'usage des hommes), ils semblent n'avoir montré rien d'autre sinon que la Nature et les Dieux sont atteints du même délire que les hommes. Considérez, je vous le demande, où les choses en sont enfin venues ! Parmi tant de choses utiles offertes par la Nature, ils n'ont pu manquer de trouver bon nombre de choses nuisibles, telles les tempêtes, les tremblements de terre, les maladies, etc., et ils ont admis que de telles rencontres avaient pour origine la colère de Dieu excitée par les offenses des hommes envers lui ou par les péchés commis dans son culte ; et, en dépit des protestations de l'expérience quotidienne, montrant par des exemples sans nombre que les rencontres utiles et les nuisibles échoient sans distinction aux pieux et aux impies, ils n'ont pas pour cela renoncé à ce préjugé invétéré. Ils ont trouvé plus expédient de mettre ce fait au nombre des choses inconnues dont ils ignoraient l'usage, et de demeurer dans leur état actuel et natif d'ignorance, que de renverser tout cet échafaudage et d'en inventer un autre. Ils ont donc admis comme certain que les jugements de Dieu passent de bien loin la compréhension des hommes : cette seule cause certes eût pu faire que le genre humain fût à jamais ignorant de la vérité, si la mathématique, occupée non des fins mais seulement des essences et des propriétés des figures, n'avait fait luire devant les hommes une autre norme de vérité ; outre la mathématique on peut assigner, d'autres causes encore (qu'il est superflu d'énumérer ici) par lesquelles il a pu arriver que les hommes aperçussent ces préjugés communs, et fussent conduits à la connaissance vraie des choses. \nJ'ai assez expliqué par là ce que j'ai promis en premier lieu. Pour montrer maintenant que la Nature n'a aucune fin à elle prescrite et que toutes les causes finales ne sont rien que des fictions des hommes, il ne sera pas besoin de longs discours. Je crois en effet l'avoir déjà suffisamment établi, tant en montrant de quels principes et de quelles causes ce préjugé tire son origine que par la _[Proposition 16](116)_ et les _[Corollaires 1(132c1), 2(132c2) de la Proposition 32]_, et en outre par tout ce que j'ai dit qui prouve que tout dans la nature se produit avec une nécessité éternelle et une perfection suprême. J'ajouterai cependant ceci : que cette doctrine finaliste renverse totalement la Nature. Car elle considère comme effet ce qui, en réalité, est cause, et _vice versa_. En outre, elle met après ce qui de nature est avant. Enfin elle rend très imparfait ce qui est le plus élevé et le plus parfait. Pour laisser de côté les deux premiers points (qui sont évidents par eux-mêmes), cet effet, comme il est établi par les _Propositions [21](121), [22](122) et [23](123)_, est le plus parfait, qui est produit par Dieu immédiatement et, plus une chose a besoin pour être produite de causes intermédiaires, plus elle est imparfaite. Mais, si les choses immédiatement produites par Dieu avaient été faites pour que Dieu pût atteindre sa fin, alors nécessairement les dernières, à cause desquelles les premières eussent été faites, seraient de toutes les plus excellentes. En outre, cette doctrine détruit la perfection de Dieu ; car, si Dieu agit pour une fin, il appète nécessairement quelque chose de quoi il est privé. Et bien que Théologiens et Métaphysiciens distinguent entre une fin de besoin et une fin d'assimilation, ils conviennent cependant que Dieu a tout fait pour lui-même et non pour les choses à créer ; car ils ne peuvent en dehors de Dieu rien assigner qui fût avant la création et à cause de quoi Dieu eût agi ; ils sont donc contraints aussi de reconnaître que Dieu était privé de tout ce pour quoi il a voulu procurer des moyens et le désirait, comme, il est clair de soi. Et il ne faut pas oublier ici que les sectateurs de cette doctrine, qui ont voulu faire montre de leur talent en assignant les fins des choses, ont, pour soutenir leur doctrine, introduit une nouvelle façon d'argumenter : la réduction non à l'impossible, mais à l'ignorance ; ce qui montre qu'il n'y avait pour eux aucun moyen d'argumenter. Si, par exemple, une pierre est tombée d'un toit sur la tête de quelqu'un et l'a tué, ils démontreront de la manière suivante que la pierre est tombée pour tuer cet homme. Si elle n'est pas tombée à cette fin par la volonté de Dieu, comment tant de circonstances (et en effet il y en a souvent un grand concours) ont-elles pu se trouver par chance réunies? Peut-être direz-vous : cela est arrivé parce que le vent soufflait et que l'homme passait par là. Mais, insisteront-ils, pourquoi le vent soufflait-il à ce moment? pourquoi l'homme passait-il par là à ce même instant? Si vous répondez alors : le vent s'est levé parce que la mer, le jour avant, par un temps encore calme, avait commencé à s'agiter ; l'homme avait été invité par un ami ; ils insisteront de nouveau, car ils n'en finissent pas de poser des questions : pourquoi la mer était-elle agitée? pourquoi l'homme a-t-il été invité pour tel moment? et ils continueront ainsi de vous interroger sans relâche sur les causes des événements, jusqu'à de que vous vous soyez réfugié dans la volonté de Dieu, cet asile de l'ignorance. De même, quand ils voient la structure du corps humain, ils sont frappés d'un étonnement imbécile et, de ce qu'ils ignorent les causes d'un si bel arrangement, concluent qu'il n'est point formé mécaniquement, mais par un art divin ou surnaturel, et en telle façon qu'aucune partie ne nuise à l'autre. Et ainsi arrive-t-il que quiconque cherche les vraies causes des prodiges et s'applique à connaître en savant les choses de la nature, au lieu de s'en émerveiller comme un sot, est souvent tenu pour hérétique et impie et proclamé tel par ceux que le vulgaire adore comme des interprètes de la Nature et des Dieux. Ils savent bien que détruire l'ignorance, c'est détruire l'étonnement imbécile, c'est-à-dire leur unique moyen de raisonner et de sauvegarder leur autorité. Mais en voilà assez sur ce chapitre, je passe au _troisième_ point que j'ai résolu de traiter. \nAprès s'être persuadé que tout ce qui arrive est fait à cause d'eux, les hommes ont dû juger qu'en toutes choses le principal est ce qui a pour eux le plus d'utilité, et tenir pour les plus excellentes celles qui les affectent le plus agréablement. Par là ils n'ont pu manquer de former ces notions par lesquelles ils prétendent expliquer les natures des choses, ainsi le _Bien_, le _Mal_, l'_Ordre_, la _Confusion_, le _Chaud_, le _Froid_, la _Beauté_ et la _Laideur_ ; et de la liberté qu'ils s'attribuent sont provenues ces autres notions, la _Louange_ et le _Blâme_, le _Péché_ et le _Mérite_ ; j'expliquerai plus tard ces dernières, quand j'aurai traité de la nature humaine, et je rendrai compte ici brièvement des premières. Les hommes donc ont appelé _Bien_ tout ce qui contribue à la santé et au culte de Dieu, _Mal_ ce qui leur est contraire. Et, comme ceux qui ne connaissent pas la nature des choses, n'affirment rien qui s'applique à elles, mais les imaginent seulement et prennent l'imagination pour l'entendement, ils croient donc fermement qu'il y a en elles de l'_Ordre_, dans l'ignorance où ils sont de la nature tant des choses que d'eux-mêmes. Quand elles sont disposées en effet de façon que, nous les représentant par les sens, nous puissions facilement les imaginer et, par suite, nous les rappeler facilement, nous disons qu'elles sont bien ordonnées ; dans le cas contraire, qu'elles sont mal ordonnées ou _confuses_. Et, comme nous trouvons plus d'agrément qu'aux autres, aux choses que nous pouvons imaginer avec facilité, les hommes préfèrent l'ordre à la confusion ; comme si, sauf par rapport à notre imagination, l'ordre était quelque chose dans la Nature. Ils disent encore que Dieu a créé toutes choses avec ordre et, de la sorte, sans le savoir, attribuent à Dieu de l'imagination ; à moins peut-être qu'ils ne veuillent que Dieu, pourvoyant à l'imagination humaine, ait disposé toutes choses de façon qu'ils pussent les imaginer le plus facilement ; et probablement ils ne se laisseraient pas arrêter par cette objection qu'il se trouve une infinité de choses qui passent de beaucoup notre imagination, et un grand nombre qui la confondent à cause de sa faiblesse. Mais assez là-dessus. Pour les autres notions aussi, elles ne sont rien, si ce n'est des modes d'imaginer par lesquels l'imagination est diversement affectée, et cependant les ignorants les considèrent comme les attributs principaux des choses ; parce que, comme nous l'avons dit déjà, ils croient que toutes choses ont été faites en vue d'eux-mêmes et disent que la nature d'une chose est bonne ou mauvaise, saine ou pourrie et corrompue, suivant qu'ils sont affectés par elle. Si, par exemple, le mouvement, que reçoivent les nerfs des objets qui nous sont représentés par les yeux, convient à la santé, alors les objets qui en sont cause sont appelés _beaux_, et l'on dit _laids_ ceux qui excitent un mouvement contraire. Ceux qui émeuvent le sens par le nez, on les nomme bien odorants ou fétides ; doux ou amers, agréables ou désagréables au goût, ceux qui font impression sur lui par la langue, etc. Ceux qui agissent par le toucher sont durs ou mous, rugueux ou lisses, etc. Et ceux enfin qui ébranlent les oreilles, on dit qu'ils produisent un bruit, un son ou une harmonie, et au sujet de cette dernière qualité l'extravagance des hommes a été jusqu'à croire que Dieu aussi se plaît à l'harmonie. Il ne manque pas de Philosophes qui se sont persuadé que les mouvements célestes composent une harmonie. Tout cela montre assez que chacun juge des choses selon la disposition de son cerveau ou plutôt leur a laissé se substituer les manières d'être de son imagination. Il n'y a donc pas à s'étonner (pour le noter en passant) que tant de controverses se soient, comme nous le voyons, élevées entre les hommes et que le Scepticisme en soit enfin provenu. Si, en effet, les corps humains conviennent en beaucoup de points, ils diffèrent en un très grand nombre et, par suite, ce qui paraît bon à l'un, semble mauvais à l'autre ; l'un juge ordonné ce que l'autre trouve confus ; ce qui est au gré de l'un, est à l'autre désagréable, et ainsi du reste. Je n'y insisterai pas, et parce que ce n'est pas le moment de traiter avec développement de ces choses, et parce que tout le monde en a assez fait l'expérience. Tout le monde répète : Autant de têtes, autant d'avis ; chacun abonde dans son sens ; il n'y a pas moins de différence entre les cerveaux qu'entre les palais. Et tous ces dictons montrent assez que les hommes jugent des choses selon la disposition de leur cerveau et les imaginent plutôt qu'ils ne les connaissent. S'ils les avaient clairement connues, elles auraient, comme en témoigne la Mathématique, la puissance sinon d'attirer, du moins de convaincre tout le monde. \nNous voyons ainsi que toutes les notions^[La leçon _notiones_, au lieu de _rationes_, a pour elle l'autorité de la traduction de Glazemaker et convient mieux pour le sens.] par lesquelles le vulgaire a coutume d'expliquer la Nature, sont seulement des Modes d'imaginer et ne renseignent sur la nature d'aucune chose, mais seulement sur la façon dont est constituée l'imagination, et, comme elles ont des noms qui semblent s'appliquer à des êtres existant en dehors de l'imagination, je les appelle êtres non de raison mais d'imagination et ainsi tous les arguments qui sont tirés contre nous de notions semblables, se peuvent facilement réfuter. Beaucoup en effet ont coutume d'argumenter ainsi. Si toutes choses ont suivi de la nécessité de la nature d'un Dieu tout parfait, d'où viennent donc tant d'imperfections existant dans la Nature? c'est-à-dire, d'où vient que les choses se corrompent jusqu'à la fétidité, qu'elles soient laides à donner la nausée, d'où viennent la confusion, le mal, le péché, etc. Il est, je viens de le dire, facile de répondre. Car la perfection des choses doit s'estimer seulement par leur nature et leur puissance, et elles ne sont donc pas plus ou moins parfaites parce qu'elles plaisent aux sens de l'homme ou les offensent, conviennent à la nature humaine ou lui répugnent. Quant à ceux qui demandent pourquoi Dieu n'a pas créé tous les hommes de façon que la seule raison les conduisît et les gouvernât, je ne réponds rien, sinon que cela vient de ce que la matière ne lui a pas fait défaut pour créer toutes choses, savoir : depuis le plus haut jusqu'au plus bas degré de perfection ; ou, pour parler plus proprement, de ce que les lois de la Nature se sont trouvées assez amples pour suffire à la production de tout ce qui pouvait être conçu par un entendement infini, comme je l'ai démontré _[Proposition 16](116)_. \nTels sont les préjugés que j'ai voulu signaler ici. S'il en reste encore d'autres de même farine, chacun pourra s'en guérir avec un peu de réflexion.", + "childs": [] + }, + { + "title":"_Fin de la Première Partie._", + "type":"filet" + } + ] + }, + { + "index": 2, + "id": "p2", + "title": "_Deuxième Partie_, DE _la Nature et de l'Origine de_ L'ÂME.", + "enonces": [ + { + "id": "2pr", + "title": "", + "text": "_Je passe maintenant à l'explication des choses qui ont dû suivre nécessairement de l'essence de Dieu, ou de l'Être éternel et infini. Je ne traiterai pas de toutes cependant ; car nous avons démontré [Prop. 16](116) de la Partie 1 qu'une infinité de choses devaient suivre de cette essence en une infinité de modes ; j'expliquerai seulement ce qui peut nous conduire comme par la main à la connaissance de l'Âme humaine et de sa béatitude suprême._", + "childs": [] + }, + { + "title":"DÉFINITIONS", + "type":"title" + }, + { + "id": "2d1", + "title": "I.", + "text": "J'entends par corps un mode qui exprime l'essence de Dieu, en tant qu'on la considère comme chose étendue, d'une manière certaine et déterminée ; _voyez le [Coroll. de la Prop. 25](125c), Partie 1_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d2", + "title": "II.", + "text": "Je dis que cela appartient à l'essence d'une chose qu'il suffit qui soit donné, pour que la chose soit posée nécessairement, et qu'il suffit qui soit ôté, pour que la chose soit ôtée nécessairement ; ou encore ce sans quoi la chose ne peut ni être ni être conçue, et qui vice versa ne peut sans la chose être ni être conçu.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d3", + "title": "III.", + "text": "J'entends par idée un concept de l'Âme que l'Âme forme pour ce qu'elle est une chose pensante.", + "childs": [ + { + "id": "2d3e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Je dis concept de préférence à perception parce que le mot de perception semble indiquer que l'Âme est passive à l'égard d'un objet, tandis que concept semble exprimer une action de l'Âme." + } + ] + }, + { + "id": "2d4", + "title": "IV.", + "text": "J'entends par idée adéquate une idée qui, en tant qu'on la considère en elle-même, sans relation à l'objet, a toutes les propriétés ou dénominations intrinsèques d'une idée vraie.", + "childs": [ + { + "id": "2d4e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Je dis intrinsèques pour exclure celle qui est extrinsèque, à savoir l'accord de l'idée avec l'objet dont elle est l'idée." + } + ] + }, + { + "id": "2d5", + "title": "V.", + "text": "La durée est une continuation indéfinie de l'existence.", + "childs": [ + { + "id": "2d5e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Je dis indéfinie parce qu'elle ne peut jamais être déterminée par la nature même de la chose existante non plus que par sa cause efficiente, laquelle en effet pose nécessairement l'existence de la chose, mais ne l'ôte pas." + } + ] + }, + { + "id": "2d6", + "title": "VI.", + "text": "Par réalité et par perfection j'entends la même chose.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d7", + "title": "VII.", + "text": "Par choses singulières j'entends les choses qui sont finies et ont une existence déterminée ; que si plusieurs individus concourent en une même action de telle sorte que tous soient cause à la fois d'un même effet, je les considère tous à cet égard comme une même chose singulière.", + "childs": [] + }, + { + "title":"AXIOMES", + "type":"title" + }, + { + "id": "2a1", + "title": "I.", + "text": "L'essence de l'homme n'enveloppe pas l'existence nécessaire, c'est-à-dire il peut aussi bien se faire, suivant l'ordre de la Nature, que cet homme-ci ou celui-là existe, qu'il peut se faire qu'il n'existe pas.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a2", + "title": "II.", + "text": "L'homme pense.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a3", + "title": "III.", + "text": "Il n'y a de modes de penser, tels que l'amour, le désir, ou tout autre pouvant être désigné par le nom d'affection de l'âme, qu'autant qu'est donnée dans le même individu une idée de la chose aimée, désirée, etc. Mais une idée peut être donnée sans que soit donné aucun autre mode de penser.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a4", + "title": "IV.", + "text": "Nous sentons qu'un certain corps est affecté de beaucoup de manières.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a5", + "title": "V.", + "text": "Nous ne sentons ni ne percevons nulles choses singulières, sauf des corps et des modes de penser. \n_Voir les Postulats [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) à la suite de la Proposition 13_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "201", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_La pensée est un attribut de Dieu, autrement dit Dieu est chose pensante._", + "childs": [ + { + "id": "201d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les pensées singulières, c'est-à-dire cette pensée-ci ou celle-là, sont des modes qui expriment la nature de Dieu d'une manière certaine et déterminée _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c), p. I)_. Un attribut dont toutes les pensées singulières enveloppent le concept, attribut par le moyen duquel aussi ces pensées se conçoivent, appartient donc à Dieu _(par la [Défin. 5](1d5), p. I)_. C'est pourquoi la Pensée est un des attributs infinis de Dieu, lequel exprime une essence éternelle et infinie de Dieu _(voir la [Défin. 6](1d6), p. I)_, autrement dit Dieu est chose pensante. CQFD." + }, + { + "id": "201sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Proposition est encore évidente par cela seul que nous pouvons concevoir un être infini pensant. Plus en effet un être pensant peut penser de choses, plus nous concevons qu'il contient de réalité ou perfection, donc un être qui peut penser une infinité de choses en une infinité de modes, est nécessairement infini par la vertu du penser. Puis donc qu'ayant égard uniquement à la pensée, nous concevons un Être infini, la Pensée est nécessairement _(par les Défin. [4](1d4) et [6](1d6), p. I)_ l'un des attributs infinis de Dieu, comme nous le voulions." + } + ] + }, + { + "id": "202", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_L'étendue est un attribut de Dieu, autrement dit Dieu est chose étendue._", + "childs": [ + { + "id": "202d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "On procède ici de la même façon que dans la [démonstration](201d) précédente." + } + ] + }, + { + "id": "203", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_Il y a nécessairement en Dieu une idée tant de son essence que de tout ce qui suit nécessairement de son essence._", + "childs": [ + { + "id": "203d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Dieu en effet _(par la [Prop. 1](201))_ peut penser une infinité de choses en une infinité de modes ou _(ce qui revient au même suivant la [Prop. 16](116) de la p. I)_ former l'idée de son essence et de tout ce qui en suit nécessairement. Or tout ce qui est au pouvoir de Dieu, est nécessairement _(par la [Prop. 35](135), p. I)_ ; donc une telle idée est nécessairement donnée et _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ ce ne peut être autre part qu'en Dieu. CQFD." + }, + { + "id": "203sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Le vulgaire entend par puissance de Dieu une volonté libre et un droit s'étendant à tout ce qui est, et pour cette raison toutes choses sont communément considérées comme contingentes. Dieu, dit-on en effet, a le pouvoir de tout détruire et tout anéantir. On compare, en outre, très souvent la puissance de Dieu à celle des Rois. Mais nous avons réfuté cela dans les Corollaires [1](132c1) et [2](132c2) de la Proposition 32, partie 1, et, dans la [Proposition 16](116), partie I, nous avons montré que Dieu agit par la même nécessité par laquelle il forme une idée de lui-même ; c'est-à-dire, de même qu'il suit de la nécessité de la nature divine (comme tous l'admettent d'une commune voix) que Dieu forme une idée de lui-même, il suit aussi avec la même nécessité que Dieu produise une infinité d'actions en une infinité de modes. En outre, nous avons montré, [Proposition 34](134) de la partie I, que la puissance de Dieu n'est rien d'autre que l'essence active de Dieu ; il nous est donc aussi impossible de concevoir Dieu comme n'agissant pas que comme n'étant pas. De plus, s'il me plaisait de poursuivre, je pourrais aussi montrer ici^[Je traduis non pas _possem hic ulterius ostendere_ mais _possem hic etiam ostendere_] que cette puissance que le vulgaire attribue à Dieu par fiction, non seulement est celle d'un homme (ce qui fait voir que le vulgaire conçoit Dieu comme un homme ou pareil à un homme), mais enveloppe aussi l'impuissance. Je ne veux pas toutefois reprendre si souvent le même discours. Je me contente de prier avec instance le lecteur d'examiner à plusieurs reprises ce qui est dit dans la première partie sur ce sujet depuis la [Proposition 16](116) jusqu'à la fin. Nul en effet ne pourra percevoir correctement ce que je veux dire, s'il ne prend garde à ne pas confondre la puissance de Dieu avec la puissance humaine ou le droit des Rois." + } + ] + }, + { + "id": "204", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_L'idée de Dieu, de laquelle suivent une infinité de choses en une infinité de modes ne peut être qu'unique._", + "childs": [ + { + "id": "204d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'entendement infini ne comprend rien sinon les attributs de Dieu et ses affections _(par la [Prop. 30](130), p. I)_. Or Dieu est unique _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1), p. I)_. Donc l'idée de Dieu de laquelle suivent une infinité de choses en une infinité de modes ne peut être qu'unique. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "205", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_L'être formel des idées reconnaît pour cause Dieu, en tant seulement qu'il est considéré comme être pensant, non en tant qu'il s'explique par un autre attribut. C'est-à-dire les idées tant des attributs de Dieu que des choses singulières reconnaissent pour cause efficiente non les objets dont elles sont les idées ou, en d'autres termes, les choses perçues, mais Dieu lui-même en tant qu'il est chose pensante._", + "childs": [ + { + "id": "205d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par la [Proposition 3](203). Là en effet nous établissions que Dieu peut former une idée de son essence et de tout ce qui en suit nécessairement, en nous fondant seulement sur ce qu'il est chose pensante et non sur ce qu'il serait l'objet de sa propre idée. C'est pourquoi l'être formel des idées reconnaît pour cause Dieu, en tant qu'il est chose pensante. Mais voici une autre démonstration : l'être formel des idées est un mode du penser _(comme il est connu de soi)_, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c), p. I)_ un mode qui exprime d'une certaine manière la nature de Dieu en tant qu'il est chose pensante, et ainsi _(par la [Prop. 10](110), p. I)_ n'enveloppe le concept d'aucun autre attribut de Dieu, et conséquemment _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ n'est l'effet d'aucun autre attribut, sinon de la pensée : donc l'être formel des idées a pour cause Dieu en tant seulement qu'il est considéré comme chose pensante, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "206", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_Les modes de chaque attribut ont pour cause Dieu en tant seulement qu'il est considéré sous l'attribut dont ils sont des modes et non en tant qu'il est considéré sous un autre attribut._", + "childs": [ + { + "id": "206d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Chaque attribut en effet est conçu par soi en faisant abstraction de ce qui n'est pas lui _(par la [Prop. 10](110), p. I)_. Donc les modes de chaque attribut enveloppent le concept de leur attribut, mais non d'un autre ; et ainsi _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ ont pour cause Dieu en tant seulement qu'il est considéré sous cet attribut dont ils sont des modes, et non en tant qu'il est considéré sous aucun autre. CQFD." + }, + { + "id": "206c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que l'être formel des choses qui ne sont pas des modes du penser ne suit pas de la nature divine par la raison qu'elle a d'abord connu les choses ; mais les choses qui sont les objets des idées suivent et sont conclues de leurs attributs propres de la même manière et avec la même nécessité que nous avons montré que les idées suivent de l'attribut de la Pensée." + } + ] + }, + { + "id": "207", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_L'ordre et la connexion des idées sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses._", + "childs": [ + { + "id": "207d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par l'[Axiome 4](1a4), p I. Car l'idée de chaque chose causée dépend de la connaissance de la cause dont elle est l'effet." + }, + { + "id": "207c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que la puissance de penser de Dieu est égale à sa puissance actuelle d'agir, c'est-à-dire tout ce qui suit formellement de la nature infinie de Dieu suit aussi en Dieu objectivement dans le même ordre et avec la même connexion de l'idée de Dieu." + }, + { + "id": "207sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Ici, avant de poursuivre, il nous faut nous rappeler ce que nous avons fait voir ci-dessus : que tout ce qui peut être perçu par un entendement infini comme constituant une essence de substance, appartient à une substance unique, et en conséquence que substance pensante et substance étendue, c'est une seule et même substance comprise tantôt sous un attribut, tantôt sous l'autre. De même aussi un mode de l'étendue et l'idée de ce mode, c'est une seule et même chose, mais exprimée en deux manières ; c'est ce que quelques Hébreux semblent avoir vu comme à travers un nuage. Je veux dire ceux qui admettent que Dieu, l'entendement de Dieu et les choses dont il forme l'idée, sont une seule et même chose. Par exemple, un cercle existant dans la Nature et l'idée du cercle existant, laquelle est aussi en Dieu, c'est une seule et même chose qui s'explique par le moyen d'attributs différents ; et ainsi, que nous concevions la Nature sous l'attribut de l'Étendue ou sous l'attribut de la Pensée ou sous un autre quelconque, nous trouverons un seul et même ordre ou une seule et même connexion de causes, c'est-à-dire les mêmes choses suivant les unes des autres. Et si j'ai dit que Dieu est cause d'une idée, de celle d'un cercle par exemple, en tant seulement qu'il est chose pensante, comme du cercle en tant seulement qu'il est chose étendue, mon seul motif pour tenir ce langage a été qu'on ne peut percevoir l'être formel de l'idée du cercle que par le moyen d'un autre mode de penser, qui en est comme la cause prochaine, qu'on ne peut percevoir cet autre à son tour que par le moyen d'un autre encore et ainsi à l'infini ; de sorte que, aussi longtemps que les choses sont considérées comme des modes du penser nous devons expliquer l'ordre de la Nature entière, c'est-à-dire la connexion des causes par le seul attribut de la Pensée ; et en tant qu'elles sont considérées comme des modes de l'Étendue, l'ordre de la Nature entière doit être expliqué aussi par le seul attribut de l'Étendue, et je l'entends de même pour les autres attributs. C'est pourquoi Dieu est réellement, en tant qu'il est constitué par une infinité d'attributs, cause des choses comme elles sont en elles-mêmes ; et je ne puis présentement expliquer cela plus clairement." + } + ] + }, + { + "id": "208", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_Les idées des choses singulières, ou modes, n'existant pas, doivent être comprises dans l'idée infinie de Dieu de la même façon que les essences formelles des choses singulières, ou modes, sont contenues dans les attributs de Dieu._", + "childs": [ + { + "id": "208d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette proposition est évidente par la [précédente](207), mais elle se connaît plus clairement par le [Scolie précédent](207sc)." + }, + { + "id": "208c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là qu'aussi longtemps que des choses singulières n'existent pas, si ce n'est en tant que comprises dans les attributs de Dieu, leur être objectif, c'est-à-dire leurs idées n'existent pas, si ce n'est en tant qu'existe l'idée infinie de Dieu ; et, sitôt que des choses singulières sont dites exister non seulement en tant que comprises dans les attributs de Dieu, mais en tant qu'elles sont dites durer, leurs idées aussi envelopperont une existence par où elles sont dites durer." + }, + { + "id": "208sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Si quelqu'un désire un exemple pour expliquer plus amplement ce point, je n'en pourrai certes donner aucun qui explique adéquatement la chose dont je parle ici, attendu qu'elle est unique ; je m'efforcerai cependant d'illustrer ce point comme il se peut faire : un cercle est, on le sait, d'une nature telle que les segments formés par toutes les lignes droites se coupant en un même point à l'intérieur donnent des rectangles équivalents ; dans le cercle sont donc contenues une infinité de paires de segments d'égal produit ; toutefois, aucune d'elles ne peut être dite exister si ce n'est en tant que le cercle existe, et, de même, l'idée d'aucune de ces paires ne peut être dite exister, si ce n'est en tant qu'elle est comprise dans l'idée du cercle. ![Graph 1](/assets/img/graph-02.png) Concevons cependant que de cette infinité de paires deux seulement existent, savoir D et E. Certes leurs idées existent alors non seulement en tant que comprises dans l'idée du cercle, mais aussi en tant qu'elles enveloppent l'existence de ces paires de segments ; par où il arrive qu'elles se distinguent des autres idées des autres paires." + } + ] + }, + { + "id": "209", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_L'idée d'une chose singulière existant en acte a pour cause Dieu non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'on le considère comme affecté de l'idée d'une autre chose singulière existant en acte, idée de laquelle Dieu est cause pareillement en tant qu'il est affecté d'une troisième, et ainsi à l'infini._", + "childs": [ + { + "id": "209d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'idée d'une chose singulière existant en acte est un mode singulier du penser et distinct des autres _(par le [Coroll.](208c) et le [Scol.](208sc) de la Prop. 8)_ et ainsi a pour cause Dieu en tant seulement qu'il est considéré comme chose pensante _(par la [Prop. 6](206))_. Non cependant _(par la [Prop. 28](128), p. I)_ en tant qu'il est chose pensante absolument, mais en tant qu'il est considéré comme affecté d'un autre mode de penser ; et de ce dernier pareillement Dieu est cause en tant qu'il est affecté d'un autre, et ainsi à l'infini. Or l'ordre et la connexion des idées _(par la [Prop. 7](207))_ sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses ; l'idée d'une certaine chose singulière a donc pour cause une autre idée, c'est-à-dire Dieu en tant qu'on le considère comme affecté d'une autre idée, et cette autre idée pareillement a pour cause Dieu en tant qu'il est affecté d'une troisième, et ainsi à l'infini. CQFD." + }, + { + "id": "209c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "De tout ce qui arrive dans l'objet singulier d'une idée quelconque, la connaissance est donnée en Dieu, en tant seulement qu'il a l'idée de cet objet." + }, + { + "id": "209cd", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "De tout ce qui arrive dans l'objet d'une idée quelconque, une idée est donnée en Dieu _(par la [Prop. 3](203))_ non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'on le considère comme affecté d'une autre idée de chose singulière _(par la [Prop. préced.](208))_ ; mais _(par la [Prop. 7](207))_ l'ordre et la connexion des idées sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses ; la connaissance de ce qui arrive dans un objet singulier sera donc en Dieu, en tant seulement qu'il a l'idée de cet objet. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "210", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_L'être de la substance n'appartient pas à l'essence de l'homme, autrement dit ce n'est pas une substance qui constitue la forme de l'homme._", + "childs": [ + { + "id": "210d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'être de la substance en effet enveloppe l'existence nécessaire _(par la [Prop. 7](107), p. I)_. Si donc l'être de la substance appartenait^[Je traduis _pertineret_ au lieu de _pertinet_ que donne l'édition van Vloten Land.] à l'essence de l'homme, la substance étant supposée donnée, l'homme serait nécessairement donné _(par la [Défin. 2](2d2))_, et conséquemment l'homme existerait nécessairement, ce qui _(par l'[Axiom. 1](2a1))_ est absurde. Donc, etc. CQFD." + }, + { + "id": "210sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Proposition se démontre aussi par la [Proposition 5](105), partie I, à savoir qu'il n'existe point deux substances de même nature. Puis donc que plusieurs hommes peuvent exister, ce qui constitue la forme de l'homme n'est point l'être de la substance. Cette Proposition est encore rendue manifeste, comme chacun peut le voir aisément, par les autres propriétés de la substance, à savoir que la substance est de sa nature infinie, immuable, indivisible, etc." + }, + { + "id": "210c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que l'essence de l'homme est constituée par certaines modifications des attributs de Dieu." + }, + { + "id": "210cd", + "type": "DEMONSTRATION", + "text": "Car l'être de la substance _( par la [Prop. précéd.](210))_ n'appartient pas à l'essence de l'homme. Elle est donc quelque chose _(par la [Prop. 15](115) p. I)_ qui est en Dieu, et qui sans Dieu ne peut ni être ni être conçu, autrement dit _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c) p. I)_ une affection ou un mode qui exprime la nature de Dieu d'une manière certaine et déterminée." + }, + { + "id": "210csc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Tous doivent accorder assurément que rien ne peut être ni être conçu sans Dieu. Car tous reconnaissent que Dieu est la cause unique de toutes choses, tant de leur essence que de leur existence, c'est-à-dire Dieu n'est pas seulement cause des choses quant au devenir, comme on dit, mais, quant à l'être. La plupart disent toutefois : Appartient à l'essence d'une chose ce sans quoi la chose ne peut ni être ni être conçue ; ou bien donc ils croient que la nature de Dieu appartient à l'essence des choses créées, ou bien que les choses créées peuvent être ou être conçues sans Dieu, ou bien, ce qui est plus certain, ils ne s'accordent pas avec eux-mêmes. Et la cause en a été, je pense, qu'ils n'ont pas observé l'ordre requis pour philosopher. Au lieu de considérer avant tout la nature de Dieu, comme ils le devaient, puisqu'elle est antérieure tant dans la connaissance que par nature, ils ont cru que, dans l'ordre de la connaissance, elle était la dernière, et que les choses appelées objets des sens venaient avant toutes les autres. Il en est résulté que, tandis qu'ils considéraient les choses de la nature, il n'est rien à quoi ils aient moins pensé qu'à la Nature divine, et, quand ils ont plus tard entrepris de considérer la nature divine, il n'est rien à quoi ils aient pu moins penser qu'à ces premières fictions, sur lesquelles ils avaient fondé la connaissance des choses de la nature, vu qu'elles ne pouvaient les aider en rien pour connaître la nature divine ; il n'y a donc pas à s'étonner qu'il leur soit arrivé de se contredire. Mais je ne m'arrête pas à cela ; mon intention était ici seulement de donner la raison pour laquelle je n'ai pas dit : Appartient à l'essence d'une chose ce sans quoi elle ne peut ni être ni être conçue ; c'est parce que les choses singulières ne peuvent être ni être conçues sans Dieu, et cependant Dieu n'appartient pas à leur essence ; j'ai dit que cela constitue nécessairement l'essence d'une chose, qu'il suffit qui soit donné, pour que la chose soit posée, et qu'il suffit qui soit ôté, pour que la chose soit ôtée ; ou encore ce sans quoi la chose ne peut ni être, ni être conçue, et qui vice versa sans la chose ne peut ni être, ni être conçu." + } + ] + }, + { + "id": "211", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_Ce qui constitue en premier l'être actuel de l'âme humaine n'est rien d'autre que l'idée d'une chose singulière existant en acte._", + "childs": [ + { + "id": "211d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'essence de l'homme _(par le [Coroll. de la Prop. précéd.](210c))_ est constituée par certains modes des attributs de Dieu ; savoir _(par l'[Axiom. 2](2a2))_ par des modes du penser ; de tous ces modes _(par l'[Axiom. 3](2a3))_ l'idée est de sa nature le premier et, quand elle est donnée, les autres modes (ceux auxquels l'idée est antérieure de sa nature) doivent se trouver dans cet individu _(par le même [Axiome 3](2a3))_ ; ce qui constitue en premier l'être d'une Âme humaine, est donc une idée. Non cependant l'idée d'une chose non existante. Car autrement cette idée _(par le [Coroll. de la Prop. 8](208c))_ ne pourrait être dite exister ; ce sera donc l'idée d'une chose existant en acte. Non, toutefois, d'une chose infinie ; car une chose infinie _(par les Prop. [21](121) et [22](122), p. I)_ doit toujours exister nécessairement. Or cela est absurde _(par l'[Axiom. 1](2a1))_ ; donc ce qui constitue en premier l'être actuel de l'Âme humaine, est l'idée d'une chose singulière existant en acte. CQFD." + }, + { + "id": "211c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que l'Âme humaine est une partie de l'entendement infini de Dieu ; et conséquemment, quand nous disons que l'Âme humaine perçoit telle ou telle chose, nous ne disons rien d'autre sinon que Dieu, non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'il s'explique par la nature de l'Âme humaine, ou constitue l'essence de l'Âme humaine, a telle ou telle idée, et quand nous disons que Dieu a telle ou telle idée, non en tant seulement qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, mais en tant qu'il a, outre cette Âme, et conjointement à elle, l'idée d'une autre chose, alors nous disons que l'Âme humaine perçoit une chose partiellement ou inadéquatement." + }, + { + "id": "211sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Les lecteurs se trouveront ici empêchés sans doute, et beaucoup de choses leur viendront à l'esprit qui les arrêteront ; pour cette raison je les prie d'avancer à pas lents avec moi et de surseoir à leur jugement jusqu'à ce qu'ils aient tout lu." + } + ] + }, + { + "id": "212", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_Tout ce qui arrive dans l'objet de l'idée constituant l'Âme humaine doit être perçu par cette Âme ; en d'autres termes, une idée en est nécessairement donnée en elle ; c'est-à-dire si l'objet de l'idée constituant l'Âme humaine est un corps, rien ne pourra arriver dans ce corps qui ne soit perçu par l'Âme._", + "childs": [ + { + "id": "212d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "De tout ce qui en effet arrive dans l'objet d'une idée quelconque, la connaissance est nécessairement donnée en Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 9](209c))_, en tant qu'on le considère comme affecté de l'idée de cet objet, c'est-à-dire _(par la [Prop. 11](211))_ en tant qu'il constitue l'âme de quelque chose. De tout ce donc qui arrive dans l'objet de l'idée constituant l'Âme humaine, la connaissance est donnée en Dieu, en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, c'est-à-dire _(par le [Coroll. Prop. 11](211c))_ la connaissance de cette chose sera nécessairement dans l'Âme, en d'autres termes l'Âme la perçoit. CQFD." + }, + { + "id": "212sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Proposition est rendue évidente encore et se connaît plus clairement par le [Scolie Prop. 7](207sc) auquel on est prié de se reporter." + } + ] + }, + { + "id": "213", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_L'objet de l'idée constituant l'Âme humaine est le Corps, c'est-à-dire un certain mode de l'étendue existant en acte et n'est rien d'autre._", + "childs": [ + { + "id": "213d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si en effet le Corps n'était pas l'objet de l'Âme humaine, les idées des affections du Corps ne seraient pas en Dieu _(par le [Coroll. Prop. 9](209c))_ en tant qu'il constitue notre âme, mais en tant qu'il constitue l'âme d'une autre chose, c'est-à-dire _(par le [Coroll. Prop. 11](211c))_ que les idées des affections du Corps ne seraient pas dans notre Âme ; or _(par l'[Axiom. 4](2a4))_ nous avons les idées des affections du Corps. Donc l'objet de l'idée constituant l'Âme humaine est le Corps tel qu'il existe en acte _(par la [Prop. 11](211))_. Si maintenant, outre le Corps, il y avait un autre objet de l'Âme, comme _(par la [Prop. 36](136), p. I)_ il n'existe rien d'où ne suive quelque effet, il devrait y avoir nécessairement dans notre Âme _([Prop. précéd.](212))_ une idée de cet effet ; or _(par l'[Axiom. 5](2a5))_ nulle idée n'en est donnée. Donc l'objet de notre âme est le Corps existant et n'est rien d'autre." + }, + { + "id": "213c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que l'homme consiste en Âme et en Corps et que le Corps humain existe conformément au sentiment que nous en avons." + }, + { + "id": "213sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Par ce qui précède nous ne connaissons pas seulement que l'Âme humaine est unie au Corps, mais aussi ce qu'il faut entendre par l'union de l'Âme et du Corps. Personne cependant ne pourra se faire de cette union une idée adéquate, c'est-à-dire distincte, s'il ne connaît auparavant la nature de notre Corps. Car ce que nous avons montré jusqu'ici est tout à fait commun et se rapporte également aux hommes et aux autres individus, lesquels sont tous animés, bien qu'à des degrés divers. Car d'une chose quelconque de laquelle Dieu est cause, une idée est nécessairement donnée en Dieu, de la même façon qu'est donnée l'idée du Corps humain, et ainsi l'on doit dire nécessairement de l'idée d'une chose quelconque ce que nous avons dit de l'idée du Corps humain. Nous ne pouvons nier cependant que les idées diffèrent entre elles comme les objets eux-mêmes, et que l'une l'emporte sur l'autre en excellence et contient plus de réalité dans la mesure où l'objet de l'une emporte sur l'objet de l'autre et contient plus de réalité ; pour cette raison, pour déterminer en quoi l'Âme humaine diffère des autres et l'emporte sur elles, il nous est nécessaire de connaître la nature de son objet, tel que nous l'avons fait connaître, c'est-à-dire du Corps humain. Je ne peux toutefois l'expliquer ici et cela n'est pas nécessaire pour ce que je veux démontrer. Je dis cependant en général que, plus un Corps est apte comparativement aux autres à agir et à pâtir de plusieurs façons à la fois, plus l'âme de ce Corps est apte comparativement aux autres à percevoir plusieurs choses à la fois ; et, plus les actions d'un corps dépendent de lui seul, et moins il y a d'autres corps qui concourent avec lui dans l'action, plus l'âme de ce corps est apte à connaître distinctement. Par là nous pouvons connaître la supériorité d'une âme sur les autres, nous pouvons voir aussi la cause pour quoi nous n'avons de notre Corps qu'une connaissance tout à fait confuse, et plusieurs autres choses que je déduirai ci-après de ce qui précède. Pour ce motif j'ai cru qu'il valait la peine de l'expliquer et démontrer plus soigneusement, et, pour cela, il est nécessaire de poser d'abord quelques prémisses au sujet de la nature des corps." + } + ] + }, + { + "id": "213a1", + "title": "AXIOME I", + "text": "Tous les corps se meuvent ou sont au repos.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213a2", + "title": "AXIOME II", + "text": "Chaque corps se meut tantôt plus lentement, tantôt plus vite.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213l1", + "title": "LEMME 1", + "text": "_Les corps se distinguent les uns des autres par rapport au mouvement et au repos, à la vitesse et à la lenteur, et non par rapport à la substance._", + "childs": [ + { + "id": "213l1d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Je tiens la première partie de ce lemme pour connue de soi. Quant à ce que les corps ne se distinguent pas par rapport à la substance, cela est évident, tant par la _[Prop. 5](105)_ que par la _[Prop. 8](108)_ de la Première Partie. Cela se voit encore plus clairement par ce qui est dit dans le _[Scol. de la Prop. 15](115sc), p. I_." + } + ] + }, + { + "id": "213l2", + "title": "LEMME 2", + "text": "_Tous les corps conviennent en certaines choses._", + "childs": [ + { + "id": "213l2d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tous les corps conviennent d'abord en ceci qu'ils enveloppent le concept d'un seul et même attribut _(par la [Défin. 1](2d1))_, ensuite en ce qu'ils peuvent se mouvoir tantôt plus lentement, tantôt plus vite et, absolument parlant, tantôt se mouvoir, tantôt être au repos." + } + ] + }, + { + "id": "213l3", + "title": "LEMME 3", + "text": "_Un corps en mouvement ou en repos a dû être déterminé au mouvement ou au repos par un autre corps qui a aussi été déterminé au mouvement ou au repos par un autre ; cet autre à son tour l'a été par un autre, et ainsi à l'infini._", + "childs": [ + { + "id": "213l3d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les corps sont _(par la [Défin. 1](2d1))_ des choses singulières qui _(par le [Lemme 1](213l1))_ se distinguent les unes des autres par rapport au mouvement et au repos ; et ainsi chacun a dû être déterminé au mouvement et au repos par une autre chose singulière _(par la [Prop. 28](128), p. I)_, à savoir _(par la [Prop. 6](206))_ par un autre corps qui _(par l'[Axiom. 1](2a1))_ lui-même se meut ou est au repos. Mais ce corps également _(pour la même raison)_ n'a pu se mouvoir ni être en repos, s'il n'a pas été déterminé par un autre au mouvement ou en repos, et ce dernier à son tour _(pour la même raison)_ par un autre, et ainsi à l'infini. CQFD." + }, + { + "id": "213l3c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là qu'un corps en mouvement se meut jusqu'à ce qu'il soit déterminé par un autre à s'arrêter et qu'un corps en repos reste aussi en repos jusqu'à ce qu'il soit déterminé au mouvement par un autre. Cela aussi se connaît de soi. Quand je suppose, en effet, qu'un corps, soit par exemple A, est en repos et que je n'ai pas égard à d'autres corps qui seraient en mouvement, je ne pourrai rien dire du corps A, sinon qu'il est en repos. S'il se rencontre ensuite que le corps A soit en mouvement, cela n'a certainement pu provenir de ce qu'il était en repos, car il ne pouvait rien suivre de là, sinon que le corps A restât en repos. Si, au contraire, A est supposé en mouvement, chaque fois que nous aurons égard seulement à A, nous n'en pourrons rien affirmer sinon qu'il se meut. S'il se rencontre ensuite que A soit en repos, cela n'a certainement pu provenir du mouvement qu'il avait, car rien ne pouvait suivre du mouvement, sinon que A continuât de se mouvoir. Cette rencontre survient donc d'une chose qui n'était pas dans A, savoir d'une cause extérieure par laquelle A a été déterminé à s'arrêter." + } + ] + }, + { + "id": "213a1a", + "title": "AXIOME I", + "text": "Toutes les manières dont un corps est affecté par un autre, suivent de la nature du corps affecté et en même temps de celle du corps qui l'affecte ; en sorte qu'un seul et même corps est mû de différentes manières en raison de la diversité des corps qui le meuvent, et qu'en retour différents corps sont mus de différentes manières par un seul et même corps.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213a2a", + "title": "AXIOME II", + "text": "![Graph 1](/assets/img/graph-03.png) Quand un corps en mouvement en rencontre un autre au repos qu'il ne peut mouvoir, il est réfléchi de façon à continuer de se mouvoir, et l'angle que fait, avec la surface du corps en repos rencontré, la ligne du mouvement de réflexion égale l'angle que fait avec cette même surface, la ligne du mouvement d'incidence. \n \nVoilà pour ce qui concerne les corps les plus simples, ceux qui ne se distinguent entre eux que par le mouvement et le repos, la vitesse et la lenteur ; élevons-nous maintenant aux corps composés.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213def", + "title": "DÉFINITION", + "text": "_Quand quelques corps de la même grandeur ou de grandeur différente subissent de la part des autres corps une pression qui les maintient appliqués les uns sur les autres ou, s'ils se meuvent avec le même degré ou des degrés différents de vitesse, les fait se communiquer les uns aux autres leur mouvement suivant un certain rapport, nous disons que ces corps sont unis entre eux et que tous composent ensemble un même corps, c'est-à-dire un Individu qui se distingue des autres par le moyen de cette union de corps._", + "childs": [] + }, + { + "id": "213a3", + "title": "AXIOME III", + "text": "Plus sont grandes ou petites les superficies suivant lesquelles les parties d'un Individu, ou d'un corps composé, sont appliquées les unes sur les autres, plus difficilement ou facilement elles peuvent être contraintes à changer de situation et, en conséquence, plus difficilement ou facilement on peut faire que ce même Individu revête une autre figure. Et, par suite, j'appellerai, _durs_, les corps dont les parties sont appliquées les unes sur les autres, suivant de grandes superficies ; _mous_, ceux dont les parties sont appliquées les unes sur les autres suivant de petites superficies ; et _fluides_, ceux dont les parties se meuvent les unes parmi les autres.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213l4", + "title": "LEMME 4", + "text": "_Si d'un corps, c'est-à-dire d'un Individu composé de plusieurs corps, on suppose que certains corps se séparent et qu'en même temps d'autres en nombre égal et de même nature occupent leur place, l'Individu retiendra sa nature telle qu'auparavant sans aucun changement dans sa forme._", + "childs": [ + { + "id": "213l4d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les corps, en effet, ne se distinguent pas par rapport à la substance _(par le [Lemme 1](213l1))_, et ce qui constitue la forme d'un Individu consiste _(par la [Défin. précéd.](213def))_ en une union de corps ; or, en dépit d'un continuel changement de corps, cette forme _(par hypothèse)_ est retenue ; l'Individu donc retiendra sa nature telle qu'auparavant, tant par rapport à la substance que par rapport au mode. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "213l5", + "title": "LEMME 5", + "text": "_Si les parties qui composent un Individu deviennent plus grandes ou plus petites, dans une proportion telle toutefois que toutes, à l'égard du mouvement et du repos, continuent de soutenir entre elles le même rapport qu'auparavant, l'Individu retiendra également sa nature telle qu'auparavant sans aucun changement dans la forme._", + "childs": [ + { + "id": "213l5d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La démonstration est la même que celle du [Lemme précédent](213l4)." + } + ] + }, + { + "id": "213l6", + "title": "LEMME 6", + "text": "_Si certains corps, composant un Individu, sont contraints à détourner le mouvement qu'ils ont vers un certain côté, vers un autre côté, de telle façon, toutefois, qu'ils puissent continuer leurs mouvements et se les communiquer les uns aux autres suivant le même rapport qu'auparavant, l'Individu conservera encore sa nature sans aucun changement dans la forme._", + "childs": [ + { + "id": "213l6d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident de soi, car l'Individu est supposé retenir tout ce qu'en le définissant nous avons dit qui constitue sa forme." + } + ] + }, + { + "id": "213l7", + "title": "LEMME 7", + "text": "_Un individu ainsi composé retient encore sa nature, qu'il se meuve en totalité ou soit en repos, qu'il se meuve de tel côté ou de tel autre, pourvu que chaque partie conserve son mouvement et le communique aux autres comme avant._", + "childs": [ + { + "id": "213l7d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par la [Définition](213def) de l'Individu ; voir avant le Lemme 4." + }, + { + "id": "213l7sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous voyons donc par là dans quelle condition un Individu composé peut être affecté de beaucoup de manières, tout en conservant sa nature. Et nous avons jusqu'à présent conçu un Individu qui n'est composé que des corps les plus simples se distinguant entre eux par le mouvement et le repos, la vitesse et la lenteur. Si nous en concevons maintenant un autre, composé de plusieurs Individus de nature différente, nous trouverons qu'il peut être affecté de plusieurs autres manières, tout en conservant sa nature. Puisque, en effet, chaque partie est composée de plusieurs corps, chacune pourra _(par le [Lemme précéd.](213l7))_ sans aucun changement de sa nature se mouvoir tantôt plus lentement, tantôt plus vite, et en conséquence communiquer ses mouvements aux autres parties, tantôt plus lentement, tantôt plus vite. Si, de plus, nous concevons un troisième genre d'Individus, composé de ces Individus du deuxième, nous trouverons qu'il peut être affecté de beaucoup d'autres manières sans aucun changement dans sa forme. Et, continuant ainsi à l'Infini, nous concevrons que la Nature entière est un seul Individu dont les parties, c'est-à-dire tous les corps, varient d'une infinité de manières, sans aucun changement de l'Individu total. Et j'aurais dû, si mon intention eût été de traiter expressément du corps, expliquer et démontrer cela plus longuement. Mais j'ai déjà dit que mon dessein est autre et que, si j'ai fait place ici à ces considérations, c'est parce que j'en puis facilement déduire ce que j'ai résolu de démontrer." + } + ] + }, + { + "title":"POSTULATS", + "type":"title" + }, + { + "id": "213p1", + "title": "I.", + "text": "Le Corps humain est composé d'un très grand nombre d'individus (de diverse nature) dont chacun est très composé.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p2", + "title": "II.", + "text": "Des individus dont le Corps humain est composé, certains sont fluides, certains mous, certains enfin sont durs.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p3", + "title": "III.", + "text": "Les individus composant le Corps humain sont affectés, et conséquemment le Corps humain lui-même est affecté, d'un très grand nombre de manières par les corps extérieurs.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p4", + "title": "IV.", + "text": "Le Corps humain a besoin, pour se conserver, d'un très grand nombre d'autres corps par lesquels il est continuellement comme régénéré.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p5", + "title": "V.", + "text": "Quand une partie fluide du Corps humain est déterminée par un corps extérieur de façon à frapper souvent une partie molle, elle change la surface de celle-ci et lui imprime, pour ainsi dire, certains vestiges du corps extérieur qui la pousse elle-même.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p6", + "title": "VI.", + "text": "Le Corps humain peut mouvoir d'un très grand nombre de manières et disposer en un très grand nombre de manières les corps extérieurs.", + "childs": [] + }, + { + "id": "214", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_L'Âme humaine est apte à percevoir un très grand nombre de choses et d'autant plus que son corps peut être disposé d'un plus grand nombre de manières._", + "childs": [ + { + "id": "214d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le Corps humain, en effet _(par les Post. [3](213p3) et [6](213p6))_ est affecté par les corps extérieurs d'un très grand nombre de manières et est disposé de façon à affecter les corps extérieurs d'un très grand nombre de manières. Mais tout ce qui arrive dans le Corps humain, l'Âme humaine _(par la [Prop. 12](212))_ doit le percevoir ; l'Âme est donc apte à percevoir un très grand nombre de choses et d'autant plus, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "215", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_L'idée qui constitue l'être formel de l'Âme humaine n'est pas simple, mais composée d'un très grand nombre d'idées._", + "childs": [ + { + "id": "215d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'idée qui constitue l'être formel de l'Âme humaine est l'idée du Corps _(par la [Prop. 13](213))_, lequel _(par le [Post. 1](213p1))_ est composé d'un très grand nombre d'Individus très composés. Or de chaque Individu composant le Corps, une idée est nécessairement donnée en Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 8](208c))_ ; donc _(par la [Prop. 7](207))_ l'idée du Corps humain est composée de ces très nombreuses idées des parties composantes. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "216", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_L'idée de l'affection qu'éprouve le Corps humain, quand il est affecté d'une manière quelconque par les corps extérieurs, doit envelopper la nature du Corps humain et eu même temps celle du corps extérieur._", + "childs": [ + { + "id": "216d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Toutes les manières en effet dont un corps est affecté suivent de la nature du corps affecté et en même temps de celle du corps qui l'affecte _(par l'[Axiom. 1](213a1a) à la suite du Coroll. du Lemme 3)_ ; donc leur idée _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ enveloppera nécessairement la nature de l'un et l'autre corps ; et ainsi l'idée de l'affection qu'éprouve le Corps humain, quand il est affecté d'une manière quelconque par un corps extérieur, enveloppe la nature du Corps humain et celle du corps extérieur. CQFD." + }, + { + "id": "216c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Il suit de là : I. que l'Âme humaine perçoit, en même temps que la nature de son propre corps, celle d'un très grand nombre d'autres corps." + }, + { + "id": "216c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Il suit : II. que les idées des corps extérieurs que nous avons indiquent plutôt l'état de notre propre Corps que la nature des corps extérieurs ; ce que j'ai expliqué par beaucoup d'exemples dans l'[Appendice](1app) de la Première Partie." + } + ] + }, + { + "id": "217", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_Si le Corps humain est affecté d'une manière qui enveloppe la nature d'un Corps extérieur, l'Âme humaine considérera ce corps extérieur comme existant en acte, ou comme lui étant présent, jusqu'à ce que le Corps soit affecté d'une affection qui exclue l'existence ou la présence de ce même corps extérieur._", + "childs": [ + { + "id": "217d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident, car, aussi longtemps que le Corps humain est ainsi affecté, l'Âme humaine _(par la [Prop. 12](212))_ considérera cette affection du corps, c'est-à-dire _(par la [Prop. précéd.](216))_ aura l'idée d'une manière d'être actuellement donnée qui enveloppe la nature du corps extérieur ; en d'autres termes aura une idée qui n'exclut pas, mais pose l'existence ou la présence de la nature du corps extérieur, et ainsi l'Âme _(par le [Coroll. 1 de la Prop. préced.](216c1))_ considérera le corps extérieur comme existant en acte, ou comme présent, etc. CQFD." + }, + { + "id": "217c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Si le Corps humain a été affecté une fois par des corps extérieurs, l'Âme pourra considérer ces corps, bien qu'ils n'existent pas et ne soient pas présents, comme s'ils étaient présents." + }, + { + "id": "217cd", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tandis que des corps extérieurs déterminent les parties fluides du Corps humain à venir frapper contre les parties molles, les surfaces de ces dernières sont changées _(par le [Post. 5](213p5))_ ; par là il arrive _(voir l'[Axiom. 2](213a2a) après le Coroll. du Lem. 3)_ que les parties fluides sont réfléchies d'une autre manière qu'elles n'avaient accoutumé et que, plus tard encore, venant par leur mouvement spontané à rencontrer les surfaces nouvelles, elles sont réfléchies de la même manière que quand elles ont été poussées contre ces surfaces par les corps extérieurs ; conséquemment, tandis qu'ainsi réfléchies elles continuent de se mouvoir, elles affecteront le Corps humain de la même manière que précédemment et de cette affection l'Âme _(par la [Prop. 12](212))_ formera de nouveau la pensée ; c'est-à-dire que l'Âme _(par la [Prop. 17](217))_ considérera de nouveau le corps extérieur comme présent ; et cela toutes les fois que les parties fluides du Corps humain viendront à rencontrer par leur mouvement spontané les mêmes surfaces. C'est pourquoi, bien que les corps extérieurs par lesquels le Corps humain a été affecté une fois n'existent plus, l'Âme les considérera comme présents, autant de fois que cette action du corps se répétera. CQFD." + }, + { + "id": "217sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous voyons ainsi comment il se peut faire que nous considérions ce qui n'est pas comme s'il était présent, ce qui arrive souvent. Et il est possible que cela provienne d'autres causes, mais il me suffit d'en avoir montré une seule par laquelle je puisse expliquer la chose comme si je l'eusse démontrée par sa vraie cause ; je ne crois cependant pas m'être beaucoup écarté de la vraie, puisque tous les postulats que j'ai admis ici, ne contiennent à peu près rien qui ne soit établi par l'expérience, et qu'il ne nous est plus permis de la révoquer en doute après que nous avons montré que le Corps humain existe conformément au sentiment que nous en avons _(voir le [Coroll.](213c) après la Prop. 13)_. En outre _(par le [Coroll. précéd.](217c) et le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2))_, nous connaissons clairement quelle différence il y a entre l'idée de Pierre, par exemple, qui constitue l'essence de l'âme de Pierre lui-même et l'idée du même Pierre qui est dans un autre homme, disons Paul. La première en effet exprime directement l'essence du Corps de Pierre, et elle n'enveloppe l'existence qu'aussi longtemps que Pierre existe ; la seconde indique plutôt l'état du Corps de Paul que la nature de Pierre, et, par suite, tant que dure cet état du Corps de Paul, l'Âme de Paul considère Pierre comme s'il lui était présent, même s'il n'existe plus. Pour employer maintenant les mots en usage, nous appellerons images des choses les affections du Corps humain dont les idées nous représentent les choses extérieures comme nous étant présentes, même si elles ne reproduisent pas les figures des choses. Et, quand l'Âme contemple les corps en cette condition, nous dirons qu'elle imagine. Et ici, pour commencer d'indiquer ce qu'est l'erreur, je voudrais faire observer que les imaginations de l'Âme considérées en elles-mêmes ne contiennent aucune erreur ; autrement dit, que l'Âme n'est pas dans l'erreur, parce qu'elle imagine ; mais elle est dans l'erreur, en tant qu'elle est considérée comme privée d'une idée qui exclue l'existence de ces choses qu'elle imagine comme lui étant présentes. Si en effet l'Âme, durant qu'elle imagine comme lui étant présentes des choses n'existant pas, savait en même temps que ces choses n'existent pas en réalité, elle attribuerait certes cette puissance d'imaginer à une vertu de sa nature, non à un vice ; surtout si cette faculté d'imaginer dépendait de sa seule nature, c'est-à-dire _(par la [Défin. 7](1d7), p. I)_ si cette faculté qu'a l'âme d'imaginer était libre." + } + ] + }, + { + "id": "218", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_Si le corps humain a été affecté une fois par deux ou plusieurs corps simultanément sitôt que l'Âme imaginera plus tard l'un d'eux, il lui souviendra aussi des autres._", + "childs": [ + { + "id": "218d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'Âme _(par le [Coroll. précéd.](217c))_ imagine un corps par ce motif que le Corps humain est affecté et disposé par les vestiges d'un corps extérieur de la même manière qu'il a été affecté, quand certaines de ses parties ont reçu une impulsion de ce corps extérieur lui-même ; mais _(par hypothèse)_ le Corps a dans une certaine rencontre été disposé de telle sorte que l'Âme imaginât deux corps en même temps, elle imaginera donc aussi par la suite les deux corps en même temps, et sitôt qu'elle imaginera l'un des deux, il lui souviendra aussi de l'autre. CQFD." + }, + { + "id": "218sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous connaissons clairement par là ce qu'est la Mémoire. Elle n'est rien d'autre en effet qu'un certain enchaînement d'idées, enveloppant la nature de choses extérieures au Corps humain, qui se fait suivant l'ordre et l'enchaînement des affections de ce Corps. Je dis, _premièrement_, que c'est un enchaînement de ces idées seulement qui enveloppent la nature de choses extérieures au Corps humain, non d'idées qui expliquent la nature de ces mêmes choses, car ce sont, en réalité _(par la [Prop. 16](216))_, des idées des affections du Corps humain, lesquelles enveloppent à la fois sa nature propre et celle des corps extérieurs. Je dis, _deuxièmement_, que cet enchaînement se fait suivant l'ordre et l'enchaînement des affections du Corps humain pour le distinguer de l'enchaînement d'idées qui se fait suivant l'ordre de l'entendement, enchaînement en vertu duquel l'Âme perçoit les choses par leurs premières causes et qui est le même dans tous les hommes. Nous connaissons clairement par là pourquoi l'Âme, de la pensée d'une chose, passe aussitôt à la pensée d'une autre qui n'a aucune ressemblance avec la première, comme par exemple un Romain, de la pensée du mot _pomum_, passera aussitôt à la pensée d'un fruit qui n'a aucune ressemblance avec ce son articulé, n'y ayant rien de commun entre ces choses, sinon que le Corps de ce Romain a été souvent affecté par les deux, c'est-à-dire que le même homme a souvent entendu le mot _pomum_, tandis qu'il voyait le fruit, et ainsi chacun passera d'une pensée à une autre, suivant que l'habitude a en chacun ordonné dans le corps les images des choses. Un soldat, par exemple, ayant vu sur le sable les traces d'un cheval, passera aussitôt de la pensée d'un cheval à celle d'un cavalier, et de là à la pensée de la guerre, etc. Un paysan, au contraire, passera de la pensée d'un cheval à celle d'une charrue, d'un champ, etc. ; et ainsi chacun, suivant qu'il est habitué à joindre les images des choses de telle ou telle manière, passera d'une même pensée à telle ou telle autre." + } + ] + }, + { + "id": "219", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_L'Âme humaine ne connaît le Corps humain lui-même et ne sait qu'il existe que par les idées des affections dont le Corps est affecté._", + "childs": [ + { + "id": "219d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'Âme humaine, en effet, est l'idée même ou la connaissance du Corps humain _(par la [Prop. 13](213))_ qui est en Dieu _(par la [Prop. 9](209))_ en tant qu'on le considère comme affecté d'une autre idée de chose singulière ; ou encore, puisque _(par le [Post. 4](213p4))_ le Corps humain a besoin d'un très grand nombre de corps, par lesquels il est continuellement comme régénéré, et que l'ordre et la connexion des idées sont les mêmes _(par la [Prop. 7](207))_ que l'ordre et la connexion des causes, cette idée sera en Dieu en tant qu'on le considère comme affecté des idées d'un très grand nombre de choses singulières. Dieu donc a l'idée du Corps humain ou connaît le Corps humain, en tant qu'il est affecté d'un très grand nombre d'autres idées et non en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ que l'Âme humaine ne connaît pas le Corps humain. Mais les idées des affections du Corps sont en Dieu en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, autrement dit, l'Âme perçoit ces affections _(par la [Prop. 12](212))_, et conséquemment elle perçoit le Corps humain lui-même _(par la [Prop. 16](216))_ et le perçoit comme existant en acte _(par la [Prop.17](217))_ ; dans cette mesure donc seulement l'Âme humaine perçoit le Corps humain lui-même. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "220", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_De l'Âme humaine aussi une idée ou connaissance est donnée en Dieu, laquelle suit en Dieu de la même manière et se rapporte à Dieu de la même manière que l'idée ou connaissance du Corps humain._", + "childs": [ + { + "id": "220d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La pensée est un attribut de Dieu _(par la [Prop. 1](201))_, et ainsi _(par la [Prop. 3](203))_, tant de lui-même que de toutes ses affections et conséquemment aussi de l'Âme humaine _(par la [Prop. 11](201))_, une idée doit être donnée en Dieu. En second lieu, l'existence de cette idée ou connaissance de l'Âme ne doit pas suivre en Dieu en tant qu'il est infini, mais en tant qu'il est affecté d'une autre idée de chose singulière _(par la [Prop. 9](209))_. Mais l'ordre et la connexion des idées sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses _(par la [Prop. 7](207))_ ; cette idée ou connaissance de l'Âme suit donc en Dieu et se rapporte à Dieu de la même manière que l'idée ou connaissance du Corps. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "221", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_Cette idée de l'Âme est unie à l'Âme de la même manière que l'Âme elle-même est unie au Corps._", + "childs": [ + { + "id": "221d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous avons déduit que l'Âme est unie au Corps de ce que le Corps est l'objet de l'Âme _(voir les Prop. [12](212) et [13](213))_, et par suite l'idée de l'Âme doit être unie avec son objet pour la même raison, c'est-à-dire doit être unie avec l'âme elle-même de la même manière que l'Âme est unie au Corps. CQFD." + }, + { + "id": "221sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette proposition se connaît beaucoup plus clairement par ce qui est dit dans le [Scolie de la Prop. 7](207sc) ; là, en effet, nous avons montré que l'idée du Corps et le Corps, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ l'Âme et le Corps, sont un seul et même Individu qui est conçu tantôt sous l'attribut de la Pensée, tantôt sous celui de l'Étendue ; c'est pourquoi l'idée de l'Âme et l'Âme elle-même sont une seule et même chose qui est conçue sous un seul et même attribut, savoir la Pensée. L'existence de l'idée de l'Âme, dis-je, et celle de l'Âme elle-même suivent en Dieu avec la même nécessité de la même puissance de penser. Car, en réalité, l'idée de l'Âme, c'est-à-dire l'idée de l'idée, n'est rien d'autre que la forme de l'idée, en tant que celle-ci est considérée comme un mode du penser sans relation avec l'objet ; de même quelqu'un qui sait quelque chose sait, par cela même, qu'il le sait, et il sait en même temps qu'il sait qu'il sait, et ainsi à l'infini. Mais de cela il sera question plus tard." + } + ] + }, + { + "id": "222", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_L'Âme humaine perçoit non seulement les affections du Corps, mais aussi les idées de ces affections._", + "childs": [ + { + "id": "222d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les idées des idées des affections suivent en Dieu de la même manière et se rapportent à Dieu de la même manière que les idées mêmes des affections ; cela se démontre comme la [Proposition 20](220) ci-dessus. Or les idées des affections du Corps sont dans l'Âme humaine _(par la [Prop. 12](212))_, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ en Dieu en tant qu'il constitue l'essence de l'Âme humaine : donc les idées de ces idées seront en Dieu en tant qu'il a la connaissance ou l'idée de l'Âme humaine, c'est-à-dire _(par la [Prop. 21](221))_ qu'elles seront dans l'Âme humaine elle-même qui, pour cette raison, ne perçoit pas seulement les affections du Corps, mais aussi les idées de ces affections. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "223", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_L'Âme ne se connaît elle-même qu'en tant qu'elle perçoit les idées des affections du Corps._", + "childs": [ + { + "id": "223d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'idée de l'Âme ou sa connaissance suit en Dieu _(par la [Prop. 20](220))_ de la même manière et se rapporte à Dieu de la même manière que l'idée ou connaissance du Corps. Puisque maintenant _(par la [Prop. 19](219))_ l'Âme humaine ne connaît que le Corps humain lui-même ; c'est-à-dire, puisque _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ la connaissance du Corps humain ne se rapporte pas à Dieu en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine, la connaissance de l'Âme ne se rapporte donc pas à Dieu en tant qu'il constitue l'essence de l'Âme humaine ; et ainsi _(par le même [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ en ce sens l'Âme humaine ne se connaît pas elle-même. En outre, les idées des affections dont le Corps est affecté enveloppent la nature du Corps humain lui-même _(par la [Prop. 16](216))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ s'accordent avec la nature de l'Âme ; donc la connaissance de ces idées enveloppera nécessairement la connaissance de l'Âme ; mais _(par la [Prop. précéd.](222))_ la connaissance de ces idées est dans l'Âme humaine elle-même ; donc l'Âme humaine dans cette mesure seulement se connaît elle-même. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "224", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_L'Âme humaine n'enveloppe pas la connaissance adéquate des parties composant le Corps humain._", + "childs": [ + { + "id": "224d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les parties composant le Corps humain n'appartiennent à l'essence du Corps lui-même qu'en tant qu'elles se communiquent leurs mouvements les unes aux autres suivant un certain rapport _(voir la [Défin.](213def) qui suit le Coroll. du Lem. 3)_ et non en tant qu'on peut les considérer comme des Individus, en dehors de leur relation au Corps humain. Les parties du Corps humain sont en effet _(par le [Post. 1](213p1))_ des Individus très composés dont les parties _(par le [Lem. 4](213l4))_ peuvent être séparées du Corps humain et communiquer leurs mouvements _(voir l'[Axiom. 1](213a1a) à la suite du Lem. 3)_ à d'autres corps suivant un autre rapport, bien que le Corps conserve entièrement sa nature et sa forme ; en conséquence, l'idée ou la connaissance d'une partie quelconque sera en Dieu _(par la [Prop. 3](203))_, et cela _(par la [Prop. 9](209))_ en tant qu'on le considère comme affecté d'une autre idée de chose singulière, laquelle chose singulière est antérieure à la partie elle-même suivant l'ordre de la Nature _(par la [Prop. 7](207))_. On peut en dire tout autant d'une partie quelconque de l'Individu même qui entre dans la composition du Corps humain ; la connaissance d'une partie quelconque entrant dans la composition du Corps humain est donc en Dieu en tant qu'il est affecté d'un très grand nombre d'idées de choses, et non en tant qu'il a seulement l'idée du Corps humain, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ l'idée qui constitue la nature de l'Âme humaine ; et, en conséquence, l'Âme humaine _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ n'enveloppe pas la connaissance adéquate des parties composant le Corps humain. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "225", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "_L'idée d'une affection quelconque du Corps humain n'enveloppe pas la connaissance adéquate du corps extérieur._", + "childs": [ + { + "id": "225d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous avons montré que l'idée d'une affection du Corps humain enveloppe la nature du corps extérieur _(voir la [Prop. 16](216))_ en tant que le corps extérieur détermine d'une certaine manière le Corps humain lui-même. Mais, en tant que le corps extérieur est un Individu qui ne se rapporte pas au Corps humain, l'idée ou la connaissance en est en Dieu _(par la [Prop. 9](209))_ en tant qu'on considère Dieu comme affecté de l'idée d'une autre chose, laquelle _(par la [Prop. 7](207))_ est antérieure par nature au corps extérieur lui-même. La connaissance adéquate du corps extérieur n'est donc pas en Dieu en tant qu'il a l'idée de l'affection du Corps humain, autrement dit l'idée de l'affection du Corps humain n'enveloppe pas la connaissance adéquate du corps extérieur. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "226", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_L'Âme ne perçoit aucun corps extérieur comme existant en acte, si ce n'est par les idées des affections de son propre corps._", + "childs": [ + { + "id": "226d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si le Corps humain n'a été affecté en aucune manière par quelque corps extérieur, l'idée non plus du Corps humain _(par la [Prop. 7](207))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ l'Âme humaine, non plus n'a été affectée en aucune manière de l'idée de l'existence de ce corps ; en d'autres termes, elle-ne perçoit en aucune manière l'existence de ce corps extérieur. Mais, en tant que le Corps humain est affecté en quelque manière par quelque corps extérieur, il perçoit en quelque mesure _(par la [Prop. 16](216) avec son [Coroll. 1](216c1))_ le corps extérieur. CQFD." + }, + { + "id": "226c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "En tant que l'Âme humaine imagine un corps extérieur, elle n'en a pas la connaissance adéquate." + }, + { + "id": "226cd", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Quand l'Âme humaine considère des corps extérieurs par les idées des affections de son propre Corps, nous disons qu'elle imagine _(voir le [Scol. de la Prop. 17](217sc))_ ; il n'y a pas d'autre condition dans laquelle l'Âme puisse imaginer des corps comme existant en acte _(par la [Prop. précéd.](226))_. Par suite _(par la [Prop. 25](225))_, en tant que l'Âme imagine des corps extérieurs, elle n'en a pas la connaissance adéquate. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "227", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_L'idée d'une affection quelconque du Corps humain n'enveloppe pas la connaissance adéquate du Corps humain lui-même._", + "childs": [ + { + "id": "227d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Toute idée d'une affection quelconque du Corps humain enveloppe la nature du Corps humain, en tant qu'on considère ce Corps humain lui-même comme affecté d'une certaine manière _(voir la [Prop. 16](216))_. Mais en tant que le Corps humain est un Individu qui peut être affecté de beaucoup d'autres manières, son idée, etc. _(Voir la [Démonstration de la Prop. 25](225d)_." + } + ] + }, + { + "id": "228", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_Les idées des affections du Corps humain, considérées dans leur rapport avec l'Âme humaine seulement, ne sont pas claires et distinctes mais confuses._", + "childs": [ + { + "id": "228d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les idées des affections du Corps humain enveloppent en effet _(par la [Prop. 16](216))_ la nature tant des corps extérieurs que celle du Corps humain lui-même, et doivent envelopper non seulement la nature du Corps humain, mais aussi celle de ses parties ; car les affections sont des manières d'être _(par le [Post. 3](213p3))_ dont les parties du Corps humain, et conséquemment le Corps entier sont affectés. Mais _(par les Prop. [24](224) et [25](225))_ la connaissance adéquate des corps extérieurs, de même aussi que celle des parties composant le Corps humain, est en Dieu en tant qu'on le considère non comme affecté de l'Âme humaine, mais comme affecté d'autres idées. Les idées de ces affections, considérées dans leur rapport avec l'Âme humaine seule, sont donc comme des conséquences sans leurs prémisses, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_ des idées confuses. CQFD." + }, + { + "id": "228sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "On démontre de la même façon que l'idée qui constitue la nature de l'Âme humaine n'est pas, considérée en elle seule, claire et distincte ; de même que l'idée de l'Âme humaine, les idées des idées des affections du Corps humain, considérées dans leur rapport avec l'Âme seule, ne sont pas non plus claires et distinctes, ce que chacun peut voir aisément." + } + ] + }, + { + "id": "229", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_L'idée de l'idée d'une affection quelconque du Corps humain n'enveloppe pas la connaissance adéquate de l'Âme humaine._", + "childs": [ + { + "id": "229d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'idée d'une affection du Corps humain en effet _(par la [Prop. 27](227))_ n'enveloppe pas la connaissance adéquate du Corps lui-même, en d'autres termes n'en exprime pas adéquatement la nature ; c'est-à-dire qu'elle ne s'accorde pas adéquatement avec la nature de l'Âme _(par la [Prop. 13](213))_ ; par suite _(par l'[Axiom. 6](1a6), p. I)_, l'idée de cette idée n'exprime pas adéquatement la nature de l'Âme humaine, autrement dit n'en enveloppe pas la connaissance adéquate. CQFD." + }, + { + "id": "229c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que l'Âme humaine, toutes les fois qu'elle perçoit les choses suivant l'ordre commun de la Nature, n'a ni d'elle-même, ni de son propre Corps, ni des corps extérieurs, une connaissance adéquate, mais seulement une connaissance confuse et mutilée. L'Âme en effet ne se connaît elle-même qu'en tant qu'elle perçoit les idées des affections du Corps _(par la [Prop. 23](223))_. Elle ne perçoit pas son propre corps _(par la [Prop. 19](219))_, sinon précisément par le moyen des idées des affections du Corps, et c'est aussi par le moyen de ces idées seulement qu'elle perçoit les corps extérieurs _(par la [Prop. 26](226))_ ; ainsi, en tant qu'elle a ces idées, elle n'a ni d'elle-même _([Prop. 29](229))_, ni de son propre Corps _(par la [Prop. 27](227))_, ni des corps extérieurs _(par la [Prop. 25](225))_, une connaissance adéquate, mais seulement une connaissance mutilée et confuse _(par la [Prop. 28](228) avec son [Scol.](228sc))_. CQFD." + }, + { + "id": "229sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Je dis expressément que l'Âme n'a ni d'elle-même, ni de son propre Corps, ni des corps extérieurs, une connaissance adéquate, mais seulement une connaissance confuse - et mutilée -^[Addition que justifie la traduction hollandaise de Glazemaker], toutes les fois qu'elle perçoit les choses suivant l'ordre commun de la Nature ; c'est-à-dire toutes les fois qu'elle est déterminée du dehors, par la rencontre fortuite des choses, à considérer ceci ou cela, et non toutes les fois qu'elle est déterminée du dedans, à savoir, parce qu'elle considère à la fois plusieurs choses, à connaître les conformités qui sont entre elles, leurs différences et leurs oppositions ; toutes les fois en effet qu'elle est disposée du dedans de telle ou telle manière, alors elle considère les choses clairement et distinctement, comme je le montrerai plus bas." + } + ] + }, + { + "id": "230", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_Nous ne pouvons avoir de la durée de notre propre Corps qu'une connaissance extrêmement inadéquate._", + "childs": [ + { + "id": "230d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La durée de notre Corps ne dépend pas de son essence _(par l'[Axiom. 1](2a1))_ ; elle ne dépend pas non plus de la nature de Dieu prise absolument _(par la [Prop. 21](121), p. I)_. Mais _(par la [Prop. 28](128), p. I)_ il est déterminé à exister et à produire des effets par telles causes qui elles-mêmes ont été déterminées par d'autres à exister et à produire des effets dans une condition certaine et déterminée ; ces dernières, à leur tour, l'ont été par d'autres, et ainsi à l'infini. La durée de notre Corps donc dépend de l'ordre commun de la Nature et de la constitution des choses. Quant à la condition suivant laquelle les choses sont constituées, la connaissance adéquate en est en Dieu en tant qu'il a les idées de toutes choses, et non en tant qu'il a l'idée du Corps humain seulement _(par le [Coroll. de la Prop. 9](209c))_ ; la connaissance de la durée de notre Corps est donc extrêmement inadéquate en Dieu, en tant qu'on le considère comme constituant la nature de l'Âme humaine, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ que cette connaissance est dans notre Âme extrêmement inadéquate. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "231", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_Nous ne pouvons avoir de la durée des choses singulières qui sont hors de nous qu'une connaissance extrêmement inadéquate._", + "childs": [ + { + "id": "231d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Chaque chose singulière en effet, de même que le Corps humain, doit être déterminée par une autre chose singulière à exister et à produire des effets dans une condition certaine et déterminée ; cette autre à son tour l'est par une autre, et ainsi à l'infini _(par la [Prop. 28](128) p. I)_. Puis donc que nous avons démontré dans la Proposition précédente, par cette propriété commune des choses singulières, que nous n'avions de la durée de notre propre Corps qu'une connaissance extrêmement inadéquate, il faudra au sujet de la durée des choses singulières maintenir cette conclusion, à savoir que nous ne pouvons en avoir qu'une connaissance extrêmement inadéquate. CQFD." + }, + { + "id": "231c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que toutes les choses particulières sont contingentes et corruptibles. Car nous ne pouvons avoir _(par la [Prop. précéd.](231))_ de leur durée aucune connaissance adéquate, et c'est là ce qu'il nous faut entendre par la contingence des choses et la possibilité de leur corruption _(voir le [Scol. 1 de la Prop. 33](133sc1), p. I)_. Car, sauf cela _(par la [Prop. 29](129) p. I)_, il n'y a rien de contingent." + } + ] + }, + { + "id": "232", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_Toutes les idées, considérées dans leur rapport avec Dieu, sont vraies._", + "childs": [ + { + "id": "232d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Toutes les idées en effet qui sont en Dieu conviennent entièrement avec leurs objets _(par le [Coroll. de la Prop. 7](207c))_ et, par suite, sont vraies _(par l'[Axiom. 6](1a6), p. I)_. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "233", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_Il n'y a dans les idées rien de positif à cause de quoi elles sont dites fausses._", + "childs": [ + { + "id": "233d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si on le nie, que l'on conçoive, si on le peut, un mode positif de penser qui constitue la forme de l'erreur, c'est-à-dire de la fausseté. Ce mode de penser ne peut être en Dieu _(par la [Prop. précéd.](232))_ et hors de Dieu rien ne peut ni être ni être conçu _([Prop. 15](115), p. I)_. Il ne peut donc rien y avoir de positif dans les idées à cause de quoi elles sont dites fausses. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "234", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_Toute idée qui en nous est absolue, c'est-à-dire adéquate et parfaite, est vraie._", + "childs": [ + { + "id": "234d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Quand nous disons qu'une idée adéquate et parfaite est donnée en nous, nous ne disons rien d'autre _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_, sinon qu'une idée adéquate et parfaite est donnée en Dieu en tant qu'il constitue l'essence de notre Âme, et conséquemment _(par la [Prop. 32](232))_ nous ne disons rien d'autre, sinon qu'une telle idée est vraie. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "235", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_La fausseté consiste dans une privation de connaissance qu'enveloppent les idées inadéquates, c'est-à-dire mutilées et confuses._", + "childs": [ + { + "id": "235d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Il n'y a rien dans les idées de positif qui constitue la forme de la fausseté _(par la [Prop. 33](233))_ et la fausseté ne peut consister dans une privation absolue de connaissance (car les Âmes, non les Corps, sont dites errer et se tromper) et pas davantage dans une ignorance absolue ; car ignorer et être dans l'erreur sont choses distinctes ; elle consiste donc dans une privation de connaissance qui est enveloppée dans une connaissance inadéquate des choses, c'est-à-dire dans des idées inadéquates et confuses. CQFD." + }, + { + "id": "235sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "J'ai expliqué dans le [Scolie de la Proposition 17](217sc) en quel sens l'erreur consiste dans une privation de connaissance ; mais, pour l'expliquer plus amplement, je donnerai un exemple : les hommes se trompent en ce qu'ils se croient libres ; et cette opinion consiste en cela seul qu'ils ont conscience de leurs actions et sont ignorants des causes par où ils sont déterminés ; ce qui constitue donc leur idée de la liberté, c'est qu'ils ne connaissent aucune cause de leurs actions. Pour ce qu'ils disent en effet : que les actions humaines dépendent de la volonté, ce sont des mots auxquels ne correspond aucune idée. Car tous ignorent ce que peut être la volonté et comment elle peut mouvoir le Corps ; pour ceux qui ont plus de prétention et^[Je remplace par le mot _et_ la virgule qui se trouve dans l'édition Land.] forgent un siège ou une demeure de l'âme, ils excitent habituellement le rire ou le dégoût. De même, quand nous regardons le soleil, nous imaginons qu'il est distant de nous d'environ deux cents pieds, et l'erreur ici ne consiste pas dans l'action d'imaginer cela, prise en elle-même, mais en ce que, tandis que nous l'imaginons, nous ignorons la vraie distance du soleil et la cause de cette imagination que nous avons. Plus tard, en effet, tout en sachant que le soleil est distant de plus de 600 fois le diamètre terrestre, nous ne laisserons pas néanmoins d'imaginer qu'il est près de nous ; car nous n'imaginons pas le soleil aussi proche parce que nous ignorons sa vraie distance, mais parce qu'une affection de notre Corps enveloppe l'essence du soleil, en tant que le Corps lui-même est affecté par cet astre." + } + ] + }, + { + "id": "236", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_Les idées inadéquates et confuses suivent les unes des autres avec la même nécessité que les idées adéquates, c'est-à-dire claires et distinctes._", + "childs": [ + { + "id": "236d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Toutes les idées sont en Dieu _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ et, considérées dans leur rapport avec Dieu, elles sont vraies _(par la [Prop. 32](232))_ et _(par le [Coroll. de la Prop. 7](207c))_ adéquates ; par suite, il n'existe point d'idées qui soient inadéquates et confuses, si ce n'est en tant qu'on les considère dans leur rapport avec l'Âme singulière de quelqu'un _(voir à ce sujet les Prop. [24](224) et [28](228))_ ; et, par suite, toutes les idées tant adéquates qu'inadéquates suivent les unes des autres _(par le [Coroll. de la Prop. 6](206c))_ avec la même nécessité. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "237", + "title": "PROPOSITION 37", + "text": "_Ce qui est commun à toutes choses_ (voir à ce sujet le [Lemme 2](213l2) ci-dessus) _et se trouve pareillement dans la partie et dans le tout ne constitue l'essence d'aucune chose singulière._", + "childs": [ + { + "id": "237d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si on le nie, que l'on conçoive, si on le peut, que cela constitue l'essence de quelque chose singulière, par exemple celle de B. Cela donc ne pourra _(par la [Défin. 2](2d2))_ sans B exister ni être conçu ; or cela est contre l'hypothèse ; cela donc n'appartient pas à l'essence de B ni ne constitue l'essence d'une autre chose singulière. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "238", + "title": "PROPOSITION 38", + "text": "_Ce qui est commun à toutes choses et se trouve pareillement dans la partie et dans le tout ne peut être conçu qu'adéquatement._", + "childs": [ + { + "id": "238d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Soit A quelque chose qui est commun à tous les corps et se trouve également dans la partie et dans le tout d'un corps quelconque. Je dis que A ne peut être conçu qu'adéquatement. L'idée de A en effet _(par le [Coroll. de la Prop. 7](207c))_ sera nécessairement adéquate en Dieu, aussi bien en tant qu'il a l'idée du Corps humain qu'en tant qu'il a les idées des affections de ce Corps, et ces idées _(par les Prop. [16](216), [25](225) et [27](227))_ enveloppent en partie la nature tant du Corps humain que des corps extérieurs, c'est-à-dire _(par les Prop. [12](212) et [13](213))_ cette idée de A sera nécessairement adéquate en Dieu en tant qu'il constitue l'Âme humaine, en d'autres termes qu'il a les idées qui sont dans l'Âme humaine ; l'Âme donc _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ perçoit nécessairement A adéquatement, et cela aussi bien en tant qu'elle se perçoit elle-même, qu'en tant qu'elle perçoit son propre Corps ou un corps extérieur quelconque, et A ne peut être conçu d'une autre manière. CQFD." + }, + { + "id": "238c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là qu'il y a certaines idées ou notions qui sont communes à tous les hommes, car _(par le [Lem. 2](213l2))_ tous les corps conviennent en certaines choses qui _(par la [Prop. précéd.](238))_ doivent être perçues par tous adéquatement, c'est-à-dire clairement et distinctement." + } + ] + }, + { + "id": "239", + "title": "PROPOSITION 39", + "text": "_Si le Corps humain et certains corps extérieurs, par lesquels le Corps humain a coutume d'être affecté, ont quelque propriété commune et qui soit pareillement dans la partie de l'un quelconque des corps extérieurs et dans le tout, de cette propriété aussi l'idée sera dans l'Âme adéquate._", + "childs": [ + { + "id": "239d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Soit A la propriété commune au Corps humain et à certains corps extérieurs, qui se trouve pareillement dans le corps humain et dans ces mêmes corps extérieurs et est enfin pareillement dans la partie de l'un quelconque des corps extérieurs, et dans le tout. Une idée adéquate de A lui-même sera donnée en Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 7](207c))_, aussi bien en tant qu'il a l'idée du Corps humain qu'en tant qu'il a les idées des corps extérieurs supposés. Supposons maintenant que le Corps humain soit affecté par un corps extérieur par le moyen de ce qu'il a de commun avec lui, c'est-à-dire de A ; l'idée de cette affection enveloppera la propriété A _(par la [Prop. 16](216))_ et, par suite _(par le même [Coroll. de la Prop. 7](207c))_, l'idée de cette affection sera adéquate en Dieu en tant qu'il est affecté de l'idée du Corps humain ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](213))_ en tant qu'il constitue la nature de l'Âme humaine ; et ainsi _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ cette idée est aussi dans l'Âme humaine adéquate. CQFD." + }, + { + "id": "239c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que l'Âme est d'autant plus apte à percevoir adéquatement plusieurs choses, que, son Corps a plus de propriétés communes avec les autres corps." + } + ] + }, + { + "id": "240", + "title": "PROPOSITION 40", + "text": "_Toutes les idées qui suivent dans l'Âme des idées qui sont en elle adéquates, sont aussi adéquates._", + "childs": [ + { + "id": "240d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident. Quand nous disons, en effet, qu'une idée suit dans l'Âme humaine d'idées qui sont en elle adéquates, nous ne disons rien d'autre _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_, sinon que dans l'entendement divin une idée est donnée, de laquelle Dieu est cause, non en tant qu'il est infini, ou en tant qu'il est affecté des idées d'un très grand nombre de choses singulières, mais en tant qu'il constitue l'essence de l'Âme humaine seulement." + }, + { + "id": "240sc1", + "type": "SCOLIE 1", + "text": "J'ai expliqué par ce qui précède la cause des Notions appelées _Communes_ et qui sont les principes de notre raisonnement. Mais il y a d'autres causes de certains axiomes ou de certaines notions communes^[Le texte de Land porte : _Sed aliae quorumdam axiomatum sive notionum causae dantur_. J'ajoute _cmmunium_ après _notionum_]. qu'il importerait d'expliquer par cette méthode que nous suivons ; on établirait ainsi quelles notions sont utiles par-dessus les autres, et quelles ne sont presque d'aucun usage ; quelles, en outre, sont communes et quelles claires et distinctes pour ceux-là seulement qui sont libres de préjugés ; quelles, enfin, sont mal fondées. On établirait, de plus, d'où les notions appelées _Secondes_, et conséquemment les axiomes qui se fondent sur elles, tirent leur origine, ainsi que d'autres vérités ayant trait à ces choses, que la réflexion m'a jadis fait apercevoir. Comme, toutefois, j'ai réservé ces observations pour un autre Traité, et aussi pour ne pas causer d'ennui par une prolixité excessive sur ce sujet, j'ai résolu ici de surseoir à cette exposition. Afin néanmoins de ne rien omettre qu'il ne soit nécessaire de savoir, j'ajouterai quelques mots sur les causes d'où sont provenus les termes appelés _Transcendantaux_, tels que Être, Chose, Quelque chose. Ces termes naissent de ce que le Corps humain, étant limité, est capable seulement de former distinctement en lui-même un certain nombre d'images à la fois _(j'ai expliqué ce qu'est l'image dans le [Scol. de la Prop. 17](217sc))_ ; si ce nombre est dépassé, ces images commencent à se confondre ; et, si le nombre des images distinctes, que le Corps est capable de former à la fois en lui-même, est dépassé de beaucoup, toutes se confondront entièrement entre elles. Puisqu'il en est ainsi, il est évident, par le [Coroll. de la Prop. 17](217c) et par la [Prop. 18](218), que l'Âme humaine pourra imaginer distinctement à la fois autant de corps qu'il y a d'images pouvant être formées à la fois dans son propre Corps. Mais sitôt que les images se confondent entièrement dans le Corps, l'Âme aussi imaginera tous les corps confusément, sans nulle distinction, et les comprendra en quelque sorte sous un même attribut, à savoir sous l'attribut de l'Être, de la Chose, etc. Cela peut aussi provenir de ce que les images ne sont pas toujours également vives, et d'autres causes semblables, qu'il n'est pas besoin d'expliquer ici, car, pour le but que nous nous proposons, il suffit d'en considérer une seule. Toutes en effet reviennent à ceci que ces termes signifient des idées au plus haut degré confuses. De causes semblables sont nées aussi ces notions que l'on nomme _Générales_, telles : Homme, Cheval, Chien, etc., à savoir, parce que tant d'images, disons par exemple d'hommes, sont formées à la fois dans le Corps humain, que sa puissance d'imaginer se trouve dépassée ; elle ne l'est pas complètement à la vérité, mais assez pour que l'Âme ne puisse imaginer ni les petites différences singulières (telles la couleur, la taille de chacun), ni le nombre déterminé des êtres singuliers, et imagine distinctement cela seul en quoi tous conviennent, en tant qu'ils affectent le Corps. C'est de la manière correspondante en effet que le Corps a été affecté le plus fortement^[Nous ponctuons ce passage : _nam ab eo corpus maxime_.], l'ayant été par chaque être singulier, c'est cela que l'Âme exprime par le nom d'_homme_, et qu'elle affirme d'une infinité d'êtres singuliers. Car, nous l'avons dit, elle ne peut imaginer le nombre déterminé des êtres singuliers. Mais on doit noter que ces notions ne sont pas formées par tous de la même manière ; elles varient en chacun corrélativement avec la chose par laquelle le Corps a été plus souvent affecté et que l'Âme imagine ou se rappelle le plus aisément. Ceux qui, par exemple, ont plus souvent considéré avec étonnement la stature des hommes, entendront sous le nom d'homme un animal de stature droite ; pour ceux qui ont accoutumé de considérer autre chose, ils formeront des hommes une autre image commune, savoir : l'homme est un animal doué du rire ; un animal à deux pieds sans plumes ; un animal raisonnable ; et ainsi pour les autres objets, chacun formera, suivant la disposition de son corps, des images générales des choses. Il n'est donc pas étonnant qu'entre les Philosophes qui ont voulu expliquer les choses naturelles par les seules images des choses, tant de controverses se soient élevées." + }, + { + "id": "240sc2", + "type": "SCOLIE 2", + "text": "Par tout ce qui a été dit ci-dessus il apparaît clairement que nous avons nombre de perceptions et formons des notions générales tirant leur origine : I. des objets singuliers qui nous sont représentés par les sens d'une manière tronquée, confuse et sans ordre pour l'entendement _(voir le [Coroll. de la Prop. 29](229c))_ ; pour cette raison j'ai accoutumé d'appeler de telles perceptions connaissance par expérience vague ; II. des signes, par exemple de ce que, entendant ou lisant certains mots, nous nous rappelons des choses et en formons des idées semblables à celles par lesquelles nous imaginons les choses _(voir le [Scol. de la Prop. 18](218sc))_. J'appellerai par la suite l'un et l'autre modes de considérer connaissance du premier genre, opinion ou Imagination. III. enfin, de ce que nous avons des notions communes et des idées adéquates des propriétés des choses _(voir le [Coroll. de la Prop. 38](238c), la [Prop. 39](239) avec son [Coroll.](239c) et la [Prop. 40](240))_, j'appellerai ce mode Raison et Connaissance du deuxième genre. Outre ces deux genres de connaissance, il y en a encore un troisième, comme je le montrerai dans la suite, que nous appellerons Science intuitive. Et ce genre de connaissance procède de l'idée adéquate de l'essence formelle de certains attributs de Dieu à la connaissance adéquate de l'essence des choses. J'expliquerai tout cela par l'exemple d'une chose unique. On donne, par exemple, trois nombres pour en obtenir un quatrième qui soit au troisième comme le second au premier. Des marchands n'hésiteront pas à multiplier le second par le troisième et à diviser le produit par le premier, parce qu'ils n'ont pas encore laissé tomber dans l'oubli ce qu'ils ont appris de leurs maîtres sans nulle démonstration, ou parce qu'ils ont expérimenté ce procédé souvent dans le cas de nombres très simples, ou par la force de la Démonstration de la Prop. 19, livre VII d'Euclide, c'est-à-dire par la propriété commune des nombres proportionnels. Mais pour les nombres les plus simples aucun de ces moyens n'est nécessaire. Étant donné, par exemple, les nombres 1, 2, 3, il n'est personne qui ne voie que le quatrième proportionnel est 6, et cela beaucoup plus clairement, parce que de la relation même, que nous voyons d'un regard qu'a le premier avec le second, nous concluons le quatrième." + } + ] + }, + { + "id": "241", + "title": "PROPOSITION 41", + "text": "_La connaissance du premier genre est l'unique cause de la fausseté ; celle du deuxième et du troisième est nécessairement vraie._", + "childs": [ + { + "id": "241d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous avons dit dans le [précéd. Scol.](240sc2) qu'à la connaissance du premier genre appartiennent toutes les idées qui sont inadéquates et confuses, et, par suite _(par la [Prop. 35](235))_, cette connaissance est l'unique cause de la fausseté. D'autre part, nous avons dit qu'à la connaissance du deuxième genre et du troisième appartiennent les idées qui sont adéquates ; en conséquence, cette connaissance _(par la [Prop. 34](234))_ est nécessairement vraie. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "242", + "title": "PROPOSITION 42", + "text": "_La connaissance du deuxième genre et du troisième, non celle du premier genre, nous enseigne à distinguer le vrai du faux._", + "childs": [ + { + "id": "242d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette proposition est évidente par elle-même. Qui sait distinguer, en effet, entre le vrai et le faux, doit avoir du vrai et du faux une idée adéquate, c'est-à-dire _(par le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2))_ connaître le vrai et le faux par le deuxième genre de connaissance ou le troisième." + } + ] + }, + { + "id": "243", + "title": "PROPOSITION 43", + "text": "_Qui a une idée vraie sait en même temps qu'il a une idée vraie et ne peut douter de la vérité de sa connaissance._", + "childs": [ + { + "id": "243d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'idée vraie en nous est celle qui est adéquate en Dieu en tant qu'il s'explique par la nature de l'Âme humaine _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_. Supposons donc qu'une idée adéquate A soit donnée en Dieu, en tant qu'il s'explique par la nature de l'Âme humaine. De cette idée doit être nécessairement donnée en Dieu une idée qui se rapporte à Dieu de la même manière que l'idée A _(par la [Prop. 20](220) dont la Démonstration est universelle)_. Mais l'idée A est supposée se rapporter à Dieu en tant qu'il s'explique par la nature de l'âme humaine ; donc l'idée de l'idée A doit aussi appartenir à Dieu de la même manière, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ que cette idée adéquate de l'idée A sera dans la même Âme qui a l'idée adéquate A ; qui donc a une idée adéquate, c'est-à-dire _(par la [Prop. 34](234))_ qui connaît une chose vraiment, doit en même temps avoir de sa connaissance une idée adéquate, en d'autres termes _(comme il est évident de soi)_ une connaissance vraie. CQFD." + }, + { + "id": "243sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "J'ai expliqué, dans le [Scolie de la Proposition 21](221sc), ce qu'est l'idée de l'idée ; mais il faut observer que la Proposition précédente est assez évidente par elle-même. Car nul, ayant une idée vraie, n'ignore que l'idée vraie enveloppe la plus haute certitude ; avoir une idée vraie, en effet, ne signifie rien, sinon connaître une chose parfaitement ou le mieux possible ; et certes personne ne peut en douter, à moins de croire que l'idée est quelque chose de muet comme une peinture sur un panneau et non un mode de penser, savoir l'acte même de connaître et, je le demande, qui peut savoir qu'il connaît une chose, s'il ne connaît auparavant la chose? c'est-à-dire qui peut savoir qu'il est certain d'une chose, s'il n'est auparavant certain de cette chose? D'autre part, que peut-il y avoir de plus clair et de plus certain que l'idée vraie, qui soit norme de vérité? Certes, comme la lumière se fait connaître elle-même et fait connaître les ténèbres, la vérité est norme d'elle-même et du faux. Par là je crois avoir répondu aux questions suivantes, savoir : si une idée vraie, en tant qu'elle est dite seulement s'accorder avec ce dont elle est l'idée, se distingue d'une fausse ; une idée vraie ne contient donc aucune réalité ou perfection de plus qu'une fausse (puisqu'elles se distinguent seulement par une dénomination extrinsèque), et conséquemment un homme qui a des idées vraies ne l'emporte en rien sur celui qui en a seulement de fausses? Puis d'où vient que les hommes ont des idées fausses? Et, enfin, d'où quelqu'un peut-il savoir avec certitude qu'il a des idées qui conviennent avec leurs objets? A ces questions, dis-je, je pense avoir déjà répondu. Quant à la différence, en effet, qui est entre l'idée vraie et la fausse, il est établi par la [Proposition 35](235) qu'il y a entre elles deux la même relation qu'entre l'être et le non être. Je montre, d'autre part, très clairement les causes de la fausseté depuis la [Proposition 19](119) jusqu'à la [Proposition 35](235) avec son [Scolie](235sc). Par là apparaît aussi quelle différence est entre un homme qui a des idées vraies et un homme qui n'en a que de fausses. Quant à la dernière question enfin : d'où un homme peut savoir qu'il a une idée qui convient avec son objet, je viens de montrer suffisamment et surabondamment que cela provient uniquement de ce qu'il a une idée qui convient avec son objet, c'est-à-dire de ce que la vérité est norme d'elle-même. Ajoutez que notre Âme, en tant qu'elle perçoit les choses vraiment, est une partie de l'entendement infini de Dieu _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c))_ et qu'il est donc aussi nécessaire que les idées claires et distinctes de l'Âme soient vraies, que cela est nécessaire des idées de Dieu." + } + ] + }, + { + "id": "244", + "title": "PROPOSITION 44", + "text": "_Il est de la nature de la Raison de considérer les choses non comme contingentes, mais comme nécessaires._", + "childs": [ + { + "id": "244d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Il est de la nature de la Raison de percevoir les choses vraiment _(par la [Prop. 41](241))_, savoir _(par l'[Axiom. 6](1a6), p. I)_ comme elles sont en elles-mêmes, c'est-à-dire _(par la [Prop. 29](129), p. I)_ non comme contingentes, mais comme nécessaires. CQFD." + }, + { + "id": "244c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Il suit de là que la seule imagination peut faire que nous considérions les choses tant relativement au passé que relativement au futur comme contingentes." + }, + { + "id": "244sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "J'expliquerai ici brièvement dans quelle condition cela a lieu. Nous avons montré ci-dessus _([Prop. 17](217) avec son [Coroll.](217c))_ que l'Âme imagine toujours les choses comme lui étant présentes, bien qu'elles n'existent pas, à moins qu'il ne se rencontre des causes qui excluent leur existence présente. De plus, nous avons montré _([Prop. 18](218))_ que si une fois le Corps humain a été affecté simultanément par deux corps extérieurs, sitôt que l'Âme plus tard imaginera l'un des deux, il lui souviendra aussi de l'autre, c'est-à-dire qu'elle les considérera comme lui étant présents l'un et l'autre, à moins qu'il ne se rencontre des causes qui excluent leur existence présente. Nul ne doute d'ailleurs que nous n'imaginions aussi le temps, et cela parce que nous imaginons des corps se mouvant les uns plus lentement ou plus vite que les autres, ou avec une vitesse égale. Supposons maintenant un enfant qui hier une première fois aura vu le matin Pierre, à midi Paul, et le soir Siméon, et aujourd'hui de nouveau a vu Pierre le matin. Il est évident, par la [Proposition 18](218), que, sitôt qu'il voit la lumière du matin, il imaginera le soleil parcourant la même partie du ciel qu'il aura vue la veille ; en d'autres termes, imaginera le jour entier et Pierre avec le matin, Paul à midi et Siméon avec le soir, c'est-à-dire qu'il imaginera l'existence de Paul et de Siméon avec une relation au temps futur ; au contraire, s'il voit Siméon le soir, il rapportera Paul et Pierre au temps passé, les imaginant en même temps que le passé ; et cette imagination sera constante d'autant plus qu'il les aura vus plus souvent dans le même ordre. S'il arrive une fois qu'un autre soir, à la place de Siméon, il voie Jacob alors au matin suivant il imaginera en même temps que le soir tantôt Siméon, tantôt Jacob, mais non tous les deux ensemble. Car on suppose qu'il a vu, le soir, l'un des deux seulement et non les deux à la fois. Son imagination sera donc flottante, et il imaginera, en même temps que le soir futur, tantôt l'un, tantôt l'autre, c'est-à-dire considérera l'un et l'autre non comme devant être de façon certaine, mais comme des futurs contingents. Ce flottement de l'imagination sera le même si les choses imaginées sont des choses que nous considérons avec une relation au temps passé ou au présent ; et, conséquemment, nous imaginerons comme contingentes les choses rapportées tant au présent temps qu'au passé et au futur." + }, + { + "id": "244c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Il est de la nature de la Raison de percevoir les choses comme possédant une certaine sorte d'éternité." + }, + { + "id": "244c2d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Il est de la nature de la Raison en effet de considérer les choses comme nécessaires et non comme contingentes _(par la [Prop. précéd.](244))_. Et elle perçoit cette nécessité des choses vraiment _(par la [Prop. 41](241))_, c'est-à-dire comme elle est en elle-même _(par l'[Axiom. 6](1a6), p. I)_. Mais _(par la [Prop. 16](116), p. I)_ cette nécessité des choses est la nécessité même de la nature éternelle de Dieu. Il est donc de la nature de la Raison de considérer les choses comme possédant cette sorte d'éternité. Ajoutez que les principes de la Raison sont des notions _(par la [Prop. 38](238))_ qui expliquent ce qui est commun à toutes choses, et _(par la [Prop. 37](237))_ n'expliquent l'essence d'aucune chose singulière ; qui en conséquence doivent être conçues sans aucune relation au temps et comme possédant une certaine sorte d'éternité. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "245", + "title": "PROPOSITION 45", + "text": "_Chaque idée d'un corps quelconque, ou d'une chose singulière existant en acte, enveloppe nécessairement l'essence éternelle et infinie de Dieu._", + "childs": [ + { + "id": "245d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'idée d'une chose singulière existant en acte enveloppe nécessairement tant l'essence que l'existence de la chose elle-même _(par le [Coroll. de la Prop. 8](208c))_. Et les choses singulières ne peuvent être conçues sans Dieu _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ ; mais, puisque _(par la [Prop. 6](206))_ elles ont Dieu pour cause en tant qu'on le considère sous l'attribut dont les choses elles-mêmes sont des modes, leurs idées doivent nécessairement _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ envelopper le concept de cet attribut, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6), p. I)_ l'essence éternelle et infinie de Dieu. CQFD." + }, + { + "id": "245sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Je n'entends pas ici par existence la durée, c'est-à-dire l'existence en tant qu'elle est conçue abstraitement et comme une certaine sorte de quantité. Je parle de la nature même de l'existence, laquelle est attribuée aux choses singulières pour cette raison qu'une infinité de choses suivent de la nécessité éternelle de Dieu en une infinité de modes _(voir la [Prop. 16](116), p. I)_. Je parle, dis-je, de l'existence même des choses singulières en tant qu'elles sont en Dieu. Car, bien que chacune soit déterminée à exister d'une certaine manière par une autre chose singulière, la force cependant par laquelle chacune persévère dans l'existence, suit de la nécessité éternelle de la nature de Dieu. Sur ce point voir le [Coroll. de la Prop. 24](124c), partie I." + } + ] + }, + { + "id": "246", + "title": "PROPOSITION 46", + "text": "_La connaissance de l'essence éternelle et infinie de Dieu qu'enveloppe chaque idée est adéquate et parfaite._", + "childs": [ + { + "id": "246d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La démonstration de la Proposition précédente est universelle, et que l'on considère une chose comme une partie ou comme un tout, son idée, que ce soit celle du tout ou celle de la partie, enveloppera _(par la [Prop. précéd.](245))_ l'essence éternelle et infinie de Dieu. Donc, ce qui donne la connaissance de l'essence éternelle et infinie de Dieu est commun à tous et est pareillement dans la partie et dans le tout, et par suite _(par la [Prop. 38](238))_ cette connaissance sera adéquate. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "247", + "title": "PROPOSITION 47", + "text": "_L'âme humaine a une connaissance adéquate de l'essence éternelle et infinie de Dieu._", + "childs": [ + { + "id": "247d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'âme humaine a des idées _(par la [Prop. 22](222))_ par lesquelles elle se perçoit elle-même _(par la [Prop. 23](223))_, perçoit son propre Corps _(par la [Prop. 19](219))_ et _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 16](216c1) et la [Prop. 17](217))_ les corps extérieurs existant en acte ; par suite, elle a _(par les Prop. [45](245) et [46](246))_ une connaissance adéquate de l'essence éternelle et infinie de Dieu. CQFD." + }, + { + "id": "247sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous voyons par là que l'essence infinie de Dieu et son éternité sont connues de tous. Puisque, d'autre part, tout est en Dieu et se conçoit par Dieu, il s'ensuit que nous pouvons déduire de cette connaissance un très grand nombre de conséquences que nous connaîtrons adéquatement, et former ainsi ce troisième genre de connaissance dont nous avons parlé dans le [Scolie 2 de la Proposition 40](240sc2) et de l'excellence et de l'utilité duquel il y aura lieu de parler dans la Cinquième Partie. Que si d'ailleurs les hommes n'ont pas de Dieu une connaissance aussi claire que des notions communes, cela provient de ce qu'ils ne peuvent imaginer Dieu comme ils imaginent les corps, et ont joint le nom de _Dieu_ aux images des choses qu'ils ont accoutumé de voir, et cela, les hommes ne peuvent guère l'éviter, affectés comme ils le sont continuellement par les corps extérieurs. Et, effectivement, la plupart des erreurs consistent en cela seul que nous n'appliquons pas les noms aux choses correctement. Quand quelqu'un dit que les lignes menées du centre du cercle à la circonférence sont inégales, certes il entend alors par cercle autre chose que ne font les Mathématiciens. De même, quand les hommes commettent une erreur dans un calcul, ils ont dans la pensée d'autres nombres que ceux qu'ils ont sur le papier. C'est pourquoi certes, si l'on a égard à leur Pensée, ils ne commettent point d'erreur ; ils semblent en commettre une cependant, parce que nous croyons qu'ils ont dans la pensée les nombres qui sont sur le papier. S'il n'en était pas ainsi, nous ne croirions pas qu'ils commettent aucune erreur, de même qu'ayant entendu quelqu'un crier naguère que sa maison s'était envolée sur la poule du voisin, je n'ai pas cru qu'il fût dans l'erreur, parce que sa pensée me semblait assez claire. Et de là naissent la plupart des controverses, à savoir de ce que les hommes n'expriment pas correctement leur pensée ou de ce qu'ils interprètent mal la pensée d'autrui. En réalité, tandis qu'ils se contredisent le plus, ils pensent la même chose ou pensent à des choses différentes^[Je traduis les mots _de diversis rebus_ au lieu du mot _diversa_ qui se trouve dans l'édition de Land (1882-1883)], de sorte que ce qu'on croit être une erreur ou une obscurité en autrui, n'en est pas une." + } + ] + }, + { + "id": "248", + "title": "PROPOSITION 48", + "text": "_Il n'y a dans l'âme aucune volonté absolue ou libre ; mais l'âme est déterminée à vouloir ceci ou cela par une cause qui est aussi déterminée par une autre, et cette autre l'est à son tour par une autre, et ainsi à l'infini._", + "childs": [ + { + "id": "248d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'Âme est un certain mode déterminé du penser _(par la [Prop. 11](211))_ et ainsi _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 17](117c2), p. I)_ ne peut être une cause libre, autrement dit, ne peut avoir une faculté absolue de vouloir ou de non-vouloir ; mais elle doit être déterminée à vouloir ceci ou cela par une cause _(par la [Prop. 28](128), p. I)_, laquelle est aussi déterminée par une autre, et cette autre l'est à son tour par une autre, etc. CQFD." + }, + { + "id": "248sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "On démontre de la même manière qu'il n'y a dans l'Âme aucune faculté absolue de connaître, de désirer, d'aimer, etc. D'où suit que ces facultés et autres semblables ou bien sont de pures fictions ou ne sont rien que des êtres Métaphysiques, c'est-à-dire des universaux, comme nous avons coutume d'en former des êtres particuliers. Ainsi l'entendement et la volonté soutiennent avec telle et telle idée, ou telle et telle volition, le même rapport que la pierréité avec telle ou telle pierre, et l'homme avec Pierre et Paul. Quant à la cause pour quoi les hommes croient qu'ils sont libres, nous l'avons expliquée dans l'[Appendice](1app) de la Première Partie. Mais, avant de poursuivre, il convient de noter ici^[..._venit hic notandum, me per voluntatem affirmandi_... W. Meijer à cette leçon veut substituer la suivante : _venit notandum, me hic_...] que j'entends par volonté la faculté d'affirmer et de nier, non le désir ; j'entends, dis-je, la faculté par où l'Âme affirme ou nie quelle chose est vraie ou fausse, mais non le désir par où l'Âme appète les choses ou les a en aversion. Et, après avoir démontré que ces facultés sont des notions générales, qui ne se distinguent pas des choses singulières desquelles nous les formons, il y a lieu de rechercher si les volitions elles-mêmes sont quelque chose en dehors des idées mêmes des choses. Il y a lieu, dis-je, de rechercher s'il est donné dans l'Âme une autre affirmation ou une autre négation que celle qu'enveloppe l'idée, en tant qu'elle est idée ; et à ce sujet l'on verra la Proposition suivante, et aussi la [Définition 3](2d3), partie II, pour éviter qu'on ne pense à des peintures. Car je n'entends point par idées des images comme celles qui se forment au fond de l’œil ou, si l'on veut, au milieu du cerveau, mais des conceptions de la Pensée." + } + ] + }, + { + "id": "249", + "title": "PROPOSITION 49", + "text": "_Il n'y a dans l'Âme aucune volition, c'est-à-dire aucune affirmation et aucune négation, en dehors de celle qu'enveloppe l'idée en tant qu'elle est idée._", + "childs": [ + { + "id": "249d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Il n'y a dans l'Âme _(par la [Prop. précéd.](248))_ aucune faculté absolue de vouloir et de non-vouloir, mais seulement des volitions singulières, c'est-à-dire telle et telle affirmation et telle et telle négation. Concevons donc quelque volition singulière, soit un mode de penser par lequel l'Âme affirme que les trois angles d'un triangle égalent deux droits. Cette affirmation enveloppe le concept ou l'idée du triangle, c'est-à-dire ne peut être conçue sans l'idée du triangle. Car c'est tout un de dire que A doit envelopper le concept de B ou que A ne peut se concevoir sans B, et une telle affirmation _(par l'[Axiom. 3](2a3))_ aussi ne peut être sans l'idée du triangle. De plus, cette idée du triangle doit envelopper cette même affirmation, à savoir que ses trois angles égalent deux droits. Donc, inversement, cette idée du triangle ne peut ni être ni être conçue sans cette affirmation, et ainsi _(par la [Défin. 2](2d2))_ cette affirmation appartient à l'essence de l'idée du triangle et n'est rien en dehors d'elle. Et ce que nous avons dit de cette volition (puisque nous l'avons prise _ad libitum_), on devra le dire aussi d'une volition quelconque, à savoir qu'elle n'est rien en dehors de l'idée. CQFD." + }, + { + "id": "249c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "La volonté et l'entendement sont une seule et même chose." + }, + { + "id": "249cd", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La volonté et l'entendement ne sont rien en dehors des volitions et des idées singulières _(par la [Prop. 48](248) avec son [Scol.](248sc))_. Or une volition singulière et une idée singulière sont une seule et même chose _(par la [Prop. précéd.](249))_ ; donc la volonté et l'entendement sont une seule et même chose. CQFD." + }, + { + "id": "249sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous avons ainsi supprimé la cause communément admise de l'erreur. Précédemment, d'ailleurs, nous avons montré que la fausseté consiste dans la seule privation qu'enveloppent les idées mutilées et confuses. C'est pourquoi l'idée fausse, en tant qu'elle est fausse, n'enveloppe pas la certitude. Quand donc nous disons qu'un homme trouve le repos dans le faux et ne conçoit pas de doute à son sujet, nous ne disons pas pour cela qu'il est certain, mais seulement qu'il ne doute pas, ou qu'il trouve le repos dans des idées fausses, parce qu'il n'existe point de causes pouvant faire que son imagination soit flottante. Voir à ce sujet le [Scolie de la Proposition 44](244sc). Si fortement donc qu'on voudra supposer qu'un homme adhère au faux, nous ne dirons jamais qu'il est certain. Car par certitude nous entendons quelque chose de positif _(voir la [Prop. 43](243) et son [Scol.](243sc))_ et non la privation de doute. Et par privation de certitude nous entendons la fausseté. Mais, pour expliquer plus amplement la [Proposition précédente](249), il reste quelques avertissements à donner. Il reste ensuite à répondre aux objections qui peuvent être opposées à cette doctrine qui est la nôtre, et enfin, pour écarter tout scrupule, j'ai cru qu'il valait la peine d'indiquer certains avantages pratiques de cette doctrine. Je dis certains avantages, car les principaux se connaîtront mieux par ce que nous dirons dans la Cinquième Partie. \nJe commence donc par le premier point et j'avertis les Lecteurs qu'ils aient à distinguer soigneusement entre une Idée ou une conception de l'Âme et les Images des choses que nous imaginons. Il est nécessaire aussi qu'ils distinguent entre les idées et les Mots par lesquels nous désignons les choses. Parce que, en effet, beaucoup d'hommes ou bien confondent entièrement ces trois choses : les images, les mots et les idées, ou bien ne les distinguent pas avec assez de soin, ou enfin n'apportent pas à cette distinction assez de prudence, ils ont ignoré complètement cette doctrine de la volonté, dont la connaissance est tout à fait indispensable tant pour la spéculation que pour la sage ordonnance de la vie. Ceux qui, en effet, font consister les idées dans les images qui se forment en nous par la rencontre des corps, se persuadent que les idées des choses à la ressemblance desquelles nous ne pouvons former aucune image, ne sont pas des idées, mais seulement des fictions que nous forgeons par le libre arbitre de la volonté ; ils regardent donc les idées comme des peintures muettes sur un panneau et, l'esprit occupé par ce préjugé, ne voient pas qu'une idée, en tant qu'elle est idée, enveloppe une affirmation ou une négation. Pour ceux qui confondent les mots avec l'idée ou avec l'affirmation elle-même qu'enveloppe l'idée, ils croient qu'ils peuvent vouloir contrairement à leur sentiment quand, en paroles seulement, ils affirment ou nient quelque chose contrairement à leur sentiment. Il sera facile cependant de rejeter ces préjugés, pourvu qu'on prenne garde à la nature de la Pensée, laquelle n'enveloppe en aucune façon le concept de l'Étendue, et que l'on connaisse ainsi clairement que l'idée (puisqu'elle est un mode de penser) ne consiste ni dans l'image de quelque chose ni dans des mots. L'essence des mots, en effet, et des images est constituée par les seuls mouvements corporels qui n'enveloppent en aucune façon le concept de la pensée. Ces brefs avertissements à ce sujet suffiront ; je passe donc aux objections sus-visées. \nLa _première_ est qu'on croit établi que la volonté s'étend plus loin que l'entendement et est ainsi différente de lui. Quant à la raison pour quoi l'on pense que la volonté s'étend plus loin que l'entendement, c'est qu'on dit savoir d'expérience qu'on n'a pas besoin d'une faculté d'assentir, c'est-à-dire d'affirmer et de nier, plus grande que celle que nous avons, pour assentir à une infinité de choses que nous ne percevons pas, tandis qu'on aurait besoin d'une faculté plus grande de connaître. La volonté se distingue donc de l'entendement en ce qu'il est fini, tandis qu'elle est infinie. \nOn peut _deuxièmement_ nous objecter que, s'il est une chose qui semble clairement enseignée par l'expérience, c'est que nous pouvons suspendre notre jugement, de façon à ne pas assentir aux choses perçues par nous ; et cela est confirmé par ce fait que nul n'est dit se tromper en tant qu'il perçoit quelque chose, mais seulement en tant qu'il donne ou refuse son assentiment. Celui qui, par exemple, forge un cheval ailé, n'accorde pas pour cela qu'il existe un cheval ailé, c'est-à-dire qu'il ne se trompe pas pour cela, à moins qu'il n'accorde en même temps qu'il existe un cheval ailé ; l'expérience ne semble donc rien enseigner plus clairement, sinon que la volonté, c'est-à-dire la faculté d'assentir, est libre et distincte de la faculté de connaître. \nOn peut _troisièmement_ objecter qu'une affirmation ne semble pas contenir plus de réalité qu'une autre ; c'est-à-dire nous ne semblons pas avoir besoin d'un pouvoir plus grand pour affirmer que ce qui est vrai est vrai, que pour affirmer que quelque chose qui est faux, est vrai ; tandis qu'au contraire nous percevons qu'une idée a plus de réalité ou de perfection qu'une autre ; autant les objets l'emportent les uns sur les autres, autant aussi leurs idées sont plus parfaites les unes que les autres ; par là encore une différence semble être établie entre la volonté et l'entendement. \n_Quatrièmement_ on peut objecter que, si l'homme n'opère point par la liberté de sa volonté, qu'arrivera-t-il au cas qu'il soit en équilibre comme l'âne de Buridan? Périra-t-il de faim et de soif? Si je l'accorde, je paraîtrai concevoir un âne ou une figure d'homme inanimée, et non un homme ; si je le nie, c'est donc qu'il se déterminera lui-même et, conséquemment, a la faculté d'aller et de faire tout ce qu'il veut. Peut-être y a-t-il encore d'autres objections possibles ; comme, toutefois, je ne suis pas tenu d'insérer ici les rêveries de chacun, je ne prendrai soin de répondre qu'à ces quatre objections, et je le ferai le plus brièvement possible. \nÀ l'égard de la _première_, j'accorde que la volonté s'étend plus loin que l'entendement, si par entendement on entend seulement les idées claires et distinctes ; mais je nie que la volonté s'étende plus loin que les perceptions, autrement dit la faculté de concevoir, et en vérité je ne vois pas pourquoi la faculté de vouloir devrait être infinie, plutôt que celle de sentir ; tout comme, en effet, par la même faculté de vouloir, nous pouvons affirmer une infinité de choses (l'une après l'autre toutefois, car nous n'en pouvons affirmer à la fois une infinité), nous pouvons aussi, par la même faculté de sentir, sentir ou percevoir une infinité de corps (l'un après l'autre bien entendu). Dira-t-on qu'il y a une infinité de choses que nous ne pouvons percevoir? Je réplique : ces choses-là, nous ne pouvons les saisir par aucune pensée et conséquemment par aucune faculté de vouloir. Mais, insistera-t-on, si Dieu voulait faire que nous les perçussions aussi, il devrait nous donner, certes, une plus grande faculté de percevoir, mais non une plus grande faculté de vouloir que celle qu'il nous a donnée. Ce qui revient à dire : si Dieu voulait faire que nous connussions une infinité d'autres êtres, il serait nécessaire, certes, qu'il nous donnât un entendement plus grand que celui qu'il nous a donné, afin d'embrasser cette infinité, mais non une idée plus générale de l'être. Car nous avons montré que la volonté est un être général, en d'autres termes une idée par laquelle nous expliquons toutes les volitions singulières, c'est-à-dire ce qui est commun à toutes. Puis donc que l'on croit que cette idée commune ou générale de toutes les volitions est une faculté, il n'y a pas le moins du monde à s'étonner que l'on dise que cette faculté s'étend à l'infini au delà des limites de l'entendement. Le général en effet se dit également d'un et de plusieurs individus et d'une infinité. \nÀ la _deuxième_ objection je réponds en niant que nous ayons un libre pouvoir de suspendre le jugement. Quand nous disons que quelqu'un suspend son jugement, nous ne disons rien d'autre sinon qu'il voit qu'il ne perçoit pas la chose adéquatement. La suspension du jugement est donc en réalité une perception, et non une libre volonté. Pour le faire mieux connaître concevons un enfant qui imagine un cheval - ailé -^[L'addition du mot _alatum_, proposée par W. Meijer, me semble très heureuse.] et n'imagine rien d'autre. Puisque cette imagination enveloppe l'existence du cheval _(par le [Coroll. de la Prop. 17](217c))_ et que l'enfant ne perçoit rien qui exclue l'existence du cheval, il considérera nécessairement le cheval comme présent et ne pourra douter de son existence, encore qu'il n'en soit pas certain. Nous éprouvons cela tous les jours dans le sommeil, et je ne pense pas qu'il y ait quelqu'un qui croie, durant qu'il rêve, avoir le libre pouvoir de suspendre son jugement sur ce qu'il rêve et de faire qu'il ne rêve pas ce qu'il rêve qu'il voit ; et néanmoins il arrive que, même dans le sommeil, nous suspendions notre jugement, c'est à savoir quand nous rêvons que nous rêvons. J'accorde maintenant que nul ne se trompe en tant qu'il perçoit, c'est-à-dire que les imaginations de l'Âme considérées en elles-mêmes n'enveloppent aucune sorte d'erreur _(voir le [Scol. de la Prop. 17](217sc))_ ; mais je nie qu'un homme n'affirme rien en tant qu'il perçoit. Qu'est-ce donc en effet que percevoir un cheval ailé sinon affirmer d'un cheval des ailes? Si l'Âme, en dehors du cheval ailé, ne percevait rien d'autre, elle le considérerait comme lui étant présent, et n'aurait aucun motif de douter de son existence et aucune faculté de ne pas assentir, à moins que l'imagination du cheval ailé ne soit jointe à une idée excluant l'existence de ce même cheval, ou que l'Âme ne perçoive que l'idée qu'elle a du cheval est inadéquate, et alors ou bien elle niera nécessairement l'existence de ce cheval, ou bien elle en doutera nécessairement. \nPar là je pense avoir donné d'avance ma réponse à la _troisième_ objection : que la volonté est quelque chose de général qui se joint à toutes les idées et signifie seulement ce qui est commun à toutes ; autrement dit, qu'elle est l'affirmation dont l'essence adéquate, ainsi conçue abstraitement, doit pour cette raison être en chaque idée, et, à cet égard seulement, est la même dans toutes ; mais non en tant qu'on la considère comme constituant l'essence de l'idée, car en ce sens les affirmations singulières diffèrent entre elles autant que les idées elles-mêmes. Par exemple, l'affirmation qu'enveloppe l'idée du cercle diffère de celle qu'enveloppe l'idée du triangle autant que l'idée du cercle de l'idée du triangle. Pour poursuivre, je nie absolument que nous ayons besoin d'une égale puissance de penser pour affirmer que ce qui est vrai est vrai, que pour affirmer que ce qui est faux est vrai. Car ces deux affirmations, si on a égard à la pensée, soutiennent le même rapport l'une avec l'autre que l'être et le non-être, n'y ayant dans les idées rien de positif qui constitue la forme de la fausseté _(voir la [Prop. 35](235) avec son [Scol.](235sc) et le [Scol. de la Prop. 47](247sc))_. Il convient donc de noter ici surtout que nous nous trompons facilement quand nous confondons les notions générales avec les singulières, les êtres de raison et les abstractions avec le réel. \nQuant à la _quatrième_ objection enfin, j'accorde parfaitement qu'un homme placé dans un tel équilibre (c'est-à-dire ne percevant rien d'autre que la faim et la soif, tel aliment et telle boisson également distants de lui) périra de faim et de soif. Me demande-t-on si un tel homme ne doit pas être estimé un âne plutôt qu'un homme? Je dis que je n'en sais rien ; pas plus que je ne sais en quelle estime l'on doit tenir un homme qui se pend, les enfants, les stupides, les déments. \nIl ne reste plus qu'à indiquer combien la connaissance de cette doctrine est utile dans la vie, ce que nous verrons aisément par ce qui précède. \nI. Elle est utile en ce qu'elle nous apprend que nous agissons par le seul geste de Dieu et participons de la nature divine et cela d'autant plus que nous faisons des actions plus parfaites et connaissons Dieu davantage et encore davantage. Cette doctrine donc, outre qu'elle rend l'âme tranquille à tous égards, a encore l'avantage qu'elle nous enseigne en quoi consiste notre plus haute félicité ou béatitude, à savoir dans la seule connaissance de Dieu, par où nous sommes induits à faire seulement les actions que conseillent l'amour et la piété. Par où nous connaissons clairement combien sont éloignés de l'appréciation vraie de la vertu ceux qui, pour leur vertu et leurs actions les meilleures, attendent de Dieu une suprême récompense ainsi que pour la plus dure servitude, comme si la vertu même et le service de Dieu n'étaient pas la félicité et la souveraine liberté ; \nII. elle est utile en ce qu'elle enseigne comment nous devons nous comporter à l'égard des choses de fortune, c'est-à-dire qui ne sont pas en notre pouvoir, en d'autres termes à l'égard des choses qui ne suivent pas de notre nature ; à savoir : attendre et supporter, avec une âme égale, l'une et l'autre faces de la fortune, toutes choses suivant du décret éternel de Dieu avec la même nécessité qu'il suit de l'essence du triangle, que ses trois angles sont égaux à deux droits ; \nIII. cette doctrine est utile à la vie sociale en ce qu'elle enseigne à n'avoir en haine, à ne mépriser personne, à ne tourner personne en dérision, à n'avoir de colère contre personne, à ne porter envie à personne. En ce qu'elle enseigne encore à chacun à être content de ce qu'il a, et à aider son prochain non par une pitié de femme, par partialité, ni par superstition, mais sous la seule conduite de la raison, c'est-à-dire suivant que le temps et la conjoncture le demandent, ainsi que je le montrerai dans la Quatrième Partie ; \nIV. cette doctrine est utile encore grandement à la société commune en ce qu'elle enseigne la condition suivant laquelle les citoyens doivent être gouvernés et dirigés, et cela non pour qu'ils soient esclaves, mais pour qu'ils fassent librement ce qui est le meilleur. J'ai achevé par là ce que j'avais résolu d'indiquer dans ce Scolie, et je mets fin ici à cette Deuxième Partie, dans laquelle je crois avoir expliqué la nature de l'âme humaine et ses propriétés assez amplement et, autant que la difficulté de la matière le permet, assez clairement ; dans laquelle je crois aussi avoir donné un exposé duquel se peuvent tirer beaucoup de belles conclusions, utiles au plus haut point et nécessaires à connaître ainsi qu'il sera établi en partie dans ce qui va suivre." + }, + { + "title":"_Fin de la Deuxième Partie._", + "type":"filet" + } + ] + } + ] + }, + { + "index": 3, + "id": "p3", + "title": "_Troisième Partie_, DE _l'Origine et de la Nature des_ AFFECTIONS.", + "enonces": [ + { + "id": "3pr", + "title": "PRÉFACE", + "text": "_Ceux qui ont écrit sur les Affections et la conduite de la vie humaine semblent, pour la plupart, traiter non de choses naturelles qui suivent les lois communes de la Nature mais de choses qui sont hors de la Nature. En vérité, on dirait qu'ils conçoivent l'homme dans la Nature comme un empire dans un empire. Ils croient, en effet, que l'homme trouble l'ordre de la Nature plutôt qu'il ne le suit, qu'il a sur ses propres actions un pouvoir absolu et ne tire que de lui-même sa détermination. Ils cherchent donc la cause de l'impuissance et de l'inconstance humaines, non dans la puissance commune de la Nature, mais dans je ne sais quel vice de la nature humaine et, pour cette raison, pleurent à son sujet, la raillent, la méprisent ou le plus souvent la détestent : qui sait le plus éloquemment ou le plus subtilement censurer l'impuissance de l'Âme humaine est tenu pour divin. Certes n'ont pas manqué les hommes éminents (au labeur et à l'industrie desquels nous avouons devoir beaucoup) pour écrire sur la conduite droite de la vie beaucoup de belles choses, et donner aux mortels des conseils pleins de prudence ; mais, quant à déterminer la nature et les forces des Affections, et ce que peut l'Âme de son côté pour les gouverner, nul, que je sache, ne l'a fait. A la vérité, le très célèbre Descartes, bien qu'il ait admis le pouvoir absolu de l'Âme sur ses actions, a tenté, je le sais, d'expliquer les Affections humaines par leurs premières causes et de montrer en même temps par quelle voie l'âme peut prendre sur les Affections un empire absolu ; mais, à mon avis, il n'a rien montré que la pénétration de son grand esprit comme je l'établirai en son lieu. Pour le moment je veux revenir à ceux qui aiment mieux détester ou railler les Affections et les actions des hommes que les connaître. A ceux-là certes il paraîtra surprenant que j'entreprenne de traiter des vices des hommes et de leurs infirmités à la manière des Géomètres et que je veuille démontrer par un raisonnement rigoureux ce qu'ils ne cessent de proclamer contraire à la Raison, vain, absurde et digne d'horreur. Mais voici quelle est ma raison. Rien n'arrive dans la Nature qui puisse être attribué à un vice existant en elle ; elle est toujours la même en effet ; sa vertu et sa puissance d'agir est une et partout la même, c'est-à-dire les lois et règles de la Nature, conformément auxquelles tout arrive et passe d'une forme à une autre, sont partout et toujours les mêmes ; par suite, la voie droite pour connaître la nature des choses, quelles qu'elles soient, doit être aussi une et la même ; c'est toujours par le moyen des lois et règles universelles de la Nature. Les Affections donc de la haine, de la colère, de l'envie, etc., considérées en elles-mêmes, suivent de la même nécessité et de la même vertu de la Nature que les autres choses singulières ; en conséquence, elles reconnaissent certaines causes, par où elles sont clairement connues, et ont certaines propriétés aussi dignes de connaissance que les propriétés d'une autre chose quelconque, dont la seule considération nous donne du plaisir. Je traiterai donc de la nature des Affections et de leurs forces, du pouvoir de l'Âme sur elles, suivant la même Méthode que dans les parties précédentes de Dieu et de l'Âme, et je considérerai les actions et les appétits humains comme s'il était question de lignes, de surfaces et de solides._", + "childs": [] + }, + { + "title":"DÉFINITIONS", + "type":"title" + }, + { + "id": "3d1", + "title": "I.", + "text": "J'appelle cause adéquate celle dont on peut percevoir l'effet clairement et distinctement par elle-même ; j'appelle cause inadéquate ou partielle celle dont on ne peut connaître l'effet par elle seule.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3d2", + "title": "II.", + "text": "Je dis que nous sommes actifs, quand, en nous ou hors de nous, quelque chose se fait dont nous sommes la cause adéquate, c'est-à-dire _(par la [Défin. précéd.](3d1))_ quand, en nous ou hors de nous, il suit de notre nature quelque chose qui se peut par elle seule connaître clairement et distinctement. Au contraire, je dis que nous sommes passifs quand il se fait en nous quelque chose ou qu'il suit de notre nature quelque chose, dont nous ne sommes la cause que partiellement.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3d3", + "title": "III.", + "text": "J'entends par Affections les affections du Corps par lesquelles la puissance d'agir de ce Corps est accrue ou diminuée, secondée ou réduite, et en même temps les idées de ces affections. \n_Quand nous pouvons être la cause adéquate de quelqu'une de ces affections, j'entends donc par affection une action ; dans les autres cas, une passion._", + "childs": [] + }, + { + "title":"POSTULATS", + "type":"title" + }, + { + "id": "3p1", + "title": "I.", + "text": "Le corps humain peut être affecté en bien des manières qui accroissent ou diminuent sa puissance d'agir et aussi en d'autres qui ne rendent sa puissance d'agir ni plus grande, ni moindre. \n_Ce Postulat ou Axiome s'appuie sur le [Postulat 1](213p1) et les Lemmes [5](213l5) et [7](213l7) qu'on voit à la suite de la Prop. 13, p. II._", + "childs": [] + }, + { + "id": "3p2", + "title": "II.", + "text": "Le Corps humain peut éprouver un grand nombre de modifications et retenir néanmoins les impressions ou traces des objets _(voir à leur sujet le [Postulat 5](213p5), p. II)_ et conséquemment les mêmes images des choses _(pour leur Défin. voir [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "301", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_Notre Âme est active en certaines choses, passive en d'autres, savoir, en tant qu'elle a des idées adéquates, elle est nécessairement active en certaines choses ; en tant qu'elle a des idées inadéquates, elle est nécessairement passive en certaines choses._", + "childs": [ + { + "id": "301d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les idées d'une Âme humaine quelconque sont les unes adéquates, les autres mutilées et confuses _(par les Scol. [1](240sc1) et [2](240sc2) de la Prop. 40, p. II)_. Les idées qui sont adéquates dans l'Âme de quelqu'un sont adéquates en Dieu en tant qu'il constitue l'essence de cette Âme _(par le [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_, et celles qui sont inadéquates dans l'Âme sont adéquates en Dieu _(par le même [Coroll.](211c))_ non en tant qu'il constitue seulement l'essence de cette Âme, mais en tant qu'il contient aussi^[Je traduis _sed quatenus etiam_ au lieu de _etiam quatenns_ qui se trouve dans l'édition Land.] à la fois en lui les Âmes d'autres choses. De plus, d'une idée quelconque supposée donnée quelque effet doit suivre nécessairement _(par la [Prop. 36](136), p. I)_, et de cet effet Dieu est cause adéquate _(voir la [Défin. 1](3d1))_ non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'on le considère comme affecté de l'idée supposée donnée _(voir la [Prop. 9](209), p. II)_. Soit maintenant un effet dont Dieu est cause en tant qu'affecté d'une idée qui est adéquate dans l'Âme de quelqu'un ; de cet effet cette même Âme est la cause adéquate _(par le même [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_. Donc notre Âme _(par la [Défin. 2](3d2))_, en tant qu'elle a des idées adéquates, est nécessairement active en certaines choses ; ce qui était le premier point. En outre, pour tout ce qui suit nécessairement d'une idée qui est adéquate en Dieu non en tant qu'il a en lui l'Âme d'un certain homme seulement, mais, en même temps qu'elle, les Âmes d'autres choses, l'Âme de cet homme n'en est pas la cause adéquate, mais seulement partielle _(même [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_, par suite _([Défin. 2](3d2))_ l'Âme, en tant qu'elle a des idées inadéquates, est passive nécessairement en certaines choses ; ce qui était le second point. Donc notre Âme, etc. CQFD." + }, + { + "id": "301c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que l'Âme est soumise à d'autant plus de passions qu'elle a plus d'idées inadéquates, et, au contraire, est active d'autant plus qu'elle a plus d'idées adéquates." + } + ] + }, + { + "id": "302", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_Ni le Corps ne peut déterminer l'Âme à penser, ni l'Âme, le Corps au mouvement ou au repos ou à quelque autre manière d'être que ce soit (s'il en est quelque autre)._", + "childs": [ + { + "id": "302d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tous les modes de penser ont Dieu pour cause en tant qu'il est chose pensante, non en tant qu'il s'explique par un autre attribut _(par la [Prop. 6](206), p. II)_. Ce donc qui détermine l'Âme à penser est un mode du Penser et non de l'Étendue, c'est-à-dire _([Défin. 1](2d1), p. II)_ que ce n'est pas un Corps ; ce qui était le premier point. De plus, le mouvement et le repos du Corps doivent venir d'un autre corps qui a également été déterminé au mouvement et au repos par un autre et, absolument parlant, tout ce qui survient dans un corps a dû venir de Dieu en tant qu'on le considère comme affecté d'un mode de l'Étendue et non d'un mode du Penser _(par la même [Prop. 6](206), p. II)_ ; c'est-à-dire ne peut venir de l'Âme qui _(par la [Prop. 11](211), p. II)_ est un mode de penser ; ce qui était le second point. Donc ni le Corps, etc. CQFD." + }, + { + "id": "302sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Ce qui précède se connaît plus clairement par ce qui a été dit dans le [Scolie de la Proposition 7](207sc), Partie II, à savoir que l'Âme et le Corps sont une seule et même chose qui est conçue tantôt sous l'attribut de la Pensée, tantôt sous celui de l'Étendue. D'où vient que l'ordre ou l'enchaînement des choses est le même, que la Nature soit conçue sous tel attribut ou sous tel autre ; et conséquemment que l'ordre des actions et des passions de notre Corps concorde par nature avec l'ordre des actions et des passions de l'Âme. Cela est encore évident par la façon dont nous avons démontré la [Proposition 12](212), Partie II. Bien que la nature des choses ne permette pas de doute à ce sujet, je crois cependant qu'à moins de leur donner de cette vérité une confirmation expérimentale, les hommes se laisseront difficilement induire à examiner ce point d'un esprit non prévenu ; si grande est leur persuasion que le Corps tantôt se meut, tantôt cesse de se mouvoir au seul commandement de l'Âme, et fait un grand nombre d'actes qui dépendent de la seule volonté de l'Âme et de son art de penser. Personne, il est vrai, n'a jusqu'à présent déterminé ce que peut le Corps, c'est-à-dire l'expérience n'a enseigné à personne jusqu'à présent ce que, par les seules lois de la Nature considérée en tant seulement que corporelle, le Corps peut faire et ce qu'il ne peut pas faire à moins d'être déterminé par l'Âme. Personne en effet ne connaît si exactement la structure du Corps qu'il ait pu en expliquer toutes les fonctions, pour ne rien dire ici de ce que l'on observe maintes fois dans les Bêtes qui dépasse de beaucoup la sagacité humaine, et de ce que font très souvent les somnambules pendant le sommeil, qu'ils n'oseraient pas pendant la veille, et cela montre assez que le Corps peut, par les seules lois de sa nature, beaucoup de choses qui causent à son Âme de l'étonnement. Nul ne sait, en outre, en quelle condition ou par quels moyens l'Âme meut le Corps, ni combien de degrés de mouvement elle peut lui imprimer et avec quelle vitesse elle peut le mouvoir. D'où suit que les hommes, quand ils disent que telle ou telle action du Corps vient de l'Âme, qui a un empire sur le Corps, ne savent pas ce qu'ils disent et ne font rien d'autre qu'avouer en un langage spécieux leur ignorance de la vraie cause d'une action qui n'excite pas en eux d'étonnement. Mais, dira-t-on, que l'on sache ou que l'on ignore par quels moyens l'Âme meut le Corps, on sait cependant, par expérience, que le Corps serait inerte si l'Âme humaine n'était apte à penser. On sait de même, par expérience, qu'il est également au seul pouvoir de l'Âme de parler et de se taire et bien d'autres choses que l'on croit par suite dépendre du décret de l'Âme. Mais, quant au _premier_ argument, je demande à ceux qui invoquent l'expérience, si elle n'enseigne pas aussi que, si de son côté le Corps est inerte, l'Âme est en même temps privée d'aptitude à penser? Quand le Corps est au repos dans le sommeil, l'Âme en effet reste endormie avec lui et n'a pas le pouvoir de penser comme pendant la veille. Tous savent aussi par expérience, à ce que je crois, que l'Âme n'est pas toujours également apte à penser sur un même objet^[Je traduis _objecto_ au lieu de _subjecte_.], et qu'en proportion de l'aptitude du Corps à se prêter au réveil de l'image de tel ou tel objet, l'Âme est aussi plus apte à considérer tel ou tel objet. Dira-t-on qu'il est impossible de tirer des seules lois de la nature, considérée seulement en tant que corporelle, les causes des édifices, des peintures et des choses de cette sorte qui se font par le seul art de l'homme, et que le Corps humain, s'il n'était déterminé et conduit par l'Âme, n'aurait pas le pouvoir d'édifier un temple? J'ai déjà montré qu'on ne sait pas ce que peut le Corps ou ce qui se peut tirer de la seule considération de sa nature propre et que, très souvent, l'expérience oblige à le reconnaître, les seules lois de la Nature peuvent faire ce qu'on n'eût jamais cru possible sans la direction de l'Âme ; telles sont les actions des somnambules pendant le sommeil, qui les étonnent eux-mêmes quand ils sont éveillés. Je joins à cet exemple la structure même du Corps humain qui surpasse de bien loin en artifice tout ce que l'art humain peut bâtir, pour ne rien dire ici de ce que j'ai montré plus haut : que de la Nature considérée sous un attribut quelconque suivent une infinité de choses. Pour ce qui est maintenant du _second_ argument, certes les affaires des hommes seraient en bien meilleur point s'il était également au pouvoir des hommes tant de se taire que de parler, mais, l'expérience l'a montré surabondamment, rien n'est moins au pouvoir des hommes que de tenir leur langue, et il n'est rien qu'ils puissent moins faire que de gouverner leurs appétits ; et c'est pourquoi la plupart croient que notre liberté d'action existe seulement à l'égard des choses où nous tendons légèrement, parce que l'appétit peut en être aisément contraint par le souvenir de quelque autre chose fréquemment rappelée ; tandis que nous ne sommes pas du tout libres quand il s'agit de choses auxquelles nous tendons avec une affection vive que le souvenir d'une autre chose ne peut apaiser. S'ils ne savaient d'expérience cependant que maintes fois nous regrettons nos actions et que souvent, quand nous sommes dominés par des affections contraires, nous voyons le meilleur et faisons le pire, rien ne les empêcherait de croire que toutes nos actions sont libres. C'est ainsi qu'un petit enfant croit librement appéter le lait, un jeune garçon en colère vouloir la vengeance, un peureux la fuite. Un homme en état d'ébriété aussi croit dire par un libre décret de l'Âme ce que, sorti de cet état, il voudrait avoir tu ; de même le délirant, la bavarde, l'enfant et un très grand nombre d'individus de même farine croient parler par un libre décret de l'Âme, alors cependant qu'ils ne peuvent contenir l'impulsion qu'ils ont à parler ; l'expérience donc fait voir aussi clairement que la Raison que les hommes se croient libres pour cette seule cause qu'ils sont conscients de leurs actions et ignorants des causes par où ils sont déterminés ; et, en outre, que les décrets de l'Âme ne sont rien d'autre que les appétits eux-mêmes et varient en conséquence selon la disposition variable du Corps. Chacun, en effet, gouverne tout suivant son affection, et ceux qui, de plus, sont dominés par des affections contraires, ne savent ce qu'ils veulent ; pour ceux qui sont sans affections, ils sont poussés d'un côté ou de l'autre par le plus léger motif. Tout cela certes montre clairement qu'aussi bien le décret que l'appétit de l'Âme, et la détermination du Corps sont de leur nature choses simultanées, ou plutôt sont une seule et même chose que nous appelons Décret quand elle est considérée sous l'attribut de la Pensée et expliquée par lui, Détermination quand elle est considérée sous l'attribut de l'Étendue et déduite des lois du mouvement et du repos, et cela se verra encore plus clairement par ce qui me reste à dire. Je voudrais en effet que l'on observât particulièrement ce qui suit : nous ne pouvons rien faire par décret de l'Âme que nous n'en ayons d'abord le souvenir. Par exemple, nous ne pouvons dire un mot à moins qu'il ne nous en souvienne. D'autre part, il n'est pas au libre pouvoir de l'Âme de se souvenir d'une chose ou de l'oublier. On croit donc que ce qui est au pouvoir de l'Âme, c'est seulement que nous pouvons dire ou taire suivant son décret la chose dont il nous souvient. Quand cependant nous rêvons que nous parlons, nous croyons parler par le seul décret de l'Âme, et néanmoins nous ne parlons pas ou, si nous parlons, cela se fait par un mouvement spontané du Corps. Nous rêvons aussi que nous cachons aux hommes certaines choses, et cela par le même décret de l'Âme en vertu duquel pendant la veille nous taisons ce que nous savons. Nous rêvons enfin que nous faisons par un décret de l'Âme ce que, pendant la veille, nous n'osons pas. Je voudrais bien savoir, en conséquence, s'il y a dans l'Âme deux genres de décrets, les Imaginaires et les Libres? Que si l'on ne veut pas aller jusqu'à ce point d'extravagance, il faudra nécessairement accorder que ce décret de l'Âme, cru libre, ne se distingue pas de l'imagination elle-même ou du souvenir, et n'est rien d'autre que l'affirmation nécessairement enveloppée dans l'idée en tant qu'elle est idée _(voir [Prop. 49](249), p. II)_. Et ainsi ces décrets se forment dans l'Âme avec la même nécessité que les idées des choses existant en acte. Ceux donc qui croient qu'ils parlent, ou se taisent, ou font quelque action que ce soit, par un libre décret de l'Âme, rêvent les yeux ouverts." + } + ] + }, + { + "id": "303", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_Les actions de l'Âme naissent des seules idées adéquates ; les passions dépendent des seules idées inadéquates._", + "childs": [ + { + "id": "303d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ce qui constitue en premier l'essence de l'Âme n'est rien d'autre que l'idée d'un Corps existant en acte _(par les Prop. [11](211) et [13](213), p. II)_, et cette idée _(par la [Prop. 15](215), p. II)_ est composée de beaucoup d'autres dont les unes sont adéquates _(par le [Coroll. Prop. 38](238c), p. II)_, les autres inadéquates _(par le [Coroll. Prop. 29](229c), p. II)_. Toute chose donc qui suit de la nature de l'Âme et dont l'Âme est la cause prochaine, par où cette chose se doit connaître, suit nécessairement d'une idée adéquate ou inadéquate. Mais, en tant que l'Âme a des idées inadéquates _(par la [Prop. 1](301))_, elle est nécessairement passive ; donc les actions de l'Âme suivent des seules idées adéquates et, pour cette raison, l'Âme pâtit seulement parce qu'elle a des idées inadéquates. CQFD." + }, + { + "id": "303sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous voyons donc que les passions ne se rapportent à l'Âme qu'en tant qu'elle a quelque chose qui enveloppe une négation, c'est-à-dire en tant qu'on la considère comme^[Le mot _ut_ que le traduis manque dans l'édition van Vloten et Land.] une partie de la Nature qui ne peut être perçue clairement et distinctement par elle-même sans les autres parties ; et je pourrais, par le même raisonnement, montrer que les passions se rapportent aux choses singulières de même façon qu'à l'Âme et ne peuvent être perçues en une autre condition, mais mon dessein est ici de traiter seulement de l'Âme humaine." + } + ] + }, + { + "id": "304", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_Nulle chose ne peut être détruite sinon par une cause extérieure._", + "childs": [ + { + "id": "304d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette proposition est évidente par elle-même, car la définition d'une chose quelconque affirme, mais ne nie pas l'essence de cette chose ; autrement dit, elle pose, mais n'ôte pas l'essence de la chose. Aussi longtemps donc que nous avons égard seulement à la chose elle-même et non à des causes extérieures, nous ne pourrons rien trouver en elle qui la puisse détruire. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "305", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_Des choses sont d'une nature contraire, c'est-à-dire ne peuvent être dans le même sujet, dans la mesure où l'une peut détruire l'autre._", + "childs": [ + { + "id": "305d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si elles pouvaient en effet s'accorder entre elles ou être en même temps dans le même sujet, quelque chose pourrait être donné dans ce sujet qui eût le pouvoir de le détruire, ce qui _(par la [Prop. précéd.](304))_ est absurde. Donc des choses, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "306", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_Chaque chose, autant qu'il est en elle, s'efforce de persévérer dans son être._", + "childs": [ + { + "id": "306d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les choses singulières en effet sont des modes par où les attributs de Dieu s'expriment d'une manière certaine et déterminée _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c), p. I)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 34](134), p. I)_ des choses qui expriment la puissance de Dieu, par laquelle il est et agit, d'une manière certaine et déterminée ; et aucune chose n'a rien en elle par quoi elle puisse être détruite, c'est-à-dire qui ôte son existence _(par la [Prop. 4](304))_ ; mais, au contraire, elle est opposée à tout ce qui peut ôter son existence _(par la [Prop. précéd.](305))_ ; et ainsi, autant qu'elle peut et qu'il est en elle, elle s'efforce de persévérer dans son être. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "307", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_L'effort par lequel chaque chose s'efforce de persévérer dans son être n'est rien en dehors de l'essence actuelle de cette chose._", + "childs": [ + { + "id": "307d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "De l'essence supposée donnée d'une chose quelconque suit nécessairement quelque chose _(par la [Prop. 36](136), p. I)_, et les choses ne peuvent rien que ce qui suit nécessairement de leur nature déterminée _(par la [Prop. 29](129), p. I)_ ; donc la puissance d'une chose quelconque, ou l'effort par lequel, soit seule, soit avec d'autres choses, elle fait ou s'efforce de faire quelque chose, c'est-à-dire _(par la [Prop. 6](306))_ la puissance ou l'effort, par lequel elle s'efforce de persévérer dans son être, n'est rien en dehors de l'essence même donnée ou actuelle de la chose. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "308", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_L'effort par lequel chaque chose s'efforce de persévérer dans son être, n'enveloppe aucun temps fini, mais un temps indéfini._", + "childs": [ + { + "id": "308d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si en effet il enveloppait un temps limité qui déterminât la durée de la chose, il suivrait de la puissance même par où la chose existe, cette puissance étant considérée seule, qu'après ce temps limité la chose ne pourrait plus exister mais devrait être détruite ; or cela _(par la [Prop. 4](304))_ est absurde ; donc l'effort par lequel la chose existe, n'enveloppe aucun temps défini ; mais, au contraire, puisque _(par la même [Prop. 4](304))_, si elle n'est détruite par aucune cause extérieure, elle continuera d'exister par la même puissance par où elle existe actuellement, cet effort enveloppe un temps indéfini. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "309", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_L'Âme, en tant qu'elle a des idées claires et distinctes, et aussi en tant qu'elle a des idées confuses, s'efforce de persévérer dans son être pour une durée indéfinie et a conscience de son effort._", + "childs": [ + { + "id": "309d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'essence de l'Âme est constituée par des idées adéquates et des inadéquates _(comme nous l'avons montré dans la [Prop. 3](303))_ ; par suite _(par la [Prop. 7](307))_, elle s'efforce de persévérer dans son être en tant qu'elle a les unes et aussi en tant qu'elle a les autres ; et cela _(par la [Prop. 8](308))_ pour une durée indéfinie. Puisque, d'ailleurs, l'Âme _(par la [Prop. 23](223), p. II)_, par les idées des affections du Corps, a nécessairement conscience d'elle-même, elle a _(par la [Prop. 7](307))_ conscience de son effort. CQFD." + }, + { + "id": "309sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cet effort, quand il se rapporte à l'Âme seule, est appelé _Volonté_ ; mais, quand il se rapporte à la fois à l'Âme et au Corps, est appelé _Appétit_ ; l'appétit n'est par là rien d'autre que l'essence même de l'homme, de la nature de laquelle suit nécessairement ce qui sert à sa conservation ; et l'homme est ainsi déterminé à le faire. De plus, il n'y a nulle différence entre l'Appétit et le Désir, sinon que le Désir se rapporte généralement aux hommes, en tant qu'ils ont conscience de leurs appétits et peut, pour cette raison, se définir ainsi : _le Désir est l'Appétit avec conscience de lui-même_. Il est donc établi par tout cela que nous ne nous efforçons à rien, ne voulons, n'appétons ni ne désirons aucune chose, parce que nous la jugeons bonne ; mais, au contraire, nous jugeons qu'une chose est bonne parce que nous nous efforçons vers elle, la voulons, appétons et désirons." + } + ] + }, + { + "id": "310", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_Une idée qui exclut l'existence de notre Corps, ne peut être donnée dans l'Âme, mais lui est contraire._", + "childs": [ + { + "id": "310d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ce qui peut détruire notre Corps, ne peut être donné en lui _(par la [Prop. 5](305))_, et l'idée de cette chose ne peut être donnée en Dieu, en tant qu'il a l'idée de notre Corps _(par le [Coroll. de la Prop. 9](209c), p. II)_ ; c'est-à-dire _(par les Prop. [11](211) et [13](213), p. II)_ l'idée de cette chose ne peut être donnée dans notre Âme ; mais, au contraire, puisque _(par les [Prop. 11](211) et [13](213), p. II)_ ce qui constitue en premier l'essence de notre Âme, est l'idée du corps existant en acte, ce qui est premier et principal dans notre Âme, est un effort _(par la [Prop. 7](307))_ pour affirmer l'existence de notre Corps ; et ainsi une idée qui nie l'existence de notre Corps est contraire à notre Âme, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "311", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_Si quelque chose augmente ou diminue, seconde ou réduit la puissance d'agir de notre Corps, l'idée de cette chose augmente ou diminue, seconde ou réduit la puissance de notre Âme._", + "childs": [ + { + "id": "311d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette Proposition est évidente par la [Proposition 7](207), Partie II, ou encore par la [Proposition 14](214), Partie II." + }, + { + "id": "311sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous avons donc vu que l'Âme est sujette quand elle est passive, à de grands changements et passe tantôt à une perfection plus grande, tantôt à une moindre ; et ces passions nous expliquent les affections de la Joie et de la Tristesse. Par _Joie_ j'entendrai donc, par la suite, une _passion par laquelle l'Âme passe à une perfection plus grande_. Par _Tristesse_, une _passion par laquelle elle passe à une perfection moindre_. J'appelle, en outre, l'_affection de la Joie, rapportée à la fois à l'Âme et au Corps, Chatouillement_ ou _Gaieté_ ; celle de la _Tristesse, Douleur_ ou _Mélancolie_. Il faut noter toutefois que le Chatouillement et la Douleur se rapportent à l'homme, quand une partie de lui est affectée plus que les autres, la Gaieté et la Mélancolie, quand toutes les parties sont également affectées. Pour le _Désir_ j'ai expliqué ce que c'est dans le [Scolie de la Proposition 9](309sc), et je ne reconnais aucune affection primitive outre ces trois : je montrerai par la suite que les autres naissent de ces trois. Avant de poursuivre, toutefois, il me paraît bon d'expliquer ici plus amplement la [Proposition 10](310) de cette Partie, afin que l'on connaisse mieux en quelle condition une idée est contraire à une autre. \nDans le [Scolie de la Proposition 17](217sc), Partie II, nous avons montré que l'idée constituant l'essence de l'Âme enveloppe l'existence du Corps aussi longtemps que le Corps existe. De plus, de ce que nous avons fait voir dans le [Coroll.](208c) et dans le [Scol.](208sc) de la Proposition 8, Partie II, il suit que l'existence présente de notre Âme dépend de cela seul, à savoir de ce que l'Âme enveloppe l'existence actuelle du Corps. Nous avons montré enfin que la puissance de l'Âme par laquelle elle imagine les choses et s'en souvient, dépend de cela aussi _(voir les Prop. [17](217) et [18](218), p. II, avec son [Scol.](218sc))_ qu'elle enveloppe l'existence actuelle du Corps. D'où il suit que l'existence présente de l'Âme et sa puissance d'imaginer sont ôtées, sitôt que l'Âme cesse d'affirmer l'existence présente du Corps. Mais la cause pour quoi l'Âme cesse d'affirmer cette existence du Corps, ne peut être l'Âme elle-même _(par la [Prop. 4](304))_ et n'est pas non plus que le Corps cesse d'exister. Car _(par la [Prop. 6](206), p. II)_ la cause pour quoi l'Âme affirme l'existence du Corps, n'est pas que le Corps a commencé d'exister ; donc, pour la même raison, elle ne cesse pas d'affirmer l'existence du Corps parce que le Corps cesse d'être ; mais _(par la [Prop. 8](208), p. II)_ cela provient d'une autre idée qui exclut l'existence présente de notre Corps et, conséquemment, celle de notre Âme et qui est, par suite, contraire à l'idée constituant l'essence de notre Âme." + } + ] + }, + { + "id": "312", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_L'Âme, autant qu'elle peut, s'efforce d'imaginer ce qui accroît ou seconde la puissance d'agir du Corps._", + "childs": [ + { + "id": "312d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Aussi longtemps que le Corps humain est affecté d'une manière qui enveloppe la nature d'un corps extérieur, l'Âme humaine considère ce même Corps comme présent _(par la [Prop. 17](217), p. II)_, et en conséquence _(par la [Prop. 7](207), p. II)_ aussi longtemps que l'Âme humaine considère un corps extérieur comme présent, c'est-à-dire l'imagine _(par le [Scol.](217sc) de la même Prop. 17)_, le Corps humain est affecté d'une manière qui enveloppe la nature de ce même corps extérieur. Aussi longtemps donc que l'Âme imagine ce qui accroît ou seconde la puissance d'agir de notre Corps, le Corps est affecté de manières d'être qui accroissent ou secondent sa puissance d'agir _(voir le [Post. 1](3p1))_, et en conséquence _(par la [Prop. 11](311))_ aussi longtemps la puissance de penser de l'Âme, est accrue ou secondée ; et, par suite, _(par la [Prop. 6](306) ou la [Prop. 9](309))_ l'Âme, autant qu'elle peut, s'efforce d'imaginer une telle chose. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "313", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_Quand l'âme imagine ce qui diminue ou réduit la puissance d'agir du Corps, elle s'efforce, autant qu'elle peut, de se souvenir de choses qui excluent l'existence de ce qu'elle imagine._", + "childs": [ + { + "id": "313d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Aussi longtemps que l'Âme imagine quelque chose de tel, la puissance de l'Âme et du Corps est diminuée ou réduite _(comme nous l'avons démontré dans la [Prop. précéd.](312))_ ; et, néanmoins, elle imaginera cette chose jusqu'à ce qu'elle en imagine une autre qui exclue l'existence présente de la première _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ ; c'est-à-dire (comme nous venons de le montrer) la puissance de l'Âme et du Corps est diminuée ou réduite jusqu'à ce que l'Âme imagine une autre chose qui exclut l'existence de celle qu'elle imagine ; elle s'efforcera donc _(par la [Prop. 9](309))_, autant qu'elle peut, d'imaginer cette autre chose ou de s'en souvenir. CQFD." + }, + { + "id": "313c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que l'Âme a en aversion d'imaginer ce qui diminue ou réduit sa propre puissance d'agir et celle du Corps." + }, + { + "id": "313sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous connaissons clairement par là ce qu'est l'Amour et ce qu'est la Haine. L'_Amour_, dis-je, n'est autre chose qu'_une Joie qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure_ ; et la _Haine_ n'_est_ autre chose qu'_une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure_. Nous voyons en outre que celui qui aime, s'efforce nécessairement d'avoir présente et de conserver la chose qu'il aime ; et au contraire celui qui hait s'efforce d'écarter et de détruire la chose qu'il a en haine. Mais il sera traité plus amplement de tout cela par la suite." + } + ] + }, + { + "id": "314", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_Si l'Âme a été affectée une fois de deux affections en même temps, sitôt que plus tard elle sera affectée de l'une, elle sera affectée aussi de l'autre._", + "childs": [ + { + "id": "314d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si une première fois le corps humain a été affecté en même temps par deux corps, sitôt que plus tard l'Âme imagine l'un, il lui souviendra aussitôt de l'autre _(par la [Prop. 18](218), p. II)_. Mais les imaginations de l'Âme indiquent plutôt les affections de notre Corps que la nature des corps extérieurs _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_ ; donc si le corps et conséquemment l'Âme _(voir la [Défin. 3](3d3))_ ont été affectés une fois de deux affections en même temps, sitôt que plus tard ils le seront de l'une d'elles, ils le seront aussi de l'autre. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "315", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_Une chose quelconque peut être par accident cause de Joie, de Tristesse ou de Désir._", + "childs": [ + { + "id": "315d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Supposons que l'Âme soit affectée en même temps de deux affections, dont l'une n'accroît ni ne diminue sa puissance d'agir et dont l'autre ou l'accroît ou la diminue _(voir le [Post. 1](3p1))_. Il est évident par la [Proposition précédente](314) que, si l'Âme plus tard vient à être affectée de la première par l'action d'une cause la produisant vraiment et qui _(suivant l'hypothèse)_ n'accroît par elle-même ni ne diminue la puissance de penser de l'Âme, elle éprouvera aussitôt la deuxième affection qui accroît ou diminue sa puissance de penser, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ qu'elle sera affectée de Joie ou de Tristesse ; et, par suite, la chose qui cause la première affection sera, non par elle-même, mais par accident, cause de Joie ou de Tristesse. On peut voir aisément de la même façon que cette chose peut par accident être cause d'un Désir. CQFD." + }, + { + "id": "315c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Par cela seul que nous avons considéré une chose étant affectés d'une Joie ou d'une Tristesse dont elle n'était pas la cause efficiente, nous pouvons l'aimer ou l'avoir en haine." + }, + { + "id": "315cd", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Par cela seul en effet il arrive _(par la [Prop. 14](314))_ que l'Âme, en imaginant cette chose plus tard, éprouve une affection de Joie, ou de Tristesse, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ que la puissance de l'Âme et du Corps soit accrue ou diminuée, etc. ; et conséquemment _(par la [Prop. 12](312))_ que l'Âme désire l'imaginer ou _(par le [Coroll. de la Prop. 13](313c))_ ait en aversion de l'imaginer ; c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ l'aime ou l'ait en haine. CQFD." + }, + { + "id": "315sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous connaissons par là comment il peut arriver que nous aimions certaines choses ou les ayons en haine sans aucune cause de nous connue, mais seulement par Sympathie (comme on dit) ou par Antipathie. Il faut y ramener ces objets qui nous affectent de Joie ou de Tristesse par cela seul qu'ils ont quelque trait de ressemblance avec des objets nous affectant habituellement de ces sentiments, ainsi que je le montrerai dans la [Proposition suivante](316). Je sais bien que les Auteurs qui, les premiers, ont introduit ces noms de Sympathie et d'Antipathie, ont voulu signifier par là certaines qualités occultes des choses ; je crois néanmoins qu'il nous est permis aussi d'entendre par ces mots des qualités connues ou manifestes." + } + ] + }, + { + "id": "316", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_Par cela seul que nous imaginons qu'une chose a quelque trait de ressemblance avec un objet affectant habituellement l'Âme de Joie ou de Tristesse, et bien que le trait par lequel cette chose ressemble à cet objet, ne soit pas la cause efficiente de ces affections, nous aimerons cependant cette chose ou l'aurons en haine._", + "childs": [ + { + "id": "316d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous avons considéré avec une affection de Joie ou de Tristesse dans l'objet lui-même _(par hypothèse)_ le trait de ressemblance qu'a la chose avec l'objet ; par suite _(par la [Prop. 14](314))_, quand l'Âme sera affectée de l'image de ce trait, elle éprouvera aussitôt l'une ou l'autre de ces affections, et en conséquence la chose que nous percevons qui a ce trait, sera par accident _(par la [Prop. 15](315))_ cause de Joie ou de Tristesse ; et ainsi _(par le [Coroll. précéd.](315c))_ nous l'aimerons ou l'aurons en haine, bien que ce trait par où elle ressemble à l'objet, ne soit pas la cause efficiente de ces affections. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "317", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_Si nous imaginons qu'une chose qui nous fait éprouver habituellement une affection de Tristesse a quelque trait de ressemblance avec une autre qui nous fait éprouver habituellement une affection de Joie également grande, nous l'aurons en haine et l'aimerons en même temps._", + "childs": [ + { + "id": "317d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette chose est, en effet _(par hypothèse)_, cause de Tristesse par elle-même et _(par le [Scolie de la Prop. 13](313sc))_, en tant que nous l'imaginons affectés de la sorte, nous l'avons en haine ; et de plus, en tant qu'elle a quelque trait de ressemblance avec une autre qui nous fait éprouver habituellement une affection de Joie également grande, nous l'aimerons d'un égal élan joyeux _([Prop. précéd.](316))_ ; nous l'aurons donc en haine et l'aimerons en même temps. CQFD." + }, + { + "id": "317sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cet _état de l'Âme, qui naît de deux affections contraires_, s'appelle _Fluctuation de l'Âme_ ; il est à l'égard de l'affection ce que le doute est à l'égard de l'imagination _(voir le [Scolie de la Prop. 44](244sc), p. II)_, et il n'y a de différence entre la Fluctuation de l'Âme et le doute que du plus au moins. Il faut noter seulement que, si j'ai dans la Proposition précédente déduit les fluctuations de l'âme de causes qui produisent l'une des deux affections par elles-mêmes, l'autre par accident, je l'ai fait parce que les Propositions précédentes rendaient ainsi la déduction plus aisée ; mais je ne nie pas que les fluctuations de l'âme ne naissent le plus souvent d'un objet qui est cause efficiente de l'une et l'autre affections. Le Corps humain en effet est composé _(par le [Post. 1](213p1), p. II)_ d'un très grand nombre d'individus de nature différente, et, par suite _(par l'[Axiom. 1](213a1a) venant après le Lemme 3 qui suit la Prop. 13, p. II)_, il peut être affecté par un seul et même corps de manières très nombreuses et diverses ; d'autre part, comme une seule et même chose peut-être affectée de beaucoup de manières, elle pourra aussi affecter une seule et même partie du Corps de manières multiples et diverses. Par où nous pouvons facilement concevoir qu'un seul et même objet peut être cause d'affections multiples et contraires." + } + ] + }, + { + "id": "318", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_L'homme éprouve par l'image d'une chose passée ou future la même affection de Joie ou de Tristesse que par l'image d'une chose présente._", + "childs": [ + { + "id": "318d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Aussi longtemps que l'homme est affecté de l'image d'une chose, il la considérera comme présente encore qu'elle n'existe pas _(par la [Prop. 17](217), p. II, avec son [Coroll.](217c))_, et il ne l'imagine comme passée ou future qu'en tant que l'image en est jointe à l'image du temps passé ou futur _(voir [Scol. de la Prop. 44](244sc), p. II)_ ; considérée en elle seule, l'image d'une chose est donc la même, soit qu'on la rapporte au futur ou au passé, soit qu'on la rapporte au présent ; c'est-à-dire _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_ l'état du Corps, ou son affection, est le même, que l'image soit celle d'une chose passée ou future, ou qu'elle soit celle d'une chose présente ; et, par suite, l'affection de Joie et de Tristesse sera la même, que l'image soit celle d'une chose passée ou future, ou celle d'une chose présente. CQFD." + }, + { + "id": "318sc1", + "type": "SCOLIE 1", + "text": "J'appelle ici une chose passée ou future, en tant que nous avons été ou serons affectés par elle. Par exemple en tant que nous l'avons vue ou la verrons, qu'elle a servi à notre réfection ou y servira, nous a causé du dommage ou nous en causera, etc. En tant que nous l'imaginons ainsi, nous en affirmons l'existence ; c'est-à-dire le Corps n'éprouve aucune affection qui exclue l'existence de la chose, et ainsi _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ le corps est affecté par l'image de cette chose de la même manière que si elle était présente. Comme, toutefois, il arrive la plupart du temps que les personnes ayant déjà fait plus d'une expérience, pendant le temps qu'elles considèrent une chose comme future ou passée, sont flottantes et en tiennent le plus souvent l'issue pour douteuse _(voir le [Scol. de la Prop. 44](244sc), p. II)_, il en résulte que les affections nées de semblables images ne sont pas aussi constantes et sont généralement troublées par des images de choses différentes, jusqu'à ce que l'on ait acquis quelque certitude au sujet de l'issue de la chose." + }, + { + "id": "318sc2", + "type": "SCOLIE 2", + "text": "Nous connaissons par ce qui vient d'être dit ce que sont l'Espoir, la Crainte, la Sécurité, le Désespoir, l'Épanouissement et le Resserrement de conscience. L'_Espoir_ n'_est_ rien d'autre qu'_une Joie inconstante née de l'image d'une chose future ou passée dont l'issue est tenue pour douteuse_. La _Crainte_, au contraire, est _une Tristesse inconstante également née de l'image d'une chose douteuse_. Si maintenant de ces affections on ôte le doute, l'Espoir devient la _Sécurité_, et la Crainte le _Désespoir_ ; j'entends _une Joie ou une Tristesse née de l'image d'une chose qui nous affectés de crainte ou d'espoir_. L'_Épanouissement_ ensuite _est une Joie née de l'image d'une chose passée dont l'issue a été tenue par nous pour douteuse_. Le _Resserrement de conscience_ enfin _est la Tristesse opposée à l'Épanouissement_." + } + ] + }, + { + "id": "319", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_Qui imagine que ce qu'il aime est détruit, sera contristé ; et joyeux, s'il l'imagine conservé._", + "childs": [ + { + "id": "319d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'Âme, autant qu'elle peut, s'efforce d'imaginer ce qui accroît ou seconde la puissance d'agir du Corps _(par la [Prop. 12](312))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ ce qu'elle aime. Mais l'imagination est secondée par ce qui pose l'existence de la chose, et réduite au contraire par ce qui l'exclut _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ ; donc les images des choses qui posent l'existence de la chose aimée secondent l'effort de l'Âme par lequel elle s'efforce de l'imaginer, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ affectent l'Âme de Joie ; et, au contraire, les choses qui excluent l'existence de la chose aimée, réduisent cet effort de l'Âme, c'est-à-dire _(par le même [Scol.](311sc))_ affectent l'Âme de Tristesse. Qui donc imagine que ce qu'il aime est détruit, sera contristé, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "320", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_Qui imagine que ce qu'il a en haine est détruit, sera joyeux._", + "childs": [ + { + "id": "320d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'Âme _(par la [Prop. 13](313))_ s'efforce d'imaginer ce qui exclut l'existence des choses par où la puissance d'agir du Corps est diminuée ou réduite ; c'est-à-dire _(par le [Scol.](313sc) de la même Prop.)_ elle s'efforce d'imaginer ce qui exclut l'existence des choses qu'elle a en haine ; et ainsi l'image d'une chose qui exclut l'existence de ce que l'Âme a en haine, seconde cet effort de l'Âme, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ l'affecte de Joie. Qui donc imagine que ce qu'il a en haine est détruit, sera joyeux. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "321", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_Qui imagine ce qu'il aime affecté de Joie ou de Tristesse, sera également affecté de Joie ou de Tristesse et l'une et l'autre affections seront plus grandes ou moindres dans l'amant, selon qu'elles le seront dans la chose aimée._", + "childs": [ + { + "id": "321d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les images des choses _(comme nous l'avons montré dans la [Prop. 19](319))_ qui posent l'existence de la chose aimée, secondent l'effort de l'Âme par lequel elle s'efforce d'imaginer cette chose. Mais la Joie pose l'existence de la chose joyeuse, et cela d'autant plus que l'affection de Joie est plus grande, car elle est _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ un passage à une perfection plus grande ; donc l'image de la Joie de la chose aimée seconde dans l'amant l'effort de l'Âme, c'est-à-dire _(par le [Scolie de la Prop. 11](311sc))_ affecte l'amant de Joie, et cela d'autant plus que cette affection aura été plus grande dans la chose aimée. Ce qui était le premier point. De plus, quand une chose est affectée de Tristesse, elle est dans une certaine mesure détruite, et cela d'autant plus qu'elle est affectée d'une Tristesse plus grande _(par le même [Scolie de la Prop. 11](311sc))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 19](319))_ qui imagine que ce qu'il aime est affecté de Tristesse, en est également affecté, et cela d'autant plus que cette affection aura été plus grande dans la chose aimée. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "322", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_Si nous imaginons que quelqu'un affecte de Joie la chose que nous aimons, nous serons affectés d'Amour à son égard. Si, au contraire, nous imaginons qu'il l'affecte de Tristesse, nous serons tout au rebours affectés de Haine contre lui._", + "childs": [ + { + "id": "322d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Qui affecte de Joie ou de Tristesse la chose que nous aimons, il nous affecte aussi de Joie ou de Tristesse, puisque nous imaginons la chose que nous aimons affectée de cette Joie ou de cette Tristesse _(par la [Prop. précéd.](321))_. Mais on suppose que l'idée d'une cause extérieure accompagne cette Joie ou cette Tristesse ; donc _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_, si nous imaginons que quelqu'un affecte de Joie ou de Tristesse la chose que nous aimons, nous serons affectés d'Amour ou de Haine à son égard. CQFD." + }, + { + "id": "322sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "La [Proposition 21](321) nous explique ce qu'est la _Commisération_, que nous pouvons définir comme _la Tristesse née du dommage d'autrui_. Pour la Joie née du bien d'autrui, je ne sais de quel nom il faut l'appeler. Nous appellerons, en outre, _Faveur_ l'_Amour qu'on a pour celui qui a fait du bien à autrui_ et, au contraire, _Indignation_ la _Haine qu'on a pour celui qui a fait du mal à autrui_. Il faut noter enfin que nous n'avons pas seulement de la commisération pour une chose que nous avons aimée _(comme nous l'avons montré dans la [Prop. 21](321))_, mais aussi pour une chose à l'égard de laquelle nous n'avons eu d'affection d'aucune sorte pourvu que nous la jugions semblable à nous (comme je le ferai voir plus bas). Et, par suite, nous voyons aussi avec faveur celui qui a fait du bien à notre semblable, et sommes indignés contre celui qui lui a porté dommage." + } + ] + }, + { + "id": "323", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_Qui imagine affecté de Tristesse ce qu'il a en haine, sera joyeux ; si, au contraire, il l'imagine affecté de Joie, il sera contristé ; et l'une et l'autre affections seront plus grandes ou moindres, selon que l'affection contraire sera plus grande ou moindre dans la chose haïe._", + "childs": [ + { + "id": "323d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Quand une chose odieuse est affectée de Tristesse, elle est dans une certaine mesure détruite et cela d'autant plus qu'elle est affectée d'une Tristesse plus grande _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_. Qui donc _(par la [Prop. 20](320))_ imagine affectée de Tristesse la chose qu'il a en haine, éprouvera l'affection contraire qui est la Joie ; et cela d'autant plus qu'il imagine la chose odieuse affectée d'une Tristesse plus grande ; ce qui était le premier point. Maintenant la Joie pose l'existence de la chose joyeuse _(par le même [Scol. de la Prop. 11](311sc))_, et cela d'autant plus qu'on la conçoit plus grande. Si quelqu'un imagine affectée de Joie la chose qu'il a en haine, cette imagination _(par la [Prop. 13](313))_, réduira son effort, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ qu'il sera affecté de Tristesse, etc. CQFD." + }, + { + "id": "323sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Joie ne peut guère être solide et sans combat intérieur. Car (je vais le montrer dans la [Proposition 27](327)), en tant qu'on imagine éprouvant une affection de Tristesse une chose semblable à soi, on doit dans une certaine mesure être contristé ; et inversement, si on l'imagine affectée de Joie. Mais nous n'avons égard ici qu'à la Haine." + } + ] + }, + { + "id": "324", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_Si nous imaginons que quelqu'un affecte de Joie une chose que nous avons en haine, nous serons affectés de Haine à son égard. Si, au contraire, nous imaginons qu'il l'affecte de Tristesse, nous serons affectés d'Amour à son égard._", + "childs": [ + { + "id": "324d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette Proposition se démontre de la même manière que la [Proposition 22](322) ci-dessus." + }, + { + "id": "324sc", + "type": "SCOLIE", + "text": "Ces affections de Haine et celles qui leur ressemblent, se ramènent à l'_Envie_, qui n'est donc rien d'autre que _la Haine même, en tant qu'on la considère comme disposant un homme à s'épanouir du mal d'autrui, et à se contrister de son bien_." + } + ] + }, + { + "id": "325", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "_Nous nous efforçons d'affirmer de nous et de la chose aimée tout ce que nous imaginons qui l'affecte ou nous affecte de Joie ; et, au contraire, de nier tout ce que nous imaginons qui l'affecte ou nous affecte de Tristesse._", + "childs": [ + { + "id": "325d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ce que nous imaginons qui affecte la chose aimée de Joie ou de Tristesse, nous affecte aussi de Joie ou de Tristesse _(par la [Prop. 21](321))_. Mais l'Âme _(par la [Prop. 12](312))_ s'efforce, autant qu'elle peut, d'imaginer ce qui nous affecte de Joie, c'est-à-dire _(par la [Prop. 17](217), p. II et son [Coroll.](217c))_ de le considérer comme présent ; et, au contraire _(par la [Prop. 13](313))_, d'exclure l'existence de ce qui nous affecte de Tristesse ; nous nous efforçons donc d'affirmer de nous et de la chose aimée tout ce que nous imaginons qui l'affecte ou nous affecte de Joie, et inversement. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "326", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_Nous nous efforçons d'affirmer d'une chose que nous avons en haine, tout ce que nous imaginons qui l'affecte de Tristesse, et, au contraire, de nier tout ce que nous imaginons qui l'affecte de Joie._", + "childs": [ + { + "id": "326d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette Proposition suit de la [Proposition 23](323), comme la précédente de la [Proposition 21](321)." + }, + { + "id": "326sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous le voyons par là, il arrive facilement que l'homme fasse cas de lui-même et de la chose aimée plus qu'il n'est juste et, au contraire, de la chose qu'il hait moins qu'il n'est juste ; cette imagination, quand elle concerne l'homme lui-même qui fait de lui plus de cas qu'il n'est juste, s'appelle _Orgueil_, et est une espèce de Délire, puisque l'homme rêve les yeux ouverts qu'il peut tout ce qu'il embrasse par sa seule imagination, le considère pour cette raison comme réel et en est ravi, tandis qu'il ne peut imaginer ce qui en exclut l'existence et limite sa propre puissance d'agir. L'_Orgueil_ donc _est une Joie née de ce que l'homme fait de lui-même plus de cas qu'il n'est juste_. La _Joie_ ensuite, _qui naît de ce que l'homme fait d'un autre plus de cas qu'il n'est juste, s'appelle Surestime_ ; et enfin^[..._Et illa denique Despectus, quae ex eo oritur... W. Meijer pense qu'il y aurait lieu d'ajouter après _denique_ le mot _Tristitia_.] _Mésestime, celle qui naît de ce qu'il fait d'un autre moins de cas qu'il n'est juste_." + } + ] + }, + { + "id": "327", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_Si nous imaginons qu'une chose semblable à nous et à l'égard de laquelle nous n'éprouvons d'affection d'aucune sorte éprouve quelque affection, nous éprouvons par cela même une affection semblable._", + "childs": [ + { + "id": "327d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les images des choses sont des affections du Corps humain dont les idées nous représentent les corps extérieurs comme nous étant présents _(par le [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 16](216), p. II)_ dont les idées enveloppent la nature de notre Corps et en même temps la nature présente d'un corps extérieur. Si donc la nature d'un corps extérieur est semblable à celle de notre Corps, l'idée du corps extérieur que nous imaginons, enveloppera une affection de notre Corps semblable à celle du corps extérieur ; et, conséquemment, si nous imaginons quelqu'un de semblable à nous affecté de quelque affection, cette imagination enveloppera une affection semblable de notre Corps. Par cela même donc que nous imaginons qu'une chose semblable à nous éprouve quelque affection, nous éprouvons une affection semblable à la sienne. Que si, au contraire, nous avions en haine une chose semblable à nous, nous éprouverions _(par la [Prop. 23](323))_ dans la mesure de notre haine une affection contraire et non semblable à la sienne. CQFD." + }, + { + "id": "327sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette imitation des affections, quand elle a lieu à l'égard d'une Tristesse s'appelle _Commisération (voir le [Scol. de la Prop. 22](322))_ ; mais, si c'est à l'égard d'un Désir, elle devient l'_Émulation_ qui n'est rien d'autre que _le Désir d'une chose engendré en nous de ce que nous imaginons que d'autres êtres semblables à nous en ont le Désir_." + }, + { + "id": "327c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Si nous imaginons que quelqu'un à l'égard de qui nous n'éprouvions d'affection d'aucune sorte, affecte de Joie une chose semblable à nous, nous serons affectés d'Amour envers lui. Si, au contraire, nous imaginons qu'il l'affecte de Tristesse, nous serons affectés de haine envers lui." + }, + { + "id": "327c1d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela se démontre par la [Proposition précédente](326) de même manière que la [Proposition 22](322) par la [Proposition 21](321)." + }, + { + "id": "327c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Si une chose nous inspire de la commisération, nous ne pouvons l'avoir en haine à cause de la Tristesse dont sa misère nous affecte." + }, + { + "id": "327c2d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si en effet nous pouvions l'avoir en haine, alors _(par la [Prop. 23](323))_ nous serions joyeux de sa Tristesse, ce qui est contre l'Hypothèse." + }, + { + "id": "327c3", + "type": "COROLLAIRE 3", + "text": "Si un objet nous inspire de la commisération nous nous efforcerons, autant que nous pourrons, de le délivrer de sa misère." + }, + { + "id": "327c3d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ce qui affecte de Tristesse l'objet qui nous inspire de la commisération, nous affecte d'une Tristesse semblable _(par la [Prop. précéd.](327))_ ; par suite, nous nous efforcerons de nous rappeler tout ce qui ôte l'existence de cette chose ou la détruit _(par la [Prop. 13](313))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ nous aurons l'appétit de le détruire ou serons déterminés vers sa destruction ; et ainsi nous nous efforcerons de délivrer de sa misère l'objet qui nous inspire de la commisération. CQFD." + }, + { + "id": "327c3sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette volonté ou cet appétit de faire du bien qui naît de notre commisération à l'égard de la chose à laquelle nous voulons faire du bien, s'appelle _Bienveillance_, et ainsi la _Bienveillance_ n'est rien d'autre qu'_un Désir né de la Commisération_. Au sujet de l'Amour et de la Haine pour celui qui fait du bien ou du mal à la chose que nous imaginons semblable à nous, voir d'ailleurs le [Scol. de la Prop. 22](322sc)." + } + ] + }, + { + "id": "328", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_Tout ce que nous imaginons qui mène à la Joie, nous nous efforçons d'en procurer la venue ; tout ce que nous imaginons qui lui est contraire ou mène à la Tristesse, nous nous efforçons de l'écarter ou de le détruire._", + "childs": [ + { + "id": "328d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ce que nous imaginons qui mène à la Joie, nous nous efforçons, autant que nous pouvons, de l'imaginer _(par la [Prop. 12](312))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ nous nous efforçons, autant que nous pouvons, de le considérer comme présent ou comme existant en acte. Mais entre l'effort de l'Âme ou la puissance qu'elle a en pensant et l'effort du Corps ou la puissance qu'il a en agissant, il y a par nature parité et simultanéité _(comme il suit clairement du [Coroll. de la Prop. 7](207c) et du [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_. Donc nous faisons effort absolument parlant pour que cette chose existe, c'est-à-dire _(ce qui revient au même d'après le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ nous en avons l'appétit et y tendons ; ce qui était le premier point. Maintenant, si nous imaginons que ce que nous croyons être cause de Tristesse, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ ce que nous avons en haine, est détruit, nous serons joyeux _(par la [Prop. 20](320))_ ; et ainsi, nous nous efforcerons de le détruire _(pour la première partie de cette démonstration)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 13](313))_ de l'écarter de nous, afin de ne le point considérer comme présent ; ce qui était le second point. Donc tout ce qui peut mener à la Joie, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "329", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_Nous nous efforcerons aussi à faire tout ce que nous imaginons que les hommes^[Il faut entendre ici et dans les Propositions suivantes les hommes à l'égard desquels nous n'éprouvons d'affection d'aucune sorte. (Note de l'Auteur.)] verront avec joie, et nous aurons en aversion de faire ce que nous imaginons que les hommes ont en aversion._", + "childs": [ + { + "id": "329d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si nous imaginons que les hommes aiment une chose ou l'ont en haine, par cela même nous l'aimerons ou l'aurons en haine _(par la [Prop. 27](327))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ par cela même la présence de cette chose nous rendra joyeux ou nous contristera ; et ainsi _(par la [Prop. précéd.](328))_, nous nous efforcerons à faire tout ce que nous imaginons qu'aiment les hommes ou qu'ils verront avec Joie, etc. CQFD." + }, + { + "id": "329sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cet effort pour faire une chose et aussi pour nous en abstenir afin seulement de plaire aux hommes s'appelle Ambition, surtout quand nous nous efforçons à plaire au vulgaire avec une propension telle que nous agissons ou nous abstenons à notre propre dommage ou à celui d'autrui ; autrement on a coutume de l'appeler _Humanité_. J'appelle ensuite _Louange_ la Joie que nous éprouvons à imaginer l'action d'autrui par laquelle il s'efforce de nous être agréable, et _Blâme_ la Tristesse que nous éprouvons quand nous avons l'action d'autrui en aversion." + } + ] + }, + { + "id": "330", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_Si quelqu'un a fait quelque chose qu'il imagine qui affecte les autres de Joie, il sera affecté d'une Joie qu'accompagnera l'idée de lui-même comme cause, si au contraire il fait quelque chose qu'il imagine qui affecte les autres de Tristesse, il se considérera lui-même avec Tristesse._", + "childs": [ + { + "id": "330d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Qui imagine qu'il affecte les autres de Joie ou de Tristesse, sera, par cela même _(par la [Prop. 27](327))_ affecté de Joie ou de Tristesse. Puis donc que l'homme _(par les Prop. [19](219) et [23](223), p. II)_ a conscience de lui-même par les affections qui le déterminent à agir, qui a fait quelque chose qu'il imagine qui affecte les autres de Joie, sera affecté de Joie avec conscience de lui-même comme cause, c'est-à-dire se considérera lui-même avec Joie, et inversement. CQFD." + }, + { + "id": "330sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "L'Amour étant une Joie qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_, et la Haine une Tristesse qu'accompagne aussi l'idée d'une cause extérieure, cette Joie et cette Tristesse seront donc également une espèce d'Amour et de Haine. Comme, toutefois, l'Amour et la Haine se rapportent à des objets extérieurs, nous désignerons ici ces Affections par d'autres noms ; nous appellerons _Gloire_ une Joie qu'accompagne l'idée d'une cause intérieure^[Je traduis _internae_ au lieu de _externae_, leçon de Land.], et _Honte_ la Tristesse contraire, quand la Joie et la Tristesse naissent de ce que les hommes se croient loués ou blâmés. Dans d'autres cas, j'appellerai _Contentement de soi_ la Joie qu'accompagne l'idée d'une cause intérieure, et _Repentir_ la Tristesse opposée à cette Joie. Comme il peut arriver maintenant _(par le [Coroll. de la Prop. 17](217c), p. II)_ que la Joie dont quelqu'un imagine qu'il affecte les autres soit seulement imaginaire, et que _(par la [Prop. 25](325))_ chacun s'efforce d'imaginer au sujet de lui-même tout ce qu'il imagine qui l'affecte de Joie, il pourra facilement arriver que le glorieux soit orgueilleux et s'imagine être agréable à tous alors qu'il leur est insupportable." + } + ] + }, + { + "id": "331", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_Si nous imaginons que quelqu'un aime, ou désire, ou a en haine ce que nous-même aimons, désirons, ou avons en haine, notre amour, etc., deviendra par cela même plus constant. Si, au contraire, nous imaginons qu'il a en aversion ce que nous aimons, ou inversement, nous éprouverons la passion dite Fluctuation de l'Âme._", + "childs": [ + { + "id": "331d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si nous imaginons que quelqu'un aime quelque chose, nous aimerons cette chose par cela même _(par la [Prop. 27](327))_. Mais nous supposons que nous l'aimons sans cela, cet Amour sera donc alimenté par la survenue d'une cause nouvelle ; et, par suite, nous aimerons par cela même de façon plus constante ce que nous aimons. Si maintenant nous imaginons que quelqu'un a quelque chose en aversion, nous aurons cette chose en aversion _(par la même [Prop](327))_. Si nous supposons qu'à ce moment nous l'aimons, nous aurons en même temps pour cette même chose de l'amour et de l'aversion, c'est-à-dire _(voir le [Scol. de la Prop. 17](327))_ que nous éprouverons la passion dite fluctuation de l'âme. CQFD." + }, + { + "id": "331c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là et de la [Prop. 28](328) que chacun, autant qu'il peut, fait effort pour que tous aiment ce qu'il aime lui-même et haïssent ce qu'il a lui-même en haine ; d'où ce mot du Poète : \n \n_Amants, nous voulons tout ensemble et espérer et craindre ; \nil est de fer celui qui aime avec la permission d'un autre._" + }, + { + "id": "331sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cet effort pour faire que chacun approuve l'objet de notre Amour et de notre Haine, est, en réalité, de l'Ambition _(voir le [Scol. de la Prop. 29](329sc))_ ; nous voyons ainsi que chacun a, de nature, l'appétit de voir vivre les autres selon sa propre complexion, et, comme tous ont pareil appétit, on se fait ensuite obstacle l'un à l'autre, et parce que tous veulent être loués ou aimés par tous, on en vient à une haine mutuelle." + } + ] + }, + { + "id": "332", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_Si nous imaginons que quelqu'un tire de la joie d'une chose qu'un seul peut posséder, nous nous efforcerons de faire qu'il n'en ait plus la possession._", + "childs": [ + { + "id": "332d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Par cela seul que nous imaginons que quelqu'un tire d'une chose de la joie _(par la [Prop. 27](327) avec son [Coroll. 1](327c1))_, nous aimerons cette chose et désirerons en tirer de la joie. Mais _(par Hypothèse)_ nous imaginons que l'obstacle à cette Joie vient de ce qu'un autre en tire de la joie ; nous ferons donc effort _(par la [Prop. 28](328))_ pour qu'il n'en ait plus la possession. CQFD." + }, + { + "id": "332sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous voyons ainsi qu'en vertu de la disposition de leur nature les hommes sont généralement prêts à avoir de la commisération pour ceux qui sont malheureux et à envier ceux qui sont heureux, et que leur haine pour ces derniers est _(par la [Prop. précéd.](332))_ d'autant plus grande qu'ils aiment davantage ce qu'ils imaginent dans la possession d'un autre. Nous voyons, en outre, que la même propriété de la nature humaine d'où suit qu'ils sont miséricordieux, fait aussi qu'ils sont envieux et ambitieux. Enfin, si nous voulions consulter l'expérience, nous éprouverions qu'elle nous enseigne tout cela, surtout si nous avions égard à nos premières années. L'expérience nous montre en effet que les enfants, dont le corps est continuellement comme en équilibre, rient ou pleurent par cela seul qu'ils voient d'autres personnes rire ou pleurer, tout ce qu'ils voient faire par autrui ils désirent aussitôt l'imiter, et ils désirent enfin tout ce à quoi ils imaginent que d'autres prennent plaisir ; c'est qu'en effet, nous l'avons dit, les images des choses sont les affections mêmes du Corps humain, c'est-à-dire les manières dont ce Corps est affecté par les causes extérieures et disposé à faire ceci ou cela." + } + ] + }, + { + "id": "333", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_Quand nous aimons une chose semblable à nous, nous nous efforçons, autant que nous pouvons, de faire qu'elle nous aime à son tour._", + "childs": [ + { + "id": "333d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si nous aimons une chose par-dessus les autres, nous nous efforçons, autant que nous pouvons, de l'imaginer _(par la [Prop. 12](312))_. Si donc la chose nous est semblable, nous nous efforcerons de l'affecter de Joie par-dessus les autres _(par la [Prop. 29](329))_, autrement dit nous nous efforcerons, autant que nous pouvons, de faire que la chose aimée soit affectée d'une Joie qu'accompagne l'idée de nous-mêmes, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ qu'elle nous aime à son tour. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "334", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_Plus grande est l'affection que nous imaginons que la chose aimée éprouve à notre égard, plus nous nous glorifierons._", + "childs": [ + { + "id": "334d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous faisons effort, autant que nous pouvons _(par la [Prop. précéd.](333))_, pour faire que la chose aimée nous aime à son tour ; c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ que la chose aimée soit affectée d'une Joie qu'accompagne l'idée de nous-mêmes. Plus grande donc est la Joie dont nous imaginons que la chose est affectée à cause de nous, plus cet effort est secondé, c'est-à-dire _(par la [Prop. 11](311) avec son [Scol.](311sc))_ plus grande est la Joie dont nous sommes affectés. Mais, puisque notre Joie provient de ce que nous avons affecté de Joie un de nos semblables, nous nous considérons nous-même avec Joie _(par la [Prop. 30](330))_ donc, plus grande est l'affection que nous imaginons que la chose aimée éprouve à notre égard, plus grande est la Joie avec laquelle nous nous considérerons nous-mêmes, _(par le [Scol. de la Prop. 30](330sc))_ c'est-à-dire plus nous nous glorifierons. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "335", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_Si quelqu'un imagine qu'un autre s'attache la chose aimée par le même lien d'Amitié, ou un plus étroit, que celui par lequel il l'avait seul en sa possession, il sera affecté de Haine envers la chose aimée elle-même, et sera envieux de l'autre._", + "childs": [ + { + "id": "335d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Plus grand est l'amour dont il imagine la chose aimée affectée à son égard, plus il se glorifiera _(par la [Prop. précéd.](334))_, c'est-à-dire sera joyeux _(par le [Scol. de la Prop. 30](330sc))_ ; il s'efforcera donc _(par la [Prop. 28](328))_, autant qu'il peut, d'imaginer la chose aimée attachée à lui le plus étroitement possible ; et cet effort ou cet appétit est encore alimenté s'il imagine qu'un tiers désire pour lui la même chose _(par la [Prop. 31](331))_. Mais on suppose cet effort ou appétit réduit par l'image de la chose aimée elle-même, accompagnée de l'image de celui qu'elle se joint ; il sera donc _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ par cela même affecté d'une Tristesse qu'accompagne comme cause l'idée de la chose aimée, et en même temps l'image d'un autre ; c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ il sera affecté de haine envers la chose aimée et en même temps envers cet autre _(par le [Coroll. de la Prop. 15](315c))_, et il sera envieux de lui _(par la [Prop. 23](323))_ parce qu'il tire du plaisir de la chose aimée. CQFD." + }, + { + "id": "335sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Haine envers une chose aimée jointe à l'Envie s'appelle _Jalousie_, et ainsi la _Jalousie_ n'est rien d'autre qu'une fluctuation de l'âme née de ce qu'il y a Amour et Haine en même temps avec accompagnement de l'idée d'un autre auquel on porte envie. De plus, cette Haine envers la chose aimée est plus grande à proportion de la Joie dont le Jaloux avait accoutumé d'être affecté par l'Amour que lui rendait la chose aimée, et à proportion aussi du sentiment dont il était affecté à l'égard de celui qu'il imagine que la chose aimée se joint. Car, s'il le haïssait, par cela même _(par la [Prop. 24](324))_, il aura en haine la chose aimée, puisqu'il l'imagine affectant de Joie ce qui lui est odieux ; et aussi _(par le [Coroll. de la Prop. 15](315c))_ parce qu'il est obligé de joindre l'image de la chose aimée à l'image de celui qu'il hait. Cette dernière raison se trouve généralement dans l'Amour qu'on a pour une femme ; qui imagine en effet la femme qu'il aime se livrant à un autre sera contristé, non seulement parce que son propre appétit est réduit, mais aussi parce qu'il est obligé de joindre l'image de la chose aimée aux parties honteuses et aux excrétions de l'autre, il l'a en aversion ; à quoi s'ajoute enfin que le Jaloux n'est pas accueilli par la chose aimée du même visage qu'elle avait accoutumé de lui présenter, et que pour cette cause aussi un amant est contristé, comme je vais le montrer." + } + ] + }, + { + "id": "336", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_Qui se rappelle une chose où il a pris plaisir une fois, désire la posséder avec les mêmes circonstances que la première fois qu'il y a pris plaisir._", + "childs": [ + { + "id": "336d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tout ce que l'homme a vu en même temps que la chose où il a pris plaisir sera par accident _(par la [Prop. 15](315))_ cause de Joie ; il désirera donc _(par la [Prop. 28](328))_ posséder tout cela en même temps que la chose où il a pris plaisir, c'est-à-dire qu'il désirera posséder la chose avec les mêmes circonstances que la première fois qu'il y a pris plaisir. CQFD." + }, + { + "id": "336c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Si donc il s'est aperçu qu'une de ces circonstances manquait, l'amant sera contristé." + }, + { + "id": "336cd", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Quand, en effet, il s'aperçoit qu'une circonstance fait défaut, il imagine dans une certaine mesure quelque chose qui exclut l'existence de la chose. Puis donc que par amour il a le désir de cette chose ou de cette circonstance _(par la [Prop. précéd.](336))_, en tant qu'il imagine qu'elle fait défaut _(par la [Prop. 19](319))_, il sera contristé. CQFD." + }, + { + "id": "336sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Tristesse, en tant qu'elle est relative à l'absence de ce que nous aimons, s'appelle _Souhait frustré_." + } + ] + }, + { + "id": "337", + "title": "PROPOSITION 37", + "text": "_Le Désir qui prend naissance à cause d'une Tristesse ou d'une Joie, d'une Haine ou d'un Amour, est d'autant plus grand que l'affection est plus grande._", + "childs": [ + { + "id": "337d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La Tristesse diminue ou réduit la puissance d'agir de l'homme _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307))_ l'effort par lequel l'homme s'efforce de persévérer dans son être ; ainsi _(par la [Prop. 5](305))_ elle est contraire à cet effort ; et tout l'effort de l'homme affecté de Tristesse tend à écarter la Tristesse. Mais _(par la [Défin. de la Tristesse](3ad3))_ plus grande est la Tristesse, plus grande est la partie de la puissance d'agir de l'homme à laquelle elle s'oppose nécessairement ; donc plus grande est la Tristesse, plus grande est la puissance d'agir par laquelle l'homme s'efforce à son tour d'écarter la Tristesse ; c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ plus grand est le Désir ou l'appétit par lequel il s'efforcera d'écarter la Tristesse. Ensuite, puisque la Joie _(par le même [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ augmente ou seconde la puissance d'agir de l'homme, on démontre aisément par la même voie qu'un homme affecté d'une Joie ne désire rien d'autre que la conserver, et cela d'un Désir d'autant plus grand que la joie sera plus grande. Enfin, puisque la Haine et l'Amour sont les affections mêmes de la Tristesse ou de la Joie, il suit de la même manière que l'effort, l'appétit, ou le Désir qui prend naissance d'une Haine ou d'un Amour, sera plus grand à proportion de la Haine et de l'Amour. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "338", + "title": "PROPOSITION 38", + "text": "_Si quelqu'un commence d'avoir en haine une chose aimée, de façon que l'Amour soit entièrement aboli, il aura pour elle, à cause égale, plus de haine que s'il ne l'avait jamais aimée, et d'autant plus que son Amour était auparavant plus grand._", + "childs": [ + { + "id": "338d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si quelqu'un, en effet, commence d'avoir en haine la chose qu'il aime, un plus grand nombre de ses appétits sont réduits que s'il ne l'avait pas aimée. Car l'Amour est une Joie _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ que l'homme, autant qu'il peut _(par la [Prop. 28](328))_, s'efforce de conserver ; et cela _(par le même [Scol.](313sc))_ en considérant la chose aimée comme présente et en l'affectant de Joie _(par la [Prop. 21](321))_, autant qu'il peut. Cet effort _(par la [Prop. précéd.](337))_ est d'autant plus grand d'ailleurs que l'Amour est plus grand, de même que l'effort pour faire que la chose aimée l'aime à son tour _(voir la [Prop. 33](333))_. Mais ces efforts sont réduits par la haine envers la chose aimée _(par le [Coroll. de la Prop. 13](313c) et par la [Prop. 23](323))_ : donc l'amant _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_, pour cette cause aussi, sera affecté de Tristesse et d'autant plus que son Amour était plus grand ; c'est-à-dire, outre la Tristesse qui fut cause de la Haine, une autre naît de ce qu'il a aimé la chose, et conséquemment il considérera la chose aimée avec une affection de Tristesse plus grande, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ éprouvera envers elle une haine plus grande que s'il ne l'avait pas aimée, et d'autant plus grande que son Amour était plus grand. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "339", + "title": "PROPOSITION 39", + "text": "_Qui a quelqu'un en haine s'efforcera de lui faire du mal, à moins qu'il ne craigne qu'un mal plus grand ne naisse pour lui de là ; et, au contraire, qui aime quelqu'un s'efforcera par la même loi de lui faire du bien._", + "childs": [ + { + "id": "339d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Avoir quelqu'un en haine, c'est _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ l'imaginer comme une cause de Tristesse ; par suite _(par la [Prop. 28](328))_, celui qui a quelqu'un en haine s'efforcera de l'écarter ou de le détruire. Mais, s'il craint de là pour lui-même quelque chose de plus triste ou (ce qui est la même chose) un mal plus grand, et s'il croit pouvoir l'éviter en ne faisant pas à celui qu'il hait le mal qu'il méditait, il désirera s'abstenir _(par la même [Prop. 28](328))_ de lui faire du mal ; et cela _(par la [Prop. 37](337))_ avec un effort plus grand que celui qui le portait à faire du mal et qui, en conséquence, prévaudra, comme nous le voulions démontrer. La démonstration de la deuxième partie procède de même. Donc qui a quelqu'un en haine, etc. CQFD." + }, + { + "id": "339sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Par _bien_ j'entends ici tout genre de Joie et tout ce qui, en outre, y mène, et principalement ce qui remplit l'attente, quelle qu'elle soit. Par _mal_ j'entends tout genre de Tristesse et principalement ce qui frustre l'attente. Nous avons en effet montré ci-dessus _(dans le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ que nous ne désirons aucune chose parce que nous la jugeons bonne, mais qu'au contraire nous appelons bonne la chose que nous désirons ; conséquemment, nous appelons mauvaise la chose que nous avons en aversion ; chacun juge ainsi ou estime selon son affection quelle chose est bonne, quelle mauvaise, quelle meilleure, quelle pire, quelle enfin la meilleure ou quelle la pire. Ainsi l'Avare juge que l'abondance d'argent est ce qu'il y a de meilleur, la pauvreté ce qu'il y a de pire. L'Ambitieux ne désire rien tant que la Gloire et ne redoute rien tant que la Honte. A l'Envieux rien n'est plus agréable que le malheur d'autrui, et rien plus insupportable que le bonheur d'un autre ; et ainsi chacun juge par son affection qu'une chose est bonne ou mauvaise, utile ou inutile. Cette affection d'ailleurs par laquelle l'homme est disposé de telle sorte qu'il ne veut pas ce qu'il veut, ou veut ce qu'il ne veut pas, s'appelle la _Peur_ ; la _Peur n'est_ donc autre chose que _la crainte en tant qu'elle dispose un homme à éviter un mal qu'il juge devoir venir par un mal moindre (voir la [Prop. 28](328))_. Si le mal dont on a peur est la Honte, alors la Peur s'appelle _Pudeur_. Enfin, si le Désir d'éviter un mal futur est réduit par la Peur d'un autre mal, de façon qu'on ne sache plus ce qu'on veut, alors la crainte s'appelle _Consternation_, principalement quand l'un et l'autre maux dont on a peur sont parmi les plus grands." + } + ] + }, + { + "id": "340", + "title": "PROPOSITION 40", + "text": "_Qui imagine qu'un autre l'a en haine et croit ne lui avoir donné aucune cause de haine, aura à son tour cet autre en haine._", + "childs": [ + { + "id": "340d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Qui imagine quelqu'un affecté de haine sera par cela même affecté de haine _(par la [Prop. 27](327))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ d'une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure. Mais _(par Hypothèse)_ il n'imagine aucune cause de cette Tristesse, sauf celui qui l'a en haine ; par cela donc qu'il imagine que quelqu'un l'a en haine, il sera affecté d'une Tristesse qu'accompagnera l'idée de celui qui l'a en haine, autrement dit _(par le même [Scol.](313sc))_ il l'aura en haine. CQFD." + }, + { + "id": "340sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "S'il imagine avoir donné une juste cause de Haine, alors _(par la [Prop. 30](330) et son [Scol.](330sc))_ il sera affecté de Honte. Mais cela _(par la [Prop. 25](325))_ arrive rarement. Cette réciprocité de Haine peut naître aussi de ce que la Haine est suivie d'un effort pour faire du mal à celui qu'on a en haine _(par la [Prop. 39](339))_. Qui donc imagine que quelqu'un l'a en haine, l'imagine cause d'un mal ou d'une Tristesse ; et ainsi il sera affecté d'une Tristesse ou d'une Crainte qu'accompagnera comme cause l'idée de celui qui l'a en haine, autrement dit il sera comme ci-dessus affecté de haine." + }, + { + "id": "340c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Qui imagine celui qu'il aime affecté de haine à son égard, sera dominé en même temps par la Haine et par l'Amour. En tant qu'il imagine en effet que l'autre l'a en haine, il est déterminé _(par la [Prop. précéd.](340))_ à l'avoir en haine à son tour. Mais _(par Hypothèse)_ il l'aime néanmoins ; il sera donc dominé à la fois par la Haine et l'Amour." + }, + { + "id": "340c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Si quelqu'un imagine qu'un mal lui a été fait par Haine par un autre, à l'égard duquel il n'avait d'affection d'aucune sorte, il s'efforcera aussitôt de lui rendre ce mal." + }, + { + "id": "340c2d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Qui imagine quelqu'un affecté de Haine à son égard l'aura en haine à son tour _(par la [Prop. précéd.](340))_ et _(par la [Prop. 26](326))_ s'efforcera de se rappeler tout ce qui peut affecter cet autre de Tristesse et cherchera _(par la [Prop. 39](339))_ à le lui faire éprouver. Mais _(par Hypothèse)_ ce qu'il imagine en premier dans ce genre est le mal qui lui a été fait à lui-même ; il s'efforcera donc aussitôt de le rendre à l'autre. CQFD." + }, + { + "id": "340c2sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "L'effort pour faire du mal à celui que nous haïssons s'appelle la _Colère_ ; l'effort pour rendre le mal qui nous a été fait la _Vengeance_." + } + ] + }, + { + "id": "341", + "title": "PROPOSITION 41", + "text": "_Si quelqu'un imagine qu'il est aimé par un autre et croit ne lui avoir donné aucune cause d'amour_ (ce qui, suivant le [Coroll. de la Prop. 15](315c) et la [Prop. 16](316), peut arriver), _il l'aimera à son tour_.", + "childs": [ + { + "id": "341d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette Proposition se démontre par la même voie que la [précédente](340), dont on verra aussi le [Scolie](340sc)." + }, + { + "id": "341sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "S'il croit avoir donné une juste cause d'Amour, il se glorifiera _(par la [Prop. 30](330) avec le [Scol.](330sc))_, ce qui _(par la [Prop. 25](325))_ est le cas le plus fréquent ; c'est le contraire, nous l'avons dit, quand quelqu'un imagine qu'un autre l'a en haine _(voir le [Scol. de la Prop. précéd.](340sc))_. Cet Amour réciproque maintenant, et conséquemment _(par la [Prop. 39](339))_ l'effort pour faire du bien à qui nous aime et s'efforce _(par la même [Prop. 39](339))_ de nous en faire, s'appelle Reconnaissance ou Gratitude ; il apparaît donc que les hommes sont beaucoup plus disposés à la Vengeance qu'à rendre des bienfaits." + }, + { + "id": "341c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Qui imagine être aimé par celui qu'il a en haine, sera dominé à la fois par la Haine et par l'Amour. Cela se démontre par la même voie que le [premier Corollaire de la Proposition précédente](340c1)." + }, + { + "id": "341csc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Si la Haine a prévalu, il s'efforcera de faire du mal à celui par qui il est aimé ; cette affection s'appelle _Cruauté_, surtout si l'on juge que celui qui aime n'a donné aucune cause commune de Haine." + } + ] + }, + { + "id": "342", + "title": "PROPOSITION 42", + "text": "_Qui, mû par l'Amour ou un espoir de Gloire, a fait du bien à quelqu'un, sera contristé s'il voit que son bienfait est reçu avec ingratitude._", + "childs": [ + { + "id": "342d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Qui aime une chose semblable à lui s'efforce, autant qu'il peut, de faire qu'elle l'aime à son tour _(par la [Prop. 33](333))_. Qui donc a par Amour fait du bien à quelqu'un, a fait^[Je traduis _fecit_ au lieu de _facit_ donné par Land.] cela parce qu'il souhaitait être aimé à son tour, c'est-à-dire avec un espoir de Gloire _(par la [Prop. 34](334))_ ou de Joie _(par le [Scol. de la Prop. 30](330sc))_ ; il s'efforcera donc _(par la [Prop. 12](312))_ d'imaginer, autant qu'il peut, cette cause de Gloire ou de la considérer comme existant en acte. Mais _(par Hypothèse)_ il imagine autre chose qui exclut l'existence de cette cause ; il sera donc _(par la [Prop. 19](319))_ par là même contristé. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "343", + "title": "PROPOSITION 43", + "text": "_La Haine est accrue par une haine réciproque et peut, au contraire, être extirpée par l'Amour._", + "childs": [ + { + "id": "343d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Qui imagine que celui qu'il hait est affecté de Haine à son égard, une Haine nouvelle prend naissance _(par la [Prop. 40](340))_ alors que _(par Hypothèse)_ la première dure encore. Mais si, au contraire, il imagine que cet autre est affecté d'Amour à son égard, en tant qu'il imagine cela, il se considère lui-même avec Joie _(par la [Prop. 30](330))_ et s'efforcera dans la même mesure _(par la [Prop. 29](329))_ de plaire à cet autre ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 41](341))_ il s'efforce, toujours dans la même mesure, de ne l'avoir pas en haine et de ne l'affecter d'aucune Tristesse ; cet effort sera d'ailleurs _(par la [Prop. 37](337))_ plus grand ou plus petit à proportion de l'affection d'où il naît ; et ainsi, s'il est plus grand que celui qui naît de la Haine et par lequel il s'efforce d'affecter de Tristesse celui qu'il hait _(par la [Prop. 26](326))_, il prévaudra sur lui et extirpera la Haine du cœur. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "344", + "title": "PROPOSITION 44", + "text": "_La Haine qui est entièrement vaincue par l'Amour se change en Amour, et l'Amour est pour cette raison plus grand que si la Haine n'eût pas précédé._", + "childs": [ + { + "id": "344d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "On procède comme pour démontrer la [Proposition 38](338). Qui commence d'aimer en effet la chose qu'il hait, ou a accoutumé de considérer avec Tristesse, il sera joyeux par cela même qu'il aime, et à cette Joie qu'enveloppe l'Amour _(Voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_, s'ajoute celle qui naît de ce que l'effort pour écarter la Tristesse enveloppée dans la Haine _(comme nous l'avons montré dans la [Prop. 37](337))_ est entièrement secondé, avec accompagnement comme cause de l'idée de celui qu'on avait en haine." + }, + { + "id": "344sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Bien qu'il en soit ainsi, personne cependant ne fera effort pour avoir quelqu'un en haine ou être affecté de Tristesse, afin de jouir de cette Joie plus grande ; c'est-à-dire personne, dans l'espoir d'un dédommagement, ne désirera se porter dommage à soi-même et ne souhaitera être malade dans l'espoir de guérir. Car chacun s'efforcera toujours de conserver son être et, autant qu'il peut, d'écarter la Tristesse. Que si, au contraire, on pouvait concevoir un homme désirant avoir quelqu'un en haine afin d'éprouver ensuite pour lui un plus grand amour, alors il souhaitera toujours l'avoir en haine. Car plus la Haine aura été grande, plus grand sera l'Amour, et, par suite, il souhaitera toujours que la Haine s'accroisse de plus en plus ; et pour la même cause, un homme s'efforcera de plus en plus d'être malade afin de jouir ensuite d'une plus grande Joie par le rétablissement de sa santé ; il s'efforcera donc d'être malade toujours, ce qui _(par la [Prop. 6](306))_ est absurde." + } + ] + }, + { + "id": "345", + "title": "PROPOSITION 45", + "text": "_Si quelqu'un qui aime une chose semblable à lui imagine qu'un autre semblable à lui est affecté de Haine envers cette chose, il aura cet autre en haine._", + "childs": [ + { + "id": "345d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La chose aimée en effet a en haine à son tour celui qui la hait _(par la [Prop. 40](340))_, et ainsi l'amant qui imagine que quelqu'un a en haine la chose aimée, par cela même, imagine que la chose aimée est affectée de Haine, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ de Tristesse, et conséquemment _(par la [Prop. 21](321))_ est attristé, et cela avec l'accompagnement comme cause de l'idée de celui qui hait la chose aimée, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ qu'il aura cet autre en haine. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "346", + "title": "PROPOSITION 46", + "text": "_Si quelqu'un a été affecté par un autre, appartenant à une classe ou à une nation différente, d'une Joie ou d'une Tristesse qu'accompagne comme cause l'idée de cet autre sous le nom général de la classe ou de la nation, non seulement il aimera cet autre ou l'aura en haine, mais aussi tous ceux de la même classe ou de la même nation._", + "childs": [ + { + "id": "346d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La Démonstration résulte avec évidence de la [Proposition 16](316)." + } + ] + }, + { + "id": "347", + "title": "PROPOSITION 47", + "text": "_La Joie naissant de ce que nous imaginons qu'une chose que nous haïssons est détruite, ou affectée d'un autre mal, ne naît pas sans quelque Tristesse de l'Âme._", + "childs": [ + { + "id": "347d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par la [Prop. 27](327). Car, en tant que nous imaginons qu'une chose semblable à nous est affectée de Tristesse, nous sommes en quelque mesure contristés." + }, + { + "id": "347sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette proposition peut aussi se démontrer par le [Corollaire de la Proposition 17](217c), partie II. Chaque fois, en effet, qu'il nous souvient d'une chose, bien qu'elle n'existe pas en acte, nous la considérons cependant^[Je traduis _tamen_ au lieu de _tantum_, leçon de Land.] comme présente, et le Corps est affecté de la même manière ; en tant par suite que le souvenir de la chose est vivace, l'homme est déterminé à la considérer avec Tristesse, et cette détermination, aussi longtemps que demeure l'image de la chose, est réduite, à la vérité, mais non ôtée par le souvenir des choses qui excluent l'existence de la chose imaginée ; et, par suite, l'homme est joyeux seulement dans la mesure où cette détermination est réduite ; par où il arrive que cette Joie, qui naît du mal de la chose que nous haïssons, se renouvelle toutes les fois qu'il nous souvient de cette chose. Comme nous l'avons dit, en effet, quand l'image de cette chose est éveillée, comme elle enveloppe l'existence de la chose, elle détermine l'homme à la considérer avec la même Tristesse avec laquelle il avait accoutumé de la considérer quand elle existait. Mais, comme il a joint à l'image de cette chose d'autres images qui en excluent l'existence, cette détermination à la Tristesse est réduite aussitôt, et l'homme est joyeux de nouveau, et cela toutes les fois que l'occurrence se répète. C'est pour cette cause que les hommes sont joyeux toutes les fois qu'il leur souvient d'un mal déjà passé ; et c'est pourquoi ils s'épanouissent à narrer des périls dont ils ont été délivrés. Quand ils imaginent quelque péril en effet, ils le considèrent comme futur et sont déterminés à le craindra ; mais cette détermination est réduite de nouveau par l'idée de la liberté qu'ils ont jointe à celle de ce péril alors qu'ils en ont été délivrés, et cette idée leur rend de nouveau la sécurité ; et, par suite, ils sont de nouveau joyeux." + } + ] + }, + { + "id": "348", + "title": "PROPOSITION 48", + "text": "_L'Amour et la Haine, par exemple envers Pierre, sont détruits si la Tristesse qu'enveloppe la seconde et la Joie qu'enveloppe le premier, sont joints à l'idée d'une autre cause ; et Amour et Haine sont diminués dans la mesure où nous imaginons que Pierre n'est pas la cause à lui seul de la Tristesse ou de la Joie qu'enveloppent ces affections._", + "childs": [ + { + "id": "348d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par la seule Définition de l'Amour et de la Haine, que l'on verra dans le [Scol. de la Prop. 13](313sc). La seule raison en effet pour laquelle la Joie est appelée Amour, et la Tristesse Haine envers Pierre, est que Pierre est considéré comme étant la cause de l'une ou l'autre affection. Cette raison donc étant ôtée totalement ou en partie, l'affection se rapportant à Pierre est détruite ou diminuée. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "349", + "title": "PROPOSITION 49", + "text": "_L'Amour et la Haine envers une chose que nous imaginons qui est libre, doivent tous deux être plus grands, à cause égale, qu'envers une chose nécessaire._", + "childs": [ + { + "id": "349d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une chose que nous imaginons qui est libre doit _(par la [Défin. 7](1d7), p. I)_ être perçue par elle-même sans les autres. Si donc nous imaginons qu'elle est la cause d'une Joie ou d'une Tristesse, par cela même _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_ nous l'aimerons ou l'aurons en haine, et cela _(par la [Prop. précéd.](348))_ du plus grand Amour ou de la plus grande Haine qui puisse naître d'une affection donnée. Mais, si nous imaginons comme nécessaire la chose qui est la cause de cette affection, alors _(par la même [Défin. 7](1d7), p. I)_ nous n'imaginerons pas qu'elle est la seule cause, mais qu'elle est cause conjointement à d'autres choses, et ainsi _(par la [Prop. précéd.](348))_ l'Amour et la Haine envers elle seront moindres. CQFD." + }, + { + "id": "349sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Il suit de là que les hommes, parce qu'ils se tiennent pour libres, sont animés à l'égard les uns des autres d'un Amour et d'une Haine plus grands qu'à l'égard d'autres objets ; à quoi s'ajoute l'imitation des affections ; voir à ce sujet Propositions [27](327), [34](334), [40](340) et [43](343)." + } + ] + }, + { + "id": "350", + "title": "PROPOSITION 50", + "text": "_Une chose quelconque peut par accident être cause d'Espoir ou de Crainte._", + "childs": [ + { + "id": "350d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette Proposition se démontre par la même voie que la [Proposition 15](315) ; la voir en même temps que le [Scol. 2 de la Proposition 18](318sc2)." + }, + { + "id": "350sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Les choses qui sont par accident des causes d'Espoir ou de Crainte sont appelées bons ou mauvais présages. J'ajoute que ces présages, en tant qu'ils sont une cause d'Espoir ou de Crainte, sont _(par la Défin. de l'Espoir et de la Crainte, qu'on verra dans le [Scol. 2 de la Prop. 18](318sc2))_ une cause de Joie ou de Tristesse, et conséquemment _(par le [Coroll. de la Prop. 15](315c))_, nous les aimons ou les avons en Haine comme tels et _(par la [Prop. 28](328))_ nous cherchons à les employer comme des moyens de parvenir à ce que nous espérons ou à les écarter comme des obstacles ou des causes de Crainte. En outre, il suit de la [Proposition 25](325) que nous sommes disposés de nature à croire facilement ce que nous espérons, difficilement ce dont nous avons peur, et à en faire respectivement trop ou trop peu de cas. De là sont nées les superstitions par lesquelles les hommes sont partout dominés. Je ne pense pas d'ailleurs qu'il vaille la peine de montrer ici les fluctuations qui naissent de l'Espoir et de la Crainte, puisqu'il suit de la seule définition de ces affections qu'il n'y a pas d'Espoir sans Crainte ni de Crainte sans Espoir (comme nous l'expliquerons plus amplement en son lieu), et puisque, en outre, en tant que nous espérons ou craignons quelque chose, nous l'aimons ou l'avons en haine ; et ainsi tout ce que nous avons dit de l'Amour et de la Haine, chacun pourra aisément l'appliquer à l'Espoir et à la Crainte." + } + ] + }, + { + "id": "351", + "title": "PROPOSITION 51", + "text": "_Des hommes divers peuvent être affectés de diverses manières par un seul et même objet, et un seul et même homme peut être affecté par un seul et même objet de diverses manières en divers temps._", + "childs": [ + { + "id": "351d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le corps humain peut _(par le [Post. 3](213p3), p. II)_ être affecté par les corps extérieurs d'un très grand nombre de manières. Deux hommes peuvent donc dans le même temps être affectés de manières diverses, et ainsi _(par l'[Axiom. I](213a1a) venant après le Lemme 3 à la suite de la Prop. 13, p. II)_ ils peuvent être affectés de diverses manières par un seul et même objet. Ensuite _(par le même [Post.](213p3))_ le Corps humain peut être affecté tantôt d'une manière, tantôt d'une autre ; et conséquemment _(par le même [Axiom.](213a1a))_ il peut être affecté par un seul et même objet de diverses manières en divers temps. CQFD." + }, + { + "id": "351sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous voyons qu'il peut arriver ainsi que l'un ait en haine ce qu'aime l'autre ; et que l'un ne craigne pas ce que craint l'autre ; qu'un seul et même homme aime maintenant ce qu'il haïssait auparavant, ose ce qui lui faisait peur, etc. Comme, en outre, chacun juge d'après son affection quelle chose est bonne, quelle mauvaise, quelle meilleure, et quelle pire _(voir le [Scol. de la Prop. 39](339sc))_, il suit que les hommes peuvent différer autant par le jugement que par l'affection^[N. B. J'ai fait voir que cela pouvait arriver, bien que l'Âme humaine fût une partie de l'Entendement divin, dans le _[Coroll. de la Prop. 11](211c)_, p. II. (Note de l'Auteur.)] ; par là il arrive que, comparant les hommes les uns aux autres, nous les distinguions par la seule diversité de leurs affections, et appelions les uns intrépides, les autres peureux, d'autres enfin d'un autre nom. J'appellerai, par exemple, _intrépide_ celui qui méprise le mal dont j'ai habituellement peur ; et si, de plus, j'ai égard à ce que son Désir de faire du mal à celui qu'il hait n'est pas réduit par la peur d'un mal qui me retient habituellement, je l'appellerai _audacieux_. Puis celui-là me paraîtra _peureux_, qui a peur du mal que j'ai accoutumé de mépriser ; et si j'ai, en outre, égard à ce que son Désir est réduit par la peur d'un mal qui ne peut me retenir, je dirai qu'il est _pusillanime_ ; et ainsi jugera chacun. A cause enfin de cette nature de l'homme et de l'inconstance de son jugement, comme aussi parce que l'homme juge souvent des choses par son affection seulement, et que les choses qu'il croit faire en vue de la Joie ou de la Tristesse et dont pour cette raison _(par la [Prop. 28](328))_ il s'efforce de procurer la venue ou qu'il s'efforce d'écarter, ne sont souvent qu'imaginaires - pour ne rien dire ici des autres causes d'incertitude que j'ai fait voir dans la Deuxième Partie – pour toutes ces raisons donc, nous concevons aisément que l'homme puisse intervenir souvent lui-même comme cause tant de sa tristesse que de sa joie ; c'est-à-dire qu'il soit affecté d'une Joie ou d'une Tristesse qu'accompagne comme cause l'idée de lui-même ; et nous connaissons ainsi facilement ce qu'est le Repentir et ce qu'est le Contentement de soi. Le _Repentir_, dis-je, _est une Tristesse qu'accompagne l'idée de soi-même_, et le _Contentement de soi est une Joie qu'accompagne comme cause l'idée de soi-même_, et ces affections sont très vives parce que les hommes croient qu'ils sont libres. _(Voir la [Prop. 49](349))_. " + } + ] + }, + { + "id": "352", + "title": "PROPOSITION 52", + "text": "_Si nous avons déjà vu un objet en même temps que d'autres, ou si nous imaginons qu'il n'a rien qui ne soit commun à plusieurs, nous ne le considérerons pas aussi longtemps que celui que nous imaginons qui a quelque chose de singulier._", + "childs": [ + { + "id": "352d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Sitôt que nous imaginons un objet que nous avons vu avec d'autres, il nous souvient aussi des autres _(par la [Prop. 18](218), p. II, dont on verra aussi le [Scol.](218sc))_, et ainsi de la considération de l'un nous tombons aussitôt dans la considération d'un autre. Et telle est aussi la condition d'un objet si nous imaginons qu'il n'a rien qui ne soit commun à plusieurs. Nous supposons par cela même en effet que nous ne considérons rien en lui, que nous n'ayons vu auparavant conjointement à d'autres. Mais, quand nous supposons que nous imaginons dans un objet quelque chose de singulier, que nous n'avons jamais vu auparavant, nous ne disons rien d'autre sinon que l'Âme, pendant qu'elle considère cet objet, n'a rien en elle dans la considération de quoi la considération de cet objet puisse la faire tomber ; et ainsi elle est déterminée à le considérer uniquement. Donc si un objet, etc. CQFD." + }, + { + "id": "352sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette affection de l'Âme ou cette imagination d'une chose singulière, en tant qu'elle se trouve seule dans l'Âme, est appelée Étonnement ; si elle est provoquée par un objet dont nous avons peur, elle est dite Consternation, parce que l'Étonnement d'un mal tient l'homme à ce point en suspens dans la seule considération de ce mal qu'il est incapable de penser à d'autres objets, par où il pourrait éviter ce mal. Mais, si ce qui nous étonne est la prudence d'un homme, son industrie ou quelque autre chose de ce genre, comme par cela même nous considérons cet homme comme l'emportant de beaucoup sur nous, alors l'Étonnement se nomme _Vénération_, et _Horreur_ si c'est la colère d'un homme, son envie, etc., qui nous étonne. Ensuite, si nous sommes étonnés de la prudence, de l'industrie, etc., d'un homme que nous aimons, notre Amour par cela même _(par la [Prop. 12](312))_ sera plus grand, et nous appelons _Ferveur_ cet Amour joint à l'Étonnement ou à la Vénération. Nous pouvons aussi concevoir de cette manière la Haine, l'Espoir, la Sécurité et d'autres affections se joignant à l'Étonnement et nous pourrons déduire ainsi plus d'Affections qu'on n'a coutume d'en désigner par les mots reçus. D'où il apparaît que l'usage ordinaire des Affections plus que leur connaissance attentive a fait inventer ces noms. \nÀ l'Étonnement s'oppose le _Mépris_ dont la cause est toutefois généralement la suivante : nous voyons que quelqu'un s'étonne d'une chose, l'aime, la craint, etc., ou encore une chose paraît au premier aspect semblable à celles dont nous nous étonnons, que nous aimons, craignons, etc., et nous sommes ainsi déterminés _(par la [Prop. 15](315) avec son [Coroll.](315c) et la [Prop. 27](327))_ à nous étonner de cette chose, à l'aimer, la craindre ; mais, si par sa présence ou sa considération plus attentive nous sommes contraints de nier d'elle tout ce qui peut être cause d'Étonnement, d'Amour, de Crainte, etc., alors l'Âme demeure déterminée par la présence même de la chose à penser à ce qui n'est pas dans l'objet plutôt qu'à ce qui s'y trouve, tandis qu'au contraire la présence d'un objet fait penser d'ordinaire principalement à ce qui s'y trouve. De même maintenant que la Ferveur naît de l'Étonnement causé par une chose que nous aimons, la Dérision naît du Mépris de la chose que nous haïssons ou craignons, et le Dédain du Mépris de la sottise, comme la Vénération, naît de l'Étonnement de la prudence. Nous pouvons enfin concevoir l'Amour, l'Espoir, la Gloire et d'autres Affections se joignant au Mépris et déduire encore de là de nouvelles Affections que nous n'avons accoutumé de distinguer des autres par aucun vocable." + } + ] + }, + { + "id": "353", + "title": "PROPOSITION 53", + "text": "_Quand l'Âme se considère elle-même et considère sa puissance d'agir, elle est joyeuse ; et d'autant plus qu'elle s'imagine elle-même et imagine sa puissance d'agir plus distinctement._", + "childs": [ + { + "id": "353d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'homme ne se connaît pas lui-même, sinon par les affections de son Corps et leurs idées _(par les Prop. [19](219) et [23](223), p. II)_. Quand donc il arrive que l'Âme peut se considérer elle-même, par cela même elle est supposée passer à une perfection plus grande, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ elle est supposée être affectée de Joie, et d'autant plus qu'elle s'imagine elle-même et imagine sa puissance d'agir plus distinctement. CQFD." + }, + { + "id": "353c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Cette joie est de plus en plus alimentée à mesure que l'homme imagine davantage qu'il est loué par d'autres. Car plus il imagine qu'il est loué par d'autres, plus grande est la Joie dont il imagine que les autres sont affectés par lui, et cela avec l'accompagnement de l'idée de lui-même _(par le [Scol. de la Prop. 29](329sc))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 27](327))_ lui-même est affecté d'une Joie plus grande qu'accompagne l'idée de lui-même." + } + ] + }, + { + "id": "354", + "title": "PROPOSITION 54", + "text": "_L'Âme s'efforce d'imaginer cela seulement qui pose sa propre puissance d'agir._", + "childs": [ + { + "id": "354d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'effort de l'Âme ou sa puissance est l'essence même de cette Âme _(par la [Prop. 7](307))_ ; or l'essence de l'Âme _(comme il est connu de soi)_ affirme cela seulement que l'Âme est et peut ; mais non ce qu'elle n'est pas et ne peut pas ; et ainsi elle s'efforce d'imaginer cela seulement qui affirme ou pose sa propre puissance d'agir. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "355", + "title": "PROPOSITION 55", + "text": "_Quand l'Âme imagine son impuissance, elle est contristée par cela même._", + "childs": [ + { + "id": "355d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'essence de l'Âme affirme cela seulement que l'Âme est et peut, autrement dit il est de la nature de l'Âme d'imaginer seulement ce qui pose sa puissance d'agir _(par la [Prop. précéd.](354))_. Quand donc nous disons que l'Âme, tandis qu'elle se considère elle-même, imagine son impuissance, nous ne disons rien d'autre sinon que, tandis que l'Âme s'efforce d'imaginer quelque chose qui pose sa puissance d'agir, cet effort qu'elle fait est réduit, autrement dit _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ qu'elle est contristée. CQFD." + }, + { + "id": "355c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Cette tristesse est de plus en plus alimentée, si on imagine qu'on est blâmé par d'autres ; ce qui se démontre de la même manière que le [Coroll. de la Prop. 53](353c)." + }, + { + "id": "355c1sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette tristesse qu'accompagne l'idée de notre faiblesse s'appelle _Humilité_. La Joie qui naît de la considération de nous, _Amour-propre_ ou _Contentement de soi_. Et comme elle se renouvelle toutes les fois que l'homme considère ses propres vertus ou sa puissance d'agir, il arrive par là que chacune s'empresse à narrer ses faits et gestes et à étaler les forces tant de son corps que de son esprit et que pour cette cause les hommes sont insupportables les uns aux autres. Et de là encore il suit que les hommes sont de nature envieux _(voir le [Scol. de la Prop. 24](324sc) et le [Scol. de la Prop. 32](332sc))_, c'est-à-dire qu'ils s'épanouissent de la faiblesse de leurs pareils et se contristent de leur vertu. Toutes les fois en effet que l'on imagine ses propres actions, on est affecté de Joie _(par la [Prop. 53](353))_ et d'autant plus que les actions semblent exprimer plus de perfection et qu'on les imagine plus distinctement ; c'est-à-dire _(par ce qui est dit dans le [Scol. 1 de la Prop. 40](240sc1), p. II)_ qu'on peut davantage les distinguer des autres et les considérer comme des choses singulières. C'est pourquoi on sera épanoui au plus haut point par la considération de soi-même quand on considère en soi quelque chose que l'on nie des autres. Mais, si l'on rapporte à l'idée générale de l'homme ou de l'être vivant ce qu'on affirme de soi, on ne s'épanouira pas autant ; et l'on sera contristé, au contraire, si l'on imagine que ses actions comparées à celles des autres sont plus faibles. On s'efforcera d'ailleurs d'écarter cette Tristesse _(par la [Prop. 28](328))_, et cela en interprétant faussement les actions de ses pareils ou en ornant les siennes autant qu'on peut. Il apparaît donc que les hommes sont de nature enclins à la Haine et à l'Envie, à quoi s'ajoute encore l'éducation. Car les parents ont accoutumé d'exciter leurs enfants à la vertu par le seul aiguillon de l'honneur et de l'Envie. Il reste cependant peut-être un motif d'hésiter parce qu'il n'est point rare que nous admirions les vertus des hommes et les vénérions eux-mêmes. Pour l'écarter j'ajouterai le corollaire suivant." + }, + { + "id": "355c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Nul ne porte envie pour sa vertu à un autre qu'à un pareil." + }, + { + "id": "355c2d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'Envie est la Haine elle-même _(voir le [Scol. de la Prop. 24](324sc))_, c'est-à-dire une Tristesse _(par le [Scol. de la Prop. 13](313sc))_, en d'autres termes _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ une Affection par laquelle la puissance d'agir d'un homme ou son effort est réduit. Mais l'homme _(par le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ ne s'efforce vers une action et ne désire la faire que si elle peut suivre de sa nature telle qu'elle est donnée ; donc l'homme ne désirera pas qu'aucune puissance d'agir ou (ce qui revient au même) qu'aucune vertu soit affirmée de lui, si elle appartient en propre à la nature d'un autre et est étrangère à la sienne ; et ainsi son Désir ne peut être réduit, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ qu'il ne peut être contristé parce qu'il considère quelque vertu dans un être dissemblable, et conséquemment il ne peut lui porter envie. Mais il portera envie à son pareil qui est supposé de même nature que lui. CQFD." + }, + { + "id": "355c2sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Puis donc que nous vénérons un homme, disions-nous plus haut dans le [Scolie de la Prop. 52](352sc), parce que nous voyons avec étonnement sa prudence, son courage, etc., cela a lieu _(comme le montre la [Prop. précéd.](355))_ parce que nous imaginons que ces vertus lui appartiennent de façon singulière et n'en faisons pas des manières d'être communes de notre nature ; et de la sorte nous ne les lui envions pas plus qu'aux arbres la hauteur et aux lions le courage, etc." + } + ] + }, + { + "id": "356", + "title": "PROPOSITION 56", + "text": "_Il y a autant d'espèces de Joie, de Tristesse et de Désir et conséquemment de toutes les Affections qui en sont composées comme la Fluctuation de l'Âme, ou en dérivent comme l'Amour, la Haine, l'Espoir, la Crainte, etc., qu'il y a d'espèces d'objets par où nous sommes affectés._", + "childs": [ + { + "id": "356d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La Joie et la Tristesse et conséquemment les Affections qui en sont composées ou en dérivent, sont des passions _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_ ; nous pâtissons d'ailleurs _(par la [Prop. 1](301))_ nécessairement en tant que nous avons des idées inadéquates et dans l'exacte mesure seulement où nous en avons _(par la [Prop. 3](303))_ ; c'est-à-dire _(voir les Scol. [1](240sc1) et [2](240sc2) de la Prop. 40, p. II)_ nous pâtissons dans la mesure seulement où nous imaginons, en d'autres termes _(voir la [Prop. 17](217), p. II, avec son [Scol.](217sc))_ où nous sommes affectés d'une affection qui enveloppe la nature de notre Corps et celle d'un corps extérieur. La nature donc de chaque passion doit être nécessairement expliquée de façon que s'exprime la nature de l'objet par où nous sommes affectés. Je dis que la Joie qui naît d'un objet, par exemple de A, enveloppe la nature de cet objet A, et que la Joie qui naît de l'objet B, enveloppe la nature de l'objet B ; et ainsi ces deux affections de Joie sont différentes par nature, naissant de causes de nature différente. De même aussi l'affection de Tristesse qui naît d'un objet est différente par nature de la Tristesse qui naît d'une autre cause, et il faut l'entendre ainsi de l'Amour, de la Haine, de l'Espoir, de la Crainte, de la Fluctuation de l'âme et, par suite, il y a nécessairement autant d'espèces de Joie, de Tristesse, d'Amour, de Haine que d'espèces d'objets par où nous sommes affectés. Quant au Désir, il est l'essence même de chacun, ou sa nature, en tant qu'il est conçu comme déterminé à faire quelque chose par sa constitution telle qu'elle est donnée _(voir le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ ; dès lors donc que chacun est affecté par des causes extérieures de telle ou telle espèce de Joie, de Tristesse, d'Amour, de Haine, c'est-à-dire dès lors que sa nature est constituée de telle façon ou de telle autre, son Désir sera nécessairement tel ou tel, et la nature d'un Désir différera de celle d'un autre Désir autant que les affections d'où ils naissent diffèrent entre elles. Il y a donc autant d'espèces de Désir que de Joie, de Tristesse, d'Amour, etc., et conséquemment _(par ce qui a été montré déjà)_ qu'il y a d'espèces d'objets par où nous sommes affectés. CQFD." + }, + { + "id": "356sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Parmi ces espèces d'affections, qui _(par la [Prop. précéd.](356))_ doivent être très nombreuses, les notoires sont la _Gourmandise_, l'_Ivrognerie_, la _Lubricité_ l'_Avarice_ et l'_Ambition_, lesquelles ne sont que des désignations de l'Amour ou du Désir expliquant la nature de l'une et l'autre affections par les objets où elles se rapportent. Par Gourmandise, Ivrognerie, Lubricité, Avarice et Ambition, nous n'entendons rien d'autre en effet qu'un Amour ou un Désir immodéré de la chère, de la boisson, du coït, des richesses et de la gloire. De plus, ces affections, en tant que nous les distinguons des autres par l'objet où elles se rapportent, n'ont pas de contraires. Car la _Tempérance_ et la _Sobriété_ et enfin la _Chasteté_, que nous avons accoutumé d'opposer à la Gourmandise, à l'Ivrognerie et à la Lubricité, ne sont pas des affections ou des passions, mais manifestent la puissance de l'âme qui gouverne ces affections. Je ne peux d'ailleurs ici expliquer les autres espèces d'Affections (y en ayant autant que d'espèces d'objets) et, si même je le pouvais, cela n'est pas nécessaire. Car pour l'exécution de notre dessein qui est de déterminer les forces des affections et la puissance qu'a l'Âme sur elles, il nous suffit d'avoir une définition générale de chaque affection. Il nous suffit, dis-je, de connaître les propriétés communes des Affections et de l'Âme, pour pouvoir déterminer de quelle sorte et de quelle grandeur est la puissance de l'Âme pour gouverner et réduire les Affections. Bien qu'il y ait une grande différence entre telle et telle affection d'Amour, de Haine ou de Désir, par exemple, entre l'Amour qu'on a pour ses enfants et l'Amour qu'on a pour sa femme, nous n'avons donc pas besoin de connaître ces différences et de pousser plus outre l'étude de la nature et de l'origine des affections." + } + ] + }, + { + "id": "357", + "title": "PROPOSITION 57", + "text": "_Une affection quelconque de chaque individu diffère de l'affection d'un autre, autant que l'essence de l'un diffère de l'essence de l'autre._", + "childs": [ + { + "id": "357d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette proposition est évidente par l'[Axiome 1](213a1a) qui se voit après le Lemme 3 faisant suite à la Proposition 13, partie II. Nous la démontrerons, néanmoins, par les Définitions des trois affections primitives. \nToutes les affections se ramènent au Désir, à la Joie ou à la Tristesse comme le montrent les définitions que nous en avons données. Mais le Désir est la nature même ou l'essence de chacun _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_ ; donc le Désir de chacun diffère du Désir d'un autre autant que la nature ou essence de l'un diffère de l'essence de l'autre. La Joie et la Tristesse, maintenant, sont des passions par lesquelles la puissance de chacun ou son effort pour persévérer dans son être, est accrue ou diminuée, secondée ou réduite _(par la [Prop. 11](311) avec son [Scol.](311sc))_. Mais par l'effort pour persévérer dans son être, en tant qu'il se rapporte à la fois à l'Âme et au Corps, nous entendons l'Appétit et le Désir _(voir le [Scol. de la Prop. 9](309sc))_   ; donc la Joie et la Tristesse est le Désir même ou l'Appétit, en tant qu'il est accru ou diminué, secondé ou réduit par des causes extérieures, c'est à-dire _(par le même [Scol.](309sc))_ est la nature même de chacun et ainsi la Joie ou la Tristesse de l'un diffère de la Joie ou de la Tristesse d'un autre, autant aussi que la nature ou essence de l'un diffère de la nature ou essence de l'autre ; et conséquemment une affection quelconque de chaque individu diffère de l'affection d'un autre autant, etc. CQFD." + }, + { + "id": "357sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Il suit de là que les Affections des vivants que l'on dit privés de raison (nous ne pouvons douter en effet que les animaux ne sentent, une fois connue l'origine de l'Âme), diffèrent des affections des hommes autant que leur nature diffère de l'humaine. Le cheval et l'homme sans doute sont emportés par la Lubricité de procréer ; mais le premier par une Lubricité de cheval, le second par une Lubricité d'homme. De même aussi les Lubricités et les Appétits des insectes, des poissons et des oiseaux, doivent être différents les uns des autres. Bien que chaque individu vive dans le contentement et l'épanouissement de sa nature telle qu'elle est formée, cette vie dont chacun est content et cet épanouissement ne sont rien d'autre que l'idée ou l'âme de cet individu, et ainsi l'épanouissement de l'un diffère de l'épanouissement de l'autre autant que la nature ou essence de l'un diffère de la nature ou essence de l'autre. Enfin il suit de la Proposition précédente que la différence n'est pas petite entre l'épanouissement dont un ivrogne, par exemple, subit l'attrait, et l'épanouissement auquel est parvenu un Philosophe, ce que j'ai voulu faire observer en passant. Voilà pour ce qui concerne les affections qui se apportent à l'homme en tant qu'il est passif. Il me reste à ajouter quelques mots sur celles qui se rapportent à lui en tant qu'il est actif." + } + ] + }, + { + "id": "358", + "title": "PROPOSITION 58", + "text": "_Outre la Joie et le Désir qui sont des passions, il y a d'autres affections de Joie et de Désir qui se rapportent à nous en tant que nous sommes actifs._", + "childs": [ + { + "id": "358d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Quand l'Âme se conçoit elle-même et conçoit sa puissance d'agir, elle est joyeuse _(par la [Prop. 53](353))_ ; or l'Âme se considère nécessairement elle-même quand elle conçoit une idée vraie ou adéquate _(par la [Prop. 43](243), p. II)_. D'autre part, l'Âme conçoit certaines idées adéquates _(par le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_. Donc elle est joyeuse aussi dans la mesure où elle conçoit des idées adéquates, c'est-à-dire _(par la [Prop. 1](301))_ où elle est active. De plus, l'Âme, en tant qu'elle a des idées claires et distinctes, comme en tant qu'elle en a de confuses, s'efforce de persévérer dans son être _(par la [Prop. 9](309))_. Mais par effort nous entendons le Désir _(par le [Scol.](309sc) de cette même Prop.)_ ; donc le Désir se rapporte à nous en tant aussi que nous connaissons, c'est-à-dire _(par la [Prop. 1](301))_ en tant que nous sommes actifs. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "359", + "title": "PROPOSITION 59", + "text": "_Parmi toutes les affections qui se rapportent à l'Âme en tant qu'elle est active, il n'y en a point qui ne se ramènent à la Joie et au Désir._", + "childs": [ + { + "id": "359d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Toutes les affections se ramènent au Désir, à la Joie ou à la Tristesse, comme le montrent les définitions que nous en avons données. Mais par Tristesse nous entendons ce qui diminue ou réduit^[Je traduis _minuit vel coercet_ au lieu de _minuitur et coercetur_ que donne l'édition van Vloten et Land.] la puissance de penser de l'Âme _(par la [Prop. 11](311) avec son [Scol.](311sc))_, et ainsi, en tant que l'Âme est contristée, sa puissance de connaître, c'est-à-dire d'agir _(par la [Prop. 1](301))_, est diminuée ou contrariée. Il n'est donc point d'affections de Tristesse qui se puissent rapporter à l'Âme en tant qu'elle est active, mais seulement des affections de Joie et de Désir, y en ayant _(par la [Prop. précéd.](358))_ qui se rapportent à elle considérée comme telle. CQFD." + }, + { + "id": "359sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Je ramène à la _Force d'âme_ les actions qui suivent des affections se rapportant à l'Âme en tant qu'elle connaît, et je divise la Force d'âme en Fermeté et Générosité. Par _Fermeté_ j'entends _un Désir par lequel un individu s'efforce à se conserver en vertu du seul commandement de la Raison_. Par _Générosité_ j'entends un _Désir par lequel un individu s'efforce en vertu du seul commandement de la raison à assister les autres hommes et à établir entre eux et lui un lien d'amitié_. Je rapporte donc à la Fermeté ces actions qui ont pour but l'utilité de l'agent seulement, et à la Générosité celles qui ont aussi pour but l'utilité d'autrui. La Tempérance donc, la Sobriété et la Présence d'Esprit dans les périls, etc., sont des espèces de Fermeté ; la Modestie, la Clémence, etc., des espèces de Générosité. Je pense ainsi avoir expliqué et fait connaître par leurs premières causes les principales affections et fluctuations de l'âme qui naissent par la combinaison des trois affections primitives, savoir le Désir, la Joie et la Tristesse. On voit par cette exposition que nous sommes mus en beaucoup de manières par les causes extérieures, et que, pareils aux vagues de la mer, mues par des vents contraires, nous sommes ballottés, ignorant ce qui nous adviendra et quel sera notre destin. J'ai dit toutefois que j'ai fait connaître seulement les principaux conflits où l'âme est engagée, et non tous ceux qu'il peut y avoir. Continuant de suivre en effet la même voie que plus haut, nous pouvons montrer facilement que l'Amour se joint au Repentir, au Dédain, à la Honte, etc. Bien mieux, il est, je crois, établi pour chacun par ce qui précède que les affections peuvent se combiner entre elles de tant de manières, et que tant de variétés naissent de là, qu'on ne peut leur assigner aucun nombre. Mais il suffit à mon dessein d'avoir énuméré les principales ; pour celles que j'ai omises, elles seraient objet de curiosité plus que d'utilité. Il reste cependant à observer au sujet de l'Amour que, par une rencontre très fréquente, quand nous jouissons de la chose appétée, le Corps peut acquérir par cette jouissance un état nouveau, être par là autrement déterminé, de façon que d'autres images de choses soient éveillées en lui, et que l'Âme commence en même temps à imaginer autre chose et à désirer autre chose. Quand, par exemple, nous imaginons quelque chose, à la saveur de quoi nous avons accoutumé de prendre plaisir, nous désirons en jouir, c'est-à-dire en manger. Mais, tandis que nous en jouissons ainsi, l'estomac se remplit, et le Corps se trouve dans un autre état. Si donc, dans cette disposition nouvelle du Corps, l'image de ce même aliment se maintient parce qu'il est présent, et conséquemment aussi l'effort ou le Désir d'en manger, à ce désir ou effort s'opposera cet état nouveau et, par suite, la présence de l'aliment appété sera odieuse ; c'est là ce que nous appelons Dégoût et Lassitude. J'ai, en outre, négligé les troubles extérieurs affectant le Corps qui s'observent dans les affections, tels le tremblement, la pâleur, les sanglots, le rire, etc., parce qu'ils se rapportent au Corps uniquement sans aucune relation avec l'Âme. Je dois enfin faire au sujet des définitions des affections certaines observations, et pour cette raison je reproduirai ici avec ordre ces définitions, y insérant ce qui est à observer sur chacune." + } + ] + }, + { + "title":"DÉFINITIONS DES AFFECTIONS.", + "type":"title" + }, + { + "id": "3ad1", + "title": "I.", + "text": "Le _Désir_ est l'essence même de l'homme en tant qu'elle est conçue comme déterminée à faire quelque chose par une affection quelconque donnée en elle.", + "childs": [ + { + "id": "3ad1e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Nous avons dit plus haut, dans le [Scolie de la Proposition 9](309sc), que le Désir est l'appétit avec conscience de lui-même ; et que l'appétit est l'essence même de l'homme en tant qu'elle est déterminée à faire les choses servant à sa conservation. Mais j'ai fait observer dans ce même [Scolie](309sc) que je ne reconnais, en réalité, aucune différence entre l'appétit de l'homme et le Désir. Que l'homme, en effet, ait ou n'ait pas conscience de son appétit, cet appétit n'en demeure pas moins le même ; et ainsi, pour ne pas avoir l'air de faire une tautologie, je n'ai pas voulu expliquer le Désir par l'appétit, mais je me suis appliqué à le définir de façon à y comprendre tous les efforts de la nature humaine que nous désignons par les mots d'appétit, de volonté, de désir, ou d'impulsion. Je pouvais dire que le Désir est l'essence même de l'homme en tant qu'elle est conçue comme déterminée à faire quelque chose, mais il ne suivrait pas de cette définition _(par la [Prop. 23](223), p. II)_ que l'Âme pût avoir conscience de son Désir ou de son appétit. Donc, pour que la cause de cette conscience fût enveloppée dans ma définition, il m'a été nécessaire _(par la même [Prop.](223))_ d'ajouter, _en tant qu'elle est déterminée par une affection quelconque donnée en elle_, etc. Car par une affection de l'essence de l'homme, nous entendons toute disposition de cette essence, qu'elle soit innée ou acquise^[J'ajoute au texte de Land les mots _sive adventicia_, nécessaires au sens, et dont l'équivalent hollandais se trouve dans la traduction de Glazemaker.], qu'elle se conçoive par le seul attribut de la Pensée ou par le seul attribut de l'Étendue, ou enfin se rapporte à la fois aux deux. J'entends donc par le mot de Désir tous les efforts, impulsions, appétits et volitions de l'homme, lesquels varient suivant la disposition variable d'un même homme et s'opposent si bien les uns aux autres que l'homme est traîné en divers sens et ne sait où se tourner." + } + ] + }, + { + "id": "3ad2", + "title": "II.", + "text": "La _Joie_ est le passage de l'homme d'une moindre à une plus grande perfection.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad3", + "title": "III.", + "text": "La _Tristesse_ est le passage de l'homme d'une plus grande à une moindre perfection.", + "childs": [ + { + "id": "3ad3e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Je dis passage. Car la Joie n'est pas la perfection elle-même. Si en effet l'homme naissait avec la perfection à laquelle il passe, il la posséderait sans affection de Joie ; cela se voit plus clairement dans l'affection de la Tristesse qui lui est opposée. Que la Tristesse en effet consiste dans un passage à une perfection moindre et non dans la perfection moindre elle-même, nul ne peut le nier, puisque l'homme ne peut être contristé en tant qu'il a part à quelque perfection. Et nous ne pouvons pas dire que la Tristesse consiste dans la privation d'une perfection plus grande, car une privation n'est rien. L'affection de Tristesse est un acte et cet acte ne peut, en conséquence, être autre chose que celui par lequel on passe à une perfection moindre, c'est-à-dire l'acte par lequel est diminuée ou réduite la puissance d'agir de l'homme _(voir le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_. J'omets, en outre, les définitions de la Gaieté, du Chatouillement, de la Mélancolie et de la Douleur, parce que ces affections se rapportent éminemment au Corps et ne sont que des espèces de Joie ou de Tristesse." + } + ] + }, + { + "id": "3ad4", + "title": "IV.", + "text": "Il y a _Étonnement_ quand à l'imagination d'une chose l'Âme demeure attachée, parce que cette imagination singulière n'a aucune connexion avec les autres. _(Voir la [Prop. 52](352) avec son [Scol.](352sc))_", + "childs": [ + { + "id": "3ad4e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Dans le [Scolie de la Proposition 18](218sc), Partie II, nous avons montré pour quelle cause l'Âme passe aussitôt de la considération d'une chose à la pensée d'une autre, savoir parce que les images de ces choses sont enchaînées entre elles et ordonnées de façon que l'une suive l'autre ; or on ne peut concevoir qu'il en soit ainsi quand l'image de la chose est nouvelle, mais alors l'Âme sera retenue dans la considération de cette chose jusqu'à ce qu'elle soit déterminée par d'autres causes à penser à d'autres. Considérée en elle-même, l'imagination d'une chose nouvelle est donc de même nature que les autres et, pour ce motif, je ne range pas l'Étonnement au nombre des affections, et je ne vois pas de motif pour le faire, puisque, si l'Âme est distraite de toute autre pensée, cette distraction qu'elle subit ne provient d'aucune cause positive, mais seulement de l'absence d'une cause qui de la considération d'une certaine chose la détermine à penser à d'autres. \nJe reconnais donc seulement trois affections primitives ou fondamentales _(comme dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc))_, savoir celles de la Joie, de la Tristesse et du Désir ; et, si j'ai dit quelques mots de l'Étonnement, c'est parce que l'usage s'est établi de désigner certaines affections dérivant des trois primitives par d'autres noms, quand elles se rapportent à des objets qui nous étonnent ; pour le même motif je joindrai ici la définition du Mépris." + } + ] + }, + { + "id": "3ad5", + "title": "V.", + "text": "Il y a _Mépris_ quand, par l'imagination d'une chose, l'Âme est si peu touchée que la présence de cette chose soit pour elle un motif d'imaginer ce qui ne s'y trouve pas, plutôt que ce qui s'y trouve. _Voir le [Scol. de la Prop. 52](352sc)_. \nJe laisse ici de côté la définition de la Vénération et du Dédain, parce que nulles affections, que je sache, ne tirent de là leur nom.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad6", + "title": "VI.", + "text": "L'_Amour_ est une Joie qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure.", + "childs": [ + { + "id": "3ad6e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Cette Définition explique assez clairement l'essence de l'_Amour_ ; pour celle des Auteurs qui définissent l'_Amour_ comme _la volonté qu'a l'amant de se joindre à la chose aimée_, elle n'exprime pas l'essence de l'Amour mais sa propriété, et, n'ayant pas assez bien vu l'essence de l'Amour, ces Auteurs n'ont pu avoir non plus aucun concept clair de sa propriété ; ainsi est-il arrivé que leur définition a été jugée extrêmement obscure par tous. Il faut observer, toutefois, qu'en disant que cette propriété consiste dans la volonté qu'a l'amant de se joindre à la chose aimée, je n'entends point par volonté un consentement, ou une délibération, c'est-à-dire un libre décret (nous avons démontré par la [Proposition 48](248), Partie II, que c'était là une chose fictive), non pas même un Désir de se joindre à la chose aimée quand elle est absente, ou de persévérer dans sa présence quand elle est là ; l'amour peut se concevoir en effet sans l'un ou sans l'autre de ces Désirs ; mais par volonté j'entends le Contentement qui est dans l'amant à cause de la présence de la chose aimée, contentement par où la Joie de l'amant est fortifiée ou au moins alimentée." + } + ] + }, + { + "id": "3ad7", + "title": "VII.", + "text": "La _Haine_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure.", + "childs": [ + { + "id": "3ad7e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "On perçoit facilement ce qu'il faut observer ici, par ce qui a été dit dans l'Explication précédente. _Voir, en outre, le [Scol. de la Prop. 13](313sc_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad8", + "title": "VIII.", + "text": "L'_Inclination_ est une Joie qu'accompagne l'idée d'une chose qui est cause de Joie par accident.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad9", + "title": "IX.", + "text": "L'_Aversion_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une chose qui est cause de Tristesse par accident. _Voir au sujet de ces affections le [Scol. de la Prop. 15](315sc)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad10", + "title": "X.", + "text": "La _Ferveur_ est l'Amour à l'égard de celui qui nous étonne.", + "childs": [ + { + "id": "3ad10e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Nous avons montré, [Proposition 52](352), que l'Étonnement naît de la nouveauté d'une chose. Si donc il arrive que nous imaginions souvent ce qui nous étonne, nous cesserons de nous étonner ; nous voyons donc que l'affection de la Ferveur peut aisément dégénérer en Amour simple." + } + ] + }, + { + "id": "3ad11", + "title": "XI.", + "text": "La _Dérision_ est une Joie née de ce que nous imaginons qu'il se trouve quelque chose à mépriser dans une chose que nous haïssons^[L'édition Land porte _quod contemnimus in re, quam odimus, ei inesse imaginamur_. Je supprime un mot et modifie la ponctuation de cette définition.].", + "childs": [ + { + "id": "3ad11e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "En tant que nous méprisons la chose que nous haïssons, nous nions d'elle l'existence _(voir le [Scol. de la Prop. 52](352sc))_, et dans cette mesure nous sommes joyeux _(par la [Prop. 20](320))_. Mais, puisque nous supposons que l'homme a cependant en haine l'objet de sa dérision, il suit de là que cette Joie n'est pas solide. _Voir le [Scol. de la Prop. 47](347sc)_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad12", + "title": "XII.", + "text": "L'_Espoir_ est une Joie inconstante née de l'idée d'une chose future ou passée de l'issue de laquelle nous doutons en quelque mesure.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad13", + "title": "XIII.", + "text": "La _Crainte_ est une Tristesse inconstante née de l'idée d'une chose future ou passée de l'issue de laquelle nous doutons en quelque mesure. _Voir sur ces affections le [Scol. 2 de la Prop. 18](318sc2)_.", + "childs": [ + { + "id": "3ad13e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Il suit de ces définitions qu'il n'y a pas d'Espoir sans Crainte ni de Crainte sans Espoir. Qui est en suspens dans l'Espoir, en effet, et dans le doute au sujet de l'issue d'une chose, est supposé imaginer quelque chose qui exclut l'existence d'un événement futur ; en cela donc il est contristé _(par la [Prop. 19](319))_, et conséquemment, tandis qu'il est en suspens dans l'Espoir, il craint que l'événement ne soit pas. Qui, au contraire, est dans la Crainte, c'est-à-dire dans le doute au sujet de l'issue d'une chose qu'il hait, imagine aussi quelque chose qui exclut l'existence d'un événement ; et ainsi _(par la [Prop. 20](320))_ il est joyeux et, en cela, a donc l'Espoir que l'événement ne soit pas." + } + ] + }, + { + "id": "3ad14", + "title": "XIV.", + "text": "La _Sécurité_ est une Joie née de l'idée d'une chose future ou passée au sujet de laquelle il n'y a plus de cause de doute.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad15", + "title": "XV.", + "text": "Le _Désespoir_ est une Tristesse née de l'idée d'une chose future ou passée au sujet de laquelle il n'y a plus de cause de doute.", + "childs": [ + { + "id": "3ad15e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "La Sécurité donc naît de l'Espoir, et le Désespoir de la Crainte, quand il n'y a plus de cause de doute au sujet de l'issue d'une chose ; cela vient de ce que l'homme imagine comme étant là la chose passée ou future et la considère comme présente, ou de ce qu'il en imagine d'autres excluant l'existence de celles qui avaient mis le doute en lui. Bien que, en effet, nous ne puissions jamais être certains de l'issue des choses singulières _(par le [Coroll. de la Prop. 31](331c), p. II)_, il arrive cependant que nous n'en doutions pas. Autre chose, en effet, nous l'avons montré _(voir le [Scol. de la Prop. 49](249sc), p. II)_ est ne pas douter d'une chose, autre chose en avoir la certitude ; il peut arriver ainsi que par l'image d'une chose passée ou future nous soyons affectés de la même affection de Joie ou de Tristesse que par l'image d'une chose présente, comme nous l'avons démontré dans la [Proposition 18](318), où nous renvoyons ainsi qu'à ses Scolies^[Je traduis le pluriel _Scholiis_ au lieu du singulier _Scholio_ que donne l'édition van Vloten et Land.] [1](318sc1) et [2](318sc2)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad16", + "title": "XVI.", + "text": "L'_Épanouissement_ est une Joie qu'accompagne l'idée d'une chose passée arrivée inespérément.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad17", + "title": "XVII.", + "text": "Le _Resserrement de conscience_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une chose passée arrivée contrairement à notre espoir.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad18", + "title": "XVIII.", + "text": "La _Commisération_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'un mal arrivé à un autre que nous imaginons être semblable à nous. _Voir le [Scol. de la Prop. 22](322sc) et [Scol. de la Prop. 27](327sc)._", + "childs": [ + { + "id": "3ad18e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Entre la Commisération et la Miséricorde il ne paraît y avoir aucune différence, sinon peut-être que la Commisération a rapport à une affection singulière, la Miséricorde à une disposition habituelle à l'éprouver." + } + ] + }, + { + "id": "3ad19", + "title": "XIX.", + "text": "La _Faveur_ est un Amour envers quelqu'un qui a fait du bien à un autre.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad20", + "title": "XX.", + "text": "L'_Indignation_ est une Haine envers quelqu'un qui a fait du mal à un autre.", + "childs": [ + { + "id": "3ad20e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Je sais que ces mots ont dans l'usage ordinaire un autre sens. Mais mon dessein est d'expliquer la nature des choses et non le sens des mots, et de désigner les choses par des vocables dont le sens usuel ne s'éloigne pas entièrement de celui où je les emploie, cela soit observé une fois pour toutes. Pour la cause de ces affections je renvoie, en outre, au [Corollaire 1 de la Proposition 27](327c1) et au [Scolie de la Proposition 22](322sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad21", + "title": "XXI.", + "text": "La _Surestime_ consiste à faire de quelqu'un par Amour plus de cas qu'il n'est juste.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad22", + "title": "XXII.", + "text": "La _Mésestime_ consiste à faire de quelqu'un par Haine moins de cas qu'il n'est juste.", + "childs": [ + { + "id": "3ad22e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "La Surestime est donc un effet ou une propriété de l'Amour ; la Mésestime, de la Haine ; la Surestime peut donc être définie comme étant l'_Amour_ en tant _qu'il affecte l'homme de telle sorte qu'il fasse de la chose aimée plus de cas qu'il n'est juste_, et au contraire la _Mésestime_ comme étant _la Haine en tant qu'elle affecte l'homme de telle sorte qu'il fasse de celui qu'il a en haine moins de cas qu'il n'est juste_. Voir sur ces affections le [Scol. de la Prop. 26](326sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad23", + "title": "XXIII.", + "text": "L'_Envie_ est la Haine en tant qu'elle affecte l'homme de telle sorte qu'il soit contristé par la félicité d'autrui et au contraire s'épanouisse du mal d'autrui.", + "childs": [ + { + "id": "3ad23e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "A l'Envie s'oppose communément la Miséricorde, qui peut donc, en dépit du sens du mot, se définir ainsi." + } + ] + }, + { + "id": "3ad24", + "title": "XXIV.", + "text": "La _Miséricorde_ est l'Amour en tant qu'il affecte l'homme de telle sorte qu'il s'épanouisse du bien d'autrui et soit contristé par le mal d'autrui.", + "childs": [ + { + "id": "3ad24e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Voir, en outre, sur l'Envie le [Scol. de la Proposition 24](324sc) et le [Scol. de la Prop. 32](332sc). Telles sont les affections de Joie et de Tristesse qu'accompagne l'idée d'une chose extérieure comme cause ou par elle-même ou par accident. Je passe aux affections qu'accompagne comme cause l'idée d'une chose intérieure." + } + ] + }, + { + "id": "3ad25", + "title": "XXV.", + "text": "Le _Contentement de soi_ est une Joie née de ce que l'homme se considère lui-même et sa puissance d'agir.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad26", + "title": "XXVI.", + "text": "L'_Humilité_ est une Tristesse née de ce que l'homme considère son impuissance ou sa faiblesse.", + "childs": [ + { + "id": "3ad26e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Le Contentement de soi s'oppose à l'Humilité en tant que nous entendons par lui une Joie née de ce que nous considérons notre puissance d'agir mais, en tant que nous entendons par Contentement de soi une Joie qu'accompagne l'idée d'une chose que nous croyons avoir faite par un libre décret de l'Âme, il s'oppose au Repentir que nous définissons ainsi." + } + ] + }, + { + "id": "3ad27", + "title": "XXVII.", + "text": "Le _Repentir_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une chose que nous croyons avoir faite par un libre décret de l'Âme.", + "childs": [ + { + "id": "3ad27e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Nous avons montré les causes de ces affections dans le [Scol. de la Prop. 51](351sc), dans les Prop. [53](353), [54](354) et [55](355) et le [Scol.](355c1sc) de cette dernière. Sur le libre décret de l'Âme, voir le [Scol. de la Prop. 35](235sc), Partie II. Il faut, en outre, noter ici qu'il n'est pas étonnant qu'en général tous les actes coutumièrement appelés _mauvais_ soient suivis de Tristesse, et ceux qu'on dit droits de Joie. Cela dépend au plus haut point de l'éducation, comme on le connaît facilement par ce qui précède. Les parents, en effet, désapprouvant les premiers et faisant à leurs enfants de fréquents reproches à leur sujet, les exhortant aux seconds au contraire et les louant, ont fait que des émois de Tristesse fussent joints aux uns et des mouvements de Joie aux autres. \nCela est confirmé par l'expérience. Car la coutume et la Religion n'est point partout la même, mais au contraire ce qui est sacré pour les uns est pour les autres profane, et ce qui est honnête chez les uns, vilain chez les autres. Suivant donc que chacun a été élevé, il se repent de telle chose faite par lui ou s'en glorifie." + } + ] + }, + { + "id": "3ad28", + "title": "XXVIII.", + "text": "L'_Orgueil_ consiste à faire de soi-même par Amour plus de cas qu'il n'est juste.", + "childs": [ + { + "id": "3ad28e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "L'orgueil diffère donc de la Surestime en ce que celle-ci se rapporte à un objet extérieur, l'Orgueil à l'homme même qui fait de lui plus de cas qu'il n'est juste. En outre, de même que la Surestime est un effet ou une propriété de l'Amour, l'Orgueil découle de l'Amour propre et peut donc se définir : l'_Amour de soi ou le Contentement de soi-même en tant qu'il affecte l'homme de telle sorte qu'il fasse de lui-même plus de cas qu'il n'est juste_ (voir le [Scol. de la Prop. 26](326sc)). Il n'y a pas d'affection opposée à celle-là. Car personne, par haine de soi, ne fait de soi trop peu de cas ; et même personne ne fait de soi moins de cas qu'il n'est juste en tant qu'il imagine ne pouvoir ceci ou cela. Tout ce que l'homme imagine qu'il ne peut pas, en effet il l'imagine nécessairement, et est disposé par cette imagination de telle sorte qu'il ne puisse réellement pas faire ce qu'il imagine ne pas pouvoir. Car, aussi longtemps qu'il imagine ne pas pouvoir ceci ou cela, il n'est pas déterminé à le faire, et conséquemment il lui est impossible de le faire. Si, en revanche, nous avons égard à ce qui dépend de la seule opinion, nous pourrons concevoir qu'il arrive à un homme de faire de lui-même trop peu de cas ; il peut arriver en effet que quelqu'un, considérant tristement sa faiblesse, imagine que tous le méprisent, et cela alors que les autres ne pensent à rien moins qu'à le mépriser. Un homme peut encore faire de lui-même trop peu de cas, si dans le temps présent il nie de lui-même quelque chose relativement au temps futur, duquel il est incertain ; comme lorsqu'on nie que l'on puisse rien concevoir de certain ou que l'on puisse désirer ou faire autre chose que du mauvais et du vilain. Nous pouvons dire ensuite que quelqu'un fait de lui-même trop peu de cas quand nous le voyons, par crainte excessive de la honte, ne pas oser ce qu'osent ses pareils. Nous pouvons donc opposer à l'Orgueil cette affection que j'appellerai Mésestime de soi ; comme du Contentement de soi naît l'Orgueil en effet, la Mésestime de soi naît de l'Humilité et peut donc se définir ainsi :" + } + ] + }, + { + "id": "3ad29", + "title": "XXIX.", + "text": "La _Mésestime de soi_ consiste à faire de soi par Tristesse moins de cas qu'il n'est juste.", + "childs": [ + { + "id": "3ad29e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Nous avons accoutumé, il est vrai, d'opposer à l'Orgueil l'Humilité, mais c'est qu'alors nous avons égard plutôt à leurs effets qu'à leur nature. Nous appelons orgueilleux en effet celui qui se glorifie trop _(voir le [Scol. de la Prop. 30](330sc))_, ne raconte de lui que ses vertus et que les vices des autres, veut être préféré à tous et se présente avec la même gravité et dans le même appareil que font habituellement les personnes placées fort au-dessus de lui. Nous appelons humble, au contraire, celui qui rougit facilement, avoue ses vices et raconte les vertus d'autrui, s'efface devant tous et va enfin la tête basse, négligeant de se parer. Ces affections, l'Humilité et la Mésestime de soi, veux-je dire, sont d'ailleurs très rares. Car la nature humaine, considérée en elle-même, leur oppose résistance le plus qu'elle peut _(voir les Prop. [13](313) et [54](354))_, et ainsi ceux que l'on croit être le plus pleins de mésestime d'eux-mêmes et d'humilité, sont généralement le plus pleins d'ambition et d'envie." + } + ] + }, + { + "id": "3ad30", + "title": "XXX.", + "text": "La _Gloire_ est une Joie qu'accompagne l'idée d'une action nôtre, que nous imaginons qui est louée par d'autres.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad31", + "title": "XXXI.", + "text": "La _Honte_ est une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une action, que nous imaginons qui est blâmée par d'autres.", + "childs": [ + { + "id": "3ad31e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Voir sur ces affections le [Scolie de la Proposition 30](330sc). Mais il faut noter ici la différence qui est entre la Honte et la Pudeur. La Honte est une Tristesse qui suit une chose faite dont on rougit. La Pudeur est la Crainte ou la Peur de la Honte, par où l'homme est empêché de faire quelque chose de vilain. A la Pudeur on oppose d'ordinaire l'Impudence qui, en réalité, n'est pas une affection, je le montrerai en son lieu ; les noms des affections (j'en ai déjà fait l'observation) se rapportent à leur usage plus qu'à leur nature. J'ai ainsi fini d'expliquer les affections de Tristesse et de Joie que je m'étais proposé d'examiner. Je passe donc à celles que je ramène au Désir." + } + ] + }, + { + "id": "3ad32", + "title": "XXXII.", + "text": "Le _Souhait frustré_ est un Désir ou un Appétit de posséder une chose, qui est alimenté par le souvenir de cette chose et en même temps réduit par le souvenir d'autres choses qui excluent l'existence de celle où se porterait l'appétit.", + "childs": [ + { + "id": "3ad32e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Quand il nous souvient d'une chose, nous sommes par cela même disposés à la considérer dans le même sentiment dont nous serions affectés si elle était là présente ; mais cette disposition ou cet effort est le plus souvent, pendant la veille, inhibé par les images des choses excluant l'existence de celle dont il nous souvient. Quand donc nous nous rappelons une chose qui nous affecte d'un certain genre de Joie, nous nous efforçons par cela même avec la même affection de Joie à la considérer comme présente, et cet effort est aussitôt inhibé par le souvenir des choses qui excluent l'existence de la première. Le souhait frustré est donc en réalité une Tristesse qui s'oppose la Joie provenant de l'absence d'une chose que nous haïssons ; voir sur cette dernière le [Scolie de la Proposition 47](347sc). Comme toutefois le mot de _Souhait frustré_ semble être relatif à un désir, je ramène cette affection aux affections de Désir." + } + ] + }, + { + "id": "3ad33", + "title": "XXXIII.", + "text": "L'_Émulation_ est le Désir d'une chose qui est engendré en nous parce que nous imaginons que d'autres ont ce désir.", + "childs": [ + { + "id": "3ad33e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Qui fuit, qui a peur parce qu'il voit les autres fuir ou avoir peur, qui même, à la vue d'un autre homme se brûlant la main, retire la main et déplace son corps comme s'il s'était lui-même brûlé la main, nous disons qu'il imite l'affection d'autrui et non qu'il a de l'émulation ; ce n'est pas que nous sachions une cause de l'imitation différente de celle de l'émulation, mais l'usage a fait que nous appelions émule celui-là seul qui imite ce que nous jugeons honnête, utile ou agréable. Voir, du reste, sur la cause de l'Émulation la [Proposition 27](327) avec son [Scolie](327sc). Pour ce que maintenant à cette affection se joint le plus souvent de l'Envie, voir la [Proposition 32](332) avec son [Scolie](332sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad34", + "title": "XXXIV.", + "text": "La _Reconnaissance_ ou _Gratitude_ est un Désir ou un empressement d'Amour par lequel nous nous efforçons de faire du bien à qui nous en a fait affecté pareillement d'amour à notre égard. _Voir la [Prop. 39](339) avec le [Scol. de la Prop. 41](341sc)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad35", + "title": "XXXV.", + "text": "La _Bienveillance_ est un Désir de faire du bien à celui pour qui nous avons de la commisération. _Voir le [Scol. de la Prop. 27](327sc)._", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad36", + "title": "XXXVI.", + "text": "La _Colère_ est un Désir qui nous excite à faire du mal par Haine à celui que nous haïssons. _Voir la [Prop. 39](339)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad37", + "title": "XXXVII.", + "text": "La _Vengeance_ est un Désir qui nous excite à faire du mal par une Haine réciproque à qui, affecté du même sentiment à notre égard, nous a porté dommage. _Voir le [Coroll. 2 de la Prop. 40](340c2) avec son [Scolie](340sc)._", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad38", + "title": "XXXVIII.", + "text": "La _Cruauté_ ou _Férocité_ est un Désir qui excite^[Baensch, au lieu de _aliquis concitatur_ que je traduis, voudrait qu'on lût _concitamur_.] quelqu'un à faire du mal à celui que nous aimons ou qui nous inspire commisération.", + "childs": [ + { + "id": "3ad38e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "A la Cruauté s'oppose la Clémence qui n'est pas une passion, mais une puissance de l'âme qui modère la Colère et la Vengeance." + } + ] + }, + { + "id": "3ad39", + "title": "XXXIX.", + "text": "La _Peur_ est un Désir d'éviter un mal plus grand, que nous craignons, par un moindre. _Voir le [Scol. de la Prop. 39](339sc)_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad40", + "title": "XL.", + "text": "L'_Audace_ est un Désir qui excite quelqu'un à faire quelque action en courant un danger que ses pareils craignent d'affronter.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad41", + "title": "XLI.", + "text": "La _Pusillanimité_ se dit de celui dont le Désir est réduit par la peur d'un danger que ses pareils osent affronter.", + "childs": [ + { + "id": "3ad41e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "La Pusillanimité n'est donc rien d'autre que la Crainte d'un mal que la plupart n'ont pas accoutumé de craindre ; c'est pourquoi je ne la ramène pas aux affections de Désir. J'ai cependant voulu en donner ici l'explication parce qu'elle s'oppose réellement à l'affection de l'Audace, eu égard au Désir qu'elle réduit." + } + ] + }, + { + "id": "3ad42", + "title": "XLII.", + "text": "La _Consternation_ se dit de celui dont le Désir d'éviter un mal est réduit par l'étonnement du mal dont il a peur.", + "childs": [ + { + "id": "3ad42e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "La Consternation est donc une espèce de Pusillanimité. Mais, comme elle naît d'une Peur double, elle peut être définie plus commodément comme étant _la Crainte qui contient de telle sorte un homme frappé de stupeur ou flottant, qu'il ne puisse écarter le mal_. Je dis _frappé de stupeur_, en tant que nous concevons son Désir d'écarter le mal comme réduit par l'étonnement. Je dis _flottant_, en tant que nous concevons ce Désir comme réduit par la Peur d'un autre mal qui le tourmente également ; d'où vient qu'il ne sait lequel des deux détourner. Voir à ce sujet le [Scol. de la Prop. 39](339sc) et le [Scol. de la Prop. 52](352sc). En outre, sur la Pusillanimité et l'Audace, voir le [Scol. de la Prop. 51](351sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad43", + "title": "XLIII.", + "text": "L'_Humanité_ ou la _Modestie_ est un Désir de faire ce qui plaît aux hommes et de ne pas faire ce qui leur déplaît.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad44", + "title": "XLIV.", + "text": "L'_Ambition_ est un Désir immodéré de gloire.", + "childs": [ + { + "id": "3ad44e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "L'Ambition est un Désir par lequel toutes les affections sont alimentées et fortifiées _(par les Prop. [27](327) et [31](331))_ ; par suite, cette affection peut difficilement être vaincue. Aussi longtemps en effet qu'un homme est possédé par un Désir, il est en même temps possédé par celui-là. Les _meilleurs_, dit Cicéron, _sont les plus sensibles à l'attrait de la gloire. Même les Philosophes qui écrivent des livres sur le mépris de la gloire y mettent leur nom, etc_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad45", + "title": "XLV.", + "text": "La _Gourmandise_ est un Désir immodéré, ou même un Amour, de la chère.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad46", + "title": "XLVI.", + "text": "L'_Ivrognerie_ est un Désir immodéré et un Amour de la boisson.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad47", + "title": "XVLII.", + "text": "L'_Avarice_ est un Désir immodéré et un Amour des richesses.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad48", + "title": "XLVIII.", + "text": "La _Lubricité_ est aussi un Désir et un Amour de l'union des corps.", + "childs": [ + { + "id": "3ad48e", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Que ce Désir du coït soit modéré ou ne le soit pas, on a coutume de l'appeler Lubricité. De plus, les cinq dernières affections _(comme je l'ai fait observer dans le [Scol. de la Prop. 56](356sc))_ n'ont pas de contraires. Car la Modestie est une espèce d'Ambition, comme on le voit dans le [Scol. de la Prop. 29](329sc). J'ai déjà fait observer que la Tempérance, la Sobriété et la Chasteté ne sont pas des passions, mais des puissances de l'Âme. Et bien qu'il puisse arriver qu'un homme avare, ambitieux ou peureux, s'abstienne des excès de table, de boisson ou de coït, l'Avarice cependant, l'Ambition et la Peur ne sont pas opposées à la gourmandise, à l'ivrognerie ou à la lubricité. Car l'avare souhaite la plupart du temps se^[L'addition de _se_ paraît nécessaire pour la correction.] gorger de nourriture et de boisson aux dépens d'autrui. L'ambitieux, pourvu qu'il ait l'espoir de n'être pas découvert, ne se modérera en rien et, s'il vit parmi des ivrognes et des lubriques, il sera, par son ambition même, plus enclin aux mêmes vices. Le peureux enfin fait ce qu'il ne veut pas. Encore bien qu'il jette à la mer ses richesses pour éviter la mort, il demeure avare ; et si le lubrique est triste de ne pouvoir se satisfaire, il ne cesse pas pour cela d'être lubrique. Et d'une manière générale ces affections ne concernent pas tant les actes mêmes de manger, boire, etc., que le Désir et l'Amour de ces actes. On ne peut donc rien opposer à ces affections, sinon la Générosité et la Fermeté d'âme dont nous parlerons plus tard. \nJe passe sous silence les définitions de la Jalousie et des autres fluctuations de l'Âme, tant parce qu'elles naissent d'une combinaison des affections déjà définies que parce que la plupart n'ont pas de noms ; ce qui montre qu'il suffit pour l'usage de la vie de les connaître en général. Il est d'ailleurs clair, par les Définitions des affections expliquées, que toutes naissent du Désir, de la Joie ou de la Tristesse, ou plutôt ne sont rien que ces trois qui toutes ont coutume d'être appelées de divers noms à cause des relations suivant lesquelles on les considère et de leurs dénominations extrinsèques. Si maintenant nous avons égard à ces affections primitives et à ce qui a été dit auparavant de la nature de l'Âme, nous pourrons définir comme il suit les Affections en tant qu'elles se rapportent à l'Âme seule." + } + ] + }, + { + "id": "3agd", + "title": "DÉFINITION GÉNÉRALE DES AFFECTIONS.", + "text": "Une Affection, dite Passion de l'Âme, est une idée confuse par laquelle l'Âme affirme une force d'exister de son Corps, ou d'une partie d'icelui, plus grande ou moindre qu'auparavant, et par la présence de laquelle l'Âme elle-même est déterminée à penser à telle chose plutôt qu'à telle autre.", + "childs": [ + { + "id": "3agde", + "type": "EXPLICATION", + "text": "Je dis en premier lieu qu'une Affection ou passion de l'âme est une _idée confuse_. Nous avons montré en effet que l'Âme est passive _(voir la [Prop. 3](303))_ en tant seulement qu'elle a des idées inadéquates ou confuses. Je dis ensuite _par laquelle l'Âme affirme une force d'exister de son Corps ou d'une partie d'icelui plus grande ou moindre qu'auparavant_. Toutes les idées de corps que nous avons, indiquent plutôt en effet l'état actuel de notre Corps _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_ que la nature du Corps extérieur ; et celle qui constitue la force d'une affection doit indiquer ou exprimer l'état qu'a le Corps ou une de ses parties, par suite de ce que sa puissance d'agir ou sa force d'exister est accrue ou diminuée, secondée ou réduite. On doit noter toutefois que, si je dis _force d'exister plus grande ou moindre qu'auparavant_, je n'entends point par là que l'Âme compare l'état présent du Corps avec le passé, mais que l'idée constituant la forme de l'affection affirme du Corps quelque chose qui enveloppe effectivement plus ou moins de réalité qu'auparavant. Et comme l'essence de l'Âme consiste _(par les Prop. [11](211) et [13](213), p. II)_ en ce qu'elle affirme l'existence actuelle de son Corps, et que par perfection nous entendons l'essence même d'une chose, il suit donc que l'Âme passe à une perfection plus grande ou moindre, quand il lui arrive d'affirmer de son Corps ou d'une partie d'icelui quelque chose qui enveloppe plus ou moins de réalité qu'auparavant. Quand donc j'ai dit plus haut que la puissance de penser de l'Âme était accrue ou diminuée, je n'ai rien voulu entendre, sinon que l'Âme avait formé de son Corps, ou d'une partie d'icelui, une idée exprimant plus ou moins de réalité qu'elle n'en avait précédemment affirmé de son Corps. Car on estime la valeur des idées et la puissance actuelle de penser suivant la valeur de l'objet. J'ai ajouté enfin que _par la présence de cette idée l'Âme est déterminée à penser à telle chose plutôt qu'à telle autre_, afin d'exprimer, outre la nature de la Tristesse ou de la Joie, celle aussi du Désir." + } + ] + }, + { + "title":"_Fin de la Troisième Partie_", + "type":"filet" + } + ] + }, + { + "index": 4, + "id": "p4", + "title": "_Quatrième Partie_, DE la Servitude de l'Homme _ou_ des FORCES des Affections.", + "enonces": [ + { + "id": "4pr", + "title": "PRÉFACE", + "text": "_J'appelle Servitude l'impuissance de l'homme à gouverner et réduire ses affections ; soumis aux affections, en effet, l'homme ne relève pas de lui-même, mais de la fortune, dont le pouvoir est tel sur lui que souvent il est contraint, voyant le meilleur, de faire le pire. Je me suis proposé, dans cette Partie, d'expliquer cet état par sa cause et de montrer, en outre, ce qu'il y a de bon et de mauvais dans les affections. Avant de commencer, toutefois, il convient de présenter quelques observations préliminaires sur la perfection et l'imperfection et sur le bien et le mal. \nQui a résolu de faire une chose et l'a parfaite, son œuvre est parfaite, non seulement à l'en croire, mais au jugement de quiconque sait droitement ou croit savoir la pensée de l'Auteur et son but. Si, par exemple, on voit une œuvre (que je suppose n'être pas achevée) et si l'on sait que le but de l'Auteur est d'édifier une maison, on dira que la maison est imparfaite, et parfaite au contraire sitôt qu'on la verra portée au point d'achèvement que son Auteur avait résolu de lui faire atteindre. Mais, si l'on voit une œuvre sans avoir jamais vu rien de semblable et qu'on ignore la pensée de l'artisan, certes on ne pourra savoir si elle est parfaite ou imparfaite. Telle paraît être la première signification de ces vocables. Quand, toutefois, les hommes eurent commencé de former des idées générales et de se représenter par la pensée des modèles de maisons, d'édifices, de tours, etc., comme aussi de préférer certains modèles à d'autres, il est advenu que chacun appela parfait ce qu'il voyait s'accorder avec l'idée générale formée par lui des choses de même sorte, et imparfait au contraire ce qu'il voyait qui était moins conforme au modèle conçu par lui, encore que l'artisan eût entièrement exécuté son propre dessein. Il ne paraît pas qu'il y ait d'autre raison pourquoi l'on nomme parfaites ou imparfaites les choses de la nature, c'est-à-dire non faites par la main de l'homme ; les hommes, en effet, ont accoutumé de former tant des choses naturelles que des produits de leur art propre, des idées générales, qu'ils tiennent pour des modèles ; ils croient que la Nature y a égard (suivant leur opinion elle n'agit jamais que pour une fin) et se les propose comme modèles. Lors donc qu'ils voient se faire, dans la Nature, quelque chose de peu conforme au modèle par eux conçu pour une chose de même sorte, ils croient que la Nature elle-même s'est trouvée en défaut ou a péché, et qu'elle a laissé imparfaite son œuvre. Ainsi voyons-nous les hommes appeler coutumièrement parfaites ou imparfaites les choses naturelles, plus en vertu d'un préjugé que par une vraie connaissance de ces choses. Nous l'avons montré en effet dans l'[Appendice](1app) de la Première Partie, la Nature n'agit pas pour une fin ; cet Être éternel et infini que nous appelons Dieu ou la Nature, agit avec la même nécessité qu'il existe. Car la même nécessité de nature par laquelle il existe, est celle aussi, nous l'avons fait voir_ ([Prop. 16](116), p. I), _par laquelle il agit. Donc la raison, ou la cause, pourquoi Dieu, ou la Nature, agit et pourquoi il existe est une et toujours la même. N'existant pour aucune fin, il n'agit donc aussi pour aucune ; et comme son existence, son action aussi n'a ni principe, ni fin. Ce qu'on appelle cause finale n'est d'ailleurs rien que l'appétit humain en tant qu'il est considéré comme le principe ou la cause primitive d'une chose. Quand, par exemple, nous disons que l'habitation a été la cause finale de telle ou telle maison, certes nous n'entendons rien d'autre sinon qu'un homme, ayant imaginé les avantages de la vie de maison, a eu l'appétit de construire une maison. L'habitation donc, en tant qu'elle est considérée comme une cause finale, n'est rien de plus qu'un appétit singulier, et cet appétit est en réalité une cause efficiente, considérée comme première, parce que les hommes ignorent communément les causes de leurs appétits. Ils sont en effet, je l'ai dit souvent, conscients de leurs actions et appétits, mais ignorants des causes par où ils sont déterminés à appéter quelque chose. Pour ce qu'on dit vulgairement, que la Nature est en défaut ou pèche parfois et produit des choses imparfaites, je le range au nombre des propos que j'ai examinés dans l'[Appendice](1app) de la Première Partie. La perfection donc et l'imperfection ne sont en réalité que des modes de penser, je veux dire des notions que nous avons accoutumé de forger parce que nous comparons entre eux les individus de même espèce ou de même genre ; à cause de quoi, j'ai dit plus haut_ ([Défin. 6](2d6), p. II) _que par perfection et réalité j'entendais la même chose. Nous avons coutume en effet de ramener tous les individus de la Nature à un genre unique appelé généralissime, autrement dit, à la notion de l'Être qui appartient à tous les individus de la Nature absolument. En tant donc que nous ramenons les individus de la Nature à ce genre et les comparons entre eux, et dans la mesure où nous trouvons que les uns ont plus d'entité ou de réalité que les autres, nous disons qu'ils sont plus parfaits les uns que les autres, et en tant que nous leur attribuons quelque chose qui, telle une limite, une fin, une impuissance, enveloppe une négation, nous les appelons imparfaits, parce qu'ils n'affectent pas notre Âme pareillement à ceux que nous appelons parfaits, et non parce qu'il leur manque quelque chose qui leur appartienne ou que la Nature ait péché. Rien en effet n'appartient à la nature d'une chose, sinon ce qui suit de la nécessité de la nature d'une cause efficiente, et tout ce qui suit de la nécessité de la nature d'une cause efficiente arrive nécessairement. \nQuant au bon et au mauvais, ils n'indiquent également rien de positif dans les choses, considérées du moins en elles-mêmes, et ne sont autre chose que des modes de penser ou des notions que nous formons parce que nous comparons les choses entre elles. Une seule et même chose peut être dans le même temps bonne et mauvaise et aussi indifférente. Par exemple la Musique est bonne pour le Mélancolique, mauvaise pour l'Affligé ; pour le Sourd, elle n'est ni bonne ni mauvaise. Bien qu'il en soit ainsi, cependant il nous faut conserver ces vocables. Désirant en effet former une idée de l'homme qui soit, comme un modèle de la nature humaine placé devant nos yeux, il nous sera utile de conserver ces vocables dans le sens que j'ai dit. J'entendrai donc par bon dans ce qui va suivre, ce que nous savons avec certitude qui est un moyen de nous rapprocher de plus en plus du modèle de la nature humaine que nous nous proposons. Par mauvais, au contraire, ce que nous savons avec certitude qui nous empêche de reproduire ce modèle. Nous dirons, en outre, les hommes plus ou moins parfaits, suivant qu'ils se rapprocheront plus ou moins de ce même modèle. Il faut l'observer avant tout en effet, si je dis que quelqu'un passe d'une moindre à une plus grande perfection, ou inversement, je n'entends point par là que d'une essence ou forme il se mue en une autre. Un cheval, par exemple, est détruit aussi bien s'il se mue en homme que s'il se mue en insecte ; c'est sa puissance d'agir, en tant qu'elle est ce qu'on entend par sa nature, que nous concevons comme accrue ou diminuée. Par perfection en général enfin j'entendrai, comme je l'ai dit, la réalité, c'est-à-dire l'essence d'une chose quelconque en tant qu'elle existe et produit quelque effet en une certaine manière, n'ayant nul égard à sa durée. Nulle chose singulière en effet ne peut être dite plus parfaite, pour la raison qu'elle a persévéré plus longtemps dans l'existence ; car la durée des choses ne peut être déterminée par leur essence, puisque l'essence des choses n'enveloppe aucun temps certain et déterminé d'existence, mais une chose quelconque, qu'elle soit plus ou moins parfaite, pourra persévérer toujours dans l'existence avec la même force par quoi elle a commencé d'exister, de sorte que toutes sont égales en cela._", + "childs": [] + }, + { + "title":"DÉFINITIONS", + "type":"title" + }, + { + "id": "4d1", + "title": "I.", + "text": "J'entendrai par bon ce que nous savons avec certitude nous être utile.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d2", + "title": "II.", + "text": "J'entendrai par mauvais, au contraire, ce que nous savons avec certitude empêcher que nous ne possédions un bien. \n \n(Sur les définitions précédentes voir la [Préface](4pr) vers la fin.)", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d3", + "title": "III.", + "text": "J'appelle les choses singulières contingentes, en tant qu'ayant égard à leur seule essence, nous ne trouvons rien qui pose nécessairement leur existence ou l'exclue nécessairement.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d4", + "title": "IV.", + "text": "J'appelle les mêmes choses singulières possibles, en tant qu'ayant égard aux causes par où elles doivent être produites, nous ne savons si ces causes sont déterminées de façon à les produire. \n \nDans le [Scol. 1 de la Prop. 33](133sc1), p. I, je n'ai fait aucune différence entre le possible et le contingent, parce qu'il n'était pas nécessaire en cet endroit de les distinguer avec soin.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d5", + "title": "V.", + "text": "J'entendrai dans ce qui suit par affections contraires celles qui traînent l'homme dans des directions différentes, même si elles sont du même genre, comme la gourmandise et l'avarice qui sont des espèces d'amour ; elles sont contraires non par nature, mais par accident.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d6", + "title": "VI.", + "text": "J'ai expliqué dans les Scol. [1](318sc1) et [2](318sc2) de la Proposition 18, Partie III, ce que j'entends par affection à l'égard d'une chose future, présente et passée ; j'y renvoie. \n \nIl faut cependant noter ici, en outre, que, pas plus qu'une distance de lieu, nous ne pouvons imaginer distinctement une distance de temps au delà d'une certaine limite ; en d'autres termes, comme tous les objets distants de nous de plus de deux cents pieds, ou dont la distance du lieu où nous sommes, dépasse celle que nous imaginons distinctement, nous sont habituellement représentés par l'imagination à égale distance de nous comme s'ils étaient dans le même plan, de même aussi les objets dont nous imaginons que le temps d'existence est séparé du présent par un intervalle plus grand que celui que nous avons accoutumé d'imaginer distinctement, nous nous les représentons tous par l'imagination à égale distance du présent et nous les rapportons en quelque sorte à un même instant du temps.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d7", + "title": "VII.", + "text": "Par fin pour laquelle nous faisons quelque chose j'entends l'appétit.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d8", + "title": "VIII.", + "text": "Par vertu et puissance j'entends la même chose ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ la vertu, en tant qu'elle se rapporte à l'homme, est l'essence même ou la nature de l'homme en tant qu'il a le pouvoir de faire certaines choses se pouvant connaître par les seules lois de sa nature.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4a", + "title": "AXIOME", + "text": "Il n'est donné dans la Nature aucune chose singulière qu'il n'en soit donné une autre plus puissante et plus forte. Mais, si une chose quelconque est donnée, une autre plus puissante, par laquelle la première peut être détruite, est donnée.", + "childs": [] + }, + { + "id": "401", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_Rien de ce qu'une idée fausse a de positif n'est ôté par la présence du vrai, en tant que vrai._", + "childs": [ + { + "id": "401d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La fausseté consiste seulement dans la privation de connaissance qu'enveloppent les idées inadéquates _(par la [Prop. 35](235), p. II)_, et elles n'ont rien de positif à cause de quoi elles sont dites fausses _(par la [Prop. 33](233), p. II)_. Mais, au contraire, en tant qu'elles se rapportent à Dieu, elles sont vraies _(par la [Prop. 32](232), p. II)_. Si donc ce qu'une idée fausse a de positif était ôté par la présence du vrai en tant qu'il est vrai, une idée vraie serait ôtée par elle-même, ce qui _(par la [Prop. 4](304), p. III)_ est absurde. Donc rien de ce qu'une idée fausse, etc. CQFD." + }, + { + "id": "401sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Proposition se connaît plus clairement par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), Partie II. Car une imagination est une idée qui indique plutôt l'état du Corps humain que la nature du corps extérieur, non distinctement à la vérité, mais confusément ; par où il arrive que l'Âme est dite errer. Quand par exemple nous regardons le soleil, nous imaginons qu'il est distant de nous d'environ deux cents pieds ; en quoi nous nous trompons aussi longtemps que nous ignorons sa vraie distance ; mais, quand elle est connue, l'erreur certes est ôtée, mais non l'imagination, laquelle explique la nature du soleil en tant qu'elle affecte le corps ; et ainsi, bien que connaissant sa vraie distance, nous n'imaginerons pas moins qu'il est proche de nous. Comme nous l'avons dit en effet dans le [Scol. de la Prop. 35](235sc), Partie II, nous n'imaginons pas le soleil proche parce que nous ignorons sa vraie distance, mais parce que l'Âme conçoit la grandeur du soleil d'une façon qui est en rapport avec l'affection venue au Corps de lui. De même, quand les rayons du soleil, tombant sur la surface de l'eau, parviennent à nos yeux après réflexion, nous l'imaginons comme s'il était dans l'eau, encore que sachant le lieu où il est vraiment ; et les autres imaginations par où l'Âme est trompée, qu'elles indiquent l'état naturel du Corps, ou qu'elles indiquent soit un accroissement, soit une diminution de sa puissance d'agir, ne sont pas contraires au vrai et ne s'évanouissent pas par sa présence. Il arrive bien, quand nous avons à faux peur de quelque mal, que la peur s'évanouisse à l'ouïe d'une nouvelle vraie ; mais il arrive aussi, en revanche, quand nous avons peur d'un mal dont la venue est certaine, que la peur s'évanouisse aussi à l'ouïe d'une nouvelle fausse, et ainsi les imaginations ne s'évanouissent pas par la présence du vrai, en tant que vrai, mais parce qu'il s'en offre de plus fortes qui excluent l'existence présente des choses que nous imaginons, comme nous l'avons montré à la [Prop. 17](217), Partie II." + } + ] + }, + { + "id": "402", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_Nous pâtissons en tant que nous sommes une partie de la Nature qui ne peut se concevoir par soi sans les autres parties._", + "childs": [ + { + "id": "402d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous sommes dits passifs quand quelque chose se produit en nous de quoi nous ne sommes cause que partiellement _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 1](3d1), p. III)_ quelque chose qui ne peut être déduit des seules lois de notre nature. Nous pâtissons donc en tant que nous sommes une partie de la Nature qui ne peut se concevoir par soi sans les autres parties. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "403", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_La force avec laquelle l'homme persévère dans l'existence est limitée et surpassée infiniment par la puissance des causes extérieures._", + "childs": [ + { + "id": "403d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident, par l'[Axiome](4a) de cette Partie. Car, si un homme est donné, quelque autre chose plus puissante, disons A, est donnée, et si A est donné, quelque autre chose encore, disons B, plus puissante que A, et cela à l'infini ; par suite, la puissance de l'homme est limitée par celle d'une autre chose et infiniment surpassée par celle des causes extérieures, CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "404", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_Il est impossible que l'homme ne soit pas une partie de la Nature et ne puisse éprouver d'autres changements que ceux qui se peuvent connaître par sa seule nature et dont il est cause adéquate._", + "childs": [ + { + "id": "404d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La puissance par laquelle les choses singulières et conséquemment l'homme conservent leur être est la puissance même de Dieu ou de la Nature _(par le [Coroll. de la Prop. 24](124c), p. I)_, non en tant qu'elle est infinie, mais en tant qu'elle peut s'expliquer par une essence humaine actuelle _(par la [Prop. 7](307), p. III)_. Donc la puissance de l'homme, en tant qu'elle s'explique par son essence actuelle est une partie de la puissance infinie, c'est-à-dire de l'essence _(par la [Prop. 34](134), p. I)_, de Dieu ou de la Nature : ce qui était le premier point. Si maintenant il était possible que l'homme pût n'éprouver d'autres changements que ceux qui se peuvent connaître par la seule nature de l'homme lui-même, il s'ensuivrait _(par les Prop. [4](304) et [6](306), p. III)_ qu'il ne pourrait périr mais existerait toujours nécessairement ; et cela devrait suivre d'une cause dont la puissance fût finie ou infinie ; je veux dire ou bien de la seule puissance de l'homme, qui pourrait donc écarter de lui-même les autres changements pouvant venir de causes extérieures ; ou bien par la puissance infinie de la Nature dirigeant toutes les choses singulières de façon que l'homme pût éprouver ces changements seulement qui servent à sa conservation. Mais la première hypothèse est absurde _(par la [Prop. précéd.](403) dont la démonstration est universelle et peut être appliquée à toutes les choses singulières)_. Si donc il se pouvait que l'homme n'éprouvât d'autres changements que ceux qui se peuvent connaître par sa seule nature et conséquemment _(comme nous venons de le montrer)_ existât toujours, cela devrait suivre de la puissance infinie de Dieu ; et en conséquence _(par la [Prop. 16](116), p. I)_, de la nécessité de la nature divine, en tant qu'elle est considérée comme affectée de l'idée d'un homme, devrait se déduire tout l'ordre de la Nature conçue sous les attributs de l'Étendue et de la Pensée. Il suivrait de là _(par la [Prop. 21](121), p. I)_ que l'homme serait infini, ce qui _(par la première partie de cette démonstration)_ est absurde. Il est donc impossible que l'homme n'éprouve d'autres changements que ceux dont il est cause adéquate. CQFD." + }, + { + "id": "404c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que l'homme est nécessairement toujours soumis aux passions, suit l'ordre commun de la Nature et lui obéit, et s'y adapte autant que la nature des choses l'exige." + } + ] + }, + { + "id": "405", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_La force et la croissance d'une passion quelconque, et sa persévérance à exister, ne se définissent point par la puissance avec laquelle nous persévérons dans l'existence, mais par la puissance de la cause extérieure comparée à la nôtre._", + "childs": [ + { + "id": "405d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'essence d'une passion ne peut s'expliquer par notre seule essence _(par les Défin. [1](3d1) et [2](3d2), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ la puissance d'une passion ne peut se définir par la puissance avec laquelle nous persévérons dans notre être, mais _(comme nous l'avons montré [Prop. 16](216), p. II)_ doit se définir nécessairement par la puissance de la cause extérieure comparée à la nôtre. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "406", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_La force d'une passion ou d'une affection peut surpasser les autres actions de l'homme, ou sa puissance, de telle sorte que cette affection demeure attachée à l'homme._", + "childs": [ + { + "id": "406d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La force et la croissance d'une passion quelconque, et sa persévérance à exister, se définissent par la puissance de la cause extérieure comparée à la nôtre _(par la [Prop. précéd.](405))_ ; elle peut donc _(par la [Prop. 3](403))_ surpasser la puissance de l'homme, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "407", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_Une affection ne^[Le mot _nec_ manque dans l'édition van Vloten et Land.] peut être réduite ni ôtée sinon par une affection contraire, et plus forte que l'affection à réduire._", + "childs": [ + { + "id": "407d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une affection, en tant qu'elle se rapporte à l'Âme, est une idée par laquelle l'Âme affirme une force d'exister de son Corps plus grande ou moindre qu'auparavant _(par la [Définition générale des Affections](3agde))_ à la fin de la Troisième Partie)_. Quand donc l'Âme est dominée par quelque affection, le Corps est affecté en même temps d'une affection qui accroît ou diminue sa puissance d'agir. En outre, cette affection du Corps _(par la [Prop. 5](405))_ reçoit de sa cause la force de persévérer dans son être ; elle ne peut donc être réduite ni ôtée, sinon par une cause corporelle _(par la [Prop. 6](206), p. II)_ qui affecte le Corps d'une affection contraire à elle _(par la [Prop. 5](405), p. III)_ et plus forte (par l'[Axiome](4a)), et alors _(par la [Prop. 12](212), p. II)_ l'Âme sera affectée^[Je traduis _afficietur_ au lieu du présent _afficitur._] de l'idée d'une affection plus forte, et contraire à la première, c'est-à-dire _(par la [Défin. génér. des Affect.](3agde))_ que l'Âme éprouvera une affection plus forte, et contraire à la première, qui exclura ou ôtera l'existence de la première, et par suite une affection ne peut être ni ôtée ni réduite sinon par une affection contraire et plus forte. CQFD." + }, + { + "id": "407c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Une affection, en tant qu'elle se rapporte à l'âme, ne peut être réduite ni ôtée sinon par l'idée d'une affection du corps contraire à celle que nous éprouvons et plus forte qu'elle. Car une affection par laquelle nous pâtissons ne peut être réduite ni ôtée sinon par une affection plus forte qu'elle et contraire à elle _(par la [Prop. précéd.](407))_, c'est-à-dire _(par la [Défin. génér. des Affect.](3agde))_ par l'idée d'une affection du corps plus forte que celle dont nous pâtissons et contraire à elle." + } + ] + }, + { + "id": "408", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_La connaissance du bon et du mauvais n'est rien d'autre que l'affection de la Joie ou de la Tristesse, en tant que nous en avons conscience._", + "childs": [ + { + "id": "408d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous appelons bon ou mauvais ce qui est utile ou nuisible à la conservation de notre être _(par les Défin. [1](4d1) et [2](4d2))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ ce qui accroît ou diminue, seconde ou réduit notre puissance d'agir. En tant donc _(Défin. de la Joie et de la Tristesse, [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ que nous percevons qu'une chose nous affecte de Joie ou de Tristesse, nous l'appelons bonne ou mauvaise ; et ainsi la connaissance du bon et du mauvais n'est rien d'autre que l'idée de la Joie ou de la Tristesse, qui suit nécessairement _(par la [Prop. 22](222), p. II)_ de l'affection même de la Joie ou de la Tristesse. Mais cette idée est unie à l'affection de la même manière que l'Âme est unie au Corps _(par la [Prop. 21](221), p. II)_, c'est-à-dire _(comme nous l'avons montré dans le [Scol. de la même Prop.](221sc))_ cette idée ne se distingue, en réalité, de l'affection elle-même, ou _(par la [Défin. génér. des Affect.](3agde))_ de l'idée d'une affection du Corps, que par la conception que nous en avons ; donc cette connaissance du bon et du mauvais n'est rien d'autre que l'affection même, en tant que nous en avons conscience. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "409", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_Une affection dont nous imaginons que la cause est actuellement présente, est plus forte que si nous n'imaginions pas la présence de cette cause._", + "childs": [ + { + "id": "409d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une imagination est une idée par laquelle nous considérons une chose comme présente _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_, mais qui indique plutôt l'état du corps humain que la nature de la chose extérieure _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_. Une affection est donc une imagination _(par la [Défin. génér. des Affect.](3agde))_, en tant qu'elle indique l'état du corps. Mais une imagination est plus intense _(par la [Prop. 17](217), p. II)_ aussi longtemps que nous n'imaginons rien qui exclut l'existence présente de la chose extérieure ; donc une affection aussi, dont nous imaginons que la cause est actuellement présente, est plus intense ou plus forte que si nous n'imaginions pas la présence de cette cause. CQFD." + }, + { + "id": "409sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Quand j'ai dit, dans la [Proposition 18](318), partie III, que nous sommes affectés de la même affection par l'image d'une chose future ou passée, que si la chose imaginée était présente, j'ai expressément fait observer que cela est vrai en tant que nous avons égard à la seule image de la chose elle-même ; elle est de même nature en effet, que nous ayons imaginé les choses comme présentes^[Les mots _ut præsentes_ que je traduis ne sont pas dans l'édition Land.] ou non ; je n'ai pas nié cependant que cette image est rendue plus faible quand nous considérons la présence d'autres choses excluant l'existence présente de la chose future ; je ne l'ai pas fait observer à ce moment parce que j'avais résolu de traiter dans cette Partie-ci des forces des affections." + }, + { + "id": "409c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "L'image d'une chose future ou passée, c'est-à-dire d'une chose que nous nous représentons avec une relation au temps futur ou passé, le présent exclu, est plus faible, toutes choses égales d'ailleurs, que l'image d'une chose présente ; et conséquemment une affection se rapportant à une chose future ou passée sera, toutes choses égales d'ailleurs, plus relâchée qu'une affection se rapportant à une chose présente." + } + ] + }, + { + "id": "410", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_A l'égard d'une chose future que nous imaginons devoir être prochainement, nous sommes affectés de façon plus intense que si nous imaginions que son temps d'existence est beaucoup plus éloigné du présent ; et le souvenir d'une chose que nous imaginons n'être pas passée depuis longtemps, nous affecte aussi de façon plus intense que si nous l'imaginions passée depuis longtemps._", + "childs": [ + { + "id": "410d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "En tant, en effet, que nous imaginons qu'une chose sera prochainement, ou n'est pas passée depuis longtemps, nous imaginons par cela même quelque chose qui exclut moins sa présence, que si nous imaginions que son temps d'exister est plus éloigné du présent ou qu'elle est passée depuis longtemps _(comme il est connu de soi)_ ; par suite _(par la [Prop. précéd.](409))_, nous serons dans la même mesure affectés de façon plus intense à son égard. CQFD." + }, + { + "id": "410sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Il suit de l'observation jointe à la [Définition 6](4d6), qu'à l'égard des objets séparés du temps présent par un intervalle plus grand que celui que nous pouvons déterminer dans l'imagination, nous sommes affectés d'une façon également modérée, bien que nous connaissions qu'ils sont séparés entre eux par un long intervalle de temps." + } + ] + }, + { + "id": "411", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_Une affection se rapportant à une chose que nous imaginons comme nécessaire est plus intense, toutes choses égales d'ailleurs, que si elle se rapportait à une chose possible ou contingente, c'est-à-dire non nécessaire._", + "childs": [ + { + "id": "411d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "En tant que nous imaginons qu'une chose est nécessaire, nous affirmons son existence, et au contraire nous nions l'existence d'une chose en tant que nous imaginons qu'elle n'est pas nécessaire _(par le [Scol. 1 de la Prop. 33](133sc1), p. I)_ ; et, par suite _(par la [Prop. 9](409))_, une affection se rapportant à une chose nécessaire sera plus intense, toutes choses égales d'ailleurs, que si elle se rapportait à une chose non nécessaire. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "412", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_Une affection se rapportant à une chose que nous savons ne pas exister présentement et que nous imaginons comme possible est, toutes choses égales d'ailleurs, plus intense que si elle se rapportait à une chose contingente._", + "childs": [ + { + "id": "412d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "En tant que nous imaginons une chose comme contingente, nous ne sommes affectés par aucune image autre que celle de cette chose et qui puisse en poser l'existence _(par la [Défin. 3](4d3))_ ; en revanche _(suivant l'Hypothèse)_, nous imaginons certaines choses qui en excluent l'existence présente. En tant, au contraire, que nous imaginons qu'une chose est possible dans le futur nous imaginons certaines choses qui en posent l'existence _(par la [Défin. 4](4d4))_ ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 18](318), p. III)_ qui alimentent l'Espoir ou la Crainte ; et par suite l'affection se rapportant à une chose possible est plus vive. CQFD." + }, + { + "id": "412c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Une affection se rapportant à une chose que nous savons ne pas exister dans le présent et que nous imaginons comme contingente, est beaucoup plus relâchée que si nous imaginions que la chose est actuellement présente." + }, + { + "id": "412cd", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une affection se rapportant à une chose que nous imaginons qui existe présentement, est plus intense que si nous en imaginions l'objet comme futur _(par le [Coroll. de la Prop. 9](409c))_, et elle est beaucoup plus vive que^[Le mot _quam_ que je traduis ne se trouve pas dans l'édition van Vloten et Land.] si nous imaginions que ce temps futur est très éloigné du présent _(par la [Prop. 10](410))_. Une affection se rapportant à une chose dont nous imaginons que le temps d'existence est très éloigné du présent, est donc beaucoup plus relâchée que si nous en imaginions l'objet comme présent ; et néanmoins elle est plus intense _(par la [Prop. précéd.](412))_ que si nous l'imaginions comme contingent ; et ainsi une affection se rapportant à une chose contingente sera beaucoup plus relâchée que si nous imaginions que la chose est actuellement présente. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "413", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_Une affection se rapportant à une chose contingente que nous savons ne pas exister présentement est, toutes choses égales d'ailleurs, plus relâchée qu'une affection se rapportant à une chose passée._", + "childs": [ + { + "id": "413d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "En tant que nous imaginons une chose comme contingente, nous ne sommes affectés de l'image d'aucune autre qui pose l'existence de la première _(par la [Défin. 3](4d3))_, mais au contraire _(suivant l'Hypothèse)_ nous imaginons certaines choses qui en excluent l'existence présente. Quand cependant nous l'imaginons avec une relation au temps passé, nous sommes supposés imaginer quelque chose qui la ramène à la mémoire, ou en éveille l'image _(voir la [Prop. 18](218) p. II, avec son [Scol.](218sc))_, et fait par suite que nous la considérions comme si elle était présente _([Coroll. de la Prop. 17](217sc), p. II)_. Et ainsi _(par la [Prop. 9](409))_ une affection se rapportant à une chose contingente que nous savons ne pas exister présentement, sera plus relâchée, toutes choses égales d'ailleurs, qu'une affection se rapportant à une chose passée. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "414", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_La connaissance vraie du bon et du mauvais ne peut, en tant que vraie, réduire aucune affection, mais seulement en tant qu'elle est considérée comme une affection._", + "childs": [ + { + "id": "414d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une affection est une idée par laquelle l'Âme affirme une force d'exister de son Corps plus grande ou moindre qu'auparavant _(par la [Défin. Génér. des Affect.](3agde))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 1](401))_ elle n'a rien de positif qui puisse être ôté par la présence du vrai ; conséquemment, la connaissance vraie du bon et du mauvais ne peut, en tant que vraie, réduire aucune affection. Mais en tant qu'elle est une affection _(voir la [Prop. 8](408))_, si elle est plus forte que l'affection à réduire, elle pourra dans cette mesure seulement la réduire _(par la [Prop. 7](407))_. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "415", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_Un Désir qui naît de la connaissance vraie du bon et du mauvais, peut être éteint ou réduit par beaucoup d'autres Désirs naissant des affections par lesquelles nous sommes dominés._", + "childs": [ + { + "id": "415d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "De la connaissance vraie du bon et du mauvais, en tant qu'elle est une affection _(par la [Prop. 8](408))_, naît nécessairement un Désir _(par la [Défin. 1](3ad1) des Affections)_, et il est d'autant plus grand que l'affection d'où il naît est plus grande _(par la [Prop. 37](337), p. III)_. Puisque cependant ce Désir _(par Hypothèse)_ naît de ce que nous connaissons quelque chose vraiment, il se forme donc en nous en tant que nous agissons _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ et doit ainsi être connu par notre essence seule _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_ ; conséquemment _(par la [Prop. 7](307), p.III)_, sa force et sa croissance doivent être définies par la seule puissance de l'homme. Maintenant les Désirs qui naissent des affections par lesquelles nous sommes dominés, sont aussi d'autant plus grands que ces affections seront plus violentes ; par suite leur force et leur croissance doivent être définies par la puissance des causes extérieures _(par la [Prop. 5](405))_ qui, comparée à la nôtre, la surpasse indéfiniment _(par la [Prop. 3](403))_. Par suite, les Désirs qui naissent d'affections de cette sorte pourront être plus violents que celui qui naît de la connaissance vraie du bon et du mauvais ; et par là _(par la [Prop. 7](407))_ pourront réduire ou éteindre ce dernier. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "416", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_Le Désir qui naît de la connaissance du bon et du mauvais, en tant qu'elle est relative à l'avenir, peut plus aisément être réduit ou éteint par le Désir des choses qui sont présentement agréables._", + "childs": [ + { + "id": "416d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une affection se rapportant à une chose que nous imaginons devoir être, est plus relâchée qu'une affection se rapportant à une présente _(par le [Coroll. de la Prop. 9](409c))_. Or un Désir qui naît de la connaissance vraie du bon et du mauvais, encore qu'elle ait trait à des choses qui sont bonnes présentement, peut être éteint ou réduit par quelque Désir téméraire _(par la [Prop. précéd.](415) dont la Démonstration est universelle)_ ; donc un Désir qui naît de cette connaissance en tant qu'elle est relative au futur, pourra être plus facilement réduit ou éteint, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "417", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_Un Désir qui naît de la connaissance vraie du bon et du mauvais, en tant qu'elle a trait à des choses contingentes, peut encore bien plus facilement être réduit par le Désir des choses qui sont présentes._", + "childs": [ + { + "id": "417d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette proposition se démontre de la même manière que la [Prop. précéd.](416) en se fondant sur le [Coroll. de la Prop. 12](412c)." + }, + { + "id": "417sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Je crois avoir montré par ce qui précède la cause pourquoi les hommes sont plus émus par l'opinion que par la Raison vraie, et pourquoi la connaissance vraie du bon et du mauvais excite des émotions dans l'âme et le cède souvent à tout genre d'appétit sensuel d'où ce mot du Poète : _Je vois le meilleur et je l'approuve, je fais le pire._ L'Ecclésiaste paraît avoir eu la même pensée en disant : _Qui accroît sa science accroît sa douleur._ Et si je dis cela, ce n'est pas en vue d'en conclure que l'ignorance vaut mieux que la science ou qu'entre un sot et un homme d'entendement il n'y ait aucune différence en ce qui touche le gouvernement des affections ; c'est parce qu'il est nécessaire de connaître tant l'impuissance que la puissance de notre nature, afin que nous puissions déterminer ce que peut la Raison et ce qu'elle ne peut pas pour le gouvernement des affections ; et, j'ai dit que dans cette Partie je traiterai seulement de l'impuissance de l'homme. Car j'ai résolu de traiter séparément de la puissance de la Raison sur les affections." + } + ] + }, + { + "id": "418", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_Un Désir qui naît de la Joie est plus fort, toutes choses égales d'ailleurs, qu'un Désir qui naît de la Tristesse._", + "childs": [ + { + "id": "418d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le Désir est l'essence même de l'homme _(par la [Défin. 1 des Affect.](3ad1))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ un effort par lequel l'homme s'efforce de persévérer dans son être. Un Désir qui naît de la Joie, est donc secondé ou accru par cette affection même de Joie _(Défin. de la Joie dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ ; au contraire, celui qui naît de la Tristesse est diminué ou réduit par cette affection même de Tristesse _(par le même [Scol.](311sc))_ ; et ainsi la force du Désir qui naît de la Joie, doit être définie à la fois par la puissance de l'homme et celle de la cause extérieure ; celle, au contraire, du Désir qui naît de la Tristesse par la seule puissance de l'homme ; le premier Désir ainsi est plus fort que le deuxième. CQFD." + }, + { + "id": "418sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "J'ai expliqué dans ce petit nombre de propositions les causes de l'impuissance et de l'inconstance de l'homme et pourquoi les hommes n'observent pas les préceptes de la Raison. Il me reste à montrer ce que la Raison nous prescrit et quelles affections s'accordent avec les règles de la Raison humaine, quelles leur sont contraires. Avant, toutefois, de commencer à le démontrer suivant l'ordre prolixe des Géomètres que j'ai adopté, il convient ici de faire d'abord connaître brièvement ces commandements de la Raison, afin qu'il soit plus aisé à chacun de percevoir mon sentiment. Comme la Raison ne demande rien qui soit contre la Nature, elle demande donc que chacun s'aime lui-même, cherche l'utile propre, ce qui est réellement utile pour lui, appète tout ce qui conduit réellement l'homme à une perfection plus grande et, absolument parlant, que chacun s'efforce de conserver son être, autant qu'il est en lui. Et cela est vrai aussi nécessairement qu'il est vrai que le tout est plus grand que la partie _(voir la [Prop. 4](304), p. III)_. Ensuite, puisque la vertu _(par la [Défin. 8](4d8))_ ne consiste en rien d'autre qu'à agir suivant les lois de sa nature propre, et que personne ne peut conserver son être _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ sinon suivant les lois de sa nature propre, il suit de là : _premièrement_ que le principe de la vertu est l'effort même pour conserver l'être propre et que la félicité consiste en ce que l'homme peut conserver son être ; _deuxièmement_ Que la vertu doit être appétée pour elle-même, et qu'il n'existe aucune chose valant mieux qu'elle ou nous étant plus utile, à cause de quoi elle devrait être appétée ; _troisièmement_ Enfin que ceux qui se donnent la mort, ont l'âme frappée d'impuissance et sont entièrement vaincus par les causes extérieures en opposition avec leur nature. Il suit, en outre, du [Postulat 4](213p4), Partie II, qu'il nous est toujours impossible de faire que nous n'ayons besoin d'aucune chose extérieure à nous pour conserver notre être, et vivions sans commerce avec les choses extérieures ; si d'ailleurs nous avons égard à notre Âme, certes notre entendement serait plus imparfait si l'Âme était seule et qu'elle ne connût rien en dehors d'elle-même. Il y a donc hors de nous beaucoup de choses qui nous sont utiles et que, pour cette raison, il nous faut appéter. Parmi elles la pensée n'en peut inventer de meilleures que celles qui s'accordent entièrement avec notre nature. Car si, par exemple, deux individus entièrement de même nature se joignent l'un à l'autre, ils composent un individu deux fois plus puissant que chacun séparément. Rien donc de plus utile à l'homme que l'homme ; les hommes, dis-je, ne peuvent rien souhaiter qui vaille mieux pour la conservation de leur être, que de s'accorder tous en toutes choses de façon que les Âmes et les Corps de tous composent en quelque sorte une seule Âme et un seul Corps, de s'efforcer tous ensemble à conserver leur être et de chercher tous ensemble l'utilité commune à tous ; d'où suit que les hommes qui sont gouvernés par la Raison, c'est-à-dire ceux qui cherchent ce qui leur est utile sous la conduite de la Raison, n'appètent rien pour eux-mêmes qu'ils ne désirent aussi pour les autres hommes, et sont ainsi justes, de bonne foi et honnêtes. \nTels sont les commandements de la Raison que je m'étais proposé de faire connaître ici en peu de mots avant de commencer à les démontrer dans l'ordre avec plus de prolixité, et mon motif pour le faire a été d'attirer, s'il est possible, l'attention de ceux qui croient que ce principe : chacun est tenu de chercher ce qui lui est utile, est l'origine de l'immoralité, non de la vertu et de la moralité. Après avoir montré brièvement que c'est tout le contraire, je continue à le démontrer par la même voie que nous avons suivie jusqu'ici dans notre marche." + } + ] + }, + { + "id": "419", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_Chacun appète ou a en aversion nécessairement par les lois de sa nature ce qu'il juge être bon ou mauvais._", + "childs": [ + { + "id": "419d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La connaissance du bon et du mauvais est _(par la [Prop. 8](408))_ l'affection même de la Joie ou de la Tristesse, en tant que nous en avons conscience ; et par suite _(par la [Prop. 28](328), p. III)_ chacun appète nécessairement ce qu'il juge être bon et a au contraire en aversion ce qu'il juge être mauvais. Mais cet appétit n'est rien d'autre que l'essence même ou la nature de l'homme _(Défin. de l'Appétit dans le [Scol. de la Prop. 9](309sc), p. III, et [Défin. 1](3ad1) des Affect.)_. Chacun donc, par les seules lois de sa nature, appète ou a en aversion nécessairement, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "420", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_Plus on s'efforce à chercher ce qui est utile, c'est-à-dire à conserver son être, et plus on en a le pouvoir, plus on est doué de vertu ; et au contraire, dans la mesure où l'on omet de conserver ce qui est utile, c'est-à-dire son être, on est impuissant._", + "childs": [ + { + "id": "420d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La vertu est la puissance même de l'homme, qui se définit par la seule essence de l'homme _(par la [Défin. 8](4d8))_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ qui se définit par le seul effort par où l'homme s'efforce de persévérer dans son être. Plus donc l'on s'efforce de conserver son être et plus on en a le pouvoir, plus on est doué de vertu, et conséquemment _(par les Prop. [4](304) et [6](306), p. III)_ dans la mesure où quelqu'un omet de conserver son être, il est impuissant. CQFD." + }, + { + "id": "420sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Personne donc n'omet d'appéter ce qui lui est utile ou de conserver son être, sinon vaincu par des causes extérieures et contraires à sa nature. Ce n'est jamais, dis-je, par une nécessité de sa nature, c'est toujours contraint par des causes extérieures qu'on a la nourriture en aversion ou qu'on se donne la mort, ce qui peut arriver de beaucoup de manières ; l'un se tue, en effet, contraint par un autre qui lui retourne la main, munie par chance d'un glaive, et le contraint à diriger ce glaive vers son propre cœur ; ou encore on est, comme Sénèque, contraint par l'ordre d'un tyran de s'ouvrir les veines, c'est-à-dire qu'on désire éviter un mal plus grand par un moindre, ou, enfin, c'est par des causes extérieures ignorées disposant l'imagination et affectant le Corps de telle sorte qu'à sa nature se substitue une nature nouvelle contraire et dont l'idée ne peut être dans l'Âme _(par la [Prop. 10](310), p. III)_. Mais que l'homme s'efforce par la nécessité de sa nature à ne pas exister, ou à changer de forme, cela est aussi impossible qu'il est impossible que quelque chose soit fait de rien, comme un peu de réflexion permet à chacun de le voir." + } + ] + }, + { + "id": "421", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_Nul ne peut avoir le désir de posséder la béatitude, de bien agir et de bien vivre, sans avoir en même temps le désir d'être, d'agir et de vivre, c'est-à-dire d'exister en acte._", + "childs": [ + { + "id": "421d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La démonstration de cette Proposition, ou plutôt la chose elle-même, est évidente de soi et aussi par la définition du Désir. Car le Désir _(par la [Défin. 1 des Affect.](3ad1))_ de vivre dans la béatitude, ou bien, d'agir, etc., est l'essence même de l'homme, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ l'effort par lequel chacun s'efforce de conserver son être. Donc personne ne peut avoir le désir, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "422", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_On ne peut concevoir aucune vertu antérieure à celle-là (c'est-à-dire à l'effort pour se conserver)._", + "childs": [ + { + "id": "422d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'effort pour se conserver est l'essence même d'une chose _(par la [Prop. 7](307), p. III)_. Si donc l'on pouvait concevoir une vertu antérieure à celle-là, c'est-à-dire à cet effort, l'essence d'une chose _(par la [Défin. 8](4d8))_ se concevrait antérieurement à elle-même ce qui _(comme il est connu de soi)_ est absurde. Donc on ne peut concevoir aucune vertu, etc. CQFD." + }, + { + "id": "422c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "L'effort pour se conserver est la première et unique origine de la vertu. Car on ne peut concevoir _(par la [Prop. précéd.](422))_ aucun autre principe antérieur à celui-là, et sans lui _(par la [Prop. 21](421))_ nulle vertu ne peut être conçue." + } + ] + }, + { + "id": "423", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_L'homme, en tant qu'il est déterminé à faire quelque chose parce qu'il a des idées inadéquates, ne peut être dit absolument agir par vertu ; mais seulement en tant qu'il est déterminé parce qu'il a une connaissance._", + "childs": [ + { + "id": "423d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "En tant que l'homme est déterminé à faire quelque chose parce qu'il a des idées inadéquates, il est passif _(par la [Prop. 1](301), p. III)_ ; c'est-à-dire qu'il fait quelque chose _(par les Défin. [1](3d1) et [2](3d2), p. III)_ qui ne peut se percevoir par sa seule essence, ou qui, en d'autres termes _([Défin. 8](4d8))_, ne suit pas de sa vertu. Mais en tant qu'il est déterminé à faire quelque chose parce qu'il a une connaissance, il est actif _(par la même [Prop. 1](301), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_ fait quelque chose qui se perçoit par sa seule essence ou _(par la [Défin. 8](4d8))_ qui suit adéquatement de sa vertu. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "424", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_Agir par vertu absolument n'est rien d'autre en nous qu'agir, vivre et conserver son être (ces trois choses n'en font qu'une) sous la conduite de la Raison, d'après le principe de la recherche de l'utile propre._", + "childs": [ + { + "id": "424d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Agir par vertu absolument n'est rien d'autre _(par la [Défin. 8](4d8))_ qu'agir par les lois de sa nature propre. Mais nous sommes actifs seulement en tant que nous connaissons _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ ; donc agir par vertu n'est rien d'autre en nous sinon agir, vivre et conserver son être sous la conduite de la Raison, et cela _(par le [Coroll. de la Prop. 22](422c))_ d'après le principe de la recherche de l'utile propre. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "425", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "Personne ne s'efforce de conserver son être à cause d'une autre chose.", + "childs": [ + { + "id": "425d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'effort par lequel chaque chose s'efforce de persévérer dans son être est défini _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ par la seule essence de la chose elle-même ; et de cette seule essence supposée donnée, non de celle d'une chose différente, il suit nécessairement _(par la [Prop. 6](306), p. III)_ que chacun s'efforce de conserver son être. Cette Proposition est évidente, en outre, par le [Coroll. de la Prop. 22](422c). Car, si l'homme s'efforçait de conserver son être à cause d'une autre chose, cette chose serait ainsi la première origine de la vertu _(comme il est connu de soi)_, ce qui _(par le [Coroll.](422c) visé)_ est absurde. Donc personne ne s'efforce, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "426", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_Tout effort dont la Raison est en nous le principe n'a d'autre objet que la connaissance ; et l'Âme, en tant qu'elle use de la Raison, ne juge pas qu'aucune chose lui soit utile, sinon ce qui conduit à la connaissance._", + "childs": [ + { + "id": "426d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'effort pour se conserver n'est rien sinon l'essence de la chose même _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ qui, en tant qu'elle existe telle qu'elle est, est conçue comme ayant une force pour persévérer dans l'existence _(par la [Prop. 6](306), p. III)_ et faire les actions qui suivent nécessairement de sa nature telle qu'elle est donnée _(Défin. de l'Appétit dans le [Scol. de la Prop. 9](309sc), p. III)_. Mais l'essence de la Raison n'est rien d'autre que notre Âme en tant qu'elle connaît clairement et distinctement _([Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_. Donc _(par la [Prop. 40](240), p. II)_ tout effort dont la Raison est le principe n'a d'autre objet que la connaissance. De plus, comme cet effort par lequel l'Âme, en tant que raisonnable, s'efforce de conserver son être n'est rien que connaissance _(par la première partie de cette démonstration)_, cet effort pour connaître est donc _(par le [Coroll. de la Prop. 22](422c))_ la première et unique origine de la vertu, et nous ne nous efforçons pas de connaître les choses en vue d'une fin quelconque _(par la [Prop. 25](425))_ ; mais, au contraire, l'Âme, en tant que raisonnable, ne pourra concevoir aucune chose qui soit bonne pour elle, sinon ce qui conduit à la connaissance _(par la [Défin. 1](4d1))_. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "427", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_Il n'est aucune chose que nous sachions avec certitude être bonne ou mauvaise, sinon ce qui conduit réellement à la connaissance ou peut empêcher que nous ne la possédions._", + "childs": [ + { + "id": "427d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'Âme, en tant que raisonnable, n'appète rien d'autre que la connaissance, et ne juge pas qu'aucune chose lui soit utile, sinon ce qui conduit à la connaissance _(par la [Prop. précéd.](426))_. Mais l'Âme _(par les Prop. [41](241) et [43](243), p. II, dont on verra aussi le [Scol.](243sc))_ n'a de certitude au sujet des choses qu'en tant qu'elle a des idées adéquates, ou _(ce qui, par les Scolies [1](240sc1) et [2](240sc2) de la Prop, 40, p. II, revient au même)_ en tant qu'elle est raisonnable. Donc il n'est aucune chose que nous sachions avec certitude être bonne pour nous, sinon ce qui conduit réellement à la connaissance ; et aucune chose que nous sachions au contraire mauvaise, sinon ce qui empêche que nous ne possédions la connaissance. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "428", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_Le bien suprême de l'Âme est la connaissance de Dieu et la suprême vertu de l'Âme de connaître Dieu._", + "childs": [ + { + "id": "428d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'objet suprême que l'Âme peut connaître est Dieu, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](1d6), p. I)_ un Être absolument infini et sans lequel _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ rien ne peut ni être ni être conçu ; par suite _(par les Prop. [26](426) et [27](427))_ la chose suprêmement utile à l'Âme ou son bien suprême _(par la [Défin. 1](4d1))_ est la connaissance de Dieu. De plus, l'Âme est active seulement dans la mesure où elle connaît _(par les Prop. [1](301) et [3](303), p. III)_, et dans la même mesure seulement _(par la [Prop. 23](423))_ l'on peut dire absolument qu'elle fait quelque chose par vertu. La vertu absolue de l'Âme est donc de connaître. Mais l'objet suprême que l'Âme peut connaître est Dieu _(comme nous l'avons déjà démontré)_ ; donc la suprême vertu de l'Âme est de concevoir clairement ou de connaître Dieu. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "429", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_Une chose singulière quelconque, dont la nature est entièrement différente de la nôtre, ne peut ni seconder ni réduire notre puissance d'agir, et, absolument parlant, aucune chose ne peut être bonne ou mauvaise pour nous, si elle n'a quelque chose de commun avec nous._", + "childs": [ + { + "id": "429d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La puissance par laquelle une chose singulière quelconque, et conséquemment _(par le [Coroll. de la Prop. 10](210c), p. II)_ l'homme, existe et produit quelque effet, n'est jamais déterminée que par une autre chose singulière _(par la [Prop. 28](128), p. I)_, dont la nature _(par la [Prop. 6](206), p. II)_ doit être connue par le moyen du même attribut qui permet de concevoir la nature humaine. Notre puissance d'agir, donc, de quelque manière qu'on la conçoive, peut être déterminée, et conséquemment secondée ou réduite, par la puissance d'une autre chose singulière ayant avec nous quelque chose de commun, et non par la puissance d'une chose dont la nature est entièrement différente de la nôtre ; et puisque nous appelons bon ou mauvais ce qui est cause de Joie ou de Tristesse _(par la [Prop. 8](408))_, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ ce qui accroît ou diminue, seconde ou réduit notre puissance d'agir, une chose dont la nature est entièrement différente de la nôtre, ne peut être pour nous ni bonne ni mauvaise. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "430", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_Nulle chose ne peut être mauvaise par ce qu'elle a de commun avec notre nature, mais dans la mesure où elle est mauvaise pour nous, elle nous est contraire._", + "childs": [ + { + "id": "430d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous appelons mauvais ce qui est cause de Tristesse _(par la [Prop. 8](408))_, c'est-à-dire _(par la Défin. de la Tristesse, dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ ce qui diminue ou réduit notre puissance d'agir. Si donc une chose, par ce qu'elle a de commun avec nous, était mauvaise pour nous, cette chose pourrait diminuer ou réduire ce qu'elle a de commun avec nous, ce qui _(par la [Prop. 4](304), p. III)_ est absurde. Nulle chose donc ne peut être mauvaise pour nous par ce qu'elle a de commun avec nous, mais, au contraire, dans la mesure où elle est mauvaise, c'est-à-dire _(comme nous l'avons déjà montré)_ peut diminuer ou réduire notre puissance d'agir, elle nous est contraire _(par la [Prop. 5](305), p. III)_. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "431", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_Dans la mesure où une chose s'accorde avec notre nature, elle est nécessairement bonne._", + "childs": [ + { + "id": "431d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "En tant qu'une chose s'accorde avec notre nature, elle ne peut être mauvaise _(par la [Prop. précéd.](430))_. Elle sera donc nécessairement ou bonne ou indifférente. Soit posé ce dernier cas, c'est-à-dire qu'elle n'est ni bonne ni mauvaise, rien donc _(par la [Défin. 1](4d1))_ ne suivra de sa nature qui serve à la conservation de notre nature, c'est-à-dire _(par Hypothèse)_ à la conservation de la nature de la chose elle-même ; mais cela est absurde _(par la [Prop. 6](306), p. III)_ ; en tant qu'elle s'accorde avec notre nature elle sera donc bonne nécessairement. CQFD." + }, + { + "id": "431c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que plus une chose s'accorde avec notre nature, plus elle nous est utile ou meilleure elle est ; et inversement, une chose nous est plus utile dans la mesure où elle s'accorde mieux avec notre nature. Car, en tant qu'elle ne s'accorde pas avec notre nature, elle en sera nécessairement différente ou lui sera contraire. Si elle est différente, alors elle ne pourra _(par la [Prop. 29](429))_ être ni bonne ni mauvaise ; si contraire, elle sera donc contraire à la nature qui s'accorde avec la nôtre, c'est-à-dire _(par la [Prop. précéd.](431))_ contraire au bon, ou mauvaise. Rien donc ne peut être bon, sinon en tant qu'il s'accorde avec notre nature, et, par suite, plus une chose s'accorde avec notre nature, plus elle est utile, et inversement. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "432", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_Dans la mesure où les hommes sont soumis aux passions, on ne peut dire qu'ils s'accordent en nature._", + "childs": [ + { + "id": "432d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Quand on dit que des choses s'accordent en nature, on entend qu'elles s'accordent en puissance _(par la [Prop. 7](307), p. III)_, mais non en impuissance ou en négation, et conséquemment _(voir le [Scol. de la Prop. 3](303sc), p. III)_ non plus en passion ; en tant que les hommes sont soumis aux passions, on ne peut donc dire qu'ils s'accordent en nature. CQFD." + }, + { + "id": "432sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "La chose est aussi évidente par elle-même ; qui dit en effet que le blanc et le noir s'accordent seulement en ce que ni l'un ni l'autre n'est rouge, affirme absolument que le blanc et le noir ne s'accordent en rien. De même aussi, dire que la pierre et l'homme s'accordent seulement en ce que tous deux sont finis, impuissants, ou n'existent pas par la nécessité de leur nature, ou enfin sont indéfiniment surpassés par la puissance des causes extérieures, c'est affirmer d'une manière générale que la pierre et l'homme ne s'accordent en aucune chose ; les choses qui s'accordent en une négation seulement, c'est-à-dire en ce qu'elles n'ont pas, ne s'accordent en réalité en rien." + } + ] + }, + { + "id": "433", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_Les hommes peuvent différer en nature en tant qu'ils sont dominés par des affections qui sont des passions ; et dans la même mesure le même homme est changeant et inconstant._", + "childs": [ + { + "id": "433d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La nature ou essence des affections ne peut s'expliquer par notre seule essence ou nature _(par les Défin. [1](3d1) et [2](3d2), p. III)_ ; mais elle doit être définie par la puissance, c'est-à-dire _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ la nature des causes extérieures, comparée à la nôtre ; d'où vient qu'il y a autant d'espèces de chaque affection qu'il y a d'espèces d'objets par où nous sommes affectés _(voir la [Prop. 56](356), p. III)_ et que les hommes sont affectés de diverses manières par un seul et même objet _(voir la [Prop. 51](351), p. III)_ et, dans la mesure où cela a lieu, diffèrent en nature ; par là enfin _(par la même [Prop. 51](351), p. III)_ un seul et même homme est affecté de diverses manières à l'égard du même objet et dans cette mesure est changeant, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "434", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_En tant que les hommes sont dominés par des affections qui sont des passions, ils peuvent être contraires les uns aux autres._", + "childs": [ + { + "id": "434d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Un homme, par exemple Pierre, peut être cause que Paul soit contristé, parce qu'il a quelque chose de semblable à une chose que Paul a en haine _(par la [Prop. 16](316), p. III)_ ou parce que Pierre est seul en possession d'une chose que Paul aime aussi _(voir la [Prop. 32](332), p. III, avec son [Scol.](332sc))_ ; ou pour d'autres causes _(voir les principales dans le [Scol. de la Prop. 55](355c1sc), p. III)_ ; par là il arrivera _(par la [Défin. 7 des Affect.](3ad7))_ que Paul ait Pierre en haine ; et, en conséquence, il arrivera facilement _(par la [Prop. 40](340), p. III, avec son [Scol.](340sc))_ que Pierre en retour ait Paul en haine, et ainsi _(par la [Prop. 39](339), p. III)_ qu'ils s'efforcent de se faire du mal l'un à l'autre, c'est-à-dire _(par la [Prop. 30](430))_ soient contraires l'un à l'autre. Mais une affection de Tristesse est toujours une passion _(par la [Prop. 59](359), p. III)_ ; donc les hommes en tant qu'ils sont dominés par des affections qui sont des passions, peuvent être contraires les uns aux autres. CQFD." + }, + { + "id": "434sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "J'ai dit que Paul peut avoir Pierre en haine, parce qu'il imagine que Pierre possède ce qu'il aime aussi, lui Paul ; il semble suivre de là d'abord que ces deux hommes se portent dommage l'un à l'autre parce qu'ils aiment le même objet et conséquemment s'accordent en nature ; et, si cela est vrai, les Propositions [30](430) et [31](431) seraient donc fausses. Si cependant nous voulons peser l'argument dans une balance juste, nous verrons que tout cela s'accorde entièrement. Ces deux hommes ne sont pas sujets de peine l'un pour l'autre en tant qu'ils s'accordent en nature, c'est-à-dire aiment tous deux le même objet, mais en tant qu'ils diffèrent l'un de l'autre. En tant en effet que tous deux aiment le même objet, l'amour de l'un et de l'autre est par là alimenté _(par la [Prop. 31](331), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6 des Affect.](3ad6))_ que la Joie de l'un et de l'autre est par là alimentée. Il s'en faut donc de beaucoup qu'ils soient sujets de peine l'un pour l'autre en tant qu'ils aiment le même objet et s'accordent en nature. Ce qui les rend sujets de peine l'un pour l'autre, ce n'est aucune autre cause, comme je l'ai dit, que la différence de nature supposée entre eux. Nous supposons en effet que Pierre a l'idée d'une chose aimée, actuellement possédée par lui, et Paul, au contraire, celle d'une chose aimée actuellement perdue. Par là il arrive que l'un est affecté de Tristesse, l'autre de Joie, et que dans cette mesure ils sont contraires l'un à l'autre. Et, nous pouvons facilement le montrer de cette manière, les autres causes de haine dépendent de cela seul que les hommes diffèrent en nature et non de ce en quoi ils s'accordent." + } + ] + }, + { + "id": "435", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_Dans la mesure seulement où les hommes vivent sous la conduite de la Raison, ils s'accordent toujours nécessairement en nature._", + "childs": [ + { + "id": "435d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Entant que les hommes sont dominés par des affections qui sont des passions, ils peuvent être différents en nature _(par la [Prop. 33](433))_ et contraires les uns aux autres _(par la [Prop. précéd.](434))_. Mais les hommes sont dits actifs dans la mesure seulement où ils vivent sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 3](303), p. III)_, et ainsi tout ce qui suit de la nature humaine, en tant qu'elle est définie par la Raison, doit se connaître _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_ par la seule nature humaine, comme par sa cause prochaine. Mais, puisque chacun par les lois de sa nature appète ce qu'il juge être bon et s'efforce d'écarter ce qu'il juge être mauvais _(par la [Prop. 19](419))_ ; puisque, en outre, ce que nous jugeons être bon ou mauvais par le commandement de la Raison, est bon ou mauvais nécessairement _(par la [Prop. 41](241), p. II)_, les hommes, dans la mesure seulement où ils vivent sous la conduite de la Raison, font nécessairement ce qui est nécessairement bon pour la nature humaine, et par suite pour tout homme, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 31](431c))_ ce qui s'accorde avec la nature de tout homme ; donc les hommes aussi s'accordent nécessairement toujours entre eux, en tant qu'ils vivent sous la conduite de la Raison. CQFD." + }, + { + "id": "435c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "Il n'est donné dans la nature aucune chose singulière qui soit plus utile à l'homme qu'un homme vivant sous la conduite de la Raison. Car ce qui est à l'homme le plus utile est ce qui s'accorde le plus avec sa nature _(par le [Coroll. de la Prop. 31](431c))_, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_ que c'est l'homme. Mais l'homme agit absolument par les lois de sa nature, quand il vit sous la conduite de la Raison _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_ et, dans cette mesure seulement, s'accorde toujours nécessairement avec la nature d'un autre homme _(par la [Prop. précéd.](435))_ ; il n'y a donc rien parmi les choses singulières de plus utile à l'homme qu'un homme, etc. CQFD." + }, + { + "id": "435c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Quand chaque homme cherche le plus ce qui lui est utile à lui-même, alors les hommes sont le plus utiles les uns aux autres. Car, plus chacun cherche ce qui lui est utile et s'efforce de se conserver, plus il est doué de vertu _(par la [Prop. 20](420))_, ou, ce qui revient au même _(par la [Défin. 8](4d8))_ plus grande est la puissance dont il est doué pour agir suivant les lois de sa nature, c'est-à-dire _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ pour vivre sous la conduite de la Raison. Mais, quand les hommes vivent sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. précéd.](435))_, c'est alors qu'ils s'accordent le plus en nature, donc _(par le [Coroll. précéd.](435c1))_ quand chacun cherche le plus ce qui lui est utile à lui-même, c'est alors que les hommes sont le plus utiles les uns aux autres. CQFD." + }, + { + "id": "435sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Ce que nous venons de montrer, l'expérience même l'atteste chaque jour par des témoignages si clairs que presque tous répètent : l'homme est un Dieu pour l'homme. Il est rare cependant que les hommes vivent sous la conduite de la Raison ; telle est leur disposition que la plupart sont envieux et cause de peine les uns pour les autres. Ils ne peuvent cependant guère passer la vie dans la solitude et à la plupart agrée fort cette définition que l'homme est un animal sociable ; et en effet les choses sont arrangées de telle sorte que de la société commune des hommes naissent beaucoup plus d'avantages que de dommages. Que les Satiriques donc tournent en dérision les choses humaines, que les Théologiens les détestent, que les Mélancoliques louent, tant qu'ils peuvent, une vie inculte et agreste, qu'ils méprisent les hommes et admirent les bêtes ; les hommes n'en éprouveront pas moins qu'ils peuvent beaucoup plus aisément se procurer par un mutuel secours ce dont ils ont besoin, et qu'ils ne peuvent éviter les périls les menaçant de partout que par leurs forces jointes ; et je passe ici sous silence qu'il vaut beaucoup mieux considérer les actions des hommes que celles des bêtes, et que ce qui est humain est plus digne de notre connaissance. Mais de cela nous traiterons plus longuement ailleurs." + } + ] + }, + { + "id": "436", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_Le bien suprême de ceux qui sont des suivants de la vertu est commun à tous, et tous peuvent en tirer pareillement de la joie._", + "childs": [ + { + "id": "436d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Agir par vertu, c'est agir sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 24](424))_, et tout ce que nous nous efforçons de faire par Raison, c'est connaître _(par la [Prop. 26](426))_ ; ainsi _(par la [Prop. 28](428))_ le bien suprême de ceux qui sont des suivants de la vertu est de connaître Dieu, c'est-à-dire _(par la [Prop. 47](247), p. II, avec son [Scol.](247sc))_ un bien qui est commun à tous les hommes, et peut être possédé pareillement par tous les hommes, en tant qu'ils sont de même nature. CQFD." + }, + { + "id": "436sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Quelqu'un demande-t-il : mais si le bien suprême de ceux qui sont des suivants de la vertu n'était pas commun à tous, ne s'ensuivrait-il pas, comme ci-dessus _(voir la [Prop. 34](434))_, que les hommes qui vivent sous la conduite de la Raison, c'est-à-dire les hommes en tant qu'ils s'accordent en nature _(par la [Prop. 35](435))_, seraient contraires les uns aux autres? Qu'il tienne pour répondu que, non par accident, mais par une conséquence de la nature même de la Raison, il advient que le bien suprême de l'homme est commun à tous, cela se déduisant de l'essence même de l'homme en tant qu'elle est définie par la Raison ; l'homme ne pouvant ni être ni être conçu s'il n'avait le pouvoir de tirer de la joie de ce bien suprême. Il appartient, en effet, à l'essence de l'Âme humaine _(par la [Prop. 47](247), p. II)_ d'avoir une connaissance adéquate de l'essence éternelle et infinie de Dieu." + } + ] + }, + { + "id": "437", + "title": "PROPOSITION 37", + "text": "_Le bien qu'appète pour lui-même quiconque est un suivant de la vertu, il le désirera aussi pour les autres hommes, et cela d'autant plus qu'il aura acquis une connaissance plus grande de Dieu._", + "childs": [ + { + "id": "437d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les hommes, en tant qu'ils vivent sous la conduite de la Raison, sont ce qu'il y a de plus utile à l'homme _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 35](435c1))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 19](419))_ nous nous efforcerons, sous la conduite de la Raison, de faire que les hommes vivent sous la conduite de la Raison. Mais le bien qu'appète pour lui-même quiconque vit sous le commandement de la Raison, c'est-à-dire _(par la [Prop. 24](424))_ est un suivant de la vertu, c'est connaître _(par la [Prop. 26](426))_ ; donc le bien que quiconque est un suivant de la vertu appète pour lui-même, il le désirera aussi pour les autres hommes. De plus, ce Désir, en tant qu'il se rapporte à l'Âme, est l'essence même de l'Âme _(par la [Défin. 1 des Affect.](3ad1))_ ; or, l'essence de l'Âme consiste dans une connaissance _(par la [Prop. 11](211), p. II)_ qui enveloppe celle de Dieu _(par la [Prop. 47](247), p. II)_ et ne peut sans elle _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ ni être ni être conçue. Par suite, plus grande est la connaissance de Dieu qu'enveloppe l'essence de l'Âme, plus grand aussi sera le Désir dont le suivant de la vertu désire pour autrui le bien qu'il appète pour lui-même. CQFD." + }, + { + "id": "437a", + "type": "_Autre démonstration_", + "text": "Le bien que l'homme appète pour lui-même et aime, il l'aimera de façon plus constante s'il voit que d'autres l'aiment _(par la [Prop. 31](331), p. III)_ ; il fera donc effort _(par le [Coroll.](331sc) de la même Prop.)_ pour que les autres l'aiment ; et, puisque ce bien _(par la [Prop. précéd.](436))_ est commun à tous et que tous peuvent s'en épanouir pareillement, il fera donc effort _(pour la même raison)_ pour que tous en tirent de la joie et d'autant plus _(par la [Prop. 37](337), p. III)_ qu'il jouira davantage de ce bien. CQFD." + }, + { + "id": "437sc1", + "type": "SCOLIE 1", + "text": "Qui fait effort seulement à cause de la passion qui l'affecte, pour que les autres aiment ce qu'il aime lui-même et vivent suivant sa propre complexion, agit par impulsion seulement, et pour cette raison est odieux, surtout à ceux qui ont d'autres goûts et de leur côté font effort, aussi par impulsion, pour que tout autre qu'eux-mêmes vive suivant leur complexion. De plus, comme l'objet suprême que les hommes appètent en vertu d'une affection, est de telle nature souvent qu'un seul puisse le posséder, il arrive ainsi que ceux qui aiment ne restent pas d'accord avec eux-mêmes intérieurement, et au temps même où ils s'épanouissent à chanter les louanges de la chose aimée, ont peur d'être crus. Qui, au contraire, s'efforce de conduire les autres suivant la Raison, agit non par impulsion, mais avec humanité et douceur et reste pleinement en accord intérieur avec lui-même. Pour continuer, je ramène à la Religion tous les désirs et toutes les actions dont nous sommes cause en tant que nous avons l'idée de Dieu ou en tant que nous connaissons Dieu. J'appelle _Moralité_ le Désir de faire du bien qui tire son origine de ce que nous vivons sous la conduite de la Raison. Quant au Désir qui tient un homme vivant sous la conduite de la Raison, de s'attacher les autres par le lien de l'amitié, je l'appelle _Honnêteté_ ; _honnête_, ce que louent les hommes vivant sous la conduite de la Raison, _vilain_ au contraire, ce qui s'oppose à l'établissement de l'amitié. Par là j'ai aussi montré quels sont les fondements de la cité. La différence entre la vertu véritable et l'impuissance se perçoit aisément dès lors, la vertu véritable ne consistant en rien d'autre qu'à vivre sous la conduite de la Raison, l'impuissance consistant seulement en ce que l'homme se laisse passivement conduire par les choses extérieures à lui et déterminer par elles à faire ce que demande la constitution du monde extérieur, et non ce que demande sa propre nature considérée en elle seule. Voilà ce que, dans le [Scolie de la Proposition 18](418sc), j'ai promis de démontrer. On peut voir par là que cette loi qui interdit d'immoler les bêtes est fondée plutôt sur une vaine superstition et une miséricorde de femme que sur la saine Raison. La règle de la recherche de l'utile nous enseigne bien la nécessité de nous unir aux hommes, mais non aux bêtes ou aux choses dont la nature est différente de l'humaine ; nous avons à leur endroit le même droit qu'elles ont sur nous. Ou plutôt le droit de chacun étant défini par sa vertu ou sa puissance, les hommes ont droit sur les bêtes beaucoup plus que les bêtes sur les hommes. Je ne nie cependant pas que les bêtes sentent ; mais je nie qu'il soit défendu pour cette raison d'aviser à notre intérêt, d'user d'elles et de les traiter suivant qu'ils nous convient le mieux ; puisqu'elles ne s'accordent pas avec nous en nature et que leurs affections diffèrent en nature des affections humaines _(voir le [Scol. de la Prop. 57](357sc), p.III)_. Il me reste à expliquer ce qu'est le juste, l'injuste, le péché et enfin le mérite. Mais voir pour cela le Scolie suivant." + }, + { + "id": "437sc2", + "type": "SCOLIE 2", + "text": "Dans l'[Appendice](1app) de la Première Partie, j'ai promis d'expliquer ce qu'est la louange et le blâme, le mérite et le péché, le juste et l'injuste. Sur la louange et le blâme je me suis expliqué dans le [Scolie de la Proposition 29](329sc), partie III ; sur les autres points il y aura lieu de dire ici quelque chose. Mais auparavant il me faut dire quelques mots sur _l'état naturel et l'état civil de l'homme_. \nChacun existe par le droit suprême de la Nature, et conséquemment chacun fait par le droit suprême de la Nature ce qui suit de la nécessité de sa propre nature ; et ainsi chacun juge par le droit suprême de la Nature quelle chose est bonne, quelle mauvaise, ou avise à son intérêt suivant sa complexion _(voir les Prop. [19](419) et [20](420))_, se venge _(voir le [Coroll. 2 de la Prop. 40](340c2), p. III)_ et s'efforce de conserver ce qu'il aime, de détruire ce qu'il a en haine _(voir la [Prop. 28](328), p. III)_. Que si les hommes vivaient sous la conduite de la Raison, chacun posséderait le droit qui lui appartient _([Coroll. 1 de la Prop. 35](435c1))_, sans aucun dommage pour autrui. Mais comme les hommes sont soumis à des affections _([Coroll. de la Prop. 4](404c))_ qui surpassent de beaucoup leur puissance ou l'humaine vertu _([Prop. 6](406))_, ils sont traînés en divers sens _([Prop. 33](433))_ et sont contraires les uns aux autres _([Prop. 34](434))_, alors qu'ils ont besoin d'un secours mutuel _([Scol. de la Prop. 35](435sc))_. Afin donc que les hommes puissent vivre dans la concorde et être en aide les uns aux autres, il est nécessaire qu'ils renoncent à leur droit naturel et s'assurent les uns aux autres qu'ils ne feront rien qui puisse donner lieu à un dommage pour autrui. En quelle condition cela est possible, à savoir que les hommes, nécessairement soumis aux affections _([Coroll. de la Prop. 4](404c))_, inconstants et changeants _([Prop. 33](433))_, puissent se donner cette assurance mutuelle et avoir foi les uns dans les autres, cela se voit par la [Proposition 7](407) de cette Partie et la [Proposition 39](339) de la Troisième. J'y dis, en effet, que nulle affection ne peut être réduite, sinon par une affection plus forte et contraire à celle qu'on veut réduire, et que chacun s'abstient de porter dommage par la peur d'un dommage plus grand. Par cette loi donc une Société pourra s'établir^[Au lieu de _firmari_ que je traduis, Tônnies _(Vierteljahrschrift für wissenshaftliche Philosophie, Bd. 7, p.346)_ propose de lire _formari_ qui se trouve dans un passage analogue du Traité _Théologico-politique_ (chap. XVI).] si elle revendique pour elle-même le droit qu'a chacun de se venger et de juger du bon et du mauvais, et qu'elle ait ainsi le pouvoir de prescrire une règle commune de vie, d'instituer des lois et de les maintenir, non par la Raison qui ne peut réduire les affections _([Scol. de la Prop. 17](417sc))_, mais par des menaces. Cette Société maintenue par des lois et le pouvoir qu'elle a de se conserver, est appelée _Cité_, et ceux qui sont sous la protection de son droit, _Citoyens_ ; par où nous connaissons facilement que, dans l'état naturel, il n'y a rien qui soit bon ou mauvais du consentement de tous, puisque chacun, dans cet état naturel, avise seulement à sa propre utilité et, suivant sa complexion, décrète quelle chose est bonne, quelle mauvaise, n'ayant de règle que son intérêt, qu'enfin il n'est tenu par aucune loi d'obéir à personne, sinon à lui-même. Et ainsi dans l'état naturel le péché ne peut se concevoir, mais bien dans l'état civil, quand il a été décrété du consentement de tous quelle chose est bonne et quelle mauvaise, et que chacun est tenu d'obéir à la Cité. Le _péché_ n'est donc rien d'autre que la désobéissance, laquelle est, pour cette raison, punie en vertu du seul droit de la Cité, et au contraire l'obéissance est comptée au Citoyen comme _mérite_, parce qu'il est par cela même jugé digne de jouir des avantages de la Cité. De plus, dans l'état naturel, nul n'est, du consentement commun, seigneur d'aucune chose, et il n'y a rien dans la Nature qui puisse être dit la chose de l'un ou de l'autre ; mais tout appartient à tous ; par suite, dans l'état naturel, on ne peut concevoir de volonté d'attribuer à chacun le sien, d'enlever à quelqu'un ce qui est à lui ; c'est-à-dire dans l'état naturel il n'y a rien qui puisse être dit _juste_ ou _injuste_ ; mais bien dans l'état civil, où du consentement commun il est décrété quelle chose est à l'un, quelle à l'autre. Il apparaît par là que le juste et l'injuste, le péché et le mérite sont des notions extrinsèques, non des attributs qui expliquent la nature de l'Âme. Mais assez sur ce point." + } + ] + }, + { + "id": "438", + "title": "PROPOSITION 38", + "text": "_Ce qui dispose le Corps humain de façon qu'il puisse être affecté d'un plus grand nombre de manières ou le rend apte à affecter les corps extérieurs d'un plus grand nombre de manières, est utile à l'homme ; et d'autant plus utile que le Corps est par là rendu plus apte à être affecté et à affecter d'autres corps de plusieurs manières ; est nuisible au contraire ce qui diminue cette aptitude du Corps._", + "childs": [ + { + "id": "438d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Plus le Corps a d'aptitude de cette sorte, plus l'Âme devient apte à percevoir _(par la [Prop. 14](214), p. II)_ ; ainsi ce qui dispose le Corps en une condition telle et augmente cette aptitude, est nécessairement bon ou utile _(par les Prop. [26](426) et [27](427))_, et d'autant plus qu'il augmente davantage cette aptitude ; une chose est nuisible au contraire _(par la même [Prop. 14](214), p. II, renversée, et les Prop. [26](426) et [27](427))_, si elle diminue cette aptitude du Corps. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "439", + "title": "PROPOSITION 39", + "text": "_Ce qui fait que le rapport de mouvement et de repos que soutiennent les parties du Corps humain les unes avec les autres se conserve, est bon ; est mauvais au contraire ce qui fait que les parties du Corps humain ont les unes vis-à-vis des autres un autre rapport de repos et de mouvement._", + "childs": [ + { + "id": "439d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le Corps humain a besoin, pour se conserver, d'un très grand nombre d'autres corps _(par le [Post. 4](213p4), p. II)_. Mais ce qui constitue la forme du Corps humain consiste en ce que ses parties se communiquent leurs mouvements les unes aux autres suivant un certain rapport _(par la [Défin.](213def) qui précède le Lemme 4 à la suite de la Prop. 13, p. II)_. Ce donc qui fait que le rapport de mouvement et de repos existant entre les parties du Corps humain se conserve, conserve aussi la forme du Corps humain et fait en conséquence _(par les Post. [3](213p3) et [6](213p6), p. II)_ que le Corps humain puisse être affecté de beaucoup de manières et affecter les corps extérieurs de beaucoup de manières ; cela est donc bon _(par la [Prop. précéd.](438))_. En outre, ce qui fait qu'entre les parties du Corps humain s'établisse un autre rapport de mouvement et de repos, fait aussi _(par la même [Défin.](213def), p. II) _qu'une forme nouvelle se substitue à celle du Corps, c'est-à-dire _(comme il est connu de soi et comme nous l'avons fait observer à la fin de la [préface](4pr) de cette partie)_ fait que le Corps humain soit détruit et en conséquence perde toute aptitude à être affecté de plusieurs manières ; cela, par suite _(par la [Prop. précéd.](438))_, est mauvais. CQFD." + }, + { + "id": "439sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Combien cela peut nuire à l'Âme ou lui être utile cela sera expliqué dans la Cinquième Partie. Il faut, toutefois, noter ici que la mort du Corps, telle que je l'entends, se produit, quand ses parties sont disposées de telle sorte qu'un autre rapport de mouvement et de repos s'établisse entre elles. Je n'ose nier en effet que le Corps humain, bien que le sang continue de circuler et qu'il y ait en lui d'autres marques de vie, puisse néanmoins changer sa nature contre une autre entièrement différente. Nulle raison ne m'oblige à admettre qu'un Corps ne meurt que s'il est changé en cadavre ; l'expérience même semble persuader le contraire. Parfois en effet un homme subit de tels changements qu'il serait difficile de dire qu'il est le même ; j'ai entendu parler, en particulier, d'un certain poète espagnol atteint d'une maladie et qui, bien que guéri, demeura dans un tel oubli de sa vie passée qu'il ne croyait pas siennes les comédies et les tragédies par lui composées ; on eût pu le tenir pour un enfant adulte s'il avait oublié aussi sa langue maternelle. Et si cela paraît incroyable, que dire des enfants? Un homme d'âge plus avancé croit leur nature si différente de la sienne qu'il ne pourrait se persuader qu'il a jamais été enfant, s'il ne faisait, d'après les autres, une conjecture sur lui-même. Mais, pour ne pas donner aux superstitieux matière à de nouvelles questions, j'aime mieux laisser là ce sujet." + } + ] + }, + { + "id": "440", + "title": "PROPOSITION 40", + "text": "_Ce qui conduit les hommes vers la Société commune c'est-à-dire fait qu'ils vivent dans la concorde, est utile ; mauvais au contraire ce qui introduit la discorde dans la Cité._", + "childs": [ + { + "id": "440d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ce qui fait que les hommes vivent dans la concorde, fait en même temps qu'ils vivent sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 35](435))_, et ainsi _(par les Prop. [26](426) et [27](427))_ est bon ; est mauvais au contraire _(pour la même raison)_ ce qui excite la discorde. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "441", + "title": "PROPOSITION 41", + "text": "_La Joie n'est jamais mauvaise directement mais bonne ; la Tristesse, au contraire, est directement mauvaise._", + "childs": [ + { + "id": "441d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La Joie _(par la [Prop. 11](311), p. III, avec son [Scolie](311sc))_ est une affection par où la puissance d'agir du Corps est accrue ou secondée ; la Tristesse, au contraire, une affection par où la puissance d'agir du Corps est diminuée ou réduite ; et, par suite _(par la [Prop. 38](438))_, la Joie est bonne directement, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "442", + "title": "PROPOSITION 42", + "text": "_La Gaieté ne peut avoir d'excès mais est toujours bonne ; au contraire, la Mélancolie est toujours mauvaise._", + "childs": [ + { + "id": "442d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La Gaieté _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ est une Joie qui, relativement au Corps, consiste en ce que toutes ses parties sont pareillement affectées ; c'est-à-dire _(par la [Prop. 11](311), p. III)_ que la puissance d'agir du Corps est accrue ou secondée de telle sorte que toutes ses parties conservent entre elles le même rapport de mouvement et de repos ; ainsi _(par la [Prop. 39](439))_ la Gaieté est toujours bonne et ne peut avoir d'excès. La Mélancolie _(voir aussi sa Défin. dans le même [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ est une Tristesse qui, relativement au Corps, consiste, en ce que la puissance d'agir du Corps est absolument diminuée ou réduite ; et, par suite _(par la [Prop. 38](438))_, elle est toujours mauvaise. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "443", + "title": "PROPOSITION 43", + "text": "_Le Chatouillement peut avoir de l'excès et être mauvais ; la Douleur peut être bonne dans la mesure où le Chatouillement, qui est une Joie, est mauvais._", + "childs": [ + { + "id": "443d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le Chatouillement est une Joie qui, relativement au Corps, consiste en ce qu'une de ses parties ou quelques-unes sont affectées plus que les autres _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ ; et la puissance de cette affection peut être telle qu'elle surpasse les autres actions du Corps _(par la [Prop. 6](406))_, reste obstinément attachée à lui et empêche ainsi que le Corps ne soit apte à être affecté d'un très grand nombre d'autres manières ; cette affection peut donc _(par la [Prop. 38](438))_ être mauvaise. Pour la Douleur qui est au contraire une Tristesse, considérée en elle-même, elle ne peut pas être bonne _(par la [Prop. 41](441))_. Mais, sa force et sa croissance étant définies par la puissance d'une cause extérieure comparée à la nôtre _(par la [Prop. 5](405))_, nous pouvons concevoir que les forces de cette affection varient en une infinité de degrés et s'exercent en une infinité de manières _(par la [Prop. 3](403))_ ; nous pouvons donc concevoir une douleur telle que, réduisant le Chatouillement, elle l'empêche d'être excessif et fasse dans cette mesure _(par la première partie de la Prop.)_ qu'il ne diminue pas l'aptitude du Corps ; et en cela par suite la douleur peut être bonne. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "444", + "title": "PROPOSITION 44", + "text": "_L'Amour et le Désir peuvent avoir de l'excès._", + "childs": [ + { + "id": "444d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ce qu'on appelle Amour est une Joie _(par la [Défin. 6](3ad6) des Affect.)_ qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure ; donc^[W. Meijer propose de remplacer _igitur_ que je traduis par _autem_.] le Chatouillement _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure est un Amour ; ainsi l'Amour peut avoir de l'excès _(par la [Prop. précéd.](443))_. En outre, un Désir est d'autant plus grand que l'affection d'où il naît, est plus grande _(par la [Prop. 37](337), p. III)_. De même donc qu'une affection peut surpasser les autres actions de l'homme _(par la [Prop. 6](406))_, de même aussi un Désir né de cette affection peut surpasser les autres Désirs, et il pourra, en conséquence, avoir le même excès que, dans la [Proposition précédente](443), nous avons montré qu'avait le Chatouillement. CQFD." + }, + { + "id": "444sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "La Gaieté, que j'ai dit être bonne, se conçoit plus facilement qu'on ne l'observe. Car les affections qui nous dominent chaque jour se rapportent la plupart du temps à quelque partie du Corps qui est affectée plus que les autres ; les affections ont ainsi pour la plupart de l'excès et retiennent l'Âme de telle sorte dans la considération d'un seul objet qu'elle ne puisse penser à d'autres. Bien que les hommes soient soumis à plusieurs affections enfin et qu'on en trouve rarement qui soient dominés par une seule, toujours la même, ils sont nombreux, ceux à qui une seule et même affection demeure obstinément attachée. Nous voyons en effet les hommes affectés parfois par un objet de telle sorte qu'en dépit de sa non-présence ils croient l'avoir devant eux, et quand cela arrive à un homme qui n'est pas endormi, nous disons qu'il délire ou est insensé. On ne croit pas moins insensés, parce qu'ils excitent d'ordinaire le rire, ceux qui brûlent d'Amour et nuit et jour ne font que rêver de la femme aimée ou d'une courtisane. L'avare, au contraire, qui ne pense à rien d'autre qu'au gain et à l'argent, l'ambitieux uniquement occupé de gloire, etc., on ne croit pas qu'ils délirent, parce qu'ils sont d'ordinaire un sujet de peine pour autrui et sont tenus pour mériter la Haine. En réalité, cependant, l'Avarice, l'Ambition, la Lubricité sont des espèces de délire, bien qu'on ne les range pas au nombre des maladies." + } + ] + }, + { + "id": "445", + "title": "PROPOSITION 45", + "text": "_La Haine ne peut jamais être bonne._", + "childs": [ + { + "id": "445d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous nous efforçons de détruire l'homme que nous haïssons _(par la [Prop. 39](339), p. III)_, c'est-à-dire que nous nous efforçons à quelque chose qui est mauvais _(par la [Prop. 37](437))_. Donc, etc. CQFD." + }, + { + "id": "445sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "On observera que, dans cette proposition et les suivantes, j'entends par Haine seulement la Haine envers les hommes." + }, + { + "id": "445c1", + "type": "COROLLAIRE 1", + "text": "L'Envie, la Raillerie, le Mépris, la Colère, la Vengeance et les autres affections qui se ramènent à la Haine ou en naissent sont choses mauvaises ; ce qui est évident aussi par la [Prop. 39](339), partie III, et la [Prop. 37](437)." + }, + { + "id": "445c2", + "type": "COROLLAIRE 2", + "text": "Tout ce que nous appétons par suite de ce que nous sommes affectés de Haine, est vilain, et injuste dans la Cité. Cela se voit aussi par la [Prop. 39](339), partie III, ou par les définitions du vilain et de l'injuste dans les Scolies [1](437sc1) et [2](437sc2) de la Prop. 37." + }, + { + "id": "445c2sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Entre la Raillerie (que j'ai dit être mauvaise dans le [Coroll. 1](445c1)) et le rire, je fais une grande différence. Car le rire, comme aussi la plaisanterie, est une pure joie et, par suite, pourvu qu'il soit sans excès, il est bon par lui-même _(par la [Prop. 41](441))_. Seule assurément une farouche et triste superstition interdit de prendre des plaisirs. En quoi, en effet, convient-il mieux d'apaiser la faim et la soif que de chasser la mélancolie? Telle est ma règle, telle ma conviction. Aucune divinité, nul autre qu'un envieux, ne prend plaisir à mon impuissance et à ma peine, nul autre ne tient pour vertu nos larmes, nos sanglots, notre crainte et autres marques d'impuissance intérieure ; au contraire, plus grande est la Joie dont nous sommes affectés, plus grande la perfection à laquelle nous passons, plus il est nécessaire que nous participions de la nature divine. Il est donc d'un homme sage d'user des choses et d'y prendre plaisir autant qu'on le peut (sans aller jusqu'au dégoût, ce qui n'est plus prendre plaisir). Il est d'un homme sage, dis-je, de faire servir à sa réfection et à la réparation de ses forces des aliments et des boissons agréables pris en quantité modérée, comme aussi les parfums, l'agrément des plantes verdoyantes la parure, la musique, les jeux exerçant le Corps, les spectacles et d'autres choses de même sorte dont chacun peut user sans aucun dommage pour autrui. Le Corps humain en effet est composé d'un très grand nombre de parties de nature différente qui ont continuellement besoin d'une alimentation nouvelle et variée, pour que le Corps entier soit également apte à tout ce qui peut suivre de sa nature et que l'Âme soit également apte à comprendre à la fois plusieurs choses. Cette façon d'ordonner la vie s'accorde ainsi très bien et avec nos principes et avec la pratique en usage ; nulle règle de vie donc n'est meilleure et plus recommandable à tous égards, et il n'est pas nécessaire ici de traiter ce point plus clairement ni plus amplement." + } + ] + }, + { + "id": "446", + "title": "PROPOSITION 46", + "text": "_Qui vit sous la conduite de la Raison, s'efforce, autant qu'il peut, de compenser par l'Amour ou la Générosité, la Haine, la Colère, le Mépris qu'un autre a pour lui._", + "childs": [ + { + "id": "446d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Toutes les affections de Haine sont mauvaises _([Coroll. 1 de la Prop. précéd.](445c1))_ ; qui donc vit sous la conduite de la Raison, s'efforcera autant que possible de ne pas être dominé par des affections de Haine _(par la [Prop. 19](419))_ ; et conséquemment _(par la [Prop. 37](437))_ fera effort pour qu'un autre homme aussi ne soit pas affecté de ces passions. Mais la Haine est accrue par une Haine réciproque et peut, au contraire, être éteinte par l'Amour _(par la [Prop. 43](343), p. III)_ de façon à se changer en Amour _(par la [Prop. 44](344), p. III)_. Qui donc vit sous la conduite de la Raison, s'efforcera de compenser la Haine, etc., par l'Amour, c'est-à-dire par la Générosité _(voir la Défin. dans le [Scol. de la Prop. 59](359sc), p. III)_. CQFD." + }, + { + "id": "446sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Qui veut venger ses offenses par une Haine réciproque, vit assurément misérable. Qui, au contraire, cherche à combattre victorieusement la Haine par l'Amour, combat certes dans la joie et la sécurité, résiste aussi facilement à plusieurs qu'à un seul^[Je traduis _aeque facile pluribus ac uni homini resistit_ au lieu de _uni homini ac pluribus_ leçon de Land.] et a besoin moins que personne du secours de la fortune. Pour ceux qu'il vainc la défaite est joyeuse, car ils ne sont point vaincus par manque de force, mais par une croissance de leurs forces ; tout cela suit si clairement des seules définitions de l'Amour et de l'Entendement qu'il n'est pas besoin d'en faire l'objet de démonstrations particulières." + } + ] + }, + { + "id": "447", + "title": "PROPOSITION 47", + "text": "_Les affections de l'Espoir et de la Crainte ne peuvent être bonnes par elles-mêmes._", + "childs": [ + { + "id": "447d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Il n'y a point d'affection d'Espoir et de Crainte sans Tristesse. Car la crainte est une Tristesse _([Défin. 13](3ad13) des Affect.)_ et il n'y a pas d'Espoir sans Crainte _(voir l'Explication des Défin. [12](3ad12) et [13](3ad13) des Affect.)_ ; par suite _(par la [Prop. 41](441))_, ces affections ne peuvent pas être bonnes par elles-mêmes, mais en tant seulement qu'elles peuvent réduire un excès de Joie _(par la [Prop. 43](443))_. CQFD." + }, + { + "id": "447sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "A cela s'ajoute que ces affections indiquent un manque de connaissance et une impuissance de l'Âme ; pour cette cause aussi la Sécurité, le Désespoir, l'Épanouissement et le Resserrement de conscience sont des signes d'impuissance intérieure. Bien que, en effet, la Sécurité et l'Épanouissement soient des affections de Joie, ils supposent cependant une Tristesse antécédente, à savoir l'Espoir et la Crainte. Plus donc nous nous efforçons de vivre sous la conduite de la Raison, plus nous faisons effort pour nous rendre moins dépendants de l'Espoir, nous affranchir de la Crainte, commander à la fortune autant que possible, et diriger nos actions suivant le conseil certain de la Raison." + } + ] + }, + { + "id": "448", + "title": "PROPOSITION 48", + "text": "_Les affections de la Surestime et de la Mésestime sont toujours mauvaises._", + "childs": [ + { + "id": "448d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ces affections en effet _(par les Défin. [21](3ad21) et [22](3ad22) des Affect.)_ sont opposées à la Raison, elles sont donc mauvaises _(par les Prop. [26](426) et [24](427))_. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "449", + "title": "PROPOSITION 49", + "text": "_La Surestime rend facilement orgueilleux l'homme qui est surestimé._", + "childs": [ + { + "id": "449d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si nous voyons quelqu'un faire par amour de nous plus de cas qu'il n'est juste, nous en serons facilement glorieux _(par le [Scol. de la Prop. 41](341sc), p. III)_, c'est-à-dire que nous serons affectés d'une Joie _(par la [Défin. 30](3ad30) des Affect.)_ ; et nous croirons facilement le bien que nous apprenons qui est dit de nous _(par la [Prop. 25](325), p. III)_ ; par suite, nous ferons de nous-mêmes par amour plus de cas qu'il n'est juste, c'est-à-dire _(par la [Défin. 28](3ad28) des Affect.)_ que nous aurons facilement de l'orgueil. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "450", + "title": "PROPOSITION 50", + "text": "_La Commisération est en elle-même mauvaise et inutile, dans un homme qui vit sous la conduite de la Raison._", + "childs": [ + { + "id": "450d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La Commisération en effet _(par la [Défin. 18](3ad18) des Affect.)_ est une Tristesse ; par suite, _(par la [Prop. 41](441))_ elle est mauvaise par elle-même. Pour le bien qui en suit, à savoir que nous nous efforçons de délivrer de sa misère celui pour qui nous avons de la commisération _(par le [Coroll. 3 de la Prop. 27](327c3), p. III)_, nous désirons le faire par le seul commandement de la Raison _(par la [Prop. 37](437))_ ; et nous ne pouvons faire que par le seul commandement de la Raison quelque chose que nous sachions avec certitude être bon _(par la [Prop. 27](427))_ ; la Commisération est donc mauvaise en elle-même et inutile, dans un homme qui vit sous la conduite de la Raison. CQFD." + }, + { + "id": "450c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là qu'un homme qui vit sous le commandement de la Raison, s'efforce autant qu'il peut de ne pas être touché de commisération." + }, + { + "id": "450sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Qui sait droitement que tout suit de la nécessité de la nature divine et arrive suivant les lois et règles éternelles de la Nature, ne trouvera certes rien qui soit digne de Haine, de Raillerie ou de Mépris, et il n'aura de commisération pour personne ; mais autant que le permet l'humaine vertu, il s'efforcera de bien faire, comme on dit, et de se tenir en joie. A cela s'ajoute que celui qui est facilement affecté de Commisération et ému par la misère ou les larmes d'autrui, fait souvent quelque chose de quoi plus tard il se repent : d'une part, en effet, nous ne faisons rien sous le coup d'une affection que nous sachions avec certitude être bon, de l'autre nous sommes facilement trompés par de fausses larmes. Et je parle ici expressément de l'homme qui vit sous la conduite de la Raison. Pour celui qui n'est mû ni par la Raison ni par la Commisération à être secourable aux autres, on l'appelle justement inhumain, car _(par la [Prop. 27](327), p. III)_ il ne paraît pas ressembler à un homme." + } + ] + }, + { + "id": "451", + "title": "PROPOSITION 51", + "text": "_La Faveur n'est pas opposée à la Raison, mais peut s'accorder avec elle et en naître._", + "childs": [ + { + "id": "451d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La Faveur en effet est un Amour pour celui qui a fait du bien à autrui _(par la [Défin. 19](3ad19) des Affect.)_ ; elle peut donc être rapportée à l'Âme en tant que celle-ci est dite agir _(par la [Prop. 59](359), p. III)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ en tant qu'elle connaît, par suite elle s'accorde avec la Raison, etc. CQFD." + }, + { + "id": "451a", + "type": "_Autre démonstration_", + "text": "Qui vit sous la conduite de la Raison, désire pour autrui aussi ce qu'il appète pour lui-même _(par la [Prop. 37](437))_ ; par suite donc de ce qu'il voit quelqu'un faire du bien à autrui, son propre effort pour faire du bien est secondé, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 11](311sc), p. III)_ qu'il sera joyeux, et cela _(par Hypothèse)_ avec l'accompagnement de l'idée de celui qui a fait du bien à autrui ; par suite, il lui est favorable _(par la [Défin. 19](3ad19) des Affect.)_. CQFD." + }, + { + "id": "451sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "L'Indignation, telle qu'elle est définie par nous _(par la [Défin. 20](3ad20) des Affect.)_ est nécessairement mauvaise _(par la [Prop. 45](445))_. Il faut observer, toutefois, que si l'autorité supérieure, en vue de maintenir la paix dans la Cité, punit un Citoyen qui a commis une injustice à l'égard d'un autre, je ne dis pas qu'elle est indignée contre lui, car elle n'est point poussée par la Haine à le perdre, mais a pour le punir un mobile qui est la moralité." + } + ] + }, + { + "id": "452", + "title": "PROPOSITION 52", + "text": "_Le Contentement de soi peut tirer son origine de la Raison, et seul ce contentement qui tire son origine de la Raison, est le plus grand possible._", + "childs": [ + { + "id": "452d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le Contentement de soi est une Joie née de ce que l'homme considère sa propre puissance d'agir _(par la [Défin. 25](3ad25) des Affect.)_. Mais la vraie puissance d'agir de l'homme ou sa vertu est la Raison elle-même _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ que l'homme considère clairement et distinctement _(par les Prop. [40](240) et [43](243), p. II)_. Le Contentement de soi tire donc son origine de la Raison. De plus, tandis que l'homme se considère lui-même clairement et distinctement, c'est-à-dire adéquatement, il ne perçoit rien sinon ce qui suit de sa propre puissance d'agir _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_, c'est-à-dire de sa puissance de connaître _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ ; de cette seule considération donc naît le Contentement le plus grand qu'il puisse y avoir. CQFD." + }, + { + "id": "452sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Le Contentement de soi est en réalité l'objet suprême de notre espérance. Personne, en effet _(par la [Prop. 25](425))_, ne fait effort pour conserver son être en vue d'une fin quelconque ; et puisque ce Contentement est de plus en plus alimenté et fortifié par les louanges _(par le [Coroll. de la Prop. 53](353c), p. III)_ et, au contraire _(par le [Coroll. 1 de la Prop. 55](355c1), p. III)_, de plus en plus troublé par le blâme, nous sommes donc surtout conduits par la gloire et nous pouvons à peine supporter une vie d'opprobre." + } + ] + }, + { + "id": "453", + "title": "PROPOSITION 53", + "text": "_L'Humilité n'est pas une vertu, c'est-à-dire qu'elle ne tire pas de la Raison son origine._", + "childs": [ + { + "id": "453d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'Humilité est une Tristesse née de ce que l'homme considère sa propre impuissance _(par la [Défin. 26](3ad26) des Affect.)_ ; or dans la mesure où l'homme se connaît par la vraie Raison, il est supposé avoir une idée claire de son essence, c'est-à-dire de sa puissance _(par la [Prop. 7](307), p. III)_. Si donc l'homme, tandis qu'il se considère, perçoit quelque impuissance qui est en lui, cela ne vient pas de ce qu'il se connaît, mais _(par la [Prop. 55](355), p. III)_ de ce que sa puissance d'agir est réduite. Que si nous supposons un homme concevant son impuissance parce qu'il connaît quelque chose de plus puissant que lui-même, et par cette connaissance délimite sa propre puissance d'agir, nous ne concevons alors rien d'autre, sinon que cet homme se connaît lui-même distinctement, c'est-à-dire _(par la [Prop. 26](426))_ que sa puissance d'agir est secondée. C'est pourquoi l'Humilité ou la Tristesse née de ce qu'un homme considère son impuissance, ne tire pas son origine d'une considération vraie, c'est-à-dire de la Raison, et n'est pas une vertu mais une passion. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "454", + "title": "PROPOSITION 54", + "text": "_Le Repentir n'est pas une vertu, c'est-à-dire qu'il ne tire pas son origine de la Raison ; mais celui qui se repent de ce qu'il a fait, est deux fois misérable ou impuissant._", + "childs": [ + { + "id": "454d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La première partie de cette Proposition se démontre comme la Proposition précédente. La deuxième partie est évidente par la seule Définition du Repentir _(par la [Défin. 27](3ad27) des Affect.)_. Car on se laisse vaincre premièrement par un Désir mauvais, puis par la Tristesse." + }, + { + "id": "454sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Les hommes ne vivant guère sous le commandement de la Raison, ces deux affections, je veux dire l'Humilité et le Repentir, et en outre l'Espoir et la Crainte, sont plus utiles que dommageables ; si donc il faut pécher, que ce soit plutôt dans ce sens. Si en effet les hommes impuissants intérieurement étaient tous pareillement orgueilleux, s'ils n'avaient honte de rien et ne craignaient rien, comment^[Je traduis _qui_ au lieu de _quo_, leçon de Land.] pourraient-ils être maintenus unis et disciplinés? La foule est terrible quand elle est sans crainte ; il n'y a donc pas à s'étonner que les Prophètes, pourvoyant à l'utilité commune, non à celle de quelques-uns, aient tant recommandé l'Humilité, le Repentir et le Respect. Et en effet ceux qui sont soumis à ces affections peuvent, beaucoup plus facilement que d'autres, être conduits à vivre enfin sous la conduite de la Raison, c'est-à-dire à être libres et à jouir de la vie des bienheureux." + } + ] + }, + { + "id": "455", + "title": "PROPOSITION 55", + "text": "_Le plus haut degré d'Orgueil ou de Mésestime de soi est la plus entière ignorance de soi._", + "childs": [ + { + "id": "455d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par les Défin. [28](3ad28) et [29](3ad29) des Affect." + } + ] + }, + { + "id": "456", + "title": "PROPOSITION 56", + "text": "_Le plus haut degré d'Orgueil ou de Mésestime de soi indique la plus grande impuissance intérieure._", + "childs": [ + { + "id": "456d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le premier principe de la vertu est de conserver son être _(par le [Coroll. de la Prop. 22](422c))_, et cela sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 24](424))_. Qui donc s'ignore lui-même, ignore le principe de toutes les vertus et conséquemment toutes les vertus. De plus, agir par vertu n'est rien d'autre qu'agir sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 24](424))_, et qui agit sous la conduite de la Raison, doit savoir nécessairement qu'il agit sous la conduite de la Raison _(par la [Prop. 43](243), p. II)_. Qui donc s'ignore le plus lui-même et conséquemment _(nous venons de le montrer)_ ignore le plus toutes les vertus, agit le moins par vertu, c'est-à-dire _(comme il est évident par la [Défin. 8](4d8))_ est le plus impuissant intérieurement. Ainsi _(par la [Prop. précéd.](455))_ le plus haut degré d'Orgueil ou de Mésestime de soi indique la plus grande impuissance intérieure. CQFD." + }, + { + "id": "456c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là très clairement que les orgueilleux et ceux qui se mésestiment sont très soumis aux affections." + }, + { + "id": "456sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "La Mésestime de soi cependant peut se corriger plus facilement que l'Orgueil ; ce dernier en effet est une affection de Joie, la première une affection de Tristesse ; ce dernier est donc plus fort _(par la [Prop. 18](418))_ que la première." + } + ] + }, + { + "id": "457", + "title": "PROPOSITION 57", + "text": "_L'Orgueilleux aime la présence des parasites ou des flatteurs, il hait celle des généreux._", + "childs": [ + { + "id": "457d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'Orgueil est une Joie née de ce que l'homme fait trop de cas de lui-même _(par les Défin. [28](3ad28) et [6](3ad6) des Affect.)_, et l'orgueilleux s'efforcera autant qu'il peut d'alimenter cette opinion _(voir le [Scol. de la Prop. 13](313sc), p. III)_ ; il aimera donc la présence des parasites ou des flatteurs _(j'ai omis de les définir parce qu'ils sont trop connus)_ et fuira au contraire celle des généreux qui font de lui le cas qu'il mérite^[..._adeóque superbi, parasitorum, vel adulatorum _(horum Definitiones omisi, quia nimis noti sunt)_ præsentiam amabunt, & generosorum, qui de ipsis, ut par est, sentiunt, fugient._ Je substitue le singulier _amabit_ au pluriel _amabunt_ et remplace de même _ipis_ et _fugient_ par _ipso_ et _fugiet_.]. CQFD." + }, + { + "id": "457sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Il serait trop long d'énumérer ici tous les maux de l'Orgueil, puisque les orgueilleux sont soumis à toutes les affections, mais à nulles plus qu'à celles de l'Amour et de la Miséricorde. Il ne faut pas passer sous silence, toutefois, que l'on appelle orgueilleux celui qui fait des autres moins de cas qu'il n'est juste, et à cet égard on définira l'Orgueil comme étant la Joie née de l'opinion fausse par laquelle un homme se croit supérieur aux autres. Et la Mésestime de soi, contraire à cet Orgueil, se définira la Tristesse née de l'opinion fausse par laquelle un homme se croit inférieur aux autres. Cela posé, nous concevons facilement que l'orgueilleux est nécessairement envieux _(voir le [Scol. de la Prop. 55](355c1sc), p. III)_, et qu'il a surtout en haine ceux qu'on loue le plus pour leurs vertus ; que sa Haine à leur égard n'est pas facilement vaincue par l'Amour ou le Bienfait _(voir le [Scol. de la Prop. 41](341sc), p. III)_ ; et qu'il ne prend plaisir qu'à la présence de ceux qui lui montrent le plus de complaisance, et de sot le rendent insensé. \nBien que la Mésestime de soi soit contraire à l'Orgueil, celui qui se mésestime est cependant très proche de l'orgueilleux. Puisque, en effet, sa Tristesse vient de ce qu'il juge de son impuissance par la puissance ou vertu des autres, cette Tristesse sera allégée, c'est-à-dire il sera joyeux, si son imagination s'occupe à considérer les vices des autres, d'où ce proverbe : _c'est une consolation pour les malheureux d'avoir des compagnons de leurs maux_. Au contraire, il sera d'autant plus contristé qu'il se croira davantage inférieur aux autres ; d'où vient qu'il n'est pas d'hommes plus enclins à l'Envie que ceux qui se mésestiment ; ils s'efforcent plus que personne d'observer ce que font les hommes, plutôt pour censurer leurs fautes que pour les corriger ; ils n'ont de louange que pour la Mésestime de soi et se glorifient de leur humilité, mais de façon à paraître se mésestimer. Ces conséquences découlent de cette affection aussi nécessairement qu'il suit de la nature du triangle que ses trois angles égalent deux droits ; et j'ai déjà dit que j'appelle mauvaises ces affections et celles qui leur ressemblent, en tant que j'ai égard à la seule utilité de l'homme. Les lois de la Nature toutefois concernent l'ordre commun de la Nature dont l'homme est une partie, j'ai tenu à le faire observer, en passant, pour que personne ne crût que j'ai voulu exposer ici les vices des hommes et les absurdités faites par eux et non démontrer la nature et les propriétés des choses. Comme je l'ai dit en effet dans la [Préface](3pr) de la Troisième Partie, je considère les affections des hommes et leurs propriétés de même façon que les autres choses naturelles. Et certes les affections des hommes ne montrent pas moins la puissance de la Nature, sinon de l'homme, et son art, que beaucoup d'autres choses qui nous étonnent et que nous nous plaisons à considérer. Mais je continue à observer, en traitant des affections, ce qui est utile aux hommes et ce qui leur porte dommage." + } + ] + }, + { + "id": "458", + "title": "PROPOSITION 58", + "text": "_La Gloire n'est pas opposée à la Raison, mais peut tirer d'elle son origine_.", + "childs": [ + { + "id": "458d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident par la [Défininition 30](3ad30) des Affect., et par la Définition de l'Honnête dans le [Scol. 1 de la Proposition 37](437sc1)." + }, + { + "id": "458sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Ce qu'on appelle la vaine Gloire est un contentement de soi alimenté par la seule opinion de la foule ; cette opinion n'étant plus, le contentement lui-même disparaît, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 52](452sc))_ ce bien suprême aimé de tous ; de là vient que celui qui ne tire de gloire que de l'opinion de la foule, tourmenté d'une crainte quotidienne, s'efforce, s'agite et se donne du mal pour conserver son renom. La foule, en effet, est changeante et inconstante, par suite si le renom n'est pas entretenu, bientôt il s'évanouit ; bien plus, comme tous désirent capter les applaudissements de la foule, chacun rabaisse volontiers le renom d'autrui. Par suite, comme il s'agit d'une lutte pour ce qui est estimé le bien suprême, un furieux appétit prend naissance de s'humilier les uns les autres, et qui, enfin, obtient la victoire, est plus glorieux d'avoir nui à autrui que de s'être bien servi lui-même. Cette Gloire ou ce contentement est vraiment une vanité, car elle n'est rien. \nCe qu'il faut observer sur la Honte ressort facilement de ce que nous avons dit sur la Miséricorde et le Repentir. J'ajoute seulement que, comme la Commisération, la Honte, qui n'est pas une vertu, est bonne cependant en tant qu'elle dénote dans l'homme rougissant de honte un désir de vivre honnêtement ; de même la douleur, qu'on dit bonne en tant qu'elle montre que la partie blessée n'est pas encore pourrie. Bien qu'il soit triste donc, en réalité, l'homme qui a honte de ce qu'il a fait, est cependant plus parfait que l'impudent qui n'a aucun désir de vivre honnêtement. \nTelles sont les observations que j'avais résolu de faire sur les affections de Joie et de Tristesse. Pour les Désirs, ils sont bons ou mauvais, suivant qu'ils naissent d'affections bonnes ou mauvaises. Mais tous, en tant qu'ils naissent en nous d'affections qui sont des passions, sont aveugles _(comme il ressort aisément de ce qui a été dit dans le [Scol. de la Prop. 44](444sc))_, et ne seraient d'aucun usage si les hommes pouvaient être facilement amenés à vivre suivant le seul commandement de la Raison, comme je vais le montrer brièvement." + } + ] + }, + { + "id": "459", + "title": "PROPOSITION 59", + "text": "_A toutes les actions auxquelles nous sommes déterminés par une affection qui est une passion, nous pouvons être déterminés sans elle par la Raison._", + "childs": [ + { + "id": "459d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Agir par Raison n'est rien d'autre _(par la [Prop. 3](303) et la [Défin. 2](3ad2), p. III)_ que faire ces actions qui suivent de la nécessité de notre nature considérée en elle seule. Mais la Tristesse est mauvaise en tant qu'elle diminue ou réduit cette puissance d'agir _(par la [Prop. 41](441))_ ; nous ne pouvons donc être déterminés par cette affection à aucune action que nous ne pourrions accomplir si nous étions conduits par la Raison. De plus, la Joie est mauvaise^[_Præterea Lætitia eatenus mala est_... Je supprime le mot _tantum_ qui suit _eatenus_ dans l'édition Land ; correction indiquée par W. Meijer.] en tant qu'elle empêche que l'homme ne soit apte à agir _(par les Prop. [41](441) et [43](443))_, nous ne pouvons donc être déterminés par elle à aucune action que nous ne pourrions accomplir si nous étions conduits par la Raison. Enfin, en tant que la Joie est bonne, elle s'accorde avec la Raison (car elle consiste en ce que la puissance d'agir de l'homme est accrue ou secondée) ; et elle n'est pas une passion si ce n'est en tant que la puissance d'agir de l'homme n'est pas accrue à ce point qu'il se conçoive lui-même et conçoive ses propres actions adéquatement _(par la [Prop. 3](303), p. III avec le [Scol.](303sc))_. Si donc un homme affecté de Joie était conduit à une perfection telle qu'il se conçût lui-même et conçût ses propres actions adéquatement, il serait apte aux mêmes actions auxquelles le déterminent, dans son état présent, les affections qui sont des passions ; il y serait même plus apte. Mais toutes les affections se ramènent à la Joie, à la Tristesse ou au Désir _(voir l'[Explication de la quatrième Défin. des Affect.](3ad4e))_ et le Désir _([Défin. 1](3ad1) des Affect.)_ n'est rien d'autre que l'effort même pour agir ; à toutes les actions donc auxquelles nous sommes déterminés par une affection qui est une passion, nous pouvons, sans elle, être conduits par la seule Raison. CQFD." + }, + { + "id": "459a", + "type": "_Autre démonstration_", + "text": "Une action quelconque est dite mauvaise en tant qu'elle tire son origine de ce que nous sommes affectés de Haine ou de quelque affection mauvaise _(voir le [Coroll. 1 de la Prop. 45](445c1))_. Mais nulle action, considérée en elle-même, n'est bonne ni mauvaise _(comme nous l'avons montré dans la [Préface](4pr) de cette Partie)_ et une seule et même action est tantôt bonne, tantôt mauvaise ; nous pouvons donc être conduits par la Raison _(par la [Prop. 19](419))_ à cette même action qui est présentement mauvaise, c'est-à-dire tire son origine d'une affection mauvaise. CQFD." + }, + { + "id": "459sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "J'expliquerai plus clairement ma pensée par un exemple. L'action de frapper, en tant qu'on la considère physiquement, ayant égard seulement à ce qu'un homme lève le bras, serre le poing et meut avec force le bras entier de haut en bas, est une vertu qui se conçoit par la structure du Corps humain. Si donc un homme, dans un mouvement de Haine ou de Colère, est déterminé à serrer le poing ou à mouvoir le bras, cela a lieu parce qu'une seule et même action, comme nous l'avons montré dans la deuxième Partie, peut être jointe à des images quelconques de choses ; nous pouvons donc être déterminés à une seule et même action aussi bien par les images des choses que nous concevons confusément que par celles des choses que nous concevons clairement et distinctement. Il apparaît par là que tout Désir tirant son origine d'une affection qui est une passion, serait de nul usage si les hommes pouvaient être conduits par la Raison. Voyons maintenant pourquoi un Désir né d'une affection qui est une passion, est appelé aveugle par nous." + } + ] + }, + { + "id": "460", + "title": "PROPOSITION 60", + "text": "_Un Désir, tirant son origine d'une Joie ou d'une Tristesse qui se rapporte à une seule des parties du Corps, ou à quelques-unes, mais non à toutes, n'a point égard à l'utilité de l'homme entier._", + "childs": [ + { + "id": "460d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Supposons, par exemple, qu'une partie A du Corps soit, par la force d'une cause extérieure, rendue plus forte à ce point qu'elle l'emporte sur les autres _(par la [Prop. 6](406))_. Cette partie ne s'efforcera point pour cela de perdre ses forces pour que les autres parties du Corps s'acquittent de leur office ; elle devrait en effet avoir la force ou la puissance de perdre ses forces, ce qui est absurde _(par la [Prop. 6](406), p. III)_. Cette partie s'efforcera donc, et conséquemment l'Âme aussi _(par les Prop. [7](307) et [12](312), p. III)_ s'efforcera, de conserver cet état ; et par suite le Désir qui naît d'une telle affection de Joie, n'a pas égard au tout. Que si, au contraire, on suppose une partie A réduite de façon que les autres l'emportent sur elle, on démontre de la même manière que le Désir né de la Tristesse n'a pas non plus égard au tout. CQFD." + }, + { + "id": "460sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Puis donc que le plus souvent _(par le [Scol. de la Prop. 44](444sc))_ la Joie se rapporte à une seule partie du Corps, nous désirons le plus souvent conserver notre être sans avoir le moindre égard à la santé du Corps entier ; à quoi s'ajoute que les Désirs qui nous tiennent le plus _(par le [Coroll. de la Prop. 9](409c))_, ont égard au temps présent seulement, non au futur." + } + ] + }, + { + "id": "461", + "title": "PROPOSITION 61", + "text": "_Un Désir tirant son origine de la Raison ne peut avoir d'excès._", + "childs": [ + { + "id": "461d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le Désir considéré absolument _(par la [Défin. 1](3ad1) des Affect.)_ est l'essence même de l'homme en tant qu'on le conçoit comme déterminé à quelque action ; un Désir donc tirant son origine de la Raison, c'est-à-dire _(par la [Prop. 3](303) p. III)_ se produisant en nous en tant que nous agissons, est l'essence même ou la nature de l'homme en tant qu'elle est conçue comme déterminée à faire ce qui se conçoit adéquatement par la seule essence de l'homme _(par la [Défin. 2](3d2), p. III)_. Si donc ce Désir pouvait être excessif, la nature humaine, considérée en elle seule, pourrait s'excéder elle-même, autrement dit pourrait plus qu'elle ne peut, ce qui est une contradiction manifeste ; en conséquence, un tel Désir ne peut avoir d'excès. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "462", + "title": "PROPOSITION 62", + "text": "_En tant que l'Âme conçoit les choses suivant le commandement de la Raison, elle est également affectée, que l'idée soit celle d'une chose future ou passée, ou celle d'une chose présente._", + "childs": [ + { + "id": "462d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Tout ce que l'Âme conçoit conduite par la Raison, elle le conçoit comme possédant une même sorte d'éternité ou de nécessité _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 44](244c2), p. II)_, et elle est, en le concevant, affectée de la même certitude _(par la [Prop. 43](243), p. II avec son [Scol.](243sc))_. Que l'idée donc soit celle d'une chose future ou passée, ou celle d'une chose présente, l'Âme conçoit la chose avec la même nécessité et est affectée de la même certitude ; et que l'idée ait pour objet une chose future ou passée, ou une chose présente, elle n'en sera pas moins également vraie _(par la [Prop. 41](241), p. II)_ ; c'est-à-dire _(par la [Defin. 4](2d4), p.II)_ qu'elle n'en aura pas moins toujours les mêmes propriétés de l'idée adéquate ; et ainsi, en tant que l'Âme conçoit les choses sous le commandement de la Raison, elle est affectée de la même manière, que l'idée soit celle d'une chose future ou passée, ou celle d'une chose présente. CQFD." + }, + { + "id": "462sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Si nous pouvions avoir une connaissance adéquate de la durée des choses, et déterminer par la Raison leurs temps d'existence, nous considérerions les choses futures et les présentes affectés du même sentiment et le bien que l'Âme concevrait comme futur, elle l'appéterait comme un bien présent ; par suite, elle négligerait nécessairement un bien présent moindre pour un bien futur plus grand, et elle appéterait fort peu une chose qui serait bonne dans le présent, mais cause d'un mal futur, comme nous le démontrerons bientôt. Mais nous ne pouvons avoir de la durée des choses _(par la [Prop. 31](231), p. II)_ qu'une connaissance extrêmement inadéquate, et nous déterminons _(par le [Scol. de la Prop. 44](244sc), p. II)_ le temps d'existence des choses par l'imagination seule qui n'est pas également affectée par l'image d'une chose présente et d'une future. De là vient que la connaissance vraie du bien et du mal que nous avons, n'est rien qu'abstraite ou générale et que le jugement porté par nous sur l'ordre des choses et la liaison des causes, pour nous permettre de déterminer ce qui dans le présent est bon ou mauvais pour nous, est fondé plutôt sur l'imagination que sur la réalité. Il n'y a donc pas à s'étonner que le Désir né de cette connaissance du bien et du mal relative au futur puisse être réduit assez facilement par le Désir des choses présentement agréables, voir à ce sujet la [Proposition 16](416)." + } + ] + }, + { + "id": "463", + "title": "PROPOSITION 63", + "text": "_Qui est dirigé par la Crainte et fait ce qui est bon pour éviter un mal, n'est pas conduit par la Raison._", + "childs": [ + { + "id": "463d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Toutes les affections se rapportant à l'Âme, en tant qu'elle est active, c'est-à-dire à la Raison _(par la [Prop. 3](303), p. III)_, ne sont autres que des affections de Joie et de Désir _(par la [Prop. 59](359), p. III)_ ; celui donc qui est dirigé par la Crainte _(par la [Défin. 13](3ad13) des Affect.)_ et fait ce qui est bon par peur d'un mal, n'est pas conduit par la Raison. CQFD." + }, + { + "id": "463sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Les superstitieux qui savent flétrir les vices plutôt qu'enseigner les vertus, et qui, cherchant non à conduire les hommes par la Raison mais à les contenir par la Crainte, leur font fuir le mal sans aimer les vertus, ne tendent à rien d'autre qu'à rendre les autres aussi misérables qu'eux-mêmes ; il n'est donc pas étonnant qu'ils soient le plus souvent insupportables et odieux aux hommes." + }, + { + "id": "463c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Par un Désir tirant son origine de la Raison nous poursuivons le bien directement et fuyons le mal indirectement." + }, + { + "id": "463cd", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Un Désir tirant son origine de la Raison peut naître seulement d'une affection de Joie qui n'est pas une passion _(par la [Prop. 59](359), p. III)_, c'est-à-dire d'une Joie qui ne peut avoir d'excès _(par la [Prop. 61](461))_ et non d'une Tristesse ; ce Désir par suite _(par la [Prop. 8](408))_ naît de la connaissance du bien, non de celle du mal ; nous appétons donc sous la conduite de la Raison le bien directement et, en cette mesure seulement, fuyons le mal. CQFD." + }, + { + "id": "463csc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Ce Corollaire s'explique par l'exemple du malade et du valide. Le malade absorbe ce qu'il a en aversion par peur de la mort ; le valide tire satisfaction de la nourriture et jouit ainsi de la vie mieux que s'il avait peur de la mort et désirât l'écarter directement. De même un juge qui, non par Haine ou Colère, etc., mais par seul Amour du salut public, condamne un coupable à mort, est conduit par la seule Raison." + } + ] + }, + { + "id": "464", + "title": "PROPOSITION 64", + "text": "_La connaissance d'un mal est une connaissance inadéquate._", + "childs": [ + { + "id": "464d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La connaissance d'un mal _([Prop. 8](408))_ est la Tristesse même en tant que nous en avons conscience. Mais la Tristesse est un passage à une perfection moindre _([Défin. 3](3ad3) des Affect.)_ qui pour cette raison ne peut se connaître par l'essence même de l'homme _(Prop. [6](306) et [7](307))_ ; par suite _([Défin. 2](3d2), p. III)_, elle est une passion qui _([Prop. 3](303), p. III)_ dépend d'idées inadéquates ; conséquemment _([Prop. 29](229), p. II)_ la connaissance en est inadéquate, c'est-à-dire que la connaissance d'un mal est inadéquate. CQFD." + }, + { + "id": "464c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que, si l'Âme humaine n'avait que des idées adéquates, elle ne formerait aucune notion de chose mauvaise." + } + ] + }, + { + "id": "465", + "title": "PROPOSITION 65", + "text": "_De deux biens nous rechercherons sous la conduite de la Raison le plus grand, et de deux maux le moindre._", + "childs": [ + { + "id": "465d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Un bien qui empêche que nous ne jouissions d'un bien plus grand, est en réalité un mal ; car mauvais et bon _(comme nous l'avons montré dans la [Préface](4pr) de celle Partie)_ se disent des choses en tant que nous les comparons entre elles ; et un mal moindre est en réalité un bien (pour la même raison) ; c'est pourquoi _(par le [Coroll. de la Prop. 63](463c))_ sous la conduite de la Raison nous appéterons ou rechercherons seulement un bien plus grand et un mal moindre. CQFD." + }, + { + "id": "465c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Nous rechercherons sous la conduite de la Raison un mal moindre pour un plus grand bien et renoncerons à un bien moindre qui est cause d'un mal plus grand, car le mal appelé ici moindre, est en réalité un bien, et le bien inversement un mal ; nous appéterons donc le mal _(par le [Coroll. de la Prop. 63](463c))_ et renoncerons au bien. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "466", + "title": "PROPOSITION 66", + "text": "_Nous préférerons sous la conduite de la Raison un bien plus grand futur à un moindre présent, et un mal moindre présent à un plus grand futur._", + "childs": [ + { + "id": "466d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si l'Âme pouvait avoir d'une chose future une connaissance adéquate, elle serait affectée de même à l'égard d'une chose future et d'une présente _(par la [Prop. 62](462))_ ; en tant, par suite, que nous avons égard à la Raison même, comme nous le supposons dans cette Proposition, la situation est la même, qu'il s'agisse d'un bien plus grand (ou d'un mal plus grand) futur ou d'un présent ; par suite _(par la [Prop. 65](465))_, nous préférerons un bien plus grand futur à un moindre présent, etc. CQFD." + }, + { + "id": "466c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Nous appéterons sous la conduite de la Raison un mal moindre présent qui est cause d'un bien plus grand futur, et nous renoncerons à un bien moindre présent qui est cause d'un mal plus grand futur. Ce Corollaire est avec la [Prop. précéd.](466) dans le même rapport que le [Coroll. de la Prop. 65](465c) avec la [Prop. 65](465)." + }, + { + "id": "466sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Rapprochant ce qui précède de ce que nous avons dit dans cette Partie jusqu'à la [Proposition 18](418) au sujet des forces des affections, nous verrons facilement en quoi un homme conduit par l'affection seule ou l'opinion diffère d'un homme conduit par la Raison. Le premier, qu'il le veuille ou non, ne sait en aucune façon ce qu'il fait ; le second n'a à plaire qu'à lui-même et fait seulement ce qu'il sait qui tient la première place dans la vie et qu'il désire le plus pour cette raison ; j'appelle en conséquence le premier serf, le second libre, et je veux faire ici quelques observations encore sur la complexion de ce dernier et sa règle de vie." + } + ] + }, + { + "id": "467", + "title": "PROPOSITION 67", + "text": "_Un homme libre ne pense à aucune chose moins qu'à la mort, et sa sagesse est une méditation non de la mort mais de la vie._", + "childs": [ + { + "id": "467d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Un homme libre, c'est-à-dire qui vit suivant le seul commandement de la Raison, n'est pas dirigé par la crainte de la mort _(par la [Prop. 63](463))_, mais désire ce qui est bon directement _(par le [Coroll.](463c) de la même Prop.)_, c'est-à-dire _(par la [Prop. 24](424))_ désire agir, vivre, conserver son être suivant le principe de la recherche de l'utile propre ; par suite, il ne pense à aucune chose moins qu'à la mort, et sa sagesse est une méditation de la vie. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "468", + "title": "PROPOSITION 68", + "text": "_Si les hommes naissaient libres, ils ne formeraient aucun concept de chose bonne ou mauvaise aussi longtemps qu'ils seraient libres._", + "childs": [ + { + "id": "468d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "J'ai dit que celui-là est libre qui est conduit par la seule Raison ; qui donc naît libre et le demeure, n'a que des idées adéquates ; par suite, il n'a aucun concept de chose mauvaise _(par le [Coroll. de la Prop. 64](464c))_ et conséquemment aussi (bien et mal étant corrélatifs) de chose bonne. CQFD." + }, + { + "id": "468sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Que l'hypothèse de cette Proposition est fausse et ne peut se concevoir qu'autant qu'on considère la nature humaine seule, ou plutôt Dieu non en tant qu'il est infini mais en tant seulement qu'il est la cause pour quoi l'homme existe, cela est évident par la [Proposition 4](404). C'est là, avec d'autres vérités par nous déjà démontrées, ce que Moïse paraît avoir voulu signifier dans cette histoire du premier homme. Il n'y conçoit en effet d'autre puissance de Dieu que celle qui lui sert à créer l'homme, c'est-à-dire une puissance pourvoyant uniquement à l'utilité de l'homme ; et, suivant cette conception, il raconte que Dieu a interdit à l'homme libre de manger (le fruit) de l'arbre de la connaissance du bien et du mal et que, sitôt qu'il en mangerait, il devait craindre la mort plutôt que désirer vivre ; puis qu'ayant trouvé la femme, qui s'accordait pleinement avec sa nature, l'homme connut n'y avoir rien dans la Nature qui pût lui être plus utile ; mais qu'ayant cru les bêtes semblables à lui, il a commencé tout aussitôt d'imiter leurs affections _(voir la [Prop. 27](327), p. III)_ et de perdre sa liberté ; liberté recouvrée plus tard par les Patriarches sous la conduite de l'Esprit du Christ, c'est-à-dire de l'idée de Dieu, de laquelle seule dépend que l'homme soit libre et qu'il désire pour les autres hommes le bien qu'il désire pour lui-même, comme nous l'avons démontré plus haut _(par la [Prop. 37](437))_." + } + ] + }, + { + "id": "469", + "title": "PROPOSITION 69", + "text": "_La vertu d'un homme libre se montre aussi grande quand il évite les dangers que quand il en triomphe._", + "childs": [ + { + "id": "469d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une affection ne peut être réduite ni ôtée que par une affection contraire et plus forte que l'affection à réduire _(par la [Prop. 7](407))_. Or, l'Audace aveugle et la Crainte sont des affections que l'on peut concevoir également grandes _(par les Prop. [5](405) et [3](403))_. Une vertu, ou force d'âme _(voir la Défin. dans le [Scol. de la Prop. 59](359sc), p. III)_, aussi grande est donc requise pour réduire l'Audace que pour réduire la Crainte ; c'est-à-dire _(par les Défin. [40](3ad40) et [41](3ad41) des Affect.)_ qu'un homme libre évite les périls par la même vertu qui fait qu'il tente d'en triompher. CQFD." + }, + { + "id": "469c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Dans un homme libre donc la fuite opportune et le combat témoignent d'une égale Fermeté d'âme ; autrement dit, l'homme libre choisit la fuite avec la même Fermeté d'âme, ou présence d'esprit, que le combat." + }, + { + "id": "469sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "J'ai expliqué ce qu'est la Fermeté d'âme, ou ce que j'entends par là, dans le [Scolie de la Proposition 59](359sc), partie III. Quant au péril, j'entends par là tout ce qui peut être cause de quelque mal, tel que Tristesse, Haine, Discorde, etc." + } + ] + }, + { + "id": "470", + "title": "PROPOSITION 70", + "text": "_L'homme libre qui vit parmi les ignorants, s'applique autant qu'il peut à éviter leurs bienfaits._", + "childs": [ + { + "id": "470d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Chacun juge selon sa complexion, quelle chose est bonne _(voir le [Scol. de la Prop. 39](339sc), p. III)_ ; l'ignorant donc qui a fait quelque bien à quelqu'un l'estimera selon sa complexion, et s'il voit ce bienfait tenu en moindre estime par celui qui le reçoit, il sera contristé _(par la [Prop. 42](342), p. III)_. L'homme libre, d'autre part, s'applique à établir entre les autres hommes et lui un lien d'amitié _(par la [Prop. 37](437))_ et non à leur rendre des bienfaits qui, dans leur propre opinion, soient jugés égaux, mais à se conduire et à conduire les autres suivant le libre jugement de la Raison, et à faire seulement ce qu'il sait tenir la première place. L'homme libre donc, pour ne pas être en haine aux ignorants et ne pas déférer à leur appétit, mais à la Raison seule, s'efforcera, autant que possible, d'éviter leurs bienfaits. CQFD." + }, + { + "id": "470sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Je dis _autant que possible_. Bien qu'ignorants, en effet, ce sont des hommes pouvant en cas de besoin apporter un secours d'homme, et il n'en est pas de plus précieux ; ainsi arrive-t-il souvent qu'il est nécessaire de recevoir d'eux un bienfait et de s'en montrer reconnaissant suivant leur propre complexion ; à quoi s'ajoute que, même en évitant leurs bienfaits, nous devons être prudents de façon que nous ne paraissions pas les mépriser ou craindre par Avarice d'avoir à leur rendre l'équivalent, sans quoi, pour éviter d'être pris en haine par eux, nous les offenserions. Il faut donc, en évitant les bienfaits, avoir égard à l'utile et à l'honnête." + } + ] + }, + { + "id": "471", + "title": "PROPOSITION 71", + "text": "_Seuls les hommes libres sont très reconnaissants les uns à l'égard des autres._", + "childs": [ + { + "id": "471d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Seuls les hommes libres sont pleinement utiles les uns aux autres et liés entre eux par une amitié tout à fait étroite _(par la [Prop. 35](435) avec le [Coroll. 1](435c1))_ ; seuls, ils s'efforcent de se faire du bien mutuellement avec un même zèle amical _(par la [Prop. 37](437))_ ; et, par suite _(par la [Défin. 34](3ad34) des Affect.)_, seuls les hommes libres sont très reconnaissants les uns à l'égard des autres. CQFD." + }, + { + "id": "471sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "La reconnaissance qu'ont entre eux les hommes dirigés par le Désir aveugle, est la plupart du temps plutôt un trafic ou une piperie que de la reconnaissance. Pour l'ingratitude, elle n'est pas une affection. Elle est cependant vilaine, parce qu'elle indique le plus souvent qu'un homme est affecté d'une haine excessive, de Colère, d'Orgueil ou d'Avarice, etc. Celui en effet qui, par sottise, ne sait pas rendre l'équivalent des dons qu'il a reçus n'est pas un ingrat ; encore bien moins celui de qui les dons d'une courtisane ne font pas l'instrument docile de sa lubricité, ceux d'un voleur un recéleur de ses larcins, ou sur qui les dons d'une autre personne semblable [n'ont pas l'effet qu'elle en attend]. Au contraire, on fait preuve de constance d'âme en ne se laissant pas séduire par des dons corrupteurs à sa propre perte ou à la perte commune." + } + ] + }, + { + "id": "472", + "title": "PROPOSITION 72", + "text": "_L'homme libre n'agit jamais en trompeur, mais toujours de bonne foi._", + "childs": [ + { + "id": "472d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si un homme libre agissait, en tant que libre, en trompeur, il le ferait par le commandement de la Raison (nous ne l'appelons libre qu'à cette condition) ; tromper serait donc une vertu _(par la [Prop. 24](424))_ et conséquemment _(par la même [Prop.](424))_ il serait bien avisé à chacun de tromper pour conserver son être ; c'est-à-dire _(comme il est connu de soi)_, il serait bien avisé aux hommes de s'accorder seulement en paroles et d'être en réalité contraires les uns aux autres, ce qui _(par le [Coroll. de la Prop. 31](431c))_ est absurde. Donc un homme libre, etc. CQFD." + }, + { + "id": "472sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Demande-t-on si, en cas qu'un homme pût se délivrer par la mauvaise foi d'un péril de mort imminent, la règle de la conservation de l'être propre ne commanderait pas nettement la mauvaise foi? Je réponds de même : si la Raison commande cela, elle le commande donc à tous les hommes, et ainsi la Raison commande d'une manière générale à tous les hommes de ne conclure entre eux pour l'union de leurs forces et l'établissement des droits communs que des accords trompeurs, c'est-à-dire commande de n'avoir pas en réalité de droits communs, mais cela est absurde." + } + ] + }, + { + "id": "473", + "title": "PROPOSITION 73", + "text": "_L'homme qui est dirigé par la Raison, est plus libre dans la Cité où il vit selon le décret commun, que dans la solitude où il n'obéit qu'à lui-même._", + "childs": [ + { + "id": "473d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'homme qui est dirigé par la Raison, n'est pas conduit par la Crainte à obéir _(par la [Prop. 63](463))_ ; mais, en tant qu'il s'efforce de conserver son être suivant le commandement de la Raison, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 66](466sc))_ en tant qu'il s'efforce de vivre librement, il désire observer la règle de la vie et de l'utilité communes _(par la [Prop. 37](437))_ et, en conséquence _(nous l'avons montré dans le [Scol. 2 de la Prop. 37](437sc2))_, vivre suivant le décret commun de la cité. L'homme qui est dirigé par la Raison, désire donc, pour vivre plus librement, observer le droit commun de la Cité. CQFD." + }, + { + "id": "473sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Proposition et les autres principes établis au sujet de la vraie liberté de l'homme se rapportent à la Fermeté d'âme, c'est-à-dire _(par le [Scol. de la Prop. 59](359sc), p. III)_ à la Force d'âme et à la Générosité. Je ne juge pas qu'il vaille la peine de démontrer ici séparément toutes les propriétés de la Force d'âme et, encore bien moins, qu'un homme à l'âme forte n'a personne en haine, n'a de colère, d'envie, d'indignation à l'égard de personne, ne mésestime personne et n'a aucun orgueil. Cela en effet et tout ce qui concerne la vie vraie et la Religion s'établit aisément par les Propositions [37](437) et [46](446), je veux dire que la Haine doit être vaincue par l'Amour, et que quiconque est conduit par la Raison, désire pour les autres ce qu'il appète pour lui-même. A quoi s'ajoute ce que nous avons observé dans le [Scolie de la Proposition 50](450sc) et en d'autres endroits : qu'un homme d'âme forte considère avant tout que tout suit de la nécessité de la nature divine ; que, par suite, tout ce qu'il pense être insupportable et mauvais et tout ce qui, en outre, lui paraît immoral, digne d'horreur, injuste et vilain, cela provient de ce qu'il conçoit les choses d'une façon troublée, mutilée et confuse ; pour cette raison, il s'efforce avant tout de concevoir les choses, comme elles sont en elles-mêmes, et d'écarter les empêchements à la connaissance vraie tels que la Haine, la Colère, l'Envie, la Raillerie, l'Orgueil et autres s emblables notés dans ce qui précède ; par suite, autant qu'il peut, il s'efforce, comme nous l'avons dit, de bien faire et de se tenir en joie. Jusqu'à quel point maintenant l'humaine vertu y parvient et quel est son pouvoir, c'est ce que je démontrerai dans la Partie suivante." + } + ] + }, + { + "id": "4ap", + "title": "APPENDICE", + "text": "_Ce que j'ai exposé dans cette Partie sur la conduite droite de la vie, n'a pas été disposé de façon qu'on le pût voir d'ensemble, mais a été démontré par moi dans l'ordre dispersé où la déduction successive de chaque vérité se faisait le plus facilement. Je me suis donc résolu à le rassembler ici et à le résumer en chapitres principaux._", + "childs": [ + { + "id": "4c1", + "type": "CHAPITRE 1", + "text": "Tous nos efforts ou Désirs suivent de la nécessité de notre nature de façon qu'ils se puissent connaître ou par elle seule comme par leur cause prochaine, ou en tant que nous sommes une partie de la Nature qui ne peut être conçue adéquatement par elle-même sans les autres individus." + }, + { + "id": "4c2", + "type": "CHAPITRE 2", + "text": "Les Désirs qui suivent de notre nature de façon qu'ils se puissent connaître par elle seule, sont ceux qui se rapportent à l'Âme en tant qu'on la conçoit comme composée d'idées adéquates ; pour les autres Désirs, ils ne se rapportent à l'âme qu'en tant qu'elle conçoit les choses inadéquatement ; leur force et leur croissance doivent être définies par la puissance non de l'homme, mais des choses extérieures ; par suite, les premiers Désirs sont appelés actions droites, les seconds passions ; les uns en effet sont des marques de notre puissance, les autres, au contraire, de notre impuissance et d'une connaissance mutilée." + }, + { + "id": "4c3", + "type": "CHAPITRE 3", + "text": "Nos actions, c'est-à-dire ces Désirs qui sont définis par la puissance de l'homme ou la Raison, sont toujours bonnes ; les autres désirs peuvent être aussi bien bons que mauvais." + }, + { + "id": "4c4", + "type": "CHAPITRE 4", + "text": "Il est donc utile avant tout dans la vie de perfectionner l'Entendement ou la Raison autant que nous pouvons ; et en cela seul consiste la félicité suprême ou béatitude de l'homme ; car la béatitude de l'homme n'est rien d'autre que le contentement intérieur lui-même, lequel naît de la connaissance intuitive de Dieu ; et perfectionner l'Entendement n'est rien d'autre aussi que connaître Dieu et les attributs de Dieu et les actions qui suivent de la nécessité de sa nature. C'est pourquoi la fin ultime d'un homme qui est dirigé par la Raison, c'est-à-dire le Désir suprême par lequel il s'applique à gouverner tous les autres, est celui qui le porte à se concevoir adéquatement et à concevoir adéquatement toutes les choses pouvant être pour lui objets de connaissance claire." + }, + { + "id": "4c5", + "type": "CHAPITRE 5", + "text": "Il n'y a donc point de vie conforme à la Raison^[D'après la traduction de Glazemaker, il y aurait lieu de substituer le mot _vera à rationalis_ que je traduis.] sans la connaissance claire ; et les choses sont bonnes dans la mesure seulement où elles aident l'homme à jouir de la vie de l'Âme, qui se définit par la connaissance claire. Celles qui, au contraire, empêchent que l'homme ne perfectionne la Raison et ne jouisse d'une vie conforme à elle, celles-là seules, nous disons qu'elles sont mauvaises." + }, + { + "id": "4c6", + "type": "CHAPITRE 6", + "text": "Puis donc que tout ce dont l'homme est cause efficiente, est nécessairement bon, rien de mauvais ne peut arriver à l'homme si ce n'est de causes extérieures ; je veux dire en tant qu'il est une partie de la Nature entière, aux lois de qui la nature humaine doit obéir et à qui elle est contrainte de s'adapter d'une infinité presque de manières." + }, + { + "id": "4c7", + "type": "CHAPITRE 7", + "text": "Il est impossible que l'homme ne soit pas une partie de la Nature et n'en suive pas l'ordre commun. Si, cependant, il vit parmi des individus tels que leur nature s'accorde avec la sienne, par cela même sa puissance d'agir sera secondée et alimentée. Si, au contraire, il se trouve parmi des individus tels qu'ils ne s'accordent nullement avec sa nature, il ne peut guère s'adapter à eux sans un grand changement de lui-même." + }, + { + "id": "4c8", + "type": "CHAPITRE 8", + "text": "Tout ce qu'il y a dans la Nature que nous jugeons qui est mauvais, autrement dit, que nous jugeons capable d'empêcher que nous ne puissions exister et jouir d'une vie conforme à la raison, il nous est permis de l'écarter par la voie paraissant la plus sûre ; tout ce qu'il y a, au contraire que nous jugeons qui est bon ou utile à la conservation de notre être et à la jouissance de la vie conforme à la Raison, il nous est permis de le prendre pour notre usage et de nous en servir de toute façon ; et absolument parlant il est permis à chacun, suivant le droit suprême de la Nature, de faire ce qu'il juge devoir lui être utile." + }, + { + "id": "4c9", + "type": "CHAPITRE 9", + "text": "Rien ne peut mieux s'accorder avec la nature d'une chose que les autres individus de même espèce ; il n'y a donc _(par le [Chapitre 7](4c7))_ rien de plus utile pour la conservation de l'être propre et la jouissance de la vie conforme à la raison qu'un homme dirigé par la Raison. En outre, puisque, parmi les choses singulières, nous ne savons rien qui ait plus de prix qu'un homme dirigé par la Raison, personne ne peut mieux montrer ce qu'il vaut par son habileté et ses aptitudes, qu'en élevant des hommes de façon qu'ils vivent enfin sous la propre souveraineté de la Raison." + }, + { + "id": "4c10", + "type": "CHAPITRE 10", + "text": "Dans la mesure où les hommes sont animés les uns contre les autres d'Envie ou de quelque affection de Haine, ils sont contraires les uns aux autres et, par suite, d'autant plus à craindre que leur pouvoir est plus grand que celui des autres individus de la Nature." + }, + { + "id": "4c11", + "type": "CHAPITRE 11", + "text": "Les cœurs ne sont cependant pas vaincus par les armes mais par l'Amour et la Générosité." + }, + { + "id": "4c12", + "type": "CHAPITRE 12", + "text": "Il est utile aux hommes, avant tout, d'avoir des relations sociales entre eux, de s'astreindre et lier de façon qu'ils puissent former un tout bien uni et, absolument, de faire ce qui peut rendre les amitiés plus solides." + }, + { + "id": "4c13", + "type": "CHAPITRE 13", + "text": "De l'art et de la vigilance, toutefois, sont pour cela requis. Les hommes en effet sont divers (rares ceux qui vivent suivant les préceptes de la Raison) et cependant envieux pour la plupart, plus enclins à la Vengeance qu'à la Miséricorde. Pour les accepter tous avec leur complexion propre et se retenir d'imiter leurs affections, il est besoin d'une singulière puissance sur soi-même. Ceux qui, d'ailleurs, s'entendent à censurer les hommes et à flétrir leurs vices plus qu'à enseigner les vertus, à briser les âmes au lieu de les fortifier, sont insupportables à eux-mêmes et aux autres ; beaucoup, par suite, trop peu capables de patience et égarés par un zèle prétendu religieux, ont mieux aimé vivre parmi les bêtes que parmi les hommes ; ainsi des enfants et des adolescents, ne pouvant supporter d'une âme égale les reproches de leurs parents, se réfugient dans le service militaire ; ils préfèrent les peines de la guerre et le pouvoir sans contrôle d'un chef aux douceurs de la vie de famille avec les remontrances paternelles, et acceptent docilement quelque fardeau que ce soit, pourvu qu'ils se vengent de leurs parents." + }, + { + "id": "4c14", + "type": "CHAPITRE 14", + "text": "Encore que les hommes se gouvernent en tout, le plus souvent suivant leur appétit sensuel, la vie sociale a cependant beaucoup plus de conséquences avantageuses que de dommageables. Il vaut donc mieux supporter leurs offenses d'une âme égale et travailler avec zèle à établir la concorde et l'amitié." + }, + { + "id": "4c15", + "type": "CHAPITRE 15", + "text": "Ce qui engendre la concorde, se ramène à la justice, à l'équité et à l'honnêteté. Les hommes en effet supportent mal, outre l'injuste et l'inique, ce qui passe pour vilain et ne souffrent pas que l'on fasse fi des coutumes reçues dans la Cité. Pour gagner l'Amour est, avant tout, nécessaire ce qui se rapporte à la Religion et à la Moralité ; voir à ce sujet les Scolies [1](437sc1) et [2](437sc2) de la Proposition 37, le [Scol. de la Prop. 46](446sc) et le [Scol. de la Prop. 73](473sc)." + }, + { + "id": "4c16", + "type": "CHAPITRE 16", + "text": "La concorde est encore engendrée par la Crainte mais sans bonne foi. De plus, la Crainte tire son origine de l'impuissance de l'âme et n'appartient donc pas à l'usage de la Raison ; il en est de même de la Commisération, bien qu'elle ait l'apparence extérieure de la Moralité." + }, + { + "id": "4c17", + "type": "CHAPITRE 17", + "text": "Les hommes sont encore conquis par les largesses, ceux-là surtout qui n'ont pas de quoi se procurer les choses nécessaires à leur subsistance. Porter secours, toutefois, à chaque indigent, cela dépasse de beaucoup les forces et l'intérêt d'un particulier. Ses richesses ne sauraient à beaucoup près y suffire, et la limitation de ses facultés^[_Unius præterea viri facultas limitatior est_... Land ajoute _ingenii_ après _facultas_, conformément au _texte_ de l'édition de 1677 , mais les premiers éditeurs ont admis eux-mêmes dans leurs _corrigenda_ qu'il y avait lieu de supprimer _ingenii_.] ne lui permet pas de se rendre l'ami de tous ; le soin des pauvres s'impose donc à la société entière et concerne seulement l'intérêt commun." + }, + { + "id": "4c18", + "type": "CHAPITRE 18", + "text": "Dans l'acceptation des bienfaits et les témoignages de reconnaissance à donner, de tout autres soins sont nécessaires ; voir sur ce sujet [Scol. de la Prop. 70](470sc) et [Scol. de la Prop. 71](471sc)." + }, + { + "id": "4c19", + "type": "CHAPITRE 19", + "text": "L'amour sensuel, c'est-à-dire l'appétit d'engendrer qui naît de la beauté, et en général tout Amour ayant une autre cause que la liberté de l'âme, se change facilement en Haine ; à moins, chose pire, qu'il ne soit une espèce de délire, auquel cas la discorde, plus que la concorde, est alimentée. Voir le [Scol. de la Prop. 31](331sc), partie III." + }, + { + "id": "4c20", + "type": "CHAPITRE 20", + "text": "Pour le mariage, il est certain qu'il s'accorde avec la Raison si le Désir de l'union des corps n'est pas engendré seulement par la beauté, mais par l'Amour de procréer des enfants et de les élever sagement ; si, en outre, l'Amour de l'un et de l'autre, c'est-à-dire de l'homme et de la femme, a pour cause principale non la seule beauté, mais la liberté intérieure." + }, + { + "id": "4c21", + "type": "CHAPITRE 21", + "text": "La flatterie encore engendre la concorde ; mais avec la souillure de la servitude ou la mauvaise foi : nul n'est plus conquis par la flatterie que l'orgueilleux, qui veut être le premier et ne l'est pas." + }, + { + "id": "4c22", + "type": "CHAPITRE 22", + "text": "La Mésestime de soi a une fausse apparence de moralité et de religion ; et, bien que la Mésestime de soi s'oppose à l'Orgueil, celui qui se mésestime est cependant très proche de l'orgueilleux. Voir [Scol. de la Prop. 57](457sc)." + }, + { + "id": "4c23", + "type": "CHAPITRE 23", + "text": "La Honte en outre ne contribue à la concorde qu'en ce qui ne peut rester caché. Puisque, d'autre part, la Honte est une espèce de Tristesse, elle ne concerne pas l'usage de la Raison." + }, + { + "id": "4c24", + "type": "CHAPITRE 24", + "text": "Les autres affections de Tristesse dirigées contre des hommes sont directement opposées à la justice, à l'équité, à l'honnêteté, à la moralité et à la religion ; et, bien que l'Indignation ait l'apparence extérieure de l'équité, il n'y a pas de lois réglant la vie, où il est permis à chacun de porter un jugement sur les actes d'autrui et de venger son droit ou celui d'autrui." + }, + { + "id": "4c25", + "type": "CHAPITRE 25", + "text": "La Modestie, c'est-à-dire le Désir de plaire aux hommes, quand la Raison le détermine, se ramène à la Moralité _(comme nous l'avons dit dans le [Scol. 1 de la Prop. 37](437sc1))_. Mais, si elle tire son origine d'une affection, la Modestie est l'Ambition, c'est-à-dire un Désir pour lequel les hommes le plus souvent excitent des discordes et des séditions sous une fausse couleur de moralité. Qui, en effet, désire assister les autres de ses conseils ou en action, pour parvenir en commun à la jouissance du souverain bien, il travaillera avant tout à gagner leur Amour ; non pas à se faire admirer d'eux pour qu'une discipline porte son nom, non plus qu'à donner aucun motif d'Envie. Dans les conversations, il se gardera de rapporter les vices des hommes et aura soin de ne parler qu'avec ménagement de leur impuissance, amplement au contraire de la vertu ou puissance de l'homme et de la voie à suivre pour la porter à sa perfection ; de façon que les hommes, non par crainte ou aversion, mais affectés seulement d'une émotion de Joie, s'efforcent à vivre, autant qu'il est en eux, suivant les préceptes de la Raison." + }, + { + "id": "4c26", + "type": "CHAPITRE 26", + "text": "Outre les hommes, nous ne savons dans la Nature aucune chose singulière dont l'Âme nous puisse donner de la joie, et à laquelle nous puissions nous joindre par l'amitié ou aucun genre de relation sociale ; ce qu'il y a donc dans la Nature en dehors des hommes, la règle de l'utile ne demande pas que nous le conservions, mais nous pouvons, suivant cette règle, le conserver pour divers usages, le détruire ou l'adapter à notre usage par tous les moyens." + }, + { + "id": "4c27", + "type": "CHAPITRE 27", + "text": "L'utilité qui se tire des choses extérieures, outre l'expérience et la connaissance acquises par leur observation et les transformations que nous leur faisons subir, est surtout la conservation du Corps ; pour cette raison les choses utiles sont, avant tout, celles qui peuvent alimenter le Corps et le nourrir de façon que toutes ses parties puissent s'acquitter convenablement de leur office. Plus le Corps est apte en effet à être affecté de plusieurs manières et à affecter les corps extérieurs d'un très grand nombre de manières, plus l'Âme est apte à penser _(voir les Prop. [38](438) et [39](439))_. Mais les choses de cette sorte semblent être très peu nombreuses dans la Nature et, par suite, pour nourrir les Corps, comme il est requis, il est nécessaire d'user d'aliments nombreux de nature diverse. Le Corps humain, en effet, est composé d'un très grand nombre de parties de nature différente qui ont constamment besoin d'aliments variés, afin que tout le Corps soit également apte à tout ce qui peut suivre de sa nature et que l'Âme en conséquence soit aussi également apte à concevoir plusieurs choses." + }, + { + "id": "4c28", + "type": "CHAPITRE 28", + "text": "Pour se procurer ce nécessaire, les forces de chacun ne suffiraient guère si les hommes ne se rendaient de mutuels services. L'argent est devenu l'instrument par lequel on se procure vraiment toutes choses et le résumé des richesses, si bien que son image occupe d'ordinaire plus qu'aucune chose l'Âme du vulgaire ; on ne peut guère en effet imaginer aucune sorte de Joie, sinon avec l'accompagnement comme cause de l'idée de monnaie." + }, + { + "id": "4c29", + "type": "CHAPITRE 29", + "text": "Cela, toutefois, n'est un vice que chez ceux qui sont en quête d'argent, non par besoin ni pour pourvoir aux nécessités de la vie, mais parce qu'ils ont appris l'art varié de s'enrichir et se font honneur de le posséder. Ils donnent bien au Corps sa pâture selon la coutume, mais en cherchant à épargner, parce qu'ils croient perdue toute partie de leur avoir dépensée pour la conservation du Corps. Pour ceux qui savent le vrai usage de la monnaie et règlent leur richesse sur le besoin seulement, ils vivent contents de peu." + }, + { + "id": "4c30", + "type": "CHAPITRE 30", + "text": "Ces choses donc étant bonnes qui aident les parties du Corps à s'acquitter de leur office, et la Joie consistant en ce que la puissance de l'homme, en tant qu'il est composé d'une Âme et d'un Corps, est secondée ou accrue, tout ce qui donne de la Joie, est bon. L'action des choses toutefois n'a point pour fin qu'elles nous affectent de joie, et leur puissance d'agir n'est point réglée sur notre utilité ; enfin la Joie se rapporte le plus souvent de façon toute spéciale à une partie unique du Corps ; pour ces raisons (à moins que la Raison et la vigilance n'interviennent) la plupart des affections de Joie et conséquemment aussi les Désirs qui en naissent ont de l'excès ; à quoi s'ajoute que, sous l'empire d'une affection, nous donnons la première place à ce qui est présentement agréable, et ne pouvons dans l'appréciation des choses futures apporter pareil sentiment. Voir le [Scol. de la Prop. 44](444sc) et [Scol. de la Prop. 60](460sc)." + }, + { + "id": "4c31", + "type": "CHAPITRE 31", + "text": "La superstition, au contraire, semble admettre que le bien, c'est ce qui apporte de la Tristesse ; le mal, ce qui donne de la Joie. Mais, comme nous l'avons dit déjà _(voir le [Scol. de la Prop. 45](445sc))_, seul un envieux peut prendre plaisir à mon impuissance et à ma peine. Plus grande est la Joie dont nous sommes affectés en effet, plus grande la perfection à laquelle nous passons et plus, en conséquence, nous participons de la nature divine ; et jamais ne peut être mauvaise une Joie réglée par l'entente vraie de notre utilité. Qui, au contraire, est dirigé par la Crainte et fait le bien pour éviter le mal, n'est pas conduit par la Raison." + }, + { + "id": "4c32", + "type": "CHAPITRE 32", + "text": "Mais la puissance de l'homme est extrêmement limitée et infiniment surpassée par celle des causes extérieures ; nous n'avons donc pas un pouvoir absolu d'adapter à notre usage les choses extérieures. Nous supporterons, toutefois, d'une âme égale les événements contraires à ce qu'exige la considération de notre intérêt, si nous avons conscience de nous être acquittés de notre office, savons que notre puissance n'allait pas jusqu'à nous permettre de les éviter, et avons présente cette idée que nous sommes une partie de la Nature entière dont nous suivons l'ordre. Si nous connaissons cela clairement et distinctement, cette partie de nous qui se définit par la connaissance claire, c'est-à-dire la partie la meilleure de nous, trouvera là un plein contentement et s'efforcera de persévérer dans ce contentement. En tant en effet que nous sommes connaissants, nous ne pouvons rien appéter que ce qui est nécessaire ni, absolument, trouver de contentement que dans le vrai ; dans la mesure donc où nous connaissons cela droitement, l'effort de la meilleure partie de nous-même s'accorde avec l'ordre de la Nature entière." + } + ] + }, + { + "title":"_Fin de la Quatrième Partie._", + "type":"filet" + } + ] + }, + { + "index": 5, + "id": "p5", + "title": "_Cinquième Partie_, DE la Puissance de l'Entendement _ou_ de la Liberté de l'Homme.", + "enonces": [ + { + "id": "5pr", + "title": "PRÉFACE", + "text": "_Je passe enfin à cette autre partie de l'Éthique où il s'agit de la manière de parvenir à la liberté ou de la voie y conduisant. J'y traiterai donc de la puissance de la raison, montrant ce que peut la Raison elle-même contre les affections et ensuite ce qu'est la liberté de l'Âme ou Béatitude ; par où nous verrons combien le sage l'emporte en pouvoir sur l'ignorant. Quant à la manière de porter l'Entendement à sa perfection et à la voie y conduisant, ce sont choses qui n'appartiennent pas au présent ouvrage, non plus que l'art de traiter le Corps de façon qu'il puisse remplir convenablement sa fonction ; cette dernière question est du ressort de la Médecine, l'autre de la Logique. Ici, comme je l'ai dit, je traiterai donc de la seule puissance de l'Âme, c'est-à-dire de la Raison, et avant tout je montrerai combien d'empire et quelle sorte d'empire elle a sur les affections pour les réduire et les gouverner. Nous n'avons pas en effet sur elles un empire absolu, comme nous l'avons déjà démontré. Les Stoïciens, à la vérité, ont cru qu'elles dépendaient absolument de notre volonté et que nous pouvions leur commander absolument. Les protestations de l'expérience, non certes leurs propres principes, les ont cependant contraints de reconnaître la nécessité pour réduire et gouverner les affections d'un exercice assidu et d'une longue étude. L'un d'eux s'est efforcé de le montrer par l'exemple de deux chiens (si j'ai bon souvenir), l'un domestique et l'autre de chasse : l'exercice, disait-il, peut faire que le chien domestique s'accoutume à chasser ; le chien de chasse au contraire à s'abstenir de la poursuite des lièvres. Cette opinion trouverait grande faveur auprès de Descartes, car il admet que l'Âme ou la Pensée est unie principalement à une certaine partie du cerveau, à savoir la petite glande dite pinéale ; par son moyen l'Âme a la sensation de tous les mouvements excités dans le Corps et des objets extérieurs, et elle peut la mouvoir en divers sens par cela seul qu'elle le veut. Cette petite glande est suspendue d'après lui au milieu du cerveau de telle façon qu'elle puisse être mue par le moindre mouvement des esprits animaux. De plus, cette glande, suspendue au milieu du cerveau, occupe autant de positions différentes qu'il y a de manières pour elle de recevoir le choc des esprits animaux, et en outre autant de traces différentes s'impriment en elle qu'il y a d'objets extérieurs différents poussant vers elle les esprits animaux ; de la sorte, si la glande plus tard se trouve, par la volonté de l'Âme qui la meut diversement, occuper telle ou telle position qu'elle a précédemment occupée sous l'action des esprits animaux diversement agités, elle les poussera et les dirigera de la même façon qu'ils ont été repoussés quand la glande occupait cette même position. En outre, chaque volonté de l'Âme est unie par la Nature à un certain mouvement de la glande. Par exemple, si l'on a la volonté de regarder un objet éloigné, cette volonté fera que la pupille se dilate ; mais, si l'on a seulement la pensée que la pupille devrait se dilater, il ne servira de rien d'en avoir la volonté, parce que la Nature n'a pas joint le mouvement de la glande servant à pousser les esprits animaux vers le nerf optique de la façon qui convient pour dilater ou contracter la pupille, à la volonté de la dilater ou de la contracter, mais seulement à la volonté de regarder des objets éloignés ou rapprochés. Enfin, bien que chaque mouvement de la glande pinéale paraisse lié par la Nature au commencement de la vie à telle pensée singulière parmi celles que nous formons, il peut cependant, en vertu de l'habitude, être joint à d'autres ; comme il s'efforce de le prouver article 50, partie I, des Passions de l'Âme. Il conclut de là que nulle Âme, pour faible qu'elle soit, n'est incapable, avec une bonne direction, d'acquérir un pouvoir absolu sur ses Passions. Elles sont en effet, suivant sa définition,_ des perceptions, ou des sentiments, ou des émotions de l'Âme, qui se rapportent exclusivement à elle et qui (nota bene) sont produites, entretenues et fortifiées par quelque mouvement des esprits _(voir art. 27, partie I, des Passions de l'Âme). Mais, puisque nous pouvons joindre à une volonté quelconque un mouvement quelconque de la glande et conséquemment des esprits, et que la détermination de la volonté dépend de notre seul pouvoir, si nous déterminons notre volonté par des jugements fermes et assurés suivant lesquels nous voulons diriger les actions de notre vie, et joignons à ces jugements les mouvements des passions que nous voulons avoir, nous acquerrons un empire absolu sur nos Passions. Telle est la manière de voir de cet Homme très célèbre (autant que je peux le conjecturer d'après ses paroles) et j'eusse eu peine à croire qu'elle provînt d'un tel homme si elle était moins subtile. En vérité je ne puis assez m'étonner qu'un Philosophe, après s'être fermement résolu à ne rien déduire que de principes connus d'eux-mêmes, et à ne rien affirmer qu'il ne le perçût clairement et distinctement, après avoir si souvent reproché aux Scolastiques de vouloir expliquer les choses obscures par des qualités occultes, admette une Hypothèse plus occulte que toute qualité occulte. Qu'entend-il, je le demande, par l'union de l'Âme et du Corps ? Quelle conception claire et distincte a-t-il d'une pensée très étroitement liée à une certaine petite portion de l'étendue ? Je voudrais bien qu'il eût expliqué cette union par sa cause prochaine. Mais il avait conçu l'Âme distincte du Corps, de telle sorte qu'il n'a pu assigner aucune cause singulière ni de cette union ni de l'Âme elle-même, et qu'il lui a été nécessaire de recourir à la cause de tout l'Univers, c'est-à-dire à Dieu. Je voudrais, de plus, savoir combien de degrés de mouvement l'Âme peut imprimer à cette glande pinéale et avec quelle force la tenir suspendue. Je ne sais en effet si cette glande est mue par l'Âme de-ci de-là plus lentement ou plus vite que par les esprits animaux, et si les mouvements de Passions que nous avons joints étroitement à des jugements fermes ne peuvent pas en être disjoints par des causes corporelles ; d'où suivrait qu'après s'être fermement proposé d'aller à la rencontre des dangers et avoir joint à ce décret des mouvements d'audace, à la vue du péril la glande se trouvât occuper une position telle que l'Âme ne pût penser qu'à la fuite ; et certes, n'y ayant nulle commune mesure entre la volonté et le mouvement, il n'y a aucune comparaison entre la puissance - ou les forces - de l'Âme et celle du Corps ; conséquemment les forces de ce dernier ne peuvent être dirigées par celles de la première. Ajoutez qu'on cherche en vain une glande située au milieu du cerveau de telle façon qu'elle puisse être mue de-ci de-là avec tant d'aisance et de tant de manières, et que tous les nerfs ne se prolongent pas jusqu'aux cavités du cerveau. Je laisse de côté enfin tout ce qu'affirme Descartes sur la volonté et sa liberté, puisque j'en ai assez et surabondamment montré la fausseté. Puis donc que la puissance de l'Âme se définit, je l'ai fait voir plus haut, par la science seule qui est en elle, nous déterminerons les remèdes aux affections, remèdes dont tous ont, je crois, quelque expérience, mais qu'ils n'observent pas avec soin et ne voient pas distinctement, par la seule connaissance de l'Âme et nous en déduirons tout ce qui concerne sa béatitude._", + "childs": [] + }, + { + "title":"AXIOMES", + "type":"title" + }, + { + "id": "5a1", + "title": "I.", + "text": "Si dans le même sujet deux actions contraires sont excitées, un changement devra nécessairement avoir lieu dans l'une et l'autre, ou dans l'une seulement des deux, jusqu'à ce qu'elles cessent d'être contraires.", + "childs": [] + }, + { + "id": "5a2", + "title": "II.", + "text": "La puissance d'un effet se définit par la puissance de sa cause dans la mesure où son essence s'explique ou se définit par l'essence de sa cause. \n(Cet Axiome est évident par la [Prop. 7](307), p. III).", + "childs": [] + }, + { + "id": "501", + "title": "PROPOSITION 1", + "text": "_Suivant que les pensées et les idées des choses sont ordonnées et enchaînées dans l'âme, les affections du Corps, c'est-à-dire les images des choses, sont corrélativement ordonnées et enchaînées dans le Corps._", + "childs": [ + { + "id": "501d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'ordre et la connexion des idées sont les mêmes que l'ordre et la connexion des choses _(par la [Prop. 7](207), p. II)_, et inversement l'ordre et la connexion des choses sont les mêmes que l'ordre et la connexion des idées _(par le Coroll. des Prop. [6](206c) et [7](207c), p. II)_. De même donc que l'ordre et la connexion des idées dans l'Âme se règlent sur l'ordre et l'enchaînement des affections du Corps _(par la [Prop. 18](218), p. II)_, de même inversement _(par la [Prop. 2](302), p. III)_ l'ordre et la connexion des affections du Corps se règlent sur l'ordre et l'enchaînement des pensées et des idées des choses dans l'‚me. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "502", + "title": "PROPOSITION 2", + "text": "_Si nous séparons une émotion ou une affection de l'‚me de la pensée d'une cause extérieure et la joignons à d'autres pensées, l'Amour et la Haine à l'égard de la cause extérieure sont détruits, de même que les fluctuations de l'‚me naissant de ces affections._", + "childs": [ + { + "id": "502d", + "type": "Démonstration ", + "text": "Ce qui en effet constitue la forme de l'Amour ou de la Haine, c'est une Joie ou une Tristesse qu'accompagne l'idée d'une cause extérieure _(par les Défin. [6](3ad6) et [7](3ad7) des Affect.)_. Cette idée ôtée donc, la forme de l'Amour et de la Haine est ôtée du même coup ; et ainsi ces affections et celles qui en naissent sont détruites. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "503", + "title": "PROPOSITION 3", + "text": "_Une affection qui est une passion, cesse d'être une passion, sitôt que nous en formons une idée claire et distincte._", + "childs": [ + { + "id": "503d", + "type": "Démonstration ", + "text": "Une affection qui est une passion est une idée confuse _(par la [Defin. gén. des Affect.](3agd))_. Si donc nous formons de cette affection une idée claire et distincte, il n'y aura entre cette idée et l'affection elle-même, en tant qu'elle le rapporte à l'‚me seule, qu'une distinction de raison _(par la [Prop. 21](221), p. II, avec son [Scol.](221sc))_ ; et ainsi _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ l'affection cessera d'être une passion. CQFD." + }, + { + "id": "503c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Une affection est d'autant plus en notre pouvoir et l'‚me en pâtit d'autant moins que cette affection nous est plus connue." + } + ] + }, + { + "id": "504", + "title": "PROPOSITION 4", + "text": "_Il n'est point d'affection du Corps dont nous ne puissions former quelque concept clair et distinct._", + "childs": [ + { + "id": "504d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Ce qui est commun à toutes choses ne peut se concevoir qu'adéquatement _(par la [Prop. 38](238), p. II)_ ; par suite _(par la [Prop. 12](212) et [Lem. 2](213l2), après le Scol. de la Prop. 13, p. II)_, il n'est point d'affection du corps dont nous ne puissions former quelque concept clair et distinct. CQFD." + }, + { + "id": "504c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là qu'il n'est point d'affection de l'‚me dont nous ne puissions former quelque concept clair et distinct. Une affection de l'‚me est en effet l'idée d'une affection du Corps _(par la [Défin. gén. des Affect.](3agd))_ et, en conséquence _(par la [Prop. précéd.](504))_, doit envelopper quelque concept clair et distinct." + }, + { + "id": "504sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Puisqu'il n'y a rien d'où ne suive quelque effet _(par la [Prop. 36](136), p. I)_ et que nous connaissons clairement et distinctement _(par la [Prop. 40](240), p. II)_ tout ce qui suit d'une idée qui est adéquate en nous, il suit de là que chacun a le pouvoir de se connaître lui-même et de connaître ses affections, sinon absolument, du moins en partie, clairement et distinctement et de faire en conséquence qu'il ait moins à en pâtir. A cela nous devons travailler surtout, à connaître, veux-je dire, autant que possible chaque affection clairement et distinctement, de façon que l'Âme soit déterminée par chaque affection à penser ce qu'elle perçoit clairement et distinctement, et où elle trouve un plein contentement ; et pour qu'ainsi l'affection elle-même soit séparée de la pensée d'une cause extérieure et jointe à des pensées vraies ; par où il arrivera que non seulement l'Amour, la Haine, etc., seront détruits _(par la [Prop. 2](502))_, mais que l'appétit aussi et les Désirs naissant habituellement de cette affection ne pourront avoir d'excès _(par la [Prop. 61](461), p. IV)_. Car il faut noter avant tout que c'est un seul et même appétit par lequel l'homme est dit également bien actif et passif. Par exemple, nous avons montré qu'en vertu d'une disposition de la nature humaine chacun appète que les autres vivent selon sa propre complexion _(voir le [Coroll. de la Prop. 31](331c), p. III)_ ; dans un homme qui n'est pas dirigé par la Raison, cet appétit est une passion appelée Ambition et qui ne diffère guère de l'Orgueil ; au contraire, dans un homme qui vit suivant le commandement de la Raison, c'est une action, c'est-à-dire une vertu appelée Moralité _(voir [Scol. 1 de la Prop. 37](437sc1), p. IV, et la [Démonstration 2](437a) de cette même Prop.)_. Et de cette manière tous les appétits, ou Désirs, sont des passions en tant seulement qu'ils naissent d'idées inadéquates ; et ces mêmes Désirs sont tenus pour vertus quand ils sont excités ou engendrés par des idées adéquates. Tous les Désirs en effet, par ou nous sommes déterminés à faire quelque chose, peuvent naître aussi bien d'idées adéquates que d'inadéquates _(par la [Prop. 59](459), p. IV)_. Et, pour revenir au point d'où je me suis écarté dans cette digression, outre ce remède aux affections qui consiste dans leur connaissance vraie, on n'en peut concevoir aucun autre plus excellent qui soit en notre pouvoir, puisqu'il n'y a d'autre puissance de l'Âme que celle de penser et de former des idées adéquates, ainsi que _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ nous l'avons montré précédemment." + } + ] + }, + { + "id": "505", + "title": "PROPOSITION 5", + "text": "_Une affection à l'égard d'une chose que nous imaginons simplement et non comme nécessaire ni comme possible ou comme contingente est, toutes choses égales, la plus grande qui soit._", + "childs": [ + { + "id": "505d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une affection à l'égard d'une chose que nous imaginons qui est libre, est plus grande qu'à l'égard d'une chose nécessaire _(par la [Prop. 49](349), p. III)_ et en conséquence encore plus grande qu'à l'égard de celle que nous imaginons comme possible ou contingente _(par la [Prop. 11](411), p. IV)_. Mais imaginer une chose comme libre ne peut rien être d'autre qu'imaginer une chose simplement, tandis que nous ignorons les causes par où elle a été déterminée à produire quelque effet _(en vertu de ce que nous avons montré dans le [Scol. de la Prop. 35](235sc), p. II)_ ; donc une affection à l'égard d'une chose que nous imaginons simplement, est plus grande, toutes choses égales, qu'à l'égard d'une chose nécessaire, possible ou contingente, et conséquemment elle est la plus grande qui soit. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "506", + "title": "PROPOSITION 6", + "text": "_Dans la mesure où l'‚me connaît toutes choses comme nécessaires, elle a sur les affections une puissance plus grande, c'est-à-dire qu'elle en pâtit moins._", + "childs": [ + { + "id": "506d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'‚me connaît que toutes choses sont nécessaires _(par la [Prop. 29](129), p. I)_ et sont déterminées à exister et à produire quelque effet par une liaison infinie de causes _(par la [Prop. 28](128), p. I)_ ; cela fait _(par la [Prop. précéd.](505))_ qu'à proportion de la connaissance qu'elle a des choses, elle pâtit moins des affections en provenant et _(par la [Prop. 48](348), p. III)_ est moins affectée à l'égard des choses elles-mêmes. CQFD." + }, + { + "id": "506sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Plus cette connaissance, que les choses sont nécessaires, a trait à des choses singulières et plus ces dernières sont imaginées distinctement et vivement, plus grande est la puissance de l'‚me sur les affections ; l'expérience elle-même l'atteste. Nous voyons en effet la Tristesse causée par la perte d'un bien adoucie sitôt que le perdant considère que ce bien ne pouvait être conservé par aucun moyen. De même, nous voyons que personne ne prend un enfant en commisération parce qu'il ne sait pas parler, marcher, raisonner et vit tant d'années presque sans conscience de lui-même. Si, au contraire, la plupart naissaient adultes, et que tel ou tel naquît enfant, alors chacun prendrait les enfants en commisération parce qu'alors on considérerait l'enfance non comme une chose naturelle et nécessaire, mais comme un vice ou un péché de la Nature, et nous pourrions faire plusieurs observations de cette sorte." + } + ] + }, + { + "id": "507", + "title": "PROPOSITION 7", + "text": "_Les affections tirant leur origine de la Raison ou excitées par elle, sont, si l'on tient compte du temps, plus puissantes que celles qui se rapportent à des choses singulières considérées comme absentes._", + "childs": [ + { + "id": "507d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Nous ne considérons pas une chose comme absente par suite de l'affection qui nous fait l'imaginer, mais parce que le Corps éprouve une autre affection excluant l'existence de cette chose _(par la [Prop. 17](217), p. II)_. C'est pourquoi l'affection se rapportant à la chose considérée comme absente n'est pas d'une nature telle qu'elle l'emporte sur les autres actions et la puissance de l'homme _(voir à leur sujet la [Prop. 6](406), p. IV)_, mais, au contraire, d'une nature telle qu'elle puisse être réduite en quelque manière par les affections excluant l'existence de sa cause extérieure _(par la [Prop. 9](409), p. IV)_. Or une affection tirant son origine de la Raison se rapporte nécessairement aux propriétés communes des choses _(voir la Défin. de la Raison dans le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, que nous considérons toujours comme présentes (il ne peut rien y avoir en effet qui en exclue l'existence présente), et que nous imaginons toujours de la même manière _(par la [Prop. 38](238), p. II)_. C'est pourquoi une telle affection demeure toujours la même, et en conséquence les affections qui lui sont contraires et qui ne sont point alimentées par leurs causes extérieures, devront _(par l'[Axiom. 1](5a1))_ de plus en plus s'accommoder à elle jusqu'à ce qu'elles ne lui soient plus contraires ; et en cela une affection tirant son origine de la Raison est plus puissante. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "508", + "title": "PROPOSITION 8", + "text": "_Plus il y a de causes concourant à la fois à exciter une affection, plus grande elle est._", + "childs": [ + { + "id": "508d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Plusieurs causes ensemble peuvent plus qu'un nombre moindre _(par la [Prop. 7](307), p. III)_ ; par suite _(par la [Prop. 5](405), p. IV)_, plus il y a de causes excitant à la fois une affection, plus forte elle est. CQFD." + }, + { + "id": "508sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Cette Proposition est évidente aussi par l'[Axiome 2](5a2)." + } + ] + }, + { + "id": "509", + "title": "PROPOSITION 9", + "text": "_Une affection se rapportant à plusieurs causes différentes, que l'Âme considère en même temps qu'elle est affectée, est moins nuisible, nous en pâtissons moins et nous sommes moins affectés à l'égard de chaque cause en particulier, que s'il s'agissait d'une autre affection également grande se rapportant à une seule cause ou à un nombre moindre de causes._", + "childs": [ + { + "id": "509d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une affection n'est mauvaise ou nuisible qu'en tant qu'elle empêche l'Âme de penser _(par les Prop. [26](426) et [27](427), p. IV)_ ; par suite, cette affection par laquelle l'Âme est déterminée à considérer plusieurs objets à la fois, est moins nuisible qu'une autre également grande retenant l'Âme dans la seule considération d'un objet unique ou d'un nombre moindre d'objets, de façon qu'elle ne puisse penser à d'autres ; ce qui était le premier point. De plus, puisque l'essence de l'Âme, c'est-à-dire sa puissance _(par la [Prop. 7](307), p. III)_, consiste dans la seule pensée _(par la [Prop. 11](211), p. II)_, l'Âme pâtit moins d'une affection qui lui fait considérer plusieurs objets que d'une affection également grande tenant l'Âme occupée à la seule considération d'un objet unique ou d'un nombre moindre d'objets ; ce qui était le second point. Enfin, cette affection _(par la [Prop. 48](348), p. III)_, d'autant qu'elle se rapporte à plusieurs causes extérieures, est moindre à l'égard de chacune. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "510", + "title": "PROPOSITION 10", + "text": "_Aussi longtemps que nous ne sommes pas dominés par des affections qui sont contraires à notre nature, nous avons le pouvoir d'ordonner et d'enchaîner les affections du Corps suivant un ordre valable pour l'entendement._", + "childs": [ + { + "id": "510d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les affections qui sont contraires à notre nature, c'est-à-dire _(par la [Prop. 30](430), p. IV)_ mauvaises, sont mauvaises dans la mesure où elles empêchent l'Âme de connaître _(par la [Prop. 27](427), p. IV)_. Aussi longtemps donc que nous ne sommes pas dominés par des affections qui sont contraires à notre nature, la puissance de l'Âme, par où elle s'efforce à connaître _(par la [Prop. 26](426), p. IV)_, n'est pas empêchée, et elle a donc aussi longtemps le pouvoir de former des idées claires et distinctes, et de les déduire les unes des autres _(voir le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2) et le [Scol. de la Prop. 47](247sc), p. II)_ ; et, conséquemment _(par la [Prop. 1](501))_, aussi longtemps nous avons le pouvoir d'ordonner et d'enchaîner les affections du Corps suivant un ordre valable pour l'entendement. CQFD." + }, + { + "id": "510sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Par ce pouvoir d'ordonner et d'enchaîner correctement les affections du Corps nous pouvons faire en sorte de n'être pas aisément affectés d'affections mauvaises. Car _(par la [Prop. 7](507))_ une plus grande force est requise pour réduire des affections ordonnées et enchaînées suivant un ordre valable pour l'entendement que si elles sont incertaines et vagues. Le mieux donc que nous puissions faire, tant que nous n'avons pas une connaissance parfaite de nos affections, est de concevoir une conduite droite de la vie, autrement dit des principes assurés de conduite, de les imprimer en notre mémoire et de les appliquer sans cesse aux choses particulières qui se rencontrent fréquemment dans la vie, de façon que notre imagination en soit largement affectée et qu'ils nous soient toujours présents. Nous avons, par exemple, posé parmi les règles de la vie _(par la [Prop. 46](446), p. IV, avec le [Scol.](446sc))_ que la Haine doit être vaincue par l'Amour et la Générosité, et non compensée par une Haine réciproque. Pour avoir ce précepte de la Raison toujours présent quand il sera utile, il faut penser souvent aux offenses que se font communément les hommes et méditer sur elles, ainsi que sur la manière et le moyen de les repousser le mieux possible par la Générosité, de la sorte en effet nous joindrons l'image de l'offense à l'imagination de cette règle, et elle ne manquera jamais de s'offrir à nous _(par la [Prop. 18](218), p. II)_ quand une offense nous sera faite. Si nous avions aussi présente la considération de notre intérêt véritable et du bien que produit une amitié mutuelle et une société commune, si de plus nous ne perdions pas de vue qu'un contentement intérieur souverain naît de la conduite droite de la vie _(par la [Prop. 52](452), p. IV)_ et que les hommes comme les autres êtres agissent par une nécessité de nature, alors l'offense, c'est-à-dire la Haine qui en naît habituellement, occupera une très petite partie de l'imagination et sera facilement surmontée ; ou si la Colère, qui naît habituellement des offenses les plus graves, n'est pas surmontée aussi aisément, elle le sera cependant, bien que non sans fluctuation de l'âme, en un espace de temps beaucoup moindre que si nous n'avions pas eu d'avance l'âme occupée par ces méditations, comme on le voit, par les Propositions [6](506), [7](507) et [8](508). De même, il faut penser à l'emploi, pour écarter la Crainte, de la Fermeté d'âme ; on doit passer en revue et imaginer souvent les périls communs de la vie et comment on peut le mieux les écarter et les surmonter par la présence d'esprit et la force d'âme. Mais on doit noter qu'en ordonnant nos pensées et nos images il nous faut toujours avoir égard _(par le [Coroll. de la Prop. 63](463c), p. IV, et la [Prop. 59](359), p. III)_ à ce qu'il y a de bon en chaque chose, afin d'être ainsi toujours déterminés à agir par une affection de Joie. Si, par exemple, quelqu'un voit qu'il est trop épris de la Gloire, qu'il pense au bon usage qu'on peut en faire et à la fin en vue de laquelle il la faut chercher, ainsi qu'aux moyens de l'acquérir, mais non au mauvais usage de la Gloire et à sa vanité ainsi qu'à l'inconstance des hommes, ou à d'autres choses de cette sorte, auxquelles nul ne pense sans chagrin ; par de telles pensées en effet les plus ambitieux se laissent le plus affliger quand ils désespèrent de parvenir à l'honneur dont ils ont l'ambition, et ils veulent paraître sages alors qu'ils écument de colère. Il est donc certain que ceux-là sont le plus désireux de gloire qui parlent le plus haut de son mauvais usage et de la vanité du monde. Cela, d'ailleurs, n'est pas le propre des ambitieux, mais est commun à tous ceux à qui la fortune est contraire et qui sont intérieurement impuissants. Quand il est pauvre, l'avare aussi ne cesse de parler du mauvais usage de l'argent et des vices des riches. Ce qui n'a d'autre effet que de l'affliger et de montrer aux autres qu'il prend mal non seulement sa propre pauvreté, mais la richesse d'autrui. De même encore ceux qui sont mal accueillis par leur maîtresse ne pensent à rien qu'à l'inconstance des femmes et à leur fausseté de cœur ainsi qu'aux autres vices féminins dont parle la chanson ; et tout cela est oublié sitôt que leur maîtresse les accueille de nouveau. Qui donc travaille à gouverner ses affections et ses appétits par le seul amour de la Liberté, il s'efforcera autant qu'il peut de connaître les vertus et leurs causes et de se donner la plénitude d'épanouissement qui naît de leur connaissance vraie ; non du tout de considérer les vices des hommes, de rabaisser l'humanité et de s'épanouir d'une fausse apparence de liberté. Et qui observera cette règle diligemment (cela n'est pas difficile) et s'exercera à la suivre, certes il pourra en un court espace de temps diriger ses actions suivant le commandement de la Raison." + } + ] + }, + { + "id": "511", + "title": "PROPOSITION 11", + "text": "_Plus il y a de choses auxquelles se rapporte une image, plus elle est fréquente, c'est-à-dire plus souvent elle devient vive et plus elle occupe l'esprit._", + "childs": [ + { + "id": "511d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Plus il y a de choses en effet auxquelles se rapporte une image ou une affection, plus il y a de causes par où elle peut être excitée et alimentée, causes que l'Âme _(par Hypothèse)_ considère toutes à la fois en vertu même de l'affection ; et ainsi l'affection est d'autant plus fréquente, c'est-à-dire d'autant plus souvent vive, et _(par la [Prop. 8](508))_ occupe l'Âme d'autant plus. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "512", + "title": "PROPOSITION 12", + "text": "_Les images des choses se joignent plus facilement aux images se rapportant aux choses connues clairement et distinctement qu'aux autres._", + "childs": [ + { + "id": "512d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Les choses connues clairement et distinctement sont ou bien des propriétés communes des choses ou ce qui s'en déduit _(Voir Défin. de la Raison dans le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, et en conséquence sont _(par la [Prop. précéd.](511))_ plus souvent imaginées par nous ; il nous sera donc plus facile quand nous imaginerons d'autres objets de considérer en même temps ces choses connues que d'en considérer d'autres, et en conséquence plus facile _(par la [Prop. 18](218), p. II)_ de joindre à d'autres objets ces choses connues que d'autres. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "513", + "title": "PROPOSITION 13", + "text": "_Plus il y a de choses auxquelles est jointe une image, plus souvent elle devient vive._", + "childs": [ + { + "id": "513d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Plus il y a de choses en effet auxquelles une image est jointe, plus _(par la [Prop. 18](218) p. II)_ il y a de causes pouvant l'exciter. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "514", + "title": "PROPOSITION 14", + "text": "_l'Âme peut faire en sorte que toutes les affections du Corps, c'est-à-dire toutes les images des choses se rapportent à l'idée de Dieu._", + "childs": [ + { + "id": "514d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Il n'est point d'affections du Corps dont l'Âme ne puisse former un concept clair et distinct _(par la [Prop. 4](504))_ ; elle peut donc _(par la [Prop. 15](115), p. I)_ faire en sorte que toutes se rapportent à l'idée de Dieu. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "515", + "title": "PROPOSITION 15", + "text": "_Qui se connaît lui-même, et connaît ses affections clairement et distinctement, aime Dieu et d'autant plus qu'il se connaît plus et qu'il connaît plus ses affections._", + "childs": [ + { + "id": "515d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Qui se connaît lui-même et connaît ses affections clairement et distinctement, est joyeux _(par la [Prop. 53](353), p. III)_, et cela avec l'accompagnement de l'idée de Dieu _(par la [Prop. précéd.](514))_ ; et, par suite _(par la [Défin. 6](3ad6) des Affect.)_, il aime Dieu et _(pour la même raison)_ l'aime d'autant plus qu'il se connaît plus et connaît plus ses affections. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "516", + "title": "PROPOSITION 16", + "text": "_Cet amour envers Dieu doit tenir dans l'âme la plus grande place._", + "childs": [ + { + "id": "516d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cet amour en effet est joint à toutes les affections du corps _(par la [Prop. 14](514))_ et alimenté par toutes _(par la [Prop. 15](515))_ ; par suite _(par la [Prop. 11](511))_, il doit tenir dans l'âme la plus grande place. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "517", + "title": "PROPOSITION 17", + "text": "_Dieu n'a point de passions et n'éprouve aucune affection de joie ou de tristesse._", + "childs": [ + { + "id": "517d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Toutes les idées en tant qu'elles se rapportent à Dieu, sont vraies _(par la [Prop. 32](232), p. II)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 4](2d4), p. II)_ adéquates ; et ainsi _(par la [Défin. gén. des Affect.](3agd))_ Dieu est sans passions. De plus, Dieu ne peut passer ni à une plus grande perfection ni à une moindre _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 20](120c2), p. I)_ ; par suite _(par les Défin. [2](3ad2) et [3](3ad3) des Affect.)_, il n'éprouve aucune affection de joie ni de tristesse. CQFD." + }, + { + "id": "517c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Dieu, à parler proprement, n'a d'amour ni de haine pour personne. Car Dieu _(par la [Prop. précéd.](517))_ n'éprouve aucune affection de Joie ni de Tristesse, et conséquemment _(par les Défin. [6](3ad6) et [7](3ad7) des Affect.)_ n'a d'amour ni de haine pour personne." + } + ] + }, + { + "id": "518", + "title": "PROPOSITION 18", + "text": "_Nul ne peut avoir Dieu en haine._", + "childs": [ + { + "id": "518d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'idée de Dieu qui est en nous, est adéquate et parfaite _(par les Prop. [46](246) et [47](247), p. II)_, par suite dans la mesure où nous considérons Dieu, nous sommes actifs _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ et, en conséquence _(par la [Prop. 59](359), p. III)_, il ne peut y avoir de Tristesse qu'accompagne l'idée de Dieu, c'est-à-dire _(par la [Défin. 7](3ad7) des Affect.)_ nul ne peut avoir Dieu en haine. CQFD." + }, + { + "id": "518c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "L'Amour envers Dieu ne peut se tourner en haine." + }, + { + "id": "518sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Quand nous concevons Dieu comme la cause de toutes choses, peut-on objecter, nous considérons par cela même Dieu comme la cause de la Tristesse. Je réponds que dans la mesure où nous connaissons les causes de la Tristesse, elle cesse _(par la [Prop. 3](503))_ d'être une passion, c'est-à-dire _(par la [Prop. 59](359), p. III)_ cesse d'être une Tristesse ; et ainsi, dans la mesure où nous connaissons que Dieu est cause de la Tristesse, nous sommes joyeux." + } + ] + }, + { + "id": "519", + "title": "PROPOSITION 19", + "text": "_Qui aime Dieu, ne peut faire effort pour que Dieu l'aime à son tour._", + "childs": [ + { + "id": "519d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Si un homme faisait un tel effort, il désirerait donc _(par le [Coroll. de la Prop. 17](517c))_ que Dieu, qu'il aime, ne fût pas Dieu, et en conséquence _(par la [Prop. 19](319), p. III)_ désirerait être contristé, ce qui _(par la [Prop. 28](328), p. III)_ est absurde. Donc qui aime Dieu, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "520", + "title": "PROPOSITION 20", + "text": "_Cet Amour envers Dieu ne peut être gâté ni par une affection d'Envie ni par une affection de Jalousie ; mais il est d'autant plus alimenté que nous imaginons plus d'hommes joints à Dieu par le même lien d'Amour._", + "childs": [ + { + "id": "520d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cet Amour envers Dieu est le bien suprême, que nous pouvons appéter suivant le commandement de la Raison _(par la [Prop. 28](428), p. IV)_, il est commun à tous _(par la [Prop. 36](436), p. IV)_, et nous désirons que tous s'en épanouissent _(par la [Prop. 37](437), p. IV)_ ; et ainsi _(par la [Défin. 23](3ad23) des Affect.)_ il ne peut être sali par une affection d'Envie non plus _(par la [Prop. 18](518) et Défin. de la Jalousie dans le [Scol. de la Prop. 35](335sc), p. III)_ que de Jalousie ; mais, au contraire _(par la [Prop. 31](331), p. III)_, il doit être alimenté d'autant plus que nous imaginons que plus d'hommes s'en épanouissent." + }, + { + "id": "520sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous pouvons montrer de la même manière qu'il n'y a aucune affection directement contraire à cet Amour, par laquelle cet Amour puisse être détruit et nous pouvons en conclure que cet Amour envers Dieu est la plus constante des affections et qu'en tant qu'il se rapporte au Corps, il ne peut être détruit qu'avec ce Corps lui-même. Plus tard nous verrons de quelle nature il est, en tant qu'il se rapporte à l'Âme seule. \nJ'ai réuni dans les Propositions précédentes tous les remèdes aux affections, c'est-à-dire tout ce que l'Âme, considérée en elle seule, peut contre elles ; il apparaît par là que la puissance de l'Âme sur les affections consiste : I. dans la connaissance même des affections _(voir le [Scol. de la Prop. 4](504sc))_ ; II. en ce qu'elle sépare les affections de la pensée d'une cause extérieure que nous imaginons confusément _(voir la [Prop. 2](502) avec le même [Scol. de la Prop. 4](504sc))_ ; III. dans le temps, grâce auquel les affections se rapportant à des choses que nous connaissons, surmontent celles qui se rapportent à des choses dont nous avons une idée confuse ou mutilée _(voir la [Prop. 7](507))_ ; IV. dans le grand nombre des causes par lesquelles les affections se rapportant aux propriétés communes des choses ou à Dieu, sont alimentées _(voir Prop. [9](509) et [11](511))_ ; V. dans l'ordre enfin où l'Âme peut ordonner et enchaîner entre elles ses affections _(voir le [Scol. de la Prop. 10](510sc) et, en outre, les Prop. [12](512), [13](513) et [14](514))_. Mais, pour mieux connaître cette puissance de l'Âme sur les affections, il faut noter avant tout que nous appelons grandes les affections quand nous comparons l'affection d'un homme avec celle d'un autre, et que nous voyons l'un dominé plus que l'autre par la même affection ; ou quand nous comparons entre elles les affections d'un seul et même homme et que nous le trouvons affecté ou ému par l'une plus que par l'autre. Car _(par la [Prop. 5](405), p. IV)_ la force d'une affection quelconque se définit par la puissance de la cause extérieure comparée à la nôtre. Or la puissance de l'Âme se définit par la connaissance seule, son impuissance ou sa passion par la seule privation de connaissance, c'est-à-dire s'estime par ce qui fait que les idées sont dites inadéquates. D'où suit que cette ‚me est passive au plus haut point, dont les idées inadéquates constituent la plus grande partie, de façon que sa marque distinctive soit plutôt la passivité que l'activité qui est en elle ; et au contraire cette ‚me est active au plus haut point dont des idées adéquates constituent la plus grande partie, de façon que, tout en n'ayant pas moins d'idées inadéquates que la première, elle ait sa marque distinctive plutôt dans des idées adéquates manifestant la vertu de l'homme, que dans des idées inadéquates attestant son impuissance. Il faut noter, de plus, que les chagrins et les infortunes tirent leur principale origine d'un Amour excessif pour une chose soumise à de nombreux changements et que nous ne pouvons posséder entièrement. Nul en effet n'a de tourment ou d'anxiété qu'au sujet de ce qu'il aime ; et les offenses, les soupçons ou les inimitiés ne naissent que de l'Amour pour les choses dont personne ne peut réellement avoir la possession complète. Nous concevons facilement par là ce que peut sur les affections la connaissance claire et distincte, et principalement ce troisième genre de connaissance _(voir à son sujet le [Scol. de la Prop. 47](247sc), p. II)_ dont le principe est la connaissance même de Dieu ; si en effet les affections, en tant qu'elles sont des passions, ne sont point par là absolument ôtées _(voir la [Prop. 3](503) avec le [Scol. de la Prop. 4](504sc))_, il arrive du moins qu'elles constituent la moindre partie de l'Âme _(voir la [Prop. 14](514))_. De plus, cette connaissance engendre un Amour envers une chose immuable et éternelle _(voir la [Prop. 15](515))_ et dont la possession nous est réellement assurée _(voir la [Prop. 45](245), p. II)_ ; et conséquemment cet Amour ne peut être gâté par aucun des vices qui sont inhérents à l'Amour ordinaire, mais il peut devenir de plus en plus grand _(par la [Prop. 15](515))_ et occuper la plus grande partie de l'Âme _(par la [Prop. 16](516))_ et l'affecter amplement. J'ai ainsi terminé ce qui concerne la vie présente. Chacun pourra voir facilement, en effet, ce que j'ai dit au commencement de ce Scolie, à savoir que dans ce petit nombre de propositions j'ai fait entrer tous les remèdes aux affections, pourvu qu'il ait égard à ce qui est dit dans ce Scolie, en même temps qu'aux définitions des affections et enfin aux Propositions [1](301) et [3](303) de la Partie III. Il est donc temps maintenant de passer à ce qui touche à la durée de l'Âme sans relation avec l'existence du Corps^[..._sine relatione ad Corporis existentiam pertinent._ La substitution de _Corporis existentiam_ à _Corpus_ rend l'expression plus exacte et s'accorde, comme le fait observer W. Meijer, avec le texte du Scolie de la Proposition 40.]." + } + ] + }, + { + "id": "521", + "title": "PROPOSITION 21", + "text": "_l'Âme ne peut rien imaginer, et il ne lui souvient des choses passées que pendant la durée du corps._", + "childs": [ + { + "id": "521d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "l'Âme n'exprime l'existence actuelle de son Corps et ne conçoit aussi comme actuelles les affections du Corps que pendant la durée du Corps _(par le [Coroll. de la Prop. 8](208c), p. II)_ ; en conséquence _(par la [Prop. 26](226), p. II)_, elle ne conçoit aucun corps comme existant en acte que pendant la durée de son corps, par suite elle ne peut rien imaginer _(voir la définition de l'Imagination dans le [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_, et il ne lui peut souvenir des choses passées que pendant la durée du Corps _(voir la défin. de la Mémoire dans le [Scolie de la Prop. 18](218sc), p. II)_. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "522", + "title": "PROPOSITION 22", + "text": "_Une idée est toutefois nécessairement donnée en Dieu qui exprime l'essence de tel ou tel Corps humain avec une sorte d'éternité._", + "childs": [ + { + "id": "522d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Dieu n'est pas seulement la cause de l'existence de tel ou tel corps humain, mais aussi de son essence _(par la [Prop. 25](125), p. I)_, laquelle doit être conçue nécessairement par le moyen de l'essence même de Dieu _(par l'[Axiom. 4](1a4), p. I)_ ; et cela avec une nécessité éternelle _(par la [Prop. 16](116), p. I)_ : ce concept doit donc être nécessairement donné en Dieu _(par la [Prop. 3](203), p. II)_. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "523", + "title": "PROPOSITION 23", + "text": "_l'Âme humaine ne peut être entièrement détruite avec le Corps, mais il reste d'elle quelque chose qui est éternel._", + "childs": [ + { + "id": "523d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Un concept, ou une idée, est nécessairement donné en Dieu, qui exprime l'essence du Corps humain _(par la [Prop. précéd.](522))_, et ce concept est, par suite, quelque chose qui appartient nécessairement à l'essence de l'Âme humaine _(par la [Prop. 13](213), p. II)_. Mais nous n'attribuons à l'Âme humaine aucune durée pouvant se définir par le temps, sinon en tant qu'elle exprime l'existence actuelle du Corps, laquelle s'explique par la durée et peut se définir par le temps ; autrement dit _(par le [Coroll. Prop. 8](208c), p. II)_ nous n'attribuons la durée à l'Âme elle-même que pendant la durée du corps. Comme cependant ce qui est conçu avec une éternelle nécessité en vertu de l'essence même de Dieu est _(par la [Prop. préc.](522))_ néanmoins quelque chose, ce sera nécessairement quelque chose d'éternel qui appartient à l'essence de l'Âme. CQFD." + }, + { + "id": "523sc", + "type": "SCHOLIE ", + "text": "Comme nous l'avons dit, cette idée, qui exprime l'essence du Corps avec une sorte d'éternité, est un certain mode du penser qui appartient à l'essence de l'Âme et qui est éternel. Il est impossible cependant qu'il nous souvienne d'avoir existé avant le Corps, puisqu'il ne peut^[..._quandoquidem nec in Corpore ulla ejus vestigia dari possunt_... L'addition de _possunt_, proposée par W; Meijer, me semble nécessaire.] y avoir dans le Corps aucun vestige de cette existence et que l'éternité ne peut se définir par le temps ni avoir aucune relation au temps. Nous sentons néanmoins et, nous savons par expérience que nous sommes éternels. Car l'Âme ne sent pas moins ces choses qu'elle conçoit par un acte de l'entendement que celles qu'elle a dans la mémoire. Les yeux de l'Âme par lesquels elle voit et observe les choses sont les démonstrations elles-mêmes. Bien que donc il ne nous souvienne pas d'avoir existé avant le Corps, nous sentons cependant que notre ‚me, en tant qu'elle enveloppe l'essence du Corps avec une sorte d'éternité, est éternelle, et que cette existence de l'Âme ne peut se définir par le temps ou s'expliquer par la durée. l'Âme donc ne peut être dite durer, et son existence ne peut se définir par un temps déterminé qu'en tant qu'elle enveloppe l'existence actuelle du Corps et, dans cette mesure seulement, elle a la puissance de déterminer temporellement l'existence des choses et de les concevoir dans la durée." + } + ] + }, + { + "id": "524", + "title": "PROPOSITION 24", + "text": "_Plus nous connaissons les choses singulières, plus nous connaissons Dieu._", + "childs": [ + { + "id": "524d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est-évident par le [Coroll. de la Prop. 25](125c), partie I." + } + ] + }, + { + "id": "525", + "title": "PROPOSITION 25", + "text": "_Le suprême effort de l'Âme et sa suprême vertu est de connaître les choses par le troisième genre de connaissance._", + "childs": [ + { + "id": "525d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le troisième genre de connaissance va de l'idée adéquate de certains attributs de Dieu à la connaissance adéquate de l'essence des choses _(voir la Défin. de ce genre de connaissance dans le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_ ; et plus nous connaissons les choses de cette manière, plus _(par la [Prop. précéd.](524))_ nous connaissons Dieu ; par suite _(par la [Prop. 28](428), p. IV)_, la suprême vertu de l'Âme c'est-à-dire _(par la [Défin. 8](4d8), p. IV)_, la puissance ou la nature de l'Âme, ou, ce qui revient au même _(par la [Prop. 7](307), p. III)_, son suprême effort est de connaître les choses par le troisième genre de connaissance. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "526", + "title": "PROPOSITION 26", + "text": "_Plus l'Âme est apte à connaître les choses par le troisième genre de connaissance, plus elle désire connaître les choses par ce genre de connaissance._", + "childs": [ + { + "id": "526d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cela est évident. Dans la mesure en effet où nous concevons que l'Âme est apte à connaître les choses par ce genre de connaissance, nous la concevons comme déterminée à les connaître par ce genre de connaissance, et, en conséquence _(par la [Défin. 1](3ad1) des Affect.)_, plus l'Âme y est apte, plus elle le désire. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "527", + "title": "PROPOSITION 27", + "text": "_De ce troisième genre de connaissance naît le contentement de l'Âme le plus élevé qu'il puisse y avoir._", + "childs": [ + { + "id": "527d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La suprême vertu de l'Âme est de connaître Dieu _(par la [Prop. 28](428), p. IV)_, c'est-à-dire de connaître les choses par le troisième genre de connaissance _(par la [Prop. 25](525))_ ; et cette vertu est d'autant plus grande que l'Âme connaît plus les choses par ce genre de connaissance _(par la [Prop. 24](524))_ ; qui donc connaît les choses par ce genre de connaissance, il passe à la plus haute perfection humaine et en conséquence est affecté de la Joie la plus haute _(par la [Défin. 2](3ad2) des Affect.)_, et cela _(par la [Prop. 43](243), p. II)_ avec l'accompagnement de l'idée de lui-même et de sa propre vertu ; et par suite _(par la [Défin. 25](3ad25) des Affect.)_ de ce genre de connaissance naît le contentement le plus élevé qu'il puisse y avoir. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "528", + "title": "PROPOSITION 28", + "text": "_L'effort ou le Désir de connaître les choses par le troisième genre de connaissance ne peut naître du premier genre de connaissance, mais bien du deuxième._", + "childs": [ + { + "id": "528d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cette Proposition est évidente par elle-même. Tout ce en effet que nous connaissons clairement et distinctement, nous le connaissons ou par soi ou par quelque autre chose^[Je traduis _aliud_ au lieu de _illud_, leçon de van Vloten et Land, qui modifient assez arbitrairement le texte des Opera posthuma.] qui est conçue par soi ; autrement dit, les idées qui sont en nous claires et distinctes, celles qui se rapportent au troisième genre de connaissance _(voir le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, ne peuvent provenir d'idées mutilées et confuses se rapportant au premier genre de connaissance, mais proviennent d'idées adéquates ; c'est-à-dire _(par le [même Scol.](240sc2))_ du second et du troisième genre de connaissance, et par suite _(par la [Défin. 1](3ad1) des Affect.)_, le Désir de connaître les choses par le troisième genre de connaissance ne peut naître du premier, mais bien du second. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "529", + "title": "PROPOSITION 29", + "text": "_Tout ce que l'Âme connaît comme ayant une sorte d'éternité, elle le connaît non parce qu'elle conçoit l'existence actuelle présente du Corps, mais parce qu'elle conçoit l'essence du Corps avec une sorte d'éternité._", + "childs": [ + { + "id": "529d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "En tant seulement que l'Âme conçoit l'existence présente de son Corps, elle conçoit la durée qui peut se déterminer par le temps, et a le pouvoir de concevoir les choses avec une relation au temps _(par la [Prop. 21](521) ci-dessus et la [Prop. 26](226), p. II)_. Or l'éternité ne peut s'expliquer par la durée _(par la [Défin. 8](1d8), p. I, et son [explication](1d8e))_. Donc l'Âme n'a pas, en tant qu'elle conçoit l'existence présente de son corps, le pouvoir de concevoir les choses comme ayant une sorte d'éternité ; mais, puisqu'il est de la nature de la Raison de concevoir les choses avec une sorte d'éternité _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 44](244c2), p. II)_ et qu'il appartient à la nature de l'Âme de concevoir l'essence du Corps avec une sorte d'éternité _(par la [Prop. 23](523))_, n'y ayant en dehors de ces deux [manières de concevoir les corps] rien qui appartienne à l'essence de l'Âme _(par la [Prop. 13](213), p. II)_, cette puissance de concevoir les choses avec une sorte d'éternité n'appartient donc à l'Âme qu'en tant qu'elle conçoit l'essence du Corps avec une sorte d'éternité. CQFD." + }, + { + "id": "529sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Les choses sont conçues par nous comme actuelles en deux manières : ou bien en tant que nous en concevons l'existence avec une relation à un temps et à un lieu déterminés, ou bien en tant que nous les concevons comme contenues en Dieu et comme suivant de la nécessité de la nature divine. Celles qui sont conçues comme vraies ou réelles de cette seconde manière, nous les concevons avec une sorte d'éternité, et leurs idées enveloppent l'essence éternelle et infinie de Dieu, comme nous l'avons montré par la [Proposition 45](245), Partie II, dont on verra le [Scolie](245sc)." + } + ] + }, + { + "id": "530", + "title": "PROPOSITION 30", + "text": "_Notre Âme, dans la mesure où elle se connaît elle-même et connaît le Corps comme des choses ayant une sorte d'éternité, a nécessairement la connaissance de Dieu et sait qu'elle est en Dieu et se conçoit par Dieu._", + "childs": [ + { + "id": "530d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'éternité est l'essence même de Dieu en tant qu'elle enveloppe l'existence nécessaire _(par la [Défin. 8](1d8), p. I)_. Concevoir les choses avec une sorte d'éternité, c'est donc concevoir les choses en tant qu'elles se conçoivent comme êtres réels par l'essence de Dieu, c'est-à-dire en tant qu'en vertu de l'essence de Dieu elles enveloppent l'existence ; et ainsi notre Âme, en tant qu'elle se conçoit elle-même et conçoit les choses avec une sorte d'éternité, a nécessairement la connaissance de Dieu et sait, etc. CQFD." + } + ] + }, + { + "id": "531", + "title": "PROPOSITION 31", + "text": "_Le troisième genre de connaissance dépend de l'Âme comme de sa cause formelle, en tant que l'Âme est elle-même éternelle._", + "childs": [ + { + "id": "531d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "l'Âme ne conçoit rien comme ayant une sorte d'éternité, si ce n'est en tant qu'elle conçoit l'essence de son corps avec une sorte d'éternité _(par la [Prop. 29](529))_, c'est-à-dire _(par les Prop. [21](521) et [23](523))_ en tant qu'elle est éternelle ; et ainsi _(par la [Prop. précéd.](530))_, en tant qu'elle est éternelle, elle a la connaissance de Dieu ; et cette connaissance est nécessairement adéquate _(par la [Prop. 46](246), p. II)_ ; par suite, l'Âme, en tant qu'elle est éternelle, est apte à connaître tout ce qui peut suivre de cette connaissance de Dieu supposée donnée _(par la [Prop. 40](240), p. II)_, c'est-à-dire à connaître les choses par ce troisième genre de connaissance _(voir sa Défin. dans le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, dont l'Âme est ainsi _(par la [Défin. 1](3d1), p. III)_, en tant qu'elle est éternelle, la cause adéquate, c'est-à-dire formelle. CQFD." + }, + { + "id": "531sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Plus haut chacun s'élève dans ce genre de connaissance, mieux il est conscient de lui-même et de Dieu, c'est-à-dire plus il est parfait et possède la béatitude, ce qui se verra encore plus clairement par les propositions suivantes. Mais il faut noter ici que, tout en étant dès à présent certains que l'Âme est éternelle en tant qu'elle conçoit les choses avec une sorte d'éternité, afin d'expliquer plus facilement et de faire mieux connaître ce que nous voulons montrer, nous la considérerons toujours, ainsi que nous l'avons fait jusqu'ici comme si elle commençait seulement d'être et de concevoir les choses avec une sorte d'éternité, ce qu'il nous est permis de faire sans aucun danger d'erreur, pourvu que nous ayons la précaution de ne rien conclure que de prémisses clairement perçues." + } + ] + }, + { + "id": "532", + "title": "PROPOSITION 32", + "text": "_A tout ce que nous connaissons par le troisième genre de connaissance nous prenons plaisir, et cela avec l'accompagnement comme cause de l'idée de Dieu._", + "childs": [ + { + "id": "532d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "De ce genre de connaissance naît le contentement de l'Âme le plus élevé qu'il puisse y avoir _(par la [Prop. 27](527))_, c'est-à-dire la Joie la plus haute _(par la [Défin. 25](3ad25) des Affect.)_, et cela avec l'accompagnement comme cause de l'idée de soi-même, et conséquemment aussi de l'idée de Dieu _(par la [Prop. 30](530))_. CQFD." + }, + { + "id": "532c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Du troisième genre de connaissance naît nécessairement un Amour intellectuel de Dieu. Car de ce troisième genre de connaissance _(par la [Prop. précéd.](532))_ naît une Joie qu'accompagne comme cause l'idée de Dieu, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](3ad6) des Affect.)_ l'Amour de Dieu, non en tant que nous l'imaginons comme présent _(par la [Prop. 29](529))_, mais en tant que nous concevons que Dieu est éternel, et c'est là ce que j'appelle Amour intellectuel de Dieu." + } + ] + }, + { + "id": "533", + "title": "PROPOSITION 33", + "text": "_L'Amour intellectuel de Dieu, qui naît du troisième genre de connaissance, est éternel._", + "childs": [ + { + "id": "533d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le troisième genre de connaissance _(par la [Prop. 31](531) et l'[Axiom. 3](1a3), p. I)_ est éternel ; par suite _(par le même [Axiom.](1a3), p. I)_, l'Amour qui en naît, est lui-même aussi éternel. CQFD." + }, + { + "id": "533sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Bien que cet Amour de Dieu n'ai pas eu de commencement _(par la [Prop. précéd.](533))_, il a cependant toutes les perfections de l'Amour, comme s'il avait pris naissance, ainsi que nous le supposions fictivement dans le [Coroll. de la Prop. précéd.](532c). Et cela ne fait aucune différence, sinon que l'Âme possède éternellement ces perfections que nous supposions qui s'ajoutaient à elle, et cela avec l'accompagnement de l'idée de Dieu comme cause éternelle. Que si la Joie consiste dans un passage à une perfection plus grande, la Béatitude certes doit consister en ce que l'âme est douée de la perfection elle-même." + } + ] + }, + { + "id": "534", + "title": "PROPOSITION 34", + "text": "_l'Âme n'est soumise que pendant la durée du Corps aux affections qui sont des passions._", + "childs": [ + { + "id": "534d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Une imagination est une idée par laquelle l'Âme considère une chose comme présente _(voir sa Défin. dans le [Scol. de la Prop. 17](217sc), p. II)_, et elle indique cependant plutôt l'état présent du Corps humain que la nature de la chose extérieure _(par le [Coroll. 2 de la Prop. 16](216c2), p. II)_. Une affection est donc une imagination _(par la [Défin. gén. des Affect.](3agd))_, en tant qu'elle indique l'état présent du Corps ; et ainsi _(par la [Prop. 21](521))_ l'Âme n'est soumise que pendant la durée du Corps aux affections qui se ramènent à des passions. CQFD." + }, + { + "id": "534c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que nul amour, sauf l'Amour intellectuel, n'est éternel." + }, + { + "id": "534sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Si nous avons égard à l'opinion commune des hommes, nous verrons qu'ils ont conscience, à la vérité, de l'éternité de leur âme, mais qu'ils la confondent avec la durée et l'attribuent à l'imagination ou à la mémoire qu'ils croient subsister après la mort." + } + ] + }, + { + "id": "535", + "title": "PROPOSITION 35", + "text": "_Dieu s'aime lui-même d'un Amour intellectuel infini._", + "childs": [ + { + "id": "535d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Dieu est absolument infini _(par la [Défin. 6](1d6), p. I)_, c'est-à-dire _(par la [Défin. 6](2d6), p. II)_ la nature de Dieu s'épanouit en une perfection infinie, et cela _(par la [Prop. 3](203), p. II)_ avec l'accompagnement de l'idée de lui-même, c'est-à-dire _(par la [Prop. 11](111) et la [Défin. 1](1d1), p. I)_ de l'idée de sa propre cause, et c'est là ce que nous avons dit, dans le [Coroll. de la Prop. 32](532c), être l'Amour intellectuel." + } + ] + }, + { + "id": "536", + "title": "PROPOSITION 36", + "text": "_L'Amour intellectuel de l'Âme envers Dieu est l'amour même duquel Dieu s'aime lui-même, non en tant qu'il est infini, mais en tant qu'il peut s'expliquer par l'essence de l'Âme humaine considérée comme ayant une sorte d'éternité ; c'est-à-dire l'Amour intellectuel de l'Âme envers Dieu est une partie de l'Amour infini auquel Dieu s'aime lui-même._", + "childs": [ + { + "id": "536d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cet Amour de l'Âme doit se rapporter à des actions de l'Âme _(par le [Coroll. de la Prop. 32](532c) et la [Prop. 3](303), p. III)_ ; il est donc une action par laquelle l'Âme se considère elle-même avec l'accompagnement comme cause de l'idée de Dieu _(par la [Prop. 32](532) et son [Coroll.](532c))_, c'est-à-dire _(par le [Coroll. de la Prop. 25](125c), p. I, et le [Coroll. de la Prop. 11](211c), p. II)_ une action par laquelle Dieu, en tant qu'il peut s'expliquer par l'Âme humaine, se considère lui-même avec l'accompagnement de l'idée de lui-même ; et ainsi _(par la [Prop. précéd.](535))_ cet Amour de l'Âme est une partie de l'Amour infini dont Dieu s'aime lui-même. CQFD." + }, + { + "id": "536c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que Dieu, en tant qu'il s'aime lui-même, aime les hommes, et conséquemment que l'Amour de Dieu envers les hommes et l'Amour intellectuel de l'Âme envers Dieu sont une seule et même chose." + }, + { + "id": "536sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous connaissons clairement par là en quoi notre salut, c'est-à-dire notre Béatitude ou notre Liberté consiste ; je veux dire dans un Amour constant et éternel envers Dieu, ou dans l'Amour de Dieu envers les hommes. Cet Amour, ou cette Béatitude, est appelé dans les livres sacrés Gloire, non sans raison. Que cet Amour en effet soit rapporté à Dieu ou à l'Âme, il peut justement être appelé Contentement intérieur, et ce Contentement ne se distingue pas de la Gloire _(par les Défin. [25](3ad25) et [30](3ad30) des Affect.)_. En tant en effet qu'il se rapporte à Dieu, il est _(par la [Prop. 35](535))_ une Joie, s'il est permis d'employer encore ce mot, qu'accompagne l'idée de soi-même, et aussi en tant qu'il se rapporte à l'Âme _(par la [Prop. 27](527))_. De plus, puisque l'essence de notre Âme consiste dans la connaissance seule, dont Dieu est le principe et le fondement _(par la [Prop. 15](115), p. I, et le [Scol. de la Prop. 47](247sc), p. II)_, nous percevons clairement par là comment et en quelle condition notre ‚me suit de la nature divine quant à l'essence et quant à l'existence, et dépend continûment de Dieu. J'ai cru qu'il valait la peine de le noter ici pour montrer par cet exemple combien vaut la connaissance des choses singulières que j'ai appelée intuitive ou connaissance du troisième genre _(voir le [Scol. 2 de la Prop. 40](240sc2), p. II)_, et combien elle l'emporte sur la connaissance par les notions communes que j'ai dit être celle du deuxième genre. Bien que j'aie montré en général dans la Première Partie que toutes choses (et en conséquence l'Âme humaine) dépendent de Dieu quant à l'essence et quant à l'existence, par cette démonstration, bien qu'elle soit légitime et soustraite au risque du doute, notre ‚me cependant n'est pas affectée de la même manière que si nous tirons cette conclusion de l'essence même d'une chose quelconque singulière, que nous disons dépendre de Dieu." + } + ] + }, + { + "id": "537", + "title": "PROPOSITION 37", + "text": "_Il n'est rien donné dans la Nature qui soit contraire à cet Amour intellectuel, c'est-à-dire le puisse ôter._", + "childs": [ + { + "id": "537d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Cet Amour intellectuel suit nécessairement de la nature de l'Âme en tant qu'on la considère elle-même, par la nature de Dieu, comme une vérité éternelle _(par les Prop. [33](533) et [29](529))_. Si donc quelque chose était donné qui fût contraire à cet Amour, ce quelque chose serait contraire au vrai ; et, en conséquence, ce qui pourrait ôter cet Amour ferait que ce qui est vrai se trouvât faux ; or cela _(comme il est connu de soi)_ est absurde. Donc il n'est rien donné dans la Nature, etc. CQFD." + }, + { + "id": "537sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "L'[Axiome](4a) de la Quatrième Partie concerne les choses singulières considérées avec une relation à un temps et à un lieu déterminés ; je pense que personne n'a de doute à ce sujet." + } + ] + }, + { + "id": "538", + "title": "PROPOSITION 38", + "text": "_Plus l'Âme connaît de choses par le deuxième et le troisième genres de connaissance, moins elle pâtit des affections qui sont mauvaises et moins elle craint la mort._", + "childs": [ + { + "id": "538d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "L'essence de l'Âme consiste dans la connaissance _(par la [Prop. 11](211), p. II)_ ; à mesure donc que l'Âme connaît plus de choses par le deuxième et le troisième genres de connaissance, une plus grande partie d'elle-même demeure _(par les Prop. [23](523) et [29](529))_, et en conséquence _(par la [Prop. précéd.](537))_ une plus grande partie d'elle-même n'est pas atteinte par les affections qui sont contraires à notre nature, _(par la [Prop. 30](430), p. IV)_, c'est-à-dire mauvaises. Plus donc l'Âme connaît de choses par le deuxième et troisième genres de connaissance, plus grande est la partie d'elle-même qui demeure indemne, et conséquemment moins elle pâtit des affections, etc. CQFD." + }, + { + "id": "538sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Nous connaissons par là le point que j'ai touché dans le [Scol. de la Prop. 39](439sc), partie IV, et que j'ai promis d'expliquer dans cette Cinquième Partie ; je veux dire que la Mort est d'autant moins nuisible qu'il y a dans l'Âme plus de connaissance claire et distincte et conséquemment d'amour de Dieu. De plus, puisque _(par la [Prop. 27](527))_ du troisième genre de connaissance naît le contentement le plus élevé qu'il puisse y avoir, l'Âme humaine peut être, suit-il de là , d'une nature telle que la partie d'elle-même périssant, comme nous l'avons montré _(voir la [Prop. 21](521))_, avec le Corps, soit insignifiante relativement à celle qui demeure. Mais nous reviendrons bientôt plus amplement là-dessus." + } + ] + }, + { + "id": "539", + "title": "PROPOSITION 39", + "text": "_Qui a un corps possédant un très grand nombre d'aptitudes, la plus grande partie de son ‚me est éternelle._", + "childs": [ + { + "id": "539d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Qui a un Corps apte à faire un très grand nombre de choses, il est très peu dominé par les affections qui sont mauvaises _(par la [Prop. 38](438), p. IV)_, c'est-à-dire par les affections _(par la [Prop. 30](430), p. IV)_ qui sont contraires à notre nature ; et ainsi _(par la [Prop. 10](510))_ il a le pouvoir d'ordonner et d'enchaîner les affections du Corps suivant un ordre valable pour l'entendement, et conséquemment de faire _(par la [Prop. 14](514))_ que toutes les affections du Corps se rapportent à l'idée de Dieu ; par où il arrivera _(par la [Prop. 15](515))_ qu'il soit affecté envers Dieu de l'Amour qui _(par la [Prop. 16](516))_ doit occuper ou constituer la plus grande partie de l'Âme, et par suite il a une Âme _(par la [Prop. 33](533))_ dont la plus grande partie est éternelle. CQFD." + }, + { + "id": "539sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Les Corps humains ayant un très grand nombre d'aptitudes, ils peuvent, cela n'est pas douteux, être d'une nature telle qu'ils se rapportent à des ‚mes ayant d'elles-mêmes et de Dieu une grande connaissance et dont la plus grande ou la principale partie est éternelle, et telles qu'elles ne craignent guère la mort. Mais, pour connaître cela plus clairement, il faut considérer ici que nous vivons dans un changement continuel et qu'on nous dit heureux ou malheureux, suivant que nous changeons en mieux ou en pire. Qui d'enfant ou de jeune garçon passe à l'état de cadavre, est dit malheureux, et, au contraire, on tient pour bonheur d'avoir pu parcourir l'espace entier de la vie avec une à‚me saine dans un Corps sain. Et réellement qui, comme un enfant ou un jeune garçon, a un corps possédant un très petit nombre d'aptitudes et dépendant au plus haut point des causes extérieures, a une Âme qui, considérée en elle seule, n'a presque aucune conscience d'elle-même ni de Dieu ni des choses ; et, au contraire, qui a un Corps aux très nombreuses aptitudes, a une ‚me qui, considérée en elle seule, a grandement conscience d'elle-même et de Dieu et des choses. Dans cette vie donc nous faisons effort avant tout pour que le Corps de l'enfance se change, autant que sa nature le souffre et qu'il lui convient, en un autre ayant un très grand nombre d'aptitudes et se rapportant à une Âme consciente au plus haut point d'elle-même et de Dieu et des choses, et telle que tout ce qui se rapporte à sa mémoire ou à son imagination soit presque insignifiant relativement à l'entendement, comme je l'ai dit dans le [Scol. de la Prop. précéd.](538sc)." + } + ] + }, + { + "id": "540", + "title": "PROPOSITION 40", + "text": "_Plus chaque chose a de perfection, plus elle est active et moins elle est passive ; et inversement plus elle est active, plus parfaite elle est._", + "childs": [ + { + "id": "540d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Plus chaque chose est parfaite, plus elle a de réalité _(par la [Défin. 6](2d6), p. II)_ et en conséquence _(par la [Prop. 3](303), p. III avec son [Scol.](303sc))_ plus elle est active et moins elle est passive ; la démonstration se fait de la même manière dans l'ordre inverse, d'où suit que, inversement, une chose est d'autant plus parfaite qu'elle est plus active. CQFD." + }, + { + "id": "540c", + "type": "COROLLAIRE ", + "text": "Il suit de là que la partie de l'Âme qui demeure, quelque petite ou grande qu'elle soit, est plus parfaite que l'autre. Car la partie éternelle de l'Âme _(par les Prop. [23](523) et [29](529))_ est l'entendement, seule partie par laquelle nous soyons dits actifs _(par la [Prop. 3](303), p. III)_ ; cette partie, au contraire, que nous avons montré qui périt, est l'imagination elle-même _(par la [Prop. 21](521))_, seule partie par laquelle nous soyons dits passifs _(par la [Prop. 3](303), p. III, et la [Défin. gén. des Affect.](3agd))_ ; et ainsi _(par la [Prop. précéd.](540))_ la première, petite ou grande, est plus parfaite que la deuxième. CQFD." + }, + { + "id": "540sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "Voilà ce que je m'étais proposé de montrer au sujet de l'Âme en tant qu'elle est considérée en dehors de sa relation à l'existence du Corps ; par là et en même temps par la [Prop. 21](121), partie I, et d'autres encore, il apparaît que notre ‚me, en tant qu'elle connaît, est un mode éternel du penser, qui est terminé par un autre mode éternel du penser, ce dernier à son tour par un autre mode et ainsi à l'infini, de façon que toutes ensemble constituent l'entendement éternel et infini de Dieu." + } + ] + }, + { + "id": "541", + "title": "PROPOSITION 41", + "text": "_Quand même nous ne saurions pas que notre Âme est éternelle, la Moralité et la Religion et, absolument parlant, tout ce que nous avons montré dans la Quatrième Partie qui se rapporte à la Fermeté d'‚me et à la Générosité, ne laisserait pas d'être pour nous la première des choses._", + "childs": [ + { + "id": "541d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "Le premier et le seul principe de la vertu ou de la conduite droite de la vie est _(par le [Coroll. de la Prop. 22](422c) et la [Prop. 24](424), p. IV)_ la recherche de ce qui nous est utile. Or, pour déterminer ce que la Raison commande comme utile, nous n'avons eu nul égard à l'éternité de l'Âme connue seulement dans cette Cinquième Partie. Bien que nous ayons à ce moment ignoré que l'Âme est éternelle, ce que nous avons montré qui se rapporte à la Fermeté d'‚me et à la Générosité n'a pas laissé d'être pour nous la première des choses ; par suite, quand bien même nous l'ignorerions encore, nous tiendrions ces prescriptions de la Raison pour la première des choses. CQFD." + }, + { + "id": "541sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "La persuasion commune du vulgaire semble être différente. La plupart en effet semblent croire qu'ils sont libres dans la mesure où il leur est permis d'obéir à l'appétit sensuel et qu'ils renoncent à leurs droits dans la mesure où ils sont astreints à vivre suivant les prescriptions de la loi divine. La Moralité donc et la Religion, et absolument parlant tout ce qui se rapporte à la Force d'Âme, ils croient que ce sont des fardeaux dont ils espèrent être déchargés après la mort pour recevoir le prix de la servitude, c'est-à-dire de la Moralité et de la Religion, et ce n'est pas seulement cet Espoir, c'est aussi et principalement la Crainte d'être punis d'affreux supplices après la mort qui les induit à vivre suivant les prescriptions de la loi divine autant que leur petitesse et leur impuissance intérieure le permettent. Et, si les hommes n'avaient pas cet Espoir et cette Crainte, s'ils croyaient au contraire que les ‚mes périssent avec le Corps et que les malheureux, épuisés par le fardeau de la Moralité, n'ont devant eux aucune vie à venir, ils reviendraient à leur complexion et voudraient tout gouverner suivant leur appétit sensuel et obéir à la fortune plutôt qu'à eux-mêmes. Ce qui ne me paraît pas moins absurde que si quelqu'un, parce qu'il ne croit pas pouvoir nourrir son Corps de bons aliments dans l'éternité, aimait mieux se saturer de poisons et de substances mortifères ; ou parce qu'on croit que l'Âme n'est pas éternelle ou immortelle, on aimait mieux être dément et vivre sans Raison ; absurdités telles qu'elles méritent à peine d'être relevées." + } + ] + }, + { + "id": "542", + "title": "PROPOSITION 42", + "text": "_La Béatitude n'est pas le prix de la vertu, mais la vertu elle-même ; et cet épanouissement n'est pas obtenu par la réduction de nos appétits sensuels, mais c'est au contraire cet épanouissement qui rend possible la réduction de nos appétits sensuels._", + "childs": [ + { + "id": "542d", + "type": "DÉMONSTRATION ", + "text": "La Béatitude consiste dans l'amour envers Dieu _(par la [Prop. 36](536) avec son [Scol.](536sc))_, et cet Amour naît lui-même du troisième genre de connaissance _(par le [Coroll. de la Prop. 32](532c))_ ; ainsi cet Amour _(par les Prop. [59](359) et [3](303), p. III)_ doit être rapporté à l'Âme en tant qu'elle est active, et par suite _(par la [Défin. 8](4d8), p. IV)_ il est la vertu même. En outre, plus l'Âme s'épanouit en cet Amour divin ou cette Béatitude, plus elle est connaissante _(par la [Prop. 32](532))_, c'est-à-dire _(par le [Coroll. Prop. 3](503c))_ plus grand est son pouvoir sur les affections et moins elle pâtit des affections qui sont mauvaises _(par la [Prop. 38](538))_ ; par suite donc de ce que l'Âme s'épanouit en Amour divin ou Béatitude, elle a le pouvoir de réduire les appétits sensuels. Et, puisque la puissance de l'homme pour réduire les affections consiste dans l'entendement seul, nul n'obtient cet épanouissement de la Béatitude par la réduction de ses appétits sensuels, mais au contraire le pouvoir de les réduire naît de la béatitude elle-même." + }, + { + "id": "542sc", + "type": "SCOLIE ", + "text": "J'ai achevé ici ce que je voulais établir concernant la puissance de l'Âme sur ses affections et la liberté de l'Âme. Il apparaît par là combien vaut le Sage et combien il l'emporte en pouvoir sur l'ignorant conduit par le seul appétit sensuel. L'ignorant, outre qu'il est de beaucoup de manières ballotté par les causes extérieures et ne possède jamais le vrai contentement intérieur, est dans une inconscience presque complète de lui-même, de Dieu et des choses et, sitôt qu'il cesse de pâtir, il cesse aussi d'être. Le Sage au contraire, considéré en cette qualité, ne connaît guère le trouble intérieur, mais ayant, par une certaine nécessité éternelle conscience de lui-même, de Dieu et des choses, ne cesse jamais d'être et possède le vrai contentement. Si la voie que j'ai montré qui y conduit, paraît être extrêmement ardue, encore y peut-on entrer. Et cela certes doit être ardu qui est trouvé si rarement. Comment serait-il possible, si le salut était sous la main et si l'on y pouvait parvenir sans grand-peine, qu'il fût négligé par presque tous? Mais tout ce qui est beau est difficile autant que rare." + } + ] + }, + { + "title":"_FIN._", + "type":"title" + } + ] + } +] diff --git a/assets/jsondb/spinoza-ethica-lat-gebhardt.json b/assets/jsondb/spinoza-ethica-lat-gebhardt.json index fc27d61..ae36153 100644 --- a/assets/jsondb/spinoza-ethica-lat-gebhardt.json +++ b/assets/jsondb/spinoza-ethica-lat-gebhardt.json @@ -1,5408 +1,5412 @@ -[ - { - "index":0, - "id":"intro", - "text": "ETHICA \nOrdine Geometrico demonstrata \n_ET_ \n_In quinque Partes distincta_ \n_in quibus agitur_" - }, - { - "index": 1, - "id": "p1", - "title": "_Pars Prima,_ DE DEO.", - "enonces": [ - { - "title":"DEFINITIONES", - "type":"title" - }, - { - "id": "1d1", - "title": "I.", - "text": "Per causam sui intelligo id ; cujus essentia involvit existentiam, sive id, cujus naturâ non potest concipi nisi existens.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d2", - "title": "II.", - "text": "Ea res dicitur in suo genere finita, quæ aliâ ejusdem naturæ terminari potest. Ex. gr. corpus dicitur finitum, quia aliud semper majus concipimus. Sic cogitatio aliâ cogitatione terminatur. At corpus non terminatur cogitatione, nec cogitatio corpore.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d3", - "title": "III.", - "text": "Per substantiam intelligo id ; quod in se est, & per se concipitur : hoc est id, cujus conceptus non indiget conceptu alterius rei, à quo formari debeat.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d4", - "title": "IV.", - "text": "Per attributum intelligo id, quod intellectus de substantiâ percipit, tanquàm ejusdem essentiam constituens.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d5", - "title": "V.", - "text": "Per modum intelligo substantiæ affectiones, sive id, quod in alio est, per quod etiam concipitur.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d6", - "title": "VI.", - "text": "Per Deum intelligo ens absolutè infinitum, hoc est, substantiam constantem infinitis attributis, quorum unumquodque æternam, & infinitam essentiam exprimit.", - "childs": [ - { - "id": "1d6e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Dico absolutè infinitum, non autem in suo genere ; quicquid enim in suo genere tantùm infinitum est, infinita de eo attributa negare possumus ; quod autem absolutè infinitum est, ad ejus essentiam pertinet, quicquid essentiam exprimit, & negationem nullam involvit." - } - ] - }, - { - "id": "1d7", - "title": "VII.", - "text": "Ea res libera dicitur, quæ ex solâ suæ naturæ necessitate existit, & à se solâ ad agendum determinatur : Necessaria autem, vel potiùs coacta, quæ ab alio determinatur ad existendum, & operandùm certâ, ac determinatâ ratione.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1d8", - "title": "VIII.", - "text": "Per æternitatem intelligo ipsam existentiam, quatenus ex solâ rei æternæ Definitione necessariò sequi concipitur.", - "childs": [ - { - "id": "1d8e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Talis enim existentia, ut æterna veritas, sicut rei essentia, concipitur, proptereaque per durationem, aut tempus explicari non potest tametsi duratio principio, & fine carere concipiatur." - } - ] - }, - { - "id": "1a1", - "title": "I.AXIOMATA", - "text": "Omnia, quæ sunt, vel in se, vel in alio sunt.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a2", - "title": "II.", - "text": "Id, quod per aliud non potest concipi, per se concipi debet.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a3", - "title": "III.", - "text": "Ex datâ causâ determinatâ necessariò sequitur effectus, & contrà ; si nulla detur determinata causa, impossibile est, ut effectus sequatur.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a4", - "title": "IV.", - "text": "Effectûs cognitio à cognitione causæ dependet, & eandem involvit.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a5", - "title": "V.", - "text": "Quæ nihil commune cum se invicem habent, etiam per se invicem intelligi non possunt, sive conceptus unius alterius conceptum non involvit.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a6", - "title": "VI.", - "text": "Idea vera debet cum suo ideato convenire.", - "childs": [] - }, - { - "id": "1a7", - "title": "VII.", - "text": "Quicquid, ut non existens, potest concipi, ejus essentia non involvit existentiam.", - "childs": [] - }, - { - "id": "101", - "title": "PROPOSITIO 1", - "text": "_Substantia prior est naturâ suis affectionibus._", - "childs": [ - { - "id": "101d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex Definitione _[3](1d3)_ & _[5](1d5)_." - } - ] - }, - { - "id": "102", - "title": "PROPOSITIO 2", - "text": "_Duæ substantiæ, diversa attributa habentes, nihil inter se commune habent._", - "childs": [ - { - "id": "102d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet etiam ex _[Defin. 3](1d3)_. Unaquæque enim in se debet esse, & per se debet concipi, sive conceptus unius conceptum alterius non involvit." - } - ] - }, - { - "id": "103", - "title": "PROPOSITIO 3", - "text": "_Quæ res nihil commune inter se habent, earum una alterius causa esse non potest._", - "childs": [ - { - "id": "103d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si nihil commune cum se invicem habent, ergo _(per [Axiom. 5](1a5))_ nec per se invicem possunt intelligi, adeóque _(per [Axiom. 4](1a4))_ una alterius causa esse non potest. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "104", - "title": "PROPOSITIO 4", - "text": "_Duæ, aut plures res distinctæ, vel inter se distinguuntur ex diversitate attributorum, substantiarum, vel ex diversitate earundem affectionum._", - "childs": [ - { - "id": "104d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Omnia, quæ sunt, vel in se, vel in alio sunt _(per [Axiom. 1](1a1))_ hoc est _(per Defin. [3](1d3) & [5](1d5))_ extra intellectum nihil datur præter substantias, earumque affectiones. Nihil ergo extra intellectum datur, per quod plures res distingui inter se possunt præter substantias, sive quod idem est _(per [Defin. 4](1d4))_ earum attributa, earumque affectiones. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "105", - "title": "PROPOSITIO 5", - "text": "_In rerum naturâ non possunt dari duæ, aut plures substantiæ ejusdem naturæ, sive attributi._", - "childs": [ - { - "id": "105d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si darentur plures distinctæ, deberent inter se distingui, vel ex diversitate attributorum, vel ex diversitate affectionum _([per Prop. præced.](104))_. Si tantùm ex diversitate attributorum, concedetur ergo, non dari, nisi unam ejusdem attributi. At si ex diversitate affectionum, cum substantia sit prior naturâ suis affectionibus _(per [Prop. 1](101))_ depositis ergo affectionibus, & in se considerata, hoc est _(per [Defin. 3](1d3) & [Axiom. 6](1a6))_ verè considerata, non poterit concipi ab aliâ distingui, hoc est _(per [Prop. præced.](104))_ non poterunt dari plures sed tantùm una. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "106", - "title": "PROPOSITIO 6", - "text": "_Una substantia non potest produci ab aliâ substantiâ._", - "childs": [ - { - "id": "106d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "In rerum naturâ non possunt dari duæ substantiæ ejusdem attributi _(per [Prop. præced.](105))_, hoc est _(per [Prop. 2](102))_, quæ aliquid inter se commune habent. Adeóque _(per [Prop. 3](103))_ una alterius causa esse nequit, sive ab aliâ non potest produci. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "106c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur substantiam ab alio produci non posse. Nam in rerum naturâ nihil datur præter substantias, earumque affectiones, ut patet ex _[Axiom. 1](1a1)_ & _Defin. [3](1d3)_ & _[5](1d5)_. Atqui à substantiâ produci non potest _([per Prop. præced.](106))_. Ergo substantia absolutè ab alio produci non potest. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "106a", - "type": "_Aliter_", - "text": "Demonstratur hoc etiam faciliùs ex absurdo contradictorio. Nam si substantia ab alio posset produci, ejus cognitio à cognitione suæ causæ deberet pendêre _(per [Axiom. 4](1a4))_ ; adeóque _(per [Defin. 3](1d3))_ non esset substantia." - } - ] - }, - { - "id": "107", - "title": "PROPOSITIO 7", - "text": "_Ad naturâm substantiæ pertinet existere._", - "childs": [ - { - "id": "107d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Substantia non potest produci ab alio _([per Coroll. Prop. praeced.](106c))_ ; erit itaque causa sui, id est _(per [Defin. 1](1d1))_ ipsius essentia involvit necessariò existentiam, sive ad ejus naturâm pertinet existere. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "108", - "title": "PROPOSITIO 8", - "text": "_Omnis substantia est necessariò infinita_.", - "childs": [ - { - "id": "108d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Substantia unius attributi non, nisi unica, existit _(per [Prop. 5](105))_, & ad ipsius naturâm pertinet existere _(per [Prop. 7](107))_. Erit ergo de ipsius naturâ vel finita, vel infinita existere. At non finita. Nam (per [Defin. 2](1d2)) deberet terminari ab aliâ ejusdem naturæ, quæ etiam necessariò deberet existere _(per [Prop. 7](107))_ ; adeóque darentur duæ substantiæ ejusdem attributi, quod est absurdum _(per [Prop. 5](105))_. Existit ergo infinita. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "108sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "Cùm finitum esse reverâ sit ex parte negatio & infinitum absoluta affirmatio existentiae alicujus naturæ, sequitur ergo ex solâ _[Prop.](107)_ omnem substantiam debere esse infinitam." - }, - { - "id": "108sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "Non dubito, quin omnibus, qui de rebus confusè judicant, nec res per primas suas causas noscere consueverunt, difficile sit, [demonstrationem 7 _Prop._](107d) concipere ; nimirùm quia non distinguunt inter modificationes substantiarum & ipsas substantias, neque sciunt, quomodò res producuntur. Unde fit, ut principium, quod res naturales habere vident, substantiis affingant ; qui enim veras rerum causas ignorant, omnia confundunt, & sine ullâ mentis repugnantiâ tam arbores, quàm homines, loquentes fingunt, & homines tam ex lapidibus, quàm ex semine, formari, &, quascunque formas in alias quascunque mutari, imaginantur. Sic etiam, qui naturam divinam cum humanâ confundunt, facile Deo affectûs humanos tribuunt, præsertim quamdiu etiam ignorant, quomodò affectûs in mente producuntur. Si autem homines ad naturam substantiæ attenderent, minimè de veritate [7 _Prop._](107) dubitarent ; imò hæc Prop. omnibus axioma esset, & inter notiones communes numeraretur. Nam per substantiam intelligerent id, quod in se est, & per se concipitur, hoc est, id, cujus cognitio non indiget cognitione alterius rei. Per modificationes autem id, quod in alio est, & quarum conceptus à conceptu rei, in quâ sunt, formatur : quocirca modificationum non existentium veras ideas possumus habere ; quandoquidem, quamvis non existant actu extra intellectum, earum tamen essentia ità in alio comprehenditur, ut per idem concipi possint. Verùm substantiarum veritas extra intellectum non est, nisi in se ipsis, quia per se concipiuntur. Si quis ergo diceret, se claram, & distinctam, hoc est, veram ideam substantiæ habere, & nihilominus dubitare, num talis substantia existat, idem hercle esset, ac si diceret, se veram habere ideam, & nihilominus dubitare num falsa sit (ut satis attendenti sit manifestum) ; vel, si quis statuat, substantiam creari, simul statuit, ideam falsam factam esse veram, quo sanè nihil absurdius concipi potest ; adeóque fatendum necessariò est, substantiæ existentiam, sicut ejus essentiam, æternam esse veritatem. Atque hinc alio modo concludere possumus, non dari, nisi unicam, ejusdem naturæ, quod hîc ostendere, operæ pretium esse duxi. Ut autem hoc ordine faciam, notandum est, I. veram uniuscujusque rei definitionem nihil involvere, neque exprimere præter rei definitæ naturam. Ex quo sequitur hoc II., nempe nullam definitionem certum aliquem numerum individuorum involvere, neque exprimere quandoquidem nihil aliud exprimit, quàm naturam rei definitæ. Ex. gr. definitio trianguli nihil aliud exprimit, quàm simplicem naturam trianguli ; at non certum aliquem triangulorum numerum. III. Notandum, dari necessariò uniuscujusque rei existentis certam aliquam causam, propter quam existit. IV. Denique notandum, hanc causam, propter quam aliqua res existit, vel debere contineri in ipsâ naturâ, & definitione rei existentis _(nimirùm quòd ad ipsius naturâm pertinet existere)_, vel debere extra ipsam dari. His positis sequitur, quòd, si in naturâ certus aliquis numerus individuorum existat, debeat necessariò dari causa, cur illa individua, & cur non plura, nec pauciora existunt. Si ex. gr. in rerum naturâ 20 homines existant _(quos, majoris perspicuitatis causâ, suppono simul existere, nec alios antea in naturâ exstitisse)_, non satis erit _(ut scilicet rationem reddamus, cur 20 homines existant)_ causam naturæ humanae in genere ostendere ; sed insuper necesse erit, causam ostendere, cur non plures, nec pauciores, quam 20 existant ; quandoquidem _(per III. Notam)_ uniuscujusque debet necessariò dari causa, cur existat. At hæc causa _(per Notam II. & III.)_ non potest in ipsâ naturâ humanâ contineri, quandoquidem vera hominis definitio numerum vicenarium non involvit ; adeóque _(per notam IV.)_ causa, cur hi viginti homines existunt, & consequenter cur unusquisque existit, debet necessariò extra unumquemque dari, & propterea absolutè concludendum, omne id, cujus naturæ plura individua existere possunt, debere necessariò, ut existant, causam externam habere. Jam quoniam ad naturam substantiæ _(per jam ostensa in hoc Schol.)_ pertinet existere, debet ejus Definitio necessariam existentiam involvere, & consequenter ex solâ ejus definitione debet ipsius existentia concludi. At ex ipsius definitione _(ut jam ex Notâ II. & III. ostendimus)_ non potest sequi plurium substantiarum existentia ; sequitur ergo ex eâ necessariò, unicam tantùm ejusdem naturæ existere, ut proponebatur." - } - ] - }, - { - "id": "109", - "title": "PROPOSITIO 9", - "text": "_Quò plus realitatis, aut esse unaquæque res habet, eo plura attributa ipsi competunt._", - "childs": [ - { - "id": "109d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex _[Defin. 4](1d4)_." - } - ] - }, - { - "id": "110", - "title": "PROPOSITIO 10", - "text": "_Unumquodque unius substantiæ attributum per se concipi debet._", - "childs": [ - { - "id": "110d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Attributum enim est id, quod intellectus de substantiâ percipit, tanquam ejus essentiam constituens _(per [Defin. 4](1d4))_, adeóque _(per [Defin. 3](1d3))_ per se concipi debet. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "110sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Ex his apparet, quòd, quàmvis duo attributa realiter distincta concipiantur, hoc est, unum sine ope alterius, non possumus tamen inde concludere, ipsa dua entia, sive duas diversas substantias constituere ; id enim est de naturâ substantiæ, ut unumquodque ejus attributorum per se concipiatur ; quandoquidem omnia, quæ habet, attributa, simul in ipsâ semper fuerunt, nec unum ab alio produci potuit ; sed unumquodque realitatem, sive esse substantiæ exprimit. Longè ergo abest, ut absurdum sit, uni substantiæ plura attributa tribuere ; quin nihil in naturâ clarius, quàm quòd unumquodque ens sub aliquo attributo debeat concipi, &, quò plus realitatis, aut esse habeat, eò plura attributa, quæ & necessitatem, sive æternitatem, & infinitatem exprimunt, habeat ; & consequenter nihil etiam clarius, quàm quòd ens absolutè infinitum necessariò sit definiendum _(ut [Defin. 6](1d6) tradidimus)_ ens, quod constat infinitis attributis, quorum unumquodque æternam, & infinitam certam essentiam exprimit. Si quis autem jam quærit, ex quo ergo signo diversitatem substantiarum poterimus dignoscere, legat sequentes Propositiones, quæ ostendunt in rerum naturâ non, nisi unicam substantiam, existere, eamque absolutè infinitam esse, quapropter id signum frustrà quæreretur." - } - ] - }, - { - "id": "111", - "title": "PROPOSITIO 11", - "text": "_Deus, sive substantia constans infinitis attributis, quorum unumquodque æternam, & infinitam essentiam exprimit, necessariò existit._", - "childs": [ - { - "id": "111d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si negas, concipe, si fieri potest, Deum non existere. Ergo _(per [Axiom. 7](1a7))_ ejus essentia non involvit existentiam. Atqui hoc _(per [Prop. 7](107))_ est absurdum : ergo Deus necessariò existit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "111a1", - "type": "_Aliter_", - "text": "Cujuscunque rei assignari debet causa, seu ratio, tam cur existit, quàm cur non existit. Ex. gr. si triangulus existit, ratio, seu causa dari debet, cur existit ; si autem non existit, ratio etiam, seu causa dari debet, quæ impedit, quominus existat, sive quæ ejus existentiam tollat. Hæc verò ratio, seu causa, vel in naturâ rei contineri debet, vel extra ipsam. Ex. gr. rationem, cur circulus quadratus non existat, ipsa ejus naturâ indicat ; nimirùm, quia contradictionem involvit. Cur autem contrà substantia existat, ex solâ etiam ejus naturâ sequitur, quia scilicet existentiam involvit _(vide [Prop. 7](107))_. At ratio, cur circulus, vel triangulus existit, vel cur non existit, ex eorum naturâ non sequitur, sed ex ordine universæ naturæ corporeæ ; ex eo enim sequi debet, vel jam triangulum necessariò existere, vel impossibile esse, ut jam existat. Atque hæc per se manifesta sunt. Ex quibus sequitur, id necessariò existere, cujus nulla ratio, nec causa datur, quæ impedit, quominus existat. Si itaque nulla ratio, nec causa dari possit, quæ impedit, quominus Deus existat, vel quæ ejus existentiam tollat, omnino concludendum est, eundem necessariò existere. At si talis ratio, seu causa daretur, ea, vel in ipsâ Dei naturâ, vel extra ipsam dari deberet, hoc est, in aliâ substantiâ alterius naturæ. Nam si ejusdem naturæ esset, eo ipso concederetur dari Deum. At substantia, quæ alterius esset naturæ, nihil cum Deo commune habere _(per [Prop. 2](102))_, adeóque neque ejus existentiam ponere, neque tollere posset. Cùm igitur ratio, seu causa, quæ divinam existentiam tollat, extra divinam naturâm dari non possit, debebit necessariò dari, siquidem non existit, in ipsâ ejus naturâ, quæ propterea contradictionem involveret. Atqui hoc de Ente absolutè infinito, & summè perfecto affirmare, absurdum est ; ergo nec in Deo, nec extra Deum ulla causa, seu ratio datur, quæ ejus existentiam tollat, ac proinde Deus necessariò existit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "111a2", - "type": "_Aliter_", - "text": "Posse non existere impotentia est, & contrà posse existere potentia est _(ut per se notum)_. Si itaque id, quod jam necessariò existit, non nisi entia finita sunt, sunt ergo entia finita potentiora Ente absolutè infinito : atque hoc _(ut per se notum)_ absurdum est ; ergo vel nihil existit, vel Ens absolutè infinitum necessariò etiam existit. Atqui nos, vel in nobis, vel in alio, quod necessariò existit, existimus _(vide [Axiom. 1](1a1) & [Prop. 7](107))_. Ergo Ens absolutè infinitum, hoc est _(per [Defin. 6](1d6))_, Deus necessariò existit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "111sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "In hâc ultimâ demonstratione Dei existentiam à posteriori ostendere volui, ut demonstratio faciliùs perciperetur ; non autem propterea, quòd ex hoc eodem fundamento Dei existentia à priori non sequatur. Nam, cùm posse existere potentia sit, sequitur, quò plus realitatis alicujus rei naturæ competit, eò plus virium à se habere, ut existat ; adeóque Ens absolutè infinitum, sive Deum infinitam absolutè potentiam existendi a se habere, qui propterea absolutè existit. Multi tamen forsan non facilè hujus demonstrationis evidentiam videre poterunt, quia assueti sunt, eas solummodò res contemplari, quæ à causis externis fiunt ; & ex his, quæ citò fiunt, hoc est, quæ facilè existunt, eas etiam facilè perire vident, & contrà eas res factu difficiliores judicant, hoc est, ad existendum non adeò faciles ad quas plura pertinere concipiunt. Verùm, ut ab his praejudiciis liberentur, non opus habeo hîc ostendere, quâ ratione hoc enunciatum, _quod citò fit, citò perit_ verum sit, nec etiam, an respectu totius naturæ omnia aequè facilia sint, an secus. Sed hoc tantùm notare sufficit, me hîc non loqui de rebus, quæ à causis externis fiunt, sed de solis substantiis, quæ _(per [Prop. 6](106))_ à nullâ causâ externâ produci possunt. Res enim, quæ à causis externis fiunt, sive eae multis partibus constent, sive paucis, quicquid perfectionis, sive realitatis habent, id omne virtuti causæ externae debetur, adeóque earum existentia ex solâ perfectione causæ externae, non autem suæ oritur. Contrà, quicquid substantia perfectionis habet, nulli causæ externæ debetur ; quare ejus etiam existentia ex solâ ejus naturâ sequi debet, quæ proinde nihil aliud est, quàm ejus essentia. Perfectio igitur rei existentiam non tollit, sed contrà ponit ; imperfectio autem contrà eandem tollit, adeóque de nullius rei existentiâ certiores esse possumus, quàm de existentia Entis absolutè infiniti, seu perfecti, hoc est, Dei. Nam quandoquidem ejus essentia omnem imperfectionem secludit, absolutamque perfectionem involvit, eo ipso omnem causam dubitandi de ipsius existentiâ tollit, summamque de eâdem certitudinem dat, quod mediocriter attendenti perspicuum fore credo." - } - ] - }, - { - "id": "112", - "title": "PROPOSITIO 12", - "text": "_Nullum substantiæ attributum potest verè concipi, ex quo sequatur, substantiam posse dividi._", - "childs": [ - { - "id": "112d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Partes enim, in quas substantia, sic concepta divideretur, vel naturam substantiæ retinebunt vel non. Si primum, tum _(per [Prop. 8](108))_ unaquæque pars debebit esse infinita, & _(per [Prop. 6](106))_ causa sui, & _(per [Prop. 5](105))_ constare debebit ex diverso attributo, adeóque ex una substantiâ plures constitui poterunt, quod _(per [Prop. 6](106))_ est absurdum. Adde, quòd partes _(per [Prop. 2](102))_ nihil commune cum suo toto haberent, & totum _(per [Defin. 4](1d4) & [Prop. 10](110))_ absque suis partibus, & esse, & concipi posset, quod absurdum esse, nemo dubitare poterit. Si autem secundum ponatur, quòd scilicet partes naturâm substantiæ non retinebunt ; ergo, cùm tota substantia in aequales partes esset divisa, naturam substantiæ amitteret, & esse desineret, quod _(per [Prop. 7](107)_ est absurdum." - } - ] - }, - { - "id": "113", - "title": "PROPOSITIO 13", - "text": "_Substantia absolutè infinita est indivisibilis._", - "childs": [ - { - "id": "113d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si enim divisibilis esset, partes, in quas divideretur, vel naturâm substantiæ absolutè infinitæ retinebunt, vel non. Si primum, dabuntur ergo plures substantiæ ejusdem naturæ, quod _(per [Prop. 5](105))_ est absurdum. Si secundum ponatur, ergo _(ut supra)_ poterit substantia absolutè infinita desinere esse, quod _(per [Prop. 11](111))_ est etiam absurdum." - }, - { - "id": "113c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Ex his sequitur? nullam substantiam? & consequenter nullam substantiam corpoream, quatenus substantia est, esse divisibilem." - }, - { - "id": "113sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quòd substantia sit indivisibilis, simplicius ex hoc solo intelligitur? quòd natura substantiæ non potest concipi, nisi infinita, & quòd per partem substantiæ nihil aliud intelligi potest, quàm substantia finita, quod _(per [Prop. 8](108))_ manifestam contradictionem implicat." - } - ] - }, - { - "id": "114", - "title": "PROPOSITIO 14", - "text": "_Præter Deum nulla dari, neque concipi potest substantia._", - "childs": [ - { - "id": "114d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Cùm Deus sit ens absolutè infinitum, de quo nullum attributum, quod essentiam substantiæ exprimit, negari potest _(per [Defin. 6](1d6))_, isque necessariò existat _(per [Prop. 11](111))_ si aliqua substantia præter Deum daretur, ea explicari deberet per aliquod attributum Dei, sicque duæ substantiæ ejusdem attributi existerent, quod _(per [Prop. 5](105))_ est absurdum ; adeóque nulla substantia extra Deum dari potest, & consequenter non etiam concipi. Nam si posset concipi, deberet necessariò concipi, ut existens ; atqui hoc _(per primam partem hujus demonstrationis)_ est absurdum. Ergo extra Deum nulla dari, neque concipi potest substantia. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "114c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Hinc clarissimè sequitur I. Deum esse unicum, hoc est _(per [Defin. 6](1d6))_ in rerum naturâ non, nisi unam substantiam, dari, eamque absolutè infinitam esse, ut in _[Scolio Prop. 10](110sc)_ jam innuimus." - }, - { - "id": "114c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Sequitur II. rem extensam, & rem cogitantem, vel Dei attributa esse, vel _(per [Axiom. 1](1a1))_ affectiones attributorum Dei." - } - ] - }, - { - "id": "115", - "title": "PROPOSITIO 15", - "text": "_Quicquid est, in Deo est, & nihil sine Deo esse, neque concipi potest._", - "childs": [ - { - "id": "115d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Præter Deum nulla datur, neque concipi potest substantia _(per [Prop. 14](114))_, hoc est _(per [Defin. 3](1d3))_ res, quæ in se est, & per se concipitur. Modi autem _(per [Defin. 5](1d5))_ sine substantiâ nec esse, nec concipi possunt ; quare hi in solâ divina naturâ esse, & per ipsam solam concipi possunt. Atqui præter substantias, & modos nil datur _(per [Axiom. 1](1a1))_. Ergo nihil sine Deo esse, neque concipi potest. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "115sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Sunt, qui Deum instar hominis corpore, & mente constantem, atque passionibus obnoxium fingunt ; sed, quàm longè hi à verâ Dei cognitione aberrent, satis ex jam demonstratis constat. Sed hos mitto : nam omnes, qui naturâm divinam aliquo modo contemplati sunt, Deum esse corporeum negant. Quod etiam optimè probant ex eo, quod per corpus intelligimus quàmcunque quantitatem, longam, latam, & profundam, certâ aliquâ figurâ terminatam, quo nihil absurdius de Deo, ente scilicet absolutè infinito, dici potest. Attamen interim aliis rationibus, quibus hoc idem demonstrare conantur, clarè ostendunt, se substantiam ipsam corpoream, sive extensam à naturâ divinâ omnino removere, atque ipsam à Deo creatam statuunt. Ex quâ autem divinâ potentiâ creari potuerit, prorsùs ignorant ; quod clarè ostendit, illos id, quod ipsimet dicunt, non intelligere. Ego saltem satis clarè, meo quidem judicio, demonstravi _(vide [Coroll. Prop. 6](106c) & [Schol. 2 Prop. 8](108sc2))_ nullam substantiam ab alio produci, vel creari. Porrò [Prop. 14](114) ostendimus, præter Deum nullam dari, neque concipi posse substantiam ; atque hinc conclusimus, substantiam extensam unum ex infinitis Dei attributis esse. Verùm, ad pleniorem explicationem, adversariorum argumenta refutabo, quæ omnia huc redeunt. Primò, quòd substantia corporea, quatenus substantia, constat, ut putant, partibus ; & ideò eandem infinitam posse esse, & consequenter, ad Deum pertinere posse, negant. Atque hoc multis exemplis explicant, ex quibus unum, aut alterum afferam. Si substantia corporea, ajunt, est infinita, concipiatur in duas partes dividi ; erit unaquæque pars, vel finita, vel infinita. Si illud, componitur ergo infinitum ex duabus partibus finitis, quod est absurdum. Si hoc, datur ergo infinitum duplo majus alio infinito, quod etiam est absurdum. Porrò, si quantitas infinita mensuratur partibus pedes aequantibus, infinitis talibus partibus constare debebit, ut &, si partibus mensuretur digitos aequantibus ; ac propterea unus numerus infinitus erit duodecies major alio infinito. ![Graph 1](/assets/img/graph-01.png) Denique, si ex uno puncto infinitæ cujusdam quantitatis concipiatur, duas lineas, ut AB, AC, certâ ac determinatâ in initio distantiâ in infinitum protendi ; certum est distantiam inter B & C continuò augeri, & tandem ex determinatâ indeterminabilem fore. Cùm igitur hæc absurda sequantur, ut putant, ex eo quòd quantitas infinita supponitur : inde concludunt, substantiam corpoream debere esse finitam, & consequenter ad Dei essentiam non pertinere. Secundum argumentum petitur etiam à summâ Dei perfectione. Deus enim, inquiunt, cùm sit ens summè perfectum, pati non potest : atqui substantia corporea, quandoquidem divisibilis est, pati potest ; sequitur ergo, ipsam ad Dei essentiam non pertinere. Hæc sunt, quæ apud scriptores invenio argumenta, quibus ostendere conantur, substantiam corpoream divinâ naturâ indignam esse, nec ad eandem posse pertinere. Verumenimvero, si quis rectè attendat, me ad hæc jam respondisse comperiet ; quandoquidem hæc argumenta in eo tantùm fundantur, quòd substantiam corpoream ex partibus componi supponunt, quod jam _(per [Prop. 12](112) cum [Coroll. Prop. 13](113c))_ absurdum esse ostendi. Deinde si quis rem rectè perpendere velit, videbit, omnia illa absurda _(siquidem omnia absurda sunt, de quo non jam disputo)_ ex quibus concludere volunt, substantiam extensam finitam esse, minimè ex eo sequi, quòd quantitas infinita supponatur : sed quòd quantitatem infinitam mensurabilem ,& ex partibus finitis conflari supponunt ; quare ex absurdis, quæ inde sequuntur, nihil aliud concludere possunt, quàm quòd quantitas infinita non sit mensurabilis, & quòd ex partibus finitis conflari non possit. Atque hoc idem est, quod nos suprà _([Prop. 12](112) &c.)_ jam demonstravimus. Quare telum, quod in nos intendunt, in se ipsos reverâ conjiciunt. Si igitur ipsi ex suo hoc absurdo concludere tamen volunt, substantiam extensam debere esse finitam, nihil aliud herclè faciunt, quàm si quis ex eo, quòd finxit circulum quadrati proprietates habere, concludit, circulum non habere centrum, ex quo omnes ad circumferentiam ductae lineæ sunt æquales. Nam substantiam corpoream, quæ non nisi infinita, non nisi unica, & non nisi indivisibilis potest concipi _(vide Prop. [8](108), [5](105) & [12](112))_ eam ipsi ad concludendum, eandem esse finitam, ex partibus finitis conflari, & multiplicem esse, & divisibilem, concipiunt. Sic etiam alii, postquam fingunt, lineam ex punctis componi, multa sciunt invenire argumenta, quibus ostendant, lineam non posse in infinitum dividi. & profectò, non minùs absurdum est ponere, quòd substantia corporea ex corporibus, sive partibus componatur, quàm quòd corpus ex superficiebus, superficies ex lineis, lineæ denique ex punctis componantur. Atque hoc omnes, qui claram rationem infallibilem esse sciunt, fateri debent, & imprimis ii, qui negant, dari vacuum. Nam si substantia corporea ità posset dividi, ut ejus partes realiter distinctæ essent, cur ergo una pars non posset annihilari, manentibus reliquis, ut antè, inter se connexis? & cur omnes ità aptari debent, ne detur vacuum? Sanè rerum, quæ realiter ab invicem distinctæ sunt, una sine aliâ esse, & in suo statu manere potest. Cùm igitur vacuum in naturâ non detur (de quo aliàs), sed omnes partes ità concurrere debent, ne detur vacuum, sequitur hinc etiam, easdem non posse realiter distingui, hoc est, substantiam corpoream, quatenus substantia est, non posse dividi. Si quis tamen jam quærat, cur nos ex naturâ ità propensi simus ad dividendam quantitatem? ei respondeo, quòd quantitas duobus modis à nobis concipitur, abstractè scilicet, sive superficialiter prout nempe ipsam imaginamur, vel ut substantia, quòd à solo intellectu fit. Si itaque ad quantitatem attendimus, prout in imaginatione est, quod saepe, & faciliùs à nobis fit, reperietur finita, divisibilis, & partibus conflata ; si autem ad ipsam, prout in intellectu est, attendimus, & eam, quatenus substantia est, concipimus, quod difficillimè fit, tum, ut jam satis demonstravimus, infinita, unica, & indivisibilis reperietur. Quod omnibus, qui inter imaginationem, & intellectum distinguere sciverint, satis manifestum erit : Præcipuè si ad hoc etiam attendatur, quòd materia ubique eadem est, nec partes in eâdem distinguuntur, nisi quatenus materiam diversimodè affectam esse concipimus, unde ejus partes modaliter tantùm distinguuntur, non autem realiter. Ex. gr. aquam, quatenus aqua est, dividi concipimus, ejusque partes ab invicem separari ; at non, quatenus substantia est corporea ; eatenus enim neque separatur, neque dividitur. Porrò aqua, quatenus aqua, generatur, & corrumpitur ; at, quatenus substantia, nec generatur, nec corrumpitur. Atque his me ad secundum argumentum etiam respondisse puto : quandoquidem id in eo etiam fundatur, quòd materia, quatenus substantia, divisibilis sit, & partibus confletur. & quamvis hoc non esset, nescio, cur divinâ naturâ indigna esset : quandoquidem _(per [Prop. 14](114))_ extra Deum nulla substantia dari potest, à quâ ipsa pateretur. Omnia, inquam, in Deo sunt, & omnia, quæ fiunt, per solâs leges infinitæ Dei naturæ fiunt, & ex necessitate ejus essentiæ (ut mox ostendam) sequuntur ; quare nullâ ratione dici potest, Deum ab alio pati, aut substantiam extensam divinâ naturâ indignam esse, tametsi divisibilis supponatur, dummodò æterna, & infinita concedatur. Sed de his impræsentiarum satis." - } - ] - }, - { - "id": "116", - "title": "PROPOSITIO 16", - "text": "_Ex necessitate divinæ naturæ, infinita infinitis modis (hoc est, omnia, quæ sub intellectum infinitum cadere possunt) sequi debent._", - "childs": [ - { - "id": "116d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio unicuique manifesta esse debet, si modò ad hoc attendat, quòd ex datâ cujuscunque rei Definitione plures proprietates intellectus concludit, quæ reverâ ex eadem (hoc est, ipsâ rei essentiâ) necessariò sequuntur, & eò plures, quò plus realitatis rei definitio exprimit, hoc est, quò plus realitatis rei definitæ essentia involvit. Cùm autem naturâ divina infinita absolutè attributa habeat _(per [Defin. 6](1d6))_, quorum etiam unumquodque infinitam essentiam in suo genere exprimit, ex ejusdem ergò necessitate infinita infinitis modis (hoc est, omnia, quæ sub intellectum infinitum cadere possunt) necessariò sequi debent. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "116c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Hinc sequitur, I. Deum omnium rerum, quæ sub intellectum infinitum cadere possunt, esse causam efficientem." - }, - { - "id": "116c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Sequitur II. Deum causam esse per se, non vero per accidens." - }, - { - "id": "116c3", - "type": "COROLLARIUM 3", - "text": "Sequitur III. Deum esse absolutè causam primam." - } - ] - }, - { - "id": "117", - "title": "PROPOSITIO 17", - "text": "_Deus ex solis suæ naturæ legibus, & à nemine coactus agit._", - "childs": [ - { - "id": "117d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex solâ divinæ naturæ necessitate, vel (quod idem est) ex solis ejusdem naturæ legibus, infinita absolutè sequi, modò _([Prop. 16](116))_ ostendimus ; & _([Prop. 15](115))_ demonstravimus, nihil sine Deo esse, nec concipi posse, sed omnia in Deo esse ; quare nihil extra ipsum esse potest, à quo ad agendum determinetur, vel cogatur, atque adeò Deus ex solis suæ naturæ legibus, & à nemine coactus agit. _Q.E.D._ " - }, - { - "id": "117c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Hinc sequitur I. nullam dari causam, quæ Deum extrinsecè, vel intrinsece, præter ipsius naturæ perfectionem, incitet ad agendum." - }, - { - "id": "117c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Sequitur II. solum Deum esse causam liberam. Deus enim solus ex solâ suæ naturæ necessitate existit _(per [Prop. 11](111) & [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_, & ex solâ suæ naturæ necessitate agit _(per [Prop. præced.](117))_. Adeòque _(per [Defin. 7](1d7))_ solus est causa libera. _Q.E.D._ " - }, - { - "id": "117sc", - "type": "scholium", - "text": "Alii putant, Deum esse causam liberam, propterea quòd potest, ut putant, efficere, ut ea, quæ ex ejus naturâ sequi diximus, hoc est, quæ in ejus potestate sunt, non fiant, sive ut ab ipso non producantur. Sed hoc idem est, ac si dicerent, quòd Deus potest efficere, ut ex naturâ trianguli non sequatur, ejus tres angulos æquales esse duobus rectis ; sive ut ex datâ causâ non sequatur effectus, quod est absurdum. Porrò infrà absque ope hujus Propositionis ostendam, ad Dei naturam neque intellectum, neque voluntatem pertinere. Scio equidem plures esse, qui putant, se posse demonstrare, ad Dei naturam summum intellectum, & liberam voluntatem pertinere ; nihil enim perfectius cognoscere sese ajunt, quod Deo tribuere possunt, quàm id, quod in nobis summa est perfectio. Porrò, tametsi Deum actu summè intelligentem concipiant, non tamen credunt, eum posse omnia, quæ actu intelligit, efficere, ut existant ; nam se eo modo Dei potentiam destruere putant. Si omnia, inquiunt, quæ in ejus intellectu sunt, creavisset, nihil tum ampliùs creare potuisset, quod credunt Dei omnipotentiæ repugnare ; ideóque maluerunt Deum ad omnia indifferentem statuere, nec aliud creantem præter id ; quod absolutâ quâdam voluntate decrevit creare. Verùm ego me satis clarè ostendisse puto _(vide [Prop. 16](116))_, à summâ Dei potentiâ, sive infinitâ naturâ infinita infinitis modis, hoc est, omnia necessariò effluxisse, vel semper eadem necessitate sequi, eodem modo, ac ex naturâ trianguli ab æterno, & in æternum sequitur, ejus tres angulos æquari duobus rectis. Quare Dei omnipotentia actu ab æterno fuit, & in æternum in eâdem actualitate manebit. Et hoc modo Dei omnipotentia longè, meo quidem judicio, perfectior statuitur. Imò adversarii Dei omnipotentiam (liceat apertè loqui) negare videntur. Coguntur enim fateri, Deum infinita creabilia intelligere, quæ tamen nunquam creare poterit. Nam aliàs, si scilicet omnia, quæ intelligit, crearet, suam, juxta ipsos, exhauriret omnipotentiam, & se imperfectum redderet. Ut igitur Deum perfectum statuant, eò rediguntur, ut simul statuere debeant, ipsum non posse omnia efficere, ad quæ ejus potentia se extendit, quo absurdius, aut Dei omnipotentiæ magis repugnans, non video, quid fingi possit. Porrò, ut de intellectu, & voluntate, quos Deo communiter tribuimus, hîc etiam aliquid dicam ; si ad æternam Dei essentiam, intellectus scilicet, & voluntas pertinent, aliud sanè per utrumque hoc attributum intelligendum est, quàm quod vulgò solent homines. Nam intellectus, & voluntas, qui Dei essentiam constituerent, à nostro intellectu, & voluntate, toto coelo differre deberent, nec in ullâ re, præterquam in nomine, convenire possent ; non aliter scilicet, quàm inter se conveniunt canis, signum coeleste, & canis, animal latrans. Quod sic demonstrabo. Si intellectus ad divinam naturam pertinet, non poterit, uti noster intellectus, posterior (ut plerisque placet), vel simul naturâ esse cum rebus intellectis, quandoquidem Deus omnibus rebus prior est causalitate _(per [Coroll. 1 Prop. 16](116c1))_ ; sed contrà veritas, & formalis rerum essentia ideò talis est, quia talis in Dei intellectu existit objectivè. Quare Dei intellectus, quatenus Dei essentiam constituere concipitur, est reverâ causa rerum, tam earum essentiæ, quàm earum existentiæ ; quod ab iis videtur etiam fuisse animadversum, qui Dei intellectum, voluntatem, & potentiam unum & idem esse asseruerunt. Cùm itaque Dei intellectus sit unica rerum causa, videlicet (ut ostendimus) tam earum essentiæ, quàm earum existentiæ, debet ipse necessariò ab iisdem differre, tam ratione essentiæ, quàm ratione existentiæ. Nam causatum differt a suâ causâ præcisè in eo, quod à causâ habet. Ex. gr. homo est causa existentiæ, non verò essentiæ alterius hominis ; est enim hæc æterna veritas : & ideò secundùm essentiam prorsùs convenire possunt ; in existendo autem differre debent ; & propterea, si unius existentia pereat, non ideò alterius peribit ; sed, si unius essentia destrui posset, & fieri falsa, destrueretur etiam alterius essentia. Quapropter res, quæ & essentiæ, & existentiæ, alicujus effectùs est causa, à tali effectu differre debet, tam ratione essentiæ, quàm ratione existentiæ. Atqui Dei intellectus est & essentiæ, & existentiæ nostri intellectûs causa: ergo Dei intellectus, quatenus divinam essentiam constituere concipitur, à nostro intellectu, tam ratione essentiæ, quam ratione existentiæ differt, nec in ullâ re, præterquam in nomine, cum eo convenire potest, ut volebamus. Circa voluntatem eodem modó proceditur, ut facilè unusquisque videre potest. " - } - ] - }, - { - "id": "118", - "title": "PROPOSITIO 18", - "text": "_Deus est omnium rerum causa immanens, non vero transiens._", - "childs": [ - { - "id": "118d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Omnia, quæ sunt, in Deo sunt, & per Deum concipi debent _(per [Prop. 15](115))_, adeóque _(per [Coroll. 1 Prop. 16](116c1) hujus)_ Deus rerum, quæ in ipso sunt, est causa, quod est primum. Deinde extra Deum nulla potest dari substantia _(per [Prop. 14](114))_, hoc est _(per [Defin. 3](1d3))_, res, quæ extra Deum in se sit, quod erat secundum. Deus ergo est omnium rerum causa immanens, non verò transiens. _Q.E.D._ " - } - ] - }, - { - "id": "119", - "title": "PROPOSITIO 19", - "text": "_Deus, sive omnia Dei attributa sunt æterna._", - "childs": [ - { - "id": "119d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Deus enim _(per [Defin. 6](1d6))_ est substantia, quæ (per [Prop. 11](111)) necessariò existit, hoc est _(per [Prop. 7](107))_, ad cujus naturam pertinet existere, sive (quod idem est) ex cujus definitione sequitur ipsum existere, adeóque _(per [Defin. 8](1d8))_ est æternus. Deinde per Dei attributa intelligendum est id, quod _(per [Defin. 4](1d4))_ Divinæ substantiæ essentiam exprimit, hoc est, id, quod ad substantiam pertinet : id ipsum, inquam, ipsa attributa involvere debent. Atqui ad naturam substantiæ _(ut jam ex [Prop. 7](107) demonstravi)_ pertinet æternitas. Ergo unumquodque attributorum æternitatem involvere debet, adeóque omnia sunt æterna. _Q.E.D._ " - }, - { - "id": "119sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc Propositio quàm clarissim7 etiam patet ex modo, quo _([Prop. 11](111))_ Dei existentiam demonstravi ; ex eâ, inquam, demonstratione constat, Dei existentiam, sicut ejus essentiam, æternam esse veritatem. Deinde _(Prop. 19 Principiorum Cartesii)_ alio etiam modo Dei æternitatem demonstravi, nec opus est eum hîc repetere. " - } - ] - }, - { - "id": "120", - "title": "PROPOSITIO 20", - "text": "_Dei existentia, ejusque essentia unum & idem sunt._", - "childs": [ - { - "id": "120d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Deus _(per [Prop. anteced.](119))_, ejusque omnia attributa sunt æterna, hoc est _(per [Defin. 8](1d8))_, unumquodque ejus attributorum existentiam exprimit. Eadem ergo Dei attributa, quæ _(per [Defin. 4](1d4))_ Dei æternam essentiam explicant, ejus simul æternam existentiam explicant, hoc est, illud ipsum, quod essentiam Dei constituit, constituit simul ipsius existentiam, adeoque hæc, & ipsius essentia unum & idem sunt. _Q.E.D._ " - }, - { - "id": "120c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Hinc sequitur I. Dei existentiam, sicut ejus essentiam, æternam esse veritatem." - }, - { - "id": "120c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Sequitur II. Deum, sive omnia Dei attributa esse immutabilia. Nam, si ratione existentiæ mutarentur, deberent etiam _(per [Prop. præced.](120))_ ratione essentiæ mutari, hoc est _(ut per se notum)_ ex veris falsa fieri, quod est absurdum. " - } - ] - }, - { - "id": "121", - "title": "PROPOSITIO 21", - "text": "_Omnia, quæ ex absoluta naturâ alicujus attributi Dei sequuntur, semper, & infinita existere debuerunt, sive per idem attributum æterna, & infinita sunt._", - "childs": [ - { - "id": "121d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Concipe, si fieri potest (siquidem neges), aliquid in aliquo Dei attributo ex ipsius absolutâ natura sequi, quod finitum sit, & determinatam habeat existentiam, sive durationem, ex. gr. ideam Dei in cogitatione. At cogitatio, quandoquidem Dei attributum supponitur, est necessariò _(per [Prop. 11](111))_ suâ naturâ infinita. Verùm, quatenus ipsa ideam Dei habet, finita supponitur. At _(per [Defin. 2](1d2))_ finita concipi non potest, nisi per ipsam cogitationem determinetur. Sed non per ipsam cogitationem, quatenus ideam Dei constituit, eatenus enim finita supponitur esse : Ergo per cogitationem, quatenus ideam Dei non constituit, quæ tamen _(per [Prop. 11](111))_ necessariò existere debet : Datur igitur cogitatio non constituens ideam Dei, ac propterea ex ejus naturâ, quatenus est absoluta cogitatio, non sequitur necessariò idea Dei. (Concipitur enim ideam Dei constituens, & non constituens.) Quod est contra hypothesin. Quare si idea Dei in cogitatione, aut aliquid (perinde est, quicquid sumatur, quandoquidem demonstratio universalis est) in aliquo Dei attributo ex necessitate absolutæ naturæ ipsius attributi sequatur, id debet necessariò esse infinitum ; quod erat primum.\n Deinde id, quod ex necessitate naturæ alicujus attributi ità sequitur, non potest determinatam habere existentiam sive durationem. Nam, si neges, supponatur res, quæ ex necessitate naturæ alicujus attributi sequitur, dari in aliquo Dei attributo, ex. gr. idea Dei in cogitatione, eaque supponatur aliquando non exstitisse, vel non exstitura. Cùm autem cogitatio Dei attributum supponatur, debet & necessariò, & immutabilis existere _(per [Prop. 11](111) & [Coroll. 2 Prop. 20](120c2))_. Quare ultra limites durationis ideæ Dei (supponitur enim aliquando non exstitisse, aut non exstitura) cogitatio sine ideâ Dei existere debebit ; atqui hoc est contra hypothesin ; supponitur enim, ex datâ cogitatione necessariò sequi ideam Dei. Ergo idea Dei in cogitatione, aut aliquid, quod necessariò ex absolutâ naturâ alicujus attributi Dei sequitur, non potest determinatam habere durationem ; sed per idem attributum æternum est, quod erat secundum. Nota, hoc idem esse affirmandum de quâcunque re, quæ in aliquo Dei attributo ex Dei absolutâ naturâ necessariò sequitur. " - } - ] - }, - { - "id": "122", - "title": "PROPOSITIO 22", - "text": "_Quicquid ex aliquo Dei attributo, quatenus modificatum est tali modificatione, quæ & necessariò, & infinita per idem existit, sequitur, debet quoque & necessariò, & infinitum existere._ ", - "childs": [ - { - "id": "122d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hujus Propositionis demonstratio procedit eodem modo ac [demonstratio praecedentis.](121d)" - } - ] - }, - { - "id": "123", - "title": "PROPOSITIO 23", - "text": "_Omnis modus, qui & necessariò, & infinitus existit, necessariò sequi debuit, vel ex absolutâ naturâ alicujus attributi Dei, vel ex aliquo attributo modificato modificatione, quæ & necessariò, & infinita existit._", - "childs": [ - { - "id": "123d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Modus enim in alio est per quod concipi debet _(per [Defin. 5](1d5))_ hoc est _(per [Prop. 15](115))_ in solo Deo est & per solum Deum concipi potest. Si ergo modus concipitur necessariò existere & infinitus esse, utrumque hoc debet necessariò concludi sive percipi per aliquod Dei attributum quatenus idem concipitur infinitatem & necessitatem existentiae sive _(quod per [Defin. 8](1d8) idem est)_ æternitatem exprimere hoc est _(per [Defin. 6](1d6) & [Prop. 19](119))_, quatenus absolutè consideratur. Modus ergo qui & necessariò & infinitus existit, ex absolutâ naturâ alicujus Dei attributi sequi debuit ; hocque vel immediatè _(de quo vide [Prop. 21](121))_, vel mediante aliquâ modificatione quæ ex ejus absolutâ naturâ sequitur hoc est _(per [Prop. præced.](122))_ quæ & necessariò & infinita existit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "124", - "title": "PROPOSITIO 24", - "text": "_Rerum à Deo productarum essentia non involvit existentiam._", - "childs": [ - { - "id": "124d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex [Definitione I](1d1). Id enim, cujus natura (in se scilicet considerata) involvit existentiam, causa est sui, & ex solâ suæ naturæ necessitate existit. " - }, - { - "id": "124c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, Deum non tantùm esse causam, ut res incipiant existere ; sed etiam, ut in existendo perseverent, sive (ut termino Scholastico utar) Deum esse causam essendi rerum. Nam, sive res existant, sive non existant, quotiescunque ad earum essentiam attendimus, eandem nec existentiam, nec durationem involvere comperimus ; adeóque earum essentia neque suæ existentiæ, neque suæ durationis potest esse causa, sed tantùm Deus, ad cujus solam naturam pertinet existere _(per [Coroll. 1 Prop.14](114c1))_." - } - ] - }, - { - "id": "125", - "title": "PROPOSITIO 25", - "text": "Deus non tantùm est causa efficiens rerum existentiae sed etiam essentiæ.", - "childs": [ - { - "id": "125d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si negas, ergo rerum essentiæ Deus non est causa ; adeóque _(per [Axiom. 4](1a4))_ potest rerum essentia sine Deo concipi : atqui hoc _(per [Prop. 15](115))_ est absurdum. Ergo rerum etiam essentiæ Deus est causa. _Q.E.D._ " - }, - { - "id": "125sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc Propositio clariùs sequitur ex [Propositione 16](116). Ex eâ enim sequitur, quòd ex datâ naturâ divinâ, tam rerum essentia, quàm existentia debeat necessariò concludi ; &, ut verbo dicam, eo sensu, quo Deus dicitur causa sui, etiam omnium rerum causa dicendus est, quod adhuc clariùs ex sequenti Corollario constabit. " - }, - { - "id": "125c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Res particulares nihil sunt, nisi Dei attributorum affectiones, sive modi, quibus Dei attributa certo, & determinato modo exprimuntur. Demonstratio patet ex [Propositione 15](115), & [Definitione 5](1d5)." - } - ] - }, - { - "id": "126", - "title": "PROPOSITIO 26", - "text": "_Res, quæ ad aliquid operandum determinata est, à Deo necessariò sic fuit determinata ; &, quæ à Deo non est determinata, non potest se ipsam ad operandum determinare._", - "childs": [ - { - "id": "126d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Id, per quod res determinatæ ad aliquid operandum dicuntur, necessariò quid positivum est _(ut per se notum)_. Adeóque, tam ejus essentiæ, quàm existentiæ, Deus ex necessitate suæ naturæ est causa efficiens _(per Prop. [25](125) & [16](116))_ ; quod erat primum. Ex quo etiam, quod secundò proponitur, clarissimè sequitur. Nam si res, quæ à Deo determinata non est, se ipsam determinare posset, prima pars hujus falsa esset, quod est absurdum, ut ostendimus." - } - ] - }, - { - "id": "127", - "title": "PROPOSITIO 27", - "text": "_Res, quæ à Deo ad aliquid operandum determinata est, se ipsam indeterminatam reddere non potest._", - "childs": [ - { - "id": "127d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio patet ex [Axiomate tertio](1a3)." - } - ] - }, - { - "id": "128", - "title": "PROPOSITIO 28", - "text": "_Quodcunque singulare, sive quævis res, quæ finita est, & determinatam habet existentiam, non potest existere, nec ad operandum determinari, nisi ad existendum, & operandum determinetur ab aliâ causâ, quæ etiam f inita est, & determinatam habet existentiam : & rursùs hæc causa non potest etiam existere, neque ad operandum determinari, nisi ab aliâ, quæ etiam finita est, & determinatam habet existentiam, determinetur ad existendum, & operandum, & sic in infinitum._", - "childs": [ - { - "id": "128d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quicquid determinatum est ad existendum, & operandum, à Deo sic determinatum est _(per [Prop. 26](126) & [Coroll. Prop. 24](124c))_. At id, quod finitum est, & determinatam habet existentiam, ab absolutâ naturâ alicujus Dei attributi produci non potuit ; quicquid enim ex absolutâ naturâ alicujus Dei attributi sequitur, id infinitum, & æternum est _(per [Prop. 21](121))_. Debuit ergo ex Deo, vel aliquo ejus attributo sequi, quatenus aliquo modo affectum consideratur ; præter enim substantiam, & modos nil datur _(per [Axiom. 1](1a1) & Defin. [3](1d3) & [5](1d5))_, & modi _(per [Coroll. Prop. 25](125c))_ nihil sunt, nisi Dei attributorum affectiones. At ex Deo, vel aliquo ejus attributo, quatenus affectum est modificatione, quæ æterna, & infinita est, sequi etiam non potuit _(per [Prop. 22](122))_. Debuit ergo sequi, vel ad existendum, & operandum determinari à Deo, vel aliquo ejus attributo, quatenus modificatum est modificatione, quæ finita est, & determinatam habet existentiam. Quod erat primum. Deinde hæc rursùs causa, sive hic modus _(per eandem rationem, qua primam partem hujus jam jam demonstravimus)_ debuit etiam determinari ab aliâ, quæ etiam finita est, & determinatam habet existentiam, & rursùs hæc ultima _(per eandem rationem)_ ab aliâ, & sic semper _(per eandem rationem)_ in infinitum. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "128sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Cùm quædam à Deo immediatè produci debuerunt, videlicet ea, quæ ex absolutâ ejus naturâ necessariò sequuntur, et alia mediantibus his primis, quæ tamen sine Deo nec esse, nec concipi possunt ; hinc sequitur I. quòd Deus sit rerum immediatè ab ipso productarum, causa absolutè proxima ; non verò in suo genere, ut ajunt. Nam Dei effectùs, sine suâ causâ, nec esse, nec concipi possunt _(per [Prop. 15](115) & [Coroll. Prop. 24](124c))_. Sequitur II. quòd Deus non potest propriè dici causa esse remota rerum singularium, nisi fortè eâ de causâ, ut scilicet has ab iis, quas immediatè produxit, vel potiùs, quæ ex absolutâ ejus naturâ sequuntur, distinguamus. Nam per causam remotam talem, intelligimus, quæ cum effectu nullo modo conjuncta est. At omnia, quæ sunt, in Deo sunt, & à Deo ità dependent, ut sine ipso nec esse, nec concipi possint. " - } - ] - }, - { - "id": "129", - "title": "PROPOSITIO 29", - "text": "_In rerum naturâ nullum datur contingens, sed omnia ex necessitate divinæ naturæ determinata sunt ad certo modo existendum, & operandum._", - "childs": [ - { - "id": "129d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quicquid est, in Deo est _(per [Prop. 15](115))_ : Deus autem non potest dici res contingens. Nam _(per [Prop. 11](111))_ necessariò, non verò contingenter existit. Modi deinde divinæ naturæ ex eâdem etiam necessariò, non verò contingenter secuti sunt _(per [Prop. 16](116))_, idque, vel quatenus divina natura absolutè _(per [Prop. 21](121))_, vel quatenus certo modo ad agendum determinata consideratur _(per [Prop. 27](127))_. Porrò horum modorum Deus non tantùm est causa, quatenus simpliciter existunt _(per [Coroll. Prop. 24](124c))_, sed etiam _(per [Prop. 26](126))_, quatenus ad aliquid operandum determinati considerantur. Quòd si à Deo _(per eand. [Prop.](126))_ determinati non sint, impossibile, non verò contingens est, ut se ipsos determinent ; & contra _(per [Prop. 27](127))_ si à Deo determinati sint, impossibile, non verò contingens est, ut se ipsos indeterminatos reddant. Quare omnia ex necessitate divinæ naturæ determinata sunt, non tantùm ad existendum, sed etiam ad certo modo existendum, & operandum, nullumque datur contingens. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "129sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Antequam ulteriùs pergam, hîc, quid nobis per Naturam naturantem, & quid per Naturam naturatam intelligendum sit, explicare volo, vel potiùs monere. Nam ex antecedentibus jam constare existimo, nempe, quòd per Naturam naturantem nobis intelligendum est id, quod in se est, & per se concipitur, sive talia substantiæ attributa, quæ æternam, & infinitam essentiam exprimunt, hoc est _(per [Coroll. 1 Prop. 14](114c1) & [Coroll. 2 Prop. 17](117c2))_, Deus, quatenus, ut causa libera, consideratur. Per naturatam autem intelligo id omne, quod ex necessitate Dei naturæ, sivè uniuscujusque Dei attributorum sequitur, hoc est, omnes Dei attributorum modos, quatenus considerantur, ut res, quæ in Deo sunt, & quæ sine Deo nec esse, nec concipi possunt. " - } - ] - }, - { - "id": "130", - "title": "PROPOSITIO 30", - "text": "_Intellectus actu finitus, aut actu infinitus Dei attributa, Deique affectiones comprehendere debet, & nihil aliud._", - "childs": [ - { - "id": "130d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Idea vera debet convenire cum suo ideato _(per [Axiom. 6](1a6))_, hoc est _(ut per se notum)_ id, quod in intellectu objectivè continetur, debet necessariò in naturâ dari : atqui in naturâ _(per [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_ non nisi una substantia datur, nempe Deus, nec ullæ aliæ affectiones _(per [Prop. 15](115))_, quàm quæ in Deo sunt, & quæ _(per eandem [Prop.](115))_ sine Deo nec esse, nec concipi possunt ; ergo intellectus actu finitus, aut actu infinitus Dei attributa, Deique affectiones comprehendere debet, & nihil aliud. _Q.E.D._ " - } - ] - }, - { - "id": "131", - "title": "PROPOSITIO 31", - "text": "_Intellectus actu, sive is finitus sit, sive infinitus, ut & voluntas, cupiditas, amor &. ad Naturam naturatam, non verò ad naturantem referri debent._", - "childs": [ - { - "id": "131d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Per intellectum enim _(ut per se notum)_ non intelligimus absolutam cogitationem, sed certum tantum modum cogitandi, qui modus ab aliis, scilicet cupiditate, amore, &c. differt, adeóque _(per [Def. 5](1d5))_ per absolutam cogitationem concipi debet, nempe _(per [Prop. 15](115) & [Def. 6](1d6))_ per aliquod Dei attributum, quod æternam, & infinitam cogitationis essentiam exprimit, ità concipi debet, ut sine ipso nec esse, nec concipi possit ; ac propterea _(per [Schol. Prop. 29](129sc))_ ad Naturam naturatam, non verò naturantem referri debet, ut etiam reliqui modi cogitandi. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "131sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Ratio, cur hîc loquar de intellectu actu, non est, quia concedo, ullum dari intellectum potentiâ, sed, quia omnem confusionem vitare cupio, nolui loqui, nisi de re nobis quàm clarissimè percepta, de ipsâ scilicet intellectione, quâ nihil nobis clariùs percipitur. Nihil enim intelligere possumus, quod ad perfectiorem intellectionis cognitionem non conducat." - } - ] - }, - { - "id": "132", - "title": "PROPOSITIO 32", - "text": "Voluntas non potest vocari causa libera, sed tantùm necessaria.", - "childs": [ - { - "id": "132d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Voluntas certus tantùm cogitandi modus est, sicuti intellectus ; adeóque _(per [Prop. 28](128))_ unaquæque volitio non potest existere, neque ad operandum determinari, nisi ab aliâ causâ determinetur, & hæc rursùs ab aliâ, & sic porrò in infinitum. Quòd si voluntas infinita supponatur, debet etiam ad existendum, & operandum determinari à Deo, non quatenus substantia absolutè infinita est, sed quatenus attributum habet, quod infinitam, & æternam cogitationis essentiam exprimit _(per [Prop. 23](123))_. Quocumque igitur modo, sive finita, sive infinita concipiatur, causam requirit, à quâ ad existendum, & operandum determinetur ; adeóque (per [Defin. 7](1d7)) non potest dici causa libera, sed tantum necessaria, vel coacta. _Q.E.D._ " - }, - { - "id": "132c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Hinc sequitur I. Deum non operari ex libertate voluntatis." - }, - { - "id": "132c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Sequitur II. voluntatem, & intellectum ad Dei naturam ità sese habere, ut motus, & quies, & absolutè, ut omnia naturalia, quæ _(per [Prop. 29](129))_ à Deo ad existendum, & operandum certo modo determinari debent. Nam voluntas, ut reliqua omnia, causâ indiget, à quâ ad existendum, & operandum certo modo determinetur. Et, quamvis ex datâ voluntate, sive intellectu infinita sequantur, non tamen propterea Deus magis dici potest ex libertate voluntatis agere, quàm propter ea, quæ ex motu, & quiete sequuntur (infinita enim ex his etiam sequuntur), dici potest ex libertate motûs, & quietis agere. Quare voluntas ad Dei naturam non magis pertinet, quàm reliqua naturalia ; sed ad ipsam eodem modo sese habet, ut motus, & quies, & omnia reliqua, quæ ostendimus ex necessitate divinæ naturæ sequi, & ab eâdem ad existendum, & operandum certo modo determinari. " - } - ] - }, - { - "id": "133", - "title": "PROPOSITIO 33", - "text": "Res nullo alio modo, neque alio ordine à Deo produci potuerunt, quàm productæ sunt.", - "childs": [ - { - "id": "133d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Res enim omnes ex datâ Dei natura necessariò sequutæ sunt _(per [Prop. 16](116))_, & ex necessitate naturæ Dei determinatæ sunt ad certo modo existendum, & operandum _(per [Prop. 29](129))_. Si itaque res alterius naturæ potuissent esse, vel alio modo ad operandum determinari, ut naturæ ordo alius esset ; ergo Dei etiam natura alia posset esse, quàm jam est ; ac proinde _(per [Prop. 11](111))_ illa etiam deberet existere, & consequenter duo, vel plures possent dari Dii, quod _(per [Coroll. 1 Prop. 14](114c1))_ est absurdum. Quapropter res nullo alio modo, neque alio ordine, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "133sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "Quoniam his luce meridianâ clariùs ostendi, nihil absolutè in rebus dari, propter quod contingentes dicantur, explicare jam paucis volo, quid nobis per contingens erit intelligendum ; sed priùs, quid per necessarium, & impossibile. Res aliqua neressaria dicitur, vel ratione suæ essentiæ, vel ratione causæ. Rei enim alicujus existentia vel ex ipsius essentiâ, & definitione, vel ex datâ causâ efficiente necessariò sequitur. Deinde his etiam de causis res aliqua impossibilis dicitur ; nimirùm quia vel ipsius essentia, seu definitio contradictionem involvit, vel quia nulla causa externa datur, ad talem rem producendam determinata. At res aliqua nullâ aliâ de causâ contingens dicitur, nisi respectu defectûs nostræ cognitionis. Res enim, cujus essentiam contradictionem involvere ignoramus, vel de quâ probè scimus, eandem nùllam contradictionem involvere, & tamen de ipsius existentiâ nihil certò affirmare possumus, propterea quòd ordo causarum nos latet, ea nunquam, nec ut necessaria, nec ut impossibilis videri nobis potest, ideóque eandem vel contingentem, vel possibilem vocamus." - }, - { - "id": "133sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "Ex præcedentibus clarè sequitur, res summâ perfectione à Deo fuisse productas : quandoquidem ex datâ perfectissimâ naturâ necessariò secutæ sunt. Neque hoc Deum ullius arguit imperfectionis ; ipsius enim perfectio hoc nos affirmare coëgit. Imò ex hujus contrario clarè sequeretur (ut modo ostendi), Deum non esse summè perfectum ; nimirùm quia, si res alio modo fuissent productæ, Deo alia natura esset tribuenda, diversa ab eâ, quam ex consideratione Entis perfectissimi coacti sumus ei tribuere. Verùm non dubito, quin multi hanc sententiam, ut absurdam, explodant, nec animum ad eandem perpendendam instituere velint ; idque nullâ aliâ de causâ, quàm quia Deo aliam libertatem assueti sunt tribuere, longè diversam ab illâ, quæ a nobis _([Defin. 7](1d7))_ tradita est ; videlicet, absolutam voluntatem. Verùm neque etiam dubito, si rem meditari vellent, nostrarumque demonstrationum seriem rectè secum perpendere, quin tandem talem libertatem, qualem jam Deo tribuunt, non tantùm, ut nugatoriam, sed, ut magnum scientiæ obstaculum, planè rejiciant. Nec opus est, ut ea, quæ in [Scholio Propositionis 17](117sc) dicta sunt, hîc repetam. Attamen in eorum gratiam adhuc ostendam, quód, quamvis concedatur, voluntatem ad Dei essentiam pertinere, ex ejus perfectione nihilominus sequatur, res nullo alio potuisse modo, neque ordine à Deo creari ; quod facile erit ostendere, si priùs consideremus id, quod ipsimet concedunt, videlicet ex solo Dei decreto, & voluntate pendêre, ut unaquæque res id, quod est, sit. Nam aliàs Deus omnium rerum causa non esset. Deinde quód omnia Dei decreta ab æterno ab ipso Deo sancita fuerunt. Nam aliàs imperfectionis, & inconstantiæ argueretur. At cùm in æterno non detur _quando_, _ante_, nec _post_ : hinc, ex solâ scilicet Dei perfectione, sequitur, Deum aliud decernere nunquam posse, nec unquam potuisse ; sive Deum ante sua decreta nun fuisse, nec sine ipsis esse posse. At dicent, quòd, quamvis supponeretur, quòd Deus aliam rerum naturam fecisset, vel quòd ab æterno aliud de naturâ, ejusque ordine decrevisset, nulla inde in Deo sequeretur imperfectio. Verùm si hoc dicant, concedent simul, Deum posse sua mutare decreta. Nam si Deus de naturâ, ejusque ordine aliud, quàm decrevit, decrevisset, hoc est, ut aliud de naturâ voluisset, & concepisset, alium necessariò, quàm jam habet intellectum, & aliam, quàm jam habet, voluntatem habuisset. Et si Deo alium intellectum, aliamque voluntatem tribuere licet, absque ullâ ejus essentiæ, ejusque perfectionis mutatione, quid causæ est, cur jam non possit sua de rebus creatis decreta mutare, & nihilominùs æquè perfectus manere? Ejus enim intellectus, & voluntas circa res creatas, & earum ordinem in respectu suæ essentiæ, & perfectionis, perinde est, quomodocunque concipiatur. Deinde omnes, quos vidi, Philosophi concedunt, nullum in Deo dari intellectum potentiâ, sed tantùm actu ; cùm autem & ejus intellectus, & ejus voluntas ab ejusdem essentiâ non distinguantur, ut etiam omnes concedunt, sequitur ergo hinc etiam, quòd, si Deus alium intellectum actu habuisset, & aliam voluntatem, ejus etiam essentia alia necessariò esset ; ac proinde (ut à principio conclusi) si aliter res, quàm jam sunt, à Deo productæ essent, Dei intellectus, ejasque voluntas ; hoc est (ut conceditur) ejus essentia alia esse deberei, quod est absurdum. \nCùm itaque res nullo alio modo, nec ordine a Deo produci potuerit, &, hoc verum esse, ex summâ Dei perfectione sequatur, nulla profectò sana ratio persuadere nobis potest, ut credamus, quòd Deus noluerit omnia, quæ in suo intellectu sunt, eâdem illâ perfectione, quâ ipsa intelligit, creare. At dicent, in rebus nullam esse perfectionem, neque imperfectionem, sed id, quod in ipsis est, propter quod perfectæ sunt, aut imperfectæ, & bonæ aut malæ dicuntur, à Dei tantùm voluntate pendêre ; atque adeò, si Deus voluisset, potuisset efficere, ut id, quod jam perfectio est, summa esset imperfectio, & contrà. Verùm quid hoc aliud esset, quàm apertè affirmare, quod Deus, qui id, quòd vult, necessariò intelligit, suâ voluntate efficere potest, ut res alio modo, quàm intelligit, intelligat, quod (ut modò ostendi) magnum est absurdum. Quare argumentum in ipsos retorquere possum, hoc modo. Omnia à Dei potestate pendent. Ut res itaque aliter se habere possint, Dei necessariò voluntas aliter se habere etiam deberet ; atqui Dei voluntas aliter se habere nequit (ut modò ex Dei perfectione evidentissimè ostendimus). Ergo neque res aliter se habere possunt. Fateor, hanc opinionem, quæ omnia indifferenti cuidam Dei voluntati subjicit, & ab ipsius beneplacito omnia pendêre statuit, minùs à vero aberrare, quàm illorum, qui statuunt, Deum omnia sub ratione boni agere. Nam hi aliquid extra Deum videntur ponere, quod à Deo non dependet, ad quod Deus, tanquam ad exemplar, in operando attendit, vel ad quod, tanquam ad certum scopum, collimat. Quod profectò nihil aliud est, quàm Deum fato subjicere, quo nihil de Deo absurdius statui potest, quem ostendimus tam omnium rerum essentiæ, quàm earum existentiæ primam, & unicam liberam causam esse. Quare non est, ut in hoc absurdo refutando tempus consumam. " - } - ] - }, - { - "id": "134", - "title": "PROPOSITIO 34", - "text": "Dei potentia est ipsa ipsius essentia.", - "childs": [ - { - "id": "134d", - "type": "demonstratio", - "text": "Ex solâ enim necessitate Dei essentiæ sequitur, Deum esse causam sui _(per [Prop. 11](111))_, & _(per [Prop. 16](116) ejusque [Coroll.](116c1))_ omnium rerum. Ergo potentia Dei, quâ ipse, & omnia sunt, & agunt, est ipsa ipsius essentia. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "135", - "title": "PROPOSITIO 35", - "text": "_Quicquid concipimus in Dei potestate esse, id necessariò est_.", - "childs": [ - { - "id": "135d", - "type": "demonstratio", - "text": "Quicquid enim in Dei potestate est, id _(per [Prop. præced.](134))_ in ejus essentiâ itâ debet comprehendi, ut ex eâ necessariò sequatur, adeóque necessariò est. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "136", - "title": "PROPOSITIO 36", - "text": "_Nihil existit ex cujus naturâ aliquis effectus non sequatur._", - "childs": [ - { - "id": "136d", - "type": "demonstratio", - "text": "Quicquid existit, Dei naturam, sive essentiam certo, & determinato modo exprimit _(per [Coroll. Prop. 25](125c))_, hoc est _(per [Prop. 34](134))_, quicquid existit, Dei potentiam, quæ omnium rerum causa est, certo, & determinato modo exprimit, adeóque _(per [Prop. 16](116))_ ex eo aliquis effectus sequi debet. _Q.E.D._ " - } - ] - }, - { - "id": "1app", - "title": "APPENDIX", - "text": "His Dei naturam, ejusque proprietates explicui, ut, quòd necessariò existit ; quòd sit unicus ; quòd ex solâ suæ naturæ necessitate sit, & agat ; quòd sit omnium rerum causa libera, & quomodò ; quòd omnia in Deo sint, & ab ipso ità pendeant, ut sine ipso nec esse, nec concipi possint ; & denique quòd omnia à Deo fuerint prædeterminata, non quidem ex libertate voluntatis, sive absoluto beneplacito, sed ex absolutâ Dei naturâ, sive infinitâ potentiâ. Porrò ubicunque data fuit occasio, præjudicia, quæ impedire poterant, quominus meæ demonstrationes perciperentur, amovere curavi ; sed quia non pauca adhuc restant præjudicia, quæ etiam, imò maximè impedire poterant, & possunt, quominus homines rerum concatenationem eo, quo ipsam explicui, modo amplecti possint, eadem hîc ad examen rationis vocare operæ pretium duxi. Et quoniam omnia, quæ hîc indicare suscipio, præjudicia pendent ab hoc uno, quòd scilicet communiter supponant homines, omnes res naturales, ut ipsos, propter finem agere ; imò, ipsum Deum omnia ad certum aliquem finem dirigere, pro certo statuant: dicunt enim, Deum omnia propter hominem fecisse, hominem autem, ut ipsum coleret. Hoc igitur unum priùs considerabo, quacrendo scilicet, _primò_ causam, cur plerique hoc in præjudicio acquiescant, & omnes naturâ adeò propensi sint ad idem amplectendum. _Deinde_ ejusdem falsitatem ostendam, & _tandem_, quomodò ex hoc orta sint præjudicia de _bono_ & _malo_, _merito_ & _peccato_, _laude_ & _vituperio_, _ordine_ & _confusione_, _pulchritudine_ & _deformitate_, & de aliis hujus generis. Verùm, hæc ab humanæ mentis naturâ deducere, non est hujus loci : Satis hîc erit, si pro fundamento id capiam, quod apud omnes debet esse in confesso ; nempe hoc, quòd omnes homines rerum causarum ignari nascuntur, & quòd omnes appetitum habent suum utile quærendi, cujus rei sunt conscii. Ex his enim sequitur, _primò_, quòd homines, se liberos esse, opinentur, quandoquidem suarum volitionum, suique appetitùs sunt conscii, & de causis, à quibus disponuntur ad appetendum, & volendum, quia earum sunt ignari, nec per somnium cogitant. Sequitur _secundò_, homines omnia propter finem agere ; videlicet propter utile, quod appetunt ; unde fit, ut semper rerum peractarum causas finales tantùm scire expetant, &, ubi ipsas audiverint, quiescant ; nimirùm, quia nullam habent causam ulteriùs dubitandi. Sin autem easdem ex alio audire nequeant, nihil iis restat, nisi ut ad semet se convertant, & ad fines, à quibus ipsi ad similia determinari solent, reflectant, & sic ex suo ingenio ingenium alterius necessariò judicant. Porrò cùm in se, & extra se non pauca reperiant media, quæ, ad suum utile assequendum, non parùm conducant, ut ex. gr. oculos ad videndum, dentes ad masticandum, herbas, & animantia ad alimentum, solem ad illuminandum, mare ad alendum pisces, hinc factum, ut omnia naturalia, tanquam ad suum utile media, considerent ; & quia illa media ab ipsis inventa, non autem parata esse sciunt, hinc causam credendi habuerunt, aliquem alium esse, qui illa media in eorum usum paraverit. Nam postquam res, ut media, consideraverunt, credere non potuerunt, easdem se ipsas fecisse ; sed ex mediis, quæ sibi ipsi parare solent, concludere debuerunt, dari aliquem, vel aliquos naturæ rectores, humanâ præditos libertate, qui ipsis omnia curaverint, & in eorum usum omnia fecerint. Atque horum etiam ingenium, quandoquidem de eo nunquam quid audiverant, ex suo judicare debuerunt, atque hinc statuerunt, Deos omnia in hominum usum dirigere, ut homines sibi devinciant, & in summo ab iisdem honore habeantur ; unde factum, ut unusquisque diversos Deum colendi modos ex suo ingenio excogitaverit, ut Deus eos supra reliquos diligeret, & totam naturam in usum coecæ illorum cupiditatis, & insatiabilis avaritiæ dirigeret. Atque ità hoc præjudicium in superstitionem versum, & altas in mentibus egit radices ; quod in causâ fuit, ut unusquisque maximo conatu omnium rerum causas finales intelligere, easque explicare studeret. Sed dum quæsiverunt ostendere, naturam nihil frustrà (hoc est, quod in usum hominum non sit) agere, nihil aliud videntur ostendisse, quàm naturam, Deosque æquè, ac homines, delirare. Vide quæso, quò res tandem evasit! Inter tot naturæ commoda non pauca reperire debuerunt incommoda, tempestates scilicet, terræ motus, morbos &c. atque hæc statuerunt propterea evenire, quòd Dii irati essent ob injurias, sibi ab hominibus factas, sive ob peccata in suo cultu commissa ; & quamvis experientia indies reclamaret, ac infinitis exemplis ostenderet, commoda, atque incommoda piis æquè, ac impiis promiscuè evenire, non ideò ab inveterato præjudicio destiterunt : facilius enim iis fuit, hoc inter alia incognita, quorum usum ignorabant, ponere, & sic præsentem suum & innatum statum ignorantiæ retinere, quàm totam illam fabricam destruere, & novam excogitare. Unde pro certo statuerunt, Deorum judicia humanum captum longissimè superare : quæ sanè unica fuisset causa, ut veritas humanum genus in æternum lateret ; nisi Mathesis, quæ non circa fines, sed tantùm circa figurarum essentias, & proprietates versatur, aliam veritatis normam hominibus ostendisset, & præter Mathesin aliæ etiam adsignari possunt causæ (quas hic enumerare supervacaneum est), à quibus fieri potuit, ut homines communia hæc præjudicia animadverterent, & in veram rerum cognitionem ducerentur. \nHis satis explicui id, quod primo loco promisi. Ut jam autem ostendam, naturam finem nullum sibi præfixum habere, & omnes causas finales nihil, nisi humana esse figmenta, non opus est multis. Credo enim id jam satis constare, tam ex fundamentis, & causis, unde hoc præjudicium originem suam traxisse ostendi, quàm ex _[Propositione 16](116)_ & _[Corollariis 1(132c1), 2(132c2) Propositionis 32]_ & præterea ex iis omnibus, quibus ostendi, omnia naturæ æternâ quâdam necessitate, summâque perfectione procedere. Hoc tamen adhuc addam, nempe, hanc de fine doctrinam naturam omninò evertere. Nam id, quod reverâ causa est, ut effectum considerat, & contrà. Deinde id, quod naturâ prius est, facit posterius. Et denique id, quod supremum, & perfectissimum est, reddit imperfectissimum. Nam (duobus prioribus omissis, quia per se manifesta sunt) ut ex _Propositionibus [21](121), [22](122) & [23](123)_ constat, ille effectus perfectissimus est, qui à Deo immediatè producitur, & quò aliquid pluribus causis intermediis indiget, ut producatur, eò imperfectius est. At si res, quæ immediatè à Deo productæ sunt, eâ de causâ factæ essent, ut Deus finem assequeretur suum, tum necessariò ultimæ, quarum de causâ priores factæ sunt, omnium præstantissimæ essent. Deinde hæc doctrina Dei perfectionem tollit : Nam, si Deus propter finem agit, aliquid necessariò appetit, quo caret. Et, quamvis Theologi, & Metaphysici distinguant inter finem indigentiæ, & finem assimilationis, fatentur tamen Deum omnia propter se, non verò propter res creandas egisse ; quia nihil ante creationem præter Deum assignare possunt, propter quod Deus ageret ; adeóque necessariò fateri coguntur, Deum iis, propter quæ media parare voluit, caruisse, eaque cupivisse, ut per se clarum. Nec hîc prætereundum est, quòd hujus doctrinæ Sectatores, qui in assignandis rerum finibus suum ingenium ostentare voluerunt, ad hanc suam doctrinam probandam, novum attulerunt modum argumentandi, reducendo scilicet, non ad impossibile, sed ad ignorantiam ; quod ostendit nullum aliud fuisse huic doctrinæ argumentandi medium. Nam si ex. gr. ex culmine aliquo lapis in alicujus caput ceciderit, eumque interfecerit, hoc modo demonstrabunt, lapidem ad hominem interficiendum cecidisse. Ni enim eum in finem, Deo id volente, ceciderit, quomodò tot circumstantiæ (sæpe enim multæ simul concurrunt) casu concurrere potuerunt? Respondebis fortasse, id ex eo, quòd ventus flavit, & quòd homo illâc iter habebat, evenisse. At instabunt, cur ventus illo tempore flavit? cur homo illo eodemque tempore illâc iter habebat? Si iterùm respondeas, ventum tum ortum, quia mare præcedenti die, tempore adhuc tranquillo, agitari inceperat ; & quòd homo ab amico invitatus fuerat ; instabunt iterùm, quia nullus rogandi finis, cur autem mare agitabatur? cur homo in illud tempus invitatus fuit? & sic porrò causarum causas rogare non cessabunt, donec ad Dei voluntatem, hoc est, ignorantiæ asylum confugeris. Sic etiam, ubi corporis humani fabricam vident, stupescunt, & ex eo, quòd tantæ artis causas ignorant, concludunt, eandem non mechanicâ, sed divinâ, vel supernaturali arte fabricari, talique modo constitui, ut una pars alteram non lædat. Atque hinc fit, ut qui miraculorum causas veras quærit, quique res naturales, ut doctus, intelligere, non autem, ut stultus, admirari studet, passim pro hæretico, & impio habeatur, & proclametur ab iis, quos vulgus, tanquam naturæ, Deorumque interpretes, adorat. Nam sciunt, quòd, sublatâ ignorantiâ, stupor, hoc est, unicum argumentandi, tuendæque suæ auctoritatis medium, quod habent, tollitur. Sed hæc relinquo, & ad id, quod _tertio_ loco hîc agere constitui, pergo. \nPostquam homines sibi persuaserunt, omnia, quæ fiunt, propter ipsos fieri, id in unâquâque re præcipuum judicare debuerunt, quod ipsis utilissimum, & illa omnia præstantissima æstimare, à quibus optimè afficiebantur. Unde has formare debuerunt notiones, quibus rerum naturas explicarent, scilicet, _Bonum_, _Malum_, _Ordinem_, _Confusionem_, _Calidum_, _Frigidum_, _Pulchritudinem_, & _Deformitatem_ : & quia se liberos existimant, inde hæ notiones ortæ sunt, scilicet, _Laus_, & _Vituperium_, _Peccatum_, & _Meritum_ ; sed has infrà, postquam de naturâ humanâ egero, illas autem hîc breviter explicabo. Nempe id omne, quod ad valetudinem, & Dei cultum conducit, _Bonum_, quod autem iis contrarium est, _Malum_ vocaverunt. Et quia ii, qui rerum naturam non intelligunt, sed res tantummodò imaginantur, nihil de rebus affirmant, & imaginationem pro intellectu capiunt, ideò ordinem in rebus esse firmiter credunt, rerum, suæque naturæ ignari. Nam cum ità sint dispositæ, ut, cùm nobis per sensûs repræsentantur, eas facilè imaginari, & consequenter earum facilè recordari possimus, easdem benè ordinatas, si verò contrà, ipsas malè ordinatas, sive confusas esse dicimus. Et quoniam ea nobis præ cæteris grata sunt, quæ facilè imaginari possumus, ideò homines ordinem confusioni præferunt ; quasi ordo aliquid in naturâ præter respectum ad nostram imaginationem esset ; dicuntque Deum omnia ordine creâsse, & hoc modo ipsi nescientes Deo imaginationem tribuunt ; nisi velint fortè, Deum, humanæ imaginationi providentem, res omnes eo disposuisse modo, quo ipsas facillimè imaginari possent ; nec moram forsan iis injiciet, quòd infinita reperiantur, quæ nostram imaginationem longè superant, & plurima, quæ ipsam, propter ejus imbecillitatem, confundunt. Sed de hâc re satis. Cæteræ deinde notiones etiam præter imaginandi modos, quibus imaginatio diversimodè afficitur, nihil sunt, & tamen ab ignaris, tanquam præcipua rerum attributa, considerantur ; quia, ut jam diximus, res omnes propter ipsos factas esse, credunt ; & rei alicujus naturam bonam, vel malam, sanam, vel putridam, & corruptam dicunt, prout ab eâdem afficiuntur. Ex. gr. si motus, quem nervi ab objectis, per oculos repræsentatis, accipiunt, valetudini conducat, objecta, à quibus causatur, pulchra dicuntur, quæ autem contrarium motum cient, deformia. Quæ deinde per nares sensum movent, odorifera, vel fætida vocant, quæ per linguam, dulcia, aut amara, sapida aut insipida, &c. Quæ autem per tactum ; dura, aut mollia, aspera, aut lævia, &c. Et quæ denique aures movent, strepitum, sonum, vel harmoniam edere dicuntur, quorum postremum homine's adeò dementavit, ut Deum etiam harmoniâ delectari crederent. Nec desunt Philosophi, qui sibi persuaserint, motûs coelestes harmoniam componere: Quæ omnia satis ostendunt, unumquemque pro dispositione cerebri de rebus judicâsse, vel potiùs imaginationis affectiones pro rebus accepisse. Quare non mirum est (ut hoc etiam obiter notemus), quòd inter homines tot, quot experimur, controversiæ ortæ sint, ex quibus tandem Scepticismus. Nam, quamvis humana corpora in multis conveniant, in plurimis tamen discrepant, & ideò id, quod uni bonum, alteri malum videtur ; quod uni ordinatum, alteri confusum ; quod uni gratum, alteri ingratum est, & sic de cæteris, quibus hic supersedeo, cùm quia hujus loci non est de his ex professo agere, tum quia hoc omnes satis experti sunt. Omnibus enim in ore est, quot capita, tot sensûs, suo quemque sensu abundare, non minora cerebrorum, quàm palatorum esse discrimina : quæ sententiæ satis ostendunt, homines pro dispositione cerebri de rebus judicare, resque potius imaginari, quàm intelligere. Res enim si intellexissent, illæ omnes, teste Mathesi, si non allicerent, ad minimum convincerent. \nVidemus itaque omnes notiones, quibus vulgus solet naturam explicare, modos esse tantummodò imaginandi, nec ullius rei naturam, sed tantùm imaginationis constitutionem indicare ; & quia nomina habent, quasi essent entium, extra imaginationem existentium, eadem entia, non rationis, sed imaginationis voco, atque adeò omnia argumenta, quæ contra nos ex similibus notionibus petuntur, facilè propulsari possunt. Solent enim multi sic argumentari. Si omnia ex necessitate perfectissimæ Dei naturæ sunt consecuta, unde ergo tot imperfectiones in naturâ ortæ? Videlicet, rerum corruptio ad fætorem usque, rerum deformitas, quæ nauseam moveat, confusio, malum, peccatum &c. Sed, ut modò dixi, facilè confutantur. Nam rerum perfectio ex solâ earum naturâ, & potentiâ est æstimanda, nec ideò res magis, aut minùs perfectæ sunt, propterea quòd hominum sensum delectant, vel offendunt, quòd humanæ naturæ conducunt, vel quòd eidem repugnant. Iis autem, qui quærunt, cur Deus omnes homines non ità creavit, ut solo rationis ductu gubernarentur? nihil aliud respondeo, quàm quia ei non defuit materia ad omnia, ex summo nimirùm ad infimum perfectionis gradum, creanda ; vel magis propriè loquendo, quia ipsius naturæ leges adeò amplæ fuerunt, ut sufficerent ad omnia, quæ ab aliquo infinito intellectu concipi possunt, producenda, ut -[Propositione 16](116)- demonstravi. \nHæc sunt, quæ hic notare suscepi, præjudicia. Si quædam hujus farinæ adhuc restant, poterunt eadem ab unoquoque mediocri meditatione emendari. \n \n_Finis Partis Primae._ ", - "childs": [] - } - ] - }, - { - "index": 2, - "id": "p2", - "title": "_Pars Secunda_, DE _Naturâ, & Origine_ MENTIS.", - "enonces": [ - { - "id": "2pr", - "title": "Preface", - "text": "Transeo jam ad ea explicanda, quæ ex Dei, sive Entis æterni, & infiniti essentiâ necessariò debuerunt sequi. Non quidem omnia ; infinita enim infinitis modis ex ipsâ debere sequi [Prop. 16](116) Part. I demonstravimus : sed ea solummodò, quæ nos ad Mentis humanæ, ejusque summæ beatitudinis cognitionem, quasi manu, ducere possunt.", - "childs": [] - }, - { - "title":"DEFINITIONES", - "type":"title" - }, - { - "id": "2d1", - "title": "I.", - "text": "Per corpus intelligo modum, qui Dei essentiam, quatenus, ut res extensa, consideratur, certo, & determinato modo exprimit ; _vide [Coroll. Prop. 25](125c) p. I_. ", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d2", - "title": "II.", - "text": "Ad essentiam alicujus rei id pertinere dico, quo dato res necessariò ponitur, & quo sublato res necessariò tollitur ; vel id, sine quo res, & vice versa quod sine re nec esse, nec concipi potest. ", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d3", - "title": "III.", - "text": "Per ideam intelligo Mentis conceptum, quem Mens format propterea quòd res est cogitans.", - "childs": [ - { - "id": "2d3e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "_Dico potiùs conceptum, quàm perceptionem, quia perceptionis nomen indicare videtur, Mentem ab objecto pati. At conceptus actionem Mentis exprimere videtur._" - } - ] - }, - { - "id": "2d4", - "title": "IV.", - "text": "Per ideam adæquatam intelligo ideam, quæ, quatenus in se sine relatione ad objectum consideratur, omnes veræ ideæ proprietates, sive denominationes intrinsecas habet. ", - "childs": [ - { - "id": "2d4e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "_Dico intrinsecas, ut illam secludam, quæ extrinseca est, nempe convenientiam ideæ cum suo ideato._" - } - ] - }, - { - "id": "2d5", - "title": "V.", - "text": "Duratio est indefinita existendi continuatio.", - "childs": [ - { - "id": "2d5e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "_Dico indefinitam, quia per ipsam rei existentis naturam determinari nequaquam potest, neque etiam à causâ efficiente, quæ scilicet rei existentiam necessariò ponit, non autem tollit._ " - } - ] - }, - { - "id": "2d6", - "title": "VI.", - "text": "Per realitatem, & perfectionem idem intelligo.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2d7", - "title": "VII.", - "text": "Per res singulares intelligo res, quæ finitæ sunt, & determinatam habent existentiam. Quòd si plura Individua in unâ actione ità concurrant, ut omnia simul unius effectûs sint causa, eadem omnia eatenus, ut unam rem singularem, considero. ", - "childs": [] - }, - { - "title":"AXIOMATA", - "type":"title" - }, - { - "id": "2a1", - "title": "I.", - "text": "Hominis essentia non involvit necessariam existentiam, hoc est, ex naturæ ordine, tam fieri potest, ut hic, & ille homo existat, quàm ut non existat.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a2", - "title": "II.", - "text": "Homo cogitat.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a3", - "title": "III.", - "text": "Modi cogitandi, ut amor, cupiditas, vel quicunque nomine affectÜs animi insigniuntur, non dantur, nisi in eodem Individuo detur idea rei amatæ, desideratæ, &c. At idea dari potest, quamvis nullus alius detur cogitandi modus.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a4", - "title": "IV.", - "text": "Nos corpus quoddam multis modis affici sentimus.", - "childs": [] - }, - { - "id": "2a5", - "title": "V.", - "text": "Nullas res singulares præter corpora & cogitandi modos sentimus nec percipimus. \n_Postulata [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) vide post 13 Propositionem._", - "childs": [] - }, - { - "id": "201", - "title": "PROPOSITIO 1", - "text": "_Cogitatio attributum Dei est, sive Deus est res cogitans._", - "childs": [ - { - "id": "201d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Singulares cogitationes, sive hæc, & illa cogitatio modi sunt, qui Dei naturam certo, & determinato modo exprimunt _(per [Coroll. Prop. 25 p. I](125c))_. Competit ergo Deo _(per [Defin. 5 p. I](1d5))_ attributum, cujus conceptum singulares omnes cogitationes involvunt, per quod etiam concipiuntur. Est igitur Cogitatio unum ex infinitis Dei attributis, quod Dei æternam, & infinitam essentiam exprimit _(vide [Defin. 6 p. I](1d6))_, sive Deus est res cogitans. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "201sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Patet etiam hæc Propositio ex hoc, quòd nos possumus ens cogitans infinitum concipere. Nam quò plura ens cogitans potest cogitare, eò plus realitatis, sive perfectionis idem continere concipimus ; ergo ens, quod infinita infinitis modis cogitare potest, est necessariò virtute cogitandi infinitum. Cùm itaque, ad solam cogitationem attendendo, Ens infinitum concipiamus, est necessariò _(per Defin. [4](1d4) & [6](1d6) p. I)_ Cogitatio unum ex infinitis Dei attributis, ut volebamus." - } - ] - }, - { - "id": "202", - "title": "PROPOSITIO 2", - "text": "_Extensio attributum Dei est? sive Deus est res extensa._", - "childs": [ - { - "id": "202d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hujus eodem modo procedit, ac [demonstratio](201d) præcedentis Propositionis." - } - ] - }, - { - "id": "203", - "title": "PROPOSITIO 3", - "text": "_In Deo datur necessariò idea, tam ejus essentiæ, quàm omnium, quæ ex ipsius essentiâ necessariò sequuntur._", - "childs": [ - { - "id": "203d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Deus enim _(per [Prop. 1](201) hujus)_ infinita infinitis modis cogitare, sive _(quod idem est, per [Prop. 16](116) p. I)_ ideam suæ essentiæ, & omnium, quæ necessariò ex eâ sequuntur, formare potest. Atqui omne id, quod in Dei potestate est, necessariò est (per [Prop. 35](135) p. I) ; ergo datur necessario talis idea, & (per Prop. 15 p. I) non nisi in Deo. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "203sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Vulgus per Dei potentiam intelligit Dei liberam voluntatem, & jus in omnia, quæ sunt, quæque propterea communiter, ut contingentia, considerantur. Deum enim potestatem omnia destruendi habere dicunt, & in nihilum redigendi. Dei porrò potentiam cum potentiâ Regum sæpissime comparant. Sed hoc in Corollario [1](132c1) & [2](132c2) Propositionis 32 partis I refutavimus, & [Propositione 16](116) partis I ostendimus, Deum eâdem necessitate agere, quâ seipsum intelligit, hoc est, sicuti ex necessitate divinæ naturæ sequitur (sicut omnes uno ore statuunt), ut Deus seipsum intelligat, eâdem etiam necessitate sequitur, ut Deus infinita infinitis modis agat. Deinde [Propositione 34](134) partis I ostendimus, Dei potentiam nihil esse, præterquam Dei actuosam essentiam ; adeóque tam nobis impossibile est concipere, Deum non agere, quàm Deum non esse. Porrò si hæc ulteriùs persequi liberet, possem hîc etiam ostendere potentiam illam, quam vulgus Deo affingit, non tantùm humanam esse (quod ostendit Deum hominem, vel instar hominis à vulgo concipi), sed etiam impotentiam involvere. Sed nolo de eâdem re toties sermonem instituere. Lectorem solummodò iterùm atque iterum rogo, ut, quæ in primâ parte, ex [Propositione 16](116) usque ad finem de hâc re dicta sunt, semel, atque iterùm perpendat. Nam nemo ea, quæ volo, percipere rectè poterit, nisi magnopere caveat, ne Dei potentiam cum humanâ Regum potentiâ, vel jure confundat." - } - ] - }, - { - "id": "204", - "title": "PROPOSITIO 4", - "text": "_Idea Dei, ex quâ infinita infinitis modis sequuntur, unica tantùm esse potest._", - "childs": [ - { - "id": "204d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Intellectus infinitus nihil, præter Dei attributa, ejusque affectiones, comprehendit _(per [Prop. 30](130) p. I)_. Atqui Deus est unicus _(per [Coroll. 1 Prop. 14](114c1) p. I)_. Ergo idea Dei, ex quâ infinita infinitis modis sequuntur, unica tantùm esse potest. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "205", - "title": "PROPOSITIO 5", - "text": "Esse formale idearum Deum, quatenus tantùm, ut res cogitans, consideratur, pro causâ agnoscit, & non, quatenus alio attributo explicatur. Hoc est, tam Dei attributorum, quàm rerum singularium ideæ non ipsa ideata, sive res perceptas pro causà efficiente agnoscunt, sed ipsum Deum, quatenus est res cogitans.", - "childs": [ - { - "id": "205d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet quidem ex [Propositione 3](203) hujus. Ibi enim concludebamus, Deum ideam suæ essentiæ, & omnium, quæ ex eâ necessariò sequuntur, formare posse ex hoc solo, nempe, quòd Deus est res cogitans, & non ex eo, quòd sit suæ ideæ objectum. Quare esse formale idearum Deum, quatenus est res cogitans, pro causâ agnoscit. Sed aliter hoc modo demonstratur. Esse formale idearum modus est cogitandi _(ut per se notum)_, hoc est _(per [Coroll. Prop. 25](125c) p. I)_ modus, qui Dei naturam, quatenus est res cogitans, certo modo exprimit, adeóque _(per [Prop. 10](110), p. I)_ nullius alterius attributi Dei conceptum involvit, & consequenter (per [Axiom. 4](1a4) p. I) nullius alterius attributi, nisi cogitationis, est effectus : adeóque esse formale idearum Deum, quatenus tantùm, ut res cogitans, consideratur, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "206", - "title": "PROPOSITIO 6", - "text": "Cujuscunque attributi modi Deum, quatenus tantùm sub illo attributo, cujus modi sunt, & non, quatenus sub ullo alio consideratur, pro causâ habent.", - "childs": [ - { - "id": "206d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Unumquodque enim attributum per se absque alio concipitur _(per [Prop. 10](110), p. I)_. Quare uniuscujusque attributi modi conceptum sui attributi, non autem alterius involvunt ; adeóque _(per [Axiom. 4](1a4), p. I)_ Deum, quatenus tantùm sub illo attributo, cujus modi sunt, & non, quatenus sub ullo alio consideratur, pro causâ habent. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "206c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, quòd esse formale rerum, quæ modi non sunt cogitandi, non sequitur ideò ex divinâ naturâ, quia res prius cognovit, sed eodem modo, eademque necessitate res ideatæ ex suis attributis consequuntur, & concluduntur, ac ideas ex attributo Cogitationis consequi ostendimus." - } - ] - }, - { - "id": "207", - "title": "PROPOSITIO 7", - "text": "_Ordo, & connexio idearum idem est, ac ordo, & connexio rerum._", - "childs": [ - { - "id": "207d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex [Axiom. 4](1a4), p I. Nam cujuscunque causati idea à cognitione causæ, cujus est effectus, dependet." - }, - { - "id": "207c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, quòd Dei cogitandi potentia æqualis est ipsius actuali agendi potentiæ. Hoc est, quicquid ex infinitâ Dei naturâ sequitur formaliter, id omne ex Dei ideâ eodem ordine, eâdemque connexione sequitur in Deo objectivè." - }, - { - "id": "207sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hic, antequam ulteriùs pergamus, revocandum nobis in memoriam est id, quod suprâ ostendimus ; nempe, quòd quicquid ab infinito intellectu percipi potest, tanquam substantiæ essentiam constituens, id omne ad unicam tantùm substantiam pertinet, & consequenter quòd substantia cogitans, & substantia extensa una, eademque est substantia, quæ jam sub hoc, jam sub illo attributo comprehenditur. Sic etiam modus extensionis, & idea illius modi una, eademque est res, sed duobus modis expressa ; quod quidam Hebræorum quasi per nebulam vidisse videntur, qui scilicet statuunt, Deum, Dei intellectum, resque ab ipso intellectas unum, & idem esse. Ex. gr. circulus in naturâ existens, & idea circuli existentis, quæ etiam in Deo est, una, eademque est res, quæ per diversa attributa explicatur ; & ideò sive naturam sub attributo Extensionis, sive sub attributo Cogitationis, sive sub alio quocunque concipiamus, unum, eundemque ordinem, sive unam, eandemque causarum connexionem, hoc est, easdem res invicem sequi reperiemus. Nec ullâ aliâ de causâ dixi, quòd Deus sit causa ideæ ex. gr. circuli, quatenus tantum est res cogitans, & circuli, quatenus tantùm est res extensa, nisi quia esse formale ideæ circuli non, nisi per alium cogitandi modum, tanquam causam proximam, & ille iterùm per alium, & sic in infinitum, potest percipi, ità ut, quamdiu res, ut cogitandi modi considerantur, ordinem totius naturæ, sive causarum connexionem, per solum Cogitationis attributum explicare debemus, & quatenus, ut modi Extensionis, considerantur, ordo etiam totius naturæ per solum Extensionis attributum explicari debet, & idem de aliis attributis intelligo. Quare rerum, ut in se sunt, Deus reverâ est causa, quatenus infinitis constat attributis ; nec impræsentiarum hæc clarius possum explicare." - } - ] - }, - { - "id": "208", - "title": "PROPOSITIO 8", - "text": "_Ideæ rerum singularium, sive modorum non existentium ità debent comprehendi in Dei infinitâ ideâ, ac rerum singularium, sive modorum essentiæ formales in Dei attributis continentur._", - "childs": [ - { - "id": "208d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio patet ex [præcedenti](207), sed intelligitur clariùs ex [præcedenti Scholio](207sc)." - }, - { - "id": "208c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, quòd, quamdiu res singulares non existunt, nisi quatenus in Dei attributis comprehenduntur, earum esse objectivum, sive ideæ non existunt, nisi quatenus infinita Dei idea existit ; & ubi res singulares dicuntur existere, non tantùm quatenus in Dei attributis comprehenduntur, sed quatenus etiam durare dicuntur, earum ideæ etiam existentiam, per quam durare dicuntur, involvent. " - }, - { - "id": "208sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Si quis ad uberiorem hujus rei explicationem exemplum desideret, nullum sane dare potero, quod rem, de quâ hic loquor, utpote unicam, adæquatè explicet ; conabor tamen rem, ut fieri potest, illustrare. Nempe circulus talis est naturæ, ut omnium linearum rectarum, in eodem sese invicem secantium, rectangula sub segmentis sint inter se æqualia ; quare in circulo infinita inter se æqualia rectangula continentur : attamen nullum eorum potest dici existere, nisi quatenus circulus existit, nec etiam alicujus horum rectangulorum idea potest dici existere, nisi quatenus in circuli ideâ comprehenditur. ![Graph 1](/assets/img/graph-02.png) Concipiantur jam ex infinitis illis duo tantùm, nempe E & D existere. Sanè eorum etiam ideæ jam non tantùm existunt, quatenus solummodò in circuli idea comprehenduntur, sed etiam, quatenus illorum rectangulorum existentiam involvunt, quo fit, ut à reliquis reliquorum rectangulorum ideis distinguantur." - } - ] - }, - { - "id": "209", - "title": "PROPOSITIO 9", - "text": "_Idea rei singularis, actu existentis, Deum pro causâ habet, non quatenus infinitus est, sed quatenus aliâ rei singularis actu existentis ideâ affectus consideratur, cujus etiam Deus est causa, quatenus aliâ tertiâ affectus est, & sic in infinitum._", - "childs": [ - { - "id": "209d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Idea rei singularis, actu existentis, modus singularis cogitandi est, & à reliquis distinctus _(per [Coroll.](208c) & [Schol.](208sc) Prop. 8 hujus)_, adeóque _(per [Prop. 6](206) hujus)_ Deum, quatenus est tantùm res cogitans, pro causâ habet. At non _(per [Prop. 28](128), p. I)_, quatenus est res absolutè cogitans, sed quatenus alio cogitandi modo affectus consideratur, & hujus etiam Deus est causa, quatenus alio affectus est, & sic in infinitum. Atqui ordo, & connexio idearum _(per [Prop. 7](207) hujus)_ idem est, ac ordo, & connexio causarum ; ergo unius singularis ideæ alia idea, sive Deus, quatenus aliâ ideâ affectus consideratur, est causa, & hujus etiam, quatenus aliâ affectus est, & sic in infinitum. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "209c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Quiequid in singulari cujuscunque ideæ objecto contingit, ejus datur in Deo cognitio, quatenus tantùm ejusdem objecti ideam habet." - }, - { - "id": "209cd", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quicquid in objecto cujuscunque ideæ contingit, ejus datur in Deo idea _(per [Prop. 3](203) hujus)_, non, quatenus infinitus est, sed quatenus aliâ rei singularis ideâ affectus consideratur _(per [Prop. præced.](208))_, sed _(per [Prop. 7](207) hujus)_ ordo, & connexio idearum idem est, ac ordo, & connexio rerum ; erit ergo cognitio ejus, quod in singulari aliquo objecto contingit, in Deo, quatenus tantùm ejusdem objecti habet ideam. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "210", - "title": "PROPOSITIO 10", - "text": "_Ad essentiam hominis non pertinet esse substantiæ, sive substantia formam hominis non constituit._", - "childs": [ - { - "id": "210d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Esse enim substantiæ involvit necessariam existentiam (per [Prop. 7](107), p. I). Si igitur ad hominis essentiam pertineret esse substantiæ, datâ ergo substantiâ, daretur necessariò homo _(per [Defin. 2](2d2) hujus)_, & consequenter homo necessariò existeret, quod _(per [Axiom. 1](2a1) hujus)_ est absurdum. Ergo &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "210sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Demonstratur etiam hæc Propositio ex [Propositione 5](105) p. I nempe, quòd duæ ejusdem naturæ substantiæ non dentur. Cùm autem plures homines existere possint, ergo id, quod hominis formam constituit, non est esse substantiæ. Patet præterea hæc Propositio ex reliquis substantiæ proprietatibus, videlicet, quòd substantia sit suâ naturâ infinita, immutabilis, indivisibilis &c., ut facilè unusquisque videre potest." - }, - { - "id": "210c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur essentiam hominis constitui a certis Dei attributorum modificationibus." - }, - { - "id": "210cd", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nam esse substantiæ _(per [Prop. præced.](210))_ ad essentiam hominis non pertinet. Est ergo _(per [Prop. 15](115) p. I)_ aliquid, quod in Deo est, & quod sine Deo nec esse, nec concipi potest, sive _(per [Coroll. Prop. 25](125c) p. I)_ affectio, sive modus, qui Dei naturam certo, & determinato modo exprimit." - }, - { - "id": "210csc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Omnes sanè concedere debent, nihil sine Deo esse, neque concipi posse. Nam apud omnes in confesso est, quòd Deus omnium rerum, tam earum essentiæ, quàm earum existentiæ, unica est causa, hoc est, Deus non tantùm est causa rerum secundùm fieri, ut ajunt, sed etiam secundùm esse. At interim plerique id ad essentiam alicujus rei pertinere dicunt, sine quo res nec esse, nec concipi potest ; adeóque vel naturam Dei ad essentiam rerum creatarum pertinere, vel res creatas sine Deo vel esse, vel concipi posse credunt, vel, quod certius est, sibi non satis constant. Cujus rei causam fuisse credo, quòd ordinem Philosophandi non tenuerint. Nam naturam divinam, quam ante omnia contemplari debebant, quia tam cognitione, quàm naturâ prior est, ordine cognitionis ultimam, & res, quæ sensuum objecta vocantur, omnibus priores esse crediderunt ; unde factum est, ut, dum res naturales contemplati sunt, de nullâ re minùs cogitaverint, quàm de divinâ naturâ, &, cùm postea animum ad divinam naturam contemplandum appulerint, de nullâ re minùs cogitare potuerint, quàm de primis suis figmentis, quibus rerum naturalium cognitionem superstruxerant ; utpote quæ ad cognitionem divinæ naturæ nihil juvare poterant ; adeóque nihil mirum, si sibi passim contradixerint. Sed hoc mitto. Nam meum intentum hîc tantùm fuit, causam reddere, cur non dixerim, id ad essentiam alicujus rei pertinere, sine quo res nec esse, nec concipi potest ; nimirùm, quia res singulares non possunt sine Deo esse, nec concipi ; & tamen Deus ad earum essentiam non pertinet ; sed id necessariò essentiam alicujus rei constituere dixi, quo dato res ponitur, & quo sublato res tollitur : vel id, sine quo res, & vice versa id, quod sine re nec esse, nec concipi potest." - } - ] - }, - { - "id": "211", - "title": "PROPOSITIO 11", - "text": "_Primum, quod actuale Mentis humanæ esse constituit, nihil aliud est, quàm idea rei alicujus singularis actu existentis._", - "childs": [ - { - "id": "211d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Essentia hominis _(per [Coroll. Prop. præced.](210c))_ à certis Dei attributorum modis constituitur ; nempe _(per [Axiom. 2](2a2) hujus)_ à modis cogitandi, quorum omnium _(per [Axiom. 3](2a3) hujus)_ idea naturâ prior est, &, eâ datâ, reliqui modi (quibus scilicet idea naturâ prior est) in eodem debent esse individuo _(per [Axiom. 3](2a3) hujus)_. Atque adeò idea primum est, quod humanæ Mentis esse constituit. At non idea rei non existentis. Nam tum _(per [Coroll. Prop. 8](208c) hujus)_ ipsa idea non posset dici existere ; erit ergo idea rei actu existentis. At non rei infinitæ. Res namque infinita _(per Prop. [21](121) & [22](122) p. I)_ debet semper necessariò existere ; atqui hoc _(per [Axiom. 1](2a1) hujus)_ est absurdum ; ergo primum, quod esse humanæ Mentis actuale constituit, est idea rei singularis actu existentis. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "211c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur Mentem humanam partem esse infiniti intellectûs Dei ; ac proinde cùm dicimus, Mentem humanam hoc, vel illud percipere, nihil aliud dicimus, quàm quòd Deus, non quatenus infinitus est, sed quatenus per naturam humanæ Mentis explicatur, sive quatenus humanæ Mentis essentiam constituit, hanc, vel illam habet ideam ; & cùm dicimus Deum hanc, vel illam ideam habere, non tantùm, quatenus naturam humanæ Mentis constituit, sed quatenus simul cum Mente humanâ alterius rei etiam habet ideam, tum dicimus Mentem humanam rem ex parte, sive inadæquatè percipere." - }, - { - "id": "211sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hic sine dubio Lectores hærebunt, multaque comminiscentur, quæ moram injiciant, & hâc de causâ ipsos rogo, ut lento gradu mecum pergant, nec de his judicium ferant, donec omnia perlegerint." - } - ] - }, - { - "id": "212", - "title": "PROPOSITIO 12", - "text": "_Quicquid in objecto ideæ, humanam Mentem constituentis, contingit, id ab humanâ Mente debet percipi, sive ejus rei dabitur in Mente necessariò idea : Hoc est, si objectum ideæ, humanam Mentem constituentis, sit corpus, nihil in eo corpore poterit contingere, quod à Mente non percipiatur._", - "childs": [ - { - "id": "212d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quicquid enim in objecto cujuscunque ideæ contingit, ejus rei datur necessariò in Deo cognitio _(per [Coroll. Prop. 9](209c) hujus)_, quatenus ejusdem objecti ideâ affectus consideratur, hoc est _(per [Prop. 11](211) hujus)_, quatenus mentem alicujus rei constituit. Quicquid igitur in objecto ideæ, humanam Mentem constituentis, contingit, ejus datur necessariò in Deo cognitio, quatenus naturam humanæ Mentis constituit, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, ejus rei cognitio erit necessariò in Mente, sive Mens id percipit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "212sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc Propositio patet etiam, & clariùs intelligitur ex [Schol. Prop. 7](207sc) hujus, quod vide." - } - ] - }, - { - "id": "213", - "title": "PROPOSITIO 13", - "text": "_Objectum ideæ, humanam Mentem constituentis, est Corpus, sive certus Extensionis modus actu existens, & nihil aliud._", - "childs": [ - { - "id": "213d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si enim Corpus non esset humanæ Mentis objectum, ideæ affectionum Corporis non essent in Deo _(per [Coroll. Prop. 9](209c) hujus)_, quatenus Mentem nostram, sed quatenus alterius rei mentem constitueret, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, ideæ affectionum Corporis non essent in nostrâ Mente ; atqui _(per [Axiom. 4](2a4) hujus)_ ideas affectionum corporis habemus. Ergo objectum ideæ, humanam Mentem constituentis, est Corpus, idque _(per [Prop. 11](211) hujus)_ actu existens. Deinde, si præter Corpus etiam aliud esset Mentis objectum, cùm nihil _(per [Prop. 36](136), p. I)_ existat, ex quo aliquis effectus non sequatur, deberet _(per [Prop. 12](212) hujus)_ necessariò alicujus ejus effectûs idea in Mente nostrâ dari ; atqui _(per [Axiom. 5](2a5) hujus)_ nulla ejus idea datur. Ergo objectum nostræ Mentis est Corpus existens, & nihil aliud. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "213c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur hominem Mente, & Corpore constare, & Corpus humanum, prout ipsum sentimus, existere." - }, - { - "id": "213sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Ex his non tantùm intelligimus, Mentem humanam unitam esse Corpori, sed etiam, quid per Mentis, & Corporis unionem intelligendum sit. Verùm ipsam adæquatè, sive distinctè intelligere nemo poterit, nisi priùs nostri Corporis naturam adæquatè cognoscat. Nam ea, quæ hucusque ostendimus, admodùm communia sunt, nec magis ad homines, quàm ad reliqua Individua pertinent, quæ omnia, quamvis diversis gradibus, animata tamen sunt. Nam cujuscunque rei datur necessariò in Deo idea, cujus Deus est causa, eodem modo, ac humani Corporis ideæ : atque adeò, quicquid de ideâ humani Corporis diximus, id de cujuscunque rei ideâ necessariò dicendum est. Attamen nec etiam negare possumus, ideas inter se, ut ipsa objecta, differre, unamque aliâ præstantiorem esse, plusque realitatis continere, prout objectum unius objecto alterius præstantius est, plusque realitatis continet ; ac propterea ad determinandum, quid Mens humana reliquis intersit, quidque reliquis præstet, necesse nobis est, ejus objecti, ut diximus, hoc est, Corporis humani naturam cognoscere. Eam autem hîc explicare nec possum, nec id ad ea, quæ demonstrare volo, necesse est. Hoc tamen in genere dico, quò Corpus aliquod reliquis aptius est ad plura simul agendum, vel patiendum, eò ejus Mens reliquis aptior est ad plura simul percipiendum ; & quò unius corporis actiones magis ab ipso solo pendent, & quò minus alia corpora cum eodem in agendo concurrunt, eò ejus mens aptior est ad distinctè intelligendum. Atque ex his præstantiam unius mentis præ aliis cognoscere possumus : deinde causam etiam videre, cur nostri Corporis non, nisi admodùm confusam, habeamus cognitionem, & alia plura, quæ in sequentibus ex his deducam. Quâ de causâ operæ pretium esse duxi, hæc ipsa accuratiùs explicare, & demonstrare, ad quod necesse est, pauca de naturâ corporum præmittere." - } - ] - }, - { - "id": "213a1", - "title": "AXIOMA 1", - "text": "Omnia corpora vel moventur? vel quiescunt.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213a2", - "title": "AXIOMA 2", - "text": "Unumquodque corpus jam tardiùs, jam celeriùs movetur.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213l1", - "title": "LEMMA 1", - "text": "_Corpora ratione motûs, & quietis, celeritatis, & tarditatis, & non ratione substantiæ ab invicem distinguuntur._", - "childs": [ - { - "id": "213l1d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Primam partem hujus per se notam suppono. At, quòd ratione substantiæ non distinguantur corpora, patet, tam ex _Prop. [5](105)_ quam _[8](108) p. I_ Sed clarius ex iis, quæ in _[Schol. Prop. 15](115sc), partie I_ dicta sunt." - } - ] - }, - { - "id": "213l2", - "title": "LEMMA 2", - "text": "_Omnia corpora in quibusdam conveniunt._", - "childs": [ - { - "id": "213l2d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "In his enim omnia corpora conveniunt, quòd unius, ejusdemque attributi conceptum involvunt _(per [Defin. 1](2d1) hujus)_. Deinde, quòd jam tardiùs, jam celeriùs, & absolutè jam moveri, jam quiescere possunt." - } - ] - }, - { - "id": "213l3", - "title": "LEMMA 3", - "text": "_Corpus motum, vel quiescens ad motum, vel quietem determinari debuit ab alio corpore, quod etiam ad motum, vel quietem determinatum fuit ab alio, & illud iterùm ab alio, & sic in infinitum._", - "childs": [ - { - "id": "213l3d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Corpora _(per [Defin. 1](2d1) hujus)_ res singulares sunt, quæ _(per [Lemma 1](213l1))_ ratione motûs, & quietis ab invicem distinguuntur ; adeóque _(per [Prop. 28](128), p. I)_ unumquodque ad motum, vel quietem necessariò determinari debuit ab aliâ re singulari, nempe _(per [Prop. 6](206) hujus)_ ab alio corpore, quod _(per [Axiom. 1](2a1))_ etiam vel movetur, vel quiescit. At hoc etiam _(per eandem rationem)_ moveri, vel quiescere non potuit, nisi ab alio ad motum, vel quietem determinatum fuisset, & hoc iterùm _(per eandem rationem)_ ab alio, & sic in infinitum. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "213l3c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur corpus motum tamdiu moveri, donec ab alio corpore ad quiescendum determinetur ; & corpus quiescens tamdiu etiam quiescere, donec ab alio ad motum determinetur. Quod etiam per se notum est. Nam, cùm suppono, corpus ex. gr. A quiescere, nec ad alia corpora mota attendo, nihil de corpore A dicere potero, nisi quòd quiescat. Quòd si postea contingat, ut corpus A moveatur, id sanè evenire non potuit ex eo, quòd quiescebat ; ex eo enim nil aliud sequi poterat, quàm ut corpus A quiesceret. Si contrà supponatur A moveri, quotiescunque ad A tantùm attendimus, nihil de eodem affirmare poterimus, nisi quòd moveatur. Quòd si postea contingat, ut A quiescat, id sanè evenire etiam non potuit ex motu, quem habebat ; ex motu enim nihil aliud sequi poterat, quàm ut A moveretur : contingit itaque à re, quæ non erat in A, nempe à causâ externâ, à quâ ad quiescendum determinatum fuit." - } - ] - }, - { - "id": "213a1a", - "title": "AXIOMA I", - "text": "Omnes modi, quibus corpus aliquod ab alio afficitur corpore, ex naturâ corporis affecti, & simul ex naturâ corporis afficientis sequuntur ; ità ut unum, idemque corpus diversimodè moveatur pro diversitate naturæ corporum moventium, & contrà ut diversa corpora ab uno, eodemque corpore diversimodè moveantur.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213a2a", - "title": "AXIOMA II", - "text": "![Graph 1](/assets/img/graph-03.png) Cùm corpus motum alteri quiescenti, quod dimovere nequit, impingit, reflectitur, ut moveri pergat, & angulus lineæ motûs reflectionis cum plano corporis quiescentis, cui impegit, æqualis erit angulo, quem linea motûs incidentiæ cùm eodem plano efficit. \n \nAtque hæc de corporibus simplicissimis, quæ scilicet solo motu, & quiete, celeritate, & tarditate ab invicem distinguuntur : jam ad composita ascendamus.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213def", - "title": "DEFINITIO", - "text": "_Cùm corpora aliquot ejusdem, aut diversæ magnitudinis à reliquis ità coërcentur, ut invicem incumbant, vel si eodem, aut diversis celeritatis gradibus moventur, ut motûs suos invicem certâ quâdam ratione communicent, illa corpora invicem unita dicemus, & omnia simul unum corpus, sive Individuum componere, quod à reliquis per hanc corporum unionem distinguitur._", - "childs": [] - }, - { - "id": "213a3", - "title": "AXIOMA 3", - "text": "Quò partes Individui, vel corporis compositi secundùm majores, vel minores superficies sibi invicem incumbunt, eò difficiliùs, vel faciliùs cogi possunt, ut situm suum mutent, & consequenter eò difficiliùs, vel faciliùs effici potest, ut ipsum Individuum aliam figuram induat. Atque hinc corpora, quorum partes secundùm magnas superficies invicem incumbunt, _dura_, quorum autem partes secundùm parvas, _mollia_, & quorum denique partes inter se moventur, _fluida_ vocabo.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213l4", - "title": "LEMMA 4", - "text": "_Si corporis, sive Individui, quod ex pluribus corporibus componitur, quædam corpora segregentur, & simul totidem alia ejusdem naturæ eorum loco succedant, retinebit Individuum suam naturam, uti antea, absque ullâ ejus formæ mutatione._", - "childs": [ - { - "id": "213l4d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Corpora enim _(per [Lem. 1](213l1))_ ratione substantiæ non distinguuntur ; id autem quod formam individui constituit, in corporum unione _(per [Defin. præced.](213def))_ consistit ; atqui hæc _(per hypothesin)_ tametsi corporum continua fiat mutatio, retinetur : retinebit ergo Individuum, tam ratione substantiæ, quàm modi, suam naturam, uti ante. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "213l5", - "title": "LEMMA 5", - "text": "_Si partes, Individuum componentes, majores, minoresve evadant, eâ tamen proportione, ut omnes eandem, ut antea, ad invicem motûs, & quietis rationem servent, retinebit itidem Individuum suam naturam, ut antea, absque ullâ formæ mutatione._", - "childs": [ - { - "id": "213l5d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hujus eadem est, ac [præcedentis Lemmatis](213l4)." - } - ] - }, - { - "id": "213l6", - "title": "LEMMA 6", - "text": "_Si corpora quædam, Individuum componentia, motum, quem versus unam partem habent, aliam versus flectere cogantur, at ità, ut motûs suos continuare possint, atque invicem eâdam, quâ antea, ratione communicare, retinebit itidem Individuum suam naturam, absque ullâ formæ mutatione._", - "childs": [ - { - "id": "213l6d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Per se patet. Id enim omne retinere supponitur, quod in ejusdem definitione formam ipsius constituere diximus." - } - ] - }, - { - "id": "213l7", - "title": "LEMMA 7", - "text": "_Retinet præterea Individuum, sic compositum, suam naturam, sive id secundùm totum moveatur, sive quiescat, sive versùs hanc, sive versùs illam partem moveatur, dummodò unaquæque pars motum suum retineat, eumque, uti antea, reliquis communicet._", - "childs": [ - { - "id": "213l7d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex ipsius [definitione](213def), quam vide ante Lem. 4." - }, - { - "id": "213l7sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "His itaque videmus, quâ ratione Individuum compositum possit multis modis affici, ejus nihilominus naturâ servatâ. Atque hucusque Individuum concepimus, quod non, nisi ex corporibus, quæ solo motu, & quiete, celeritate, & tarditate inter se distinguuntur, hoc est, quod ex corporibus simplicissimis componitur. Quòd si jam aliud concipiamus, ex pluribus diversæ naturæ Individuis compositum, idem pluribus aliis modis posse affici, reperiemus, ipsius nihilominùs naturâ servatâ. Nam quandoquidem ejus unaquæque pars ex pluribus corporibus est composita, poterit ergo _(per [Lem. præced.](213l7))_ unaquæque pars, absque ullâ ipsius naturæ mutatione jam tardiùs, jam celeriùs moveri, & consequenter motûs suos citiùs, vel tardiùs reliquis communicare. Quòd si præterea tertium Individuorum genus, ex his secundis compositum, concipiamus, idem multis aliis modis affici posse, reperiemus, absque ullâ ejus formæ mutatione. Et si sic porrò in infinitum pergamus, facilè concipiemus, totam naturam unum esse Individuum, cujus partes, hoc est, omnia corpora infinitis modis variant, absque ullâ totius Individui mutatione. Atque hæc, si animus fuisset, de corpore ex professo agere, prolixiùs explicare, & demonstrare debuissem. Sed jam dixi me aliud velle, nec aliâ de causâ hæc adferre, quàm quia ex ipsis ea, quæ demonstraxe constitui, facilè possum deducere." - } - ] - }, - { - "title":"POSTULATA", - "type":"title" - }, - { - "id": "213p1", - "title": "I.", - "text": "Corpus humanum componitur ex plurimis (diversæ naturæ) individuis, quorum unumquodque vald7 compositum est.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p2", - "title": "II.", - "text": "Individuorum, ex quibus Corpus humanum componitur, quædam fluida, quædam mollia, & quædam denique dura sunt.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p3", - "title": "III.", - "text": "Individua, Corpus humanum componentia, & consequenter ipsum humanum Corpus 0 corporibus externis plurimis modis afficitur.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p4", - "title": "IV.", - "text": "Corpus humanum indiget, ut conservetur, plurimis aliis corporibus, 0 quibus continuò quasi regeneratur.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p5", - "title": "V.", - "text": "Cum Corporis humani pars fluida 0 corpore externo determinatur, ut in aliam mollem sæpe impingat, ejus planum mutat, & veluti quædam corporis externi impellentis vestigia eidem imprimit.", - "childs": [] - }, - { - "id": "213p6", - "title": "VI.", - "text": "Corpus humanum potest corpora externa plurimis modis movere, plurimisque modis disponere.", - "childs": [] - }, - { - "id": "214", - "title": "PROPOSITIO 14", - "text": "_Mens humana apta est ad plurima percipiendum, & eò aptior, quò ejus Corpus pluribus modis disponi potest._", - "childs": [ - { - "id": "214d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Corpus enim humanum _(per Post. [3](213p3) & [6](213p6))_ plurimis modis à corporibus externis afficitur, disponiturque ad corpora externa plurimis modis afficiendum. At omnia, quæ in Corpore humano contingunt _(per [Prop. 12](212) hujus)_, Mens humana percipere debet ; est ergo Mens humana apta ad plurima percipiendum, & eò aptior. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "215", - "title": "PROPOSITIO 15", - "text": "_Idea, quæ esse formale humanæ Mentis constituit, non est simplex, sed ex plurimis ideis composita._", - "childs": [ - { - "id": "215d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Idea, quæ esse formale humanæ Mentis constituit, est idea corporis _(per [Prop. 13](213) hujus)_, quod _(per [Post. 1](213p1))_ ex plurimis valdè compositis Individuis componitur. At cujuscunque Individui, corpus componentis, datur necessariò _(per [Coroll. Prop. 8](208c) hujus)_ in Deo idea ; ergo _(per [Prop. 7](207) hujus)_ idea Corporis humani ex plurimis hisce partium componentium ideis est composita. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "216", - "title": "PROPOSITIO 16", - "text": "_Idea cujuscunque modi, quo Corpus humanum à corporibus externis afficitur, involvere debet naturam Corporis humani, & simul naturam corporis externi._", - "childs": [ - { - "id": "216d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Omnes enim modi, quibus corpus aliquod afficitur, ex naturâ corporis affecti, & simul ex naturâ corporis afficientis sequuntur _(per [Axiom. 1](213a1a) post Coroll. Lem. 3)_ : quare eorum idea _(per [Axiom. 4](1a4), p. I)_ utriusque corporis naturam necessariò involvet ; adeóque idea cujuscunque modi, quo Corpus humanum à corpore externo afficitur, Corporis humani, & corporis externi naturam involvit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "216c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Hinc sequitur primò Mentem humanam plurimorum corporum naturam unà cum sui corporis naturâ percipere." - }, - { - "id": "216c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Sequitur secundò, quòd ideæ, quas corporum externorum habemus, magis nostri corporis constitutionem, quàm corporum externorum naturam indicant ; quod in [Appendice](1app) partis primæ multis exemplis explicui." - } - ] - }, - { - "id": "217", - "title": "PROPOSITIO 17", - "text": "_Si humanum Corpus affectum est modo, qui naturam Corporis alicujus externi involvit, Mens humana idem corpus externum, ut actu existens, vel ut sibi præsens, contemplabitur, donec Corpus afficiatur affectu, qui ejusdem corporis existentiam, vel præsentiam secludat._", - "childs": [ - { - "id": "217d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet. Nam quamdiu Corpus humanum sic affectum est, tamdiu Mens humana _(per [Prop. 12](212) hujus)_ hanc corporis affectionem contemplabitur, hoc est _(per [Prop. præced.](216))_, ideam habebit modi, actu existentis, quæ naturam corporis externi involvit, hoc est, ideam, quæ existentiam, vel præsentiam naturæ corporis externi non secludit, sed ponit, adeóque Mens _(per [Coroll. 1 præced.](216c1)) corpus externum, ut actu existens, vel ut præsens, contemplabitur, donec afficiatur, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "217c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Mens corpora externa, à quibus Corpus humanum semel affectum fuit, quamvis non existant, nec præsentia sint, contemplari tamen poterit, velut præsentia essent." - }, - { - "id": "217cd", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Dum corpora externa Corporis humani partes fluidas ità determinant, ut in molliores sæpe impingant, earum plana _(per [Post. 5](213p5))_ mutant, unde fit _(vide [Axiom. 2](213a2a) post Coroll. Lem. 3)_, ut inde alio modo reflectantur, quàm antea solebant, & ut etiam postea, iisdem novis planis spontaneo suo motu occurrendo, eodem modo reflectantur, ac cùm à corporibus externis versùs illa plana impulsæ sunt, & consequenter, ut Corpus humanum, dum sic reflexæ moveri pergunt, eodem modo afficiant, de quo Mens _(per [Prop. 12](212) hujus)_ iterùm cogitabit, hoc est _(per [Prop. 17](217) hujus)_, Mens iterùm corpus externum, ut præsens, contemplabitur ; & hoc toties, quoties Corporis humani partes fluidæ spontaneo suo motu iisdem planis occurrent. Quare, quamvis corpora externa, à quibus Corpus humanum affectum semel fuit, non existant, Mens tamen eadem toties, ut præsentia, contemplabitur, quoties hæc corporis actio repetetur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "217sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Videmus itaque, qui fieri potest, ut ea, quæ non sunt, veluti præsentia contemplemur, ut sæpe fit. Et fieri potest, ut hoc aliis de causis contingat ; sed mihi hîc sufficit ostendisse unam, per quam rem sic possim explicare, ac si ipsam per veram causam ostendissem ; nec tamen credo, me à verâ longè aberrare, quandoquidem omnia illa, quæ sumpsi, postulata vix quicquam continent, quod non constet experientiâ, de quâ nobis non licet dubitare, postquam ostendimus Corpus humanum, prout ipsum sentimus, existere _(vide [Coroll.](213c) post Prop. 13 hujus)_. Præterea _(ex [Coroll. præced.](217c) & [Coroll. 2 Prop. 16](216c2) hujus)_ clarè intelligimus, quænam sit differentia inter ideam ex. gr. Petri, quæ essentiam Mentis ipsius Petri constituit, & inter ideam ipsius Petri, quæ in alio homine, putà in Paulo, est. Illa enim essentiam Corporis ipsius Petri directè explicat, nec existentiam involvit, nisi quamdiu Petrus existit ; hæc autem magis constitutionem corporis Pauli, quàm Petri naturam indicat, & ideo, durante illâ corporis Pauli constitutione, Mens Pauli, quam vis Petrus non existat, ipsum tamen, ut sibi præsentem contemplabitur. Porrò, ut verba usitata retineamus, Corporis humani affectiones, quarum ideæ Corpora externa, velut nobis præsentia repræsentant, rerum imagines vocabimus, tametsi rerum figuras non referunt. Et cùm Mens hâc ratione contemplatur corpara, eandem imaginari dicemus. Atque hîc, ut, quid sit error, indicare incipiam, notetis velim, Mentis imaginationes in se spectatas, nihil erroris continere, sive Mentem ex eo, quòd imaginatur, non errare ; sed tantùm, quatenus consideratur, carere ideâ, quæ existentiam illarum rerum, quas sibi præsentes imaginatur, secludat. Nam si Mens, dum res non existentes, ut sibi præsentes, imaginatur, simul sciret, res illas reverâ non existere, hanc sanè imaginandi potentiam virtuti suæ naturæ, non vitio tribueret ; præsertim si hæc imaginandi facultas à solâ suâ naturâ penderet, hoc est _(per [Defin. 7](1d7) p. I)_, si hæc Mentis imaginandi facultas libera esset." - } - ] - }, - { - "id": "218", - "title": "PROPOSITIO 18", - "text": "_Si Corpus humanum à duobus, vel pluribus corporibus simul affectum fuerit semel, ubi Mens postea eorum aliquod imaginabitur, statim & aliorum recordabitur._", - "childs": [ - { - "id": "218d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens _(per [Coroll. præced.](217c))_ corpus aliquod eâ de causâ imaginatur, quia scilicet humanum Corpus à corporis externi vestigiis eodem modo afficitur, disponiturque, ac affectum est, cùm quædam ejus partes ab ipso corpore externo fuerunt impulsæ : sed _(per Hypothesin)_ Corpus tum ità fuit dispositum, ut Mens duo simul corpora imaginaretur ; ergo jam etiam duo simul imaginabitur, atque Mens ubi alterutrum imaginabitur, statim & alterius recordabitur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "218sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hinc clarè intelligimus, quid sit Memoria. Est enim nihil aliud, quàm quædam concatenatio idearum, naturam rerum, quæ extra Corpus humanum sunt, involventium, quæ in Mente fit secundùm ordinem, & concatenationem affectionum Corporis humani. Dico _primo_ concatenationem esse illarum tantùm idearum, quæ naturam rerum, quæ extra Corpus humanum sunt, involvunt ; non autem idearum, quæ earundem rerum naturam explicant. Sunt enim reverâ _(per [Prop. 16](216) hujus)_ ideæ affectionum Corporis humani, quæ tam hujus, quàm corporum externorum naturam involvunt. Dico _secundò_ hanc concatenationem fieri secundùm ordinem, & concatenationem affectionum Corporis humani, ut ipsam distinguerem à concatenatione idearum, quæ fit secundùm ordinem intellectûs, quo res per primas suas causas Mens percipit, & qui in omnibus hominibus idem est. Atque hinc porrò clarè intelligimus, cur Mens ex cogitatione unius rei statim in alteriùs rei cogitationem incidat, quæ nullam cum priore habet similitudinem ; ut, ex. gr. ex cogitatione vocis _pomi_ homo Romanus statim in cogitationem fructûs incidet, qui nullam cum articulato illo sono habet similitudinem, nec aliquid commune, nisi quòd ejusdem hominis Corpus ab his duobus affectum sæpe fuit, hoc est, quòd ipse homo sæpe vocem _pomum_ audivit, dum ipsum fructum videret, & sic unusquisque ex unâ in aliam cogitationem incidet, prout rerum imagines uniuscujusque consuetudo in corpore ordinavit. Nam miles ex. gr. visis in arenâ equi vestigiis statim ex cogitatione equi in cogitationem equitis, & inde in cogitationem belli, &c. incidet. At Rusticus ex cogitatione equi in cogitationem aratri, agri, &c. incidet, & sic unusquisque, prout rerum imagines consuevit hoc, vel alio modo jungere, & concatenare, ex unâ in hanc, vel in aliam incidet cogitationem." - } - ] - }, - { - "id": "219", - "title": "PROPOSITIO 19", - "text": "_Mens humana ipsum humanum Corpus non cognoscit, nec ipsum existere scit, nisi per ideas affectionum, quibus Corpus afficitur._", - "childs": [ - { - "id": "219d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens enim humana est ipsa idea, sive cognitio Corporis humani _(per [Prop. 13](213) hujus)_, quæ _(per [Prop. 9](209) hujus)_ in Deo quidem est, quatenus aliâ rei singularis ideâ affectus consideratur ; vel quia _(per [Post. 4](213p4))_ Corpus humanum plurimis corporibus indiget, à quibus continuò quasi regeneratur ; & ordo, & connexio idearum idem est _(per [Prop. 7](207) hujus)_, ac ordo, & connexio causarum ; erit hæc idea in Deo, quatenus plurimarum rerum singularium ideis affectus consideratur. Deus itaque ideam Corporis humani habet, sive Corpus humanum cognoscit, quatenus plurimis aliis ideis affectus est, & non quatenus naturam humanæ Mentis constituit ; hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, Mens humana Corpus humanum non cognoscit. At ideæ affectionum Corporis in Deo sunt, quatenus humanæ Mentis naturam constituit, sive Mens humana easdem affectiones percipit _(per [Prop. 12](212) hujus)_, & consequenter _(per [Prop. 16](216) hujus)_ ipsum Corpus humanum, idque _(per [Prop.17](217) hujus)_, ut actu existens ; percipit ergo eatenus tantùm Mens humana ipsum humanum Corpus. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "220", - "title": "PROPOSITIO 20", - "text": "_Mentis humanæ datur etiam in Deo idea, sive cognitio, quæ in Deo eodem modo sequitur, & ad Deum eodem modo refertur, ac idea sive cognitio Corporis humani._", - "childs": [ - { - "id": "220d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Cogitatio attributum Dei est _(per [Prop. 1](201) hujus)_, adeóque _(per [Prop. 3](203) hujus)_ tam ejus, quàm omnium ejus affectionum, & consequenter _(per [Prop. 11](201) hujus)_ Mentis etiam humanæ debet necessariò in Deo dari idea. Deinde hæc Mentis idea, sive cognitio non sequitur in Deo dari, quatenus infinitus, sed quatenus aliâ rei singularis ideâ affectus est _(per [Prop. 9](209) hujus)_. Sed ordo, & connexio idearum idem est, ac ordo, & connexio causarum _(per [Prop. 7](207) hujus)_ ; sequitur ergo hæc Mentis idea, sive cognitio in Deo, & ad Deum eodem modo refertur, ac idea, sive cognitio Corporis. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "221", - "title": "PROPOSITIO 21", - "text": "_Hæc Mentis idea eodem modo unita est Menti, ac ipsa Mens unita est Corpori._", - "childs": [ - { - "id": "221d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mentem unitam esse Corpori ex eo ostendimus, quòd scilicet Corpus Mentis sit objectum _(vide Prop. [12](212) & [13](213) hujus)_ : adeóque per eandem illam rationem idea Mentis cum suo objecto, hoc est, cum ipsa Mente eodem modo unita esse debet, ac ipsâ Mens unita est Corpori. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "221sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc Propositio longè clariùs intelligitur ex dictis in [Schol. Prop. 7](207sc) hujus ; ibi enim ostendimus Corporis ideam, & Corpus, hoc est _(per [Prop. 13](213) hujus)_ Mentem, & Corpus unum, & idem esse Individuum, quod jam sub Cogitationis, jam sub Extensionis attributo concipitur ; quare Mentis idea, & ipsa Mens una, eademque est res, quæ sub uno, eodemque attributo, nempe Cogitationis, concipitur. Mentis, inquam, idea, & ipsa Mens in Deo eâdem necessitate ex eâdem cogitandi potentiâ sequuntur dari. Nam reverâ idea Mentis, hoc est, idea ideæ nihil aliud est, quàm forma ideæ, quatenus hæc, ut modus cogitandi, absque relatione ad objectum consideratur ; simulac enim quis aliquid scit, eo ipso scit, se id scire, & simul scit, se scire, quòd scit, & sic in infinitum. Sed de his postea." - } - ] - }, - { - "id": "222", - "title": "PROPOSITIO 22", - "text": "_Mens humana non tantùm Corporis affectiones, sed etiam harum affectionum ideas percipit._", - "childs": [ - { - "id": "222d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectionum idearum ideæ in Deo eodem modo sequuntur, & ad Deum eodem modo referuntur, ac ipsæ affectionum ideæ ; quod eodem modo demonstratur, ac [Propositio 20](220) hujus. At ideæ affectionum Corporis in Mente humanâ sunt _(per [Prop. 12](212) hujus)_, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, in Deo, quatenus humanæ Mentis essentiam constituit ; ergo harum idearum ideæ in Deo erunt, quatenus humanæ Mentis cognitionem, sive ideam habet, hoc est _(per [Prop. 21](221) hujus)_, in ipsâ Mente humanâ, quæ propterea non tantùm Corporis affectiones, sed earum etiam ideas percipit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "223", - "title": "PROPOSITIO 23", - "text": "_Mens se ipsam non cognoscit, nisi quatenus Corporis affectionum ideas percipit._", - "childs": [ - { - "id": "223d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mentis idea, sive cognitio _(per [Prop. 20](220) hujus)_ in Deo eodem modo sequitur, & ad Deum eodem modo refertur, ac corporis idea, sive cognitio. At quoniam _(per [Prop. 19](219) hujus)_ Mens humana ipsum humanum Corpus non cognoscit, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, quoniam cognitio Corporis humani ad Deum non refertur, quatenus humanæ Mentis naturam constituit ; ergo nec cognitio Mentis ad Deum refertur, quatenus essentiam Mentis humanæ constituit ; atque adeò _(per idem [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ Mens humana eatenus se ipsam non cognoscit. Deinde affectionum, quibus Corpus afficitur, ideæ naturam ipsius Corporis humani involvunt _(per [Prop. 16](216) hujus)_, hoc est (per [Prop. 13](213) hujus), cum naturâ Mentis conveniunt ; quare harum idearum cognitio cognitionem Mentis necessariò involvet : at _(per [Prop. præced.](222))_ harum idearum cognitio in ipsâ humanâ Mente est ; ergo Mens humana eatenus tantùm se ipsam novit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "224", - "title": "PROPOSITIO 24", - "text": "_Mens humana partium, Corpus humanum componentium, adæquatam cognitionem non involvit._", - "childs": [ - { - "id": "224d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Partes, Corpus humanum componentes, ad essentiam ipsius Corporis non pertinent, nisi quatenus motûs suos certâ quâdam ratione invicem communicant _(vide [Defin.](213def) post Coroll. Lem. 3)_, & non quatenus, ut Individua, absque relatione ad humanum Corpus considerari possunt. Sunt enim partes humani Corporis _(per [Post. 1](213p1))_ valdè composita Individua, quorum partes _(per [Lem. 4](213l4))_ à Corpore humano, servatâ omninò ejusdem naturâ, & formâ, segregari possunt, motûsque suos _(vide [Axiom. 1](213a1a) post Lem. 3)_ aliis corporibus aliâ ratione communicare ; adeóque _(per [Prop. 3](203) hujus)_ cujuscunque partis idea, sive cognitio in Deo erit, & quidem _(per [Prop. 9](209) hujus)_, quatenus affectus consideratur aliâ ideâ rei singularis, quæ res singularis ipsâ parte, ordine naturæ, prior est _(per [Prop. 7](207) hujus)_. Quod idem præterea etiam de quâcunque parte ipsius Individui, Corpus humanum componentis, est dicendum ; adeóque cujuscunque partis, Corpus humanum componentis, cognitio in Deo est, quatenus plurimis rerum ideis affectus est, & non quatenus Corporis humani tantùm habet ideam, hoc est _(per [Prop. 13](213) hujus)_ ideam, quæ humanæ Mentis naturam constituit ; atque adeò _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ humana Mens partium, Corpus humanum componentium, adæquatam cognitionem non involvit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "225", - "title": "PROPOSITIO 25", - "text": "_Idea cujuscunque affectionis Corporis humani adæquatam corporis externi cognitionem non involvit._", - "childs": [ - { - "id": "225d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ideam affectionis Corporis humani eatenus corporis externi naturam involvere ostendimus _(vide [Prop. 16](216) hujus)_, quatenus externum ipsum humanum Corpus certo quodam modo determinat. At quatenus externum corpus Individuum est, quod ad Corpus humanum non refertur, ejus idea, sive cognitio in Deo est _(per [Prop. 9](209) hujus)_, quatenus Deus affectus consideratur alterius rei ideâ, quæ _(per [Prop. 7](207) hujus)_ ipso corpore externo prior est naturâ. Quare corporis externi adæquata cognitio in Deo non est, quatenus ideam affectionis humani Corporis habet, sive idea affectionis Corporis humani adæquatam corporis externi cognitionem non involvit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "226", - "title": "PROPOSITIO 26", - "text": "_Mens humana nullum corpus externum, ut actu existens, percipit, nisi per ideas affectionum sui Corporis._", - "childs": [ - { - "id": "226d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si à corpore aliquo externo Corpus humanum nullo modo affectum est, ergo _(per [Prop. 7](207) hujus)_ nec idea Corporis humani, hoc est _(per [Prop. 13](213) hujus)_, nec Mens humana ideâ existentiæ illius corporis ullo etiam modo affecta est, sive existentiam illius corporis externi ullo modo percipit. At quatenus Corpus humanum à corpore aliquo externo aliquo modo afficitur, eatenus _(per [Prop. 16](216) hujus cum [Coroll. 1](216c1) ejusdem)_ corpus externum percipit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "226c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Quatenus Mens humana corpus externum imaginatur, eatenus adæquatam ejus cognitionem non habet." - }, - { - "id": "226cd", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Cum Mens humana per ideas affectionum sui Corporis corpora externa contemplatur, eandem tum imaginari dicimus _(vide [Schol. Prop. 17](217sc) hujus)_ ; nec Mens aliâ ratione _(per [Prop. præced.](226))_ corpora externa, ut actu existentia, imaginari potest. Atque adeò _(per [Prop. 25](225) hujus)_ quatenus Mens corpora externa imaginatur, eorum adæquatam cognitionem non habet. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "227", - "title": "PROPOSITIO 27", - "text": "_Idea cujuscunque affectionis Corporis humani adæquatam ipsius humani Corporis cognitionem non involvit._ ", - "childs": [ - { - "id": "227d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quælibet idea cujuscunque affectionis humani Corporis eatenus naturam Corporis humani involvit, quatenus ipsum humanum Corpus certo quodam modo affici consideratur _(vide [Prop. 16](216) hujus)_. At quatenus Corpus humanum Individuum est, quod multis aliis modis affici potest, ejus idea, &c. _Vide [Demonstrat. Prop. 25](225d) hujus_." - } - ] - }, - { - "id": "228", - "title": "PROPOSITIO 28", - "text": "_Ideæ affectionum Corporis humani, quatenus ad humanam Mentem tantùm referuntur, non sunt claræ, & distinctæ, sed confusæ._", - "childs": [ - { - "id": "228d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ideæ enim affectionum Corporis humani, tam corporum externorum, quàm ipsius humani Corporis naturam involvunt _(per [Prop. 16](216) hujus)_, nec tantùm Corporis humani, sed ejus etiam partium naturam involvere debent ; affectiones namque modi sunt _(per [Post. 3](213p3))_, quibus partes Corporis humani, & consequenter totum Corpus afficitur. At _(per Prop. [24](224) & [25](225) hujus)_ corporum externorum adæquata cognitio, ut & partium, Corpus humanum componentium, in Deo non est, quatenus humanâ Mente, sed quatenus aliis ideis affectus consideratur. Sunt ergo hæ affectionum ideæ, quatenus ad solam humanam Mentem referuntur, veluti consequentiæ absque præmissis, hoc est _(ut per se notum)_, ideæ confusæ. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "228sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Idea, quæ naturam Mentis humanæ constituit, demonstratur eodem modo non esse, in se solâ considerata, clara, & distincta ; ut etiam idea Mentis humanæ, & ideæ idearum affectionum Corporis humani, quatenus ad solam Mentem referuntur, quod unusquisque facilè videre potest." - } - ] - }, - { - "id": "229", - "title": "PROPOSITIO 29", - "text": "_Idea ideæ cujuscunque affectionis Corporis humani adæquatam humanæ Mentis cognitionem non involvit._", - "childs": [ - { - "id": "229d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Idea enim affectionis Corporis humani _(per [Prop. 27](227) hujus)_ adæquatam ipsius Corporis cognitionem non involvit, sive ejus naturam adæquatè non exprimit, hoc est (per [Prop. 13](213) hujus), cum naturâ Mentis non convenit adæquatè ; adeóque _(per [Axiom. 6](1a6), p. I)_ hujus ideæ idea adæquatè humanæ Mentis naturam non exprimit, sive adæquatam ejus cognitionem non involvit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "229c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, Mentem humanam, quoties ex communi naturæ ordine res percipit, nec sui ipsius, nec sui Corporis, nec corporum externorum adæquatam, sed confusam tantùm, & mutilatam habere cognitionem. Nam Mens se ipsam non cognoscit, nisi quatenus ideas affectionum corporis percipit _(per [Prop. 23](223) hujus)_. Corpus autem suum _(per [Prop. 19](219) hujus)_ non percipit, nisi per ipsas affectionum ideas, per quas etiam tantùm _(per [Prop. 26](226) hujus)_ corpora externa percipit ; atque adeò, quatenus eas habet, nec sui ipsius _(per [Prop. 29](229) hujus)_, nec sui Corporis _(per [Prop. 27](227) hujus)_, nec corporum externorum _(per [Prop. 25](225) hujus)_ habet adæquatam cognitionem, sed tantùm _(per [Prop. 28](228) hujus cum ejus [Schol.](228sc))_ mutilatam, & confusam. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "229sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Dico expressè, quòd Mens nec sui ipsius, nec sui Corporis, nec corporum externorum adæquatam, sed confusam tantùm, cognitionem habeat, quoties ex communi naturæ ordine res percipit, hoc est, quoties externè, ex rerum nempe fortuito occursu, determinatur ad hoc, vel illud contemplandum, & non quoties internè, ex eo scilicet, quòd res plures simul contemplatur, determinatur ad earundem convenientias, differentias, & oppugnantias intelligendum ; quoties enim hoc, vel alio modo internè disponitur, tum res clarè, & distinctè contemplatur, ut infrà ostendam." - } - ] - }, - { - "id": "230", - "title": "PROPOSITIO 30", - "text": "_Nos de duratione nostri Corporis nullam, nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere possumus._", - "childs": [ - { - "id": "230d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nostri corporis duratio ab ejus essentiâ non dependet _(per [Axiom. 1](2a1) hujus)_, nec etiam ab absolutâ Dei naturâ _(per [Prop. 21](121), p. I)_. Sed _(per [Prop. 28](128), p. I)_ ad existendum, & operandum determinatur à talibus causis, quæ etiam ab aliis determinatæ sunt ad existendum, & operandum certâ, ac determinatâ ratione, & hæ itèrum ab aliis, & sic in infinitum. Nostri igitur Corporis duratio à communi naturæ ordine, & rerum constitutione pendet. Quâ autem ratione constitutæ sint, ejus rei adæquata cognitio datur in Deo, quatenus earum omnium ideas, & non quatenus tantùm humani Corporis ideam habet _(per [Coroll. Prop. 9](209c) hujus)_, quare cognitio durationis nostri Corporis est in Deo admodùm inadæquata, quatenus tantùm naturam Mentis humanæ constituere consideratur, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, hæc cognitio est in nostrâ Mente admodùm inadæquata. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "231", - "title": "PROPOSITIO 31", - "text": "_Nos de duratione rerum singularium, quæ extra nos sunt, nullam, nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere possumus._", - "childs": [ - { - "id": "231d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Unaquæque enim res singularis, sicuti humanum Corpus, ab aliâ re singulari determinari debet ad existendum, & operandum certâ, ac determinatâ ratione ; & hæc iterùm ab aliâ, & sic in infinitum _(per [Prop. 28](128) p. I)_. Cùm autem ex hâc communi rerum singularium proprietate in præcedenti Prop. demonstraverimus, nos de duratione nostri Corporis non, nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere ; ergo hoc idem de rerum singularium duratione erit concludendum, quòd scilicet ejus non, nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere possumus. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "231c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, omnes res particulares contingentes, & corruptibiles esse. Nam de earum duratione nullam adæquatam cognitionem habere possumus _(per [Prop. præced.](231))_, & hoc est id, quod per rerum contingentiam, & corruptionis possibilitatem nobis est intelligendum _(vide [Schol. 1 Prop. 33](133sc1), p. I)_. Nam _(per [Prop. 29](129) p. I)_ præter hoc nullum datur contingens." - } - ] - }, - { - "id": "232", - "title": "PROPOSITIO 32", - "text": "_Omnes ideæ, quatenus ad Deum referuntur, veræ sunt._", - "childs": [ - { - "id": "232d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Omnes enim ideæ, quæ in Deo sunt, cum suis ideatis omninò conveniunt _(per [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_, adeóque _(per [Axiom. 6](1a6), p. I)_ omnes veræ sunt. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "233", - "title": "PROPOSITIO 33", - "text": "_Nihil in ideis positivum est, propter quod falsæ dicuntur._", - "childs": [ - { - "id": "233d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si negas, concipe, si fieri potest, modum positivum cogitandi, qui formam erroris, sive falsitatis constituat. Hic cogitandi modus non potest esse in Deo _(per [Prop. præced.](232))_ ; extra Deum autem etiam nec esse, nec concipi potest (per [Prop. 15](115), p. I). Atque adeò nihil potest dari positivum in ideis, propter quod falsæ dicuntur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "234", - "title": "PROPOSITIO 34", - "text": "_Omnis idea, quæ in nobis est absoluta, sive adæquatà, & perfecta, vera est._", - "childs": [ - { - "id": "234d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Cùm dicimus, dari in nobis ideam adæquatam, & perfectam, nihil aliud dicimus _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, quàm quòd in Deo, quatenus nostræ Mentis essentiam constituit, detur idea adæquata, & perfecta, & consequenter _(per [Prop. 32](232) hujus)_, nihil aliud dicimus, quàm quòd talis idea sit vera. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "235", - "title": "PROPOSITIO 35", - "text": "_Falsitas consistit in cognitionis privatione, quam ideæ inadæquatæ, sive mutilatæ, & confusæ involvunt._", - "childs": [ - { - "id": "235d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nihil in ideis positivum datur, quod falsitatis formam constituat _(per [Prop. 33](233) hujus)_ ; at falsitas in absolutâ privatione consistere nequit (Mentes enim, non Corpora errare, nec falli dicuntur), neque etiam in absolutâ ignorantiâ ; diversa enim sunt, ignorare, & errare ; quare in cognitionis privatione, quam rerum inadæquata cognitio, sive ideæ inadæquatæ, & confusæ involvunt, consistit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "235sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "In [Scholio Prop. 17](217sc) hujus Partis explicui, quâ ratione error in cognitionis privatione consistit ; sed ad uberiorem hujus rei explicationem exemplum dabo ; nempe : Falluntur homines, quòd se liberos esse putant, quæ opinio in hoc solo consistit, quòd suarum actionum sint conscii, & ignari causarum, à quibus determinantur. Hæc ergo est eorum libertatis idea, quòd suarum actionum nullam cognoscant causam. Nam quòd ajunt, humanas actiones à voluntate pendêre, verba sunt, quorum nullam habent ideam. Quid enim voluntas sit, & quomodo moveat Corpus, ignorant omnes, qui aliud jactant, & animæ sedes, & habitacula fingunt, vel risum, vel nauseam movere solent. Sic cùm solem intuemur, eum ducentos circiter pedes à nobis distare imaginamur, qui error in hâc solâ imaginatione non consistit, sed in eo, quòd dum ipsum sic imaginamur, veram ejus distantiam, & hujus imaginationis causam ignoramus. Nam tametsi postea cognoscamus, eundem ultra 600 terræ diametros à nobis distare, ipsum nihilominùs propè adesse imaginabimur ; nan enim solem adeò propinquum imaginamur, propterea quòd veram ejus distantiam ignoramus, sed propterea, quòd affectio nostri corporis essentiam solis involvit, quatenus ipsum corpus ab eodem afficitur." - } - ] - }, - { - "id": "236", - "title": "PROPOSITIO 36", - "text": "Ideæ inadæquatæ, & confusæ eâdem necessitate consequuntur, ac adæquatæ, sive claræ, ac distinctæ ideæ.", - "childs": [ - { - "id": "236d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ideæ omnes in Deo sunt _(per [Prop. 15](115), p. I)_ ; &, quatenus ad Deum referuntur, sunt veræ _(per [Prop. 32](232) hujus)_, & _(per [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_ adæquatæ ; adeoque nullæ inadæquatæ, nec confusæ sunt ; nisi quatenus ad singularem alicujus Mentem referuntur _(quâ de re vide Prop. [24](224) & [28](228) hujus)_ : adeóque omnes tam adæquatæ, quàm inadæquatæ eâdem necessitate _(per [Coroll. Prop. 6](206c) hujus)_ consequuntur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "237", - "title": "PROPOSITIO 37", - "text": "_Id, quod omnibus commune_ (de his vide supra [Lemma 2](213l2)), _quodque æquà in parte, ac in toto est, nullius rei singularis essentiam constituit._", - "childs": [ - { - "id": "237d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si negas, concipe, si fieri potest, id essentiam alicujus rei singularis constituere ; nempe, essentiam B. Ergo _(per [Defin. 2](2d2) hujus)_ id sine B non poterit esse, neque concipi ; atqui hoc est contra Hypothesin : Ergo id ad essentiam B non pertinet, nec alterius rei singularis essentiam constituit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "238", - "title": "PROPOSITIO 38", - "text": "_Illa, quæ omnibus communia, quæque æquè in parte, ac in toto sunt, non possunt concipi, nisi adæquatè._", - "childs": [ - { - "id": "238d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Sit A aliquid, quod omnibus corporibus commune, quodque æquè in parte cujuscunque corporis, ac in toto est. Dico A non posse concipi, nisi adæquatè. Nam ejus idea _(per [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_ erit necessariò in Deo adæquata, tam quatenus ideam Corporis humani, quàm quatenus ideas habet ejusdem affectionum, quæ _(per Prop. [16](216), [25](225) & [27](227) hujus)_ tam Corporis humani, quàm corporum externorum naturam ex parte involvunt, hoc est _(per Prop. [12](212) & [13](213) hujus)_, hæc idea erit necessariò in Deo adæquata, quatenus Mentem humanam constituit, sive quatenus ideas habet, quæ in Mente humanâ sunt ; Mens igitur _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ A necessariò adæquatè percipit, idque tam quatenus se, quàm quatenus suum, vel quodcunque externum corpus percipit, nec A alio modo potest concipi. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "238c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, dari quasdam ideas, sive notiones omnibus hominibus communes. Nam _(per [Lem. 2](213l2))_ omnia corpora in quibusdam conveniunt, quæ _(per [Prop. præced.](238))_ ab omnibus debent adæquatè, sive clarè, & distinctè percipi." - } - ] - }, - { - "id": "239", - "title": "PROPOSITIO 39", - "text": "_Id, quod Corpori humano, & quibusdam corporibus externis, à quibus Corpus humanum affici solet, commune est, & proprium, quodque in cujuscunque horum parte æquè, ac in toto est, ejus etiam idea erit in Mente adæquata._", - "childs": [ - { - "id": "239d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Sit A id, quod Corpori humano, & quibusdam corporibus externis commune est, & proprium, quodque æquè in humano Corpore, ac in iisdem corporibus externis, & quod denique æquè in cujuscunque corporis externi parte, ac in toto est. Ipsius A dabitur in Deo idea adæquata _(per [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_, tam quatenus ideam Corporis humani, quàm quatenus positorum corporum externorum ideas habet. Ponatur jam humanum Corpus à corpore externo affici per id, quod cum eo habet commune, hoc est, ab A, hujus affectionis idea proprietatem A involvet _(per [Prop. 16](216)) hujus)_, atque adeò _(per idem [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_ idea hujus affectionis, quatenus proprietatem A involvit, erit in Deo adæquata, quatenus ideâ Corporis humani affectus est, hoc est _(per [Prop. 13](213) hujus)_, quatenus Mentis humanæ naturam constituit ; adeóque _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ hæc idea est etiam in Mente humanâ adæquata. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "239c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, quod Mens eò aptior est ad plura adæquatè percipiendum, quò ejus Corpus plura habet cum aliis corporibus communia." - } - ] - }, - { - "id": "240", - "title": "PROPOSITIO 40", - "text": "_Quæcunque ideæ in Mente sequuntur ex ideis, quæ in ipsâ sunt adæquatæ, sunt etiam adæquatæ._", - "childs": [ - { - "id": "240d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet. Nam cum dicimus, in Mente humanâ ideam sequi ex ideis, quæ in ipsâ sunt adæquatæ, nihil aliud dicimus _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, quàm quòd in ipso Divino intellectu detur idea, cujus Deus est causa, non quatenus infinitus est, nec quatenus plurimarum rerum singularium ideis affectus est, sed quatenus tantùm humanæ Mentis essentiam constituit." - }, - { - "id": "240sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "His causam notionum, quæ _Communes_ vocantur, quæque ratiocinii nostri fundamenta sunt, explicui. Sed aliæ quorundam axiomatum, sive notionum causæ dantur, quas hâqc nostrâ methodo explicare è re foret ; ex iis namque constaret, quænam notiones præ reliquis utiliores, quænam verò vix ullius usûs essent. Deinde quæriam communes, & quænam iis tantùm, qui præjudiciis non laborant, claræ, & distinctæ, & quænam denique malè fundatæ sint. Præterea constaret, unde notiones illæ, quas _Secundas_ vocant, & consequenter axiomata, quæ in iisdem fundantur, suam duxerunt originem, & alia, quæ circa hæc aliquando meditatus sum. Sed quoniam hæc alii dicavi Tractatui, & etiam, ne propter nimiam hujus rei prolixitatem, fastidium crearem, hâc re hîc supersedere decrevi. Attamen ne quid horum omittam, quod scitu necessarium sit, causas breviter addam, ex quibus termini, _Transcendentales_ dicti, suam duxerunt originem, ut Ens, Res, aliquid. Hi termini ex hoc oriuntur, quòd scilicet humanum Corpus, quandoquidem limitatum est, tantùm est capax certi imaginum numeri _(quid imago sit, explicui in [Schol. Prop. 17](217sc) hujus)_ in se distinctè simul formandi, qui si excedatur, hæ imagines confundi incipient, & si hic imaginum numerus, quarum Corpus est capax, ut eas in se simul distinctè formet, longè excedatur, omnes inter se planè confundentur. Cùm hoc ità se habeat, patet ex [Coroll. Prop. 17](217c) & [Prop. 18](218) hujus, quòd Mens humana tot corpora distinctè simul imaginari poterit, quot in ipsius corpore imagines possunt simul formari. At, ubi imagines in corpore planè confunduntur, Mens etiam omnia corpora confusè sine ullâ distinctione imaginabitur, & quasi sub uno attributo comprehendet, nempe sub attributo Entis, Rei, &c. Potest hoc etiam ex eo deduci, quòd imagines non semper æquè vigeant, & ex aliis causis his analogis, quas hîc explicare non est opus ; nam ad nostrum, ad quem collimamus, scopum unam tantùm sufficit considerare. Nam omnes huc redeunt, quòd hi termini ideas significent summo gradu confusas. Ex similibus deinde causis ortæ sunt notiones illæ, quas _Universales_ vocant, ut Homo, Equus, Canis &c., videlicet, quia in Corpore humano tot imagines, ex gr. hominum formantur simul, ut vim imaginandi, non quidem penitùs, sed eò usque tamen superent, ut singulorum parvas differentias (videlicet uniuscujusque colorem, magnitudinem, &c.), eorumque determinatum numerum Mens imaginari nequeat, & id tantùm, in quo omnes, quatenus corpus ab iisdem afficitur, conveniunt, distinctè imaginetur ; nam ab eo corpus maximè, scilicet ab unoquoque singulari, affectum fuit ; atque hoc nomine _hominis_ exprimit, hocque de infinitis singularibus prædicat. Nam singularium determinatum numerum, ut diximus, imaginari nequit. Sed notandum, has notiones non ab omnibus eodem modo formari ; sed apud unumquemque variare pro ratione rei, à quâ corpus affectum sæpiùs fuit, quamque faciliùs Mens imaginatur, vel recordatur. Ex. gr. qui sæpius cum admiratione hominum staturam contemplati sunt, sub nomine _hominis_ intelligent animal erectæ staturæ ; qui verò aliud assueti sunt contemplari, aliam hominum communem imaginem formabunt, nempe, hominem esse animal risibile, animal bipes, sine plumis, animal rationale ; & sic de reliquis unusquisque pro dispositione sui corporis rerum universales imagines formabit. Quare non mirum est, quòd inter Philosophos, qui res naturales per solas rerum imagines explicare voluerunt, tot sint ortæ controversiæ." - }, - { - "id": "240sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "Ex omnibus suprà dictis clarè apparet, nos multa percipere, & notiones universales formare I. Ex singularibus, nobis per sensûs mutilatè, confuse, & sine ordine ad intellectum repræsentatis _(vide [Coroll. Prop. 29](229c) hujus)_ : & ideò tales perceptiones cognitionem ab experientiâ vagâ vocare consuevi. II. Ex signis, ex. gr. ex eo, quòd auditis, aut lectis quibusdam verbis rerum recordemur, & earum quasdam ideas formemus similes iis, per quas res imaginamur _(vide [Schol. Prop. 18](218sc) hujus)_. Utrumque hunc res contemplandi modum cognitionem primi generis, opinionem, vel imaginationem in posterum vocabo. III. Denique ex eo, quòd notiones communes, rerumque proprietatum ideas adæquatas habemus _(vide [Coroll. Prop. 38](238c) & [39](239) cum ejus [Coroll.](239c) & [Prop. 40](240) hujus)_ ; atque hunc rationem, & secundi generis cognitionem vocabo. Præter hæc duo cognitionis genera datur, ut in sequentibus ostendam, aliud tertium, quod scientiam intuitivam vocabimus. Atque hoc cognoscendi genus procedit ab adæquatâ ideâ essentiæ formalis quorundam Dei attributorum ad adæquatam cognitionem essentiæ rerum. Hæc omnia unius rei exemplo explicabo. Dantur ex. gr. tres numeri, ad quartum obtinendum, qui sit ad tertium, ut secundus ad primum. Non dubitant mercatores secundum in tertium ducere, & productum per primum dividere ; quia scilicet ea, quæ à magistro absque ullâ demonstratione audiverunt, nondum tradiderunt oblivioni, vel quia id sæpe in numeris simplicissimis experti sunt, vel ex vi Demonstrationis Prop. 19 lib. 7 Euclid., nempe ex communi proprietate proportionalium. At in numeris simplicissimis nihil horum opus est. Ex. gr. datis numeris 1, 2, 3 nemo non videt, quartum numerum proportionalem esse 6 atque hoc multò clariùs, quia ex ipsâ ratione, quam primum ad secundum habere uno intuitu videmus, ipsum quartum concludimus." - } - ] - }, - { - "id": "241", - "title": "PROPOSITIO 41", - "text": "_Cognitio primi generis unica est falsitatis causa, secundi autem, & tertii est necessariò vera._", - "childs": [ - { - "id": "241d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ad primi generis cognitionem illas omnes ideas diximus in [præced. Schol.](240sc2) pertinere, quæ sunt inadæquatæ, & confusæ ; atque adeò _(per [Prop. 35](235) hujus)_ hæc cognitio unica est falsitatis causa. Deinde ad cognitionem secundi, & tertii illas pertinere diximus, quæ sunt adæquatæ ; adeóque _(per [Prop. 34](234) hujus)_ est necessariò vera. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "242", - "title": "PROPOSITIO 42", - "text": "_Secundi, & tertii, & non primi generis cognitio docet nos verum à falso distinguere._", - "childs": [ - { - "id": "242d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio per se patet. Qui enim inter verum, & falsum scit distinguere, debet adæquatam veri, & falsi habere ideam, hoc est _(per [Schol. 2 Prop. 40](240sc2) hujus)_ verum, & falsum secundo, aut tertio cognitionis genere cognoscere." - } - ] - }, - { - "id": "243", - "title": "PROPOSITIO 43", - "text": "_Qui veram habet ideam, simul scit se veram habere ideam, nec de rei veritate potest dubitare._", - "childs": [ - { - "id": "243d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Idea vera in nobis est illa, quæ in Deo, quatenus per naturam Mentis humanæ explicatur, est adæquata _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_. Ponamus itaque, dari in Deo, quatenus per naturam Mentis humanæ explicatur, ideam adæquatam A. Hujus ideæ debet necessariò dari etiam in Deo idea, quæ ad Deum eodem modo refertur, ac idea A _(per [Prop. 20](220) hujus, cujus Demonstratio universalis est)_. At idea A ad Deum referri supponitur, quatenus per naturam Mentis humanæ explicatur ; ergo etiam idea ideæ A ad Deum eodem modo debet referri, hoc est _(per idem [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, hæc adæquata idea ideæ A erit in ipsâ Mente, quæ ideam adæquatam A habe t ; adeóque qui adæquatam habet ideam, sive _(per [Prop. 34](234) hujus)_ qui verè rem cognoscit, debet simul suæ cognitionis adæquatam habere ideam, sive veram cognitionem, hoc est _(ut per se manifestum)_, debet simul esse certus. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "243sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "In [Scholio Propositionis 21](221sc) hujus Partis explicui, quid sit idea ideæ ; sed notandum, præcedentem Propositionem per se satis esse manifestam. Nam nemo, qui veram habet ideam, ignorat veram ideam summam certitudinem involvere ; veram namque habere ideam, nihil aliud significat, quàm perfectè, sive optimè rem cognoscere ; nec sanè aliquis de hâc re dubitare potest, nisi putet, ideam quid mutum instar picturæ in tabulâ, & non modum cogitandi esse, nempe ipsum intelligere ; & quæso, quis scire potest, se rem aliquam intelligere, nisi priùs rem intelligat? hoc est, quis potest scire, se de aliquâ re certum esse, nisi priùs de eâ re certus sit? Deinde quid ideâ verâ clarius, & certius dari potest, quod norma sit veritatis? Sanè sicut lux seipsam, & tenebras manifestat, sic veritas norma sui, & falsi est. Atque his me ad has quæstiones respondisse puto ; nempe, si idea vera, quatenus tantùm dicitur cum suo ideato convenire, à falsâ distinguitur, nihil ergo realitatis, aut perfectionis idea vera habet præ falsâ (quandoquidem per solam denominationem extrinsecam distinguuntur), & consequenter neque etiam homo, qui veras, præ illo, qui falsas tantùm ideas habet? Deinde unde fit, ut homines falsas habeant ideas? Et denique, unde aliquis certò seire potest, se ideas habere, quæ cum suis ideatis conveniant. Ad has, inquam, quæstiones me jam respondisse puto. Nam quòd ad differentiam inter ideam veram, & falsam attinet, constat ex [Propositione 35](235) hujus, illam ad hanc sese habere, ut ens ad non-ens. Falsitatis autem causas à [Propositione 19](119) usque ad [35](235) cum ejus [Scholio](235sc) clarissimè ostendi. Ex quibus etiam apparet, quid homo, qui veras habet ideas, homini, qui non nisi falsas habet, intersit. Quod denique ultimum attinet, nempe, undenam homo scire potest se habere ideam, quæ cum suo ideato conveniat, id modò satis superque ostendi ex hoc solo oriri, quòd ideam habet, quæ cum suo deato convenit, sive quòd veritas sui sit norma. His adde, quòd Mens nostra, quatenus res verè percipit, pars est infiniti Dei intellectûs _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ ; adeóque tam necesse est, ut Mentis claræ, & distinctæ ideæ veræ sint, ac Dei ideæ." - } - ] - }, - { - "id": "244", - "title": "PROPOSITIO 44", - "text": "_De naturâ Rationis non est res, ut contingentes, sed, ut necessarias, contemplari._", - "childs": [ - { - "id": "244d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "De naturâ rationis est res verè percipere _(per [Prop. 41](241) hujus)_, nempe _(per [Axiom. 6](1a6), p. I)_ ut in se sunt, hoc est _(per [Prop. 29](129), p. I)_, non ut contingentes, sed ut necessarias. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "244c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Hinc sequitur, à solâ imaginatione pendêre, quòd res tam respectu præteriti, quàm futuri, ut contingentes contemplemur." - }, - { - "id": "244sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quâ autem ratione hoc fiat, paucis explicabo. Ostendimus suprà _([Prop. 17](217) hujus cum ejus [Coroll.](217c))_ Mentem, quamvis res non existant, eas tamen semper, ut sibi præsentes, imaginari, nisi causæ occurrant, quæ earum præsentem existentiam secludant. Deinde _([Prop. 18](218) hujus)_ ostendimus, quòd, si Corpus humanum semel à duobus corporibus externis simul affectum fuit, ubi Mens postea eorum alterutrum imaginabitur, statim & alterius recordabitur, hoc est, ambo, ut sibi præsentia, contemplabitur, nisi causæ occurrant, quæ eorum præsentem existentiam secludant. Præterea nemo dubitat, quin etiam tempus imaginemur, nempe, ex eo, quòd corpora alia aliis tardiùs, vel celeriùs, vel æquè celeriter moveri imaginemur. Ponamus itaque puerum, qui heri primâ vice horâ matutinâ viderit Petrum, meridianâ autem Paulum, & vespertinâ Simeonem, atque hodie iterùm matutinâ horâ Petrum. Ex [Propositione 18](218) hujus patet, quòd simulac matutinam lucem videt, illicò solem eandem cæli, quam die præcedenti viderit, partem percurrentem, sive diem integrum, & simul cum tempore matutino Petrum, cum meridiano autem Paulum, & cum vespertino Simeonem imaginabitur, hoc est, Pauli, & Simeonis existentiam cum relatione ad futurum tempus imaginabitur ; & contrà, si horâ vespertinâ Simeonem videat, Paulum, & Petrum ad tempus præteritum referet, eosdem scilicet simul cum tempore præterito imaginando ; atque hæc eò constantiùs, quò sæpiùs eos eodem hoc ordine viderit. Quòd si aliquando contingat, ut aliâ quâdam vesperâ loco Simeonis, Jacobum videat, tum sequenti mane cum tempore vespertino jam Simeonem, jam Jacobum, non verò ambos simul imaginabitur. Nam alterutrum tantùm, non autem ambos simul tempore vespertino vidisse supponitur. Fluctuabitur itaque ejus imaginatio, & cum futuro tempore vespertino jam hunc, jam illum imaginabitur, hoc est, neutrum certò, sed utrumque contingenter futurum contemplabitur. Atque hæc imaginationis fluctuatio eadem erit, si imaginatio rerum sit, quas eodem modo cum relatione ad tempus præteritum, vel præsens contemplamur, & consequenter res tam ad tempus præsens, quam ad præteritum, vel futurum relatas, ut contingentes, imaginabimur." - }, - { - "id": "244c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "De naturâ Rationis est res sub quâdam æternitatis specie percipere." - }, - { - "id": "244c2d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "De natura enim Rationis est res, ut necessarias, & non, ut contingentes, contemplari _(per [Prop. præced.)](244)_. Hanc autem rerum necessitatem _(per [Prop. 41](241) hujus)_ verè, hoc est _(per [Axiom. 6](1a6), p. I)_, ut in se est, percipit. Sed _(per [Prop. 16](116), p. I)_ hæc rerum necessitas est ipsa Dei æternæ naturæ necessitas ; ergo de naturâ Rationis est res sub hâc æternitatis specie contemplari. Adde, quòd fundamenta Rationis notiones sint _(per [Prop. 38](238) hujus)_, quæ illa explicant, quæ omnibus communia sunt, quæque _(per [Prop. 37](237) hujus)_ nullius rei singularis essentiam explicant ; quæque propterea absque ullâ temporis relatione, sed sub quâdam æternitatis specie debent concipi. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "245", - "title": "PROPOSITIO 45", - "text": "_Unaquæque cujuscunque corporis, vel rei singularis, actu existentis, idea Dei æternam, & infinitam essentiam necessariò involvit._", - "childs": [ - { - "id": "245d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Idea rei singularis, actu existentis, ipsius rei tam essentiam, quàm existentiam necessariò involvit _(per [Coroll. Prop. 8](208c) hujus)_ : At res singulares _(per [Prop. 15](115), p. I)_ non possunt sine Deo concipi ; sed, quia _(per [Prop. 6](206) hujus)_ Deum pro causâ habent, quatenus sub attributo consideratur, cujus res ipsæ modi sunt, debent necessariò earum ideæ _(per [Axiom. 4](1a4), p. I)_ ipsarum attributi conceptum, hoc est _(per [Defin. 6](1d6), p. I)_, Dei æternam, & infinitam essentiam involvere. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "245sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hic per existentiam non intelligo durationem, hoc est, existentiam, quatenus abstractè concipitur, & tanquam quædam quantitatis species. Nam loquor de ipsâ naturâ existentiæ, quæ rebus singularibus tribuitur, propterea quòd ex æternâ necessitate Dei naturæ infinita infinitis modis sequuntur _(vide [Prop. 16](116), p. I)_. Loquor, inquam, de ipsâ existentiâ rerum singularium, quatenus in Deo sunt. Nam, etsi unaquæque ab aliâ re singulari determinetur ad certo modo existendum, vis tamen, quâ unaquæque in existendo perseverat, ex æternâ necessitate naturæ Dei sequitur. Quâ de re vide [Coroll. Prop. 24](124c) p. I." - } - ] - }, - { - "id": "246", - "title": "PROPOSITIO 46", - "text": "_Cognitio æternæ, & infinitæ essentiæ Dei, quam unaquæque idea involvit, est adæquata, & perfecta._", - "childs": [ - { - "id": "246d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Demonstratio præcedentis Propositionis Universalis est, &, sive res, ut pars, sive, ut totum, consideretur, ejus idea, sive totius sit, sive partis _(per [Prop. præced.](245))_, Dei æternam, & infinitam essentiam involvet. Quare id, quod cognitionem æternæ, & infinitæ essentiæ Dei dat, omnibus commune, & æquè in parte, ac in toto est, adeóque _(per [Prop. 38](238) hujus)_ erit hæc cognitio adæquata. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "247", - "title": "PROPOSITIO 47", - "text": "_Mens humana adæquatam habet cognitionem æternæ, & infinitæ essentiæ Dei._", - "childs": [ - { - "id": "247d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens humana ideas habet _(per [Prop. 22](222) hujus)_, ex quibus _(per [Prop. 23](223) hujus)_ se, suumque Corpus _(per [Prop. 19](219) hujus)_, & _(per [Coroll. 1 Prop. 16](216c1) & per [Prop. 17](217) hujus) corpora externa, ut actu existentia, percipit ; adeóque _(per Prop: [45](245) & [46](246) hujus) _cognitionem æternæ, & infinitæ essentiæ Dei habet adæquatam. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "247sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hinc videmus, Dei infinitam essentiam, ejusque æternitatem omnibus esse notam. Cùm autem omnia in Deo sint, & per Deum concipiantur, sequitur, nos ex cognitione hâc plurima posse deducere, quæ adæquat7 cognoscamus, atque adeò tertium illud cognitionis genus formare, de quo diximus in [Scholio 2 Propositionis 40](240sc2) hujus Partis, & de cujus præstantiâ & utilitate in Quintâ Parte erit nobis dicendi locus. Quòd autem homines non æquè claram Dei, ac notionum communium habeant cognitionem, inde fit, quòd Deum imaginari nequeant, ut corpora, & quòd nomen _Deus_ junxerunt imaginibus rerum, quas videre solent ; quod homines vix vitare possunt, quia continuò à corporibus externis afficiuntur. Et profectò plerique errores in hoc solo consistunt, quòd scilicet nomina rebus non rectè applicamus. Cùm enim aliquis ait, lineas, quæ ex centro circuli ad ejusdem circumferentiam ducuntur, esse inæquales, ille sanè aliud, tum saltem, per circulum intelligit, quàm Mathematici. Sic cùm homines in calculo errant, alios numeros in mente, alios in chartâ habent. Quare si ipsorum Mentem spectes, non errant sanè ; videntur tamen errare, quia ipsos in mente putamus habere numeros, qui in chartâ sunt. Si hoc non esset, nihil eosdem errare crederemus ; ut non credidi quendam errare, quem nuper audivi clamantem, suum atrium volâsse in gallinam vicini, quia scilicet ipsius mens satis perspecta mihi videbatur. Atque hinc pleræque oriuntur controversiæ, nempe, quia homines mentem suam non rectè explicant, vel quia alterius mentem male interpretantur. Nam reverâ, dum sibi maximè contradicunt, vel eadem, vel diversa cogitant, ita ut, quos in alio errores, & absurda esse putant, non sint." - } - ] - }, - { - "id": "248", - "title": "PROPOSITIO 48", - "text": "_In Mente nulla est absoluta, sive libera voluntas ; sed Mens ad hoc, vel illud volendum determinatur à causâ, quæ etiam ab aliâ determinata est, & hæc iterùm ab aliâ, & sic in infinitum._", - "childs": [ - { - "id": "248d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens certus, & determinatus modus cogitandi est _(per [Prop. 11](211) hujus)_, adeóque _(per [Coroll. 2 Prop. 17](117c2), p. I)_ suarum actionum non potest esse causa libera, sive absolutam facultatem volendi, & nolendi habere non potest ; sed ad hoc, vel illud volendum _(per [Prop. 28](128), p. I)_ determinari debet à causâ, quæ etiam ab aliâ determinata est, & hæc iterùm ab aliâ, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "248sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Eodem hoc modo demonstratur in Mente nullam dari facultatem absolutam intelligendi, cupiendi, amandi, &c. Unde sequitur, has, & similes facultates, vel prorsùs fictitias, vel nihil esse, præter entia Metaphysica, sive universalia, quæ ex particularibus formare solemus. Adeò ut intellectus, & voluntas ad hanc, & illam ideam, vel ad hanc, & illam volitionem eodem modo sese habeant, ac lapideitas ad hunc, & illum lapidem, vel ut homo ad Petrum, & Paulum. Causam autem, cur homines se liberos esse putent, explicuimus in [Appendice](1app) Partis Primæ. Verùm, antequam ulteriùs pergam, venit hîc notandum, me per voluntatem affirmandi, & negandi facultatem, non autem cupiditatem intelligere ; facultatem, inquam, intelligo, quâ Mens, quid verum, quidve falsum sit, affirmat, vel negat, & non cupiditatem, quâ Mens res appetit, vel aversatur. At postquam demonstravimus, has facultates notiones esse universales, quæ à singularibus, ex quibus easdem formamus, non distinguuntur, inquirendum jam est, an ipsæ volitiones aliquid sint, præter ipsas rerum ideas. Inquirendum, inquam, est, an in Mente alia affirmatio, & negatio detur præter illam, quam idea, quatenus idea est, involvit, quâ de re vide sequentem Propositionem, ut & [Definitionem 3](2d3) hujus, ne cogitatio in picturas incidat. Non enim per ideas imagines, quales in fundo oculi, &, si placet, in medio cerebro formantur, sed Cogitationis conceptûs intelligo." - } - ] - }, - { - "id": "249", - "title": "PROPOSITIO 49", - "text": "_In Mente nulla datur volitio, sive affirmatio, & negatio præter illam, quam idea, quatenus idea est, involvit._", - "childs": [ - { - "id": "249d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "In Mente _(per [Prop. præced.](248))_ nulla datur absoluta facultas volendi, & nolendi, sed tantùm singulares volitiones, nempe hæc, & illa affirmatio, & hæc, & illa negatio. Concipiamus itaque singularem aliquam volitionem, nempe modum cogitandi, quo Mens affirmat, tres angulos trianguli æquales esse duobus rectis. Hæc affirmatio conceptum, sive ideam trianguli involvit, hoc est, sine ideâ trianguli non potest concipi. Idem enim est, si dicam, quòd A conceptum B debeat involvere, ac quòd A sine B non possit concipi. Deinde hæc affirmatio _(per [Axiom. 3](2a3) hujus)_ non potest etiam sine ideâ trianguli esse. Hæc ergo affirmatio sine ideâ trianguli nec esse, nec concipi potest. Porrò hæc trianguli idea, hanc eandem affirmationem involvere debet, nempe, quòd tres ejus anguli æquentur duobus rectis. Quare & vice versâ hæc trianguli idea, sine hâc affirmatione nec esse, nec concipi potest, adeóque _(per [Defin. 2](2d2)) hujus)_ hæc affirmatio ad essentiam ideæ trianguli pertinet, nec aliud præter ipsam est. Et quod de hâc volitione diximus (quandoquidem eam ad libitum sumpsimus), dicendum etiam est de quacunque volitione, nempe, quòd præter ideam nihil sit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "249c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Voluntas & intellectus unum, & idem sunt." - }, - { - "id": "249cd", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Voluntas, & intellectus nihil præter ipsas singulares volitiones, & ideas sunt _(per [Prop. 48](248) hujus, & ejusdem [Schol.](248sc))_. At singularis volitio, & idea _(per [Prop. præced.](249))_ unum, & idem sunt, ergo voluntas, & intellectus unum, & idem sunt. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "249sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "His causam, quæ communiter erroris esse statuitur, sustulimus. Suprà autem ostendimus, falsitatem in solâ privatione, quam ideæ mutilatæ, & confusæ involvunt, consistere. Quare idea falsa, quatenus falsa est, certitudinem non involvit. Cùm itaque dicimus, hominem in falsis acquiescere, nec de iis dubitare, non ideò ipsum certum esse, sed tantùm non dubitare dicimus, vel quòd in falsis acquiescit, quia nullæ causæ dantur, quæ efficiant, ut ipsius imaginatio fluctuetur. Quâ de re vide [Scholium Propositionis 44](244sc) hujus Partis. Quantumvis igitur homo falsis adhærere supponatur, nunquam tamen ipsum certum esse dicemus. Nam per certitudinem quid positivum intelligimus _(vide [Prop. 43](243) hujus cum ejusdem [Schol.](243sc))_, non verò dubitationis privationem. At per certitudinis privationem falsitatem intelligimus. Sed ad uberiorem explicationem [præcedentis Propositionis](249) quædam monenda supersunt. Superest deinde, ut ad objectiones, quæ in nostram hanc doctrinam objici possunt, respondeam ; & denique, ut omnem amoveam scrupulum, operæ pretium esse duxi, hujus doctrinæ quasdam utilitates indicare. Quasdam, inquam ; nam præcipuæ ex iis, quæ in Quintâ Parte dicemus, meliùs intelligentur. \nIncipio igitur à primo, Lectoresque moneo, ut accuratè distinguant inter ideam, sive Mentis conceptum, & inter imagines rerum, quas imaginamur. Deinde necesse est, ut distinguant inter ideas, & verba, quibus res significamus. Nam quia hæc tria, imagines scilicet, verba, & ideæ à multis vel planè confunduntur, vel non satis accuratè, vel denique non satis cautè distinguuntur, ideò hanc de voluntate doctrinam, scitu prorsùs necessariam, tam ad speculationem, quàm ad vitam sapienter instituendam, planè ignorârunt. Quippe, qui putant ideas consistere in imaginibus, quæ in nobis ex corporum occursu formantur, sibi persuadent, ideas illas rerum, quarum similem nullam imaginem formare possumus, non esse ideas, sed tantùm figmenta, quæ ex libero voluntatis arbitrio fingimus ; ideas igitur, veluti picturas in tabulâ mutas, aspiciunt, &, hoc præjudicio præoccupati, non vident, ideam, quatenus idea est, affirmationem, aut negationem involvere. Deinde, qui verba confundunt cum ideâ, vel cum ipsâ affirmatione, quam idea involvit, putant se posse contra id, quod sentiunt, velle ; quando aliquid solis verbis contra id, quod sentiunt, affirmant, aut negant. Hæc autem præjudicia exuere facilè is poterit, qui ad naturam cogitationis attendit, quæ extensionis conceptum minimè involvit ; atque adeò clarè intelliget, ideam (quandoquidem modus cogitandi est) neque in rei alicujus imagine, neque in verbis consistere. Verborum namque, & imaginum essentia à solis motibus corporeis constituitur, qui cogitationis conceptum minimè involvunt. Atque hæc pauca de his monuisse sufficiat, quare ad prædictas objectiones transeo. \nHarum prima est, quòd constare putant, voluntatem latiùs se extendere, quàm intellectum, atque adeò ab eodem diversam esse. Ratio autem, cur putant, voluntatem latiùs se extendere, quàm intellectum, est, quia se experiri ajunt, se non majore assentiendi, sive affirmandi, & negandi facultate indigere ad infinitis aliis rebus, quas non percipimus, assentiendum, quàm jam habemus, at quidem majore facultate intelligendi. Distinguitur ergo voluntas ab intellectu, quod finitus hic sit, illa autem infinita. \nSecundò nobis objici potest, quòd experientia nihil clariùs videatur docere, quàm quòd nostrum judicium possumus suspendere, ne rebus, quas percipimus, assentiamur ; quod hinc etiam confirmatur, quòd nemo dicitur decipi, quatenus aliquid percipit, sed tantùm, quatenus assentitur, aut dissentitur. Ex. gr. qui equum alatum fingit, non ideò concedit dari equum alatum, hoc est, non ideò decipitur, nisi simul concedat, dari equum alatum ; nihil igitur clariùs videtur docere experientia, quàm quòd voluntas, sive facultas assentiendi libera sit, & a facultate intelligendi diversa. \nTertio objici potest, quòd una affirmatio non plus realitatis videtur continere, quàm alia, hoc est, non majore potentiâ indigere videmur ad affirmandum, verum esse id, quòd verum est, quàm ad aliquid, quod falsum est, verum esse affirmandum ; at unam ideam plus realitatis, sive perfectionis, quàm aliam habere percipimus ; quantùm enim objecta alia aliis præstantiora, tantùm etiam eorum ideæ aliæ aliis perfectiores sunt ; ex quibus etiam constare videtur differentia inter voluntatem, & intellectum. \nQuarto objici potest, si homo non operatur ex libertate voluntatis, quid ergo fiet, si in æquilibrio sit, ut Buridani asina? Faméne, & siti peribit? Quod si concedam, viderer asinam, vel hominis statuam, non hominem concipere ; si autem negem, ergo seipsum determinabit, & consequenter eundi facultatem, & faciendi quicquid velit, habet. Præter hæc alia forsan possunt objici ; sed quia inculcare non teneor, quid unusquisque somniare potest, ad has objectiones tantum respondere curabo, idque quàm potero breviter. \nEt quidem ad primam dico, me concedere, voluntatem latiùs se extendere, quàm intellectum, si per intellectum claras tantummodò, & distinctas ideas intelligant ; sed nego voluntatem latiùs se extendere, quàm perceptiones, sive concipiendi facultatem ; nec sanè video, cur facultas volendi potiùs dicenda est infinita, quàm sentiendi facultas ; sicut enim infinita (unum tamen post aliud ; nam infinita simul affirmare non possumus) eâdem volendi facultate possumus affirmare, sic etiam infinita corpora (unum nempe post aliud) eâdem sentiendi facultate possumus sentire, sive percipere. Quòd si dicant, infinita dari, quæ percipere non possumus? regero, nos ea ipsa nullâ cogitatione, & consequenter nullâ volendi facultate posse assequi. At dicunt, si Deus vellex efficere, ut ea etiam perciperemus, majorem quidem facultatem percipiendi deberet nobis dare, sed non majorem, quàm dedit, volendi facultatem ; quod idem est, ac si dicerent, quòd si Deus velit efficere, ut infinita alia entia intelligeremus, necesse quidem esset, ut nobis daret majorem intellectum ; sed non universaliorem entis ideam, quàm dedit, ad eadem infinita entia amplectendum. Ostendimus enim voluntatem ens esse universale, sive ideam, quâ omnes singulares volitiones, hoc est, id, quod iis omnibus commune est, explicamus. Cùm itaque hanc omnium volitionum communem, sive universalem ideam facultatem esse credant, minimè mirum, si hanc facultatem ultra limites intellectûs in infinitum se extendere dicant. Universale enim æquè de uno, ac de pluribus, ac de infinitis individuis dicitur. \nAd secundam objectionem respondeo negando, nos liberam habere potestatem judicium suspendendi. Nam cùm dicimus, aliquem judicium suspendere, nihil aliud dicimus, quàm quòd videt, se rem non adæquatè percipere. Est igitur judicii suspensio reverâ perceptio, & non libera voluntas. Quod ut clarè intelligatur, concipiamus puerum, equum alatum imaginantem, nec aliud quicquam percipientem. Quandoquidem hæc imaginatio equi existentiam involvit _(per [Coroll. Prop. 17[ hujus)_, nec puer quicquam percipit, quod equi existentiam tollat, ille necessariò equum, ut præsentem, contemplabitur ; nec de ejus existentiâ poterit dubitare, quamvis de eâdem non sit certus. Atque hoc quotidie in somnis experimur, nec credo aliquem esse, qui putet, se, dum somniat, liberam habere potestatem suspendendi de iis, quæ somniat, judicium, efficiendique, ut ea, quæ se videre somniat, non somniet ; & nihilominùs contingit, ut etiam in somnis judicium suspendamus, nempe cùm somniamus, nos somniare. Porrò concedo neminem decipi, quatenus percipit, hoc est, Mentis imaginationes, in se consideratas, nihil erroris involvere concedo _(vide [Schol. Prop. 17](217sc) hujus)_ ; sed nego, hominem nihil affirmare, quatenus percipit. Nam quid aliud est equum alatum percipere, quam alas de equo affirmare? Si enim Mens præter equum alatum nihil aliud perciperet, eundem sibi præsentem contemplaretur, nec causam haberet ullam dubitandi de ejusdem existentiâ, nec ullam dissentiendi facultatem, nisi imaginatio equi alati juncta sit ideæ, quæ existentiam ejusdem equi tollit, vel quòd percipit, ideam equi alati, quam habet, esse inadæquatam, atque tum vel ejusdem equi existentiam necessario negabit, vel de eadem necessariò dubitabit. \nAtque his puto me ad tertiam etiam objectionem respondisse, nempe, quòd voluntas universale quid sit, quod de omnibus ideis prædicatur ; quodque id tantùm significat, quod omnibus ideis commune est, nempe affirmationem. Cujus propterea adæquata essentia, quatenus sic abstractè concipitur, debet esse in unaquâque ideâ, & hâc ratione tantùm in omnibus eadem ; sed non quatenus consideratur essentiam ideæ constituere ; nam eatenus singulares affirmationes æquè inter se differunt, ac ipsæ ideæ. Ex. gr. affirmatio, quam idea circuli ab illâ, quam idea trianguli involvit, æquè differt, ac idea circuli ab ideâ trianguli. Deinde absolutè nego, nos æquali cogitandi potentiâ indigere ad affirmandum, verum esse id, quod verum est, quàm ad affirmandum, verum esse id, quod falsum est. Nam hæ duæ affirmationes, si mentem spectes, se habent ad invicem, ut ens ad non-ens ; nihil enim in ideis positivum est, quod falsitatis formam constituit _(vide [Prop. 35](235) hujus cum ejus [Schol.](235sc) & [Schol. Prop. 47](247sc) hujus)_. Quare hîc apprimè venit notandum, quàm facilè decipimur, quando universalia cum singularibus, & entia rationis, & abstracta cum realibus confundimus. \nQuod denique ad quartam objectionem attinet, dico, me omninò concedere, quòd homo in tali æquilibrio positus (nempe qui nihil aliud percipit, quàm sitim, & famem, talem cibum, & talem potum, qui æquè ab eo distant), fame, & siti peribit. Si me rogant, an talis homo non potiùs asinus, quàm homo sit æstimandus? dico me nescire, ut etiam nescio, quanti æstimandus sit ille, qui se pensilem facit, & quanti æstimandi sint pueri, stulti, vesani, &c. \nSuperest tandem indicare, quantùm hujus doctrinæ cognitio ad usum vitæ conferat, quod facile ex his animadvertemus. Nempe \nI. Quatenus docet nos ex solo Dei nutu agere, divinæque naturæ esse participes, & eò magis, quò perfectiores actiones agimus, & quò magis magisque Deum intelligimus. Hæc ergo doctrina, præterquam quòd animum omnimodè quietum reddit, hoc etiam habet, quòd nos docet, in quo nostra summa felicitas, sive beatitudo consistit, nempe in solâ Dei cognitione, ex quâ ad ea tantùm agenda inducimur, quæ amor, & pietas suadent. Unde clarè intelligimus, quantùm illi à verâ virtutis æstimatione aberrant, qui pro virtute, & optimis actionibus, tanquam pro summâ servitute, summis præmiis à Deo decorari exspectant, quasi ipsa virtus, Deique servitus non esset ipsa felicitas, & summa libertas. \nII. Quatenus docet, quomodò circa res fortunæ, sive quæ in nostrâ potestate non sunt, hoc est, circa res, quæ ex nostrâ naturâ non sequuntur, nos gerere debeamus ; nempe utramque fortunæ faciem æquo animo exspectare ; & ferre : nimirùm, quia omnia ab æterno Dei decreto eâdem necessitate sequuntur, ac ex essentiâ trianguli sequitur, quòd tres ejus anguli sunt æquales duobus rectis. \nIII. Confert hæc doctrina ad vitam socialem, quatenus docet, neminem odio habere, contemnere, irridere, nemini irasci, invidere. Præterea quatenus docet, ut unusquisque suis sit contentus, & proximo auxilio, non ex muliebri misericordiâ, partialitate, neque superstitione, sed ex solo rationis ductu, prout scilicet tempus, & res postulat, ut in Quartâ Parte ostendam. \nIV. Denique confert etiam hæc doctrina non parùm ad communem societatem : quatenus docet, quâ ratione cives gubernandi sint, & ducendi, nempe non ut serviant, sed ut liberè ea, quæ optima sunt, agant. Atque his, quæ in hoc Schol. agere constitueram, absolvi, & eo finem huic nostræ Secundæ Parti impono, in quâ puto me naturam Mentis humanæ, ejusque proprietates satis prolixè, & quantùm rei, difficultas fert, clarè explicuisse, atque talia tradidisse, ex quibus multa præclara, maximè utilia, & cognitu necessaria concludi possunt, ut panim ex sequentibus constabit. \n_Finis Secundae Partis._ " - } - ] - } - ] - }, - { - "index": 3, - "id": "p3", - "title": "_Pars Tertia_, DE _Origine & Naturâ_ AFFECTUUM.", - "enonces": [ - { - "id": "3pr", - "title": "PRAEFATIO", - "text": "_Plerique, qui de Affectibus, & hominum vivendi ratione scripserunt, videntur, non de rebus naturalibus, quæ communes naturæ leges sequuntur, sed de rebus, quæ extra naturam sunt, agere. Imò hominem in naturâ, veluti imperium in imperio, concipere videntur. Nam hominem naturæ ordinem magis perturbare, quàm sequi, ipsumque in suas actiones absolutam habere potentiam, nec aliunde, quàm à se ipso determinari, credunt. Humanæ deinde impotentiæ, & inconstantiæ causam non communi naturæ potentiæ, sed, nescio cui naturæ humanæ vitio, tribuunt, quam propterea flent, rident, contemnunt, vel, quod plerumque fit, detestantur ; &, qui humanæ Mentis impotentiam eloquentiùs, vel argutiùs carpere novit, veluti Divinus habetur. Non defuerunt tamen viri præstantissimi (quorum labori, & industriæ nos multùm debere fatemur), qui de rectâ vivendi ratione præclara multa scripserint, & plena prudentiæ consilia mortalibus dederint ; verùm Affectuum naturam, & vires, & quid contrà Mens in iisdem moderandis possit, nemo, quòd sciam, determinavit. Scio equidem celeberrimum Cartesium, licet etiam crediderit, Mentem in suas actiones absolutam habere potentiam, Affectûs tamen humanos per primas suas causas explicare, simulque viam ostendere studuisse, quâ Mens in Affectûs absolutum habere possit imperium ; sed, meâ quidem sententiâ, nihil præter magni sui ingenii acumen ostendit, ut suo loco demonstrabo. Nam ad illos revertere volo, qui hominum Affectûs, & actiones detestari, vel ridere malunt, quàm intelligere. His sine dubio mirum videbitur, quòd hominum vitia, & ineptias more Geometrico tractare aggrediar, & certâ ratione demonstrare velim ea, quæ rationi repugnare, quæque vana, absurda, & horrenda esse clamitant. Sed mea hæc est ratio. Nihil in naturâ fit, quod ipsius vitio possit tribui ; est namque natura semper eadem, & ubique una, eademque ejus virtus, & agendi potentia, hoc est, naturæ leges, & regulæ, secundum quas omnia fiunt, & ex unis formis in alias mutantur, sunt ubique, & semper eædem, atque adeò una, eademque etiam debet esse ratio rerum qualiumcunque naturam intelligendi, nempe per leges, & regulas naturæ universales. Affectûs itaque odii, iræ, invidiæ &c. in se considerati ex eâdem naturæ necessitate, & virtute consequuntur, ac reliqua singularia ; ac proinde certas causas agnoscunt, per quas intelliguntur, certasque proprietates habent, cognitione nostra æquè dignas, ac proprietates cujuscunque alterius rei, cujus solâ contemplatione delectamur. De Affectuum itaque naturâ, & viribus, ac Mentis in eosdem potentiâ eâdem Methodo agam, quâ in præcedentibus de Deo, & Mente egi, & humanas actiones, atque appetitûs considerabo perinde, ac si Quæstio de lineis, planis, aut de corporibus esset._", - "childs": [] - }, - { - "title":"DEFINITIONES", - "type":"title" - }, - { - "id": "3d1", - "title": "I.", - "text": "Causam adæquatam appello eam, cujus effectus potest clarè, & distinctè per eandem percipi. Inadæquatam autem, seu partialem illam voco, cujus effectus per ipsam solam intelligi nequit. 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II)_, & quæ deinde inadæquatæ sunt in Mente, sunt etiam in Deo _(per idem [Coroll.](211c))_ adæquatæ, non quatenus ejusdem solummodò Mentis essentiam, sed etiam quatenus aliarum rerum Mentes in se simul continet. Deinde ex datâ quâcunque ideâ aliquis effectus sequi necessariò debet _(per [Prop. 36](136), p. I)_, cujus effectûs Deus causa est adæquata _(vide [Defin. 1](3d1) hujus)_, non quatenus infinitus est, sed quatenus datâ illâ ideâ affectus consideratur _(vide [Prop. 9](209), p. II)_. At ejus effectûs, cujus Deus est causa, quatenus affectus est ideâ, quæ in alicujus Mente est adæquata, illa eadem Mens est causa adæquata _(per [Coroll. Prop. 11](211c), p. II)_. Ergo Mens nostra _(per [Defin. 2](3d2) hujus)_, quatenus ideas habet adæquatas, quædam necessariò agit, quod erat primum. Deinde quicquid necessariò sequitur ex ideâ, quæ in Deo est adæquata, non quatenus Mentem unius hominis tantum, sed quatenus aliarum rerum Mentes simul cum ejusdem hominis Mente in se habet, ejus _(per idem [Coroll. Prop. 11](211c) p. II)_ illius hominis Mens non est causa adæquata, sed partialis, ac proinde _(per [Defin. 2](3d2) hujus)_ Mens quatenus ideas inadæquatas habet, quædam necessariò patitur. Quod erat secundum. Ergo Mens nostra, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "301c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur Mentem eò pluribus passionibus esse obnoxiam, quò plures ideas inadæquatas habet, & contrà eò plura agere, quò plures habet adæquatas." - } - ] - }, - { - "id": "302", - "title": "PROPOSITIO 2", - "text": "_Nec Corpus Mentem ad cogitandum, nec Mens Corpus ad motum, neque ad quietem, nec ad aliquid (si quid est) aliud determinare potest._", - "childs": [ - { - "id": "302d", - "type": "demonstratio", - "text": "Omnes cogitandi modi Deum, quatenus res est cogitans, & non quatenus alio attributo explicatur, pro causâ habent _(per [Prop. 6](206), p. II)_ ; id ergo, quod Mentem ad cogitandum determinat, modus cogitandi est, & non Extensionis, hoc est _(per [Defin. 1](2d1), p. II)_, non est Corpus : Quod erat primum. Corporis deinde motus, & quies ab alio oriri debet corpore, quod etiam ad motum, vel quietem determinatum fuit ab alio, & absolutè, quicquid in corpore oritur, id à Deo oriri debuit, quatenus aliquo Extensionis modo, & non quatenus aliquo cogitandi modo affectus consideratur _(per eand. [Prop. 6](206), p. II)_, hoc est, à Mente, quæ _(per [Prop. 11](211), p. II)_ modus cogitandi est, oriri non potest ; Quod erat secundum. Ergo nec Corpus Mentem &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "302sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc clariùs intelliguntur ex iis, quæ in [Scholio Propositionis 7](207sc) Partis II dicta sunt, quòd scilicet Mens, & Corpus una, eademque res sit, quæ jam sub Cogitationis, jam sub Extensionis attributo concipitur. Unde fit, ut ordo, sive rerum concatenatio una sit, sive natura sub hoc, sive sub illo attributo concipiatur, consequenter ut ordo actionum, & passionum Corporis nostri simul sit naturâ cum ordine actionum, & passionum Mentis : Quod etiam patet ex modo, quo [Propositionem 12](212) Partis 2 demonstravimus. At, quamvis hæc ità se habeant, ut nulla dubitandi ratio supersit, vix tamen credo, nisi rem experientiâ comprobavero, homines induci posse ad hæc æquo animo perpendendum, adeò firmiter persuasi sunt, Corpus ex solo Mentis nutu jam moveri, jam quiescere, plurimaque agere, quæ à solâ Mentis voluntate, & excogitandi arte pendent. Etenim, quid Corpus possit, nemo hucusque determinavit, hoc est, neminem hucusque experientia docuit, quid Corpus ex solis legibus naturæ, quatenus corporea tantùm consideratur, possit agere, & quid non possit, nisi à Mente determinetur. Nam nemo hucusque Corporis fabricam tam accuratè novit, ut omnes ejus functiones potuerit explicare, ut jam taceam, quòd in Brutis plura observentur, quæ humanam sagacitatem longè superant, & quòd somnambuli in somnis plurima agant, quæ vigilando non auderent ; quod satis ostendit, ipsum Corpus ex solis suæ naturæ legibus multa posse, quæ ipsius Mens admiratur. Deinde nemo scit, quâ ratione, quibusve mediis Mens moveat corpus, neque quot motûs gradûs possit corpori tribuere, quantâque cum celeritate idem movere queat. Unde sequitur, cùm homines dicunt, hanc, vel illam actionem Corporis oriri à Mente, quæ imperium in Corpus habet, eos nescire, quid dicant, nec aliud agere, quàm speciosis verbis fateri, se veram illius actionis causam absque admiratione ignorare. At dicent, sive sciant, sive nesciant, quibus mediis Mens moveat Corpus, se tamen experiri, quòd, nisi Mens humana apta esset ad excogitandum, Corpus iners esset. Deinde se experiri, in solâ Mentis potestate esse, tam loqui, quâm tacere, & alia multa, quæ proinde à Mentis decreto pendêre credunt. Sed, qud ad primum attinet, ipsos rogo, num experientia non etiam doceat, quòd si contrà Corpus iners sit, Mens simul ad cogitandum sit inepta? Nam cùm Corpus somno quiescit, Mens simul cum ipso sopita manet, nec potestatem habet, veluti cùm vigilat, excogitandi. Deinde omnes expertos esse credo, Mentem non semper æquè aptam esse ad cogitandum de eodem objecto ; sed, prout Corpus aptius est, ut in eo hujus, vel illius objecti imago excitetur, ita Mentem aptiorem esse ad hoc, vel illud objectum contemplandum. At dicent ex solis legibus naturæ, quatenus corporea tantùm consideratur, fieri non posse, ut causæ ædificiorum, picturarum, rerumque hujusmodi, quæ solâ humanâ arte fiunt, possint deduci, nec Corpus humanum, nisi a Mente determinaretur, ducereturque, pote esset ad templum aliquod ædificandum. Verùm ego jam ostendi, ipsos nescire, quid Corpus possit, quidve ex solâ ipsius naturæ contemplatione possit deduci, ipsosque plurima experiri ex solis naturæ legibus fieri, quæ nunquam credidissent posse fieri, nisi ex Mentis directione, ut sunt ea, quæ somnambuli in somnis agunt, quæque ipsi, dum vigilant, admirantur. Addo hîc ipsam Corporis humani fabricam, quæ artificio longissimè superat omnes, quæ humanâ arte fabricatæ sunt, ut jam taceam, quòd suprà ostenderim, ex naturâ, sub quovis attributo consideratâ, infinita sequi. Quod porrò ad secundum attinet, sanè longè feliciùs sese res humanæ haberent, si æquè in hominis potestate esset tam tacere, quàm loqui. At experientia satis superque docet, homines nihil minùs in potestate habere, quàm linguam, nec minùs posse, quàm appetitûs moderari suos ; unde factum, ut plerique credant, nos ea tantùm liberè agere, quæ leviter petimus, quia earum rerum appetitus facilè contrahi potest memoriâ alterius rei, cujus frequenter recordamur ; sed illa minimè, quæ magno cum affectu petimus, & qui alterius rei memoriâ sedari nequit. Verumenimverò nisi experti essent, nos plura agere, quorum postea pænitet, nosque sæpe, quando sc. contrariis affectibus conflictamur, meliora videre, & deteriora sequi, nihil impediret, quominùs crederent, nos omnia liberè agere. Sic infans, se lac liberè appetere credit, puer autem iratus vindictam velle, & timidus fugam. Ebrius deinde credit, se ex libero Mentis decreto ea loqui, quæ postea sobrius vellet tacuisse : sic delirans, garrula, puer, & hujus farinæ plurimi ex libero Mentis decreto credunt loqui ; cùm tamen loquendi impetum, quem habent, continere nequeant, ità ut ipsa experientia non minùs clarè, quàm ratio doceat, quòd homines ea solâ de causâ liberos se esse credant, quia suarum actionum sunt conscii, & causarum, à quibus determinantur, ignari ; & præterea quòd Mentis decreta nihil sint præter ipsos appetitûs, quæ propterea varia sunt pro variâ Corporis dispositione. Nam unusquisque ex suo affectu omnia moderatur, & qui præterea contrariis affectibus conflictantur, quid velint, nesciunt ; qui autem nullo, facili momento huc, atque illuc pelluntur. Quæ omnia profectò clarè ostendunt, Mentis tam decretum, quàm appetitum, & Corporis determinationem simul esse naturâ, vel potiùs unam, eandemque rem, quam, quando sub Cogitationis attributo consideratur, & per ipsum explicatur, decretum appellamus, & quando sub Extensionis attributo consideratur, & ex legibus motûs, & quietis deducitur, determinationem vocamus ; quod adhuc clariùs ex jam dicendis patebit. Nam aliud est, quod hic apprimè notari vellem, nempe, quòd nos nihil ex Mentis decreto agere possumus, nisi ejus recordemur. Ex. gr. non possumus verbum loqui, nisi ejusdem recordemur. Deinde in liberâ Mentis potestate non est rei alicujus recordari, vel ejusdem oblivisci. Quare hoc tantùm in Mentis potestate esse creditur, quòd rem, cujus recordamur, vel tacere, vel loqui ex solo Mentis decreto possumus. Verùm cùm nos loqui somniamus, credimus nos ex libero Mentis decreto loqui, nec tamen loquimur, vel, si loquimur, id ex Corporis spontaneo motu fit. Somniamus deinde, nos quædam homines celare, idque eodem Mentis decreto, quo, que vigilamus, ea, quæ scimus, tacemus. Somniamus denique, nos ex Mentis decreto quædam agere, quæ, dum vigilamus, non audemus, atque adeò pervelim scire, an in Mente duo decretorum genera dentur, Phantasticorum unum, & Liberorum alterum? Quòd si eò usque insanire non libet, necessariò concedendum est, hoc Mentis decretum, quod liberum esse creditur, ab ipsâ imaginatione, sive memoriâ non distingui, nec aliud esse præter illam affirmationem, quam idea, quatenus idea est, necesscriò involvit _(vide [Prop. 49](249), p. II)_. Atque adeò hæc Mentis decreta eâdem necessitate in Mente oriuntur, ac ideæ rerum actu existentium. Qui igitur credunt, se ex libero Mentis decreto loqui, vel tacere, vel quicquam agere, oculis apertis somniant." - } - ] - }, - { - "id": "303", - "title": "PROPOSITIO 3", - "text": "_Mentis actiones ex solis ideis adæquatis oriuntur ; passiones autem à solis inadæquatis pendent._", - "childs": [ - { - "id": "303d", - "type": "demonstratio", - "text": "Primum, qod Mentis essentiam constituit, nihil aliud est, quàm idea Corporis actu existentis _(per Prop. [11](211) & [13](213), p. II)_, quæ _(per [Prop. 15](215), p. II)_ ex multis aliis componitur, quarum quædam _(per [Coroll. Prop. 38](238c), p. II)_ sunt adæquatæ, quædam autem inadæquatæ _(per [Coroll. Prop. 29](229c), p. II)_. Quicquid ergo ex Mentis naturâ sequitur, & cujus Mens causa est proxima, per quam id debet intelligi, necessariò ex ideâ adæquatâ, vel inadæquatâ sequi debet. At quatenus Mens _(per [Prop. 1](301) hujus)_ ideas habet inadæquatas, eatenus necessariò patitur ; ergo Mentis actiones ex solis ideis adæquatis sequuntur, & Mens propterea tantùm patitur, quia ideas habet inadæquatas. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "303sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Videmus itaque passiones ad Mentem non referri, nisi quatenus aliquid habet, quod negationem involvit, sive quatenus consideratur ut naturæ pars, quæ per se absque aliis non potest clarè, & distinctè percipi ; & hâc ratione ostendere possem, passiones eodem modo ad res singulares, ac ad Mentem referri, nec aliâ ratione posse percipi ; sed meum institutum est, de solâ Mente humanâ agere." - } - ] - }, - { - "id": "304", - "title": "PROPOSITIO 4", - "text": "_Nulla res, nisi à causâ externâ potest destrui._", - "childs": [ - { - "id": "304d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio per se patet ; definitio enim cujuscunque rei ipsius rei essentiam affirmat, sed non negat ; sive rei essentiam ponit, sed non tollit. Dum itaque ad rem ipsam tantùm, non autem ad causas externas attendimus, nihil in eâdem poterimus invenire, quod ipsam possit destruere. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "305", - "title": "PROPOSITIO 5", - "text": "_Res eatenus contrariæ sunt naturæ, hoc est, eatenus in eodem subjecto esse nequeunt, quatenus una alteram potest destruere._", - "childs": [ - { - "id": "305d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si enim inter se convenire, vel in eodem subjecto simul esse possent, posset ergo in eodem subjecto aliquid dari, quod ipsum posset destruere, quod _(per [Prop. præced.](304))_ est absurdum. Ergo res &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "306", - "title": "PROPOSITIO 6", - "text": "_Unaquæque res, quantùm in se est, in suo esse perseverare conatur._", - "childs": [ - { - "id": "306d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Res enim singulares modi sunt, quibus Dei attributa certo, & determinato modo exprimuntur _(per [Coroll. Prop. 25](125c), p. I)_, hoc est _(per [Prop. 34](134), p. I)_ res, quæ Dei potentiam, quâ Deus est, & agit, certo, & determinato modo exprimunt ; neque ulla res aliquid in se habet, à quo possit destrui, sive quod ejus existentiam tollat _(per [Prop. 4](304) hujus)_ ; sed contrà ei omni, quod ejusdem existentiam potest tollere, opponitur _(per [Prop. præced.](305))_, adeóque quantùm potest, & in se est, in suo esse persevarare conatur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "307", - "title": "PROPOSITIO 7", - "text": "_Conatus, quo unaquæque res in suo esse perseverare conatur, nihil est præter ipsius rei actualem essentiam._", - "childs": [ - { - "id": "307d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex datâ cujuscunque rei essentiâ quædam necessariò sequuntur _(per [Prop. 36](136), p. I)_, nec res aliud possunt, quàm id, quod ex determinatâ earum naturâ necessariò sequitur _(per [Prop. 29](129), p. I)_ ; quare cujuscunque rei potentia, sive conatus, quo ipsa vel sola, vel cum aliis quidquam agit, vel agere conatur, hoc est _(per [Prop. 6](306) hujus)_ potentia, sive conatus, quo in suo esse perseverare conatur, nihil est præter ipsius rei datam, sive actualem essentiam. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "308", - "title": "PROPOSITIO 8", - "text": "_Conatus, quo unaquæque res in suo esse perseverare conatur, nullum tempus finitum, sed indefinitum involvit._", - "childs": [ - { - "id": "308d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si enim tempus limitatum involveret, quod rei durationem determinaret, tum ex solâ ipsâ potentiâ, quâ res existit, sequeretur, quòd res post limitatum illud tempus non posset existere, sed quòd deberet destrui ; atqui hoc _(per [Prop. 4](304) hujus)_ est absurdum : ergo conatus, quo res existit, nullum tempus definitum involvit ; sed contrà, quoniam _(per eandem [Prop. 4](304) hujus)_, si à nullâ externâ causâ destruatur, eâdem potentiâ, quâ jam existit, existere perget semper ; ergo hic conatus tempus indefinitum involvit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "309", - "title": "PROPOSITIO 9", - "text": "_Mens tam quatenus claras, & distinctas, quàm quatenus confusas habet ideas, conatur in suo esse perseverare indefinitâ quâdam duratione, & hujus sui conatus est conscia._", - "childs": [ - { - "id": "309d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mentis essentia ex ideis adæquatis, & inadæquatis constituitur _(ut in [Prop. 3](303) hujus ostendimus)_, adeóque _(per [Prop. 7](307) hujus)_ tam quatenus has, quàm quatenus illas habet, in suo esse perseverare conatur ; idque _(per [Prop. 8](308) hujus)_ indefinitâ quâdam duratione. Cùm autem Mens _(per [Prop. 23](223), p. II)_ per ideas affectionum Corporis necessariò sui sit conscia, est ergo _(per [Prop. 7](307) hujus)_ Mens sui conatûs conscia. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "309sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hic conatus, cùm ad Mentem solam refertur, Voluntas appellatur ; sed cùm ad Mentem, & Corpus simul refertur, vocatur Appetitus, qui proinde nihil aliud est, quam ipsa hominis essentia, ex cujus naturâ ea, quæ ipsius conservationi inserviunt, necessariò sequuntur ; atque adeò homo ad eadem agendum determinatus est. Deinde inter appetitum, & cupiditatem nulla est differentia, nisi quòd cupiditas ad homines plerumque referatur, quatenus sui appetitûs sunt conscii, & propterea sic definiri potest, nempe, _Cupiditas est appetitus cum ejusdem conscientiâ_. Constat itaque ex his omnibus, nihil nos conari, velle, appetere, neque cupere, quia id bonum esse judicamus ; sed contrà nos propterca, aliquid bonum esse, judicare, quia id conamur, volumus, appetimus, atque cupimus." - } - ] - }, - { - "id": "310", - "title": "PROPOSITIO 10", - "text": "_Idea, quæ Corporis nostri existentiam secludit, in nostrâ Mente dari nequit, sed eidem est contraria._", - "childs": [ - { - "id": "310d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quicquid Corpus nostrum potest destruere, in eodem dari nequit _(per [Prop. 5](305) hujus)_, adeóque neque ejus rei idea potest in Deo dari, quatenus nostri Corporis ideam habet _(per [Coroll. de la Prop. 9](209c), p. II)_, hoc est _(per Prop. [11](211) & [13](213), p. II)_, ejus rei idea in nostrâ Mente dari nequit ; sed contrà, quoniam _(per Prop. [11](211) & [13](213), p. II)_ primum, quod Mentis essentiam constituit, est idea corporis actu existentis, primum, & præcipuum nostræ Mentis conatus est _(per [Prop. 7](307) hujus)_, Corporis nostri existentiam affirmare ; atquc adeò idea, quæ Corporis nostri existentiam negat, nostræ Menti est contraria &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "311", - "title": "PROPOSITIO 11", - "text": "_Quicquid Corporis nostri agendi potentiam auget, vel minuit, juvat, vel coërcet, ejusdem rei idea Mentis nostræ cogitandi potentiam auget, vel minuit, juvat, vel coërcet._", - "childs": [ - { - "id": "311d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio patet ex [Propositione 7](207) Partis II, vel etiam ex [Propositione 14](214) Partis II." - }, - { - "id": "311sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Videmus itaque Mentem magnas posse pati mutationes, & jam ad majorem, jam autem ad minorem perfectionem transire, quæ quidem passiones nobis explicant affectûs Lætitiæ & Tristitiæ. Per _Lætitiam_ itaque in sequentibus intelligam _passionem, quâ Mens ad majorem perfectionem transit_. Per _Tristitiam_ autem _passionem, quâ ipsa ad minorem transit perfectionem_. Porrò _affectum Lætitiæ, ad Mentem, Corpus simul relatum, Titillationem_, vel _Hilaritatem_ voco ; _Tristitiæ_ autem _Dolorem_, vel _Melancholiam_. Sed notandum, Titillationem, & Dolorem ad hominem referri, quando una ejus pars præ reliquis est affecta ; Hilaritatem autem, & Melancholiam, quando omnes pariter sunt affectæ. Quid deinde Cupiditas sit, in [Scholio Propositionis 9](309sc) hujus Partis explicui, & præter hos tres nullum alium agnosco affectum primarium : nam reliquos ex his tribus oriri in seqq. ostendam. Sed antequam ulterius pergam, lubet hîc fusiùs [Propositionem 10](310) hujus Partis explicare, ut clariùs intelligatur, quâ ratione idea ideæ sit contraria. \nIn [Scholio Propositionis 17](217sc), Partis II ostendimus, ideam, quæ Mentis essentiam constituit, Corporis existentiam tamdiu involvere, quamdiu ipsum Corpus existit. Deinde ex iis, quæ in [Coroll.](208c) Prop. 8 Part. II & in ejusdem [Schol.](208sc) ostendimus, sequitur, præsentem nostræ Mentis existentiam ab hoc solo pendêre, quod sc. Mens actualem Corporis existentiam involvit. Denique Mentis potentiam, quâ ipsa res imaginatur, earumque recordatur, ab hoc etiam pendêre ostendimus _(vide Prop. [17](217) & [18](218), p. II cum ejus [Schol.](218sc))_, quòd ipsa actualem Corporis existentiam involvit. Ex quibus sequitur, Mentis præsentem existentiam, ejusque imaginandi potentiam tolli, simulatque Mens præsentem Corporis existentiam affirmare desinit. At causa, cur Mens hanc Corporis existentiam affirmare desinit, non potest esse ipsa Mens _(per [Prop. 4](304) hujus)_, nec etiam, quod Corpus esse desinit. Nam _(per [Prop. 6](206), p. II)_ causa, cur Mens Corporis existentiam affirmat, non est, quia Corpus existere incepit : quare, per eandem rationem, nec ipsius Corporis existentiam affirmare desinit, quia Corpus esse desinit ; sed _(per [Prop. 8](208), p. II)_ hoc ab aliâ ideâ oritur, quæ nostri Corporis, & consequenter nostræ Mentis, præsentem existentiam secludit, quæque adeò ideæ, quæ nostræ Mentis essentiam constituit, est contraria." - } - ] - }, - { - "id": "312", - "title": "PROPOSITIO 12", - "text": "_Mens, quantùm potest, ea imaginari conatur, quæ Corporis agendi potentiam augent, vel juvant._", - "childs": [ - { - "id": "312d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quamdiu humanum Corpus affectum est modo, qui naturam corporis alicujus externi involvit, tamdiu Mens humana idem corpus, ut præsens, contemplabitur _(per [Prop. 17](217), p. II)_, & consequenter _(per [Prop. 7](207), p. II)_ quamdiu Mens humana aliquod externum corpus, ut præsens, contemplatur, hoc est _(per ejusdem Prop. 17 [Schol.](217sc))_, imaginatur, tamdiu humanum Corpus affectum est modo, qui naturam ejusdem corporis externi involvit ; atque adeò, quamdiu Mens ea imaginatur, quæ corporis nostri agendi potentiam augent, vel juvant, tamdiu Corpus affectum est modis, qui ejusdem agendi potentiam augent, vel juvant _(vide [Post. 1](3p1) hujus)_, & consequenter (per [Prop. 11](311) hujus) tamdiu Mentis cogitandi potentia augetur, vel juvatur ; ac proinde _(per Prop. [6](306) vel [9](309) hujus)_ Mens, quantùm potest, eadem imaginari conatur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "313", - "title": "PROPOSITIO 13", - "text": "_Cum Mens ea imaginatur, quæ Corporis agendi potentiam minuunt, vel coërcent, conatur, quantùm potest, rerum recordari, quæ horum exsitentiam secludunt._", - "childs": [ - { - "id": "313d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quamdiu Mens quicquam tale imaginatur, tamdiu Mentis, & Corporis potentia minuitur, vel coërcetur _(ut in [præced. Prop.](312) demonstravimus)_, & nihilominùs id tamdiu imaginabitur, donec Mens aliud imaginetur, quod hujus præsentem existentiam secludat _(per [Prop. 17](217), p. II)_, hoc est (ut modò ostendimus), Mentis, & Corporis potentia tamdiu minuitur, vel coërcetur, donec Mens aliud imaginetur, quod hujus existentiam secludit, quodque adeò Mens _(per [Prop. 9](309) hujus)_, quantùm potest, imaginari, vel recordari conabitur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "313c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, quòd Mens ea imaginari aversatur, quæ ipsius, & Corporis potentiam minuunt, vel coërcent." - }, - { - "id": "313sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Ex his clarè intelligimus, quid Amor, quidque Odium sit. Nempe _Amor_ nihil aliud _est_, quàm _Lætitia, concomitante ideâ causæ externæ, & Odium_ nihil aliud, quàm _Tristitia, concomitante ideâ causæ externæ_. Videmus deinde, quòd ille, qui amat, necessariò conatur rem, quam amat, præsentem habere, & conservare ; & contrà, qui odit, rem, quam odio habet, amovere, & destruere conatur. Sed de his omnibus in seqq. prolixiùs." - } - ] - }, - { - "id": "314", - "title": "PROPOSITIO 14", - "text": "_Si Mens duobus affectibus simul affecta semel fuit, ubi postea eorum alterutro afficietur, afficietur etiam altero._", - "childs": [ - { - "id": "314d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si Corpus humanum à duobus corporibus simul affectum semel fuit, ubi Mens postea eorum alterutrum imaginatur, statim & alterius recordabitur _(per [Prop. 18](218), p. II)_. At Mentis imaginationes magis nostri Corporis affectûs, quàm corporum externorum naturam indicant _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_ : ergo si Corpus, & consequenter Mens _(vide [Defin. 3](3d3) hujus)_ duobus affectibus semel affecta fuit, ubi postea eorum alterutro afficietur, afficietur etiam altero. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "315", - "title": "PROPOSITIO 15", - "text": "_Res quæcunque potest esse per accidens causa Lætitiæ, Tristitiæ, vel Cupiditatis._", - "childs": [ - { - "id": "315d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ponatur Mens duobus affectibus simul affici, uno scilicet, qui ejus agendi potentiam neque auget, neque minuit, & altero, qui eandem vel auget, vel minuit _(vide [Post. 1](3p1) hujus)_. Ex præcedenti Propositione patet, quòd ubi Mens postea illo à suâ verâ causâ, quæ _(per Hypothesin)_ per se ejus cogitandi potentiam nec auget, nec minuit, afficietur, statim & hoc altero, qui ipsius cogitandi potentiam auget, vel minuit, hoc est _(per [Schol.](311sc) Prop. 11 hujus)_ Lætitiâ, vel Tristitiâ afficietur ; atque adeò, illa res non per se, sed per accidens causa erit Lætitiæ, vel Tristitiæ. Atque hâc eâdem viâ facilè ostendi potest, rem illam posse per accidens causam esse Cupiditatis. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "315c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Ex eo solo, quòd rem aliquam affectu Lætitiæ, vel Tristitiæ, cujus ipsa non est causa efficiens, contemplati sumus, eandem amare, vel odio habere possumus." - }, - { - "id": "315cd", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nam ex hoc solo fit _(per [Prop. 14](314) hujus)_, ut Mens hanc rem postea imaginando, affectu Lætitiæ, vel Tristitiæ afficiatur, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, ut Mentis, & Corporis potentia augeatur, vel minuatur, &c. Et consequenter _(per [Prop. 12](312) hujus)_ ut Mens eandem imaginari cupiat, vel _(per [Coroll. Prop. 13](313c) hujus)_ aversetur, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ut eandem amet, vel odio habeat. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "315sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hinc intelligimus, quî fieri potest, ut quædam amemus, vel odio habeamus, absque ullâ causâ nobis cognitâ ; sed tantùm ex Sympathiâ (ut ajunt) & Antipathiâ. Atque huc referenda etiam ea objecta, quæ nos Lætitiâ, vel Tristitiâ afficiunt ex eo solo, quòd aliquid simile habent objectis, quæ nos iisdem affectibus afficere solent, ut in seq. [Prop.](316) ostendam. Scio equidem Auctores, qui primi hæc nomina Sympathiæ, & Antipathiæ introduxerunt, significare iisdem voluisse rerum occultas quasdam qualitates ; sed nihilominùs credo nobis licere, per eadem notas, vel manifestas etiam qualitates intelligere." - } - ] - }, - { - "id": "316", - "title": "PROPOSITIO 16", - "text": "_Ex eo solo, quòd rem aliquam aliquid habere imaginamur simile objecto, quod Mentem Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere solet, quamvis id, in quo res objecto est similis, non sit horum affectuum afficiens causa, eam tamen amabimus, vel odio habebimus._", - "childs": [ - { - "id": "316d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Id, quod simile est objecto, in ipso objecto _(per Hypothesin)_ cum affectu Lætitiæ, vel Tristitiæ contemplati sumus ; atque adeò _(per [Prop. 14](314) hujus)_, cùm Mens ejus imagine afficietur, statim etiam hoc, vel illo afficietur affectu, & consequenter res, quam hoc idem habere percipimus, erit _(per [Prop. 15](315) hujus)_ per accidens Lætitiæ, vel Tristitiæ causa ; adeóque _(per [Coroll. præced.](315c))_, quamvis id, in quo objecto est similis, non sit horum affectuum causa efficiens, eam tamen amabimus, vel odio habebimus. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "317", - "title": "PROPOSITIO 17", - "text": "_Si rem, quæ nos Tristitiæ affectu afficere solet, aliquid habere imaginamur simile alteri, quæ nos æquè magno Lætitiæ affectu solet afficere, eandem odio habebimus, & simul amabimus._", - "childs": [ - { - "id": "317d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Est enim _(per Hypothesin)_ hæc res per se Tristitiæ causa, & _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ quatenus eandem hoc affectu imaginamur, eandem odio habemus : & quatenus præterea aliquid habere imaginamur simile alteri, quæ nos æquè magno Lætitiæ affectu afficere solet, æquè magno Lætitiæ conamine amabimus _(per [Prop. præced.](316))_ ; atque adeò eandem odio habebimus, & simul amabimus. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "317sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc _Mentis constitutio, quæ scilicet ex duobus contrariis affectibus oritur, animi_ vocatur _fluctuatio_, quæ proinde affectum respicit, ut dubitatio imaginationem _(vide [Schol. Prop. 44](244sc), p. II)_ ; nec animi fluctuatio, & dubitatio inter se differunt, nisi secundùm majus & minus. Sed notandum, me in Propositione præcedenti has animi fluctuationes ex causis deduxisse, quæ per se unius, & per accidens alterius affectûs sunt causa ; quod ideò feci, quia sic faciliùs ex præcedentibus deduci poterant ; at non, quòd negem, animi fluctuationes plerumque oriri ab objecto, quod utriusque affectûs sit efficiens causa. Nam Corpus humanum _(per [Post. 1](213p1), p. II)_ ex plurimis diversæ naturæ individuis componitur, atque adeò (per [Axiom. 1](213a1a) post Lem. 3, quod vide post Prop. 13 p. II) ab uno, eodemque corpore plurimis, diversisque modis potest affici ; & contrà, quia una, eademque res multis modis potest affici, multis ergo etiam, diversisque modis unam, eandemque corporis partem afficere poterit. Ex quibus facilè concipere possumus, unum, idemque objectum posse esse causam multorum, contrariorumque affectuum." - } - ] - }, - { - "id": "318", - "title": "PROPOSITIO 18", - "text": "_Homo ex imagine rei præteritæ, aut futuræ eodem Lætitiæ, & Tristitiæ affectu afficitur, ac ex imagine rei præsentis._", - "childs": [ - { - "id": "318d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quamdiu homo rei alicujus imagine affectus est, rem ut præsentem, tametsi non existat, contemplabitur _(per [Prop. 17](217), p. II cum ejusdem [Coroll.](217c))_, nec ipsam ut præteritam, aut futuram imaginatur ; nisi quatenus ejus imago juncta est imagini temporis præteriti, aut futuri _(vide [Schol. Prop. 44](244sc), p. II)_. Quare rei imago, in se solâ considerata, eadem est, sive ad tempus futurum, vel præteritum, sive ad præsens referatur, hoc est _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_, Corporis constitutio, seu affectus idem est, sive imago sit rei præteritæ, vel futuræ, sive præsentis ; atque adeò affectus Lætitiæ & Tristitiæ idem est, sive imago sit rei præteritæ, aut futuræ, sive præsentis. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "318sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "Rem eatenus præteritam, aut futuram hîc voco, quatenus ab eâdem affecti fuimus, aut afficiemur. Ex. gr. quatenus ipsam vidimus, aut videbimus, nos refecit, aut reficiet, nos læsit, aut lædet, &c. Quatenus enim eandem sic imaginamur, eatenus ejus existentiam affirmamus, hoc est, Corpus nullo affectu afficitur, qui rei existentiam secludat ; atque adeò _(per [Prop. 17](217), p. II)_ Corpus ejusdem rei imagine eodem modo afficitur, ac si res ipsa præsens adesset. Verumenimverò, quia plerumque fit, ut ii, qui plura sunt experti, fluctuent, quamdiu rem, ut futuram, vel præteritam contemplantur, deque rei eventu ut plurimùm dubitent _(vide [Schol. Prop. 44](244sc), p. II)_, hinc fit, ut affectûs, qui ex similibus rerum imaginibus oriuntur, non sint adeò constantes, sed ut plerumque aliarum rerum imaginibus perturbentur, donec homines de rei eventu certiores fiant." - }, - { - "id": "318sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "Ex modò dictis intelligimus, quid sit Spes, Metus, Securitas, Desperatio, Gaudium, & Conscientiæ morsus. _Spes_ namque nihil aliud est, quàm _inconstans Lætitia, orta ex imagine rei futuræ, vel præteritæ, de cujus eventu dubitamus_. _Metus_ contrà _inconstans Tristitia, ex rei dubiæ imagine etiam orta_. Porrò si horum affectuum dubitatio tollatur, ex Spe fit _Securitas_, & ex Metu _Desperatio_ ; nempe _Lætitia, vel Tristitia, orta ex imagine rei, quam metuimus, vel speravimus_. _Gaudium_ deinde _est Lætitia, orta ex imagine rei præteritæ, de cujus eventu dubitavimus_. _Conscientiæ_ denique _morsus est tristitia, opposita gaudio_." - } - ] - }, - { - "id": "319", - "title": "PROPOSITIO 19", - "text": "_Qui id, quod amat, destrui imaginatur, contristabitur ; si autem conservari, lætabitur._", - "childs": [ - { - "id": "319d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens, quantùm potest, ea imaginari conatur, quæ Corporis agendi potentiam augent, vel juvant _(per [Prop. 12](312) hujus)_, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ea, quæ amat. At imaginatio ab iis juvatur, quæ rei existentiam ponunt, & contrà coërcetur iis, quæ rei existentiam secludunt _(per [Prop. 17](217), p. II)_ ; ergo rerum imagines, quæ rei amatæ existentiam ponunt, Mentis conatum, quo rem amatam imaginari conatur, juvant, hoc est (per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus), Lætitiâ Mentem afficiunt ; & quæ contrà rei amatæ existentiam secludunt, eundem Mentis conatum coërcent, hoc est _(per idem [Schol.](311sc))_, Tristitiâ Mentem afficiunt. Qui itaque id, quod amat, destrui imaginatur, contristabitur, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "320", - "title": "PROPOSITIO 20", - "text": "_Qui id, quod odio habet, destrui imaginatur, lætabitur._", - "childs": [ - { - "id": "320d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens _(per [Prop. 13](313) hujus)_ ea imaginari conatur, quæ rerum existentiam, quibus Corporis agendi potentia minuitur, vel coërcetur, secludunt, hoc est _(per [Schol.](313sc) ejusdem Prop.)_, ea imaginari conatur, quæ rerum, quas odio habet, existentiam secludunt ; atque adeò rei imago, quæ existentiam ejus, quod Mens odio habet, secludit, hunc Mentis conatum juvat, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, Mentem Lætitiâ afficit. Qui itaque id, quod odio habet, destrui imaginatur, lætabitur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "321", - "title": "PROPOSITIO 21", - "text": "_Qui id, quod amat, Lætitiâ, vel Tristitiâ affectum imaginatur, Lætitiâ etiam, vel Tristitiâ afficietur ; & uterque hic affectus major, aut minor erit in amante, prout uterque major, aut minor est in re amatâ._", - "childs": [ - { - "id": "321d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Rerum imagines _(at in [Prop. 19](319) hujus demonstravimus)_, quæ rei amatæ existentiam ponunt, Mentis conatum, quo ipsam rem amatam imaginari conatur, juvant. Sed Lætitia existentiam rei lætæ ponit, & eò magis, quò Lætitiæ affectus major est : est enim _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ transitio ad majorem perfectionem : ergo imago Lætitiæ rei amatæ in amante ipsius Mentis conatum juvat, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, amantem Lætitiâ afficit, & eò majori, quò major hic affectus in re amatâ fuerit. Quod erat primum. Deinde quatenus res aliquâ Tristitiâ afficitur, eatenus destruitur, & eò magis, quò majori afficitur Tristitiâ _(per idem [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ ; adeóque _(per [Prop. 19](319) hujus)_ qui id, quod amat, Tristitiâ affici imaginatur, Tristitiâ etiam afficietur, & eo majori, quò major hic affectus in re amatâ fuerit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "322", - "title": "PROPOSITIO 22", - "text": "_Si aliquem imaginamur Lætitiâ afficere rem, quam amamus, Amore erga eum afficiemur. Si contrà eundem imaginamur Tristitiâ eandem afficere, econtra Odio etiam contra ipsum afficiemur._", - "childs": [ - { - "id": "322d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Qui rem, quam amamus Lætitiâ, vel Tristitiâ afficit, ille nos Lætitiâ, vel Tristitiâ etiam afficit, si nimirùm rem amatam Lætitiâ illâ, vel Tristitiâ affectam imaginamur _(per [Prop. præced.](321))_. At hæc Lætitia, vel Tristitia in nobis supponitur dari, concomitante ideâ causæ externæ ; ergo _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, si aliquem imaginamur Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere rem, quam amamus, erga eundem Amore, vel Odio afficiemur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "322sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "[Propositio 21](321) nobis explicat, quid sit _Commiseratio_, quam definire possumus, quòd _sit Tristitia orta ex alterius damno_. Quo autem nomine appellanda sit Lætitia, quæ ex alterius bono oritur, nescio. Porrò _Amorem erga illum, qui alteri bene fecit, Favorem_, & contrà _Odium erga illum, qui alteri malè fecit, Indignationem_ appellabimus. Denique notandum, nos non tantùm misereri rei, quam amavimus _(ut in [Prop. 21](321) ostendimus)_, sed etiam ejus, quam antea nullo affectu prosecuti sumus ; modò eam nobis similem judicemus (ut infrà ostendam). Atque adeò ei etiam favere, qui simili bene fecit, & contrà in eum indignari, qui simili damnum intulit." - } - ] - }, - { - "id": "323", - "title": "PROPOSITIO 23", - "text": "_Qui id, quod odio habet, Tristitiâ affectum imaginatur, lætabitur ; si contrà idem Lætitiâ affectum esse imaginetur, contristabitur ; & uterque hic affectus major, aut minor erit, prout ejus contrarius major, aut minor est in eo, quod odio habet._", - "childs": [ - { - "id": "323d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quatenus res odiosa Tristitiâ afficitur, eatenus destruitur, & eò magis, quò majori Tristitiâ afficitur _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_. Qui igitur _(per [Prop. 20](320) hujus)_ rem, quam odio habet, Tristitiâ affici imaginatur, Lætitiâ contrà afficietur ; & eò majori, quò majori Tristitiâ rem odiosam affectam esse imaginatur ; quod erat primum. Deinde Lætitia existentiam rei lætæ ponit _(per idem [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, & eò magis, quò major Lætitia concipitur. Si quis eum, quem odio habet, Lætitiâ affectum imaginatur, hæc imaginatio _(per [Prop. 13](313) hujus)_ ejusdem conatum coërcebit, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, is, qui odio habet, Tristitiâ afficietur, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "323sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc Lætitia vix solida, & absque ullo animi conflictu esse potest. Nam (ut statim in [Propositione 27](327) hujus ostendam) quatenus rem sibi similem Tristitiæ affectu affici imaginatur, eatenus contristari debet ; & contrà, si eandem Lætitiâ affici imaginetur. Sed hîc ad solum Odium attendimus." - } - ] - }, - { - "id": "324", - "title": "PROPOSITIO 24", - "text": "_Si aliquem imaginamur Lætitiâ afficere rem, quam odio habemus, Odio etiam erga eum afficiemur. Si contrà eundem imaginamur Tristitià eandem rem afficere, Amore erga ipsum afficiemur._", - "childs": [ - { - "id": "324d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Demonstratur eodem modo hæc Propositio, ac [Propositio 22](322) hujus, quam vide." - }, - { - "id": "324sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hi, & similes Odii affectûs ad _Invidiam_ referuntur, quæ propterea nihil aliud est, quàm ipsum _Odium, quatenus id consideratur hominem ita disponere, ut malo alterius gaudeat, & contrà ut ejusdem bono contristetur_." - } - ] - }, - { - "id": "325", - "title": "PROPOSITIO 25", - "text": "_Id omne de nobis, deque re amatâ affirmare conamur, quod nos, vel rem amatam Lætitiâ afficere, imaginamur ; & contrà id omne negare, quod nos, vel rem amatam Tristitiâ afficere, imaginamur._", - "childs": [ - { - "id": "325d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quod rem amatam Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere imaginamur, id nos Lætitiâ, vel Tristitiâ afficit _(per [Prop. 21](321) hujus)_. At Mens _(per [Prop. 12](312) hujus)_ ea, quæ nos Lætitiâ afficiunt, quantùm potest, conatur imaginari, hoc est _(per [Prop. 17](217), p. II & ejus [Coroll.](217c))_, ut præsentia contemplari ; & contrà _(per [Prop. 13](313) hujus)_, quæ nos Tristitiâ afficiunt, eorum existentiam secludere ; ergo id omne de nobis, deque re amatâ affirmare conamur, quod nos, vel rem amatam Lætitiâ afficere, imaginamur, & contrà. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "326", - "title": "PROPOSITIO 26", - "text": "_Id omne de re, quam odio habemus, affirmare conamur, quod ipsam Tristitiâ afficere imaginamur, & id contrà negare, quod ipsam Lætitiâ afficere imaginamur._", - "childs": [ - { - "id": "326d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Sequitur hæc Propositio ex [Propositione 23](323) ut præcedens ex [Propositione 21](321) hujus." - }, - { - "id": "326sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "His videmus, facilè contingere, ut homo de se, deque re amatâ plùs justo, & contrà de re, quam odit, minùs justo sentiat, quæ quidem imaginatio, quando ipsum hominem respicit, qui de se plùs justo sentit, Superbia vocatur, & species Delirii est, quia homo oculis apertis somniat, se omnia illa posse, quæ solâ imaginatione assequitur, quæque propterea, veluti realia, contemplatur, iisque exultat, quamdiu ea imaginari non potest, quæ horum existentiam secludunt, & ipsius agendi potentiam determinant. _Est_ igitur _Superbia Lætitia ex eo orta, quòd homo de se plùs justo sentit_. Deinde _Lætitia, quæ ex eo oritur, quòd homo de alio plùs justo sentit, Existimatio_ vocatur ; & illa denique _Despectus, quæ ex eo oritur, quòd de alio minùs justo sentit." - } - ] - }, - { - "id": "327", - "title": "PROPOSITIO 27", - "text": "_Ex eo, quòd rem nobis similem, & quam nullo affectu prosecuti sumus, aliquo affectu affici imaginamur, eo ipso simili affectu afficimur._", - "childs": [ - { - "id": "327d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Rerum imagines sunt Corporis humani affectiones, quarum ideæ corpora externa, veluti nobis præsentia, repræsentant _(per [Schol. Prop. 17](217sc), p. II)_, hoc est _(per [Prop. 16](216), p. II)_, quarum ideæ naturam nostri Corporis, & simul præsentem externi corporis naturam involvunt. Si igitur corporis externi natura similis sit naturæ nostri Corporis, tum idea corporis externi, quod imaginamur, affectionem nostri Corporis involvet similem affectioni corporis externi ; & consequenter, si aliquem nobis similem aliquo affectu affectum imaginamur, hæc imaginatio affectionem nostri Corpus huic affectui similem exprimet ; adeóque ex hoc, quòd rem aliquam nobis similem aliquo affectu affici imaginamur, simili cum ipsâ affectu afficimur. Quòd si rem nobis similem odio habeamus, eatenus _(per [Prop. 23](323) hujus)_ contrario affectu cum ipsâ afficiemur, non autem simili. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "327sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc affectuum imitatio, quando ad Tristitiam refertur, vocatur _Commiseratio (de quâ vide [Schol. Prop. 22](322) hujus)_ ; sed ad Cupiditatem relata _Aemulatio_, quæ proinde nihil aliud _est_, quàm _alicujus res Cupiditas, quæ in nobis ingeneratur ex eo, quòd alios nobis similes eandem Cupiditatem habere imaginamur_." - }, - { - "id": "327c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Si aliquem, quem nullo affectu prosecuti sumus, imaginamur Lætitiâ afficere rem nobis similem, Amore erga eundem afficiemur. Si contrà eundem imaginamur eandem Tristitiâ afficere, Odio erga ipsum afficiemur." - }, - { - "id": "327c1d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hoc eodem modo ex [Propositione præcedente](326) demonstratur, ac [Propositio 22](322) hujus ex [Propositione 21](321)." - }, - { - "id": "327c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Rem, cujus nos miseret, odio habere non possumus ex eo, quòd ipsius miseria nos Tristitiâ afficit." - }, - { - "id": "327c2d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si enim ex eo nos eandem odio habere possemus, tum _(per [Prop. 23](323) hujus)_ ex ipsius Tristitiâ lætaremur, quod est contra Hypothesin." - }, - { - "id": "327c3", - "type": "COROLLARIUM 3", - "text": "Rem, cujus nos miseret, à miseriâ, quantùm possumus, liberare conabimur." - }, - { - "id": "327c3d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Id, quod rem, cujus nos miseret, Tristitiâ afficit, nos simili etiam Tristitiâ afficit _(per [Prop. præced.](327))_ ; adeóque omne id, quod ejus rei existentiam tollit, sive quod rem destruit, comminisci conabimur _(per [Prop. 13](313) hujus)_, hoc est _(per [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ id destruere appetemus, sive ad id destruendum determinabimur ; atque adeò rem, cujus miseremur, à suâ miseriâ liberare conabimur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "327c3sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc voluntas, sive appetitus benefaciendi, qui ex eo oritur, quòd rei, in quam beneficium conferre volumus, nos miseret, _Benevolentia_ vocatur, quæ proinde nihil aliud _est_, quàm _Cupiditas ex commiseratione orta_. Cæterùm de Amore, & Odio erga illum, qui rei, quam nobis similem esse imaginamur, benè, aut malè fecit, vide [Schol. Prop. 22](322sc) hujus." - } - ] - }, - { - "id": "328", - "title": "PROPOSITIO 28", - "text": "_Id omne, quod ad Lætitiam conducere imaginamur, conamur promovere, ut fiat ; quod verò eidem repugnare, sive ad Tristitiam conducere imaginamur, amovere, vel destruere conamur._", - "childs": [ - { - "id": "328d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quod ad Lætitiam conducere imaginamur, quantùm possumus, imaginari conamur _(per [Prop. 12](312) hujus)_, hoc est _(per [Prop. 17](217), p. II)_, id, quantùm possumus, conabimur ut præsens, sive ut actu existens contemplari. Sed Mentis conatus, seu potentia in cogitando æqualis, & simul naturâ est cum Corporis conatu, seu potentiâ in agendo _(ut clarè sequitur ex [Coroll. Prop. 7](207c) & [Coroll. Prop. 11](211c), p. II)_ : ergo, ut id existat, absolutè conamur, sive _(quod per [Schol. Prop. 9](309sc) hujus idem est)_ appetimus, & intendimus ; quod erat primum. Deinde si id, quod Tristitiæ causam esse credimus, hoc est (per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, si id, quod odio habemus, destrui imaginamur, lætabimur _(per [Prop. 20](320) hujus)_, adeóque idem _(per primam hujus partem)_ conabimur destruere, sive _(per [Prop. 13](313) hujus)_ à nobis amovere, ne ipsum, ut præsens contemplemur ; quod erat secundum. Ergo id omne, quod ad Lætitiam, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "329", - "title": "PROPOSITIO 29", - "text": "_Nos id omne etiam agere conabimur, quod^[N.B. Intellige hic, & in seqq. homines, quos nullo affectu prosequuti sumus.] homines cum Lætitiâ aspicere imaginamur, & contrà id agere aversabimur, quod homines aversari imaginamur._", - "childs": [ - { - "id": "329d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex eo, quòd imaginamur homines aliquid amare, vel odio habere, nos idem amabimus, vel odio habebimus (per [Prop. 27](327) hujus), hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, eo ipso ejus rei præsentiâ lætabimur, vel contristabimur ; adeóque (per [Prop. præced.](328)) id omne, quod homines amare, sive cum Lætitiâ aspicere imaginamur, conabimur agere, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "329sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hic conatus aliquid agendi, & etiam omittendi, eâ sol de causâ, ut hominibus placeamus, vocatur Ambitio, præsertim quando adeò impensè vulgo placere conamur, ut cum nostro, aut alterius damno quædam agamus, vel omittamus ; aliàs Humanitas appellari solet. Deinde Lætitiam, quâ alterius actionem, quâ nos conatus est delectari, imaginamur, Laudem voco ; Tristitiam verò, qua contrà ejusdem actionem aversamur, Vituperium voco." - } - ] - }, - { - "id": "330", - "title": "PROPOSITIO 30", - "text": "_Si quis aliquid egit, quod reliquos Lætitiâ afficere imaginatur, is Lætitiâ, concomitante ideâ sui, tanquam causâ, afficietur ; sive se ipsum cum Lætitiâ contemplabitur. Si contrà aliquid egit, quod reliquos Tristitiâ afficere imaginatur, se ipsum cum Tristitiâ contrà contemplabitur._", - "childs": [ - { - "id": "330d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Qui se reliquos Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere imaginatur, eo ipso _(per [Prop. 27](327) hujus)_ Lætitiâ, vel Tristitiâ afficietur. Cùm autem homo _(per Prop. [19](219) & [23](223), p. II)_ sui sit conscius per affectiones, quibus ad agendum determinatur, ergo, qui aliquid egit, quod ipse imaginatur, reliquos Lætitiâ afficere, Lætitiâ cum conscientiâ sui, tanquam causâ, afficietur, sive seipsum cum Lætitiâ contemplabitur, & contrà. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "330sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Cum Amor _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ sit Lætitia, concomitante ideâ causæ externæ, & Odium Tristitia concomitante etiam ideâ causæ externæ, erit ergo hæc Lætitia, & Tristitia Amoris, & Odii species. Sed quia Amor, & Odium ad objecta externa referuntur, ideò hos Affectûs aliis nominibus significabimus ; nempe Lætitiam, concomitante ideâ causæ externæ, Gloriam, & Tristitiam huic contrariam Pudorem appellabimus : Intellige, quando Lætitia, vel Tristitia ex eo oritur, quòd homo, se laudari, vel vituperari credit, aliàs Lætitiam, concomitante ideâ causæ internæ, Acquiescentiam in se ipso, Tristitiam verò eidem contrariam Pœnitentiam vocabo. Deinde quia _(per [Coroll. Prop. 17](217c), p. II)_ fieri potest, ut Lætitia, quâ aliquis se reliquos afficere imaginatur, imaginaria tantùm sit, & _(per [Prop. 25](325) hujus)_ unusquisque de se id omne conatur imaginari, quod se Lætitiâ afficere imaginatur, facilè ergo fieri potest, ut gloriosus superbus sit, & se omnibus gratum esse imaginetur, quando omnibus molestus est." - } - ] - }, - { - "id": "331", - "title": "PROPOSITIO 31", - "text": "_Si aliquem imaginamur amare, vel cupere, vel odio habere aliquid, quod ipsi amamus, cupimus, vel odio habemus, eo ipso rem constantiùs amabimus, &c. Si autem id, quod amamus, eum aversari imaginamur, vel contrà, tum animi fluctuationem patiemur._", - "childs": [ - { - "id": "331d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex eo solo, quòd aliquem aliquid amare imaginamur, eo ipso idem amabimus _(per [Prop. 27](327) hujus)_. At sine hoc nos idem amare supponimus ; accedit ergo Amori nova causa, à quâ fovetur ; atque adeò id, quod amamus, hoc ipso constantiùs amabimus. Deinde ex eo, quod aliquem aliquid aversari imaginamur, idem aversabimur _(per eandem [Prop.](327))_. At si supponamus, nos eodem tempore id ipsum amare, eodem ergo tempore hoc idem amabimus, & aversabimur, sive _(vide [Schol. Prop. 17](327) hujus)_ animi fluctuationem patiemur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "331c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc, & ex. [Prop. 28](328) hujus sequitur, unumquemque, quantum potest, conari, ut unusquisque id, quod ipse amat, amet, & quod ipse odit, odio etiam habeat ; unde illud Poetæ : \n \n_Speremus pariter, pariter metuamus amantes ; \nFerreus est, si quis, quod sinit alter, amat._" - }, - { - "id": "331sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hic conatus efficiendi, ut unusquisque probet id, quod ipse amat, vel odio habet, reverâ est Ambitio _(vide [Schol. Prop. 29](329sc) hujus)_ ; atque adeò videmus, unumquemque ex naturâ appetere, ut reliqui ex ipsius ingenio vivant, quod dum omnes pariter appetunt, pariter sibi impedimento, & dum omnes ab omnibus laudari, seu amari volunt, odio invicem sunt." - } - ] - }, - { - "id": "332", - "title": "PROPOSITIO 32", - "text": "_Si aliquem re aliquâ, quâ unus solus potiri potest, gaudere imaginamur, conabimur efficere, ne ille illâ re potiatur._", - "childs": [ - { - "id": "332d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex eo solo, quòd aliquem re aliquâ gaudere imaginamur _(per [Prop. 27](327) hujus cum ejusdem [Coroll. 1](327c1))_, rem illam amabimus, eâque gaudere cupiemus. At _(per Hypothesin)_ huic Lætitiæ obstare imaginamur, quòd ille eâdem hâc re gaudeat ; ergo _(per [Prop. 28](328) hujus)_, ne ille eadem potiatur, conabimur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "332sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Videmus itaque, cum hominum naturâ plerumque ità comparatum esse, ut eorum, quibus malè est, misereantur, & quibus bene est, invideant, & _(per [Prop. præced.](332))_ eò majore odio, quò rem, quâ alium potiri imaginantur, magis amant. Videmus deinde, ex eâdem naturæ humanæ proprietate, ex quâ sequitur, homines esse misericordes, sequi etiam eosdem esse invidos, & ambitiosos. Denique, si ipsam experientiam consulere velimus, ipsam hæc omnia docere experiemur ; præsertim si ad priores nostræ ætatis annos attenderimus. Nam pueros, quia eorum corpus continuò veluti in æquilibrio est, ex hoc solo ridere, vel flere experimur, quòd alios ridere, vel flere vident ; & quicquid præterea vident alios facere, id imitari statim cupiunt, & omnia denique sibi cupiunt, quibus alios delectari imaginantur ; nimirùm quia rerum imagines, uti diximus, sunt ipsæ humani Corporis affectiones, sive modi, quibus Corpus humanum à causis externis afficitur, disponiturque ad hoc, vel illud agendum." - } - ] - }, - { - "id": "333", - "title": "PROPOSITIO 33", - "text": "_Cùm rem nobis similem amamus, conamur, quantùm possumus, efficere, ut nos contrà amet._", - "childs": [ - { - "id": "333d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Rem, quam amamus, præ reliquis, quantùm possumus, imaginari conamur _(per [Prop. 12](312) hujus)_. Si igitur res nobis sit similis, ipsam præ reliquis Lætitiâ afficere conabimur _(per [Prop. 29](329) hujus)_ sive conabimur, quantùm possumus, efficere, ut res amata Lætitiâ afficiatur, concomitante ideâ nostri, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ut nos contrà amet. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "334", - "title": "PROPOSITIO 34", - "text": "_Quò majori affectu rem amatam erga nos affectam esse imaginamur, eò magis gloriabimur._", - "childs": [ - { - "id": "334d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nos _(per [Prop. præced.](333))_ conamur, quantùm possumus, ut res amata nos contrà amet, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ut res amata Lætitiâ afficiatur, concomitante ideâ nostri. Quò itaque rem amatam majori Lætitiâ nostrâ de causâ affectam esse imaginamur, eò magis hic conatus juvatur, hoc est _(per [Prop. 11](311) hujus cum ejus [Schol.](311sc))_, eò majore Lætitiâ afficimur. At cùm ex eo lætemur, quòd alium nobis similem Lætitiâ affecimus, tum nosmet cum Lætitiâ contemplamur _(per [Prop. 30](330) hujus)_ : ergo quò majori affectu rem amatam erga nos affectam esse imaginamur, eò majori Lætitiâ nosmet contemplabimur, sive _(per [Schol. Prop. 30](330sc) hujus)_ eò magis gloriabimur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "335", - "title": "PROPOSITIO 35", - "text": "_Si quis imaginatur rem amatam eodem, vel arctiore vinculo Amicitiæ, quo ipse eâdem solus potiebatur, alium sibi jungere, Odio erga ipsam rem amatam afficietur, & illi alteri invidebit._", - "childs": [ - { - "id": "335d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quò quis majore amore rem amatam erga se affectam esse imaginatur, eò magis gloriabitur _(per [Prop. præced.](334))_, hoc est _(per [Schol. Prop. 30](330sc) hujus)_, lætabitur ; adeóque _(per [Prop. 28](328) hujus)_ conabitur, quantùm potest, imaginari, rem amatam ipsi quàm arctissimè devinctam, qui quidem conatus, sive appetitus fomentatur, si alium idem sibi cupere imaginatur _(per [Prop. 31](331) hujus)_. At hic conatus, sive appetitus ab ipsius rei amatæ imagine, concomitante imagine illius, quem res amata sibi jungit, coerceri supponitur ; ergo _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ eo ipso Tristitiâ afficietur, concomitante ideâ rei amatæ, tanquam causâ, & simul imagine alterius, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, odio erga rem amatam afficietur, & simul erga illum alterum _(per [Coroll. Prop. 15](315c) hujus)_, cui propterea _(per [Prop. 23](323) hujus)_ quòd re amatâ delectatur, invidebit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "335sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hoc Odium erga rem amatam Invidiæ junctum Zelotypia vocatur, quæ proinde nihil aliud est, quam animi fluctuatio orta ex Amore, & Odio simul, concomitante ideâ alterius, cui invidetur. Præterea hoc Odium erga xem amatam majus erit pro ratione Lætitiæ, quâ Zelotypus ex reciproco rei amatæ Amore solebat affici, & etiam pro ratione affectûs, quo erga illum, quem sibi rem amatam jungere imaginatur, affectus erat. Nam si eum oderat, eo ipso rem amatam _(per [Prop. 24](324) hujus)_ odio habebit, quia ipsam id, quod ipse odio habet, Lætitiâ afficere imaginatur ; & etiam _(per [Coroll. Prop. 15](315c) hujus)_ ex eo, quòd rei amatæ imaginem imagini ejus, quem odit, jungere cogitur, quæ ratio plerumque locum habet in Amore erga fæminam ; qui enim imaginatur mulierem, quam amat, alteri sese prostituere, non solùm ex eo, quòd ipsius appetitus coërcetur, contristabitur ; sed etiam, quia rei amatæ imaginem pudendis, & excrementis alterius jungere cogitur, eandem aversatur ; ad quod denique accedit, quòd Zelotypus non eodem vultu, quem res amata ei præbere solebat, ab eâdem excipiatur, quâ etiam de causâ amans contristatur, ut jam ostendam." - } - ] - }, - { - "id": "336", - "title": "PROPOSITIO 36", - "text": "_Qui rei, quâ semel delectatus est, recordatur, cupit eâdem cum iisdem potiri circumstantiis, ac cùm primò ipsâ delectatus est._", - "childs": [ - { - "id": "336d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quicquid homo simul cum re, quæ ipsum delectavit, vidit, id omne _(per [Prop. 15](315) hujus)_ erit per accidens Lætitiæ causa ; adeóque _(per [Prop. 28](328) hujus)_ omni eo simul cum re, quæ ipsum delectavit, potiri cupiet, sive re cum omnibus iisdem circumstantiis potiri cupiet, ac cum primò eadem delectatus est. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "336c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Si itaque unam ex iis circumstantiis deficere compererit, amans contristabitur." - }, - { - "id": "336cd", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nam quatenus aliquam circumstantiam deficere comperit, eatenus aliquid imaginatur, quod ejus rei existentiam secludit. Cùm autem ejus rei, sive circumstantiæ _(per [Prop. præced.](336))_ sit præ amore cupidus, ergo _(per [Prop. 19](319) hujus)_, quatenus eandem deficere imaginatur, contristabitur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "336sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc Tristitia, quatenus absentiam ejus, quod amamus, respicit, Desiderium vocatur." - } - ] - }, - { - "id": "337", - "title": "PROPOSITIO 37", - "text": "_Cupiditas, quæ præ Tristitiâ, vel Lætitiâ, præque Odio, vel Amore oritur, eo est major, quò affectus major est._", - "childs": [ - { - "id": "337d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Tristitia hominis agendi potentiam _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ minuit, vel coërcet, hoc est _(per [Prop. 7](307) hujus)_, conatum, quo homo in suo esse perseverare conatur, minuit, vel coërcet ; adeóque _(per [Prop. 5](305) hujus)_ huic conatui est contraria ; & quicquid homo Tristitiâ affectus conatur, est Tristitiam amovere. At _(per [Tristitiæ Defin.](3ad3))_ quò Tristitia major est, eò majori parti hominis agendi potentiæ necesse est opponi ; ergo quò major Tristitia est, eò majore agendi potentiâ conabitur homo contrâ Tristitiam amovere, hoc est _(per [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_, eò majore cupiditate, sive appetitu conabitur Tristitiam amovere. Deinde, quoniam Lætitiâ _(per idem [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ hominis agendi potentiam auget, vel juvat, facilè eâdem viâ demonstratur, quòd homo, Lætitiâ affectus, nihil aliud cupit, quàm eandem conservare, idque eò majore Cupiditate, quò Lætitia major erit. Denique, quoniam Odium, & Amor sunt ipsi Tristitiæ, vel Lætitiæ affectûs, sequitur eodem modo, quòd conatus, appetitus, sive Cupiditas, quæ præ Odio, vel Amore oritur, major erit pro ratione Odii, & Amoris. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "338", - "title": "PROPOSITIO 38", - "text": "_Si quis rem amatam odio habere inceperit, ità ut Amor planè aboleatur, eandem majore odio, ex pari causà, prosequetur, quàm si ipsam nunquam amavisset, & eò majori, quò Amor antea major fuerat._", - "childs": [ - { - "id": "338d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nam si quis rem, quam amat, odio habere incipit, plures ejus appetitûs coërcentur, quàm si eandem non amavisset. Amor namque Lætitia est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, quam homo, quantùm potest _(per [Prop. 28](328) hujus)_ conservare conatur ; idque _(per idem [Schol.](313sc))_ rem amatam, ut præsentem, contemplando, eandemque _(per [Prop. 21](321) hujus)_ Lætitiâ, quantùm potest, afficiendo, qui quidem conatus _(per [Prop. præced.](337))_ eò est major, quò amor major est, ut & conatus efficiendi, ut res amata ipsum contrà amet _(vide [Prop. 33](333) hujus)_. At hi conatûs odio erga rem amatam coërcentur _(per [Coroll. Prop. 13](313c) & per [Prop. 23](323) hujus)_ ; ergo amans _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ hâc etiam de causâ Tristitiâ afficietur, & eò majori, quò Amor major fuerat, hoc est, præter Tristitiam, quæ Odii fuit causa, alia ex eo oritur, quòd rem amavit ; & consequenter majore Tristitiæ affectu rem amatam contemplabitur, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, majori odio prosequetur, quàm si eandem non amavisset, & eò majori, quò amor major fuerat. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "339", - "title": "PROPOSITIO 39", - "text": "_Qui aliquem Odio habet, ei malum inferre conabitur, nisi ex eo majus sibi malum oriri timeat ; & contrà, qui aliquem amat, ei eâdem lege benefacere conabitur._", - "childs": [ - { - "id": "339d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Aliquem odio habere est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ aliquem, ut Tristitiæ causam, imaginari ; adeóque _(per [Prop. 28](328) hujus)_ is, qui aliquem odio habet, eundem amovere, vel destruere conabitur. Sed si inde aliquid tristius, sive (quod idem est) majus malum sibi timeat, idque se vitare posse credit, non inferendo ei, quem odit, malum, quod meditabatur, à malo inferendo _(per eandem [Prop. 28](328) hujus)_ abstinere cupiet ; idque _(per [Prop. 37](337) hujus)_ majore conatu, quàm quo tenebatur inferendi malum, qui propterea prævalebit, ut volebamus. Secundæ partis demonstratio eodem modo procedit. Ergo qui aliquem odio habet, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "339sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Per bonum hîc intelligo omne genus Lætitiæ, & quicquid porrò ad eandem conducit, & præcipuè id, quod desiderio, qualecunque illud sit, satisfacit. Per malum autem omne Tristitiæ genus, & præcipuè id, quod desiderium frustratur. Suprà enim _(in [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ ostendimus, nos nihil cupere, quia id bonum esse judicamus, sed contrà id bonum vocamus, quod cupimus ; & consequenter id, quod aversamur, malum appellamus ; quare unusquisque ex suo affectu judicat, seu æstimat, quid bonum, quid malum, quid melius, quid pejus, & quid denique optimum, quidve pessimum sit. Sic Avarus argenti copiam optimum, ejus autem inopiam pessimum judicat. Ambitiosus autem nihil æquè, ac Gloriam cupit, & contrà nihil æquè, ac Pudorem, reformidat. Invido deinde nihil jucundius, quam alterius infelicitas, & nihil molestius, quàm aliena felicitas ; ac sic unusquisque ex suo affectu rem aliquam bonam, aut malam, utilem, aut inutilem esse judicat. Cæterùm hic affectus, quo homo ità disponitur, ut id, quod vult, nolit, vel ut id, quod non vult, velit, _Timor_, vocatur, qui proinde nihil aliud est, quàm _metus, quatenus homo ab eodem disponitur, ad malum, quod futurum judicat, minore vitandum (vide [Prop. 28](328) hujus)_. Sed si malum, quod timet, Pudor sit, tum Timor appellatur Verecundia. Denique si cupiditas malum futurum vitandi coërcetur Timore alterius mali, ità ut quid potiùs velit, nesciat, tum Metus vocatur Consternatio, præcipuè si utrumque malum, quod timetur, ex maximis sit." - } - ] - }, - { - "id": "340", - "title": "PROPOSITIO 40", - "text": "_Qui se odio haberi ab aliquo imaginatur, nec se ullam odii causam illi dedisse credit, eundem odio contrà habebit._", - "childs": [ - { - "id": "340d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Qui aliquem odio affectum imaginatur, eo ipso etiam odio afficietur _(per [Prop. 27](327) hujus)_, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ Tristitiâ, concomitante ideâ causæ externæ. At ipse _(per Hypothesin)_ nullam hujus Tristitiæ causam imaginatur præter illum, qui ipsum odio habet ; ergo ex hoc, quòd se odio haberi ab aliquo imaginatur, Tristitiâ afficietur, concomitante ideâ ejus, qui ipsum odio habet, sive _(per idem [Schol.](313sc))_ eundem odio habebit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "340sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quòd si se justam Odii causam præbuisse imaginatur, tum _(per [Prop. 30](330) hujus & ejusdem [Schol.](330sc))_ Pudore afficietur. Sed hoc _(per [Prop. 25](325) hujus)_ rarò contingit. Præterea hæc Odii reciprocatio oriri etiam potest ex eo, quòd Odium sequatur conatus malum inferendi ei, qui odio habetur _(per [Prop. 39](339) hujus)_. Qui igitur se odio haberi ab aliquo imaginatur, eundem alicujus mali, sive Tristitiæ causam imaginabitur ; atque adeò Tristitiâ afficietur, seu Metu, concomitante ideâ ejus, qui ipsum odio habet, tanquam causa, hoc est, odio contrà afficietttr, ut suprà." - }, - { - "id": "340c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Qui, quem amat, odio erga se affectum imaginatur, Odio, & Amore simul conflictabitur. Nam quatenus imaginatur, ab eodem se odio haberi, determinatur _(per [Prop. præced.](340))_, ad eundem contrà odio habendum. At _(per Hypothesin)_ ipsum nihilominùs amat : ergo Odio, & Amore simul conflictabitur." - }, - { - "id": "340c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Si aliquis imaginatur, ab aliquo, quem antea nullo affectu prosecutus est, malum aliquod præ Odio sibi illatum esse, statim idem malum eidem referre conabitur." - }, - { - "id": "340c2d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Qui aliquem Odio erga se affectum esse imaginatur, eum contrà _(per [Prop. præced.](340))_ odio habebit, & _(per [Prop. 26](326) hujus)_ id omne comminisci conabitur, quod eundem possit Tristitiâ afficere, atque id eidem _(per [Prop. 39](339) hujus)_ inferre studebit. At _(per Hypothesin)_ primum, quod hujusmodi imaginatur, est malum sibi illatum ; ergo idem statim eidem inferre conabitur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "340c2sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Conatus malum inferendi ei, quem odimus, Ira vocatur ; conatus autem malum nobis illatum referendi Vindicta appellatur." - } - ] - }, - { - "id": "341", - "title": "PROPOSITIO 41", - "text": "_Si quis ab aliquo se amari imaginatur, nec se ullam ad id causam dedisse credit_ (quod per [Coroll. Prop. 15](315c) & per [Prop. 16](316) hujus fieri potest), _eundem contrà amabit._", - "childs": [ - { - "id": "341d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio eâdem viâ demonstratur, ac [præcedens](340). Cujus etiam [Scholium](340sc) vide." - }, - { - "id": "341sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quòd si se justam Amoris causam præbuisse crediderit gloriabitur _(per [Prop. 30](330) hujus cum ejusdem [Schol.](330sc))_, quod quidem _(per [Prop. 25](325) hujus)_ frequentiùs contingit, & cujus contrarium evenire diximus, quando aliquis ab aliquo se odio haberi imaginatur _(vide [Schol. Prop. præced.](340sc))_. Porrò hic reciprocus Amor, & consequenter _(per [Prop. 39](339) hujus)_ conatus benefaciendi ei, qui nos amat, quique _(per eandem [Prop. 39](339) hujus)_ nobis benefacere conatur, Gratia, seu Gratitudo vocatur ; atque adeò apparet, homines longè paratiores esse ad Vindictam, quàm ad referendum beneficium." - }, - { - "id": "341c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Qui ab eo, quem odio habet, se amari imaginatur, Odio, & Amore simul conflictabitur. Quod eâdem viâ, quâ [primum Propositionis præcedentis Coroll.](340c1) demonstratur." - }, - { - "id": "341csc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quòd si Odium prævaluerit, ei, à quo amatur, malum inferre conabitur, qui quidem affectus Crudelitas appellatur, præcipuè si illum, qui amat, nullam Odii communem causam præbuisse creditur." - } - ] - }, - { - "id": "342", - "title": "PROPOSITIO 42", - "text": "_Qui in aliquem, Amore, aut spe Gloriæ motus, beneficium contulit, contristabitur, si viderit, beneficium ingrato animo accipi._", - "childs": [ - { - "id": "342d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Qui rem aliquam sibi similem amat, conatur, quantùm potest, efficere, ut ab ipsâ contrâ ametur _(per [Prop. 33](333) hujus)_. Qui igitur præ amore in aliquem beneficium contulit, id facit desiderio, quo tenetur, ut contrà ametur, hoc est _(per [Prop. 34](334) hujus)_ spe Gloriæ, sive _(per [Schol. Prop. 30](330sc) hujus)_ Lætitiæ ; adeóque _(per [Prop. 12](312) hujus)_ hanc Gloriæ causam, quantùm potest, imaginari, sive ut actu existentem contemplari conabitur. At _(per Hypothesin)_ aliud imaginatur, quod ejusdem causæ existentiam secludit : ergo _(per [Prop. 19](319) hujus)_ eo ipso contristabitur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "343", - "title": "PROPOSITIO 43", - "text": "Odium reciproco odio augetur, & Amore contrà deleri potest.", - "childs": [ - { - "id": "343d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Qui eum, quem odit, Odio contrà erga se affectum esse imaginatur, eo ipso _(per [Prop. 40](340) hujus)_ novum Odium oritur, durante _(per Hypothesin)_ adhuc primo. Sed si contrà eundem amore erga se affectum esse imaginetur, quatenus hoc imaginatur, eatenus _(per [Prop. 30](330) hujus)_ se ipsum cum Lætitiâ contemplatur, & eatenus _(per [Prop. 29](329) hujus)_ eidem placere conabitur, hoc est, _(per [Prop. 41](341) hujus)_ eatenus conatur ipsum odio non habere, nullâque Tristitiâ afficere ; qui quidem conatus _(per [Prop. 37](337) hujus)_ major, vel minor erit, pro ratione affectûs, ex quo oritur ; atque adeó si major fuerit illo, qui ex odio oritur, & quo rem, quam odit (per [Prop. 26](326) hujus) Tristitiâ afficere conatur, ei prævalebit, & Odium ex animo delebit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "344", - "title": "PROPOSITIO 44", - "text": "_Odium, quod Amore planè vincitur, in Amorem transit ; & Amor propterea major est, quàm si Odium non præcessisset._", - "childs": [ - { - "id": "344d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Eodem modo procedit, ac [Propositionis 38](338) hujus. Nam qui rem, quam odit, sive quam cum Tristitiâ contemplari solebat, amare incipit, eo ipso, quod amat, lætatur, & huic Lætitiæ, quam Amor involvit _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, illa etiam accedit, quæ ex eo oritur, quod conatus amovendi Tristitiam, quam odium involvit _(ut in [Prop. 37](337) hujus ostendimus)_, prorsùs juvatur, concomitante ideâ ejus, quem odio habuit, tanquam causâ." - }, - { - "id": "344sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quamvis res ita se habeat, nemo tamen conabitur rem aliquam odio habere, vel Tristitiâ affici, ut majori hâc Lætitiâ fruatur ; hoc est, nemo spe damnum recuperandi, damnum sibi inferri cupiet, nec ægrotare desiderabit spe convalescendi. Nam unusquisque suum esse conservare, & Tristitiam, quantùm potest, amovere semper conabitur. Quòd si contrà concipi posset, hominem posse cupere aliquem odio habere, ut eum postea majori amore prosequatur, tum eundem odio habere semper desiderabit. Nam quò Odium majus fuerit, eò Amor erit major, atque adeò desiderabit semper, ut Odium magis magisque augeatur, & eâdem de causâ homo magis ac magis ægrotare conabitur, ut majori Lætitiâ ex restaurandâ valetudine postea fruatu ; atque adeò semper ægrotare conabitur, quod _(per [Prop. 6](306) hujus)_ est absurdum." - } - ] - }, - { - "id": "345", - "title": "PROPOSITIO 45", - "text": "_Si quis aliquem sibi similem Odio in rem sibi similem, quam amat, affectum esse imaginatur, eum odio habebit._", - "childs": [ - { - "id": "345d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nam res amata eum, qui ipsam odit, odio contra habet _(per [Prop. 40](340) hujus)_, adeóque amans, qui aliquem imaginatur rem amatam odio habere, eo ipso rem amatam Odio, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, Tristitiâ affectam esse imaginatur, & consequenter _(per [Prop. 21](321) hujus)_ contristatur, idque concomitante ideâ ejus, qui rem amatam odit tanquam causâ, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ipsum odio habebit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "346", - "title": "PROPOSITIO 46", - "text": "_Si quis ab aliquo cujusdam classis, sive nationis à suâ diversæ, Lætitiâ, vel Tristitiâ affectus fuerit, concomitante ejus ideâ, sub nomine universali classis, vel nationis, tanquam causâ : is non tantùm illum, sed omnes ejusdem classis, vel nationis amabit, vel odio habebit._", - "childs": [ - { - "id": "346d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hujus rei demonstratio patet ex [Propositione 16](316) hujus Partis." - } - ] - }, - { - "id": "347", - "title": "PROPOSITIO 47", - "text": "_Lætitia, quæ ex eo oritur, quòd scilicet rem, quam odimus, destrui, aut alio malo affici imaginamur, non oritur absque ulla animi Tristitiâ._", - "childs": [ - { - "id": "347d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex [Pro. 27](327) hujus. Nam quatenus rem nobis similem Tristitiâ affici imaginamur, eatenus contristamur." - }, - { - "id": "347sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Potest hæc Propositio etiam demonstrari ex [Corollario Propositionis 17](217c) Partis II. Quoties enim rei recordamur, quamvis ipsa actu non existat, eandem tamen ut præsentem contemplamur, Corpusque eodem modo afficitur ; quare quatenus rei memoria viget, eatenus homo determinatur, ad eandem cum Tristitiâ contemplandum, quæ determinatio, manente adhuc rei imagine, coërcetur quidem memoriâ illarum rerum, quæ hujus existentiam secludunt ; sed non tollitur : atque adeò homo eatenus tantùm lætatur, quatenus hæc determinatio coërcetur ; & hinc fit, ut hæc Lætitia, quæ ex rei, quam odimus, malo oritur, toties repetatur, quoties ejusdem rei recordamur. Nam, uti diximus, quando ejusdem rei imago excitatur, quia hæc ipsius rei existentiam involvit, hominem determinat, ad rem cum eâdem Tristitiâ contemplandum, quâ eandem contemplari solebat, cùm ipsa existeret. Sed quia ejusdem rei imagini alias junxit, quæ ejusdem existentiam secludunt, ideò hæc ad Tristitiam determinatio statim coërcetur, & homo de novo lætatur, & hoc toties, quoties hæc repetitio fit. Atque hæc eadem est causa, cur homines lætantur, quoties alicujus jam præteriti mali recordantur, & cur pericula, à quibus liberati sunt, narrare gaudeant. Nam ubi aliquod periculum imaginantur, idem veluti adhuc futurum contemplantur, & ad id metuendum determinantur, quæ determinatio de novo coërcetur ideâ libertatis, quam hujus periculi ideæ junxerunt, eum æodem liberati sunt, quæque eos de novo securos reddit, atque adeò de novo lætantur." - } - ] - }, - { - "id": "348", - "title": "PROPOSITIO 48", - "text": "_Amor, & Odium, ex. gr. erga Petrum destruitur, si Tristitia, quam hoc, & Lætitia, quam ille involvit, ideæ alterius causæ jungatur ; & eatenus uterque diminuitur, quatenus imaginamur Petrum non solùm fuisse alterutrius causam._", - "childs": [ - { - "id": "348d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex solâ Amoris, & Odii definitione ; quam vide in [Schol. Prop. 13](313sc) hujus. Nam propter hoc solum Lætitia vocarur Amor & Trisritia Odium erga Petrum, quia scilicet Petrus hujus, vel illius affectûs causa esse consideratur. Hoc itaque prorsùs, vel ex parte sublato, affectus quoque erga Petrum prorsùs, vel ex parte diminuitur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "349", - "title": "PROPOSITIO 49", - "text": "_Amor, & Odium erga rem, quam liberam esse imaginamur, major ex pari causâ uterque debet esse, quàm erga necessariam._", - "childs": [ - { - "id": "349d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Res, quam liberam esse imaginamur, debet _(per [Defin. 7](1d7), p. I)_ per se absque aliis percipi. Si igitur eandem Lætitiæ, vel Tristitiæ causam esse imaginemur, eo ipso _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ eandem amabimus, vel odio habebimus, idque _(per [Prop. præced.](348))_ summo Amore, vel Odio, qui ex dato affectu oriri potest. Sed si rem, quæ ejusdem affectûs est causa, ut necessariam imaginemur, tum _(per eandem [Defin. 7](1d7), p. I)_ ipsam non solam, sed cum aliis ejusdem affectûs causam esse imaginabimur, atque adeò _(per [Prop. præced.](348))_ Amor, & Odium erga ipsam minor erit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "349sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hinc sequitur, homines, quia se liberos esse existimant, majore Amore, vel Odio se invicem prosequi, quàm alia ; ad quod accedit affectuum imitatio, de quà vide Prop. [27](327), [34](334), [40](340) & [43](343) hujus." - } - ] - }, - { - "id": "350", - "title": "PROPOSITIO 50", - "text": "_Res quæcunque potest esse per accidens Spei, aut Metûs causa._", - "childs": [ - { - "id": "350d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio eâdem viâ demonstratur, quâ [Propositio 15 hujus](315), quam vide unà cum [Schol. 2 Propositionis 18](318sc2) hujus." - }, - { - "id": "350sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Res, quæ per accidens Spei, aut Metûs sunt causæ, bona, aut mala omina vocantur. Deinde quatenus hæc eadem omina sunt Spei, aut Metûs causa, eatenus _(per Defin. Spei & Metus, quam vide in [Schol. 2 Prop. 18](318sc2) hujus)_ Lætitiæ, aut Tristitiæ sunt causa, & consequenter _(per [Coroll. Prop. 15](315c) hujus)_ eatenus eadem amamus, vel odio habemus, & _(per [Prop. 28](328) hujus)_ tanquam media ad ea, quæ speramus, adhibere, vel tanquam obstacula, aut Metûs causas amovere conamur. Præterea ex [Propositione 25](325) hujus sequitur nos naturâ ità esse constitutos, ut ea, quæ speramus, facilè, quæ autem timemus, difficilè credamus, & ut de iis plùs, minùsve justo sentiamus. Atque ex his ortæ sunt Superstitiones, quibus homines ubique conflictantur. Cæterùm non puto operæ esse pretium, animi hîc ostendere fluctuationes, quæ ex Spe, & Metu oriuntur ; quandoquidem ex solâ horum affectuum definitione sequitur, non dari Spem sine Metu, neque Metum sine Spe (ut fusiùs suo loco explicabimus) ; & præterea quandoquidem quatenus aliquid speramus, aut metuimus, eatenus idem amamus, vel odio habemus ; atque adeò quicquid de Amore, & Odio diximus, facilè unusquisque Spei, & Metui applicare poterit." - } - ] - }, - { - "id": "351", - "title": "PROPOSITIO 51", - "text": "_Diversi homines ab uno, eodemque objecto diversimodè affici possunt, & unus, idemque homo ab uno, eodemque objecto potest diversis temporibus diversimodè affici._", - "childs": [ - { - "id": "351d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Corpus humanum _(per [Post. 3](213p3), p. II)_ à corporibus externis plurimis modis afficitur. Possunt igitur eodem tempore duo homines diversimodè esse affecti ; atque adeò _(per [Axiom. I](213a1a), quod est post Lem. 3, quod vide post Prop. 13 p. II)_ ab uno, eodemque objecto possunt diversimodè affici. Deinde _(per idem [Post.](213p3))_ Corpus humanum potest jam hoc, jam alio modo esse affectum ; & consequenter _(per idem [Axiom.](213a1a))_ ab uno, eodemque objecto diversis temporibus diversimodè affici. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "351sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Videmus itaque fieri posse, ut quod hic amat, alter odio habeat ; & quod hic metuit, alter non metuat ; & ut unus, idemque homo, jam amet, quod antea oderit, & ut jam audeat, quod antea timuit, &c. Deinde, quia unusquisque ex suo affectu judicat, quid bonum, quid malum, quid melius, & quid pejus sit _(vide [Schol. Prop. 39](339sc) hujus)_, sequitur homines tam judicio, quàm affectu variare^[N. B. Posse hoc fieri, tametsi Mens humana pars esset divini intellectûs, ostendimus in _[Coroll. Prop. 11](211c)_ p. II] posse ; & hinc fit, ut cùm alios aliis comparamus, ex solâ affectuum differentiâ à nobis distinguantur, & ut alios intrepidos, alios timidos, alios denique alio nomine appellemus. Ex. gr. illum ego intrepidum vocabo, qui malum contemnit, quod ego timere soleo ; & si præterea ad hoc attendam, quod ejus Cupiditas malum inferendi ei, quem odit, & benefaciendi ei, quem amat, non coërcetur timore mali, à quo ego contineri soleo, ipsum audacem appellabo. Deinde ille mihi timidus videbitur, qui malum timet, quod ego contemnere soleo, & si insuper ad hoc attendam, quod ejus Cupiditas coërcetur timore mali, quod me continere nequit, ipsum pusillanimem esse dicam, & sic unusquisque judicabit. Denique ex hâc hominis naturâ, & judicii inconstantiâ, ut & quòd homo sæpe ex solo affectu de rebus judicat, & quòd res, quas ad Lætitiam, vel Tristitiam facere credit, quasque propterea _(per [Prop. 28](328) hujus)_, ut fiant, promovere, vel amovere conatur, sæpe non nisi imaginariæ sint, ut jam taceam alia, quæ in II. Parte ostendimus, de rerum incertitudine, facilè concipimus hominem posse sæpe in causâ esse, tam ut contristetur, quàm ut lætetur, sive ut tam Tristitiâ, quàm Lætitiâ afficiatur, concomitante ideâ sui, tanquam causâ ; atque adeò facilè intelligimus, quid Pœnitentia, & quid Acquiescentia in se ipso sit. Nempe _Pœnitentia est Tristitia, concomitante ideâ sui, & Acquiescentia in se ipso est Lætitia, concomitante ideâ sui, tanquam causâ_, & hi affectûs vehementissimi sunt, quia homines si liberos esse credunt. _(Vide [Prop. 49](349) hujus)_." - } - ] - }, - { - "id": "352", - "title": "PROPOSITIO 52", - "text": "_Objectum, quod simul cum aliis antea vidimus, vel quod nihil habere imaginamur, nisi quod commune est pluribus, non tamdiu contemplabimur, ac illud, quod aliquid singulare habere imaginamur._", - "childs": [ - { - "id": "352d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Simulatque objectum, quod cum aliis vidimus, imaginamur, statim & aliorum recordamur _(per [Prop. 18](218), p. II, cujus etiam [Schol.](218sc) vide)_, & sic ex unius contemplatione statim in contemplationem alterius incidimus. Atque eadem est ratio objecti, quod nihil habere imaginamur, nisi quod commune est pluribus. Nam eo ipso supponimus, nos nihil in eo contemplari, quod antea cum aliis non viderimus. Verùm cùm supponimus, nos in objecto aliquo aliquid singulare, quod antea nunquam vidimus, imaginari, nihil aliud dicimus, quàm quòd Mens, dum illud objectum contemplatur, nullum aliud in se habeat, in cujus contemplationem ex contemplatione illius incidere potest ; atque adeò ad illud solum contemplandum determinata est. Ergo objectum, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "352sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc Mentis affectio, sive rei singularis imaginatio, quatenus sola in Mente versatur, vocatur _Admiratio_, quæ si ab objecto, quod timemus, moveatur, _Consternatio_ dicitur, quia mali Admiratio hominem suspensum in solâ sui contemplatione ità tenet, ut de aliis cogitare non valeat, quibus illud malum vitare posset. Sed si id, quod admiramur, sit hominis alicujus prudentia, industria, vel aliquid hujusmodi, quia eo ipso hominem nobis longè antecellere contemplamur, tum Admiratio vocatur _Veneratio_ ; aliàs _Horror_, si hominis iram, invidiam, &c. admiramur. Deinde, si hominis, quem amamus, prudentiam, industriam, &c. admiramur, Amor eo ipso _(per [Prop. 12](312) hujus)_, major erit, & hunc Amorem Admirationi, sive Venerationi junctum _Devotionem_ vocamus. Et ad hunc modum concipere etiam possumus, Odium, Spem, Securitatem, & alios Affectûs Admirationi junctos ; atque adeò plures Affectûs deducere poterimus, quàm qui receptis vocabulis indicari solent. Unde apparet, Affectuum nomina inventa esse magis ex eorum vulgari usu, quàm ex eorundem accuratà cognitione. \nAdmirationi opponitur _Contemptus_, cujus tamen causa hæc plerumque est, quòd sc. ex eo, quòd aliquem rem aliquam admirari, amare, metuere &c. videmus, vel ex eo, quòd res aliqua primo aspectu apparet similis rebus, quas admiramur, amamus, metuimus &c. _(per [Prop. 15](315) cum ejus [Coroll.](315c) & [Prop. 27](327) hujus)_ determinamur ad eandem rem admirandum, amandum, metuendum &c. Sed si ex ipsius rei præsentiâ, vel accuratiore contemplatione, id omne de eâdem negare cogamur, quod causa Admirationis, Amoris, Metûs &c. esse potest, tum Mens ex ipsâ rei præsentiâ magis ad ea cogitandum, quæ in objecto non sunt, quàm quæ in ipso sunt, determinata manet ; cùm tamen contrà ex objecti præsentià id præcipuè cogitare soleat, quod in objecto est. Porrò sicut Devotio ex rei, quam amamus, Admiratione, sic _Irrisio_ ex rei, quam odimus, vel metuimus, Contemptu oritur, & _Dedignatio_ ex stultitiæ Contemptu, sicuti Veneratio ex Admiratione prudentiæ. Possumus denique Amorem, Spem, Gloriam, & alios Affectûs junctos Contemptui concipere, atque inde alios præterea Affectûs deducere, quos etiam nullo singulari vocabulo ab aliis distinguere solemus." - } - ] - }, - { - "id": "353", - "title": "PROPOSITIO 53", - "text": "_Cùm Mens se ipsam, suamque agendi potentiam contemplatur, lætatur, & eò magis, quò se, suamque agendi potentiam distinctiùs imaginatur._", - "childs": [ - { - "id": "353d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Homo se ipsum non cognoscit, nisi per affectiones sui Corporis, earumque ideas _(per Prop. [19](219) & [23](223), p. II)_. Cùm ergo fit, ut Mens se ipsam possit contemplari, eo ipso ad majorem perfectionem transire, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, lætitiâ affici supponitur, & eò majori, quò se, suamque agendi potentiam distinctiùs imaginari potest. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "353c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hæc Lætitia magis magisque fovetur, quò magis homo se ab aliis laudari imaginatur. Nam quò magis se ab aliis laudari imaginatur, eò majori Lætitiâ alios ab ipso affici imaginatur, idque concomitante ideâ sui _(per [Schol. Prop. 29](329sc) hujus)_ ; atque adeò (per [Prop. 27](327) hujus) ipse majore Lætitiâ, concomitante ideâ sui, afficitur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "354", - "title": "PROPOSITIO 54", - "text": "_Mens ea tantùm imaginari conatur, quæ ipsius agendi potentiam ponunt._", - "childs": [ - { - "id": "354d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mentis conatus, sive potentia est ipsa ipsius Mentis essentia _(per [Prop. 7](307) hujus)_ ; Mentis autem essentia _(ut per se notum)_ id tantùm, quod Mens est, & potest, affirmat ; at non id, quod non est, neque potest ; adeóque id tantùm imaginari conatur, quod ipsius agendi potentiam affirmat, sive ponit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "355", - "title": "PROPOSITIO 55", - "text": "_Cùm Mens suam impotentiam imaginatur, eo ipso contristatur._", - "childs": [ - { - "id": "355d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mentis essentia id tantùm, quod Mens est, & potest, affirmat, sive de naturâ Mentis est ea tantummodò imaginari, quæ ipsius agendi potentiam ponunt _(per [Prop. præced.](354))_. Cùm itaque dicimus, quòd Mens, dum se ipsam contemplatur, suam imaginatur impotentiam, nihil aliud dicimus, quàm quòd, dum Mens aliquid imaginari conatur, quod ipsius agendi potentiam ponit, hic ejus conatus coërcetur, sive _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ quòd ipsa contristatur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "355c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Hæc Tristitia magis ac magis fovetur, si se ab aliis vituperari imaginatur ; quod eodem modo demonstratur, ac [Coroll. Prop. 53](353c) hujus." - }, - { - "id": "355c1sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc Tristitia, concomitante ideâ nostræ imbecillitatis, Humilitas appellatur ; Lætitia autem, quæ ex contemplatione nostri oritur, Philautia, vel Acquiescentia in se ipso vocatur. Et quoniam hæc toties repetitur, quoties homo suas virtutes, sive suam agendi potentiam contemplatur, hinc ergo etiam fit, ut unusquisque facta sua narrare, suique tam corporis, quàm animi vires ostentare gestiat, & ut homines hâc de causâ sibi invicem molesti sint. Ex quibus iterùm sequitur, homines naturâ esse invidos _(vide [Schol. Prop. 24](324sc) & [Schol. Prop. 32](332sc) hujus)_, sive ob suorum æqualium imbecillitatem gaudere, & contrà propter eorundem virtutem contristari. Nam quoties unusquisque suas actiones imaginatur, toties Lætitiâ _(per [Prop. 53](353) hujus)_ afficitur, & eò majore, quò actiones plus perfectionis exprimere, & easdem distinctiùs imaginatur, hoc est _(per illa, quæ in [Schol. 1 Prop. 40](240sc1), p. II dicta sunt)_, quò magis easdem ab aliis distinguere, & ut res singulares contemplari potest. Quare unusquisque ex contemplatione sui tunc maximè gaudebit, quando aliquid in se contemplatur, quod de reliquis negat. Sed si id, quod de se affirmat, ad universalem hominis, vel animalis ideam refert, non tantopere gaudebit ; & contrà contristabitur, si suas, ad aliorum actiones comparatas, imbecilliores esse imaginetur, quam quidem Tristitiam _(per [Prop. 28](328) hujus)_ amovere conabitur, idque suorum æqualium actiones perperam interpretando, vel suas, quantùm potest adornando. Apparet igitur homines naturâ proclives esse ad Odium, & Invidiam, ad quam accedit ipsa educatio. Nam parentes solo Honoris & Invidiæ stimulo liberos ad virtutem concitare solent. Sed scrupulus forsan remanet, quòd non raro hominum virtutes admiremur, eosque veneremur. Hunc ergo ut amoveam, sequens addam Corollarium." - }, - { - "id": "355c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Nemo virtutem alicui, nisi æquali, invidet." - }, - { - "id": "355c2d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Invidia est ipsum Odium _(vide [Schol. Prop. 24](324sc) hujus)_, sive _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ Tristitia, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ affectio, quâ hominis agendi potentia, seu conatus coërcetur. At homo _(per [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ nihil agere conatur, neque cupit, nisi quod ex datâ suâ naturâ sequi potest ; ergo homo nullam de se agendi potentiam, seu (quod idem est) virtutem prædicari cupiet, quæ naturæ alterius est propria, & suæ aliena ; adeóque ejus Cupiditas coërceri, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ ipse contristari nequit ex eo, quòd aliquam virtutem in aliquo ipsi dissimili contemplatur, & consequenter neque ei invidere poterit. At quidem suo æquali, qui cum ipso ejusdem naturæ supponitur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "355c2sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Cùm igitur suprà in [Scholio Propositionis 52](352sc) hujus Partis, dixerimus, nos hominem venerari ex eo, quòd ipsius prudentiam, fortitudinem, &c. admiramur, id fit _(ut ex ipsâ [Prop.](355) patet)_, quia has virtutes ei singulariter inesse, & non ut nostræ naturæ communes imaginamur ; adeóque easdem ipsi non magis invidebimus, quàm arboribus altitudinem, & leonibus fortitudinem, &c." - } - ] - }, - { - "id": "356", - "title": "PROPOSITIO 56", - "text": "_Lætitiæ, Tristitiæ, & Cupiditatis, & consequenter uniuscujusque affectûs, qui ex his componitur, ut animi fluctuationis, vel qui ab his derivatur, nempe Amoris, Odii, Spei, Metûs, &c. tot species dantur, quot sunt species objectorum, à quibus afficimur._", - "childs": [ - { - "id": "356d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Lætitia, & Tristitia, & consequenter affectûs, qui ex his componuntux, vel ex his derivantur, passiones sunt _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ ; nos autem _(per [Prop. 1](301) hujus)_ necessariò patimur, quatenus ideas habemus inadæquatas ; & quatenus easdem habemus _(per [Prop. 3](303) hujus)_, eatenus tantùm patimur, hoc est _(vide Schol. [1](240sc1) [2](240sc2) Prop. 40 p. II)_, eatenus tantùm necessariò patimur, quatenus imaginamur, sive _(vide [Prop. 17](217), p. II cum ejus [Schol.](217sc))_ quatenus afficimur affectu, qui naturam nostri Corporis, & naturam corporis externi involvit. Natura igitur uniuscujusque passionis ità necessariò debet explicari, ut objecti, à quo afficimur, natura exprimatur. Nempe Lætitia, quæ ex objecto, ex. gr. A oritur, naturam ipsius objecti A, & Lætitia, quæ ex objecto B oritur, ipsius objecti B naturam involvit, atque adeò hi duo Lætitiæ affectûs naturâ sunt diversi, quia ex causis diversæ naturæ oriuntur. Sic etiam Tristitiæ affectus, qui uno objecto oritur, diversus naturâ est à Tristitiâ, quæ ab aliâ causâ oritur ; quod etiam de Amore, Odio, Spe, Metu, animi Fluctuatione, &c. intelligendum est : ac proinde Lætitiæ, Tristitiæ, Amoris, Odii, &c. tot species necessariò dantur, quot sunt species objectorum, à quibus afficimur. At Cupiditas est ipsa uniuscujusque essentia, seu natura, quatenus ex datâ quâcunque ejus constitutione determinata concipitur ad aliquid agendum _(vide [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ ; ergo, prout unusquisque à causis externis hâc, aut illâ Lætitiæ, Tristitiæ, Amoris, Odii, &c. specie afficitur, hoc est, prout ejus natura hoc, aut alio modo constituitur, ità ejus Cupiditas alia, atque alia esse, & natura unius à naturâ alterius Cupiditatis tantùm differre necesse est, quantùm affectus, à quibus unaquæque oritur, inter se diffexunt. Dantur itaque tot species Cupiditatis, quot sunt species Lætitiæ, Tristitiæ, Amoris, &c. & consequenter _(per jam ostensa)_ quot sunt objectorum species, à quibus afficimur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "356sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Inter affectuum species, quæ (per [Prop. præced.](356)) perplurimæ esse debent, insignes sunt Luxuria, Ebrietas, Libido, Avaritia, & Ambitio, quæ non nisi Amoris, vel Cupiditatis sunt notiones ; quæ hujus utriusque affectûs naturam explicant per objecta, ad quæ referuntur. Nam per Luxuriam, Ebrietatem, Libidinem, Avaritiam, & Ambitionem nihil aliud intelligimus, quàm convivandi, potandi, coëundi, divitiarum, & gloriæ immoderatum Amorem vel Cupiditatem. Præterea hi affectûs, quatenus eos per solum objectum, ad quod referuntur, ab aliis distinguimus, contrarios non habent. Nam Temperantia, quam Luxuriæ, & Sobrietas, quam Ebrietati, & denique Castitas, quam Libidini opponere solemus, affectûs, seu passiones non sunt ; sed animi indicant potentiam, quæ hos affectûs moderatur. Cæterùm reliquas affectuum species hic explicare nec possum (quia tot sunt, quot objectorum species), nec, si possem, necesse est. Nam ad id, quod intendimus, nempe ad affectuum vires, & Mentis in eosdem potentiam determinandum, nobis sufficit, uniuscujusque affectûs generalem habere definitionem. Sufficit, inquam, nobis affectuum, & Mentis communes proprietates intelligere, ut determinare possimus, qualis, & quanta sit Mentis potentia in moderandis, & coërcendis affectibus. Quamvis itaque magna sit differentia inter hunc, & illum Amoris, Odii, vel Cupiditatis affectum, ex. gr. inter Amorem erga liberos, & inter Amorem erga uxorem, nobis tamen has differentias cognoscere, & affectuum naturam, & originem ulteriùs indagare, non est opus." - } - ] - }, - { - "id": "357", - "title": "PROPOSITIO 57", - "text": "_Quilibet uniuscujusque individui affectus ab affectu alterius tantùm discrepat, quantùm essentia unius ab essentiâ alterius differt._", - "childs": [ - { - "id": "357d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio patet ex [Axiom. 1](213a1a), quod vide post Lem. 3 Schol. Prop. 13 p. II. At nihilominùs eandem ex trium primitivorum affectuum definitionibus demonstrabimus. \nOmnes affectûs ad Cupiditatem, Lætitiam, vel Tristitiam referuntur, ut eorum, quas dedimus definitiones ostendunt. At Cupiditas est ipsa uniuscujusque natura, seu essentia _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ ; ergo uniuscujusque individui Cupiditas, à Cupiditate alterius tantùm discrepat, quantùm natura, seu essentia unius ab essentiâ alterius differt. Lætitia deinde, & Tristitia passiones sunt, quibus uniuscujusque potentia, seu conatus in suo esse perseverandi augetur, vel minuitur, juvatur, vel coërcetur _(per [Prop. 11](311) hujus & ejus [Schol.](311sc))_. At per conatum in suo esse perseverandi, quatenus ad Mentem, & Corpus simul refertur, Appetitum, & Cupiditatem intelligimus _(vide [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ ; ergo Lætitia, & Tristitia est ipsa Cupiditas, sive Appetitus, quatenus à causis externis augetur, vel minuitur, juvatur, vel coërcetur, hoc est _(per idem [Schol.](309sc))_, est ipsa cujusque natura ; atque adeò uniuscujusque Lætitia, vel Tristitia, à Lætitiâ, vel Tristitiâ alterius tantùm etiam discrepat, quantùm natura, seu essentia unius ab essentiâ alterius differt, & consequenter quilibet uniuscujusque individui affectus ab affectu alterius tantùm discrepat, &c. Q.E.D" - }, - { - "id": "357sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hinc sequitur affectûs animalium, quæ irrationalia dicuntur (bruta enim sentire nequaquam dubitare possumus, postquam Mentis novimus originem) ab affectibus hominum tantùm differre, quantùm eorum natura à naturâ humanâ differt. Fertur quidem equus, & homo Libidine procreandi ; at ille Libidine equinâ, hic autem humanâ. Sic etiam Libidines, & Appetitûs Insectorum, piscium, & avium alii atque alii esse debent. Quamvis itaque unumquodque individuum suâ, quâ constat naturâ, contentum vivat, eâque gaudeat, vita tamen illa, quâ unumquodque est contentutn, & gaudium nihil aliud est, quàm idea, seu anima ejusdem individui, atque adeò gaudium unius à gaudio alterius tantùm naturâ discrepat, quantùm essentia unius ab essentiâ alterius differt. Denique ex præcedenti Propositione sequitur, non parùm etiam interesse, inter gaudium, quo ebrius ex. gr. ducitur, & inter gaudium, quo potitur Philosophus, quod hîc in transitu monere volui. Atque hæc de affectibus, qui ad hominem referuntur, quatenus patitur. Superest, ut pauca addam de iis, qui ad eundem referuntur, quatenus agit." - } - ] - }, - { - "id": "358", - "title": "PROPOSITIO 58", - "text": "_Præter Lætitiam, & Cupiditatem, quæ passiones sunt, alii Lætitiæ, & Cupiditatis affectûs dantur, qui ad nos, quatenus agimus, referuntur._", - "childs": [ - { - "id": "358d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Cùm Mens se ipsam, suamque agendi potentiam concipit, lætatur _(per [Prop. 53](353) hujus)_ : Mens autem se ipsam necessariò contemplatur, quando veram, sive adæquatam ideam concipit _(per [Prop. 43](243), p. II)_. At Mens quasdam ideas adæquatas concipit _(per [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_ : Ergo eatenus etiam lætatur, quatenus ideas adæquatas concipit, hoc est _(per [Prop. 1](301) hujus)_, quatenus agit. Deinde Mens tam quatenus claras, & distinctas, quàm quatenus confusas habet ideas, in suo esse perseverare conatur _(per [Prop. 9](309) hujus)_ : At per conatum Cupiditatem intelligimus _(per ejusdem [Schol.](309sc))_ ; ergo Cupiditas ad nos refertur, etiam quatenus intelligimus, sive _(per [Prop. 1](301) hujus)_ quatenus agimus. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "359", - "title": "PROPOSITIO 59", - "text": "_Inter omnes affectûs, qui ad Mentem, quatenus agit, referuntur, nulli sunt, quàm qui ad Lætitiam, vel Cupiditatem referuntur._", - "childs": [ - { - "id": "359d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Omnes affectûs ad Cupiditatem, Lætitiam, vel Tristitiam referuntur, ut eorum, quas dedimus, definitiones ostendunt. Per Tristitiam autem intelligimus, quod Mentis cogitandi potentia minuitur, vel coërcetur _(per [Prop. 11](311) hujus & ejus [Schol.](311sc))_ ; adeóque Mens, quatenus contristatur, eatenus ejus intelligendi, hoc est, ejus agendi potentia _(per [Prop. 1](301) hujus)_ minuitur, vel coërcetur ; adeóque nulli Tristitiæ affectûs ad Mentem referri possunt, quatenus agit ; sed tantùm affectûs Lætitiæ, & Cupiditatis, qui _(per [Prop. præced.](358))_ eatenus etiam ad Mentem referuntur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "359sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Omnes actiones, quæ sequuntur ex affectibus, qui ad Mentem referuntur, quatenus intelligit, ad Fortitudinem refero, quam in Animositatem, & Generositatem distinguo. Nam per _Animositatem_ intelligo _Cupiditatem, quâ unusquisque conatur suum esse ex solo rationis dictamine conservare_. Per _Generositatem_ autem _Cupiditatem_ intelligo, _quâ unusquisque ex solo rationis dictamine conatur reliquos homines juvare, & sibi amicitiâ jungere_. Eas itaque actiones, quæ solùm agentis utile intendunt, ad Animositatem, & quæ alterius etiam utile intendunt, ad Generositatem refero. Temperantia igitur, Sobrietas, & animi in periculis præsentia, &c. Animositatis sunt species ; Modestia autem, Clementia &c. species Generositatis sunt. Atque his puto me præcipuos affectûs, animique fluctuationes, quæ ex compositione trium primitivorum affectuum, nempe Cupiditatis, Lætitiæ, & Tristitiæ oriuntur, explicuisse, perque primas suas causas ostendisse. Ex quibus apparet, nos à causis externis multis modis agitari, nosque, perinde ut maris undæ, à contrariis ventis agitatæ, fluctuari, nostri eventûs, atque fati inscios. At dixi, me præcipuos tantùm, non omnes, qui dari possunt, animi conflictûs ostendisse. Nam eâdem viâ, quâ suprâ, procedendo facilè possumus ostendere Amorem esse junctum Poenitentiæ, Dedignationi, Pudori, &c. Imò unicuique ex jam dictis clarè constare credo, affectûs tot modis alii cum aliis posse componi, indeque tot variationes oriri, ut nullo numero definiri queant. Sed ad meum institutum præcipuos tantùm enumeravisse sufficit ; nam reliqui, quos omisi, plus curiositatis, quàm utilitatis haberent. Attamen de Amore hoc notandum restat, quòd scilicet sæpissimè contingit, dum re, quam appetebamus, fruimur, ut Corpus ex eâ fruitione novam acquirat constitutionem, à quâ aliter determinatur, & aliæ rerum imagines in eo excitantur, & simul Mens alia imaginari, aliaque cupere incipit. Ex. gr. cùm aliquid, quod nos sapore delectare solet, imaginamur, eodem frui, nempe comedere cupimus. At quamdiu eodem sic fruimur, stomachus adimpletur, Corpusque aliter constituitur. Si igitur Corpore jam aliter disposito, ejusdem cibi imago, quia ipse præsens adest, fomentetur, & consequenter conatus etiam, sive Cupiditas eundem comedendi, huic Cupiditati, seu conatui nova illa constitutio repugnabit, & consequenter cibi, quem appetebamus, præsentia odiosa erit, & hoc est, quod Fastidium, & Tædium vocamus. Cæterùm Corporis affectiones externas, quæ in affectibus observantur, ut sunt tremor, livor, singultus, risus &c. neglexi, quia ad solum Corpus absque ullâ ad Mentem relatione referuntur. Denique de affectuum definitionibus quædam notanda sunt, quas propterea hîc ordine repetam, & quid in unaquâque observandum est, iisdem interponam." - } - ] - }, - { - "title":"AFFECTUUM DEFINITIONES", - "type":"title" - }, - { - "id": "3ad1", - "title": "I.", - "text": "Cupiditas est ipsa hominis essentia quatenus ex datâ quacunque ejus affectione determinata concipitur ad aliquid agendum.", - "childs": [ - { - "id": "3ad1e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Diximus supra in [Scholio Propositionis 9](309sc) hujus partis cupiditatem esse appetitum cum ejusdem conscientiâ ; appetitum autem esse ipsam hominis essentiam quatenus determinata est ad ea agendum quæ ipsius conservationi inserviunt. Sed in eodem [Scholio](309sc) etiam monui me reverâ inter humanum appetitum & cupiditatem nullam agnoscere differentiam. Nam sive homo sui appetitûs sit conscius sive non sit, manet tamen appetitus unus idemque ; atque adeò ne tautologiam committere viderer, cupiditatem per appetitum explicare nolui sed eandem ità definire studui ut omnes humanae naturæ conatûs quos nomine appetitûs, voluntatis, cupiditatis vel impetûs significamus, unà comprehenderem. Potueram enim dicere cupiditatem esse ipsam hominis essentiam quatenus determinata concipitur ad aliquid agendum sed ex hâc Definitione _(per [Prop. 23](223) partis II)_ non sequeretur quòd mens possit suæ cupiditatis sive appetitûs esse conscia. Igitur ut hujus conscientiae causam involverem, necesse fuit _(per eandem [Propositionem](223))_ addere _quatenus ex datâ quacunque ejus affectione determinata &c._. Nam per affectionem humanae essentiæ quàmcunque ejusdem essentiæ constitutionem intelligimus, sive ea sit innata sive quòd ipsa per solum cogitationis sive per solum extensionis attributum concipiatur sive denique quòd ad utrumque simul referatur. Hic igitur cupiditatis nomine intelligo hominis quoscunque conatûs, impetûs, appetitûs & volitiones, qui pro variâ ejusdem hominis constitutione varii & non rarò adeò sibi invicem oppositi sunt ut homo diversimodè trahatur & quò se vertat, nesciat." - } - ] - }, - { - "id": "3ad2", - "title": "II.", - "text": "Lætitia est hominis transitio à minore ad majorem perfectionem.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad3", - "title": "III.", - "text": "Tristitia est hominis transitio à majore ad minorem perfectionem.", - "childs": [ - { - "id": "3ad3e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Dico transitionem. Nam Lætitia non est ipsa perfectio. Si enim homo cum perfectione, ad quam transit, nasceretur, ejusdem absque Lætitiæ affectu compos esset ; quod clariùs apparet ex Tristitiæ affectu, qui huic est contrarius. Nam quòd Tristitia in transitione ad minorem perfectionem consistit, non autem in ipsâ minore perfectione, nemo negare potest, quandoquidem homo eatenus contristari nequit, quatenus alicujus perfectionis est particeps. Nec dicere possumus, quòd Tristitia in privatione majoris perfectionis consistat ; nam privatio nihil est ; Tristitiæ autem affectus actus est, qui propterea nullus alius esse potest, quàm actus transeundi ad minorem perfectionem, hoc est, actus quo hominis agendi potentia minuitur, vel coërcetur _(vide [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_. Cæterùm definitiones Hilaritatis, Titillationis, Melancholiæ, & Doloris omitto, quia ad Corpus potissimùm referuntur, & non nisi Lætitiæ, aut Tristitiæ sunt Species." - } - ] - }, - { - "id": "3ad4", - "title": "IV.", - "text": "Admiratio est rei alicujus imaginatio, in quâ Mens defixa propterea manet, quia hæc singularis imaginatio nullam cum reliquis habet connexionem. _Vide [Prop. 52](352) cum ejusdem [Schol.](352sc)_", - "childs": [ - { - "id": "3ad4e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "In [Scholio Propositionis 18](218sc) Partis II ostendimus, quænam sit causa, cur Mens, ex contemplatione unius rei, statim in alterius rei cogitationem incidat, videlicet, quia earum rerum imagines invicem concatenatæ, & ità ordinatæ sunt, ut alia aliam sequatur, q ; sed Mens in ejusdem rei contemplatione detinebitur, donec ab aliis causis ad alia cogitandum determinetur. Rei itaque novæ imaginatio in se considerata ejusdem naturæ est, ac reliquæ, & hâc de causâ ego Admirationem inter affectûs non numero, nec causam video, cur id facerem, quandoquidem hæc Mentis distractio ex nullâ causâ positivâ, quæ Mentem ab aliis distrahat, oritur ; sed tantùm ex eo, quòd causa, cur Mens ex unius rei contemplatione ad alia cogitandum determinatur, deficit. \nTres igitur _(ut in [Schol. Prop. 11](311sc) hujus monui)_ tantùm affectûs primitivos, seu primarios agnosco ; nempe, Lætitiæ, Tristitiæ, & Cupiditatis, nec aliâ de causâ verba de Admiratione feci, quâm quia usu factum est, ut quidam affectûs, qui ex tribus primitivis derivantur, aliis nominibus indicari soleant, quando ad objecta, quæ admiramur, referuntur ; quæ quidem ratio me ex æquo movet, ut etiam Contemptûs definitionem his adjungam." - } - ] - }, - { - "id": "3ad5", - "title": "V.", - "text": "Contemptus est rei alicujus imaginatio, quæ Mentem adeò parùm tangit, ut ipsa Mens ex rei præsentiâ magis moveatur ad ea imaginandum, quæ in ipsâ re non sunt, quàm quæ in ipsà sunt. _Vide [Schol. Prop. 52](352sc) hujus._ \nDefinitiones Venerationis, & Dedignationis missas hîc facio, quia nulli, quod sciam, affectûs ex his nomen trahunt.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad6", - "title": "VI.", - "text": "Amor est Lætitia, concomitante ideâ causæ externæ.", - "childs": [ - { - "id": "3ad6e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Hæc Definitio satis clarè Amoris essentiam explicat ; illa vero Auctorum, qui definiunt _Amorem esse voluntatem amantis se jungendi rei amatæ_, non Amoris essentiam, sed ejus proprietatem exprimit, &, quia Amoris essentia non satis ab Auctoribus perspecta fuit, ideò neque ejus proprietatis ullum clarum conceptum habere potuerunt, & hinc factum, ut eorum definitionem admodum obscuram esse omnes judicaverint. Verùm notandum, cùm dico, proprietatem esse in amante, se voluntate jungere rei amatæ, me per voluntatem non intelligere consensum, vel animi deliberationem, seu liberum decretum (nam hoc fictitium esse demonstravimus [Propositione 48](248) Partis II), nec etiam Cupiditatem sese jungendi rei amatæ, quando abest, vel perseverandi in ipsius præsentiâ, quando adest ; potest namque amor absque hâc, aut illâ Cupiditate concipi : sed per voluntatem me Acquiescentiam intelligere, quæ est in amante ob rei amatæ præsentiam, à quâ Lætitiâ amantis corroboratur, aut saltem fovetur." - } - ] - }, - { - "id": "3ad7", - "title": "VII.", - "text": "Odium est Tristitia, concomitante ideâ causæ externæ.", - "childs": [ - { - "id": "3ad7e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Quæ hic notanda sunt, ex dictis in præcedentis Definitionis Explicatione facilè percipiuntur. _Vide præterea [Schol. Prop.13](313sc) hujus_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad8", - "title": "VIII.", - "text": "Propensio est Lætitia, concomitante ideâ alicujus rei, quæ per accidens causa est Lætitiæ.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad9", - "title": "IX.", - "text": "Aversio est Tristitia, concomitante ideâ alicujus rei, quæ per accidens causa est Tristitiæ. _De his vide [Schol. Prop. 15](315sc) hujus_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad10", - "title": "X.", - "text": "Devotio est Amor erga eum, quem admiramur.", - "childs": [ - { - "id": "3ad10e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Admirationem oriri ex rei novitate, ostendimus [Propositione 52](352) hujus. Si igitur contingat, ut id, quod admiramur, sæpe imaginemur, idem admirari desinemus ; atque adeò videmus, Devotionis affectum facilè in simplicem Amorem degenerare." - } - ] - }, - { - "id": "3ad11", - "title": "XI.", - "text": "Irrisio est Lætitia orta & eo, quòd aliquid, quod contemnimus, in re, quam odimus, inesse imaginamur.", - "childs": [ - { - "id": "3ad11e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Quatenus rem, quam odimus, contemnimus, eatenus de eâdem existentiam negamus _(vide [Schol. Prop. 52](352sc) hujus)_, & eatenus _(per [Prop. 20](320) hujus)_ lætamur. Sed quoniam supponimus, hominem id, quod irridet, odio tamen habere, sequitur, hanc Lætitiam solidam non esse. _Vide [Schol. Prop. 47](347sc) hujus_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad12", - "title": "XII.", - "text": "Spes est inconstans Lætitia, orta ex ideâ rei futuræ, vel præteritæ, de cujus eventu aliquatenus dubitamus.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad13", - "title": "XIII.", - "text": "Metus est inconstans Tristitia, orta ex ideâ rei futuræ, vel præteritæ, de cujus eventu aliquatenus dubitamus. _Vide de his [Schol. 2 Prop. 18](318sc2) hujus._", - "childs": [ - { - "id": "3ad13e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Ex his definitionibus sequitur, non dari Spem sine Metu, neque Metum sine Spe. Qui enim Spe pendet, & de rei eventu dubitat, is aliquid imaginari supponitur, quod rei futuræ existentiam secludit ; atque adeò eatenus contristari _(per [Prop. 19](319) hujus)_, & consequenter, dum Spe pendet, metuere, ut res eveniat. Qui autem contrà in Metu est, hoc est, de rei, quam odit, eventu dubitat, aliquid etiam imaginatur, quod ejusdem rei existentiam secludit ; atque adeò _(per [Prop. 20](320) hujus)_ lætatur, & consequenter eatenus Spem habet, ne eveniat." - } - ] - }, - { - "id": "3ad14", - "title": "XIV.", - "text": "Securitas est Lætitia, orta ex ideâ rei futuræ, vel præteritæ, de quâ dubitandi causa sublata est.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad15", - "title": "XV.", - "text": "Desperatio est Tristitia, orta ex ideâ rei futuræ, vel præteritæ, de quâ dubitandi causa sublata est.", - "childs": [ - { - "id": "3ad15e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Oritur itaque ex Spe Securitas, & ex Metu Desperatio, quando de rei eventu dubitandi causa tollitur, quod fit, quia homo rem præteritam, vel futuram adesse imaginatur, & ut præsentem contemplatur ; vel quia alia imaginatur, quæ existentiam earum rerum secludunt, quæ ipsi dubium injiciebant. Nam tametsi de rerum singularium eventu _(per [Coroll. Prop. 31](331c), p. II)_ nunquam possumus esse certi, fieri tamen potest, ut de earum eventu nan dubitemus. Aliud enim esse ostendimus _(vide [Schol. Prop. 49](249sc), p. II)_ de re non dubitare, aliud rei certitudinem habere ; atque adeò fieri potest, ut ex imagine rei præteritæ, aut futuræ, eodem Lætitiæ, vel Tristitiæ affectu afficiamur, ac ex rei præsentis imagine, ut in [Propositione 18](318) hujus demonstravimus, quam cum ejusdem Scholiis [1](318sc1) [2](318sc2) vide." - } - ] - }, - { - "id": "3ad16", - "title": "XVI.", - "text": "Gaudium est Lætitia, concomitante ideâ rei præteritæ, quæ præter Spem evenit.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad17", - "title": "XVII.", - "text": "Conscientiæ morsus est Tristitia, concomitante ideâ rei præteritæ, quæ præter Spem evenit.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad18", - "title": "XVIII.", - "text": "Commiseratio est Tristitia, concomitante ideâ mali, quod alteri, quem nobis similem esse imaginamur, evenit. _Vide [Schol. Prop. 22](322sc) & [Schol. Prop. 27](327sc) hujus._", - "childs": [ - { - "id": "3ad18e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Inter Commiserationem & Misericordiam nulla videtur essa differentia, nisi fortè, quòd Commiseratio singularem affectum respiciat, Misericordia autem ejus habitum." - } - ] - }, - { - "id": "3ad19", - "title": "XIX.", - "text": "Favor est Amor erga aliquem, qui alteri benefecit.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad20", - "title": "XX.", - "text": "Indignatio est Odium erga aliquem, qui alteri malefecit.", - "childs": [ - { - "id": "3ad20e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Hæc nomina ex communi usu aliud significare scio. Sed meum institutum non est, verborum significationem, sed rerum naturam explicare, easque iis vocabulis indicare, quorum significatio, quam ex usu habent, à significatione, quâ eadem usurpare volo, non omnino abhorret, quod semel monuisse sufficiat. Cæterùm horum affectuum causam vide in [Corollario 1 Propositionis 27](327c1) & [Scholio Propositionis 22](322sc) hujus Partis." - } - ] - }, - { - "id": "3ad21", - "title": "XXI.", - "text": "Existimatio est de aliquo præ Amore plùs justo sentire.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad22", - "title": "XXII.", - "text": "Despectus est de aliquo præ Odio minùs justo sentire.", - "childs": [ - { - "id": "3ad22e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Est itaque Existimatio Amoris, & Despectus Odii effectus, sive proprietas ; atque adeò potest _Existimatio_ etiam definiri, quòd sit _Amor, quatenus hominem ità afficit, ut de re amatâ plùs justo sentiat_, & contrà _Despectus, quòd sit _Odium, quatenus hominem ità afficit, ut de eo, quem odio habet, minùs justo sentiat_. Vide de his [Schol. Prop. 26](326sc) hujus." - } - ] - }, - { - "id": "3ad23", - "title": "XXIII.", - "text": "Invidia est Odium, quatenus hominem ità afficit, ut ex alterius felicitate contristetur, & contrà, ut ex alterius malo gaudeat.", - "childs": [ - { - "id": "3ad23e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Invidiæ opponitur communiter Misericordia, quæ proinde, invitâ vocabuli significatione, sic definiri potest." - } - ] - }, - { - "id": "3ad24", - "title": "XXIV.", - "text": "Misericordia est Amor, quatenus hominem ità afficit, ut ex bono alterius gaudeat, & contrà ut ex alterius malo contristetur.", - "childs": [ - { - "id": "3ad24e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Cæterùm de Invidiâ vide [Schol. Prop. 24](324sc) & [Schol. Prop. 32](332sc) hujus. Atque hi affectûs Lætitiæ & Tristitiæ sunt, quos idea rei externæ comitatur, tanquam causa per se, vel per accidens. Hinc ad alios transeo, quos idea rei internæ comitatur, tanquam causa." - } - ] - }, - { - "id": "3ad25", - "title": "XXV.", - "text": "Acquiescentia in se ipso est Lætitia, orta ex eo, quòd homo se ipsum, suamque agendi potentiam contemplatur.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad26", - "title": "XXVI.", - "text": "Humilitas est Tristitia, orta ex eo, quòd homo suam impotentiam, sive imbecillitatem contemplatur.", - "childs": [ - { - "id": "3ad26e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Acquiescentia in se ipso Humilitati opponitur, quatenus per eandem intelligimus Lætitiam, quæ ex eo oritur, quòd nostram agendi potentiam contemplamur ; sed quatenus per ipsam etiam intelligimus Lætitiam, concomitante ideâ alicujus facti, quod nos ex Mentis libero decreto fecisse credimus, tum Poenitentiæ opponitur, quæ à nobis sic definitur." - } - ] - }, - { - "id": "3ad27", - "title": "XXVII.", - "text": "Poenitentiæ est Tristitia, concomitante idea alicujus facti, quod nos ex libero Mentis decreto fecisse credimus.", - "childs": [ - { - "id": "3ad27e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Horum affectuum causas ostendimus in [Schol. Prop. 51](351sc), & Prop. [53](353), [54](354) & [55](355) hujus, ejusque [Schol.](355c1sc) De libero autem Mentis decreto vide [Schol. Prop. 35](235sc) p. II. Sed hîc præterea notandum venit mirum non esse, quòd omnes omninò actûs, qui ex consuetudine _pravi_ vocantur, sequatur Tristitia, & illos, qui _recti_ dicuntur, Lætitia. Nam hoc ab educatione potissimùm pendêre, facilè ex suprà dictis intelligimus. Parentes nimirùm, illos exprobrando, liberosque propter eosdem sæpe objurgando, hos contrà suadendo, & laudando, effecerunt, ut Tristitiæ commotiones illis, Lætitiæ verò his jungerentur. Quod ipsâ etiam experientiâ comprobatur. Nam consuetudo, & Religio non est omnibus eadem ; sed contrà quæ apud alios sacra, apud alios profana, & quæ apud alios honesta, apud alios turpia sunt. Prout igitur unusquisque educatus est, ità facti alicujus poenitet, vel eodem gloriatur." - } - ] - }, - { - "id": "3ad28", - "title": "XXVIII.", - "text": "Superbia est de se præ amore sui plùs justo sentire.", - "childs": [ - { - "id": "3ad28e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Differt igitur Superbia ab Existimatione, quòd hæc ad objectum externum, Superbia autem ad ipsum hominem, de se plùs justo sentientem, referatur. Cæterùm, ut Existimatio Amoris, sic _Superbia_ Philautiæ effectus, vel proprietas est, quæ propterea etiam definiri potest, quòd sit _Amor sui, sive Acquiescentia in se ipso, quatenus hominem ità afficit, ut de se plùs justo sentiat_ (vide [Schol. Prop. 26](326sc) hujus). Huic affectui non datur contrarius. Nam nemo de se, præ odio sui, minùs justo sentit ; imò nemo de se minùs justo sentit, quatenus imaginatur, se hoc, vel illud non posse. Nam quicquid homo imaginatur se non posse, id necessariò imaginatur, & hâc imaginatione ita disponitur, ut id agere reverâ non possit, quod se non posse imaginatur. Quamdiu enim imaginatur se hoc, vel illud non posse, tamdiu ad agendum non est determinatus ; & consequenter tamdiu impossibile ei est, ut id agat. Verumenimverò si ad illa attendamus, quæ à solâ opinione pendent, concipere poterimus fieri posse, ut homo de se minùs justo sentiat ; fieri enim potest, ut aliquis, dum tristis imbecillitatem contemplatur suam, imaginetur, se ab omnibus contemni, idque dum reliqui nihil minùs cogitant, quàm ipsum contemnere. Potest præterea homo de se minùs justo sentire, si aliquid de se in præsenti neget cum relatione ad futurum tempus, cujus en incertus ; ut quòd neget, se nihil certi posse concipere, nihilque nisi prava, vel turpia posse cupere, vel agere, &c. Possumus deinde dicere, aliquem de se minùs justo sentire, cum videmus, ipsum ex nimio pudoris metu, ea non audere, quæ alii ipsi æquales audent. Hunc igitur affectum possumus Superbiæ opponere, quem Abjectionem vocabo, nam ut ex Acquiescentia in se ipso Superbia, sic ex Humilitate Abjectio oritur, quæ proinde à nobis sic definitur." - } - ] - }, - { - "id": "3ad29", - "title": "XXIX.", - "text": "Abjectio est de se præ Tristitiâ minùs justo sentire.", - "childs": [ - { - "id": "3ad29e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Salemus tamen sæpe Superbiæ Humilitatem opponere ; sed tum magis ad utriusque effectus, quàm naturam attendimus. Solemus namque illum superbum vocare, qui nimis gloriatur _(vide [Schol. Prop. 30](330sc) hujus)_, qui non nisi virtutes suas, & aliorum non nisi vitia narrat, qui omnibus præferri vult, & qui denique eâ gravitate & ornatu incedit, quo solent alii, qui longè supra ipsum sant positi. Contrà illum humilem vocamus, qui sæpius erubescit, qui sua vitia fatetur, & aliorum virtutes narrat, qui omnibus cedit, & qui denique submisso capite ambulat, & se ornare negligit. Cæterùm hi affectûs, nempe Humilitas, & Abjectio, rarissimi sunt. Nam natura humana, in se considerata, contra eosdem, quantùm potest, nititur _(vide Prop. [13](313) & [54](354) hujus)_ ; ideò, qui maximè creduntur abjecti, & humiles esse, maximè plerumque ambitiosi, & invidi sunt." - } - ] - }, - { - "id": "3ad30", - "title": "XXX.", - "text": "Gloria est Lætitia, concomitante ideâ alicujus nostræ actionis, quam alios laudare imaginamur.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad31", - "title": "XXXI.", - "text": "Pudor est Tristitia, concomitante ideâ alicujus actionis, quàm alios vituperare imaginamur.", - "childs": [ - { - "id": "3ad31e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "De his vide [Scholium Propositionis 30](330sc) hujus Partis. Sed hîc notanda est differentia, quæ est inter Pudorem, & Verecundiam. Est enim Pudor Tristitia, quæ sequitur factum, cujus pudet. Verecundia autem est Metus, seu Timor Pudoris, quo homo continetur, ne aliquid turpe committat. Verecundiæ opponi solet Impudentia, quæ reverâ affectus non est, ut suo loco ostendam : sed affectuum nomina (ut jam monui) magis eorum usum, quàm naturam respiciunt. Atque his Lætitiæ, & Tristitiæ affectûs, quos explicare proposueram, absolvi. Pergo itaque ad illos, quos ad Cupiditatem refero." - } - ] - }, - { - "id": "3ad32", - "title": "XXXII.", - "text": "Desiderium est Cupiditas, sive Appetitus re aliquâ potiundi, quæ ejusdem rei memoriâ fovetur, & simul aliarum rerum memoriâ, quæ ejusdem rei appetendæ existentiam secludunt, coercetur.", - "childs": [ - { - "id": "3ad32e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Cùm alicujus rei recordamur, ut jam sæpe diximus, eo ipso disponimur, ad eandem eodem affectu contemplandum, ac si res præsens adesset ; sed hæc dispositio, seu conatus, dum vigilamus, plerumque cohibetur ab imaginibus rerum, quæ existentiam ejus, cujus recordamur, secludunt. Quando itaque rei meminimus, quæ nos aliquo Lætitiæ genere afficit, eo ipso conamur eandem, cum eodem Lætitiæ affectu, ut præsentem contemplari, qui quidem conatus statim cohibetur memoriâ rerum, quæ illius existentiam secludunt. Quare desiderium revera Tristitia est, quæ Lætitiæ opponitur illi, quæ ex absentiâ rei, quam odimus, oritur, de quâ vide [Scholium Propositionis 47](347sc) hujus Partis. Sed quia nomen _desiderium_ Cupiditatem respicere videtur, ideo hunc affectum ad Cupiditatis affectûs refero." - } - ] - }, - { - "id": "3ad33", - "title": "XXXIII.", - "text": "Aemulatio est alicujus rei Cupiditas, quæ nobis ingeneratur ex eo, quòd alios eandem Cupiditatem habere imaginamur.", - "childs": [ - { - "id": "3ad33e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Qui fugit, quia alios fugere, vel qui timet, quia alios timere videt, vel etiam ille, qui ex eo, quòd aliquem manum suam combussisse videt, manum ad se contrahit, corpusque movet, quasi ipsius manus combureretur, eum imitari quidem alterius affectum ; sed non eundem æmulari dicemus ; non quia aliam æmulationis, aliam imitationis novimus causam ; sed quia usu factum est, ut illum tantùm vocemus æmulum, qui id, quod honestum, utile, vel jucundum esse judicamus, imitatur. Cæterùm de Ǣmulationis causâ vide [Propositionem 27](327) hujus Partis cum ejus [Scholio](327sc). Cur autem huic affectui plerumque juncta sit Invidia, de eo vide [Propositionem 32](332) hujus cum ejusdem [Scholio](332sc)." - } - ] - }, - { - "id": "3ad34", - "title": "XXXIV.", - "text": "Gratia, seu Gratitudo est Cupiditas, seu Amoris studium, quo ei benefacere conamur, qui in nos pari amoris affectu beneficium contulit. _Vide [Prop. 39](339) cum [Schol. Prop. 41](341sc) hujus_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad35", - "title": "XXXV.", - "text": "Benevolentia est Cupiditas benefaciendi ei, cujus nos miseret. _Vide [Schol. Prop. 27](327sc) hujus_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad36", - "title": "XXXVI.", - "text": "Ira est Cupiditas, quâ ex Odio incitamur ad illi, quem odimus, malum inferendum. _Vide [Prop. 39](339) hujus_.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad37", - "title": "XXXVII.", - "text": "Vindicta est Cupiditas, quâ ex reciproco Odio concitamur ad malum inferendum ei, qui nobis pari affectu damnum intulit. _Vide [Coroll. 2 Prop. 40](340c2) hujus cum ejusdem [Schol.](340sc)_", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad38", - "title": "XXXVIII.", - "text": "Crudelitas, seu Sævitia est Cupiditas, quâ aliquis concitatur ad malum inferendum ei, quem amamus, vel cujus nos miseret.", - "childs": [ - { - "id": "3ad38e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Crudelitati opponitur Clementia, quæ passio non est, sed animi potentia, quâ homo iram, & vindictam moderatur." - } - ] - }, - { - "id": "3ad39", - "title": "XXXIX.", - "text": "Timor est Cupiditas majus, quod metuimus, malum minore vitandi. _Vide [Schol. Prop. 39](339sc) hujus._", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad40", - "title": "XL.", - "text": "Audacia est Cupiditas, quâ aliquis incitatur ad aliquid agendum cum periculo, quod ejus æquales subire metuunt.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad41", - "title": "XLI.", - "text": "Pusillanimitas dicitur de eo, cujus Cupiditas coërcetur timore periculi, quod ejus æquales subire audent.", - "childs": [ - { - "id": "3ad41e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Est igitur Pusillanimitas nihil aliud, quàm Metus alicujus mali, quod plerique non solent metuere ; quare ipsam ad Cupiditatis affectûs non refero. Eandem tamen hîc explicare volui, quia quatenus ad Cupiditatem attendimus, affectui Audaciæ reverâ opponitur." - } - ] - }, - { - "id": "3ad42", - "title": "XLII.", - "text": "Consternatio dicitur de eo, cujus Cupiditas malum vitandi coercetur admiratione mali, quod timet.", - "childs": [ - { - "id": "3ad42e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Est itaque Consternatio Pusillanimitatis species. Sed quia Consternatio ex duplici Timore oritur, ideò commodiùs definiri potest, quod sit _Metus, qui hominem stupefactum, aut fluctuantem ità continet, ut is malum amovere non possit_. Dico _stupefactum_, quatenus ejus Cupiditatem malum amovendi admiratione coërceri intelligimus. _Fluctuantem_ autem dico, quatenus concipimus eandem Cupiditatem coërceri Timore alterius mali, quod ipsum æquè cruciat : unde fit, ut quodnam ex duobus avertat, nesciat. De his vide [Schol. Prop. 39](339sc) & [Schol. Prop. 52](352sc) hujus. Cæterùm de Pusillanimitate, & Audaciâ vide [Schol. Prop. 51](351sc) hujus." - } - ] - }, - { - "id": "3ad43", - "title": "XLIII.", - "text": "Humanitas, seu Modestia est Cupiditas ea faciendi, quæ hominibus placent, & omittendi, quæ displicent.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad44", - "title": "XLIV.", - "text": "Ambitio est immodica gloriæ Cupiditas.", - "childs": [ - { - "id": "3ad44e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Ambitio est Cupiditas, quâ omnes affectûs _(per Prop. [27](327) & [31](331) hujus)_ foventur, & corroborantur ; & ideò his affectus vix superari potest. Nam quamdiu homo aliquâ Cupiditate tenetur, hâc simul necessariò tenetur. _Optimus quisque_, inquit Cicero, _maximè glorià ducitur. Philosophi etiam libris, quos de contemnendâ gloriâ scribunt, nomen suum inscribunt, &c_." - } - ] - }, - { - "id": "3ad45", - "title": "XLV.", - "text": "Luxuria est immoderata convivandi Cupiditas, vel etiam Amor.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad46", - "title": "XLVI.", - "text": "Ebrietas est immoderata potandi Cupiditas, & Amor.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad47", - "title": "XLVII.", - "text": "Avaritia est immoderata divitiarum Cupiditas, & Amor.", - "childs": [] - }, - { - "id": "3ad48", - "title": "XLVIII.", - "text": "Libido est etiam Cupiditas, & Amor in commiscendis corporibus.", - "childs": [ - { - "id": "3ad48e", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Sive hæc coëundi Cupiditas moderata sit, sive non sit, Libido appellari solet. Porrò hi quinque affectûs _(ut in [Schol. Prop. 56](356sc) hujus monui)_ contrarios non habent. Nam Modestia species est Ambitionis, de quâ vide [Schol. Prop. 29](329sc) hujus, Temperantiam deinde, Sobrietatem, & Castitatem Mentis potentiam, non autem passionem indicare, jam etiam monui. Et tametsi fieri potest, ut homo avarus, ambitiosus, vel timidus à nimio cibo, potu, & coitu abstineat, Avaritia tamen, Ambitio, & Timor luxuriæ, ebrietati, vel libidini non sunt contrarii. Nam avarus in cibum, & potum alienum se ingurgitare plerumque desiderat. Ambitiosus autem, modò speret fore clàm, in nullâ re sibi temperabit, & si inter ebrios vivat, & libidinosos, ideò quia ambitiosus est, proclivior erit ad eadem vitia. Timidus denique id, quod non vult, facit. Nam quamvis mortis vitandæ causâ divitias in mare projiciat, manet tamen avarus ; & si libidinosus tristis est, quod sibi morem gerere nequeat, non desinit propterea libidinosus esse. Et absolutè hi affectûs non tam ipsos actûs convivandi, potandi &c. respiciunt, quàm ipsum Appetitum & Amorem. Nihil igitur his affectibus opponi potest, præter Generositatem & Animositatem, de quibus in seqq. \nDefinitiones Zelotypiæ & reliquarum animi fluctuationum silentio prætermitto, tam quia ex compositione affectuum, quos jam definivimus, oriuntur, quàm quia pleræque nomina non habent, quod ostendit ad usum vitæ sufficere, easdem in genere tantummodò noscere. Cæterùm ex Definitionibus affectuum, quos explicuimus, liquet, eos omnes à Cupiditate, Lætitiâ, vel Tristitiâ oriri, seu potiùs nihil præter hos tres esse, quorum unusquisque variis nominibus appellari solet propter varias eorum relationes, & denominationes extrinsecas. Si jam ad hos primitivos, & ad ea, quæ de naturâ Mentis suprà diximus, attendere velimus, affectûs, quatenus ad solam Mentem referuntur, sic definire poterimus." - } - ] - }, - { - "id": "3agd", - "title": "AFFECTUUM GENERALIS DEFINITIO.", - "text": "Affectus, qui animi Pathema dicitur, est confusa idea, quâ Mens majorem, vel minorem sui Corporis, vel alicujus ejus partis existendi vim, quàm antea, affirmat, & quâ datâ ipsa Mens ad hoc potiùs, quàm ad illud cogitandum determinatur.", - "childs": [ - { - "id": "3agde", - "type": "EXPLICATIO", - "text": "Dico primò Affectum, seu passionem animi esse _confusam ideam_. Nam Mentem eatenus tantùm pati, ostendimus _(vide [Prop. 3](303) hujus)_, quatenus ideas inadæquatas, sive confusas habet. Dico deinde, _quâ mens majorem, vel minorem sui corporis, vel alicujus ejus partis existendi vim, quàm antea, affirmat_. Omnes enim corporum ideæ, quas habemus, magis nostri Corporis actualem constitutionem _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_, quàm corporis externi naturam indicant ; at hæc, quæ affectûs formam constituit, Corporis, vel alicujus ejus partis constitutionem indicare, vel exprimere debet, quam ipsum Corpus, vel aliqua ejus pars habet, ex eo, quòd ipsius agendi potentia, sive existendi vis augetur, vel minuitur, juvatur, vel coërcetur. Sed notandum, cùm dico, _majorem, vel minorem existendi vim, quàm antea_, me non intelligere, quòd Mens præsentem Corporis constitutionem cum præteritâ comparat ; sed quòd idea, quæ affectûs formam constituit, aliquid de corpore affirmat, quod plus, minusve realitatis reverâ involvit, quàm antea : Et quia essentia Mentis in hoc consistit _(per Prop. [11](211) & [13](213), p. II)_, quòd sui Corporis actualem existentiam affirmat, & nos per perfectionem ipsam rei essentiam intelligimus, sequitur ergo, quòd Mens ad majorem, minoremve perfectionem transit, quando ei aliquid de suo corpore, vel aliquâ ejus parte affirmare contingit, quod plus, minusve realitatis involvit, quàm antea. Cùm igitur suprà dixerim, Mentis cogitandi potentiam augeri, vel minui ; nihil aliud intelligere volui, quàm quòd Mens ideam sui Corporis, vel alicujus ejus partis formaverit, quæ plus minusve realitatis exprimit, quàm de suo Corpore affirmaverat. Nam idearum præstantia, & actualis cogitandi potentia ex objecti præstantiâ æstimatur. Addidi denique, & _quâ data ipsa Mens ad hoc potiùs, quàm ad aliud cogitandum determinatur_, ut præter Lætitiæ, & Tristitiæ naturam, quam prima definitionis pars explicat, Cupiditatis etiam naturam exprimerem. \n_Finis Tertiae Partis_." - } - ] - } - ] - }, - { - "index": 4, - "id": "p4", - "title": "_Pars Quarta_, DE Servitute Humanâ, _seu de_ Affectuum VIRIBUS.", - "enonces": [ - { - "id": "4pr", - "title": "PRÆFATIO", - "text": "_Humanam impotentiam in moderandis, & coërcendis affectibus Servitutem voco ; homo enim affectibus obnoxius sui juris non est, sed fortunæ, in cujus potestate ità est, ut sæpe coactus sit, quanquam meliora sibi videat, deteriora tamen sequi. Hujus rei causam, & quid præterea affectûs boni, vel mali habent, in hâc Parte demonstrare proposui. Sed antequam incipiam, pauca de perfectione, & imperfectione, deque bono, & malo præfari lubet. \nQui rem aliquam facere constituit, eamque perfecit, rem suam perfectam esse, non tantùm ipse, sed etiam unusquisque, qui mentem Auctoris illius operis, & scopum rectè noverit, aut se novisse crediderit, dicet. Ex. gr. si quis aliquod opus (quod suppono nondum esse peractum) viderit, noveritque scopum Auctoris illius operis esse domum ædificare, is domum imperfectam esse dicet, & contrà perfectam, simulatque opus ad finem, quem ejus Auctor eidem dare constituerat, perductum viderit. Verùm si quis opus aliquod videt, cujus simile nunquam viderat, nec mentem opificis novit, is sanè scire non poterit, opusne illud perfectum, an imperfectum sit. Atque hæc videtur prima fuisse horum vocabulorum significatio. Sed postquam homines ideas universales formare, & domuum, ædificiorum, turrium, &c. exemplaria excogitare, & alia rerum exemplaria aliis præferre inceperunt, factum est, ut unusquisque id perfectum vocaret, quod cum universali ideâ, quam ejusmodi rei formaverat, videret convenire, & id contrà imperfectum, quod cum concepto suo exemplari minùs convenire videret, quanquam ex opificis sententiâ consummatum planè esset. Nec alia videtur esse ratio, cur res naturales etiam, quæ scilicet humanâ manu non sunt factæ, perfectas, aut imperfectas vulgò appellent ; solent namque homines tam rerum naturalium, quàm artificialium ideas formare universales, quas rerum veluti exemplaria habent, & quas naturam (quam nihil nisi alicujus finis causâ agere existimant) intueri credunt, sibique exemplaria proponere. Cùm itaque aliquid in naturâ fieri vident, quod cum concepto exemplari, quod rei ejusmodi habent, minùs convenit, ipsam naturam tum defecisse, vel peccavisse, remque illam imperfectam reliquisse, credunt. Videmus itaque homines consuevisse, res naturales perfectas, aut imperfectas vocare, magis ex præjudicio, quàm ex earum verâ cognitione. Ostendimus enim in Primæ Partis [Appendice](1app) Naturam propter finem non agere ; æternum namque illud, & infinitum Ens, quod Deum, seu Naturam appellamus, eâdem, quâ existit, necessitate agit. Ex quâ enim naturæ necessitate existit, ex eâdem ipsum agere ostendimus_ ([Prop. 16](116), p. I). _Ratio igitur, seu causa, cur Deus, seu Natura agit, & cur existit, una, eademque est. Ut ergo nullius finis causâ existit, nullius etiam finis causâ agit ; sed ut existendi, sic & agendi principium, vel finem habet nullum. Causa autem, quæ finalis dicitur, nihil est præter ipsum humanum appetitum, quatenus is alicujus rei veluti principium, seu causa primaria consideratur. Ex. gr. cùm dicimus habitationem causam fuisse finalem hujus, aut illius domûs, nihil tùm sanè intelligimus aliud, quàm quòd homo ex eo, quòd vitæ domesticæ commoda imaginatus est, appetitum habuit ædificandi domum. Quare habitatio, quatenus ut finalis causa consideratur, nihil est præter hunc singularem appetitum, qui reverâ causa est efficiens, quæ ut prima consideratur, quia homines suorum appetituum causas communiter ignorant. Sunt namque, ut jam sæpe dixi, suarum quidem actionum, & appetituum conscii, sed ignari causarum, à quibus ad aliquid appetendum determinantur. Quòd præterea vulgò ajunt, Naturam aliquando deficere, vel peccare, resque imperfectas producere, inter commenta numero, de quibus in [Appendice](1app) Partis Primæ egi. Perfectio igitur, & imperfectio reverâ modi solummodò cogitandi sunt, nempe notiones, quas fingere solemus ex eo, quòd ejusdem speciei, aut generis individua ad invicem comparamus : & hâc de causâ suprâ_ ([Defin. 6](2d6), p. II) _dixi me per realitatem, & perfectionem idem intelligere ; solemus enim omnia Naturæ individua ad unum genus, quod generalissimum appellatur, revocare ; nempe ad notionem entis, quæ ad omnia absolutè Naturæ individua pertinet. Quatenus itaque Naturæ individua ad hoc genus revocamus, & ad invicem comparamus, & alia plus entitatis, seu realitatis, quàm alia habere comperimus, eatenus alia aliis perfectiora esse dicimus ; & quatenus iisdem aliquid tribuimus, quod negationem involvit, ut terminus, finis, impotentia, &c. eatenus ipsa imperfecta appellamus, quia nostram Mentem non æquè afficiunt, ac illa, quæ perfecta vocamus, & non quòd ipsis aliquid, quod suum sit, deficiat, vel quòd Natura peccaverit. Nihil enim naturæ alicujus rei competit, nisi id, quod ex necessitate naturæ causæ efficientis sequitur, & quicquid ex necessitate naturæ causæ efficientis sequitur, id necessariò fit. \nBonum, & malum quod attinet, nihil etiam positivum in rebus, in se scilicet consideratis, indicant, nec aliud sunt, præter cogitandi modos, seu notiones, quas formamus ex eo, quòd res ad invicem comparamus. Nam una, eademque res potest eodem tempore bona, & mala, & etiam indifferens esse. Ex. gr. Musica bona est Melancholico, mala lugenti ; surdo autem neque bona, neque mala. Verùm, quamvis se res ità habeat, nobis tamen hæc vocabula retinenda sunt. Nam quia ideam hominis tanquam naturæ humanæ exemplar, quod intueamur, formare cupimus, nobis ex usu erit, hæc eadem vocabula eo, quo dixi, sensu retinere. Per bonum itaque in seqq. intelligam id, quòd certo scimus medium esse, ut ad exemplar humanæ naturæ, quod nobis proponimus, magis magisque accedamus. Per malum autem id, quod certò scimus impedire, quominùs idem exemplar referamus. Deinde homines perfectiores, aut imperfectiores dicemus, quatenus ad hoc idem exemplar magis, aut minùs accedunt. Nam apprimè notandum est, cùm dico, aliquem à minore ad majorem perfectionem transire, & contrà, me non intelligere, quòd ex unâ essentiâ, seu formâ in aliam mutatur. Equus namque ex. gr. tàm destruitur, si in hominem, quàm si in insectum mutetur : sed quòd ejus agendi potentiam, quatenus hæc per ipsius naturam intelligitur, augeri, vel minui concipimus. Denique per perfectionem in genere realitatem, uti dixi, intelligam, hoc est, rei cujuscunque essentiam, quatenus certo modo existit, & operatur, nullâ ipsius durationis habitâ ratione. Nam nulla res singularis potest ideò dici perfectior, quia plus temporis in existendo perseveravit ; quippe rerum duratio ex earum essentiâ determinari nequit ; quandoquidem rerum essentia nullum certum, & determinatum existendi tempus involvit ; sed res quæcunque, sive ea perfectior sit, sive minùs, eâdem vi, quâ existere incipit, semper in existendo perseverare poterit, ità ut omnes hâc in re æquales sint._", - "childs": [] - }, - { - "title":"DEFINITIONES", - "type":"title" - }, - { - "id": "4d1", - "title": "I.", - "text": "Per bonum id intelligam, quod certò scimus nobis esse utile.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d2", - "title": "II.", - "text": "Per malum autem id, quod certò scimus impedire, quominùs boni alicujus simus compotes. \n \nDe his præcedentem vide [præfationem](4pr) sub finem.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d3", - "title": "III.", - "text": "Res singulares voco contingentes, quatenus, dum ad earum solam essentiam attendimus, nihil invenimus, quod earum existentiam necessariò ponat, vel quod ipsam necessariò secludat.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d4", - "title": "IV.", - "text": "Easdem res singulares voco possibiles, quatenus, dum ad causas, ex quibus produci debent, attendimus, nescimus, an ipsæ determinatæ sint ad easdem producendum. \n \nIn [Schol. 1 Prop. 33](133sc1), p. I inter possibile, & contingens nullam feci differentiam, quia ibi non opus erat hæc accuratè distinguere.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d5", - "title": "V.", - "text": "Per contrarios affectûs in seqq. intelligam eos, qui hominem diversum trahunt, quamvis ejusdem sint generis, ut luxuries, & avaritia, quæ amoris sunt species ; nec naturâ, sed per accidens sunt contrarii.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d6", - "title": "VI.", - "text": "Quid per affectum erga rem futuram, præsentem, & præteritam intelligam, explicui in Schol. [1](318sc1) & [2](318sc2) Prop. 18 p. III, quod vide. \n \nSed venit hîc præterea notandum, quòd ut loci, sic etiam temporis distantiam non, nisi usque ad certum quendam limitem, possumus distinctè imaginari ; hoc est, sicut omnia illa objecta, quæ ultra ducentos pedes à nobis distant, seu quorum distantia à loco, in quo sumus, illam superat, quam distinctè imaginamur, æquè longè à nobis distare, & perinde, ac si in eodem plano essent, imaginari solemus ; sic etiam objecta, quorum existendi tempus longiore à præsenti intervallo abesse imaginamur, quàm quod distinctè imaginari solemus, omnia æquè longè à præsenti distare imaginamur, & ad unum quasi temporis momentum referimus.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d7", - "title": "VII.", - "text": "Per finem, cujus causâ aliquid facimus, appetitum intelligo.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4d8", - "title": "VIII.", - "text": "Per virtutem, & potentiam idem intelligo, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_ virtus, quatenus ad hominem refertur, est ipsa hominis essentia, seu natura, quatenus potestatem habet, quædam efficiendi, quæ per solas ipsius naturæ leges possunt intelligi.", - "childs": [] - }, - { - "id": "4a", - "title": "AXIOMA", - "text": "Nulla res singularis in rerum naturâ datur, quâ potentior, & fortior non detur alia. Sed quâcunque datâ datur alia potentior, à quâ illa data potest destrui.", - "childs": [] - }, - { - "id": "401", - "title": "PROPOSITIO 1", - "text": "_Nihil, quod idea falsa positivum habet, tollitur præsentiâ veri, quatenus verum._", - "childs": [ - { - "id": "401d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Falsitas in solâ privatione cognitionis, quam ideæ inadæquatæ involvunt, consistit _(per [Prop. 35](235), p. II)_, nec ipsæ aliquid habent positivum, propter quod falsæ dicuntur _(per [Prop. 33](233), p. II)_ ; sed contrà, quatenus ad Deum referuntur, veræ sunt (per [Prop. 32](232), p. II). Si igitur id, quod idea falsa positivum habet, præsentiâ veri, quatenus verum est, tolleretur, tolleretur ergò idea vera à se ipsâ, quod _(per [Prop. 4](304), p. III)_ est absurdum. Ergo Nihil, quod idea, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "401sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Intelligitur hæc Propositio clariùs ex [Coroll. 2 Prop. 16](216c2) p. II. Nam imaginatio idea est, quæ magis Corporis humani præsentem constitutionem, quàm corporis externi naturam indicat, non quidem distinctè, sed confusè ; unde fit, ut Mens errare dicatur. Ex. gr. cùm solem intuemur, eundem ducentos circiter pedes à nobis distare imaginamur ; in quo tamdiu fallimur, quamdiu veram ejus distantiam ignoramus ; sed cognitâ ejusdem distantiâ tollitur quidem error, sed non imaginatio, hoc est, idea solis, quæ ejusdem naturam eatenus tantùm explicat, quatenus Corpus ab eodem afficitur ; adeóque, quamvis veram ejusdem distantiam noscamus, ipsum nihilominùs propè nobis adesse imaginabimur. Nam ut in [Schol. Prop. 35](235sc) p. II diximus, non eâ de causâ solem adeò propinquum imaginamur, quia ejus veram distantiam ignoramus, sed quia Mens eatenus magnitudinem solis concipit, quatenus Corpus ab eodem afficitur. Sic cùm solis radii, aquæ superficiei incidentes, ad nostros oculos reflectuntur, eundem perinde, ac si in aquâ esset, imaginamur ; tametsi verum ejus locum noverimus, & sic reliquæ imaginationes, quibus Mens fallitur, sive eæ naturalem Corporis constitutionem, sive, quòd ejusdem agendi potentiam augeri, vel minui indicant, vero non sunt contrariæ, nec ejusdem præsentiâ evanescunt. Fit quidem, cùm falso aliquod malum timemus, ut timor evanescat, audito vero nuntio ; sed contrà etiam fit, cùm malum, quod certè venturum est, timemus, ut timor etiam evanescat, audito falso nuntio ; atque adeò imaginationes non præsentiâ veri, quatenus verum, evanescunt ; sed quia aliæ occurrunt, iis fortiores, quæ rerum, quas imaginamur, præsentem existentiam secludunt, ut [Prop. 17](217) p. II ostendimus." - } - ] - }, - { - "id": "402", - "title": "PROPOSITIO 2", - "text": "_Nos eatenus patimur, quatenus Naturæ sumus pars, quæ per se absque aliis non potest concipi._", - "childs": [ - { - "id": "402d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nos tum pati dicimur, cùm aliquid in nobis oritur, cujus non nisi partialis sumus causa _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_, hoc est _(per [Defin. 1](3d1), p. III)_, aliquid, quod ex solis legibus nostræ naturæ deduci nequit. Patimur igitur, quatenus Naturæ sumus pars, quæ per se absque aliis nequit concipi. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "403", - "title": "PROPOSITIO 3", - "text": "_Vis, quâ homo in existendo perseverat, limitata est, & à potentiâ causarum externarum infinitè superatur._", - "childs": [ - { - "id": "403d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex [Axiomate](4a) hujus. Nam dato homine datur aliquid aliud, puta A potentius, & dato A datur deinde aliud, puta B, ipso A potentius, & hoc in infinitum ; ac proinde potentia hominis potentiâ alterius rei definitur, & à potentiâ causarum externarum infinitè superatur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "404", - "title": "PROPOSITIO 4", - "text": "_Fieri non potest, ut homo non sit Naturæ pars, & ut nullas possit pati mutationes, nisi, quæ per solam suam naturam possint intelligi, quarumque adæquata sit causa._", - "childs": [ - { - "id": "404d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Potentia, quâ res singulares, & consequenter homo suum esse conservat, est ipsa Dei, sive Naturæ potentia _(per [Coroll. Prop. 24](124c), p. I)_, non quatenus infinita est, sed quatenus per humanam actualem essentiam explicari potest _(per [Prop. 7](307), p. III)_. Potentia itaque hominis, quatenus per ipsius actualem essentiam explicatur, pars est infinitæ Dei, seu Naturæ potentiæ, hoc est _(per [Prop. 34](134), p. I)_, essentiæ. Quod erat primum. Deinde si fieri posset, ut homo nullas posset pati mutationes, nisi, quæ per solam ipsius hominis naturam possint intelligi, sequeretur _(per Prop. [4](304) & [6](306), p. III)_, ut non posset perire, sed ut semper necessariò existeret ; atque hoc sequi deberet ex causâ, cujus potentia finita, aut infinita sit, nempe vel ex solâ hominis potentiâ, qui scilicet potis esset, ut à se removeret reliquas mutationes, quæ à causis externis oriri possent, vel infinitâ Naturæ potentiâ, à quâ omnia singularia ità dirigerentur, ut homo nullas alias posset pati mutationes, nisi quæ ipsius conservationi inserviunt. At primum _(per [Prop. præced.](403), cujus demonstratio universalis est, & ad omnes res singulares applicari potest)_ est absurdum ; ergo si fieri posset, ut homo nullas pateretur mutationes, nisi quæ per solam ipsius hominis naturam possent intelligi ; & consequenter _(sicut jam ostendimus)_ ut semper necessariò existeret, id sequi deberet ex Dei infinitâ potentiâ : & consequenter _(per [Prop. 16](116), p. I)_ ex necessitate divinæ naturæ, quatenus alicujus hominis ideâ affectus consideratur, totius Naturæ ordo, quatenus ipsa sub Extensionis, & Cogitationis attributis concipitur, deduci deberet ; atque adeò _(per [Prop. 21](121), p. I)_ sequeretur, ut homo esset infinitus, quod _(per primam partem hujus Demonstrationis)_ est absurdum. Fieri itaque nequit, ut homo nullas alias patiatur mutationes, nisi quarum ipse adæquata sit causa. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "404c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, hominem necessariò passionibus esse semper obnoxium, communemque Naturæ ordinem sequi, & eidem parere, seseque eidem, quantùm rerum natura exigit, accommodare." - } - ] - }, - { - "id": "405", - "title": "PROPOSITIO 5", - "text": "_Vis, & incrementum cujuscunque passionis, ejusque in existendo perseverantia non definitur potentiâ, quâ nos in existendo perseverare conamur, sed causæ externæ potentiâ cum nostrâ comparatâ._", - "childs": [ - { - "id": "405d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Passionis essentia non potest per solam nostram essentiam explicari _(per Defin. [1](3d1) & [2](3d2), p. III)_, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, passionis potentia definiri nequit potentiâ, quâ in nostro esse perseverare conamur ; sed _(ut [Prop. 16](216), p. II ostensum est)_ definiri necessariò debet potentiâ causæ externæ cum nostrâ comparatâ. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "406", - "title": "PROPOSITIO 6", - "text": "_Vis alicujus passionis, seu affectûs reliquas hominis actiones, seu potentiam superare potest, ità ut affectus pertinaciter homini adhæreat._", - "childs": [ - { - "id": "406d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Vis, & incrementum cujuscunque passionis, ejusque in existendo perseverantia definitur potentiâ causæ externæ cum nostrâ comparatâ _(per [Prop. præced.](405))_ ; adeóque _(per [Prop. 3](403) hujus)_ hominis potentiam superare potest, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "407", - "title": "PROPOSITIO 7", - "text": "_Affectus nec coërceri, nec tolli potest, nisi per affectum contrarium, & fortiorem affectu coërcendo._", - "childs": [ - { - "id": "407d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectus, quatenus ad Mentem refertur, est idea, quâ Mens majorem, vel minorem sui corporis existendi vim, quàm antea, affirmat _(per [generalem Affectuum Definitionem](3agde)), quæ reperitur sub finem Tertiæ Partis)_. Cùm igitur Mens aliquo affectu conflictatur, Corpus afficitur simul affectione, quâ ejus agendi potentia augetur, vel minuitur. Porrò hæc Corporis affectio _(per [Prop. 5](405) hujus)_ vim à suâ causâ accipit perseverandi in suo esse ; quæ proinde nec coërceri, nec tolli potest, nisi à causâ corporeâ _(per [Prop. 6](206), p. II)_, quæ Corpus afficiat affectione illi contrariâ _(per [Prop. 5](405), p. III)_, & fortiore _(per [Axiom.](4a) hujus)_ : atque adeò _(per [Prop. 12](212), p. II)_ Mens afficietur ideâ affectionis fortioris, & contrariæ priori, hoc est _(per [gen. Affect. Defin.](3agde))_ Mens afficietur affectu fortiori, & contrario priori, qui scilicet prioris existentiam secludet, vel tollet ; ac proinde affectus nec tolli, nec coërceri potest, nisi per affectum contrarium, & fortiorem. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "407c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Affectus, quatenus ad Mentem refertur, nec coërceri, nec tolli potest, nisi per ideam Corporis affectionis contrariæ, & fortioris affectione, quâ patimur. Nam affectus, quo patimur, nec coërceri, nec tolli potest, nisi per affectum eodem fortiorem, eique contrarium _(per [Prop. præced.](407))_, hoc est _(per [gen. Affect. Defin.](3agde))_, nisi per ideam Corporis affectionis fortioris, & contrariæ affectioni, quâ patimur." - } - ] - }, - { - "id": "408", - "title": "PROPOSITIO 8", - "text": "_Cognitio boni, & mali nihil aliud est, quàm Lætitiæ, vel Tristitiæ affectus, quatenus ejus sumus conscii._", - "childs": [ - { - "id": "408d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Id bonum, aut malum vocamus, quod nostro esse conservando prodest, vel obest _(per Defin. [1](4d1) & [2](4d2) hujus)_, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, quod nostram agendi potentiam auget, vel minuit, juvat, vel coërcet. Quatenus itaque _(per Defin. Lætitiæ, & Tristitiæ, quas vide in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_ rem aliquam nos Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere percipimus, eandem bonam, aut malam vocamus ; atque adeò boni, & mali cognitio, nihil aliud est, quàm Lætitiæ, vel Tristitiæ idea, quæ ex ipso Lætitiæ, vel Tristitiæ affectu necessariò sequitur _(per [Prop. 22](222), p. II)_. At hæc idea eodem modo unita est affectui, ac Mens unita est Corpori _(per [Prop. 21](221), p. II)_, hoc est _(ut in [Schol.](221sc) ejusdem Prop. ostensum)_, hæc idea ab ipso affectu, sive _(per [gen. Affect. Defin.](3agde)) _ab ideâ Corporis affectionis reverâ non distinguitur, nisi solo conceptu ; ergo hæc cognitio boni, & mali nihil est aliud, quàm ipse affectus, quatenus ejusdem sumus conscii. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "409", - "title": "PROPOSITIO 9", - "text": "_Affectus, cujus causam in præsenti nobis adesse imaginamur, fortior est, quam si eandem non adesse imaginaremur._", - "childs": [ - { - "id": "409d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Imaginatio est idea, quâ Mens rem ut præsentem contemplatur _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 17](217sc), p. II)_, quæ tamen magis Corporis humani constitutionem, quàm rei externæ naturam indicat _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_. Est igitur affectus _(per [gen. Affect. Defin.](3agde))_ imaginatio, quatenus corporis constitutionem indicat. At imaginatio _(per [Prop. 17](217), p. II)_ intensior est, quamdiu nihil imaginamur, quod rei externæ præsentem existentiam secludit ; ergo etiam affectus, cujus causam in præsenti nobis adesse imaginamur, intensior, seu fortior est, quàm si eandem non adesse imaginaremur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "409sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Cùm suprà in [Propositione 18](318) Partis III dixerim, nos ex rei futuræ, vel præteritæ imagine eodem affectu affici, ac si res, quam imaginamur, præsens esset, expressè monui id verum esse, quatenus ad solam ipsius rei imaginem attendimus ; est enim ejusdem naturæ, sive res ut præsentes imaginati simus, sive non simus : sed non negavi eandem debiliorem reddi, quando alias res nobis præsentes contemplamur, quæ rei futuræ præsentem existentiam secludunt, quod tum monere neglexi, quia in hâc Parte de affectuum viribus agere constitueram." - }, - { - "id": "409c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Imago rei futuræ, vel præteritæ, hoc est, rei, quam cum relatione ad tempus futurum, vel præteritum secluso præsenti contemplamur, cæteris paribus, debilior est imagine rei præsentis, & consequenter affectus erga rem futuram, vel præteritam, cæteris paribus, remissior est affectu erga rem præsentem." - } - ] - }, - { - "id": "410", - "title": "PROPOSITIO 10", - "text": "_Erga rem futuram, quàm citò affuturam imaginamur, intensiùs afficimur, quàm si ejus existendi tempus longiùs à præsenti distare imaginaremur ; & memoriâ rei, quam non diu præteriisse imaginamur, intensiùs etiam afficimur, quàm si eandem diu præteriisse imaginaremur._", - "childs": [ - { - "id": "410d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quatenus enim rem citò affuturam, vel non diu præteriisse imaginamur, eo ipso aliquid imaginamur, quod rei præsentiam minùs secludit, quàm si ejusdem futurum existendi tempus longiùs à præsenti distare, vel quòd dudum præterierit, imaginaremur _(ut per se notum)_, adeóque _(per [Prop. præced.](409))_ eatenus intensiùs erga eandem afficiemur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "410sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Ex iis, quæ ad [Definitionem 6](4d6) hujus Partis notavimus, sequitur, nos erga objecta, quæ à præsenti longiori temporis intervallo distant, quàm quod imaginando determinare possumus, quamvis ab invicem longo temporis intervallo distare intelligamus, æquè tamen remissè affici." - } - ] - }, - { - "id": "411", - "title": "PROPOSITIO 11", - "text": "_Affectus erga rem, quam ut necessariam imaginamur, cæteris paribus, intensior est, quàm erga possibilem, vel contingentem, sive non necessariam._", - "childs": [ - { - "id": "411d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quatenus rem aliquam necessariam esse imaginamur, eatenus ejus existentiam affirmamus, & contrà rei existentiam negamus, quatenus eandem non necessariam esse imaginamur _(per [Schol. 1 Prop. 33](133sc1) p.I)_, ac proinde _(per [Prop. 9](409) hujus)_ affectus erga rem necessariam, cæteris paribus, intensior est, quàm erga non necessariam. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "412", - "title": "PROPOSITIO 12", - "text": "_Affectus erga rem, quam scimus in præsenti non existere, & quam ut possibilem imaginamur, cæteris paribus, intensior est, quàm erga contingentem._", - "childs": [ - { - "id": "412d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quatenus rem ut contingentem imaginamur, nullâ alterius rei imagine afficimur, quæ rei existentiam ponat _(per [Defin. 3](4d3) hujus)_ : sed contrà _(secundùm Hypothesin)_ quædam imaginamur, quæ ejusdem præsentem existentiam secludunt. At quatenus rem in futurum possibilem esse imaginamur, eatenus quædam imaginamur, quæ ejusdem existentiam ponunt _(per [Defin. 4](4d4) hujus)_, hoc est _(per [Prop. 18](318), p. III)_, quæ Spem, vel Metum fovent ; atque adeò affectus erga rem possibilem vehementior est. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "412c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Affectus erga rem, quàm scimus in præsenti non existere, & quam ut contingentem imaginamur, multò remissior est, quàm si rem in præsenti nobis adesse imaginaremur." - }, - { - "id": "412cd", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectus erga rem, quam in præsenti existere imaginamur, intensior est, quàm si eandem ut futuram imaginaremur _(per [Coroll. Prop. 9](409c) hujus)_, & multò vehementior est, quàm si tempus futurum à præsenti multùm distare imaginaremur _(per [Prop. 10](410) hujus)_. Est itaque affectus erga rem, cujus existendi tempus longè à præsenti distare imaginamur, multò remissior, quàm si eandem ut præsentem imaginaremur, & nihilominùs _(per [Prop. præced.](412))_ intensior est, quàm si eandem rem ut contingentem imaginaremur ; atque adeò affectus erga rem contingentem multò remissior erit, quàm si rem in præsenti nobis adesse imaginaremur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "413", - "title": "PROPOSITIO 13", - "text": "_Affectus erga rem contingentem, quam scimus in præsenti non existere, cæteris paribus remissior est, quàm affectus erga rem præteritam._", - "childs": [ - { - "id": "413d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quatenus rem ut contingentem imaginamur, nullâ alterius rei imagine afficimur, quæ rei existentiam ponat _(per [Defin. 3](4d3) hujus)_. Sed contrà _(secundum Hypothesin)_ quædam imaginamur, quæ ejusdem præsentem existentiam secludunt. Verùm quatenus eandem cum relatione ad tempus præteritum imaginamur, eatenus aliquid imaginari supponimur, quod ipsam ad memoriam redigit, sive quod rei imaginem excitat _(vide [Prop. 18](218) p. II cum ejusdern [Schol.](218sc))_ ; ac proinde eatenus efficit, ut ipsam, ac si præsens esset, contemplemur (per [Coroll. Prop. 17](217sc), p. II) : Atque adeò _(per [Prop. 9](409) hujus)_ affectus erga rem contingentem, quam scimus in præsenti non existere, cæteris paribus, remissior erit, quàm affectus erga rem præteritam. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "414", - "title": "PROPOSITIO 14", - "text": "_Vera boni, & mali cognitio, quatenus vera, nullum affectum coërcere potest, sed tantùm, quatenus ut affectus consideratur._", - "childs": [ - { - "id": "414d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectus est idea, quâ Mens majorem, vel minorem sui Corporis existendi vim, quàm antea, affirmat _(per [gen. Affect. Defin.](3agde))_ ; atque adeò _(per [Prop. 1](401) hujus)_ nihil positivum habet, quod præsentiâ veri tolli possit, & consequenter vera boni, & mali cognitio, quatenus vera, nullum affectum coërcere potest. At quatenus affectus est _(vide [Prop. 8](408) hujus)_, si fortior affectu coërcendo sit, eatenus tantùm _(per [Prop. 7](407) hujus)_ affectum coërcere poterit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "415", - "title": "PROPOSITIO 15", - "text": "_Cupiditas, quæ ex verâ boni, & mali cognitione oritur, multis aliis Cupiditatibus, quæ ex affectibus, quibus conflictamur, oriuntur, restingui, vel coërceri potest._", - "childs": [ - { - "id": "415d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex verâ boni, & mali cognitione, quatenus hæc _(per [Prop. 8](408) hujus)_ affectus est, oritur necessariò Cupiditas _(per [Defin. 1](3ad) Affect.)_, quæ eò est major, quò affectus, ex quo oritur, major est _(per [Prop. 37](337), p. III)_ : Sed quia hæc Cupiditas _(per Hypothesin)_ ex eo, quòd aliquid verè intelligimus, oritur, sequitur ergo ipsa in nobis, quatenus agimus _(per [Prop. 3](303), p. III)_ ; atque adeò per solam nostram essentiam debet intelligi _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_ ; & consequenter _(per [Prop. 7](307), p.III)_ ejus vis, & incrementum solâ humanâ potentiâ definiri debet. Porrò Cupiditates, quæ ex affectibus, quibus conflictamur, oriuntur, eò etiam majores sunt, quò hi affectûs vehementiores erunt ; atque adeò earum vis, & incrementum _(per [Prop. 5](405) hujus)_ potentiâ causarum externarum definiri debet, quæ, si cum nostrâ comparetur, nostram potentiam indefinitè superat _(per [Prop. 3](403) hujus)_ : atque adeò Cupiditates, quæ ex similibus affectibus oriuntur, vehementiores esse possunt illâ, quæ ex verâ boni, & mali cognitione oritur ; ac proinde _(per [Prop. 7](407) hujus)_ eandem coërcere, vel restinguere poterunt. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "416", - "title": "PROPOSITIO 16", - "text": "_Cupiditas, quæ ex cognitione boni, & mali, quatenus hæc cognitio futurum respicit, oritur, faciliùs rerum Cupiditate, quæ in præsentiâ suaves sunt, coërceri, vel restingui potest._", - "childs": [ - { - "id": "416d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectus erga rem, quam futuram imaginamur, remissior est, quàm erga præsentem _(per [Coroll. Prop. 9](409c) hujus)_. At Cupiditas, quæ ex verâ boni, & mali cognitione oritur, tametsi hæc cognitio circa res, quæ in præsentiâ bonæ sunt, versetur, restingui, vel coërceri potest aliquâ temerariâ Cupiditate _(per [Prop. præced.](415), cujus Demonstrat. universalis est)_ ; ergo Cupiditas, quæ ex eâdem cognitione, quatenus hæc futurum respicit, oritur, faciliùs coërceri, vel restingui poterit, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "417", - "title": "PROPOSITIO 17", - "text": "_Cupiditas, quæ oritur ex verâ boni, & mali cognitione, quatenus hæc circa res contingentes versatur, multò adhuc faciliùs coërceri potest, Cupiditate rerum, quæ præsentes sunt._", - "childs": [ - { - "id": "417d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Propositio hæc eodem modo, ac [Prop. præced.](416) demonstratur ex [Coroll. Prop. 12](412c) hujus." - }, - { - "id": "417sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "His me causam ostendisse credo, cur homines opinione magis, quàm verâ ratione commoveantur, & cur vera boni, & mali cognitio animi commotiones excitet, & sæpe omni libidinis generi cedat ; unde illud Poëtæ natum : _Video meliora, proboque, deteriora sequor_. Quod idem etiam Ecclesiastes in mente habuisse videtur, cùm dixit : _Qui auget scientiam, auget dolorem_. Atque hæc non eum in finem dico, ut inde concludam, præstabilius esse ignorare, quàm scire, vel quòd stulto intelligens in moderandis affectibus nihil intersit ; sed ideò quia necesse est, nostræ naturæ tam potentiam, quàm impotentiam noscere, ut determinare possimus, quid ratio in moderandis affectibus possit, & quid non possit ; & in hâc Parte de solâ humanâ impotentiâ me acturum dixi. Nam de Rationis in affectûs potentiâ separatim agere constitui." - } - ] - }, - { - "id": "418", - "title": "PROPOSITIO 18", - "text": "_Cupiditas, quæ ex Lætitiâ oritur, cæteris paribus, fortior est Cupiditate, quæ ex Tristitiâ oritur._", - "childs": [ - { - "id": "418d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Cupiditas est ipsa hominis essentia _(per [Defin. 1 Affect.](3ad1))_, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, conatus, quo homo in suo esse perseverare conatur. Quare Cupiditas, quæ ex Lætitiâ oritur, ipso Lætitiæ affectu _(per Defin. Lætitiæ, quam vide in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_ juvatur, vel augetur ; quæ autem contrà ex Tristitiâ oritur, ipso Tristitiæ affectu _(per idem [Schol.](311sc))_ minuitur, vel coërcetur ; atque adeò vis Cupiditatis, quæ ex Lætitiâ oritur, potentiâ humanâ, simul & potentiâ causæ externæ ; quæ autem ex Tristitiâ, solâ humanâ potentiâ definiri debet, ac proinde hâc illa fortior est. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "418sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "His paucis humanæ impotentiæ, & inconstantiæ causas, & cur homines rationis præcepta non servent, explicui. Superest jam, ut ostendam, quid id sit, quod ratio nobis præscribit, & quinam affectûs cum rationis humanæ regulis conveniant, quinam contrà iisdem contrarii sint. Sed antequam hæc prolixo nostro Geometrico ordine demonstrare incipiam, lubet ipsa rationis dictamina hic priùs breviter ostendere, ut ea, quæ sentio, faciliùs ab unoquoque percipiantur. Cùm ratio nihil contra naturam postulet, postulat ergo ipsa, ut unusquisque seipsum amet, suum utile, quod reverâ utile est, quærat, & id omne, quod hominem ad majorem perfectionem reverâ ducit, appetat, & absolutè, ut unusquisque suum esse, quantum in se est, conservare conetur. Quod quidem tam necessariò verum est, quàm, quòd totum sit suâ parte majus _(vide [Prop. 4](304), p. III)_. Deinde quandoquidem virtus _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_ nihil aliud est, quàm ex legibus propriæ naturæ agere, & nemo suum esse _(per [Prop. 7](307), p. III)_ conservare conetur, nisi ex propriæ suæ naturæ legibus ; hinc sequitur _primò_, virtutis fundamentum esse ipsum conatum proprium esse conservandi, & felicitatem in eo consistere, quòd homo suum esse conservare potest. _Secundò_ sequitur, virtutem propter se esse appetendam, nec quicquam, quod ipsâ præstabilius, aut quod utilius nobis sit, dari, cujus causâ deberet appeti. _Tertiò_ denique sequitur, eos, qui se interficiunt, animo esse impotentes, eosque à causis externis, suæ naturæ repugnantibus, prorsus vinci. Porrò ex [Postulato 4](213p4) Partis II sequitur, nos efficere nunquam posse, ut nihil extra nos indigeamus ad nostrum esse conservandum, & ut ità vivamus, ut nullum commercium cum rebus, quæ extra nos sunt, habeamus ; &, si præterea nostram Mentem spectemus, sanè noster intellectus imperfectior esset, si Mens sola esset, nec quicquam præter se ipsam intelligeret. Multa igitur extra nos dantur, quæ nobis utilia, quæque propterea appetenda sunt. Ex his nulla præstantiora excogitari possunt, quàm ea, quæ cum nostrâ naturâ prorsùs conveniunt. Si enim duo ex. gr. ejusdem prorsùs naturæ individua invicem junguntur, individuum componunt singulo duplò potentius. Homini igitur nihil homine utilius ; nihil, inquam, homines præstantius ad suum esse conservandum, optare possunt, quàm quòd omnes in omnibus ità conveniant, ut omnium Mentes & Corpora unam quasi Mentem, unumque Corpus componant, & omnes simul, quantùm possunt, suum esse conservare conentur, omnesque simul omnium commune utile sibi quærant ; ex quibus sequitur, homines, qui ratione gubernantur, hoc est, homines, qui ex ductu rationis suum utile quærunt, nihil sibi appetere, quod reliquis hominibus non cupiant, atque adeò eosdem justos, fidos, atque honestos esse. \nHæc illa rationis dictamina sunt, quæ hic paucis ostendere proposueram, antequam eadem prolixiori ordine demonstrare inciperem, quod eâ de causâ feci, ut, si fieri posset, eorum attentionem mihi conciliarem, qui credunt, hoc principium, quòd scilicet unusquisque suum utile quærere tenetur, impietatis, non autem virtutis, & pietatis esse fundamentum. Postquam igitur rem sese contrà habere breviter ostenderim, pergo ad eandem eâdem viâ, quâ huc usque progressi sumus, demonstrandum." - } - ] - }, - { - "id": "419", - "title": "PROPOSITIO 19", - "text": "_Id unusquisque ex legibus suæ naturæ necessariò appetit, vel aversatur, quod bonum, vel malum esse judicat._", - "childs": [ - { - "id": "419d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Boni, & mali cognitio est _(per [Prop. 8](408) hujus)_ ipse Lætitiæ, vel Tristitiæ affectus, quatenus ejusdem sumus conscii ; ac proinde _(per [Prop. 28](328), p. III)_ id unusquisque necessariò appetit, quod bonum, & contrà id aversatur, quod malum esse judicat. Sed hic appetitus nihil aliud est, quàm ipsa hominis essentia, seu natura _(per Defin. Appetitus, quam vide in [Schol. Prop. 9](309sc), p. III & [Defin. 1](3ad1) Affect.)_. Ergo unusquisque ex solis suæ naturæ legibus id necessariò appetit, vel aversatur, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "420", - "title": "PROPOSITIO 20", - "text": "_Quò magis unusquisque suum utile quærere, hoc est, suum esse conservare conatur, & potest, eò magis virtute præditus est ; & contrà quatenus unusguisque suum utile, hoc est, suum esse conservare negligit, eatenus est impotens._", - "childs": [ - { - "id": "420d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Virtus est ipsa humana potentia, quæ solâ hominis essentiâ definitur _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, quæ solo conatu, quo homo in suo esse perseverare conatur, definitur. Quò ergo unusquisque magis suum esse conservare conatur, & potest, eò magis virtute præditus est, & consequenter _(per Prop. [4](304) & [6](306), p. III)_, quatenus aliquis suum esse conservare negligit, eatenus est impotens. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "420sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Nemo igitur, nisi à causis externis, & suæ naturæ contrariis victus, suum utile appetere, sive suum esse conservare negligit. Nemo, inquam, ex necessitate suæ naturæ, sed à causis externis coactus alimenta aversatur, vel se ipsum interficit, quod multis modis fieri potest ; nempe interficit aliquis se ipsum coactus ab alio, qui ejus dexteram, quâ ensem casu prehenderat, contorquet, & cogit versus cor ipsum gladium dirigere ; vel quòd ex mandato Tyranni, ut Seneca, cogatur venas aperire suas, hoc est, majus malum minore vitare cupiat ; vel denique ex eo, quòd causæ latentes externæ ejus imaginationem ità disponunt, & Corpus ità afficiunt, ut id aliam naturam priori contrariam induat, & cujus idea in Mente dari nequit _(per [Prop. 10](310), p. III)_. At quòd homo ex necessitate suæ naturæ conetur non existere, vel in aliam formam mutari, tam est impossibile, quàm quòd ex nihilo aliquid fiat, ut unusquisque mediocri meditatione videre potest." - } - ] - }, - { - "id": "421", - "title": "PROPOSITIO 21", - "text": "_Nemo potest cupere beatum esse, bene agere, & bene vivere, qui simul non cupiat, esse, agere, & vivere, hoc est, actu existere._", - "childs": [ - { - "id": "421d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hujus Propositionis Demonstratio, seu potiùs res ipsa per se patet, & etiam ex Cupiditatis definitione. Est enim Cupiditas _(per [Defin. 1 Affect.](3ad1))_ beatè, seu bene vivendi, agendi, &c. ipsa hominis essentia, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, conatus, quo unusquisque suum esse conservare conatur. Ergo nemo potest cupere, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "422", - "title": "PROPOSITIO 22", - "text": "_Nulla virtus potest prior hâc (nempe conatu sese conservandi) concipi._", - "childs": [ - { - "id": "422d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Conatus sese conservandi est ipsa rei essentia _(per [Prop. 7](307), p. III)_. Si igitur aliqua virtus posset hâc, nempe hoc conatu, prior concipi, conciperetur ergo _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_ ipsa rei essentia se ipsâ prior, quod _(ut per se notum)_ est absurdum. Ergo nulla virtus, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "422c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Conatus sese conservandi primum, & unicum virtutis est fundamentum. Nam hoc principio nullum aliud potest priùs concipi _(per [Prop. præced.](422))_, & absque ipso _(per [Prop. 21](421) hujus)_ nulla virtus potest concipi." - } - ] - }, - { - "id": "423", - "title": "PROPOSITIO 23", - "text": "_Homo, quatenus ad aliquid agendum determinatur ex eo, quòd ideas habet inadæquatas, non potest absolutè dici, ex virtute agere ; sed tantùm, quatenus determinatur ex eo, quòd intelligit._", - "childs": [ - { - "id": "423d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quatenus homo ad agendum determinatur ex eo, quòd inadæquatas habet ideas, eatenus _(per [Prop. 1](301), p. III)_ patitur, hoc est _(per Defin. [1](3d1) & [2](3d2), p. III)_, aliquid agit, quod per solam ejus essentiam non potest percipi, hoc est _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_, quod ex ipsius virtute non sequitur. At quatenus ad aliquid agendum determinatur ex eo, quòd intelligit, eatenus _(per eandem [Prop. 1](301), p. III)_ agit, hoc est _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_, aliquid agit, quod per solam ipsius essentiam percipitur, sive _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_ quod ex ipsius virtute adæquatè sequitur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "424", - "title": "PROPOSITIO 24", - "text": "_Ex virtute absolutè agere nihil aliud in nobis est, quàm ex ductu rationis agere, vivere, suum esse conservare (hæc tria idem significant), idque ex fundamento proprium utile quærendi._", - "childs": [ - { - "id": "424d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex virtute absolutè agere, nihil aliud est _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_, quàm ex legibus propriæ naturæ agere. At nos eatenus tantummodò agimus, quatenus intelligimus _(per [Prop. 3](303), p. III)_. Ergo ex virtute agere, nihil aliud in nobis est, quàm ex ductu rationis agere, vivere, suum esse conservare, idque _(per [Coroll. Prop. 22](422c) hujus)_ ex fundamento suum utile quærendi. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "425", - "title": "PROPOSITIO 25", - "text": "_Nemo suum esse alterius rei causâ conservare conatur._", - "childs": [ - { - "id": "425d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Conatus, quo unaquæque res in suo esse perseverare conatur, sola ipsius rei essentiâ definitur _(per [Prop. 7](307), p. III)_, eâque solâ datâ, non autem ex alterius rei essentiâ necessariò sequitur _(per [Prop. 6](306), p. III)_, ut unusquisque suum esse conservare conetur. Patet præterea hæc Propositio ex [Coroll. Prop. 22](422c) hujus Partis. Nam si homo alterius rei causa suum esse conservare conaretur ; tum res illa primum esset virtutis fundamentum _(ut per se notum)_, quod _(per prædictum [Coroll.](422c) )_ est absurdum. Ergo nemo suum esse &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "426", - "title": "PROPOSITIO 26", - "text": "_Quicquid ex ratione conamur, nihil aliud est, quàm intelligere ; nec Mens, quatenus ratione utitur, aliud sibi utile esse judicat, nisi id, quod ad intelligendum conducit._", - "childs": [ - { - "id": "426d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Conatus sese conservandi nihil est præter ipsius rei essentiam _(per [Prop. 7](307), p. III)_, quæ quatenus talis existit, vim habere concipitur ad perseverandum in existendo _(per [Prop. 6](306), p. III)_, & ea agendum, quæ ex datâ suâ naturâ necessariò sequuntur _(vide Defin. Appetitus in [Schol. Prop. 9](309sc) p. III)_. At rationis essentia nihil aliud est, quàm Mens nostra, quatenus clarè, & distinctè intelligit _(vide ejus Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_ : Ergo _(per [Prop. 40](240), p. II)_ quicquid ex ratione conamur, nihil aliud est, quàm intelligere. Deinde quoniam hic Mentis conatus, quo Mens, quatenus ratiocinatur, suum esse conatur conservare, nihil aliud est, quàm intelligere _(per primam partem hujus)_, est ergo hic intelligendi conatus _(per [Coroll. Prop. 22](422c) hujus)_ primum, & unicum virtutis fundamentum, nec alicujus finis causâ _(per [Prop. 25](425) hujus)_ res intelligere conabimur ; sed contrà Mens, quatenus ratiocinatur, nihil sibi bonum esse concipere poterit, nisi id, quod ad intelligendum conducit _(per [Defin. 1](4d1) hujus)_. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "427", - "title": "PROPOSITIO 27", - "text": "_Nihil certò scimus bonum, aut malum esse, nisi id, quod ad intelligendum reverâ conducit, vel quod impedire potest, quominùs intelligamus._", - "childs": [ - { - "id": "427d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens, quatenus ratiocinatur, nihil aliud appetit, quàm intelligere, nec aliud sibi utile esse judicat, nisi id, quod ad intelligendum conducit _(per [Prop. præced.](426))_. At Mens _(per Prop. [41](241) & [43](243), p. II, cujus etiam [Schol.](243sc) vide)_ rerum certitudinem non habet, nisi quatenus ideas habet adæquatas, sive _(quod per Schol. [1](240sc1) [2](240sc2) Prop. 40 p. II idem est)_ quatenus ratiocinatur ; ergo nihil certò scimus bonum esse, nisi id, quod ad intelligendum reverâ conducit ; & contrà id malum, quod impedire potest, quominùs intelligamus. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "428", - "title": "PROPOSITIO 28", - "text": "Summum Mentis bonum est Dei cognitio, & summa Mentis virtus Deum cognoscere.", - "childs": [ - { - "id": "428d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Summum, quod Mens intelligere potest, Deus est, hoc est _(per [Defin. 6](1d6), p. I)_, Ens absolutè infinitum, & sine quo _(per [Prop. 15](115), p. I)_ nihil esse, neque concipi potest ; adeóque _(per Prop. [26](426) & [27](427) hujus)_ summum Mentis utile, sive _(per [Defin. 1](4d1) hujus)_ bonum est Dei cognitio. Deinde Mens, quatenus intelligit, eatenus tantùm agit _(per Prop. [1](301) & [3](303), p. III)_, & eatenus tantùm _(per [Prop. 23](423) hujus)_ potest absolutè dici, quòd ex virtute agit. Est igitur Mentis absoluta virtus intelligere. At summum, quod Mens intelligere potest, Deus est _(ut jam jam demonstravimus)_ : Ergo Mentis summa virtus est Deum intelligere, seu cognoscere. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "429", - "title": "PROPOSITIO 29", - "text": "_Res quæcunque singularis, cujus natura à nostrâ prorsùs est diversa, nostram agendi potentiam nec juvare, nec coërcere potest, & absolutè res nulla potest nobis bona, aut mala esse, nisi commune aliquid nobiscum habeat._", - "childs": [ - { - "id": "429d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Cujuscunque rei singularis, & consequenter _(per [Coroll. Prop. 10](210c), p. II)_ hominis potentia, quâ existit, & operatur, non determinatur nisi ab aliâ re singulari _(per [Prop. 28](128), p. I)_, cujus natura _(per [Prop. 6](206), p. II)_ per idem attributum debet intelligi, per quod natura humana concipitur. Nostra igitur agendi potentia, quomodocunque ea concipiatur, determinari, & consequenter juvari, vel coërceri potest potentiâ alterius rei singularis, quæ aliquid commune nobiscum habet, & non potentiâ rei, cujus natura à nostrâ prorsùs est diversa ; & quia id bonum, aut malum vocamus, quod causa est Lætitiæ, aut Tristitiæ _(per [Prop. 8](408) hujus)_, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, quod nostram agendi potentiam auget, vel minuit, juvat, vel coërcet, ergo res, cujus natura à nostrâ prorsùs est diversa, nobis neque bona, neque mala esse potest. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "430", - "title": "PROPOSITIO 30", - "text": "_Res nulla per id, quod cum nostrâ naturâ commune habet, potest esse mala ; sed quatenus nobis mala est, eatenus est nobis contraria._", - "childs": [ - { - "id": "430d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Id malum vocamus, quod causa est Tristitiæ _(per [Prop. 8](408) hujus)_, hoc est _(per ejus Defin., quam vide in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, quod nostram agendi potentiam minuit, vel coërcet. Si igitur res aliqua per id, quod nobiscum habet commune, nobis esset mala, posset ergo res id ipsum, quod nobiscum commune habet, minuere, vel coërcere, quod _(per [Prop. 4](304), p. III)_ est absurdum. Nulla igitur res per id, quod nobiscum commune habet, potest nobis esse mala ; sed contrà quatenus mala est, hoc est _(ut jam jam ostendimus)_, quatenus nostram agendi potentiam minuere, vel coërcere potest, eatenus _(per [Prop. 5](305), p. III)_ nobis est contraria. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "431", - "title": "PROPOSITIO 31", - "text": "_Quatenus res aliqua cum nostrâ naturâ ronvenit, eatenus necessariò bona est._", - "childs": [ - { - "id": "431d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quatenus enim res aliqua cum nostrâ naturâ convenit, non potest _(per [Prop. præced.](430))_ esse mala. Erit ergo necessariò vel bona, vel indifferens. Si hoc ponatur, nempe, quòd neque bona sit, neque mala, nihil ergo _(per [Defin. 1](4d1) hujus)_ ex ipsius naturâ sequetur, quod nostræ naturæ conservationi inservit, hoc est _(per Hypothesin)_, quod ipsius rei naturæ conservationi inservit ; sed hoc est absurdum _(per [Prop. 6](306), p. III)_ ; erit ergo, quatenus cum nostrâ naturâ convenit, necessariò bona. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "431c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, quòd, quò res aliqua magis cum nostrâ naturâ convenit, eò nobis est utilior, seu magis bona, & contrà quò res aliqua nobis est utilior, eatenus cum nostrâ naturâ magis convenit. Nam quatenus cum nostrâ naturâ non convenit, erit necessariò à nostrâ naturâ diversa, vel eidem contraria. Si diversa, tum _(per [Prop. 29](429) hujus)_ neque bona, neque mala esse poterit ; si autem contraria, erit ergo etiam ei contraria, quæ cum nostrâ naturâ convenit, hoc est _(per [Prop. præced.](431))_, contraria bono, seu mala. Nihil igitur, nisi quatenus cum nostrâ naturâ convenit, potest esse bonum, atque adeò, quò res aliqua magis cum nostrâ naturâ convenit, eò est utilior, & contrà. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "432", - "title": "PROPOSITIO 32", - "text": "_Quatenus homines passionibus sunt obnoxii, non possunt eatenus dici, quòd naturâ conveniant._", - "childs": [ - { - "id": "432d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quæ naturâ convenire dicuntur, potentiâ convenire intelliguntur _(per [Prop. 7](307), p. III)_, non autem impotentiâ, seu negatione, & consequenter _(vide [Schol. Prop. 3](303sc), p. III)_ neque etiam passione ; quare homines, quatenus passionibus sunt obnoxii, non possunt dici, quòd naturâ conveniant." - }, - { - "id": "432sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Res etiam per se patet ; qui enim ait, album, & nigrum in eo solummodò convenire, quòd neutrum sit rubrum, is absolutè affirmat album, & nigrum nullâ in re convenire. Sic etiam si quis ait, lapidem, & hominem in hoc tantùm convenire, quòd uterque sit finitus, impotens, vel quòd ex necessitate suæ naturæ non existit, vel denique quòd à potentiâ causarum externarum indefinitè superatur, is omninò affirmat, lapidem, & hominem nullâ in re convenire ; quæ enim in solâ negatione, sive in eo, quod non habent, conveniunt, ea reverâ nullâ in re conveniunt." - } - ] - }, - { - "id": "433", - "title": "PROPOSITIO 33", - "text": "_Homines naturâ discrepare possunt, quatenus affectibus, qui passiones sunt, conflictantur, & eatenus etiam unus, idemque homo varius est, & inconstans._", - "childs": [ - { - "id": "433d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectuum natura, seu essentia non potest per solam nostram essentiam, seu naturam explicari _(per Defin. [1](3d1) & [2](3d2), p. III)_, sed potentiâ, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, naturâ causarum externarum, eum nostrâ comparatâ, definiri debet ; unde fit, ut uniuscujusque affectûs tot species dentur, quot sunt species objectorum, à quibus afficimur _(vide [Prop. 56](356), p. III)_, & ut homines ab uno, eodemque objecto diversimodè afficiantur _(vide [Prop. 51](351), p. III)_, atque eatenus naturâ discrepent, & denique ut unus, idemque homo _(per eandem [Prop. 51](351), p. III)_ erga idem objectum diversimodè afficiatur, atque eatenus varius sit, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "434", - "title": "PROPOSITIO 34", - "text": "_Quatenus homines affectibus, qui passiones sunt, conflictantur, possunt invicem esse contrarii._", - "childs": [ - { - "id": "434d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Homo ex. gr. Petrus potest esse causa, ut Paulus contristetur, propterea quòd aliquid habet simile rei, quam Paulus odit _(per [Prop. 16](316), p. III)_, vel propterea quòd Petrus solus re aliquâ potitur, quam ipse Paulus etiam amat _(vide [Prop. 32](332), p. III cum ejusdem [Schol.](332sc))_, vel ob alias causas _(harum præcipuas vide in [Schol. Prop. 55](355c1sc), p. III)_, atque adeò inde fiet _(per [Defin. 7](3ad7) Affect.)_, ut Paulus Petrum odio habeat, & consequenter facilè fiet _(per [Prop. 40](340), p. III cum ejus [Schol.](340sc))_, ut Petrus Paulum contrà odio habeat, atque adeò _(per [Prop. 39](339), p. III)_ ut invicem malum inferre conentur ; hoc est _(per [Prop. 30](430) hujus)_, ut invicem sint contrarii. At affectus Tristitiæ semper passio est _(per [Prop. 59](359), p. III)_ ; ergo homines, quatenus conflictantur affectibus, qui passiones sunt, possunt invicem esse contrarii. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "434sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Dixi, quòd Paulus odio Petrum habeat, quia imaginatur, id eundem possidere, quod ipse Paulus etiam amat ; unde primâ fronte videtur sequi, quòd hi duo ex eo, quòd idem amant, & consequenter ex eo, quòd naturâ conveniunt, sibi invicem damno sint ; atque adeò, si hoc verum est, falsæ essent Propositio [30](430) & [31](431) hujus Partis. Sed si rem æquâ lance examinare velimus, hæc omnia convenire omninò videbimus. Nam hi duo non sunt invicem molesti, quatenus naturâ conveniunt, hoc est, quatenus uterque idem amat, sed quatenus ab invicem discrepant. Nam quatenus uterque idem amat, eo ipso utriusque amor fovetur _(per [Prop. 31](331), p. III))_, hoc est _(per [Defin. 6 Affect.](3ad6))_, eo ipso utriusque Lætitia fovetur. Quare longè abest, ut quatenus idem amant, & naturâ conveniunt, invicem molesti sint. Sed hujus rei causa, ut dixi, nulla alia est, quàm quia naturâ discrepare supponuntur. Supponimus namque Petrum ideam habere rei amatæ jam possessæ, & Paulum contrà ideam rei amatæ amissæ. Unde fit, ut hic Tristitiâ & ille contrà Lætitiâ afficiatur ; atque eatenus invicem contrarii sint: Et ad hunc modum ostendere facilè possumus reliquas odii causas ab hoc solo pendêre, quòd homines naturâ discrepant, & non ab eo, in quo conveniunt." - } - ] - }, - { - "id": "435", - "title": "PROPOSITIO 35", - "text": "_Quatenus homines ex ductu rationis vivunt, eatenus tantùm naturâ semper necessariò conveniunt._", - "childs": [ - { - "id": "435d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quatenus homines affectibus, qui passiones sunt, conflictantur, possunt esse naturâ diversi _(per [Prop. 33](433) hujus)_, & invicem contrarii _(per [Prop. præced.](434))_. Sed eatenus homines tantùm agere dicuntur, quatenus ex ductu rationis vivunt _(per [Prop. 3](303), p. III)_, atque adeò quicquid ex humanâ naturâ ; quatenus ratione definitur, sequitur, id _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_ per solam humanam naturam, tanquam per proximam suam causam, debet intelligi. Sed quia unusquisque ex suæ naturæ legibus id appetit, quod bonum, & id amovere conatur, quod malum esse judicat _(per [Prop. 19](419) hujus)_ ; & cùm præterea id, quod ex dictamine rationis bonum, aut malum esse judicamus, necessariò bonum, aut malum sit _(per [Prop. 41](241), p. II)_. Ergo homines, quatenus ex ductu rationis vivunt, eatenus tantùm ea necessariò agunt, quæ humanæ naturæ, & consequenter unicuique homini necessariò bona sunt, hoc est (per [Coroll. Prop. 31](431c) hujus), quæ cum naturâ uniuscujusque hominis conveniunt ; atque adeò homines etiam inter se, quatenus ex ductu rationis vivunt, necessariò semper conveniunt. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "435c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Nihil singulare in rerum naturâ datur, quod homini sit utilius, quàm homo, qui ex ductu rationis vivit. Nam id homini utilissimum est, quod cum suâ naturâ maximè convenit _(per [Coroll. Prop. 31](431c) hujus)_, hoc est _(ut per se notum)_, homo. At homo ex legibus suæ naturæ absolutè agit, quando ex ductu rationis vivit, _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_, & eatenus tantùm cum naturâ alterius hominis necessariò semper convenit _(per [Prop. præced.](435))_ ; ergo homini nihil inter res singulares utilius datur, quàm homo, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "435c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Cùm maximè unusquisque homo suum sibi utile quærit, tum maximè homines sunt sibi invicem utiles. Nam quò magis unusquisque suum utile quærit, & se conservare conatur, eò magis virtute præditus est _(per [Prop. 20](420) hujus)_, sive quod idem est _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_, eò majore potentiâ præditus est ad agendum ex suæ naturæ legibus, hoc est _(per [Prop. 3](303), p. III)_, ad vivendum ex ductu rationis. At homines tum maximè naturâ conveniunt, cùm ex ductu rationis vivunt _(per [Prop. præced.](435))_ ; ergo _(per [Coroll. præced.](435c1))_ tum maximè homines erunt sibi invicem utiles, cùm maximè unusquisque suum utile sibi quærit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "435sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quæ modò ostendimus, ipsa etiam experientia quotidie tot, tamque luculentis testimoniis testatur, ut omnibus ferè in ore sit : hominem homini Deum esse. Fit tamen rarò, ut homines ex ductu rationis vivant ; sed cum iis ità comparatum est, ut plerumque invidi, atque invicem molesti sint. At nihilominùs vitam solitariam vix transigere queunt, ità ut plerisque illa definitio, quòd homo sit animal sociale, valdè arriserit ; & reverâ res ità se habet, ut ex hominum communi societate multò plura commoda oriantur, quàm damna. Rideant igitur, quantùm velint, res humanas Satyrici, easque detestentur Theologi, & laudent, quantùm possunt, Melancholici vitam incultam, & agrestem, hominesque contemnant, & admirentur bruta ; experientur tamen homines mutuo auxilio ea, quibus indigent, multò faciliùs sibi parare, & non nisi junctis viribus pericula, quæ ubique imminent, vitare posse ; ut jam taceam, quòd multò præstabilius sit, & cognitione nostrâ magis dignum, hominum, quàm brutorum facta contemplari. Sed de his aliàs prolixiùs." - } - ] - }, - { - "id": "436", - "title": "PROPOSITIO 36", - "text": "_Summum bonum eorum, qui virtutem sectantur, omnibus commune est, eoquè omnes æque gaudere possunt._", - "childs": [ - { - "id": "436d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex virtute agere est ex ductu rationis agere _(per [Prop. 24](424) hujus)_, & quicquid ex ratione conamur agere, est intelligere _(per [Prop. 26](426) hujus)_, atque adeò _(per [Prop. 28](428) hujus)_ summum bonum eorum, qui virtutem sectantur, est Deum cognoscere, hoc est (per [Prop. 47](247), p. II & ejusdem [Schol.](247sc)), bonum, quod omnibus hominibus commune est, & ab omnibus hominibus, quatenus ejusdem sunt naturæ, possideri æquè potest. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "436sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Si quis autem roget, quid si summum bonum eorum, qui virtutem sectantur, non esset omnibus commune? an non inde, ut suprà _(vide [Prop. 34](434) hujus)_ sequeretur, quòd homines, qui ex ductu rationis vivunt, hoc est _(per [Prop. 35](435) hujus)_, homines, quatenus naturâ conveniunt, essent invicem contrarii? Is hoc sibi responsum habeat, non ex accidenti, sed ex ipsâ naturâ rationis oriri, ut hominis summum bonum omnibus sit commune, nimirùm, quia ex ipsâ humanâ essentiâ, quatenus ratione definitur, deducitur ; & quia homo nec esse, nec concipi posset, si potestatem non haberet gaudendi hoc summo bono. Pertinet namque (per [Prop. 47](247), p. II) ad Mentis humanæ essentiam, adæquatam habere cognitionem æternæ, & infinitæ essentiæ Dei." - } - ] - }, - { - "id": "437", - "title": "PROPOSITIO 37", - "text": "_Bonum, quod unusquisque, qui sectatur virtutem, sibi appetit, reliquis hominibus etiam cupiet, & eò magis, quò majorem Dei habuerit cognitionem._", - "childs": [ - { - "id": "437d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Homines, quatenus ex ductu rationis vivunt, sunt homini utilissimi _(per [Coroll. 1 Prop. 35](435c1) hujus)_, atque adeò _(per [Prop. 19](419) hujus)_ ex ductu rationis conabimur necessariò efficere, ut homines ex ductu rationis vivant. At bonum, quod unusquisque, qui ex rationis dictamine vivit, hoc est _(per [Prop. 24](424) hujus)_, qui virtutem sectatur, sibi appetit, est intelligere _(per [Prop. 26](426) hujus)_ ; ergo bonum, quod unusquisque, qui virtutem sectatur, sibi appetit, reliquis hominibus etiam cupiet. Deinde Cupiditas, quatenus ad Mentem refertur, est ipsa Mentis essentia _(per [Defin. 1 Affect.](3ad1))_ ; Mentis autem essentia in cognitione consistit _(per [Prop. 11](211), p. II)_, quæ Dei cognitionem involvit _(per [Prop. 47](247), p. II)_, & sine quâ _(per [Prop. 15](115), p. I)_ nec esse, nec concipi potest ; adeóque quò Mentis essentia majorem Dei cognitionem involvit, eò Cupiditas, quâ is, qui virtutem sectatur, bonum, quod sibi appetit, alteri cupit, etiam major erit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "437a", - "type": "_Aliter_", - "text": "Bonum, quod homo sibi appetit, & amat, constantiùs amabit, si viderit, alios idem amare _(per [Prop. 31](331), p. III)_ ; atque adeò _(per [Coroll.](331sc) ejusdem Prop.)_ conabitur, ut reliqui idem ament ; & quia hoc bonum _(per [Prop. præced.](436))_ omnibus commune est, eoque omnes gaudere possunt, conabitur ergo _(per eandem rationem)_, ut omnes eodem gaudeant, & _(per [Prop. 37](337), p. III)_ eò magis, quò hoc bono magis fruetur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "437sc1", - "type": "SCHOLIUM 1", - "text": "Qui ex solo affectu conatur, ut reliqui ament, quod ipse amat, & ut reliqui ex ipsius ingenio vivant, solo impetu agit, & ideò odiosus est, præcipuè iis, quibus alia placent, quique propterea etiam student, & eodem impetu conantur, ut reliqui contrà ex ipsorum ingenio vivant. Deinde quoniam summum, quod homines ex affectu appetunt, bonum sæpe tale est, ut unus tantùm ejus possit esse compos, hinc fit, ut qui amant, mente sibi non constent, & dum laudes rei, quam amant, narrare gaudent, timeant credi. At qui reliquos conatur ratione ducere, non impetu, sed humaniter, & benignè agit, & sibi mente maximè constat. Porrò quicquid cupimus, & agimus, cujus causa sumus, quatenus Dei habemus ideam, sive quatenus Deum cognoscimus, ad Religionem refero. Cupiditatem autem bene faciendi, quæ eo ingeneratur, quòd ex rationis ductu vivimus, Pietatem voco. Cupiditatem deinde, quà homo, qui ex ductu rationis vivit, tenetur, ut reliquos sibi amicitiâ jungat, Honestatem voco, & id honestum, quod homines, qui ex ductu rationis vivunt, laudant, & id contrà turpe, quod conciliandæ amicitiæ repugnat. Præter hæc, civitatis etiam quænam sint fundamenta ostendi. Differentia deinde inter veram virtutem, & impotentiam facilè ex suprà dictis percipitur ; nempe quòd vera virtus nihil aliud sit, quàm ex solo rationis ductu vivere ; atque adeò impotentia in hoc solo consistit, quòd homo à rebus, quæ extra ipsum sunt, duci se patiatur, & ab iis ad ea agendum determinetur, quæ rerum externarum communis constitutio, non autem ea, quæ ipsa ipsius natura, in se solâ considerata, postulat. Atque hæc illa sunt, quæ in [Scholio Propositionis 18](418sc) hujus Partis demonstrare promisi, ex quibus apparet legem illam de non mactandis brutis, magis vanâ superstitione, & muliebri misericordiâ, quàm sanâ ratione fundatam esse. Docet quidem ratio nostrum utile quærendi, necessitudinem cum hominibus jungere, sed non cum brutis, aut rebus, quarum natura à naturâ humanâ est diversa ; sed idem jus, quod illa in nos habent, nos in ea habere. Imò quia uniuscujusque jus virtute, seu potentiâ uniuscujusque definitur, longè majus homines in bruta, quàm hæc in homines jus habent. Nec tamen nego bruta sentire ; sed nego, quòd propterea non liceat nostræ utilitati consulere, & iisdem ad libitum uti, eademque tractare, prout nobis magis convenit ; quandoquidem nobiscum naturâ non conveniunt, & eorum affectûs ab affectibus humanis sunt naturâ diversi _(vide [Schol. Prop. 57](357sc), p.III)_. Superest, ut explicem, quid justum, quid injustum, quid peccatum, & quid denique meritum sit. Sed de his vide seq. Scholium." - }, - { - "id": "437sc2", - "type": "SCHOLIUM 2", - "text": "In [Appendice](1app) Partis Primæ explicare promisi, quid laus, & vituperium, quid meritum, & peccatum, quid justum, & injustum sit. Laudem, & vituperium quod attinet, in [Scholio Propositionis 29](329sc) Partis III explicui ; de reliquis autem hîc jam erit dicendi locus. Sed priùs pauca de statu hominis naturali, & civili dicenda sunt. \nExistit unusquisque summo naturæ jure, & consequenter summo naturæ jure unusquisque ea agit, quæ ex suæ naturæ necessitate sequuntur ; atque adeò summo naturæ jure unusquisque judicat, quid bonum, quid malum sit, suæque utilitati ex suo ingenio consulit _(vide Prop. [19](419) & [20](420) hujus)_, seseque vindicat _(vide [Coroll. 2 Prop. 40](340c2), p. III)_, & id, quod amat, conservare, & id, quod odio habet, destruere conatur _(vide [Prop. 28](328), p. III)_. Quòd si homines ex ductu rationis viverent, potiretur unusquisque _(per [Coroll. 1 Prop. 35](435c1) hujus)_ hoc suo jure absque ullo alterius damno. Sed quia affectibus sunt obnoxii _(per [Coroll. Prop. 4](404c) hujus)_, qui potentiam, seu virtutem humanam longè superant _(per [Prop. 6](406) hujus)_, ideò sæpe diversi trahuntur _(per [Prop. 33](433) hujus)_, atque sibi invicem sunt contrarii _(per [Prop. 34](434) hujus)_, mutuo dum auxilio indigent _(per [Schol. Prop. 35](435sc) hujus)_. Ut igitur homines concorditer vivere, & sibi auxilio esse possint, necesse est, ut jure suo naturali cedant, & se invicem securos reddant, se nihil acturos, quod possit in alterius damnum cedere. Quâ autem ratione hoc fieri possit, ut scilicet homines, qui affectibus necessariò sunt obnoxii (per _[Coroll. Prop. 4](404c) hujus)_, atque inconstantes, & varii _(per [Prop. 33](433) hujus)_, possint se invicem securos reddere, & fidem invicem habere, patet ex [Propositione 7](407) hujus Partis & [Propositione 39](339) Partis III. Nempe quòd nullus affectus coërceri potest, nisi affectu fortiore, & contrario affectui coërcendo, & quòd unusquisque ab inferendo damno abstinet timore majoris damni. Hâc igitur lege Societas firmari poterit, si modò ipsa sibi vindicet jus, quod unusquisque habet, sese vindicandi, & dé bono, & malo judicandi ; quæque adeò potestatem habeat communem vivendi rationem præscribendi, legesque ferendi, easque non ratione, quæ affectûs coërcere nequit _(per [Schol. Prop. 17](417sc) hujus)_, sed minis firmandi. Hæc autem Societas, legibus, & potestate sese conservandi firmata, Civitas appellatur, &, qui ipsius jure defenduntur, Cives ; ex quibus facilè intelligimus, nihil in statu naturali dari, quod ex omnium consensu bonum, aut malum sit ; quandoquidem unusquisque, qui in statu est naturali, suæ tantummodò utilitati consulit, & ex suo ingenio, & quatenus suæ utilitatis tantùm habet rationem, quid bonum, quidve malum sit, decernit, & nemini, nisi sibi soli, obtemperare lege ullâ tenetur ; atque adeò in statu naturali peccatum concipi nequit. At quidem in statu Civili, ubi & communi consensu decernitur, quid bonum, quidve malum sit, & unusquisque Civitati obtemperare tenetur. Est itaque peccatum nihil aliud, quàm inobedientia, quæ propterea solo Civitatis jure punitur, & contrà obedientia Civi meritum ducitur, quia eo ipso dignus judicatur, qui Civitatis commodis gaudeat. Deinde in statu naturali nemo ex communi consensu alicujus rei est Dominus, nec in Naturâ aliquid datur, quod possit dici hujus hominis esse, & non illius ; sed omnia omnium sunt ; ac proinde in statu naturali nulla potest concipi voluntas unicuique suum tribuendi, aut alicui id, quod ejus sit, eripiendi, hoc est, in statu naturali nihil fit, quod justum, aut injustum possit dici ; at quidem in statu civili, ubi ex communi consensu decernitur, quid hujus, quidve illius sit. Ex quibus apparet, justum, & injustum, peccatum, & meritum notiones esse extrinsecas, non autem attributa, quæ Mentis naturam explicent. Sed de his satis." - } - ] - }, - { - "id": "438", - "title": "PROPOSITIO 38", - "text": "_Id, quod Corpus humanum ità disponit, ut pluribus modis possit affici, vel quod idem aptum reddit ad Corpora externa pluribus modis afficiendum, homini est utile ; & eò utilius, quò Corpus ab eo aptius redditur, ut pluribus modis afficiatur, aliaque corpora afficiat, & contrà id noxium est, quod Corpus ad hæc minùs aptum reddit._", - "childs": [ - { - "id": "438d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quò Corpus ad hæc aptius redditur, eò Mens aptior ad percipiendum redditur _(per [Prop. 14](214), p. II)_ ; adeóque id, quod Corpus hâc ratione disponit, aptumque ad hæc reddit, est necessariò bonum, seu utile _(per Prop. [26](426) & [27](427) hujus)_, & eò utilius, quò Corpus ad hæc aptius potest reddere, & contrà _(per eandem [Prop. 14](214), p. II inversam, & Prop. [26](426) & [27](427) hujus)_ noxium, si corpus ad hæc minùs aptum reddat. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "439", - "title": "PROPOSITIO 39", - "text": "_Quæ efficiunt, ut motûs, & quietis ratio, quam Corporis humani partes ad invicem habent, conservetur, bona sunt ; & ea contrà mala, quæ efficiunt, ut Corporis humani partes aliam ad invicem motûs, & quietis habeant rationem._", - "childs": [ - { - "id": "439d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Corpus humanum indiget, ut conservetur, plurimis aliis corporibus _(per [Post. 4](213p4), p. II)_. At id, quòd formam humani Corporis constituit, in hoc consistit, quod ejus Partes motûs suos certâ quâdam ratione sibi invicem communicent _(per [Defin.](213def) ante Lem. 4, quam vide post Prop. 13 p. II)_. Ergo quæ efficiunt, ut motûs, & quietis ratio, quam Corporis humani Partes ad invicem habent, conservetur, eadem humani Corporis formam conservant, & consequenter efficiunt _(per Post. [3](213p3) & [6](213p6), p. II)_, ut Corpus humanum multis modis affici, & ut idem corpora externa multis modis afficere possit ; adeóque _(per [Prop. præced.](438))_ bona sunt. Deinde, quæ efficiunt, ut Corporis humani partes aliam motûs, & quietis rationem obtineant, eadem _(per eandem [Defin.](213def), p. II)_ efficiunt, ut Corpus humanum aliam formam induat, hoc est _(ut per se notum, & in fine [præfationis](4pr), hujus partis monuimus)_, ut Corpus humanum destruatur, & consequenter ut omninò ineptum reddatur, ne possit pluribus modis affici, ac proinde _(per [Prop. præced.](438)))_ mala sunt. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "439sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quantùm hæc Menti obesse, vel prodesse possunt, in Quintâ Parte explicabitur. Sed hîc notandum, quòd Corpus tum mortem obire intelligam, quando ejus partes itâ disponuntur, ut aliam motûs, & quietis rationem ad invicem obtineant. Nam negare non audeo Corpus humanum, retentâ sanguinis circulatione, & aliis, propter quæ Corpus vivere existimatur, posse nihilominùs in aliam naturam à suâ prorsùs diversam mutari. Nam nulla ratio me cogit, ut statuam Corpus non mori, nisi mutetur in cadaver ; quin ipsa experientia aliud suadere videtur. Fit namque aliquando, ut homo tales patiatur mutationes, ut non facilè eundem illum esse dixerim, ut de quodam Hispano Poëtâ narrare audivi, qui morbo correptus fuerat, & quamvis ex eo convaluerit, mansit tamen præteritæ suæ vitæ tam oblitus, ut Fabulas, & Tragoedias, quas fecerat, suas non crediderit esse, & sanè pro infante adulto haberi potuisset, si vernaculæ etiam linguæ fuisset oblitus. Et si hoc incredibile videtur, quid de infantibus dicemus? Quorum naturam homo provectæ ætatis à suâ tam diversam esse credit, ut persuaderi non posset, se unquam infantem fuisse, nisi ex aliis de se conjecturam faceret. Sed ne superstitiosis materiam suppeditem movendi novas quæstiones, malo hæc in medio relinquere." - } - ] - }, - { - "id": "440", - "title": "PROPOSITIO 40", - "text": "_Quæ ad hominum communem Societatem conducunt, sive quæ efficiunt, ut homines concorditer vivant, utilia sunt ; & illa contrà mala, quæ discordiam in Civitatem inducunt._", - "childs": [ - { - "id": "440d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nam quæ efficiunt, ut homines concorditer vivant, simul efficiunt, ut ex ductu rationis vivant _(per [Prop. 35](435) hujus)_, atque adeò _(per Prop. [26](426) & [27](427) hujus)_ bona sunt, & _(per eandem rationem)_ illa contrà mala sunt, quæ discordias concitant. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "441", - "title": "PROPOSITIO 41", - "text": "_Lætitia directè mala non est, sed bona ; Tristitia autem contra directè est mala._", - "childs": [ - { - "id": "441d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Lætitia _(per [Prop. 11](311), p. III cum ejusdem [Schol.](311sc))_ est affectus, quo corporis agendi potentia augetur, vel juvatur ; Tristitia autem contrà est affectus, quo corporis agendi potentia minuitur, vel coërcetur ; adeóque _(per [Prop. 38](438) hujus)_ Lætitia directè bona est, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "442", - "title": "PROPOSITIO 42", - "text": "_Hilaritas excessum habere nequit, sed semper bona est, & contrà Melancholia semper mala._", - "childs": [ - { - "id": "442d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hilaritas _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_ est Lætitia, quæ, quatenus ad Corpus refertur, in hoc consistit, quòd Corporis omnes partes pariter sint affectæ, hoc est _(per [Prop. 11](311), p. III)_, quòd Corporis agendi potentia augetur, vel juvatur, ità ut omnes ejus partes eandem ad invicem motûs, & quietis rationem obtineant ; atque adeò _(per [Prop. 39](439) hujus)_ Hilaritas semper est bona, nec excessum habere potest. At Melancholia _(cujus etiam Defin. vide in eodem [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_ est Tristitia, quæ, quatenus ad Corpus refertur, in hoc consistit, quòd Corporis agendi potentia absolutè minuitur, vel coërcetur ; adeóque _(per [Prop. 38](438) hujus)_ semper est mala. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "443", - "title": "PROPOSITIO 43", - "text": "_Titillatio excessum habere potest, & mala esse ; Dolor autem eatenus potest esse bonus, quatenus Titillatio, seu Lætitia est mala._", - "childs": [ - { - "id": "443d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Titillatio est Lætitia, quæ, quatenus ad Corpus refertur, in hoc consistit, quòd una, vel aliquot ejus partes præ reliquis afficiuntur _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, cujus affectûs potentia tanta esse potest, ut reliquas Corporis actiones superet _(per [Prop. 6](406) hujus)_, eique pertinaciter adhæreat, atque adeò impediat, quominùs Corpus aptum sit, ut plurimis aliis modis afficiatur, adeóque _(per [Prop. 38](438) hujus)_ mala esse potest. Deinde Dolor, qui contrà Tristitia est, in se solo consideratus, non potest esse bonus _(per [Prop. 41](441) hujus)_. Verùm quia ejus vis, & incrementum definitur potentiâ causæ externæ cum nostrâ comparatâ _(per [Prop. 5](405) hujus)_, possumus ergo hujus affectûs infinitos virium concipere gradûs, & modos _(per [Prop. 3](403) hujus)_ ; atque adeò eundem talem concipere, qui Titillationem possit coërcere, ut excessum non habeat, & eatenus _(per primam partem Prop. hujus)_ efficere, ne corpus minùs aptum reddatur, ac proinde eatenus erit bonus. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "444", - "title": "PROPOSITIO 44", - "text": "_Amor, & Cupiditas excessum habere possunt._", - "childs": [ - { - "id": "444d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Amor est Lætitia _(per [Defin. 6](3ad6) Affect.)_, concomitante ideâ causæ externæ : Titillatio igitur _(per [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, concomitante ideâ causæ externæ Amor est ; atque adeò Amor _(per [Prop. præced.](443))_ excessum habere potest. Deinde Cupiditas eò est major, quo affectus, ex quo oritur, major est _(per [Prop. 37](337), p. III)_. Quare ut affectus _(per [Prop. 6](406) hujus)_ reliquas hominis actiones superare potest, sic etiam Cupiditas, quæ ex eodem affectu oritur, reliquas Cupiditates superare, ac proinde eundem excessum habere poterit, quem in præcedenti Propositione Titillationem habere ostendimus. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "444sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hilaritas, quam bonam esse dixi, concipitur faciliùs, quàm observatur. Nam affectûs, quibus quotidie conflictamur, referuntur plerumque ad aliquam Corporis partem, quæ præ reliquis afficitur, ac proinde affectûs ut plurimùm excessum habent, & Mentem in solâ unius objecti contemplatione ità detinent, ut de aliis cogitare nequeat ; & quamvis homines pluribus affectibus obnoxii sint, atque adeò rari reperiantur, qui semper uno, eodemque affectu conflictentur, non desunt tamen, quibus unus, idemque affectus pertinaciter adhæreat. Videmus enim homines aliquando ab uno objecto ità affici, ut quamvis præsens non sit, ipsum tamen coram habere credant, quod quando homini non dormienti accidit, eundem delirare dicimus, vel insanire ; nec minùs insanire creduntur, qui Amore ardent, quique noctes, atque dies solam amasiam, vel meretricem somniant, quia risum movere solent. At cùm avarus de nullâ aliâ re, quàm de lucro, vel de nummis cogitet, & ambitiosus de gloriâ, &c. hi non creduntur delirare, quia molesti solent esse, & Odio digni æstimantur. Sed reverâ Avaritia, Ambitio, Libido, &c. delirii species sunt, quamvis inter morbos non numerentur." - } - ] - }, - { - "id": "445", - "title": "PROPOSITIO 45", - "text": "_Odium nunquam potest esse bonum._", - "childs": [ - { - "id": "445d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hominem, quem odimus, destruere conamur _(per [Prop. 39](339), p. III)_, hoc est (per Prop. 37 hujus), aliquid conamur, quod malum est. Ergo &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "445sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Nota, me hîc, & in seqq. per Odium illud tantùm intelligere, quod est erga homines." - }, - { - "id": "445c1", - "type": "COROLLARIUM 1", - "text": "Invidia, irrisio, contemptus, ira, vindicta & reliqui affectus qui ad odium referuntur vel ex eodem oriuntur, mali sunt, quod etiam ex [Prop. 39](339) partis III & [Prop. 37](437) hujus patet." - }, - { - "id": "445c2", - "type": "COROLLARIUM 2", - "text": "Quicquid ex eo, quòd odio affecti sumus, appetimus, turpe, & in Civitate injustum est. Quod etiam patet ex [Prop. 39](339) p. III & ex Defin. turpis, & injusti, quas vide in Schol. [1](437sc1) [2](437sc2) Prop. 37 hujus." - }, - { - "id": "445c2sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Inter Irrisionem (quam in [Coroll. 1](445c1) malam esse dixi), & risum magnam agnosco differentiam. Nam risus, ut & jocus mera est Lætitia ; adeóque, modo excessum non habeat, per se bonus est _(per [Prop. 41](441) hujus)_. Nihil profectò nisi torva, & tristis superstitio delectari prohibet. Nam quî magis decet famem, & sitim extinguere, quàm melancholiam expellere? Mea hæc est ratio, & sic animum induxi meum. Nullum numen, nec alius, nisi invidus, meâ impotentiâ, & incommodo delectatur, nec nobis lacrimas, singultûs, metum, & alia hujusmodi, quæ animi impotentis sunt signa, virtuti ducit ; sed contrà, quo majori Lætitiâ afficimur, eò ad majorem perfectionem transimus, hoc est, eò nos magis de naturâ divinâ participare necesse est. Rebus itaque uti, & iis, quantùm fieri potest, delectari (non quidem ad nauseam usque, nam hoc delectari non est) viri est sapientis. Viri, inquam, sapientis est, moderato, & suavi cibo, & potu se reficere, & recreare, ut & odoribus, plantarum virentium amænitate, ornatu, musicâ, ludis exercitatoriis, theatris, & aliis hujusmodi, quibus unusquisque absque ullo alterius damno uti potest. Corpus namque humanum ex plurimis diversæ naturæ partibus componitur, quæ continuò novo alimento indigent, & vario, ut totum Corpus ad omnia, quæ ex ipsius naturâ sequi possunt, æquè aptum sit, & consequenter ut Mens etiam æquè apta sit ad plura simul intelligendum. Hoc itaque vivendi institutum & cum nostris principiis, & cum communi praxi optimè convenit ; quare, si quæ alia, hæc vivendi ratio optima est, & omnibus modis commendanda, nec opus est, de his clariùs, neque prolixiùs agere." - } - ] - }, - { - "id": "446", - "title": "PROPOSITIO 46", - "text": "_Qui ex ductu rationis vivit, quantum potest, conatur alterius in ipsum Odium, Iram, Contemptum, &c. Amore contrà, sive Generositate compensare._", - "childs": [ - { - "id": "446d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Omnes Odii affectûs mali sunt _(per [Coroll. 1 Prop. præced.](445c1))_ ; adeóque, qui ex ductu rationis vivit, quantùm potest, conabitur efficere, ne Odii affectibus conflictetur _(per [Prop. 19](419) hujus)_, & consequenter _(per [Prop. 37](437) hujus)_ conabitur, ne etiam alius eosdem patiatur affectûs. At Odium Odio reciproco augetur, & Amore contrà extingui potest _(per [Prop. 43](343), p. III)_, ità ut Odium in Amorem transeat _(per [Prop. 44](344), p. III)_. Ergo qui ex ductu rationis vivit, alterius Odium &c. Amore contrà compensare conabitur, hoc est, Generositate _(cujus Defin. vide in [Schol. ](359sc), p. III)_. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "446sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Qui injurias reciproco Odio vindicare vult, miserè profectò vivit. At qui contrà studet Odium Amore expugnare, ille sanè lætus, & securè pugnat ; æquè facilè pluribus hominibus, ac uni resistit, & fortunæ auxilio quàm minimè indiget. Quos verò vincit, ii læti cedunt, non quidem ex defectu, sed ex incremento virium ; quæ omnia adeò clarè ex solis Amoris, & intellectûs definitionibus sequuntur, ut opus non sit eadem sigillatim demonstrare." - } - ] - }, - { - "id": "447", - "title": "PROPOSITIO 47", - "text": "_Spei, & Metûs affectûs non possunt esse per se boni._", - "childs": [ - { - "id": "447d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Spei, & Metûs affectûs sine Tristitiâ non dantur. Nam Metus est _(per [Defin. 13](3ad13) Affect.)_ Tristitia ; & Spes _(vide Explicat. Defin. [12](3ad12) & [13](3ad13) Affect.)_ non datur sine Metu, ac proinde _(per [Prop. 41](441) hujus)_ hi affectûs non possunt esse per se boni, sed tantùm quatenus Lætitiæ excessum coërcere possunt _(per [Prop. 43](443) hujus)_. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "447sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Huc accedit, quòd hi affectûs cognitionis defectum, & Mentis impotentiam indicant ; & hâc de causâ etiam Securitas, Desperatio, Gaudium, & Conscientiæ morsus animi impotentis sunt signa. Nam, quamvis Securitas, & Gaudium affectûs sint Lætitiæ, Tristitiam tamen eosdem præcessisse supponunt, nempe Spem, & Metum. Quò itaque magis ex ductu rationis vivere conamur, eò magis Spe minùs pendêre, & Metu nosmet liberare, & fortunæ, quantùm possumus, imperare conamur, nostrasque actiones certo rationis consilio dirigere." - } - ] - }, - { - "id": "448", - "title": "PROPOSITIO 48", - "text": "_Affectus Existimationis, & Despectûs semper mali sunt._", - "childs": [ - { - "id": "448d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hi enim affectûs _(per Defin. [21](3ad21) & [22](3ad22) Affect.)_ rationi repugnant ; adeóque _(per Prop. [26](426) & [24](427) hujus)_ mali sunt. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "449", - "title": "PROPOSITIO 49", - "text": "_Existimatio facilè hominem, qui existimatur, superbum reddit._", - "childs": [ - { - "id": "449d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si videmus, aliquem de nobis plùs justo præ amore sentire, facilè gloriabimur _(per [Schol. Prop. 41](341sc), p. III)_, sive Lætitiâ afficiemur _(per [Defin. 30](3ad30) Affect.)_ ; & id boni, quod de nobis prædicari audimus, facilè credemus _(per [Prop. 25](325), p. III)_ ; atque adeò de nobis præ amore nostri plùs justo sentiemus, hoc est _(per [Defin. 28](3ad28) Affect.)_, facilè superbiemus. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "450", - "title": "PROPOSITIO 50", - "text": "_Commiseratio in homine, qui ex ductu rationis vivit, per se mala, & inutilis est._", - "childs": [ - { - "id": "450d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Commiseratio enim _(per [Defin. 18](3ad18) Affect.)_ Tristitia est ; ac proinde _(per [Prop. 41](441) hujus)_ per se mala ; bonum autem, quod ex eâ sequitur, quòd scilicet hominem, cujus nos miseret, à miseriâ liberare conamur _(per [Coroll. 3 Prop. 27](327c3)], p. III)_, ex solo rationis dictamine facere cupimus _(per [Prop. 37](437) hujus)_, nec nisi ex solo rationis dictamine aliquid, quod certò scimus bonum esse, agere possumus _(per [Prop. 27](427) hujus)_ ; atque adeò commiseratio in homine, qui ex ductu rationis vivit, per se mala est, & inutilis. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "450c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, quod homo, qui ex dictamine rationis vivit, conatur, quantùm potest, efficere, ne commiseratione tangatur." - }, - { - "id": "450sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Qui rectè novit omnia ex naturæ divinæ necessitate sequi, & secundùm æternas naturæ leges, & regulas fieri, is sanè nihil reperiet, quod Odio, Risu, aut Contemptu dignum sit, nec cujusquam miserebitur ; sed, quantùm humana fert virtus, conabitur bene agere, ut ajunt, & lætari. Huc accedit, quod is, qui Commiserationis affectu facilè tangitur, & alterius miseriâ, vel lacrimis movetur, sæpe aliquid agit, cujus postea ipsum poenitet ; tam quia ex affectu nihil agimus, quod certò scimus bonum esse, quàm quia facilè falsis lacrimis decipimur. Atque hîc expresse loquor de homine, qui ex ductu rationis vivit. Nam, qui nec ratione, nec commiseratione movetur, ut aliis auxilio sit, is rectè inhumanus appellatur. Nam _(per [Prop. 27](327), p. III)_ homini dissimilis esse videtur." - } - ] - }, - { - "id": "451", - "title": "PROPOSITIO 51", - "text": "_Favor rationi non repugnat ; sed cum eâdem convenire, & ab eâdem oriri potest._", - "childs": [ - { - "id": "451d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Est enim Favor Amor erga illum, qui alteri benefecit _(per [Defin. 19](3ad19) Affect.)_, atque adeò ad Mentem referri potest, quatenus hæc agere dicitur _(per [Prop. 59](359), p. III)_, hoc est _(per [Prop. 3](303), p. III)_, quatenus intelligit, ac proinde cum ratione convenit, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "451a", - "type": "_Aliter_", - "text": "Qui ex ductu rationis vivit, bonum, quod sibi appetit, alteri etiam cupit _(per [Prop. 37](437) hujus)_ ; quare ex eo, quòd ipse aliquem videt alteri benefacere, ipsius benefaciendi conatus juvatur, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, lætabitur, idque _(ex Hypothesi)_ concomitante ideâ illius, qui alteri benefecit, ac proinde _(per [Defin. 19](3ad19) Affect.)_ ei favet. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "451sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Indignatio, prout ipsa à nobis definitur _(vide [Defin. 20](3ad20) Affect.)_, est necessariò mala _(per [Prop. 45](445) hujus)_ ; sed notandum, quòd quando summa potestas desiderio, quo tenetur, tutandæ pacis civem punit ; qui alteri injuriam fecit, eandem civi indignari non dico, quia non Odio percita ad perdendum civem, sed pietate mota eundem punit." - } - ] - }, - { - "id": "452", - "title": "PROPOSITIO 52", - "text": "_Acquiescentia in se ipso ex ratione oriri potest, & ea sola acquiescentia, quæ ex ratione oritur, summa est, quæ potest dari._", - "childs": [ - { - "id": "452d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Acquiescentia in se ipso est Lætitia orta ex eo, quòd homo se ipsum, suamque agendi potentiam contemplatur _(per [Defin. 25](3ad25) Affect.)_. At vera hominis agendi potentia, seu virtus est ipsa ratio _(per [Prop. 3](303), p. III)_, quam homo clarè, & distinctè contemplatur _(per Prop. [40](240) & [43](243), p. II)_. Ergo acquiescentia in se ipso ex ratione oritur. Deinde nihil homo, dum se ipsum contemplatur, clarè & distinctè, sive adæquatè percipit, nisi ea, quæ ex ipsius agendi potentiâ sequuntur _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_, hoc est (per [Prop. 3](303), p. III), quæ ex ipsius intelligendi potentiâ sequuntur ; adeóque ex solâ hâc contemplatione summa, quæ dari potest, acquiescentia oritur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "452sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Est reverâ Acquiescentia in se ipso summum, quod sperare possumus. Nam _(ut [Prop. 25](425) hujus ostendimus)_ nemo suum esse alicujus finis causâ conservare conatur, & quia hæc Acquiescentia magis magisque fovetur, & corroboratur laudibus _(per [Coroll. Prop. 53](353c), p. III)_, & contrà _(per [Coroll. Prop. 55](355c1), p. III)_ vituperio magis magisque turbatur ; ideo gloriâ maximè ducimur, & vitam cum probro vix ferre possumus." - } - ] - }, - { - "id": "453", - "title": "PROPOSITIO 53", - "text": "_Humilitas virtus non est, sive ex ratione non oritur._", - "childs": [ - { - "id": "453d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Humilitas est Tristitia, quæ ex eo oritur, quòd homo suam impotentiam contemplatur _(per [Defin. 26](3ad26) Affect.)_. Quatenus autem homo se ipsum verâ ratione cognoscit, eatenus suam essentiam intelligere supponitur, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, suam potentiam. Quare si homo, dum se ipsum contemplatur, aliquam suam impotentiam percipit, id non ex eo est, quòd se intelligit, sed _(ut [Prop. 55](355), p. III ostendimus)_ ex eo, quòd ipsius agendi potentia coërcetur. Quod si supponamus, hominem suam impotentiam concipere ex eo, quòd aliquid se potentius intelligit, cujus cognitione suam agendi potentiam determinat, tum nihil aliud concipimus, quàm quòd homo se ipsum distinctè intelligit, sive _(per [Prop. 26](426) hujus)_ quòd ipsius agendi potentia juvatur. Quare Humilitas, seu Tristitia, quæ ex eo oritur, quod homo suam impotentiam contemplatur, non ex verâ contemplatione, seu ratione oritur, nec virtus, sed passio est. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "454", - "title": "PROPOSITIO 54", - "text": "_Pœnitentia virtus non est, sive ex ratione non oritur ; sed is, quem facti poenitet, bis miser, seu impotens est._", - "childs": [ - { - "id": "454d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hujus prima pars demonstratur, ut præced. Propositio. Secunda autem ex solâ hujus affectûs Definitione _(vide [Defin. 27](3ad27) Affect.)_ patet. Nam primò pravâ Cupiditate, dein Tristitiâ vinci se patitur." - }, - { - "id": "454sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quia homines rarò ex dictamine rationis vivunt, ideò hi duo affectûs, nempe Humilitas, & Pœnitentia, & præter hos Spes, & Metus plus utilitatis, quàm damni afferunt ; atque adeò, quandoquidem peccandum est, in istam partem potiùs peccandum. Nam, si homines animo impotentes æquè omnes superbirent, nullius rei ipsos puderet, nec ipsi quicquam metuerent, quî vinculis conjungi, constringique possent? terret vulgus, nisi metuat ; quare non mirum, quòd Prophetæ, qui non paucorum, sed communi utilitati consuluerunt, tantopere Humilitatem, Pœnitentiam, & Reverentiam commendaverint. Et reverâ, qui hisce affectibus sunt obnoxii, multò faciliùs, quàm alii, duci possunt, ut tandem ex ductu rationis vivant, hoc est, ut liberi sint, & beatorum vitâ fruantur." - } - ] - }, - { - "id": "455", - "title": "PROPOSITIO 55", - "text": "_Maxima Superbia, vel Abjectio est maxima sui ignorantia._", - "childs": [ - { - "id": "455d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex Defin. [28](3ad28) & [29](3ad29) Affect." - } - ] - }, - { - "id": "456", - "title": "PROPOSITIO 56", - "text": "_Maxima Superbia, vel Abjectio maximam animi impotentiam indicat._", - "childs": [ - { - "id": "456d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Primum virtutis fundamentum est suum esse conservare _(per [Coroll. Prop. 22](422c) hujus)_, idque ex ductu rationis _(per [Prop. 24](424) hujus)_. Qui igitur se ipsum ignorat, omnium virtutum fundamentum, & consequenter omnes virtutes ignorat. Deinde ex virtute agere nihil aliud est, quàm ex ductu rationis agere (per [Prop. 24](424) hujus), & qui ex ductu rationis agit, scire necessariò debet se ex ductu rationis agere (per [Prop. 43](243), p. II) ; qui itaque se ipsum, & consequenter _(ut jam jam ostendimus)_ omnes virtutes maximè ignorat, is minimè ex virtute agit, hoc est _(ut ex [Defin. 8](4d8) hujus patet)_, maximè animo est impotens ; atque adeò _(per [Prop. præced.](455))_ maxima superbia, vel abjectio maximam animi impotentiam indicat. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "456c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc clarissimè sequitur, superbos, & abjectos maximè affectibus esse obnoxios." - }, - { - "id": "456sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Abjectio tamen faciliùs corrigi potest, quàm superbia, quandoquidem hæc Lætitiæ, illa autem Tristitiæ est affectus ; atque adeò _(per [Prop. 18](418) hujus)_ hæc illâ fortior est." - } - ] - }, - { - "id": "457", - "title": "PROPOSITIO 57", - "text": "_Superbus parasitorum, seu adulatorum præsentiam amat, generosorum autem odit._", - "childs": [ - { - "id": "457d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Superbia est Lætitia orta ex eo, quòd homo de se plùs justo sentit _(per Defin. [28](3ad28) & [6](3ad6) Affect.)_, quam opinionem homo superbus, quantùm potest, fovere conabitur _(vide [Schol. Prop. 13](313sc), p. III)_ ; adeóque superbi, parasitorum, vel adulatorum _(horum Definitiones omisi, quia nimis noti sunt)_ præsentiam amabunt, & generosorum, qui de ipsis, ut par est, sentiunt, fugient. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "457sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Nimis longum foret, hîc omnia Superbiæ mala enumerare, quandoquidem omnibus affectibus obnoxii sunt superbi ; sed nullis minùs, quàm affectibus Amoris, & Misericordiæ. Sed hîc minimè tacendum est, quòd ille etiam superbus vocetur, qui de reliquis minùs justo sentit, atque adeò hoc sensu Superbia definienda est, quòd sit Lætitia orta ex falsâ opinione, quòd homo se supra reliquos esse putat. Et Abjectio huic Superbiæ contraria definienda esset Tristitia orta ex falsâ opinione, quòd homo se infra reliquos esse credit. At hoc posito facilè concipimus, superbum necessariò esse invidum _(vide [Schol. Prop. 55](355c1sc), p. III)_, & eos maximè odio habere, qui maximè ob virtutes laudantur, nec facilè eorum Odium Amore, aut beneficio vinci _(vide [Schol. Prop. 41](341sc), p. III)_, & eorum tantummodò præsentiâ delectari, qui animo ejus impotenti morem gerunt, & ex stulto insanum faciunt. \nAbjectio, quamvis Superbiæ sit contraria, est tamen abjectus superbo proximus. Nam, quandoquidem ejus Tristitia ex eo oritur, quòd suam impotentiam ex aliorum potentiâ, seu virtute judicat, levabitur ergo ejus Tristitia, hoc est, lætabitur, si ejus imaginatio in alienis vitiis contemplandis occupetur, unde illud proverbium natum : _solamen miseris socios habuisse malorum_, & contrà eò magis contristabitur, quò se magis infra reliquos esse crediderit ; unde fit, ut nulli magis ad Invidiam sint proni, quàm abjecti ; & ut isti maximè hominum facta observare conentur ad carpendum magis, quàm ad eadem corrigendum, & ut tandem solam Abjectionem laudent, eâque glorientur ; sed ità, ut tamen abjecti videantur. Atque hæc ex hoc affectu tam necessariò sequuntur, quàm ex naturâ trianguli, quòd ejus tres anguli æquales sint duobus rectis ; & jam dixi me hos, & similes affectûs malos vocare, quatenus ad solam humanam utilitatem attendo. Sed naturæ leges communem naturæ ordinem, cujus homo pars est, respiciunt ; quod hîc in transitu monere volui, ne quis putaret me hîc hominum vitia, & absurda facta narrare, non autem rerum naturam, & proprietates demonstrare voluisse. Nam, ut in [Præfatione](3pr) Partis Tertiæ dixi, humanos affectûs, eorumque proprietates perinde considero, ac reliqua naturalia. Et sanè humani affectûs, si non humanam, naturæ saltem potentiam, & artificium non minùs indicant, quàm multa alia, quæ admiramur, quorumque contemplatione delectamur. Sed pergo de affectibus ea notare, quæ hominibus utilitatem adferunt, vel quæ iisdem damnum inferunt." - } - ] - }, - { - "id": "458", - "title": "PROPOSITIO 58", - "text": "_Gloria rationi non repugnat, sed ab eâ oriri potest._", - "childs": [ - { - "id": "458d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex [Defin. 30](3ad30) Affect. & ex definitione Honesti, quam vide in [Schol. 1 Prop. 37](437sc1) hujus." - }, - { - "id": "458sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Vana, quæ dicitur, gloria est acquiescentia in se ipso, quæ solâ vulgi opinione fovetur, eâque cessante, cessat ipsa acquiescentia, hoc est _(per [Schol. Prop. 52](452sc) hujus)_, summum bonum, quod unusquisque amat ; unde fit, ut qui vulgi opinione gloriatur, quotidianâ curâ anxius nitatur, faciat, experiatur, ut famam conservet. Est namque vulgus varius, & inconstans, atque adeò, nisi conservetur fama, citò abolescit ; imò quia omnes vulgi captare applausûs cupiunt, facilè unusquisque alterius famam reprimit, ex quo, quandoquidem de summo, quod æstimatur, bono certatur, ingens libido oritur se invicem quocunque modo opprimendi, & qui tandem victor evadit, gloriatur magis, quòd alteri obfuit, quàm quòd sibi profuit. Est igitur hæc gloria, seu acquiescentia reverâ vana, quia nulla est. \nQuæ de Pudore notanda sunt, colliguntur facilè ex iis, quæ de Misericordiâ, & Pœnitentiâ diximus. Hoc tantùm addo, quòd ut Commiseratio, sic etiam Pudor, quamvis non sit virtus, bonus tamen est, quatenus indicat, homini, qui Pudore suffunditur, cupiditatem inesse honestè vivendi, sicut dolor, qui eatenus bonus dicitur, quatenus indicat, partem læsam nondum esse putrefactam ; quare, quamvis homo, quem facti alicujus pudet, reverâ sit tristis, est tamen perfectior impudenti, qui nullam habet honestè vivendi cupiditatem. \nAtque hæc sunt, quæ de affectibus Lætitiæ, & Tristitiæ notare susceperam. Ad cupiditates quod attinet, hæ sanè bonæ, aut malæ sunt, quatenus ex bonis, aut malis affectibus oriuntur. Sed omnes reverâ, quatenus ex affectibus, qui passiones sunt, in nobis ingenerantur, cæcæ sunt _(ut facilè colligitur ex iis, quæ in [Schol. Prop. 44](444sc) hujus diximus)_, nec ullius usûs essent, si homines facilè duci possent, ut ex solo rationis dictamine viverent, ut jam paucis ostendam. " - } - ] - }, - { - "id": "459", - "title": "PROPOSITIO 59", - "text": "_Ad omnes actiones, ad quas ex affectu, qui passio est, determinamur, possumus absque eo à ratione determinari._", - "childs": [ - { - "id": "459d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex ratione agere nihil aliud est _(per [Prop. 3](303) & [Defin. 2](3ad2), p. III)_, quàm ea agere, quæ ex necessitate nostræ naturæ, in se solâ consideratæ, sequuntur. At Tristitia eatenus mala est, quatenus hanc agendi potentiam minuit, vel coërcet _(per [Prop. 41](441) hujus)_ ; ergo ex hoc affectu ad nullam actionem possumus determinari, quam non possemus agere, si ratione duceremur. Præterea Lætitia eatenus mala est, quatenus impedit, quominùs homo ad agendum sit aptus _(per Prop. [41](441) & [41](441) hujus)_, atque adeò eatenus etiam ad nullam actionem determinari possumus, quam non possemus agere, si ratione duceremur. Denique quatenus Lætitia bona est, eatenus cum ratione convenit (consistit enim in eo, quòd hominis agendi potentia augetur, vel juvatur), nec passio est, nisi quatenus hominis agendi potentia non eò usque augetur, ut se, suasque actiones adæquatè concipiat _(per [Prop. 3](303), p. III cum ejus [Schol.](303sc))_. Quare si homo Lætitiâ affectus ad tantam perfectionem duceretur, ut se, suasque actiones adæquatè conciperet, ad easdem actiones, ad quas jam ex affectibus, qui passiones sunt, determinatur, aptus, imò aptior esset. At omnes affectûs ad Lætitiam, Tristitiam, vel Cupiditatem referuntur _(vide Explicationem quartæ Aff. [Defin.](3ad4))_, & Cupiditas _(per 1 Affect. [Defin.](3ad1))_ nihil aliud est, quàm ipse agendi conatus ; ergo ad omnes actiones, ad quas ex affectu, qui passio est, determinamur, possumus absque eo solâ ratione duci. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "459a", - "type": "_Aliter_", - "text": "Actio quæcunque eatenus dicitur mala, quatenus ex eo oritur, quòd Odio, aut aliquo malo affectu affecti sumus _(vide [Coroll. 1 Prop. 45](445c1) hujus)_. At nulla actio, in se solâ considerata, bona, aut mala est _(ut in [Præfatione](4pr) hujus ostendimus)_ : sed una, eademque actio jam bona, jam mala est ; ergo ad eandem actionem, quæ jam mala est, sive quæ ex aliquo malo affectu oritur, ratione duci possumus _(per [Prop. 19](419) hujus)_. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "459sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Explicantur hæc clariùs exemplo. Nempe verberandi actio, quatenus physicè consideratur, & ad hoc tantùm attendimus, quòd homo brachium tollit, manum claudit, totumque brachium vi deorsum movet, virtus est, quæ ex Corporis humani fabricâ concipitur. Si itaque homo, Irâ, vel Odio commotus, determinatur ad claudendam manum, vel brachium movendum, id, ut in Parte Secundâ ostendimus, fit, quia una, eademque actio potest jungi quibuscunque rerum imaginibus ; atque adeò tam ex iis imaginibus rerum, quas confusè, quàm quas clarè, & distinctè concipimus, ad unam, eandemque actionem determinari possumus. Apparet itaque, quòd omnis Cupiditas, quæ ex affectu, qui passio est, oritur, nullius esset usûs, si homines ratione duci possent. Videamus jam, cur Cupiditas, quæ ex affectu, qui passio est, oritur, cæca à nobis appellatur." - } - ] - }, - { - "id": "460", - "title": "PROPOSITIO 60", - "text": "_Cupiditas, quæ oritur ex Lætitiâ, vel Tristitiâ, quæ ad unam, vel ad aliquot, non autem ad omnes Corporis partes refertur, rationem utilitatis totius hominis non habet._", - "childs": [ - { - "id": "460d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ponatur ex. gr. Corporis pars A vi alicujus causæ externæ ità corroborari, ut reliquis prævaleat _(per [Prop. 6](406)hujus)_, hæc pars vires suas amittere propterea non conabitur, ut reliquæ Corporis partes suo fungantur officio. Deberet enim vim, seu potentiam habere vires suas amittendi, quòd _(per [Prop. 6](406), p. III)_ est absurdum. Conabitur itaque illa pars, & consequenter _(per Prop. [7](307) & [12](312), p. III)_ Mens etiam illum statum conservare ; adeóque Cupiditas, quæ ex tali affectu Lætitiæ oritur, rationem totius non habet. Quòd si contra supponatur pars A coërceri, ut reliquæ prævaleant, eodem modo demonstratur, quòd nec Cupiditas, quæ ex Tristitiâ oritur, rationem totius habeat. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "460sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Cùm itaque Lætitia plerumque _(per [Schol. Prop. 44](444sc) hujus)_ ad unam Corporis partem referatur, cupimus ergo plerumque nostrum esse conservare, nullâ habitâ ratione integræ nostræ valetudinis : ad quod accedit, quòd Cupiditates, quibus maximè tenemur _(per [Coroll. Prop. 9](409c) hujus)_, temporis tantùm præsentis, non autem futuri habent rationem." - } - ] - }, - { - "id": "461", - "title": "PROPOSITIO 61", - "text": "_Cupiditas, quæ ex ratione oritur, excessum habere nequit._", - "childs": [ - { - "id": "461d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Cupiditas _(per [Defin. 1](3ad1) Affect.)_, absolutè considerata, est ipsa hominis essentia, quatenus quocumque modo determinata concipitur ad aliquid agendum ; adeóque Cupiditas, quæ ex ratione oritur, hoc est _(per [Prop. 3](303), p. III)_, quæ in nobis ingeneratur, quatenus agimus, est ipsa hominis essentia, seu natura, quatenus determinata concipitur ad agendum ea, quæ per solam hominis essentiam adæquatè concipiuntur _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_ : si itaque hæc Cupiditas excessum habere posset, posset ergo humana natura, in se solâ considerata, se ipsam excedere, sive plus posset, quàm potest, quod manifesta est contradictio ; ac proinde hæc Cupiditas excessum habere nequit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "462", - "title": "PROPOSITIO 62", - "text": "_Quatenus Mens ex rationis dictamine res concipit, æquè afficitur, sive idea sit rei futuræ, vel præteritæ, sive præsentis._", - "childs": [ - { - "id": "462d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quicquid Mens ducente ratione concipit, id omne sub eâdem æternitatis, seu necessitatis specie concipit _(per [Coroll. 2 Prop. 44](244c2), p. II)_, eademque certitudine afficitur _(per [Prop. 43](243), p. II & ejus [Schol.](243sc))_. Quare, sive idea sit rei futuræ, vel præteritæ, sive præsentis, Mens eâdem necessitate rem concipit, eâdemque certitudine afficitur, &, sive idea sit rei futuræ, vel præteritæ, sive præsentis, erit nihilominùs æquè vera _(per [Prop. 41](241), p. II)_, hoc est _(per [Defin. 4](2d4), p.II)_, habebit nihilominùs semper easdem ideæ adæquatæ proprietates ; atque adeò quatenus Mens ex rationis dictamine res concipit, eodem modo afficitur, sive idea sit rei futuræ, vel præteritæ, sive præsentis. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "462sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Si nos de rerum duratione adæquatam cognitionem habere, earumque existendi tempora ratione determinare possemus, eodem affectu res futuras, ac præsentes contemplaremur, & bonum, quod Mens ut futurum conciperet, perinde, ac præsens, appeteret, & consequenter bonum præsens minus pro majori bono futuro necessariò negligeret, & quod in præsenti bonum esset, sed causa futuri alicujus mali, minimè appeteret, ut mox demonstrabimus. Sed nos de duratione rerum _(per [Prop. 31](231), p. II)_ non nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere possumus, & rerum existendi tempora _(per [Schol. Prop. 44](244sc), p. II)_ solâ imaginatione determinamus, quæ non æquè afficitur imagine rei præsentis, ac futuræ ; unde fit, ut vera boni, & mali cognitio, quam habemus, non nisi abstracta, sive universalis sit, & judicium, quod de rerum ordine, & causarum nexu facimus, ut determinare possimus, quid nobis in præsenti bonum, aut malum sit, sit potius imaginarium, quàm reale ; atque adeò mirum non est, si Cupiditas, quæ ex boni, & mali cognitione, quatenus hæc futurum prospicit, oritur, faciliùs rerum Cupiditate, quæ in præsentiâ suaves sunt, coërceri potest, de quo vide [Propositionem 16](416) hujus Partis." - } - ] - }, - { - "id": "463", - "title": "PROPOSITIO 63", - "text": "_Qui Metu ducitur, & bonum, ut malum vitet, agit, is ratione non ducitur._", - "childs": [ - { - "id": "463d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Omnes affectûs, qui ad Mentem, quatenus agit, hoc est _(per [Prop. 3](303), p. III)_, qui ad rationem referuntur, nulli alii sunt, quàm affectûs Lætitiæ, & Cupiditatis _(per [Prop. 59](359), p. III)_ ; atque adeò _(per [Defin. 13](3ad13) Affect.)_ qui Metu ducitur, & bonum timore mali agit, is ratione non ducitur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "463sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Superstitiosi, qui vitia exprobrare magis, quàm virtutes docere nôrunt, & qui homines non ratione ducere, sed Metu ità continere student, ut malum potiùs fugiant, quàm virtutes ament, nil aliud intendunt, quàm ut reliqui æquè, ac ipsi, fiant miseri, & ideò non mirum, si plerumque molesti, & odiosi sint hominibus." - }, - { - "id": "463c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Cupiditate, quæ ex ratione oritur, bonum directè sequimur, & malum indirectè fugimus." - }, - { - "id": "463cd", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nam Cupiditas, quæ ex ratione oritur, ex solo Lætitiæ affectu, quæ passio non est, oriri potest _(per [Prop. 59](359), p. III)_, hoc est, ex Lætitiâ, quæ excessum habere nequit _(per [Prop. 61](461) hujus)_ ; non autem ex Tristitiâ, ac proinde hæc Cupiditas _(per [Prop. 8](408) hujus)_ ex cognitione boni, non autem mali oritur ; atque adeò ex ductu rationis bonum directè appetimus, & eatenus tantùm malum fugimus. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "463csc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Explicatur hoc Corollarium exemplo ægri, & sani. Comedit æger id, quod aversatur, timore mortis ; sanus autem cibo gaudet, & vitâ sic meliùs fruitur, quàm si mortem timeret, eamque directè vitare cuperet. Sic judex, qui non Odio, aut Irâ, &c., sed solo Amore salutis publicæ reum mortis damnat, solâ ratione ducitur." - } - ] - }, - { - "id": "464", - "title": "PROPOSITIO 64", - "text": "_Cognitio mali cognitio est inadæquata._", - "childs": [ - { - "id": "464d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Cognitio mali _(per [Prop. 8](408) hujus)_ est ipsa Tristitia, quatenus ejusdem sumus conscii. Tristitia autem est transitio ad minorem perfectionem _(per [Defin. 3](3ad3) Affect.)_, quæ propterea per ipsam hominis essentiam intelligi nequit _(per Prop. [6](306) & [7](307))_ ; ac proinde _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_ passio est, quæ _(per [Prop. 3](303), p. III)_ ab ideis inadæquatis pendet, & consequenter _(per [Prop. 29](229), p. II)_ ejus cognitio, nempe mali cognitio, est inadæquata. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "464c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, quòd si Mens humana non, nisi adæquatas, haberet ideas, nullam mali formaret notionem." - } - ] - }, - { - "id": "465", - "title": "PROPOSITIO 65", - "text": "_De duobus bonis majus, & de duobus malis minus ex rationis ductu sequemur._", - "childs": [ - { - "id": "465d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Bonum, quod impedit, quominùs majore bono fruamur, est reverâ malum ; malum enim, & bonum _(ut in [Præfat.](4pr) hujus ostendimus)_ de rebus dicitur, quatenus easdem ad invicem comparamus, & _(per eandem rationem)_ malum minus reverâ bonum est, quare (per [Coroll. Prop. 63](463c) hujus) ex rationis ductu bonum tantùm majus, & malum minus appetemus, seu sequemur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "465c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Malum minus pro majore bono ex rationis ductu sequemur, & bonum minus, quod causa est majoris mali, negligemus. Nam malum, quod hic dicitur minus, reverâ bonum est, & bonum contrà malum, quare _(per [Coroll. Prop. 63](463c) hujus)_ illud appetemus, & hoc negligemus. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "466", - "title": "PROPOSITIO 66", - "text": "_Bonum majus futurum præ minore præsenti, & malum præsens minus præ majori futuro ex rationis ductu appetemus._", - "childs": [ - { - "id": "466d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si Mens rei futuræ adæquatam posset habere cognitionem, eodem affectu erga rem futuram, ac erga præsentem afficeretur _(per [Prop. 62](462) hujus)_ ; quare quatenus ad ipsam rationem attendimus, ut in hâc Propositione nos facere supponimus, res eadem est, sive majus bonum, vel malum futurum, sive præsens supponatur ; ac proinde _(per [Prop. 65](465) hujus)_ bonum futurum majus præ minore præsenti &c. appetemus. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "466c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Malum præsens minus, quod est causa majoris futuri boni, ex rationis ductu appetemus, & bonum præsens minus, quod causa est majoris futuri mali, negligemus. Hoc Coroll. se habet ad [præced. Prop.](466) ut [Coroll. Prop. 65](465c) ad ipsam [Prop. 65](465)." - }, - { - "id": "466sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Si igitur hæc cum iis conferantur, quæ in hâc Parte usque ad [Propositionem 18](418) de affectuum viribus ostendimus, facilè videbimus, quid homo, qui solo affectu, seu opinione, homini, qui ratione ducitur, intersit. Ille enim, velit nolit, ea, quæ maximè ignorat, agit ; hic autem nemini, nisi sibi, morem gerit, & ea tantùm agit, quæ in vitâ prima esse novit, quæque propterea maximè cupit, & ideò illum servum, hunc autem liberum voco, de cujus ingenio, & vivendi ratione pauca adhuc notare libet." - } - ] - }, - { - "id": "467", - "title": "PROPOSITIO 67", - "text": "_Homo liber de nullâ re minùs, quàm de morte cogitat, & ejus sapientia non mortis, sed vitæ meditatio est._", - "childs": [ - { - "id": "467d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Homo liber, hoc est, qui ex solo rationis dictamine vivit, mortis Metu non ducitur _(per [Prop. 63](463) hujus)_ ; sed bonum directè cupit _(per [Coroll.](463c) ejusdem Prop.)_, hoc est _(per [Prop. 24](424) hujus)_, agere, vivere, suum esse conservare ex fundamento proprium utile quærendi ; atque adeò nihil minùs, quàm de morte cogitat ; sed ejus sapientia vitæ est meditatio. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "468", - "title": "PROPOSITIO 68", - "text": "_Si homines liberi nascerentur, nullum boni, & mali formarent conceptum, quamdiu liberi essent._", - "childs": [ - { - "id": "468d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Illum liberum esse dixi, qui solâ ducitur ratione ; qui itaque liber nascitur, & liber manet, non nisi adæquatas ideas habet, ac proinde mali conceptum habet nullum _(per [Coroll. Prop. 64](464c) hujus)_, & consequenter (nam bonum, & malum correlata sunt) neque boni. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "468sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hujus Propositionis Hypothesin falsam esse, nec posse concipi, nisi quatenus ad solam naturam humanam, seu potiùs ad Deum attendimus, non quatenus infinitus, sed quatenus tantummodò causa est, cur homo existat, patet ex [Propositione 4](404) hujus Partis. Atque hoc, & alia, quæ jam demonstravimus, videntur à Mose significari in illâ primi hominis historiâ. In eâ enim nulla alia Dei potentia concipitur, quàm illa, quâ hominem creavit, hoc est, potentia, quâ hominis solummodò utilitati consuluit, atque eatenus narratur, quòd Deus homini libero prohibuerit, ne de arbore cognitionis boni, & mali comederet, & quòd, simulac de eâ comederet, statim mortem metueret potiùs, quàm vivere cuperet. Deinde, quòd inventâ ab homine uxore, quæ cum suâ naturâ prorsùs conveniebat, cognovit nihil posse in naturâ dari, quod ipsi posset illâ esse utilius ; sed quòd, postquam bruta sibi similia esse credidit, statim eorum affectûs imitari inceperit _(vide [Prop. 27](327), p. III)_, & libertatem suam amittere, quam Patriarchæ postea recuperaverunt, ducti Spiritu Christi, hoc est, Dei ideâ, à quâ solâ pendet, ut homo liber sit, & ut bonum, quod sibi cupit, reliquis hominibus cupiat, ut suprà _(per [Prop. 37](437) hujus)_ demonstravimus." - } - ] - }, - { - "id": "469", - "title": "PROPOSITIO 69", - "text": "_Hominis liberi virtus æquè magna cernitur in declinandis, quàm in superandis periculis._", - "childs": [ - { - "id": "469d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectus coërceri, nec tolli potest, nisi affectu contrario, & fortiore affectu coërcendo _(per [Prop. 7](407) hujus)_. At cæca Audacia & Metus affectûs sunt, qui æquè magni possunt concipi _(per Prop. [5](405) & [3](403) hujus)_. Ergo æquè magna animi virtus, seu fortitudo _(hujus Definitionem vide in [Schol. Prop. 59](359sc), p. III)_ requiritur ad Audaciam, quàm ad Metum coërcendum, hoc est _(per Defin. [40](3ad40) & [41](3ad41) Affect.)_, homo liber eâdem animi virtute pericula declinat, quâ eadem superare tentat. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "469c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Homini igitur libero æquè magnæ Animositati fuga in tempore, ac pugna ducitur : sive homo liber eâdem Animositate, seu animi præsentiâ, quâ certamen, fugam eligit." - }, - { - "id": "469sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quid Animositas sit, vel quid per ipsam intelligam, in [Scholio Prop. 59](359sc) p. III explicui. Per periculum autem id omne intelligo, quod potest esse causa alicujus mali, nempe Tristitiæ, Odii, Discordiæ, &c." - } - ] - }, - { - "id": "470", - "title": "PROPOSITIO 70", - "text": "_Homo liber, qui inter ignaros vivit, eorum, quantum potest, beneficia declinare studet._", - "childs": [ - { - "id": "470d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Unusquisque ex suo ingenio judicat, quid bonum sit _(vide [Schol. Prop. 39](339sc) p. III)_ ; ignarus igitur, qui in aliquem beneficium contulit, id ex suo ingenio æstimabit, & si minoris ab eo, cui datum est, æstimari videt, contristabitur _(per [Prop. 42](342), p. III)_. At homo liber reliquos homines amicitiâ sibi jungere _(per [Prop. 37](437) hujus)_, nec paria hominibus beneficia ex eorum affectu referre, sed se, & reliquos libero rationis judicio ducere, & ea tantùm agere studet, quæ ipse prima esse novit : ergo homo liber, ne ignaris odio sit, & ne eorum appetitui, sed soli rationi obsequatur, eorum beneficia, quantum potest, declinare conabitur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "470sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Dico _quantum potest_. Nam quamvis homines ignari sint, sunt tamen homines, qui in necessitatibus humanum auxilium, quo nullum præstabilius est, adferre queunt ; atque adeò sæpe fit, ut necesse sit ab iisdem beneficium accipere, & consequenter iisdem contrà ex eorum ingenio congratulari ; ad quòd accedit, quod etiam in declinandis beneficiis cautio esse debet, ne videamur eosdem contemnere, vel præ Avaritiâ remunerationem timere, atque ità dum eorum Odium fugimus, eo ipso in eorum offensionem incurramus. Quare in declinandis beneficiis ratio utilis, & honesti habenda est." - } - ] - }, - { - "id": "471", - "title": "PROPOSITIO 71", - "text": "_Soli homines liberi erga invicem gratissimi sunt._", - "childs": [ - { - "id": "471d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Soli homines liberi sibi invicem utilissimi sunt, & maximâ amicitiæ necessitudine invicem junguntur _(per [Prop. 35](435) hujus, & ejus [Coroll. 1](435c1))_, parique amoris studio sibi invicem benefacere conantur _(per [Prop. 37](437) hujus)_ ; adeóque _(per Affect. [Defin. 34](3ad34))_ soli homines liberi erga se invicem gratissimi sunt. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "471sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Gratia, quam homines, qui cæcâ Cupiditate ducuntur, invicem habent, mercatura, seu aucupium potiùs, quàm gratia plerumque est. Porrò ingratitudo affectus non est. Est tamen ingratitudo turpis, quia plerumque hominem nimio Odio, Irâ, vel Superbiâ, vel Avaritiâ &c. affectum esse indicat. Nam qui præ stultitiâ dona compensare nescit, ingratus non est, & multò minùs ille, qui donis non movetur meretricis, ut ipsius libidini inserviat, nec furis, ut ipsius furta celet, vel alterius similis. Nam hic contrà animum habere constantem ostendit, qui scilicet se nullis donis ad suam, vel communem perniciem patitur corrumpi." - } - ] - }, - { - "id": "472", - "title": "PROPOSITIO 72", - "text": "_Homo liber nunquam dolo malo, sed semper cum fide agit._", - "childs": [ - { - "id": "472d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si liber homo quicquam dolo malo, quatenus liber est, ageret, id ex dictamine rationis ageret (nam eatenus tantùm liber à nobis appellatur) : atque adeò dolo malo agere virtus esset _(per [Prop. 24](424) hujus)_, & consequenter _(per eandem [Prop.](424))_ unicuique ad suum esse conservandum consultius esset, dolo malo agere, hoc est _(ut per se notum)_, hominibus consultius esset verbis solummodò convenire, re autem invicem esse contrarios, quod _(per [Coroll. Prop. 31](431c) hujus)_ est absurdum. Ergo homo liber &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "472sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Si jam quæratur, quid si homo se perfidiâ à præsenti mortis periculo posset liberare, an non ratio suum esse conservandi omninò suadet, ut perfidus sit? Respondebitur eodem modo, quòd si ratio id suadeat, suadet ergo id omnibus hominibus, atque adeò ratio omninò suadet hominibus, ne nisi dolo malo paciscantur, vires conjungere, & jura habere communia, hoc est, ne reverâ jura habeant communia, quod est absurdum." - } - ] - }, - { - "id": "473", - "title": "PROPOSITIO 73", - "text": "_Homo qui ratione ducitur, magis in civitate, ubi ex communi decreto vivit, quàm in solitudine, ubi sibi soli obtemperat, liber est._", - "childs": [ - { - "id": "473d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Homo, qui ratione ducitur, non ducitur Metu ad obtemperandum _(per [Prop. 63](463) hujus)_ ; sed quatenus suum esse ex rationis dictamine conservare conatur, hoc est _(per [Schol. Prop. 66](466sc) hujus)_, quatenus liberè vivere conatur, communis vitæ, & utilitatis rationem tenere _(per [Prop. 37](437) hujus)_, & consequenter _(ut in [Schol. 2 Prop. 37](437sc2) hujus ostendimus)_ ex communi civitatis decreto vivere cupit. Cupit ergo homo, qui ratione ducitur, ut liberiùs vivat, communia civitatis jura tenere. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "473sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc, & similia, quæ de verâ hominis libertate ostendimus, ad Fortitudinem, hoc est _(per [Schol. Prop. 59](359sc), p. III)_ ad Animositatem, & Generositatem referuntur. Nec operæ pretium duco, omnes Fortitudinis proprietates hîc seperatim demonstrare, & multò minùs, quòd vir fortis neminem odio habeat, nemini irascatur, invideat, indignetur, neminem despiciat, minimeque superbiat. Nam hæc, & omnia, quæ ad veram vitam, & Religionem spectant, facilè ex Propositione [37](437) & [46](446) hujus Partis convincuntur ; nempe quòd Odium Amore contrà vincendum sit, & quòd unusquisque, qui ratione ducitur, bonum, quod sibi appetit, reliquis etiam ut sit, cupiat. Ad quod accedit id, quod in [Scholio Propositionis 50](450sc) hujus Partis, & aliis in locis notavimus, quòd scilicet vir fortis hoc apprimè consideret, nempe quòd omnia ex necessitate divinæ naturæ sequantur, ac proinde quicquid molestum, & malum esse cogitat, & quicquid præterea impium, horrendum, injustum, & turpe videtur, ex eo oritur, quòd res ipsas perturbatè, mutilatè, & confusè concipit ; & hâc de causâ apprimè conatur res, ut in se sunt, concipere, & vexæ cognitionis impedimenta amovere, ut sunt Odium, Ira, Invidia, Irrisio, Superbia, & reliqua hujusmodi, quæ in præcedentibus notavimus ; atque adeò, quantùm potest, conatur, uti diximus, benè agere, & lætari. Quòusque autem humana virtus ad hæc consequenda se extendat, & quid possit, in sequenti Parte demonstrabo." - } - ] - }, - { - "id": "4ap", - "title": "APPENDIX", - "text": "_Quæ in hâc Parte de rectâ vivendi ratione tradidi, non sunt ità disposita, ut uno aspectu videri possint ; sed dispersè à me demonstrata sunt, prout scilicet unum ex alio faciliùs deducere potuerim. Eadem igitur hîc recolligere, & ad summa capita redigere proposui._", - "childs": [ - { - "id": "4c1", - "type": "CAPUT 1", - "text": "Omnes nostri conatûs, seu Cupiditates ex necessitate nostræ naturæ ità sequuntur, ut vel per ipsam solam, tanquam per proximam suam causam, possint intelligi, vel quatenus naturæ sumus pars, quæ per se absque aliis individuis non potest adæquatè concipi." - }, - { - "id": "4c2", - "type": "CAPUT 2", - "text": "Cupiditates, quæ ex nostrâ naturâ ita sequuntur, ut per ipsam solam possit intelligi, sunt illæ, quæ ad Mentem referuntur, quatenus hæc ideis adæquatis constare concipitur ; reliquæ verò Cupiditates ad Mentem non referuntur, nisi quatenus res inadæquatè concipit, & quarum vis, & incrementum non humanâ, sed rerum, quæ extra nos sunt, potentiâ definiri debet ; & ideò illæ rectè actiones, hæ autem passiones vocantur ; illæ namque nostram potentiam semper indicant, & hæ contra nostram impotentiam, & mutilatam cognitionem." - }, - { - "id": "4c3", - "type": "CAPUT 3", - "text": "Nostræ actiones, hoc est, Cupiditates illæ, quæ hominis potentiâ, seu ratione definiuntur, semper bonæ sunt, reliquæ autem tam bonæ, quàm malæ possunt esse." - }, - { - "id": "4c4", - "type": "CAPUT 4", - "text": "In vitâ itaque apprimè utile est, intellectum, seu rationem, quantùm possumus, perficere, & in hoc uno summa hominis felicitas, seu beatitudo consistit ; quippe beatitudo nihil aliud est, quàm ipsa animi acquiescentia, quæ ex Dei intuitivâ cognitione oritur : at intellectum perficere nihil etiam aliud est, quàm Deum, Deique attributa, & actiones, quæ ex ipsius naturæ necessitate consequuntur, intelligere. Quare hominis, qui ratione ducitur, finis ultimus, hoc est, summa Cupiditas, quâ reliquas omnes moderari studet, est illa, quâ fertur ad se, resque omnes, quæ sub ipsius intelligentiam cadere possunt, adæquatè concipiendum." - }, - { - "id": "4c5", - "type": "CAPUT 5", - "text": "Nulla igitur vita rationalis est sine intelligentiâ, & res eatenus tantùm bonæ sunt, quatenus hominem juvant, ut Mentis vitâ fruatur, quæ intelligentiâ definitur. Quæ autem contrà impediunt, quominùs homo rationem perficere, & rationali vitâ frui possit, eas solummodò malas esse dicimus." - }, - { - "id": "4c6", - "type": "CAPUT 6", - "text": "Sed quia omnia illa, quorum homo efficiens est causa, necessariò bona sunt, nihil ergo mali homini evenire potest, nisi à causis externis ; nempe quatenus pars est totius naturæ, cujus legibus humana natura obtemperare, & cui infinitis modis penè sese accommodare cogitur." - }, - { - "id": "4c7", - "type": "CAPUT 7", - "text": "Nec fieri potest, ut homo non sit naturæ pars, & communem ejus ordinem non sequatur ; sed si inter talia individua versetur, quæ cum ipsius hominis naturâ conveniunt, eo ipso hominis agendi potentia juvabitur, & fovebitur. At si contrà inter talia sit, quæ cum ipsius naturâ minimè conveniunt, vix absque magnâ ipsius mutatione iisdem sese accommodare poterit." - }, - { - "id": "4c8", - "type": "CAPUT 8", - "text": "Quicquid in rerum naturâ datur, quod judicamus malum esse, sive posse impedire, quominùs existere, & vitâ rationali frui queamus, id à nobis removere eâ viâ, quæ securior videtur, licet, & quicquid contrà datur, quod judicamus bonum, sive utile esse ad nostrum esse conservandum, & vitâ rationali fruendum, id ad nostrum usum capere, & eo quocumque modo uti nobis licet ; & absolutè id unicuique summo naturæ jure facere licet, quod ad ipsius utilitatem conferre judicat." - }, - { - "id": "4c9", - "type": "CAPUT 9", - "text": "Nihil magis cum naturâ alicujus rei convenire potest, quàm reliqua ejusdem speciei individua ; adeóque _(per [Caput 7](4c7))_ nihil homini ad suum esse conservandum, & vitâ rationali fruendum utilius datur, quàm homo, qui ratione ducitur. Deinde quin inter res singulares nihil novimus, quòd homine, qui ratione ducitur, sit præstantius, nullâ ergo re magis potest unusquisque ostendere, quantùm arte, & ingenio valeat, quàm in horninibus ità educandis, ut tandem ex proprio rationis imperio vivant." - }, - { - "id": "4c10", - "type": "CAPUT 10", - "text": "Quatenus homines Invidiâ, aut aliquo Odii affectu in se invicem feruntur, eatenus invicem contrarii sunt, & consequenter eò magis tirnendi, quò plùs possunt, quàm reliqua naturæ individua." - }, - { - "id": "4c11", - "type": "CAPUT 11", - "text": "Animi tamen non armis, sed Amore, & Generositate vincuntur." - }, - { - "id": "4c12", - "type": "CAPUT 12", - "text": "Hominibus apprimè utile est, consuetudines jungere, seseque iis vinculis astringere, quibus aptiùs de se omnibus unum efficiant, & absolutè ea agere, quæ firmandis amicitiis inserviunt." - }, - { - "id": "4c13", - "type": "CAPUT 13", - "text": "Sed ad hæc ars, & vigilantia requiritur. Sunt enim homines varii (nam rari sunt, qui ex rationis præscripto vivunt), & tamen plerumque invidi, & magis ad vindictam, quàm ad Misericordiam proclives. Unumquemque igitur ex ipsius ingenio ferre, & sese continere, ne eorum affectûs imitetur, singularis animi potentiæ opus est. At qui contrà homines carpere, & vitia potiùs exprobrare, quàm virtutes docere, & hominum animos non firmare, sed frangere nôrunt, ii & sibi, & reliquis molesti sunt ; unde multi præ nimiâ scilicet animi impatientiâ, falsoque religionis studio, inter bruta potiùs, quàm inter homines vivere maluerunt ; ut pueri, vel adolescentes, qui parentum jurgia æquo animo ferre nequeunt, militatum confugiunt, & incommoda belli, & imperium tyrannidis præ domesticis commodis, & paternis admonitionibus eligunt, & quidvis oneris sibi imponi patiuntur, dummodò parentes ulciscantur." - }, - { - "id": "4c14", - "type": "CAPUT 14", - "text": "Quamvis igitur homines omnia plerumque ex suâ libidine moderentur, ex eorum tamen communi societate multò plura commoda, quàm damna sequuntur. Quare satiùs est eorum injurias æquo animo ferre, & studium iis adhibere, quæ concordiæ, & amicitiæ conciliandæ inserviunt." - }, - { - "id": "4c15", - "type": "CAPUT 15", - "text": "Quæ concordiam gignunt, sunt illa, quæ ad justitiam, æquitatem, & honestatem referuntur. Nam homines præter id, quod injustum, & iniquum est, etiam ægrè ferunt, quod turpe habetur, sive quod aliquis receptos civitatis mores aspernatur. Amori autem concilitando illa apprimè necessaria sunt, quæ ad Religionem, & Pietatem spectant. De quibus vide Schol. [1](437sc1) & [2](437sc2) Prop. 37 & [Schol. Prop. 46](446sc) & [Schol. Prop. 73](473sc) p. IV." - }, - { - "id": "4c16", - "type": "CAPUT 16", - "text": "Solet præterea concordia ex Metu plerumque gigni, sed sine fide. Adde, quòd Metus ex animi impotentiâ oritur, & propterea ad rationis usum non pertinet ; ut nec Commiseratio, quamvis Pietatis speciem præ se ferre videatur." - }, - { - "id": "4c17", - "type": "CAPUT 17", - "text": "Vincuntur præterea homines etiam largitate, præcipuè ii, qui non habent, unde comparare possint illa, quæ ad vitam sustentandam necessaria sunt. Attamen unicuique indigenti auxilium ferre, vires & utilitatem viri privati longè superat. Divitiæ namque viri privati longè impares sunt ad id suppeditandum. Unius præterea viri facultas limitatior est, quàm ut omnes sibi possit amicitiâ jungere ; quare pauperum cura integræ societati incumbit, & ad communem tantùm utilitatem spectat." - }, - { - "id": "4c18", - "type": "CAPUT 18", - "text": "In beneficiis accipiendis, & gratiâ referendâ alia prorsùs debet esse cura, de quâ vide [Schol. Prop. 70](470sc) & [Schol. Prop. 71](471sc) p. IV." - }, - { - "id": "4c19", - "type": "CAPUT 19", - "text": "Amor præterea meretricius, hoc est, generandi libido, quæ ex formâ oritur, & absolutè omnis Amor, qui aliam causam præter animi libertatem agnoscit, facilè in Odium transit, nisi, quod pejus est, species delirii sit, atque tum magis discordiâ, quam concordiâ fovetur. Vide [Schol. Prop. 31](331sc) p. III." - }, - { - "id": "4c20", - "type": "CAPUT 20", - "text": "Ad matrimonium quod attinet, certum est, ipsum cum ratione convenire, si Cupiditas miscendi corpora non ex solâ formâ, sed etiam ex Amore liberos procreandi, & sapienter educandi, ingeneretur ; & præterea, si utriusque, viri scilicet & fœminæ, Amor, non solam formam, sed animi præcipuè libertatem pro causâ habeat." - }, - { - "id": "4c21", - "type": "CAPUT 21", - "text": "Gignit præterea adulatio concordiam, sed foedo servitutis crimine, vel perfidiâ ; nulli quippe magis adulatione capiuntur, quàm superbi, qui primi esse volunt, nec sunt." - }, - { - "id": "4c22", - "type": "CAPUT 22", - "text": "Abjectioni falsa pietatis, & religionis species inest. Et quamvis Abjectio Superbiæ sit contraria, est tamen abjectus superbo proximus. Vide [Schol. Prop. 57](457sc) p. IV." - }, - { - "id": "4c23", - "type": "CAPUT 23", - "text": "Confert præterea concordiæ Pudor in iis tantùm, quæ celari non possunt. Deinde, quia ipse Pudor species est Tristitiæ, ad rationis usum non spectat." - }, - { - "id": "4c24", - "type": "CAPUT 24", - "text": "Cæteri Tristitiæ erga homines affectûs directè justitiæ, æquitati, honestati, pietati, & religioni opponuntur, &, quamvis Indignatio æquitatis speciem præ se ferre videatur, ibi tamen sine lege vivitur, ubi unicuique de factis alterius judicium ferre, & suum, vel alterius jus vindicare licet." - }, - { - "id": "4c25", - "type": "CAPUT 25", - "text": "Modestia, hoc est, Cupiditas hominibus placendi, quæ ex ratione determinatur, ad Pietatem (ut in [Schol. 1 Prop. 37](437sc1) p. IV diximus) refertur. Sed, si ex affectu oriatur, Ambitio est, sive Cupiditas, quâ homines falsâ Pietatis imagine plerumque discordias, & seditiones concitant. Nam qui reliquos consilio, aut re juvare cupit, ut simul summo fruantur bono, is apprimè studebit, eorum sibi Amorem conciliare ; non autem eos in admirationem traducere, ut disciplina ex ipso habeat vocabulum, nec ullas absolutè Invidiæ causas dare. In communibus deinde colloquiis cavebit hominum vitia referre, & de humanâ impotentiâ non nisi parcè loqui curabit : at largiter de humanâ virtute, seu potentiâ, & quâ viâ possit perfici, ut sic homines, non ex Metu, aut aversione, sed solo Lætitiæ affectu moti, ex rationis præscripto, quantùm in se est, conentur vivere." - }, - { - "id": "4c26", - "type": "CAPUT 26", - "text": "Præter homines nihil singulare in naturâ novimus, cujus Mente gaudere, & quod nobis amicitiâ, aut aliquo consuetudinis genere jungere possumus ; adeóque quicquid in rerum naturâ extra homines datur, id nostræ utilitatis ratio conservare non postulat ; sed pro ejus vario usu conservare, destruere, vel quocunque modo ad nostrum usum adaptare nos docet." - }, - { - "id": "4c27", - "type": "CAPUT 27", - "text": "Utilitas, quam ex rebus, quæ extra nos sunt, capimus, est præter experientiam, & cognitionem, quam acquirimus ex eo, quòd easdem observamus, & ex his formis in alias mutamus, præcipua corporis conservatio ; & hâc ratione res illæ imprimis utiles sunt, quæ Corpus ità alere, & nutrire possunt, ut ejus omnes partes officio suo rectè fungi queant. Nam quò Corpus aptius est, ut pluribus modis possit affici, & corpora externa pluribus modis afficere, eò Mens ad cogitandum est aptior (vide Prop. [38](438) & [39](439) p. IV). At hujus notæ perpauca in naturâ esse videntur, quare ad Corpus, ut requiritur, nutriendum necesse est multis naturæ diversæ alimentis uti. Quippe humanum Corpus ex plurimis diversæ naturæ partibus componitur, quæ continuo alimento indigent, & vario, ut totum Corpus ad omnia, quæ ex ipsius naturâ sequi possunt, æquè aptum sic, & consequenter ut Mens etiam æquè apta sit ad plura concipiendum." - }, - { - "id": "4c28", - "type": "CAPUT 28", - "text": "Ad hæc autem comparandum vix uniuscujusque vires sufficerent, nisi homines operas mutuas traderent. Verum omnium rerum compendium pecunia attulit, unde factum, ut ejus imago Mentem vulgi maximè occupare soleat ; quia vix ullam Lætitiæ speciem imaginari possunt, nisi concomitante nummorum ideâ, tanquam causâ." - }, - { - "id": "4c29", - "type": "CAPUT 29", - "text": "Sed hoc vitium eorum tantùm est, qui non ex indigentiâ, nec propter necessitates nummos quærunt ; sed quia lucri artes didicerunt, quibus se magnificè efferunt. Cæterum corpus ex consuetudine pascunt ; sed parcè, quia tantum de suis bonis se perdere credunt, quantum sui Corporis conservationi impendunt. At qui verum nummorum usum nôrunt, & divitiarum modum ex solâ indigentiâ moderantur, paucis contenti vivunt." - }, - { - "id": "4c30", - "type": "CAPUT 30", - "text": "Cùm igitur res illæ sint bonæ, quæ Corporis partes juvant, ut suo officio fungantur, & Lætitia in eo consistat, quòd hominis potentia, quatenus Mente & Corpore constat, juvatur, vel augetur, sunt ergo illa omnia, quæ Lætitiam afferunt, bona. Attamen, quoniam contrà non eum in finem res agunt, ut nos Lætitiâ afficiant, nec earum agendi potentia, ex nostrâ utilitate temperatur, & denique, quoniam Lætitia plerumque ad unam Corporis partem potissimùm refertur, habent ergo plerumque Lætitiæ affectûs (nisi ratio, & vigilantia adsit), & consequenter Cupiditates etiam, quæ ex iisdem generantur, excessum ; ad quod accedit, quòd ex affectu id primum habeamus, quod in præsentiâ suave est, nec futura æquali animi affectu æstimare possumus. Vide [Schol. Prop. 44](444sc) & [Schol. Prop. 60](460sc) p. IV." - }, - { - "id": "4c31", - "type": "CAPUT 31", - "text": "At superstitio id contrà videtur statuere bonum esse, quod Tristitiam, & id contrà malum, quod Lætitiam affert. Sed, ut jam diximus _(vide [Schol. Prop. 45](445sc) p. IV)_, nemo, nisi invidus, meâ impotentiâ, & incommodo delectatur. Nam quò majori Lætitiâ afficimur, eò ad majorem perfectionem transimus ; & consequenter eò magis de naturâ divinâ participamus, nec Lætitia unquam mala esse potest, quam nostræ utilitatis vera ratio moderatur. At qui contrà Metu ducitur, & bonum, ut malum vitet, agit, is ratione non ducitur." - }, - { - "id": "4c32", - "type": "CAPUT 32", - "text": "Sed humana potentia admodùm limitata est, & à potentiâ causarum externarum infinitè superatur ; atque adeò potestatem absolutam non habemus, res, quæ extra nos sunt, ad nostrum usum aptandi. Attamen ea, quæ nobis eveniunt contra id, quod nostræ utilitatis ratio postulat, æquo animo feremus, si conscii simus nos functos nostro officio fuisse, & potentiam, quam habemus, non potuisse se eò usque extendere, ut eadem vitare possemus, nosque partem totius naturæ esse, cujus ordinem sequimur. Quod si clarè, & distinctè intelligamus, pars illa nostri, quæ intelligentiâ definitur, hoc est, pars melior nostri in eo planè acquiescet, & in eâ acquiescentiâ perseverare conabitur. Nam, quatenus intelligimus, nihil appetere, nisi id, quod necessarium est, nec absolutè, nisi in veris acquiescere possumus ; adeóque quatenus hæc rectè intelligimus, eatenus conatus melioris partis nostri cum ordine totius naturæ convenit. \n_Finis Quartae Partis._" - } - ] - } - ] - }, - { - "index": 5, - "id": "p5", - "title": "_Pars Quinta_, DE Potentiâ Intellectûs, _seu de_ Libertate Humanâ.", - "enonces": [ - { - "id": "5pr", - "title": "PRÆEFATIO", - "text": "_Transeo tandem ad alteram Ethices Partem, quæ est de modo, sive viâ, quæ ad Libertatem ducit. In hâc ergo de potentiâ rationis agam, ostendens, quid ipsa ratio in affectûs possit, & deinde, quid Mentis Libertas seu beatitudo sit, ex quibus videbimus, quantum sapiens potior sit ignaro. Quomodò autem, & quâ viâ debeat intellectus perfici, & quâ deinde arte Corpus sit curandum, ut possit suo officio rectè fungi, huc non pertinet ; hoc enim ad Medicinam, illud autem ad Logicam spectat. Hic igitur, ut dixi, de solâ Mentis, seu rationis potentiâ agam, & ante omnia, quantum, & quale imperium in affectûs habeat, ad eosdem coërcendum, & moderandum, ostendam. Nam nos in ipsos imperium absolutum non habere, jam suprà demonstravimus. Stoici tamen putârunt, eosdem à nostra voluntate absolutè pendêre, nosque iis absolutè imperare posse. Attamen ab experientiâ reclamante, non verò ex suis principiis coacti sunt fateri, usum, & studium non parvum requiri ad eosdem corcendum, & moderandum ; quod quidam exemplo duorum canum (si rectè memini), unius scilicet domestici, alterius venatici, conatus est ostendere ; nempe quia usu efficere tandem potuit, ut domesticus venari, venaticus contrà à leporibus sectandis abstinere assuesceret. Huic opinioni non parùm favet Cartesius. Nam statuit Animam, seu Mentem unitam præcipuè esse cuidam parti cerebri, glandulæ scilicet pineali dictæ, cujus ope Mens motûs omnes, qui in corpore excitantur, & objecta externa sentit, quamque Mens eo solo, quòd vult, variè movere potest. Hanc glandulam in medio cerebri ità suspensam esse statuit, ut minimo spirituum animalium motu possit moveri. Deinde statuit, quòd hæc glans tot variis modis in medio cerebro suspendatur, quot variis modis spiritûs animales in eandem impingunt, & quòd præterea tot varia vestigia in eâdem imprimantur, quot varia objecta externa ipsos spiritûs animales versùs eandem propellunt, unde fit, ut si glans postea ab Animæ voluntate, illam diversimodè movente, hoc, aut illo modo suspendatur, quo semel fuit suspensa à spiritibus, hoc, aut illo modo agitatis, tum ipsa glans ipsos spiritûs animales eodem modo propellet, & determinabit, ac antea à simili glandulæ suspensione repulsi fuerant. Præterea statuit, unamquamque Mentis voluntatem naturâ esse unitam certo cuidam glandis motui. Ex. gr. si quis voluntatem habet objectum remotum intuendi, hæc voluntas efficiet, ut pupilla dilatetur ; sed si de solâ dilatandâ pupillâ cogitet, nihil proderit ejus rei habere voluntatem, quia natura non junxit motum glandis, qui inservit impellendis spiritibus versùs nervum Opticum modo conveniente dilatandæ, vel contrahendæ pupillæ cum voluntate eandem dilatandi, vel contrahendi ; sed demum cum voluntate intuendi objecta remota, vel proxima. Denique statuit, quòd, etsi unusquisque motus hujus glandulæ videatur connexus esse per naturam singulis ex nostris cogitationibus ab initio nostræ vitæ, aliis tamen per habitum possunt jungi, quod probare conatur art. 50 p. I de Pass. Animæ. Ex his concludit, nullam esse tam imbecillem Animam, quæ non possit, cùm bene dirigitur, acquirere potestatem absolutam in suas Passiones. Nam hæ, ut ab eo definiuntur, sunt_ perceptiones, aut sensûs, aut commotiones animæ, quæ ad eam speciatim referuntur, quæque NB. producuntur, conservantur, & corroborantur, per aliquem motam spirituum _(vide art. 27 p. I, Pass. Anim.). At quandoquidem cuilibet voluntati possumus jungere motum quemcunque glandis, & consequenter spirituum ; & determinatio voluntatis à solâ nostrâ potestate pendet ; si igitur nostram voluntatem certis, & firmis judiciis, secundùm quæ nostræ vitæ actiones dirigere volumus, determinemus, & motûs passionum, quas habere volumus, hisce judiciis jungamus, imperium acquiremus absolutum in nostras Passiones. Hæc est clarissimi hujus Viri sententia (quantum ex ipsius verbis conjicio), quam ego vix credidissem à tanta Viro pralatam esse, si minùs acuta fuisset. Profectò mirari satis non possum, quòd vir Philosophus, qui firmiter statuerat, nihil deducere, nisi ex principiis per se notis, & nihil affirmare, nisi quod clarè, & distinctè perciperet, & qui toties Scholasticos reprehenderat, quòd per occultas qualitates res obscuras voluerint explicare, Hypothesin sumat omni occultâ qualitate occuitiorem. Quid quæso, per Mentis, & Corporis unionem intelligit? quem, inquam, clarum, & distinctum conceptum habet cogitationis arctissimè unitæ cuidam quantitatis portiunculæ? Vellem sanè, ut hanc unionem per proximam suam causam explicuisset. Sed ille Mentem à Corpore adeò distinctam conceperat, ut nec hujus unionis, nec ipsius Mentis ullam singularem causam assignare potuerit ; sed necesse ipsi fuerit, ad causam totius Universi, hoc est, ad Deum recurrere. Deinde pervelim scire, quot motûs gradûs potest glandulæ isti pineali Mens tribuere, & quantâ cum vi eandem suspensam tenere potest. Nam nescio, an hæc glans tardiùs, vel celeriùs à Mente circumagatur, quàm à spiritibus animalibus, & an motûs Passionum, quos firmis judiciis arctè junximus, non possint ab iisdem iterùm à causis corporeis disjungi, ex quo sequeretur, ut, quamvis Mens firmiter proposuerit contra pericula ire, atque huic decreto motûs audaciæ junxerit, viso tamen periculo, glans ità suspendatur, ut Mens non, nisi de fugâ, possit cogitare ; & sanè, cùm nulla detur ratio voluntatis ad motum, nulla etiam datur comparatio inter Mentis, & Corporis potentiam, seu vires ; & consequenter hujus vires nequaquam viribus illius determinari possunt. His adde, quòd nec hæc glans ità in medio cerebro sita reperiatur, ut tam facile, totque modis circumagi possit, & quòd non omnes nervi ad cavitates usque cerebri protendantur. Denique omnia, quæ de voluntate, ejusque libextate asserit, omitto, quandoquidem hæc falsa esse, satis superque ostenderim. Igitur quia Mentis potentia, ut suprà ostendi, solâ intelligentiâ definitur, affectuum remedia, quæ omnes experiri quidem, sed non accuratè observare, nec distinctè videre credo, solâ Mentis cognitione determinabimus, & ex eâdem illa omnia, quæ ad ipsius beatitudinem spectant, deducemus.", - "childs": [] - }, - { - "title":"AXIOMATA", - "type":"title" - }, - - { - "id": "5a1", - "title": "I.", - "text": "Si in eodem subjecto duæ contrariæ actiones excitentur, debebit necessariò vel in utrâque, vel in unâ solâ mutatio fieri, donec desinant contrariæ esse.", - "childs": [] - }, - { - "id": "5a2", - "title": "II.", - "text": "Effectûs potentia definitur potentiâ ipsius causæ, quatenus ejus essentia per ipsius causæ essentxam explicatur, vel definitur. \nPatet hoc Axioma ex [Prop. 7](307), p. III.", - "childs": [] - }, - { - "id": "501", - "title": "PROPOSITIO 1", - "text": "_Prout cogitationes, rerumque ideæ ordinantur, & concatenantur in Mente, ità corporis affectiones, seu rerum imagines ad amussim ordinantur, & concatenantur in Corpore._", - "childs": [ - { - "id": "501d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ordo, & connexio idearum idem est _(per [Prop. 7](207), p. II)_, ac ordo, & connexio rerum, & vice versâ, ordo, & connexio rerum idem est _(per Coroll. Prop. [6](206c) & [7](207c), p. II)_, ac ordo, & connexio idearum. Quare sicuti ordo, & connexio idearum in Mente fit secundùm ordinem, & concatenationem affectionum Corporis _(per [Prop. 18](218), p. II)_, sic vice versâ (per [Prop. 2](302), p. III) ordo, & connexio affectionum Corporis fit, prout cogitationes, rerumque ideæ ordinantur, & concatenantur in Mente. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "502", - "title": "PROPOSITIO 2", - "text": "_Si animi commotionem, seu affectum à causæ externæ cogitatione amoveamus, & aliis jungamus cogitationibus, tum Amor, seu Odium erga causam externam, ut & animi fluctuationes, quæ ex his affectibus oriuntur, destruentur._", - "childs": [ - { - "id": "502d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Id enim, quod formam Amoris, vel Odii constituit, est Lætitia, vel Tristitia, concomitante ideâ causæ externæ _(per Defin. [6](3ad6) & [7](3ad7) Affect.)_, hâc igitur sublatâ, Amoris, vel Odii forma simul tollitur ; adeóque hi affectus, & qui ex his oriuntur, destruuntur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "503", - "title": "PROPOSITIO 3", - "text": "_Affectus, qui passio est, desinit esse passio, simulatque ejus claram, & distinctam formamus ideam._", - "childs": [ - { - "id": "503d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectus, qui passio est, idea est confusa _(per [gen. Affect. Defin.](3agd))_. Si itaque ipsius affectûs claram, & distinctam formemus ideam, hæc idea ab ipso affectu, quatenus ad solam Mentem refertur, non nisi ratione distinguetur _(per [Prop. 21](221), p. II cum ejusdem [Schol.](221sc))_ ; adeóque _(per [Prop. 3](303), p. III)_ affectus desinet esse passio. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "503c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Affectus igitur eò magis in nostrâ potestate est, & Mens ab eo minùs patitur, quò nobis est notior." - } - ] - }, - { - "id": "504", - "title": "PROPOSITIO 4", - "text": "_Nulla est Corporis affectio, cujus aliquem clarum, & distinctum non possumus formare conceptum._", - "childs": [ - { - "id": "504d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quæ omnibus communia sunt, non possunt concipi nisi adæquatè _(per [Prop. 38](238), p. II)_, adeóque _(per [Prop. 12](212) & [Lem. 2](213l2), quod habetur post Schol. Prop. 13 p. II)_ nulla est Corporis affectio, cujus aliquem clarum, & distinctum non possumus formare conceptum. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "504c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, nullum esse affectum, cujus non possumus aliquem clarum, & distinctum formare conceptum. Est namque affectus Corporis affectionis idea _(per [gen. Affect. Defin.](3agd)))_, quæ propterea _(per [Prop. præced.](504))_ aliquem clarum, & distinctum involvere debet conceptum." - }, - { - "id": "504sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quandoquidem nihil datur, ex quo aliquis effectus non sequatur _(per [Prop. 36](136), p. I)_, & quicquid ex ideâ, quæ in nobis est adæquata, sequitur, id omne clarè, & distinctè intelligimus _(per [Prop. 40](240), p. II)_ ; hinc sequitur, unumquemque potestatem habere se, suosque affectûs, si non absolutè, ex parte saltem clarè, & distinctè intelligendi, & consequenter efficiendi, ut ab iisdem minùs patiatur. Huic igitur rei præcipuè danda est opera, ut unumquemque affectum, quantùm fieri potest, clarè, & distinctè cognoscamus, ut sic Mens ex affectu ad illa cogitandum determinetur, quæ clarè, & distinctè percipit, & in quibus planè acquiescit ; atque adeò, ut ipse affectus à cogitatione causæ externæ separetur, & veris jungatur cogitationibus ; ex quo fiet, ut non tantùm Amor, Odium, &c. destruantur _(per [Prop. 2](502) hujus)_, sed ut etiam appetitûs, seu Cupiditates, quæ ex tali affectu oriri solent, excessum habere nequeant _(per [Prop. 61](461), p. IV)_. Nam apprimè notandum est, unum, eundemque esse appetitum, per quem homo tam agere, quàm pati dicitur. Ex. gr. cum naturâ humanâ ità comparatum esse ostendimus, ut unusquisque appetat, ut reliqui ex ipsius ingenio vivant _(vide [Coroll. Prop. 31](331c), p. III)_ ; qui quidem appetitus in homine, qui ratione non ducitur, passio est, quæ Ambitio vocatur, nec multùm à Superbiâ discrepat ; & contrà in homine, qui ex rationis dictamine vivit, actio, seu virtus est quæ Pietas appellatur _(vide [Schol. 1 Prop. 37](437sc1), p. IV & [Demonstrat. 2](437a) ejusdem Prop.)_. Et hoc modo omnes appetitûs, seu Cupiditates eatenus tantùm passiones sunt, quatenus ex ideis inadæquatis oriuntur ; atque eædem virtuti accensentur, quando ab ideis adæquatis excitantur, vel generantur. Nam omnes Cupiditates, quibus ad aliquid agendum determinamur, tam oriri possunt ab adæquatis, quàm ab inadæquatis ideis _(vide [Prop. 59](459), p. IV)_. Atque hôc (ut eò, unde digressus sum, revertar) affectuum remedio, quod scilicet in eorum verâ cognitione consistit, nullum præstantius aliud, quod à nostrâ potestate pendeat, excogitari potest, quandoquidem nulla alia Mentis potentia datur, quàm cogitandi, & adæquatas ideas formandi, ut suprà _(per [Prop. 3](303), p. III)_ ostendimus." - } - ] - }, - { - "id": "505", - "title": "PROPOSITIO 5", - "text": "_Affectus erga rem, quam simpliciter, & non ut necessariam, neque ut possibilem, neque ut contingentem imaginamur, cæteris paribus, omnium est maximus._", - "childs": [ - { - "id": "505d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectus erga rem, quàm liberam esse imaginamur, major est, quàm erga necessariam _(per [Prop. 49](349), p. III)_, & consequenter adhuc major, quàm erga illam, quam ut possibilem, vel contingentem imaginamur _(per [Prop. 11](411), p. IV)_. At rem aliquam ut liberam imaginari nihil aliud esse potest, quàm quòd rem simpliciter imaginamur, dum causas, à quibus ipsa ad agendum determinata fuit, ignoramus _(per illa, quæ in [Schol. Prop. 35](235sc), p. II ostendimus)_ ; ergo affectus erga rem, quam simpliciter imaginamur, cæteris paribus major est, quàm erga necessariam, possibilem, vel contingentem, & consequenter maximus. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "506", - "title": "PROPOSITIO 6", - "text": "_Quatenus Mens res omnes, ut necessarias intelligit, eatenus majorem in affectus potentiam habet, seu minùs ab iisdem patitur._", - "childs": [ - { - "id": "506d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens res omnes necessarias esse intelligit _(per [Prop. 29](129), p. I)_, & infinito causarum nexu determinari ad existendum, & operandum _(per [Prop. 28](128), p. I)_ ; adeóque _(per [Prop. præced.](505))_ eatenus efficit, ut ab affectibus, qui ex iis oriuntur, minùs patiatur, & _(per [Prop. 48](348), p. III)_ minùs erga ipsas afficiatur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "506sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quò hæc cognitio, quòd scilicet res necessariæ sint, magis circa res singulares, quas distinctiùs, & magis vividè imaginamur, versatur, eò hæc Mentis in affectûs potentia major est, quòd ipsa etiam experientia testatur. Videmus enim Tristitiam boni alicujus, quod periit, mitigari, simulac homo, qui id perdidit, considerat bonum illud servari nullâ ratione potuisse. Sic etiam videmus, quòd nemo miseretur infantis, propterea quòd nescit loqui, ambulare, ratiocinari, & quòd denique tot annos quasi sui inscius vivat. At si plerique adulti, & unus, aut alter infans nascerentur, tum unumquemque misereret infantum, quia tum ipsam infantiam, non ut rem naturalem, & necessariam, sed ut naturæ vitium, seu peccatum consideraret ; & ad hunc modum plura alia notare possemus." - } - ] - }, - { - "id": "507", - "title": "PROPOSITIO 7", - "text": "Affectûs, qui ex ratione oriuntur, vel excitantur, si ratio temporis habeatur, potentiores sunt iis, qui ad res singulares referuntur, quas ut absentes contemplamur.", - "childs": [ - { - "id": "507d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Rem aliquam ut absentem non contemplamur ex affectu, quo eandem imaginamur ; sed ex eo, quòd Corpus alio afficitur affectu, qui ejusdem rei existentiam secludit _(per [Prop. 17](217), p. II)_. Quare affectus, qui ad rem, quam ut absentem contemplamur, refertur, ejus naturæ non est, ut reliquas hominis actiones, & potentiam superet _(de quibus vide [Prop. 6](406), p. IV)_ ; sed contrà ejus naturæ est, ut ab iis affectionibus, quæ existentiam externæ ejus causæ secludunt, coërceri aliquo modo possit _(per [Prop. 9](409), p. IV)_. At affectus, qui ex ratione oritur, refertur necessariò ad communes rerum proprietates _(vide rationis Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, quas semper ut præsentes contemplamur (nam nihil dari potest, quod earum præsentem existentiam secludat), & quas semper eodem modo imaginamur _(per [Prop. 38](238), p. II)_ : Quare talis affectus idem semper manet, & consequenter _(per [Axiom. 1](5a1) hujus)_ affectûs, qui eidem sunt contrarii, quique à suis causis externis non foventur, eidem magis magisque sese accomodare debebunt, donec non ampliùs sint contrarii, & eatenus affectus, qui ex ratione oritur, est potentior. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "508", - "title": "PROPOSITIO 8", - "text": "_Quò affectus aliquis à pluribus causis simul concurrentibus excitatur, eò major est._", - "childs": [ - { - "id": "508d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Plures causæ simul plùs possunt, quàm si pauciores essent _(per [Prop. 7](307), p. III)_ : adeóque _(per [Prop. 5](405), p. IV)_, quò affectus aliquis à pluribus causis simul excitatur, eò fortior est. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "508sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc Propositio patet etiam ex [Axiomate 2](5a2) hujus Partis." - } - ] - }, - { - "id": "509", - "title": "PROPOSITIO 9", - "text": "_Affectus, qui ad plures, & diversas causas refertur, quas Mens cum ipso affectu simul contemplatur, minùs noxius est, & minùs per ipsum patimur, & erga unamquamque causam minùs afficimur, quàm alius æquè magnus affectus, qui ad unam solam, vel pauciores causas refertur._", - "childs": [ - { - "id": "509d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectus eatenus tantùm malus, seu noxius est, quatenus Mens ab eo impeditur, quominùs possit cogitare _(per Prop. [26](426) & [27](427), p. IV)_ : adeóque ille affectus, à quo Mens ad plura simul objecta contemplandum determinantur, minùs noxius est, quam alius æquè magnus affectus, qui Mentem in solâ unius, aut pauciorum objectorum contemplatione ità detinet, ut de aliis cogitare nequeat, quod erat primum. Deinde, quia Mentis essentia, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, potentia in solâ cogitatione consistit _(per [Prop. 11](211), p. II)_, ergo Mens per affectum, à quo ad plura simul contemplandum determinatur, minùs patitur, quàm per æquè magnum affectum, qui Mentem in solâ unius, aut pauciorum objectorum contemplatione occupatum tenet, quod erat secundum. Denique hic affectus _(per [Prop. 48](348), p. III)_, quatenus ad plures causas externas refertur, est etiam erga unamquamque minor. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "510", - "title": "PROPOSITIO 10", - "text": "_Quamdiu affectibus, qui nostræ naturæ sunt contrarii, non conflictamur, tamdiu potestatem habemus ordinandi, & concatenandi Corporis affectiones secundùm ordinem ad intellectum._", - "childs": [ - { - "id": "510d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Affectûs, qui nostræ naturæ sunt contrarii, hoc est _(per [Prop. 30](430), p. IV)_, qui mali sunt, eatenus mali sunt, quatenus impediunt, quominùs Mens intelligat _(per [Prop. 27](427), p. IV)_. Quamdiu igitur affectibus, qui nostræ naturæ contrarii sunt, non conflictamur, tamdiu Mentis & potentia, quâ res intelligere conatur _(per [Prop. 26](426), p. IV)_ non impeditur, atque adeò tamdiu potestatem habet claras, & distinctas ideas formandi, & alias ex aliis deducendi _(vide [Schol. 2 Prop. 40](240sc2) & [Schol. Prop. 47](247sc), p. II)_ ; & consequenter _(per [Prop. 1](501) hujus)_, tamdiu potestatem habemus ordinandi, & concatenandi affectiones Corporis secundùm ordinem ad intellectum. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "510sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hâc potestate rectè ordinandi, & concatenandi Corporis affectiones efficere possumus, ut non facilè malis affectibus afficiamur. Nam _(per [Prop. 7](507) hujus)_ major vis requiritur ad Affectûs, secundùm ordinem ad intellectum ordinatos, & concatenatos coërcendum, quàm incertos, & vagos. Optimum igitur, quod efficere possumus, quamdiu nostrorum affectuum perfectam cognitionem non habemus, est rectam vivendi rationem, seu certa vitæ dogmata concipere, eaque memoriæ mandare, & rebus particularibus, in vitâ frequenter obviis, continuò applicare, ut sic nostra imaginatio latè iisdem afficiatur, & nobis in promptu sint semper. Ex. gr. inter vitæ dogmata posuimus _(vide [Prop. 46](446), p. IV cum ejusdem [Schol.](446sc))_, Odium Amore, seu Generositate vincendum, non autem reciproco Odio compensandum. Ut autem hoc rationis præscriptum semper in promptu habeamus, ubi usus erit, cogitandæ, & sæpe meditandæ sunt communes hominum injuriæ, & quomodò, & quâ viâ Generositate optimè propulsentur ; sic enim imaginem injuriæ imaginationi hujus dogmatis jungemus, & nobis _(per [Prop. 18](218), p. II)_ in promptu semper erit, ubi nobis injuria afferetur. Quòd si etiam in promptu habuerimus rationem nostri veri utilis, ac etiam boni, quod ex mutuâ amicitiâ, & communi societate sequitur, & præterea quòd ex rectâ vivendi ratione summa animi acquiescentia oriatur _(per [Prop. 52](452), p. IV)_, & quòd homines, ut reliqua, ex naturæ necessitate agant : tum injuria, sive Odium, quod ex eâdem oriri solet, minimam imaginationis partem occupabit, & facilè superabitur ; vel si Ira, quæ ex maximis injuriis oriri solet, non adeò facilè superetur, superabitur tamen, quamvis non sine animi fluctuatione, longè minore temporis spatio, quàm si hæc non ità præmeditata habuissemus, ut patet ex Propositione [6](506), [7](507) & [8](508) hujus Partis. De Animositate ad Metum deponendum eodem modo cogitandum est ; enumeranda scilicet sunt, & sæpe imaginanda communia vitæ pericula, & quomodò animi præsentiâ, & fortitudine optimè vitari, & superari possunt. Sed notandum, quòd nobis in ordinandis nostris cogitationibus, & imaginibus semper attendendum est _(per [Coroll. Prop. 63](463c), p. IV & [Prop. 59](359), p. III)_ ad illa, quæ in unâquâque re bona sunt, ut sic semper ex Lætitiæ affectu ad agendum determinemur. Ex. gr. si quis videt, se nimis gloriam sectari, de ejus recto usu cogitet, & in quem finem sectanda sit, & quibus mediis acquiri possit ; sed non de ipsius abusu, & vanitate, & hominum inconstantiâ, vel aliis hujusmodi, de quibus nemo, nisi ex animi ægritudine, cogitat ; talibus enim cogitationibus maxime ambitiosi se maximè afflictant, quando de assequendo honore, quem ambiunt, desperant ; &, dum Iram evomunt, sapientes videri volunt. Quare certum est, eos gloriæ maximè esse cupidos, qui de ipsius abusu, & mundi vanitate maximè clamant. Nec hoc ambitiosis proprium, sed omnibus commune est, quibus fortuna est adversa, & qui animo impotentes sunt. Nam pauper etiam avarus de abusu pecuniæ, & divitum vitiis non cessat loqui ; quo nihil aliud efficit, quàm se afflictare, & aliis ostendere, se non tantùm paupertatem suam, sed etiam aliorum divitias iniquo animo ferre. Sic etiam, qui malè ab amasiâ excepti sunt, nihil cogitant, quàm de mulierum inconstantiâ, & fallaci animo, & reliquis earundem decantatis vitiis, quæ omnia statim oblivioni tradunt, simulac ab amasiâ iterum recipiuntur. Qui itaque suos affectûs, & appetitûs ex solo Libertatis amore moderari studet, is, quantùm potest, nitetur, virtutes, earumque causas noscere, & animum gaudio, quod ex earum verâ cognitione oritur, implere ; at minimè hominum vitia contemplari, hominesque obtrectare, & falsa libertatis specie gaudere. Atque hæc qui diligenter observabit (neque enim difficilia sunt), & exercebit, næ ille brevi temporis spatio actiones suas ex rationis imperio plerumque dirigere poterit." - } - ] - }, - { - "id": "511", - "title": "PROPOSITIO 11", - "text": "_Quò imago aliqua ad plures res refertur, eò frequentior est, seu sæpiùs viget, & Mentem magis occupat._", - "childs": [ - { - "id": "511d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quò enim imago, seu affectus ad plures res refertur, eò plures dantur causæ, à quibus excitari, & foveri potest, quas omnes Mens _(per Hypothesin)_ ex ipso affectu simul contemplatur ; atque adeò affectus eo frequentior est, seu sæpius viget, & _(per [Prop. 8](508) hujus)_ Mentem magis occupat. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "512", - "title": "PROPOSITIO 12", - "text": "_Rerum imagines faciliùs imaginibus, quæ ad res referuntur, quas clarè, & distinctè intelligimus, junguntur, quàm aliis._", - "childs": [ - { - "id": "512d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Res, quas clarè, & distinctè intelligimus, vel rerum communes proprietates sunt, vel quæ ex iis deducuntur _(vide rationis Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, & consequenter sæpius _(per [Prop. præced.](511))_, in nobis excitantur ; adeóque faciliùs fieri potest, ut res alias simul cum his, quàm cum aliis contemplemur, & consequenter _(per [Prop. 18](218), p. II)_ ut faciliùs cum his, quàm cum aliis, jungantur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "513", - "title": "PROPOSITIO 13", - "text": "_Quò imago aliqua pluribus aliis juncta est, eò sæpiùs viget._", - "childs": [ - { - "id": "513d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nam, quò imago aliqua pluribus aliis juncta est, eò (per [Prop. 18](218) p. II) plures causæ dantur, à quibus excitari potest. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "514", - "title": "PROPOSITIO 14", - "text": "_Mens efficere potest, ut omnes Corporis affectiones, seu rerum imagines ad Dei ideam referantur._", - "childs": [ - { - "id": "514d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Nulla est Corporis affectio, cujus aliquem clarum, & distinctum non possit Mens formare conceptum _(per [Prop. 4](504) hujus)_ ; adeóque efficere potest _(per [Prop. 15](115), p. I)_, ut omnes ad Dei ideam referuntur. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "515", - "title": "PROPOSITIO 15", - "text": "_Qui se, suosque affectûs clarè, & distinctè intelligit, Deum amat, & eò magis, quò se, suosque affectûs magis intelligit._", - "childs": [ - { - "id": "515d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Qui se, suosque affectûs clarè, & distinctè intelligit, lætatur _(per [Prop. 53](353), p. III)_, idque concomitante ideâ Dei _(per [Prop. præced.](514))_ ; atque adeò _(per [Defin. 6](3ad6) Affect.)_ Deum amat, & _(per eandem rationem)_ eò magis, quò se, suosque affectûs magis intelligit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "516", - "title": "PROPOSITIO 16", - "text": "_Hic erga Deum Amor Mentem maximè occupare debet._", - "childs": [ - { - "id": "516d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Est enim hic Amor junctus omnibus Corporis affectionibus _(per [Prop. 14](514) hujus)_, quibus omnibus fovetur _(per [Prop. 15](515) hujus)_ ; atque adeò _(per [Prop. 11](511) hujus)_ Mentem maximè occupare debet. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "517", - "title": "PROPOSITIO 17", - "text": "_Deus expers est passionum, nec ullo Lætitiæ, aut Tristitiæ affectu afficitur._", - "childs": [ - { - "id": "517d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ideæ omnes, quatenus ad Deum referuntur, veræ sunt _(per [Prop. 32](232), p. II)_, hoc est _(per [Defin. 4](2d4), p. II)_, adæquatæ ; atque adeò _(per [gen. Affect. Defin.](3agd))_ Deus expers est passionum. Deinde Deus neque ad majorem, neque ad minorem perfectionem transire potest _(per [Coroll. 2 Prop. 20](120c2), p. I) ; adeóque _(per Defin. [2](3ad2) & [3](3ad3) Affect.)_ nullo Lætitiæ, neque Tristitiæ affectu afficitur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "517c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Deus propriè loquendo neminem amat, neque odio habet. Nam Deus _(per [Prop. præced.](517))_ nullo Lætitiæ, neque Tristitiæ affectu afficitur, & consequenter _(per Defin. [6](3ad6) & [7](3ad7) Affect.)_ neminem etiam amat, neque odio habet" - } - ] - }, - { - "id": "518", - "title": "PROPOSITIO 18", - "text": "_Nemo potest Deum odio habere._", - "childs": [ - { - "id": "518d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Idea Dei, quæ in nobis est, est adæquata, & perfecta _(per Prop. [46](246) & [47](247), p. II)_ ; adeóque quatenus Deum contemplamur, eatenus agimus _(per [Prop. 3](303), p. III)_, & consequenter _(per [Prop. 59](359), p. III)_ nulla potest dari Tristitia concomitante ideâ Dei, hoc est, _(per [Defin. 7](3ad7) Affect.)_ nemo Deum odio habere potest. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "518c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Amor erga Deum in odium verti nequit." - }, - { - "id": "518sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "At objici potest, quòd dum Deum omnium rerum causam intelligimus, eo ipso Deum Tristitiæ causam consideramus. Sed ad hoc respondeo, quòd quatenus Tristitiæ causas intelligimus, eatenus _(per [Prop. 3](503) hujus)_ ipsa desinit esse passio, hoc est _(per [Prop. 59](359), p. III)_, eatenus desinit esse Tristitia ; atque adeò, quatenus Deum Tristitiæ causam esse intelligimus, eatenus lætamur." - } - ] - }, - { - "id": "519", - "title": "PROPOSITIO 19", - "text": "_Qui Deum amat, conari non potest, ut Deus ipsum contra amet._", - "childs": [ - { - "id": "519d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Si homo id conaretur, cuperet ergo _(per [Coroll. Prop. 17](517c) hujus)_, ut Deus, quem amat, non esset Deus, & consequenter _(per [Prop. 19](319), p. III)_, contristari cuperet, quod _(per [Prop. 28](328), p. III)_ est absurdum. Ergo, qui Deum amat, &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "520", - "title": "PROPOSITIO 20", - "text": "_Hic erga Deum Amor, neque Invidiæ, neque Zelotypiæ affectu inquinari potest ; sed eò magis fovetur, quò plures homines eodem Amoris vinculo cum Deo junctos imaginamur._", - "childs": [ - { - "id": "520d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hic erga Deum Amor summum bonum est, quod ex dictamine rationis appetere possumus _(per [Prop. 28](428), p. IV)_, & omnibus hominibus commune est _(per [Prop. 36](436), p. IV)_, & omnes, ut eodem gaudeant, cupimus _(per [Prop. 37](437), p. IV)_ ; atque adeò _(per [Defin. 23](3ad23) Affect.)_ Invidiæ affectu maculari nequit, neque etiam _(per [Prop. 18](518) hujus, & Defin. Zelotypiæ, quam vide in [Schol. Prop. 35](335sc), p. III)_ Zelotypiæ affectu ; sed contrà _(per [Prop. 31](331), p. III)_ eò magis foveri debet, quò plures homines eodem gaudere imaginamur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "520sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Possumus hoc eodem modo ostendere, nullum dari affectum, qui huic Amori directè sit contrarius, à quo hic ipse Amor possit destrui ; atque adeò concludere possumus, hunc erga Deum Amorem omnium affectuum esse constantissimum, nec, quatenus ad Corpus refertur, posse destrui, nisi cum ipso Corpore. Cujus autem naturæ sit, quatenus ad solam Mentem refertur, postea videbimus. \nAtque his omnia affectuum remedia, sive id omne, quod Mens, in se solâ considerata, adversùs affectûs potest, comprehendi ; ex quibus apparet, Mentis in affectûs potentiam consistere: I. In ipsâ affectuum cognitione _(vide [Schol. Prop. 4](504sc) hujus)_. II. In eo, quòd affectûs à cogitatione causæ externæ, quam confusè imaginamur, separat _(vide [Prop. 2](502) cum eodem [Schol. Prop. 4](504sc) hujus)_. III. In tempore, quo affectiones, quæ ad res, quas intelligimus, referuntur, illas superant, quæ ad res referuntur, quas confusè, seu mutilatè concipimus _(vide [Prop. 7](507) hujus)_. IV. In multitudine causarum, à quibus affectiones, quæ ad rerum communes proprietates, vel ad Deum referuntur, foventur _(vide Prop. [9](509) & [11](511) hujus)_. V. Denique in ordine, quo Mens suos affectûs ordinare, & invicem concatenare potest _(vide [Schol. Prop. 10](510sc) & insuper Prop. [12](512), [13](513) & [14](514) hujus)_. Sed ut hæc Mentis in affectûs potentia meliùs intelligatur, venit apprimè notandum, quòd affectûs à nobis magni appellantur, quando unius hominis affectum cum affectu alterius comparamus, & unum magis, quàm alium eodem affectu conflictari videmus ; vel quando unius, ejusdemque hominis affectûs ad invicem comparamus, eundemque uno affectu magis, quàm alio affici, sive moveri comperimus: Nam _(per [Prop. 5](405), p. IV)_ vis cujuscunque affectûs definitur potentiâ causæ externæ cum nostrâ comparatâ. At Mentis potentia solâ cognitione definitur ; impotentia autem, seu passio à solâ cognitionis privatione, hoc est, ab eo, per quod ideæ dicuntur inadæquatæ, æstimatur ; ex quo sequitur, Mentem illam maximè pati, cujus maximam partem ideæ inadæquatæ constituunt, ità ut magis per id, quod patitur, quàm per id, quod agit, dignoscatur ; & illam contrà maximè agere, cujus maximam partem ideæ adæquatæ constituunt, ità ut, quamvis huic tot inadæquatæ ideæ, quàm illi insint, magis tamen per illas, quæ humanæ virtuti tribuuntur, quàm per has, quæ humanam impotentiam arguunt, dignoscatur. Deinde notandum, animi ægritudines, & infortunia potissimum originem trahere ex nimio Amore erga rem, quæ multis variationibus est obnoxia, & cujus nunquam compotes esse possumus. Nam nemo de re ullâ, nisi quam amat, sollicitus, anxiusve est, neque injuriæ, suspiciones, inimicitiæ, &c. oriuntur, nisi ex Amore erga res, quarum nemo potest reverâ esse compos. Ex his itaque facilè concipimus, quid clara, & distincta cognitio, & præcipuè tertium illud cognitionis genus _(de quo vide [Schol. Prop. 47](247sc), p. II)_, cujus fundamentum est ipsa Dei cognitio, in affectûs potest, quos nempe, quatenus passiones sunt, si non absolutè tollit _(vide [Prop. 3](503) cum [Schol. Prop. 4](504sc) hujus)_, saltem efficit, ut minimam Mentis partem constituant _(vide [Prop. 14](514) hujus)_. Deinde Amorem gignit erga rem immutabilem, & æternam _(vide [Prop. 15](515 hujus)_, & cujus reverâ sumus compotes _(vide [Prop. 45](245), p. II)_, & qui propterea nullis vitiis, quæ in communi Amore insunt, inquinari, sed semper major, ac major esse potest _(per [Prop. 15](515) hujus)_, & Mentis maximam partem occupare _(per [Prop. 16](516) hujus)_, lateque afficere. Atque his omnia, quæ præsentem hanc vitam spectant, absolvi. Nam quod in hujus Scholii principio dixi, me his paucis omnia affectuum remedia amplexum esse, facilè poterit unusquisque videre, qui ad hæc, quæ in hoc Scholio diximus, & simul ad Mentis, ejusque affectuum definitiones, & denique ad Propositiones [1](301) & [3](303) Partis III attenderit. Tempus igitur jam est, ut ad illa transeam, quæ ad Mentis durationem sine relatione ad Corpus pertinent." - } - ] - }, - { - "id": "521", - "title": "PROPOSITIO 21", - "text": "_Mens nihil imaginari potest, neque rerum præteritarum recordari, nisi durante Corpore._", - "childs": [ - { - "id": "521d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens actualem sui Corporis existentiam non exprimit, neque etiam Corporis affectiones, ut actuales, concipit, nisi durante Corpore _(per [Coroll. Prop. 8](208c), p. II)_, & consequenter _(per [Prop. 26](226), p. II)_ nullum corpus, ut actu existens, concipit, nisi durante suo Corpore, ac proinde nihil imaginari _(vide Imaginat. Defin. in [Schol. Prop. 17 p. II](217sc), p. II)_, neque rerum præteritarum recordari potest, nisi durante Corpore _(vide Defin. Memoriæ in [Schol. Prop.18](218sc), p. II)_. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "522", - "title": "PROPOSITIO 22", - "text": "_In Deo tamen datur necessariò idea, quæ hujus, & illius Corporis humani essentiam sub æternitatis specie exprimit._", - "childs": [ - { - "id": "522d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Deus non tantùm est causa hujus, & illius Corporis humani existentiæ, sed etiam essentiæ _(per [Prop. 25](125), p. I)_, quæ propterea per ipsam Dei essentiam necessariò debet concipi _(per [Axiom. 4](1a4), p. I)_, idque æternâ quâdam necessitate _(per [Prop. 16](116), p. I)_, qui quidem conceptus necessariò in Deo dari debet _(per [Prop. 3](203), p. II)_. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "523", - "title": "PROPOSITIO 23", - "text": "_Mens humana non potest cum Corpore absolutè destrui ; sed ejus aliquid remanet, quod æternum est._", - "childs": [ - { - "id": "523d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "In Deo datur necessariò conceptus, seu idea, quæ Corporis humani essentiam exprimit _(per [Prop. præced.](522))_, quæ propterea aliquid necessariò est, quod ad essentiam Mentis humanæ pertinet _(per [Prop. 13](213), p. II)_. Sed Menti humanæ nullam durationem, quæ tempore definiri potest, tribuimus, nisi quatenus Corporis actualem existentiam, quæ per durationem explicatur, & tempore definiri potest, exprimit, hoc est _(per [Coroll. Prop. 8](208c), p. II)_, ipsi durationem non tribuimus, nisi durante Corpore. Cum tamen aliquid nihilominùs sit id, quod æternâ quâdam necessitate per ipsam Dei essentiam concipitur _(per [Prop. præced.](522))_, erit necessariò hoc aliquid, quod ad Mentis essentiam pertinet, æternum. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "523sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Est, uti diximus, hæc idea, quæ Corporis essentiam sub specie æternitatis exprimit, certus cogitandi modus, qui ad Mentis essentiam pertinet, quique necessariò æternus est. Nec tamen fieri potest, ut recordemur nos ante Corpus exstitisse, quandoquidem nec in corpore ulla ejus vestigia dari, ner æternitas tempore definiri, nec ullam ad tempus relationem habere potest. At nihilominùs sentimus, experimurque, nos æternos esse. Nam Mens non minùs res illas sentit, quas intelligendo concipit, quàm quas in memoriâ habet. Mentis enim oculi, quibus res videt, observatque, sunt ipsæ demonstrationes. Quamvis itaque non recordemur nos ante Corpus exstitisse, sentimus tamen Mentem nostram, quatenus Corporis essentiam sub æternitatis specie involvit, æternam esse, & hanc ejus existentiam tempore definiri, sive per durationem explicari non posse. Mens igitur nostra eatenus tantùm potest dici durare, ejusque existentia certo tempore definiri potest, quatenus actualem Corporis existentiam involvit, & eatenus tantùm potentiam habet rerum existentiam tempore determinandi, easque sub duratione concipiendi." - } - ] - }, - { - "id": "524", - "title": "PROPOSITIO 24", - "text": "_Quò magis res singulares intelligimus, eò magis Deum intelligimus._", - "childs": [ - { - "id": "524d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet ex [Coroll. Prop. 25](125c) p. I." - } - ] - }, - { - "id": "525", - "title": "PROPOSITIO 25", - "text": "_Summus Mentis conatus, summaque virtus est res intelligere tertio cognitionis genere._", - "childs": [ - { - "id": "525d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Tertium cognitionis genus procedit ab adæquatâ ideâ quorumdam Dei attributorum ad adæquatam cognitionem essentiæ rerum _(vide hujus Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_ ; & quò magis hôc modo res intelligimus, eò magis _(per [Prop. præced.](524))_ Deum intelligimus, ac proinde _(per [Prop. 28](428), p. IV)_ summa Mentis virtus, hoc est _(per [Defin. 8](4d8), p. IV)_, Mentis potentia, seu natura, sive _(per [Prop. 7](307), p. III)_ summus conatus est res intelligere tertio cognitionis genere. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "526", - "title": "PROPOSITIO 26", - "text": "_Quò Mens aptior est ad res tertio cognitionis genere intelligendum, eò magis cupit, res eodem hôc cognitionis genere intelligere._", - "childs": [ - { - "id": "526d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Patet. Nam quatenus concipimus Mentem aptam esse ad res hôc cognitionis genere intelligendum, eatenus eandem determinatam concipimus ad res eodem cognitionis genere intelligendum, & consequenter _(per [Defin. 1](3ad1) Affect.)_, quò Mens ad hoc aptior est, eò magis hoc cupit. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "527", - "title": "PROPOSITIO 27", - "text": "_Ex hôc tertio cognitionis genere summa, quæ dari potest, Mentis acquiescentia oritur._", - "childs": [ - { - "id": "527d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Summa Mentis virtus est Deum cognoscere _(per [Prop. 28](428), p. IV)_, sive res tertio cognitionis genere intelligere _(per [Prop. 25](525) hujus)_ ; quæ quidem virtus eò major est, quò Mens hôc cognitionis genere magis res cognoscit _(per [Prop. 24](524) hujus)_ ; adeóque qui res hôc cognitionis genere cognoscit, is ad summam humanam perfectionem transit, & consequenter _(per [Defin. 2](3ad2) Affect.)_, summâ Lætitiâ afficitur, idque _(per [Prop. 43](243), p. II)_ concomitante ideâ sui, suæque virtutis, ac proinde _(per [Defin. 25](3ad25) Affect.)_ ex hôc cognitionis genere summa, quæ dari potest, oritur acquiescentia. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "528", - "title": "PROPOSITIO 28", - "text": "_Conatus, seu Cupiditas cognoscendi res tertio cognitionis genere, oriri non potest ex primo ; at quidem ex secundo cognitionis genere._", - "childs": [ - { - "id": "528d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hæc Propositio per se patet. Nam quicquid clarè, & distinctè intelligimus, id vel per se, vel per aliud, quod per se concipitur, intelligimus, hoc est, ideæ, quæ in nobis claræ, & distinctæ sunt, sive quæ ad tertium cognitionis genus referuntur _(vide [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, non possunt sequi ex ideis mutilatis, & confusis, quæ _(per idem [Schol.](240sc2))_ ad primum cognitionis genus referuntur, sed ex ideis adæquatis, sive _(per idem [Schol.](240sc2))_ ex secundo, & tertio cognitionis genere ; ac proinde _(per [Defin. 1](3ad1) Affect.)_ Cupiditas cognoscendi res tertio cognitionis genere non potest oriri ex primo, at quidem ex secundo. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "529", - "title": "PROPOSITIO 29", - "text": "_Quicquid Mens sub specie æternitatis intelligit, id ex eo non intelligit, quód Corporis præsentem actualem existentiam concipit, sed ex eo, quód Corporis essentiam concipit sub specie æternitatis._", - "childs": [ - { - "id": "529d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quatenus Mens præsentem sui Corporis existentiam concipit, eatenus durationem concipit, quæ tempore determinari potest, & eatenus tantùm potentiam habet concipiendi res cum relatione ad tempus _(per [Prop. 21](521) hujus & [Prop. 26](226), p. II)_. At æternitas per durationem explicari nequit _(per [Defin. 8](1d8), p. I & ipsius [explication.](1d8e))_. Ergo Mens eatenus potestatem non habet concipiendi res sub specie æternitatis ; sed quia de naturâ rationis est res sub specie æternitatis concipere _(per [Coroll. 2 Prop. 44](244c2), p. II)_, & ad Mentis naturam etiam pertinet Corporis essentiam sub specie æternitatis concipere _(per [Prop. 23](523) hujus)_, & præter hæc duo nihil aliud ad Mentis essentiam pertinet _(per [Prop. 13](213), p. II)_ ; ergo hæc potentia concipiendi res sub specie æternitatis ad Mentem non pertinet, nisi quatenus Corporis essentiam sub specie æternitatis concipit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "529sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Res duobus modis à nobis ut actuales concipiuntur, vel quatenus easdem cum relatione ad certum tempus, & locum existere, vel quatenus ipsas in Deo contineri, & ex naturæ divinæ necessitate consequi concipimus. Quæ autem hôc secundo modo ut veræ, seu reales concipiuntur, eas sub æternitatis specie concipimus, & earum ideæ æternam, & infinitam Dei essentiam involvunt, ut [Propositione 45](245) Partis II ostendimus, cujus etiam [Scholium](245sc) vide." - } - ] - }, - { - "id": "530", - "title": "PROPOSITIO 30", - "text": "_Mens nostra, quatenus se, & Corpus sub æternitatis specie cognoscit, eatenus Dei cognitionem necessarió habet, scitque se in Deo esse, & per Deum concipi._", - "childs": [ - { - "id": "530d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Aeternitas est ipsa Dei essentia, quatenus hæc necessariam involvit existentiam _(per [Defin. 8](1d8), p. I)_. Res igitur sub specie æternitatis concipere, est res concipere, quatenus per Dei essentiam, ut entia realia, concipiuntur, sive quatenus per Dei essentiam involvunt existentiam ; adeóque Mens nostra, quatenus se, & Corpus sub specie æternitatis concipit, eatenus Dei cognitionem necessariò habet, scitque &c. _Q.E.D._" - } - ] - }, - { - "id": "531", - "title": "PROPOSITIO 31", - "text": "_Tertium cognitionis genus pendet à Mente, tanquam à formali causâ, quatenus Mens ipsa æterna est._", - "childs": [ - { - "id": "531d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mens nihil sub æternitatis specie concipit, nisi quatenus sui Corporis essentiam sub æternitatis specie concipit _(per [Prop. 29](529) hujus)_, hoc est _(per Prop. [21](521) & [23](523) hujus)_, nisi quatenus æterna est ; adeóque _(per [Prop. præced.](530))_ quatenus æterna est, Dei habet cognitionem, quæ quidem cognitio est necessariò adæquata _(per [Prop. 46](246), p. II)_, ac proinde Mens, quatenus æterna est, ad illa omnia cognoscendum est apta, quæ ex datâ hâc Dei cognitione consequi possunt _(per [Prop. 40](240), p. II)_, hoc est, ad res tertio cognitionis genere cognoscendum _(vide hujus Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, cujus propterea Mens _(per [Defin. 1](3d1), p. III)_, quatenus æterna est, causa est adæquata, seu formalis. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "531sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quò igitur unusquisque hoc cognitionis genere plùs pollet, eò melius sui, & Dei conscius est, hoc est, eò est perfectior, & beatior, quod adhuc clariùs ex seqq. patebit. Sed hîc notandum, quòd, tametsi jam certi sumus, Mentem æternam esse, quatenus res sub æternitatis specie concipit, nos tamen, ut ea, quæ ostendere volumus, faciliùs explicentur, & meliùs intelligantur, ipsam, tanquam jam inciperet esse, & res sub æternitatis specie intelligere jam inciperet, considerabimus, ut huc usque fecimus ; quod nobis absque ullo erroris periculo facere licet, modò nobis cautio sit nihil concludere, nisi ex perspicuis præmissis." - } - ] - }, - { - "id": "532", - "title": "PROPOSITIO 32", - "text": "_Quicquid intelligimus tertio cognitionis genere, eo delectamur, & quidem concomitante idea Dei, tanquam causâ._", - "childs": [ - { - "id": "532d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Ex hôc cognitionis genere summa, quæ dari potest, Mentis acquiescentia _(per [Prop. 27](527) hujus)_, hoc est _(per [Defin. 25](3ad25) Affect.)_, Lætitia oritur, eaque concomitante ideâ sui, & consequenter _(per [Prop. 30](530) hujus)_ concomitante etiam idea a Dei, tanquam causa. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "532c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Ex tertio cognitionis genere oritur necessariò Amor Dei intellectualis. Nam ex hôc cognitionis genere oritur _(per [Prop. præced.](532))_ Lætitia concomitante ideâ Dei, tanquam causâ, hoc est _(per [Defin. 6](3ad6) Affect.)_, Amor Dei, non quatenus ipsum ut præsentem imaginamur _(per [Prop. 29](529) hujus)_, sed quatenus Deum æternum esse intelligimus, & hoc est, quod amorem Dei intellectualem voco." - } - ] - }, - { - "id": "533", - "title": "PROPOSITIO 33", - "text": "_Amor Dei intellectualis, qui ex tertio cognitionis genere oritur, est æternus_.", - "childs": [ - { - "id": "533d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Tertium enim cognitionis genus _(per [Prop. 31](531) hujus, & [Axiom. 3](1a3), p. I)_ est æternum ; adeóque _(per idem [Axiom.](1a3), p. I)_ Amor, qui ex eodem oritur, est etiam necessariò æternus. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "533sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quamvis hic erga Deum Amor principium non habuerit _(per [Prop. præced.](533))_, habet tamen omnes Amoris perfectiones, perinde ac si ortus fuisset, sicut in [Coroll. Prop. præc.](532c) finximus. Nec ulla hîc est differentia, nisi quòd Mens easdem has perfectiones, quas eidem jam accedere finximus, æternas habuerit, idque concomitante ideâ Dei tanquam causâ æternâ. Quòd si Lætitia in transitione ad majorem perfectionem consistit, beatitudo sanè in eo consistere debet, quòd Mens ipsâ perfectione sit prædita." - } - ] - }, - { - "id": "534", - "title": "PROPOSITIO 34", - "text": "_Mens non nisi durante corpore obnoxia est affectibus, qui ad passiones referuntur._", - "childs": [ - { - "id": "534d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Imaginatio est idea, quâ Mens rem aliquam ut præsentem contemplatur _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 17](217sc), p. II)_, quæ tamen magis Corporis humani præsentem constitutionem, quàm rei externæ naturam indicat _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_. Est igitur affectus _(per [gen. Affect. Defin.](3agd))_ imaginatio, quatenus Corporis præsentem constitutionem indicat ; atque adeò _(per [Prop. 21](521) hujus)_ Mens non nisi durante corpore obnoxia est affectibus, qui ad passiones referuntur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "534c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur nullum Amorem præter Amorem intellectualem esse æternum" - }, - { - "id": "534sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Si ad hominum communem opinionem attendamus, videbimus, eos suæ Mentis æternitatis esse quidem conscios ; sed ipsos eandem cum duratione confundere, eamque imaginationi, seu memoriæ tribuere, quam post mortem remanere credunt." - } - ] - }, - { - "id": "535", - "title": "PROPOSITIO 35", - "text": "_Deus se ipsum Amore intellectuali infinito amat._", - "childs": [ - { - "id": "535d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Deus est absolutè infinitus _(per [Defin. 6](1d6), p. I)_, hoc est _(per [Defin. 6](2d6), p. II)_, Dei natura gaudet infinitâ perfectione, idque _(per [Prop. 3](203), p. II)_ concomitante ideâ sui, hoc est _(per [Prop. 11](111) & [Defin. 1](1d1), p. I)_, ideâ suæ causæ, & hoc est, quod in [Coroll. Prop. 32](532c) hujus Amorem intellectualem esse diximus." - } - ] - }, - { - "id": "536", - "title": "PROPOSITIO 36", - "text": "_Mentis Amor intellectualis erga Deum est ipse Dei Amor, quo Deus se ipsum amat, non quatenus infinitus est, sed quatenus per essentiam humanæ Mentis, sub specie æternitatis consideratam, explicari potest, hoc est, Mentis erga Deum Amor intellectualis pars est infiniti amoris, quo Deus se ipsum amat._", - "childs": [ - { - "id": "536d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hic Mentis Amor ad Mentis actiones referri debet _(per [Coroll. Prop. 32](532c) hujus, & per [Prop. 3](303), p. III)_, qui proinde actio est, quâ Mens se ipsam contemplatur, concomitante ideâ Dei tanquam causâ _(per [Prop. 32](532) hujus, & ejus [Coroll.](532c))_, hoc est _(per [Coroll. Prop. 25](125c), p. I & [Coroll. Prop. 11](211c), p. I)_, actio, quâ Deus, quatenus per Mentem humanam explicari potest, seipsum contemplatur, concomitante ideâ sui ; atque adeò _(per [Prop. præced.](535))_ hic Mentis Amor pars est infiniti amoris, quo Deus seipsum amat. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "536c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur, quòd Deus, quatenus seipsum amat, homines amat, & consequenter quòd amor Dei erga homines, & Mentis erga Deum Amor intellectualis unum, & idem sit." - }, - { - "id": "536sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Ex his clarè intelligimus, quâ in re nostra salus, seu beatitudo, seu Libertas consistit, nempe in constanti, & æterno erga Deum Amore, sive in Amore Dei erga homines. Atque hic Amor, seu beatitudo in Sacris codicibus Gloria appellatur, nec immeritò. Nam sive hic Amor ad Deum referatur, sive ad Mentem, rectè animi acquiescentia, quæ reverâ à Gloriâ _(per Defin. [25](3ad25) & [30](3ad30) Affect.)_ non distinguitur, appellari potest. Nam quatenus ad Deum refertur, est _(per [Prop. 35](535) hujus)_ Lætitia, liceat hôc adhuc vocabulo uti, concomitante ideâ sui, ut & quatenus ad Mentem refenur _(per [Prop. 27](527) hujus)_. Deinde quia nostræ Mentis essentia in solâ cognitione consistit, cujus principium, & fundamentum Deus est _(per [Prop. 15](115), p. I & [Schol. Prop. 47](247sc), p. II)_ : hinc perspicuum nobis fit, quomodò, & quâ ratione Mens nostra secundùm essentiam, & existentiam ex naturâ divinâ sequatur, & continuò à Deo pendeat ; quod hîc notare operæ pretium duxi, ut hôc exemplo ostenderem, quantùm rerum singularium cognitio, quam intuitivam, sive tertii generis appellavi _(vide [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, polleat, potiorque sit cognitione universali, quam secundi generis esse dixi. Nam quamvis in Primâ Parte generaliter ostenderim, omnia (& consequenter Mentem etiam humanam) à Deo secundùm essentiam, & existentiam pendêre, illa tamen demonstratio, tametsi legitima sit, & extra dubitationis aleam posita, non ità tamen Mentem nostram afficit, quàm quando id ipsum ex ipsâ essentiâ rei cujuscunque singularis, quam à Deo pendêre dicimus, concluditur." - } - ] - }, - { - "id": "537", - "title": "PROPOSITIO 37", - "text": "_Nihil in naturâ datur, quod huic Amori intellectuali sit contrarium, sive quod ipsum possit tollere._", - "childs": [ - { - "id": "537d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Hic intellectualis Amor ex Mentis naturâ necessariò sequitur, quatenus ipsa, ut æterna veritas, per Dei naturam consideratur _(per Prop. [33](533) & [29](529) hujus)_. Siquid ergo daretur, quod huic Amori esset contrarium, id contrarium esset vero, & consequenter id, quod hunc Amorem posset tollere, efficeret, ut id, quod verum est, falsum esset, quod _(ut per se notum)_ est absurdum. Ergo nihil in naturâ datur, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "537sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Partis Quartæ [Axioma](4a) res singulares respicit, quatenus cum relatione ad certum tempus, & locum considerantur, de quo neminem dubitare credo." - } - ] - }, - { - "id": "538", - "title": "PROPOSITIO 38", - "text": "Quò plures res secundo, & tertio cognitionis genere Mens intelligit, eò minùs ipsa ab affectibus, qui mali sunt, patitur, & mortem minùs timet.", - "childs": [ - { - "id": "538d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Mentis essentia in cognitione consistit _(per [Prop. 11](211), p. II)_ ; quò igitur Mens plures res cognoscit secundo, & tertio cognitionis genere, eò major ejus pars remanet _(per Prop. [23](523) & [29](529) hujus)_, & consequenter _(per [Prop. præced.](537))_ eò major ejus pars non tangitur ab affectibus, qui nostræ naturæ sunt contrarii, hoc est _(per [Prop. 30](430), p. IV)_, qui mali sunt. Quò itaque Mens plures res secundo, & tertio cognitionis genere intelligit, eò major ejus pars illæsa manet, & consequenter minus ab affectibus patitur, &c. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "538sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hinc intelligimus id, quod in [Schol. Prop. 39](439sc) p. IV attigi, & quod in hâc Parte explicare promisi ; nempe, quòd mors eò minùs est noxia, quò Mentis clara, & distincta cognitio major est, & consequenter, quò Mens magis Deum amat. Deinde, quia _(per [Prop. 27](527) hujus)_ ex tertio cognitionis genere summa, quæ dari potest, oritur acquiescentia, hinc sequitur Mentem humanam posse ejus naturæ esse, ut id, quod ejus cum corpore perire ostendimus _(vide [Prop. 21](521) hujus)_, in respectu ad id, quod ipsius remanet, nullius sit momenti. Sed de his mox prolixiùs." - } - ] - }, - { - "id": "539", - "title": "PROPOSITIO 39", - "text": "_Qui Corpus ad plurima aptum habet, is Mentem habet, cujus maxima pars est æterna._", - "childs": [ - { - "id": "539d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Qui Corpus ad plurima agendum aptum habet, is minimè affectibus, qui mali sunt, conflictatur _(per [Prop. 38](438), p. IV)_, hoc est _(per [Prop. 30](430), p. IV)_, affectibus, qui naturæ nostræ sunt contrarii, atque adeò _(per [Prop. 10](510) hujus)_ potestatem habet ordinandi, & concatenandi Corporis affectiones secundùm ordinem ad intellectum, & consequenter efficiendi _(per [Prop. 14](514) hujus)_, ut omnes Corporis affectiones ad Dei ideam referantur, ex quò fiet _(per [Prop. 15](515) hujus)_, ut erga Deum afficiatur Amore, qui _(per [Prop. 16](516) hujus)_ Mentis maximam partem occupare, sive constituere debet, ac proinde (per [Prop. 33](533) hujus) Mentem habet, cujus maxima pars est æterna. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "539sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Quia Corpora humana ad plurima apta sunt, non dubium est, quin ejus naturæ possint esse, ut ad Mentes referantur, quæ magnam sui, & Dei habeant cognitionem, & quarum maxima, seu præcipua pars est æterna, atque adeò ut mortem vix timeant. Sed ut hæc clariùs intelligantur, animadvertendum hîc est, quòd nos in continuâ vivimus variatione, & prout in melius, sive in pejus mutamur, eò felices, aut infelices dicimur. Qui enim ex infante, vel puero in cadaver transiit, infelix dicitur, & contrà id felicitati tribuitur, quòd totum vitæ spatium Mente sanâ in Corpore sano percurrere potuerimus. Et reverâ qui Corpus habet, ut infans, vel puer, ad paucissima aptum, & maximè pendens à causis externis, Mentem habet, quæ in se solâ considerata nihil ferè sui, nec Dei, nec rerum sit conscia ; & contrà, qui Corpus habet ad plurima aptum, Mentem habet, quæ in se solâ considerata multum sui, & Dei, & rerum sit conscia. In hâc vitâ igitur apprimè conamur, ut Corpus infantiæ in aliud, quantùm ejus natura patitur, eique conducit, mutetur, quod ad plurima aptum sit, quodque ad Mentem referatur, quæ sui, & Dei, & rerum plurimùm sit conscia ; atque ità ut id omne, quod ad ipsius memoriam, vel imaginationem refertur, in respectu ad intellectum vix alicujus sit momenti, ut in [Schol. Prop. præced.](538sc) jam dixi." - } - ] - }, - { - "id": "540", - "title": "PROPOSITIO 40", - "text": "_Quò unaquæque res plus perfectionis habet, eò magis agit, & minùs patitur, & contrà, quò magis agit, eò perfectior est._", - "childs": [ - { - "id": "540d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Quò unaquæque res perfectior est, eò plus habet realitatis _(per [Defin. 6](2d6), p. II)_, & consequenter _(per [Prop. 3](303), p. III cum ejus [Schol.](303sc))_ eò magis agit, & minùs patitur ; quæ quidem Demonstratio inverso ordine eodem modo procedit, ex quo sequitur, ut res contrà eò sit perfectior, quò magis agit. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "540c", - "type": "COROLLARIUM", - "text": "Hinc sequitur partem Mentis, quæ remanet, quantacunque ea sit, perfectiorem esse reliquâ. Nam pars Mentis æterna _(per Prop. [23](523) & [29](529) hujus)_ est intellectus, per quem solum nos agere dicimur _(per [Prop. 3](303), p. III)_ ; illa autem, quam perire ostendimus, est ipsa imaginatio _(per [Prop. 21](521) hujus)_, per quam solam dicimur pati _(per [Prop. 3](303), p. III & [gen. Affect. Defin.](3agd))_, atque adeò _(per [Prop. præced.](540))_ illa, quantacunque ea sit, hac est perfectior. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "540sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "Hæc sunt, quæ de Mente, quatenus sine relatione ad Corporis existentiam consideratur, ostendere constitueram ; ex quibus, & simul ex [Prop. 21](121) p. I &. aliis apparet, quòd Mens nostra, quatenus intelligit, æternus cogitandi modus sit, qui alio æterno cogitandi modo determinatur, & hic iterum ab alio, & sic in infinitum ; ità ut omnes simul Dei æternum, & infinitum intellectum constituant." - } - ] - }, - { - "id": "541", - "title": "PROPOSITIO 41", - "text": "_Quamvis nesciremus, Mentem nostram æternam esse, Pietatem tamen, & Religionem, & absolutè omnia, quæ ad Animositatem, & Generositatem referri ostendimus in Quartâ Parte, prima haberemus._", - "childs": [ - { - "id": "541d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Primum, & unicum virtutis, seu rectè vivendi rationis fundamentum _(per [Coroll. Prop. 22](422c) & per [Prop. 24](424), p. IV)_ est suum utile quærere. Ad illa autem determinandum, quæ ratio utilia esse dictat, nullam rationem habuimus Mentis æternitatis, quam demum in hâc Quinta Parte novimus. Quamvis igitur tum temporis ignoraverimus, Mentem esse æternam, illa tamen, quæ ad Animositatem, & Generositatem referri ostendimus, prima habuimus ; atque adeò, quamvis etiam nunc hoc ipsum ignoraremus, eadem tamen rationis præscripta prima haberemus. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "541sc", - "type": "SCHOLIM", - "text": "Communis vulgi persuasio alia videtur esse. Nam plerique videntur credere, se eatenus liberos esse, quatenus libidini parere licet, & eatenus de suo jure cedere, quatenus ex legis divinæ præscripto vivere tenentur. Pietatem igitur, & Religionem, & absolutè omnia, quæ ad animi Fortitudinem referuntur, onera esse credunt, quæ post mortem deponere, & pretium servitutis, nempe Pietatis, & Religionis accipere sperant, nec hâc spe solâ ; sed etiam, & præcipuè metu, ne diris, scilicet suppliciis post mortem puniantur, inducuntur, ut ex legis divinæ præscripto, quantùm eorum fert tenuitas, & impotens animus, vivant ; & nisi hæc Spes, & Metus hominibus inessent, at contrà si crederent, mentes cum corpore interire, nec restare miseris, Pietatis onere confectis, vivere longiùs, ad ingenium redirent, & ex libidine omnia moderari, & fortunæ potiùs, quàm sibi parere, vellent. Quæ mihi non minùs absurda videntur, quàm si quis propterea, quòd non credit, se posse bonis alimentis corpus in æternum nutrire, venenis potiùs, & lethiferis se exsaturare vellet ; vel quia videt Mentem non esse æternam, seu immortalem, ideò amens mavult esse, & sine ratione vivere : quæ adeò absurda sunt, ut vix recenseri mereantur." - } - ] - }, - { - "id": "542", - "title": "PROPOSITIO 42", - "text": "_Beatitudo non est virtutis præmium, sed ipsa virtus ; nec eâdem gaudemus, quia libidines coercemus ; sed contrà quia eâdem gaudemus, ideò libidines coërcere possumus._", - "childs": [ - { - "id": "542d", - "type": "DEMONSTRATIO", - "text": "Beatitudo in Amore erga Deum consistit _(per [Prop. 36](536) hujus, & ejus [Schol.](536sc))_, qui quidem Amor ex tertio cognitionis genere oritur _(per [Coroll. Prop. 32](532c) hujus)_, atque adeò hic Amor _(per Prop. [59](359) & [3](303), p. III)_ ad Mentem, quatenus agit, referri debet ; ac proinde _(per [Defin. 8](4d8), p. IV)_ ipsa virtus est, quod erat primum. Deinde quò Mens hoc Amore divino, seu beatitudine magis gaudet, eò plus intelligit _(per [Prop. 32](532) hujus)_, hoc est _(per [Coroll. Prop. 3](503c) hujus)_, eò majorem in affectûs habet potentiam, & _(per [Prop. 38](538) hujus)_ eoò minùs ab affectibus, qui mali sunt, patitur ; atque adeò ex eo, quòd Mens hoc Amore divino, seu beatitudine gaudet, potestatem habet libidines coërcendi ; & quia humana potentia ad coërcendos affectûs in solo intellectu consistit, ergo nemo beatitudine gaudet, quia affectûs coërcuit ; sed contrà potestas libidines coërcendi ex ipsâ beatitudine oritur. _Q.E.D._" - }, - { - "id": "542sc", - "type": "SCHOLIUM", - "text": "His omnia, quæ de Mentis in affectûs potentiâ, quæque de Mentis Libertate ostendere volueram, absolvi. Ex quibus apparet, quantum Sapiens polleat, potiorque sit ignaro, qui solâ libidine agitur. Ignarus enim, præterquam quod à causis externis, multis modis agitatur, nec unquam verâ animi acquiescentiâ potitur, vivit præterea sui, & Dei, & rerum quasi inscius, & simulac pati desinit, simul etiam esse desinit. Cùm contrà sapiens, quatenus ut talis consideratur, vix animo movetur ; sed sui, & Dei, & rerum æternâ quâdam necessitate conscius, nunquam esse desinit ; sed semper verâ animi acquiescentiâ potitur. Si jam via, quam ad hæc ducere ostendi, perardua videatur, inveniri tamen potest. Et sanè arduum debet esse, quod adeò rarò reperitur. Quî enim posset fieri, si salus in promptu esset, & sine magno labore reperiri posset, ut ab omnibus ferè negligeretur? Sed omnia præclara tam difficilia, quàm rara sunt." - } - ] - }, - { - "title":"_FINIS._", - "type":"title" - } - ] - } -] +[ + { + "index":0, + "id":"intro", + "text": "ETHICA \nOrdine Geometrico demonstrata \n_ET_ \n_In quinque Partes distincta_ \n_in quibus agitur,_" + }, + { + "index": 1, + "id": "p1", + "title": "_Pars Prima,_ DE DEO.", + "enonces": [ + { + "title":"DEFINITIONES", + "type":"title" + }, + { + "id": "1d1", + "title": "I.", + "text": "Per causam sui intelligo id ; cujus essentia involvit existentiam, sive id, cujus naturâ non potest concipi nisi existens.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d2", + "title": "II.", + "text": "Ea res dicitur in suo genere finita, quæ aliâ ejusdem naturæ terminari potest. Ex. gr. corpus dicitur finitum, quia aliud semper majus concipimus. Sic cogitatio aliâ cogitatione terminatur. At corpus non terminatur cogitatione, nec cogitatio corpore.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d3", + "title": "III.", + "text": "Per substantiam intelligo id ; quod in se est, & per se concipitur : hoc est id, cujus conceptus non indiget conceptu alterius rei, à quo formari debeat.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d4", + "title": "IV.", + "text": "Per attributum intelligo id, quod intellectus de substantiâ percipit, tanquàm ejusdem essentiam constituens.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d5", + "title": "V.", + "text": "Per modum intelligo substantiæ affectiones, sive id, quod in alio est, per quod etiam concipitur.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d6", + "title": "VI.", + "text": "Per Deum intelligo ens absolutè infinitum, hoc est, substantiam constantem infinitis attributis, quorum unumquodque æternam, & infinitam essentiam exprimit.", + "childs": [ + { + "id": "1d6e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Dico absolutè infinitum, non autem in suo genere ; quicquid enim in suo genere tantùm infinitum est, infinita de eo attributa negare possumus ; quod autem absolutè infinitum est, ad ejus essentiam pertinet, quicquid essentiam exprimit, & negationem nullam involvit." + } + ] + }, + { + "id": "1d7", + "title": "VII.", + "text": "Ea res libera dicitur, quæ ex solâ suæ naturæ necessitate existit, & à se solâ ad agendum determinatur : Necessaria autem, vel potiùs coacta, quæ ab alio determinatur ad existendum, & operandùm certâ, ac determinatâ ratione.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1d8", + "title": "VIII.", + "text": "Per æternitatem intelligo ipsam existentiam, quatenus ex solâ rei æternæ Definitione necessariò sequi concipitur.", + "childs": [ + { + "id": "1d8e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Talis enim existentia, ut æterna veritas, sicut rei essentia, concipitur, proptereaque per durationem, aut tempus explicari non potest tametsi duratio principio, & fine carere concipiatur." + } + ] + }, + { + "title":"AXIOMATA", + "type":"title" + }, + { + "id": "1a1", + "title": "I.", + "text": "Omnia, quæ sunt, vel in se, vel in alio sunt.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a2", + "title": "II.", + "text": "Id, quod per aliud non potest concipi, per se concipi debet.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a3", + "title": "III.", + "text": "Ex datâ causâ determinatâ necessariò sequitur effectus, & contrà ; si nulla detur determinata causa, impossibile est, ut effectus sequatur.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a4", + "title": "IV.", + "text": "Effectûs cognitio à cognitione causæ dependet, & eandem involvit.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a5", + "title": "V.", + "text": "Quæ nihil commune cum se invicem habent, etiam per se invicem intelligi non possunt, sive conceptus unius alterius conceptum non involvit.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a6", + "title": "VI.", + "text": "Idea vera debet cum suo ideato convenire.", + "childs": [] + }, + { + "id": "1a7", + "title": "VII.", + "text": "Quicquid, ut non existens, potest concipi, ejus essentia non involvit existentiam.", + "childs": [] + }, + { + "id": "101", + "title": "PROPOSITIO 1", + "text": "_Substantia prior est naturâ suis affectionibus._", + "childs": [ + { + "id": "101d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex Definitione _[3](1d3)_ & _[5](1d5)_." + } + ] + }, + { + "id": "102", + "title": "PROPOSITIO 2", + "text": "_Duæ substantiæ, diversa attributa habentes, nihil inter se commune habent._", + "childs": [ + { + "id": "102d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet etiam ex _[Defin. 3](1d3)_. Unaquæque enim in se debet esse, & per se debet concipi, sive conceptus unius conceptum alterius non involvit." + } + ] + }, + { + "id": "103", + "title": "PROPOSITIO 3", + "text": "_Quæ res nihil commune inter se habent, earum una alterius causa esse non potest._", + "childs": [ + { + "id": "103d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si nihil commune cum se invicem habent, ergo _(per [Axiom. 5](1a5))_ nec per se invicem possunt intelligi, adeóque _(per [Axiom. 4](1a4))_ una alterius causa esse non potest. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "104", + "title": "PROPOSITIO 4", + "text": "_Duæ, aut plures res distinctæ, vel inter se distinguuntur ex diversitate attributorum, substantiarum, vel ex diversitate earundem affectionum._", + "childs": [ + { + "id": "104d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Omnia, quæ sunt, vel in se, vel in alio sunt _(per [Axiom. 1](1a1))_ hoc est _(per Defin. [3](1d3) & [5](1d5))_ extra intellectum nihil datur præter substantias, earumque affectiones. Nihil ergo extra intellectum datur, per quod plures res distingui inter se possunt præter substantias, sive quod idem est _(per [Defin. 4](1d4))_ earum attributa, earumque affectiones. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "105", + "title": "PROPOSITIO 5", + "text": "_In rerum naturâ non possunt dari duæ, aut plures substantiæ ejusdem naturæ, sive attributi._", + "childs": [ + { + "id": "105d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si darentur plures distinctæ, deberent inter se distingui, vel ex diversitate attributorum, vel ex diversitate affectionum _([per Prop. præced.](104))_. Si tantùm ex diversitate attributorum, concedetur ergo, non dari, nisi unam ejusdem attributi. At si ex diversitate affectionum, cum substantia sit prior naturâ suis affectionibus _(per [Prop. 1](101))_ depositis ergo affectionibus, & in se considerata, hoc est _(per [Defin. 3](1d3) & [Axiom. 6](1a6))_ verè considerata, non poterit concipi ab aliâ distingui, hoc est _(per [Prop. præced.](104))_ non poterunt dari plures sed tantùm una. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "106", + "title": "PROPOSITIO 6", + "text": "_Una substantia non potest produci ab aliâ substantiâ._", + "childs": [ + { + "id": "106d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "In rerum naturâ non possunt dari duæ substantiæ ejusdem attributi _(per [Prop. præced.](105))_, hoc est _(per [Prop. 2](102))_, quæ aliquid inter se commune habent. Adeóque _(per [Prop. 3](103))_ una alterius causa esse nequit, sive ab aliâ non potest produci. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "106c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur substantiam ab alio produci non posse. Nam in rerum naturâ nihil datur præter substantias, earumque affectiones, ut patet ex _[Axiom. 1](1a1)_ & _Defin. [3](1d3)_ & _[5](1d5)_. Atqui à substantiâ produci non potest _([per Prop. præced.](106))_. Ergo substantia absolutè ab alio produci non potest. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "106a", + "type": "_Aliter_", + "text": "Demonstratur hoc etiam faciliùs ex absurdo contradictorio. Nam si substantia ab alio posset produci, ejus cognitio à cognitione suæ causæ deberet pendêre _(per [Axiom. 4](1a4))_ ; adeóque _(per [Defin. 3](1d3))_ non esset substantia." + } + ] + }, + { + "id": "107", + "title": "PROPOSITIO 7", + "text": "_Ad naturâm substantiæ pertinet existere._", + "childs": [ + { + "id": "107d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Substantia non potest produci ab alio _([per Coroll. Prop. præced](106c))_ ; erit itaque causa sui, id est _(per [Defin. 1](1d1))_ ipsius essentia involvit necessariò existentiam, sive ad ejus naturâm pertinet existere. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "108", + "title": "PROPOSITIO 8", + "text": "_Omnis substantia est necessariò infinita_.", + "childs": [ + { + "id": "108d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Substantia unius attributi non, nisi unica, existit _(per [Prop. 5](105))_, & ad ipsius naturâm pertinet existere _(per [Prop. 7](107))_. Erit ergo de ipsius naturâ vel finita, vel infinita existere. At non finita. Nam _(per [Defin. 2](1d2))_ deberet terminari ab aliâ ejusdem naturæ, quæ etiam necessariò deberet existere _(per [Prop. 7](107))_ ; adeóque darentur duæ substantiæ ejusdem attributi, quod est absurdum _(per [Prop. 5](105))_. Existit ergo infinita. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "108sc1", + "type": "SCHOLIUM 1", + "text": "Cùm finitum esse reverâ sit ex parte negatio & infinitum absoluta affirmatio existentiae alicujus naturæ, sequitur ergo ex solâ _[7 Prop.](107)_ omnem substantiam debere esse infinitam." + }, + { + "id": "108sc2", + "type": "SCHOLIUM 2", + "text": "Non dubito, quin omnibus, qui de rebus confusè judicant, nec res per primas suas causas noscere consueverunt, difficile sit, [demonstrationem 7 _Prop._](107d) concipere ; nimirùm quia non distinguunt inter modificationes substantiarum & ipsas substantias, neque sciunt, quomodò res producuntur. Unde fit, ut principium, quod res naturales habere vident, substantiis affingant ; qui enim veras rerum causas ignorant, omnia confundunt, & sine ullâ mentis repugnantiâ tam arbores, quàm homines, loquentes fingunt, & homines tam ex lapidibus, quàm ex semine, formari, &, quascunque formas in alias quascunque mutari, imaginantur. Sic etiam, qui naturam divinam cum humanâ confundunt, facile Deo affectûs humanos tribuunt, præsertim quamdiu etiam ignorant, quomodò affectûs in mente producuntur. Si autem homines ad naturam substantiæ attenderent, minimè de veritate _[7 Prop.](107)_ dubitarent ; imò hæc Prop. omnibus axioma esset, & inter notiones communes numeraretur. Nam per substantiam intelligerent id, quod in se est, & per se concipitur, hoc est, id, cujus cognitio non indiget cognitione alterius rei. Per modificationes autem id, quod in alio est, & quarum conceptus à conceptu rei, in quâ sunt, formatur : quocirca modificationum non existentium veras ideas possumus habere ; quandoquidem, quamvis non existant actu extra intellectum, earum tamen essentia ità in alio comprehenditur, ut per idem concipi possint. Verùm substantiarum veritas extra intellectum non est, nisi in se ipsis, quia per se concipiuntur. Si quis ergo diceret, se claram, & distinctam, hoc est, veram ideam substantiæ habere, & nihilominus dubitare, num talis substantia existat, idem hercle esset, ac si diceret, se veram habere ideam, & nihilominus dubitare num falsa sit (ut satis attendenti sit manifestum) ; vel, si quis statuat, substantiam creari, simul statuit, ideam falsam factam esse veram, quo sanè nihil absurdius concipi potest ; adeóque fatendum necessariò est, substantiæ existentiam, sicut ejus essentiam, æternam esse veritatem. Atque hinc alio modo concludere possumus, non dari, nisi unicam, ejusdem naturæ, quod hîc ostendere, operæ pretium esse duxi. Ut autem hoc ordine faciam, notandum est, I. veram uniuscujusque rei definitionem nihil involvere, neque exprimere præter rei definitæ naturam. Ex quo sequitur hoc II., nempe nullam definitionem certum aliquem numerum individuorum involvere, neque exprimere quandoquidem nihil aliud exprimit, quàm naturam rei definitæ. Ex. gr. definitio trianguli nihil aliud exprimit, quàm simplicem naturam trianguli ; at non certum aliquem triangulorum numerum. III. Notandum, dari necessariò uniuscujusque rei existentis certam aliquam causam, propter quam existit. IV. Denique notandum, hanc causam, propter quam aliqua res existit, vel debere contineri in ipsâ naturâ, & definitione rei existentis _(nimirùm quòd ad ipsius naturâm pertinet existere)_, vel debere extra ipsam dari. His positis sequitur, quòd, si in naturâ certus aliquis numerus individuorum existat, debeat necessariò dari causa, cur illa individua, & cur non plura, nec pauciora existunt. Si ex. gr. in rerum naturâ 20 homines existant _(quos, majoris perspicuitatis causâ, suppono simul existere, nec alios antea in naturâ exstitisse)_, non satis erit _(ut scilicet rationem reddamus, cur 20 homines existant)_ causam naturæ humanae in genere ostendere ; sed insuper necesse erit, causam ostendere, cur non plures, nec pauciores, quam 20 existant ; quandoquidem _(per III. Notam)_ uniuscujusque debet necessariò dari causa, cur existat. At hæc causa _(per Notam II. & III.)_ non potest in ipsâ naturâ humanâ contineri, quandoquidem vera hominis definitio numerum vicenarium non involvit ; adeóque _(per notam IV.)_ causa, cur hi viginti homines existunt, & consequenter cur unusquisque existit, debet necessariò extra unumquemque dari, & propterea absolutè concludendum, omne id, cujus naturæ plura individua existere possunt, debere necessariò, ut existant, causam externam habere. Jam quoniam ad naturam substantiæ _(per jam ostensa in hoc Schol.)_ pertinet existere, debet ejus Definitio necessariam existentiam involvere, & consequenter ex solâ ejus definitione debet ipsius existentia concludi. At ex ipsius definitione _(ut jam ex Notâ II. & III. ostendimus)_ non potest sequi plurium substantiarum existentia ; sequitur ergo ex eâ necessariò, unicam tantùm ejusdem naturæ existere, ut proponebatur." + } + ] + }, + { + "id": "109", + "title": "PROPOSITIO 9", + "text": "_Quò plus realitatis, aut esse unaquæque res habet, eo plura attributa ipsi competunt._", + "childs": [ + { + "id": "109d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex _[Defin. 4](1d4)_." + } + ] + }, + { + "id": "110", + "title": "PROPOSITIO 10", + "text": "_Unumquodque unius substantiæ attributum per se concipi debet._", + "childs": [ + { + "id": "110d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Attributum enim est id, quod intellectus de substantiâ percipit, tanquam ejus essentiam constituens _(per [Defin. 4](1d4))_, adeóque _(per [Defin. 3](1d3))_ per se concipi debet. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "110sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Ex his apparet, quòd, quàmvis duo attributa realiter distincta concipiantur, hoc est, unum sine ope alterius, non possumus tamen inde concludere, ipsa dua entia, sive duas diversas substantias constituere ; id enim est de naturâ substantiæ, ut unumquodque ejus attributorum per se concipiatur ; quandoquidem omnia, quæ habet, attributa, simul in ipsâ semper fuerunt, nec unum ab alio produci potuit ; sed unumquodque realitatem, sive esse substantiæ exprimit. Longè ergo abest, ut absurdum sit, uni substantiæ plura attributa tribuere ; quin nihil in naturâ clarius, quàm quòd unumquodque ens sub aliquo attributo debeat concipi, &, quò plus realitatis, aut esse habeat, eò plura attributa, quæ & necessitatem, sive æternitatem, & infinitatem exprimunt, habeat ; & consequenter nihil etiam clarius, quàm quòd ens absolutè infinitum necessariò sit definiendum _(ut [Defin. 6](1d6) tradidimus)_ ens, quod constat infinitis attributis, quorum unumquodque æternam, & infinitam certam essentiam exprimit. Si quis autem jam quærit, ex quo ergo signo diversitatem substantiarum poterimus dignoscere, legat sequentes Propositiones, quæ ostendunt in rerum naturâ non, nisi unicam substantiam, existere, eamque absolutè infinitam esse, quapropter id signum frustrà quæreretur." + } + ] + }, + { + "id": "111", + "title": "PROPOSITIO 11", + "text": "_Deus, sive substantia constans infinitis attributis, quorum unumquodque æternam, & infinitam essentiam exprimit, necessariò existit._", + "childs": [ + { + "id": "111d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si negas, concipe, si fieri potest, Deum non existere. Ergo _(per [Axiom. 7](1a7))_ ejus essentia non involvit existentiam. Atqui hoc _(per [Prop. 7](107))_ est absurdum : ergo Deus necessariò existit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "111a1", + "type": "_Aliter_", + "text": "Cujuscunque rei assignari debet causa, seu ratio, tam cur existit, quàm cur non existit. Ex. gr. si triangulus existit, ratio, seu causa dari debet, cur existit ; si autem non existit, ratio etiam, seu causa dari debet, quæ impedit, quominus existat, sive quæ ejus existentiam tollat. Hæc verò ratio, seu causa, vel in naturâ rei contineri debet, vel extra ipsam. Ex. gr. rationem, cur circulus quadratus non existat, ipsa ejus naturâ indicat ; nimirùm, quia contradictionem involvit. Cur autem contrà substantia existat, ex solâ etiam ejus naturâ sequitur, quia scilicet existentiam involvit _(vide [Prop. 7](107))_. At ratio, cur circulus, vel triangulus existit, vel cur non existit, ex eorum naturâ non sequitur, sed ex ordine universæ naturæ corporeæ ; ex eo enim sequi debet, vel jam triangulum necessariò existere, vel impossibile esse, ut jam existat. Atque hæc per se manifesta sunt. Ex quibus sequitur, id necessariò existere, cujus nulla ratio, nec causa datur, quæ impedit, quominus existat. Si itaque nulla ratio, nec causa dari possit, quæ impedit, quominus Deus existat, vel quæ ejus existentiam tollat, omnino concludendum est, eundem necessariò existere. At si talis ratio, seu causa daretur, ea, vel in ipsâ Dei naturâ, vel extra ipsam dari deberet, hoc est, in aliâ substantiâ alterius naturæ. Nam si ejusdem naturæ esset, eo ipso concederetur dari Deum. At substantia, quæ alterius esset naturæ, nihil cum Deo commune habere _(per [Prop. 2](102))_, adeóque neque ejus existentiam ponere, neque tollere posset. Cùm igitur ratio, seu causa, quæ divinam existentiam tollat, extra divinam naturâm dari non possit, debebit necessariò dari, siquidem non existit, in ipsâ ejus naturâ, quæ propterea contradictionem involveret. Atqui hoc de Ente absolutè infinito, & summè perfecto affirmare, absurdum est ; ergo nec in Deo, nec extra Deum ulla causa, seu ratio datur, quæ ejus existentiam tollat, ac proinde Deus necessariò existit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "111a2", + "type": "_Aliter_", + "text": "Posse non existere impotentia est, & contrà posse existere potentia est _(ut per se notum)_. Si itaque id, quod jam necessariò existit, non nisi entia finita sunt, sunt ergo entia finita potentiora Ente absolutè infinito : atque hoc _(ut per se notum)_ absurdum est ; ergo vel nihil existit, vel Ens absolutè infinitum necessariò etiam existit. Atqui nos, vel in nobis, vel in alio, quod necessariò existit, existimus _(vide [Axiom. 1](1a1) & [Prop. 7](107))_. Ergo Ens absolutè infinitum, hoc est _(per [Defin. 6](1d6))_, Deus necessariò existit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "111sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "In hâc ultimâ demonstratione Dei existentiam à posteriori ostendere volui, ut demonstratio faciliùs perciperetur ; non autem propterea, quòd ex hoc eodem fundamento Dei existentia à priori non sequatur. Nam, cùm posse existere potentia sit, sequitur, quò plus realitatis alicujus rei naturæ competit, eò plus virium à se habere, ut existat ; adeóque Ens absolutè infinitum, sive Deum infinitam absolutè potentiam existendi a se habere, qui propterea absolutè existit. Multi tamen forsan non facilè hujus demonstrationis evidentiam videre poterunt, quia assueti sunt, eas solummodò res contemplari, quæ à causis externis fiunt ; & ex his, quæ citò fiunt, hoc est, quæ facilè existunt, eas etiam facilè perire vident, & contrà eas res factu difficiliores judicant, hoc est, ad existendum non adeò faciles ad quas plura pertinere concipiunt. Verùm, ut ab his praejudiciis liberentur, non opus habeo hîc ostendere, quâ ratione hoc enunciatum, _quod citò fit, citò perit_ verum sit, nec etiam, an respectu totius naturæ omnia aequè facilia sint, an secus. Sed hoc tantùm notare sufficit, me hîc non loqui de rebus, quæ à causis externis fiunt, sed de solis substantiis, quæ _(per [Prop. 6](106))_ à nullâ causâ externâ produci possunt. Res enim, quæ à causis externis fiunt, sive eae multis partibus constent, sive paucis, quicquid perfectionis, sive realitatis habent, id omne virtuti causæ externae debetur, adeóque earum existentia ex solâ perfectione causæ externae, non autem suæ oritur. Contrà, quicquid substantia perfectionis habet, nulli causæ externæ debetur ; quare ejus etiam existentia ex solâ ejus naturâ sequi debet, quæ proinde nihil aliud est, quàm ejus essentia. Perfectio igitur rei existentiam non tollit, sed contrà ponit ; imperfectio autem contrà eandem tollit, adeóque de nullius rei existentiâ certiores esse possumus, quàm de existentia Entis absolutè infiniti, seu perfecti, hoc est, Dei. Nam quandoquidem ejus essentia omnem imperfectionem secludit, absolutamque perfectionem involvit, eo ipso omnem causam dubitandi de ipsius existentiâ tollit, summamque de eâdem certitudinem dat, quod mediocriter attendenti perspicuum fore credo." + } + ] + }, + { + "id": "112", + "title": "PROPOSITIO 12", + "text": "_Nullum substantiæ attributum potest verè concipi, ex quo sequatur, substantiam posse dividi._", + "childs": [ + { + "id": "112d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Partes enim, in quas substantia, sic concepta divideretur, vel naturam substantiæ retinebunt vel non. Si primum, tum _(per [Prop. 8](108))_ unaquæque pars debebit esse infinita, & _(per [Prop. 6](106))_ causa sui, & _(per [Prop. 5](105))_ constare debebit ex diverso attributo, adeóque ex una substantiâ plures constitui poterunt, quod _(per [Prop. 6](106))_ est absurdum. Adde, quòd partes _(per [Prop. 2](102))_ nihil commune cum suo toto haberent, & totum _(per [Defin. 4](1d4) & [Prop. 10](110))_ absque suis partibus, & esse, & concipi posset, quod absurdum esse, nemo dubitare poterit. Si autem secundum ponatur, quòd scilicet partes naturâm substantiæ non retinebunt ; ergo, cùm tota substantia in aequales partes esset divisa, naturam substantiæ amitteret, & esse desineret, quod _(per [Prop. 7](107))_ est absurdum." + } + ] + }, + { + "id": "113", + "title": "PROPOSITIO 13", + "text": "_Substantia absolutè infinita est indivisibilis._", + "childs": [ + { + "id": "113d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si enim divisibilis esset, partes, in quas divideretur, vel naturâm substantiæ absolutè infinitæ retinebunt, vel non. Si primum, dabuntur ergo plures substantiæ ejusdem naturæ, quod _(per [Prop. 5](105))_ est absurdum. Si secundum ponatur, ergo _(ut supra)_ poterit substantia absolutè infinita desinere esse, quod _(per [Prop. 11](111))_ est etiam absurdum." + }, + { + "id": "113c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Ex his sequitur? nullam substantiam? & consequenter nullam substantiam corpoream, quatenus substantia est, esse divisibilem." + }, + { + "id": "113sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quòd substantia sit indivisibilis, simplicius ex hoc solo intelligitur? quòd natura substantiæ non potest concipi, nisi infinita, & quòd per partem substantiæ nihil aliud intelligi potest, quàm substantia finita, quod _(per [Prop. 8](108))_ manifestam contradictionem implicat." + } + ] + }, + { + "id": "114", + "title": "PROPOSITIO 14", + "text": "_Præter Deum nulla dari, neque concipi potest substantia._", + "childs": [ + { + "id": "114d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cùm Deus sit ens absolutè infinitum, de quo nullum attributum, quod essentiam substantiæ exprimit, negari potest _(per [Defin. 6](1d6))_, isque necessariò existat _(per [Prop. 11](111))_ si aliqua substantia præter Deum daretur, ea explicari deberet per aliquod attributum Dei, sicque duæ substantiæ ejusdem attributi existerent, quod _(per [Prop. 5](105))_ est absurdum ; adeóque nulla substantia extra Deum dari potest, & consequenter non etiam concipi. Nam si posset concipi, deberet necessariò concipi, ut existens ; atqui hoc _(per primam partem hujus demonstrationis)_ est absurdum. Ergo extra Deum nulla dari, neque concipi potest substantia. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "114c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Hinc clarissimè sequitur I. Deum esse unicum, hoc est _(per [Defin. 6](1d6))_ in rerum naturâ non, nisi unam substantiam, dari, eamque absolutè infinitam esse, ut in _[Scolio Prop. 10](110sc)_ jam innuimus." + }, + { + "id": "114c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Sequitur II. rem extensam, & rem cogitantem, vel Dei attributa esse, vel _(per [Axiom. 1](1a1))_ affectiones attributorum Dei." + } + ] + }, + { + "id": "115", + "title": "PROPOSITIO 15", + "text": "_Quicquid est, in Deo est, & nihil sine Deo esse, neque concipi potest._", + "childs": [ + { + "id": "115d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Præter Deum nulla datur, neque concipi potest substantia _(per [Prop. 14](114))_, hoc est _(per [Defin. 3](1d3))_ res, quæ in se est, & per se concipitur. Modi autem _(per [Defin. 5](1d5))_ sine substantiâ nec esse, nec concipi possunt ; quare hi in solâ divina naturâ esse, & per ipsam solam concipi possunt. Atqui præter substantias, & modos nil datur _(per [Axiom. 1](1a1))_. Ergo nihil sine Deo esse, neque concipi potest. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "115sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Sunt, qui Deum instar hominis corpore, & mente constantem, atque passionibus obnoxium fingunt ; sed, quàm longè hi à verâ Dei cognitione aberrent, satis ex jam demonstratis constat. Sed hos mitto : nam omnes, qui naturâm divinam aliquo modo contemplati sunt, Deum esse corporeum negant. Quod etiam optimè probant ex eo, quod per corpus intelligimus quàmcunque quantitatem, longam, latam, & profundam, certâ aliquâ figurâ terminatam, quo nihil absurdius de Deo, ente scilicet absolutè infinito, dici potest. Attamen interim aliis rationibus, quibus hoc idem demonstrare conantur, clarè ostendunt, se substantiam ipsam corpoream, sive extensam à naturâ divinâ omnino removere, atque ipsam à Deo creatam statuunt. Ex quâ autem divinâ potentiâ creari potuerit, prorsùs ignorant ; quod clarè ostendit, illos id, quod ipsimet dicunt, non intelligere. Ego saltem satis clarè, meo quidem judicio, demonstravi _(vide [Coroll. Prop. 6](106c) & [Schol. 2 Prop. 8](108sc2))_ nullam substantiam ab alio produci, vel creari. Porrò [Prop. 14](114) ostendimus, præter Deum nullam dari, neque concipi posse substantiam ; atque hinc conclusimus, substantiam extensam unum ex infinitis Dei attributis esse. Verùm, ad pleniorem explicationem, adversariorum argumenta refutabo, quæ omnia huc redeunt. Primò, quòd substantia corporea, quatenus substantia, constat, ut putant, partibus ; & ideò eandem infinitam posse esse, & consequenter, ad Deum pertinere posse, negant. Atque hoc multis exemplis explicant, ex quibus unum, aut alterum afferam. Si substantia corporea, ajunt, est infinita, concipiatur in duas partes dividi ; erit unaquæque pars, vel finita, vel infinita. Si illud, componitur ergo infinitum ex duabus partibus finitis, quod est absurdum. Si hoc, datur ergo infinitum duplo majus alio infinito, quod etiam est absurdum. Porrò, si quantitas infinita mensuratur partibus pedes aequantibus, infinitis talibus partibus constare debebit, ut &, si partibus mensuretur digitos aequantibus ; ac propterea unus numerus infinitus erit duodecies major alio infinito. ![Graph 1](/assets/img/graph-01.png) Denique, si ex uno puncto infinitæ cujusdam quantitatis concipiatur, duas lineas, ut AB, AC, certâ ac determinatâ in initio distantiâ in infinitum protendi ; certum est distantiam inter B & C continuò augeri, & tandem ex determinatâ indeterminabilem fore. Cùm igitur hæc absurda sequantur, ut putant, ex eo quòd quantitas infinita supponitur : inde concludunt, substantiam corpoream debere esse finitam, & consequenter ad Dei essentiam non pertinere. Secundum argumentum petitur etiam à summâ Dei perfectione. Deus enim, inquiunt, cùm sit ens summè perfectum, pati non potest : atqui substantia corporea, quandoquidem divisibilis est, pati potest ; sequitur ergo, ipsam ad Dei essentiam non pertinere. Hæc sunt, quæ apud scriptores invenio argumenta, quibus ostendere conantur, substantiam corpoream divinâ naturâ indignam esse, nec ad eandem posse pertinere. Verumenimvero, si quis rectè attendat, me ad hæc jam respondisse comperiet ; quandoquidem hæc argumenta in eo tantùm fundantur, quòd substantiam corpoream ex partibus componi supponunt, quod jam _(per [Prop. 12](112) cum [Coroll. Prop. 13](113c))_ absurdum esse ostendi. Deinde si quis rem rectè perpendere velit, videbit, omnia illa absurda _(siquidem omnia absurda sunt, de quo non jam disputo)_ ex quibus concludere volunt, substantiam extensam finitam esse, minimè ex eo sequi, quòd quantitas infinita supponatur : sed quòd quantitatem infinitam mensurabilem ,& ex partibus finitis conflari supponunt ; quare ex absurdis, quæ inde sequuntur, nihil aliud concludere possunt, quàm quòd quantitas infinita non sit mensurabilis, & quòd ex partibus finitis conflari non possit. Atque hoc idem est, quod nos suprà _([Prop. 12](112) &c.)_ jam demonstravimus. Quare telum, quod in nos intendunt, in se ipsos reverâ conjiciunt. Si igitur ipsi ex suo hoc absurdo concludere tamen volunt, substantiam extensam debere esse finitam, nihil aliud herclè faciunt, quàm si quis ex eo, quòd finxit circulum quadrati proprietates habere, concludit, circulum non habere centrum, ex quo omnes ad circumferentiam ductae lineæ sunt æquales. Nam substantiam corpoream, quæ non nisi infinita, non nisi unica, & non nisi indivisibilis potest concipi _(vide Prop. [8](108), [5](105) & [12](112))_ eam ipsi ad concludendum, eandem esse finitam, ex partibus finitis conflari, & multiplicem esse, & divisibilem, concipiunt. Sic etiam alii, postquam fingunt, lineam ex punctis componi, multa sciunt invenire argumenta, quibus ostendant, lineam non posse in infinitum dividi. & profectò, non minùs absurdum est ponere, quòd substantia corporea ex corporibus, sive partibus componatur, quàm quòd corpus ex superficiebus, superficies ex lineis, lineæ denique ex punctis componantur. Atque hoc omnes, qui claram rationem infallibilem esse sciunt, fateri debent, & imprimis ii, qui negant, dari vacuum. Nam si substantia corporea ità posset dividi, ut ejus partes realiter distinctæ essent, cur ergo una pars non posset annihilari, manentibus reliquis, ut antè, inter se connexis? & cur omnes ità aptari debent, ne detur vacuum? Sanè rerum, quæ realiter ab invicem distinctæ sunt, una sine aliâ esse, & in suo statu manere potest. Cùm igitur vacuum in naturâ non detur (de quo aliàs), sed omnes partes ità concurrere debent, ne detur vacuum, sequitur hinc etiam, easdem non posse realiter distingui, hoc est, substantiam corpoream, quatenus substantia est, non posse dividi. Si quis tamen jam quærat, cur nos ex naturâ ità propensi simus ad dividendam quantitatem? ei respondeo, quòd quantitas duobus modis à nobis concipitur, abstractè scilicet, sive superficialiter prout nempe ipsam imaginamur, vel ut substantia, quòd à solo intellectu fit. Si itaque ad quantitatem attendimus, prout in imaginatione est, quod saepe, & faciliùs à nobis fit, reperietur finita, divisibilis, & partibus conflata ; si autem ad ipsam, prout in intellectu est, attendimus, & eam, quatenus substantia est, concipimus, quod difficillimè fit, tum, ut jam satis demonstravimus, infinita, unica, & indivisibilis reperietur. Quod omnibus, qui inter imaginationem, & intellectum distinguere sciverint, satis manifestum erit : Præcipuè si ad hoc etiam attendatur, quòd materia ubique eadem est, nec partes in eâdem distinguuntur, nisi quatenus materiam diversimodè affectam esse concipimus, unde ejus partes modaliter tantùm distinguuntur, non autem realiter. Ex. gr. aquam, quatenus aqua est, dividi concipimus, ejusque partes ab invicem separari ; at non, quatenus substantia est corporea ; eatenus enim neque separatur, neque dividitur. Porrò aqua, quatenus aqua, generatur, & corrumpitur ; at, quatenus substantia, nec generatur, nec corrumpitur. Atque his me ad secundum argumentum etiam respondisse puto : quandoquidem id in eo etiam fundatur, quòd materia, quatenus substantia, divisibilis sit, & partibus confletur. & quamvis hoc non esset, nescio, cur divinâ naturâ indigna esset : quandoquidem _(per [Prop. 14](114))_ extra Deum nulla substantia dari potest, à quâ ipsa pateretur. Omnia, inquam, in Deo sunt, & omnia, quæ fiunt, per solâs leges infinitæ Dei naturæ fiunt, & ex necessitate ejus essentiæ (ut mox ostendam) sequuntur ; quare nullâ ratione dici potest, Deum ab alio pati, aut substantiam extensam divinâ naturâ indignam esse, tametsi divisibilis supponatur, dummodò æterna, & infinita concedatur. Sed de his impræsentiarum satis." + } + ] + }, + { + "id": "116", + "title": "PROPOSITIO 16", + "text": "_Ex necessitate divinæ naturæ, infinita infinitis modis (hoc est, omnia, quæ sub intellectum infinitum cadere possunt) sequi debent._", + "childs": [ + { + "id": "116d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio unicuique manifesta esse debet, si modò ad hoc attendat, quòd ex datâ cujuscunque rei Definitione plures proprietates intellectus concludit, quæ reverâ ex eadem (hoc est, ipsâ rei essentiâ) necessariò sequuntur, & eò plures, quò plus realitatis rei definitio exprimit, hoc est, quò plus realitatis rei definitæ essentia involvit. Cùm autem naturâ divina infinita absolutè attributa habeat _(per [Defin. 6](1d6))_, quorum etiam unumquodque infinitam essentiam in suo genere exprimit, ex ejusdem ergò necessitate infinita infinitis modis (hoc est, omnia, quæ sub intellectum infinitum cadere possunt) necessariò sequi debent. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "116c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Hinc sequitur, I. Deum omnium rerum, quæ sub intellectum infinitum cadere possunt, esse causam efficientem." + }, + { + "id": "116c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Sequitur II. Deum causam esse per se, non vero per accidens." + }, + { + "id": "116c3", + "type": "COROLLARIUM 3", + "text": "Sequitur III. Deum esse absolutè causam primam." + } + ] + }, + { + "id": "117", + "title": "PROPOSITIO 17", + "text": "_Deus ex solis suæ naturæ legibus, & à nemine coactus agit._", + "childs": [ + { + "id": "117d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex solâ divinæ naturæ necessitate, vel (quod idem est) ex solis ejusdem naturæ legibus, infinita absolutè sequi, modò _([Prop. 16](116))_ ostendimus ; & _([Prop. 15](115))_ demonstravimus, nihil sine Deo esse, nec concipi posse, sed omnia in Deo esse ; quare nihil extra ipsum esse potest, à quo ad agendum determinetur, vel cogatur, atque adeò Deus ex solis suæ naturæ legibus, & à nemine coactus agit. _Q.E.D._ " + }, + { + "id": "117c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Hinc sequitur I. nullam dari causam, quæ Deum extrinsecè, vel intrinsece, præter ipsius naturæ perfectionem, incitet ad agendum." + }, + { + "id": "117c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Sequitur II. solum Deum esse causam liberam. Deus enim solus ex solâ suæ naturæ necessitate existit _(per [Prop. 11](111) & [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_, & ex solâ suæ naturæ necessitate agit _(per [Prop. præced.](117))_. Adeòque _(per [Defin. 7](1d7))_ solus est causa libera. _Q.E.D._ " + }, + { + "id": "117sc", + "type": "scholium", + "text": "Alii putant, Deum esse causam liberam, propterea quòd potest, ut putant, efficere, ut ea, quæ ex ejus naturâ sequi diximus, hoc est, quæ in ejus potestate sunt, non fiant, sive ut ab ipso non producantur. Sed hoc idem est, ac si dicerent, quòd Deus potest efficere, ut ex naturâ trianguli non sequatur, ejus tres angulos æquales esse duobus rectis ; sive ut ex datâ causâ non sequatur effectus, quod est absurdum. Porrò infrà absque ope hujus Propositionis ostendam, ad Dei naturam neque intellectum, neque voluntatem pertinere. Scio equidem plures esse, qui putant, se posse demonstrare, ad Dei naturam summum intellectum, & liberam voluntatem pertinere ; nihil enim perfectius cognoscere sese ajunt, quod Deo tribuere possunt, quàm id, quod in nobis summa est perfectio. Porrò, tametsi Deum actu summè intelligentem concipiant, non tamen credunt, eum posse omnia, quæ actu intelligit, efficere, ut existant ; nam se eo modo Dei potentiam destruere putant. Si omnia, inquiunt, quæ in ejus intellectu sunt, creavisset, nihil tum ampliùs creare potuisset, quod credunt Dei omnipotentiæ repugnare ; ideóque maluerunt Deum ad omnia indifferentem statuere, nec aliud creantem præter id ; quod absolutâ quâdam voluntate decrevit creare. Verùm ego me satis clarè ostendisse puto _(vide [Prop. 16](116))_, à summâ Dei potentiâ, sive infinitâ naturâ infinita infinitis modis, hoc est, omnia necessariò effluxisse, vel semper eadem necessitate sequi, eodem modo, ac ex naturâ trianguli ab æterno, & in æternum sequitur, ejus tres angulos æquari duobus rectis. Quare Dei omnipotentia actu ab æterno fuit, & in æternum in eâdem actualitate manebit. Et hoc modo Dei omnipotentia longè, meo quidem judicio, perfectior statuitur. Imò adversarii Dei omnipotentiam (liceat apertè loqui) negare videntur. Coguntur enim fateri, Deum infinita creabilia intelligere, quæ tamen nunquam creare poterit. Nam aliàs, si scilicet omnia, quæ intelligit, crearet, suam, juxta ipsos, exhauriret omnipotentiam, & se imperfectum redderet. Ut igitur Deum perfectum statuant, eò rediguntur, ut simul statuere debeant, ipsum non posse omnia efficere, ad quæ ejus potentia se extendit, quo absurdius, aut Dei omnipotentiæ magis repugnans, non video, quid fingi possit. Porrò, ut de intellectu, & voluntate, quos Deo communiter tribuimus, hîc etiam aliquid dicam ; si ad æternam Dei essentiam, intellectus scilicet, & voluntas pertinent, aliud sanè per utrumque hoc attributum intelligendum est, quàm quod vulgò solent homines. Nam intellectus, & voluntas, qui Dei essentiam constituerent, à nostro intellectu, & voluntate, toto coelo differre deberent, nec in ullâ re, præterquam in nomine, convenire possent ; non aliter scilicet, quàm inter se conveniunt canis, signum coeleste, & canis, animal latrans. Quod sic demonstrabo. Si intellectus ad divinam naturam pertinet, non poterit, uti noster intellectus, posterior (ut plerisque placet), vel simul naturâ esse cum rebus intellectis, quandoquidem Deus omnibus rebus prior est causalitate _(per [Coroll. 1 Prop. 16](116c1))_ ; sed contrà veritas, & formalis rerum essentia ideò talis est, quia talis in Dei intellectu existit objectivè. Quare Dei intellectus, quatenus Dei essentiam constituere concipitur, est reverâ causa rerum, tam earum essentiæ, quàm earum existentiæ ; quod ab iis videtur etiam fuisse animadversum, qui Dei intellectum, voluntatem, & potentiam unum & idem esse asseruerunt. Cùm itaque Dei intellectus sit unica rerum causa, videlicet (ut ostendimus) tam earum essentiæ, quàm earum existentiæ, debet ipse necessariò ab iisdem differre, tam ratione essentiæ, quàm ratione existentiæ. Nam causatum differt a suâ causâ præcisè in eo, quod à causâ habet. Ex. gr. homo est causa existentiæ, non verò essentiæ alterius hominis ; est enim hæc æterna veritas : & ideò secundùm essentiam prorsùs convenire possunt ; in existendo autem differre debent ; & propterea, si unius existentia pereat, non ideò alterius peribit ; sed, si unius essentia destrui posset, & fieri falsa, destrueretur etiam alterius essentia. Quapropter res, quæ & essentiæ, & existentiæ, alicujus effectùs est causa, à tali effectu differre debet, tam ratione essentiæ, quàm ratione existentiæ. Atqui Dei intellectus est & essentiæ, & existentiæ nostri intellectûs causa: ergo Dei intellectus, quatenus divinam essentiam constituere concipitur, à nostro intellectu, tam ratione essentiæ, quam ratione existentiæ differt, nec in ullâ re, præterquam in nomine, cum eo convenire potest, ut volebamus. Circa voluntatem eodem modó proceditur, ut facilè unusquisque videre potest. " + } + ] + }, + { + "id": "118", + "title": "PROPOSITIO 18", + "text": "_Deus est omnium rerum causa immanens, non vero transiens._", + "childs": [ + { + "id": "118d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Omnia, quæ sunt, in Deo sunt, & per Deum concipi debent _(per [Prop. 15](115))_, adeóque _(per [Coroll. 1 Prop. 16](116c1) hujus)_ Deus rerum, quæ in ipso sunt, est causa, quod est primum. Deinde extra Deum nulla potest dari substantia _(per [Prop. 14](114))_, hoc est _(per [Defin. 3](1d3))_, res, quæ extra Deum in se sit, quod erat secundum. Deus ergo est omnium rerum causa immanens, non verò transiens. _Q.E.D._ " + } + ] + }, + { + "id": "119", + "title": "PROPOSITIO 19", + "text": "_Deus, sive omnia Dei attributa sunt æterna._", + "childs": [ + { + "id": "119d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Deus enim _(per [Defin. 6](1d6))_ est substantia, quæ (per [Prop. 11](111)) necessariò existit, hoc est _(per [Prop. 7](107))_, ad cujus naturam pertinet existere, sive (quod idem est) ex cujus definitione sequitur ipsum existere, adeóque _(per [Defin. 8](1d8))_ est æternus. Deinde per Dei attributa intelligendum est id, quod _(per [Defin. 4](1d4))_ Divinæ substantiæ essentiam exprimit, hoc est, id, quod ad substantiam pertinet : id ipsum, inquam, ipsa attributa involvere debent. Atqui ad naturam substantiæ _(ut jam ex [Prop. 7](107) demonstravi)_ pertinet æternitas. Ergo unumquodque attributorum æternitatem involvere debet, adeóque omnia sunt æterna. _Q.E.D._ " + }, + { + "id": "119sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc Propositio quàm clarissim7 etiam patet ex modo, quo _([Prop. 11](111))_ Dei existentiam demonstravi ; ex eâ, inquam, demonstratione constat, Dei existentiam, sicut ejus essentiam, æternam esse veritatem. Deinde _(Prop. 19 Principiorum Cartesii)_ alio etiam modo Dei æternitatem demonstravi, nec opus est eum hîc repetere. " + } + ] + }, + { + "id": "120", + "title": "PROPOSITIO 20", + "text": "_Dei existentia, ejusque essentia unum & idem sunt._", + "childs": [ + { + "id": "120d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Deus _(per [Prop. anteced.](119))_, ejusque omnia attributa sunt æterna, hoc est _(per [Defin. 8](1d8))_, unumquodque ejus attributorum existentiam exprimit. Eadem ergo Dei attributa, quæ _(per [Defin. 4](1d4))_ Dei æternam essentiam explicant, ejus simul æternam existentiam explicant, hoc est, illud ipsum, quod essentiam Dei constituit, constituit simul ipsius existentiam, adeoque hæc, & ipsius essentia unum & idem sunt. _Q.E.D._ " + }, + { + "id": "120c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Hinc sequitur I. Dei existentiam, sicut ejus essentiam, æternam esse veritatem." + }, + { + "id": "120c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Sequitur II. Deum, sive omnia Dei attributa esse immutabilia. Nam, si ratione existentiæ mutarentur, deberent etiam _(per [Prop. præced.](120))_ ratione essentiæ mutari, hoc est _(ut per se notum)_ ex veris falsa fieri, quod est absurdum. " + } + ] + }, + { + "id": "121", + "title": "PROPOSITIO 21", + "text": "_Omnia, quæ ex absoluta naturâ alicujus attributi Dei sequuntur, semper, & infinita existere debuerunt, sive per idem attributum æterna, & infinita sunt._", + "childs": [ + { + "id": "121d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Concipe, si fieri potest (siquidem neges), aliquid in aliquo Dei attributo ex ipsius absolutâ natura sequi, quod finitum sit, & determinatam habeat existentiam, sive durationem, ex. gr. ideam Dei in cogitatione. At cogitatio, quandoquidem Dei attributum supponitur, est necessariò _(per [Prop. 11](111))_ suâ naturâ infinita. Verùm, quatenus ipsa ideam Dei habet, finita supponitur. At _(per [Defin. 2](1d2))_ finita concipi non potest, nisi per ipsam cogitationem determinetur. Sed non per ipsam cogitationem, quatenus ideam Dei constituit, eatenus enim finita supponitur esse : Ergo per cogitationem, quatenus ideam Dei non constituit, quæ tamen _(per [Prop. 11](111))_ necessariò existere debet : Datur igitur cogitatio non constituens ideam Dei, ac propterea ex ejus naturâ, quatenus est absoluta cogitatio, non sequitur necessariò idea Dei. (Concipitur enim ideam Dei constituens, & non constituens.) Quod est contra hypothesin. Quare si idea Dei in cogitatione, aut aliquid (perinde est, quicquid sumatur, quandoquidem demonstratio universalis est) in aliquo Dei attributo ex necessitate absolutæ naturæ ipsius attributi sequatur, id debet necessariò esse infinitum ; quod erat primum.\n Deinde id, quod ex necessitate naturæ alicujus attributi ità sequitur, non potest determinatam habere existentiam sive durationem. Nam, si neges, supponatur res, quæ ex necessitate naturæ alicujus attributi sequitur, dari in aliquo Dei attributo, ex. gr. idea Dei in cogitatione, eaque supponatur aliquando non exstitisse, vel non exstitura. Cùm autem cogitatio Dei attributum supponatur, debet & necessariò, & immutabilis existere _(per [Prop. 11](111) & [Coroll. 2 Prop. 20](120c2))_. Quare ultra limites durationis ideæ Dei (supponitur enim aliquando non exstitisse, aut non exstitura) cogitatio sine ideâ Dei existere debebit ; atqui hoc est contra hypothesin ; supponitur enim, ex datâ cogitatione necessariò sequi ideam Dei. Ergo idea Dei in cogitatione, aut aliquid, quod necessariò ex absolutâ naturâ alicujus attributi Dei sequitur, non potest determinatam habere durationem ; sed per idem attributum æternum est, quod erat secundum. Nota, hoc idem esse affirmandum de quâcunque re, quæ in aliquo Dei attributo ex Dei absolutâ naturâ necessariò sequitur. " + } + ] + }, + { + "id": "122", + "title": "PROPOSITIO 22", + "text": "_Quicquid ex aliquo Dei attributo, quatenus modificatum est tali modificatione, quæ & necessariò, & infinita per idem existit, sequitur, debet quoque & necessariò, & infinitum existere._ ", + "childs": [ + { + "id": "122d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hujus Propositionis demonstratio procedit eodem modo ac [demonstratio praecedentis.](121d)" + } + ] + }, + { + "id": "123", + "title": "PROPOSITIO 23", + "text": "_Omnis modus, qui & necessariò, & infinitus existit, necessariò sequi debuit, vel ex absolutâ naturâ alicujus attributi Dei, vel ex aliquo attributo modificato modificatione, quæ & necessariò, & infinita existit._", + "childs": [ + { + "id": "123d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Modus enim in alio est per quod concipi debet _(per [Defin. 5](1d5))_ hoc est _(per [Prop. 15](115))_ in solo Deo est & per solum Deum concipi potest. Si ergo modus concipitur necessariò existere & infinitus esse, utrumque hoc debet necessariò concludi sive percipi per aliquod Dei attributum quatenus idem concipitur infinitatem & necessitatem existentiae sive _(quod per [Defin. 8](1d8) idem est)_ æternitatem exprimere hoc est _(per [Defin. 6](1d6) & [Prop. 19](119))_, quatenus absolutè consideratur. Modus ergo qui & necessariò & infinitus existit, ex absolutâ naturâ alicujus Dei attributi sequi debuit ; hocque vel immediatè _(de quo vide [Prop. 21](121))_, vel mediante aliquâ modificatione quæ ex ejus absolutâ naturâ sequitur hoc est _(per [Prop. præced.](122))_ quæ & necessariò & infinita existit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "124", + "title": "PROPOSITIO 24", + "text": "_Rerum à Deo productarum essentia non involvit existentiam._", + "childs": [ + { + "id": "124d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex [Definitione I](1d1). Id enim, cujus natura (in se scilicet considerata) involvit existentiam, causa est sui, & ex solâ suæ naturæ necessitate existit. " + }, + { + "id": "124c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, Deum non tantùm esse causam, ut res incipiant existere ; sed etiam, ut in existendo perseverent, sive (ut termino Scholastico utar) Deum esse causam essendi rerum. Nam, sive res existant, sive non existant, quotiescunque ad earum essentiam attendimus, eandem nec existentiam, nec durationem involvere comperimus ; adeóque earum essentia neque suæ existentiæ, neque suæ durationis potest esse causa, sed tantùm Deus, ad cujus solam naturam pertinet existere _(per [Coroll. 1 Prop.14](114c1))_." + } + ] + }, + { + "id": "125", + "title": "PROPOSITIO 25", + "text": "Deus non tantùm est causa efficiens rerum existentiae sed etiam essentiæ.", + "childs": [ + { + "id": "125d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si negas, ergo rerum essentiæ Deus non est causa ; adeóque _(per [Axiom. 4](1a4))_ potest rerum essentia sine Deo concipi : atqui hoc _(per [Prop. 15](115))_ est absurdum. Ergo rerum etiam essentiæ Deus est causa. _Q.E.D._ " + }, + { + "id": "125sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc Propositio clariùs sequitur ex [Propositione 16](116). Ex eâ enim sequitur, quòd ex datâ naturâ divinâ, tam rerum essentia, quàm existentia debeat necessariò concludi ; &, ut verbo dicam, eo sensu, quo Deus dicitur causa sui, etiam omnium rerum causa dicendus est, quod adhuc clariùs ex sequenti Corollario constabit. " + }, + { + "id": "125c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Res particulares nihil sunt, nisi Dei attributorum affectiones, sive modi, quibus Dei attributa certo, & determinato modo exprimuntur. Demonstratio patet ex [Propositione 15](115), & [Definitione 5](1d5)." + } + ] + }, + { + "id": "126", + "title": "PROPOSITIO 26", + "text": "_Res, quæ ad aliquid operandum determinata est, à Deo necessariò sic fuit determinata ; &, quæ à Deo non est determinata, non potest se ipsam ad operandum determinare._", + "childs": [ + { + "id": "126d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Id, per quod res determinatæ ad aliquid operandum dicuntur, necessariò quid positivum est _(ut per se notum)_. Adeóque, tam ejus essentiæ, quàm existentiæ, Deus ex necessitate suæ naturæ est causa efficiens _(per Prop. [25](125) & [16](116))_ ; quod erat primum. Ex quo etiam, quod secundò proponitur, clarissimè sequitur. Nam si res, quæ à Deo determinata non est, se ipsam determinare posset, prima pars hujus falsa esset, quod est absurdum, ut ostendimus." + } + ] + }, + { + "id": "127", + "title": "PROPOSITIO 27", + "text": "_Res, quæ à Deo ad aliquid operandum determinata est, se ipsam indeterminatam reddere non potest._", + "childs": [ + { + "id": "127d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio patet ex [Axiomate tertio](1a3)." + } + ] + }, + { + "id": "128", + "title": "PROPOSITIO 28", + "text": "_Quodcunque singulare, sive quævis res, quæ finita est, & determinatam habet existentiam, non potest existere, nec ad operandum determinari, nisi ad existendum, & operandum determinetur ab aliâ causâ, quæ etiam f inita est, & determinatam habet existentiam : & rursùs hæc causa non potest etiam existere, neque ad operandum determinari, nisi ab aliâ, quæ etiam finita est, & determinatam habet existentiam, determinetur ad existendum, & operandum, & sic in infinitum._", + "childs": [ + { + "id": "128d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quicquid determinatum est ad existendum, & operandum, à Deo sic determinatum est _(per [Prop. 26](126) & [Coroll. Prop. 24](124c))_. At id, quod finitum est, & determinatam habet existentiam, ab absolutâ naturâ alicujus Dei attributi produci non potuit ; quicquid enim ex absolutâ naturâ alicujus Dei attributi sequitur, id infinitum, & æternum est _(per [Prop. 21](121))_. Debuit ergo ex Deo, vel aliquo ejus attributo sequi, quatenus aliquo modo affectum consideratur ; præter enim substantiam, & modos nil datur _(per [Axiom. 1](1a1) & Defin. [3](1d3) & [5](1d5))_, & modi _(per [Coroll. Prop. 25](125c))_ nihil sunt, nisi Dei attributorum affectiones. At ex Deo, vel aliquo ejus attributo, quatenus affectum est modificatione, quæ æterna, & infinita est, sequi etiam non potuit _(per [Prop. 22](122))_. Debuit ergo sequi, vel ad existendum, & operandum determinari à Deo, vel aliquo ejus attributo, quatenus modificatum est modificatione, quæ finita est, & determinatam habet existentiam. Quod erat primum. Deinde hæc rursùs causa, sive hic modus _(per eandem rationem, qua primam partem hujus jam jam demonstravimus)_ debuit etiam determinari ab aliâ, quæ etiam finita est, & determinatam habet existentiam, & rursùs hæc ultima _(per eandem rationem)_ ab aliâ, & sic semper _(per eandem rationem)_ in infinitum. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "128sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Cùm quædam à Deo immediatè produci debuerunt, videlicet ea, quæ ex absolutâ ejus naturâ necessariò sequuntur, et alia mediantibus his primis, quæ tamen sine Deo nec esse, nec concipi possunt ; hinc sequitur I. quòd Deus sit rerum immediatè ab ipso productarum, causa absolutè proxima ; non verò in suo genere, ut ajunt. Nam Dei effectùs, sine suâ causâ, nec esse, nec concipi possunt _(per [Prop. 15](115) & [Coroll. Prop. 24](124c))_. Sequitur II. quòd Deus non potest propriè dici causa esse remota rerum singularium, nisi fortè eâ de causâ, ut scilicet has ab iis, quas immediatè produxit, vel potiùs, quæ ex absolutâ ejus naturâ sequuntur, distinguamus. Nam per causam remotam talem, intelligimus, quæ cum effectu nullo modo conjuncta est. At omnia, quæ sunt, in Deo sunt, & à Deo ità dependent, ut sine ipso nec esse, nec concipi possint. " + } + ] + }, + { + "id": "129", + "title": "PROPOSITIO 29", + "text": "_In rerum naturâ nullum datur contingens, sed omnia ex necessitate divinæ naturæ determinata sunt ad certo modo existendum, & operandum._", + "childs": [ + { + "id": "129d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quicquid est, in Deo est _(per [Prop. 15](115))_ : Deus autem non potest dici res contingens. Nam _(per [Prop. 11](111))_ necessariò, non verò contingenter existit. Modi deinde divinæ naturæ ex eâdem etiam necessariò, non verò contingenter secuti sunt _(per [Prop. 16](116))_, idque, vel quatenus divina natura absolutè _(per [Prop. 21](121))_, vel quatenus certo modo ad agendum determinata consideratur _(per [Prop. 27](127))_. Porrò horum modorum Deus non tantùm est causa, quatenus simpliciter existunt _(per [Coroll. Prop. 24](124c))_, sed etiam _(per [Prop. 26](126))_, quatenus ad aliquid operandum determinati considerantur. Quòd si à Deo _(per eand. [Prop.](126))_ determinati non sint, impossibile, non verò contingens est, ut se ipsos determinent ; & contra _(per [Prop. 27](127))_ si à Deo determinati sint, impossibile, non verò contingens est, ut se ipsos indeterminatos reddant. Quare omnia ex necessitate divinæ naturæ determinata sunt, non tantùm ad existendum, sed etiam ad certo modo existendum, & operandum, nullumque datur contingens. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "129sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Antequam ulteriùs pergam, hîc, quid nobis per Naturam naturantem, & quid per Naturam naturatam intelligendum sit, explicare volo, vel potiùs monere. Nam ex antecedentibus jam constare existimo, nempe, quòd per Naturam naturantem nobis intelligendum est id, quod in se est, & per se concipitur, sive talia substantiæ attributa, quæ æternam, & infinitam essentiam exprimunt, hoc est _(per [Coroll. 1 Prop. 14](114c1) & [Coroll. 2 Prop. 17](117c2))_, Deus, quatenus, ut causa libera, consideratur. Per naturatam autem intelligo id omne, quod ex necessitate Dei naturæ, sivè uniuscujusque Dei attributorum sequitur, hoc est, omnes Dei attributorum modos, quatenus considerantur, ut res, quæ in Deo sunt, & quæ sine Deo nec esse, nec concipi possunt. " + } + ] + }, + { + "id": "130", + "title": "PROPOSITIO 30", + "text": "_Intellectus actu finitus, aut actu infinitus Dei attributa, Deique affectiones comprehendere debet, & nihil aliud._", + "childs": [ + { + "id": "130d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Idea vera debet convenire cum suo ideato _(per [Axiom. 6](1a6))_, hoc est _(ut per se notum)_ id, quod in intellectu objectivè continetur, debet necessariò in naturâ dari : atqui in naturâ _(per [Coroll. 1 de la Prop. 14](114c1))_ non nisi una substantia datur, nempe Deus, nec ullæ aliæ affectiones _(per [Prop. 15](115))_, quàm quæ in Deo sunt, & quæ _(per eandem [Prop.](115))_ sine Deo nec esse, nec concipi possunt ; ergo intellectus actu finitus, aut actu infinitus Dei attributa, Deique affectiones comprehendere debet, & nihil aliud. _Q.E.D._ " + } + ] + }, + { + "id": "131", + "title": "PROPOSITIO 31", + "text": "_Intellectus actu, sive is finitus sit, sive infinitus, ut & voluntas, cupiditas, amor &. ad Naturam naturatam, non verò ad naturantem referri debent._", + "childs": [ + { + "id": "131d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Per intellectum enim _(ut per se notum)_ non intelligimus absolutam cogitationem, sed certum tantum modum cogitandi, qui modus ab aliis, scilicet cupiditate, amore, &c. differt, adeóque _(per [Def. 5](1d5))_ per absolutam cogitationem concipi debet, nempe _(per [Prop. 15](115) & [Def. 6](1d6))_ per aliquod Dei attributum, quod æternam, & infinitam cogitationis essentiam exprimit, ità concipi debet, ut sine ipso nec esse, nec concipi possit ; ac propterea _(per [Schol. Prop. 29](129sc))_ ad Naturam naturatam, non verò naturantem referri debet, ut etiam reliqui modi cogitandi. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "131sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Ratio, cur hîc loquar de intellectu actu, non est, quia concedo, ullum dari intellectum potentiâ, sed, quia omnem confusionem vitare cupio, nolui loqui, nisi de re nobis quàm clarissimè percepta, de ipsâ scilicet intellectione, quâ nihil nobis clariùs percipitur. Nihil enim intelligere possumus, quod ad perfectiorem intellectionis cognitionem non conducat." + } + ] + }, + { + "id": "132", + "title": "PROPOSITIO 32", + "text": "Voluntas non potest vocari causa libera, sed tantùm necessaria.", + "childs": [ + { + "id": "132d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Voluntas certus tantùm cogitandi modus est, sicuti intellectus ; adeóque _(per [Prop. 28](128))_ unaquæque volitio non potest existere, neque ad operandum determinari, nisi ab aliâ causâ determinetur, & hæc rursùs ab aliâ, & sic porrò in infinitum. Quòd si voluntas infinita supponatur, debet etiam ad existendum, & operandum determinari à Deo, non quatenus substantia absolutè infinita est, sed quatenus attributum habet, quod infinitam, & æternam cogitationis essentiam exprimit _(per [Prop. 23](123))_. Quocumque igitur modo, sive finita, sive infinita concipiatur, causam requirit, à quâ ad existendum, & operandum determinetur ; adeóque (per [Defin. 7](1d7)) non potest dici causa libera, sed tantum necessaria, vel coacta. _Q.E.D._ " + }, + { + "id": "132c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Hinc sequitur I. Deum non operari ex libertate voluntatis." + }, + { + "id": "132c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Sequitur II. voluntatem, & intellectum ad Dei naturam ità sese habere, ut motus, & quies, & absolutè, ut omnia naturalia, quæ _(per [Prop. 29](129))_ à Deo ad existendum, & operandum certo modo determinari debent. Nam voluntas, ut reliqua omnia, causâ indiget, à quâ ad existendum, & operandum certo modo determinetur. Et, quamvis ex datâ voluntate, sive intellectu infinita sequantur, non tamen propterea Deus magis dici potest ex libertate voluntatis agere, quàm propter ea, quæ ex motu, & quiete sequuntur (infinita enim ex his etiam sequuntur), dici potest ex libertate motûs, & quietis agere. Quare voluntas ad Dei naturam non magis pertinet, quàm reliqua naturalia ; sed ad ipsam eodem modo sese habet, ut motus, & quies, & omnia reliqua, quæ ostendimus ex necessitate divinæ naturæ sequi, & ab eâdem ad existendum, & operandum certo modo determinari. " + } + ] + }, + { + "id": "133", + "title": "PROPOSITIO 33", + "text": "Res nullo alio modo, neque alio ordine à Deo produci potuerunt, quàm productæ sunt.", + "childs": [ + { + "id": "133d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Res enim omnes ex datâ Dei natura necessariò sequutæ sunt _(per [Prop. 16](116))_, & ex necessitate naturæ Dei determinatæ sunt ad certo modo existendum, & operandum _(per [Prop. 29](129))_. Si itaque res alterius naturæ potuissent esse, vel alio modo ad operandum determinari, ut naturæ ordo alius esset ; ergo Dei etiam natura alia posset esse, quàm jam est ; ac proinde _(per [Prop. 11](111))_ illa etiam deberet existere, & consequenter duo, vel plures possent dari Dii, quod _(per [Coroll. 1 Prop. 14](114c1))_ est absurdum. Quapropter res nullo alio modo, neque alio ordine, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "133sc1", + "type": "SCHOLIUM 1", + "text": "Quoniam his luce meridianâ clariùs ostendi, nihil absolutè in rebus dari, propter quod contingentes dicantur, explicare jam paucis volo, quid nobis per contingens erit intelligendum ; sed priùs, quid per necessarium, & impossibile. Res aliqua neressaria dicitur, vel ratione suæ essentiæ, vel ratione causæ. Rei enim alicujus existentia vel ex ipsius essentiâ, & definitione, vel ex datâ causâ efficiente necessariò sequitur. Deinde his etiam de causis res aliqua impossibilis dicitur ; nimirùm quia vel ipsius essentia, seu definitio contradictionem involvit, vel quia nulla causa externa datur, ad talem rem producendam determinata. At res aliqua nullâ aliâ de causâ contingens dicitur, nisi respectu defectûs nostræ cognitionis. Res enim, cujus essentiam contradictionem involvere ignoramus, vel de quâ probè scimus, eandem nùllam contradictionem involvere, & tamen de ipsius existentiâ nihil certò affirmare possumus, propterea quòd ordo causarum nos latet, ea nunquam, nec ut necessaria, nec ut impossibilis videri nobis potest, ideóque eandem vel contingentem, vel possibilem vocamus." + }, + { + "id": "133sc2", + "type": "SCHOLIUM 2", + "text": "Ex præcedentibus clarè sequitur, res summâ perfectione à Deo fuisse productas : quandoquidem ex datâ perfectissimâ naturâ necessariò secutæ sunt. Neque hoc Deum ullius arguit imperfectionis ; ipsius enim perfectio hoc nos affirmare coëgit. Imò ex hujus contrario clarè sequeretur (ut modo ostendi), Deum non esse summè perfectum ; nimirùm quia, si res alio modo fuissent productæ, Deo alia natura esset tribuenda, diversa ab eâ, quam ex consideratione Entis perfectissimi coacti sumus ei tribuere. Verùm non dubito, quin multi hanc sententiam, ut absurdam, explodant, nec animum ad eandem perpendendam instituere velint ; idque nullâ aliâ de causâ, quàm quia Deo aliam libertatem assueti sunt tribuere, longè diversam ab illâ, quæ a nobis _([Defin. 7](1d7))_ tradita est ; videlicet, absolutam voluntatem. Verùm neque etiam dubito, si rem meditari vellent, nostrarumque demonstrationum seriem rectè secum perpendere, quin tandem talem libertatem, qualem jam Deo tribuunt, non tantùm, ut nugatoriam, sed, ut magnum scientiæ obstaculum, planè rejiciant. Nec opus est, ut ea, quæ in [Scholio Propositionis 17](117sc) dicta sunt, hîc repetam. Attamen in eorum gratiam adhuc ostendam, quód, quamvis concedatur, voluntatem ad Dei essentiam pertinere, ex ejus perfectione nihilominus sequatur, res nullo alio potuisse modo, neque ordine à Deo creari ; quod facile erit ostendere, si priùs consideremus id, quod ipsimet concedunt, videlicet ex solo Dei decreto, & voluntate pendêre, ut unaquæque res id, quod est, sit. Nam aliàs Deus omnium rerum causa non esset. Deinde quód omnia Dei decreta ab æterno ab ipso Deo sancita fuerunt. Nam aliàs imperfectionis, & inconstantiæ argueretur. At cùm in æterno non detur _quando_, _ante_, nec _post_ : hinc, ex solâ scilicet Dei perfectione, sequitur, Deum aliud decernere nunquam posse, nec unquam potuisse ; sive Deum ante sua decreta nun fuisse, nec sine ipsis esse posse. At dicent, quòd, quamvis supponeretur, quòd Deus aliam rerum naturam fecisset, vel quòd ab æterno aliud de naturâ, ejusque ordine decrevisset, nulla inde in Deo sequeretur imperfectio. Verùm si hoc dicant, concedent simul, Deum posse sua mutare decreta. Nam si Deus de naturâ, ejusque ordine aliud, quàm decrevit, decrevisset, hoc est, ut aliud de naturâ voluisset, & concepisset, alium necessariò, quàm jam habet intellectum, & aliam, quàm jam habet, voluntatem habuisset. Et si Deo alium intellectum, aliamque voluntatem tribuere licet, absque ullâ ejus essentiæ, ejusque perfectionis mutatione, quid causæ est, cur jam non possit sua de rebus creatis decreta mutare, & nihilominùs æquè perfectus manere? Ejus enim intellectus, & voluntas circa res creatas, & earum ordinem in respectu suæ essentiæ, & perfectionis, perinde est, quomodocunque concipiatur. Deinde omnes, quos vidi, Philosophi concedunt, nullum in Deo dari intellectum potentiâ, sed tantùm actu ; cùm autem & ejus intellectus, & ejus voluntas ab ejusdem essentiâ non distinguantur, ut etiam omnes concedunt, sequitur ergo hinc etiam, quòd, si Deus alium intellectum actu habuisset, & aliam voluntatem, ejus etiam essentia alia necessariò esset ; ac proinde (ut à principio conclusi) si aliter res, quàm jam sunt, à Deo productæ essent, Dei intellectus, ejasque voluntas ; hoc est (ut conceditur) ejus essentia alia esse deberei, quod est absurdum. \nCùm itaque res nullo alio modo, nec ordine a Deo produci potuerit, &, hoc verum esse, ex summâ Dei perfectione sequatur, nulla profectò sana ratio persuadere nobis potest, ut credamus, quòd Deus noluerit omnia, quæ in suo intellectu sunt, eâdem illâ perfectione, quâ ipsa intelligit, creare. At dicent, in rebus nullam esse perfectionem, neque imperfectionem, sed id, quod in ipsis est, propter quod perfectæ sunt, aut imperfectæ, & bonæ aut malæ dicuntur, à Dei tantùm voluntate pendêre ; atque adeò, si Deus voluisset, potuisset efficere, ut id, quod jam perfectio est, summa esset imperfectio, & contrà. Verùm quid hoc aliud esset, quàm apertè affirmare, quod Deus, qui id, quòd vult, necessariò intelligit, suâ voluntate efficere potest, ut res alio modo, quàm intelligit, intelligat, quod (ut modò ostendi) magnum est absurdum. Quare argumentum in ipsos retorquere possum, hoc modo. Omnia à Dei potestate pendent. Ut res itaque aliter se habere possint, Dei necessariò voluntas aliter se habere etiam deberet ; atqui Dei voluntas aliter se habere nequit (ut modò ex Dei perfectione evidentissimè ostendimus). Ergo neque res aliter se habere possunt. Fateor, hanc opinionem, quæ omnia indifferenti cuidam Dei voluntati subjicit, & ab ipsius beneplacito omnia pendêre statuit, minùs à vero aberrare, quàm illorum, qui statuunt, Deum omnia sub ratione boni agere. Nam hi aliquid extra Deum videntur ponere, quod à Deo non dependet, ad quod Deus, tanquam ad exemplar, in operando attendit, vel ad quod, tanquam ad certum scopum, collimat. Quod profectò nihil aliud est, quàm Deum fato subjicere, quo nihil de Deo absurdius statui potest, quem ostendimus tam omnium rerum essentiæ, quàm earum existentiæ primam, & unicam liberam causam esse. Quare non est, ut in hoc absurdo refutando tempus consumam. " + } + ] + }, + { + "id": "134", + "title": "PROPOSITIO 34", + "text": "Dei potentia est ipsa ipsius essentia.", + "childs": [ + { + "id": "134d", + "type": "demonstratio", + "text": "Ex solâ enim necessitate Dei essentiæ sequitur, Deum esse causam sui _(per [Prop. 11](111))_, & _(per [Prop. 16](116) ejusque [Coroll.](116c1))_ omnium rerum. Ergo potentia Dei, quâ ipse, & omnia sunt, & agunt, est ipsa ipsius essentia. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "135", + "title": "PROPOSITIO 35", + "text": "_Quicquid concipimus in Dei potestate esse, id necessariò est_.", + "childs": [ + { + "id": "135d", + "type": "demonstratio", + "text": "Quicquid enim in Dei potestate est, id _(per [Prop. præced.](134))_ in ejus essentiâ itâ debet comprehendi, ut ex eâ necessariò sequatur, adeóque necessariò est. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "136", + "title": "PROPOSITIO 36", + "text": "_Nihil existit ex cujus naturâ aliquis effectus non sequatur._", + "childs": [ + { + "id": "136d", + "type": "demonstratio", + "text": "Quicquid existit, Dei naturam, sive essentiam certo, & determinato modo exprimit _(per [Coroll. Prop. 25](125c))_, hoc est _(per [Prop. 34](134))_, quicquid existit, Dei potentiam, quæ omnium rerum causa est, certo, & determinato modo exprimit, adeóque _(per [Prop. 16](116))_ ex eo aliquis effectus sequi debet. _Q.E.D._ " + } + ] + }, + { + "id": "1app", + "title": "APPENDIX", + "text": "His Dei naturam, ejusque proprietates explicui, ut, quòd necessariò existit ; quòd sit unicus ; quòd ex solâ suæ naturæ necessitate sit, & agat ; quòd sit omnium rerum causa libera, & quomodò ; quòd omnia in Deo sint, & ab ipso ità pendeant, ut sine ipso nec esse, nec concipi possint ; & denique quòd omnia à Deo fuerint prædeterminata, non quidem ex libertate voluntatis, sive absoluto beneplacito, sed ex absolutâ Dei naturâ, sive infinitâ potentiâ. Porrò ubicunque data fuit occasio, præjudicia, quæ impedire poterant, quominus meæ demonstrationes perciperentur, amovere curavi ; sed quia non pauca adhuc restant præjudicia, quæ etiam, imò maximè impedire poterant, & possunt, quominus homines rerum concatenationem eo, quo ipsam explicui, modo amplecti possint, eadem hîc ad examen rationis vocare operæ pretium duxi. Et quoniam omnia, quæ hîc indicare suscipio, præjudicia pendent ab hoc uno, quòd scilicet communiter supponant homines, omnes res naturales, ut ipsos, propter finem agere ; imò, ipsum Deum omnia ad certum aliquem finem dirigere, pro certo statuant: dicunt enim, Deum omnia propter hominem fecisse, hominem autem, ut ipsum coleret. Hoc igitur unum priùs considerabo, quacrendo scilicet, _primò_ causam, cur plerique hoc in præjudicio acquiescant, & omnes naturâ adeò propensi sint ad idem amplectendum. _Deinde_ ejusdem falsitatem ostendam, & _tandem_, quomodò ex hoc orta sint præjudicia de _bono_ & _malo_, _merito_ & _peccato_, _laude_ & _vituperio_, _ordine_ & _confusione_, _pulchritudine_ & _deformitate_, & de aliis hujus generis. Verùm, hæc ab humanæ mentis naturâ deducere, non est hujus loci : Satis hîc erit, si pro fundamento id capiam, quod apud omnes debet esse in confesso ; nempe hoc, quòd omnes homines rerum causarum ignari nascuntur, & quòd omnes appetitum habent suum utile quærendi, cujus rei sunt conscii. Ex his enim sequitur, _primò_, quòd homines, se liberos esse, opinentur, quandoquidem suarum volitionum, suique appetitùs sunt conscii, & de causis, à quibus disponuntur ad appetendum, & volendum, quia earum sunt ignari, nec per somnium cogitant. Sequitur _secundò_, homines omnia propter finem agere ; videlicet propter utile, quod appetunt ; unde fit, ut semper rerum peractarum causas finales tantùm scire expetant, &, ubi ipsas audiverint, quiescant ; nimirùm, quia nullam habent causam ulteriùs dubitandi. Sin autem easdem ex alio audire nequeant, nihil iis restat, nisi ut ad semet se convertant, & ad fines, à quibus ipsi ad similia determinari solent, reflectant, & sic ex suo ingenio ingenium alterius necessariò judicant. Porrò cùm in se, & extra se non pauca reperiant media, quæ, ad suum utile assequendum, non parùm conducant, ut ex. gr. oculos ad videndum, dentes ad masticandum, herbas, & animantia ad alimentum, solem ad illuminandum, mare ad alendum pisces, hinc factum, ut omnia naturalia, tanquam ad suum utile media, considerent ; & quia illa media ab ipsis inventa, non autem parata esse sciunt, hinc causam credendi habuerunt, aliquem alium esse, qui illa media in eorum usum paraverit. Nam postquam res, ut media, consideraverunt, credere non potuerunt, easdem se ipsas fecisse ; sed ex mediis, quæ sibi ipsi parare solent, concludere debuerunt, dari aliquem, vel aliquos naturæ rectores, humanâ præditos libertate, qui ipsis omnia curaverint, & in eorum usum omnia fecerint. Atque horum etiam ingenium, quandoquidem de eo nunquam quid audiverant, ex suo judicare debuerunt, atque hinc statuerunt, Deos omnia in hominum usum dirigere, ut homines sibi devinciant, & in summo ab iisdem honore habeantur ; unde factum, ut unusquisque diversos Deum colendi modos ex suo ingenio excogitaverit, ut Deus eos supra reliquos diligeret, & totam naturam in usum coecæ illorum cupiditatis, & insatiabilis avaritiæ dirigeret. Atque ità hoc præjudicium in superstitionem versum, & altas in mentibus egit radices ; quod in causâ fuit, ut unusquisque maximo conatu omnium rerum causas finales intelligere, easque explicare studeret. Sed dum quæsiverunt ostendere, naturam nihil frustrà (hoc est, quod in usum hominum non sit) agere, nihil aliud videntur ostendisse, quàm naturam, Deosque æquè, ac homines, delirare. Vide quæso, quò res tandem evasit! Inter tot naturæ commoda non pauca reperire debuerunt incommoda, tempestates scilicet, terræ motus, morbos &c. atque hæc statuerunt propterea evenire, quòd Dii irati essent ob injurias, sibi ab hominibus factas, sive ob peccata in suo cultu commissa ; & quamvis experientia indies reclamaret, ac infinitis exemplis ostenderet, commoda, atque incommoda piis æquè, ac impiis promiscuè evenire, non ideò ab inveterato præjudicio destiterunt : facilius enim iis fuit, hoc inter alia incognita, quorum usum ignorabant, ponere, & sic præsentem suum & innatum statum ignorantiæ retinere, quàm totam illam fabricam destruere, & novam excogitare. Unde pro certo statuerunt, Deorum judicia humanum captum longissimè superare : quæ sanè unica fuisset causa, ut veritas humanum genus in æternum lateret ; nisi Mathesis, quæ non circa fines, sed tantùm circa figurarum essentias, & proprietates versatur, aliam veritatis normam hominibus ostendisset, & præter Mathesin aliæ etiam adsignari possunt causæ (quas hic enumerare supervacaneum est), à quibus fieri potuit, ut homines communia hæc præjudicia animadverterent, & in veram rerum cognitionem ducerentur. \nHis satis explicui id, quod primo loco promisi. Ut jam autem ostendam, naturam finem nullum sibi præfixum habere, & omnes causas finales nihil, nisi humana esse figmenta, non opus est multis. Credo enim id jam satis constare, tam ex fundamentis, & causis, unde hoc præjudicium originem suam traxisse ostendi, quàm ex _[Propositione 16](116)_ & _[Corollariis 1(132c1), 2(132c2) Propositionis 32]_ & præterea ex iis omnibus, quibus ostendi, omnia naturæ æternâ quâdam necessitate, summâque perfectione procedere. Hoc tamen adhuc addam, nempe, hanc de fine doctrinam naturam omninò evertere. Nam id, quod reverâ causa est, ut effectum considerat, & contrà. Deinde id, quod naturâ prius est, facit posterius. Et denique id, quod supremum, & perfectissimum est, reddit imperfectissimum. Nam (duobus prioribus omissis, quia per se manifesta sunt) ut ex _Propositionibus [21](121), [22](122) & [23](123)_ constat, ille effectus perfectissimus est, qui à Deo immediatè producitur, & quò aliquid pluribus causis intermediis indiget, ut producatur, eò imperfectius est. At si res, quæ immediatè à Deo productæ sunt, eâ de causâ factæ essent, ut Deus finem assequeretur suum, tum necessariò ultimæ, quarum de causâ priores factæ sunt, omnium præstantissimæ essent. Deinde hæc doctrina Dei perfectionem tollit : Nam, si Deus propter finem agit, aliquid necessariò appetit, quo caret. Et, quamvis Theologi, & Metaphysici distinguant inter finem indigentiæ, & finem assimilationis, fatentur tamen Deum omnia propter se, non verò propter res creandas egisse ; quia nihil ante creationem præter Deum assignare possunt, propter quod Deus ageret ; adeóque necessariò fateri coguntur, Deum iis, propter quæ media parare voluit, caruisse, eaque cupivisse, ut per se clarum. Nec hîc prætereundum est, quòd hujus doctrinæ Sectatores, qui in assignandis rerum finibus suum ingenium ostentare voluerunt, ad hanc suam doctrinam probandam, novum attulerunt modum argumentandi, reducendo scilicet, non ad impossibile, sed ad ignorantiam ; quod ostendit nullum aliud fuisse huic doctrinæ argumentandi medium. Nam si ex. gr. ex culmine aliquo lapis in alicujus caput ceciderit, eumque interfecerit, hoc modo demonstrabunt, lapidem ad hominem interficiendum cecidisse. Ni enim eum in finem, Deo id volente, ceciderit, quomodò tot circumstantiæ (sæpe enim multæ simul concurrunt) casu concurrere potuerunt? Respondebis fortasse, id ex eo, quòd ventus flavit, & quòd homo illâc iter habebat, evenisse. At instabunt, cur ventus illo tempore flavit? cur homo illo eodemque tempore illâc iter habebat? Si iterùm respondeas, ventum tum ortum, quia mare præcedenti die, tempore adhuc tranquillo, agitari inceperat ; & quòd homo ab amico invitatus fuerat ; instabunt iterùm, quia nullus rogandi finis, cur autem mare agitabatur? cur homo in illud tempus invitatus fuit? & sic porrò causarum causas rogare non cessabunt, donec ad Dei voluntatem, hoc est, ignorantiæ asylum confugeris. Sic etiam, ubi corporis humani fabricam vident, stupescunt, & ex eo, quòd tantæ artis causas ignorant, concludunt, eandem non mechanicâ, sed divinâ, vel supernaturali arte fabricari, talique modo constitui, ut una pars alteram non lædat. Atque hinc fit, ut qui miraculorum causas veras quærit, quique res naturales, ut doctus, intelligere, non autem, ut stultus, admirari studet, passim pro hæretico, & impio habeatur, & proclametur ab iis, quos vulgus, tanquam naturæ, Deorumque interpretes, adorat. Nam sciunt, quòd, sublatâ ignorantiâ, stupor, hoc est, unicum argumentandi, tuendæque suæ auctoritatis medium, quod habent, tollitur. Sed hæc relinquo, & ad id, quod _tertio_ loco hîc agere constitui, pergo. \nPostquam homines sibi persuaserunt, omnia, quæ fiunt, propter ipsos fieri, id in unâquâque re præcipuum judicare debuerunt, quod ipsis utilissimum, & illa omnia præstantissima æstimare, à quibus optimè afficiebantur. Unde has formare debuerunt notiones, quibus rerum naturas explicarent, scilicet, _Bonum_, _Malum_, _Ordinem_, _Confusionem_, _Calidum_, _Frigidum_, _Pulchritudinem_, & _Deformitatem_ : & quia se liberos existimant, inde hæ notiones ortæ sunt, scilicet, _Laus_, & _Vituperium_, _Peccatum_, & _Meritum_ ; sed has infrà, postquam de naturâ humanâ egero, illas autem hîc breviter explicabo. Nempe id omne, quod ad valetudinem, & Dei cultum conducit, _Bonum_, quod autem iis contrarium est, _Malum_ vocaverunt. Et quia ii, qui rerum naturam non intelligunt, sed res tantummodò imaginantur, nihil de rebus affirmant, & imaginationem pro intellectu capiunt, ideò ordinem in rebus esse firmiter credunt, rerum, suæque naturæ ignari. Nam cum ità sint dispositæ, ut, cùm nobis per sensûs repræsentantur, eas facilè imaginari, & consequenter earum facilè recordari possimus, easdem benè ordinatas, si verò contrà, ipsas malè ordinatas, sive confusas esse dicimus. Et quoniam ea nobis præ cæteris grata sunt, quæ facilè imaginari possumus, ideò homines ordinem confusioni præferunt ; quasi ordo aliquid in naturâ præter respectum ad nostram imaginationem esset ; dicuntque Deum omnia ordine creâsse, & hoc modo ipsi nescientes Deo imaginationem tribuunt ; nisi velint fortè, Deum, humanæ imaginationi providentem, res omnes eo disposuisse modo, quo ipsas facillimè imaginari possent ; nec moram forsan iis injiciet, quòd infinita reperiantur, quæ nostram imaginationem longè superant, & plurima, quæ ipsam, propter ejus imbecillitatem, confundunt. Sed de hâc re satis. Cæteræ deinde notiones etiam præter imaginandi modos, quibus imaginatio diversimodè afficitur, nihil sunt, & tamen ab ignaris, tanquam præcipua rerum attributa, considerantur ; quia, ut jam diximus, res omnes propter ipsos factas esse, credunt ; & rei alicujus naturam bonam, vel malam, sanam, vel putridam, & corruptam dicunt, prout ab eâdem afficiuntur. Ex. gr. si motus, quem nervi ab objectis, per oculos repræsentatis, accipiunt, valetudini conducat, objecta, à quibus causatur, pulchra dicuntur, quæ autem contrarium motum cient, deformia. Quæ deinde per nares sensum movent, odorifera, vel fætida vocant, quæ per linguam, dulcia, aut amara, sapida aut insipida, &c. Quæ autem per tactum ; dura, aut mollia, aspera, aut lævia, &c. Et quæ denique aures movent, strepitum, sonum, vel harmoniam edere dicuntur, quorum postremum homine's adeò dementavit, ut Deum etiam harmoniâ delectari crederent. Nec desunt Philosophi, qui sibi persuaserint, motûs coelestes harmoniam componere: Quæ omnia satis ostendunt, unumquemque pro dispositione cerebri de rebus judicâsse, vel potiùs imaginationis affectiones pro rebus accepisse. Quare non mirum est (ut hoc etiam obiter notemus), quòd inter homines tot, quot experimur, controversiæ ortæ sint, ex quibus tandem Scepticismus. Nam, quamvis humana corpora in multis conveniant, in plurimis tamen discrepant, & ideò id, quod uni bonum, alteri malum videtur ; quod uni ordinatum, alteri confusum ; quod uni gratum, alteri ingratum est, & sic de cæteris, quibus hic supersedeo, cùm quia hujus loci non est de his ex professo agere, tum quia hoc omnes satis experti sunt. Omnibus enim in ore est, quot capita, tot sensûs, suo quemque sensu abundare, non minora cerebrorum, quàm palatorum esse discrimina : quæ sententiæ satis ostendunt, homines pro dispositione cerebri de rebus judicare, resque potius imaginari, quàm intelligere. Res enim si intellexissent, illæ omnes, teste Mathesi, si non allicerent, ad minimum convincerent. \nVidemus itaque omnes notiones, quibus vulgus solet naturam explicare, modos esse tantummodò imaginandi, nec ullius rei naturam, sed tantùm imaginationis constitutionem indicare ; & quia nomina habent, quasi essent entium, extra imaginationem existentium, eadem entia, non rationis, sed imaginationis voco, atque adeò omnia argumenta, quæ contra nos ex similibus notionibus petuntur, facilè propulsari possunt. Solent enim multi sic argumentari. Si omnia ex necessitate perfectissimæ Dei naturæ sunt consecuta, unde ergo tot imperfectiones in naturâ ortæ? Videlicet, rerum corruptio ad fætorem usque, rerum deformitas, quæ nauseam moveat, confusio, malum, peccatum &c. Sed, ut modò dixi, facilè confutantur. Nam rerum perfectio ex solâ earum naturâ, & potentiâ est æstimanda, nec ideò res magis, aut minùs perfectæ sunt, propterea quòd hominum sensum delectant, vel offendunt, quòd humanæ naturæ conducunt, vel quòd eidem repugnant. Iis autem, qui quærunt, cur Deus omnes homines non ità creavit, ut solo rationis ductu gubernarentur? nihil aliud respondeo, quàm quia ei non defuit materia ad omnia, ex summo nimirùm ad infimum perfectionis gradum, creanda ; vel magis propriè loquendo, quia ipsius naturæ leges adeò amplæ fuerunt, ut sufficerent ad omnia, quæ ab aliquo infinito intellectu concipi possunt, producenda, ut -[Propositione 16](116)- demonstravi. \nHæc sunt, quæ hic notare suscepi, præjudicia. Si quædam hujus farinæ adhuc restant, poterunt eadem ab unoquoque mediocri meditatione emendari. \n \n_Finis Partis Primae._ ", + "childs": [] + } + ] + }, + { + "index": 2, + "id": "p2", + "title": "_Pars Secunda_, DE _Naturâ, & Origine_ MENTIS.", + "enonces": [ + { + "id": "2pr", + "title": "Preface", + "text": "Transeo jam ad ea explicanda, quæ ex Dei, sive Entis æterni, & infiniti essentiâ necessariò debuerunt sequi. Non quidem omnia ; infinita enim infinitis modis ex ipsâ debere sequi [Prop. 16](116) Part. I demonstravimus : sed ea solummodò, quæ nos ad Mentis humanæ, ejusque summæ beatitudinis cognitionem, quasi manu, ducere possunt.", + "childs": [] + }, + { + "title":"DEFINITIONES", + "type":"title" + }, + { + "id": "2d1", + "title": "I.", + "text": "Per corpus intelligo modum, qui Dei essentiam, quatenus, ut res extensa, consideratur, certo, & determinato modo exprimit ; _vide [Coroll. Prop. 25](125c) p. I_. ", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d2", + "title": "II.", + "text": "Ad essentiam alicujus rei id pertinere dico, quo dato res necessariò ponitur, & quo sublato res necessariò tollitur ; vel id, sine quo res, & vice versa quod sine re nec esse, nec concipi potest. ", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d3", + "title": "III.", + "text": "Per ideam intelligo Mentis conceptum, quem Mens format propterea quòd res est cogitans.", + "childs": [ + { + "id": "2d3e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "_Dico potiùs conceptum, quàm perceptionem, quia perceptionis nomen indicare videtur, Mentem ab objecto pati. At conceptus actionem Mentis exprimere videtur._" + } + ] + }, + { + "id": "2d4", + "title": "IV.", + "text": "Per ideam adæquatam intelligo ideam, quæ, quatenus in se sine relatione ad objectum consideratur, omnes veræ ideæ proprietates, sive denominationes intrinsecas habet. ", + "childs": [ + { + "id": "2d4e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "_Dico intrinsecas, ut illam secludam, quæ extrinseca est, nempe convenientiam ideæ cum suo ideato._" + } + ] + }, + { + "id": "2d5", + "title": "V.", + "text": "Duratio est indefinita existendi continuatio.", + "childs": [ + { + "id": "2d5e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "_Dico indefinitam, quia per ipsam rei existentis naturam determinari nequaquam potest, neque etiam à causâ efficiente, quæ scilicet rei existentiam necessariò ponit, non autem tollit._ " + } + ] + }, + { + "id": "2d6", + "title": "VI.", + "text": "Per realitatem, & perfectionem idem intelligo.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2d7", + "title": "VII.", + "text": "Per res singulares intelligo res, quæ finitæ sunt, & determinatam habent existentiam. Quòd si plura Individua in unâ actione ità concurrant, ut omnia simul unius effectûs sint causa, eadem omnia eatenus, ut unam rem singularem, considero. ", + "childs": [] + }, + { + "title":"AXIOMATA", + "type":"title" + }, + { + "id": "2a1", + "title": "I.", + "text": "Hominis essentia non involvit necessariam existentiam, hoc est, ex naturæ ordine, tam fieri potest, ut hic, & ille homo existat, quàm ut non existat.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a2", + "title": "II.", + "text": "Homo cogitat.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a3", + "title": "III.", + "text": "Modi cogitandi, ut amor, cupiditas, vel quicunque nomine affectÜs animi insigniuntur, non dantur, nisi in eodem Individuo detur idea rei amatæ, desideratæ, &c. At idea dari potest, quamvis nullus alius detur cogitandi modus.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a4", + "title": "IV.", + "text": "Nos corpus quoddam multis modis affici sentimus.", + "childs": [] + }, + { + "id": "2a5", + "title": "V.", + "text": "Nullas res singulares præter corpora & cogitandi modos sentimus nec percipimus. \n_Postulata [I](213p1), [II](213p2), [III](213p3), [IV](213p4), [V](213p5), [VI](213p6) vide post 13 Propositionem._", + "childs": [] + }, + { + "id": "201", + "title": "PROPOSITIO 1", + "text": "_Cogitatio attributum Dei est, sive Deus est res cogitans._", + "childs": [ + { + "id": "201d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Singulares cogitationes, sive hæc, & illa cogitatio modi sunt, qui Dei naturam certo, & determinato modo exprimunt _(per [Coroll. Prop. 25 p. I](125c))_. Competit ergo Deo _(per [Defin. 5 p. I](1d5))_ attributum, cujus conceptum singulares omnes cogitationes involvunt, per quod etiam concipiuntur. Est igitur Cogitatio unum ex infinitis Dei attributis, quod Dei æternam, & infinitam essentiam exprimit _(vide [Defin. 6 p. I](1d6))_, sive Deus est res cogitans. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "201sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Patet etiam hæc Propositio ex hoc, quòd nos possumus ens cogitans infinitum concipere. Nam quò plura ens cogitans potest cogitare, eò plus realitatis, sive perfectionis idem continere concipimus ; ergo ens, quod infinita infinitis modis cogitare potest, est necessariò virtute cogitandi infinitum. Cùm itaque, ad solam cogitationem attendendo, Ens infinitum concipiamus, est necessariò _(per Defin. [4](1d4) & [6](1d6) p. I)_ Cogitatio unum ex infinitis Dei attributis, ut volebamus." + } + ] + }, + { + "id": "202", + "title": "PROPOSITIO 2", + "text": "_Extensio attributum Dei est? sive Deus est res extensa._", + "childs": [ + { + "id": "202d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hujus eodem modo procedit, ac [demonstratio](201d) præcedentis Propositionis." + } + ] + }, + { + "id": "203", + "title": "PROPOSITIO 3", + "text": "_In Deo datur necessariò idea, tam ejus essentiæ, quàm omnium, quæ ex ipsius essentiâ necessariò sequuntur._", + "childs": [ + { + "id": "203d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Deus enim _(per [Prop. 1](201) hujus)_ infinita infinitis modis cogitare, sive _(quod idem est, per [Prop. 16](116) p. I)_ ideam suæ essentiæ, & omnium, quæ necessariò ex eâ sequuntur, formare potest. Atqui omne id, quod in Dei potestate est, necessariò est (per [Prop. 35](135) p. I) ; ergo datur necessario talis idea, & (per Prop. 15 p. I) non nisi in Deo. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "203sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Vulgus per Dei potentiam intelligit Dei liberam voluntatem, & jus in omnia, quæ sunt, quæque propterea communiter, ut contingentia, considerantur. Deum enim potestatem omnia destruendi habere dicunt, & in nihilum redigendi. Dei porrò potentiam cum potentiâ Regum sæpissime comparant. Sed hoc in Corollario [1](132c1) & [2](132c2) Propositionis 32 partis I refutavimus, & [Propositione 16](116) partis I ostendimus, Deum eâdem necessitate agere, quâ seipsum intelligit, hoc est, sicuti ex necessitate divinæ naturæ sequitur (sicut omnes uno ore statuunt), ut Deus seipsum intelligat, eâdem etiam necessitate sequitur, ut Deus infinita infinitis modis agat. Deinde [Propositione 34](134) partis I ostendimus, Dei potentiam nihil esse, præterquam Dei actuosam essentiam ; adeóque tam nobis impossibile est concipere, Deum non agere, quàm Deum non esse. Porrò si hæc ulteriùs persequi liberet, possem hîc etiam ostendere potentiam illam, quam vulgus Deo affingit, non tantùm humanam esse (quod ostendit Deum hominem, vel instar hominis à vulgo concipi), sed etiam impotentiam involvere. Sed nolo de eâdem re toties sermonem instituere. Lectorem solummodò iterùm atque iterum rogo, ut, quæ in primâ parte, ex [Propositione 16](116) usque ad finem de hâc re dicta sunt, semel, atque iterùm perpendat. Nam nemo ea, quæ volo, percipere rectè poterit, nisi magnopere caveat, ne Dei potentiam cum humanâ Regum potentiâ, vel jure confundat." + } + ] + }, + { + "id": "204", + "title": "PROPOSITIO 4", + "text": "_Idea Dei, ex quâ infinita infinitis modis sequuntur, unica tantùm esse potest._", + "childs": [ + { + "id": "204d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Intellectus infinitus nihil, præter Dei attributa, ejusque affectiones, comprehendit _(per [Prop. 30](130) p. I)_. Atqui Deus est unicus _(per [Coroll. 1 Prop. 14](114c1) p. I)_. Ergo idea Dei, ex quâ infinita infinitis modis sequuntur, unica tantùm esse potest. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "205", + "title": "PROPOSITIO 5", + "text": "Esse formale idearum Deum, quatenus tantùm, ut res cogitans, consideratur, pro causâ agnoscit, & non, quatenus alio attributo explicatur. Hoc est, tam Dei attributorum, quàm rerum singularium ideæ non ipsa ideata, sive res perceptas pro causà efficiente agnoscunt, sed ipsum Deum, quatenus est res cogitans.", + "childs": [ + { + "id": "205d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet quidem ex [Propositione 3](203) hujus. Ibi enim concludebamus, Deum ideam suæ essentiæ, & omnium, quæ ex eâ necessariò sequuntur, formare posse ex hoc solo, nempe, quòd Deus est res cogitans, & non ex eo, quòd sit suæ ideæ objectum. Quare esse formale idearum Deum, quatenus est res cogitans, pro causâ agnoscit. Sed aliter hoc modo demonstratur. Esse formale idearum modus est cogitandi _(ut per se notum)_, hoc est _(per [Coroll. Prop. 25](125c) p. I)_ modus, qui Dei naturam, quatenus est res cogitans, certo modo exprimit, adeóque _(per [Prop. 10](110), p. I)_ nullius alterius attributi Dei conceptum involvit, & consequenter (per [Axiom. 4](1a4) p. I) nullius alterius attributi, nisi cogitationis, est effectus : adeóque esse formale idearum Deum, quatenus tantùm, ut res cogitans, consideratur, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "206", + "title": "PROPOSITIO 6", + "text": "Cujuscunque attributi modi Deum, quatenus tantùm sub illo attributo, cujus modi sunt, & non, quatenus sub ullo alio consideratur, pro causâ habent.", + "childs": [ + { + "id": "206d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Unumquodque enim attributum per se absque alio concipitur _(per [Prop. 10](110), p. I)_. Quare uniuscujusque attributi modi conceptum sui attributi, non autem alterius involvunt ; adeóque _(per [Axiom. 4](1a4), p. I)_ Deum, quatenus tantùm sub illo attributo, cujus modi sunt, & non, quatenus sub ullo alio consideratur, pro causâ habent. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "206c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, quòd esse formale rerum, quæ modi non sunt cogitandi, non sequitur ideò ex divinâ naturâ, quia res prius cognovit, sed eodem modo, eademque necessitate res ideatæ ex suis attributis consequuntur, & concluduntur, ac ideas ex attributo Cogitationis consequi ostendimus." + } + ] + }, + { + "id": "207", + "title": "PROPOSITIO 7", + "text": "_Ordo, & connexio idearum idem est, ac ordo, & connexio rerum._", + "childs": [ + { + "id": "207d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex [Axiom. 4](1a4), p I. Nam cujuscunque causati idea à cognitione causæ, cujus est effectus, dependet." + }, + { + "id": "207c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, quòd Dei cogitandi potentia æqualis est ipsius actuali agendi potentiæ. Hoc est, quicquid ex infinitâ Dei naturâ sequitur formaliter, id omne ex Dei ideâ eodem ordine, eâdemque connexione sequitur in Deo objectivè." + }, + { + "id": "207sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hic, antequam ulteriùs pergamus, revocandum nobis in memoriam est id, quod suprâ ostendimus ; nempe, quòd quicquid ab infinito intellectu percipi potest, tanquam substantiæ essentiam constituens, id omne ad unicam tantùm substantiam pertinet, & consequenter quòd substantia cogitans, & substantia extensa una, eademque est substantia, quæ jam sub hoc, jam sub illo attributo comprehenditur. Sic etiam modus extensionis, & idea illius modi una, eademque est res, sed duobus modis expressa ; quod quidam Hebræorum quasi per nebulam vidisse videntur, qui scilicet statuunt, Deum, Dei intellectum, resque ab ipso intellectas unum, & idem esse. Ex. gr. circulus in naturâ existens, & idea circuli existentis, quæ etiam in Deo est, una, eademque est res, quæ per diversa attributa explicatur ; & ideò sive naturam sub attributo Extensionis, sive sub attributo Cogitationis, sive sub alio quocunque concipiamus, unum, eundemque ordinem, sive unam, eandemque causarum connexionem, hoc est, easdem res invicem sequi reperiemus. Nec ullâ aliâ de causâ dixi, quòd Deus sit causa ideæ ex. gr. circuli, quatenus tantum est res cogitans, & circuli, quatenus tantùm est res extensa, nisi quia esse formale ideæ circuli non, nisi per alium cogitandi modum, tanquam causam proximam, & ille iterùm per alium, & sic in infinitum, potest percipi, ità ut, quamdiu res, ut cogitandi modi considerantur, ordinem totius naturæ, sive causarum connexionem, per solum Cogitationis attributum explicare debemus, & quatenus, ut modi Extensionis, considerantur, ordo etiam totius naturæ per solum Extensionis attributum explicari debet, & idem de aliis attributis intelligo. Quare rerum, ut in se sunt, Deus reverâ est causa, quatenus infinitis constat attributis ; nec impræsentiarum hæc clarius possum explicare." + } + ] + }, + { + "id": "208", + "title": "PROPOSITIO 8", + "text": "_Ideæ rerum singularium, sive modorum non existentium ità debent comprehendi in Dei infinitâ ideâ, ac rerum singularium, sive modorum essentiæ formales in Dei attributis continentur._", + "childs": [ + { + "id": "208d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio patet ex [præcedenti](207), sed intelligitur clariùs ex [præcedenti Scholio](207sc)." + }, + { + "id": "208c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, quòd, quamdiu res singulares non existunt, nisi quatenus in Dei attributis comprehenduntur, earum esse objectivum, sive ideæ non existunt, nisi quatenus infinita Dei idea existit ; & ubi res singulares dicuntur existere, non tantùm quatenus in Dei attributis comprehenduntur, sed quatenus etiam durare dicuntur, earum ideæ etiam existentiam, per quam durare dicuntur, involvent. " + }, + { + "id": "208sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Si quis ad uberiorem hujus rei explicationem exemplum desideret, nullum sane dare potero, quod rem, de quâ hic loquor, utpote unicam, adæquatè explicet ; conabor tamen rem, ut fieri potest, illustrare. Nempe circulus talis est naturæ, ut omnium linearum rectarum, in eodem sese invicem secantium, rectangula sub segmentis sint inter se æqualia ; quare in circulo infinita inter se æqualia rectangula continentur : attamen nullum eorum potest dici existere, nisi quatenus circulus existit, nec etiam alicujus horum rectangulorum idea potest dici existere, nisi quatenus in circuli ideâ comprehenditur. ![Graph 1](/assets/img/graph-02.png) Concipiantur jam ex infinitis illis duo tantùm, nempe E & D existere. Sanè eorum etiam ideæ jam non tantùm existunt, quatenus solummodò in circuli idea comprehenduntur, sed etiam, quatenus illorum rectangulorum existentiam involvunt, quo fit, ut à reliquis reliquorum rectangulorum ideis distinguantur." + } + ] + }, + { + "id": "209", + "title": "PROPOSITIO 9", + "text": "_Idea rei singularis, actu existentis, Deum pro causâ habet, non quatenus infinitus est, sed quatenus aliâ rei singularis actu existentis ideâ affectus consideratur, cujus etiam Deus est causa, quatenus aliâ tertiâ affectus est, & sic in infinitum._", + "childs": [ + { + "id": "209d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Idea rei singularis, actu existentis, modus singularis cogitandi est, & à reliquis distinctus _(per [Coroll.](208c) & [Schol.](208sc) Prop. 8 hujus)_, adeóque _(per [Prop. 6](206) hujus)_ Deum, quatenus est tantùm res cogitans, pro causâ habet. At non _(per [Prop. 28](128), p. I)_, quatenus est res absolutè cogitans, sed quatenus alio cogitandi modo affectus consideratur, & hujus etiam Deus est causa, quatenus alio affectus est, & sic in infinitum. Atqui ordo, & connexio idearum _(per [Prop. 7](207) hujus)_ idem est, ac ordo, & connexio causarum ; ergo unius singularis ideæ alia idea, sive Deus, quatenus aliâ ideâ affectus consideratur, est causa, & hujus etiam, quatenus aliâ affectus est, & sic in infinitum. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "209c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Quiequid in singulari cujuscunque ideæ objecto contingit, ejus datur in Deo cognitio, quatenus tantùm ejusdem objecti ideam habet." + }, + { + "id": "209cd", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quicquid in objecto cujuscunque ideæ contingit, ejus datur in Deo idea _(per [Prop. 3](203) hujus)_, non, quatenus infinitus est, sed quatenus aliâ rei singularis ideâ affectus consideratur _(per [Prop. præced.](208))_, sed _(per [Prop. 7](207) hujus)_ ordo, & connexio idearum idem est, ac ordo, & connexio rerum ; erit ergo cognitio ejus, quod in singulari aliquo objecto contingit, in Deo, quatenus tantùm ejusdem objecti habet ideam. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "210", + "title": "PROPOSITIO 10", + "text": "_Ad essentiam hominis non pertinet esse substantiæ, sive substantia formam hominis non constituit._", + "childs": [ + { + "id": "210d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Esse enim substantiæ involvit necessariam existentiam (per [Prop. 7](107), p. I). Si igitur ad hominis essentiam pertineret esse substantiæ, datâ ergo substantiâ, daretur necessariò homo _(per [Defin. 2](2d2) hujus)_, & consequenter homo necessariò existeret, quod _(per [Axiom. 1](2a1) hujus)_ est absurdum. Ergo &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "210sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Demonstratur etiam hæc Propositio ex [Propositione 5](105) p. I nempe, quòd duæ ejusdem naturæ substantiæ non dentur. Cùm autem plures homines existere possint, ergo id, quod hominis formam constituit, non est esse substantiæ. Patet præterea hæc Propositio ex reliquis substantiæ proprietatibus, videlicet, quòd substantia sit suâ naturâ infinita, immutabilis, indivisibilis &c., ut facilè unusquisque videre potest." + }, + { + "id": "210c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur essentiam hominis constitui a certis Dei attributorum modificationibus." + }, + { + "id": "210cd", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nam esse substantiæ _(per [Prop. præced.](210))_ ad essentiam hominis non pertinet. Est ergo _(per [Prop. 15](115) p. I)_ aliquid, quod in Deo est, & quod sine Deo nec esse, nec concipi potest, sive _(per [Coroll. Prop. 25](125c) p. I)_ affectio, sive modus, qui Dei naturam certo, & determinato modo exprimit." + }, + { + "id": "210csc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Omnes sanè concedere debent, nihil sine Deo esse, neque concipi posse. Nam apud omnes in confesso est, quòd Deus omnium rerum, tam earum essentiæ, quàm earum existentiæ, unica est causa, hoc est, Deus non tantùm est causa rerum secundùm fieri, ut ajunt, sed etiam secundùm esse. At interim plerique id ad essentiam alicujus rei pertinere dicunt, sine quo res nec esse, nec concipi potest ; adeóque vel naturam Dei ad essentiam rerum creatarum pertinere, vel res creatas sine Deo vel esse, vel concipi posse credunt, vel, quod certius est, sibi non satis constant. Cujus rei causam fuisse credo, quòd ordinem Philosophandi non tenuerint. Nam naturam divinam, quam ante omnia contemplari debebant, quia tam cognitione, quàm naturâ prior est, ordine cognitionis ultimam, & res, quæ sensuum objecta vocantur, omnibus priores esse crediderunt ; unde factum est, ut, dum res naturales contemplati sunt, de nullâ re minùs cogitaverint, quàm de divinâ naturâ, &, cùm postea animum ad divinam naturam contemplandum appulerint, de nullâ re minùs cogitare potuerint, quàm de primis suis figmentis, quibus rerum naturalium cognitionem superstruxerant ; utpote quæ ad cognitionem divinæ naturæ nihil juvare poterant ; adeóque nihil mirum, si sibi passim contradixerint. Sed hoc mitto. Nam meum intentum hîc tantùm fuit, causam reddere, cur non dixerim, id ad essentiam alicujus rei pertinere, sine quo res nec esse, nec concipi potest ; nimirùm, quia res singulares non possunt sine Deo esse, nec concipi ; & tamen Deus ad earum essentiam non pertinet ; sed id necessariò essentiam alicujus rei constituere dixi, quo dato res ponitur, & quo sublato res tollitur : vel id, sine quo res, & vice versa id, quod sine re nec esse, nec concipi potest." + } + ] + }, + { + "id": "211", + "title": "PROPOSITIO 11", + "text": "_Primum, quod actuale Mentis humanæ esse constituit, nihil aliud est, quàm idea rei alicujus singularis actu existentis._", + "childs": [ + { + "id": "211d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Essentia hominis _(per [Coroll. Prop. præced.](210c))_ à certis Dei attributorum modis constituitur ; nempe _(per [Axiom. 2](2a2) hujus)_ à modis cogitandi, quorum omnium _(per [Axiom. 3](2a3) hujus)_ idea naturâ prior est, &, eâ datâ, reliqui modi (quibus scilicet idea naturâ prior est) in eodem debent esse individuo _(per [Axiom. 3](2a3) hujus)_. Atque adeò idea primum est, quod humanæ Mentis esse constituit. At non idea rei non existentis. Nam tum _(per [Coroll. Prop. 8](208c) hujus)_ ipsa idea non posset dici existere ; erit ergo idea rei actu existentis. At non rei infinitæ. Res namque infinita _(per Prop. [21](121) & [22](122) p. I)_ debet semper necessariò existere ; atqui hoc _(per [Axiom. 1](2a1) hujus)_ est absurdum ; ergo primum, quod esse humanæ Mentis actuale constituit, est idea rei singularis actu existentis. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "211c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur Mentem humanam partem esse infiniti intellectûs Dei ; ac proinde cùm dicimus, Mentem humanam hoc, vel illud percipere, nihil aliud dicimus, quàm quòd Deus, non quatenus infinitus est, sed quatenus per naturam humanæ Mentis explicatur, sive quatenus humanæ Mentis essentiam constituit, hanc, vel illam habet ideam ; & cùm dicimus Deum hanc, vel illam ideam habere, non tantùm, quatenus naturam humanæ Mentis constituit, sed quatenus simul cum Mente humanâ alterius rei etiam habet ideam, tum dicimus Mentem humanam rem ex parte, sive inadæquatè percipere." + }, + { + "id": "211sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hic sine dubio Lectores hærebunt, multaque comminiscentur, quæ moram injiciant, & hâc de causâ ipsos rogo, ut lento gradu mecum pergant, nec de his judicium ferant, donec omnia perlegerint." + } + ] + }, + { + "id": "212", + "title": "PROPOSITIO 12", + "text": "_Quicquid in objecto ideæ, humanam Mentem constituentis, contingit, id ab humanâ Mente debet percipi, sive ejus rei dabitur in Mente necessariò idea : Hoc est, si objectum ideæ, humanam Mentem constituentis, sit corpus, nihil in eo corpore poterit contingere, quod à Mente non percipiatur._", + "childs": [ + { + "id": "212d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quicquid enim in objecto cujuscunque ideæ contingit, ejus rei datur necessariò in Deo cognitio _(per [Coroll. Prop. 9](209c) hujus)_, quatenus ejusdem objecti ideâ affectus consideratur, hoc est _(per [Prop. 11](211) hujus)_, quatenus mentem alicujus rei constituit. Quicquid igitur in objecto ideæ, humanam Mentem constituentis, contingit, ejus datur necessariò in Deo cognitio, quatenus naturam humanæ Mentis constituit, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, ejus rei cognitio erit necessariò in Mente, sive Mens id percipit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "212sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc Propositio patet etiam, & clariùs intelligitur ex [Schol. Prop. 7](207sc) hujus, quod vide." + } + ] + }, + { + "id": "213", + "title": "PROPOSITIO 13", + "text": "_Objectum ideæ, humanam Mentem constituentis, est Corpus, sive certus Extensionis modus actu existens, & nihil aliud._", + "childs": [ + { + "id": "213d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si enim Corpus non esset humanæ Mentis objectum, ideæ affectionum Corporis non essent in Deo _(per [Coroll. Prop. 9](209c) hujus)_, quatenus Mentem nostram, sed quatenus alterius rei mentem constitueret, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, ideæ affectionum Corporis non essent in nostrâ Mente ; atqui _(per [Axiom. 4](2a4) hujus)_ ideas affectionum corporis habemus. Ergo objectum ideæ, humanam Mentem constituentis, est Corpus, idque _(per [Prop. 11](211) hujus)_ actu existens. Deinde, si præter Corpus etiam aliud esset Mentis objectum, cùm nihil _(per [Prop. 36](136), p. I)_ existat, ex quo aliquis effectus non sequatur, deberet _(per [Prop. 12](212) hujus)_ necessariò alicujus ejus effectûs idea in Mente nostrâ dari ; atqui _(per [Axiom. 5](2a5) hujus)_ nulla ejus idea datur. Ergo objectum nostræ Mentis est Corpus existens, & nihil aliud. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "213c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur hominem Mente, & Corpore constare, & Corpus humanum, prout ipsum sentimus, existere." + }, + { + "id": "213sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Ex his non tantùm intelligimus, Mentem humanam unitam esse Corpori, sed etiam, quid per Mentis, & Corporis unionem intelligendum sit. Verùm ipsam adæquatè, sive distinctè intelligere nemo poterit, nisi priùs nostri Corporis naturam adæquatè cognoscat. Nam ea, quæ hucusque ostendimus, admodùm communia sunt, nec magis ad homines, quàm ad reliqua Individua pertinent, quæ omnia, quamvis diversis gradibus, animata tamen sunt. Nam cujuscunque rei datur necessariò in Deo idea, cujus Deus est causa, eodem modo, ac humani Corporis ideæ : atque adeò, quicquid de ideâ humani Corporis diximus, id de cujuscunque rei ideâ necessariò dicendum est. Attamen nec etiam negare possumus, ideas inter se, ut ipsa objecta, differre, unamque aliâ præstantiorem esse, plusque realitatis continere, prout objectum unius objecto alterius præstantius est, plusque realitatis continet ; ac propterea ad determinandum, quid Mens humana reliquis intersit, quidque reliquis præstet, necesse nobis est, ejus objecti, ut diximus, hoc est, Corporis humani naturam cognoscere. Eam autem hîc explicare nec possum, nec id ad ea, quæ demonstrare volo, necesse est. Hoc tamen in genere dico, quò Corpus aliquod reliquis aptius est ad plura simul agendum, vel patiendum, eò ejus Mens reliquis aptior est ad plura simul percipiendum ; & quò unius corporis actiones magis ab ipso solo pendent, & quò minus alia corpora cum eodem in agendo concurrunt, eò ejus mens aptior est ad distinctè intelligendum. Atque ex his præstantiam unius mentis præ aliis cognoscere possumus : deinde causam etiam videre, cur nostri Corporis non, nisi admodùm confusam, habeamus cognitionem, & alia plura, quæ in sequentibus ex his deducam. Quâ de causâ operæ pretium esse duxi, hæc ipsa accuratiùs explicare, & demonstrare, ad quod necesse est, pauca de naturâ corporum præmittere." + } + ] + }, + { + "id": "213a1", + "title": "AXIOMA 1", + "text": "Omnia corpora vel moventur? vel quiescunt.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213a2", + "title": "AXIOMA 2", + "text": "Unumquodque corpus jam tardiùs, jam celeriùs movetur.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213l1", + "title": "LEMMA 1", + "text": "_Corpora ratione motûs, & quietis, celeritatis, & tarditatis, & non ratione substantiæ ab invicem distinguuntur._", + "childs": [ + { + "id": "213l1d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Primam partem hujus per se notam suppono. At, quòd ratione substantiæ non distinguantur corpora, patet, tam ex _Prop. [5](105)_ quam _[8](108) p. I_ Sed clarius ex iis, quæ in _[Schol. Prop. 15](115sc), partie I_ dicta sunt." + } + ] + }, + { + "id": "213l2", + "title": "LEMMA 2", + "text": "_Omnia corpora in quibusdam conveniunt._", + "childs": [ + { + "id": "213l2d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "In his enim omnia corpora conveniunt, quòd unius, ejusdemque attributi conceptum involvunt _(per [Defin. 1](2d1) hujus)_. Deinde, quòd jam tardiùs, jam celeriùs, & absolutè jam moveri, jam quiescere possunt." + } + ] + }, + { + "id": "213l3", + "title": "LEMMA 3", + "text": "_Corpus motum, vel quiescens ad motum, vel quietem determinari debuit ab alio corpore, quod etiam ad motum, vel quietem determinatum fuit ab alio, & illud iterùm ab alio, & sic in infinitum._", + "childs": [ + { + "id": "213l3d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Corpora _(per [Defin. 1](2d1) hujus)_ res singulares sunt, quæ _(per [Lemma 1](213l1))_ ratione motûs, & quietis ab invicem distinguuntur ; adeóque _(per [Prop. 28](128), p. I)_ unumquodque ad motum, vel quietem necessariò determinari debuit ab aliâ re singulari, nempe _(per [Prop. 6](206) hujus)_ ab alio corpore, quod _(per [Axiom. 1](2a1))_ etiam vel movetur, vel quiescit. At hoc etiam _(per eandem rationem)_ moveri, vel quiescere non potuit, nisi ab alio ad motum, vel quietem determinatum fuisset, & hoc iterùm _(per eandem rationem)_ ab alio, & sic in infinitum. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "213l3c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur corpus motum tamdiu moveri, donec ab alio corpore ad quiescendum determinetur ; & corpus quiescens tamdiu etiam quiescere, donec ab alio ad motum determinetur. Quod etiam per se notum est. Nam, cùm suppono, corpus ex. gr. A quiescere, nec ad alia corpora mota attendo, nihil de corpore A dicere potero, nisi quòd quiescat. Quòd si postea contingat, ut corpus A moveatur, id sanè evenire non potuit ex eo, quòd quiescebat ; ex eo enim nil aliud sequi poterat, quàm ut corpus A quiesceret. Si contrà supponatur A moveri, quotiescunque ad A tantùm attendimus, nihil de eodem affirmare poterimus, nisi quòd moveatur. Quòd si postea contingat, ut A quiescat, id sanè evenire etiam non potuit ex motu, quem habebat ; ex motu enim nihil aliud sequi poterat, quàm ut A moveretur : contingit itaque à re, quæ non erat in A, nempe à causâ externâ, à quâ ad quiescendum determinatum fuit." + } + ] + }, + { + "id": "213a1a", + "title": "AXIOMA I", + "text": "Omnes modi, quibus corpus aliquod ab alio afficitur corpore, ex naturâ corporis affecti, & simul ex naturâ corporis afficientis sequuntur ; ità ut unum, idemque corpus diversimodè moveatur pro diversitate naturæ corporum moventium, & contrà ut diversa corpora ab uno, eodemque corpore diversimodè moveantur.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213a2a", + "title": "AXIOMA II", + "text": "![Graph 1](/assets/img/graph-03.png) Cùm corpus motum alteri quiescenti, quod dimovere nequit, impingit, reflectitur, ut moveri pergat, & angulus lineæ motûs reflectionis cum plano corporis quiescentis, cui impegit, æqualis erit angulo, quem linea motûs incidentiæ cùm eodem plano efficit. \n \nAtque hæc de corporibus simplicissimis, quæ scilicet solo motu, & quiete, celeritate, & tarditate ab invicem distinguuntur : jam ad composita ascendamus.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213def", + "title": "DEFINITIO", + "text": "_Cùm corpora aliquot ejusdem, aut diversæ magnitudinis à reliquis ità coërcentur, ut invicem incumbant, vel si eodem, aut diversis celeritatis gradibus moventur, ut motûs suos invicem certâ quâdam ratione communicent, illa corpora invicem unita dicemus, & omnia simul unum corpus, sive Individuum componere, quod à reliquis per hanc corporum unionem distinguitur._", + "childs": [] + }, + { + "id": "213a3", + "title": "AXIOMA 3", + "text": "Quò partes Individui, vel corporis compositi secundùm majores, vel minores superficies sibi invicem incumbunt, eò difficiliùs, vel faciliùs cogi possunt, ut situm suum mutent, & consequenter eò difficiliùs, vel faciliùs effici potest, ut ipsum Individuum aliam figuram induat. Atque hinc corpora, quorum partes secundùm magnas superficies invicem incumbunt, _dura_, quorum autem partes secundùm parvas, _mollia_, & quorum denique partes inter se moventur, _fluida_ vocabo.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213l4", + "title": "LEMMA 4", + "text": "_Si corporis, sive Individui, quod ex pluribus corporibus componitur, quædam corpora segregentur, & simul totidem alia ejusdem naturæ eorum loco succedant, retinebit Individuum suam naturam, uti antea, absque ullâ ejus formæ mutatione._", + "childs": [ + { + "id": "213l4d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Corpora enim _(per [Lem. 1](213l1))_ ratione substantiæ non distinguuntur ; id autem quod formam individui constituit, in corporum unione _(per [Defin. præced.](213def))_ consistit ; atqui hæc _(per hypothesin)_ tametsi corporum continua fiat mutatio, retinetur : retinebit ergo Individuum, tam ratione substantiæ, quàm modi, suam naturam, uti ante. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "213l5", + "title": "LEMMA 5", + "text": "_Si partes, Individuum componentes, majores, minoresve evadant, eâ tamen proportione, ut omnes eandem, ut antea, ad invicem motûs, & quietis rationem servent, retinebit itidem Individuum suam naturam, ut antea, absque ullâ formæ mutatione._", + "childs": [ + { + "id": "213l5d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hujus eadem est, ac [præcedentis Lemmatis](213l4)." + } + ] + }, + { + "id": "213l6", + "title": "LEMMA 6", + "text": "_Si corpora quædam, Individuum componentia, motum, quem versus unam partem habent, aliam versus flectere cogantur, at ità, ut motûs suos continuare possint, atque invicem eâdam, quâ antea, ratione communicare, retinebit itidem Individuum suam naturam, absque ullâ formæ mutatione._", + "childs": [ + { + "id": "213l6d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Per se patet. Id enim omne retinere supponitur, quod in ejusdem definitione formam ipsius constituere diximus." + } + ] + }, + { + "id": "213l7", + "title": "LEMMA 7", + "text": "_Retinet præterea Individuum, sic compositum, suam naturam, sive id secundùm totum moveatur, sive quiescat, sive versùs hanc, sive versùs illam partem moveatur, dummodò unaquæque pars motum suum retineat, eumque, uti antea, reliquis communicet._", + "childs": [ + { + "id": "213l7d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex ipsius [definitione](213def), quam vide ante Lem. 4." + }, + { + "id": "213l7sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "His itaque videmus, quâ ratione Individuum compositum possit multis modis affici, ejus nihilominus naturâ servatâ. Atque hucusque Individuum concepimus, quod non, nisi ex corporibus, quæ solo motu, & quiete, celeritate, & tarditate inter se distinguuntur, hoc est, quod ex corporibus simplicissimis componitur. Quòd si jam aliud concipiamus, ex pluribus diversæ naturæ Individuis compositum, idem pluribus aliis modis posse affici, reperiemus, ipsius nihilominùs naturâ servatâ. Nam quandoquidem ejus unaquæque pars ex pluribus corporibus est composita, poterit ergo _(per [Lem. præced.](213l7))_ unaquæque pars, absque ullâ ipsius naturæ mutatione jam tardiùs, jam celeriùs moveri, & consequenter motûs suos citiùs, vel tardiùs reliquis communicare. Quòd si præterea tertium Individuorum genus, ex his secundis compositum, concipiamus, idem multis aliis modis affici posse, reperiemus, absque ullâ ejus formæ mutatione. Et si sic porrò in infinitum pergamus, facilè concipiemus, totam naturam unum esse Individuum, cujus partes, hoc est, omnia corpora infinitis modis variant, absque ullâ totius Individui mutatione. Atque hæc, si animus fuisset, de corpore ex professo agere, prolixiùs explicare, & demonstrare debuissem. Sed jam dixi me aliud velle, nec aliâ de causâ hæc adferre, quàm quia ex ipsis ea, quæ demonstraxe constitui, facilè possum deducere." + } + ] + }, + { + "title":"POSTULATA", + "type":"title" + }, + { + "id": "213p1", + "title": "I.", + "text": "Corpus humanum componitur ex plurimis (diversæ naturæ) individuis, quorum unumquodque vald7 compositum est.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p2", + "title": "II.", + "text": "Individuorum, ex quibus Corpus humanum componitur, quædam fluida, quædam mollia, & quædam denique dura sunt.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p3", + "title": "III.", + "text": "Individua, Corpus humanum componentia, & consequenter ipsum humanum Corpus 0 corporibus externis plurimis modis afficitur.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p4", + "title": "IV.", + "text": "Corpus humanum indiget, ut conservetur, plurimis aliis corporibus, 0 quibus continuò quasi regeneratur.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p5", + "title": "V.", + "text": "Cum Corporis humani pars fluida 0 corpore externo determinatur, ut in aliam mollem sæpe impingat, ejus planum mutat, & veluti quædam corporis externi impellentis vestigia eidem imprimit.", + "childs": [] + }, + { + "id": "213p6", + "title": "VI.", + "text": "Corpus humanum potest corpora externa plurimis modis movere, plurimisque modis disponere.", + "childs": [] + }, + { + "id": "214", + "title": "PROPOSITIO 14", + "text": "_Mens humana apta est ad plurima percipiendum, & eò aptior, quò ejus Corpus pluribus modis disponi potest._", + "childs": [ + { + "id": "214d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Corpus enim humanum _(per Post. [3](213p3) & [6](213p6))_ plurimis modis à corporibus externis afficitur, disponiturque ad corpora externa plurimis modis afficiendum. At omnia, quæ in Corpore humano contingunt _(per [Prop. 12](212) hujus)_, Mens humana percipere debet ; est ergo Mens humana apta ad plurima percipiendum, & eò aptior. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "215", + "title": "PROPOSITIO 15", + "text": "_Idea, quæ esse formale humanæ Mentis constituit, non est simplex, sed ex plurimis ideis composita._", + "childs": [ + { + "id": "215d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Idea, quæ esse formale humanæ Mentis constituit, est idea corporis _(per [Prop. 13](213) hujus)_, quod _(per [Post. 1](213p1))_ ex plurimis valdè compositis Individuis componitur. At cujuscunque Individui, corpus componentis, datur necessariò _(per [Coroll. Prop. 8](208c) hujus)_ in Deo idea ; ergo _(per [Prop. 7](207) hujus)_ idea Corporis humani ex plurimis hisce partium componentium ideis est composita. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "216", + "title": "PROPOSITIO 16", + "text": "_Idea cujuscunque modi, quo Corpus humanum à corporibus externis afficitur, involvere debet naturam Corporis humani, & simul naturam corporis externi._", + "childs": [ + { + "id": "216d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Omnes enim modi, quibus corpus aliquod afficitur, ex naturâ corporis affecti, & simul ex naturâ corporis afficientis sequuntur _(per [Axiom. 1](213a1a) post Coroll. Lem. 3)_ : quare eorum idea _(per [Axiom. 4](1a4), p. I)_ utriusque corporis naturam necessariò involvet ; adeóque idea cujuscunque modi, quo Corpus humanum à corpore externo afficitur, Corporis humani, & corporis externi naturam involvit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "216c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Hinc sequitur primò Mentem humanam plurimorum corporum naturam unà cum sui corporis naturâ percipere." + }, + { + "id": "216c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Sequitur secundò, quòd ideæ, quas corporum externorum habemus, magis nostri corporis constitutionem, quàm corporum externorum naturam indicant ; quod in [Appendice](1app) partis primæ multis exemplis explicui." + } + ] + }, + { + "id": "217", + "title": "PROPOSITIO 17", + "text": "_Si humanum Corpus affectum est modo, qui naturam Corporis alicujus externi involvit, Mens humana idem corpus externum, ut actu existens, vel ut sibi præsens, contemplabitur, donec Corpus afficiatur affectu, qui ejusdem corporis existentiam, vel præsentiam secludat._", + "childs": [ + { + "id": "217d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet. Nam quamdiu Corpus humanum sic affectum est, tamdiu Mens humana _(per [Prop. 12](212) hujus)_ hanc corporis affectionem contemplabitur, hoc est _(per [Prop. præced.](216))_, ideam habebit modi, actu existentis, quæ naturam corporis externi involvit, hoc est, ideam, quæ existentiam, vel præsentiam naturæ corporis externi non secludit, sed ponit, adeóque Mens _(per [Coroll. 1 præced.](216c1)) corpus externum, ut actu existens, vel ut præsens, contemplabitur, donec afficiatur, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "217c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Mens corpora externa, à quibus Corpus humanum semel affectum fuit, quamvis non existant, nec præsentia sint, contemplari tamen poterit, velut præsentia essent." + }, + { + "id": "217cd", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Dum corpora externa Corporis humani partes fluidas ità determinant, ut in molliores sæpe impingant, earum plana _(per [Post. 5](213p5))_ mutant, unde fit _(vide [Axiom. 2](213a2a) post Coroll. Lem. 3)_, ut inde alio modo reflectantur, quàm antea solebant, & ut etiam postea, iisdem novis planis spontaneo suo motu occurrendo, eodem modo reflectantur, ac cùm à corporibus externis versùs illa plana impulsæ sunt, & consequenter, ut Corpus humanum, dum sic reflexæ moveri pergunt, eodem modo afficiant, de quo Mens _(per [Prop. 12](212) hujus)_ iterùm cogitabit, hoc est _(per [Prop. 17](217) hujus)_, Mens iterùm corpus externum, ut præsens, contemplabitur ; & hoc toties, quoties Corporis humani partes fluidæ spontaneo suo motu iisdem planis occurrent. Quare, quamvis corpora externa, à quibus Corpus humanum affectum semel fuit, non existant, Mens tamen eadem toties, ut præsentia, contemplabitur, quoties hæc corporis actio repetetur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "217sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Videmus itaque, qui fieri potest, ut ea, quæ non sunt, veluti præsentia contemplemur, ut sæpe fit. Et fieri potest, ut hoc aliis de causis contingat ; sed mihi hîc sufficit ostendisse unam, per quam rem sic possim explicare, ac si ipsam per veram causam ostendissem ; nec tamen credo, me à verâ longè aberrare, quandoquidem omnia illa, quæ sumpsi, postulata vix quicquam continent, quod non constet experientiâ, de quâ nobis non licet dubitare, postquam ostendimus Corpus humanum, prout ipsum sentimus, existere _(vide [Coroll.](213c) post Prop. 13 hujus)_. Præterea _(ex [Coroll. præced.](217c) & [Coroll. 2 Prop. 16](216c2) hujus)_ clarè intelligimus, quænam sit differentia inter ideam ex. gr. Petri, quæ essentiam Mentis ipsius Petri constituit, & inter ideam ipsius Petri, quæ in alio homine, putà in Paulo, est. Illa enim essentiam Corporis ipsius Petri directè explicat, nec existentiam involvit, nisi quamdiu Petrus existit ; hæc autem magis constitutionem corporis Pauli, quàm Petri naturam indicat, & ideo, durante illâ corporis Pauli constitutione, Mens Pauli, quam vis Petrus non existat, ipsum tamen, ut sibi præsentem contemplabitur. Porrò, ut verba usitata retineamus, Corporis humani affectiones, quarum ideæ Corpora externa, velut nobis præsentia repræsentant, rerum imagines vocabimus, tametsi rerum figuras non referunt. Et cùm Mens hâc ratione contemplatur corpara, eandem imaginari dicemus. Atque hîc, ut, quid sit error, indicare incipiam, notetis velim, Mentis imaginationes in se spectatas, nihil erroris continere, sive Mentem ex eo, quòd imaginatur, non errare ; sed tantùm, quatenus consideratur, carere ideâ, quæ existentiam illarum rerum, quas sibi præsentes imaginatur, secludat. Nam si Mens, dum res non existentes, ut sibi præsentes, imaginatur, simul sciret, res illas reverâ non existere, hanc sanè imaginandi potentiam virtuti suæ naturæ, non vitio tribueret ; præsertim si hæc imaginandi facultas à solâ suâ naturâ penderet, hoc est _(per [Defin. 7](1d7) p. I)_, si hæc Mentis imaginandi facultas libera esset." + } + ] + }, + { + "id": "218", + "title": "PROPOSITIO 18", + "text": "_Si Corpus humanum à duobus, vel pluribus corporibus simul affectum fuerit semel, ubi Mens postea eorum aliquod imaginabitur, statim & aliorum recordabitur._", + "childs": [ + { + "id": "218d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens _(per [Coroll. præced.](217c))_ corpus aliquod eâ de causâ imaginatur, quia scilicet humanum Corpus à corporis externi vestigiis eodem modo afficitur, disponiturque, ac affectum est, cùm quædam ejus partes ab ipso corpore externo fuerunt impulsæ : sed _(per Hypothesin)_ Corpus tum ità fuit dispositum, ut Mens duo simul corpora imaginaretur ; ergo jam etiam duo simul imaginabitur, atque Mens ubi alterutrum imaginabitur, statim & alterius recordabitur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "218sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hinc clarè intelligimus, quid sit Memoria. Est enim nihil aliud, quàm quædam concatenatio idearum, naturam rerum, quæ extra Corpus humanum sunt, involventium, quæ in Mente fit secundùm ordinem, & concatenationem affectionum Corporis humani. Dico _primo_ concatenationem esse illarum tantùm idearum, quæ naturam rerum, quæ extra Corpus humanum sunt, involvunt ; non autem idearum, quæ earundem rerum naturam explicant. Sunt enim reverâ _(per [Prop. 16](216) hujus)_ ideæ affectionum Corporis humani, quæ tam hujus, quàm corporum externorum naturam involvunt. Dico _secundò_ hanc concatenationem fieri secundùm ordinem, & concatenationem affectionum Corporis humani, ut ipsam distinguerem à concatenatione idearum, quæ fit secundùm ordinem intellectûs, quo res per primas suas causas Mens percipit, & qui in omnibus hominibus idem est. Atque hinc porrò clarè intelligimus, cur Mens ex cogitatione unius rei statim in alteriùs rei cogitationem incidat, quæ nullam cum priore habet similitudinem ; ut, ex. gr. ex cogitatione vocis _pomi_ homo Romanus statim in cogitationem fructûs incidet, qui nullam cum articulato illo sono habet similitudinem, nec aliquid commune, nisi quòd ejusdem hominis Corpus ab his duobus affectum sæpe fuit, hoc est, quòd ipse homo sæpe vocem _pomum_ audivit, dum ipsum fructum videret, & sic unusquisque ex unâ in aliam cogitationem incidet, prout rerum imagines uniuscujusque consuetudo in corpore ordinavit. Nam miles ex. gr. visis in arenâ equi vestigiis statim ex cogitatione equi in cogitationem equitis, & inde in cogitationem belli, &c. incidet. At Rusticus ex cogitatione equi in cogitationem aratri, agri, &c. incidet, & sic unusquisque, prout rerum imagines consuevit hoc, vel alio modo jungere, & concatenare, ex unâ in hanc, vel in aliam incidet cogitationem." + } + ] + }, + { + "id": "219", + "title": "PROPOSITIO 19", + "text": "_Mens humana ipsum humanum Corpus non cognoscit, nec ipsum existere scit, nisi per ideas affectionum, quibus Corpus afficitur._", + "childs": [ + { + "id": "219d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens enim humana est ipsa idea, sive cognitio Corporis humani _(per [Prop. 13](213) hujus)_, quæ _(per [Prop. 9](209) hujus)_ in Deo quidem est, quatenus aliâ rei singularis ideâ affectus consideratur ; vel quia _(per [Post. 4](213p4))_ Corpus humanum plurimis corporibus indiget, à quibus continuò quasi regeneratur ; & ordo, & connexio idearum idem est _(per [Prop. 7](207) hujus)_, ac ordo, & connexio causarum ; erit hæc idea in Deo, quatenus plurimarum rerum singularium ideis affectus consideratur. Deus itaque ideam Corporis humani habet, sive Corpus humanum cognoscit, quatenus plurimis aliis ideis affectus est, & non quatenus naturam humanæ Mentis constituit ; hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, Mens humana Corpus humanum non cognoscit. At ideæ affectionum Corporis in Deo sunt, quatenus humanæ Mentis naturam constituit, sive Mens humana easdem affectiones percipit _(per [Prop. 12](212) hujus)_, & consequenter _(per [Prop. 16](216) hujus)_ ipsum Corpus humanum, idque _(per [Prop.17](217) hujus)_, ut actu existens ; percipit ergo eatenus tantùm Mens humana ipsum humanum Corpus. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "220", + "title": "PROPOSITIO 20", + "text": "_Mentis humanæ datur etiam in Deo idea, sive cognitio, quæ in Deo eodem modo sequitur, & ad Deum eodem modo refertur, ac idea sive cognitio Corporis humani._", + "childs": [ + { + "id": "220d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cogitatio attributum Dei est _(per [Prop. 1](201) hujus)_, adeóque _(per [Prop. 3](203) hujus)_ tam ejus, quàm omnium ejus affectionum, & consequenter _(per [Prop. 11](201) hujus)_ Mentis etiam humanæ debet necessariò in Deo dari idea. Deinde hæc Mentis idea, sive cognitio non sequitur in Deo dari, quatenus infinitus, sed quatenus aliâ rei singularis ideâ affectus est _(per [Prop. 9](209) hujus)_. Sed ordo, & connexio idearum idem est, ac ordo, & connexio causarum _(per [Prop. 7](207) hujus)_ ; sequitur ergo hæc Mentis idea, sive cognitio in Deo, & ad Deum eodem modo refertur, ac idea, sive cognitio Corporis. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "221", + "title": "PROPOSITIO 21", + "text": "_Hæc Mentis idea eodem modo unita est Menti, ac ipsa Mens unita est Corpori._", + "childs": [ + { + "id": "221d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mentem unitam esse Corpori ex eo ostendimus, quòd scilicet Corpus Mentis sit objectum _(vide Prop. [12](212) & [13](213) hujus)_ : adeóque per eandem illam rationem idea Mentis cum suo objecto, hoc est, cum ipsa Mente eodem modo unita esse debet, ac ipsâ Mens unita est Corpori. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "221sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc Propositio longè clariùs intelligitur ex dictis in [Schol. Prop. 7](207sc) hujus ; ibi enim ostendimus Corporis ideam, & Corpus, hoc est _(per [Prop. 13](213) hujus)_ Mentem, & Corpus unum, & idem esse Individuum, quod jam sub Cogitationis, jam sub Extensionis attributo concipitur ; quare Mentis idea, & ipsa Mens una, eademque est res, quæ sub uno, eodemque attributo, nempe Cogitationis, concipitur. Mentis, inquam, idea, & ipsa Mens in Deo eâdem necessitate ex eâdem cogitandi potentiâ sequuntur dari. Nam reverâ idea Mentis, hoc est, idea ideæ nihil aliud est, quàm forma ideæ, quatenus hæc, ut modus cogitandi, absque relatione ad objectum consideratur ; simulac enim quis aliquid scit, eo ipso scit, se id scire, & simul scit, se scire, quòd scit, & sic in infinitum. Sed de his postea." + } + ] + }, + { + "id": "222", + "title": "PROPOSITIO 22", + "text": "_Mens humana non tantùm Corporis affectiones, sed etiam harum affectionum ideas percipit._", + "childs": [ + { + "id": "222d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectionum idearum ideæ in Deo eodem modo sequuntur, & ad Deum eodem modo referuntur, ac ipsæ affectionum ideæ ; quod eodem modo demonstratur, ac [Propositio 20](220) hujus. At ideæ affectionum Corporis in Mente humanâ sunt _(per [Prop. 12](212) hujus)_, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, in Deo, quatenus humanæ Mentis essentiam constituit ; ergo harum idearum ideæ in Deo erunt, quatenus humanæ Mentis cognitionem, sive ideam habet, hoc est _(per [Prop. 21](221) hujus)_, in ipsâ Mente humanâ, quæ propterea non tantùm Corporis affectiones, sed earum etiam ideas percipit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "223", + "title": "PROPOSITIO 23", + "text": "_Mens se ipsam non cognoscit, nisi quatenus Corporis affectionum ideas percipit._", + "childs": [ + { + "id": "223d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mentis idea, sive cognitio _(per [Prop. 20](220) hujus)_ in Deo eodem modo sequitur, & ad Deum eodem modo refertur, ac corporis idea, sive cognitio. At quoniam _(per [Prop. 19](219) hujus)_ Mens humana ipsum humanum Corpus non cognoscit, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, quoniam cognitio Corporis humani ad Deum non refertur, quatenus humanæ Mentis naturam constituit ; ergo nec cognitio Mentis ad Deum refertur, quatenus essentiam Mentis humanæ constituit ; atque adeò _(per idem [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ Mens humana eatenus se ipsam non cognoscit. Deinde affectionum, quibus Corpus afficitur, ideæ naturam ipsius Corporis humani involvunt _(per [Prop. 16](216) hujus)_, hoc est (per [Prop. 13](213) hujus), cum naturâ Mentis conveniunt ; quare harum idearum cognitio cognitionem Mentis necessariò involvet : at _(per [Prop. præced.](222))_ harum idearum cognitio in ipsâ humanâ Mente est ; ergo Mens humana eatenus tantùm se ipsam novit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "224", + "title": "PROPOSITIO 24", + "text": "_Mens humana partium, Corpus humanum componentium, adæquatam cognitionem non involvit._", + "childs": [ + { + "id": "224d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Partes, Corpus humanum componentes, ad essentiam ipsius Corporis non pertinent, nisi quatenus motûs suos certâ quâdam ratione invicem communicant _(vide [Defin.](213def) post Coroll. Lem. 3)_, & non quatenus, ut Individua, absque relatione ad humanum Corpus considerari possunt. Sunt enim partes humani Corporis _(per [Post. 1](213p1))_ valdè composita Individua, quorum partes _(per [Lem. 4](213l4))_ à Corpore humano, servatâ omninò ejusdem naturâ, & formâ, segregari possunt, motûsque suos _(vide [Axiom. 1](213a1a) post Lem. 3)_ aliis corporibus aliâ ratione communicare ; adeóque _(per [Prop. 3](203) hujus)_ cujuscunque partis idea, sive cognitio in Deo erit, & quidem _(per [Prop. 9](209) hujus)_, quatenus affectus consideratur aliâ ideâ rei singularis, quæ res singularis ipsâ parte, ordine naturæ, prior est _(per [Prop. 7](207) hujus)_. Quod idem præterea etiam de quâcunque parte ipsius Individui, Corpus humanum componentis, est dicendum ; adeóque cujuscunque partis, Corpus humanum componentis, cognitio in Deo est, quatenus plurimis rerum ideis affectus est, & non quatenus Corporis humani tantùm habet ideam, hoc est _(per [Prop. 13](213) hujus)_ ideam, quæ humanæ Mentis naturam constituit ; atque adeò _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ humana Mens partium, Corpus humanum componentium, adæquatam cognitionem non involvit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "225", + "title": "PROPOSITIO 25", + "text": "_Idea cujuscunque affectionis Corporis humani adæquatam corporis externi cognitionem non involvit._", + "childs": [ + { + "id": "225d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ideam affectionis Corporis humani eatenus corporis externi naturam involvere ostendimus _(vide [Prop. 16](216) hujus)_, quatenus externum ipsum humanum Corpus certo quodam modo determinat. At quatenus externum corpus Individuum est, quod ad Corpus humanum non refertur, ejus idea, sive cognitio in Deo est _(per [Prop. 9](209) hujus)_, quatenus Deus affectus consideratur alterius rei ideâ, quæ _(per [Prop. 7](207) hujus)_ ipso corpore externo prior est naturâ. Quare corporis externi adæquata cognitio in Deo non est, quatenus ideam affectionis humani Corporis habet, sive idea affectionis Corporis humani adæquatam corporis externi cognitionem non involvit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "226", + "title": "PROPOSITIO 26", + "text": "_Mens humana nullum corpus externum, ut actu existens, percipit, nisi per ideas affectionum sui Corporis._", + "childs": [ + { + "id": "226d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si à corpore aliquo externo Corpus humanum nullo modo affectum est, ergo _(per [Prop. 7](207) hujus)_ nec idea Corporis humani, hoc est _(per [Prop. 13](213) hujus)_, nec Mens humana ideâ existentiæ illius corporis ullo etiam modo affecta est, sive existentiam illius corporis externi ullo modo percipit. At quatenus Corpus humanum à corpore aliquo externo aliquo modo afficitur, eatenus _(per [Prop. 16](216) hujus cum [Coroll. 1](216c1) ejusdem)_ corpus externum percipit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "226c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Quatenus Mens humana corpus externum imaginatur, eatenus adæquatam ejus cognitionem non habet." + }, + { + "id": "226cd", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cum Mens humana per ideas affectionum sui Corporis corpora externa contemplatur, eandem tum imaginari dicimus _(vide [Schol. Prop. 17](217sc) hujus)_ ; nec Mens aliâ ratione _(per [Prop. præced.](226))_ corpora externa, ut actu existentia, imaginari potest. Atque adeò _(per [Prop. 25](225) hujus)_ quatenus Mens corpora externa imaginatur, eorum adæquatam cognitionem non habet. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "227", + "title": "PROPOSITIO 27", + "text": "_Idea cujuscunque affectionis Corporis humani adæquatam ipsius humani Corporis cognitionem non involvit._ ", + "childs": [ + { + "id": "227d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quælibet idea cujuscunque affectionis humani Corporis eatenus naturam Corporis humani involvit, quatenus ipsum humanum Corpus certo quodam modo affici consideratur _(vide [Prop. 16](216) hujus)_. At quatenus Corpus humanum Individuum est, quod multis aliis modis affici potest, ejus idea, &c. _Vide [Demonstrat. Prop. 25](225d) hujus_." + } + ] + }, + { + "id": "228", + "title": "PROPOSITIO 28", + "text": "_Ideæ affectionum Corporis humani, quatenus ad humanam Mentem tantùm referuntur, non sunt claræ, & distinctæ, sed confusæ._", + "childs": [ + { + "id": "228d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ideæ enim affectionum Corporis humani, tam corporum externorum, quàm ipsius humani Corporis naturam involvunt _(per [Prop. 16](216) hujus)_, nec tantùm Corporis humani, sed ejus etiam partium naturam involvere debent ; affectiones namque modi sunt _(per [Post. 3](213p3))_, quibus partes Corporis humani, & consequenter totum Corpus afficitur. At _(per Prop. [24](224) & [25](225) hujus)_ corporum externorum adæquata cognitio, ut & partium, Corpus humanum componentium, in Deo non est, quatenus humanâ Mente, sed quatenus aliis ideis affectus consideratur. Sunt ergo hæ affectionum ideæ, quatenus ad solam humanam Mentem referuntur, veluti consequentiæ absque præmissis, hoc est _(ut per se notum)_, ideæ confusæ. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "228sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Idea, quæ naturam Mentis humanæ constituit, demonstratur eodem modo non esse, in se solâ considerata, clara, & distincta ; ut etiam idea Mentis humanæ, & ideæ idearum affectionum Corporis humani, quatenus ad solam Mentem referuntur, quod unusquisque facilè videre potest." + } + ] + }, + { + "id": "229", + "title": "PROPOSITIO 29", + "text": "_Idea ideæ cujuscunque affectionis Corporis humani adæquatam humanæ Mentis cognitionem non involvit._", + "childs": [ + { + "id": "229d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Idea enim affectionis Corporis humani _(per [Prop. 27](227) hujus)_ adæquatam ipsius Corporis cognitionem non involvit, sive ejus naturam adæquatè non exprimit, hoc est (per [Prop. 13](213) hujus), cum naturâ Mentis non convenit adæquatè ; adeóque _(per [Axiom. 6](1a6), p. I)_ hujus ideæ idea adæquatè humanæ Mentis naturam non exprimit, sive adæquatam ejus cognitionem non involvit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "229c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, Mentem humanam, quoties ex communi naturæ ordine res percipit, nec sui ipsius, nec sui Corporis, nec corporum externorum adæquatam, sed confusam tantùm, & mutilatam habere cognitionem. Nam Mens se ipsam non cognoscit, nisi quatenus ideas affectionum corporis percipit _(per [Prop. 23](223) hujus)_. Corpus autem suum _(per [Prop. 19](219) hujus)_ non percipit, nisi per ipsas affectionum ideas, per quas etiam tantùm _(per [Prop. 26](226) hujus)_ corpora externa percipit ; atque adeò, quatenus eas habet, nec sui ipsius _(per [Prop. 29](229) hujus)_, nec sui Corporis _(per [Prop. 27](227) hujus)_, nec corporum externorum _(per [Prop. 25](225) hujus)_ habet adæquatam cognitionem, sed tantùm _(per [Prop. 28](228) hujus cum ejus [Schol.](228sc))_ mutilatam, & confusam. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "229sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Dico expressè, quòd Mens nec sui ipsius, nec sui Corporis, nec corporum externorum adæquatam, sed confusam tantùm, cognitionem habeat, quoties ex communi naturæ ordine res percipit, hoc est, quoties externè, ex rerum nempe fortuito occursu, determinatur ad hoc, vel illud contemplandum, & non quoties internè, ex eo scilicet, quòd res plures simul contemplatur, determinatur ad earundem convenientias, differentias, & oppugnantias intelligendum ; quoties enim hoc, vel alio modo internè disponitur, tum res clarè, & distinctè contemplatur, ut infrà ostendam." + } + ] + }, + { + "id": "230", + "title": "PROPOSITIO 30", + "text": "_Nos de duratione nostri Corporis nullam, nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere possumus._", + "childs": [ + { + "id": "230d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nostri corporis duratio ab ejus essentiâ non dependet _(per [Axiom. 1](2a1) hujus)_, nec etiam ab absolutâ Dei naturâ _(per [Prop. 21](121), p. I)_. Sed _(per [Prop. 28](128), p. I)_ ad existendum, & operandum determinatur à talibus causis, quæ etiam ab aliis determinatæ sunt ad existendum, & operandum certâ, ac determinatâ ratione, & hæ itèrum ab aliis, & sic in infinitum. Nostri igitur Corporis duratio à communi naturæ ordine, & rerum constitutione pendet. Quâ autem ratione constitutæ sint, ejus rei adæquata cognitio datur in Deo, quatenus earum omnium ideas, & non quatenus tantùm humani Corporis ideam habet _(per [Coroll. Prop. 9](209c) hujus)_, quare cognitio durationis nostri Corporis est in Deo admodùm inadæquata, quatenus tantùm naturam Mentis humanæ constituere consideratur, hoc est _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, hæc cognitio est in nostrâ Mente admodùm inadæquata. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "231", + "title": "PROPOSITIO 31", + "text": "_Nos de duratione rerum singularium, quæ extra nos sunt, nullam, nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere possumus._", + "childs": [ + { + "id": "231d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Unaquæque enim res singularis, sicuti humanum Corpus, ab aliâ re singulari determinari debet ad existendum, & operandum certâ, ac determinatâ ratione ; & hæc iterùm ab aliâ, & sic in infinitum _(per [Prop. 28](128) p. I)_. Cùm autem ex hâc communi rerum singularium proprietate in præcedenti Prop. demonstraverimus, nos de duratione nostri Corporis non, nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere ; ergo hoc idem de rerum singularium duratione erit concludendum, quòd scilicet ejus non, nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere possumus. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "231c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, omnes res particulares contingentes, & corruptibiles esse. Nam de earum duratione nullam adæquatam cognitionem habere possumus _(per [Prop. præced.](231))_, & hoc est id, quod per rerum contingentiam, & corruptionis possibilitatem nobis est intelligendum _(vide [Schol. 1 Prop. 33](133sc1), p. I)_. Nam _(per [Prop. 29](129) p. I)_ præter hoc nullum datur contingens." + } + ] + }, + { + "id": "232", + "title": "PROPOSITIO 32", + "text": "_Omnes ideæ, quatenus ad Deum referuntur, veræ sunt._", + "childs": [ + { + "id": "232d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Omnes enim ideæ, quæ in Deo sunt, cum suis ideatis omninò conveniunt _(per [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_, adeóque _(per [Axiom. 6](1a6), p. I)_ omnes veræ sunt. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "233", + "title": "PROPOSITIO 33", + "text": "_Nihil in ideis positivum est, propter quod falsæ dicuntur._", + "childs": [ + { + "id": "233d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si negas, concipe, si fieri potest, modum positivum cogitandi, qui formam erroris, sive falsitatis constituat. Hic cogitandi modus non potest esse in Deo _(per [Prop. præced.](232))_ ; extra Deum autem etiam nec esse, nec concipi potest (per [Prop. 15](115), p. I). Atque adeò nihil potest dari positivum in ideis, propter quod falsæ dicuntur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "234", + "title": "PROPOSITIO 34", + "text": "_Omnis idea, quæ in nobis est absoluta, sive adæquatà, & perfecta, vera est._", + "childs": [ + { + "id": "234d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cùm dicimus, dari in nobis ideam adæquatam, & perfectam, nihil aliud dicimus _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, quàm quòd in Deo, quatenus nostræ Mentis essentiam constituit, detur idea adæquata, & perfecta, & consequenter _(per [Prop. 32](232) hujus)_, nihil aliud dicimus, quàm quòd talis idea sit vera. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "235", + "title": "PROPOSITIO 35", + "text": "_Falsitas consistit in cognitionis privatione, quam ideæ inadæquatæ, sive mutilatæ, & confusæ involvunt._", + "childs": [ + { + "id": "235d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nihil in ideis positivum datur, quod falsitatis formam constituat _(per [Prop. 33](233) hujus)_ ; at falsitas in absolutâ privatione consistere nequit (Mentes enim, non Corpora errare, nec falli dicuntur), neque etiam in absolutâ ignorantiâ ; diversa enim sunt, ignorare, & errare ; quare in cognitionis privatione, quam rerum inadæquata cognitio, sive ideæ inadæquatæ, & confusæ involvunt, consistit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "235sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "In [Scholio Prop. 17](217sc) hujus Partis explicui, quâ ratione error in cognitionis privatione consistit ; sed ad uberiorem hujus rei explicationem exemplum dabo ; nempe : Falluntur homines, quòd se liberos esse putant, quæ opinio in hoc solo consistit, quòd suarum actionum sint conscii, & ignari causarum, à quibus determinantur. Hæc ergo est eorum libertatis idea, quòd suarum actionum nullam cognoscant causam. Nam quòd ajunt, humanas actiones à voluntate pendêre, verba sunt, quorum nullam habent ideam. Quid enim voluntas sit, & quomodo moveat Corpus, ignorant omnes, qui aliud jactant, & animæ sedes, & habitacula fingunt, vel risum, vel nauseam movere solent. Sic cùm solem intuemur, eum ducentos circiter pedes à nobis distare imaginamur, qui error in hâc solâ imaginatione non consistit, sed in eo, quòd dum ipsum sic imaginamur, veram ejus distantiam, & hujus imaginationis causam ignoramus. Nam tametsi postea cognoscamus, eundem ultra 600 terræ diametros à nobis distare, ipsum nihilominùs propè adesse imaginabimur ; nan enim solem adeò propinquum imaginamur, propterea quòd veram ejus distantiam ignoramus, sed propterea, quòd affectio nostri corporis essentiam solis involvit, quatenus ipsum corpus ab eodem afficitur." + } + ] + }, + { + "id": "236", + "title": "PROPOSITIO 36", + "text": "Ideæ inadæquatæ, & confusæ eâdem necessitate consequuntur, ac adæquatæ, sive claræ, ac distinctæ ideæ.", + "childs": [ + { + "id": "236d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ideæ omnes in Deo sunt _(per [Prop. 15](115), p. I)_ ; &, quatenus ad Deum referuntur, sunt veræ _(per [Prop. 32](232) hujus)_, & _(per [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_ adæquatæ ; adeoque nullæ inadæquatæ, nec confusæ sunt ; nisi quatenus ad singularem alicujus Mentem referuntur _(quâ de re vide Prop. [24](224) & [28](228) hujus)_ : adeóque omnes tam adæquatæ, quàm inadæquatæ eâdem necessitate _(per [Coroll. Prop. 6](206c) hujus)_ consequuntur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "237", + "title": "PROPOSITIO 37", + "text": "_Id, quod omnibus commune_ (de his vide supra [Lemma 2](213l2)), _quodque æquà in parte, ac in toto est, nullius rei singularis essentiam constituit._", + "childs": [ + { + "id": "237d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si negas, concipe, si fieri potest, id essentiam alicujus rei singularis constituere ; nempe, essentiam B. Ergo _(per [Defin. 2](2d2) hujus)_ id sine B non poterit esse, neque concipi ; atqui hoc est contra Hypothesin : Ergo id ad essentiam B non pertinet, nec alterius rei singularis essentiam constituit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "238", + "title": "PROPOSITIO 38", + "text": "_Illa, quæ omnibus communia, quæque æquè in parte, ac in toto sunt, non possunt concipi, nisi adæquatè._", + "childs": [ + { + "id": "238d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Sit A aliquid, quod omnibus corporibus commune, quodque æquè in parte cujuscunque corporis, ac in toto est. Dico A non posse concipi, nisi adæquatè. Nam ejus idea _(per [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_ erit necessariò in Deo adæquata, tam quatenus ideam Corporis humani, quàm quatenus ideas habet ejusdem affectionum, quæ _(per Prop. [16](216), [25](225) & [27](227) hujus)_ tam Corporis humani, quàm corporum externorum naturam ex parte involvunt, hoc est _(per Prop. [12](212) & [13](213) hujus)_, hæc idea erit necessariò in Deo adæquata, quatenus Mentem humanam constituit, sive quatenus ideas habet, quæ in Mente humanâ sunt ; Mens igitur _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ A necessariò adæquatè percipit, idque tam quatenus se, quàm quatenus suum, vel quodcunque externum corpus percipit, nec A alio modo potest concipi. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "238c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, dari quasdam ideas, sive notiones omnibus hominibus communes. Nam _(per [Lem. 2](213l2))_ omnia corpora in quibusdam conveniunt, quæ _(per [Prop. præced.](238))_ ab omnibus debent adæquatè, sive clarè, & distinctè percipi." + } + ] + }, + { + "id": "239", + "title": "PROPOSITIO 39", + "text": "_Id, quod Corpori humano, & quibusdam corporibus externis, à quibus Corpus humanum affici solet, commune est, & proprium, quodque in cujuscunque horum parte æquè, ac in toto est, ejus etiam idea erit in Mente adæquata._", + "childs": [ + { + "id": "239d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Sit A id, quod Corpori humano, & quibusdam corporibus externis commune est, & proprium, quodque æquè in humano Corpore, ac in iisdem corporibus externis, & quod denique æquè in cujuscunque corporis externi parte, ac in toto est. Ipsius A dabitur in Deo idea adæquata _(per [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_, tam quatenus ideam Corporis humani, quàm quatenus positorum corporum externorum ideas habet. Ponatur jam humanum Corpus à corpore externo affici per id, quod cum eo habet commune, hoc est, ab A, hujus affectionis idea proprietatem A involvet _(per [Prop. 16](216)) hujus)_, atque adeò _(per idem [Coroll. Prop. 7](207c) hujus)_ idea hujus affectionis, quatenus proprietatem A involvit, erit in Deo adæquata, quatenus ideâ Corporis humani affectus est, hoc est _(per [Prop. 13](213) hujus)_, quatenus Mentis humanæ naturam constituit ; adeóque _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ hæc idea est etiam in Mente humanâ adæquata. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "239c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, quod Mens eò aptior est ad plura adæquatè percipiendum, quò ejus Corpus plura habet cum aliis corporibus communia." + } + ] + }, + { + "id": "240", + "title": "PROPOSITIO 40", + "text": "_Quæcunque ideæ in Mente sequuntur ex ideis, quæ in ipsâ sunt adæquatæ, sunt etiam adæquatæ._", + "childs": [ + { + "id": "240d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet. Nam cum dicimus, in Mente humanâ ideam sequi ex ideis, quæ in ipsâ sunt adæquatæ, nihil aliud dicimus _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, quàm quòd in ipso Divino intellectu detur idea, cujus Deus est causa, non quatenus infinitus est, nec quatenus plurimarum rerum singularium ideis affectus est, sed quatenus tantùm humanæ Mentis essentiam constituit." + }, + { + "id": "240sc1", + "type": "SCHOLIUM 1", + "text": "His causam notionum, quæ _Communes_ vocantur, quæque ratiocinii nostri fundamenta sunt, explicui. Sed aliæ quorundam axiomatum, sive notionum causæ dantur, quas hâqc nostrâ methodo explicare è re foret ; ex iis namque constaret, quænam notiones præ reliquis utiliores, quænam verò vix ullius usûs essent. Deinde quæriam communes, & quænam iis tantùm, qui præjudiciis non laborant, claræ, & distinctæ, & quænam denique malè fundatæ sint. Præterea constaret, unde notiones illæ, quas _Secundas_ vocant, & consequenter axiomata, quæ in iisdem fundantur, suam duxerunt originem, & alia, quæ circa hæc aliquando meditatus sum. Sed quoniam hæc alii dicavi Tractatui, & etiam, ne propter nimiam hujus rei prolixitatem, fastidium crearem, hâc re hîc supersedere decrevi. Attamen ne quid horum omittam, quod scitu necessarium sit, causas breviter addam, ex quibus termini, _Transcendentales_ dicti, suam duxerunt originem, ut Ens, Res, aliquid. Hi termini ex hoc oriuntur, quòd scilicet humanum Corpus, quandoquidem limitatum est, tantùm est capax certi imaginum numeri _(quid imago sit, explicui in [Schol. Prop. 17](217sc) hujus)_ in se distinctè simul formandi, qui si excedatur, hæ imagines confundi incipient, & si hic imaginum numerus, quarum Corpus est capax, ut eas in se simul distinctè formet, longè excedatur, omnes inter se planè confundentur. Cùm hoc ità se habeat, patet ex [Coroll. Prop. 17](217c) & [Prop. 18](218) hujus, quòd Mens humana tot corpora distinctè simul imaginari poterit, quot in ipsius corpore imagines possunt simul formari. At, ubi imagines in corpore planè confunduntur, Mens etiam omnia corpora confusè sine ullâ distinctione imaginabitur, & quasi sub uno attributo comprehendet, nempe sub attributo Entis, Rei, &c. Potest hoc etiam ex eo deduci, quòd imagines non semper æquè vigeant, & ex aliis causis his analogis, quas hîc explicare non est opus ; nam ad nostrum, ad quem collimamus, scopum unam tantùm sufficit considerare. Nam omnes huc redeunt, quòd hi termini ideas significent summo gradu confusas. Ex similibus deinde causis ortæ sunt notiones illæ, quas _Universales_ vocant, ut Homo, Equus, Canis &c., videlicet, quia in Corpore humano tot imagines, ex gr. hominum formantur simul, ut vim imaginandi, non quidem penitùs, sed eò usque tamen superent, ut singulorum parvas differentias (videlicet uniuscujusque colorem, magnitudinem, &c.), eorumque determinatum numerum Mens imaginari nequeat, & id tantùm, in quo omnes, quatenus corpus ab iisdem afficitur, conveniunt, distinctè imaginetur ; nam ab eo corpus maximè, scilicet ab unoquoque singulari, affectum fuit ; atque hoc nomine _hominis_ exprimit, hocque de infinitis singularibus prædicat. Nam singularium determinatum numerum, ut diximus, imaginari nequit. Sed notandum, has notiones non ab omnibus eodem modo formari ; sed apud unumquemque variare pro ratione rei, à quâ corpus affectum sæpiùs fuit, quamque faciliùs Mens imaginatur, vel recordatur. Ex. gr. qui sæpius cum admiratione hominum staturam contemplati sunt, sub nomine _hominis_ intelligent animal erectæ staturæ ; qui verò aliud assueti sunt contemplari, aliam hominum communem imaginem formabunt, nempe, hominem esse animal risibile, animal bipes, sine plumis, animal rationale ; & sic de reliquis unusquisque pro dispositione sui corporis rerum universales imagines formabit. Quare non mirum est, quòd inter Philosophos, qui res naturales per solas rerum imagines explicare voluerunt, tot sint ortæ controversiæ." + }, + { + "id": "240sc2", + "type": "SCHOLIUM 2", + "text": "Ex omnibus suprà dictis clarè apparet, nos multa percipere, & notiones universales formare I. Ex singularibus, nobis per sensûs mutilatè, confuse, & sine ordine ad intellectum repræsentatis _(vide [Coroll. Prop. 29](229c) hujus)_ : & ideò tales perceptiones cognitionem ab experientiâ vagâ vocare consuevi. II. Ex signis, ex. gr. ex eo, quòd auditis, aut lectis quibusdam verbis rerum recordemur, & earum quasdam ideas formemus similes iis, per quas res imaginamur _(vide [Schol. Prop. 18](218sc) hujus)_. Utrumque hunc res contemplandi modum cognitionem primi generis, opinionem, vel imaginationem in posterum vocabo. III. Denique ex eo, quòd notiones communes, rerumque proprietatum ideas adæquatas habemus _(vide [Coroll. Prop. 38](238c) & [39](239) cum ejus [Coroll.](239c) & [Prop. 40](240) hujus)_ ; atque hunc rationem, & secundi generis cognitionem vocabo. Præter hæc duo cognitionis genera datur, ut in sequentibus ostendam, aliud tertium, quod scientiam intuitivam vocabimus. Atque hoc cognoscendi genus procedit ab adæquatâ ideâ essentiæ formalis quorundam Dei attributorum ad adæquatam cognitionem essentiæ rerum. Hæc omnia unius rei exemplo explicabo. Dantur ex. gr. tres numeri, ad quartum obtinendum, qui sit ad tertium, ut secundus ad primum. Non dubitant mercatores secundum in tertium ducere, & productum per primum dividere ; quia scilicet ea, quæ à magistro absque ullâ demonstratione audiverunt, nondum tradiderunt oblivioni, vel quia id sæpe in numeris simplicissimis experti sunt, vel ex vi Demonstrationis Prop. 19 lib. 7 Euclid., nempe ex communi proprietate proportionalium. At in numeris simplicissimis nihil horum opus est. Ex. gr. datis numeris 1, 2, 3 nemo non videt, quartum numerum proportionalem esse 6 atque hoc multò clariùs, quia ex ipsâ ratione, quam primum ad secundum habere uno intuitu videmus, ipsum quartum concludimus." + } + ] + }, + { + "id": "241", + "title": "PROPOSITIO 41", + "text": "_Cognitio primi generis unica est falsitatis causa, secundi autem, & tertii est necessariò vera._", + "childs": [ + { + "id": "241d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ad primi generis cognitionem illas omnes ideas diximus in [præced. Schol.](240sc2) pertinere, quæ sunt inadæquatæ, & confusæ ; atque adeò _(per [Prop. 35](235) hujus)_ hæc cognitio unica est falsitatis causa. Deinde ad cognitionem secundi, & tertii illas pertinere diximus, quæ sunt adæquatæ ; adeóque _(per [Prop. 34](234) hujus)_ est necessariò vera. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "242", + "title": "PROPOSITIO 42", + "text": "_Secundi, & tertii, & non primi generis cognitio docet nos verum à falso distinguere._", + "childs": [ + { + "id": "242d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio per se patet. Qui enim inter verum, & falsum scit distinguere, debet adæquatam veri, & falsi habere ideam, hoc est _(per [Schol. 2 Prop. 40](240sc2) hujus)_ verum, & falsum secundo, aut tertio cognitionis genere cognoscere." + } + ] + }, + { + "id": "243", + "title": "PROPOSITIO 43", + "text": "_Qui veram habet ideam, simul scit se veram habere ideam, nec de rei veritate potest dubitare._", + "childs": [ + { + "id": "243d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Idea vera in nobis est illa, quæ in Deo, quatenus per naturam Mentis humanæ explicatur, est adæquata _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_. Ponamus itaque, dari in Deo, quatenus per naturam Mentis humanæ explicatur, ideam adæquatam A. Hujus ideæ debet necessariò dari etiam in Deo idea, quæ ad Deum eodem modo refertur, ac idea A _(per [Prop. 20](220) hujus, cujus Demonstratio universalis est)_. At idea A ad Deum referri supponitur, quatenus per naturam Mentis humanæ explicatur ; ergo etiam idea ideæ A ad Deum eodem modo debet referri, hoc est _(per idem [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_, hæc adæquata idea ideæ A erit in ipsâ Mente, quæ ideam adæquatam A habe t ; adeóque qui adæquatam habet ideam, sive _(per [Prop. 34](234) hujus)_ qui verè rem cognoscit, debet simul suæ cognitionis adæquatam habere ideam, sive veram cognitionem, hoc est _(ut per se manifestum)_, debet simul esse certus. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "243sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "In [Scholio Propositionis 21](221sc) hujus Partis explicui, quid sit idea ideæ ; sed notandum, præcedentem Propositionem per se satis esse manifestam. Nam nemo, qui veram habet ideam, ignorat veram ideam summam certitudinem involvere ; veram namque habere ideam, nihil aliud significat, quàm perfectè, sive optimè rem cognoscere ; nec sanè aliquis de hâc re dubitare potest, nisi putet, ideam quid mutum instar picturæ in tabulâ, & non modum cogitandi esse, nempe ipsum intelligere ; & quæso, quis scire potest, se rem aliquam intelligere, nisi priùs rem intelligat? hoc est, quis potest scire, se de aliquâ re certum esse, nisi priùs de eâ re certus sit? Deinde quid ideâ verâ clarius, & certius dari potest, quod norma sit veritatis? Sanè sicut lux seipsam, & tenebras manifestat, sic veritas norma sui, & falsi est. Atque his me ad has quæstiones respondisse puto ; nempe, si idea vera, quatenus tantùm dicitur cum suo ideato convenire, à falsâ distinguitur, nihil ergo realitatis, aut perfectionis idea vera habet præ falsâ (quandoquidem per solam denominationem extrinsecam distinguuntur), & consequenter neque etiam homo, qui veras, præ illo, qui falsas tantùm ideas habet? Deinde unde fit, ut homines falsas habeant ideas? Et denique, unde aliquis certò seire potest, se ideas habere, quæ cum suis ideatis conveniant. Ad has, inquam, quæstiones me jam respondisse puto. Nam quòd ad differentiam inter ideam veram, & falsam attinet, constat ex [Propositione 35](235) hujus, illam ad hanc sese habere, ut ens ad non-ens. Falsitatis autem causas à [Propositione 19](119) usque ad [35](235) cum ejus [Scholio](235sc) clarissimè ostendi. Ex quibus etiam apparet, quid homo, qui veras habet ideas, homini, qui non nisi falsas habet, intersit. Quod denique ultimum attinet, nempe, undenam homo scire potest se habere ideam, quæ cum suo ideato conveniat, id modò satis superque ostendi ex hoc solo oriri, quòd ideam habet, quæ cum suo deato convenit, sive quòd veritas sui sit norma. His adde, quòd Mens nostra, quatenus res verè percipit, pars est infiniti Dei intellectûs _(per [Coroll. Prop. 11](211c) hujus)_ ; adeóque tam necesse est, ut Mentis claræ, & distinctæ ideæ veræ sint, ac Dei ideæ." + } + ] + }, + { + "id": "244", + "title": "PROPOSITIO 44", + "text": "_De naturâ Rationis non est res, ut contingentes, sed, ut necessarias, contemplari._", + "childs": [ + { + "id": "244d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "De naturâ rationis est res verè percipere _(per [Prop. 41](241) hujus)_, nempe _(per [Axiom. 6](1a6), p. I)_ ut in se sunt, hoc est _(per [Prop. 29](129), p. I)_, non ut contingentes, sed ut necessarias. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "244c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Hinc sequitur, à solâ imaginatione pendêre, quòd res tam respectu præteriti, quàm futuri, ut contingentes contemplemur." + }, + { + "id": "244sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quâ autem ratione hoc fiat, paucis explicabo. Ostendimus suprà _([Prop. 17](217) hujus cum ejus [Coroll.](217c))_ Mentem, quamvis res non existant, eas tamen semper, ut sibi præsentes, imaginari, nisi causæ occurrant, quæ earum præsentem existentiam secludant. Deinde _([Prop. 18](218) hujus)_ ostendimus, quòd, si Corpus humanum semel à duobus corporibus externis simul affectum fuit, ubi Mens postea eorum alterutrum imaginabitur, statim & alterius recordabitur, hoc est, ambo, ut sibi præsentia, contemplabitur, nisi causæ occurrant, quæ eorum præsentem existentiam secludant. Præterea nemo dubitat, quin etiam tempus imaginemur, nempe, ex eo, quòd corpora alia aliis tardiùs, vel celeriùs, vel æquè celeriter moveri imaginemur. Ponamus itaque puerum, qui heri primâ vice horâ matutinâ viderit Petrum, meridianâ autem Paulum, & vespertinâ Simeonem, atque hodie iterùm matutinâ horâ Petrum. Ex [Propositione 18](218) hujus patet, quòd simulac matutinam lucem videt, illicò solem eandem cæli, quam die præcedenti viderit, partem percurrentem, sive diem integrum, & simul cum tempore matutino Petrum, cum meridiano autem Paulum, & cum vespertino Simeonem imaginabitur, hoc est, Pauli, & Simeonis existentiam cum relatione ad futurum tempus imaginabitur ; & contrà, si horâ vespertinâ Simeonem videat, Paulum, & Petrum ad tempus præteritum referet, eosdem scilicet simul cum tempore præterito imaginando ; atque hæc eò constantiùs, quò sæpiùs eos eodem hoc ordine viderit. Quòd si aliquando contingat, ut aliâ quâdam vesperâ loco Simeonis, Jacobum videat, tum sequenti mane cum tempore vespertino jam Simeonem, jam Jacobum, non verò ambos simul imaginabitur. Nam alterutrum tantùm, non autem ambos simul tempore vespertino vidisse supponitur. Fluctuabitur itaque ejus imaginatio, & cum futuro tempore vespertino jam hunc, jam illum imaginabitur, hoc est, neutrum certò, sed utrumque contingenter futurum contemplabitur. Atque hæc imaginationis fluctuatio eadem erit, si imaginatio rerum sit, quas eodem modo cum relatione ad tempus præteritum, vel præsens contemplamur, & consequenter res tam ad tempus præsens, quam ad præteritum, vel futurum relatas, ut contingentes, imaginabimur." + }, + { + "id": "244c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "De naturâ Rationis est res sub quâdam æternitatis specie percipere." + }, + { + "id": "244c2d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "De natura enim Rationis est res, ut necessarias, & non, ut contingentes, contemplari _(per [Prop. præced.)](244)_. Hanc autem rerum necessitatem _(per [Prop. 41](241) hujus)_ verè, hoc est _(per [Axiom. 6](1a6), p. I)_, ut in se est, percipit. Sed _(per [Prop. 16](116), p. I)_ hæc rerum necessitas est ipsa Dei æternæ naturæ necessitas ; ergo de naturâ Rationis est res sub hâc æternitatis specie contemplari. Adde, quòd fundamenta Rationis notiones sint _(per [Prop. 38](238) hujus)_, quæ illa explicant, quæ omnibus communia sunt, quæque _(per [Prop. 37](237) hujus)_ nullius rei singularis essentiam explicant ; quæque propterea absque ullâ temporis relatione, sed sub quâdam æternitatis specie debent concipi. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "245", + "title": "PROPOSITIO 45", + "text": "_Unaquæque cujuscunque corporis, vel rei singularis, actu existentis, idea Dei æternam, & infinitam essentiam necessariò involvit._", + "childs": [ + { + "id": "245d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Idea rei singularis, actu existentis, ipsius rei tam essentiam, quàm existentiam necessariò involvit _(per [Coroll. Prop. 8](208c) hujus)_ : At res singulares _(per [Prop. 15](115), p. I)_ non possunt sine Deo concipi ; sed, quia _(per [Prop. 6](206) hujus)_ Deum pro causâ habent, quatenus sub attributo consideratur, cujus res ipsæ modi sunt, debent necessariò earum ideæ _(per [Axiom. 4](1a4), p. I)_ ipsarum attributi conceptum, hoc est _(per [Defin. 6](1d6), p. I)_, Dei æternam, & infinitam essentiam involvere. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "245sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hic per existentiam non intelligo durationem, hoc est, existentiam, quatenus abstractè concipitur, & tanquam quædam quantitatis species. Nam loquor de ipsâ naturâ existentiæ, quæ rebus singularibus tribuitur, propterea quòd ex æternâ necessitate Dei naturæ infinita infinitis modis sequuntur _(vide [Prop. 16](116), p. I)_. Loquor, inquam, de ipsâ existentiâ rerum singularium, quatenus in Deo sunt. Nam, etsi unaquæque ab aliâ re singulari determinetur ad certo modo existendum, vis tamen, quâ unaquæque in existendo perseverat, ex æternâ necessitate naturæ Dei sequitur. Quâ de re vide [Coroll. Prop. 24](124c) p. I." + } + ] + }, + { + "id": "246", + "title": "PROPOSITIO 46", + "text": "_Cognitio æternæ, & infinitæ essentiæ Dei, quam unaquæque idea involvit, est adæquata, & perfecta._", + "childs": [ + { + "id": "246d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Demonstratio præcedentis Propositionis Universalis est, &, sive res, ut pars, sive, ut totum, consideretur, ejus idea, sive totius sit, sive partis _(per [Prop. præced.](245))_, Dei æternam, & infinitam essentiam involvet. Quare id, quod cognitionem æternæ, & infinitæ essentiæ Dei dat, omnibus commune, & æquè in parte, ac in toto est, adeóque _(per [Prop. 38](238) hujus)_ erit hæc cognitio adæquata. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "247", + "title": "PROPOSITIO 47", + "text": "_Mens humana adæquatam habet cognitionem æternæ, & infinitæ essentiæ Dei._", + "childs": [ + { + "id": "247d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens humana ideas habet _(per [Prop. 22](222) hujus)_, ex quibus _(per [Prop. 23](223) hujus)_ se, suumque Corpus _(per [Prop. 19](219) hujus)_, & _(per [Coroll. 1 Prop. 16](216c1) & per [Prop. 17](217) hujus) corpora externa, ut actu existentia, percipit ; adeóque _(per Prop: [45](245) & [46](246) hujus) _cognitionem æternæ, & infinitæ essentiæ Dei habet adæquatam. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "247sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hinc videmus, Dei infinitam essentiam, ejusque æternitatem omnibus esse notam. Cùm autem omnia in Deo sint, & per Deum concipiantur, sequitur, nos ex cognitione hâc plurima posse deducere, quæ adæquat7 cognoscamus, atque adeò tertium illud cognitionis genus formare, de quo diximus in [Scholio 2 Propositionis 40](240sc2) hujus Partis, & de cujus præstantiâ & utilitate in Quintâ Parte erit nobis dicendi locus. Quòd autem homines non æquè claram Dei, ac notionum communium habeant cognitionem, inde fit, quòd Deum imaginari nequeant, ut corpora, & quòd nomen _Deus_ junxerunt imaginibus rerum, quas videre solent ; quod homines vix vitare possunt, quia continuò à corporibus externis afficiuntur. Et profectò plerique errores in hoc solo consistunt, quòd scilicet nomina rebus non rectè applicamus. Cùm enim aliquis ait, lineas, quæ ex centro circuli ad ejusdem circumferentiam ducuntur, esse inæquales, ille sanè aliud, tum saltem, per circulum intelligit, quàm Mathematici. Sic cùm homines in calculo errant, alios numeros in mente, alios in chartâ habent. Quare si ipsorum Mentem spectes, non errant sanè ; videntur tamen errare, quia ipsos in mente putamus habere numeros, qui in chartâ sunt. Si hoc non esset, nihil eosdem errare crederemus ; ut non credidi quendam errare, quem nuper audivi clamantem, suum atrium volâsse in gallinam vicini, quia scilicet ipsius mens satis perspecta mihi videbatur. Atque hinc pleræque oriuntur controversiæ, nempe, quia homines mentem suam non rectè explicant, vel quia alterius mentem male interpretantur. Nam reverâ, dum sibi maximè contradicunt, vel eadem, vel diversa cogitant, ita ut, quos in alio errores, & absurda esse putant, non sint." + } + ] + }, + { + "id": "248", + "title": "PROPOSITIO 48", + "text": "_In Mente nulla est absoluta, sive libera voluntas ; sed Mens ad hoc, vel illud volendum determinatur à causâ, quæ etiam ab aliâ determinata est, & hæc iterùm ab aliâ, & sic in infinitum._", + "childs": [ + { + "id": "248d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens certus, & determinatus modus cogitandi est _(per [Prop. 11](211) hujus)_, adeóque _(per [Coroll. 2 Prop. 17](117c2), p. I)_ suarum actionum non potest esse causa libera, sive absolutam facultatem volendi, & nolendi habere non potest ; sed ad hoc, vel illud volendum _(per [Prop. 28](128), p. I)_ determinari debet à causâ, quæ etiam ab aliâ determinata est, & hæc iterùm ab aliâ, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "248sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Eodem hoc modo demonstratur in Mente nullam dari facultatem absolutam intelligendi, cupiendi, amandi, &c. Unde sequitur, has, & similes facultates, vel prorsùs fictitias, vel nihil esse, præter entia Metaphysica, sive universalia, quæ ex particularibus formare solemus. Adeò ut intellectus, & voluntas ad hanc, & illam ideam, vel ad hanc, & illam volitionem eodem modo sese habeant, ac lapideitas ad hunc, & illum lapidem, vel ut homo ad Petrum, & Paulum. Causam autem, cur homines se liberos esse putent, explicuimus in [Appendice](1app) Partis Primæ. Verùm, antequam ulteriùs pergam, venit hîc notandum, me per voluntatem affirmandi, & negandi facultatem, non autem cupiditatem intelligere ; facultatem, inquam, intelligo, quâ Mens, quid verum, quidve falsum sit, affirmat, vel negat, & non cupiditatem, quâ Mens res appetit, vel aversatur. At postquam demonstravimus, has facultates notiones esse universales, quæ à singularibus, ex quibus easdem formamus, non distinguuntur, inquirendum jam est, an ipsæ volitiones aliquid sint, præter ipsas rerum ideas. Inquirendum, inquam, est, an in Mente alia affirmatio, & negatio detur præter illam, quam idea, quatenus idea est, involvit, quâ de re vide sequentem Propositionem, ut & [Definitionem 3](2d3) hujus, ne cogitatio in picturas incidat. Non enim per ideas imagines, quales in fundo oculi, &, si placet, in medio cerebro formantur, sed Cogitationis conceptûs intelligo." + } + ] + }, + { + "id": "249", + "title": "PROPOSITIO 49", + "text": "_In Mente nulla datur volitio, sive affirmatio, & negatio præter illam, quam idea, quatenus idea est, involvit._", + "childs": [ + { + "id": "249d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "In Mente _(per [Prop. præced.](248))_ nulla datur absoluta facultas volendi, & nolendi, sed tantùm singulares volitiones, nempe hæc, & illa affirmatio, & hæc, & illa negatio. Concipiamus itaque singularem aliquam volitionem, nempe modum cogitandi, quo Mens affirmat, tres angulos trianguli æquales esse duobus rectis. Hæc affirmatio conceptum, sive ideam trianguli involvit, hoc est, sine ideâ trianguli non potest concipi. Idem enim est, si dicam, quòd A conceptum B debeat involvere, ac quòd A sine B non possit concipi. Deinde hæc affirmatio _(per [Axiom. 3](2a3) hujus)_ non potest etiam sine ideâ trianguli esse. Hæc ergo affirmatio sine ideâ trianguli nec esse, nec concipi potest. Porrò hæc trianguli idea, hanc eandem affirmationem involvere debet, nempe, quòd tres ejus anguli æquentur duobus rectis. Quare & vice versâ hæc trianguli idea, sine hâc affirmatione nec esse, nec concipi potest, adeóque _(per [Defin. 2](2d2)) hujus)_ hæc affirmatio ad essentiam ideæ trianguli pertinet, nec aliud præter ipsam est. Et quod de hâc volitione diximus (quandoquidem eam ad libitum sumpsimus), dicendum etiam est de quacunque volitione, nempe, quòd præter ideam nihil sit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "249c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Voluntas & intellectus unum, & idem sunt." + }, + { + "id": "249cd", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Voluntas, & intellectus nihil præter ipsas singulares volitiones, & ideas sunt _(per [Prop. 48](248) hujus, & ejusdem [Schol.](248sc))_. At singularis volitio, & idea _(per [Prop. præced.](249))_ unum, & idem sunt, ergo voluntas, & intellectus unum, & idem sunt. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "249sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "His causam, quæ communiter erroris esse statuitur, sustulimus. Suprà autem ostendimus, falsitatem in solâ privatione, quam ideæ mutilatæ, & confusæ involvunt, consistere. Quare idea falsa, quatenus falsa est, certitudinem non involvit. Cùm itaque dicimus, hominem in falsis acquiescere, nec de iis dubitare, non ideò ipsum certum esse, sed tantùm non dubitare dicimus, vel quòd in falsis acquiescit, quia nullæ causæ dantur, quæ efficiant, ut ipsius imaginatio fluctuetur. Quâ de re vide [Scholium Propositionis 44](244sc) hujus Partis. Quantumvis igitur homo falsis adhærere supponatur, nunquam tamen ipsum certum esse dicemus. Nam per certitudinem quid positivum intelligimus _(vide [Prop. 43](243) hujus cum ejusdem [Schol.](243sc))_, non verò dubitationis privationem. At per certitudinis privationem falsitatem intelligimus. Sed ad uberiorem explicationem [præcedentis Propositionis](249) quædam monenda supersunt. Superest deinde, ut ad objectiones, quæ in nostram hanc doctrinam objici possunt, respondeam ; & denique, ut omnem amoveam scrupulum, operæ pretium esse duxi, hujus doctrinæ quasdam utilitates indicare. Quasdam, inquam ; nam præcipuæ ex iis, quæ in Quintâ Parte dicemus, meliùs intelligentur. \nIncipio igitur à primo, Lectoresque moneo, ut accuratè distinguant inter ideam, sive Mentis conceptum, & inter imagines rerum, quas imaginamur. Deinde necesse est, ut distinguant inter ideas, & verba, quibus res significamus. Nam quia hæc tria, imagines scilicet, verba, & ideæ à multis vel planè confunduntur, vel non satis accuratè, vel denique non satis cautè distinguuntur, ideò hanc de voluntate doctrinam, scitu prorsùs necessariam, tam ad speculationem, quàm ad vitam sapienter instituendam, planè ignorârunt. Quippe, qui putant ideas consistere in imaginibus, quæ in nobis ex corporum occursu formantur, sibi persuadent, ideas illas rerum, quarum similem nullam imaginem formare possumus, non esse ideas, sed tantùm figmenta, quæ ex libero voluntatis arbitrio fingimus ; ideas igitur, veluti picturas in tabulâ mutas, aspiciunt, &, hoc præjudicio præoccupati, non vident, ideam, quatenus idea est, affirmationem, aut negationem involvere. Deinde, qui verba confundunt cum ideâ, vel cum ipsâ affirmatione, quam idea involvit, putant se posse contra id, quod sentiunt, velle ; quando aliquid solis verbis contra id, quod sentiunt, affirmant, aut negant. Hæc autem præjudicia exuere facilè is poterit, qui ad naturam cogitationis attendit, quæ extensionis conceptum minimè involvit ; atque adeò clarè intelliget, ideam (quandoquidem modus cogitandi est) neque in rei alicujus imagine, neque in verbis consistere. Verborum namque, & imaginum essentia à solis motibus corporeis constituitur, qui cogitationis conceptum minimè involvunt. Atque hæc pauca de his monuisse sufficiat, quare ad prædictas objectiones transeo. \nHarum prima est, quòd constare putant, voluntatem latiùs se extendere, quàm intellectum, atque adeò ab eodem diversam esse. Ratio autem, cur putant, voluntatem latiùs se extendere, quàm intellectum, est, quia se experiri ajunt, se non majore assentiendi, sive affirmandi, & negandi facultate indigere ad infinitis aliis rebus, quas non percipimus, assentiendum, quàm jam habemus, at quidem majore facultate intelligendi. Distinguitur ergo voluntas ab intellectu, quod finitus hic sit, illa autem infinita. \nSecundò nobis objici potest, quòd experientia nihil clariùs videatur docere, quàm quòd nostrum judicium possumus suspendere, ne rebus, quas percipimus, assentiamur ; quod hinc etiam confirmatur, quòd nemo dicitur decipi, quatenus aliquid percipit, sed tantùm, quatenus assentitur, aut dissentitur. Ex. gr. qui equum alatum fingit, non ideò concedit dari equum alatum, hoc est, non ideò decipitur, nisi simul concedat, dari equum alatum ; nihil igitur clariùs videtur docere experientia, quàm quòd voluntas, sive facultas assentiendi libera sit, & a facultate intelligendi diversa. \nTertio objici potest, quòd una affirmatio non plus realitatis videtur continere, quàm alia, hoc est, non majore potentiâ indigere videmur ad affirmandum, verum esse id, quòd verum est, quàm ad aliquid, quod falsum est, verum esse affirmandum ; at unam ideam plus realitatis, sive perfectionis, quàm aliam habere percipimus ; quantùm enim objecta alia aliis præstantiora, tantùm etiam eorum ideæ aliæ aliis perfectiores sunt ; ex quibus etiam constare videtur differentia inter voluntatem, & intellectum. \nQuarto objici potest, si homo non operatur ex libertate voluntatis, quid ergo fiet, si in æquilibrio sit, ut Buridani asina? Faméne, & siti peribit? Quod si concedam, viderer asinam, vel hominis statuam, non hominem concipere ; si autem negem, ergo seipsum determinabit, & consequenter eundi facultatem, & faciendi quicquid velit, habet. Præter hæc alia forsan possunt objici ; sed quia inculcare non teneor, quid unusquisque somniare potest, ad has objectiones tantum respondere curabo, idque quàm potero breviter. \nEt quidem ad primam dico, me concedere, voluntatem latiùs se extendere, quàm intellectum, si per intellectum claras tantummodò, & distinctas ideas intelligant ; sed nego voluntatem latiùs se extendere, quàm perceptiones, sive concipiendi facultatem ; nec sanè video, cur facultas volendi potiùs dicenda est infinita, quàm sentiendi facultas ; sicut enim infinita (unum tamen post aliud ; nam infinita simul affirmare non possumus) eâdem volendi facultate possumus affirmare, sic etiam infinita corpora (unum nempe post aliud) eâdem sentiendi facultate possumus sentire, sive percipere. Quòd si dicant, infinita dari, quæ percipere non possumus? regero, nos ea ipsa nullâ cogitatione, & consequenter nullâ volendi facultate posse assequi. At dicunt, si Deus vellex efficere, ut ea etiam perciperemus, majorem quidem facultatem percipiendi deberet nobis dare, sed non majorem, quàm dedit, volendi facultatem ; quod idem est, ac si dicerent, quòd si Deus velit efficere, ut infinita alia entia intelligeremus, necesse quidem esset, ut nobis daret majorem intellectum ; sed non universaliorem entis ideam, quàm dedit, ad eadem infinita entia amplectendum. Ostendimus enim voluntatem ens esse universale, sive ideam, quâ omnes singulares volitiones, hoc est, id, quod iis omnibus commune est, explicamus. Cùm itaque hanc omnium volitionum communem, sive universalem ideam facultatem esse credant, minimè mirum, si hanc facultatem ultra limites intellectûs in infinitum se extendere dicant. Universale enim æquè de uno, ac de pluribus, ac de infinitis individuis dicitur. \nAd secundam objectionem respondeo negando, nos liberam habere potestatem judicium suspendendi. Nam cùm dicimus, aliquem judicium suspendere, nihil aliud dicimus, quàm quòd videt, se rem non adæquatè percipere. Est igitur judicii suspensio reverâ perceptio, & non libera voluntas. Quod ut clarè intelligatur, concipiamus puerum, equum alatum imaginantem, nec aliud quicquam percipientem. Quandoquidem hæc imaginatio equi existentiam involvit _(per [Coroll. Prop. 17[ hujus)_, nec puer quicquam percipit, quod equi existentiam tollat, ille necessariò equum, ut præsentem, contemplabitur ; nec de ejus existentiâ poterit dubitare, quamvis de eâdem non sit certus. Atque hoc quotidie in somnis experimur, nec credo aliquem esse, qui putet, se, dum somniat, liberam habere potestatem suspendendi de iis, quæ somniat, judicium, efficiendique, ut ea, quæ se videre somniat, non somniet ; & nihilominùs contingit, ut etiam in somnis judicium suspendamus, nempe cùm somniamus, nos somniare. Porrò concedo neminem decipi, quatenus percipit, hoc est, Mentis imaginationes, in se consideratas, nihil erroris involvere concedo _(vide [Schol. Prop. 17](217sc) hujus)_ ; sed nego, hominem nihil affirmare, quatenus percipit. Nam quid aliud est equum alatum percipere, quam alas de equo affirmare? Si enim Mens præter equum alatum nihil aliud perciperet, eundem sibi præsentem contemplaretur, nec causam haberet ullam dubitandi de ejusdem existentiâ, nec ullam dissentiendi facultatem, nisi imaginatio equi alati juncta sit ideæ, quæ existentiam ejusdem equi tollit, vel quòd percipit, ideam equi alati, quam habet, esse inadæquatam, atque tum vel ejusdem equi existentiam necessario negabit, vel de eadem necessariò dubitabit. \nAtque his puto me ad tertiam etiam objectionem respondisse, nempe, quòd voluntas universale quid sit, quod de omnibus ideis prædicatur ; quodque id tantùm significat, quod omnibus ideis commune est, nempe affirmationem. Cujus propterea adæquata essentia, quatenus sic abstractè concipitur, debet esse in unaquâque ideâ, & hâc ratione tantùm in omnibus eadem ; sed non quatenus consideratur essentiam ideæ constituere ; nam eatenus singulares affirmationes æquè inter se differunt, ac ipsæ ideæ. Ex. gr. affirmatio, quam idea circuli ab illâ, quam idea trianguli involvit, æquè differt, ac idea circuli ab ideâ trianguli. Deinde absolutè nego, nos æquali cogitandi potentiâ indigere ad affirmandum, verum esse id, quod verum est, quàm ad affirmandum, verum esse id, quod falsum est. Nam hæ duæ affirmationes, si mentem spectes, se habent ad invicem, ut ens ad non-ens ; nihil enim in ideis positivum est, quod falsitatis formam constituit _(vide [Prop. 35](235) hujus cum ejus [Schol.](235sc) & [Schol. Prop. 47](247sc) hujus)_. Quare hîc apprimè venit notandum, quàm facilè decipimur, quando universalia cum singularibus, & entia rationis, & abstracta cum realibus confundimus. \nQuod denique ad quartam objectionem attinet, dico, me omninò concedere, quòd homo in tali æquilibrio positus (nempe qui nihil aliud percipit, quàm sitim, & famem, talem cibum, & talem potum, qui æquè ab eo distant), fame, & siti peribit. Si me rogant, an talis homo non potiùs asinus, quàm homo sit æstimandus? dico me nescire, ut etiam nescio, quanti æstimandus sit ille, qui se pensilem facit, & quanti æstimandi sint pueri, stulti, vesani, &c. \nSuperest tandem indicare, quantùm hujus doctrinæ cognitio ad usum vitæ conferat, quod facile ex his animadvertemus. Nempe \nI. Quatenus docet nos ex solo Dei nutu agere, divinæque naturæ esse participes, & eò magis, quò perfectiores actiones agimus, & quò magis magisque Deum intelligimus. Hæc ergo doctrina, præterquam quòd animum omnimodè quietum reddit, hoc etiam habet, quòd nos docet, in quo nostra summa felicitas, sive beatitudo consistit, nempe in solâ Dei cognitione, ex quâ ad ea tantùm agenda inducimur, quæ amor, & pietas suadent. Unde clarè intelligimus, quantùm illi à verâ virtutis æstimatione aberrant, qui pro virtute, & optimis actionibus, tanquam pro summâ servitute, summis præmiis à Deo decorari exspectant, quasi ipsa virtus, Deique servitus non esset ipsa felicitas, & summa libertas. \nII. Quatenus docet, quomodò circa res fortunæ, sive quæ in nostrâ potestate non sunt, hoc est, circa res, quæ ex nostrâ naturâ non sequuntur, nos gerere debeamus ; nempe utramque fortunæ faciem æquo animo exspectare ; & ferre : nimirùm, quia omnia ab æterno Dei decreto eâdem necessitate sequuntur, ac ex essentiâ trianguli sequitur, quòd tres ejus anguli sunt æquales duobus rectis. \nIII. Confert hæc doctrina ad vitam socialem, quatenus docet, neminem odio habere, contemnere, irridere, nemini irasci, invidere. Præterea quatenus docet, ut unusquisque suis sit contentus, & proximo auxilio, non ex muliebri misericordiâ, partialitate, neque superstitione, sed ex solo rationis ductu, prout scilicet tempus, & res postulat, ut in Quartâ Parte ostendam. \nIV. Denique confert etiam hæc doctrina non parùm ad communem societatem : quatenus docet, quâ ratione cives gubernandi sint, & ducendi, nempe non ut serviant, sed ut liberè ea, quæ optima sunt, agant. Atque his, quæ in hoc Schol. agere constitueram, absolvi, & eo finem huic nostræ Secundæ Parti impono, in quâ puto me naturam Mentis humanæ, ejusque proprietates satis prolixè, & quantùm rei, difficultas fert, clarè explicuisse, atque talia tradidisse, ex quibus multa præclara, maximè utilia, & cognitu necessaria concludi possunt, ut panim ex sequentibus constabit. \n_Finis Secundae Partis._ " + } + ] + } + ] + }, + { + "index": 3, + "id": "p3", + "title": "_Pars Tertia_, DE _Origine & Naturâ_ AFFECTUUM.", + "enonces": [ + { + "id": "3pr", + "title": "PRAEFATIO", + "text": "_Plerique, qui de Affectibus, & hominum vivendi ratione scripserunt, videntur, non de rebus naturalibus, quæ communes naturæ leges sequuntur, sed de rebus, quæ extra naturam sunt, agere. Imò hominem in naturâ, veluti imperium in imperio, concipere videntur. Nam hominem naturæ ordinem magis perturbare, quàm sequi, ipsumque in suas actiones absolutam habere potentiam, nec aliunde, quàm à se ipso determinari, credunt. Humanæ deinde impotentiæ, & inconstantiæ causam non communi naturæ potentiæ, sed, nescio cui naturæ humanæ vitio, tribuunt, quam propterea flent, rident, contemnunt, vel, quod plerumque fit, detestantur ; &, qui humanæ Mentis impotentiam eloquentiùs, vel argutiùs carpere novit, veluti Divinus habetur. Non defuerunt tamen viri præstantissimi (quorum labori, & industriæ nos multùm debere fatemur), qui de rectâ vivendi ratione præclara multa scripserint, & plena prudentiæ consilia mortalibus dederint ; verùm Affectuum naturam, & vires, & quid contrà Mens in iisdem moderandis possit, nemo, quòd sciam, determinavit. Scio equidem celeberrimum Cartesium, licet etiam crediderit, Mentem in suas actiones absolutam habere potentiam, Affectûs tamen humanos per primas suas causas explicare, simulque viam ostendere studuisse, quâ Mens in Affectûs absolutum habere possit imperium ; sed, meâ quidem sententiâ, nihil præter magni sui ingenii acumen ostendit, ut suo loco demonstrabo. Nam ad illos revertere volo, qui hominum Affectûs, & actiones detestari, vel ridere malunt, quàm intelligere. His sine dubio mirum videbitur, quòd hominum vitia, & ineptias more Geometrico tractare aggrediar, & certâ ratione demonstrare velim ea, quæ rationi repugnare, quæque vana, absurda, & horrenda esse clamitant. Sed mea hæc est ratio. Nihil in naturâ fit, quod ipsius vitio possit tribui ; est namque natura semper eadem, & ubique una, eademque ejus virtus, & agendi potentia, hoc est, naturæ leges, & regulæ, secundum quas omnia fiunt, & ex unis formis in alias mutantur, sunt ubique, & semper eædem, atque adeò una, eademque etiam debet esse ratio rerum qualiumcunque naturam intelligendi, nempe per leges, & regulas naturæ universales. Affectûs itaque odii, iræ, invidiæ &c. in se considerati ex eâdem naturæ necessitate, & virtute consequuntur, ac reliqua singularia ; ac proinde certas causas agnoscunt, per quas intelliguntur, certasque proprietates habent, cognitione nostra æquè dignas, ac proprietates cujuscunque alterius rei, cujus solâ contemplatione delectamur. De Affectuum itaque naturâ, & viribus, ac Mentis in eosdem potentiâ eâdem Methodo agam, quâ in præcedentibus de Deo, & Mente egi, & humanas actiones, atque appetitûs considerabo perinde, ac si Quæstio de lineis, planis, aut de corporibus esset._", + "childs": [] + }, + { + "title":"DEFINITIONES", + "type":"title" + }, + { + "id": "3d1", + "title": "I.", + "text": "Causam adæquatam appello eam, cujus effectus potest clarè, & distinctè per eandem percipi. Inadæquatam autem, seu partialem illam voco, cujus effectus per ipsam solam intelligi nequit. ", + "childs": [] + }, + { + "id": "3d2", + "title": "II.", + "text": "Nos tum agere dico, cùm aliquid in nobis, aut extra nos fit, cujus adæquata sumus causa, hoc est _(per [Defin. præced.](3d1))_ cùm ex nostrâ naturâ aliquid in nobis, aut extra nos sequitur, quod per eandem solam potest clarè, & distinctè intelligi. At contrà nos pati dico, cùm in nobis aliquid fit, vel ex nostrâ naturâ aliquid sequitur, cujus nos non, nisi partialis, sumus causa.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3d3", + "title": "III.", + "text": "Per Affectum intelligo Corporis affectiones, quibus ipsius Corporis agendi potentia augetur, vel minuitur, juvatur, vel coërcetur, & simul harum affectionum ideas. \n_Si itaque alicujus harum affectionum adæquata possimus esse causa, tum per Affectum actionem intelligo, aliàs passionem._ ", + "childs": [] + }, + { + "title":"POSTULATA", + "type":"title" + }, + { + "id": "3p1", + "title": "I.", + "text": "Corpus humanum potest multis affici modis, quibus ipsius agendi potentia augetur, vel minuitur, & etiam aliis, qui ejusdem agendi potentiam nec majorem, nec minorem reddunt. \n_Hoc Postulatum, seu Axioma nititur [Postulato 1](213p1) & Lemmat. [5](213l5) & [7](213l7), quæ vide post Prop. 13 p. II._", + "childs": [] + }, + { + "id": "3p2", + "title": "II.", + "text": "Corpus humanum multas pati potest mutationes, & nihilominùs retinere objectorum impressiones, seu vestigia _(de quibus vide [Post. 5](213p5), p. II)_, & consequenter easdem rerum imagines ; _quarum Defin. vide [Schol. Prop. 17](217sc), p. II._", + "childs": [] + }, + { + "id": "301", + "title": "PROPOSITIO 1", + "text": "_Mens nostra quædam agit, quædam verò patitur, nempe quatenus adæquatas habet ideas, eatenus quædam necessariò agit, & quatenus ideas habet inadæquatas, eatenus necessariò quædam patitur._", + "childs": [ + { + "id": "301d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cujuscunque humanæ Mentis ideæ aliæ adæquatæ sunt, aliæ autem mutilatæ, & confusæ _(per Schol. [1](240sc1) [2](240sc2) Prop. 40 p. II)_. Ideæ autem, quæ in alicujus Mente sunt adæquatæ, sunt in Deo adæquatæ, quatenus ejusdem Mentis essentiam constituit _(per [Coroll. Prop. 1](211c) p. II)_, & quæ deinde inadæquatæ sunt in Mente, sunt etiam in Deo _(per idem [Coroll.](211c))_ adæquatæ, non quatenus ejusdem solummodò Mentis essentiam, sed etiam quatenus aliarum rerum Mentes in se simul continet. Deinde ex datâ quâcunque ideâ aliquis effectus sequi necessariò debet _(per [Prop. 36](136), p. I)_, cujus effectûs Deus causa est adæquata _(vide [Defin. 1](3d1) hujus)_, non quatenus infinitus est, sed quatenus datâ illâ ideâ affectus consideratur _(vide [Prop. 9](209), p. II)_. At ejus effectûs, cujus Deus est causa, quatenus affectus est ideâ, quæ in alicujus Mente est adæquata, illa eadem Mens est causa adæquata _(per [Coroll. Prop. 11](211c), p. II)_. Ergo Mens nostra _(per [Defin. 2](3d2) hujus)_, quatenus ideas habet adæquatas, quædam necessariò agit, quod erat primum. Deinde quicquid necessariò sequitur ex ideâ, quæ in Deo est adæquata, non quatenus Mentem unius hominis tantum, sed quatenus aliarum rerum Mentes simul cum ejusdem hominis Mente in se habet, ejus _(per idem [Coroll. Prop. 11](211c) p. II)_ illius hominis Mens non est causa adæquata, sed partialis, ac proinde _(per [Defin. 2](3d2) hujus)_ Mens quatenus ideas inadæquatas habet, quædam necessariò patitur. Quod erat secundum. Ergo Mens nostra, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "301c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur Mentem eò pluribus passionibus esse obnoxiam, quò plures ideas inadæquatas habet, & contrà eò plura agere, quò plures habet adæquatas." + } + ] + }, + { + "id": "302", + "title": "PROPOSITIO 2", + "text": "_Nec Corpus Mentem ad cogitandum, nec Mens Corpus ad motum, neque ad quietem, nec ad aliquid (si quid est) aliud determinare potest._", + "childs": [ + { + "id": "302d", + "type": "demonstratio", + "text": "Omnes cogitandi modi Deum, quatenus res est cogitans, & non quatenus alio attributo explicatur, pro causâ habent _(per [Prop. 6](206), p. II)_ ; id ergo, quod Mentem ad cogitandum determinat, modus cogitandi est, & non Extensionis, hoc est _(per [Defin. 1](2d1), p. II)_, non est Corpus : Quod erat primum. Corporis deinde motus, & quies ab alio oriri debet corpore, quod etiam ad motum, vel quietem determinatum fuit ab alio, & absolutè, quicquid in corpore oritur, id à Deo oriri debuit, quatenus aliquo Extensionis modo, & non quatenus aliquo cogitandi modo affectus consideratur _(per eand. [Prop. 6](206), p. II)_, hoc est, à Mente, quæ _(per [Prop. 11](211), p. II)_ modus cogitandi est, oriri non potest ; Quod erat secundum. Ergo nec Corpus Mentem &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "302sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc clariùs intelliguntur ex iis, quæ in [Scholio Propositionis 7](207sc) Partis II dicta sunt, quòd scilicet Mens, & Corpus una, eademque res sit, quæ jam sub Cogitationis, jam sub Extensionis attributo concipitur. Unde fit, ut ordo, sive rerum concatenatio una sit, sive natura sub hoc, sive sub illo attributo concipiatur, consequenter ut ordo actionum, & passionum Corporis nostri simul sit naturâ cum ordine actionum, & passionum Mentis : Quod etiam patet ex modo, quo [Propositionem 12](212) Partis 2 demonstravimus. At, quamvis hæc ità se habeant, ut nulla dubitandi ratio supersit, vix tamen credo, nisi rem experientiâ comprobavero, homines induci posse ad hæc æquo animo perpendendum, adeò firmiter persuasi sunt, Corpus ex solo Mentis nutu jam moveri, jam quiescere, plurimaque agere, quæ à solâ Mentis voluntate, & excogitandi arte pendent. Etenim, quid Corpus possit, nemo hucusque determinavit, hoc est, neminem hucusque experientia docuit, quid Corpus ex solis legibus naturæ, quatenus corporea tantùm consideratur, possit agere, & quid non possit, nisi à Mente determinetur. Nam nemo hucusque Corporis fabricam tam accuratè novit, ut omnes ejus functiones potuerit explicare, ut jam taceam, quòd in Brutis plura observentur, quæ humanam sagacitatem longè superant, & quòd somnambuli in somnis plurima agant, quæ vigilando non auderent ; quod satis ostendit, ipsum Corpus ex solis suæ naturæ legibus multa posse, quæ ipsius Mens admiratur. Deinde nemo scit, quâ ratione, quibusve mediis Mens moveat corpus, neque quot motûs gradûs possit corpori tribuere, quantâque cum celeritate idem movere queat. Unde sequitur, cùm homines dicunt, hanc, vel illam actionem Corporis oriri à Mente, quæ imperium in Corpus habet, eos nescire, quid dicant, nec aliud agere, quàm speciosis verbis fateri, se veram illius actionis causam absque admiratione ignorare. At dicent, sive sciant, sive nesciant, quibus mediis Mens moveat Corpus, se tamen experiri, quòd, nisi Mens humana apta esset ad excogitandum, Corpus iners esset. Deinde se experiri, in solâ Mentis potestate esse, tam loqui, quâm tacere, & alia multa, quæ proinde à Mentis decreto pendêre credunt. Sed, qud ad primum attinet, ipsos rogo, num experientia non etiam doceat, quòd si contrà Corpus iners sit, Mens simul ad cogitandum sit inepta? Nam cùm Corpus somno quiescit, Mens simul cum ipso sopita manet, nec potestatem habet, veluti cùm vigilat, excogitandi. Deinde omnes expertos esse credo, Mentem non semper æquè aptam esse ad cogitandum de eodem objecto ; sed, prout Corpus aptius est, ut in eo hujus, vel illius objecti imago excitetur, ita Mentem aptiorem esse ad hoc, vel illud objectum contemplandum. At dicent ex solis legibus naturæ, quatenus corporea tantùm consideratur, fieri non posse, ut causæ ædificiorum, picturarum, rerumque hujusmodi, quæ solâ humanâ arte fiunt, possint deduci, nec Corpus humanum, nisi a Mente determinaretur, ducereturque, pote esset ad templum aliquod ædificandum. Verùm ego jam ostendi, ipsos nescire, quid Corpus possit, quidve ex solâ ipsius naturæ contemplatione possit deduci, ipsosque plurima experiri ex solis naturæ legibus fieri, quæ nunquam credidissent posse fieri, nisi ex Mentis directione, ut sunt ea, quæ somnambuli in somnis agunt, quæque ipsi, dum vigilant, admirantur. Addo hîc ipsam Corporis humani fabricam, quæ artificio longissimè superat omnes, quæ humanâ arte fabricatæ sunt, ut jam taceam, quòd suprà ostenderim, ex naturâ, sub quovis attributo consideratâ, infinita sequi. Quod porrò ad secundum attinet, sanè longè feliciùs sese res humanæ haberent, si æquè in hominis potestate esset tam tacere, quàm loqui. At experientia satis superque docet, homines nihil minùs in potestate habere, quàm linguam, nec minùs posse, quàm appetitûs moderari suos ; unde factum, ut plerique credant, nos ea tantùm liberè agere, quæ leviter petimus, quia earum rerum appetitus facilè contrahi potest memoriâ alterius rei, cujus frequenter recordamur ; sed illa minimè, quæ magno cum affectu petimus, & qui alterius rei memoriâ sedari nequit. Verumenimverò nisi experti essent, nos plura agere, quorum postea pænitet, nosque sæpe, quando sc. contrariis affectibus conflictamur, meliora videre, & deteriora sequi, nihil impediret, quominùs crederent, nos omnia liberè agere. Sic infans, se lac liberè appetere credit, puer autem iratus vindictam velle, & timidus fugam. Ebrius deinde credit, se ex libero Mentis decreto ea loqui, quæ postea sobrius vellet tacuisse : sic delirans, garrula, puer, & hujus farinæ plurimi ex libero Mentis decreto credunt loqui ; cùm tamen loquendi impetum, quem habent, continere nequeant, ità ut ipsa experientia non minùs clarè, quàm ratio doceat, quòd homines ea solâ de causâ liberos se esse credant, quia suarum actionum sunt conscii, & causarum, à quibus determinantur, ignari ; & præterea quòd Mentis decreta nihil sint præter ipsos appetitûs, quæ propterea varia sunt pro variâ Corporis dispositione. Nam unusquisque ex suo affectu omnia moderatur, & qui præterea contrariis affectibus conflictantur, quid velint, nesciunt ; qui autem nullo, facili momento huc, atque illuc pelluntur. Quæ omnia profectò clarè ostendunt, Mentis tam decretum, quàm appetitum, & Corporis determinationem simul esse naturâ, vel potiùs unam, eandemque rem, quam, quando sub Cogitationis attributo consideratur, & per ipsum explicatur, decretum appellamus, & quando sub Extensionis attributo consideratur, & ex legibus motûs, & quietis deducitur, determinationem vocamus ; quod adhuc clariùs ex jam dicendis patebit. Nam aliud est, quod hic apprimè notari vellem, nempe, quòd nos nihil ex Mentis decreto agere possumus, nisi ejus recordemur. Ex. gr. non possumus verbum loqui, nisi ejusdem recordemur. Deinde in liberâ Mentis potestate non est rei alicujus recordari, vel ejusdem oblivisci. Quare hoc tantùm in Mentis potestate esse creditur, quòd rem, cujus recordamur, vel tacere, vel loqui ex solo Mentis decreto possumus. Verùm cùm nos loqui somniamus, credimus nos ex libero Mentis decreto loqui, nec tamen loquimur, vel, si loquimur, id ex Corporis spontaneo motu fit. Somniamus deinde, nos quædam homines celare, idque eodem Mentis decreto, quo, que vigilamus, ea, quæ scimus, tacemus. Somniamus denique, nos ex Mentis decreto quædam agere, quæ, dum vigilamus, non audemus, atque adeò pervelim scire, an in Mente duo decretorum genera dentur, Phantasticorum unum, & Liberorum alterum? Quòd si eò usque insanire non libet, necessariò concedendum est, hoc Mentis decretum, quod liberum esse creditur, ab ipsâ imaginatione, sive memoriâ non distingui, nec aliud esse præter illam affirmationem, quam idea, quatenus idea est, necesscriò involvit _(vide [Prop. 49](249), p. II)_. Atque adeò hæc Mentis decreta eâdem necessitate in Mente oriuntur, ac ideæ rerum actu existentium. Qui igitur credunt, se ex libero Mentis decreto loqui, vel tacere, vel quicquam agere, oculis apertis somniant." + } + ] + }, + { + "id": "303", + "title": "PROPOSITIO 3", + "text": "_Mentis actiones ex solis ideis adæquatis oriuntur ; passiones autem à solis inadæquatis pendent._", + "childs": [ + { + "id": "303d", + "type": "demonstratio", + "text": "Primum, qod Mentis essentiam constituit, nihil aliud est, quàm idea Corporis actu existentis _(per Prop. [11](211) & [13](213), p. II)_, quæ _(per [Prop. 15](215), p. II)_ ex multis aliis componitur, quarum quædam _(per [Coroll. Prop. 38](238c), p. II)_ sunt adæquatæ, quædam autem inadæquatæ _(per [Coroll. Prop. 29](229c), p. II)_. Quicquid ergo ex Mentis naturâ sequitur, & cujus Mens causa est proxima, per quam id debet intelligi, necessariò ex ideâ adæquatâ, vel inadæquatâ sequi debet. At quatenus Mens _(per [Prop. 1](301) hujus)_ ideas habet inadæquatas, eatenus necessariò patitur ; ergo Mentis actiones ex solis ideis adæquatis sequuntur, & Mens propterea tantùm patitur, quia ideas habet inadæquatas. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "303sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Videmus itaque passiones ad Mentem non referri, nisi quatenus aliquid habet, quod negationem involvit, sive quatenus consideratur ut naturæ pars, quæ per se absque aliis non potest clarè, & distinctè percipi ; & hâc ratione ostendere possem, passiones eodem modo ad res singulares, ac ad Mentem referri, nec aliâ ratione posse percipi ; sed meum institutum est, de solâ Mente humanâ agere." + } + ] + }, + { + "id": "304", + "title": "PROPOSITIO 4", + "text": "_Nulla res, nisi à causâ externâ potest destrui._", + "childs": [ + { + "id": "304d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio per se patet ; definitio enim cujuscunque rei ipsius rei essentiam affirmat, sed non negat ; sive rei essentiam ponit, sed non tollit. Dum itaque ad rem ipsam tantùm, non autem ad causas externas attendimus, nihil in eâdem poterimus invenire, quod ipsam possit destruere. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "305", + "title": "PROPOSITIO 5", + "text": "_Res eatenus contrariæ sunt naturæ, hoc est, eatenus in eodem subjecto esse nequeunt, quatenus una alteram potest destruere._", + "childs": [ + { + "id": "305d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si enim inter se convenire, vel in eodem subjecto simul esse possent, posset ergo in eodem subjecto aliquid dari, quod ipsum posset destruere, quod _(per [Prop. præced.](304))_ est absurdum. Ergo res &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "306", + "title": "PROPOSITIO 6", + "text": "_Unaquæque res, quantùm in se est, in suo esse perseverare conatur._", + "childs": [ + { + "id": "306d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Res enim singulares modi sunt, quibus Dei attributa certo, & determinato modo exprimuntur _(per [Coroll. Prop. 25](125c), p. I)_, hoc est _(per [Prop. 34](134), p. I)_ res, quæ Dei potentiam, quâ Deus est, & agit, certo, & determinato modo exprimunt ; neque ulla res aliquid in se habet, à quo possit destrui, sive quod ejus existentiam tollat _(per [Prop. 4](304) hujus)_ ; sed contrà ei omni, quod ejusdem existentiam potest tollere, opponitur _(per [Prop. præced.](305))_, adeóque quantùm potest, & in se est, in suo esse persevarare conatur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "307", + "title": "PROPOSITIO 7", + "text": "_Conatus, quo unaquæque res in suo esse perseverare conatur, nihil est præter ipsius rei actualem essentiam._", + "childs": [ + { + "id": "307d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex datâ cujuscunque rei essentiâ quædam necessariò sequuntur _(per [Prop. 36](136), p. I)_, nec res aliud possunt, quàm id, quod ex determinatâ earum naturâ necessariò sequitur _(per [Prop. 29](129), p. I)_ ; quare cujuscunque rei potentia, sive conatus, quo ipsa vel sola, vel cum aliis quidquam agit, vel agere conatur, hoc est _(per [Prop. 6](306) hujus)_ potentia, sive conatus, quo in suo esse perseverare conatur, nihil est præter ipsius rei datam, sive actualem essentiam. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "308", + "title": "PROPOSITIO 8", + "text": "_Conatus, quo unaquæque res in suo esse perseverare conatur, nullum tempus finitum, sed indefinitum involvit._", + "childs": [ + { + "id": "308d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si enim tempus limitatum involveret, quod rei durationem determinaret, tum ex solâ ipsâ potentiâ, quâ res existit, sequeretur, quòd res post limitatum illud tempus non posset existere, sed quòd deberet destrui ; atqui hoc _(per [Prop. 4](304) hujus)_ est absurdum : ergo conatus, quo res existit, nullum tempus definitum involvit ; sed contrà, quoniam _(per eandem [Prop. 4](304) hujus)_, si à nullâ externâ causâ destruatur, eâdem potentiâ, quâ jam existit, existere perget semper ; ergo hic conatus tempus indefinitum involvit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "309", + "title": "PROPOSITIO 9", + "text": "_Mens tam quatenus claras, & distinctas, quàm quatenus confusas habet ideas, conatur in suo esse perseverare indefinitâ quâdam duratione, & hujus sui conatus est conscia._", + "childs": [ + { + "id": "309d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mentis essentia ex ideis adæquatis, & inadæquatis constituitur _(ut in [Prop. 3](303) hujus ostendimus)_, adeóque _(per [Prop. 7](307) hujus)_ tam quatenus has, quàm quatenus illas habet, in suo esse perseverare conatur ; idque _(per [Prop. 8](308) hujus)_ indefinitâ quâdam duratione. Cùm autem Mens _(per [Prop. 23](223), p. II)_ per ideas affectionum Corporis necessariò sui sit conscia, est ergo _(per [Prop. 7](307) hujus)_ Mens sui conatûs conscia. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "309sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hic conatus, cùm ad Mentem solam refertur, Voluntas appellatur ; sed cùm ad Mentem, & Corpus simul refertur, vocatur Appetitus, qui proinde nihil aliud est, quam ipsa hominis essentia, ex cujus naturâ ea, quæ ipsius conservationi inserviunt, necessariò sequuntur ; atque adeò homo ad eadem agendum determinatus est. Deinde inter appetitum, & cupiditatem nulla est differentia, nisi quòd cupiditas ad homines plerumque referatur, quatenus sui appetitûs sunt conscii, & propterea sic definiri potest, nempe, _Cupiditas est appetitus cum ejusdem conscientiâ_. Constat itaque ex his omnibus, nihil nos conari, velle, appetere, neque cupere, quia id bonum esse judicamus ; sed contrà nos propterca, aliquid bonum esse, judicare, quia id conamur, volumus, appetimus, atque cupimus." + } + ] + }, + { + "id": "310", + "title": "PROPOSITIO 10", + "text": "_Idea, quæ Corporis nostri existentiam secludit, in nostrâ Mente dari nequit, sed eidem est contraria._", + "childs": [ + { + "id": "310d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quicquid Corpus nostrum potest destruere, in eodem dari nequit _(per [Prop. 5](305) hujus)_, adeóque neque ejus rei idea potest in Deo dari, quatenus nostri Corporis ideam habet _(per [Coroll. de la Prop. 9](209c), p. II)_, hoc est _(per Prop. [11](211) & [13](213), p. II)_, ejus rei idea in nostrâ Mente dari nequit ; sed contrà, quoniam _(per Prop. [11](211) & [13](213), p. II)_ primum, quod Mentis essentiam constituit, est idea corporis actu existentis, primum, & præcipuum nostræ Mentis conatus est _(per [Prop. 7](307) hujus)_, Corporis nostri existentiam affirmare ; atquc adeò idea, quæ Corporis nostri existentiam negat, nostræ Menti est contraria &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "311", + "title": "PROPOSITIO 11", + "text": "_Quicquid Corporis nostri agendi potentiam auget, vel minuit, juvat, vel coërcet, ejusdem rei idea Mentis nostræ cogitandi potentiam auget, vel minuit, juvat, vel coërcet._", + "childs": [ + { + "id": "311d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio patet ex [Propositione 7](207) Partis II, vel etiam ex [Propositione 14](214) Partis II." + }, + { + "id": "311sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Videmus itaque Mentem magnas posse pati mutationes, & jam ad majorem, jam autem ad minorem perfectionem transire, quæ quidem passiones nobis explicant affectûs Lætitiæ & Tristitiæ. Per _Lætitiam_ itaque in sequentibus intelligam _passionem, quâ Mens ad majorem perfectionem transit_. Per _Tristitiam_ autem _passionem, quâ ipsa ad minorem transit perfectionem_. Porrò _affectum Lætitiæ, ad Mentem, Corpus simul relatum, Titillationem_, vel _Hilaritatem_ voco ; _Tristitiæ_ autem _Dolorem_, vel _Melancholiam_. Sed notandum, Titillationem, & Dolorem ad hominem referri, quando una ejus pars præ reliquis est affecta ; Hilaritatem autem, & Melancholiam, quando omnes pariter sunt affectæ. Quid deinde Cupiditas sit, in [Scholio Propositionis 9](309sc) hujus Partis explicui, & præter hos tres nullum alium agnosco affectum primarium : nam reliquos ex his tribus oriri in seqq. ostendam. Sed antequam ulterius pergam, lubet hîc fusiùs [Propositionem 10](310) hujus Partis explicare, ut clariùs intelligatur, quâ ratione idea ideæ sit contraria. \nIn [Scholio Propositionis 17](217sc), Partis II ostendimus, ideam, quæ Mentis essentiam constituit, Corporis existentiam tamdiu involvere, quamdiu ipsum Corpus existit. Deinde ex iis, quæ in [Coroll.](208c) Prop. 8 Part. II & in ejusdem [Schol.](208sc) ostendimus, sequitur, præsentem nostræ Mentis existentiam ab hoc solo pendêre, quod sc. Mens actualem Corporis existentiam involvit. Denique Mentis potentiam, quâ ipsa res imaginatur, earumque recordatur, ab hoc etiam pendêre ostendimus _(vide Prop. [17](217) & [18](218), p. II cum ejus [Schol.](218sc))_, quòd ipsa actualem Corporis existentiam involvit. Ex quibus sequitur, Mentis præsentem existentiam, ejusque imaginandi potentiam tolli, simulatque Mens præsentem Corporis existentiam affirmare desinit. At causa, cur Mens hanc Corporis existentiam affirmare desinit, non potest esse ipsa Mens _(per [Prop. 4](304) hujus)_, nec etiam, quod Corpus esse desinit. Nam _(per [Prop. 6](206), p. II)_ causa, cur Mens Corporis existentiam affirmat, non est, quia Corpus existere incepit : quare, per eandem rationem, nec ipsius Corporis existentiam affirmare desinit, quia Corpus esse desinit ; sed _(per [Prop. 8](208), p. II)_ hoc ab aliâ ideâ oritur, quæ nostri Corporis, & consequenter nostræ Mentis, præsentem existentiam secludit, quæque adeò ideæ, quæ nostræ Mentis essentiam constituit, est contraria." + } + ] + }, + { + "id": "312", + "title": "PROPOSITIO 12", + "text": "_Mens, quantùm potest, ea imaginari conatur, quæ Corporis agendi potentiam augent, vel juvant._", + "childs": [ + { + "id": "312d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quamdiu humanum Corpus affectum est modo, qui naturam corporis alicujus externi involvit, tamdiu Mens humana idem corpus, ut præsens, contemplabitur _(per [Prop. 17](217), p. II)_, & consequenter _(per [Prop. 7](207), p. II)_ quamdiu Mens humana aliquod externum corpus, ut præsens, contemplatur, hoc est _(per ejusdem Prop. 17 [Schol.](217sc))_, imaginatur, tamdiu humanum Corpus affectum est modo, qui naturam ejusdem corporis externi involvit ; atque adeò, quamdiu Mens ea imaginatur, quæ corporis nostri agendi potentiam augent, vel juvant, tamdiu Corpus affectum est modis, qui ejusdem agendi potentiam augent, vel juvant _(vide [Post. 1](3p1) hujus)_, & consequenter (per [Prop. 11](311) hujus) tamdiu Mentis cogitandi potentia augetur, vel juvatur ; ac proinde _(per Prop. [6](306) vel [9](309) hujus)_ Mens, quantùm potest, eadem imaginari conatur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "313", + "title": "PROPOSITIO 13", + "text": "_Cum Mens ea imaginatur, quæ Corporis agendi potentiam minuunt, vel coërcent, conatur, quantùm potest, rerum recordari, quæ horum exsitentiam secludunt._", + "childs": [ + { + "id": "313d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quamdiu Mens quicquam tale imaginatur, tamdiu Mentis, & Corporis potentia minuitur, vel coërcetur _(ut in [præced. Prop.](312) demonstravimus)_, & nihilominùs id tamdiu imaginabitur, donec Mens aliud imaginetur, quod hujus præsentem existentiam secludat _(per [Prop. 17](217), p. II)_, hoc est (ut modò ostendimus), Mentis, & Corporis potentia tamdiu minuitur, vel coërcetur, donec Mens aliud imaginetur, quod hujus existentiam secludit, quodque adeò Mens _(per [Prop. 9](309) hujus)_, quantùm potest, imaginari, vel recordari conabitur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "313c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, quòd Mens ea imaginari aversatur, quæ ipsius, & Corporis potentiam minuunt, vel coërcent." + }, + { + "id": "313sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Ex his clarè intelligimus, quid Amor, quidque Odium sit. Nempe _Amor_ nihil aliud _est_, quàm _Lætitia, concomitante ideâ causæ externæ, & Odium_ nihil aliud, quàm _Tristitia, concomitante ideâ causæ externæ_. Videmus deinde, quòd ille, qui amat, necessariò conatur rem, quam amat, præsentem habere, & conservare ; & contrà, qui odit, rem, quam odio habet, amovere, & destruere conatur. Sed de his omnibus in seqq. prolixiùs." + } + ] + }, + { + "id": "314", + "title": "PROPOSITIO 14", + "text": "_Si Mens duobus affectibus simul affecta semel fuit, ubi postea eorum alterutro afficietur, afficietur etiam altero._", + "childs": [ + { + "id": "314d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si Corpus humanum à duobus corporibus simul affectum semel fuit, ubi Mens postea eorum alterutrum imaginatur, statim & alterius recordabitur _(per [Prop. 18](218), p. II)_. At Mentis imaginationes magis nostri Corporis affectûs, quàm corporum externorum naturam indicant _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_ : ergo si Corpus, & consequenter Mens _(vide [Defin. 3](3d3) hujus)_ duobus affectibus semel affecta fuit, ubi postea eorum alterutro afficietur, afficietur etiam altero. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "315", + "title": "PROPOSITIO 15", + "text": "_Res quæcunque potest esse per accidens causa Lætitiæ, Tristitiæ, vel Cupiditatis._", + "childs": [ + { + "id": "315d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ponatur Mens duobus affectibus simul affici, uno scilicet, qui ejus agendi potentiam neque auget, neque minuit, & altero, qui eandem vel auget, vel minuit _(vide [Post. 1](3p1) hujus)_. Ex præcedenti Propositione patet, quòd ubi Mens postea illo à suâ verâ causâ, quæ _(per Hypothesin)_ per se ejus cogitandi potentiam nec auget, nec minuit, afficietur, statim & hoc altero, qui ipsius cogitandi potentiam auget, vel minuit, hoc est _(per [Schol.](311sc) Prop. 11 hujus)_ Lætitiâ, vel Tristitiâ afficietur ; atque adeò, illa res non per se, sed per accidens causa erit Lætitiæ, vel Tristitiæ. Atque hâc eâdem viâ facilè ostendi potest, rem illam posse per accidens causam esse Cupiditatis. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "315c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Ex eo solo, quòd rem aliquam affectu Lætitiæ, vel Tristitiæ, cujus ipsa non est causa efficiens, contemplati sumus, eandem amare, vel odio habere possumus." + }, + { + "id": "315cd", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nam ex hoc solo fit _(per [Prop. 14](314) hujus)_, ut Mens hanc rem postea imaginando, affectu Lætitiæ, vel Tristitiæ afficiatur, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, ut Mentis, & Corporis potentia augeatur, vel minuatur, &c. Et consequenter _(per [Prop. 12](312) hujus)_ ut Mens eandem imaginari cupiat, vel _(per [Coroll. Prop. 13](313c) hujus)_ aversetur, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ut eandem amet, vel odio habeat. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "315sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hinc intelligimus, quî fieri potest, ut quædam amemus, vel odio habeamus, absque ullâ causâ nobis cognitâ ; sed tantùm ex Sympathiâ (ut ajunt) & Antipathiâ. Atque huc referenda etiam ea objecta, quæ nos Lætitiâ, vel Tristitiâ afficiunt ex eo solo, quòd aliquid simile habent objectis, quæ nos iisdem affectibus afficere solent, ut in seq. [Prop.](316) ostendam. Scio equidem Auctores, qui primi hæc nomina Sympathiæ, & Antipathiæ introduxerunt, significare iisdem voluisse rerum occultas quasdam qualitates ; sed nihilominùs credo nobis licere, per eadem notas, vel manifestas etiam qualitates intelligere." + } + ] + }, + { + "id": "316", + "title": "PROPOSITIO 16", + "text": "_Ex eo solo, quòd rem aliquam aliquid habere imaginamur simile objecto, quod Mentem Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere solet, quamvis id, in quo res objecto est similis, non sit horum affectuum afficiens causa, eam tamen amabimus, vel odio habebimus._", + "childs": [ + { + "id": "316d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Id, quod simile est objecto, in ipso objecto _(per Hypothesin)_ cum affectu Lætitiæ, vel Tristitiæ contemplati sumus ; atque adeò _(per [Prop. 14](314) hujus)_, cùm Mens ejus imagine afficietur, statim etiam hoc, vel illo afficietur affectu, & consequenter res, quam hoc idem habere percipimus, erit _(per [Prop. 15](315) hujus)_ per accidens Lætitiæ, vel Tristitiæ causa ; adeóque _(per [Coroll. præced.](315c))_, quamvis id, in quo objecto est similis, non sit horum affectuum causa efficiens, eam tamen amabimus, vel odio habebimus. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "317", + "title": "PROPOSITIO 17", + "text": "_Si rem, quæ nos Tristitiæ affectu afficere solet, aliquid habere imaginamur simile alteri, quæ nos æquè magno Lætitiæ affectu solet afficere, eandem odio habebimus, & simul amabimus._", + "childs": [ + { + "id": "317d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Est enim _(per Hypothesin)_ hæc res per se Tristitiæ causa, & _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ quatenus eandem hoc affectu imaginamur, eandem odio habemus : & quatenus præterea aliquid habere imaginamur simile alteri, quæ nos æquè magno Lætitiæ affectu afficere solet, æquè magno Lætitiæ conamine amabimus _(per [Prop. præced.](316))_ ; atque adeò eandem odio habebimus, & simul amabimus. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "317sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc _Mentis constitutio, quæ scilicet ex duobus contrariis affectibus oritur, animi_ vocatur _fluctuatio_, quæ proinde affectum respicit, ut dubitatio imaginationem _(vide [Schol. Prop. 44](244sc), p. II)_ ; nec animi fluctuatio, & dubitatio inter se differunt, nisi secundùm majus & minus. Sed notandum, me in Propositione præcedenti has animi fluctuationes ex causis deduxisse, quæ per se unius, & per accidens alterius affectûs sunt causa ; quod ideò feci, quia sic faciliùs ex præcedentibus deduci poterant ; at non, quòd negem, animi fluctuationes plerumque oriri ab objecto, quod utriusque affectûs sit efficiens causa. Nam Corpus humanum _(per [Post. 1](213p1), p. II)_ ex plurimis diversæ naturæ individuis componitur, atque adeò (per [Axiom. 1](213a1a) post Lem. 3, quod vide post Prop. 13 p. II) ab uno, eodemque corpore plurimis, diversisque modis potest affici ; & contrà, quia una, eademque res multis modis potest affici, multis ergo etiam, diversisque modis unam, eandemque corporis partem afficere poterit. Ex quibus facilè concipere possumus, unum, idemque objectum posse esse causam multorum, contrariorumque affectuum." + } + ] + }, + { + "id": "318", + "title": "PROPOSITIO 18", + "text": "_Homo ex imagine rei præteritæ, aut futuræ eodem Lætitiæ, & Tristitiæ affectu afficitur, ac ex imagine rei præsentis._", + "childs": [ + { + "id": "318d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quamdiu homo rei alicujus imagine affectus est, rem ut præsentem, tametsi non existat, contemplabitur _(per [Prop. 17](217), p. II cum ejusdem [Coroll.](217c))_, nec ipsam ut præteritam, aut futuram imaginatur ; nisi quatenus ejus imago juncta est imagini temporis præteriti, aut futuri _(vide [Schol. Prop. 44](244sc), p. II)_. Quare rei imago, in se solâ considerata, eadem est, sive ad tempus futurum, vel præteritum, sive ad præsens referatur, hoc est _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_, Corporis constitutio, seu affectus idem est, sive imago sit rei præteritæ, vel futuræ, sive præsentis ; atque adeò affectus Lætitiæ & Tristitiæ idem est, sive imago sit rei præteritæ, aut futuræ, sive præsentis. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "318sc1", + "type": "SCHOLIUM 1", + "text": "Rem eatenus præteritam, aut futuram hîc voco, quatenus ab eâdem affecti fuimus, aut afficiemur. Ex. gr. quatenus ipsam vidimus, aut videbimus, nos refecit, aut reficiet, nos læsit, aut lædet, &c. Quatenus enim eandem sic imaginamur, eatenus ejus existentiam affirmamus, hoc est, Corpus nullo affectu afficitur, qui rei existentiam secludat ; atque adeò _(per [Prop. 17](217), p. II)_ Corpus ejusdem rei imagine eodem modo afficitur, ac si res ipsa præsens adesset. Verumenimverò, quia plerumque fit, ut ii, qui plura sunt experti, fluctuent, quamdiu rem, ut futuram, vel præteritam contemplantur, deque rei eventu ut plurimùm dubitent _(vide [Schol. Prop. 44](244sc), p. II)_, hinc fit, ut affectûs, qui ex similibus rerum imaginibus oriuntur, non sint adeò constantes, sed ut plerumque aliarum rerum imaginibus perturbentur, donec homines de rei eventu certiores fiant." + }, + { + "id": "318sc2", + "type": "SCHOLIUM 2", + "text": "Ex modò dictis intelligimus, quid sit Spes, Metus, Securitas, Desperatio, Gaudium, & Conscientiæ morsus. _Spes_ namque nihil aliud est, quàm _inconstans Lætitia, orta ex imagine rei futuræ, vel præteritæ, de cujus eventu dubitamus_. _Metus_ contrà _inconstans Tristitia, ex rei dubiæ imagine etiam orta_. Porrò si horum affectuum dubitatio tollatur, ex Spe fit _Securitas_, & ex Metu _Desperatio_ ; nempe _Lætitia, vel Tristitia, orta ex imagine rei, quam metuimus, vel speravimus_. _Gaudium_ deinde _est Lætitia, orta ex imagine rei præteritæ, de cujus eventu dubitavimus_. _Conscientiæ_ denique _morsus est tristitia, opposita gaudio_." + } + ] + }, + { + "id": "319", + "title": "PROPOSITIO 19", + "text": "_Qui id, quod amat, destrui imaginatur, contristabitur ; si autem conservari, lætabitur._", + "childs": [ + { + "id": "319d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens, quantùm potest, ea imaginari conatur, quæ Corporis agendi potentiam augent, vel juvant _(per [Prop. 12](312) hujus)_, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ea, quæ amat. At imaginatio ab iis juvatur, quæ rei existentiam ponunt, & contrà coërcetur iis, quæ rei existentiam secludunt _(per [Prop. 17](217), p. II)_ ; ergo rerum imagines, quæ rei amatæ existentiam ponunt, Mentis conatum, quo rem amatam imaginari conatur, juvant, hoc est (per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus), Lætitiâ Mentem afficiunt ; & quæ contrà rei amatæ existentiam secludunt, eundem Mentis conatum coërcent, hoc est _(per idem [Schol.](311sc))_, Tristitiâ Mentem afficiunt. Qui itaque id, quod amat, destrui imaginatur, contristabitur, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "320", + "title": "PROPOSITIO 20", + "text": "_Qui id, quod odio habet, destrui imaginatur, lætabitur._", + "childs": [ + { + "id": "320d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens _(per [Prop. 13](313) hujus)_ ea imaginari conatur, quæ rerum existentiam, quibus Corporis agendi potentia minuitur, vel coërcetur, secludunt, hoc est _(per [Schol.](313sc) ejusdem Prop.)_, ea imaginari conatur, quæ rerum, quas odio habet, existentiam secludunt ; atque adeò rei imago, quæ existentiam ejus, quod Mens odio habet, secludit, hunc Mentis conatum juvat, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, Mentem Lætitiâ afficit. Qui itaque id, quod odio habet, destrui imaginatur, lætabitur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "321", + "title": "PROPOSITIO 21", + "text": "_Qui id, quod amat, Lætitiâ, vel Tristitiâ affectum imaginatur, Lætitiâ etiam, vel Tristitiâ afficietur ; & uterque hic affectus major, aut minor erit in amante, prout uterque major, aut minor est in re amatâ._", + "childs": [ + { + "id": "321d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Rerum imagines _(at in [Prop. 19](319) hujus demonstravimus)_, quæ rei amatæ existentiam ponunt, Mentis conatum, quo ipsam rem amatam imaginari conatur, juvant. Sed Lætitia existentiam rei lætæ ponit, & eò magis, quò Lætitiæ affectus major est : est enim _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ transitio ad majorem perfectionem : ergo imago Lætitiæ rei amatæ in amante ipsius Mentis conatum juvat, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, amantem Lætitiâ afficit, & eò majori, quò major hic affectus in re amatâ fuerit. Quod erat primum. Deinde quatenus res aliquâ Tristitiâ afficitur, eatenus destruitur, & eò magis, quò majori afficitur Tristitiâ _(per idem [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ ; adeóque _(per [Prop. 19](319) hujus)_ qui id, quod amat, Tristitiâ affici imaginatur, Tristitiâ etiam afficietur, & eo majori, quò major hic affectus in re amatâ fuerit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "322", + "title": "PROPOSITIO 22", + "text": "_Si aliquem imaginamur Lætitiâ afficere rem, quam amamus, Amore erga eum afficiemur. Si contrà eundem imaginamur Tristitiâ eandem afficere, econtra Odio etiam contra ipsum afficiemur._", + "childs": [ + { + "id": "322d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Qui rem, quam amamus Lætitiâ, vel Tristitiâ afficit, ille nos Lætitiâ, vel Tristitiâ etiam afficit, si nimirùm rem amatam Lætitiâ illâ, vel Tristitiâ affectam imaginamur _(per [Prop. præced.](321))_. At hæc Lætitia, vel Tristitia in nobis supponitur dari, concomitante ideâ causæ externæ ; ergo _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, si aliquem imaginamur Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere rem, quam amamus, erga eundem Amore, vel Odio afficiemur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "322sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "[Propositio 21](321) nobis explicat, quid sit _Commiseratio_, quam definire possumus, quòd _sit Tristitia orta ex alterius damno_. Quo autem nomine appellanda sit Lætitia, quæ ex alterius bono oritur, nescio. Porrò _Amorem erga illum, qui alteri bene fecit, Favorem_, & contrà _Odium erga illum, qui alteri malè fecit, Indignationem_ appellabimus. Denique notandum, nos non tantùm misereri rei, quam amavimus _(ut in [Prop. 21](321) ostendimus)_, sed etiam ejus, quam antea nullo affectu prosecuti sumus ; modò eam nobis similem judicemus (ut infrà ostendam). Atque adeò ei etiam favere, qui simili bene fecit, & contrà in eum indignari, qui simili damnum intulit." + } + ] + }, + { + "id": "323", + "title": "PROPOSITIO 23", + "text": "_Qui id, quod odio habet, Tristitiâ affectum imaginatur, lætabitur ; si contrà idem Lætitiâ affectum esse imaginetur, contristabitur ; & uterque hic affectus major, aut minor erit, prout ejus contrarius major, aut minor est in eo, quod odio habet._", + "childs": [ + { + "id": "323d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quatenus res odiosa Tristitiâ afficitur, eatenus destruitur, & eò magis, quò majori Tristitiâ afficitur _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_. Qui igitur _(per [Prop. 20](320) hujus)_ rem, quam odio habet, Tristitiâ affici imaginatur, Lætitiâ contrà afficietur ; & eò majori, quò majori Tristitiâ rem odiosam affectam esse imaginatur ; quod erat primum. Deinde Lætitia existentiam rei lætæ ponit _(per idem [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, & eò magis, quò major Lætitia concipitur. Si quis eum, quem odio habet, Lætitiâ affectum imaginatur, hæc imaginatio _(per [Prop. 13](313) hujus)_ ejusdem conatum coërcebit, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, is, qui odio habet, Tristitiâ afficietur, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "323sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc Lætitia vix solida, & absque ullo animi conflictu esse potest. Nam (ut statim in [Propositione 27](327) hujus ostendam) quatenus rem sibi similem Tristitiæ affectu affici imaginatur, eatenus contristari debet ; & contrà, si eandem Lætitiâ affici imaginetur. Sed hîc ad solum Odium attendimus." + } + ] + }, + { + "id": "324", + "title": "PROPOSITIO 24", + "text": "_Si aliquem imaginamur Lætitiâ afficere rem, quam odio habemus, Odio etiam erga eum afficiemur. Si contrà eundem imaginamur Tristitià eandem rem afficere, Amore erga ipsum afficiemur._", + "childs": [ + { + "id": "324d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Demonstratur eodem modo hæc Propositio, ac [Propositio 22](322) hujus, quam vide." + }, + { + "id": "324sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hi, & similes Odii affectûs ad _Invidiam_ referuntur, quæ propterea nihil aliud est, quàm ipsum _Odium, quatenus id consideratur hominem ita disponere, ut malo alterius gaudeat, & contrà ut ejusdem bono contristetur_." + } + ] + }, + { + "id": "325", + "title": "PROPOSITIO 25", + "text": "_Id omne de nobis, deque re amatâ affirmare conamur, quod nos, vel rem amatam Lætitiâ afficere, imaginamur ; & contrà id omne negare, quod nos, vel rem amatam Tristitiâ afficere, imaginamur._", + "childs": [ + { + "id": "325d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quod rem amatam Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere imaginamur, id nos Lætitiâ, vel Tristitiâ afficit _(per [Prop. 21](321) hujus)_. At Mens _(per [Prop. 12](312) hujus)_ ea, quæ nos Lætitiâ afficiunt, quantùm potest, conatur imaginari, hoc est _(per [Prop. 17](217), p. II & ejus [Coroll.](217c))_, ut præsentia contemplari ; & contrà _(per [Prop. 13](313) hujus)_, quæ nos Tristitiâ afficiunt, eorum existentiam secludere ; ergo id omne de nobis, deque re amatâ affirmare conamur, quod nos, vel rem amatam Lætitiâ afficere, imaginamur, & contrà. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "326", + "title": "PROPOSITIO 26", + "text": "_Id omne de re, quam odio habemus, affirmare conamur, quod ipsam Tristitiâ afficere imaginamur, & id contrà negare, quod ipsam Lætitiâ afficere imaginamur._", + "childs": [ + { + "id": "326d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Sequitur hæc Propositio ex [Propositione 23](323) ut præcedens ex [Propositione 21](321) hujus." + }, + { + "id": "326sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "His videmus, facilè contingere, ut homo de se, deque re amatâ plùs justo, & contrà de re, quam odit, minùs justo sentiat, quæ quidem imaginatio, quando ipsum hominem respicit, qui de se plùs justo sentit, Superbia vocatur, & species Delirii est, quia homo oculis apertis somniat, se omnia illa posse, quæ solâ imaginatione assequitur, quæque propterea, veluti realia, contemplatur, iisque exultat, quamdiu ea imaginari non potest, quæ horum existentiam secludunt, & ipsius agendi potentiam determinant. _Est_ igitur _Superbia Lætitia ex eo orta, quòd homo de se plùs justo sentit_. Deinde _Lætitia, quæ ex eo oritur, quòd homo de alio plùs justo sentit, Existimatio_ vocatur ; & illa denique _Despectus, quæ ex eo oritur, quòd de alio minùs justo sentit." + } + ] + }, + { + "id": "327", + "title": "PROPOSITIO 27", + "text": "_Ex eo, quòd rem nobis similem, & quam nullo affectu prosecuti sumus, aliquo affectu affici imaginamur, eo ipso simili affectu afficimur._", + "childs": [ + { + "id": "327d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Rerum imagines sunt Corporis humani affectiones, quarum ideæ corpora externa, veluti nobis præsentia, repræsentant _(per [Schol. Prop. 17](217sc), p. II)_, hoc est _(per [Prop. 16](216), p. II)_, quarum ideæ naturam nostri Corporis, & simul præsentem externi corporis naturam involvunt. Si igitur corporis externi natura similis sit naturæ nostri Corporis, tum idea corporis externi, quod imaginamur, affectionem nostri Corporis involvet similem affectioni corporis externi ; & consequenter, si aliquem nobis similem aliquo affectu affectum imaginamur, hæc imaginatio affectionem nostri Corpus huic affectui similem exprimet ; adeóque ex hoc, quòd rem aliquam nobis similem aliquo affectu affici imaginamur, simili cum ipsâ affectu afficimur. Quòd si rem nobis similem odio habeamus, eatenus _(per [Prop. 23](323) hujus)_ contrario affectu cum ipsâ afficiemur, non autem simili. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "327sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc affectuum imitatio, quando ad Tristitiam refertur, vocatur _Commiseratio (de quâ vide [Schol. Prop. 22](322) hujus)_ ; sed ad Cupiditatem relata _Aemulatio_, quæ proinde nihil aliud _est_, quàm _alicujus res Cupiditas, quæ in nobis ingeneratur ex eo, quòd alios nobis similes eandem Cupiditatem habere imaginamur_." + }, + { + "id": "327c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Si aliquem, quem nullo affectu prosecuti sumus, imaginamur Lætitiâ afficere rem nobis similem, Amore erga eundem afficiemur. Si contrà eundem imaginamur eandem Tristitiâ afficere, Odio erga ipsum afficiemur." + }, + { + "id": "327c1d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hoc eodem modo ex [Propositione præcedente](326) demonstratur, ac [Propositio 22](322) hujus ex [Propositione 21](321)." + }, + { + "id": "327c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Rem, cujus nos miseret, odio habere non possumus ex eo, quòd ipsius miseria nos Tristitiâ afficit." + }, + { + "id": "327c2d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si enim ex eo nos eandem odio habere possemus, tum _(per [Prop. 23](323) hujus)_ ex ipsius Tristitiâ lætaremur, quod est contra Hypothesin." + }, + { + "id": "327c3", + "type": "COROLLARIUM 3", + "text": "Rem, cujus nos miseret, à miseriâ, quantùm possumus, liberare conabimur." + }, + { + "id": "327c3d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Id, quod rem, cujus nos miseret, Tristitiâ afficit, nos simili etiam Tristitiâ afficit _(per [Prop. præced.](327))_ ; adeóque omne id, quod ejus rei existentiam tollit, sive quod rem destruit, comminisci conabimur _(per [Prop. 13](313) hujus)_, hoc est _(per [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ id destruere appetemus, sive ad id destruendum determinabimur ; atque adeò rem, cujus miseremur, à suâ miseriâ liberare conabimur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "327c3sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc voluntas, sive appetitus benefaciendi, qui ex eo oritur, quòd rei, in quam beneficium conferre volumus, nos miseret, _Benevolentia_ vocatur, quæ proinde nihil aliud _est_, quàm _Cupiditas ex commiseratione orta_. Cæterùm de Amore, & Odio erga illum, qui rei, quam nobis similem esse imaginamur, benè, aut malè fecit, vide [Schol. Prop. 22](322sc) hujus." + } + ] + }, + { + "id": "328", + "title": "PROPOSITIO 28", + "text": "_Id omne, quod ad Lætitiam conducere imaginamur, conamur promovere, ut fiat ; quod verò eidem repugnare, sive ad Tristitiam conducere imaginamur, amovere, vel destruere conamur._", + "childs": [ + { + "id": "328d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quod ad Lætitiam conducere imaginamur, quantùm possumus, imaginari conamur _(per [Prop. 12](312) hujus)_, hoc est _(per [Prop. 17](217), p. II)_, id, quantùm possumus, conabimur ut præsens, sive ut actu existens contemplari. Sed Mentis conatus, seu potentia in cogitando æqualis, & simul naturâ est cum Corporis conatu, seu potentiâ in agendo _(ut clarè sequitur ex [Coroll. Prop. 7](207c) & [Coroll. Prop. 11](211c), p. II)_ : ergo, ut id existat, absolutè conamur, sive _(quod per [Schol. Prop. 9](309sc) hujus idem est)_ appetimus, & intendimus ; quod erat primum. Deinde si id, quod Tristitiæ causam esse credimus, hoc est (per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, si id, quod odio habemus, destrui imaginamur, lætabimur _(per [Prop. 20](320) hujus)_, adeóque idem _(per primam hujus partem)_ conabimur destruere, sive _(per [Prop. 13](313) hujus)_ à nobis amovere, ne ipsum, ut præsens contemplemur ; quod erat secundum. Ergo id omne, quod ad Lætitiam, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "329", + "title": "PROPOSITIO 29", + "text": "_Nos id omne etiam agere conabimur, quod^[N.B. Intellige hic, & in seqq. homines, quos nullo affectu prosequuti sumus.] homines cum Lætitiâ aspicere imaginamur, & contrà id agere aversabimur, quod homines aversari imaginamur._", + "childs": [ + { + "id": "329d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex eo, quòd imaginamur homines aliquid amare, vel odio habere, nos idem amabimus, vel odio habebimus (per [Prop. 27](327) hujus), hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, eo ipso ejus rei præsentiâ lætabimur, vel contristabimur ; adeóque (per [Prop. præced.](328)) id omne, quod homines amare, sive cum Lætitiâ aspicere imaginamur, conabimur agere, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "329sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hic conatus aliquid agendi, & etiam omittendi, eâ sol de causâ, ut hominibus placeamus, vocatur Ambitio, præsertim quando adeò impensè vulgo placere conamur, ut cum nostro, aut alterius damno quædam agamus, vel omittamus ; aliàs Humanitas appellari solet. Deinde Lætitiam, quâ alterius actionem, quâ nos conatus est delectari, imaginamur, Laudem voco ; Tristitiam verò, qua contrà ejusdem actionem aversamur, Vituperium voco." + } + ] + }, + { + "id": "330", + "title": "PROPOSITIO 30", + "text": "_Si quis aliquid egit, quod reliquos Lætitiâ afficere imaginatur, is Lætitiâ, concomitante ideâ sui, tanquam causâ, afficietur ; sive se ipsum cum Lætitiâ contemplabitur. Si contrà aliquid egit, quod reliquos Tristitiâ afficere imaginatur, se ipsum cum Tristitiâ contrà contemplabitur._", + "childs": [ + { + "id": "330d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Qui se reliquos Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere imaginatur, eo ipso _(per [Prop. 27](327) hujus)_ Lætitiâ, vel Tristitiâ afficietur. Cùm autem homo _(per Prop. [19](219) & [23](223), p. II)_ sui sit conscius per affectiones, quibus ad agendum determinatur, ergo, qui aliquid egit, quod ipse imaginatur, reliquos Lætitiâ afficere, Lætitiâ cum conscientiâ sui, tanquam causâ, afficietur, sive seipsum cum Lætitiâ contemplabitur, & contrà. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "330sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Cum Amor _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ sit Lætitia, concomitante ideâ causæ externæ, & Odium Tristitia concomitante etiam ideâ causæ externæ, erit ergo hæc Lætitia, & Tristitia Amoris, & Odii species. Sed quia Amor, & Odium ad objecta externa referuntur, ideò hos Affectûs aliis nominibus significabimus ; nempe Lætitiam, concomitante ideâ causæ externæ, Gloriam, & Tristitiam huic contrariam Pudorem appellabimus : Intellige, quando Lætitia, vel Tristitia ex eo oritur, quòd homo, se laudari, vel vituperari credit, aliàs Lætitiam, concomitante ideâ causæ internæ, Acquiescentiam in se ipso, Tristitiam verò eidem contrariam Pœnitentiam vocabo. Deinde quia _(per [Coroll. Prop. 17](217c), p. II)_ fieri potest, ut Lætitia, quâ aliquis se reliquos afficere imaginatur, imaginaria tantùm sit, & _(per [Prop. 25](325) hujus)_ unusquisque de se id omne conatur imaginari, quod se Lætitiâ afficere imaginatur, facilè ergo fieri potest, ut gloriosus superbus sit, & se omnibus gratum esse imaginetur, quando omnibus molestus est." + } + ] + }, + { + "id": "331", + "title": "PROPOSITIO 31", + "text": "_Si aliquem imaginamur amare, vel cupere, vel odio habere aliquid, quod ipsi amamus, cupimus, vel odio habemus, eo ipso rem constantiùs amabimus, &c. Si autem id, quod amamus, eum aversari imaginamur, vel contrà, tum animi fluctuationem patiemur._", + "childs": [ + { + "id": "331d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex eo solo, quòd aliquem aliquid amare imaginamur, eo ipso idem amabimus _(per [Prop. 27](327) hujus)_. At sine hoc nos idem amare supponimus ; accedit ergo Amori nova causa, à quâ fovetur ; atque adeò id, quod amamus, hoc ipso constantiùs amabimus. Deinde ex eo, quod aliquem aliquid aversari imaginamur, idem aversabimur _(per eandem [Prop.](327))_. At si supponamus, nos eodem tempore id ipsum amare, eodem ergo tempore hoc idem amabimus, & aversabimur, sive _(vide [Schol. Prop. 17](327) hujus)_ animi fluctuationem patiemur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "331c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc, & ex. [Prop. 28](328) hujus sequitur, unumquemque, quantum potest, conari, ut unusquisque id, quod ipse amat, amet, & quod ipse odit, odio etiam habeat ; unde illud Poetæ : \n \n_Speremus pariter, pariter metuamus amantes ; \nFerreus est, si quis, quod sinit alter, amat._" + }, + { + "id": "331sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hic conatus efficiendi, ut unusquisque probet id, quod ipse amat, vel odio habet, reverâ est Ambitio _(vide [Schol. Prop. 29](329sc) hujus)_ ; atque adeò videmus, unumquemque ex naturâ appetere, ut reliqui ex ipsius ingenio vivant, quod dum omnes pariter appetunt, pariter sibi impedimento, & dum omnes ab omnibus laudari, seu amari volunt, odio invicem sunt." + } + ] + }, + { + "id": "332", + "title": "PROPOSITIO 32", + "text": "_Si aliquem re aliquâ, quâ unus solus potiri potest, gaudere imaginamur, conabimur efficere, ne ille illâ re potiatur._", + "childs": [ + { + "id": "332d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex eo solo, quòd aliquem re aliquâ gaudere imaginamur _(per [Prop. 27](327) hujus cum ejusdem [Coroll. 1](327c1))_, rem illam amabimus, eâque gaudere cupiemus. At _(per Hypothesin)_ huic Lætitiæ obstare imaginamur, quòd ille eâdem hâc re gaudeat ; ergo _(per [Prop. 28](328) hujus)_, ne ille eadem potiatur, conabimur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "332sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Videmus itaque, cum hominum naturâ plerumque ità comparatum esse, ut eorum, quibus malè est, misereantur, & quibus bene est, invideant, & _(per [Prop. præced.](332))_ eò majore odio, quò rem, quâ alium potiri imaginantur, magis amant. Videmus deinde, ex eâdem naturæ humanæ proprietate, ex quâ sequitur, homines esse misericordes, sequi etiam eosdem esse invidos, & ambitiosos. Denique, si ipsam experientiam consulere velimus, ipsam hæc omnia docere experiemur ; præsertim si ad priores nostræ ætatis annos attenderimus. Nam pueros, quia eorum corpus continuò veluti in æquilibrio est, ex hoc solo ridere, vel flere experimur, quòd alios ridere, vel flere vident ; & quicquid præterea vident alios facere, id imitari statim cupiunt, & omnia denique sibi cupiunt, quibus alios delectari imaginantur ; nimirùm quia rerum imagines, uti diximus, sunt ipsæ humani Corporis affectiones, sive modi, quibus Corpus humanum à causis externis afficitur, disponiturque ad hoc, vel illud agendum." + } + ] + }, + { + "id": "333", + "title": "PROPOSITIO 33", + "text": "_Cùm rem nobis similem amamus, conamur, quantùm possumus, efficere, ut nos contrà amet._", + "childs": [ + { + "id": "333d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Rem, quam amamus, præ reliquis, quantùm possumus, imaginari conamur _(per [Prop. 12](312) hujus)_. Si igitur res nobis sit similis, ipsam præ reliquis Lætitiâ afficere conabimur _(per [Prop. 29](329) hujus)_ sive conabimur, quantùm possumus, efficere, ut res amata Lætitiâ afficiatur, concomitante ideâ nostri, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ut nos contrà amet. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "334", + "title": "PROPOSITIO 34", + "text": "_Quò majori affectu rem amatam erga nos affectam esse imaginamur, eò magis gloriabimur._", + "childs": [ + { + "id": "334d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nos _(per [Prop. præced.](333))_ conamur, quantùm possumus, ut res amata nos contrà amet, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ut res amata Lætitiâ afficiatur, concomitante ideâ nostri. Quò itaque rem amatam majori Lætitiâ nostrâ de causâ affectam esse imaginamur, eò magis hic conatus juvatur, hoc est _(per [Prop. 11](311) hujus cum ejus [Schol.](311sc))_, eò majore Lætitiâ afficimur. At cùm ex eo lætemur, quòd alium nobis similem Lætitiâ affecimus, tum nosmet cum Lætitiâ contemplamur _(per [Prop. 30](330) hujus)_ : ergo quò majori affectu rem amatam erga nos affectam esse imaginamur, eò majori Lætitiâ nosmet contemplabimur, sive _(per [Schol. Prop. 30](330sc) hujus)_ eò magis gloriabimur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "335", + "title": "PROPOSITIO 35", + "text": "_Si quis imaginatur rem amatam eodem, vel arctiore vinculo Amicitiæ, quo ipse eâdem solus potiebatur, alium sibi jungere, Odio erga ipsam rem amatam afficietur, & illi alteri invidebit._", + "childs": [ + { + "id": "335d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quò quis majore amore rem amatam erga se affectam esse imaginatur, eò magis gloriabitur _(per [Prop. præced.](334))_, hoc est _(per [Schol. Prop. 30](330sc) hujus)_, lætabitur ; adeóque _(per [Prop. 28](328) hujus)_ conabitur, quantùm potest, imaginari, rem amatam ipsi quàm arctissimè devinctam, qui quidem conatus, sive appetitus fomentatur, si alium idem sibi cupere imaginatur _(per [Prop. 31](331) hujus)_. At hic conatus, sive appetitus ab ipsius rei amatæ imagine, concomitante imagine illius, quem res amata sibi jungit, coerceri supponitur ; ergo _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ eo ipso Tristitiâ afficietur, concomitante ideâ rei amatæ, tanquam causâ, & simul imagine alterius, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, odio erga rem amatam afficietur, & simul erga illum alterum _(per [Coroll. Prop. 15](315c) hujus)_, cui propterea _(per [Prop. 23](323) hujus)_ quòd re amatâ delectatur, invidebit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "335sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hoc Odium erga rem amatam Invidiæ junctum Zelotypia vocatur, quæ proinde nihil aliud est, quam animi fluctuatio orta ex Amore, & Odio simul, concomitante ideâ alterius, cui invidetur. Præterea hoc Odium erga xem amatam majus erit pro ratione Lætitiæ, quâ Zelotypus ex reciproco rei amatæ Amore solebat affici, & etiam pro ratione affectûs, quo erga illum, quem sibi rem amatam jungere imaginatur, affectus erat. Nam si eum oderat, eo ipso rem amatam _(per [Prop. 24](324) hujus)_ odio habebit, quia ipsam id, quod ipse odio habet, Lætitiâ afficere imaginatur ; & etiam _(per [Coroll. Prop. 15](315c) hujus)_ ex eo, quòd rei amatæ imaginem imagini ejus, quem odit, jungere cogitur, quæ ratio plerumque locum habet in Amore erga fæminam ; qui enim imaginatur mulierem, quam amat, alteri sese prostituere, non solùm ex eo, quòd ipsius appetitus coërcetur, contristabitur ; sed etiam, quia rei amatæ imaginem pudendis, & excrementis alterius jungere cogitur, eandem aversatur ; ad quod denique accedit, quòd Zelotypus non eodem vultu, quem res amata ei præbere solebat, ab eâdem excipiatur, quâ etiam de causâ amans contristatur, ut jam ostendam." + } + ] + }, + { + "id": "336", + "title": "PROPOSITIO 36", + "text": "_Qui rei, quâ semel delectatus est, recordatur, cupit eâdem cum iisdem potiri circumstantiis, ac cùm primò ipsâ delectatus est._", + "childs": [ + { + "id": "336d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quicquid homo simul cum re, quæ ipsum delectavit, vidit, id omne _(per [Prop. 15](315) hujus)_ erit per accidens Lætitiæ causa ; adeóque _(per [Prop. 28](328) hujus)_ omni eo simul cum re, quæ ipsum delectavit, potiri cupiet, sive re cum omnibus iisdem circumstantiis potiri cupiet, ac cum primò eadem delectatus est. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "336c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Si itaque unam ex iis circumstantiis deficere compererit, amans contristabitur." + }, + { + "id": "336cd", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nam quatenus aliquam circumstantiam deficere comperit, eatenus aliquid imaginatur, quod ejus rei existentiam secludit. Cùm autem ejus rei, sive circumstantiæ _(per [Prop. præced.](336))_ sit præ amore cupidus, ergo _(per [Prop. 19](319) hujus)_, quatenus eandem deficere imaginatur, contristabitur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "336sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc Tristitia, quatenus absentiam ejus, quod amamus, respicit, Desiderium vocatur." + } + ] + }, + { + "id": "337", + "title": "PROPOSITIO 37", + "text": "_Cupiditas, quæ præ Tristitiâ, vel Lætitiâ, præque Odio, vel Amore oritur, eo est major, quò affectus major est._", + "childs": [ + { + "id": "337d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Tristitia hominis agendi potentiam _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ minuit, vel coërcet, hoc est _(per [Prop. 7](307) hujus)_, conatum, quo homo in suo esse perseverare conatur, minuit, vel coërcet ; adeóque _(per [Prop. 5](305) hujus)_ huic conatui est contraria ; & quicquid homo Tristitiâ affectus conatur, est Tristitiam amovere. At _(per [Tristitiæ Defin.](3ad3))_ quò Tristitia major est, eò majori parti hominis agendi potentiæ necesse est opponi ; ergo quò major Tristitia est, eò majore agendi potentiâ conabitur homo contrâ Tristitiam amovere, hoc est _(per [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_, eò majore cupiditate, sive appetitu conabitur Tristitiam amovere. Deinde, quoniam Lætitiâ _(per idem [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ hominis agendi potentiam auget, vel juvat, facilè eâdem viâ demonstratur, quòd homo, Lætitiâ affectus, nihil aliud cupit, quàm eandem conservare, idque eò majore Cupiditate, quò Lætitia major erit. Denique, quoniam Odium, & Amor sunt ipsi Tristitiæ, vel Lætitiæ affectûs, sequitur eodem modo, quòd conatus, appetitus, sive Cupiditas, quæ præ Odio, vel Amore oritur, major erit pro ratione Odii, & Amoris. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "338", + "title": "PROPOSITIO 38", + "text": "_Si quis rem amatam odio habere inceperit, ità ut Amor planè aboleatur, eandem majore odio, ex pari causà, prosequetur, quàm si ipsam nunquam amavisset, & eò majori, quò Amor antea major fuerat._", + "childs": [ + { + "id": "338d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nam si quis rem, quam amat, odio habere incipit, plures ejus appetitûs coërcentur, quàm si eandem non amavisset. Amor namque Lætitia est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, quam homo, quantùm potest _(per [Prop. 28](328) hujus)_ conservare conatur ; idque _(per idem [Schol.](313sc))_ rem amatam, ut præsentem, contemplando, eandemque _(per [Prop. 21](321) hujus)_ Lætitiâ, quantùm potest, afficiendo, qui quidem conatus _(per [Prop. præced.](337))_ eò est major, quò amor major est, ut & conatus efficiendi, ut res amata ipsum contrà amet _(vide [Prop. 33](333) hujus)_. At hi conatûs odio erga rem amatam coërcentur _(per [Coroll. Prop. 13](313c) & per [Prop. 23](323) hujus)_ ; ergo amans _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ hâc etiam de causâ Tristitiâ afficietur, & eò majori, quò Amor major fuerat, hoc est, præter Tristitiam, quæ Odii fuit causa, alia ex eo oritur, quòd rem amavit ; & consequenter majore Tristitiæ affectu rem amatam contemplabitur, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, majori odio prosequetur, quàm si eandem non amavisset, & eò majori, quò amor major fuerat. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "339", + "title": "PROPOSITIO 39", + "text": "_Qui aliquem Odio habet, ei malum inferre conabitur, nisi ex eo majus sibi malum oriri timeat ; & contrà, qui aliquem amat, ei eâdem lege benefacere conabitur._", + "childs": [ + { + "id": "339d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Aliquem odio habere est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ aliquem, ut Tristitiæ causam, imaginari ; adeóque _(per [Prop. 28](328) hujus)_ is, qui aliquem odio habet, eundem amovere, vel destruere conabitur. Sed si inde aliquid tristius, sive (quod idem est) majus malum sibi timeat, idque se vitare posse credit, non inferendo ei, quem odit, malum, quod meditabatur, à malo inferendo _(per eandem [Prop. 28](328) hujus)_ abstinere cupiet ; idque _(per [Prop. 37](337) hujus)_ majore conatu, quàm quo tenebatur inferendi malum, qui propterea prævalebit, ut volebamus. Secundæ partis demonstratio eodem modo procedit. Ergo qui aliquem odio habet, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "339sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Per bonum hîc intelligo omne genus Lætitiæ, & quicquid porrò ad eandem conducit, & præcipuè id, quod desiderio, qualecunque illud sit, satisfacit. Per malum autem omne Tristitiæ genus, & præcipuè id, quod desiderium frustratur. Suprà enim _(in [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ ostendimus, nos nihil cupere, quia id bonum esse judicamus, sed contrà id bonum vocamus, quod cupimus ; & consequenter id, quod aversamur, malum appellamus ; quare unusquisque ex suo affectu judicat, seu æstimat, quid bonum, quid malum, quid melius, quid pejus, & quid denique optimum, quidve pessimum sit. Sic Avarus argenti copiam optimum, ejus autem inopiam pessimum judicat. Ambitiosus autem nihil æquè, ac Gloriam cupit, & contrà nihil æquè, ac Pudorem, reformidat. Invido deinde nihil jucundius, quam alterius infelicitas, & nihil molestius, quàm aliena felicitas ; ac sic unusquisque ex suo affectu rem aliquam bonam, aut malam, utilem, aut inutilem esse judicat. Cæterùm hic affectus, quo homo ità disponitur, ut id, quod vult, nolit, vel ut id, quod non vult, velit, _Timor_, vocatur, qui proinde nihil aliud est, quàm _metus, quatenus homo ab eodem disponitur, ad malum, quod futurum judicat, minore vitandum (vide [Prop. 28](328) hujus)_. Sed si malum, quod timet, Pudor sit, tum Timor appellatur Verecundia. Denique si cupiditas malum futurum vitandi coërcetur Timore alterius mali, ità ut quid potiùs velit, nesciat, tum Metus vocatur Consternatio, præcipuè si utrumque malum, quod timetur, ex maximis sit." + } + ] + }, + { + "id": "340", + "title": "PROPOSITIO 40", + "text": "_Qui se odio haberi ab aliquo imaginatur, nec se ullam odii causam illi dedisse credit, eundem odio contrà habebit._", + "childs": [ + { + "id": "340d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Qui aliquem odio affectum imaginatur, eo ipso etiam odio afficietur _(per [Prop. 27](327) hujus)_, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ Tristitiâ, concomitante ideâ causæ externæ. At ipse _(per Hypothesin)_ nullam hujus Tristitiæ causam imaginatur præter illum, qui ipsum odio habet ; ergo ex hoc, quòd se odio haberi ab aliquo imaginatur, Tristitiâ afficietur, concomitante ideâ ejus, qui ipsum odio habet, sive _(per idem [Schol.](313sc))_ eundem odio habebit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "340sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quòd si se justam Odii causam præbuisse imaginatur, tum _(per [Prop. 30](330) hujus & ejusdem [Schol.](330sc))_ Pudore afficietur. Sed hoc _(per [Prop. 25](325) hujus)_ rarò contingit. Præterea hæc Odii reciprocatio oriri etiam potest ex eo, quòd Odium sequatur conatus malum inferendi ei, qui odio habetur _(per [Prop. 39](339) hujus)_. Qui igitur se odio haberi ab aliquo imaginatur, eundem alicujus mali, sive Tristitiæ causam imaginabitur ; atque adeò Tristitiâ afficietur, seu Metu, concomitante ideâ ejus, qui ipsum odio habet, tanquam causa, hoc est, odio contrà afficietttr, ut suprà." + }, + { + "id": "340c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Qui, quem amat, odio erga se affectum imaginatur, Odio, & Amore simul conflictabitur. Nam quatenus imaginatur, ab eodem se odio haberi, determinatur _(per [Prop. præced.](340))_, ad eundem contrà odio habendum. At _(per Hypothesin)_ ipsum nihilominùs amat : ergo Odio, & Amore simul conflictabitur." + }, + { + "id": "340c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Si aliquis imaginatur, ab aliquo, quem antea nullo affectu prosecutus est, malum aliquod præ Odio sibi illatum esse, statim idem malum eidem referre conabitur." + }, + { + "id": "340c2d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Qui aliquem Odio erga se affectum esse imaginatur, eum contrà _(per [Prop. præced.](340))_ odio habebit, & _(per [Prop. 26](326) hujus)_ id omne comminisci conabitur, quod eundem possit Tristitiâ afficere, atque id eidem _(per [Prop. 39](339) hujus)_ inferre studebit. At _(per Hypothesin)_ primum, quod hujusmodi imaginatur, est malum sibi illatum ; ergo idem statim eidem inferre conabitur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "340c2sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Conatus malum inferendi ei, quem odimus, Ira vocatur ; conatus autem malum nobis illatum referendi Vindicta appellatur." + } + ] + }, + { + "id": "341", + "title": "PROPOSITIO 41", + "text": "_Si quis ab aliquo se amari imaginatur, nec se ullam ad id causam dedisse credit_ (quod per [Coroll. Prop. 15](315c) & per [Prop. 16](316) hujus fieri potest), _eundem contrà amabit._", + "childs": [ + { + "id": "341d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio eâdem viâ demonstratur, ac [præcedens](340). Cujus etiam [Scholium](340sc) vide." + }, + { + "id": "341sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quòd si se justam Amoris causam præbuisse crediderit gloriabitur _(per [Prop. 30](330) hujus cum ejusdem [Schol.](330sc))_, quod quidem _(per [Prop. 25](325) hujus)_ frequentiùs contingit, & cujus contrarium evenire diximus, quando aliquis ab aliquo se odio haberi imaginatur _(vide [Schol. Prop. præced.](340sc))_. Porrò hic reciprocus Amor, & consequenter _(per [Prop. 39](339) hujus)_ conatus benefaciendi ei, qui nos amat, quique _(per eandem [Prop. 39](339) hujus)_ nobis benefacere conatur, Gratia, seu Gratitudo vocatur ; atque adeò apparet, homines longè paratiores esse ad Vindictam, quàm ad referendum beneficium." + }, + { + "id": "341c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Qui ab eo, quem odio habet, se amari imaginatur, Odio, & Amore simul conflictabitur. Quod eâdem viâ, quâ [primum Propositionis præcedentis Coroll.](340c1) demonstratur." + }, + { + "id": "341csc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quòd si Odium prævaluerit, ei, à quo amatur, malum inferre conabitur, qui quidem affectus Crudelitas appellatur, præcipuè si illum, qui amat, nullam Odii communem causam præbuisse creditur." + } + ] + }, + { + "id": "342", + "title": "PROPOSITIO 42", + "text": "_Qui in aliquem, Amore, aut spe Gloriæ motus, beneficium contulit, contristabitur, si viderit, beneficium ingrato animo accipi._", + "childs": [ + { + "id": "342d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Qui rem aliquam sibi similem amat, conatur, quantùm potest, efficere, ut ab ipsâ contrâ ametur _(per [Prop. 33](333) hujus)_. Qui igitur præ amore in aliquem beneficium contulit, id facit desiderio, quo tenetur, ut contrà ametur, hoc est _(per [Prop. 34](334) hujus)_ spe Gloriæ, sive _(per [Schol. Prop. 30](330sc) hujus)_ Lætitiæ ; adeóque _(per [Prop. 12](312) hujus)_ hanc Gloriæ causam, quantùm potest, imaginari, sive ut actu existentem contemplari conabitur. At _(per Hypothesin)_ aliud imaginatur, quod ejusdem causæ existentiam secludit : ergo _(per [Prop. 19](319) hujus)_ eo ipso contristabitur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "343", + "title": "PROPOSITIO 43", + "text": "Odium reciproco odio augetur, & Amore contrà deleri potest.", + "childs": [ + { + "id": "343d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Qui eum, quem odit, Odio contrà erga se affectum esse imaginatur, eo ipso _(per [Prop. 40](340) hujus)_ novum Odium oritur, durante _(per Hypothesin)_ adhuc primo. Sed si contrà eundem amore erga se affectum esse imaginetur, quatenus hoc imaginatur, eatenus _(per [Prop. 30](330) hujus)_ se ipsum cum Lætitiâ contemplatur, & eatenus _(per [Prop. 29](329) hujus)_ eidem placere conabitur, hoc est, _(per [Prop. 41](341) hujus)_ eatenus conatur ipsum odio non habere, nullâque Tristitiâ afficere ; qui quidem conatus _(per [Prop. 37](337) hujus)_ major, vel minor erit, pro ratione affectûs, ex quo oritur ; atque adeó si major fuerit illo, qui ex odio oritur, & quo rem, quam odit (per [Prop. 26](326) hujus) Tristitiâ afficere conatur, ei prævalebit, & Odium ex animo delebit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "344", + "title": "PROPOSITIO 44", + "text": "_Odium, quod Amore planè vincitur, in Amorem transit ; & Amor propterea major est, quàm si Odium non præcessisset._", + "childs": [ + { + "id": "344d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Eodem modo procedit, ac [Propositionis 38](338) hujus. Nam qui rem, quam odit, sive quam cum Tristitiâ contemplari solebat, amare incipit, eo ipso, quod amat, lætatur, & huic Lætitiæ, quam Amor involvit _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, illa etiam accedit, quæ ex eo oritur, quod conatus amovendi Tristitiam, quam odium involvit _(ut in [Prop. 37](337) hujus ostendimus)_, prorsùs juvatur, concomitante ideâ ejus, quem odio habuit, tanquam causâ." + }, + { + "id": "344sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quamvis res ita se habeat, nemo tamen conabitur rem aliquam odio habere, vel Tristitiâ affici, ut majori hâc Lætitiâ fruatur ; hoc est, nemo spe damnum recuperandi, damnum sibi inferri cupiet, nec ægrotare desiderabit spe convalescendi. Nam unusquisque suum esse conservare, & Tristitiam, quantùm potest, amovere semper conabitur. Quòd si contrà concipi posset, hominem posse cupere aliquem odio habere, ut eum postea majori amore prosequatur, tum eundem odio habere semper desiderabit. Nam quò Odium majus fuerit, eò Amor erit major, atque adeò desiderabit semper, ut Odium magis magisque augeatur, & eâdem de causâ homo magis ac magis ægrotare conabitur, ut majori Lætitiâ ex restaurandâ valetudine postea fruatu ; atque adeò semper ægrotare conabitur, quod _(per [Prop. 6](306) hujus)_ est absurdum." + } + ] + }, + { + "id": "345", + "title": "PROPOSITIO 45", + "text": "_Si quis aliquem sibi similem Odio in rem sibi similem, quam amat, affectum esse imaginatur, eum odio habebit._", + "childs": [ + { + "id": "345d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nam res amata eum, qui ipsam odit, odio contra habet _(per [Prop. 40](340) hujus)_, adeóque amans, qui aliquem imaginatur rem amatam odio habere, eo ipso rem amatam Odio, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, Tristitiâ affectam esse imaginatur, & consequenter _(per [Prop. 21](321) hujus)_ contristatur, idque concomitante ideâ ejus, qui rem amatam odit tanquam causâ, hoc est _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_, ipsum odio habebit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "346", + "title": "PROPOSITIO 46", + "text": "_Si quis ab aliquo cujusdam classis, sive nationis à suâ diversæ, Lætitiâ, vel Tristitiâ affectus fuerit, concomitante ejus ideâ, sub nomine universali classis, vel nationis, tanquam causâ : is non tantùm illum, sed omnes ejusdem classis, vel nationis amabit, vel odio habebit._", + "childs": [ + { + "id": "346d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hujus rei demonstratio patet ex [Propositione 16](316) hujus Partis." + } + ] + }, + { + "id": "347", + "title": "PROPOSITIO 47", + "text": "_Lætitia, quæ ex eo oritur, quòd scilicet rem, quam odimus, destrui, aut alio malo affici imaginamur, non oritur absque ulla animi Tristitiâ._", + "childs": [ + { + "id": "347d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex [Pro. 27](327) hujus. Nam quatenus rem nobis similem Tristitiâ affici imaginamur, eatenus contristamur." + }, + { + "id": "347sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Potest hæc Propositio etiam demonstrari ex [Corollario Propositionis 17](217c) Partis II. Quoties enim rei recordamur, quamvis ipsa actu non existat, eandem tamen ut præsentem contemplamur, Corpusque eodem modo afficitur ; quare quatenus rei memoria viget, eatenus homo determinatur, ad eandem cum Tristitiâ contemplandum, quæ determinatio, manente adhuc rei imagine, coërcetur quidem memoriâ illarum rerum, quæ hujus existentiam secludunt ; sed non tollitur : atque adeò homo eatenus tantùm lætatur, quatenus hæc determinatio coërcetur ; & hinc fit, ut hæc Lætitia, quæ ex rei, quam odimus, malo oritur, toties repetatur, quoties ejusdem rei recordamur. Nam, uti diximus, quando ejusdem rei imago excitatur, quia hæc ipsius rei existentiam involvit, hominem determinat, ad rem cum eâdem Tristitiâ contemplandum, quâ eandem contemplari solebat, cùm ipsa existeret. Sed quia ejusdem rei imagini alias junxit, quæ ejusdem existentiam secludunt, ideò hæc ad Tristitiam determinatio statim coërcetur, & homo de novo lætatur, & hoc toties, quoties hæc repetitio fit. Atque hæc eadem est causa, cur homines lætantur, quoties alicujus jam præteriti mali recordantur, & cur pericula, à quibus liberati sunt, narrare gaudeant. Nam ubi aliquod periculum imaginantur, idem veluti adhuc futurum contemplantur, & ad id metuendum determinantur, quæ determinatio de novo coërcetur ideâ libertatis, quam hujus periculi ideæ junxerunt, eum æodem liberati sunt, quæque eos de novo securos reddit, atque adeò de novo lætantur." + } + ] + }, + { + "id": "348", + "title": "PROPOSITIO 48", + "text": "_Amor, & Odium, ex. gr. erga Petrum destruitur, si Tristitia, quam hoc, & Lætitia, quam ille involvit, ideæ alterius causæ jungatur ; & eatenus uterque diminuitur, quatenus imaginamur Petrum non solùm fuisse alterutrius causam._", + "childs": [ + { + "id": "348d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex solâ Amoris, & Odii definitione ; quam vide in [Schol. Prop. 13](313sc) hujus. Nam propter hoc solum Lætitia vocarur Amor & Trisritia Odium erga Petrum, quia scilicet Petrus hujus, vel illius affectûs causa esse consideratur. Hoc itaque prorsùs, vel ex parte sublato, affectus quoque erga Petrum prorsùs, vel ex parte diminuitur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "349", + "title": "PROPOSITIO 49", + "text": "_Amor, & Odium erga rem, quam liberam esse imaginamur, major ex pari causâ uterque debet esse, quàm erga necessariam._", + "childs": [ + { + "id": "349d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Res, quam liberam esse imaginamur, debet _(per [Defin. 7](1d7), p. I)_ per se absque aliis percipi. Si igitur eandem Lætitiæ, vel Tristitiæ causam esse imaginemur, eo ipso _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ eandem amabimus, vel odio habebimus, idque _(per [Prop. præced.](348))_ summo Amore, vel Odio, qui ex dato affectu oriri potest. Sed si rem, quæ ejusdem affectûs est causa, ut necessariam imaginemur, tum _(per eandem [Defin. 7](1d7), p. I)_ ipsam non solam, sed cum aliis ejusdem affectûs causam esse imaginabimur, atque adeò _(per [Prop. præced.](348))_ Amor, & Odium erga ipsam minor erit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "349sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hinc sequitur, homines, quia se liberos esse existimant, majore Amore, vel Odio se invicem prosequi, quàm alia ; ad quod accedit affectuum imitatio, de quà vide Prop. [27](327), [34](334), [40](340) & [43](343) hujus." + } + ] + }, + { + "id": "350", + "title": "PROPOSITIO 50", + "text": "_Res quæcunque potest esse per accidens Spei, aut Metûs causa._", + "childs": [ + { + "id": "350d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio eâdem viâ demonstratur, quâ [Propositio 15 hujus](315), quam vide unà cum [Schol. 2 Propositionis 18](318sc2) hujus." + }, + { + "id": "350sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Res, quæ per accidens Spei, aut Metûs sunt causæ, bona, aut mala omina vocantur. Deinde quatenus hæc eadem omina sunt Spei, aut Metûs causa, eatenus _(per Defin. Spei & Metus, quam vide in [Schol. 2 Prop. 18](318sc2) hujus)_ Lætitiæ, aut Tristitiæ sunt causa, & consequenter _(per [Coroll. Prop. 15](315c) hujus)_ eatenus eadem amamus, vel odio habemus, & _(per [Prop. 28](328) hujus)_ tanquam media ad ea, quæ speramus, adhibere, vel tanquam obstacula, aut Metûs causas amovere conamur. Præterea ex [Propositione 25](325) hujus sequitur nos naturâ ità esse constitutos, ut ea, quæ speramus, facilè, quæ autem timemus, difficilè credamus, & ut de iis plùs, minùsve justo sentiamus. Atque ex his ortæ sunt Superstitiones, quibus homines ubique conflictantur. Cæterùm non puto operæ esse pretium, animi hîc ostendere fluctuationes, quæ ex Spe, & Metu oriuntur ; quandoquidem ex solâ horum affectuum definitione sequitur, non dari Spem sine Metu, neque Metum sine Spe (ut fusiùs suo loco explicabimus) ; & præterea quandoquidem quatenus aliquid speramus, aut metuimus, eatenus idem amamus, vel odio habemus ; atque adeò quicquid de Amore, & Odio diximus, facilè unusquisque Spei, & Metui applicare poterit." + } + ] + }, + { + "id": "351", + "title": "PROPOSITIO 51", + "text": "_Diversi homines ab uno, eodemque objecto diversimodè affici possunt, & unus, idemque homo ab uno, eodemque objecto potest diversis temporibus diversimodè affici._", + "childs": [ + { + "id": "351d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Corpus humanum _(per [Post. 3](213p3), p. II)_ à corporibus externis plurimis modis afficitur. Possunt igitur eodem tempore duo homines diversimodè esse affecti ; atque adeò _(per [Axiom. I](213a1a), quod est post Lem. 3, quod vide post Prop. 13 p. II)_ ab uno, eodemque objecto possunt diversimodè affici. Deinde _(per idem [Post.](213p3))_ Corpus humanum potest jam hoc, jam alio modo esse affectum ; & consequenter _(per idem [Axiom.](213a1a))_ ab uno, eodemque objecto diversis temporibus diversimodè affici. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "351sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Videmus itaque fieri posse, ut quod hic amat, alter odio habeat ; & quod hic metuit, alter non metuat ; & ut unus, idemque homo, jam amet, quod antea oderit, & ut jam audeat, quod antea timuit, &c. Deinde, quia unusquisque ex suo affectu judicat, quid bonum, quid malum, quid melius, & quid pejus sit _(vide [Schol. Prop. 39](339sc) hujus)_, sequitur homines tam judicio, quàm affectu variare^[N. B. Posse hoc fieri, tametsi Mens humana pars esset divini intellectûs, ostendimus in _[Coroll. Prop. 11](211c)_ p. II] posse ; & hinc fit, ut cùm alios aliis comparamus, ex solâ affectuum differentiâ à nobis distinguantur, & ut alios intrepidos, alios timidos, alios denique alio nomine appellemus. Ex. gr. illum ego intrepidum vocabo, qui malum contemnit, quod ego timere soleo ; & si præterea ad hoc attendam, quod ejus Cupiditas malum inferendi ei, quem odit, & benefaciendi ei, quem amat, non coërcetur timore mali, à quo ego contineri soleo, ipsum audacem appellabo. Deinde ille mihi timidus videbitur, qui malum timet, quod ego contemnere soleo, & si insuper ad hoc attendam, quod ejus Cupiditas coërcetur timore mali, quod me continere nequit, ipsum pusillanimem esse dicam, & sic unusquisque judicabit. Denique ex hâc hominis naturâ, & judicii inconstantiâ, ut & quòd homo sæpe ex solo affectu de rebus judicat, & quòd res, quas ad Lætitiam, vel Tristitiam facere credit, quasque propterea _(per [Prop. 28](328) hujus)_, ut fiant, promovere, vel amovere conatur, sæpe non nisi imaginariæ sint, ut jam taceam alia, quæ in II. Parte ostendimus, de rerum incertitudine, facilè concipimus hominem posse sæpe in causâ esse, tam ut contristetur, quàm ut lætetur, sive ut tam Tristitiâ, quàm Lætitiâ afficiatur, concomitante ideâ sui, tanquam causâ ; atque adeò facilè intelligimus, quid Pœnitentia, & quid Acquiescentia in se ipso sit. Nempe _Pœnitentia est Tristitia, concomitante ideâ sui, & Acquiescentia in se ipso est Lætitia, concomitante ideâ sui, tanquam causâ_, & hi affectûs vehementissimi sunt, quia homines si liberos esse credunt. _(Vide [Prop. 49](349) hujus)_." + } + ] + }, + { + "id": "352", + "title": "PROPOSITIO 52", + "text": "_Objectum, quod simul cum aliis antea vidimus, vel quod nihil habere imaginamur, nisi quod commune est pluribus, non tamdiu contemplabimur, ac illud, quod aliquid singulare habere imaginamur._", + "childs": [ + { + "id": "352d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Simulatque objectum, quod cum aliis vidimus, imaginamur, statim & aliorum recordamur _(per [Prop. 18](218), p. II, cujus etiam [Schol.](218sc) vide)_, & sic ex unius contemplatione statim in contemplationem alterius incidimus. Atque eadem est ratio objecti, quod nihil habere imaginamur, nisi quod commune est pluribus. Nam eo ipso supponimus, nos nihil in eo contemplari, quod antea cum aliis non viderimus. Verùm cùm supponimus, nos in objecto aliquo aliquid singulare, quod antea nunquam vidimus, imaginari, nihil aliud dicimus, quàm quòd Mens, dum illud objectum contemplatur, nullum aliud in se habeat, in cujus contemplationem ex contemplatione illius incidere potest ; atque adeò ad illud solum contemplandum determinata est. Ergo objectum, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "352sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc Mentis affectio, sive rei singularis imaginatio, quatenus sola in Mente versatur, vocatur _Admiratio_, quæ si ab objecto, quod timemus, moveatur, _Consternatio_ dicitur, quia mali Admiratio hominem suspensum in solâ sui contemplatione ità tenet, ut de aliis cogitare non valeat, quibus illud malum vitare posset. Sed si id, quod admiramur, sit hominis alicujus prudentia, industria, vel aliquid hujusmodi, quia eo ipso hominem nobis longè antecellere contemplamur, tum Admiratio vocatur _Veneratio_ ; aliàs _Horror_, si hominis iram, invidiam, &c. admiramur. Deinde, si hominis, quem amamus, prudentiam, industriam, &c. admiramur, Amor eo ipso _(per [Prop. 12](312) hujus)_, major erit, & hunc Amorem Admirationi, sive Venerationi junctum _Devotionem_ vocamus. Et ad hunc modum concipere etiam possumus, Odium, Spem, Securitatem, & alios Affectûs Admirationi junctos ; atque adeò plures Affectûs deducere poterimus, quàm qui receptis vocabulis indicari solent. Unde apparet, Affectuum nomina inventa esse magis ex eorum vulgari usu, quàm ex eorundem accuratà cognitione. \nAdmirationi opponitur _Contemptus_, cujus tamen causa hæc plerumque est, quòd sc. ex eo, quòd aliquem rem aliquam admirari, amare, metuere &c. videmus, vel ex eo, quòd res aliqua primo aspectu apparet similis rebus, quas admiramur, amamus, metuimus &c. _(per [Prop. 15](315) cum ejus [Coroll.](315c) & [Prop. 27](327) hujus)_ determinamur ad eandem rem admirandum, amandum, metuendum &c. Sed si ex ipsius rei præsentiâ, vel accuratiore contemplatione, id omne de eâdem negare cogamur, quod causa Admirationis, Amoris, Metûs &c. esse potest, tum Mens ex ipsâ rei præsentiâ magis ad ea cogitandum, quæ in objecto non sunt, quàm quæ in ipso sunt, determinata manet ; cùm tamen contrà ex objecti præsentià id præcipuè cogitare soleat, quod in objecto est. Porrò sicut Devotio ex rei, quam amamus, Admiratione, sic _Irrisio_ ex rei, quam odimus, vel metuimus, Contemptu oritur, & _Dedignatio_ ex stultitiæ Contemptu, sicuti Veneratio ex Admiratione prudentiæ. Possumus denique Amorem, Spem, Gloriam, & alios Affectûs junctos Contemptui concipere, atque inde alios præterea Affectûs deducere, quos etiam nullo singulari vocabulo ab aliis distinguere solemus." + } + ] + }, + { + "id": "353", + "title": "PROPOSITIO 53", + "text": "_Cùm Mens se ipsam, suamque agendi potentiam contemplatur, lætatur, & eò magis, quò se, suamque agendi potentiam distinctiùs imaginatur._", + "childs": [ + { + "id": "353d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Homo se ipsum non cognoscit, nisi per affectiones sui Corporis, earumque ideas _(per Prop. [19](219) & [23](223), p. II)_. Cùm ergo fit, ut Mens se ipsam possit contemplari, eo ipso ad majorem perfectionem transire, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_, lætitiâ affici supponitur, & eò majori, quò se, suamque agendi potentiam distinctiùs imaginari potest. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "353c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hæc Lætitia magis magisque fovetur, quò magis homo se ab aliis laudari imaginatur. Nam quò magis se ab aliis laudari imaginatur, eò majori Lætitiâ alios ab ipso affici imaginatur, idque concomitante ideâ sui _(per [Schol. Prop. 29](329sc) hujus)_ ; atque adeò (per [Prop. 27](327) hujus) ipse majore Lætitiâ, concomitante ideâ sui, afficitur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "354", + "title": "PROPOSITIO 54", + "text": "_Mens ea tantùm imaginari conatur, quæ ipsius agendi potentiam ponunt._", + "childs": [ + { + "id": "354d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mentis conatus, sive potentia est ipsa ipsius Mentis essentia _(per [Prop. 7](307) hujus)_ ; Mentis autem essentia _(ut per se notum)_ id tantùm, quod Mens est, & potest, affirmat ; at non id, quod non est, neque potest ; adeóque id tantùm imaginari conatur, quod ipsius agendi potentiam affirmat, sive ponit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "355", + "title": "PROPOSITIO 55", + "text": "_Cùm Mens suam impotentiam imaginatur, eo ipso contristatur._", + "childs": [ + { + "id": "355d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mentis essentia id tantùm, quod Mens est, & potest, affirmat, sive de naturâ Mentis est ea tantummodò imaginari, quæ ipsius agendi potentiam ponunt _(per [Prop. præced.](354))_. Cùm itaque dicimus, quòd Mens, dum se ipsam contemplatur, suam imaginatur impotentiam, nihil aliud dicimus, quàm quòd, dum Mens aliquid imaginari conatur, quod ipsius agendi potentiam ponit, hic ejus conatus coërcetur, sive _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ quòd ipsa contristatur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "355c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Hæc Tristitia magis ac magis fovetur, si se ab aliis vituperari imaginatur ; quod eodem modo demonstratur, ac [Coroll. Prop. 53](353c) hujus." + }, + { + "id": "355c1sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc Tristitia, concomitante ideâ nostræ imbecillitatis, Humilitas appellatur ; Lætitia autem, quæ ex contemplatione nostri oritur, Philautia, vel Acquiescentia in se ipso vocatur. Et quoniam hæc toties repetitur, quoties homo suas virtutes, sive suam agendi potentiam contemplatur, hinc ergo etiam fit, ut unusquisque facta sua narrare, suique tam corporis, quàm animi vires ostentare gestiat, & ut homines hâc de causâ sibi invicem molesti sint. Ex quibus iterùm sequitur, homines naturâ esse invidos _(vide [Schol. Prop. 24](324sc) & [Schol. Prop. 32](332sc) hujus)_, sive ob suorum æqualium imbecillitatem gaudere, & contrà propter eorundem virtutem contristari. Nam quoties unusquisque suas actiones imaginatur, toties Lætitiâ _(per [Prop. 53](353) hujus)_ afficitur, & eò majore, quò actiones plus perfectionis exprimere, & easdem distinctiùs imaginatur, hoc est _(per illa, quæ in [Schol. 1 Prop. 40](240sc1), p. II dicta sunt)_, quò magis easdem ab aliis distinguere, & ut res singulares contemplari potest. Quare unusquisque ex contemplatione sui tunc maximè gaudebit, quando aliquid in se contemplatur, quod de reliquis negat. Sed si id, quod de se affirmat, ad universalem hominis, vel animalis ideam refert, non tantopere gaudebit ; & contrà contristabitur, si suas, ad aliorum actiones comparatas, imbecilliores esse imaginetur, quam quidem Tristitiam _(per [Prop. 28](328) hujus)_ amovere conabitur, idque suorum æqualium actiones perperam interpretando, vel suas, quantùm potest adornando. Apparet igitur homines naturâ proclives esse ad Odium, & Invidiam, ad quam accedit ipsa educatio. Nam parentes solo Honoris & Invidiæ stimulo liberos ad virtutem concitare solent. Sed scrupulus forsan remanet, quòd non raro hominum virtutes admiremur, eosque veneremur. Hunc ergo ut amoveam, sequens addam Corollarium." + }, + { + "id": "355c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Nemo virtutem alicui, nisi æquali, invidet." + }, + { + "id": "355c2d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Invidia est ipsum Odium _(vide [Schol. Prop. 24](324sc) hujus)_, sive _(per [Schol. Prop. 13](313sc) hujus)_ Tristitia, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ affectio, quâ hominis agendi potentia, seu conatus coërcetur. At homo _(per [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ nihil agere conatur, neque cupit, nisi quod ex datâ suâ naturâ sequi potest ; ergo homo nullam de se agendi potentiam, seu (quod idem est) virtutem prædicari cupiet, quæ naturæ alterius est propria, & suæ aliena ; adeóque ejus Cupiditas coërceri, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ ipse contristari nequit ex eo, quòd aliquam virtutem in aliquo ipsi dissimili contemplatur, & consequenter neque ei invidere poterit. At quidem suo æquali, qui cum ipso ejusdem naturæ supponitur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "355c2sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Cùm igitur suprà in [Scholio Propositionis 52](352sc) hujus Partis, dixerimus, nos hominem venerari ex eo, quòd ipsius prudentiam, fortitudinem, &c. admiramur, id fit _(ut ex ipsâ [Prop.](355) patet)_, quia has virtutes ei singulariter inesse, & non ut nostræ naturæ communes imaginamur ; adeóque easdem ipsi non magis invidebimus, quàm arboribus altitudinem, & leonibus fortitudinem, &c." + } + ] + }, + { + "id": "356", + "title": "PROPOSITIO 56", + "text": "_Lætitiæ, Tristitiæ, & Cupiditatis, & consequenter uniuscujusque affectûs, qui ex his componitur, ut animi fluctuationis, vel qui ab his derivatur, nempe Amoris, Odii, Spei, Metûs, &c. tot species dantur, quot sunt species objectorum, à quibus afficimur._", + "childs": [ + { + "id": "356d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Lætitia, & Tristitia, & consequenter affectûs, qui ex his componuntux, vel ex his derivantur, passiones sunt _(per [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_ ; nos autem _(per [Prop. 1](301) hujus)_ necessariò patimur, quatenus ideas habemus inadæquatas ; & quatenus easdem habemus _(per [Prop. 3](303) hujus)_, eatenus tantùm patimur, hoc est _(vide Schol. [1](240sc1) [2](240sc2) Prop. 40 p. II)_, eatenus tantùm necessariò patimur, quatenus imaginamur, sive _(vide [Prop. 17](217), p. II cum ejus [Schol.](217sc))_ quatenus afficimur affectu, qui naturam nostri Corporis, & naturam corporis externi involvit. Natura igitur uniuscujusque passionis ità necessariò debet explicari, ut objecti, à quo afficimur, natura exprimatur. Nempe Lætitia, quæ ex objecto, ex. gr. A oritur, naturam ipsius objecti A, & Lætitia, quæ ex objecto B oritur, ipsius objecti B naturam involvit, atque adeò hi duo Lætitiæ affectûs naturâ sunt diversi, quia ex causis diversæ naturæ oriuntur. Sic etiam Tristitiæ affectus, qui uno objecto oritur, diversus naturâ est à Tristitiâ, quæ ab aliâ causâ oritur ; quod etiam de Amore, Odio, Spe, Metu, animi Fluctuatione, &c. intelligendum est : ac proinde Lætitiæ, Tristitiæ, Amoris, Odii, &c. tot species necessariò dantur, quot sunt species objectorum, à quibus afficimur. At Cupiditas est ipsa uniuscujusque essentia, seu natura, quatenus ex datâ quâcunque ejus constitutione determinata concipitur ad aliquid agendum _(vide [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ ; ergo, prout unusquisque à causis externis hâc, aut illâ Lætitiæ, Tristitiæ, Amoris, Odii, &c. specie afficitur, hoc est, prout ejus natura hoc, aut alio modo constituitur, ità ejus Cupiditas alia, atque alia esse, & natura unius à naturâ alterius Cupiditatis tantùm differre necesse est, quantùm affectus, à quibus unaquæque oritur, inter se diffexunt. Dantur itaque tot species Cupiditatis, quot sunt species Lætitiæ, Tristitiæ, Amoris, &c. & consequenter _(per jam ostensa)_ quot sunt objectorum species, à quibus afficimur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "356sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Inter affectuum species, quæ (per [Prop. præced.](356)) perplurimæ esse debent, insignes sunt Luxuria, Ebrietas, Libido, Avaritia, & Ambitio, quæ non nisi Amoris, vel Cupiditatis sunt notiones ; quæ hujus utriusque affectûs naturam explicant per objecta, ad quæ referuntur. Nam per Luxuriam, Ebrietatem, Libidinem, Avaritiam, & Ambitionem nihil aliud intelligimus, quàm convivandi, potandi, coëundi, divitiarum, & gloriæ immoderatum Amorem vel Cupiditatem. Præterea hi affectûs, quatenus eos per solum objectum, ad quod referuntur, ab aliis distinguimus, contrarios non habent. Nam Temperantia, quam Luxuriæ, & Sobrietas, quam Ebrietati, & denique Castitas, quam Libidini opponere solemus, affectûs, seu passiones non sunt ; sed animi indicant potentiam, quæ hos affectûs moderatur. Cæterùm reliquas affectuum species hic explicare nec possum (quia tot sunt, quot objectorum species), nec, si possem, necesse est. Nam ad id, quod intendimus, nempe ad affectuum vires, & Mentis in eosdem potentiam determinandum, nobis sufficit, uniuscujusque affectûs generalem habere definitionem. Sufficit, inquam, nobis affectuum, & Mentis communes proprietates intelligere, ut determinare possimus, qualis, & quanta sit Mentis potentia in moderandis, & coërcendis affectibus. Quamvis itaque magna sit differentia inter hunc, & illum Amoris, Odii, vel Cupiditatis affectum, ex. gr. inter Amorem erga liberos, & inter Amorem erga uxorem, nobis tamen has differentias cognoscere, & affectuum naturam, & originem ulteriùs indagare, non est opus." + } + ] + }, + { + "id": "357", + "title": "PROPOSITIO 57", + "text": "_Quilibet uniuscujusque individui affectus ab affectu alterius tantùm discrepat, quantùm essentia unius ab essentiâ alterius differt._", + "childs": [ + { + "id": "357d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio patet ex [Axiom. 1](213a1a), quod vide post Lem. 3 Schol. Prop. 13 p. II. At nihilominùs eandem ex trium primitivorum affectuum definitionibus demonstrabimus. \nOmnes affectûs ad Cupiditatem, Lætitiam, vel Tristitiam referuntur, ut eorum, quas dedimus definitiones ostendunt. At Cupiditas est ipsa uniuscujusque natura, seu essentia _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ ; ergo uniuscujusque individui Cupiditas, à Cupiditate alterius tantùm discrepat, quantùm natura, seu essentia unius ab essentiâ alterius differt. Lætitia deinde, & Tristitia passiones sunt, quibus uniuscujusque potentia, seu conatus in suo esse perseverandi augetur, vel minuitur, juvatur, vel coërcetur _(per [Prop. 11](311) hujus & ejus [Schol.](311sc))_. At per conatum in suo esse perseverandi, quatenus ad Mentem, & Corpus simul refertur, Appetitum, & Cupiditatem intelligimus _(vide [Schol. Prop. 9](309sc) hujus)_ ; ergo Lætitia, & Tristitia est ipsa Cupiditas, sive Appetitus, quatenus à causis externis augetur, vel minuitur, juvatur, vel coërcetur, hoc est _(per idem [Schol.](309sc))_, est ipsa cujusque natura ; atque adeò uniuscujusque Lætitia, vel Tristitia, à Lætitiâ, vel Tristitiâ alterius tantùm etiam discrepat, quantùm natura, seu essentia unius ab essentiâ alterius differt, & consequenter quilibet uniuscujusque individui affectus ab affectu alterius tantùm discrepat, &c. Q.E.D" + }, + { + "id": "357sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hinc sequitur affectûs animalium, quæ irrationalia dicuntur (bruta enim sentire nequaquam dubitare possumus, postquam Mentis novimus originem) ab affectibus hominum tantùm differre, quantùm eorum natura à naturâ humanâ differt. Fertur quidem equus, & homo Libidine procreandi ; at ille Libidine equinâ, hic autem humanâ. Sic etiam Libidines, & Appetitûs Insectorum, piscium, & avium alii atque alii esse debent. Quamvis itaque unumquodque individuum suâ, quâ constat naturâ, contentum vivat, eâque gaudeat, vita tamen illa, quâ unumquodque est contentutn, & gaudium nihil aliud est, quàm idea, seu anima ejusdem individui, atque adeò gaudium unius à gaudio alterius tantùm naturâ discrepat, quantùm essentia unius ab essentiâ alterius differt. Denique ex præcedenti Propositione sequitur, non parùm etiam interesse, inter gaudium, quo ebrius ex. gr. ducitur, & inter gaudium, quo potitur Philosophus, quod hîc in transitu monere volui. Atque hæc de affectibus, qui ad hominem referuntur, quatenus patitur. Superest, ut pauca addam de iis, qui ad eundem referuntur, quatenus agit." + } + ] + }, + { + "id": "358", + "title": "PROPOSITIO 58", + "text": "_Præter Lætitiam, & Cupiditatem, quæ passiones sunt, alii Lætitiæ, & Cupiditatis affectûs dantur, qui ad nos, quatenus agimus, referuntur._", + "childs": [ + { + "id": "358d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cùm Mens se ipsam, suamque agendi potentiam concipit, lætatur _(per [Prop. 53](353) hujus)_ : Mens autem se ipsam necessariò contemplatur, quando veram, sive adæquatam ideam concipit _(per [Prop. 43](243), p. II)_. At Mens quasdam ideas adæquatas concipit _(per [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_ : Ergo eatenus etiam lætatur, quatenus ideas adæquatas concipit, hoc est _(per [Prop. 1](301) hujus)_, quatenus agit. Deinde Mens tam quatenus claras, & distinctas, quàm quatenus confusas habet ideas, in suo esse perseverare conatur _(per [Prop. 9](309) hujus)_ : At per conatum Cupiditatem intelligimus _(per ejusdem [Schol.](309sc))_ ; ergo Cupiditas ad nos refertur, etiam quatenus intelligimus, sive _(per [Prop. 1](301) hujus)_ quatenus agimus. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "359", + "title": "PROPOSITIO 59", + "text": "_Inter omnes affectûs, qui ad Mentem, quatenus agit, referuntur, nulli sunt, quàm qui ad Lætitiam, vel Cupiditatem referuntur._", + "childs": [ + { + "id": "359d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Omnes affectûs ad Cupiditatem, Lætitiam, vel Tristitiam referuntur, ut eorum, quas dedimus, definitiones ostendunt. Per Tristitiam autem intelligimus, quod Mentis cogitandi potentia minuitur, vel coërcetur _(per [Prop. 11](311) hujus & ejus [Schol.](311sc))_ ; adeóque Mens, quatenus contristatur, eatenus ejus intelligendi, hoc est, ejus agendi potentia _(per [Prop. 1](301) hujus)_ minuitur, vel coërcetur ; adeóque nulli Tristitiæ affectûs ad Mentem referri possunt, quatenus agit ; sed tantùm affectûs Lætitiæ, & Cupiditatis, qui _(per [Prop. præced.](358))_ eatenus etiam ad Mentem referuntur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "359sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Omnes actiones, quæ sequuntur ex affectibus, qui ad Mentem referuntur, quatenus intelligit, ad Fortitudinem refero, quam in Animositatem, & Generositatem distinguo. Nam per _Animositatem_ intelligo _Cupiditatem, quâ unusquisque conatur suum esse ex solo rationis dictamine conservare_. Per _Generositatem_ autem _Cupiditatem_ intelligo, _quâ unusquisque ex solo rationis dictamine conatur reliquos homines juvare, & sibi amicitiâ jungere_. Eas itaque actiones, quæ solùm agentis utile intendunt, ad Animositatem, & quæ alterius etiam utile intendunt, ad Generositatem refero. Temperantia igitur, Sobrietas, & animi in periculis præsentia, &c. Animositatis sunt species ; Modestia autem, Clementia &c. species Generositatis sunt. Atque his puto me præcipuos affectûs, animique fluctuationes, quæ ex compositione trium primitivorum affectuum, nempe Cupiditatis, Lætitiæ, & Tristitiæ oriuntur, explicuisse, perque primas suas causas ostendisse. Ex quibus apparet, nos à causis externis multis modis agitari, nosque, perinde ut maris undæ, à contrariis ventis agitatæ, fluctuari, nostri eventûs, atque fati inscios. At dixi, me præcipuos tantùm, non omnes, qui dari possunt, animi conflictûs ostendisse. Nam eâdem viâ, quâ suprâ, procedendo facilè possumus ostendere Amorem esse junctum Poenitentiæ, Dedignationi, Pudori, &c. Imò unicuique ex jam dictis clarè constare credo, affectûs tot modis alii cum aliis posse componi, indeque tot variationes oriri, ut nullo numero definiri queant. Sed ad meum institutum præcipuos tantùm enumeravisse sufficit ; nam reliqui, quos omisi, plus curiositatis, quàm utilitatis haberent. Attamen de Amore hoc notandum restat, quòd scilicet sæpissimè contingit, dum re, quam appetebamus, fruimur, ut Corpus ex eâ fruitione novam acquirat constitutionem, à quâ aliter determinatur, & aliæ rerum imagines in eo excitantur, & simul Mens alia imaginari, aliaque cupere incipit. Ex. gr. cùm aliquid, quod nos sapore delectare solet, imaginamur, eodem frui, nempe comedere cupimus. At quamdiu eodem sic fruimur, stomachus adimpletur, Corpusque aliter constituitur. Si igitur Corpore jam aliter disposito, ejusdem cibi imago, quia ipse præsens adest, fomentetur, & consequenter conatus etiam, sive Cupiditas eundem comedendi, huic Cupiditati, seu conatui nova illa constitutio repugnabit, & consequenter cibi, quem appetebamus, præsentia odiosa erit, & hoc est, quod Fastidium, & Tædium vocamus. Cæterùm Corporis affectiones externas, quæ in affectibus observantur, ut sunt tremor, livor, singultus, risus &c. neglexi, quia ad solum Corpus absque ullâ ad Mentem relatione referuntur. Denique de affectuum definitionibus quædam notanda sunt, quas propterea hîc ordine repetam, & quid in unaquâque observandum est, iisdem interponam." + } + ] + }, + { + "title":"AFFECTUUM DEFINITIONES", + "type":"title" + }, + { + "id": "3ad1", + "title": "I.", + "text": "Cupiditas est ipsa hominis essentia quatenus ex datâ quacunque ejus affectione determinata concipitur ad aliquid agendum.", + "childs": [ + { + "id": "3ad1e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Diximus supra in [Scholio Propositionis 9](309sc) hujus partis cupiditatem esse appetitum cum ejusdem conscientiâ ; appetitum autem esse ipsam hominis essentiam quatenus determinata est ad ea agendum quæ ipsius conservationi inserviunt. Sed in eodem [Scholio](309sc) etiam monui me reverâ inter humanum appetitum & cupiditatem nullam agnoscere differentiam. Nam sive homo sui appetitûs sit conscius sive non sit, manet tamen appetitus unus idemque ; atque adeò ne tautologiam committere viderer, cupiditatem per appetitum explicare nolui sed eandem ità definire studui ut omnes humanae naturæ conatûs quos nomine appetitûs, voluntatis, cupiditatis vel impetûs significamus, unà comprehenderem. Potueram enim dicere cupiditatem esse ipsam hominis essentiam quatenus determinata concipitur ad aliquid agendum sed ex hâc Definitione _(per [Prop. 23](223) partis II)_ non sequeretur quòd mens possit suæ cupiditatis sive appetitûs esse conscia. Igitur ut hujus conscientiae causam involverem, necesse fuit _(per eandem [Propositionem](223))_ addere _quatenus ex datâ quacunque ejus affectione determinata &c._. Nam per affectionem humanae essentiæ quàmcunque ejusdem essentiæ constitutionem intelligimus, sive ea sit innata sive quòd ipsa per solum cogitationis sive per solum extensionis attributum concipiatur sive denique quòd ad utrumque simul referatur. Hic igitur cupiditatis nomine intelligo hominis quoscunque conatûs, impetûs, appetitûs & volitiones, qui pro variâ ejusdem hominis constitutione varii & non rarò adeò sibi invicem oppositi sunt ut homo diversimodè trahatur & quò se vertat, nesciat." + } + ] + }, + { + "id": "3ad2", + "title": "II.", + "text": "Lætitia est hominis transitio à minore ad majorem perfectionem.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad3", + "title": "III.", + "text": "Tristitia est hominis transitio à majore ad minorem perfectionem.", + "childs": [ + { + "id": "3ad3e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Dico transitionem. Nam Lætitia non est ipsa perfectio. Si enim homo cum perfectione, ad quam transit, nasceretur, ejusdem absque Lætitiæ affectu compos esset ; quod clariùs apparet ex Tristitiæ affectu, qui huic est contrarius. Nam quòd Tristitia in transitione ad minorem perfectionem consistit, non autem in ipsâ minore perfectione, nemo negare potest, quandoquidem homo eatenus contristari nequit, quatenus alicujus perfectionis est particeps. Nec dicere possumus, quòd Tristitia in privatione majoris perfectionis consistat ; nam privatio nihil est ; Tristitiæ autem affectus actus est, qui propterea nullus alius esse potest, quàm actus transeundi ad minorem perfectionem, hoc est, actus quo hominis agendi potentia minuitur, vel coërcetur _(vide [Schol. Prop. 11](311sc) hujus)_. Cæterùm definitiones Hilaritatis, Titillationis, Melancholiæ, & Doloris omitto, quia ad Corpus potissimùm referuntur, & non nisi Lætitiæ, aut Tristitiæ sunt Species." + } + ] + }, + { + "id": "3ad4", + "title": "IV.", + "text": "Admiratio est rei alicujus imaginatio, in quâ Mens defixa propterea manet, quia hæc singularis imaginatio nullam cum reliquis habet connexionem. _Vide [Prop. 52](352) cum ejusdem [Schol.](352sc)_", + "childs": [ + { + "id": "3ad4e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "In [Scholio Propositionis 18](218sc) Partis II ostendimus, quænam sit causa, cur Mens, ex contemplatione unius rei, statim in alterius rei cogitationem incidat, videlicet, quia earum rerum imagines invicem concatenatæ, & ità ordinatæ sunt, ut alia aliam sequatur, q ; sed Mens in ejusdem rei contemplatione detinebitur, donec ab aliis causis ad alia cogitandum determinetur. Rei itaque novæ imaginatio in se considerata ejusdem naturæ est, ac reliquæ, & hâc de causâ ego Admirationem inter affectûs non numero, nec causam video, cur id facerem, quandoquidem hæc Mentis distractio ex nullâ causâ positivâ, quæ Mentem ab aliis distrahat, oritur ; sed tantùm ex eo, quòd causa, cur Mens ex unius rei contemplatione ad alia cogitandum determinatur, deficit. \nTres igitur _(ut in [Schol. Prop. 11](311sc) hujus monui)_ tantùm affectûs primitivos, seu primarios agnosco ; nempe, Lætitiæ, Tristitiæ, & Cupiditatis, nec aliâ de causâ verba de Admiratione feci, quâm quia usu factum est, ut quidam affectûs, qui ex tribus primitivis derivantur, aliis nominibus indicari soleant, quando ad objecta, quæ admiramur, referuntur ; quæ quidem ratio me ex æquo movet, ut etiam Contemptûs definitionem his adjungam." + } + ] + }, + { + "id": "3ad5", + "title": "V.", + "text": "Contemptus est rei alicujus imaginatio, quæ Mentem adeò parùm tangit, ut ipsa Mens ex rei præsentiâ magis moveatur ad ea imaginandum, quæ in ipsâ re non sunt, quàm quæ in ipsà sunt. _Vide [Schol. Prop. 52](352sc) hujus._ \nDefinitiones Venerationis, & Dedignationis missas hîc facio, quia nulli, quod sciam, affectûs ex his nomen trahunt.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad6", + "title": "VI.", + "text": "Amor est Lætitia, concomitante ideâ causæ externæ.", + "childs": [ + { + "id": "3ad6e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Hæc Definitio satis clarè Amoris essentiam explicat ; illa vero Auctorum, qui definiunt _Amorem esse voluntatem amantis se jungendi rei amatæ_, non Amoris essentiam, sed ejus proprietatem exprimit, &, quia Amoris essentia non satis ab Auctoribus perspecta fuit, ideò neque ejus proprietatis ullum clarum conceptum habere potuerunt, & hinc factum, ut eorum definitionem admodum obscuram esse omnes judicaverint. Verùm notandum, cùm dico, proprietatem esse in amante, se voluntate jungere rei amatæ, me per voluntatem non intelligere consensum, vel animi deliberationem, seu liberum decretum (nam hoc fictitium esse demonstravimus [Propositione 48](248) Partis II), nec etiam Cupiditatem sese jungendi rei amatæ, quando abest, vel perseverandi in ipsius præsentiâ, quando adest ; potest namque amor absque hâc, aut illâ Cupiditate concipi : sed per voluntatem me Acquiescentiam intelligere, quæ est in amante ob rei amatæ præsentiam, à quâ Lætitiâ amantis corroboratur, aut saltem fovetur." + } + ] + }, + { + "id": "3ad7", + "title": "VII.", + "text": "Odium est Tristitia, concomitante ideâ causæ externæ.", + "childs": [ + { + "id": "3ad7e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Quæ hic notanda sunt, ex dictis in præcedentis Definitionis Explicatione facilè percipiuntur. _Vide præterea [Schol. Prop.13](313sc) hujus_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad8", + "title": "VIII.", + "text": "Propensio est Lætitia, concomitante ideâ alicujus rei, quæ per accidens causa est Lætitiæ.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad9", + "title": "IX.", + "text": "Aversio est Tristitia, concomitante ideâ alicujus rei, quæ per accidens causa est Tristitiæ. _De his vide [Schol. Prop. 15](315sc) hujus_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad10", + "title": "X.", + "text": "Devotio est Amor erga eum, quem admiramur.", + "childs": [ + { + "id": "3ad10e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Admirationem oriri ex rei novitate, ostendimus [Propositione 52](352) hujus. Si igitur contingat, ut id, quod admiramur, sæpe imaginemur, idem admirari desinemus ; atque adeò videmus, Devotionis affectum facilè in simplicem Amorem degenerare." + } + ] + }, + { + "id": "3ad11", + "title": "XI.", + "text": "Irrisio est Lætitia orta & eo, quòd aliquid, quod contemnimus, in re, quam odimus, inesse imaginamur.", + "childs": [ + { + "id": "3ad11e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Quatenus rem, quam odimus, contemnimus, eatenus de eâdem existentiam negamus _(vide [Schol. Prop. 52](352sc) hujus)_, & eatenus _(per [Prop. 20](320) hujus)_ lætamur. Sed quoniam supponimus, hominem id, quod irridet, odio tamen habere, sequitur, hanc Lætitiam solidam non esse. _Vide [Schol. Prop. 47](347sc) hujus_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad12", + "title": "XII.", + "text": "Spes est inconstans Lætitia, orta ex ideâ rei futuræ, vel præteritæ, de cujus eventu aliquatenus dubitamus.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad13", + "title": "XIII.", + "text": "Metus est inconstans Tristitia, orta ex ideâ rei futuræ, vel præteritæ, de cujus eventu aliquatenus dubitamus. _Vide de his [Schol. 2 Prop. 18](318sc2) hujus._", + "childs": [ + { + "id": "3ad13e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Ex his definitionibus sequitur, non dari Spem sine Metu, neque Metum sine Spe. Qui enim Spe pendet, & de rei eventu dubitat, is aliquid imaginari supponitur, quod rei futuræ existentiam secludit ; atque adeò eatenus contristari _(per [Prop. 19](319) hujus)_, & consequenter, dum Spe pendet, metuere, ut res eveniat. Qui autem contrà in Metu est, hoc est, de rei, quam odit, eventu dubitat, aliquid etiam imaginatur, quod ejusdem rei existentiam secludit ; atque adeò _(per [Prop. 20](320) hujus)_ lætatur, & consequenter eatenus Spem habet, ne eveniat." + } + ] + }, + { + "id": "3ad14", + "title": "XIV.", + "text": "Securitas est Lætitia, orta ex ideâ rei futuræ, vel præteritæ, de quâ dubitandi causa sublata est.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad15", + "title": "XV.", + "text": "Desperatio est Tristitia, orta ex ideâ rei futuræ, vel præteritæ, de quâ dubitandi causa sublata est.", + "childs": [ + { + "id": "3ad15e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Oritur itaque ex Spe Securitas, & ex Metu Desperatio, quando de rei eventu dubitandi causa tollitur, quod fit, quia homo rem præteritam, vel futuram adesse imaginatur, & ut præsentem contemplatur ; vel quia alia imaginatur, quæ existentiam earum rerum secludunt, quæ ipsi dubium injiciebant. Nam tametsi de rerum singularium eventu _(per [Coroll. Prop. 31](331c), p. II)_ nunquam possumus esse certi, fieri tamen potest, ut de earum eventu nan dubitemus. Aliud enim esse ostendimus _(vide [Schol. Prop. 49](249sc), p. II)_ de re non dubitare, aliud rei certitudinem habere ; atque adeò fieri potest, ut ex imagine rei præteritæ, aut futuræ, eodem Lætitiæ, vel Tristitiæ affectu afficiamur, ac ex rei præsentis imagine, ut in [Propositione 18](318) hujus demonstravimus, quam cum ejusdem Scholiis [1](318sc1) [2](318sc2) vide." + } + ] + }, + { + "id": "3ad16", + "title": "XVI.", + "text": "Gaudium est Lætitia, concomitante ideâ rei præteritæ, quæ præter Spem evenit.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad17", + "title": "XVII.", + "text": "Conscientiæ morsus est Tristitia, concomitante ideâ rei præteritæ, quæ præter Spem evenit.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad18", + "title": "XVIII.", + "text": "Commiseratio est Tristitia, concomitante ideâ mali, quod alteri, quem nobis similem esse imaginamur, evenit. _Vide [Schol. Prop. 22](322sc) & [Schol. Prop. 27](327sc) hujus._", + "childs": [ + { + "id": "3ad18e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Inter Commiserationem & Misericordiam nulla videtur essa differentia, nisi fortè, quòd Commiseratio singularem affectum respiciat, Misericordia autem ejus habitum." + } + ] + }, + { + "id": "3ad19", + "title": "XIX.", + "text": "Favor est Amor erga aliquem, qui alteri benefecit.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad20", + "title": "XX.", + "text": "Indignatio est Odium erga aliquem, qui alteri malefecit.", + "childs": [ + { + "id": "3ad20e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Hæc nomina ex communi usu aliud significare scio. Sed meum institutum non est, verborum significationem, sed rerum naturam explicare, easque iis vocabulis indicare, quorum significatio, quam ex usu habent, à significatione, quâ eadem usurpare volo, non omnino abhorret, quod semel monuisse sufficiat. Cæterùm horum affectuum causam vide in [Corollario 1 Propositionis 27](327c1) & [Scholio Propositionis 22](322sc) hujus Partis." + } + ] + }, + { + "id": "3ad21", + "title": "XXI.", + "text": "Existimatio est de aliquo præ Amore plùs justo sentire.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad22", + "title": "XXII.", + "text": "Despectus est de aliquo præ Odio minùs justo sentire.", + "childs": [ + { + "id": "3ad22e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Est itaque Existimatio Amoris, & Despectus Odii effectus, sive proprietas ; atque adeò potest _Existimatio_ etiam definiri, quòd sit _Amor, quatenus hominem ità afficit, ut de re amatâ plùs justo sentiat_, & contrà _Despectus, quòd sit _Odium, quatenus hominem ità afficit, ut de eo, quem odio habet, minùs justo sentiat_. Vide de his [Schol. Prop. 26](326sc) hujus." + } + ] + }, + { + "id": "3ad23", + "title": "XXIII.", + "text": "Invidia est Odium, quatenus hominem ità afficit, ut ex alterius felicitate contristetur, & contrà, ut ex alterius malo gaudeat.", + "childs": [ + { + "id": "3ad23e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Invidiæ opponitur communiter Misericordia, quæ proinde, invitâ vocabuli significatione, sic definiri potest." + } + ] + }, + { + "id": "3ad24", + "title": "XXIV.", + "text": "Misericordia est Amor, quatenus hominem ità afficit, ut ex bono alterius gaudeat, & contrà ut ex alterius malo contristetur.", + "childs": [ + { + "id": "3ad24e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Cæterùm de Invidiâ vide [Schol. Prop. 24](324sc) & [Schol. Prop. 32](332sc) hujus. Atque hi affectûs Lætitiæ & Tristitiæ sunt, quos idea rei externæ comitatur, tanquam causa per se, vel per accidens. Hinc ad alios transeo, quos idea rei internæ comitatur, tanquam causa." + } + ] + }, + { + "id": "3ad25", + "title": "XXV.", + "text": "Acquiescentia in se ipso est Lætitia, orta ex eo, quòd homo se ipsum, suamque agendi potentiam contemplatur.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad26", + "title": "XXVI.", + "text": "Humilitas est Tristitia, orta ex eo, quòd homo suam impotentiam, sive imbecillitatem contemplatur.", + "childs": [ + { + "id": "3ad26e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Acquiescentia in se ipso Humilitati opponitur, quatenus per eandem intelligimus Lætitiam, quæ ex eo oritur, quòd nostram agendi potentiam contemplamur ; sed quatenus per ipsam etiam intelligimus Lætitiam, concomitante ideâ alicujus facti, quod nos ex Mentis libero decreto fecisse credimus, tum Poenitentiæ opponitur, quæ à nobis sic definitur." + } + ] + }, + { + "id": "3ad27", + "title": "XXVII.", + "text": "Poenitentiæ est Tristitia, concomitante idea alicujus facti, quod nos ex libero Mentis decreto fecisse credimus.", + "childs": [ + { + "id": "3ad27e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Horum affectuum causas ostendimus in [Schol. Prop. 51](351sc), & Prop. [53](353), [54](354) & [55](355) hujus, ejusque [Schol.](355c1sc) De libero autem Mentis decreto vide [Schol. Prop. 35](235sc) p. II. Sed hîc præterea notandum venit mirum non esse, quòd omnes omninò actûs, qui ex consuetudine _pravi_ vocantur, sequatur Tristitia, & illos, qui _recti_ dicuntur, Lætitia. Nam hoc ab educatione potissimùm pendêre, facilè ex suprà dictis intelligimus. Parentes nimirùm, illos exprobrando, liberosque propter eosdem sæpe objurgando, hos contrà suadendo, & laudando, effecerunt, ut Tristitiæ commotiones illis, Lætitiæ verò his jungerentur. Quod ipsâ etiam experientiâ comprobatur. Nam consuetudo, & Religio non est omnibus eadem ; sed contrà quæ apud alios sacra, apud alios profana, & quæ apud alios honesta, apud alios turpia sunt. Prout igitur unusquisque educatus est, ità facti alicujus poenitet, vel eodem gloriatur." + } + ] + }, + { + "id": "3ad28", + "title": "XXVIII.", + "text": "Superbia est de se præ amore sui plùs justo sentire.", + "childs": [ + { + "id": "3ad28e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Differt igitur Superbia ab Existimatione, quòd hæc ad objectum externum, Superbia autem ad ipsum hominem, de se plùs justo sentientem, referatur. Cæterùm, ut Existimatio Amoris, sic _Superbia_ Philautiæ effectus, vel proprietas est, quæ propterea etiam definiri potest, quòd sit _Amor sui, sive Acquiescentia in se ipso, quatenus hominem ità afficit, ut de se plùs justo sentiat_ (vide [Schol. Prop. 26](326sc) hujus). Huic affectui non datur contrarius. Nam nemo de se, præ odio sui, minùs justo sentit ; imò nemo de se minùs justo sentit, quatenus imaginatur, se hoc, vel illud non posse. Nam quicquid homo imaginatur se non posse, id necessariò imaginatur, & hâc imaginatione ita disponitur, ut id agere reverâ non possit, quod se non posse imaginatur. Quamdiu enim imaginatur se hoc, vel illud non posse, tamdiu ad agendum non est determinatus ; & consequenter tamdiu impossibile ei est, ut id agat. Verumenimverò si ad illa attendamus, quæ à solâ opinione pendent, concipere poterimus fieri posse, ut homo de se minùs justo sentiat ; fieri enim potest, ut aliquis, dum tristis imbecillitatem contemplatur suam, imaginetur, se ab omnibus contemni, idque dum reliqui nihil minùs cogitant, quàm ipsum contemnere. Potest præterea homo de se minùs justo sentire, si aliquid de se in præsenti neget cum relatione ad futurum tempus, cujus en incertus ; ut quòd neget, se nihil certi posse concipere, nihilque nisi prava, vel turpia posse cupere, vel agere, &c. Possumus deinde dicere, aliquem de se minùs justo sentire, cum videmus, ipsum ex nimio pudoris metu, ea non audere, quæ alii ipsi æquales audent. Hunc igitur affectum possumus Superbiæ opponere, quem Abjectionem vocabo, nam ut ex Acquiescentia in se ipso Superbia, sic ex Humilitate Abjectio oritur, quæ proinde à nobis sic definitur." + } + ] + }, + { + "id": "3ad29", + "title": "XXIX.", + "text": "Abjectio est de se præ Tristitiâ minùs justo sentire.", + "childs": [ + { + "id": "3ad29e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Salemus tamen sæpe Superbiæ Humilitatem opponere ; sed tum magis ad utriusque effectus, quàm naturam attendimus. Solemus namque illum superbum vocare, qui nimis gloriatur _(vide [Schol. Prop. 30](330sc) hujus)_, qui non nisi virtutes suas, & aliorum non nisi vitia narrat, qui omnibus præferri vult, & qui denique eâ gravitate & ornatu incedit, quo solent alii, qui longè supra ipsum sant positi. Contrà illum humilem vocamus, qui sæpius erubescit, qui sua vitia fatetur, & aliorum virtutes narrat, qui omnibus cedit, & qui denique submisso capite ambulat, & se ornare negligit. Cæterùm hi affectûs, nempe Humilitas, & Abjectio, rarissimi sunt. Nam natura humana, in se considerata, contra eosdem, quantùm potest, nititur _(vide Prop. [13](313) & [54](354) hujus)_ ; ideò, qui maximè creduntur abjecti, & humiles esse, maximè plerumque ambitiosi, & invidi sunt." + } + ] + }, + { + "id": "3ad30", + "title": "XXX.", + "text": "Gloria est Lætitia, concomitante ideâ alicujus nostræ actionis, quam alios laudare imaginamur.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad31", + "title": "XXXI.", + "text": "Pudor est Tristitia, concomitante ideâ alicujus actionis, quàm alios vituperare imaginamur.", + "childs": [ + { + "id": "3ad31e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "De his vide [Scholium Propositionis 30](330sc) hujus Partis. Sed hîc notanda est differentia, quæ est inter Pudorem, & Verecundiam. Est enim Pudor Tristitia, quæ sequitur factum, cujus pudet. Verecundia autem est Metus, seu Timor Pudoris, quo homo continetur, ne aliquid turpe committat. Verecundiæ opponi solet Impudentia, quæ reverâ affectus non est, ut suo loco ostendam : sed affectuum nomina (ut jam monui) magis eorum usum, quàm naturam respiciunt. Atque his Lætitiæ, & Tristitiæ affectûs, quos explicare proposueram, absolvi. Pergo itaque ad illos, quos ad Cupiditatem refero." + } + ] + }, + { + "id": "3ad32", + "title": "XXXII.", + "text": "Desiderium est Cupiditas, sive Appetitus re aliquâ potiundi, quæ ejusdem rei memoriâ fovetur, & simul aliarum rerum memoriâ, quæ ejusdem rei appetendæ existentiam secludunt, coercetur.", + "childs": [ + { + "id": "3ad32e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Cùm alicujus rei recordamur, ut jam sæpe diximus, eo ipso disponimur, ad eandem eodem affectu contemplandum, ac si res præsens adesset ; sed hæc dispositio, seu conatus, dum vigilamus, plerumque cohibetur ab imaginibus rerum, quæ existentiam ejus, cujus recordamur, secludunt. Quando itaque rei meminimus, quæ nos aliquo Lætitiæ genere afficit, eo ipso conamur eandem, cum eodem Lætitiæ affectu, ut præsentem contemplari, qui quidem conatus statim cohibetur memoriâ rerum, quæ illius existentiam secludunt. Quare desiderium revera Tristitia est, quæ Lætitiæ opponitur illi, quæ ex absentiâ rei, quam odimus, oritur, de quâ vide [Scholium Propositionis 47](347sc) hujus Partis. Sed quia nomen _desiderium_ Cupiditatem respicere videtur, ideo hunc affectum ad Cupiditatis affectûs refero." + } + ] + }, + { + "id": "3ad33", + "title": "XXXIII.", + "text": "Aemulatio est alicujus rei Cupiditas, quæ nobis ingeneratur ex eo, quòd alios eandem Cupiditatem habere imaginamur.", + "childs": [ + { + "id": "3ad33e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Qui fugit, quia alios fugere, vel qui timet, quia alios timere videt, vel etiam ille, qui ex eo, quòd aliquem manum suam combussisse videt, manum ad se contrahit, corpusque movet, quasi ipsius manus combureretur, eum imitari quidem alterius affectum ; sed non eundem æmulari dicemus ; non quia aliam æmulationis, aliam imitationis novimus causam ; sed quia usu factum est, ut illum tantùm vocemus æmulum, qui id, quod honestum, utile, vel jucundum esse judicamus, imitatur. Cæterùm de Ǣmulationis causâ vide [Propositionem 27](327) hujus Partis cum ejus [Scholio](327sc). Cur autem huic affectui plerumque juncta sit Invidia, de eo vide [Propositionem 32](332) hujus cum ejusdem [Scholio](332sc)." + } + ] + }, + { + "id": "3ad34", + "title": "XXXIV.", + "text": "Gratia, seu Gratitudo est Cupiditas, seu Amoris studium, quo ei benefacere conamur, qui in nos pari amoris affectu beneficium contulit. _Vide [Prop. 39](339) cum [Schol. Prop. 41](341sc) hujus_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad35", + "title": "XXXV.", + "text": "Benevolentia est Cupiditas benefaciendi ei, cujus nos miseret. _Vide [Schol. Prop. 27](327sc) hujus_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad36", + "title": "XXXVI.", + "text": "Ira est Cupiditas, quâ ex Odio incitamur ad illi, quem odimus, malum inferendum. _Vide [Prop. 39](339) hujus_.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad37", + "title": "XXXVII.", + "text": "Vindicta est Cupiditas, quâ ex reciproco Odio concitamur ad malum inferendum ei, qui nobis pari affectu damnum intulit. _Vide [Coroll. 2 Prop. 40](340c2) hujus cum ejusdem [Schol.](340sc)_", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad38", + "title": "XXXVIII.", + "text": "Crudelitas, seu Sævitia est Cupiditas, quâ aliquis concitatur ad malum inferendum ei, quem amamus, vel cujus nos miseret.", + "childs": [ + { + "id": "3ad38e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Crudelitati opponitur Clementia, quæ passio non est, sed animi potentia, quâ homo iram, & vindictam moderatur." + } + ] + }, + { + "id": "3ad39", + "title": "XXXIX.", + "text": "Timor est Cupiditas majus, quod metuimus, malum minore vitandi. _Vide [Schol. Prop. 39](339sc) hujus._", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad40", + "title": "XL.", + "text": "Audacia est Cupiditas, quâ aliquis incitatur ad aliquid agendum cum periculo, quod ejus æquales subire metuunt.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad41", + "title": "XLI.", + "text": "Pusillanimitas dicitur de eo, cujus Cupiditas coërcetur timore periculi, quod ejus æquales subire audent.", + "childs": [ + { + "id": "3ad41e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Est igitur Pusillanimitas nihil aliud, quàm Metus alicujus mali, quod plerique non solent metuere ; quare ipsam ad Cupiditatis affectûs non refero. Eandem tamen hîc explicare volui, quia quatenus ad Cupiditatem attendimus, affectui Audaciæ reverâ opponitur." + } + ] + }, + { + "id": "3ad42", + "title": "XLII.", + "text": "Consternatio dicitur de eo, cujus Cupiditas malum vitandi coercetur admiratione mali, quod timet.", + "childs": [ + { + "id": "3ad42e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Est itaque Consternatio Pusillanimitatis species. Sed quia Consternatio ex duplici Timore oritur, ideò commodiùs definiri potest, quod sit _Metus, qui hominem stupefactum, aut fluctuantem ità continet, ut is malum amovere non possit_. Dico _stupefactum_, quatenus ejus Cupiditatem malum amovendi admiratione coërceri intelligimus. _Fluctuantem_ autem dico, quatenus concipimus eandem Cupiditatem coërceri Timore alterius mali, quod ipsum æquè cruciat : unde fit, ut quodnam ex duobus avertat, nesciat. De his vide [Schol. Prop. 39](339sc) & [Schol. Prop. 52](352sc) hujus. Cæterùm de Pusillanimitate, & Audaciâ vide [Schol. Prop. 51](351sc) hujus." + } + ] + }, + { + "id": "3ad43", + "title": "XLIII.", + "text": "Humanitas, seu Modestia est Cupiditas ea faciendi, quæ hominibus placent, & omittendi, quæ displicent.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad44", + "title": "XLIV.", + "text": "Ambitio est immodica gloriæ Cupiditas.", + "childs": [ + { + "id": "3ad44e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Ambitio est Cupiditas, quâ omnes affectûs _(per Prop. [27](327) & [31](331) hujus)_ foventur, & corroborantur ; & ideò his affectus vix superari potest. Nam quamdiu homo aliquâ Cupiditate tenetur, hâc simul necessariò tenetur. _Optimus quisque_, inquit Cicero, _maximè glorià ducitur. Philosophi etiam libris, quos de contemnendâ gloriâ scribunt, nomen suum inscribunt, &c_." + } + ] + }, + { + "id": "3ad45", + "title": "XLV.", + "text": "Luxuria est immoderata convivandi Cupiditas, vel etiam Amor.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad46", + "title": "XLVI.", + "text": "Ebrietas est immoderata potandi Cupiditas, & Amor.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad47", + "title": "XLVII.", + "text": "Avaritia est immoderata divitiarum Cupiditas, & Amor.", + "childs": [] + }, + { + "id": "3ad48", + "title": "XLVIII.", + "text": "Libido est etiam Cupiditas, & Amor in commiscendis corporibus.", + "childs": [ + { + "id": "3ad48e", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Sive hæc coëundi Cupiditas moderata sit, sive non sit, Libido appellari solet. Porrò hi quinque affectûs _(ut in [Schol. Prop. 56](356sc) hujus monui)_ contrarios non habent. Nam Modestia species est Ambitionis, de quâ vide [Schol. Prop. 29](329sc) hujus, Temperantiam deinde, Sobrietatem, & Castitatem Mentis potentiam, non autem passionem indicare, jam etiam monui. Et tametsi fieri potest, ut homo avarus, ambitiosus, vel timidus à nimio cibo, potu, & coitu abstineat, Avaritia tamen, Ambitio, & Timor luxuriæ, ebrietati, vel libidini non sunt contrarii. Nam avarus in cibum, & potum alienum se ingurgitare plerumque desiderat. Ambitiosus autem, modò speret fore clàm, in nullâ re sibi temperabit, & si inter ebrios vivat, & libidinosos, ideò quia ambitiosus est, proclivior erit ad eadem vitia. Timidus denique id, quod non vult, facit. Nam quamvis mortis vitandæ causâ divitias in mare projiciat, manet tamen avarus ; & si libidinosus tristis est, quod sibi morem gerere nequeat, non desinit propterea libidinosus esse. Et absolutè hi affectûs non tam ipsos actûs convivandi, potandi &c. respiciunt, quàm ipsum Appetitum & Amorem. Nihil igitur his affectibus opponi potest, præter Generositatem & Animositatem, de quibus in seqq. \nDefinitiones Zelotypiæ & reliquarum animi fluctuationum silentio prætermitto, tam quia ex compositione affectuum, quos jam definivimus, oriuntur, quàm quia pleræque nomina non habent, quod ostendit ad usum vitæ sufficere, easdem in genere tantummodò noscere. Cæterùm ex Definitionibus affectuum, quos explicuimus, liquet, eos omnes à Cupiditate, Lætitiâ, vel Tristitiâ oriri, seu potiùs nihil præter hos tres esse, quorum unusquisque variis nominibus appellari solet propter varias eorum relationes, & denominationes extrinsecas. Si jam ad hos primitivos, & ad ea, quæ de naturâ Mentis suprà diximus, attendere velimus, affectûs, quatenus ad solam Mentem referuntur, sic definire poterimus." + } + ] + }, + { + "id": "3agd", + "title": "AFFECTUUM GENERALIS DEFINITIO.", + "text": "Affectus, qui animi Pathema dicitur, est confusa idea, quâ Mens majorem, vel minorem sui Corporis, vel alicujus ejus partis existendi vim, quàm antea, affirmat, & quâ datâ ipsa Mens ad hoc potiùs, quàm ad illud cogitandum determinatur.", + "childs": [ + { + "id": "3agde", + "type": "EXPLICATIO", + "text": "Dico primò Affectum, seu passionem animi esse _confusam ideam_. Nam Mentem eatenus tantùm pati, ostendimus _(vide [Prop. 3](303) hujus)_, quatenus ideas inadæquatas, sive confusas habet. Dico deinde, _quâ mens majorem, vel minorem sui corporis, vel alicujus ejus partis existendi vim, quàm antea, affirmat_. Omnes enim corporum ideæ, quas habemus, magis nostri Corporis actualem constitutionem _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_, quàm corporis externi naturam indicant ; at hæc, quæ affectûs formam constituit, Corporis, vel alicujus ejus partis constitutionem indicare, vel exprimere debet, quam ipsum Corpus, vel aliqua ejus pars habet, ex eo, quòd ipsius agendi potentia, sive existendi vis augetur, vel minuitur, juvatur, vel coërcetur. Sed notandum, cùm dico, _majorem, vel minorem existendi vim, quàm antea_, me non intelligere, quòd Mens præsentem Corporis constitutionem cum præteritâ comparat ; sed quòd idea, quæ affectûs formam constituit, aliquid de corpore affirmat, quod plus, minusve realitatis reverâ involvit, quàm antea : Et quia essentia Mentis in hoc consistit _(per Prop. [11](211) & [13](213), p. II)_, quòd sui Corporis actualem existentiam affirmat, & nos per perfectionem ipsam rei essentiam intelligimus, sequitur ergo, quòd Mens ad majorem, minoremve perfectionem transit, quando ei aliquid de suo corpore, vel aliquâ ejus parte affirmare contingit, quod plus, minusve realitatis involvit, quàm antea. Cùm igitur suprà dixerim, Mentis cogitandi potentiam augeri, vel minui ; nihil aliud intelligere volui, quàm quòd Mens ideam sui Corporis, vel alicujus ejus partis formaverit, quæ plus minusve realitatis exprimit, quàm de suo Corpore affirmaverat. Nam idearum præstantia, & actualis cogitandi potentia ex objecti præstantiâ æstimatur. Addidi denique, & _quâ data ipsa Mens ad hoc potiùs, quàm ad aliud cogitandum determinatur_, ut præter Lætitiæ, & Tristitiæ naturam, quam prima definitionis pars explicat, Cupiditatis etiam naturam exprimerem. \n_Finis Tertiae Partis_." + } + ] + } + ] + }, + { + "index": 4, + "id": "p4", + "title": "_Pars Quarta_, DE Servitute Humanâ, _seu de_ Affectuum VIRIBUS.", + "enonces": [ + { + "id": "4pr", + "title": "PRÆFATIO", + "text": "_Humanam impotentiam in moderandis, & coërcendis affectibus Servitutem voco ; homo enim affectibus obnoxius sui juris non est, sed fortunæ, in cujus potestate ità est, ut sæpe coactus sit, quanquam meliora sibi videat, deteriora tamen sequi. Hujus rei causam, & quid præterea affectûs boni, vel mali habent, in hâc Parte demonstrare proposui. Sed antequam incipiam, pauca de perfectione, & imperfectione, deque bono, & malo præfari lubet. \nQui rem aliquam facere constituit, eamque perfecit, rem suam perfectam esse, non tantùm ipse, sed etiam unusquisque, qui mentem Auctoris illius operis, & scopum rectè noverit, aut se novisse crediderit, dicet. Ex. gr. si quis aliquod opus (quod suppono nondum esse peractum) viderit, noveritque scopum Auctoris illius operis esse domum ædificare, is domum imperfectam esse dicet, & contrà perfectam, simulatque opus ad finem, quem ejus Auctor eidem dare constituerat, perductum viderit. Verùm si quis opus aliquod videt, cujus simile nunquam viderat, nec mentem opificis novit, is sanè scire non poterit, opusne illud perfectum, an imperfectum sit. Atque hæc videtur prima fuisse horum vocabulorum significatio. Sed postquam homines ideas universales formare, & domuum, ædificiorum, turrium, &c. exemplaria excogitare, & alia rerum exemplaria aliis præferre inceperunt, factum est, ut unusquisque id perfectum vocaret, quod cum universali ideâ, quam ejusmodi rei formaverat, videret convenire, & id contrà imperfectum, quod cum concepto suo exemplari minùs convenire videret, quanquam ex opificis sententiâ consummatum planè esset. Nec alia videtur esse ratio, cur res naturales etiam, quæ scilicet humanâ manu non sunt factæ, perfectas, aut imperfectas vulgò appellent ; solent namque homines tam rerum naturalium, quàm artificialium ideas formare universales, quas rerum veluti exemplaria habent, & quas naturam (quam nihil nisi alicujus finis causâ agere existimant) intueri credunt, sibique exemplaria proponere. Cùm itaque aliquid in naturâ fieri vident, quod cum concepto exemplari, quod rei ejusmodi habent, minùs convenit, ipsam naturam tum defecisse, vel peccavisse, remque illam imperfectam reliquisse, credunt. Videmus itaque homines consuevisse, res naturales perfectas, aut imperfectas vocare, magis ex præjudicio, quàm ex earum verâ cognitione. Ostendimus enim in Primæ Partis [Appendice](1app) Naturam propter finem non agere ; æternum namque illud, & infinitum Ens, quod Deum, seu Naturam appellamus, eâdem, quâ existit, necessitate agit. Ex quâ enim naturæ necessitate existit, ex eâdem ipsum agere ostendimus_ ([Prop. 16](116), p. I). _Ratio igitur, seu causa, cur Deus, seu Natura agit, & cur existit, una, eademque est. Ut ergo nullius finis causâ existit, nullius etiam finis causâ agit ; sed ut existendi, sic & agendi principium, vel finem habet nullum. Causa autem, quæ finalis dicitur, nihil est præter ipsum humanum appetitum, quatenus is alicujus rei veluti principium, seu causa primaria consideratur. Ex. gr. cùm dicimus habitationem causam fuisse finalem hujus, aut illius domûs, nihil tùm sanè intelligimus aliud, quàm quòd homo ex eo, quòd vitæ domesticæ commoda imaginatus est, appetitum habuit ædificandi domum. Quare habitatio, quatenus ut finalis causa consideratur, nihil est præter hunc singularem appetitum, qui reverâ causa est efficiens, quæ ut prima consideratur, quia homines suorum appetituum causas communiter ignorant. Sunt namque, ut jam sæpe dixi, suarum quidem actionum, & appetituum conscii, sed ignari causarum, à quibus ad aliquid appetendum determinantur. Quòd præterea vulgò ajunt, Naturam aliquando deficere, vel peccare, resque imperfectas producere, inter commenta numero, de quibus in [Appendice](1app) Partis Primæ egi. Perfectio igitur, & imperfectio reverâ modi solummodò cogitandi sunt, nempe notiones, quas fingere solemus ex eo, quòd ejusdem speciei, aut generis individua ad invicem comparamus : & hâc de causâ suprâ_ ([Defin. 6](2d6), p. II) _dixi me per realitatem, & perfectionem idem intelligere ; solemus enim omnia Naturæ individua ad unum genus, quod generalissimum appellatur, revocare ; nempe ad notionem entis, quæ ad omnia absolutè Naturæ individua pertinet. Quatenus itaque Naturæ individua ad hoc genus revocamus, & ad invicem comparamus, & alia plus entitatis, seu realitatis, quàm alia habere comperimus, eatenus alia aliis perfectiora esse dicimus ; & quatenus iisdem aliquid tribuimus, quod negationem involvit, ut terminus, finis, impotentia, &c. eatenus ipsa imperfecta appellamus, quia nostram Mentem non æquè afficiunt, ac illa, quæ perfecta vocamus, & non quòd ipsis aliquid, quod suum sit, deficiat, vel quòd Natura peccaverit. Nihil enim naturæ alicujus rei competit, nisi id, quod ex necessitate naturæ causæ efficientis sequitur, & quicquid ex necessitate naturæ causæ efficientis sequitur, id necessariò fit. \nBonum, & malum quod attinet, nihil etiam positivum in rebus, in se scilicet consideratis, indicant, nec aliud sunt, præter cogitandi modos, seu notiones, quas formamus ex eo, quòd res ad invicem comparamus. Nam una, eademque res potest eodem tempore bona, & mala, & etiam indifferens esse. Ex. gr. Musica bona est Melancholico, mala lugenti ; surdo autem neque bona, neque mala. Verùm, quamvis se res ità habeat, nobis tamen hæc vocabula retinenda sunt. Nam quia ideam hominis tanquam naturæ humanæ exemplar, quod intueamur, formare cupimus, nobis ex usu erit, hæc eadem vocabula eo, quo dixi, sensu retinere. Per bonum itaque in seqq. intelligam id, quòd certo scimus medium esse, ut ad exemplar humanæ naturæ, quod nobis proponimus, magis magisque accedamus. Per malum autem id, quod certò scimus impedire, quominùs idem exemplar referamus. Deinde homines perfectiores, aut imperfectiores dicemus, quatenus ad hoc idem exemplar magis, aut minùs accedunt. Nam apprimè notandum est, cùm dico, aliquem à minore ad majorem perfectionem transire, & contrà, me non intelligere, quòd ex unâ essentiâ, seu formâ in aliam mutatur. Equus namque ex. gr. tàm destruitur, si in hominem, quàm si in insectum mutetur : sed quòd ejus agendi potentiam, quatenus hæc per ipsius naturam intelligitur, augeri, vel minui concipimus. Denique per perfectionem in genere realitatem, uti dixi, intelligam, hoc est, rei cujuscunque essentiam, quatenus certo modo existit, & operatur, nullâ ipsius durationis habitâ ratione. Nam nulla res singularis potest ideò dici perfectior, quia plus temporis in existendo perseveravit ; quippe rerum duratio ex earum essentiâ determinari nequit ; quandoquidem rerum essentia nullum certum, & determinatum existendi tempus involvit ; sed res quæcunque, sive ea perfectior sit, sive minùs, eâdem vi, quâ existere incipit, semper in existendo perseverare poterit, ità ut omnes hâc in re æquales sint._", + "childs": [] + }, + { + "title":"DEFINITIONES", + "type":"title" + }, + { + "id": "4d1", + "title": "I.", + "text": "Per bonum id intelligam, quod certò scimus nobis esse utile.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d2", + "title": "II.", + "text": "Per malum autem id, quod certò scimus impedire, quominùs boni alicujus simus compotes. \n \nDe his præcedentem vide [præfationem](4pr) sub finem.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d3", + "title": "III.", + "text": "Res singulares voco contingentes, quatenus, dum ad earum solam essentiam attendimus, nihil invenimus, quod earum existentiam necessariò ponat, vel quod ipsam necessariò secludat.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d4", + "title": "IV.", + "text": "Easdem res singulares voco possibiles, quatenus, dum ad causas, ex quibus produci debent, attendimus, nescimus, an ipsæ determinatæ sint ad easdem producendum. \n \nIn [Schol. 1 Prop. 33](133sc1), p. I inter possibile, & contingens nullam feci differentiam, quia ibi non opus erat hæc accuratè distinguere.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d5", + "title": "V.", + "text": "Per contrarios affectûs in seqq. intelligam eos, qui hominem diversum trahunt, quamvis ejusdem sint generis, ut luxuries, & avaritia, quæ amoris sunt species ; nec naturâ, sed per accidens sunt contrarii.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d6", + "title": "VI.", + "text": "Quid per affectum erga rem futuram, præsentem, & præteritam intelligam, explicui in Schol. [1](318sc1) & [2](318sc2) Prop. 18 p. III, quod vide. \n \nSed venit hîc præterea notandum, quòd ut loci, sic etiam temporis distantiam non, nisi usque ad certum quendam limitem, possumus distinctè imaginari ; hoc est, sicut omnia illa objecta, quæ ultra ducentos pedes à nobis distant, seu quorum distantia à loco, in quo sumus, illam superat, quam distinctè imaginamur, æquè longè à nobis distare, & perinde, ac si in eodem plano essent, imaginari solemus ; sic etiam objecta, quorum existendi tempus longiore à præsenti intervallo abesse imaginamur, quàm quod distinctè imaginari solemus, omnia æquè longè à præsenti distare imaginamur, & ad unum quasi temporis momentum referimus.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d7", + "title": "VII.", + "text": "Per finem, cujus causâ aliquid facimus, appetitum intelligo.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4d8", + "title": "VIII.", + "text": "Per virtutem, & potentiam idem intelligo, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_ virtus, quatenus ad hominem refertur, est ipsa hominis essentia, seu natura, quatenus potestatem habet, quædam efficiendi, quæ per solas ipsius naturæ leges possunt intelligi.", + "childs": [] + }, + { + "id": "4a", + "title": "AXIOMA", + "text": "Nulla res singularis in rerum naturâ datur, quâ potentior, & fortior non detur alia. Sed quâcunque datâ datur alia potentior, à quâ illa data potest destrui.", + "childs": [] + }, + { + "id": "401", + "title": "PROPOSITIO 1", + "text": "_Nihil, quod idea falsa positivum habet, tollitur præsentiâ veri, quatenus verum._", + "childs": [ + { + "id": "401d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Falsitas in solâ privatione cognitionis, quam ideæ inadæquatæ involvunt, consistit _(per [Prop. 35](235), p. II)_, nec ipsæ aliquid habent positivum, propter quod falsæ dicuntur _(per [Prop. 33](233), p. II)_ ; sed contrà, quatenus ad Deum referuntur, veræ sunt (per [Prop. 32](232), p. II). Si igitur id, quod idea falsa positivum habet, præsentiâ veri, quatenus verum est, tolleretur, tolleretur ergò idea vera à se ipsâ, quod _(per [Prop. 4](304), p. III)_ est absurdum. Ergo Nihil, quod idea, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "401sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Intelligitur hæc Propositio clariùs ex [Coroll. 2 Prop. 16](216c2) p. II. Nam imaginatio idea est, quæ magis Corporis humani præsentem constitutionem, quàm corporis externi naturam indicat, non quidem distinctè, sed confusè ; unde fit, ut Mens errare dicatur. Ex. gr. cùm solem intuemur, eundem ducentos circiter pedes à nobis distare imaginamur ; in quo tamdiu fallimur, quamdiu veram ejus distantiam ignoramus ; sed cognitâ ejusdem distantiâ tollitur quidem error, sed non imaginatio, hoc est, idea solis, quæ ejusdem naturam eatenus tantùm explicat, quatenus Corpus ab eodem afficitur ; adeóque, quamvis veram ejusdem distantiam noscamus, ipsum nihilominùs propè nobis adesse imaginabimur. Nam ut in [Schol. Prop. 35](235sc) p. II diximus, non eâ de causâ solem adeò propinquum imaginamur, quia ejus veram distantiam ignoramus, sed quia Mens eatenus magnitudinem solis concipit, quatenus Corpus ab eodem afficitur. Sic cùm solis radii, aquæ superficiei incidentes, ad nostros oculos reflectuntur, eundem perinde, ac si in aquâ esset, imaginamur ; tametsi verum ejus locum noverimus, & sic reliquæ imaginationes, quibus Mens fallitur, sive eæ naturalem Corporis constitutionem, sive, quòd ejusdem agendi potentiam augeri, vel minui indicant, vero non sunt contrariæ, nec ejusdem præsentiâ evanescunt. Fit quidem, cùm falso aliquod malum timemus, ut timor evanescat, audito vero nuntio ; sed contrà etiam fit, cùm malum, quod certè venturum est, timemus, ut timor etiam evanescat, audito falso nuntio ; atque adeò imaginationes non præsentiâ veri, quatenus verum, evanescunt ; sed quia aliæ occurrunt, iis fortiores, quæ rerum, quas imaginamur, præsentem existentiam secludunt, ut [Prop. 17](217) p. II ostendimus." + } + ] + }, + { + "id": "402", + "title": "PROPOSITIO 2", + "text": "_Nos eatenus patimur, quatenus Naturæ sumus pars, quæ per se absque aliis non potest concipi._", + "childs": [ + { + "id": "402d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nos tum pati dicimur, cùm aliquid in nobis oritur, cujus non nisi partialis sumus causa _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_, hoc est _(per [Defin. 1](3d1), p. III)_, aliquid, quod ex solis legibus nostræ naturæ deduci nequit. Patimur igitur, quatenus Naturæ sumus pars, quæ per se absque aliis nequit concipi. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "403", + "title": "PROPOSITIO 3", + "text": "_Vis, quâ homo in existendo perseverat, limitata est, & à potentiâ causarum externarum infinitè superatur._", + "childs": [ + { + "id": "403d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex [Axiomate](4a) hujus. Nam dato homine datur aliquid aliud, puta A potentius, & dato A datur deinde aliud, puta B, ipso A potentius, & hoc in infinitum ; ac proinde potentia hominis potentiâ alterius rei definitur, & à potentiâ causarum externarum infinitè superatur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "404", + "title": "PROPOSITIO 4", + "text": "_Fieri non potest, ut homo non sit Naturæ pars, & ut nullas possit pati mutationes, nisi, quæ per solam suam naturam possint intelligi, quarumque adæquata sit causa._", + "childs": [ + { + "id": "404d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Potentia, quâ res singulares, & consequenter homo suum esse conservat, est ipsa Dei, sive Naturæ potentia _(per [Coroll. Prop. 24](124c), p. I)_, non quatenus infinita est, sed quatenus per humanam actualem essentiam explicari potest _(per [Prop. 7](307), p. III)_. Potentia itaque hominis, quatenus per ipsius actualem essentiam explicatur, pars est infinitæ Dei, seu Naturæ potentiæ, hoc est _(per [Prop. 34](134), p. I)_, essentiæ. Quod erat primum. Deinde si fieri posset, ut homo nullas posset pati mutationes, nisi, quæ per solam ipsius hominis naturam possint intelligi, sequeretur _(per Prop. [4](304) & [6](306), p. III)_, ut non posset perire, sed ut semper necessariò existeret ; atque hoc sequi deberet ex causâ, cujus potentia finita, aut infinita sit, nempe vel ex solâ hominis potentiâ, qui scilicet potis esset, ut à se removeret reliquas mutationes, quæ à causis externis oriri possent, vel infinitâ Naturæ potentiâ, à quâ omnia singularia ità dirigerentur, ut homo nullas alias posset pati mutationes, nisi quæ ipsius conservationi inserviunt. At primum _(per [Prop. præced.](403), cujus demonstratio universalis est, & ad omnes res singulares applicari potest)_ est absurdum ; ergo si fieri posset, ut homo nullas pateretur mutationes, nisi quæ per solam ipsius hominis naturam possent intelligi ; & consequenter _(sicut jam ostendimus)_ ut semper necessariò existeret, id sequi deberet ex Dei infinitâ potentiâ : & consequenter _(per [Prop. 16](116), p. I)_ ex necessitate divinæ naturæ, quatenus alicujus hominis ideâ affectus consideratur, totius Naturæ ordo, quatenus ipsa sub Extensionis, & Cogitationis attributis concipitur, deduci deberet ; atque adeò _(per [Prop. 21](121), p. I)_ sequeretur, ut homo esset infinitus, quod _(per primam partem hujus Demonstrationis)_ est absurdum. Fieri itaque nequit, ut homo nullas alias patiatur mutationes, nisi quarum ipse adæquata sit causa. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "404c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, hominem necessariò passionibus esse semper obnoxium, communemque Naturæ ordinem sequi, & eidem parere, seseque eidem, quantùm rerum natura exigit, accommodare." + } + ] + }, + { + "id": "405", + "title": "PROPOSITIO 5", + "text": "_Vis, & incrementum cujuscunque passionis, ejusque in existendo perseverantia non definitur potentiâ, quâ nos in existendo perseverare conamur, sed causæ externæ potentiâ cum nostrâ comparatâ._", + "childs": [ + { + "id": "405d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Passionis essentia non potest per solam nostram essentiam explicari _(per Defin. [1](3d1) & [2](3d2), p. III)_, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, passionis potentia definiri nequit potentiâ, quâ in nostro esse perseverare conamur ; sed _(ut [Prop. 16](216), p. II ostensum est)_ definiri necessariò debet potentiâ causæ externæ cum nostrâ comparatâ. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "406", + "title": "PROPOSITIO 6", + "text": "_Vis alicujus passionis, seu affectûs reliquas hominis actiones, seu potentiam superare potest, ità ut affectus pertinaciter homini adhæreat._", + "childs": [ + { + "id": "406d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Vis, & incrementum cujuscunque passionis, ejusque in existendo perseverantia definitur potentiâ causæ externæ cum nostrâ comparatâ _(per [Prop. præced.](405))_ ; adeóque _(per [Prop. 3](403) hujus)_ hominis potentiam superare potest, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "407", + "title": "PROPOSITIO 7", + "text": "_Affectus nec coërceri, nec tolli potest, nisi per affectum contrarium, & fortiorem affectu coërcendo._", + "childs": [ + { + "id": "407d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectus, quatenus ad Mentem refertur, est idea, quâ Mens majorem, vel minorem sui corporis existendi vim, quàm antea, affirmat _(per [generalem Affectuum Definitionem](3agde)), quæ reperitur sub finem Tertiæ Partis)_. Cùm igitur Mens aliquo affectu conflictatur, Corpus afficitur simul affectione, quâ ejus agendi potentia augetur, vel minuitur. Porrò hæc Corporis affectio _(per [Prop. 5](405) hujus)_ vim à suâ causâ accipit perseverandi in suo esse ; quæ proinde nec coërceri, nec tolli potest, nisi à causâ corporeâ _(per [Prop. 6](206), p. II)_, quæ Corpus afficiat affectione illi contrariâ _(per [Prop. 5](405), p. III)_, & fortiore _(per [Axiom.](4a) hujus)_ : atque adeò _(per [Prop. 12](212), p. II)_ Mens afficietur ideâ affectionis fortioris, & contrariæ priori, hoc est _(per [gen. Affect. Defin.](3agde))_ Mens afficietur affectu fortiori, & contrario priori, qui scilicet prioris existentiam secludet, vel tollet ; ac proinde affectus nec tolli, nec coërceri potest, nisi per affectum contrarium, & fortiorem. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "407c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Affectus, quatenus ad Mentem refertur, nec coërceri, nec tolli potest, nisi per ideam Corporis affectionis contrariæ, & fortioris affectione, quâ patimur. Nam affectus, quo patimur, nec coërceri, nec tolli potest, nisi per affectum eodem fortiorem, eique contrarium _(per [Prop. præced.](407))_, hoc est _(per [gen. Affect. Defin.](3agde))_, nisi per ideam Corporis affectionis fortioris, & contrariæ affectioni, quâ patimur." + } + ] + }, + { + "id": "408", + "title": "PROPOSITIO 8", + "text": "_Cognitio boni, & mali nihil aliud est, quàm Lætitiæ, vel Tristitiæ affectus, quatenus ejus sumus conscii._", + "childs": [ + { + "id": "408d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Id bonum, aut malum vocamus, quod nostro esse conservando prodest, vel obest _(per Defin. [1](4d1) & [2](4d2) hujus)_, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, quod nostram agendi potentiam auget, vel minuit, juvat, vel coërcet. Quatenus itaque _(per Defin. Lætitiæ, & Tristitiæ, quas vide in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_ rem aliquam nos Lætitiâ, vel Tristitiâ afficere percipimus, eandem bonam, aut malam vocamus ; atque adeò boni, & mali cognitio, nihil aliud est, quàm Lætitiæ, vel Tristitiæ idea, quæ ex ipso Lætitiæ, vel Tristitiæ affectu necessariò sequitur _(per [Prop. 22](222), p. II)_. At hæc idea eodem modo unita est affectui, ac Mens unita est Corpori _(per [Prop. 21](221), p. II)_, hoc est _(ut in [Schol.](221sc) ejusdem Prop. ostensum)_, hæc idea ab ipso affectu, sive _(per [gen. Affect. Defin.](3agde)) _ab ideâ Corporis affectionis reverâ non distinguitur, nisi solo conceptu ; ergo hæc cognitio boni, & mali nihil est aliud, quàm ipse affectus, quatenus ejusdem sumus conscii. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "409", + "title": "PROPOSITIO 9", + "text": "_Affectus, cujus causam in præsenti nobis adesse imaginamur, fortior est, quam si eandem non adesse imaginaremur._", + "childs": [ + { + "id": "409d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Imaginatio est idea, quâ Mens rem ut præsentem contemplatur _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 17](217sc), p. II)_, quæ tamen magis Corporis humani constitutionem, quàm rei externæ naturam indicat _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_. Est igitur affectus _(per [gen. Affect. Defin.](3agde))_ imaginatio, quatenus corporis constitutionem indicat. At imaginatio _(per [Prop. 17](217), p. II)_ intensior est, quamdiu nihil imaginamur, quod rei externæ præsentem existentiam secludit ; ergo etiam affectus, cujus causam in præsenti nobis adesse imaginamur, intensior, seu fortior est, quàm si eandem non adesse imaginaremur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "409sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Cùm suprà in [Propositione 18](318) Partis III dixerim, nos ex rei futuræ, vel præteritæ imagine eodem affectu affici, ac si res, quam imaginamur, præsens esset, expressè monui id verum esse, quatenus ad solam ipsius rei imaginem attendimus ; est enim ejusdem naturæ, sive res ut præsentes imaginati simus, sive non simus : sed non negavi eandem debiliorem reddi, quando alias res nobis præsentes contemplamur, quæ rei futuræ præsentem existentiam secludunt, quod tum monere neglexi, quia in hâc Parte de affectuum viribus agere constitueram." + }, + { + "id": "409c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Imago rei futuræ, vel præteritæ, hoc est, rei, quam cum relatione ad tempus futurum, vel præteritum secluso præsenti contemplamur, cæteris paribus, debilior est imagine rei præsentis, & consequenter affectus erga rem futuram, vel præteritam, cæteris paribus, remissior est affectu erga rem præsentem." + } + ] + }, + { + "id": "410", + "title": "PROPOSITIO 10", + "text": "_Erga rem futuram, quàm citò affuturam imaginamur, intensiùs afficimur, quàm si ejus existendi tempus longiùs à præsenti distare imaginaremur ; & memoriâ rei, quam non diu præteriisse imaginamur, intensiùs etiam afficimur, quàm si eandem diu præteriisse imaginaremur._", + "childs": [ + { + "id": "410d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quatenus enim rem citò affuturam, vel non diu præteriisse imaginamur, eo ipso aliquid imaginamur, quod rei præsentiam minùs secludit, quàm si ejusdem futurum existendi tempus longiùs à præsenti distare, vel quòd dudum præterierit, imaginaremur _(ut per se notum)_, adeóque _(per [Prop. præced.](409))_ eatenus intensiùs erga eandem afficiemur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "410sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Ex iis, quæ ad [Definitionem 6](4d6) hujus Partis notavimus, sequitur, nos erga objecta, quæ à præsenti longiori temporis intervallo distant, quàm quod imaginando determinare possumus, quamvis ab invicem longo temporis intervallo distare intelligamus, æquè tamen remissè affici." + } + ] + }, + { + "id": "411", + "title": "PROPOSITIO 11", + "text": "_Affectus erga rem, quam ut necessariam imaginamur, cæteris paribus, intensior est, quàm erga possibilem, vel contingentem, sive non necessariam._", + "childs": [ + { + "id": "411d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quatenus rem aliquam necessariam esse imaginamur, eatenus ejus existentiam affirmamus, & contrà rei existentiam negamus, quatenus eandem non necessariam esse imaginamur _(per [Schol. 1 Prop. 33](133sc1) p.I)_, ac proinde _(per [Prop. 9](409) hujus)_ affectus erga rem necessariam, cæteris paribus, intensior est, quàm erga non necessariam. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "412", + "title": "PROPOSITIO 12", + "text": "_Affectus erga rem, quam scimus in præsenti non existere, & quam ut possibilem imaginamur, cæteris paribus, intensior est, quàm erga contingentem._", + "childs": [ + { + "id": "412d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quatenus rem ut contingentem imaginamur, nullâ alterius rei imagine afficimur, quæ rei existentiam ponat _(per [Defin. 3](4d3) hujus)_ : sed contrà _(secundùm Hypothesin)_ quædam imaginamur, quæ ejusdem præsentem existentiam secludunt. At quatenus rem in futurum possibilem esse imaginamur, eatenus quædam imaginamur, quæ ejusdem existentiam ponunt _(per [Defin. 4](4d4) hujus)_, hoc est _(per [Prop. 18](318), p. III)_, quæ Spem, vel Metum fovent ; atque adeò affectus erga rem possibilem vehementior est. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "412c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Affectus erga rem, quàm scimus in præsenti non existere, & quam ut contingentem imaginamur, multò remissior est, quàm si rem in præsenti nobis adesse imaginaremur." + }, + { + "id": "412cd", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectus erga rem, quam in præsenti existere imaginamur, intensior est, quàm si eandem ut futuram imaginaremur _(per [Coroll. Prop. 9](409c) hujus)_, & multò vehementior est, quàm si tempus futurum à præsenti multùm distare imaginaremur _(per [Prop. 10](410) hujus)_. Est itaque affectus erga rem, cujus existendi tempus longè à præsenti distare imaginamur, multò remissior, quàm si eandem ut præsentem imaginaremur, & nihilominùs _(per [Prop. præced.](412))_ intensior est, quàm si eandem rem ut contingentem imaginaremur ; atque adeò affectus erga rem contingentem multò remissior erit, quàm si rem in præsenti nobis adesse imaginaremur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "413", + "title": "PROPOSITIO 13", + "text": "_Affectus erga rem contingentem, quam scimus in præsenti non existere, cæteris paribus remissior est, quàm affectus erga rem præteritam._", + "childs": [ + { + "id": "413d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quatenus rem ut contingentem imaginamur, nullâ alterius rei imagine afficimur, quæ rei existentiam ponat _(per [Defin. 3](4d3) hujus)_. Sed contrà _(secundum Hypothesin)_ quædam imaginamur, quæ ejusdem præsentem existentiam secludunt. Verùm quatenus eandem cum relatione ad tempus præteritum imaginamur, eatenus aliquid imaginari supponimur, quod ipsam ad memoriam redigit, sive quod rei imaginem excitat _(vide [Prop. 18](218) p. II cum ejusdern [Schol.](218sc))_ ; ac proinde eatenus efficit, ut ipsam, ac si præsens esset, contemplemur (per [Coroll. Prop. 17](217sc), p. II) : Atque adeò _(per [Prop. 9](409) hujus)_ affectus erga rem contingentem, quam scimus in præsenti non existere, cæteris paribus, remissior erit, quàm affectus erga rem præteritam. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "414", + "title": "PROPOSITIO 14", + "text": "_Vera boni, & mali cognitio, quatenus vera, nullum affectum coërcere potest, sed tantùm, quatenus ut affectus consideratur._", + "childs": [ + { + "id": "414d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectus est idea, quâ Mens majorem, vel minorem sui Corporis existendi vim, quàm antea, affirmat _(per [gen. Affect. Defin.](3agde))_ ; atque adeò _(per [Prop. 1](401) hujus)_ nihil positivum habet, quod præsentiâ veri tolli possit, & consequenter vera boni, & mali cognitio, quatenus vera, nullum affectum coërcere potest. At quatenus affectus est _(vide [Prop. 8](408) hujus)_, si fortior affectu coërcendo sit, eatenus tantùm _(per [Prop. 7](407) hujus)_ affectum coërcere poterit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "415", + "title": "PROPOSITIO 15", + "text": "_Cupiditas, quæ ex verâ boni, & mali cognitione oritur, multis aliis Cupiditatibus, quæ ex affectibus, quibus conflictamur, oriuntur, restingui, vel coërceri potest._", + "childs": [ + { + "id": "415d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex verâ boni, & mali cognitione, quatenus hæc _(per [Prop. 8](408) hujus)_ affectus est, oritur necessariò Cupiditas _(per [Defin. 1](3ad) Affect.)_, quæ eò est major, quò affectus, ex quo oritur, major est _(per [Prop. 37](337), p. III)_ : Sed quia hæc Cupiditas _(per Hypothesin)_ ex eo, quòd aliquid verè intelligimus, oritur, sequitur ergo ipsa in nobis, quatenus agimus _(per [Prop. 3](303), p. III)_ ; atque adeò per solam nostram essentiam debet intelligi _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_ ; & consequenter _(per [Prop. 7](307), p.III)_ ejus vis, & incrementum solâ humanâ potentiâ definiri debet. Porrò Cupiditates, quæ ex affectibus, quibus conflictamur, oriuntur, eò etiam majores sunt, quò hi affectûs vehementiores erunt ; atque adeò earum vis, & incrementum _(per [Prop. 5](405) hujus)_ potentiâ causarum externarum definiri debet, quæ, si cum nostrâ comparetur, nostram potentiam indefinitè superat _(per [Prop. 3](403) hujus)_ : atque adeò Cupiditates, quæ ex similibus affectibus oriuntur, vehementiores esse possunt illâ, quæ ex verâ boni, & mali cognitione oritur ; ac proinde _(per [Prop. 7](407) hujus)_ eandem coërcere, vel restinguere poterunt. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "416", + "title": "PROPOSITIO 16", + "text": "_Cupiditas, quæ ex cognitione boni, & mali, quatenus hæc cognitio futurum respicit, oritur, faciliùs rerum Cupiditate, quæ in præsentiâ suaves sunt, coërceri, vel restingui potest._", + "childs": [ + { + "id": "416d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectus erga rem, quam futuram imaginamur, remissior est, quàm erga præsentem _(per [Coroll. Prop. 9](409c) hujus)_. At Cupiditas, quæ ex verâ boni, & mali cognitione oritur, tametsi hæc cognitio circa res, quæ in præsentiâ bonæ sunt, versetur, restingui, vel coërceri potest aliquâ temerariâ Cupiditate _(per [Prop. præced.](415), cujus Demonstrat. universalis est)_ ; ergo Cupiditas, quæ ex eâdem cognitione, quatenus hæc futurum respicit, oritur, faciliùs coërceri, vel restingui poterit, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "417", + "title": "PROPOSITIO 17", + "text": "_Cupiditas, quæ oritur ex verâ boni, & mali cognitione, quatenus hæc circa res contingentes versatur, multò adhuc faciliùs coërceri potest, Cupiditate rerum, quæ præsentes sunt._", + "childs": [ + { + "id": "417d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Propositio hæc eodem modo, ac [Prop. præced.](416) demonstratur ex [Coroll. Prop. 12](412c) hujus." + }, + { + "id": "417sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "His me causam ostendisse credo, cur homines opinione magis, quàm verâ ratione commoveantur, & cur vera boni, & mali cognitio animi commotiones excitet, & sæpe omni libidinis generi cedat ; unde illud Poëtæ natum : _Video meliora, proboque, deteriora sequor_. Quod idem etiam Ecclesiastes in mente habuisse videtur, cùm dixit : _Qui auget scientiam, auget dolorem_. Atque hæc non eum in finem dico, ut inde concludam, præstabilius esse ignorare, quàm scire, vel quòd stulto intelligens in moderandis affectibus nihil intersit ; sed ideò quia necesse est, nostræ naturæ tam potentiam, quàm impotentiam noscere, ut determinare possimus, quid ratio in moderandis affectibus possit, & quid non possit ; & in hâc Parte de solâ humanâ impotentiâ me acturum dixi. Nam de Rationis in affectûs potentiâ separatim agere constitui." + } + ] + }, + { + "id": "418", + "title": "PROPOSITIO 18", + "text": "_Cupiditas, quæ ex Lætitiâ oritur, cæteris paribus, fortior est Cupiditate, quæ ex Tristitiâ oritur._", + "childs": [ + { + "id": "418d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cupiditas est ipsa hominis essentia _(per [Defin. 1 Affect.](3ad1))_, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, conatus, quo homo in suo esse perseverare conatur. Quare Cupiditas, quæ ex Lætitiâ oritur, ipso Lætitiæ affectu _(per Defin. Lætitiæ, quam vide in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_ juvatur, vel augetur ; quæ autem contrà ex Tristitiâ oritur, ipso Tristitiæ affectu _(per idem [Schol.](311sc))_ minuitur, vel coërcetur ; atque adeò vis Cupiditatis, quæ ex Lætitiâ oritur, potentiâ humanâ, simul & potentiâ causæ externæ ; quæ autem ex Tristitiâ, solâ humanâ potentiâ definiri debet, ac proinde hâc illa fortior est. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "418sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "His paucis humanæ impotentiæ, & inconstantiæ causas, & cur homines rationis præcepta non servent, explicui. Superest jam, ut ostendam, quid id sit, quod ratio nobis præscribit, & quinam affectûs cum rationis humanæ regulis conveniant, quinam contrà iisdem contrarii sint. Sed antequam hæc prolixo nostro Geometrico ordine demonstrare incipiam, lubet ipsa rationis dictamina hic priùs breviter ostendere, ut ea, quæ sentio, faciliùs ab unoquoque percipiantur. Cùm ratio nihil contra naturam postulet, postulat ergo ipsa, ut unusquisque seipsum amet, suum utile, quod reverâ utile est, quærat, & id omne, quod hominem ad majorem perfectionem reverâ ducit, appetat, & absolutè, ut unusquisque suum esse, quantum in se est, conservare conetur. Quod quidem tam necessariò verum est, quàm, quòd totum sit suâ parte majus _(vide [Prop. 4](304), p. III)_. Deinde quandoquidem virtus _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_ nihil aliud est, quàm ex legibus propriæ naturæ agere, & nemo suum esse _(per [Prop. 7](307), p. III)_ conservare conetur, nisi ex propriæ suæ naturæ legibus ; hinc sequitur _primò_, virtutis fundamentum esse ipsum conatum proprium esse conservandi, & felicitatem in eo consistere, quòd homo suum esse conservare potest. _Secundò_ sequitur, virtutem propter se esse appetendam, nec quicquam, quod ipsâ præstabilius, aut quod utilius nobis sit, dari, cujus causâ deberet appeti. _Tertiò_ denique sequitur, eos, qui se interficiunt, animo esse impotentes, eosque à causis externis, suæ naturæ repugnantibus, prorsus vinci. Porrò ex [Postulato 4](213p4) Partis II sequitur, nos efficere nunquam posse, ut nihil extra nos indigeamus ad nostrum esse conservandum, & ut ità vivamus, ut nullum commercium cum rebus, quæ extra nos sunt, habeamus ; &, si præterea nostram Mentem spectemus, sanè noster intellectus imperfectior esset, si Mens sola esset, nec quicquam præter se ipsam intelligeret. Multa igitur extra nos dantur, quæ nobis utilia, quæque propterea appetenda sunt. Ex his nulla præstantiora excogitari possunt, quàm ea, quæ cum nostrâ naturâ prorsùs conveniunt. Si enim duo ex. gr. ejusdem prorsùs naturæ individua invicem junguntur, individuum componunt singulo duplò potentius. Homini igitur nihil homine utilius ; nihil, inquam, homines præstantius ad suum esse conservandum, optare possunt, quàm quòd omnes in omnibus ità conveniant, ut omnium Mentes & Corpora unam quasi Mentem, unumque Corpus componant, & omnes simul, quantùm possunt, suum esse conservare conentur, omnesque simul omnium commune utile sibi quærant ; ex quibus sequitur, homines, qui ratione gubernantur, hoc est, homines, qui ex ductu rationis suum utile quærunt, nihil sibi appetere, quod reliquis hominibus non cupiant, atque adeò eosdem justos, fidos, atque honestos esse. \nHæc illa rationis dictamina sunt, quæ hic paucis ostendere proposueram, antequam eadem prolixiori ordine demonstrare inciperem, quod eâ de causâ feci, ut, si fieri posset, eorum attentionem mihi conciliarem, qui credunt, hoc principium, quòd scilicet unusquisque suum utile quærere tenetur, impietatis, non autem virtutis, & pietatis esse fundamentum. Postquam igitur rem sese contrà habere breviter ostenderim, pergo ad eandem eâdem viâ, quâ huc usque progressi sumus, demonstrandum." + } + ] + }, + { + "id": "419", + "title": "PROPOSITIO 19", + "text": "_Id unusquisque ex legibus suæ naturæ necessariò appetit, vel aversatur, quod bonum, vel malum esse judicat._", + "childs": [ + { + "id": "419d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Boni, & mali cognitio est _(per [Prop. 8](408) hujus)_ ipse Lætitiæ, vel Tristitiæ affectus, quatenus ejusdem sumus conscii ; ac proinde _(per [Prop. 28](328), p. III)_ id unusquisque necessariò appetit, quod bonum, & contrà id aversatur, quod malum esse judicat. Sed hic appetitus nihil aliud est, quàm ipsa hominis essentia, seu natura _(per Defin. Appetitus, quam vide in [Schol. Prop. 9](309sc), p. III & [Defin. 1](3ad1) Affect.)_. Ergo unusquisque ex solis suæ naturæ legibus id necessariò appetit, vel aversatur, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "420", + "title": "PROPOSITIO 20", + "text": "_Quò magis unusquisque suum utile quærere, hoc est, suum esse conservare conatur, & potest, eò magis virtute præditus est ; & contrà quatenus unusguisque suum utile, hoc est, suum esse conservare negligit, eatenus est impotens._", + "childs": [ + { + "id": "420d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Virtus est ipsa humana potentia, quæ solâ hominis essentiâ definitur _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, quæ solo conatu, quo homo in suo esse perseverare conatur, definitur. Quò ergo unusquisque magis suum esse conservare conatur, & potest, eò magis virtute præditus est, & consequenter _(per Prop. [4](304) & [6](306), p. III)_, quatenus aliquis suum esse conservare negligit, eatenus est impotens. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "420sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Nemo igitur, nisi à causis externis, & suæ naturæ contrariis victus, suum utile appetere, sive suum esse conservare negligit. Nemo, inquam, ex necessitate suæ naturæ, sed à causis externis coactus alimenta aversatur, vel se ipsum interficit, quod multis modis fieri potest ; nempe interficit aliquis se ipsum coactus ab alio, qui ejus dexteram, quâ ensem casu prehenderat, contorquet, & cogit versus cor ipsum gladium dirigere ; vel quòd ex mandato Tyranni, ut Seneca, cogatur venas aperire suas, hoc est, majus malum minore vitare cupiat ; vel denique ex eo, quòd causæ latentes externæ ejus imaginationem ità disponunt, & Corpus ità afficiunt, ut id aliam naturam priori contrariam induat, & cujus idea in Mente dari nequit _(per [Prop. 10](310), p. III)_. At quòd homo ex necessitate suæ naturæ conetur non existere, vel in aliam formam mutari, tam est impossibile, quàm quòd ex nihilo aliquid fiat, ut unusquisque mediocri meditatione videre potest." + } + ] + }, + { + "id": "421", + "title": "PROPOSITIO 21", + "text": "_Nemo potest cupere beatum esse, bene agere, & bene vivere, qui simul non cupiat, esse, agere, & vivere, hoc est, actu existere._", + "childs": [ + { + "id": "421d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hujus Propositionis Demonstratio, seu potiùs res ipsa per se patet, & etiam ex Cupiditatis definitione. Est enim Cupiditas _(per [Defin. 1 Affect.](3ad1))_ beatè, seu bene vivendi, agendi, &c. ipsa hominis essentia, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, conatus, quo unusquisque suum esse conservare conatur. Ergo nemo potest cupere, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "422", + "title": "PROPOSITIO 22", + "text": "_Nulla virtus potest prior hâc (nempe conatu sese conservandi) concipi._", + "childs": [ + { + "id": "422d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Conatus sese conservandi est ipsa rei essentia _(per [Prop. 7](307), p. III)_. Si igitur aliqua virtus posset hâc, nempe hoc conatu, prior concipi, conciperetur ergo _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_ ipsa rei essentia se ipsâ prior, quod _(ut per se notum)_ est absurdum. Ergo nulla virtus, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "422c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Conatus sese conservandi primum, & unicum virtutis est fundamentum. Nam hoc principio nullum aliud potest priùs concipi _(per [Prop. præced.](422))_, & absque ipso _(per [Prop. 21](421) hujus)_ nulla virtus potest concipi." + } + ] + }, + { + "id": "423", + "title": "PROPOSITIO 23", + "text": "_Homo, quatenus ad aliquid agendum determinatur ex eo, quòd ideas habet inadæquatas, non potest absolutè dici, ex virtute agere ; sed tantùm, quatenus determinatur ex eo, quòd intelligit._", + "childs": [ + { + "id": "423d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quatenus homo ad agendum determinatur ex eo, quòd inadæquatas habet ideas, eatenus _(per [Prop. 1](301), p. III)_ patitur, hoc est _(per Defin. [1](3d1) & [2](3d2), p. III)_, aliquid agit, quod per solam ejus essentiam non potest percipi, hoc est _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_, quod ex ipsius virtute non sequitur. At quatenus ad aliquid agendum determinatur ex eo, quòd intelligit, eatenus _(per eandem [Prop. 1](301), p. III)_ agit, hoc est _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_, aliquid agit, quod per solam ipsius essentiam percipitur, sive _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_ quod ex ipsius virtute adæquatè sequitur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "424", + "title": "PROPOSITIO 24", + "text": "_Ex virtute absolutè agere nihil aliud in nobis est, quàm ex ductu rationis agere, vivere, suum esse conservare (hæc tria idem significant), idque ex fundamento proprium utile quærendi._", + "childs": [ + { + "id": "424d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex virtute absolutè agere, nihil aliud est _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_, quàm ex legibus propriæ naturæ agere. At nos eatenus tantummodò agimus, quatenus intelligimus _(per [Prop. 3](303), p. III)_. Ergo ex virtute agere, nihil aliud in nobis est, quàm ex ductu rationis agere, vivere, suum esse conservare, idque _(per [Coroll. Prop. 22](422c) hujus)_ ex fundamento suum utile quærendi. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "425", + "title": "PROPOSITIO 25", + "text": "_Nemo suum esse alterius rei causâ conservare conatur._", + "childs": [ + { + "id": "425d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Conatus, quo unaquæque res in suo esse perseverare conatur, sola ipsius rei essentiâ definitur _(per [Prop. 7](307), p. III)_, eâque solâ datâ, non autem ex alterius rei essentiâ necessariò sequitur _(per [Prop. 6](306), p. III)_, ut unusquisque suum esse conservare conetur. Patet præterea hæc Propositio ex [Coroll. Prop. 22](422c) hujus Partis. Nam si homo alterius rei causa suum esse conservare conaretur ; tum res illa primum esset virtutis fundamentum _(ut per se notum)_, quod _(per prædictum [Coroll.](422c) )_ est absurdum. Ergo nemo suum esse &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "426", + "title": "PROPOSITIO 26", + "text": "_Quicquid ex ratione conamur, nihil aliud est, quàm intelligere ; nec Mens, quatenus ratione utitur, aliud sibi utile esse judicat, nisi id, quod ad intelligendum conducit._", + "childs": [ + { + "id": "426d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Conatus sese conservandi nihil est præter ipsius rei essentiam _(per [Prop. 7](307), p. III)_, quæ quatenus talis existit, vim habere concipitur ad perseverandum in existendo _(per [Prop. 6](306), p. III)_, & ea agendum, quæ ex datâ suâ naturâ necessariò sequuntur _(vide Defin. Appetitus in [Schol. Prop. 9](309sc) p. III)_. At rationis essentia nihil aliud est, quàm Mens nostra, quatenus clarè, & distinctè intelligit _(vide ejus Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_ : Ergo _(per [Prop. 40](240), p. II)_ quicquid ex ratione conamur, nihil aliud est, quàm intelligere. Deinde quoniam hic Mentis conatus, quo Mens, quatenus ratiocinatur, suum esse conatur conservare, nihil aliud est, quàm intelligere _(per primam partem hujus)_, est ergo hic intelligendi conatus _(per [Coroll. Prop. 22](422c) hujus)_ primum, & unicum virtutis fundamentum, nec alicujus finis causâ _(per [Prop. 25](425) hujus)_ res intelligere conabimur ; sed contrà Mens, quatenus ratiocinatur, nihil sibi bonum esse concipere poterit, nisi id, quod ad intelligendum conducit _(per [Defin. 1](4d1) hujus)_. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "427", + "title": "PROPOSITIO 27", + "text": "_Nihil certò scimus bonum, aut malum esse, nisi id, quod ad intelligendum reverâ conducit, vel quod impedire potest, quominùs intelligamus._", + "childs": [ + { + "id": "427d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens, quatenus ratiocinatur, nihil aliud appetit, quàm intelligere, nec aliud sibi utile esse judicat, nisi id, quod ad intelligendum conducit _(per [Prop. præced.](426))_. At Mens _(per Prop. [41](241) & [43](243), p. II, cujus etiam [Schol.](243sc) vide)_ rerum certitudinem non habet, nisi quatenus ideas habet adæquatas, sive _(quod per Schol. [1](240sc1) [2](240sc2) Prop. 40 p. II idem est)_ quatenus ratiocinatur ; ergo nihil certò scimus bonum esse, nisi id, quod ad intelligendum reverâ conducit ; & contrà id malum, quod impedire potest, quominùs intelligamus. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "428", + "title": "PROPOSITIO 28", + "text": "Summum Mentis bonum est Dei cognitio, & summa Mentis virtus Deum cognoscere.", + "childs": [ + { + "id": "428d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Summum, quod Mens intelligere potest, Deus est, hoc est _(per [Defin. 6](1d6), p. I)_, Ens absolutè infinitum, & sine quo _(per [Prop. 15](115), p. I)_ nihil esse, neque concipi potest ; adeóque _(per Prop. [26](426) & [27](427) hujus)_ summum Mentis utile, sive _(per [Defin. 1](4d1) hujus)_ bonum est Dei cognitio. Deinde Mens, quatenus intelligit, eatenus tantùm agit _(per Prop. [1](301) & [3](303), p. III)_, & eatenus tantùm _(per [Prop. 23](423) hujus)_ potest absolutè dici, quòd ex virtute agit. Est igitur Mentis absoluta virtus intelligere. At summum, quod Mens intelligere potest, Deus est _(ut jam jam demonstravimus)_ : Ergo Mentis summa virtus est Deum intelligere, seu cognoscere. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "429", + "title": "PROPOSITIO 29", + "text": "_Res quæcunque singularis, cujus natura à nostrâ prorsùs est diversa, nostram agendi potentiam nec juvare, nec coërcere potest, & absolutè res nulla potest nobis bona, aut mala esse, nisi commune aliquid nobiscum habeat._", + "childs": [ + { + "id": "429d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cujuscunque rei singularis, & consequenter _(per [Coroll. Prop. 10](210c), p. II)_ hominis potentia, quâ existit, & operatur, non determinatur nisi ab aliâ re singulari _(per [Prop. 28](128), p. I)_, cujus natura _(per [Prop. 6](206), p. II)_ per idem attributum debet intelligi, per quod natura humana concipitur. Nostra igitur agendi potentia, quomodocunque ea concipiatur, determinari, & consequenter juvari, vel coërceri potest potentiâ alterius rei singularis, quæ aliquid commune nobiscum habet, & non potentiâ rei, cujus natura à nostrâ prorsùs est diversa ; & quia id bonum, aut malum vocamus, quod causa est Lætitiæ, aut Tristitiæ _(per [Prop. 8](408) hujus)_, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, quod nostram agendi potentiam auget, vel minuit, juvat, vel coërcet, ergo res, cujus natura à nostrâ prorsùs est diversa, nobis neque bona, neque mala esse potest. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "430", + "title": "PROPOSITIO 30", + "text": "_Res nulla per id, quod cum nostrâ naturâ commune habet, potest esse mala ; sed quatenus nobis mala est, eatenus est nobis contraria._", + "childs": [ + { + "id": "430d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Id malum vocamus, quod causa est Tristitiæ _(per [Prop. 8](408) hujus)_, hoc est _(per ejus Defin., quam vide in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, quod nostram agendi potentiam minuit, vel coërcet. Si igitur res aliqua per id, quod nobiscum habet commune, nobis esset mala, posset ergo res id ipsum, quod nobiscum commune habet, minuere, vel coërcere, quod _(per [Prop. 4](304), p. III)_ est absurdum. Nulla igitur res per id, quod nobiscum commune habet, potest nobis esse mala ; sed contrà quatenus mala est, hoc est _(ut jam jam ostendimus)_, quatenus nostram agendi potentiam minuere, vel coërcere potest, eatenus _(per [Prop. 5](305), p. III)_ nobis est contraria. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "431", + "title": "PROPOSITIO 31", + "text": "_Quatenus res aliqua cum nostrâ naturâ ronvenit, eatenus necessariò bona est._", + "childs": [ + { + "id": "431d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quatenus enim res aliqua cum nostrâ naturâ convenit, non potest _(per [Prop. præced.](430))_ esse mala. Erit ergo necessariò vel bona, vel indifferens. Si hoc ponatur, nempe, quòd neque bona sit, neque mala, nihil ergo _(per [Defin. 1](4d1) hujus)_ ex ipsius naturâ sequetur, quod nostræ naturæ conservationi inservit, hoc est _(per Hypothesin)_, quod ipsius rei naturæ conservationi inservit ; sed hoc est absurdum _(per [Prop. 6](306), p. III)_ ; erit ergo, quatenus cum nostrâ naturâ convenit, necessariò bona. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "431c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, quòd, quò res aliqua magis cum nostrâ naturâ convenit, eò nobis est utilior, seu magis bona, & contrà quò res aliqua nobis est utilior, eatenus cum nostrâ naturâ magis convenit. Nam quatenus cum nostrâ naturâ non convenit, erit necessariò à nostrâ naturâ diversa, vel eidem contraria. Si diversa, tum _(per [Prop. 29](429) hujus)_ neque bona, neque mala esse poterit ; si autem contraria, erit ergo etiam ei contraria, quæ cum nostrâ naturâ convenit, hoc est _(per [Prop. præced.](431))_, contraria bono, seu mala. Nihil igitur, nisi quatenus cum nostrâ naturâ convenit, potest esse bonum, atque adeò, quò res aliqua magis cum nostrâ naturâ convenit, eò est utilior, & contrà. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "432", + "title": "PROPOSITIO 32", + "text": "_Quatenus homines passionibus sunt obnoxii, non possunt eatenus dici, quòd naturâ conveniant._", + "childs": [ + { + "id": "432d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quæ naturâ convenire dicuntur, potentiâ convenire intelliguntur _(per [Prop. 7](307), p. III)_, non autem impotentiâ, seu negatione, & consequenter _(vide [Schol. Prop. 3](303sc), p. III)_ neque etiam passione ; quare homines, quatenus passionibus sunt obnoxii, non possunt dici, quòd naturâ conveniant." + }, + { + "id": "432sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Res etiam per se patet ; qui enim ait, album, & nigrum in eo solummodò convenire, quòd neutrum sit rubrum, is absolutè affirmat album, & nigrum nullâ in re convenire. Sic etiam si quis ait, lapidem, & hominem in hoc tantùm convenire, quòd uterque sit finitus, impotens, vel quòd ex necessitate suæ naturæ non existit, vel denique quòd à potentiâ causarum externarum indefinitè superatur, is omninò affirmat, lapidem, & hominem nullâ in re convenire ; quæ enim in solâ negatione, sive in eo, quod non habent, conveniunt, ea reverâ nullâ in re conveniunt." + } + ] + }, + { + "id": "433", + "title": "PROPOSITIO 33", + "text": "_Homines naturâ discrepare possunt, quatenus affectibus, qui passiones sunt, conflictantur, & eatenus etiam unus, idemque homo varius est, & inconstans._", + "childs": [ + { + "id": "433d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectuum natura, seu essentia non potest per solam nostram essentiam, seu naturam explicari _(per Defin. [1](3d1) & [2](3d2), p. III)_, sed potentiâ, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, naturâ causarum externarum, eum nostrâ comparatâ, definiri debet ; unde fit, ut uniuscujusque affectûs tot species dentur, quot sunt species objectorum, à quibus afficimur _(vide [Prop. 56](356), p. III)_, & ut homines ab uno, eodemque objecto diversimodè afficiantur _(vide [Prop. 51](351), p. III)_, atque eatenus naturâ discrepent, & denique ut unus, idemque homo _(per eandem [Prop. 51](351), p. III)_ erga idem objectum diversimodè afficiatur, atque eatenus varius sit, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "434", + "title": "PROPOSITIO 34", + "text": "_Quatenus homines affectibus, qui passiones sunt, conflictantur, possunt invicem esse contrarii._", + "childs": [ + { + "id": "434d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Homo ex. gr. Petrus potest esse causa, ut Paulus contristetur, propterea quòd aliquid habet simile rei, quam Paulus odit _(per [Prop. 16](316), p. III)_, vel propterea quòd Petrus solus re aliquâ potitur, quam ipse Paulus etiam amat _(vide [Prop. 32](332), p. III cum ejusdem [Schol.](332sc))_, vel ob alias causas _(harum præcipuas vide in [Schol. Prop. 55](355c1sc), p. III)_, atque adeò inde fiet _(per [Defin. 7](3ad7) Affect.)_, ut Paulus Petrum odio habeat, & consequenter facilè fiet _(per [Prop. 40](340), p. III cum ejus [Schol.](340sc))_, ut Petrus Paulum contrà odio habeat, atque adeò _(per [Prop. 39](339), p. III)_ ut invicem malum inferre conentur ; hoc est _(per [Prop. 30](430) hujus)_, ut invicem sint contrarii. At affectus Tristitiæ semper passio est _(per [Prop. 59](359), p. III)_ ; ergo homines, quatenus conflictantur affectibus, qui passiones sunt, possunt invicem esse contrarii. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "434sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Dixi, quòd Paulus odio Petrum habeat, quia imaginatur, id eundem possidere, quod ipse Paulus etiam amat ; unde primâ fronte videtur sequi, quòd hi duo ex eo, quòd idem amant, & consequenter ex eo, quòd naturâ conveniunt, sibi invicem damno sint ; atque adeò, si hoc verum est, falsæ essent Propositio [30](430) & [31](431) hujus Partis. Sed si rem æquâ lance examinare velimus, hæc omnia convenire omninò videbimus. Nam hi duo non sunt invicem molesti, quatenus naturâ conveniunt, hoc est, quatenus uterque idem amat, sed quatenus ab invicem discrepant. Nam quatenus uterque idem amat, eo ipso utriusque amor fovetur _(per [Prop. 31](331), p. III))_, hoc est _(per [Defin. 6 Affect.](3ad6))_, eo ipso utriusque Lætitia fovetur. Quare longè abest, ut quatenus idem amant, & naturâ conveniunt, invicem molesti sint. Sed hujus rei causa, ut dixi, nulla alia est, quàm quia naturâ discrepare supponuntur. Supponimus namque Petrum ideam habere rei amatæ jam possessæ, & Paulum contrà ideam rei amatæ amissæ. Unde fit, ut hic Tristitiâ & ille contrà Lætitiâ afficiatur ; atque eatenus invicem contrarii sint: Et ad hunc modum ostendere facilè possumus reliquas odii causas ab hoc solo pendêre, quòd homines naturâ discrepant, & non ab eo, in quo conveniunt." + } + ] + }, + { + "id": "435", + "title": "PROPOSITIO 35", + "text": "_Quatenus homines ex ductu rationis vivunt, eatenus tantùm naturâ semper necessariò conveniunt._", + "childs": [ + { + "id": "435d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quatenus homines affectibus, qui passiones sunt, conflictantur, possunt esse naturâ diversi _(per [Prop. 33](433) hujus)_, & invicem contrarii _(per [Prop. præced.](434))_. Sed eatenus homines tantùm agere dicuntur, quatenus ex ductu rationis vivunt _(per [Prop. 3](303), p. III)_, atque adeò quicquid ex humanâ naturâ ; quatenus ratione definitur, sequitur, id _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_ per solam humanam naturam, tanquam per proximam suam causam, debet intelligi. Sed quia unusquisque ex suæ naturæ legibus id appetit, quod bonum, & id amovere conatur, quod malum esse judicat _(per [Prop. 19](419) hujus)_ ; & cùm præterea id, quod ex dictamine rationis bonum, aut malum esse judicamus, necessariò bonum, aut malum sit _(per [Prop. 41](241), p. II)_. Ergo homines, quatenus ex ductu rationis vivunt, eatenus tantùm ea necessariò agunt, quæ humanæ naturæ, & consequenter unicuique homini necessariò bona sunt, hoc est (per [Coroll. Prop. 31](431c) hujus), quæ cum naturâ uniuscujusque hominis conveniunt ; atque adeò homines etiam inter se, quatenus ex ductu rationis vivunt, necessariò semper conveniunt. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "435c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Nihil singulare in rerum naturâ datur, quod homini sit utilius, quàm homo, qui ex ductu rationis vivit. Nam id homini utilissimum est, quod cum suâ naturâ maximè convenit _(per [Coroll. Prop. 31](431c) hujus)_, hoc est _(ut per se notum)_, homo. At homo ex legibus suæ naturæ absolutè agit, quando ex ductu rationis vivit, _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_, & eatenus tantùm cum naturâ alterius hominis necessariò semper convenit _(per [Prop. præced.](435))_ ; ergo homini nihil inter res singulares utilius datur, quàm homo, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "435c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Cùm maximè unusquisque homo suum sibi utile quærit, tum maximè homines sunt sibi invicem utiles. Nam quò magis unusquisque suum utile quærit, & se conservare conatur, eò magis virtute præditus est _(per [Prop. 20](420) hujus)_, sive quod idem est _(per [Defin. 8](4d8) hujus)_, eò majore potentiâ præditus est ad agendum ex suæ naturæ legibus, hoc est _(per [Prop. 3](303), p. III)_, ad vivendum ex ductu rationis. At homines tum maximè naturâ conveniunt, cùm ex ductu rationis vivunt _(per [Prop. præced.](435))_ ; ergo _(per [Coroll. præced.](435c1))_ tum maximè homines erunt sibi invicem utiles, cùm maximè unusquisque suum utile sibi quærit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "435sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quæ modò ostendimus, ipsa etiam experientia quotidie tot, tamque luculentis testimoniis testatur, ut omnibus ferè in ore sit : hominem homini Deum esse. Fit tamen rarò, ut homines ex ductu rationis vivant ; sed cum iis ità comparatum est, ut plerumque invidi, atque invicem molesti sint. At nihilominùs vitam solitariam vix transigere queunt, ità ut plerisque illa definitio, quòd homo sit animal sociale, valdè arriserit ; & reverâ res ità se habet, ut ex hominum communi societate multò plura commoda oriantur, quàm damna. Rideant igitur, quantùm velint, res humanas Satyrici, easque detestentur Theologi, & laudent, quantùm possunt, Melancholici vitam incultam, & agrestem, hominesque contemnant, & admirentur bruta ; experientur tamen homines mutuo auxilio ea, quibus indigent, multò faciliùs sibi parare, & non nisi junctis viribus pericula, quæ ubique imminent, vitare posse ; ut jam taceam, quòd multò præstabilius sit, & cognitione nostrâ magis dignum, hominum, quàm brutorum facta contemplari. Sed de his aliàs prolixiùs." + } + ] + }, + { + "id": "436", + "title": "PROPOSITIO 36", + "text": "_Summum bonum eorum, qui virtutem sectantur, omnibus commune est, eoquè omnes æque gaudere possunt._", + "childs": [ + { + "id": "436d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex virtute agere est ex ductu rationis agere _(per [Prop. 24](424) hujus)_, & quicquid ex ratione conamur agere, est intelligere _(per [Prop. 26](426) hujus)_, atque adeò _(per [Prop. 28](428) hujus)_ summum bonum eorum, qui virtutem sectantur, est Deum cognoscere, hoc est (per [Prop. 47](247), p. II & ejusdem [Schol.](247sc)), bonum, quod omnibus hominibus commune est, & ab omnibus hominibus, quatenus ejusdem sunt naturæ, possideri æquè potest. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "436sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Si quis autem roget, quid si summum bonum eorum, qui virtutem sectantur, non esset omnibus commune? an non inde, ut suprà _(vide [Prop. 34](434) hujus)_ sequeretur, quòd homines, qui ex ductu rationis vivunt, hoc est _(per [Prop. 35](435) hujus)_, homines, quatenus naturâ conveniunt, essent invicem contrarii? Is hoc sibi responsum habeat, non ex accidenti, sed ex ipsâ naturâ rationis oriri, ut hominis summum bonum omnibus sit commune, nimirùm, quia ex ipsâ humanâ essentiâ, quatenus ratione definitur, deducitur ; & quia homo nec esse, nec concipi posset, si potestatem non haberet gaudendi hoc summo bono. Pertinet namque (per [Prop. 47](247), p. II) ad Mentis humanæ essentiam, adæquatam habere cognitionem æternæ, & infinitæ essentiæ Dei." + } + ] + }, + { + "id": "437", + "title": "PROPOSITIO 37", + "text": "_Bonum, quod unusquisque, qui sectatur virtutem, sibi appetit, reliquis hominibus etiam cupiet, & eò magis, quò majorem Dei habuerit cognitionem._", + "childs": [ + { + "id": "437d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Homines, quatenus ex ductu rationis vivunt, sunt homini utilissimi _(per [Coroll. 1 Prop. 35](435c1) hujus)_, atque adeò _(per [Prop. 19](419) hujus)_ ex ductu rationis conabimur necessariò efficere, ut homines ex ductu rationis vivant. At bonum, quod unusquisque, qui ex rationis dictamine vivit, hoc est _(per [Prop. 24](424) hujus)_, qui virtutem sectatur, sibi appetit, est intelligere _(per [Prop. 26](426) hujus)_ ; ergo bonum, quod unusquisque, qui virtutem sectatur, sibi appetit, reliquis hominibus etiam cupiet. Deinde Cupiditas, quatenus ad Mentem refertur, est ipsa Mentis essentia _(per [Defin. 1 Affect.](3ad1))_ ; Mentis autem essentia in cognitione consistit _(per [Prop. 11](211), p. II)_, quæ Dei cognitionem involvit _(per [Prop. 47](247), p. II)_, & sine quâ _(per [Prop. 15](115), p. I)_ nec esse, nec concipi potest ; adeóque quò Mentis essentia majorem Dei cognitionem involvit, eò Cupiditas, quâ is, qui virtutem sectatur, bonum, quod sibi appetit, alteri cupit, etiam major erit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "437a", + "type": "_Aliter_", + "text": "Bonum, quod homo sibi appetit, & amat, constantiùs amabit, si viderit, alios idem amare _(per [Prop. 31](331), p. III)_ ; atque adeò _(per [Coroll.](331sc) ejusdem Prop.)_ conabitur, ut reliqui idem ament ; & quia hoc bonum _(per [Prop. præced.](436))_ omnibus commune est, eoque omnes gaudere possunt, conabitur ergo _(per eandem rationem)_, ut omnes eodem gaudeant, & _(per [Prop. 37](337), p. III)_ eò magis, quò hoc bono magis fruetur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "437sc1", + "type": "SCHOLIUM 1", + "text": "Qui ex solo affectu conatur, ut reliqui ament, quod ipse amat, & ut reliqui ex ipsius ingenio vivant, solo impetu agit, & ideò odiosus est, præcipuè iis, quibus alia placent, quique propterea etiam student, & eodem impetu conantur, ut reliqui contrà ex ipsorum ingenio vivant. Deinde quoniam summum, quod homines ex affectu appetunt, bonum sæpe tale est, ut unus tantùm ejus possit esse compos, hinc fit, ut qui amant, mente sibi non constent, & dum laudes rei, quam amant, narrare gaudent, timeant credi. At qui reliquos conatur ratione ducere, non impetu, sed humaniter, & benignè agit, & sibi mente maximè constat. Porrò quicquid cupimus, & agimus, cujus causa sumus, quatenus Dei habemus ideam, sive quatenus Deum cognoscimus, ad Religionem refero. Cupiditatem autem bene faciendi, quæ eo ingeneratur, quòd ex rationis ductu vivimus, Pietatem voco. Cupiditatem deinde, quà homo, qui ex ductu rationis vivit, tenetur, ut reliquos sibi amicitiâ jungat, Honestatem voco, & id honestum, quod homines, qui ex ductu rationis vivunt, laudant, & id contrà turpe, quod conciliandæ amicitiæ repugnat. Præter hæc, civitatis etiam quænam sint fundamenta ostendi. Differentia deinde inter veram virtutem, & impotentiam facilè ex suprà dictis percipitur ; nempe quòd vera virtus nihil aliud sit, quàm ex solo rationis ductu vivere ; atque adeò impotentia in hoc solo consistit, quòd homo à rebus, quæ extra ipsum sunt, duci se patiatur, & ab iis ad ea agendum determinetur, quæ rerum externarum communis constitutio, non autem ea, quæ ipsa ipsius natura, in se solâ considerata, postulat. Atque hæc illa sunt, quæ in [Scholio Propositionis 18](418sc) hujus Partis demonstrare promisi, ex quibus apparet legem illam de non mactandis brutis, magis vanâ superstitione, & muliebri misericordiâ, quàm sanâ ratione fundatam esse. Docet quidem ratio nostrum utile quærendi, necessitudinem cum hominibus jungere, sed non cum brutis, aut rebus, quarum natura à naturâ humanâ est diversa ; sed idem jus, quod illa in nos habent, nos in ea habere. Imò quia uniuscujusque jus virtute, seu potentiâ uniuscujusque definitur, longè majus homines in bruta, quàm hæc in homines jus habent. Nec tamen nego bruta sentire ; sed nego, quòd propterea non liceat nostræ utilitati consulere, & iisdem ad libitum uti, eademque tractare, prout nobis magis convenit ; quandoquidem nobiscum naturâ non conveniunt, & eorum affectûs ab affectibus humanis sunt naturâ diversi _(vide [Schol. Prop. 57](357sc), p.III)_. Superest, ut explicem, quid justum, quid injustum, quid peccatum, & quid denique meritum sit. Sed de his vide seq. Scholium." + }, + { + "id": "437sc2", + "type": "SCHOLIUM 2", + "text": "In [Appendice](1app) Partis Primæ explicare promisi, quid laus, & vituperium, quid meritum, & peccatum, quid justum, & injustum sit. Laudem, & vituperium quod attinet, in [Scholio Propositionis 29](329sc) Partis III explicui ; de reliquis autem hîc jam erit dicendi locus. Sed priùs pauca de statu hominis naturali, & civili dicenda sunt. \nExistit unusquisque summo naturæ jure, & consequenter summo naturæ jure unusquisque ea agit, quæ ex suæ naturæ necessitate sequuntur ; atque adeò summo naturæ jure unusquisque judicat, quid bonum, quid malum sit, suæque utilitati ex suo ingenio consulit _(vide Prop. [19](419) & [20](420) hujus)_, seseque vindicat _(vide [Coroll. 2 Prop. 40](340c2), p. III)_, & id, quod amat, conservare, & id, quod odio habet, destruere conatur _(vide [Prop. 28](328), p. III)_. Quòd si homines ex ductu rationis viverent, potiretur unusquisque _(per [Coroll. 1 Prop. 35](435c1) hujus)_ hoc suo jure absque ullo alterius damno. Sed quia affectibus sunt obnoxii _(per [Coroll. Prop. 4](404c) hujus)_, qui potentiam, seu virtutem humanam longè superant _(per [Prop. 6](406) hujus)_, ideò sæpe diversi trahuntur _(per [Prop. 33](433) hujus)_, atque sibi invicem sunt contrarii _(per [Prop. 34](434) hujus)_, mutuo dum auxilio indigent _(per [Schol. Prop. 35](435sc) hujus)_. Ut igitur homines concorditer vivere, & sibi auxilio esse possint, necesse est, ut jure suo naturali cedant, & se invicem securos reddant, se nihil acturos, quod possit in alterius damnum cedere. Quâ autem ratione hoc fieri possit, ut scilicet homines, qui affectibus necessariò sunt obnoxii (per _[Coroll. Prop. 4](404c) hujus)_, atque inconstantes, & varii _(per [Prop. 33](433) hujus)_, possint se invicem securos reddere, & fidem invicem habere, patet ex [Propositione 7](407) hujus Partis & [Propositione 39](339) Partis III. Nempe quòd nullus affectus coërceri potest, nisi affectu fortiore, & contrario affectui coërcendo, & quòd unusquisque ab inferendo damno abstinet timore majoris damni. Hâc igitur lege Societas firmari poterit, si modò ipsa sibi vindicet jus, quod unusquisque habet, sese vindicandi, & dé bono, & malo judicandi ; quæque adeò potestatem habeat communem vivendi rationem præscribendi, legesque ferendi, easque non ratione, quæ affectûs coërcere nequit _(per [Schol. Prop. 17](417sc) hujus)_, sed minis firmandi. Hæc autem Societas, legibus, & potestate sese conservandi firmata, Civitas appellatur, &, qui ipsius jure defenduntur, Cives ; ex quibus facilè intelligimus, nihil in statu naturali dari, quod ex omnium consensu bonum, aut malum sit ; quandoquidem unusquisque, qui in statu est naturali, suæ tantummodò utilitati consulit, & ex suo ingenio, & quatenus suæ utilitatis tantùm habet rationem, quid bonum, quidve malum sit, decernit, & nemini, nisi sibi soli, obtemperare lege ullâ tenetur ; atque adeò in statu naturali peccatum concipi nequit. At quidem in statu Civili, ubi & communi consensu decernitur, quid bonum, quidve malum sit, & unusquisque Civitati obtemperare tenetur. Est itaque peccatum nihil aliud, quàm inobedientia, quæ propterea solo Civitatis jure punitur, & contrà obedientia Civi meritum ducitur, quia eo ipso dignus judicatur, qui Civitatis commodis gaudeat. Deinde in statu naturali nemo ex communi consensu alicujus rei est Dominus, nec in Naturâ aliquid datur, quod possit dici hujus hominis esse, & non illius ; sed omnia omnium sunt ; ac proinde in statu naturali nulla potest concipi voluntas unicuique suum tribuendi, aut alicui id, quod ejus sit, eripiendi, hoc est, in statu naturali nihil fit, quod justum, aut injustum possit dici ; at quidem in statu civili, ubi ex communi consensu decernitur, quid hujus, quidve illius sit. Ex quibus apparet, justum, & injustum, peccatum, & meritum notiones esse extrinsecas, non autem attributa, quæ Mentis naturam explicent. Sed de his satis." + } + ] + }, + { + "id": "438", + "title": "PROPOSITIO 38", + "text": "_Id, quod Corpus humanum ità disponit, ut pluribus modis possit affici, vel quod idem aptum reddit ad Corpora externa pluribus modis afficiendum, homini est utile ; & eò utilius, quò Corpus ab eo aptius redditur, ut pluribus modis afficiatur, aliaque corpora afficiat, & contrà id noxium est, quod Corpus ad hæc minùs aptum reddit._", + "childs": [ + { + "id": "438d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quò Corpus ad hæc aptius redditur, eò Mens aptior ad percipiendum redditur _(per [Prop. 14](214), p. II)_ ; adeóque id, quod Corpus hâc ratione disponit, aptumque ad hæc reddit, est necessariò bonum, seu utile _(per Prop. [26](426) & [27](427) hujus)_, & eò utilius, quò Corpus ad hæc aptius potest reddere, & contrà _(per eandem [Prop. 14](214), p. II inversam, & Prop. [26](426) & [27](427) hujus)_ noxium, si corpus ad hæc minùs aptum reddat. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "439", + "title": "PROPOSITIO 39", + "text": "_Quæ efficiunt, ut motûs, & quietis ratio, quam Corporis humani partes ad invicem habent, conservetur, bona sunt ; & ea contrà mala, quæ efficiunt, ut Corporis humani partes aliam ad invicem motûs, & quietis habeant rationem._", + "childs": [ + { + "id": "439d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Corpus humanum indiget, ut conservetur, plurimis aliis corporibus _(per [Post. 4](213p4), p. II)_. At id, quòd formam humani Corporis constituit, in hoc consistit, quod ejus Partes motûs suos certâ quâdam ratione sibi invicem communicent _(per [Defin.](213def) ante Lem. 4, quam vide post Prop. 13 p. II)_. Ergo quæ efficiunt, ut motûs, & quietis ratio, quam Corporis humani Partes ad invicem habent, conservetur, eadem humani Corporis formam conservant, & consequenter efficiunt _(per Post. [3](213p3) & [6](213p6), p. II)_, ut Corpus humanum multis modis affici, & ut idem corpora externa multis modis afficere possit ; adeóque _(per [Prop. præced.](438))_ bona sunt. Deinde, quæ efficiunt, ut Corporis humani partes aliam motûs, & quietis rationem obtineant, eadem _(per eandem [Defin.](213def), p. II)_ efficiunt, ut Corpus humanum aliam formam induat, hoc est _(ut per se notum, & in fine [præfationis](4pr), hujus partis monuimus)_, ut Corpus humanum destruatur, & consequenter ut omninò ineptum reddatur, ne possit pluribus modis affici, ac proinde _(per [Prop. præced.](438)))_ mala sunt. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "439sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quantùm hæc Menti obesse, vel prodesse possunt, in Quintâ Parte explicabitur. Sed hîc notandum, quòd Corpus tum mortem obire intelligam, quando ejus partes itâ disponuntur, ut aliam motûs, & quietis rationem ad invicem obtineant. Nam negare non audeo Corpus humanum, retentâ sanguinis circulatione, & aliis, propter quæ Corpus vivere existimatur, posse nihilominùs in aliam naturam à suâ prorsùs diversam mutari. Nam nulla ratio me cogit, ut statuam Corpus non mori, nisi mutetur in cadaver ; quin ipsa experientia aliud suadere videtur. Fit namque aliquando, ut homo tales patiatur mutationes, ut non facilè eundem illum esse dixerim, ut de quodam Hispano Poëtâ narrare audivi, qui morbo correptus fuerat, & quamvis ex eo convaluerit, mansit tamen præteritæ suæ vitæ tam oblitus, ut Fabulas, & Tragoedias, quas fecerat, suas non crediderit esse, & sanè pro infante adulto haberi potuisset, si vernaculæ etiam linguæ fuisset oblitus. Et si hoc incredibile videtur, quid de infantibus dicemus? Quorum naturam homo provectæ ætatis à suâ tam diversam esse credit, ut persuaderi non posset, se unquam infantem fuisse, nisi ex aliis de se conjecturam faceret. Sed ne superstitiosis materiam suppeditem movendi novas quæstiones, malo hæc in medio relinquere." + } + ] + }, + { + "id": "440", + "title": "PROPOSITIO 40", + "text": "_Quæ ad hominum communem Societatem conducunt, sive quæ efficiunt, ut homines concorditer vivant, utilia sunt ; & illa contrà mala, quæ discordiam in Civitatem inducunt._", + "childs": [ + { + "id": "440d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nam quæ efficiunt, ut homines concorditer vivant, simul efficiunt, ut ex ductu rationis vivant _(per [Prop. 35](435) hujus)_, atque adeò _(per Prop. [26](426) & [27](427) hujus)_ bona sunt, & _(per eandem rationem)_ illa contrà mala sunt, quæ discordias concitant. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "441", + "title": "PROPOSITIO 41", + "text": "_Lætitia directè mala non est, sed bona ; Tristitia autem contra directè est mala._", + "childs": [ + { + "id": "441d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Lætitia _(per [Prop. 11](311), p. III cum ejusdem [Schol.](311sc))_ est affectus, quo corporis agendi potentia augetur, vel juvatur ; Tristitia autem contrà est affectus, quo corporis agendi potentia minuitur, vel coërcetur ; adeóque _(per [Prop. 38](438) hujus)_ Lætitia directè bona est, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "442", + "title": "PROPOSITIO 42", + "text": "_Hilaritas excessum habere nequit, sed semper bona est, & contrà Melancholia semper mala._", + "childs": [ + { + "id": "442d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hilaritas _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_ est Lætitia, quæ, quatenus ad Corpus refertur, in hoc consistit, quòd Corporis omnes partes pariter sint affectæ, hoc est _(per [Prop. 11](311), p. III)_, quòd Corporis agendi potentia augetur, vel juvatur, ità ut omnes ejus partes eandem ad invicem motûs, & quietis rationem obtineant ; atque adeò _(per [Prop. 39](439) hujus)_ Hilaritas semper est bona, nec excessum habere potest. At Melancholia _(cujus etiam Defin. vide in eodem [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_ est Tristitia, quæ, quatenus ad Corpus refertur, in hoc consistit, quòd Corporis agendi potentia absolutè minuitur, vel coërcetur ; adeóque _(per [Prop. 38](438) hujus)_ semper est mala. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "443", + "title": "PROPOSITIO 43", + "text": "_Titillatio excessum habere potest, & mala esse ; Dolor autem eatenus potest esse bonus, quatenus Titillatio, seu Lætitia est mala._", + "childs": [ + { + "id": "443d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Titillatio est Lætitia, quæ, quatenus ad Corpus refertur, in hoc consistit, quòd una, vel aliquot ejus partes præ reliquis afficiuntur _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, cujus affectûs potentia tanta esse potest, ut reliquas Corporis actiones superet _(per [Prop. 6](406) hujus)_, eique pertinaciter adhæreat, atque adeò impediat, quominùs Corpus aptum sit, ut plurimis aliis modis afficiatur, adeóque _(per [Prop. 38](438) hujus)_ mala esse potest. Deinde Dolor, qui contrà Tristitia est, in se solo consideratus, non potest esse bonus _(per [Prop. 41](441) hujus)_. Verùm quia ejus vis, & incrementum definitur potentiâ causæ externæ cum nostrâ comparatâ _(per [Prop. 5](405) hujus)_, possumus ergo hujus affectûs infinitos virium concipere gradûs, & modos _(per [Prop. 3](403) hujus)_ ; atque adeò eundem talem concipere, qui Titillationem possit coërcere, ut excessum non habeat, & eatenus _(per primam partem Prop. hujus)_ efficere, ne corpus minùs aptum reddatur, ac proinde eatenus erit bonus. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "444", + "title": "PROPOSITIO 44", + "text": "_Amor, & Cupiditas excessum habere possunt._", + "childs": [ + { + "id": "444d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Amor est Lætitia _(per [Defin. 6](3ad6) Affect.)_, concomitante ideâ causæ externæ : Titillatio igitur _(per [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, concomitante ideâ causæ externæ Amor est ; atque adeò Amor _(per [Prop. præced.](443))_ excessum habere potest. Deinde Cupiditas eò est major, quo affectus, ex quo oritur, major est _(per [Prop. 37](337), p. III)_. Quare ut affectus _(per [Prop. 6](406) hujus)_ reliquas hominis actiones superare potest, sic etiam Cupiditas, quæ ex eodem affectu oritur, reliquas Cupiditates superare, ac proinde eundem excessum habere poterit, quem in præcedenti Propositione Titillationem habere ostendimus. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "444sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hilaritas, quam bonam esse dixi, concipitur faciliùs, quàm observatur. Nam affectûs, quibus quotidie conflictamur, referuntur plerumque ad aliquam Corporis partem, quæ præ reliquis afficitur, ac proinde affectûs ut plurimùm excessum habent, & Mentem in solâ unius objecti contemplatione ità detinent, ut de aliis cogitare nequeat ; & quamvis homines pluribus affectibus obnoxii sint, atque adeò rari reperiantur, qui semper uno, eodemque affectu conflictentur, non desunt tamen, quibus unus, idemque affectus pertinaciter adhæreat. Videmus enim homines aliquando ab uno objecto ità affici, ut quamvis præsens non sit, ipsum tamen coram habere credant, quod quando homini non dormienti accidit, eundem delirare dicimus, vel insanire ; nec minùs insanire creduntur, qui Amore ardent, quique noctes, atque dies solam amasiam, vel meretricem somniant, quia risum movere solent. At cùm avarus de nullâ aliâ re, quàm de lucro, vel de nummis cogitet, & ambitiosus de gloriâ, &c. hi non creduntur delirare, quia molesti solent esse, & Odio digni æstimantur. Sed reverâ Avaritia, Ambitio, Libido, &c. delirii species sunt, quamvis inter morbos non numerentur." + } + ] + }, + { + "id": "445", + "title": "PROPOSITIO 45", + "text": "_Odium nunquam potest esse bonum._", + "childs": [ + { + "id": "445d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hominem, quem odimus, destruere conamur _(per [Prop. 39](339), p. III)_, hoc est (per Prop. 37 hujus), aliquid conamur, quod malum est. Ergo &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "445sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Nota, me hîc, & in seqq. per Odium illud tantùm intelligere, quod est erga homines." + }, + { + "id": "445c1", + "type": "COROLLARIUM 1", + "text": "Invidia, irrisio, contemptus, ira, vindicta & reliqui affectus qui ad odium referuntur vel ex eodem oriuntur, mali sunt, quod etiam ex [Prop. 39](339) partis III & [Prop. 37](437) hujus patet." + }, + { + "id": "445c2", + "type": "COROLLARIUM 2", + "text": "Quicquid ex eo, quòd odio affecti sumus, appetimus, turpe, & in Civitate injustum est. Quod etiam patet ex [Prop. 39](339) p. III & ex Defin. turpis, & injusti, quas vide in Schol. [1](437sc1) [2](437sc2) Prop. 37 hujus." + }, + { + "id": "445c2sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Inter Irrisionem (quam in [Coroll. 1](445c1) malam esse dixi), & risum magnam agnosco differentiam. Nam risus, ut & jocus mera est Lætitia ; adeóque, modo excessum non habeat, per se bonus est _(per [Prop. 41](441) hujus)_. Nihil profectò nisi torva, & tristis superstitio delectari prohibet. Nam quî magis decet famem, & sitim extinguere, quàm melancholiam expellere? Mea hæc est ratio, & sic animum induxi meum. Nullum numen, nec alius, nisi invidus, meâ impotentiâ, & incommodo delectatur, nec nobis lacrimas, singultûs, metum, & alia hujusmodi, quæ animi impotentis sunt signa, virtuti ducit ; sed contrà, quo majori Lætitiâ afficimur, eò ad majorem perfectionem transimus, hoc est, eò nos magis de naturâ divinâ participare necesse est. Rebus itaque uti, & iis, quantùm fieri potest, delectari (non quidem ad nauseam usque, nam hoc delectari non est) viri est sapientis. Viri, inquam, sapientis est, moderato, & suavi cibo, & potu se reficere, & recreare, ut & odoribus, plantarum virentium amænitate, ornatu, musicâ, ludis exercitatoriis, theatris, & aliis hujusmodi, quibus unusquisque absque ullo alterius damno uti potest. Corpus namque humanum ex plurimis diversæ naturæ partibus componitur, quæ continuò novo alimento indigent, & vario, ut totum Corpus ad omnia, quæ ex ipsius naturâ sequi possunt, æquè aptum sit, & consequenter ut Mens etiam æquè apta sit ad plura simul intelligendum. Hoc itaque vivendi institutum & cum nostris principiis, & cum communi praxi optimè convenit ; quare, si quæ alia, hæc vivendi ratio optima est, & omnibus modis commendanda, nec opus est, de his clariùs, neque prolixiùs agere." + } + ] + }, + { + "id": "446", + "title": "PROPOSITIO 46", + "text": "_Qui ex ductu rationis vivit, quantum potest, conatur alterius in ipsum Odium, Iram, Contemptum, &c. Amore contrà, sive Generositate compensare._", + "childs": [ + { + "id": "446d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Omnes Odii affectûs mali sunt _(per [Coroll. 1 Prop. præced.](445c1))_ ; adeóque, qui ex ductu rationis vivit, quantùm potest, conabitur efficere, ne Odii affectibus conflictetur _(per [Prop. 19](419) hujus)_, & consequenter _(per [Prop. 37](437) hujus)_ conabitur, ne etiam alius eosdem patiatur affectûs. At Odium Odio reciproco augetur, & Amore contrà extingui potest _(per [Prop. 43](343), p. III)_, ità ut Odium in Amorem transeat _(per [Prop. 44](344), p. III)_. Ergo qui ex ductu rationis vivit, alterius Odium &c. Amore contrà compensare conabitur, hoc est, Generositate _(cujus Defin. vide in [Schol. ](359sc), p. III)_. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "446sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Qui injurias reciproco Odio vindicare vult, miserè profectò vivit. At qui contrà studet Odium Amore expugnare, ille sanè lætus, & securè pugnat ; æquè facilè pluribus hominibus, ac uni resistit, & fortunæ auxilio quàm minimè indiget. Quos verò vincit, ii læti cedunt, non quidem ex defectu, sed ex incremento virium ; quæ omnia adeò clarè ex solis Amoris, & intellectûs definitionibus sequuntur, ut opus non sit eadem sigillatim demonstrare." + } + ] + }, + { + "id": "447", + "title": "PROPOSITIO 47", + "text": "_Spei, & Metûs affectûs non possunt esse per se boni._", + "childs": [ + { + "id": "447d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Spei, & Metûs affectûs sine Tristitiâ non dantur. Nam Metus est _(per [Defin. 13](3ad13) Affect.)_ Tristitia ; & Spes _(vide Explicat. Defin. [12](3ad12) & [13](3ad13) Affect.)_ non datur sine Metu, ac proinde _(per [Prop. 41](441) hujus)_ hi affectûs non possunt esse per se boni, sed tantùm quatenus Lætitiæ excessum coërcere possunt _(per [Prop. 43](443) hujus)_. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "447sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Huc accedit, quòd hi affectûs cognitionis defectum, & Mentis impotentiam indicant ; & hâc de causâ etiam Securitas, Desperatio, Gaudium, & Conscientiæ morsus animi impotentis sunt signa. Nam, quamvis Securitas, & Gaudium affectûs sint Lætitiæ, Tristitiam tamen eosdem præcessisse supponunt, nempe Spem, & Metum. Quò itaque magis ex ductu rationis vivere conamur, eò magis Spe minùs pendêre, & Metu nosmet liberare, & fortunæ, quantùm possumus, imperare conamur, nostrasque actiones certo rationis consilio dirigere." + } + ] + }, + { + "id": "448", + "title": "PROPOSITIO 48", + "text": "_Affectus Existimationis, & Despectûs semper mali sunt._", + "childs": [ + { + "id": "448d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hi enim affectûs _(per Defin. [21](3ad21) & [22](3ad22) Affect.)_ rationi repugnant ; adeóque _(per Prop. [26](426) & [24](427) hujus)_ mali sunt. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "449", + "title": "PROPOSITIO 49", + "text": "_Existimatio facilè hominem, qui existimatur, superbum reddit._", + "childs": [ + { + "id": "449d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si videmus, aliquem de nobis plùs justo præ amore sentire, facilè gloriabimur _(per [Schol. Prop. 41](341sc), p. III)_, sive Lætitiâ afficiemur _(per [Defin. 30](3ad30) Affect.)_ ; & id boni, quod de nobis prædicari audimus, facilè credemus _(per [Prop. 25](325), p. III)_ ; atque adeò de nobis præ amore nostri plùs justo sentiemus, hoc est _(per [Defin. 28](3ad28) Affect.)_, facilè superbiemus. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "450", + "title": "PROPOSITIO 50", + "text": "_Commiseratio in homine, qui ex ductu rationis vivit, per se mala, & inutilis est._", + "childs": [ + { + "id": "450d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Commiseratio enim _(per [Defin. 18](3ad18) Affect.)_ Tristitia est ; ac proinde _(per [Prop. 41](441) hujus)_ per se mala ; bonum autem, quod ex eâ sequitur, quòd scilicet hominem, cujus nos miseret, à miseriâ liberare conamur _(per [Coroll. 3 Prop. 27](327c3)], p. III)_, ex solo rationis dictamine facere cupimus _(per [Prop. 37](437) hujus)_, nec nisi ex solo rationis dictamine aliquid, quod certò scimus bonum esse, agere possumus _(per [Prop. 27](427) hujus)_ ; atque adeò commiseratio in homine, qui ex ductu rationis vivit, per se mala est, & inutilis. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "450c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, quod homo, qui ex dictamine rationis vivit, conatur, quantùm potest, efficere, ne commiseratione tangatur." + }, + { + "id": "450sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Qui rectè novit omnia ex naturæ divinæ necessitate sequi, & secundùm æternas naturæ leges, & regulas fieri, is sanè nihil reperiet, quod Odio, Risu, aut Contemptu dignum sit, nec cujusquam miserebitur ; sed, quantùm humana fert virtus, conabitur bene agere, ut ajunt, & lætari. Huc accedit, quod is, qui Commiserationis affectu facilè tangitur, & alterius miseriâ, vel lacrimis movetur, sæpe aliquid agit, cujus postea ipsum poenitet ; tam quia ex affectu nihil agimus, quod certò scimus bonum esse, quàm quia facilè falsis lacrimis decipimur. Atque hîc expresse loquor de homine, qui ex ductu rationis vivit. Nam, qui nec ratione, nec commiseratione movetur, ut aliis auxilio sit, is rectè inhumanus appellatur. Nam _(per [Prop. 27](327), p. III)_ homini dissimilis esse videtur." + } + ] + }, + { + "id": "451", + "title": "PROPOSITIO 51", + "text": "_Favor rationi non repugnat ; sed cum eâdem convenire, & ab eâdem oriri potest._", + "childs": [ + { + "id": "451d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Est enim Favor Amor erga illum, qui alteri benefecit _(per [Defin. 19](3ad19) Affect.)_, atque adeò ad Mentem referri potest, quatenus hæc agere dicitur _(per [Prop. 59](359), p. III)_, hoc est _(per [Prop. 3](303), p. III)_, quatenus intelligit, ac proinde cum ratione convenit, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "451a", + "type": "_Aliter_", + "text": "Qui ex ductu rationis vivit, bonum, quod sibi appetit, alteri etiam cupit _(per [Prop. 37](437) hujus)_ ; quare ex eo, quòd ipse aliquem videt alteri benefacere, ipsius benefaciendi conatus juvatur, hoc est _(per [Schol. Prop. 11](311sc), p. III)_, lætabitur, idque _(ex Hypothesi)_ concomitante ideâ illius, qui alteri benefecit, ac proinde _(per [Defin. 19](3ad19) Affect.)_ ei favet. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "451sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Indignatio, prout ipsa à nobis definitur _(vide [Defin. 20](3ad20) Affect.)_, est necessariò mala _(per [Prop. 45](445) hujus)_ ; sed notandum, quòd quando summa potestas desiderio, quo tenetur, tutandæ pacis civem punit ; qui alteri injuriam fecit, eandem civi indignari non dico, quia non Odio percita ad perdendum civem, sed pietate mota eundem punit." + } + ] + }, + { + "id": "452", + "title": "PROPOSITIO 52", + "text": "_Acquiescentia in se ipso ex ratione oriri potest, & ea sola acquiescentia, quæ ex ratione oritur, summa est, quæ potest dari._", + "childs": [ + { + "id": "452d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Acquiescentia in se ipso est Lætitia orta ex eo, quòd homo se ipsum, suamque agendi potentiam contemplatur _(per [Defin. 25](3ad25) Affect.)_. At vera hominis agendi potentia, seu virtus est ipsa ratio _(per [Prop. 3](303), p. III)_, quam homo clarè, & distinctè contemplatur _(per Prop. [40](240) & [43](243), p. II)_. Ergo acquiescentia in se ipso ex ratione oritur. Deinde nihil homo, dum se ipsum contemplatur, clarè & distinctè, sive adæquatè percipit, nisi ea, quæ ex ipsius agendi potentiâ sequuntur _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_, hoc est (per [Prop. 3](303), p. III), quæ ex ipsius intelligendi potentiâ sequuntur ; adeóque ex solâ hâc contemplatione summa, quæ dari potest, acquiescentia oritur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "452sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Est reverâ Acquiescentia in se ipso summum, quod sperare possumus. Nam _(ut [Prop. 25](425) hujus ostendimus)_ nemo suum esse alicujus finis causâ conservare conatur, & quia hæc Acquiescentia magis magisque fovetur, & corroboratur laudibus _(per [Coroll. Prop. 53](353c), p. III)_, & contrà _(per [Coroll. Prop. 55](355c1), p. III)_ vituperio magis magisque turbatur ; ideo gloriâ maximè ducimur, & vitam cum probro vix ferre possumus." + } + ] + }, + { + "id": "453", + "title": "PROPOSITIO 53", + "text": "_Humilitas virtus non est, sive ex ratione non oritur._", + "childs": [ + { + "id": "453d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Humilitas est Tristitia, quæ ex eo oritur, quòd homo suam impotentiam contemplatur _(per [Defin. 26](3ad26) Affect.)_. Quatenus autem homo se ipsum verâ ratione cognoscit, eatenus suam essentiam intelligere supponitur, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, suam potentiam. Quare si homo, dum se ipsum contemplatur, aliquam suam impotentiam percipit, id non ex eo est, quòd se intelligit, sed _(ut [Prop. 55](355), p. III ostendimus)_ ex eo, quòd ipsius agendi potentia coërcetur. Quod si supponamus, hominem suam impotentiam concipere ex eo, quòd aliquid se potentius intelligit, cujus cognitione suam agendi potentiam determinat, tum nihil aliud concipimus, quàm quòd homo se ipsum distinctè intelligit, sive _(per [Prop. 26](426) hujus)_ quòd ipsius agendi potentia juvatur. Quare Humilitas, seu Tristitia, quæ ex eo oritur, quod homo suam impotentiam contemplatur, non ex verâ contemplatione, seu ratione oritur, nec virtus, sed passio est. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "454", + "title": "PROPOSITIO 54", + "text": "_Pœnitentia virtus non est, sive ex ratione non oritur ; sed is, quem facti poenitet, bis miser, seu impotens est._", + "childs": [ + { + "id": "454d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hujus prima pars demonstratur, ut præced. Propositio. Secunda autem ex solâ hujus affectûs Definitione _(vide [Defin. 27](3ad27) Affect.)_ patet. Nam primò pravâ Cupiditate, dein Tristitiâ vinci se patitur." + }, + { + "id": "454sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quia homines rarò ex dictamine rationis vivunt, ideò hi duo affectûs, nempe Humilitas, & Pœnitentia, & præter hos Spes, & Metus plus utilitatis, quàm damni afferunt ; atque adeò, quandoquidem peccandum est, in istam partem potiùs peccandum. Nam, si homines animo impotentes æquè omnes superbirent, nullius rei ipsos puderet, nec ipsi quicquam metuerent, quî vinculis conjungi, constringique possent? terret vulgus, nisi metuat ; quare non mirum, quòd Prophetæ, qui non paucorum, sed communi utilitati consuluerunt, tantopere Humilitatem, Pœnitentiam, & Reverentiam commendaverint. Et reverâ, qui hisce affectibus sunt obnoxii, multò faciliùs, quàm alii, duci possunt, ut tandem ex ductu rationis vivant, hoc est, ut liberi sint, & beatorum vitâ fruantur." + } + ] + }, + { + "id": "455", + "title": "PROPOSITIO 55", + "text": "_Maxima Superbia, vel Abjectio est maxima sui ignorantia._", + "childs": [ + { + "id": "455d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex Defin. [28](3ad28) & [29](3ad29) Affect." + } + ] + }, + { + "id": "456", + "title": "PROPOSITIO 56", + "text": "_Maxima Superbia, vel Abjectio maximam animi impotentiam indicat._", + "childs": [ + { + "id": "456d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Primum virtutis fundamentum est suum esse conservare _(per [Coroll. Prop. 22](422c) hujus)_, idque ex ductu rationis _(per [Prop. 24](424) hujus)_. Qui igitur se ipsum ignorat, omnium virtutum fundamentum, & consequenter omnes virtutes ignorat. Deinde ex virtute agere nihil aliud est, quàm ex ductu rationis agere (per [Prop. 24](424) hujus), & qui ex ductu rationis agit, scire necessariò debet se ex ductu rationis agere (per [Prop. 43](243), p. II) ; qui itaque se ipsum, & consequenter _(ut jam jam ostendimus)_ omnes virtutes maximè ignorat, is minimè ex virtute agit, hoc est _(ut ex [Defin. 8](4d8) hujus patet)_, maximè animo est impotens ; atque adeò _(per [Prop. præced.](455))_ maxima superbia, vel abjectio maximam animi impotentiam indicat. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "456c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc clarissimè sequitur, superbos, & abjectos maximè affectibus esse obnoxios." + }, + { + "id": "456sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Abjectio tamen faciliùs corrigi potest, quàm superbia, quandoquidem hæc Lætitiæ, illa autem Tristitiæ est affectus ; atque adeò _(per [Prop. 18](418) hujus)_ hæc illâ fortior est." + } + ] + }, + { + "id": "457", + "title": "PROPOSITIO 57", + "text": "_Superbus parasitorum, seu adulatorum præsentiam amat, generosorum autem odit._", + "childs": [ + { + "id": "457d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Superbia est Lætitia orta ex eo, quòd homo de se plùs justo sentit _(per Defin. [28](3ad28) & [6](3ad6) Affect.)_, quam opinionem homo superbus, quantùm potest, fovere conabitur _(vide [Schol. Prop. 13](313sc), p. III)_ ; adeóque superbi, parasitorum, vel adulatorum _(horum Definitiones omisi, quia nimis noti sunt)_ præsentiam amabunt, & generosorum, qui de ipsis, ut par est, sentiunt, fugient. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "457sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Nimis longum foret, hîc omnia Superbiæ mala enumerare, quandoquidem omnibus affectibus obnoxii sunt superbi ; sed nullis minùs, quàm affectibus Amoris, & Misericordiæ. Sed hîc minimè tacendum est, quòd ille etiam superbus vocetur, qui de reliquis minùs justo sentit, atque adeò hoc sensu Superbia definienda est, quòd sit Lætitia orta ex falsâ opinione, quòd homo se supra reliquos esse putat. Et Abjectio huic Superbiæ contraria definienda esset Tristitia orta ex falsâ opinione, quòd homo se infra reliquos esse credit. At hoc posito facilè concipimus, superbum necessariò esse invidum _(vide [Schol. Prop. 55](355c1sc), p. III)_, & eos maximè odio habere, qui maximè ob virtutes laudantur, nec facilè eorum Odium Amore, aut beneficio vinci _(vide [Schol. Prop. 41](341sc), p. III)_, & eorum tantummodò præsentiâ delectari, qui animo ejus impotenti morem gerunt, & ex stulto insanum faciunt. \nAbjectio, quamvis Superbiæ sit contraria, est tamen abjectus superbo proximus. Nam, quandoquidem ejus Tristitia ex eo oritur, quòd suam impotentiam ex aliorum potentiâ, seu virtute judicat, levabitur ergo ejus Tristitia, hoc est, lætabitur, si ejus imaginatio in alienis vitiis contemplandis occupetur, unde illud proverbium natum : _solamen miseris socios habuisse malorum_, & contrà eò magis contristabitur, quò se magis infra reliquos esse crediderit ; unde fit, ut nulli magis ad Invidiam sint proni, quàm abjecti ; & ut isti maximè hominum facta observare conentur ad carpendum magis, quàm ad eadem corrigendum, & ut tandem solam Abjectionem laudent, eâque glorientur ; sed ità, ut tamen abjecti videantur. Atque hæc ex hoc affectu tam necessariò sequuntur, quàm ex naturâ trianguli, quòd ejus tres anguli æquales sint duobus rectis ; & jam dixi me hos, & similes affectûs malos vocare, quatenus ad solam humanam utilitatem attendo. Sed naturæ leges communem naturæ ordinem, cujus homo pars est, respiciunt ; quod hîc in transitu monere volui, ne quis putaret me hîc hominum vitia, & absurda facta narrare, non autem rerum naturam, & proprietates demonstrare voluisse. Nam, ut in [Præfatione](3pr) Partis Tertiæ dixi, humanos affectûs, eorumque proprietates perinde considero, ac reliqua naturalia. Et sanè humani affectûs, si non humanam, naturæ saltem potentiam, & artificium non minùs indicant, quàm multa alia, quæ admiramur, quorumque contemplatione delectamur. Sed pergo de affectibus ea notare, quæ hominibus utilitatem adferunt, vel quæ iisdem damnum inferunt." + } + ] + }, + { + "id": "458", + "title": "PROPOSITIO 58", + "text": "_Gloria rationi non repugnat, sed ab eâ oriri potest._", + "childs": [ + { + "id": "458d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex [Defin. 30](3ad30) Affect. & ex definitione Honesti, quam vide in [Schol. 1 Prop. 37](437sc1) hujus." + }, + { + "id": "458sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Vana, quæ dicitur, gloria est acquiescentia in se ipso, quæ solâ vulgi opinione fovetur, eâque cessante, cessat ipsa acquiescentia, hoc est _(per [Schol. Prop. 52](452sc) hujus)_, summum bonum, quod unusquisque amat ; unde fit, ut qui vulgi opinione gloriatur, quotidianâ curâ anxius nitatur, faciat, experiatur, ut famam conservet. Est namque vulgus varius, & inconstans, atque adeò, nisi conservetur fama, citò abolescit ; imò quia omnes vulgi captare applausûs cupiunt, facilè unusquisque alterius famam reprimit, ex quo, quandoquidem de summo, quod æstimatur, bono certatur, ingens libido oritur se invicem quocunque modo opprimendi, & qui tandem victor evadit, gloriatur magis, quòd alteri obfuit, quàm quòd sibi profuit. Est igitur hæc gloria, seu acquiescentia reverâ vana, quia nulla est. \nQuæ de Pudore notanda sunt, colliguntur facilè ex iis, quæ de Misericordiâ, & Pœnitentiâ diximus. Hoc tantùm addo, quòd ut Commiseratio, sic etiam Pudor, quamvis non sit virtus, bonus tamen est, quatenus indicat, homini, qui Pudore suffunditur, cupiditatem inesse honestè vivendi, sicut dolor, qui eatenus bonus dicitur, quatenus indicat, partem læsam nondum esse putrefactam ; quare, quamvis homo, quem facti alicujus pudet, reverâ sit tristis, est tamen perfectior impudenti, qui nullam habet honestè vivendi cupiditatem. \nAtque hæc sunt, quæ de affectibus Lætitiæ, & Tristitiæ notare susceperam. Ad cupiditates quod attinet, hæ sanè bonæ, aut malæ sunt, quatenus ex bonis, aut malis affectibus oriuntur. Sed omnes reverâ, quatenus ex affectibus, qui passiones sunt, in nobis ingenerantur, cæcæ sunt _(ut facilè colligitur ex iis, quæ in [Schol. Prop. 44](444sc) hujus diximus)_, nec ullius usûs essent, si homines facilè duci possent, ut ex solo rationis dictamine viverent, ut jam paucis ostendam. " + } + ] + }, + { + "id": "459", + "title": "PROPOSITIO 59", + "text": "_Ad omnes actiones, ad quas ex affectu, qui passio est, determinamur, possumus absque eo à ratione determinari._", + "childs": [ + { + "id": "459d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex ratione agere nihil aliud est _(per [Prop. 3](303) & [Defin. 2](3ad2), p. III)_, quàm ea agere, quæ ex necessitate nostræ naturæ, in se solâ consideratæ, sequuntur. At Tristitia eatenus mala est, quatenus hanc agendi potentiam minuit, vel coërcet _(per [Prop. 41](441) hujus)_ ; ergo ex hoc affectu ad nullam actionem possumus determinari, quam non possemus agere, si ratione duceremur. Præterea Lætitia eatenus mala est, quatenus impedit, quominùs homo ad agendum sit aptus _(per Prop. [41](441) & [41](441) hujus)_, atque adeò eatenus etiam ad nullam actionem determinari possumus, quam non possemus agere, si ratione duceremur. Denique quatenus Lætitia bona est, eatenus cum ratione convenit (consistit enim in eo, quòd hominis agendi potentia augetur, vel juvatur), nec passio est, nisi quatenus hominis agendi potentia non eò usque augetur, ut se, suasque actiones adæquatè concipiat _(per [Prop. 3](303), p. III cum ejus [Schol.](303sc))_. Quare si homo Lætitiâ affectus ad tantam perfectionem duceretur, ut se, suasque actiones adæquatè conciperet, ad easdem actiones, ad quas jam ex affectibus, qui passiones sunt, determinatur, aptus, imò aptior esset. At omnes affectûs ad Lætitiam, Tristitiam, vel Cupiditatem referuntur _(vide Explicationem quartæ Aff. [Defin.](3ad4))_, & Cupiditas _(per 1 Affect. [Defin.](3ad1))_ nihil aliud est, quàm ipse agendi conatus ; ergo ad omnes actiones, ad quas ex affectu, qui passio est, determinamur, possumus absque eo solâ ratione duci. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "459a", + "type": "_Aliter_", + "text": "Actio quæcunque eatenus dicitur mala, quatenus ex eo oritur, quòd Odio, aut aliquo malo affectu affecti sumus _(vide [Coroll. 1 Prop. 45](445c1) hujus)_. At nulla actio, in se solâ considerata, bona, aut mala est _(ut in [Præfatione](4pr) hujus ostendimus)_ : sed una, eademque actio jam bona, jam mala est ; ergo ad eandem actionem, quæ jam mala est, sive quæ ex aliquo malo affectu oritur, ratione duci possumus _(per [Prop. 19](419) hujus)_. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "459sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Explicantur hæc clariùs exemplo. Nempe verberandi actio, quatenus physicè consideratur, & ad hoc tantùm attendimus, quòd homo brachium tollit, manum claudit, totumque brachium vi deorsum movet, virtus est, quæ ex Corporis humani fabricâ concipitur. Si itaque homo, Irâ, vel Odio commotus, determinatur ad claudendam manum, vel brachium movendum, id, ut in Parte Secundâ ostendimus, fit, quia una, eademque actio potest jungi quibuscunque rerum imaginibus ; atque adeò tam ex iis imaginibus rerum, quas confusè, quàm quas clarè, & distinctè concipimus, ad unam, eandemque actionem determinari possumus. Apparet itaque, quòd omnis Cupiditas, quæ ex affectu, qui passio est, oritur, nullius esset usûs, si homines ratione duci possent. Videamus jam, cur Cupiditas, quæ ex affectu, qui passio est, oritur, cæca à nobis appellatur." + } + ] + }, + { + "id": "460", + "title": "PROPOSITIO 60", + "text": "_Cupiditas, quæ oritur ex Lætitiâ, vel Tristitiâ, quæ ad unam, vel ad aliquot, non autem ad omnes Corporis partes refertur, rationem utilitatis totius hominis non habet._", + "childs": [ + { + "id": "460d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ponatur ex. gr. Corporis pars A vi alicujus causæ externæ ità corroborari, ut reliquis prævaleat _(per [Prop. 6](406)hujus)_, hæc pars vires suas amittere propterea non conabitur, ut reliquæ Corporis partes suo fungantur officio. Deberet enim vim, seu potentiam habere vires suas amittendi, quòd _(per [Prop. 6](406), p. III)_ est absurdum. Conabitur itaque illa pars, & consequenter _(per Prop. [7](307) & [12](312), p. III)_ Mens etiam illum statum conservare ; adeóque Cupiditas, quæ ex tali affectu Lætitiæ oritur, rationem totius non habet. Quòd si contra supponatur pars A coërceri, ut reliquæ prævaleant, eodem modo demonstratur, quòd nec Cupiditas, quæ ex Tristitiâ oritur, rationem totius habeat. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "460sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Cùm itaque Lætitia plerumque _(per [Schol. Prop. 44](444sc) hujus)_ ad unam Corporis partem referatur, cupimus ergo plerumque nostrum esse conservare, nullâ habitâ ratione integræ nostræ valetudinis : ad quod accedit, quòd Cupiditates, quibus maximè tenemur _(per [Coroll. Prop. 9](409c) hujus)_, temporis tantùm præsentis, non autem futuri habent rationem." + } + ] + }, + { + "id": "461", + "title": "PROPOSITIO 61", + "text": "_Cupiditas, quæ ex ratione oritur, excessum habere nequit._", + "childs": [ + { + "id": "461d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cupiditas _(per [Defin. 1](3ad1) Affect.)_, absolutè considerata, est ipsa hominis essentia, quatenus quocumque modo determinata concipitur ad aliquid agendum ; adeóque Cupiditas, quæ ex ratione oritur, hoc est _(per [Prop. 3](303), p. III)_, quæ in nobis ingeneratur, quatenus agimus, est ipsa hominis essentia, seu natura, quatenus determinata concipitur ad agendum ea, quæ per solam hominis essentiam adæquatè concipiuntur _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_ : si itaque hæc Cupiditas excessum habere posset, posset ergo humana natura, in se solâ considerata, se ipsam excedere, sive plus posset, quàm potest, quod manifesta est contradictio ; ac proinde hæc Cupiditas excessum habere nequit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "462", + "title": "PROPOSITIO 62", + "text": "_Quatenus Mens ex rationis dictamine res concipit, æquè afficitur, sive idea sit rei futuræ, vel præteritæ, sive præsentis._", + "childs": [ + { + "id": "462d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quicquid Mens ducente ratione concipit, id omne sub eâdem æternitatis, seu necessitatis specie concipit _(per [Coroll. 2 Prop. 44](244c2), p. II)_, eademque certitudine afficitur _(per [Prop. 43](243), p. II & ejus [Schol.](243sc))_. Quare, sive idea sit rei futuræ, vel præteritæ, sive præsentis, Mens eâdem necessitate rem concipit, eâdemque certitudine afficitur, &, sive idea sit rei futuræ, vel præteritæ, sive præsentis, erit nihilominùs æquè vera _(per [Prop. 41](241), p. II)_, hoc est _(per [Defin. 4](2d4), p.II)_, habebit nihilominùs semper easdem ideæ adæquatæ proprietates ; atque adeò quatenus Mens ex rationis dictamine res concipit, eodem modo afficitur, sive idea sit rei futuræ, vel præteritæ, sive præsentis. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "462sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Si nos de rerum duratione adæquatam cognitionem habere, earumque existendi tempora ratione determinare possemus, eodem affectu res futuras, ac præsentes contemplaremur, & bonum, quod Mens ut futurum conciperet, perinde, ac præsens, appeteret, & consequenter bonum præsens minus pro majori bono futuro necessariò negligeret, & quod in præsenti bonum esset, sed causa futuri alicujus mali, minimè appeteret, ut mox demonstrabimus. Sed nos de duratione rerum _(per [Prop. 31](231), p. II)_ non nisi admodùm inadæquatam cognitionem habere possumus, & rerum existendi tempora _(per [Schol. Prop. 44](244sc), p. II)_ solâ imaginatione determinamus, quæ non æquè afficitur imagine rei præsentis, ac futuræ ; unde fit, ut vera boni, & mali cognitio, quam habemus, non nisi abstracta, sive universalis sit, & judicium, quod de rerum ordine, & causarum nexu facimus, ut determinare possimus, quid nobis in præsenti bonum, aut malum sit, sit potius imaginarium, quàm reale ; atque adeò mirum non est, si Cupiditas, quæ ex boni, & mali cognitione, quatenus hæc futurum prospicit, oritur, faciliùs rerum Cupiditate, quæ in præsentiâ suaves sunt, coërceri potest, de quo vide [Propositionem 16](416) hujus Partis." + } + ] + }, + { + "id": "463", + "title": "PROPOSITIO 63", + "text": "_Qui Metu ducitur, & bonum, ut malum vitet, agit, is ratione non ducitur._", + "childs": [ + { + "id": "463d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Omnes affectûs, qui ad Mentem, quatenus agit, hoc est _(per [Prop. 3](303), p. III)_, qui ad rationem referuntur, nulli alii sunt, quàm affectûs Lætitiæ, & Cupiditatis _(per [Prop. 59](359), p. III)_ ; atque adeò _(per [Defin. 13](3ad13) Affect.)_ qui Metu ducitur, & bonum timore mali agit, is ratione non ducitur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "463sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Superstitiosi, qui vitia exprobrare magis, quàm virtutes docere nôrunt, & qui homines non ratione ducere, sed Metu ità continere student, ut malum potiùs fugiant, quàm virtutes ament, nil aliud intendunt, quàm ut reliqui æquè, ac ipsi, fiant miseri, & ideò non mirum, si plerumque molesti, & odiosi sint hominibus." + }, + { + "id": "463c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Cupiditate, quæ ex ratione oritur, bonum directè sequimur, & malum indirectè fugimus." + }, + { + "id": "463cd", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nam Cupiditas, quæ ex ratione oritur, ex solo Lætitiæ affectu, quæ passio non est, oriri potest _(per [Prop. 59](359), p. III)_, hoc est, ex Lætitiâ, quæ excessum habere nequit _(per [Prop. 61](461) hujus)_ ; non autem ex Tristitiâ, ac proinde hæc Cupiditas _(per [Prop. 8](408) hujus)_ ex cognitione boni, non autem mali oritur ; atque adeò ex ductu rationis bonum directè appetimus, & eatenus tantùm malum fugimus. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "463csc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Explicatur hoc Corollarium exemplo ægri, & sani. Comedit æger id, quod aversatur, timore mortis ; sanus autem cibo gaudet, & vitâ sic meliùs fruitur, quàm si mortem timeret, eamque directè vitare cuperet. Sic judex, qui non Odio, aut Irâ, &c., sed solo Amore salutis publicæ reum mortis damnat, solâ ratione ducitur." + } + ] + }, + { + "id": "464", + "title": "PROPOSITIO 64", + "text": "_Cognitio mali cognitio est inadæquata._", + "childs": [ + { + "id": "464d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Cognitio mali _(per [Prop. 8](408) hujus)_ est ipsa Tristitia, quatenus ejusdem sumus conscii. Tristitia autem est transitio ad minorem perfectionem _(per [Defin. 3](3ad3) Affect.)_, quæ propterea per ipsam hominis essentiam intelligi nequit _(per Prop. [6](306) & [7](307))_ ; ac proinde _(per [Defin. 2](3d2), p. III)_ passio est, quæ _(per [Prop. 3](303), p. III)_ ab ideis inadæquatis pendet, & consequenter _(per [Prop. 29](229), p. II)_ ejus cognitio, nempe mali cognitio, est inadæquata. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "464c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, quòd si Mens humana non, nisi adæquatas, haberet ideas, nullam mali formaret notionem." + } + ] + }, + { + "id": "465", + "title": "PROPOSITIO 65", + "text": "_De duobus bonis majus, & de duobus malis minus ex rationis ductu sequemur._", + "childs": [ + { + "id": "465d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Bonum, quod impedit, quominùs majore bono fruamur, est reverâ malum ; malum enim, & bonum _(ut in [Præfat.](4pr) hujus ostendimus)_ de rebus dicitur, quatenus easdem ad invicem comparamus, & _(per eandem rationem)_ malum minus reverâ bonum est, quare (per [Coroll. Prop. 63](463c) hujus) ex rationis ductu bonum tantùm majus, & malum minus appetemus, seu sequemur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "465c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Malum minus pro majore bono ex rationis ductu sequemur, & bonum minus, quod causa est majoris mali, negligemus. Nam malum, quod hic dicitur minus, reverâ bonum est, & bonum contrà malum, quare _(per [Coroll. Prop. 63](463c) hujus)_ illud appetemus, & hoc negligemus. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "466", + "title": "PROPOSITIO 66", + "text": "_Bonum majus futurum præ minore præsenti, & malum præsens minus præ majori futuro ex rationis ductu appetemus._", + "childs": [ + { + "id": "466d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si Mens rei futuræ adæquatam posset habere cognitionem, eodem affectu erga rem futuram, ac erga præsentem afficeretur _(per [Prop. 62](462) hujus)_ ; quare quatenus ad ipsam rationem attendimus, ut in hâc Propositione nos facere supponimus, res eadem est, sive majus bonum, vel malum futurum, sive præsens supponatur ; ac proinde _(per [Prop. 65](465) hujus)_ bonum futurum majus præ minore præsenti &c. appetemus. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "466c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Malum præsens minus, quod est causa majoris futuri boni, ex rationis ductu appetemus, & bonum præsens minus, quod causa est majoris futuri mali, negligemus. Hoc Coroll. se habet ad [præced. Prop.](466) ut [Coroll. Prop. 65](465c) ad ipsam [Prop. 65](465)." + }, + { + "id": "466sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Si igitur hæc cum iis conferantur, quæ in hâc Parte usque ad [Propositionem 18](418) de affectuum viribus ostendimus, facilè videbimus, quid homo, qui solo affectu, seu opinione, homini, qui ratione ducitur, intersit. Ille enim, velit nolit, ea, quæ maximè ignorat, agit ; hic autem nemini, nisi sibi, morem gerit, & ea tantùm agit, quæ in vitâ prima esse novit, quæque propterea maximè cupit, & ideò illum servum, hunc autem liberum voco, de cujus ingenio, & vivendi ratione pauca adhuc notare libet." + } + ] + }, + { + "id": "467", + "title": "PROPOSITIO 67", + "text": "_Homo liber de nullâ re minùs, quàm de morte cogitat, & ejus sapientia non mortis, sed vitæ meditatio est._", + "childs": [ + { + "id": "467d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Homo liber, hoc est, qui ex solo rationis dictamine vivit, mortis Metu non ducitur _(per [Prop. 63](463) hujus)_ ; sed bonum directè cupit _(per [Coroll.](463c) ejusdem Prop.)_, hoc est _(per [Prop. 24](424) hujus)_, agere, vivere, suum esse conservare ex fundamento proprium utile quærendi ; atque adeò nihil minùs, quàm de morte cogitat ; sed ejus sapientia vitæ est meditatio. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "468", + "title": "PROPOSITIO 68", + "text": "_Si homines liberi nascerentur, nullum boni, & mali formarent conceptum, quamdiu liberi essent._", + "childs": [ + { + "id": "468d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Illum liberum esse dixi, qui solâ ducitur ratione ; qui itaque liber nascitur, & liber manet, non nisi adæquatas ideas habet, ac proinde mali conceptum habet nullum _(per [Coroll. Prop. 64](464c) hujus)_, & consequenter (nam bonum, & malum correlata sunt) neque boni. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "468sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hujus Propositionis Hypothesin falsam esse, nec posse concipi, nisi quatenus ad solam naturam humanam, seu potiùs ad Deum attendimus, non quatenus infinitus, sed quatenus tantummodò causa est, cur homo existat, patet ex [Propositione 4](404) hujus Partis. Atque hoc, & alia, quæ jam demonstravimus, videntur à Mose significari in illâ primi hominis historiâ. In eâ enim nulla alia Dei potentia concipitur, quàm illa, quâ hominem creavit, hoc est, potentia, quâ hominis solummodò utilitati consuluit, atque eatenus narratur, quòd Deus homini libero prohibuerit, ne de arbore cognitionis boni, & mali comederet, & quòd, simulac de eâ comederet, statim mortem metueret potiùs, quàm vivere cuperet. Deinde, quòd inventâ ab homine uxore, quæ cum suâ naturâ prorsùs conveniebat, cognovit nihil posse in naturâ dari, quod ipsi posset illâ esse utilius ; sed quòd, postquam bruta sibi similia esse credidit, statim eorum affectûs imitari inceperit _(vide [Prop. 27](327), p. III)_, & libertatem suam amittere, quam Patriarchæ postea recuperaverunt, ducti Spiritu Christi, hoc est, Dei ideâ, à quâ solâ pendet, ut homo liber sit, & ut bonum, quod sibi cupit, reliquis hominibus cupiat, ut suprà _(per [Prop. 37](437) hujus)_ demonstravimus." + } + ] + }, + { + "id": "469", + "title": "PROPOSITIO 69", + "text": "_Hominis liberi virtus æquè magna cernitur in declinandis, quàm in superandis periculis._", + "childs": [ + { + "id": "469d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectus coërceri, nec tolli potest, nisi affectu contrario, & fortiore affectu coërcendo _(per [Prop. 7](407) hujus)_. At cæca Audacia & Metus affectûs sunt, qui æquè magni possunt concipi _(per Prop. [5](405) & [3](403) hujus)_. Ergo æquè magna animi virtus, seu fortitudo _(hujus Definitionem vide in [Schol. Prop. 59](359sc), p. III)_ requiritur ad Audaciam, quàm ad Metum coërcendum, hoc est _(per Defin. [40](3ad40) & [41](3ad41) Affect.)_, homo liber eâdem animi virtute pericula declinat, quâ eadem superare tentat. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "469c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Homini igitur libero æquè magnæ Animositati fuga in tempore, ac pugna ducitur : sive homo liber eâdem Animositate, seu animi præsentiâ, quâ certamen, fugam eligit." + }, + { + "id": "469sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quid Animositas sit, vel quid per ipsam intelligam, in [Scholio Prop. 59](359sc) p. III explicui. Per periculum autem id omne intelligo, quod potest esse causa alicujus mali, nempe Tristitiæ, Odii, Discordiæ, &c." + } + ] + }, + { + "id": "470", + "title": "PROPOSITIO 70", + "text": "_Homo liber, qui inter ignaros vivit, eorum, quantum potest, beneficia declinare studet._", + "childs": [ + { + "id": "470d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Unusquisque ex suo ingenio judicat, quid bonum sit _(vide [Schol. Prop. 39](339sc) p. III)_ ; ignarus igitur, qui in aliquem beneficium contulit, id ex suo ingenio æstimabit, & si minoris ab eo, cui datum est, æstimari videt, contristabitur _(per [Prop. 42](342), p. III)_. At homo liber reliquos homines amicitiâ sibi jungere _(per [Prop. 37](437) hujus)_, nec paria hominibus beneficia ex eorum affectu referre, sed se, & reliquos libero rationis judicio ducere, & ea tantùm agere studet, quæ ipse prima esse novit : ergo homo liber, ne ignaris odio sit, & ne eorum appetitui, sed soli rationi obsequatur, eorum beneficia, quantum potest, declinare conabitur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "470sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Dico _quantum potest_. Nam quamvis homines ignari sint, sunt tamen homines, qui in necessitatibus humanum auxilium, quo nullum præstabilius est, adferre queunt ; atque adeò sæpe fit, ut necesse sit ab iisdem beneficium accipere, & consequenter iisdem contrà ex eorum ingenio congratulari ; ad quòd accedit, quod etiam in declinandis beneficiis cautio esse debet, ne videamur eosdem contemnere, vel præ Avaritiâ remunerationem timere, atque ità dum eorum Odium fugimus, eo ipso in eorum offensionem incurramus. Quare in declinandis beneficiis ratio utilis, & honesti habenda est." + } + ] + }, + { + "id": "471", + "title": "PROPOSITIO 71", + "text": "_Soli homines liberi erga invicem gratissimi sunt._", + "childs": [ + { + "id": "471d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Soli homines liberi sibi invicem utilissimi sunt, & maximâ amicitiæ necessitudine invicem junguntur _(per [Prop. 35](435) hujus, & ejus [Coroll. 1](435c1))_, parique amoris studio sibi invicem benefacere conantur _(per [Prop. 37](437) hujus)_ ; adeóque _(per Affect. [Defin. 34](3ad34))_ soli homines liberi erga se invicem gratissimi sunt. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "471sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Gratia, quam homines, qui cæcâ Cupiditate ducuntur, invicem habent, mercatura, seu aucupium potiùs, quàm gratia plerumque est. Porrò ingratitudo affectus non est. Est tamen ingratitudo turpis, quia plerumque hominem nimio Odio, Irâ, vel Superbiâ, vel Avaritiâ &c. affectum esse indicat. Nam qui præ stultitiâ dona compensare nescit, ingratus non est, & multò minùs ille, qui donis non movetur meretricis, ut ipsius libidini inserviat, nec furis, ut ipsius furta celet, vel alterius similis. Nam hic contrà animum habere constantem ostendit, qui scilicet se nullis donis ad suam, vel communem perniciem patitur corrumpi." + } + ] + }, + { + "id": "472", + "title": "PROPOSITIO 72", + "text": "_Homo liber nunquam dolo malo, sed semper cum fide agit._", + "childs": [ + { + "id": "472d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si liber homo quicquam dolo malo, quatenus liber est, ageret, id ex dictamine rationis ageret (nam eatenus tantùm liber à nobis appellatur) : atque adeò dolo malo agere virtus esset _(per [Prop. 24](424) hujus)_, & consequenter _(per eandem [Prop.](424))_ unicuique ad suum esse conservandum consultius esset, dolo malo agere, hoc est _(ut per se notum)_, hominibus consultius esset verbis solummodò convenire, re autem invicem esse contrarios, quod _(per [Coroll. Prop. 31](431c) hujus)_ est absurdum. Ergo homo liber &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "472sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Si jam quæratur, quid si homo se perfidiâ à præsenti mortis periculo posset liberare, an non ratio suum esse conservandi omninò suadet, ut perfidus sit? Respondebitur eodem modo, quòd si ratio id suadeat, suadet ergo id omnibus hominibus, atque adeò ratio omninò suadet hominibus, ne nisi dolo malo paciscantur, vires conjungere, & jura habere communia, hoc est, ne reverâ jura habeant communia, quod est absurdum." + } + ] + }, + { + "id": "473", + "title": "PROPOSITIO 73", + "text": "_Homo qui ratione ducitur, magis in civitate, ubi ex communi decreto vivit, quàm in solitudine, ubi sibi soli obtemperat, liber est._", + "childs": [ + { + "id": "473d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Homo, qui ratione ducitur, non ducitur Metu ad obtemperandum _(per [Prop. 63](463) hujus)_ ; sed quatenus suum esse ex rationis dictamine conservare conatur, hoc est _(per [Schol. Prop. 66](466sc) hujus)_, quatenus liberè vivere conatur, communis vitæ, & utilitatis rationem tenere _(per [Prop. 37](437) hujus)_, & consequenter _(ut in [Schol. 2 Prop. 37](437sc2) hujus ostendimus)_ ex communi civitatis decreto vivere cupit. Cupit ergo homo, qui ratione ducitur, ut liberiùs vivat, communia civitatis jura tenere. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "473sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc, & similia, quæ de verâ hominis libertate ostendimus, ad Fortitudinem, hoc est _(per [Schol. Prop. 59](359sc), p. III)_ ad Animositatem, & Generositatem referuntur. Nec operæ pretium duco, omnes Fortitudinis proprietates hîc seperatim demonstrare, & multò minùs, quòd vir fortis neminem odio habeat, nemini irascatur, invideat, indignetur, neminem despiciat, minimeque superbiat. Nam hæc, & omnia, quæ ad veram vitam, & Religionem spectant, facilè ex Propositione [37](437) & [46](446) hujus Partis convincuntur ; nempe quòd Odium Amore contrà vincendum sit, & quòd unusquisque, qui ratione ducitur, bonum, quod sibi appetit, reliquis etiam ut sit, cupiat. Ad quod accedit id, quod in [Scholio Propositionis 50](450sc) hujus Partis, & aliis in locis notavimus, quòd scilicet vir fortis hoc apprimè consideret, nempe quòd omnia ex necessitate divinæ naturæ sequantur, ac proinde quicquid molestum, & malum esse cogitat, & quicquid præterea impium, horrendum, injustum, & turpe videtur, ex eo oritur, quòd res ipsas perturbatè, mutilatè, & confusè concipit ; & hâc de causâ apprimè conatur res, ut in se sunt, concipere, & vexæ cognitionis impedimenta amovere, ut sunt Odium, Ira, Invidia, Irrisio, Superbia, & reliqua hujusmodi, quæ in præcedentibus notavimus ; atque adeò, quantùm potest, conatur, uti diximus, benè agere, & lætari. Quòusque autem humana virtus ad hæc consequenda se extendat, & quid possit, in sequenti Parte demonstrabo." + } + ] + }, + { + "id": "4ap", + "title": "APPENDIX", + "text": "_Quæ in hâc Parte de rectâ vivendi ratione tradidi, non sunt ità disposita, ut uno aspectu videri possint ; sed dispersè à me demonstrata sunt, prout scilicet unum ex alio faciliùs deducere potuerim. Eadem igitur hîc recolligere, & ad summa capita redigere proposui._", + "childs": [ + { + "id": "4c1", + "type": "CAPUT 1", + "text": "Omnes nostri conatûs, seu Cupiditates ex necessitate nostræ naturæ ità sequuntur, ut vel per ipsam solam, tanquam per proximam suam causam, possint intelligi, vel quatenus naturæ sumus pars, quæ per se absque aliis individuis non potest adæquatè concipi." + }, + { + "id": "4c2", + "type": "CAPUT 2", + "text": "Cupiditates, quæ ex nostrâ naturâ ita sequuntur, ut per ipsam solam possit intelligi, sunt illæ, quæ ad Mentem referuntur, quatenus hæc ideis adæquatis constare concipitur ; reliquæ verò Cupiditates ad Mentem non referuntur, nisi quatenus res inadæquatè concipit, & quarum vis, & incrementum non humanâ, sed rerum, quæ extra nos sunt, potentiâ definiri debet ; & ideò illæ rectè actiones, hæ autem passiones vocantur ; illæ namque nostram potentiam semper indicant, & hæ contra nostram impotentiam, & mutilatam cognitionem." + }, + { + "id": "4c3", + "type": "CAPUT 3", + "text": "Nostræ actiones, hoc est, Cupiditates illæ, quæ hominis potentiâ, seu ratione definiuntur, semper bonæ sunt, reliquæ autem tam bonæ, quàm malæ possunt esse." + }, + { + "id": "4c4", + "type": "CAPUT 4", + "text": "In vitâ itaque apprimè utile est, intellectum, seu rationem, quantùm possumus, perficere, & in hoc uno summa hominis felicitas, seu beatitudo consistit ; quippe beatitudo nihil aliud est, quàm ipsa animi acquiescentia, quæ ex Dei intuitivâ cognitione oritur : at intellectum perficere nihil etiam aliud est, quàm Deum, Deique attributa, & actiones, quæ ex ipsius naturæ necessitate consequuntur, intelligere. Quare hominis, qui ratione ducitur, finis ultimus, hoc est, summa Cupiditas, quâ reliquas omnes moderari studet, est illa, quâ fertur ad se, resque omnes, quæ sub ipsius intelligentiam cadere possunt, adæquatè concipiendum." + }, + { + "id": "4c5", + "type": "CAPUT 5", + "text": "Nulla igitur vita rationalis est sine intelligentiâ, & res eatenus tantùm bonæ sunt, quatenus hominem juvant, ut Mentis vitâ fruatur, quæ intelligentiâ definitur. Quæ autem contrà impediunt, quominùs homo rationem perficere, & rationali vitâ frui possit, eas solummodò malas esse dicimus." + }, + { + "id": "4c6", + "type": "CAPUT 6", + "text": "Sed quia omnia illa, quorum homo efficiens est causa, necessariò bona sunt, nihil ergo mali homini evenire potest, nisi à causis externis ; nempe quatenus pars est totius naturæ, cujus legibus humana natura obtemperare, & cui infinitis modis penè sese accommodare cogitur." + }, + { + "id": "4c7", + "type": "CAPUT 7", + "text": "Nec fieri potest, ut homo non sit naturæ pars, & communem ejus ordinem non sequatur ; sed si inter talia individua versetur, quæ cum ipsius hominis naturâ conveniunt, eo ipso hominis agendi potentia juvabitur, & fovebitur. At si contrà inter talia sit, quæ cum ipsius naturâ minimè conveniunt, vix absque magnâ ipsius mutatione iisdem sese accommodare poterit." + }, + { + "id": "4c8", + "type": "CAPUT 8", + "text": "Quicquid in rerum naturâ datur, quod judicamus malum esse, sive posse impedire, quominùs existere, & vitâ rationali frui queamus, id à nobis removere eâ viâ, quæ securior videtur, licet, & quicquid contrà datur, quod judicamus bonum, sive utile esse ad nostrum esse conservandum, & vitâ rationali fruendum, id ad nostrum usum capere, & eo quocumque modo uti nobis licet ; & absolutè id unicuique summo naturæ jure facere licet, quod ad ipsius utilitatem conferre judicat." + }, + { + "id": "4c9", + "type": "CAPUT 9", + "text": "Nihil magis cum naturâ alicujus rei convenire potest, quàm reliqua ejusdem speciei individua ; adeóque _(per [Caput 7](4c7))_ nihil homini ad suum esse conservandum, & vitâ rationali fruendum utilius datur, quàm homo, qui ratione ducitur. Deinde quin inter res singulares nihil novimus, quòd homine, qui ratione ducitur, sit præstantius, nullâ ergo re magis potest unusquisque ostendere, quantùm arte, & ingenio valeat, quàm in horninibus ità educandis, ut tandem ex proprio rationis imperio vivant." + }, + { + "id": "4c10", + "type": "CAPUT 10", + "text": "Quatenus homines Invidiâ, aut aliquo Odii affectu in se invicem feruntur, eatenus invicem contrarii sunt, & consequenter eò magis tirnendi, quò plùs possunt, quàm reliqua naturæ individua." + }, + { + "id": "4c11", + "type": "CAPUT 11", + "text": "Animi tamen non armis, sed Amore, & Generositate vincuntur." + }, + { + "id": "4c12", + "type": "CAPUT 12", + "text": "Hominibus apprimè utile est, consuetudines jungere, seseque iis vinculis astringere, quibus aptiùs de se omnibus unum efficiant, & absolutè ea agere, quæ firmandis amicitiis inserviunt." + }, + { + "id": "4c13", + "type": "CAPUT 13", + "text": "Sed ad hæc ars, & vigilantia requiritur. Sunt enim homines varii (nam rari sunt, qui ex rationis præscripto vivunt), & tamen plerumque invidi, & magis ad vindictam, quàm ad Misericordiam proclives. Unumquemque igitur ex ipsius ingenio ferre, & sese continere, ne eorum affectûs imitetur, singularis animi potentiæ opus est. At qui contrà homines carpere, & vitia potiùs exprobrare, quàm virtutes docere, & hominum animos non firmare, sed frangere nôrunt, ii & sibi, & reliquis molesti sunt ; unde multi præ nimiâ scilicet animi impatientiâ, falsoque religionis studio, inter bruta potiùs, quàm inter homines vivere maluerunt ; ut pueri, vel adolescentes, qui parentum jurgia æquo animo ferre nequeunt, militatum confugiunt, & incommoda belli, & imperium tyrannidis præ domesticis commodis, & paternis admonitionibus eligunt, & quidvis oneris sibi imponi patiuntur, dummodò parentes ulciscantur." + }, + { + "id": "4c14", + "type": "CAPUT 14", + "text": "Quamvis igitur homines omnia plerumque ex suâ libidine moderentur, ex eorum tamen communi societate multò plura commoda, quàm damna sequuntur. Quare satiùs est eorum injurias æquo animo ferre, & studium iis adhibere, quæ concordiæ, & amicitiæ conciliandæ inserviunt." + }, + { + "id": "4c15", + "type": "CAPUT 15", + "text": "Quæ concordiam gignunt, sunt illa, quæ ad justitiam, æquitatem, & honestatem referuntur. Nam homines præter id, quod injustum, & iniquum est, etiam ægrè ferunt, quod turpe habetur, sive quod aliquis receptos civitatis mores aspernatur. Amori autem concilitando illa apprimè necessaria sunt, quæ ad Religionem, & Pietatem spectant. De quibus vide Schol. [1](437sc1) & [2](437sc2) Prop. 37 & [Schol. Prop. 46](446sc) & [Schol. Prop. 73](473sc) p. IV." + }, + { + "id": "4c16", + "type": "CAPUT 16", + "text": "Solet præterea concordia ex Metu plerumque gigni, sed sine fide. Adde, quòd Metus ex animi impotentiâ oritur, & propterea ad rationis usum non pertinet ; ut nec Commiseratio, quamvis Pietatis speciem præ se ferre videatur." + }, + { + "id": "4c17", + "type": "CAPUT 17", + "text": "Vincuntur præterea homines etiam largitate, præcipuè ii, qui non habent, unde comparare possint illa, quæ ad vitam sustentandam necessaria sunt. Attamen unicuique indigenti auxilium ferre, vires & utilitatem viri privati longè superat. Divitiæ namque viri privati longè impares sunt ad id suppeditandum. Unius præterea viri facultas limitatior est, quàm ut omnes sibi possit amicitiâ jungere ; quare pauperum cura integræ societati incumbit, & ad communem tantùm utilitatem spectat." + }, + { + "id": "4c18", + "type": "CAPUT 18", + "text": "In beneficiis accipiendis, & gratiâ referendâ alia prorsùs debet esse cura, de quâ vide [Schol. Prop. 70](470sc) & [Schol. Prop. 71](471sc) p. IV." + }, + { + "id": "4c19", + "type": "CAPUT 19", + "text": "Amor præterea meretricius, hoc est, generandi libido, quæ ex formâ oritur, & absolutè omnis Amor, qui aliam causam præter animi libertatem agnoscit, facilè in Odium transit, nisi, quod pejus est, species delirii sit, atque tum magis discordiâ, quam concordiâ fovetur. Vide [Schol. Prop. 31](331sc) p. III." + }, + { + "id": "4c20", + "type": "CAPUT 20", + "text": "Ad matrimonium quod attinet, certum est, ipsum cum ratione convenire, si Cupiditas miscendi corpora non ex solâ formâ, sed etiam ex Amore liberos procreandi, & sapienter educandi, ingeneretur ; & præterea, si utriusque, viri scilicet & fœminæ, Amor, non solam formam, sed animi præcipuè libertatem pro causâ habeat." + }, + { + "id": "4c21", + "type": "CAPUT 21", + "text": "Gignit præterea adulatio concordiam, sed foedo servitutis crimine, vel perfidiâ ; nulli quippe magis adulatione capiuntur, quàm superbi, qui primi esse volunt, nec sunt." + }, + { + "id": "4c22", + "type": "CAPUT 22", + "text": "Abjectioni falsa pietatis, & religionis species inest. Et quamvis Abjectio Superbiæ sit contraria, est tamen abjectus superbo proximus. Vide [Schol. Prop. 57](457sc) p. IV." + }, + { + "id": "4c23", + "type": "CAPUT 23", + "text": "Confert præterea concordiæ Pudor in iis tantùm, quæ celari non possunt. Deinde, quia ipse Pudor species est Tristitiæ, ad rationis usum non spectat." + }, + { + "id": "4c24", + "type": "CAPUT 24", + "text": "Cæteri Tristitiæ erga homines affectûs directè justitiæ, æquitati, honestati, pietati, & religioni opponuntur, &, quamvis Indignatio æquitatis speciem præ se ferre videatur, ibi tamen sine lege vivitur, ubi unicuique de factis alterius judicium ferre, & suum, vel alterius jus vindicare licet." + }, + { + "id": "4c25", + "type": "CAPUT 25", + "text": "Modestia, hoc est, Cupiditas hominibus placendi, quæ ex ratione determinatur, ad Pietatem (ut in [Schol. 1 Prop. 37](437sc1) p. IV diximus) refertur. Sed, si ex affectu oriatur, Ambitio est, sive Cupiditas, quâ homines falsâ Pietatis imagine plerumque discordias, & seditiones concitant. Nam qui reliquos consilio, aut re juvare cupit, ut simul summo fruantur bono, is apprimè studebit, eorum sibi Amorem conciliare ; non autem eos in admirationem traducere, ut disciplina ex ipso habeat vocabulum, nec ullas absolutè Invidiæ causas dare. In communibus deinde colloquiis cavebit hominum vitia referre, & de humanâ impotentiâ non nisi parcè loqui curabit : at largiter de humanâ virtute, seu potentiâ, & quâ viâ possit perfici, ut sic homines, non ex Metu, aut aversione, sed solo Lætitiæ affectu moti, ex rationis præscripto, quantùm in se est, conentur vivere." + }, + { + "id": "4c26", + "type": "CAPUT 26", + "text": "Præter homines nihil singulare in naturâ novimus, cujus Mente gaudere, & quod nobis amicitiâ, aut aliquo consuetudinis genere jungere possumus ; adeóque quicquid in rerum naturâ extra homines datur, id nostræ utilitatis ratio conservare non postulat ; sed pro ejus vario usu conservare, destruere, vel quocunque modo ad nostrum usum adaptare nos docet." + }, + { + "id": "4c27", + "type": "CAPUT 27", + "text": "Utilitas, quam ex rebus, quæ extra nos sunt, capimus, est præter experientiam, & cognitionem, quam acquirimus ex eo, quòd easdem observamus, & ex his formis in alias mutamus, præcipua corporis conservatio ; & hâc ratione res illæ imprimis utiles sunt, quæ Corpus ità alere, & nutrire possunt, ut ejus omnes partes officio suo rectè fungi queant. Nam quò Corpus aptius est, ut pluribus modis possit affici, & corpora externa pluribus modis afficere, eò Mens ad cogitandum est aptior (vide Prop. [38](438) & [39](439) p. IV). At hujus notæ perpauca in naturâ esse videntur, quare ad Corpus, ut requiritur, nutriendum necesse est multis naturæ diversæ alimentis uti. Quippe humanum Corpus ex plurimis diversæ naturæ partibus componitur, quæ continuo alimento indigent, & vario, ut totum Corpus ad omnia, quæ ex ipsius naturâ sequi possunt, æquè aptum sic, & consequenter ut Mens etiam æquè apta sit ad plura concipiendum." + }, + { + "id": "4c28", + "type": "CAPUT 28", + "text": "Ad hæc autem comparandum vix uniuscujusque vires sufficerent, nisi homines operas mutuas traderent. Verum omnium rerum compendium pecunia attulit, unde factum, ut ejus imago Mentem vulgi maximè occupare soleat ; quia vix ullam Lætitiæ speciem imaginari possunt, nisi concomitante nummorum ideâ, tanquam causâ." + }, + { + "id": "4c29", + "type": "CAPUT 29", + "text": "Sed hoc vitium eorum tantùm est, qui non ex indigentiâ, nec propter necessitates nummos quærunt ; sed quia lucri artes didicerunt, quibus se magnificè efferunt. Cæterum corpus ex consuetudine pascunt ; sed parcè, quia tantum de suis bonis se perdere credunt, quantum sui Corporis conservationi impendunt. At qui verum nummorum usum nôrunt, & divitiarum modum ex solâ indigentiâ moderantur, paucis contenti vivunt." + }, + { + "id": "4c30", + "type": "CAPUT 30", + "text": "Cùm igitur res illæ sint bonæ, quæ Corporis partes juvant, ut suo officio fungantur, & Lætitia in eo consistat, quòd hominis potentia, quatenus Mente & Corpore constat, juvatur, vel augetur, sunt ergo illa omnia, quæ Lætitiam afferunt, bona. Attamen, quoniam contrà non eum in finem res agunt, ut nos Lætitiâ afficiant, nec earum agendi potentia, ex nostrâ utilitate temperatur, & denique, quoniam Lætitia plerumque ad unam Corporis partem potissimùm refertur, habent ergo plerumque Lætitiæ affectûs (nisi ratio, & vigilantia adsit), & consequenter Cupiditates etiam, quæ ex iisdem generantur, excessum ; ad quod accedit, quòd ex affectu id primum habeamus, quod in præsentiâ suave est, nec futura æquali animi affectu æstimare possumus. Vide [Schol. Prop. 44](444sc) & [Schol. Prop. 60](460sc) p. IV." + }, + { + "id": "4c31", + "type": "CAPUT 31", + "text": "At superstitio id contrà videtur statuere bonum esse, quod Tristitiam, & id contrà malum, quod Lætitiam affert. Sed, ut jam diximus _(vide [Schol. Prop. 45](445sc) p. IV)_, nemo, nisi invidus, meâ impotentiâ, & incommodo delectatur. Nam quò majori Lætitiâ afficimur, eò ad majorem perfectionem transimus ; & consequenter eò magis de naturâ divinâ participamus, nec Lætitia unquam mala esse potest, quam nostræ utilitatis vera ratio moderatur. At qui contrà Metu ducitur, & bonum, ut malum vitet, agit, is ratione non ducitur." + }, + { + "id": "4c32", + "type": "CAPUT 32", + "text": "Sed humana potentia admodùm limitata est, & à potentiâ causarum externarum infinitè superatur ; atque adeò potestatem absolutam non habemus, res, quæ extra nos sunt, ad nostrum usum aptandi. Attamen ea, quæ nobis eveniunt contra id, quod nostræ utilitatis ratio postulat, æquo animo feremus, si conscii simus nos functos nostro officio fuisse, & potentiam, quam habemus, non potuisse se eò usque extendere, ut eadem vitare possemus, nosque partem totius naturæ esse, cujus ordinem sequimur. Quod si clarè, & distinctè intelligamus, pars illa nostri, quæ intelligentiâ definitur, hoc est, pars melior nostri in eo planè acquiescet, & in eâ acquiescentiâ perseverare conabitur. Nam, quatenus intelligimus, nihil appetere, nisi id, quod necessarium est, nec absolutè, nisi in veris acquiescere possumus ; adeóque quatenus hæc rectè intelligimus, eatenus conatus melioris partis nostri cum ordine totius naturæ convenit. \n_Finis Quartae Partis._" + } + ] + } + ] + }, + { + "index": 5, + "id": "p5", + "title": "_Pars Quinta_, DE Potentiâ Intellectûs, _seu de_ Libertate Humanâ.", + "enonces": [ + { + "id": "5pr", + "title": "PRÆEFATIO", + "text": "_Transeo tandem ad alteram Ethices Partem, quæ est de modo, sive viâ, quæ ad Libertatem ducit. In hâc ergo de potentiâ rationis agam, ostendens, quid ipsa ratio in affectûs possit, & deinde, quid Mentis Libertas seu beatitudo sit, ex quibus videbimus, quantum sapiens potior sit ignaro. Quomodò autem, & quâ viâ debeat intellectus perfici, & quâ deinde arte Corpus sit curandum, ut possit suo officio rectè fungi, huc non pertinet ; hoc enim ad Medicinam, illud autem ad Logicam spectat. Hic igitur, ut dixi, de solâ Mentis, seu rationis potentiâ agam, & ante omnia, quantum, & quale imperium in affectûs habeat, ad eosdem coërcendum, & moderandum, ostendam. Nam nos in ipsos imperium absolutum non habere, jam suprà demonstravimus. Stoici tamen putârunt, eosdem à nostra voluntate absolutè pendêre, nosque iis absolutè imperare posse. Attamen ab experientiâ reclamante, non verò ex suis principiis coacti sunt fateri, usum, & studium non parvum requiri ad eosdem corcendum, & moderandum ; quod quidam exemplo duorum canum (si rectè memini), unius scilicet domestici, alterius venatici, conatus est ostendere ; nempe quia usu efficere tandem potuit, ut domesticus venari, venaticus contrà à leporibus sectandis abstinere assuesceret. Huic opinioni non parùm favet Cartesius. Nam statuit Animam, seu Mentem unitam præcipuè esse cuidam parti cerebri, glandulæ scilicet pineali dictæ, cujus ope Mens motûs omnes, qui in corpore excitantur, & objecta externa sentit, quamque Mens eo solo, quòd vult, variè movere potest. Hanc glandulam in medio cerebri ità suspensam esse statuit, ut minimo spirituum animalium motu possit moveri. Deinde statuit, quòd hæc glans tot variis modis in medio cerebro suspendatur, quot variis modis spiritûs animales in eandem impingunt, & quòd præterea tot varia vestigia in eâdem imprimantur, quot varia objecta externa ipsos spiritûs animales versùs eandem propellunt, unde fit, ut si glans postea ab Animæ voluntate, illam diversimodè movente, hoc, aut illo modo suspendatur, quo semel fuit suspensa à spiritibus, hoc, aut illo modo agitatis, tum ipsa glans ipsos spiritûs animales eodem modo propellet, & determinabit, ac antea à simili glandulæ suspensione repulsi fuerant. Præterea statuit, unamquamque Mentis voluntatem naturâ esse unitam certo cuidam glandis motui. Ex. gr. si quis voluntatem habet objectum remotum intuendi, hæc voluntas efficiet, ut pupilla dilatetur ; sed si de solâ dilatandâ pupillâ cogitet, nihil proderit ejus rei habere voluntatem, quia natura non junxit motum glandis, qui inservit impellendis spiritibus versùs nervum Opticum modo conveniente dilatandæ, vel contrahendæ pupillæ cum voluntate eandem dilatandi, vel contrahendi ; sed demum cum voluntate intuendi objecta remota, vel proxima. Denique statuit, quòd, etsi unusquisque motus hujus glandulæ videatur connexus esse per naturam singulis ex nostris cogitationibus ab initio nostræ vitæ, aliis tamen per habitum possunt jungi, quod probare conatur art. 50 p. I de Pass. Animæ. Ex his concludit, nullam esse tam imbecillem Animam, quæ non possit, cùm bene dirigitur, acquirere potestatem absolutam in suas Passiones. Nam hæ, ut ab eo definiuntur, sunt_ perceptiones, aut sensûs, aut commotiones animæ, quæ ad eam speciatim referuntur, quæque NB. producuntur, conservantur, & corroborantur, per aliquem motam spirituum _(vide art. 27 p. I, Pass. Anim.). At quandoquidem cuilibet voluntati possumus jungere motum quemcunque glandis, & consequenter spirituum ; & determinatio voluntatis à solâ nostrâ potestate pendet ; si igitur nostram voluntatem certis, & firmis judiciis, secundùm quæ nostræ vitæ actiones dirigere volumus, determinemus, & motûs passionum, quas habere volumus, hisce judiciis jungamus, imperium acquiremus absolutum in nostras Passiones. Hæc est clarissimi hujus Viri sententia (quantum ex ipsius verbis conjicio), quam ego vix credidissem à tanta Viro pralatam esse, si minùs acuta fuisset. Profectò mirari satis non possum, quòd vir Philosophus, qui firmiter statuerat, nihil deducere, nisi ex principiis per se notis, & nihil affirmare, nisi quod clarè, & distinctè perciperet, & qui toties Scholasticos reprehenderat, quòd per occultas qualitates res obscuras voluerint explicare, Hypothesin sumat omni occultâ qualitate occuitiorem. Quid quæso, per Mentis, & Corporis unionem intelligit? quem, inquam, clarum, & distinctum conceptum habet cogitationis arctissimè unitæ cuidam quantitatis portiunculæ? Vellem sanè, ut hanc unionem per proximam suam causam explicuisset. Sed ille Mentem à Corpore adeò distinctam conceperat, ut nec hujus unionis, nec ipsius Mentis ullam singularem causam assignare potuerit ; sed necesse ipsi fuerit, ad causam totius Universi, hoc est, ad Deum recurrere. Deinde pervelim scire, quot motûs gradûs potest glandulæ isti pineali Mens tribuere, & quantâ cum vi eandem suspensam tenere potest. Nam nescio, an hæc glans tardiùs, vel celeriùs à Mente circumagatur, quàm à spiritibus animalibus, & an motûs Passionum, quos firmis judiciis arctè junximus, non possint ab iisdem iterùm à causis corporeis disjungi, ex quo sequeretur, ut, quamvis Mens firmiter proposuerit contra pericula ire, atque huic decreto motûs audaciæ junxerit, viso tamen periculo, glans ità suspendatur, ut Mens non, nisi de fugâ, possit cogitare ; & sanè, cùm nulla detur ratio voluntatis ad motum, nulla etiam datur comparatio inter Mentis, & Corporis potentiam, seu vires ; & consequenter hujus vires nequaquam viribus illius determinari possunt. His adde, quòd nec hæc glans ità in medio cerebro sita reperiatur, ut tam facile, totque modis circumagi possit, & quòd non omnes nervi ad cavitates usque cerebri protendantur. Denique omnia, quæ de voluntate, ejusque libextate asserit, omitto, quandoquidem hæc falsa esse, satis superque ostenderim. Igitur quia Mentis potentia, ut suprà ostendi, solâ intelligentiâ definitur, affectuum remedia, quæ omnes experiri quidem, sed non accuratè observare, nec distinctè videre credo, solâ Mentis cognitione determinabimus, & ex eâdem illa omnia, quæ ad ipsius beatitudinem spectant, deducemus.", + "childs": [] + }, + { + "title":"AXIOMATA", + "type":"title" + }, + + { + "id": "5a1", + "title": "I.", + "text": "Si in eodem subjecto duæ contrariæ actiones excitentur, debebit necessariò vel in utrâque, vel in unâ solâ mutatio fieri, donec desinant contrariæ esse.", + "childs": [] + }, + { + "id": "5a2", + "title": "II.", + "text": "Effectûs potentia definitur potentiâ ipsius causæ, quatenus ejus essentia per ipsius causæ essentxam explicatur, vel definitur. \nPatet hoc Axioma ex [Prop. 7](307), p. III.", + "childs": [] + }, + { + "id": "501", + "title": "PROPOSITIO 1", + "text": "_Prout cogitationes, rerumque ideæ ordinantur, & concatenantur in Mente, ità corporis affectiones, seu rerum imagines ad amussim ordinantur, & concatenantur in Corpore._", + "childs": [ + { + "id": "501d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ordo, & connexio idearum idem est _(per [Prop. 7](207), p. II)_, ac ordo, & connexio rerum, & vice versâ, ordo, & connexio rerum idem est _(per Coroll. Prop. [6](206c) & [7](207c), p. II)_, ac ordo, & connexio idearum. Quare sicuti ordo, & connexio idearum in Mente fit secundùm ordinem, & concatenationem affectionum Corporis _(per [Prop. 18](218), p. II)_, sic vice versâ (per [Prop. 2](302), p. III) ordo, & connexio affectionum Corporis fit, prout cogitationes, rerumque ideæ ordinantur, & concatenantur in Mente. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "502", + "title": "PROPOSITIO 2", + "text": "_Si animi commotionem, seu affectum à causæ externæ cogitatione amoveamus, & aliis jungamus cogitationibus, tum Amor, seu Odium erga causam externam, ut & animi fluctuationes, quæ ex his affectibus oriuntur, destruentur._", + "childs": [ + { + "id": "502d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Id enim, quod formam Amoris, vel Odii constituit, est Lætitia, vel Tristitia, concomitante ideâ causæ externæ _(per Defin. [6](3ad6) & [7](3ad7) Affect.)_, hâc igitur sublatâ, Amoris, vel Odii forma simul tollitur ; adeóque hi affectus, & qui ex his oriuntur, destruuntur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "503", + "title": "PROPOSITIO 3", + "text": "_Affectus, qui passio est, desinit esse passio, simulatque ejus claram, & distinctam formamus ideam._", + "childs": [ + { + "id": "503d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectus, qui passio est, idea est confusa _(per [gen. Affect. Defin.](3agd))_. Si itaque ipsius affectûs claram, & distinctam formemus ideam, hæc idea ab ipso affectu, quatenus ad solam Mentem refertur, non nisi ratione distinguetur _(per [Prop. 21](221), p. II cum ejusdem [Schol.](221sc))_ ; adeóque _(per [Prop. 3](303), p. III)_ affectus desinet esse passio. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "503c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Affectus igitur eò magis in nostrâ potestate est, & Mens ab eo minùs patitur, quò nobis est notior." + } + ] + }, + { + "id": "504", + "title": "PROPOSITIO 4", + "text": "_Nulla est Corporis affectio, cujus aliquem clarum, & distinctum non possumus formare conceptum._", + "childs": [ + { + "id": "504d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quæ omnibus communia sunt, non possunt concipi nisi adæquatè _(per [Prop. 38](238), p. II)_, adeóque _(per [Prop. 12](212) & [Lem. 2](213l2), quod habetur post Schol. Prop. 13 p. II)_ nulla est Corporis affectio, cujus aliquem clarum, & distinctum non possumus formare conceptum. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "504c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, nullum esse affectum, cujus non possumus aliquem clarum, & distinctum formare conceptum. Est namque affectus Corporis affectionis idea _(per [gen. Affect. Defin.](3agd)))_, quæ propterea _(per [Prop. præced.](504))_ aliquem clarum, & distinctum involvere debet conceptum." + }, + { + "id": "504sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quandoquidem nihil datur, ex quo aliquis effectus non sequatur _(per [Prop. 36](136), p. I)_, & quicquid ex ideâ, quæ in nobis est adæquata, sequitur, id omne clarè, & distinctè intelligimus _(per [Prop. 40](240), p. II)_ ; hinc sequitur, unumquemque potestatem habere se, suosque affectûs, si non absolutè, ex parte saltem clarè, & distinctè intelligendi, & consequenter efficiendi, ut ab iisdem minùs patiatur. Huic igitur rei præcipuè danda est opera, ut unumquemque affectum, quantùm fieri potest, clarè, & distinctè cognoscamus, ut sic Mens ex affectu ad illa cogitandum determinetur, quæ clarè, & distinctè percipit, & in quibus planè acquiescit ; atque adeò, ut ipse affectus à cogitatione causæ externæ separetur, & veris jungatur cogitationibus ; ex quo fiet, ut non tantùm Amor, Odium, &c. destruantur _(per [Prop. 2](502) hujus)_, sed ut etiam appetitûs, seu Cupiditates, quæ ex tali affectu oriri solent, excessum habere nequeant _(per [Prop. 61](461), p. IV)_. Nam apprimè notandum est, unum, eundemque esse appetitum, per quem homo tam agere, quàm pati dicitur. Ex. gr. cum naturâ humanâ ità comparatum esse ostendimus, ut unusquisque appetat, ut reliqui ex ipsius ingenio vivant _(vide [Coroll. Prop. 31](331c), p. III)_ ; qui quidem appetitus in homine, qui ratione non ducitur, passio est, quæ Ambitio vocatur, nec multùm à Superbiâ discrepat ; & contrà in homine, qui ex rationis dictamine vivit, actio, seu virtus est quæ Pietas appellatur _(vide [Schol. 1 Prop. 37](437sc1), p. IV & [Demonstrat. 2](437a) ejusdem Prop.)_. Et hoc modo omnes appetitûs, seu Cupiditates eatenus tantùm passiones sunt, quatenus ex ideis inadæquatis oriuntur ; atque eædem virtuti accensentur, quando ab ideis adæquatis excitantur, vel generantur. Nam omnes Cupiditates, quibus ad aliquid agendum determinamur, tam oriri possunt ab adæquatis, quàm ab inadæquatis ideis _(vide [Prop. 59](459), p. IV)_. Atque hôc (ut eò, unde digressus sum, revertar) affectuum remedio, quod scilicet in eorum verâ cognitione consistit, nullum præstantius aliud, quod à nostrâ potestate pendeat, excogitari potest, quandoquidem nulla alia Mentis potentia datur, quàm cogitandi, & adæquatas ideas formandi, ut suprà _(per [Prop. 3](303), p. III)_ ostendimus." + } + ] + }, + { + "id": "505", + "title": "PROPOSITIO 5", + "text": "_Affectus erga rem, quam simpliciter, & non ut necessariam, neque ut possibilem, neque ut contingentem imaginamur, cæteris paribus, omnium est maximus._", + "childs": [ + { + "id": "505d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectus erga rem, quàm liberam esse imaginamur, major est, quàm erga necessariam _(per [Prop. 49](349), p. III)_, & consequenter adhuc major, quàm erga illam, quam ut possibilem, vel contingentem imaginamur _(per [Prop. 11](411), p. IV)_. At rem aliquam ut liberam imaginari nihil aliud esse potest, quàm quòd rem simpliciter imaginamur, dum causas, à quibus ipsa ad agendum determinata fuit, ignoramus _(per illa, quæ in [Schol. Prop. 35](235sc), p. II ostendimus)_ ; ergo affectus erga rem, quam simpliciter imaginamur, cæteris paribus major est, quàm erga necessariam, possibilem, vel contingentem, & consequenter maximus. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "506", + "title": "PROPOSITIO 6", + "text": "_Quatenus Mens res omnes, ut necessarias intelligit, eatenus majorem in affectus potentiam habet, seu minùs ab iisdem patitur._", + "childs": [ + { + "id": "506d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens res omnes necessarias esse intelligit _(per [Prop. 29](129), p. I)_, & infinito causarum nexu determinari ad existendum, & operandum _(per [Prop. 28](128), p. I)_ ; adeóque _(per [Prop. præced.](505))_ eatenus efficit, ut ab affectibus, qui ex iis oriuntur, minùs patiatur, & _(per [Prop. 48](348), p. III)_ minùs erga ipsas afficiatur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "506sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quò hæc cognitio, quòd scilicet res necessariæ sint, magis circa res singulares, quas distinctiùs, & magis vividè imaginamur, versatur, eò hæc Mentis in affectûs potentia major est, quòd ipsa etiam experientia testatur. Videmus enim Tristitiam boni alicujus, quod periit, mitigari, simulac homo, qui id perdidit, considerat bonum illud servari nullâ ratione potuisse. Sic etiam videmus, quòd nemo miseretur infantis, propterea quòd nescit loqui, ambulare, ratiocinari, & quòd denique tot annos quasi sui inscius vivat. At si plerique adulti, & unus, aut alter infans nascerentur, tum unumquemque misereret infantum, quia tum ipsam infantiam, non ut rem naturalem, & necessariam, sed ut naturæ vitium, seu peccatum consideraret ; & ad hunc modum plura alia notare possemus." + } + ] + }, + { + "id": "507", + "title": "PROPOSITIO 7", + "text": "Affectûs, qui ex ratione oriuntur, vel excitantur, si ratio temporis habeatur, potentiores sunt iis, qui ad res singulares referuntur, quas ut absentes contemplamur.", + "childs": [ + { + "id": "507d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Rem aliquam ut absentem non contemplamur ex affectu, quo eandem imaginamur ; sed ex eo, quòd Corpus alio afficitur affectu, qui ejusdem rei existentiam secludit _(per [Prop. 17](217), p. II)_. Quare affectus, qui ad rem, quam ut absentem contemplamur, refertur, ejus naturæ non est, ut reliquas hominis actiones, & potentiam superet _(de quibus vide [Prop. 6](406), p. IV)_ ; sed contrà ejus naturæ est, ut ab iis affectionibus, quæ existentiam externæ ejus causæ secludunt, coërceri aliquo modo possit _(per [Prop. 9](409), p. IV)_. At affectus, qui ex ratione oritur, refertur necessariò ad communes rerum proprietates _(vide rationis Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, quas semper ut præsentes contemplamur (nam nihil dari potest, quod earum præsentem existentiam secludat), & quas semper eodem modo imaginamur _(per [Prop. 38](238), p. II)_ : Quare talis affectus idem semper manet, & consequenter _(per [Axiom. 1](5a1) hujus)_ affectûs, qui eidem sunt contrarii, quique à suis causis externis non foventur, eidem magis magisque sese accomodare debebunt, donec non ampliùs sint contrarii, & eatenus affectus, qui ex ratione oritur, est potentior. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "508", + "title": "PROPOSITIO 8", + "text": "_Quò affectus aliquis à pluribus causis simul concurrentibus excitatur, eò major est._", + "childs": [ + { + "id": "508d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Plures causæ simul plùs possunt, quàm si pauciores essent _(per [Prop. 7](307), p. III)_ : adeóque _(per [Prop. 5](405), p. IV)_, quò affectus aliquis à pluribus causis simul excitatur, eò fortior est. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "508sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc Propositio patet etiam ex [Axiomate 2](5a2) hujus Partis." + } + ] + }, + { + "id": "509", + "title": "PROPOSITIO 9", + "text": "_Affectus, qui ad plures, & diversas causas refertur, quas Mens cum ipso affectu simul contemplatur, minùs noxius est, & minùs per ipsum patimur, & erga unamquamque causam minùs afficimur, quàm alius æquè magnus affectus, qui ad unam solam, vel pauciores causas refertur._", + "childs": [ + { + "id": "509d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectus eatenus tantùm malus, seu noxius est, quatenus Mens ab eo impeditur, quominùs possit cogitare _(per Prop. [26](426) & [27](427), p. IV)_ : adeóque ille affectus, à quo Mens ad plura simul objecta contemplandum determinantur, minùs noxius est, quam alius æquè magnus affectus, qui Mentem in solâ unius, aut pauciorum objectorum contemplatione ità detinet, ut de aliis cogitare nequeat, quod erat primum. Deinde, quia Mentis essentia, hoc est _(per [Prop. 7](307), p. III)_, potentia in solâ cogitatione consistit _(per [Prop. 11](211), p. II)_, ergo Mens per affectum, à quo ad plura simul contemplandum determinatur, minùs patitur, quàm per æquè magnum affectum, qui Mentem in solâ unius, aut pauciorum objectorum contemplatione occupatum tenet, quod erat secundum. Denique hic affectus _(per [Prop. 48](348), p. III)_, quatenus ad plures causas externas refertur, est etiam erga unamquamque minor. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "510", + "title": "PROPOSITIO 10", + "text": "_Quamdiu affectibus, qui nostræ naturæ sunt contrarii, non conflictamur, tamdiu potestatem habemus ordinandi, & concatenandi Corporis affectiones secundùm ordinem ad intellectum._", + "childs": [ + { + "id": "510d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Affectûs, qui nostræ naturæ sunt contrarii, hoc est _(per [Prop. 30](430), p. IV)_, qui mali sunt, eatenus mali sunt, quatenus impediunt, quominùs Mens intelligat _(per [Prop. 27](427), p. IV)_. Quamdiu igitur affectibus, qui nostræ naturæ contrarii sunt, non conflictamur, tamdiu Mentis & potentia, quâ res intelligere conatur _(per [Prop. 26](426), p. IV)_ non impeditur, atque adeò tamdiu potestatem habet claras, & distinctas ideas formandi, & alias ex aliis deducendi _(vide [Schol. 2 Prop. 40](240sc2) & [Schol. Prop. 47](247sc), p. II)_ ; & consequenter _(per [Prop. 1](501) hujus)_, tamdiu potestatem habemus ordinandi, & concatenandi affectiones Corporis secundùm ordinem ad intellectum. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "510sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hâc potestate rectè ordinandi, & concatenandi Corporis affectiones efficere possumus, ut non facilè malis affectibus afficiamur. Nam _(per [Prop. 7](507) hujus)_ major vis requiritur ad Affectûs, secundùm ordinem ad intellectum ordinatos, & concatenatos coërcendum, quàm incertos, & vagos. Optimum igitur, quod efficere possumus, quamdiu nostrorum affectuum perfectam cognitionem non habemus, est rectam vivendi rationem, seu certa vitæ dogmata concipere, eaque memoriæ mandare, & rebus particularibus, in vitâ frequenter obviis, continuò applicare, ut sic nostra imaginatio latè iisdem afficiatur, & nobis in promptu sint semper. Ex. gr. inter vitæ dogmata posuimus _(vide [Prop. 46](446), p. IV cum ejusdem [Schol.](446sc))_, Odium Amore, seu Generositate vincendum, non autem reciproco Odio compensandum. Ut autem hoc rationis præscriptum semper in promptu habeamus, ubi usus erit, cogitandæ, & sæpe meditandæ sunt communes hominum injuriæ, & quomodò, & quâ viâ Generositate optimè propulsentur ; sic enim imaginem injuriæ imaginationi hujus dogmatis jungemus, & nobis _(per [Prop. 18](218), p. II)_ in promptu semper erit, ubi nobis injuria afferetur. Quòd si etiam in promptu habuerimus rationem nostri veri utilis, ac etiam boni, quod ex mutuâ amicitiâ, & communi societate sequitur, & præterea quòd ex rectâ vivendi ratione summa animi acquiescentia oriatur _(per [Prop. 52](452), p. IV)_, & quòd homines, ut reliqua, ex naturæ necessitate agant : tum injuria, sive Odium, quod ex eâdem oriri solet, minimam imaginationis partem occupabit, & facilè superabitur ; vel si Ira, quæ ex maximis injuriis oriri solet, non adeò facilè superetur, superabitur tamen, quamvis non sine animi fluctuatione, longè minore temporis spatio, quàm si hæc non ità præmeditata habuissemus, ut patet ex Propositione [6](506), [7](507) & [8](508) hujus Partis. De Animositate ad Metum deponendum eodem modo cogitandum est ; enumeranda scilicet sunt, & sæpe imaginanda communia vitæ pericula, & quomodò animi præsentiâ, & fortitudine optimè vitari, & superari possunt. Sed notandum, quòd nobis in ordinandis nostris cogitationibus, & imaginibus semper attendendum est _(per [Coroll. Prop. 63](463c), p. IV & [Prop. 59](359), p. III)_ ad illa, quæ in unâquâque re bona sunt, ut sic semper ex Lætitiæ affectu ad agendum determinemur. Ex. gr. si quis videt, se nimis gloriam sectari, de ejus recto usu cogitet, & in quem finem sectanda sit, & quibus mediis acquiri possit ; sed non de ipsius abusu, & vanitate, & hominum inconstantiâ, vel aliis hujusmodi, de quibus nemo, nisi ex animi ægritudine, cogitat ; talibus enim cogitationibus maxime ambitiosi se maximè afflictant, quando de assequendo honore, quem ambiunt, desperant ; &, dum Iram evomunt, sapientes videri volunt. Quare certum est, eos gloriæ maximè esse cupidos, qui de ipsius abusu, & mundi vanitate maximè clamant. Nec hoc ambitiosis proprium, sed omnibus commune est, quibus fortuna est adversa, & qui animo impotentes sunt. Nam pauper etiam avarus de abusu pecuniæ, & divitum vitiis non cessat loqui ; quo nihil aliud efficit, quàm se afflictare, & aliis ostendere, se non tantùm paupertatem suam, sed etiam aliorum divitias iniquo animo ferre. Sic etiam, qui malè ab amasiâ excepti sunt, nihil cogitant, quàm de mulierum inconstantiâ, & fallaci animo, & reliquis earundem decantatis vitiis, quæ omnia statim oblivioni tradunt, simulac ab amasiâ iterum recipiuntur. Qui itaque suos affectûs, & appetitûs ex solo Libertatis amore moderari studet, is, quantùm potest, nitetur, virtutes, earumque causas noscere, & animum gaudio, quod ex earum verâ cognitione oritur, implere ; at minimè hominum vitia contemplari, hominesque obtrectare, & falsa libertatis specie gaudere. Atque hæc qui diligenter observabit (neque enim difficilia sunt), & exercebit, næ ille brevi temporis spatio actiones suas ex rationis imperio plerumque dirigere poterit." + } + ] + }, + { + "id": "511", + "title": "PROPOSITIO 11", + "text": "_Quò imago aliqua ad plures res refertur, eò frequentior est, seu sæpiùs viget, & Mentem magis occupat._", + "childs": [ + { + "id": "511d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quò enim imago, seu affectus ad plures res refertur, eò plures dantur causæ, à quibus excitari, & foveri potest, quas omnes Mens _(per Hypothesin)_ ex ipso affectu simul contemplatur ; atque adeò affectus eo frequentior est, seu sæpius viget, & _(per [Prop. 8](508) hujus)_ Mentem magis occupat. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "512", + "title": "PROPOSITIO 12", + "text": "_Rerum imagines faciliùs imaginibus, quæ ad res referuntur, quas clarè, & distinctè intelligimus, junguntur, quàm aliis._", + "childs": [ + { + "id": "512d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Res, quas clarè, & distinctè intelligimus, vel rerum communes proprietates sunt, vel quæ ex iis deducuntur _(vide rationis Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, & consequenter sæpius _(per [Prop. præced.](511))_, in nobis excitantur ; adeóque faciliùs fieri potest, ut res alias simul cum his, quàm cum aliis contemplemur, & consequenter _(per [Prop. 18](218), p. II)_ ut faciliùs cum his, quàm cum aliis, jungantur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "513", + "title": "PROPOSITIO 13", + "text": "_Quò imago aliqua pluribus aliis juncta est, eò sæpiùs viget._", + "childs": [ + { + "id": "513d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nam, quò imago aliqua pluribus aliis juncta est, eò (per [Prop. 18](218) p. II) plures causæ dantur, à quibus excitari potest. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "514", + "title": "PROPOSITIO 14", + "text": "_Mens efficere potest, ut omnes Corporis affectiones, seu rerum imagines ad Dei ideam referantur._", + "childs": [ + { + "id": "514d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Nulla est Corporis affectio, cujus aliquem clarum, & distinctum non possit Mens formare conceptum _(per [Prop. 4](504) hujus)_ ; adeóque efficere potest _(per [Prop. 15](115), p. I)_, ut omnes ad Dei ideam referuntur. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "515", + "title": "PROPOSITIO 15", + "text": "_Qui se, suosque affectûs clarè, & distinctè intelligit, Deum amat, & eò magis, quò se, suosque affectûs magis intelligit._", + "childs": [ + { + "id": "515d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Qui se, suosque affectûs clarè, & distinctè intelligit, lætatur _(per [Prop. 53](353), p. III)_, idque concomitante ideâ Dei _(per [Prop. præced.](514))_ ; atque adeò _(per [Defin. 6](3ad6) Affect.)_ Deum amat, & _(per eandem rationem)_ eò magis, quò se, suosque affectûs magis intelligit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "516", + "title": "PROPOSITIO 16", + "text": "_Hic erga Deum Amor Mentem maximè occupare debet._", + "childs": [ + { + "id": "516d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Est enim hic Amor junctus omnibus Corporis affectionibus _(per [Prop. 14](514) hujus)_, quibus omnibus fovetur _(per [Prop. 15](515) hujus)_ ; atque adeò _(per [Prop. 11](511) hujus)_ Mentem maximè occupare debet. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "517", + "title": "PROPOSITIO 17", + "text": "_Deus expers est passionum, nec ullo Lætitiæ, aut Tristitiæ affectu afficitur._", + "childs": [ + { + "id": "517d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ideæ omnes, quatenus ad Deum referuntur, veræ sunt _(per [Prop. 32](232), p. II)_, hoc est _(per [Defin. 4](2d4), p. II)_, adæquatæ ; atque adeò _(per [gen. Affect. Defin.](3agd))_ Deus expers est passionum. Deinde Deus neque ad majorem, neque ad minorem perfectionem transire potest _(per [Coroll. 2 Prop. 20](120c2), p. I) ; adeóque _(per Defin. [2](3ad2) & [3](3ad3) Affect.)_ nullo Lætitiæ, neque Tristitiæ affectu afficitur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "517c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Deus propriè loquendo neminem amat, neque odio habet. Nam Deus _(per [Prop. præced.](517))_ nullo Lætitiæ, neque Tristitiæ affectu afficitur, & consequenter _(per Defin. [6](3ad6) & [7](3ad7) Affect.)_ neminem etiam amat, neque odio habet" + } + ] + }, + { + "id": "518", + "title": "PROPOSITIO 18", + "text": "_Nemo potest Deum odio habere._", + "childs": [ + { + "id": "518d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Idea Dei, quæ in nobis est, est adæquata, & perfecta _(per Prop. [46](246) & [47](247), p. II)_ ; adeóque quatenus Deum contemplamur, eatenus agimus _(per [Prop. 3](303), p. III)_, & consequenter _(per [Prop. 59](359), p. III)_ nulla potest dari Tristitia concomitante ideâ Dei, hoc est, _(per [Defin. 7](3ad7) Affect.)_ nemo Deum odio habere potest. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "518c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Amor erga Deum in odium verti nequit." + }, + { + "id": "518sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "At objici potest, quòd dum Deum omnium rerum causam intelligimus, eo ipso Deum Tristitiæ causam consideramus. Sed ad hoc respondeo, quòd quatenus Tristitiæ causas intelligimus, eatenus _(per [Prop. 3](503) hujus)_ ipsa desinit esse passio, hoc est _(per [Prop. 59](359), p. III)_, eatenus desinit esse Tristitia ; atque adeò, quatenus Deum Tristitiæ causam esse intelligimus, eatenus lætamur." + } + ] + }, + { + "id": "519", + "title": "PROPOSITIO 19", + "text": "_Qui Deum amat, conari non potest, ut Deus ipsum contra amet._", + "childs": [ + { + "id": "519d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Si homo id conaretur, cuperet ergo _(per [Coroll. Prop. 17](517c) hujus)_, ut Deus, quem amat, non esset Deus, & consequenter _(per [Prop. 19](319), p. III)_, contristari cuperet, quod _(per [Prop. 28](328), p. III)_ est absurdum. Ergo, qui Deum amat, &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "520", + "title": "PROPOSITIO 20", + "text": "_Hic erga Deum Amor, neque Invidiæ, neque Zelotypiæ affectu inquinari potest ; sed eò magis fovetur, quò plures homines eodem Amoris vinculo cum Deo junctos imaginamur._", + "childs": [ + { + "id": "520d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hic erga Deum Amor summum bonum est, quod ex dictamine rationis appetere possumus _(per [Prop. 28](428), p. IV)_, & omnibus hominibus commune est _(per [Prop. 36](436), p. IV)_, & omnes, ut eodem gaudeant, cupimus _(per [Prop. 37](437), p. IV)_ ; atque adeò _(per [Defin. 23](3ad23) Affect.)_ Invidiæ affectu maculari nequit, neque etiam _(per [Prop. 18](518) hujus, & Defin. Zelotypiæ, quam vide in [Schol. Prop. 35](335sc), p. III)_ Zelotypiæ affectu ; sed contrà _(per [Prop. 31](331), p. III)_ eò magis foveri debet, quò plures homines eodem gaudere imaginamur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "520sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Possumus hoc eodem modo ostendere, nullum dari affectum, qui huic Amori directè sit contrarius, à quo hic ipse Amor possit destrui ; atque adeò concludere possumus, hunc erga Deum Amorem omnium affectuum esse constantissimum, nec, quatenus ad Corpus refertur, posse destrui, nisi cum ipso Corpore. Cujus autem naturæ sit, quatenus ad solam Mentem refertur, postea videbimus. \nAtque his omnia affectuum remedia, sive id omne, quod Mens, in se solâ considerata, adversùs affectûs potest, comprehendi ; ex quibus apparet, Mentis in affectûs potentiam consistere: I. In ipsâ affectuum cognitione _(vide [Schol. Prop. 4](504sc) hujus)_. II. In eo, quòd affectûs à cogitatione causæ externæ, quam confusè imaginamur, separat _(vide [Prop. 2](502) cum eodem [Schol. Prop. 4](504sc) hujus)_. III. In tempore, quo affectiones, quæ ad res, quas intelligimus, referuntur, illas superant, quæ ad res referuntur, quas confusè, seu mutilatè concipimus _(vide [Prop. 7](507) hujus)_. IV. In multitudine causarum, à quibus affectiones, quæ ad rerum communes proprietates, vel ad Deum referuntur, foventur _(vide Prop. [9](509) & [11](511) hujus)_. V. Denique in ordine, quo Mens suos affectûs ordinare, & invicem concatenare potest _(vide [Schol. Prop. 10](510sc) & insuper Prop. [12](512), [13](513) & [14](514) hujus)_. Sed ut hæc Mentis in affectûs potentia meliùs intelligatur, venit apprimè notandum, quòd affectûs à nobis magni appellantur, quando unius hominis affectum cum affectu alterius comparamus, & unum magis, quàm alium eodem affectu conflictari videmus ; vel quando unius, ejusdemque hominis affectûs ad invicem comparamus, eundemque uno affectu magis, quàm alio affici, sive moveri comperimus: Nam _(per [Prop. 5](405), p. IV)_ vis cujuscunque affectûs definitur potentiâ causæ externæ cum nostrâ comparatâ. At Mentis potentia solâ cognitione definitur ; impotentia autem, seu passio à solâ cognitionis privatione, hoc est, ab eo, per quod ideæ dicuntur inadæquatæ, æstimatur ; ex quo sequitur, Mentem illam maximè pati, cujus maximam partem ideæ inadæquatæ constituunt, ità ut magis per id, quod patitur, quàm per id, quod agit, dignoscatur ; & illam contrà maximè agere, cujus maximam partem ideæ adæquatæ constituunt, ità ut, quamvis huic tot inadæquatæ ideæ, quàm illi insint, magis tamen per illas, quæ humanæ virtuti tribuuntur, quàm per has, quæ humanam impotentiam arguunt, dignoscatur. Deinde notandum, animi ægritudines, & infortunia potissimum originem trahere ex nimio Amore erga rem, quæ multis variationibus est obnoxia, & cujus nunquam compotes esse possumus. Nam nemo de re ullâ, nisi quam amat, sollicitus, anxiusve est, neque injuriæ, suspiciones, inimicitiæ, &c. oriuntur, nisi ex Amore erga res, quarum nemo potest reverâ esse compos. Ex his itaque facilè concipimus, quid clara, & distincta cognitio, & præcipuè tertium illud cognitionis genus _(de quo vide [Schol. Prop. 47](247sc), p. II)_, cujus fundamentum est ipsa Dei cognitio, in affectûs potest, quos nempe, quatenus passiones sunt, si non absolutè tollit _(vide [Prop. 3](503) cum [Schol. Prop. 4](504sc) hujus)_, saltem efficit, ut minimam Mentis partem constituant _(vide [Prop. 14](514) hujus)_. Deinde Amorem gignit erga rem immutabilem, & æternam _(vide [Prop. 15](515 hujus)_, & cujus reverâ sumus compotes _(vide [Prop. 45](245), p. II)_, & qui propterea nullis vitiis, quæ in communi Amore insunt, inquinari, sed semper major, ac major esse potest _(per [Prop. 15](515) hujus)_, & Mentis maximam partem occupare _(per [Prop. 16](516) hujus)_, lateque afficere. Atque his omnia, quæ præsentem hanc vitam spectant, absolvi. Nam quod in hujus Scholii principio dixi, me his paucis omnia affectuum remedia amplexum esse, facilè poterit unusquisque videre, qui ad hæc, quæ in hoc Scholio diximus, & simul ad Mentis, ejusque affectuum definitiones, & denique ad Propositiones [1](301) & [3](303) Partis III attenderit. Tempus igitur jam est, ut ad illa transeam, quæ ad Mentis durationem sine relatione ad Corpus pertinent." + } + ] + }, + { + "id": "521", + "title": "PROPOSITIO 21", + "text": "_Mens nihil imaginari potest, neque rerum præteritarum recordari, nisi durante Corpore._", + "childs": [ + { + "id": "521d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens actualem sui Corporis existentiam non exprimit, neque etiam Corporis affectiones, ut actuales, concipit, nisi durante Corpore _(per [Coroll. Prop. 8](208c), p. II)_, & consequenter _(per [Prop. 26](226), p. II)_ nullum corpus, ut actu existens, concipit, nisi durante suo Corpore, ac proinde nihil imaginari _(vide Imaginat. Defin. in [Schol. Prop. 17 p. II](217sc), p. II)_, neque rerum præteritarum recordari potest, nisi durante Corpore _(vide Defin. Memoriæ in [Schol. Prop.18](218sc), p. II)_. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "522", + "title": "PROPOSITIO 22", + "text": "_In Deo tamen datur necessariò idea, quæ hujus, & illius Corporis humani essentiam sub æternitatis specie exprimit._", + "childs": [ + { + "id": "522d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Deus non tantùm est causa hujus, & illius Corporis humani existentiæ, sed etiam essentiæ _(per [Prop. 25](125), p. I)_, quæ propterea per ipsam Dei essentiam necessariò debet concipi _(per [Axiom. 4](1a4), p. I)_, idque æternâ quâdam necessitate _(per [Prop. 16](116), p. I)_, qui quidem conceptus necessariò in Deo dari debet _(per [Prop. 3](203), p. II)_. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "523", + "title": "PROPOSITIO 23", + "text": "_Mens humana non potest cum Corpore absolutè destrui ; sed ejus aliquid remanet, quod æternum est._", + "childs": [ + { + "id": "523d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "In Deo datur necessariò conceptus, seu idea, quæ Corporis humani essentiam exprimit _(per [Prop. præced.](522))_, quæ propterea aliquid necessariò est, quod ad essentiam Mentis humanæ pertinet _(per [Prop. 13](213), p. II)_. Sed Menti humanæ nullam durationem, quæ tempore definiri potest, tribuimus, nisi quatenus Corporis actualem existentiam, quæ per durationem explicatur, & tempore definiri potest, exprimit, hoc est _(per [Coroll. Prop. 8](208c), p. II)_, ipsi durationem non tribuimus, nisi durante Corpore. Cum tamen aliquid nihilominùs sit id, quod æternâ quâdam necessitate per ipsam Dei essentiam concipitur _(per [Prop. præced.](522))_, erit necessariò hoc aliquid, quod ad Mentis essentiam pertinet, æternum. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "523sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Est, uti diximus, hæc idea, quæ Corporis essentiam sub specie æternitatis exprimit, certus cogitandi modus, qui ad Mentis essentiam pertinet, quique necessariò æternus est. Nec tamen fieri potest, ut recordemur nos ante Corpus exstitisse, quandoquidem nec in corpore ulla ejus vestigia dari, ner æternitas tempore definiri, nec ullam ad tempus relationem habere potest. At nihilominùs sentimus, experimurque, nos æternos esse. Nam Mens non minùs res illas sentit, quas intelligendo concipit, quàm quas in memoriâ habet. Mentis enim oculi, quibus res videt, observatque, sunt ipsæ demonstrationes. Quamvis itaque non recordemur nos ante Corpus exstitisse, sentimus tamen Mentem nostram, quatenus Corporis essentiam sub æternitatis specie involvit, æternam esse, & hanc ejus existentiam tempore definiri, sive per durationem explicari non posse. Mens igitur nostra eatenus tantùm potest dici durare, ejusque existentia certo tempore definiri potest, quatenus actualem Corporis existentiam involvit, & eatenus tantùm potentiam habet rerum existentiam tempore determinandi, easque sub duratione concipiendi." + } + ] + }, + { + "id": "524", + "title": "PROPOSITIO 24", + "text": "_Quò magis res singulares intelligimus, eò magis Deum intelligimus._", + "childs": [ + { + "id": "524d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet ex [Coroll. Prop. 25](125c) p. I." + } + ] + }, + { + "id": "525", + "title": "PROPOSITIO 25", + "text": "_Summus Mentis conatus, summaque virtus est res intelligere tertio cognitionis genere._", + "childs": [ + { + "id": "525d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Tertium cognitionis genus procedit ab adæquatâ ideâ quorumdam Dei attributorum ad adæquatam cognitionem essentiæ rerum _(vide hujus Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_ ; & quò magis hôc modo res intelligimus, eò magis _(per [Prop. præced.](524))_ Deum intelligimus, ac proinde _(per [Prop. 28](428), p. IV)_ summa Mentis virtus, hoc est _(per [Defin. 8](4d8), p. IV)_, Mentis potentia, seu natura, sive _(per [Prop. 7](307), p. III)_ summus conatus est res intelligere tertio cognitionis genere. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "526", + "title": "PROPOSITIO 26", + "text": "_Quò Mens aptior est ad res tertio cognitionis genere intelligendum, eò magis cupit, res eodem hôc cognitionis genere intelligere._", + "childs": [ + { + "id": "526d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Patet. Nam quatenus concipimus Mentem aptam esse ad res hôc cognitionis genere intelligendum, eatenus eandem determinatam concipimus ad res eodem cognitionis genere intelligendum, & consequenter _(per [Defin. 1](3ad1) Affect.)_, quò Mens ad hoc aptior est, eò magis hoc cupit. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "527", + "title": "PROPOSITIO 27", + "text": "_Ex hôc tertio cognitionis genere summa, quæ dari potest, Mentis acquiescentia oritur._", + "childs": [ + { + "id": "527d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Summa Mentis virtus est Deum cognoscere _(per [Prop. 28](428), p. IV)_, sive res tertio cognitionis genere intelligere _(per [Prop. 25](525) hujus)_ ; quæ quidem virtus eò major est, quò Mens hôc cognitionis genere magis res cognoscit _(per [Prop. 24](524) hujus)_ ; adeóque qui res hôc cognitionis genere cognoscit, is ad summam humanam perfectionem transit, & consequenter _(per [Defin. 2](3ad2) Affect.)_, summâ Lætitiâ afficitur, idque _(per [Prop. 43](243), p. II)_ concomitante ideâ sui, suæque virtutis, ac proinde _(per [Defin. 25](3ad25) Affect.)_ ex hôc cognitionis genere summa, quæ dari potest, oritur acquiescentia. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "528", + "title": "PROPOSITIO 28", + "text": "_Conatus, seu Cupiditas cognoscendi res tertio cognitionis genere, oriri non potest ex primo ; at quidem ex secundo cognitionis genere._", + "childs": [ + { + "id": "528d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hæc Propositio per se patet. Nam quicquid clarè, & distinctè intelligimus, id vel per se, vel per aliud, quod per se concipitur, intelligimus, hoc est, ideæ, quæ in nobis claræ, & distinctæ sunt, sive quæ ad tertium cognitionis genus referuntur _(vide [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, non possunt sequi ex ideis mutilatis, & confusis, quæ _(per idem [Schol.](240sc2))_ ad primum cognitionis genus referuntur, sed ex ideis adæquatis, sive _(per idem [Schol.](240sc2))_ ex secundo, & tertio cognitionis genere ; ac proinde _(per [Defin. 1](3ad1) Affect.)_ Cupiditas cognoscendi res tertio cognitionis genere non potest oriri ex primo, at quidem ex secundo. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "529", + "title": "PROPOSITIO 29", + "text": "_Quicquid Mens sub specie æternitatis intelligit, id ex eo non intelligit, quód Corporis præsentem actualem existentiam concipit, sed ex eo, quód Corporis essentiam concipit sub specie æternitatis._", + "childs": [ + { + "id": "529d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quatenus Mens præsentem sui Corporis existentiam concipit, eatenus durationem concipit, quæ tempore determinari potest, & eatenus tantùm potentiam habet concipiendi res cum relatione ad tempus _(per [Prop. 21](521) hujus & [Prop. 26](226), p. II)_. At æternitas per durationem explicari nequit _(per [Defin. 8](1d8), p. I & ipsius [explication.](1d8e))_. Ergo Mens eatenus potestatem non habet concipiendi res sub specie æternitatis ; sed quia de naturâ rationis est res sub specie æternitatis concipere _(per [Coroll. 2 Prop. 44](244c2), p. II)_, & ad Mentis naturam etiam pertinet Corporis essentiam sub specie æternitatis concipere _(per [Prop. 23](523) hujus)_, & præter hæc duo nihil aliud ad Mentis essentiam pertinet _(per [Prop. 13](213), p. II)_ ; ergo hæc potentia concipiendi res sub specie æternitatis ad Mentem non pertinet, nisi quatenus Corporis essentiam sub specie æternitatis concipit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "529sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Res duobus modis à nobis ut actuales concipiuntur, vel quatenus easdem cum relatione ad certum tempus, & locum existere, vel quatenus ipsas in Deo contineri, & ex naturæ divinæ necessitate consequi concipimus. Quæ autem hôc secundo modo ut veræ, seu reales concipiuntur, eas sub æternitatis specie concipimus, & earum ideæ æternam, & infinitam Dei essentiam involvunt, ut [Propositione 45](245) Partis II ostendimus, cujus etiam [Scholium](245sc) vide." + } + ] + }, + { + "id": "530", + "title": "PROPOSITIO 30", + "text": "_Mens nostra, quatenus se, & Corpus sub æternitatis specie cognoscit, eatenus Dei cognitionem necessarió habet, scitque se in Deo esse, & per Deum concipi._", + "childs": [ + { + "id": "530d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Aeternitas est ipsa Dei essentia, quatenus hæc necessariam involvit existentiam _(per [Defin. 8](1d8), p. I)_. Res igitur sub specie æternitatis concipere, est res concipere, quatenus per Dei essentiam, ut entia realia, concipiuntur, sive quatenus per Dei essentiam involvunt existentiam ; adeóque Mens nostra, quatenus se, & Corpus sub specie æternitatis concipit, eatenus Dei cognitionem necessariò habet, scitque &c. _Q.E.D._" + } + ] + }, + { + "id": "531", + "title": "PROPOSITIO 31", + "text": "_Tertium cognitionis genus pendet à Mente, tanquam à formali causâ, quatenus Mens ipsa æterna est._", + "childs": [ + { + "id": "531d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mens nihil sub æternitatis specie concipit, nisi quatenus sui Corporis essentiam sub æternitatis specie concipit _(per [Prop. 29](529) hujus)_, hoc est _(per Prop. [21](521) & [23](523) hujus)_, nisi quatenus æterna est ; adeóque _(per [Prop. præced.](530))_ quatenus æterna est, Dei habet cognitionem, quæ quidem cognitio est necessariò adæquata _(per [Prop. 46](246), p. II)_, ac proinde Mens, quatenus æterna est, ad illa omnia cognoscendum est apta, quæ ex datâ hâc Dei cognitione consequi possunt _(per [Prop. 40](240), p. II)_, hoc est, ad res tertio cognitionis genere cognoscendum _(vide hujus Defin. in [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, cujus propterea Mens _(per [Defin. 1](3d1), p. III)_, quatenus æterna est, causa est adæquata, seu formalis. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "531sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quò igitur unusquisque hoc cognitionis genere plùs pollet, eò melius sui, & Dei conscius est, hoc est, eò est perfectior, & beatior, quod adhuc clariùs ex seqq. patebit. Sed hîc notandum, quòd, tametsi jam certi sumus, Mentem æternam esse, quatenus res sub æternitatis specie concipit, nos tamen, ut ea, quæ ostendere volumus, faciliùs explicentur, & meliùs intelligantur, ipsam, tanquam jam inciperet esse, & res sub æternitatis specie intelligere jam inciperet, considerabimus, ut huc usque fecimus ; quod nobis absque ullo erroris periculo facere licet, modò nobis cautio sit nihil concludere, nisi ex perspicuis præmissis." + } + ] + }, + { + "id": "532", + "title": "PROPOSITIO 32", + "text": "_Quicquid intelligimus tertio cognitionis genere, eo delectamur, & quidem concomitante idea Dei, tanquam causâ._", + "childs": [ + { + "id": "532d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Ex hôc cognitionis genere summa, quæ dari potest, Mentis acquiescentia _(per [Prop. 27](527) hujus)_, hoc est _(per [Defin. 25](3ad25) Affect.)_, Lætitia oritur, eaque concomitante ideâ sui, & consequenter _(per [Prop. 30](530) hujus)_ concomitante etiam idea a Dei, tanquam causa. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "532c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Ex tertio cognitionis genere oritur necessariò Amor Dei intellectualis. Nam ex hôc cognitionis genere oritur _(per [Prop. præced.](532))_ Lætitia concomitante ideâ Dei, tanquam causâ, hoc est _(per [Defin. 6](3ad6) Affect.)_, Amor Dei, non quatenus ipsum ut præsentem imaginamur _(per [Prop. 29](529) hujus)_, sed quatenus Deum æternum esse intelligimus, & hoc est, quod amorem Dei intellectualem voco." + } + ] + }, + { + "id": "533", + "title": "PROPOSITIO 33", + "text": "_Amor Dei intellectualis, qui ex tertio cognitionis genere oritur, est æternus_.", + "childs": [ + { + "id": "533d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Tertium enim cognitionis genus _(per [Prop. 31](531) hujus, & [Axiom. 3](1a3), p. I)_ est æternum ; adeóque _(per idem [Axiom.](1a3), p. I)_ Amor, qui ex eodem oritur, est etiam necessariò æternus. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "533sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quamvis hic erga Deum Amor principium non habuerit _(per [Prop. præced.](533))_, habet tamen omnes Amoris perfectiones, perinde ac si ortus fuisset, sicut in [Coroll. Prop. præc.](532c) finximus. Nec ulla hîc est differentia, nisi quòd Mens easdem has perfectiones, quas eidem jam accedere finximus, æternas habuerit, idque concomitante ideâ Dei tanquam causâ æternâ. Quòd si Lætitia in transitione ad majorem perfectionem consistit, beatitudo sanè in eo consistere debet, quòd Mens ipsâ perfectione sit prædita." + } + ] + }, + { + "id": "534", + "title": "PROPOSITIO 34", + "text": "_Mens non nisi durante corpore obnoxia est affectibus, qui ad passiones referuntur._", + "childs": [ + { + "id": "534d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Imaginatio est idea, quâ Mens rem aliquam ut præsentem contemplatur _(vide ejus Defin. in [Schol. Prop. 17](217sc), p. II)_, quæ tamen magis Corporis humani præsentem constitutionem, quàm rei externæ naturam indicat _(per [Coroll. 2 Prop. 16](216c2), p. II)_. Est igitur affectus _(per [gen. Affect. Defin.](3agd))_ imaginatio, quatenus Corporis præsentem constitutionem indicat ; atque adeò _(per [Prop. 21](521) hujus)_ Mens non nisi durante corpore obnoxia est affectibus, qui ad passiones referuntur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "534c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur nullum Amorem præter Amorem intellectualem esse æternum" + }, + { + "id": "534sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Si ad hominum communem opinionem attendamus, videbimus, eos suæ Mentis æternitatis esse quidem conscios ; sed ipsos eandem cum duratione confundere, eamque imaginationi, seu memoriæ tribuere, quam post mortem remanere credunt." + } + ] + }, + { + "id": "535", + "title": "PROPOSITIO 35", + "text": "_Deus se ipsum Amore intellectuali infinito amat._", + "childs": [ + { + "id": "535d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Deus est absolutè infinitus _(per [Defin. 6](1d6), p. I)_, hoc est _(per [Defin. 6](2d6), p. II)_, Dei natura gaudet infinitâ perfectione, idque _(per [Prop. 3](203), p. II)_ concomitante ideâ sui, hoc est _(per [Prop. 11](111) & [Defin. 1](1d1), p. I)_, ideâ suæ causæ, & hoc est, quod in [Coroll. Prop. 32](532c) hujus Amorem intellectualem esse diximus." + } + ] + }, + { + "id": "536", + "title": "PROPOSITIO 36", + "text": "_Mentis Amor intellectualis erga Deum est ipse Dei Amor, quo Deus se ipsum amat, non quatenus infinitus est, sed quatenus per essentiam humanæ Mentis, sub specie æternitatis consideratam, explicari potest, hoc est, Mentis erga Deum Amor intellectualis pars est infiniti amoris, quo Deus se ipsum amat._", + "childs": [ + { + "id": "536d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hic Mentis Amor ad Mentis actiones referri debet _(per [Coroll. Prop. 32](532c) hujus, & per [Prop. 3](303), p. III)_, qui proinde actio est, quâ Mens se ipsam contemplatur, concomitante ideâ Dei tanquam causâ _(per [Prop. 32](532) hujus, & ejus [Coroll.](532c))_, hoc est _(per [Coroll. Prop. 25](125c), p. I & [Coroll. Prop. 11](211c), p. I)_, actio, quâ Deus, quatenus per Mentem humanam explicari potest, seipsum contemplatur, concomitante ideâ sui ; atque adeò _(per [Prop. præced.](535))_ hic Mentis Amor pars est infiniti amoris, quo Deus seipsum amat. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "536c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur, quòd Deus, quatenus seipsum amat, homines amat, & consequenter quòd amor Dei erga homines, & Mentis erga Deum Amor intellectualis unum, & idem sit." + }, + { + "id": "536sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Ex his clarè intelligimus, quâ in re nostra salus, seu beatitudo, seu Libertas consistit, nempe in constanti, & æterno erga Deum Amore, sive in Amore Dei erga homines. Atque hic Amor, seu beatitudo in Sacris codicibus Gloria appellatur, nec immeritò. Nam sive hic Amor ad Deum referatur, sive ad Mentem, rectè animi acquiescentia, quæ reverâ à Gloriâ _(per Defin. [25](3ad25) & [30](3ad30) Affect.)_ non distinguitur, appellari potest. Nam quatenus ad Deum refertur, est _(per [Prop. 35](535) hujus)_ Lætitia, liceat hôc adhuc vocabulo uti, concomitante ideâ sui, ut & quatenus ad Mentem refenur _(per [Prop. 27](527) hujus)_. Deinde quia nostræ Mentis essentia in solâ cognitione consistit, cujus principium, & fundamentum Deus est _(per [Prop. 15](115), p. I & [Schol. Prop. 47](247sc), p. II)_ : hinc perspicuum nobis fit, quomodò, & quâ ratione Mens nostra secundùm essentiam, & existentiam ex naturâ divinâ sequatur, & continuò à Deo pendeat ; quod hîc notare operæ pretium duxi, ut hôc exemplo ostenderem, quantùm rerum singularium cognitio, quam intuitivam, sive tertii generis appellavi _(vide [Schol. 2 Prop. 40](240sc2), p. II)_, polleat, potiorque sit cognitione universali, quam secundi generis esse dixi. Nam quamvis in Primâ Parte generaliter ostenderim, omnia (& consequenter Mentem etiam humanam) à Deo secundùm essentiam, & existentiam pendêre, illa tamen demonstratio, tametsi legitima sit, & extra dubitationis aleam posita, non ità tamen Mentem nostram afficit, quàm quando id ipsum ex ipsâ essentiâ rei cujuscunque singularis, quam à Deo pendêre dicimus, concluditur." + } + ] + }, + { + "id": "537", + "title": "PROPOSITIO 37", + "text": "_Nihil in naturâ datur, quod huic Amori intellectuali sit contrarium, sive quod ipsum possit tollere._", + "childs": [ + { + "id": "537d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Hic intellectualis Amor ex Mentis naturâ necessariò sequitur, quatenus ipsa, ut æterna veritas, per Dei naturam consideratur _(per Prop. [33](533) & [29](529) hujus)_. Siquid ergo daretur, quod huic Amori esset contrarium, id contrarium esset vero, & consequenter id, quod hunc Amorem posset tollere, efficeret, ut id, quod verum est, falsum esset, quod _(ut per se notum)_ est absurdum. Ergo nihil in naturâ datur, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "537sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Partis Quartæ [Axioma](4a) res singulares respicit, quatenus cum relatione ad certum tempus, & locum considerantur, de quo neminem dubitare credo." + } + ] + }, + { + "id": "538", + "title": "PROPOSITIO 38", + "text": "Quò plures res secundo, & tertio cognitionis genere Mens intelligit, eò minùs ipsa ab affectibus, qui mali sunt, patitur, & mortem minùs timet.", + "childs": [ + { + "id": "538d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Mentis essentia in cognitione consistit _(per [Prop. 11](211), p. II)_ ; quò igitur Mens plures res cognoscit secundo, & tertio cognitionis genere, eò major ejus pars remanet _(per Prop. [23](523) & [29](529) hujus)_, & consequenter _(per [Prop. præced.](537))_ eò major ejus pars non tangitur ab affectibus, qui nostræ naturæ sunt contrarii, hoc est _(per [Prop. 30](430), p. IV)_, qui mali sunt. Quò itaque Mens plures res secundo, & tertio cognitionis genere intelligit, eò major ejus pars illæsa manet, & consequenter minus ab affectibus patitur, &c. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "538sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hinc intelligimus id, quod in [Schol. Prop. 39](439sc) p. IV attigi, & quod in hâc Parte explicare promisi ; nempe, quòd mors eò minùs est noxia, quò Mentis clara, & distincta cognitio major est, & consequenter, quò Mens magis Deum amat. Deinde, quia _(per [Prop. 27](527) hujus)_ ex tertio cognitionis genere summa, quæ dari potest, oritur acquiescentia, hinc sequitur Mentem humanam posse ejus naturæ esse, ut id, quod ejus cum corpore perire ostendimus _(vide [Prop. 21](521) hujus)_, in respectu ad id, quod ipsius remanet, nullius sit momenti. Sed de his mox prolixiùs." + } + ] + }, + { + "id": "539", + "title": "PROPOSITIO 39", + "text": "_Qui Corpus ad plurima aptum habet, is Mentem habet, cujus maxima pars est æterna._", + "childs": [ + { + "id": "539d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Qui Corpus ad plurima agendum aptum habet, is minimè affectibus, qui mali sunt, conflictatur _(per [Prop. 38](438), p. IV)_, hoc est _(per [Prop. 30](430), p. IV)_, affectibus, qui naturæ nostræ sunt contrarii, atque adeò _(per [Prop. 10](510) hujus)_ potestatem habet ordinandi, & concatenandi Corporis affectiones secundùm ordinem ad intellectum, & consequenter efficiendi _(per [Prop. 14](514) hujus)_, ut omnes Corporis affectiones ad Dei ideam referantur, ex quò fiet _(per [Prop. 15](515) hujus)_, ut erga Deum afficiatur Amore, qui _(per [Prop. 16](516) hujus)_ Mentis maximam partem occupare, sive constituere debet, ac proinde (per [Prop. 33](533) hujus) Mentem habet, cujus maxima pars est æterna. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "539sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Quia Corpora humana ad plurima apta sunt, non dubium est, quin ejus naturæ possint esse, ut ad Mentes referantur, quæ magnam sui, & Dei habeant cognitionem, & quarum maxima, seu præcipua pars est æterna, atque adeò ut mortem vix timeant. Sed ut hæc clariùs intelligantur, animadvertendum hîc est, quòd nos in continuâ vivimus variatione, & prout in melius, sive in pejus mutamur, eò felices, aut infelices dicimur. Qui enim ex infante, vel puero in cadaver transiit, infelix dicitur, & contrà id felicitati tribuitur, quòd totum vitæ spatium Mente sanâ in Corpore sano percurrere potuerimus. Et reverâ qui Corpus habet, ut infans, vel puer, ad paucissima aptum, & maximè pendens à causis externis, Mentem habet, quæ in se solâ considerata nihil ferè sui, nec Dei, nec rerum sit conscia ; & contrà, qui Corpus habet ad plurima aptum, Mentem habet, quæ in se solâ considerata multum sui, & Dei, & rerum sit conscia. In hâc vitâ igitur apprimè conamur, ut Corpus infantiæ in aliud, quantùm ejus natura patitur, eique conducit, mutetur, quod ad plurima aptum sit, quodque ad Mentem referatur, quæ sui, & Dei, & rerum plurimùm sit conscia ; atque ità ut id omne, quod ad ipsius memoriam, vel imaginationem refertur, in respectu ad intellectum vix alicujus sit momenti, ut in [Schol. Prop. præced.](538sc) jam dixi." + } + ] + }, + { + "id": "540", + "title": "PROPOSITIO 40", + "text": "_Quò unaquæque res plus perfectionis habet, eò magis agit, & minùs patitur, & contrà, quò magis agit, eò perfectior est._", + "childs": [ + { + "id": "540d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Quò unaquæque res perfectior est, eò plus habet realitatis _(per [Defin. 6](2d6), p. II)_, & consequenter _(per [Prop. 3](303), p. III cum ejus [Schol.](303sc))_ eò magis agit, & minùs patitur ; quæ quidem Demonstratio inverso ordine eodem modo procedit, ex quo sequitur, ut res contrà eò sit perfectior, quò magis agit. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "540c", + "type": "COROLLARIUM", + "text": "Hinc sequitur partem Mentis, quæ remanet, quantacunque ea sit, perfectiorem esse reliquâ. Nam pars Mentis æterna _(per Prop. [23](523) & [29](529) hujus)_ est intellectus, per quem solum nos agere dicimur _(per [Prop. 3](303), p. III)_ ; illa autem, quam perire ostendimus, est ipsa imaginatio _(per [Prop. 21](521) hujus)_, per quam solam dicimur pati _(per [Prop. 3](303), p. III & [gen. Affect. Defin.](3agd))_, atque adeò _(per [Prop. præced.](540))_ illa, quantacunque ea sit, hac est perfectior. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "540sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "Hæc sunt, quæ de Mente, quatenus sine relatione ad Corporis existentiam consideratur, ostendere constitueram ; ex quibus, & simul ex [Prop. 21](121) p. I &. aliis apparet, quòd Mens nostra, quatenus intelligit, æternus cogitandi modus sit, qui alio æterno cogitandi modo determinatur, & hic iterum ab alio, & sic in infinitum ; ità ut omnes simul Dei æternum, & infinitum intellectum constituant." + } + ] + }, + { + "id": "541", + "title": "PROPOSITIO 41", + "text": "_Quamvis nesciremus, Mentem nostram æternam esse, Pietatem tamen, & Religionem, & absolutè omnia, quæ ad Animositatem, & Generositatem referri ostendimus in Quartâ Parte, prima haberemus._", + "childs": [ + { + "id": "541d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Primum, & unicum virtutis, seu rectè vivendi rationis fundamentum _(per [Coroll. Prop. 22](422c) & per [Prop. 24](424), p. IV)_ est suum utile quærere. Ad illa autem determinandum, quæ ratio utilia esse dictat, nullam rationem habuimus Mentis æternitatis, quam demum in hâc Quinta Parte novimus. Quamvis igitur tum temporis ignoraverimus, Mentem esse æternam, illa tamen, quæ ad Animositatem, & Generositatem referri ostendimus, prima habuimus ; atque adeò, quamvis etiam nunc hoc ipsum ignoraremus, eadem tamen rationis præscripta prima haberemus. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "541sc", + "type": "SCHOLIM", + "text": "Communis vulgi persuasio alia videtur esse. Nam plerique videntur credere, se eatenus liberos esse, quatenus libidini parere licet, & eatenus de suo jure cedere, quatenus ex legis divinæ præscripto vivere tenentur. Pietatem igitur, & Religionem, & absolutè omnia, quæ ad animi Fortitudinem referuntur, onera esse credunt, quæ post mortem deponere, & pretium servitutis, nempe Pietatis, & Religionis accipere sperant, nec hâc spe solâ ; sed etiam, & præcipuè metu, ne diris, scilicet suppliciis post mortem puniantur, inducuntur, ut ex legis divinæ præscripto, quantùm eorum fert tenuitas, & impotens animus, vivant ; & nisi hæc Spes, & Metus hominibus inessent, at contrà si crederent, mentes cum corpore interire, nec restare miseris, Pietatis onere confectis, vivere longiùs, ad ingenium redirent, & ex libidine omnia moderari, & fortunæ potiùs, quàm sibi parere, vellent. Quæ mihi non minùs absurda videntur, quàm si quis propterea, quòd non credit, se posse bonis alimentis corpus in æternum nutrire, venenis potiùs, & lethiferis se exsaturare vellet ; vel quia videt Mentem non esse æternam, seu immortalem, ideò amens mavult esse, & sine ratione vivere : quæ adeò absurda sunt, ut vix recenseri mereantur." + } + ] + }, + { + "id": "542", + "title": "PROPOSITIO 42", + "text": "_Beatitudo non est virtutis præmium, sed ipsa virtus ; nec eâdem gaudemus, quia libidines coercemus ; sed contrà quia eâdem gaudemus, ideò libidines coërcere possumus._", + "childs": [ + { + "id": "542d", + "type": "DEMONSTRATIO", + "text": "Beatitudo in Amore erga Deum consistit _(per [Prop. 36](536) hujus, & ejus [Schol.](536sc))_, qui quidem Amor ex tertio cognitionis genere oritur _(per [Coroll. Prop. 32](532c) hujus)_, atque adeò hic Amor _(per Prop. [59](359) & [3](303), p. III)_ ad Mentem, quatenus agit, referri debet ; ac proinde _(per [Defin. 8](4d8), p. IV)_ ipsa virtus est, quod erat primum. Deinde quò Mens hoc Amore divino, seu beatitudine magis gaudet, eò plus intelligit _(per [Prop. 32](532) hujus)_, hoc est _(per [Coroll. Prop. 3](503c) hujus)_, eò majorem in affectûs habet potentiam, & _(per [Prop. 38](538) hujus)_ eoò minùs ab affectibus, qui mali sunt, patitur ; atque adeò ex eo, quòd Mens hoc Amore divino, seu beatitudine gaudet, potestatem habet libidines coërcendi ; & quia humana potentia ad coërcendos affectûs in solo intellectu consistit, ergo nemo beatitudine gaudet, quia affectûs coërcuit ; sed contrà potestas libidines coërcendi ex ipsâ beatitudine oritur. _Q.E.D._" + }, + { + "id": "542sc", + "type": "SCHOLIUM", + "text": "His omnia, quæ de Mentis in affectûs potentiâ, quæque de Mentis Libertate ostendere volueram, absolvi. Ex quibus apparet, quantum Sapiens polleat, potiorque sit ignaro, qui solâ libidine agitur. Ignarus enim, præterquam quod à causis externis, multis modis agitatur, nec unquam verâ animi acquiescentiâ potitur, vivit præterea sui, & Dei, & rerum quasi inscius, & simulac pati desinit, simul etiam esse desinit. Cùm contrà sapiens, quatenus ut talis consideratur, vix animo movetur ; sed sui, & Dei, & rerum æternâ quâdam necessitate conscius, nunquam esse desinit ; sed semper verâ animi acquiescentiâ potitur. Si jam via, quam ad hæc ducere ostendi, perardua videatur, inveniri tamen potest. Et sanè arduum debet esse, quod adeò rarò reperitur. Quî enim posset fieri, si salus in promptu esset, & sine magno labore reperiri posset, ut ab omnibus ferè negligeretur? Sed omnia præclara tam difficilia, quàm rara sunt." + } + ] + }, + { + "title":"_FINIS._", + "type":"title" + } + ] + } +]